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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) :LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Competência da Justiça do Trabalho. Redirecionamento da execução. Fazenda Pública. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF) nem da legislação infraconstitucional pertinente. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01DA-784C-B158-36D8 e senha 4DAF-CDBE-FDE3-1BD8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) :LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Alega, ainda, que o acórdão recorrido vai ao encontro do decidido por esta Suprema Corte nos autos do RE nº 583.955/RJ-RG. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A842-A72B-85CE-5745 e senha 6D10-FC31-D900-C22D Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) :LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Alega, ainda, que o acórdão recorrido vai ao encontro do decidido por esta Suprema Corte nos autos do RE nº 583.955/RJ-RG. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A842-A72B-85CE-5745 e senha 6D10-FC31-D900-C22D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conquanto tenha razão a parte agravante no tocante à aplicação da sistemática da repercussão na origem, melhor sorte não a socorre no que tange à matéria remanescente. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “DIREITO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA/SUBSIDIÁRIA. DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à legitimidade da execução na Justiça do Trabalho de bens que, a despeito de não integrarem a massa falida, pertencem a pessoa jurídica do mesmo grupo econômico de sociedade submetida a procedimento falimentar (RE 864.264-RG, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 12.4.2016). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0FB-DADC-64AF-A2C3 e senha D4CF-8695-F842-167D Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conquanto tenha razão a parte agravante no tocante à aplicação da sistemática da repercussão na origem, melhor sorte não a socorre no que tange à matéria remanescente. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “DIREITO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA/SUBSIDIÁRIA. DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à legitimidade da execução na Justiça do Trabalho de bens que, a despeito de não integrarem a massa falida, pertencem a pessoa jurídica do mesmo grupo econômico de sociedade submetida a procedimento falimentar (RE 864.264-RG, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 12.4.2016). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0FB-DADC-64AF-A2C3 e senha D4CF-8695-F842-167D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1195222 AGR / SP 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. (ARE nº 1.123.072/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/8/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO TRABALHISTA. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. COMPETÊNCIA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE nº 1.080.541/DF- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 19/12/17) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA DO TRABALHO. JUÍZO DE FALÊNCIAS. COMPETÊNCIA PARA EXECUÇÃO DE BENS QUE, SEGUNDO O PRÓPRIO JUÍZO FALIMENTAR, NÃO SÃO PARTE DO ACERVO DA MASSA FALIDA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE nº 766.429/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 29/10/15) Por fim, não há falar em ofensa ao decidido por esta Suprema Corte quando do julgamento do RE nº 583.955/RJ-RG. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0FB-DADC-64AF-A2C3 e senha D4CF-8695-F842-167D Supremo Tribunal Federal ARE 1195222 AGR / SP 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. (ARE nº 1.123.072/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/8/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO TRABALHISTA. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. COMPETÊNCIA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE nº 1.080.541/DF- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 19/12/17) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA DO TRABALHO. JUÍZO DE FALÊNCIAS. COMPETÊNCIA PARA EXECUÇÃO DE BENS QUE, SEGUNDO O PRÓPRIO JUÍZO FALIMENTAR, NÃO SÃO PARTE DO ACERVO DA MASSA FALIDA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE nº 766.429/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 29/10/15) Por fim, não há falar em ofensa ao decidido por esta Suprema Corte quando do julgamento do RE nº 583.955/RJ-RG. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0FB-DADC-64AF-A2C3 e senha D4CF-8695-F842-167D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO (306299/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-83A1-1556-52E3 e senha BE6F-AC24-3755-E9F7 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO (306299/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-83A1-1556-52E3 e senha BE6F-AC24-3755-E9F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750180769
2019-06-07T00:00:00
2019-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Competência da Justiça do Trabalho. Redirecionamento da execução. Fazenda Pública. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF) nem da legislação infraconstitucional pertinente. 2. Agravo regimental não provido.
sjur406681
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) ARE 766429 AgR (2ªT), ARE 1080541 AgR (1ªT), ARE 1123072 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 19/08/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1195222
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1195222 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) :LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Competência da Justiça do Trabalho. Redirecionamento da execução. Fazenda Pública. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal) nem da legislação infraconstitucional pertinente. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 01DA-784C-B158-36D8 e senha 4DAF-CDBE-FDE3-1BD8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) :LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Alega, ainda, que o acórdão recorrido vai ao encontro do decidido por esta Suprema Corte nos autos do Recurso Extraordinário n 583.955/RJ-RG. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A842-A72B-85CE-5745 e senha 6D10-FC31-D900-C22D Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) :LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem, ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Alega, ainda, que o acórdão recorrido vai ao encontro do decidido por esta Suprema Corte nos autos do Recurso Extraordinário n 583.955/RJ-RG. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A842-A72B-85CE-5745 e senha 6D10-FC31-D900-C22D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conquanto tenha razão a parte agravante no tocante à aplicação da sistemática da repercussão na origem, melhor sorte não a socorre no que tange à matéria remanescente. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA/SUBSIDIÁRIA. DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à legitimidade da execução na Justiça do Trabalho de bens que, a despeito de não integrarem a massa falida, pertencem a pessoa jurídica do mesmo grupo econômico de sociedade submetida a procedimento falimentar (Recurso Extraordinário 864.264-RG, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 12.4.2016). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0FB-DADC-64AF-A2C3 e senha D4CF-8695-F842-167D Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Conquanto tenha razão a parte agravante no tocante à aplicação da sistemática da repercussão na origem, melhor sorte não a socorre no que tange à matéria remanescente. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. EXECUÇÃO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA/SUBSIDIÁRIA. DESCONSIDERAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O Plenário desta Corte já se manifestou pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à legitimidade da execução na Justiça do Trabalho de bens que, a despeito de não integrarem a massa falida, pertencem a pessoa jurídica do mesmo grupo econômico de sociedade submetida a procedimento falimentar (Recurso Extraordinário 864.264-RG, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 12.4.2016). 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0FB-DADC-64AF-A2C3 e senha D4CF-8695-F842-167D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1195222 AGR / SP 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. (ARE n 1.123.072/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/8/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO TRABALHISTA. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. COMPETÊNCIA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE n 1.080.541/DF- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 19/12/17) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA DO TRABALHO. JUÍZO DE FALÊNCIAS. COMPETÊNCIA PARA EXECUÇÃO DE BENS QUE, SEGUNDO O PRÓPRIO JUÍZO FALIMENTAR, NÃO SÃO PARTE DO ACERVO DA MASSA FALIDA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE n 766.429/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 29/10/15) Por fim, não há falar em ofensa ao decidido por esta Suprema Corte quando do julgamento do Recurso Extraordinário n 583.955/RJ-RG. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0FB-DADC-64AF-A2C3 e senha D4CF-8695-F842-167D Supremo Tribunal Federal ARE 1195222 AGR / SP 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação. (ARE n 1.123.072/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/8/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO TRABALHISTA. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA. COMPETÊNCIA. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE n 1.080.541/DF- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 19/12/17) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA DO TRABALHO. JUÍZO DE FALÊNCIAS. COMPETÊNCIA PARA EXECUÇÃO DE BENS QUE, SEGUNDO O PRÓPRIO JUÍZO FALIMENTAR, NÃO SÃO PARTE DO ACERVO DA MASSA FALIDA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE n 766.429/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 29/10/15) Por fim, não há falar em ofensa ao decidido por esta Suprema Corte quando do julgamento do Recurso Extraordinário n 583.955/RJ-RG. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D0FB-DADC-64AF-A2C3 e senha D4CF-8695-F842-167D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO (306299/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-83A1-1556-52E3 e senha BE6F-AC24-3755-E9F7 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.222 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSE MARIO MORAES ADV.(A/S) : LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO (306299/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA20-83A1-1556-52E3 e senha BE6F-AC24-3755-E9F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 222", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 222", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 583 . 955 / RJ - RG", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 583 . 955 / RJ - RG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 864 . 264 - RG", "AGRAVO 1 . 195 . 222", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 864 . 264 - RG", "ARE 1195222 AGR / SP", "ARE n 1 . 123 . 072 / MG -", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 080 . 541 / DF - AgR", "ARE n 766 . 429 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 583 . 955 / RJ - RG", "ARE n 1 . 123 . 072 / MG - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 080 . 541 / DF - AgR", "ARE n 766 . 429 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 583 . 955 / RJ - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "JOSE MARIO MORAES", "LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "JOSE MARIO MORAES", "LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO", "DIAS TOFFOLI", "JOSE MARIO MORAES", "LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Teori", "Zavascki", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "JOSE MARIO MORAES", "LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "JOSE MARIO MORAES", "LUIS GUILHERME CASIMIRO QUINTAS MAGARAO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "5", "6", "/", "6", "/", "2019", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "12", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "12", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "8", "/", "18", "19", "/", "12", "/", "17", "29", "/", "10", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "8", "/", "18", "19", "/", "12", "/", "17", "29", "/", "10", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) :VANNIAS DIAS DA SILVA AGDO.(A/S) :RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) :FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES E M E N T A: QUEIXA-CRIME – AUSÊNCIA DE PREPARO (RISTF, ART. 61, § 1º, I, “IN FINE”) – CONSEQUENTE INADMISSIBILIDADE DESTE PROCEDIMENTO PENAL DE INICIATIVA PRIVADA – NÃO DEMONSTRAÇÃO, NO RECURSO DE AGRAVO, DO CUMPRIMENTO DESSA OBRIGAÇÃO PROCESSUAL – MÉRITO, ADEMAIS, QUE NÃO COMPORTA ACOLHIMENTO – JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA CAUSA PENAL – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA, VALIDAMENTE, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – QUEIXA-CRIME AJUIZADA CONTRA MINISTRO DE ESTADO – SUPOSTA PRÁTICA DE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO, CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA TER-SE-IA SITUADO EM MOMENTO QUE PRECEDEU A POSSE DO ORA AGRAVADO NO CARGO EXECUTIVO E QUE, ADEMAIS, NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA COM AS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO PÚBLICA – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – FALTA DE COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTE TRIBUNAL, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C248-78EB-2EE7-5C8D e senha F989-0DE0-57EB-301C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão PET 8038 AGR-AGR / DF PRETENDIDO RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, DA FICÇÃO JURÍDICA DO CRIME CONTINUADO – SUPOSTO NEXO DE CONTINUIDADE ENTRE AS ACUSAÇÕES PENAIS OBJETO DESTE PROCESSO E AQUELA IMPUTADA AO ORA AGRAVADO NA PET 8.069/SP, DE RELATORIA DO MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI – INVIABILIDADE – INSUBSISTÊNCIA, TAMBÉM QUANTO À PET 8.069/SP, DA PRERROGATIVA DE FORO PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – TESE QUE NÃO OFERECE QUALQUER SUPORTE À PRETENSÃO DA PARTE AGRAVANTE – MANIFESTAÇÃO DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C248-78EB-2EE7-5C8D e senha F989-0DE0-57EB-301C Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF PRETENDIDO RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, DA FICÇÃO JURÍDICA DO CRIME CONTINUADO – SUPOSTO NEXO DE CONTINUIDADE ENTRE AS ACUSAÇÕES PENAIS OBJETO DESTE PROCESSO E AQUELA IMPUTADA AO ORA AGRAVADO NA PET 8.069/SP, DE RELATORIA DO MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI – INVIABILIDADE – INSUBSISTÊNCIA, TAMBÉM QUANTO À PET 8.069/SP, DA PRERROGATIVA DE FORO PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – TESE QUE NÃO OFERECE QUALQUER SUPORTE À PRETENSÃO DA PARTE AGRAVANTE – MANIFESTAÇÃO DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C248-78EB-2EE7-5C8D e senha F989-0DE0-57EB-301C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) :VANNIAS DIAS DA SILVA AGDO.(A/S) :RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) :FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “agravo interno” interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à anterior impugnação recursal deduzida pelo ora agravante, em virtude de sua manifesta inadmissibilidade. Sustenta-se, em síntese, no presente recurso, “que não cabe ao Relator julgar monocraticamente o agravo interno, devendo, por disposição legal do CPC/2015 e do Regimento Interno do E. STF, levá-lo ao julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão de pauta” (grifei). No mérito, a parte agravante aponta, como fundamento para justificar o provimento de seu recurso, a ocorrência de continuidade delitiva entre os eventos alegadamente delituosos versados nesta causa penal, consubstanciados em matéria jornalística publicada no Jornal “Globo Rural” em 04/12/2018, e uma nova entrevista concedida pelo Senhor Ricardo de Aquino Salles, ora agravado, em momento posterior à sua posse no cargo de Ministro de Estado, “ao Programa Pânico da Rádio Jovem Pan, em rede nacional e ao vivo, em 04.02.2019” (grifei). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do eminente Procurador-Geral da República em exercício, Dr. LUCIANO MARIZ MAIA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26FA-2288-3F9F-CFF8 e senha AC89-BCD8-6844-12BC Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) :VANNIAS DIAS DA SILVA AGDO.(A/S) :RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) :FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “agravo interno” interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à anterior impugnação recursal deduzida pelo ora agravante, em virtude de sua manifesta inadmissibilidade. Sustenta-se, em síntese, no presente recurso, “que não cabe ao Relator julgar monocraticamente o agravo interno, devendo, por disposição legal do CPC/2015 e do Regimento Interno do E. STF, levá-lo ao julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão de pauta” (grifei). No mérito, a parte agravante aponta, como fundamento para justificar o provimento de seu recurso, a ocorrência de continuidade delitiva entre os eventos alegadamente delituosos versados nesta causa penal, consubstanciados em matéria jornalística publicada no Jornal “Globo Rural” em 04/12/2018, e uma nova entrevista concedida pelo Senhor Ricardo de Aquino Salles, ora agravado, em momento posterior à sua posse no cargo de Ministro de Estado, “ao Programa Pânico da Rádio Jovem Pan, em rede nacional e ao vivo, em 04.02.2019” (grifei). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do eminente Procurador-Geral da República em exercício, Dr. LUCIANO MARIZ MAIA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26FA-2288-3F9F-CFF8 e senha AC89-BCD8-6844-12BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório PET 8038 AGR-AGR / DF Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26FA-2288-3F9F-CFF8 e senha AC89-BCD8-6844-12BC Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26FA-2288-3F9F-CFF8 e senha AC89-BCD8-6844-12BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão ao ora recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são aqui reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Observo , preliminarmente, que a parte agravante deixou de efetuar o necessário preparo, que se mostra exigível, no presente caso, por tratar-se de ação penal de iniciativa privada, hipótese em que não incide a cláusula de isenção inscrita no art. 61, § 1º, I, “in fine”, do RISTF. Diferentemente do que alega o ora recorrente em seu recurso de agravo, não houve, nestes autos, qualquer petição veiculando emenda à inicial acusatória por ele ajuizada na qual tenha sido “requerido o benefício da justiça gratuita”, o que reforça, ainda mais, o descumprimento, no caso, conforme salientado na decisão recorrida, dessa exigência regimental (RISTF, art. 61, § 1º, I, “in fine”). Mesmo que fosse possível superar tal óbice de natureza processual, ainda assim não mereceria provimento a impugnação recursal da parte ora agravante. Cumpre referir , por relevante, que não procede a alegação de que o “Relator, em qualquer situação, não detém a atribuição de decidir monocraticamente o agravo interno”, pois , como se sabe, no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão ao ora recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são aqui reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Observo , preliminarmente, que a parte agravante deixou de efetuar o necessário preparo, que se mostra exigível, no presente caso, por tratar-se de ação penal de iniciativa privada, hipótese em que não incide a cláusula de isenção inscrita no art. 61, § 1º, I, “in fine”, do RISTF. Diferentemente do que alega o ora recorrente em seu recurso de agravo, não houve, nestes autos, qualquer petição veiculando emenda à inicial acusatória por ele ajuizada na qual tenha sido “requerido o benefício da justiça gratuita”, o que reforça, ainda mais, o descumprimento, no caso, conforme salientado na decisão recorrida, dessa exigência regimental (RISTF, art. 61, § 1º, I, “in fine”). Mesmo que fosse possível superar tal óbice de natureza processual, ainda assim não mereceria provimento a impugnação recursal da parte ora agravante. Cumpre referir , por relevante, que não procede a alegação de que o “Relator, em qualquer situação, não detém a atribuição de decidir monocraticamente o agravo interno”, pois , como se sabe, no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente , o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, especialmente em casos como o que ora se examina, de manifesta inviabilidade da pretensão deduzida, legitimando-se , em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar (CPC , art. 932, VIII, e RISTF , art. 21, § 1º, c/c CPP , art. 3º). Nesse mesmo sentido foi o pronunciamento do Ministério Público Federal, do qual extraio, por relevante, o seguinte trecho: “Pois bem, sem razão o agravante, cuja argumentação não encontra amparo legal, tampouco respaldo na jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. A simples leitura das razões recursais demonstra que o segundo agravo regimental traduz, em verdade, mero inconformismo do recorrente com a deliberação adotada, em indisfarçável investida para impedir o arquivamento do feito e pressionar o recebimento da queixa-crime e a instauração da ação penal privada. Prova dessa assertiva é reforçada pela análise do conteúdo da irresignação, que sequer atacou os fundamentos da decisão proferida no primeiro agravo regimental e apenas reflete pretensão recursal manifestamente contrária à jurisprudência sedimentada dessa Suprema Corte. A insatisfação com a decisão judicial não autoriza, contudo, o uso de meios de impugnação sem chance de reversão efetiva, que apenas oneram o exercício da jurisdição e resultam em patente prejuízo para a administração e a dignidade da justiça. Esse comportamento transborda a garantia da ampla defesa, desvia dos legítimos fins das normas procedimentais e configura manifesto abuso do direito de recorrer. Ao negar seguimento ao primeiro agravo regimental interposto, o próprio Ministro Relator ressaltou: …................................................................................................... O Código de Processo Civil, em seu artigo 932-VIII, estabelece que incumbe ao Relator ‘exercer outras atribuições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente , o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, especialmente em casos como o que ora se examina, de manifesta inviabilidade da pretensão deduzida, legitimando-se , em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar (CPC , art. 932, VIII, e RISTF , art. 21, § 1º, c/c CPP , art. 3º). Nesse mesmo sentido foi o pronunciamento do Ministério Público Federal, do qual extraio, por relevante, o seguinte trecho: “Pois bem, sem razão o agravante, cuja argumentação não encontra amparo legal, tampouco respaldo na jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. A simples leitura das razões recursais demonstra que o segundo agravo regimental traduz, em verdade, mero inconformismo do recorrente com a deliberação adotada, em indisfarçável investida para impedir o arquivamento do feito e pressionar o recebimento da queixa-crime e a instauração da ação penal privada. Prova dessa assertiva é reforçada pela análise do conteúdo da irresignação, que sequer atacou os fundamentos da decisão proferida no primeiro agravo regimental e apenas reflete pretensão recursal manifestamente contrária à jurisprudência sedimentada dessa Suprema Corte. A insatisfação com a decisão judicial não autoriza, contudo, o uso de meios de impugnação sem chance de reversão efetiva, que apenas oneram o exercício da jurisdição e resultam em patente prejuízo para a administração e a dignidade da justiça. Esse comportamento transborda a garantia da ampla defesa, desvia dos legítimos fins das normas procedimentais e configura manifesto abuso do direito de recorrer. Ao negar seguimento ao primeiro agravo regimental interposto, o próprio Ministro Relator ressaltou: …................................................................................................... O Código de Processo Civil, em seu artigo 932-VIII, estabelece que incumbe ao Relator ‘exercer outras atribuições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF estabelecidas no regimento interno do Tribunal’. O preceito legal é aplicável, por analogia, ao processo penal, nos termos do artigo 3º do Código de Processo Penal. Por sua vez, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, em seu artigo 21-§ 1º, prevê que o Ministro Relator poderá ‘negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil’. De longa data, o posicionamento dessa Suprema Corte reconhece a legitimidade dessa faculdade conferida ao Ministro Relator, cumprindo reproduzir, a título exemplificativo, os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO CONDENATÓRIO QUE CONCEDE AO RÉU O DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. VIOLAÇÃO À COISA JULGADA E AO PRINCÍPIO DO ‘NON REFORMATIO IN PEJUS’. INOCORRÊNCIA. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. 1. Não há violação ao princípio da colegialidade quando o relator, utilizando-se da faculdade conferida pelo art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 2. O direito de recorrer em liberdade concedido por tribunal, em condenação originária, não impede que, em fase de julgamento subsequente, as instâncias extraordinárias entendam, diferentemente, ser o caso de iniciar a execução provisória do cumprimento da pena. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (HC 164577-AgR/SP; 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF estabelecidas no regimento interno do Tribunal’. O preceito legal é aplicável, por analogia, ao processo penal, nos termos do artigo 3º do Código de Processo Penal. Por sua vez, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, em seu artigo 21-§ 1º, prevê que o Ministro Relator poderá ‘negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil’. De longa data, o posicionamento dessa Suprema Corte reconhece a legitimidade dessa faculdade conferida ao Ministro Relator, cumprindo reproduzir, a título exemplificativo, os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO CONDENATÓRIO QUE CONCEDE AO RÉU O DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. VIOLAÇÃO À COISA JULGADA E AO PRINCÍPIO DO ‘NON REFORMATIO IN PEJUS’. INOCORRÊNCIA. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. 1. Não há violação ao princípio da colegialidade quando o relator, utilizando-se da faculdade conferida pelo art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 2. O direito de recorrer em liberdade concedido por tribunal, em condenação originária, não impede que, em fase de julgamento subsequente, as instâncias extraordinárias entendam, diferentemente, ser o caso de iniciar a execução provisória do cumprimento da pena. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (HC 164577-AgR/SP; 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF Órgão Julgador: Primeira Turma; Relator: Ministro Alexandre de Moraes; julgamento: 22 de fevereiro de 2019; publicação: DJe-046, 8 de março de 2019 – ...) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PRISÃO PREVENTIVA COM FUNDAMENTO NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA EM CASO DE RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. NÃO FIXAÇÃO DE OUTRAS CAUTELARES QUANDO HÁ ELEMENTOS PARA PRISÃO PROCESSUAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Não viola o princípio da colegialidade decisão de Ministro Relator que, com fundamento no § 1º do art. 21 do Regimento Interno do STF, nega seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, como se deu na espécie. Precedentes. II – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do ‘habeas corpus’, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – A prisão preventiva pode ter fundamento na garantia da ordem pública, quando presentes elementos concretos que evidenciem risco de reiteração delitiva, mormente quando se tratar de associação criminosa, como no caso sob exame. IV – Presentes nos autos elementos concretos a recomendar a manutenção da prisão processual, não se revela adequado fixar outras cautelares alternativas estabelecidas no art. 319 do Código de Processo Penal. V – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (HC 152860-AgR/MG; Órgão Julgador: Segunda Turma; Relator: Ministro Ricardo Lewandowski; julgamento: 7 de dezembro de 2018; publicação: DJe-2687, 14 de dezembro de 2018 (...).” (grifei) Nem se alegue que tal procedimento implicaria transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Órgão Julgador: Primeira Turma; Relator: Ministro Alexandre de Moraes; julgamento: 22 de fevereiro de 2019; publicação: DJe-046, 8 de março de 2019 – ...) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PRISÃO PREVENTIVA COM FUNDAMENTO NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA EM CASO DE RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. NÃO FIXAÇÃO DE OUTRAS CAUTELARES QUANDO HÁ ELEMENTOS PARA PRISÃO PROCESSUAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Não viola o princípio da colegialidade decisão de Ministro Relator que, com fundamento no § 1º do art. 21 do Regimento Interno do STF, nega seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, como se deu na espécie. Precedentes. II – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do ‘habeas corpus’, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – A prisão preventiva pode ter fundamento na garantia da ordem pública, quando presentes elementos concretos que evidenciem risco de reiteração delitiva, mormente quando se tratar de associação criminosa, como no caso sob exame. IV – Presentes nos autos elementos concretos a recomendar a manutenção da prisão processual, não se revela adequado fixar outras cautelares alternativas estabelecidas no art. 319 do Código de Processo Penal. V – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (HC 152860-AgR/MG; Órgão Julgador: Segunda Turma; Relator: Ministro Ricardo Lewandowski; julgamento: 7 de dezembro de 2018; publicação: DJe-2687, 14 de dezembro de 2018 (...).” (grifei) Nem se alegue que tal procedimento implicaria transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF restará preservado ante a possibilidade – presentemente exercida pelo ora agravante – de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “PODERES PROCESSUAIS DO MINISTRO RELATOR E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – Assiste ao Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Pode, em consequência, negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos, quando incabíveis, intempestivos, sem objeto ou, ainda, quando veicularem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante na Suprema Corte. Precedentes. – O reconhecimento dessa competência monocrática deferida ao Relator da causa não transgride o postulado da colegialidade, pois sempre caberá, para os órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário e Turmas), recurso contra as decisões singulares que venham a ser proferidas por seus Juízes.” (MS 28.025-AgR/DF , Rel. Min. CELSO DE MELLO) Quanto à matéria de fundo da presente controvérsia, verifica-se que a suposta prática dos delitos imputados ao ora agravado na petição inicial veiculadora da presente ação penal de iniciativa privada, consoante reconhecido pelo próprio recorrente em sua postulação recursal, ter-se-ia verificado “antes da posse do Ministro”, tratando-se , por isso mesmo, de fatos absolutamente estranhos às atribuições inerentes ao ofício executivo em questão. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF restará preservado ante a possibilidade – presentemente exercida pelo ora agravante – de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “PODERES PROCESSUAIS DO MINISTRO RELATOR E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – Assiste ao Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Pode, em consequência, negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos, quando incabíveis, intempestivos, sem objeto ou, ainda, quando veicularem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante na Suprema Corte. Precedentes. – O reconhecimento dessa competência monocrática deferida ao Relator da causa não transgride o postulado da colegialidade, pois sempre caberá, para os órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário e Turmas), recurso contra as decisões singulares que venham a ser proferidas por seus Juízes.” (MS 28.025-AgR/DF , Rel. Min. CELSO DE MELLO) Quanto à matéria de fundo da presente controvérsia, verifica-se que a suposta prática dos delitos imputados ao ora agravado na petição inicial veiculadora da presente ação penal de iniciativa privada, consoante reconhecido pelo próprio recorrente em sua postulação recursal, ter-se-ia verificado “antes da posse do Ministro”, tratando-se , por isso mesmo, de fatos absolutamente estranhos às atribuições inerentes ao ofício executivo em questão. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF Vale destacar , por necessário, a confirmar a completa desvinculação temporal dos supostos ilícitos penais em face do cargo de Ministro de Estado e das funções a ele atinentes, o fato de que as alegadas infrações delituosas teriam resultado de uma única entrevista que o ora agravado concedeu em 04/12/2018 , quando sequer ostentava a condição de Ministro de Estado, para cuja titularidade foi nomeado e empossado apenas em 01/01/2019 . Cabe registrar que , não bastasse a entrevista concedida pelo agravado em 04/12/2018 ter ocorrido em momento anterior à condição de Ministro de Estado, as imputações alegadamente ofensivas também não guardam nexo de implicação recíproca e/ou vínculo de pertinência ou de conexão com o exercício de referido cargo no Poder Executivo da União. Desse modo , o exame destes autos revela que a situação neles exposta, consideradas as circunstâncias que venho de mencionar, ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ , Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, por oportuno, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, a competência penal é atribuível a órgão judiciário situado no primeiro grau de jurisdição. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Vale destacar , por necessário, a confirmar a completa desvinculação temporal dos supostos ilícitos penais em face do cargo de Ministro de Estado e das funções a ele atinentes, o fato de que as alegadas infrações delituosas teriam resultado de uma única entrevista que o ora agravado concedeu em 04/12/2018 , quando sequer ostentava a condição de Ministro de Estado, para cuja titularidade foi nomeado e empossado apenas em 01/01/2019 . Cabe registrar que , não bastasse a entrevista concedida pelo agravado em 04/12/2018 ter ocorrido em momento anterior à condição de Ministro de Estado, as imputações alegadamente ofensivas também não guardam nexo de implicação recíproca e/ou vínculo de pertinência ou de conexão com o exercício de referido cargo no Poder Executivo da União. Desse modo , o exame destes autos revela que a situação neles exposta, consideradas as circunstâncias que venho de mencionar, ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ , Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, por oportuno, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, a competência penal é atribuível a órgão judiciário situado no primeiro grau de jurisdição. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF No que tange às novas práticas delituosas apontadas nesta sede recursal, supostamente perpetradas pelo ora agravado quando da ulterior entrevista concedida ao Programa da Jovem Pan em 04/02/2019, registro que tais condutas constituem objeto de apreciação, perante esta Corte, em outro procedimento penal ajuizado pelo ora recorrente (Pet 8.069/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), o que torna inadmissível o julgamento, nestes autos, dos mesmos fatos alegadamente ofensivos já apreciados por este Tribunal no curso desse outro procedimento penal. Impõe-se considerar , neste ponto, que também as supostas infrações delituosas resultantes dessa nova entrevista que o ora agravado concedeu em 04/02/2019 , não obstante atenderem à exigência de contemporaneidade com a condição de Ministro de Estado ostentada pelo recorrido, ainda assim não guardam qualquer pertinência ou conexão com o desempenho das funções inerentes ao cargo político em referência. Foi exatamente essa a conclusão a que chegou o eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Relator da mencionada Pet 8.069/SP: “Conforme se verifica, diante do que se contém nestes autos, e levando-se em consideração o que decidido na AP 937-QO/RJ, reputo não satisfeita a condição imposta pelo Plenário, e acima reproduzida, para a aplicação do foro por prerrogativa de função ao caso concreto, pois os crimes imputados ao querelado, se cometidos, e ainda que supostamente tenham ocorrido em período de exercício do cargo, não estão de modo algum relacionados às funções desempenhadas por Ministro de Estado. No mesmo sentido, e em caso análogo ao presente: Pet 8.038/DF, Rel. Min. Celso de Mello. Isso posto, nego seguimento à presente ação penal de inciativa privada, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF.” (grifei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF No que tange às novas práticas delituosas apontadas nesta sede recursal, supostamente perpetradas pelo ora agravado quando da ulterior entrevista concedida ao Programa da Jovem Pan em 04/02/2019, registro que tais condutas constituem objeto de apreciação, perante esta Corte, em outro procedimento penal ajuizado pelo ora recorrente (Pet 8.069/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), o que torna inadmissível o julgamento, nestes autos, dos mesmos fatos alegadamente ofensivos já apreciados por este Tribunal no curso desse outro procedimento penal. Impõe-se considerar , neste ponto, que também as supostas infrações delituosas resultantes dessa nova entrevista que o ora agravado concedeu em 04/02/2019 , não obstante atenderem à exigência de contemporaneidade com a condição de Ministro de Estado ostentada pelo recorrido, ainda assim não guardam qualquer pertinência ou conexão com o desempenho das funções inerentes ao cargo político em referência. Foi exatamente essa a conclusão a que chegou o eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Relator da mencionada Pet 8.069/SP: “Conforme se verifica, diante do que se contém nestes autos, e levando-se em consideração o que decidido na AP 937-QO/RJ, reputo não satisfeita a condição imposta pelo Plenário, e acima reproduzida, para a aplicação do foro por prerrogativa de função ao caso concreto, pois os crimes imputados ao querelado, se cometidos, e ainda que supostamente tenham ocorrido em período de exercício do cargo, não estão de modo algum relacionados às funções desempenhadas por Ministro de Estado. No mesmo sentido, e em caso análogo ao presente: Pet 8.038/DF, Rel. Min. Celso de Mello. Isso posto, nego seguimento à presente ação penal de inciativa privada, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF.” (grifei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF Ressalte-se, finalmente, que a tese de continuidade delitiva suscitada pelo ora agravante, caso se mostrasse acolhível, não teria o condão de atrair a competência desta Suprema Corte para apreciação e julgamento do feito. É que a ficção jurídica do delito continuado, consagrada pela legislação penal brasileira, nele vislumbra uma unidade incindível, a significar, portanto, consoante ensina ROGÉRIO GRECO, que “os crimes subsequentes devem ser havidos como continuação do primeiro” (“Código Penal Comentado”, p. 227, 10ª ed., 2016, Editora Impetus). Isso significa, portanto, sendo certo que a competência para apreciar e julgar as supostas infrações penais relacionadas à primeira entrevista concedida pelo ora agravado, em 04/12/2018 , é atribuível a órgão judiciário situado no primeiro grau de jurisdição, que igualmente subsiste a competência desse mesmo juízo, considerado o tratamento unitário estabelecido pelo Código Penal às hipóteses de continuidade delitiva, para examinar os ilícitos ulteriores alegadamente cometidos pelo ora agravado, bem assim a configuração das circunstâncias de tempo, de lugar, de pessoas e de modo de execução pertinentes aos delitos famulares (CP , art. 71). Vê-se, desse modo, que os fundamentos suscitados pela parte ora recorrente não são suficientes, na espécie, para afastar as razões que dão suporte à decisão agravada. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, a douta manifestação da Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Ressalte-se, finalmente, que a tese de continuidade delitiva suscitada pelo ora agravante, caso se mostrasse acolhível, não teria o condão de atrair a competência desta Suprema Corte para apreciação e julgamento do feito. É que a ficção jurídica do delito continuado, consagrada pela legislação penal brasileira, nele vislumbra uma unidade incindível, a significar, portanto, consoante ensina ROGÉRIO GRECO, que “os crimes subsequentes devem ser havidos como continuação do primeiro” (“Código Penal Comentado”, p. 227, 10ª ed., 2016, Editora Impetus). Isso significa, portanto, sendo certo que a competência para apreciar e julgar as supostas infrações penais relacionadas à primeira entrevista concedida pelo ora agravado, em 04/12/2018 , é atribuível a órgão judiciário situado no primeiro grau de jurisdição, que igualmente subsiste a competência desse mesmo juízo, considerado o tratamento unitário estabelecido pelo Código Penal às hipóteses de continuidade delitiva, para examinar os ilícitos ulteriores alegadamente cometidos pelo ora agravado, bem assim a configuração das circunstâncias de tempo, de lugar, de pessoas e de modo de execução pertinentes aos delitos famulares (CP , art. 71). Vê-se, desse modo, que os fundamentos suscitados pela parte ora recorrente não são suficientes, na espécie, para afastar as razões que dão suporte à decisão agravada. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, a douta manifestação da Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 07/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) : VANNIAS DIAS DA SILVA (390065/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES (33007/DF, 108329/RJ, 271947/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E6D-A1E3-79D8-C81A e senha BA9B-F978-E3D5-33E7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) : VANNIAS DIAS DA SILVA (390065/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES (33007/DF, 108329/RJ, 271947/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E6D-A1E3-79D8-C81A e senha BA9B-F978-E3D5-33E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750122230
2019-06-07T00:00:00
2019-06-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO
E M E N T A: QUEIXA-CRIME – AUSÊNCIA DE PREPARO (RISTF, ART. 61, § 1º, I, “IN FINE”) – CONSEQUENTE INADMISSIBILIDADE DESTE PROCEDIMENTO PENAL DE INICIATIVA PRIVADA – NÃO DEMONSTRAÇÃO, NO RECURSO DE AGRAVO, DO CUMPRIMENTO DESSA OBRIGAÇÃO PROCESSUAL – MÉRITO, ADEMAIS, QUE NÃO COMPORTA ACOLHIMENTO – JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA CAUSA PENAL – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA, VALIDAMENTE, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – QUEIXA-CRIME AJUIZADA CONTRA MINISTRO DE ESTADO – SUPOSTA PRÁTICA DE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO, CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA TER-SE-IA SITUADO EM MOMENTO QUE PRECEDEU A POSSE DO ORA AGRAVADO NO CARGO EXECUTIVO E QUE, ADEMAIS, NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA COM AS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO PÚBLICA – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – FALTA DE COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTE TRIBUNAL, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – PRETENDIDO RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, DA FICÇÃO JURÍDICA DO CRIME CONTINUADO – SUPOSTO NEXO DE CONTINUIDADE ENTRE AS ACUSAÇÕES PENAIS OBJETO DESTE PROCESSO E AQUELA IMPUTADA AO ORA AGRAVADO NA PET 8.069/SP, DE RELATORIA DO MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI – INVIABILIDADE – INSUBSISTÊNCIA, TAMBÉM QUANTO À PET 8.069/SP, DA PRERROGATIVA DE FORO PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – TESE QUE NÃO OFERECE QUALQUER SUPORTE À PRETENSÃO DA PARTE AGRAVANTE – MANIFESTAÇÃO DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur406206
- Acórdão(s) citado(s): (FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO) AP 937 QO (TP). (DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO RELATOR, PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE) AI 159892 AgR, RE 222285 AgR (2ªT) - RTJ 181/1133, MS 28025 AgR (TP). - Veja Pet 8069 do STF. Número de páginas: 13. Análise: 12/12/2019, JRS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
8038
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 INC-00008\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00071\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001 ART-00061 PAR-00001 \n INC-00001 \n ART-00192 \"CAPUT\" REDAÇÃO DADA PELA EMR-30/2009\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000030 ANO-2009\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Pet-AgR-AgR
acordaos
Pet 8038 AgR-AgR
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AGTE.(S) : LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) : VANNIAS DIAS DA SILVA AGDO.(A/S) : RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) :VANNIAS DIAS DA SILVA AGDO.(A/S) :RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) :FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES E M E N T A: QUEIXA-CRIME – AUSÊNCIA DE PREPARO (RISTF, ART. 61, § 1..., I, “IN FINE”) – CONSEQUENTE INADMISSIBILIDADE DESTE PROCEDIMENTO PENAL DE INICIATIVA PRIVADA – NÃO DEMONSTRAÇÃO, NO RECURSO DE AGRAVO, DO CUMPRIMENTO DESSA OBRIGAÇÃO PROCESSUAL – MÉRITO, ADEMAIS, QUE NÃO COMPORTA ACOLHIMENTO – JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA CAUSA PENAL – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA DECIDIR, MONOCRATICAMENTE, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA, VALIDAMENTE, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, EM SEDE REGIMENTAL (RISTF, ART. 192, “CAPUT”, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 30/2009) – INOCORRÊNCIA DE TRANSGRESSÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – PLENA LEGITIMIDADE JURÍDICA DESSA DELEGAÇÃO REGIMENTAL – QUEIXA-CRIME AJUIZADA CONTRA MINISTRO DE ESTADO – SUPOSTA PRÁTICA DE CALÚNIA E DIFAMAÇÃO, CUJA ALEGADA OCORRÊNCIA TER-SE-IA SITUADO EM MOMENTO QUE PRECEDEU A POSSE DO ORA AGRAVADO NO CARGO EXECUTIVO E QUE, ADEMAIS, NÃO GUARDA QUALQUER RELAÇÃO DE PERTINÊNCIA COM AS ATRIBUIÇÕES INERENTES AO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO PÚBLICA – JULGAMENTO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOBRE A QUESTÃO DA PRERROGATIVA DE FORO (AP 937-QO/RJ) – FALTA DE COMPETÊNCIA PENAL ORIGINÁRIA DESTE TRIBUNAL, NO PRESENTE CASO, EM FACE DA APLICABILIDADE DO PRECEDENTE EM REFERÊNCIA – Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C248-78EB-2EE7-5C8D e senha F989-0DE0-57EB-301C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão PET 8038 AGR-AGR / DF PRETENDIDO RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, DA FICÇÃO JURÍDICA DO CRIME CONTINUADO – SUPOSTO NEXO DE CONTINUIDADE ENTRE AS ACUSAÇÕES PENAIS OBJETO DESTE PROCESSO E AQUELA IMPUTADA AO ORA AGRAVADO NA PET 8.069/SP, DE RELATORIA DO MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI – INVIABILIDADE – INSUBSISTÊNCIA, TAMBÉM QUANTO À PET 8.069/SP, DA PRERROGATIVA DE FORO PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – TESE QUE NÃO OFERECE QUALQUER SUPORTE À PRETENSÃO DA PARTE AGRAVANTE – MANIFESTAÇÃO DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C248-78EB-2EE7-5C8D e senha F989-0DE0-57EB-301C Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF PRETENDIDO RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, DA FICÇÃO JURÍDICA DO CRIME CONTINUADO – SUPOSTO NEXO DE CONTINUIDADE ENTRE AS ACUSAÇÕES PENAIS OBJETO DESTE PROCESSO E AQUELA IMPUTADA AO ORA AGRAVADO NA PET 8.069/SP, DE RELATORIA DO MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI – INVIABILIDADE – INSUBSISTÊNCIA, TAMBÉM QUANTO À PET 8.069/SP, DA PRERROGATIVA DE FORO PERANTE ESTA SUPREMA CORTE – TESE QUE NÃO OFERECE QUALQUER SUPORTE À PRETENSÃO DA PARTE AGRAVANTE – MANIFESTAÇÃO DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C248-78EB-2EE7-5C8D e senha F989-0DE0-57EB-301C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) :VANNIAS DIAS DA SILVA AGDO.(A/S) :RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) :FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “agravo interno” interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à anterior impugnação recursal deduzida pelo ora agravante, em virtude de sua manifesta inadmissibilidade. Sustenta-se, em síntese, no presente recurso, “que não cabe ao Relator julgar monocraticamente o agravo interno, devendo, por disposição legal do Código de Processo Civil/2015 e do Regimento Interno do E. Supremo Tribunal Federal, levá-lo ao julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão de pauta” (grifei). No mérito, a parte agravante aponta, como fundamento para justificar o provimento de seu recurso, a ocorrência de continuidade delitiva entre os eventos alegadamente delituosos versados nesta causa penal, consubstanciados em matéria jornalística publicada no Jornal “Globo Rural” em 04/12/2018, e uma nova entrevista concedida pelo Senhor Ricardo de Aquino Salles, ora agravado, em momento posterior à sua posse no cargo de Ministro de Estado, “ao Programa Pânico da Rádio Jovem Pan, em rede nacional e ao vivo, em 04.02.2019” (grifei). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do eminente Procurador-Geral da República em exercício, Dr. LUCIANO MARIZ MAIA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26FA-2288-3F9F-CFF8 e senha AC89-BCD8-6844-12BC Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) :VANNIAS DIAS DA SILVA AGDO.(A/S) :RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) :FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “agravo interno” interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à anterior impugnação recursal deduzida pelo ora agravante, em virtude de sua manifesta inadmissibilidade. Sustenta-se, em síntese, no presente recurso, “que não cabe ao Relator julgar monocraticamente o agravo interno, devendo, por disposição legal do Código de Processo Civil/2015 e do Regimento Interno do E. Supremo Tribunal Federal, levá-lo ao julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão de pauta” (grifei). No mérito, a parte agravante aponta, como fundamento para justificar o provimento de seu recurso, a ocorrência de continuidade delitiva entre os eventos alegadamente delituosos versados nesta causa penal, consubstanciados em matéria jornalística publicada no Jornal “Globo Rural” em 04/12/2018, e uma nova entrevista concedida pelo Senhor Ricardo de Aquino Salles, ora agravado, em momento posterior à sua posse no cargo de Ministro de Estado, “ao Programa Pânico da Rádio Jovem Pan, em rede nacional e ao vivo, em 04.02.2019” (grifei). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do eminente Procurador-Geral da República em exercício, Dr. LUCIANO MARIZ MAIA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26FA-2288-3F9F-CFF8 e senha AC89-BCD8-6844-12BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório PET 8038 AGR-AGR / DF Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26FA-2288-3F9F-CFF8 e senha AC89-BCD8-6844-12BC Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 26FA-2288-3F9F-CFF8 e senha AC89-BCD8-6844-12BC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão ao ora recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são aqui reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Observo , preliminarmente, que a parte agravante deixou de efetuar o necessário preparo, que se mostra exigível, no presente caso, por tratar-se de ação penal de iniciativa privada, hipótese em que não incide a cláusula de isenção inscrita no art. 61, § 1..., I, “in fine”, do RISTF. Diferentemente do que alega o ora recorrente em seu recurso de agravo, não houve, nestes autos, qualquer petição veiculando emenda à inicial acusatória por ele ajuizada na qual tenha sido “requerido o benefício da justiça gratuita”, o que reforça, ainda mais, o descumprimento, no caso, conforme salientado na decisão recorrida, dessa exigência regimental (RISTF, art. 61, § 1..., I, “in fine”). Mesmo que fosse possível superar tal óbice de natureza processual, ainda assim não mereceria provimento a impugnação recursal da parte ora agravante. Cumpre referir , por relevante, que não procede a alegação de que o “Relator, em qualquer situação, não detém a atribuição de decidir monocraticamente o agravo interno”, pois , como se sabe, no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão ao ora recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são aqui reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Observo , preliminarmente, que a parte agravante deixou de efetuar o necessário preparo, que se mostra exigível, no presente caso, por tratar-se de ação penal de iniciativa privada, hipótese em que não incide a cláusula de isenção inscrita no art. 61, § 1..., I, “in fine”, do RISTF. Diferentemente do que alega o ora recorrente em seu recurso de agravo, não houve, nestes autos, qualquer petição veiculando emenda à inicial acusatória por ele ajuizada na qual tenha sido “requerido o benefício da justiça gratuita”, o que reforça, ainda mais, o descumprimento, no caso, conforme salientado na decisão recorrida, dessa exigência regimental (RISTF, art. 61, § 1..., I, “in fine”). Mesmo que fosse possível superar tal óbice de natureza processual, ainda assim não mereceria provimento a impugnação recursal da parte ora agravante. Cumpre referir , por relevante, que não procede a alegação de que o “Relator, em qualquer situação, não detém a atribuição de decidir monocraticamente o agravo interno”, pois , como se sabe, no desempenho dos poderes processuais de que dispõe, assiste ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente , o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, especialmente em casos como o que ora se examina, de manifesta inviabilidade da pretensão deduzida, legitimando-se , em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar (Código de Processo Civil , art. 932, VIII, e RISTF , art. 21, § 1..., c/c CPP , art. 3...). Nesse mesmo sentido foi o pronunciamento do Ministério Público Federal, do qual extraio, por relevante, o seguinte trecho: “Pois bem, sem razão o agravante, cuja argumentação não encontra amparo legal, tampouco respaldo na jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. A simples leitura das razões recursais demonstra que o segundo agravo regimental traduz, em verdade, mero inconformismo do recorrente com a deliberação adotada, em indisfarçável investida para impedir o arquivamento do feito e pressionar o recebimento da queixa-crime e a instauração da ação penal privada. Prova dessa assertiva é reforçada pela análise do conteúdo da irresignação, que sequer atacou os fundamentos da decisão proferida no primeiro agravo regimental e apenas reflete pretensão recursal manifestamente contrária à jurisprudência sedimentada dessa Suprema Corte. A insatisfação com a decisão judicial não autoriza, contudo, o uso de meios de impugnação sem chance de reversão efetiva, que apenas oneram o exercício da jurisdição e resultam em patente prejuízo para a administração e a dignidade da justiça. Esse comportamento transborda a garantia da ampla defesa, desvia dos legítimos fins das normas procedimentais e configura manifesto abuso do direito de recorrer. Ao negar seguimento ao primeiro agravo regimental interposto, o próprio Ministro Relator ressaltou: …................................................................................................... O Código de Processo Civil, em seu artigo 932-VIII, estabelece que incumbe ao Relator ‘exercer outras atribuições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente , o controle das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal, especialmente em casos como o que ora se examina, de manifesta inviabilidade da pretensão deduzida, legitimando-se , em consequência, os atos decisórios que, nessa condição, venha a praticar (Código de Processo Civil , art. 932, VIII, e RISTF , art. 21, § 1..., c/c CPP , art. 3...). Nesse mesmo sentido foi o pronunciamento do Ministério Público Federal, do qual extraio, por relevante, o seguinte trecho: “Pois bem, sem razão o agravante, cuja argumentação não encontra amparo legal, tampouco respaldo na jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. A simples leitura das razões recursais demonstra que o segundo agravo regimental traduz, em verdade, mero inconformismo do recorrente com a deliberação adotada, em indisfarçável investida para impedir o arquivamento do feito e pressionar o recebimento da queixa-crime e a instauração da ação penal privada. Prova dessa assertiva é reforçada pela análise do conteúdo da irresignação, que sequer atacou os fundamentos da decisão proferida no primeiro agravo regimental e apenas reflete pretensão recursal manifestamente contrária à jurisprudência sedimentada dessa Suprema Corte. A insatisfação com a decisão judicial não autoriza, contudo, o uso de meios de impugnação sem chance de reversão efetiva, que apenas oneram o exercício da jurisdição e resultam em patente prejuízo para a administração e a dignidade da justiça. Esse comportamento transborda a garantia da ampla defesa, desvia dos legítimos fins das normas procedimentais e configura manifesto abuso do direito de recorrer. Ao negar seguimento ao primeiro agravo regimental interposto, o próprio Ministro Relator ressaltou: …................................................................................................... O Código de Processo Civil, em seu artigo 932-VIII, estabelece que incumbe ao Relator ‘exercer outras atribuições 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF estabelecidas no regimento interno do Tribunal’. O preceito legal é aplicável, por analogia, ao processo penal, nos termos do artigo 3... do Código de Processo Penal. Por sua vez, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, em seu artigo 21-§ 1..., prevê que o Ministro Relator poderá ‘negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil’. De longa data, o posicionamento dessa Suprema Corte reconhece a legitimidade dessa faculdade conferida ao Ministro Relator, cumprindo reproduzir, a título exemplificativo, os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO CONDENATÓRIO QUE CONCEDE AO RÉU O DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. VIOLAÇÃO À COISA JULGADA E AO PRINCÍPIO DO ‘NON REFORMATIO IN PEJUS’. INOCORRÊNCIA. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. 1. Não há violação ao princípio da colegialidade quando o relator, utilizando-se da faculdade conferida pelo art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 2. O direito de recorrer em liberdade concedido por tribunal, em condenação originária, não impede que, em fase de julgamento subsequente, as instâncias extraordinárias entendam, diferentemente, ser o caso de iniciar a execução provisória do cumprimento da pena. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (HC 164577-AgR/SP; 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF estabelecidas no regimento interno do Tribunal’. O preceito legal é aplicável, por analogia, ao processo penal, nos termos do artigo 3... do Código de Processo Penal. Por sua vez, o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, em seu artigo 21-§ 1..., prevê que o Ministro Relator poderá ‘negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil’. De longa data, o posicionamento dessa Suprema Corte reconhece a legitimidade dessa faculdade conferida ao Ministro Relator, cumprindo reproduzir, a título exemplificativo, os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’. ALEGADA AFRONTA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO CONDENATÓRIO QUE CONCEDE AO RÉU O DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. VIOLAÇÃO À COISA JULGADA E AO PRINCÍPIO DO ‘NON REFORMATIO IN PEJUS’. INOCORRÊNCIA. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA. POSSIBILIDADE. 1. Não há violação ao princípio da colegialidade quando o relator, utilizando-se da faculdade conferida pelo art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 2. O direito de recorrer em liberdade concedido por tribunal, em condenação originária, não impede que, em fase de julgamento subsequente, as instâncias extraordinárias entendam, diferentemente, ser o caso de iniciar a execução provisória do cumprimento da pena. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (HC 164577-AgR/SP; 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF Órgão Julgador: Primeira Turma; Relator: Ministro Alexandre de Moraes; julgamento: 22 de fevereiro de 2019; publicação: DJe-046, 8 de março de 2019 – ...) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PRISÃO PREVENTIVA COM FUNDAMENTO NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA EM CASO DE RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. NÃO FIXAÇÃO DE OUTRAS CAUTELARES QUANDO HÁ ELEMENTOS PARA PRISÃO PROCESSUAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Não viola o princípio da colegialidade decisão de Ministro Relator que, com fundamento no § 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, como se deu na espécie. Precedentes. II – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do ‘habeas corpus’, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – A prisão preventiva pode ter fundamento na garantia da ordem pública, quando presentes elementos concretos que evidenciem risco de reiteração delitiva, mormente quando se tratar de associação criminosa, como no caso sob exame. IV – Presentes nos autos elementos concretos a recomendar a manutenção da prisão processual, não se revela adequado fixar outras cautelares alternativas estabelecidas no art. 319 do Código de Processo Penal. V – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (HC 152860-AgR/MG; Órgão Julgador: Segunda Turma; Relator: Ministro Ricardo Lewandowski; julgamento: 7 de dezembro de 2018; publicação: DJe-2687, 14 de dezembro de 2018 (...).” (grifei) Nem se alegue que tal procedimento implicaria transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Órgão Julgador: Primeira Turma; Relator: Ministro Alexandre de Moraes; julgamento: 22 de fevereiro de 2019; publicação: DJe-046, 8 de março de 2019 – ...) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM ‘HABEAS CORPUS’. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. PRISÃO PREVENTIVA COM FUNDAMENTO NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA EM CASO DE RISCO DE REITERAÇÃO DELITIVA. NÃO FIXAÇÃO DE OUTRAS CAUTELARES QUANDO HÁ ELEMENTOS PARA PRISÃO PROCESSUAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Não viola o princípio da colegialidade decisão de Ministro Relator que, com fundamento no § 1... do art. 21 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nega seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, como se deu na espécie. Precedentes. II – O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do ‘habeas corpus’, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – A prisão preventiva pode ter fundamento na garantia da ordem pública, quando presentes elementos concretos que evidenciem risco de reiteração delitiva, mormente quando se tratar de associação criminosa, como no caso sob exame. IV – Presentes nos autos elementos concretos a recomendar a manutenção da prisão processual, não se revela adequado fixar outras cautelares alternativas estabelecidas no art. 319 do Código de Processo Penal. V – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (HC 152860-AgR/MG; Órgão Julgador: Segunda Turma; Relator: Ministro Ricardo Lewandowski; julgamento: 7 de dezembro de 2018; publicação: DJe-2687, 14 de dezembro de 2018 (...).” (grifei) Nem se alegue que tal procedimento implicaria transgressão ao princípio da colegialidade, eis que o postulado em questão sempre 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF restará preservado ante a possibilidade – presentemente exercida pelo ora agravante – de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “PODERES PROCESSUAIS DO MINISTRO RELATOR E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – Assiste ao Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Pode, em consequência, negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos, quando incabíveis, intempestivos, sem objeto ou, ainda, quando veicularem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante na Suprema Corte. Precedentes. – O reconhecimento dessa competência monocrática deferida ao Relator da causa não transgride o postulado da colegialidade, pois sempre caberá, para os órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário e Turmas), recurso contra as decisões singulares que venham a ser proferidas por seus Juízes.” (MS 28.025-AgR/DF , Rel. Min. CELSO DE MELLO) Quanto à matéria de fundo da presente controvérsia, verifica-se que a suposta prática dos delitos imputados ao ora agravado na petição inicial veiculadora da presente ação penal de iniciativa privada, consoante reconhecido pelo próprio recorrente em sua postulação recursal, ter-se-ia verificado “antes da posse do Ministro”, tratando-se , por isso mesmo, de fatos absolutamente estranhos às atribuições inerentes ao ofício executivo em questão. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF restará preservado ante a possibilidade – presentemente exercida pelo ora agravante – de submissão da decisão singular ao controle recursal dos órgãos colegiados no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consoante esta Corte tem reiteradamente proclamado (RTJ 181/1133-1134, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 159.892-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “PODERES PROCESSUAIS DO MINISTRO RELATOR E PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE – Assiste ao Ministro Relator competência plena para exercer, monocraticamente, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Pode, em consequência, negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos, quando incabíveis, intempestivos, sem objeto ou, ainda, quando veicularem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante na Suprema Corte. Precedentes. – O reconhecimento dessa competência monocrática deferida ao Relator da causa não transgride o postulado da colegialidade, pois sempre caberá, para os órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Plenário e Turmas), recurso contra as decisões singulares que venham a ser proferidas por seus Juízes.” (MS 28.025-AgR/DF , Rel. Min. CELSO DE MELLO) Quanto à matéria de fundo da presente controvérsia, verifica-se que a suposta prática dos delitos imputados ao ora agravado na petição inicial veiculadora da presente ação penal de iniciativa privada, consoante reconhecido pelo próprio recorrente em sua postulação recursal, ter-se-ia verificado “antes da posse do Ministro”, tratando-se , por isso mesmo, de fatos absolutamente estranhos às atribuições inerentes ao ofício executivo em questão. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF Vale destacar , por necessário, a confirmar a completa desvinculação temporal dos supostos ilícitos penais em face do cargo de Ministro de Estado e das funções a ele atinentes, o fato de que as alegadas infrações delituosas teriam resultado de uma única entrevista que o ora agravado concedeu em 04/12/2018 , quando sequer ostentava a condição de Ministro de Estado, para cuja titularidade foi nomeado e empossado apenas em 01/01/2019 . Cabe registrar que , não bastasse a entrevista concedida pelo agravado em 04/12/2018 ter ocorrido em momento anterior à condição de Ministro de Estado, as imputações alegadamente ofensivas também não guardam nexo de implicação recíproca e/ou vínculo de pertinência ou de conexão com o exercício de referido cargo no Poder Executivo da União. Desse modo , o exame destes autos revela que a situação neles exposta, consideradas as circunstâncias que venho de mencionar, ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ , Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, por oportuno, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, a competência penal é atribuível a órgão judiciário situado no primeiro grau de jurisdição. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Vale destacar , por necessário, a confirmar a completa desvinculação temporal dos supostos ilícitos penais em face do cargo de Ministro de Estado e das funções a ele atinentes, o fato de que as alegadas infrações delituosas teriam resultado de uma única entrevista que o ora agravado concedeu em 04/12/2018 , quando sequer ostentava a condição de Ministro de Estado, para cuja titularidade foi nomeado e empossado apenas em 01/01/2019 . Cabe registrar que , não bastasse a entrevista concedida pelo agravado em 04/12/2018 ter ocorrido em momento anterior à condição de Ministro de Estado, as imputações alegadamente ofensivas também não guardam nexo de implicação recíproca e/ou vínculo de pertinência ou de conexão com o exercício de referido cargo no Poder Executivo da União. Desse modo , o exame destes autos revela que a situação neles exposta, consideradas as circunstâncias que venho de mencionar, ajusta-se ao precedente que o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou no julgamento da AP 937-QO/RJ , Rel. Min. ROBERTO BARROSO, em decisão na qual restaram assentadas as seguintes teses: (1) “O foro por prerrogativa de função aplica-se apenas aos crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas”; (2) “Após o final da instrução processual, com a publicação do despacho de intimação para apresentação de alegações finais, a competência para processar e julgar ações penais não será mais afetada em razão de o agente público vir a ocupar outro cargo ou deixar o cargo que ocupava, qualquer que seja o motivo.” (grifei) É importante assinalar, por oportuno, que, nas hipóteses enquadráveis no precedente em causa, a competência penal é atribuível a órgão judiciário situado no primeiro grau de jurisdição. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF No que tange às novas práticas delituosas apontadas nesta sede recursal, supostamente perpetradas pelo ora agravado quando da ulterior entrevista concedida ao Programa da Jovem Pan em 04/02/2019, registro que tais condutas constituem objeto de apreciação, perante esta Corte, em outro procedimento penal ajuizado pelo ora recorrente (Pet 8.069/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), o que torna inadmissível o julgamento, nestes autos, dos mesmos fatos alegadamente ofensivos já apreciados por este Tribunal no curso desse outro procedimento penal. Impõe-se considerar , neste ponto, que também as supostas infrações delituosas resultantes dessa nova entrevista que o ora agravado concedeu em 04/02/2019 , não obstante atenderem à exigência de contemporaneidade com a condição de Ministro de Estado ostentada pelo recorrido, ainda assim não guardam qualquer pertinência ou conexão com o desempenho das funções inerentes ao cargo político em referência. Foi exatamente essa a conclusão a que chegou o eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Relator da mencionada Pet 8.069/SP: “Conforme se verifica, diante do que se contém nestes autos, e levando-se em consideração o que decidido na AP 937-QO/RJ, reputo não satisfeita a condição imposta pelo Plenário, e acima reproduzida, para a aplicação do foro por prerrogativa de função ao caso concreto, pois os crimes imputados ao querelado, se cometidos, e ainda que supostamente tenham ocorrido em período de exercício do cargo, não estão de modo algum relacionados às funções desempenhadas por Ministro de Estado. No mesmo sentido, e em caso análogo ao presente: Pet 8.038/DF, Rel. Min. Celso de Mello. Isso posto, nego seguimento à presente ação penal de inciativa privada, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF.” (grifei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF No que tange às novas práticas delituosas apontadas nesta sede recursal, supostamente perpetradas pelo ora agravado quando da ulterior entrevista concedida ao Programa da Jovem Pan em 04/02/2019, registro que tais condutas constituem objeto de apreciação, perante esta Corte, em outro procedimento penal ajuizado pelo ora recorrente (Pet 8.069/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), o que torna inadmissível o julgamento, nestes autos, dos mesmos fatos alegadamente ofensivos já apreciados por este Tribunal no curso desse outro procedimento penal. Impõe-se considerar , neste ponto, que também as supostas infrações delituosas resultantes dessa nova entrevista que o ora agravado concedeu em 04/02/2019 , não obstante atenderem à exigência de contemporaneidade com a condição de Ministro de Estado ostentada pelo recorrido, ainda assim não guardam qualquer pertinência ou conexão com o desempenho das funções inerentes ao cargo político em referência. Foi exatamente essa a conclusão a que chegou o eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, Relator da mencionada Pet 8.069/SP: “Conforme se verifica, diante do que se contém nestes autos, e levando-se em consideração o que decidido na AP 937-QO/RJ, reputo não satisfeita a condição imposta pelo Plenário, e acima reproduzida, para a aplicação do foro por prerrogativa de função ao caso concreto, pois os crimes imputados ao querelado, se cometidos, e ainda que supostamente tenham ocorrido em período de exercício do cargo, não estão de modo algum relacionados às funções desempenhadas por Ministro de Estado. No mesmo sentido, e em caso análogo ao presente: Pet 8.038/DF, Rel. Min. Celso de Mello. Isso posto, nego seguimento à presente ação penal de inciativa privada, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF.” (grifei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO PET 8038 AGR-AGR / DF Ressalte-se, finalmente, que a tese de continuidade delitiva suscitada pelo ora agravante, caso se mostrasse acolhível, não teria o condão de atrair a competência desta Suprema Corte para apreciação e julgamento do feito. É que a ficção jurídica do delito continuado, consagrada pela legislação penal brasileira, nele vislumbra uma unidade incindível, a significar, portanto, consoante ensina ROGÉRIO GRECO, que “os crimes subsequentes devem ser havidos como continuação do primeiro” (“Código Penal Comentado”, p. 227, 10... ed., 2016, Editora Impetus). Isso significa, portanto, sendo certo que a competência para apreciar e julgar as supostas infrações penais relacionadas à primeira entrevista concedida pelo ora agravado, em 04/12/2018 , é atribuível a órgão judiciário situado no primeiro grau de jurisdição, que igualmente subsiste a competência desse mesmo juízo, considerado o tratamento unitário estabelecido pelo Código Penal às hipóteses de continuidade delitiva, para examinar os ilícitos ulteriores alegadamente cometidos pelo ora agravado, bem assim a configuração das circunstâncias de tempo, de lugar, de pessoas e de modo de execução pertinentes aos delitos famulares (Código Penal Brasileiro , art. 71). Vê-se, desse modo, que os fundamentos suscitados pela parte ora recorrente não são suficientes, na espécie, para afastar as razões que dão suporte à decisão agravada. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, a douta manifestação da Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Supremo Tribunal Federal PET 8038 AGR-AGR / DF Ressalte-se, finalmente, que a tese de continuidade delitiva suscitada pelo ora agravante, caso se mostrasse acolhível, não teria o condão de atrair a competência desta Suprema Corte para apreciação e julgamento do feito. É que a ficção jurídica do delito continuado, consagrada pela legislação penal brasileira, nele vislumbra uma unidade incindível, a significar, portanto, consoante ensina ROGÉRIO GRECO, que “os crimes subsequentes devem ser havidos como continuação do primeiro” (“Código Penal Comentado”, p. 227, 10... ed., 2016, Editora Impetus). Isso significa, portanto, sendo certo que a competência para apreciar e julgar as supostas infrações penais relacionadas à primeira entrevista concedida pelo ora agravado, em 04/12/2018 , é atribuível a órgão judiciário situado no primeiro grau de jurisdição, que igualmente subsiste a competência desse mesmo juízo, considerado o tratamento unitário estabelecido pelo Código Penal às hipóteses de continuidade delitiva, para examinar os ilícitos ulteriores alegadamente cometidos pelo ora agravado, bem assim a configuração das circunstâncias de tempo, de lugar, de pessoas e de modo de execução pertinentes aos delitos famulares (Código Penal Brasileiro , art. 71). Vê-se, desse modo, que os fundamentos suscitados pela parte ora recorrente não são suficientes, na espécie, para afastar as razões que dão suporte à decisão agravada. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, a douta manifestação da Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E5A-8B34-7F45-7736 e senha 6494-D2BC-C494-4298 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 07/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) : VANNIAS DIAS DA SILVA (390065/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES (33007/DF, 108329/RJ, 271947/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E6D-A1E3-79D8-C81A e senha BA9B-F978-E3D5-33E7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NA PETIÇÃO 8.038 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA ADV.(A/S) : VANNIAS DIAS DA SILVA (390065/SP) AGDO.(A/S) : RICARDO DE AQUINO SALLES ADV.(A/S) : FERNANDO AUGUSTO HENRIQUES FERNANDES (33007/DF, 108329/RJ, 271947/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6E6D-A1E3-79D8-C81A e senha BA9B-F978-E3D5-33E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AP 937 - QO / RJ", "PET 8038", "PET 8 . 069 / SP", "PET 8 . 069 / SP", "PET 8 . 069 / SP", "PET 8 . 069 / SP", "HC 164577 - AgR / SP", "HC 164577 - AgR / SP", "HC 152860 - AgR / MG", "HC 152860 - AgR / MG", "RTJ 181 / 1133 - 1134", "AI 159 . 892 - AgR / SP", "MS 28 . 025 - AgR / DF", "RTJ 181 / 1133 - 1134", "AI 159 . 892 - AgR / SP", "MS 28 . 025 - AgR / DF", "AP 937 - QO / RJ", "AP 937 - QO", "Pet 8 . 069 / SP", "Pet 8 . 069 / SP", "AP 937 - QO / RJ", "Pet 8 . 038 / DF", "Pet 8 . 069 / SP", "Pet 8 . 069 / SP", "AP 937 - QO / RJ", "Pet 8 . 038 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "RISTF , ART . 61 , § 1 . . . , I , “", "ER n 30 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Regimento Interno", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Regimento Interno do E . Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 932 , VIII , e", "RISTF , art . 21 , § 1 . . . , c / c CPP , art . 3 . . .", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 932 , VIII , e RISTF , art . 21 , § 1 . . . , c / c CPP ,", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . do Código de Processo", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 21 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 3 . . . do Código de Processo Penal", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do 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"Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PETIÇÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PROCURADORIA", "GERAL DA REPÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PROCURADORIA", "GERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Jornal “ Globo Rural", "Programa Pânico", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Jornal “ Globo Rural", "Rádio Jovem Pan", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PET", "AGR", "-", "AGR", "/", "DF", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo 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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público municipal. Equiparação salarial. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D48C-C306-7A8C-3B61 e senha 1B2E-BC0B-2036-6085 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1199186 AGR / SP Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D48C-C306-7A8C-3B61 e senha 1B2E-BC0B-2036-6085 Supremo Tribunal Federal ARE 1199186 AGR / SP Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D48C-C306-7A8C-3B61 e senha 1B2E-BC0B-2036-6085 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC51-1612-9DA4-3B2B e senha EDD3-2068-1C7B-C8AE Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC51-1612-9DA4-3B2B e senha EDD3-2068-1C7B-C8AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGENTE FISCAL DE POSTURAS MUNICIPAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEIS COMPLEMENTARES NºS 309/2010 e 539/2017, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 279/STF. 1. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE nº 1.146.724/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/5/19). “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. LEIS COMPLEMENTARES 309/2010 E 539/2017 DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E69-D8FF-355A-B451 e senha 3FF0-01CA-E2AA-94A6 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGENTE FISCAL DE POSTURAS MUNICIPAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEIS COMPLEMENTARES NºS 309/2010 e 539/2017, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 279/STF. 1. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/STF. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE nº 1.146.724/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/5/19). “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. LEIS COMPLEMENTARES 309/2010 E 539/2017 DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E69-D8FF-355A-B451 e senha 3FF0-01CA-E2AA-94A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1199186 AGR / SP PRETO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.162.648/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/19). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE ENQUADRAMENTO. LEI COMPLEMENTAR 62/2005 DO ESTADO DO PIAUÍ. OFENSA A DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/STF. VIOLAÇÃO INDIRETA OU REFLEXA ÀS NORMAS CONSTITUCIONAIS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 743.824/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJ de 22/8/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E69-D8FF-355A-B451 e senha 3FF0-01CA-E2AA-94A6 Supremo Tribunal Federal ARE 1199186 AGR / SP PRETO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.162.648/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/19). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE ENQUADRAMENTO. LEI COMPLEMENTAR 62/2005 DO ESTADO DO PIAUÍ. OFENSA A DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/STF. VIOLAÇÃO INDIRETA OU REFLEXA ÀS NORMAS CONSTITUCIONAIS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 743.824/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJ de 22/8/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E69-D8FF-355A-B451 e senha 3FF0-01CA-E2AA-94A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ (334976/SP) ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES (350900/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 378C-44B2-4F87-261B e senha 5AA7-96B3-7097-E48C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ (334976/SP) ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES (350900/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 378C-44B2-4F87-261B e senha 5AA7-96B3-7097-E48C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750180818
2019-06-07T00:00:00
2019-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público municipal. Equiparação salarial. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur406727
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF, SÚMULA 280/STF) ARE 743824 AgR (2ªT), ARE 1162648 ED-AgR (1ªT), ARE 1146724 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 26/08/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1199186
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1199186 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público municipal. Equiparação salarial. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação local. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D48C-C306-7A8C-3B61 e senha 1B2E-BC0B-2036-6085 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1199186 AGR / SP Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D48C-C306-7A8C-3B61 e senha 1B2E-BC0B-2036-6085 Supremo Tribunal Federal ARE 1199186 AGR / SP Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D48C-C306-7A8C-3B61 e senha 1B2E-BC0B-2036-6085 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC51-1612-9DA4-3B2B e senha EDD3-2068-1C7B-C8AE Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) :APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) :ADEMIR PEREZ ADV.(A/S) :SIMONE MARIA DE MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EC51-1612-9DA4-3B2B e senha EDD3-2068-1C7B-C8AE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGENTE FISCAL DE POSTURAS MUNICIPAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEIS COMPLEMENTARES nS 309/2010 e 539/2017, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE n 1.146.724/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/5/19). “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. LEIS COMPLEMENTARES 309/2010 E 539/2017 DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E69-D8FF-355A-B451 e senha 3FF0-01CA-E2AA-94A6 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional, bem como o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que não é cabível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGENTE FISCAL DE POSTURAS MUNICIPAL. EQUIPARAÇÃO SALARIAL. LEIS COMPLEMENTARES nS 309/2010 e 539/2017, DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. SÚMULAS 280 E 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia demanda a análise da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve fixação de honorários advocatícios. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE n 1.146.724/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/5/19). “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SISTEMA REMUNERATÓRIO. LEIS COMPLEMENTARES 309/2010 E 539/2017 DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E69-D8FF-355A-B451 e senha 3FF0-01CA-E2AA-94A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1199186 AGR / SP PRETO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.162.648/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/19). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE ENQUADRAMENTO. LEI COMPLEMENTAR 62/2005 DO ESTADO DO PIAUÍ. OFENSA A DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO INDIRETA OU REFLEXA ÀS NORMAS CONSTITUCIONAIS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 743.824/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJ de 22/8/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E69-D8FF-355A-B451 e senha 3FF0-01CA-E2AA-94A6 Supremo Tribunal Federal ARE 1199186 AGR / SP PRETO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.162.648/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/19). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. REVISÃO DE ENQUADRAMENTO. LEI COMPLEMENTAR 62/2005 DO ESTADO DO PIAUÍ. OFENSA A DIREITO LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO INDIRETA OU REFLEXA ÀS NORMAS CONSTITUCIONAIS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 743.824/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJ de 22/8/13). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E69-D8FF-355A-B451 e senha 3FF0-01CA-E2AA-94A6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ (334976/SP) ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES (350900/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 378C-44B2-4F87-261B e senha 5AA7-96B3-7097-E48C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.199.186 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AGDO.(A/S) : APARECIDO CESAR DE CASTILHO ADV.(A/S) : ADEMIR PEREZ (334976/SP) ADV.(A/S) : SIMONE MARIA DE MORAES (350900/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 378C-44B2-4F87-261B e senha 5AA7-96B3-7097-E48C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 199 . 186", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1199186 AGR / SP", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 280", "Súmulas 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 146 . 724 / SP - AgR", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 280", "Súmulas 280", "ARE n 1 . 146 . 724 / SP - AgR", "ARE", "SÚMULAS 279", "ARE n 1 . 162 . 648 / SP - AgR", "ARE n 743 . 824 / PI - AgR", "ARE 1199186 AGR", "SÚMULAS 279", "ARE n 1 . 162 . 648 / SP - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 743 . 824 / PI - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES nS 309 / 2010", "539", "/", "2017", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEIS COMPLEMENTARES 309 / 2010", "539", "/", "2017", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES nS 309 / 2010", "539", "/", "2017", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEIS COMPLEMENTARES 309 / 2010", "539", "/", "2017", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR 62 / 2005", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR 62 / 2005", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE SAO JOSE DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO", "SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO", "ESTADO DO PIAUÍ", "ESTADO DO PIAUÍ", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "SÃO JOSÉ DO RIO PRETO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO AG", "MUNICIPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "280", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MUNICIPIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "APARECIDO CESAR DE CASTILHO", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "ADEMIR", "SIMONE MARIA DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "APARECIDO CESAR DE CASTILHO", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "APARECIDO CESAR DE CASTILHO", "ADEMIR PEREZ", "SIMONE MARIA DE MORAES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "5", "6", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "13", "/", "5", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "13", "/", "5", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "19", "22", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "19", "22", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL (CPC, ART. 1.022) – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – REITERAÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA NO VALOR MÁXIMO (10% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) E DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, em impor, à parte embargante, multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, com determinação da imediata devolução dos autos ao Juízo de origem, independentemente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E45-B01C-06B4-A730 e senha FE09-B9BD-9929-5F5B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E45-B01C-06B4-A730 e senha FE09-B9BD-9929-5F5B Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E45-B01C-06B4-A730 e senha FE09-B9BD-9929-5F5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara, por inadmissíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela parte ora recorrente, de que lhe resultou a imposição de multa de 1% sobre o valor da causa. O acórdão, contra o qual se insurge a recorrente, está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL (CPC, ART. 1.022) – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E3-1438-B6FD-9E5F e senha 71AD-141D-1C21-1A94 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara, por inadmissíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela parte ora recorrente, de que lhe resultou a imposição de multa de 1% sobre o valor da causa. O acórdão, contra o qual se insurge a recorrente, está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL (CPC, ART. 1.022) – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E3-1438-B6FD-9E5F e senha 71AD-141D-1C21-1A94 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPC, art. 1.022) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 1.026, § 2º, do CPC possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 1.022 do CPC, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma os presentes embargos declaratórios. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E3-1438-B6FD-9E5F e senha 71AD-141D-1C21-1A94 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPC, art. 1.022) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 1.026, § 2º, do CPC possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 1.022 do CPC, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma os presentes embargos declaratórios. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E3-1438-B6FD-9E5F e senha 71AD-141D-1C21-1A94 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito os presentes embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou erro material a sanar (CPC, art. 1.022), circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Segundo o Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições, a suprir omissões e/ou a corrigir erros materiais que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do acórdão embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de obscuridade, omissão ou contradição, a complementar e a esclarecer o conteúdo da decisão proferida ou, ainda, a retificar erro material. Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização. Cumpre enfatizar, de outro lado, que não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte embargante – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito os presentes embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou erro material a sanar (CPC, art. 1.022), circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Segundo o Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições, a suprir omissões e/ou a corrigir erros materiais que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do acórdão embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de obscuridade, omissão ou contradição, a complementar e a esclarecer o conteúdo da decisão proferida ou, ainda, a retificar erro material. Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização. Cumpre enfatizar, de outro lado, que não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte embargante – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE ou erro material – vem a utilizá-los com objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, sob a égide do CPC/73, ao versar os aspectos ora mencionados, firmou entendimento no sentido que venho de referir: “Embargos declaratórios só se destinam a possibilitar a eliminação de obscuridade (…), contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337 do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento. E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se reclama, com a consequente reforma do acórdão, ficam eles rejeitados.” (RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados. O que pretenderam os embargantes foi sustentar o desacerto do julgado e obter sua desconstituição. A isso não se prestam, porém, os embargos declaratórios.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “– A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem ressaltado que os embargos de declaração não se revelam cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na realidade, a própria desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296.” (AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE ou erro material – vem a utilizá-los com objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, sob a égide do CPC/73, ao versar os aspectos ora mencionados, firmou entendimento no sentido que venho de referir: “Embargos declaratórios só se destinam a possibilitar a eliminação de obscuridade (…), contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337 do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento. E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se reclama, com a consequente reforma do acórdão, ficam eles rejeitados.” (RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados. O que pretenderam os embargantes foi sustentar o desacerto do julgado e obter sua desconstituição. A isso não se prestam, porém, os embargos declaratórios.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “– A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem ressaltado que os embargos de declaração não se revelam cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na realidade, a própria desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296.” (AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE “– O recurso de embargos de declaração não tem cabimento quando, a pretexto de esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (RE 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que os presentes embargos declaratórios revestem-se de nítido caráter infringente, consideradas as razões expostas pela própria parte embargante, o que, por si só, em face da inconsistência de tais fundamentos, basta para tornar incabível a espécie recursal ora em análise, na linha dos precedentes anteriormente referidos. Cabe assinalar, ainda, que a oposição destes embargos declaratórios está a revelar um nítido intuito procrastinatório, que busca, com a injustificável utilização do recurso em causa, obstar, de maneira indevida, o trânsito em julgado do acórdão emanado desta colenda Turma. Tenho para mim, portanto, que o comportamento processual da parte ora embargante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma inscrita no art. 1.026, § 3º, do CPC, que assim dispõe: “Art. 1.026. (...) …................................................................................................... § 3º. Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa, e a interposição de qualquer recurso ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que a recolherão ao final.” (grifei) Torna-se importante enfatizar que o disposto na regra legal em questão, além de encontrar fundamento em razões de caráter ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade processual), também busca imprimir celeridade ao processo de administração da justiça, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE “– O recurso de embargos de declaração não tem cabimento quando, a pretexto de esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (RE 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que os presentes embargos declaratórios revestem-se de nítido caráter infringente, consideradas as razões expostas pela própria parte embargante, o que, por si só, em face da inconsistência de tais fundamentos, basta para tornar incabível a espécie recursal ora em análise, na linha dos precedentes anteriormente referidos. Cabe assinalar, ainda, que a oposição destes embargos declaratórios está a revelar um nítido intuito procrastinatório, que busca, com a injustificável utilização do recurso em causa, obstar, de maneira indevida, o trânsito em julgado do acórdão emanado desta colenda Turma. Tenho para mim, portanto, que o comportamento processual da parte ora embargante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma inscrita no art. 1.026, § 3º, do CPC, que assim dispõe: “Art. 1.026. (...) …................................................................................................... § 3º. Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa, e a interposição de qualquer recurso ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que a recolherão ao final.” (grifei) Torna-se importante enfatizar que o disposto na regra legal em questão, além de encontrar fundamento em razões de caráter ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade processual), também busca imprimir celeridade ao processo de administração da justiça, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE atribuindo-lhe um coeficiente de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional do Estado. Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma inscrita no art. 1.026, § 3º, do CPC – põe em evidência a função inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”. Em suma: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitimará a imposição de multa. Sendo assim , considerando o caráter infringente de que se reveste este recurso – que visa a um indevido reexame da causa – e tendo em vista , também, o seu intuito procrastinatório e a inocorrência dos pressupostos legais de embargabilidade (CPC , art. 1.022), rejeito os presentes embargos de declaração e condeno , novamente, a parte ora embargante, em face da reiteração de tal conduta processual, ao pagamento, em favor da parte ora embargada , da multa, em seu limite máximo, de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do que dispõe o art. 1.026, § 3º, do CPC. Proponho, finalmente, a imediata devolução dos presentes autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tal como esta Suprema Corte vem determinando em casos similares ao de que ora se cuida (RTJ 186/715-716, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 177.313-AgR-ED-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 260.266-AgR-ED-ED/PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RE 167.787-ED-EDv-AgR-ED/RR, Rel. Min. NÉRI DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE atribuindo-lhe um coeficiente de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional do Estado. Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma inscrita no art. 1.026, § 3º, do CPC – põe em evidência a função inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”. Em suma: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitimará a imposição de multa. Sendo assim , considerando o caráter infringente de que se reveste este recurso – que visa a um indevido reexame da causa – e tendo em vista , também, o seu intuito procrastinatório e a inocorrência dos pressupostos legais de embargabilidade (CPC , art. 1.022), rejeito os presentes embargos de declaração e condeno , novamente, a parte ora embargante, em face da reiteração de tal conduta processual, ao pagamento, em favor da parte ora embargada , da multa, em seu limite máximo, de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do que dispõe o art. 1.026, § 3º, do CPC. Proponho, finalmente, a imediata devolução dos presentes autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tal como esta Suprema Corte vem determinando em casos similares ao de que ora se cuida (RTJ 186/715-716, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 177.313-AgR-ED-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 260.266-AgR-ED-ED/PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RE 167.787-ED-EDv-AgR-ED/RR, Rel. Min. NÉRI DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE SILVEIRA – RE 179.502-ED-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 190.841-ED-ED-ED/MT, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 202.097-ED- -ED-ED-AgR-EDv-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE SILVEIRA – RE 179.502-ED-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 190.841-ED-ED-ED/MT, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 202.097-ED- -ED-ED-AgR-EDv-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO (3458/AC, 3726A/AL, 840A/BA, 16012-A/CE, 20013/DF, 97276/MG, 11338-A/PB, 11338/PE, 002483/RJ, 66120A/RS, 00311A/SE, 161899/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, impôs, à parte embargante, multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, com determinação da imediata devolução dos autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C78-36CD-3F01-174F e senha 4B8E-CD2A-11D6-62E6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO (3458/AC, 3726A/AL, 840A/BA, 16012-A/CE, 20013/DF, 97276/MG, 11338-A/PB, 11338/PE, 002483/RJ, 66120A/RS, 00311A/SE, 161899/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, impôs, à parte embargante, multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, com determinação da imediata devolução dos autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C78-36CD-3F01-174F e senha 4B8E-CD2A-11D6-62E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750060336
2019-05-31T00:00:00
2019-06-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, impôs, à parte embargante, multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, com determinação da imediata devolução dos autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL (CPC, ART. 1.022) – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – REITERAÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA NO VALOR MÁXIMO (10% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) E DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS.
sjur405399
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, REEXAME, MATÉRIA) RE 177599 ED, AI 153147 AgR-ED, AI 120850 AgR-ED - RTJ 134/1296, RE 108120 ED - RTJ 134/836, AI 177313 AgR-ED - RTJ 191/694. (RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO, BAIXA DOS AUTOS, PENDÊNCIA, PUBLICAÇÃO) AI 260266 AgR-ED-ED (2ªT), AI 177313 AgR-ED-ED (2ªT), RE 190841 ED-ED-ED (2ªT), RE 179502 ED-ED-ED (2ªT), RE 202097 ED-EDv-AgR-ED (TP), RE 167787 ED-EDv-AgR-ED (2ªT), RE 247416 ED-EDv-AgR - RTJ 186/715. Número de páginas: 10. Análise: 02/07/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1102824
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01022 ART-01026 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR-segundo-ED-ED
acordaos
ARE 1102824 AgR-segundo-ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO
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Ementa e Acórdão 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL (Código de Processo Civil, ART. 1.022) – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – REITERAÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA NO VALOR MÁXIMO (10% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) E DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, em impor, à parte embargante, multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, com determinação da imediata devolução dos autos ao Juízo de origem, independentemente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E45-B01C-06B4-A730 e senha FE09-B9BD-9929-5F5B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E45-B01C-06B4-A730 e senha FE09-B9BD-9929-5F5B Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 24 a 30 de maio de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E45-B01C-06B4-A730 e senha FE09-B9BD-9929-5F5B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara, por inadmissíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela parte ora recorrente, de que lhe resultou a imposição de multa de 1% sobre o valor da causa. O acórdão, contra o qual se insurge a recorrente, está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL (Código de Processo Civil, ART. 1.022) – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E3-1438-B6FD-9E5F e senha 71AD-141D-1C21-1A94 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) :MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de novos embargos de declaração opostos ao acórdão que rejeitara, por inadmissíveis, os primeiros embargos declaratórios também deduzidos pela parte ora recorrente, de que lhe resultou a imposição de multa de 1% sobre o valor da causa. O acórdão, contra o qual se insurge a recorrente, está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL (Código de Processo Civil, ART. 1.022) – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E3-1438-B6FD-9E5F e senha 71AD-141D-1C21-1A94 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (Código de Processo Civil, art. 1.022) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 1.022 do Código de Processo Civil, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma os presentes embargos declaratórios. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E3-1438-B6FD-9E5F e senha 71AD-141D-1C21-1A94 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (Código de Processo Civil, art. 1.022) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. MULTA E EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitima a imposição de multa. A multa a que se refere o art. 1.026, § 2..., do Código de Processo Civil possui função inibitória, pois visa a impedir o exercício abusivo do direito de recorrer e a obstar a indevida utilização do processo como instrumento de retardamento da solução jurisdicional do conflito de interesses.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 1.022 do Código de Processo Civil, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação desta colenda Turma os presentes embargos declaratórios. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 61E3-1438-B6FD-9E5F e senha 71AD-141D-1C21-1A94 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito os presentes embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou erro material a sanar (Código de Processo Civil, art. 1.022), circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Segundo o Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições, a suprir omissões e/ou a corrigir erros materiais que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do acórdão embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de obscuridade, omissão ou contradição, a complementar e a esclarecer o conteúdo da decisão proferida ou, ainda, a retificar erro material. Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização. Cumpre enfatizar, de outro lado, que não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte embargante – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito os presentes embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou erro material a sanar (Código de Processo Civil, art. 1.022), circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Segundo o Código de Processo Civil, os embargos de declaração destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições, a suprir omissões e/ou a corrigir erros materiais que eventualmente se registrem no acórdão proferido pelo Tribunal. Essa modalidade recursal só permite o reexame do acórdão embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de obscuridade, omissão ou contradição, a complementar e a esclarecer o conteúdo da decisão proferida ou, ainda, a retificar erro material. Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização. Cumpre enfatizar, de outro lado, que não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte embargante – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE ou erro material – vem a utilizá-los com objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, sob a égide do Código de Processo Civil/73, ao versar os aspectos ora mencionados, firmou entendimento no sentido que venho de referir: “Embargos declaratórios só se destinam a possibilitar a eliminação de obscuridade (…), contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337 do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento. E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se reclama, com a consequente reforma do acórdão, ficam eles rejeitados.” (RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados. O que pretenderam os embargantes foi sustentar o desacerto do julgado e obter sua desconstituição. A isso não se prestam, porém, os embargos declaratórios.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “– A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem ressaltado que os embargos de declaração não se revelam cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na realidade, a própria desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296.” (AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE ou erro material – vem a utilizá-los com objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, sob a égide do Código de Processo Civil/73, ao versar os aspectos ora mencionados, firmou entendimento no sentido que venho de referir: “Embargos declaratórios só se destinam a possibilitar a eliminação de obscuridade (…), contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337 do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento. E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se reclama, com a consequente reforma do acórdão, ficam eles rejeitados.” (RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados. O que pretenderam os embargantes foi sustentar o desacerto do julgado e obter sua desconstituição. A isso não se prestam, porém, os embargos declaratórios.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “– A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem ressaltado que os embargos de declaração não se revelam cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na realidade, a própria desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296.” (AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE “– O recurso de embargos de declaração não tem cabimento quando, a pretexto de esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (Recurso Extraordinário 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que os presentes embargos declaratórios revestem-se de nítido caráter infringente, consideradas as razões expostas pela própria parte embargante, o que, por si só, em face da inconsistência de tais fundamentos, basta para tornar incabível a espécie recursal ora em análise, na linha dos precedentes anteriormente referidos. Cabe assinalar, ainda, que a oposição destes embargos declaratórios está a revelar um nítido intuito procrastinatório, que busca, com a injustificável utilização do recurso em causa, obstar, de maneira indevida, o trânsito em julgado do acórdão emanado desta colenda Turma. Tenho para mim, portanto, que o comportamento processual da parte ora embargante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma inscrita no art. 1.026, § 3..., do Código de Processo Civil, que assim dispõe: “Art. 1.026. (...) …................................................................................................... § 3.... Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa, e a interposição de qualquer recurso ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que a recolherão ao final.” (grifei) Torna-se importante enfatizar que o disposto na regra legal em questão, além de encontrar fundamento em razões de caráter ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade processual), também busca imprimir celeridade ao processo de administração da justiça, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE “– O recurso de embargos de declaração não tem cabimento quando, a pretexto de esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (Recurso Extraordinário 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que os presentes embargos declaratórios revestem-se de nítido caráter infringente, consideradas as razões expostas pela própria parte embargante, o que, por si só, em face da inconsistência de tais fundamentos, basta para tornar incabível a espécie recursal ora em análise, na linha dos precedentes anteriormente referidos. Cabe assinalar, ainda, que a oposição destes embargos declaratórios está a revelar um nítido intuito procrastinatório, que busca, com a injustificável utilização do recurso em causa, obstar, de maneira indevida, o trânsito em julgado do acórdão emanado desta colenda Turma. Tenho para mim, portanto, que o comportamento processual da parte ora embargante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma inscrita no art. 1.026, § 3..., do Código de Processo Civil, que assim dispõe: “Art. 1.026. (...) …................................................................................................... § 3.... Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada a até dez por cento sobre o valor atualizado da causa, e a interposição de qualquer recurso ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que a recolherão ao final.” (grifei) Torna-se importante enfatizar que o disposto na regra legal em questão, além de encontrar fundamento em razões de caráter ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade processual), também busca imprimir celeridade ao processo de administração da justiça, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE atribuindo-lhe um coeficiente de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional do Estado. Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma inscrita no art. 1.026, § 3..., do Código de Processo Civil – põe em evidência a função inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”. Em suma: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitimará a imposição de multa. Sendo assim , considerando o caráter infringente de que se reveste este recurso – que visa a um indevido reexame da causa – e tendo em vista , também, o seu intuito procrastinatório e a inocorrência dos pressupostos legais de embargabilidade (Código de Processo Civil , art. 1.022), rejeito os presentes embargos de declaração e condeno , novamente, a parte ora embargante, em face da reiteração de tal conduta processual, ao pagamento, em favor da parte ora embargada , da multa, em seu limite máximo, de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do que dispõe o art. 1.026, § 3..., do Código de Processo Civil. Proponho, finalmente, a imediata devolução dos presentes autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tal como esta Suprema Corte vem determinando em casos similares ao de que ora se cuida (RTJ 186/715-716, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 177.313-AgR-ED-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 260.266-AgR-ED-ED/PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Recurso Extraordinário 167.787-ED-EDv-AgR-ED/RR, Rel. Min. NÉRI DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE atribuindo-lhe um coeficiente de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional do Estado. Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma inscrita no art. 1.026, § 3..., do Código de Processo Civil – põe em evidência a função inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”. Em suma: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitimará a imposição de multa. Sendo assim , considerando o caráter infringente de que se reveste este recurso – que visa a um indevido reexame da causa – e tendo em vista , também, o seu intuito procrastinatório e a inocorrência dos pressupostos legais de embargabilidade (Código de Processo Civil , art. 1.022), rejeito os presentes embargos de declaração e condeno , novamente, a parte ora embargante, em face da reiteração de tal conduta processual, ao pagamento, em favor da parte ora embargada , da multa, em seu limite máximo, de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do que dispõe o art. 1.026, § 3..., do Código de Processo Civil. Proponho, finalmente, a imediata devolução dos presentes autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tal como esta Suprema Corte vem determinando em casos similares ao de que ora se cuida (RTJ 186/715-716, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 177.313-AgR-ED-ED/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 260.266-AgR-ED-ED/PB, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Recurso Extraordinário 167.787-ED-EDv-AgR-ED/RR, Rel. Min. NÉRI DA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE SILVEIRA – Recurso Extraordinário 179.502-ED-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 190.841-ED-ED-ED/MT, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 202.097-ED- -ED-ED-AgR-EDv-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Supremo Tribunal Federal ARE 1102824 AGR-SEGUNDO-ED-ED / PE SILVEIRA – Recurso Extraordinário 179.502-ED-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 190.841-ED-ED-ED/MT, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 202.097-ED- -ED-ED-AgR-EDv-ED/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35CA-4B80-B3CF-1691 e senha 719C-5E44-0941-8898 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 31/05/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO (3458/AC, 3726A/AL, 840A/BA, 16012-A/CE, 20013/DF, 97276/MG, 11338-A/PB, 11338/PE, 002483/RJ, 66120A/RS, 00311A/SE, 161899/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, impôs, à parte embargante, multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, com determinação da imediata devolução dos autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C78-36CD-3F01-174F e senha 4B8E-CD2A-11D6-62E6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.824 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMBDO.(A/S) : MUNICIPIO DE JOAO ALFREDO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE JOÃO ALFREDO ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO (3458/AC, 3726A/AL, 840A/BA, 16012-A/CE, 20013/DF, 97276/MG, 11338-A/PB, 11338/PE, 002483/RJ, 66120A/RS, 00311A/SE, 161899/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, impôs, à parte embargante, multa de 10% (dez por cento) sobre o valor corrigido da causa, com determinação da imediata devolução dos autos ao Juízo de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador deste julgamento, tudo nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 24.5.2019 a 30.5.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C78-36CD-3F01-174F e senha 4B8E-CD2A-11D6-62E6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RTJ 191 / 694 - 695", "RTJ 134 / 836", "RTJ 134 / 1296", "RTJ 114 / 885", "RTJ 116 / 1106", "RTJ 118 / 714", "RTJ", "AI 153 . 147 - AgR - ED / RS", "ARE 1102824 AGR - SEGUNDO", "RTJ 191 / 694 - 695", "RTJ 134 / 836", "RTJ 134 / 1296", "RTJ 114 / 885", "RTJ 116 / 1106", "RTJ", "RTJ", "AI 153 . 147 - AgR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 177 . 599 - ED / DF", "Recurso Extraordinário 177 . 599 - ED / DF", "ARE 1102824 AGR - SEGUNDO - ED - ED / PE", "RTJ 186 / 715 - 716", "AI 177 . 313 - AgR - ED - ED / MG", "AI 260 . 266 - AgR - ED - ED / PB", "Recurso Extraordinário 167 . 787 - ED - EDv - AgR - ED / RR", "ARE 1102824 AGR -", "RTJ 186 / 715 - 716", "AI 177 . 313 - AgR - ED - ED / MG", "AI 260 . 266 - AgR - ED - ED / PB", "Recurso Extraordinário 167 . 787 - ED - EDv - AgR - ED / RR", "Recurso Extraordinário 179 . 502 - ED - ED - ED / SP", "Recurso Extraordinário 190 . 841 - ED - ED - ED / MT", "Recurso Extraordinário 202 . 097 - ED - - ED - ED - AgR - EDv - ED / SP", "ARE 1102824 AGR - SEGUNDO - ED - ED", "Recurso Extraordinário 179 . 502 - ED - ED - ED / SP", "Recurso Extraordinário 190 . 841 - ED - ED - ED / MT", "Recurso Extraordinário 202 . 097 - ED - - ED - ED - AgR - EDv - ED / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 1 . 022", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 022", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 022", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 022", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 022", "art . 1 . 026 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 022", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 022", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 73", "art . 337 do RISTF", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 73", "art . 337 do RISTF", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , art . 1 . 022", "art . 1 . 026 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 026 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil , art . 1 . 022", "art . 1 . 026 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Prescrição. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 047A-0CB3-DC9B-E809 e senha C89C-D8E8-D797-2308 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1201092 AGR / DF Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 047A-0CB3-DC9B-E809 e senha C89C-D8E8-D797-2308 Supremo Tribunal Federal ARE 1201092 AGR / DF Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 047A-0CB3-DC9B-E809 e senha C89C-D8E8-D797-2308 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD97-33B4-5203-8307 e senha 7ADD-0DC8-A06B-1019 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD97-33B4-5203-8307 e senha 7ADD-0DC8-A06B-1019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. LEI N. 7.515/1986: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DOS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 1.169.169/DF–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/3/19). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. LEI DISTRITAL 7.515/1986. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. LEI N. 7.515/1986: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2º, 3º E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DOS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 1.169.169/DF–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/3/19). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. LEI DISTRITAL 7.515/1986. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1201092 AGR / DF INCIDÊNCIA. HIPÓTESE DA ALÍNEA C DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.168.050/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/19). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Cláusulas editalícias. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas ou de cláusulas de edital de concurso público. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE nº 1.141.313/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 20/11/18). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Supremo Tribunal Federal ARE 1201092 AGR / DF INCIDÊNCIA. HIPÓTESE DA ALÍNEA C DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.168.050/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/19). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Cláusulas editalícias. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas ou de cláusulas de edital de concurso público. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE nº 1.141.313/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 20/11/18). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1201092 AGR / DF É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Supremo Tribunal Federal ARE 1201092 AGR / DF É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF, 199077/RJ, 415764/SP) ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC6E-CE89-E289-52FA e senha 36E9-7EDC-CB1B-897C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF, 199077/RJ, 415764/SP) ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC6E-CE89-E289-52FA e senha 36E9-7EDC-CB1B-897C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750180828
2019-06-07T00:00:00
2019-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Prescrição. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur406736
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, PRESCRIÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 1141313 AgR (TP), ARE 1169169 AgR (2ªT), ARE 1168050 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 26/08/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1201092
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1201092 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Concurso público. Prescrição. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 047A-0CB3-DC9B-E809 e senha C89C-D8E8-D797-2308 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1201092 AGR / DF Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 047A-0CB3-DC9B-E809 e senha C89C-D8E8-D797-2308 Supremo Tribunal Federal ARE 1201092 AGR / DF Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 047A-0CB3-DC9B-E809 e senha C89C-D8E8-D797-2308 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD97-33B4-5203-8307 e senha 7ADD-0DC8-A06B-1019 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA ADV.(A/S) :MURILLO DOS SANTOS NUCCI AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CD97-33B4-5203-8307 e senha 7ADD-0DC8-A06B-1019 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. LEI N. 7.515/1986: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DOS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 1.169.169/DF–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/3/19). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. LEI DISTRITAL 7.515/1986. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. LEI N. 7.515/1986: AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DOS §§ 2..., 3... E 11 DO ART. 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, RESSALVADA EVENTUAL CONCESSÃO DOS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 1.169.169/DF–AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/3/19). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. PRESCRIÇÃO. LEI DISTRITAL 7.515/1986. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1201092 AGR / DF INCIDÊNCIA. HIPÓTESE DA ALÍNEA C DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.168.050/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/19). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Cláusulas editalícias. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas ou de cláusulas de edital de concurso público. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE n 1.141.313/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 20/11/18). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Supremo Tribunal Federal ARE 1201092 AGR / DF INCIDÊNCIA. HIPÓTESE DA ALÍNEA C DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.168.050/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 18/3/19). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Prescrição. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Cláusulas editalícias. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas ou de cláusulas de edital de concurso público. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE n 1.141.313/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Presidente, DJe de 20/11/18). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1201092 AGR / DF É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Supremo Tribunal Federal ARE 1201092 AGR / DF É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA5F-6A8A-D1E2-3FAC e senha 83A3-081B-C235-BFA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF, 199077/RJ, 415764/SP) ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC6E-CE89-E289-52FA e senha 36E9-7EDC-CB1B-897C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.092 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA (25480/DF, 199077/RJ, 415764/SP) ADV.(A/S) : MURILLO DOS SANTOS NUCCI (24022/DF, 199213/RJ, 415760/ SP) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DC6E-CE89-E289-52FA e senha 36E9-7EDC-CB1B-897C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 201 . 092", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 169 . 169 / DF – AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1201092 AGR / DF", "ARE n 1 . 168 . 050 / DF - AgR", "Súmulas ns 280", "ARE n 1 . 141 . 313 / DF - AgR", "ARE 1201092 AGR / DF", "ARE n 1 . 168 . 050 / DF - AgR", "Súmulas ns 280", "ARE n 1 . 141 . 313 / DF - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 7 . 515 / 1986", "§", "§ 2 . . . , 3 . . . E 11 DO ART . 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "LEI DISTRITAL 7 . 515 / 1986", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 7 . 515 / 1986", "ARE", "LEI DISTRITAL 7 . 515 / 1986", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "DF", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "DIAS TOFFOLI", "SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "SOLANGE MARQUES DO NASCIMENTO", "REGINALDO DE OLIVEIRA SILVA", "MURILLO DOS SANTOS NUCCI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "5", "6", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "29", "/", "3", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "29", "/", "3", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "19", "20", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "3", "/", "19", "20", "/", "11", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) :FERNANDO MENEGAT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DO JULGAMENTO PROFERIDO, COM EFICÁCIA VINCULANTE, NO EXAME DA ADI 3.395-MC/DF – INCOINCIDÊNCIA TEMÁTICA ENTRE AS RAZÕES DE DECIDIR INVOCADAS NO ATO JUDICIAL RECLAMADO E AQUELAS QUE DÃO SUPORTE AO ACÓRDÃO APONTADO COMO PARÂMETRO DE CONTROLE – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO, QUE, ADEMAIS, NÃO PODE SER UTILIZADO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41F1-53AA-5109-03A7 e senha A3F7-570D-BA31-5E1D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) :FERNANDO MENEGAT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Vale retomar que o ato reclamado consiste na sentença emanada da 2ª Vara do Trabalho de Nova Friburgo-RJ, da Ação Civil Pública Trabalhista nº 0101142-58.2016.5.01.0511, movida pelo Ministério Público do Trabalho em face da OSCIP ora Agravante. Em referida demanda, o MPT questiona a forma de prestação de serviços públicos de saúde adotada em Quissamã e Cachoeiras do Macacu, alegando que os Termos de Parceria firmados com a OSCIP, nos termos da Lei Federal nº 9.790/99, implicariam terceirização ilícita de mão-de-obra na área da saúde, com burla à regra do concurso público. Para o Ministério Público do Trabalho, é ilegal que Municípios celebrem Termos de Parceria com OSCIPs para atuação dessas entidades no SUS, à medida que isso implicaria que empregados privados (da OSCIP) atuem onde apenas servidores Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) :FERNANDO MENEGAT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Vale retomar que o ato reclamado consiste na sentença emanada da 2ª Vara do Trabalho de Nova Friburgo-RJ, da Ação Civil Pública Trabalhista nº 0101142-58.2016.5.01.0511, movida pelo Ministério Público do Trabalho em face da OSCIP ora Agravante. Em referida demanda, o MPT questiona a forma de prestação de serviços públicos de saúde adotada em Quissamã e Cachoeiras do Macacu, alegando que os Termos de Parceria firmados com a OSCIP, nos termos da Lei Federal nº 9.790/99, implicariam terceirização ilícita de mão-de-obra na área da saúde, com burla à regra do concurso público. Para o Ministério Público do Trabalho, é ilegal que Municípios celebrem Termos de Parceria com OSCIPs para atuação dessas entidades no SUS, à medida que isso implicaria que empregados privados (da OSCIP) atuem onde apenas servidores Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RCL 30127 ED-AGR / RJ públicos estatutários, devidamente aprovados em concurso público, poderiam atuar. O Reclamante aduziu, em preliminar, a incompetência absoluta do d. juízo trabalhista para o deslinde do feito, com fundamento na jurisprudência do TST e na posição já consolidada deste d. Supremo Tribunal Federal. Ocorre que, na sentença prolatada pelo MM. Juízo monocrático (ato reclamado), não foi acolhida a preliminar aventada, declarando-se a competência material da Justiça do Trabalho para se debruçar sobre o caso em questão. …................................................................................................... Ora, analisar ajustes celebrados entre Poder Público e OSCIPs – e sua viabilidade para prestação de serviços públicos de saúde – não é competência da nobre Justiça do Trabalho, mas da Justiça Comum. Mais que isso: é incompetente a Justiça do Trabalho para analisar a natureza do vínculo – que, na visão do MPT, deve ser ESTATUTÁRIO – entre os trabalhadores vinculados ao Termo de Parceria e o poder público contratante. O Ato Reclamado, ao reconhecer a competência da Justiça do Trabalho para julgar o feito em comento, afrontou a autoridade das decisões deste E. Supremo Tribunal Federal. Isso porque, em diversas decisões anteriores, este d. STF já deixou mais que assentada a competência da JUSTIÇA COMUM para julgar causas em que se discute a legalidade ou não da ‘terceirização’ na Administração Pública, vale dizer, dos casos em que o Poder Público celebra ajustes com cooperativas, OSCIPs, Organizações Sociais, etc., e que o Ministério Público do Trabalho interpreta como terceirização ilícita de mão-de-obra por implicar burla à exigência constitucional do concurso público. O marco inicial do entendimento foi a ADI n. 3.395 (...): ….......................................................................................... Referida decisão, prolatada em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade, amolda-se perfeitamente aos presentes autos. Tanto é assim que este d. STF, escoimado na decisão da ADI 3.395, já julgou procedente uma Reclamação IDÊNTICA à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ públicos estatutários, devidamente aprovados em concurso público, poderiam atuar. O Reclamante aduziu, em preliminar, a incompetência absoluta do d. juízo trabalhista para o deslinde do feito, com fundamento na jurisprudência do TST e na posição já consolidada deste d. Supremo Tribunal Federal. Ocorre que, na sentença prolatada pelo MM. Juízo monocrático (ato reclamado), não foi acolhida a preliminar aventada, declarando-se a competência material da Justiça do Trabalho para se debruçar sobre o caso em questão. …................................................................................................... Ora, analisar ajustes celebrados entre Poder Público e OSCIPs – e sua viabilidade para prestação de serviços públicos de saúde – não é competência da nobre Justiça do Trabalho, mas da Justiça Comum. Mais que isso: é incompetente a Justiça do Trabalho para analisar a natureza do vínculo – que, na visão do MPT, deve ser ESTATUTÁRIO – entre os trabalhadores vinculados ao Termo de Parceria e o poder público contratante. O Ato Reclamado, ao reconhecer a competência da Justiça do Trabalho para julgar o feito em comento, afrontou a autoridade das decisões deste E. Supremo Tribunal Federal. Isso porque, em diversas decisões anteriores, este d. STF já deixou mais que assentada a competência da JUSTIÇA COMUM para julgar causas em que se discute a legalidade ou não da ‘terceirização’ na Administração Pública, vale dizer, dos casos em que o Poder Público celebra ajustes com cooperativas, OSCIPs, Organizações Sociais, etc., e que o Ministério Público do Trabalho interpreta como terceirização ilícita de mão-de-obra por implicar burla à exigência constitucional do concurso público. O marco inicial do entendimento foi a ADI n. 3.395 (...): ….......................................................................................... Referida decisão, prolatada em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade, amolda-se perfeitamente aos presentes autos. Tanto é assim que este d. STF, escoimado na decisão da ADI 3.395, já julgou procedente uma Reclamação IDÊNTICA à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 30127 ED-AGR / RJ presente, em que se perquiriu a competência da Justiça do Trabalho para julgar causas em que se discute a alegação de terceirização ilícita de mão-de-obra na celebração de Termos de Parceria com OSCIPs: trata-se da RECLAMAÇÃO Nº 10.863, cuja cópia foi anexada à exordial da presente Reclamação.” (grifei) O Ministério Público Federal, em contrarrazões, impugnou a pretensão recursal ora deduzida pela parte recorrente, aduzindo, em síntese, o que segue: “A agravante alega que a decisão reclamada não observou a autoridade da decisão da ADI 3.395/DF, decidindo pela competência material da Justiça do Trabalho para processar e julgar demanda que envolve servidor público e a Administração Pública. Na ADI 3.395/DF, o Pleno do STF referendou a decisão liminar proferida pelo Ministro Nelson Jobim em 27/1/2005, suspendendo ‘toda interpretação dada ao inciso I do art. 114 da CF, na redação dada pela EC 45/2004, que inclua, na competência da Justiça do Trabalho, a ‘[...] apreciação [...] de causas que [...] sejam instauradas entre o Poder Público e seus servidores, a ele vinculados por típica relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo’. No caso, no entanto, a sentença reclamada não guarda identidade material com a decisão paradigma. …................................................................................................... No caso dos autos, não se constata na demanda de origem a presença do mencionado caráter estatutário ou jurídico-administrativo da relação havida entre as partes. Aliás, muito ao reverso, pois a demanda de origem sequer foi ajuizada em desfavor do ente federativo ou do Poder Público, consoante bem salientado pela própria autoridade reclamada: ‘E, na ação matriz a cargo da Justiça do Trabalho, não está sendo jurisdicionada nenhuma relação administrativa estatutária, nem se pretende que seja estabelecido com a reclamante qualquer vínculo estatutário, o que de resto seria impossível, porque ela não pertence à administração pública. Lá, o pedido é um só: que a entidade privada, ainda que sem fins lucrativos, não seja contratada para executar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ presente, em que se perquiriu a competência da Justiça do Trabalho para julgar causas em que se discute a alegação de terceirização ilícita de mão-de-obra na celebração de Termos de Parceria com OSCIPs: trata-se da RECLAMAÇÃO Nº 10.863, cuja cópia foi anexada à exordial da presente Reclamação.” (grifei) O Ministério Público Federal, em contrarrazões, impugnou a pretensão recursal ora deduzida pela parte recorrente, aduzindo, em síntese, o que segue: “A agravante alega que a decisão reclamada não observou a autoridade da decisão da ADI 3.395/DF, decidindo pela competência material da Justiça do Trabalho para processar e julgar demanda que envolve servidor público e a Administração Pública. Na ADI 3.395/DF, o Pleno do STF referendou a decisão liminar proferida pelo Ministro Nelson Jobim em 27/1/2005, suspendendo ‘toda interpretação dada ao inciso I do art. 114 da CF, na redação dada pela EC 45/2004, que inclua, na competência da Justiça do Trabalho, a ‘[...] apreciação [...] de causas que [...] sejam instauradas entre o Poder Público e seus servidores, a ele vinculados por típica relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo’. No caso, no entanto, a sentença reclamada não guarda identidade material com a decisão paradigma. …................................................................................................... No caso dos autos, não se constata na demanda de origem a presença do mencionado caráter estatutário ou jurídico-administrativo da relação havida entre as partes. Aliás, muito ao reverso, pois a demanda de origem sequer foi ajuizada em desfavor do ente federativo ou do Poder Público, consoante bem salientado pela própria autoridade reclamada: ‘E, na ação matriz a cargo da Justiça do Trabalho, não está sendo jurisdicionada nenhuma relação administrativa estatutária, nem se pretende que seja estabelecido com a reclamante qualquer vínculo estatutário, o que de resto seria impossível, porque ela não pertence à administração pública. Lá, o pedido é um só: que a entidade privada, ainda que sem fins lucrativos, não seja contratada para executar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RCL 30127 ED-AGR / RJ funções públicas e, para tanto, esteja à vontade para burlar o princípio concursivo’ (...). De fato, a ação civil pública originária foi ajuizada justamente com o objetivo de questionar a contratação de entidades privadas para a execução de serviços públicos de saúde na municipalidade. Ressalta-se que a sentença reclamada advertiu que os termos de parceria firmados com a agravante possibilitaram a contratação de profissionais de saúde sem prévia aprovação em concurso público e distorcem das diretrizes legais constantes da Lei Federal nº 9.790, de 23 de março de 1999. …................................................................................................... Reconhecida a nulidade dos termos de parceria firmado entre município e pessoa jurídica de direito privado, em razão da burla ao concurso público e da precarização da relação de trabalho, certo é que sua apreciação submete-se à competência da Justiça do Trabalho, por tratar-se de relações de trabalho de natureza jurídico- -privada aquelas estabelecidas entre a agravante e os trabalhadores colocados à disposição da municipalidade, conforme revela o seguinte precedente derivado da RCL 18.682 AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki: …................................................................................................... Portanto, além de inexistir aderência estrita entre a decisão reclamada e a paradigma, tampouco está demonstrada a ofensa à autoridade da aludida decisão vinculante do STF.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ funções públicas e, para tanto, esteja à vontade para burlar o princípio concursivo’ (...). De fato, a ação civil pública originária foi ajuizada justamente com o objetivo de questionar a contratação de entidades privadas para a execução de serviços públicos de saúde na municipalidade. Ressalta-se que a sentença reclamada advertiu que os termos de parceria firmados com a agravante possibilitaram a contratação de profissionais de saúde sem prévia aprovação em concurso público e distorcem das diretrizes legais constantes da Lei Federal nº 9.790, de 23 de março de 1999. …................................................................................................... Reconhecida a nulidade dos termos de parceria firmado entre município e pessoa jurídica de direito privado, em razão da burla ao concurso público e da precarização da relação de trabalho, certo é que sua apreciação submete-se à competência da Justiça do Trabalho, por tratar-se de relações de trabalho de natureza jurídico- -privada aquelas estabelecidas entre a agravante e os trabalhadores colocados à disposição da municipalidade, conforme revela o seguinte precedente derivado da RCL 18.682 AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki: …................................................................................................... Portanto, além de inexistir aderência estrita entre a decisão reclamada e a paradigma, tampouco está demonstrada a ofensa à autoridade da aludida decisão vinculante do STF.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão por mim proferida – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte tem assinalado que, no julgamento da ADI 3.395-MC/DF, o Plenário do Supremo Tribunal Federal não analisou a questão concernente à competência para apreciação jurisdicional de ação civil pública ajuizada com o objetivo de questionar a contratação, pela Administração Pública, em regime de cooperação, de entidades privadas para a execução de serviços públicos (Rcl 11.058-AgR/PR, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 18.682-AgR/CE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA OBJETIVANDO A ABSTENÇÃO, PELO MUNICÍPIO, DE CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES, POR MEIO DE COOPERATIVAS, PARA SUPRIR EVENTUAIS NECESSIDADES DE PESSOAL NOS SERVIÇOS DE SAÚDE . AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA ENTRE O CONTEÚDO DA DECISÃO RECLAMADA E O DA ADI 3.395 MC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 9.599-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão por mim proferida – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte tem assinalado que, no julgamento da ADI 3.395-MC/DF, o Plenário do Supremo Tribunal Federal não analisou a questão concernente à competência para apreciação jurisdicional de ação civil pública ajuizada com o objetivo de questionar a contratação, pela Administração Pública, em regime de cooperação, de entidades privadas para a execução de serviços públicos (Rcl 11.058-AgR/PR, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 18.682-AgR/CE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA OBJETIVANDO A ABSTENÇÃO, PELO MUNICÍPIO, DE CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES, POR MEIO DE COOPERATIVAS, PARA SUPRIR EVENTUAIS NECESSIDADES DE PESSOAL NOS SERVIÇOS DE SAÚDE . AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA ENTRE O CONTEÚDO DA DECISÃO RECLAMADA E O DA ADI 3.395 MC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 9.599-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ Torna-se forçoso concluir, portanto, que inexiste qualquer relação de pertinência temática entre o conteúdo material do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da ADI 3.395-MC/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, e o que a autoridade judiciária reclamada decidiu no processo objeto desta ação reclamatória. Esse fato – incoincidência dos fundamentos – inviabiliza o próprio conhecimento da presente reclamação por esta Corte Suprema. É que as razões de decidir invocadas no ato questionado revelam-se substancialmente diversas daquelas que deram suporte à ADI 3.395-MC/DF, o que basta para afastar, por inocorrente, a alegação de desrespeito à autoridade do julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. Esse mesmo entendimento, vale registrar, tem sido observado por eminentes Juízes de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 11.801- -AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.670/BA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “(…) A ausência de identidade entre o ato impugnado e a decisão apontada como violada é circunstância que inviabiliza o conhecimento da reclamação.” (Rcl 12.897/MG, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) É importante assinalar, quanto a esse ponto, precisamente por tratar-se de caso em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal, que os atos questionados em reclamação, considerado o respectivo contexto, hão de ajustar-se, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação aos parâmetros de controle emanados deste Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ Torna-se forçoso concluir, portanto, que inexiste qualquer relação de pertinência temática entre o conteúdo material do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da ADI 3.395-MC/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, e o que a autoridade judiciária reclamada decidiu no processo objeto desta ação reclamatória. Esse fato – incoincidência dos fundamentos – inviabiliza o próprio conhecimento da presente reclamação por esta Corte Suprema. É que as razões de decidir invocadas no ato questionado revelam-se substancialmente diversas daquelas que deram suporte à ADI 3.395-MC/DF, o que basta para afastar, por inocorrente, a alegação de desrespeito à autoridade do julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. Esse mesmo entendimento, vale registrar, tem sido observado por eminentes Juízes de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 11.801- -AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.670/BA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “(…) A ausência de identidade entre o ato impugnado e a decisão apontada como violada é circunstância que inviabiliza o conhecimento da reclamação.” (Rcl 12.897/MG, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) É importante assinalar, quanto a esse ponto, precisamente por tratar-se de caso em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal, que os atos questionados em reclamação, considerado o respectivo contexto, hão de ajustar-se, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação aos parâmetros de controle emanados deste Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ (ADI 3.395-MC/DF, no caso), como reiteradamente tem advertido a jurisprudência desta Corte: “(...) – Os atos questionados em qualquer reclamação – nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal – hão de ajustar-se, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cumpre destacar, finalmente, um outro aspecto que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Refiro-me ao fato de que, considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos legitimadores do ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. A reclamação, como se sabe, reveste-se de múltiplas funções, tal como revelado por precedentes desta Corte (RTJ 134/1033, v.g.) e definido pelo novo Código de Processo Civil (art. 988), as quais, em síntese, compreendem (a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ (ADI 3.395-MC/DF, no caso), como reiteradamente tem advertido a jurisprudência desta Corte: “(...) – Os atos questionados em qualquer reclamação – nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal – hão de ajustar-se, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cumpre destacar, finalmente, um outro aspecto que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Refiro-me ao fato de que, considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos legitimadores do ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. A reclamação, como se sabe, reveste-se de múltiplas funções, tal como revelado por precedentes desta Corte (RTJ 134/1033, v.g.) e definido pelo novo Código de Processo Civil (art. 988), as quais, em síntese, compreendem (a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência. Isso significa, portanto, que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência. Isso significa, portanto, que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Em conclusão, não se acham presentes, na espécie, as situações legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Em conclusão, não se acham presentes, na espécie, as situações legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) : FERNANDO MENEGAT (58539/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3BE-4245-7091-405A e senha 01FE-4036-B244-26DB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) : FERNANDO MENEGAT (58539/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3BE-4245-7091-405A e senha 01FE-4036-B244-26DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749828186
2019-04-29T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DO JULGAMENTO PROFERIDO, COM EFICÁCIA VINCULANTE, NO EXAME DA ADI 3.395-MC/DF – INCOINCIDÊNCIA TEMÁTICA ENTRE AS RAZÕES DE DECIDIR INVOCADAS NO ATO JUDICIAL RECLAMADO E AQUELAS QUE DÃO SUPORTE AO ACÓRDÃO APONTADO COMO PARÂMETRO DE CONTROLE – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO, QUE, ADEMAIS, NÃO PODE SER UTILIZADO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur403961
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, AÇÃO CIVIL PÚBLICA, CONTRATAÇÃO, ENTIDADE PRIVADA, COOPERATIVA) Rcl 11058 AgR (1ªT), Rcl 9599 AgR (2ªT), Rcl 18682 AgR (2ªT). (RECLAMAÇÃO, PERTINÊNCIA TEMÁTICA, ACÓRDÃO PARADIGMA, DECISÃO RECLAMADA) Rcl 6534 AgR (TP), Rcl 11801 AgR (1ªT). (RECLAMAÇÃO, FUNÇÃO) Rcl 336 - RTJ 134/1033. (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 603 - RTJ 168/718, Rcl 1591 (TP), Rcl 724 AgR (2ªT), Rcl 1852 AgR (2ªT), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (RECLAMAÇÃO, PERTINÊNCIA TEMÁTICA, ACÓRDÃO PARADIGMA, DECISÃO RECLAMADA) Rcl 13670, Rcl 12897. - Veja ADI 3395 MC do STF. Número de páginas: 12. Análise: 26/08/2019, KBP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
30127
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-ED-AgR
acordaos
Rcl 30127 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) : FERNANDO MENEGAT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) :FERNANDO MENEGAT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGADO DESRESPEITO À AUTORIDADE DO JULGAMENTO PROFERIDO, COM EFICÁCIA VINCULANTE, NO EXAME DA ADI 3.395-MC/DF – INCOINCIDÊNCIA TEMÁTICA ENTRE AS RAZÕES DE DECIDIR INVOCADAS NO ATO JUDICIAL RECLAMADO E AQUELAS QUE DÃO SUPORTE AO ACÓRDÃO APONTADO COMO PARÂMETRO DE CONTROLE – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO, QUE, ADEMAIS, NÃO PODE SER UTILIZADO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41F1-53AA-5109-03A7 e senha A3F7-570D-BA31-5E1D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) :FERNANDO MENEGAT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Vale retomar que o ato reclamado consiste na sentença emanada da 2... Vara do Trabalho de Nova Friburgo-RJ, da Ação Civil Pública Trabalhista n 0101142-58.2016.5.01.0511, movida pelo Ministério Público do Trabalho em face da OSCIP ora Agravante. Em referida demanda, o MPT questiona a forma de prestação de serviços públicos de saúde adotada em Quissamã e Cachoeiras do Macacu, alegando que os Termos de Parceria firmados com a OSCIP, nos termos da Lei Federal n 9.790/99, implicariam terceirização ilícita de mão-de-obra na área da saúde, com burla à regra do concurso público. Para o Ministério Público do Trabalho, é ilegal que Municípios celebrem Termos de Parceria com OSCIPs para atuação dessas entidades no SUS, à medida que isso implicaria que empregados privados (da OSCIP) atuem onde apenas servidores Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) :FERNANDO MENEGAT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Vale retomar que o ato reclamado consiste na sentença emanada da 2... Vara do Trabalho de Nova Friburgo-RJ, da Ação Civil Pública Trabalhista n 0101142-58.2016.5.01.0511, movida pelo Ministério Público do Trabalho em face da OSCIP ora Agravante. Em referida demanda, o MPT questiona a forma de prestação de serviços públicos de saúde adotada em Quissamã e Cachoeiras do Macacu, alegando que os Termos de Parceria firmados com a OSCIP, nos termos da Lei Federal n 9.790/99, implicariam terceirização ilícita de mão-de-obra na área da saúde, com burla à regra do concurso público. Para o Ministério Público do Trabalho, é ilegal que Municípios celebrem Termos de Parceria com OSCIPs para atuação dessas entidades no SUS, à medida que isso implicaria que empregados privados (da OSCIP) atuem onde apenas servidores Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RCL 30127 ED-AGR / RJ públicos estatutários, devidamente aprovados em concurso público, poderiam atuar. O Reclamante aduziu, em preliminar, a incompetência absoluta do d. juízo trabalhista para o deslinde do feito, com fundamento na jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho e na posição já consolidada deste d. Supremo Tribunal Federal. Ocorre que, na sentença prolatada pelo MM. Juízo monocrático (ato reclamado), não foi acolhida a preliminar aventada, declarando-se a competência material da Justiça do Trabalho para se debruçar sobre o caso em questão. …................................................................................................... Ora, analisar ajustes celebrados entre Poder Público e OSCIPs – e sua viabilidade para prestação de serviços públicos de saúde – não é competência da nobre Justiça do Trabalho, mas da Justiça Comum. Mais que isso: é incompetente a Justiça do Trabalho para analisar a natureza do vínculo – que, na visão do MPT, deve ser ESTATUTÁRIO – entre os trabalhadores vinculados ao Termo de Parceria e o poder público contratante. O Ato Reclamado, ao reconhecer a competência da Justiça do Trabalho para julgar o feito em comento, afrontou a autoridade das decisões deste E. Supremo Tribunal Federal. Isso porque, em diversas decisões anteriores, este d. Supremo Tribunal Federal já deixou mais que assentada a competência da JUSTIÇA COMUM para julgar causas em que se discute a legalidade ou não da ‘terceirização’ na Administração Pública, vale dizer, dos casos em que o Poder Público celebra ajustes com cooperativas, OSCIPs, Organizações Sociais, etc., e que o Ministério Público do Trabalho interpreta como terceirização ilícita de mão-de-obra por implicar burla à exigência constitucional do concurso público. O marco inicial do entendimento foi a ADI n. 3.395 (...): ….......................................................................................... Referida decisão, prolatada em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade, amolda-se perfeitamente aos presentes autos. Tanto é assim que este d. Supremo Tribunal Federal, escoimado na decisão da ADI 3.395, já julgou procedente uma Reclamação IDÊNTICA à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ públicos estatutários, devidamente aprovados em concurso público, poderiam atuar. O Reclamante aduziu, em preliminar, a incompetência absoluta do d. juízo trabalhista para o deslinde do feito, com fundamento na jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho e na posição já consolidada deste d. Supremo Tribunal Federal. Ocorre que, na sentença prolatada pelo MM. Juízo monocrático (ato reclamado), não foi acolhida a preliminar aventada, declarando-se a competência material da Justiça do Trabalho para se debruçar sobre o caso em questão. …................................................................................................... Ora, analisar ajustes celebrados entre Poder Público e OSCIPs – e sua viabilidade para prestação de serviços públicos de saúde – não é competência da nobre Justiça do Trabalho, mas da Justiça Comum. Mais que isso: é incompetente a Justiça do Trabalho para analisar a natureza do vínculo – que, na visão do MPT, deve ser ESTATUTÁRIO – entre os trabalhadores vinculados ao Termo de Parceria e o poder público contratante. O Ato Reclamado, ao reconhecer a competência da Justiça do Trabalho para julgar o feito em comento, afrontou a autoridade das decisões deste E. Supremo Tribunal Federal. Isso porque, em diversas decisões anteriores, este d. Supremo Tribunal Federal já deixou mais que assentada a competência da JUSTIÇA COMUM para julgar causas em que se discute a legalidade ou não da ‘terceirização’ na Administração Pública, vale dizer, dos casos em que o Poder Público celebra ajustes com cooperativas, OSCIPs, Organizações Sociais, etc., e que o Ministério Público do Trabalho interpreta como terceirização ilícita de mão-de-obra por implicar burla à exigência constitucional do concurso público. O marco inicial do entendimento foi a ADI n. 3.395 (...): ….......................................................................................... Referida decisão, prolatada em sede de Ação Direta de Inconstitucionalidade, amolda-se perfeitamente aos presentes autos. Tanto é assim que este d. Supremo Tribunal Federal, escoimado na decisão da ADI 3.395, já julgou procedente uma Reclamação IDÊNTICA à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 30127 ED-AGR / RJ presente, em que se perquiriu a competência da Justiça do Trabalho para julgar causas em que se discute a alegação de terceirização ilícita de mão-de-obra na celebração de Termos de Parceria com OSCIPs: trata-se da RECLAMAÇÃO n 10.863, cuja cópia foi anexada à exordial da presente Reclamação.” (grifei) O Ministério Público Federal, em contrarrazões, impugnou a pretensão recursal ora deduzida pela parte recorrente, aduzindo, em síntese, o que segue: “A agravante alega que a decisão reclamada não observou a autoridade da decisão da ADI 3.395/DF, decidindo pela competência material da Justiça do Trabalho para processar e julgar demanda que envolve servidor público e a Administração Pública. Na ADI 3.395/DF, o Pleno do Supremo Tribunal Federal referendou a decisão liminar proferida pelo Ministro Nelson Jobim em 27/1/2005, suspendendo ‘toda interpretação dada ao inciso I do art. 114 da Constituição Federal de 1988, na redação dada pela EC 45/2004, que inclua, na competência da Justiça do Trabalho, a ‘[...] apreciação [...] de causas que [...] sejam instauradas entre o Poder Público e seus servidores, a ele vinculados por típica relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo’. No caso, no entanto, a sentença reclamada não guarda identidade material com a decisão paradigma. …................................................................................................... No caso dos autos, não se constata na demanda de origem a presença do mencionado caráter estatutário ou jurídico-administrativo da relação havida entre as partes. Aliás, muito ao reverso, pois a demanda de origem sequer foi ajuizada em desfavor do ente federativo ou do Poder Público, consoante bem salientado pela própria autoridade reclamada: ‘E, na ação matriz a cargo da Justiça do Trabalho, não está sendo jurisdicionada nenhuma relação administrativa estatutária, nem se pretende que seja estabelecido com a reclamante qualquer vínculo estatutário, o que de resto seria impossível, porque ela não pertence à administração pública. Lá, o pedido é um só: que a entidade privada, ainda que sem fins lucrativos, não seja contratada para executar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ presente, em que se perquiriu a competência da Justiça do Trabalho para julgar causas em que se discute a alegação de terceirização ilícita de mão-de-obra na celebração de Termos de Parceria com OSCIPs: trata-se da RECLAMAÇÃO n 10.863, cuja cópia foi anexada à exordial da presente Reclamação.” (grifei) O Ministério Público Federal, em contrarrazões, impugnou a pretensão recursal ora deduzida pela parte recorrente, aduzindo, em síntese, o que segue: “A agravante alega que a decisão reclamada não observou a autoridade da decisão da ADI 3.395/DF, decidindo pela competência material da Justiça do Trabalho para processar e julgar demanda que envolve servidor público e a Administração Pública. Na ADI 3.395/DF, o Pleno do Supremo Tribunal Federal referendou a decisão liminar proferida pelo Ministro Nelson Jobim em 27/1/2005, suspendendo ‘toda interpretação dada ao inciso I do art. 114 da Constituição Federal de 1988, na redação dada pela EC 45/2004, que inclua, na competência da Justiça do Trabalho, a ‘[...] apreciação [...] de causas que [...] sejam instauradas entre o Poder Público e seus servidores, a ele vinculados por típica relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo’. No caso, no entanto, a sentença reclamada não guarda identidade material com a decisão paradigma. …................................................................................................... No caso dos autos, não se constata na demanda de origem a presença do mencionado caráter estatutário ou jurídico-administrativo da relação havida entre as partes. Aliás, muito ao reverso, pois a demanda de origem sequer foi ajuizada em desfavor do ente federativo ou do Poder Público, consoante bem salientado pela própria autoridade reclamada: ‘E, na ação matriz a cargo da Justiça do Trabalho, não está sendo jurisdicionada nenhuma relação administrativa estatutária, nem se pretende que seja estabelecido com a reclamante qualquer vínculo estatutário, o que de resto seria impossível, porque ela não pertence à administração pública. Lá, o pedido é um só: que a entidade privada, ainda que sem fins lucrativos, não seja contratada para executar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RCL 30127 ED-AGR / RJ funções públicas e, para tanto, esteja à vontade para burlar o princípio concursivo’ (...). De fato, a ação civil pública originária foi ajuizada justamente com o objetivo de questionar a contratação de entidades privadas para a execução de serviços públicos de saúde na municipalidade. Ressalta-se que a sentença reclamada advertiu que os termos de parceria firmados com a agravante possibilitaram a contratação de profissionais de saúde sem prévia aprovação em concurso público e distorcem das diretrizes legais constantes da Lei Federal n 9.790, de 23 de março de 1999. …................................................................................................... Reconhecida a nulidade dos termos de parceria firmado entre município e pessoa jurídica de direito privado, em razão da burla ao concurso público e da precarização da relação de trabalho, certo é que sua apreciação submete-se à competência da Justiça do Trabalho, por tratar-se de relações de trabalho de natureza jurídico- -privada aquelas estabelecidas entre a agravante e os trabalhadores colocados à disposição da municipalidade, conforme revela o seguinte precedente derivado da RCL 18.682 AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki: …................................................................................................... Portanto, além de inexistir aderência estrita entre a decisão reclamada e a paradigma, tampouco está demonstrada a ofensa à autoridade da aludida decisão vinculante do Supremo Tribunal Federal.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ funções públicas e, para tanto, esteja à vontade para burlar o princípio concursivo’ (...). De fato, a ação civil pública originária foi ajuizada justamente com o objetivo de questionar a contratação de entidades privadas para a execução de serviços públicos de saúde na municipalidade. Ressalta-se que a sentença reclamada advertiu que os termos de parceria firmados com a agravante possibilitaram a contratação de profissionais de saúde sem prévia aprovação em concurso público e distorcem das diretrizes legais constantes da Lei Federal n 9.790, de 23 de março de 1999. …................................................................................................... Reconhecida a nulidade dos termos de parceria firmado entre município e pessoa jurídica de direito privado, em razão da burla ao concurso público e da precarização da relação de trabalho, certo é que sua apreciação submete-se à competência da Justiça do Trabalho, por tratar-se de relações de trabalho de natureza jurídico- -privada aquelas estabelecidas entre a agravante e os trabalhadores colocados à disposição da municipalidade, conforme revela o seguinte precedente derivado da RCL 18.682 AgR/CE, Rel. Min. Teori Zavascki: …................................................................................................... Portanto, além de inexistir aderência estrita entre a decisão reclamada e a paradigma, tampouco está demonstrada a ofensa à autoridade da aludida decisão vinculante do Supremo Tribunal Federal.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA9A-77F7-3626-5EEF e senha 28F2-6126-95EF-FE00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão por mim proferida – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte tem assinalado que, no julgamento da ADI 3.395-MC/DF, o Plenário do Supremo Tribunal Federal não analisou a questão concernente à competência para apreciação jurisdicional de ação civil pública ajuizada com o objetivo de questionar a contratação, pela Administração Pública, em regime de cooperação, de entidades privadas para a execução de serviços públicos (Rcl 11.058-AgR/PR, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 18.682-AgR/CE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA OBJETIVANDO A ABSTENÇÃO, PELO MUNICÍPIO, DE CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES, POR MEIO DE COOPERATIVAS, PARA SUPRIR EVENTUAIS NECESSIDADES DE PESSOAL NOS SERVIÇOS DE SAÚDE . AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA ENTRE O CONTEÚDO DA DECISÃO RECLAMADA E O DA ADI 3.395 MC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 9.599-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão por mim proferida – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte tem assinalado que, no julgamento da ADI 3.395-MC/DF, o Plenário do Supremo Tribunal Federal não analisou a questão concernente à competência para apreciação jurisdicional de ação civil pública ajuizada com o objetivo de questionar a contratação, pela Administração Pública, em regime de cooperação, de entidades privadas para a execução de serviços públicos (Rcl 11.058-AgR/PR, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 18.682-AgR/CE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA OBJETIVANDO A ABSTENÇÃO, PELO MUNICÍPIO, DE CONTRATAÇÃO DE TRABALHADORES, POR MEIO DE COOPERATIVAS, PARA SUPRIR EVENTUAIS NECESSIDADES DE PESSOAL NOS SERVIÇOS DE SAÚDE . AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA ENTRE O CONTEÚDO DA DECISÃO RECLAMADA E O DA ADI 3.395 MC. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Rcl 9.599-AgR/RJ, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ Torna-se forçoso concluir, portanto, que inexiste qualquer relação de pertinência temática entre o conteúdo material do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da ADI 3.395-MC/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, e o que a autoridade judiciária reclamada decidiu no processo objeto desta ação reclamatória. Esse fato – incoincidência dos fundamentos – inviabiliza o próprio conhecimento da presente reclamação por esta Corte Suprema. É que as razões de decidir invocadas no ato questionado revelam-se substancialmente diversas daquelas que deram suporte à ADI 3.395-MC/DF, o que basta para afastar, por inocorrente, a alegação de desrespeito à autoridade do julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. Esse mesmo entendimento, vale registrar, tem sido observado por eminentes Juízes de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 11.801- -AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.670/BA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “(…) A ausência de identidade entre o ato impugnado e a decisão apontada como violada é circunstância que inviabiliza o conhecimento da reclamação.” (Rcl 12.897/MG, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) É importante assinalar, quanto a esse ponto, precisamente por tratar-se de caso em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal, que os atos questionados em reclamação, considerado o respectivo contexto, hão de ajustar-se, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação aos parâmetros de controle emanados deste Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ Torna-se forçoso concluir, portanto, que inexiste qualquer relação de pertinência temática entre o conteúdo material do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da ADI 3.395-MC/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, e o que a autoridade judiciária reclamada decidiu no processo objeto desta ação reclamatória. Esse fato – incoincidência dos fundamentos – inviabiliza o próprio conhecimento da presente reclamação por esta Corte Suprema. É que as razões de decidir invocadas no ato questionado revelam-se substancialmente diversas daquelas que deram suporte à ADI 3.395-MC/DF, o que basta para afastar, por inocorrente, a alegação de desrespeito à autoridade do julgamento emanado do Supremo Tribunal Federal, inviabilizando-se, desse modo, o acesso à via reclamatória. Esse mesmo entendimento, vale registrar, tem sido observado por eminentes Juízes de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 11.801- -AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.670/BA, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “(…) A ausência de identidade entre o ato impugnado e a decisão apontada como violada é circunstância que inviabiliza o conhecimento da reclamação.” (Rcl 12.897/MG, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) É importante assinalar, quanto a esse ponto, precisamente por tratar-se de caso em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal, que os atos questionados em reclamação, considerado o respectivo contexto, hão de ajustar-se, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação aos parâmetros de controle emanados deste Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ (ADI 3.395-MC/DF, no caso), como reiteradamente tem advertido a jurisprudência desta Corte: “(...) – Os atos questionados em qualquer reclamação – nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal – hão de ajustar-se, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cumpre destacar, finalmente, um outro aspecto que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Refiro-me ao fato de que, considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos legitimadores do ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. A reclamação, como se sabe, reveste-se de múltiplas funções, tal como revelado por precedentes desta Corte (RTJ 134/1033, v.g.) e definido pelo novo Código de Processo Civil (art. 988), as quais, em síntese, compreendem (a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ (ADI 3.395-MC/DF, no caso), como reiteradamente tem advertido a jurisprudência desta Corte: “(...) – Os atos questionados em qualquer reclamação – nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal – hão de ajustar-se, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Cumpre destacar, finalmente, um outro aspecto que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Refiro-me ao fato de que, considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos legitimadores do ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. A reclamação, como se sabe, reveste-se de múltiplas funções, tal como revelado por precedentes desta Corte (RTJ 134/1033, v.g.) e definido pelo novo Código de Processo Civil (art. 988), as quais, em síntese, compreendem (a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência. Isso significa, portanto, que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência. Isso significa, portanto, que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno –grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 30127 ED-AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Em conclusão, não se acham presentes, na espécie, as situações legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Supremo Tribunal Federal RCL 30127 ED-AGR / RJ “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Em conclusão, não se acham presentes, na espécie, as situações legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CB80-F467-ED68-0465 e senha EA88-CD04-1A9D-147C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) : FERNANDO MENEGAT (58539/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3BE-4245-7091-405A e senha 01FE-4036-B244-26DB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 30.127 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : INVISA INSTITUTO VIDA E SAUDE ADV.(A/S) : FERNANDO MENEGAT (58539/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F3BE-4245-7091-405A e senha 01FE-4036-B244-26DB Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 30 . 127", "ADI 3 . 395 - MC / DF", "Ação Civil Pública Trabalhista n 0101142 - 58 . 2016 . 5 . 01 . 0511", "Ação Civil Pública Trabalhista n 0101142 - 58 . 2016 . 5 . 01 . 0511", "ADI n . 3 . 395", "ADI 3 . 395", "ADI n . 3 . 395", "ADI 3 . 395", "RCL 30127 ED", "-", "AGR /", "RJ", "RECLAMAÇÃO n 10 . 863", "ADI 3 . 395 / DF", "ADI 3 . 395 / DF", "RECLAMAÇÃO n 10 . 863", "ADI 3 . 395 / DF", "ADI 3 . 395 / DF", "RCL 30127", "RCL 18 . 682 AgR / CE", "RCL 18 . 682 AgR / CE", "ADI", "Rcl 11 . 058 - AgR / PR", "Rcl 18 . 682 - AgR / CE", "ADI 3 . 395 MC", "Rcl 9 . 599 - AgR / RJ", "ADI 3 . 395 - MC / DF", "Rcl 11 . 058 - AgR / PR", "Rcl 18 . 682 - AgR / CE", "ADI 3 . 395 MC", "Rcl 9 . 599 - AgR / RJ", "ADI 3 . 395 -", "ADI 3 . 395 - MC / DF", "Rcl 11 . 801 - - AgR / SP", "Rcl 13 . 670 / BA", "Rcl 12 . 897 / MG", "ADI 3 . 395 - MC / DF", "ADI 3 . 395 - MC / DF", "Rcl 11 . 801 - - AgR / SP", "Rcl 13 . 670 / BA", "Rcl 12 . 897 / MG", "RCL 30127 ED - AGR / RJ", "ADI 3 . 395 - MC / DF", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA", "RTJ 134 / 1033", "RCL 30127 ED -", "ADI 3 . 395 - MC / DF", "Rcl 6 . 534 - AgR / MA", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "RCL 30127 ED -", "AGR / RJ", "Rcl Ag . 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"MPT", "Ministério Público do Trabalho", "SUS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INVISA", "INSTITUTO VIDA E SAUDE", "2", "2", "Vara do Trabalho de Nova Friburgo -", "Ministério Público do Trabalho", "MPT", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "MPT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "MPT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Pleno do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MC", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Pleno", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Plenário", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INVISA", "INSTITUTO VIDA E SAUDE", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "2", "VARA DO TRABALHO", "NOVA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INVISA", "INSTITUTO VIDA E SAUDE", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "2", "VARA DO TRABALHO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "FERNANDO MENEGAT", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FERNANDO MENEGAT", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FERNANDO MENEGAT", 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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :AGDA DA SILVA DIAS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FUNCIONÁRIO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – ECT. ATUAÇÃO DA ECT COMO BANCO POSTAL. EQUIPARAÇÃO ENTRE POSTALISTA E BANCÁRIO. JORNADA DE TRABALHO DIÁRIA DE SEIS HORAS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/05 a 06/06/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03DD-3299-B7C7-451E e senha 1E61-8296-3247-ED6E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :AGDA DA SILVA DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT contra decisão que prolatei assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FUNCIONÁRIO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – ECT. ATUAÇÃO DA ECT COMO BANCO POSTAL. EQUIPARAÇÃO ENTRE POSTALISTA E BANCÁRIO. JORNADA DE TRABALHO DIÁRIA DE SEIS HORAS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :AGDA DA SILVA DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT contra decisão que prolatei assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FUNCIONÁRIO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – ECT. ATUAÇÃO DA ECT COMO BANCO POSTAL. EQUIPARAÇÃO ENTRE POSTALISTA E BANCÁRIO. JORNADA DE TRABALHO DIÁRIA DE SEIS HORAS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1201051 AGR / ES Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Compulsando-se o recurso extraordinário verifica-se que, ao contrário do entendimento exposto pela r. decisão recorrida, o debate gira em torno da ofensa ao princípio da isonomia em razão do r. acórdão do eg. TST manter seu entendimento contrário à igualdade de tratamento entre trabalhadores cujas realidades assentadas nos autos são idênticas, portanto, desproporcional à garantia constitucional da igualdade quando observados em conjunto aos preceitos fundamentais da Dignidade da Pessoa Humana, Não Discriminação e dos Valores Sociais do Trabalho. Destina-se o recurso, desta forma e de maneira precípua, à defesa da unidade e autoridade da garantia constitucional, apontada como violada pelo tratamento anti-isonômico mantido pela r. decisão do e. TST, na medida em que decidiu manter a discriminação da proteção legislativa conforme sustentada nestes autos. Isso porque se denota, ab initio, que a r. decisão denegatória pressupõe ser o debate sobre 'a matéria relativa à equiparação da jornada de trabalho de funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, lotados em agência que presta serviços como banco postal, à dos bancários, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Consolidação das Leis do Trabalho), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal'. Quando na realidade o que se sustenta (à pg. 09 do recurso) ao exame desta e. Suprema Corte é 'que o acórdão ora recorrido consignou em seu bojo a discussão da matéria ora tratada ao propugnar que ‘embora a regência dos artigos 224 da CLT e seguintes esteja usualmente atrelada ao enquadramento sindical na categoria bancária, os direitos assegurados ao empregado bancário podem lhe ser reconhecidos, em razão da isonomia de tratamento que se deve dispensar aos trabalhadores os quais realizem tarefas tipicamente bancárias em um estabelecimento que, não obstante estivesse 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Supremo Tribunal Federal ARE 1201051 AGR / ES Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Compulsando-se o recurso extraordinário verifica-se que, ao contrário do entendimento exposto pela r. decisão recorrida, o debate gira em torno da ofensa ao princípio da isonomia em razão do r. acórdão do eg. TST manter seu entendimento contrário à igualdade de tratamento entre trabalhadores cujas realidades assentadas nos autos são idênticas, portanto, desproporcional à garantia constitucional da igualdade quando observados em conjunto aos preceitos fundamentais da Dignidade da Pessoa Humana, Não Discriminação e dos Valores Sociais do Trabalho. Destina-se o recurso, desta forma e de maneira precípua, à defesa da unidade e autoridade da garantia constitucional, apontada como violada pelo tratamento anti-isonômico mantido pela r. decisão do e. TST, na medida em que decidiu manter a discriminação da proteção legislativa conforme sustentada nestes autos. Isso porque se denota, ab initio, que a r. decisão denegatória pressupõe ser o debate sobre 'a matéria relativa à equiparação da jornada de trabalho de funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, lotados em agência que presta serviços como banco postal, à dos bancários, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Consolidação das Leis do Trabalho), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal'. Quando na realidade o que se sustenta (à pg. 09 do recurso) ao exame desta e. Suprema Corte é 'que o acórdão ora recorrido consignou em seu bojo a discussão da matéria ora tratada ao propugnar que ‘embora a regência dos artigos 224 da CLT e seguintes esteja usualmente atrelada ao enquadramento sindical na categoria bancária, os direitos assegurados ao empregado bancário podem lhe ser reconhecidos, em razão da isonomia de tratamento que se deve dispensar aos trabalhadores os quais realizem tarefas tipicamente bancárias em um estabelecimento que, não obstante estivesse 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1201051 AGR / ES originalmente vocacionado para o serviço postal, diversificou as atividades, a ponto de delegar aos seus empregados atribuições bancárias básicas’. Ademais, em seguida (à pg. 09 do recurso) delimita a questão expondo que '(...). E, se é certo que a Lei Maior proclama a igualdade, não menos certo é que a Lei Magna em nenhum momento determina ao legislador que proceda ao tratamento de todos trabalhadores de forma absolutamente igual. Aliás, isto seria bastante temerário, sobretudo em uma sociedade dotada de inegável complexidade, onde há efetivas diferenças entre as pessoas aptas a respaldar, em algumas situações e dentro de limites de razoabilidade, o tratamento diferenciado. Nesse contexto, o papel inerente ao princípio da igualdade, sob a vertente ora examinada, consiste em obstar a instituição de classificações e diferenciações destituídas de sentido e razoabilidade”, assim recorrendo expressamente sobre a questão constitucional apontada como violada, em sentido diametralmente oposto ao entendimento do respectivo acórdão do eg. TST (à fl. 07 da decisão) que assentou 'o empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que executa atividades relacionadas ao Banco Postal não é bancário e, portanto, não tem direito à jornada de seis horas'. Ora Excelências, com todas as vênias, o e. Tribunal Superior do Trabalho não enquadrou a melhor moldura decisória ao caso dos autos, este sob o enfoque da ofensa ao princípio da igualdade, ao propugnar, diversamente, que a discussão caminharia sob o enfoque de enquadramento sindical de trabalhadores, pela perspectiva da atividade preponderante da empresa, ao invés da realidade dos serviços prestados pelos empregados nas agências do Banco Postal conforme evidenciados e transcritos pelo r. acórdão recorrido." (Doc. 103, fls. 3- 4) Por fim, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 29/5/2019, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento virtual. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Supremo Tribunal Federal ARE 1201051 AGR / ES originalmente vocacionado para o serviço postal, diversificou as atividades, a ponto de delegar aos seus empregados atribuições bancárias básicas’. Ademais, em seguida (à pg. 09 do recurso) delimita a questão expondo que '(...). E, se é certo que a Lei Maior proclama a igualdade, não menos certo é que a Lei Magna em nenhum momento determina ao legislador que proceda ao tratamento de todos trabalhadores de forma absolutamente igual. Aliás, isto seria bastante temerário, sobretudo em uma sociedade dotada de inegável complexidade, onde há efetivas diferenças entre as pessoas aptas a respaldar, em algumas situações e dentro de limites de razoabilidade, o tratamento diferenciado. Nesse contexto, o papel inerente ao princípio da igualdade, sob a vertente ora examinada, consiste em obstar a instituição de classificações e diferenciações destituídas de sentido e razoabilidade”, assim recorrendo expressamente sobre a questão constitucional apontada como violada, em sentido diametralmente oposto ao entendimento do respectivo acórdão do eg. TST (à fl. 07 da decisão) que assentou 'o empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que executa atividades relacionadas ao Banco Postal não é bancário e, portanto, não tem direito à jornada de seis horas'. Ora Excelências, com todas as vênias, o e. Tribunal Superior do Trabalho não enquadrou a melhor moldura decisória ao caso dos autos, este sob o enfoque da ofensa ao princípio da igualdade, ao propugnar, diversamente, que a discussão caminharia sob o enfoque de enquadramento sindical de trabalhadores, pela perspectiva da atividade preponderante da empresa, ao invés da realidade dos serviços prestados pelos empregados nas agências do Banco Postal conforme evidenciados e transcritos pelo r. acórdão recorrido." (Doc. 103, fls. 3- 4) Por fim, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 29/5/2019, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento virtual. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem manteve o indeferimento da pretensão do sindicato autor de enquadramento ou equiparação dos substituídos (atendentes do Banco Postal) à categoria profissional dos bancários, para fins de jornada, sob o argumento de que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, de fato, não é uma instituição financeira, atuando como correspondente bancário sem se afastar de seu objeto social, uma vez que o serviço postal continua como sua atividade preponderante. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "De fato o TRT refere-se à ECT como correspondente bancário do Banco do Brasil S/A, e afirma que os substituídos desenvolveram atividades bancárias básicas a atrair a aplicação analógica da Súmula 55 do TST. Ocorre que nenhuma dessas premissas foi modificada no acórdão que deu provimento ao recurso de revista da ECT. Ao aplicar o precedente originário do Tribunal Pleno no sentido de que 'nos Bancos Postais são realizadas apenas atividades acessórias e não atividades tipicamente bancárias' (fl. 1.830), a 5ª Turma explicitou a pertinência da mesma ratio decidendi aos contratos firmados entre a ECT e o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem manteve o indeferimento da pretensão do sindicato autor de enquadramento ou equiparação dos substituídos (atendentes do Banco Postal) à categoria profissional dos bancários, para fins de jornada, sob o argumento de que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, de fato, não é uma instituição financeira, atuando como correspondente bancário sem se afastar de seu objeto social, uma vez que o serviço postal continua como sua atividade preponderante. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "De fato o TRT refere-se à ECT como correspondente bancário do Banco do Brasil S/A, e afirma que os substituídos desenvolveram atividades bancárias básicas a atrair a aplicação analógica da Súmula 55 do TST. Ocorre que nenhuma dessas premissas foi modificada no acórdão que deu provimento ao recurso de revista da ECT. Ao aplicar o precedente originário do Tribunal Pleno no sentido de que 'nos Bancos Postais são realizadas apenas atividades acessórias e não atividades tipicamente bancárias' (fl. 1.830), a 5ª Turma explicitou a pertinência da mesma ratio decidendi aos contratos firmados entre a ECT e o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1201051 AGR / ES Banco do Brasil S/A, especialmente por ter sido a matéria examinada sob o enfoque das mesmas resoluções do Banco Central do Brasil e da Portaria do Ministério das Comunicações. Também fez constar ter prevalecido o entendimento de que o 'empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que executa atividades relacionadas ao Banco Postal não é bancário e, portanto, não tem direito à jornada de seis horas.' (fl. 1.827) Essa afirmação está em consonância inclusive com o trecho do acordão do Tribunal Regional transcrito à fl. 1.894 das razões do agravo, em cujo parágrafo o TRT afirmou que ‘não é bancário o empregado da ECT que executa, além de atividade bancária básica, as atividades típicas de correios'. Ademais a afirmação inserida no precedente do Tribunal Pleno de que nos bancos postais são realizadas apenas atividades acessórias e não atividades tipicamente bancárias, havendo tão somente o exercido de atividades bancárias elementares, não é diversa da situação narrada pelo Tribunal Regional de que a 'Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, na condição de correspondente bancário (Banco Postal), exerce apenas de forma acessória, os serviços bancários básicos de uma agência, e não as atividades privativas de uma instituição financeira, cumuladas com suas atividades próprias dos Correios, tem- se que não pode ser enquadrada como instituição financeira e seus empregados receberem benefícios previstos nas negociações coletivas dos bancários, pois já se beneficiam de diversas vantagens decorrentes do vínculo com os Correios e, além disso, a ECT não participou de referidas negociações.' (fls. 1.824-1.825) Nesse contexto, não se vislumbra a alegada contrariedade à Súmula 126 do TST." (Doc. 77, fls. 24-25) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 4.595/1964 e Consolidação das Leis Trabalhistas). A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Supremo Tribunal Federal ARE 1201051 AGR / ES Banco do Brasil S/A, especialmente por ter sido a matéria examinada sob o enfoque das mesmas resoluções do Banco Central do Brasil e da Portaria do Ministério das Comunicações. Também fez constar ter prevalecido o entendimento de que o 'empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que executa atividades relacionadas ao Banco Postal não é bancário e, portanto, não tem direito à jornada de seis horas.' (fl. 1.827) Essa afirmação está em consonância inclusive com o trecho do acordão do Tribunal Regional transcrito à fl. 1.894 das razões do agravo, em cujo parágrafo o TRT afirmou que ‘não é bancário o empregado da ECT que executa, além de atividade bancária básica, as atividades típicas de correios'. Ademais a afirmação inserida no precedente do Tribunal Pleno de que nos bancos postais são realizadas apenas atividades acessórias e não atividades tipicamente bancárias, havendo tão somente o exercido de atividades bancárias elementares, não é diversa da situação narrada pelo Tribunal Regional de que a 'Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, na condição de correspondente bancário (Banco Postal), exerce apenas de forma acessória, os serviços bancários básicos de uma agência, e não as atividades privativas de uma instituição financeira, cumuladas com suas atividades próprias dos Correios, tem- se que não pode ser enquadrada como instituição financeira e seus empregados receberem benefícios previstos nas negociações coletivas dos bancários, pois já se beneficiam de diversas vantagens decorrentes do vínculo com os Correios e, além disso, a ECT não participou de referidas negociações.' (fls. 1.824-1.825) Nesse contexto, não se vislumbra a alegada contrariedade à Súmula 126 do TST." (Doc. 77, fls. 24-25) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 4.595/1964 e Consolidação das Leis Trabalhistas). A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1201051 AGR / ES Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Prequestionamento. Ausência. Empregado de ‘Banco Postal’. Jornada de trabalho. Enquadramento como bancário. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve o arbitramento de honorários advocatícios pela Corte de origem.” (ARE 1.124.742-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 25/5/2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Empregado da ECT lotado no ‘Banco Postal’. Enquadramento como bancário, para fins de jornada reduzida. 4. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 717.282-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 12/12/2012) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Supremo Tribunal Federal ARE 1201051 AGR / ES Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Prequestionamento. Ausência. Empregado de ‘Banco Postal’. Jornada de trabalho. Enquadramento como bancário. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve o arbitramento de honorários advocatícios pela Corte de origem.” (ARE 1.124.742-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 25/5/2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Empregado da ECT lotado no ‘Banco Postal’. Enquadramento como bancário, para fins de jornada reduzida. 4. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 717.282-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 12/12/2012) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : AGDA DA SILVA DIAS (34823/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAE9-FA38-7604-1C39 e senha EDDA-6372-FDF4-B005 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : AGDA DA SILVA DIAS (34823/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAE9-FA38-7604-1C39 e senha EDDA-6372-FDF4-B005 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750115877
2019-06-07T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FUNCIONÁRIO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – ECT. ATUAÇÃO DA ECT COMO BANCO POSTAL. EQUIPARAÇÃO ENTRE POSTALISTA E BANCÁRIO. JORNADA DE TRABALHO DIÁRIA DE SEIS HORAS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur406127
- Acórdão(s) citado(s): (EMPREGADO, CORREIO, BANCO POSTAL, ENQUADRAMENTO, BANCÁRIO) ARE 717282 AgR (2ªT), ARE 1124742 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1201051
[ "LEG-FED LEI-004595 ANO-1964\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1201051 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : AGDA DA SILVA DIAS
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :AGDA DA SILVA DIAS EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FUNCIONÁRIO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – ECT. ATUAÇÃO DA ECT COMO BANCO POSTAL. EQUIPARAÇÃO ENTRE POSTALISTA E BANCÁRIO. JORNADA DE TRABALHO DIÁRIA DE SEIS HORAS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/05 a 06/06/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03DD-3299-B7C7-451E e senha 1E61-8296-3247-ED6E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :AGDA DA SILVA DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT contra decisão que prolatei assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FUNCIONÁRIO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – ECT. ATUAÇÃO DA ECT COMO BANCO POSTAL. EQUIPARAÇÃO ENTRE POSTALISTA E BANCÁRIO. JORNADA DE TRABALHO DIÁRIA DE SEIS HORAS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) :AGDA DA SILVA DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT contra decisão que prolatei assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. FUNCIONÁRIO DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – ECT. ATUAÇÃO DA ECT COMO BANCO POSTAL. EQUIPARAÇÃO ENTRE POSTALISTA E BANCÁRIO. JORNADA DE TRABALHO DIÁRIA DE SEIS HORAS. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 1201051 AGR / ES Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Compulsando-se o recurso extraordinário verifica-se que, ao contrário do entendimento exposto pela r. decisão recorrida, o debate gira em torno da ofensa ao princípio da isonomia em razão do r. acórdão do eg. Tribunal Superior do Trabalho manter seu entendimento contrário à igualdade de tratamento entre trabalhadores cujas realidades assentadas nos autos são idênticas, portanto, desproporcional à garantia constitucional da igualdade quando observados em conjunto aos preceitos fundamentais da Dignidade da Pessoa Humana, Não Discriminação e dos Valores Sociais do Trabalho. Destina-se o recurso, desta forma e de maneira precípua, à defesa da unidade e autoridade da garantia constitucional, apontada como violada pelo tratamento anti-isonômico mantido pela r. decisão do e. Tribunal Superior do Trabalho, na medida em que decidiu manter a discriminação da proteção legislativa conforme sustentada nestes autos. Isso porque se denota, ab initio, que a r. decisão denegatória pressupõe ser o debate sobre 'a matéria relativa à equiparação da jornada de trabalho de funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, lotados em agência que presta serviços como banco postal, à dos bancários, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Consolidação das Leis do Trabalho), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal'. Quando na realidade o que se sustenta (à pg. 09 do recurso) ao exame desta e. Suprema Corte é 'que o acórdão ora recorrido consignou em seu bojo a discussão da matéria ora tratada ao propugnar que ‘embora a regência dos artigos 224 da Consolidação das Leis do Trabalho e seguintes esteja usualmente atrelada ao enquadramento sindical na categoria bancária, os direitos assegurados ao empregado bancário podem lhe ser reconhecidos, em razão da isonomia de tratamento que se deve dispensar aos trabalhadores os quais realizem tarefas tipicamente bancárias em um estabelecimento que, não obstante estivesse 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Supremo Tribunal Federal ARE 1201051 AGR / ES Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Compulsando-se o recurso extraordinário verifica-se que, ao contrário do entendimento exposto pela r. decisão recorrida, o debate gira em torno da ofensa ao princípio da isonomia em razão do r. acórdão do eg. Tribunal Superior do Trabalho manter seu entendimento contrário à igualdade de tratamento entre trabalhadores cujas realidades assentadas nos autos são idênticas, portanto, desproporcional à garantia constitucional da igualdade quando observados em conjunto aos preceitos fundamentais da Dignidade da Pessoa Humana, Não Discriminação e dos Valores Sociais do Trabalho. Destina-se o recurso, desta forma e de maneira precípua, à defesa da unidade e autoridade da garantia constitucional, apontada como violada pelo tratamento anti-isonômico mantido pela r. decisão do e. Tribunal Superior do Trabalho, na medida em que decidiu manter a discriminação da proteção legislativa conforme sustentada nestes autos. Isso porque se denota, ab initio, que a r. decisão denegatória pressupõe ser o debate sobre 'a matéria relativa à equiparação da jornada de trabalho de funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT, lotados em agência que presta serviços como banco postal, à dos bancários, quando sub judice a controvérsia, implica a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Consolidação das Leis do Trabalho), o que se revela inviável em sede de recurso extraordinário, por configurar ofensa indireta à Constituição Federal'. Quando na realidade o que se sustenta (à pg. 09 do recurso) ao exame desta e. Suprema Corte é 'que o acórdão ora recorrido consignou em seu bojo a discussão da matéria ora tratada ao propugnar que ‘embora a regência dos artigos 224 da Consolidação das Leis do Trabalho e seguintes esteja usualmente atrelada ao enquadramento sindical na categoria bancária, os direitos assegurados ao empregado bancário podem lhe ser reconhecidos, em razão da isonomia de tratamento que se deve dispensar aos trabalhadores os quais realizem tarefas tipicamente bancárias em um estabelecimento que, não obstante estivesse 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1201051 AGR / ES originalmente vocacionado para o serviço postal, diversificou as atividades, a ponto de delegar aos seus empregados atribuições bancárias básicas’. Ademais, em seguida (à pg. 09 do recurso) delimita a questão expondo que '(...). E, se é certo que a Lei Maior proclama a igualdade, não menos certo é que a Lei Magna em nenhum momento determina ao legislador que proceda ao tratamento de todos trabalhadores de forma absolutamente igual. Aliás, isto seria bastante temerário, sobretudo em uma sociedade dotada de inegável complexidade, onde há efetivas diferenças entre as pessoas aptas a respaldar, em algumas situações e dentro de limites de razoabilidade, o tratamento diferenciado. Nesse contexto, o papel inerente ao princípio da igualdade, sob a vertente ora examinada, consiste em obstar a instituição de classificações e diferenciações destituídas de sentido e razoabilidade”, assim recorrendo expressamente sobre a questão constitucional apontada como violada, em sentido diametralmente oposto ao entendimento do respectivo acórdão do eg. Tribunal Superior do Trabalho (à fl. 07 da decisão) que assentou 'o empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que executa atividades relacionadas ao Banco Postal não é bancário e, portanto, não tem direito à jornada de seis horas'. Ora Excelências, com todas as vênias, o e. Tribunal Superior do Trabalho não enquadrou a melhor moldura decisória ao caso dos autos, este sob o enfoque da ofensa ao princípio da igualdade, ao propugnar, diversamente, que a discussão caminharia sob o enfoque de enquadramento sindical de trabalhadores, pela perspectiva da atividade preponderante da empresa, ao invés da realidade dos serviços prestados pelos empregados nas agências do Banco Postal conforme evidenciados e transcritos pelo r. acórdão recorrido." (Doc. 103, fls. 3- 4) Por fim, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 29/5/2019, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento virtual. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Supremo Tribunal Federal ARE 1201051 AGR / ES originalmente vocacionado para o serviço postal, diversificou as atividades, a ponto de delegar aos seus empregados atribuições bancárias básicas’. Ademais, em seguida (à pg. 09 do recurso) delimita a questão expondo que '(...). E, se é certo que a Lei Maior proclama a igualdade, não menos certo é que a Lei Magna em nenhum momento determina ao legislador que proceda ao tratamento de todos trabalhadores de forma absolutamente igual. Aliás, isto seria bastante temerário, sobretudo em uma sociedade dotada de inegável complexidade, onde há efetivas diferenças entre as pessoas aptas a respaldar, em algumas situações e dentro de limites de razoabilidade, o tratamento diferenciado. Nesse contexto, o papel inerente ao princípio da igualdade, sob a vertente ora examinada, consiste em obstar a instituição de classificações e diferenciações destituídas de sentido e razoabilidade”, assim recorrendo expressamente sobre a questão constitucional apontada como violada, em sentido diametralmente oposto ao entendimento do respectivo acórdão do eg. Tribunal Superior do Trabalho (à fl. 07 da decisão) que assentou 'o empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que executa atividades relacionadas ao Banco Postal não é bancário e, portanto, não tem direito à jornada de seis horas'. Ora Excelências, com todas as vênias, o e. Tribunal Superior do Trabalho não enquadrou a melhor moldura decisória ao caso dos autos, este sob o enfoque da ofensa ao princípio da igualdade, ao propugnar, diversamente, que a discussão caminharia sob o enfoque de enquadramento sindical de trabalhadores, pela perspectiva da atividade preponderante da empresa, ao invés da realidade dos serviços prestados pelos empregados nas agências do Banco Postal conforme evidenciados e transcritos pelo r. acórdão recorrido." (Doc. 103, fls. 3- 4) Por fim, houve pedido de destaque no julgamento do presente recurso, formulado em 29/5/2019, não havendo, contudo, peculiaridade que justifique a sua exclusão do julgamento virtual. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 934A-E8A3-15AE-F9EC e senha FB9E-9526-3C9D-9FAE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem manteve o indeferimento da pretensão do sindicato autor de enquadramento ou equiparação dos substituídos (atendentes do Banco Postal) à categoria profissional dos bancários, para fins de jornada, sob o argumento de que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, de fato, não é uma instituição financeira, atuando como correspondente bancário sem se afastar de seu objeto social, uma vez que o serviço postal continua como sua atividade preponderante. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "De fato o TRT refere-se à ECT como correspondente bancário do Banco do Brasil S/A, e afirma que os substituídos desenvolveram atividades bancárias básicas a atrair a aplicação analógica da Súmula 55 do Tribunal Superior do Trabalho. Ocorre que nenhuma dessas premissas foi modificada no acórdão que deu provimento ao recurso de revista da ECT. Ao aplicar o precedente originário do Tribunal Pleno no sentido de que 'nos Bancos Postais são realizadas apenas atividades acessórias e não atividades tipicamente bancárias' (fl. 1.830), a 5... Turma explicitou a pertinência da mesma ratio decidendi aos contratos firmados entre a ECT e o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal de origem manteve o indeferimento da pretensão do sindicato autor de enquadramento ou equiparação dos substituídos (atendentes do Banco Postal) à categoria profissional dos bancários, para fins de jornada, sob o argumento de que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, de fato, não é uma instituição financeira, atuando como correspondente bancário sem se afastar de seu objeto social, uma vez que o serviço postal continua como sua atividade preponderante. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: "De fato o TRT refere-se à ECT como correspondente bancário do Banco do Brasil S/A, e afirma que os substituídos desenvolveram atividades bancárias básicas a atrair a aplicação analógica da Súmula 55 do Tribunal Superior do Trabalho. Ocorre que nenhuma dessas premissas foi modificada no acórdão que deu provimento ao recurso de revista da ECT. Ao aplicar o precedente originário do Tribunal Pleno no sentido de que 'nos Bancos Postais são realizadas apenas atividades acessórias e não atividades tipicamente bancárias' (fl. 1.830), a 5... Turma explicitou a pertinência da mesma ratio decidendi aos contratos firmados entre a ECT e o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1201051 AGR / ES Banco do Brasil S/A, especialmente por ter sido a matéria examinada sob o enfoque das mesmas resoluções do Banco Central do Brasil e da Portaria do Ministério das Comunicações. Também fez constar ter prevalecido o entendimento de que o 'empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que executa atividades relacionadas ao Banco Postal não é bancário e, portanto, não tem direito à jornada de seis horas.' (fl. 1.827) Essa afirmação está em consonância inclusive com o trecho do acordão do Tribunal Regional transcrito à fl. 1.894 das razões do agravo, em cujo parágrafo o TRT afirmou que ‘não é bancário o empregado da ECT que executa, além de atividade bancária básica, as atividades típicas de correios'. Ademais a afirmação inserida no precedente do Tribunal Pleno de que nos bancos postais são realizadas apenas atividades acessórias e não atividades tipicamente bancárias, havendo tão somente o exercido de atividades bancárias elementares, não é diversa da situação narrada pelo Tribunal Regional de que a 'Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, na condição de correspondente bancário (Banco Postal), exerce apenas de forma acessória, os serviços bancários básicos de uma agência, e não as atividades privativas de uma instituição financeira, cumuladas com suas atividades próprias dos Correios, tem- se que não pode ser enquadrada como instituição financeira e seus empregados receberem benefícios previstos nas negociações coletivas dos bancários, pois já se beneficiam de diversas vantagens decorrentes do vínculo com os Correios e, além disso, a ECT não participou de referidas negociações.' (fls. 1.824-1.825) Nesse contexto, não se vislumbra a alegada contrariedade à Súmula 126 do Tribunal Superior do Trabalho." (Doc. 77, fls. 24-25) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 4.595/1964 e Consolidação das Leis Trabalhistas). A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Supremo Tribunal Federal ARE 1201051 AGR / ES Banco do Brasil S/A, especialmente por ter sido a matéria examinada sob o enfoque das mesmas resoluções do Banco Central do Brasil e da Portaria do Ministério das Comunicações. Também fez constar ter prevalecido o entendimento de que o 'empregado da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos que executa atividades relacionadas ao Banco Postal não é bancário e, portanto, não tem direito à jornada de seis horas.' (fl. 1.827) Essa afirmação está em consonância inclusive com o trecho do acordão do Tribunal Regional transcrito à fl. 1.894 das razões do agravo, em cujo parágrafo o TRT afirmou que ‘não é bancário o empregado da ECT que executa, além de atividade bancária básica, as atividades típicas de correios'. Ademais a afirmação inserida no precedente do Tribunal Pleno de que nos bancos postais são realizadas apenas atividades acessórias e não atividades tipicamente bancárias, havendo tão somente o exercido de atividades bancárias elementares, não é diversa da situação narrada pelo Tribunal Regional de que a 'Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT, na condição de correspondente bancário (Banco Postal), exerce apenas de forma acessória, os serviços bancários básicos de uma agência, e não as atividades privativas de uma instituição financeira, cumuladas com suas atividades próprias dos Correios, tem- se que não pode ser enquadrada como instituição financeira e seus empregados receberem benefícios previstos nas negociações coletivas dos bancários, pois já se beneficiam de diversas vantagens decorrentes do vínculo com os Correios e, além disso, a ECT não participou de referidas negociações.' (fls. 1.824-1.825) Nesse contexto, não se vislumbra a alegada contrariedade à Súmula 126 do Tribunal Superior do Trabalho." (Doc. 77, fls. 24-25) Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 4.595/1964 e Consolidação das Leis Trabalhistas). A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1201051 AGR / ES Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Prequestionamento. Ausência. Empregado de ‘Banco Postal’. Jornada de trabalho. Enquadramento como bancário. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve o arbitramento de honorários advocatícios pela Corte de origem.” (ARE 1.124.742-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 25/5/2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Empregado da ECT lotado no ‘Banco Postal’. Enquadramento como bancário, para fins de jornada reduzida. 4. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 717.282-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 12/12/2012) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Supremo Tribunal Federal ARE 1201051 AGR / ES Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Prequestionamento. Ausência. Empregado de ‘Banco Postal’. Jornada de trabalho. Enquadramento como bancário. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o apelo extremo quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inviável, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve o arbitramento de honorários advocatícios pela Corte de origem.” (ARE 1.124.742-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 25/5/2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito do Trabalho. 3. Empregado da ECT lotado no ‘Banco Postal’. Enquadramento como bancário, para fins de jornada reduzida. 4. Alegação de violação ao princípio da legalidade. Incidência do Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 717.282-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 12/12/2012) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 96FE-3ED5-DFB7-9CC7 e senha B9CF-A599-F937-3CD5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : AGDA DA SILVA DIAS (34823/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAE9-FA38-7604-1C39 e senha EDDA-6372-FDF4-B005 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.201.051 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CORREIOS PRESTADORAS DE SERVICOS POSTAIS, TELEGRAFICOS E ENCOMENDAS E SIMILARES DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO - SINTECT ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) AGDO.(A/S) : EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS - ECT ADV.(A/S) : AGDA DA SILVA DIAS (34823/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BAE9-FA38-7604-1C39 e senha EDDA-6372-FDF4-B005 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1201051 AGR / ES", "Súmula 55 do Tribunal Superior do Trabalho", "AGRAVO 1 . 201 . 051", "Súmula 55 do Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 1201051 AGR / ES", "Súmula 126 do Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 1201051 AGR / ES", "Súmula 126 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636", "ARE 1 . 124 . 742 - AgR", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 717 . 282 - AgR", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 124 . 742 - AgR", "Enunciado 636 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 717 . 282 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "artigos 224 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Constituição Federal", "artigos 224 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Lei Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Lei Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 4 . 595 / 1964", "Consolidação das Leis Trabalhistas", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 4 . 595 / 1964", "Consolidação das Leis Trabalhistas", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "artigo 6 . 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EM EMPRESAS", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS", "ECT", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINTECT", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS", "ECT", "SINDICATO DOS TRABALHADORES", "SINTECT", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS", "ECT", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "ECT", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "ECT", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "Tribunal Superior do Trabalho", "Banco", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "ES", "Tribunal Superior do Trabalho", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "Banco Postal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Banco Postal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "TRT", "ECT", "Banco do Brasil S / A", "ECT", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "TRT", "ECT", "Banco do Brasil S / A", "ECT", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Banco do Brasil S / A", "Banco Central do Brasil", "Ministério das Comunicações", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "TRT", "ECT", "Tribunal Pleno", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "ECT", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Banco do Brasil S / A", "Banco Central do Brasil", "Ministério das Comunicações", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "TRT", "ECT", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "ECT", "ECT", "Supremo Tribunal Federal", "Banco Postal", "Segunda Turma", "ECT", "Banco Postal", 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Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "AGDA DA SILVA DIAS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "05", "06", "/", "06", "/", "2019", "07 de", "junho de", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "5", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "5", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "5", "/", "2018", "12", "/", "12", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "5", "/", "2018", "12", "/", "12", "/", "2012", 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRETENDIDA APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI Nº 11.343/2006) EM SEU PATAMAR MAIS FAVORÁVEL – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INADMISSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PLEITOS SUCESSIVOS – INVIABILIDADE DE SUA APRECIAÇÃO, ANTE A IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PRINCIPAL – PLEITO DE INGRESSO EM REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS BRANDO – PACIENTE CONDENADO A SANÇÃO RECLUSIVA INFERIOR A 08 (OITO) ANOS, EM REGIME INICIAL FECHADO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/STF) – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA56-611F-C9F0-B211 e senha 6491-0B49-B4F9-45D8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 161077 AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA56-611F-C9F0-B211 e senha 6491-0B49-B4F9-45D8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA56-611F-C9F0-B211 e senha 6491-0B49-B4F9-45D8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “’HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTO DE RECURSO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CRIME COMETIDO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 6.368/1976. PLEITO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI Nº 11.343/2006. COMBINAÇÃO DE LEIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 501/STJ. EXAME DOS REQUISITOS PARA A INCIDÊNCIA DO PRIVILÉGIO. CONCLUSÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS NO SENTIDO DE QUE O PACIENTE SE DEDICAVA A ATIVIDADES CRIMINOSAS. CIRCUNSTÂNCIAS FÁTICAS INDICATIVAS DA TRAFICÂNCIA HABITUAL, INCLUSIVE A EXPRESSIVA QUANTIDADE DE ENTORPECENTES APREENDIDOS. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA A INCIDÊNCIA DO REDUTOR. REGIME INICIAL FECHADO. PENA QUE EXCEDE 4 ANOS E CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ILEGALIDADE INEXISTENTE. SUBSTITUIÇÃO. PENA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “’HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTO DE RECURSO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CRIME COMETIDO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 6.368/1976. PLEITO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI Nº 11.343/2006. COMBINAÇÃO DE LEIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 501/STJ. EXAME DOS REQUISITOS PARA A INCIDÊNCIA DO PRIVILÉGIO. CONCLUSÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS NO SENTIDO DE QUE O PACIENTE SE DEDICAVA A ATIVIDADES CRIMINOSAS. CIRCUNSTÂNCIAS FÁTICAS INDICATIVAS DA TRAFICÂNCIA HABITUAL, INCLUSIVE A EXPRESSIVA QUANTIDADE DE ENTORPECENTES APREENDIDOS. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA A INCIDÊNCIA DO REDUTOR. REGIME INICIAL FECHADO. PENA QUE EXCEDE 4 ANOS E CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ILEGALIDADE INEXISTENTE. SUBSTITUIÇÃO. PENA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 161077 AGR / SP MANTIDA EM PATAMAR SUPERIOR A 4 ANOS. INVIABILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ‘HABEAS CORPUS’ NÃO CONHECIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal, por sua Primeira Turma, e a Terceira Seção deste Superior Tribunal de Justiça, diante da utilização crescente e sucessiva do ‘habeas corpus’, passaram a restringir a sua admissibilidade quando o ato ilegal for passível de impugnação pela via recursal própria, sem olvidar a possibilidade de concessão da ordem, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade. 2. O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento no sentido de que ‘é cabível a aplicação retroativa da Lei nº 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei nº 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis’ (Súmula 512/STJ). 3. Não há falar em retroatividade integral da Lei nº 11.343/2006 na hipótese de não preenchimento dos requisitos previstos no § 4º do art. 33 do referido estatuto. Afinal, rever o entendimento externado pela Corte de origem para o fim de aplicar o redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, no caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, inviável em sede de ‘habeas corpus’. Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que não há ilegalidade na negativa de aplicação da causa especial de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 quando a quantidade de entorpecentes apreendidos permite aferir que o agente se dedica a atividade criminosa. 4. A valoração negativa da natureza e quantidade de entorpecentes constitui fator suficiente para a determinação de regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade mais gravoso. Precedentes. Hipótese em que o paciente é primário e foi condenado a pena privativa de liberdade superior a 4 e que não excede 8 anos de reclusão, sendo fixado o regime inicial fechado em virtude da expressiva quantidade e natureza especialmente deletéria das drogas apreendidas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP MANTIDA EM PATAMAR SUPERIOR A 4 ANOS. INVIABILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ‘HABEAS CORPUS’ NÃO CONHECIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal, por sua Primeira Turma, e a Terceira Seção deste Superior Tribunal de Justiça, diante da utilização crescente e sucessiva do ‘habeas corpus’, passaram a restringir a sua admissibilidade quando o ato ilegal for passível de impugnação pela via recursal própria, sem olvidar a possibilidade de concessão da ordem, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade. 2. O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento no sentido de que ‘é cabível a aplicação retroativa da Lei nº 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei nº 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis’ (Súmula 512/STJ). 3. Não há falar em retroatividade integral da Lei nº 11.343/2006 na hipótese de não preenchimento dos requisitos previstos no § 4º do art. 33 do referido estatuto. Afinal, rever o entendimento externado pela Corte de origem para o fim de aplicar o redutor previsto no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, no caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, inviável em sede de ‘habeas corpus’. Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que não há ilegalidade na negativa de aplicação da causa especial de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 quando a quantidade de entorpecentes apreendidos permite aferir que o agente se dedica a atividade criminosa. 4. A valoração negativa da natureza e quantidade de entorpecentes constitui fator suficiente para a determinação de regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade mais gravoso. Precedentes. Hipótese em que o paciente é primário e foi condenado a pena privativa de liberdade superior a 4 e que não excede 8 anos de reclusão, sendo fixado o regime inicial fechado em virtude da expressiva quantidade e natureza especialmente deletéria das drogas apreendidas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 161077 AGR / SP 5. Negado o reconhecimento do tráfico privilegiado e mantida a condenação do paciente em patamar superior a 4 anos de reclusão, fica prejudicado o pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 6. ‘Habeas corpus’ não conhecido.” (HC 451.199/SP, Rel. Min. REYNALDO SOARES DA FONSECA – grifei) A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP 5. Negado o reconhecimento do tráfico privilegiado e mantida a condenação do paciente em patamar superior a 4 anos de reclusão, fica prejudicado o pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 6. ‘Habeas corpus’ não conhecido.” (HC 451.199/SP, Rel. Min. REYNALDO SOARES DA FONSECA – grifei) A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Observo, inicialmente, no que se refere à pretendida aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo afastou a incidência de referida norma legal, em razão de o ora agravante dedicar-se a atividades criminosas. Impõe-se acentuar, por necessário, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera deste “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Observo, inicialmente, no que se refere à pretendida aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006, que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo afastou a incidência de referida norma legal, em razão de o ora agravante dedicar-se a atividades criminosas. Impõe-se acentuar, por necessário, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera deste “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP Com efeito, a pretensão da parte recorrente, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à acusação penal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 100.067/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – PRETENDIDA APLICAÇÃO, EM PATAMAR MAIS FAVORÁVEL, DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI Nº 11.343/2006) – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (HC 124.034-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. (...) REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ARTIGO 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06. PEDIDO DE REDUÇÃO DA PENA NO PATAMAR MÁXIMO E RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DE CONFISSÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP Com efeito, a pretensão da parte recorrente, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à acusação penal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 100.067/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – PRETENDIDA APLICAÇÃO, EM PATAMAR MAIS FAVORÁVEL, DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI Nº 11.343/2006) – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (HC 124.034-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. (...) REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ARTIGO 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06. PEDIDO DE REDUÇÃO DA PENA NO PATAMAR MÁXIMO E RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DE CONFISSÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP 1. O grau da redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/20006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra ‘in procedendo’ aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 2. As provas técnicas, diligências e demais embasamentos da condenação não são passíveis de aferição na via estreita do ‘habeas corpus’, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016, HC nº 118.051, Segunda Turma, Relator Min. Cármen Lúcia, DJe 28/03/2014. …................................................................................................... 5. O ‘habeas corpus’ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 127.224-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “’Habeas corpus’. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Pretendido reconhecimento em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços). Impossibilidade. Justificativa idônea para aplicação do percentual de 1/6 (um sexto). Paciente que, embora não integrasse organização criminosa, atuou conscientemente a seu rogo, visto que foi contratado para transportar a droga até o Brasil. Impropriedade do ‘writ’ para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso. Precedentes. Ordem denegada. 1. Razão não assiste à impetrante quanto ao pretendido reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP 1. O grau da redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/20006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra ‘in procedendo’ aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 2. As provas técnicas, diligências e demais embasamentos da condenação não são passíveis de aferição na via estreita do ‘habeas corpus’, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016, HC nº 118.051, Segunda Turma, Relator Min. Cármen Lúcia, DJe 28/03/2014. …................................................................................................... 5. O ‘habeas corpus’ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 127.224-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “’Habeas corpus’. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Pretendido reconhecimento em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços). Impossibilidade. Justificativa idônea para aplicação do percentual de 1/6 (um sexto). Paciente que, embora não integrasse organização criminosa, atuou conscientemente a seu rogo, visto que foi contratado para transportar a droga até o Brasil. Impropriedade do ‘writ’ para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso. Precedentes. Ordem denegada. 1. Razão não assiste à impetrante quanto ao pretendido reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas em seu grau máximo de 2/3 (dois terços). 2. O paciente foi surpreendido transportando, em 43 (quarenta e três) cápsulas alojadas em seu corpo, 614g (seiscentos e quatorze gramas) de cocaína, tendo confessado ter sido contratado para trazer a droga para São Paulo pela quantia de $ 500 (quinhentos) dólares, conforme relatado em interrogatório policial e judicial. 3. A aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 em 1/6 (um sexto) pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região mostra-se suficientemente fundamentada nas circunstâncias subjetivas do caso, considerando, para tanto, que o paciente conscientemente atuou a rogo de organização criminosa, já que admitiu ter sido contratado para trazer a substância entorpecente até o Brasil. 4. Consoante pacífica jurisprudência da Corte, o ‘habeas corpus’ não é a via adequada para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta do paciente para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso concreto. 5. Ordem denegada.” (HC 133.470/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADEQUAÇÃO NA VIA DO ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. I – No crime de tráfico de drogas, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. ....................................................................................................... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas em seu grau máximo de 2/3 (dois terços). 2. O paciente foi surpreendido transportando, em 43 (quarenta e três) cápsulas alojadas em seu corpo, 614g (seiscentos e quatorze gramas) de cocaína, tendo confessado ter sido contratado para trazer a droga para São Paulo pela quantia de $ 500 (quinhentos) dólares, conforme relatado em interrogatório policial e judicial. 3. A aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 em 1/6 (um sexto) pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região mostra-se suficientemente fundamentada nas circunstâncias subjetivas do caso, considerando, para tanto, que o paciente conscientemente atuou a rogo de organização criminosa, já que admitiu ter sido contratado para trazer a substância entorpecente até o Brasil. 4. Consoante pacífica jurisprudência da Corte, o ‘habeas corpus’ não é a via adequada para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta do paciente para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso concreto. 5. Ordem denegada.” (HC 133.470/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADEQUAÇÃO NA VIA DO ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. I – No crime de tráfico de drogas, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. ....................................................................................................... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP III – A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inadequado, na via do ‘habeas corpus’, reexaminar fatos e provas no tocante à participação do paciente em organização criminosa ou à valoração da quantidade da droga apreendida, quando utilizados como fundamento para afastar ou dosar, aquém do patamar máximo, a causa de diminuição da pena pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. IV – Ordem denegada.” (HC 133.982/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “Agravo regimental em recurso ordinário em ‘habeas corpus’. 2. Condenação art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Minorante no patamar de 1/6. 3. Pretensão de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas no patamar máximo (2/3). 4. Discricionariedade na fixação da pena pelas instâncias ordinárias. 5. Acórdão da Corte estadual em consonância com entendimento desta Suprema Corte, Tema 712, ARE 666.334/AM RG, de que é correta a valoração da natureza e da quantidade da droga na primeira ou na terceira fase de aplicação da pena, vedada a aplicação conjunta sob pena de ‘bis in idem’. 6. Aplicação da minorante no patamar de 1/6 em razão da natureza e quantidade da droga. Motivação idônea. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 137.384-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Como se sabe, a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP III – A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inadequado, na via do ‘habeas corpus’, reexaminar fatos e provas no tocante à participação do paciente em organização criminosa ou à valoração da quantidade da droga apreendida, quando utilizados como fundamento para afastar ou dosar, aquém do patamar máximo, a causa de diminuição da pena pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. IV – Ordem denegada.” (HC 133.982/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “Agravo regimental em recurso ordinário em ‘habeas corpus’. 2. Condenação art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Minorante no patamar de 1/6. 3. Pretensão de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas no patamar máximo (2/3). 4. Discricionariedade na fixação da pena pelas instâncias ordinárias. 5. Acórdão da Corte estadual em consonância com entendimento desta Suprema Corte, Tema 712, ARE 666.334/AM RG, de que é correta a valoração da natureza e da quantidade da droga na primeira ou na terceira fase de aplicação da pena, vedada a aplicação conjunta sob pena de ‘bis in idem’. 6. Aplicação da minorante no patamar de 1/6 em razão da natureza e quantidade da droga. Motivação idônea. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 137.384-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Como se sabe, a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, bem por isso, que se revela inviável, em consequência, a análise dos pedidos sucessivos formulados nesta sede processual (o pretendido ingresso do ora agravante no regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos), tendo em vista a impossibilidade jurídica de acolher-se o pedido anterior. De outro lado, no que se refere ao pedido subsidiário de fixação do regime semiaberto para início do cumprimento da pena, cabe relembrar que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado haver sofrido condenação a pena igual ou inferior a 08 (oito) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a oito anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal semiaberto. Como se sabe, a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça, no entanto, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, bem por isso, que se revela inviável, em consequência, a análise dos pedidos sucessivos formulados nesta sede processual (o pretendido ingresso do ora agravante no regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos), tendo em vista a impossibilidade jurídica de acolher-se o pedido anterior. De outro lado, no que se refere ao pedido subsidiário de fixação do regime semiaberto para início do cumprimento da pena, cabe relembrar que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado haver sofrido condenação a pena igual ou inferior a 08 (oito) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a oito anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal semiaberto. Como se sabe, a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça, no entanto, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). Assim, a opção pelo regime menos gravoso constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3º, do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial fechado, quando cabível, em tese, como na espécie, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado nº 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). Assim, a opção pelo regime menos gravoso constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3º, do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial fechado, quando cabível, em tese, como na espécie, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado nº 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 05 (cinco) anos de reclusão, nada impedia a imposição, no caso, quanto a tal sentenciado, do regime inicial fechado, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime semiaberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja superior a 04 (quatro) anos (limite mínimo) e não exceda a 08 (oito) anos (limite máximo): “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e consequências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(…) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(…) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 05 (cinco) anos de reclusão, nada impedia a imposição, no caso, quanto a tal sentenciado, do regime inicial fechado, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime semiaberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja superior a 04 (quatro) anos (limite mínimo) e não exceda a 08 (oito) anos (limite máximo): “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e consequências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(…) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(…) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP do que aquele previsto no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tal como enfatizado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientou a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente fechado, valendo transcrever, por relevante, fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “Em relação ao regime prisional, importa considerar que o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que a valoração negativa da quantidade e natureza dos entorpecentes constitui fator suficiente para a determinação do regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. (…): …................................................................................................... No caso, seguem os fundamentos utilizados pela Corte local para mantê-lo em inicial fechado (e-STJ fl. 307): As circunstâncias judiciais desfavoráveis autorizavam o regime inicial fechado para os quatro e, juntamente com a quantidade de pena, obstam a substituição por restritivas de direitos. Dessa forma, extrai-se que o regime inicial fechado, mais gravoso que a pena de 5 anos de reclusão comporta, baseou-se na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis – 16,01 kg de cocaína –, justificativa idônea e suficiente para o recrudescimento do regime, a teor do disposto no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal.” (grifei) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP do que aquele previsto no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tal como enfatizado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientou a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente fechado, valendo transcrever, por relevante, fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “Em relação ao regime prisional, importa considerar que o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que a valoração negativa da quantidade e natureza dos entorpecentes constitui fator suficiente para a determinação do regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. (…): …................................................................................................... No caso, seguem os fundamentos utilizados pela Corte local para mantê-lo em inicial fechado (e-STJ fl. 307): As circunstâncias judiciais desfavoráveis autorizavam o regime inicial fechado para os quatro e, juntamente com a quantidade de pena, obstam a substituição por restritivas de direitos. Dessa forma, extrai-se que o regime inicial fechado, mais gravoso que a pena de 5 anos de reclusão comporta, baseou-se na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis – 16,01 kg de cocaína –, justificativa idônea e suficiente para o recrudescimento do regime, a teor do disposto no art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal.” (grifei) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei nº 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (16,01 kg de cocaína, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, segundo assinalaram as instâncias inferiores, mostraram-se desfavoráveis ao ora agravante, o que legitimou a imposição do regime penal fechado. Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nas matérias em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei nº 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (16,01 kg de cocaína, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, segundo assinalaram as instâncias inferiores, mostraram-se desfavoráveis ao ora agravante, o que legitimou a imposição do regime penal fechado. Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nas matérias em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO TELLES (242749/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955C-ED11-A501-3A34 e senha 8BBF-8CC6-24A7-5060 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO TELLES (242749/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955C-ED11-A501-3A34 e senha 8BBF-8CC6-24A7-5060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749817619
2019-04-29T00:00:00
2019-05-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRETENDIDA APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI Nº 11.343/2006) EM SEU PATAMAR MAIS FAVORÁVEL – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INADMISSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PLEITOS SUCESSIVOS – INVIABILIDADE DE SUA APRECIAÇÃO, ANTE A IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PRINCIPAL – PLEITO DE INGRESSO EM REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS BRANDO – PACIENTE CONDENADO A SANÇÃO RECLUSIVA INFERIOR A 08 (OITO) ANOS, EM REGIME INICIAL FECHADO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/STF) – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur403776
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 60555 - RTJ 110/555, HC 65887, HC 66381, HC 69034 (1ªT) - RTJ 140/893, HC 67349 - RTJ 129/1199, HC 69780 (1ªT) - RTJ 195/486, HC 70763 (1ªT) - RTJ 165/877, HC 72496 (1ªT) - RTJ 186/237, HC 72992 (1ªT) - RTJ 168/863, HC 73449 (1ªT) - RTJ 163/650, HC 100067 (1ªT), HC 124034 AgR (2ªT), HC 133470 (2ªT), HC 133982 (2ªT), RHC 137384 AgR (2ªT), HC 127224 AgR (1ªT). (REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA, REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO) HC 64218 - RTJ 119/668, HC 65668 - RTJ 125/578, HC 66950, HC 69118 - RTJ 141/545, HC 70289 (1ªT) - RTJ 148/490, HC 70557 - RTJ 151/212, HC 70650 (1ªT) - RTJ 154/103, HC 100695 (2ªT), RT 666/389. Número de páginas: 16. Análise: 08/11/2019, AMA.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
161077
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004 ART-00042\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 LET-B PAR-00003 \n ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 161077 AgR
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AGTE.(S) : JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRETENDIDA APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI n 11.343/2006) EM SEU PATAMAR MAIS FAVORÁVEL – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INADMISSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PLEITOS SUCESSIVOS – INVIABILIDADE DE SUA APRECIAÇÃO, ANTE A IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO PRINCIPAL – PLEITO DE INGRESSO EM REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS BRANDO – PACIENTE CONDENADO A SANÇÃO RECLUSIVA INFERIOR A 08 (OITO) ANOS, EM REGIME INICIAL FECHADO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/Supremo Tribunal Federal) – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA56-611F-C9F0-B211 e senha 6491-0B49-B4F9-45D8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 161077 AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA56-611F-C9F0-B211 e senha 6491-0B49-B4F9-45D8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA56-611F-C9F0-B211 e senha 6491-0B49-B4F9-45D8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “’HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTO DE RECURSO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CRIME COMETIDO NA VIGÊNCIA DA LEI n 6.368/1976. PLEITO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI n 11.343/2006. COMBINAÇÃO DE LEIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 501/Superior Tribunal de Justiça. EXAME DOS REQUISITOS PARA A INCIDÊNCIA DO PRIVILÉGIO. CONCLUSÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS NO SENTIDO DE QUE O PACIENTE SE DEDICAVA A ATIVIDADES CRIMINOSAS. CIRCUNSTÂNCIAS FÁTICAS INDICATIVAS DA TRAFICÂNCIA HABITUAL, INCLUSIVE A EXPRESSIVA QUANTIDADE DE ENTORPECENTES APREENDIDOS. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA A INCIDÊNCIA DO REDUTOR. REGIME INICIAL FECHADO. PENA QUE EXCEDE 4 ANOS E CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ILEGALIDADE INEXISTENTE. SUBSTITUIÇÃO. PENA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO TELLES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “’HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTO DE RECURSO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. CRIME COMETIDO NA VIGÊNCIA DA LEI n 6.368/1976. PLEITO DE APLICAÇÃO DA MINORANTE PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI n 11.343/2006. COMBINAÇÃO DE LEIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 501/Superior Tribunal de Justiça. EXAME DOS REQUISITOS PARA A INCIDÊNCIA DO PRIVILÉGIO. CONCLUSÃO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS NO SENTIDO DE QUE O PACIENTE SE DEDICAVA A ATIVIDADES CRIMINOSAS. CIRCUNSTÂNCIAS FÁTICAS INDICATIVAS DA TRAFICÂNCIA HABITUAL, INCLUSIVE A EXPRESSIVA QUANTIDADE DE ENTORPECENTES APREENDIDOS. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA A INCIDÊNCIA DO REDUTOR. REGIME INICIAL FECHADO. PENA QUE EXCEDE 4 ANOS E CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ILEGALIDADE INEXISTENTE. SUBSTITUIÇÃO. PENA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 161077 AGR / SP MANTIDA EM PATAMAR SUPERIOR A 4 ANOS. INVIABILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ‘HABEAS CORPUS’ NÃO CONHECIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal, por sua Primeira Turma, e a Terceira Seção deste Superior Tribunal de Justiça, diante da utilização crescente e sucessiva do ‘habeas corpus’, passaram a restringir a sua admissibilidade quando o ato ilegal for passível de impugnação pela via recursal própria, sem olvidar a possibilidade de concessão da ordem, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade. 2. O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento no sentido de que ‘é cabível a aplicação retroativa da Lei n 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis’ (Súmula 512/Superior Tribunal de Justiça). 3. Não há falar em retroatividade integral da Lei n 11.343/2006 na hipótese de não preenchimento dos requisitos previstos no § 4... do art. 33 do referido estatuto. Afinal, rever o entendimento externado pela Corte de origem para o fim de aplicar o redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, no caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, inviável em sede de ‘habeas corpus’. Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que não há ilegalidade na negativa de aplicação da causa especial de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006 quando a quantidade de entorpecentes apreendidos permite aferir que o agente se dedica a atividade criminosa. 4. A valoração negativa da natureza e quantidade de entorpecentes constitui fator suficiente para a determinação de regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade mais gravoso. Precedentes. Hipótese em que o paciente é primário e foi condenado a pena privativa de liberdade superior a 4 e que não excede 8 anos de reclusão, sendo fixado o regime inicial fechado em virtude da expressiva quantidade e natureza especialmente deletéria das drogas apreendidas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP MANTIDA EM PATAMAR SUPERIOR A 4 ANOS. INVIABILIDADE. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ‘HABEAS CORPUS’ NÃO CONHECIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal, por sua Primeira Turma, e a Terceira Seção deste Superior Tribunal de Justiça, diante da utilização crescente e sucessiva do ‘habeas corpus’, passaram a restringir a sua admissibilidade quando o ato ilegal for passível de impugnação pela via recursal própria, sem olvidar a possibilidade de concessão da ordem, de ofício, nos casos de flagrante ilegalidade. 2. O Superior Tribunal de Justiça consolidou entendimento no sentido de que ‘é cabível a aplicação retroativa da Lei n 11.343/2006, desde que o resultado da incidência das suas disposições, na íntegra, seja mais favorável ao réu do que o advindo da aplicação da Lei n 6.368/1976, sendo vedada a combinação de leis’ (Súmula 512/Superior Tribunal de Justiça). 3. Não há falar em retroatividade integral da Lei n 11.343/2006 na hipótese de não preenchimento dos requisitos previstos no § 4... do art. 33 do referido estatuto. Afinal, rever o entendimento externado pela Corte de origem para o fim de aplicar o redutor previsto no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, no caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, inviável em sede de ‘habeas corpus’. Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmou-se no sentido de que não há ilegalidade na negativa de aplicação da causa especial de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006 quando a quantidade de entorpecentes apreendidos permite aferir que o agente se dedica a atividade criminosa. 4. A valoração negativa da natureza e quantidade de entorpecentes constitui fator suficiente para a determinação de regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade mais gravoso. Precedentes. Hipótese em que o paciente é primário e foi condenado a pena privativa de liberdade superior a 4 e que não excede 8 anos de reclusão, sendo fixado o regime inicial fechado em virtude da expressiva quantidade e natureza especialmente deletéria das drogas apreendidas. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 161077 AGR / SP 5. Negado o reconhecimento do tráfico privilegiado e mantida a condenação do paciente em patamar superior a 4 anos de reclusão, fica prejudicado o pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 6. ‘Habeas corpus’ não conhecido.” (HC 451.199/SP, Rel. Min. REYNALDO SOARES DA FONSECA – grifei) A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP 5. Negado o reconhecimento do tráfico privilegiado e mantida a condenação do paciente em patamar superior a 4 anos de reclusão, fica prejudicado o pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 6. ‘Habeas corpus’ não conhecido.” (HC 451.199/SP, Rel. Min. REYNALDO SOARES DA FONSECA – grifei) A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7389-7B39-AF12-E589 e senha 12CE-9722-F27D-F624 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Observo, inicialmente, no que se refere à pretendida aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo afastou a incidência de referida norma legal, em razão de o ora agravante dedicar-se a atividades criminosas. Impõe-se acentuar, por necessário, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera deste “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Observo, inicialmente, no que se refere à pretendida aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006, que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo afastou a incidência de referida norma legal, em razão de o ora agravante dedicar-se a atividades criminosas. Impõe-se acentuar, por necessário, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera deste “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP Com efeito, a pretensão da parte recorrente, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à acusação penal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 100.067/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – PRETENDIDA APLICAÇÃO, EM PATAMAR MAIS FAVORÁVEL, DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI n 11.343/2006) – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (HC 124.034-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. (...) REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ARTIGO 33, § 4..., DA LEI n 11.343/06. PEDIDO DE REDUÇÃO DA PENA NO PATAMAR MÁXIMO E RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DE CONFISSÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP Com efeito, a pretensão da parte recorrente, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à acusação penal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 100.067/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – PRETENDIDA APLICAÇÃO, EM PATAMAR MAIS FAVORÁVEL, DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI n 11.343/2006) – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (HC 124.034-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. (...) REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ARTIGO 33, § 4..., DA LEI n 11.343/06. PEDIDO DE REDUÇÃO DA PENA NO PATAMAR MÁXIMO E RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DE CONFISSÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP 1. O grau da redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/20006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra ‘in procedendo’ aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 2. As provas técnicas, diligências e demais embasamentos da condenação não são passíveis de aferição na via estreita do ‘habeas corpus’, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016, HC n 118.051, Segunda Turma, Relator Min. Cármen Lúcia, DJe 28/03/2014. …................................................................................................... 5. O ‘habeas corpus’ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 127.224-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “’Habeas corpus’. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Pretendido reconhecimento em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços). Impossibilidade. Justificativa idônea para aplicação do percentual de 1/6 (um sexto). Paciente que, embora não integrasse organização criminosa, atuou conscientemente a seu rogo, visto que foi contratado para transportar a droga até o Brasil. Impropriedade do ‘writ’ para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso. Precedentes. Ordem denegada. 1. Razão não assiste à impetrante quanto ao pretendido reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP 1. O grau da redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/20006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra ‘in procedendo’ aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 2. As provas técnicas, diligências e demais embasamentos da condenação não são passíveis de aferição na via estreita do ‘habeas corpus’, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016, HC n 118.051, Segunda Turma, Relator Min. Cármen Lúcia, DJe 28/03/2014. …................................................................................................... 5. O ‘habeas corpus’ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 127.224-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “’Habeas corpus’. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Pretendido reconhecimento em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços). Impossibilidade. Justificativa idônea para aplicação do percentual de 1/6 (um sexto). Paciente que, embora não integrasse organização criminosa, atuou conscientemente a seu rogo, visto que foi contratado para transportar a droga até o Brasil. Impropriedade do ‘writ’ para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso. Precedentes. Ordem denegada. 1. Razão não assiste à impetrante quanto ao pretendido reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) em seu grau máximo de 2/3 (dois terços). 2. O paciente foi surpreendido transportando, em 43 (quarenta e três) cápsulas alojadas em seu corpo, 614g (seiscentos e quatorze gramas) de cocaína, tendo confessado ter sido contratado para trazer a droga para São Paulo pela quantia de $ 500 (quinhentos) dólares, conforme relatado em interrogatório policial e judicial. 3. A aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 em 1/6 (um sexto) pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região mostra-se suficientemente fundamentada nas circunstâncias subjetivas do caso, considerando, para tanto, que o paciente conscientemente atuou a rogo de organização criminosa, já que admitiu ter sido contratado para trazer a substância entorpecente até o Brasil. 4. Consoante pacífica jurisprudência da Corte, o ‘habeas corpus’ não é a via adequada para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta do paciente para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso concreto. 5. Ordem denegada.” (HC 133.470/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADEQUAÇÃO NA VIA DO ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. I – No crime de tráfico de drogas, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. ....................................................................................................... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) em seu grau máximo de 2/3 (dois terços). 2. O paciente foi surpreendido transportando, em 43 (quarenta e três) cápsulas alojadas em seu corpo, 614g (seiscentos e quatorze gramas) de cocaína, tendo confessado ter sido contratado para trazer a droga para São Paulo pela quantia de $ 500 (quinhentos) dólares, conforme relatado em interrogatório policial e judicial. 3. A aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 em 1/6 (um sexto) pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região mostra-se suficientemente fundamentada nas circunstâncias subjetivas do caso, considerando, para tanto, que o paciente conscientemente atuou a rogo de organização criminosa, já que admitiu ter sido contratado para trazer a substância entorpecente até o Brasil. 4. Consoante pacífica jurisprudência da Corte, o ‘habeas corpus’ não é a via adequada para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta do paciente para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso concreto. 5. Ordem denegada.” (HC 133.470/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADEQUAÇÃO NA VIA DO ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. I – No crime de tráfico de drogas, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. ....................................................................................................... 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP III – A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inadequado, na via do ‘habeas corpus’, reexaminar fatos e provas no tocante à participação do paciente em organização criminosa ou à valoração da quantidade da droga apreendida, quando utilizados como fundamento para afastar ou dosar, aquém do patamar máximo, a causa de diminuição da pena pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). IV – Ordem denegada.” (HC 133.982/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “Agravo regimental em recurso ordinário em ‘habeas corpus’. 2. Condenação art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Minorante no patamar de 1/6. 3. Pretensão de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei de Drogas no patamar máximo (2/3). 4. Discricionariedade na fixação da pena pelas instâncias ordinárias. 5. Acórdão da Corte estadual em consonância com entendimento desta Suprema Corte, Tema 712, ARE 666.334/AM RG, de que é correta a valoração da natureza e da quantidade da droga na primeira ou na terceira fase de aplicação da pena, vedada a aplicação conjunta sob pena de ‘bis in idem’. 6. Aplicação da minorante no patamar de 1/6 em razão da natureza e quantidade da droga. Motivação idônea. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 137.384-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Como se sabe, a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP III – A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inadequado, na via do ‘habeas corpus’, reexaminar fatos e provas no tocante à participação do paciente em organização criminosa ou à valoração da quantidade da droga apreendida, quando utilizados como fundamento para afastar ou dosar, aquém do patamar máximo, a causa de diminuição da pena pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). IV – Ordem denegada.” (HC 133.982/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “Agravo regimental em recurso ordinário em ‘habeas corpus’. 2. Condenação art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Minorante no patamar de 1/6. 3. Pretensão de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei de Drogas no patamar máximo (2/3). 4. Discricionariedade na fixação da pena pelas instâncias ordinárias. 5. Acórdão da Corte estadual em consonância com entendimento desta Suprema Corte, Tema 712, ARE 666.334/AM RG, de que é correta a valoração da natureza e da quantidade da droga na primeira ou na terceira fase de aplicação da pena, vedada a aplicação conjunta sob pena de ‘bis in idem’. 6. Aplicação da minorante no patamar de 1/6 em razão da natureza e quantidade da droga. Motivação idônea. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 137.384-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Como se sabe, a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, bem por isso, que se revela inviável, em consequência, a análise dos pedidos sucessivos formulados nesta sede processual (o pretendido ingresso do ora agravante no regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos), tendo em vista a impossibilidade jurídica de acolher-se o pedido anterior. De outro lado, no que se refere ao pedido subsidiário de fixação do regime semiaberto para início do cumprimento da pena, cabe relembrar que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado haver sofrido condenação a pena igual ou inferior a 08 (oito) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a oito anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal semiaberto. Como se sabe, a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça, no entanto, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, bem por isso, que se revela inviável, em consequência, a análise dos pedidos sucessivos formulados nesta sede processual (o pretendido ingresso do ora agravante no regime aberto e a substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos), tendo em vista a impossibilidade jurídica de acolher-se o pedido anterior. De outro lado, no que se refere ao pedido subsidiário de fixação do regime semiaberto para início do cumprimento da pena, cabe relembrar que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado haver sofrido condenação a pena igual ou inferior a 08 (oito) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a oito anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal semiaberto. Como se sabe, a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça, no entanto, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). Assim, a opção pelo regime menos gravoso constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3..., do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial fechado, quando cabível, em tese, como na espécie, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado n 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). Assim, a opção pelo regime menos gravoso constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3..., do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial fechado, quando cabível, em tese, como na espécie, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado n 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 05 (cinco) anos de reclusão, nada impedia a imposição, no caso, quanto a tal sentenciado, do regime inicial fechado, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime semiaberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja superior a 04 (quatro) anos (limite mínimo) e não exceda a 08 (oito) anos (limite máximo): “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e consequências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(…) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(…) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 05 (cinco) anos de reclusão, nada impedia a imposição, no caso, quanto a tal sentenciado, do regime inicial fechado, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime semiaberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja superior a 04 (quatro) anos (limite mínimo) e não exceda a 08 (oito) anos (limite máximo): “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e consequências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(…) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(…) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso para o cumprimento da pena 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP do que aquele previsto no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tal como enfatizado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientou a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente fechado, valendo transcrever, por relevante, fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “Em relação ao regime prisional, importa considerar que o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que a valoração negativa da quantidade e natureza dos entorpecentes constitui fator suficiente para a determinação do regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. (…): …................................................................................................... No caso, seguem os fundamentos utilizados pela Corte local para mantê-lo em inicial fechado (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 307): As circunstâncias judiciais desfavoráveis autorizavam o regime inicial fechado para os quatro e, juntamente com a quantidade de pena, obstam a substituição por restritivas de direitos. Dessa forma, extrai-se que o regime inicial fechado, mais gravoso que a pena de 5 anos de reclusão comporta, baseou-se na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis – 16,01 kg de cocaína –, justificativa idônea e suficiente para o recrudescimento do regime, a teor do disposto no art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal.” (grifei) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP do que aquele previsto no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tal como enfatizado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientou a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente fechado, valendo transcrever, por relevante, fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “Em relação ao regime prisional, importa considerar que o Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de que a valoração negativa da quantidade e natureza dos entorpecentes constitui fator suficiente para a determinação do regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade. (…): …................................................................................................... No caso, seguem os fundamentos utilizados pela Corte local para mantê-lo em inicial fechado (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 307): As circunstâncias judiciais desfavoráveis autorizavam o regime inicial fechado para os quatro e, juntamente com a quantidade de pena, obstam a substituição por restritivas de direitos. Dessa forma, extrai-se que o regime inicial fechado, mais gravoso que a pena de 5 anos de reclusão comporta, baseou-se na existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis – 16,01 kg de cocaína –, justificativa idônea e suficiente para o recrudescimento do regime, a teor do disposto no art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal.” (grifei) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 161077 AGR / SP Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei n 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (16,01 kg de cocaína, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, segundo assinalaram as instâncias inferiores, mostraram-se desfavoráveis ao ora agravante, o que legitimou a imposição do regime penal fechado. Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nas matérias em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Supremo Tribunal Federal HC 161077 AGR / SP Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei n 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (16,01 kg de cocaína, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, segundo assinalaram as instâncias inferiores, mostraram-se desfavoráveis ao ora agravante, o que legitimou a imposição do regime penal fechado. Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nas matérias em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F54A-1AE0-93A9-E43B e senha 3D72-2539-647D-4AC8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO TELLES (242749/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955C-ED11-A501-3A34 e senha 8BBF-8CC6-24A7-5060 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 161.077 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSE CARLOS RODRIGUES ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO TELLES (242749/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 955C-ED11-A501-3A34 e senha 8BBF-8CC6-24A7-5060 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 161 . 077", "SÚMULA 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 161077 AGR / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 161 . 077", "SÚMULA 501 / Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 161 . 077", "SÚMULA 501 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 161077 AGR / SP", "Súmula 512 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 161077 AGR / SP", "Súmula 512 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 161077 AGR / SP", "HC 451 . 199 / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HC 451 . 199 / SP", "HABEAS CORPUS 161 . 077", "RTJ 165 / 877 - 878", "RTJ 168 / 863 - 865", "HABEAS CORPUS 161 . 077", "RTJ 165 / 877 - 878", "RTJ 168 / 863 - 865", "HC 161077 AGR / SP", "RTJ 140 / 893", "HC 65 . 887 / SP", "HC 66 . 381 / SP", "HC 100 . 067 / SP", "HC 124 . 034 - AgR / RJ", "HC 161077 AGR / SP", "RTJ 140 / 893", "HC 65 . 887 / SP", "HC 66 . 381 / SP", "HC 100 . 067 / SP", "HC 124 . 034 - AgR / RJ", "HC 161077 AGR / SP", "HC 99 . 440 / SP", "HC 102 . 487 / MS", "HC n 130 . 439", "HC n 118 . 051", "HC 127 . 224 - AgR / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HC 99 . 440 / SP", "HC 102 . 487 / MS", "HC n 130 . 439", "HC n 118 . 051", "HC 127 . 224 - AgR / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HC 133 . 470 / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HC 133", ".", "470", "/", "SP", "HC 161077 AGR / SP", "HC 133 . 982 / MS", "ARE 666 . 334 / AM", "RHC 137 . 384 - AgR / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HC 133 . 982 / MS", "ARE 666 . 334 / AM RG", "RHC 137 . 384 - AgR / SP", "HC 161077 AGR / SP", "RTJ 195 / 486", "RTJ 148 / 490 - 491", "HC 161077 AGR / SP", "RTJ 195 / 486", "RTJ 148 / 490 - 491", "HC 161077 AGR / SP", "RTJ 141 / 545", "HC 66 . 950 / RO", "RTJ 154 / 103", "Enunciado n 719 da Súmula", "HC 161077 AGR / SP", "RTJ 141 / 545", "HC 66 . 950 / RO", "RTJ 154 / 103", "HC 161077 AGR / SP", "RTJ 125 / 578", "RTJ 119 / 668", "RT 666 / 389", "HC 161077 AGR / SP", "RTJ 125 / 578", "RTJ 119 / 668", "RT 666 / 389", "HC 161077 AGR / SP", "HC 100 . 695 / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HC 100 . 695 / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HC 161077 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 161 . 077", "HABEAS CORPUS 161 . 077" ], "LEGISLACAO": [ "§ 4 . . . 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA CONTRA LEI MUNICIPAL. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ILEGITIMIDADE. PETIÇÃO RECURSAL SUBSCRITA POR PROCURADOR-GERAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PRESIDENTE DA MESA DA CÂMARA MUNICIPAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD89-93DC-A82D-89FB e senha 8F9E-8542-1856-103B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA CONTRA LEI MUNICIPAL. OBRIGAÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA ELETRÔNICO DE ALARME SONORO E LUMINOSO PARA DETECÇÃO DE VAZAMENTOS DE GÁS EM ESTABELECIMENTOS EMPRESARIAIS E INDUSTRIAIS. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ILEGITIMIDADE. PETIÇÃO RECURSAL SUBSCRITA POR PROCURADORGERAL SEM ASSINATURA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL. ILEGITIMIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO NÃO CONHECIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ora, se essa Egrégia Corte reconhece que o Governador, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7932-345F-686A-C451 e senha 0CE6-E3D9-0D5E-B9A9 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA CONTRA LEI MUNICIPAL. OBRIGAÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA ELETRÔNICO DE ALARME SONORO E LUMINOSO PARA DETECÇÃO DE VAZAMENTOS DE GÁS EM ESTABELECIMENTOS EMPRESARIAIS E INDUSTRIAIS. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ILEGITIMIDADE. PETIÇÃO RECURSAL SUBSCRITA POR PROCURADORGERAL SEM ASSINATURA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL. ILEGITIMIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO NÃO CONHECIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ora, se essa Egrégia Corte reconhece que o Governador, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7932-345F-686A-C451 e senha 0CE6-E3D9-0D5E-B9A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 962239 AGR / RJ legitimado ativo para as ações diretas de inconstitucionalidade, pode ser validamente representado pela Procuradoria do Estado, inexiste razão para se conferir tratamento distinto quando do exame de recurso interposto pela Procuradoria do Poder Legislativo, representante judicial a luz de sua Lei Orgânica, em ação de inconstitucionalidade em que veio aos autos na defesa de seu próprio ato legislativo, votado e aprovado pela coletividade (e não pela Mesa Diretora ou por seu Vereador Presidente)." (Doc. 17, fl. 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7932-345F-686A-C451 e senha 0CE6-E3D9-0D5E-B9A9 Supremo Tribunal Federal ARE 962239 AGR / RJ legitimado ativo para as ações diretas de inconstitucionalidade, pode ser validamente representado pela Procuradoria do Estado, inexiste razão para se conferir tratamento distinto quando do exame de recurso interposto pela Procuradoria do Poder Legislativo, representante judicial a luz de sua Lei Orgânica, em ação de inconstitucionalidade em que veio aos autos na defesa de seu próprio ato legislativo, votado e aprovado pela coletividade (e não pela Mesa Diretora ou por seu Vereador Presidente)." (Doc. 17, fl. 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7932-345F-686A-C451 e senha 0CE6-E3D9-0D5E-B9A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, a jurisprudência desta Corte é assente no sentido de que o procurador judicial do órgão legitimado para a propositura da ação direta não pode ajuizar, singularmente, ações de controle abstrato de constitucionalidade, assim como os respectivos recursos cabíveis, inclusive o recurso extraordinário, sem que as peças processuais também estejam subscritas pelo órgão ou entidade legitimada. Nesse sentido, além dos precedentes citados, destaco os seguintes julgados: "AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PETIÇÃO RECURSAL. SUBSCRIÇÃO PELO REPRESENTANTE JURÍDICO. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL. ILEGITIMIDADE. 1. Representante Jurídico da Câmara Municipal do Rio de Janeiro não possui legitimidade para interpor recursos nas representações de inconstitucionalidade, sem que haja a subscrição da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, a jurisprudência desta Corte é assente no sentido de que o procurador judicial do órgão legitimado para a propositura da ação direta não pode ajuizar, singularmente, ações de controle abstrato de constitucionalidade, assim como os respectivos recursos cabíveis, inclusive o recurso extraordinário, sem que as peças processuais também estejam subscritas pelo órgão ou entidade legitimada. Nesse sentido, além dos precedentes citados, destaco os seguintes julgados: "AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PETIÇÃO RECURSAL. SUBSCRIÇÃO PELO REPRESENTANTE JURÍDICO. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL. ILEGITIMIDADE. 1. Representante Jurídico da Câmara Municipal do Rio de Janeiro não possui legitimidade para interpor recursos nas representações de inconstitucionalidade, sem que haja a subscrição da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 962239 AGR / RJ pessoa legitimada pela Constituição. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem." (RE 628.112-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 4.5.2017. RECURSO ORIUNDO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PETIÇÃO RECURSAL ASSINADA POR PROCURADOR MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PREFEITO. ILEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS DO ART. 103, III, E, POR SIMETRIA, DO ART. 90, II, da Constituição do Estado de São Paulo. 1. A legitimidade ativa para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes, é do Prefeito Municipal, e não de procurador municipal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Sem honorários, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade." (RE 1.038.014-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 1/8/2017) Na hipótese dos autos, verifica-se que o presente recurso extraordinário não foi interposto e assinado pelo Presidente da Mesa da Câmara Municipal, mas sim pelo Procurador da Câmara Municipal, que não tem legitimidade ativa específica para atuar em sede de controle concentrado de constitucionalidade. Desse modo, afigura-se inadmissível o recurso extraordinário. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Supremo Tribunal Federal ARE 962239 AGR / RJ pessoa legitimada pela Constituição. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem." (RE 628.112-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 4.5.2017. RECURSO ORIUNDO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PETIÇÃO RECURSAL ASSINADA POR PROCURADOR MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PREFEITO. ILEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS DO ART. 103, III, E, POR SIMETRIA, DO ART. 90, II, da Constituição do Estado de São Paulo. 1. A legitimidade ativa para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes, é do Prefeito Municipal, e não de procurador municipal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Sem honorários, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade." (RE 1.038.014-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 1/8/2017) Na hipótese dos autos, verifica-se que o presente recurso extraordinário não foi interposto e assinado pelo Presidente da Mesa da Câmara Municipal, mas sim pelo Procurador da Câmara Municipal, que não tem legitimidade ativa específica para atuar em sede de controle concentrado de constitucionalidade. Desse modo, afigura-se inadmissível o recurso extraordinário. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 962239 AGR / RJ (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Supremo Tribunal Federal ARE 962239 AGR / RJ (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O extraordinário, interposto pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e subscrito pelo respectivo Procurador, volta-se contra pronunciamento por meio do qual o Tribunal de Justiça apreciou pedido veiculado em ação direta de inconstitucionalidade. Mostra-se impróprio potencializar a forma pela forma para assentar que apenas o Presidente da Mesa possui legitimidade recursal. Admito o recurso, cabendo o exame de fundo, ainda não ocorrido considerada a atuação do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1EA-5705-65AA-16E7 e senha 4566-7B05-4E34-1A9C Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O extraordinário, interposto pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e subscrito pelo respectivo Procurador, volta-se contra pronunciamento por meio do qual o Tribunal de Justiça apreciou pedido veiculado em ação direta de inconstitucionalidade. Mostra-se impróprio potencializar a forma pela forma para assentar que apenas o Presidente da Mesa possui legitimidade recursal. Admito o recurso, cabendo o exame de fundo, ainda não ocorrido considerada a atuação do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1EA-5705-65AA-16E7 e senha 4566-7B05-4E34-1A9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD (136687/RJ) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES (33591/DF, 48365/RJ, 289108/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D10-803D-9C9A-95B1 e senha EA1F-99C8-6E7B-C47E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD (136687/RJ) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES (33591/DF, 48365/RJ, 289108/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D10-803D-9C9A-95B1 e senha EA1F-99C8-6E7B-C47E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749756418
2019-04-29T00:00:00
2019-05-08T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA CONTRA LEI MUNICIPAL. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ILEGITIMIDADE. PETIÇÃO RECURSAL SUBSCRITA POR PROCURADOR-GERAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PRESIDENTE DA MESA DA CÂMARA MUNICIPAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur403212
- Acórdão(s) citado(s): (LEGITIMIDADE PROCESSUAL, PROPOSITURA, REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE) RE 1038014 AgR (2ªT), RE 628112 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 24/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
962239
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 962239 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA CONTRA LEI MUNICIPAL. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ILEGITIMIDADE. PETIÇÃO RECURSAL SUBSCRITA POR PROCURADOR-GERAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PRESIDENTE DA MESA DA CÂMARA MUNICIPAL. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD89-93DC-A82D-89FB e senha 8F9E-8542-1856-103B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA CONTRA LEI MUNICIPAL. OBRIGAÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA ELETRÔNICO DE ALARME SONORO E LUMINOSO PARA DETECÇÃO DE VAZAMENTOS DE GÁS EM ESTABELECIMENTOS EMPRESARIAIS E INDUSTRIAIS. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ILEGITIMIDADE. PETIÇÃO RECURSAL SUBSCRITA POR PROCURADORGERAL SEM ASSINATURA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL. ILEGITIMIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO NÃO CONHECIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ora, se essa Egrégia Corte reconhece que o Governador, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7932-345F-686A-C451 e senha 0CE6-E3D9-0D5E-B9A9 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE AJUIZADA CONTRA LEI MUNICIPAL. OBRIGAÇÃO DE IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA ELETRÔNICO DE ALARME SONORO E LUMINOSO PARA DETECÇÃO DE VAZAMENTOS DE GÁS EM ESTABELECIMENTOS EMPRESARIAIS E INDUSTRIAIS. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELA CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. ILEGITIMIDADE. PETIÇÃO RECURSAL SUBSCRITA POR PROCURADORGERAL SEM ASSINATURA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL. ILEGITIMIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO NÃO CONHECIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ora, se essa Egrégia Corte reconhece que o Governador, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7932-345F-686A-C451 e senha 0CE6-E3D9-0D5E-B9A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 962239 AGR / RJ legitimado ativo para as ações diretas de inconstitucionalidade, pode ser validamente representado pela Procuradoria do Estado, inexiste razão para se conferir tratamento distinto quando do exame de recurso interposto pela Procuradoria do Poder Legislativo, representante judicial a luz de sua Lei Orgânica, em ação de inconstitucionalidade em que veio aos autos na defesa de seu próprio ato legislativo, votado e aprovado pela coletividade (e não pela Mesa Diretora ou por seu Vereador Presidente)." (Doc. 17, fl. 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7932-345F-686A-C451 e senha 0CE6-E3D9-0D5E-B9A9 Supremo Tribunal Federal ARE 962239 AGR / RJ legitimado ativo para as ações diretas de inconstitucionalidade, pode ser validamente representado pela Procuradoria do Estado, inexiste razão para se conferir tratamento distinto quando do exame de recurso interposto pela Procuradoria do Poder Legislativo, representante judicial a luz de sua Lei Orgânica, em ação de inconstitucionalidade em que veio aos autos na defesa de seu próprio ato legislativo, votado e aprovado pela coletividade (e não pela Mesa Diretora ou por seu Vereador Presidente)." (Doc. 17, fl. 7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7932-345F-686A-C451 e senha 0CE6-E3D9-0D5E-B9A9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, a jurisprudência desta Corte é assente no sentido de que o procurador judicial do órgão legitimado para a propositura da ação direta não pode ajuizar, singularmente, ações de controle abstrato de constitucionalidade, assim como os respectivos recursos cabíveis, inclusive o recurso extraordinário, sem que as peças processuais também estejam subscritas pelo órgão ou entidade legitimada. Nesse sentido, além dos precedentes citados, destaco os seguintes julgados: "AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PETIÇÃO RECURSAL. SUBSCRIÇÃO PELO REPRESENTANTE JURÍDICO. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL. ILEGITIMIDADE. 1. Representante Jurídico da Câmara Municipal do Rio de Janeiro não possui legitimidade para interpor recursos nas representações de inconstitucionalidade, sem que haja a subscrição da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme já asseverado, a jurisprudência desta Corte é assente no sentido de que o procurador judicial do órgão legitimado para a propositura da ação direta não pode ajuizar, singularmente, ações de controle abstrato de constitucionalidade, assim como os respectivos recursos cabíveis, inclusive o recurso extraordinário, sem que as peças processuais também estejam subscritas pelo órgão ou entidade legitimada. Nesse sentido, além dos precedentes citados, destaco os seguintes julgados: "AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PETIÇÃO RECURSAL. SUBSCRIÇÃO PELO REPRESENTANTE JURÍDICO. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL. ILEGITIMIDADE. 1. Representante Jurídico da Câmara Municipal do Rio de Janeiro não possui legitimidade para interpor recursos nas representações de inconstitucionalidade, sem que haja a subscrição da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 962239 AGR / RJ pessoa legitimada pela Constituição. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem." (Recurso Extraordinário 628.112-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 4.5.2017. RECURSO ORIUNDO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PETIÇÃO RECURSAL ASSINADA POR PROCURADOR MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PREFEITO. ILEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS DO ART. 103, III, E, POR SIMETRIA, DO ART. 90, II, da Constituição do Estado de São Paulo. 1. A legitimidade ativa para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes, é do Prefeito Municipal, e não de procurador municipal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Sem honorários, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade." (Recurso Extraordinário 1.038.014-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 1/8/2017) Na hipótese dos autos, verifica-se que o presente recurso extraordinário não foi interposto e assinado pelo Presidente da Mesa da Câmara Municipal, mas sim pelo Procurador da Câmara Municipal, que não tem legitimidade ativa específica para atuar em sede de controle concentrado de constitucionalidade. Desse modo, afigura-se inadmissível o recurso extraordinário. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Supremo Tribunal Federal ARE 962239 AGR / RJ pessoa legitimada pela Constituição. 2. Agravo interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem." (Recurso Extraordinário 628.112-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 4.5.2017. RECURSO ORIUNDO DE AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. PETIÇÃO RECURSAL ASSINADA POR PROCURADOR MUNICIPAL. AUSÊNCIA DE ASSINATURA DO PREFEITO. ILEGITIMIDADE. OBSERVÂNCIA DAS NORMAS DO ART. 103, III, E, POR SIMETRIA, DO ART. 90, II, da Constituição do Estado de São Paulo. 1. A legitimidade ativa para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, bem como dos recursos dela decorrentes, é do Prefeito Municipal, e não de procurador municipal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Sem honorários, por se tratar de recurso oriundo de ação direta de inconstitucionalidade." (Recurso Extraordinário 1.038.014-AgR, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe de 1/8/2017) Na hipótese dos autos, verifica-se que o presente recurso extraordinário não foi interposto e assinado pelo Presidente da Mesa da Câmara Municipal, mas sim pelo Procurador da Câmara Municipal, que não tem legitimidade ativa específica para atuar em sede de controle concentrado de constitucionalidade. Desse modo, afigura-se inadmissível o recurso extraordinário. Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 962239 AGR / RJ (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Supremo Tribunal Federal ARE 962239 AGR / RJ (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-AA93-5BAA-3C93 e senha CEA1-2B7B-5591-5D84 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O extraordinário, interposto pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e subscrito pelo respectivo Procurador, volta-se contra pronunciamento por meio do qual o Tribunal de Justiça apreciou pedido veiculado em ação direta de inconstitucionalidade. Mostra-se impróprio potencializar a forma pela forma para assentar que apenas o Presidente da Mesa possui legitimidade recursal. Admito o recurso, cabendo o exame de fundo, ainda não ocorrido considerada a atuação do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1EA-5705-65AA-16E7 e senha 4566-7B05-4E34-1A9C Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD AGDO.(A/S) :PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :ANDRE HERMANNY TOSTES O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O extraordinário, interposto pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro e subscrito pelo respectivo Procurador, volta-se contra pronunciamento por meio do qual o Tribunal de Justiça apreciou pedido veiculado em ação direta de inconstitucionalidade. Mostra-se impróprio potencializar a forma pela forma para assentar que apenas o Presidente da Mesa possui legitimidade recursal. Admito o recurso, cabendo o exame de fundo, ainda não ocorrido considerada a atuação do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1EA-5705-65AA-16E7 e senha 4566-7B05-4E34-1A9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD (136687/RJ) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES (33591/DF, 48365/RJ, 289108/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D10-803D-9C9A-95B1 e senha EA1F-99C8-6E7B-C47E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962.239 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD (136687/RJ) AGDO.(A/S) : PREFEITO DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : ANDRE HERMANNY TOSTES (33591/DF, 48365/RJ, 289108/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0D10-803D-9C9A-95B1 e senha EA1F-99C8-6E7B-C47E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962 . 239", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 962 . 239", "AGRAVO 962 . 239", "Recurso Extraordinário 628 . 112 - AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 038 . 014 - AgR", "Recurso Extraordinário 628 . 112 - AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 038 . 014 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 162 DA CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "ART . 103 , III , E , POR", "ART . 90 , II , da Constituição do Estado de São Paulo", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "ART . 103 , III , E", "ART . 90 , II , da Constituição do Estado de São Paulo", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "CÂMARA MUNICIPAL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "CÂMARA MUNICIPAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "CÂMARA MUNICIPAL", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Procuradoria do Estado", "Procuradoria do Poder Legislativo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "Procuradoria do Poder Legislativo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL", "Câmara Municipal do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL", "Câmara Municipal do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Mesa", "Câmara Municipal", "Câmara Municipal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Câmara Municipal", "Câmara Municipal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "Câmara Municipal do Rio de Janeiro", "Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "Câmara Municipal do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "JOSE LUIS GALAMBA", "BAUMFELD", "ANDRE HERMANNY TOSTES", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "JOSE LUIS GALAMBA", "ANDRE HERMANNY TOSTES", "LUIZ FUX", "ALARME SONORO", "LUIZ FUX", "JOSE LUIS GALAMBA", "ANDRE HERMANNY TOSTES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOSE LUIS GALAMBA", "ANDRE HERMANNY TOSTES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "JOSE LUIS GALAMBA MINC BAUMFELD", "ANDRE HERMANNY TOSTES", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "JOSE LUIS GALAMBA MINC", "ANDRE HERMANNY TOSTES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "JOSE LUIS GALAMBA", "ANDRE HERMANNY TOSTES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "19", "26", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "3", "/", "2018", "4", ".", "5", ".", "2017", "1", "/", "8", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "3", "/", "2018", "4", ".", "5", ".", "2017", "1", "/", "8", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF ADV.(A/S) :MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA AGDO.(A/S) :EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) :INGRID APOLLONI MARQUES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Cumulação de cargos. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF) nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1134-AF30-F23C-4889 e senha 3CCE-860C-31FC-2508 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1196298 AGR / SP Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1134-AF30-F23C-4889 e senha 3CCE-860C-31FC-2508 Supremo Tribunal Federal ARE 1196298 AGR / SP Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1134-AF30-F23C-4889 e senha 3CCE-860C-31FC-2508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF ADV.(A/S) :MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA AGDO.(A/S) :EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) :INGRID APOLLONI MARQUES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18ED-4C07-2933-FEBA e senha 8F23-7EAE-534D-6453 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF ADV.(A/S) :MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA AGDO.(A/S) :EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) :INGRID APOLLONI MARQUES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18ED-4C07-2933-FEBA e senha 8F23-7EAE-534D-6453 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. RECURSO INADMISSÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. NECESSIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC e no art. 327, § 1°, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA45-2A95-B68C-0114 e senha A997-571C-92B2-0C18 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. RECURSO INADMISSÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. NECESSIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2°, do CPC e no art. 327, § 1°, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA45-2A95-B68C-0114 e senha A997-571C-92B2-0C18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196298 AGR / SP incidência da Súmula 279/STF. III O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do RE 553.670-AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. IV Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.176.188/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/3/19). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE nº 936.295/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/16). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Técnico em radiologia. Acumulação de cargos. 3. Matéria restrita à analise de legislação infraconstitucional (Lei 7.394/85 e Decreto 92.790/86). 4. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do STF. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 817.366/RJ–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/9/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA45-2A95-B68C-0114 e senha A997-571C-92B2-0C18 Supremo Tribunal Federal ARE 1196298 AGR / SP incidência da Súmula 279/STF. III O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do RE 553.670-AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. IV Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.176.188/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/3/19). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. MULTA DO ARTIGO 557, § 2º, DO CPC/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE nº 936.295/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/16). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Técnico em radiologia. Acumulação de cargos. 3. Matéria restrita à analise de legislação infraconstitucional (Lei 7.394/85 e Decreto 92.790/86). 4. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do STF. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 817.366/RJ–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/9/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA45-2A95-B68C-0114 e senha A997-571C-92B2-0C18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF (235134/SP) ADV.(A/S) : MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA (318333/SP) AGDO.(A/S) : EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) : INGRID APOLLONI MARQUES (291699/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C9-BE7F-56EE-64D0 e senha AEA7-DC6B-E70A-19B0 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF (235134/SP) ADV.(A/S) : MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA (318333/SP) AGDO.(A/S) : EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) : INGRID APOLLONI MARQUES (291699/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C9-BE7F-56EE-64D0 e senha AEA7-DC6B-E70A-19B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750180803
2019-06-07T00:00:00
2019-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Cumulação de cargos. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF) nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).
sjur406712
- Acórdão(s) citado(s): (ACUMULAÇÃO DE CARGOS, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 817366 AgR (2ªT), ARE 936295 AgR (1ªT), ARE 1176188 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 26/08/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1196298
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1196298 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF ADV.(A/S) : MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA AGDO.(A/S) : EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) : INGRID APOLLONI MARQUES
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF ADV.(A/S) :MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA AGDO.(A/S) :EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) :INGRID APOLLONI MARQUES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Cumulação de cargos. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal) nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1134-AF30-F23C-4889 e senha 3CCE-860C-31FC-2508 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1196298 AGR / SP Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1134-AF30-F23C-4889 e senha 3CCE-860C-31FC-2508 Supremo Tribunal Federal ARE 1196298 AGR / SP Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1134-AF30-F23C-4889 e senha 3CCE-860C-31FC-2508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF ADV.(A/S) :MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA AGDO.(A/S) :EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) :INGRID APOLLONI MARQUES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18ED-4C07-2933-FEBA e senha 8F23-7EAE-534D-6453 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) :REGIS LATTOUF ADV.(A/S) :MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA AGDO.(A/S) :EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) :INGRID APOLLONI MARQUES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 18ED-4C07-2933-FEBA e senha 8F23-7EAE-534D-6453 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. RECURSO INADMISSÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil e no art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA45-2A95-B68C-0114 e senha A997-571C-92B2-0C18 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. RECURSO INADMISSÍVEL. SERVIDOR PÚBLICO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. ÁREA DA SAÚDE. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. POSSIBILIDADE. COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS. VERIFICAÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. NECESSIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A mera alegação de existência do requisito de demonstração da repercussão geral, desprovida de fundamentação adequada que demonstre seu efetivo preenchimento, não satisfaz a exigência prevista no art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil e no art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. II Para chegar-se à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame de normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta, e do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA45-2A95-B68C-0114 e senha A997-571C-92B2-0C18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196298 AGR / SP incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. III O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do Recurso Extraordinário 553.670-AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. IV Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.176.188/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/3/19). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE n 936.295/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/16). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Técnico em radiologia. Acumulação de cargos. 3. Matéria restrita à analise de legislação infraconstitucional (Lei 7.394/85 e Decreto 92.790/86). 4. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 817.366/RJ–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/9/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA45-2A95-B68C-0114 e senha A997-571C-92B2-0C18 Supremo Tribunal Federal ARE 1196298 AGR / SP incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. III O acórdão recorrido encontra-se em harmonia com o decidido no julgamento do Recurso Extraordinário 553.670-AgR/MG, da relatoria da Ministra Ellen Gracie, no sentido de que a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de dois cargos públicos privativos de profissionais da saúde quando há compatibilidade de horários. IV Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.176.188/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 28/3/19). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. TÉCNICO EM RADIOLOGIA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MULTA DO ARTIGO 557, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. APLICABILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE n 936.295/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/16). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Servidor público. Técnico em radiologia. Acumulação de cargos. 3. Matéria restrita à analise de legislação infraconstitucional (Lei 7.394/85 e Decreto 92.790/86). 4. Reexame fático-probatório. Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 817.366/RJ–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/9/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA45-2A95-B68C-0114 e senha A997-571C-92B2-0C18 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF (235134/SP) ADV.(A/S) : MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA (318333/SP) AGDO.(A/S) : EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) : INGRID APOLLONI MARQUES (291699/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C9-BE7F-56EE-64D0 e senha AEA7-DC6B-E70A-19B0 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.298 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SAO PAULO ADV.(A/S) : REGIS LATTOUF (235134/SP) ADV.(A/S) : MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA (318333/SP) AGDO.(A/S) : EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR ADV.(A/S) : INGRID APOLLONI MARQUES (291699/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C5C9-BE7F-56EE-64D0 e senha AEA7-DC6B-E70A-19B0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 196 . 298", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1196298", "ARE 1196298", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 196 . 298", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1196298 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 553 . 670 - AgR / MG", "ARE n 1 . 176 . 188 / SP - AgR", "ACUMULAÇÃO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 936 . 295 / SP - AgR", "Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 817 . 366 / RJ – AgR", "ARE 1196298 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 553 . 670 - AgR / MG", "ARE n 1 . 176 . 188 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 936 . 295 / SP - AgR", "Verbete 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 817 . 366 / RJ – AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Lei 7 . 394 / 85", "Decreto 92 . 790 / 86", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Lei 7 . 394 / 85", "Decreto 92 . 790 / 86", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "EXTRATO", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE DE SAO PAULO", "Plenário" ], "PESSOA": [ "REGIS LATTOUF", "MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA", "EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR", "INGRID APOLLONI MARQUES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "REGIS LATTOUF", "MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA", "EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR", "INGRID APOLLONI MARQUES", "DIAS TOFFOLI", "REGIS LATTOUF", "MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA", "EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR", "INGRID APOLLONI MARQUES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "REGIS LATTOUF", "MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA", "EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR", "INGRID APOLLONI MARQUES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "REGIS LATTOUF", "MAURICIO EVANDRO CAMPOS COSTA", "EDISON FERREIRA MAGALHAES JUNIOR", "INGRID APOLLONI MARQUES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "5", "6", "/", "6", "/", "2019", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "3", "/", "19", "25", "/", "5", "/", "16", "12", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "3", "/", "19", "25", "/", "5", "/", "16", "12", "/", "9", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) :VITOR ANGELO MERLIN AGDO.(A/S) :MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO GUMERATO RAMOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO RESCISÓRIA. ANULAÇÃO DE ATO DE NOMEAÇÃO DE SERVIDOR. NECESSIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. TEMAS 138 E 660. DESPROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo já assentou, por meio da sistemática da repercussão geral (Tema 138), a seguinte tese “Ao Estado é facultada a revogação dos atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo.” 2. A questão concernente à ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedente: RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 (tema 660). 3. In casu, para divergir das conclusões do Tribunal de origem acerca da concomitância entre a ocorrência dos fatos e a jurisprudência do STJ sobre o tema seria necessário o reexame dos fatos, providência inviável em sede de extraordinário. Súmula 279 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5ED-84D3-8FE5-E323 e senha 36FF-BC68-A2CB-3D51 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RE 1011827 AGR / DF Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5ED-84D3-8FE5-E323 e senha 36FF-BC68-A2CB-3D51 Supremo Tribunal Federal RE 1011827 AGR / DF Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5ED-84D3-8FE5-E323 e senha 36FF-BC68-A2CB-3D51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) :VITOR ANGELO MERLIN AGDO.(A/S) :MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO GUMERATO RAMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, em que se negou provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 8): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 6, p. 150): “ADMINISTRATIVO. EMBARGOS INFRINGENTES EM AÇÃO RESCISÓRIA. ATO DE NOMEAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO ANULADO APÓS SEIS ANOS NO CARGO EFETIVO SEM PRÉVIO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. JULGADOS PROFERIDOS À ÉPOCA DOS FATOS QUE CORROBORAM A TESE. EMBARGOS NÃO PROVIDOS. I - "A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça, seguindo orientação do Pretório Excelso, firmou entendimento no sentido de que a desconstituição da eficácia de qualquer ato administrativo, que repercuta no âmbito dos interesses individuais dos servidores ou administrados, deve ser precedido de instauração de processo administrativo, em obediência aos princípios constitucionais do devido processo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) :VITOR ANGELO MERLIN AGDO.(A/S) :MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO GUMERATO RAMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, em que se negou provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 8): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 6, p. 150): “ADMINISTRATIVO. EMBARGOS INFRINGENTES EM AÇÃO RESCISÓRIA. ATO DE NOMEAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO ANULADO APÓS SEIS ANOS NO CARGO EFETIVO SEM PRÉVIO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. JULGADOS PROFERIDOS À ÉPOCA DOS FATOS QUE CORROBORAM A TESE. EMBARGOS NÃO PROVIDOS. I - "A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça, seguindo orientação do Pretório Excelso, firmou entendimento no sentido de que a desconstituição da eficácia de qualquer ato administrativo, que repercuta no âmbito dos interesses individuais dos servidores ou administrados, deve ser precedido de instauração de processo administrativo, em obediência aos princípios constitucionais do devido processo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RE 1011827 AGR / DF legal e da ampla defesa, com todos os recursos a ela inerentes" (MS n. 8.604/DF, Terceira Seção, Rel. Min. Gilson Dipp, Rel. p/ acórdão Min. Hamilton Carvalhido, julgado em 22/6/2005, DJ de 6/8/2007). II - Na hipótese, o v. acórdão rescindendo foi proferido em desconformidade com a jurisprudência existente à época do seu julgamento (28/9/2005), o que ocasionou a procedência da ação rescisória, por maioria, para reintegrar o autor - ora embargado - ao cargo público do qual havia sido desligado sem a instauração prévia de procedimento administrativo específico. Embargos infringentes desprovidos.” (grifos no original) Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 6, p. 182-189). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º, LIV, e 37 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se que o acórdão recorrido teria contrariado os princípios da legalidade, da moralidade, da segurança jurídica, da proteção à confiança legítima, do devido processo legal, bem como às Súmulas 346 e 473 do STF, ao seguinte fundamento (eDOC 6, p. 239): “A recorrente não pode ser compelida a adotar um procedimento (instaurar processo administrativo) quando a época dos fatos não havia sido consolidado o tema, tanto é assim, que os precedentes do STJ e desta C. Corte aqui colacionados demonstram isso. O presente caso deve ser analisado sobre a luz do posicionamento desta C. Corte a época dos fatos e não sobre o seu atual posicionamento como fez o ilustre Ministro Relator.” A Vice-Presidência do STJ admitiu o recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal RE 1011827 AGR / DF legal e da ampla defesa, com todos os recursos a ela inerentes" (MS n. 8.604/DF, Terceira Seção, Rel. Min. Gilson Dipp, Rel. p/ acórdão Min. Hamilton Carvalhido, julgado em 22/6/2005, DJ de 6/8/2007). II - Na hipótese, o v. acórdão rescindendo foi proferido em desconformidade com a jurisprudência existente à época do seu julgamento (28/9/2005), o que ocasionou a procedência da ação rescisória, por maioria, para reintegrar o autor - ora embargado - ao cargo público do qual havia sido desligado sem a instauração prévia de procedimento administrativo específico. Embargos infringentes desprovidos.” (grifos no original) Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 6, p. 182-189). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º, LIV, e 37 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se que o acórdão recorrido teria contrariado os princípios da legalidade, da moralidade, da segurança jurídica, da proteção à confiança legítima, do devido processo legal, bem como às Súmulas 346 e 473 do STF, ao seguinte fundamento (eDOC 6, p. 239): “A recorrente não pode ser compelida a adotar um procedimento (instaurar processo administrativo) quando a época dos fatos não havia sido consolidado o tema, tanto é assim, que os precedentes do STJ e desta C. Corte aqui colacionados demonstram isso. O presente caso deve ser analisado sobre a luz do posicionamento desta C. Corte a época dos fatos e não sobre o seu atual posicionamento como fez o ilustre Ministro Relator.” A Vice-Presidência do STJ admitiu o recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RE 1011827 AGR / DF extraordinário (eDOC 6, p. 270-272). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, no que tange à suposta violação do art. 5º, LIV, da Constituição, o Plenário desta Corte, no julgamento do ARE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º.08.2013 (Tema 660), assentou que não há repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional, uma vez que configura ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, como no caso dos autos. Relativamente à alegação de ofensa ao princípio da legalidade, destaca-se que o exame dessa questão, necessariamente, exige a análise de atos normativos infraconstitucionais, posto que impossível concluir de modo diverso do que chegou o Tribunal de origem a partir daquilo que assentado no acórdão recorrido. Aplicável à espécie, portanto, a Súmula 636 do STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” No mérito, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento dos embargos infringentes, asseverou (eDOC 4, pp. 14/15): “... na hipótese, discute-se a obrigatoriedade de procedimento administrativo específico para anular ato de nomeação de servidor público efetivo, em razão do disposto no arts. 5º, inciso LV (contraditório e ampla defesa) e 41, § 1º, inciso III (perda do cargo de servidor público estável após procedimento de avaliação periódica 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal RE 1011827 AGR / DF extraordinário (eDOC 6, p. 270-272). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, no que tange à suposta violação do art. 5º, LIV, da Constituição, o Plenário desta Corte, no julgamento do ARE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º.08.2013 (Tema 660), assentou que não há repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional, uma vez que configura ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, como no caso dos autos. Relativamente à alegação de ofensa ao princípio da legalidade, destaca-se que o exame dessa questão, necessariamente, exige a análise de atos normativos infraconstitucionais, posto que impossível concluir de modo diverso do que chegou o Tribunal de origem a partir daquilo que assentado no acórdão recorrido. Aplicável à espécie, portanto, a Súmula 636 do STF: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” No mérito, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento dos embargos infringentes, asseverou (eDOC 4, pp. 14/15): “... na hipótese, discute-se a obrigatoriedade de procedimento administrativo específico para anular ato de nomeação de servidor público efetivo, em razão do disposto no arts. 5º, inciso LV (contraditório e ampla defesa) e 41, § 1º, inciso III (perda do cargo de servidor público estável após procedimento de avaliação periódica 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RE 1011827 AGR / DF de desempenho, assegurada a ampla defesa), ambos da Constituição Federal. Não assiste razão à embargante quando afirma que a jurisprudência, à época dos fatos, seria contrária ao entendimento adotado, pela maioria, no julgamento da presente ação rescisória. A respeito do tema, esta Corte Superior já havia consignado que, embora a Administração possa declarar a nulidade de seus atos, deve-se assegurar o contraditório e a ampla defesa, quando o desfazimento do ato administrativo puder ocasionar prejuízo ao administrado.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, quanto à constatação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça quando da ocorrência dos fatos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ademais, observa-se que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO, PELO MUNICÍPIO, EM FACE DE IRREGULARIDADES APONTADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. SERVIDORES PÚBLICOS ADMITIDOS POR MEIO DA SELEÇÃO IRREGULAR. EXONERAÇÃO EX OFFICIO SEM OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO STF SOB A SISTEMÁTICA DA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal RE 1011827 AGR / DF de desempenho, assegurada a ampla defesa), ambos da Constituição Federal. Não assiste razão à embargante quando afirma que a jurisprudência, à época dos fatos, seria contrária ao entendimento adotado, pela maioria, no julgamento da presente ação rescisória. A respeito do tema, esta Corte Superior já havia consignado que, embora a Administração possa declarar a nulidade de seus atos, deve-se assegurar o contraditório e a ampla defesa, quando o desfazimento do ato administrativo puder ocasionar prejuízo ao administrado.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, quanto à constatação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça quando da ocorrência dos fatos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ademais, observa-se que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO, PELO MUNICÍPIO, EM FACE DE IRREGULARIDADES APONTADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. SERVIDORES PÚBLICOS ADMITIDOS POR MEIO DA SELEÇÃO IRREGULAR. EXONERAÇÃO EX OFFICIO SEM OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO STF SOB A SISTEMÁTICA DA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RE 1011827 AGR / DF REPERCUSSÃO GERAL. (RE 594.296-RG, MIN. DIAS TOFFOLI, TEMA 138). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 478371 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 13/05/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-101 DIVULG 27-05-2014 PUBLIC 28- 05-2014) Enfatiza-se, por fim, que o Plenário do Supremo já assentou, por meio da sistemática da repercussão geral (Tema 138), a seguinte tese “Ao Estado é facultada a revogação dos atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo”. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do CPC. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários advocatícios fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.” Nas razões do agravo, reitera a fundamentação quanto à existência de ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade, da segurança jurídica, da proteção à confiança legítima, do devido processo legal e busca demonstra que à época dos fatos vigorava o entendimento jurisprudencial sobre a possibilidade da Administração anular os seus atos ilegais sem a necessidade de contraditório. Aponta, ainda, a não incidência da súmula 279 do STF ao caso e alega que o julgamento monocrático do recurso ofendeu o princípio da colegialidade. A parte Agravada, regularmente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 12). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal RE 1011827 AGR / DF REPERCUSSÃO GERAL. (RE 594.296-RG, MIN. DIAS TOFFOLI, TEMA 138). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (RE 478371 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 13/05/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-101 DIVULG 27-05-2014 PUBLIC 28- 05-2014) Enfatiza-se, por fim, que o Plenário do Supremo já assentou, por meio da sistemática da repercussão geral (Tema 138), a seguinte tese “Ao Estado é facultada a revogação dos atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo”. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do CPC. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários advocatícios fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo.” Nas razões do agravo, reitera a fundamentação quanto à existência de ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade, da segurança jurídica, da proteção à confiança legítima, do devido processo legal e busca demonstra que à época dos fatos vigorava o entendimento jurisprudencial sobre a possibilidade da Administração anular os seus atos ilegais sem a necessidade de contraditório. Aponta, ainda, a não incidência da súmula 279 do STF ao caso e alega que o julgamento monocrático do recurso ofendeu o princípio da colegialidade. A parte Agravada, regularmente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 12). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Inicialmente, cabe destacar que a norma do § 1º do art. 21 do RISTF autoriza o Relator a negar seguimento monocraticamente a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula da Corte, como ocorre no caso dos autos. Nesse sentido: (...) A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. Nesse sentido: AI 742.38-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Dje 19/3/2010. 5. (...) 6. Agravo regimental DESPROVIDO. (ARE 725.748 AgR, Relator Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.08.2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JULGAMENTO MONOCRÁTICO PELO RELATOR. POSSIBILIDADE. GRATIFICAÇÃO DE QUALIFICAÇÃO. LEI 11.907/2009. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O relator pode decidir monocraticamente pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula desta Corte, nos termos do art. 557, caput , do CPC/1973 e do art. 21, § 1º, do RISTF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Inicialmente, cabe destacar que a norma do § 1º do art. 21 do RISTF autoriza o Relator a negar seguimento monocraticamente a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula da Corte, como ocorre no caso dos autos. Nesse sentido: (...) A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. Nesse sentido: AI 742.38-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Dje 19/3/2010. 5. (...) 6. Agravo regimental DESPROVIDO. (ARE 725.748 AgR, Relator Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.08.2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JULGAMENTO MONOCRÁTICO PELO RELATOR. POSSIBILIDADE. GRATIFICAÇÃO DE QUALIFICAÇÃO. LEI 11.907/2009. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O relator pode decidir monocraticamente pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula desta Corte, nos termos do art. 557, caput , do CPC/1973 e do art. 21, § 1º, do RISTF. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1011827 AGR / DF Precedentes. 2. É inadmissível o extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, exija-se o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e do conjunto fático-probatório. Incidência da Súmula279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC (ARE 1.001.540-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.04.2017). Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão do relator que nega seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a súmula do Supremo Tribunal Federal (Art. 21, § 1º, do RISTF). Validade. Precedentes. 4. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada (Art. 1.021, § 1º, do CPC). 5. Responsabilidade objetiva do Município. Verificação dos elementos configuradores. 6. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes (...). 10. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 1.133.632- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.09.2018). No mais, conforme destacado na decisão ora impugnada, este Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, tema 660 da sistemática da RG), o que torna inadmissível o recurso extraordinário da parte Agravante. Quanto ao mérito propriamente dito, verifico que esta Corte reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia objeto dos autos no RE 594.246-RG, de relatoria do Ministro Menezes Direito, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Supremo Tribunal Federal RE 1011827 AGR / DF Precedentes. 2. É inadmissível o extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, exija-se o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e do conjunto fático-probatório. Incidência da Súmula279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do CPC, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC (ARE 1.001.540-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.04.2017). Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão do relator que nega seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a súmula do Supremo Tribunal Federal (Art. 21, § 1º, do RISTF). Validade. Precedentes. 4. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada (Art. 1.021, § 1º, do CPC). 5. Responsabilidade objetiva do Município. Verificação dos elementos configuradores. 6. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes (...). 10. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 1.133.632- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.09.2018). No mais, conforme destacado na decisão ora impugnada, este Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, tema 660 da sistemática da RG), o que torna inadmissível o recurso extraordinário da parte Agravante. Quanto ao mérito propriamente dito, verifico que esta Corte reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia objeto dos autos no RE 594.246-RG, de relatoria do Ministro Menezes Direito, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1011827 AGR / DF 13.2.2009 (Tema 138), em acórdão assim ementado: DIREITO ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO CUJA FORMALIZAÇÃO TENHA REPERCUTIDO NO CAMPO DE INTERESSES INDIVIDUAIS. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. NECESSIDADE DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO SOB O RITO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E COM OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Quando do julgamento de mérito, o Plenário, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos seguinte sentido: EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DO PODER DE AUTOTUTELA ESTATAL. REVISÃO DE CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO E DE QUINQUÊNIOS DE SERVIDORA PÚBLICA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. 1. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já decorreram efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 2. Ordem de revisão de contagem de tempo de serviço, de cancelamento de quinquênios e de devolução de valores tidos por indevidamente recebidos apenas pode ser imposta ao servidor depois de submetida a questão ao devido processo administrativo, em que se mostra de obrigatória observância o respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (RE 594.246-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe em 13/2/2012) Dessa forma, observou-se que o entendimento do Tribunal de origem não se distanciou das conclusões adotadas pelo Supremo. Ademais, reitero que para divergir das conclusões do Tribunal a quo acerca da concomitância entre a ocorrência dos fatos e a jurisprudência do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Supremo Tribunal Federal RE 1011827 AGR / DF 13.2.2009 (Tema 138), em acórdão assim ementado: DIREITO ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO CUJA FORMALIZAÇÃO TENHA REPERCUTIDO NO CAMPO DE INTERESSES INDIVIDUAIS. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. NECESSIDADE DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO SOB O RITO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E COM OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Quando do julgamento de mérito, o Plenário, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos seguinte sentido: EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DO PODER DE AUTOTUTELA ESTATAL. REVISÃO DE CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO E DE QUINQUÊNIOS DE SERVIDORA PÚBLICA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. 1. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já decorreram efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 2. Ordem de revisão de contagem de tempo de serviço, de cancelamento de quinquênios e de devolução de valores tidos por indevidamente recebidos apenas pode ser imposta ao servidor depois de submetida a questão ao devido processo administrativo, em que se mostra de obrigatória observância o respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (RE 594.246-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe em 13/2/2012) Dessa forma, observou-se que o entendimento do Tribunal de origem não se distanciou das conclusões adotadas pelo Supremo. Ademais, reitero que para divergir das conclusões do Tribunal a quo acerca da concomitância entre a ocorrência dos fatos e a jurisprudência do 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1011827 AGR / DF STJ sobre o tema seria necessário o reexame dos fatos, providência inviável em sede de extraordinário. Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Supremo Tribunal Federal RE 1011827 AGR / DF STJ sobre o tema seria necessário o reexame dos fatos, providência inviável em sede de extraordinário. Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) : VITOR ANGELO MERLIN (197994/SP) AGDO.(A/S) : MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO GUMERATO RAMOS (159123/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E59-55E6-A9B5-3192 e senha 688C-263F-854D-5519 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) : VITOR ANGELO MERLIN (197994/SP) AGDO.(A/S) : MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO GUMERATO RAMOS (159123/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E59-55E6-A9B5-3192 e senha 688C-263F-854D-5519 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743125
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO RESCISÓRIA. ANULAÇÃO DE ATO DE NOMEAÇÃO DE SERVIDOR. NECESSIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. TEMAS 138 E 660. DESPROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo já assentou, por meio da sistemática da repercussão geral (Tema 138), a seguinte tese “Ao Estado é facultada a revogação dos atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo.” 2. A questão concernente à ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedente: RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013 (tema 660). 3. In casu, para divergir das conclusões do Tribunal de origem acerca da concomitância entre a ocorrência dos fatos e a jurisprudência do STJ sobre o tema seria necessário o reexame dos fatos, providência inviável em sede de extraordinário. Súmula 279 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC.
sjur403093
- Acórdão(s) citado(s): (NEGATIVA DE SEGUIMENTO, DECISÃO MONOCRÁTICA) ARE 725748 AgR (1ªT), ARE 1001540 AgR (2ªT), ARE 1133632 AgR (2ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (ATO ADMINISTRATIVO, ANULAÇÃO) RE 594246 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 17/06/2019, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1011827
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1011827 AgR
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AGTE.(S) : FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) : VITOR ANGELO MERLIN AGDO.(A/S) : MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO GUMERATO RAMOS
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) :VITOR ANGELO MERLIN AGDO.(A/S) :MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO GUMERATO RAMOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO RESCISÓRIA. ANULAÇÃO DE ATO DE NOMEAÇÃO DE SERVIDOR. NECESSIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. TEMAS 138 E 660. DESPROVIMENTO. 1. O Plenário do Supremo já assentou, por meio da sistemática da repercussão geral (Tema 138), a seguinte tese “Ao Estado é facultada a revogação dos atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo.” 2. A questão concernente à ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedente: Recurso Extraordinário 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013 (tema 660). 3. In casu, para divergir das conclusões do Tribunal de origem acerca da concomitância entre a ocorrência dos fatos e a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema seria necessário o reexame dos fatos, providência inviável em sede de extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5ED-84D3-8FE5-E323 e senha 36FF-BC68-A2CB-3D51 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5ED-84D3-8FE5-E323 e senha 36FF-BC68-A2CB-3D51 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B5ED-84D3-8FE5-E323 e senha 36FF-BC68-A2CB-3D51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) :VITOR ANGELO MERLIN AGDO.(A/S) :MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO GUMERATO RAMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, em que se negou provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 8): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 6, p. 150): “ADMINISTRATIVO. EMBARGOS INFRINGENTES EM AÇÃO RESCISÓRIA. ATO DE NOMEAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO ANULADO APÓS SEIS ANOS NO CARGO EFETIVO SEM PRÉVIO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. JULGADOS PROFERIDOS À ÉPOCA DOS FATOS QUE CORROBORAM A TESE. EMBARGOS NÃO PROVIDOS. I - "A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça, seguindo orientação do Pretório Excelso, firmou entendimento no sentido de que a desconstituição da eficácia de qualquer ato administrativo, que repercuta no âmbito dos interesses individuais dos servidores ou administrados, deve ser precedido de instauração de processo administrativo, em obediência aos princípios constitucionais do devido processo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) :VITOR ANGELO MERLIN AGDO.(A/S) :MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) :GLAUCO GUMERATO RAMOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática, em que se negou provimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 8): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face de acórdão da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 6, p. 150): “ADMINISTRATIVO. EMBARGOS INFRINGENTES EM AÇÃO RESCISÓRIA. ATO DE NOMEAÇÃO DE SERVIDOR PÚBLICO ANULADO APÓS SEIS ANOS NO CARGO EFETIVO SEM PRÉVIO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO. OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. JULGADOS PROFERIDOS À ÉPOCA DOS FATOS QUE CORROBORAM A TESE. EMBARGOS NÃO PROVIDOS. I - "A jurisprudência desta Corte Superior de Justiça, seguindo orientação do Pretório Excelso, firmou entendimento no sentido de que a desconstituição da eficácia de qualquer ato administrativo, que repercuta no âmbito dos interesses individuais dos servidores ou administrados, deve ser precedido de instauração de processo administrativo, em obediência aos princípios constitucionais do devido processo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF legal e da ampla defesa, com todos os recursos a ela inerentes" (MS n. 8.604/DF, Terceira Seção, Rel. Min. Gilson Dipp, Rel. p/ acórdão Min. Hamilton Carvalhido, julgado em 22/6/2005, DJ de 6/8/2007). II - Na hipótese, o v. acórdão rescindendo foi proferido em desconformidade com a jurisprudência existente à época do seu julgamento (28/9/2005), o que ocasionou a procedência da ação rescisória, por maioria, para reintegrar o autor - ora embargado - ao cargo público do qual havia sido desligado sem a instauração prévia de procedimento administrativo específico. Embargos infringentes desprovidos.” (grifos no original) Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 6, p. 182-189). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5..., LIV, e 37 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se que o acórdão recorrido teria contrariado os princípios da legalidade, da moralidade, da segurança jurídica, da proteção à confiança legítima, do devido processo legal, bem como às Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal, ao seguinte fundamento (eDOC 6, p. 239): “A recorrente não pode ser compelida a adotar um procedimento (instaurar processo administrativo) quando a época dos fatos não havia sido consolidado o tema, tanto é assim, que os precedentes do Superior Tribunal de Justiça e desta C. Corte aqui colacionados demonstram isso. O presente caso deve ser analisado sobre a luz do posicionamento desta C. Corte a época dos fatos e não sobre o seu atual posicionamento como fez o ilustre Ministro Relator.” A Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça admitiu o recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF legal e da ampla defesa, com todos os recursos a ela inerentes" (MS n. 8.604/DF, Terceira Seção, Rel. Min. Gilson Dipp, Rel. p/ acórdão Min. Hamilton Carvalhido, julgado em 22/6/2005, DJ de 6/8/2007). II - Na hipótese, o v. acórdão rescindendo foi proferido em desconformidade com a jurisprudência existente à época do seu julgamento (28/9/2005), o que ocasionou a procedência da ação rescisória, por maioria, para reintegrar o autor - ora embargado - ao cargo público do qual havia sido desligado sem a instauração prévia de procedimento administrativo específico. Embargos infringentes desprovidos.” (grifos no original) Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 6, p. 182-189). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5..., LIV, e 37 da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se que o acórdão recorrido teria contrariado os princípios da legalidade, da moralidade, da segurança jurídica, da proteção à confiança legítima, do devido processo legal, bem como às Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal, ao seguinte fundamento (eDOC 6, p. 239): “A recorrente não pode ser compelida a adotar um procedimento (instaurar processo administrativo) quando a época dos fatos não havia sido consolidado o tema, tanto é assim, que os precedentes do Superior Tribunal de Justiça e desta C. Corte aqui colacionados demonstram isso. O presente caso deve ser analisado sobre a luz do posicionamento desta C. Corte a época dos fatos e não sobre o seu atual posicionamento como fez o ilustre Ministro Relator.” A Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça admitiu o recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF extraordinário (eDOC 6, p. 270-272). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, no que tange à suposta violação do art. 5..., LIV, da Constituição, o Plenário desta Corte, no julgamento do ARE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1....08.2013 (Tema 660), assentou que não há repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional, uma vez que configura ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, como no caso dos autos. Relativamente à alegação de ofensa ao princípio da legalidade, destaca-se que o exame dessa questão, necessariamente, exige a análise de atos normativos infraconstitucionais, posto que impossível concluir de modo diverso do que chegou o Tribunal de origem a partir daquilo que assentado no acórdão recorrido. Aplicável à espécie, portanto, a Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” No mérito, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento dos embargos infringentes, asseverou (eDOC 4, pp. 14/15): “... na hipótese, discute-se a obrigatoriedade de procedimento administrativo específico para anular ato de nomeação de servidor público efetivo, em razão do disposto no arts. 5..., inciso LV (contraditório e ampla defesa) e 41, § 1..., inciso III (perda do cargo de servidor público estável após procedimento de avaliação periódica 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF extraordinário (eDOC 6, p. 270-272). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, no que tange à suposta violação do art. 5..., LIV, da Constituição, o Plenário desta Corte, no julgamento do ARE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1....08.2013 (Tema 660), assentou que não há repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional, uma vez que configura ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário, como no caso dos autos. Relativamente à alegação de ofensa ao princípio da legalidade, destaca-se que o exame dessa questão, necessariamente, exige a análise de atos normativos infraconstitucionais, posto que impossível concluir de modo diverso do que chegou o Tribunal de origem a partir daquilo que assentado no acórdão recorrido. Aplicável à espécie, portanto, a Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” No mérito, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento dos embargos infringentes, asseverou (eDOC 4, pp. 14/15): “... na hipótese, discute-se a obrigatoriedade de procedimento administrativo específico para anular ato de nomeação de servidor público efetivo, em razão do disposto no arts. 5..., inciso LV (contraditório e ampla defesa) e 41, § 1..., inciso III (perda do cargo de servidor público estável após procedimento de avaliação periódica 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF de desempenho, assegurada a ampla defesa), ambos da Constituição Federal. Não assiste razão à embargante quando afirma que a jurisprudência, à época dos fatos, seria contrária ao entendimento adotado, pela maioria, no julgamento da presente ação rescisória. A respeito do tema, esta Corte Superior já havia consignado que, embora a Administração possa declarar a nulidade de seus atos, deve-se assegurar o contraditório e a ampla defesa, quando o desfazimento do ato administrativo puder ocasionar prejuízo ao administrado.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, quanto à constatação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça quando da ocorrência dos fatos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, observa-se que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO, PELO MUNICÍPIO, EM FACE DE IRREGULARIDADES APONTADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. SERVIDORES PÚBLICOS ADMITIDOS POR MEIO DA SELEÇÃO IRREGULAR. EXONERAÇÃO EX OFFICIO SEM OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal SOB A SISTEMÁTICA DA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF de desempenho, assegurada a ampla defesa), ambos da Constituição Federal. Não assiste razão à embargante quando afirma que a jurisprudência, à época dos fatos, seria contrária ao entendimento adotado, pela maioria, no julgamento da presente ação rescisória. A respeito do tema, esta Corte Superior já havia consignado que, embora a Administração possa declarar a nulidade de seus atos, deve-se assegurar o contraditório e a ampla defesa, quando o desfazimento do ato administrativo puder ocasionar prejuízo ao administrado.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, quanto à constatação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça quando da ocorrência dos fatos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, observa-se que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem revela-se em consonância com a jurisprudência pacífica desta Corte. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO, PELO MUNICÍPIO, EM FACE DE IRREGULARIDADES APONTADAS PELO TRIBUNAL DE CONTAS ESTADUAL. SERVIDORES PÚBLICOS ADMITIDOS POR MEIO DA SELEÇÃO IRREGULAR. EXONERAÇÃO EX OFFICIO SEM OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal SOB A SISTEMÁTICA DA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 594.296-RG, MIN. DIAS TOFFOLI, TEMA 138). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 478371 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 13/05/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-101 DIVULG 27-05-2014 PUBLIC 28- 05-2014) Enfatiza-se, por fim, que o Plenário do Supremo já assentou, por meio da sistemática da repercussão geral (Tema 138), a seguinte tese “Ao Estado é facultada a revogação dos atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo”. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários advocatícios fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo.” Nas razões do agravo, reitera a fundamentação quanto à existência de ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade, da segurança jurídica, da proteção à confiança legítima, do devido processo legal e busca demonstra que à época dos fatos vigorava o entendimento jurisprudencial sobre a possibilidade da Administração anular os seus atos ilegais sem a necessidade de contraditório. Aponta, ainda, a não incidência da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ao caso e alega que o julgamento monocrático do recurso ofendeu o princípio da colegialidade. A parte Agravada, regularmente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 12). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF REPERCUSSÃO GERAL. (Recurso Extraordinário 594.296-RG, MIN. DIAS TOFFOLI, TEMA 138). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (Recurso Extraordinário 478371 AgR, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 13/05/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-101 DIVULG 27-05-2014 PUBLIC 28- 05-2014) Enfatiza-se, por fim, que o Plenário do Supremo já assentou, por meio da sistemática da repercussão geral (Tema 138), a seguinte tese “Ao Estado é facultada a revogação dos atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já tiverem decorrido efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo”. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários advocatícios fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo.” Nas razões do agravo, reitera a fundamentação quanto à existência de ofensa aos princípios constitucionais da legalidade, da moralidade, da segurança jurídica, da proteção à confiança legítima, do devido processo legal e busca demonstra que à época dos fatos vigorava o entendimento jurisprudencial sobre a possibilidade da Administração anular os seus atos ilegais sem a necessidade de contraditório. Aponta, ainda, a não incidência da súmula 279 do Supremo Tribunal Federal ao caso e alega que o julgamento monocrático do recurso ofendeu o princípio da colegialidade. A parte Agravada, regularmente intimada, não apresentou manifestação (eDOC 12). É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DB9-2215-5E0D-0362 e senha E204-0365-0FFB-D692 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Inicialmente, cabe destacar que a norma do § 1... do art. 21 do RISTF autoriza o Relator a negar seguimento monocraticamente a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula da Corte, como ocorre no caso dos autos. Nesse sentido: (...) A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. Nesse sentido: AI 742.38-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Dje 19/3/2010. 5. (...) 6. Agravo regimental DESPROVIDO. (ARE 725.748 AgR, Relator Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.08.2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JULGAMENTO MONOCRÁTICO PELO RELATOR. POSSIBILIDADE. GRATIFICAÇÃO DE QUALIFICAÇÃO. LEI 11.907/2009. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O relator pode decidir monocraticamente pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula desta Corte, nos termos do art. 557, caput , do Código de Processo Civil/1973 e do art. 21, § 1..., do RISTF. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Inicialmente, cabe destacar que a norma do § 1... do art. 21 do RISTF autoriza o Relator a negar seguimento monocraticamente a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula da Corte, como ocorre no caso dos autos. Nesse sentido: (...) A competência deferida ao Relator para, monocraticamente, julgar recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência desta Corte não derroga o princípio da colegialidade, que resulta preservado, no âmbito deste Tribunal, pelo cabimento do recurso de agravo das decisões singulares proferidas por seus Ministros. Nesse sentido: AI 742.38-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, Dje 19/3/2010. 5. (...) 6. Agravo regimental DESPROVIDO. (ARE 725.748 AgR, Relator Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 22.08.2013) AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JULGAMENTO MONOCRÁTICO PELO RELATOR. POSSIBILIDADE. GRATIFICAÇÃO DE QUALIFICAÇÃO. LEI 11.907/2009. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O relator pode decidir monocraticamente pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula desta Corte, nos termos do art. 557, caput , do Código de Processo Civil/1973 e do art. 21, § 1..., do RISTF. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF Precedentes. 2. É inadmissível o extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, exija-se o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e do conjunto fático-probatório. Incidência da Súmula279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil (ARE 1.001.540-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.04.2017). Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão do relator que nega seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a súmula do Supremo Tribunal Federal (Art. 21, § 1..., do RISTF). Validade. Precedentes. 4. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada (Art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil). 5. Responsabilidade objetiva do Município. Verificação dos elementos configuradores. 6. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes (...). 10. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 1.133.632- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.09.2018). No mais, conforme destacado na decisão ora impugnada, este Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013, tema 660 da sistemática da RG), o que torna inadmissível o recurso extraordinário da parte Agravante. Quanto ao mérito propriamente dito, verifico que esta Corte reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia objeto dos autos no Recurso Extraordinário 594.246-RG, de relatoria do Ministro Menezes Direito, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF Precedentes. 2. É inadmissível o extraordinário quando para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, exija-se o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie e do conjunto fático-probatório. Incidência da Súmula279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com majoração de honorários advocatícios, com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, e aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil (ARE 1.001.540-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 18.04.2017). Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão do relator que nega seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a súmula do Supremo Tribunal Federal (Art. 21, § 1..., do RISTF). Validade. Precedentes. 4. Ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada (Art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil). 5. Responsabilidade objetiva do Município. Verificação dos elementos configuradores. 6. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes (...). 10. Agravo regimental a que se nega provimento (ARE 1.133.632- AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 25.09.2018). No mais, conforme destacado na decisão ora impugnada, este Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371, da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013, tema 660 da sistemática da RG), o que torna inadmissível o recurso extraordinário da parte Agravante. Quanto ao mérito propriamente dito, verifico que esta Corte reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia objeto dos autos no Recurso Extraordinário 594.246-RG, de relatoria do Ministro Menezes Direito, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF 13.2.2009 (Tema 138), em acórdão assim ementado: DIREITO ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO CUJA FORMALIZAÇÃO TENHA REPERCUTIDO NO CAMPO DE INTERESSES INDIVIDUAIS. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. NECESSIDADE DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO SOB O RITO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E COM OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Quando do julgamento de mérito, o Plenário, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos seguinte sentido: EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DO PODER DE AUTOTUTELA ESTATAL. REVISÃO DE CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO E DE QUINQUÊNIOS DE SERVIDORA PÚBLICA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. 1. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já decorreram efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 2. Ordem de revisão de contagem de tempo de serviço, de cancelamento de quinquênios e de devolução de valores tidos por indevidamente recebidos apenas pode ser imposta ao servidor depois de submetida a questão ao devido processo administrativo, em que se mostra de obrigatória observância o respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 594.246-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe em 13/2/2012) Dessa forma, observou-se que o entendimento do Tribunal de origem não se distanciou das conclusões adotadas pelo Supremo. Ademais, reitero que para divergir das conclusões do Tribunal a quo acerca da concomitância entre a ocorrência dos fatos e a jurisprudência do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF 13.2.2009 (Tema 138), em acórdão assim ementado: DIREITO ADMINISTRATIVO. ANULAÇÃO DE ATO ADMINISTRATIVO CUJA FORMALIZAÇÃO TENHA REPERCUTIDO NO CAMPO DE INTERESSES INDIVIDUAIS. PODER DE AUTOTUTELA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. NECESSIDADE DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO SOB O RITO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E COM OBEDIÊNCIA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Quando do julgamento de mérito, o Plenário, por unanimidade, negou provimento ao recurso, nos seguinte sentido: EMENTA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. EXERCÍCIO DO PODER DE AUTOTUTELA ESTATAL. REVISÃO DE CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO E DE QUINQUÊNIOS DE SERVIDORA PÚBLICA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. 1. Ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados; porém, se de tais atos já decorreram efeitos concretos, seu desfazimento deve ser precedido de regular processo administrativo. 2. Ordem de revisão de contagem de tempo de serviço, de cancelamento de quinquênios e de devolução de valores tidos por indevidamente recebidos apenas pode ser imposta ao servidor depois de submetida a questão ao devido processo administrativo, em que se mostra de obrigatória observância o respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa. 3. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 594.246-RG, Rel. Min. Dias Toffoli, Tribunal Pleno, DJe em 13/2/2012) Dessa forma, observou-se que o entendimento do Tribunal de origem não se distanciou das conclusões adotadas pelo Supremo. Ademais, reitero que para divergir das conclusões do Tribunal a quo acerca da concomitância entre a ocorrência dos fatos e a jurisprudência do 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF Superior Tribunal de Justiça sobre o tema seria necessário o reexame dos fatos, providência inviável em sede de extraordinário. Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF Superior Tribunal de Justiça sobre o tema seria necessário o reexame dos fatos, providência inviável em sede de extraordinário. Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F809-8EC5-8C16-F56F e senha 4C3B-2FE5-D77A-797F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) : VITOR ANGELO MERLIN (197994/SP) AGDO.(A/S) : MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO GUMERATO RAMOS (159123/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E59-55E6-A9B5-3192 e senha 688C-263F-854D-5519 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.011.827 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : FUNDAÇÃO INDAIATUBANA DE EDUCAÇÃO E CULTURA ¿ FIEC ADV.(A/S) : VITOR ANGELO MERLIN (197994/SP) AGDO.(A/S) : MARCELO RODRIGUES DA SILVA ADV.(A/S) : GLAUCO GUMERATO RAMOS (159123/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9E59-55E6-A9B5-3192 e senha 688C-263F-854D-5519 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 371 - RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 011 . 827", "MS n . 8 . 604 / DF", "Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal", "MS n . 8 . 604 / DF", "Súmulas 346 e 473 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF extraordinário", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 594 . 296 - RG", "Recurso Extraordinário 478371 AgR", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 594 . 296 - RG", "Recurso Extraordinário 478371 AgR", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 011 . 827", "AI 742 . 38 - AgR / BA", "ARE 725 . 748 AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 011 . 827", "AI 742 . 38 - AgR / BA", "ARE 725 . 748 AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "Súmula279 do Supremo", "ARE 1 . 001 . 540 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 133 . 632 - AgR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Recurso Extraordinário 594 . 246 - RG", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "Súmula279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 001 . 540 - AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 133 . 632 - AgR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Recurso Extraordinário 594 . 246 - RG", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR", "Recurso Extraordinário 594 . 246 - RG", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 594 . 246 - RG", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1011827 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 011 . 827", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 011 . 827" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , LIV , e 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , LIV , e 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida 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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO ADV.(A/S) :IVO DE LEMOS TAVARES AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) :JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. EXAME JUDICIAL DOS PRESSUPOSTOS DE URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. EXCEPCIONALIDADE. APENAS EM CASO DE NOTÓRIO ABUSO DE PODER. PRECEDENTES. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DO CEBAS E VALIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS SOB O AMPARO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM QUESTÃO. OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ABALA AS RAZÕES DE DECIDIR. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/05 a 06/06/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AB2-1FF3-A5C5-82E8 e senha D475-8BD2-D9E7-3585 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO ADV.(A/S) :IVO DE LEMOS TAVARES AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) :JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES, contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. EXAME JUDICIAL DOS PRESSUPOSTOS DE URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. EXCEPCIONALIDADE. APENAS EM CASO DE NOTÓRIO ABUSO DE PODER. PRECEDENTES. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DO CEBAS E VALIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS SOB O AMPARO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM QUESTÃO. OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C833-0268-10A3-8DC4 e senha F1A8-7E02-9851-063F Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO ADV.(A/S) :IVO DE LEMOS TAVARES AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) :JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES, contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. EXAME JUDICIAL DOS PRESSUPOSTOS DE URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. EXCEPCIONALIDADE. APENAS EM CASO DE NOTÓRIO ABUSO DE PODER. PRECEDENTES. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DO CEBAS E VALIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS SOB O AMPARO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM QUESTÃO. OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C833-0268-10A3-8DC4 e senha F1A8-7E02-9851-063F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 1023267 AGR / RS Inconformada com a decisão supra, a parte agravante reitera sua argumentação pela inconstitucionalidade formal e material dos artigos 37, 38 e 39 da Medida Provisória 446/2008, bem como sustenta que “A Rejeição de medida provisória por inconstitucionalidade, sem decreto legislativo que reconheça necessidade de conservar sua aplicabilidade às relações jurídicas que nela se sustentem como forma de assegurar interesses constitucionais relevantes, implica perda de sua eficácia desde a edição e, por conseguinte, nulidade dos atos que com base nela hajam sido praticados. Portanto, deve ser declarada a inconstitucionalidade dos arts. 37 a 39 da Medida Provisória 446/08 e fulminadas todas as outorgas de certificação de entidade beneficente de assistência (CEBAS) deferidas com base neles” (Grifos no original) (Doc. 9) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C833-0268-10A3-8DC4 e senha F1A8-7E02-9851-063F Supremo Tribunal Federal RE 1023267 AGR / RS Inconformada com a decisão supra, a parte agravante reitera sua argumentação pela inconstitucionalidade formal e material dos artigos 37, 38 e 39 da Medida Provisória 446/2008, bem como sustenta que “A Rejeição de medida provisória por inconstitucionalidade, sem decreto legislativo que reconheça necessidade de conservar sua aplicabilidade às relações jurídicas que nela se sustentem como forma de assegurar interesses constitucionais relevantes, implica perda de sua eficácia desde a edição e, por conseguinte, nulidade dos atos que com base nela hajam sido praticados. Portanto, deve ser declarada a inconstitucionalidade dos arts. 37 a 39 da Medida Provisória 446/08 e fulminadas todas as outorgas de certificação de entidade beneficente de assistência (CEBAS) deferidas com base neles” (Grifos no original) (Doc. 9) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C833-0268-10A3-8DC4 e senha F1A8-7E02-9851-063F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhuma alegação capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, esta Suprema Corte, ao examinar casos análogos, tem refutado a tese da invalidade do artigo 37 da Medida Provisória 446/2008, ao concluir que não cabe, em regra, ao Judiciário o exame dos requisitos de relevância e urgência de medida provisória nem se vislumbra má aplicação dos artigos 62, §§ 3º e 11, e 195, § 7º, da Constituição. Nesse sentido, confiram os seguintes julgados: “Segundo agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário e Constitucional. 3. Imunidade tributária. Renovação automática de certificado de entidade beneficente de assistência social CEBAS. 4. Art. 37 da Medida Provisória 446/2008. Suposta inconstitucionalidade formal e material. Ausência de abuso do poder discricionário. 5. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 909.718-AgR-segundo, rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9/4/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DE CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL -- CEBAS. MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. EXAME PELO PODER JUDICIÁRIO APENAS EM CARÁTER EXCEPCIONAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BD-B677-92FA-12A0 e senha C59B-7FC8-F03A-BF2D Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhuma alegação capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, esta Suprema Corte, ao examinar casos análogos, tem refutado a tese da invalidade do artigo 37 da Medida Provisória 446/2008, ao concluir que não cabe, em regra, ao Judiciário o exame dos requisitos de relevância e urgência de medida provisória nem se vislumbra má aplicação dos artigos 62, §§ 3º e 11, e 195, § 7º, da Constituição. Nesse sentido, confiram os seguintes julgados: “Segundo agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário e Constitucional. 3. Imunidade tributária. Renovação automática de certificado de entidade beneficente de assistência social CEBAS. 4. Art. 37 da Medida Provisória 446/2008. Suposta inconstitucionalidade formal e material. Ausência de abuso do poder discricionário. 5. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 909.718-AgR-segundo, rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9/4/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DE CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL -- CEBAS. MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. EXAME PELO PODER JUDICIÁRIO APENAS EM CARÁTER EXCEPCIONAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BD-B677-92FA-12A0 e senha C59B-7FC8-F03A-BF2D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1023267 AGR / RS AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A verificação pelo Poder Judiciário da presença dos requisitos de relevância e urgência para a adoção de medida provisória apenas pode ser realizada em hipóteses excepcionais, nas quais seja constatado evidente abuso do Poder Executivo. II - A concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social -- CEBAS no período de vigência da Medida Provisória 446/2008 não exime a entidade beneficiária de implementar os demais requisitos legais para fruição da imunidade prevista no art. 195, § 7°, da Constituição Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 994.739-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 6/8/2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. ANÁLISE PELO PODER JUDICIÁRIO. CEBAS. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI 8.212/1991. NÃO DEMONSTRAÇÃO. 1. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (RE 1.073.453- AgR, rel. min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2018) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BD-B677-92FA-12A0 e senha C59B-7FC8-F03A-BF2D Supremo Tribunal Federal RE 1023267 AGR / RS AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A verificação pelo Poder Judiciário da presença dos requisitos de relevância e urgência para a adoção de medida provisória apenas pode ser realizada em hipóteses excepcionais, nas quais seja constatado evidente abuso do Poder Executivo. II - A concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social -- CEBAS no período de vigência da Medida Provisória 446/2008 não exime a entidade beneficiária de implementar os demais requisitos legais para fruição da imunidade prevista no art. 195, § 7°, da Constituição Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 994.739-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 6/8/2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. ANÁLISE PELO PODER JUDICIÁRIO. CEBAS. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI 8.212/1991. NÃO DEMONSTRAÇÃO. 1. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (RE 1.073.453- AgR, rel. min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1º/8/2018) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BD-B677-92FA-12A0 e senha C59B-7FC8-F03A-BF2D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO (0120901/RJ, 0120901/RJ) ADV.(A/S) : IVO DE LEMOS TAVARES (134948/RJ) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) : JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR (01923/A/DF, 132554/RJ, 146428/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C2-0FA5-67E6-5175 e senha E41C-DC00-943A-0815 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO (0120901/RJ, 0120901/RJ) ADV.(A/S) : IVO DE LEMOS TAVARES (134948/RJ) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) : JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR (01923/A/DF, 132554/RJ, 146428/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C2-0FA5-67E6-5175 e senha E41C-DC00-943A-0815 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750115823
2019-06-07T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. EXAME JUDICIAL DOS PRESSUPOSTOS DE URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. EXCEPCIONALIDADE. APENAS EM CASO DE NOTÓRIO ABUSO DE PODER. PRECEDENTES. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DO CEBAS E VALIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS SOB O AMPARO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM QUESTÃO. OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ABALA AS RAZÕES DE DECIDIR. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur406103
- Acórdão(s) citado(s): (CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS), FORMA AUTOMÁTICA, RENOVAÇÃO, CERTIFICADO) RE 909718 AgR-segundo (2ªT), RE 1073453 AgR (1ªT), RE 994739 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 11/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1023267
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00062 PAR-00003 PAR-00011 ART-00195 \n PAR-00007\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED MPR-000446 ANO-2008\n ART-00037\n MEDIDA PROVISÓRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1023267 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO ADV.(A/S) : IVO DE LEMOS TAVARES AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) : JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO ADV.(A/S) :IVO DE LEMOS TAVARES AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) :JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. EXAME JUDICIAL DOS PRESSUPOSTOS DE URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. EXCEPCIONALIDADE. APENAS EM CASO DE NOTÓRIO ABUSO DE PODER. PRECEDENTES. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DO CEBAS E VALIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS SOB O AMPARO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM QUESTÃO. OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ABALA AS RAZÕES DE DECIDIR. MANUTENÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/05 a 06/06/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AB2-1FF3-A5C5-82E8 e senha D475-8BD2-D9E7-3585 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO ADV.(A/S) :IVO DE LEMOS TAVARES AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) :JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES, contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. EXAME JUDICIAL DOS PRESSUPOSTOS DE URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. EXCEPCIONALIDADE. APENAS EM CASO DE NOTÓRIO ABUSO DE PODER. PRECEDENTES. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DO CEBAS E VALIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS SOB O AMPARO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM QUESTÃO. OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C833-0268-10A3-8DC4 e senha F1A8-7E02-9851-063F Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) :CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO ADV.(A/S) :IVO DE LEMOS TAVARES AGDO.(A/S) :HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) :JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por LUIZ CLÁUDIO DE LEMOS TAVARES, contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO POPULAR. CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CEBAS). MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. EXAME JUDICIAL DOS PRESSUPOSTOS DE URGÊNCIA E RELEVÂNCIA. EXCEPCIONALIDADE. APENAS EM CASO DE NOTÓRIO ABUSO DE PODER. PRECEDENTES. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DO CEBAS E VALIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS SOB O AMPARO DA MEDIDA PROVISÓRIA EM QUESTÃO. OFENSA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NO JUÍZO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO DESPROVIDO.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C833-0268-10A3-8DC4 e senha F1A8-7E02-9851-063F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 1023267 AGR / RS Inconformada com a decisão supra, a parte agravante reitera sua argumentação pela inconstitucionalidade formal e material dos artigos 37, 38 e 39 da Medida Provisória 446/2008, bem como sustenta que “A Rejeição de medida provisória por inconstitucionalidade, sem decreto legislativo que reconheça necessidade de conservar sua aplicabilidade às relações jurídicas que nela se sustentem como forma de assegurar interesses constitucionais relevantes, implica perda de sua eficácia desde a edição e, por conseguinte, nulidade dos atos que com base nela hajam sido praticados. Portanto, deve ser declarada a inconstitucionalidade dos arts. 37 a 39 da Medida Provisória 446/08 e fulminadas todas as outorgas de certificação de entidade beneficente de assistência (CEBAS) deferidas com base neles” (Grifos no original) (Doc. 9) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C833-0268-10A3-8DC4 e senha F1A8-7E02-9851-063F Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1023267 AGR / RS Inconformada com a decisão supra, a parte agravante reitera sua argumentação pela inconstitucionalidade formal e material dos artigos 37, 38 e 39 da Medida Provisória 446/2008, bem como sustenta que “A Rejeição de medida provisória por inconstitucionalidade, sem decreto legislativo que reconheça necessidade de conservar sua aplicabilidade às relações jurídicas que nela se sustentem como forma de assegurar interesses constitucionais relevantes, implica perda de sua eficácia desde a edição e, por conseguinte, nulidade dos atos que com base nela hajam sido praticados. Portanto, deve ser declarada a inconstitucionalidade dos arts. 37 a 39 da Medida Provisória 446/08 e fulminadas todas as outorgas de certificação de entidade beneficente de assistência (CEBAS) deferidas com base neles” (Grifos no original) (Doc. 9) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C833-0268-10A3-8DC4 e senha F1A8-7E02-9851-063F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhuma alegação capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, esta Suprema Corte, ao examinar casos análogos, tem refutado a tese da invalidade do artigo 37 da Medida Provisória 446/2008, ao concluir que não cabe, em regra, ao Judiciário o exame dos requisitos de relevância e urgência de medida provisória nem se vislumbra má aplicação dos artigos 62, §§ 3... e 11, e 195, § 7..., da Constituição. Nesse sentido, confiram os seguintes julgados: “Segundo agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário e Constitucional. 3. Imunidade tributária. Renovação automática de certificado de entidade beneficente de assistência social CEBAS. 4. Art. 37 da Medida Provisória 446/2008. Suposta inconstitucionalidade formal e material. Ausência de abuso do poder discricionário. 5. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 909.718-AgR-segundo, rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9/4/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DE CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL -- CEBAS. MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. EXAME PELO PODER JUDICIÁRIO APENAS EM CARÁTER EXCEPCIONAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BD-B677-92FA-12A0 e senha C59B-7FC8-F03A-BF2D Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhuma alegação capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, esta Suprema Corte, ao examinar casos análogos, tem refutado a tese da invalidade do artigo 37 da Medida Provisória 446/2008, ao concluir que não cabe, em regra, ao Judiciário o exame dos requisitos de relevância e urgência de medida provisória nem se vislumbra má aplicação dos artigos 62, §§ 3... e 11, e 195, § 7..., da Constituição. Nesse sentido, confiram os seguintes julgados: “Segundo agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário e Constitucional. 3. Imunidade tributária. Renovação automática de certificado de entidade beneficente de assistência social CEBAS. 4. Art. 37 da Medida Provisória 446/2008. Suposta inconstitucionalidade formal e material. Ausência de abuso do poder discricionário. 5. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 909.718-AgR-segundo, rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 9/4/2018) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO E CONSTITUCIONAL. RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DE CERTIFICADO DE ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL -- CEBAS. MEDIDA PROVISÓRIA 446/2008. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. EXAME PELO PODER JUDICIÁRIO APENAS EM CARÁTER EXCEPCIONAL. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BD-B677-92FA-12A0 e senha C59B-7FC8-F03A-BF2D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1023267 AGR / RS AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A verificação pelo Poder Judiciário da presença dos requisitos de relevância e urgência para a adoção de medida provisória apenas pode ser realizada em hipóteses excepcionais, nas quais seja constatado evidente abuso do Poder Executivo. II - A concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social -- CEBAS no período de vigência da Medida Provisória 446/2008 não exime a entidade beneficiária de implementar os demais requisitos legais para fruição da imunidade prevista no art. 195, § 7..., da Constituição Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 994.739-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 6/8/2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. ANÁLISE PELO PODER JUDICIÁRIO. CEBAS. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI 8.212/1991. NÃO DEMONSTRAÇÃO. 1. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (Recurso Extraordinário 1.073.453- AgR, rel. min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2018) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BD-B677-92FA-12A0 e senha C59B-7FC8-F03A-BF2D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1023267 AGR / RS AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A verificação pelo Poder Judiciário da presença dos requisitos de relevância e urgência para a adoção de medida provisória apenas pode ser realizada em hipóteses excepcionais, nas quais seja constatado evidente abuso do Poder Executivo. II - A concessão do Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social -- CEBAS no período de vigência da Medida Provisória 446/2008 não exime a entidade beneficiária de implementar os demais requisitos legais para fruição da imunidade prevista no art. 195, § 7..., da Constituição Federal. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 994.739-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 6/8/2018) “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MEDIDA PROVISÓRIA. REQUISITOS DE RELEVÂNCIA E URGÊNCIA. ANÁLISE PELO PODER JUDICIÁRIO. CEBAS. ANULAÇÃO. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 55 DA LEI 8.212/1991. NÃO DEMONSTRAÇÃO. 1. Acórdão recorrido em consonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo Interno a que se nega provimento. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, tendo em vista que não houve fixação de honorários advocatícios nas instâncias de origem.” (Recurso Extraordinário 1.073.453- AgR, rel. min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 1.../8/2018) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 73BD-B677-92FA-12A0 e senha C59B-7FC8-F03A-BF2D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO (0120901/RJ, 0120901/RJ) ADV.(A/S) : IVO DE LEMOS TAVARES (134948/RJ) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) : JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR (01923/A/DF, 132554/RJ, 146428/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C2-0FA5-67E6-5175 e senha E41C-DC00-943A-0815 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.023.267 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LUIZ CLAUDIO DE LEMOS TAVARES ADV.(A/S) : CRISTIANO BARRETTO FIGUEIREDO (0120901/RJ, 0120901/RJ) ADV.(A/S) : IVO DE LEMOS TAVARES (134948/RJ) AGDO.(A/S) : HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRACAS ADV.(A/S) : JOSE REINALDO NOGUEIRA DE OLIVEIRA JUNIOR (01923/A/DF, 132554/RJ, 146428/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C2-0FA5-67E6-5175 e senha E41C-DC00-943A-0815 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 023 . 267", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 023 . 267", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 023 . 267", "Recurso Extraordinário 1023267 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1023267 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 909 . 718 - AgR - segundo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 023 . 267", "Recurso Extraordinário 909 . 718 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 1023267 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 994 . 739 - AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 073 . 453 - AgR", "Recurso Extraordinário 1023267 AGR /", "Recurso Extraordinário 994 . 739 - AgR", "Recurso Extraordinário 1 . 073 . 453 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 023 . 267" ], "LEGISLACAO": [ "MEDIDA PROVISÓRIA 446 / 2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "MEDIDA PROVISÓRIA 446 / 2008", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "MEDIDA PROVISÓRIA 446 / 2008", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) :RICARDO VENDRAMINE CAETANO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.021, § 1°, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam especificadamente os fundamentos da decisão agravada, consoante determina o art. 1.021, § 1°, do Código de Processo Civil. Incidência da Súmula 284/STF. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D66F-FA27-FF38-0F61 e senha E2F4-B18A-F433-E00E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) :RICARDO VENDRAMINE CAETANO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista que as razões do apelo extremo, além de não impugnarem os fundamentos do acórdão recorrido, estavam dissociadas daquilo que foi decidido pelo Tribunal de origem, o que ensejou a aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. Aplicou-se, ainda, o óbice da Súmula 284/STF, uma vez que o recorrente não demonstrou as razões pelas quais caberia o RE com base nas alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal. O agravante reitera os argumentos de mérito consignados no recurso extraordinário e alega ocorrência de “[...] contradição no v. acórdão recorrido e o que se firmou na decisão do Recurso Extraordinário 593.849/MG” (pág. 14 do documento eletrônico 7). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-CEEB-39F1-4B55 e senha 7445-69AA-115E-03CB Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) :RICARDO VENDRAMINE CAETANO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista que as razões do apelo extremo, além de não impugnarem os fundamentos do acórdão recorrido, estavam dissociadas daquilo que foi decidido pelo Tribunal de origem, o que ensejou a aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. Aplicou-se, ainda, o óbice da Súmula 284/STF, uma vez que o recorrente não demonstrou as razões pelas quais caberia o RE com base nas alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal. O agravante reitera os argumentos de mérito consignados no recurso extraordinário e alega ocorrência de “[...] contradição no v. acórdão recorrido e o que se firmou na decisão do Recurso Extraordinário 593.849/MG” (pág. 14 do documento eletrônico 7). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-CEEB-39F1-4B55 e senha 7445-69AA-115E-03CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Isso porque o agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão recorrida, desatendendo, assim, à determinação do art. 1.021, § 1°, do Código de Processo Civil. Com efeito, ao negar seguimento ao recurso, consignei que as razões do apelo extremo, além de não impugnarem os fundamentos do acórdão impugnado, estavam dissociadas daquilo que foi decidido pelo Tribunal de origem, o que ensejou a incidência, no caso, da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, assinalei que o recorrente não demonstrou as razões pelas quais caberia o RE com base na alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal. O agravante, contudo, não refutou especificadamente os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar, nas razões deste agravo interno, os argumentos de mérito suscitados no recurso extraordinário. Evidencia-se, portanto, a deficiência na fundamentação do agravo regimental, o que atrai a incidência da Súmula 284/STF. Nesse sentido, cito julgados do Pleno e de ambas as Turmas deste Tribunal, cujas ementas seguem transcritas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Isso porque o agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão recorrida, desatendendo, assim, à determinação do art. 1.021, § 1°, do Código de Processo Civil. Com efeito, ao negar seguimento ao recurso, consignei que as razões do apelo extremo, além de não impugnarem os fundamentos do acórdão impugnado, estavam dissociadas daquilo que foi decidido pelo Tribunal de origem, o que ensejou a incidência, no caso, da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, assinalei que o recorrente não demonstrou as razões pelas quais caberia o RE com base na alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal. O agravante, contudo, não refutou especificadamente os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar, nas razões deste agravo interno, os argumentos de mérito suscitados no recurso extraordinário. Evidencia-se, portanto, a deficiência na fundamentação do agravo regimental, o que atrai a incidência da Súmula 284/STF. Nesse sentido, cito julgados do Pleno e de ambas as Turmas deste Tribunal, cujas ementas seguem transcritas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1187952 AGR / SP AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II – A questão em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento dos RE 598.365-RG (Tema 181) e ARE 970.082-RG (Tema 902). Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 955.979-AgR/SC, de minha relatoria, Pleno – grifei). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROPAGANDA ELEITORAL NEGATIVA ANTECIPADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284. 1. É inviável o processamento do recurso quando o agravante não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Incidência da Súmula 284 do STF. 2 .Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 923.584-AgR/DF, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma – grifei). “Agravo regimental em petição. Fundamentos da decisão agravada não impugnados nas razões do agravo regimental. Incidência das Súmulas 284 e 287/STF. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Supremo Tribunal Federal ARE 1187952 AGR / SP AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II – A questão em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento dos RE 598.365-RG (Tema 181) e ARE 970.082-RG (Tema 902). Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 955.979-AgR/SC, de minha relatoria, Pleno – grifei). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROPAGANDA ELEITORAL NEGATIVA ANTECIPADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284. 1. É inviável o processamento do recurso quando o agravante não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1º, do RISTF. Incidência da Súmula 284 do STF. 2 .Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 923.584-AgR/DF, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma – grifei). “Agravo regimental em petição. Fundamentos da decisão agravada não impugnados nas razões do agravo regimental. Incidência das Súmulas 284 e 287/STF. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1187952 AGR / SP regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. Incide no caso as Súmulas nºs 284 e 287 da Corte. 2. Agravo regimental do qual não se conhece” (Pet 5.161- AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma – grifei). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Supremo Tribunal Federal ARE 1187952 AGR / SP regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. Incide no caso as Súmulas nºs 284 e 287 da Corte. 2. Agravo regimental do qual não se conhece” (Pet 5.161- AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma – grifei). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) : RICARDO VENDRAMINE CAETANO (25335/DF, 156921/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1A6-CA62-2893-CDEF e senha 6CA1-9631-2CB0-B736 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) : RICARDO VENDRAMINE CAETANO (25335/DF, 156921/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1A6-CA62-2893-CDEF e senha 6CA1-9631-2CB0-B736 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749795362
2019-04-29T00:00:00
2019-05-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.021, § 1°, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam especificadamente os fundamentos da decisão agravada, consoante determina o art. 1.021, § 1°, do Código de Processo Civil. Incidência da Súmula 284/STF. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC.
sjur403464
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇAO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) ARE 923584 AgR (1ªT), ARE 955979 AgR (TP), Pet 5161 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 10/06/2019, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1187952
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00001 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1187952 AgR
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AGTE.(S) : AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) : RICARDO VENDRAMINE CAETANO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) :RICARDO VENDRAMINE CAETANO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.021, § 1..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam especificadamente os fundamentos da decisão agravada, consoante determina o art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil. Incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D66F-FA27-FF38-0F61 e senha E2F4-B18A-F433-E00E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) :RICARDO VENDRAMINE CAETANO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista que as razões do apelo extremo, além de não impugnarem os fundamentos do acórdão recorrido, estavam dissociadas daquilo que foi decidido pelo Tribunal de origem, o que ensejou a aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. Aplicou-se, ainda, o óbice da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal, uma vez que o recorrente não demonstrou as razões pelas quais caberia o Recurso Extraordinário com base nas alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal. O agravante reitera os argumentos de mérito consignados no recurso extraordinário e alega ocorrência de “[...] contradição no v. acórdão recorrido e o que se firmou na decisão do Recurso Extraordinário 593.849/MG” (pág. 14 do documento eletrônico 7). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-CEEB-39F1-4B55 e senha 7445-69AA-115E-03CB Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) :RICARDO VENDRAMINE CAETANO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, tendo em vista que as razões do apelo extremo, além de não impugnarem os fundamentos do acórdão recorrido, estavam dissociadas daquilo que foi decidido pelo Tribunal de origem, o que ensejou a aplicação da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal no caso dos autos. Aplicou-se, ainda, o óbice da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal, uma vez que o recorrente não demonstrou as razões pelas quais caberia o Recurso Extraordinário com base nas alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal. O agravante reitera os argumentos de mérito consignados no recurso extraordinário e alega ocorrência de “[...] contradição no v. acórdão recorrido e o que se firmou na decisão do Recurso Extraordinário 593.849/MG” (pág. 14 do documento eletrônico 7). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74E0-CEEB-39F1-4B55 e senha 7445-69AA-115E-03CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Isso porque o agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão recorrida, desatendendo, assim, à determinação do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil. Com efeito, ao negar seguimento ao recurso, consignei que as razões do apelo extremo, além de não impugnarem os fundamentos do acórdão impugnado, estavam dissociadas daquilo que foi decidido pelo Tribunal de origem, o que ensejou a incidência, no caso, da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, assinalei que o recorrente não demonstrou as razões pelas quais caberia o Recurso Extraordinário com base na alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal. O agravante, contudo, não refutou especificadamente os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar, nas razões deste agravo interno, os argumentos de mérito suscitados no recurso extraordinário. Evidencia-se, portanto, a deficiência na fundamentação do agravo regimental, o que atrai a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito julgados do Pleno e de ambas as Turmas deste Tribunal, cujas ementas seguem transcritas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminados os autos, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma. Isso porque o agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão recorrida, desatendendo, assim, à determinação do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil. Com efeito, ao negar seguimento ao recurso, consignei que as razões do apelo extremo, além de não impugnarem os fundamentos do acórdão impugnado, estavam dissociadas daquilo que foi decidido pelo Tribunal de origem, o que ensejou a incidência, no caso, da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, assinalei que o recorrente não demonstrou as razões pelas quais caberia o Recurso Extraordinário com base na alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal. O agravante, contudo, não refutou especificadamente os fundamentos da decisão agravada, limitando-se a reiterar, nas razões deste agravo interno, os argumentos de mérito suscitados no recurso extraordinário. Evidencia-se, portanto, a deficiência na fundamentação do agravo regimental, o que atrai a incidência da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito julgados do Pleno e de ambas as Turmas deste Tribunal, cujas ementas seguem transcritas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1187952 AGR / SP AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II – A questão em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento dos Recurso Extraordinário 598.365-RG (Tema 181) e ARE 970.082-RG (Tema 902). Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 955.979-AgR/SC, de minha relatoria, Pleno – grifei). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROPAGANDA ELEITORAL NEGATIVA ANTECIPADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284. 1. É inviável o processamento do recurso quando o agravante não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 2 .Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 923.584-AgR/DF, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma – grifei). “Agravo regimental em petição. Fundamentos da decisão agravada não impugnados nas razões do agravo regimental. Incidência das Súmulas 284 e 287/Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Supremo Tribunal Federal ARE 1187952 AGR / SP AGRAVADA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL: ÓBICE INTRANSPONÍVEL AO PROCESSAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – É deficiente a fundamentação do agravo regimental cujas razões não atacam o fundamento da decisão agravada. Incidência da Súmula 284 desta Corte. Precedentes. II – A questão em exame nestes autos teve sua repercussão geral negada por esta Corte no julgamento dos Recurso Extraordinário 598.365-RG (Tema 181) e ARE 970.082-RG (Tema 902). Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327 do RISTF. III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 955.979-AgR/SC, de minha relatoria, Pleno – grifei). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROPAGANDA ELEITORAL NEGATIVA ANTECIPADA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284. 1. É inviável o processamento do recurso quando o agravante não se desincumbe do ônus de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada, não restando preenchido o requisito de admissibilidade recursal previsto no art. 317, § 1..., do RISTF. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 2 .Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 923.584-AgR/DF, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma – grifei). “Agravo regimental em petição. Fundamentos da decisão agravada não impugnados nas razões do agravo regimental. Incidência das Súmulas 284 e 287/Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1187952 AGR / SP regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. Incide no caso as Súmulas ns 284 e 287 da Corte. 2. Agravo regimental do qual não se conhece” (Pet 5.161- AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma – grifei). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Supremo Tribunal Federal ARE 1187952 AGR / SP regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. Incide no caso as Súmulas ns 284 e 287 da Corte. 2. Agravo regimental do qual não se conhece” (Pet 5.161- AgR/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma – grifei). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 97A3-6BDD-436B-8855 e senha 0045-E1A5-11B4-F2C3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) : RICARDO VENDRAMINE CAETANO (25335/DF, 156921/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1A6-CA62-2893-CDEF e senha 6CA1-9631-2CB0-B736 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.187.952 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA ADV.(A/S) : RICARDO VENDRAMINE CAETANO (25335/DF, 156921/SP) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1A6-CA62-2893-CDEF e senha 6CA1-9631-2CB0-B736 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 187 . 952", "SÚMULA 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 593 . 849 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 593 . 849 / MG", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "ARE 970 . 082 - RG", "ARE 955 . 979 - AgR / SC", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 923 . 584 - AgR / DF", "Súmulas 284", "ARE 1187952 AGR / SP", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 desta Corte", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - RG", "ARE 970 . 082 - RG", "ARE 955 . 979 - AgR / SC", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 923 . 584 - AgR / DF", "Súmulas 284", "ARE 1187952 AGR / SP", "Pet 5 . 161 - AgR / GO", "ARE 1187952 AGR / SP", "Pet 5 . 161 - AgR / GO" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . 021 , § 1 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 326 e 327 do RISTF", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "AUTO", "POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SAO MATHEUS BAURU LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AUTO POSTO SAO MATHEUS BAURU LTDA", "SEGUNDA TURMA", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "AUTO", "SAO MATHEUS BAURU LTDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AUTO", "SAO MATHEUS BAURU LTDA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO VENDRAMINE CAETANO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO VENDRAMINE CAETANO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO VENDRAMINE CAETANO", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO VENDRAMINE CAETANO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO VENDRAMINE CAETANO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PETIÇÃO INEPTA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. INVIABILIDADE DO MANDAMUS PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INOVAÇÃO RECURSAL. REITERAÇÃO DAS RAZÕES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A adequada instrução do habeas corpus, ação de rito sumário e de limitado espectro de cognoscibilidade, é ônus do impetrante, sendo imprescindível que o mandamus venha aparelhado com provas documentais pré-constituídas, as quais devem viabilizar o exame das alegações veiculadas no writ. Precedentes: HC 137.315, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/02/2017; e RHC 128.305-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 16/11/2018. 2. In casu, o habeas corpus teve seguimento negado mercê da maneira como foi formalizado o pedido – relato confuso e sem documentos essenciais à compreensão da controvérsia –. 3. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização quando indissociável do reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos de outros tribunais. 4. A irresignação recursal é incompatível com a realização de inovação argumentativa preclusa, ante a ausência de insurgência em momento processual anterior. Precedentes: HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015, RHC 124.715 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 19/05/2015, e AI 518.051- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AD0-3298-CD80-F8D2 e senha 1F54-54F1-5630-18D5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 166543 AGR / SP AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AD0-3298-CD80-F8D2 e senha 1F54-54F1-5630-18D5 Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AD0-3298-CD80-F8D2 e senha 1F54-54F1-5630-18D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por ALESSANDRO ZOVICO SOTANA contra decisão que negou seguimento a habeas corpus impetrado contra ato de Ministro do Superior Tribunal de Justiça assim ementada: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PETIÇÃO INEPTA. DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO.” Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra suposto excesso de prazo no exame do HC nº 461.347. Em razão da maneira como foi formalizado o pedido – relato confuso e sem documentos essenciais à compreensão da controvérsia – a peça inicial foi considerada inepta, mercê de não preencher os requisitos legais do Habeas Corpus previstos no art. 654, § 1º, alíneas a e b, do Código de Processo Penal. Todavia, mesmo diante da ausência de elementos suficientes para ensejar a concessão de medida liminar liberatória, determinou-se a ciência da Defensoria Pública da União para que fossem tomadas as medidas que aquele órgão entendesse cabíveis. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2A1-1943-1B10-0D3E e senha B9AC-CA1B-69F9-F568 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por ALESSANDRO ZOVICO SOTANA contra decisão que negou seguimento a habeas corpus impetrado contra ato de Ministro do Superior Tribunal de Justiça assim ementada: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PETIÇÃO INEPTA. DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO.” Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra suposto excesso de prazo no exame do HC nº 461.347. Em razão da maneira como foi formalizado o pedido – relato confuso e sem documentos essenciais à compreensão da controvérsia – a peça inicial foi considerada inepta, mercê de não preencher os requisitos legais do Habeas Corpus previstos no art. 654, § 1º, alíneas a e b, do Código de Processo Penal. Todavia, mesmo diante da ausência de elementos suficientes para ensejar a concessão de medida liminar liberatória, determinou-se a ciência da Defensoria Pública da União para que fossem tomadas as medidas que aquele órgão entendesse cabíveis. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2A1-1943-1B10-0D3E e senha B9AC-CA1B-69F9-F568 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 166543 AGR / SP Sobreveio o presente recurso no qual se afirma que “a interposição do recurso ora ventilado nos diz respeito à não aplicação do art. 69, § 3º do RISTF com relação à prevenção” alega que “data-venia", V. Excia, não tinha competência para o proferimento do despacho já que a prevenção seria do Min. Marco Aurelio pelo H.C. nº 161.763 S/P distribuidos anieriormente ao eminente ministro” (sic). Ao final, requer o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2A1-1943-1B10-0D3E e senha B9AC-CA1B-69F9-F568 Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP Sobreveio o presente recurso no qual se afirma que “a interposição do recurso ora ventilado nos diz respeito à não aplicação do art. 69, § 3º do RISTF com relação à prevenção” alega que “data-venia", V. Excia, não tinha competência para o proferimento do despacho já que a prevenção seria do Min. Marco Aurelio pelo H.C. nº 161.763 S/P distribuidos anieriormente ao eminente ministro” (sic). Ao final, requer o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2A1-1943-1B10-0D3E e senha B9AC-CA1B-69F9-F568 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que a parte recorrente se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre a inviabilidade do exame da pretensão mercê de sua instrução deficiente, não se impugnou fundamento da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que a parte recorrente se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre a inviabilidade do exame da pretensão mercê de sua instrução deficiente, não se impugnou fundamento da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016) De outro lado, consoante estabelecido na decisão impugnada, ante a inépcia do pedido, sequer se mostrou viável o exame da pretensão veiculada no writ. Ademais, cabe referir precedentes desta Corte no sentido da imprescindibilidade de prévia instrução do processo de habeas corpus com elementos que comprovem as alegações veiculadas no mandamus, porquanto se cuida de ação de rito sumaríssimo, o qual é incompatível com dilação probatória. Nessa linha, in verbis: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. INOBSERVÂNCIA DE PRESSUPOSTO INDISPENSÁVEL AO CONHECIMENTO DO WRIT. PRECEDENTES. PROGRESSÃO DE REGIME. EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 26. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REQUISITO SUBJETIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. JURISPRUDÊNCIA DO STF. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADA A ORDEM. I – Constitui ônus processual do impetrante do habeas corpus produzir elementos documentais consistentes e pré-constituídos, destinados a comprovar as alegações veiculadas no writ, o qual possui rito sumaríssimo e não comporta, portanto, maior dilação probatória. II – No habeas corpus, assim como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016) De outro lado, consoante estabelecido na decisão impugnada, ante a inépcia do pedido, sequer se mostrou viável o exame da pretensão veiculada no writ. Ademais, cabe referir precedentes desta Corte no sentido da imprescindibilidade de prévia instrução do processo de habeas corpus com elementos que comprovem as alegações veiculadas no mandamus, porquanto se cuida de ação de rito sumaríssimo, o qual é incompatível com dilação probatória. Nessa linha, in verbis: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. INOBSERVÂNCIA DE PRESSUPOSTO INDISPENSÁVEL AO CONHECIMENTO DO WRIT. PRECEDENTES. PROGRESSÃO DE REGIME. EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 26. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REQUISITO SUBJETIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. JURISPRUDÊNCIA DO STF. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADA A ORDEM. I – Constitui ônus processual do impetrante do habeas corpus produzir elementos documentais consistentes e pré-constituídos, destinados a comprovar as alegações veiculadas no writ, o qual possui rito sumaríssimo e não comporta, portanto, maior dilação probatória. II – No habeas corpus, assim como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP no mandado de segurança, hão de ser apresentadas provas pré- constituídas do constrangimento ilegal imposto ao paciente. Não cabe ao magistrado proceder à regular instrução do processo, a não ser que, da leitura da documentação juntada com a impetração, resulte dúvida fundada, a justificar a realização de diligência. Precedentes. III – Prevalece nesta Corte o entendimento no sentido de que a alteração do artigo 112 da LEP pela Lei 10.792/2003 não vedou a realização do exame criminológico, quando necessário para a avaliação do sentenciado, tampouco proibiu a sua utilização para a formação do convencimento do magistrado sobre o direito de promoção para regime mais brando. IV – O entendimento deste Supremo Tribunal Federal, consubstanciado na Súmula Vinculante 26, é de que, “para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2.º da Lei n.º 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização do exame criminológico”. V – No caso dos autos, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo está em consonância com a jurisprudência desta Corte, pois ao concluir pela necessidade de realização do exame criminológico apresentou fundamentação idônea. VI – A análise quanto ao preenchimento ou não do requisito subjetivo previsto no art. 112 da LEP demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em habeas corpus. VII – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegada a ordem.” (HC 137.315, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/02/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. NULIDADE PROCESSUAL. PREJUÍZO. DEMONSTRAÇÃO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE. PRECLUSÃO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal que exige a demonstração de efetivo prejuízo para a decretação de nulidade processual, seja ela absoluta ou relativa (HC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP no mandado de segurança, hão de ser apresentadas provas pré- constituídas do constrangimento ilegal imposto ao paciente. Não cabe ao magistrado proceder à regular instrução do processo, a não ser que, da leitura da documentação juntada com a impetração, resulte dúvida fundada, a justificar a realização de diligência. Precedentes. III – Prevalece nesta Corte o entendimento no sentido de que a alteração do artigo 112 da LEP pela Lei 10.792/2003 não vedou a realização do exame criminológico, quando necessário para a avaliação do sentenciado, tampouco proibiu a sua utilização para a formação do convencimento do magistrado sobre o direito de promoção para regime mais brando. IV – O entendimento deste Supremo Tribunal Federal, consubstanciado na Súmula Vinculante 26, é de que, “para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2.º da Lei n.º 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização do exame criminológico”. V – No caso dos autos, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo está em consonância com a jurisprudência desta Corte, pois ao concluir pela necessidade de realização do exame criminológico apresentou fundamentação idônea. VI – A análise quanto ao preenchimento ou não do requisito subjetivo previsto no art. 112 da LEP demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em habeas corpus. VII – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegada a ordem.” (HC 137.315, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/02/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. NULIDADE PROCESSUAL. PREJUÍZO. DEMONSTRAÇÃO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE. PRECLUSÃO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal que exige a demonstração de efetivo prejuízo para a decretação de nulidade processual, seja ela absoluta ou relativa (HC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP 107.769/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.11.2011). 2. Os registros constantes da ata de julgamento da sessão do Tribunal do Júri e o contexto probatório dos autos, tal como tidos por comprovados os fatos pelas instâncias ordinárias, apontam para a inexistência de prejuízo à defesa. 3. Não estando a matéria controvertida alicerçada em prova pré-constituída, inviável o conhecimento da tese na estreita via processual do habeas corpus. Precedente: HC 137.315, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe-028 de 13.2.2017. 4. As nulidades ocorridas na sessão do tribunal do Júri devem ser arguidas logo depois que ocorrerem, nos termos do artigo 571, inciso VIII, do CPP. Não havendo registro em ata da objeção da defesa quanto aos quesitos formulados, opera-se a preclusão da matéria (HC 96.469/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 13.8.2009). 5. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RHC 128.305-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 16/11/2018) Noutro giro, quanto aos argumentos de cunho extrajurídico trazidos no bojo do recurso, verifico que não se relacionam a eventual constrição do direito de ir e vir do paciente. Quanto a esse ponto, esclareço que o objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), conforme entendimento pacificado neste Tribunal: “HABEAS CORPUS – OBJETO. O habeas corpus visa preservar a liberdade de ir e vir do cidadão.” (HC 107.367-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 16/04/2018) “HABEAS CORPUS. PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PRÓPRIO. ART. 28 DA LEI 11.343/2006. AUSÊNCIA DE PREVISÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. IMPOSSIBILIDADE DE AMEAÇA À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. 1. Imputada ao paciente a prática da conduta prevista no art. 28 da Lei 11.343/2006 (porte de drogas para consumo pessoal), para a qual não existe previsão de pena privativa de liberdade, está evidenciada a impossibilidade de qualquer ameaça à liberdade de locomoção, de modo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP 107.769/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.11.2011). 2. Os registros constantes da ata de julgamento da sessão do Tribunal do Júri e o contexto probatório dos autos, tal como tidos por comprovados os fatos pelas instâncias ordinárias, apontam para a inexistência de prejuízo à defesa. 3. Não estando a matéria controvertida alicerçada em prova pré-constituída, inviável o conhecimento da tese na estreita via processual do habeas corpus. Precedente: HC 137.315, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe-028 de 13.2.2017. 4. As nulidades ocorridas na sessão do tribunal do Júri devem ser arguidas logo depois que ocorrerem, nos termos do artigo 571, inciso VIII, do CPP. Não havendo registro em ata da objeção da defesa quanto aos quesitos formulados, opera-se a preclusão da matéria (HC 96.469/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 13.8.2009). 5. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RHC 128.305-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 16/11/2018) Noutro giro, quanto aos argumentos de cunho extrajurídico trazidos no bojo do recurso, verifico que não se relacionam a eventual constrição do direito de ir e vir do paciente. Quanto a esse ponto, esclareço que o objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), conforme entendimento pacificado neste Tribunal: “HABEAS CORPUS – OBJETO. O habeas corpus visa preservar a liberdade de ir e vir do cidadão.” (HC 107.367-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 16/04/2018) “HABEAS CORPUS. PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PRÓPRIO. ART. 28 DA LEI 11.343/2006. AUSÊNCIA DE PREVISÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. IMPOSSIBILIDADE DE AMEAÇA À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. 1. Imputada ao paciente a prática da conduta prevista no art. 28 da Lei 11.343/2006 (porte de drogas para consumo pessoal), para a qual não existe previsão de pena privativa de liberdade, está evidenciada a impossibilidade de qualquer ameaça à liberdade de locomoção, de modo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP que é indevida a utilização deste writ. Precedente. 2. Ademais, o Juízo de origem informa que o processo está arquivado, tendo em vista que foi proferida decisão reconhecendo a extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva. 3. Sob qualquer ângulo, não há constrangimento ilegal a ser sanado na via estreita do Habeas Corpus. 4. Habeas Corpus não conhecido.” (HC 127.834, Rel. p/ Acórdão, Min. Alexandre de Moraes, DJe de 19/12/2017) “Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Insurgência contra a suspensão de direitos políticos e a condenação ao pagamento de custas processuais. Inadequação da via eleita. Inexistência de ameaça à liberdade de locomoção. Tráfico de drogas. Artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/2006. Pretendida aplicação, em seu grau máximo, do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. Descabimento. Redução de metade justificada pela natureza e pela quantidade da droga apreendida (50 g de cocaína), bem como pela apreensão do material destinado a sua preparação. Impossibilidade de utilização do habeas corpus para revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova em que se amparou a instância ordinária. Precedentes. Habeas corpus do qual se conhece em parte e, nessa extensão, denegado. 1. O habeas corpus é remédio jurídico destinado exclusivamente à tutela da liberdade de locomoção, razão por que descabe, nessa via, analisar questões que não representem ameaça a esse direito, como a suspensão dos direitos políticos ou a condenação ao pagamento das custas processuais. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite, para a aferição do percentual de redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, que a natureza e a quantidade da droga apreendida sejam valoradas negativamente na terceira fase da dosimetria da pena, desde que não sejam consideradas cumulativamente na primeira fase. Precedentes. 3. A instância ordinária, para reduzir apenas de metade a pena imposta ao paciente, por força do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, valorou negativamente a natureza e a quantidade da droga apreendida (50 g de cocaína), bem como a circunstância de terem sido apreendidos em seu poder “materiais utilizados na fabricação dos entorpecentes”, motivação suficiente para obstar a redução no máximo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP que é indevida a utilização deste writ. Precedente. 2. Ademais, o Juízo de origem informa que o processo está arquivado, tendo em vista que foi proferida decisão reconhecendo a extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva. 3. Sob qualquer ângulo, não há constrangimento ilegal a ser sanado na via estreita do Habeas Corpus. 4. Habeas Corpus não conhecido.” (HC 127.834, Rel. p/ Acórdão, Min. Alexandre de Moraes, DJe de 19/12/2017) “Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Insurgência contra a suspensão de direitos políticos e a condenação ao pagamento de custas processuais. Inadequação da via eleita. Inexistência de ameaça à liberdade de locomoção. Tráfico de drogas. Artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/2006. Pretendida aplicação, em seu grau máximo, do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. Descabimento. Redução de metade justificada pela natureza e pela quantidade da droga apreendida (50 g de cocaína), bem como pela apreensão do material destinado a sua preparação. Impossibilidade de utilização do habeas corpus para revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova em que se amparou a instância ordinária. Precedentes. Habeas corpus do qual se conhece em parte e, nessa extensão, denegado. 1. O habeas corpus é remédio jurídico destinado exclusivamente à tutela da liberdade de locomoção, razão por que descabe, nessa via, analisar questões que não representem ameaça a esse direito, como a suspensão dos direitos políticos ou a condenação ao pagamento das custas processuais. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite, para a aferição do percentual de redução da pena previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, que a natureza e a quantidade da droga apreendida sejam valoradas negativamente na terceira fase da dosimetria da pena, desde que não sejam consideradas cumulativamente na primeira fase. Precedentes. 3. A instância ordinária, para reduzir apenas de metade a pena imposta ao paciente, por força do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, valorou negativamente a natureza e a quantidade da droga apreendida (50 g de cocaína), bem como a circunstância de terem sido apreendidos em seu poder “materiais utilizados na fabricação dos entorpecentes”, motivação suficiente para obstar a redução no máximo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP legal. 4. O habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. Precedentes. 5. Habeas corpus do qual se conhece em parte e, nessa extensão, denegado.” (HC 125.991, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 28/04/2015) Por fim, quanto ao argumento de que haveria prevenção, a defesa, em nenhum momento anterior, suscitou a matéria, limitando-se, na petição, a apenas requerer o reconhecimento de um suposto excesso de prazo. Nesse diapasão, tem-se por inviável a apreciação da tese porquanto a questão não foi aduzida em momento anterior, consubstanciando-se, portanto, em inovação recursal. A propósito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO STF. MATÉRIA NÃO ANALISADA DEFINITIVAMENTE NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO CAUTELAR. INDEVIDA INOVAÇÃO RECURSAL. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts. 192 e 317), quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP legal. 4. O habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. Precedentes. 5. Habeas corpus do qual se conhece em parte e, nessa extensão, denegado.” (HC 125.991, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 28/04/2015) Por fim, quanto ao argumento de que haveria prevenção, a defesa, em nenhum momento anterior, suscitou a matéria, limitando-se, na petição, a apenas requerer o reconhecimento de um suposto excesso de prazo. Nesse diapasão, tem-se por inviável a apreciação da tese porquanto a questão não foi aduzida em momento anterior, consubstanciando-se, portanto, em inovação recursal. A propósito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO STF. MATÉRIA NÃO ANALISADA DEFINITIVAMENTE NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO CAUTELAR. INDEVIDA INOVAÇÃO RECURSAL. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts. 192 e 317), quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o STJ, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o STF, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do STF (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Em rigor, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva pelo Tribunal de origem, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se conhece da alegação de excesso de prazo da prisão cautelar. Isso porque tal questão (a) não foi enfrentada nas instâncias antecedentes, dando azo ao óbice da dupla supressão de instância; e (b) só foi suscitada neste agravo regimental, constituindo indevida inovação recursal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFENSOR DATIVO. PRAZO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. Incidência da Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o STJ, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o STF, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do STF (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Em rigor, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva pelo Tribunal de origem, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se conhece da alegação de excesso de prazo da prisão cautelar. Isso porque tal questão (a) não foi enfrentada nas instâncias antecedentes, dando azo ao óbice da dupla supressão de instância; e (b) só foi suscitada neste agravo regimental, constituindo indevida inovação recursal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFENSOR DATIVO. PRAZO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. Incidência da Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. Orientação reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, assentou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade de recurso extraordinário. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o patrocínio por defensor dativo não induz à prerrogativa de prazo em dobro (ARE 784.962- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Inocorrência de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo interno está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 970.397-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/2016) Ex positis, DESPROVEJO o agravo regimental. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. Orientação reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, assentou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade de recurso extraordinário. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o patrocínio por defensor dativo não induz à prerrogativa de prazo em dobro (ARE 784.962- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Inocorrência de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo interno está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 970.397-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/2016) Ex positis, DESPROVEJO o agravo regimental. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C1-D8A2-4A50-BA12 e senha F9CD-0512-AD1C-2789 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C1-D8A2-4A50-BA12 e senha F9CD-0512-AD1C-2789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 168F-53B0-C9E4-8D88 e senha BB47-AFA6-D7F5-F522 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 168F-53B0-C9E4-8D88 e senha BB47-AFA6-D7F5-F522 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749756431
2019-04-29T00:00:00
2019-05-08T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PETIÇÃO INEPTA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. INVIABILIDADE DO MANDAMUS PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INOVAÇÃO RECURSAL. REITERAÇÃO DAS RAZÕES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A adequada instrução do habeas corpus, ação de rito sumário e de limitado espectro de cognoscibilidade, é ônus do impetrante, sendo imprescindível que o mandamus venha aparelhado com provas documentais pré-constituídas, as quais devem viabilizar o exame das alegações veiculadas no writ. Precedentes: HC 137.315, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/02/2017; e RHC 128.305-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 16/11/2018. 2. In casu, o habeas corpus teve seguimento negado mercê da maneira como foi formalizado o pedido – relato confuso e sem documentos essenciais à compreensão da controvérsia –. 3. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização quando indissociável do reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos de outros tribunais. 4. A irresignação recursal é incompatível com a realização de inovação argumentativa preclusa, ante a ausência de insurgência em momento processual anterior. Precedentes: HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015, RHC 124.715 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 19/05/2015, e AI 518.051-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido.
sjur403225
- Acórdão(s) citado(s): (HC, DEFICIÊNCIA, INSTRUÇÃO) HC 137315 (2ªT), RHC 128305 AgR (1ªT). (RECURSO, INOVAÇÃO, ARGUMENTO) AI 518051 AgR (2ªT), RHC 124715 AgR (1ªT), HC 127975 AgR (2ªT), ARE 970397 AgR (1ªT). (HC, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, MODIFICAÇÃO, DECISÃO AGRAVADA) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (HC, IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, DECISÃO AGRAVADA) HC 133602 AgR (2ªT), HC 137749 AgR (1ªT). (HC, LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO) HC 107367 AgR (1ªT), HC 125991 (2ªT), HC 127834 (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 18/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
166543
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00068\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 166543 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PETIÇÃO INEPTA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. ÓBICE AO CONHECIMENTO DO WRIT NESTA CORTE. INVIABILIDADE DO MANDAMUS PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INOVAÇÃO RECURSAL. REITERAÇÃO DAS RAZÕES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A adequada instrução do habeas corpus, ação de rito sumário e de limitado espectro de cognoscibilidade, é ônus do impetrante, sendo imprescindível que o mandamus venha aparelhado com provas documentais pré-constituídas, as quais devem viabilizar o exame das alegações veiculadas no writ. Precedentes: HC 137.315, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/02/2017; e RHC 128.305-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 16/11/2018. 2. In casu, o habeas corpus teve seguimento negado mercê da maneira como foi formalizado o pedido – relato confuso e sem documentos essenciais à compreensão da controvérsia –. 3. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), não cabendo sua utilização quando indissociável do reexame de pressupostos de admissibilidade de recursos de outros tribunais. 4. A irresignação recursal é incompatível com a realização de inovação argumentativa preclusa, ante a ausência de insurgência em momento processual anterior. Precedentes: HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015, RHC 124.715 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 19/05/2015, e AI 518.051- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AD0-3298-CD80-F8D2 e senha 1F54-54F1-5630-18D5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 166543 AGR / SP AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AD0-3298-CD80-F8D2 e senha 1F54-54F1-5630-18D5 Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AD0-3298-CD80-F8D2 e senha 1F54-54F1-5630-18D5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por ALESSANDRO ZOVICO SOTANA contra decisão que negou seguimento a habeas corpus impetrado contra ato de Ministro do Superior Tribunal de Justiça assim ementada: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PETIÇÃO INEPTA. DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO.” Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra suposto excesso de prazo no exame do HC n 461.347. Em razão da maneira como foi formalizado o pedido – relato confuso e sem documentos essenciais à compreensão da controvérsia – a peça inicial foi considerada inepta, mercê de não preencher os requisitos legais do Habeas Corpus previstos no art. 654, § 1..., alíneas a e b, do Código de Processo Penal. Todavia, mesmo diante da ausência de elementos suficientes para ensejar a concessão de medida liminar liberatória, determinou-se a ciência da Defensoria Pública da União para que fossem tomadas as medidas que aquele órgão entendesse cabíveis. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2A1-1943-1B10-0D3E e senha B9AC-CA1B-69F9-F568 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por ALESSANDRO ZOVICO SOTANA contra decisão que negou seguimento a habeas corpus impetrado contra ato de Ministro do Superior Tribunal de Justiça assim ementada: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PETIÇÃO INEPTA. DEFICIÊNCIA NA INSTRUÇÃO.” Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra suposto excesso de prazo no exame do HC n 461.347. Em razão da maneira como foi formalizado o pedido – relato confuso e sem documentos essenciais à compreensão da controvérsia – a peça inicial foi considerada inepta, mercê de não preencher os requisitos legais do Habeas Corpus previstos no art. 654, § 1..., alíneas a e b, do Código de Processo Penal. Todavia, mesmo diante da ausência de elementos suficientes para ensejar a concessão de medida liminar liberatória, determinou-se a ciência da Defensoria Pública da União para que fossem tomadas as medidas que aquele órgão entendesse cabíveis. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2A1-1943-1B10-0D3E e senha B9AC-CA1B-69F9-F568 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 166543 AGR / SP Sobreveio o presente recurso no qual se afirma que “a interposição do recurso ora ventilado nos diz respeito à não aplicação do art. 69, § 3... do RISTF com relação à prevenção” alega que “data-venia", V. Excia, não tinha competência para o proferimento do despacho já que a prevenção seria do Min. Marco Aurelio pelo H.C. n 161.763 S/P distribuidos anieriormente ao eminente ministro” (sic). Ao final, requer o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2A1-1943-1B10-0D3E e senha B9AC-CA1B-69F9-F568 Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP Sobreveio o presente recurso no qual se afirma que “a interposição do recurso ora ventilado nos diz respeito à não aplicação do art. 69, § 3... do RISTF com relação à prevenção” alega que “data-venia", V. Excia, não tinha competência para o proferimento do despacho já que a prevenção seria do Min. Marco Aurelio pelo H.C. n 161.763 S/P distribuidos anieriormente ao eminente ministro” (sic). Ao final, requer o provimento do recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2A1-1943-1B10-0D3E e senha B9AC-CA1B-69F9-F568 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que a parte recorrente se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre a inviabilidade do exame da pretensão mercê de sua instrução deficiente, não se impugnou fundamento da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que a parte recorrente se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre a inviabilidade do exame da pretensão mercê de sua instrução deficiente, não se impugnou fundamento da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016) De outro lado, consoante estabelecido na decisão impugnada, ante a inépcia do pedido, sequer se mostrou viável o exame da pretensão veiculada no writ. Ademais, cabe referir precedentes desta Corte no sentido da imprescindibilidade de prévia instrução do processo de habeas corpus com elementos que comprovem as alegações veiculadas no mandamus, porquanto se cuida de ação de rito sumaríssimo, o qual é incompatível com dilação probatória. Nessa linha, in verbis: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. INOBSERVÂNCIA DE PRESSUPOSTO INDISPENSÁVEL AO CONHECIMENTO DO WRIT. PRECEDENTES. PROGRESSÃO DE REGIME. EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 26. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REQUISITO SUBJETIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADA A ORDEM. I – Constitui ônus processual do impetrante do habeas corpus produzir elementos documentais consistentes e pré-constituídos, destinados a comprovar as alegações veiculadas no writ, o qual possui rito sumaríssimo e não comporta, portanto, maior dilação probatória. II – No habeas corpus, assim como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016) De outro lado, consoante estabelecido na decisão impugnada, ante a inépcia do pedido, sequer se mostrou viável o exame da pretensão veiculada no writ. Ademais, cabe referir precedentes desta Corte no sentido da imprescindibilidade de prévia instrução do processo de habeas corpus com elementos que comprovem as alegações veiculadas no mandamus, porquanto se cuida de ação de rito sumaríssimo, o qual é incompatível com dilação probatória. Nessa linha, in verbis: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. INOBSERVÂNCIA DE PRESSUPOSTO INDISPENSÁVEL AO CONHECIMENTO DO WRIT. PRECEDENTES. PROGRESSÃO DE REGIME. EXAME CRIMINOLÓGICO. POSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 26. DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REQUISITO SUBJETIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. VEDAÇÃO. JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADA A ORDEM. I – Constitui ônus processual do impetrante do habeas corpus produzir elementos documentais consistentes e pré-constituídos, destinados a comprovar as alegações veiculadas no writ, o qual possui rito sumaríssimo e não comporta, portanto, maior dilação probatória. II – No habeas corpus, assim como 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP no mandado de segurança, hão de ser apresentadas provas pré- constituídas do constrangimento ilegal imposto ao paciente. Não cabe ao magistrado proceder à regular instrução do processo, a não ser que, da leitura da documentação juntada com a impetração, resulte dúvida fundada, a justificar a realização de diligência. Precedentes. III – Prevalece nesta Corte o entendimento no sentido de que a alteração do artigo 112 da LEP pela Lei 10.792/2003 não vedou a realização do exame criminológico, quando necessário para a avaliação do sentenciado, tampouco proibiu a sua utilização para a formação do convencimento do magistrado sobre o direito de promoção para regime mais brando. IV – O entendimento deste Supremo Tribunal Federal, consubstanciado na Súmula Vinculante 26, é de que, “para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2. da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização do exame criminológico”. V – No caso dos autos, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo está em consonância com a jurisprudência desta Corte, pois ao concluir pela necessidade de realização do exame criminológico apresentou fundamentação idônea. VI – A análise quanto ao preenchimento ou não do requisito subjetivo previsto no art. 112 da LEP demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em habeas corpus. VII – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegada a ordem.” (HC 137.315, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/02/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. NULIDADE PROCESSUAL. PREJUÍZO. DEMONSTRAÇÃO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE. PRECLUSÃO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal que exige a demonstração de efetivo prejuízo para a decretação de nulidade processual, seja ela absoluta ou relativa (HC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP no mandado de segurança, hão de ser apresentadas provas pré- constituídas do constrangimento ilegal imposto ao paciente. Não cabe ao magistrado proceder à regular instrução do processo, a não ser que, da leitura da documentação juntada com a impetração, resulte dúvida fundada, a justificar a realização de diligência. Precedentes. III – Prevalece nesta Corte o entendimento no sentido de que a alteração do artigo 112 da LEP pela Lei 10.792/2003 não vedou a realização do exame criminológico, quando necessário para a avaliação do sentenciado, tampouco proibiu a sua utilização para a formação do convencimento do magistrado sobre o direito de promoção para regime mais brando. IV – O entendimento deste Supremo Tribunal Federal, consubstanciado na Súmula Vinculante 26, é de que, “para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo ou equiparado, o juízo da execução observará a inconstitucionalidade do art. 2. da Lei n. 8.072, de 25 de julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal fim, de modo fundamentado, a realização do exame criminológico”. V – No caso dos autos, o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo está em consonância com a jurisprudência desta Corte, pois ao concluir pela necessidade de realização do exame criminológico apresentou fundamentação idônea. VI – A análise quanto ao preenchimento ou não do requisito subjetivo previsto no art. 112 da LEP demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em habeas corpus. VII – Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegada a ordem.” (HC 137.315, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 13/02/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. TRIBUNAL DO JÚRI. NULIDADE PROCESSUAL. PREJUÍZO. DEMONSTRAÇÃO. PROVA PRÉ-CONSTITUÍDA. NECESSIDADE. PRECLUSÃO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal que exige a demonstração de efetivo prejuízo para a decretação de nulidade processual, seja ela absoluta ou relativa (HC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP 107.769/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.11.2011). 2. Os registros constantes da ata de julgamento da sessão do Tribunal do Júri e o contexto probatório dos autos, tal como tidos por comprovados os fatos pelas instâncias ordinárias, apontam para a inexistência de prejuízo à defesa. 3. Não estando a matéria controvertida alicerçada em prova pré-constituída, inviável o conhecimento da tese na estreita via processual do habeas corpus. Precedente: HC 137.315, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe-028 de 13.2.2017. 4. As nulidades ocorridas na sessão do tribunal do Júri devem ser arguidas logo depois que ocorrerem, nos termos do artigo 571, inciso VIII, do CPP. Não havendo registro em ata da objeção da defesa quanto aos quesitos formulados, opera-se a preclusão da matéria (HC 96.469/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 13.8.2009). 5. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RHC 128.305-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 16/11/2018) Noutro giro, quanto aos argumentos de cunho extrajurídico trazidos no bojo do recurso, verifico que não se relacionam a eventual constrição do direito de ir e vir do paciente. Quanto a esse ponto, esclareço que o objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), conforme entendimento pacificado neste Tribunal: “HABEAS CORPUS – OBJETO. O habeas corpus visa preservar a liberdade de ir e vir do cidadão.” (HC 107.367-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 16/04/2018) “HABEAS CORPUS. PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PRÓPRIO. ART. 28 DA LEI 11.343/2006. AUSÊNCIA DE PREVISÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. IMPOSSIBILIDADE DE AMEAÇA À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. 1. Imputada ao paciente a prática da conduta prevista no art. 28 da Lei 11.343/2006 (porte de drogas para consumo pessoal), para a qual não existe previsão de pena privativa de liberdade, está evidenciada a impossibilidade de qualquer ameaça à liberdade de locomoção, de modo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP 107.769/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.11.2011). 2. Os registros constantes da ata de julgamento da sessão do Tribunal do Júri e o contexto probatório dos autos, tal como tidos por comprovados os fatos pelas instâncias ordinárias, apontam para a inexistência de prejuízo à defesa. 3. Não estando a matéria controvertida alicerçada em prova pré-constituída, inviável o conhecimento da tese na estreita via processual do habeas corpus. Precedente: HC 137.315, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe-028 de 13.2.2017. 4. As nulidades ocorridas na sessão do tribunal do Júri devem ser arguidas logo depois que ocorrerem, nos termos do artigo 571, inciso VIII, do CPP. Não havendo registro em ata da objeção da defesa quanto aos quesitos formulados, opera-se a preclusão da matéria (HC 96.469/RJ, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 13.8.2009). 5. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RHC 128.305-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 16/11/2018) Noutro giro, quanto aos argumentos de cunho extrajurídico trazidos no bojo do recurso, verifico que não se relacionam a eventual constrição do direito de ir e vir do paciente. Quanto a esse ponto, esclareço que o objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), conforme entendimento pacificado neste Tribunal: “HABEAS CORPUS – OBJETO. O habeas corpus visa preservar a liberdade de ir e vir do cidadão.” (HC 107.367-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 16/04/2018) “HABEAS CORPUS. PORTE DE DROGAS PARA CONSUMO PRÓPRIO. ART. 28 DA LEI 11.343/2006. AUSÊNCIA DE PREVISÃO DE PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. IMPOSSIBILIDADE DE AMEAÇA À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. 1. Imputada ao paciente a prática da conduta prevista no art. 28 da Lei 11.343/2006 (porte de drogas para consumo pessoal), para a qual não existe previsão de pena privativa de liberdade, está evidenciada a impossibilidade de qualquer ameaça à liberdade de locomoção, de modo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP que é indevida a utilização deste writ. Precedente. 2. Ademais, o Juízo de origem informa que o processo está arquivado, tendo em vista que foi proferida decisão reconhecendo a extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva. 3. Sob qualquer ângulo, não há constrangimento ilegal a ser sanado na via estreita do Habeas Corpus. 4. Habeas Corpus não conhecido.” (HC 127.834, Rel. p/ Acórdão, Min. Alexandre de Moraes, DJe de 19/12/2017) “Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Insurgência contra a suspensão de direitos políticos e a condenação ao pagamento de custas processuais. Inadequação da via eleita. Inexistência de ameaça à liberdade de locomoção. Tráfico de drogas. Artigo 33, caput, da Lei n 11.343/2006. Pretendida aplicação, em seu grau máximo, do redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Descabimento. Redução de metade justificada pela natureza e pela quantidade da droga apreendida (50 g de cocaína), bem como pela apreensão do material destinado a sua preparação. Impossibilidade de utilização do habeas corpus para revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova em que se amparou a instância ordinária. Precedentes. Habeas corpus do qual se conhece em parte e, nessa extensão, denegado. 1. O habeas corpus é remédio jurídico destinado exclusivamente à tutela da liberdade de locomoção, razão por que descabe, nessa via, analisar questões que não representem ameaça a esse direito, como a suspensão dos direitos políticos ou a condenação ao pagamento das custas processuais. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite, para a aferição do percentual de redução da pena previsto no art. 33, § 4..., da Lei de Drogas, que a natureza e a quantidade da droga apreendida sejam valoradas negativamente na terceira fase da dosimetria da pena, desde que não sejam consideradas cumulativamente na primeira fase. Precedentes. 3. A instância ordinária, para reduzir apenas de metade a pena imposta ao paciente, por força do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, valorou negativamente a natureza e a quantidade da droga apreendida (50 g de cocaína), bem como a circunstância de terem sido apreendidos em seu poder “materiais utilizados na fabricação dos entorpecentes”, motivação suficiente para obstar a redução no máximo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP que é indevida a utilização deste writ. Precedente. 2. Ademais, o Juízo de origem informa que o processo está arquivado, tendo em vista que foi proferida decisão reconhecendo a extinção da punibilidade em razão da prescrição da pretensão punitiva. 3. Sob qualquer ângulo, não há constrangimento ilegal a ser sanado na via estreita do Habeas Corpus. 4. Habeas Corpus não conhecido.” (HC 127.834, Rel. p/ Acórdão, Min. Alexandre de Moraes, DJe de 19/12/2017) “Habeas corpus. Penal e Processual Penal. Insurgência contra a suspensão de direitos políticos e a condenação ao pagamento de custas processuais. Inadequação da via eleita. Inexistência de ameaça à liberdade de locomoção. Tráfico de drogas. Artigo 33, caput, da Lei n 11.343/2006. Pretendida aplicação, em seu grau máximo, do redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Descabimento. Redução de metade justificada pela natureza e pela quantidade da droga apreendida (50 g de cocaína), bem como pela apreensão do material destinado a sua preparação. Impossibilidade de utilização do habeas corpus para revolver o contexto fático-probatório e glosar os elementos de prova em que se amparou a instância ordinária. Precedentes. Habeas corpus do qual se conhece em parte e, nessa extensão, denegado. 1. O habeas corpus é remédio jurídico destinado exclusivamente à tutela da liberdade de locomoção, razão por que descabe, nessa via, analisar questões que não representem ameaça a esse direito, como a suspensão dos direitos políticos ou a condenação ao pagamento das custas processuais. Precedentes. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite, para a aferição do percentual de redução da pena previsto no art. 33, § 4..., da Lei de Drogas, que a natureza e a quantidade da droga apreendida sejam valoradas negativamente na terceira fase da dosimetria da pena, desde que não sejam consideradas cumulativamente na primeira fase. Precedentes. 3. A instância ordinária, para reduzir apenas de metade a pena imposta ao paciente, por força do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, valorou negativamente a natureza e a quantidade da droga apreendida (50 g de cocaína), bem como a circunstância de terem sido apreendidos em seu poder “materiais utilizados na fabricação dos entorpecentes”, motivação suficiente para obstar a redução no máximo 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP legal. 4. O habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. Precedentes. 5. Habeas corpus do qual se conhece em parte e, nessa extensão, denegado.” (HC 125.991, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 28/04/2015) Por fim, quanto ao argumento de que haveria prevenção, a defesa, em nenhum momento anterior, suscitou a matéria, limitando-se, na petição, a apenas requerer o reconhecimento de um suposto excesso de prazo. Nesse diapasão, tem-se por inviável a apreciação da tese porquanto a questão não foi aduzida em momento anterior, consubstanciando-se, portanto, em inovação recursal. A propósito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA NÃO ANALISADA DEFINITIVAMENTE NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO CAUTELAR. INDEVIDA INOVAÇÃO RECURSAL. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts. 192 e 317), quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP legal. 4. O habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. Precedentes. 5. Habeas corpus do qual se conhece em parte e, nessa extensão, denegado.” (HC 125.991, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 28/04/2015) Por fim, quanto ao argumento de que haveria prevenção, a defesa, em nenhum momento anterior, suscitou a matéria, limitando-se, na petição, a apenas requerer o reconhecimento de um suposto excesso de prazo. Nesse diapasão, tem-se por inviável a apreciação da tese porquanto a questão não foi aduzida em momento anterior, consubstanciando-se, portanto, em inovação recursal. A propósito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA NÃO ANALISADA DEFINITIVAMENTE NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO CAUTELAR. INDEVIDA INOVAÇÃO RECURSAL. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts. 192 e 317), quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Em rigor, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva pelo Tribunal de origem, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se conhece da alegação de excesso de prazo da prisão cautelar. Isso porque tal questão (a) não foi enfrentada nas instâncias antecedentes, dando azo ao óbice da dupla supressão de instância; e (b) só foi suscitada neste agravo regimental, constituindo indevida inovação recursal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFENSOR DATIVO. PRAZO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. Incidência da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Em rigor, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva pelo Tribunal de origem, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se conhece da alegação de excesso de prazo da prisão cautelar. Isso porque tal questão (a) não foi enfrentada nas instâncias antecedentes, dando azo ao óbice da dupla supressão de instância; e (b) só foi suscitada neste agravo regimental, constituindo indevida inovação recursal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFENSOR DATIVO. PRAZO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. Incidência da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 166543 AGR / SP com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. Orientação reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, assentou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade de recurso extraordinário. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o patrocínio por defensor dativo não induz à prerrogativa de prazo em dobro (ARE 784.962- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Inocorrência de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo interno está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 970.397-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/2016) Ex positis, DESPROVEJO o agravo regimental. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Supremo Tribunal Federal HC 166543 AGR / SP com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. Orientação reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, assentou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade de recurso extraordinário. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o patrocínio por defensor dativo não induz à prerrogativa de prazo em dobro (ARE 784.962- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Inocorrência de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo interno está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 970.397-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/2016) Ex positis, DESPROVEJO o agravo regimental. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 811C-0230-3349-6977 e senha 111E-D062-A06C-EE4F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C1-D8A2-4A50-BA12 e senha F9CD-0512-AD1C-2789 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) :ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C1-D8A2-4A50-BA12 e senha F9CD-0512-AD1C-2789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 168F-53B0-C9E4-8D88 e senha BB47-AFA6-D7F5-F522 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 166.543 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA IMPTE.(S) : ALESSANDRO ZOVICO SOTANA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 461.347 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 168F-53B0-C9E4-8D88 e senha BB47-AFA6-D7F5-F522 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 166 . 543", "HC n 461 . 347", "HC 137 . 315", "RHC 128 . 305 - AgR", "HC 127 . 975 AgR", "RHC 124 . 715 AgR", "AI 518 . 051", "HC 166543 AGR / SP AgR", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 166543 AGR / SP AgR", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 166 . 543", "HC n 461 . 347", "HC n 461 . 347", "HABEAS CORPUS 166 . 543 SÃO", "HC n 461 . 347", "HC n 461 . 347", "HC 166543 AGR / SP", "H", ".", "C", "HC 166543 AGR / SP", "H", ".", "C", "HABEAS CORPUS 166 . 543", "HC 137 . 749 - AgR", "HABEAS CORPUS 166 . 543", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 166543 AGR / SP", "HC 133 . 602 - AgR", "HC 166543 AGR / SP", "HC 133 . 602 - AgR", "SÚMULA VINCULANTE 26", "HC 166543 AGR / SP", "HC 137 . 315", "HC 3 Supremo Tribunal Federal", "HC 166543 AGR / SP", "Súmula Vinculante 26", "HC 137 . 315", "HC 3 Supremo Tribunal Federal", "HC 166543 AGR / SP 107 . 769 / PR", "HC 137 . 315", "HC 96 . 469 / RJ", "RHC 128 . 305 -", "AgR", "HC 107 . 367 - AgR", "HC 166543 AGR / SP 107 . 769 / PR", "HC 137 . 315", "HC 96 . 469 / RJ", "RHC 128 . 305 - AgR", "HC 107 . 367 - AgR", "HC 166543 AGR / SP", "HC 127 . 834", "HC 166543 AGR / SP", "HC 127 . 834", "HC 166543 AGR / SP", "HC 125 . 991", "HC 166543 AGR / SP", "HC 125 . 991", "HC 166543 AGR / SP", "HC 118 . 189", "HC 97009", "HC 108718 - AgR", "HC 127 . 975 AgR", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "HC 166543 AGR / SP", "HC 118 . 189", "HC 97009", "HC 108718 - AgR", "HC 127 . 975 AgR", "Súmula 699 /", "HC 166543 AGR / SP", "ARE 639 . 846 - AgR - QO / SP", "ARE 784 . 962 - AgR", "ARE 970 . 397 - AgR", "HC 166543 AGR / SP", "ARE 639 . 846 - AgR - QO / SP", "ARE 784 . 962 - AgR", "ARE 970 . 397 - AgR", "HABEAS CORPUS 166 . 543", "HC n 461 . 347", "HABEAS CORPUS 166 . 543", "HC n 461 . 347", "HABEAS CORPUS 166 . 543", "HC n 461 . 347", "HABEAS CORPUS 166 . 543", "HC n 461 . 347" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 654 , § 1 . . . , alíneas a e b , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 654 , § 1 . . . , alíneas a e b , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 69 , § 3 . . . do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 112 da LEP", "Lei 10 . 792 / 2003", "art . 2 . da Lei n . 8 . 072", "art . 112 da LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 112 da LEP", "Lei 10 . 792 / 2003", "art . 2 . da Lei n . 8 . 072", "art . 112 da LEP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 571 , inciso VIII , do CPP", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "ART . 28 DA LEI 11 . 343 / 2006", "art . 28 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 571 , inciso VIII , do CPP", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "ART . 28 DA LEI 11 . 343 / 2006", "art . 28 da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 33 , caput , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei de Drogas", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 33 , caput , da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei de Drogas", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Regimento do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei 8 . 038 / 1990", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 39 da Lei 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "Marco Aurelio", "Marco Aurelio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "ALESSANDRO ZOVICO SOTANA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "13", "/", "02", "/", "2017", "16", "/", "11", "/", "2018", "03", "/", "08", "/", "2015", "19", "/", "05", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "2", "/", "2006", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "19", "26", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "2", "/", "2006", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "19", "26", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "17", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "17", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "08", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "08", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de julho de 1990", "13", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de julho de 1990", "13", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "11", ".", "2011", "13", ".", "2", ".", "2017", "13", ".", "8", ".", "2009", "16", "/", "11", "/", "2018", "16", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "11", ".", "2011", "13", ".", "2", ".", "2017", "13", ".", "8", ".", "2009", "16", "/", "11", "/", "2018", "16", "/", "04", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "04", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "25", "/", "04", "/", "2013", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "-", "09", "-", "2013", "03", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "25", "/", "04", "/", "2013", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "-", "09", "-", "2013", "03", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) :GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) :DANIEL DE CAMPOS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. DELITO CONTRA A HONRA. ARTS. 139 E 140 DO CÓDIGO PENAL. QUEIXA- CRIME. REJEIÇÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. MANUTENÇÃO DO DECISUM. ERRO MATERIAL. CORREÇÃO. EMBARGOS PARCIALMENTE ACOLHIDOS SEM EFEITOS INFRINGENTES. 1. Os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. 2. Detectado erro material, de rigor a sua correção. Na espécie, existente erro material na ementa do julgado embargado, que indicou tratar-se de “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas”. 3. Embargos de declaração acolhidos exclusivamente para a correção de erro material. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em acolher os embargos de declaração, exclusivamente, para a correção de erro material, nos termos do voto da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C937-3F9F-3B23-3AEA e senha A7B8-E900-C6E0-3C5C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 767790 AGR-ED / SP Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 26 de abril de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C937-3F9F-3B23-3AEA e senha A7B8-E900-C6E0-3C5C Supremo Tribunal Federal RE 767790 AGR-ED / SP Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 26 de abril de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C937-3F9F-3B23-3AEA e senha A7B8-E900-C6E0-3C5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) :GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) :DANIEL DE CAMPOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta Primeira Turma negou provimento ao agravo regimental, opõe embargos de declaração José Roberto Botochio. Com amparo no art. 619 do CPP, assevera contraditório o julgado. O acórdão embargado está assim ementado: “DIREITO PENAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA JUGAMENTO MONOCRÁTICO CONSOANTE O ART. 21, § 1º, DO RISTF. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O caso ora em discussão – alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa em processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas – é de típico julgamento monocrático do recurso, a incidirem as disposições constantes no art. 21, § 1º, do RISTF. Precedentes. 2. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-F0E8-57B5-7098 e senha 780F-1070-F6F7-473B Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) :GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) :DANIEL DE CAMPOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta Primeira Turma negou provimento ao agravo regimental, opõe embargos de declaração José Roberto Botochio. Com amparo no art. 619 do CPP, assevera contraditório o julgado. O acórdão embargado está assim ementado: “DIREITO PENAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA JUGAMENTO MONOCRÁTICO CONSOANTE O ART. 21, § 1º, DO RISTF. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1º, REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O caso ora em discussão – alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa em processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas – é de típico julgamento monocrático do recurso, a incidirem as disposições constantes no art. 21, § 1º, do RISTF. Precedentes. 2. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-F0E8-57B5-7098 e senha 780F-1070-F6F7-473B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório RE 767790 AGR-ED / SP interno, aos fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo interno não conhecido.” Na presente via, a defesa suscita contradição no julgado ao argumento de que, “[...] ao contrário do que ficou assentado na ementa acima transcrita, o caso em tela não versa sobre prática de crime de tráfico de drogas, consoante equivocadamente restou consignado […] A hipótese, muito ao revés, versa ação penal privada (queixa-crime), promovida pelo Agravante em face do Agravado, ante ofensas que este fez publicar em jornal com circulação na comarca de Limeira/SP [...]”. Afirma que, “[...] não sendo o caso vertente relacionado a delito de ‘tráfico de drogas’, impõe-se, então, sanar-se a contradição apontada, que deve ser substituída, para que outra seja proferida, com a determinação de processamento da queixa-crime aforada [...]”. Sustenta amplamente demonstradas as condições de admissibilidade do apelo extremo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-F0E8-57B5-7098 e senha 780F-1070-F6F7-473B Supremo Tribunal Federal RE 767790 AGR-ED / SP interno, aos fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo interno não conhecido.” Na presente via, a defesa suscita contradição no julgado ao argumento de que, “[...] ao contrário do que ficou assentado na ementa acima transcrita, o caso em tela não versa sobre prática de crime de tráfico de drogas, consoante equivocadamente restou consignado […] A hipótese, muito ao revés, versa ação penal privada (queixa-crime), promovida pelo Agravante em face do Agravado, ante ofensas que este fez publicar em jornal com circulação na comarca de Limeira/SP [...]”. Afirma que, “[...] não sendo o caso vertente relacionado a delito de ‘tráfico de drogas’, impõe-se, então, sanar-se a contradição apontada, que deve ser substituída, para que outra seja proferida, com a determinação de processamento da queixa-crime aforada [...]”. Sustenta amplamente demonstradas as condições de admissibilidade do apelo extremo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-F0E8-57B5-7098 e senha 780F-1070-F6F7-473B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Consabido que os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. O embargante indica contradição no acórdão embargado, especialmente quanto à matéria versada no presente recurso. Ao exame dos autos, todavia, não detecto contradição ao feitio legal, enquanto descompasso lógico entre os fundamentos esgrimidos ou entre eles e a decisão, e, sim, erro material, a merecer correção. Na espécie, consignado na ementa do julgado embargado tratar-se de “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas”, quando o correto seria constar “processo criminal em que apurada a prática de delito contra a honra”. Manifesto, pois, o erro material consistente na indicação de que o recurso versa sobre a apuração da prática de crime diverso do tratado nos presentes autos. Ante o exposto, acolho os embargos declaratórios exclusivamente quanto à ocorrência de erro material, para excluir do item 1 da ementa a expressão “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas” e fazer constar, em seu lugar, “processo criminal em que apurada a prática de delito contra a honra”. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E56-F37B-A9B1-3E83 e senha 8829-7755-D396-B517 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Consabido que os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. O embargante indica contradição no acórdão embargado, especialmente quanto à matéria versada no presente recurso. Ao exame dos autos, todavia, não detecto contradição ao feitio legal, enquanto descompasso lógico entre os fundamentos esgrimidos ou entre eles e a decisão, e, sim, erro material, a merecer correção. Na espécie, consignado na ementa do julgado embargado tratar-se de “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas”, quando o correto seria constar “processo criminal em que apurada a prática de delito contra a honra”. Manifesto, pois, o erro material consistente na indicação de que o recurso versa sobre a apuração da prática de crime diverso do tratado nos presentes autos. Ante o exposto, acolho os embargos declaratórios exclusivamente quanto à ocorrência de erro material, para excluir do item 1 da ementa a expressão “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas” e fazer constar, em seu lugar, “processo criminal em que apurada a prática de delito contra a honra”. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E56-F37B-A9B1-3E83 e senha 8829-7755-D396-B517 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) : GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO (123000/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMPOS (94306/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração exclusivamente para a correção de erro material, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F385-AACA-2FF1-104E e senha 652B-FC5C-C554-938C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) : GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO (123000/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMPOS (94306/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração exclusivamente para a correção de erro material, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F385-AACA-2FF1-104E e senha 652B-FC5C-C554-938C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743180
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração exclusivamente para a correção de erro material, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. DELITO CONTRA A HONRA. ARTS. 139 E 140 DO CÓDIGO PENAL. QUEIXA-CRIME. REJEIÇÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. MANUTENÇÃO DO DECISUM. ERRO MATERIAL. CORREÇÃO. EMBARGOS PARCIALMENTE ACOLHIDOS SEM EFEITOS INFRINGENTES. 1. Os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. 2. Detectado erro material, de rigor a sua correção. Na espécie, existente erro material na ementa do julgado embargado, que indicou tratar-se de “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas”. 3. Embargos de declaração acolhidos exclusivamente para a correção de erro material.
sjur403125
Número de páginas: 6. Análise: 04/06/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
767790
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00139 ART-00140\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 767790 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) : GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMPOS
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) :GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) :DANIEL DE CAMPOS EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. DELITO CONTRA A HONRA. ARTS. 139 E 140 DO CÓDIGO PENAL. QUEIXA- CRIME. REJEIÇÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. MANUTENÇÃO DO DECISUM. ERRO MATERIAL. CORREÇÃO. EMBARGOS PARCIALMENTE ACOLHIDOS SEM EFEITOS INFRINGENTES. 1. Os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. 2. Detectado erro material, de rigor a sua correção. Na espécie, existente erro material na ementa do julgado embargado, que indicou tratar-se de “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas”. 3. Embargos de declaração acolhidos exclusivamente para a correção de erro material. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em acolher os embargos de declaração, exclusivamente, para a correção de erro material, nos termos do voto da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C937-3F9F-3B23-3AEA e senha A7B8-E900-C6E0-3C5C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 767790 AGR-ED / SP Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 26 de abril de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C937-3F9F-3B23-3AEA e senha A7B8-E900-C6E0-3C5C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 767790 AGR-ED / SP Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 26 de abril de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C937-3F9F-3B23-3AEA e senha A7B8-E900-C6E0-3C5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) :GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) :DANIEL DE CAMPOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta Primeira Turma negou provimento ao agravo regimental, opõe embargos de declaração José Roberto Botochio. Com amparo no art. 619 do CPP, assevera contraditório o julgado. O acórdão embargado está assim ementado: “DIREITO PENAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA JUGAMENTO MONOCRÁTICO CONSOANTE O ART. 21, § 1..., DO RISTF. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O caso ora em discussão – alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa em processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas – é de típico julgamento monocrático do recurso, a incidirem as disposições constantes no art. 21, § 1..., do RISTF. Precedentes. 2. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-F0E8-57B5-7098 e senha 780F-1070-F6F7-473B Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) :GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) :DANIEL DE CAMPOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta Primeira Turma negou provimento ao agravo regimental, opõe embargos de declaração José Roberto Botochio. Com amparo no art. 619 do CPP, assevera contraditório o julgado. O acórdão embargado está assim ementado: “DIREITO PENAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA JUGAMENTO MONOCRÁTICO CONSOANTE O ART. 21, § 1..., DO RISTF. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. IRREGULARIDADE FORMAL. ART. 317, § 1..., REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O caso ora em discussão – alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa em processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas – é de típico julgamento monocrático do recurso, a incidirem as disposições constantes no art. 21, § 1..., do RISTF. Precedentes. 2. Não preenchimento do requisito de regularidade formal expresso no artigo 317, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Ausência de ataque, nas razões do agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-F0E8-57B5-7098 e senha 780F-1070-F6F7-473B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 767790 AGR-ED / SP interno, aos fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo interno não conhecido.” Na presente via, a defesa suscita contradição no julgado ao argumento de que, “[...] ao contrário do que ficou assentado na ementa acima transcrita, o caso em tela não versa sobre prática de crime de tráfico de drogas, consoante equivocadamente restou consignado […] A hipótese, muito ao revés, versa ação penal privada (queixa-crime), promovida pelo Agravante em face do Agravado, ante ofensas que este fez publicar em jornal com circulação na comarca de Limeira/SP [...]”. Afirma que, “[...] não sendo o caso vertente relacionado a delito de ‘tráfico de drogas’, impõe-se, então, sanar-se a contradição apontada, que deve ser substituída, para que outra seja proferida, com a determinação de processamento da queixa-crime aforada [...]”. Sustenta amplamente demonstradas as condições de admissibilidade do apelo extremo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-F0E8-57B5-7098 e senha 780F-1070-F6F7-473B Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 767790 AGR-ED / SP interno, aos fundamentos da decisão agravada. 3. Agravo interno não conhecido.” Na presente via, a defesa suscita contradição no julgado ao argumento de que, “[...] ao contrário do que ficou assentado na ementa acima transcrita, o caso em tela não versa sobre prática de crime de tráfico de drogas, consoante equivocadamente restou consignado […] A hipótese, muito ao revés, versa ação penal privada (queixa-crime), promovida pelo Agravante em face do Agravado, ante ofensas que este fez publicar em jornal com circulação na comarca de Limeira/SP [...]”. Afirma que, “[...] não sendo o caso vertente relacionado a delito de ‘tráfico de drogas’, impõe-se, então, sanar-se a contradição apontada, que deve ser substituída, para que outra seja proferida, com a determinação de processamento da queixa-crime aforada [...]”. Sustenta amplamente demonstradas as condições de admissibilidade do apelo extremo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4CF7-F0E8-57B5-7098 e senha 780F-1070-F6F7-473B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Consabido que os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. O embargante indica contradição no acórdão embargado, especialmente quanto à matéria versada no presente recurso. Ao exame dos autos, todavia, não detecto contradição ao feitio legal, enquanto descompasso lógico entre os fundamentos esgrimidos ou entre eles e a decisão, e, sim, erro material, a merecer correção. Na espécie, consignado na ementa do julgado embargado tratar-se de “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas”, quando o correto seria constar “processo criminal em que apurada a prática de delito contra a honra”. Manifesto, pois, o erro material consistente na indicação de que o recurso versa sobre a apuração da prática de crime diverso do tratado nos presentes autos. Ante o exposto, acolho os embargos declaratórios exclusivamente quanto à ocorrência de erro material, para excluir do item 1 da ementa a expressão “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas” e fazer constar, em seu lugar, “processo criminal em que apurada a prática de delito contra a honra”. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E56-F37B-A9B1-3E83 e senha 8829-7755-D396-B517 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Consabido que os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. O embargante indica contradição no acórdão embargado, especialmente quanto à matéria versada no presente recurso. Ao exame dos autos, todavia, não detecto contradição ao feitio legal, enquanto descompasso lógico entre os fundamentos esgrimidos ou entre eles e a decisão, e, sim, erro material, a merecer correção. Na espécie, consignado na ementa do julgado embargado tratar-se de “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas”, quando o correto seria constar “processo criminal em que apurada a prática de delito contra a honra”. Manifesto, pois, o erro material consistente na indicação de que o recurso versa sobre a apuração da prática de crime diverso do tratado nos presentes autos. Ante o exposto, acolho os embargos declaratórios exclusivamente quanto à ocorrência de erro material, para excluir do item 1 da ementa a expressão “processo criminal em que apurada a prática do crime de tráfico de drogas” e fazer constar, em seu lugar, “processo criminal em que apurada a prática de delito contra a honra”. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7E56-F37B-A9B1-3E83 e senha 8829-7755-D396-B517 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) : GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO (123000/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMPOS (94306/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração exclusivamente para a correção de erro material, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F385-AACA-2FF1-104E e senha 652B-FC5C-C554-938C Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767.790 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : JOSÉ ROBERTO BATOCHIO ADV.(A/S) : GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO (123000/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE ADV.(A/S) : DANIEL DE CAMPOS (94306/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos de declaração exclusivamente para a correção de erro material, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F385-AACA-2FF1-104E e senha 652B-FC5C-C554-938C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 790", "Recurso Extraordinário 767790 AGR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 767790 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 790", "Recurso Extraordinário 767790 AGR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 767790 AGR - ED / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 790", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 790", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 767 . 790" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS . 139 E 140 DO CÓDIGO PENAL", "art . 619 do Código de Processo Penal", "art . 327 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do CPP", "ART", "Código de Processo Civil / 2015", "artigo 317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do CPP", "Código de Processo Civil / 2015", "artigo 317 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "art . 327 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "art . 327 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "comarca de Limeira / SP", "comarca de Limeira / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JOSÉ ROBERTO BATOCHIO", "GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO", "CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE", "DANIEL DE CAMPOS", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOSÉ ROBERTO BATOCHIO", "GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO", "CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE", "DANIEL DE CAMPOS", "Rosa Weber", "José Roberto Botochio", "ROSA WEBER", "JOSÉ ROBERTO BATOCHIO", "GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO", "CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE", "DANIEL DE CAMPOS", "Rosa Weber", "José Roberto Botochio", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOSÉ ROBERTO BATOCHIO", "GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO", "CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE", "DANIEL DE CAMPOS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "JOSÉ ROBERTO BATOCHIO", "GUILHERME OCTÁVIO BATOCHIO", "CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE", "DANIEL DE CAMPOS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "26 de abril de 2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "26 de abril de 2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. ALEGADA ILEGITIMIDADE ATIVA DO RECLAMANTE. SUPOSTA AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E O PARADIGMA INVOCADO. INOCORRÊNCIA. ALEGADA INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 594.104/MT. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVEU O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do art. 102, I, l, da CF, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3º, da Constituição, incluído pela EC 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. Na hipótese sub examine, a) cuida-se de Reclamação ajuizada por um dos filhos da vítima do crime de homicídio, cujos executores foram absolvidos em acórdão do TJMT reformado por esta Corte no RE 594.104/MT, invocado como paradigma, o que autoriza o reconhecimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 90 Ementa e Acórdão RCL 29621 AGR / MT da legitimidade ativa ao filho da vítima, ainda que não tenha se habilitado como assistente de acusação no curso da ação penal; (b) Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do RE 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica constituída nestes autos, tendo atuado em defesa de um dos filhos da vítima (irmão do Reclamante) e da viúva, ambos habilitados como assistentes de acusação na ação penal de origem; (c) Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente Reclamação, uma vez que este, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que os cinco filhos do vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças à época do assassinato, decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer justiça à morte do pai. 3. (a) A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF apontada como violada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1º/9/2017; (b) Alegação de violação do decisum deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista nova absolvição prolatada pelo TJMT pelos mesmos fundamentos, uma vez que a decisão paradigma, proferida no RE 594.104/MT, que concluiu no sentido de que o TJMT, ao dar provimento à apelação dos acusados de participação na prática do crime de homicídio, incorreu em violação ao princípio da soberania dos veredictos, razão pela qual o Relator concluiu, in verbis: “dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri”; (c) A decisão do RE consignou, ainda, como razão de decidir: “Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT da legitimidade ativa ao filho da vítima, ainda que não tenha se habilitado como assistente de acusação no curso da ação penal; (b) Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do RE 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica constituída nestes autos, tendo atuado em defesa de um dos filhos da vítima (irmão do Reclamante) e da viúva, ambos habilitados como assistentes de acusação na ação penal de origem; (c) Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente Reclamação, uma vez que este, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que os cinco filhos do vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças à época do assassinato, decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer justiça à morte do pai. 3. (a) A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF apontada como violada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1º/9/2017; (b) Alegação de violação do decisum deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista nova absolvição prolatada pelo TJMT pelos mesmos fundamentos, uma vez que a decisão paradigma, proferida no RE 594.104/MT, que concluiu no sentido de que o TJMT, ao dar provimento à apelação dos acusados de participação na prática do crime de homicídio, incorreu em violação ao princípio da soberania dos veredictos, razão pela qual o Relator concluiu, in verbis: “dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri”; (c) A decisão do RE consignou, ainda, como razão de decidir: “Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 90 Ementa e Acórdão RCL 29621 AGR / MT colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF). (d) Insta destacar que a decisão do RE foi mantida, mesmo após múltiplos recursos manejados pela defesa, culminando, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário”, por se considerarem os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, determinando-se o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. (e) Deveras, posteriormente à prolação do acórdão ora reclamado e à decretação do trânsito em julgado, o beneficiário do ato reclamado ajuizou Revisão Criminal perante o TJMT (Revisão Criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000), o qual, novamente, reformou o veredicto do Tribunal do Júri, para absolver os acusados do crime de homicídio, em conclusão assentada unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988; (f) Ressoa, assim, evidente a violação do acórdão Reclamado à decisão desta Corte no RE 594.104/MT, no que concluíra que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF). (d) Insta destacar que a decisão do RE foi mantida, mesmo após múltiplos recursos manejados pela defesa, culminando, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário”, por se considerarem os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, determinando-se o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. (e) Deveras, posteriormente à prolação do acórdão ora reclamado e à decretação do trânsito em julgado, o beneficiário do ato reclamado ajuizou Revisão Criminal perante o TJMT (Revisão Criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000), o qual, novamente, reformou o veredicto do Tribunal do Júri, para absolver os acusados do crime de homicídio, em conclusão assentada unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988; (f) Ressoa, assim, evidente a violação do acórdão Reclamado à decisão desta Corte no RE 594.104/MT, no que concluíra que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 90 Ementa e Acórdão RCL 29621 AGR / MT Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio Brasília, 25 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio Brasília, 25 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 90 Relatório 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Francisco Martins Pereira contra decisão de minha relatoria, que restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2º, IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 594.104/MT. INEXISTÊNCIA DE INCURSÃO DO PARADIGMA INVOCADO NA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA JULGAMENTO DA REVISÃO CRIMINAL. DECISÃO PARADIGMA QUE CONCLUIU VIOLADA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS, NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVE O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. RECLAMAÇÃO QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE, PARA DETERMINAR A REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Francisco Martins Pereira contra decisão de minha relatoria, que restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2º, IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 594.104/MT. INEXISTÊNCIA DE INCURSÃO DO PARADIGMA INVOCADO NA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA JULGAMENTO DA REVISÃO CRIMINAL. DECISÃO PARADIGMA QUE CONCLUIU VIOLADA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS, NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVE O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. RECLAMAÇÃO QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE, PARA DETERMINAR A REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT Segundo a petição inicial, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, na Revisão Criminal 1004478-61.2017.8.11.0000, “por maioria, conheceu do pedido revisional e julgou o seu mérito para absolver o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), ou seja, invadiu e usurpou a competência do Excelso Supremo e, ainda, desrespeitou e desacatou a autoridade do comando decisório do seu julgado, emanado do RE 594.104/MT, e hoje o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira) está livre leve e solto” (sic). A peça preambular aduziu, ainda, que o Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário 594.104/MT, cujo relator originário era o Ministro Eros Grau, sucedido por mim, ”a todo instante analisou o mérito da relação jurídico-processual penal estabelecida no processo e que foi objeto das razões recursais do apelo extraordinário”. Conforme entendeu o reclamante, “o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu-se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso”. Argumentou ser “do Supremo Tribunal Federal a competência para analisar e julgar a revisão criminal quando o seu acórdão, emanado de recurso extraordinário, anula a decisão do Tribunal de Origem para restabelecer, por motivos estritamente jurídicos, a condenação imposta pelo Júri, mas cancelada pelo Tribunal local, interfere e atrai para si (STF) o julgamento da procedência ou não da ação penal que constitui o objeto do pedido revisional”. Asseverou, também, que o “Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve a sua competência exaurida para processar e julgar a revisão criminal a partir do momento que o seu acórdão proveniente da apelação 3.374/2006 foi implicitamente declarado insubsistente pelo Supremo Tribunal Federal, quando deu provimento ao RE 594.104/MT, adentrou no mérito da discussão recursal e restaurou a validade soberana da decisão emanada do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá-MT”. Ao fim, formulou pedido principal nos seguintes termos: “Ante os fatos e fundamentos aqui expostos, IMPÕE-SE, com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Segundo a petição inicial, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, na Revisão Criminal 1004478-61.2017.8.11.0000, “por maioria, conheceu do pedido revisional e julgou o seu mérito para absolver o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), ou seja, invadiu e usurpou a competência do Excelso Supremo e, ainda, desrespeitou e desacatou a autoridade do comando decisório do seu julgado, emanado do RE 594.104/MT, e hoje o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira) está livre leve e solto” (sic). A peça preambular aduziu, ainda, que o Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário 594.104/MT, cujo relator originário era o Ministro Eros Grau, sucedido por mim, ”a todo instante analisou o mérito da relação jurídico-processual penal estabelecida no processo e que foi objeto das razões recursais do apelo extraordinário”. Conforme entendeu o reclamante, “o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu-se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso”. Argumentou ser “do Supremo Tribunal Federal a competência para analisar e julgar a revisão criminal quando o seu acórdão, emanado de recurso extraordinário, anula a decisão do Tribunal de Origem para restabelecer, por motivos estritamente jurídicos, a condenação imposta pelo Júri, mas cancelada pelo Tribunal local, interfere e atrai para si (STF) o julgamento da procedência ou não da ação penal que constitui o objeto do pedido revisional”. Asseverou, também, que o “Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve a sua competência exaurida para processar e julgar a revisão criminal a partir do momento que o seu acórdão proveniente da apelação 3.374/2006 foi implicitamente declarado insubsistente pelo Supremo Tribunal Federal, quando deu provimento ao RE 594.104/MT, adentrou no mérito da discussão recursal e restaurou a validade soberana da decisão emanada do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá-MT”. Ao fim, formulou pedido principal nos seguintes termos: “Ante os fatos e fundamentos aqui expostos, IMPÕE-SE, com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT suporte no artigo 102, inciso I, alínea ‘l’, da Constituição Federal, a incontinente necessidade de garantir e preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e o respeito e a reafirmação da autoridade decisória de seus pronunciamentos jurisdicionais, por isso vem REQUERER À SUPREMA CORTE que: a) Em sede de liminar, determine a imediata suspensão do curso do processo n° (1004478-61.2017.8.11.0000), onde consta o pedido revisional e se hospeda o ato reclamado, que tramita indevidamente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Órgão Ilegítimo para conhecer da matéria, sem prejuízo do prosseguimento, processamento e julgamento de eventual incidente de impedimento do Revisor-Relator, a Sua Excelência o Senhor Des. Paulo da Cunha, no Pleno daquele Sodalício, ex Procurador de Justiça, que atuou na acusação e condenação do réu, executor material, e coautor, José Rezende da Silva, o 'Zé Guia', e agora jurisdiciona, 'sem qualquer remorso', nos autos da revisão criminal como Revisor e signatário do voto condutor que absolveu o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), revigorando os plenos efeitos imanentes do acórdão extraído do RE 594.104/MT, e, assim, expressamente, represtine também os inerentes efeitos do mandado de prisão; b) Seja recebida e processada a presente RECLAMAÇÃO e, ao final, confirmado o pedido liminar de suspensão da Revisão Criminal n° (1004478-61.2017.8.11.0000); c) Seja requisitada as necessárias informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio de um de seus órgãos judiciário, Câmaras Criminais Reunidas, em razão de sua rebeldia para com a competência da Suprema Corte e para com o respeito à autoridade do comando decisório do julgado emanado do RE 594.104/MT; d) Seja ouvida a ilustrada Procuradoria-Geral da República; e) Seja, ainda, julgada procedente a presente reclamação, de modo, a declarar extinta a Revisão Criminal n° (1004478- 61.2017.8.11.0000), indevidamente em curso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Órgão Ilegítimo para tanto, e, por conseguinte, cassar em definitivo a decisão das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que absolveu o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), determinando 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT suporte no artigo 102, inciso I, alínea ‘l’, da Constituição Federal, a incontinente necessidade de garantir e preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e o respeito e a reafirmação da autoridade decisória de seus pronunciamentos jurisdicionais, por isso vem REQUERER À SUPREMA CORTE que: a) Em sede de liminar, determine a imediata suspensão do curso do processo n° (1004478-61.2017.8.11.0000), onde consta o pedido revisional e se hospeda o ato reclamado, que tramita indevidamente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Órgão Ilegítimo para conhecer da matéria, sem prejuízo do prosseguimento, processamento e julgamento de eventual incidente de impedimento do Revisor-Relator, a Sua Excelência o Senhor Des. Paulo da Cunha, no Pleno daquele Sodalício, ex Procurador de Justiça, que atuou na acusação e condenação do réu, executor material, e coautor, José Rezende da Silva, o 'Zé Guia', e agora jurisdiciona, 'sem qualquer remorso', nos autos da revisão criminal como Revisor e signatário do voto condutor que absolveu o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), revigorando os plenos efeitos imanentes do acórdão extraído do RE 594.104/MT, e, assim, expressamente, represtine também os inerentes efeitos do mandado de prisão; b) Seja recebida e processada a presente RECLAMAÇÃO e, ao final, confirmado o pedido liminar de suspensão da Revisão Criminal n° (1004478-61.2017.8.11.0000); c) Seja requisitada as necessárias informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio de um de seus órgãos judiciário, Câmaras Criminais Reunidas, em razão de sua rebeldia para com a competência da Suprema Corte e para com o respeito à autoridade do comando decisório do julgado emanado do RE 594.104/MT; d) Seja ouvida a ilustrada Procuradoria-Geral da República; e) Seja, ainda, julgada procedente a presente reclamação, de modo, a declarar extinta a Revisão Criminal n° (1004478- 61.2017.8.11.0000), indevidamente em curso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Órgão Ilegítimo para tanto, e, por conseguinte, cassar em definitivo a decisão das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que absolveu o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), determinando 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT medidas adequadas à observância de sua jurisdição Suprema, uma vez que invadiu a competência do Supremo Tribunal Federal e desrespeitou e desacatou o comando da autoridade decisória do provimento jurisdicional emanado do RE 594.104/MT (art. 102, inc. I, al. j, da CRFB), referendado pelo Plenário do Excelso PRETÓRIO, nas diversas oportunidades em que examinou os autos, em face da utilização demasiada e protelatória de recursos pelos condenados - EMB.DECL. no AG.REG. nos EMB.DIV. nos EMB.DECL. no AG.REG. no AG.REG. no RE 594.104/MT; f) Seja, com efeito, restabelecida a competência da Suprema Corte e restaurado o pleno comando da autoridade decisória do julgado emanado do RE 594.104/MT, determinando o imediato cumprimento da pena; g) Requer, ainda, provar os fatos alegados utilizando-se de todos os meios de provas em direito admitidos e permitidos, especialmente os moralmente legítimos.” A medida cautelar postulada foi indeferida, tendo sido requeridas informações e aberto prazo para manifestação do beneficiário do ato reclamado. A autoridade reclamada prestou as informações requeridas (item 56 – indexação eletrônica). Em sua resposta (item 65 – indexação eletrônica), FRANCISCO MARTINS PEREIRA aduziu, em síntese, i) a ilegitimidade ativa do reclamante; ii) que “não se admite, após o trânsito em julgado da condenação, qualquer intervenção de eventual assistente de acusação, nos termos do artigo 269 do Código de Processo Penal”; iii) a ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma invocado, porquanto o recurso extraordinário teria sido julgado sob o prisma da matéria estritamente de direito, alheio aos fatos; e iv) a ausência de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Apresentou-se réplica à contestação, consoante se extrai do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT medidas adequadas à observância de sua jurisdição Suprema, uma vez que invadiu a competência do Supremo Tribunal Federal e desrespeitou e desacatou o comando da autoridade decisória do provimento jurisdicional emanado do RE 594.104/MT (art. 102, inc. I, al. j, da CRFB), referendado pelo Plenário do Excelso PRETÓRIO, nas diversas oportunidades em que examinou os autos, em face da utilização demasiada e protelatória de recursos pelos condenados - EMB.DECL. no AG.REG. nos EMB.DIV. nos EMB.DECL. no AG.REG. no AG.REG. no RE 594.104/MT; f) Seja, com efeito, restabelecida a competência da Suprema Corte e restaurado o pleno comando da autoridade decisória do julgado emanado do RE 594.104/MT, determinando o imediato cumprimento da pena; g) Requer, ainda, provar os fatos alegados utilizando-se de todos os meios de provas em direito admitidos e permitidos, especialmente os moralmente legítimos.” A medida cautelar postulada foi indeferida, tendo sido requeridas informações e aberto prazo para manifestação do beneficiário do ato reclamado. A autoridade reclamada prestou as informações requeridas (item 56 – indexação eletrônica). Em sua resposta (item 65 – indexação eletrônica), FRANCISCO MARTINS PEREIRA aduziu, em síntese, i) a ilegitimidade ativa do reclamante; ii) que “não se admite, após o trânsito em julgado da condenação, qualquer intervenção de eventual assistente de acusação, nos termos do artigo 269 do Código de Processo Penal”; iii) a ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma invocado, porquanto o recurso extraordinário teria sido julgado sob o prisma da matéria estritamente de direito, alheio aos fatos; e iv) a ausência de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Apresentou-se réplica à contestação, consoante se extrai do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT documento indexado eletronicamente sob o item nº 71. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela procedência da reclamação, com os seguintes fundamentos: “(...) 7. Os réus foram condenados no Tribunal do Júri. Ao julgar as apelações da defesa, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso concluiu que a decisão do Júri é manifestamente contra a prova dos autos e concedeu habeas corpus de ofício para trancar a ação penal, por entender que uma versão isolada não pode sustentar a afirmação de que os réus seguraram a vítima para ser executada por seu algoz. Contudo, esse acórdão foi cassado pelo Supremo Tribunal Federal que, no RE 594.104/MT, deu provimento ao recurso extraordinário interposto pela assistência da acusação: ‘ao afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos’. 8. Ao julgar a revisão criminal, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso tornou a dizer que inexiste suporte probatório para a condenação dos réus. 9. Em primeiro lugar, cabe repelir a alegação de ilegitimidade do reclamante, que é filho da vítima. É importante observar que foi a atuação da família da vítima, na assistência da acusação, que conduziu à cassação, pelo Supremo Tribunal Federal, do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça na fase da apelação. Diante do êxito do recurso extraordinário do assistente da acusação, que restaurou o veredicto condenatório, não pode ser recusado o legítimo interesse da família da vítima para, frente à inércia da acusação pública, impugnar o acórdão da revisão criminal que, ao fim e ao cabo, tratou de novamente proferir decisão absolutória. 10. Superada a preliminar em relação ao descumprimento do que decidido pelo Supremo Tribunal no julgamento do RE 594.104/MT, vale transcrever o art. 593 e o art. 624 do Código de Processo Penal: Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 dias: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT documento indexado eletronicamente sob o item nº 71. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela procedência da reclamação, com os seguintes fundamentos: “(...) 7. Os réus foram condenados no Tribunal do Júri. Ao julgar as apelações da defesa, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso concluiu que a decisão do Júri é manifestamente contra a prova dos autos e concedeu habeas corpus de ofício para trancar a ação penal, por entender que uma versão isolada não pode sustentar a afirmação de que os réus seguraram a vítima para ser executada por seu algoz. Contudo, esse acórdão foi cassado pelo Supremo Tribunal Federal que, no RE 594.104/MT, deu provimento ao recurso extraordinário interposto pela assistência da acusação: ‘ao afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos’. 8. Ao julgar a revisão criminal, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso tornou a dizer que inexiste suporte probatório para a condenação dos réus. 9. Em primeiro lugar, cabe repelir a alegação de ilegitimidade do reclamante, que é filho da vítima. É importante observar que foi a atuação da família da vítima, na assistência da acusação, que conduziu à cassação, pelo Supremo Tribunal Federal, do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça na fase da apelação. Diante do êxito do recurso extraordinário do assistente da acusação, que restaurou o veredicto condenatório, não pode ser recusado o legítimo interesse da família da vítima para, frente à inércia da acusação pública, impugnar o acórdão da revisão criminal que, ao fim e ao cabo, tratou de novamente proferir decisão absolutória. 10. Superada a preliminar em relação ao descumprimento do que decidido pelo Supremo Tribunal no julgamento do RE 594.104/MT, vale transcrever o art. 593 e o art. 624 do Código de Processo Penal: Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 dias: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT […] III – das decisões do Tribunal do Júri, quando: […] d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. […] §3º Se a apelação se fundar no III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I – quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; 11. A leitura desses dispositivos mostra a identidade entre a apelação limitada contra a decisão do Júri e a revisão criminal, quando fundadas na contrariedade à evidência dos autos. Nem uma nem outra podem ser equiparadas à apelação contra sentenças do juízo singular, em que há efeito devolutivo pleno. 12. O seguinte trecho do acórdão revisional impugnado deixa claro qual foi o fundamento do Tribunal de origem para absolver o réu pela segunda vez: Repito colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que ‘Zé guia’ pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. Portanto, a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. 13. Já a decisão monocrática do Ministro Eros Grau, que deu 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT […] III – das decisões do Tribunal do Júri, quando: […] d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. […] §3º Se a apelação se fundar no III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I – quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; 11. A leitura desses dispositivos mostra a identidade entre a apelação limitada contra a decisão do Júri e a revisão criminal, quando fundadas na contrariedade à evidência dos autos. Nem uma nem outra podem ser equiparadas à apelação contra sentenças do juízo singular, em que há efeito devolutivo pleno. 12. O seguinte trecho do acórdão revisional impugnado deixa claro qual foi o fundamento do Tribunal de origem para absolver o réu pela segunda vez: Repito colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que ‘Zé guia’ pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. Portanto, a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. 13. Já a decisão monocrática do Ministro Eros Grau, que deu 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT provimento ao recurso extraordinário, acolheu os seguintes fundamentos para cassar o acórdão do TJMT (decisão depois confirmada em sede de agravo regimental): 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva (‘Zé Guia’), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: ‘Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)’ - fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito, e não questão de fato: ‘Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)’. ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal tem se firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1): 307, abr. 1990)’. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT provimento ao recurso extraordinário, acolheu os seguintes fundamentos para cassar o acórdão do TJMT (decisão depois confirmada em sede de agravo regimental): 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva (‘Zé Guia’), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: ‘Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)’ - fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito, e não questão de fato: ‘Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)’. ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal tem se firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1): 307, abr. 1990)’. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que ‘a sentença baseia-se na certeza moral do juiz’ (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7ª ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, ‘se encontram regras probatórias as quais o juiz não pode fugir’ (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2ª ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri ‘Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para que o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse ‘algum apoio’. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar … Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez que há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunha: uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve; o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida – e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova – não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania’ (Código de Processo Penal Brasileiro Anotado. 6ª ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juiz togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1): 307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que ‘a sentença baseia-se na certeza moral do juiz’ (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7ª ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, ‘se encontram regras probatórias as quais o juiz não pode fugir’ (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2ª ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri ‘Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para que o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse ‘algum apoio’. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar … Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez que há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunha: uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve; o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida – e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova – não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania’ (Código de Processo Penal Brasileiro Anotado. 6ª ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juiz togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1): 307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, c, CF). 14. Não se discute a admissibilidade da revisão criminal contra as decisões do Tribunal do Júri: HC 71.878/RS, rel. Min. Celso de Mello; ARE 674.151/MT, rel. Min. Celso de Mello: ‘O Tribunal de segunda instância, ao julgar a ação de revisão criminal, dispõe de competência plena para formular tanto o juízo rescindente (‘judicium rescindens’), que viabiliza a desconstituição da autoridade da coisa julgada penal mediante a invalidação da condenação criminal, quanto o juízo rescisório (‘judicium rescissorium’), que legitima o reexame do mérito da causa e autoriza, até mesmo, quando for o caso, a prolação de provimento absolutório, ainda que se trate de decisão emanada do júri, pois a soberania do veredicto do Conselho de Sentença, que representa garantia fundamental do acusado, não pode, ela própria, constituir paradoxal obstáculo à restauração da liberdade jurídica do condenado. Doutrina. Precedentes)’. 15. O que não se pode admitir é que, na revisão criminal, o Tribunal de Justiça torne a invocar fundamento que o Supremo Tribunal Federal já afastou ao julgar e prover o Recurso Extraordinário 594.104/MT. 16. Esse Supremo Tribunal Federal deu provimento ao recurso extraordinário justamente porque entendeu que o Tribunal do Júri acolheu tese acusatória que possui respaldo probatório suficiente nos autos, qual seja, ‘o depoimento da testemunha ocular validamente colhido sob contraditório. 17. E o Tribunal de origem julgou procedente a revisão criminal sob a alegação de que ‘não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que ‘Zé guia’ pudesse desferir os tiros contra ela. Tal o quadro, ficou evidenciada a contrariedade ao que decidido por esse Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT. 18. Em resumo, não há aceitar a afirmação de que inexiste prova para a condenação. O depoimento desfavorável ao condenado, que foi levado em consideração pelo Tribunal popular, não pode ser simplesmente ignorado no julgamento da revisão criminal. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, c, CF). 14. Não se discute a admissibilidade da revisão criminal contra as decisões do Tribunal do Júri: HC 71.878/RS, rel. Min. Celso de Mello; ARE 674.151/MT, rel. Min. Celso de Mello: ‘O Tribunal de segunda instância, ao julgar a ação de revisão criminal, dispõe de competência plena para formular tanto o juízo rescindente (‘judicium rescindens’), que viabiliza a desconstituição da autoridade da coisa julgada penal mediante a invalidação da condenação criminal, quanto o juízo rescisório (‘judicium rescissorium’), que legitima o reexame do mérito da causa e autoriza, até mesmo, quando for o caso, a prolação de provimento absolutório, ainda que se trate de decisão emanada do júri, pois a soberania do veredicto do Conselho de Sentença, que representa garantia fundamental do acusado, não pode, ela própria, constituir paradoxal obstáculo à restauração da liberdade jurídica do condenado. Doutrina. Precedentes)’. 15. O que não se pode admitir é que, na revisão criminal, o Tribunal de Justiça torne a invocar fundamento que o Supremo Tribunal Federal já afastou ao julgar e prover o Recurso Extraordinário 594.104/MT. 16. Esse Supremo Tribunal Federal deu provimento ao recurso extraordinário justamente porque entendeu que o Tribunal do Júri acolheu tese acusatória que possui respaldo probatório suficiente nos autos, qual seja, ‘o depoimento da testemunha ocular validamente colhido sob contraditório. 17. E o Tribunal de origem julgou procedente a revisão criminal sob a alegação de que ‘não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que ‘Zé guia’ pudesse desferir os tiros contra ela. Tal o quadro, ficou evidenciada a contrariedade ao que decidido por esse Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT. 18. Em resumo, não há aceitar a afirmação de que inexiste prova para a condenação. O depoimento desfavorável ao condenado, que foi levado em consideração pelo Tribunal popular, não pode ser simplesmente ignorado no julgamento da revisão criminal. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT 19. Esse o quadro, opino pela procedência da reclamação.” Em juízo monocrático (item 75 – indexação eletrônica), foi dado parcial provimento à reclamação “tão-somente para determinar que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso profira novo julgamento, à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal 1004479-61.2017.8.11.0000”. Sobreveio o presente agravo regimental (item 79 – indexação eletrônica), no qual a parte agravante aduz que “a decisão monocrática e os acórdãos proferidos no Recurso Extraordinário n. 594104/MT são destituídos de efeitos erga omnes, pois o mencionado recurso excepcional não foi afetado para julgamento com Repercussão Geral, tampouco constitui meio de controle abstrato de constitucionalidade. Logo, é indiscutível que o r. julgamento e as questões de direito firmadas no RE n. 594104/MT, pelo seu caráter subjetivo, somente produz efeitos em relação às partes que compunham os pólos ativos e passivos da demanda na qual o recurso se originara.” Entende que “o reclamante VALTENIR LUIZ PEREIRA, Defensor Público licenciado e DEPUTADO FEDERAL, não era parte no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, tampouco na Apelação Criminal n. 3374/2006, não possuindo legitimidade ativa para propor a presente reclamação constitucional”. Segundo assevera, “da simples leitura da decisão proferida no RE n. 594104/MT, resta absolutamente claro que este Supremo Tribunal Federal não apreciou, tampouco poderia apreciar, por escapar da competência constitucionalmente lhe conferida, do mérito da acusação, qual seja: Se o acusado e ora impugnante é culpado ou inocente, como também qual seria seu nível de participação no episódio, à luz das provas existentes [ou não] nos autos”. Acrescenta, também, que, “não havendo aderência estrita entre o acórdão reclamado, proferido na Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.811.0000 e o paradigma invocado (RE n. 594104/MT), revela-se inadequado o uso da Reclamação Constitucional, conforme remansa jurisprudência desta Corte Suprema”. Ao fim, formula pedido recursal nos seguintes termos: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT 19. Esse o quadro, opino pela procedência da reclamação.” Em juízo monocrático (item 75 – indexação eletrônica), foi dado parcial provimento à reclamação “tão-somente para determinar que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso profira novo julgamento, à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal 1004479-61.2017.8.11.0000”. Sobreveio o presente agravo regimental (item 79 – indexação eletrônica), no qual a parte agravante aduz que “a decisão monocrática e os acórdãos proferidos no Recurso Extraordinário n. 594104/MT são destituídos de efeitos erga omnes, pois o mencionado recurso excepcional não foi afetado para julgamento com Repercussão Geral, tampouco constitui meio de controle abstrato de constitucionalidade. Logo, é indiscutível que o r. julgamento e as questões de direito firmadas no RE n. 594104/MT, pelo seu caráter subjetivo, somente produz efeitos em relação às partes que compunham os pólos ativos e passivos da demanda na qual o recurso se originara.” Entende que “o reclamante VALTENIR LUIZ PEREIRA, Defensor Público licenciado e DEPUTADO FEDERAL, não era parte no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, tampouco na Apelação Criminal n. 3374/2006, não possuindo legitimidade ativa para propor a presente reclamação constitucional”. Segundo assevera, “da simples leitura da decisão proferida no RE n. 594104/MT, resta absolutamente claro que este Supremo Tribunal Federal não apreciou, tampouco poderia apreciar, por escapar da competência constitucionalmente lhe conferida, do mérito da acusação, qual seja: Se o acusado e ora impugnante é culpado ou inocente, como também qual seria seu nível de participação no episódio, à luz das provas existentes [ou não] nos autos”. Acrescenta, também, que, “não havendo aderência estrita entre o acórdão reclamado, proferido na Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.811.0000 e o paradigma invocado (RE n. 594104/MT), revela-se inadequado o uso da Reclamação Constitucional, conforme remansa jurisprudência desta Corte Suprema”. Ao fim, formula pedido recursal nos seguintes termos: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT “(i) a reconsideração da decisão agravada, para reconhecer a ilegitimidade ativa do reclamante e a improcedência da reclamação constitucional, por inexistência de desrespeito e desacato ao decidido por este Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, posto que a matéria discutida em revisão criminal em nada colide com os termos da questão de direito apreciada na via do recurso excepcional; ou (ii) a submissão da matéria ao Colegiado da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal.” As informações requeridas foram prestadas (item 92 – indexação eletrônica). É o relatório. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT “(i) a reconsideração da decisão agravada, para reconhecer a ilegitimidade ativa do reclamante e a improcedência da reclamação constitucional, por inexistência de desrespeito e desacato ao decidido por este Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, posto que a matéria discutida em revisão criminal em nada colide com os termos da questão de direito apreciada na via do recurso excepcional; ou (ii) a submissão da matéria ao Colegiado da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal.” As informações requeridas foram prestadas (item 92 – indexação eletrônica). É o relatório. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 90 Antecipação ao Voto 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Quero parabenizar a Doutora Fernanda Faustino Pereira, pela eloquente sustentação. Em certa feita, tive a oportunidade de lhe dizer que a maior absolvição do seu progenitor vem, exatamente, de sua própria filha, que é o mais importante de tudo. Mas, aqui, nós temos de empreender um julgamento técnico. E, aí, faço um resumo, porque - os eminentes Ministros verificaram - há uma série de intercorrências recursais, que torna um pouco nebuloso esse quadro que procuro esclarecer. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1093-57B1-95D1-B476 e senha F331-87EC-5DED-28C4 Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Quero parabenizar a Doutora Fernanda Faustino Pereira, pela eloquente sustentação. Em certa feita, tive a oportunidade de lhe dizer que a maior absolvição do seu progenitor vem, exatamente, de sua própria filha, que é o mais importante de tudo. Mas, aqui, nós temos de empreender um julgamento técnico. E, aí, faço um resumo, porque - os eminentes Ministros verificaram - há uma série de intercorrências recursais, que torna um pouco nebuloso esse quadro que procuro esclarecer. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1093-57B1-95D1-B476 e senha F331-87EC-5DED-28C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 1. DA PRELIMINAR: PERTINÊNCIA SUBJETIVA E LEGITIMIDADE ATIVA No que concerne à pertinência subjetiva, cumpre esclarecer, inicialmente, revelar-se incabível, por ilegitimidade ativa ad causam, o manejo da Reclamação por quem não tenha sido parte no processo subjetivo que tramitou perante esta Suprema Corte, no afã de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte em situações na qual o parâmetro suscitado não se revista de eficácia vinculante. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO A USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. CORREÇÃO MONETÁRIA. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a Súmula Vinculante (CRFB/1988, arts, 102,I, l, e 103-A, §3º). No segundo e no terceiro casos, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte. 2. Inexistência, no presente caso, de situação que configure qualquer das hipóteses de cabimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 1. DA PRELIMINAR: PERTINÊNCIA SUBJETIVA E LEGITIMIDADE ATIVA No que concerne à pertinência subjetiva, cumpre esclarecer, inicialmente, revelar-se incabível, por ilegitimidade ativa ad causam, o manejo da Reclamação por quem não tenha sido parte no processo subjetivo que tramitou perante esta Suprema Corte, no afã de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte em situações na qual o parâmetro suscitado não se revista de eficácia vinculante. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO A USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO STF. CORREÇÃO MONETÁRIA. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a Súmula Vinculante (CRFB/1988, arts, 102,I, l, e 103-A, §3º). No segundo e no terceiro casos, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte. 2. Inexistência, no presente caso, de situação que configure qualquer das hipóteses de cabimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT reclamação constitucional. 3. Agravo regimental desprovido, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § §4º e 5º, do CPC/2015.” (Rcl 23.644-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 24/8/2016) “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) – ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA, QUE VERSOU CASO CONCRETO NO QUAL A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL – INADMISSIBILIDADE – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 23.157-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 7/4/2106). In casu, observo que, conquanto tenha constado, no acórdão paradigma, como assistente de acusação, pessoa diversa da promovente da presente reclamação, cuida-se, de qualquer maneira, de um dos filhos da vítima, de modo que deve-se reconhecer estar devidamente habilitado 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT reclamação constitucional. 3. Agravo regimental desprovido, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § §4º e 5º, do CPC/2015.” (Rcl 23.644-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 24/8/2016) “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) – ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA, QUE VERSOU CASO CONCRETO NO QUAL A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL – INADMISSIBILIDADE – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 23.157-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 7/4/2106). In casu, observo que, conquanto tenha constado, no acórdão paradigma, como assistente de acusação, pessoa diversa da promovente da presente reclamação, cuida-se, de qualquer maneira, de um dos filhos da vítima, de modo que deve-se reconhecer estar devidamente habilitado 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT para representá-lo, nos termos do ordenamento jurídico pátrio. Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do RE 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica, Dra. LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI, constituída, naquela oportunidade, por um dos filhos da vítima e assistente de acusação, WANTUIR LUIZ PEREIRA (Volume 4, fls. 60/61), bem como por LÚCIA RIBEIRO PEREIRA, viúva da vítima (certidão de casamento acostada no vol. 4, fl. 187/190), tendo sido, ainda, posteriormente, substabelecida LUCILÂNIA LUIZ PEREIRA, filha da vítima (Vol. 4, fls. 207/208) como advogada da assistente de acusação. Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente ação, uma vez que esse, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que cinco filhos do Vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças na época do assassinato (Valdenir 13, Lucivani 12, Valtenir 11 – ora Reclamante -, Lucilânia 8 e Wantuir 4 anos), decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer Justiça pela morte do pai, covardemente assassinado, como se percebe (doc. 12). Portanto, não prospera o suposto óbice ao conhecimento da presente reclamação. Sob outro enfoque, em relação ao argumento de que não se admite, após o trânsito em julgado da condenação, qualquer intervenção de eventual assistente de acusação, nos termos do artigo 269 do Código de Processo Penal, cuida-se de tema absolutamente estranho à Reclamação impetrada contra decisão em ação de Revisão Criminal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT para representá-lo, nos termos do ordenamento jurídico pátrio. Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do RE 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica, Dra. LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI, constituída, naquela oportunidade, por um dos filhos da vítima e assistente de acusação, WANTUIR LUIZ PEREIRA (Volume 4, fls. 60/61), bem como por LÚCIA RIBEIRO PEREIRA, viúva da vítima (certidão de casamento acostada no vol. 4, fl. 187/190), tendo sido, ainda, posteriormente, substabelecida LUCILÂNIA LUIZ PEREIRA, filha da vítima (Vol. 4, fls. 207/208) como advogada da assistente de acusação. Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente ação, uma vez que esse, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que cinco filhos do Vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças na época do assassinato (Valdenir 13, Lucivani 12, Valtenir 11 – ora Reclamante -, Lucilânia 8 e Wantuir 4 anos), decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer Justiça pela morte do pai, covardemente assassinado, como se percebe (doc. 12). Portanto, não prospera o suposto óbice ao conhecimento da presente reclamação. Sob outro enfoque, em relação ao argumento de que não se admite, após o trânsito em julgado da condenação, qualquer intervenção de eventual assistente de acusação, nos termos do artigo 269 do Código de Processo Penal, cuida-se de tema absolutamente estranho à Reclamação impetrada contra decisão em ação de Revisão Criminal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Deveras, de acordo com o Código de Processo Penal, o assistente de acusação, embora não seja o dominus litis, compõe o polo ativo da ação penal pública, ostentando a condição de sujeito processual, sendo-lhe, inclusive, permitido, nos termos do artigo 271 do CPP, propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos arts. 584, § 1º, e 598. Ora, ressoa inequívoco que a limitação se refere à própria ação penal, em ordem a permitir o seu regular processamento e inviabilizar eventual tumulto provocado por pretenso assistente que não tenha se manifestado no momento oportuno. Consectariamente, não há de se falar em habilitação extemporânea do assistente de acusação, mas sim de impetração de Reclamação, proposta por pessoa subjetivamente vinculada à decisão Reclamada. Rejeito, por conseguinte, a preliminar. 2. DO MÉRITO Alega-se, também, pela parte ora agravante, a inexistência de violação ao que decidido, por esta Corte, no julgamento do RE 594.104/MT. Contudo, verifico que, no exame do RE nº 594.104/MT, em decisão publicada em 1º/02/2010, o então Ministro Relator, Eros Grau, proferiu o seguinte decisum: “Trata-se de agravo regimental em que a agravante efetivamente demonstra equívoco na decisão monocrática que negou seguimento ao extraordinário sob o argumento de que o recurso estaria prejudicado. Reconsidero a decisão de folha 1.287 e passo à análise do aludido 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Deveras, de acordo com o Código de Processo Penal, o assistente de acusação, embora não seja o dominus litis, compõe o polo ativo da ação penal pública, ostentando a condição de sujeito processual, sendo-lhe, inclusive, permitido, nos termos do artigo 271 do CPP, propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos arts. 584, § 1º, e 598. Ora, ressoa inequívoco que a limitação se refere à própria ação penal, em ordem a permitir o seu regular processamento e inviabilizar eventual tumulto provocado por pretenso assistente que não tenha se manifestado no momento oportuno. Consectariamente, não há de se falar em habilitação extemporânea do assistente de acusação, mas sim de impetração de Reclamação, proposta por pessoa subjetivamente vinculada à decisão Reclamada. Rejeito, por conseguinte, a preliminar. 2. DO MÉRITO Alega-se, também, pela parte ora agravante, a inexistência de violação ao que decidido, por esta Corte, no julgamento do RE 594.104/MT. Contudo, verifico que, no exame do RE nº 594.104/MT, em decisão publicada em 1º/02/2010, o então Ministro Relator, Eros Grau, proferiu o seguinte decisum: “Trata-se de agravo regimental em que a agravante efetivamente demonstra equívoco na decisão monocrática que negou seguimento ao extraordinário sob o argumento de que o recurso estaria prejudicado. Reconsidero a decisão de folha 1.287 e passo à análise do aludido 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT recurso. 2. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso deu provimento à apelação interposta pelos recorridos por entender que o Tribunal do Júri proferiu decisão manifestamente contrária à prova dos autos e concedeu habeas corpus de ofício para trancar a ação penal, sob o argumento de que teria havido arquivamento implícito em relação aos co-autores: ‘APELAÇÕES CRIMINAIS - HOMICÍDIO QUALIFICADO - JULGAMENTO PELO JÚRI - APELO DO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO - PRETENSÃO EM AUMENTAR PENA - INADMISSIBILIDADE - NÃO- CONHECIMENTO - APELO DOS RÉUS - PEDIDO DE NULIDADE - DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS - OCORRÊNCIA DO VÍCIO - JURADOS QUE DIVORCIAM TOTALMENTE DO CONJUNTO PROBATÓRIO - VERIFICAÇÃO, NO ENTANTO, DE QUESTÃO PREJUDICIAL AO PROCESSO - AÇÃO PENAL INSTAURADA SEM JUSTA CAUSA - TRANCAMENTO POR MEIO DE HABEAS CORPUS - CONCESSÃO EX OFFICIO.’ O recurso interposto pelo assistente de acusação visando aumentar pena em processo onde o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri e não houve apelo do Promotor de Justiça, não ganha foros de juridicidade porque o seu interesse já foi satisfeito pela sanção aplicada em possível utilização da esfera cível. Se a decisão dos jurados está totalmente desbordada das provas dos autos, em todas as suas fases, havendo eles amparado tão-somente em um depoimento controvertido fora das demais declarações produzidas, o julgamento proferido é nulo por decisão manifesta e contrária ao conjunto probatório. Sendo constatada de ofício questão prejudicial à tramitação da ação penal julgada pelo Tribunal do Júri, diante de visível falta de justa causa para sua instauração, impõem-se a concessão de habeas corpus (art. 648, VI CPP) para trancá-la, ao invés de submeter o réu a novo júri em razão de ter sido reconhecida nulidade pela manifesta contrariedade de provas [fls. 919-920]. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT recurso. 2. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso deu provimento à apelação interposta pelos recorridos por entender que o Tribunal do Júri proferiu decisão manifestamente contrária à prova dos autos e concedeu habeas corpus de ofício para trancar a ação penal, sob o argumento de que teria havido arquivamento implícito em relação aos co-autores: ‘APELAÇÕES CRIMINAIS - HOMICÍDIO QUALIFICADO - JULGAMENTO PELO JÚRI - APELO DO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO - PRETENSÃO EM AUMENTAR PENA - INADMISSIBILIDADE - NÃO- CONHECIMENTO - APELO DOS RÉUS - PEDIDO DE NULIDADE - DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS - OCORRÊNCIA DO VÍCIO - JURADOS QUE DIVORCIAM TOTALMENTE DO CONJUNTO PROBATÓRIO - VERIFICAÇÃO, NO ENTANTO, DE QUESTÃO PREJUDICIAL AO PROCESSO - AÇÃO PENAL INSTAURADA SEM JUSTA CAUSA - TRANCAMENTO POR MEIO DE HABEAS CORPUS - CONCESSÃO EX OFFICIO.’ O recurso interposto pelo assistente de acusação visando aumentar pena em processo onde o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri e não houve apelo do Promotor de Justiça, não ganha foros de juridicidade porque o seu interesse já foi satisfeito pela sanção aplicada em possível utilização da esfera cível. Se a decisão dos jurados está totalmente desbordada das provas dos autos, em todas as suas fases, havendo eles amparado tão-somente em um depoimento controvertido fora das demais declarações produzidas, o julgamento proferido é nulo por decisão manifesta e contrária ao conjunto probatório. Sendo constatada de ofício questão prejudicial à tramitação da ação penal julgada pelo Tribunal do Júri, diante de visível falta de justa causa para sua instauração, impõem-se a concessão de habeas corpus (art. 648, VI CPP) para trancá-la, ao invés de submeter o réu a novo júri em razão de ter sido reconhecida nulidade pela manifesta contrariedade de provas [fls. 919-920]. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT 3. A assistente da acusação, em razões extraordinárias, sustenta que o provimento judicial violou o princípio da soberania do júri [artigo 5º, XXXVIII, da CB/88 - fls. 1004-1018]. Houve interposição simultânea de recurso especial. 4. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso também interpõe recursos especial e extraordinário. Alega que o acórdão prolatado pelo Tribunal local violou o disposto nos artigos 105, I, c, e 5º, XXXVIII, c, da CB/88 [fls. 1.120-1.130]. 5. Afirma que 'o princípio da soberania dos veredictos não é letra morta, tampouco um princípio que pode ser dispensado ‘ab initio’. A soberania dos veredictos consiste em garantia constitucional, de forma que existe para conferir efetividade às decisões proferidas pelo Tribunal do Júri’. 6. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial interposto pelo MP para cassar o acórdão impugnado na parte em que concedeu, de ofício, habeas corpus [fls. 1.2201.239]. Daí a manutenção do acórdão recorrido na parte em que declarou a nulidade da decisão proferida pelo Tribunal do Júri. 7. A assistente de acusação interpõe novo recurso extraordinário contra o acórdão prolatado pelo STJ. Sustenta ter havido violação do disposto no artigo 5º, incisos XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da Constituição do Brasil [fls. 1.242-1.266]. 8. Preliminarmente, o recurso acostado à folha 1.004 não merece ser conhecido. O acórdão que julgou os embargos de declaração -- que integra o aresto recorrido, formando com este decisão de última instância --- foi publicado em 19.12.06 [certidão de fl. 1.106]. A petição de interposição do recurso extraordinário foi protocolada em 27.10.06, sem posterior ratificação. 9. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é extemporâneo o recurso extraordinário protocolado antes da publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, sem posterior ratificação. Nesse sentido, o AI n. 329.359-AgR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 14.12.01; o AI n. 508.525- AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 4.11.05; o AI n. 448.152-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 22.8.03, e o AI n. 447.090-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, 2ª 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT 3. A assistente da acusação, em razões extraordinárias, sustenta que o provimento judicial violou o princípio da soberania do júri [artigo 5º, XXXVIII, da CB/88 - fls. 1004-1018]. Houve interposição simultânea de recurso especial. 4. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso também interpõe recursos especial e extraordinário. Alega que o acórdão prolatado pelo Tribunal local violou o disposto nos artigos 105, I, c, e 5º, XXXVIII, c, da CB/88 [fls. 1.120-1.130]. 5. Afirma que 'o princípio da soberania dos veredictos não é letra morta, tampouco um princípio que pode ser dispensado ‘ab initio’. A soberania dos veredictos consiste em garantia constitucional, de forma que existe para conferir efetividade às decisões proferidas pelo Tribunal do Júri’. 6. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial interposto pelo MP para cassar o acórdão impugnado na parte em que concedeu, de ofício, habeas corpus [fls. 1.2201.239]. Daí a manutenção do acórdão recorrido na parte em que declarou a nulidade da decisão proferida pelo Tribunal do Júri. 7. A assistente de acusação interpõe novo recurso extraordinário contra o acórdão prolatado pelo STJ. Sustenta ter havido violação do disposto no artigo 5º, incisos XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da Constituição do Brasil [fls. 1.242-1.266]. 8. Preliminarmente, o recurso acostado à folha 1.004 não merece ser conhecido. O acórdão que julgou os embargos de declaração -- que integra o aresto recorrido, formando com este decisão de última instância --- foi publicado em 19.12.06 [certidão de fl. 1.106]. A petição de interposição do recurso extraordinário foi protocolada em 27.10.06, sem posterior ratificação. 9. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é extemporâneo o recurso extraordinário protocolado antes da publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, sem posterior ratificação. Nesse sentido, o AI n. 329.359-AgR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 14.12.01; o AI n. 508.525- AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 4.11.05; o AI n. 448.152-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 22.8.03, e o AI n. 447.090-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, 2ª 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Turma, DJ de 24.6.05, entre outros. 10. O extraordinário de folha 1.120 merece ser provido. Em que pese ter havido perda do objeto deste recurso no tocante à concessão de habeas de ofício, ante a cassação dessa parte do acórdão impugnado pelo STJ, prevalece o interesse recursal relativamente à suposta violação do princípio da soberania do júri. 11. A manifestação ministerial subscrita pelo Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida é no sentido do provimento do RE [fls. 1.331-1.341]: ‘[...] 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva (Zé Guia), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)’- fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito e não questão de fato: ‘Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)’ 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Turma, DJ de 24.6.05, entre outros. 10. O extraordinário de folha 1.120 merece ser provido. Em que pese ter havido perda do objeto deste recurso no tocante à concessão de habeas de ofício, ante a cassação dessa parte do acórdão impugnado pelo STJ, prevalece o interesse recursal relativamente à suposta violação do princípio da soberania do júri. 11. A manifestação ministerial subscrita pelo Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida é no sentido do provimento do RE [fls. 1.331-1.341]: ‘[...] 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva (Zé Guia), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)’- fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito e não questão de fato: ‘Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)’ 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal se tem firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990)’. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que ‘a sentença baseia- se na certeza moral do juiz’ (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7ª ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, ‘se encontram regras probatórias às quais o juiz não pode fugir’ (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2ª ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri ‘Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse 'algum apoio'. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar... Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunhas; uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve: o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania’ (Código de Processo Penal Brasileiro Anotado. 6ª ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juízo togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal se tem firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990)’. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que ‘a sentença baseia- se na certeza moral do juiz’ (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7ª ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, ‘se encontram regras probatórias às quais o juiz não pode fugir’ (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2ª ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri ‘Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse 'algum apoio'. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar... Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunhas; uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve: o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania’ (Código de Processo Penal Brasileiro Anotado. 6ª ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juízo togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF). 21. Nessa linha, aliás, o voto vencido do Ministro Napoleão Maia Filho, no recurso especial: ‘(...) permito-me, com a devida vênia, fazer outra leitura da situação exposta nos autos; veja-se que o egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu a ordem de habeas corpus de ofício, para trancar a ação penal, sob o fundamento de não existir justa causa, quando antes houvera afirmado o contrário, ou seja, detectara a existência de justa causa para essa mesma ação, ao confirmar a sentença de pronúncia, como o eminente Relator assinalou. 3.Para mim, com a devida vênia, mais uma vez, isso já me basta para mostrar o quanto o Tribunal de Justiça a quo tratou essa relevante matéria sem a devida ponderação ou, até mesmo diria, sem a devida atenção, pois deixou à margem esse importante aspecto do processo, qual seja, a de que já se manifestara pela presença de justa causa parta essa ação penal, exatamente quanto manteve a sentença de pronúncia. 4.Não vejo justificativa para os ilustres Desembargadores do Tribunal de Justiça manterem a sentença de pronúncia, mandando o réu a julgamento, como é da lei penal, e depois eles mesmos digam que não há justa causa para a mesma ação penal; isso me soa contraditório e inaceitável, do ponto de vista jurídico. 5.Penso, com a máxima vênia do eminente Ministro Relator, que ao se afastar a possibilidade, de maneira processualmente correta, de habeas corpus de ofício, também se afastou, neste caso, a higidez jurídica do acórdão. 6.Não é possível, com todo o respeito e vênia ainda maior, se afastar a possibilidade de se conceder habeas corpus de ofício 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF). 21. Nessa linha, aliás, o voto vencido do Ministro Napoleão Maia Filho, no recurso especial: ‘(...) permito-me, com a devida vênia, fazer outra leitura da situação exposta nos autos; veja-se que o egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu a ordem de habeas corpus de ofício, para trancar a ação penal, sob o fundamento de não existir justa causa, quando antes houvera afirmado o contrário, ou seja, detectara a existência de justa causa para essa mesma ação, ao confirmar a sentença de pronúncia, como o eminente Relator assinalou. 3.Para mim, com a devida vênia, mais uma vez, isso já me basta para mostrar o quanto o Tribunal de Justiça a quo tratou essa relevante matéria sem a devida ponderação ou, até mesmo diria, sem a devida atenção, pois deixou à margem esse importante aspecto do processo, qual seja, a de que já se manifestara pela presença de justa causa parta essa ação penal, exatamente quanto manteve a sentença de pronúncia. 4.Não vejo justificativa para os ilustres Desembargadores do Tribunal de Justiça manterem a sentença de pronúncia, mandando o réu a julgamento, como é da lei penal, e depois eles mesmos digam que não há justa causa para a mesma ação penal; isso me soa contraditório e inaceitável, do ponto de vista jurídico. 5.Penso, com a máxima vênia do eminente Ministro Relator, que ao se afastar a possibilidade, de maneira processualmente correta, de habeas corpus de ofício, também se afastou, neste caso, a higidez jurídica do acórdão. 6.Não é possível, com todo o respeito e vênia ainda maior, se afastar a possibilidade de se conceder habeas corpus de ofício 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT e, no mesmo azo, se manter a decisão de reforma do julgamento no Tribunal do Júri. 7.O julgamento do Tribunal do Júri foi visto pelo Tribunal de Justiça como descalçado de qualquer prova, tanto assim que trancou, de ofício, a ação penal, quando o próprio Tribunal já houvera confirmado a sentença de pronúncia. Portanto, há justa causa para esta ação penal, conforme afirmado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao confirmar a sentença de pronúncia; ora, se há justa causa para ação penal, tanto que o Tribunal confirmou a pronúncia, há elementos para as duas pessoas, Sandoval Resende da Silva e Francisco Martins Pereira serem submetidas ao Júri popular, como o foram - e o Júri popular chegou a um veredicto em harmonia com o acórdão que confirmou a pronúncia, a meu ver. 8.Por isso, sustento que outra solução que faria maior justiça à soberania do Tribunal do Júri seria manter a condenação por ele exarada, já que a condenação se deu na seqüência de um acórdão que confirmou a pronúncia; não consigo entender porque o Tribunal de Justiça, em seguida, muda completamente de visão que teve do processo, ou muda completamente de avaliação, ou seja, passa a dizer que a decisão do Tribunal do Júri foi contrária à prova dos autos e que não há nem justa causa para a ação penal, concedendo o seu trancamento de ofício. 9.Assim é que penso que essa situação, com a devida vênia do mestre Ministro Felix Fischer, comporta outra solução, que é a que proponho: tornar-se o acórdão do Tribunal de Justiça simplesmente insubsistente e manter-se a decisão soberana do Tribunal do Júri, com fundamento e com apoio no próprio pronunciamento do Tribunal de Justiça, confirmatório da pronúncia, quando a Corte Matogrossense disse que havia justa causa para a ação penal. Disse-o ao confirmar a sentença de pronúncia. 10. Depois, o Tribunal do Júri decidiu soberanamente, certo ou errado, não sabemos, nem comporta examinar aqui. Mas acredito que a sentença do Tribunal do Júri deve ser 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT e, no mesmo azo, se manter a decisão de reforma do julgamento no Tribunal do Júri. 7.O julgamento do Tribunal do Júri foi visto pelo Tribunal de Justiça como descalçado de qualquer prova, tanto assim que trancou, de ofício, a ação penal, quando o próprio Tribunal já houvera confirmado a sentença de pronúncia. Portanto, há justa causa para esta ação penal, conforme afirmado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao confirmar a sentença de pronúncia; ora, se há justa causa para ação penal, tanto que o Tribunal confirmou a pronúncia, há elementos para as duas pessoas, Sandoval Resende da Silva e Francisco Martins Pereira serem submetidas ao Júri popular, como o foram - e o Júri popular chegou a um veredicto em harmonia com o acórdão que confirmou a pronúncia, a meu ver. 8.Por isso, sustento que outra solução que faria maior justiça à soberania do Tribunal do Júri seria manter a condenação por ele exarada, já que a condenação se deu na seqüência de um acórdão que confirmou a pronúncia; não consigo entender porque o Tribunal de Justiça, em seguida, muda completamente de visão que teve do processo, ou muda completamente de avaliação, ou seja, passa a dizer que a decisão do Tribunal do Júri foi contrária à prova dos autos e que não há nem justa causa para a ação penal, concedendo o seu trancamento de ofício. 9.Assim é que penso que essa situação, com a devida vênia do mestre Ministro Felix Fischer, comporta outra solução, que é a que proponho: tornar-se o acórdão do Tribunal de Justiça simplesmente insubsistente e manter-se a decisão soberana do Tribunal do Júri, com fundamento e com apoio no próprio pronunciamento do Tribunal de Justiça, confirmatório da pronúncia, quando a Corte Matogrossense disse que havia justa causa para a ação penal. Disse-o ao confirmar a sentença de pronúncia. 10. Depois, o Tribunal do Júri decidiu soberanamente, certo ou errado, não sabemos, nem comporta examinar aqui. Mas acredito que a sentença do Tribunal do Júri deve ser 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT mantida nesse contexto, porque este Tribunal Superior não poderia desconstituí-la; ainda mais porque a decisão do Tribunal de Justiça vem lastreada no raciocínio de não haver razão para o processo penal. E como houve razão para a pronúncia? Isso, a meu ver, é deveras inverossímil e contraditório. (...)Portanto, concordo inteiramente com o eminente Ministro Relator ao dizer que o Tribunal não poderia conceder a ordem de habeas corpus de ofício, e me parece claro que não poderia mesmo fazê-lo. Vou além, e creio que o Tribunal de Justiça não poderia dizer que não há justa causa, inclusive porque ele próprio houvera dito antes que havia justa causa. Se havia justa causa, como há, dita pelo Tribunal ao confirmar a pronúncia, o Tribunal do Júri poderia escolher qualquer das versões. 11.É claro, como bem lembrou o eminente Ministro Relator, que não se trata de um julgamento arbitrário, no qual o Tribunal do Júri entende o que quiser e ninguém pode reformar tal entendimento. Evidentemente, a esse absurdo ninguém dá abono, mas das teses debatidas, qual teria sido a quantidade de colaboração que cada um deu para a empreitada criminosa, etc., nisso penso que o Tribunal do Júri é soberano fls. 1233-1237, sem grifo no original’. 22. Isso posto, acolhido o agravo regimental, opino pelo provimento do recurso extraordinário’. 12. Adoto como razão de decidir os fundamentos expendidos pelo Ministério Público Federal. Não conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, §1º], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [CPC, artigo 557, § 1º-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX].” O referido provimento jurisdicional foi mantido, mesmo após sucessivos recursos manejados pela defesa, até que, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT mantida nesse contexto, porque este Tribunal Superior não poderia desconstituí-la; ainda mais porque a decisão do Tribunal de Justiça vem lastreada no raciocínio de não haver razão para o processo penal. E como houve razão para a pronúncia? Isso, a meu ver, é deveras inverossímil e contraditório. (...)Portanto, concordo inteiramente com o eminente Ministro Relator ao dizer que o Tribunal não poderia conceder a ordem de habeas corpus de ofício, e me parece claro que não poderia mesmo fazê-lo. Vou além, e creio que o Tribunal de Justiça não poderia dizer que não há justa causa, inclusive porque ele próprio houvera dito antes que havia justa causa. Se havia justa causa, como há, dita pelo Tribunal ao confirmar a pronúncia, o Tribunal do Júri poderia escolher qualquer das versões. 11.É claro, como bem lembrou o eminente Ministro Relator, que não se trata de um julgamento arbitrário, no qual o Tribunal do Júri entende o que quiser e ninguém pode reformar tal entendimento. Evidentemente, a esse absurdo ninguém dá abono, mas das teses debatidas, qual teria sido a quantidade de colaboração que cada um deu para a empreitada criminosa, etc., nisso penso que o Tribunal do Júri é soberano fls. 1233-1237, sem grifo no original’. 22. Isso posto, acolhido o agravo regimental, opino pelo provimento do recurso extraordinário’. 12. Adoto como razão de decidir os fundamentos expendidos pelo Ministério Público Federal. Não conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, §1º], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [CPC, artigo 557, § 1º-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX].” O referido provimento jurisdicional foi mantido, mesmo após sucessivos recursos manejados pela defesa, até que, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT agravo regimental no recurso extraordinário”, após considerar os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, decretei o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. A propósito, no dispositivo da decisão do relator originário, constou o seguinte: “[n]ão conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, § 1º], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [CPC, artigo 557, § 1º-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX]”. 2.1. DA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO RE 594.104/MT Saliento, inicialmente, que a aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma invocado é requisito de admissibilidade da reclamação perante o Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. Súmula Vinculante nº 10. Norma anterior à Constituição Federal de 1988. Juízo de não recepção. Debate acerca da eficácia da norma da Constituição estadual. Ausência de identidade de temas. Agravo regimental não provido. 1. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 2. A edição de enunciado com força vinculante pela Suprema Corte acerca de sua jurisprudência pressupõe reiteradas decisões sobre matéria constitucional (art. 103-B, caput, da CF/88), razão pela qual a compreensão do paradigma perpassa pelo conteúdo dos atos decisórios anteriores da Suprema Corte acerca do tema. 3. Não há no STF reiteradas decisões sobre a obrigatoriedade de os tribunais respeitarem o art. 97 da CF/88 para declarar a não recepção de norma editada anteriormente à vigência da Constituição Federal de 1988 pelo novo ordenamento constitucional, matéria, ademais, pendente de julgamento pela sistemática da repercussão geral. 4. Os efeitos do reconhecimento da sistemática da repercussão geral ocorrem 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT agravo regimental no recurso extraordinário”, após considerar os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, decretei o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. A propósito, no dispositivo da decisão do relator originário, constou o seguinte: “[n]ão conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, § 1º], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [CPC, artigo 557, § 1º-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX]”. 2.1. DA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO RE 594.104/MT Saliento, inicialmente, que a aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma invocado é requisito de admissibilidade da reclamação perante o Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. Súmula Vinculante nº 10. Norma anterior à Constituição Federal de 1988. Juízo de não recepção. Debate acerca da eficácia da norma da Constituição estadual. Ausência de identidade de temas. Agravo regimental não provido. 1. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 2. A edição de enunciado com força vinculante pela Suprema Corte acerca de sua jurisprudência pressupõe reiteradas decisões sobre matéria constitucional (art. 103-B, caput, da CF/88), razão pela qual a compreensão do paradigma perpassa pelo conteúdo dos atos decisórios anteriores da Suprema Corte acerca do tema. 3. Não há no STF reiteradas decisões sobre a obrigatoriedade de os tribunais respeitarem o art. 97 da CF/88 para declarar a não recepção de norma editada anteriormente à vigência da Constituição Federal de 1988 pelo novo ordenamento constitucional, matéria, ademais, pendente de julgamento pela sistemática da repercussão geral. 4. Os efeitos do reconhecimento da sistemática da repercussão geral ocorrem 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT em sede recursal própria da Suprema Corte, nos termos do § 3º do art. 102 da CF/88 e dos arts. 543-A e 543-B do CPC. 5. O debate acerca da possibilidade de integração do art. 76 da Constituição do Estado de São Paulo por normas que dispõem sobre o Ministério Público ou por dispositivo inscrito em diploma normativo de caráter infralegal (art. 13, I, K, do regimento Interno do TJ/SP), a fim de que produza eficácia plena para estabelecer foro por prerrogativa de função a membro da magistratura, ainda que proposto com fundamentos extraídos da Constituição Federal, não possui identidade com o enunciado editado a fim de fazer prevalecer a chamada cláusula de reserva de plenário (art. 97 da CF/88), que deve ser respeitada pelos tribunais quando, no exercício da jurisdição, precisem declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 6. Agravo regimental não provido”. (Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016) Diante da hipótese sub examine, verifico que o manejo da reclamação constitucional se deu dentro dos parâmetros estabelecidos pela Carta Federal, pelo Código de Processo Civil e pela construção pretoriana em torno do instituto. Com efeito, o Tribunal de origem, no exame da revisão criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000, pontuou que “a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)”. A propósito, colaciono a ementa do julgado, verbis: “REVISÃO CRIMINAL CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL REJEIÇÃO 2) PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT em sede recursal própria da Suprema Corte, nos termos do § 3º do art. 102 da CF/88 e dos arts. 543-A e 543-B do CPC. 5. O debate acerca da possibilidade de integração do art. 76 da Constituição do Estado de São Paulo por normas que dispõem sobre o Ministério Público ou por dispositivo inscrito em diploma normativo de caráter infralegal (art. 13, I, K, do regimento Interno do TJ/SP), a fim de que produza eficácia plena para estabelecer foro por prerrogativa de função a membro da magistratura, ainda que proposto com fundamentos extraídos da Constituição Federal, não possui identidade com o enunciado editado a fim de fazer prevalecer a chamada cláusula de reserva de plenário (art. 97 da CF/88), que deve ser respeitada pelos tribunais quando, no exercício da jurisdição, precisem declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 6. Agravo regimental não provido”. (Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016) Diante da hipótese sub examine, verifico que o manejo da reclamação constitucional se deu dentro dos parâmetros estabelecidos pela Carta Federal, pelo Código de Processo Civil e pela construção pretoriana em torno do instituto. Com efeito, o Tribunal de origem, no exame da revisão criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000, pontuou que “a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)”. A propósito, colaciono a ementa do julgado, verbis: “REVISÃO CRIMINAL CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL REJEIÇÃO 2) PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT DE JUSTIÇA REJEIÇÃO NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO TEORIA DA ASSERÇÃO 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ REJEIÇÃO POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA REJEIÇÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS EX OFFICIO 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO REJEIÇÃO REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE PRECLUSÃO DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO 6) MÉRITO PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA A EVIDÊNCIA DOS AUTOS RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JURI REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT DE JUSTIÇA REJEIÇÃO NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO TEORIA DA ASSERÇÃO 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ REJEIÇÃO POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA REJEIÇÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS EX OFFICIO 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO REJEIÇÃO REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE PRECLUSÃO DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO 6) MÉRITO PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA A EVIDÊNCIA DOS AUTOS RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JURI REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT E ERROS JUDICIÁRIOS PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local não podia em sede de apelação criminal anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça em sede de revisão criminal reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, d, da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI).” 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT E ERROS JUDICIÁRIOS PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local não podia em sede de apelação criminal anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça em sede de revisão criminal reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, d, da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI).” 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Neste ponto, impõe-se o cotejo entre o que restou decidido no RE nº 594.104/MT e na revisão criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000. No recurso extraordinário, esta Suprema Corte reconheceu a conduta irregular da Corte estadual “ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados” e, assim, afrontar, “a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF)”. No bojo da ação revisional, restou novamente assentado, na própria ementa do julgado, a suposta contrariedade da condenação proferida pelo Tribunal do Júri com a prova dos autos, fundamento este que já havia sido conjurado pelo STF, por violar o princípio fundamental da soberania dos veredictos, insculpido no art. 5º, XXXVIII, da CRFB/1988. A propósito, cabe a transcrição do voto do Desembargador Revisor (item 51 indexação eletrônica) naquilo que interessa, verbis: “No caso em apreço, a decisão condenatória revisanda não foi proferida nem confirmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário nº 594.104/MT, já que o Pretório Excelso se limitou a decidir questão constitucional paralela a prevalência da soberania dos veredictos -, não adentrando ao mérito da responsabilidade penal do condenado. Inexistindo, portanto, qualquer debate acerca da ausência de provas ou da fundamentação utilizada na condenação. Nesse passo, por entender que o julgamento proferido pelo STF não ingressou na parte substantiva da causa, inauguro a divergência para firmar a competência deste Tribunal de Justiça para processar e julgar a presente revisão criminal. […] Não olvido, caríssimos Colegas, que o acórdão proferido pela Segunda Câmara Criminal foi reformado pelo STF. Todavia, exorto-os a flagrarem que a reforma do julgado deste Tribunal de Justiça não se deu porque a condenação foi correta. Mas sim, porque o Pretório 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Neste ponto, impõe-se o cotejo entre o que restou decidido no RE nº 594.104/MT e na revisão criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000. No recurso extraordinário, esta Suprema Corte reconheceu a conduta irregular da Corte estadual “ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados” e, assim, afrontar, “a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF)”. No bojo da ação revisional, restou novamente assentado, na própria ementa do julgado, a suposta contrariedade da condenação proferida pelo Tribunal do Júri com a prova dos autos, fundamento este que já havia sido conjurado pelo STF, por violar o princípio fundamental da soberania dos veredictos, insculpido no art. 5º, XXXVIII, da CRFB/1988. A propósito, cabe a transcrição do voto do Desembargador Revisor (item 51 indexação eletrônica) naquilo que interessa, verbis: “No caso em apreço, a decisão condenatória revisanda não foi proferida nem confirmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário nº 594.104/MT, já que o Pretório Excelso se limitou a decidir questão constitucional paralela a prevalência da soberania dos veredictos -, não adentrando ao mérito da responsabilidade penal do condenado. Inexistindo, portanto, qualquer debate acerca da ausência de provas ou da fundamentação utilizada na condenação. Nesse passo, por entender que o julgamento proferido pelo STF não ingressou na parte substantiva da causa, inauguro a divergência para firmar a competência deste Tribunal de Justiça para processar e julgar a presente revisão criminal. […] Não olvido, caríssimos Colegas, que o acórdão proferido pela Segunda Câmara Criminal foi reformado pelo STF. Todavia, exorto-os a flagrarem que a reforma do julgado deste Tribunal de Justiça não se deu porque a condenação foi correta. Mas sim, porque o Pretório 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Excelso - debatendo apenas os limites da competência reformadora dos tribunais locais perante a soberania da decisão do Tribunal do Júri entendeu que, em sede de recurso, o tribunal só pode reformar a decisão do Júri, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova. Ora Excelências! Na espécie, e respeitando-se a decisão do STF (ainda que com ela não se concorde), se é verdade que este Tribunal de Justiça não podia, no julgamento do Recurso de Apelação Criminal nº 3374/06 ter reformado a condenação imposta pelo Júri a FRANCISCO MARTINS PEREIRA, malgrado tenha sido embasada no depoimento de uma única testemunha, só ouvida na fase policial, e em dissonância com os depoimentos de outras testemunhas, não é menos verdade que,transitada em julgado a condenação, o condenado possa utilizar-se da presente revisão criminal para impugnar a decisão do Júri, bem assim que este Tribunal de Justiça possa revisitar toda a prova produzida e, ainda, analisar eventuais provas novas trazidas nessa ação autônoma de impugnação. Em suma, se o Tribunal de Justiça não podia em sede de apelo - ter reconhecido que a condenação proferida pelo Tribunal do Júri havia sido manifestamente contrária às provas dos autos, sob pena de violar o sistema da íntima convicção e a garantia constitucional da soberania dos veredictos; nada obsta que, agora em sede de revisão criminal reconheça que, tecnicamente, não havia nos autos provas para a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA, pois, não o fazendo, este Sodalício estará permitindo que um erro flagrante de avaliação das provas pelo Conselho de Sentença leve à prisão pessoa sobre quem não se pode formar tecnicamente um juízo de culpa, em manifesta e flagrante violação aos princípios da liberdade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. Para que não sejam vulnerados princípios constitucionais relevantes por eventual erro judiciário cometido pelo Conselho de Sentença é que o Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado seu posicionamento pela admissibilidade de revisão criminal contra decisão proferida pelos jurados, reconhecendo não ser absoluto o princípio da soberania dos veredictos. […] 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Excelso - debatendo apenas os limites da competência reformadora dos tribunais locais perante a soberania da decisão do Tribunal do Júri entendeu que, em sede de recurso, o tribunal só pode reformar a decisão do Júri, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova. Ora Excelências! Na espécie, e respeitando-se a decisão do STF (ainda que com ela não se concorde), se é verdade que este Tribunal de Justiça não podia, no julgamento do Recurso de Apelação Criminal nº 3374/06 ter reformado a condenação imposta pelo Júri a FRANCISCO MARTINS PEREIRA, malgrado tenha sido embasada no depoimento de uma única testemunha, só ouvida na fase policial, e em dissonância com os depoimentos de outras testemunhas, não é menos verdade que,transitada em julgado a condenação, o condenado possa utilizar-se da presente revisão criminal para impugnar a decisão do Júri, bem assim que este Tribunal de Justiça possa revisitar toda a prova produzida e, ainda, analisar eventuais provas novas trazidas nessa ação autônoma de impugnação. Em suma, se o Tribunal de Justiça não podia em sede de apelo - ter reconhecido que a condenação proferida pelo Tribunal do Júri havia sido manifestamente contrária às provas dos autos, sob pena de violar o sistema da íntima convicção e a garantia constitucional da soberania dos veredictos; nada obsta que, agora em sede de revisão criminal reconheça que, tecnicamente, não havia nos autos provas para a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA, pois, não o fazendo, este Sodalício estará permitindo que um erro flagrante de avaliação das provas pelo Conselho de Sentença leve à prisão pessoa sobre quem não se pode formar tecnicamente um juízo de culpa, em manifesta e flagrante violação aos princípios da liberdade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. Para que não sejam vulnerados princípios constitucionais relevantes por eventual erro judiciário cometido pelo Conselho de Sentença é que o Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado seu posicionamento pela admissibilidade de revisão criminal contra decisão proferida pelos jurados, reconhecendo não ser absoluto o princípio da soberania dos veredictos. […] 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Como salientou o então Desembargador MANOEL ORNELLAS, em voto acima transcrito, no caso concreto, a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA baseou-se exclusivamente no controvertido testemunho de José Paes de Barros (já falecido), colhido apenas durante a fase do inquérito policial e em dissonância com outros elementos de provas produzidos durante a instrução processual da ação penal. Tal situação peculiar é de extrema relevância para o deslinde da presente revisão criminal. Cediço que a ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. E, como bem pontuado pelo Ministro CARLOS AYRES BRITTO, quando do julgamento do HC 92435, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. Portanto, eminentes Colegas, o que se está aqui a exigir deste Colegiado agora em sede de revisão criminal é definir se a decisão do Tribunal do Júri foi justa. Vale dizer, se a decisão que condenou FERNANDO MARTINS PEREIRA não foi contrária à evidência dos autos. Não tenho dificuldade em afirmar que a condenação foi contrária à evidência dos autos e, por isso, está-se diante de hipótese em que a lei autoriza a revisão criminal da coisa julgada. Em verdade Excelências tenho que a questão é ainda mais grave. Não só não havia nenhum elemento idôneo para afirmar que Francisco Martins Pereira, juntamente com Sandoval, segurou a vítima para que Zé Guia pudesse contra esta desferir os tiros, como sequer havia elementos para o oferecimento da denúncia-crime. Consigno que o Ministério Público, nas alegações finais da Ação Penal nº 104/99 (fls. 344-347), no que tange à autoria, 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Como salientou o então Desembargador MANOEL ORNELLAS, em voto acima transcrito, no caso concreto, a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA baseou-se exclusivamente no controvertido testemunho de José Paes de Barros (já falecido), colhido apenas durante a fase do inquérito policial e em dissonância com outros elementos de provas produzidos durante a instrução processual da ação penal. Tal situação peculiar é de extrema relevância para o deslinde da presente revisão criminal. Cediço que a ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. E, como bem pontuado pelo Ministro CARLOS AYRES BRITTO, quando do julgamento do HC 92435, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. Portanto, eminentes Colegas, o que se está aqui a exigir deste Colegiado agora em sede de revisão criminal é definir se a decisão do Tribunal do Júri foi justa. Vale dizer, se a decisão que condenou FERNANDO MARTINS PEREIRA não foi contrária à evidência dos autos. Não tenho dificuldade em afirmar que a condenação foi contrária à evidência dos autos e, por isso, está-se diante de hipótese em que a lei autoriza a revisão criminal da coisa julgada. Em verdade Excelências tenho que a questão é ainda mais grave. Não só não havia nenhum elemento idôneo para afirmar que Francisco Martins Pereira, juntamente com Sandoval, segurou a vítima para que Zé Guia pudesse contra esta desferir os tiros, como sequer havia elementos para o oferecimento da denúncia-crime. Consigno que o Ministério Público, nas alegações finais da Ação Penal nº 104/99 (fls. 344-347), no que tange à autoria, 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT consignou que a concorrência do denunciado Sandoval Resende da Silva está devidamente comprovada nos autos, principalmente pelo depoimento da testemunha presencial Salvador Paes de Barros (fl. 187), que, de forma verossímil declarou ter visto o acusado segurando a vítima pelos braços enquanto Zé Guia desferia os disparos.... Todavia, nenhuma testemunha ousou dizer que Sandoval segurou a vítima pelos braços. O que as testemunhas são unânimes em afirmar é que havia uma confusão em torno da vítima Valdivino que estava armado, empunhou o revólver e foi persuadido por Sandoval a guardar a arma quando discutia com Francisco Martins Pereira, ora autor da presente revisão criminal. É provável que naquele puxa-puxa, Sandoval tenha pego a vítima pelo braço. Contudo, daí dizer que ele segurou a vítima para que Zé Guia atirasse, há uma imensa distância. Como já disse em outra oportunidade, somente mente fértil e descompromissada com a verdade e com a Justiça é que poderia fazer tal afirmação. O Promotor de Justiça não parou por aí Excelências. Foi mais longe. Com relação ao condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA, ora Autor da revisão criminal, afirmou às fls. 345: ... existem diversos relatos no sentido de que teria aderido à vontade criminosa de Zé Guia, o que o motivou, inclusive, a não efetuar a prisão do mencionado co-réu, tornado incontroversa sua conivência delituosa, principalmente se considerarmos sua profissão de policial militar, o que o obrigava a não só impedir o crime, mas também a deter o homicida.... Caros colegas, o Promotor de Justiça que atuou na ação penal quis transformar um possível crime de prevaricação em coautoria de um homicídio. O despautério Ministerial não parou por aí; chegou de dizer que a conivência delituosa do réu Francisco era incontroversa por ser ele um policial militar. Jogou toda a teoria do delito na lata do lixo. E o Tribunal de Júri acreditou na esparrela. O ilustre Promotor de Justiça ao afirmar que a conivência 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT consignou que a concorrência do denunciado Sandoval Resende da Silva está devidamente comprovada nos autos, principalmente pelo depoimento da testemunha presencial Salvador Paes de Barros (fl. 187), que, de forma verossímil declarou ter visto o acusado segurando a vítima pelos braços enquanto Zé Guia desferia os disparos.... Todavia, nenhuma testemunha ousou dizer que Sandoval segurou a vítima pelos braços. O que as testemunhas são unânimes em afirmar é que havia uma confusão em torno da vítima Valdivino que estava armado, empunhou o revólver e foi persuadido por Sandoval a guardar a arma quando discutia com Francisco Martins Pereira, ora autor da presente revisão criminal. É provável que naquele puxa-puxa, Sandoval tenha pego a vítima pelo braço. Contudo, daí dizer que ele segurou a vítima para que Zé Guia atirasse, há uma imensa distância. Como já disse em outra oportunidade, somente mente fértil e descompromissada com a verdade e com a Justiça é que poderia fazer tal afirmação. O Promotor de Justiça não parou por aí Excelências. Foi mais longe. Com relação ao condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA, ora Autor da revisão criminal, afirmou às fls. 345: ... existem diversos relatos no sentido de que teria aderido à vontade criminosa de Zé Guia, o que o motivou, inclusive, a não efetuar a prisão do mencionado co-réu, tornado incontroversa sua conivência delituosa, principalmente se considerarmos sua profissão de policial militar, o que o obrigava a não só impedir o crime, mas também a deter o homicida.... Caros colegas, o Promotor de Justiça que atuou na ação penal quis transformar um possível crime de prevaricação em coautoria de um homicídio. O despautério Ministerial não parou por aí; chegou de dizer que a conivência delituosa do réu Francisco era incontroversa por ser ele um policial militar. Jogou toda a teoria do delito na lata do lixo. E o Tribunal de Júri acreditou na esparrela. O ilustre Promotor de Justiça ao afirmar que a conivência 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT do réu Francisco era incontroversa por ser ele um Policial Militar, mostrou-se ser adepto da posição de um direito penal do autor. Isto é, Francisco está sendo reprovado não pelo que fez (direito penal de ato), e sim pelo que é (Policial Militar). A seguir a linha de raciocínio do membro do Parquet, sempre puniremos o homem não pelo seu agir, mas pelo seu modo de ser. Às fls. 346 da ação penal, o ilustre Promotor complementa a sua peroração, dizendo: Complementando a manifestação, depreende-se dos autos que os acusados teriam sido os causadores da acirrada discussão, sendo responsáveis diretos pelo homicídio em pauta. Ora, para haver participação é indispensável que haja vontade, dolo, de colaborar com o fato típico. Não se pode pensar em participação negligente em delito doloso. Utilizou o nobre Promotor da expressão conivência, demonstrando falta de técnica, pois a tomou como expressão sinônima à participação. […] Reforço que a denúncia sequer devia ter sido admitida porque não descreve se os agentes foram partícipes ou coautores do crime em questão. Se seguraram a vítima, só pode ser-lhes atribuída a coautoria. Esta, segundo do Professor FERNANDO CAPEZ, se dá quando todos os agentes, em colaboração recíproca e visando ao mesmo fim, realizam a conduta principal. Na lição de JOHANNES WESSELS, coautoria é o cometimento comunitário de um fato punível mediante uma atuação conjunta consciente e querida. […] Repito Colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que Zé Guia pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT do réu Francisco era incontroversa por ser ele um Policial Militar, mostrou-se ser adepto da posição de um direito penal do autor. Isto é, Francisco está sendo reprovado não pelo que fez (direito penal de ato), e sim pelo que é (Policial Militar). A seguir a linha de raciocínio do membro do Parquet, sempre puniremos o homem não pelo seu agir, mas pelo seu modo de ser. Às fls. 346 da ação penal, o ilustre Promotor complementa a sua peroração, dizendo: Complementando a manifestação, depreende-se dos autos que os acusados teriam sido os causadores da acirrada discussão, sendo responsáveis diretos pelo homicídio em pauta. Ora, para haver participação é indispensável que haja vontade, dolo, de colaborar com o fato típico. Não se pode pensar em participação negligente em delito doloso. Utilizou o nobre Promotor da expressão conivência, demonstrando falta de técnica, pois a tomou como expressão sinônima à participação. […] Reforço que a denúncia sequer devia ter sido admitida porque não descreve se os agentes foram partícipes ou coautores do crime em questão. Se seguraram a vítima, só pode ser-lhes atribuída a coautoria. Esta, segundo do Professor FERNANDO CAPEZ, se dá quando todos os agentes, em colaboração recíproca e visando ao mesmo fim, realizam a conduta principal. Na lição de JOHANNES WESSELS, coautoria é o cometimento comunitário de um fato punível mediante uma atuação conjunta consciente e querida. […] Repito Colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que Zé Guia pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Portanto, a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise técnica do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. [...]“ (g.n) Portanto, conclui-se que na revisão criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000, o Tribunal prolator do ato reclamado desconsiderou prova testemunhal ainda que isolada - para inocentar o réu, matéria que já havia sido decidida no RE nº 594.104/MT. A propósito, o direito objetivo limita o órgão competente para o julgamento da revisão dos processos findos, somente autorizando a revisão dos julgados nas hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal. Por oportuno transcrevo o dispositivo integralmente abaixo, in litteris: “Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.” Verifico, ademais, que a Revisão Criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000 tinha, como causa de pedir, o art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por “suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)”. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Portanto, a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise técnica do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. [...]“ (g.n) Portanto, conclui-se que na revisão criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000, o Tribunal prolator do ato reclamado desconsiderou prova testemunhal ainda que isolada - para inocentar o réu, matéria que já havia sido decidida no RE nº 594.104/MT. A propósito, o direito objetivo limita o órgão competente para o julgamento da revisão dos processos findos, somente autorizando a revisão dos julgados nas hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal. Por oportuno transcrevo o dispositivo integralmente abaixo, in litteris: “Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.” Verifico, ademais, que a Revisão Criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000 tinha, como causa de pedir, o art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por “suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)”. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora, anteriormente, conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988. Consectariamente, resta clara a desobediência ao que decidido por esta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora, anteriormente, conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988. Consectariamente, resta clara a desobediência ao que decidido por esta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 90 Vista 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO VISTA O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, cumprimento, inicialmente, a Doutora Fernanda Faustino Pereira pela sustentação. Eu já adianto que vou pedir vista e, em dois minutos, explico o porquê. Aqui, com o devido respeito a todos que atuaram antes, desde a primeira instância, está tudo errado, por isso que gerou esse problema. O sistema legal brasileiro desconfia do mecanismo de Tribunal do Júri. É o único sistema legal do mundo que exige a pronúncia - isso é um controle sobre a soberania do Júri, ou seja, o Judiciário, o juiz togado quem decidirá o que o Júri pode julgar ou não -; apelação, no caso de a decisão ser manifestamente contrária à prova dos autos - aqui é um outro controle, ou seja, uma tutela em relação ao Júri - e a própria revisão criminal. Em que pese serem três mecanismos de tutela do Tribunal do Júri, são mecanismos que esta Corte admite como constitucional e não violadora da soberania do Tribunal do Júri. Agora, no caso específico, com todo o respeito às decisões anteriores - aqui, não é decisão de Vossa Excelência -, está tudo errado. Por que isso? Qual o fundamento jurídico pelo qual o Supremo Tribunal Federal historicamente admite a apelação ao Tribunal de Justiça para uma análise de decisão manifestamente contrária à prova dos autos? Qual o fundamento constitucional de que essa apelação não diz respeito à soberania do Júri? O fato de o Tribunal, revertendo, determinar novo julgamento pelo Júri, e o Júri decidindo, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06BF-7651-94A9-9A9A e senha 67D6-4F2E-6F08-3CC1 Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO VISTA O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, cumprimento, inicialmente, a Doutora Fernanda Faustino Pereira pela sustentação. Eu já adianto que vou pedir vista e, em dois minutos, explico o porquê. Aqui, com o devido respeito a todos que atuaram antes, desde a primeira instância, está tudo errado, por isso que gerou esse problema. O sistema legal brasileiro desconfia do mecanismo de Tribunal do Júri. É o único sistema legal do mundo que exige a pronúncia - isso é um controle sobre a soberania do Júri, ou seja, o Judiciário, o juiz togado quem decidirá o que o Júri pode julgar ou não -; apelação, no caso de a decisão ser manifestamente contrária à prova dos autos - aqui é um outro controle, ou seja, uma tutela em relação ao Júri - e a própria revisão criminal. Em que pese serem três mecanismos de tutela do Tribunal do Júri, são mecanismos que esta Corte admite como constitucional e não violadora da soberania do Tribunal do Júri. Agora, no caso específico, com todo o respeito às decisões anteriores - aqui, não é decisão de Vossa Excelência -, está tudo errado. Por que isso? Qual o fundamento jurídico pelo qual o Supremo Tribunal Federal historicamente admite a apelação ao Tribunal de Justiça para uma análise de decisão manifestamente contrária à prova dos autos? Qual o fundamento constitucional de que essa apelação não diz respeito à soberania do Júri? O fato de o Tribunal, revertendo, determinar novo julgamento pelo Júri, e o Júri decidindo, não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06BF-7651-94A9-9A9A e senha 67D6-4F2E-6F08-3CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 90 Vista RCL 29621 AGR / MT caberá novo recurso. É isso que sustenta historicamente, no nosso sistema legal, a possibilidade de apelação. Não é o Tribunal que decide, nem o STJ e Supremo Tribunal Federal. Quem decide novamente é o Júri. Isso é soberania do Júri. Nesse caso, foi ignorada a soberania do Júri. Isso porque compete ao Tribunal de Justiça - e a ele guardo minhas reservas, mas a Corte admite - a análise de prova. Aqui, a decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos. Analisou-se e entendeu-se que a decisão foi contrária à prova dos autos. E, ao invés de determinar novo Júri, de ofício, trancou a ação penal. Isso não é possível no caso dessa apelação. Então, há um primeiro erro aqui, consistente no desrespeito à soberania do Júri. Foi para o STJ, o qual consertou - a meu ver - e entendeu que não cabe habeas corpus, de ofício, para trancar. Afastou, mas manteve a decisão do TJ. Ou seja, deveria ter retornado ao Tribunal do Júri. No RE, o Supremo disse: Não. Está errada a decisão. Vejam, dois erros. O Supremo, para ingressar nisso, analisou detalhadamente as provas - a meu ver. Transitou em julgado. Porém, o fato da excepcionalidade e o que foi arguido da tribuna sobre a questão da legitimidade me fazem pedir vista, Senhor Presidente. A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Excelência, pela ordem. Eminente Ministro Alexandre de Moraes, só para esclarecer, o STJ mandou a novo Júri. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu sei. Por isso falei que o STJ havia acertado. Mas, ao invés de ir para outro Júri, houve o RE, o qual inverteu. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06BF-7651-94A9-9A9A e senha 67D6-4F2E-6F08-3CC1 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT caberá novo recurso. É isso que sustenta historicamente, no nosso sistema legal, a possibilidade de apelação. Não é o Tribunal que decide, nem o STJ e Supremo Tribunal Federal. Quem decide novamente é o Júri. Isso é soberania do Júri. Nesse caso, foi ignorada a soberania do Júri. Isso porque compete ao Tribunal de Justiça - e a ele guardo minhas reservas, mas a Corte admite - a análise de prova. Aqui, a decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos. Analisou-se e entendeu-se que a decisão foi contrária à prova dos autos. E, ao invés de determinar novo Júri, de ofício, trancou a ação penal. Isso não é possível no caso dessa apelação. Então, há um primeiro erro aqui, consistente no desrespeito à soberania do Júri. Foi para o STJ, o qual consertou - a meu ver - e entendeu que não cabe habeas corpus, de ofício, para trancar. Afastou, mas manteve a decisão do TJ. Ou seja, deveria ter retornado ao Tribunal do Júri. No RE, o Supremo disse: Não. Está errada a decisão. Vejam, dois erros. O Supremo, para ingressar nisso, analisou detalhadamente as provas - a meu ver. Transitou em julgado. Porém, o fato da excepcionalidade e o que foi arguido da tribuna sobre a questão da legitimidade me fazem pedir vista, Senhor Presidente. A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Excelência, pela ordem. Eminente Ministro Alexandre de Moraes, só para esclarecer, o STJ mandou a novo Júri. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu sei. Por isso falei que o STJ havia acertado. Mas, ao invés de ir para outro Júri, houve o RE, o qual inverteu. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06BF-7651-94A9-9A9A e senha 67D6-4F2E-6F08-3CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 90 Observação 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu me deparei com uma decisão violadora da decisão do Supremo Tribunal Federal, ainda que equivocada - se é que foi equivocada. Evidentemente que, numa reclamação, a minha postura tem de ser a de comparar os acórdãos, verificar se houve desobediência e proferir uma nova decisão. De uma forma ou de outra, nossas conclusões chegarão ao mesmo sentido, porque eu determinei que seja rejulgada a revisão criminal. E, com o recado de Vossa Excelência, certamente o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao rejulgar a revisão criminal, mandará fazer um novo Júri. Talvez, seja a melhor solução. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0901-99FC-8C6E-9663 e senha EDE6-7DDA-8505-8734 Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu me deparei com uma decisão violadora da decisão do Supremo Tribunal Federal, ainda que equivocada - se é que foi equivocada. Evidentemente que, numa reclamação, a minha postura tem de ser a de comparar os acórdãos, verificar se houve desobediência e proferir uma nova decisão. De uma forma ou de outra, nossas conclusões chegarão ao mesmo sentido, porque eu determinei que seja rejulgada a revisão criminal. E, com o recado de Vossa Excelência, certamente o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao rejulgar a revisão criminal, mandará fazer um novo Júri. Talvez, seja a melhor solução. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0901-99FC-8C6E-9663 e senha EDE6-7DDA-8505-8734 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 90 Extrato de Ata - 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (16834/MT) AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI (6796/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C288-CF51-1E25-35D4 e senha 81E4-D829-AC1F-5C99 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (16834/MT) AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI (6796/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C288-CF51-1E25-35D4 e senha 81E4-D829-AC1F-5C99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 90 Voto Vista 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO V O T O – V I S T A O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática do Relator, Min. LUIZ FUX, que julgou parcialmente procedente a Reclamação, para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso proferisse novo julgamento à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000, obedecendo-se o decidido no RE 594.104/MT (Rel. Min. EROS GRAU). Consta dos autos, em apertada síntese, que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar procedente o pedido de Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000, teria violado a autoridade da decisão proferida por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL quando do julgamento do RE 594.104/MT, Rel. Min. EROS GRAU. No referido julgamento do RE 594.104/MT, a CORTE, reconhecendo a violação do princípio da soberania dos veredictos consagrado na Constituição Federal (art. 5º, XXXVIII, c), restabeleceu a condenação anteriormente prolatada pelo Tribunal do Júri, porquanto assentada em depoimento de testemunha presencial do fato criminoso. No curso do processamento do RE 594.104/MT, a defesa dos condenados, dentre eles o reclamante, interpôs inúmeros recursos, todos eles desprovidos pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, oportunidade, inclusive, em que foi decretado o trânsito em julgado do acórdão proferido no RE 594.104/MT, com a imediata baixa dos autos, independentemente de publicação: PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO V O T O – V I S T A O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática do Relator, Min. LUIZ FUX, que julgou parcialmente procedente a Reclamação, para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso proferisse novo julgamento à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000, obedecendo-se o decidido no RE 594.104/MT (Rel. Min. EROS GRAU). Consta dos autos, em apertada síntese, que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar procedente o pedido de Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000, teria violado a autoridade da decisão proferida por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL quando do julgamento do RE 594.104/MT, Rel. Min. EROS GRAU. No referido julgamento do RE 594.104/MT, a CORTE, reconhecendo a violação do princípio da soberania dos veredictos consagrado na Constituição Federal (art. 5º, XXXVIII, c), restabeleceu a condenação anteriormente prolatada pelo Tribunal do Júri, porquanto assentada em depoimento de testemunha presencial do fato criminoso. No curso do processamento do RE 594.104/MT, a defesa dos condenados, dentre eles o reclamante, interpôs inúmeros recursos, todos eles desprovidos pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, oportunidade, inclusive, em que foi decretado o trânsito em julgado do acórdão proferido no RE 594.104/MT, com a imediata baixa dos autos, independentemente de publicação: PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGADA OMISSÃO, DÚVIDA, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO. VÍCIOS INOCORRENTES. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DECRETADO O TRÂNSITO EM JULGADO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. 1. Inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou obscuridade, inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O litisconsórcio ativo unitário, estabelecido entre assistente de acusação e Ministério Público, caracteriza-se pela homogeneidade da decisão judicial, mercê de a procedência ou improcedência do pedido atingir a todos os litisconsortes. Consequentemente, revela-se descabida a alegação de dúvida, omissão ou obscuridade quanto a qual recurso – do assistente ou do Ministério Público - foi provido. 3. (i) In casu, não houve omissão, dúvida e obscuridade quanto ao recurso a que se deu provimento, do Ministério Público ou do assistente de acusação, constando do acórdão recorrido que houve "provimento monocrático do Agravo Regimental interposto pela Assistente de Acusação contra a decisão que julgou prejudicados os recursos extraordinários interpostos pelo Ministério Público Estadual e pela própria assistente". (ii) A assistente de acusação, no recurso que veio a ser provido nestes autos, destacou: "Por oportuno, merece salientar, para robustecer o pedido, que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso também recorreu extraordinariamente" (fls. 1.298). (iii) O provimento do recurso do assistente de acusação reformou a única decisão antes proferida nestes autos, que julgara prejudicados os dois recursos extraordinários. 4. Embargos de declaração desprovidos, com o reconhecimento do seu caráter manifestamente protelatório. 5. Decretado o trânsito em julgado do feito e a consequente baixa imediata dos autos, independentemente de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGADA OMISSÃO, DÚVIDA, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO. VÍCIOS INOCORRENTES. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DECRETADO O TRÂNSITO EM JULGADO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. 1. Inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou obscuridade, inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do CPC. 2. O litisconsórcio ativo unitário, estabelecido entre assistente de acusação e Ministério Público, caracteriza-se pela homogeneidade da decisão judicial, mercê de a procedência ou improcedência do pedido atingir a todos os litisconsortes. Consequentemente, revela-se descabida a alegação de dúvida, omissão ou obscuridade quanto a qual recurso – do assistente ou do Ministério Público - foi provido. 3. (i) In casu, não houve omissão, dúvida e obscuridade quanto ao recurso a que se deu provimento, do Ministério Público ou do assistente de acusação, constando do acórdão recorrido que houve "provimento monocrático do Agravo Regimental interposto pela Assistente de Acusação contra a decisão que julgou prejudicados os recursos extraordinários interpostos pelo Ministério Público Estadual e pela própria assistente". (ii) A assistente de acusação, no recurso que veio a ser provido nestes autos, destacou: "Por oportuno, merece salientar, para robustecer o pedido, que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso também recorreu extraordinariamente" (fls. 1.298). (iii) O provimento do recurso do assistente de acusação reformou a única decisão antes proferida nestes autos, que julgara prejudicados os dois recursos extraordinários. 4. Embargos de declaração desprovidos, com o reconhecimento do seu caráter manifestamente protelatório. 5. Decretado o trânsito em julgado do feito e a consequente baixa imediata dos autos, independentemente de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT publicação, nos termos da jurisprudência. Certificado o trânsito em julgado, a defesa do réu Francisco Martins Pereira apresentou, no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, Revisão Criminal, com fundamento no art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, requerendo, em linhas gerais, o reconhecimento de vícios insanáveis: (a) nulidade do deslocamento de competência do Juízo da Comarca de Jaciara/MT para o Juízo da Comarca de Juscimeira/MT, violando a perpetuação da jurisdição daquele e o princípio da identidade física do juiz; (b) nulidade do oferecimento de nova denúncia após a concessão de Habeas Corpus de ofício pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, que determinou o trancamento da ação penal, sem que houvesse qualquer elemento novo mesmo após transcorridos 12 (doze) anos da prática do delito; (c) nulidade do desaforamento do julgamento para a Comarca de Cuiabá/MT. No mérito, requereu a procedência da Revisão Criminal, com a absolvição do recorrente Francisco Martins Pereira, em razão de não ter ele concorrido para a infração penal (a sentença condenatória teria sido proferida contrária às provas dos autos, nos termos do art. 621, I, do Código de Processo Penal). Alternativamente, requereu a sua absolvição por não ter concorrido para a infração penal, diante das novas provas trazidas aos autos (nos termos do art. 621, III, do Código de Processo Penal). Por acórdão da Turma de Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, determinou-se a cassação da condenação promovida pelo Tribunal do Júri por ter sido contrária à prova dos autos, absolvendo-se Francisco Martins Pereira, nos termos do art. 386, VI, e do art. 621, I, ambos do Código de Processo Penal: REVISÃO CRIMINAL – CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO – REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL – REJEIÇÃO – 2) PRELIMINAR DE NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT publicação, nos termos da jurisprudência. Certificado o trânsito em julgado, a defesa do réu Francisco Martins Pereira apresentou, no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, Revisão Criminal, com fundamento no art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, requerendo, em linhas gerais, o reconhecimento de vícios insanáveis: (a) nulidade do deslocamento de competência do Juízo da Comarca de Jaciara/MT para o Juízo da Comarca de Juscimeira/MT, violando a perpetuação da jurisdição daquele e o princípio da identidade física do juiz; (b) nulidade do oferecimento de nova denúncia após a concessão de Habeas Corpus de ofício pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, que determinou o trancamento da ação penal, sem que houvesse qualquer elemento novo mesmo após transcorridos 12 (doze) anos da prática do delito; (c) nulidade do desaforamento do julgamento para a Comarca de Cuiabá/MT. No mérito, requereu a procedência da Revisão Criminal, com a absolvição do recorrente Francisco Martins Pereira, em razão de não ter ele concorrido para a infração penal (a sentença condenatória teria sido proferida contrária às provas dos autos, nos termos do art. 621, I, do Código de Processo Penal). Alternativamente, requereu a sua absolvição por não ter concorrido para a infração penal, diante das novas provas trazidas aos autos (nos termos do art. 621, III, do Código de Processo Penal). Por acórdão da Turma de Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, determinou-se a cassação da condenação promovida pelo Tribunal do Júri por ter sido contrária à prova dos autos, absolvendo-se Francisco Martins Pereira, nos termos do art. 386, VI, e do art. 621, I, ambos do Código de Processo Penal: REVISÃO CRIMINAL – CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO – REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL – REJEIÇÃO – 2) PRELIMINAR DE NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA – REJEIÇÃO – NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO – TEORIA DA ASSERÇÃO – 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ – REJEIÇÃO – POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO – MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO – PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI – 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA – REJEIÇÃO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS EX OFFICIO – 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO – REJEIÇÃO – REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE – PRECLUSÃO – DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO – 6) MÉRITO – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS – RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA – REJEIÇÃO – NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO – TEORIA DA ASSERÇÃO – 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ – REJEIÇÃO – POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO – MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO – PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI – 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA – REJEIÇÃO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS EX OFFICIO – 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO – REJEIÇÃO – REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE – PRECLUSÃO – DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO – 6) MÉRITO – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS – RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT VEREDICTOS DO JURI – REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS E ERROS JUDICIÁRIOS – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local não podia – em sede de apelação criminal – anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver – totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça – em sede de revisão criminal – reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, "d", da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena – exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT VEREDICTOS DO JURI – REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS E ERROS JUDICIÁRIOS – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local não podia – em sede de apelação criminal – anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver – totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça – em sede de revisão criminal – reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, "d", da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena – exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI). Sobreveio, então, a presente Reclamação, oferecida pela família da vítima Valtenir Luiz Pereira, sob o fundamento de que o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000) teria usurpado a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL quando do julgamento do RE 594.104/MT. Consta da petição inicial que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, no bojo da Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000, "por maioria, conheceu do pedido revisional e julgou o seu mérito para absolver o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), ou seja, invadiu e usurpou a competência do Excelso Supremo e, ainda, desrespeitou e desacatou a autoridade do comando decisório do seu julgado, emanado do RE 594.104/MT, e hoje o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira) está livre leve e solto". A peça preambular aduz que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no exame do RE 594.104/MT, cujo relator originário era o Min. EROS GRAU, sucedido pelo Min. LUIZ FUX, "a todo instante analisou o mérito da relação jurídico-processual penal estabelecida no processo e que foi objeto das razões recursais do apelo extraordinário". Entendeu o reclamante que "o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu- se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso". Argumentou ser "do Supremo Tribunal Federal a competência para analisar e julgar a revisão criminal quando o seu acórdão, emanado de recurso extraordinário, anula a decisão do Tribunal de Origem para restabelecer, por motivos estritamente jurídicos, a condenação imposta pelo Júri, mas cancelada pelo Tribunal local, interfere e atrai para si (STF) o julgamento da procedência ou não da ação penal que constitui o objeto do pedido revisional". Asseverou, ainda, que o "Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve a sua competência exaurida para processar e julgar a revisão criminal a partir do momento que o seu acórdão proveniente da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI). Sobreveio, então, a presente Reclamação, oferecida pela família da vítima Valtenir Luiz Pereira, sob o fundamento de que o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000) teria usurpado a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL quando do julgamento do RE 594.104/MT. Consta da petição inicial que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, no bojo da Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000, "por maioria, conheceu do pedido revisional e julgou o seu mérito para absolver o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), ou seja, invadiu e usurpou a competência do Excelso Supremo e, ainda, desrespeitou e desacatou a autoridade do comando decisório do seu julgado, emanado do RE 594.104/MT, e hoje o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira) está livre leve e solto". A peça preambular aduz que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no exame do RE 594.104/MT, cujo relator originário era o Min. EROS GRAU, sucedido pelo Min. LUIZ FUX, "a todo instante analisou o mérito da relação jurídico-processual penal estabelecida no processo e que foi objeto das razões recursais do apelo extraordinário". Entendeu o reclamante que "o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu- se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso". Argumentou ser "do Supremo Tribunal Federal a competência para analisar e julgar a revisão criminal quando o seu acórdão, emanado de recurso extraordinário, anula a decisão do Tribunal de Origem para restabelecer, por motivos estritamente jurídicos, a condenação imposta pelo Júri, mas cancelada pelo Tribunal local, interfere e atrai para si (STF) o julgamento da procedência ou não da ação penal que constitui o objeto do pedido revisional". Asseverou, ainda, que o "Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve a sua competência exaurida para processar e julgar a revisão criminal a partir do momento que o seu acórdão proveniente da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT apelação 3.374/2006 foi implicitamente declarado insubsistente pelo Supremo Tribunal Federal, quando deu provimento ao RE 594.104/MT, adentrou no mérito da discussão recursal e restaurou a validade soberana da decisão emanada do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá-MT.". O Relator, Min. LUIZ FUX, por decisão monocrática, afastou a preliminar de pertinência subjetiva e de ilegitimidade ativa arguida pelo interessado Francisco Martins Pereira, e, no mérito, julgou parcialmente procedente a Reclamação para os fins de determinar que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso proferisse novo julgamento à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000: RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, §2º, IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 594.104/MT. INEXISTÊNCIA DE INCURSÃO DO PARADIGMA INVOCADO NA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA JULGAMENTO DA REVISÃO CRIMINAL. DECISÃO PARADIGMA QUE CONCLUIU VIOLADA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS, NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVE O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. RECLAMAÇÃO QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE, PARA DETERMINAR A REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da CF além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, §3º, da Constituição, incluído pela EC n. 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT apelação 3.374/2006 foi implicitamente declarado insubsistente pelo Supremo Tribunal Federal, quando deu provimento ao RE 594.104/MT, adentrou no mérito da discussão recursal e restaurou a validade soberana da decisão emanada do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá-MT.". O Relator, Min. LUIZ FUX, por decisão monocrática, afastou a preliminar de pertinência subjetiva e de ilegitimidade ativa arguida pelo interessado Francisco Martins Pereira, e, no mérito, julgou parcialmente procedente a Reclamação para os fins de determinar que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso proferisse novo julgamento à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000: RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, §2º, IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 594.104/MT. INEXISTÊNCIA DE INCURSÃO DO PARADIGMA INVOCADO NA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA JULGAMENTO DA REVISÃO CRIMINAL. DECISÃO PARADIGMA QUE CONCLUIU VIOLADA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS, NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVE O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. RECLAMAÇÃO QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE, PARA DETERMINAR A REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da CF além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, §3º, da Constituição, incluído pela EC n. 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou revisão criminal, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. 3. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF apontada como violada é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/04/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 01/09/2017. 4. (a) A pertinência subjetiva é requisito de admissibilidade da reclamação, sendo imprescindível que o reclamante aponte, como paradigma, processo de índole subjetiva cuja relação processual tenha integrado. Precedente: Rcl 10.192-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 12/11/2013 (b) Na hipótese sub examine, ressoa inequívoca a atuação dos filhos e viúva da vítima, como assistentes de acusação da ação penal e, posteriormente no recurso extraordinário, sendo certo que, no caso concreto, é indevida a extinção do feito sem exame do mérito, porquanto um dos filhos da vítima atua representando os interesses da família, entidade destinatária da legitimidade processual mediante substituição. 5. In casu, (a) O Reclamante sustenta que "o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu-se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso". (b) A decisão paradigma proferida por esta Corte no RE 594.104/MT, dentro do restrito espectro cognitivo do recurso extraordinário, concluiu ter sido violada a soberania dos veredictos, prevista no art. 5º, XXXVIII, "c", da CRFB/1988, no julgamento do recurso de apelação, por ter absolvido os acusados, embora a conclusão do júri estivesse 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou revisão criminal, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. 3. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF apontada como violada é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/04/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 01/09/2017. 4. (a) A pertinência subjetiva é requisito de admissibilidade da reclamação, sendo imprescindível que o reclamante aponte, como paradigma, processo de índole subjetiva cuja relação processual tenha integrado. Precedente: Rcl 10.192-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 12/11/2013 (b) Na hipótese sub examine, ressoa inequívoca a atuação dos filhos e viúva da vítima, como assistentes de acusação da ação penal e, posteriormente no recurso extraordinário, sendo certo que, no caso concreto, é indevida a extinção do feito sem exame do mérito, porquanto um dos filhos da vítima atua representando os interesses da família, entidade destinatária da legitimidade processual mediante substituição. 5. In casu, (a) O Reclamante sustenta que "o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu-se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso". (b) A decisão paradigma proferida por esta Corte no RE 594.104/MT, dentro do restrito espectro cognitivo do recurso extraordinário, concluiu ter sido violada a soberania dos veredictos, prevista no art. 5º, XXXVIII, "c", da CRFB/1988, no julgamento do recurso de apelação, por ter absolvido os acusados, embora a conclusão do júri estivesse 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT apoiada em testemunho existente nos autos. (c) O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 594.104/MT, não adentrou no mérito da ação penal de origem, atendo-se à quaestio juris de natureza constitucional. Descabimento do deslocamento, para esta Corte, da competência para o julgamento da Revisão Criminal. (d) O acórdão ora reclamado foi proferido no julgamento da Revisão Criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000, cuja causa de pedir residiu no art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por "suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)". (e) A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na "contrariedade à evidência dos autos", reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988. (f) Consectariamente, é manifesta a desobediência ao que decidido por esta Corte, razão pela qual a Reclamação deve ser julgada parcialmente procedente, tão-somente para determinar que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso profira novo julgamento, à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal 1004479- 61.2017.8.11.0000. 6. Reclamação que se julga parcialmente procedente. Contra essa decisão, foi interposto Agravo Regimental, pugnando pela (a) reconsideração da decisão agravada, para reconhecer a ilegitimidade ativa do reclamante; (b) a improcedência da Reclamação, dada a inexistência de desrespeito ao decidido por esta CORTE no RE 594.104/MT, posto que a matéria discutida na Revisão Criminal em nada colidiria com os termos da questão de direito apreciada na via do recurso excepcional. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT apoiada em testemunho existente nos autos. (c) O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o RE 594.104/MT, não adentrou no mérito da ação penal de origem, atendo-se à quaestio juris de natureza constitucional. Descabimento do deslocamento, para esta Corte, da competência para o julgamento da Revisão Criminal. (d) O acórdão ora reclamado foi proferido no julgamento da Revisão Criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000, cuja causa de pedir residiu no art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por "suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)". (e) A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na "contrariedade à evidência dos autos", reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988. (f) Consectariamente, é manifesta a desobediência ao que decidido por esta Corte, razão pela qual a Reclamação deve ser julgada parcialmente procedente, tão-somente para determinar que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso profira novo julgamento, à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal 1004479- 61.2017.8.11.0000. 6. Reclamação que se julga parcialmente procedente. Contra essa decisão, foi interposto Agravo Regimental, pugnando pela (a) reconsideração da decisão agravada, para reconhecer a ilegitimidade ativa do reclamante; (b) a improcedência da Reclamação, dada a inexistência de desrespeito ao decidido por esta CORTE no RE 594.104/MT, posto que a matéria discutida na Revisão Criminal em nada colidiria com os termos da questão de direito apreciada na via do recurso excepcional. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 51 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT A despeito de acompanhar o eminente Relator, Min. LUIZ FUX, na sua conclusão, tomo a liberdade de fazer algumas considerações sobre os fatos que permeiam a análise deste recurso. No caso em tela, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar o recurso de Apelação, concedeu Habeas Corpus de ofício para trancar a ação penal, sob o fundamento de que não existia justa causa para a referida ação penal. Todavia, ao fazê-lo, decidiu de forma diametralmente oposta ao julgamento do Recurso em Sentido Estrito interposto contra a sentença de pronúncia, oportunidade em que a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso se convencera da existência de indícios suficientes da autoria ou da participação dos réus. Confiram-se, aqui, as duas ementas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, referentes às decisões de que estou a falar: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO – HOMICÍDIO QUALIFICADO – CONCURSO DE PESSOAS – PRONÚNCIA – MATERIALIDADE COMPROVADA – FORTES INDÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO DOS RECORRENTES NO EVENTO – PRETENDIDA IMPRONÚNCIA – IMPOSSIBILIDADE – PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 408, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – CULPABILIDADE – MATÉRIA DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI, POR IMPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL – RECURSO IMPROVIDO – DECISÃO UNÂNIME E COM O PARECER. Provada a materialidade do homicídio doloso e exsurgindo veementes indícios da contribuição dos co-réus no evento (artigo 29 do Código Penal), conclusivos da prova testemunhal e fática, constante dos autos, correta a pronúncia dos recorrentes. A análise da culpabilidade dos réus é matéria pertinente à competência do Tribunal Popular do Júri, em se tratando de crime doloso contra a vida, por determinação da Carta Magna. APELAÇÕES CRIMINIAIS – HOMICÍDIO 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT A despeito de acompanhar o eminente Relator, Min. LUIZ FUX, na sua conclusão, tomo a liberdade de fazer algumas considerações sobre os fatos que permeiam a análise deste recurso. No caso em tela, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar o recurso de Apelação, concedeu Habeas Corpus de ofício para trancar a ação penal, sob o fundamento de que não existia justa causa para a referida ação penal. Todavia, ao fazê-lo, decidiu de forma diametralmente oposta ao julgamento do Recurso em Sentido Estrito interposto contra a sentença de pronúncia, oportunidade em que a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso se convencera da existência de indícios suficientes da autoria ou da participação dos réus. Confiram-se, aqui, as duas ementas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, referentes às decisões de que estou a falar: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO – HOMICÍDIO QUALIFICADO – CONCURSO DE PESSOAS – PRONÚNCIA – MATERIALIDADE COMPROVADA – FORTES INDÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO DOS RECORRENTES NO EVENTO – PRETENDIDA IMPRONÚNCIA – IMPOSSIBILIDADE – PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 408, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – CULPABILIDADE – MATÉRIA DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI, POR IMPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL – RECURSO IMPROVIDO – DECISÃO UNÂNIME E COM O PARECER. Provada a materialidade do homicídio doloso e exsurgindo veementes indícios da contribuição dos co-réus no evento (artigo 29 do Código Penal), conclusivos da prova testemunhal e fática, constante dos autos, correta a pronúncia dos recorrentes. A análise da culpabilidade dos réus é matéria pertinente à competência do Tribunal Popular do Júri, em se tratando de crime doloso contra a vida, por determinação da Carta Magna. APELAÇÕES CRIMINIAIS – HOMICÍDIO 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT QUALIFICADO – JULGAMENTO PELO JÚRI – APELO DO ASSISTENTE DA ACUSAÇÃO – PRETENSÃO EM AUMENTAR PENA – INADMISSILIBDADE – NÃO CONHECIMENTO – APELO DOS RÉUS – PEDIDO DE NULIDADE – DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS – OCORRÊNCIA DO VÍCIO – JURADOS QUE DIVORCIAM TOTALMENTE DO CONJUNTO PROBATÓRIO – VERIFICAÇÃO, NO ENTANTO, DE QUESTÃO PREJUDICIAL AO PROCESSO – AÇÃO PENAL INSTAURADA SEM JUSTA CAUSA – TRANCAMENTO POR MEIO DE HABEAS CORPUS - CONCESSÃO EX OFFICIO. O recurso interposto pelo assistente de acusação visando aumentar pena em processo onde o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri e não houve apelo do Promotor de Justiça, não ganha foros de juridicidade porque o seu interesse já foi satisfeito pela sanção aplicada em possível utilização da esfera cível. Se a decisão dos jurados está totalmente desbordada das provas dos autos, em todas as suas fases, havendo eles amparado tão-somente em um depoimento controvertido fora das demais declarações produzidas, o julgamento proferido é nulo por decisão manifesta e contrária ao conjunto probatório. Sendo constatada de ofício questão prejudicial à tramitação da ação penal julgada pelo Tribunal do Júri, diante de visível falta de justa causa para sua instauração, impõe-se a concessão de habeas corpus (art. 648, VI, do CPP) para trancá-la, ao invés de submeter o réu a novo júri em razão de ter sido reconhecida nulidade pela manifesta contrariedade de provas. Ora, ao reconhecer, em momento impróprio, a inexistência de justa causa para a ação penal, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso afrontou a garantia constitucional da soberania dos vereditos (art. 5º, XXXVIII, c, da CF), uma vez que, por expressa previsão legal do art. 593, III, d, do CPP, em grau recursal apenas se permite a (a) retificação da pena ou da medida de segurança; (b) anulação do primeiro julgamento e determinação da realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, a 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT QUALIFICADO – JULGAMENTO PELO JÚRI – APELO DO ASSISTENTE DA ACUSAÇÃO – PRETENSÃO EM AUMENTAR PENA – INADMISSILIBDADE – NÃO CONHECIMENTO – APELO DOS RÉUS – PEDIDO DE NULIDADE – DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS – OCORRÊNCIA DO VÍCIO – JURADOS QUE DIVORCIAM TOTALMENTE DO CONJUNTO PROBATÓRIO – VERIFICAÇÃO, NO ENTANTO, DE QUESTÃO PREJUDICIAL AO PROCESSO – AÇÃO PENAL INSTAURADA SEM JUSTA CAUSA – TRANCAMENTO POR MEIO DE HABEAS CORPUS - CONCESSÃO EX OFFICIO. O recurso interposto pelo assistente de acusação visando aumentar pena em processo onde o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri e não houve apelo do Promotor de Justiça, não ganha foros de juridicidade porque o seu interesse já foi satisfeito pela sanção aplicada em possível utilização da esfera cível. Se a decisão dos jurados está totalmente desbordada das provas dos autos, em todas as suas fases, havendo eles amparado tão-somente em um depoimento controvertido fora das demais declarações produzidas, o julgamento proferido é nulo por decisão manifesta e contrária ao conjunto probatório. Sendo constatada de ofício questão prejudicial à tramitação da ação penal julgada pelo Tribunal do Júri, diante de visível falta de justa causa para sua instauração, impõe-se a concessão de habeas corpus (art. 648, VI, do CPP) para trancá-la, ao invés de submeter o réu a novo júri em razão de ter sido reconhecida nulidade pela manifesta contrariedade de provas. Ora, ao reconhecer, em momento impróprio, a inexistência de justa causa para a ação penal, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso afrontou a garantia constitucional da soberania dos vereditos (art. 5º, XXXVIII, c, da CF), uma vez que, por expressa previsão legal do art. 593, III, d, do CPP, em grau recursal apenas se permite a (a) retificação da pena ou da medida de segurança; (b) anulação do primeiro julgamento e determinação da realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, a 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT saber: Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: [...] III - das decisões do Tribunal do Júri, quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados; c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança; d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. §1º Se a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou divergir das respostas dos jurados aos quesitos, o tribunal ad quem fará a devida retificação. §2º Interposta a apelação com fundamento no nº III, c, deste artigo, o tribunal ad quem, se Ihe der provimento, retificará a aplicação da pena ou da medida de segurança. §3º Se a apelação se fundar no nº III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. A anulação do julgamento do Tribunal do Júri somente se justifica com fulcro na contrariedade à prova dos autos. E isso ocorre por expressa diretriz da nossa Lei Maior, que é a fonte direta de todos os poderes constituídos, inclusive do Judiciário, uma vez que elevou a "soberania dos veredictos" à categoria de direito fundamental, cláusula pétrea, garantia da sociedade e dos cidadãos submetidos à persecução penal em matéria de crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, c, da Constituição Federal). Nesse sentir, GUILHERME DE SOUZA NUCCI aponta que: ʺEm suma, não cabe a anulação do julgamento, quando os jurados optam por uma das correntes de interpretação da prova possíveis de surgir. Não se trata de decisão manifestamente contrária à prova, mas se situa no campo da interpretação da 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT saber: Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: [...] III - das decisões do Tribunal do Júri, quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados; c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança; d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. §1º Se a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou divergir das respostas dos jurados aos quesitos, o tribunal ad quem fará a devida retificação. §2º Interposta a apelação com fundamento no nº III, c, deste artigo, o tribunal ad quem, se Ihe der provimento, retificará a aplicação da pena ou da medida de segurança. §3º Se a apelação se fundar no nº III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. A anulação do julgamento do Tribunal do Júri somente se justifica com fulcro na contrariedade à prova dos autos. E isso ocorre por expressa diretriz da nossa Lei Maior, que é a fonte direta de todos os poderes constituídos, inclusive do Judiciário, uma vez que elevou a "soberania dos veredictos" à categoria de direito fundamental, cláusula pétrea, garantia da sociedade e dos cidadãos submetidos à persecução penal em matéria de crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, c, da Constituição Federal). Nesse sentir, GUILHERME DE SOUZA NUCCI aponta que: ʺEm suma, não cabe a anulação do julgamento, quando os jurados optam por uma das correntes de interpretação da prova possíveis de surgir. Não se trata de decisão manifestamente contrária à prova, mas se situa no campo da interpretação da 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT prova, o que é bem diferente. Consideramos que a cautela, na anulação das decisões do júri, deve ser redobrada, para não transformar o tribunal togado na real instância de julgamento dos crimes dolosos contra a vida.ʺ (Tribunal do Júri, 5ª ed., Editora Forense, 2014, pg. 460). Esta CORTE, inclusive, já assentou ser possível a revisão da decisão do Tribunal do Júri quando a sua decisão não tiver suporte em base empírica produzida nos autos. Confira-se: JÚRI. EXISTÊNCIA DE TESES ANTAGÔNICAS. OPÇÃO DO CONSELHO DE SENTENÇA POR UMA DAS VERSÕES. JURADOS QUE SE MANIFESTAM COM APOIO EM ELEMENTOS PROBATÓRIOS PRODUZIDOS NOS AUTOS. LEGITIMIDADE DESSA OPÇÃO. ABSOLVIÇÃO PENAL DO RÉU. REFORMA DO VEREDICTO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE O CONSIDEROU MANIFESTAMENTE CONTRÁRIO À PROVA DOS AUTOS (CPP, ART. 593, III, 'd'). OFENSA AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JÚRI (CF, ART. 5º, XXXVIII, 'c'). PRECEDENTES. 'HABEAS CORPUS' DEFERIDO PARA RESTABELECER A DECISÃO ABSOLUTÓRIA PROFERIDA PELO CONSELHO DE SENTENÇA. – O julgamento efetuado pelo Conselho de Sentença realiza-se sob a égide do sistema da íntima convicção (RTJ 132/307), que, além de dispensar qualquer fundamentação, acha-se constitucionalmente resguardado tanto pelo sigilo das votações quanto pela soberania dos veredictos (CF, art. 5º, inciso XXXVIII, 'b' e 'c'). – Embora ampla a liberdade de julgar reconhecida aos jurados, estes somente podem decidir com apoio nos elementos probatórios produzidos nos autos, a significar que, havendo duas ou mais teses ou versões, cada qual apoiada em elementos próprios de informação existentes no processo, torna-se lícito ao Conselho de Sentença, presente esse contexto, optar por qualquer delas, sem que se possa imputar a essa decisão dos jurados a ocorrência de contrariedade manifesta à prova dos autos. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT prova, o que é bem diferente. Consideramos que a cautela, na anulação das decisões do júri, deve ser redobrada, para não transformar o tribunal togado na real instância de julgamento dos crimes dolosos contra a vida.ʺ (Tribunal do Júri, 5ª ed., Editora Forense, 2014, pg. 460). Esta CORTE, inclusive, já assentou ser possível a revisão da decisão do Tribunal do Júri quando a sua decisão não tiver suporte em base empírica produzida nos autos. Confira-se: JÚRI. EXISTÊNCIA DE TESES ANTAGÔNICAS. OPÇÃO DO CONSELHO DE SENTENÇA POR UMA DAS VERSÕES. JURADOS QUE SE MANIFESTAM COM APOIO EM ELEMENTOS PROBATÓRIOS PRODUZIDOS NOS AUTOS. LEGITIMIDADE DESSA OPÇÃO. ABSOLVIÇÃO PENAL DO RÉU. REFORMA DO VEREDICTO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE O CONSIDEROU MANIFESTAMENTE CONTRÁRIO À PROVA DOS AUTOS (CPP, ART. 593, III, 'd'). OFENSA AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JÚRI (CF, ART. 5º, XXXVIII, 'c'). PRECEDENTES. 'HABEAS CORPUS' DEFERIDO PARA RESTABELECER A DECISÃO ABSOLUTÓRIA PROFERIDA PELO CONSELHO DE SENTENÇA. – O julgamento efetuado pelo Conselho de Sentença realiza-se sob a égide do sistema da íntima convicção (RTJ 132/307), que, além de dispensar qualquer fundamentação, acha-se constitucionalmente resguardado tanto pelo sigilo das votações quanto pela soberania dos veredictos (CF, art. 5º, inciso XXXVIII, 'b' e 'c'). – Embora ampla a liberdade de julgar reconhecida aos jurados, estes somente podem decidir com apoio nos elementos probatórios produzidos nos autos, a significar que, havendo duas ou mais teses ou versões, cada qual apoiada em elementos próprios de informação existentes no processo, torna-se lícito ao Conselho de Sentença, presente esse contexto, optar por qualquer delas, sem que se possa imputar a essa decisão dos jurados a ocorrência de contrariedade manifesta à prova dos autos. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 55 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT – A decisão do júri somente comportará reforma, em sede recursal (CPP, art. 593, III, 'd'), se não tiver suporte em base empírica produzida nos autos, pois, se o veredicto do Conselho de Sentença refletir a opção dos jurados por uma das versões constantes do processo, ainda que ela não pareça a mais acertada ao Tribunal 'ad quem', mesmo assim a instância superior terá que a respeitar. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais em geral. (HC 107.906/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, j. 08/04/2015). Logo, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso não poderia, dentro do espectro constitucional em que a instituição do júri foi inserida, deixar de submeter o réu a novo julgamento perante o Tribunal Popular, ainda mais quando o seu fundamento principal repousou na manifesta contrariedade à prova dos autos (ou, nos dizeres do acórdão, na "visível falta de justa causa para sua instauração"). Acaso entendesse, como entendeu inoportunamente, que inexistiriam materialidade e indícios suficientes de autoria, por qual motivo decidira manter, anteriormente, a pronúncia dos réus? Aliás, como destacado pelo Superior Tribunal de Justiça, no voto do Min. FELIX FISCHER (REsp 950.259/MT), não haveria qualquer justificativa para que o colegiado da 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso mantivesse a sentença de pronúncia e, tempos depois, mudasse de ideia, decidindo pela inexistência de justa causa para a ação penal. Isso, além de contraditório, é inaceitável do ponto de vista jurídico. A esse respeito, trago parte dos fundamentos trazidos pela Corte da Cidadania e que servem de parte integrante deste voto: A questão posta em debate gira em torno da possibilidade ou não do Tribunal conceder habeas corpus de ofício por entender ser nula a ação penal movida contra os recorridos, mesmo já tendo apreciado a admissibilidade da acusação por ocasião do julgamento do recurso em sentido estrito. Frise-se 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT – A decisão do júri somente comportará reforma, em sede recursal (CPP, art. 593, III, 'd'), se não tiver suporte em base empírica produzida nos autos, pois, se o veredicto do Conselho de Sentença refletir a opção dos jurados por uma das versões constantes do processo, ainda que ela não pareça a mais acertada ao Tribunal 'ad quem', mesmo assim a instância superior terá que a respeitar. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais em geral. (HC 107.906/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, j. 08/04/2015). Logo, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso não poderia, dentro do espectro constitucional em que a instituição do júri foi inserida, deixar de submeter o réu a novo julgamento perante o Tribunal Popular, ainda mais quando o seu fundamento principal repousou na manifesta contrariedade à prova dos autos (ou, nos dizeres do acórdão, na "visível falta de justa causa para sua instauração"). Acaso entendesse, como entendeu inoportunamente, que inexistiriam materialidade e indícios suficientes de autoria, por qual motivo decidira manter, anteriormente, a pronúncia dos réus? Aliás, como destacado pelo Superior Tribunal de Justiça, no voto do Min. FELIX FISCHER (REsp 950.259/MT), não haveria qualquer justificativa para que o colegiado da 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso mantivesse a sentença de pronúncia e, tempos depois, mudasse de ideia, decidindo pela inexistência de justa causa para a ação penal. Isso, além de contraditório, é inaceitável do ponto de vista jurídico. A esse respeito, trago parte dos fundamentos trazidos pela Corte da Cidadania e que servem de parte integrante deste voto: A questão posta em debate gira em torno da possibilidade ou não do Tribunal conceder habeas corpus de ofício por entender ser nula a ação penal movida contra os recorridos, mesmo já tendo apreciado a admissibilidade da acusação por ocasião do julgamento do recurso em sentido estrito. Frise-se 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 56 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT que nesta oportunidade a e. Corte de origem, que mais tarde veio a conceder de ofício a ordem de habeas corpus, analisando os elementos de prova colhidos até então, concluiu pela admissibilidade da acusação de modo a autorizar o julgamento dos recorridos pelo Tribunal do Júri. Aponta o recorrente, que teria sido violado o art. 650 §1º do CPP que assim dispõe: "Art. 650. Competirá conhecer, originariamente, do pedido de habeas corpus: A competência do juiz cessará sempre que a violência ou coação provier de autoridade judiciária de igual ou superior jurisdição". Trata-se, com efeito, de regra que define a competência para o conhecimento e, por conseguinte, a possibilidade de concessão de ordem de habeas corpus de acordo com o grau hierárquico da autoridade coatora. Visa dar concretude ao principio da hierarquia. No presente caso, vale lembrar, o e. Tribunal que já havia confirmado a pronúncia dos recorridos, mais tarde, no julgamento de recurso de apelação, por vislumbrar nulidade do feito, concedeu, de ofício, ordem de habeas corpus, e determinou o trancamento da ação penal. Impende destacar que não se discute nos recursos especiais ora em exame a mera e simples possibilidade de concessão de ordem de habeas corpus de ofício por qualquer autoridade judiciária que veja, diante de si, configurado constrangimento ilegal em desfavor de qualquer pessoa, ainda que tal circunstância não tenha sido alegada. A questão posta cinge-se, especificamente, em definir se seria possível a concessão desta ordem ainda que a autoridade que o faça já esteja previamente investida na qualidade de autoridade coatora. Ou seja, aquele que em momento anterior impõe o constrangimento ilegal, posteriormente, de ofício, concede a ordem para fazer cessar o constragimento ilegal por ele própria 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT que nesta oportunidade a e. Corte de origem, que mais tarde veio a conceder de ofício a ordem de habeas corpus, analisando os elementos de prova colhidos até então, concluiu pela admissibilidade da acusação de modo a autorizar o julgamento dos recorridos pelo Tribunal do Júri. Aponta o recorrente, que teria sido violado o art. 650 §1º do CPP que assim dispõe: "Art. 650. Competirá conhecer, originariamente, do pedido de habeas corpus: A competência do juiz cessará sempre que a violência ou coação provier de autoridade judiciária de igual ou superior jurisdição". Trata-se, com efeito, de regra que define a competência para o conhecimento e, por conseguinte, a possibilidade de concessão de ordem de habeas corpus de acordo com o grau hierárquico da autoridade coatora. Visa dar concretude ao principio da hierarquia. No presente caso, vale lembrar, o e. Tribunal que já havia confirmado a pronúncia dos recorridos, mais tarde, no julgamento de recurso de apelação, por vislumbrar nulidade do feito, concedeu, de ofício, ordem de habeas corpus, e determinou o trancamento da ação penal. Impende destacar que não se discute nos recursos especiais ora em exame a mera e simples possibilidade de concessão de ordem de habeas corpus de ofício por qualquer autoridade judiciária que veja, diante de si, configurado constrangimento ilegal em desfavor de qualquer pessoa, ainda que tal circunstância não tenha sido alegada. A questão posta cinge-se, especificamente, em definir se seria possível a concessão desta ordem ainda que a autoridade que o faça já esteja previamente investida na qualidade de autoridade coatora. Ou seja, aquele que em momento anterior impõe o constrangimento ilegal, posteriormente, de ofício, concede a ordem para fazer cessar o constragimento ilegal por ele própria 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 57 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT imposto (ou referendado). Tenho ser inadmissível esta hipótese, a teor do disposto no mencionado artigo (650 §1º do CPP). Isso porque o e. Tribunal de origem, quando confirmou a r. decisão de pronúncia, que traduz justamente a avaliação da presença de justa causa para a ação penal, tornou-se a autoridade coatora. Naquela ocasião foram analisadas as provas de materialidade do delito, bem como as referentes aos indícios de autoria. Esta análise, insta consignar, não se limitou ao seu conteúdo, mas sim, abrangeu a aferição de sua legalidade (leia-se: licitude) e por conseguinte, a possibilidade de ser utilizada no processo. Assim, não poderia o órgão julgador, ao julgar recurso de apelação, sob o argumento da existência de nulidade no feito, em razão da utilização indevida de provas, conceder, contra ela mesma, ordem de habeas corpus de ofício. Ressalte-se que o motivo pelo qual foi concedida a mencionada ordem, consistente em ter ocorrido o arquivamento implícito em relação aos recorridos e ter sido iniciada ação penal sem o surgimento de novas provas, já estaria, em tese, configurado quando do julgamento do recurso em sentido estrito. Portanto, não se tratava de questão superveniente. E, ao admitir, naquele momento, a acusação formulada contra os recorridos, passou o e. Tribunal a quo a ser a autoridade coatora, vedada, assim, a possibilidade de conceder, de ofício, ordem de habeas corpus, justamente para trancar a ação penal sob o entendimento da impossibilidade de utilização das provas ali carreadas. Provas que, vale dizer mais uma vez, foram chanceladas lícitas, ainda que de forma implícita, ao ser confirmada a r. decisão de pronúncia. Nestes termos, é de ser cassada a decisão que concedeu a ordem de ofício para trancar a ação penal. Assim, nesta parte, resta prejudicado o primeiro recurso especial manejado pela assistente de acusação. Assim, a partir do momento em que o réu foi devidamente pronunciado, a garantia constitucional da soberania dos vereditos é reforçada, uma vez que o Tribunal do Júri, instituição responsável pelo 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT imposto (ou referendado). Tenho ser inadmissível esta hipótese, a teor do disposto no mencionado artigo (650 §1º do CPP). Isso porque o e. Tribunal de origem, quando confirmou a r. decisão de pronúncia, que traduz justamente a avaliação da presença de justa causa para a ação penal, tornou-se a autoridade coatora. Naquela ocasião foram analisadas as provas de materialidade do delito, bem como as referentes aos indícios de autoria. Esta análise, insta consignar, não se limitou ao seu conteúdo, mas sim, abrangeu a aferição de sua legalidade (leia-se: licitude) e por conseguinte, a possibilidade de ser utilizada no processo. Assim, não poderia o órgão julgador, ao julgar recurso de apelação, sob o argumento da existência de nulidade no feito, em razão da utilização indevida de provas, conceder, contra ela mesma, ordem de habeas corpus de ofício. Ressalte-se que o motivo pelo qual foi concedida a mencionada ordem, consistente em ter ocorrido o arquivamento implícito em relação aos recorridos e ter sido iniciada ação penal sem o surgimento de novas provas, já estaria, em tese, configurado quando do julgamento do recurso em sentido estrito. Portanto, não se tratava de questão superveniente. E, ao admitir, naquele momento, a acusação formulada contra os recorridos, passou o e. Tribunal a quo a ser a autoridade coatora, vedada, assim, a possibilidade de conceder, de ofício, ordem de habeas corpus, justamente para trancar a ação penal sob o entendimento da impossibilidade de utilização das provas ali carreadas. Provas que, vale dizer mais uma vez, foram chanceladas lícitas, ainda que de forma implícita, ao ser confirmada a r. decisão de pronúncia. Nestes termos, é de ser cassada a decisão que concedeu a ordem de ofício para trancar a ação penal. Assim, nesta parte, resta prejudicado o primeiro recurso especial manejado pela assistente de acusação. Assim, a partir do momento em que o réu foi devidamente pronunciado, a garantia constitucional da soberania dos vereditos é reforçada, uma vez que o Tribunal do Júri, instituição responsável pelo 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 58 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT julgamento de crimes dolosos contra a vida, torna-se soberano na análise do caso concreto. Isso significa que as decisões do Tribunal do Júri, especialmente quando manifestamente contrária à prova dos autos (hipótese, em tese, do caso concreto), devem permanecer no espectro de análise do próprio Tribunal Popular. Tanto isso é verdade, que o Código de Processo Penal determina, no já citado art. 593, III, d, do CPP, que o réu seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Nunca é demais lembrar que o Tribunal do Júri, enquanto instituição responsável pelo julgamento dos crimes dolosos praticados contra a vida, tem competência constitucional para analisar os casos a ele submetidos, podendo, inclusive, ser acionado novamente quando a 2ª instância entenda pela sua anulação quando a decisão tenha sido manifestamente contrária à prova dos autos. O que não pode – e é disso que se trata – é que se permita que o Tribunal de Justiça absolva ou condene alguém ao arrepio da garantia constitucional. Deste modo, para que se evitasse o arbítrio de uma decisão colegiada do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, parece-me que o entendimento mais acertado teria sido aquele do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a realização de um novo júri e cassou o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. Em que pese a ressalva feita acima, com o julgamento do RE 594.104/MT, voto do Min. EROS GRAU, que deu provimento ao recurso extraordinário para restaurar a validade da decisão emanada pelo Tribunal do Júri, e do posterior reconhecimento do trânsito em julgado pelo Min. LUIZ FUX, após sucessivos e inúmeros recursos interpostos, não há nada mais a se fazer do que concordar com o que já está sepultado. Com relação à violação do decidido por esta CORTE no RE 594.104/MT, conforme já destacado pelo Relator, Min. LUIZ FUX, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao analisar a Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000, desrespeitou o entendimento firmado por esta CORTE quando do julgamento do RE 594.104/MT (Rel. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT julgamento de crimes dolosos contra a vida, torna-se soberano na análise do caso concreto. Isso significa que as decisões do Tribunal do Júri, especialmente quando manifestamente contrária à prova dos autos (hipótese, em tese, do caso concreto), devem permanecer no espectro de análise do próprio Tribunal Popular. Tanto isso é verdade, que o Código de Processo Penal determina, no já citado art. 593, III, d, do CPP, que o réu seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Nunca é demais lembrar que o Tribunal do Júri, enquanto instituição responsável pelo julgamento dos crimes dolosos praticados contra a vida, tem competência constitucional para analisar os casos a ele submetidos, podendo, inclusive, ser acionado novamente quando a 2ª instância entenda pela sua anulação quando a decisão tenha sido manifestamente contrária à prova dos autos. O que não pode – e é disso que se trata – é que se permita que o Tribunal de Justiça absolva ou condene alguém ao arrepio da garantia constitucional. Deste modo, para que se evitasse o arbítrio de uma decisão colegiada do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, parece-me que o entendimento mais acertado teria sido aquele do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a realização de um novo júri e cassou o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. Em que pese a ressalva feita acima, com o julgamento do RE 594.104/MT, voto do Min. EROS GRAU, que deu provimento ao recurso extraordinário para restaurar a validade da decisão emanada pelo Tribunal do Júri, e do posterior reconhecimento do trânsito em julgado pelo Min. LUIZ FUX, após sucessivos e inúmeros recursos interpostos, não há nada mais a se fazer do que concordar com o que já está sepultado. Com relação à violação do decidido por esta CORTE no RE 594.104/MT, conforme já destacado pelo Relator, Min. LUIZ FUX, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao analisar a Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000, desrespeitou o entendimento firmado por esta CORTE quando do julgamento do RE 594.104/MT (Rel. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 59 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Min. EROS GRAU). Isso porque, da leitura do voto do Min. EROS GRAU é possível depreender que as suas razões de decidir balizaram-se em dois pontos centrais: (1) não caberia ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, mas sim ao Tribunal do Júri, no cumprimento do mandamento constitucional, decidir sobre a existência de dúvida a respeito da suficiência de provas, ou não, para a condenação; (2) não caberia ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, mas sim ao Tribunal do Júri, afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, sob pena de invasão à esfera reservada à convicção dos jurados e, consequentemente, à violação da garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, c, da Constituição Federal). Confira-se, no ponto, o teor da decisão monocrática proferida à época pelo Relator, Min. EROS GRAU: 8. Preliminarmente, o recurso acostado à folha 1.004 não merece ser conhecido. O acórdão que julgou os embargos de declaração – que integra o aresto recorrido, formando com este decisão de última instância – foi publicado em 19.12.06 [certidão de fl. 1.106]. A petição de interposição do recurso extraordinário foi protocolada em 27.10.06, sem posterior ratificação. 9. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é extemporâneo o recurso extraordinário protocolado antes da publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, sem posterior ratificação. Nesse sentido, o AI n. 329.359-AgR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 14.12.01; o AI n. 508.525- AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 4.11.05; o AI n. 448.152-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 22.8.03, e o AI n. 447.090- AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ de 24.6.05, entre outros. 10. O extraordinário de folha 1.120 merece ser provido. Em que pese ter havido perda do objeto deste recurso no tocante à concessão de habeas de ofício, ante a cassação dessa 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Min. EROS GRAU). Isso porque, da leitura do voto do Min. EROS GRAU é possível depreender que as suas razões de decidir balizaram-se em dois pontos centrais: (1) não caberia ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, mas sim ao Tribunal do Júri, no cumprimento do mandamento constitucional, decidir sobre a existência de dúvida a respeito da suficiência de provas, ou não, para a condenação; (2) não caberia ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, mas sim ao Tribunal do Júri, afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, sob pena de invasão à esfera reservada à convicção dos jurados e, consequentemente, à violação da garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, c, da Constituição Federal). Confira-se, no ponto, o teor da decisão monocrática proferida à época pelo Relator, Min. EROS GRAU: 8. Preliminarmente, o recurso acostado à folha 1.004 não merece ser conhecido. O acórdão que julgou os embargos de declaração – que integra o aresto recorrido, formando com este decisão de última instância – foi publicado em 19.12.06 [certidão de fl. 1.106]. A petição de interposição do recurso extraordinário foi protocolada em 27.10.06, sem posterior ratificação. 9. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é extemporâneo o recurso extraordinário protocolado antes da publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, sem posterior ratificação. Nesse sentido, o AI n. 329.359-AgR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ de 14.12.01; o AI n. 508.525- AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 4.11.05; o AI n. 448.152-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 22.8.03, e o AI n. 447.090- AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ de 24.6.05, entre outros. 10. O extraordinário de folha 1.120 merece ser provido. Em que pese ter havido perda do objeto deste recurso no tocante à concessão de habeas de ofício, ante a cassação dessa 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 60 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT parte do acórdão impugnado pelo STJ, prevalece o interesse recursal relativamente à suposta violação do princípio da soberania do júri. 11. A manifestação ministerial subscrita pelo Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida é no sentido do provimento do RE [fls. 1.331-1.341]: "[...] 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva ('Zé Guia'), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)' - fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito e não questão de fato: 'Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)'. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT parte do acórdão impugnado pelo STJ, prevalece o interesse recursal relativamente à suposta violação do princípio da soberania do júri. 11. A manifestação ministerial subscrita pelo Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida é no sentido do provimento do RE [fls. 1.331-1.341]: "[...] 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva ('Zé Guia'), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)' - fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito e não questão de fato: 'Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)'. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 61 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT 'A jurisprudência do Supremo Tribunal se tem firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990)'. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que 'a sentença baseia-se na certeza moral do juiz' (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7ª ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, 'se encontram regras probatórias às quais o juiz não pode fugir' (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2ª ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri 'Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse 'algum apoio'. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar ... Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunhas; uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve: o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida – e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova – não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania' (Código de Processo Penal 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT 'A jurisprudência do Supremo Tribunal se tem firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990)'. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que 'a sentença baseia-se na certeza moral do juiz' (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7ª ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, 'se encontram regras probatórias às quais o juiz não pode fugir' (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2ª ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri 'Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse 'algum apoio'. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar ... Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunhas; uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve: o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida – e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova – não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania' (Código de Processo Penal 20 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 62 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Brasileiro Anotado. 6ª ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juízo togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF). 21. Nessa linha, aliás, o voto vencido do Ministro Napoleão Maia Filho, no recurso especial: '(...) permito-me, com a devida vênia, fazer outra leitura da situação exposta nos autos; veja-se que o egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu a ordem de habeas corpus de ofício, para trancar a ação penal, sob o fundamento de não existir justa causa, quando antes houvera afirmado o contrário, ou seja, detectara a existência de justa causa para essa mesma ação, ao confirmar a sentença de pronúncia, como o eminente Relator assinalou. 3. Para mim, com a devida vênia, mais uma vez, isso já me basta para mostrar o quanto o Tribunal de Justiça a quo tratou essa relevante matéria sem a devida ponderação ou, até mesmo diria, sem a devida atenção, pois deixou à margem esse importante aspecto do processo, qual seja, a de que já se manifestara pela presença de justa causa parta essa ação penal, exatamente quanto manteve a sentença de pronúncia. 4. Não vejo justificativa para os ilustres 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Brasileiro Anotado. 6ª ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juízo togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF). 21. Nessa linha, aliás, o voto vencido do Ministro Napoleão Maia Filho, no recurso especial: '(...) permito-me, com a devida vênia, fazer outra leitura da situação exposta nos autos; veja-se que o egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu a ordem de habeas corpus de ofício, para trancar a ação penal, sob o fundamento de não existir justa causa, quando antes houvera afirmado o contrário, ou seja, detectara a existência de justa causa para essa mesma ação, ao confirmar a sentença de pronúncia, como o eminente Relator assinalou. 3. Para mim, com a devida vênia, mais uma vez, isso já me basta para mostrar o quanto o Tribunal de Justiça a quo tratou essa relevante matéria sem a devida ponderação ou, até mesmo diria, sem a devida atenção, pois deixou à margem esse importante aspecto do processo, qual seja, a de que já se manifestara pela presença de justa causa parta essa ação penal, exatamente quanto manteve a sentença de pronúncia. 4. Não vejo justificativa para os ilustres 21 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 63 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Desembargadores do Tribunal de Justiça manterem a sentença de pronúncia, mandando o réu a julgamento, como é da lei penal, e depois eles mesmos digam que não há justa causa para a mesma ação penal; isso me soa contraditório e inaceitável, do ponto de vista jurídico. 5. Penso, com a máxima vênia do eminente Ministro Relator, que ao se afastar a possibilidade, de maneira processualmente correta, de habeas corpus de ofício, também se afastou, neste caso, a higidez jurídica do acórdão. 6. Não é possível, com todo o respeito e vênia ainda maior, se afastar a possibilidade de se conceder habeas corpus de ofício e, no mesmo azo, se manter a decisão de reforma do julgamento no Tribunal do Júri. 7. O julgamento do Tribunal do Júri foi visto pelo Tribunal de Justiça como descalçado de qualquer prova, tanto assim que trancou, de ofício, a ação penal, quando o próprio Tribunal já houvera confirmado a sentença de pronúncia. Portanto, há justa causa para esta ação penal, conforme afirmado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao confirmar a sentença de pronúncia; ora, se há justa causa para ação penal, tanto que o Tribunal confirmou a pronúncia, há elementos para as duas pessoas, Sandoval Resende da Silva e Francisco Martins Pereira serem submetidas ao Júri popular, como o foram - e o Júri popular chegou a um veredicto em harmonia com o acórdão que confirmou a pronúncia, a meu ver. 8. Por isso, sustento que outra solução que faria maior justiça à soberania do Tribunal do Júri seria manter a condenação por ele exarada, já que a condenação se deu na seqüência de um acórdão que confirmou a pronúncia; não consigo entender 22 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Desembargadores do Tribunal de Justiça manterem a sentença de pronúncia, mandando o réu a julgamento, como é da lei penal, e depois eles mesmos digam que não há justa causa para a mesma ação penal; isso me soa contraditório e inaceitável, do ponto de vista jurídico. 5. Penso, com a máxima vênia do eminente Ministro Relator, que ao se afastar a possibilidade, de maneira processualmente correta, de habeas corpus de ofício, também se afastou, neste caso, a higidez jurídica do acórdão. 6. Não é possível, com todo o respeito e vênia ainda maior, se afastar a possibilidade de se conceder habeas corpus de ofício e, no mesmo azo, se manter a decisão de reforma do julgamento no Tribunal do Júri. 7. O julgamento do Tribunal do Júri foi visto pelo Tribunal de Justiça como descalçado de qualquer prova, tanto assim que trancou, de ofício, a ação penal, quando o próprio Tribunal já houvera confirmado a sentença de pronúncia. Portanto, há justa causa para esta ação penal, conforme afirmado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao confirmar a sentença de pronúncia; ora, se há justa causa para ação penal, tanto que o Tribunal confirmou a pronúncia, há elementos para as duas pessoas, Sandoval Resende da Silva e Francisco Martins Pereira serem submetidas ao Júri popular, como o foram - e o Júri popular chegou a um veredicto em harmonia com o acórdão que confirmou a pronúncia, a meu ver. 8. Por isso, sustento que outra solução que faria maior justiça à soberania do Tribunal do Júri seria manter a condenação por ele exarada, já que a condenação se deu na seqüência de um acórdão que confirmou a pronúncia; não consigo entender 22 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 64 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT porque o Tribunal de Justiça, em seguida, muda completamente de visão que teve do processo, ou muda completamente de avaliação, ou seja, passa a dizer que a decisão do Tribunal do Júri foi contrária à prova dos autos e que não há nem justa causa para a ação penal, concedendo o seu trancamento de ofício. 9. Assim é que penso que essa situação, com a devida vênia do mestre Ministro Felix Fischer, comporta outra solução, que é a que proponho: tornar-se o acórdão do Tribunal de Justiça simplesmente insubsistente e manter-se a decisão soberana do Tribunal do Júri, com fundamento e com apoio no próprio pronunciamento do Tribunal de Justiça, confirmatório da pronúncia, quando a Corte Matogrossense disse que havia justa causa para a ação penal. Disse-o ao confirmar a sentença de pronúncia. 10. Depois, o Tribunal do Júri decidiu soberanamente, certo ou errado, não sabemos, nem comporta examinar aqui. Mas acredito que a sentença do Tribunal do Júri deve ser mantida nesse contexto, porque este Tribunal Superior não poderia desconstituí-la; ainda mais porque a decisão do Tribunal de Justiça vem lastreada no raciocínio de não haver razão para o processo penal. E como houve razão para a pronúncia? Isso, a meu ver, é deveras inverossímil e contraditório. (...) Portanto, concordo inteiramente com o eminente Ministro Relator ao dizer que o Tribunal não poderia conceder a ordem de habeas corpus de ofício, e me parece claro que não poderia mesmo fazê-lo. Vou além, e creio que o Tribunal de Justiça não poderia dizer que não há justa causa, inclusive porque ele próprio houvera dito antes que havia justa causa. Se havia justa causa, como há, dita pelo 23 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT porque o Tribunal de Justiça, em seguida, muda completamente de visão que teve do processo, ou muda completamente de avaliação, ou seja, passa a dizer que a decisão do Tribunal do Júri foi contrária à prova dos autos e que não há nem justa causa para a ação penal, concedendo o seu trancamento de ofício. 9. Assim é que penso que essa situação, com a devida vênia do mestre Ministro Felix Fischer, comporta outra solução, que é a que proponho: tornar-se o acórdão do Tribunal de Justiça simplesmente insubsistente e manter-se a decisão soberana do Tribunal do Júri, com fundamento e com apoio no próprio pronunciamento do Tribunal de Justiça, confirmatório da pronúncia, quando a Corte Matogrossense disse que havia justa causa para a ação penal. Disse-o ao confirmar a sentença de pronúncia. 10. Depois, o Tribunal do Júri decidiu soberanamente, certo ou errado, não sabemos, nem comporta examinar aqui. Mas acredito que a sentença do Tribunal do Júri deve ser mantida nesse contexto, porque este Tribunal Superior não poderia desconstituí-la; ainda mais porque a decisão do Tribunal de Justiça vem lastreada no raciocínio de não haver razão para o processo penal. E como houve razão para a pronúncia? Isso, a meu ver, é deveras inverossímil e contraditório. (...) Portanto, concordo inteiramente com o eminente Ministro Relator ao dizer que o Tribunal não poderia conceder a ordem de habeas corpus de ofício, e me parece claro que não poderia mesmo fazê-lo. Vou além, e creio que o Tribunal de Justiça não poderia dizer que não há justa causa, inclusive porque ele próprio houvera dito antes que havia justa causa. Se havia justa causa, como há, dita pelo 23 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 65 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Tribunal ao confirmar a pronúncia, o Tribunal do Júri poderia escolher qualquer das versões. 11.É claro, como bem lembrou o eminente Ministro Relator, que não se trata de um julgamento arbitrário, no qual o Tribunal do Júri entende o que quiser e ninguém pode reformar tal entendimento. Evidentemente, a esse absurdo ninguém dá abono, mas das teses debatidas, qual teria sido a quantidade de colaboração que cada um deu para a empreitada criminosa, etc., nisso penso que o Tribunal do Júri é soberano – fls. 1233-1237, sem grifo no original. 22. Isso posto, acolhido o agravo regimental, opino pelo provimento do recurso extraordinário". 12. Adoto como razão de decidir os fundamentos expendidos pelo Ministério Público Federal. Não conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, §1º], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [CPC, artigo 557, §1º-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX]. Publique-se. Brasília, 15 de dezembro de 2009. Entretanto, após os inúmeros e sucessivos recursos, bem como do trânsito em julgado do RE 594.104/MT, a defesa ingressou com um pedido de Revisão Criminal (n. 1004478-61.2017.8.11.0000), que foi julgado procedente pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas, do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, para absolver Francisco Martins Pereira (Sd Pereira), ao argumento de que a decisão dos jurados teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. Trago, por oportuno, um trecho do voto do Revisor, Des. PAULO DA CUNHA, acompanhado pela maioria, onde é possível perceber que as suas razões de decidir colidiram com as razões de decidir desta CORTE quando do julgamento do RE 591.104/MT, a saber: 24 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Tribunal ao confirmar a pronúncia, o Tribunal do Júri poderia escolher qualquer das versões. 11.É claro, como bem lembrou o eminente Ministro Relator, que não se trata de um julgamento arbitrário, no qual o Tribunal do Júri entende o que quiser e ninguém pode reformar tal entendimento. Evidentemente, a esse absurdo ninguém dá abono, mas das teses debatidas, qual teria sido a quantidade de colaboração que cada um deu para a empreitada criminosa, etc., nisso penso que o Tribunal do Júri é soberano – fls. 1233-1237, sem grifo no original. 22. Isso posto, acolhido o agravo regimental, opino pelo provimento do recurso extraordinário". 12. Adoto como razão de decidir os fundamentos expendidos pelo Ministério Público Federal. Não conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, §1º], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [CPC, artigo 557, §1º-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX]. Publique-se. Brasília, 15 de dezembro de 2009. Entretanto, após os inúmeros e sucessivos recursos, bem como do trânsito em julgado do RE 594.104/MT, a defesa ingressou com um pedido de Revisão Criminal (n. 1004478-61.2017.8.11.0000), que foi julgado procedente pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas, do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, para absolver Francisco Martins Pereira (Sd Pereira), ao argumento de que a decisão dos jurados teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. Trago, por oportuno, um trecho do voto do Revisor, Des. PAULO DA CUNHA, acompanhado pela maioria, onde é possível perceber que as suas razões de decidir colidiram com as razões de decidir desta CORTE quando do julgamento do RE 591.104/MT, a saber: 24 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 66 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Não olvido, caríssimos Colegas, que o acórdão proferido pela Segunda Câmara Criminal foi reformado pelo STF. Todavia, exorto-os a flagrarem que a reforma do julgado deste Tribunal de Justiça não se deu porque a condenação foi correta. Mas sim, porque o Pretório Excelso – debatendo apenas os limites da competência reformadora dos tribunais locais perante a soberania da decisão do Tribunal do Júri – entendeu que, em sede de recurso, o tribunal só pode reformar a decisão do Júri, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova. Ora Excelências! Na espécie, e respeitando-se a decisão do STF (ainda que com ela não se concorde), se é verdade que este Tribunal de Justiça não podia, no julgamento do Recurso de Apelação Criminal nº 3374/06 ter reformado a condenação imposta pelo Júri a FRANCISCO MARTINS PEREIRA, malgrado tenha sido embasada no depoimento de uma única testemunha, só ouvida na fase policial, e em dissonância com os depoimentos de outras testemunhas, não é menos verdade que, transitada em julgado a condenação, o condenado possa utilizar-se da presente revisão criminal para impugnar a decisão do Júri, bem assim que este Tribunal de Justiça possa revisitar toda a prova produzida e, ainda, analisar eventuais provas novas trazidas nessa ação autônoma de impugnação. Em suma, se o Tribunal de Justiça não podia ter – em sede de apelo - reconhecido que a condenação proferida pelo Tribunal do Júri havia sido manifestamente contrária às provas dos autos, sob pena de violar o sistema da íntima convicção e a garantia constitucional da soberania dos veredictos; nada obsta que, agora – em sede de revisão criminal – reconheça que, tecnicamente, não havia nos autos provas para a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA, pois, não o fazendo, este Sodalício estará permitindo que um erro flagrante de avaliação das provas pelo Conselho de Sentença leve à prisão pessoa sobre quem não se pode formar tecnicamente um juízo de culpa, em manifesta e flagrante violação aos princípios da 25 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Não olvido, caríssimos Colegas, que o acórdão proferido pela Segunda Câmara Criminal foi reformado pelo STF. Todavia, exorto-os a flagrarem que a reforma do julgado deste Tribunal de Justiça não se deu porque a condenação foi correta. Mas sim, porque o Pretório Excelso – debatendo apenas os limites da competência reformadora dos tribunais locais perante a soberania da decisão do Tribunal do Júri – entendeu que, em sede de recurso, o tribunal só pode reformar a decisão do Júri, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova. Ora Excelências! Na espécie, e respeitando-se a decisão do STF (ainda que com ela não se concorde), se é verdade que este Tribunal de Justiça não podia, no julgamento do Recurso de Apelação Criminal nº 3374/06 ter reformado a condenação imposta pelo Júri a FRANCISCO MARTINS PEREIRA, malgrado tenha sido embasada no depoimento de uma única testemunha, só ouvida na fase policial, e em dissonância com os depoimentos de outras testemunhas, não é menos verdade que, transitada em julgado a condenação, o condenado possa utilizar-se da presente revisão criminal para impugnar a decisão do Júri, bem assim que este Tribunal de Justiça possa revisitar toda a prova produzida e, ainda, analisar eventuais provas novas trazidas nessa ação autônoma de impugnação. Em suma, se o Tribunal de Justiça não podia ter – em sede de apelo - reconhecido que a condenação proferida pelo Tribunal do Júri havia sido manifestamente contrária às provas dos autos, sob pena de violar o sistema da íntima convicção e a garantia constitucional da soberania dos veredictos; nada obsta que, agora – em sede de revisão criminal – reconheça que, tecnicamente, não havia nos autos provas para a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA, pois, não o fazendo, este Sodalício estará permitindo que um erro flagrante de avaliação das provas pelo Conselho de Sentença leve à prisão pessoa sobre quem não se pode formar tecnicamente um juízo de culpa, em manifesta e flagrante violação aos princípios da 25 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 67 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT liberdade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. Para que não sejam vulnerados princípios constitucionais relevantes por eventual erro judiciário cometido pelo Conselho de Sentença é que o Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado seu posicionamento pela admissibilidade de revisão criminal contra decisão proferida pelos jurados, reconhecendo não ser absoluto o princípio da soberania dos veredictos. [...] Como salientou o então Desembargador MANOEL ORNELLAS, em voto acima transcrito, no caso concreto, a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA baseou-se exclusivamente no controvertido testemunho de José Paes de Barros (já falecido), colhido apenas durante a fase do inquérito policial e em dissonância com outros elementos de provas produzidos durante a instrução processual da ação penal. Tal situação peculiar é de extrema relevância para o deslinde da presente revisão criminal. Cediço que a ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa, ou, quanto "ao texto expresso da lei penal" à matéria de fato, o desprezo "à evidência dos autos". E, como bem pontuado pelo Ministro CARLOS AYRES BRITTO, quando do julgamento do HC 92435, a revisão criminal é uma ação excepcional porque "afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais". Portanto, eminentes Colegas, o que se está aqui a exigir deste Colegiado – agora em sede de revisão criminal – é definir se a decisão do Tribunal do Júri foi justa. Vale dizer, se a decisão que condenou FERNANDO MARTINS PEREIRA não foi contrária à evidência dos autos. Não tenho dificuldade em afirmar que a condenação foi contrária à evidência dos autos e, por isso, está-se diante de 26 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT liberdade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. Para que não sejam vulnerados princípios constitucionais relevantes por eventual erro judiciário cometido pelo Conselho de Sentença é que o Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado seu posicionamento pela admissibilidade de revisão criminal contra decisão proferida pelos jurados, reconhecendo não ser absoluto o princípio da soberania dos veredictos. [...] Como salientou o então Desembargador MANOEL ORNELLAS, em voto acima transcrito, no caso concreto, a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA baseou-se exclusivamente no controvertido testemunho de José Paes de Barros (já falecido), colhido apenas durante a fase do inquérito policial e em dissonância com outros elementos de provas produzidos durante a instrução processual da ação penal. Tal situação peculiar é de extrema relevância para o deslinde da presente revisão criminal. Cediço que a ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa, ou, quanto "ao texto expresso da lei penal" à matéria de fato, o desprezo "à evidência dos autos". E, como bem pontuado pelo Ministro CARLOS AYRES BRITTO, quando do julgamento do HC 92435, a revisão criminal é uma ação excepcional porque "afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais". Portanto, eminentes Colegas, o que se está aqui a exigir deste Colegiado – agora em sede de revisão criminal – é definir se a decisão do Tribunal do Júri foi justa. Vale dizer, se a decisão que condenou FERNANDO MARTINS PEREIRA não foi contrária à evidência dos autos. Não tenho dificuldade em afirmar que a condenação foi contrária à evidência dos autos e, por isso, está-se diante de 26 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 68 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT hipótese em que a lei autoriza a revisão criminal da coisa julgada. Em verdade Excelências tenho que a questão é ainda mais grave. Não só não havia nenhum elemento idôneo para afirmar que Francisco Martins Pereira, juntamente com Sandoval, segurou a vítima para que "Zé Guia" pudesse contra esta desferir os tiros, como sequer havia elementos para o oferecimento da denúncia-crime. Consigno que o Ministério Público, nas alegações finais da Ação Penal nº 104/99 (fls. 344-347), no que tange à autoria, consignou que a "concorrência do denunciado Sandoval Resende da Silva está devidamente comprovada nos autos, principalmente pelo depoimento da testemunha presencial Salvador Paes de Barros (fl. 187), que, de forma verossímil declarou ter visto o acusado segurando a vítima pelos braços enquanto "Zé Guia" desferia os disparos...". Todavia, nenhuma testemunha ousou dizer que Sandoval segurou a vítima pelos braços. O que as testemunhas são unânimes em afirmar é que havia uma confusão em torno da vítima Valdivino – que estava armado, empunhou o revólver e foi persuadido por Sandoval a guardar a arma quando discutia com Francisco Martins Pereira, ora autor da presente revisão criminal. É provável que naquele puxa-puxa, Sandoval tenha pego a vítima pelo braço. Contudo, daí dizer que ele segurou a vítima para que "Zé Guia" atirasse, há uma imensa distância. Como já disse em outra oportunidade, somente mente fértil e descompromissada com a verdade e com a Justiça é que poderia fazer tal afirmação. O Promotor de Justiça não parou por aí Excelências. Foi mais longe. Com relação ao condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA, ora Autor da revisão criminal, afirmou às fls. 345: "... existem diversos relatos no sentido de que teria aderido à vontade criminosa de "Zé Guia", o que o motivou, inclusive, a não efetuar a prisão do mencionado co-réu, tornado incontroversa sua conivência delituosa, principalmente se considerarmos sua profissão de policial militar, o que o obrigava a não só impedir o crime, mas 27 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT hipótese em que a lei autoriza a revisão criminal da coisa julgada. Em verdade Excelências tenho que a questão é ainda mais grave. Não só não havia nenhum elemento idôneo para afirmar que Francisco Martins Pereira, juntamente com Sandoval, segurou a vítima para que "Zé Guia" pudesse contra esta desferir os tiros, como sequer havia elementos para o oferecimento da denúncia-crime. Consigno que o Ministério Público, nas alegações finais da Ação Penal nº 104/99 (fls. 344-347), no que tange à autoria, consignou que a "concorrência do denunciado Sandoval Resende da Silva está devidamente comprovada nos autos, principalmente pelo depoimento da testemunha presencial Salvador Paes de Barros (fl. 187), que, de forma verossímil declarou ter visto o acusado segurando a vítima pelos braços enquanto "Zé Guia" desferia os disparos...". Todavia, nenhuma testemunha ousou dizer que Sandoval segurou a vítima pelos braços. O que as testemunhas são unânimes em afirmar é que havia uma confusão em torno da vítima Valdivino – que estava armado, empunhou o revólver e foi persuadido por Sandoval a guardar a arma quando discutia com Francisco Martins Pereira, ora autor da presente revisão criminal. É provável que naquele puxa-puxa, Sandoval tenha pego a vítima pelo braço. Contudo, daí dizer que ele segurou a vítima para que "Zé Guia" atirasse, há uma imensa distância. Como já disse em outra oportunidade, somente mente fértil e descompromissada com a verdade e com a Justiça é que poderia fazer tal afirmação. O Promotor de Justiça não parou por aí Excelências. Foi mais longe. Com relação ao condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA, ora Autor da revisão criminal, afirmou às fls. 345: "... existem diversos relatos no sentido de que teria aderido à vontade criminosa de "Zé Guia", o que o motivou, inclusive, a não efetuar a prisão do mencionado co-réu, tornado incontroversa sua conivência delituosa, principalmente se considerarmos sua profissão de policial militar, o que o obrigava a não só impedir o crime, mas 27 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 69 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT também a deter o homicida...". Caros colegas, o Promotor de Justiça que atuou na ação penal quis transformar um possível crime de prevaricação em coautoria de um homicídio. O despautério Ministerial não parou por aí; chegou de dizer que a conivência delituosa do réu Francisco era incontroversa por ser ele um policial militar. Jogou toda a teoria do delito na lata do lixo. E o Tribunal de Júri acreditou na esparrela. O ilustre Promotor de Justiça ao afirmar que a conivência do réu Francisco era incontroversa por ser ele um Policial Militar, mostrou-se ser adepto da posição de um direito penal do autor. Isto é, Francisco está sendo reprovado não pelo que fez (direito penal de ato), e sim pelo que é (Policial Militar). A seguir a linha de raciocínio do membro do, sempre puniremos Parquet o homem não pelo seu agir, mas pelo seu modo de ser. Às fls. 346 da ação penal, o ilustre Promotor complementa a sua peroração, dizendo: "Complementando a manifestação, depreende-se dos autos que os acusados teriam sido os causadores da acirrada discussão, sendo responsáveis diretos pelo homicídio em pauta". Ora, para haver participação é indispensável que haja vontade, dolo, de colaborar com o fato típico. Não se pode pensar em participação negligente em delito doloso. [...] Nesse passo, se Vossas Excelências lerem os autos - como fiz em duas oportunidades (quando do julgamento do apelo e, agora, por ocasião da revisão criminal) – chegarão à conclusão diametralmente oposta a que chegou o Ministério Público: A vítima foi até o local, com ou sem razão, armado, para tirar satisfação em razão dos fogos que estavam incomodando. Sandoval, todas as testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, afirmam que procurou por todos os meios apaziguar a vítima, quando, de inopino, chegou ao local "Zé Guia", travando um áspero diálogo com a vítima e atirando nela, diante da sua investida. Em relação ao corréu FRANCISCO MARTINS PEREIRA, Autor da presente revisão criminal, um 28 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT também a deter o homicida...". Caros colegas, o Promotor de Justiça que atuou na ação penal quis transformar um possível crime de prevaricação em coautoria de um homicídio. O despautério Ministerial não parou por aí; chegou de dizer que a conivência delituosa do réu Francisco era incontroversa por ser ele um policial militar. Jogou toda a teoria do delito na lata do lixo. E o Tribunal de Júri acreditou na esparrela. O ilustre Promotor de Justiça ao afirmar que a conivência do réu Francisco era incontroversa por ser ele um Policial Militar, mostrou-se ser adepto da posição de um direito penal do autor. Isto é, Francisco está sendo reprovado não pelo que fez (direito penal de ato), e sim pelo que é (Policial Militar). A seguir a linha de raciocínio do membro do, sempre puniremos Parquet o homem não pelo seu agir, mas pelo seu modo de ser. Às fls. 346 da ação penal, o ilustre Promotor complementa a sua peroração, dizendo: "Complementando a manifestação, depreende-se dos autos que os acusados teriam sido os causadores da acirrada discussão, sendo responsáveis diretos pelo homicídio em pauta". Ora, para haver participação é indispensável que haja vontade, dolo, de colaborar com o fato típico. Não se pode pensar em participação negligente em delito doloso. [...] Nesse passo, se Vossas Excelências lerem os autos - como fiz em duas oportunidades (quando do julgamento do apelo e, agora, por ocasião da revisão criminal) – chegarão à conclusão diametralmente oposta a que chegou o Ministério Público: A vítima foi até o local, com ou sem razão, armado, para tirar satisfação em razão dos fogos que estavam incomodando. Sandoval, todas as testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, afirmam que procurou por todos os meios apaziguar a vítima, quando, de inopino, chegou ao local "Zé Guia", travando um áspero diálogo com a vítima e atirando nela, diante da sua investida. Em relação ao corréu FRANCISCO MARTINS PEREIRA, Autor da presente revisão criminal, um 28 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 70 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT depoimento em contradição com as demais provas insinua que no momento dos disparos ele também segurava a vítima, sem sequer afirmar o animus de tal conduta. Pergunta-se: onde estão a consciência e o querer dos corréus na prática delituosa de "Zé Guia"? Se tomarmos esse caso por modelo, todas as discussões em que a Polícia não conseguir apaziguar a partes, ocorrendo qualquer crime, será responsável. Aliás, Sandoval na denúncia apresentada contra José Resende da Silva ("Zé Guia") foi tido como vítima de lesões corporais, por que um tiro disparado lhe acertou. "Zé Guia" só não foi condenado pelo crime de lesões porque este foi alcançado pela prescrição. Caso contrário, chegar-se-ia a uma situação esdrúxula, a mesma pessoa ser vítima e réu por um mesmo episódio. Repito colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que 'Zé guia' pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. Portanto a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. Em conclusão, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar parcialmente procedente a Revisão Criminal, afrontou o decidido por esta CORTE no RE 594.104/MT, além de ter violado o princípio constitucional da soberania dos vereditos. A propósito, trago um trecho da decisão monocrática ora combatida (Rcl 29.621/MT, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 05/02/2019), que bem analisou a questão posta: DA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO RE 594.104/MT O Tribunal de origem, no exame da revisão criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000, pontuou que "a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o 29 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT depoimento em contradição com as demais provas insinua que no momento dos disparos ele também segurava a vítima, sem sequer afirmar o animus de tal conduta. Pergunta-se: onde estão a consciência e o querer dos corréus na prática delituosa de "Zé Guia"? Se tomarmos esse caso por modelo, todas as discussões em que a Polícia não conseguir apaziguar a partes, ocorrendo qualquer crime, será responsável. Aliás, Sandoval na denúncia apresentada contra José Resende da Silva ("Zé Guia") foi tido como vítima de lesões corporais, por que um tiro disparado lhe acertou. "Zé Guia" só não foi condenado pelo crime de lesões porque este foi alcançado pela prescrição. Caso contrário, chegar-se-ia a uma situação esdrúxula, a mesma pessoa ser vítima e réu por um mesmo episódio. Repito colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que 'Zé guia' pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. Portanto a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. Em conclusão, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar parcialmente procedente a Revisão Criminal, afrontou o decidido por esta CORTE no RE 594.104/MT, além de ter violado o princípio constitucional da soberania dos vereditos. A propósito, trago um trecho da decisão monocrática ora combatida (Rcl 29.621/MT, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 05/02/2019), que bem analisou a questão posta: DA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO RE 594.104/MT O Tribunal de origem, no exame da revisão criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000, pontuou que "a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o 29 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 71 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)". A propósito, colaciono a ementa do julgado, in verbis: "REVISÃO CRIMINAL – CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO – REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL – REJEIÇÃO – 2) PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA – REJEIÇÃO – NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO – TEORIA DA ASSERÇÃO – 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ – REJEIÇÃO – POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO – MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO – PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI – 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA – REJEIÇÃO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS 30 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)". A propósito, colaciono a ementa do julgado, in verbis: "REVISÃO CRIMINAL – CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO – REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL – REJEIÇÃO – 2) PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA – REJEIÇÃO – NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO – TEORIA DA ASSERÇÃO – 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ – REJEIÇÃO – POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO – MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO – PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI – 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA – REJEIÇÃO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS 30 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 72 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT EX OFFICIO – 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO – REJEIÇÃO – REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE – PRECLUSÃO – DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO – 6) MÉRITO – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA A EVIDÊNCIA DOS AUTOS – RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JURI – REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS E ERROS JUDICIÁRIOS – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local 31 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT EX OFFICIO – 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO – REJEIÇÃO – REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE – PRECLUSÃO – DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO – 6) MÉRITO – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA A EVIDÊNCIA DOS AUTOS – RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JURI – REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS E ERROS JUDICIÁRIOS – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local 31 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 73 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT não podia – em sede de apelação criminal – anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver – totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça – em sede de revisão criminal – reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, "d", da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena – exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia- crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)." Neste ponto, impõe-se o cotejo entre o que restou decidido no RE nº 594.104/MT e na revisão criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000. No recurso extraordinário, esta Suprema Corte reconheceu a conduta irregular da Corte estadual "ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados" e, assim, afrontar, "a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF)". No bojo da ação revisional, restou novamente assentado, na própria ementa do julgado, a suposta contrariedade da condenação proferida pelo Tribunal do Júri com a prova dos autos, fundamento este que já havia sido conjurado pelo STF, 32 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT não podia – em sede de apelação criminal – anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver – totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça – em sede de revisão criminal – reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5º, XXXVIII, "d", da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena – exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia- crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)." Neste ponto, impõe-se o cotejo entre o que restou decidido no RE nº 594.104/MT e na revisão criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000. No recurso extraordinário, esta Suprema Corte reconheceu a conduta irregular da Corte estadual "ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados" e, assim, afrontar, "a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF)". No bojo da ação revisional, restou novamente assentado, na própria ementa do julgado, a suposta contrariedade da condenação proferida pelo Tribunal do Júri com a prova dos autos, fundamento este que já havia sido conjurado pelo STF, 32 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 74 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT por violar o princípio fundamental da soberania dos veredictos, insculpido no art. 5º, XXXVIII, da CRFB/1988. [...] Portanto, conclui-se que na revisão criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000, o Tribunal prolator do ato reclamado desconsiderou prova testemunhal – ainda que isolada - para inocentar o réu, matéria que já havia sido decidida no RE nº 594.104/MT. A propósito, o direito objetivo limita o órgão competente para o julgamento da revisão dos processos findos, somente autorizando a revisão dos julgados nas hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal. Por oportuno transcrevo o dispositivo integralmente abaixo, in litteris: "Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena." Verifico, ademais, que a Revisão Criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000 tinha, como causa de pedir, o art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por "suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)". A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na "contrariedade à evidência dos autos", reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora, anteriormente, conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 33 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT por violar o princípio fundamental da soberania dos veredictos, insculpido no art. 5º, XXXVIII, da CRFB/1988. [...] Portanto, conclui-se que na revisão criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000, o Tribunal prolator do ato reclamado desconsiderou prova testemunhal – ainda que isolada - para inocentar o réu, matéria que já havia sido decidida no RE nº 594.104/MT. A propósito, o direito objetivo limita o órgão competente para o julgamento da revisão dos processos findos, somente autorizando a revisão dos julgados nas hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal. Por oportuno transcrevo o dispositivo integralmente abaixo, in litteris: "Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena." Verifico, ademais, que a Revisão Criminal nº 1004478- 61.2017.8.11.0000 tinha, como causa de pedir, o art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por "suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)". A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na "contrariedade à evidência dos autos", reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora, anteriormente, conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 33 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 75 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988. Consectariamente, diante da manifesta a desobediência ao que decidido por esta Corte, a Reclamação deve ser julgada parcialmente procedente, por ter, novamente, reformado a condenação proferida pelo Tribunal do Júri, ao fundamento de contrariedade à evidência dos autos, em contrariedade à decisão proferida no RE 594.104/MT. Por fim, como lembrado pelo Relator, Min. LUIZ FUX, não se pode perder de vista que esta SUPREMA CORTE já decidiu, por mais de uma vez, que a via revisional não atua como ferramenta processual destinada a propiciar um novo julgamento, como se instrumento fosse de veiculação de pretensão recursal. Nesse sentido: ANTECIPAÇÃO DE TUTELA – REVISÃO CRIMINAL – DOSIMETRIA DA PENA – IMPROCEDÊNCIA. 1. A revisão criminal não se presta a propiciar tão somente um novo julgamento, como se instrumento fosse de veiculação de pretensão recursal em que se repisa teses já vencidas no julgamento que se busca rescindir. 2. Quando calcada na inobservância da evidência dos autos, a revisão criminal pressupõe total dissociação entre a resposta jurisdicional e o acervo probatório, não se afigurando cabível na hipótese em que a condenação encontra-se lastreada minimamente nas provas colhidas. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não agasalha posicionamentos voltados a identificar relação matemática entre o número de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal e um percentual de aumento a ser aplicado sobre o mínimo da pena para cada uma delas, quando da fixação da pena base. (TPA 5/AM, Rel. Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, j. 08/11/2018, DJe de 21/03/2019); REVISÃO CRIMINAL. ALEGAÇÕES DE OFENSA À LEI 34 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988. Consectariamente, diante da manifesta a desobediência ao que decidido por esta Corte, a Reclamação deve ser julgada parcialmente procedente, por ter, novamente, reformado a condenação proferida pelo Tribunal do Júri, ao fundamento de contrariedade à evidência dos autos, em contrariedade à decisão proferida no RE 594.104/MT. Por fim, como lembrado pelo Relator, Min. LUIZ FUX, não se pode perder de vista que esta SUPREMA CORTE já decidiu, por mais de uma vez, que a via revisional não atua como ferramenta processual destinada a propiciar um novo julgamento, como se instrumento fosse de veiculação de pretensão recursal. Nesse sentido: ANTECIPAÇÃO DE TUTELA – REVISÃO CRIMINAL – DOSIMETRIA DA PENA – IMPROCEDÊNCIA. 1. A revisão criminal não se presta a propiciar tão somente um novo julgamento, como se instrumento fosse de veiculação de pretensão recursal em que se repisa teses já vencidas no julgamento que se busca rescindir. 2. Quando calcada na inobservância da evidência dos autos, a revisão criminal pressupõe total dissociação entre a resposta jurisdicional e o acervo probatório, não se afigurando cabível na hipótese em que a condenação encontra-se lastreada minimamente nas provas colhidas. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não agasalha posicionamentos voltados a identificar relação matemática entre o número de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal e um percentual de aumento a ser aplicado sobre o mínimo da pena para cada uma delas, quando da fixação da pena base. (TPA 5/AM, Rel. Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, j. 08/11/2018, DJe de 21/03/2019); REVISÃO CRIMINAL. ALEGAÇÕES DE OFENSA À LEI 34 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 76 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT PENAL, ILEGITIMIDADE E INSUFICIÊNCIA DE PROVA PARA O DECRETO CONDENATÓRIO, INCONFORMISMO COM APLICAÇÃO DA PENA. FIXAÇÃO DE VALOR MÍNIMO DA REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DO DELITO (ART. 387, IV, CÓDIGO DE PROCESSO PENAL). PEDIDO ACOLHIDO APENAS EM PARTE. 1. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa "ao texto expresso da lei penal", ou, quanto à matéria de fato, o desprezo "à evidência dos autos". 2. A individualização da pena afasta violação ao princípio da isonomia na hipótese de divergência entre a pena aplicada na instância atraída por prerrogativa do foro e a pena aplicada a corréu em instância diversa. 3. Afasta-se a estipulação de valor mínimo prevista no art. 387, IV, do Código de Processo Penal, sem prejuízo da persecução correspondente em procedimento autônomo, quando fora de dúvida a ausência de contraditório a respeito. 4. Revisão criminal parcialmente procedente. (RvC 5.437/RO, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, j. 17/12/2014, DJe de 18/03/2015); REVISÃO CRIMINAL. - SÓ HÁ DECISÃO CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS QUANDO NÃO SE APOIA ELA EM NENHUMA PROVA EXISTENTE NO PROCESSO, NÃO BASTANDO, POIS, PARA O DEFERIMENTO DA REVISÃO CRIMINAL, QUE OS JULGADORES DESTA CONSIDEREM QUE O CONJUNTO PROBATÓRIO NÃO É CONVINCENTE PARA A CONDENAÇÃO (PRECEDENTES DO S.T.F.). RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. (RE 113.269/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Primeira 35 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT PENAL, ILEGITIMIDADE E INSUFICIÊNCIA DE PROVA PARA O DECRETO CONDENATÓRIO, INCONFORMISMO COM APLICAÇÃO DA PENA. FIXAÇÃO DE VALOR MÍNIMO DA REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DO DELITO (ART. 387, IV, CÓDIGO DE PROCESSO PENAL). PEDIDO ACOLHIDO APENAS EM PARTE. 1. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa "ao texto expresso da lei penal", ou, quanto à matéria de fato, o desprezo "à evidência dos autos". 2. A individualização da pena afasta violação ao princípio da isonomia na hipótese de divergência entre a pena aplicada na instância atraída por prerrogativa do foro e a pena aplicada a corréu em instância diversa. 3. Afasta-se a estipulação de valor mínimo prevista no art. 387, IV, do Código de Processo Penal, sem prejuízo da persecução correspondente em procedimento autônomo, quando fora de dúvida a ausência de contraditório a respeito. 4. Revisão criminal parcialmente procedente. (RvC 5.437/RO, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, j. 17/12/2014, DJe de 18/03/2015); REVISÃO CRIMINAL. - SÓ HÁ DECISÃO CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS QUANDO NÃO SE APOIA ELA EM NENHUMA PROVA EXISTENTE NO PROCESSO, NÃO BASTANDO, POIS, PARA O DEFERIMENTO DA REVISÃO CRIMINAL, QUE OS JULGADORES DESTA CONSIDEREM QUE O CONJUNTO PROBATÓRIO NÃO É CONVINCENTE PARA A CONDENAÇÃO (PRECEDENTES DO S.T.F.). RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. (RE 113.269/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Primeira 35 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 77 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Turma, j. 12/05/1987, DJe de 07/08/1987); REVISÃO CRIMINAL. NÃO SE PODE DIZER, FACE AO PRINCÍPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO DO JULGADOR, QUE UMA DECISÃO, CUJA CONCLUSÃO TEM APOIO NUM ELEMENTO DE PROVA, CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS. SOMENTE HÁ DECISÃO CONTRÁRIA À EVIDENCIA DOS AUTOS, QUANDO A MESMA NÃO TEM FUNDAMENTO EM NENHUMA PROVA COLHIDA NO PROCESSO. O RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO DE ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE REVISÃO FICA ADSTRITO ÀS NORMAS TÉCNICAS DE CONHECIMENTO DO APELO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL NÃO CONHECIDO POR APLICAÇÃO DAS SUMULAS 279, 282 E 291. (RE 87.004/SP, Rel. Min. CORDEIRO GUERRA, Segunda Turma, j. 22/11/1977, DJe de 29-12-1977). Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Regimental, mantendo a decisão monocrática do Relator, Min. LUIZ FUX, na RCL 29.621/MT. É o voto. 36 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Turma, j. 12/05/1987, DJe de 07/08/1987); REVISÃO CRIMINAL. NÃO SE PODE DIZER, FACE AO PRINCÍPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO DO JULGADOR, QUE UMA DECISÃO, CUJA CONCLUSÃO TEM APOIO NUM ELEMENTO DE PROVA, CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS. SOMENTE HÁ DECISÃO CONTRÁRIA À EVIDENCIA DOS AUTOS, QUANDO A MESMA NÃO TEM FUNDAMENTO EM NENHUMA PROVA COLHIDA NO PROCESSO. O RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO DE ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE REVISÃO FICA ADSTRITO ÀS NORMAS TÉCNICAS DE CONHECIMENTO DO APELO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL NÃO CONHECIDO POR APLICAÇÃO DAS SUMULAS 279, 282 E 291. (RE 87.004/SP, Rel. Min. CORDEIRO GUERRA, Segunda Turma, j. 22/11/1977, DJe de 29-12-1977). Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Regimental, mantendo a decisão monocrática do Relator, Min. LUIZ FUX, na RCL 29.621/MT. É o voto. 36 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 78 de 90 Esclarecimento 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Só para esclarecer, o Supremo realmente analisou essa questão da unicidade da prova testemunhal, validou a condenação e determinou, então, que o Tribunal do Júri refizesse o julgamento, ciente de que aquela prova fora abonada pelo Supremo. Mas havia outros fundamentos. E aí veio o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, descumprindo a decisão do Supremo, julgou e absolveu o réu. Então, a reclamação realmente infirmou manifestamente a decisão do Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinário. Aí, eu neguei seguimento à reclamação. Foi interposto agravo regimental, a que neguei provimento também. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência acolheu o pedido formalizado na reclamação? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, acolhi. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Negou o agravo? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Neguei o agravo. A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Excelência, pela ordem. Excelência me concede a palavra? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não. Para matéria de fato? A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Matéria de fato, dois pontos: primeiro, teve a arguição de preliminar de ilegitimidade de parte, na qual Vossa Excelência adentrou, porém o Ministro Alexandre de Moraes não apreciou esse pedido também da questão da legitimidade de parte, do reclamante; segundo ponto, a questão de fato também que o Ministro Eros Grau, à época, discutiu aqui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Só para esclarecer, o Supremo realmente analisou essa questão da unicidade da prova testemunhal, validou a condenação e determinou, então, que o Tribunal do Júri refizesse o julgamento, ciente de que aquela prova fora abonada pelo Supremo. Mas havia outros fundamentos. E aí veio o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, descumprindo a decisão do Supremo, julgou e absolveu o réu. Então, a reclamação realmente infirmou manifestamente a decisão do Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinário. Aí, eu neguei seguimento à reclamação. Foi interposto agravo regimental, a que neguei provimento também. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência acolheu o pedido formalizado na reclamação? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, acolhi. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Negou o agravo? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Neguei o agravo. A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Excelência, pela ordem. Excelência me concede a palavra? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não. Para matéria de fato? A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Matéria de fato, dois pontos: primeiro, teve a arguição de preliminar de ilegitimidade de parte, na qual Vossa Excelência adentrou, porém o Ministro Alexandre de Moraes não apreciou esse pedido também da questão da legitimidade de parte, do reclamante; segundo ponto, a questão de fato também que o Ministro Eros Grau, à época, discutiu aqui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Inteiro Teor do Acórdão - Página 79 de 90 Esclarecimento RCL 29621 AGR / MT foi a soberania dos veredictos. O Júri é soberano. O que foi discutido na revisão criminal são fatos e provas, o que eu não poderia trazer aqui para o Supremo. O que eu estou devolvendo para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso é a análise de fatos e provas, e não a questão da soberania. O paradigma invocado e a decisão reclamada não têm aderência estrita, porque uma coisa foi julgada aqui, em relação à soberania, e o que foi entendido pelas câmaras criminais reunidas em revisão criminal foi a condenação contrária à prova dos autos. Obrigada, Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, a verdade é que foi uma absolvição afrontosa diante da decisão do Supremo. Aí, então, houve essa reclamação e nós chegamos à conclusão de que o integrante da família teria legitimidade para oferecer a reclamação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Já foi decidida essa matéria? Não, pelo Colegiado ainda não foi decidida essa matéria, alusiva à legitimidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Ah, não é voto-vista! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, não foi. Eu, obviamente, votei o mérito porque eu acompanho o Presidente, rejeitando a preliminar. Aqui quem ingressou com a reclamação é o filho da vítima. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - O filho da vítima. Nós reconhecemos a legitimidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O filho da vítima tem, entendo, essa possibilidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - A reclamação foi ajuizada contra nova decisão do Tribunal de Justiça que, em sede de revisão criminal, reformou o veredicto condenatório do Tribunal do Júri e absolveu o réu, por entender que a condenação teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. No RE 594.104, nós aqui no Supremo decidimos que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT foi a soberania dos veredictos. O Júri é soberano. O que foi discutido na revisão criminal são fatos e provas, o que eu não poderia trazer aqui para o Supremo. O que eu estou devolvendo para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso é a análise de fatos e provas, e não a questão da soberania. O paradigma invocado e a decisão reclamada não têm aderência estrita, porque uma coisa foi julgada aqui, em relação à soberania, e o que foi entendido pelas câmaras criminais reunidas em revisão criminal foi a condenação contrária à prova dos autos. Obrigada, Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, a verdade é que foi uma absolvição afrontosa diante da decisão do Supremo. Aí, então, houve essa reclamação e nós chegamos à conclusão de que o integrante da família teria legitimidade para oferecer a reclamação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Já foi decidida essa matéria? Não, pelo Colegiado ainda não foi decidida essa matéria, alusiva à legitimidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Ah, não é voto-vista! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, não foi. Eu, obviamente, votei o mérito porque eu acompanho o Presidente, rejeitando a preliminar. Aqui quem ingressou com a reclamação é o filho da vítima. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - O filho da vítima. Nós reconhecemos a legitimidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O filho da vítima tem, entendo, essa possibilidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - A reclamação foi ajuizada contra nova decisão do Tribunal de Justiça que, em sede de revisão criminal, reformou o veredicto condenatório do Tribunal do Júri e absolveu o réu, por entender que a condenação teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. No RE 594.104, nós aqui no Supremo decidimos que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Inteiro Teor do Acórdão - Página 80 de 90 Esclarecimento RCL 29621 AGR / MT crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Inteiro Teor do Acórdão - Página 81 de 90 Debate 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO DEBATE O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, eu quis encurtar, mas se me permite duas observações. Os órgãos do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, por duas vezes, desrespeitaram a lei. Essa é a verdade. A primeira, quando o mesmo Colegiado que havia afastado o recurso em sentido estrito, negado provimento e determinado o julgamento, entende, depois, ao invés de determinar novo julgamento, que não haveria justa causa. E, depois - insisto, apesar de entender que o trâmite não foi o ortodoxo -, com o mesmo fundamento, a revisão criminal absolve novamente, ignorando a decisão do Supremo Tribunal Federal, nem entrando nas questões da própria revisão criminal, mas continuando com que o Supremo havia afastado. Tanto que a fundamentação utilizada na revisão criminal para absorver é exatamente a fundamentação que foi utilizada pela Segunda Câmara do Tribunal de Justiça do Mato Grosso e afastada expressamente pelo Supremo Tribunal Federal ao manter a condenação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas não nos pronunciamos quanto à revisão criminal. Não há pronunciamento do Supremo a respeito da revisão criminal. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, estamos sobre a reclamação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quando o Supremo apreciou o recurso extraordinário, não obstaculizou o ajuizamento de revisão criminal, que, sabemos, é a rescisória penal. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, sem dúvida, até porque nem havia trânsito em julgado ainda. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Mas, a partir do momento em que o Supremo Tribunal Federal, em recurso extraordinário, determina o retorno dos autos para novo Júri, tinha que aguardar o novo Júri para oferecer a revisão criminal. Data maxima venia, não se poderia ter oferecido a revisão criminal in itinere, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO DEBATE O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, eu quis encurtar, mas se me permite duas observações. Os órgãos do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, por duas vezes, desrespeitaram a lei. Essa é a verdade. A primeira, quando o mesmo Colegiado que havia afastado o recurso em sentido estrito, negado provimento e determinado o julgamento, entende, depois, ao invés de determinar novo julgamento, que não haveria justa causa. E, depois - insisto, apesar de entender que o trâmite não foi o ortodoxo -, com o mesmo fundamento, a revisão criminal absolve novamente, ignorando a decisão do Supremo Tribunal Federal, nem entrando nas questões da própria revisão criminal, mas continuando com que o Supremo havia afastado. Tanto que a fundamentação utilizada na revisão criminal para absorver é exatamente a fundamentação que foi utilizada pela Segunda Câmara do Tribunal de Justiça do Mato Grosso e afastada expressamente pelo Supremo Tribunal Federal ao manter a condenação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas não nos pronunciamos quanto à revisão criminal. Não há pronunciamento do Supremo a respeito da revisão criminal. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, estamos sobre a reclamação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quando o Supremo apreciou o recurso extraordinário, não obstaculizou o ajuizamento de revisão criminal, que, sabemos, é a rescisória penal. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, sem dúvida, até porque nem havia trânsito em julgado ainda. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Mas, a partir do momento em que o Supremo Tribunal Federal, em recurso extraordinário, determina o retorno dos autos para novo Júri, tinha que aguardar o novo Júri para oferecer a revisão criminal. Data maxima venia, não se poderia ter oferecido a revisão criminal in itinere, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 82 de 90 Debate RCL 29621 AGR / MT esvaziando a decisão do Supremo Tribunal Federal, com a devida vênia. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O que o Supremo Tribunal Federal fez - o que entendo que foi não ortodoxo - é que, ao invés de determinar o segundo Júri, manteve a condenação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Supremo restabeleceu o pronunciamento do Tribunal do Júri. Não proclamou que estaria impossibilitado o ajuizamento de revisão criminal. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não afirmou isso, mas é uma contradisse in terminis. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Exato. Mas o que fez o Supremo? Na verdade, o Supremo afirmou que o julgamento não havia sido contrário às provas dos autos, expressamente, e, por isso, mantinha a decisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, fundamento não faz coisa julgada. Cumpre saber o alcance do dispositivo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - A revisão criminal não possibilita a revisão criminal por julgamento contrário à prova dos autos. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso quer absolver, por ser contrário à prova dos autos. Então, nem se deu ao trabalho de verificar se se encaixava em uma das hipóteses da revisão. E digo, Presidente, se retornar para lá, vai voltar para cá, porque vão absolver de novo com o mesmo motivo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estamos apreciando o merecimento da decisão do Tribunal de Justiça quanto à revisão. É isso? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Esse é o objeto da reclamação! O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não chegaria ao Supremo a interessada – e depois vamos cogitar dessa parte alusiva à ilegitimidade para a reclamação – na via, que não é normal, do recurso extraordinário, mas chega, per saltum, mediante reclamação! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas, agora, o recurso extraordinário quase não chega, não é? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É muito difícil, em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT esvaziando a decisão do Supremo Tribunal Federal, com a devida vênia. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O que o Supremo Tribunal Federal fez - o que entendo que foi não ortodoxo - é que, ao invés de determinar o segundo Júri, manteve a condenação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Supremo restabeleceu o pronunciamento do Tribunal do Júri. Não proclamou que estaria impossibilitado o ajuizamento de revisão criminal. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não afirmou isso, mas é uma contradisse in terminis. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Exato. Mas o que fez o Supremo? Na verdade, o Supremo afirmou que o julgamento não havia sido contrário às provas dos autos, expressamente, e, por isso, mantinha a decisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, fundamento não faz coisa julgada. Cumpre saber o alcance do dispositivo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - A revisão criminal não possibilita a revisão criminal por julgamento contrário à prova dos autos. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso quer absolver, por ser contrário à prova dos autos. Então, nem se deu ao trabalho de verificar se se encaixava em uma das hipóteses da revisão. E digo, Presidente, se retornar para lá, vai voltar para cá, porque vão absolver de novo com o mesmo motivo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estamos apreciando o merecimento da decisão do Tribunal de Justiça quanto à revisão. É isso? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Esse é o objeto da reclamação! O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não chegaria ao Supremo a interessada – e depois vamos cogitar dessa parte alusiva à ilegitimidade para a reclamação – na via, que não é normal, do recurso extraordinário, mas chega, per saltum, mediante reclamação! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas, agora, o recurso extraordinário quase não chega, não é? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É muito difícil, em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 83 de 90 Debate RCL 29621 AGR / MT Penal, chegar-se ao Supremo, presente o recurso extraordinário. Por quê? Porque quase sempre as regras sobre Penal e Processo Penal estão na legislação comum. E ainda se tem o filtro da repercussão geral. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Marco Aurélio, das trezentas e poucas repercussões gerais aguardando julgamento, salvo engano, três são de matéria penal que envolve o direito de liberdade. A grande maioria, quase 70 %, é de matéria tributária e de relação de propriedade, ou seja, há necessidade, realmente, de uma reanálise dessa questão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Qual questão, Ministro? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Do cabimento de recurso extraordinário em matéria penal, para definir algumas questões da legislação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Há censura aos Relatores que inseriram, no Plenário Virtual, a repercussão geral? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Deixa eu fazer só uma síntese minúscula aqui. Em suma, eu digo aqui: 1- O reclamado, ora agravante, respondeu a ação penal por participação em homicídio, já estando condenado pelo Tribunal do Júri; 2 - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu provimento à apelação da defesa para absolvê-lo, entendendo que a condenação teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. 3- No recurso extraordinário, o Supremo Tribunal Federal anulou o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça em sede de apelação, segundo o qual o Tribunal Popular é soberano na análise da prova. Na ocasião, o Supremo concluiu que a existência nos autos da ação penal de menção ao depoimento de testemunho ocular do crime, que colocou o condenado na cena do crime, vedava a possibilidade de revisão do veredicto pelo Tribunal de Justiça. O Supremo entendeu isso. 4 - Transitada em julgado a condenação, após sucessivos recursos no Supremo, o condenado ajuizou a revisão criminal perante o Tribunal de Justiça do Mato Grosso. O Tribunal de Justiça julgou procedente a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Penal, chegar-se ao Supremo, presente o recurso extraordinário. Por quê? Porque quase sempre as regras sobre Penal e Processo Penal estão na legislação comum. E ainda se tem o filtro da repercussão geral. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Marco Aurélio, das trezentas e poucas repercussões gerais aguardando julgamento, salvo engano, três são de matéria penal que envolve o direito de liberdade. A grande maioria, quase 70 %, é de matéria tributária e de relação de propriedade, ou seja, há necessidade, realmente, de uma reanálise dessa questão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Qual questão, Ministro? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Do cabimento de recurso extraordinário em matéria penal, para definir algumas questões da legislação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Há censura aos Relatores que inseriram, no Plenário Virtual, a repercussão geral? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Deixa eu fazer só uma síntese minúscula aqui. Em suma, eu digo aqui: 1- O reclamado, ora agravante, respondeu a ação penal por participação em homicídio, já estando condenado pelo Tribunal do Júri; 2 - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu provimento à apelação da defesa para absolvê-lo, entendendo que a condenação teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. 3- No recurso extraordinário, o Supremo Tribunal Federal anulou o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça em sede de apelação, segundo o qual o Tribunal Popular é soberano na análise da prova. Na ocasião, o Supremo concluiu que a existência nos autos da ação penal de menção ao depoimento de testemunho ocular do crime, que colocou o condenado na cena do crime, vedava a possibilidade de revisão do veredicto pelo Tribunal de Justiça. O Supremo entendeu isso. 4 - Transitada em julgado a condenação, após sucessivos recursos no Supremo, o condenado ajuizou a revisão criminal perante o Tribunal de Justiça do Mato Grosso. O Tribunal de Justiça julgou procedente a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 84 de 90 Debate RCL 29621 AGR / MT revisão, absolvendo o condenado por falta de prova idônea para a condenação. (...) 6 - O filho da vítima ajuizou a presente revisão criminal, em Reclamação, por violação da decisão do RE 594.104 Em decisão monocrática, a reclamação foi julgada parcialmente procedente para determinação de novo julgamento da revisão pelo Tribunal de Justiça, vedada a análise da suficiência das provas, sob pena de violação do RE, porque o RE disse que essa prova era suficiente. Pode-se até entender a revisão criminal por outro motivo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tenho um pedido de esclarecimento nessa parte. O recurso extraordinário voltou-se contra a decisão na revisão criminal? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não! Eu acabei de ler que foi contra decisão... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência sinalizou que sim, por isso fiquei em dúvida. Leia! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Transitada em julgado a condenação, após sucessivos recursos no Supremo, o condenado ajuizou revisão criminal. O Tribunal de Justiça julgou procedente a revisão criminal, contrariando a decisão do RE, que dissera que a prova era suficiente e que o Júri era soberano. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ambos temos razão. Vossa Excelência entende que teria havido descumprimento da decisão do Supremo... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Na revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na revisão, não. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, na revisão, na revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É fundamental saber se o pronunciamento do Supremo foi no processo alusivo à revisão. Foi? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT revisão, absolvendo o condenado por falta de prova idônea para a condenação. (...) 6 - O filho da vítima ajuizou a presente revisão criminal, em Reclamação, por violação da decisão do RE 594.104 Em decisão monocrática, a reclamação foi julgada parcialmente procedente para determinação de novo julgamento da revisão pelo Tribunal de Justiça, vedada a análise da suficiência das provas, sob pena de violação do RE, porque o RE disse que essa prova era suficiente. Pode-se até entender a revisão criminal por outro motivo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tenho um pedido de esclarecimento nessa parte. O recurso extraordinário voltou-se contra a decisão na revisão criminal? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não! Eu acabei de ler que foi contra decisão... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência sinalizou que sim, por isso fiquei em dúvida. Leia! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Transitada em julgado a condenação, após sucessivos recursos no Supremo, o condenado ajuizou revisão criminal. O Tribunal de Justiça julgou procedente a revisão criminal, contrariando a decisão do RE, que dissera que a prova era suficiente e que o Júri era soberano. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ambos temos razão. Vossa Excelência entende que teria havido descumprimento da decisão do Supremo... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Na revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na revisão, não. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, na revisão, na revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É fundamental saber se o pronunciamento do Supremo foi no processo alusivo à revisão. Foi? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 85 de 90 Debate RCL 29621 AGR / MT Não, o que eu estou dizendo é que, transitada em julgado a decisão do Supremo, o condenado ajuizou uma revisão criminal, certo? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - O Tribunal de Justiça julgou procedente a revisão criminal, exatamente pelo motivo que o Supremo afastou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O motivo! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Aí, o filho da vítima ajuizou a reclamação. Em decisão monocromática, foi julgada parcialmente procedente para dizer: "Olha, sob esse fundamento, não. Pode até se conceder a revisão por outro fundamento, mas por esse aqui não, porque está afrontando o que o Supremo decidiu." E aí, então, decidiu-se determinar o prosseguimento do julgamento da revisão, cortando essa parte inoficiosa que fora chancelada pelo Supremo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Essa causa de pedir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, foi chancelada pelo Supremo. A defesa do condenado, reclamado nestes autos, recorreu dessa decisão monocrática, por meio do presente agravo regimental. Alega a ilegitimidade ativa do filho da vítima para ajuizar a reclamação, pois ele não havia se habilitado como assistente de acusação nos autos da ação penal, e, no mérito, alega que a decisão do Tribunal de Justiça deveria prevalecer por não haver prova - e aí volta o mesmo assunto que o Supremo já decidiu - para condenação pelo Tribunal do Júri. Então, o Ministro Alexandre de Moraes concorda comigo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E entende que houve uma afronta parcial à decisão do Supremo na medida em que a revisão criminal desdisse o que o Supremo disse acerca da prova, mas ela pode prosseguir a julgar a revisão criminal por outros fundamentos. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Não, o que eu estou dizendo é que, transitada em julgado a decisão do Supremo, o condenado ajuizou uma revisão criminal, certo? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - O Tribunal de Justiça julgou procedente a revisão criminal, exatamente pelo motivo que o Supremo afastou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O motivo! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Aí, o filho da vítima ajuizou a reclamação. Em decisão monocromática, foi julgada parcialmente procedente para dizer: "Olha, sob esse fundamento, não. Pode até se conceder a revisão por outro fundamento, mas por esse aqui não, porque está afrontando o que o Supremo decidiu." E aí, então, decidiu-se determinar o prosseguimento do julgamento da revisão, cortando essa parte inoficiosa que fora chancelada pelo Supremo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Essa causa de pedir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, foi chancelada pelo Supremo. A defesa do condenado, reclamado nestes autos, recorreu dessa decisão monocrática, por meio do presente agravo regimental. Alega a ilegitimidade ativa do filho da vítima para ajuizar a reclamação, pois ele não havia se habilitado como assistente de acusação nos autos da ação penal, e, no mérito, alega que a decisão do Tribunal de Justiça deveria prevalecer por não haver prova - e aí volta o mesmo assunto que o Supremo já decidiu - para condenação pelo Tribunal do Júri. Então, o Ministro Alexandre de Moraes concorda comigo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E entende que houve uma afronta parcial à decisão do Supremo na medida em que a revisão criminal desdisse o que o Supremo disse acerca da prova, mas ela pode prosseguir a julgar a revisão criminal por outros fundamentos. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 86 de 90 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, a afronta à decisão do Supremo me parece inequívoca pelo relato de Vossa Excelência e do Ministro Alexandre. De modo que, com todo o respeito e apreciação pelo esforço da ilustre Advogada, acho que aqui não tem como nós não deixarmos de reconhecer, tal como fez Vossa Excelência, a quem eu estou acompanhando. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFD-B963-46F4-C146 e senha BF36-3C88-EB02-63F8 Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, a afronta à decisão do Supremo me parece inequívoca pelo relato de Vossa Excelência e do Ministro Alexandre. De modo que, com todo o respeito e apreciação pelo esforço da ilustre Advogada, acho que aqui não tem como nós não deixarmos de reconhecer, tal como fez Vossa Excelência, a quem eu estou acompanhando. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFD-B963-46F4-C146 e senha BF36-3C88-EB02-63F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 87 de 90 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em primeiro lugar, Presidente, digo que é muito complicado advogar em causa própria. Mais complicado ainda quando se advoga na defesa de interesse familiar. Constatei no correr desses muitos anos de ofício judicante. Em segundo lugar, pressuposto para concluir-se pela legitimidade, considerada a reclamação, é haver sido o reclamante parte no processo em que prolatada a decisão na qual se teria inobservado a do Supremo. É premissa inafastável. Coloquei: não chegaria o "interessado" – o vocábulo fica entre aspas – na via do extraordinário, mas acabou chegando na via afunilada excepcional – porque a reclamação pressupõe o descumprimento de decisão do Supremo ou a usurpação da respectiva competência –, sem ter participado do processo-crime – poderia ter participado como assistente da acusação –, na via estreita da reclamação. Presidente, em primeiro lugar, não reconheço a legitimidade do reclamante, filho da vítima ou das vítimas fatais. E não reconheço a partir desta premissa: não integrou a relação subjetiva no processo-crime. E poderia ter integrado como assistente da acusação, assistente do Ministério Público, se é que o Ministério Público precisa de assistência. Em segundo lugar, Presidente, está configurado o desrespeito à decisão do Supremo formalizada no recurso extraordinário? Qual foi a conclusão deste Tribunal no julgamento do recurso extraordinário? Única: soberania, que não obstaculiza a revisão criminal, do Tribunal Popular – Tribunal Popular no bom sentido –, do Tribunal do Júri. Foi a única decisão do Supremo. Ajuizada, porque é uma verdadeira rescisória no campo penal, a revisão criminal, estaria o órgão competente para julgá-la – que não é o Supremo, a revisão criminal não se mostrou dirigida contra acórdão do Supremo –, manietado quanto às causas de pedir veiculadas na inicial da revisão? A meu ver, não. A meu ver, com a vênia da maioria acachapante já formada, não estava o Tribunal de origem, no julgamento da ação de revisão, impedido de apreciar as causas de pedir colocadas, no caso, pelo agravante. Não estava impedido o Tribunal de Justiça de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC8-B38B-74F8-ED81 e senha 88CE-C7F8-E582-29FE Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em primeiro lugar, Presidente, digo que é muito complicado advogar em causa própria. Mais complicado ainda quando se advoga na defesa de interesse familiar. Constatei no correr desses muitos anos de ofício judicante. Em segundo lugar, pressuposto para concluir-se pela legitimidade, considerada a reclamação, é haver sido o reclamante parte no processo em que prolatada a decisão na qual se teria inobservado a do Supremo. É premissa inafastável. Coloquei: não chegaria o "interessado" – o vocábulo fica entre aspas – na via do extraordinário, mas acabou chegando na via afunilada excepcional – porque a reclamação pressupõe o descumprimento de decisão do Supremo ou a usurpação da respectiva competência –, sem ter participado do processo-crime – poderia ter participado como assistente da acusação –, na via estreita da reclamação. Presidente, em primeiro lugar, não reconheço a legitimidade do reclamante, filho da vítima ou das vítimas fatais. E não reconheço a partir desta premissa: não integrou a relação subjetiva no processo-crime. E poderia ter integrado como assistente da acusação, assistente do Ministério Público, se é que o Ministério Público precisa de assistência. Em segundo lugar, Presidente, está configurado o desrespeito à decisão do Supremo formalizada no recurso extraordinário? Qual foi a conclusão deste Tribunal no julgamento do recurso extraordinário? Única: soberania, que não obstaculiza a revisão criminal, do Tribunal Popular – Tribunal Popular no bom sentido –, do Tribunal do Júri. Foi a única decisão do Supremo. Ajuizada, porque é uma verdadeira rescisória no campo penal, a revisão criminal, estaria o órgão competente para julgá-la – que não é o Supremo, a revisão criminal não se mostrou dirigida contra acórdão do Supremo –, manietado quanto às causas de pedir veiculadas na inicial da revisão? A meu ver, não. A meu ver, com a vênia da maioria acachapante já formada, não estava o Tribunal de origem, no julgamento da ação de revisão, impedido de apreciar as causas de pedir colocadas, no caso, pelo agravante. Não estava impedido o Tribunal de Justiça de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC8-B38B-74F8-ED81 e senha 88CE-C7F8-E582-29FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 88 de 90 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RCL 29621 AGR / MT apreciar as matérias. Segundo o Código de Processo Civil, fundamentos não fazem coisa julgada. O que faz coisa julgada é a parte dispositiva da decisão, tão somente a parte dispositiva da decisão. Presidente, tendo em conta esse contexto, peço vênia para, inicialmente, assentar a ilegitimidade do reclamante e, num segundo passo, vencido – como ficarei vencido na subsequente –, acolher o pedido formalizado na minuta do agravo interposto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC8-B38B-74F8-ED81 e senha 88CE-C7F8-E582-29FE Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT apreciar as matérias. Segundo o Código de Processo Civil, fundamentos não fazem coisa julgada. O que faz coisa julgada é a parte dispositiva da decisão, tão somente a parte dispositiva da decisão. Presidente, tendo em conta esse contexto, peço vênia para, inicialmente, assentar a ilegitimidade do reclamante e, num segundo passo, vencido – como ficarei vencido na subsequente –, acolher o pedido formalizado na minuta do agravo interposto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC8-B38B-74F8-ED81 e senha 88CE-C7F8-E582-29FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 89 de 90 Extrato de Ata - 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (16834/MT) AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI (6796/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Antônio Carlos Alpino Bigonha. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF31-ED37-13F5-17CC e senha 2E19-FEE3-17EA-30FE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (16834/MT) AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI (6796/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Antônio Carlos Alpino Bigonha. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF31-ED37-13F5-17CC e senha 2E19-FEE3-17EA-30FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 90 de 90
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2019-06-25T00:00:00
2019-10-01T00:00:00
Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. ALEGADA ILEGITIMIDADE ATIVA DO RECLAMANTE. SUPOSTA AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E O PARADIGMA INVOCADO. INOCORRÊNCIA. ALEGADA INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 594.104/MT. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVEU O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do art. 102, I, l, da CF, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3º, da Constituição, incluído pela EC 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. Na hipótese sub examine, a) cuida-se de Reclamação ajuizada por um dos filhos da vítima do crime de homicídio, cujos executores foram absolvidos em acórdão do TJMT reformado por esta Corte no RE 594.104/MT, invocado como paradigma, o que autoriza o reconhecimento da legitimidade ativa ao filho da vítima, ainda que não tenha se habilitado como assistente de acusação no curso da ação penal; (b) Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do RE 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica constituída nestes autos, tendo atuado em defesa de um dos filhos da vítima (irmão do Reclamante) e da viúva, ambos habilitados como assistentes de acusação na ação penal de origem; (c) Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente Reclamação, uma vez que este, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que os cinco filhos do vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças à época do assassinato, decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer justiça à morte do pai. 3. (a) A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do STF apontada como violada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1º/9/2017; (b) Alegação de violação do decisum deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista nova absolvição prolatada pelo TJMT pelos mesmos fundamentos, uma vez que a decisão paradigma, proferida no RE 594.104/MT, que concluiu no sentido de que o TJMT, ao dar provimento à apelação dos acusados de participação na prática do crime de homicídio, incorreu em violação ao princípio da soberania dos veredictos, razão pela qual o Relator concluiu, in verbis: “dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri”; (c) A decisão do RE consignou, ainda, como razão de decidir: “Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5º, XXXVIII, 'c', CF). (d) Insta destacar que a decisão do RE foi mantida, mesmo após múltiplos recursos manejados pela defesa, culminando, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário”, por se considerarem os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, determinando-se o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. (e) Deveras, posteriormente à prolação do acórdão ora reclamado e à decretação do trânsito em julgado, o beneficiário do ato reclamado ajuizou Revisão Criminal perante o TJMT (Revisão Criminal nº 1004478-61.2017.8.11.0000), o qual, novamente, reformou o veredicto do Tribunal do Júri, para absolver os acusados do crime de homicídio, em conclusão assentada unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no RE 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5º, XXXVIII, c, da CRFB/1988; (f) Ressoa, assim, evidente a violação do acórdão Reclamado à decisão desta Corte no RE 594.104/MT, no que concluíra que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 4. Agravo regimental desprovido.
sjur411955
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, REQUISITO, ADMISSIBILIDADE, ADERÊNCIA ESTRITA) Rcl 21559 AgR (1ªT), Rcl 22608 AgR (2ªT). (RECLAMAÇÃO, LEGITIMIDADE ATIVA, PROCESSO SUBJETIVO) Rcl 23157 AgR (2ªT), Rcl 23644 AgR (1ªT). (REVISÃO CRIMINAL, NOVO JULGAMENTO) RvC 5437 (TP), TPA 5 (TP), RE 113269 (1ªT), RE 87004 (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (REVISÃO, DECISÃO, TRIBUNAL DO JÚRI, SOBERANIA DO VEREDICTO) HC 107906, Rcl 29621. - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: REsp 950259. - Veja RE 594104 do STF. Número de páginas: 90. Análise: 16/09/2020, JSF.
LUIZ FUX
Primeira Turma
29621
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00038 LET-C ART-00102 \n INC-00001 LET-L \n ART-0103A INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n ART-0103A PAR-00003 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00269 ART-00271 ART-00386 INC-00006 \n ART-00584 PAR-00001 ART-00593 INC-00003 \n LET-A LET-B LET-C LET-D \n PAR-00001 PAR-00002 PAR-00003 ART-00598 \n ART-00621 INC-00001 INC-00002 INC-00003\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 29621 AgR
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AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
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Ementa e Acórdão 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. ALEGADA ILEGITIMIDADE ATIVA DO RECLAMANTE. SUPOSTA AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA ENTRE A DECISÃO RECLAMADA E O PARADIGMA INVOCADO. INOCORRÊNCIA. ALEGADA INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 594.104/MT. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVEU O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3..., da Constituição, incluído pela EC 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. Na hipótese sub examine, a) cuida-se de Reclamação ajuizada por um dos filhos da vítima do crime de homicídio, cujos executores foram absolvidos em acórdão do TJMT reformado por esta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT, invocado como paradigma, o que autoriza o reconhecimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 90 Ementa e Acórdão RCL 29621 AGR / MT da legitimidade ativa ao filho da vítima, ainda que não tenha se habilitado como assistente de acusação no curso da ação penal; (b) Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do Recurso Extraordinário 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica constituída nestes autos, tendo atuado em defesa de um dos filhos da vítima (irmão do Reclamante) e da viúva, ambos habilitados como assistentes de acusação na ação penal de origem; (c) Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente Reclamação, uma vez que este, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que os cinco filhos do vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças à época do assassinato, decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer justiça à morte do pai. 3. (a) A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal apontada como violada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1.../9/2017; (b) Alegação de violação do decisum deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista nova absolvição prolatada pelo TJMT pelos mesmos fundamentos, uma vez que a decisão paradigma, proferida no Recurso Extraordinário 594.104/MT, que concluiu no sentido de que o TJMT, ao dar provimento à apelação dos acusados de participação na prática do crime de homicídio, incorreu em violação ao princípio da soberania dos veredictos, razão pela qual o Relator concluiu, in verbis: “dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri”; (c) A decisão do Recurso Extraordinário consignou, ainda, como razão de decidir: “Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT da legitimidade ativa ao filho da vítima, ainda que não tenha se habilitado como assistente de acusação no curso da ação penal; (b) Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do Recurso Extraordinário 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica constituída nestes autos, tendo atuado em defesa de um dos filhos da vítima (irmão do Reclamante) e da viúva, ambos habilitados como assistentes de acusação na ação penal de origem; (c) Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente Reclamação, uma vez que este, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que os cinco filhos do vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças à época do assassinato, decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer justiça à morte do pai. 3. (a) A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal apontada como violada pelo reclamante é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 1.../9/2017; (b) Alegação de violação do decisum deste Supremo Tribunal Federal, tendo em vista nova absolvição prolatada pelo TJMT pelos mesmos fundamentos, uma vez que a decisão paradigma, proferida no Recurso Extraordinário 594.104/MT, que concluiu no sentido de que o TJMT, ao dar provimento à apelação dos acusados de participação na prática do crime de homicídio, incorreu em violação ao princípio da soberania dos veredictos, razão pela qual o Relator concluiu, in verbis: “dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri”; (c) A decisão do Recurso Extraordinário consignou, ainda, como razão de decidir: “Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 90 Ementa e Acórdão RCL 29621 AGR / MT colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988). (d) Insta destacar que a decisão do Recurso Extraordinário foi mantida, mesmo após múltiplos recursos manejados pela defesa, culminando, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário”, por se considerarem os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, determinando-se o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. (e) Deveras, posteriormente à prolação do acórdão ora reclamado e à decretação do trânsito em julgado, o beneficiário do ato reclamado ajuizou Revisão Criminal perante o TJMT (Revisão Criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000), o qual, novamente, reformou o veredicto do Tribunal do Júri, para absolver os acusados do crime de homicídio, em conclusão assentada unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5..., XXXVIII, c, da CRFB/1988; (f) Ressoa, assim, evidente a violação do acórdão Reclamado à decisão desta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT, no que concluíra que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988). (d) Insta destacar que a decisão do Recurso Extraordinário foi mantida, mesmo após múltiplos recursos manejados pela defesa, culminando, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no agravo regimental no recurso extraordinário”, por se considerarem os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, determinando-se o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. (e) Deveras, posteriormente à prolação do acórdão ora reclamado e à decretação do trânsito em julgado, o beneficiário do ato reclamado ajuizou Revisão Criminal perante o TJMT (Revisão Criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000), o qual, novamente, reformou o veredicto do Tribunal do Júri, para absolver os acusados do crime de homicídio, em conclusão assentada unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5..., XXXVIII, c, da CRFB/1988; (f) Ressoa, assim, evidente a violação do acórdão Reclamado à decisão desta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT, no que concluíra que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 4. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 90 Ementa e Acórdão RCL 29621 AGR / MT Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio Brasília, 25 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio Brasília, 25 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9A9-4606-61ED-6B12 e senha DB86-F689-7768-13AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 90 Relatório 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Francisco Martins Pereira contra decisão de minha relatoria, que restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2..., IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 594.104/MT. INEXISTÊNCIA DE INCURSÃO DO PARADIGMA INVOCADO NA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA JULGAMENTO DA REVISÃO CRIMINAL. DECISÃO PARADIGMA QUE CONCLUIU VIOLADA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS, NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVE O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. RECLAMAÇÃO QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE, PARA DETERMINAR A REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Francisco Martins Pereira contra decisão de minha relatoria, que restou assim ementada: “RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2..., IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 594.104/MT. INEXISTÊNCIA DE INCURSÃO DO PARADIGMA INVOCADO NA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA JULGAMENTO DA REVISÃO CRIMINAL. DECISÃO PARADIGMA QUE CONCLUIU VIOLADA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS, NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVE O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. RECLAMAÇÃO QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE, PARA DETERMINAR A REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT Segundo a petição inicial, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, na Revisão Criminal 1004478-61.2017.8.11.0000, “por maioria, conheceu do pedido revisional e julgou o seu mérito para absolver o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), ou seja, invadiu e usurpou a competência do Excelso Supremo e, ainda, desrespeitou e desacatou a autoridade do comando decisório do seu julgado, emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT, e hoje o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira) está livre leve e solto” (sic). A peça preambular aduziu, ainda, que o Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário 594.104/MT, cujo relator originário era o Ministro Eros Grau, sucedido por mim, ”a todo instante analisou o mérito da relação jurídico-processual penal estabelecida no processo e que foi objeto das razões recursais do apelo extraordinário”. Conforme entendeu o reclamante, “o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu-se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso”. Argumentou ser “do Supremo Tribunal Federal a competência para analisar e julgar a revisão criminal quando o seu acórdão, emanado de recurso extraordinário, anula a decisão do Tribunal de Origem para restabelecer, por motivos estritamente jurídicos, a condenação imposta pelo Júri, mas cancelada pelo Tribunal local, interfere e atrai para si (Supremo Tribunal Federal) o julgamento da procedência ou não da ação penal que constitui o objeto do pedido revisional”. Asseverou, também, que o “Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve a sua competência exaurida para processar e julgar a revisão criminal a partir do momento que o seu acórdão proveniente da apelação 3.374/2006 foi implicitamente declarado insubsistente pelo Supremo Tribunal Federal, quando deu provimento ao Recurso Extraordinário 594.104/MT, adentrou no mérito da discussão recursal e restaurou a validade soberana da decisão emanada do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá-MT”. Ao fim, formulou pedido principal nos seguintes termos: “Ante os fatos e fundamentos aqui expostos, IMPÕE-SE, com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Segundo a petição inicial, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, na Revisão Criminal 1004478-61.2017.8.11.0000, “por maioria, conheceu do pedido revisional e julgou o seu mérito para absolver o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), ou seja, invadiu e usurpou a competência do Excelso Supremo e, ainda, desrespeitou e desacatou a autoridade do comando decisório do seu julgado, emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT, e hoje o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira) está livre leve e solto” (sic). A peça preambular aduziu, ainda, que o Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário 594.104/MT, cujo relator originário era o Ministro Eros Grau, sucedido por mim, ”a todo instante analisou o mérito da relação jurídico-processual penal estabelecida no processo e que foi objeto das razões recursais do apelo extraordinário”. Conforme entendeu o reclamante, “o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu-se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso”. Argumentou ser “do Supremo Tribunal Federal a competência para analisar e julgar a revisão criminal quando o seu acórdão, emanado de recurso extraordinário, anula a decisão do Tribunal de Origem para restabelecer, por motivos estritamente jurídicos, a condenação imposta pelo Júri, mas cancelada pelo Tribunal local, interfere e atrai para si (Supremo Tribunal Federal) o julgamento da procedência ou não da ação penal que constitui o objeto do pedido revisional”. Asseverou, também, que o “Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve a sua competência exaurida para processar e julgar a revisão criminal a partir do momento que o seu acórdão proveniente da apelação 3.374/2006 foi implicitamente declarado insubsistente pelo Supremo Tribunal Federal, quando deu provimento ao Recurso Extraordinário 594.104/MT, adentrou no mérito da discussão recursal e restaurou a validade soberana da decisão emanada do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá-MT”. Ao fim, formulou pedido principal nos seguintes termos: “Ante os fatos e fundamentos aqui expostos, IMPÕE-SE, com 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT suporte no artigo 102, inciso I, alínea ‘l’, da Constituição Federal, a incontinente necessidade de garantir e preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e o respeito e a reafirmação da autoridade decisória de seus pronunciamentos jurisdicionais, por isso vem REQUERER À SUPREMA CORTE que: a) Em sede de liminar, determine a imediata suspensão do curso do processo n (1004478-61.2017.8.11.0000), onde consta o pedido revisional e se hospeda o ato reclamado, que tramita indevidamente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Órgão Ilegítimo para conhecer da matéria, sem prejuízo do prosseguimento, processamento e julgamento de eventual incidente de impedimento do Revisor-Relator, a Sua Excelência o Senhor Des. Paulo da Cunha, no Pleno daquele Sodalício, ex Procurador de Justiça, que atuou na acusação e condenação do réu, executor material, e coautor, José Rezende da Silva, o 'Zé Guia', e agora jurisdiciona, 'sem qualquer remorso', nos autos da revisão criminal como Revisor e signatário do voto condutor que absolveu o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), revigorando os plenos efeitos imanentes do acórdão extraído do Recurso Extraordinário 594.104/MT, e, assim, expressamente, represtine também os inerentes efeitos do mandado de prisão; b) Seja recebida e processada a presente RECLAMAÇÃO e, ao final, confirmado o pedido liminar de suspensão da Revisão Criminal n (1004478-61.2017.8.11.0000); c) Seja requisitada as necessárias informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio de um de seus órgãos judiciário, Câmaras Criminais Reunidas, em razão de sua rebeldia para com a competência da Suprema Corte e para com o respeito à autoridade do comando decisório do julgado emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT; d) Seja ouvida a ilustrada Procuradoria-Geral da República; e) Seja, ainda, julgada procedente a presente reclamação, de modo, a declarar extinta a Revisão Criminal n (1004478- 61.2017.8.11.0000), indevidamente em curso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Órgão Ilegítimo para tanto, e, por conseguinte, cassar em definitivo a decisão das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que absolveu o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), determinando 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT suporte no artigo 102, inciso I, alínea ‘l’, da Constituição Federal, a incontinente necessidade de garantir e preservar a competência do Supremo Tribunal Federal e o respeito e a reafirmação da autoridade decisória de seus pronunciamentos jurisdicionais, por isso vem REQUERER À SUPREMA CORTE que: a) Em sede de liminar, determine a imediata suspensão do curso do processo n (1004478-61.2017.8.11.0000), onde consta o pedido revisional e se hospeda o ato reclamado, que tramita indevidamente no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Órgão Ilegítimo para conhecer da matéria, sem prejuízo do prosseguimento, processamento e julgamento de eventual incidente de impedimento do Revisor-Relator, a Sua Excelência o Senhor Des. Paulo da Cunha, no Pleno daquele Sodalício, ex Procurador de Justiça, que atuou na acusação e condenação do réu, executor material, e coautor, José Rezende da Silva, o 'Zé Guia', e agora jurisdiciona, 'sem qualquer remorso', nos autos da revisão criminal como Revisor e signatário do voto condutor que absolveu o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), revigorando os plenos efeitos imanentes do acórdão extraído do Recurso Extraordinário 594.104/MT, e, assim, expressamente, represtine também os inerentes efeitos do mandado de prisão; b) Seja recebida e processada a presente RECLAMAÇÃO e, ao final, confirmado o pedido liminar de suspensão da Revisão Criminal n (1004478-61.2017.8.11.0000); c) Seja requisitada as necessárias informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio de um de seus órgãos judiciário, Câmaras Criminais Reunidas, em razão de sua rebeldia para com a competência da Suprema Corte e para com o respeito à autoridade do comando decisório do julgado emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT; d) Seja ouvida a ilustrada Procuradoria-Geral da República; e) Seja, ainda, julgada procedente a presente reclamação, de modo, a declarar extinta a Revisão Criminal n (1004478- 61.2017.8.11.0000), indevidamente em curso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Órgão Ilegítimo para tanto, e, por conseguinte, cassar em definitivo a decisão das Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que absolveu o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), determinando 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT medidas adequadas à observância de sua jurisdição Suprema, uma vez que invadiu a competência do Supremo Tribunal Federal e desrespeitou e desacatou o comando da autoridade decisória do provimento jurisdicional emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT (art. 102, inc. I, al. j, da CRFB), referendado pelo Plenário do Excelso PRETÓRIO, nas diversas oportunidades em que examinou os autos, em face da utilização demasiada e protelatória de recursos pelos condenados - EMB.DECL. no AG.REG. nos EMB.DIV. nos EMB.DECL. no AG.REG. no AG.REG. no Recurso Extraordinário 594.104/MT; f) Seja, com efeito, restabelecida a competência da Suprema Corte e restaurado o pleno comando da autoridade decisória do julgado emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT, determinando o imediato cumprimento da pena; g) Requer, ainda, provar os fatos alegados utilizando-se de todos os meios de provas em direito admitidos e permitidos, especialmente os moralmente legítimos.” A medida cautelar postulada foi indeferida, tendo sido requeridas informações e aberto prazo para manifestação do beneficiário do ato reclamado. A autoridade reclamada prestou as informações requeridas (item 56 – indexação eletrônica). Em sua resposta (item 65 – indexação eletrônica), FRANCISCO MARTINS PEREIRA aduziu, em síntese, i) a ilegitimidade ativa do reclamante; ii) que “não se admite, após o trânsito em julgado da condenação, qualquer intervenção de eventual assistente de acusação, nos termos do artigo 269 do Código de Processo Penal”; iii) a ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma invocado, porquanto o recurso extraordinário teria sido julgado sob o prisma da matéria estritamente de direito, alheio aos fatos; e iv) a ausência de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Apresentou-se réplica à contestação, consoante se extrai do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT medidas adequadas à observância de sua jurisdição Suprema, uma vez que invadiu a competência do Supremo Tribunal Federal e desrespeitou e desacatou o comando da autoridade decisória do provimento jurisdicional emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT (art. 102, inc. I, al. j, da CRFB), referendado pelo Plenário do Excelso PRETÓRIO, nas diversas oportunidades em que examinou os autos, em face da utilização demasiada e protelatória de recursos pelos condenados - EMB.DECL. no AG.REG. nos EMB.DIV. nos EMB.DECL. no AG.REG. no AG.REG. no Recurso Extraordinário 594.104/MT; f) Seja, com efeito, restabelecida a competência da Suprema Corte e restaurado o pleno comando da autoridade decisória do julgado emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT, determinando o imediato cumprimento da pena; g) Requer, ainda, provar os fatos alegados utilizando-se de todos os meios de provas em direito admitidos e permitidos, especialmente os moralmente legítimos.” A medida cautelar postulada foi indeferida, tendo sido requeridas informações e aberto prazo para manifestação do beneficiário do ato reclamado. A autoridade reclamada prestou as informações requeridas (item 56 – indexação eletrônica). Em sua resposta (item 65 – indexação eletrônica), FRANCISCO MARTINS PEREIRA aduziu, em síntese, i) a ilegitimidade ativa do reclamante; ii) que “não se admite, após o trânsito em julgado da condenação, qualquer intervenção de eventual assistente de acusação, nos termos do artigo 269 do Código de Processo Penal”; iii) a ausência de aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma invocado, porquanto o recurso extraordinário teria sido julgado sob o prisma da matéria estritamente de direito, alheio aos fatos; e iv) a ausência de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Apresentou-se réplica à contestação, consoante se extrai do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT documento indexado eletronicamente sob o item n 71. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela procedência da reclamação, com os seguintes fundamentos: “(...) 7. Os réus foram condenados no Tribunal do Júri. Ao julgar as apelações da defesa, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso concluiu que a decisão do Júri é manifestamente contra a prova dos autos e concedeu habeas corpus de ofício para trancar a ação penal, por entender que uma versão isolada não pode sustentar a afirmação de que os réus seguraram a vítima para ser executada por seu algoz. Contudo, esse acórdão foi cassado pelo Supremo Tribunal Federal que, no Recurso Extraordinário 594.104/MT, deu provimento ao recurso extraordinário interposto pela assistência da acusação: ‘ao afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos’. 8. Ao julgar a revisão criminal, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso tornou a dizer que inexiste suporte probatório para a condenação dos réus. 9. Em primeiro lugar, cabe repelir a alegação de ilegitimidade do reclamante, que é filho da vítima. É importante observar que foi a atuação da família da vítima, na assistência da acusação, que conduziu à cassação, pelo Supremo Tribunal Federal, do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça na fase da apelação. Diante do êxito do recurso extraordinário do assistente da acusação, que restaurou o veredicto condenatório, não pode ser recusado o legítimo interesse da família da vítima para, frente à inércia da acusação pública, impugnar o acórdão da revisão criminal que, ao fim e ao cabo, tratou de novamente proferir decisão absolutória. 10. Superada a preliminar em relação ao descumprimento do que decidido pelo Supremo Tribunal no julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, vale transcrever o art. 593 e o art. 624 do Código de Processo Penal: Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 dias: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT documento indexado eletronicamente sob o item n 71. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela procedência da reclamação, com os seguintes fundamentos: “(...) 7. Os réus foram condenados no Tribunal do Júri. Ao julgar as apelações da defesa, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso concluiu que a decisão do Júri é manifestamente contra a prova dos autos e concedeu habeas corpus de ofício para trancar a ação penal, por entender que uma versão isolada não pode sustentar a afirmação de que os réus seguraram a vítima para ser executada por seu algoz. Contudo, esse acórdão foi cassado pelo Supremo Tribunal Federal que, no Recurso Extraordinário 594.104/MT, deu provimento ao recurso extraordinário interposto pela assistência da acusação: ‘ao afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos’. 8. Ao julgar a revisão criminal, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso tornou a dizer que inexiste suporte probatório para a condenação dos réus. 9. Em primeiro lugar, cabe repelir a alegação de ilegitimidade do reclamante, que é filho da vítima. É importante observar que foi a atuação da família da vítima, na assistência da acusação, que conduziu à cassação, pelo Supremo Tribunal Federal, do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça na fase da apelação. Diante do êxito do recurso extraordinário do assistente da acusação, que restaurou o veredicto condenatório, não pode ser recusado o legítimo interesse da família da vítima para, frente à inércia da acusação pública, impugnar o acórdão da revisão criminal que, ao fim e ao cabo, tratou de novamente proferir decisão absolutória. 10. Superada a preliminar em relação ao descumprimento do que decidido pelo Supremo Tribunal no julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, vale transcrever o art. 593 e o art. 624 do Código de Processo Penal: Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 dias: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT […] III – das decisões do Tribunal do Júri, quando: […] d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. […] §3... Se a apelação se fundar no III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I – quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; 11. A leitura desses dispositivos mostra a identidade entre a apelação limitada contra a decisão do Júri e a revisão criminal, quando fundadas na contrariedade à evidência dos autos. Nem uma nem outra podem ser equiparadas à apelação contra sentenças do juízo singular, em que há efeito devolutivo pleno. 12. O seguinte trecho do acórdão revisional impugnado deixa claro qual foi o fundamento do Tribunal de origem para absolver o réu pela segunda vez: Repito colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que ‘Zé guia’ pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. Portanto, a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. 13. Já a decisão monocrática do Ministro Eros Grau, que deu 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT […] III – das decisões do Tribunal do Júri, quando: […] d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. […] §3... Se a apelação se fundar no III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I – quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; 11. A leitura desses dispositivos mostra a identidade entre a apelação limitada contra a decisão do Júri e a revisão criminal, quando fundadas na contrariedade à evidência dos autos. Nem uma nem outra podem ser equiparadas à apelação contra sentenças do juízo singular, em que há efeito devolutivo pleno. 12. O seguinte trecho do acórdão revisional impugnado deixa claro qual foi o fundamento do Tribunal de origem para absolver o réu pela segunda vez: Repito colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que ‘Zé guia’ pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. Portanto, a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. 13. Já a decisão monocrática do Ministro Eros Grau, que deu 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT provimento ao recurso extraordinário, acolheu os seguintes fundamentos para cassar o acórdão do TJMT (decisão depois confirmada em sede de agravo regimental): 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva (‘Zé Guia’), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: ‘Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)’ - fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito, e não questão de fato: ‘Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)’. ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal tem se firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1): 307, abr. 1990)’. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT provimento ao recurso extraordinário, acolheu os seguintes fundamentos para cassar o acórdão do TJMT (decisão depois confirmada em sede de agravo regimental): 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva (‘Zé Guia’), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: ‘Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)’ - fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito, e não questão de fato: ‘Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)’. ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal tem se firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1): 307, abr. 1990)’. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que ‘a sentença baseia-se na certeza moral do juiz’ (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7... ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, ‘se encontram regras probatórias as quais o juiz não pode fugir’ (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2... ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri ‘Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para que o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse ‘algum apoio’. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar … Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez que há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunha: uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve; o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida – e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova – não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania’ (Código de Processo Penal Brasileiro Anotado. 6... ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juiz togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1): 307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que ‘a sentença baseia-se na certeza moral do juiz’ (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7... ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, ‘se encontram regras probatórias as quais o juiz não pode fugir’ (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2... ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri ‘Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para que o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse ‘algum apoio’. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar … Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez que há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunha: uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve; o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida – e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova – não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania’ (Código de Processo Penal Brasileiro Anotado. 6... ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juiz togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1): 307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, c, Constituição Federal de 1988). 14. Não se discute a admissibilidade da revisão criminal contra as decisões do Tribunal do Júri: HC 71.878/RS, rel. Min. Celso de Mello; ARE 674.151/MT, rel. Min. Celso de Mello: ‘O Tribunal de segunda instância, ao julgar a ação de revisão criminal, dispõe de competência plena para formular tanto o juízo rescindente (‘judicium rescindens’), que viabiliza a desconstituição da autoridade da coisa julgada penal mediante a invalidação da condenação criminal, quanto o juízo rescisório (‘judicium rescissorium’), que legitima o reexame do mérito da causa e autoriza, até mesmo, quando for o caso, a prolação de provimento absolutório, ainda que se trate de decisão emanada do júri, pois a soberania do veredicto do Conselho de Sentença, que representa garantia fundamental do acusado, não pode, ela própria, constituir paradoxal obstáculo à restauração da liberdade jurídica do condenado. Doutrina. Precedentes)’. 15. O que não se pode admitir é que, na revisão criminal, o Tribunal de Justiça torne a invocar fundamento que o Supremo Tribunal Federal já afastou ao julgar e prover o Recurso Extraordinário 594.104/MT. 16. Esse Supremo Tribunal Federal deu provimento ao recurso extraordinário justamente porque entendeu que o Tribunal do Júri acolheu tese acusatória que possui respaldo probatório suficiente nos autos, qual seja, ‘o depoimento da testemunha ocular validamente colhido sob contraditório. 17. E o Tribunal de origem julgou procedente a revisão criminal sob a alegação de que ‘não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que ‘Zé guia’ pudesse desferir os tiros contra ela. Tal o quadro, ficou evidenciada a contrariedade ao que decidido por esse Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 594.104/MT. 18. Em resumo, não há aceitar a afirmação de que inexiste prova para a condenação. O depoimento desfavorável ao condenado, que foi levado em consideração pelo Tribunal popular, não pode ser simplesmente ignorado no julgamento da revisão criminal. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, c, Constituição Federal de 1988). 14. Não se discute a admissibilidade da revisão criminal contra as decisões do Tribunal do Júri: HC 71.878/RS, rel. Min. Celso de Mello; ARE 674.151/MT, rel. Min. Celso de Mello: ‘O Tribunal de segunda instância, ao julgar a ação de revisão criminal, dispõe de competência plena para formular tanto o juízo rescindente (‘judicium rescindens’), que viabiliza a desconstituição da autoridade da coisa julgada penal mediante a invalidação da condenação criminal, quanto o juízo rescisório (‘judicium rescissorium’), que legitima o reexame do mérito da causa e autoriza, até mesmo, quando for o caso, a prolação de provimento absolutório, ainda que se trate de decisão emanada do júri, pois a soberania do veredicto do Conselho de Sentença, que representa garantia fundamental do acusado, não pode, ela própria, constituir paradoxal obstáculo à restauração da liberdade jurídica do condenado. Doutrina. Precedentes)’. 15. O que não se pode admitir é que, na revisão criminal, o Tribunal de Justiça torne a invocar fundamento que o Supremo Tribunal Federal já afastou ao julgar e prover o Recurso Extraordinário 594.104/MT. 16. Esse Supremo Tribunal Federal deu provimento ao recurso extraordinário justamente porque entendeu que o Tribunal do Júri acolheu tese acusatória que possui respaldo probatório suficiente nos autos, qual seja, ‘o depoimento da testemunha ocular validamente colhido sob contraditório. 17. E o Tribunal de origem julgou procedente a revisão criminal sob a alegação de que ‘não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que ‘Zé guia’ pudesse desferir os tiros contra ela. Tal o quadro, ficou evidenciada a contrariedade ao que decidido por esse Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 594.104/MT. 18. Em resumo, não há aceitar a afirmação de que inexiste prova para a condenação. O depoimento desfavorável ao condenado, que foi levado em consideração pelo Tribunal popular, não pode ser simplesmente ignorado no julgamento da revisão criminal. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT 19. Esse o quadro, opino pela procedência da reclamação.” Em juízo monocrático (item 75 – indexação eletrônica), foi dado parcial provimento à reclamação “tão-somente para determinar que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso profira novo julgamento, à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal 1004479-61.2017.8.11.0000”. Sobreveio o presente agravo regimental (item 79 – indexação eletrônica), no qual a parte agravante aduz que “a decisão monocrática e os acórdãos proferidos no Recurso Extraordinário n. 594104/MT são destituídos de efeitos erga omnes, pois o mencionado recurso excepcional não foi afetado para julgamento com Repercussão Geral, tampouco constitui meio de controle abstrato de constitucionalidade. Logo, é indiscutível que o r. julgamento e as questões de direito firmadas no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, pelo seu caráter subjetivo, somente produz efeitos em relação às partes que compunham os pólos ativos e passivos da demanda na qual o recurso se originara.” Entende que “o reclamante VALTENIR LUIZ PEREIRA, Defensor Público licenciado e DEPUTADO FEDERAL, não era parte no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, tampouco na Apelação Criminal n. 3374/2006, não possuindo legitimidade ativa para propor a presente reclamação constitucional”. Segundo assevera, “da simples leitura da decisão proferida no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, resta absolutamente claro que este Supremo Tribunal Federal não apreciou, tampouco poderia apreciar, por escapar da competência constitucionalmente lhe conferida, do mérito da acusação, qual seja: Se o acusado e ora impugnante é culpado ou inocente, como também qual seria seu nível de participação no episódio, à luz das provas existentes [ou não] nos autos”. Acrescenta, também, que, “não havendo aderência estrita entre o acórdão reclamado, proferido na Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.811.0000 e o paradigma invocado (Recurso Extraordinário n. 594104/MT), revela-se inadequado o uso da Reclamação Constitucional, conforme remansa jurisprudência desta Corte Suprema”. Ao fim, formula pedido recursal nos seguintes termos: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT 19. Esse o quadro, opino pela procedência da reclamação.” Em juízo monocrático (item 75 – indexação eletrônica), foi dado parcial provimento à reclamação “tão-somente para determinar que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso profira novo julgamento, à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal 1004479-61.2017.8.11.0000”. Sobreveio o presente agravo regimental (item 79 – indexação eletrônica), no qual a parte agravante aduz que “a decisão monocrática e os acórdãos proferidos no Recurso Extraordinário n. 594104/MT são destituídos de efeitos erga omnes, pois o mencionado recurso excepcional não foi afetado para julgamento com Repercussão Geral, tampouco constitui meio de controle abstrato de constitucionalidade. Logo, é indiscutível que o r. julgamento e as questões de direito firmadas no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, pelo seu caráter subjetivo, somente produz efeitos em relação às partes que compunham os pólos ativos e passivos da demanda na qual o recurso se originara.” Entende que “o reclamante VALTENIR LUIZ PEREIRA, Defensor Público licenciado e DEPUTADO FEDERAL, não era parte no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, tampouco na Apelação Criminal n. 3374/2006, não possuindo legitimidade ativa para propor a presente reclamação constitucional”. Segundo assevera, “da simples leitura da decisão proferida no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, resta absolutamente claro que este Supremo Tribunal Federal não apreciou, tampouco poderia apreciar, por escapar da competência constitucionalmente lhe conferida, do mérito da acusação, qual seja: Se o acusado e ora impugnante é culpado ou inocente, como também qual seria seu nível de participação no episódio, à luz das provas existentes [ou não] nos autos”. Acrescenta, também, que, “não havendo aderência estrita entre o acórdão reclamado, proferido na Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.811.0000 e o paradigma invocado (Recurso Extraordinário n. 594104/MT), revela-se inadequado o uso da Reclamação Constitucional, conforme remansa jurisprudência desta Corte Suprema”. Ao fim, formula pedido recursal nos seguintes termos: 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 90 Relatório RCL 29621 AGR / MT “(i) a reconsideração da decisão agravada, para reconhecer a ilegitimidade ativa do reclamante e a improcedência da reclamação constitucional, por inexistência de desrespeito e desacato ao decidido por este Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, posto que a matéria discutida em revisão criminal em nada colide com os termos da questão de direito apreciada na via do recurso excepcional; ou (ii) a submissão da matéria ao Colegiado da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal.” As informações requeridas foram prestadas (item 92 – indexação eletrônica). É o relatório. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT “(i) a reconsideração da decisão agravada, para reconhecer a ilegitimidade ativa do reclamante e a improcedência da reclamação constitucional, por inexistência de desrespeito e desacato ao decidido por este Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário n. 594104/MT, posto que a matéria discutida em revisão criminal em nada colide com os termos da questão de direito apreciada na via do recurso excepcional; ou (ii) a submissão da matéria ao Colegiado da Primeira Turma deste Supremo Tribunal Federal.” As informações requeridas foram prestadas (item 92 – indexação eletrônica). É o relatório. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BB2F-748F-FFA7-8B63 e senha C6BE-EED1-713F-7BED Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 90 Antecipação ao Voto 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Quero parabenizar a Doutora Fernanda Faustino Pereira, pela eloquente sustentação. Em certa feita, tive a oportunidade de lhe dizer que a maior absolvição do seu progenitor vem, exatamente, de sua própria filha, que é o mais importante de tudo. Mas, aqui, nós temos de empreender um julgamento técnico. E, aí, faço um resumo, porque - os eminentes Ministros verificaram - há uma série de intercorrências recursais, que torna um pouco nebuloso esse quadro que procuro esclarecer. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1093-57B1-95D1-B476 e senha F331-87EC-5DED-28C4 Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO ANTECIPAÇÃO AO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Quero parabenizar a Doutora Fernanda Faustino Pereira, pela eloquente sustentação. Em certa feita, tive a oportunidade de lhe dizer que a maior absolvição do seu progenitor vem, exatamente, de sua própria filha, que é o mais importante de tudo. Mas, aqui, nós temos de empreender um julgamento técnico. E, aí, faço um resumo, porque - os eminentes Ministros verificaram - há uma série de intercorrências recursais, que torna um pouco nebuloso esse quadro que procuro esclarecer. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1093-57B1-95D1-B476 e senha F331-87EC-5DED-28C4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 1. DA PRELIMINAR: PERTINÊNCIA SUBJETIVA E LEGITIMIDADE ATIVA No que concerne à pertinência subjetiva, cumpre esclarecer, inicialmente, revelar-se incabível, por ilegitimidade ativa ad causam, o manejo da Reclamação por quem não tenha sido parte no processo subjetivo que tramitou perante esta Suprema Corte, no afã de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte em situações na qual o parâmetro suscitado não se revista de eficácia vinculante. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO A USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. CORREÇÃO MONETÁRIA. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a Súmula Vinculante (CRFB/1988, arts, 102,I, l, e 103-A, §3...). No segundo e no terceiro casos, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte. 2. Inexistência, no presente caso, de situação que configure qualquer das hipóteses de cabimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida por seus próprios fundamentos. 1. DA PRELIMINAR: PERTINÊNCIA SUBJETIVA E LEGITIMIDADE ATIVA No que concerne à pertinência subjetiva, cumpre esclarecer, inicialmente, revelar-se incabível, por ilegitimidade ativa ad causam, o manejo da Reclamação por quem não tenha sido parte no processo subjetivo que tramitou perante esta Suprema Corte, no afã de fazer prevalecer a jurisprudência desta Suprema Corte em situações na qual o parâmetro suscitado não se revista de eficácia vinculante. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO A USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. CORREÇÃO MONETÁRIA. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. 1. A reclamação dirigida a esta Corte só é cabível quando sustenta usurpação de sua competência, ofensa à autoridade de suas decisões ou contrariedade a Súmula Vinculante (CRFB/1988, arts, 102,I, l, e 103-A, §3...). No segundo e no terceiro casos, exige-se que o pronunciamento tenha efeito vinculante ou, ao menos, que tenha sido proferido em processo subjetivo no qual o reclamante figurou como parte. 2. Inexistência, no presente caso, de situação que configure qualquer das hipóteses de cabimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT reclamação constitucional. 3. Agravo regimental desprovido, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § §4... e 5..., do Código de Processo Civil/2015.” (Rcl 23.644-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 24/8/2016) “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) – ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA, QUE VERSOU CASO CONCRETO NO QUAL A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL – INADMISSIBILIDADE – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 23.157-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 7/4/2106). In casu, observo que, conquanto tenha constado, no acórdão paradigma, como assistente de acusação, pessoa diversa da promovente da presente reclamação, cuida-se, de qualquer maneira, de um dos filhos da vítima, de modo que deve-se reconhecer estar devidamente habilitado 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT reclamação constitucional. 3. Agravo regimental desprovido, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § §4... e 5..., do Código de Processo Civil/2015.” (Rcl 23.644-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 24/8/2016) “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA VIA RECLAMATÓRIA COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE – AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) – ALEGADO DESRESPEITO A DECISÃO PROFERIDA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM PROCESSO DE ÍNDOLE SUBJETIVA, QUE VERSOU CASO CONCRETO NO QUAL A PARTE RECLAMANTE NÃO FIGUROU COMO SUJEITO PROCESSUAL – INADMISSIBILIDADE – INADEQUAÇÃO DO EMPREGO DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (Rcl 23.157-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 7/4/2106). In casu, observo que, conquanto tenha constado, no acórdão paradigma, como assistente de acusação, pessoa diversa da promovente da presente reclamação, cuida-se, de qualquer maneira, de um dos filhos da vítima, de modo que deve-se reconhecer estar devidamente habilitado 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT para representá-lo, nos termos do ordenamento jurídico pátrio. Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do Recurso Extraordinário 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica, Dra. LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI, constituída, naquela oportunidade, por um dos filhos da vítima e assistente de acusação, WANTUIR LUIZ PEREIRA (Volume 4, fls. 60/61), bem como por LÚCIA RIBEIRO PEREIRA, viúva da vítima (certidão de casamento acostada no vol. 4, fl. 187/190), tendo sido, ainda, posteriormente, substabelecida LUCILÂNIA LUIZ PEREIRA, filha da vítima (Vol. 4, fls. 207/208) como advogada da assistente de acusação. Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente ação, uma vez que esse, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que cinco filhos do Vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças na época do assassinato (Valdenir 13, Lucivani 12, Valtenir 11 – ora Reclamante -, Lucilânia 8 e Wantuir 4 anos), decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer Justiça pela morte do pai, covardemente assassinado, como se percebe (doc. 12). Portanto, não prospera o suposto óbice ao conhecimento da presente reclamação. Sob outro enfoque, em relação ao argumento de que não se admite, após o trânsito em julgado da condenação, qualquer intervenção de eventual assistente de acusação, nos termos do artigo 269 do Código de Processo Penal, cuida-se de tema absolutamente estranho à Reclamação impetrada contra decisão em ação de Revisão Criminal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT para representá-lo, nos termos do ordenamento jurídico pátrio. Note-se, inclusive, que, conforme se extrai dos autos do Recurso Extraordinário 594.104, o patrocínio daquele recurso foi promovido pela mesma causídica, Dra. LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI, constituída, naquela oportunidade, por um dos filhos da vítima e assistente de acusação, WANTUIR LUIZ PEREIRA (Volume 4, fls. 60/61), bem como por LÚCIA RIBEIRO PEREIRA, viúva da vítima (certidão de casamento acostada no vol. 4, fl. 187/190), tendo sido, ainda, posteriormente, substabelecida LUCILÂNIA LUIZ PEREIRA, filha da vítima (Vol. 4, fls. 207/208) como advogada da assistente de acusação. Destarte, ressoa inequívoco o interesse da família da vítima no deslinde do caso, de modo que não se pode, por excessivo apego formal, afastar a relação de pertinência subjetiva do promovente da presente ação, uma vez que esse, enquanto filho da vítima, atua, também, na qualidade de representante dos interesses da família, consoante se extrai da própria petição inicial, quando afirma que cinco filhos do Vítima, o agricultor VALDIVINO LUIZ PEREIRA, ainda crianças na época do assassinato (Valdenir 13, Lucivani 12, Valtenir 11 – ora Reclamante -, Lucilânia 8 e Wantuir 4 anos), decidiram ingressar na faculdade de direito e estudar para fazer Justiça pela morte do pai, covardemente assassinado, como se percebe (doc. 12). Portanto, não prospera o suposto óbice ao conhecimento da presente reclamação. Sob outro enfoque, em relação ao argumento de que não se admite, após o trânsito em julgado da condenação, qualquer intervenção de eventual assistente de acusação, nos termos do artigo 269 do Código de Processo Penal, cuida-se de tema absolutamente estranho à Reclamação impetrada contra decisão em ação de Revisão Criminal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Deveras, de acordo com o Código de Processo Penal, o assistente de acusação, embora não seja o dominus litis, compõe o polo ativo da ação penal pública, ostentando a condição de sujeito processual, sendo-lhe, inclusive, permitido, nos termos do artigo 271 do CPP, propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos arts. 584, § 1..., e 598. Ora, ressoa inequívoco que a limitação se refere à própria ação penal, em ordem a permitir o seu regular processamento e inviabilizar eventual tumulto provocado por pretenso assistente que não tenha se manifestado no momento oportuno. Consectariamente, não há de se falar em habilitação extemporânea do assistente de acusação, mas sim de impetração de Reclamação, proposta por pessoa subjetivamente vinculada à decisão Reclamada. Rejeito, por conseguinte, a preliminar. 2. DO MÉRITO Alega-se, também, pela parte ora agravante, a inexistência de violação ao que decidido, por esta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT. Contudo, verifico que, no exame do Recurso Extraordinário n 594.104/MT, em decisão publicada em 1.../02/2010, o então Ministro Relator, Eros Grau, proferiu o seguinte decisum: “Trata-se de agravo regimental em que a agravante efetivamente demonstra equívoco na decisão monocrática que negou seguimento ao extraordinário sob o argumento de que o recurso estaria prejudicado. Reconsidero a decisão de folha 1.287 e passo à análise do aludido 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Deveras, de acordo com o Código de Processo Penal, o assistente de acusação, embora não seja o dominus litis, compõe o polo ativo da ação penal pública, ostentando a condição de sujeito processual, sendo-lhe, inclusive, permitido, nos termos do artigo 271 do CPP, propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos arts. 584, § 1..., e 598. Ora, ressoa inequívoco que a limitação se refere à própria ação penal, em ordem a permitir o seu regular processamento e inviabilizar eventual tumulto provocado por pretenso assistente que não tenha se manifestado no momento oportuno. Consectariamente, não há de se falar em habilitação extemporânea do assistente de acusação, mas sim de impetração de Reclamação, proposta por pessoa subjetivamente vinculada à decisão Reclamada. Rejeito, por conseguinte, a preliminar. 2. DO MÉRITO Alega-se, também, pela parte ora agravante, a inexistência de violação ao que decidido, por esta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT. Contudo, verifico que, no exame do Recurso Extraordinário n 594.104/MT, em decisão publicada em 1.../02/2010, o então Ministro Relator, Eros Grau, proferiu o seguinte decisum: “Trata-se de agravo regimental em que a agravante efetivamente demonstra equívoco na decisão monocrática que negou seguimento ao extraordinário sob o argumento de que o recurso estaria prejudicado. Reconsidero a decisão de folha 1.287 e passo à análise do aludido 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT recurso. 2. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso deu provimento à apelação interposta pelos recorridos por entender que o Tribunal do Júri proferiu decisão manifestamente contrária à prova dos autos e concedeu habeas corpus de ofício para trancar a ação penal, sob o argumento de que teria havido arquivamento implícito em relação aos co-autores: ‘APELAÇÕES CRIMINAIS - HOMICÍDIO QUALIFICADO - JULGAMENTO PELO JÚRI - APELO DO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO - PRETENSÃO EM AUMENTAR PENA - INADMISSIBILIDADE - NÃO- CONHECIMENTO - APELO DOS RÉUS - PEDIDO DE NULIDADE - DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS - OCORRÊNCIA DO VÍCIO - JURADOS QUE DIVORCIAM TOTALMENTE DO CONJUNTO PROBATÓRIO - VERIFICAÇÃO, NO ENTANTO, DE QUESTÃO PREJUDICIAL AO PROCESSO - AÇÃO PENAL INSTAURADA SEM JUSTA CAUSA - TRANCAMENTO POR MEIO DE HABEAS CORPUS - CONCESSÃO EX OFFICIO.’ O recurso interposto pelo assistente de acusação visando aumentar pena em processo onde o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri e não houve apelo do Promotor de Justiça, não ganha foros de juridicidade porque o seu interesse já foi satisfeito pela sanção aplicada em possível utilização da esfera cível. Se a decisão dos jurados está totalmente desbordada das provas dos autos, em todas as suas fases, havendo eles amparado tão-somente em um depoimento controvertido fora das demais declarações produzidas, o julgamento proferido é nulo por decisão manifesta e contrária ao conjunto probatório. Sendo constatada de ofício questão prejudicial à tramitação da ação penal julgada pelo Tribunal do Júri, diante de visível falta de justa causa para sua instauração, impõem-se a concessão de habeas corpus (art. 648, VI CPP) para trancá-la, ao invés de submeter o réu a novo júri em razão de ter sido reconhecida nulidade pela manifesta contrariedade de provas [fls. 919-920]. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT recurso. 2. O Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso deu provimento à apelação interposta pelos recorridos por entender que o Tribunal do Júri proferiu decisão manifestamente contrária à prova dos autos e concedeu habeas corpus de ofício para trancar a ação penal, sob o argumento de que teria havido arquivamento implícito em relação aos co-autores: ‘APELAÇÕES CRIMINAIS - HOMICÍDIO QUALIFICADO - JULGAMENTO PELO JÚRI - APELO DO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO - PRETENSÃO EM AUMENTAR PENA - INADMISSIBILIDADE - NÃO- CONHECIMENTO - APELO DOS RÉUS - PEDIDO DE NULIDADE - DECISÃO CONTRÁRIA A PROVA DOS AUTOS - OCORRÊNCIA DO VÍCIO - JURADOS QUE DIVORCIAM TOTALMENTE DO CONJUNTO PROBATÓRIO - VERIFICAÇÃO, NO ENTANTO, DE QUESTÃO PREJUDICIAL AO PROCESSO - AÇÃO PENAL INSTAURADA SEM JUSTA CAUSA - TRANCAMENTO POR MEIO DE HABEAS CORPUS - CONCESSÃO EX OFFICIO.’ O recurso interposto pelo assistente de acusação visando aumentar pena em processo onde o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri e não houve apelo do Promotor de Justiça, não ganha foros de juridicidade porque o seu interesse já foi satisfeito pela sanção aplicada em possível utilização da esfera cível. Se a decisão dos jurados está totalmente desbordada das provas dos autos, em todas as suas fases, havendo eles amparado tão-somente em um depoimento controvertido fora das demais declarações produzidas, o julgamento proferido é nulo por decisão manifesta e contrária ao conjunto probatório. Sendo constatada de ofício questão prejudicial à tramitação da ação penal julgada pelo Tribunal do Júri, diante de visível falta de justa causa para sua instauração, impõem-se a concessão de habeas corpus (art. 648, VI CPP) para trancá-la, ao invés de submeter o réu a novo júri em razão de ter sido reconhecida nulidade pela manifesta contrariedade de provas [fls. 919-920]. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT 3. A assistente da acusação, em razões extraordinárias, sustenta que o provimento judicial violou o princípio da soberania do júri [artigo 5..., XXXVIII, da CB/88 - fls. 1004-1018]. Houve interposição simultânea de recurso especial. 4. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso também interpõe recursos especial e extraordinário. Alega que o acórdão prolatado pelo Tribunal local violou o disposto nos artigos 105, I, c, e 5..., XXXVIII, c, da CB/88 [fls. 1.120-1.130]. 5. Afirma que 'o princípio da soberania dos veredictos não é letra morta, tampouco um princípio que pode ser dispensado ‘ab initio’. A soberania dos veredictos consiste em garantia constitucional, de forma que existe para conferir efetividade às decisões proferidas pelo Tribunal do Júri’. 6. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial interposto pelo Medida Provisória para cassar o acórdão impugnado na parte em que concedeu, de ofício, habeas corpus [fls. 1.2201.239]. Daí a manutenção do acórdão recorrido na parte em que declarou a nulidade da decisão proferida pelo Tribunal do Júri. 7. A assistente de acusação interpõe novo recurso extraordinário contra o acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça. Sustenta ter havido violação do disposto no artigo 5..., incisos XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da Constituição do Brasil [fls. 1.242-1.266]. 8. Preliminarmente, o recurso acostado à folha 1.004 não merece ser conhecido. O acórdão que julgou os embargos de declaração -- que integra o aresto recorrido, formando com este decisão de última instância --- foi publicado em 19.12.06 [certidão de fl. 1.106]. A petição de interposição do recurso extraordinário foi protocolada em 27.10.06, sem posterior ratificação. 9. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é extemporâneo o recurso extraordinário protocolado antes da publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, sem posterior ratificação. Nesse sentido, o AI n. 329.359-AgR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de 14.12.01; o AI n. 508.525- AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 4.11.05; o AI n. 448.152-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 22.8.03, e o AI n. 447.090-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, 2... 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT 3. A assistente da acusação, em razões extraordinárias, sustenta que o provimento judicial violou o princípio da soberania do júri [artigo 5..., XXXVIII, da CB/88 - fls. 1004-1018]. Houve interposição simultânea de recurso especial. 4. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso também interpõe recursos especial e extraordinário. Alega que o acórdão prolatado pelo Tribunal local violou o disposto nos artigos 105, I, c, e 5..., XXXVIII, c, da CB/88 [fls. 1.120-1.130]. 5. Afirma que 'o princípio da soberania dos veredictos não é letra morta, tampouco um princípio que pode ser dispensado ‘ab initio’. A soberania dos veredictos consiste em garantia constitucional, de forma que existe para conferir efetividade às decisões proferidas pelo Tribunal do Júri’. 6. O Superior Tribunal de Justiça deu provimento ao recurso especial interposto pelo Medida Provisória para cassar o acórdão impugnado na parte em que concedeu, de ofício, habeas corpus [fls. 1.2201.239]. Daí a manutenção do acórdão recorrido na parte em que declarou a nulidade da decisão proferida pelo Tribunal do Júri. 7. A assistente de acusação interpõe novo recurso extraordinário contra o acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça. Sustenta ter havido violação do disposto no artigo 5..., incisos XXXV, XXXVIII, LIV e LV, da Constituição do Brasil [fls. 1.242-1.266]. 8. Preliminarmente, o recurso acostado à folha 1.004 não merece ser conhecido. O acórdão que julgou os embargos de declaração -- que integra o aresto recorrido, formando com este decisão de última instância --- foi publicado em 19.12.06 [certidão de fl. 1.106]. A petição de interposição do recurso extraordinário foi protocolada em 27.10.06, sem posterior ratificação. 9. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é extemporâneo o recurso extraordinário protocolado antes da publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, sem posterior ratificação. Nesse sentido, o AI n. 329.359-AgR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de 14.12.01; o AI n. 508.525- AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 4.11.05; o AI n. 448.152-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 22.8.03, e o AI n. 447.090-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, 2... 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Turma, DJ de 24.6.05, entre outros. 10. O extraordinário de folha 1.120 merece ser provido. Em que pese ter havido perda do objeto deste recurso no tocante à concessão de habeas de ofício, ante a cassação dessa parte do acórdão impugnado pelo Superior Tribunal de Justiça, prevalece o interesse recursal relativamente à suposta violação do princípio da soberania do júri. 11. A manifestação ministerial subscrita pelo Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida é no sentido do provimento do Recurso Extraordinário [fls. 1.331-1.341]: ‘[...] 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva (Zé Guia), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)’- fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito e não questão de fato: ‘Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)’ 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Turma, DJ de 24.6.05, entre outros. 10. O extraordinário de folha 1.120 merece ser provido. Em que pese ter havido perda do objeto deste recurso no tocante à concessão de habeas de ofício, ante a cassação dessa parte do acórdão impugnado pelo Superior Tribunal de Justiça, prevalece o interesse recursal relativamente à suposta violação do princípio da soberania do júri. 11. A manifestação ministerial subscrita pelo Subprocurador- Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida é no sentido do provimento do Recurso Extraordinário [fls. 1.331-1.341]: ‘[...] 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva (Zé Guia), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)’- fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito e não questão de fato: ‘Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)’ 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal se tem firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990)’. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que ‘a sentença baseia- se na certeza moral do juiz’ (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7... ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, ‘se encontram regras probatórias às quais o juiz não pode fugir’ (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2... ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri ‘Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse 'algum apoio'. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar... Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunhas; uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve: o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania’ (Código de Processo Penal Brasileiro Anotado. 6... ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juízo togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT ‘A jurisprudência do Supremo Tribunal se tem firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990)’. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que ‘a sentença baseia- se na certeza moral do juiz’ (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7... ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, ‘se encontram regras probatórias às quais o juiz não pode fugir’ (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2... ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri ‘Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse 'algum apoio'. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar... Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunhas; uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve: o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania’ (Código de Processo Penal Brasileiro Anotado. 6... ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juízo togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988). 21. Nessa linha, aliás, o voto vencido do Ministro Napoleão Maia Filho, no recurso especial: ‘(...) permito-me, com a devida vênia, fazer outra leitura da situação exposta nos autos; veja-se que o egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu a ordem de habeas corpus de ofício, para trancar a ação penal, sob o fundamento de não existir justa causa, quando antes houvera afirmado o contrário, ou seja, detectara a existência de justa causa para essa mesma ação, ao confirmar a sentença de pronúncia, como o eminente Relator assinalou. 3.Para mim, com a devida vênia, mais uma vez, isso já me basta para mostrar o quanto o Tribunal de Justiça a quo tratou essa relevante matéria sem a devida ponderação ou, até mesmo diria, sem a devida atenção, pois deixou à margem esse importante aspecto do processo, qual seja, a de que já se manifestara pela presença de justa causa parta essa ação penal, exatamente quanto manteve a sentença de pronúncia. 4.Não vejo justificativa para os ilustres Desembargadores do Tribunal de Justiça manterem a sentença de pronúncia, mandando o réu a julgamento, como é da lei penal, e depois eles mesmos digam que não há justa causa para a mesma ação penal; isso me soa contraditório e inaceitável, do ponto de vista jurídico. 5.Penso, com a máxima vênia do eminente Ministro Relator, que ao se afastar a possibilidade, de maneira processualmente correta, de habeas corpus de ofício, também se afastou, neste caso, a higidez jurídica do acórdão. 6.Não é possível, com todo o respeito e vênia ainda maior, se afastar a possibilidade de se conceder habeas corpus de ofício 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988). 21. Nessa linha, aliás, o voto vencido do Ministro Napoleão Maia Filho, no recurso especial: ‘(...) permito-me, com a devida vênia, fazer outra leitura da situação exposta nos autos; veja-se que o egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu a ordem de habeas corpus de ofício, para trancar a ação penal, sob o fundamento de não existir justa causa, quando antes houvera afirmado o contrário, ou seja, detectara a existência de justa causa para essa mesma ação, ao confirmar a sentença de pronúncia, como o eminente Relator assinalou. 3.Para mim, com a devida vênia, mais uma vez, isso já me basta para mostrar o quanto o Tribunal de Justiça a quo tratou essa relevante matéria sem a devida ponderação ou, até mesmo diria, sem a devida atenção, pois deixou à margem esse importante aspecto do processo, qual seja, a de que já se manifestara pela presença de justa causa parta essa ação penal, exatamente quanto manteve a sentença de pronúncia. 4.Não vejo justificativa para os ilustres Desembargadores do Tribunal de Justiça manterem a sentença de pronúncia, mandando o réu a julgamento, como é da lei penal, e depois eles mesmos digam que não há justa causa para a mesma ação penal; isso me soa contraditório e inaceitável, do ponto de vista jurídico. 5.Penso, com a máxima vênia do eminente Ministro Relator, que ao se afastar a possibilidade, de maneira processualmente correta, de habeas corpus de ofício, também se afastou, neste caso, a higidez jurídica do acórdão. 6.Não é possível, com todo o respeito e vênia ainda maior, se afastar a possibilidade de se conceder habeas corpus de ofício 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT e, no mesmo azo, se manter a decisão de reforma do julgamento no Tribunal do Júri. 7.O julgamento do Tribunal do Júri foi visto pelo Tribunal de Justiça como descalçado de qualquer prova, tanto assim que trancou, de ofício, a ação penal, quando o próprio Tribunal já houvera confirmado a sentença de pronúncia. Portanto, há justa causa para esta ação penal, conforme afirmado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao confirmar a sentença de pronúncia; ora, se há justa causa para ação penal, tanto que o Tribunal confirmou a pronúncia, há elementos para as duas pessoas, Sandoval Resende da Silva e Francisco Martins Pereira serem submetidas ao Júri popular, como o foram - e o Júri popular chegou a um veredicto em harmonia com o acórdão que confirmou a pronúncia, a meu ver. 8.Por isso, sustento que outra solução que faria maior justiça à soberania do Tribunal do Júri seria manter a condenação por ele exarada, já que a condenação se deu na seqüência de um acórdão que confirmou a pronúncia; não consigo entender porque o Tribunal de Justiça, em seguida, muda completamente de visão que teve do processo, ou muda completamente de avaliação, ou seja, passa a dizer que a decisão do Tribunal do Júri foi contrária à prova dos autos e que não há nem justa causa para a ação penal, concedendo o seu trancamento de ofício. 9.Assim é que penso que essa situação, com a devida vênia do mestre Ministro Felix Fischer, comporta outra solução, que é a que proponho: tornar-se o acórdão do Tribunal de Justiça simplesmente insubsistente e manter-se a decisão soberana do Tribunal do Júri, com fundamento e com apoio no próprio pronunciamento do Tribunal de Justiça, confirmatório da pronúncia, quando a Corte Matogrossense disse que havia justa causa para a ação penal. Disse-o ao confirmar a sentença de pronúncia. 10. Depois, o Tribunal do Júri decidiu soberanamente, certo ou errado, não sabemos, nem comporta examinar aqui. Mas acredito que a sentença do Tribunal do Júri deve ser 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT e, no mesmo azo, se manter a decisão de reforma do julgamento no Tribunal do Júri. 7.O julgamento do Tribunal do Júri foi visto pelo Tribunal de Justiça como descalçado de qualquer prova, tanto assim que trancou, de ofício, a ação penal, quando o próprio Tribunal já houvera confirmado a sentença de pronúncia. Portanto, há justa causa para esta ação penal, conforme afirmado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao confirmar a sentença de pronúncia; ora, se há justa causa para ação penal, tanto que o Tribunal confirmou a pronúncia, há elementos para as duas pessoas, Sandoval Resende da Silva e Francisco Martins Pereira serem submetidas ao Júri popular, como o foram - e o Júri popular chegou a um veredicto em harmonia com o acórdão que confirmou a pronúncia, a meu ver. 8.Por isso, sustento que outra solução que faria maior justiça à soberania do Tribunal do Júri seria manter a condenação por ele exarada, já que a condenação se deu na seqüência de um acórdão que confirmou a pronúncia; não consigo entender porque o Tribunal de Justiça, em seguida, muda completamente de visão que teve do processo, ou muda completamente de avaliação, ou seja, passa a dizer que a decisão do Tribunal do Júri foi contrária à prova dos autos e que não há nem justa causa para a ação penal, concedendo o seu trancamento de ofício. 9.Assim é que penso que essa situação, com a devida vênia do mestre Ministro Felix Fischer, comporta outra solução, que é a que proponho: tornar-se o acórdão do Tribunal de Justiça simplesmente insubsistente e manter-se a decisão soberana do Tribunal do Júri, com fundamento e com apoio no próprio pronunciamento do Tribunal de Justiça, confirmatório da pronúncia, quando a Corte Matogrossense disse que havia justa causa para a ação penal. Disse-o ao confirmar a sentença de pronúncia. 10. Depois, o Tribunal do Júri decidiu soberanamente, certo ou errado, não sabemos, nem comporta examinar aqui. Mas acredito que a sentença do Tribunal do Júri deve ser 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT mantida nesse contexto, porque este Tribunal Superior não poderia desconstituí-la; ainda mais porque a decisão do Tribunal de Justiça vem lastreada no raciocínio de não haver razão para o processo penal. E como houve razão para a pronúncia? Isso, a meu ver, é deveras inverossímil e contraditório. (...)Portanto, concordo inteiramente com o eminente Ministro Relator ao dizer que o Tribunal não poderia conceder a ordem de habeas corpus de ofício, e me parece claro que não poderia mesmo fazê-lo. Vou além, e creio que o Tribunal de Justiça não poderia dizer que não há justa causa, inclusive porque ele próprio houvera dito antes que havia justa causa. Se havia justa causa, como há, dita pelo Tribunal ao confirmar a pronúncia, o Tribunal do Júri poderia escolher qualquer das versões. 11.É claro, como bem lembrou o eminente Ministro Relator, que não se trata de um julgamento arbitrário, no qual o Tribunal do Júri entende o que quiser e ninguém pode reformar tal entendimento. Evidentemente, a esse absurdo ninguém dá abono, mas das teses debatidas, qual teria sido a quantidade de colaboração que cada um deu para a empreitada criminosa, etc., nisso penso que o Tribunal do Júri é soberano fls. 1233-1237, sem grifo no original’. 22. Isso posto, acolhido o agravo regimental, opino pelo provimento do recurso extraordinário’. 12. Adoto como razão de decidir os fundamentos expendidos pelo Ministério Público Federal. Não conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, §1...], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [Código de Processo Civil, artigo 557, § 1...-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX].” O referido provimento jurisdicional foi mantido, mesmo após sucessivos recursos manejados pela defesa, até que, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT mantida nesse contexto, porque este Tribunal Superior não poderia desconstituí-la; ainda mais porque a decisão do Tribunal de Justiça vem lastreada no raciocínio de não haver razão para o processo penal. E como houve razão para a pronúncia? Isso, a meu ver, é deveras inverossímil e contraditório. (...)Portanto, concordo inteiramente com o eminente Ministro Relator ao dizer que o Tribunal não poderia conceder a ordem de habeas corpus de ofício, e me parece claro que não poderia mesmo fazê-lo. Vou além, e creio que o Tribunal de Justiça não poderia dizer que não há justa causa, inclusive porque ele próprio houvera dito antes que havia justa causa. Se havia justa causa, como há, dita pelo Tribunal ao confirmar a pronúncia, o Tribunal do Júri poderia escolher qualquer das versões. 11.É claro, como bem lembrou o eminente Ministro Relator, que não se trata de um julgamento arbitrário, no qual o Tribunal do Júri entende o que quiser e ninguém pode reformar tal entendimento. Evidentemente, a esse absurdo ninguém dá abono, mas das teses debatidas, qual teria sido a quantidade de colaboração que cada um deu para a empreitada criminosa, etc., nisso penso que o Tribunal do Júri é soberano fls. 1233-1237, sem grifo no original’. 22. Isso posto, acolhido o agravo regimental, opino pelo provimento do recurso extraordinário’. 12. Adoto como razão de decidir os fundamentos expendidos pelo Ministério Público Federal. Não conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, §1...], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [Código de Processo Civil, artigo 557, § 1...-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX].” O referido provimento jurisdicional foi mantido, mesmo após sucessivos recursos manejados pela defesa, até que, em decisão publicada em 22/04/2016, em sede de “embargos de declaração no agravo regimental nos embargos de divergência nos embargos de declaração no agravo regimental no 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT agravo regimental no recurso extraordinário”, após considerar os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, decretei o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. A propósito, no dispositivo da decisão do relator originário, constou o seguinte: “[n]ão conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, § 1...], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [Código de Processo Civil, artigo 557, § 1...-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX]”. 2.1. DA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO Recurso Extraordinário 594.104/MT Saliento, inicialmente, que a aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma invocado é requisito de admissibilidade da reclamação perante o Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. Súmula Vinculante n 10. Norma anterior à Constituição Federal de 1988. Juízo de não recepção. Debate acerca da eficácia da norma da Constituição estadual. Ausência de identidade de temas. Agravo regimental não provido. 1. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 2. A edição de enunciado com força vinculante pela Suprema Corte acerca de sua jurisprudência pressupõe reiteradas decisões sobre matéria constitucional (art. 103-B, caput, da Constituição Federal de 1988/88), razão pela qual a compreensão do paradigma perpassa pelo conteúdo dos atos decisórios anteriores da Suprema Corte acerca do tema. 3. Não há no Supremo Tribunal Federal reiteradas decisões sobre a obrigatoriedade de os tribunais respeitarem o art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 para declarar a não recepção de norma editada anteriormente à vigência da Constituição Federal de 1988 pelo novo ordenamento constitucional, matéria, ademais, pendente de julgamento pela sistemática da repercussão geral. 4. Os efeitos do reconhecimento da sistemática da repercussão geral ocorrem 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT agravo regimental no recurso extraordinário”, após considerar os embargos de declaração opostos pela defesa manifestamente protelatórios, decretei o “imediato trânsito em julgado do acórdão proferido neste recurso extraordinário e a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação”. A propósito, no dispositivo da decisão do relator originário, constou o seguinte: “[n]ão conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, § 1...], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [Código de Processo Civil, artigo 557, § 1...-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX]”. 2.1. DA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO Recurso Extraordinário 594.104/MT Saliento, inicialmente, que a aderência estrita entre a decisão reclamada e o paradigma invocado é requisito de admissibilidade da reclamação perante o Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental na reclamação. Súmula Vinculante n 10. Norma anterior à Constituição Federal de 1988. Juízo de não recepção. Debate acerca da eficácia da norma da Constituição estadual. Ausência de identidade de temas. Agravo regimental não provido. 1. A aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas é requisito de admissibilidade da reclamação constitucional. 2. A edição de enunciado com força vinculante pela Suprema Corte acerca de sua jurisprudência pressupõe reiteradas decisões sobre matéria constitucional (art. 103-B, caput, da Constituição Federal de 1988/88), razão pela qual a compreensão do paradigma perpassa pelo conteúdo dos atos decisórios anteriores da Suprema Corte acerca do tema. 3. Não há no Supremo Tribunal Federal reiteradas decisões sobre a obrigatoriedade de os tribunais respeitarem o art. 97 da Constituição Federal de 1988/88 para declarar a não recepção de norma editada anteriormente à vigência da Constituição Federal de 1988 pelo novo ordenamento constitucional, matéria, ademais, pendente de julgamento pela sistemática da repercussão geral. 4. Os efeitos do reconhecimento da sistemática da repercussão geral ocorrem 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT em sede recursal própria da Suprema Corte, nos termos do § 3... do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88 e dos arts. 543-A e 543-B do Código de Processo Civil. 5. O debate acerca da possibilidade de integração do art. 76 da Constituição do Estado de São Paulo por normas que dispõem sobre o Ministério Público ou por dispositivo inscrito em diploma normativo de caráter infralegal (art. 13, I, K, do regimento Interno do TJ/SP), a fim de que produza eficácia plena para estabelecer foro por prerrogativa de função a membro da magistratura, ainda que proposto com fundamentos extraídos da Constituição Federal, não possui identidade com o enunciado editado a fim de fazer prevalecer a chamada cláusula de reserva de plenário (art. 97 da Constituição Federal de 1988/88), que deve ser respeitada pelos tribunais quando, no exercício da jurisdição, precisem declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 6. Agravo regimental não provido”. (Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016) Diante da hipótese sub examine, verifico que o manejo da reclamação constitucional se deu dentro dos parâmetros estabelecidos pela Carta Federal, pelo Código de Processo Civil e pela construção pretoriana em torno do instituto. Com efeito, o Tribunal de origem, no exame da revisão criminal n 1004478-61.2017.8.11.0000, pontuou que “a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)”. A propósito, colaciono a ementa do julgado, verbis: “REVISÃO CRIMINAL CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL REJEIÇÃO 2) PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT em sede recursal própria da Suprema Corte, nos termos do § 3... do art. 102 da Constituição Federal de 1988/88 e dos arts. 543-A e 543-B do Código de Processo Civil. 5. O debate acerca da possibilidade de integração do art. 76 da Constituição do Estado de São Paulo por normas que dispõem sobre o Ministério Público ou por dispositivo inscrito em diploma normativo de caráter infralegal (art. 13, I, K, do regimento Interno do TJ/SP), a fim de que produza eficácia plena para estabelecer foro por prerrogativa de função a membro da magistratura, ainda que proposto com fundamentos extraídos da Constituição Federal, não possui identidade com o enunciado editado a fim de fazer prevalecer a chamada cláusula de reserva de plenário (art. 97 da Constituição Federal de 1988/88), que deve ser respeitada pelos tribunais quando, no exercício da jurisdição, precisem declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 6. Agravo regimental não provido”. (Rcl 22.608-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/4/2016) Diante da hipótese sub examine, verifico que o manejo da reclamação constitucional se deu dentro dos parâmetros estabelecidos pela Carta Federal, pelo Código de Processo Civil e pela construção pretoriana em torno do instituto. Com efeito, o Tribunal de origem, no exame da revisão criminal n 1004478-61.2017.8.11.0000, pontuou que “a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)”. A propósito, colaciono a ementa do julgado, verbis: “REVISÃO CRIMINAL CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL REJEIÇÃO 2) PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT DE JUSTIÇA REJEIÇÃO NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO TEORIA DA ASSERÇÃO 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ REJEIÇÃO POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA REJEIÇÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS EX OFFICIO 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO REJEIÇÃO REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE PRECLUSÃO DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO 6) MÉRITO PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA A EVIDÊNCIA DOS AUTOS RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JURI REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT DE JUSTIÇA REJEIÇÃO NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO TEORIA DA ASSERÇÃO 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ REJEIÇÃO POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA REJEIÇÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS EX OFFICIO 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO REJEIÇÃO REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE PRECLUSÃO DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO 6) MÉRITO PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA A EVIDÊNCIA DOS AUTOS RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JURI REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT E ERROS JUDICIÁRIOS PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local não podia em sede de apelação criminal anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça em sede de revisão criminal reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5..., XXXVIII, d, da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI).” 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT E ERROS JUDICIÁRIOS PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local não podia em sede de apelação criminal anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça em sede de revisão criminal reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5..., XXXVIII, d, da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI).” 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Neste ponto, impõe-se o cotejo entre o que restou decidido no Recurso Extraordinário n 594.104/MT e na revisão criminal n 1004478-61.2017.8.11.0000. No recurso extraordinário, esta Suprema Corte reconheceu a conduta irregular da Corte estadual “ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados” e, assim, afrontar, “a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988)”. No bojo da ação revisional, restou novamente assentado, na própria ementa do julgado, a suposta contrariedade da condenação proferida pelo Tribunal do Júri com a prova dos autos, fundamento este que já havia sido conjurado pelo Supremo Tribunal Federal, por violar o princípio fundamental da soberania dos veredictos, insculpido no art. 5..., XXXVIII, da CRFB/1988. A propósito, cabe a transcrição do voto do Desembargador Revisor (item 51 indexação eletrônica) naquilo que interessa, verbis: “No caso em apreço, a decisão condenatória revisanda não foi proferida nem confirmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 594.104/MT, já que o Pretório Excelso se limitou a decidir questão constitucional paralela a prevalência da soberania dos veredictos -, não adentrando ao mérito da responsabilidade penal do condenado. Inexistindo, portanto, qualquer debate acerca da ausência de provas ou da fundamentação utilizada na condenação. Nesse passo, por entender que o julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal não ingressou na parte substantiva da causa, inauguro a divergência para firmar a competência deste Tribunal de Justiça para processar e julgar a presente revisão criminal. […] Não olvido, caríssimos Colegas, que o acórdão proferido pela Segunda Câmara Criminal foi reformado pelo Supremo Tribunal Federal. Todavia, exorto-os a flagrarem que a reforma do julgado deste Tribunal de Justiça não se deu porque a condenação foi correta. Mas sim, porque o Pretório 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Neste ponto, impõe-se o cotejo entre o que restou decidido no Recurso Extraordinário n 594.104/MT e na revisão criminal n 1004478-61.2017.8.11.0000. No recurso extraordinário, esta Suprema Corte reconheceu a conduta irregular da Corte estadual “ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados” e, assim, afrontar, “a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988)”. No bojo da ação revisional, restou novamente assentado, na própria ementa do julgado, a suposta contrariedade da condenação proferida pelo Tribunal do Júri com a prova dos autos, fundamento este que já havia sido conjurado pelo Supremo Tribunal Federal, por violar o princípio fundamental da soberania dos veredictos, insculpido no art. 5..., XXXVIII, da CRFB/1988. A propósito, cabe a transcrição do voto do Desembargador Revisor (item 51 indexação eletrônica) naquilo que interessa, verbis: “No caso em apreço, a decisão condenatória revisanda não foi proferida nem confirmada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 594.104/MT, já que o Pretório Excelso se limitou a decidir questão constitucional paralela a prevalência da soberania dos veredictos -, não adentrando ao mérito da responsabilidade penal do condenado. Inexistindo, portanto, qualquer debate acerca da ausência de provas ou da fundamentação utilizada na condenação. Nesse passo, por entender que o julgamento proferido pelo Supremo Tribunal Federal não ingressou na parte substantiva da causa, inauguro a divergência para firmar a competência deste Tribunal de Justiça para processar e julgar a presente revisão criminal. […] Não olvido, caríssimos Colegas, que o acórdão proferido pela Segunda Câmara Criminal foi reformado pelo Supremo Tribunal Federal. Todavia, exorto-os a flagrarem que a reforma do julgado deste Tribunal de Justiça não se deu porque a condenação foi correta. Mas sim, porque o Pretório 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Excelso - debatendo apenas os limites da competência reformadora dos tribunais locais perante a soberania da decisão do Tribunal do Júri entendeu que, em sede de recurso, o tribunal só pode reformar a decisão do Júri, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova. Ora Excelências! Na espécie, e respeitando-se a decisão do Supremo Tribunal Federal (ainda que com ela não se concorde), se é verdade que este Tribunal de Justiça não podia, no julgamento do Recurso de Apelação Criminal n 3374/06 ter reformado a condenação imposta pelo Júri a FRANCISCO MARTINS PEREIRA, malgrado tenha sido embasada no depoimento de uma única testemunha, só ouvida na fase policial, e em dissonância com os depoimentos de outras testemunhas, não é menos verdade que,transitada em julgado a condenação, o condenado possa utilizar-se da presente revisão criminal para impugnar a decisão do Júri, bem assim que este Tribunal de Justiça possa revisitar toda a prova produzida e, ainda, analisar eventuais provas novas trazidas nessa ação autônoma de impugnação. Em suma, se o Tribunal de Justiça não podia em sede de apelo - ter reconhecido que a condenação proferida pelo Tribunal do Júri havia sido manifestamente contrária às provas dos autos, sob pena de violar o sistema da íntima convicção e a garantia constitucional da soberania dos veredictos; nada obsta que, agora em sede de revisão criminal reconheça que, tecnicamente, não havia nos autos provas para a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA, pois, não o fazendo, este Sodalício estará permitindo que um erro flagrante de avaliação das provas pelo Conselho de Sentença leve à prisão pessoa sobre quem não se pode formar tecnicamente um juízo de culpa, em manifesta e flagrante violação aos princípios da liberdade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. Para que não sejam vulnerados princípios constitucionais relevantes por eventual erro judiciário cometido pelo Conselho de Sentença é que o Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado seu posicionamento pela admissibilidade de revisão criminal contra decisão proferida pelos jurados, reconhecendo não ser absoluto o princípio da soberania dos veredictos. […] 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Excelso - debatendo apenas os limites da competência reformadora dos tribunais locais perante a soberania da decisão do Tribunal do Júri entendeu que, em sede de recurso, o tribunal só pode reformar a decisão do Júri, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova. Ora Excelências! Na espécie, e respeitando-se a decisão do Supremo Tribunal Federal (ainda que com ela não se concorde), se é verdade que este Tribunal de Justiça não podia, no julgamento do Recurso de Apelação Criminal n 3374/06 ter reformado a condenação imposta pelo Júri a FRANCISCO MARTINS PEREIRA, malgrado tenha sido embasada no depoimento de uma única testemunha, só ouvida na fase policial, e em dissonância com os depoimentos de outras testemunhas, não é menos verdade que,transitada em julgado a condenação, o condenado possa utilizar-se da presente revisão criminal para impugnar a decisão do Júri, bem assim que este Tribunal de Justiça possa revisitar toda a prova produzida e, ainda, analisar eventuais provas novas trazidas nessa ação autônoma de impugnação. Em suma, se o Tribunal de Justiça não podia em sede de apelo - ter reconhecido que a condenação proferida pelo Tribunal do Júri havia sido manifestamente contrária às provas dos autos, sob pena de violar o sistema da íntima convicção e a garantia constitucional da soberania dos veredictos; nada obsta que, agora em sede de revisão criminal reconheça que, tecnicamente, não havia nos autos provas para a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA, pois, não o fazendo, este Sodalício estará permitindo que um erro flagrante de avaliação das provas pelo Conselho de Sentença leve à prisão pessoa sobre quem não se pode formar tecnicamente um juízo de culpa, em manifesta e flagrante violação aos princípios da liberdade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. Para que não sejam vulnerados princípios constitucionais relevantes por eventual erro judiciário cometido pelo Conselho de Sentença é que o Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado seu posicionamento pela admissibilidade de revisão criminal contra decisão proferida pelos jurados, reconhecendo não ser absoluto o princípio da soberania dos veredictos. […] 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Como salientou o então Desembargador MANOEL ORNELLAS, em voto acima transcrito, no caso concreto, a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA baseou-se exclusivamente no controvertido testemunho de José Paes de Barros (já falecido), colhido apenas durante a fase do inquérito policial e em dissonância com outros elementos de provas produzidos durante a instrução processual da ação penal. Tal situação peculiar é de extrema relevância para o deslinde da presente revisão criminal. Cediço que a ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. E, como bem pontuado pelo Ministro CARLOS AYRES BRITTO, quando do julgamento do HC 92435, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. Portanto, eminentes Colegas, o que se está aqui a exigir deste Colegiado agora em sede de revisão criminal é definir se a decisão do Tribunal do Júri foi justa. Vale dizer, se a decisão que condenou FERNANDO MARTINS PEREIRA não foi contrária à evidência dos autos. Não tenho dificuldade em afirmar que a condenação foi contrária à evidência dos autos e, por isso, está-se diante de hipótese em que a lei autoriza a revisão criminal da coisa julgada. Em verdade Excelências tenho que a questão é ainda mais grave. Não só não havia nenhum elemento idôneo para afirmar que Francisco Martins Pereira, juntamente com Sandoval, segurou a vítima para que Zé Guia pudesse contra esta desferir os tiros, como sequer havia elementos para o oferecimento da denúncia-crime. Consigno que o Ministério Público, nas alegações finais da Ação Penal n 104/99 (fls. 344-347), no que tange à autoria, 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Como salientou o então Desembargador MANOEL ORNELLAS, em voto acima transcrito, no caso concreto, a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA baseou-se exclusivamente no controvertido testemunho de José Paes de Barros (já falecido), colhido apenas durante a fase do inquérito policial e em dissonância com outros elementos de provas produzidos durante a instrução processual da ação penal. Tal situação peculiar é de extrema relevância para o deslinde da presente revisão criminal. Cediço que a ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. E, como bem pontuado pelo Ministro CARLOS AYRES BRITTO, quando do julgamento do HC 92435, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. Portanto, eminentes Colegas, o que se está aqui a exigir deste Colegiado agora em sede de revisão criminal é definir se a decisão do Tribunal do Júri foi justa. Vale dizer, se a decisão que condenou FERNANDO MARTINS PEREIRA não foi contrária à evidência dos autos. Não tenho dificuldade em afirmar que a condenação foi contrária à evidência dos autos e, por isso, está-se diante de hipótese em que a lei autoriza a revisão criminal da coisa julgada. Em verdade Excelências tenho que a questão é ainda mais grave. Não só não havia nenhum elemento idôneo para afirmar que Francisco Martins Pereira, juntamente com Sandoval, segurou a vítima para que Zé Guia pudesse contra esta desferir os tiros, como sequer havia elementos para o oferecimento da denúncia-crime. Consigno que o Ministério Público, nas alegações finais da Ação Penal n 104/99 (fls. 344-347), no que tange à autoria, 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT consignou que a concorrência do denunciado Sandoval Resende da Silva está devidamente comprovada nos autos, principalmente pelo depoimento da testemunha presencial Salvador Paes de Barros (fl. 187), que, de forma verossímil declarou ter visto o acusado segurando a vítima pelos braços enquanto Zé Guia desferia os disparos.... Todavia, nenhuma testemunha ousou dizer que Sandoval segurou a vítima pelos braços. O que as testemunhas são unânimes em afirmar é que havia uma confusão em torno da vítima Valdivino que estava armado, empunhou o revólver e foi persuadido por Sandoval a guardar a arma quando discutia com Francisco Martins Pereira, ora autor da presente revisão criminal. É provável que naquele puxa-puxa, Sandoval tenha pego a vítima pelo braço. Contudo, daí dizer que ele segurou a vítima para que Zé Guia atirasse, há uma imensa distância. Como já disse em outra oportunidade, somente mente fértil e descompromissada com a verdade e com a Justiça é que poderia fazer tal afirmação. O Promotor de Justiça não parou por aí Excelências. Foi mais longe. Com relação ao condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA, ora Autor da revisão criminal, afirmou às fls. 345: ... existem diversos relatos no sentido de que teria aderido à vontade criminosa de Zé Guia, o que o motivou, inclusive, a não efetuar a prisão do mencionado co-réu, tornado incontroversa sua conivência delituosa, principalmente se considerarmos sua profissão de policial militar, o que o obrigava a não só impedir o crime, mas também a deter o homicida.... Caros colegas, o Promotor de Justiça que atuou na ação penal quis transformar um possível crime de prevaricação em coautoria de um homicídio. O despautério Ministerial não parou por aí; chegou de dizer que a conivência delituosa do réu Francisco era incontroversa por ser ele um policial militar. Jogou toda a teoria do delito na lata do lixo. E o Tribunal de Júri acreditou na esparrela. O ilustre Promotor de Justiça ao afirmar que a conivência 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT consignou que a concorrência do denunciado Sandoval Resende da Silva está devidamente comprovada nos autos, principalmente pelo depoimento da testemunha presencial Salvador Paes de Barros (fl. 187), que, de forma verossímil declarou ter visto o acusado segurando a vítima pelos braços enquanto Zé Guia desferia os disparos.... Todavia, nenhuma testemunha ousou dizer que Sandoval segurou a vítima pelos braços. O que as testemunhas são unânimes em afirmar é que havia uma confusão em torno da vítima Valdivino que estava armado, empunhou o revólver e foi persuadido por Sandoval a guardar a arma quando discutia com Francisco Martins Pereira, ora autor da presente revisão criminal. É provável que naquele puxa-puxa, Sandoval tenha pego a vítima pelo braço. Contudo, daí dizer que ele segurou a vítima para que Zé Guia atirasse, há uma imensa distância. Como já disse em outra oportunidade, somente mente fértil e descompromissada com a verdade e com a Justiça é que poderia fazer tal afirmação. O Promotor de Justiça não parou por aí Excelências. Foi mais longe. Com relação ao condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA, ora Autor da revisão criminal, afirmou às fls. 345: ... existem diversos relatos no sentido de que teria aderido à vontade criminosa de Zé Guia, o que o motivou, inclusive, a não efetuar a prisão do mencionado co-réu, tornado incontroversa sua conivência delituosa, principalmente se considerarmos sua profissão de policial militar, o que o obrigava a não só impedir o crime, mas também a deter o homicida.... Caros colegas, o Promotor de Justiça que atuou na ação penal quis transformar um possível crime de prevaricação em coautoria de um homicídio. O despautério Ministerial não parou por aí; chegou de dizer que a conivência delituosa do réu Francisco era incontroversa por ser ele um policial militar. Jogou toda a teoria do delito na lata do lixo. E o Tribunal de Júri acreditou na esparrela. O ilustre Promotor de Justiça ao afirmar que a conivência 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT do réu Francisco era incontroversa por ser ele um Policial Militar, mostrou-se ser adepto da posição de um direito penal do autor. Isto é, Francisco está sendo reprovado não pelo que fez (direito penal de ato), e sim pelo que é (Policial Militar). A seguir a linha de raciocínio do membro do Parquet, sempre puniremos o homem não pelo seu agir, mas pelo seu modo de ser. Às fls. 346 da ação penal, o ilustre Promotor complementa a sua peroração, dizendo: Complementando a manifestação, depreende-se dos autos que os acusados teriam sido os causadores da acirrada discussão, sendo responsáveis diretos pelo homicídio em pauta. Ora, para haver participação é indispensável que haja vontade, dolo, de colaborar com o fato típico. Não se pode pensar em participação negligente em delito doloso. Utilizou o nobre Promotor da expressão conivência, demonstrando falta de técnica, pois a tomou como expressão sinônima à participação. […] Reforço que a denúncia sequer devia ter sido admitida porque não descreve se os agentes foram partícipes ou coautores do crime em questão. Se seguraram a vítima, só pode ser-lhes atribuída a coautoria. Esta, segundo do Professor FERNANDO CAPEZ, se dá quando todos os agentes, em colaboração recíproca e visando ao mesmo fim, realizam a conduta principal. Na lição de JOHANNES WESSELS, coautoria é o cometimento comunitário de um fato punível mediante uma atuação conjunta consciente e querida. […] Repito Colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que Zé Guia pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT do réu Francisco era incontroversa por ser ele um Policial Militar, mostrou-se ser adepto da posição de um direito penal do autor. Isto é, Francisco está sendo reprovado não pelo que fez (direito penal de ato), e sim pelo que é (Policial Militar). A seguir a linha de raciocínio do membro do Parquet, sempre puniremos o homem não pelo seu agir, mas pelo seu modo de ser. Às fls. 346 da ação penal, o ilustre Promotor complementa a sua peroração, dizendo: Complementando a manifestação, depreende-se dos autos que os acusados teriam sido os causadores da acirrada discussão, sendo responsáveis diretos pelo homicídio em pauta. Ora, para haver participação é indispensável que haja vontade, dolo, de colaborar com o fato típico. Não se pode pensar em participação negligente em delito doloso. Utilizou o nobre Promotor da expressão conivência, demonstrando falta de técnica, pois a tomou como expressão sinônima à participação. […] Reforço que a denúncia sequer devia ter sido admitida porque não descreve se os agentes foram partícipes ou coautores do crime em questão. Se seguraram a vítima, só pode ser-lhes atribuída a coautoria. Esta, segundo do Professor FERNANDO CAPEZ, se dá quando todos os agentes, em colaboração recíproca e visando ao mesmo fim, realizam a conduta principal. Na lição de JOHANNES WESSELS, coautoria é o cometimento comunitário de um fato punível mediante uma atuação conjunta consciente e querida. […] Repito Colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que Zé Guia pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. 20 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT Portanto, a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise técnica do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. [...]“ (g.n) Portanto, conclui-se que na revisão criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000, o Tribunal prolator do ato reclamado desconsiderou prova testemunhal ainda que isolada - para inocentar o réu, matéria que já havia sido decidida no Recurso Extraordinário n 594.104/MT. A propósito, o direito objetivo limita o órgão competente para o julgamento da revisão dos processos findos, somente autorizando a revisão dos julgados nas hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal. Por oportuno transcrevo o dispositivo integralmente abaixo, in litteris: “Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.” Verifico, ademais, que a Revisão Criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000 tinha, como causa de pedir, o art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por “suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)”. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Portanto, a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise técnica do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. [...]“ (g.n) Portanto, conclui-se que na revisão criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000, o Tribunal prolator do ato reclamado desconsiderou prova testemunhal ainda que isolada - para inocentar o réu, matéria que já havia sido decidida no Recurso Extraordinário n 594.104/MT. A propósito, o direito objetivo limita o órgão competente para o julgamento da revisão dos processos findos, somente autorizando a revisão dos julgados nas hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal. Por oportuno transcrevo o dispositivo integralmente abaixo, in litteris: “Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.” Verifico, ademais, que a Revisão Criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000 tinha, como causa de pedir, o art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por “suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)”. 21 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 90 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 29621 AGR / MT A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora, anteriormente, conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5..., XXXVIII, c, da CRFB/1988. Consectariamente, resta clara a desobediência ao que decidido por esta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na “contrariedade à evidência dos autos”, reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora, anteriormente, conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5..., XXXVIII, c, da CRFB/1988. Consectariamente, resta clara a desobediência ao que decidido por esta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 22 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7846-3F28-7FAC-025A e senha 50CE-EE4A-4A08-6F62 Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 90 Vista 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO VISTA O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, cumprimento, inicialmente, a Doutora Fernanda Faustino Pereira pela sustentação. Eu já adianto que vou pedir vista e, em dois minutos, explico o porquê. Aqui, com o devido respeito a todos que atuaram antes, desde a primeira instância, está tudo errado, por isso que gerou esse problema. O sistema legal brasileiro desconfia do mecanismo de Tribunal do Júri. É o único sistema legal do mundo que exige a pronúncia - isso é um controle sobre a soberania do Júri, ou seja, o Judiciário, o juiz togado quem decidirá o que o Júri pode julgar ou não -; apelação, no caso de a decisão ser manifestamente contrária à prova dos autos - aqui é um outro controle, ou seja, uma tutela em relação ao Júri - e a própria revisão criminal. Em que pese serem três mecanismos de tutela do Tribunal do Júri, são mecanismos que esta Corte admite como constitucional e não violadora da soberania do Tribunal do Júri. Agora, no caso específico, com todo o respeito às decisões anteriores - aqui, não é decisão de Vossa Excelência -, está tudo errado. Por que isso? Qual o fundamento jurídico pelo qual o Supremo Tribunal Federal historicamente admite a apelação ao Tribunal de Justiça para uma análise de decisão manifestamente contrária à prova dos autos? Qual o fundamento constitucional de que essa apelação não diz respeito à soberania do Júri? O fato de o Tribunal, revertendo, determinar novo julgamento pelo Júri, e o Júri decidindo, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06BF-7651-94A9-9A9A e senha 67D6-4F2E-6F08-3CC1 Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO VISTA O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, cumprimento, inicialmente, a Doutora Fernanda Faustino Pereira pela sustentação. Eu já adianto que vou pedir vista e, em dois minutos, explico o porquê. Aqui, com o devido respeito a todos que atuaram antes, desde a primeira instância, está tudo errado, por isso que gerou esse problema. O sistema legal brasileiro desconfia do mecanismo de Tribunal do Júri. É o único sistema legal do mundo que exige a pronúncia - isso é um controle sobre a soberania do Júri, ou seja, o Judiciário, o juiz togado quem decidirá o que o Júri pode julgar ou não -; apelação, no caso de a decisão ser manifestamente contrária à prova dos autos - aqui é um outro controle, ou seja, uma tutela em relação ao Júri - e a própria revisão criminal. Em que pese serem três mecanismos de tutela do Tribunal do Júri, são mecanismos que esta Corte admite como constitucional e não violadora da soberania do Tribunal do Júri. Agora, no caso específico, com todo o respeito às decisões anteriores - aqui, não é decisão de Vossa Excelência -, está tudo errado. Por que isso? Qual o fundamento jurídico pelo qual o Supremo Tribunal Federal historicamente admite a apelação ao Tribunal de Justiça para uma análise de decisão manifestamente contrária à prova dos autos? Qual o fundamento constitucional de que essa apelação não diz respeito à soberania do Júri? O fato de o Tribunal, revertendo, determinar novo julgamento pelo Júri, e o Júri decidindo, não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06BF-7651-94A9-9A9A e senha 67D6-4F2E-6F08-3CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 90 Vista RCL 29621 AGR / MT caberá novo recurso. É isso que sustenta historicamente, no nosso sistema legal, a possibilidade de apelação. Não é o Tribunal que decide, nem o Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. Quem decide novamente é o Júri. Isso é soberania do Júri. Nesse caso, foi ignorada a soberania do Júri. Isso porque compete ao Tribunal de Justiça - e a ele guardo minhas reservas, mas a Corte admite - a análise de prova. Aqui, a decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos. Analisou-se e entendeu-se que a decisão foi contrária à prova dos autos. E, ao invés de determinar novo Júri, de ofício, trancou a ação penal. Isso não é possível no caso dessa apelação. Então, há um primeiro erro aqui, consistente no desrespeito à soberania do Júri. Foi para o Superior Tribunal de Justiça, o qual consertou - a meu ver - e entendeu que não cabe habeas corpus, de ofício, para trancar. Afastou, mas manteve a decisão do TJ. Ou seja, deveria ter retornado ao Tribunal do Júri. No Recurso Extraordinário, o Supremo disse: Não. Está errada a decisão. Vejam, dois erros. O Supremo, para ingressar nisso, analisou detalhadamente as provas - a meu ver. Transitou em julgado. Porém, o fato da excepcionalidade e o que foi arguido da tribuna sobre a questão da legitimidade me fazem pedir vista, Senhor Presidente. A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Excelência, pela ordem. Eminente Ministro Alexandre de Moraes, só para esclarecer, o Superior Tribunal de Justiça mandou a novo Júri. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu sei. Por isso falei que o Superior Tribunal de Justiça havia acertado. Mas, ao invés de ir para outro Júri, houve o Recurso Extraordinário, o qual inverteu. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06BF-7651-94A9-9A9A e senha 67D6-4F2E-6F08-3CC1 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT caberá novo recurso. É isso que sustenta historicamente, no nosso sistema legal, a possibilidade de apelação. Não é o Tribunal que decide, nem o Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. Quem decide novamente é o Júri. Isso é soberania do Júri. Nesse caso, foi ignorada a soberania do Júri. Isso porque compete ao Tribunal de Justiça - e a ele guardo minhas reservas, mas a Corte admite - a análise de prova. Aqui, a decisão foi manifestamente contrária à prova dos autos. Analisou-se e entendeu-se que a decisão foi contrária à prova dos autos. E, ao invés de determinar novo Júri, de ofício, trancou a ação penal. Isso não é possível no caso dessa apelação. Então, há um primeiro erro aqui, consistente no desrespeito à soberania do Júri. Foi para o Superior Tribunal de Justiça, o qual consertou - a meu ver - e entendeu que não cabe habeas corpus, de ofício, para trancar. Afastou, mas manteve a decisão do TJ. Ou seja, deveria ter retornado ao Tribunal do Júri. No Recurso Extraordinário, o Supremo disse: Não. Está errada a decisão. Vejam, dois erros. O Supremo, para ingressar nisso, analisou detalhadamente as provas - a meu ver. Transitou em julgado. Porém, o fato da excepcionalidade e o que foi arguido da tribuna sobre a questão da legitimidade me fazem pedir vista, Senhor Presidente. A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Excelência, pela ordem. Eminente Ministro Alexandre de Moraes, só para esclarecer, o Superior Tribunal de Justiça mandou a novo Júri. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu sei. Por isso falei que o Superior Tribunal de Justiça havia acertado. Mas, ao invés de ir para outro Júri, houve o Recurso Extraordinário, o qual inverteu. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 06BF-7651-94A9-9A9A e senha 67D6-4F2E-6F08-3CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 40 de 90 Observação 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu me deparei com uma decisão violadora da decisão do Supremo Tribunal Federal, ainda que equivocada - se é que foi equivocada. Evidentemente que, numa reclamação, a minha postura tem de ser a de comparar os acórdãos, verificar se houve desobediência e proferir uma nova decisão. De uma forma ou de outra, nossas conclusões chegarão ao mesmo sentido, porque eu determinei que seja rejulgada a revisão criminal. E, com o recado de Vossa Excelência, certamente o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao rejulgar a revisão criminal, mandará fazer um novo Júri. Talvez, seja a melhor solução. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0901-99FC-8C6E-9663 e senha EDE6-7DDA-8505-8734 Supremo Tribunal Federal 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) :FERNANDA FAUSTINO PEREIRA AGDO.(A/S) :VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) :LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI AGDO.(A/S) :MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO OBSERVAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Eu me deparei com uma decisão violadora da decisão do Supremo Tribunal Federal, ainda que equivocada - se é que foi equivocada. Evidentemente que, numa reclamação, a minha postura tem de ser a de comparar os acórdãos, verificar se houve desobediência e proferir uma nova decisão. De uma forma ou de outra, nossas conclusões chegarão ao mesmo sentido, porque eu determinei que seja rejulgada a revisão criminal. E, com o recado de Vossa Excelência, certamente o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao rejulgar a revisão criminal, mandará fazer um novo Júri. Talvez, seja a melhor solução. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0901-99FC-8C6E-9663 e senha EDE6-7DDA-8505-8734 Inteiro Teor do Acórdão - Página 41 de 90 Extrato de Ata - 19/03/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (16834/MT) AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI (6796/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C288-CF51-1E25-35D4 e senha 81E4-D829-AC1F-5C99 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (16834/MT) AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI (6796/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C288-CF51-1E25-35D4 e senha 81E4-D829-AC1F-5C99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 42 de 90 Voto Vista 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO V O T O – V I S T A O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática do Relator, Min. LUIZ FUX, que julgou parcialmente procedente a Reclamação, para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso proferisse novo julgamento à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000, obedecendo-se o decidido no Recurso Extraordinário 594.104/MT (Rel. Min. EROS GRAU). Consta dos autos, em apertada síntese, que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar procedente o pedido de Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000, teria violado a autoridade da decisão proferida por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL quando do julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, Rel. Min. EROS GRAU. No referido julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, a CORTE, reconhecendo a violação do princípio da soberania dos veredictos consagrado na Constituição Federal (art. 5..., XXXVIII, c), restabeleceu a condenação anteriormente prolatada pelo Tribunal do Júri, porquanto assentada em depoimento de testemunha presencial do fato criminoso. No curso do processamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, a defesa dos condenados, dentre eles o reclamante, interpôs inúmeros recursos, todos eles desprovidos pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, oportunidade, inclusive, em que foi decretado o trânsito em julgado do acórdão proferido no Recurso Extraordinário 594.104/MT, com a imediata baixa dos autos, independentemente de publicação: PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO V O T O – V I S T A O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES: Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática do Relator, Min. LUIZ FUX, que julgou parcialmente procedente a Reclamação, para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso proferisse novo julgamento à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000, obedecendo-se o decidido no Recurso Extraordinário 594.104/MT (Rel. Min. EROS GRAU). Consta dos autos, em apertada síntese, que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar procedente o pedido de Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000, teria violado a autoridade da decisão proferida por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL quando do julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, Rel. Min. EROS GRAU. No referido julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, a CORTE, reconhecendo a violação do princípio da soberania dos veredictos consagrado na Constituição Federal (art. 5..., XXXVIII, c), restabeleceu a condenação anteriormente prolatada pelo Tribunal do Júri, porquanto assentada em depoimento de testemunha presencial do fato criminoso. No curso do processamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, a defesa dos condenados, dentre eles o reclamante, interpôs inúmeros recursos, todos eles desprovidos pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, oportunidade, inclusive, em que foi decretado o trânsito em julgado do acórdão proferido no Recurso Extraordinário 594.104/MT, com a imediata baixa dos autos, independentemente de publicação: PENAL E PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 43 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGADA OMISSÃO, DÚVIDA, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO. VÍCIOS INOCORRENTES. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DECRETADO O TRÂNSITO EM JULGADO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. 1. Inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou obscuridade, inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O litisconsórcio ativo unitário, estabelecido entre assistente de acusação e Ministério Público, caracteriza-se pela homogeneidade da decisão judicial, mercê de a procedência ou improcedência do pedido atingir a todos os litisconsortes. Consequentemente, revela-se descabida a alegação de dúvida, omissão ou obscuridade quanto a qual recurso – do assistente ou do Ministério Público - foi provido. 3. (i) In casu, não houve omissão, dúvida e obscuridade quanto ao recurso a que se deu provimento, do Ministério Público ou do assistente de acusação, constando do acórdão recorrido que houve "provimento monocrático do Agravo Regimental interposto pela Assistente de Acusação contra a decisão que julgou prejudicados os recursos extraordinários interpostos pelo Ministério Público Estadual e pela própria assistente". (ii) A assistente de acusação, no recurso que veio a ser provido nestes autos, destacou: "Por oportuno, merece salientar, para robustecer o pedido, que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso também recorreu extraordinariamente" (fls. 1.298). (iii) O provimento do recurso do assistente de acusação reformou a única decisão antes proferida nestes autos, que julgara prejudicados os dois recursos extraordinários. 4. Embargos de declaração desprovidos, com o reconhecimento do seu caráter manifestamente protelatório. 5. Decretado o trânsito em julgado do feito e a consequente baixa imediata dos autos, independentemente de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ALEGADA OMISSÃO, DÚVIDA, OBSCURIDADE E CONTRADIÇÃO. VÍCIOS INOCORRENTES. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DESPROVIDOS. DECRETADO O TRÂNSITO EM JULGADO. BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. 1. Inocorrentes as hipóteses de omissão, contradição ou obscuridade, inviável a revisão em sede de embargos de declaração, em face dos estreitos limites do art. 535 do Código de Processo Civil. 2. O litisconsórcio ativo unitário, estabelecido entre assistente de acusação e Ministério Público, caracteriza-se pela homogeneidade da decisão judicial, mercê de a procedência ou improcedência do pedido atingir a todos os litisconsortes. Consequentemente, revela-se descabida a alegação de dúvida, omissão ou obscuridade quanto a qual recurso – do assistente ou do Ministério Público - foi provido. 3. (i) In casu, não houve omissão, dúvida e obscuridade quanto ao recurso a que se deu provimento, do Ministério Público ou do assistente de acusação, constando do acórdão recorrido que houve "provimento monocrático do Agravo Regimental interposto pela Assistente de Acusação contra a decisão que julgou prejudicados os recursos extraordinários interpostos pelo Ministério Público Estadual e pela própria assistente". (ii) A assistente de acusação, no recurso que veio a ser provido nestes autos, destacou: "Por oportuno, merece salientar, para robustecer o pedido, que o Ministério Público do Estado de Mato Grosso também recorreu extraordinariamente" (fls. 1.298). (iii) O provimento do recurso do assistente de acusação reformou a única decisão antes proferida nestes autos, que julgara prejudicados os dois recursos extraordinários. 4. Embargos de declaração desprovidos, com o reconhecimento do seu caráter manifestamente protelatório. 5. Decretado o trânsito em julgado do feito e a consequente baixa imediata dos autos, independentemente de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 44 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT publicação, nos termos da jurisprudência. Certificado o trânsito em julgado, a defesa do réu Francisco Martins Pereira apresentou, no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, Revisão Criminal, com fundamento no art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, requerendo, em linhas gerais, o reconhecimento de vícios insanáveis: (a) nulidade do deslocamento de competência do Juízo da Comarca de Jaciara/MT para o Juízo da Comarca de Juscimeira/MT, violando a perpetuação da jurisdição daquele e o princípio da identidade física do juiz; (b) nulidade do oferecimento de nova denúncia após a concessão de Habeas Corpus de ofício pela 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, que determinou o trancamento da ação penal, sem que houvesse qualquer elemento novo mesmo após transcorridos 12 (doze) anos da prática do delito; (c) nulidade do desaforamento do julgamento para a Comarca de Cuiabá/MT. No mérito, requereu a procedência da Revisão Criminal, com a absolvição do recorrente Francisco Martins Pereira, em razão de não ter ele concorrido para a infração penal (a sentença condenatória teria sido proferida contrária às provas dos autos, nos termos do art. 621, I, do Código de Processo Penal). Alternativamente, requereu a sua absolvição por não ter concorrido para a infração penal, diante das novas provas trazidas aos autos (nos termos do art. 621, III, do Código de Processo Penal). Por acórdão da Turma de Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, determinou-se a cassação da condenação promovida pelo Tribunal do Júri por ter sido contrária à prova dos autos, absolvendo-se Francisco Martins Pereira, nos termos do art. 386, VI, e do art. 621, I, ambos do Código de Processo Penal: REVISÃO CRIMINAL – CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO – REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL – REJEIÇÃO – 2) PRELIMINAR DE NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT publicação, nos termos da jurisprudência. Certificado o trânsito em julgado, a defesa do réu Francisco Martins Pereira apresentou, no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, Revisão Criminal, com fundamento no art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, requerendo, em linhas gerais, o reconhecimento de vícios insanáveis: (a) nulidade do deslocamento de competência do Juízo da Comarca de Jaciara/MT para o Juízo da Comarca de Juscimeira/MT, violando a perpetuação da jurisdição daquele e o princípio da identidade física do juiz; (b) nulidade do oferecimento de nova denúncia após a concessão de Habeas Corpus de ofício pela 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, que determinou o trancamento da ação penal, sem que houvesse qualquer elemento novo mesmo após transcorridos 12 (doze) anos da prática do delito; (c) nulidade do desaforamento do julgamento para a Comarca de Cuiabá/MT. No mérito, requereu a procedência da Revisão Criminal, com a absolvição do recorrente Francisco Martins Pereira, em razão de não ter ele concorrido para a infração penal (a sentença condenatória teria sido proferida contrária às provas dos autos, nos termos do art. 621, I, do Código de Processo Penal). Alternativamente, requereu a sua absolvição por não ter concorrido para a infração penal, diante das novas provas trazidas aos autos (nos termos do art. 621, III, do Código de Processo Penal). Por acórdão da Turma de Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, determinou-se a cassação da condenação promovida pelo Tribunal do Júri por ter sido contrária à prova dos autos, absolvendo-se Francisco Martins Pereira, nos termos do art. 386, VI, e do art. 621, I, ambos do Código de Processo Penal: REVISÃO CRIMINAL – CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO – REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL – REJEIÇÃO – 2) PRELIMINAR DE NÃO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 45 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA – REJEIÇÃO – NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO – TEORIA DA ASSERÇÃO – 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ – REJEIÇÃO – POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO – MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO – PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI – 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA – REJEIÇÃO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS EX OFFICIO – 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO – REJEIÇÃO – REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE – PRECLUSÃO – DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO – 6) MÉRITO – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS – RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA – REJEIÇÃO – NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO – TEORIA DA ASSERÇÃO – 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ – REJEIÇÃO – POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO – MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO – PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI – 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA – REJEIÇÃO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS EX OFFICIO – 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO – REJEIÇÃO – REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE – PRECLUSÃO – DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO – 6) MÉRITO – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS – RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 46 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT VEREDICTOS DO JURI – REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS E ERROS JUDICIÁRIOS – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local não podia – em sede de apelação criminal – anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver – totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça – em sede de revisão criminal – reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5..., XXXVIII, "d", da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena – exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT VEREDICTOS DO JURI – REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS E ERROS JUDICIÁRIOS – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local não podia – em sede de apelação criminal – anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver – totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça – em sede de revisão criminal – reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5..., XXXVIII, "d", da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena – exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 47 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI). Sobreveio, então, a presente Reclamação, oferecida pela família da vítima Valtenir Luiz Pereira, sob o fundamento de que o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000) teria usurpado a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL quando do julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT. Consta da petição inicial que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, no bojo da Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000, "por maioria, conheceu do pedido revisional e julgou o seu mérito para absolver o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), ou seja, invadiu e usurpou a competência do Excelso Supremo e, ainda, desrespeitou e desacatou a autoridade do comando decisório do seu julgado, emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT, e hoje o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira) está livre leve e solto". A peça preambular aduz que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no exame do Recurso Extraordinário 594.104/MT, cujo relator originário era o Min. EROS GRAU, sucedido pelo Min. LUIZ FUX, "a todo instante analisou o mérito da relação jurídico-processual penal estabelecida no processo e que foi objeto das razões recursais do apelo extraordinário". Entendeu o reclamante que "o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu- se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso". Argumentou ser "do Supremo Tribunal Federal a competência para analisar e julgar a revisão criminal quando o seu acórdão, emanado de recurso extraordinário, anula a decisão do Tribunal de Origem para restabelecer, por motivos estritamente jurídicos, a condenação imposta pelo Júri, mas cancelada pelo Tribunal local, interfere e atrai para si (Supremo Tribunal Federal) o julgamento da procedência ou não da ação penal que constitui o objeto do pedido revisional". Asseverou, ainda, que o "Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve a sua competência exaurida para processar e julgar a revisão criminal a partir do momento que o seu acórdão proveniente da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI). Sobreveio, então, a presente Reclamação, oferecida pela família da vítima Valtenir Luiz Pereira, sob o fundamento de que o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000) teria usurpado a competência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL quando do julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT. Consta da petição inicial que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, no bojo da Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000, "por maioria, conheceu do pedido revisional e julgou o seu mérito para absolver o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira), ou seja, invadiu e usurpou a competência do Excelso Supremo e, ainda, desrespeitou e desacatou a autoridade do comando decisório do seu julgado, emanado do Recurso Extraordinário 594.104/MT, e hoje o condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA (Sd Pereira) está livre leve e solto". A peça preambular aduz que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no exame do Recurso Extraordinário 594.104/MT, cujo relator originário era o Min. EROS GRAU, sucedido pelo Min. LUIZ FUX, "a todo instante analisou o mérito da relação jurídico-processual penal estabelecida no processo e que foi objeto das razões recursais do apelo extraordinário". Entendeu o reclamante que "o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu- se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso". Argumentou ser "do Supremo Tribunal Federal a competência para analisar e julgar a revisão criminal quando o seu acórdão, emanado de recurso extraordinário, anula a decisão do Tribunal de Origem para restabelecer, por motivos estritamente jurídicos, a condenação imposta pelo Júri, mas cancelada pelo Tribunal local, interfere e atrai para si (Supremo Tribunal Federal) o julgamento da procedência ou não da ação penal que constitui o objeto do pedido revisional". Asseverou, ainda, que o "Tribunal de Justiça de Mato Grosso teve a sua competência exaurida para processar e julgar a revisão criminal a partir do momento que o seu acórdão proveniente da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 48 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT apelação 3.374/2006 foi implicitamente declarado insubsistente pelo Supremo Tribunal Federal, quando deu provimento ao Recurso Extraordinário 594.104/MT, adentrou no mérito da discussão recursal e restaurou a validade soberana da decisão emanada do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá-MT.". O Relator, Min. LUIZ FUX, por decisão monocrática, afastou a preliminar de pertinência subjetiva e de ilegitimidade ativa arguida pelo interessado Francisco Martins Pereira, e, no mérito, julgou parcialmente procedente a Reclamação para os fins de determinar que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso proferisse novo julgamento à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000: RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, §2..., IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 594.104/MT. INEXISTÊNCIA DE INCURSÃO DO PARADIGMA INVOCADO NA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA JULGAMENTO DA REVISÃO CRIMINAL. DECISÃO PARADIGMA QUE CONCLUIU VIOLADA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS, NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVE O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. RECLAMAÇÃO QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE, PARA DETERMINAR A REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da Constituição Federal de 1988 além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, §3..., da Constituição, incluído pela EC n. 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT apelação 3.374/2006 foi implicitamente declarado insubsistente pelo Supremo Tribunal Federal, quando deu provimento ao Recurso Extraordinário 594.104/MT, adentrou no mérito da discussão recursal e restaurou a validade soberana da decisão emanada do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Cuiabá-MT.". O Relator, Min. LUIZ FUX, por decisão monocrática, afastou a preliminar de pertinência subjetiva e de ilegitimidade ativa arguida pelo interessado Francisco Martins Pereira, e, no mérito, julgou parcialmente procedente a Reclamação para os fins de determinar que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso proferisse novo julgamento à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal n. 1004479-61.2017.8.11.0000: RECLAMAÇÃO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, §2..., IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA VIOLAÇÃO À AUTORIDADE DE DECISÃO PROFERIDA POR ESTA CORTE NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 594.104/MT. INEXISTÊNCIA DE INCURSÃO DO PARADIGMA INVOCADO NA MOLDURA FÁTICA DELINEADA NOS AUTOS. COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA JULGAMENTO DA REVISÃO CRIMINAL. DECISÃO PARADIGMA QUE CONCLUIU VIOLADA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS, NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ACÓRDÃO DE REVISÃO CRIMINAL QUE ABSOLVE O RÉU POR FUNDAMENTO IDÊNTICO AO ANTERIORMENTE CONJURADO. RECLAMAÇÃO QUE SE JULGA PARCIALMENTE PROCEDENTE, PARA DETERMINAR A REALIZAÇÃO DE NOVO JULGAMENTO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da Constituição Federal de 1988 além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, §3..., da Constituição, incluído pela EC n. 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 49 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou revisão criminal, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. 3. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal apontada como violada é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/04/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 01/09/2017. 4. (a) A pertinência subjetiva é requisito de admissibilidade da reclamação, sendo imprescindível que o reclamante aponte, como paradigma, processo de índole subjetiva cuja relação processual tenha integrado. Precedente: Rcl 10.192-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 12/11/2013 (b) Na hipótese sub examine, ressoa inequívoca a atuação dos filhos e viúva da vítima, como assistentes de acusação da ação penal e, posteriormente no recurso extraordinário, sendo certo que, no caso concreto, é indevida a extinção do feito sem exame do mérito, porquanto um dos filhos da vítima atua representando os interesses da família, entidade destinatária da legitimidade processual mediante substituição. 5. In casu, (a) O Reclamante sustenta que "o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu-se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso". (b) A decisão paradigma proferida por esta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT, dentro do restrito espectro cognitivo do recurso extraordinário, concluiu ter sido violada a soberania dos veredictos, prevista no art. 5..., XXXVIII, "c", da CRFB/1988, no julgamento do recurso de apelação, por ter absolvido os acusados, embora a conclusão do júri estivesse 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou revisão criminal, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. 3. A aderência estrita entre o objeto do ato reclamado e o conteúdo da decisão do Supremo Tribunal Federal apontada como violada é requisito para a admissibilidade da reclamação constitucional. Precedentes: Rcl 22.608- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 22/04/2016; Rcl 21.559-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 01/09/2017. 4. (a) A pertinência subjetiva é requisito de admissibilidade da reclamação, sendo imprescindível que o reclamante aponte, como paradigma, processo de índole subjetiva cuja relação processual tenha integrado. Precedente: Rcl 10.192-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 12/11/2013 (b) Na hipótese sub examine, ressoa inequívoca a atuação dos filhos e viúva da vítima, como assistentes de acusação da ação penal e, posteriormente no recurso extraordinário, sendo certo que, no caso concreto, é indevida a extinção do feito sem exame do mérito, porquanto um dos filhos da vítima atua representando os interesses da família, entidade destinatária da legitimidade processual mediante substituição. 5. In casu, (a) O Reclamante sustenta que "o Supremo Tribunal Federal tem competência, plena e indiscutível, para apreciar o pedido revisional, quando a decisão que prolatara, na espécie, investiu-se na parte substantiva da causa (mérito da condenação) e cuidou de examinar a procedência da ação penal, como é o presente caso". (b) A decisão paradigma proferida por esta Corte no Recurso Extraordinário 594.104/MT, dentro do restrito espectro cognitivo do recurso extraordinário, concluiu ter sido violada a soberania dos veredictos, prevista no art. 5..., XXXVIII, "c", da CRFB/1988, no julgamento do recurso de apelação, por ter absolvido os acusados, embora a conclusão do júri estivesse 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 50 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT apoiada em testemunho existente nos autos. (c) O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 594.104/MT, não adentrou no mérito da ação penal de origem, atendo-se à quaestio juris de natureza constitucional. Descabimento do deslocamento, para esta Corte, da competência para o julgamento da Revisão Criminal. (d) O acórdão ora reclamado foi proferido no julgamento da Revisão Criminal n 1004478-61.2017.8.11.0000, cuja causa de pedir residiu no art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por "suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)". (e) A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na "contrariedade à evidência dos autos", reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5..., XXXVIII, c, da CRFB/1988. (f) Consectariamente, é manifesta a desobediência ao que decidido por esta Corte, razão pela qual a Reclamação deve ser julgada parcialmente procedente, tão-somente para determinar que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso profira novo julgamento, à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal 1004479- 61.2017.8.11.0000. 6. Reclamação que se julga parcialmente procedente. Contra essa decisão, foi interposto Agravo Regimental, pugnando pela (a) reconsideração da decisão agravada, para reconhecer a ilegitimidade ativa do reclamante; (b) a improcedência da Reclamação, dada a inexistência de desrespeito ao decidido por esta CORTE no Recurso Extraordinário 594.104/MT, posto que a matéria discutida na Revisão Criminal em nada colidiria com os termos da questão de direito apreciada na via do recurso excepcional. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT apoiada em testemunho existente nos autos. (c) O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário 594.104/MT, não adentrou no mérito da ação penal de origem, atendo-se à quaestio juris de natureza constitucional. Descabimento do deslocamento, para esta Corte, da competência para o julgamento da Revisão Criminal. (d) O acórdão ora reclamado foi proferido no julgamento da Revisão Criminal n 1004478-61.2017.8.11.0000, cuja causa de pedir residiu no art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por "suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)". (e) A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na "contrariedade à evidência dos autos", reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5..., XXXVIII, c, da CRFB/1988. (f) Consectariamente, é manifesta a desobediência ao que decidido por esta Corte, razão pela qual a Reclamação deve ser julgada parcialmente procedente, tão-somente para determinar que o Tribunal de Justiça do Mato Grosso profira novo julgamento, à luz das demais causas de pedir da Revisão Criminal 1004479- 61.2017.8.11.0000. 6. Reclamação que se julga parcialmente procedente. Contra essa decisão, foi interposto Agravo Regimental, pugnando pela (a) reconsideração da decisão agravada, para reconhecer a ilegitimidade ativa do reclamante; (b) a improcedência da Reclamação, dada a inexistência de desrespeito ao decidido por esta CORTE no Recurso Extraordinário 594.104/MT, posto que a matéria discutida na Revisão Criminal em nada colidiria com os termos da questão de direito apreciada na via do recurso excepcional. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 51 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT A despeito de acompanhar o eminente Relator, Min. LUIZ FUX, na sua conclusão, tomo a liberdade de fazer algumas considerações sobre os fatos que permeiam a análise deste recurso. No caso em tela, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar o recurso de Apelação, concedeu Habeas Corpus de ofício para trancar a ação penal, sob o fundamento de que não existia justa causa para a referida ação penal. Todavia, ao fazê-lo, decidiu de forma diametralmente oposta ao julgamento do Recurso em Sentido Estrito interposto contra a sentença de pronúncia, oportunidade em que a 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso se convencera da existência de indícios suficientes da autoria ou da participação dos réus. Confiram-se, aqui, as duas ementas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, referentes às decisões de que estou a falar: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO – HOMICÍDIO QUALIFICADO – CONCURSO DE PESSOAS – PRONÚNCIA – MATERIALIDADE COMPROVADA – FORTES INDÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO DOS RECORRENTES NO EVENTO – PRETENDIDA IMPRONÚNCIA – IMPOSSIBILIDADE – PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 408, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – CULPABILIDADE – MATÉRIA DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI, POR IMPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL – RECURSO IMPROVIDO – DECISÃO UNÂNIME E COM O PARECER. Provada a materialidade do homicídio doloso e exsurgindo veementes indícios da contribuição dos co-réus no evento (artigo 29 do Código Penal), conclusivos da prova testemunhal e fática, constante dos autos, correta a pronúncia dos recorrentes. A análise da culpabilidade dos réus é matéria pertinente à competência do Tribunal Popular do Júri, em se tratando de crime doloso contra a vida, por determinação da Carta Magna. APELAÇÕES CRIMINIAIS – HOMICÍDIO 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT A despeito de acompanhar o eminente Relator, Min. LUIZ FUX, na sua conclusão, tomo a liberdade de fazer algumas considerações sobre os fatos que permeiam a análise deste recurso. No caso em tela, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar o recurso de Apelação, concedeu Habeas Corpus de ofício para trancar a ação penal, sob o fundamento de que não existia justa causa para a referida ação penal. Todavia, ao fazê-lo, decidiu de forma diametralmente oposta ao julgamento do Recurso em Sentido Estrito interposto contra a sentença de pronúncia, oportunidade em que a 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso se convencera da existência de indícios suficientes da autoria ou da participação dos réus. Confiram-se, aqui, as duas ementas do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, referentes às decisões de que estou a falar: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO – HOMICÍDIO QUALIFICADO – CONCURSO DE PESSOAS – PRONÚNCIA – MATERIALIDADE COMPROVADA – FORTES INDÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO DOS RECORRENTES NO EVENTO – PRETENDIDA IMPRONÚNCIA – IMPOSSIBILIDADE – PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 408, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – CULPABILIDADE – MATÉRIA DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI, POR IMPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL – RECURSO IMPROVIDO – DECISÃO UNÂNIME E COM O PARECER. Provada a materialidade do homicídio doloso e exsurgindo veementes indícios da contribuição dos co-réus no evento (artigo 29 do Código Penal), conclusivos da prova testemunhal e fática, constante dos autos, correta a pronúncia dos recorrentes. A análise da culpabilidade dos réus é matéria pertinente à competência do Tribunal Popular do Júri, em se tratando de crime doloso contra a vida, por determinação da Carta Magna. APELAÇÕES CRIMINIAIS – HOMICÍDIO 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 52 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT QUALIFICADO – JULGAMENTO PELO JÚRI – APELO DO ASSISTENTE DA ACUSAÇÃO – PRETENSÃO EM AUMENTAR PENA – INADMISSILIBDADE – NÃO CONHECIMENTO – APELO DOS RÉUS – PEDIDO DE NULIDADE – DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS – OCORRÊNCIA DO VÍCIO – JURADOS QUE DIVORCIAM TOTALMENTE DO CONJUNTO PROBATÓRIO – VERIFICAÇÃO, NO ENTANTO, DE QUESTÃO PREJUDICIAL AO PROCESSO – AÇÃO PENAL INSTAURADA SEM JUSTA CAUSA – TRANCAMENTO POR MEIO DE HABEAS CORPUS - CONCESSÃO EX OFFICIO. O recurso interposto pelo assistente de acusação visando aumentar pena em processo onde o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri e não houve apelo do Promotor de Justiça, não ganha foros de juridicidade porque o seu interesse já foi satisfeito pela sanção aplicada em possível utilização da esfera cível. Se a decisão dos jurados está totalmente desbordada das provas dos autos, em todas as suas fases, havendo eles amparado tão-somente em um depoimento controvertido fora das demais declarações produzidas, o julgamento proferido é nulo por decisão manifesta e contrária ao conjunto probatório. Sendo constatada de ofício questão prejudicial à tramitação da ação penal julgada pelo Tribunal do Júri, diante de visível falta de justa causa para sua instauração, impõe-se a concessão de habeas corpus (art. 648, VI, do CPP) para trancá-la, ao invés de submeter o réu a novo júri em razão de ter sido reconhecida nulidade pela manifesta contrariedade de provas. Ora, ao reconhecer, em momento impróprio, a inexistência de justa causa para a ação penal, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso afrontou a garantia constitucional da soberania dos vereditos (art. 5..., XXXVIII, c, da Constituição Federal de 1988), uma vez que, por expressa previsão legal do art. 593, III, d, do CPP, em grau recursal apenas se permite a (a) retificação da pena ou da medida de segurança; (b) anulação do primeiro julgamento e determinação da realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, a 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT QUALIFICADO – JULGAMENTO PELO JÚRI – APELO DO ASSISTENTE DA ACUSAÇÃO – PRETENSÃO EM AUMENTAR PENA – INADMISSILIBDADE – NÃO CONHECIMENTO – APELO DOS RÉUS – PEDIDO DE NULIDADE – DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS – OCORRÊNCIA DO VÍCIO – JURADOS QUE DIVORCIAM TOTALMENTE DO CONJUNTO PROBATÓRIO – VERIFICAÇÃO, NO ENTANTO, DE QUESTÃO PREJUDICIAL AO PROCESSO – AÇÃO PENAL INSTAURADA SEM JUSTA CAUSA – TRANCAMENTO POR MEIO DE HABEAS CORPUS - CONCESSÃO EX OFFICIO. O recurso interposto pelo assistente de acusação visando aumentar pena em processo onde o réu foi condenado pelo Tribunal do Júri e não houve apelo do Promotor de Justiça, não ganha foros de juridicidade porque o seu interesse já foi satisfeito pela sanção aplicada em possível utilização da esfera cível. Se a decisão dos jurados está totalmente desbordada das provas dos autos, em todas as suas fases, havendo eles amparado tão-somente em um depoimento controvertido fora das demais declarações produzidas, o julgamento proferido é nulo por decisão manifesta e contrária ao conjunto probatório. Sendo constatada de ofício questão prejudicial à tramitação da ação penal julgada pelo Tribunal do Júri, diante de visível falta de justa causa para sua instauração, impõe-se a concessão de habeas corpus (art. 648, VI, do CPP) para trancá-la, ao invés de submeter o réu a novo júri em razão de ter sido reconhecida nulidade pela manifesta contrariedade de provas. Ora, ao reconhecer, em momento impróprio, a inexistência de justa causa para a ação penal, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso afrontou a garantia constitucional da soberania dos vereditos (art. 5..., XXXVIII, c, da Constituição Federal de 1988), uma vez que, por expressa previsão legal do art. 593, III, d, do CPP, em grau recursal apenas se permite a (a) retificação da pena ou da medida de segurança; (b) anulação do primeiro julgamento e determinação da realização de novo julgamento pelo Tribunal do Júri, a 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 53 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT saber: Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: [...] III - das decisões do Tribunal do Júri, quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados; c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança; d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. §1... Se a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou divergir das respostas dos jurados aos quesitos, o tribunal ad quem fará a devida retificação. §2... Interposta a apelação com fundamento no n III, c, deste artigo, o tribunal ad quem, se Ihe der provimento, retificará a aplicação da pena ou da medida de segurança. §3... Se a apelação se fundar no n III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. A anulação do julgamento do Tribunal do Júri somente se justifica com fulcro na contrariedade à prova dos autos. E isso ocorre por expressa diretriz da nossa Lei Maior, que é a fonte direta de todos os poderes constituídos, inclusive do Judiciário, uma vez que elevou a "soberania dos veredictos" à categoria de direito fundamental, cláusula pétrea, garantia da sociedade e dos cidadãos submetidos à persecução penal em matéria de crimes dolosos contra a vida (art. 5..., XXXVIII, c, da Constituição Federal). Nesse sentir, GUILHERME DE SOUZA NUCCI aponta que: ʺEm suma, não cabe a anulação do julgamento, quando os jurados optam por uma das correntes de interpretação da prova possíveis de surgir. Não se trata de decisão manifestamente contrária à prova, mas se situa no campo da interpretação da 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT saber: Art. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: [...] III - das decisões do Tribunal do Júri, quando: a) ocorrer nulidade posterior à pronúncia; b) for a sentença do juiz-presidente contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados; c) houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança; d) for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos. §1... Se a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou divergir das respostas dos jurados aos quesitos, o tribunal ad quem fará a devida retificação. §2... Interposta a apelação com fundamento no n III, c, deste artigo, o tribunal ad quem, se Ihe der provimento, retificará a aplicação da pena ou da medida de segurança. §3... Se a apelação se fundar no n III, d, deste artigo, e o tribunal ad quem se convencer de que a decisão dos jurados é manifestamente contrária à prova dos autos, dar-lhe-á provimento para sujeitar o réu a novo julgamento; não se admite, porém, pelo mesmo motivo, segunda apelação. A anulação do julgamento do Tribunal do Júri somente se justifica com fulcro na contrariedade à prova dos autos. E isso ocorre por expressa diretriz da nossa Lei Maior, que é a fonte direta de todos os poderes constituídos, inclusive do Judiciário, uma vez que elevou a "soberania dos veredictos" à categoria de direito fundamental, cláusula pétrea, garantia da sociedade e dos cidadãos submetidos à persecução penal em matéria de crimes dolosos contra a vida (art. 5..., XXXVIII, c, da Constituição Federal). Nesse sentir, GUILHERME DE SOUZA NUCCI aponta que: ʺEm suma, não cabe a anulação do julgamento, quando os jurados optam por uma das correntes de interpretação da prova possíveis de surgir. Não se trata de decisão manifestamente contrária à prova, mas se situa no campo da interpretação da 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 54 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT prova, o que é bem diferente. Consideramos que a cautela, na anulação das decisões do júri, deve ser redobrada, para não transformar o tribunal togado na real instância de julgamento dos crimes dolosos contra a vida.ʺ (Tribunal do Júri, 5... ed., Editora Forense, 2014, pg. 460). Esta CORTE, inclusive, já assentou ser possível a revisão da decisão do Tribunal do Júri quando a sua decisão não tiver suporte em base empírica produzida nos autos. Confira-se: JÚRI. EXISTÊNCIA DE TESES ANTAGÔNICAS. OPÇÃO DO CONSELHO DE SENTENÇA POR UMA DAS VERSÕES. JURADOS QUE SE MANIFESTAM COM APOIO EM ELEMENTOS PROBATÓRIOS PRODUZIDOS NOS AUTOS. LEGITIMIDADE DESSA OPÇÃO. ABSOLVIÇÃO PENAL DO RÉU. REFORMA DO VEREDICTO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE O CONSIDEROU MANIFESTAMENTE CONTRÁRIO À PROVA DOS AUTOS (CPP, ART. 593, III, 'd'). OFENSA AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JÚRI (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXXVIII, 'c'). PRECEDENTES. 'HABEAS CORPUS' DEFERIDO PARA RESTABELECER A DECISÃO ABSOLUTÓRIA PROFERIDA PELO CONSELHO DE SENTENÇA. – O julgamento efetuado pelo Conselho de Sentença realiza-se sob a égide do sistema da íntima convicção (RTJ 132/307), que, além de dispensar qualquer fundamentação, acha-se constitucionalmente resguardado tanto pelo sigilo das votações quanto pela soberania dos veredictos (Constituição Federal de 1988, art. 5..., inciso XXXVIII, 'b' e 'c'). – Embora ampla a liberdade de julgar reconhecida aos jurados, estes somente podem decidir com apoio nos elementos probatórios produzidos nos autos, a significar que, havendo duas ou mais teses ou versões, cada qual apoiada em elementos próprios de informação existentes no processo, torna-se lícito ao Conselho de Sentença, presente esse contexto, optar por qualquer delas, sem que se possa imputar a essa decisão dos jurados a ocorrência de contrariedade manifesta à prova dos autos. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT prova, o que é bem diferente. Consideramos que a cautela, na anulação das decisões do júri, deve ser redobrada, para não transformar o tribunal togado na real instância de julgamento dos crimes dolosos contra a vida.ʺ (Tribunal do Júri, 5... ed., Editora Forense, 2014, pg. 460). Esta CORTE, inclusive, já assentou ser possível a revisão da decisão do Tribunal do Júri quando a sua decisão não tiver suporte em base empírica produzida nos autos. Confira-se: JÚRI. EXISTÊNCIA DE TESES ANTAGÔNICAS. OPÇÃO DO CONSELHO DE SENTENÇA POR UMA DAS VERSÕES. JURADOS QUE SE MANIFESTAM COM APOIO EM ELEMENTOS PROBATÓRIOS PRODUZIDOS NOS AUTOS. LEGITIMIDADE DESSA OPÇÃO. ABSOLVIÇÃO PENAL DO RÉU. REFORMA DO VEREDICTO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE O CONSIDEROU MANIFESTAMENTE CONTRÁRIO À PROVA DOS AUTOS (CPP, ART. 593, III, 'd'). OFENSA AO POSTULADO CONSTITUCIONAL DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JÚRI (Constituição Federal de 1988, ART. 5..., XXXVIII, 'c'). PRECEDENTES. 'HABEAS CORPUS' DEFERIDO PARA RESTABELECER A DECISÃO ABSOLUTÓRIA PROFERIDA PELO CONSELHO DE SENTENÇA. – O julgamento efetuado pelo Conselho de Sentença realiza-se sob a égide do sistema da íntima convicção (RTJ 132/307), que, além de dispensar qualquer fundamentação, acha-se constitucionalmente resguardado tanto pelo sigilo das votações quanto pela soberania dos veredictos (Constituição Federal de 1988, art. 5..., inciso XXXVIII, 'b' e 'c'). – Embora ampla a liberdade de julgar reconhecida aos jurados, estes somente podem decidir com apoio nos elementos probatórios produzidos nos autos, a significar que, havendo duas ou mais teses ou versões, cada qual apoiada em elementos próprios de informação existentes no processo, torna-se lícito ao Conselho de Sentença, presente esse contexto, optar por qualquer delas, sem que se possa imputar a essa decisão dos jurados a ocorrência de contrariedade manifesta à prova dos autos. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 55 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT – A decisão do júri somente comportará reforma, em sede recursal (CPP, art. 593, III, 'd'), se não tiver suporte em base empírica produzida nos autos, pois, se o veredicto do Conselho de Sentença refletir a opção dos jurados por uma das versões constantes do processo, ainda que ela não pareça a mais acertada ao Tribunal 'ad quem', mesmo assim a instância superior terá que a respeitar. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais em geral. (HC 107.906/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, j. 08/04/2015). Logo, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso não poderia, dentro do espectro constitucional em que a instituição do júri foi inserida, deixar de submeter o réu a novo julgamento perante o Tribunal Popular, ainda mais quando o seu fundamento principal repousou na manifesta contrariedade à prova dos autos (ou, nos dizeres do acórdão, na "visível falta de justa causa para sua instauração"). Acaso entendesse, como entendeu inoportunamente, que inexistiriam materialidade e indícios suficientes de autoria, por qual motivo decidira manter, anteriormente, a pronúncia dos réus? Aliás, como destacado pelo Superior Tribunal de Justiça, no voto do Min. FELIX FISCHER (REsp 950.259/MT), não haveria qualquer justificativa para que o colegiado da 2... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso mantivesse a sentença de pronúncia e, tempos depois, mudasse de ideia, decidindo pela inexistência de justa causa para a ação penal. Isso, além de contraditório, é inaceitável do ponto de vista jurídico. A esse respeito, trago parte dos fundamentos trazidos pela Corte da Cidadania e que servem de parte integrante deste voto: A questão posta em debate gira em torno da possibilidade ou não do Tribunal conceder habeas corpus de ofício por entender ser nula a ação penal movida contra os recorridos, mesmo já tendo apreciado a admissibilidade da acusação por ocasião do julgamento do recurso em sentido estrito. Frise-se 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT – A decisão do júri somente comportará reforma, em sede recursal (CPP, art. 593, III, 'd'), se não tiver suporte em base empírica produzida nos autos, pois, se o veredicto do Conselho de Sentença refletir a opção dos jurados por uma das versões constantes do processo, ainda que ela não pareça a mais acertada ao Tribunal 'ad quem', mesmo assim a instância superior terá que a respeitar. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais em geral. (HC 107.906/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, j. 08/04/2015). Logo, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso não poderia, dentro do espectro constitucional em que a instituição do júri foi inserida, deixar de submeter o réu a novo julgamento perante o Tribunal Popular, ainda mais quando o seu fundamento principal repousou na manifesta contrariedade à prova dos autos (ou, nos dizeres do acórdão, na "visível falta de justa causa para sua instauração"). Acaso entendesse, como entendeu inoportunamente, que inexistiriam materialidade e indícios suficientes de autoria, por qual motivo decidira manter, anteriormente, a pronúncia dos réus? Aliás, como destacado pelo Superior Tribunal de Justiça, no voto do Min. FELIX FISCHER (REsp 950.259/MT), não haveria qualquer justificativa para que o colegiado da 2... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso mantivesse a sentença de pronúncia e, tempos depois, mudasse de ideia, decidindo pela inexistência de justa causa para a ação penal. Isso, além de contraditório, é inaceitável do ponto de vista jurídico. A esse respeito, trago parte dos fundamentos trazidos pela Corte da Cidadania e que servem de parte integrante deste voto: A questão posta em debate gira em torno da possibilidade ou não do Tribunal conceder habeas corpus de ofício por entender ser nula a ação penal movida contra os recorridos, mesmo já tendo apreciado a admissibilidade da acusação por ocasião do julgamento do recurso em sentido estrito. Frise-se 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 56 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT que nesta oportunidade a e. Corte de origem, que mais tarde veio a conceder de ofício a ordem de habeas corpus, analisando os elementos de prova colhidos até então, concluiu pela admissibilidade da acusação de modo a autorizar o julgamento dos recorridos pelo Tribunal do Júri. Aponta o recorrente, que teria sido violado o art. 650 §1... do CPP que assim dispõe: "Art. 650. Competirá conhecer, originariamente, do pedido de habeas corpus: A competência do juiz cessará sempre que a violência ou coação provier de autoridade judiciária de igual ou superior jurisdição". Trata-se, com efeito, de regra que define a competência para o conhecimento e, por conseguinte, a possibilidade de concessão de ordem de habeas corpus de acordo com o grau hierárquico da autoridade coatora. Visa dar concretude ao principio da hierarquia. No presente caso, vale lembrar, o e. Tribunal que já havia confirmado a pronúncia dos recorridos, mais tarde, no julgamento de recurso de apelação, por vislumbrar nulidade do feito, concedeu, de ofício, ordem de habeas corpus, e determinou o trancamento da ação penal. Impende destacar que não se discute nos recursos especiais ora em exame a mera e simples possibilidade de concessão de ordem de habeas corpus de ofício por qualquer autoridade judiciária que veja, diante de si, configurado constrangimento ilegal em desfavor de qualquer pessoa, ainda que tal circunstância não tenha sido alegada. A questão posta cinge-se, especificamente, em definir se seria possível a concessão desta ordem ainda que a autoridade que o faça já esteja previamente investida na qualidade de autoridade coatora. Ou seja, aquele que em momento anterior impõe o constrangimento ilegal, posteriormente, de ofício, concede a ordem para fazer cessar o constragimento ilegal por ele própria 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT que nesta oportunidade a e. Corte de origem, que mais tarde veio a conceder de ofício a ordem de habeas corpus, analisando os elementos de prova colhidos até então, concluiu pela admissibilidade da acusação de modo a autorizar o julgamento dos recorridos pelo Tribunal do Júri. Aponta o recorrente, que teria sido violado o art. 650 §1... do CPP que assim dispõe: "Art. 650. Competirá conhecer, originariamente, do pedido de habeas corpus: A competência do juiz cessará sempre que a violência ou coação provier de autoridade judiciária de igual ou superior jurisdição". Trata-se, com efeito, de regra que define a competência para o conhecimento e, por conseguinte, a possibilidade de concessão de ordem de habeas corpus de acordo com o grau hierárquico da autoridade coatora. Visa dar concretude ao principio da hierarquia. No presente caso, vale lembrar, o e. Tribunal que já havia confirmado a pronúncia dos recorridos, mais tarde, no julgamento de recurso de apelação, por vislumbrar nulidade do feito, concedeu, de ofício, ordem de habeas corpus, e determinou o trancamento da ação penal. Impende destacar que não se discute nos recursos especiais ora em exame a mera e simples possibilidade de concessão de ordem de habeas corpus de ofício por qualquer autoridade judiciária que veja, diante de si, configurado constrangimento ilegal em desfavor de qualquer pessoa, ainda que tal circunstância não tenha sido alegada. A questão posta cinge-se, especificamente, em definir se seria possível a concessão desta ordem ainda que a autoridade que o faça já esteja previamente investida na qualidade de autoridade coatora. Ou seja, aquele que em momento anterior impõe o constrangimento ilegal, posteriormente, de ofício, concede a ordem para fazer cessar o constragimento ilegal por ele própria 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 57 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT imposto (ou referendado). Tenho ser inadmissível esta hipótese, a teor do disposto no mencionado artigo (650 §1... do CPP). Isso porque o e. Tribunal de origem, quando confirmou a r. decisão de pronúncia, que traduz justamente a avaliação da presença de justa causa para a ação penal, tornou-se a autoridade coatora. Naquela ocasião foram analisadas as provas de materialidade do delito, bem como as referentes aos indícios de autoria. Esta análise, insta consignar, não se limitou ao seu conteúdo, mas sim, abrangeu a aferição de sua legalidade (leia-se: licitude) e por conseguinte, a possibilidade de ser utilizada no processo. Assim, não poderia o órgão julgador, ao julgar recurso de apelação, sob o argumento da existência de nulidade no feito, em razão da utilização indevida de provas, conceder, contra ela mesma, ordem de habeas corpus de ofício. Ressalte-se que o motivo pelo qual foi concedida a mencionada ordem, consistente em ter ocorrido o arquivamento implícito em relação aos recorridos e ter sido iniciada ação penal sem o surgimento de novas provas, já estaria, em tese, configurado quando do julgamento do recurso em sentido estrito. Portanto, não se tratava de questão superveniente. E, ao admitir, naquele momento, a acusação formulada contra os recorridos, passou o e. Tribunal a quo a ser a autoridade coatora, vedada, assim, a possibilidade de conceder, de ofício, ordem de habeas corpus, justamente para trancar a ação penal sob o entendimento da impossibilidade de utilização das provas ali carreadas. Provas que, vale dizer mais uma vez, foram chanceladas lícitas, ainda que de forma implícita, ao ser confirmada a r. decisão de pronúncia. Nestes termos, é de ser cassada a decisão que concedeu a ordem de ofício para trancar a ação penal. Assim, nesta parte, resta prejudicado o primeiro recurso especial manejado pela assistente de acusação. Assim, a partir do momento em que o réu foi devidamente pronunciado, a garantia constitucional da soberania dos vereditos é reforçada, uma vez que o Tribunal do Júri, instituição responsável pelo 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT imposto (ou referendado). Tenho ser inadmissível esta hipótese, a teor do disposto no mencionado artigo (650 §1... do CPP). Isso porque o e. Tribunal de origem, quando confirmou a r. decisão de pronúncia, que traduz justamente a avaliação da presença de justa causa para a ação penal, tornou-se a autoridade coatora. Naquela ocasião foram analisadas as provas de materialidade do delito, bem como as referentes aos indícios de autoria. Esta análise, insta consignar, não se limitou ao seu conteúdo, mas sim, abrangeu a aferição de sua legalidade (leia-se: licitude) e por conseguinte, a possibilidade de ser utilizada no processo. Assim, não poderia o órgão julgador, ao julgar recurso de apelação, sob o argumento da existência de nulidade no feito, em razão da utilização indevida de provas, conceder, contra ela mesma, ordem de habeas corpus de ofício. Ressalte-se que o motivo pelo qual foi concedida a mencionada ordem, consistente em ter ocorrido o arquivamento implícito em relação aos recorridos e ter sido iniciada ação penal sem o surgimento de novas provas, já estaria, em tese, configurado quando do julgamento do recurso em sentido estrito. Portanto, não se tratava de questão superveniente. E, ao admitir, naquele momento, a acusação formulada contra os recorridos, passou o e. Tribunal a quo a ser a autoridade coatora, vedada, assim, a possibilidade de conceder, de ofício, ordem de habeas corpus, justamente para trancar a ação penal sob o entendimento da impossibilidade de utilização das provas ali carreadas. Provas que, vale dizer mais uma vez, foram chanceladas lícitas, ainda que de forma implícita, ao ser confirmada a r. decisão de pronúncia. Nestes termos, é de ser cassada a decisão que concedeu a ordem de ofício para trancar a ação penal. Assim, nesta parte, resta prejudicado o primeiro recurso especial manejado pela assistente de acusação. Assim, a partir do momento em que o réu foi devidamente pronunciado, a garantia constitucional da soberania dos vereditos é reforçada, uma vez que o Tribunal do Júri, instituição responsável pelo 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 58 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT julgamento de crimes dolosos contra a vida, torna-se soberano na análise do caso concreto. Isso significa que as decisões do Tribunal do Júri, especialmente quando manifestamente contrária à prova dos autos (hipótese, em tese, do caso concreto), devem permanecer no espectro de análise do próprio Tribunal Popular. Tanto isso é verdade, que o Código de Processo Penal determina, no já citado art. 593, III, d, do CPP, que o réu seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Nunca é demais lembrar que o Tribunal do Júri, enquanto instituição responsável pelo julgamento dos crimes dolosos praticados contra a vida, tem competência constitucional para analisar os casos a ele submetidos, podendo, inclusive, ser acionado novamente quando a 2... instância entenda pela sua anulação quando a decisão tenha sido manifestamente contrária à prova dos autos. O que não pode – e é disso que se trata – é que se permita que o Tribunal de Justiça absolva ou condene alguém ao arrepio da garantia constitucional. Deste modo, para que se evitasse o arbítrio de uma decisão colegiada do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, parece-me que o entendimento mais acertado teria sido aquele do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a realização de um novo júri e cassou o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. Em que pese a ressalva feita acima, com o julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, voto do Min. EROS GRAU, que deu provimento ao recurso extraordinário para restaurar a validade da decisão emanada pelo Tribunal do Júri, e do posterior reconhecimento do trânsito em julgado pelo Min. LUIZ FUX, após sucessivos e inúmeros recursos interpostos, não há nada mais a se fazer do que concordar com o que já está sepultado. Com relação à violação do decidido por esta CORTE no Recurso Extraordinário 594.104/MT, conforme já destacado pelo Relator, Min. LUIZ FUX, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao analisar a Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000, desrespeitou o entendimento firmado por esta CORTE quando do julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT (Rel. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT julgamento de crimes dolosos contra a vida, torna-se soberano na análise do caso concreto. Isso significa que as decisões do Tribunal do Júri, especialmente quando manifestamente contrária à prova dos autos (hipótese, em tese, do caso concreto), devem permanecer no espectro de análise do próprio Tribunal Popular. Tanto isso é verdade, que o Código de Processo Penal determina, no já citado art. 593, III, d, do CPP, que o réu seja submetido a novo julgamento pelo Tribunal do Júri. Nunca é demais lembrar que o Tribunal do Júri, enquanto instituição responsável pelo julgamento dos crimes dolosos praticados contra a vida, tem competência constitucional para analisar os casos a ele submetidos, podendo, inclusive, ser acionado novamente quando a 2... instância entenda pela sua anulação quando a decisão tenha sido manifestamente contrária à prova dos autos. O que não pode – e é disso que se trata – é que se permita que o Tribunal de Justiça absolva ou condene alguém ao arrepio da garantia constitucional. Deste modo, para que se evitasse o arbítrio de uma decisão colegiada do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, parece-me que o entendimento mais acertado teria sido aquele do Superior Tribunal de Justiça, que determinou a realização de um novo júri e cassou o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. Em que pese a ressalva feita acima, com o julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT, voto do Min. EROS GRAU, que deu provimento ao recurso extraordinário para restaurar a validade da decisão emanada pelo Tribunal do Júri, e do posterior reconhecimento do trânsito em julgado pelo Min. LUIZ FUX, após sucessivos e inúmeros recursos interpostos, não há nada mais a se fazer do que concordar com o que já está sepultado. Com relação à violação do decidido por esta CORTE no Recurso Extraordinário 594.104/MT, conforme já destacado pelo Relator, Min. LUIZ FUX, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao analisar a Revisão Criminal n. 1004478-61.2017.8.11.0000, desrespeitou o entendimento firmado por esta CORTE quando do julgamento do Recurso Extraordinário 594.104/MT (Rel. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 59 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Min. EROS GRAU). Isso porque, da leitura do voto do Min. EROS GRAU é possível depreender que as suas razões de decidir balizaram-se em dois pontos centrais: (1) não caberia ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, mas sim ao Tribunal do Júri, no cumprimento do mandamento constitucional, decidir sobre a existência de dúvida a respeito da suficiência de provas, ou não, para a condenação; (2) não caberia ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, mas sim ao Tribunal do Júri, afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, sob pena de invasão à esfera reservada à convicção dos jurados e, consequentemente, à violação da garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, c, da Constituição Federal). Confira-se, no ponto, o teor da decisão monocrática proferida à época pelo Relator, Min. EROS GRAU: 8. Preliminarmente, o recurso acostado à folha 1.004 não merece ser conhecido. O acórdão que julgou os embargos de declaração – que integra o aresto recorrido, formando com este decisão de última instância – foi publicado em 19.12.06 [certidão de fl. 1.106]. A petição de interposição do recurso extraordinário foi protocolada em 27.10.06, sem posterior ratificação. 9. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é extemporâneo o recurso extraordinário protocolado antes da publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, sem posterior ratificação. Nesse sentido, o AI n. 329.359-AgR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de 14.12.01; o AI n. 508.525- AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 4.11.05; o AI n. 448.152-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 22.8.03, e o AI n. 447.090- AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ de 24.6.05, entre outros. 10. O extraordinário de folha 1.120 merece ser provido. Em que pese ter havido perda do objeto deste recurso no tocante à concessão de habeas de ofício, ante a cassação dessa 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Min. EROS GRAU). Isso porque, da leitura do voto do Min. EROS GRAU é possível depreender que as suas razões de decidir balizaram-se em dois pontos centrais: (1) não caberia ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, mas sim ao Tribunal do Júri, no cumprimento do mandamento constitucional, decidir sobre a existência de dúvida a respeito da suficiência de provas, ou não, para a condenação; (2) não caberia ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, mas sim ao Tribunal do Júri, afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, sob pena de invasão à esfera reservada à convicção dos jurados e, consequentemente, à violação da garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, c, da Constituição Federal). Confira-se, no ponto, o teor da decisão monocrática proferida à época pelo Relator, Min. EROS GRAU: 8. Preliminarmente, o recurso acostado à folha 1.004 não merece ser conhecido. O acórdão que julgou os embargos de declaração – que integra o aresto recorrido, formando com este decisão de última instância – foi publicado em 19.12.06 [certidão de fl. 1.106]. A petição de interposição do recurso extraordinário foi protocolada em 27.10.06, sem posterior ratificação. 9. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é extemporâneo o recurso extraordinário protocolado antes da publicação do acórdão que julgou os embargos de declaração, sem posterior ratificação. Nesse sentido, o AI n. 329.359-AgR, Relator o Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ de 14.12.01; o AI n. 508.525- AgR, Relator o Ministro Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 4.11.05; o AI n. 448.152-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 22.8.03, e o AI n. 447.090- AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ de 24.6.05, entre outros. 10. O extraordinário de folha 1.120 merece ser provido. Em que pese ter havido perda do objeto deste recurso no tocante à concessão de habeas de ofício, ante a cassação dessa 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 60 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT parte do acórdão impugnado pelo Superior Tribunal de Justiça, prevalece o interesse recursal relativamente à suposta violação do princípio da soberania do júri. 11. A manifestação ministerial subscrita pelo Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida é no sentido do provimento do Recurso Extraordinário [fls. 1.331-1.341]: "[...] 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva ('Zé Guia'), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)' - fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito e não questão de fato: 'Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)'. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT parte do acórdão impugnado pelo Superior Tribunal de Justiça, prevalece o interesse recursal relativamente à suposta violação do princípio da soberania do júri. 11. A manifestação ministerial subscrita pelo Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida é no sentido do provimento do Recurso Extraordinário [fls. 1.331-1.341]: "[...] 17. O acórdão da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao afirmar a manifesta contrariedade à prova dos autos, apontou dúvidas e concluiu que não poderia subsistir o veredito fundado no depoimento de uma única testemunha, José Paes de Barros, agora falecido, e que, ao ser ouvido no processo contra o autor material, José Rezende da Silva ('Zé Guia'), declarara que os recorridos haviam segurado a vítima: Trata-se de uma declaração colhida em processo alhures, instaurado para apurar a responsabilidade do executor do crime. E assim se apresenta como único elemento capaz de ajustar à decisão dos jurados, totalmente contra o conjunto probatório. É uma versão única, isolada de qualquer outra prova contida nos dois inquéritos para afirmar que os apelantes foram co-autores do crime, porque seguraram a vítima para ser executada pelo algoz (Zé Guia)' - fl. 935. 18. É importante observar que a avaliação da decisão recorrida, para constatar se o Tribunal de segundo grau ateve-se aos limites impostos pela soberania do júri, importa em questão de direito e não questão de fato: 'Na espécie, em princípio, não se trata de reexaminar a matéria de fato ou o complexo probatório, mas sim, de verificar se o julgamento da Corte de Apelação se comportou dentro dos limites, que lhe estão reservados pela Lei Processual Penal, diante da soberania do júri, o que se propõe como quaestio juris. (Recurso Extraordinário 106.715-RS, rel. Min. Néri da Silveira DJU 04.09.87, p. 18.288)'. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 61 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT 'A jurisprudência do Supremo Tribunal se tem firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990)'. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que 'a sentença baseia-se na certeza moral do juiz' (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7... ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, 'se encontram regras probatórias às quais o juiz não pode fugir' (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2... ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri 'Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse 'algum apoio'. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar ... Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunhas; uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve: o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida – e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova – não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania' (Código de Processo Penal 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT 'A jurisprudência do Supremo Tribunal se tem firmado no sentido de que a contenção dos tribunais nos limites restritos da apelação contra a decisão dos jurados não se reduz a uma questão de fato ou de mero reexame da prova. (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990)'. 19. Cabe também lembrar que, na avaliação da prova, vigora no júri o sistema da íntima ou livre convicção em que 'a sentença baseia-se na certeza moral do juiz' (Hélio Tornaghi. Código de Processo Penal. 7... ed. São Paulo, Saraiva, 1990, v. 1, p. 274). Certo que, também nesse sistema, 'se encontram regras probatórias às quais o juiz não pode fugir' (Moacyr Amaral Santos. Prova Judiciária no Civil e Comercial. 2... ed. São Paulo, Max Limonad, v. 1, p. 338). Mas, considerada a peculiaridade do sistema da íntima convicção, resume Nelson Hungria, citado por Espínola Filho, o júri 'Juiz ou Tribunal do Júri estão adstritos às provas, sendo livre apenas o modo de as apreciar. De modo que é apenas para o júri não viole a regra do livre convencimento que se colocou esse 'algum apoio'. Ele não pode condenar ou absolver, desde que não há nenhum apoio na prova, mas dentro dos autos tem liberdade de julgar ... Manteve-se o Tribunal do Júri com uma soberania limitada; uma vez há elemento de convicção, dentro dos autos, em favor de sua decisão, o Tribunal Superior não pode cassar a sua decisão. Uma testemunha de vista contra cinco testemunhas; uma afirma que o réu não praticou o delito e as cinco negam; o júri absolve: o tribunal não pode modificar essa decisão. Há testemunhas contraditórias; o tribunal pode entender que há dúvida, mas o júri achou que não há dúvida – e o júri pode decidir na dúvida. E o tribunal só pode reformar a decisão, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova – não é possível que se deturpe o texto legal para anular o júri; ele foi mantido como uma instituição soberana, embora limitada essa soberania' (Código de Processo Penal 20 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 62 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Brasileiro Anotado. 6... ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juízo togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988). 21. Nessa linha, aliás, o voto vencido do Ministro Napoleão Maia Filho, no recurso especial: '(...) permito-me, com a devida vênia, fazer outra leitura da situação exposta nos autos; veja-se que o egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu a ordem de habeas corpus de ofício, para trancar a ação penal, sob o fundamento de não existir justa causa, quando antes houvera afirmado o contrário, ou seja, detectara a existência de justa causa para essa mesma ação, ao confirmar a sentença de pronúncia, como o eminente Relator assinalou. 3. Para mim, com a devida vênia, mais uma vez, isso já me basta para mostrar o quanto o Tribunal de Justiça a quo tratou essa relevante matéria sem a devida ponderação ou, até mesmo diria, sem a devida atenção, pois deixou à margem esse importante aspecto do processo, qual seja, a de que já se manifestara pela presença de justa causa parta essa ação penal, exatamente quanto manteve a sentença de pronúncia. 4. Não vejo justificativa para os ilustres 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Brasileiro Anotado. 6... ed. vol. VI, p. 137, nota). Ou seja, cabe aos jurados, ex informata conscientia, optar soberanamente por uma das versões plausíveis que o conjunto probatório admita, sendo vedado que, à eleição dos jurados se venha sobrepor a do juízo togado da apelação (HC 68.047-MG, rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 132(1):307, abr. 1990). 20. Portanto, ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados, afrontou a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988). 21. Nessa linha, aliás, o voto vencido do Ministro Napoleão Maia Filho, no recurso especial: '(...) permito-me, com a devida vênia, fazer outra leitura da situação exposta nos autos; veja-se que o egrégio Tribunal de Justiça de Mato Grosso concedeu a ordem de habeas corpus de ofício, para trancar a ação penal, sob o fundamento de não existir justa causa, quando antes houvera afirmado o contrário, ou seja, detectara a existência de justa causa para essa mesma ação, ao confirmar a sentença de pronúncia, como o eminente Relator assinalou. 3. Para mim, com a devida vênia, mais uma vez, isso já me basta para mostrar o quanto o Tribunal de Justiça a quo tratou essa relevante matéria sem a devida ponderação ou, até mesmo diria, sem a devida atenção, pois deixou à margem esse importante aspecto do processo, qual seja, a de que já se manifestara pela presença de justa causa parta essa ação penal, exatamente quanto manteve a sentença de pronúncia. 4. Não vejo justificativa para os ilustres 21 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 63 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Desembargadores do Tribunal de Justiça manterem a sentença de pronúncia, mandando o réu a julgamento, como é da lei penal, e depois eles mesmos digam que não há justa causa para a mesma ação penal; isso me soa contraditório e inaceitável, do ponto de vista jurídico. 5. Penso, com a máxima vênia do eminente Ministro Relator, que ao se afastar a possibilidade, de maneira processualmente correta, de habeas corpus de ofício, também se afastou, neste caso, a higidez jurídica do acórdão. 6. Não é possível, com todo o respeito e vênia ainda maior, se afastar a possibilidade de se conceder habeas corpus de ofício e, no mesmo azo, se manter a decisão de reforma do julgamento no Tribunal do Júri. 7. O julgamento do Tribunal do Júri foi visto pelo Tribunal de Justiça como descalçado de qualquer prova, tanto assim que trancou, de ofício, a ação penal, quando o próprio Tribunal já houvera confirmado a sentença de pronúncia. Portanto, há justa causa para esta ação penal, conforme afirmado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao confirmar a sentença de pronúncia; ora, se há justa causa para ação penal, tanto que o Tribunal confirmou a pronúncia, há elementos para as duas pessoas, Sandoval Resende da Silva e Francisco Martins Pereira serem submetidas ao Júri popular, como o foram - e o Júri popular chegou a um veredicto em harmonia com o acórdão que confirmou a pronúncia, a meu ver. 8. Por isso, sustento que outra solução que faria maior justiça à soberania do Tribunal do Júri seria manter a condenação por ele exarada, já que a condenação se deu na seqüência de um acórdão que confirmou a pronúncia; não consigo entender 22 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Desembargadores do Tribunal de Justiça manterem a sentença de pronúncia, mandando o réu a julgamento, como é da lei penal, e depois eles mesmos digam que não há justa causa para a mesma ação penal; isso me soa contraditório e inaceitável, do ponto de vista jurídico. 5. Penso, com a máxima vênia do eminente Ministro Relator, que ao se afastar a possibilidade, de maneira processualmente correta, de habeas corpus de ofício, também se afastou, neste caso, a higidez jurídica do acórdão. 6. Não é possível, com todo o respeito e vênia ainda maior, se afastar a possibilidade de se conceder habeas corpus de ofício e, no mesmo azo, se manter a decisão de reforma do julgamento no Tribunal do Júri. 7. O julgamento do Tribunal do Júri foi visto pelo Tribunal de Justiça como descalçado de qualquer prova, tanto assim que trancou, de ofício, a ação penal, quando o próprio Tribunal já houvera confirmado a sentença de pronúncia. Portanto, há justa causa para esta ação penal, conforme afirmado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ao confirmar a sentença de pronúncia; ora, se há justa causa para ação penal, tanto que o Tribunal confirmou a pronúncia, há elementos para as duas pessoas, Sandoval Resende da Silva e Francisco Martins Pereira serem submetidas ao Júri popular, como o foram - e o Júri popular chegou a um veredicto em harmonia com o acórdão que confirmou a pronúncia, a meu ver. 8. Por isso, sustento que outra solução que faria maior justiça à soberania do Tribunal do Júri seria manter a condenação por ele exarada, já que a condenação se deu na seqüência de um acórdão que confirmou a pronúncia; não consigo entender 22 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 64 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT porque o Tribunal de Justiça, em seguida, muda completamente de visão que teve do processo, ou muda completamente de avaliação, ou seja, passa a dizer que a decisão do Tribunal do Júri foi contrária à prova dos autos e que não há nem justa causa para a ação penal, concedendo o seu trancamento de ofício. 9. Assim é que penso que essa situação, com a devida vênia do mestre Ministro Felix Fischer, comporta outra solução, que é a que proponho: tornar-se o acórdão do Tribunal de Justiça simplesmente insubsistente e manter-se a decisão soberana do Tribunal do Júri, com fundamento e com apoio no próprio pronunciamento do Tribunal de Justiça, confirmatório da pronúncia, quando a Corte Matogrossense disse que havia justa causa para a ação penal. Disse-o ao confirmar a sentença de pronúncia. 10. Depois, o Tribunal do Júri decidiu soberanamente, certo ou errado, não sabemos, nem comporta examinar aqui. Mas acredito que a sentença do Tribunal do Júri deve ser mantida nesse contexto, porque este Tribunal Superior não poderia desconstituí-la; ainda mais porque a decisão do Tribunal de Justiça vem lastreada no raciocínio de não haver razão para o processo penal. E como houve razão para a pronúncia? Isso, a meu ver, é deveras inverossímil e contraditório. (...) Portanto, concordo inteiramente com o eminente Ministro Relator ao dizer que o Tribunal não poderia conceder a ordem de habeas corpus de ofício, e me parece claro que não poderia mesmo fazê-lo. Vou além, e creio que o Tribunal de Justiça não poderia dizer que não há justa causa, inclusive porque ele próprio houvera dito antes que havia justa causa. Se havia justa causa, como há, dita pelo 23 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT porque o Tribunal de Justiça, em seguida, muda completamente de visão que teve do processo, ou muda completamente de avaliação, ou seja, passa a dizer que a decisão do Tribunal do Júri foi contrária à prova dos autos e que não há nem justa causa para a ação penal, concedendo o seu trancamento de ofício. 9. Assim é que penso que essa situação, com a devida vênia do mestre Ministro Felix Fischer, comporta outra solução, que é a que proponho: tornar-se o acórdão do Tribunal de Justiça simplesmente insubsistente e manter-se a decisão soberana do Tribunal do Júri, com fundamento e com apoio no próprio pronunciamento do Tribunal de Justiça, confirmatório da pronúncia, quando a Corte Matogrossense disse que havia justa causa para a ação penal. Disse-o ao confirmar a sentença de pronúncia. 10. Depois, o Tribunal do Júri decidiu soberanamente, certo ou errado, não sabemos, nem comporta examinar aqui. Mas acredito que a sentença do Tribunal do Júri deve ser mantida nesse contexto, porque este Tribunal Superior não poderia desconstituí-la; ainda mais porque a decisão do Tribunal de Justiça vem lastreada no raciocínio de não haver razão para o processo penal. E como houve razão para a pronúncia? Isso, a meu ver, é deveras inverossímil e contraditório. (...) Portanto, concordo inteiramente com o eminente Ministro Relator ao dizer que o Tribunal não poderia conceder a ordem de habeas corpus de ofício, e me parece claro que não poderia mesmo fazê-lo. Vou além, e creio que o Tribunal de Justiça não poderia dizer que não há justa causa, inclusive porque ele próprio houvera dito antes que havia justa causa. Se havia justa causa, como há, dita pelo 23 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 65 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Tribunal ao confirmar a pronúncia, o Tribunal do Júri poderia escolher qualquer das versões. 11.É claro, como bem lembrou o eminente Ministro Relator, que não se trata de um julgamento arbitrário, no qual o Tribunal do Júri entende o que quiser e ninguém pode reformar tal entendimento. Evidentemente, a esse absurdo ninguém dá abono, mas das teses debatidas, qual teria sido a quantidade de colaboração que cada um deu para a empreitada criminosa, etc., nisso penso que o Tribunal do Júri é soberano – fls. 1233-1237, sem grifo no original. 22. Isso posto, acolhido o agravo regimental, opino pelo provimento do recurso extraordinário". 12. Adoto como razão de decidir os fundamentos expendidos pelo Ministério Público Federal. Não conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, §1...], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [Código de Processo Civil, artigo 557, §1...-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX]. Publique-se. Brasília, 15 de dezembro de 2009. Entretanto, após os inúmeros e sucessivos recursos, bem como do trânsito em julgado do Recurso Extraordinário 594.104/MT, a defesa ingressou com um pedido de Revisão Criminal (n. 1004478-61.2017.8.11.0000), que foi julgado procedente pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas, do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, para absolver Francisco Martins Pereira (Sd Pereira), ao argumento de que a decisão dos jurados teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. Trago, por oportuno, um trecho do voto do Revisor, Des. PAULO DA CUNHA, acompanhado pela maioria, onde é possível perceber que as suas razões de decidir colidiram com as razões de decidir desta CORTE quando do julgamento do Recurso Extraordinário 591.104/MT, a saber: 24 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Tribunal ao confirmar a pronúncia, o Tribunal do Júri poderia escolher qualquer das versões. 11.É claro, como bem lembrou o eminente Ministro Relator, que não se trata de um julgamento arbitrário, no qual o Tribunal do Júri entende o que quiser e ninguém pode reformar tal entendimento. Evidentemente, a esse absurdo ninguém dá abono, mas das teses debatidas, qual teria sido a quantidade de colaboração que cada um deu para a empreitada criminosa, etc., nisso penso que o Tribunal do Júri é soberano – fls. 1233-1237, sem grifo no original. 22. Isso posto, acolhido o agravo regimental, opino pelo provimento do recurso extraordinário". 12. Adoto como razão de decidir os fundamentos expendidos pelo Ministério Público Federal. Não conheço do recurso interposto à folha 1.004 [RISTF, artigo 21, §1...], dou provimento ao recurso acostado à folha 1.120 para restaurar a validade da decisão emanada do Tribunal do Júri [Código de Processo Civil, artigo 557, §1...-A] e julgo prejudicado o recurso de folha 1.242 [RISTF, artigo 21, IX]. Publique-se. Brasília, 15 de dezembro de 2009. Entretanto, após os inúmeros e sucessivos recursos, bem como do trânsito em julgado do Recurso Extraordinário 594.104/MT, a defesa ingressou com um pedido de Revisão Criminal (n. 1004478-61.2017.8.11.0000), que foi julgado procedente pela Turma de Câmaras Criminais Reunidas, do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, para absolver Francisco Martins Pereira (Sd Pereira), ao argumento de que a decisão dos jurados teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. Trago, por oportuno, um trecho do voto do Revisor, Des. PAULO DA CUNHA, acompanhado pela maioria, onde é possível perceber que as suas razões de decidir colidiram com as razões de decidir desta CORTE quando do julgamento do Recurso Extraordinário 591.104/MT, a saber: 24 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 66 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Não olvido, caríssimos Colegas, que o acórdão proferido pela Segunda Câmara Criminal foi reformado pelo Supremo Tribunal Federal. Todavia, exorto-os a flagrarem que a reforma do julgado deste Tribunal de Justiça não se deu porque a condenação foi correta. Mas sim, porque o Pretório Excelso – debatendo apenas os limites da competência reformadora dos tribunais locais perante a soberania da decisão do Tribunal do Júri – entendeu que, em sede de recurso, o tribunal só pode reformar a decisão do Júri, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova. Ora Excelências! Na espécie, e respeitando-se a decisão do Supremo Tribunal Federal (ainda que com ela não se concorde), se é verdade que este Tribunal de Justiça não podia, no julgamento do Recurso de Apelação Criminal n 3374/06 ter reformado a condenação imposta pelo Júri a FRANCISCO MARTINS PEREIRA, malgrado tenha sido embasada no depoimento de uma única testemunha, só ouvida na fase policial, e em dissonância com os depoimentos de outras testemunhas, não é menos verdade que, transitada em julgado a condenação, o condenado possa utilizar-se da presente revisão criminal para impugnar a decisão do Júri, bem assim que este Tribunal de Justiça possa revisitar toda a prova produzida e, ainda, analisar eventuais provas novas trazidas nessa ação autônoma de impugnação. Em suma, se o Tribunal de Justiça não podia ter – em sede de apelo - reconhecido que a condenação proferida pelo Tribunal do Júri havia sido manifestamente contrária às provas dos autos, sob pena de violar o sistema da íntima convicção e a garantia constitucional da soberania dos veredictos; nada obsta que, agora – em sede de revisão criminal – reconheça que, tecnicamente, não havia nos autos provas para a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA, pois, não o fazendo, este Sodalício estará permitindo que um erro flagrante de avaliação das provas pelo Conselho de Sentença leve à prisão pessoa sobre quem não se pode formar tecnicamente um juízo de culpa, em manifesta e flagrante violação aos princípios da 25 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Não olvido, caríssimos Colegas, que o acórdão proferido pela Segunda Câmara Criminal foi reformado pelo Supremo Tribunal Federal. Todavia, exorto-os a flagrarem que a reforma do julgado deste Tribunal de Justiça não se deu porque a condenação foi correta. Mas sim, porque o Pretório Excelso – debatendo apenas os limites da competência reformadora dos tribunais locais perante a soberania da decisão do Tribunal do Júri – entendeu que, em sede de recurso, o tribunal só pode reformar a decisão do Júri, quando não há menores elementos nos autos, não há prova alguma, apoio algum na prova. Ora Excelências! Na espécie, e respeitando-se a decisão do Supremo Tribunal Federal (ainda que com ela não se concorde), se é verdade que este Tribunal de Justiça não podia, no julgamento do Recurso de Apelação Criminal n 3374/06 ter reformado a condenação imposta pelo Júri a FRANCISCO MARTINS PEREIRA, malgrado tenha sido embasada no depoimento de uma única testemunha, só ouvida na fase policial, e em dissonância com os depoimentos de outras testemunhas, não é menos verdade que, transitada em julgado a condenação, o condenado possa utilizar-se da presente revisão criminal para impugnar a decisão do Júri, bem assim que este Tribunal de Justiça possa revisitar toda a prova produzida e, ainda, analisar eventuais provas novas trazidas nessa ação autônoma de impugnação. Em suma, se o Tribunal de Justiça não podia ter – em sede de apelo - reconhecido que a condenação proferida pelo Tribunal do Júri havia sido manifestamente contrária às provas dos autos, sob pena de violar o sistema da íntima convicção e a garantia constitucional da soberania dos veredictos; nada obsta que, agora – em sede de revisão criminal – reconheça que, tecnicamente, não havia nos autos provas para a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA, pois, não o fazendo, este Sodalício estará permitindo que um erro flagrante de avaliação das provas pelo Conselho de Sentença leve à prisão pessoa sobre quem não se pode formar tecnicamente um juízo de culpa, em manifesta e flagrante violação aos princípios da 25 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 67 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT liberdade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. Para que não sejam vulnerados princípios constitucionais relevantes por eventual erro judiciário cometido pelo Conselho de Sentença é que o Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado seu posicionamento pela admissibilidade de revisão criminal contra decisão proferida pelos jurados, reconhecendo não ser absoluto o princípio da soberania dos veredictos. [...] Como salientou o então Desembargador MANOEL ORNELLAS, em voto acima transcrito, no caso concreto, a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA baseou-se exclusivamente no controvertido testemunho de José Paes de Barros (já falecido), colhido apenas durante a fase do inquérito policial e em dissonância com outros elementos de provas produzidos durante a instrução processual da ação penal. Tal situação peculiar é de extrema relevância para o deslinde da presente revisão criminal. Cediço que a ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa, ou, quanto "ao texto expresso da lei penal" à matéria de fato, o desprezo "à evidência dos autos". E, como bem pontuado pelo Ministro CARLOS AYRES BRITTO, quando do julgamento do HC 92435, a revisão criminal é uma ação excepcional porque "afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais". Portanto, eminentes Colegas, o que se está aqui a exigir deste Colegiado – agora em sede de revisão criminal – é definir se a decisão do Tribunal do Júri foi justa. Vale dizer, se a decisão que condenou FERNANDO MARTINS PEREIRA não foi contrária à evidência dos autos. Não tenho dificuldade em afirmar que a condenação foi contrária à evidência dos autos e, por isso, está-se diante de 26 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT liberdade, da justiça e da dignidade da pessoa humana. Para que não sejam vulnerados princípios constitucionais relevantes por eventual erro judiciário cometido pelo Conselho de Sentença é que o Superior Tribunal de Justiça tem reafirmado seu posicionamento pela admissibilidade de revisão criminal contra decisão proferida pelos jurados, reconhecendo não ser absoluto o princípio da soberania dos veredictos. [...] Como salientou o então Desembargador MANOEL ORNELLAS, em voto acima transcrito, no caso concreto, a condenação de FRANCISCO MARTINS PEREIRA baseou-se exclusivamente no controvertido testemunho de José Paes de Barros (já falecido), colhido apenas durante a fase do inquérito policial e em dissonância com outros elementos de provas produzidos durante a instrução processual da ação penal. Tal situação peculiar é de extrema relevância para o deslinde da presente revisão criminal. Cediço que a ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa, ou, quanto "ao texto expresso da lei penal" à matéria de fato, o desprezo "à evidência dos autos". E, como bem pontuado pelo Ministro CARLOS AYRES BRITTO, quando do julgamento do HC 92435, a revisão criminal é uma ação excepcional porque "afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais". Portanto, eminentes Colegas, o que se está aqui a exigir deste Colegiado – agora em sede de revisão criminal – é definir se a decisão do Tribunal do Júri foi justa. Vale dizer, se a decisão que condenou FERNANDO MARTINS PEREIRA não foi contrária à evidência dos autos. Não tenho dificuldade em afirmar que a condenação foi contrária à evidência dos autos e, por isso, está-se diante de 26 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 68 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT hipótese em que a lei autoriza a revisão criminal da coisa julgada. Em verdade Excelências tenho que a questão é ainda mais grave. Não só não havia nenhum elemento idôneo para afirmar que Francisco Martins Pereira, juntamente com Sandoval, segurou a vítima para que "Zé Guia" pudesse contra esta desferir os tiros, como sequer havia elementos para o oferecimento da denúncia-crime. Consigno que o Ministério Público, nas alegações finais da Ação Penal n 104/99 (fls. 344-347), no que tange à autoria, consignou que a "concorrência do denunciado Sandoval Resende da Silva está devidamente comprovada nos autos, principalmente pelo depoimento da testemunha presencial Salvador Paes de Barros (fl. 187), que, de forma verossímil declarou ter visto o acusado segurando a vítima pelos braços enquanto "Zé Guia" desferia os disparos...". Todavia, nenhuma testemunha ousou dizer que Sandoval segurou a vítima pelos braços. O que as testemunhas são unânimes em afirmar é que havia uma confusão em torno da vítima Valdivino – que estava armado, empunhou o revólver e foi persuadido por Sandoval a guardar a arma quando discutia com Francisco Martins Pereira, ora autor da presente revisão criminal. É provável que naquele puxa-puxa, Sandoval tenha pego a vítima pelo braço. Contudo, daí dizer que ele segurou a vítima para que "Zé Guia" atirasse, há uma imensa distância. Como já disse em outra oportunidade, somente mente fértil e descompromissada com a verdade e com a Justiça é que poderia fazer tal afirmação. O Promotor de Justiça não parou por aí Excelências. Foi mais longe. Com relação ao condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA, ora Autor da revisão criminal, afirmou às fls. 345: "... existem diversos relatos no sentido de que teria aderido à vontade criminosa de "Zé Guia", o que o motivou, inclusive, a não efetuar a prisão do mencionado co-réu, tornado incontroversa sua conivência delituosa, principalmente se considerarmos sua profissão de policial militar, o que o obrigava a não só impedir o crime, mas 27 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT hipótese em que a lei autoriza a revisão criminal da coisa julgada. Em verdade Excelências tenho que a questão é ainda mais grave. Não só não havia nenhum elemento idôneo para afirmar que Francisco Martins Pereira, juntamente com Sandoval, segurou a vítima para que "Zé Guia" pudesse contra esta desferir os tiros, como sequer havia elementos para o oferecimento da denúncia-crime. Consigno que o Ministério Público, nas alegações finais da Ação Penal n 104/99 (fls. 344-347), no que tange à autoria, consignou que a "concorrência do denunciado Sandoval Resende da Silva está devidamente comprovada nos autos, principalmente pelo depoimento da testemunha presencial Salvador Paes de Barros (fl. 187), que, de forma verossímil declarou ter visto o acusado segurando a vítima pelos braços enquanto "Zé Guia" desferia os disparos...". Todavia, nenhuma testemunha ousou dizer que Sandoval segurou a vítima pelos braços. O que as testemunhas são unânimes em afirmar é que havia uma confusão em torno da vítima Valdivino – que estava armado, empunhou o revólver e foi persuadido por Sandoval a guardar a arma quando discutia com Francisco Martins Pereira, ora autor da presente revisão criminal. É provável que naquele puxa-puxa, Sandoval tenha pego a vítima pelo braço. Contudo, daí dizer que ele segurou a vítima para que "Zé Guia" atirasse, há uma imensa distância. Como já disse em outra oportunidade, somente mente fértil e descompromissada com a verdade e com a Justiça é que poderia fazer tal afirmação. O Promotor de Justiça não parou por aí Excelências. Foi mais longe. Com relação ao condenado FRANCISCO MARTINS PEREIRA, ora Autor da revisão criminal, afirmou às fls. 345: "... existem diversos relatos no sentido de que teria aderido à vontade criminosa de "Zé Guia", o que o motivou, inclusive, a não efetuar a prisão do mencionado co-réu, tornado incontroversa sua conivência delituosa, principalmente se considerarmos sua profissão de policial militar, o que o obrigava a não só impedir o crime, mas 27 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 69 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT também a deter o homicida...". Caros colegas, o Promotor de Justiça que atuou na ação penal quis transformar um possível crime de prevaricação em coautoria de um homicídio. O despautério Ministerial não parou por aí; chegou de dizer que a conivência delituosa do réu Francisco era incontroversa por ser ele um policial militar. Jogou toda a teoria do delito na lata do lixo. E o Tribunal de Júri acreditou na esparrela. O ilustre Promotor de Justiça ao afirmar que a conivência do réu Francisco era incontroversa por ser ele um Policial Militar, mostrou-se ser adepto da posição de um direito penal do autor. Isto é, Francisco está sendo reprovado não pelo que fez (direito penal de ato), e sim pelo que é (Policial Militar). A seguir a linha de raciocínio do membro do, sempre puniremos Parquet o homem não pelo seu agir, mas pelo seu modo de ser. Às fls. 346 da ação penal, o ilustre Promotor complementa a sua peroração, dizendo: "Complementando a manifestação, depreende-se dos autos que os acusados teriam sido os causadores da acirrada discussão, sendo responsáveis diretos pelo homicídio em pauta". Ora, para haver participação é indispensável que haja vontade, dolo, de colaborar com o fato típico. Não se pode pensar em participação negligente em delito doloso. [...] Nesse passo, se Vossas Excelências lerem os autos - como fiz em duas oportunidades (quando do julgamento do apelo e, agora, por ocasião da revisão criminal) – chegarão à conclusão diametralmente oposta a que chegou o Ministério Público: A vítima foi até o local, com ou sem razão, armado, para tirar satisfação em razão dos fogos que estavam incomodando. Sandoval, todas as testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, afirmam que procurou por todos os meios apaziguar a vítima, quando, de inopino, chegou ao local "Zé Guia", travando um áspero diálogo com a vítima e atirando nela, diante da sua investida. Em relação ao corréu FRANCISCO MARTINS PEREIRA, Autor da presente revisão criminal, um 28 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT também a deter o homicida...". Caros colegas, o Promotor de Justiça que atuou na ação penal quis transformar um possível crime de prevaricação em coautoria de um homicídio. O despautério Ministerial não parou por aí; chegou de dizer que a conivência delituosa do réu Francisco era incontroversa por ser ele um policial militar. Jogou toda a teoria do delito na lata do lixo. E o Tribunal de Júri acreditou na esparrela. O ilustre Promotor de Justiça ao afirmar que a conivência do réu Francisco era incontroversa por ser ele um Policial Militar, mostrou-se ser adepto da posição de um direito penal do autor. Isto é, Francisco está sendo reprovado não pelo que fez (direito penal de ato), e sim pelo que é (Policial Militar). A seguir a linha de raciocínio do membro do, sempre puniremos Parquet o homem não pelo seu agir, mas pelo seu modo de ser. Às fls. 346 da ação penal, o ilustre Promotor complementa a sua peroração, dizendo: "Complementando a manifestação, depreende-se dos autos que os acusados teriam sido os causadores da acirrada discussão, sendo responsáveis diretos pelo homicídio em pauta". Ora, para haver participação é indispensável que haja vontade, dolo, de colaborar com o fato típico. Não se pode pensar em participação negligente em delito doloso. [...] Nesse passo, se Vossas Excelências lerem os autos - como fiz em duas oportunidades (quando do julgamento do apelo e, agora, por ocasião da revisão criminal) – chegarão à conclusão diametralmente oposta a que chegou o Ministério Público: A vítima foi até o local, com ou sem razão, armado, para tirar satisfação em razão dos fogos que estavam incomodando. Sandoval, todas as testemunhas, inclusive as arroladas pela acusação, afirmam que procurou por todos os meios apaziguar a vítima, quando, de inopino, chegou ao local "Zé Guia", travando um áspero diálogo com a vítima e atirando nela, diante da sua investida. Em relação ao corréu FRANCISCO MARTINS PEREIRA, Autor da presente revisão criminal, um 28 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 70 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT depoimento em contradição com as demais provas insinua que no momento dos disparos ele também segurava a vítima, sem sequer afirmar o animus de tal conduta. Pergunta-se: onde estão a consciência e o querer dos corréus na prática delituosa de "Zé Guia"? Se tomarmos esse caso por modelo, todas as discussões em que a Polícia não conseguir apaziguar a partes, ocorrendo qualquer crime, será responsável. Aliás, Sandoval na denúncia apresentada contra José Resende da Silva ("Zé Guia") foi tido como vítima de lesões corporais, por que um tiro disparado lhe acertou. "Zé Guia" só não foi condenado pelo crime de lesões porque este foi alcançado pela prescrição. Caso contrário, chegar-se-ia a uma situação esdrúxula, a mesma pessoa ser vítima e réu por um mesmo episódio. Repito colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que 'Zé guia' pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. Portanto a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. Em conclusão, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar parcialmente procedente a Revisão Criminal, afrontou o decidido por esta CORTE no Recurso Extraordinário 594.104/MT, além de ter violado o princípio constitucional da soberania dos vereditos. A propósito, trago um trecho da decisão monocrática ora combatida (Rcl 29.621/MT, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 05/02/2019), que bem analisou a questão posta: DA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO Recurso Extraordinário 594.104/MT O Tribunal de origem, no exame da revisão criminal n 1004478-61.2017.8.11.0000, pontuou que "a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o 29 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT depoimento em contradição com as demais provas insinua que no momento dos disparos ele também segurava a vítima, sem sequer afirmar o animus de tal conduta. Pergunta-se: onde estão a consciência e o querer dos corréus na prática delituosa de "Zé Guia"? Se tomarmos esse caso por modelo, todas as discussões em que a Polícia não conseguir apaziguar a partes, ocorrendo qualquer crime, será responsável. Aliás, Sandoval na denúncia apresentada contra José Resende da Silva ("Zé Guia") foi tido como vítima de lesões corporais, por que um tiro disparado lhe acertou. "Zé Guia" só não foi condenado pelo crime de lesões porque este foi alcançado pela prescrição. Caso contrário, chegar-se-ia a uma situação esdrúxula, a mesma pessoa ser vítima e réu por um mesmo episódio. Repito colegas, não há nenhum elemento idôneo para afirmar que FRANCISCO MARTINS PEREIRA, juntamente com o corréu Sandoval, seguravam a vítima para que 'Zé guia' pudesse desferir os tiros contra ela. A condenação de ambos contraria expressamente a prova dos autos. Aliás, não havia nem porque denunciá-los. Portanto a contrariedade à evidência dos autos é flagrante na espécie, impondo a revisão criminal, uma vez que a análise do conjunto probatório evidencia estar provado que o réu não concorreu para a infração penal. Em conclusão, o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, ao julgar parcialmente procedente a Revisão Criminal, afrontou o decidido por esta CORTE no Recurso Extraordinário 594.104/MT, além de ter violado o princípio constitucional da soberania dos vereditos. A propósito, trago um trecho da decisão monocrática ora combatida (Rcl 29.621/MT, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 05/02/2019), que bem analisou a questão posta: DA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NO Recurso Extraordinário 594.104/MT O Tribunal de origem, no exame da revisão criminal n 1004478-61.2017.8.11.0000, pontuou que "a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia-crime contra o 29 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 71 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)". A propósito, colaciono a ementa do julgado, in verbis: "REVISÃO CRIMINAL – CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO – REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL – REJEIÇÃO – 2) PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA – REJEIÇÃO – NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO – TEORIA DA ASSERÇÃO – 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ – REJEIÇÃO – POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO – MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO – PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI – 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA – REJEIÇÃO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS 30 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)". A propósito, colaciono a ementa do julgado, in verbis: "REVISÃO CRIMINAL – CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO – REVISIONAL FUNDAMENTADA NO ARTIGO 621, INCISOS I E III, DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL – 1) PRELIMINAR EX OFFICIO DE INCOMPETÊNCIA DO TRIBUNAL LOCAL PARA PROCESSAR E JULGAR A REVISIONAL – REJEIÇÃO – 2) PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO ARGUIDA PELA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA – REJEIÇÃO – NULIDADES QUE PODEM CONSTITUIR TESES DA REVISIONAL E REQUISITOS DA INICIAL QUE DEVEM SER ANALISADOS IN ABSTRATO – TEORIA DA ASSERÇÃO – 3) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESLOCAMENTO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA COMARCA DE JACIARA/MT PARA A COMARCA DE JUSCIMEIRA/MT, VIOLANDO A PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO DAQUELE E O PRINCÍPIO DA IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ – REJEIÇÃO – POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA COMPETÊNCIA TERRITORIAL DE PROCESSOS JÁ EM CURSO QUANDO AINDA NÃO ENCERRADA A INSTRUÇÃO E ANCORADA NA CRIAÇÃO DE NOVA VARA QUE NOS TERMOS DA LEI PROCESSUAL POSSA CONFIGURAR COMO O LUGAR DA INFRAÇÃO – MATÉRIA SUSCITADA APENAS NESTE ÂMBITO – PRECLUSÃO COM CONSEQUENTE PRORROGATIO FORI – 4) PRELIMINAR DE NULIDADE DA NOVA DENÚNCIA POR OFENSA À COISA JULGADA – REJEIÇÃO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE AO CONFIRMAR A DECISÃO DE PRONÚNCIA ATESTOU A PRESENÇA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL E SEQUER PODERIA, A POSTERIORI, CONCEDER CONTRA ELE MESMO, ORDEM DE HABEAS CORPUS 30 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 72 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT EX OFFICIO – 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO – REJEIÇÃO – REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE – PRECLUSÃO – DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO – 6) MÉRITO – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA A EVIDÊNCIA DOS AUTOS – RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JURI – REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS E ERROS JUDICIÁRIOS – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local 31 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT EX OFFICIO – 5) PRELIMINAR DE NULIDADE DO DESAFORAMENTO – REJEIÇÃO – REVISIONANDO QUE NÃO SE OPÔS OPORTUNAMENTE AO DESAFORAMENTO, AO REVÉS, COMPARECEU AO JULGAMENTO PARA SER INTERROGADO E NÃO ALEGOU QUALQUER NULIDADE – PRECLUSÃO – DEMONSTRAÇÃO EFETIVA DE QUE OS RÉUS ERAM PESSOAS INFLUENTES NA COMARCA EM QUE TRAMITOU A AÇÃO PENAL QUANDO DO JULGAMENTO DO DESAFORAMENTO – 6) MÉRITO – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO - CONDENAÇÃO CONTRÁRIA A EVIDÊNCIA DOS AUTOS – RELATIVIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JURI – REVISÃO CRIMINAL COMO GARANTIA CONSTITUCIONAL IMPLÍCITA PARA EVITAR A PERPETUAÇÃO DE INJUSTIÇAS E ERROS JUDICIÁRIOS – PROCEDÊNCIA DA REVISIONAL E IMEDIATA ABSOLVIÇÃO DO REVISIONANDO POR ESTAR COMPROVADO QUE NÃO CONCORREU PARA A INFRAÇÃO PENAL. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa ao texto expresso da lei penal, ou, quanto à matéria de fato, o desprezo à evidência dos autos. Nesse passo, a revisão criminal é uma ação excepcional porque afasta a intangibilidade da coisa julgada, em favor da justiça material das decisões judiciais. O fato de o Supremo Tribunal Federal, no julgamento de recurso interposto nos autos da ação penal, ter restaurado a validade da condenação emanada do Tribunal de Júri, sob o argumento de que o tribunal local 31 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 73 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT não podia – em sede de apelação criminal – anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver – totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça – em sede de revisão criminal – reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5..., XXXVIII, "d", da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena – exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia- crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)." Neste ponto, impõe-se o cotejo entre o que restou decidido no Recurso Extraordinário n 594.104/MT e na revisão criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000. No recurso extraordinário, esta Suprema Corte reconheceu a conduta irregular da Corte estadual "ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados" e, assim, afrontar, "a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988)". No bojo da ação revisional, restou novamente assentado, na própria ementa do julgado, a suposta contrariedade da condenação proferida pelo Tribunal do Júri com a prova dos autos, fundamento este que já havia sido conjurado pelo Supremo Tribunal Federal, 32 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT não podia – em sede de apelação criminal – anular o julgamento do Conselho de Sentença quando a condenação não estiver – totalmente - dissociada das provas dos autos, sendo uma das versões extraíveis do conjunto probatório, não impede que o Tribunal de Justiça – em sede de revisão criminal – reconheça que a condenação foi um manifesto e infeliz erro judiciário, pois contrária à prova dos autos (CPP, art. 621, inc. I). Cediço nos tribunais superiores que, conquanto seja do Tribunal do Júri a competência para julgar os crimes dolosos contra a vida (art. 5..., XXXVIII, "d", da Constituição Federal), admite-se a revisão criminal para absolver, desqualificar, desclassificar, anular o julgamento e alterar a pena – exatamente porque a revisão criminal é uma garantia constitucional implícita para que se evite a perpetuação de injustiças e erros judiciários. Caso concreto em que a falta de elementos não deveria ter autorizado nem o oferecimento de denúncia- crime contra o revisionando, a impor não só a procedência da revisão criminal, mas também a imediata absolvição, por estar comprovado que não concorreu para a infração penal (CPP, art. 386, inc. VI)." Neste ponto, impõe-se o cotejo entre o que restou decidido no Recurso Extraordinário n 594.104/MT e na revisão criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000. No recurso extraordinário, esta Suprema Corte reconheceu a conduta irregular da Corte estadual "ao esquecer a advertência do Nelson Hungria (o júri pode decidir na dúvida) e afastar o depoimento da testemunha ocular, validamente colhido sob o contraditório, o tribunal local, imiscuindo-se na esfera reservada à convicção dos jurados" e, assim, afrontar, "a garantia constitucional da soberania dos veredictos (art. 5..., XXXVIII, 'c', Constituição Federal de 1988)". No bojo da ação revisional, restou novamente assentado, na própria ementa do julgado, a suposta contrariedade da condenação proferida pelo Tribunal do Júri com a prova dos autos, fundamento este que já havia sido conjurado pelo Supremo Tribunal Federal, 32 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 74 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT por violar o princípio fundamental da soberania dos veredictos, insculpido no art. 5..., XXXVIII, da CRFB/1988. [...] Portanto, conclui-se que na revisão criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000, o Tribunal prolator do ato reclamado desconsiderou prova testemunhal – ainda que isolada - para inocentar o réu, matéria que já havia sido decidida no Recurso Extraordinário n 594.104/MT. A propósito, o direito objetivo limita o órgão competente para o julgamento da revisão dos processos findos, somente autorizando a revisão dos julgados nas hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal. Por oportuno transcrevo o dispositivo integralmente abaixo, in litteris: "Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena." Verifico, ademais, que a Revisão Criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000 tinha, como causa de pedir, o art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por "suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)". A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na "contrariedade à evidência dos autos", reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora, anteriormente, conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 33 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT por violar o princípio fundamental da soberania dos veredictos, insculpido no art. 5..., XXXVIII, da CRFB/1988. [...] Portanto, conclui-se que na revisão criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000, o Tribunal prolator do ato reclamado desconsiderou prova testemunhal – ainda que isolada - para inocentar o réu, matéria que já havia sido decidida no Recurso Extraordinário n 594.104/MT. A propósito, o direito objetivo limita o órgão competente para o julgamento da revisão dos processos findos, somente autorizando a revisão dos julgados nas hipóteses do art. 621 do Código de Processo Penal. Por oportuno transcrevo o dispositivo integralmente abaixo, in litteris: "Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena." Verifico, ademais, que a Revisão Criminal n 1004478- 61.2017.8.11.0000 tinha, como causa de pedir, o art. 621, I e III, do Código de Processo Penal, por "suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade ao texto expresso da lei penal (inc. I, primeira parte); em suposta prolação da sentença condenatória em contrariedade à evidência dos autos (inc. I, segunda parte); e no fato de, após a prolação da sentença condenatória, se descobrirem novas provas de inocência do condenado (inc. III, primeira parte)". A conclusão do acórdão reclamado, porém, assentou-se unicamente na "contrariedade à evidência dos autos", reproduzindo a conclusão proferida em sede de Apelação e que fora, anteriormente, conjurada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 33 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 75 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5..., XXXVIII, c, da CRFB/1988. Consectariamente, diante da manifesta a desobediência ao que decidido por esta Corte, a Reclamação deve ser julgada parcialmente procedente, por ter, novamente, reformado a condenação proferida pelo Tribunal do Júri, ao fundamento de contrariedade à evidência dos autos, em contrariedade à decisão proferida no Recurso Extraordinário 594.104/MT. Por fim, como lembrado pelo Relator, Min. LUIZ FUX, não se pode perder de vista que esta SUPREMA CORTE já decidiu, por mais de uma vez, que a via revisional não atua como ferramenta processual destinada a propiciar um novo julgamento, como se instrumento fosse de veiculação de pretensão recursal. Nesse sentido: ANTECIPAÇÃO DE TUTELA – REVISÃO CRIMINAL – DOSIMETRIA DA PENA – IMPROCEDÊNCIA. 1. A revisão criminal não se presta a propiciar tão somente um novo julgamento, como se instrumento fosse de veiculação de pretensão recursal em que se repisa teses já vencidas no julgamento que se busca rescindir. 2. Quando calcada na inobservância da evidência dos autos, a revisão criminal pressupõe total dissociação entre a resposta jurisdicional e o acervo probatório, não se afigurando cabível na hipótese em que a condenação encontra-se lastreada minimamente nas provas colhidas. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não agasalha posicionamentos voltados a identificar relação matemática entre o número de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal e um percentual de aumento a ser aplicado sobre o mínimo da pena para cada uma delas, quando da fixação da pena base. (TPA 5/AM, Rel. Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, j. 08/11/2018, DJe de 21/03/2019); REVISÃO CRIMINAL. ALEGAÇÕES DE OFENSA À LEI 34 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT 594.104/MT, por violação do princípio da soberania dos veredictos, consagrada no art. 5..., XXXVIII, c, da CRFB/1988. Consectariamente, diante da manifesta a desobediência ao que decidido por esta Corte, a Reclamação deve ser julgada parcialmente procedente, por ter, novamente, reformado a condenação proferida pelo Tribunal do Júri, ao fundamento de contrariedade à evidência dos autos, em contrariedade à decisão proferida no Recurso Extraordinário 594.104/MT. Por fim, como lembrado pelo Relator, Min. LUIZ FUX, não se pode perder de vista que esta SUPREMA CORTE já decidiu, por mais de uma vez, que a via revisional não atua como ferramenta processual destinada a propiciar um novo julgamento, como se instrumento fosse de veiculação de pretensão recursal. Nesse sentido: ANTECIPAÇÃO DE TUTELA – REVISÃO CRIMINAL – DOSIMETRIA DA PENA – IMPROCEDÊNCIA. 1. A revisão criminal não se presta a propiciar tão somente um novo julgamento, como se instrumento fosse de veiculação de pretensão recursal em que se repisa teses já vencidas no julgamento que se busca rescindir. 2. Quando calcada na inobservância da evidência dos autos, a revisão criminal pressupõe total dissociação entre a resposta jurisdicional e o acervo probatório, não se afigurando cabível na hipótese em que a condenação encontra-se lastreada minimamente nas provas colhidas. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não agasalha posicionamentos voltados a identificar relação matemática entre o número de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal e um percentual de aumento a ser aplicado sobre o mínimo da pena para cada uma delas, quando da fixação da pena base. (TPA 5/AM, Rel. Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, j. 08/11/2018, DJe de 21/03/2019); REVISÃO CRIMINAL. ALEGAÇÕES DE OFENSA À LEI 34 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 76 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT PENAL, ILEGITIMIDADE E INSUFICIÊNCIA DE PROVA PARA O DECRETO CONDENATÓRIO, INCONFORMISMO COM APLICAÇÃO DA PENA. FIXAÇÃO DE VALOR MÍNIMO DA REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DO DELITO (ART. 387, IV, CÓDIGO DE PROCESSO PENAL). PEDIDO ACOLHIDO APENAS EM PARTE. 1. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa "ao texto expresso da lei penal", ou, quanto à matéria de fato, o desprezo "à evidência dos autos". 2. A individualização da pena afasta violação ao princípio da isonomia na hipótese de divergência entre a pena aplicada na instância atraída por prerrogativa do foro e a pena aplicada a corréu em instância diversa. 3. Afasta-se a estipulação de valor mínimo prevista no art. 387, IV, do Código de Processo Penal, sem prejuízo da persecução correspondente em procedimento autônomo, quando fora de dúvida a ausência de contraditório a respeito. 4. Revisão criminal parcialmente procedente. (RvC 5.437/RO, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, j. 17/12/2014, DJe de 18/03/2015); REVISÃO CRIMINAL. - SÓ HÁ DECISÃO CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS QUANDO NÃO SE APOIA ELA EM NENHUMA PROVA EXISTENTE NO PROCESSO, NÃO BASTANDO, POIS, PARA O DEFERIMENTO DA REVISÃO CRIMINAL, QUE OS JULGADORES DESTA CONSIDEREM QUE O CONJUNTO PROBATÓRIO NÃO É CONVINCENTE PARA A CONDENAÇÃO (PRECEDENTES DO S.T.F.). RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. (Recurso Extraordinário 113.269/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Primeira 35 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT PENAL, ILEGITIMIDADE E INSUFICIÊNCIA DE PROVA PARA O DECRETO CONDENATÓRIO, INCONFORMISMO COM APLICAÇÃO DA PENA. FIXAÇÃO DE VALOR MÍNIMO DA REPARAÇÃO DE DANOS DECORRENTES DO DELITO (ART. 387, IV, CÓDIGO DE PROCESSO PENAL). PEDIDO ACOLHIDO APENAS EM PARTE. 1. A ação revisional não é instrumento viável para mera reiteração de teses jurídicas já vencidas na jurisdição ordinária, nem para simples revisão da matéria probatória. A procedência da ação, nas hipóteses indicadas, tem por pressuposto necessário e indispensável, quanto à matéria de direito, a constatação de ofensa "ao texto expresso da lei penal", ou, quanto à matéria de fato, o desprezo "à evidência dos autos". 2. A individualização da pena afasta violação ao princípio da isonomia na hipótese de divergência entre a pena aplicada na instância atraída por prerrogativa do foro e a pena aplicada a corréu em instância diversa. 3. Afasta-se a estipulação de valor mínimo prevista no art. 387, IV, do Código de Processo Penal, sem prejuízo da persecução correspondente em procedimento autônomo, quando fora de dúvida a ausência de contraditório a respeito. 4. Revisão criminal parcialmente procedente. (RvC 5.437/RO, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, j. 17/12/2014, DJe de 18/03/2015); REVISÃO CRIMINAL. - SÓ HÁ DECISÃO CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS QUANDO NÃO SE APOIA ELA EM NENHUMA PROVA EXISTENTE NO PROCESSO, NÃO BASTANDO, POIS, PARA O DEFERIMENTO DA REVISÃO CRIMINAL, QUE OS JULGADORES DESTA CONSIDEREM QUE O CONJUNTO PROBATÓRIO NÃO É CONVINCENTE PARA A CONDENAÇÃO (PRECEDENTES DO S.T.F.). RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONHECIDO E PROVIDO. (Recurso Extraordinário 113.269/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Primeira 35 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 77 de 90 Voto Vista RCL 29621 AGR / MT Turma, j. 12/05/1987, DJe de 07/08/1987); REVISÃO CRIMINAL. NÃO SE PODE DIZER, FACE AO PRINCÍPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO DO JULGADOR, QUE UMA DECISÃO, CUJA CONCLUSÃO TEM APOIO NUM ELEMENTO DE PROVA, CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS. SOMENTE HÁ DECISÃO CONTRÁRIA À EVIDENCIA DOS AUTOS, QUANDO A MESMA NÃO TEM FUNDAMENTO EM NENHUMA PROVA COLHIDA NO PROCESSO. O RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO DE ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE REVISÃO FICA ADSTRITO ÀS NORMAS TÉCNICAS DE CONHECIMENTO DO APELO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL NÃO CONHECIDO POR APLICAÇÃO DAS SUMULAS 279, 282 E 291. (Recurso Extraordinário 87.004/SP, Rel. Min. CORDEIRO GUERRA, Segunda Turma, j. 22/11/1977, DJe de 29-12-1977). Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Regimental, mantendo a decisão monocrática do Relator, Min. LUIZ FUX, na RCL 29.621/MT. É o voto. 36 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Turma, j. 12/05/1987, DJe de 07/08/1987); REVISÃO CRIMINAL. NÃO SE PODE DIZER, FACE AO PRINCÍPIO DO LIVRE CONVENCIMENTO DO JULGADOR, QUE UMA DECISÃO, CUJA CONCLUSÃO TEM APOIO NUM ELEMENTO DE PROVA, CONTRÁRIA À EVIDÊNCIA DOS AUTOS. SOMENTE HÁ DECISÃO CONTRÁRIA À EVIDENCIA DOS AUTOS, QUANDO A MESMA NÃO TEM FUNDAMENTO EM NENHUMA PROVA COLHIDA NO PROCESSO. O RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO DE ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE REVISÃO FICA ADSTRITO ÀS NORMAS TÉCNICAS DE CONHECIMENTO DO APELO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO CRIMINAL NÃO CONHECIDO POR APLICAÇÃO DAS SUMULAS 279, 282 E 291. (Recurso Extraordinário 87.004/SP, Rel. Min. CORDEIRO GUERRA, Segunda Turma, j. 22/11/1977, DJe de 29-12-1977). Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Regimental, mantendo a decisão monocrática do Relator, Min. LUIZ FUX, na RCL 29.621/MT. É o voto. 36 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E70-8FBB-15D9-C408 e senha 3CCC-161B-5D5E-8866 Inteiro Teor do Acórdão - Página 78 de 90 Esclarecimento 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Só para esclarecer, o Supremo realmente analisou essa questão da unicidade da prova testemunhal, validou a condenação e determinou, então, que o Tribunal do Júri refizesse o julgamento, ciente de que aquela prova fora abonada pelo Supremo. Mas havia outros fundamentos. E aí veio o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, descumprindo a decisão do Supremo, julgou e absolveu o réu. Então, a reclamação realmente infirmou manifestamente a decisão do Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinário. Aí, eu neguei seguimento à reclamação. Foi interposto agravo regimental, a que neguei provimento também. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência acolheu o pedido formalizado na reclamação? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, acolhi. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Negou o agravo? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Neguei o agravo. A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Excelência, pela ordem. Excelência me concede a palavra? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não. Para matéria de fato? A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Matéria de fato, dois pontos: primeiro, teve a arguição de preliminar de ilegitimidade de parte, na qual Vossa Excelência adentrou, porém o Ministro Alexandre de Moraes não apreciou esse pedido também da questão da legitimidade de parte, do reclamante; segundo ponto, a questão de fato também que o Ministro Eros Grau, à época, discutiu aqui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Só para esclarecer, o Supremo realmente analisou essa questão da unicidade da prova testemunhal, validou a condenação e determinou, então, que o Tribunal do Júri refizesse o julgamento, ciente de que aquela prova fora abonada pelo Supremo. Mas havia outros fundamentos. E aí veio o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, descumprindo a decisão do Supremo, julgou e absolveu o réu. Então, a reclamação realmente infirmou manifestamente a decisão do Supremo Tribunal Federal em recurso extraordinário. Aí, eu neguei seguimento à reclamação. Foi interposto agravo regimental, a que neguei provimento também. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência acolheu o pedido formalizado na reclamação? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, acolhi. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Negou o agravo? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Neguei o agravo. A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Excelência, pela ordem. Excelência me concede a palavra? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Pois não. Para matéria de fato? A SENHORA FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (ADVOGADA) - Matéria de fato, dois pontos: primeiro, teve a arguição de preliminar de ilegitimidade de parte, na qual Vossa Excelência adentrou, porém o Ministro Alexandre de Moraes não apreciou esse pedido também da questão da legitimidade de parte, do reclamante; segundo ponto, a questão de fato também que o Ministro Eros Grau, à época, discutiu aqui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Inteiro Teor do Acórdão - Página 79 de 90 Esclarecimento RCL 29621 AGR / MT foi a soberania dos veredictos. O Júri é soberano. O que foi discutido na revisão criminal são fatos e provas, o que eu não poderia trazer aqui para o Supremo. O que eu estou devolvendo para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso é a análise de fatos e provas, e não a questão da soberania. O paradigma invocado e a decisão reclamada não têm aderência estrita, porque uma coisa foi julgada aqui, em relação à soberania, e o que foi entendido pelas câmaras criminais reunidas em revisão criminal foi a condenação contrária à prova dos autos. Obrigada, Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, a verdade é que foi uma absolvição afrontosa diante da decisão do Supremo. Aí, então, houve essa reclamação e nós chegamos à conclusão de que o integrante da família teria legitimidade para oferecer a reclamação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Já foi decidida essa matéria? Não, pelo Colegiado ainda não foi decidida essa matéria, alusiva à legitimidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Ah, não é voto-vista! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, não foi. Eu, obviamente, votei o mérito porque eu acompanho o Presidente, rejeitando a preliminar. Aqui quem ingressou com a reclamação é o filho da vítima. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - O filho da vítima. Nós reconhecemos a legitimidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O filho da vítima tem, entendo, essa possibilidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - A reclamação foi ajuizada contra nova decisão do Tribunal de Justiça que, em sede de revisão criminal, reformou o veredicto condenatório do Tribunal do Júri e absolveu o réu, por entender que a condenação teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. No Recurso Extraordinário 594.104, nós aqui no Supremo decidimos que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT foi a soberania dos veredictos. O Júri é soberano. O que foi discutido na revisão criminal são fatos e provas, o que eu não poderia trazer aqui para o Supremo. O que eu estou devolvendo para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso é a análise de fatos e provas, e não a questão da soberania. O paradigma invocado e a decisão reclamada não têm aderência estrita, porque uma coisa foi julgada aqui, em relação à soberania, e o que foi entendido pelas câmaras criminais reunidas em revisão criminal foi a condenação contrária à prova dos autos. Obrigada, Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, a verdade é que foi uma absolvição afrontosa diante da decisão do Supremo. Aí, então, houve essa reclamação e nós chegamos à conclusão de que o integrante da família teria legitimidade para oferecer a reclamação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Já foi decidida essa matéria? Não, pelo Colegiado ainda não foi decidida essa matéria, alusiva à legitimidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Ah, não é voto-vista! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, não foi. Eu, obviamente, votei o mérito porque eu acompanho o Presidente, rejeitando a preliminar. Aqui quem ingressou com a reclamação é o filho da vítima. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - O filho da vítima. Nós reconhecemos a legitimidade. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O filho da vítima tem, entendo, essa possibilidade. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - A reclamação foi ajuizada contra nova decisão do Tribunal de Justiça que, em sede de revisão criminal, reformou o veredicto condenatório do Tribunal do Júri e absolveu o réu, por entender que a condenação teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. No Recurso Extraordinário 594.104, nós aqui no Supremo decidimos que o veredicto condenatório do Tribunal do Júri, amparado em testemunho ocular do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Inteiro Teor do Acórdão - Página 80 de 90 Esclarecimento RCL 29621 AGR / MT crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT crime, não poderia ser reformado pelo Tribunal de Justiça, com espeque em suposta ausência de provas para a condenação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E816-9749-F9F8-589E e senha 773C-42E2-4FE7-A68B Inteiro Teor do Acórdão - Página 81 de 90 Debate 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO DEBATE O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, eu quis encurtar, mas se me permite duas observações. Os órgãos do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, por duas vezes, desrespeitaram a lei. Essa é a verdade. A primeira, quando o mesmo Colegiado que havia afastado o recurso em sentido estrito, negado provimento e determinado o julgamento, entende, depois, ao invés de determinar novo julgamento, que não haveria justa causa. E, depois - insisto, apesar de entender que o trâmite não foi o ortodoxo -, com o mesmo fundamento, a revisão criminal absolve novamente, ignorando a decisão do Supremo Tribunal Federal, nem entrando nas questões da própria revisão criminal, mas continuando com que o Supremo havia afastado. Tanto que a fundamentação utilizada na revisão criminal para absorver é exatamente a fundamentação que foi utilizada pela Segunda Câmara do Tribunal de Justiça do Mato Grosso e afastada expressamente pelo Supremo Tribunal Federal ao manter a condenação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas não nos pronunciamos quanto à revisão criminal. Não há pronunciamento do Supremo a respeito da revisão criminal. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, estamos sobre a reclamação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quando o Supremo apreciou o recurso extraordinário, não obstaculizou o ajuizamento de revisão criminal, que, sabemos, é a rescisória penal. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, sem dúvida, até porque nem havia trânsito em julgado ainda. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Mas, a partir do momento em que o Supremo Tribunal Federal, em recurso extraordinário, determina o retorno dos autos para novo Júri, tinha que aguardar o novo Júri para oferecer a revisão criminal. Data maxima venia, não se poderia ter oferecido a revisão criminal in itinere, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO DEBATE O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Presidente, eu quis encurtar, mas se me permite duas observações. Os órgãos do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, por duas vezes, desrespeitaram a lei. Essa é a verdade. A primeira, quando o mesmo Colegiado que havia afastado o recurso em sentido estrito, negado provimento e determinado o julgamento, entende, depois, ao invés de determinar novo julgamento, que não haveria justa causa. E, depois - insisto, apesar de entender que o trâmite não foi o ortodoxo -, com o mesmo fundamento, a revisão criminal absolve novamente, ignorando a decisão do Supremo Tribunal Federal, nem entrando nas questões da própria revisão criminal, mas continuando com que o Supremo havia afastado. Tanto que a fundamentação utilizada na revisão criminal para absorver é exatamente a fundamentação que foi utilizada pela Segunda Câmara do Tribunal de Justiça do Mato Grosso e afastada expressamente pelo Supremo Tribunal Federal ao manter a condenação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Mas não nos pronunciamos quanto à revisão criminal. Não há pronunciamento do Supremo a respeito da revisão criminal. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, estamos sobre a reclamação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Quando o Supremo apreciou o recurso extraordinário, não obstaculizou o ajuizamento de revisão criminal, que, sabemos, é a rescisória penal. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Não, sem dúvida, até porque nem havia trânsito em julgado ainda. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Mas, a partir do momento em que o Supremo Tribunal Federal, em recurso extraordinário, determina o retorno dos autos para novo Júri, tinha que aguardar o novo Júri para oferecer a revisão criminal. Data maxima venia, não se poderia ter oferecido a revisão criminal in itinere, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 82 de 90 Debate RCL 29621 AGR / MT esvaziando a decisão do Supremo Tribunal Federal, com a devida vênia. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O que o Supremo Tribunal Federal fez - o que entendo que foi não ortodoxo - é que, ao invés de determinar o segundo Júri, manteve a condenação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Supremo restabeleceu o pronunciamento do Tribunal do Júri. Não proclamou que estaria impossibilitado o ajuizamento de revisão criminal. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não afirmou isso, mas é uma contradisse in terminis. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Exato. Mas o que fez o Supremo? Na verdade, o Supremo afirmou que o julgamento não havia sido contrário às provas dos autos, expressamente, e, por isso, mantinha a decisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, fundamento não faz coisa julgada. Cumpre saber o alcance do dispositivo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - A revisão criminal não possibilita a revisão criminal por julgamento contrário à prova dos autos. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso quer absolver, por ser contrário à prova dos autos. Então, nem se deu ao trabalho de verificar se se encaixava em uma das hipóteses da revisão. E digo, Presidente, se retornar para lá, vai voltar para cá, porque vão absolver de novo com o mesmo motivo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estamos apreciando o merecimento da decisão do Tribunal de Justiça quanto à revisão. É isso? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Esse é o objeto da reclamação! O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não chegaria ao Supremo a interessada – e depois vamos cogitar dessa parte alusiva à ilegitimidade para a reclamação – na via, que não é normal, do recurso extraordinário, mas chega, per saltum, mediante reclamação! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas, agora, o recurso extraordinário quase não chega, não é? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É muito difícil, em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT esvaziando a decisão do Supremo Tribunal Federal, com a devida vênia. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - O que o Supremo Tribunal Federal fez - o que entendo que foi não ortodoxo - é que, ao invés de determinar o segundo Júri, manteve a condenação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Supremo restabeleceu o pronunciamento do Tribunal do Júri. Não proclamou que estaria impossibilitado o ajuizamento de revisão criminal. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não afirmou isso, mas é uma contradisse in terminis. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Exato. Mas o que fez o Supremo? Na verdade, o Supremo afirmou que o julgamento não havia sido contrário às provas dos autos, expressamente, e, por isso, mantinha a decisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ministro, fundamento não faz coisa julgada. Cumpre saber o alcance do dispositivo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - A revisão criminal não possibilita a revisão criminal por julgamento contrário à prova dos autos. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso quer absolver, por ser contrário à prova dos autos. Então, nem se deu ao trabalho de verificar se se encaixava em uma das hipóteses da revisão. E digo, Presidente, se retornar para lá, vai voltar para cá, porque vão absolver de novo com o mesmo motivo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estamos apreciando o merecimento da decisão do Tribunal de Justiça quanto à revisão. É isso? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Esse é o objeto da reclamação! O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não chegaria ao Supremo a interessada – e depois vamos cogitar dessa parte alusiva à ilegitimidade para a reclamação – na via, que não é normal, do recurso extraordinário, mas chega, per saltum, mediante reclamação! O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Mas, agora, o recurso extraordinário quase não chega, não é? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É muito difícil, em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 83 de 90 Debate RCL 29621 AGR / MT Penal, chegar-se ao Supremo, presente o recurso extraordinário. Por quê? Porque quase sempre as regras sobre Penal e Processo Penal estão na legislação comum. E ainda se tem o filtro da repercussão geral. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Marco Aurélio, das trezentas e poucas repercussões gerais aguardando julgamento, salvo engano, três são de matéria penal que envolve o direito de liberdade. A grande maioria, quase 70 %, é de matéria tributária e de relação de propriedade, ou seja, há necessidade, realmente, de uma reanálise dessa questão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Qual questão, Ministro? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Do cabimento de recurso extraordinário em matéria penal, para definir algumas questões da legislação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Há censura aos Relatores que inseriram, no Plenário Virtual, a repercussão geral? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Deixa eu fazer só uma síntese minúscula aqui. Em suma, eu digo aqui: 1- O reclamado, ora agravante, respondeu a ação penal por participação em homicídio, já estando condenado pelo Tribunal do Júri; 2 - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu provimento à apelação da defesa para absolvê-lo, entendendo que a condenação teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. 3- No recurso extraordinário, o Supremo Tribunal Federal anulou o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça em sede de apelação, segundo o qual o Tribunal Popular é soberano na análise da prova. Na ocasião, o Supremo concluiu que a existência nos autos da ação penal de menção ao depoimento de testemunho ocular do crime, que colocou o condenado na cena do crime, vedava a possibilidade de revisão do veredicto pelo Tribunal de Justiça. O Supremo entendeu isso. 4 - Transitada em julgado a condenação, após sucessivos recursos no Supremo, o condenado ajuizou a revisão criminal perante o Tribunal de Justiça do Mato Grosso. O Tribunal de Justiça julgou procedente a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Penal, chegar-se ao Supremo, presente o recurso extraordinário. Por quê? Porque quase sempre as regras sobre Penal e Processo Penal estão na legislação comum. E ainda se tem o filtro da repercussão geral. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Ministro Marco Aurélio, das trezentas e poucas repercussões gerais aguardando julgamento, salvo engano, três são de matéria penal que envolve o direito de liberdade. A grande maioria, quase 70 %, é de matéria tributária e de relação de propriedade, ou seja, há necessidade, realmente, de uma reanálise dessa questão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Qual questão, Ministro? O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Do cabimento de recurso extraordinário em matéria penal, para definir algumas questões da legislação. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Há censura aos Relatores que inseriram, no Plenário Virtual, a repercussão geral? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Deixa eu fazer só uma síntese minúscula aqui. Em suma, eu digo aqui: 1- O reclamado, ora agravante, respondeu a ação penal por participação em homicídio, já estando condenado pelo Tribunal do Júri; 2 - O Tribunal de Justiça de Mato Grosso deu provimento à apelação da defesa para absolvê-lo, entendendo que a condenação teria sido manifestamente contrária à prova dos autos. 3- No recurso extraordinário, o Supremo Tribunal Federal anulou o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça em sede de apelação, segundo o qual o Tribunal Popular é soberano na análise da prova. Na ocasião, o Supremo concluiu que a existência nos autos da ação penal de menção ao depoimento de testemunho ocular do crime, que colocou o condenado na cena do crime, vedava a possibilidade de revisão do veredicto pelo Tribunal de Justiça. O Supremo entendeu isso. 4 - Transitada em julgado a condenação, após sucessivos recursos no Supremo, o condenado ajuizou a revisão criminal perante o Tribunal de Justiça do Mato Grosso. O Tribunal de Justiça julgou procedente a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 84 de 90 Debate RCL 29621 AGR / MT revisão, absolvendo o condenado por falta de prova idônea para a condenação. (...) 6 - O filho da vítima ajuizou a presente revisão criminal, em Reclamação, por violação da decisão do Recurso Extraordinário 594.104 Em decisão monocrática, a reclamação foi julgada parcialmente procedente para determinação de novo julgamento da revisão pelo Tribunal de Justiça, vedada a análise da suficiência das provas, sob pena de violação do Recurso Extraordinário, porque o Recurso Extraordinário disse que essa prova era suficiente. Pode-se até entender a revisão criminal por outro motivo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tenho um pedido de esclarecimento nessa parte. O recurso extraordinário voltou-se contra a decisão na revisão criminal? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não! Eu acabei de ler que foi contra decisão... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência sinalizou que sim, por isso fiquei em dúvida. Leia! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Transitada em julgado a condenação, após sucessivos recursos no Supremo, o condenado ajuizou revisão criminal. O Tribunal de Justiça julgou procedente a revisão criminal, contrariando a decisão do Recurso Extraordinário, que dissera que a prova era suficiente e que o Júri era soberano. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ambos temos razão. Vossa Excelência entende que teria havido descumprimento da decisão do Supremo... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Na revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na revisão, não. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, na revisão, na revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É fundamental saber se o pronunciamento do Supremo foi no processo alusivo à revisão. Foi? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT revisão, absolvendo o condenado por falta de prova idônea para a condenação. (...) 6 - O filho da vítima ajuizou a presente revisão criminal, em Reclamação, por violação da decisão do Recurso Extraordinário 594.104 Em decisão monocrática, a reclamação foi julgada parcialmente procedente para determinação de novo julgamento da revisão pelo Tribunal de Justiça, vedada a análise da suficiência das provas, sob pena de violação do Recurso Extraordinário, porque o Recurso Extraordinário disse que essa prova era suficiente. Pode-se até entender a revisão criminal por outro motivo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Tenho um pedido de esclarecimento nessa parte. O recurso extraordinário voltou-se contra a decisão na revisão criminal? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não! Eu acabei de ler que foi contra decisão... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Vossa Excelência sinalizou que sim, por isso fiquei em dúvida. Leia! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Transitada em julgado a condenação, após sucessivos recursos no Supremo, o condenado ajuizou revisão criminal. O Tribunal de Justiça julgou procedente a revisão criminal, contrariando a decisão do Recurso Extraordinário, que dissera que a prova era suficiente e que o Júri era soberano. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Ambos temos razão. Vossa Excelência entende que teria havido descumprimento da decisão do Supremo... O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Na revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na revisão, não. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, na revisão, na revisão. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É fundamental saber se o pronunciamento do Supremo foi no processo alusivo à revisão. Foi? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 85 de 90 Debate RCL 29621 AGR / MT Não, o que eu estou dizendo é que, transitada em julgado a decisão do Supremo, o condenado ajuizou uma revisão criminal, certo? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - O Tribunal de Justiça julgou procedente a revisão criminal, exatamente pelo motivo que o Supremo afastou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O motivo! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Aí, o filho da vítima ajuizou a reclamação. Em decisão monocromática, foi julgada parcialmente procedente para dizer: "Olha, sob esse fundamento, não. Pode até se conceder a revisão por outro fundamento, mas por esse aqui não, porque está afrontando o que o Supremo decidiu." E aí, então, decidiu-se determinar o prosseguimento do julgamento da revisão, cortando essa parte inoficiosa que fora chancelada pelo Supremo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Essa causa de pedir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, foi chancelada pelo Supremo. A defesa do condenado, reclamado nestes autos, recorreu dessa decisão monocrática, por meio do presente agravo regimental. Alega a ilegitimidade ativa do filho da vítima para ajuizar a reclamação, pois ele não havia se habilitado como assistente de acusação nos autos da ação penal, e, no mérito, alega que a decisão do Tribunal de Justiça deveria prevalecer por não haver prova - e aí volta o mesmo assunto que o Supremo já decidiu - para condenação pelo Tribunal do Júri. Então, o Ministro Alexandre de Moraes concorda comigo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E entende que houve uma afronta parcial à decisão do Supremo na medida em que a revisão criminal desdisse o que o Supremo disse acerca da prova, mas ela pode prosseguir a julgar a revisão criminal por outros fundamentos. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT Não, o que eu estou dizendo é que, transitada em julgado a decisão do Supremo, o condenado ajuizou uma revisão criminal, certo? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Sim. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - O Tribunal de Justiça julgou procedente a revisão criminal, exatamente pelo motivo que o Supremo afastou. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O motivo! O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Aí, o filho da vítima ajuizou a reclamação. Em decisão monocromática, foi julgada parcialmente procedente para dizer: "Olha, sob esse fundamento, não. Pode até se conceder a revisão por outro fundamento, mas por esse aqui não, porque está afrontando o que o Supremo decidiu." E aí, então, decidiu-se determinar o prosseguimento do julgamento da revisão, cortando essa parte inoficiosa que fora chancelada pelo Supremo. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Essa causa de pedir. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Sim, foi chancelada pelo Supremo. A defesa do condenado, reclamado nestes autos, recorreu dessa decisão monocrática, por meio do presente agravo regimental. Alega a ilegitimidade ativa do filho da vítima para ajuizar a reclamação, pois ele não havia se habilitado como assistente de acusação nos autos da ação penal, e, no mérito, alega que a decisão do Tribunal de Justiça deveria prevalecer por não haver prova - e aí volta o mesmo assunto que o Supremo já decidiu - para condenação pelo Tribunal do Júri. Então, o Ministro Alexandre de Moraes concorda comigo. O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Acompanho Vossa Excelência. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E entende que houve uma afronta parcial à decisão do Supremo na medida em que a revisão criminal desdisse o que o Supremo disse acerca da prova, mas ela pode prosseguir a julgar a revisão criminal por outros fundamentos. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C2C-1A7D-2FB3-F171 e senha ABD4-1B77-4D1A-51EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 86 de 90 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, a afronta à decisão do Supremo me parece inequívoca pelo relato de Vossa Excelência e do Ministro Alexandre. De modo que, com todo o respeito e apreciação pelo esforço da ilustre Advogada, acho que aqui não tem como nós não deixarmos de reconhecer, tal como fez Vossa Excelência, a quem eu estou acompanhando. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFD-B963-46F4-C146 e senha BF36-3C88-EB02-63F8 Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - Presidente, a afronta à decisão do Supremo me parece inequívoca pelo relato de Vossa Excelência e do Ministro Alexandre. De modo que, com todo o respeito e apreciação pelo esforço da ilustre Advogada, acho que aqui não tem como nós não deixarmos de reconhecer, tal como fez Vossa Excelência, a quem eu estou acompanhando. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCFD-B963-46F4-C146 e senha BF36-3C88-EB02-63F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 87 de 90 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em primeiro lugar, Presidente, digo que é muito complicado advogar em causa própria. Mais complicado ainda quando se advoga na defesa de interesse familiar. Constatei no correr desses muitos anos de ofício judicante. Em segundo lugar, pressuposto para concluir-se pela legitimidade, considerada a reclamação, é haver sido o reclamante parte no processo em que prolatada a decisão na qual se teria inobservado a do Supremo. É premissa inafastável. Coloquei: não chegaria o "interessado" – o vocábulo fica entre aspas – na via do extraordinário, mas acabou chegando na via afunilada excepcional – porque a reclamação pressupõe o descumprimento de decisão do Supremo ou a usurpação da respectiva competência –, sem ter participado do processo-crime – poderia ter participado como assistente da acusação –, na via estreita da reclamação. Presidente, em primeiro lugar, não reconheço a legitimidade do reclamante, filho da vítima ou das vítimas fatais. E não reconheço a partir desta premissa: não integrou a relação subjetiva no processo-crime. E poderia ter integrado como assistente da acusação, assistente do Ministério Público, se é que o Ministério Público precisa de assistência. Em segundo lugar, Presidente, está configurado o desrespeito à decisão do Supremo formalizada no recurso extraordinário? Qual foi a conclusão deste Tribunal no julgamento do recurso extraordinário? Única: soberania, que não obstaculiza a revisão criminal, do Tribunal Popular – Tribunal Popular no bom sentido –, do Tribunal do Júri. Foi a única decisão do Supremo. Ajuizada, porque é uma verdadeira rescisória no campo penal, a revisão criminal, estaria o órgão competente para julgá-la – que não é o Supremo, a revisão criminal não se mostrou dirigida contra acórdão do Supremo –, manietado quanto às causas de pedir veiculadas na inicial da revisão? A meu ver, não. A meu ver, com a vênia da maioria acachapante já formada, não estava o Tribunal de origem, no julgamento da ação de revisão, impedido de apreciar as causas de pedir colocadas, no caso, pelo agravante. Não estava impedido o Tribunal de Justiça de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC8-B38B-74F8-ED81 e senha 88CE-C7F8-E582-29FE Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 MATO GROSSO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em primeiro lugar, Presidente, digo que é muito complicado advogar em causa própria. Mais complicado ainda quando se advoga na defesa de interesse familiar. Constatei no correr desses muitos anos de ofício judicante. Em segundo lugar, pressuposto para concluir-se pela legitimidade, considerada a reclamação, é haver sido o reclamante parte no processo em que prolatada a decisão na qual se teria inobservado a do Supremo. É premissa inafastável. Coloquei: não chegaria o "interessado" – o vocábulo fica entre aspas – na via do extraordinário, mas acabou chegando na via afunilada excepcional – porque a reclamação pressupõe o descumprimento de decisão do Supremo ou a usurpação da respectiva competência –, sem ter participado do processo-crime – poderia ter participado como assistente da acusação –, na via estreita da reclamação. Presidente, em primeiro lugar, não reconheço a legitimidade do reclamante, filho da vítima ou das vítimas fatais. E não reconheço a partir desta premissa: não integrou a relação subjetiva no processo-crime. E poderia ter integrado como assistente da acusação, assistente do Ministério Público, se é que o Ministério Público precisa de assistência. Em segundo lugar, Presidente, está configurado o desrespeito à decisão do Supremo formalizada no recurso extraordinário? Qual foi a conclusão deste Tribunal no julgamento do recurso extraordinário? Única: soberania, que não obstaculiza a revisão criminal, do Tribunal Popular – Tribunal Popular no bom sentido –, do Tribunal do Júri. Foi a única decisão do Supremo. Ajuizada, porque é uma verdadeira rescisória no campo penal, a revisão criminal, estaria o órgão competente para julgá-la – que não é o Supremo, a revisão criminal não se mostrou dirigida contra acórdão do Supremo –, manietado quanto às causas de pedir veiculadas na inicial da revisão? A meu ver, não. A meu ver, com a vênia da maioria acachapante já formada, não estava o Tribunal de origem, no julgamento da ação de revisão, impedido de apreciar as causas de pedir colocadas, no caso, pelo agravante. Não estava impedido o Tribunal de Justiça de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC8-B38B-74F8-ED81 e senha 88CE-C7F8-E582-29FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 88 de 90 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RCL 29621 AGR / MT apreciar as matérias. Segundo o Código de Processo Civil, fundamentos não fazem coisa julgada. O que faz coisa julgada é a parte dispositiva da decisão, tão somente a parte dispositiva da decisão. Presidente, tendo em conta esse contexto, peço vênia para, inicialmente, assentar a ilegitimidade do reclamante e, num segundo passo, vencido – como ficarei vencido na subsequente –, acolher o pedido formalizado na minuta do agravo interposto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC8-B38B-74F8-ED81 e senha 88CE-C7F8-E582-29FE Supremo Tribunal Federal RCL 29621 AGR / MT apreciar as matérias. Segundo o Código de Processo Civil, fundamentos não fazem coisa julgada. O que faz coisa julgada é a parte dispositiva da decisão, tão somente a parte dispositiva da decisão. Presidente, tendo em conta esse contexto, peço vênia para, inicialmente, assentar a ilegitimidade do reclamante e, num segundo passo, vencido – como ficarei vencido na subsequente –, acolher o pedido formalizado na minuta do agravo interposto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC8-B38B-74F8-ED81 e senha 88CE-C7F8-E582-29FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 89 de 90 Extrato de Ata - 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (16834/MT) AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI (6796/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Antônio Carlos Alpino Bigonha. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF31-ED37-13F5-17CC e senha 2E19-FEE3-17EA-30FE Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.621 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : FRANCISCO MARTINS PEREIRA ADV.(A/S) : FERNANDA FAUSTINO PEREIRA (16834/MT) AGDO.(A/S) : VALTENIR LUIZ PEREIRA ADV.(A/S) : LUCIVANI LUIZ PEREIRA RAIMONDI (6796/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTERIO PUBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO Decisão: Após o voto do Ministro Luiz Fux, Relator, que negava provimento ao agravo, pediu vista dos autos o Ministro Alexandre de Moraes. Falou a Dra. Fernanda Faustino Pereira pelo Agravante. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 19.3.2019. Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Antônio Carlos Alpino Bigonha. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF31-ED37-13F5-17CC e senha 2E19-FEE3-17EA-30FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 90 de 90
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 29 . 621", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 594 . 104 / MT", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "RCL 29621 AGR / MT", "Recurso Extraordinário 594 . 104", "Rcl 22 . 608 - AgR", "Rcl 21 . 559 - AgR", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "Recurso Extraordinário 594 . 104", "Rcl 22 . 608 - AgR", "Rcl 21 . 559 - AgR", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "RCL 29621 AGR", "Revisão Criminal n 1004478 - 61 . 2017 . 8 . 11 . 0000", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "Revisão Criminal n 1004478 - 61 . 2017 . 8 . 11 . 0000", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "RCL 29621", "RCL 29621", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 594 . 104 / MT", "RECLAMAÇÃO 29 . 621", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 594 . 104 / MT", "Revisão Criminal 1004478 - 61 . 2017 . 8 . 11 . 0000", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "apelação 3 . 374 / 2006", "Recurso Extraordinário 594 . 104 / MT", "Revisão Criminal 1004478 - 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) :JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ART. 5º, CAPUT, LVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, caput, LVII, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que foge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A0B-550B-6B9D-7ED4 e senha 490D-3B7E-C280-EC3E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1187463 AGR / CE provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 26 de abril de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A0B-550B-6B9D-7ED4 e senha 490D-3B7E-C280-EC3E Supremo Tribunal Federal RE 1187463 AGR / CE provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 26 de abril de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A0B-550B-6B9D-7ED4 e senha 490D-3B7E-C280-EC3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) :JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5º, caput, LVII, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS HÁBEIS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - "A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal" (HC n. 126.292/SP, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 17/5/2016). II - Na hipótese das penas restritivas de direitos, este Tribunal Superior de Justiça manteve a orientação de que não cabe execução provisória antes do trânsito em julgado da condenação, nos termos do art. 147 da Lei de Execução Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C37-32F5-5C33-9862 e senha 000F-AED4-B7B6-358C Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) :JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5º, caput, LVII, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS HÁBEIS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - "A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII da Constituição Federal" (HC n. 126.292/SP, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 17/5/2016). II - Na hipótese das penas restritivas de direitos, este Tribunal Superior de Justiça manteve a orientação de que não cabe execução provisória antes do trânsito em julgado da condenação, nos termos do art. 147 da Lei de Execução Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C37-32F5-5C33-9862 e senha 000F-AED4-B7B6-358C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 1187463 AGR / CE Precedentes. III - Esta Quinta Turma assentou, também, o entendimento de que é inadmissível a execução provisória de penas restritivas de direitos, no julgamento do AgRg no REsp 1.618.434/MG, e do AREsp 971.249/SP. IV - No caso em apreço, infere-se dos autos (fl. 142), que a condenação não transitou em julgado para a Defesa, encontrando-se pendente o exame quanto à admissibilidade do Recurso Especial interposto, impondo-se a suspensão da execução das penas restritivas de direitos, até o trânsito em julgado da condenação. Agravo regimental desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C37-32F5-5C33-9862 e senha 000F-AED4-B7B6-358C Supremo Tribunal Federal RE 1187463 AGR / CE Precedentes. III - Esta Quinta Turma assentou, também, o entendimento de que é inadmissível a execução provisória de penas restritivas de direitos, no julgamento do AgRg no REsp 1.618.434/MG, e do AREsp 971.249/SP. IV - No caso em apreço, infere-se dos autos (fl. 142), que a condenação não transitou em julgado para a Defesa, encontrando-se pendente o exame quanto à admissibilidade do Recurso Especial interposto, impondo-se a suspensão da execução das penas restritivas de direitos, até o trânsito em julgado da condenação. Agravo regimental desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C37-32F5-5C33-9862 e senha 000F-AED4-B7B6-358C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante já consignado, na hipótese em apreço, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (art. 147 da Lei Execução Penal). Nesse contexto, a suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ART. 5º, LVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. EXECUÇÃO PROVISÓRIO DA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LVII, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A21-DB17-30CA-AA8E e senha 3D76-DE7C-D697-79BE Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante já consignado, na hipótese em apreço, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (art. 147 da Lei Execução Penal). Nesse contexto, a suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ART. 5º, LVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. EXECUÇÃO PROVISÓRIO DA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/1973. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LVII, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A21-DB17-30CA-AA8E e senha 3D76-DE7C-D697-79BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1187463 AGR / CE Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1086203 AgR, da minha lavra, unânime, Primeira Turma, DJe 11.12.2018) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A21-DB17-30CA-AA8E e senha 3D76-DE7C-D697-79BE Supremo Tribunal Federal RE 1187463 AGR / CE Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1086203 AgR, da minha lavra, unânime, Primeira Turma, DJe 11.12.2018) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A21-DB17-30CA-AA8E e senha 3D76-DE7C-D697-79BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) : JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO (3144/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39AA-7ADE-5ABD-10BD e senha 20CC-1F4E-FE8E-5754 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) : JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO (3144/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39AA-7ADE-5ABD-10BD e senha 20CC-1F4E-FE8E-5754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743235
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ART. 5º, CAPUT, LVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, caput, LVII, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que foge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur403157
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO PROVISÓRIA DA PENA, PENA RESTRITIVA DE DIREITO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) RE 1086203 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 04/06/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1187463
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\n ART-00147\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1187463 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) : JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) :JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ART. 5..., CAPUT, LVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., caput, LVII, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que foge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, sobretudo no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A0B-550B-6B9D-7ED4 e senha 490D-3B7E-C280-EC3E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1187463 AGR / CE provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 26 de abril de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A0B-550B-6B9D-7ED4 e senha 490D-3B7E-C280-EC3E Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1187463 AGR / CE provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 19 a 26 de abril de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0A0B-550B-6B9D-7ED4 e senha 490D-3B7E-C280-EC3E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) :JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5..., caput, LVII, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS HÁBEIS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - "A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal" (HC n. 126.292/SP, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 17/5/2016). II - Na hipótese das penas restritivas de direitos, este Tribunal Superior de Justiça manteve a orientação de que não cabe execução provisória antes do trânsito em julgado da condenação, nos termos do art. 147 da Lei de Execução Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C37-32F5-5C33-9862 e senha 000F-AED4-B7B6-358C Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) :JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 5..., caput, LVII, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia em acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PROVISÓRIA DE PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE NOVOS ARGUMENTOS HÁBEIS A DESCONSTITUIR A DECISÃO IMPUGNADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - "A execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em grau de apelação, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário, não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5..., inciso LVII da Constituição Federal" (HC n. 126.292/SP, Tribunal Pleno, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe de 17/5/2016). II - Na hipótese das penas restritivas de direitos, este Tribunal Superior de Justiça manteve a orientação de que não cabe execução provisória antes do trânsito em julgado da condenação, nos termos do art. 147 da Lei de Execução Penal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C37-32F5-5C33-9862 e senha 000F-AED4-B7B6-358C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1187463 AGR / CE Precedentes. III - Esta Quinta Turma assentou, também, o entendimento de que é inadmissível a execução provisória de penas restritivas de direitos, no julgamento do AgRg no REsp 1.618.434/MG, e do AREsp 971.249/SP. IV - No caso em apreço, infere-se dos autos (fl. 142), que a condenação não transitou em julgado para a Defesa, encontrando-se pendente o exame quanto à admissibilidade do Recurso Especial interposto, impondo-se a suspensão da execução das penas restritivas de direitos, até o trânsito em julgado da condenação. Agravo regimental desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C37-32F5-5C33-9862 e senha 000F-AED4-B7B6-358C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1187463 AGR / CE Precedentes. III - Esta Quinta Turma assentou, também, o entendimento de que é inadmissível a execução provisória de penas restritivas de direitos, no julgamento do AgRg no REsp 1.618.434/MG, e do AREsp 971.249/SP. IV - No caso em apreço, infere-se dos autos (fl. 142), que a condenação não transitou em julgado para a Defesa, encontrando-se pendente o exame quanto à admissibilidade do Recurso Especial interposto, impondo-se a suspensão da execução das penas restritivas de direitos, até o trânsito em julgado da condenação. Agravo regimental desprovido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9C37-32F5-5C33-9862 e senha 000F-AED4-B7B6-358C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante já consignado, na hipótese em apreço, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (art. 147 da Lei Execução Penal). Nesse contexto, a suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ART. 5..., LVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. EXECUÇÃO PROVISÓRIO DA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LVII, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A21-DB17-30CA-AA8E e senha 3D76-DE7C-D697-79BE Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 CEARÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante já consignado, na hipótese em apreço, as instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie (art. 147 da Lei Execução Penal). Nesse contexto, a suposta afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional aplicada, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ART. 5..., LVII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. EXECUÇÃO PROVISÓRIO DA PENA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. ART. 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/1973. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LVII, da Constituição Federal, observada a estreita moldura com que devolvida a matéria à apreciação desta Suprema Corte, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária prevista no art. 102 da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A21-DB17-30CA-AA8E e senha 3D76-DE7C-D697-79BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1187463 AGR / CE Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1086203 AgR, da minha lavra, unânime, Primeira Turma, DJe 11.12.2018) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A21-DB17-30CA-AA8E e senha 3D76-DE7C-D697-79BE Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1187463 AGR / CE Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1086203 AgR, da minha lavra, unânime, Primeira Turma, DJe 11.12.2018) Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3A21-DB17-30CA-AA8E e senha 3D76-DE7C-D697-79BE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) : JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO (3144/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39AA-7ADE-5ABD-10BD e senha 20CC-1F4E-FE8E-5754 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.187.463 PROCED. : CEARÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO ADV.(A/S) : JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO (3144/CE) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 39AA-7ADE-5ABD-10BD e senha 20CC-1F4E-FE8E-5754 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 463", "Recurso Extraordinário 1187463 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 463", "HC n . 126 . 292 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 463", "HC n . 126 . 292 / SP", "Recurso Extraordinário 1187463", "AgRg no REsp 1 . 618 . 434 / MG", "AREsp 971 . 249 / SP", "Recurso Extraordinário 1187463 AGR / CE", "AgRg no REsp 1 . 618 . 434 / MG", "AREsp 971 . 249 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 463", "Recurso Extraordinário 1187463 AGR /", "Recurso Extraordinário 1086203 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 187 . 463" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 5 . . . , caput , LVII , da Constituição Federal", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 5 . . . , caput , LVII , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso LVII da Constituição Federal", "art . 147 da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 5 . . . , caput , LVII , da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso LVII da Constituição Federal", "art . 147 da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 147 da Lei Execução Penal", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 5 . . . , LVII , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 147 DA LEI DA EXECUÇÃO", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 1973", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "art . 102 da Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 147 da Lei Execução Penal", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Código de Processo Civil / 1973", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 147 DA LEI DA EXECUÇÃO PENAL", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 1973", "art . 5 . . . , LVII , da Constituição Federal", "art . 102 da Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "CEARÁ", "Brasília", "Brasília", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ", "CEARÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de", "Tribunal Pleno", "Tribunal Superior de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "CE", "Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO", "JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO", "JULIO NOGUEIRA MILITAO", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO", "JULIO NOGUEIRA MILITAO", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO", "JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "RENAN MONTENEGRO BRAGA FILHO", "JULIO NOGUEIRA MILITAO NETO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "26 de abril de 2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "17", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "17", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "12", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) :BRUNA BERNARDETE DOMINE ADV.(A/S) :RITA PARISOTTO AGDO.(A/S) :ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) :ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Processo administrativo disciplinar. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE4-4C3C-3C13-E6E7 e senha 4A28-2A7D-70B3-9705 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1190694 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE4-4C3C-3C13-E6E7 e senha 4A28-2A7D-70B3-9705 Supremo Tribunal Federal ARE 1190694 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE4-4C3C-3C13-E6E7 e senha 4A28-2A7D-70B3-9705 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) :BRUNA BERNARDETE DOMINE ADV.(A/S) :RITA PARISOTTO AGDO.(A/S) :ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) :ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 975D-DBC6-378D-45E8 e senha BDF6-44C3-556B-E057 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) :BRUNA BERNARDETE DOMINE ADV.(A/S) :RITA PARISOTTO AGDO.(A/S) :ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) :ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 279/STF. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 975D-DBC6-378D-45E8 e senha BDF6-44C3-556B-E057 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão atacado os seguintes fundamentos: “(...) Alega a apelante, que o procedimento administrativo deu- se porque o autor, funcionário daquela fundação, frequentava a mesma Academia Scatena, na cidade de Peruíbe onde um outro funcionário da mesma Fundação, que lá trabalhava, havia conseguido com o proprietário da citada academia, que adolescentes em processo de ressocialização a frequentassem gratuitamente. Informa a apelante que o autor, por não concordar que os adolescentes frequentassem a mesma academia que ele, comentou com o dono daquele estabelecimento que a presença dos adolescentes em processo de ressocialização poderia trazer perigo àquela estabelecimento e seus frequentadores, além dos adolescentes ficarem sabendo de sua rotina particular fora daquela fundação, finalizando que temia por sua integridade física. Em consequência, o dono daquela Academia rompeu o acordo que permitia aos adolescentes frequentarem aquele estabelecimento, o que causou prejuízos a ressocialização dos jovens, além de afronta a dispositivos do ECA. Desse modo foi aberto procedimento administrativo que considera legal e que resultou na aplicação da pena de suspensão do autor por vinte e nove dias, sem vencimentos, requerendo a reforma da sentença com a decretação de improcedência da ação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão atacado os seguintes fundamentos: “(...) Alega a apelante, que o procedimento administrativo deu- se porque o autor, funcionário daquela fundação, frequentava a mesma Academia Scatena, na cidade de Peruíbe onde um outro funcionário da mesma Fundação, que lá trabalhava, havia conseguido com o proprietário da citada academia, que adolescentes em processo de ressocialização a frequentassem gratuitamente. Informa a apelante que o autor, por não concordar que os adolescentes frequentassem a mesma academia que ele, comentou com o dono daquele estabelecimento que a presença dos adolescentes em processo de ressocialização poderia trazer perigo àquela estabelecimento e seus frequentadores, além dos adolescentes ficarem sabendo de sua rotina particular fora daquela fundação, finalizando que temia por sua integridade física. Em consequência, o dono daquela Academia rompeu o acordo que permitia aos adolescentes frequentarem aquele estabelecimento, o que causou prejuízos a ressocialização dos jovens, além de afronta a dispositivos do ECA. Desse modo foi aberto procedimento administrativo que considera legal e que resultou na aplicação da pena de suspensão do autor por vinte e nove dias, sem vencimentos, requerendo a reforma da sentença com a decretação de improcedência da ação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190694 AGR / SP Embora entenda que a atitude do autor em não querer frequentar a mesma academia com os adolescentes em processo de ressocialização deva ser censurada, visto que trabalhando em uma Fundação que visa exatamente ressocializar jovens infratores, essa atitude não coaduna com os objetivos pretendidos por aquela Fundação, também entendo que a atitude não poderia resultar em suspensão do autor, sem vencimentos por vinte e nove dias. Verifico dos autos que a própria Fundação CASA, informa (fls. 232/233), que o acordo ou parceria com a tal Academia Scatena o foi de forma cordial não havendo qualquer contrato formal a respeito, de modo que entendo não ter havido qualquer prejuízo por parte da Fundação CASA, com o rompimento da tal ‘parceria de forma cordial’. Verifico também dos autos que a principal testemunha para se apurar se foi realmente o comentário do autor que resultou no rompimento da ‘parceria cordial’, o dono da academia, não foi ouvido porque ao que consta estaria preso por envolvimento em pedofilia. Desse modo, entendo que o procedimento administrativo realmente deve ser anulado, em primeiro lugar porque como dito acima não foi ouvida a principal testemunha para se verificar a veracidade dos fatos, e segundo, porque não se verificou qualquer prejuízo àquela Fundação pela perda da ‘parceria cordial’.” Desse modo, verifica-se do acórdão recorrido, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Neste sentido, destaco os seguintes precedentes: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Supremo Tribunal Federal ARE 1190694 AGR / SP Embora entenda que a atitude do autor em não querer frequentar a mesma academia com os adolescentes em processo de ressocialização deva ser censurada, visto que trabalhando em uma Fundação que visa exatamente ressocializar jovens infratores, essa atitude não coaduna com os objetivos pretendidos por aquela Fundação, também entendo que a atitude não poderia resultar em suspensão do autor, sem vencimentos por vinte e nove dias. Verifico dos autos que a própria Fundação CASA, informa (fls. 232/233), que o acordo ou parceria com a tal Academia Scatena o foi de forma cordial não havendo qualquer contrato formal a respeito, de modo que entendo não ter havido qualquer prejuízo por parte da Fundação CASA, com o rompimento da tal ‘parceria de forma cordial’. Verifico também dos autos que a principal testemunha para se apurar se foi realmente o comentário do autor que resultou no rompimento da ‘parceria cordial’, o dono da academia, não foi ouvido porque ao que consta estaria preso por envolvimento em pedofilia. Desse modo, entendo que o procedimento administrativo realmente deve ser anulado, em primeiro lugar porque como dito acima não foi ouvida a principal testemunha para se verificar a veracidade dos fatos, e segundo, porque não se verificou qualquer prejuízo àquela Fundação pela perda da ‘parceria cordial’.” Desse modo, verifica-se do acórdão recorrido, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Neste sentido, destaco os seguintes precedentes: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190694 AGR / SP DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE nº 1.048.111/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/9/15). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. VALORAÇÃO DA PROVA PRODUZIDA NO PAD. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.159.358/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 31/10/18) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Supremo Tribunal Federal ARE 1190694 AGR / SP DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2º E 3º DO CPC – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE nº 1.048.111/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/9/15). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. VALORAÇÃO DA PROVA PRODUZIDA NO PAD. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.159.358/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 31/10/18) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190694 AGR / SP É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Supremo Tribunal Federal ARE 1190694 AGR / SP É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) : BRUNA BERNARDETE DOMINE (235967/SP) ADV.(A/S) : RITA PARISOTTO (181745/SP) AGDO.(A/S) : ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) : ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR (23354/DF, 222419/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3966-F8C3-0CFB-4375 e senha A436-90A3-3A5C-E609 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) : BRUNA BERNARDETE DOMINE (235967/SP) ADV.(A/S) : RITA PARISOTTO (181745/SP) AGDO.(A/S) : ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) : ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR (23354/DF, 222419/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3966-F8C3-0CFB-4375 e senha A436-90A3-3A5C-E609 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311464
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Processo administrativo disciplinar. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407605
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 1048111 AgR (2ªT), ARE 1159358 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 12/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1190694
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1190694 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) : BRUNA BERNARDETE DOMINE ADV.(A/S) : RITA PARISOTTO AGDO.(A/S) : ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) : ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) :BRUNA BERNARDETE DOMINE ADV.(A/S) :RITA PARISOTTO AGDO.(A/S) :ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) :ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Processo administrativo disciplinar. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE4-4C3C-3C13-E6E7 e senha 4A28-2A7D-70B3-9705 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1190694 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE4-4C3C-3C13-E6E7 e senha 4A28-2A7D-70B3-9705 Supremo Tribunal Federal ARE 1190694 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FE4-4C3C-3C13-E6E7 e senha 4A28-2A7D-70B3-9705 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) :BRUNA BERNARDETE DOMINE ADV.(A/S) :RITA PARISOTTO AGDO.(A/S) :ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) :ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 975D-DBC6-378D-45E8 e senha BDF6-44C3-556B-E057 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) :BRUNA BERNARDETE DOMINE ADV.(A/S) :RITA PARISOTTO AGDO.(A/S) :ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) :ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo à parte agravada, deixo de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 975D-DBC6-378D-45E8 e senha BDF6-44C3-556B-E057 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão atacado os seguintes fundamentos: “(...) Alega a apelante, que o procedimento administrativo deu- se porque o autor, funcionário daquela fundação, frequentava a mesma Academia Scatena, na cidade de Peruíbe onde um outro funcionário da mesma Fundação, que lá trabalhava, havia conseguido com o proprietário da citada academia, que adolescentes em processo de ressocialização a frequentassem gratuitamente. Informa a apelante que o autor, por não concordar que os adolescentes frequentassem a mesma academia que ele, comentou com o dono daquele estabelecimento que a presença dos adolescentes em processo de ressocialização poderia trazer perigo àquela estabelecimento e seus frequentadores, além dos adolescentes ficarem sabendo de sua rotina particular fora daquela fundação, finalizando que temia por sua integridade física. Em consequência, o dono daquela Academia rompeu o acordo que permitia aos adolescentes frequentarem aquele estabelecimento, o que causou prejuízos a ressocialização dos jovens, além de afronta a dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Desse modo foi aberto procedimento administrativo que considera legal e que resultou na aplicação da pena de suspensão do autor por vinte e nove dias, sem vencimentos, requerendo a reforma da sentença com a decretação de improcedência da ação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão atacado os seguintes fundamentos: “(...) Alega a apelante, que o procedimento administrativo deu- se porque o autor, funcionário daquela fundação, frequentava a mesma Academia Scatena, na cidade de Peruíbe onde um outro funcionário da mesma Fundação, que lá trabalhava, havia conseguido com o proprietário da citada academia, que adolescentes em processo de ressocialização a frequentassem gratuitamente. Informa a apelante que o autor, por não concordar que os adolescentes frequentassem a mesma academia que ele, comentou com o dono daquele estabelecimento que a presença dos adolescentes em processo de ressocialização poderia trazer perigo àquela estabelecimento e seus frequentadores, além dos adolescentes ficarem sabendo de sua rotina particular fora daquela fundação, finalizando que temia por sua integridade física. Em consequência, o dono daquela Academia rompeu o acordo que permitia aos adolescentes frequentarem aquele estabelecimento, o que causou prejuízos a ressocialização dos jovens, além de afronta a dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Desse modo foi aberto procedimento administrativo que considera legal e que resultou na aplicação da pena de suspensão do autor por vinte e nove dias, sem vencimentos, requerendo a reforma da sentença com a decretação de improcedência da ação. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190694 AGR / SP Embora entenda que a atitude do autor em não querer frequentar a mesma academia com os adolescentes em processo de ressocialização deva ser censurada, visto que trabalhando em uma Fundação que visa exatamente ressocializar jovens infratores, essa atitude não coaduna com os objetivos pretendidos por aquela Fundação, também entendo que a atitude não poderia resultar em suspensão do autor, sem vencimentos por vinte e nove dias. Verifico dos autos que a própria Fundação CASA, informa (fls. 232/233), que o acordo ou parceria com a tal Academia Scatena o foi de forma cordial não havendo qualquer contrato formal a respeito, de modo que entendo não ter havido qualquer prejuízo por parte da Fundação CASA, com o rompimento da tal ‘parceria de forma cordial’. Verifico também dos autos que a principal testemunha para se apurar se foi realmente o comentário do autor que resultou no rompimento da ‘parceria cordial’, o dono da academia, não foi ouvido porque ao que consta estaria preso por envolvimento em pedofilia. Desse modo, entendo que o procedimento administrativo realmente deve ser anulado, em primeiro lugar porque como dito acima não foi ouvida a principal testemunha para se verificar a veracidade dos fatos, e segundo, porque não se verificou qualquer prejuízo àquela Fundação pela perda da ‘parceria cordial’.” Desse modo, verifica-se do acórdão recorrido, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Neste sentido, destaco os seguintes precedentes: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Supremo Tribunal Federal ARE 1190694 AGR / SP Embora entenda que a atitude do autor em não querer frequentar a mesma academia com os adolescentes em processo de ressocialização deva ser censurada, visto que trabalhando em uma Fundação que visa exatamente ressocializar jovens infratores, essa atitude não coaduna com os objetivos pretendidos por aquela Fundação, também entendo que a atitude não poderia resultar em suspensão do autor, sem vencimentos por vinte e nove dias. Verifico dos autos que a própria Fundação CASA, informa (fls. 232/233), que o acordo ou parceria com a tal Academia Scatena o foi de forma cordial não havendo qualquer contrato formal a respeito, de modo que entendo não ter havido qualquer prejuízo por parte da Fundação CASA, com o rompimento da tal ‘parceria de forma cordial’. Verifico também dos autos que a principal testemunha para se apurar se foi realmente o comentário do autor que resultou no rompimento da ‘parceria cordial’, o dono da academia, não foi ouvido porque ao que consta estaria preso por envolvimento em pedofilia. Desse modo, entendo que o procedimento administrativo realmente deve ser anulado, em primeiro lugar porque como dito acima não foi ouvida a principal testemunha para se verificar a veracidade dos fatos, e segundo, porque não se verificou qualquer prejuízo àquela Fundação pela perda da ‘parceria cordial’.” Desse modo, verifica-se do acórdão recorrido, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Neste sentido, destaco os seguintes precedentes: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190694 AGR / SP DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE n 1.048.111/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/9/15). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. VALORAÇÃO DA PROVA PRODUZIDA NO PAD. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.159.358/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 31/10/18) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Supremo Tribunal Federal ARE 1190694 AGR / SP DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA – PRECEDENTE (PLENO) – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DOS LIMITES ESTABELECIDOS NO ART. 85, §§ 2... E 3... DO Código de Processo Civil – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.” (ARE n 1.048.111/MG- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 24/9/15). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. VALORAÇÃO DA PROVA PRODUZIDA NO PAD. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.159.358/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 31/10/18) Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190694 AGR / SP É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Supremo Tribunal Federal ARE 1190694 AGR / SP É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5F0D-29FA-1A35-7864 e senha F912-B94A-9B94-B8A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) : BRUNA BERNARDETE DOMINE (235967/SP) ADV.(A/S) : RITA PARISOTTO (181745/SP) AGDO.(A/S) : ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) : ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR (23354/DF, 222419/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3966-F8C3-0CFB-4375 e senha A436-90A3-3A5C-E609 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.694 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE - FUNDACAO CASA - SP ADV.(A/S) : BRUNA BERNARDETE DOMINE (235967/SP) ADV.(A/S) : RITA PARISOTTO (181745/SP) AGDO.(A/S) : ROMUALDO RUMANO DA ROSA ADV.(A/S) : ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR (23354/DF, 222419/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3966-F8C3-0CFB-4375 e senha A436-90A3-3A5C-E609 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 190 . 694", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1190694 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 190 . 694", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1190694 AGR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1190694 AGR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 048 . 111 / MG - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 159 . 358 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 048 . 111 / MG - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 159 . 358 / SP - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Estatuto da Criança e do Adolescente", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § § 2 . . . E 3 . . . DO Código de Processo Civil", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § § 2 . . . E 3 . . . DO Código de Processo Civil", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "de", "Peruíbe", "SÃO PAULO", "Peruíbe", "SÃO PAULO", "SÃO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE", "FUNDACAO", "CASA", "-", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE", "FUNDACAO", "CASA - SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE", "FUNDACAO", "CASA", "-", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Academia Scatena", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Academia Scatena", "Supremo Tribunal Federal", "Fundação CASA", "Academia Scatena", "Fundação CASA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Fundação CASA", "Academia Scatena", "Fundação CASA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE", "FUNDACAO", "CASA", "-", "SP", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "FUNDACAO CENTRO DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO AO ADOLESCENTE", "FUNDACAO", "CASA", "-", "SP", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "BRUNA BERNARDETE DOMINE", "RITA PARISOTTO", "ROMUALDO RUMANO DA ROSA", "ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "BRUNA BERNARDETE DOMINE", "RITA PARISOTTO", "ROMUALDO RUMANO DA ROSA", "ANTONIO LAERTE BORTOLOZO", "DIAS TOFFOLI", "BRUNA BERNARDETE DOMINE", "RITA PARISOTTO", "ROMUALDO RUMANO DA ROSA", "ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "BRUNA BERNARDETE DOMINE", "RITA PARISOTTO", "ROMUALDO RUMANO DA ROSA", "ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "BRUNA BERNARDETE DOMINE", "RITA PARISOTTO", "ROMUALDO RUMANO DA ROSA", "ANTONIO LAERTE BORTOLOZO JUNIOR", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "15", "31", "/", "10", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "9", "/", "15", "31", "/", "10", "/", "18", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B076-D76A-CA69-D0BF e senha 30AC-0338-51BD-1190 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O agravo está a merecer provimento. Em primeiro lugar, a mora fica devidamente estabelecida e revelada com a propositura da ação e a citação do devedor. Em segundo, o precatório projeta no tempo a satisfação do débito. Isso não implica a suspensão da mora, no que o devedor acabaria locupletando-se a partir de algo que já se mostra excepcional, ou seja, o prazo maior para a liquidação. O artigo 100 da Constituição Federal encerra a necessidade de a obrigação ser paga na totalidade, sem que se possa versar período de afastamento da incidência dos juros da mora. Nota-se comumente a não liquidação dos débitos, gerando círculo vicioso em prejuízo do credor. A par desse aspecto, observem existir previsão da incidência de juros em título alcançado pela preclusão maior, surgindo impróprio o afastamento destes. Provejo o agravo para assentar a incidência dos juros da mora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D6FD-42D2-841C-7075 e senha 561A-9CC2-73BD-FCAA Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O agravo está a merecer provimento. Em primeiro lugar, a mora fica devidamente estabelecida e revelada com a propositura da ação e a citação do devedor. Em segundo, o precatório projeta no tempo a satisfação do débito. Isso não implica a suspensão da mora, no que o devedor acabaria locupletando-se a partir de algo que já se mostra excepcional, ou seja, o prazo maior para a liquidação. O artigo 100 da Constituição Federal encerra a necessidade de a obrigação ser paga na totalidade, sem que se possa versar período de afastamento da incidência dos juros da mora. Nota-se comumente a não liquidação dos débitos, gerando círculo vicioso em prejuízo do credor. A par desse aspecto, observem existir previsão da incidência de juros em título alcançado pela preclusão maior, surgindo impróprio o afastamento destes. Provejo o agravo para assentar a incidência dos juros da mora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D6FD-42D2-841C-7075 e senha 561A-9CC2-73BD-FCAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em suma, que devem prevalecer as decisões transitadas em julgado, em momentos bem anteriores à formação do paradigma no RE n° 590.751, que asseguraram à ora agravante, a incidência de juros nas parcelas da moratória constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E7F-C615-4B2C-CFD4 e senha 2157-4D9D-F20F-F685 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em suma, que devem prevalecer as decisões transitadas em julgado, em momentos bem anteriores à formação do paradigma no RE n° 590.751, que asseguraram à ora agravante, a incidência de juros nas parcelas da moratória constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E7F-C615-4B2C-CFD4 e senha 2157-4D9D-F20F-F685 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 50, Vol. 5): “RECURSO DE APELAÇÃO — EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL — PRECATÓRIO — EXTINÇÃO DA COBRANÇA — ARTIGO 794, I, DO CPC/73 — PRETENSÃO À INCIDÊNCIA DOS JUROS DE MORA E COMPENSATÓRIOS NO PERÍODO DO PARCELAMENTO - ARTIGO 78 DO ADCT — COISA JULGADA - POSSIBILIDADE. 1. É inadmissível a exclusão dos juros de mora e compensatórios das parcelas, em desacordo com os parâmetros previstos no respectivo título executivo judicial. 2. Necessidade de observância da coisa julgada. 3. Insuficiência do depósito realizado pela parte executada, reconhecida. 4. Precedentes da jurisprudência desta E. Corte de Justiça e, inclusive, desta C. 5ª Câmara de Direito Público. 5. Execução de título judicial, julgada extinta, com fundamento no artigo 794, I, do CPC/73 (artigo 924, II, do CPC/15), em Primeiro Grau. 6. Sentença, reformada, para, invertido o resultado inicial da lide, a determinar o regular prosseguimento da execução de título judicial, em todos os seus termos. 7. Recurso de apelação, apresentado pela parte exequente, provido.” No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 50, Vol. 5): “RECURSO DE APELAÇÃO — EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL — PRECATÓRIO — EXTINÇÃO DA COBRANÇA — ARTIGO 794, I, DO CPC/73 — PRETENSÃO À INCIDÊNCIA DOS JUROS DE MORA E COMPENSATÓRIOS NO PERÍODO DO PARCELAMENTO - ARTIGO 78 DO ADCT — COISA JULGADA - POSSIBILIDADE. 1. É inadmissível a exclusão dos juros de mora e compensatórios das parcelas, em desacordo com os parâmetros previstos no respectivo título executivo judicial. 2. Necessidade de observância da coisa julgada. 3. Insuficiência do depósito realizado pela parte executada, reconhecida. 4. Precedentes da jurisprudência desta E. Corte de Justiça e, inclusive, desta C. 5ª Câmara de Direito Público. 5. Execução de título judicial, julgada extinta, com fundamento no artigo 794, I, do CPC/73 (artigo 924, II, do CPC/15), em Primeiro Grau. 6. Sentença, reformada, para, invertido o resultado inicial da lide, a determinar o regular prosseguimento da execução de título judicial, em todos os seus termos. 7. Recurso de apelação, apresentado pela parte exequente, provido.” No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1202572 AGR / SP “a”, da Constituição Federal, que o julgado interpretou e aplicou equivocadamente o artigo 100, § 5º, da Carta Magna e o art. 78 do ADCT, bem como a Súmula Vinculante 17. Em suma, a parte recorrente alega que (a) “os juros fixados na sentença condenatória foram regularmente computados na expedição do precatório e, assim, não há como se admitir a incidência de juros em continuação durante um parcelamento lícito e outorgado pela própria Carta Magna” (fl. 80, Vol. 5); e (b) “os juros moratórios somente incidem a partir do atraso no pagamento, ou seja, decorrido o exercício financeiro, e não tendo sido pago, a partir de janeiro do ano seguinte é que deve iniciar o cômputo dos juros” (fl. 84, Vol. 5). Em contrarrazões (fl. 90, Vol. 5), a parte recorrida alega que a matéria relacionada à incidência de juros de mora e compensatórios, no período do parcelamento, não pode ser novamente discutida em respeito à coisa julgada e à segurança jurídica. É o relatório. Decido. De início, ressalto que foram devidamente preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade do apelo extremo, razão pela qual passo à análise do mérito. O recurso merece ser provido. No julgamento do Tema 132 (RE 590.751, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), a seguinte tese de repercussão geral foi consolidada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: “O art. 78 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias possui a mesma mens legis que o art. 33 desse Ato, razão pela qual, uma vez calculado o precatório pelo valor real do débito, acrescido de juros legais, não há mais falar em incidência desses nas parcelas anuais, iguais e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Supremo Tribunal Federal RE 1202572 AGR / SP “a”, da Constituição Federal, que o julgado interpretou e aplicou equivocadamente o artigo 100, § 5º, da Carta Magna e o art. 78 do ADCT, bem como a Súmula Vinculante 17. Em suma, a parte recorrente alega que (a) “os juros fixados na sentença condenatória foram regularmente computados na expedição do precatório e, assim, não há como se admitir a incidência de juros em continuação durante um parcelamento lícito e outorgado pela própria Carta Magna” (fl. 80, Vol. 5); e (b) “os juros moratórios somente incidem a partir do atraso no pagamento, ou seja, decorrido o exercício financeiro, e não tendo sido pago, a partir de janeiro do ano seguinte é que deve iniciar o cômputo dos juros” (fl. 84, Vol. 5). Em contrarrazões (fl. 90, Vol. 5), a parte recorrida alega que a matéria relacionada à incidência de juros de mora e compensatórios, no período do parcelamento, não pode ser novamente discutida em respeito à coisa julgada e à segurança jurídica. É o relatório. Decido. De início, ressalto que foram devidamente preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade do apelo extremo, razão pela qual passo à análise do mérito. O recurso merece ser provido. No julgamento do Tema 132 (RE 590.751, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), a seguinte tese de repercussão geral foi consolidada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: “O art. 78 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias possui a mesma mens legis que o art. 33 desse Ato, razão pela qual, uma vez calculado o precatório pelo valor real do débito, acrescido de juros legais, não há mais falar em incidência desses nas parcelas anuais, iguais e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1202572 AGR / SP sucessivas em que é fracionado, desde que adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente.” Ademais, esta CORTE já decidiu que a imposição de juros moratórios firmada na sentença com trânsito em julgado não impede a incidência da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que afastou a caracterização da mora no prazo constitucional para pagamento de precatórios. Nesse sentido, cite-se o seguinte julgado: “DIREITO CONSTITUCIONAL. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO. JUROS MORATÓRIOS NO PRAZO PREVISTO NO ART. 100, § 5º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE 17. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que a condenação ao pagamento de juros moratórios firmada na sentença com trânsito em julgado não impede a incidência da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, que afastou a caracterização da mora no prazo constitucional para pagamento de precatórios (AI 850.091-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia). Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (RE 544.033- AgRsegundo, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 22/5/2018) Logo, o acórdão recorrido merece reforma. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para determinar a exclusão dos juros compensatórios e moratórios sobre as parcelas adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente, nos termos da tese de repercussão geral do Tema 132 (RE 590.751, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI)”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Supremo Tribunal Federal RE 1202572 AGR / SP sucessivas em que é fracionado, desde que adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente.” Ademais, esta CORTE já decidiu que a imposição de juros moratórios firmada na sentença com trânsito em julgado não impede a incidência da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que afastou a caracterização da mora no prazo constitucional para pagamento de precatórios. Nesse sentido, cite-se o seguinte julgado: “DIREITO CONSTITUCIONAL. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO. JUROS MORATÓRIOS NO PRAZO PREVISTO NO ART. 100, § 5º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE 17. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que a condenação ao pagamento de juros moratórios firmada na sentença com trânsito em julgado não impede a incidência da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, que afastou a caracterização da mora no prazo constitucional para pagamento de precatórios (AI 850.091-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia). Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (RE 544.033- AgRsegundo, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 22/5/2018) Logo, o acórdão recorrido merece reforma. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para determinar a exclusão dos juros compensatórios e moratórios sobre as parcelas adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente, nos termos da tese de repercussão geral do Tema 132 (RE 590.751, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI)”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1202572 AGR / SP Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Supremo Tribunal Federal RE 1202572 AGR / SP Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSE NELSON LOPES (42004/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) : GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA (341673/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D4D-7691-C0D7-25DE e senha C948-9248-1B38-698A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSE NELSON LOPES (42004/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) : GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA (341673/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D4D-7691-C0D7-25DE e senha C948-9248-1B38-698A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384651
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur407487
Número de páginas: 8. Análise: 28/08/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1202572
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1202572 AgR
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AGTE.(S) : IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) : GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B076-D76A-CA69-D0BF e senha 30AC-0338-51BD-1190 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O agravo está a merecer provimento. Em primeiro lugar, a mora fica devidamente estabelecida e revelada com a propositura da ação e a citação do devedor. Em segundo, o precatório projeta no tempo a satisfação do débito. Isso não implica a suspensão da mora, no que o devedor acabaria locupletando-se a partir de algo que já se mostra excepcional, ou seja, o prazo maior para a liquidação. O artigo 100 da Constituição Federal encerra a necessidade de a obrigação ser paga na totalidade, sem que se possa versar período de afastamento da incidência dos juros da mora. Nota-se comumente a não liquidação dos débitos, gerando círculo vicioso em prejuízo do credor. A par desse aspecto, observem existir previsão da incidência de juros em título alcançado pela preclusão maior, surgindo impróprio o afastamento destes. Provejo o agravo para assentar a incidência dos juros da mora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D6FD-42D2-841C-7075 e senha 561A-9CC2-73BD-FCAA Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O agravo está a merecer provimento. Em primeiro lugar, a mora fica devidamente estabelecida e revelada com a propositura da ação e a citação do devedor. Em segundo, o precatório projeta no tempo a satisfação do débito. Isso não implica a suspensão da mora, no que o devedor acabaria locupletando-se a partir de algo que já se mostra excepcional, ou seja, o prazo maior para a liquidação. O artigo 100 da Constituição Federal encerra a necessidade de a obrigação ser paga na totalidade, sem que se possa versar período de afastamento da incidência dos juros da mora. Nota-se comumente a não liquidação dos débitos, gerando círculo vicioso em prejuízo do credor. A par desse aspecto, observem existir previsão da incidência de juros em título alcançado pela preclusão maior, surgindo impróprio o afastamento destes. Provejo o agravo para assentar a incidência dos juros da mora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D6FD-42D2-841C-7075 e senha 561A-9CC2-73BD-FCAA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em suma, que devem prevalecer as decisões transitadas em julgado, em momentos bem anteriores à formação do paradigma no Recurso Extraordinário n 590.751, que asseguraram à ora agravante, a incidência de juros nas parcelas da moratória constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E7F-C615-4B2C-CFD4 e senha 2157-4D9D-F20F-F685 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSE NELSON LOPES AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) :GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em suma, que devem prevalecer as decisões transitadas em julgado, em momentos bem anteriores à formação do paradigma no Recurso Extraordinário n 590.751, que asseguraram à ora agravante, a incidência de juros nas parcelas da moratória constitucional. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E7F-C615-4B2C-CFD4 e senha 2157-4D9D-F20F-F685 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 50, Vol. 5): “RECURSO DE APELAÇÃO — EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL — PRECATÓRIO — EXTINÇÃO DA COBRANÇA — ARTIGO 794, I, DO Código de Processo Civil/73 — PRETENSÃO À INCIDÊNCIA DOS JUROS DE MORA E COMPENSATÓRIOS NO PERÍODO DO PARCELAMENTO - ARTIGO 78 DO ADCT — COISA JULGADA - POSSIBILIDADE. 1. É inadmissível a exclusão dos juros de mora e compensatórios das parcelas, em desacordo com os parâmetros previstos no respectivo título executivo judicial. 2. Necessidade de observância da coisa julgada. 3. Insuficiência do depósito realizado pela parte executada, reconhecida. 4. Precedentes da jurisprudência desta E. Corte de Justiça e, inclusive, desta C. 5... Câmara de Direito Público. 5. Execução de título judicial, julgada extinta, com fundamento no artigo 794, I, do Código de Processo Civil/73 (artigo 924, II, do Código de Processo Civil/15), em Primeiro Grau. 6. Sentença, reformada, para, invertido o resultado inicial da lide, a determinar o regular prosseguimento da execução de título judicial, em todos os seus termos. 7. Recurso de apelação, apresentado pela parte exequente, provido.” No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 50, Vol. 5): “RECURSO DE APELAÇÃO — EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL — PRECATÓRIO — EXTINÇÃO DA COBRANÇA — ARTIGO 794, I, DO Código de Processo Civil/73 — PRETENSÃO À INCIDÊNCIA DOS JUROS DE MORA E COMPENSATÓRIOS NO PERÍODO DO PARCELAMENTO - ARTIGO 78 DO ADCT — COISA JULGADA - POSSIBILIDADE. 1. É inadmissível a exclusão dos juros de mora e compensatórios das parcelas, em desacordo com os parâmetros previstos no respectivo título executivo judicial. 2. Necessidade de observância da coisa julgada. 3. Insuficiência do depósito realizado pela parte executada, reconhecida. 4. Precedentes da jurisprudência desta E. Corte de Justiça e, inclusive, desta C. 5... Câmara de Direito Público. 5. Execução de título judicial, julgada extinta, com fundamento no artigo 794, I, do Código de Processo Civil/73 (artigo 924, II, do Código de Processo Civil/15), em Primeiro Grau. 6. Sentença, reformada, para, invertido o resultado inicial da lide, a determinar o regular prosseguimento da execução de título judicial, em todos os seus termos. 7. Recurso de apelação, apresentado pela parte exequente, provido.” No apelo extremo, alega-se, com amparo no art. 102, III, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP “a”, da Constituição Federal, que o julgado interpretou e aplicou equivocadamente o artigo 100, § 5..., da Carta Magna e o art. 78 do ADCT, bem como a Súmula Vinculante 17. Em suma, a parte recorrente alega que (a) “os juros fixados na sentença condenatória foram regularmente computados na expedição do precatório e, assim, não há como se admitir a incidência de juros em continuação durante um parcelamento lícito e outorgado pela própria Carta Magna” (fl. 80, Vol. 5); e (b) “os juros moratórios somente incidem a partir do atraso no pagamento, ou seja, decorrido o exercício financeiro, e não tendo sido pago, a partir de janeiro do ano seguinte é que deve iniciar o cômputo dos juros” (fl. 84, Vol. 5). Em contrarrazões (fl. 90, Vol. 5), a parte recorrida alega que a matéria relacionada à incidência de juros de mora e compensatórios, no período do parcelamento, não pode ser novamente discutida em respeito à coisa julgada e à segurança jurídica. É o relatório. Decido. De início, ressalto que foram devidamente preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade do apelo extremo, razão pela qual passo à análise do mérito. O recurso merece ser provido. No julgamento do Tema 132 (Recurso Extraordinário 590.751, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), a seguinte tese de repercussão geral foi consolidada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: “O art. 78 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias possui a mesma mens legis que o art. 33 desse Ato, razão pela qual, uma vez calculado o precatório pelo valor real do débito, acrescido de juros legais, não há mais falar em incidência desses nas parcelas anuais, iguais e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP “a”, da Constituição Federal, que o julgado interpretou e aplicou equivocadamente o artigo 100, § 5..., da Carta Magna e o art. 78 do ADCT, bem como a Súmula Vinculante 17. Em suma, a parte recorrente alega que (a) “os juros fixados na sentença condenatória foram regularmente computados na expedição do precatório e, assim, não há como se admitir a incidência de juros em continuação durante um parcelamento lícito e outorgado pela própria Carta Magna” (fl. 80, Vol. 5); e (b) “os juros moratórios somente incidem a partir do atraso no pagamento, ou seja, decorrido o exercício financeiro, e não tendo sido pago, a partir de janeiro do ano seguinte é que deve iniciar o cômputo dos juros” (fl. 84, Vol. 5). Em contrarrazões (fl. 90, Vol. 5), a parte recorrida alega que a matéria relacionada à incidência de juros de mora e compensatórios, no período do parcelamento, não pode ser novamente discutida em respeito à coisa julgada e à segurança jurídica. É o relatório. Decido. De início, ressalto que foram devidamente preenchidos todos os pressupostos de admissibilidade do apelo extremo, razão pela qual passo à análise do mérito. O recurso merece ser provido. No julgamento do Tema 132 (Recurso Extraordinário 590.751, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI), a seguinte tese de repercussão geral foi consolidada por este SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: “O art. 78 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias possui a mesma mens legis que o art. 33 desse Ato, razão pela qual, uma vez calculado o precatório pelo valor real do débito, acrescido de juros legais, não há mais falar em incidência desses nas parcelas anuais, iguais e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP sucessivas em que é fracionado, desde que adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente.” Ademais, esta CORTE já decidiu que a imposição de juros moratórios firmada na sentença com trânsito em julgado não impede a incidência da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que afastou a caracterização da mora no prazo constitucional para pagamento de precatórios. Nesse sentido, cite-se o seguinte julgado: “DIREITO CONSTITUCIONAL. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO. JUROS MORATÓRIOS NO PRAZO PREVISTO NO ART. 100, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE 17. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que a condenação ao pagamento de juros moratórios firmada na sentença com trânsito em julgado não impede a incidência da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, que afastou a caracterização da mora no prazo constitucional para pagamento de precatórios (AI 850.091-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 544.033- AgRsegundo, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 22/5/2018) Logo, o acórdão recorrido merece reforma. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para determinar a exclusão dos juros compensatórios e moratórios sobre as parcelas adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente, nos termos da tese de repercussão geral do Tema 132 (Recurso Extraordinário 590.751, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI)”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP sucessivas em que é fracionado, desde que adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente.” Ademais, esta CORTE já decidiu que a imposição de juros moratórios firmada na sentença com trânsito em julgado não impede a incidência da jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, que afastou a caracterização da mora no prazo constitucional para pagamento de precatórios. Nesse sentido, cite-se o seguinte julgado: “DIREITO CONSTITUCIONAL. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO. JUROS MORATÓRIOS NO PRAZO PREVISTO NO ART. 100, § 5..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE 17. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. 1. O Supremo Tribunal Federal já assentou que a condenação ao pagamento de juros moratórios firmada na sentença com trânsito em julgado não impede a incidência da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, que afastou a caracterização da mora no prazo constitucional para pagamento de precatórios (AI 850.091-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 544.033- AgRsegundo, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 22/5/2018) Logo, o acórdão recorrido merece reforma. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para determinar a exclusão dos juros compensatórios e moratórios sobre as parcelas adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente, nos termos da tese de repercussão geral do Tema 132 (Recurso Extraordinário 590.751, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI)”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5BE0-2EE7-FD84-3867 e senha FBF4-037B-4695-763D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSE NELSON LOPES (42004/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) : GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA (341673/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D4D-7691-C0D7-25DE e senha C948-9248-1B38-698A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.202.572 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : IVANILDO JOÃO DA SILVA FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSE NELSON LOPES (42004/SP) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CUBATÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CUBATÃO ADV.(A/S) : GILBERTO DO NASCIMENTO E SILVA (341673/SP) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D4D-7691-C0D7-25DE e senha C948-9248-1B38-698A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 202 . 572", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 202 . 572", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 202 . 572", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 202 . 572", "Recurso Extraordinário n 590 . 751", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 202 . 572", "Recurso Extraordinário n 590 . 751", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 202 . 572", "Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP", "Súmula Vinculante 17", "Recurso Extraordinário 590 . 751", "Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 590 . 751", "Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP", "AI 850 . 091 - AgR", "Recurso Extraordinário 544 . 033 - AgRsegundo", "Recurso Extraordinário 590 . 751", "Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP", "AI 850 . 091 - AgR", "Recurso Extraordinário 544 . 033 - AgRsegundo", "Recurso Extraordinário 590 . 751", "Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 1202572 AGR / SP", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 794 , I , DO Código de Processo Civil / 73", "ARTIGO 78 DO ADCT", "artigo 794 , I , do Código de Processo Civil / 73", "artigo 924 , II , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 794 , I , DO Código de Processo Civil / 73", "ARTIGO 78 DO ADCT", "artigo 794 , I , do Código de Processo Civil / 73", "artigo 924 , II , do Código de Processo Civil / 15", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "”", "Constituição Federal", "artigo 100 , § 5 . . . , da Carta Magna", "art . 78 do ADCT", "Carta Magna", "art . 78 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 100 , §", "art", "Carta Magna", "art . 78 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 100 , § 5 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE AGDO.(A/S) :HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) :CARMEN MAGDA DE MELO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. QUITAÇÃO. EFEITOS. SÚMULA 279, DO STF. 1. A jurisprudência dominante do STF assentou que “a transação judicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado ao plano de dispensa voluntária, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente em acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado” (RE 590.415/SC). 2. No presente caso, o tribunal de origem decidiu que não há registro acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV. 3. Para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas, possibilidade obstada pela Súmulas 279 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 14 a 21 de junho de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B79C-8A46-1D1B-914F e senha 6F57-3CA2-5EB1-B32D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1167163 AGR / GO taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B79C-8A46-1D1B-914F e senha 6F57-3CA2-5EB1-B32D Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B79C-8A46-1D1B-914F e senha 6F57-3CA2-5EB1-B32D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE AGDO.(A/S) :HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) :CARMEN MAGDA DE MELO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 59): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho assim ementado (eDOC-37): “AGRAVO DE INSTRUMENTO DA RECLAMADA. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO ANTES DA LEI 13.015/2014. PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA-PDV. QUITAÇÃO. EFEITOS. O Supremo Tribunal Federal, ao analisar o Recurso Extraordinário 590.415/SC, com repercussão geral, fixou o entendimento de que "a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado". A hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo STF no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE AGDO.(A/S) :HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) :CARMEN MAGDA DE MELO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 59): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho assim ementado (eDOC-37): “AGRAVO DE INSTRUMENTO DA RECLAMADA. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO ANTES DA LEI 13.015/2014. PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA-PDV. QUITAÇÃO. EFEITOS. O Supremo Tribunal Federal, ao analisar o Recurso Extraordinário 590.415/SC, com repercussão geral, fixou o entendimento de que "a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado". A hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo STF no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1167163 AGR / GO cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV. Eis o registro fático do TRT: “Desse modo, a validade do programa de desligamento incentivado, pelo menos com a dimensão pretendida pela Reclamada no apelo, exigia a previsão em instrumento coletivo, o que, no caso, não ocorreu”. Decisão regional de acordo com a OJ 270/SDI-I. Precedentes. Óbice da Sumula 333. REAJUSTES SALARIAIS. ACORDO COLETIVO. ALTERAÇÃO UNILATERAL E LESIVA. O Tribunal regional consignou que “trata-se de alteração unilateral e lesiva de dispositivo regulamentar incorporado ao contrato de trabalho do autor (admitido em 12/06/1986), vedada pelo art. 468 da CLT e pela Súmula nº 51, item I, do TST. Portanto, correta a r. sentença, por meio da qual foi deferido o pagamento de diferenças salariais e reflexos, decorrentes da inobservância da concessão do percentual de 4% entre as referências salariais de cada nível na carreira do autor”. Uma vez registrada a ocorrência de fato lesivo ao reclamante, por meio de alteração unilateral, é de se concluir que todos os argumentos da empresa demandariam o reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta instância extraordinária, a teor da Súmula 126/TST. DIVISOR 200. HORAS EXTRAS. JORNADA SEMANAL DE 40 HORAS. Consoante os termos da Súmula 431/TST, "Aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor do salário-hora do empregado sujeito a 40 (quarenta) horas semanais de trabalho". Logo, inviável a admissibilidade do recurso de revista, a teor do que dispõe a Súmula 333/TST AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. A decisão está em consonância com a Orientação Jurisprudencial 413 da SDI-1/TST, a qual estabelece que "a pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba auxílio- alimentação ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT - não altera a natureza salarial da parcela, instituída anteriormente, para aqueles empregados que, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV. Eis o registro fático do TRT: “Desse modo, a validade do programa de desligamento incentivado, pelo menos com a dimensão pretendida pela Reclamada no apelo, exigia a previsão em instrumento coletivo, o que, no caso, não ocorreu”. Decisão regional de acordo com a OJ 270/SDI-I. Precedentes. Óbice da Sumula 333. REAJUSTES SALARIAIS. ACORDO COLETIVO. ALTERAÇÃO UNILATERAL E LESIVA. O Tribunal regional consignou que “trata-se de alteração unilateral e lesiva de dispositivo regulamentar incorporado ao contrato de trabalho do autor (admitido em 12/06/1986), vedada pelo art. 468 da CLT e pela Súmula nº 51, item I, do TST. Portanto, correta a r. sentença, por meio da qual foi deferido o pagamento de diferenças salariais e reflexos, decorrentes da inobservância da concessão do percentual de 4% entre as referências salariais de cada nível na carreira do autor”. Uma vez registrada a ocorrência de fato lesivo ao reclamante, por meio de alteração unilateral, é de se concluir que todos os argumentos da empresa demandariam o reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta instância extraordinária, a teor da Súmula 126/TST. DIVISOR 200. HORAS EXTRAS. JORNADA SEMANAL DE 40 HORAS. Consoante os termos da Súmula 431/TST, "Aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor do salário-hora do empregado sujeito a 40 (quarenta) horas semanais de trabalho". Logo, inviável a admissibilidade do recurso de revista, a teor do que dispõe a Súmula 333/TST AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. A decisão está em consonância com a Orientação Jurisprudencial 413 da SDI-1/TST, a qual estabelece que "a pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba auxílio- alimentação ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT - não altera a natureza salarial da parcela, instituída anteriormente, para aqueles empregados que, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1167163 AGR / GO habitualmente, já percebiam o benefício, a teor das Súmulas nºs 51, I, e 241 do TST". Incidência da Súmula 333 do Tribunal Superior do Trabalho. Agravo de instrumento não provido.” No recurso extraordinário, com fundamento no permissivo constitucional do art. 102, III, a, aponta-se ofensa aos artigos 5º, XXXV, XXXVI; 7º, XXI, da Constituição da República. Sustenta-se, em suma, que “a transação é ato de vontade das partes e não provado qualquer vício de consentimento, não se pode presumi-lo. Dessa forma, tendo o ato se revestido da formalidades previstas legalmente, não está a merecer declaração de nulidade.” (eDOC 39, p. 18). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso, asseverou (eDOC-11, p. 7): “Entretanto, verifico que a hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo STF no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV.” (eDOC 37, p. 7). Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, quanto à ausência de cláusula de quitação no próprio acordo coletivo referente ao plano de demissão voluntária, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Por outro lado, Ao julgar o RE-RG 950.787, em 28.04.2016 (Tema 890), o Plenário deste Tribunal afirmou não existir repercussão geral nos casos em que a alegada ofensa aos princípios constitucionais, dentre eles o da dignidade da pessoa humana, ocorre de forma genérica, exigindo interpretação das normas infraconstitucionais e revolvimento do conjunto fático- probatório dos autos, o que torna inadmissível o processamento do recurso extraordinário, como no caso dos autos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO habitualmente, já percebiam o benefício, a teor das Súmulas nºs 51, I, e 241 do TST". Incidência da Súmula 333 do Tribunal Superior do Trabalho. Agravo de instrumento não provido.” No recurso extraordinário, com fundamento no permissivo constitucional do art. 102, III, a, aponta-se ofensa aos artigos 5º, XXXV, XXXVI; 7º, XXI, da Constituição da República. Sustenta-se, em suma, que “a transação é ato de vontade das partes e não provado qualquer vício de consentimento, não se pode presumi-lo. Dessa forma, tendo o ato se revestido da formalidades previstas legalmente, não está a merecer declaração de nulidade.” (eDOC 39, p. 18). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso, asseverou (eDOC-11, p. 7): “Entretanto, verifico que a hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo STF no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV.” (eDOC 37, p. 7). Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, quanto à ausência de cláusula de quitação no próprio acordo coletivo referente ao plano de demissão voluntária, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Por outro lado, Ao julgar o RE-RG 950.787, em 28.04.2016 (Tema 890), o Plenário deste Tribunal afirmou não existir repercussão geral nos casos em que a alegada ofensa aos princípios constitucionais, dentre eles o da dignidade da pessoa humana, ocorre de forma genérica, exigindo interpretação das normas infraconstitucionais e revolvimento do conjunto fático- probatório dos autos, o que torna inadmissível o processamento do recurso extraordinário, como no caso dos autos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 1167163 AGR / GO Ademais, Ao julgar o ARE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Dje de 1º.08.2013 (Tema 660), esta Corte assentou que não há repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, e das garantias do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada são debatidas sob a ótica infraconstitucional, uma vez que configura ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, “a” e ”b”, do CPC. Publique-se.” O agravante reproduz os argumentos apresentados no recurso extraordinário, sustenta violação aos artigos 5º, II, XXXV, XXXVI e 7º, XXVI e, novamente, insiste que o recorrido aderiu ao PDV e deu quitação geral dos direitos decorrentes do contrato de trabalho. Intimada, a parte agravada não apresentou manifestação (eDOC 63). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO Ademais, Ao julgar o ARE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Dje de 1º.08.2013 (Tema 660), esta Corte assentou que não há repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, e das garantias do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada são debatidas sob a ótica infraconstitucional, uma vez que configura ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, “a” e ”b”, do CPC. Publique-se.” O agravante reproduz os argumentos apresentados no recurso extraordinário, sustenta violação aos artigos 5º, II, XXXV, XXXVI e 7º, XXVI e, novamente, insiste que o recorrido aderiu ao PDV e deu quitação geral dos direitos decorrentes do contrato de trabalho. Intimada, a parte agravada não apresentou manifestação (eDOC 63). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. O Tribunal de origem negou provimento ao agravo e consignou que a adesão do empregado ao plano de demissão incentivada ensejaria a quitação de todas as parcelas decorrentes do contrato de trabalho “se a referida condição encontrar-se prevista, expressamente, em norma coletiva e nos demais instrumentos firmados pelo empregado” (eDOC 37, p. 6). No presente caso, o acórdão explicitou: “não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV” (eDOC 37, p. 7). Portanto, qualquer incursão revisora do mérito do julgado de origem demandaria revolvimento de matéria fática, o que encontra óbice na Súmula 279, do STF. Por outro lado, o STF já se posicionou quanto à inexistência de repercussão geral nos casos em que a alegada ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana ocorre de forma genérica (Tema 890), exigindo interpretação das normas infraconstitucionais e revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inadmissível o processamento do recurso extraordinário, como no caso dos autos. Da mesma maneira, em relação aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa do contraditório e das garantias do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (Tema 660), entendeu o STF que inexiste repercussão geral quando a alegada ofensa a tais princípios e garantias configurar ofensa reflexa, restando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A13C-0C02-7321-921F e senha EF03-90DB-D1B6-3DB5 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. O Tribunal de origem negou provimento ao agravo e consignou que a adesão do empregado ao plano de demissão incentivada ensejaria a quitação de todas as parcelas decorrentes do contrato de trabalho “se a referida condição encontrar-se prevista, expressamente, em norma coletiva e nos demais instrumentos firmados pelo empregado” (eDOC 37, p. 6). No presente caso, o acórdão explicitou: “não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV” (eDOC 37, p. 7). Portanto, qualquer incursão revisora do mérito do julgado de origem demandaria revolvimento de matéria fática, o que encontra óbice na Súmula 279, do STF. Por outro lado, o STF já se posicionou quanto à inexistência de repercussão geral nos casos em que a alegada ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana ocorre de forma genérica (Tema 890), exigindo interpretação das normas infraconstitucionais e revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inadmissível o processamento do recurso extraordinário, como no caso dos autos. Da mesma maneira, em relação aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa do contraditório e das garantias do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (Tema 660), entendeu o STF que inexiste repercussão geral quando a alegada ofensa a tais princípios e garantias configurar ofensa reflexa, restando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A13C-0C02-7321-921F e senha EF03-90DB-D1B6-3DB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1167163 AGR / GO inadmissível o recurso extraordinário Em face de todos esses motivos, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando- se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A13C-0C02-7321-921F e senha EF03-90DB-D1B6-3DB5 Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO inadmissível o recurso extraordinário Em face de todos esses motivos, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando- se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A13C-0C02-7321-921F e senha EF03-90DB-D1B6-3DB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE (9362/GO) AGDO.(A/S) : HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) : CARMEN MAGDA DE MELO (2997/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DAF-C00A-6979-5DEC e senha 41C2-B068-ACEC-BAF9 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE (9362/GO) AGDO.(A/S) : HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) : CARMEN MAGDA DE MELO (2997/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DAF-C00A-6979-5DEC e senha 41C2-B068-ACEC-BAF9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750408117
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. QUITAÇÃO. EFEITOS. SÚMULA 279, DO STF. 1. A jurisprudência dominante do STF assentou que “a transação judicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado ao plano de dispensa voluntária, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente em acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado” (RE 590.415/SC). 2. No presente caso, o tribunal de origem decidiu que não há registro acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV. 3. Para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas, possibilidade obstada pela Súmulas 279 do STF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC.
sjur407239
- Acórdão(s) citado(s): (DEMISSÃO VOLUNTÁRIA, QUITAÇÃO) RE 590415 (TP). Número de páginas: 9. Análise: 23/08/2019, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1167163
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1167163 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE AGDO.(A/S) : HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) : CARMEN MAGDA DE MELO
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE AGDO.(A/S) :HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) :CARMEN MAGDA DE MELO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. QUITAÇÃO. EFEITOS. SÚMULA 279, DO Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal assentou que “a transação judicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado ao plano de dispensa voluntária, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente em acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado” (Recurso Extraordinário 590.415/SC). 2. No presente caso, o tribunal de origem decidiu que não há registro acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV. 3. Para se chegar à conclusão diversa daquela a que chegou o juízo a quo, seria necessário o reexame de fatos e provas, possibilidade obstada pela Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 14 a 21 de junho de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B79C-8A46-1D1B-914F e senha 6F57-3CA2-5EB1-B32D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1167163 AGR / GO taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B79C-8A46-1D1B-914F e senha 6F57-3CA2-5EB1-B32D Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B79C-8A46-1D1B-914F e senha 6F57-3CA2-5EB1-B32D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE AGDO.(A/S) :HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) :CARMEN MAGDA DE MELO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 59): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho assim ementado (eDOC-37): “AGRAVO DE INSTRUMENTO DA RECLAMADA. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO ANTES DA LEI 13.015/2014. PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA-PDV. QUITAÇÃO. EFEITOS. O Supremo Tribunal Federal, ao analisar o Recurso Extraordinário 590.415/SC, com repercussão geral, fixou o entendimento de que "a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado". A hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo Supremo Tribunal Federal no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE AGDO.(A/S) :HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) :CARMEN MAGDA DE MELO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao agravo, nos seguintes termos (eDOC 59): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho assim ementado (eDOC-37): “AGRAVO DE INSTRUMENTO DA RECLAMADA. RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO ANTES DA LEI 13.015/2014. PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA-PDV. QUITAÇÃO. EFEITOS. O Supremo Tribunal Federal, ao analisar o Recurso Extraordinário 590.415/SC, com repercussão geral, fixou o entendimento de que "a transação extrajudicial que importa rescisão do contrato de trabalho, em razão de adesão voluntária do empregado a plano de dispensa incentivada, enseja quitação ampla e irrestrita de todas as parcelas objeto do contrato de emprego, caso essa condição tenha constado expressamente do acordo coletivo que aprovou o plano, bem como dos demais instrumentos celebrados com o empregado". A hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo Supremo Tribunal Federal no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1167163 AGR / GO cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV. Eis o registro fático do TRT: “Desse modo, a validade do programa de desligamento incentivado, pelo menos com a dimensão pretendida pela Reclamada no apelo, exigia a previsão em instrumento coletivo, o que, no caso, não ocorreu”. Decisão regional de acordo com a OJ 270/SDI-I. Precedentes. Óbice da Sumula 333. REAJUSTES SALARIAIS. ACORDO COLETIVO. ALTERAÇÃO UNILATERAL E LESIVA. O Tribunal regional consignou que “trata-se de alteração unilateral e lesiva de dispositivo regulamentar incorporado ao contrato de trabalho do autor (admitido em 12/06/1986), vedada pelo art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho e pela Súmula n 51, item I, do Tribunal Superior do Trabalho. Portanto, correta a r. sentença, por meio da qual foi deferido o pagamento de diferenças salariais e reflexos, decorrentes da inobservância da concessão do percentual de 4% entre as referências salariais de cada nível na carreira do autor”. Uma vez registrada a ocorrência de fato lesivo ao reclamante, por meio de alteração unilateral, é de se concluir que todos os argumentos da empresa demandariam o reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta instância extraordinária, a teor da Súmula 126/Tribunal Superior do Trabalho. DIVISOR 200. HORAS EXTRAS. JORNADA SEMANAL DE 40 HORAS. Consoante os termos da Súmula 431/Tribunal Superior do Trabalho, "Aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor do salário-hora do empregado sujeito a 40 (quarenta) horas semanais de trabalho". Logo, inviável a admissibilidade do recurso de revista, a teor do que dispõe a Súmula 333/Tribunal Superior do Trabalho AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. A decisão está em consonância com a Orientação Jurisprudencial 413 da SDI-1/Tribunal Superior do Trabalho, a qual estabelece que "a pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba auxílio- alimentação ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT - não altera a natureza salarial da parcela, instituída anteriormente, para aqueles empregados que, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV. Eis o registro fático do TRT: “Desse modo, a validade do programa de desligamento incentivado, pelo menos com a dimensão pretendida pela Reclamada no apelo, exigia a previsão em instrumento coletivo, o que, no caso, não ocorreu”. Decisão regional de acordo com a OJ 270/SDI-I. Precedentes. Óbice da Sumula 333. REAJUSTES SALARIAIS. ACORDO COLETIVO. ALTERAÇÃO UNILATERAL E LESIVA. O Tribunal regional consignou que “trata-se de alteração unilateral e lesiva de dispositivo regulamentar incorporado ao contrato de trabalho do autor (admitido em 12/06/1986), vedada pelo art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho e pela Súmula n 51, item I, do Tribunal Superior do Trabalho. Portanto, correta a r. sentença, por meio da qual foi deferido o pagamento de diferenças salariais e reflexos, decorrentes da inobservância da concessão do percentual de 4% entre as referências salariais de cada nível na carreira do autor”. Uma vez registrada a ocorrência de fato lesivo ao reclamante, por meio de alteração unilateral, é de se concluir que todos os argumentos da empresa demandariam o reexame de fatos e provas, procedimento vedado nesta instância extraordinária, a teor da Súmula 126/Tribunal Superior do Trabalho. DIVISOR 200. HORAS EXTRAS. JORNADA SEMANAL DE 40 HORAS. Consoante os termos da Súmula 431/Tribunal Superior do Trabalho, "Aplica-se o divisor 200 (duzentos) para o cálculo do valor do salário-hora do empregado sujeito a 40 (quarenta) horas semanais de trabalho". Logo, inviável a admissibilidade do recurso de revista, a teor do que dispõe a Súmula 333/Tribunal Superior do Trabalho AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. A decisão está em consonância com a Orientação Jurisprudencial 413 da SDI-1/Tribunal Superior do Trabalho, a qual estabelece que "a pactuação em norma coletiva conferindo caráter indenizatório à verba auxílio- alimentação ou a adesão posterior do empregador ao Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT - não altera a natureza salarial da parcela, instituída anteriormente, para aqueles empregados que, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 1167163 AGR / GO habitualmente, já percebiam o benefício, a teor das Súmulas ns 51, I, e 241 do Tribunal Superior do Trabalho". Incidência da Súmula 333 do Tribunal Superior do Trabalho. Agravo de instrumento não provido.” No recurso extraordinário, com fundamento no permissivo constitucional do art. 102, III, a, aponta-se ofensa aos artigos 5..., XXXV, XXXVI; 7..., XXI, da Constituição da República. Sustenta-se, em suma, que “a transação é ato de vontade das partes e não provado qualquer vício de consentimento, não se pode presumi-lo. Dessa forma, tendo o ato se revestido da formalidades previstas legalmente, não está a merecer declaração de nulidade.” (eDOC 39, p. 18). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso, asseverou (eDOC-11, p. 7): “Entretanto, verifico que a hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo Supremo Tribunal Federal no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV.” (eDOC 37, p. 7). Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, quanto à ausência de cláusula de quitação no próprio acordo coletivo referente ao plano de demissão voluntária, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, Ao julgar o Recurso Extraordinário-RG 950.787, em 28.04.2016 (Tema 890), o Plenário deste Tribunal afirmou não existir repercussão geral nos casos em que a alegada ofensa aos princípios constitucionais, dentre eles o da dignidade da pessoa humana, ocorre de forma genérica, exigindo interpretação das normas infraconstitucionais e revolvimento do conjunto fático- probatório dos autos, o que torna inadmissível o processamento do recurso extraordinário, como no caso dos autos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO habitualmente, já percebiam o benefício, a teor das Súmulas ns 51, I, e 241 do Tribunal Superior do Trabalho". Incidência da Súmula 333 do Tribunal Superior do Trabalho. Agravo de instrumento não provido.” No recurso extraordinário, com fundamento no permissivo constitucional do art. 102, III, a, aponta-se ofensa aos artigos 5..., XXXV, XXXVI; 7..., XXI, da Constituição da República. Sustenta-se, em suma, que “a transação é ato de vontade das partes e não provado qualquer vício de consentimento, não se pode presumi-lo. Dessa forma, tendo o ato se revestido da formalidades previstas legalmente, não está a merecer declaração de nulidade.” (eDOC 39, p. 18). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento do recurso, asseverou (eDOC-11, p. 7): “Entretanto, verifico que a hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo Supremo Tribunal Federal no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV.” (eDOC 37, p. 7). Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo, quanto à ausência de cláusula de quitação no próprio acordo coletivo referente ao plano de demissão voluntária, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, Ao julgar o Recurso Extraordinário-RG 950.787, em 28.04.2016 (Tema 890), o Plenário deste Tribunal afirmou não existir repercussão geral nos casos em que a alegada ofensa aos princípios constitucionais, dentre eles o da dignidade da pessoa humana, ocorre de forma genérica, exigindo interpretação das normas infraconstitucionais e revolvimento do conjunto fático- probatório dos autos, o que torna inadmissível o processamento do recurso extraordinário, como no caso dos autos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório ARE 1167163 AGR / GO Ademais, Ao julgar o ARE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Dje de 1....08.2013 (Tema 660), esta Corte assentou que não há repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, e das garantias do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada são debatidas sob a ótica infraconstitucional, uma vez que configura ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, “a” e ”b”, do Código de Processo Civil. Publique-se.” O agravante reproduz os argumentos apresentados no recurso extraordinário, sustenta violação aos artigos 5..., II, XXXV, XXXVI e 7..., XXVI e, novamente, insiste que o recorrido aderiu ao PDV e deu quitação geral dos direitos decorrentes do contrato de trabalho. Intimada, a parte agravada não apresentou manifestação (eDOC 63). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO Ademais, Ao julgar o ARE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Dje de 1....08.2013 (Tema 660), esta Corte assentou que não há repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, e das garantias do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada são debatidas sob a ótica infraconstitucional, uma vez que configura ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, “a” e ”b”, do Código de Processo Civil. Publique-se.” O agravante reproduz os argumentos apresentados no recurso extraordinário, sustenta violação aos artigos 5..., II, XXXV, XXXVI e 7..., XXVI e, novamente, insiste que o recorrido aderiu ao PDV e deu quitação geral dos direitos decorrentes do contrato de trabalho. Intimada, a parte agravada não apresentou manifestação (eDOC 63). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6054-4FA2-0001-B417 e senha 343F-FFC8-4EE9-9E51 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. O Tribunal de origem negou provimento ao agravo e consignou que a adesão do empregado ao plano de demissão incentivada ensejaria a quitação de todas as parcelas decorrentes do contrato de trabalho “se a referida condição encontrar-se prevista, expressamente, em norma coletiva e nos demais instrumentos firmados pelo empregado” (eDOC 37, p. 6). No presente caso, o acórdão explicitou: “não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV” (eDOC 37, p. 7). Portanto, qualquer incursão revisora do mérito do julgado de origem demandaria revolvimento de matéria fática, o que encontra óbice na Súmula 279, do Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal já se posicionou quanto à inexistência de repercussão geral nos casos em que a alegada ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana ocorre de forma genérica (Tema 890), exigindo interpretação das normas infraconstitucionais e revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inadmissível o processamento do recurso extraordinário, como no caso dos autos. Da mesma maneira, em relação aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa do contraditório e das garantias do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (Tema 660), entendeu o Supremo Tribunal Federal que inexiste repercussão geral quando a alegada ofensa a tais princípios e garantias configurar ofensa reflexa, restando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A13C-0C02-7321-921F e senha EF03-90DB-D1B6-3DB5 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. O Tribunal de origem negou provimento ao agravo e consignou que a adesão do empregado ao plano de demissão incentivada ensejaria a quitação de todas as parcelas decorrentes do contrato de trabalho “se a referida condição encontrar-se prevista, expressamente, em norma coletiva e nos demais instrumentos firmados pelo empregado” (eDOC 37, p. 6). No presente caso, o acórdão explicitou: “não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula coletiva prevendo expressamente a quitação geral do contrato de trabalho em face da adesão do empregado ao PDV” (eDOC 37, p. 7). Portanto, qualquer incursão revisora do mérito do julgado de origem demandaria revolvimento de matéria fática, o que encontra óbice na Súmula 279, do Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal já se posicionou quanto à inexistência de repercussão geral nos casos em que a alegada ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana ocorre de forma genérica (Tema 890), exigindo interpretação das normas infraconstitucionais e revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que torna inadmissível o processamento do recurso extraordinário, como no caso dos autos. Da mesma maneira, em relação aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa do contraditório e das garantias do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada (Tema 660), entendeu o Supremo Tribunal Federal que inexiste repercussão geral quando a alegada ofensa a tais princípios e garantias configurar ofensa reflexa, restando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A13C-0C02-7321-921F e senha EF03-90DB-D1B6-3DB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1167163 AGR / GO inadmissível o recurso extraordinário Em face de todos esses motivos, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando- se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A13C-0C02-7321-921F e senha EF03-90DB-D1B6-3DB5 Supremo Tribunal Federal ARE 1167163 AGR / GO inadmissível o recurso extraordinário Em face de todos esses motivos, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, diante da manifesta improcedência do agravo, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando- se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A13C-0C02-7321-921F e senha EF03-90DB-D1B6-3DB5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE (9362/GO) AGDO.(A/S) : HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) : CARMEN MAGDA DE MELO (2997/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DAF-C00A-6979-5DEC e senha 41C2-B068-ACEC-BAF9 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.167.163 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : CELG DISTRIBUICAO S.A. - CELG D ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE (9362/GO) AGDO.(A/S) : HELIO RODRIGUES BRAGA ADV.(A/S) : CARMEN MAGDA DE MELO (2997/GO) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DAF-C00A-6979-5DEC e senha 41C2-B068-ACEC-BAF9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 167 . 163 GOIÁS", "SÚMULA 279 , DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 590 . 415 / SC", "Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 167 . 163 GOIÁS", "Recurso Extraordinário 590 . 415 / SC", "Recurso Extraordinário 590 . 415 / SC", "ARE 1167163 AGR / GO", "Súmula 126 / Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 431 / Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 333 / Tribunal Superior do Trabalho", "Orientação Jurisprudencial 413 da SDI - 1 / Tribunal Superior do Trabalho", "OJ 270 / SDI - I", "Súmula n 51 , item I , do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 126 / Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 431 / Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 333 / Tribunal Superior do Trabalho", "Orientação Jurisprudencial 413 da SDI - 1 / Tribunal Superior do Trabalho", "ARE 1167163 AGR / GO", "Súmulas ns 51 , I , e 241 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 333 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - RG 950 . 787", "Súmulas ns 51 , I , e 241 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 333 do Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - RG 950 . 787", "ARE 1167163 AGR / GO", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Súmula 279 , do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 , do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1167163 AGR / GO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 13 . 015 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 13 . 015 / 2014", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 468 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 468 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXV , XXXVI ; 7 . . . , XXI , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , XXXV , XXXVI ; 7 . . . , XXI , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 932 , IV , “ a ” e ” b ” , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 932 , IV , “ a ” e ” b ” , do Código de Processo Civil", "artigos 5 . . . , II ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CELG DISTRIBUICAO S . A .", "CELG D", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE", "HELIO RODRIGUES BRAGA", "CARMEN MAGDA DE MELO", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE", "HELIO RODRIGUES BRAGA", "CARMEN MAGDA DE MELO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE", "HELIO RODRIGUES BRAGA", "CARMEN MAGDA DE MELO", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE", "HELIO RODRIGUES BRAGA", "CARMEN MAGDA DE MELO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "EDSON FACHIN", "PAULO ROBERTO IVO DE REZENDE", "HELIO RODRIGUES BRAGA", "CARMEN MAGDA DE MELO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14", "21 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "1986", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "06", "/", "1986", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "04", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "04", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO EMENTA Agravo regimental na suspensão de segurança. Pagamento de vencimentos dos servidores públicos até o último dia do mês. Escalonamento do pagamento de subsídios e pensões. Agravamento da crise econômica pela qual passam os diversos entes da Federação. Exaustão orçamentária estadual. Risco de grave lesão à ordem e à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 923D-14A1-9BE6-FBA0 e senha 16A2-6F56-0B2F-466D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão SS 5163 AGR / DF economia públicas. Suspensão deferida. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 923D-14A1-9BE6-FBA0 e senha 16A2-6F56-0B2F-466D Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF economia públicas. Suspensão deferida. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 923D-14A1-9BE6-FBA0 e senha 16A2-6F56-0B2F-466D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto em face da decisão por meio da qual, confirmando-se a liminar, se deferiu o pedido de suspensão dos efeitos das decisões proferidas nos Mandados de Segurança nºs 2016.001006-2, 2016.001024-4, 2016.006027-0, 2016.006720-5, 2016.010970- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75D1-C72C-C233-6BFE e senha 1F33-438C-0E7F-571C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto em face da decisão por meio da qual, confirmando-se a liminar, se deferiu o pedido de suspensão dos efeitos das decisões proferidas nos Mandados de Segurança nºs 2016.001006-2, 2016.001024-4, 2016.006027-0, 2016.006720-5, 2016.010970- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75D1-C72C-C233-6BFE e senha 1F33-438C-0E7F-571C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório SS 5163 AGR / DF 9, 2016.010763-3, 2016.011492-0 e 2016.017372-8, julgando-se prejudicados os agravos interpostos contra a decisão exagerada na medida cautelar. Cito a ementa da decisão ora impugnada: “SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. PAGAMENTO DE VENCIMENTOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS ATÉ O ÚLTIMO DIA DO MÊS. MULTA DIÁRIA POR ATRASO. EXAUSTÃO ORÇAMENTÁRIA ESTADUAL. AMEAÇA DE GRAVE LESÃO À ORDEM ADMINISTRATIVA E À ECONOMIA PÚBLICAS. SUSPENSÃO E PEDIDO DE EXTENSÃO DEFERIDOS” (doc. 83). Interpostos embargos de declaração, a Presidência rejeitou-os, em decisão assim ementada (doc. 92): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (doc. 101). A agravante alega, em síntese, haver prejuízo irreparável aos servidores públicos, porquanto eles estariam sendo privados dos subsídios e do décimo terceiro salário. Aduz haver ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, já que a verba a ser recebida teria natureza alimentar, bem como violação dos princípios da legalidade e da eficiência administrativa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pelo provimento do agravo e pelo indeferimento dos pedidos inicial e de extensão (doc. 106). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75D1-C72C-C233-6BFE e senha 1F33-438C-0E7F-571C Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF 9, 2016.010763-3, 2016.011492-0 e 2016.017372-8, julgando-se prejudicados os agravos interpostos contra a decisão exagerada na medida cautelar. Cito a ementa da decisão ora impugnada: “SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. PAGAMENTO DE VENCIMENTOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS ATÉ O ÚLTIMO DIA DO MÊS. MULTA DIÁRIA POR ATRASO. EXAUSTÃO ORÇAMENTÁRIA ESTADUAL. AMEAÇA DE GRAVE LESÃO À ORDEM ADMINISTRATIVA E À ECONOMIA PÚBLICAS. SUSPENSÃO E PEDIDO DE EXTENSÃO DEFERIDOS” (doc. 83). Interpostos embargos de declaração, a Presidência rejeitou-os, em decisão assim ementada (doc. 92): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (doc. 101). A agravante alega, em síntese, haver prejuízo irreparável aos servidores públicos, porquanto eles estariam sendo privados dos subsídios e do décimo terceiro salário. Aduz haver ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, já que a verba a ser recebida teria natureza alimentar, bem como violação dos princípios da legalidade e da eficiência administrativa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pelo provimento do agravo e pelo indeferimento dos pedidos inicial e de extensão (doc. 106). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75D1-C72C-C233-6BFE e senha 1F33-438C-0E7F-571C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inviável o recurso. As razões da agravante não foram suficientes para afastar os fundamentos da decisão agravada, na qual se reconheceu grave dano à ordem e à economia públicas, causado pela situação financeira e fiscal do estado e pelo desequilíbrio entre despesas e receitas. Consta da decisão agravada: “(...) 18. Como realcei na decisão liminar, a manutenção das decisões contrastadas põe em risco a ordem e a economia públicas. A situação excepcional de colapso financeiro desencadeado pelo momento de turbulência econômica e acentuada frustração de receitas projetadas nas leis orçamentárias anuais sinaliza a necessidade de adoção de esforço comum e coordenado para superação deste quadro. No julgamento do agravo regimental na Suspensão de Segurança n. 883/RS, ainda não concluído por este Supremo Tribunal, no qual se analisava o pagamento até o último dia de cada mês de remuneração de servidores públicos do Rio Grande do Sul, também em situação deficitária grave, afirmei: ‘(...) também parto, tal como posto por Vossa Excelência, pelo reconhecimento de todos, enfatizado agora pelo Ministro Teori, que é uma situação gravíssima do ponto de vista da possibilidade de adimplemento da obrigação constitucional do pagamento pelo governo do Rio Grande do Sul, com o alastramento eventual para outros Estados. A minha preocupação, Presidente, como aqui manifestada por Vossa Excelência e pelo Ministro Teori, pelos Ministros, todos que votaram até agora, é mais ou menos algo que o Governador de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inviável o recurso. As razões da agravante não foram suficientes para afastar os fundamentos da decisão agravada, na qual se reconheceu grave dano à ordem e à economia públicas, causado pela situação financeira e fiscal do estado e pelo desequilíbrio entre despesas e receitas. Consta da decisão agravada: “(...) 18. Como realcei na decisão liminar, a manutenção das decisões contrastadas põe em risco a ordem e a economia públicas. A situação excepcional de colapso financeiro desencadeado pelo momento de turbulência econômica e acentuada frustração de receitas projetadas nas leis orçamentárias anuais sinaliza a necessidade de adoção de esforço comum e coordenado para superação deste quadro. No julgamento do agravo regimental na Suspensão de Segurança n. 883/RS, ainda não concluído por este Supremo Tribunal, no qual se analisava o pagamento até o último dia de cada mês de remuneração de servidores públicos do Rio Grande do Sul, também em situação deficitária grave, afirmei: ‘(...) também parto, tal como posto por Vossa Excelência, pelo reconhecimento de todos, enfatizado agora pelo Ministro Teori, que é uma situação gravíssima do ponto de vista da possibilidade de adimplemento da obrigação constitucional do pagamento pelo governo do Rio Grande do Sul, com o alastramento eventual para outros Estados. A minha preocupação, Presidente, como aqui manifestada por Vossa Excelência e pelo Ministro Teori, pelos Ministros, todos que votaram até agora, é mais ou menos algo que o Governador de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 5163 AGR / DF Minas na década de 60, Milton Campos, diante de uma greve de professores, quando nem existia direito de greve, pelo não pagamento, e quando foi aventada exatamente a possibilidade de uma medida mais drástica em relação a esses que paravam por não pagamento, foi perguntado a ele se mandava a polícia para esses que estavam paralisados. Ele disse se não era o caso de, ao invés de mandar o carro de polícia, mandar o trem pagador’; porque qualquer afastamento tem como solução o único pagamento, e o que se alega é exatamente que não há como solucionar. Logo, a busca, realmente, é de uma solução que não está nas mãos do Poder Judiciário, definitivamente. O que nós temos hoje é uma Constituição que garante como direito fundamental o direito ao vencimento, no caso do servidor público, ao salário, no caso do empregado, e que, neste caso, não está podendo ser honrado, alegadamente, e acho que, quanto a isso, nem Vossa Excelência na decisão questionou a vontade de fazer sem condições. Apenas uma referência, que o Ministro Teori já anotou, é que, quando se deixa de pagar a dívida com a União, a União bloqueia no automático. E esta dívida é uma dívida gravíssima. Sofri muito por conta disso, na condição de procuradora, porque é mesmo assim que acontece: bloqueia-se e, aí, você não tem condições de pagar nem comida para preso, nem para o hospital. E essa é uma situação que beira situação limite de perversidade com todo mundo. A paralisação do servidor que, então, reclama por um direito constitucional, por sua vez, apena o cidadão. Então, há um caos criado neste caso de instabilidade séria, dramática. Eu não tenho dúvida alguma que, no caso, não vai ser não pagando ou não tentando pagar de todas as formas, o que é o direito do servidor, que se vai solucionar. Entretanto, eu vou pedir vênia a Vossa Excelência apenas para acompanhar nesta parte relativa a essas parcelas, que seriam uma espécie de apenação, pela circunstância de não ver no Governo e na Administração o descumprimento pela ausência de querer, mas de impossibilidade de fazê-lo. E eu acho que, neste caso, não sei se nós estaríamos tirando qualquer força da decisão judicial, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF Minas na década de 60, Milton Campos, diante de uma greve de professores, quando nem existia direito de greve, pelo não pagamento, e quando foi aventada exatamente a possibilidade de uma medida mais drástica em relação a esses que paravam por não pagamento, foi perguntado a ele se mandava a polícia para esses que estavam paralisados. Ele disse se não era o caso de, ao invés de mandar o carro de polícia, mandar o trem pagador’; porque qualquer afastamento tem como solução o único pagamento, e o que se alega é exatamente que não há como solucionar. Logo, a busca, realmente, é de uma solução que não está nas mãos do Poder Judiciário, definitivamente. O que nós temos hoje é uma Constituição que garante como direito fundamental o direito ao vencimento, no caso do servidor público, ao salário, no caso do empregado, e que, neste caso, não está podendo ser honrado, alegadamente, e acho que, quanto a isso, nem Vossa Excelência na decisão questionou a vontade de fazer sem condições. Apenas uma referência, que o Ministro Teori já anotou, é que, quando se deixa de pagar a dívida com a União, a União bloqueia no automático. E esta dívida é uma dívida gravíssima. Sofri muito por conta disso, na condição de procuradora, porque é mesmo assim que acontece: bloqueia-se e, aí, você não tem condições de pagar nem comida para preso, nem para o hospital. E essa é uma situação que beira situação limite de perversidade com todo mundo. A paralisação do servidor que, então, reclama por um direito constitucional, por sua vez, apena o cidadão. Então, há um caos criado neste caso de instabilidade séria, dramática. Eu não tenho dúvida alguma que, no caso, não vai ser não pagando ou não tentando pagar de todas as formas, o que é o direito do servidor, que se vai solucionar. Entretanto, eu vou pedir vênia a Vossa Excelência apenas para acompanhar nesta parte relativa a essas parcelas, que seriam uma espécie de apenação, pela circunstância de não ver no Governo e na Administração o descumprimento pela ausência de querer, mas de impossibilidade de fazê-lo. E eu acho que, neste caso, não sei se nós estaríamos tirando qualquer força da decisão judicial, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 5163 AGR / DF porque, para não cumprir, o Governo fica obrigado, diante de uma ordem judicial, a não justificar, mas a demonstrar cabalmente essa impossibilidade por qual tempo, em que condições e o que ele está fazendo, inclusive como medidas para chegar a esse cumprimento. Essa é a razão pela qual, nesse único ponto, eu vou pedir vênia a Vossa Excelência para acompanhar o voto do Ministro Teori e, no mais, acompanho Vossa Excelência’. Não desconhece o Poder Judiciário a contingência estadual condutora do atraso no pagamento dos vencimentos dos substituídos pelos impetrantes pela comprovada exaustão orçamentária do Estado. Como lecionado pelo Professor Eros Grau, em parecer exarado sobre a matéria: ‘Exaustão orçamentária (...) é a situação que se manifesta quando inexistirem recursos suficientes para que a Administração possa cumprir determinada ou determinadas decisões judiciais. Não há, no caso, disponibilidade de caixa que lhe permita cumpri-las. Aqui não importa a prevalência do princípio da sujeição da Administração às decisões do Poder Judiciário, em relação ao princípio da legalidade da despesa pública. Ainda que afastadas as regras que a este último conferem concreção, ainda assim não terá condições, a Administração, de dar cumprimento às decisões judiciais’ (GRAU, Eros Roberto. Parecer: Despesa pública. Princípio da legalidade. Decisão judicial. Em caso de exaustão da capacidade orçamentária deve a Administração Pública demonstrar, perante o Supremo Tribunal Federal, a impossibilidade do cumprimento de decisão judicial condenatória). Na situação descrita no requerimento de suspensão em exame, a gravidade exponencial é comprovada pelos valores descritivos da situação financeira e fiscal do estado e pelos demonstrativos de desequilíbrio entre despesas e receitas trazidos nos documentos juntados (docs. 7 a 13 e 77). O fracionamento do pagamento dos servidores públicos é providência transitória e excepcional para equalizar o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF porque, para não cumprir, o Governo fica obrigado, diante de uma ordem judicial, a não justificar, mas a demonstrar cabalmente essa impossibilidade por qual tempo, em que condições e o que ele está fazendo, inclusive como medidas para chegar a esse cumprimento. Essa é a razão pela qual, nesse único ponto, eu vou pedir vênia a Vossa Excelência para acompanhar o voto do Ministro Teori e, no mais, acompanho Vossa Excelência’. Não desconhece o Poder Judiciário a contingência estadual condutora do atraso no pagamento dos vencimentos dos substituídos pelos impetrantes pela comprovada exaustão orçamentária do Estado. Como lecionado pelo Professor Eros Grau, em parecer exarado sobre a matéria: ‘Exaustão orçamentária (...) é a situação que se manifesta quando inexistirem recursos suficientes para que a Administração possa cumprir determinada ou determinadas decisões judiciais. Não há, no caso, disponibilidade de caixa que lhe permita cumpri-las. Aqui não importa a prevalência do princípio da sujeição da Administração às decisões do Poder Judiciário, em relação ao princípio da legalidade da despesa pública. Ainda que afastadas as regras que a este último conferem concreção, ainda assim não terá condições, a Administração, de dar cumprimento às decisões judiciais’ (GRAU, Eros Roberto. Parecer: Despesa pública. Princípio da legalidade. Decisão judicial. Em caso de exaustão da capacidade orçamentária deve a Administração Pública demonstrar, perante o Supremo Tribunal Federal, a impossibilidade do cumprimento de decisão judicial condenatória). Na situação descrita no requerimento de suspensão em exame, a gravidade exponencial é comprovada pelos valores descritivos da situação financeira e fiscal do estado e pelos demonstrativos de desequilíbrio entre despesas e receitas trazidos nos documentos juntados (docs. 7 a 13 e 77). O fracionamento do pagamento dos servidores públicos é providência transitória e excepcional para equalizar o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 5163 AGR / DF desembolso das despesas e o ingresso das receitas nas contas estaduais, preservando a atuação do estado nas áreas prioritárias. A excepcionalidade e a insuperabilidade momentâneas do quadro econômico-financeiro atual do Estado justificam a adoção de medidas extraordinárias que exigem a conjunção de esforços para superação dessa turbulência econômica” (doc. 83). Reiteradas decisões da Presidência do Supremo Tribunal Federal têm reconhecido que a situação de agravamento da crise econômica pela qual passam diversos entes da Federação, a exemplo da União, autoriza a tomada de medidas excepcionais para a superação desse quadro adverso, dentre as quais se destaca o fracionamento do pagamento dos servidores públicos. Assim, por exemplo, destaco as seguintes decisões monocráticas: SS nº 5.191-MC/AP, SS nº 5.162/SE e SS nº 5.294/GO. Por fim, analisando a peça recursal, verifico que os agravos regimentais não trouxeram novos elementos que determinassem a reforma da decisão impugnada. Dessa forma, entendo que a decisão merece ser mantida por seus próprios fundamentos. Isso posto, nego provimento ao agravo. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF desembolso das despesas e o ingresso das receitas nas contas estaduais, preservando a atuação do estado nas áreas prioritárias. A excepcionalidade e a insuperabilidade momentâneas do quadro econômico-financeiro atual do Estado justificam a adoção de medidas extraordinárias que exigem a conjunção de esforços para superação dessa turbulência econômica” (doc. 83). Reiteradas decisões da Presidência do Supremo Tribunal Federal têm reconhecido que a situação de agravamento da crise econômica pela qual passam diversos entes da Federação, a exemplo da União, autoriza a tomada de medidas excepcionais para a superação desse quadro adverso, dentre as quais se destaca o fracionamento do pagamento dos servidores públicos. Assim, por exemplo, destaco as seguintes decisões monocráticas: SS nº 5.191-MC/AP, SS nº 5.162/SE e SS nº 5.294/GO. Por fim, analisando a peça recursal, verifico que os agravos regimentais não trouxeram novos elementos que determinassem a reforma da decisão impugnada. Dessa forma, entendo que a decisão merece ser mantida por seus próprios fundamentos. Isso posto, nego provimento ao agravo. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto Vogal AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O processo versa pedido voltado a “suspender os efeitos das seguranças concedidas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte nos mandados de segurança nº 2016.001006-2, 2016.001024-4, 2016.006027-0, 2016.006720-5, 2016.010970-9, 2016.010763-3 e 2016.011492- 0”, no âmbito dos quais determinado “o pagamento de vencimentos e proventos de servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte até o último dia de cada mês, sob pena de multa”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3068-E445-47BD-01D7 e senha E353-5A6E-CF25-3068 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O processo versa pedido voltado a “suspender os efeitos das seguranças concedidas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte nos mandados de segurança nº 2016.001006-2, 2016.001024-4, 2016.006027-0, 2016.006720-5, 2016.010970-9, 2016.010763-3 e 2016.011492- 0”, no âmbito dos quais determinado “o pagamento de vencimentos e proventos de servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte até o último dia de cada mês, sob pena de multa”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3068-E445-47BD-01D7 e senha E353-5A6E-CF25-3068 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal SS 5163 AGR / DF Descabe potencializar argumentos metajurídicos, considerada a renitente crise financeira enfrentada pela quase totalidade dos entes federados, para ocorrer a chancela, pelo Supremo, guarda último da Constituição Federal, do fracionamento – ou, pior, o inadimplemento – de obrigação de pagar os vencimentos devidos aos servidores públicos, sob pena de ter-se verdadeira moratória à margem da legislação de regência. A razão é única, conforme bem apontado em parecer juntado ao processo pela Procuradoria-Geral da República: “a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em conjunto com o art. 169 da Constituição e a Lei 9.801/1999, já estabelece as medidas a serem adotadas pelo poder público no caso de as despesas com pessoal superarem os limites naquela previstos, não estando o inadimplemento de verbas remuneratórias devidas entre as medidas possíveis”. Não foi outro o entendimento assentado por este Tribunal no exame da ação direta de nº 544, relator o ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 30 de maio de 2004, oportunidade na qual declarada, a uma só voz, a constitucionalidade do artigo 27, inciso VIII, da Constituição do Estado de Santa Catarina, a assegurar “aos servidores públicos sujeitos ao regime jurídico único a percepção dos vencimentos e proventos até o último dia útil do mês a que correspondem”. “O servidor”, conforme observei, de improviso, quando da apreciação, em 24 de setembro de 2015, do agravo regimental na suspensão de liminar nº 883, “não tem fôlego para aguardar, além do dia 30 do mês em que vencida a obrigação, até que o Estado possua caixa e satisfaça os valores”. Ante o quadro, ausentes grave lesão à ordem e à economia pública a justificarem a adoção de medida extrema, consistente na suspensão, em verdadeira queima de etapas, de decisões impugnáveis na via da recorribilidade, provejo o agravo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3068-E445-47BD-01D7 e senha E353-5A6E-CF25-3068 Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF Descabe potencializar argumentos metajurídicos, considerada a renitente crise financeira enfrentada pela quase totalidade dos entes federados, para ocorrer a chancela, pelo Supremo, guarda último da Constituição Federal, do fracionamento – ou, pior, o inadimplemento – de obrigação de pagar os vencimentos devidos aos servidores públicos, sob pena de ter-se verdadeira moratória à margem da legislação de regência. A razão é única, conforme bem apontado em parecer juntado ao processo pela Procuradoria-Geral da República: “a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em conjunto com o art. 169 da Constituição e a Lei 9.801/1999, já estabelece as medidas a serem adotadas pelo poder público no caso de as despesas com pessoal superarem os limites naquela previstos, não estando o inadimplemento de verbas remuneratórias devidas entre as medidas possíveis”. Não foi outro o entendimento assentado por este Tribunal no exame da ação direta de nº 544, relator o ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 30 de maio de 2004, oportunidade na qual declarada, a uma só voz, a constitucionalidade do artigo 27, inciso VIII, da Constituição do Estado de Santa Catarina, a assegurar “aos servidores públicos sujeitos ao regime jurídico único a percepção dos vencimentos e proventos até o último dia útil do mês a que correspondem”. “O servidor”, conforme observei, de improviso, quando da apreciação, em 24 de setembro de 2015, do agravo regimental na suspensão de liminar nº 883, “não tem fôlego para aguardar, além do dia 30 do mês em que vencida a obrigação, até que o Estado possua caixa e satisfaça os valores”. Ante o quadro, ausentes grave lesão à ordem e à economia pública a justificarem a adoção de medida extrema, consistente na suspensão, em verdadeira queima de etapas, de decisões impugnáveis na via da recorribilidade, provejo o agravo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3068-E445-47BD-01D7 e senha E353-5A6E-CF25-3068 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) : MARIA LUCINETE DA SILVA (11290/RN) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) : LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS (3904/RN) INTDO.(A/S) : REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) : JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR (006935/RN) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) : DIEGO CABRAL DE MELO (7414/RN) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MANOEL BATISTA DANTAS NETO (1996/RN) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3DA-BDB0-1115-FE36 e senha 9475-9256-5BA7-2619 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) : MARIA LUCINETE DA SILVA (11290/RN) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) : LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS (3904/RN) INTDO.(A/S) : REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) : JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR (006935/RN) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) : DIEGO CABRAL DE MELO (7414/RN) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MANOEL BATISTA DANTAS NETO (1996/RN) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3DA-BDB0-1115-FE36 e senha 9475-9256-5BA7-2619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750683662
2019-06-28T00:00:00
2019-09-02T00:00:00
O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo regimental na suspensão de segurança. Pagamento de vencimentos dos servidores públicos até o último dia do mês. Escalonamento do pagamento de subsídios e pensões. Agravamento da crise econômica pela qual passam os diversos entes da Federação. Exaustão orçamentária estadual. Risco de grave lesão à ordem e à economia públicas. Suspensão deferida. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur409352
- Acórdão(s) citado(s): (CRISE ECONÔMICA, DATA DE PAGAMENTO, VENCIMENTO, PROVENTO, SERVIDOR PÚBLICO) ADI 544 (TP). - Decisões monocráticas citadas: (CRISE ECONÔMICA, PARCELAMENTO, REMUNERAÇÃO, SERVIDORE PÚBLICO) SL 883 MC, SS 5162, SS 5191 MC, SS 5294 MC. Número de páginas: 11. Análise: 03/03/2020, KBP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
5163
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00169\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000101 ANO-2000\n LRF-2000 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL\n\n", "LEG-FED LEI-009801 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n ART-00027 INC-00008\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, SC" ]
SS-AgR
acordaos
SS 5163 AgR
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AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) : MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) : LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) : REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) : JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) : DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MANOEL BATISTA DANTAS NETO
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO EMENTA Agravo regimental na suspensão de segurança. Pagamento de vencimentos dos servidores públicos até o último dia do mês. Escalonamento do pagamento de subsídios e pensões. Agravamento da crise econômica pela qual passam os diversos entes da Federação. Exaustão orçamentária estadual. Risco de grave lesão à ordem e à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 923D-14A1-9BE6-FBA0 e senha 16A2-6F56-0B2F-466D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão SS 5163 AGR / DF economia públicas. Suspensão deferida. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 923D-14A1-9BE6-FBA0 e senha 16A2-6F56-0B2F-466D Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF economia públicas. Suspensão deferida. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por maioria, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 923D-14A1-9BE6-FBA0 e senha 16A2-6F56-0B2F-466D Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto em face da decisão por meio da qual, confirmando-se a liminar, se deferiu o pedido de suspensão dos efeitos das decisões proferidas nos Mandados de Segurança ns 2016.001006-2, 2016.001024-4, 2016.006027-0, 2016.006720-5, 2016.010970- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75D1-C72C-C233-6BFE e senha 1F33-438C-0E7F-571C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental interposto em face da decisão por meio da qual, confirmando-se a liminar, se deferiu o pedido de suspensão dos efeitos das decisões proferidas nos Mandados de Segurança ns 2016.001006-2, 2016.001024-4, 2016.006027-0, 2016.006720-5, 2016.010970- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75D1-C72C-C233-6BFE e senha 1F33-438C-0E7F-571C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório SS 5163 AGR / DF 9, 2016.010763-3, 2016.011492-0 e 2016.017372-8, julgando-se prejudicados os agravos interpostos contra a decisão exagerada na medida cautelar. Cito a ementa da decisão ora impugnada: “SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. PAGAMENTO DE VENCIMENTOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS ATÉ O ÚLTIMO DIA DO MÊS. MULTA DIÁRIA POR ATRASO. EXAUSTÃO ORÇAMENTÁRIA ESTADUAL. AMEAÇA DE GRAVE LESÃO À ORDEM ADMINISTRATIVA E À ECONOMIA PÚBLICAS. SUSPENSÃO E PEDIDO DE EXTENSÃO DEFERIDOS” (doc. 83). Interpostos embargos de declaração, a Presidência rejeitou-os, em decisão assim ementada (doc. 92): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (doc. 101). A agravante alega, em síntese, haver prejuízo irreparável aos servidores públicos, porquanto eles estariam sendo privados dos subsídios e do décimo terceiro salário. Aduz haver ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, já que a verba a ser recebida teria natureza alimentar, bem como violação dos princípios da legalidade e da eficiência administrativa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pelo provimento do agravo e pelo indeferimento dos pedidos inicial e de extensão (doc. 106). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75D1-C72C-C233-6BFE e senha 1F33-438C-0E7F-571C Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF 9, 2016.010763-3, 2016.011492-0 e 2016.017372-8, julgando-se prejudicados os agravos interpostos contra a decisão exagerada na medida cautelar. Cito a ementa da decisão ora impugnada: “SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. PAGAMENTO DE VENCIMENTOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS ATÉ O ÚLTIMO DIA DO MÊS. MULTA DIÁRIA POR ATRASO. EXAUSTÃO ORÇAMENTÁRIA ESTADUAL. AMEAÇA DE GRAVE LESÃO À ORDEM ADMINISTRATIVA E À ECONOMIA PÚBLICAS. SUSPENSÃO E PEDIDO DE EXTENSÃO DEFERIDOS” (doc. 83). Interpostos embargos de declaração, a Presidência rejeitou-os, em decisão assim ementada (doc. 92): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU ERRO MATERIAL. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS” (doc. 101). A agravante alega, em síntese, haver prejuízo irreparável aos servidores públicos, porquanto eles estariam sendo privados dos subsídios e do décimo terceiro salário. Aduz haver ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana, já que a verba a ser recebida teria natureza alimentar, bem como violação dos princípios da legalidade e da eficiência administrativa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pelo provimento do agravo e pelo indeferimento dos pedidos inicial e de extensão (doc. 106). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75D1-C72C-C233-6BFE e senha 1F33-438C-0E7F-571C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inviável o recurso. As razões da agravante não foram suficientes para afastar os fundamentos da decisão agravada, na qual se reconheceu grave dano à ordem e à economia públicas, causado pela situação financeira e fiscal do estado e pelo desequilíbrio entre despesas e receitas. Consta da decisão agravada: “(...) 18. Como realcei na decisão liminar, a manutenção das decisões contrastadas põe em risco a ordem e a economia públicas. A situação excepcional de colapso financeiro desencadeado pelo momento de turbulência econômica e acentuada frustração de receitas projetadas nas leis orçamentárias anuais sinaliza a necessidade de adoção de esforço comum e coordenado para superação deste quadro. No julgamento do agravo regimental na Suspensão de Segurança n. 883/RS, ainda não concluído por este Supremo Tribunal, no qual se analisava o pagamento até o último dia de cada mês de remuneração de servidores públicos do Rio Grande do Sul, também em situação deficitária grave, afirmei: ‘(...) também parto, tal como posto por Vossa Excelência, pelo reconhecimento de todos, enfatizado agora pelo Ministro Teori, que é uma situação gravíssima do ponto de vista da possibilidade de adimplemento da obrigação constitucional do pagamento pelo governo do Rio Grande do Sul, com o alastramento eventual para outros Estados. A minha preocupação, Presidente, como aqui manifestada por Vossa Excelência e pelo Ministro Teori, pelos Ministros, todos que votaram até agora, é mais ou menos algo que o Governador de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inviável o recurso. As razões da agravante não foram suficientes para afastar os fundamentos da decisão agravada, na qual se reconheceu grave dano à ordem e à economia públicas, causado pela situação financeira e fiscal do estado e pelo desequilíbrio entre despesas e receitas. Consta da decisão agravada: “(...) 18. Como realcei na decisão liminar, a manutenção das decisões contrastadas põe em risco a ordem e a economia públicas. A situação excepcional de colapso financeiro desencadeado pelo momento de turbulência econômica e acentuada frustração de receitas projetadas nas leis orçamentárias anuais sinaliza a necessidade de adoção de esforço comum e coordenado para superação deste quadro. No julgamento do agravo regimental na Suspensão de Segurança n. 883/RS, ainda não concluído por este Supremo Tribunal, no qual se analisava o pagamento até o último dia de cada mês de remuneração de servidores públicos do Rio Grande do Sul, também em situação deficitária grave, afirmei: ‘(...) também parto, tal como posto por Vossa Excelência, pelo reconhecimento de todos, enfatizado agora pelo Ministro Teori, que é uma situação gravíssima do ponto de vista da possibilidade de adimplemento da obrigação constitucional do pagamento pelo governo do Rio Grande do Sul, com o alastramento eventual para outros Estados. A minha preocupação, Presidente, como aqui manifestada por Vossa Excelência e pelo Ministro Teori, pelos Ministros, todos que votaram até agora, é mais ou menos algo que o Governador de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 5163 AGR / DF Minas na década de 60, Milton Campos, diante de uma greve de professores, quando nem existia direito de greve, pelo não pagamento, e quando foi aventada exatamente a possibilidade de uma medida mais drástica em relação a esses que paravam por não pagamento, foi perguntado a ele se mandava a polícia para esses que estavam paralisados. Ele disse se não era o caso de, ao invés de mandar o carro de polícia, mandar o trem pagador’; porque qualquer afastamento tem como solução o único pagamento, e o que se alega é exatamente que não há como solucionar. Logo, a busca, realmente, é de uma solução que não está nas mãos do Poder Judiciário, definitivamente. O que nós temos hoje é uma Constituição que garante como direito fundamental o direito ao vencimento, no caso do servidor público, ao salário, no caso do empregado, e que, neste caso, não está podendo ser honrado, alegadamente, e acho que, quanto a isso, nem Vossa Excelência na decisão questionou a vontade de fazer sem condições. Apenas uma referência, que o Ministro Teori já anotou, é que, quando se deixa de pagar a dívida com a União, a União bloqueia no automático. E esta dívida é uma dívida gravíssima. Sofri muito por conta disso, na condição de procuradora, porque é mesmo assim que acontece: bloqueia-se e, aí, você não tem condições de pagar nem comida para preso, nem para o hospital. E essa é uma situação que beira situação limite de perversidade com todo mundo. A paralisação do servidor que, então, reclama por um direito constitucional, por sua vez, apena o cidadão. Então, há um caos criado neste caso de instabilidade séria, dramática. Eu não tenho dúvida alguma que, no caso, não vai ser não pagando ou não tentando pagar de todas as formas, o que é o direito do servidor, que se vai solucionar. Entretanto, eu vou pedir vênia a Vossa Excelência apenas para acompanhar nesta parte relativa a essas parcelas, que seriam uma espécie de apenação, pela circunstância de não ver no Governo e na Administração o descumprimento pela ausência de querer, mas de impossibilidade de fazê-lo. E eu acho que, neste caso, não sei se nós estaríamos tirando qualquer força da decisão judicial, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF Minas na década de 60, Milton Campos, diante de uma greve de professores, quando nem existia direito de greve, pelo não pagamento, e quando foi aventada exatamente a possibilidade de uma medida mais drástica em relação a esses que paravam por não pagamento, foi perguntado a ele se mandava a polícia para esses que estavam paralisados. Ele disse se não era o caso de, ao invés de mandar o carro de polícia, mandar o trem pagador’; porque qualquer afastamento tem como solução o único pagamento, e o que se alega é exatamente que não há como solucionar. Logo, a busca, realmente, é de uma solução que não está nas mãos do Poder Judiciário, definitivamente. O que nós temos hoje é uma Constituição que garante como direito fundamental o direito ao vencimento, no caso do servidor público, ao salário, no caso do empregado, e que, neste caso, não está podendo ser honrado, alegadamente, e acho que, quanto a isso, nem Vossa Excelência na decisão questionou a vontade de fazer sem condições. Apenas uma referência, que o Ministro Teori já anotou, é que, quando se deixa de pagar a dívida com a União, a União bloqueia no automático. E esta dívida é uma dívida gravíssima. Sofri muito por conta disso, na condição de procuradora, porque é mesmo assim que acontece: bloqueia-se e, aí, você não tem condições de pagar nem comida para preso, nem para o hospital. E essa é uma situação que beira situação limite de perversidade com todo mundo. A paralisação do servidor que, então, reclama por um direito constitucional, por sua vez, apena o cidadão. Então, há um caos criado neste caso de instabilidade séria, dramática. Eu não tenho dúvida alguma que, no caso, não vai ser não pagando ou não tentando pagar de todas as formas, o que é o direito do servidor, que se vai solucionar. Entretanto, eu vou pedir vênia a Vossa Excelência apenas para acompanhar nesta parte relativa a essas parcelas, que seriam uma espécie de apenação, pela circunstância de não ver no Governo e na Administração o descumprimento pela ausência de querer, mas de impossibilidade de fazê-lo. E eu acho que, neste caso, não sei se nós estaríamos tirando qualquer força da decisão judicial, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 5163 AGR / DF porque, para não cumprir, o Governo fica obrigado, diante de uma ordem judicial, a não justificar, mas a demonstrar cabalmente essa impossibilidade por qual tempo, em que condições e o que ele está fazendo, inclusive como medidas para chegar a esse cumprimento. Essa é a razão pela qual, nesse único ponto, eu vou pedir vênia a Vossa Excelência para acompanhar o voto do Ministro Teori e, no mais, acompanho Vossa Excelência’. Não desconhece o Poder Judiciário a contingência estadual condutora do atraso no pagamento dos vencimentos dos substituídos pelos impetrantes pela comprovada exaustão orçamentária do Estado. Como lecionado pelo Professor Eros Grau, em parecer exarado sobre a matéria: ‘Exaustão orçamentária (...) é a situação que se manifesta quando inexistirem recursos suficientes para que a Administração possa cumprir determinada ou determinadas decisões judiciais. Não há, no caso, disponibilidade de caixa que lhe permita cumpri-las. Aqui não importa a prevalência do princípio da sujeição da Administração às decisões do Poder Judiciário, em relação ao princípio da legalidade da despesa pública. Ainda que afastadas as regras que a este último conferem concreção, ainda assim não terá condições, a Administração, de dar cumprimento às decisões judiciais’ (GRAU, Eros Roberto. Parecer: Despesa pública. Princípio da legalidade. Decisão judicial. Em caso de exaustão da capacidade orçamentária deve a Administração Pública demonstrar, perante o Supremo Tribunal Federal, a impossibilidade do cumprimento de decisão judicial condenatória). Na situação descrita no requerimento de suspensão em exame, a gravidade exponencial é comprovada pelos valores descritivos da situação financeira e fiscal do estado e pelos demonstrativos de desequilíbrio entre despesas e receitas trazidos nos documentos juntados (docs. 7 a 13 e 77). O fracionamento do pagamento dos servidores públicos é providência transitória e excepcional para equalizar o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF porque, para não cumprir, o Governo fica obrigado, diante de uma ordem judicial, a não justificar, mas a demonstrar cabalmente essa impossibilidade por qual tempo, em que condições e o que ele está fazendo, inclusive como medidas para chegar a esse cumprimento. Essa é a razão pela qual, nesse único ponto, eu vou pedir vênia a Vossa Excelência para acompanhar o voto do Ministro Teori e, no mais, acompanho Vossa Excelência’. Não desconhece o Poder Judiciário a contingência estadual condutora do atraso no pagamento dos vencimentos dos substituídos pelos impetrantes pela comprovada exaustão orçamentária do Estado. Como lecionado pelo Professor Eros Grau, em parecer exarado sobre a matéria: ‘Exaustão orçamentária (...) é a situação que se manifesta quando inexistirem recursos suficientes para que a Administração possa cumprir determinada ou determinadas decisões judiciais. Não há, no caso, disponibilidade de caixa que lhe permita cumpri-las. Aqui não importa a prevalência do princípio da sujeição da Administração às decisões do Poder Judiciário, em relação ao princípio da legalidade da despesa pública. Ainda que afastadas as regras que a este último conferem concreção, ainda assim não terá condições, a Administração, de dar cumprimento às decisões judiciais’ (GRAU, Eros Roberto. Parecer: Despesa pública. Princípio da legalidade. Decisão judicial. Em caso de exaustão da capacidade orçamentária deve a Administração Pública demonstrar, perante o Supremo Tribunal Federal, a impossibilidade do cumprimento de decisão judicial condenatória). Na situação descrita no requerimento de suspensão em exame, a gravidade exponencial é comprovada pelos valores descritivos da situação financeira e fiscal do estado e pelos demonstrativos de desequilíbrio entre despesas e receitas trazidos nos documentos juntados (docs. 7 a 13 e 77). O fracionamento do pagamento dos servidores públicos é providência transitória e excepcional para equalizar o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 5163 AGR / DF desembolso das despesas e o ingresso das receitas nas contas estaduais, preservando a atuação do estado nas áreas prioritárias. A excepcionalidade e a insuperabilidade momentâneas do quadro econômico-financeiro atual do Estado justificam a adoção de medidas extraordinárias que exigem a conjunção de esforços para superação dessa turbulência econômica” (doc. 83). Reiteradas decisões da Presidência do Supremo Tribunal Federal têm reconhecido que a situação de agravamento da crise econômica pela qual passam diversos entes da Federação, a exemplo da União, autoriza a tomada de medidas excepcionais para a superação desse quadro adverso, dentre as quais se destaca o fracionamento do pagamento dos servidores públicos. Assim, por exemplo, destaco as seguintes decisões monocráticas: SS n 5.191-MC/AP, SS n 5.162/SE e SS n 5.294/GO. Por fim, analisando a peça recursal, verifico que os agravos regimentais não trouxeram novos elementos que determinassem a reforma da decisão impugnada. Dessa forma, entendo que a decisão merece ser mantida por seus próprios fundamentos. Isso posto, nego provimento ao agravo. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF desembolso das despesas e o ingresso das receitas nas contas estaduais, preservando a atuação do estado nas áreas prioritárias. A excepcionalidade e a insuperabilidade momentâneas do quadro econômico-financeiro atual do Estado justificam a adoção de medidas extraordinárias que exigem a conjunção de esforços para superação dessa turbulência econômica” (doc. 83). Reiteradas decisões da Presidência do Supremo Tribunal Federal têm reconhecido que a situação de agravamento da crise econômica pela qual passam diversos entes da Federação, a exemplo da União, autoriza a tomada de medidas excepcionais para a superação desse quadro adverso, dentre as quais se destaca o fracionamento do pagamento dos servidores públicos. Assim, por exemplo, destaco as seguintes decisões monocráticas: SS n 5.191-MC/AP, SS n 5.162/SE e SS n 5.294/GO. Por fim, analisando a peça recursal, verifico que os agravos regimentais não trouxeram novos elementos que determinassem a reforma da decisão impugnada. Dessa forma, entendo que a decisão merece ser mantida por seus próprios fundamentos. Isso posto, nego provimento ao agravo. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C25-AD97-EB3F-DF9C e senha CE7B-F164-15EE-E4F4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto Vogal AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O processo versa pedido voltado a “suspender os efeitos das seguranças concedidas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte nos mandados de segurança n 2016.001006-2, 2016.001024-4, 2016.006027-0, 2016.006720-5, 2016.010970-9, 2016.010763-3 e 2016.011492- 0”, no âmbito dos quais determinado “o pagamento de vencimentos e proventos de servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte até o último dia de cada mês, sob pena de multa”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3068-E445-47BD-01D7 e senha E353-5A6E-CF25-3068 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) :MARIA LUCINETE DA SILVA AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) :LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS INTDO.(A/S) :REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) :JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) :DIEGO CABRAL DE MELO INTDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MANOEL BATISTA DANTAS NETO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Atentem para as balizas reveladas. O processo versa pedido voltado a “suspender os efeitos das seguranças concedidas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte nos mandados de segurança n 2016.001006-2, 2016.001024-4, 2016.006027-0, 2016.006720-5, 2016.010970-9, 2016.010763-3 e 2016.011492- 0”, no âmbito dos quais determinado “o pagamento de vencimentos e proventos de servidores públicos do Estado do Rio Grande do Norte até o último dia de cada mês, sob pena de multa”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3068-E445-47BD-01D7 e senha E353-5A6E-CF25-3068 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal SS 5163 AGR / DF Descabe potencializar argumentos metajurídicos, considerada a renitente crise financeira enfrentada pela quase totalidade dos entes federados, para ocorrer a chancela, pelo Supremo, guarda último da Constituição Federal, do fracionamento – ou, pior, o inadimplemento – de obrigação de pagar os vencimentos devidos aos servidores públicos, sob pena de ter-se verdadeira moratória à margem da legislação de regência. A razão é única, conforme bem apontado em parecer juntado ao processo pela Procuradoria-Geral da República: “a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei de Responsabilidade Fiscal), em conjunto com o art. 169 da Constituição e a Lei 9.801/1999, já estabelece as medidas a serem adotadas pelo poder público no caso de as despesas com pessoal superarem os limites naquela previstos, não estando o inadimplemento de verbas remuneratórias devidas entre as medidas possíveis”. Não foi outro o entendimento assentado por este Tribunal no exame da ação direta de n 544, relator o ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 30 de maio de 2004, oportunidade na qual declarada, a uma só voz, a constitucionalidade do artigo 27, inciso VIII, da Constituição do Estado de Santa Catarina, a assegurar “aos servidores públicos sujeitos ao regime jurídico único a percepção dos vencimentos e proventos até o último dia útil do mês a que correspondem”. “O servidor”, conforme observei, de improviso, quando da apreciação, em 24 de setembro de 2015, do agravo regimental na suspensão de liminar n 883, “não tem fôlego para aguardar, além do dia 30 do mês em que vencida a obrigação, até que o Estado possua caixa e satisfaça os valores”. Ante o quadro, ausentes grave lesão à ordem e à economia pública a justificarem a adoção de medida extrema, consistente na suspensão, em verdadeira queima de etapas, de decisões impugnáveis na via da recorribilidade, provejo o agravo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3068-E445-47BD-01D7 e senha E353-5A6E-CF25-3068 Supremo Tribunal Federal SS 5163 AGR / DF Descabe potencializar argumentos metajurídicos, considerada a renitente crise financeira enfrentada pela quase totalidade dos entes federados, para ocorrer a chancela, pelo Supremo, guarda último da Constituição Federal, do fracionamento – ou, pior, o inadimplemento – de obrigação de pagar os vencimentos devidos aos servidores públicos, sob pena de ter-se verdadeira moratória à margem da legislação de regência. A razão é única, conforme bem apontado em parecer juntado ao processo pela Procuradoria-Geral da República: “a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei de Responsabilidade Fiscal), em conjunto com o art. 169 da Constituição e a Lei 9.801/1999, já estabelece as medidas a serem adotadas pelo poder público no caso de as despesas com pessoal superarem os limites naquela previstos, não estando o inadimplemento de verbas remuneratórias devidas entre as medidas possíveis”. Não foi outro o entendimento assentado por este Tribunal no exame da ação direta de n 544, relator o ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 30 de maio de 2004, oportunidade na qual declarada, a uma só voz, a constitucionalidade do artigo 27, inciso VIII, da Constituição do Estado de Santa Catarina, a assegurar “aos servidores públicos sujeitos ao regime jurídico único a percepção dos vencimentos e proventos até o último dia útil do mês a que correspondem”. “O servidor”, conforme observei, de improviso, quando da apreciação, em 24 de setembro de 2015, do agravo regimental na suspensão de liminar n 883, “não tem fôlego para aguardar, além do dia 30 do mês em que vencida a obrigação, até que o Estado possua caixa e satisfaça os valores”. Ante o quadro, ausentes grave lesão à ordem e à economia pública a justificarem a adoção de medida extrema, consistente na suspensão, em verdadeira queima de etapas, de decisões impugnáveis na via da recorribilidade, provejo o agravo. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3068-E445-47BD-01D7 e senha E353-5A6E-CF25-3068 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) : MARIA LUCINETE DA SILVA (11290/RN) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) : LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS (3904/RN) INTDO.(A/S) : REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) : JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR (006935/RN) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) : DIEGO CABRAL DE MELO (7414/RN) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MANOEL BATISTA DANTAS NETO (1996/RN) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3DA-BDB0-1115-FE36 e senha 9475-9256-5BA7-2619 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 5.163 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE - ASPRA PM/RN ADV.(A/S) : MARIA LUCINETE DA SILVA (11290/RN) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - ADUERN ADV.(A/S) : LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS (3904/RN) INTDO.(A/S) : REITOR DA UNIVERSIDADE DO ESTADO - UERN PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN - SINTAUERN ADV.(A/S) : JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR (006935/RN) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES DA SEGURANÇA DO RIO GRANDE DO NORTE - SINPOL-RN ADV.(A/S) : DIEGO CABRAL DE MELO (7414/RN) INTDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MANOEL BATISTA DANTAS NETO (1996/RN) Decisão: O Tribunal, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente), vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3DA-BDB0-1115-FE36 e senha 9475-9256-5BA7-2619 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Mandados", "Suspensão de Segurança n . 883 / RS", "Suspensão de Segurança n . 883 / RS", "-", "SS n 5 . 191 - MC / AP", "SS n 5 . 162 / SE", "SS n 5 . 294 / GO", "SS", "SS n 5 . 162 / SE", "SS n 5 . 294 / GO", "ação direta de n 544", "agravo regimental na suspensão de liminar n 883" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 169 da Constituição", "Lei 9 . 801 / 1999", "artigo 27 , inciso VIII , da Constituição do Estado de Santa Catarina", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "Lei de Responsabilidade Fiscal", "art . 169 da Constituição", "Lei 9 . 801 / 1999", "artigo 27 , inciso VIII , da Constituição do Estado de Santa Catarina", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "DISTRITO FEDERAL", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "DISTRITO FEDERAL", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "Minas", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Estado do Rio Grande do Norte", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SUSPENSÃO", "ASSOCIAÇÃO", "ASPRA", "/", "RN", "UNIVERSIDADE DO ESTADO", "UERN", "SINDICATO DOS", "UERN", "SINTAUERN", "SINDICATO DOS", "SEGURANÇA", "SINPOL", "-", "RN", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO", "ADUERN", "UNIVERSIDADE DO ESTADO", "UERN", "SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN", "SINTAUERN", "SINDICATO DOS POLICIAIS CIVIS E SERVIDORES", "SINPOL", "-", "RN", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIAÇÃO DOS PRAÇAS DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO", "ASPRA", "PM", "/", "RN", "ESTADO", "ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO", "ADUERN", "UNIVERSIDADE", "UERN", "SINDICATO DOS TÉCNICOS", "UERN", "SINTAUERN", "SINDICATO DOS POLICIAIS", "DIEGO", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA DO", "Presidência", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PGR", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PGR", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal", "AGR", "/", "DF", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Presidência", "Supremo Tribunal Federal", "União", "ASSOCIAÇÃO DOS", "ASPRA", "PM", "/", "RN", "UNIVERSIDADE DO ESTADO", "UERN", "SINDICATO DOS TÉCNICOS", "UERN", "SINTAUERN", "SINDICATO DOS", "SINPOL", "-", "RN", "SINDICATO", "Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIAÇÃO", "ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO", "ADUERN", "UNIVERSIDADE DO ESTADO", "UERN", "SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN", "SINTAUERN", "SINDICATO 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"MARCO AURÉLIO", "MARIA LUCINETE DA SILVA", "LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS", "JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR", "DIEGO CABRAL DE MELO", "MANOEL BATISTA DANTAS NETO", "MARCO AURÉLIO", "Carlos Velloso", "Carlos Velloso", "MARIA LUCINETE DA SILVA", "LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS", "JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR", "DIEGO CABRAL DE MELO", "MANOEL BATISTA DANTAS NETO", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARIA LUCINETE DA SILVA", "LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS", "JOSIMAR NOGUEIRA DE LIMA JÚNIOR", "DIEGO CABRAL DE MELO", "MANOEL BATISTA DANTAS NETO", "Dias Toffoli", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO ADV.(A/S) :GIOVANA BARROS PAZ EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Sucumbência da agravante. Não ocorrência. Ausência de interesse recursal. Precedentes. 1. Ante a não ocorrência de sucumbência da parte recorrente, fica caracterizada a ausência de interesse recursal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4FA6-F098-3819-A48C e senha 5D4A-7215-A6DC-CC2F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1203674 AGR / RJ 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4FA6-F098-3819-A48C e senha 5D4A-7215-A6DC-CC2F Supremo Tribunal Federal ARE 1203674 AGR / RJ 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4FA6-F098-3819-A48C e senha 5D4A-7215-A6DC-CC2F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO ADV.(A/S) :GIOVANA BARROS PAZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E60-FD9E-F8C2-665C e senha E034-2634-886E-5031 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO ADV.(A/S) :GIOVANA BARROS PAZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E60-FD9E-F8C2-665C e senha E034-2634-886E-5031 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, ainda que por óbices diversos daqueles apontados na decisão ora agravada. É certo que a agravante carece de interesse recursal, haja vista a ausência de sucumbência. Conforme destacado no acórdão emanado do Tribunal local, foi reconhecida a prescrição da pretensão da parte ora recorrida, nos seguintes termos: “a pretensão está prescrita, a teor do art. 1º do Decreto 20.910/32, pois decorridos mais de cinco anos do evento danoso, o ato de privatização que ocasionou a perda da condição de funcionários públicos, da década de 1990 (abril/1992), até a propositura desta ação, em março/2014. ” Destarte, julgado improcedente o pedido deduzido nos autos pela parte recorrida, resta afastada a caracterização da sucumbência da empresa ora recorrente. Portanto, a ausência de utilidade no provimento do recurso denota a carência de interesse recursal da agravante. Nesse sentido, destaquem-se estes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUCUMBÊNCIA DA PARTE ORA RECORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Em face da não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Agravo regimental não conhecido” (AI nº 758.951/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, ainda que por óbices diversos daqueles apontados na decisão ora agravada. É certo que a agravante carece de interesse recursal, haja vista a ausência de sucumbência. Conforme destacado no acórdão emanado do Tribunal local, foi reconhecida a prescrição da pretensão da parte ora recorrida, nos seguintes termos: “a pretensão está prescrita, a teor do art. 1º do Decreto 20.910/32, pois decorridos mais de cinco anos do evento danoso, o ato de privatização que ocasionou a perda da condição de funcionários públicos, da década de 1990 (abril/1992), até a propositura desta ação, em março/2014. ” Destarte, julgado improcedente o pedido deduzido nos autos pela parte recorrida, resta afastada a caracterização da sucumbência da empresa ora recorrente. Portanto, a ausência de utilidade no provimento do recurso denota a carência de interesse recursal da agravante. Nesse sentido, destaquem-se estes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUCUMBÊNCIA DA PARTE ORA RECORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Em face da não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Agravo regimental não conhecido” (AI nº 758.951/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1203674 AGR / RJ Barroso, DJe de 23/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROPORCIONALIDADE NO PAGAMENTO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) AOS SERVIDORES APOSENTADOS. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Ausência de interesse recursal da União, uma vez que o acordão proferido pelo Tribunal de origem já concedera o pedido ora formulado, qual seja, o pagamento proporcional da Gratificação em questão. Embargos não conhecidos.” (ARE nº 759.508/RS-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/12/13). “AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOCORRÊNCIA DO ESTADO DE SUCUMBÊNCIA – AUSÊNCIA DE INTERESSE DE RECORRER – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI Nº 8.212/91, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 9.032/95 – MATÉRIA QUE, POR SER ESTRANHA À PRESENTE CAUSA, NÃO FOI EXAMINADA NA DECISÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O estado de sucumbência – que reflete situação de maior ou de menor lesividade gerada pela decisão judicial – qualifica-se como pressuposto recursal genérico e comum a todos os recursos, ordinários ou extraordinários, de tal modo que, inocorrendo qualquer gravame causado pelo ato decisório, deixa de existir o interesse de recorrer, cujo reconhecimento, para legitimar a interposição recursal, impõe a cumulativa satisfação, pela parte que recorre, dos requisitos da necessidade e da utilidade do recurso deduzido. Ausência, na espécie, do estado de sucumbência. Consequente inviabilidade do recurso extraordinário.” (AI nº 767.849/MG-AgR, Segunda Turma, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Supremo Tribunal Federal ARE 1203674 AGR / RJ Barroso, DJe de 23/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROPORCIONALIDADE NO PAGAMENTO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) AOS SERVIDORES APOSENTADOS. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Ausência de interesse recursal da União, uma vez que o acordão proferido pelo Tribunal de origem já concedera o pedido ora formulado, qual seja, o pagamento proporcional da Gratificação em questão. Embargos não conhecidos.” (ARE nº 759.508/RS-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/12/13). “AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOCORRÊNCIA DO ESTADO DE SUCUMBÊNCIA – AUSÊNCIA DE INTERESSE DE RECORRER – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI Nº 8.212/91, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI Nº 9.032/95 – MATÉRIA QUE, POR SER ESTRANHA À PRESENTE CAUSA, NÃO FOI EXAMINADA NA DECISÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O estado de sucumbência – que reflete situação de maior ou de menor lesividade gerada pela decisão judicial – qualifica-se como pressuposto recursal genérico e comum a todos os recursos, ordinários ou extraordinários, de tal modo que, inocorrendo qualquer gravame causado pelo ato decisório, deixa de existir o interesse de recorrer, cujo reconhecimento, para legitimar a interposição recursal, impõe a cumulativa satisfação, pela parte que recorre, dos requisitos da necessidade e da utilidade do recurso deduzido. Ausência, na espécie, do estado de sucumbência. Consequente inviabilidade do recurso extraordinário.” (AI nº 767.849/MG-AgR, Segunda Turma, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1203674 AGR / RJ Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 11/4/16). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental interposto pela parte que não sofreu prejuízo com a decisão. Falta de interesse recursal. 3. Agravo regimental não conhecido” (AI nº 713.641/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/4/09). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Supremo Tribunal Federal ARE 1203674 AGR / RJ Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 11/4/16). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental interposto pela parte que não sofreu prejuízo com a decisão. Falta de interesse recursal. 3. Agravo regimental não conhecido” (AI nº 713.641/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/4/09). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO (49659/RJ) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO (104348/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO (30778/BA, 127942/MG, 178033/RJ, 31340/RS, 29641/SC, 308644/SP) ADV.(A/S) : GIOVANA BARROS PAZ (30777/BA, 178030/RJ, 75615/RS, 29639/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3423-13BA-278E-513F e senha E021-80AA-D095-8EBD Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO (49659/RJ) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO (104348/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO (30778/BA, 127942/MG, 178033/RJ, 31340/RS, 29641/SC, 308644/SP) ADV.(A/S) : GIOVANA BARROS PAZ (30777/BA, 178030/RJ, 75615/RS, 29639/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3423-13BA-278E-513F e senha E021-80AA-D095-8EBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311519
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Sucumbência da agravante. Não ocorrência. Ausência de interesse recursal. Precedentes. 1. Ante a não ocorrência de sucumbência da parte recorrente, fica caracterizada a ausência de interesse recursal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407658
- Acórdão(s) citado(s): (INTERESSE PROCESSUAL) AI 731641 AgR (TP), AI 758951 AgR (1ªT), AI 767849 AgR (2ªT), ARE 759508 ED (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 10/09/2019, AMS.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1203674
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1203674 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO ADV.(A/S) : GIOVANA BARROS PAZ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO ADV.(A/S) :GIOVANA BARROS PAZ EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Sucumbência da agravante. Não ocorrência. Ausência de interesse recursal. Precedentes. 1. Ante a não ocorrência de sucumbência da parte recorrente, fica caracterizada a ausência de interesse recursal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4FA6-F098-3819-A48C e senha 5D4A-7215-A6DC-CC2F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1203674 AGR / RJ 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4FA6-F098-3819-A48C e senha 5D4A-7215-A6DC-CC2F Supremo Tribunal Federal ARE 1203674 AGR / RJ 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4FA6-F098-3819-A48C e senha 5D4A-7215-A6DC-CC2F Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO ADV.(A/S) :GIOVANA BARROS PAZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E60-FD9E-F8C2-665C e senha E034-2634-886E-5031 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO ADV.(A/S) :GIOVANA BARROS PAZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0E60-FD9E-F8C2-665C e senha E034-2634-886E-5031 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, ainda que por óbices diversos daqueles apontados na decisão ora agravada. É certo que a agravante carece de interesse recursal, haja vista a ausência de sucumbência. Conforme destacado no acórdão emanado do Tribunal local, foi reconhecida a prescrição da pretensão da parte ora recorrida, nos seguintes termos: “a pretensão está prescrita, a teor do art. 1... do Decreto 20.910/32, pois decorridos mais de cinco anos do evento danoso, o ato de privatização que ocasionou a perda da condição de funcionários públicos, da década de 1990 (abril/1992), até a propositura desta ação, em março/2014. ” Destarte, julgado improcedente o pedido deduzido nos autos pela parte recorrida, resta afastada a caracterização da sucumbência da empresa ora recorrente. Portanto, a ausência de utilidade no provimento do recurso denota a carência de interesse recursal da agravante. Nesse sentido, destaquem-se estes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUCUMBÊNCIA DA PARTE ORA RECORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Em face da não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Agravo regimental não conhecido” (AI n 758.951/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação, ainda que por óbices diversos daqueles apontados na decisão ora agravada. É certo que a agravante carece de interesse recursal, haja vista a ausência de sucumbência. Conforme destacado no acórdão emanado do Tribunal local, foi reconhecida a prescrição da pretensão da parte ora recorrida, nos seguintes termos: “a pretensão está prescrita, a teor do art. 1... do Decreto 20.910/32, pois decorridos mais de cinco anos do evento danoso, o ato de privatização que ocasionou a perda da condição de funcionários públicos, da década de 1990 (abril/1992), até a propositura desta ação, em março/2014. ” Destarte, julgado improcedente o pedido deduzido nos autos pela parte recorrida, resta afastada a caracterização da sucumbência da empresa ora recorrente. Portanto, a ausência de utilidade no provimento do recurso denota a carência de interesse recursal da agravante. Nesse sentido, destaquem-se estes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SUCUMBÊNCIA DA PARTE ORA RECORRENTE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Em face da não ocorrência de sucumbência da parte ora recorrente, fica evidente a ausência de interesse recursal. Agravo regimental não conhecido” (AI n 758.951/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1203674 AGR / RJ Barroso, DJe de 23/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROPORCIONALIDADE NO PAGAMENTO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) AOS SERVIDORES APOSENTADOS. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Ausência de interesse recursal da União, uma vez que o acordão proferido pelo Tribunal de origem já concedera o pedido ora formulado, qual seja, o pagamento proporcional da Gratificação em questão. Embargos não conhecidos.” (ARE n 759.508/RS-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/12/13). “AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOCORRÊNCIA DO ESTADO DE SUCUMBÊNCIA – AUSÊNCIA DE INTERESSE DE RECORRER – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI n 8.212/91, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 9.032/95 – MATÉRIA QUE, POR SER ESTRANHA À PRESENTE CAUSA, NÃO FOI EXAMINADA NA DECISÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O estado de sucumbência – que reflete situação de maior ou de menor lesividade gerada pela decisão judicial – qualifica-se como pressuposto recursal genérico e comum a todos os recursos, ordinários ou extraordinários, de tal modo que, inocorrendo qualquer gravame causado pelo ato decisório, deixa de existir o interesse de recorrer, cujo reconhecimento, para legitimar a interposição recursal, impõe a cumulativa satisfação, pela parte que recorre, dos requisitos da necessidade e da utilidade do recurso deduzido. Ausência, na espécie, do estado de sucumbência. Consequente inviabilidade do recurso extraordinário.” (AI n 767.849/MG-AgR, Segunda Turma, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Supremo Tribunal Federal ARE 1203674 AGR / RJ Barroso, DJe de 23/3/14). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROPORCIONALIDADE NO PAGAMENTO DA GRATIFICAÇÃO DE DESEMPENHO DA CARREIRA DA PREVIDÊNCIA, DA SAÚDE E DO TRABALHO (GDPST) AOS SERVIDORES APOSENTADOS. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. Ausência de interesse recursal da União, uma vez que o acordão proferido pelo Tribunal de origem já concedera o pedido ora formulado, qual seja, o pagamento proporcional da Gratificação em questão. Embargos não conhecidos.” (ARE n 759.508/RS-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 13/12/13). “AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOCORRÊNCIA DO ESTADO DE SUCUMBÊNCIA – AUSÊNCIA DE INTERESSE DE RECORRER – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INCONSTITUCIONALIDADE DO ARTIGO 45 DA LEI n 8.212/91, NA REDAÇÃO DADA PELA LEI n 9.032/95 – MATÉRIA QUE, POR SER ESTRANHA À PRESENTE CAUSA, NÃO FOI EXAMINADA NA DECISÃO OBJETO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INAPLICABILIDADE DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O estado de sucumbência – que reflete situação de maior ou de menor lesividade gerada pela decisão judicial – qualifica-se como pressuposto recursal genérico e comum a todos os recursos, ordinários ou extraordinários, de tal modo que, inocorrendo qualquer gravame causado pelo ato decisório, deixa de existir o interesse de recorrer, cujo reconhecimento, para legitimar a interposição recursal, impõe a cumulativa satisfação, pela parte que recorre, dos requisitos da necessidade e da utilidade do recurso deduzido. Ausência, na espécie, do estado de sucumbência. Consequente inviabilidade do recurso extraordinário.” (AI n 767.849/MG-AgR, Segunda Turma, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1203674 AGR / RJ Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 11/4/16). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental interposto pela parte que não sofreu prejuízo com a decisão. Falta de interesse recursal. 3. Agravo regimental não conhecido” (AI n 713.641/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/4/09). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Supremo Tribunal Federal ARE 1203674 AGR / RJ Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 11/4/16). “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental interposto pela parte que não sofreu prejuízo com a decisão. Falta de interesse recursal. 3. Agravo regimental não conhecido” (AI n 713.641/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3/4/09). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9F58-A2E4-9C63-AAF7 e senha 4797-9E6F-EDFD-FE1E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO (49659/RJ) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO (104348/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO (30778/BA, 127942/MG, 178033/RJ, 31340/RS, 29641/SC, 308644/SP) ADV.(A/S) : GIOVANA BARROS PAZ (30777/BA, 178030/RJ, 75615/RS, 29639/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3423-13BA-278E-513F e senha E021-80AA-D095-8EBD Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.674 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO (49659/RJ) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO (104348/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : GLORIA WANDERLEY E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO (30778/BA, 127942/MG, 178033/RJ, 31340/RS, 29641/SC, 308644/SP) ADV.(A/S) : GIOVANA BARROS PAZ (30777/BA, 178030/RJ, 75615/RS, 29639/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Afirmou suspeição o Ministro Roberto Barroso. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3423-13BA-278E-513F e senha E021-80AA-D095-8EBD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 203 . 674", "ARE 1203674 AGR", "ARE 1203674", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AI n 758 . 951 / RJ - AgR", "AI n 758 . 951 / RJ - AgR", "ARE 1203674 AGR / RJ", "ARE n 759 . 508 / RS", "AI n 767 . 849 / MG - AgR", "ARE 1203674 AGR / RJ", "ARE n 759 . 508 / RS - ED", "AI n 767 . 849 / MG - AgR", "ARE 1203674 AGR / RJ", "AI n 713 . 641 / SP - AgR", "ARE 1203674 AGR / RJ", "AI n 713 . 641 / SP - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . do Decreto 20 . 910 / 32", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . do", "Decreto 20 . 910 / 32", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 45 DA LEI n 8 . 212 / 91", "LEI n 9 . 032 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 45 DA LEI n 8 . 212 / 91", "LEI n 9 . 032", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código", "de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ 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"Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO", "JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO", "GLORIA WANDERLEY", "ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO", "GIOVANA BARROS PAZ", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO", "GLORIA WANDERLEY", "ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO", "GIOVANA BARROS PAZ", "DIAS TOFFOLI", "FERREIRA DA CUNHA LOBO", "JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO", "GLORIA WANDERLEY", "ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO", "GIOVANA BARROS PAZ", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Roberto", "DIAS TOFFOLI", "Roberto", "Barroso", "Roberto Barroso", "Barroso", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO", "JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO", "GLORIA WANDERLEY", "ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO", "GIOVANA BARROS PAZ", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO", "JORGE HENRIQUE MONTEIRO DE ALMEIDA FILHO", "GLORIA WANDERLEY", "ADALBERTO LIBORIO BARROS FILHO", "GIOVANA BARROS PAZ", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante 14. Não ocorrência. 4. Reclamante não é parte na ação penal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 777E-2EA9-B18A-91AB e senha 7107-AA50-9E26-A989 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação ante a ausência de violação à Súmula Vinculante 14/STF (eDOC 11). No presente agravo, o Município de Nova Friburgo reitera o pedido de acesso aos autos da Ação Penal 0222319- 98.2017.4.02.5105, haja vista o interesse da administração no presente feito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAA5-36D5-5FFA-C59E e senha 19CF-127C-3C15-A452 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação ante a ausência de violação à Súmula Vinculante 14/STF (eDOC 11). No presente agravo, o Município de Nova Friburgo reitera o pedido de acesso aos autos da Ação Penal 0222319- 98.2017.4.02.5105, haja vista o interesse da administração no presente feito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAA5-36D5-5FFA-C59E e senha 19CF-127C-3C15-A452 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o reclamante busca acesso aos autos da Ação Penal 0222319-98.2017.4.02.5105, em que duas ex-agentes administrativas figuram na qualidade de ré, haja vista suposta prática dos delitos descritos nos arts. 299, 312, 327 e 327, § 2º, do Código Penal. Cumpre registrar que a Súmula Vinculante 14 dispõe o seguinte: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Da leitura do enunciado acima transcrito, verifica-se que a redação foi exclusivamente destinada à garantia do direito de defesa, no interesse do representado, de modo que o acesso aos autos de procedimentos investigatórios que tramitem em segredo de justiça, não se estendem para quem não é parte no processo judicial, somente sendo permitido na hipótese de o Município reclamante promover a defesa das rés, o que não verifico ser o caso. Desse modo, não se vislumbra similitude entre o direito garantido na Súmula Vinculante 14 e o pleito formulado pelo Município de Nova Friburgo. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6622-9EB1-A0C2-E1BC e senha 9634-4CC8-8E19-55FB Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o reclamante busca acesso aos autos da Ação Penal 0222319-98.2017.4.02.5105, em que duas ex-agentes administrativas figuram na qualidade de ré, haja vista suposta prática dos delitos descritos nos arts. 299, 312, 327 e 327, § 2º, do Código Penal. Cumpre registrar que a Súmula Vinculante 14 dispõe o seguinte: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Da leitura do enunciado acima transcrito, verifica-se que a redação foi exclusivamente destinada à garantia do direito de defesa, no interesse do representado, de modo que o acesso aos autos de procedimentos investigatórios que tramitem em segredo de justiça, não se estendem para quem não é parte no processo judicial, somente sendo permitido na hipótese de o Município reclamante promover a defesa das rés, o que não verifico ser o caso. Desse modo, não se vislumbra similitude entre o direito garantido na Súmula Vinculante 14 e o pleito formulado pelo Município de Nova Friburgo. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6622-9EB1-A0C2-E1BC e senha 9634-4CC8-8E19-55FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34427 AGR / RJ reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6622-9EB1-A0C2-E1BC e senha 9634-4CC8-8E19-55FB Supremo Tribunal Federal RCL 34427 AGR / RJ reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6622-9EB1-A0C2-E1BC e senha 9634-4CC8-8E19-55FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B761-0A59-DEB3-C96C e senha 09F5-B87E-C76B-0D5A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B761-0A59-DEB3-C96C e senha 09F5-B87E-C76B-0D5A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446241
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante 14. Não ocorrência. 4. Reclamante não é parte na ação penal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408111
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA) Rcl 27026 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 28/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
34427
[ "LEG-FED SUV-000014 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 34427 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1ª VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Suposta violação à Súmula Vinculante 14. Não ocorrência. 4. Reclamante não é parte na ação penal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 777E-2EA9-B18A-91AB e senha 7107-AA50-9E26-A989 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação ante a ausência de violação à Súmula Vinculante 14/Supremo Tribunal Federal (eDOC 11). No presente agravo, o Município de Nova Friburgo reitera o pedido de acesso aos autos da Ação Penal 0222319- 98.2017.4.02.5105, haja vista o interesse da administração no presente feito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAA5-36D5-5FFA-C59E e senha 19CF-127C-3C15-A452 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação ante a ausência de violação à Súmula Vinculante 14/Supremo Tribunal Federal (eDOC 11). No presente agravo, o Município de Nova Friburgo reitera o pedido de acesso aos autos da Ação Penal 0222319- 98.2017.4.02.5105, haja vista o interesse da administração no presente feito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DAA5-36D5-5FFA-C59E e senha 19CF-127C-3C15-A452 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o reclamante busca acesso aos autos da Ação Penal 0222319-98.2017.4.02.5105, em que duas ex-agentes administrativas figuram na qualidade de ré, haja vista suposta prática dos delitos descritos nos arts. 299, 312, 327 e 327, § 2..., do Código Penal. Cumpre registrar que a Súmula Vinculante 14 dispõe o seguinte: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Da leitura do enunciado acima transcrito, verifica-se que a redação foi exclusivamente destinada à garantia do direito de defesa, no interesse do representado, de modo que o acesso aos autos de procedimentos investigatórios que tramitem em segredo de justiça, não se estendem para quem não é parte no processo judicial, somente sendo permitido na hipótese de o Município reclamante promover a defesa das rés, o que não verifico ser o caso. Desse modo, não se vislumbra similitude entre o direito garantido na Súmula Vinculante 14 e o pleito formulado pelo Município de Nova Friburgo. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6622-9EB1-A0C2-E1BC e senha 9634-4CC8-8E19-55FB Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o reclamante busca acesso aos autos da Ação Penal 0222319-98.2017.4.02.5105, em que duas ex-agentes administrativas figuram na qualidade de ré, haja vista suposta prática dos delitos descritos nos arts. 299, 312, 327 e 327, § 2..., do Código Penal. Cumpre registrar que a Súmula Vinculante 14 dispõe o seguinte: “É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Da leitura do enunciado acima transcrito, verifica-se que a redação foi exclusivamente destinada à garantia do direito de defesa, no interesse do representado, de modo que o acesso aos autos de procedimentos investigatórios que tramitem em segredo de justiça, não se estendem para quem não é parte no processo judicial, somente sendo permitido na hipótese de o Município reclamante promover a defesa das rés, o que não verifico ser o caso. Desse modo, não se vislumbra similitude entre o direito garantido na Súmula Vinculante 14 e o pleito formulado pelo Município de Nova Friburgo. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6622-9EB1-A0C2-E1BC e senha 9634-4CC8-8E19-55FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34427 AGR / RJ reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6622-9EB1-A0C2-E1BC e senha 9634-4CC8-8E19-55FB Supremo Tribunal Federal RCL 34427 AGR / RJ reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6622-9EB1-A0C2-E1BC e senha 9634-4CC8-8E19-55FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B761-0A59-DEB3-C96C e senha 09F5-B87E-C76B-0D5A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.427 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 1... VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B761-0A59-DEB3-C96C e senha 09F5-B87E-C76B-0D5A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 34 . 427", "Súmula Vinculante 14 / Supremo Tribunal", "Ação Penal 0222319 - 98 . 2017 . 4 . 02 . 5105", "RECLAMAÇÃO 34 . 427", "Súmula Vinculante 14 / Supremo Tribunal Federal", "Ação Penal 0222319 - 98 . 2017 . 4 .", "RECLAMAÇÃO", "Ação Penal 0222319 - 98 . 2017 . 4 . 02 . 5105", "RECLAMAÇÃO 34 . 427", "Ação Penal 0222319 - 98 . 2017 . 4 . 02 . 5105", "RCL 34427 AGR", "MS 34 . 220 / DF", "Rcl", "-", "AgR 27 . 026 / MA", "RCL 34427", "MS 34 . 220 / DF", "Rcl", "-", "AgR 27 . 026 / MA", "RECLAMAÇÃO", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 299 , 312 , 327 e 327 , § 2 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 299 , 312 , 327 e 327 , § 2 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO", "Nova Friburgo", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO", "Município de Nova Friburgo", "RIO DE JANEIRO", "Município de Nova Friburgo", "RIO DE JANEIRO", "Município de Nova Friburgo", "RIO DE JANEIRO", "NOVA FRIBURGO", "RIO DE JANEIRO", "NOVA FRIBURGO", "MUNICÍPIO", "NOVA FRIBURGO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO DE NOVA FRIBURGO", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 . .", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 . .", "1", ".", "VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 .", "1", "VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RJ", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 . .", "1", "VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2 . .", "1", ".", ". .", "VARA FEDERAL DE NOVA FRIBURGO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI Nº 11.343/06. PRETENSÃO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A decretação da custódia preventiva para garantia da ordem pública que tem como fundamento a gravidade concreta da conduta, evidenciada pela necessidade de se evitar a reiteração delitiva, encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Precedentes: HC 132.172, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 09/05/2016; e HC 144.703, Primeira Turma, Rel. p/ Acórdão, Min. Roberto Barroso, DJe de 27/11/2018. 2. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 3. In casu, o paciente teve a prisão preventiva decretada em razão da suposta prática do crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/06. Na ocasião, foram apreendidos “41 (quarenta e um gramas) de cocaína”. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5989-2B63-8EBB-2F3F e senha 9C8A-D8E4-2103-0ADF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 168863 AGR / SP 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 21/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5989-2B63-8EBB-2F3F e senha 9C8A-D8E4-2103-0ADF Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 21/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5989-2B63-8EBB-2F3F e senha 9C8A-D8E4-2103-0ADF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9051-5826-A047-2B43 e senha 5EB5-7597-D325-0EC4 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9051-5826-A047-2B43 e senha 5EB5-7597-D325-0EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por JULIANO MATTAR contra decisão que negou seguimento a habeas corpus, assim ementada: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI Nº 11.343/06. PRETENSÃO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA.” Consta dos autos que o paciente teve a prisão preventiva decretada em razão da suposta prática do crime tipificado no artigo 33 da Lei nº 11.343/06. Em face da situação, impetrou-se habeas corpus perante o Tribunal de origem. A Corte, contudo, denegou a ordem. Irresignada, a defesa manejou novo writ perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem nos termos da seguinte ementa: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO DELITIVA. ORDEM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por JULIANO MATTAR contra decisão que negou seguimento a habeas corpus, assim ementada: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI Nº 11.343/06. PRETENSÃO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA.” Consta dos autos que o paciente teve a prisão preventiva decretada em razão da suposta prática do crime tipificado no artigo 33 da Lei nº 11.343/06. Em face da situação, impetrou-se habeas corpus perante o Tribunal de origem. A Corte, contudo, denegou a ordem. Irresignada, a defesa manejou novo writ perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem nos termos da seguinte ementa: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO DELITIVA. ORDEM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 168863 AGR / SP DENEGADA. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a preservação da ordem pública justifica a imposição da prisão preventiva quando o agente ostentar maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos, inquéritos ou mesmo ações penais em curso, porquanto tais circunstâncias denotam sua contumácia delitiva e, por via de consequência, sua periculosidade. 3. No caso, a decisão que impôs a prisão preventiva destacou que o paciente, além de ostentar passagem pela Vara da Infância, foi detido recentemente praticando o mesmo delito de tráfico, incluindo a posse de munições. Assim, faz-se necessária a segregação provisória como forma de acautelar a ordem pública. 4. Ordem denegada.” Sobreveio a impetração do presente mandamus, no qual a defesa alegou, em síntese, a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na constrição da liberdade do paciente. Aduziu que o decreto cautelar fundamentou-se “tão somente na gravidade abstrata do delito”. Argumentou que “a prática de ato infracional não pode ser considerada como antecedentes penais porque sequer é entendida como crime”. Afirmou, ainda, que o paciente é “primário, sem qualquer antecedente, com residência fixa e ocupação lícita”. Negado seguimento ao habeas corpus, conforme o teor da ementa supratranscrita, a defesa interpõe o presente recurso, repisando os argumentos da inicial. Sustenta a “ilegalidade da prisão do paciente, por se tratar de réu primário sem antecedentes criminais, que perfaz os requisitos da liberdade provisória, tais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP DENEGADA. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a preservação da ordem pública justifica a imposição da prisão preventiva quando o agente ostentar maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos, inquéritos ou mesmo ações penais em curso, porquanto tais circunstâncias denotam sua contumácia delitiva e, por via de consequência, sua periculosidade. 3. No caso, a decisão que impôs a prisão preventiva destacou que o paciente, além de ostentar passagem pela Vara da Infância, foi detido recentemente praticando o mesmo delito de tráfico, incluindo a posse de munições. Assim, faz-se necessária a segregação provisória como forma de acautelar a ordem pública. 4. Ordem denegada.” Sobreveio a impetração do presente mandamus, no qual a defesa alegou, em síntese, a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na constrição da liberdade do paciente. Aduziu que o decreto cautelar fundamentou-se “tão somente na gravidade abstrata do delito”. Argumentou que “a prática de ato infracional não pode ser considerada como antecedentes penais porque sequer é entendida como crime”. Afirmou, ainda, que o paciente é “primário, sem qualquer antecedente, com residência fixa e ocupação lícita”. Negado seguimento ao habeas corpus, conforme o teor da ementa supratranscrita, a defesa interpõe o presente recurso, repisando os argumentos da inicial. Sustenta a “ilegalidade da prisão do paciente, por se tratar de réu primário sem antecedentes criminais, que perfaz os requisitos da liberdade provisória, tais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório HC 168863 AGR / SP como a própria primariedade, a existência de renda lícita, residência fixa com família composta por pessoas idôneas, além de ausência de necessidade da prisão, já que não há vítimas a serem protegidas e nem mesmo vontade de o réu se furtar da comarca onde tramita o processo penal”. Pontua que “a conversão de uma prisão em flagrante em preventiva de um réu primário sem qualquer antecedente com residência fixa e ocupação lícita baseada tão somente na gravidade abstrata do delito é caracterizadora do fumus boni juris e periculum in mora do caso” (sic). Entende que “a prática de ato infracional não pode ser considerada como antecedentes penais porque sequer é entendida como crime, no mesmo sentido, a medida socioeducativa não é considerada como pena”. Advoga, ainda, que “o ato coator infringe o princípio da Homogeneidade da Prisão Provisória atacando, por consequência, as súmulas nº 718 e 719 deste E.STF, já que em breve análise do processo percebe-se que o paciente, caso seja condenado, cumprirá pena em regime inicial mais brando, e não o fechado”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, os Agravantes pugnam pelo provimento do presente Agravo Regimental, em juízo de retratação ou por deliberação colegiada, na forma do art. 317, §3º, do RISTF, determinando o que for de direito, isto é, a revisão da decisão agravada, para fins de que seja dado seguimento ao Habeas Corpus nº 168.863 – (00189336820191000000), visando o seu conhecimento e deferimento, para que ao final o paciente seja colocado em liberdade.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP como a própria primariedade, a existência de renda lícita, residência fixa com família composta por pessoas idôneas, além de ausência de necessidade da prisão, já que não há vítimas a serem protegidas e nem mesmo vontade de o réu se furtar da comarca onde tramita o processo penal”. Pontua que “a conversão de uma prisão em flagrante em preventiva de um réu primário sem qualquer antecedente com residência fixa e ocupação lícita baseada tão somente na gravidade abstrata do delito é caracterizadora do fumus boni juris e periculum in mora do caso” (sic). Entende que “a prática de ato infracional não pode ser considerada como antecedentes penais porque sequer é entendida como crime, no mesmo sentido, a medida socioeducativa não é considerada como pena”. Advoga, ainda, que “o ato coator infringe o princípio da Homogeneidade da Prisão Provisória atacando, por consequência, as súmulas nº 718 e 719 deste E.STF, já que em breve análise do processo percebe-se que o paciente, caso seja condenado, cumprirá pena em regime inicial mais brando, e não o fechado”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, os Agravantes pugnam pelo provimento do presente Agravo Regimental, em juízo de retratação ou por deliberação colegiada, na forma do art. 317, §3º, do RISTF, determinando o que for de direito, isto é, a revisão da decisão agravada, para fins de que seja dado seguimento ao Habeas Corpus nº 168.863 – (00189336820191000000), visando o seu conhecimento e deferimento, para que ao final o paciente seja colocado em liberdade.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. In casu, consoante estabelecido na decisão impugnada, inexiste situação que permita a concessão da ordem de ofício, ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. Por oportuno, vale a transcrição da fundamentação adotada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “O objeto do presente pleito cinge-se à verificação da existência de fundamentação no decreto que impôs a segregação cautelar ao paciente. Insta consignar, preliminarmente, que a regra, em nosso ordenamento jurídico, é a liberdade. Assim, a prisão de natureza cautelar revela-se cabível tão somente quando, a par de indícios do cometimento do delito (fumus commissi delicti), estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. Decorre de comando constitucional expresso que ninguém será preso senão por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente (art. 5º, LXI). Portanto, há de se exigir que o decreto de prisão preventiva esteja sempre concretamente fundamentado. No caso, estes foram os fundamentos invocados para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, in verbis (e-STJ fls. 46/47): ‘O auto de prisão em flagrante, da forma como se apresentado, reveste-se da legalidade exigida, estando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. In casu, consoante estabelecido na decisão impugnada, inexiste situação que permita a concessão da ordem de ofício, ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. Por oportuno, vale a transcrição da fundamentação adotada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “O objeto do presente pleito cinge-se à verificação da existência de fundamentação no decreto que impôs a segregação cautelar ao paciente. Insta consignar, preliminarmente, que a regra, em nosso ordenamento jurídico, é a liberdade. Assim, a prisão de natureza cautelar revela-se cabível tão somente quando, a par de indícios do cometimento do delito (fumus commissi delicti), estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. Decorre de comando constitucional expresso que ninguém será preso senão por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente (art. 5º, LXI). Portanto, há de se exigir que o decreto de prisão preventiva esteja sempre concretamente fundamentado. No caso, estes foram os fundamentos invocados para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, in verbis (e-STJ fls. 46/47): ‘O auto de prisão em flagrante, da forma como se apresentado, reveste-se da legalidade exigida, estando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP configurada situação prevista no artigo 302 do Código de Processo Penal, não sendo, portanto, caso de relaxamento. Segundo consta dos autos, os policiais militares relataram receberam denúncia anônima de que um indivíduo estaria praticando tráfico de drogas na Rua João Maria Gomes, no bairro Atlântico I. Ao diligenciarem no local dos fatos, verificaram que um indivíduo com as características recebidas na denúncia tratava-se de Juliano. Que este entregava algo que estava escondido em um cano para os carros que paravam no local e recebia algo em troca, o que caracterizaria o comércio de drogas. Que, após a verificação dos fatos, abordaram o autuado e com ele encontraram a quantia de R$30,00 e escondido em um cano pluvial 13 pinos contendo cocaína, e que em uma casa abandonada em que Juliano se dirigia havia 13 pinos de cocaína escondidos no mato. Ao diligenciarem na residência do autuado encontraram a quantia de R$178,00 em diversas notas. Informam os policiais ainda que o autuado foi recentemente indiciado pela DISE por tráfico e posse irregular de munições (BO 7406/2018). Em sede policial, o indiciado negou os fatos a ele imputados. E diante do relatado nos autos, presentes indícios da autoria e prova da materialidade do crime de tráfico de drogas. A custódia se faz necessária para cessar a reiteração criminosa do acusado. A mera existência de qualidades subjetivas supostamente favoráveis não induz direito à liberdade provisória, quando presentes os requisitos legais da custódia. Neste sentido, "o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que a presença de condições pessoais favoráveis, como primariedade, domicílio certo e emprego lícito, não impede a decretação da prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para justificar a segregação preventiva" STJ HC 339673/MG, 16/02/2016. Vale ressaltar, "Por derradeiro, quanto à possibilidade de o paciente cumprir pena em situação mais benéfica, em caso de eventual condenação, entendo inviável cogitar-se acerca de dosagem sancionatória em concreto com base em mero prognóstico, exercício de futurologia fundado em incipientes dados oriundo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP configurada situação prevista no artigo 302 do Código de Processo Penal, não sendo, portanto, caso de relaxamento. Segundo consta dos autos, os policiais militares relataram receberam denúncia anônima de que um indivíduo estaria praticando tráfico de drogas na Rua João Maria Gomes, no bairro Atlântico I. Ao diligenciarem no local dos fatos, verificaram que um indivíduo com as características recebidas na denúncia tratava-se de Juliano. Que este entregava algo que estava escondido em um cano para os carros que paravam no local e recebia algo em troca, o que caracterizaria o comércio de drogas. Que, após a verificação dos fatos, abordaram o autuado e com ele encontraram a quantia de R$30,00 e escondido em um cano pluvial 13 pinos contendo cocaína, e que em uma casa abandonada em que Juliano se dirigia havia 13 pinos de cocaína escondidos no mato. Ao diligenciarem na residência do autuado encontraram a quantia de R$178,00 em diversas notas. Informam os policiais ainda que o autuado foi recentemente indiciado pela DISE por tráfico e posse irregular de munições (BO 7406/2018). Em sede policial, o indiciado negou os fatos a ele imputados. E diante do relatado nos autos, presentes indícios da autoria e prova da materialidade do crime de tráfico de drogas. A custódia se faz necessária para cessar a reiteração criminosa do acusado. A mera existência de qualidades subjetivas supostamente favoráveis não induz direito à liberdade provisória, quando presentes os requisitos legais da custódia. Neste sentido, "o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que a presença de condições pessoais favoráveis, como primariedade, domicílio certo e emprego lícito, não impede a decretação da prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para justificar a segregação preventiva" STJ HC 339673/MG, 16/02/2016. Vale ressaltar, "Por derradeiro, quanto à possibilidade de o paciente cumprir pena em situação mais benéfica, em caso de eventual condenação, entendo inviável cogitar-se acerca de dosagem sancionatória em concreto com base em mero prognóstico, exercício de futurologia fundado em incipientes dados oriundo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP de um processo em que a instrução judicializada mal se iniciou" STJ, RHC 068938, 28/03/2016, ainda mais no presente caso em que o suposto crime (tráfico de drogas) possui pena superior a 04 anos, é hediondo e o regime legal inicial é o fechado. Ressalto que no presente momento não é possível afirmar que, caso venha o indiciado a ser condenado, seja por tempo inferior ao mínimo legal ou seja substituída por restritiva de direitos. Ressalto que Juliano possui passagens por atos infracionais no juízo da infância. Assim, a prisão justifica-se, também pelo risco da reiteração da conduta criminosa, de maneira que a garantia da ordem pública funciona como arrimo para a custódia. Há prova de materialidade (laudo de constatação provisória) e indícios de autoria (depoimento de policiais perante a Autoridade Policial). A questão da desclassificação e inocência do réu, deve ser apurada durante a instrução processual. Portanto, presentes o fumus comissi delicti e o periculum libertatis. Por fim, as medidas cautelares não se mostram adequadas à gravidade concreta do crime de tráfico de entorpecentes, não preenchido o requisito do artigo 282, inciso II, do Código de Processo Penal.’ O Tribunal de origem, ao denegar a ordem, ressaltou, na linha da decisão que havia decretado a prisão preventiva, o histórico delitivo do paciente (e-STJ fl. 18): ‘E não se pode ignorar, outrossim, que os policiais militares responsáveis pela diligência informaram que o paciente (...) foi recentemente indiciado pela DISE por tráfico e posse irregular de munições, sem olvidar que (...) possui passagens por atos infracionais no juízo da infância (sic), aspectos, aliás, corroborados pela cópia do boletim de ocorrência encartado a fls. 27/29, cujo teor revela que, dias antes dos fatos em apreço, ele fora surpreendido na mesma rua, em poder de entorpecente (maconha), petrecho usado para seu fracionamento e pesagem (balança de precisão) e munição, circunstâncias que, inegavelmente, indicam a possibilidade de recalcitrância criminosa.’ Assim, é inequívoco que foram apontados elementos concretos para a decretação da prisão preventiva do paciente, em especial a sua 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP de um processo em que a instrução judicializada mal se iniciou" STJ, RHC 068938, 28/03/2016, ainda mais no presente caso em que o suposto crime (tráfico de drogas) possui pena superior a 04 anos, é hediondo e o regime legal inicial é o fechado. Ressalto que no presente momento não é possível afirmar que, caso venha o indiciado a ser condenado, seja por tempo inferior ao mínimo legal ou seja substituída por restritiva de direitos. Ressalto que Juliano possui passagens por atos infracionais no juízo da infância. Assim, a prisão justifica-se, também pelo risco da reiteração da conduta criminosa, de maneira que a garantia da ordem pública funciona como arrimo para a custódia. Há prova de materialidade (laudo de constatação provisória) e indícios de autoria (depoimento de policiais perante a Autoridade Policial). A questão da desclassificação e inocência do réu, deve ser apurada durante a instrução processual. Portanto, presentes o fumus comissi delicti e o periculum libertatis. Por fim, as medidas cautelares não se mostram adequadas à gravidade concreta do crime de tráfico de entorpecentes, não preenchido o requisito do artigo 282, inciso II, do Código de Processo Penal.’ O Tribunal de origem, ao denegar a ordem, ressaltou, na linha da decisão que havia decretado a prisão preventiva, o histórico delitivo do paciente (e-STJ fl. 18): ‘E não se pode ignorar, outrossim, que os policiais militares responsáveis pela diligência informaram que o paciente (...) foi recentemente indiciado pela DISE por tráfico e posse irregular de munições, sem olvidar que (...) possui passagens por atos infracionais no juízo da infância (sic), aspectos, aliás, corroborados pela cópia do boletim de ocorrência encartado a fls. 27/29, cujo teor revela que, dias antes dos fatos em apreço, ele fora surpreendido na mesma rua, em poder de entorpecente (maconha), petrecho usado para seu fracionamento e pesagem (balança de precisão) e munição, circunstâncias que, inegavelmente, indicam a possibilidade de recalcitrância criminosa.’ Assim, é inequívoco que foram apontados elementos concretos para a decretação da prisão preventiva do paciente, em especial a sua 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP reiteração delitiva, pois, além de ostentar passagens pela Vara da Infância, foi recentemente detido sob a acusação de praticar o mesmo delito, incluindo a posse de munições. Dessa forma, como sedimentado em farta jurisprudência desta Corte, maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos ou até mesmo outras ações penais em curso justificam a imposição de segregação cautelar como forma de se evitar a reiteração delitiva e, assim, garantir a ordem pública. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte: […] Ante o exposto, denego a ordem.” Deveras, cabível se mostra o entendimento de que a custódia preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem pública justifica-se ante a gravidade concreta do crime. A propósito, a prisão preventiva que tem como fundamento a possibilidade de reiteração delitiva encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Cumpre destacar que o fato de o paciente ostentar condições pessoais favoráveis não lhe garante o direito de liberdade. Nesse sentido, verbis: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. TESE DE NEGATIVA DE AUTORIA. PRISÃO PREVENTIVA. 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que a “alegação de ausência de autoria e materialidade é insuscetível de deslinde em sede de habeas corpus, que, como é cediço, não comporta reexame de fatos e provas” (RHC 117.491, Rel. Min. Luiz Fux). 2. A fundada probabilidade de reiteração criminosa constitui fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Precedentes. 3. O Supremo Tribunal Federal tem orientação consolidada no sentido de que a ‘condição de foragido do distrito da culpa reforça a necessidade da custódia para se garantir a aplicação da lei penal’ (RHC 118.011, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 145.562-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 21/05/2018). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP reiteração delitiva, pois, além de ostentar passagens pela Vara da Infância, foi recentemente detido sob a acusação de praticar o mesmo delito, incluindo a posse de munições. Dessa forma, como sedimentado em farta jurisprudência desta Corte, maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos ou até mesmo outras ações penais em curso justificam a imposição de segregação cautelar como forma de se evitar a reiteração delitiva e, assim, garantir a ordem pública. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte: […] Ante o exposto, denego a ordem.” Deveras, cabível se mostra o entendimento de que a custódia preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem pública justifica-se ante a gravidade concreta do crime. A propósito, a prisão preventiva que tem como fundamento a possibilidade de reiteração delitiva encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Cumpre destacar que o fato de o paciente ostentar condições pessoais favoráveis não lhe garante o direito de liberdade. Nesse sentido, verbis: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. TESE DE NEGATIVA DE AUTORIA. PRISÃO PREVENTIVA. 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que a “alegação de ausência de autoria e materialidade é insuscetível de deslinde em sede de habeas corpus, que, como é cediço, não comporta reexame de fatos e provas” (RHC 117.491, Rel. Min. Luiz Fux). 2. A fundada probabilidade de reiteração criminosa constitui fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Precedentes. 3. O Supremo Tribunal Federal tem orientação consolidada no sentido de que a ‘condição de foragido do distrito da culpa reforça a necessidade da custódia para se garantir a aplicação da lei penal’ (RHC 118.011, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 145.562-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 21/05/2018). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. REITERAÇÃO CRIMINOSA COMO VIOLADORA DA ORDEM PÚBLICA. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - a jurisprudência deste Supremo Tribunal admite que a prisão preventiva tenha fundamento na reiteração criminosa como violadora da ordem pública, haja vista a presença de registro de prática de crimes na folha de antecedentes criminais do réu. Precedentes. II - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 146.293-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 06/08/2018). Com efeito, o Tribunal de origem assentou que “dias antes dos fatos em apreço, ele fora surpreendido na mesma rua, em poder de entorpecente (maconha), petrecho usado para seu fracionamento e pesagem (balança de precisão) e munição, circunstâncias que, inegavelmente, indicam a possibilidade de recalcitrância criminosa”. Por sua vez, o Superior Tribunal de Justiça consignou que o “foram apontados elementos concretos para a decretação da prisão preventiva do paciente, em especial a sua reiteração delitiva, pois, além de ostentar passagens pela Vara da Infância, foi recentemente detido sob a acusação de praticar o mesmo delito, incluindo a posse de munições”. Assim, resta evidenciada a inexistência de teratologia ou flagrante ilegalidade no julgamento realizado, não se cuidando de hipótese de concessão da ordem. Nessa linha, in verbis: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Prisão após monitoramento policial. 4. Cometimento em tese dos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. 5. Apreensão de droga, munições de calibres diversos e carros roubados. 6. Audiência de custódia. Prisão Preventiva. Fundamentos idôneos de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. REITERAÇÃO CRIMINOSA COMO VIOLADORA DA ORDEM PÚBLICA. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - a jurisprudência deste Supremo Tribunal admite que a prisão preventiva tenha fundamento na reiteração criminosa como violadora da ordem pública, haja vista a presença de registro de prática de crimes na folha de antecedentes criminais do réu. Precedentes. II - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 146.293-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 06/08/2018). Com efeito, o Tribunal de origem assentou que “dias antes dos fatos em apreço, ele fora surpreendido na mesma rua, em poder de entorpecente (maconha), petrecho usado para seu fracionamento e pesagem (balança de precisão) e munição, circunstâncias que, inegavelmente, indicam a possibilidade de recalcitrância criminosa”. Por sua vez, o Superior Tribunal de Justiça consignou que o “foram apontados elementos concretos para a decretação da prisão preventiva do paciente, em especial a sua reiteração delitiva, pois, além de ostentar passagens pela Vara da Infância, foi recentemente detido sob a acusação de praticar o mesmo delito, incluindo a posse de munições”. Assim, resta evidenciada a inexistência de teratologia ou flagrante ilegalidade no julgamento realizado, não se cuidando de hipótese de concessão da ordem. Nessa linha, in verbis: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Prisão após monitoramento policial. 4. Cometimento em tese dos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. 5. Apreensão de droga, munições de calibres diversos e carros roubados. 6. Audiência de custódia. Prisão Preventiva. Fundamentos idôneos de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP garantia da ordem pública e de se evitar eventual reiteração criminosa. 7. Impetração de decisão monocrática do STJ transitada em julgado. Precedentes. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 161.738-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 30/11/2018). Ademais, o exame das questões de fato suscitadas pela defesa demanda uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Desta sorte, impende consignar, ainda, que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Outrossim, inexiste violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal. Conquanto a defesa insista, em seu agravo regimental, que ocorreu ofensa ao mencionado preceito em razão da “utilização, data vênia, de rasos fundamentos para cercear a liberdade do paciente”, o referido 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP garantia da ordem pública e de se evitar eventual reiteração criminosa. 7. Impetração de decisão monocrática do STJ transitada em julgado. Precedentes. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 161.738-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 30/11/2018). Ademais, o exame das questões de fato suscitadas pela defesa demanda uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Desta sorte, impende consignar, ainda, que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Outrossim, inexiste violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal. Conquanto a defesa insista, em seu agravo regimental, que ocorreu ofensa ao mencionado preceito em razão da “utilização, data vênia, de rasos fundamentos para cercear a liberdade do paciente”, o referido 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP dispositivo resta incólume quando o Tribunal prolator da decisão impugnada, embora sucintamente, pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos, máxime quando o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, quando já tiver fundamentado sua decisão de maneira suficiente e entregue a prestação jurisdicional nos limites da lide proposta. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Alegada violação do art. 93, IX, da CF/88. Não ocorrência. Ausência de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Súmula nº 287/STF. 1. O art. 93, IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 2. A jurisprudência de ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de que se deve negar provimento ao agravo quando, como no caso, não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula nº 287 da Corte. 3. Agravo regimental não provido” (AI 783.503-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 16/9/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA AINDA QUE NÃO ANALISADOS TODOS OS ARGUMENTOS DA PARTE. PRECEDENTES. 2. MILITAR. PROVENTOS DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. RECURSO INCABÍVEL PELAS ALINEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS NECESSÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 724.151-AgR, Rel. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP dispositivo resta incólume quando o Tribunal prolator da decisão impugnada, embora sucintamente, pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos, máxime quando o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, quando já tiver fundamentado sua decisão de maneira suficiente e entregue a prestação jurisdicional nos limites da lide proposta. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Alegada violação do art. 93, IX, da CF/88. Não ocorrência. Ausência de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Súmula nº 287/STF. 1. O art. 93, IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 2. A jurisprudência de ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de que se deve negar provimento ao agravo quando, como no caso, não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula nº 287 da Corte. 3. Agravo regimental não provido” (AI 783.503-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 16/9/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA AINDA QUE NÃO ANALISADOS TODOS OS ARGUMENTOS DA PARTE. PRECEDENTES. 2. MILITAR. PROVENTOS DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. RECURSO INCABÍVEL PELAS ALINEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS NECESSÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 724.151-AgR, Rel. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28/10/2013). Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28/10/2013). Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, DESPROVEJO o agravo regimental. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, DESPROVEJO o agravo regimental. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JULIANO MATTAR ADV.(A/S) : BRUNO FELIX DE PAULA (375946/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F51-12DF-5F78-5680 e senha 5817-1E41-E01D-8D71 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JULIANO MATTAR ADV.(A/S) : BRUNO FELIX DE PAULA (375946/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F51-12DF-5F78-5680 e senha 5817-1E41-E01D-8D71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384585
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI Nº 11.343/06. PRETENSÃO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A decretação da custódia preventiva para garantia da ordem pública que tem como fundamento a gravidade concreta da conduta, evidenciada pela necessidade de se evitar a reiteração delitiva, encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Precedentes: HC 132.172, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 09/05/2016; e HC 144.703, Primeira Turma, Rel. p/ Acórdão, Min. Roberto Barroso, DJe de 27/11/2018. 2. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 3. In casu, o paciente teve a prisão preventiva decretada em razão da suposta prática do crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/06. Na ocasião, foram apreendidos “41 (quarenta e um gramas) de cocaína”. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur407442
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, GRAVIDADE CONCRETA, REITERAÇÃO DELITIVA) HC 132172 (2ªT), HC 144703 (1ªT), HC 145562 AgR (1ªT), HC 146293 AgR (2ªT), HC 161738 AgR (2ªT). (AGRAVO, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, PETIÇÃO INICIAL) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 130439 AgR (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) RE 724151 AgR (2ªT), ARE 783503 AgR (1ªT). Número de páginas: 16. Análise: 18/09/2019, JSF.
LUIZ FUX
Primeira Turma
168863
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 168863 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JULIANO MATTAR ADV.(A/S) : BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI n 11.343/06. PRETENSÃO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A decretação da custódia preventiva para garantia da ordem pública que tem como fundamento a gravidade concreta da conduta, evidenciada pela necessidade de se evitar a reiteração delitiva, encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Precedentes: HC 132.172, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 09/05/2016; e HC 144.703, Primeira Turma, Rel. p/ Acórdão, Min. Roberto Barroso, DJe de 27/11/2018. 2. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 3. In casu, o paciente teve a prisão preventiva decretada em razão da suposta prática do crime previsto no artigo 33 da Lei n 11.343/06. Na ocasião, foram apreendidos “41 (quarenta e um gramas) de cocaína”. 4. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1.../07/2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5989-2B63-8EBB-2F3F e senha 9C8A-D8E4-2103-0ADF Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 168863 AGR / SP 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 21/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5989-2B63-8EBB-2F3F e senha 9C8A-D8E4-2103-0ADF Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP 5. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 21/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5989-2B63-8EBB-2F3F e senha 9C8A-D8E4-2103-0ADF Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9051-5826-A047-2B43 e senha 5EB5-7597-D325-0EC4 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9051-5826-A047-2B43 e senha 5EB5-7597-D325-0EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por JULIANO MATTAR contra decisão que negou seguimento a habeas corpus, assim ementada: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI n 11.343/06. PRETENSÃO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA.” Consta dos autos que o paciente teve a prisão preventiva decretada em razão da suposta prática do crime tipificado no artigo 33 da Lei n 11.343/06. Em face da situação, impetrou-se habeas corpus perante o Tribunal de origem. A Corte, contudo, denegou a ordem. Irresignada, a defesa manejou novo writ perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem nos termos da seguinte ementa: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO DELITIVA. ORDEM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :JULIANO MATTAR ADV.(A/S) :BRUNO FELIX DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por JULIANO MATTAR contra decisão que negou seguimento a habeas corpus, assim ementada: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ARTIGO 33 DA LEI n 11.343/06. PRETENSÃO DE REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA.” Consta dos autos que o paciente teve a prisão preventiva decretada em razão da suposta prática do crime tipificado no artigo 33 da Lei n 11.343/06. Em face da situação, impetrou-se habeas corpus perante o Tribunal de origem. A Corte, contudo, denegou a ordem. Irresignada, a defesa manejou novo writ perante o Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem nos termos da seguinte ementa: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO DELITIVA. ORDEM Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 168863 AGR / SP DENEGADA. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a preservação da ordem pública justifica a imposição da prisão preventiva quando o agente ostentar maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos, inquéritos ou mesmo ações penais em curso, porquanto tais circunstâncias denotam sua contumácia delitiva e, por via de consequência, sua periculosidade. 3. No caso, a decisão que impôs a prisão preventiva destacou que o paciente, além de ostentar passagem pela Vara da Infância, foi detido recentemente praticando o mesmo delito de tráfico, incluindo a posse de munições. Assim, faz-se necessária a segregação provisória como forma de acautelar a ordem pública. 4. Ordem denegada.” Sobreveio a impetração do presente mandamus, no qual a defesa alegou, em síntese, a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na constrição da liberdade do paciente. Aduziu que o decreto cautelar fundamentou-se “tão somente na gravidade abstrata do delito”. Argumentou que “a prática de ato infracional não pode ser considerada como antecedentes penais porque sequer é entendida como crime”. Afirmou, ainda, que o paciente é “primário, sem qualquer antecedente, com residência fixa e ocupação lícita”. Negado seguimento ao habeas corpus, conforme o teor da ementa supratranscrita, a defesa interpõe o presente recurso, repisando os argumentos da inicial. Sustenta a “ilegalidade da prisão do paciente, por se tratar de réu primário sem antecedentes criminais, que perfaz os requisitos da liberdade provisória, tais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP DENEGADA. 1. A validade da segregação cautelar está condicionada à observância, em decisão devidamente fundamentada, aos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal, revelando-se indispensável a demonstração de em que consiste o periculum libertatis. 2. Conforme pacífica jurisprudência desta Corte, a preservação da ordem pública justifica a imposição da prisão preventiva quando o agente ostentar maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos, inquéritos ou mesmo ações penais em curso, porquanto tais circunstâncias denotam sua contumácia delitiva e, por via de consequência, sua periculosidade. 3. No caso, a decisão que impôs a prisão preventiva destacou que o paciente, além de ostentar passagem pela Vara da Infância, foi detido recentemente praticando o mesmo delito de tráfico, incluindo a posse de munições. Assim, faz-se necessária a segregação provisória como forma de acautelar a ordem pública. 4. Ordem denegada.” Sobreveio a impetração do presente mandamus, no qual a defesa alegou, em síntese, a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na constrição da liberdade do paciente. Aduziu que o decreto cautelar fundamentou-se “tão somente na gravidade abstrata do delito”. Argumentou que “a prática de ato infracional não pode ser considerada como antecedentes penais porque sequer é entendida como crime”. Afirmou, ainda, que o paciente é “primário, sem qualquer antecedente, com residência fixa e ocupação lícita”. Negado seguimento ao habeas corpus, conforme o teor da ementa supratranscrita, a defesa interpõe o presente recurso, repisando os argumentos da inicial. Sustenta a “ilegalidade da prisão do paciente, por se tratar de réu primário sem antecedentes criminais, que perfaz os requisitos da liberdade provisória, tais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório HC 168863 AGR / SP como a própria primariedade, a existência de renda lícita, residência fixa com família composta por pessoas idôneas, além de ausência de necessidade da prisão, já que não há vítimas a serem protegidas e nem mesmo vontade de o réu se furtar da comarca onde tramita o processo penal”. Pontua que “a conversão de uma prisão em flagrante em preventiva de um réu primário sem qualquer antecedente com residência fixa e ocupação lícita baseada tão somente na gravidade abstrata do delito é caracterizadora do fumus boni juris e periculum in mora do caso” (sic). Entende que “a prática de ato infracional não pode ser considerada como antecedentes penais porque sequer é entendida como crime, no mesmo sentido, a medida socioeducativa não é considerada como pena”. Advoga, ainda, que “o ato coator infringe o princípio da Homogeneidade da Prisão Provisória atacando, por consequência, as súmulas n 718 e 719 deste E.Supremo Tribunal Federal, já que em breve análise do processo percebe-se que o paciente, caso seja condenado, cumprirá pena em regime inicial mais brando, e não o fechado”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, os Agravantes pugnam pelo provimento do presente Agravo Regimental, em juízo de retratação ou por deliberação colegiada, na forma do art. 317, §3..., do RISTF, determinando o que for de direito, isto é, a revisão da decisão agravada, para fins de que seja dado seguimento ao Habeas Corpus n 168.863 – (00189336820191000000), visando o seu conhecimento e deferimento, para que ao final o paciente seja colocado em liberdade.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP como a própria primariedade, a existência de renda lícita, residência fixa com família composta por pessoas idôneas, além de ausência de necessidade da prisão, já que não há vítimas a serem protegidas e nem mesmo vontade de o réu se furtar da comarca onde tramita o processo penal”. Pontua que “a conversão de uma prisão em flagrante em preventiva de um réu primário sem qualquer antecedente com residência fixa e ocupação lícita baseada tão somente na gravidade abstrata do delito é caracterizadora do fumus boni juris e periculum in mora do caso” (sic). Entende que “a prática de ato infracional não pode ser considerada como antecedentes penais porque sequer é entendida como crime, no mesmo sentido, a medida socioeducativa não é considerada como pena”. Advoga, ainda, que “o ato coator infringe o princípio da Homogeneidade da Prisão Provisória atacando, por consequência, as súmulas n 718 e 719 deste E.Supremo Tribunal Federal, já que em breve análise do processo percebe-se que o paciente, caso seja condenado, cumprirá pena em regime inicial mais brando, e não o fechado”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Ante o exposto, os Agravantes pugnam pelo provimento do presente Agravo Regimental, em juízo de retratação ou por deliberação colegiada, na forma do art. 317, §3..., do RISTF, determinando o que for de direito, isto é, a revisão da decisão agravada, para fins de que seja dado seguimento ao Habeas Corpus n 168.863 – (00189336820191000000), visando o seu conhecimento e deferimento, para que ao final o paciente seja colocado em liberdade.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 67E1-A4C6-0A06-4A46 e senha AA4C-7EE7-4BDA-6EEB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. In casu, consoante estabelecido na decisão impugnada, inexiste situação que permita a concessão da ordem de ofício, ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. Por oportuno, vale a transcrição da fundamentação adotada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “O objeto do presente pleito cinge-se à verificação da existência de fundamentação no decreto que impôs a segregação cautelar ao paciente. Insta consignar, preliminarmente, que a regra, em nosso ordenamento jurídico, é a liberdade. Assim, a prisão de natureza cautelar revela-se cabível tão somente quando, a par de indícios do cometimento do delito (fumus commissi delicti), estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. Decorre de comando constitucional expresso que ninguém será preso senão por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente (art. 5..., LXI). Portanto, há de se exigir que o decreto de prisão preventiva esteja sempre concretamente fundamentado. No caso, estes foram os fundamentos invocados para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, in verbis (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 46/47): ‘O auto de prisão em flagrante, da forma como se apresentado, reveste-se da legalidade exigida, estando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. In casu, consoante estabelecido na decisão impugnada, inexiste situação que permita a concessão da ordem de ofício, ante a ausência de teratologia na decisão atacada, flagrante ilegalidade ou abuso de poder. Por oportuno, vale a transcrição da fundamentação adotada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “O objeto do presente pleito cinge-se à verificação da existência de fundamentação no decreto que impôs a segregação cautelar ao paciente. Insta consignar, preliminarmente, que a regra, em nosso ordenamento jurídico, é a liberdade. Assim, a prisão de natureza cautelar revela-se cabível tão somente quando, a par de indícios do cometimento do delito (fumus commissi delicti), estiver concretamente comprovada a existência do periculum libertatis, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal. Decorre de comando constitucional expresso que ninguém será preso senão por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente (art. 5..., LXI). Portanto, há de se exigir que o decreto de prisão preventiva esteja sempre concretamente fundamentado. No caso, estes foram os fundamentos invocados para a conversão da prisão em flagrante em preventiva, in verbis (e-Superior Tribunal de Justiça fls. 46/47): ‘O auto de prisão em flagrante, da forma como se apresentado, reveste-se da legalidade exigida, estando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP configurada situação prevista no artigo 302 do Código de Processo Penal, não sendo, portanto, caso de relaxamento. Segundo consta dos autos, os policiais militares relataram receberam denúncia anônima de que um indivíduo estaria praticando tráfico de drogas na Rua João Maria Gomes, no bairro Atlântico I. Ao diligenciarem no local dos fatos, verificaram que um indivíduo com as características recebidas na denúncia tratava-se de Juliano. Que este entregava algo que estava escondido em um cano para os carros que paravam no local e recebia algo em troca, o que caracterizaria o comércio de drogas. Que, após a verificação dos fatos, abordaram o autuado e com ele encontraram a quantia de R$30,00 e escondido em um cano pluvial 13 pinos contendo cocaína, e que em uma casa abandonada em que Juliano se dirigia havia 13 pinos de cocaína escondidos no mato. Ao diligenciarem na residência do autuado encontraram a quantia de R$178,00 em diversas notas. Informam os policiais ainda que o autuado foi recentemente indiciado pela DISE por tráfico e posse irregular de munições (BO 7406/2018). Em sede policial, o indiciado negou os fatos a ele imputados. E diante do relatado nos autos, presentes indícios da autoria e prova da materialidade do crime de tráfico de drogas. A custódia se faz necessária para cessar a reiteração criminosa do acusado. A mera existência de qualidades subjetivas supostamente favoráveis não induz direito à liberdade provisória, quando presentes os requisitos legais da custódia. Neste sentido, "o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que a presença de condições pessoais favoráveis, como primariedade, domicílio certo e emprego lícito, não impede a decretação da prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para justificar a segregação preventiva" Superior Tribunal de Justiça HC 339673/MG, 16/02/2016. Vale ressaltar, "Por derradeiro, quanto à possibilidade de o paciente cumprir pena em situação mais benéfica, em caso de eventual condenação, entendo inviável cogitar-se acerca de dosagem sancionatória em concreto com base em mero prognóstico, exercício de futurologia fundado em incipientes dados oriundo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP configurada situação prevista no artigo 302 do Código de Processo Penal, não sendo, portanto, caso de relaxamento. Segundo consta dos autos, os policiais militares relataram receberam denúncia anônima de que um indivíduo estaria praticando tráfico de drogas na Rua João Maria Gomes, no bairro Atlântico I. Ao diligenciarem no local dos fatos, verificaram que um indivíduo com as características recebidas na denúncia tratava-se de Juliano. Que este entregava algo que estava escondido em um cano para os carros que paravam no local e recebia algo em troca, o que caracterizaria o comércio de drogas. Que, após a verificação dos fatos, abordaram o autuado e com ele encontraram a quantia de R$30,00 e escondido em um cano pluvial 13 pinos contendo cocaína, e que em uma casa abandonada em que Juliano se dirigia havia 13 pinos de cocaína escondidos no mato. Ao diligenciarem na residência do autuado encontraram a quantia de R$178,00 em diversas notas. Informam os policiais ainda que o autuado foi recentemente indiciado pela DISE por tráfico e posse irregular de munições (BO 7406/2018). Em sede policial, o indiciado negou os fatos a ele imputados. E diante do relatado nos autos, presentes indícios da autoria e prova da materialidade do crime de tráfico de drogas. A custódia se faz necessária para cessar a reiteração criminosa do acusado. A mera existência de qualidades subjetivas supostamente favoráveis não induz direito à liberdade provisória, quando presentes os requisitos legais da custódia. Neste sentido, "o entendimento do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que a presença de condições pessoais favoráveis, como primariedade, domicílio certo e emprego lícito, não impede a decretação da prisão cautelar, notadamente se há nos autos elementos suficientes para justificar a segregação preventiva" Superior Tribunal de Justiça HC 339673/MG, 16/02/2016. Vale ressaltar, "Por derradeiro, quanto à possibilidade de o paciente cumprir pena em situação mais benéfica, em caso de eventual condenação, entendo inviável cogitar-se acerca de dosagem sancionatória em concreto com base em mero prognóstico, exercício de futurologia fundado em incipientes dados oriundo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP de um processo em que a instrução judicializada mal se iniciou" Superior Tribunal de Justiça, RHC 068938, 28/03/2016, ainda mais no presente caso em que o suposto crime (tráfico de drogas) possui pena superior a 04 anos, é hediondo e o regime legal inicial é o fechado. Ressalto que no presente momento não é possível afirmar que, caso venha o indiciado a ser condenado, seja por tempo inferior ao mínimo legal ou seja substituída por restritiva de direitos. Ressalto que Juliano possui passagens por atos infracionais no juízo da infância. Assim, a prisão justifica-se, também pelo risco da reiteração da conduta criminosa, de maneira que a garantia da ordem pública funciona como arrimo para a custódia. Há prova de materialidade (laudo de constatação provisória) e indícios de autoria (depoimento de policiais perante a Autoridade Policial). A questão da desclassificação e inocência do réu, deve ser apurada durante a instrução processual. Portanto, presentes o fumus comissi delicti e o periculum libertatis. Por fim, as medidas cautelares não se mostram adequadas à gravidade concreta do crime de tráfico de entorpecentes, não preenchido o requisito do artigo 282, inciso II, do Código de Processo Penal.’ O Tribunal de origem, ao denegar a ordem, ressaltou, na linha da decisão que havia decretado a prisão preventiva, o histórico delitivo do paciente (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 18): ‘E não se pode ignorar, outrossim, que os policiais militares responsáveis pela diligência informaram que o paciente (...) foi recentemente indiciado pela DISE por tráfico e posse irregular de munições, sem olvidar que (...) possui passagens por atos infracionais no juízo da infância (sic), aspectos, aliás, corroborados pela cópia do boletim de ocorrência encartado a fls. 27/29, cujo teor revela que, dias antes dos fatos em apreço, ele fora surpreendido na mesma rua, em poder de entorpecente (maconha), petrecho usado para seu fracionamento e pesagem (balança de precisão) e munição, circunstâncias que, inegavelmente, indicam a possibilidade de recalcitrância criminosa.’ Assim, é inequívoco que foram apontados elementos concretos para a decretação da prisão preventiva do paciente, em especial a sua 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP de um processo em que a instrução judicializada mal se iniciou" Superior Tribunal de Justiça, RHC 068938, 28/03/2016, ainda mais no presente caso em que o suposto crime (tráfico de drogas) possui pena superior a 04 anos, é hediondo e o regime legal inicial é o fechado. Ressalto que no presente momento não é possível afirmar que, caso venha o indiciado a ser condenado, seja por tempo inferior ao mínimo legal ou seja substituída por restritiva de direitos. Ressalto que Juliano possui passagens por atos infracionais no juízo da infância. Assim, a prisão justifica-se, também pelo risco da reiteração da conduta criminosa, de maneira que a garantia da ordem pública funciona como arrimo para a custódia. Há prova de materialidade (laudo de constatação provisória) e indícios de autoria (depoimento de policiais perante a Autoridade Policial). A questão da desclassificação e inocência do réu, deve ser apurada durante a instrução processual. Portanto, presentes o fumus comissi delicti e o periculum libertatis. Por fim, as medidas cautelares não se mostram adequadas à gravidade concreta do crime de tráfico de entorpecentes, não preenchido o requisito do artigo 282, inciso II, do Código de Processo Penal.’ O Tribunal de origem, ao denegar a ordem, ressaltou, na linha da decisão que havia decretado a prisão preventiva, o histórico delitivo do paciente (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 18): ‘E não se pode ignorar, outrossim, que os policiais militares responsáveis pela diligência informaram que o paciente (...) foi recentemente indiciado pela DISE por tráfico e posse irregular de munições, sem olvidar que (...) possui passagens por atos infracionais no juízo da infância (sic), aspectos, aliás, corroborados pela cópia do boletim de ocorrência encartado a fls. 27/29, cujo teor revela que, dias antes dos fatos em apreço, ele fora surpreendido na mesma rua, em poder de entorpecente (maconha), petrecho usado para seu fracionamento e pesagem (balança de precisão) e munição, circunstâncias que, inegavelmente, indicam a possibilidade de recalcitrância criminosa.’ Assim, é inequívoco que foram apontados elementos concretos para a decretação da prisão preventiva do paciente, em especial a sua 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP reiteração delitiva, pois, além de ostentar passagens pela Vara da Infância, foi recentemente detido sob a acusação de praticar o mesmo delito, incluindo a posse de munições. Dessa forma, como sedimentado em farta jurisprudência desta Corte, maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos ou até mesmo outras ações penais em curso justificam a imposição de segregação cautelar como forma de se evitar a reiteração delitiva e, assim, garantir a ordem pública. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte: […] Ante o exposto, denego a ordem.” Deveras, cabível se mostra o entendimento de que a custódia preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem pública justifica-se ante a gravidade concreta do crime. A propósito, a prisão preventiva que tem como fundamento a possibilidade de reiteração delitiva encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Cumpre destacar que o fato de o paciente ostentar condições pessoais favoráveis não lhe garante o direito de liberdade. Nesse sentido, verbis: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. TESE DE NEGATIVA DE AUTORIA. PRISÃO PREVENTIVA. 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que a “alegação de ausência de autoria e materialidade é insuscetível de deslinde em sede de habeas corpus, que, como é cediço, não comporta reexame de fatos e provas” (RHC 117.491, Rel. Min. Luiz Fux). 2. A fundada probabilidade de reiteração criminosa constitui fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Precedentes. 3. O Supremo Tribunal Federal tem orientação consolidada no sentido de que a ‘condição de foragido do distrito da culpa reforça a necessidade da custódia para se garantir a aplicação da lei penal’ (RHC 118.011, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 145.562-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 21/05/2018). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP reiteração delitiva, pois, além de ostentar passagens pela Vara da Infância, foi recentemente detido sob a acusação de praticar o mesmo delito, incluindo a posse de munições. Dessa forma, como sedimentado em farta jurisprudência desta Corte, maus antecedentes, reincidência, atos infracionais pretéritos ou até mesmo outras ações penais em curso justificam a imposição de segregação cautelar como forma de se evitar a reiteração delitiva e, assim, garantir a ordem pública. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte: […] Ante o exposto, denego a ordem.” Deveras, cabível se mostra o entendimento de que a custódia preventiva para assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem pública justifica-se ante a gravidade concreta do crime. A propósito, a prisão preventiva que tem como fundamento a possibilidade de reiteração delitiva encontra amparo na jurisprudência desta Corte. Cumpre destacar que o fato de o paciente ostentar condições pessoais favoráveis não lhe garante o direito de liberdade. Nesse sentido, verbis: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. TESE DE NEGATIVA DE AUTORIA. PRISÃO PREVENTIVA. 1. O Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento de que a “alegação de ausência de autoria e materialidade é insuscetível de deslinde em sede de habeas corpus, que, como é cediço, não comporta reexame de fatos e provas” (RHC 117.491, Rel. Min. Luiz Fux). 2. A fundada probabilidade de reiteração criminosa constitui fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Precedentes. 3. O Supremo Tribunal Federal tem orientação consolidada no sentido de que a ‘condição de foragido do distrito da culpa reforça a necessidade da custódia para se garantir a aplicação da lei penal’ (RHC 118.011, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 145.562-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 21/05/2018). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. REITERAÇÃO CRIMINOSA COMO VIOLADORA DA ORDEM PÚBLICA. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - a jurisprudência deste Supremo Tribunal admite que a prisão preventiva tenha fundamento na reiteração criminosa como violadora da ordem pública, haja vista a presença de registro de prática de crimes na folha de antecedentes criminais do réu. Precedentes. II - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 146.293-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 06/08/2018). Com efeito, o Tribunal de origem assentou que “dias antes dos fatos em apreço, ele fora surpreendido na mesma rua, em poder de entorpecente (maconha), petrecho usado para seu fracionamento e pesagem (balança de precisão) e munição, circunstâncias que, inegavelmente, indicam a possibilidade de recalcitrância criminosa”. Por sua vez, o Superior Tribunal de Justiça consignou que o “foram apontados elementos concretos para a decretação da prisão preventiva do paciente, em especial a sua reiteração delitiva, pois, além de ostentar passagens pela Vara da Infância, foi recentemente detido sob a acusação de praticar o mesmo delito, incluindo a posse de munições”. Assim, resta evidenciada a inexistência de teratologia ou flagrante ilegalidade no julgamento realizado, não se cuidando de hipótese de concessão da ordem. Nessa linha, in verbis: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Prisão após monitoramento policial. 4. Cometimento em tese dos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. 5. Apreensão de droga, munições de calibres diversos e carros roubados. 6. Audiência de custódia. Prisão Preventiva. Fundamentos idôneos de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. REITERAÇÃO CRIMINOSA COMO VIOLADORA DA ORDEM PÚBLICA. PRISÃO PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - a jurisprudência deste Supremo Tribunal admite que a prisão preventiva tenha fundamento na reiteração criminosa como violadora da ordem pública, haja vista a presença de registro de prática de crimes na folha de antecedentes criminais do réu. Precedentes. II - O agravante apenas reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 146.293-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje de 06/08/2018). Com efeito, o Tribunal de origem assentou que “dias antes dos fatos em apreço, ele fora surpreendido na mesma rua, em poder de entorpecente (maconha), petrecho usado para seu fracionamento e pesagem (balança de precisão) e munição, circunstâncias que, inegavelmente, indicam a possibilidade de recalcitrância criminosa”. Por sua vez, o Superior Tribunal de Justiça consignou que o “foram apontados elementos concretos para a decretação da prisão preventiva do paciente, em especial a sua reiteração delitiva, pois, além de ostentar passagens pela Vara da Infância, foi recentemente detido sob a acusação de praticar o mesmo delito, incluindo a posse de munições”. Assim, resta evidenciada a inexistência de teratologia ou flagrante ilegalidade no julgamento realizado, não se cuidando de hipótese de concessão da ordem. Nessa linha, in verbis: “Agravo regimental em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. 3. Prisão após monitoramento policial. 4. Cometimento em tese dos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa. 5. Apreensão de droga, munições de calibres diversos e carros roubados. 6. Audiência de custódia. Prisão Preventiva. Fundamentos idôneos de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP garantia da ordem pública e de se evitar eventual reiteração criminosa. 7. Impetração de decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça transitada em julgado. Precedentes. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 161.738-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 30/11/2018). Ademais, o exame das questões de fato suscitadas pela defesa demanda uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Desta sorte, impende consignar, ainda, que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Outrossim, inexiste violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal. Conquanto a defesa insista, em seu agravo regimental, que ocorreu ofensa ao mencionado preceito em razão da “utilização, data vênia, de rasos fundamentos para cercear a liberdade do paciente”, o referido 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP garantia da ordem pública e de se evitar eventual reiteração criminosa. 7. Impetração de decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça transitada em julgado. Precedentes. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 161.738-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 30/11/2018). Ademais, o exame das questões de fato suscitadas pela defesa demanda uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Desta sorte, impende consignar, ainda, que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Outrossim, inexiste violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal. Conquanto a defesa insista, em seu agravo regimental, que ocorreu ofensa ao mencionado preceito em razão da “utilização, data vênia, de rasos fundamentos para cercear a liberdade do paciente”, o referido 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP dispositivo resta incólume quando o Tribunal prolator da decisão impugnada, embora sucintamente, pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos, máxime quando o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, quando já tiver fundamentado sua decisão de maneira suficiente e entregue a prestação jurisdicional nos limites da lide proposta. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Alegada violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Não ocorrência. Ausência de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 1. O art. 93, IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 2. A jurisprudência de ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de que se deve negar provimento ao agravo quando, como no caso, não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula n 287 da Corte. 3. Agravo regimental não provido” (AI 783.503-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 16/9/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA AINDA QUE NÃO ANALISADOS TODOS OS ARGUMENTOS DA PARTE. PRECEDENTES. 2. MILITAR. PROVENTOS DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. RECURSO INCABÍVEL PELAS ALINEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS NECESSÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 724.151-AgR, Rel. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP dispositivo resta incólume quando o Tribunal prolator da decisão impugnada, embora sucintamente, pronuncia-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos, máxime quando o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, quando já tiver fundamentado sua decisão de maneira suficiente e entregue a prestação jurisdicional nos limites da lide proposta. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Alegada violação do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. Não ocorrência. Ausência de impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 1. O art. 93, IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que ele explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 2. A jurisprudência de ambas as Turmas deste Tribunal é no sentido de que se deve negar provimento ao agravo quando, como no caso, não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula n 287 da Corte. 3. Agravo regimental não provido” (AI 783.503-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 16/9/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. 1. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: INOCORRÊNCIA. FUNDAMENTAÇÃO ADEQUADA AINDA QUE NÃO ANALISADOS TODOS OS ARGUMENTOS DA PARTE. PRECEDENTES. 2. MILITAR. PROVENTOS DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. RECURSO INCABÍVEL PELAS ALINEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS NECESSÁRIAS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 724.151-AgR, Rel. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28/10/2013). Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 28/10/2013). Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 168863 AGR / SP direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, DESPROVEJO o agravo regimental. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Supremo Tribunal Federal HC 168863 AGR / SP direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, DESPROVEJO o agravo regimental. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1AFA-41FC-C829-671E e senha 2EAB-969C-31F8-AF27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JULIANO MATTAR ADV.(A/S) : BRUNO FELIX DE PAULA (375946/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F51-12DF-5F78-5680 e senha 5817-1E41-E01D-8D71 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 168.863 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : JULIANO MATTAR ADV.(A/S) : BRUNO FELIX DE PAULA (375946/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F51-12DF-5F78-5680 e senha 5817-1E41-E01D-8D71 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 168 . 863", "HC 132 . 172", "HC 144 . 703", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "HC 168863 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 168 . 863", "HABEAS CORPUS 168 . 863", "HABEAS CORPUS 168 . 863", "HABEAS CORPUS 168 . 863 SÃO", "HC 168863 AGR / SP", "HC 168863 AGR / SP", "HC 168863 AGR / SP", "súmulas", "Habeas Corpus n 168 . 863", "HC 168863 AGR / SP", "súmulas n 718", "Habeas Corpus n 168 . 863", "HABEAS CORPUS 168 . 863", "HABEAS CORPUS 168 . 863", "HC 168863 AGR / SP", "BO 7406 / 2018", "HC 339673 / MG", "HC 168863 AGR / SP", "BO 7406 / 2018", "HC 339673 / MG", "HC 168863 AGR / SP", "RHC 068938", "HC 168863 AGR / SP", "RHC 068938", "HC 168863 AGR / SP", "RHC 117 . 491", "RHC 118 . 011", "HC 145 . 562 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "RHC 117 . 491", "RHC 118 . 011", "HC 145 . 562 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "HC 146 . 293 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "HC 146 . 293 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "HC 161 . 738 - AgR", "HC n 130 . 439", "HC 168863 AGR / SP", "HC 161 . 738 - AgR", "HC n 130 . 439", "HC 168863 AGR / SP", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 da Corte", "AI 783 . 503 - AgR", "Recurso Extraordinário 724 . 151 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 da Corte .", "AI 783 . 503 - AgR", "Recurso Extraordinário 724 . 151 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 168863 AGR / SP", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 168 . 863", "HABEAS CORPUS 168 . 863" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 33 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 DA LEI n 11 . 343 / 06", "artigo 33 da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 3 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 317 , § 3 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 302 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 302 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 282 , inciso II , do Código de Processo Penal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 282 , inciso II , do Código de Processo Penal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "CRFB", "/", "88 , ART . 102 , I , D E I", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CRFB", "/", "88 , ART . 102 , I , D E I", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ALINEAS C E D DO INC . III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "INC . 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"Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Vara da Infância", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "DISE", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Vara", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Vara da Infância", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Vara da Infância", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Vara da Infância", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "JULIANO MATTAR", "BRUNO FELIX DE PAULA", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLARIANT S.A ADV.(A/S) :THAIS FOLGOSI FRANCOSO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. COMPENSAÇÃO. LC 122/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. REQUISITO NÃO ATENDIDO. 1. A parte recorrente não atacou os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A peça de recurso não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, uma vez que não foi apresentada mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA09-4643-4AC0-784B e senha 76E8-6CB7-117D-A509 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1185918 AGR / DF voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA09-4643-4AC0-784B e senha 76E8-6CB7-117D-A509 Supremo Tribunal Federal ARE 1185918 AGR / DF voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA09-4643-4AC0-784B e senha 76E8-6CB7-117D-A509 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLARIANT S.A ADV.(A/S) :THAIS FOLGOSI FRANCOSO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que não conheceu do agravo em recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO – MANDADO DE SEGURANÇA – ICMS – Compensação tributária – Lei Complementar 87/96 – Prorrogação do início de vigência do benefício pela Lei Complementar n° 122/06 – Alegação de ofensa ao princípio da anterioridade – Não configuração – Lei 122/06 não instituiu ou majorou tributo – Prorrogação das condições vigentes na legislação anterior – Recurso provido parcialmente.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 150, III, c, da CF. Sustenta, em síntese, que as alterações trazidas pela Lei Complementar n° 122/2006 somente têm eficácia a partir de 13.03.2007, em atenção à anterioridade nonagesimal. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLARIANT S.A ADV.(A/S) :THAIS FOLGOSI FRANCOSO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que não conheceu do agravo em recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO – MANDADO DE SEGURANÇA – ICMS – Compensação tributária – Lei Complementar 87/96 – Prorrogação do início de vigência do benefício pela Lei Complementar n° 122/06 – Alegação de ofensa ao princípio da anterioridade – Não configuração – Lei 122/06 não instituiu ou majorou tributo – Prorrogação das condições vigentes na legislação anterior – Recurso provido parcialmente.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 150, III, c, da CF. Sustenta, em síntese, que as alterações trazidas pela Lei Complementar n° 122/2006 somente têm eficácia a partir de 13.03.2007, em atenção à anterioridade nonagesimal. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1185918 AGR / DF seguintes fundamentos: ‘O recurso não merece trânsito. Isso porque, ao que se infere, os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar a conclusão do v. aresto combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo. Tampouco restou evidenciado qualquer maltrato a normas constitucionais, não sendo atendida qualquer das hipóteses das alíneas “a”, “b”, “c” e “d” do permissivo constitucional. A propósito, de qualquer modo, a análise demandaria o exame de matéria infraconstitucional, quando é sabido que a ofensa à Constituição Federal deve ser direta e frontal, e não por via reflexa (…) Por tais razões, não admito o recurso extraordinário.’ O agravo não pode ser conhecido. A petição recursal não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada, limitando- se a sustentar a repercussão geral e o prequestionamento da controvérsia. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Supremo Tribunal Federal ARE 1185918 AGR / DF seguintes fundamentos: ‘O recurso não merece trânsito. Isso porque, ao que se infere, os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar a conclusão do v. aresto combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo. Tampouco restou evidenciado qualquer maltrato a normas constitucionais, não sendo atendida qualquer das hipóteses das alíneas “a”, “b”, “c” e “d” do permissivo constitucional. A propósito, de qualquer modo, a análise demandaria o exame de matéria infraconstitucional, quando é sabido que a ofensa à Constituição Federal deve ser direta e frontal, e não por via reflexa (…) Por tais razões, não admito o recurso extraordinário.’ O agravo não pode ser conhecido. A petição recursal não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada, limitando- se a sustentar a repercussão geral e o prequestionamento da controvérsia. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1185918 AGR / DF 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.’ Ademais, a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, não conheço do agravo.” 2. A parte agravante sustenta que: (i) a presente controvérsia tem repercussão geral; (ii) impugnou o fundamento do Tribunal de origem de que não teria havido ofensa a normas constitucionais; (iii) a Lei Complementar 122/2006 desrespeitou as garantias constitucionais tributárias. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Supremo Tribunal Federal ARE 1185918 AGR / DF 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.’ Ademais, a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, não conheço do agravo.” 2. A parte agravante sustenta que: (i) a presente controvérsia tem repercussão geral; (ii) impugnou o fundamento do Tribunal de origem de que não teria havido ofensa a normas constitucionais; (iii) a Lei Complementar 122/2006 desrespeitou as garantias constitucionais tributárias. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. A decisão que inadmitiu o recurso extraordinário afirmou que a resolução da controvérsia dependeria do exame da legislação infraconstitucional, o que representaria ofensa reflexa à Constituição Federal. A petição recursal limitou-se a sustentar a repercussão geral e o prequestionamento da controvérsia. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3279-A85A-1F10-F5EB e senha 8101-1EED-1DC2-37DA Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. A decisão que inadmitiu o recurso extraordinário afirmou que a resolução da controvérsia dependeria do exame da legislação infraconstitucional, o que representaria ofensa reflexa à Constituição Federal. A petição recursal limitou-se a sustentar a repercussão geral e o prequestionamento da controvérsia. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3279-A85A-1F10-F5EB e senha 8101-1EED-1DC2-37DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1185918 AGR / DF permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 4. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. 5. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3279-A85A-1F10-F5EB e senha 8101-1EED-1DC2-37DA Supremo Tribunal Federal ARE 1185918 AGR / DF permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 4. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. 5. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3279-A85A-1F10-F5EB e senha 8101-1EED-1DC2-37DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CLARIANT S.A ADV.(A/S) : THAIS FOLGOSI FRANCOSO (211705/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1DE-BF42-C11C-F338 e senha 2E76-984E-C9D2-CC8D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CLARIANT S.A ADV.(A/S) : THAIS FOLGOSI FRANCOSO (211705/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1DE-BF42-C11C-F338 e senha 2E76-984E-C9D2-CC8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=751244721
2019-06-28T00:00:00
2019-10-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. COMPENSAÇÃO. LC 122/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. REQUISITO NÃO ATENDIDO. 1. A parte recorrente não atacou os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A peça de recurso não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, uma vez que não foi apresentada mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur413865
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) ARE 695632 AgR (1ªT). (RE, PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) RE 596579 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 12/12/2019, AMS.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1185918
[ "LEG-FED LCP-000122 ANO-2006\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00002\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1185918 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CLARIANT S.A ADV.(A/S) : THAIS FOLGOSI FRANCOSO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLARIANT S.A ADV.(A/S) :THAIS FOLGOSI FRANCOSO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ICMS. COMPENSAÇÃO. Lei Complementar 122/2006. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO GENÉRICA. REQUISITO NÃO ATENDIDO. 1. A parte recorrente não atacou os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. A peça de recurso não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, uma vez que não foi apresentada mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA09-4643-4AC0-784B e senha 76E8-6CB7-117D-A509 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 1185918 AGR / DF voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA09-4643-4AC0-784B e senha 76E8-6CB7-117D-A509 Supremo Tribunal Federal ARE 1185918 AGR / DF voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CA09-4643-4AC0-784B e senha 76E8-6CB7-117D-A509 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLARIANT S.A ADV.(A/S) :THAIS FOLGOSI FRANCOSO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que não conheceu do agravo em recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO – MANDADO DE SEGURANÇA – ICMS – Compensação tributária – Lei Complementar 87/96 – Prorrogação do início de vigência do benefício pela Lei Complementar n 122/06 – Alegação de ofensa ao princípio da anterioridade – Não configuração – Lei 122/06 não instituiu ou majorou tributo – Prorrogação das condições vigentes na legislação anterior – Recurso provido parcialmente.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 150, III, c, da Constituição Federal de 1988. Sustenta, em síntese, que as alterações trazidas pela Lei Complementar n 122/2006 somente têm eficácia a partir de 13.03.2007, em atenção à anterioridade nonagesimal. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CLARIANT S.A ADV.(A/S) :THAIS FOLGOSI FRANCOSO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que não conheceu do agravo em recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO – MANDADO DE SEGURANÇA – ICMS – Compensação tributária – Lei Complementar 87/96 – Prorrogação do início de vigência do benefício pela Lei Complementar n 122/06 – Alegação de ofensa ao princípio da anterioridade – Não configuração – Lei 122/06 não instituiu ou majorou tributo – Prorrogação das condições vigentes na legislação anterior – Recurso provido parcialmente.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 150, III, c, da Constituição Federal de 1988. Sustenta, em síntese, que as alterações trazidas pela Lei Complementar n 122/2006 somente têm eficácia a partir de 13.03.2007, em atenção à anterioridade nonagesimal. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 1185918 AGR / DF seguintes fundamentos: ‘O recurso não merece trânsito. Isso porque, ao que se infere, os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar a conclusão do v. aresto combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo. Tampouco restou evidenciado qualquer maltrato a normas constitucionais, não sendo atendida qualquer das hipóteses das alíneas “a”, “b”, “c” e “d” do permissivo constitucional. A propósito, de qualquer modo, a análise demandaria o exame de matéria infraconstitucional, quando é sabido que a ofensa à Constituição Federal deve ser direta e frontal, e não por via reflexa (…) Por tais razões, não admito o recurso extraordinário.’ O agravo não pode ser conhecido. A petição recursal não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada, limitando- se a sustentar a repercussão geral e o prequestionamento da controvérsia. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Supremo Tribunal Federal ARE 1185918 AGR / DF seguintes fundamentos: ‘O recurso não merece trânsito. Isso porque, ao que se infere, os argumentos expendidos não são suficientes para infirmar a conclusão do v. aresto combatido que contém fundamentação adequada para lhe dar respaldo. Tampouco restou evidenciado qualquer maltrato a normas constitucionais, não sendo atendida qualquer das hipóteses das alíneas “a”, “b”, “c” e “d” do permissivo constitucional. A propósito, de qualquer modo, a análise demandaria o exame de matéria infraconstitucional, quando é sabido que a ofensa à Constituição Federal deve ser direta e frontal, e não por via reflexa (…) Por tais razões, não admito o recurso extraordinário.’ O agravo não pode ser conhecido. A petição recursal não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada, limitando- se a sustentar a repercussão geral e o prequestionamento da controvérsia. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: ‘1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 1185918 AGR / DF 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.’ Ademais, a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do agravo.” 2. A parte agravante sustenta que: (i) a presente controvérsia tem repercussão geral; (ii) impugnou o fundamento do Tribunal de origem de que não teria havido ofensa a normas constitucionais; (iii) a Lei Complementar 122/2006 desrespeitou as garantias constitucionais tributárias. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Supremo Tribunal Federal ARE 1185918 AGR / DF 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.’ Ademais, a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, não conheço do agravo.” 2. A parte agravante sustenta que: (i) a presente controvérsia tem repercussão geral; (ii) impugnou o fundamento do Tribunal de origem de que não teria havido ofensa a normas constitucionais; (iii) a Lei Complementar 122/2006 desrespeitou as garantias constitucionais tributárias. 3. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8AAE-C367-0651-C45D e senha 4D20-8F74-5CA8-EE67 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. A decisão que inadmitiu o recurso extraordinário afirmou que a resolução da controvérsia dependeria do exame da legislação infraconstitucional, o que representaria ofensa reflexa à Constituição Federal. A petição recursal limitou-se a sustentar a repercussão geral e o prequestionamento da controvérsia. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3279-A85A-1F10-F5EB e senha 8101-1EED-1DC2-37DA Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo interno não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. A decisão que inadmitiu o recurso extraordinário afirmou que a resolução da controvérsia dependeria do exame da legislação infraconstitucional, o que representaria ofensa reflexa à Constituição Federal. A petição recursal limitou-se a sustentar a repercussão geral e o prequestionamento da controvérsia. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação desta Corte. Veja-se, nesse sentido, a seguinte passagem da ementa do ARE 695.632-AgR/SP, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3279-A85A-1F10-F5EB e senha 8101-1EED-1DC2-37DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1185918 AGR / DF permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 4. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 5. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3279-A85A-1F10-F5EB e senha 8101-1EED-1DC2-37DA Supremo Tribunal Federal ARE 1185918 AGR / DF permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 4. A parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 5. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3279-A85A-1F10-F5EB e senha 8101-1EED-1DC2-37DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CLARIANT S.A ADV.(A/S) : THAIS FOLGOSI FRANCOSO (211705/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1DE-BF42-C11C-F338 e senha 2E76-984E-C9D2-CC8D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.185.918 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CLARIANT S.A ADV.(A/S) : THAIS FOLGOSI FRANCOSO (211705/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1DE-BF42-C11C-F338 e senha 2E76-984E-C9D2-CC8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 185 . 918", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 185 . 918", "ARE 1185918 AGR / DF", "ARE 695 . 632 - AgR / SP", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1185918 AGR / DF", "ARE 695 . 632 - AgR / SP", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1185918 AGR /", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR", "ARE 1185918 AGR / DF", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR", "ARE 695 . 632 - AgR / SP", "ARE 695 . 632 - AgR / SP", "ARE 1185918", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Recurso Extraordinário 596", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1185918 AGR / DF", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 185 . 918" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar 122 / 2006", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 87 / 96", "Lei Complementar n 122 / 06", "Lei 122 / 06", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 150 , III , c , da Constituição Federal de 1988", "Lei Complementar n 122 / 2006", "Lei Complementar 87 / 96", "Lei Complementar n 122 / 06", "Lei 122 / 06", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 150 , III , c , da Constituição Federal de 1988", "Lei Complementar n 122 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Complementar 122 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Complementar 122 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICIPIO DE GUARULHOS", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "DISTRITO FEDERAL", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CLARIANT S . 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Ementa e Acórdão 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) :MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMA – IDENTIDADE MATERIAL – AUSÊNCIA. Não havendo identidade material entre o ato impugnado e o paradigma evocado, impõe-se a negativa de seguimento à reclamação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 25 de junho de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87A4-747B-58D8-4C48 e senha F3C7-A10A-BD05-652C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) :MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Tiago do Vale assim revelou as balizas do caso: Em 4 de dezembro de 2017, Vossa Excelência negou seguimento ao pedido, assentando: RECLAMAÇÃO – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. O Município de Queimados/RJ articula com o desrespeito ao que decidido pelo Supremo na ação declaratória de constitucionalidade nº 16/DF e ao verbete vinculante nº 10 da Súmula. Visa anular o acórdão da Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região no processo nº 00100339-89.2016.5.01.0571, por meio do qual teria sido afastada a vigência do § 1º do artigo 71 da Lei nº 8.666/93, considerada a jurisprudência consolidada nos itens IV e V do enunciado nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7869-65AC-5317-5361 e senha 3B18-447E-6C7A-CA31 Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) :MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Tiago do Vale assim revelou as balizas do caso: Em 4 de dezembro de 2017, Vossa Excelência negou seguimento ao pedido, assentando: RECLAMAÇÃO – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. O Município de Queimados/RJ articula com o desrespeito ao que decidido pelo Supremo na ação declaratória de constitucionalidade nº 16/DF e ao verbete vinculante nº 10 da Súmula. Visa anular o acórdão da Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região no processo nº 00100339-89.2016.5.01.0571, por meio do qual teria sido afastada a vigência do § 1º do artigo 71 da Lei nº 8.666/93, considerada a jurisprudência consolidada nos itens IV e V do enunciado nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7869-65AC-5317-5361 e senha 3B18-447E-6C7A-CA31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RCL 28753 AGR / RJ Requer a concessão de medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta reclamação, a tramitação do processo trabalhista e, alfim, busca ver cassado o ato questionado, de modo a garantir a autoridade do pronunciamento formalizado na ação declaratória de constitucionalidade nº 16/DF e do teor do verbete vinculante nº 10 da Súmula. 2. A reclamação, de natureza excepcional, pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisão por si proferida. No caso, o acórdão concernente ao citado processo objetivo não versa o tema envolvido no ato impugnado: responsabilidade subsidiária de ente público em virtude da existência de fraude na terceirização mediante a contratação da cooperativa interessada. Pelo mesmo motivo, não vislumbro o aludido afastamento do artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. O Município de Queimados, em agravo interno, insiste no desrespeito ao decidido na ação declaratória de constitucionalidade nº 16 e ao verbete vinculante nº 10 da Súmula do Supremo. A parte agravada não se manifestou. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7869-65AC-5317-5361 e senha 3B18-447E-6C7A-CA31 Supremo Tribunal Federal RCL 28753 AGR / RJ Requer a concessão de medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta reclamação, a tramitação do processo trabalhista e, alfim, busca ver cassado o ato questionado, de modo a garantir a autoridade do pronunciamento formalizado na ação declaratória de constitucionalidade nº 16/DF e do teor do verbete vinculante nº 10 da Súmula. 2. A reclamação, de natureza excepcional, pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisão por si proferida. No caso, o acórdão concernente ao citado processo objetivo não versa o tema envolvido no ato impugnado: responsabilidade subsidiária de ente público em virtude da existência de fraude na terceirização mediante a contratação da cooperativa interessada. Pelo mesmo motivo, não vislumbro o aludido afastamento do artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. O Município de Queimados, em agravo interno, insiste no desrespeito ao decidido na ação declaratória de constitucionalidade nº 16 e ao verbete vinculante nº 10 da Súmula do Supremo. A parte agravada não se manifestou. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7869-65AC-5317-5361 e senha 3B18-447E-6C7A-CA31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia constituído, foi protocolada no prazo legal ante a regência do Código de Processo Civil de 2015. Conforme assentado na decisão agravada, inexiste identidade material entre os paradigmas evocados e o tema versado no ato reclamado. Reitero as razões lançadas no pronunciamento atacado: […] 2. A reclamação, de natureza excepcional, pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisão por si proferida. No caso, o acórdão concernente ao citado processo objetivo não versa o tema envolvido no ato impugnado: responsabilidade subsidiária de ente público em virtude da existência de fraude na terceirização mediante a contratação da cooperativa interessada. Pelo mesmo motivo, não vislumbro o aludido afastamento do artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. [...] Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar honorários recursais, considerado o rito próprio da reclamação, a não comportar a condenação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 502F-5296-014E-C0EE e senha ACA7-8ACB-D26C-E59C Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia constituído, foi protocolada no prazo legal ante a regência do Código de Processo Civil de 2015. Conforme assentado na decisão agravada, inexiste identidade material entre os paradigmas evocados e o tema versado no ato reclamado. Reitero as razões lançadas no pronunciamento atacado: […] 2. A reclamação, de natureza excepcional, pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisão por si proferida. No caso, o acórdão concernente ao citado processo objetivo não versa o tema envolvido no ato impugnado: responsabilidade subsidiária de ente público em virtude da existência de fraude na terceirização mediante a contratação da cooperativa interessada. Pelo mesmo motivo, não vislumbro o aludido afastamento do artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. [...] Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar honorários recursais, considerado o rito próprio da reclamação, a não comportar a condenação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 502F-5296-014E-C0EE e senha ACA7-8ACB-D26C-E59C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu fico vencido na Turma nesta matéria. Que conste, portanto, a minha divergência. É a questão da responsabilidade subsidiária do ente público em virtude da existência de fraude ou não na terceirização na contratação de cooperativas. Nesses casos, em relação à ADC 16 e à Súmula Vinculante nº 10, nas últimas votações, eu acabei ficando vencido. Logo, eu só anoto a minha divergência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A3D-3AAB-FD50-C34E e senha 8AF9-3BD1-6B9B-59F0 Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu fico vencido na Turma nesta matéria. Que conste, portanto, a minha divergência. É a questão da responsabilidade subsidiária do ente público em virtude da existência de fraude ou não na terceirização na contratação de cooperativas. Nesses casos, em relação à ADC 16 e à Súmula Vinculante nº 10, nas últimas votações, eu acabei ficando vencido. Logo, eu só anoto a minha divergência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A3D-3AAB-FD50-C34E e senha 8AF9-3BD1-6B9B-59F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) : MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Antônio Carlos Alpino Bigonha. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EF1-CDD3-72DF-82C7 e senha A485-B6D8-9431-CCE5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) : MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Antônio Carlos Alpino Bigonha. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EF1-CDD3-72DF-82C7 e senha A485-B6D8-9431-CCE5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=751541516
2019-06-25T00:00:00
2019-12-04T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMA – IDENTIDADE MATERIAL – AUSÊNCIA. Não havendo identidade material entre o ato impugnado e o paradigma evocado, impõe-se a negativa de seguimento à reclamação.
sjur416332
- Veja ADC 16 do STF Número de páginas: 6. Análise: 05/02/2020, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
28753
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 28753 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) : MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) :MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RECLAMAÇÃO – ATO IMPUGNADO – PARADIGMA – IDENTIDADE MATERIAL – AUSÊNCIA. Não havendo identidade material entre o ato impugnado e o paradigma evocado, impõe-se a negativa de seguimento à reclamação. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental na reclamação, nos termos do voto do relator e por maioria, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 25 de junho de 2019. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 87A4-747B-58D8-4C48 e senha F3C7-A10A-BD05-652C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) :MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Tiago do Vale assim revelou as balizas do caso: Em 4 de dezembro de 2017, Vossa Excelência negou seguimento ao pedido, assentando: RECLAMAÇÃO – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. O Município de Queimados/RJ articula com o desrespeito ao que decidido pelo Supremo na ação declaratória de constitucionalidade n 16/DF e ao verbete vinculante n 10 da Súmula. Visa anular o acórdão da Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1... Região no processo n 00100339-89.2016.5.01.0571, por meio do qual teria sido afastada a vigência do § 1... do artigo 71 da Lei n 8.666/93, considerada a jurisprudência consolidada nos itens IV e V do enunciado n 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7869-65AC-5317-5361 e senha 3B18-447E-6C7A-CA31 Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) :MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O assessor Tiago do Vale assim revelou as balizas do caso: Em 4 de dezembro de 2017, Vossa Excelência negou seguimento ao pedido, assentando: RECLAMAÇÃO – IMPROPRIEDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO PEDIDO. 1. O Município de Queimados/RJ articula com o desrespeito ao que decidido pelo Supremo na ação declaratória de constitucionalidade n 16/DF e ao verbete vinculante n 10 da Súmula. Visa anular o acórdão da Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1... Região no processo n 00100339-89.2016.5.01.0571, por meio do qual teria sido afastada a vigência do § 1... do artigo 71 da Lei n 8.666/93, considerada a jurisprudência consolidada nos itens IV e V do enunciado n 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7869-65AC-5317-5361 e senha 3B18-447E-6C7A-CA31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RCL 28753 AGR / RJ Requer a concessão de medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta reclamação, a tramitação do processo trabalhista e, alfim, busca ver cassado o ato questionado, de modo a garantir a autoridade do pronunciamento formalizado na ação declaratória de constitucionalidade n 16/DF e do teor do verbete vinculante n 10 da Súmula. 2. A reclamação, de natureza excepcional, pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisão por si proferida. No caso, o acórdão concernente ao citado processo objetivo não versa o tema envolvido no ato impugnado: responsabilidade subsidiária de ente público em virtude da existência de fraude na terceirização mediante a contratação da cooperativa interessada. Pelo mesmo motivo, não vislumbro o aludido afastamento do artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. O Município de Queimados, em agravo interno, insiste no desrespeito ao decidido na ação declaratória de constitucionalidade n 16 e ao verbete vinculante n 10 da Súmula do Supremo. A parte agravada não se manifestou. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7869-65AC-5317-5361 e senha 3B18-447E-6C7A-CA31 Supremo Tribunal Federal RCL 28753 AGR / RJ Requer a concessão de medida acauteladora para suspender, até o julgamento final desta reclamação, a tramitação do processo trabalhista e, alfim, busca ver cassado o ato questionado, de modo a garantir a autoridade do pronunciamento formalizado na ação declaratória de constitucionalidade n 16/DF e do teor do verbete vinculante n 10 da Súmula. 2. A reclamação, de natureza excepcional, pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisão por si proferida. No caso, o acórdão concernente ao citado processo objetivo não versa o tema envolvido no ato impugnado: responsabilidade subsidiária de ente público em virtude da existência de fraude na terceirização mediante a contratação da cooperativa interessada. Pelo mesmo motivo, não vislumbro o aludido afastamento do artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. O Município de Queimados, em agravo interno, insiste no desrespeito ao decidido na ação declaratória de constitucionalidade n 16 e ao verbete vinculante n 10 da Súmula do Supremo. A parte agravada não se manifestou. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7869-65AC-5317-5361 e senha 3B18-447E-6C7A-CA31 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia constituído, foi protocolada no prazo legal ante a regência do Código de Processo Civil de 2015. Conforme assentado na decisão agravada, inexiste identidade material entre os paradigmas evocados e o tema versado no ato reclamado. Reitero as razões lançadas no pronunciamento atacado: […] 2. A reclamação, de natureza excepcional, pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisão por si proferida. No caso, o acórdão concernente ao citado processo objetivo não versa o tema envolvido no ato impugnado: responsabilidade subsidiária de ente público em virtude da existência de fraude na terceirização mediante a contratação da cooperativa interessada. Pelo mesmo motivo, não vislumbro o aludido afastamento do artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. [...] Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar honorários recursais, considerado o rito próprio da reclamação, a não comportar a condenação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 502F-5296-014E-C0EE e senha ACA7-8ACB-D26C-E59C Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Atendeu- se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia constituído, foi protocolada no prazo legal ante a regência do Código de Processo Civil de 2015. Conforme assentado na decisão agravada, inexiste identidade material entre os paradigmas evocados e o tema versado no ato reclamado. Reitero as razões lançadas no pronunciamento atacado: […] 2. A reclamação, de natureza excepcional, pressupõe a usurpação da competência do Supremo ou o desrespeito a decisão por si proferida. No caso, o acórdão concernente ao citado processo objetivo não versa o tema envolvido no ato impugnado: responsabilidade subsidiária de ente público em virtude da existência de fraude na terceirização mediante a contratação da cooperativa interessada. Pelo mesmo motivo, não vislumbro o aludido afastamento do artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. [...] Conheço do agravo e o desprovejo. Deixo de fixar honorários recursais, considerado o rito próprio da reclamação, a não comportar a condenação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 502F-5296-014E-C0EE e senha ACA7-8ACB-D26C-E59C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu fico vencido na Turma nesta matéria. Que conste, portanto, a minha divergência. É a questão da responsabilidade subsidiária do ente público em virtude da existência de fraude ou não na terceirização na contratação de cooperativas. Nesses casos, em relação à ADC 16 e à Súmula Vinculante n 10, nas últimas votações, eu acabei ficando vencido. Logo, eu só anoto a minha divergência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A3D-3AAB-FD50-C34E e senha 8AF9-3BD1-6B9B-59F0 Supremo Tribunal Federal 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES - Eu fico vencido na Turma nesta matéria. Que conste, portanto, a minha divergência. É a questão da responsabilidade subsidiária do ente público em virtude da existência de fraude ou não na terceirização na contratação de cooperativas. Nesses casos, em relação à ADC 16 e à Súmula Vinculante n 10, nas últimas votações, eu acabei ficando vencido. Logo, eu só anoto a minha divergência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A3D-3AAB-FD50-C34E e senha 8AF9-3BD1-6B9B-59F0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) : MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Antônio Carlos Alpino Bigonha. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EF1-CDD3-72DF-82C7 e senha A485-B6D8-9431-CCE5 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 28.753 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE QUEIMADOS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE QUEIMADOS AGDO.(A/S) : MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto Relator, vencido o Ministro Alexandre de Moraes. Presidência do Ministro Luiz Fux. Primeira Turma, 25.6.2019. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Antônio Carlos Alpino Bigonha. João Paulo Oliveira Barros Secretário da Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0EF1-CDD3-72DF-82C7 e senha A485-B6D8-9431-CCE5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 28 . 753", "RECLAMAÇÃO 28 . 753", "ação", "processo n 00100339 - 89 . 2016 . 5 . 01 . 0571", "RECLAMAÇÃO 28 . 753", "processo n 00100339 - 89 . 2016 . 5 . 01", ". 0571", "itens IV", "RCL 28753 AGR / RJ", "verbete vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "RCL 28753", "ação", "verbete vinculante n 10 da Súmula do Supremo", "ADC 16", "Súmula Vinculante n 10", "ADC 16", "Súmula Vinculante n 10" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 da Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 2015", "artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE QUEIMADOS", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE QUEIMADOS", "Município de Queimados / RJ", "RIO DE JANEIRO", "QUEIMADOS", "Município de", "Queimados / RJ", "Município de Queimados", "Município de Queimados", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DE QUEIMADOS", "MUNICÍPIO DE QUEIMADOS", "RIO DE JANEIRO", "QUEIMADOS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 .", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1", "Supremo", "Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 . .", "Supremo", "Quinta Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1 . . . Região", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Supremo", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 .", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1 . .", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO", "MARCO AURÉLIO", "Tiago do Vale", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO", "MARCO AURÉLIO", "Tiago do Vale", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Antônio Carlos Alpino Bigonha", "João Paulo Oliveira Barros", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MENDES DA SILVA CARDOSO", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "Antônio Carlos Alpino Bigonha", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "25", "/", "06", "/", "2019", "25 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2019", "4 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2019", "4 de dezembro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2019", "25", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. TRÁFICO DE DROGAS. FAVORECIMENTO REAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA, ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a decretação da prisão cautelar. Precedentes. 2. Hipótese de paciente denunciado pelos crimes de tráfico de drogas e favorecimento real, sendo que o decreto prisional deixou consignado o “maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional”. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CB-1E87-C911-8A3C e senha 32D2-5C36-1EA5-31EB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Joel Ilan Paciornik, assim ementado: ‘HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FAVORECIMENTO REAL. NEGATIVA DE AUTORIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DESPROPORCIONALIDADE ENTRE A SEGREGAÇÃO PREVENTIVA E PENA PROVÁVEL. INVIABILIDADE DE EXAME NA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DAS DROGAS APREENDIDAS. CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO. NECESSIDADE DE GARANTIR A ORDEM PÚBLICA. FALTA DE CONTEMPORANEIDADE DO DECRETO PRISIONAL. INOCORRÊNCIA. PRISÃO DOMICILIAR. NÃO CABIMENTO. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Joel Ilan Paciornik, assim ementado: ‘HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FAVORECIMENTO REAL. NEGATIVA DE AUTORIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DESPROPORCIONALIDADE ENTRE A SEGREGAÇÃO PREVENTIVA E PENA PROVÁVEL. INVIABILIDADE DE EXAME NA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DAS DROGAS APREENDIDAS. CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO. NECESSIDADE DE GARANTIR A ORDEM PÚBLICA. FALTA DE CONTEMPORANEIDADE DO DECRETO PRISIONAL. INOCORRÊNCIA. PRISÃO DOMICILIAR. NÃO CABIMENTO. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. Diante da hipótese de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, a impetração não deve ser conhecida, segundo orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal – STF e do próprio Superior Tribunal de Justiça – STJ. Contudo, considerando as alegações expostas na inicial, razoável a análise do feito para verificar a existência de eventual constrangimento ilegal. 2. A alegação concernente à negativa de autoria não foi objeto de exame no acórdão impugnado, o que obsta o seu exame por este Tribunal Superior, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. Não há falar em desproporcionalidade entre o decreto prisional preventivo e eventual condenação, tendo em vista ser inadmissível, em recurso em habeas corpus, a antecipação da quantidade de pena que eventualmente poderá ser imposta, menos ainda se iniciará o cumprimento da reprimenda em regime diverso do fechado. 4. Em vista da natureza excepcional da prisão preventiva, somente se verifica a possibilidade da sua imposição quando evidenciado, de forma fundamentada e com base em dados concretos, o preenchimento dos pressupostos e requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal – CPP. Deve, ainda, ser mantida a prisão antecipada apenas quando não for possível a aplicação de medida cautelar diversa, nos termos previstos no art. 319 do CPP. 5. A prisão preventiva foi adequadamente motivada, tendo sido demonstrada pelas instâncias ordinárias, com base em elementos extraídos dos autos, a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente, evidenciadas pela natureza e quantidade de porções das drogas apreendidas – 1g de cocaína e 223g de maconha – mais 7 aparelhos telefônicos, 7 carregadores de celular, 5 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. Diante da hipótese de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, a impetração não deve ser conhecida, segundo orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal – STF e do próprio Superior Tribunal de Justiça – STJ. Contudo, considerando as alegações expostas na inicial, razoável a análise do feito para verificar a existência de eventual constrangimento ilegal. 2. A alegação concernente à negativa de autoria não foi objeto de exame no acórdão impugnado, o que obsta o seu exame por este Tribunal Superior, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. Não há falar em desproporcionalidade entre o decreto prisional preventivo e eventual condenação, tendo em vista ser inadmissível, em recurso em habeas corpus, a antecipação da quantidade de pena que eventualmente poderá ser imposta, menos ainda se iniciará o cumprimento da reprimenda em regime diverso do fechado. 4. Em vista da natureza excepcional da prisão preventiva, somente se verifica a possibilidade da sua imposição quando evidenciado, de forma fundamentada e com base em dados concretos, o preenchimento dos pressupostos e requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal – CPP. Deve, ainda, ser mantida a prisão antecipada apenas quando não for possível a aplicação de medida cautelar diversa, nos termos previstos no art. 319 do CPP. 5. A prisão preventiva foi adequadamente motivada, tendo sido demonstrada pelas instâncias ordinárias, com base em elementos extraídos dos autos, a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente, evidenciadas pela natureza e quantidade de porções das drogas apreendidas – 1g de cocaína e 223g de maconha – mais 7 aparelhos telefônicos, 7 carregadores de celular, 5 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 5 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, tudo encontrado na mochila do paciente, que é agente penitenciário, circunstâncias que demonstram risco ao meio social, recomendando-se a sua custódia cautelar especialmente para garantia da ordem pública. 6. Não há se falar em extemporaneidade entre o delito e o decreto prisional preventivo, uma vez que os indícios de autoria em relação ao paciente foram detectados após investigação. Não houve flagrante, o paciente sofreu um acidente e estava internado quando foram encontrados em seu armário do trabalho os entorpecentes e celulares. A prisão preventiva foi decretada por ocasião do recebimento da denúncia, no curso do processo penal, consoante o disposto no art. 311 do Código de Processo Penal, após investigação policial que ouviu alguns custodiados do estabelecimento prisional no qual trabalhava o paciente, tendo sido este apontado pelos depoentes como fornecedor de entorpecentes e aparelhos de celular. 7. É entendimento do Superior Tribunal de Justiça que as condições favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a manutenção da prisão cautelar quando devidamente fundamentada. 8. Inaplicável medida cautelar alternativa quando as circunstâncias evidenciam que as providências menos gravosas seriam insuficientes para a manutenção da ordem pública. 9. Interpretando o art. 318, VI, do CPP, inserido ao diploma legal com o advento da Lei 13.257/20016, esta Corte Superior firmou entendimento segundo o qual a prisão domiciliar no caso do homem com filho de até 12 anos incompletos, não possui caráter absoluto ou automático, podendo o Magistrado conceder ou não o benefício, após a análise, no caso concreto, da sua 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 5 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, tudo encontrado na mochila do paciente, que é agente penitenciário, circunstâncias que demonstram risco ao meio social, recomendando-se a sua custódia cautelar especialmente para garantia da ordem pública. 6. Não há se falar em extemporaneidade entre o delito e o decreto prisional preventivo, uma vez que os indícios de autoria em relação ao paciente foram detectados após investigação. Não houve flagrante, o paciente sofreu um acidente e estava internado quando foram encontrados em seu armário do trabalho os entorpecentes e celulares. A prisão preventiva foi decretada por ocasião do recebimento da denúncia, no curso do processo penal, consoante o disposto no art. 311 do Código de Processo Penal, após investigação policial que ouviu alguns custodiados do estabelecimento prisional no qual trabalhava o paciente, tendo sido este apontado pelos depoentes como fornecedor de entorpecentes e aparelhos de celular. 7. É entendimento do Superior Tribunal de Justiça que as condições favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a manutenção da prisão cautelar quando devidamente fundamentada. 8. Inaplicável medida cautelar alternativa quando as circunstâncias evidenciam que as providências menos gravosas seriam insuficientes para a manutenção da ordem pública. 9. Interpretando o art. 318, VI, do CPP, inserido ao diploma legal com o advento da Lei 13.257/20016, esta Corte Superior firmou entendimento segundo o qual a prisão domiciliar no caso do homem com filho de até 12 anos incompletos, não possui caráter absoluto ou automático, podendo o Magistrado conceder ou não o benefício, após a análise, no caso concreto, da sua 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP adequação. No caso dos autos, conforme já explicitado, a prisão preventiva foi decretada de forma adequada e baseada em fatos concretos aptos a justificar a medida mais gravosa, para resguardar a ordem pública, não tendo, ainda, ficado demonstrado que o paciente seria o único responsável pelos cuidados das crianças, não havendo falar em prisão domiciliar no caso. 10. Habeas corpus não conhecido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no artigo 33, caput, c/c o artigo 40, II e III, ambos da Lei 11.343/06 e no artigo 349-A (7 vezes), na forma do artigo 70 do Código Penal. Em 20.08.2018, o Juízo da 1ª Vara da Comarca de Mairinque/SP decretou a prisão preventiva do acusado. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A ordem foi parcialmente concedida apenas para que ‘o Paciente seja colocado em dependência separada dos presos comuns, nos termos do artigo 84, § 2º, da Lei de Execução Penal’. Isto porque, o acionante, ‘quando do cometimento do suposto delito, exercia a função de agente penitenciário, podendo o convívio com detentos comuns na mesma dependência gerar riscos a sua integridade física’. 4. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, não conhecido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Alega que a prisão foi decretada apenas 9 (nove) meses após a data dos fatos, assim como que o paciente ‘não praticou qualquer delito durante aquele interstício temporal’. 6. Prossegue a impetração para afirmar que o paciente possui duas filhas, de 12 anos e de 4 meses, que dependem de seus cuidados. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia por outra medida cautelar. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP adequação. No caso dos autos, conforme já explicitado, a prisão preventiva foi decretada de forma adequada e baseada em fatos concretos aptos a justificar a medida mais gravosa, para resguardar a ordem pública, não tendo, ainda, ficado demonstrado que o paciente seria o único responsável pelos cuidados das crianças, não havendo falar em prisão domiciliar no caso. 10. Habeas corpus não conhecido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no artigo 33, caput, c/c o artigo 40, II e III, ambos da Lei 11.343/06 e no artigo 349-A (7 vezes), na forma do artigo 70 do Código Penal. Em 20.08.2018, o Juízo da 1ª Vara da Comarca de Mairinque/SP decretou a prisão preventiva do acusado. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A ordem foi parcialmente concedida apenas para que ‘o Paciente seja colocado em dependência separada dos presos comuns, nos termos do artigo 84, § 2º, da Lei de Execução Penal’. Isto porque, o acionante, ‘quando do cometimento do suposto delito, exercia a função de agente penitenciário, podendo o convívio com detentos comuns na mesma dependência gerar riscos a sua integridade física’. 4. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, não conhecido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Alega que a prisão foi decretada apenas 9 (nove) meses após a data dos fatos, assim como que o paciente ‘não praticou qualquer delito durante aquele interstício temporal’. 6. Prossegue a impetração para afirmar que o paciente possui duas filhas, de 12 anos e de 4 meses, que dependem de seus cuidados. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia por outra medida cautelar. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva (HC 137.234, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 136.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 136.935-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 10. Na hipótese de que se trata, não vejo ilegalidade ou abuso de poder na prisão preventiva do paciente. Os fundamentos adotados pelo Juízo de origem revelam ‘maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional, subvertendo, assim, as regras de disciplinas que devem prevalecer em tal ambiente, bem os princípios inerentes à função pública. Em verdade, ao invés de contribuir para a ordem e a ressocialização entre os detentos, o acusado, com sua conduta, estaria contribuindo para disseminar o uso de drogas e incentivar a prática de crimes no interior de presídios, situação tão conhecida quanto repudiada nos dias de hoje. De ver-se, ainda, que é possível a reiteração criminosa no exercício da ação pública, circunstância que também justifica o decreto da custódia cautelar’. 11. Da mesma forma, o Tribunal Estadual assentou que, ‘considerando as circunstâncias concretas em que, em tese, praticados os delitos, tendo em vista a variedade e a quantidade de drogas apreendidas, além do fato de o tráfico ter supostamente sido cometido pelo Paciente prevalecendo-se da função pública de agente penitenciário, a demonstrar altíssima reprovabilidade da sua conduta, e de este ter, em tese, promovido a entrada de 07 aparelhos telefônicos, sem autorização legal, no estabelecimento prisional onde trabalhava, e de 07 carregadores de celular, 05 ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 05 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, de autoria do Paciente, (…), a decretação da prisão preventiva era mesmo de rigor’. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva (HC 137.234, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 136.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 136.935-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 10. Na hipótese de que se trata, não vejo ilegalidade ou abuso de poder na prisão preventiva do paciente. Os fundamentos adotados pelo Juízo de origem revelam ‘maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional, subvertendo, assim, as regras de disciplinas que devem prevalecer em tal ambiente, bem os princípios inerentes à função pública. Em verdade, ao invés de contribuir para a ordem e a ressocialização entre os detentos, o acusado, com sua conduta, estaria contribuindo para disseminar o uso de drogas e incentivar a prática de crimes no interior de presídios, situação tão conhecida quanto repudiada nos dias de hoje. De ver-se, ainda, que é possível a reiteração criminosa no exercício da ação pública, circunstância que também justifica o decreto da custódia cautelar’. 11. Da mesma forma, o Tribunal Estadual assentou que, ‘considerando as circunstâncias concretas em que, em tese, praticados os delitos, tendo em vista a variedade e a quantidade de drogas apreendidas, além do fato de o tráfico ter supostamente sido cometido pelo Paciente prevalecendo-se da função pública de agente penitenciário, a demonstrar altíssima reprovabilidade da sua conduta, e de este ter, em tese, promovido a entrada de 07 aparelhos telefônicos, sem autorização legal, no estabelecimento prisional onde trabalhava, e de 07 carregadores de celular, 05 ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 05 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, de autoria do Paciente, (…), a decretação da prisão preventiva era mesmo de rigor’. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP 12. Quanto ao mais, dou especial relevância ao fundamento adotado pelo TJ/SP, no sentido de que ‘não há nos autos qualquer prova que demonstre, estreme de dúvidas, que o Paciente seja o único responsável pelos cuidados de suas filhas e que elas necessitam de seus cuidados ininterruptos e se encontram desamparadas ou em situação de risco em razão da sua prisão’. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação de ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Insiste que a prisão foi decretada apenas 9 (nove) meses após a data dos fatos, assim como que o agravante “não praticou qualquer delito durante aquele interstício temporal”. Afirma que o agravante possui duas filhas, de 12 anos e de 4 meses, que dependem de seus cuidados. 3. A defesa pede o provimento do agravo a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia por outra medida cautelar. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP 12. Quanto ao mais, dou especial relevância ao fundamento adotado pelo TJ/SP, no sentido de que ‘não há nos autos qualquer prova que demonstre, estreme de dúvidas, que o Paciente seja o único responsável pelos cuidados de suas filhas e que elas necessitam de seus cuidados ininterruptos e se encontram desamparadas ou em situação de risco em razão da sua prisão’. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação de ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Insiste que a prisão foi decretada apenas 9 (nove) meses após a data dos fatos, assim como que o agravante “não praticou qualquer delito durante aquele interstício temporal”. Afirma que o agravante possui duas filhas, de 12 anos e de 4 meses, que dependem de seus cuidados. 3. A defesa pede o provimento do agravo a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia por outra medida cautelar. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública (HC 141.170-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 140.215-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 132.220, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; RHC 138.369, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. No caso de que se trata, os fundamentos adotados pelo Juízo de origem revelam “maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional, subvertendo, assim, as regras de disciplinas que devem prevalecer em tal ambiente, bem os princípios inerentes à função pública. Em verdade, ao invés de contribuir para a ordem e a ressocialização entre os detentos, o acusado, com sua conduta, estaria contribuindo para disseminar o uso de drogas e incentivar a prática de crimes no interior de presídios, situação tão conhecida quanto repudiada nos dias de hoje. De ver-se, ainda, que é possível a reiteração criminosa no exercício da ação pública, circunstância que também justifica o decreto da custódia cautelar”. 4. Da mesma forma, o Tribunal estadual assentou que, “considerando as circunstâncias concretas em que, em tese, praticados os delitos, tendo em vista a variedade e a quantidade de drogas apreendidas, além do fato de o tráfico ter supostamente sido cometido pelo Paciente prevalecendo-se da função pública de agente penitenciário, a demonstrar altíssima reprovabilidade da sua conduta, e de este ter, em tese, promovido a entrada de 07 aparelhos telefônicos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-A07B-5666-0183 e senha 87C7-59BC-CE1F-0966 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública (HC 141.170-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 140.215-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 132.220, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; RHC 138.369, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. No caso de que se trata, os fundamentos adotados pelo Juízo de origem revelam “maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional, subvertendo, assim, as regras de disciplinas que devem prevalecer em tal ambiente, bem os princípios inerentes à função pública. Em verdade, ao invés de contribuir para a ordem e a ressocialização entre os detentos, o acusado, com sua conduta, estaria contribuindo para disseminar o uso de drogas e incentivar a prática de crimes no interior de presídios, situação tão conhecida quanto repudiada nos dias de hoje. De ver-se, ainda, que é possível a reiteração criminosa no exercício da ação pública, circunstância que também justifica o decreto da custódia cautelar”. 4. Da mesma forma, o Tribunal estadual assentou que, “considerando as circunstâncias concretas em que, em tese, praticados os delitos, tendo em vista a variedade e a quantidade de drogas apreendidas, além do fato de o tráfico ter supostamente sido cometido pelo Paciente prevalecendo-se da função pública de agente penitenciário, a demonstrar altíssima reprovabilidade da sua conduta, e de este ter, em tese, promovido a entrada de 07 aparelhos telefônicos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-A07B-5666-0183 e senha 87C7-59BC-CE1F-0966 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 170393 AGR / SP sem autorização legal, no estabelecimento prisional onde trabalhava, e de 07 carregadores de celular, 05 ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 05 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, de autoria do Paciente, (…), a decretação da prisão preventiva era mesmo de rigor”. 5. Quanto ao mais, dou especial relevância ao fundamento adotado pelo TJ/SP, no sentido de que “não há nos autos qualquer prova que demonstre, estreme de dúvidas, que o Paciente seja o único responsável pelos cuidados de suas filhas e que elas necessitam de seus cuidados ininterruptos e se encontram desamparadas ou em situação de risco em razão da sua prisão”. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-A07B-5666-0183 e senha 87C7-59BC-CE1F-0966 Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP sem autorização legal, no estabelecimento prisional onde trabalhava, e de 07 carregadores de celular, 05 ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 05 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, de autoria do Paciente, (…), a decretação da prisão preventiva era mesmo de rigor”. 5. Quanto ao mais, dou especial relevância ao fundamento adotado pelo TJ/SP, no sentido de que “não há nos autos qualquer prova que demonstre, estreme de dúvidas, que o Paciente seja o único responsável pelos cuidados de suas filhas e que elas necessitam de seus cuidados ininterruptos e se encontram desamparadas ou em situação de risco em razão da sua prisão”. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-A07B-5666-0183 e senha 87C7-59BC-CE1F-0966 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4566-7123-1D5E-3C09 e senha C832-F0D8-2CEF-78A7 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4566-7123-1D5E-3C09 e senha C832-F0D8-2CEF-78A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA (0289297/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F2-763E-7684-474E e senha D85F-9444-F107-3611 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA (0289297/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F2-763E-7684-474E e senha D85F-9444-F107-3611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446537
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. TRÁFICO DE DROGAS. FAVORECIMENTO REAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA, ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a decretação da prisão cautelar. Precedentes. 2. Hipótese de paciente denunciado pelos crimes de tráfico de drogas e favorecimento real, sendo que o decreto prisional deixou consignado o “maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional”. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental desprovido.
sjur407915
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, FUNDAMENTAÇÃO, GRAVIDADE CONCRETA, REITERAÇÃO CRIMINOSA) HC 132220 (2ªT), RHC 138369 (2ªT), HC 140215 AgR (2ªT), HC 141170 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 18/08/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
170393
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 170393 AgR
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AGTE.(S) : THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. TRÁFICO DE DROGAS. FAVORECIMENTO REAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA, ILEGALIDADE FLAGRANTE OU ABUSO DE PODER. 1. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a decretação da prisão cautelar. Precedentes. 2. Hipótese de paciente denunciado pelos crimes de tráfico de drogas e favorecimento real, sendo que o decreto prisional deixou consignado o “maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional”. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7CB-1E87-C911-8A3C e senha 32D2-5C36-1EA5-31EB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Joel Ilan Paciornik, assim ementado: ‘HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FAVORECIMENTO REAL. NEGATIVA DE AUTORIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DESPROPORCIONALIDADE ENTRE A SEGREGAÇÃO PREVENTIVA E PENA PROVÁVEL. INVIABILIDADE DE EXAME NA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DAS DROGAS APREENDIDAS. CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO. NECESSIDADE DE GARANTIR A ORDEM PÚBLICA. FALTA DE CONTEMPORANEIDADE DO DECRETO PRISIONAL. INOCORRÊNCIA. PRISÃO DOMICILIAR. NÃO CABIMENTO. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Joel Ilan Paciornik, assim ementado: ‘HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. NÃO CABIMENTO. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FAVORECIMENTO REAL. NEGATIVA DE AUTORIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DESPROPORCIONALIDADE ENTRE A SEGREGAÇÃO PREVENTIVA E PENA PROVÁVEL. INVIABILIDADE DE EXAME NA VIA ELEITA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. NATUREZA E QUANTIDADE DAS DROGAS APREENDIDAS. CIRCUNSTÂNCIAS DO DELITO. NECESSIDADE DE GARANTIR A ORDEM PÚBLICA. FALTA DE CONTEMPORANEIDADE DO DECRETO PRISIONAL. INOCORRÊNCIA. PRISÃO DOMICILIAR. NÃO CABIMENTO. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. Diante da hipótese de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, a impetração não deve ser conhecida, segundo orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal – Supremo Tribunal Federal e do próprio Superior Tribunal de Justiça – Superior Tribunal de Justiça. Contudo, considerando as alegações expostas na inicial, razoável a análise do feito para verificar a existência de eventual constrangimento ilegal. 2. A alegação concernente à negativa de autoria não foi objeto de exame no acórdão impugnado, o que obsta o seu exame por este Tribunal Superior, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. Não há falar em desproporcionalidade entre o decreto prisional preventivo e eventual condenação, tendo em vista ser inadmissível, em recurso em habeas corpus, a antecipação da quantidade de pena que eventualmente poderá ser imposta, menos ainda se iniciará o cumprimento da reprimenda em regime diverso do fechado. 4. Em vista da natureza excepcional da prisão preventiva, somente se verifica a possibilidade da sua imposição quando evidenciado, de forma fundamentada e com base em dados concretos, o preenchimento dos pressupostos e requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal – CPP. Deve, ainda, ser mantida a prisão antecipada apenas quando não for possível a aplicação de medida cautelar diversa, nos termos previstos no art. 319 do CPP. 5. A prisão preventiva foi adequadamente motivada, tendo sido demonstrada pelas instâncias ordinárias, com base em elementos extraídos dos autos, a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente, evidenciadas pela natureza e quantidade de porções das drogas apreendidas – 1g de cocaína e 223g de maconha – mais 7 aparelhos telefônicos, 7 carregadores de celular, 5 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. Diante da hipótese de habeas corpus substitutivo de recurso próprio, a impetração não deve ser conhecida, segundo orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal – Supremo Tribunal Federal e do próprio Superior Tribunal de Justiça – Superior Tribunal de Justiça. Contudo, considerando as alegações expostas na inicial, razoável a análise do feito para verificar a existência de eventual constrangimento ilegal. 2. A alegação concernente à negativa de autoria não foi objeto de exame no acórdão impugnado, o que obsta o seu exame por este Tribunal Superior, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. Não há falar em desproporcionalidade entre o decreto prisional preventivo e eventual condenação, tendo em vista ser inadmissível, em recurso em habeas corpus, a antecipação da quantidade de pena que eventualmente poderá ser imposta, menos ainda se iniciará o cumprimento da reprimenda em regime diverso do fechado. 4. Em vista da natureza excepcional da prisão preventiva, somente se verifica a possibilidade da sua imposição quando evidenciado, de forma fundamentada e com base em dados concretos, o preenchimento dos pressupostos e requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal – CPP. Deve, ainda, ser mantida a prisão antecipada apenas quando não for possível a aplicação de medida cautelar diversa, nos termos previstos no art. 319 do CPP. 5. A prisão preventiva foi adequadamente motivada, tendo sido demonstrada pelas instâncias ordinárias, com base em elementos extraídos dos autos, a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do paciente, evidenciadas pela natureza e quantidade de porções das drogas apreendidas – 1g de cocaína e 223g de maconha – mais 7 aparelhos telefônicos, 7 carregadores de celular, 5 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 5 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, tudo encontrado na mochila do paciente, que é agente penitenciário, circunstâncias que demonstram risco ao meio social, recomendando-se a sua custódia cautelar especialmente para garantia da ordem pública. 6. Não há se falar em extemporaneidade entre o delito e o decreto prisional preventivo, uma vez que os indícios de autoria em relação ao paciente foram detectados após investigação. Não houve flagrante, o paciente sofreu um acidente e estava internado quando foram encontrados em seu armário do trabalho os entorpecentes e celulares. A prisão preventiva foi decretada por ocasião do recebimento da denúncia, no curso do processo penal, consoante o disposto no art. 311 do Código de Processo Penal, após investigação policial que ouviu alguns custodiados do estabelecimento prisional no qual trabalhava o paciente, tendo sido este apontado pelos depoentes como fornecedor de entorpecentes e aparelhos de celular. 7. É entendimento do Superior Tribunal de Justiça que as condições favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a manutenção da prisão cautelar quando devidamente fundamentada. 8. Inaplicável medida cautelar alternativa quando as circunstâncias evidenciam que as providências menos gravosas seriam insuficientes para a manutenção da ordem pública. 9. Interpretando o art. 318, VI, do CPP, inserido ao diploma legal com o advento da Lei 13.257/20016, esta Corte Superior firmou entendimento segundo o qual a prisão domiciliar no caso do homem com filho de até 12 anos incompletos, não possui caráter absoluto ou automático, podendo o Magistrado conceder ou não o benefício, após a análise, no caso concreto, da sua 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 5 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, tudo encontrado na mochila do paciente, que é agente penitenciário, circunstâncias que demonstram risco ao meio social, recomendando-se a sua custódia cautelar especialmente para garantia da ordem pública. 6. Não há se falar em extemporaneidade entre o delito e o decreto prisional preventivo, uma vez que os indícios de autoria em relação ao paciente foram detectados após investigação. Não houve flagrante, o paciente sofreu um acidente e estava internado quando foram encontrados em seu armário do trabalho os entorpecentes e celulares. A prisão preventiva foi decretada por ocasião do recebimento da denúncia, no curso do processo penal, consoante o disposto no art. 311 do Código de Processo Penal, após investigação policial que ouviu alguns custodiados do estabelecimento prisional no qual trabalhava o paciente, tendo sido este apontado pelos depoentes como fornecedor de entorpecentes e aparelhos de celular. 7. É entendimento do Superior Tribunal de Justiça que as condições favoráveis do paciente, por si sós, não impedem a manutenção da prisão cautelar quando devidamente fundamentada. 8. Inaplicável medida cautelar alternativa quando as circunstâncias evidenciam que as providências menos gravosas seriam insuficientes para a manutenção da ordem pública. 9. Interpretando o art. 318, VI, do CPP, inserido ao diploma legal com o advento da Lei 13.257/20016, esta Corte Superior firmou entendimento segundo o qual a prisão domiciliar no caso do homem com filho de até 12 anos incompletos, não possui caráter absoluto ou automático, podendo o Magistrado conceder ou não o benefício, após a análise, no caso concreto, da sua 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP adequação. No caso dos autos, conforme já explicitado, a prisão preventiva foi decretada de forma adequada e baseada em fatos concretos aptos a justificar a medida mais gravosa, para resguardar a ordem pública, não tendo, ainda, ficado demonstrado que o paciente seria o único responsável pelos cuidados das crianças, não havendo falar em prisão domiciliar no caso. 10. Habeas corpus não conhecido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no artigo 33, caput, c/c o artigo 40, II e III, ambos da Lei 11.343/06 e no artigo 349-A (7 vezes), na forma do artigo 70 do Código Penal. Em 20.08.2018, o Juízo da 1... Vara da Comarca de Mairinque/SP decretou a prisão preventiva do acusado. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A ordem foi parcialmente concedida apenas para que ‘o Paciente seja colocado em dependência separada dos presos comuns, nos termos do artigo 84, § 2..., da Lei de Execução Penal’. Isto porque, o acionante, ‘quando do cometimento do suposto delito, exercia a função de agente penitenciário, podendo o convívio com detentos comuns na mesma dependência gerar riscos a sua integridade física’. 4. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, não conhecido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Alega que a prisão foi decretada apenas 9 (nove) meses após a data dos fatos, assim como que o paciente ‘não praticou qualquer delito durante aquele interstício temporal’. 6. Prossegue a impetração para afirmar que o paciente possui duas filhas, de 12 anos e de 4 meses, que dependem de seus cuidados. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia por outra medida cautelar. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP adequação. No caso dos autos, conforme já explicitado, a prisão preventiva foi decretada de forma adequada e baseada em fatos concretos aptos a justificar a medida mais gravosa, para resguardar a ordem pública, não tendo, ainda, ficado demonstrado que o paciente seria o único responsável pelos cuidados das crianças, não havendo falar em prisão domiciliar no caso. 10. Habeas corpus não conhecido.’ 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no artigo 33, caput, c/c o artigo 40, II e III, ambos da Lei 11.343/06 e no artigo 349-A (7 vezes), na forma do artigo 70 do Código Penal. Em 20.08.2018, o Juízo da 1... Vara da Comarca de Mairinque/SP decretou a prisão preventiva do acusado. 3. Dessa decisão, foi impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A ordem foi parcialmente concedida apenas para que ‘o Paciente seja colocado em dependência separada dos presos comuns, nos termos do artigo 84, § 2..., da Lei de Execução Penal’. Isto porque, o acionante, ‘quando do cometimento do suposto delito, exercia a função de agente penitenciário, podendo o convívio com detentos comuns na mesma dependência gerar riscos a sua integridade física’. 4. Na sequência, foi impetrado habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, não conhecido. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Alega que a prisão foi decretada apenas 9 (nove) meses após a data dos fatos, assim como que o paciente ‘não praticou qualquer delito durante aquele interstício temporal’. 6. Prossegue a impetração para afirmar que o paciente possui duas filhas, de 12 anos e de 4 meses, que dependem de seus cuidados. 7. Com essa argumentação, requer a concessão da ordem a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia por outra medida cautelar. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva (HC 137.234, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 136.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 136.935-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 10. Na hipótese de que se trata, não vejo ilegalidade ou abuso de poder na prisão preventiva do paciente. Os fundamentos adotados pelo Juízo de origem revelam ‘maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional, subvertendo, assim, as regras de disciplinas que devem prevalecer em tal ambiente, bem os princípios inerentes à função pública. Em verdade, ao invés de contribuir para a ordem e a ressocialização entre os detentos, o acusado, com sua conduta, estaria contribuindo para disseminar o uso de drogas e incentivar a prática de crimes no interior de presídios, situação tão conhecida quanto repudiada nos dias de hoje. De ver-se, ainda, que é possível a reiteração criminosa no exercício da ação pública, circunstância que também justifica o decreto da custódia cautelar’. 11. Da mesma forma, o Tribunal Estadual assentou que, ‘considerando as circunstâncias concretas em que, em tese, praticados os delitos, tendo em vista a variedade e a quantidade de drogas apreendidas, além do fato de o tráfico ter supostamente sido cometido pelo Paciente prevalecendo-se da função pública de agente penitenciário, a demonstrar altíssima reprovabilidade da sua conduta, e de este ter, em tese, promovido a entrada de 07 aparelhos telefônicos, sem autorização legal, no estabelecimento prisional onde trabalhava, e de 07 carregadores de celular, 05 ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 05 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, de autoria do Paciente, (…), a decretação da prisão preventiva era mesmo de rigor’. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP Decido. 8. O habeas corpus não deve ser concedido. 9. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa constituem fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva (HC 137.234, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 136.298, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 136.935-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 10. Na hipótese de que se trata, não vejo ilegalidade ou abuso de poder na prisão preventiva do paciente. Os fundamentos adotados pelo Juízo de origem revelam ‘maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional, subvertendo, assim, as regras de disciplinas que devem prevalecer em tal ambiente, bem os princípios inerentes à função pública. Em verdade, ao invés de contribuir para a ordem e a ressocialização entre os detentos, o acusado, com sua conduta, estaria contribuindo para disseminar o uso de drogas e incentivar a prática de crimes no interior de presídios, situação tão conhecida quanto repudiada nos dias de hoje. De ver-se, ainda, que é possível a reiteração criminosa no exercício da ação pública, circunstância que também justifica o decreto da custódia cautelar’. 11. Da mesma forma, o Tribunal Estadual assentou que, ‘considerando as circunstâncias concretas em que, em tese, praticados os delitos, tendo em vista a variedade e a quantidade de drogas apreendidas, além do fato de o tráfico ter supostamente sido cometido pelo Paciente prevalecendo-se da função pública de agente penitenciário, a demonstrar altíssima reprovabilidade da sua conduta, e de este ter, em tese, promovido a entrada de 07 aparelhos telefônicos, sem autorização legal, no estabelecimento prisional onde trabalhava, e de 07 carregadores de celular, 05 ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 05 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, de autoria do Paciente, (…), a decretação da prisão preventiva era mesmo de rigor’. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório HC 170393 AGR / SP 12. Quanto ao mais, dou especial relevância ao fundamento adotado pelo TJ/SP, no sentido de que ‘não há nos autos qualquer prova que demonstre, estreme de dúvidas, que o Paciente seja o único responsável pelos cuidados de suas filhas e que elas necessitam de seus cuidados ininterruptos e se encontram desamparadas ou em situação de risco em razão da sua prisão’. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação de ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Insiste que a prisão foi decretada apenas 9 (nove) meses após a data dos fatos, assim como que o agravante “não praticou qualquer delito durante aquele interstício temporal”. Afirma que o agravante possui duas filhas, de 12 anos e de 4 meses, que dependem de seus cuidados. 3. A defesa pede o provimento do agravo a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia por outra medida cautelar. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP 12. Quanto ao mais, dou especial relevância ao fundamento adotado pelo TJ/SP, no sentido de que ‘não há nos autos qualquer prova que demonstre, estreme de dúvidas, que o Paciente seja o único responsável pelos cuidados de suas filhas e que elas necessitam de seus cuidados ininterruptos e se encontram desamparadas ou em situação de risco em razão da sua prisão’. 13. Diante do exposto, com base no art. 21, §1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa reitera a alegação de ausência de fundamentação idônea para a decretação da custódia preventiva. Insiste que a prisão foi decretada apenas 9 (nove) meses após a data dos fatos, assim como que o agravante “não praticou qualquer delito durante aquele interstício temporal”. Afirma que o agravante possui duas filhas, de 12 anos e de 4 meses, que dependem de seus cuidados. 3. A defesa pede o provimento do agravo a fim de revogar a prisão processual do acionante. Subsidiariamente, pleiteia a substituição da custódia por outra medida cautelar. 4. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 03D8-22CC-B8A6-9DA7 e senha 1D0E-6AFC-9E79-F79C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública (HC 141.170-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 140.215-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 132.220, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; RHC 138.369, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. No caso de que se trata, os fundamentos adotados pelo Juízo de origem revelam “maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional, subvertendo, assim, as regras de disciplinas que devem prevalecer em tal ambiente, bem os princípios inerentes à função pública. Em verdade, ao invés de contribuir para a ordem e a ressocialização entre os detentos, o acusado, com sua conduta, estaria contribuindo para disseminar o uso de drogas e incentivar a prática de crimes no interior de presídios, situação tão conhecida quanto repudiada nos dias de hoje. De ver-se, ainda, que é possível a reiteração criminosa no exercício da ação pública, circunstância que também justifica o decreto da custódia cautelar”. 4. Da mesma forma, o Tribunal estadual assentou que, “considerando as circunstâncias concretas em que, em tese, praticados os delitos, tendo em vista a variedade e a quantidade de drogas apreendidas, além do fato de o tráfico ter supostamente sido cometido pelo Paciente prevalecendo-se da função pública de agente penitenciário, a demonstrar altíssima reprovabilidade da sua conduta, e de este ter, em tese, promovido a entrada de 07 aparelhos telefônicos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-A07B-5666-0183 e senha 87C7-59BC-CE1F-0966 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser provido. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a gravidade em concreto do crime e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a decretação da custódia cautelar para a garantia da ordem pública (HC 141.170-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 140.215-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 132.220, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; RHC 138.369, Rel. Min. Gilmar Mendes). 3. No caso de que se trata, os fundamentos adotados pelo Juízo de origem revelam “maior risco à ordem pública, na medida em que o acusado, valendo-se de sua condição de agente penitenciário, estaria introduzindo entorpecentes em estabelecimento prisional, subvertendo, assim, as regras de disciplinas que devem prevalecer em tal ambiente, bem os princípios inerentes à função pública. Em verdade, ao invés de contribuir para a ordem e a ressocialização entre os detentos, o acusado, com sua conduta, estaria contribuindo para disseminar o uso de drogas e incentivar a prática de crimes no interior de presídios, situação tão conhecida quanto repudiada nos dias de hoje. De ver-se, ainda, que é possível a reiteração criminosa no exercício da ação pública, circunstância que também justifica o decreto da custódia cautelar”. 4. Da mesma forma, o Tribunal estadual assentou que, “considerando as circunstâncias concretas em que, em tese, praticados os delitos, tendo em vista a variedade e a quantidade de drogas apreendidas, além do fato de o tráfico ter supostamente sido cometido pelo Paciente prevalecendo-se da função pública de agente penitenciário, a demonstrar altíssima reprovabilidade da sua conduta, e de este ter, em tese, promovido a entrada de 07 aparelhos telefônicos, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-A07B-5666-0183 e senha 87C7-59BC-CE1F-0966 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 170393 AGR / SP sem autorização legal, no estabelecimento prisional onde trabalhava, e de 07 carregadores de celular, 05 ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 05 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, de autoria do Paciente, (…), a decretação da prisão preventiva era mesmo de rigor”. 5. Quanto ao mais, dou especial relevância ao fundamento adotado pelo TJ/SP, no sentido de que “não há nos autos qualquer prova que demonstre, estreme de dúvidas, que o Paciente seja o único responsável pelos cuidados de suas filhas e que elas necessitam de seus cuidados ininterruptos e se encontram desamparadas ou em situação de risco em razão da sua prisão”. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-A07B-5666-0183 e senha 87C7-59BC-CE1F-0966 Supremo Tribunal Federal HC 170393 AGR / SP sem autorização legal, no estabelecimento prisional onde trabalhava, e de 07 carregadores de celular, 05 ‘chips’ para aparelhos de telefone celular, 05 fones de ouvido e diversas anotações contendo nomes femininos e números de telefones, de autoria do Paciente, (…), a decretação da prisão preventiva era mesmo de rigor”. 5. Quanto ao mais, dou especial relevância ao fundamento adotado pelo TJ/SP, no sentido de que “não há nos autos qualquer prova que demonstre, estreme de dúvidas, que o Paciente seja o único responsável pelos cuidados de suas filhas e que elas necessitam de seus cuidados ininterruptos e se encontram desamparadas ou em situação de risco em razão da sua prisão”. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7171-A07B-5666-0183 e senha 87C7-59BC-CE1F-0966 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4566-7123-1D5E-3C09 e senha C832-F0D8-2CEF-78A7 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4566-7123-1D5E-3C09 e senha C832-F0D8-2CEF-78A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA (0289297/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F2-763E-7684-474E e senha D85F-9444-F107-3611 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.393 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA (0289297/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F4F2-763E-7684-474E e senha D85F-9444-F107-3611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 170 . 393", "HABEAS CORPUS 170 . 393", "HABEAS CORPUS 170 . 393", "HC 170393 AGR / SP", "HC 170393 AGR / SP", "HC 170393 AGR / SP", "HC 170393 AGR / SP", "HC 170393 AGR / SP", "HC 170393 AGR / SP", "HC 170393 AGR / SP", "HC 137 . 234", "HC 136 . 298", "HC 136 . 935 - AgR", "HC 170393 AGR / SP", "HC 137 . 234", "HC 136 . 298", "HC 136 . 935", "-", "AgR", "HC 170393 AGR / SP", "HC 170393 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 170 . 393", "HC 141 . 170 - AgR", "HC 140 . 215 - AgR", "HC 132 . 220", "RHC 138 . 369", "HABEAS CORPUS 170", "HC 141 . 170 - AgR", "HC 140 . 215 - AgR", "HC 132 . 220", "RHC 138 . 369", "HC 170393 AGR / SP", "HC 170393 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 170 . 393", "HABEAS CORPUS 170 . 393", "HABEAS CORPUS 170 . 393", "HABEAS CORPUS 170 . 393" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "CPP", "art . 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "CPP", "art . 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 311 do Código de Processo Penal", "art . 318 , VI , do CPP", "Lei 13 . 257 / 20016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 311 do Código de Processo Penal", "art . 318 , VI , do CPP", "Lei 13 . 257 / 20016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , caput , c / c o artigo 40 , II e III , ambos da Lei 11 . 343 / 06", "artigo 349 - A ( 7 vezes )", "artigo 70 do Código Penal", "artigo 84 , § 2 . . . , da Lei de Execução Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 , caput , c / c o artigo 40 , II e III , ambos da Lei 11 . 343 / 06", "artigo 349 - A", "artigo 70 do Código Penal", "artigo 84 , § 2 . . . , da Lei de Execução Penal ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO", "DANIEL ROBERTO DE SOUZA", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO", "DANIEL ROBERTO DE SOUZA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joel Ilan Paciornik", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO", "DANIEL ROBERTO DE SOUZA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Joel Ilan Paciornik", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO", "DANIEL ROBERTO DE SOUZA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO", "DANIEL ROBERTO DE SOUZA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "THIAGO JOSÉ BATISTA DE CASTRO", "DANIEL ROBERTO DE SOUZA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", 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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. NÃO CABIMENTO. 1. Na esteira da jurisprudência consolidada por esta Suprema Corte, “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de habeas corpus, quer, ainda, no âmbito do recurso ordinário em habeas corpus” (HC 88.247/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe 20/11/2009)” (HC 162.345-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 10.12.2018). 2. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual do Pleno de 31 de maio a 6 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4377-B372-4EF6-5735 e senha 2429-DA7C-90FA-8F4C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental manejado contra decisão de minha lavra que negou seguimento aos embargos de divergência. No presente agravo regimental, a Defesa, em síntese, insiste no conhecimento dos embargos de divergência, porquanto “divergentes ao caso, digo, favorável à pretensão dos impetrantes … decisões da Colenda 2ª Turma”. Insiste na tese de ilegalidade da fixação do regime inicial fechado. Requer o provimento do agravo regimental, para determinar o regime inicial semiaberto de cumprimento da pena. O Mistério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador- Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1810-C64B-2A31-DF46 e senha A67A-804C-4567-EB9C Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental manejado contra decisão de minha lavra que negou seguimento aos embargos de divergência. No presente agravo regimental, a Defesa, em síntese, insiste no conhecimento dos embargos de divergência, porquanto “divergentes ao caso, digo, favorável à pretensão dos impetrantes … decisões da Colenda 2ª Turma”. Insiste na tese de ilegalidade da fixação do regime inicial fechado. Requer o provimento do agravo regimental, para determinar o regime inicial semiaberto de cumprimento da pena. O Mistério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador- Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1810-C64B-2A31-DF46 e senha A67A-804C-4567-EB9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Ao analisar o feito, neguei seguimento aos embargos de divergência em decisão monocrática assim exarada: “2. Nos termos dos arts. 1.043 do CPC/2015 e 330 do RISTF, desafia embargos de divergência acórdão de Turma do Supremo Tribunal Federal que, ao julgamento de recurso extraordinário ou agravo de instrumento, diverge do julgamento da outra Turma ou do Plenário. 3. Mostram-se, pois, manifestamente incabíveis os presentes embargos, na medida em que interpostos contra acórdão exarado ao julgamento de habeas corpus. 4. Firme, nesse sentido, a jurisprudência do Plenário desta Casa: (…). 5. Ante o exposto, nego seguimento aos embargos de divergência (art. 21, § 1º, do RISTF).” O Agravante se limita a repisar os argumentos expostos nos embargos de divergência, a atrair a regra do art. 317, § 1º, do RISTF (“A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”), o que impede por si só o provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. Neguei seguimento aos embargos de divergência forte no juízo negativo de admissibilidade à falta de previsão normativa de cabimento do referido recurso manejado contra acórdão exarado por Turma deste STF em sede de habeas corpus. Na dicção do art. 1.043 do CPC/2015, “É embargável o acórdão de órgão fracionário que: I – em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Ao analisar o feito, neguei seguimento aos embargos de divergência em decisão monocrática assim exarada: “2. Nos termos dos arts. 1.043 do CPC/2015 e 330 do RISTF, desafia embargos de divergência acórdão de Turma do Supremo Tribunal Federal que, ao julgamento de recurso extraordinário ou agravo de instrumento, diverge do julgamento da outra Turma ou do Plenário. 3. Mostram-se, pois, manifestamente incabíveis os presentes embargos, na medida em que interpostos contra acórdão exarado ao julgamento de habeas corpus. 4. Firme, nesse sentido, a jurisprudência do Plenário desta Casa: (…). 5. Ante o exposto, nego seguimento aos embargos de divergência (art. 21, § 1º, do RISTF).” O Agravante se limita a repisar os argumentos expostos nos embargos de divergência, a atrair a regra do art. 317, § 1º, do RISTF (“A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”), o que impede por si só o provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. Neguei seguimento aos embargos de divergência forte no juízo negativo de admissibilidade à falta de previsão normativa de cabimento do referido recurso manejado contra acórdão exarado por Turma deste STF em sede de habeas corpus. Na dicção do art. 1.043 do CPC/2015, “É embargável o acórdão de órgão fracionário que: I – em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito; II – (revogado); III - em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia”, e do art. 330 do Regimento Interno desta Suprema Corte, “Cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário na interpretação do direito federal”. Reitero que, na esteira da jurisprudência consolidada por esta Suprema Corte, “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de habeas corpus, quer, ainda, no âmbito do recurso ordinário em habeas corpus” (HC 88.247/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe 20/11/2009)” (HC 162.345-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 10.12.2018). Outros precedentes: “Agravo regimental nos embargos de divergência no habeas corpus. Ausência de previsão legal. Não cabimento. Precedentes. Regimental não provido. 1. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de ‘habeas corpus’, quer, ainda, no âmbito de recurso ordinário em ‘habeas corpus’” (HC nº 88.247/RJ, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 20/11/09). 2. Agravo regimental não provido.” (HC 120017-EDv-AgR/SP, Relator Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgamento em 26.03.2015, DJe 30.4.2015) “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 606/STF. RECURSO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal assentou que não são cabíveis embargos de divergência em sede de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Supremo Tribunal Federal HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito; II – (revogado); III - em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia”, e do art. 330 do Regimento Interno desta Suprema Corte, “Cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário na interpretação do direito federal”. Reitero que, na esteira da jurisprudência consolidada por esta Suprema Corte, “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de habeas corpus, quer, ainda, no âmbito do recurso ordinário em habeas corpus” (HC 88.247/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe 20/11/2009)” (HC 162.345-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 10.12.2018). Outros precedentes: “Agravo regimental nos embargos de divergência no habeas corpus. Ausência de previsão legal. Não cabimento. Precedentes. Regimental não provido. 1. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de ‘habeas corpus’, quer, ainda, no âmbito de recurso ordinário em ‘habeas corpus’” (HC nº 88.247/RJ, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 20/11/09). 2. Agravo regimental não provido.” (HC 120017-EDv-AgR/SP, Relator Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgamento em 26.03.2015, DJe 30.4.2015) “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 606/STF. RECURSO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal assentou que não são cabíveis embargos de divergência em sede de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP habeas corpus. Por isso, não conheci do recurso que ora é agravado. 2. As razões deste agravo regimental não infirmam a fundamentação da decisão de não-conhecimento, mas reprisam os argumentos já desenvolvidos nas razões dos embargos de divergência. 3. De toda sorte, o habeas corpus originário investia contra decisão colegiada de Turma do STF, que, por força da aplicação da Súmula 606 é incabível. 4. Agravo regimental improvido.” (HC 88247-AgR-AgR-EDv- AgR/RJ, Relatora Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgamento em 19.8.2010, DJe 22.10.2010) “Agravo Regimental nos Embargos de divergência em Habeas Corpus. 2. Alegações do agravante: i) incorreção da decisão da 1ª Turma desta Corte quando do julgamento do HC 88.249, que considerou a existência de mero erro material na transcrição das respostas dos jurados; ii) necessidade de que sejam consideradas a infringência e a divergência configuradas no referido julgamento; e iii) nulidade do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, tendo em vista o descumprimento da Súmula 156 do STF. 3. Decisão agravada proferida em consonância com iterativa jurisprudência desta Corte, segundo a qual não são cabíveis embargos de divergência em habeas corpus. Precedentes: HC-AgR 84.543/RN, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, unânime, DJ 18.3.2005; HC 84.627/SP, Rel. Min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 22.10.2004; RHC-AgR 83.242, Rel Min. Carlos Velloso, Pleno, unânime, DJ 28.11.2003; HC-EDv-AgR 76.677, Rel. Min. Nelson Jobim, Pleno, unânime, DJ 6.10.2000; AI- AgR-EDv-AgR 86.828/RJ, Rel. Min. Néri da Silveira, Pleno, unânime, DJ 7.10.1983; RHC-EDv 55.829/RJ, Min. Leitão de Abreu, Pleno, unânime, DJ 5.4.1978. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Agravo Regimental desprovido.” (HC 88249-EDv-AgR/BA, Relator Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgamento em 01.02.2007, DJ 30.3.2007) Na mesma linha, destaco as seguintes decisões monocráticas, pelas quais negado seguimento a embargos de divergência opostos contra acórdãos proferidos ao julgamento de habeas corpus: HC 143813-AgR- EDv/SP (Rel. Min. Celso de Mello, DJe 07.02.2018); HC 145097-AgR- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Supremo Tribunal Federal HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP habeas corpus. Por isso, não conheci do recurso que ora é agravado. 2. As razões deste agravo regimental não infirmam a fundamentação da decisão de não-conhecimento, mas reprisam os argumentos já desenvolvidos nas razões dos embargos de divergência. 3. De toda sorte, o habeas corpus originário investia contra decisão colegiada de Turma do STF, que, por força da aplicação da Súmula 606 é incabível. 4. Agravo regimental improvido.” (HC 88247-AgR-AgR-EDv- AgR/RJ, Relatora Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgamento em 19.8.2010, DJe 22.10.2010) “Agravo Regimental nos Embargos de divergência em Habeas Corpus. 2. Alegações do agravante: i) incorreção da decisão da 1ª Turma desta Corte quando do julgamento do HC 88.249, que considerou a existência de mero erro material na transcrição das respostas dos jurados; ii) necessidade de que sejam consideradas a infringência e a divergência configuradas no referido julgamento; e iii) nulidade do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, tendo em vista o descumprimento da Súmula 156 do STF. 3. Decisão agravada proferida em consonância com iterativa jurisprudência desta Corte, segundo a qual não são cabíveis embargos de divergência em habeas corpus. Precedentes: HC-AgR 84.543/RN, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, unânime, DJ 18.3.2005; HC 84.627/SP, Rel. Min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 22.10.2004; RHC-AgR 83.242, Rel Min. Carlos Velloso, Pleno, unânime, DJ 28.11.2003; HC-EDv-AgR 76.677, Rel. Min. Nelson Jobim, Pleno, unânime, DJ 6.10.2000; AI- AgR-EDv-AgR 86.828/RJ, Rel. Min. Néri da Silveira, Pleno, unânime, DJ 7.10.1983; RHC-EDv 55.829/RJ, Min. Leitão de Abreu, Pleno, unânime, DJ 5.4.1978. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Agravo Regimental desprovido.” (HC 88249-EDv-AgR/BA, Relator Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgamento em 01.02.2007, DJ 30.3.2007) Na mesma linha, destaco as seguintes decisões monocráticas, pelas quais negado seguimento a embargos de divergência opostos contra acórdãos proferidos ao julgamento de habeas corpus: HC 143813-AgR- EDv/SP (Rel. Min. Celso de Mello, DJe 07.02.2018); HC 145097-AgR- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP EDv/MS (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.10.2017); HC 142621- AgR-EDv/PR (Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 20.10.2017); HC 134760-AgR-EDv/BA (Rel. Min. Roberto Barroso, DJe03.04.2017); HC 135503-AgR-EDv/SP (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 24.11.2016); HC 126674- AgR-EDv/SP (Rel. Min. Rosa Weber, DJe 01.8.2016); HC 123817-AgR- EDv/DF (Rel. Min. Luiz Fux, DJe 15.4.2016) e HC 106446-EDv/SP (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 04.9.2012). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Supremo Tribunal Federal HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP EDv/MS (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.10.2017); HC 142621- AgR-EDv/PR (Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 20.10.2017); HC 134760-AgR-EDv/BA (Rel. Min. Roberto Barroso, DJe03.04.2017); HC 135503-AgR-EDv/SP (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 24.11.2016); HC 126674- AgR-EDv/SP (Rel. Min. Rosa Weber, DJe 01.8.2016); HC 123817-AgR- EDv/DF (Rel. Min. Luiz Fux, DJe 15.4.2016) e HC 106446-EDv/SP (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 04.9.2012). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A teor do parágrafo único do artigo 609 do Código de Processo Penal, são adequados os infringentes quando não for unânime a decisão. Esse é o preceito básico e, onde o legislador não distingue, descabe ao intérprete fazê-lo. Cumpre ao Colegiado maior, o Plenário, atuar visando afastar divergência entre os órgãos fracionários do Supremo, dissenso intestino a levar ao descrédito do Judiciário. Provejo o agravo para admitir os embargos infringentes, devendo ser examinados os demais pressupostos intrínsecos e extrínsecos, ainda não ocorrido considerada a atuação do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1691-49CD-EA06-8D64 e senha C55A-DD01-39FB-8FF1 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A teor do parágrafo único do artigo 609 do Código de Processo Penal, são adequados os infringentes quando não for unânime a decisão. Esse é o preceito básico e, onde o legislador não distingue, descabe ao intérprete fazê-lo. Cumpre ao Colegiado maior, o Plenário, atuar visando afastar divergência entre os órgãos fracionários do Supremo, dissenso intestino a levar ao descrédito do Judiciário. Provejo o agravo para admitir os embargos infringentes, devendo ser examinados os demais pressupostos intrínsecos e extrínsecos, ainda não ocorrido considerada a atuação do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1691-49CD-EA06-8D64 e senha C55A-DD01-39FB-8FF1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) : ROBSON THOMAS MOREIRA (223547/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B88-F923-50AB-E85D e senha 10A5-12AC-9CE0-FDA1 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) : ROBSON THOMAS MOREIRA (223547/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B88-F923-50AB-E85D e senha 10A5-12AC-9CE0-FDA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750131158
2019-06-07T00:00:00
2019-06-19T00:00:00
O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. NÃO CABIMENTO. 1. Na esteira da jurisprudência consolidada por esta Suprema Corte, “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de habeas corpus, quer, ainda, no âmbito do recurso ordinário em habeas corpus” (HC 88.247/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe 20/11/2009)” (HC 162.345-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 10.12.2018). 2. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur406244
- Acórdão(s) citado(s): (DESCABIMENTO, EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA, ACÓRDÃO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL) HC 88247 AgR-AgR (TP), HC 88249 EDv-AgR (TP), HC 88247 AgR-AgR-EDv-AgR (TP), HC 120017 EDv-AgR (TP), HC 162345 AgR-EDv-AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (DESCABIMENTO, EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA, ACÓRDÃO, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL) RHC 123817 AgR-EDv, HC 126674 AgR-EDv, HC 135503 AgR-EDv, HC 142621 AgR-EDv, HC 145097 AgR-EDv, HC 143813 AgR-EDv. Número de páginas: 8. Análise: 02/08/2019, BMP.
ROSA WEBER
Tribunal Pleno
148879
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00609\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR-EDv-AgR
acordaos
HC 148879 AgR-EDv-AgR
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AGTE.(S) : JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) : ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. NÃO CABIMENTO. 1. Na esteira da jurisprudência consolidada por esta Suprema Corte, “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de habeas corpus, quer, ainda, no âmbito do recurso ordinário em habeas corpus” (HC 88.247/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe 20/11/2009)” (HC 162.345-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 10.12.2018). 2. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora e por maioria de votos, vencido o Ministro Marco Aurélio, em sessão virtual do Pleno de 31 de maio a 6 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4377-B372-4EF6-5735 e senha 2429-DA7C-90FA-8F4C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental manejado contra decisão de minha lavra que negou seguimento aos embargos de divergência. No presente agravo regimental, a Defesa, em síntese, insiste no conhecimento dos embargos de divergência, porquanto “divergentes ao caso, digo, favorável à pretensão dos impetrantes … decisões da Colenda 2... Turma”. Insiste na tese de ilegalidade da fixação do regime inicial fechado. Requer o provimento do agravo regimental, para determinar o regime inicial semiaberto de cumprimento da pena. O Mistério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador- Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1810-C64B-2A31-DF46 e senha A67A-804C-4567-EB9C Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental manejado contra decisão de minha lavra que negou seguimento aos embargos de divergência. No presente agravo regimental, a Defesa, em síntese, insiste no conhecimento dos embargos de divergência, porquanto “divergentes ao caso, digo, favorável à pretensão dos impetrantes … decisões da Colenda 2... Turma”. Insiste na tese de ilegalidade da fixação do regime inicial fechado. Requer o provimento do agravo regimental, para determinar o regime inicial semiaberto de cumprimento da pena. O Mistério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador- Geral da República Edson Oliveira de Almeida, opina pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1810-C64B-2A31-DF46 e senha A67A-804C-4567-EB9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Ao analisar o feito, neguei seguimento aos embargos de divergência em decisão monocrática assim exarada: “2. Nos termos dos arts. 1.043 do Código de Processo Civil/2015 e 330 do RISTF, desafia embargos de divergência acórdão de Turma do Supremo Tribunal Federal que, ao julgamento de recurso extraordinário ou agravo de instrumento, diverge do julgamento da outra Turma ou do Plenário. 3. Mostram-se, pois, manifestamente incabíveis os presentes embargos, na medida em que interpostos contra acórdão exarado ao julgamento de habeas corpus. 4. Firme, nesse sentido, a jurisprudência do Plenário desta Casa: (…). 5. Ante o exposto, nego seguimento aos embargos de divergência (art. 21, § 1..., do RISTF).” O Agravante se limita a repisar os argumentos expostos nos embargos de divergência, a atrair a regra do art. 317, § 1..., do RISTF (“A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”), o que impede por si só o provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. Neguei seguimento aos embargos de divergência forte no juízo negativo de admissibilidade à falta de previsão normativa de cabimento do referido recurso manejado contra acórdão exarado por Turma deste Supremo Tribunal Federal em sede de habeas corpus. Na dicção do art. 1.043 do Código de Processo Civil/2015, “É embargável o acórdão de órgão fracionário que: I – em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Ao analisar o feito, neguei seguimento aos embargos de divergência em decisão monocrática assim exarada: “2. Nos termos dos arts. 1.043 do Código de Processo Civil/2015 e 330 do RISTF, desafia embargos de divergência acórdão de Turma do Supremo Tribunal Federal que, ao julgamento de recurso extraordinário ou agravo de instrumento, diverge do julgamento da outra Turma ou do Plenário. 3. Mostram-se, pois, manifestamente incabíveis os presentes embargos, na medida em que interpostos contra acórdão exarado ao julgamento de habeas corpus. 4. Firme, nesse sentido, a jurisprudência do Plenário desta Casa: (…). 5. Ante o exposto, nego seguimento aos embargos de divergência (art. 21, § 1..., do RISTF).” O Agravante se limita a repisar os argumentos expostos nos embargos de divergência, a atrair a regra do art. 317, § 1..., do RISTF (“A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”), o que impede por si só o provimento do recurso. Precedentes: AI-AgR 699.776/RS, Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 19.9.2008 e o HC-AgR 97.742/PI, Min. Joaquim Barbosa, DJe 5.2.2010. Neguei seguimento aos embargos de divergência forte no juízo negativo de admissibilidade à falta de previsão normativa de cabimento do referido recurso manejado contra acórdão exarado por Turma deste Supremo Tribunal Federal em sede de habeas corpus. Na dicção do art. 1.043 do Código de Processo Civil/2015, “É embargável o acórdão de órgão fracionário que: I – em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito; II – (revogado); III - em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia”, e do art. 330 do Regimento Interno desta Suprema Corte, “Cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário na interpretação do direito federal”. Reitero que, na esteira da jurisprudência consolidada por esta Suprema Corte, “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de habeas corpus, quer, ainda, no âmbito do recurso ordinário em habeas corpus” (HC 88.247/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe 20/11/2009)” (HC 162.345-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 10.12.2018). Outros precedentes: “Agravo regimental nos embargos de divergência no habeas corpus. Ausência de previsão legal. Não cabimento. Precedentes. Regimental não provido. 1. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de ‘habeas corpus’, quer, ainda, no âmbito de recurso ordinário em ‘habeas corpus’” (HC n 88.247/RJ, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 20/11/09). 2. Agravo regimental não provido.” (HC 120017-EDv-AgR/SP, Relator Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgamento em 26.03.2015, DJe 30.4.2015) “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 606/Supremo Tribunal Federal. RECURSO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal assentou que não são cabíveis embargos de divergência em sede de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Supremo Tribunal Federal HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo os acórdãos, embargado e paradigma, de mérito; II – (revogado); III - em recurso extraordinário ou em recurso especial, divergir do julgamento de qualquer outro órgão do mesmo tribunal, sendo um acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora tenha apreciado a controvérsia”, e do art. 330 do Regimento Interno desta Suprema Corte, “Cabem embargos de divergência à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário na interpretação do direito federal”. Reitero que, na esteira da jurisprudência consolidada por esta Suprema Corte, “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de habeas corpus, quer, ainda, no âmbito do recurso ordinário em habeas corpus” (HC 88.247/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Plenário, DJe 20/11/2009)” (HC 162.345-AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Plenário, DJe 10.12.2018). Outros precedentes: “Agravo regimental nos embargos de divergência no habeas corpus. Ausência de previsão legal. Não cabimento. Precedentes. Regimental não provido. 1. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “não se revela viável a interposição de embargos de divergência contra acórdãos proferidos, pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede originária de ‘habeas corpus’, quer, ainda, no âmbito de recurso ordinário em ‘habeas corpus’” (HC n 88.247/RJ, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 20/11/09). 2. Agravo regimental não provido.” (HC 120017-EDv-AgR/SP, Relator Ministro Dias Toffoli, Tribunal Pleno, julgamento em 26.03.2015, DJe 30.4.2015) “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 606/Supremo Tribunal Federal. RECURSO IMPROVIDO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal assentou que não são cabíveis embargos de divergência em sede de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP habeas corpus. Por isso, não conheci do recurso que ora é agravado. 2. As razões deste agravo regimental não infirmam a fundamentação da decisão de não-conhecimento, mas reprisam os argumentos já desenvolvidos nas razões dos embargos de divergência. 3. De toda sorte, o habeas corpus originário investia contra decisão colegiada de Turma do Supremo Tribunal Federal, que, por força da aplicação da Súmula 606 é incabível. 4. Agravo regimental improvido.” (HC 88247-AgR-AgR-EDv- AgR/RJ, Relatora Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgamento em 19.8.2010, DJe 22.10.2010) “Agravo Regimental nos Embargos de divergência em Habeas Corpus. 2. Alegações do agravante: i) incorreção da decisão da 1... Turma desta Corte quando do julgamento do HC 88.249, que considerou a existência de mero erro material na transcrição das respostas dos jurados; ii) necessidade de que sejam consideradas a infringência e a divergência configuradas no referido julgamento; e iii) nulidade do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, tendo em vista o descumprimento da Súmula 156 do Supremo Tribunal Federal. 3. Decisão agravada proferida em consonância com iterativa jurisprudência desta Corte, segundo a qual não são cabíveis embargos de divergência em habeas corpus. Precedentes: HC-AgR 84.543/RN, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, unânime, DJ 18.3.2005; HC 84.627/SP, Rel. Min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 22.10.2004; RHC-AgR 83.242, Rel Min. Carlos Velloso, Pleno, unânime, DJ 28.11.2003; HC-EDv-AgR 76.677, Rel. Min. Nelson Jobim, Pleno, unânime, DJ 6.10.2000; AI- AgR-EDv-AgR 86.828/RJ, Rel. Min. Néri da Silveira, Pleno, unânime, DJ 7.10.1983; RHC-EDv 55.829/RJ, Min. Leitão de Abreu, Pleno, unânime, DJ 5.4.1978. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Agravo Regimental desprovido.” (HC 88249-EDv-AgR/BA, Relator Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgamento em 01.02.2007, DJ 30.3.2007) Na mesma linha, destaco as seguintes decisões monocráticas, pelas quais negado seguimento a embargos de divergência opostos contra acórdãos proferidos ao julgamento de habeas corpus: HC 143813-AgR- EDv/SP (Rel. Min. Celso de Mello, DJe 07.02.2018); HC 145097-AgR- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Supremo Tribunal Federal HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP habeas corpus. Por isso, não conheci do recurso que ora é agravado. 2. As razões deste agravo regimental não infirmam a fundamentação da decisão de não-conhecimento, mas reprisam os argumentos já desenvolvidos nas razões dos embargos de divergência. 3. De toda sorte, o habeas corpus originário investia contra decisão colegiada de Turma do Supremo Tribunal Federal, que, por força da aplicação da Súmula 606 é incabível. 4. Agravo regimental improvido.” (HC 88247-AgR-AgR-EDv- AgR/RJ, Relatora Ministra Ellen Gracie, Tribunal Pleno, julgamento em 19.8.2010, DJe 22.10.2010) “Agravo Regimental nos Embargos de divergência em Habeas Corpus. 2. Alegações do agravante: i) incorreção da decisão da 1... Turma desta Corte quando do julgamento do HC 88.249, que considerou a existência de mero erro material na transcrição das respostas dos jurados; ii) necessidade de que sejam consideradas a infringência e a divergência configuradas no referido julgamento; e iii) nulidade do julgamento realizado pelo Tribunal do Júri, tendo em vista o descumprimento da Súmula 156 do Supremo Tribunal Federal. 3. Decisão agravada proferida em consonância com iterativa jurisprudência desta Corte, segundo a qual não são cabíveis embargos de divergência em habeas corpus. Precedentes: HC-AgR 84.543/RN, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, unânime, DJ 18.3.2005; HC 84.627/SP, Rel. Min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 22.10.2004; RHC-AgR 83.242, Rel Min. Carlos Velloso, Pleno, unânime, DJ 28.11.2003; HC-EDv-AgR 76.677, Rel. Min. Nelson Jobim, Pleno, unânime, DJ 6.10.2000; AI- AgR-EDv-AgR 86.828/RJ, Rel. Min. Néri da Silveira, Pleno, unânime, DJ 7.10.1983; RHC-EDv 55.829/RJ, Min. Leitão de Abreu, Pleno, unânime, DJ 5.4.1978. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Agravo Regimental desprovido.” (HC 88249-EDv-AgR/BA, Relator Ministro Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, julgamento em 01.02.2007, DJ 30.3.2007) Na mesma linha, destaco as seguintes decisões monocráticas, pelas quais negado seguimento a embargos de divergência opostos contra acórdãos proferidos ao julgamento de habeas corpus: HC 143813-AgR- EDv/SP (Rel. Min. Celso de Mello, DJe 07.02.2018); HC 145097-AgR- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP EDv/MS (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.10.2017); HC 142621- AgR-EDv/PR (Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 20.10.2017); HC 134760-AgR-EDv/BA (Rel. Min. Roberto Barroso, DJe03.04.2017); HC 135503-AgR-EDv/SP (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 24.11.2016); HC 126674- AgR-EDv/SP (Rel. Min. Rosa Weber, DJe 01.8.2016); HC 123817-AgR- EDv/DF (Rel. Min. Luiz Fux, DJe 15.4.2016) e HC 106446-EDv/SP (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 04.9.2012). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Supremo Tribunal Federal HC 148879 AGR-EDV-AGR / SP EDv/MS (Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 31.10.2017); HC 142621- AgR-EDv/PR (Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe 20.10.2017); HC 134760-AgR-EDv/BA (Rel. Min. Roberto Barroso, DJe03.04.2017); HC 135503-AgR-EDv/SP (Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 24.11.2016); HC 126674- AgR-EDv/SP (Rel. Min. Rosa Weber, DJe 01.8.2016); HC 123817-AgR- EDv/DF (Rel. Min. Luiz Fux, DJe 15.4.2016) e HC 106446-EDv/SP (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 04.9.2012). Nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5D7D-3A64-01F7-E93A e senha D8A0-8419-2DF4-5E7F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto Vogal AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A teor do parágrafo único do artigo 609 do Código de Processo Penal, são adequados os infringentes quando não for unânime a decisão. Esse é o preceito básico e, onde o legislador não distingue, descabe ao intérprete fazê-lo. Cumpre ao Colegiado maior, o Plenário, atuar visando afastar divergência entre os órgãos fracionários do Supremo, dissenso intestino a levar ao descrédito do Judiciário. Provejo o agravo para admitir os embargos infringentes, devendo ser examinados os demais pressupostos intrínsecos e extrínsecos, ainda não ocorrido considerada a atuação do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1691-49CD-EA06-8D64 e senha C55A-DD01-39FB-8FF1 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) :ROBSON THOMAS MOREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A teor do parágrafo único do artigo 609 do Código de Processo Penal, são adequados os infringentes quando não for unânime a decisão. Esse é o preceito básico e, onde o legislador não distingue, descabe ao intérprete fazê-lo. Cumpre ao Colegiado maior, o Plenário, atuar visando afastar divergência entre os órgãos fracionários do Supremo, dissenso intestino a levar ao descrédito do Judiciário. Provejo o agravo para admitir os embargos infringentes, devendo ser examinados os demais pressupostos intrínsecos e extrínsecos, ainda não ocorrido considerada a atuação do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1691-49CD-EA06-8D64 e senha C55A-DD01-39FB-8FF1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) : ROBSON THOMAS MOREIRA (223547/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B88-F923-50AB-E85D e senha 10A5-12AC-9CE0-FDA1 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 148.879 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES ADV.(A/S) : ROBSON THOMAS MOREIRA (223547/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por maioria, conheceu do agravo regimental e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora, vencido o Ministro Marco Aurélio. Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3B88-F923-50AB-E85D e senha 10A5-12AC-9CE0-FDA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 148 . 879", "HC 88 . 247 / RJ", "HC 162 . 345 - AgR", "HABEAS CORPUS 148 . 879", "HABEAS CORPUS 148 . 879", "HABEAS CORPUS 148 . 879", "AI", "-", "AgR 699 . 776 / RS", "HC", "-", "AgR 97 . 742 / PI", "HABEAS CORPUS 148 . 879", "AI", "-", "AgR 699 . 776 / RS", "HC", "-", "AgR 97 . 742 / PI", "HC 148879 AGR - EDV - AGR / SP", "HC 88 . 247 / RJ", "HC 162 . 345 - AgR - EDv - AgR", "HC n 88 . 247 / RJ", "HC 120017 - EDv - AgR / SP", "SÚMULA 606 / Supremo Tribunal Federal", "HC 148879 AGR - EDV -", "HC 88 . 247 / RJ", "HC 162 . 345 - AgR - EDv - AgR", "HC n 88 . 247 / RJ", "HC 120017 - EDv - AgR / SP", "SÚMULA 606 / Supremo Tribunal Federal", "HC 148879 AGR", "HC 88247 - AgR - AgR - EDv - AgR / RJ", "HC 88 . 249", "Súmula 156 do Supremo Tribunal", "HC", "-", "AgR 84 . 543 / RN", "HC 84 . 627 / SP", "RHC", "-", "AgR 83 . 242", "HC", "-", "EDv", "-", "AgR 76 . 677", "AI", "-", "AgR", "-", "EDv", "-", "AgR 86 . 828 / RJ", "RHC", "-", "EDv 55 . 829 / RJ", "HC 88249 - EDv - AgR / BA", "HC 143813 - AgR - EDv / SP", "HC 145097 - AgR", "HC 148879 AGR", "HC 88247 - AgR - AgR - EDv - AgR / RJ", "HC 88 . 249", "Súmula 156 do Supremo Tribunal Federal", "HC", "-", "AgR 84 . 543 / RN", "HC 84 . 627 / SP", "RHC", "-", "AgR 83 . 242", "HC", "-", "EDv", "-", "AgR 76 . 677", "AI", "-", "AgR", "-", "EDv", "-", "AgR 86 .", "828", "/", "RJ", "RHC", "-", "EDv 55 . 829 / RJ", "HC 88249 - EDv - AgR / BA", "HC 143813 - AgR - EDv / SP", "HC 145097 - AgR - 3", "HC 148879 AGR - EDV - AGR / SP EDv", "HC 142621 - AgR - EDv / PR", "HC 134760 - AgR - EDv / BA", "HC 135503 - AgR - EDv / SP", "HC 126674 - AgR - EDv / SP", "HC 123817 - AgR - EDv / DF", "HC 106446 - EDv / SP", "HC 148879 AGR - EDV - AGR /", "HC 142621 - AgR -", "HC 134760 - AgR - EDv / BA", "HC 135503 - AgR - EDv / SP", "HC 126674 - AgR - EDv / SP", "HC 123817 - AgR - EDv / DF", "HC 106446 - EDv / SP", "HABEAS CORPUS 148 . 879", "HABEAS CORPUS 148 . 879", "HABEAS CORPUS 148 . 879", "HABEAS CORPUS 148 . 879" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . 043 do Código de Processo Civil / 2015", "330 do RISTF", "art . 1 . 043 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "arts . 1 . 043 do Código de Processo Civil / 2015", "330 do RISTF", "art", "art . 1 . 043 do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 330 do Regimento Interno desta Suprema Corte", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do", "artigo 609 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo único do artigo 609 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ". . . Turma", "Mistério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Mistério", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "EDV", "-", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "2", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Plenário", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Plenário", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", 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Gracie", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Carlos Velloso", "Nelson Jobim", "Néri da Silveira", "Leitão de Abreu", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Alexandre de Moraes", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Alexandre de Moraes", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES", "ROBSON THOMAS MOREIRA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES", "ROBSON THOMAS MOREIRA", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES", "ROBSON THOMAS MOREIRA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "JULIO CESAR EVANGELISTA FERNANDES", "ROBSON THOMAS MOREIRA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen", "Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "20", "/", "11", "/", "2009", "10", ".", "12", ".", "2018", "31 de maio", "6 de junho de 2019", "07 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "19", ".", "9", ".", "2008", "5", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "19", ".", "9", ".", "2008", "5", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "11", "/", "2009", "10", ".", "12", ".", "2018", "20", "/", "11", "/", "09", "26", ".", "03", ".", "2015", "30", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "11", "/", "2009", "10", ".", "12", ".", "2018", "20", "/", "11", "/", "09", "26", ".", "03", ".", "2015", "30", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "8", ".", "2010", "22", ".", "10", ".", "2010", "18", ".", "3", ".", "2005", "22", ".", "10", ".", "2004", "28", ".", "11", ".", "2003", "6", ".", "10", ".", "2000", "7", ".", "10", ".", "1983", "5", ".", "4", ".", "1978", "01", ".", "02", ".", "2007", "30", ".", "3", ".", "2007", "07", ".", "02", ".", "2018", "3", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "8", ".", "2010", "22", ".", "10", ".", "2010", "18", ".", "3", ".", "2005", "22", ".", "10", ".", "2004", "28", ".", "11", ".", "2003", "6", ".", "10", ".", "2000", "7", ".", "10", ".", "1983", "5", ".", "4", ".", "1978", "01", ".", "02", ".", "2007", "30", ".", "3", ".", "2007", "07", ".", "02", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "10", ".", "2017", "20", ".", "10", ".", "2017", ".", "04", ".", "2017", "24", ".", "11", ".", "2016", "01", ".", "8", ".", "2016", "15", ".", "4", ".", "2016", "04", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "10", ".", "2017", "20", ".", "10", ".", "2017", ".", "04", ".", "2017", "24", ".", "11", ".", "2016", "01", ".", "8", ".", "2016", "15", ".", "4", ".", "2016", "04", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. AMEAÇA (ART. 147, DO CÓDIGO PENAL). AGRAVANTE DO ART. 61, II, "F", DO CÓDIGO PENAL. CABIMENTO. DELITO COMETIDO COM VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. REDIMENSIONAMENTO DA PENA. NÃO CABIMENTO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A5B-AE21-B971-CC4B e senha 55AD-802B-158A-6DD8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve a pena do recorrente em 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, regime aberto, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos no Recurso Ordinário. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Marco Antonio Savedra foi condenado à pena de 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, em regime aberto, pela prática de crime de ameaça (art. 147, caput, combinado com o art. 61, II, "f", ambos do Código Penal, com incidência da Lei n. 11.340/06). Foi-lhe concedida a suspensão condicional da pena pelo prazo de 2 (dois) anos, mediante a prestação de serviços à comunidade pelo prazo da pena imposta, conforme o art. 78, §1º, do Código Penal. Interposto recurso de Apelação pela defesa, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, por unanimidade, negou provimento ao apelo (processo-crime n. 0018366- 19.2016.8.24.0023) e, de ofício, afastou a imposição do sursis simples (prestação de serviços à comunidade), para que fossem cumpridas apenas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve a pena do recorrente em 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, regime aberto, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos no Recurso Ordinário. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Marco Antonio Savedra foi condenado à pena de 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, em regime aberto, pela prática de crime de ameaça (art. 147, caput, combinado com o art. 61, II, "f", ambos do Código Penal, com incidência da Lei n. 11.340/06). Foi-lhe concedida a suspensão condicional da pena pelo prazo de 2 (dois) anos, mediante a prestação de serviços à comunidade pelo prazo da pena imposta, conforme o art. 78, §1º, do Código Penal. Interposto recurso de Apelação pela defesa, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, por unanimidade, negou provimento ao apelo (processo-crime n. 0018366- 19.2016.8.24.0023) e, de ofício, afastou a imposição do sursis simples (prestação de serviços à comunidade), para que fossem cumpridas apenas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RHC 168694 AGR / SC as condições do sursis especial, nos termos do art. 78, §2º, do Código Penal, conforme a ementa abaixo: APELAÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA (CP, ART. 147). INCIDÊNCIA DA LEI MARIA DA PENHA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DO ACUSADO. 1. PROVA DA AUTORIA. PALAVRAS FIRMES E COERENTES DA VÍTIMA. AMEAÇA DE MORTE. MAL INJUSTO E GRAVE CONFIGURADO. 2. SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. APLICAÇÃO DO SURSIS SIMPLES (CP, ART. 78, §1º). PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE. REAJUSTE. MODALIDADE ESPECIAL (CP, 78, §2º) 1. As palavras da vítima, no sentido de que foi ameaçada de morte pelo acusado, confirmadas pelas dos Policiais Militares responsáveis pelo atendimento da ocorrência, caracterizam suficientemente a autoria do crime de ameaça. 2. Deve ser aplicado o sursis especial, que substitui o simples, quando presentes os requisitos legais, por ser mais benéfico ao acusado. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO; DE OFÍCIO, MODIFICADAS AS CONDIÇÕES DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Contra essa decisão, impetrou-se Habeas Corpus, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, liminarmente, a suspensão dos efeitos da condenação em relação aos excessos de pena impugnados, com efeitos imediatos no cumprimento da pena. No mérito, requereu-se, em linhas gerais, a redução da pena imposta ao recorrente, com o afastamento da incidência da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal. A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, decisão monocrática da lavra do Min. ANTONIO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC as condições do sursis especial, nos termos do art. 78, §2º, do Código Penal, conforme a ementa abaixo: APELAÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA (CP, ART. 147). INCIDÊNCIA DA LEI MARIA DA PENHA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DO ACUSADO. 1. PROVA DA AUTORIA. PALAVRAS FIRMES E COERENTES DA VÍTIMA. AMEAÇA DE MORTE. MAL INJUSTO E GRAVE CONFIGURADO. 2. SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. APLICAÇÃO DO SURSIS SIMPLES (CP, ART. 78, §1º). PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE. REAJUSTE. MODALIDADE ESPECIAL (CP, 78, §2º) 1. As palavras da vítima, no sentido de que foi ameaçada de morte pelo acusado, confirmadas pelas dos Policiais Militares responsáveis pelo atendimento da ocorrência, caracterizam suficientemente a autoria do crime de ameaça. 2. Deve ser aplicado o sursis especial, que substitui o simples, quando presentes os requisitos legais, por ser mais benéfico ao acusado. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO; DE OFÍCIO, MODIFICADAS AS CONDIÇÕES DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Contra essa decisão, impetrou-se Habeas Corpus, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, liminarmente, a suspensão dos efeitos da condenação em relação aos excessos de pena impugnados, com efeitos imediatos no cumprimento da pena. No mérito, requereu-se, em linhas gerais, a redução da pena imposta ao recorrente, com o afastamento da incidência da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal. A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, decisão monocrática da lavra do Min. ANTONIO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 168694 AGR / SC SALDANHA PALHEIRO, que denegou o habeas corpus impetrado. Não satisfeita, a defesa interpôs, perante a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Agravo Regimental no Habeas Corpus 461.797/SC, Rel. Min. ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, o qual foi desprovido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIME DE AMEAÇA (ART. 147 DO CÓDIGO PENAL). AGRAVANTE DO ART. 61, II, 'F', DO CÓDIGO PENAL. RITO DA LEI MARIA DA PENHA. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. 1. A incidência da agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea "f", do Código Penal, tem o objetivo de punir mais severamente o agente que pratica a infração prevalecendo-se das relações domésticas, no âmbito do seio familiar, de modo que fica impossibilitado o seu afastamento, porquanto, em relação ao delito capitulado no art. 147 do Código Penal, a incidência da agravante não tem o condão de configurar bis in idem, considerando que o cometimento do delito em âmbito doméstico é circunstância estranha às elementares do tipo de ameaça. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em habeas corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual sustentou que o constrangimento ilegal reside na manutenção da incidência da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, tendo em vista já ter o recorrente sofrido as sanções previstas pela Lei n. 11.340/06. Alegou que "se a prática de crime contra a mulher no contexto familiar e doméstico afasta automaticamente a aplicação de pena mais baixa (multa), resta claro e manifesto que a agravante do art. 61, II, f, do CP, não poderia ser aplicada em respeito ao princípio ne bis in idem.". Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de que fosse afastada a circunstância agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, com o consequente redimensionamento da pena aplicada. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC SALDANHA PALHEIRO, que denegou o habeas corpus impetrado. Não satisfeita, a defesa interpôs, perante a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Agravo Regimental no Habeas Corpus 461.797/SC, Rel. Min. ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, o qual foi desprovido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIME DE AMEAÇA (ART. 147 DO CÓDIGO PENAL). AGRAVANTE DO ART. 61, II, 'F', DO CÓDIGO PENAL. RITO DA LEI MARIA DA PENHA. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. 1. A incidência da agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea "f", do Código Penal, tem o objetivo de punir mais severamente o agente que pratica a infração prevalecendo-se das relações domésticas, no âmbito do seio familiar, de modo que fica impossibilitado o seu afastamento, porquanto, em relação ao delito capitulado no art. 147 do Código Penal, a incidência da agravante não tem o condão de configurar bis in idem, considerando que o cometimento do delito em âmbito doméstico é circunstância estranha às elementares do tipo de ameaça. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em habeas corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual sustentou que o constrangimento ilegal reside na manutenção da incidência da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, tendo em vista já ter o recorrente sofrido as sanções previstas pela Lei n. 11.340/06. Alegou que "se a prática de crime contra a mulher no contexto familiar e doméstico afasta automaticamente a aplicação de pena mais baixa (multa), resta claro e manifesto que a agravante do art. 61, II, f, do CP, não poderia ser aplicada em respeito ao princípio ne bis in idem.". Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de que fosse afastada a circunstância agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, com o consequente redimensionamento da pena aplicada. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RHC 168694 AGR / SC corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão agravada, "a fim de que seja garantida, em favor do paciente, a exclusão da agravante prevista na alínea "f" do inciso II do art. 61 do CP.". Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão agravada, "a fim de que seja garantida, em favor do paciente, a exclusão da agravante prevista na alínea "f" do inciso II do art. 61 do CP.". Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve a pena do recorrente em 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, regime aberto, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos neste Recurso Ordinário, a saber: Com efeito, conforme já mencionado pela Corte estadual, correto o reconhecimento da agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea 'f', do Código Penal, pois a infração foi cometida com violência contra a mulher, prevalecendo-se o agravante de relações domésticas e de coabitação. A incidência da mencionada agravante tem o objetivo de punir mais severamente o agente que pratica a infração prevalecendo-se das relações domésticas, no âmbito do seio familiar, de modo que resta impossibilitado o seu afastamento, porquanto, em relação ao delito capitulado no art. 147 do Código Penal, a incidência da agravante não tem o condão de configurar bis in idem, considerando que o cometimento do delito em âmbito doméstico é circunstância estranha às elementares do tipo de ameaça. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve a pena do recorrente em 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, regime aberto, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos neste Recurso Ordinário, a saber: Com efeito, conforme já mencionado pela Corte estadual, correto o reconhecimento da agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea 'f', do Código Penal, pois a infração foi cometida com violência contra a mulher, prevalecendo-se o agravante de relações domésticas e de coabitação. A incidência da mencionada agravante tem o objetivo de punir mais severamente o agente que pratica a infração prevalecendo-se das relações domésticas, no âmbito do seio familiar, de modo que resta impossibilitado o seu afastamento, porquanto, em relação ao delito capitulado no art. 147 do Código Penal, a incidência da agravante não tem o condão de configurar bis in idem, considerando que o cometimento do delito em âmbito doméstico é circunstância estranha às elementares do tipo de ameaça. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168694 AGR / SC De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe de 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/06/2018). Mesmo porque, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/06/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/05/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/03/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/10/2016). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe de 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/06/2018). Mesmo porque, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/06/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/05/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/03/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/10/2016). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168694 AGR / SC Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1DE-B2AA-563A-6990 e senha A5AA-5A11-4318-93D6 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1DE-B2AA-563A-6990 e senha A5AA-5A11-4318-93D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 031D-0E3A-8C05-DFC8 e senha DB95-D29B-3850-FDC1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 031D-0E3A-8C05-DFC8 e senha DB95-D29B-3850-FDC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750108050
2019-06-07T00:00:00
2019-06-14T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. AMEAÇA (ART. 147, DO CÓDIGO PENAL). AGRAVANTE DO ART. 61, II, "F", DO CÓDIGO PENAL. CABIMENTO. DELITO COMETIDO COM VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. REDIMENSIONAMENTO DA PENA. NÃO CABIMENTO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur405984
Número de páginas: 10. Análise: 29/07/2019, BMP.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
168694
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00061 INC-00002 LET-F ART-00147\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 168694 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. AMEAÇA (ART. 147, DO CÓDIGO PENAL). AGRAVANTE DO ART. 61, II, "F", DO CÓDIGO PENAL. CABIMENTO. DELITO COMETIDO COM VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. REDIMENSIONAMENTO DA PENA. NÃO CABIMENTO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 7 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1A5B-AE21-B971-CC4B e senha 55AD-802B-158A-6DD8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve a pena do recorrente em 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, regime aberto, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos no Recurso Ordinário. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Marco Antonio Savedra foi condenado à pena de 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, em regime aberto, pela prática de crime de ameaça (art. 147, caput, combinado com o art. 61, II, "f", ambos do Código Penal, com incidência da Lei n. 11.340/06). Foi-lhe concedida a suspensão condicional da pena pelo prazo de 2 (dois) anos, mediante a prestação de serviços à comunidade pelo prazo da pena imposta, conforme o art. 78, §1..., do Código Penal. Interposto recurso de Apelação pela defesa, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, por unanimidade, negou provimento ao apelo (processo-crime n. 0018366- 19.2016.8.24.0023) e, de ofício, afastou a imposição do sursis simples (prestação de serviços à comunidade), para que fossem cumpridas apenas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao Recurso Ordinário em habeas corpus, sob o fundamento de que o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve a pena do recorrente em 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, regime aberto, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos no Recurso Ordinário. Consta dos autos, em apertada síntese, que o recorrente Marco Antonio Savedra foi condenado à pena de 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, em regime aberto, pela prática de crime de ameaça (art. 147, caput, combinado com o art. 61, II, "f", ambos do Código Penal, com incidência da Lei n. 11.340/06). Foi-lhe concedida a suspensão condicional da pena pelo prazo de 2 (dois) anos, mediante a prestação de serviços à comunidade pelo prazo da pena imposta, conforme o art. 78, §1..., do Código Penal. Interposto recurso de Apelação pela defesa, a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, por unanimidade, negou provimento ao apelo (processo-crime n. 0018366- 19.2016.8.24.0023) e, de ofício, afastou a imposição do sursis simples (prestação de serviços à comunidade), para que fossem cumpridas apenas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RHC 168694 AGR / SC as condições do sursis especial, nos termos do art. 78, §2..., do Código Penal, conforme a ementa abaixo: APELAÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA (Código Penal Brasileiro, ART. 147). INCIDÊNCIA DA LEI MARIA DA PENHA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DO ACUSADO. 1. PROVA DA AUTORIA. PALAVRAS FIRMES E COERENTES DA VÍTIMA. AMEAÇA DE MORTE. MAL INJUSTO E GRAVE CONFIGURADO. 2. SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. APLICAÇÃO DO SURSIS SIMPLES (Código Penal Brasileiro, ART. 78, §1...). PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE. REAJUSTE. MODALIDADE ESPECIAL (Código Penal Brasileiro, 78, §2...) 1. As palavras da vítima, no sentido de que foi ameaçada de morte pelo acusado, confirmadas pelas dos Policiais Militares responsáveis pelo atendimento da ocorrência, caracterizam suficientemente a autoria do crime de ameaça. 2. Deve ser aplicado o sursis especial, que substitui o simples, quando presentes os requisitos legais, por ser mais benéfico ao acusado. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO; DE OFÍCIO, MODIFICADAS AS CONDIÇÕES DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Contra essa decisão, impetrou-se Habeas Corpus, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, liminarmente, a suspensão dos efeitos da condenação em relação aos excessos de pena impugnados, com efeitos imediatos no cumprimento da pena. No mérito, requereu-se, em linhas gerais, a redução da pena imposta ao recorrente, com o afastamento da incidência da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal. A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, decisão monocrática da lavra do Min. ANTONIO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC as condições do sursis especial, nos termos do art. 78, §2..., do Código Penal, conforme a ementa abaixo: APELAÇÃO CRIMINAL. AMEAÇA (Código Penal Brasileiro, ART. 147). INCIDÊNCIA DA LEI MARIA DA PENHA. SENTENÇA CONDENATÓRIA. RECURSO DO ACUSADO. 1. PROVA DA AUTORIA. PALAVRAS FIRMES E COERENTES DA VÍTIMA. AMEAÇA DE MORTE. MAL INJUSTO E GRAVE CONFIGURADO. 2. SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. APLICAÇÃO DO SURSIS SIMPLES (Código Penal Brasileiro, ART. 78, §1...). PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE. REAJUSTE. MODALIDADE ESPECIAL (Código Penal Brasileiro, 78, §2...) 1. As palavras da vítima, no sentido de que foi ameaçada de morte pelo acusado, confirmadas pelas dos Policiais Militares responsáveis pelo atendimento da ocorrência, caracterizam suficientemente a autoria do crime de ameaça. 2. Deve ser aplicado o sursis especial, que substitui o simples, quando presentes os requisitos legais, por ser mais benéfico ao acusado. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO; DE OFÍCIO, MODIFICADAS AS CONDIÇÕES DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Contra essa decisão, impetrou-se Habeas Corpus, no Superior Tribunal de Justiça, apontando-se como autoridade coatora a Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, objetivando, liminarmente, a suspensão dos efeitos da condenação em relação aos excessos de pena impugnados, com efeitos imediatos no cumprimento da pena. No mérito, requereu-se, em linhas gerais, a redução da pena imposta ao recorrente, com o afastamento da incidência da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal. A liminar foi indeferida. Sobreveio, então, decisão monocrática da lavra do Min. ANTONIO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 168694 AGR / SC SALDANHA PALHEIRO, que denegou o habeas corpus impetrado. Não satisfeita, a defesa interpôs, perante a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Agravo Regimental no Habeas Corpus 461.797/SC, Rel. Min. ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, o qual foi desprovido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIME DE AMEAÇA (ART. 147 DO CÓDIGO PENAL). AGRAVANTE DO ART. 61, II, 'F', DO CÓDIGO PENAL. RITO DA LEI MARIA DA PENHA. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. 1. A incidência da agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea "f", do Código Penal, tem o objetivo de punir mais severamente o agente que pratica a infração prevalecendo-se das relações domésticas, no âmbito do seio familiar, de modo que fica impossibilitado o seu afastamento, porquanto, em relação ao delito capitulado no art. 147 do Código Penal, a incidência da agravante não tem o condão de configurar bis in idem, considerando que o cometimento do delito em âmbito doméstico é circunstância estranha às elementares do tipo de ameaça. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em habeas corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual sustentou que o constrangimento ilegal reside na manutenção da incidência da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, tendo em vista já ter o recorrente sofrido as sanções previstas pela Lei n. 11.340/06. Alegou que "se a prática de crime contra a mulher no contexto familiar e doméstico afasta automaticamente a aplicação de pena mais baixa (multa), resta claro e manifesto que a agravante do art. 61, II, f, do Código Penal Brasileiro, não poderia ser aplicada em respeito ao princípio ne bis in idem.". Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de que fosse afastada a circunstância agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, com o consequente redimensionamento da pena aplicada. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC SALDANHA PALHEIRO, que denegou o habeas corpus impetrado. Não satisfeita, a defesa interpôs, perante a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, Agravo Regimental no Habeas Corpus 461.797/SC, Rel. Min. ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, o qual foi desprovido: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CRIME DE AMEAÇA (ART. 147 DO CÓDIGO PENAL). AGRAVANTE DO ART. 61, II, 'F', DO CÓDIGO PENAL. RITO DA LEI MARIA DA PENHA. BIS IN IDEM. INOCORRÊNCIA. 1. A incidência da agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea "f", do Código Penal, tem o objetivo de punir mais severamente o agente que pratica a infração prevalecendo-se das relações domésticas, no âmbito do seio familiar, de modo que fica impossibilitado o seu afastamento, porquanto, em relação ao delito capitulado no art. 147 do Código Penal, a incidência da agravante não tem o condão de configurar bis in idem, considerando que o cometimento do delito em âmbito doméstico é circunstância estranha às elementares do tipo de ameaça. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. Insatisfeita com a decisão da Corte da Cidadania, a defesa interpôs Recurso Ordinário em habeas corpus, no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no qual sustentou que o constrangimento ilegal reside na manutenção da incidência da agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, tendo em vista já ter o recorrente sofrido as sanções previstas pela Lei n. 11.340/06. Alegou que "se a prática de crime contra a mulher no contexto familiar e doméstico afasta automaticamente a aplicação de pena mais baixa (multa), resta claro e manifesto que a agravante do art. 61, II, f, do Código Penal Brasileiro, não poderia ser aplicada em respeito ao princípio ne bis in idem.". Requereu, assim, o provimento do recurso, a fim de que fosse afastada a circunstância agravante prevista no art. 61, II, "f", do Código Penal, com o consequente redimensionamento da pena aplicada. Por decisão monocrática, neguei provimento ao Recurso Ordinário em habeas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RHC 168694 AGR / SC corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão agravada, "a fim de que seja garantida, em favor do paciente, a exclusão da agravante prevista na alínea "f" do inciso II do art. 61 do Código Penal Brasileiro.". Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC corpus. Neste recurso, a defesa reitera a necessidade de reconsideração da decisão agravada, "a fim de que seja garantida, em favor do paciente, a exclusão da agravante prevista na alínea "f" do inciso II do art. 61 do Código Penal Brasileiro.". Requer, ao final, a retratação da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2CA-85DD-6E04-7EA4 e senha CE8A-272A-7B9B-6802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve a pena do recorrente em 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, regime aberto, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos neste Recurso Ordinário, a saber: Com efeito, conforme já mencionado pela Corte estadual, correto o reconhecimento da agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea 'f', do Código Penal, pois a infração foi cometida com violência contra a mulher, prevalecendo-se o agravante de relações domésticas e de coabitação. A incidência da mencionada agravante tem o objetivo de punir mais severamente o agente que pratica a infração prevalecendo-se das relações domésticas, no âmbito do seio familiar, de modo que resta impossibilitado o seu afastamento, porquanto, em relação ao delito capitulado no art. 147 do Código Penal, a incidência da agravante não tem o condão de configurar bis in idem, considerando que o cometimento do delito em âmbito doméstico é circunstância estranha às elementares do tipo de ameaça. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (Relator): Não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados, pelo que se reafirma o seu teor. Eis a decisão agravada: No caso em tela, o Superior Tribunal de Justiça, na trilha do que foi decidido pelas instâncias ordinárias, especialmente pela recursal, manteve a pena do recorrente em 01 (um) mês e 05 (cinco) dias de detenção, regime aberto, bem como afastou todos os pontos focados na impetração originária e que são repetidos neste Recurso Ordinário, a saber: Com efeito, conforme já mencionado pela Corte estadual, correto o reconhecimento da agravante prevista no art. 61, inciso II, alínea 'f', do Código Penal, pois a infração foi cometida com violência contra a mulher, prevalecendo-se o agravante de relações domésticas e de coabitação. A incidência da mencionada agravante tem o objetivo de punir mais severamente o agente que pratica a infração prevalecendo-se das relações domésticas, no âmbito do seio familiar, de modo que resta impossibilitado o seu afastamento, porquanto, em relação ao delito capitulado no art. 147 do Código Penal, a incidência da agravante não tem o condão de configurar bis in idem, considerando que o cometimento do delito em âmbito doméstico é circunstância estranha às elementares do tipo de ameaça. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168694 AGR / SC De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe de 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/06/2018). Mesmo porque, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/06/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/05/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/03/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/10/2016). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC De fato, a dosimetria da pena está ligada ao mérito da ação penal, ao juízo que é realizado pelo Magistrado sentenciante após a análise do acervo probatório amealhado ao longo da instrução criminal. Daí ser inviável, na via estreita do Habeas Corpus, reavaliar os elementos de convicção, a fim de se redimensionar a sanção. O que está autorizado, segundo reiterada jurisprudência desta CORTE, é apenas o controle da legalidade dos critérios invocados, com a correção de eventuais arbitrariedades (HC 157.023/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 28/06/2018; HC 158.515/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, DJe de 25/06/2018; RHC 156.515/BA, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, DJe de 22/06/2018; HC 144.020 AgR/RJ, Rel. Min. EDSON FACHIN, Segunda Turma, DJe de 13/06/2018; RHC 140.751 AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 13/06/2018 e HC 157.943/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 12/06/2018). Mesmo porque, qualquer conclusão em sentido diverso demandaria o revolvimento de fatos e provas, providência inviável em Habeas Corpus (HC 155.410 AgR/SP, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 27/06/2018; HC 154.119 AgR/PB, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 21/05/2018; HC 152.118 AgR/GO, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 17/05/2018; RHC 142.458 AgR/RR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 23/03/2018; HC 149.954 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 06/02/2018 e RHC 136.511/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 13/10/2016). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o Recurso Ordinário Constitucional não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, §1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RHC 168694 AGR / SC Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Supremo Tribunal Federal RHC 168694 AGR / SC Em conclusão, não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C800-F0AE-12E3-30EC e senha 0E54-1DFB-74CD-004F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1DE-B2AA-563A-6990 e senha A5AA-5A11-4318-93D6 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1DE-B2AA-563A-6990 e senha A5AA-5A11-4318-93D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 031D-0E3A-8C05-DFC8 e senha DB95-D29B-3850-FDC1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168.694 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : MARCO ANTONIO SAVEDRA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 031D-0E3A-8C05-DFC8 e senha DB95-D29B-3850-FDC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168 . 694", "processo", "-", "crime n . 0018366 - 19 . 2016 . 8 . 24 . 0023", "HABEAS CORPUS 168 . 694", "processo", "-", "crime n . 0018366 - 19 . 2016 . 8 .", "Agravo Regimental no Habeas Corpus 461 . 797 / SC", "Agravo Regimental no Habeas Corpus 461 . 797 / SC", "HC 157 . 023 / RJ", "HC 158 . 515 / SP", "RHC 156 . 515 / BA", "HC 144 . 020 AgR / RJ", "RHC 140 . 751 AgR / MG", "HC 157 . 943 / PR", "HC 155 . 410 AgR / SP", "HC 154 . 119 AgR / PB", "HC 152 . 118 AgR / GO", "RHC 142 . 458 AgR / RR", "HC 149 . 954 AgR / SP", "RHC 136 . 511 / SP", "HC 157 . 023 / RJ", "HC 158 . 515 / SP", "RHC 156 . 515 / BA", "HC 144 . 020 AgR / RJ", "RHC 140 . 751 AgR / MG", "HC 157 . 943 / PR", "HC 155 . 410 AgR / SP", "HC 154 . 119 AgR / PB", "HC 152 . 118 AgR / GO", "RHC 142 . 458 AgR / RR", "HC 149 . 954 AgR / SP", "RHC 136 . 511 / SP", "RECURSO", "HABEAS CORPUS 168 . 694", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 168 . 694" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 147 , DO CÓDIGO PENAL", "ART . 61 , II , \" F \" , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 147 , caput , combinado com o", "art . 61 , II , \" f \" , ambos do Código Penal", "Lei n . 11 . 340 / 06", "art . 78 , § 1 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 147 , caput , combinado", "art . 61 , II , \" f \" , ambos do Código Penal", "Lei n . 11 . 340 / 06", "art . 78 , § 1 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 78 , § 2 . . . , do Código Penal", "Código Penal Brasileiro , ART . 147", "LEI MARIA DA PENHA", "Código Penal Brasileiro , ART . 78 , § 1 . . .", "Código Penal Brasileiro , 78 , § 2 . . .", "art . 61 , II , \" f \" , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 78 , § 2 . . . , do Código Penal", "Código Penal Brasileiro , ART . 147", "LEI MARIA DA PENHA", "Código Penal Brasileiro , ART . 78 , § 1 . . .", "Código Penal Brasileiro , 78 , § 2 .", "art . 61 , II , \" f \" , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 147 DO CÓDIGO PENAL", "ART . 61 , II , ' F ' , DO CÓDIGO PENAL", "LEI MARIA DA PENHA", "art . 61 , inciso II , alínea \" f \" , do Código Penal", "art . 147 do Código Penal", "art . 61 , II , \" f \" , do Código Penal", "Lei n . 11 . 340 / 06", "art . 61 , II , f , do Código Penal Brasileiro", "art . 61 , II , \" f \" , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 147 DO CÓDIGO PENAL", "ART . 61 , II , ' F ' , DO CÓDIGO PENAL", "LEI MARIA DA PENHA", "art . 61 , inciso II , alínea \" f \" , do Código Penal", "art . 147 do Código Penal", "art . 61 , II , \" f \" , do Código Penal", "Lei n . 11 . 340 / 06", "art . 61 , II , f , do Código Penal Brasileiro", "art . 61 , II , \" f \" , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea \" f \" do inciso II do art . 61 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea \" f \" do inciso II do art . 61 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 61 , inciso II , alínea ' f ' , do Código Penal", "art . 147 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 61 , inciso II , alínea ' f ' , do Código Penal", "art . 147 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Supremo Tribunal Federal", "RHC", "AGR", "/", "SC", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Corte", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "/", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "/", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SC", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO ANTONIO SAVEDRA", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO ANTONIO SAVEDRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Antonio Savedra", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO ANTONIO SAVEDRA", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Antonio Savedra", "ANTONIO 2", "ANTONIO", "SALDANHA PALHEIRO", "ANTONIO SALDANHA PALHEIRO", "SALDANHA PALHEIRO", "ANTONIO SALDANHA PALHEIRO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO ANTONIO SAVEDRA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO ANTONIO SAVEDRA", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO ANTONIO SAVEDRA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCO ANTONIO SAVEDRA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "06", "/", "2018", "22", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "12", "/", "06", "/", "2018", "27", "/", "06", "/", "2018", "21", "/", "05", "/", "2018", "17", "/", "05", "/", "2018", "23", "/", "03", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2018", "13", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2018", "25", "/", "06", "/", "2018", "22", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "13", "/", "06", "/", "2018", "12", "/", "06", "/", "2018", "27", "/", "06", "/", "2018", "21", "/", "05", "/", "2018", "17", "/", "05", "/", "2018", "23", "/", "03", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2018", "13", "/", "10", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C98C-F9AF-461F-3E5A e senha 5345-2D66-5F52-D1CE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7A3-F352-BC60-3114 e senha E8B0-F11E-3104-2021 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7A3-F352-BC60-3114 e senha E8B0-F11E-3104-2021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Rio Grande do Norte – SINPRF/RN contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, está assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. URP. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. I – Apelação interposta à Sentença proferida nos autos de Embargos à Execução, que julgou Procedente a Pretensão para extinguir Execução de Título Judicial, sob o fundamento de que o Exequente ingressou no Serviço Público Federal após o ano de 1988 e, portanto, não faria jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP de Abril e Maio de 1988. II – Rejeição da preliminar de incompetência absoluta do Juízo sentenciante, uma vez que o STJ possui jurisprudência consolidada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Rio Grande do Norte – SINPRF/RN contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, está assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. URP. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. I – Apelação interposta à Sentença proferida nos autos de Embargos à Execução, que julgou Procedente a Pretensão para extinguir Execução de Título Judicial, sob o fundamento de que o Exequente ingressou no Serviço Público Federal após o ano de 1988 e, portanto, não faria jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP de Abril e Maio de 1988. II – Rejeição da preliminar de incompetência absoluta do Juízo sentenciante, uma vez que o STJ possui jurisprudência consolidada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1179743 AGR / RN no sentido de que a execução individual de sentença condenatória proferida em ação coletiva não segue a regra geral de ser processada perante o mesmo Juízo que decidiu a causa em processo de conhecimento (EDACC 201303991052, HERMAN BENJAMIN, STJ – PRIMEIRA SEÇÃO, DJE DATA: 17/06/2014; AARESP 201400245378, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ – SEGUNDA TURMA, DJE DATA: 19/05/2014; RESP 200802244991, NANCY ANDRIGHI, STJ – TERCEIRA TURMA, DJE DATA: 28/10/2010). Ademais, a alegação deveria ter sido realizada na ação de execução, e não nos embargos à execução, meio de defesa do devedor. III – A Súmula nº 671, do STF, consagrou o direito ao reajuste em tela, assinalando que ‘os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento’. IV – Tratando-se de hipótese em que o ingresso no serviço público deu-se após o ano de 1988, não há diferenças salariais a serem executadas. V – Desprovimento da Apelação.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 5º, XXXVI, da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Supremo Tribunal Federal ARE 1179743 AGR / RN no sentido de que a execução individual de sentença condenatória proferida em ação coletiva não segue a regra geral de ser processada perante o mesmo Juízo que decidiu a causa em processo de conhecimento (EDACC 201303991052, HERMAN BENJAMIN, STJ – PRIMEIRA SEÇÃO, DJE DATA: 17/06/2014; AARESP 201400245378, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ – SEGUNDA TURMA, DJE DATA: 19/05/2014; RESP 200802244991, NANCY ANDRIGHI, STJ – TERCEIRA TURMA, DJE DATA: 28/10/2010). Ademais, a alegação deveria ter sido realizada na ação de execução, e não nos embargos à execução, meio de defesa do devedor. III – A Súmula nº 671, do STF, consagrou o direito ao reajuste em tela, assinalando que ‘os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento’. IV – Tratando-se de hipótese em que o ingresso no serviço público deu-se após o ano de 1988, não há diferenças salariais a serem executadas. V – Desprovimento da Apelação.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 5º, XXXVI, da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1179743 AGR / RN da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento, no ponto, do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe salientar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela parte ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido demonstra que o E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, ao resolver a questão suscitada nos autos, apoiou-se em aspectos fático-probatórios: “Verifica-se, no caso, que o (a) Apelante não faz jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP, tendo em vista que a Súmula 671 do Supremo Tribunal Federal limitou o pagamento ao período de Abril a Maio de 1988, e o seu ingresso no Serviço Público Federal deu-se após o ano de 1988.” Impende destacar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Supremo Tribunal Federal ARE 1179743 AGR / RN da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza o conhecimento, no ponto, do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe salientar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela parte ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido demonstra que o E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, ao resolver a questão suscitada nos autos, apoiou-se em aspectos fático-probatórios: “Verifica-se, no caso, que o (a) Apelante não faz jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP, tendo em vista que a Súmula 671 do Supremo Tribunal Federal limitou o pagamento ao período de Abril a Maio de 1988, e o seu ingresso no Serviço Público Federal deu-se após o ano de 1988.” Impende destacar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1179743 AGR / RN Corte (ARE 1.175.788/RN, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – ARE 1.176.488/RN, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. PAGAMENTO. DIFERENÇAS. URP. ABRIL E MAIO DE 1988. SÚMULA 279/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II – Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos – o que é vedado pela Súmula 279/STF –, e das normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4º, do CPC).” (RE 1.096.900-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Supremo Tribunal Federal ARE 1179743 AGR / RN Corte (ARE 1.175.788/RN, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – ARE 1.176.488/RN, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. PAGAMENTO. DIFERENÇAS. URP. ABRIL E MAIO DE 1988. SÚMULA 279/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II – Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos – o que é vedado pela Súmula 279/STF –, e das normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4º, do CPC).” (RE 1.096.900-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR (40921/DF, 10927/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23C0-437E-BB82-306A e senha 5CDF-55BB-9C6A-105D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR (40921/DF, 10927/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23C0-437E-BB82-306A e senha 5CDF-55BB-9C6A-105D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446173
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur408047
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) RE 1096900 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 30/08/2019, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1179743
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00322\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1179743 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTROVÉRSIA SUSCITADA NO ARE 748.371-RG/MT – MATÉRIA A CUJO RESPEITO NÃO SE RECONHECEU A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C98C-F9AF-461F-3E5A e senha 5345-2D66-5F52-D1CE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7A3-F352-BC60-3114 e senha E8B0-F11E-3104-2021 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7A3-F352-BC60-3114 e senha E8B0-F11E-3104-2021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Rio Grande do Norte – SINPRF/RN contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, está assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. URP. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. I – Apelação interposta à Sentença proferida nos autos de Embargos à Execução, que julgou Procedente a Pretensão para extinguir Execução de Título Judicial, sob o fundamento de que o Exequente ingressou no Serviço Público Federal após o ano de 1988 e, portanto, não faria jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP de Abril e Maio de 1988. II – Rejeição da preliminar de incompetência absoluta do Juízo sentenciante, uma vez que o Superior Tribunal de Justiça possui jurisprudência consolidada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Rio Grande do Norte – SINPRF/RN contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, está assim ementado: “PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. URP. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. I – Apelação interposta à Sentença proferida nos autos de Embargos à Execução, que julgou Procedente a Pretensão para extinguir Execução de Título Judicial, sob o fundamento de que o Exequente ingressou no Serviço Público Federal após o ano de 1988 e, portanto, não faria jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP de Abril e Maio de 1988. II – Rejeição da preliminar de incompetência absoluta do Juízo sentenciante, uma vez que o Superior Tribunal de Justiça possui jurisprudência consolidada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1179743 AGR / RN no sentido de que a execução individual de sentença condenatória proferida em ação coletiva não segue a regra geral de ser processada perante o mesmo Juízo que decidiu a causa em processo de conhecimento (EDACC 201303991052, HERMAN BENJAMIN, Superior Tribunal de Justiça – PRIMEIRA SEÇÃO, DJE DATA: 17/06/2014; AARESP 201400245378, MAURO CAMPBELL MARQUES, Superior Tribunal de Justiça – SEGUNDA TURMA, DJE DATA: 19/05/2014; RESP 200802244991, NANCY ANDRIGHI, Superior Tribunal de Justiça – TERCEIRA TURMA, DJE DATA: 28/10/2010). Ademais, a alegação deveria ter sido realizada na ação de execução, e não nos embargos à execução, meio de defesa do devedor. III – A Súmula n 671, do Supremo Tribunal Federal, consagrou o direito ao reajuste em tela, assinalando que ‘os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento’. IV – Tratando-se de hipótese em que o ingresso no serviço público deu-se após o ano de 1988, não há diferenças salariais a serem executadas. V – Desprovimento da Apelação.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 5..., XXXVI, da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Supremo Tribunal Federal ARE 1179743 AGR / RN no sentido de que a execução individual de sentença condenatória proferida em ação coletiva não segue a regra geral de ser processada perante o mesmo Juízo que decidiu a causa em processo de conhecimento (EDACC 201303991052, HERMAN BENJAMIN, Superior Tribunal de Justiça – PRIMEIRA SEÇÃO, DJE DATA: 17/06/2014; AARESP 201400245378, MAURO CAMPBELL MARQUES, Superior Tribunal de Justiça – SEGUNDA TURMA, DJE DATA: 19/05/2014; RESP 200802244991, NANCY ANDRIGHI, Superior Tribunal de Justiça – TERCEIRA TURMA, DJE DATA: 28/10/2010). Ademais, a alegação deveria ter sido realizada na ação de execução, e não nos embargos à execução, meio de defesa do devedor. III – A Súmula n 671, do Supremo Tribunal Federal, consagrou o direito ao reajuste em tela, assinalando que ‘os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento’. IV – Tratando-se de hipótese em que o ingresso no serviço público deu-se após o ano de 1988, não há diferenças salariais a serem executadas. V – Desprovimento da Apelação.” A parte ora agravante, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o preceito inscrito no art. 5..., XXXVI, da Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o Supremo Tribunal Federal, apreciando a ocorrência, ou não, de controvérsia alegadamente impregnada de transcendência, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 748.371-RG/MT, Rel. Min. GILMAR MENDES, por tratar-se de litígio referente a matéria infraconstitucional, fazendo-o em decisão assim ementada: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1179743 AGR / RN da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento, no ponto, do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe salientar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela parte ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido demonstra que o E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, ao resolver a questão suscitada nos autos, apoiou-se em aspectos fático-probatórios: “Verifica-se, no caso, que o (a) Apelante não faz jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP, tendo em vista que a Súmula 671 do Supremo Tribunal Federal limitou o pagamento ao período de Abril a Maio de 1988, e o seu ingresso no Serviço Público Federal deu-se após o ano de 1988.” Impende destacar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Supremo Tribunal Federal ARE 1179743 AGR / RN da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza o conhecimento, no ponto, do recurso extraordinário interposto pela parte ora agravante. Cabe salientar, ainda, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela parte ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido demonstra que o E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, ao resolver a questão suscitada nos autos, apoiou-se em aspectos fático-probatórios: “Verifica-se, no caso, que o (a) Apelante não faz jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP, tendo em vista que a Súmula 671 do Supremo Tribunal Federal limitou o pagamento ao período de Abril a Maio de 1988, e o seu ingresso no Serviço Público Federal deu-se após o ano de 1988.” Impende destacar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1179743 AGR / RN Corte (ARE 1.175.788/RN, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – ARE 1.176.488/RN, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. PAGAMENTO. DIFERENÇAS. URP. ABRIL E MAIO DE 1988. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II – Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos – o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal –, e das normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).” (Recurso Extraordinário 1.096.900-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Supremo Tribunal Federal ARE 1179743 AGR / RN Corte (ARE 1.175.788/RN, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – ARE 1.176.488/RN, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REITERAÇÃO DA TESE DO RECURSO INADMITIDO. SUBSISTÊNCIA DA DECISÃO AGRAVADA. PAGAMENTO. DIFERENÇAS. URP. ABRIL E MAIO DE 1988. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – As razões do agravo regimental são inaptas para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, que, por isso, se mantêm hígidos. II – Para dissentir do acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos – o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal –, e das normas infraconstitucionais, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).” (Recurso Extraordinário 1.096.900-AgR/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BD7B-124A-3E9B-E398 e senha 16C0-9152-72B5-60FE Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR (40921/DF, 10927/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23C0-437E-BB82-306A e senha 5CDF-55BB-9C6A-105D Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.179.743 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : SINPRF/RN SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR (40921/DF, 10927/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 23C0-437E-BB82-306A e senha 5CDF-55BB-9C6A-105D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 179 . 743", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "EDACC", "AARESP 201400245378", "RESP 200802244991", "Súmula n 671 , do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AARESP 201400245378", "RESP 200802244991", "Súmula n 671 , do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "ARE 1179743 AGR / RN", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 671 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1179743 AGR / RN", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 671 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1179743 AGR / RN", "ARE 1 . 175 . 788 / RN", "ARE 1 . 176 . 488 / RN", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 096 . 900 - AgR / DF", "ARE 1179743 AGR / RN", "ARE 1 . 175 . 788 / RN", "ARE 1 . 176 . 488 / RN", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 096 . 900 - AgR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 179 . 743" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 322 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 322 do RISTF", "Emenda Regimental n 21 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SINPRF", "/", "RN", "SINDICATO DOS POLICIAIS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINPRF", "/", "RN", "SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINPRF", "/", "RN", "SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Rio Grande do Norte", "SINPRF", "/", "RN", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado do Rio Grande do Norte", "SINPRF", "/", "RN", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "PRIMEIRA SEÇÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "TERCEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "PRIMEIRA", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "TERCEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINPRF", "/", "RN", "SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINPRF", "/", "RN", "SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE", "RODOVALHO DE ALENCAR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE", "RODOVALHO DE ALENCAR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO ARE", "HERMAN BENJAMIN", "MAURO CAMPBELL MARQUES", "NANCY ANDRIGHI", "GILMAR MENDES", "HERMAN BENJAMIN", "MAURO CAMPBELL MARQUES", "NANCY ANDRIGHI", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE", "RODOVALHO DE ALENCAR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "1988", "Abril e Maio de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "1988", "Abril e Maio de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2014", "19", "/", "05", "/", "2014", "28", "/", "10", "/", "2010", "abril", "/", "maio de 1988", "abril e maio de 1988", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "06", "/", "2014", "19", "/", "05", "/", "2014", "28", "/", "10", "/", "2010", "abril", "/", "maio de 1988", "abril e maio de 1988", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "Abril a Maio de 1988", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "Abril a Maio de 1988", "1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "ABRIL", "24", "/", "08", "/", "2001", "ABRIL", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) :HAMIR DE FREITAS NADUR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1º, do RI/STF. Precedente. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 52A8-999A-3371-1B90 e senha FCFF-9B55-EF3B-8164 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) :HAMIR DE FREITAS NADUR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 12.04.2019, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que não foi apresentada a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença de repercussão geral da questão constitucional. 2. A parte agravante alega que, “com o advento do Código de Processo Civil/2015, a abertura de tópico preliminar para demonstrar a existência de repercussão geral deixou de ser uma exigência para a admissibilidade do recurso extraordinário, bastando apenas que esteja demonstrada, ainda que nas próprias razões recursais, a repercussão geral para a admissibilidade do recurso”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF1-8485-74B9-CDA5 e senha F4E3-CC90-93E9-9249 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) :HAMIR DE FREITAS NADUR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 12.04.2019, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que não foi apresentada a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença de repercussão geral da questão constitucional. 2. A parte agravante alega que, “com o advento do Código de Processo Civil/2015, a abertura de tópico preliminar para demonstrar a existência de repercussão geral deixou de ser uma exigência para a admissibilidade do recurso extraordinário, bastando apenas que esteja demonstrada, ainda que nas próprias razões recursais, a repercussão geral para a admissibilidade do recurso”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF1-8485-74B9-CDA5 e senha F4E3-CC90-93E9-9249 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1º, do RI/STF. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 713.080-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FAMÍLIA. ALIMENTOS. EXECUÇÃO. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE CÁLCULOS JUDICIAIS. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CPC E ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 2. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DBA-0D5C-8BED-2453 e senha 802C-E7B3-8074-5D9E Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1º, do RI/STF. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 713.080-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FAMÍLIA. ALIMENTOS. EXECUÇÃO. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE CÁLCULOS JUDICIAIS. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CPC E ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 2. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DBA-0D5C-8BED-2453 e senha 802C-E7B3-8074-5D9E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1153484 AGR-SEGUNDO / SP sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07: II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1 . Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2º; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal (Art. 543-A, § 2º). […] 4. Agravo Regimental desprovido.” 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DBA-0D5C-8BED-2453 e senha 802C-E7B3-8074-5D9E Supremo Tribunal Federal RE 1153484 AGR-SEGUNDO / SP sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07: II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1 . Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2º; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal (Art. 543-A, § 2º). […] 4. Agravo Regimental desprovido.” 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DBA-0D5C-8BED-2453 e senha 802C-E7B3-8074-5D9E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) : HAMIR DE FREITAS NADUR (270042/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE60-B3B2-BB45-5787 e senha DCE5-0819-E0FA-CC7D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) : HAMIR DE FREITAS NADUR (270042/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE60-B3B2-BB45-5787 e senha DCE5-0819-E0FA-CC7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446531
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1º, do RI/STF. Precedente. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur407909
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) ARE 713080 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 19/08/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1153484
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 1153484 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) : HAMIR DE FREITAS NADUR AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) :HAMIR DE FREITAS NADUR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. SEGUNDO AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. Precedente. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 52A8-999A-3371-1B90 e senha FCFF-9B55-EF3B-8164 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) :HAMIR DE FREITAS NADUR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 12.04.2019, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que não foi apresentada a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença de repercussão geral da questão constitucional. 2. A parte agravante alega que, “com o advento do Código de Processo Civil/2015, a abertura de tópico preliminar para demonstrar a existência de repercussão geral deixou de ser uma exigência para a admissibilidade do recurso extraordinário, bastando apenas que esteja demonstrada, ainda que nas próprias razões recursais, a repercussão geral para a admissibilidade do recurso”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF1-8485-74B9-CDA5 e senha F4E3-CC90-93E9-9249 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) :HAMIR DE FREITAS NADUR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno interposto em 12.04.2019, cujo objeto é decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, sob o fundamento de que não foi apresentada a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença de repercussão geral da questão constitucional. 2. A parte agravante alega que, “com o advento do Código de Processo Civil/2015, a abertura de tópico preliminar para demonstrar a existência de repercussão geral deixou de ser uma exigência para a admissibilidade do recurso extraordinário, bastando apenas que esteja demonstrada, ainda que nas próprias razões recursais, a repercussão geral para a admissibilidade do recurso”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF1-8485-74B9-CDA5 e senha F4E3-CC90-93E9-9249 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 713.080-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FAMÍLIA. ALIMENTOS. EXECUÇÃO. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE CÁLCULOS JUDICIAIS. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil E ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 2. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DBA-0D5C-8BED-2453 e senha 802C-E7B3-8074-5D9E Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 3. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. Nessa linha, veja-se a ementa do ARE 713.080-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FAMÍLIA. ALIMENTOS. EXECUÇÃO. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DISCUSSÃO SOBRE CÁLCULOS JUDICIAIS. AUSÊNCIA DA PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil E ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 2. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DBA-0D5C-8BED-2453 e senha 802C-E7B3-8074-5D9E Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1153484 AGR-SEGUNDO / SP sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07: II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1 . Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2...; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal (Art. 543-A, § 2...). […] 4. Agravo Regimental desprovido.” 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DBA-0D5C-8BED-2453 e senha 802C-E7B3-8074-5D9E Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1153484 AGR-SEGUNDO / SP sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07: II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1 . Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2...; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal (Art. 543-A, § 2...). […] 4. Agravo Regimental desprovido.” 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DBA-0D5C-8BED-2453 e senha 802C-E7B3-8074-5D9E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) : HAMIR DE FREITAS NADUR (270042/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE60-B3B2-BB45-5787 e senha DCE5-0819-E0FA-CC7D Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.153.484 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RODRIGO SA SUNAHARA ADV.(A/S) : HAMIR DE FREITAS NADUR (270042/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE60-B3B2-BB45-5787 e senha DCE5-0819-E0FA-CC7D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 153 . 484", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 153 . 484", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 153 . 484", "ARE 713 . 080 - AgR", "AI n . 664 . 567", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 153 . 484", "ARE 713 . 080 - AgR", "Questão", "Recurso Extraordinário 1153484 AGR - SEGUNDO / SP", "AI n . 664 . 567", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1153484 AGR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 153 . 484" ], "LEGISLACAO": [ "art . 327 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "ART . 327 , § 1 . . . , DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "ART . 327 , § 1 . . . , DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "C", ".", "Pr", "RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "C", ".", "Pr", "RISTF", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SEGUNDO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "SP", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "RODRIGO SA SUNAHARA", "HAMIR DE FREITAS NADUR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RODRIGO SA SUNAHARA", "HAMIR DE FREITAS NADUR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "RODRIGO SA SUNAHARA", "HAMIR DE FREITAS NADUR", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "ROBERTO BARROSO", "RODRIGO SA SUNAHARA", "HAMIR DE FREITAS NADUR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "RODRIGO SA SUNAHARA", "HAMIR DE FREITAS NADUR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21 a 27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "12", ".", "04", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "12", ".", "04", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "6", ".", "9", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "6", ".", "9", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "9", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) :FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Contagem do tempo de serviço prestado no regime celetista. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EEF-88EA-C175-C167 e senha 802C-DA74-4F8C-9FA6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1190113 AGR / RS Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EEF-88EA-C175-C167 e senha 802C-DA74-4F8C-9FA6 Supremo Tribunal Federal ARE 1190113 AGR / RS Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EEF-88EA-C175-C167 e senha 802C-DA74-4F8C-9FA6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) :FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC4-B05F-6EF7-D5C0 e senha 0D17-EEDA-8CED-4DAC Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) :FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC4-B05F-6EF7-D5C0 e senha 0D17-EEDA-8CED-4DAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 280/STF. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público federal. Licença para tratamento de saúde. Tempo de serviço celetista. Contagem no regime estatutário. Leis nº 8.112/90 e 9.650/98. Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Artigo 1.033 do CPC/2015. Inaplicabilidade. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A decisão agravada foi publicada em 25/3/11, destarte não há falar em aplicação do disposto no art. 1.033 do CPC/15 à hipótese. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega que foram violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 3. O recurso extraordinário não se presta para o exame de matéria infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 4. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois houve compensação dos honorários advocatícios na origem. 5. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC).” (ARE nº 1.111.789/DF-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 21/6/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6329-2A8D-D51E-3CE7 e senha EB46-0806-3EA5-F3D7 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 280/STF. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público federal. Licença para tratamento de saúde. Tempo de serviço celetista. Contagem no regime estatutário. Leis nº 8.112/90 e 9.650/98. Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Artigo 1.033 do CPC/2015. Inaplicabilidade. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A decisão agravada foi publicada em 25/3/11, destarte não há falar em aplicação do disposto no art. 1.033 do CPC/15 à hipótese. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega que foram violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 3. O recurso extraordinário não se presta para o exame de matéria infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 4. Não se aplica o art. 85, § 11, do CPC, pois houve compensação dos honorários advocatícios na origem. 5. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC).” (ARE nº 1.111.789/DF-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 21/6/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6329-2A8D-D51E-3CE7 e senha EB46-0806-3EA5-F3D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190113 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO NO REGIME CELETISTA. LEI ESTADUAL Nº 10.098/1994. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (RE nº 873.022/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/12/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor Público. Adicional por tempo de serviço. Contagem de tempo de serviço prestado em empresas públicas e em sociedades de economia mista para fins de concessão da gratificação. Matéria de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição. Súmula 280/STF. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 719.532/MS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 22/5/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6329-2A8D-D51E-3CE7 e senha EB46-0806-3EA5-F3D7 Supremo Tribunal Federal ARE 1190113 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO NO REGIME CELETISTA. LEI ESTADUAL Nº 10.098/1994. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (RE nº 873.022/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/12/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor Público. Adicional por tempo de serviço. Contagem de tempo de serviço prestado em empresas públicas e em sociedades de economia mista para fins de concessão da gratificação. Matéria de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição. Súmula 280/STF. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 719.532/MS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 22/5/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6329-2A8D-D51E-3CE7 e senha EB46-0806-3EA5-F3D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) : FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA (38154/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2173-685B-96AA-7228 e senha E8B7-BB9E-BF9E-7497 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) : FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA (38154/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2173-685B-96AA-7228 e senha E8B7-BB9E-BF9E-7497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750180792
2019-06-07T00:00:00
2019-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Contagem do tempo de serviço prestado no regime celetista. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur406701
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280/STF) ARE 719532 AgR (2ªT), RE 873022 AgR (1ªT), ARE 1111789 ED-AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 20/08/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1190113
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1190113 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) : FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) :FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Contagem do tempo de serviço prestado no regime celetista. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EEF-88EA-C175-C167 e senha 802C-DA74-4F8C-9FA6 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1190113 AGR / RS Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EEF-88EA-C175-C167 e senha 802C-DA74-4F8C-9FA6 Supremo Tribunal Federal ARE 1190113 AGR / RS Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EEF-88EA-C175-C167 e senha 802C-DA74-4F8C-9FA6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) :FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC4-B05F-6EF7-D5C0 e senha 0D17-EEDA-8CED-4DAC Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) :FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1FC4-B05F-6EF7-D5C0 e senha 0D17-EEDA-8CED-4DAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público federal. Licença para tratamento de saúde. Tempo de serviço celetista. Contagem no regime estatutário. Leis n 8.112/90 e 9.650/98. Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Artigo 1.033 do Código de Processo Civil/2015. Inaplicabilidade. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A decisão agravada foi publicada em 25/3/11, destarte não há falar em aplicação do disposto no art. 1.033 do Código de Processo Civil/15 à hipótese. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega que foram violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 3. O recurso extraordinário não se presta para o exame de matéria infraconstitucional. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 4. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois houve compensação dos honorários advocatícios na origem. 5. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).” (ARE n 1.111.789/DF-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 21/6/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6329-2A8D-D51E-3CE7 e senha EB46-0806-3EA5-F3D7 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confira-se: “Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público federal. Licença para tratamento de saúde. Tempo de serviço celetista. Contagem no regime estatutário. Leis n 8.112/90 e 9.650/98. Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Artigo 1.033 do Código de Processo Civil/2015. Inaplicabilidade. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A decisão agravada foi publicada em 25/3/11, destarte não há falar em aplicação do disposto no art. 1.033 do Código de Processo Civil/15 à hipótese. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega que foram violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 3. O recurso extraordinário não se presta para o exame de matéria infraconstitucional. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 4. Não se aplica o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois houve compensação dos honorários advocatícios na origem. 5. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).” (ARE n 1.111.789/DF-AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 21/6/18). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6329-2A8D-D51E-3CE7 e senha EB46-0806-3EA5-F3D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190113 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO NO REGIME CELETISTA. LEI ESTADUAL n 10.098/1994. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 873.022/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/12/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor Público. Adicional por tempo de serviço. Contagem de tempo de serviço prestado em empresas públicas e em sociedades de economia mista para fins de concessão da gratificação. Matéria de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 719.532/MS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 22/5/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6329-2A8D-D51E-3CE7 e senha EB46-0806-3EA5-F3D7 Supremo Tribunal Federal ARE 1190113 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO NO REGIME CELETISTA. LEI ESTADUAL n 10.098/1994. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 873.022/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/12/15). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor Público. Adicional por tempo de serviço. Contagem de tempo de serviço prestado em empresas públicas e em sociedades de economia mista para fins de concessão da gratificação. Matéria de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição. Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 719.532/MS- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 22/5/14). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6329-2A8D-D51E-3CE7 e senha EB46-0806-3EA5-F3D7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) : FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA (38154/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2173-685B-96AA-7228 e senha E8B7-BB9E-BF9E-7497 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.113 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : HILDEBRANDO DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : RAQUEL GASPERIN WANDERLEY ADV.(A/S) : FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA (38154/RS) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2173-685B-96AA-7228 e senha E8B7-BB9E-BF9E-7497 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 190 . 113", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 111 . 789 / DF - AgR", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 111 . 789 / DF - AgR", "ARE 1190113 AGR / RS", "SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 873 . 022 / RS - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 719 . 532 / MS - AgR", "ARE 1190113 AGR / RS", "SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 873 . 022 / RS - AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 719 . 532 / MS - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis n 8 . 112 / 90", "9", ".", "650", "/", "98", "Código de Processo Civil / 1973", "Artigo 1 . 033 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil / 15", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis n 8 . 112 / 90", "9", ".", "650", "/", "98", "Código de Processo Civil / 1973", "Artigo 1 . 033 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 033 do Código de Processo Civil / 15", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 10 . 098 / 1994", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL n 10 . 098 / 1994", "Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 .", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "HILDEBRANDO DE ALMEIDA", "RAQUEL GASPERIN WANDERLEY", "FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "HILDEBRANDO DE ALMEIDA", "RAQUEL GASPERIN WANDERLEY", "FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "HILDEBRANDO DE ALMEIDA", "RAQUEL GASPERIN WANDERLEY", "FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "HILDEBRANDO DE ALMEIDA", "RAQUEL GASPERIN WANDERLEY", "FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "HILDEBRANDO DE ALMEIDA", "RAQUEL GASPERIN WANDERLEY", "FABIO MIGUEL BARRICHELLO DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "5", "6", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "25", "/", "3", "/", "11", "21", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "25", "/", "3", "/", "11", "21", "/", "6", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "12", "/", "15", "22", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "12", "/", "15", "22", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :RENATO LOBO GUIMARAES ADV.(A/S) :MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :DIRCEU MARCELO HOFFMANN Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. 4. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de Junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4AB-C641-8A85-7676 e senha 2558-84E0-076E-B3E1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :RENATO LOBO GUIMARAES ADV.(A/S) :MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :DIRCEU MARCELO HOFFMANN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “(...) no que tange à alegada ofensa à cláusula de reserva de plenário, o Tribunal de origem não afastou a incidência da Lei Complementar 108/2001, limitando-se, apenas, a aferir a aplicação da referida legislação ao caso dos autos. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SAT/RAT. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do STF, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. II – Acórdão recorrido efetuou o controle da legalidade do Decreto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-1CD9-5A6A-1E9E e senha EF3F-8555-6FCF-0853 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :RENATO LOBO GUIMARAES ADV.(A/S) :MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :DIRCEU MARCELO HOFFMANN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “(...) no que tange à alegada ofensa à cláusula de reserva de plenário, o Tribunal de origem não afastou a incidência da Lei Complementar 108/2001, limitando-se, apenas, a aferir a aplicação da referida legislação ao caso dos autos. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SAT/RAT. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do STF, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. II – Acórdão recorrido efetuou o controle da legalidade do Decreto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-1CD9-5A6A-1E9E e senha EF3F-8555-6FCF-0853 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1188977 AGR / SE 6.042/2007. Não ocorrência de violação da cláusula de reserva de plenário. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 959.178 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.3.2017) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10.TERCEIRIZAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DA LEI. 1. Não viola a reserva de plenário decisão que realiza interpretação sistemática da legislação infraconstitucional sem esvaziá-la. 2. Agravo regimental desprovido, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § §4º e 5º, do CPC/2015.’ (RCL 21.317 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.2016) Ademais, ressalte-se que esta Corte, quando do julgamento do RE 586.453 (tema 190), Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 6.6.2013, firmou entendimento no sentido de que ‘compete à Justiça Comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência com o propósito de obter complementação de aposentadoria, mantendo-se na Justiça Federal do Trabalho, até o trânsito em julgado e correspondente execução, todas as causas dessa espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até 20/2/2013’. grifei Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido”. (eDOC 151) No agravo regimental, reitera-se em síntese a necessidade da extinção do vínculo empregatício com a patrocinadora como requisito para a concessão de complementação de aposentadoria. (eDOC 152) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 157. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-1CD9-5A6A-1E9E e senha EF3F-8555-6FCF-0853 Supremo Tribunal Federal ARE 1188977 AGR / SE 6.042/2007. Não ocorrência de violação da cláusula de reserva de plenário. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 959.178 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.3.2017) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10.TERCEIRIZAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DA LEI. 1. Não viola a reserva de plenário decisão que realiza interpretação sistemática da legislação infraconstitucional sem esvaziá-la. 2. Agravo regimental desprovido, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § §4º e 5º, do CPC/2015.’ (RCL 21.317 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.2016) Ademais, ressalte-se que esta Corte, quando do julgamento do RE 586.453 (tema 190), Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 6.6.2013, firmou entendimento no sentido de que ‘compete à Justiça Comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência com o propósito de obter complementação de aposentadoria, mantendo-se na Justiça Federal do Trabalho, até o trânsito em julgado e correspondente execução, todas as causas dessa espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até 20/2/2013’. grifei Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido”. (eDOC 151) No agravo regimental, reitera-se em síntese a necessidade da extinção do vínculo empregatício com a patrocinadora como requisito para a concessão de complementação de aposentadoria. (eDOC 152) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 157. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-1CD9-5A6A-1E9E e senha EF3F-8555-6FCF-0853 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal a quo, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 108/2001), consignou que a Petrobras Distribuidora S.A. e a Fundação Petrobras de Seguridade Social (PETROS) são solidariamente responsáveis pelo pagamento de complementação de aposentadoria da parte autora, não sendo necessário o desligamento do empregado para a percepção da suplementação de aposentadoria junto a Petros, tendo em vista não constar tal requisito no regulamento que lhe é aplicável. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE BENEFÍCIO DE ACORDO COM AS REGRAS VIGENTES NO PERÍODO DE ADESÃO AO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. (ARE 742.083 RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 1º.7.2013) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C5-BFA1-2D5A-F0B9 e senha 2D5E-6EBC-7136-30A2 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal a quo, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 108/2001), consignou que a Petrobras Distribuidora S.A. e a Fundação Petrobras de Seguridade Social (PETROS) são solidariamente responsáveis pelo pagamento de complementação de aposentadoria da parte autora, não sendo necessário o desligamento do empregado para a percepção da suplementação de aposentadoria junto a Petros, tendo em vista não constar tal requisito no regulamento que lhe é aplicável. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE BENEFÍCIO DE ACORDO COM AS REGRAS VIGENTES NO PERÍODO DE ADESÃO AO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. (ARE 742.083 RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 1º.7.2013) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C5-BFA1-2D5A-F0B9 e senha 2D5E-6EBC-7136-30A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1188977 AGR / SE “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ALTERAÇÃO NO PLANO DE PREVIDÊNCIA. FORMA DE CUSTEIO. LEI COMPLEMENTAR 109/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. RECEBIMENTO DA COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA NOS TERMOS DAS REGRAS VIGENTES QUANDO DA ADESÃO AO PLANO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 742.083. AGRAVO DESPROVIDO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE- AgR 1.164.858, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 8.11.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C5-BFA1-2D5A-F0B9 e senha 2D5E-6EBC-7136-30A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1188977 AGR / SE “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ALTERAÇÃO NO PLANO DE PREVIDÊNCIA. FORMA DE CUSTEIO. LEI COMPLEMENTAR 109/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. RECEBIMENTO DA COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA NOS TERMOS DAS REGRAS VIGENTES QUANDO DA ADESÃO AO PLANO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 742.083. AGRAVO DESPROVIDO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE- AgR 1.164.858, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 8.11.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C5-BFA1-2D5A-F0B9 e senha 2D5E-6EBC-7136-30A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : RENATO LOBO GUIMARAES (14517/DF, 19112/GO) ADV.(A/S) : MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA (013418/DF) AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : DIRCEU MARCELO HOFFMANN (1031A/BA, 02124/A/DF, 16538/GO, 144035/MG, 289453/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5402-D684-28B9-6E74 e senha 7FF2-7C45-CE28-86F7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : RENATO LOBO GUIMARAES (14517/DF, 19112/GO) ADV.(A/S) : MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA (013418/DF) AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : DIRCEU MARCELO HOFFMANN (1031A/BA, 02124/A/DF, 16538/GO, 144035/MG, 289453/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5402-D684-28B9-6E74 e senha 7FF2-7C45-CE28-86F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446238
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. 4. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408108
- Acórdão(s) citado(s): (PREVIDÊNCIA PRIVADA, COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 742083 RG, ARE 1164858 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 27/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1188977
[ "LEG-FED LCP-000108 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1188977 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : RENATO LOBO GUIMARAES ADV.(A/S) : MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : DIRCEU MARCELO HOFFMANN
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :RENATO LOBO GUIMARAES ADV.(A/S) :MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :DIRCEU MARCELO HOFFMANN Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. 4. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de Junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D4AB-C641-8A85-7676 e senha 2558-84E0-076E-B3E1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :RENATO LOBO GUIMARAES ADV.(A/S) :MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :DIRCEU MARCELO HOFFMANN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “(...) no que tange à alegada ofensa à cláusula de reserva de plenário, o Tribunal de origem não afastou a incidência da Lei Complementar 108/2001, limitando-se, apenas, a aferir a aplicação da referida legislação ao caso dos autos. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SAT/RAT. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. II – Acórdão recorrido efetuou o controle da legalidade do Decreto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-1CD9-5A6A-1E9E e senha EF3F-8555-6FCF-0853 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) :RENATO LOBO GUIMARAES ADV.(A/S) :MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :DIRCEU MARCELO HOFFMANN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “(...) no que tange à alegada ofensa à cláusula de reserva de plenário, o Tribunal de origem não afastou a incidência da Lei Complementar 108/2001, limitando-se, apenas, a aferir a aplicação da referida legislação ao caso dos autos. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SAT/RAT. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para haver violação da cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição e na Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, por órgão fracionário de Tribunal, é preciso que haja uma declaração explícita de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, ou implícita, no caso de afastamento da norma com base em fundamento constitucional. II – Acórdão recorrido efetuou o controle da legalidade do Decreto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-1CD9-5A6A-1E9E e senha EF3F-8555-6FCF-0853 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1188977 AGR / SE 6.042/2007. Não ocorrência de violação da cláusula de reserva de plenário. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 959.178 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.3.2017) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10.TERCEIRIZAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DA LEI. 1. Não viola a reserva de plenário decisão que realiza interpretação sistemática da legislação infraconstitucional sem esvaziá-la. 2. Agravo regimental desprovido, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § §4... e 5..., do Código de Processo Civil/2015.’ (RCL 21.317 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.2016) Ademais, ressalte-se que esta Corte, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 586.453 (tema 190), Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 6.6.2013, firmou entendimento no sentido de que ‘compete à Justiça Comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência com o propósito de obter complementação de aposentadoria, mantendo-se na Justiça Federal do Trabalho, até o trânsito em julgado e correspondente execução, todas as causas dessa espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até 20/2/2013’. grifei Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido”. (eDOC 151) No agravo regimental, reitera-se em síntese a necessidade da extinção do vínculo empregatício com a patrocinadora como requisito para a concessão de complementação de aposentadoria. (eDOC 152) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 157. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-1CD9-5A6A-1E9E e senha EF3F-8555-6FCF-0853 Supremo Tribunal Federal ARE 1188977 AGR / SE 6.042/2007. Não ocorrência de violação da cláusula de reserva de plenário. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ (ARE 959.178 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.3.2017) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGADA OFENSA À SÚMULA VINCULANTE 10.TERCEIRIZAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DA LEI. 1. Não viola a reserva de plenário decisão que realiza interpretação sistemática da legislação infraconstitucional sem esvaziá-la. 2. Agravo regimental desprovido, com aplicação de multa prevista no art. 1.021, § §4... e 5..., do Código de Processo Civil/2015.’ (RCL 21.317 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.2016) Ademais, ressalte-se que esta Corte, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 586.453 (tema 190), Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 6.6.2013, firmou entendimento no sentido de que ‘compete à Justiça Comum o processamento de demandas ajuizadas contra entidades privadas de previdência com o propósito de obter complementação de aposentadoria, mantendo-se na Justiça Federal do Trabalho, até o trânsito em julgado e correspondente execução, todas as causas dessa espécie em que houver sido proferida sentença de mérito até 20/2/2013’. grifei Dessa orientação não divergiu o acórdão recorrido”. (eDOC 151) No agravo regimental, reitera-se em síntese a necessidade da extinção do vínculo empregatício com a patrocinadora como requisito para a concessão de complementação de aposentadoria. (eDOC 152) Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 157. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DB23-1CD9-5A6A-1E9E e senha EF3F-8555-6FCF-0853 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal a quo, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 108/2001), consignou que a Petrobras Distribuidora S.A. e a Fundação Petrobras de Seguridade Social (PETROS) são solidariamente responsáveis pelo pagamento de complementação de aposentadoria da parte autora, não sendo necessário o desligamento do empregado para a percepção da suplementação de aposentadoria junto a Petros, tendo em vista não constar tal requisito no regulamento que lhe é aplicável. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE BENEFÍCIO DE ACORDO COM AS REGRAS VIGENTES NO PERÍODO DE ADESÃO AO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. (ARE 742.083 RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 1....7.2013) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C5-BFA1-2D5A-F0B9 e senha 2D5E-6EBC-7136-30A2 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 SERGIPE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal a quo, ao examinar a legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 108/2001), consignou que a Petrobras Distribuidora S.A. e a Fundação Petrobras de Seguridade Social (PETROS) são solidariamente responsáveis pelo pagamento de complementação de aposentadoria da parte autora, não sendo necessário o desligamento do empregado para a percepção da suplementação de aposentadoria junto a Petros, tendo em vista não constar tal requisito no regulamento que lhe é aplicável. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “PREVIDENCIÁRIO. DIREITO ADQUIRIDO AO RECEBIMENTO DE COMPLEMENTAÇÃO DE BENEFÍCIO DE ACORDO COM AS REGRAS VIGENTES NO PERÍODO DE ADESÃO AO PLANO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. (ARE 742.083 RG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 1....7.2013) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C5-BFA1-2D5A-F0B9 e senha 2D5E-6EBC-7136-30A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1188977 AGR / SE “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ALTERAÇÃO NO PLANO DE PREVIDÊNCIA. FORMA DE CUSTEIO. LEI COMPLEMENTAR 109/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. RECEBIMENTO DA COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA NOS TERMOS DAS REGRAS VIGENTES QUANDO DA ADESÃO AO PLANO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 742.083. AGRAVO DESPROVIDO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE- AgR 1.164.858, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 8.11.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C5-BFA1-2D5A-F0B9 e senha 2D5E-6EBC-7136-30A2 Supremo Tribunal Federal ARE 1188977 AGR / SE “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ALTERAÇÃO NO PLANO DE PREVIDÊNCIA. FORMA DE CUSTEIO. LEI COMPLEMENTAR 109/2001. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLÁUSULAS DO CONTRATO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. RECEBIMENTO DA COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA NOS TERMOS DAS REGRAS VIGENTES QUANDO DA ADESÃO AO PLANO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 742.083. AGRAVO DESPROVIDO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO”. (ARE- AgR 1.164.858, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 8.11.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A7C5-BFA1-2D5A-F0B9 e senha 2D5E-6EBC-7136-30A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : RENATO LOBO GUIMARAES (14517/DF, 19112/GO) ADV.(A/S) : MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA (013418/DF) AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : DIRCEU MARCELO HOFFMANN (1031A/BA, 02124/A/DF, 16538/GO, 144035/MG, 289453/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5402-D684-28B9-6E74 e senha 7FF2-7C45-CE28-86F7 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.977 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL - PETROS ADV.(A/S) : RENATO LOBO GUIMARAES (14517/DF, 19112/GO) ADV.(A/S) : MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA (013418/DF) AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : DIRCEU MARCELO HOFFMANN (1031A/BA, 02124/A/DF, 16538/GO, 144035/MG, 289453/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5402-D684-28B9-6E74 e senha 7FF2-7C45-CE28-86F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 188 . 977", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 188 . 977", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1188977 AGR / SE 6 . 042 / 2007", "ARE 959 . 178 AgR", "RCL 21 . 317 AgR", "Recurso Extraordinário 586 . 453", "ARE 1188977 AGR / SE 6 . 042 / 2007", "ARE 959 . 178 AgR", "RCL 21 . 317 AgR", "Recurso Extraordinário 586 . 453", "ARE 742 . 083 RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 188 . 977", "ARE 742 . 083 RG", "ARE 1188977 AGR", "SÚMULAS 279", "ARE 742 . 083", "ARE", "-", "AgR 1 . 164 . 858", "ARE 1188977", "SÚMULAS 279", "ARE 742 . 083", "ARE", "-", "AgR 1 . 164 . 858" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 108 / 2001", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 108 / 2001", "art . 97 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § § 4 . . . e 5 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 108 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 108 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR 109 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR 109 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "Petrobras Distribuidora S . A .", "Fundação Petrobras de Seguridade Social", "PETROS", "Petros", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Petrobras Distribuidora S . A .", "Fundação Petrobras de Seguridade Social", "PETROS", "Petros", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO PETROBRAS DE SEGURIDADE SOCIAL", "PETROS", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RENATO LOBO GUIMARAES", "MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA", "MARCELO HOFFMANN", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RENATO LOBO GUIMARAES", "MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA", "MARCELO HOFFMANN", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RENATO LOBO GUIMARAES", "MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA", "MARCELO HOFFMANN", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "RENATO LOBO GUIMARAES", "MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA", "MARCELO HOFFMANN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RENATO LOBO GUIMARAES", "MARCUS FLÁVIO HORTA CALDEIRA", "MARCELO HOFFMANN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen", "Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21 a 27 de Junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2017", "25", ".", "2016", "6", ".", "6", ".", "2013", "20", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2017", "25", ".", "2016", "6", ".", "6", ".", "2013", "20", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "11", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) :RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. IRPF. RESTITUIÇÃO. DURAÇÃO RAZOÁVEL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. 1. O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. 2. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C8F-62FC-C348-9C7E e senha CB9A-AEFF-F8CB-E493 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1202690 AGR / RJ nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C8F-62FC-C348-9C7E e senha CB9A-AEFF-F8CB-E493 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C8F-62FC-C348-9C7E e senha CB9A-AEFF-F8CB-E493 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) :RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. RESTITUIÇÃO. TEMPO RAZOÁVEL. 1. Não se afigura razoável postergar a restituição do imposto de renda pessoa física em prazo superior ao fixado no artigo 24, da Lei nº 11.457/07, se ausente elemento caraterizador que justifique esse retardamento, e não imputável à Administração. 2. Contribuinte com idade superior a sessenta anos, a ensejar tratamento prioritário nos órgãos públicos. 3. Remessa necessária e apelações da União Federal/Fazenda Nacional e de Renato Tristão Machado não providas.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) :RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. RESTITUIÇÃO. TEMPO RAZOÁVEL. 1. Não se afigura razoável postergar a restituição do imposto de renda pessoa física em prazo superior ao fixado no artigo 24, da Lei nº 11.457/07, se ausente elemento caraterizador que justifique esse retardamento, e não imputável à Administração. 2. Contribuinte com idade superior a sessenta anos, a ensejar tratamento prioritário nos órgãos públicos. 3. Remessa necessária e apelações da União Federal/Fazenda Nacional e de Renato Tristão Machado não providas.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1202690 AGR / RJ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5°, caput, XXXVI, LV, LXIX e LXXVIII; e 19, III, da CF. Sustenta que: (i) possui direito liquido e certo à restituição na forma requerida; (ii) o atraso no recebimento da restituição do IRPF ofende a razoável duração do processo; (iii) houve equivocada valoração das provas. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: ‘Não deve ser admitido o recurso. O entendimento adotado pelo acórdão recorrido alinha -se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Confira-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. “A noção de direito líquido e certo ajusta -se, em seu específico sentido jurídico -processual, ao conceito de situação decorrente de fato incontestável e inequívoco, suscetível de imediata demonstração mediante prova literal pré -constituída” (MS 26.552 AgR -AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 16.10.2009). 2 A jurisprudência desta Corte é firme quanto à impossibilidade de dilação probatória em sede de mandado de segurança. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’(g.n.) (MS 31324 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 02/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe -048 DIVULG 12 -03 -2018 PUBLIC 13 -03 -2018) Dessa forma, aplica -se ao caso a súmula nº 286 do STF ("Não se conhece do recurso extraordinário fundado em divergência jurisprudencial, quando a orientação do plenário do Supremo Tribunal Federal já se firmou no mesmo sentido da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5°, caput, XXXVI, LV, LXIX e LXXVIII; e 19, III, da CF. Sustenta que: (i) possui direito liquido e certo à restituição na forma requerida; (ii) o atraso no recebimento da restituição do IRPF ofende a razoável duração do processo; (iii) houve equivocada valoração das provas. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: ‘Não deve ser admitido o recurso. O entendimento adotado pelo acórdão recorrido alinha -se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Confira-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. “A noção de direito líquido e certo ajusta -se, em seu específico sentido jurídico -processual, ao conceito de situação decorrente de fato incontestável e inequívoco, suscetível de imediata demonstração mediante prova literal pré -constituída” (MS 26.552 AgR -AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 16.10.2009). 2 A jurisprudência desta Corte é firme quanto à impossibilidade de dilação probatória em sede de mandado de segurança. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’(g.n.) (MS 31324 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 02/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe -048 DIVULG 12 -03 -2018 PUBLIC 13 -03 -2018) Dessa forma, aplica -se ao caso a súmula nº 286 do STF ("Não se conhece do recurso extraordinário fundado em divergência jurisprudencial, quando a orientação do plenário do Supremo Tribunal Federal já se firmou no mesmo sentido da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1202690 AGR / RJ decisão recorrida."). Do exposto, INADMITO o recurso extraordinário.’ O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual d”e demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa” (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Incide na hipótese a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o deslinde da controvérsia depende previamente do exame de legislação infraconstitucional. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou o seguinte: ‘Quanto à pretensão recursal do impetrante de reaver diferença que entende devida, o mandado de segurança, pela sua natureza sumária, não comporta a discussão sobre diferenças havidas no curso da relação processual, como no caso dos autos, por ensejar dilação probatória, inclusive com o contraditório, para aferição da existência das aludidas diferenças, além do seu montante, fato que nem mesmo foi objeto do pedido, que se limitou à restituição, relativa ao IRPF, exercício 2014, ano-base de 2013. Dentro dessa perspectiva, na qual a petição inicial do mandado de segurança deve ser instruída com as provas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ decisão recorrida."). Do exposto, INADMITO o recurso extraordinário.’ O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual d”e demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa” (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Incide na hipótese a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o deslinde da controvérsia depende previamente do exame de legislação infraconstitucional. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou o seguinte: ‘Quanto à pretensão recursal do impetrante de reaver diferença que entende devida, o mandado de segurança, pela sua natureza sumária, não comporta a discussão sobre diferenças havidas no curso da relação processual, como no caso dos autos, por ensejar dilação probatória, inclusive com o contraditório, para aferição da existência das aludidas diferenças, além do seu montante, fato que nem mesmo foi objeto do pedido, que se limitou à restituição, relativa ao IRPF, exercício 2014, ano-base de 2013. Dentro dessa perspectiva, na qual a petição inicial do mandado de segurança deve ser instruída com as provas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 1202690 AGR / RJ do alegado, inviável o provimento do apelo, por tratar de pleito voltado para questão cuja prova não veio com a inicial. (…) Não se perde de vista a juntada tardia, já na fase recursal, de documentos indicativos da possível restituição, a menor, como frisado no relatório. Todavia, certamente que a União Federal, por pertinente, resistirá à ideia da devolução de diferença que se diz devida, a conduzir o processo por via incompatível com a do mandado de segurança.’ Dissentir das conclusões adotadas demandaria tão somente o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Confiram-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Mandado de segurança. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, nem da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).’ (ARE 1172240 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘DIREITO ELEITORAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. REMANEJAMENTO DE ZONAS ELEITORAIS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A apreciação dos pressupostos de cabimento do mandado de segurança está restrita ao âmbito infraconstitucional (AI 800.074-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. Ausência de repercussão geral da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ do alegado, inviável o provimento do apelo, por tratar de pleito voltado para questão cuja prova não veio com a inicial. (…) Não se perde de vista a juntada tardia, já na fase recursal, de documentos indicativos da possível restituição, a menor, como frisado no relatório. Todavia, certamente que a União Federal, por pertinente, resistirá à ideia da devolução de diferença que se diz devida, a conduzir o processo por via incompatível com a do mandado de segurança.’ Dissentir das conclusões adotadas demandaria tão somente o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Confiram-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Mandado de segurança. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, nem da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).’ (ARE 1172240 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘DIREITO ELEITORAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. REMANEJAMENTO DE ZONAS ELEITORAIS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A apreciação dos pressupostos de cabimento do mandado de segurança está restrita ao âmbito infraconstitucional (AI 800.074-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. Ausência de repercussão geral da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório ARE 1202690 AGR / RJ controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando dependente da prévia análise da legislação infraconstitucional (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes 3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.’ (ARE 1.136.561-AgR, sob a minha relatoria) Ademais, para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte recorrente, seria indispensável o reexame do acervo probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da do enunciado da Súmula 279/STF. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do CPC/2015 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF).” 2. A parte agravante sustenta que: (i) houve a demonstração de forma fundamentada da repercussão geral da controvérsia; (ii) não há falar em reexame de legislação infraconstitucional; (iii) a hipótese é de valoração de provas e não reexame. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando dependente da prévia análise da legislação infraconstitucional (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes 3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.’ (ARE 1.136.561-AgR, sob a minha relatoria) Ademais, para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte recorrente, seria indispensável o reexame do acervo probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da do enunciado da Súmula 279/STF. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do CPC/2015 e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF).” 2. A parte agravante sustenta que: (i) houve a demonstração de forma fundamentada da repercussão geral da controvérsia; (ii) não há falar em reexame de legislação infraconstitucional; (iii) a hipótese é de valoração de provas e não reexame. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo regimental não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. 4. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 5. Tal como constatou a decisão agravada, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do material probatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo regimental não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. 4. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 5. Tal como constatou a decisão agravada, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do material probatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1202690 AGR / RJ constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente à questão, providência vedada nesta fase processual (Súmula 279/STF). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Imposto de renda. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 853.703-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Inscrição no CADIN. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Mandado de segurança. Análise da comprovação da liquidez e da certeza do direito. Ausência de repercussão geral. 1. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Ausência de repercussão geral de questões envolvendo cabimento de mandado de segurança em face da ausência de documentos suficientes para comprovar a ocorrência de lesão ou ameaça de direito líquido e certo (AI nº 800.074/SP, Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/12/10). 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 842.590-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente à questão, providência vedada nesta fase processual (Súmula 279/STF). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Imposto de renda. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 853.703-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Inscrição no CADIN. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Mandado de segurança. Análise da comprovação da liquidez e da certeza do direito. Ausência de repercussão geral. 1. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Ausência de repercussão geral de questões envolvendo cabimento de mandado de segurança em face da ausência de documentos suficientes para comprovar a ocorrência de lesão ou ameaça de direito líquido e certo (AI nº 800.074/SP, Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/12/10). 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 842.590-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4°, do CPC/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1202690 AGR / RJ depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5º, do CPC/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) : RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR (185108/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C23E-7E76-2B69-00B1 e senha 56E4-9E37-375B-D247 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) : RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR (185108/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C23E-7E76-2B69-00B1 e senha 56E4-9E37-375B-D247 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750530849
2019-06-28T00:00:00
2019-08-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. IRPF. RESTITUIÇÃO. DURAÇÃO RAZOÁVEL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. 1. O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2º, do CPC. 2. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (RE 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.
sjur408570
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, DEMONSTRAÇÃO) RE 596579 AgR (1ªT). (SÚMULA 279/STF) AI 853703 AgR (1ªT), ARE 842590 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 16/09/2019, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1202690
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-0543A PAR-00002 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1202690 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) : RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) :RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. IRPF. RESTITUIÇÃO. DURAÇÃO RAZOÁVEL. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 2. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. O Tribunal de origem solucionou a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Precedentes. 4. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25, Lei Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C8F-62FC-C348-9C7E e senha CB9A-AEFF-F8CB-E493 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1202690 AGR / RJ n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C8F-62FC-C348-9C7E e senha CB9A-AEFF-F8CB-E493 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7C8F-62FC-C348-9C7E e senha CB9A-AEFF-F8CB-E493 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) :RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. RESTITUIÇÃO. TEMPO RAZOÁVEL. 1. Não se afigura razoável postergar a restituição do imposto de renda pessoa física em prazo superior ao fixado no artigo 24, da Lei n 11.457/07, se ausente elemento caraterizador que justifique esse retardamento, e não imputável à Administração. 2. Contribuinte com idade superior a sessenta anos, a ensejar tratamento prioritário nos órgãos públicos. 3. Remessa necessária e apelações da União Federal/Fazenda Nacional e de Renato Tristão Machado não providas.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) :RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que conheceu do agravo para negar-lhe provimento, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo cujo objeto é decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA. RESTITUIÇÃO. TEMPO RAZOÁVEL. 1. Não se afigura razoável postergar a restituição do imposto de renda pessoa física em prazo superior ao fixado no artigo 24, da Lei n 11.457/07, se ausente elemento caraterizador que justifique esse retardamento, e não imputável à Administração. 2. Contribuinte com idade superior a sessenta anos, a ensejar tratamento prioritário nos órgãos públicos. 3. Remessa necessária e apelações da União Federal/Fazenda Nacional e de Renato Tristão Machado não providas.’ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1202690 AGR / RJ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., caput, XXXVI, LV, LXIX e LXXVIII; e 19, III, da Constituição Federal de 1988. Sustenta que: (i) possui direito liquido e certo à restituição na forma requerida; (ii) o atraso no recebimento da restituição do IRPF ofende a razoável duração do processo; (iii) houve equivocada valoração das provas. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: ‘Não deve ser admitido o recurso. O entendimento adotado pelo acórdão recorrido alinha -se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Confira-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. “A noção de direito líquido e certo ajusta -se, em seu específico sentido jurídico -processual, ao conceito de situação decorrente de fato incontestável e inequívoco, suscetível de imediata demonstração mediante prova literal pré -constituída” (MS 26.552 AgR -AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 16.10.2009). 2 A jurisprudência desta Corte é firme quanto à impossibilidade de dilação probatória em sede de mandado de segurança. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’(g.n.) (MS 31324 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 02/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe -048 DIVULG 12 -03 -2018 PUBLIC 13 -03 -2018) Dessa forma, aplica -se ao caso a súmula n 286 do Supremo Tribunal Federal ("Não se conhece do recurso extraordinário fundado em divergência jurisprudencial, quando a orientação do plenário do Supremo Tribunal Federal já se firmou no mesmo sentido da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação aos arts. 5..., caput, XXXVI, LV, LXIX e LXXVIII; e 19, III, da Constituição Federal de 1988. Sustenta que: (i) possui direito liquido e certo à restituição na forma requerida; (ii) o atraso no recebimento da restituição do IRPF ofende a razoável duração do processo; (iii) houve equivocada valoração das provas. A decisão agravada negou seguimento ao recurso sob os seguintes fundamentos: ‘Não deve ser admitido o recurso. O entendimento adotado pelo acórdão recorrido alinha -se à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Confira-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DESAPROPRIAÇÃO PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. “A noção de direito líquido e certo ajusta -se, em seu específico sentido jurídico -processual, ao conceito de situação decorrente de fato incontestável e inequívoco, suscetível de imediata demonstração mediante prova literal pré -constituída” (MS 26.552 AgR -AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe 16.10.2009). 2 A jurisprudência desta Corte é firme quanto à impossibilidade de dilação probatória em sede de mandado de segurança. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.’(g.n.) (MS 31324 AgR, Relator(a): Min. EDSON FACHIN, Tribunal Pleno, julgado em 02/03/2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe -048 DIVULG 12 -03 -2018 PUBLIC 13 -03 -2018) Dessa forma, aplica -se ao caso a súmula n 286 do Supremo Tribunal Federal ("Não se conhece do recurso extraordinário fundado em divergência jurisprudencial, quando a orientação do plenário do Supremo Tribunal Federal já se firmou no mesmo sentido da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1202690 AGR / RJ decisão recorrida."). Do exposto, INADMITO o recurso extraordinário.’ O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual d”e demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa” (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Incide na hipótese a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o deslinde da controvérsia depende previamente do exame de legislação infraconstitucional. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou o seguinte: ‘Quanto à pretensão recursal do impetrante de reaver diferença que entende devida, o mandado de segurança, pela sua natureza sumária, não comporta a discussão sobre diferenças havidas no curso da relação processual, como no caso dos autos, por ensejar dilação probatória, inclusive com o contraditório, para aferição da existência das aludidas diferenças, além do seu montante, fato que nem mesmo foi objeto do pedido, que se limitou à restituição, relativa ao IRPF, exercício 2014, ano-base de 2013. Dentro dessa perspectiva, na qual a petição inicial do mandado de segurança deve ser instruída com as provas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ decisão recorrida."). Do exposto, INADMITO o recurso extraordinário.’ O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual d”e demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa” (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Incide na hipótese a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário nos casos em que o deslinde da controvérsia depende previamente do exame de legislação infraconstitucional. No caso dos autos, o acórdão recorrido consignou o seguinte: ‘Quanto à pretensão recursal do impetrante de reaver diferença que entende devida, o mandado de segurança, pela sua natureza sumária, não comporta a discussão sobre diferenças havidas no curso da relação processual, como no caso dos autos, por ensejar dilação probatória, inclusive com o contraditório, para aferição da existência das aludidas diferenças, além do seu montante, fato que nem mesmo foi objeto do pedido, que se limitou à restituição, relativa ao IRPF, exercício 2014, ano-base de 2013. Dentro dessa perspectiva, na qual a petição inicial do mandado de segurança deve ser instruída com as provas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 1202690 AGR / RJ do alegado, inviável o provimento do apelo, por tratar de pleito voltado para questão cuja prova não veio com a inicial. (…) Não se perde de vista a juntada tardia, já na fase recursal, de documentos indicativos da possível restituição, a menor, como frisado no relatório. Todavia, certamente que a União Federal, por pertinente, resistirá à ideia da devolução de diferença que se diz devida, a conduzir o processo por via incompatível com a do mandado de segurança.’ Dissentir das conclusões adotadas demandaria tão somente o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Confiram-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Mandado de segurança. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, nem da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).’ (ARE 1172240 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘DIREITO ELEITORAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. REMANEJAMENTO DE ZONAS ELEITORAIS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A apreciação dos pressupostos de cabimento do mandado de segurança está restrita ao âmbito infraconstitucional (AI 800.074-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. Ausência de repercussão geral da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ do alegado, inviável o provimento do apelo, por tratar de pleito voltado para questão cuja prova não veio com a inicial. (…) Não se perde de vista a juntada tardia, já na fase recursal, de documentos indicativos da possível restituição, a menor, como frisado no relatório. Todavia, certamente que a União Federal, por pertinente, resistirá à ideia da devolução de diferença que se diz devida, a conduzir o processo por via incompatível com a do mandado de segurança.’ Dissentir das conclusões adotadas demandaria tão somente o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, providência vedada nesta fase processual. Confiram-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Mandado de segurança. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, nem da legislação infraconstitucional pertinente. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).’ (ARE 1172240 AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) ‘DIREITO ELEITORAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MANDADO DE SEGURANÇA. REMANEJAMENTO DE ZONAS ELEITORAIS. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. 1. A apreciação dos pressupostos de cabimento do mandado de segurança está restrita ao âmbito infraconstitucional (AI 800.074-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). 2. Ausência de repercussão geral da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório ARE 1202690 AGR / RJ controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando dependente da prévia análise da legislação infraconstitucional (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes 3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.’ (ARE 1.136.561-AgR, sob a minha relatoria) Ademais, para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte recorrente, seria indispensável o reexame do acervo probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da do enunciado da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal).” 2. A parte agravante sustenta que: (i) houve a demonstração de forma fundamentada da repercussão geral da controvérsia; (ii) não há falar em reexame de legislação infraconstitucional; (iii) a hipótese é de valoração de provas e não reexame. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ controvérsia relativa à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando dependente da prévia análise da legislação infraconstitucional (Tema 660 - ARE 748.371-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes 3. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.’ (ARE 1.136.561-AgR, sob a minha relatoria) Ademais, para firmar entendimento diverso do acórdão recorrido quanto aos pontos aduzidos pela parte recorrente, seria indispensável o reexame do acervo probatório constante dos autos. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da do enunciado da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, com base no art. 932, IV e VIII, do Código de Processo Civil/2015 e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego provimento ao recurso. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal).” 2. A parte agravante sustenta que: (i) houve a demonstração de forma fundamentada da repercussão geral da controvérsia; (ii) não há falar em reexame de legislação infraconstitucional; (iii) a hipótese é de valoração de provas e não reexame. 3. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C72A-D4BD-98D0-360F e senha E7B5-106B-1AF8-5CC1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo regimental não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 4. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 5. Tal como constatou a decisão agravada, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do material probatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Deixo de abrir prazo para contrarrazões, na medida em que está sendo mantida a decisão que aproveita à parte agravada. Passo à análise do recurso. 2. O agravo regimental não merece provimento, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir argumentos já devidamente rechaçados. 3. O recurso não merece acolhida, tendo em vista que a parte recorrente não apresentou mínima fundamentação quanto à repercussão geral das questões constitucionais discutidas, limitando-se a fazer observações genéricas sobre o tema. Tal como redigida, a preliminar de repercussão geral apresentada poderia ser aplicada a qualquer recurso, independentemente das especificidades do caso concreto, o que, de forma inequívoca, não atende ao disposto no art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 4. Como já registrado por este Tribunal, a simples descrição do instituto da repercussão geral não é suficiente para desincumbir a parte recorrente do ônus processual de demonstrar de forma fundamentada porque a questão específica apresentada no recurso extraordinário seria relevante do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico e ultrapassaria o mero interesse subjetivo da causa (Recurso Extraordinário 596.579-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 5. Tal como constatou a decisão agravada, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do material probatório Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1202690 AGR / RJ constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente à questão, providência vedada nesta fase processual (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Imposto de renda. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 853.703-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Inscrição no CADIN. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Mandado de segurança. Análise da comprovação da liquidez e da certeza do direito. Ausência de repercussão geral. 1. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de repercussão geral de questões envolvendo cabimento de mandado de segurança em face da ausência de documentos suficientes para comprovar a ocorrência de lesão ou ameaça de direito líquido e certo (AI n 800.074/SP, Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/12/10). 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 842.590-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente à questão, providência vedada nesta fase processual (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Imposto de renda. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 853.703-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. Inscrição no CADIN. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Mandado de segurança. Análise da comprovação da liquidez e da certeza do direito. Ausência de repercussão geral. 1. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de repercussão geral de questões envolvendo cabimento de mandado de segurança em face da ausência de documentos suficientes para comprovar a ocorrência de lesão ou ameaça de direito líquido e certo (AI n 800.074/SP, Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/12/10). 3. Agravo regimental não provido.” (ARE 842.590-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli) 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. Ante seu caráter manifestamente protelatório, aplico à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de unanimidade da decisão. Fica a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1202690 AGR / RJ depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Supremo Tribunal Federal ARE 1202690 AGR / RJ depósito da respectiva quantia, ressalvados os casos previstos no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil/2015. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível, na hipótese, condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B642-DD67-49C1-B200 e senha D514-A327-827D-3065 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) : RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR (185108/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C23E-7E76-2B69-00B1 e senha 56E4-9E37-375B-D247 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.690 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : RENATO TRISTAO MACHADO ADV.(A/S) : RENATO TRISTAO MACHADO JUNIOR (185108/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C23E-7E76-2B69-00B1 e senha 56E4-9E37-375B-D247 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 202 . 690", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR", "ARE 1202690 AGR / RJ n 12 . 016 / 2009", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1202690", "AGR", "/", "RJ n 12 . 016 / 2009", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "ARE 1202690 AGR / RJ", "MS 26 . 552 AgR - AgR", "MS 31324 AgR", "súmula n 286 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1202690 AGR / RJ", "MS 26 . 552 AgR - AgR", "MS 31324 AgR", "súmula n 286", "ARE 1202690 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR", "ARE 1202690 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR", "ARE 1202690 AGR / RJ", "Súmulas ns 636", "ARE 1172240 AgR", "AI 800 . 074 - RG", "ARE 1202690 AGR / RJ", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1172240 AgR", "AI 800 . 074 - RG", "ARE 1202690 AGR / RJ", "Tema 660 -", "ARE 1 . 136 . 561 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 1 . 136 . 561 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 579 - AgR", "ARE 1202690 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 853 . 703 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 800 . 074 / SP", "ARE 842 . 590 - AgR", "ARE 1202690 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 853 . 703 - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 800 . 074 / SP", "ARE 842 . 590 - AgR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 202 . 690" ], "LEGISLACAO": [ "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 , Lei Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 24 , da Lei n 11 . 457 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 24 , da Lei n 11 . 457 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , caput , XXXVI , LV , LXIX e LXXVIII ; e 19 , III , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "arts . 5 . . . , caput , XXXVI , LV , LXIX e LXXVIII ; e", "19 , III , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) :JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR ADV.(A/S) :GUILHERME NARDI NETO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) :JULIO ANTONIO BAGETTI ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 791A-9F20-FE46-193D e senha 474C-A17C-81E8-61F0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) :JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR ADV.(A/S) :GUILHERME NARDI NETO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) :JULIO ANTONIO BAGETTI ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0941-732D-952A-BDC5 e senha C2F9-BE95-0CC1-5FEA Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) :JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR ADV.(A/S) :GUILHERME NARDI NETO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) :JULIO ANTONIO BAGETTI ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0941-732D-952A-BDC5 e senha C2F9-BE95-0CC1-5FEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, está, no ponto objeto de impugnação, assim ementado: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO OESTE. COMPLEMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA. AUSÊNCIA DE PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS NA REGRA DE TRANSIÇÃO DA EC N. 47/05 QUE PODERIAM LHE ASSEGURAR A INTEGRALIDADE E A PARIDADE. PRETENSÃO INDEVIDA. …................................................................................................... SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA REFORMADA. APELO PROVIDO PARA JULGAR IMPROCEDENTE O PEDIDO INICIAL. REMESSA PREJUDICADA.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, está, no ponto objeto de impugnação, assim ementado: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO OESTE. COMPLEMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA. AUSÊNCIA DE PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS NA REGRA DE TRANSIÇÃO DA EC N. 47/05 QUE PODERIAM LHE ASSEGURAR A INTEGRALIDADE E A PARIDADE. PRETENSÃO INDEVIDA. …................................................................................................... SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA REFORMADA. APELO PROVIDO PARA JULGAR IMPROCEDENTE O PEDIDO INICIAL. REMESSA PREJUDICADA.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1114827 AGR / SC A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário não se revela viável. É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. Cabe registrar, nesse contexto, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Leis municipais nºs 1/1993, 4.660/2000 e 4.977/2002 e Lei Complementar municipal nº 9/2012), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios e em interpretação de direito local: “A pretensão veiculada é no sentido de obter a complementação da aposentadoria (diferença entre o último vencimento recebido na ativa e os proventos pagos pelo INSS, ou seja, a integralidade), bem como a paridade remuneratória que lhe permita obter quaisquer acréscimos salariais que os servidores em atividade venham a receber. Para tanto, fundamentou sua postulação na Lei Municipal n. 1/93, que criou o Fundo de Previdência do Município. Referida lei previa a aposentadoria dos servidores públicos municipais, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal RE 1114827 AGR / SC A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário não se revela viável. É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. Cabe registrar, nesse contexto, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Leis municipais nºs 1/1993, 4.660/2000 e 4.977/2002 e Lei Complementar municipal nº 9/2012), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios e em interpretação de direito local: “A pretensão veiculada é no sentido de obter a complementação da aposentadoria (diferença entre o último vencimento recebido na ativa e os proventos pagos pelo INSS, ou seja, a integralidade), bem como a paridade remuneratória que lhe permita obter quaisquer acréscimos salariais que os servidores em atividade venham a receber. Para tanto, fundamentou sua postulação na Lei Municipal n. 1/93, que criou o Fundo de Previdência do Município. Referida lei previa a aposentadoria dos servidores públicos municipais, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1114827 AGR / SC de forma voluntária, ‘a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos integrais’ (art. 42, II, ‘a’). Todavia, o Município, por meio da Lei Municipal nº 4.660/00, extinguiu o sistema de previdência dos servidores públicos municipais e adotou o regime geral de previdência social (INSS), sem qualquer previsão de complementação, ‘ex vi’: …................................................................................................... Por outro lado, a Lei Municipal n. 4.977/02 estabeleceu a filiação obrigatória de seus servidores ao regime geral de previdência social (RGPS/INSS): …................................................................................................... Diante disso, o Município não se comprometeu a complementar os proventos, apenas garantiu a contagem do tempo de serviço e a compensação das contribuições ao INSS, a fim de que os servidores tivessem assegurados os benefícios previdenciários. O autor obteve a aposentadoria por tempo de contribuição pelo INSS em 1º.10.14 (fl.34), época em que o fundo municipal já havia sido extinto há muito tempo e o servidor já estava vinculado ao INSS, que foi o regime adotado pelo ente federativo. A esse tempo, o fundo municipal de previdência já havia sido extinto e ainda não houve criação de outro, nem mesmo após a edição da LCM n. 9/12, a inexistir norma que especifique a complementação da aposentadoria no âmbito municipal. O fato é que a aposentadoria foi concedida na vigência das Emendas Constitucionais n. 41/03 e 47/05, as quais alteraram consideravelmente as regras da aposentadoria no serviço público e, em regra, aboliram os institutos da integralidade e da paridade. …................................................................................................... Nesse panorama, o direito pleiteado depende do cumprimento das exigências elencadas na regra de transição. No caso dos autos, o autor nasceu em 9.1.55 (fl. 26). Obteve aposentadoria por tempo de contribuição, paga pelo INSS/RGPS, em 1º.10.14 (fl. 34), aos 59 anos de idade, quando contava com 42 anos, 11 meses e 08 dias de ‘tempo de serviço’ (conforme carta concessiva do ato, emitido pelo INSS – fl. 37). …................................................................................................... 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal RE 1114827 AGR / SC de forma voluntária, ‘a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos integrais’ (art. 42, II, ‘a’). Todavia, o Município, por meio da Lei Municipal nº 4.660/00, extinguiu o sistema de previdência dos servidores públicos municipais e adotou o regime geral de previdência social (INSS), sem qualquer previsão de complementação, ‘ex vi’: …................................................................................................... Por outro lado, a Lei Municipal n. 4.977/02 estabeleceu a filiação obrigatória de seus servidores ao regime geral de previdência social (RGPS/INSS): …................................................................................................... Diante disso, o Município não se comprometeu a complementar os proventos, apenas garantiu a contagem do tempo de serviço e a compensação das contribuições ao INSS, a fim de que os servidores tivessem assegurados os benefícios previdenciários. O autor obteve a aposentadoria por tempo de contribuição pelo INSS em 1º.10.14 (fl.34), época em que o fundo municipal já havia sido extinto há muito tempo e o servidor já estava vinculado ao INSS, que foi o regime adotado pelo ente federativo. A esse tempo, o fundo municipal de previdência já havia sido extinto e ainda não houve criação de outro, nem mesmo após a edição da LCM n. 9/12, a inexistir norma que especifique a complementação da aposentadoria no âmbito municipal. O fato é que a aposentadoria foi concedida na vigência das Emendas Constitucionais n. 41/03 e 47/05, as quais alteraram consideravelmente as regras da aposentadoria no serviço público e, em regra, aboliram os institutos da integralidade e da paridade. …................................................................................................... Nesse panorama, o direito pleiteado depende do cumprimento das exigências elencadas na regra de transição. No caso dos autos, o autor nasceu em 9.1.55 (fl. 26). Obteve aposentadoria por tempo de contribuição, paga pelo INSS/RGPS, em 1º.10.14 (fl. 34), aos 59 anos de idade, quando contava com 42 anos, 11 meses e 08 dias de ‘tempo de serviço’ (conforme carta concessiva do ato, emitido pelo INSS – fl. 37). …................................................................................................... 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1114827 AGR / SC Nesse aspecto, constata-se que o autor ingressou no serviço público, em provimento de cargo efetivo, em 1º.12.92 (fl. 30), e se aposentou em 1º.10.14, quando contava com 21 anos e 10 meses de efetivo serviço público. Logo, não preencheu este requisito estabelecido na EC n. 47/05. Note-se que, muito embora o servidor tenha sido nomeado para exercer cargos em comissão junto à municipalidade em período anterior (de fls.27/29), a Emenda Constitucional n. 47/05 exigiu o exercício de cargo público, de forma efetiva. …................................................................................................... Nesse contexto, o autor não preencheu os requisitos estabelecidos na EC n. 47/05 para a obtenção da paridade e da integralidade. Anote-se, ainda, a inaplicabilidade à hipótese da regra prevista no art. 2º da EC n. 47/05, que contempla requisitos menos rigorosos para fins de conferir o direito à integralidade e à paridade. É que, referida regra é destinada àqueles que, ao tempo da publicação da EC n. 41, em 31.12.2003, haviam preenchido todas as condições para a obtenção da aposentadoria com base na lei vigente até então, nos moldes dos arts. 6º e 7º c/c art. 3º da EC n. 41/03. Como já se observou dos autos, na data de publicação a EC n. 41/03, o autor ainda não detinha direito adquirido à aposentadoria com base nas regras anteriores, motivo pelo qual tal normatização é inábil para amparar sua pretensão.” Convém assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 775.538-AgR/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 775.555- -AgR/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 1.051.588-AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal RE 1114827 AGR / SC Nesse aspecto, constata-se que o autor ingressou no serviço público, em provimento de cargo efetivo, em 1º.12.92 (fl. 30), e se aposentou em 1º.10.14, quando contava com 21 anos e 10 meses de efetivo serviço público. Logo, não preencheu este requisito estabelecido na EC n. 47/05. Note-se que, muito embora o servidor tenha sido nomeado para exercer cargos em comissão junto à municipalidade em período anterior (de fls.27/29), a Emenda Constitucional n. 47/05 exigiu o exercício de cargo público, de forma efetiva. …................................................................................................... Nesse contexto, o autor não preencheu os requisitos estabelecidos na EC n. 47/05 para a obtenção da paridade e da integralidade. Anote-se, ainda, a inaplicabilidade à hipótese da regra prevista no art. 2º da EC n. 47/05, que contempla requisitos menos rigorosos para fins de conferir o direito à integralidade e à paridade. É que, referida regra é destinada àqueles que, ao tempo da publicação da EC n. 41, em 31.12.2003, haviam preenchido todas as condições para a obtenção da aposentadoria com base na lei vigente até então, nos moldes dos arts. 6º e 7º c/c art. 3º da EC n. 41/03. Como já se observou dos autos, na data de publicação a EC n. 41/03, o autor ainda não detinha direito adquirido à aposentadoria com base nas regras anteriores, motivo pelo qual tal normatização é inábil para amparar sua pretensão.” Convém assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 775.538-AgR/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 775.555- -AgR/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 1.051.588-AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1114827 AGR / SC Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/STF e Lei nº 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal RE 1114827 AGR / SC Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/STF e Lei nº 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) : JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR (A721/AM/AM, 19752/SC) ADV.(A/S) : GUILHERME NARDI NETO (35635/SC) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) : JULIO ANTONIO BAGETTI (11820/SC) ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7D8-8E9F-4C8D-2FE2 e senha 2C9E-3C1C-1225-282A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) : JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR (A721/AM/AM, 19752/SC) ADV.(A/S) : GUILHERME NARDI NETO (35635/SC) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) : JULIO ANTONIO BAGETTI (11820/SC) ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7D8-8E9F-4C8D-2FE2 e senha 2C9E-3C1C-1225-282A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750191186
2019-06-07T00:00:00
2019-06-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur406875
- Acórdão(s) citado(s): (COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA, SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL) ARE 775555 AgR (2ªT), ARE 775538 AgR (2ªT), ARE 1051588 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 12/08/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1114827
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LCP-000009 ANO-2012\n LEI COMPLEMENTAR DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL D'OESTE, SC\n\n", "LEG-MUN LEI-004660 ANO-200\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL D'OESTE, SC\n\n", "LEG-MUN LEI-004977 ANO-2002\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL D'OESTE, SC" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1114827 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) : JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR ADV.(A/S) : GUILHERME NARDI NETO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) : JULIO ANTONIO BAGETTI ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) :JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR ADV.(A/S) :GUILHERME NARDI NETO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) :JULIO ANTONIO BAGETTI ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 791A-9F20-FE46-193D e senha 474C-A17C-81E8-61F0 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) :JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR ADV.(A/S) :GUILHERME NARDI NETO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) :JULIO ANTONIO BAGETTI ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0941-732D-952A-BDC5 e senha C2F9-BE95-0CC1-5FEA Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) :JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR ADV.(A/S) :GUILHERME NARDI NETO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) :JULIO ANTONIO BAGETTI ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0941-732D-952A-BDC5 e senha C2F9-BE95-0CC1-5FEA Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, está, no ponto objeto de impugnação, assim ementado: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO OESTE. COMPLEMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA. AUSÊNCIA DE PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS NA REGRA DE TRANSIÇÃO DA EC N. 47/05 QUE PODERIAM LHE ASSEGURAR A INTEGRALIDADE E A PARIDADE. PRETENSÃO INDEVIDA. …................................................................................................... SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA REFORMADA. APELO PROVIDO PARA JULGAR IMPROCEDENTE O PEDIDO INICIAL. REMESSA PREJUDICADA.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, complementado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, está, no ponto objeto de impugnação, assim ementado: “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE SÃO MIGUEL DO OESTE. COMPLEMENTAÇÃO DA APOSENTADORIA. AUSÊNCIA DE PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS NA REGRA DE TRANSIÇÃO DA EC N. 47/05 QUE PODERIAM LHE ASSEGURAR A INTEGRALIDADE E A PARIDADE. PRETENSÃO INDEVIDA. …................................................................................................... SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA REFORMADA. APELO PROVIDO PARA JULGAR IMPROCEDENTE O PEDIDO INICIAL. REMESSA PREJUDICADA.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário não se revela viável. É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Cabe registrar, nesse contexto, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Leis municipais ns 1/1993, 4.660/2000 e 4.977/2002 e Lei Complementar municipal n 9/2012), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios e em interpretação de direito local: “A pretensão veiculada é no sentido de obter a complementação da aposentadoria (diferença entre o último vencimento recebido na ativa e os proventos pagos pelo INSS, ou seja, a integralidade), bem como a paridade remuneratória que lhe permita obter quaisquer acréscimos salariais que os servidores em atividade venham a receber. Para tanto, fundamentou sua postulação na Lei Municipal n. 1/93, que criou o Fundo de Previdência do Município. Referida lei previa a aposentadoria dos servidores públicos municipais, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o recurso extraordinário não se revela viável. É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Cabe registrar, nesse contexto, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Leis municipais ns 1/1993, 4.660/2000 e 4.977/2002 e Lei Complementar municipal n 9/2012), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios e em interpretação de direito local: “A pretensão veiculada é no sentido de obter a complementação da aposentadoria (diferença entre o último vencimento recebido na ativa e os proventos pagos pelo INSS, ou seja, a integralidade), bem como a paridade remuneratória que lhe permita obter quaisquer acréscimos salariais que os servidores em atividade venham a receber. Para tanto, fundamentou sua postulação na Lei Municipal n. 1/93, que criou o Fundo de Previdência do Município. Referida lei previa a aposentadoria dos servidores públicos municipais, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC de forma voluntária, ‘a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos integrais’ (art. 42, II, ‘a’). Todavia, o Município, por meio da Lei Municipal n 4.660/00, extinguiu o sistema de previdência dos servidores públicos municipais e adotou o regime geral de previdência social (INSS), sem qualquer previsão de complementação, ‘ex vi’: …................................................................................................... Por outro lado, a Lei Municipal n. 4.977/02 estabeleceu a filiação obrigatória de seus servidores ao regime geral de previdência social (RGPS/INSS): …................................................................................................... Diante disso, o Município não se comprometeu a complementar os proventos, apenas garantiu a contagem do tempo de serviço e a compensação das contribuições ao INSS, a fim de que os servidores tivessem assegurados os benefícios previdenciários. O autor obteve a aposentadoria por tempo de contribuição pelo INSS em 1....10.14 (fl.34), época em que o fundo municipal já havia sido extinto há muito tempo e o servidor já estava vinculado ao INSS, que foi o regime adotado pelo ente federativo. A esse tempo, o fundo municipal de previdência já havia sido extinto e ainda não houve criação de outro, nem mesmo após a edição da LCM n. 9/12, a inexistir norma que especifique a complementação da aposentadoria no âmbito municipal. O fato é que a aposentadoria foi concedida na vigência das Emendas Constitucionais n. 41/03 e 47/05, as quais alteraram consideravelmente as regras da aposentadoria no serviço público e, em regra, aboliram os institutos da integralidade e da paridade. …................................................................................................... Nesse panorama, o direito pleiteado depende do cumprimento das exigências elencadas na regra de transição. No caso dos autos, o autor nasceu em 9.1.55 (fl. 26). Obteve aposentadoria por tempo de contribuição, paga pelo INSS/RGPS, em 1....10.14 (fl. 34), aos 59 anos de idade, quando contava com 42 anos, 11 meses e 08 dias de ‘tempo de serviço’ (conforme carta concessiva do ato, emitido pelo INSS – fl. 37). …................................................................................................... 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC de forma voluntária, ‘a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos integrais’ (art. 42, II, ‘a’). Todavia, o Município, por meio da Lei Municipal n 4.660/00, extinguiu o sistema de previdência dos servidores públicos municipais e adotou o regime geral de previdência social (INSS), sem qualquer previsão de complementação, ‘ex vi’: …................................................................................................... Por outro lado, a Lei Municipal n. 4.977/02 estabeleceu a filiação obrigatória de seus servidores ao regime geral de previdência social (RGPS/INSS): …................................................................................................... Diante disso, o Município não se comprometeu a complementar os proventos, apenas garantiu a contagem do tempo de serviço e a compensação das contribuições ao INSS, a fim de que os servidores tivessem assegurados os benefícios previdenciários. O autor obteve a aposentadoria por tempo de contribuição pelo INSS em 1....10.14 (fl.34), época em que o fundo municipal já havia sido extinto há muito tempo e o servidor já estava vinculado ao INSS, que foi o regime adotado pelo ente federativo. A esse tempo, o fundo municipal de previdência já havia sido extinto e ainda não houve criação de outro, nem mesmo após a edição da LCM n. 9/12, a inexistir norma que especifique a complementação da aposentadoria no âmbito municipal. O fato é que a aposentadoria foi concedida na vigência das Emendas Constitucionais n. 41/03 e 47/05, as quais alteraram consideravelmente as regras da aposentadoria no serviço público e, em regra, aboliram os institutos da integralidade e da paridade. …................................................................................................... Nesse panorama, o direito pleiteado depende do cumprimento das exigências elencadas na regra de transição. No caso dos autos, o autor nasceu em 9.1.55 (fl. 26). Obteve aposentadoria por tempo de contribuição, paga pelo INSS/RGPS, em 1....10.14 (fl. 34), aos 59 anos de idade, quando contava com 42 anos, 11 meses e 08 dias de ‘tempo de serviço’ (conforme carta concessiva do ato, emitido pelo INSS – fl. 37). …................................................................................................... 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC Nesse aspecto, constata-se que o autor ingressou no serviço público, em provimento de cargo efetivo, em 1....12.92 (fl. 30), e se aposentou em 1....10.14, quando contava com 21 anos e 10 meses de efetivo serviço público. Logo, não preencheu este requisito estabelecido na EC n. 47/05. Note-se que, muito embora o servidor tenha sido nomeado para exercer cargos em comissão junto à municipalidade em período anterior (de fls.27/29), a Emenda Constitucional n. 47/05 exigiu o exercício de cargo público, de forma efetiva. …................................................................................................... Nesse contexto, o autor não preencheu os requisitos estabelecidos na EC n. 47/05 para a obtenção da paridade e da integralidade. Anote-se, ainda, a inaplicabilidade à hipótese da regra prevista no art. 2... da EC n. 47/05, que contempla requisitos menos rigorosos para fins de conferir o direito à integralidade e à paridade. É que, referida regra é destinada àqueles que, ao tempo da publicação da EC n. 41, em 31.12.2003, haviam preenchido todas as condições para a obtenção da aposentadoria com base na lei vigente até então, nos moldes dos arts. 6... e 7... c/c art. 3... da EC n. 41/03. Como já se observou dos autos, na data de publicação a EC n. 41/03, o autor ainda não detinha direito adquirido à aposentadoria com base nas regras anteriores, motivo pelo qual tal normatização é inábil para amparar sua pretensão.” Convém assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 775.538-AgR/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 775.555- -AgR/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 1.051.588-AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC Nesse aspecto, constata-se que o autor ingressou no serviço público, em provimento de cargo efetivo, em 1....12.92 (fl. 30), e se aposentou em 1....10.14, quando contava com 21 anos e 10 meses de efetivo serviço público. Logo, não preencheu este requisito estabelecido na EC n. 47/05. Note-se que, muito embora o servidor tenha sido nomeado para exercer cargos em comissão junto à municipalidade em período anterior (de fls.27/29), a Emenda Constitucional n. 47/05 exigiu o exercício de cargo público, de forma efetiva. …................................................................................................... Nesse contexto, o autor não preencheu os requisitos estabelecidos na EC n. 47/05 para a obtenção da paridade e da integralidade. Anote-se, ainda, a inaplicabilidade à hipótese da regra prevista no art. 2... da EC n. 47/05, que contempla requisitos menos rigorosos para fins de conferir o direito à integralidade e à paridade. É que, referida regra é destinada àqueles que, ao tempo da publicação da EC n. 41, em 31.12.2003, haviam preenchido todas as condições para a obtenção da aposentadoria com base na lei vigente até então, nos moldes dos arts. 6... e 7... c/c art. 3... da EC n. 41/03. Como já se observou dos autos, na data de publicação a EC n. 41/03, o autor ainda não detinha direito adquirido à aposentadoria com base nas regras anteriores, motivo pelo qual tal normatização é inábil para amparar sua pretensão.” Convém assinalar, por relevante, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (ARE 775.538-AgR/MG, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 775.555- -AgR/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – ARE 1.051.588-AgR/MG, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.). Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e Lei n 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e Lei n 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 50B5-ADBE-D821-EB74 e senha 1795-3610-0FF5-D8B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) : JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR (A721/AM/AM, 19752/SC) ADV.(A/S) : GUILHERME NARDI NETO (35635/SC) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) : JULIO ANTONIO BAGETTI (11820/SC) ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7D8-8E9F-4C8D-2FE2 e senha 2C9E-3C1C-1225-282A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.114.827 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSE CIRILO CHITTO ADV.(A/S) : JOAO CARLOS DALMAGRO JUNIOR (A721/AM/AM, 19752/SC) ADV.(A/S) : GUILHERME NARDI NETO (35635/SC) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE ADV.(A/S) : JULIO ANTONIO BAGETTI (11820/SC) ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE SAO MIGUEL D'OESTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E7D8-8E9F-4C8D-2FE2 e senha 2C9E-3C1C-1225-282A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 827", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 827", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 827", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 827", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC", "ARE 775", "ARE 775 . 555 - - AgR /", "ARE 1 . 051 . 588 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 1114827 AGR / SC", "ARE 775 . 538 - AgR / MG", "ARE 775 . 555 - - AgR / MG", "ARE 1 . 051 . 588 - AgR / MG", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1114827 AGR /", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 114 . 827" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 / 2009 , ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) :RONALDO LÁZARO TIRADENTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) :KIE MARIEE CAVALCANTE HARA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) :GABRIEL NETTO BIANCHI INTDO.(A/S) :VIASAT INC ADV.(A/S) :RICARDO PAGLIARI LEVY E OUTRO(A/S) EMENTA Agravos regimentais em suspensão de liminar. Decisão liminar deferida pela Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Inovação recursal. Impossibilidade. Precedentes. Contrato de parceria entre Telebras e Viasat. Serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat. Exploração de 100% da capacidade da banda Ka do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1). Legalidade. Acórdão TCU nº 2.488/2018. MS nº 36.099/DF. Ausência de risco à soberania brasileira ou de esvaziamento da responsabilidade da Telebras. Existência de risco concreto às ordens pública e econômica. Confirmação da suspensão de liminar. Agravos regimentais aos quais se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 19 a 26/4/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DD3-31F8-656F-7F5F e senha E48B-632A-9797-DACB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM negar provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DD3-31F8-656F-7F5F e senha E48B-632A-9797-DACB Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM negar provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DD3-31F8-656F-7F5F e senha E48B-632A-9797-DACB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) :RONALDO LÁZARO TIRADENTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) :KIE MARIEE CAVALCANTE HARA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) :GABRIEL NETTO BIANCHI INTDO.(A/S) :VIASAT INC ADV.(A/S) :RICARDO PAGLIARI LEVY E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravos regimentais interpostos por Via Direta Telecomunicações via Satélite e Internet Ltda., por Rede de Radio e Televisão Tiradentes Ltda. (doc. 271) e pelo Ministério Público Federal (doc. 320) em face de decisão mediante a qual a então Presidente da Corte, Ministra Cármen Lúcia, deferiu a suspensão de liminar. Vide: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS. EXPLORAÇÃO DA BANDA KA. CONTRATO FIRMADO ENTRE TELEBRAS E EMPRESA ESTRANGEIRA. CONTRATO SUSPENSO. ALEGADA LESÃO À ORDEM PÚBLICA ADMINISTRATIVA: IMPOSSIBLIDADE DE EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. ALEGADA LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA. TRANSCURSO DO TEMPO: CARACTERIZAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) :RONALDO LÁZARO TIRADENTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) :KIE MARIEE CAVALCANTE HARA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) :GABRIEL NETTO BIANCHI INTDO.(A/S) :VIASAT INC ADV.(A/S) :RICARDO PAGLIARI LEVY E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravos regimentais interpostos por Via Direta Telecomunicações via Satélite e Internet Ltda., por Rede de Radio e Televisão Tiradentes Ltda. (doc. 271) e pelo Ministério Público Federal (doc. 320) em face de decisão mediante a qual a então Presidente da Corte, Ministra Cármen Lúcia, deferiu a suspensão de liminar. Vide: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS. EXPLORAÇÃO DA BANDA KA. CONTRATO FIRMADO ENTRE TELEBRAS E EMPRESA ESTRANGEIRA. CONTRATO SUSPENSO. ALEGADA LESÃO À ORDEM PÚBLICA ADMINISTRATIVA: IMPOSSIBLIDADE DE EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. ALEGADA LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA. TRANSCURSO DO TEMPO: CARACTERIZAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO. SUSPENSÃO DEFERIDA” (doc. 264). Em 1º/8/2018, a então Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a autuação da Petição/STF nº 48.173/2018 (doc. 271) como agravo regimental e a intimação da parte agravada para que oferecesse contrarrazões (doc. 283). No agravo regimental oriundo da Petição/STF nº 48.173/2018, as agravantes Via Direta e Rede Tiradentes alegam que o Tribunal de Contas da União reconheceu, no Acórdão nº 1692/2018, julgado em 25/7/2019, irregularidades no contrato ajustado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e a Telebras para a prestação dos serviços destinados ao programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) -, motivo pelo qual a suspensão de liminar deve ser indeferida (docs. 271/271). A Viasat, a Telebras, a Viasat Brasil e a União apresentaram contrarrazões nas quais defendem, preliminarmente, o não conhecimento do agravo regimental (doc. 271), por falta de impugnação específica, e, quanto ao mérito, a manutenção da decisão agravada (docs. 288, 290, 292 e 295). Em 8/11/2018, as agravantes peticionaram para que fosse juntado aos autos o Acórdão TCU nº 2.488/, de 30/10/2018, resultante do julgamento da representação TC nº 022.981/2018, no qual se reconheceriam, segundo alegam, “as ilegalidades no contrato de parceria firmado entre a TELEBRAS e VIASAT (...)” (doc. 301). Em 13/12/2018, a Viasat alegou que tanto o contrato firmado com a Telebras quanto o Gesac foram julgados regulares pelo TCU. Requereu, ato contínuo, que fossem “desconsiderados e rejeitados os pleitos formulados pelas Interessadas na petição nº 301, dando-se provimento a este pedido de Suspensão de Liminar e condenando-se as Interessadas nas penas de litigância de má-fé, em razão das sucessivas tentativas de indução do Poder Judiciário em erro” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO. SUSPENSÃO DEFERIDA” (doc. 264). Em 1º/8/2018, a então Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a autuação da Petição/STF nº 48.173/2018 (doc. 271) como agravo regimental e a intimação da parte agravada para que oferecesse contrarrazões (doc. 283). No agravo regimental oriundo da Petição/STF nº 48.173/2018, as agravantes Via Direta e Rede Tiradentes alegam que o Tribunal de Contas da União reconheceu, no Acórdão nº 1692/2018, julgado em 25/7/2019, irregularidades no contrato ajustado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e a Telebras para a prestação dos serviços destinados ao programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) -, motivo pelo qual a suspensão de liminar deve ser indeferida (docs. 271/271). A Viasat, a Telebras, a Viasat Brasil e a União apresentaram contrarrazões nas quais defendem, preliminarmente, o não conhecimento do agravo regimental (doc. 271), por falta de impugnação específica, e, quanto ao mérito, a manutenção da decisão agravada (docs. 288, 290, 292 e 295). Em 8/11/2018, as agravantes peticionaram para que fosse juntado aos autos o Acórdão TCU nº 2.488/, de 30/10/2018, resultante do julgamento da representação TC nº 022.981/2018, no qual se reconheceriam, segundo alegam, “as ilegalidades no contrato de parceria firmado entre a TELEBRAS e VIASAT (...)” (doc. 301). Em 13/12/2018, a Viasat alegou que tanto o contrato firmado com a Telebras quanto o Gesac foram julgados regulares pelo TCU. Requereu, ato contínuo, que fossem “desconsiderados e rejeitados os pleitos formulados pelas Interessadas na petição nº 301, dando-se provimento a este pedido de Suspensão de Liminar e condenando-se as Interessadas nas penas de litigância de má-fé, em razão das sucessivas tentativas de indução do Poder Judiciário em erro” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM (doc. 308). Em 8/1/2019, foi deferida vista à PGR (doc. 318/319). Em 1º/2/2019, a PGR interpôs agravo regimental, no qual argumenta, em síntese, a ilegalidade do contrato, as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a necessidade de se preservar “a lisura administrativa, o patrimônio público e a defesa da soberania” (doc. 320). A Telebras, a Viasat Brasil, a Viasat e a União apresentaram contraminuta ao agravo interposto pelo Parquet (docs. 325, 335, 344 e 349). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM (doc. 308). Em 8/1/2019, foi deferida vista à PGR (doc. 318/319). Em 1º/2/2019, a PGR interpôs agravo regimental, no qual argumenta, em síntese, a ilegalidade do contrato, as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a necessidade de se preservar “a lisura administrativa, o patrimônio público e a defesa da soberania” (doc. 320). A Telebras, a Viasat Brasil, a Viasat e a União apresentaram contraminuta ao agravo interposto pelo Parquet (docs. 325, 335, 344 e 349). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, registro que, por haver identidade de pedidos nos agravos regimentais, julgo-os conjuntamente. Já anoto que o inconformismo não merece prosperar. A matéria trazida no primeiro recurso (doc. 271), relativa exclusivamente à decisão do TCU (acórdão nº 1692/2018, de 24/7/2018) de suspender o contrato ajustado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e a Telebras para a prestação dos serviços destinados ao programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) -, não foi suscitada nos fundamentos da decisão impugnada, configurando inovação recursal manifesta em momento inoportuno. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Inovação recursal. Impossibilidade. Precedentes. 1. A matéria trazida no presente recurso, relativa à incompetência do Ministério do Trabalho e Emprego para fixar jornada de trabalho distinta da prevista em lei, não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 1164415 AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 1º/2/19). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. 1. Os dispositivos constitucionais alegados por violados não foram apreciados pelo acórdão impugnado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, registro que, por haver identidade de pedidos nos agravos regimentais, julgo-os conjuntamente. Já anoto que o inconformismo não merece prosperar. A matéria trazida no primeiro recurso (doc. 271), relativa exclusivamente à decisão do TCU (acórdão nº 1692/2018, de 24/7/2018) de suspender o contrato ajustado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e a Telebras para a prestação dos serviços destinados ao programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) -, não foi suscitada nos fundamentos da decisão impugnada, configurando inovação recursal manifesta em momento inoportuno. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Inovação recursal. Impossibilidade. Precedentes. 1. A matéria trazida no presente recurso, relativa à incompetência do Ministério do Trabalho e Emprego para fixar jornada de trabalho distinta da prevista em lei, não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 1164415 AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 1º/2/19). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. 1. Os dispositivos constitucionais alegados por violados não foram apreciados pelo acórdão impugnado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. O recurso carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 2. A impugnação aos juros e aos honorários advocatícios não fez parte das razões do recurso extraordinário, sendo aduzida somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE 1.132.623/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/9/18). Ademais, não houve impugnação específica à decisão hostilizada. Com efeito, segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a parte deve impugnar, na petição do agravo, todos os fundamentos da decisão, o que não ocorreu no caso em tela. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. II. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 869.881/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14/5/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. O recurso carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/STF). 2. A impugnação aos juros e aos honorários advocatícios não fez parte das razões do recurso extraordinário, sendo aduzida somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015” (ARE 1.132.623/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/9/18). Ademais, não houve impugnação específica à decisão hostilizada. Com efeito, segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a parte deve impugnar, na petição do agravo, todos os fundamentos da decisão, o que não ocorreu no caso em tela. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. II. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 869.881/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14/5/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM 868.524/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/15). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. CPC, ART. 544, § 4º, I. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 872.646/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 16/3/15). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental reproduzido no doc. 271. O agravo interposto pelo Ministério Público Federal também não merece prosperar (doc. 320). Em que pesem os argumentos apresentados no recurso, está evidenciado, nas razões recursais, que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão impugnada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. O pedido de suspensão de liminar foi proposto pela União para suspender os efeitos da decisão com a qual o Juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM (na Ação Ordinária nº 1001079-05.2018.4.01.3200) e o Presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (na Suspensão nº 1009347-45.2018.4.01.0000) suspenderam a eficácia do contrato firmado entre a Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras) e a Viasat Inc. O contrato impugnado na instância de origem, firmado entre a Telebras e a Viasat, tem por objeto serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat, bem como a exploração de 100% da capacidade da banda Ka do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias (SGDC-1), de propriedade da Telebras, cuja finalidade é fornecer acesso à banda larga de qualidade em todo o território brasileiro (doc. 2). Nos termos da Nota Informativa nº 315/2019/SEI-MCTIC, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM 868.524/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/15). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. CPC, ART. 544, § 4º, I. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 872.646/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 16/3/15). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental reproduzido no doc. 271. O agravo interposto pelo Ministério Público Federal também não merece prosperar (doc. 320). Em que pesem os argumentos apresentados no recurso, está evidenciado, nas razões recursais, que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão impugnada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. O pedido de suspensão de liminar foi proposto pela União para suspender os efeitos da decisão com a qual o Juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM (na Ação Ordinária nº 1001079-05.2018.4.01.3200) e o Presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (na Suspensão nº 1009347-45.2018.4.01.0000) suspenderam a eficácia do contrato firmado entre a Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras) e a Viasat Inc. O contrato impugnado na instância de origem, firmado entre a Telebras e a Viasat, tem por objeto serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat, bem como a exploração de 100% da capacidade da banda Ka do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias (SGDC-1), de propriedade da Telebras, cuja finalidade é fornecer acesso à banda larga de qualidade em todo o território brasileiro (doc. 2). Nos termos da Nota Informativa nº 315/2019/SEI-MCTIC, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM “o Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) tem como objetivo a universalização do acesso à internet em todo o território nacional. Oferece conexão à internet em banda larga, por via terrestre ou satélite, para telecentros, escolas, unidades de saúde, aldeias indígenas, postos de fronteira e comunidades quilombolas, com direcionamento prioritário para comunidades em estado de vulnerabilidade social em todo o Brasil. O público-alvo do GESAC, logo, consiste nas comunidades com dificuldade de acesso à internet” (doc. 350). A Ministra Cármen Lúcia, no exercício da Presidência, decidiu, inicialmente, pelo indeferimento da suspensão, por não vislumbrar, à época, risco a interesses públicos relevantes, conforme se verifica na ementa abaixo: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS. EXPLORAÇÃO DA BANDA KA. CONTRATO FIRMADO ENTRE A TELEBRAS E EMPRESA NORTE-AMERICANA. CONTRATO SUSPENSO. ALEGADA LESÃO À ORDEM PÚBLICA ADMINISTRATIVA: IMPOSSIBLIDADE DE EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. ALEGADA AUSÊNCIA DE RISCO À SOBERANIA NACIONAL: INACESSIBILIDADE DE DADOS DA BANDA X. ALEGADA LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA: NECESSIDADE DE CELEBRAÇÃO DE TERMO ADITIVO COM A ATUAL CONTRATADA PARA EVITAR A PARALISAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. AUSÊNCIA DE LESÃO AOS VALORES TUTELADOS PELA LEGISLAÇÃO. SUSPENSÃO DE LIMINAR INDEFERIDA.” Todavia, a Presidente reconsiderou a decisão para deferir a suspensão de liminar, tendo em vista a possibilidade de grave prejuízo financeiro e de risco na implementação de determinadas políticas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM “o Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) tem como objetivo a universalização do acesso à internet em todo o território nacional. Oferece conexão à internet em banda larga, por via terrestre ou satélite, para telecentros, escolas, unidades de saúde, aldeias indígenas, postos de fronteira e comunidades quilombolas, com direcionamento prioritário para comunidades em estado de vulnerabilidade social em todo o Brasil. O público-alvo do GESAC, logo, consiste nas comunidades com dificuldade de acesso à internet” (doc. 350). A Ministra Cármen Lúcia, no exercício da Presidência, decidiu, inicialmente, pelo indeferimento da suspensão, por não vislumbrar, à época, risco a interesses públicos relevantes, conforme se verifica na ementa abaixo: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS. EXPLORAÇÃO DA BANDA KA. CONTRATO FIRMADO ENTRE A TELEBRAS E EMPRESA NORTE-AMERICANA. CONTRATO SUSPENSO. ALEGADA LESÃO À ORDEM PÚBLICA ADMINISTRATIVA: IMPOSSIBLIDADE DE EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. ALEGADA AUSÊNCIA DE RISCO À SOBERANIA NACIONAL: INACESSIBILIDADE DE DADOS DA BANDA X. ALEGADA LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA: NECESSIDADE DE CELEBRAÇÃO DE TERMO ADITIVO COM A ATUAL CONTRATADA PARA EVITAR A PARALISAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. AUSÊNCIA DE LESÃO AOS VALORES TUTELADOS PELA LEGISLAÇÃO. SUSPENSÃO DE LIMINAR INDEFERIDA.” Todavia, a Presidente reconsiderou a decisão para deferir a suspensão de liminar, tendo em vista a possibilidade de grave prejuízo financeiro e de risco na implementação de determinadas políticas 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM públicas, o que resultou na interposição dos presentes agravos, ora analisados (doc. 264). Abaixo colaciono os principais argumentos utilizados na decisão hostilizada: “(...) 7. A dúvida sobre a competência do juízo para a análise da ação ordinária resultará em atraso na conclusão da questão posta em exame na Ação Ordinária n. 1001079- 05.2018.4.01.3200, diminuindo a vida útil do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias – SGDC, que já está em órbita há mais de um ano, deixando de ser utilizado em seu potencial máximo. A União realça, no agravo regimental interposto, que 'aportou diretamente R$ 1,73 bilhão (um bilhão, setecentos e trinta milhões de reais) para a construção e lançamento do SGDC' e que 'o satélite, no entanto, é um bem perecível, possuindo duração média de quinze anos, podendo chegar a dezoito. Ou seja, a União possui um período curto para recuperar o seu vultuoso investimento. Assim, a cada dia que a União não utiliza a tecnologia do satélite, pagando pela sua manutenção em órbita e sem atividade plena, toda a coletividade tem de assumir um altíssimo prejuízo, não sendo possível assumir, portanto, que já não há, ‘neste momento, situação justificadora para o excepcional deferimento' do presente pedido de suspensão’ (fl. 12, e-doc. 242). Nesse contexto, a despeito dos questionamentos levantados na ação ordinária, ganham relevo os argumentos de grave prejuízo financeiro e de risco na implementação das políticas públicas, considerada a imprescindibilidade dos equipamentos da ViaSat Inc. para viabilizar o funcionamento de 100% da capacidade satelital: '(...) em que pese, de fato os serviços de telecomunicações sejam prestados diretamente pela Telebras, tal conectividade depende da utilização de equipamentos e serviços a serem prestados pela Viasat, parceira da Telebras. Tais equipamentos (...) não encontram empresa fabricante no país, como já declarou a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM públicas, o que resultou na interposição dos presentes agravos, ora analisados (doc. 264). Abaixo colaciono os principais argumentos utilizados na decisão hostilizada: “(...) 7. A dúvida sobre a competência do juízo para a análise da ação ordinária resultará em atraso na conclusão da questão posta em exame na Ação Ordinária n. 1001079- 05.2018.4.01.3200, diminuindo a vida útil do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias – SGDC, que já está em órbita há mais de um ano, deixando de ser utilizado em seu potencial máximo. A União realça, no agravo regimental interposto, que 'aportou diretamente R$ 1,73 bilhão (um bilhão, setecentos e trinta milhões de reais) para a construção e lançamento do SGDC' e que 'o satélite, no entanto, é um bem perecível, possuindo duração média de quinze anos, podendo chegar a dezoito. Ou seja, a União possui um período curto para recuperar o seu vultuoso investimento. Assim, a cada dia que a União não utiliza a tecnologia do satélite, pagando pela sua manutenção em órbita e sem atividade plena, toda a coletividade tem de assumir um altíssimo prejuízo, não sendo possível assumir, portanto, que já não há, ‘neste momento, situação justificadora para o excepcional deferimento' do presente pedido de suspensão’ (fl. 12, e-doc. 242). Nesse contexto, a despeito dos questionamentos levantados na ação ordinária, ganham relevo os argumentos de grave prejuízo financeiro e de risco na implementação das políticas públicas, considerada a imprescindibilidade dos equipamentos da ViaSat Inc. para viabilizar o funcionamento de 100% da capacidade satelital: '(...) em que pese, de fato os serviços de telecomunicações sejam prestados diretamente pela Telebras, tal conectividade depende da utilização de equipamentos e serviços a serem prestados pela Viasat, parceira da Telebras. Tais equipamentos (...) não encontram empresa fabricante no país, como já declarou a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Anatel (documento anexo). 4. Logo, assim como a Telebras ora faz por meio da parceria, todas as demais empresas do mercado formaram contratos semelhantes para a disponibilização de equipamentos de banda base para a prestação dos serviços de comunicações via satélite, inclusive as Autoras da ação (que possuem parceria com a empresa norte-americana Idirect, como elas próprias afirmam nos autos). 5. A disponibilização de equipamentos por fornecedores estrangeiros já havia sido prevista no Chamamento Público. E, repita-se, tem uma razão óbvia, como já dito: não existe no Brasil fabricantes de equipamentos nacionais, como declara a própria Anatel. 6. Ressalta-se que sem esses equipamentos não existe comunicação satelital. De nada adiante possuir um satélite, mas não possuir equipamentos de solo aptos a enviar e receber sinais deste artefato. Portanto, a existência, qualidade e confiabilidade destes equipamentos são tão relevantes quanto a própria existência do artefato satelital para a prestação dos serviços de banda larga. 7. A indisponibilidade destes equipamentos, equivale à não existência do satélite, destacando-se, no entanto, que o satélite da Telebras, o SGDC, já está em sua posição, e permanecerá lá acessível à prestação dos serviços por tempo limitado – sua vita útil é de 18 anos. 8. Cada dia sem sua efetiva utilização representa não apenas uma tragédia para o setor brasileiro de Telecom, setor este carente de tecnologias como o SGDC, mas também para a população brasileira em geral – que deixa de ser beneficiada pelos programas sociais que, por razões técnicas lamentavelmente não compreendidas pelo juízo federal de 1º grau, não poderão ser atendido pela Telebras -, gerando prejuízos, também, a toda a coletividade, porquanto cada dia de subutilização do SGDC acarreta prejuízos de grande monta à Telebras, como se sabe, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Anatel (documento anexo). 4. Logo, assim como a Telebras ora faz por meio da parceria, todas as demais empresas do mercado formaram contratos semelhantes para a disponibilização de equipamentos de banda base para a prestação dos serviços de comunicações via satélite, inclusive as Autoras da ação (que possuem parceria com a empresa norte-americana Idirect, como elas próprias afirmam nos autos). 5. A disponibilização de equipamentos por fornecedores estrangeiros já havia sido prevista no Chamamento Público. E, repita-se, tem uma razão óbvia, como já dito: não existe no Brasil fabricantes de equipamentos nacionais, como declara a própria Anatel. 6. Ressalta-se que sem esses equipamentos não existe comunicação satelital. De nada adiante possuir um satélite, mas não possuir equipamentos de solo aptos a enviar e receber sinais deste artefato. Portanto, a existência, qualidade e confiabilidade destes equipamentos são tão relevantes quanto a própria existência do artefato satelital para a prestação dos serviços de banda larga. 7. A indisponibilidade destes equipamentos, equivale à não existência do satélite, destacando-se, no entanto, que o satélite da Telebras, o SGDC, já está em sua posição, e permanecerá lá acessível à prestação dos serviços por tempo limitado – sua vita útil é de 18 anos. 8. Cada dia sem sua efetiva utilização representa não apenas uma tragédia para o setor brasileiro de Telecom, setor este carente de tecnologias como o SGDC, mas também para a população brasileira em geral – que deixa de ser beneficiada pelos programas sociais que, por razões técnicas lamentavelmente não compreendidas pelo juízo federal de 1º grau, não poderão ser atendido pela Telebras -, gerando prejuízos, também, a toda a coletividade, porquanto cada dia de subutilização do SGDC acarreta prejuízos de grande monta à Telebras, como se sabe, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM sociedade de economia mista a ter como acionista majoritária a União' (trecho do Memorando n. 00133/2018/CONJUR-MCTIC/CJU/AGU, da Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, fls. 8-9 do e-doc. 242). O transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro, justificam, pela configurada demonstração de risco concreto às ordens pública e econômica, a suspensão dos efeitos da decisão objeto da presente medida de contracautela. 8. Reitero ter-se mitigado o pretenso risco à soberania nacional a partir das informações técnicas apresentadas depois da prolação da decisão objeto da presente suspensão de liminar diretamente com os órgãos responsáveis pela operação e controle do satélite pela Presidência. 9. Pelo exposto, reconsidero a decisão agravada, deferindo a suspensão de liminar requerida para suspender os efeitos da medida proferida pelo juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM na Ação Ordinária n. 1001079- 05.2018.4.01.3200 e mantida pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (Suspensão n. 1009347- 45.2018.4.01.0000)” (grifo nosso) (doc. 264). Em 8/11/2018, as agravantes Via Direta e Rede Tiradentes peticionaram para requerer a juntada aos autos do Acórdão TCU nº 2.488/2018, de 31/10/2018 (TC nº 022.981/2018), o qual apontou irregularidades no acordo de parceria entre a Telebras e a Viasat e determinou correções pontuais na avença (docs. 301/302). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM sociedade de economia mista a ter como acionista majoritária a União' (trecho do Memorando n. 00133/2018/CONJUR-MCTIC/CJU/AGU, da Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, fls. 8-9 do e-doc. 242). O transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro, justificam, pela configurada demonstração de risco concreto às ordens pública e econômica, a suspensão dos efeitos da decisão objeto da presente medida de contracautela. 8. Reitero ter-se mitigado o pretenso risco à soberania nacional a partir das informações técnicas apresentadas depois da prolação da decisão objeto da presente suspensão de liminar diretamente com os órgãos responsáveis pela operação e controle do satélite pela Presidência. 9. Pelo exposto, reconsidero a decisão agravada, deferindo a suspensão de liminar requerida para suspender os efeitos da medida proferida pelo juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM na Ação Ordinária n. 1001079- 05.2018.4.01.3200 e mantida pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (Suspensão n. 1009347- 45.2018.4.01.0000)” (grifo nosso) (doc. 264). Em 8/11/2018, as agravantes Via Direta e Rede Tiradentes peticionaram para requerer a juntada aos autos do Acórdão TCU nº 2.488/2018, de 31/10/2018 (TC nº 022.981/2018), o qual apontou irregularidades no acordo de parceria entre a Telebras e a Viasat e determinou correções pontuais na avença (docs. 301/302). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM A PGR também menciona o Acórdão nº 2488/2018 do TCU como fundamento para confirmar a tese de ilegalidade do contrato, já que, segundo o Parquet, o TCU identificou “graves irregularidades” na parceria firmada entre a Telebras e a Viasat. O MPF alega que as empresas também não observaram as recomendações do TCU quanto à contratação de parceria para a exploração do satélite fixadas no Acórdão TCU nº 2.033/2017. Aponta, ainda, que a Telebras, ao celebrar o contrato diretamente com a empresa americana (Viasat) e ceder 100% da exploração da banda Ka do satélite brasileiro, privilegiou o particular, “além de esvaziar sua própria função como responsável pela exploração da banda Ka do satélite brasileiro, com verdadeira transferência da prestação dos serviços de conexão à internet, sem qualquer reserva de exclusividade que garantisse a implementação dos objetivos do Programa Nacional de Banda Larga – PNBL” (doc 320, fl. 7). Salienta que a reserva mínima de exclusividade de exploração pela estatal pode ocasionar risco à segurança das informações governamentais. A Telebras, por sua vez, afirmou que o TCU, no Acórdão nº 2.488, de 31/10/2018, reconheceu a legalidade do contrato - porque atenderia aos requisitos constantes do art. 173 da Constituição Federal e do art. 28, § 3º, II, da Lei 13.303/2016, “embora tenha determinado que Telebras e Viasat renegociassem algumas cláusulas do contrato de modo a torná-lo, sob o ponto de vista do TCU, mais aderente ao princípio da economicidade” (doc. 304). Resumidos os principais argumentos levantados pelas partes, passo à análise das razões recursais. Em 31/10/2018, no Acórdão 2.488/2018, de relatoria do Ministro Benjamin Zymler, o TCU julgou a representação formulada pela Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Hídrica, de Comunicações e de Mineração (SeinfraCom) em face de possíveis irregularidades na celebração do acordo de parceria celebrado pelas empresas Telebras e 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM A PGR também menciona o Acórdão nº 2488/2018 do TCU como fundamento para confirmar a tese de ilegalidade do contrato, já que, segundo o Parquet, o TCU identificou “graves irregularidades” na parceria firmada entre a Telebras e a Viasat. O MPF alega que as empresas também não observaram as recomendações do TCU quanto à contratação de parceria para a exploração do satélite fixadas no Acórdão TCU nº 2.033/2017. Aponta, ainda, que a Telebras, ao celebrar o contrato diretamente com a empresa americana (Viasat) e ceder 100% da exploração da banda Ka do satélite brasileiro, privilegiou o particular, “além de esvaziar sua própria função como responsável pela exploração da banda Ka do satélite brasileiro, com verdadeira transferência da prestação dos serviços de conexão à internet, sem qualquer reserva de exclusividade que garantisse a implementação dos objetivos do Programa Nacional de Banda Larga – PNBL” (doc 320, fl. 7). Salienta que a reserva mínima de exclusividade de exploração pela estatal pode ocasionar risco à segurança das informações governamentais. A Telebras, por sua vez, afirmou que o TCU, no Acórdão nº 2.488, de 31/10/2018, reconheceu a legalidade do contrato - porque atenderia aos requisitos constantes do art. 173 da Constituição Federal e do art. 28, § 3º, II, da Lei 13.303/2016, “embora tenha determinado que Telebras e Viasat renegociassem algumas cláusulas do contrato de modo a torná-lo, sob o ponto de vista do TCU, mais aderente ao princípio da economicidade” (doc. 304). Resumidos os principais argumentos levantados pelas partes, passo à análise das razões recursais. Em 31/10/2018, no Acórdão 2.488/2018, de relatoria do Ministro Benjamin Zymler, o TCU julgou a representação formulada pela Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Hídrica, de Comunicações e de Mineração (SeinfraCom) em face de possíveis irregularidades na celebração do acordo de parceria celebrado pelas empresas Telebras e 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Viasat com o objetivo de utilizar a capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SGDC), as quais configurariam vícios no processo licitatório, com eventual afronta aos arts. 37, XXI, da Constituição Federal e 28, §§ 3º e 4º, da Lei 13.303/2016 (Acórdão TCU nº 2.488/2018) (doc. 302). No informativo de jurisprudência do TCU nº 358 (sessões de 30 e 31 de outubro e de 6 e 7 de novembro), consta a seguinte conclusão do julgado: “Outrossim, o relator salientou que a existência de possíveis concorrentes não necessariamente implicaria a necessidade de ser realizado processo competitivo, haja vista que, conforme evidenciado em seu voto, ‘a escolha do parceiro pode decorrer de avaliações subjetivas, que devem estar embasadas em critérios bem definidos’. Ao final, concluiu que as falhas identificadas na parceria sob exame deveriam acarretar determinações corretivas, porém não seriam ‘aptas’ a ensejar a anulação do contrato’, no que foi acompanhado pelo colegiado” (doc. 305) (grifo nosso). Em 21/11/2018, o Acórdão nº 2.488/2018/TCU foi analisado pelo Ministro Edson Fachin no MS nº 36.099/DF, o qual consignou a consonância da decisão da Corte de Contas com a jurisprudência do STF, bem como confirmou a legalidade do contrato, em que pese a determinação de adoção de algumas providências quanto ao equilíbrio econômico-financeiro (doc. 306). Transcrevo excerto da decisão: “Por fim, destaco que o TCU, conquanto tenha determinado a adoção de algumas providências para resguardar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, assentou a legalidade da avença, haja vista a existência, no caso em exame, das hipóteses autorizadores da dispensa de licitação, presentes no art. 28, § 3º, II, da Lei nº 13.303/2016” (grifo nosso). 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Viasat com o objetivo de utilizar a capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SGDC), as quais configurariam vícios no processo licitatório, com eventual afronta aos arts. 37, XXI, da Constituição Federal e 28, §§ 3º e 4º, da Lei 13.303/2016 (Acórdão TCU nº 2.488/2018) (doc. 302). No informativo de jurisprudência do TCU nº 358 (sessões de 30 e 31 de outubro e de 6 e 7 de novembro), consta a seguinte conclusão do julgado: “Outrossim, o relator salientou que a existência de possíveis concorrentes não necessariamente implicaria a necessidade de ser realizado processo competitivo, haja vista que, conforme evidenciado em seu voto, ‘a escolha do parceiro pode decorrer de avaliações subjetivas, que devem estar embasadas em critérios bem definidos’. Ao final, concluiu que as falhas identificadas na parceria sob exame deveriam acarretar determinações corretivas, porém não seriam ‘aptas’ a ensejar a anulação do contrato’, no que foi acompanhado pelo colegiado” (doc. 305) (grifo nosso). Em 21/11/2018, o Acórdão nº 2.488/2018/TCU foi analisado pelo Ministro Edson Fachin no MS nº 36.099/DF, o qual consignou a consonância da decisão da Corte de Contas com a jurisprudência do STF, bem como confirmou a legalidade do contrato, em que pese a determinação de adoção de algumas providências quanto ao equilíbrio econômico-financeiro (doc. 306). Transcrevo excerto da decisão: “Por fim, destaco que o TCU, conquanto tenha determinado a adoção de algumas providências para resguardar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, assentou a legalidade da avença, haja vista a existência, no caso em exame, das hipóteses autorizadores da dispensa de licitação, presentes no art. 28, § 3º, II, da Lei nº 13.303/2016” (grifo nosso). 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Assim, não obstante as alegações dos agravantes no tocante às irregularidades contratuais, verifica-se que elas não foram suficientes para macular a validade e a eficácia do contrato de parceria, conforme decisão do TCU e do Ministro Edson Fachin no MS nº 36.099/DF. Ademais, de acordo com o memorial apresentado pela Telebras, os 10 (dez) pontos questionados pelo TCU foram renegociados pelas interessadas por meio de aditivo contratual, a fim de conferir maior vantagem econômica à estatal. Além disso, os requisitos que ensejaram a suspensão da liminar continuam presentes, mormente diante da possibilidade de grave prejuízo financeiro e do risco de não implementação das políticas públicas definidas, visto que o funcionamento de 100% (cem por cento) da capacidade satelital depende dos equipamentos da Viasat, denotando a suspensão do contrato por medida liminar notória ameaça à ordem e à economia públicas. O acordo celebrado entre a Telebras e a Viasat, além de outras vantagens, permite que a internet chegue em localidades desassistidas de conectividade por via terrestre, atendendo a escolas, unidades de saúde e a unidades de fronteira do Exército. Segundo noticiado pela Telebras, a continuidade da eficácia do contrato por meio do deferimento da medida de contracautela pela Ministra Cármen Lúcia, então presidente da Corte, permitiu que se dessem soluções imediatas a situações de emergência como a de Brumadinho, possibilitando que, em menos de 24 (vinte e quatro) horas, fossem instalados três pontos de acesso à internet wi-fi para o auxílio aos resgates. De acordo com a Telebras: “O SGDC, a partir da parceria questionada, já se encontra em operação, atendendo a 415 escolas públicas no âmbito do contrato GESAC e do Programa de Educação Conectada, bem como a situações de crise humanitária (operação acolhida, em Roraima) e de calamidade pública (Brumadinho/MG). O deferimento do pedido da Procuradoria-Geral da República, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Assim, não obstante as alegações dos agravantes no tocante às irregularidades contratuais, verifica-se que elas não foram suficientes para macular a validade e a eficácia do contrato de parceria, conforme decisão do TCU e do Ministro Edson Fachin no MS nº 36.099/DF. Ademais, de acordo com o memorial apresentado pela Telebras, os 10 (dez) pontos questionados pelo TCU foram renegociados pelas interessadas por meio de aditivo contratual, a fim de conferir maior vantagem econômica à estatal. Além disso, os requisitos que ensejaram a suspensão da liminar continuam presentes, mormente diante da possibilidade de grave prejuízo financeiro e do risco de não implementação das políticas públicas definidas, visto que o funcionamento de 100% (cem por cento) da capacidade satelital depende dos equipamentos da Viasat, denotando a suspensão do contrato por medida liminar notória ameaça à ordem e à economia públicas. O acordo celebrado entre a Telebras e a Viasat, além de outras vantagens, permite que a internet chegue em localidades desassistidas de conectividade por via terrestre, atendendo a escolas, unidades de saúde e a unidades de fronteira do Exército. Segundo noticiado pela Telebras, a continuidade da eficácia do contrato por meio do deferimento da medida de contracautela pela Ministra Cármen Lúcia, então presidente da Corte, permitiu que se dessem soluções imediatas a situações de emergência como a de Brumadinho, possibilitando que, em menos de 24 (vinte e quatro) horas, fossem instalados três pontos de acesso à internet wi-fi para o auxílio aos resgates. De acordo com a Telebras: “O SGDC, a partir da parceria questionada, já se encontra em operação, atendendo a 415 escolas públicas no âmbito do contrato GESAC e do Programa de Educação Conectada, bem como a situações de crise humanitária (operação acolhida, em Roraima) e de calamidade pública (Brumadinho/MG). O deferimento do pedido da Procuradoria-Geral da República, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM portanto, resultaria no desatendimento aos pontos e operações acima elencadas, provocando danos graves e de difícil mensuração e reparação, além de resultar em prejuízo diário para os cofres da Telebras estimado em R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), conforme já informado nestes autos, relacionado à limitada vida útil de 15 (quinze) anos do artefato satelital, cujo custo superou R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais).” Para viabilizar o funcionamento de 100% (cem por cento) da capacidade do satélite e permitir seu uso na comunicação, é imprescindível o fornecimento dos equipamentos pela Viasat, porquanto a conectividade depende da utilização de equipamentos e serviços da empresa estrangeira, visto que “não existe[m] no Brasil fabricantes de equipamentos nacionais, como declara a própria Anatel” (doc. 193). Conforme manifestação técnica da Telebras (CT. Ta 044/1000/2018) (doc. 192), “[d]e nada adianta possuir um satélite, mas não possuir equipamentos de solo aptos a enviar e receber sinais deste artefato. Portanto, a existência, qualidade e confiabilidade destes equipamentos são tão relevantes quanto a própria existência do artefato satelital para a prestação dos serviços de banda larga” (doc. 242). Para corroborar a importância da continuidade do contrato para o Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) -, que tem por objetivo a universalização do acesso à internet em todo o território nacional, mormente pelas comunidades com dificuldade de acesso à rede, como aldeias indígenas e postos de fronteira, destaco excerto da Nota Informativa nº 315/2019/SEI-MCTIC: “Em suma, a interrupção do contrato atual do Gesac representaria a suspensão dessas atividades de atendimento social e não haveria capacidade técnica para que o atendimento fosse feito com o contrato anterior, celebrado com o consórcio 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM portanto, resultaria no desatendimento aos pontos e operações acima elencadas, provocando danos graves e de difícil mensuração e reparação, além de resultar em prejuízo diário para os cofres da Telebras estimado em R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), conforme já informado nestes autos, relacionado à limitada vida útil de 15 (quinze) anos do artefato satelital, cujo custo superou R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais).” Para viabilizar o funcionamento de 100% (cem por cento) da capacidade do satélite e permitir seu uso na comunicação, é imprescindível o fornecimento dos equipamentos pela Viasat, porquanto a conectividade depende da utilização de equipamentos e serviços da empresa estrangeira, visto que “não existe[m] no Brasil fabricantes de equipamentos nacionais, como declara a própria Anatel” (doc. 193). Conforme manifestação técnica da Telebras (CT. Ta 044/1000/2018) (doc. 192), “[d]e nada adianta possuir um satélite, mas não possuir equipamentos de solo aptos a enviar e receber sinais deste artefato. Portanto, a existência, qualidade e confiabilidade destes equipamentos são tão relevantes quanto a própria existência do artefato satelital para a prestação dos serviços de banda larga” (doc. 242). Para corroborar a importância da continuidade do contrato para o Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) -, que tem por objetivo a universalização do acesso à internet em todo o território nacional, mormente pelas comunidades com dificuldade de acesso à rede, como aldeias indígenas e postos de fronteira, destaco excerto da Nota Informativa nº 315/2019/SEI-MCTIC: “Em suma, a interrupção do contrato atual do Gesac representaria a suspensão dessas atividades de atendimento social e não haveria capacidade técnica para que o atendimento fosse feito com o contrato anterior, celebrado com o consórcio 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Conecta II. O contrato anterior não seria capaz de suprir as necessidades expostas tanto em função da sua baixa capacidade relativa, quanto em decorrência da falta de flexibilidade no manejo dos equipamentos da banda Ka, que são mais pesados e vultosos” (doc. 350). Ademais, não há risco à soberania brasileira nem risco de esvaziamento da responsabilidade da Telebras, como supunha o Parquet, porquanto a propriedade do satélite permanece na esfera da estatal. O controle e a operação da banda X continuam em poder do Ministério da Defesa e da Telebras, sem participação, portanto, da empresa privada, e “desta forma, não apresenta risco à soberania nacional”, conforme conclusão exarada da Nota Técnica n° 2/SC 1/CHOC/EMCFA/MD/2018 (doc. 1, fl. 69/70). Assim, irretocável a decisão prolatada pela então Presidente do Supremo, a eminente Ministra Cármen Lúcia, que reconheceu o risco à ordem e à economia públicas caso houvesse subutilização do SGDC. Destaco da decisão o seguinte fundamento: “O transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro, justificam, pela configurada demonstração de risco concreto às ordens pública e econômica, a suspensão dos efeitos da decisão objeto da presente medida de contracautela” (doc. 264). No tocante à incidência de multa por litigância de má-fé, por suposta tentativa de induzir o Poder Judiciário a erro, constato não ser cabível. Isso porque os agravantes fundamentaram de boa-fé as razões que os 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Conecta II. O contrato anterior não seria capaz de suprir as necessidades expostas tanto em função da sua baixa capacidade relativa, quanto em decorrência da falta de flexibilidade no manejo dos equipamentos da banda Ka, que são mais pesados e vultosos” (doc. 350). Ademais, não há risco à soberania brasileira nem risco de esvaziamento da responsabilidade da Telebras, como supunha o Parquet, porquanto a propriedade do satélite permanece na esfera da estatal. O controle e a operação da banda X continuam em poder do Ministério da Defesa e da Telebras, sem participação, portanto, da empresa privada, e “desta forma, não apresenta risco à soberania nacional”, conforme conclusão exarada da Nota Técnica n° 2/SC 1/CHOC/EMCFA/MD/2018 (doc. 1, fl. 69/70). Assim, irretocável a decisão prolatada pela então Presidente do Supremo, a eminente Ministra Cármen Lúcia, que reconheceu o risco à ordem e à economia públicas caso houvesse subutilização do SGDC. Destaco da decisão o seguinte fundamento: “O transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro, justificam, pela configurada demonstração de risco concreto às ordens pública e econômica, a suspensão dos efeitos da decisão objeto da presente medida de contracautela” (doc. 264). No tocante à incidência de multa por litigância de má-fé, por suposta tentativa de induzir o Poder Judiciário a erro, constato não ser cabível. Isso porque os agravantes fundamentaram de boa-fé as razões que os 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM levaram a impugnar a decisão prolatada pela Ministra Cármen Lúcia, não havendo prova de terem deduzido pretensão contra texto expresso de lei ou contra fato incontroverso, ou, ainda, de terem alterado a verdade dos fatos (doc. 308). Ante o exposto, nego provimento aos agravos e confirmo a decisão monocrática (doc. 264) mediante a qual se suspendeu a liminar proferida pelo juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM na Ação Ordinária nº 1001079-05.2018.4.01.3200, a qual foi mantida pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região na Suspensão nº 1009347-45.2018.4.01.0000. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM levaram a impugnar a decisão prolatada pela Ministra Cármen Lúcia, não havendo prova de terem deduzido pretensão contra texto expresso de lei ou contra fato incontroverso, ou, ainda, de terem alterado a verdade dos fatos (doc. 308). Ante o exposto, nego provimento aos agravos e confirmo a decisão monocrática (doc. 264) mediante a qual se suspendeu a liminar proferida pelo juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM na Ação Ordinária nº 1001079-05.2018.4.01.3200, a qual foi mantida pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região na Suspensão nº 1009347-45.2018.4.01.0000. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 29/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) : RONALDO LÁZARO TIRADENTES (AM004113/) E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) : KIE MARIEE CAVALCANTE HARA (4779/AM) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) : GABRIEL NETTO BIANCHI (17309/DF) INTDO.(A/S) : VIASAT INC ADV.(A/S) : RICARDO PAGLIARI LEVY (SP155566/) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-8C08-900A-9BE7 e senha 9EA1-2917-585D-3198 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) : RONALDO LÁZARO TIRADENTES (AM004113/) E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) : KIE MARIEE CAVALCANTE HARA (4779/AM) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) : GABRIEL NETTO BIANCHI (17309/DF) INTDO.(A/S) : VIASAT INC ADV.(A/S) : RICARDO PAGLIARI LEVY (SP155566/) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-8C08-900A-9BE7 e senha 9EA1-2917-585D-3198 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749825754
2019-04-29T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR
EMENTA Agravos regimentais em suspensão de liminar. Decisão liminar deferida pela Presidência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Inovação recursal. Impossibilidade. Precedentes. Contrato de parceria entre Telebras e Viasat. Serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat. Exploração de 100% da capacidade da banda Ka do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1). Legalidade. Acórdão TCU nº 2.488/2018. MS nº 36.099/DF. Ausência de risco à soberania brasileira ou de esvaziamento da responsabilidade da Telebras. Existência de risco concreto às ordens pública e econômica. Confirmação da suspensão de liminar. Agravos regimentais aos quais se nega provimento.
sjur403808
- Acórdão(s) citado(s): (INOVAÇÃO, RECURSO) ARE 1132623 AgR (1ªT), ARE 1164415 AgR (TP). (IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, FUNDAMENTACÃO, DECISÃO AGRAVADA) ARE 869881 AgR (TP), ARE 868524 AgR (2ªT), ARE 872646 AgR (2ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: TCU: Acórdão 2033/2017. - Veja MS 36099 do STF. - Veja Nota Informativa 315/2019, do SEI-MCTIC. - Veja Informativo 358 do TCU. Número de páginas: 19. Análise: 23/08/2019, JSF.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1157
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00021 ART-00173\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013303 ANO-2016\n ART-00028 PAR-00003 INC-00002 PAR-00004\n LEI ORDINÁRIA" ]
SL-AgR-segundo
acordaos
SL 1157 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) : RONALDO LÁZARO TIRADENTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) : KIE MARIEE CAVALCANTE HARA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) : GABRIEL NETTO BIANCHI INTDO.(A/S) : VIASAT INC ADV.(A/S) : RICARDO PAGLIARI LEVY E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) :RONALDO LÁZARO TIRADENTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) :KIE MARIEE CAVALCANTE HARA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) :GABRIEL NETTO BIANCHI INTDO.(A/S) :VIASAT INC ADV.(A/S) :RICARDO PAGLIARI LEVY E OUTRO(A/S) EMENTA Agravos regimentais em suspensão de liminar. Decisão liminar deferida pela Presidência do Tribunal Regional Federal da 1... Região. Inovação recursal. Impossibilidade. Precedentes. Contrato de parceria entre Telebras e Viasat. Serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat. Exploração de 100% da capacidade da banda Ka do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1). Legalidade. Acórdão TCU n 2.488/2018. MS n 36.099/DF. Ausência de risco à soberania brasileira ou de esvaziamento da responsabilidade da Telebras. Existência de risco concreto às ordens pública e econômica. Confirmação da suspensão de liminar. Agravos regimentais aos quais se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 19 a 26/4/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DD3-31F8-656F-7F5F e senha E48B-632A-9797-DACB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM negar provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DD3-31F8-656F-7F5F e senha E48B-632A-9797-DACB Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM negar provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DD3-31F8-656F-7F5F e senha E48B-632A-9797-DACB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) :RONALDO LÁZARO TIRADENTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) :KIE MARIEE CAVALCANTE HARA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) :GABRIEL NETTO BIANCHI INTDO.(A/S) :VIASAT INC ADV.(A/S) :RICARDO PAGLIARI LEVY E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravos regimentais interpostos por Via Direta Telecomunicações via Satélite e Internet Ltda., por Rede de Radio e Televisão Tiradentes Ltda. (doc. 271) e pelo Ministério Público Federal (doc. 320) em face de decisão mediante a qual a então Presidente da Corte, Ministra Cármen Lúcia, deferiu a suspensão de liminar. Vide: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS. EXPLORAÇÃO DA BANDA KA. CONTRATO FIRMADO ENTRE TELEBRAS E EMPRESA ESTRANGEIRA. CONTRATO SUSPENSO. ALEGADA LESÃO À ORDEM PÚBLICA ADMINISTRATIVA: IMPOSSIBLIDADE DE EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. ALEGADA LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA. TRANSCURSO DO TEMPO: CARACTERIZAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) :RONALDO LÁZARO TIRADENTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) :KIE MARIEE CAVALCANTE HARA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) :GABRIEL NETTO BIANCHI INTDO.(A/S) :VIASAT INC ADV.(A/S) :RICARDO PAGLIARI LEVY E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravos regimentais interpostos por Via Direta Telecomunicações via Satélite e Internet Ltda., por Rede de Radio e Televisão Tiradentes Ltda. (doc. 271) e pelo Ministério Público Federal (doc. 320) em face de decisão mediante a qual a então Presidente da Corte, Ministra Cármen Lúcia, deferiu a suspensão de liminar. Vide: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE LIMINAR. SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS. EXPLORAÇÃO DA BANDA KA. CONTRATO FIRMADO ENTRE TELEBRAS E EMPRESA ESTRANGEIRA. CONTRATO SUSPENSO. ALEGADA LESÃO À ORDEM PÚBLICA ADMINISTRATIVA: IMPOSSIBLIDADE DE EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. ALEGADA LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA. TRANSCURSO DO TEMPO: CARACTERIZAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO. SUSPENSÃO DEFERIDA” (doc. 264). Em 1.../8/2018, a então Presidente do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) determinou a autuação da Petição/Supremo Tribunal Federal n 48.173/2018 (doc. 271) como agravo regimental e a intimação da parte agravada para que oferecesse contrarrazões (doc. 283). No agravo regimental oriundo da Petição/Supremo Tribunal Federal n 48.173/2018, as agravantes Via Direta e Rede Tiradentes alegam que o Tribunal de Contas da União reconheceu, no Acórdão n 1692/2018, julgado em 25/7/2019, irregularidades no contrato ajustado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e a Telebras para a prestação dos serviços destinados ao programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) -, motivo pelo qual a suspensão de liminar deve ser indeferida (docs. 271/271). A Viasat, a Telebras, a Viasat Brasil e a União apresentaram contrarrazões nas quais defendem, preliminarmente, o não conhecimento do agravo regimental (doc. 271), por falta de impugnação específica, e, quanto ao mérito, a manutenção da decisão agravada (docs. 288, 290, 292 e 295). Em 8/11/2018, as agravantes peticionaram para que fosse juntado aos autos o Acórdão TCU n 2.488/, de 30/10/2018, resultante do julgamento da representação TC n 022.981/2018, no qual se reconheceriam, segundo alegam, “as ilegalidades no contrato de parceria firmado entre a TELEBRAS e VIASAT (...)” (doc. 301). Em 13/12/2018, a Viasat alegou que tanto o contrato firmado com a Telebras quanto o Gesac foram julgados regulares pelo TCU. Requereu, ato contínuo, que fossem “desconsiderados e rejeitados os pleitos formulados pelas Interessadas na petição n 301, dando-se provimento a este pedido de Suspensão de Liminar e condenando-se as Interessadas nas penas de litigância de má-fé, em razão das sucessivas tentativas de indução do Poder Judiciário em erro” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO. SUSPENSÃO DEFERIDA” (doc. 264). Em 1.../8/2018, a então Presidente do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) determinou a autuação da Petição/Supremo Tribunal Federal n 48.173/2018 (doc. 271) como agravo regimental e a intimação da parte agravada para que oferecesse contrarrazões (doc. 283). No agravo regimental oriundo da Petição/Supremo Tribunal Federal n 48.173/2018, as agravantes Via Direta e Rede Tiradentes alegam que o Tribunal de Contas da União reconheceu, no Acórdão n 1692/2018, julgado em 25/7/2019, irregularidades no contrato ajustado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e a Telebras para a prestação dos serviços destinados ao programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) -, motivo pelo qual a suspensão de liminar deve ser indeferida (docs. 271/271). A Viasat, a Telebras, a Viasat Brasil e a União apresentaram contrarrazões nas quais defendem, preliminarmente, o não conhecimento do agravo regimental (doc. 271), por falta de impugnação específica, e, quanto ao mérito, a manutenção da decisão agravada (docs. 288, 290, 292 e 295). Em 8/11/2018, as agravantes peticionaram para que fosse juntado aos autos o Acórdão TCU n 2.488/, de 30/10/2018, resultante do julgamento da representação TC n 022.981/2018, no qual se reconheceriam, segundo alegam, “as ilegalidades no contrato de parceria firmado entre a TELEBRAS e VIASAT (...)” (doc. 301). Em 13/12/2018, a Viasat alegou que tanto o contrato firmado com a Telebras quanto o Gesac foram julgados regulares pelo TCU. Requereu, ato contínuo, que fossem “desconsiderados e rejeitados os pleitos formulados pelas Interessadas na petição n 301, dando-se provimento a este pedido de Suspensão de Liminar e condenando-se as Interessadas nas penas de litigância de má-fé, em razão das sucessivas tentativas de indução do Poder Judiciário em erro” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM (doc. 308). Em 8/1/2019, foi deferida vista à PGR (doc. 318/319). Em 1.../2/2019, a PGR interpôs agravo regimental, no qual argumenta, em síntese, a ilegalidade do contrato, as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a necessidade de se preservar “a lisura administrativa, o patrimônio público e a defesa da soberania” (doc. 320). A Telebras, a Viasat Brasil, a Viasat e a União apresentaram contraminuta ao agravo interposto pelo Parquet (docs. 325, 335, 344 e 349). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM (doc. 308). Em 8/1/2019, foi deferida vista à PGR (doc. 318/319). Em 1.../2/2019, a PGR interpôs agravo regimental, no qual argumenta, em síntese, a ilegalidade do contrato, as irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a necessidade de se preservar “a lisura administrativa, o patrimônio público e a defesa da soberania” (doc. 320). A Telebras, a Viasat Brasil, a Viasat e a União apresentaram contraminuta ao agravo interposto pelo Parquet (docs. 325, 335, 344 e 349). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 17DB-4B41-59D5-36D1 e senha 34BD-81E9-2600-C073 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, registro que, por haver identidade de pedidos nos agravos regimentais, julgo-os conjuntamente. Já anoto que o inconformismo não merece prosperar. A matéria trazida no primeiro recurso (doc. 271), relativa exclusivamente à decisão do TCU (acórdão n 1692/2018, de 24/7/2018) de suspender o contrato ajustado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e a Telebras para a prestação dos serviços destinados ao programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) -, não foi suscitada nos fundamentos da decisão impugnada, configurando inovação recursal manifesta em momento inoportuno. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Inovação recursal. Impossibilidade. Precedentes. 1. A matéria trazida no presente recurso, relativa à incompetência do Ministério do Trabalho e Emprego para fixar jornada de trabalho distinta da prevista em lei, não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 1164415 AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 1.../2/19). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. 1. Os dispositivos constitucionais alegados por violados não foram apreciados pelo acórdão impugnado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 AMAZONAS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Inicialmente, registro que, por haver identidade de pedidos nos agravos regimentais, julgo-os conjuntamente. Já anoto que o inconformismo não merece prosperar. A matéria trazida no primeiro recurso (doc. 271), relativa exclusivamente à decisão do TCU (acórdão n 1692/2018, de 24/7/2018) de suspender o contrato ajustado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação (MCTIC) e a Telebras para a prestação dos serviços destinados ao programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) -, não foi suscitada nos fundamentos da decisão impugnada, configurando inovação recursal manifesta em momento inoportuno. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Trabalhista. Inovação recursal. Impossibilidade. Precedentes. 1. A matéria trazida no presente recurso, relativa à incompetência do Ministério do Trabalho e Emprego para fixar jornada de trabalho distinta da prevista em lei, não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Não se admite, no agravo regimental, a inovação de fundamentos. 2. Agravo regimental não provido” (ARE 1164415 AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli (Presidente), Tribunal Pleno, DJe 1.../2/19). “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. CORREÇÃO MONETÁRIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. 1. Os dispositivos constitucionais alegados por violados não foram apreciados pelo acórdão impugnado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. O recurso carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 2. A impugnação aos juros e aos honorários advocatícios não fez parte das razões do recurso extraordinário, sendo aduzida somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE 1.132.623/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/9/18). Ademais, não houve impugnação específica à decisão hostilizada. Com efeito, segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a parte deve impugnar, na petição do agravo, todos os fundamentos da decisão, o que não ocorreu no caso em tela. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. II. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 869.881/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14/5/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Tampouco foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão. O recurso carece de prequestionamento (Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal). 2. A impugnação aos juros e aos honorários advocatícios não fez parte das razões do recurso extraordinário, sendo aduzida somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015” (ARE 1.132.623/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 25/9/18). Ademais, não houve impugnação específica à decisão hostilizada. Com efeito, segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a parte deve impugnar, na petição do agravo, todos os fundamentos da decisão, o que não ocorreu no caso em tela. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I. Nos termos da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. II. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 869.881/DF-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14/5/15). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM 868.524/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/15). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Código de Processo Civil, ART. 544, § 4..., I. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 872.646/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 16/3/15). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental reproduzido no doc. 271. O agravo interposto pelo Ministério Público Federal também não merece prosperar (doc. 320). Em que pesem os argumentos apresentados no recurso, está evidenciado, nas razões recursais, que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão impugnada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. O pedido de suspensão de liminar foi proposto pela União para suspender os efeitos da decisão com a qual o Juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM (na Ação Ordinária n 1001079-05.2018.4.01.3200) e o Presidente do Tribunal Regional Federal da 1... Região (na Suspensão n 1009347-45.2018.4.01.0000) suspenderam a eficácia do contrato firmado entre a Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras) e a Viasat Inc. O contrato impugnado na instância de origem, firmado entre a Telebras e a Viasat, tem por objeto serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat, bem como a exploração de 100% da capacidade da banda Ka do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias (SGDC-1), de propriedade da Telebras, cuja finalidade é fornecer acesso à banda larga de qualidade em todo o território brasileiro (doc. 2). Nos termos da Nota Informativa n 315/2019/SEI-MCTIC, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM 868.524/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/5/15). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Código de Processo Civil, ART. 544, § 4..., I. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 872.646/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 16/3/15). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental reproduzido no doc. 271. O agravo interposto pelo Ministério Público Federal também não merece prosperar (doc. 320). Em que pesem os argumentos apresentados no recurso, está evidenciado, nas razões recursais, que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão impugnada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. O pedido de suspensão de liminar foi proposto pela União para suspender os efeitos da decisão com a qual o Juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM (na Ação Ordinária n 1001079-05.2018.4.01.3200) e o Presidente do Tribunal Regional Federal da 1... Região (na Suspensão n 1009347-45.2018.4.01.0000) suspenderam a eficácia do contrato firmado entre a Telecomunicações Brasileiras S/A (Telebras) e a Viasat Inc. O contrato impugnado na instância de origem, firmado entre a Telebras e a Viasat, tem por objeto serviços e equipamentos fornecidos pela Viasat, bem como a exploração de 100% da capacidade da banda Ka do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias (SGDC-1), de propriedade da Telebras, cuja finalidade é fornecer acesso à banda larga de qualidade em todo o território brasileiro (doc. 2). Nos termos da Nota Informativa n 315/2019/SEI-MCTIC, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM “o Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) tem como objetivo a universalização do acesso à internet em todo o território nacional. Oferece conexão à internet em banda larga, por via terrestre ou satélite, para telecentros, escolas, unidades de saúde, aldeias indígenas, postos de fronteira e comunidades quilombolas, com direcionamento prioritário para comunidades em estado de vulnerabilidade social em todo o Brasil. O público-alvo do GESAC, logo, consiste nas comunidades com dificuldade de acesso à internet” (doc. 350). A Ministra Cármen Lúcia, no exercício da Presidência, decidiu, inicialmente, pelo indeferimento da suspensão, por não vislumbrar, à época, risco a interesses públicos relevantes, conforme se verifica na ementa abaixo: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS. EXPLORAÇÃO DA BANDA KA. CONTRATO FIRMADO ENTRE A TELEBRAS E EMPRESA NORTE-AMERICANA. CONTRATO SUSPENSO. ALEGADA LESÃO À ORDEM PÚBLICA ADMINISTRATIVA: IMPOSSIBLIDADE DE EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. ALEGADA AUSÊNCIA DE RISCO À SOBERANIA NACIONAL: INACESSIBILIDADE DE DADOS DA BANDA X. ALEGADA LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA: NECESSIDADE DE CELEBRAÇÃO DE TERMO ADITIVO COM A ATUAL CONTRATADA PARA EVITAR A PARALISAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. AUSÊNCIA DE LESÃO AOS VALORES TUTELADOS PELA LEGISLAÇÃO. SUSPENSÃO DE LIMINAR INDEFERIDA.” Todavia, a Presidente reconsiderou a decisão para deferir a suspensão de liminar, tendo em vista a possibilidade de grave prejuízo financeiro e de risco na implementação de determinadas políticas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM “o Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) tem como objetivo a universalização do acesso à internet em todo o território nacional. Oferece conexão à internet em banda larga, por via terrestre ou satélite, para telecentros, escolas, unidades de saúde, aldeias indígenas, postos de fronteira e comunidades quilombolas, com direcionamento prioritário para comunidades em estado de vulnerabilidade social em todo o Brasil. O público-alvo do GESAC, logo, consiste nas comunidades com dificuldade de acesso à internet” (doc. 350). A Ministra Cármen Lúcia, no exercício da Presidência, decidiu, inicialmente, pelo indeferimento da suspensão, por não vislumbrar, à época, risco a interesses públicos relevantes, conforme se verifica na ementa abaixo: “SUSPENSÃO DE LIMINAR. SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS. EXPLORAÇÃO DA BANDA KA. CONTRATO FIRMADO ENTRE A TELEBRAS E EMPRESA NORTE-AMERICANA. CONTRATO SUSPENSO. ALEGADA LESÃO À ORDEM PÚBLICA ADMINISTRATIVA: IMPOSSIBLIDADE DE EXECUÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. ALEGADA AUSÊNCIA DE RISCO À SOBERANIA NACIONAL: INACESSIBILIDADE DE DADOS DA BANDA X. ALEGADA LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA: NECESSIDADE DE CELEBRAÇÃO DE TERMO ADITIVO COM A ATUAL CONTRATADA PARA EVITAR A PARALISAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. AUSÊNCIA DE LESÃO AOS VALORES TUTELADOS PELA LEGISLAÇÃO. SUSPENSÃO DE LIMINAR INDEFERIDA.” Todavia, a Presidente reconsiderou a decisão para deferir a suspensão de liminar, tendo em vista a possibilidade de grave prejuízo financeiro e de risco na implementação de determinadas políticas 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM públicas, o que resultou na interposição dos presentes agravos, ora analisados (doc. 264). Abaixo colaciono os principais argumentos utilizados na decisão hostilizada: “(...) 7. A dúvida sobre a competência do juízo para a análise da ação ordinária resultará em atraso na conclusão da questão posta em exame na Ação Ordinária n. 1001079- 05.2018.4.01.3200, diminuindo a vida útil do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias – SGDC, que já está em órbita há mais de um ano, deixando de ser utilizado em seu potencial máximo. A União realça, no agravo regimental interposto, que 'aportou diretamente R$ 1,73 bilhão (um bilhão, setecentos e trinta milhões de reais) para a construção e lançamento do SGDC' e que 'o satélite, no entanto, é um bem perecível, possuindo duração média de quinze anos, podendo chegar a dezoito. Ou seja, a União possui um período curto para recuperar o seu vultuoso investimento. Assim, a cada dia que a União não utiliza a tecnologia do satélite, pagando pela sua manutenção em órbita e sem atividade plena, toda a coletividade tem de assumir um altíssimo prejuízo, não sendo possível assumir, portanto, que já não há, ‘neste momento, situação justificadora para o excepcional deferimento' do presente pedido de suspensão’ (fl. 12, e-doc. 242). Nesse contexto, a despeito dos questionamentos levantados na ação ordinária, ganham relevo os argumentos de grave prejuízo financeiro e de risco na implementação das políticas públicas, considerada a imprescindibilidade dos equipamentos da ViaSat Inc. para viabilizar o funcionamento de 100% da capacidade satelital: '(...) em que pese, de fato os serviços de telecomunicações sejam prestados diretamente pela Telebras, tal conectividade depende da utilização de equipamentos e serviços a serem prestados pela Viasat, parceira da Telebras. Tais equipamentos (...) não encontram empresa fabricante no país, como já declarou a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM públicas, o que resultou na interposição dos presentes agravos, ora analisados (doc. 264). Abaixo colaciono os principais argumentos utilizados na decisão hostilizada: “(...) 7. A dúvida sobre a competência do juízo para a análise da ação ordinária resultará em atraso na conclusão da questão posta em exame na Ação Ordinária n. 1001079- 05.2018.4.01.3200, diminuindo a vida útil do Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias – SGDC, que já está em órbita há mais de um ano, deixando de ser utilizado em seu potencial máximo. A União realça, no agravo regimental interposto, que 'aportou diretamente R$ 1,73 bilhão (um bilhão, setecentos e trinta milhões de reais) para a construção e lançamento do SGDC' e que 'o satélite, no entanto, é um bem perecível, possuindo duração média de quinze anos, podendo chegar a dezoito. Ou seja, a União possui um período curto para recuperar o seu vultuoso investimento. Assim, a cada dia que a União não utiliza a tecnologia do satélite, pagando pela sua manutenção em órbita e sem atividade plena, toda a coletividade tem de assumir um altíssimo prejuízo, não sendo possível assumir, portanto, que já não há, ‘neste momento, situação justificadora para o excepcional deferimento' do presente pedido de suspensão’ (fl. 12, e-doc. 242). Nesse contexto, a despeito dos questionamentos levantados na ação ordinária, ganham relevo os argumentos de grave prejuízo financeiro e de risco na implementação das políticas públicas, considerada a imprescindibilidade dos equipamentos da ViaSat Inc. para viabilizar o funcionamento de 100% da capacidade satelital: '(...) em que pese, de fato os serviços de telecomunicações sejam prestados diretamente pela Telebras, tal conectividade depende da utilização de equipamentos e serviços a serem prestados pela Viasat, parceira da Telebras. Tais equipamentos (...) não encontram empresa fabricante no país, como já declarou a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Anatel (documento anexo). 4. Logo, assim como a Telebras ora faz por meio da parceria, todas as demais empresas do mercado formaram contratos semelhantes para a disponibilização de equipamentos de banda base para a prestação dos serviços de comunicações via satélite, inclusive as Autoras da ação (que possuem parceria com a empresa norte-americana Idirect, como elas próprias afirmam nos autos). 5. A disponibilização de equipamentos por fornecedores estrangeiros já havia sido prevista no Chamamento Público. E, repita-se, tem uma razão óbvia, como já dito: não existe no Brasil fabricantes de equipamentos nacionais, como declara a própria Anatel. 6. Ressalta-se que sem esses equipamentos não existe comunicação satelital. De nada adiante possuir um satélite, mas não possuir equipamentos de solo aptos a enviar e receber sinais deste artefato. Portanto, a existência, qualidade e confiabilidade destes equipamentos são tão relevantes quanto a própria existência do artefato satelital para a prestação dos serviços de banda larga. 7. A indisponibilidade destes equipamentos, equivale à não existência do satélite, destacando-se, no entanto, que o satélite da Telebras, o SGDC, já está em sua posição, e permanecerá lá acessível à prestação dos serviços por tempo limitado – sua vita útil é de 18 anos. 8. Cada dia sem sua efetiva utilização representa não apenas uma tragédia para o setor brasileiro de Telecom, setor este carente de tecnologias como o SGDC, mas também para a população brasileira em geral – que deixa de ser beneficiada pelos programas sociais que, por razões técnicas lamentavelmente não compreendidas pelo juízo federal de 1... grau, não poderão ser atendido pela Telebras -, gerando prejuízos, também, a toda a coletividade, porquanto cada dia de subutilização do SGDC acarreta prejuízos de grande monta à Telebras, como se sabe, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Anatel (documento anexo). 4. Logo, assim como a Telebras ora faz por meio da parceria, todas as demais empresas do mercado formaram contratos semelhantes para a disponibilização de equipamentos de banda base para a prestação dos serviços de comunicações via satélite, inclusive as Autoras da ação (que possuem parceria com a empresa norte-americana Idirect, como elas próprias afirmam nos autos). 5. A disponibilização de equipamentos por fornecedores estrangeiros já havia sido prevista no Chamamento Público. E, repita-se, tem uma razão óbvia, como já dito: não existe no Brasil fabricantes de equipamentos nacionais, como declara a própria Anatel. 6. Ressalta-se que sem esses equipamentos não existe comunicação satelital. De nada adiante possuir um satélite, mas não possuir equipamentos de solo aptos a enviar e receber sinais deste artefato. Portanto, a existência, qualidade e confiabilidade destes equipamentos são tão relevantes quanto a própria existência do artefato satelital para a prestação dos serviços de banda larga. 7. A indisponibilidade destes equipamentos, equivale à não existência do satélite, destacando-se, no entanto, que o satélite da Telebras, o SGDC, já está em sua posição, e permanecerá lá acessível à prestação dos serviços por tempo limitado – sua vita útil é de 18 anos. 8. Cada dia sem sua efetiva utilização representa não apenas uma tragédia para o setor brasileiro de Telecom, setor este carente de tecnologias como o SGDC, mas também para a população brasileira em geral – que deixa de ser beneficiada pelos programas sociais que, por razões técnicas lamentavelmente não compreendidas pelo juízo federal de 1... grau, não poderão ser atendido pela Telebras -, gerando prejuízos, também, a toda a coletividade, porquanto cada dia de subutilização do SGDC acarreta prejuízos de grande monta à Telebras, como se sabe, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM sociedade de economia mista a ter como acionista majoritária a União' (trecho do Memorando n. 00133/2018/CONJUR-MCTIC/CJU/AGU, da Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, fls. 8-9 do e-doc. 242). O transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro, justificam, pela configurada demonstração de risco concreto às ordens pública e econômica, a suspensão dos efeitos da decisão objeto da presente medida de contracautela. 8. Reitero ter-se mitigado o pretenso risco à soberania nacional a partir das informações técnicas apresentadas depois da prolação da decisão objeto da presente suspensão de liminar diretamente com os órgãos responsáveis pela operação e controle do satélite pela Presidência. 9. Pelo exposto, reconsidero a decisão agravada, deferindo a suspensão de liminar requerida para suspender os efeitos da medida proferida pelo juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM na Ação Ordinária n. 1001079- 05.2018.4.01.3200 e mantida pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (Suspensão n. 1009347- 45.2018.4.01.0000)” (grifo nosso) (doc. 264). Em 8/11/2018, as agravantes Via Direta e Rede Tiradentes peticionaram para requerer a juntada aos autos do Acórdão TCU n 2.488/2018, de 31/10/2018 (TC n 022.981/2018), o qual apontou irregularidades no acordo de parceria entre a Telebras e a Viasat e determinou correções pontuais na avença (docs. 301/302). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM sociedade de economia mista a ter como acionista majoritária a União' (trecho do Memorando n. 00133/2018/CONJUR-MCTIC/CJU/AGU, da Consultoria Jurídica junto ao Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, fls. 8-9 do e-doc. 242). O transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro, justificam, pela configurada demonstração de risco concreto às ordens pública e econômica, a suspensão dos efeitos da decisão objeto da presente medida de contracautela. 8. Reitero ter-se mitigado o pretenso risco à soberania nacional a partir das informações técnicas apresentadas depois da prolação da decisão objeto da presente suspensão de liminar diretamente com os órgãos responsáveis pela operação e controle do satélite pela Presidência. 9. Pelo exposto, reconsidero a decisão agravada, deferindo a suspensão de liminar requerida para suspender os efeitos da medida proferida pelo juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM na Ação Ordinária n. 1001079- 05.2018.4.01.3200 e mantida pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (Suspensão n. 1009347- 45.2018.4.01.0000)” (grifo nosso) (doc. 264). Em 8/11/2018, as agravantes Via Direta e Rede Tiradentes peticionaram para requerer a juntada aos autos do Acórdão TCU n 2.488/2018, de 31/10/2018 (TC n 022.981/2018), o qual apontou irregularidades no acordo de parceria entre a Telebras e a Viasat e determinou correções pontuais na avença (docs. 301/302). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM A PGR também menciona o Acórdão n 2488/2018 do TCU como fundamento para confirmar a tese de ilegalidade do contrato, já que, segundo o Parquet, o TCU identificou “graves irregularidades” na parceria firmada entre a Telebras e a Viasat. O MPF alega que as empresas também não observaram as recomendações do TCU quanto à contratação de parceria para a exploração do satélite fixadas no Acórdão TCU n 2.033/2017. Aponta, ainda, que a Telebras, ao celebrar o contrato diretamente com a empresa americana (Viasat) e ceder 100% da exploração da banda Ka do satélite brasileiro, privilegiou o particular, “além de esvaziar sua própria função como responsável pela exploração da banda Ka do satélite brasileiro, com verdadeira transferência da prestação dos serviços de conexão à internet, sem qualquer reserva de exclusividade que garantisse a implementação dos objetivos do Programa Nacional de Banda Larga – PNBL” (doc 320, fl. 7). Salienta que a reserva mínima de exclusividade de exploração pela estatal pode ocasionar risco à segurança das informações governamentais. A Telebras, por sua vez, afirmou que o TCU, no Acórdão n 2.488, de 31/10/2018, reconheceu a legalidade do contrato - porque atenderia aos requisitos constantes do art. 173 da Constituição Federal e do art. 28, § 3..., II, da Lei 13.303/2016, “embora tenha determinado que Telebras e Viasat renegociassem algumas cláusulas do contrato de modo a torná-lo, sob o ponto de vista do TCU, mais aderente ao princípio da economicidade” (doc. 304). Resumidos os principais argumentos levantados pelas partes, passo à análise das razões recursais. Em 31/10/2018, no Acórdão 2.488/2018, de relatoria do Ministro Benjamin Zymler, o TCU julgou a representação formulada pela Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Hídrica, de Comunicações e de Mineração (SeinfraCom) em face de possíveis irregularidades na celebração do acordo de parceria celebrado pelas empresas Telebras e 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM A PGR também menciona o Acórdão n 2488/2018 do TCU como fundamento para confirmar a tese de ilegalidade do contrato, já que, segundo o Parquet, o TCU identificou “graves irregularidades” na parceria firmada entre a Telebras e a Viasat. O MPF alega que as empresas também não observaram as recomendações do TCU quanto à contratação de parceria para a exploração do satélite fixadas no Acórdão TCU n 2.033/2017. Aponta, ainda, que a Telebras, ao celebrar o contrato diretamente com a empresa americana (Viasat) e ceder 100% da exploração da banda Ka do satélite brasileiro, privilegiou o particular, “além de esvaziar sua própria função como responsável pela exploração da banda Ka do satélite brasileiro, com verdadeira transferência da prestação dos serviços de conexão à internet, sem qualquer reserva de exclusividade que garantisse a implementação dos objetivos do Programa Nacional de Banda Larga – PNBL” (doc 320, fl. 7). Salienta que a reserva mínima de exclusividade de exploração pela estatal pode ocasionar risco à segurança das informações governamentais. A Telebras, por sua vez, afirmou que o TCU, no Acórdão n 2.488, de 31/10/2018, reconheceu a legalidade do contrato - porque atenderia aos requisitos constantes do art. 173 da Constituição Federal e do art. 28, § 3..., II, da Lei 13.303/2016, “embora tenha determinado que Telebras e Viasat renegociassem algumas cláusulas do contrato de modo a torná-lo, sob o ponto de vista do TCU, mais aderente ao princípio da economicidade” (doc. 304). Resumidos os principais argumentos levantados pelas partes, passo à análise das razões recursais. Em 31/10/2018, no Acórdão 2.488/2018, de relatoria do Ministro Benjamin Zymler, o TCU julgou a representação formulada pela Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Hídrica, de Comunicações e de Mineração (SeinfraCom) em face de possíveis irregularidades na celebração do acordo de parceria celebrado pelas empresas Telebras e 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Viasat com o objetivo de utilizar a capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SGDC), as quais configurariam vícios no processo licitatório, com eventual afronta aos arts. 37, XXI, da Constituição Federal e 28, §§ 3... e 4..., da Lei 13.303/2016 (Acórdão TCU n 2.488/2018) (doc. 302). No informativo de jurisprudência do TCU n 358 (sessões de 30 e 31 de outubro e de 6 e 7 de novembro), consta a seguinte conclusão do julgado: “Outrossim, o relator salientou que a existência de possíveis concorrentes não necessariamente implicaria a necessidade de ser realizado processo competitivo, haja vista que, conforme evidenciado em seu voto, ‘a escolha do parceiro pode decorrer de avaliações subjetivas, que devem estar embasadas em critérios bem definidos’. Ao final, concluiu que as falhas identificadas na parceria sob exame deveriam acarretar determinações corretivas, porém não seriam ‘aptas’ a ensejar a anulação do contrato’, no que foi acompanhado pelo colegiado” (doc. 305) (grifo nosso). Em 21/11/2018, o Acórdão n 2.488/2018/TCU foi analisado pelo Ministro Edson Fachin no MS n 36.099/DF, o qual consignou a consonância da decisão da Corte de Contas com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, bem como confirmou a legalidade do contrato, em que pese a determinação de adoção de algumas providências quanto ao equilíbrio econômico-financeiro (doc. 306). Transcrevo excerto da decisão: “Por fim, destaco que o TCU, conquanto tenha determinado a adoção de algumas providências para resguardar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, assentou a legalidade da avença, haja vista a existência, no caso em exame, das hipóteses autorizadores da dispensa de licitação, presentes no art. 28, § 3..., II, da Lei n 13.303/2016” (grifo nosso). 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Viasat com o objetivo de utilizar a capacidade do Satélite Geoestacionário de Defesa e de Comunicações Estratégicas (SGDC), as quais configurariam vícios no processo licitatório, com eventual afronta aos arts. 37, XXI, da Constituição Federal e 28, §§ 3... e 4..., da Lei 13.303/2016 (Acórdão TCU n 2.488/2018) (doc. 302). No informativo de jurisprudência do TCU n 358 (sessões de 30 e 31 de outubro e de 6 e 7 de novembro), consta a seguinte conclusão do julgado: “Outrossim, o relator salientou que a existência de possíveis concorrentes não necessariamente implicaria a necessidade de ser realizado processo competitivo, haja vista que, conforme evidenciado em seu voto, ‘a escolha do parceiro pode decorrer de avaliações subjetivas, que devem estar embasadas em critérios bem definidos’. Ao final, concluiu que as falhas identificadas na parceria sob exame deveriam acarretar determinações corretivas, porém não seriam ‘aptas’ a ensejar a anulação do contrato’, no que foi acompanhado pelo colegiado” (doc. 305) (grifo nosso). Em 21/11/2018, o Acórdão n 2.488/2018/TCU foi analisado pelo Ministro Edson Fachin no MS n 36.099/DF, o qual consignou a consonância da decisão da Corte de Contas com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, bem como confirmou a legalidade do contrato, em que pese a determinação de adoção de algumas providências quanto ao equilíbrio econômico-financeiro (doc. 306). Transcrevo excerto da decisão: “Por fim, destaco que o TCU, conquanto tenha determinado a adoção de algumas providências para resguardar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, assentou a legalidade da avença, haja vista a existência, no caso em exame, das hipóteses autorizadores da dispensa de licitação, presentes no art. 28, § 3..., II, da Lei n 13.303/2016” (grifo nosso). 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Assim, não obstante as alegações dos agravantes no tocante às irregularidades contratuais, verifica-se que elas não foram suficientes para macular a validade e a eficácia do contrato de parceria, conforme decisão do TCU e do Ministro Edson Fachin no MS n 36.099/DF. Ademais, de acordo com o memorial apresentado pela Telebras, os 10 (dez) pontos questionados pelo TCU foram renegociados pelas interessadas por meio de aditivo contratual, a fim de conferir maior vantagem econômica à estatal. Além disso, os requisitos que ensejaram a suspensão da liminar continuam presentes, mormente diante da possibilidade de grave prejuízo financeiro e do risco de não implementação das políticas públicas definidas, visto que o funcionamento de 100% (cem por cento) da capacidade satelital depende dos equipamentos da Viasat, denotando a suspensão do contrato por medida liminar notória ameaça à ordem e à economia públicas. O acordo celebrado entre a Telebras e a Viasat, além de outras vantagens, permite que a internet chegue em localidades desassistidas de conectividade por via terrestre, atendendo a escolas, unidades de saúde e a unidades de fronteira do Exército. Segundo noticiado pela Telebras, a continuidade da eficácia do contrato por meio do deferimento da medida de contracautela pela Ministra Cármen Lúcia, então presidente da Corte, permitiu que se dessem soluções imediatas a situações de emergência como a de Brumadinho, possibilitando que, em menos de 24 (vinte e quatro) horas, fossem instalados três pontos de acesso à internet wi-fi para o auxílio aos resgates. De acordo com a Telebras: “O SGDC, a partir da parceria questionada, já se encontra em operação, atendendo a 415 escolas públicas no âmbito do contrato GESAC e do Programa de Educação Conectada, bem como a situações de crise humanitária (operação acolhida, em Roraima) e de calamidade pública (Brumadinho/MG). O deferimento do pedido da Procuradoria-Geral da República, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Assim, não obstante as alegações dos agravantes no tocante às irregularidades contratuais, verifica-se que elas não foram suficientes para macular a validade e a eficácia do contrato de parceria, conforme decisão do TCU e do Ministro Edson Fachin no MS n 36.099/DF. Ademais, de acordo com o memorial apresentado pela Telebras, os 10 (dez) pontos questionados pelo TCU foram renegociados pelas interessadas por meio de aditivo contratual, a fim de conferir maior vantagem econômica à estatal. Além disso, os requisitos que ensejaram a suspensão da liminar continuam presentes, mormente diante da possibilidade de grave prejuízo financeiro e do risco de não implementação das políticas públicas definidas, visto que o funcionamento de 100% (cem por cento) da capacidade satelital depende dos equipamentos da Viasat, denotando a suspensão do contrato por medida liminar notória ameaça à ordem e à economia públicas. O acordo celebrado entre a Telebras e a Viasat, além de outras vantagens, permite que a internet chegue em localidades desassistidas de conectividade por via terrestre, atendendo a escolas, unidades de saúde e a unidades de fronteira do Exército. Segundo noticiado pela Telebras, a continuidade da eficácia do contrato por meio do deferimento da medida de contracautela pela Ministra Cármen Lúcia, então presidente da Corte, permitiu que se dessem soluções imediatas a situações de emergência como a de Brumadinho, possibilitando que, em menos de 24 (vinte e quatro) horas, fossem instalados três pontos de acesso à internet wi-fi para o auxílio aos resgates. De acordo com a Telebras: “O SGDC, a partir da parceria questionada, já se encontra em operação, atendendo a 415 escolas públicas no âmbito do contrato GESAC e do Programa de Educação Conectada, bem como a situações de crise humanitária (operação acolhida, em Roraima) e de calamidade pública (Brumadinho/MG). O deferimento do pedido da Procuradoria-Geral da República, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM portanto, resultaria no desatendimento aos pontos e operações acima elencadas, provocando danos graves e de difícil mensuração e reparação, além de resultar em prejuízo diário para os cofres da Telebras estimado em R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), conforme já informado nestes autos, relacionado à limitada vida útil de 15 (quinze) anos do artefato satelital, cujo custo superou R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais).” Para viabilizar o funcionamento de 100% (cem por cento) da capacidade do satélite e permitir seu uso na comunicação, é imprescindível o fornecimento dos equipamentos pela Viasat, porquanto a conectividade depende da utilização de equipamentos e serviços da empresa estrangeira, visto que “não existe[m] no Brasil fabricantes de equipamentos nacionais, como declara a própria Anatel” (doc. 193). Conforme manifestação técnica da Telebras (CT. Ta 044/1000/2018) (doc. 192), “[d]e nada adianta possuir um satélite, mas não possuir equipamentos de solo aptos a enviar e receber sinais deste artefato. Portanto, a existência, qualidade e confiabilidade destes equipamentos são tão relevantes quanto a própria existência do artefato satelital para a prestação dos serviços de banda larga” (doc. 242). Para corroborar a importância da continuidade do contrato para o Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) -, que tem por objetivo a universalização do acesso à internet em todo o território nacional, mormente pelas comunidades com dificuldade de acesso à rede, como aldeias indígenas e postos de fronteira, destaco excerto da Nota Informativa n 315/2019/SEI-MCTIC: “Em suma, a interrupção do contrato atual do Gesac representaria a suspensão dessas atividades de atendimento social e não haveria capacidade técnica para que o atendimento fosse feito com o contrato anterior, celebrado com o consórcio 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM portanto, resultaria no desatendimento aos pontos e operações acima elencadas, provocando danos graves e de difícil mensuração e reparação, além de resultar em prejuízo diário para os cofres da Telebras estimado em R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), conforme já informado nestes autos, relacionado à limitada vida útil de 15 (quinze) anos do artefato satelital, cujo custo superou R$ 2.000.000.000,00 (dois bilhões de reais).” Para viabilizar o funcionamento de 100% (cem por cento) da capacidade do satélite e permitir seu uso na comunicação, é imprescindível o fornecimento dos equipamentos pela Viasat, porquanto a conectividade depende da utilização de equipamentos e serviços da empresa estrangeira, visto que “não existe[m] no Brasil fabricantes de equipamentos nacionais, como declara a própria Anatel” (doc. 193). Conforme manifestação técnica da Telebras (CT. Ta 044/1000/2018) (doc. 192), “[d]e nada adianta possuir um satélite, mas não possuir equipamentos de solo aptos a enviar e receber sinais deste artefato. Portanto, a existência, qualidade e confiabilidade destes equipamentos são tão relevantes quanto a própria existência do artefato satelital para a prestação dos serviços de banda larga” (doc. 242). Para corroborar a importância da continuidade do contrato para o Programa Governo Eletrônico - Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC) -, que tem por objetivo a universalização do acesso à internet em todo o território nacional, mormente pelas comunidades com dificuldade de acesso à rede, como aldeias indígenas e postos de fronteira, destaco excerto da Nota Informativa n 315/2019/SEI-MCTIC: “Em suma, a interrupção do contrato atual do Gesac representaria a suspensão dessas atividades de atendimento social e não haveria capacidade técnica para que o atendimento fosse feito com o contrato anterior, celebrado com o consórcio 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Conecta II. O contrato anterior não seria capaz de suprir as necessidades expostas tanto em função da sua baixa capacidade relativa, quanto em decorrência da falta de flexibilidade no manejo dos equipamentos da banda Ka, que são mais pesados e vultosos” (doc. 350). Ademais, não há risco à soberania brasileira nem risco de esvaziamento da responsabilidade da Telebras, como supunha o Parquet, porquanto a propriedade do satélite permanece na esfera da estatal. O controle e a operação da banda X continuam em poder do Ministério da Defesa e da Telebras, sem participação, portanto, da empresa privada, e “desta forma, não apresenta risco à soberania nacional”, conforme conclusão exarada da Nota Técnica n 2/SC 1/CHOC/EMCFA/MD/2018 (doc. 1, fl. 69/70). Assim, irretocável a decisão prolatada pela então Presidente do Supremo, a eminente Ministra Cármen Lúcia, que reconheceu o risco à ordem e à economia públicas caso houvesse subutilização do SGDC. Destaco da decisão o seguinte fundamento: “O transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro, justificam, pela configurada demonstração de risco concreto às ordens pública e econômica, a suspensão dos efeitos da decisão objeto da presente medida de contracautela” (doc. 264). No tocante à incidência de multa por litigância de má-fé, por suposta tentativa de induzir o Poder Judiciário a erro, constato não ser cabível. Isso porque os agravantes fundamentaram de boa-fé as razões que os 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM Conecta II. O contrato anterior não seria capaz de suprir as necessidades expostas tanto em função da sua baixa capacidade relativa, quanto em decorrência da falta de flexibilidade no manejo dos equipamentos da banda Ka, que são mais pesados e vultosos” (doc. 350). Ademais, não há risco à soberania brasileira nem risco de esvaziamento da responsabilidade da Telebras, como supunha o Parquet, porquanto a propriedade do satélite permanece na esfera da estatal. O controle e a operação da banda X continuam em poder do Ministério da Defesa e da Telebras, sem participação, portanto, da empresa privada, e “desta forma, não apresenta risco à soberania nacional”, conforme conclusão exarada da Nota Técnica n 2/SC 1/CHOC/EMCFA/MD/2018 (doc. 1, fl. 69/70). Assim, irretocável a decisão prolatada pela então Presidente do Supremo, a eminente Ministra Cármen Lúcia, que reconheceu o risco à ordem e à economia públicas caso houvesse subutilização do SGDC. Destaco da decisão o seguinte fundamento: “O transcurso do tempo e a falta de perspectiva na solução pelos órgãos dotados de competência para conhecer com profundidade das alegações de fato e de direito postos na causa, os elementos de conhecimento sobre a matéria e a utilização parcial do satélite em prejuízo às políticas públicas adotadas e sem qualquer gravame aos valores e princípios jurídicos que se alega estariam em risco, o que não se comprovou e, ainda, o perigo inverso de danos, mesmo que potenciais, ao interesse público brasileiro, justificam, pela configurada demonstração de risco concreto às ordens pública e econômica, a suspensão dos efeitos da decisão objeto da presente medida de contracautela” (doc. 264). No tocante à incidência de multa por litigância de má-fé, por suposta tentativa de induzir o Poder Judiciário a erro, constato não ser cabível. Isso porque os agravantes fundamentaram de boa-fé as razões que os 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM levaram a impugnar a decisão prolatada pela Ministra Cármen Lúcia, não havendo prova de terem deduzido pretensão contra texto expresso de lei ou contra fato incontroverso, ou, ainda, de terem alterado a verdade dos fatos (doc. 308). Ante o exposto, nego provimento aos agravos e confirmo a decisão monocrática (doc. 264) mediante a qual se suspendeu a liminar proferida pelo juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM na Ação Ordinária n 1001079-05.2018.4.01.3200, a qual foi mantida pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região na Suspensão n 1009347-45.2018.4.01.0000. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Supremo Tribunal Federal SL 1157 AGR-SEGUNDO / AM levaram a impugnar a decisão prolatada pela Ministra Cármen Lúcia, não havendo prova de terem deduzido pretensão contra texto expresso de lei ou contra fato incontroverso, ou, ainda, de terem alterado a verdade dos fatos (doc. 308). Ante o exposto, nego provimento aos agravos e confirmo a decisão monocrática (doc. 264) mediante a qual se suspendeu a liminar proferida pelo juízo da Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus/AM na Ação Ordinária n 1001079-05.2018.4.01.3200, a qual foi mantida pelo Presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região na Suspensão n 1009347-45.2018.4.01.0000. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6F8D-AFEE-58CC-3352 e senha 192C-D947-273C-E7F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 29/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) : RONALDO LÁZARO TIRADENTES (AM004113/) E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) : KIE MARIEE CAVALCANTE HARA (4779/AM) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) : GABRIEL NETTO BIANCHI (17309/DF) INTDO.(A/S) : VIASAT INC ADV.(A/S) : RICARDO PAGLIARI LEVY (SP155566/) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-8C08-900A-9BE7 e senha 9EA1-2917-585D-3198 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE LIMINAR 1.157 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA ADV.(A/S) : RONALDO LÁZARO TIRADENTES (AM004113/) E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA ADV.(A/S) : KIE MARIEE CAVALCANTE HARA (4779/AM) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S/A - TELEBRÁS ADV.(A/S) : GABRIEL NETTO BIANCHI (17309/DF) INTDO.(A/S) : VIASAT INC ADV.(A/S) : RICARDO PAGLIARI LEVY (SP155566/) E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F96-8C08-900A-9BE7 e senha 9EA1-2917-585D-3198 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS n 36 . 099 / DF", "Petição", "Petição", "Acórdão n 1692 / 2018", "Acórdão", "TC n 022 . 981 / 2018", "Petição", "Supremo", "Petição", "Acórdão n 1692 / 2018", "Acórdão TCU n 2 . 488 /", "TC n 022 . 981 / 2018", "acórdão n 1692 / 2018", "ARE 1164415 AgR", "SÚMULAS 282", "acórdão n 1692 / 2018", "ARE 1164415 AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 132 . 623 / BA -", "ARE n 869 . 881 / DF - AgR", "Súmulas 282", "ARE 1 . 132 . 623 / BA - AgR", "ARE n 869 . 881 / DF - AgR", "ARE n 872 . 646 / SP - AgR", "Ação Ordinária n 1001079 - 05 . 2018 . 4 . 01 . 3200", "Suspensão n 1009347 - 45 . 2018 . 4 . 01 . 0000", "ARE n 872 . 646 / SP - AgR", "Ação Ordinária n 1001079 - 05 . 2018 . 4 . 01 . 3200", "Suspensão n 1009347 - 45 . 2018 . 4 . 01 . 0000", "Ação Ordinária n . 1001079 - 05 . 2018 . 4 . 01 . 3200", "Ação Ordinária n . 1001079 - 05 . 2018 . 4 . 01 . 3200", "Ação Ordinária n . 1001079 - 05 . 2018 . 4 . 01 . 3200", "Suspensão n . 1009347 - 45 . 2018 . 4 . 01 . 0000", "Acórdão", "TC n 022 . 981 / 2018", "Ação Ordinária n . 1001079 - 05 . 2018 . 4 . 01 . 3200", "Suspensão n . 1009347 - 45 . 2018 . 4 . 01 . 0000", "Acórdão TCU n 2 . 488 / 2018", "TC n 022 . 981 / 2018", "Acórdão n 2488 / 2018 do TCU", "Acórdão TCU n 2 . 033 / 2017", "Acórdão n 2 . 488", "Acórdão 2 . 488 / 2018", "Acórdão n 2488 / 2018", "Acórdão TCU n 2 . 033 / 2017", "Acórdão n 2 . 488", "Acórdão 2 . 488 / 2018", "Acórdão TCU n 2 . 488 / 2018", "Acórdão n 2 . 488 / 2018 / TCU", "MS n 36 . 099 / DF", "Acórdão TCU n 2 . 488 / 2018", "Acórdão n 2 . 488 / 2018", "MS n 36 . 099 / DF", "MS n 36 . 099 / DF", "MS n 36 . 099 / DF", "Ação Ordinária n 1001079 - 05 . 2018 . 4 . 01 . 3200", "Suspensão n 1009347 - 45 . 2018 . 4 . 01 . 0000", "Ação Ordinária n 1001079 - 05 . 2018 . 4 .", "Suspensão n 1009347 - 45 . 2018 . 4 . 01 . 0000" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "E48B", "-", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 544 , § 4 . . . , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 544 , § 4 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 173 da Constituição Federal", "art . 28 , § 3 . . . , II , da Lei 13 . 303 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 173 da Constituição Federal", "art . 28 , § 3 . . . , II , da Lei 13 . 303 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , XXI , da Constituição Federal", "28 , § § 3 . . . e 4 . . . , da Lei 13 . 303 / 2016", "art . 28 , § 3 . . . , II , da Lei n 13 . 303 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , XXI , da Constituição Federal", "28 , § § 3 . . . e 4 . . . , da Lei 13 . 303 / 2016", "art . 28 , § 3 . . . , II , da Lei n 13 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "AMAZONAS", "Brasília", "Brasília", "AMAZONAS", "AMAZONAS", "AMAZONAS", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brasil", "Brumadinho", "Roraima", "Brumadinho", "/", "MG", "Brumadinho", "Roraima", "Brumadinho", "Brasil", "Brasil", "AMAZONAS", "AMAZONAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA", "REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S / A - TELEBRÁS", "VIASAT INC", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Telebras", "Viasat", "Viasat", "SGDC", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "AM", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "SEGUNDO", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA", "REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S / A - TELEBRÁS", "VIASAT", "Via Direta Telecomunicações via Satélite e Internet Ltda .", "Rede de Radio e Televisão Tiradentes Ltda .", "Ministério Público Federal", "SATÉLITE GEOESTACIONÁRIO BRASILEIRO DE DEFESA E COMUNICAÇÕES ESTRATÉGICAS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "VIA", "REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S / A", "TELEBRÁS", "VIASAT", "Via Direta Telecomunicações via Satélite e Internet Ltda .", "Rede de Radio e Televisão Tiradentes Ltda .", "Ministério Público Federal", "TELEBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Via Direta", "Rede Tiradentes", "Tribunal de Contas da União", "Ministério da Ciência , Tecnologia e Comunicação", "MCTIC", "Telebras", "Serviço", "Gesac", "Viasat", "Telebras", "Viasat Brasil", "União", "TCU", "TELEBRAS", "VIASAT", "Viasat", "Telebras", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Via Direta", "Rede Tiradentes", "Tribunal de Contas da União", "Ministério da Ciência , Tecnologia e Comunicação", "MCTIC", "Telebras", "Governo Eletrônico", "Serviço", "Gesac", "Viasat", "Telebras", "Viasat Brasil", "União", "TELEBRAS", "VIASAT", "Viasat", "Telebras", "TCU", "PGR", "PGR", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Telebras", "Viasat Brasil", "Viasat", "União", "Supremo Tribunal Federal", "PGR", "PGR", "Tribunal de Contas da União", "TCU", "Telebras", "Viasat Brasil", "Viasat", "União", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "TCU", "Ministério da Ciência , Tecnologia e Comunicação", "MCTIC", "Telebras", "Ministério do Trabalho e Emprego", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "TCU", "Ministério da Ciência , Tecnologia e Comunicação", "MCTIC", "Telebras", "Ministério do Trabalho e Emprego", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público Federal", "União", "Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus / AM", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Telecomunicações Brasileiras S / A", "Telebras", "Viasat Inc", "Telebras", "Viasat", "Viasat", "Telebras", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Ministério Público Federal", "União", "Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus / AM", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . Região", "Telecomunicações Brasileiras S / A", "Telebras", "Viasat Inc", "Telebras", "Viasat", "Viasat", "Telebras", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "-", "SEGUNDO", "/", "AM", "Governo Eletrônico", "TELEBRAS", "SGDC", "União", "União", "União", "ViaSat Inc .", "Telebras", "Viasat", "Telebras", "Supremo Tribunal Federal", "Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégias", "SGDC", "União", "União", "União", "ViaSat Inc .", "Telebras", "Viasat", "Telebras", "SL", "AGR", "-", "SEGUNDO", "/", "AM", "Anatel", "Telebras", "Idirect", "Anatel", "Telebras", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "SEGUNDO", "/", "AM", "Anatel", "Telebras", "Idirect", "Anatel", "Telebras", "Telebras", "SL", "/", "AM", "União", "/", "CJU", "/", "AGU", "Ministério da Ciência e Tecnologia , Inovações e Comunicações", "MCTIC", "Presidência", "Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus / AM", "Tribunal Regional Federal da Primeira Região", "Via Direta", "Rede Tiradentes", "TCU", "Telebras", "Viasat", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "-", "SEGUNDO", "/", "AM", "União", "Ministério da Ciência e Tecnologia , Inovações e Comunicações", "MCTIC", "Presidência", "Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus / AM", "Tribunal Regional Federal da Primeira Região", "Via Direta", "Rede Tiradentes", "Telebras", "Viasat", "PGR", "TCU", "Telebras", "Viasat", "MPF", "TCU", "Telebras", "Viasat", "Telebras", "TCU", "Telebras", "Viasat", "TCU", "TCU", "Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Hídrica , de Comunicações e de Mineração", "SeinfraCom", "Telebras", "8", "Supremo Tribunal Federal", "PGR", "TCU", "TCU", "Telebras", "Viasat", "MPF", "TCU", "Telebras", "Viasat", "Programa Nacional de", "PNBL", "Telebras", "TCU", "Telebras", "Viasat", "TCU", "TCU", "Secretaria de Fiscalização de Infraestrutura Hídrica , de Comunicações e de Mineração", "SeinfraCom", "Telebras", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "SL", "AGR", "-", "SEGUNDO", "/", "AM", "Viasat", "TCU", "TCU", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "TCU", "Telebras", "TCU", "Viasat", "Telebras", "Viasat", "Exército", "Telebras", "SGDC", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Telebras", "TCU", "Viasat", "Telebras", "Viasat", "Exército", "Telebras", "Telebras", "SGDC", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Telebras", "Viasat", "Anatel", "Telebras", "Programa", "Gesac", "Supremo Tribunal Federal", "-", "SEGUNDO", "/", "Telebras", "Viasat", "Anatel", "Telebras", "Telebras", "Ministério da Defesa", "Telebras", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Telebras", "Ministério da Defesa", "Telebras", "Supremo", "Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus /", "Tribunal Regional Federal da Primeira Região", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Vara Federal da Seção Judiciária de Manaus / AM", "Tribunal Regional Federal da Primeira Região", "PLENÁRIO", "VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA", "REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S / A - TELEBRÁS", "VIASAT", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "VIA DIRETA TELECOMUNICACOES VIA SATELITE E INTERNET LTDA", "REDE DE RADIO E TELEVISAO TIRADENTES LTDA", "UNIÃO", "UNIÃO", "TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS S / A - TELEBRÁS", "VIASAT", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "RONALDO LÁZARO TIRADENTES", "KIE MARIEE CAVALCANTE HARA", "GABRIEL NETTO BIANCHI", "RICARDO PAGLIARI LEVY", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "RONALDO LÁZARO TIRADENTES", "KIE MARIEE CAVALCANTE HARA", "GABRIEL NETTO BIANCHI", "RICARDO PAGLIARI LEVY", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "RONALDO LÁZARO TIRADENTES", "KIE MARIEE CAVALCANTE HARA", "GABRIEL NETTO BIANCHI", "RICARDO PAGLIARI LEVY", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Roberto Barroso", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Benjamin Zymler", "Benjamin Zymler", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "RONALDO LÁZARO TIRADENTES", "KIE MARIEE CAVALCANTE HARA", "GABRIEL NETTO BIANCHI", "RICARDO PAGLIARI LEVY", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "RONALDO LÁZARO TIRADENTES", "KIE MARIEE CAVALCANTE HARA", "GABRIEL NETTO BIANCHI", "RICARDO PAGLIARI LEVY", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "19", "26", "/", "4", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2018", "25", "/", "7", "/", "2019", "8", "/", "11", "/", "2018", "30", "/", "10", "/", "2018", "13", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2018", "25", "/", "7", "/", "2019", "8", "/", "11", "/", "2018", "30", "/", "10", "/", "2018", "13", "/", "12", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "1", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "1", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "7", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "7", "/", "2018", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "18", "14", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "9", "/", "18", "14", "/", "5", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "5", "/", "15", "16", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "5", "/", "15", "16", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "2018", "31", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "2018", "31", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "10", "/", "2018", "31", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", "/", "10", "/", "2018", "31", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "e", "31 de", "outubro", "6 e 7 de novembro", "21", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 e", "31 de outubro", "6 e 7 de novembro", "21", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) :ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONFORMIDADE COM O ENTENDIMENTO FIRMADO NO TEMA 335 DA REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. INDEFERIMENTO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O acórdão recorrido está em consonância com o entendimento desta Corte, firmado no julgamento do RE 630.733-RG/DF (Tema 335 da Repercussão Geral), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, no sentido de que inexiste direito dos candidatos em concurso público à prova de segunda chamada nos testes de aptidão física, salvo contrária disposição editalícia, em razão de circunstâncias pessoais, ainda que de caráter fisiológico ou de força maior, mantida a validade das provas de segunda chamada realizadas até 15/5/2013, em nome da segurança jurídica. II – Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. III – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de cláusulas do edital do certame. Incidência da Súmula 454/STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2DE-ED1D-591F-AA3E e senha CBC4-5788-22AE-FFC5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1183848 AGR / BA multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2DE-ED1D-591F-AA3E e senha CBC4-5788-22AE-FFC5 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2DE-ED1D-591F-AA3E e senha CBC4-5788-22AE-FFC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) :ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que aplica-se, à espécie, o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 335 da Repercussão Geral (RE 630.733-RG/DF). Ademais, entendeu-se que, para divergir do acórdão recorrido quanto à conclusão de que o indeferimento de nova realização do teste de aptidão física se deu em conformidade com o edital do concurso, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas do edital do certame, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, que “[...] a decisão agravada em se tratando do caso em questão, não está em consonância com a orientação firmada por esta Corte no julgamento do Tema 335 da Repercussão Geral com base no RE 630.733-RG/DF” (pág. 2 do documento eletrônico 5). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74B2-4D0A-457E-C18D e senha CA1B-B7B4-9FA6-D880 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) :ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que aplica-se, à espécie, o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 335 da Repercussão Geral (RE 630.733-RG/DF). Ademais, entendeu-se que, para divergir do acórdão recorrido quanto à conclusão de que o indeferimento de nova realização do teste de aptidão física se deu em conformidade com o edital do concurso, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas do edital do certame, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, que “[...] a decisão agravada em se tratando do caso em questão, não está em consonância com a orientação firmada por esta Corte no julgamento do Tema 335 da Repercussão Geral com base no RE 630.733-RG/DF” (pág. 2 do documento eletrônico 5). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74B2-4D0A-457E-C18D e senha CA1B-B7B4-9FA6-D880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1183848 AGR / BA Além disso, alega a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 454/STF no caso dos autos, tendo em vista que o exame do apelo extremo prescinde da análise de provas e de cláusulas do edital. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74B2-4D0A-457E-C18D e senha CA1B-B7B4-9FA6-D880 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA Além disso, alega a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 454/STF no caso dos autos, tendo em vista que o exame do apelo extremo prescinde da análise de provas e de cláusulas do edital. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74B2-4D0A-457E-C18D e senha CA1B-B7B4-9FA6-D880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “[...] o acórdão recorrido está em consonância com a orientação firmada por esta Corte no julgamento do RE 630.733- RG/DF, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes (Tema 335 da Repercussão Geral), cuja tese destaco a seguir: ‘Inexiste direito dos candidatos em concurso público à prova de segunda chamada nos teste de aptidão física, salvo contrária disposição editalícia, em razão de circunstâncias pessoais, ainda que de caráter fisiológico ou de força maior, mantida a validade das provas de segunda chamada realizadas até 15/5/2013, em nome da segurança jurídica’. Ademais, para dissentir do acórdão impugnado quanto à conclusão de que o indeferimento de nova realização do teste de aptidão física se deu em conformidade com o edital do concurso, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e de cláusulas do edital do certame, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 deste Tribunal. Nesse sentido, destaco julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. REPROVAÇÃO. ANÁLISE NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “[...] o acórdão recorrido está em consonância com a orientação firmada por esta Corte no julgamento do RE 630.733- RG/DF, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes (Tema 335 da Repercussão Geral), cuja tese destaco a seguir: ‘Inexiste direito dos candidatos em concurso público à prova de segunda chamada nos teste de aptidão física, salvo contrária disposição editalícia, em razão de circunstâncias pessoais, ainda que de caráter fisiológico ou de força maior, mantida a validade das provas de segunda chamada realizadas até 15/5/2013, em nome da segurança jurídica’. Ademais, para dissentir do acórdão impugnado quanto à conclusão de que o indeferimento de nova realização do teste de aptidão física se deu em conformidade com o edital do concurso, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e de cláusulas do edital do certame, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 deste Tribunal. Nesse sentido, destaco julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. REPROVAÇÃO. ANÁLISE NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1183848 AGR / BA INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica a análise no contexto fático- probatório. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Há necessidade de rever cláusulas editalícias que fundamentaram a conclusão o Tribunal de origem, tal providência é inadmissível em sede de recurso extraordinário, como expressamente reconhece a jurisprudência deste Tribunal. Incidência da Súmula 454 do STF. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’ (ARE 907.189-AgR/GO, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Prequestionamento. Ausência. Teste de aptidão física. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa ou de cláusulas de edital de concurso. Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça’ (ARE 1.051.451- AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica a análise no contexto fático- probatório. Incidência da Súmula 279 do STF. 2. Há necessidade de rever cláusulas editalícias que fundamentaram a conclusão o Tribunal de origem, tal providência é inadmissível em sede de recurso extraordinário, como expressamente reconhece a jurisprudência deste Tribunal. Incidência da Súmula 454 do STF. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’ (ARE 907.189-AgR/GO, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Prequestionamento. Ausência. Teste de aptidão física. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa ou de cláusulas de edital de concurso. Incidência das Súmulas nºs 636, 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça’ (ARE 1.051.451- AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1183848 AGR / BA Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites legais” (págs. 2-3 do documento eletrônico 4). Ademais, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, indico o ARE 964.523-AgR/DF, de minha relatoria, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454/STF. OFENSA INDIRETA AO ART. 5°, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, EM RAZÃO DO EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a análise de cláusulas do edital do concurso público, a incidir a Súmula 454/STF. III – Ofensa indireta ao art. 5°, XXXV, da Constituição Federal, pela necessária análise da legislação infraconstitucional. Precedentes. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites legais” (págs. 2-3 do documento eletrônico 4). Ademais, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, indico o ARE 964.523-AgR/DF, de minha relatoria, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454/STF. OFENSA INDIRETA AO ART. 5°, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, EM RAZÃO DO EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a análise de cláusulas do edital do concurso público, a incidir a Súmula 454/STF. III – Ofensa indireta ao art. 5°, XXXV, da Constituição Federal, pela necessária análise da legislação infraconstitucional. Precedentes. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1183848 AGR / BA V – Agravo regimental a que se nega provimento” (grifei). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários recursais em 10% (dez por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA V – Agravo regimental a que se nega provimento” (grifei). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários recursais em 10% (dez por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) : ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS (8976/BA) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FD9-4173-5678-D7EF e senha B76B-A13B-524E-7BF1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) : ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS (8976/BA) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FD9-4173-5678-D7EF e senha B76B-A13B-524E-7BF1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749795350
2019-04-29T00:00:00
2019-05-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONFORMIDADE COM O ENTENDIMENTO FIRMADO NO TEMA 335 DA REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. INDEFERIMENTO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O acórdão recorrido está em consonância com o entendimento desta Corte, firmado no julgamento do RE 630.733-RG/DF (Tema 335 da Repercussão Geral), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, no sentido de que inexiste direito dos candidatos em concurso público à prova de segunda chamada nos testes de aptidão física, salvo contrária disposição editalícia, em razão de circunstâncias pessoais, ainda que de caráter fisiológico ou de força maior, mantida a validade das provas de segunda chamada realizadas até 15/5/2013, em nome da segurança jurídica. II – Conforme a Súmula 279/STF, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. III – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de cláusulas do edital do certame. Incidência da Súmula 454/STF. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC.
sjur403455
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, APTIDÃO FÍSICA, REPROVAÇÃO) ARE 964523 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 11/06/2019, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1183848
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1183848 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) : ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) :ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. CONFORMIDADE COM O ENTENDIMENTO FIRMADO NO TEMA 335 DA REPERCUSSÃO GERAL. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. INDEFERIMENTO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – O acórdão recorrido está em consonância com o entendimento desta Corte, firmado no julgamento do Recurso Extraordinário 630.733-RG/DF (Tema 335 da Repercussão Geral), de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, no sentido de que inexiste direito dos candidatos em concurso público à prova de segunda chamada nos testes de aptidão física, salvo contrária disposição editalícia, em razão de circunstâncias pessoais, ainda que de caráter fisiológico ou de força maior, mantida a validade das provas de segunda chamada realizadas até 15/5/2013, em nome da segurança jurídica. II – Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. III – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de cláusulas do edital do certame. Incidência da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. IV – Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2DE-ED1D-591F-AA3E e senha CBC4-5788-22AE-FFC5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1183848 AGR / BA multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2DE-ED1D-591F-AA3E e senha CBC4-5788-22AE-FFC5 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2DE-ED1D-591F-AA3E e senha CBC4-5788-22AE-FFC5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) :ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que aplica-se, à espécie, o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 335 da Repercussão Geral (Recurso Extraordinário 630.733-RG/DF). Ademais, entendeu-se que, para divergir do acórdão recorrido quanto à conclusão de que o indeferimento de nova realização do teste de aptidão física se deu em conformidade com o edital do concurso, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas do edital do certame, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, que “[...] a decisão agravada em se tratando do caso em questão, não está em consonância com a orientação firmada por esta Corte no julgamento do Tema 335 da Repercussão Geral com base no Recurso Extraordinário 630.733-RG/DF” (pág. 2 do documento eletrônico 5). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74B2-4D0A-457E-C18D e senha CA1B-B7B4-9FA6-D880 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) :ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que aplica-se, à espécie, o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 335 da Repercussão Geral (Recurso Extraordinário 630.733-RG/DF). Ademais, entendeu-se que, para divergir do acórdão recorrido quanto à conclusão de que o indeferimento de nova realização do teste de aptidão física se deu em conformidade com o edital do concurso, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e de cláusulas do edital do certame, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, que “[...] a decisão agravada em se tratando do caso em questão, não está em consonância com a orientação firmada por esta Corte no julgamento do Tema 335 da Repercussão Geral com base no Recurso Extraordinário 630.733-RG/DF” (pág. 2 do documento eletrônico 5). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74B2-4D0A-457E-C18D e senha CA1B-B7B4-9FA6-D880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1183848 AGR / BA Além disso, alega a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos, tendo em vista que o exame do apelo extremo prescinde da análise de provas e de cláusulas do edital. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74B2-4D0A-457E-C18D e senha CA1B-B7B4-9FA6-D880 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA Além disso, alega a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal no caso dos autos, tendo em vista que o exame do apelo extremo prescinde da análise de provas e de cláusulas do edital. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 74B2-4D0A-457E-C18D e senha CA1B-B7B4-9FA6-D880 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “[...] o acórdão recorrido está em consonância com a orientação firmada por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 630.733- RG/DF, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes (Tema 335 da Repercussão Geral), cuja tese destaco a seguir: ‘Inexiste direito dos candidatos em concurso público à prova de segunda chamada nos teste de aptidão física, salvo contrária disposição editalícia, em razão de circunstâncias pessoais, ainda que de caráter fisiológico ou de força maior, mantida a validade das provas de segunda chamada realizadas até 15/5/2013, em nome da segurança jurídica’. Ademais, para dissentir do acórdão impugnado quanto à conclusão de que o indeferimento de nova realização do teste de aptidão física se deu em conformidade com o edital do concurso, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e de cláusulas do edital do certame, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 deste Tribunal. Nesse sentido, destaco julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. REPROVAÇÃO. ANÁLISE NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 BAHIA V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão agravada, “[...] o acórdão recorrido está em consonância com a orientação firmada por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 630.733- RG/DF, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes (Tema 335 da Repercussão Geral), cuja tese destaco a seguir: ‘Inexiste direito dos candidatos em concurso público à prova de segunda chamada nos teste de aptidão física, salvo contrária disposição editalícia, em razão de circunstâncias pessoais, ainda que de caráter fisiológico ou de força maior, mantida a validade das provas de segunda chamada realizadas até 15/5/2013, em nome da segurança jurídica’. Ademais, para dissentir do acórdão impugnado quanto à conclusão de que o indeferimento de nova realização do teste de aptidão física se deu em conformidade com o edital do concurso, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos e de cláusulas do edital do certame, o que é vedado pelas Súmulas 279 e 454 deste Tribunal. Nesse sentido, destaco julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. REPROVAÇÃO. ANÁLISE NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS DO EDITAL. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1183848 AGR / BA INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica a análise no contexto fático- probatório. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Há necessidade de rever cláusulas editalícias que fundamentaram a conclusão o Tribunal de origem, tal providência é inadmissível em sede de recurso extraordinário, como expressamente reconhece a jurisprudência deste Tribunal. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’ (ARE 907.189-AgR/GO, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Prequestionamento. Ausência. Teste de aptidão física. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa ou de cláusulas de edital de concurso. Incidência das Súmulas ns 636, 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça’ (ARE 1.051.451- AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica a análise no contexto fático- probatório. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Há necessidade de rever cláusulas editalícias que fundamentaram a conclusão o Tribunal de origem, tal providência é inadmissível em sede de recurso extraordinário, como expressamente reconhece a jurisprudência deste Tribunal. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’ (ARE 907.189-AgR/GO, Rel. Min. Edson Fachin, Primeira Turma). ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Concurso público. Prequestionamento. Ausência. Teste de aptidão física. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas editalícias. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame do conjunto fático-probatório da causa ou de cláusulas de edital de concurso. Incidência das Súmulas ns 636, 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça’ (ARE 1.051.451- AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1183848 AGR / BA Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites legais” (págs. 2-3 do documento eletrônico 4). Ademais, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, indico o ARE 964.523-AgR/DF, de minha relatoria, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, EM RAZÃO DO EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a análise de cláusulas do edital do concurso público, a incidir a Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. III – Ofensa indireta ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal, pela necessária análise da legislação infraconstitucional. Precedentes. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF). Com base no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro em 10% (dez por cento) os honorários advocatícios anteriormente fixados pelo Juízo de origem, observados os limites legais” (págs. 2-3 do documento eletrônico 4). Ademais, além dos precedentes mencionados na decisão agravada, indico o ARE 964.523-AgR/DF, de minha relatoria, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICAÇÃO DE TESTE DE APTIDÃO FÍSICA. CANDIDATO REPROVADO. SUBMISSÃO A NOVO TESTE. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. OFENSA INDIRETA AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, EM RAZÃO DO EXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, é inviável, em recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica a análise de cláusulas do edital do concurso público, a incidir a Súmula 454/Supremo Tribunal Federal. III – Ofensa indireta ao art. 5..., XXXV, da Constituição Federal, pela necessária análise da legislação infraconstitucional. Precedentes. IV – Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1183848 AGR / BA V – Agravo regimental a que se nega provimento” (grifei). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários recursais em 10% (dez por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Supremo Tribunal Federal ARE 1183848 AGR / BA V – Agravo regimental a que se nega provimento” (grifei). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico multa no valor de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). Com apoio no art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, majoro os honorários recursais em 10% (dez por cento) do total da verba já fixada a esse título, observados os limites legais. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1729-1210-763D-024C e senha 1F1C-7241-E35B-3236 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) : ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS (8976/BA) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FD9-4173-5678-D7EF e senha B76B-A13B-524E-7BF1 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.848 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ELIELTON SILVA MORAIS ADV.(A/S) : ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS (8976/BA) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8FD9-4173-5678-D7EF e senha B76B-A13B-524E-7BF1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 183 . 848", "SÚMULAS 279", "Recurso Extraordinário 630 . 733 - RG / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1183848 AGR / BA", "ARE 1183848 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 630 . 733", "Recurso Extraordinário 630 . 733 - RG / DF", "Recurso Extraordinário 630 . 733 - RG / DF", "Recurso Extraordinário 630 . 733 - RG / DF", "ARE 1183848 AGR / BA", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 630 . 733 - RG / DF", "AGRAVO 1 . 183 . 848", "Recurso Extraordinário 630 . 733 - RG / DF", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 907 . 189 - AgR / GO", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 , 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 051 . 451 - AgR / RS", "ARE 1183848 AGR / BA", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 907 . 189 - AgR / GO", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 , 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 051 . 451 - AgR / RS", "ARE 1183848 AGR / BA", "ARE 964 . 523 - AgR / DF", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 /", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1183848 AGR / BA", "ARE 964 . 523 - AgR / DF", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "ART . 5 . . . , XXXV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 5 . . . , XXXV , da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Brasília", "Brasília", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "BA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ELIELTON SILVA", "ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ELIELTON SILVA MORAIS", "ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ELIELTON SILVA MORAIS", "ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ELIELTON SILVA", "ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ELIELTON SILVA MORAIS", "ABDON ANTONIO ABBADE DOS REIS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "15", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "15", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "15", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) :ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE ADV.(A/S) :ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI ADV.(A/S) :DANIELA CARRILHO SCUDERI AGDO.(A/S) :LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) :RICARDO WEHBA ESTEVES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Verbas de dedicação exclusiva e complementação salarial. Prescrição. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência da Suprema Corte, a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF) nem da legislação infraconstitucional pertinente. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6B-9F13-A47B-5005 e senha 9A99-BDF0-D8CF-7021 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1202226 AGR / SP 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6B-9F13-A47B-5005 e senha 9A99-BDF0-D8CF-7021 Supremo Tribunal Federal ARE 1202226 AGR / SP 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6B-9F13-A47B-5005 e senha 9A99-BDF0-D8CF-7021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) :ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE ADV.(A/S) :ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI ADV.(A/S) :DANIELA CARRILHO SCUDERI AGDO.(A/S) :LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) :RICARDO WEHBA ESTEVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 978B-41A4-1B3F-41C8 e senha 6AB3-D09A-B879-2205 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) :ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE ADV.(A/S) :ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI ADV.(A/S) :DANIELA CARRILHO SCUDERI AGDO.(A/S) :LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) :RICARDO WEHBA ESTEVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 978B-41A4-1B3F-41C8 e senha 6AB3-D09A-B879-2205 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ademais, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454 DO STF. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimentos de dispositivos infraconstitucionais torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A prescrição em face de suposta ofensa ao artigo 7º, XXIX, da Constituição Federal situa-se, também, no âmbito da legislação infraconstitucional, por isso que, in casu, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI 817.484-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.02.2011, AI 819.935- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C672-8583-2A7B-6780 e senha D652-4A3A-73BA-76CB Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ademais, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454 DO STF. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimentos de dispositivos infraconstitucionais torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A prescrição em face de suposta ofensa ao artigo 7º, XXIX, da Constituição Federal situa-se, também, no âmbito da legislação infraconstitucional, por isso que, in casu, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI 817.484-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.02.2011, AI 819.935- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C672-8583-2A7B-6780 e senha D652-4A3A-73BA-76CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1202226 AGR / SP AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 02.03.2011 e AI 486.246-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 06.08.2010. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI nº 841.480/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/11/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A discussão relativa ao prazo prescricional para propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 485.013/PB–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07); “1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa a pressuposto de admissibilidade de recurso trabalhista, restrita ao plano processual ordinário; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação do princípio compreendido no artigo 93, IX, da Constituição. 2. Prescrição qüinqüenal: alegação de ofensa ao artigo 7º, XXIX, da Constituição, cuja verificação demandaria reapreciação de fatos e documentos, inviável no extraordinário (Súmula 279)” (AI nº 245.122/MGAgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C672-8583-2A7B-6780 e senha D652-4A3A-73BA-76CB Supremo Tribunal Federal ARE 1202226 AGR / SP AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 02.03.2011 e AI 486.246-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 06.08.2010. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI nº 841.480/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/11/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A discussão relativa ao prazo prescricional para propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 485.013/PB–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07); “1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa a pressuposto de admissibilidade de recurso trabalhista, restrita ao plano processual ordinário; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação do princípio compreendido no artigo 93, IX, da Constituição. 2. Prescrição qüinqüenal: alegação de ofensa ao artigo 7º, XXIX, da Constituição, cuja verificação demandaria reapreciação de fatos e documentos, inviável no extraordinário (Súmula 279)” (AI nº 245.122/MGAgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C672-8583-2A7B-6780 e senha D652-4A3A-73BA-76CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) : ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE (26086/DF) ADV.(A/S) : ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI (33250/DF) ADV.(A/S) : DANIELA CARRILHO SCUDERI (164986/SP) AGDO.(A/S) : LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) : RICARDO WEHBA ESTEVES (98344/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2709-B8FD-45DB-D173 e senha 4EB3-D9F0-8C18-B522 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) : ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE (26086/DF) ADV.(A/S) : ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI (33250/DF) ADV.(A/S) : DANIELA CARRILHO SCUDERI (164986/SP) AGDO.(A/S) : LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) : RICARDO WEHBA ESTEVES (98344/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2709-B8FD-45DB-D173 e senha 4EB3-D9F0-8C18-B522 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750180796
2019-06-07T00:00:00
2019-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Verbas de dedicação exclusiva e complementação salarial. Prescrição. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência da Suprema Corte, a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF) nem da legislação infraconstitucional pertinente. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).
sjur406705
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) AI 245122 AgR (1ªT), RE 485013 AgR (2ªT), AI 841480 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 20/08/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1202226
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1202226 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) : ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE ADV.(A/S) : ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI ADV.(A/S) : DANIELA CARRILHO SCUDERI AGDO.(A/S) : LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) : RICARDO WEHBA ESTEVES
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) :ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE ADV.(A/S) :ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI ADV.(A/S) :DANIELA CARRILHO SCUDERI AGDO.(A/S) :LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) :RICARDO WEHBA ESTEVES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Verbas de dedicação exclusiva e complementação salarial. Prescrição. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência da Suprema Corte, a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. 2. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal) nem da legislação infraconstitucional pertinente. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6B-9F13-A47B-5005 e senha 9A99-BDF0-D8CF-7021 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1202226 AGR / SP 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6B-9F13-A47B-5005 e senha 9A99-BDF0-D8CF-7021 Supremo Tribunal Federal ARE 1202226 AGR / SP 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6B-9F13-A47B-5005 e senha 9A99-BDF0-D8CF-7021 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) :ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE ADV.(A/S) :ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI ADV.(A/S) :DANIELA CARRILHO SCUDERI AGDO.(A/S) :LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) :RICARDO WEHBA ESTEVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 978B-41A4-1B3F-41C8 e senha 6AB3-D09A-B879-2205 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) :ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE ADV.(A/S) :ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI ADV.(A/S) :DANIELA CARRILHO SCUDERI AGDO.(A/S) :LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) :RICARDO WEHBA ESTEVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 978B-41A4-1B3F-41C8 e senha 6AB3-D09A-B879-2205 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ademais, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimentos de dispositivos infraconstitucionais torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A prescrição em face de suposta ofensa ao artigo 7..., XXIX, da Constituição Federal situa-se, também, no âmbito da legislação infraconstitucional, por isso que, in casu, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI 817.484-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1....02.2011, AI 819.935- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C672-8583-2A7B-6780 e senha D652-4A3A-73BA-76CB Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ademais, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS. PRESCRIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimentos de dispositivos infraconstitucionais torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A prescrição em face de suposta ofensa ao artigo 7..., XXIX, da Constituição Federal situa-se, também, no âmbito da legislação infraconstitucional, por isso que, in casu, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI 817.484-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1....02.2011, AI 819.935- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C672-8583-2A7B-6780 e senha D652-4A3A-73BA-76CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1202226 AGR / SP AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 02.03.2011 e AI 486.246-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 06.08.2010. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI n 841.480/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/11/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A discussão relativa ao prazo prescricional para propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 485.013/PB–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07); “1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa a pressuposto de admissibilidade de recurso trabalhista, restrita ao plano processual ordinário; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação do princípio compreendido no artigo 93, IX, da Constituição. 2. Prescrição qüinqüenal: alegação de ofensa ao artigo 7..., XXIX, da Constituição, cuja verificação demandaria reapreciação de fatos e documentos, inviável no extraordinário (Súmula 279)” (AI n 245.122/MGAgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C672-8583-2A7B-6780 e senha D652-4A3A-73BA-76CB Supremo Tribunal Federal ARE 1202226 AGR / SP AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 02.03.2011 e AI 486.246-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 06.08.2010. 3. A interpretação de cláusulas contratuais não viabiliza o recurso extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI n 841.480/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/11/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A discussão relativa ao prazo prescricional para propositura da ação situa-se no campo infraconstitucional. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 485.013/PB–AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 13/4/07); “1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa a pressuposto de admissibilidade de recurso trabalhista, restrita ao plano processual ordinário; inocorrência de negativa de prestação jurisdicional ou violação do princípio compreendido no artigo 93, IX, da Constituição. 2. Prescrição qüinqüenal: alegação de ofensa ao artigo 7..., XXIX, da Constituição, cuja verificação demandaria reapreciação de fatos e documentos, inviável no extraordinário (Súmula 279)” (AI n 245.122/MGAgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C672-8583-2A7B-6780 e senha D652-4A3A-73BA-76CB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) : ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE (26086/DF) ADV.(A/S) : ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI (33250/DF) ADV.(A/S) : DANIELA CARRILHO SCUDERI (164986/SP) AGDO.(A/S) : LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) : RICARDO WEHBA ESTEVES (98344/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2709-B8FD-45DB-D173 e senha 4EB3-D9F0-8C18-B522 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.226 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE ADV.(A/S) : ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE (26086/DF) ADV.(A/S) : ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI (33250/DF) ADV.(A/S) : DANIELA CARRILHO SCUDERI (164986/SP) AGDO.(A/S) : LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE ADV.(A/S) : RICARDO WEHBA ESTEVES (98344/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2709-B8FD-45DB-D173 e senha 4EB3-D9F0-8C18-B522 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 202 . 226", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1202226 AGR / SP", "ARE 1202226 AGR / SP", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 202 . 226", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 202 . 226", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "AI 817 . 484 - AgR", "AI 819 . 935", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "AI 817 . 484 - AgR", "ARE 1202226 AGR / SP AgR", "AI 486 . 246 - AgR", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 841 . 480 / PR - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 485 . 013 / PB – AgR", "AI n 245 . 122 / MGAgR", "AI 486 . 246 - AgR", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 841 . 480 / PR - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 485 . 013 / PB – AgR", "AI n 245 . 122 / MGAgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal", "artigo 7 . . . , XXIX , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal", "artigo 7 . . . , XXIX , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição", "artigo 7 . . . , XXIX , da Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição", "artigo 7 . . . , XXIX , da Constituição", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS", "BANDEIRANTE", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS", "BANDEIRANTE", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS", "BANDEIRANTE", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CENTRO DE ESTUDOS UNIFICADOS BANDEIRANTE", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE", "ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI", "DANIELA CARRILHO SCUDERI", "LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE", "RICARDO WEHBA ESTEVES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE", "ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI", "DANIELA CARRILHO SCUDERI", "LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE", "RICARDO WEHBA ESTEVES", "DIAS TOFFOLI", "ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE", "ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI", "DANIELA CARRILHO SCUDERI", "LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE", "RICARDO WEHBA ESTEVES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Eros Grau", "Sepúlveda Pertence", "ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE", "ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI", "DANIELA CARRILHO SCUDERI", "LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE", "RICARDO WEHBA ESTEVES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ANA CLAUDIA RODRIGUES GOMES LEITE", "ALESSANDRA LUDOVICO DE PAOLI", "DANIELA CARRILHO SCUDERI", "LUIS ROBERTO DA SILVA LEITE", "RICARDO WEHBA ESTEVES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "5", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "6", "/", "2019", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "6", "/", "2019", "7 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "03", ".", "2011", "06", ".", "08", ".", "2010", "7", "/", "11", "/", "11", "13", "/", "4", "/", "07", "7", "/", "5", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "03", ".", "2011", "06", ".", "08", ".", "2010", "7", "/", "11", "/", "11", "13", "/", "4", "/", "07", "7", "/", "5", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) :DANIEL PEDRAZ DELGALLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental. Servidor público. Pensão. Teto salarial. Efeito multiplicador. Percepção de proventos acima dos limites previstos na Emenda Constitucional nº 41/2003. Possibilidade de ocorrência do denominado "efeito multiplicador". Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 19 a 26/4/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC80-B7FC-38C2-F02F e senha AA68-8174-DAA4-6E1C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) :DANIEL PEDRAZ DELGALLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra a decisão (publicada em 9/4/2010) mediante a qual o Ministro Gilmar Mendes, então Presidente deste Supremo Tribunal Federal, deferiu o pedido de suspensão de segurança ajuizado pelo Estado de São Paulo contra a decisão prolatada pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital Paulista (Mandado de Segurança nº 053.09.045956-6), o qual concedeu medida liminar para vedar o “teto salarial” instituído pela Emenda Constitucional 41/2003. Consta da decisão agravada que, “[n]o mandado de segurança de origem, discute-se a aplicação do art. 37, XI, da Constituição Federal, introduzido pela Emenda Constitucional n.º 41/2003, em face dos princípios constitucionais do direito adquirido e do direito à irredutibilidade de vencimentos. Não há dúvida, portanto, de que a matéria discutida na origem reveste-se de índole constitucional. No caso dos autos, verifico a existência de plausibilidade jurídica a justificar o exercício do poder geral de contracautela por esta Presidência. (...) Ademais, também está presente a probabilidade de concretização do denominado “ efeito multiplicador ” (SS 1.836- AgR/RJ, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, unânime, DJ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6623-3DF0-5650-B772 e senha 6F3A-1354-C923-D43B Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) :DANIEL PEDRAZ DELGALLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra a decisão (publicada em 9/4/2010) mediante a qual o Ministro Gilmar Mendes, então Presidente deste Supremo Tribunal Federal, deferiu o pedido de suspensão de segurança ajuizado pelo Estado de São Paulo contra a decisão prolatada pelo Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital Paulista (Mandado de Segurança nº 053.09.045956-6), o qual concedeu medida liminar para vedar o “teto salarial” instituído pela Emenda Constitucional 41/2003. Consta da decisão agravada que, “[n]o mandado de segurança de origem, discute-se a aplicação do art. 37, XI, da Constituição Federal, introduzido pela Emenda Constitucional n.º 41/2003, em face dos princípios constitucionais do direito adquirido e do direito à irredutibilidade de vencimentos. Não há dúvida, portanto, de que a matéria discutida na origem reveste-se de índole constitucional. No caso dos autos, verifico a existência de plausibilidade jurídica a justificar o exercício do poder geral de contracautela por esta Presidência. (...) Ademais, também está presente a probabilidade de concretização do denominado “ efeito multiplicador ” (SS 1.836- AgR/RJ, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, unânime, DJ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6623-3DF0-5650-B772 e senha 6F3A-1354-C923-D43B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório SS 4141 AGR / SP 11.10.2001), em vista da possibilidade de aumento de demandas que contenham idêntico objeto. Ante o exposto, defiro o pedido para suspender a execução da segurança concedida pelo Juiz de Direito da 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital/SP, nos autos do Mandado de Segurança n.º 053.09.045956-6, que confirmou liminar que teve a suspensão negada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos da Suspensão dos Efeitos de Liminar nº 990.10.056681-4”. Em suas razões recursais, a agravante Walkiria de Oliveira Vannunccini argumentou que se trata de mandado de segurança individual, não sendo possível ocorrer efeito multiplicador que possa abalar a economia pública. A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo, em face de lesão à ordem pública decorrente do efeito multiplicador da decisão. O Estado de São Paulo apresentou contrarrazões. É o breve relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6623-3DF0-5650-B772 e senha 6F3A-1354-C923-D43B Supremo Tribunal Federal SS 4141 AGR / SP 11.10.2001), em vista da possibilidade de aumento de demandas que contenham idêntico objeto. Ante o exposto, defiro o pedido para suspender a execução da segurança concedida pelo Juiz de Direito da 1ª Vara de Fazenda Pública da Capital/SP, nos autos do Mandado de Segurança n.º 053.09.045956-6, que confirmou liminar que teve a suspensão negada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos da Suspensão dos Efeitos de Liminar nº 990.10.056681-4”. Em suas razões recursais, a agravante Walkiria de Oliveira Vannunccini argumentou que se trata de mandado de segurança individual, não sendo possível ocorrer efeito multiplicador que possa abalar a economia pública. A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo, em face de lesão à ordem pública decorrente do efeito multiplicador da decisão. O Estado de São Paulo apresentou contrarrazões. É o breve relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6623-3DF0-5650-B772 e senha 6F3A-1354-C923-D43B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O inconformismo da agravante não merece prosperar. Como se sabe, “o pedido recursal e o pedido de suspensão de segurança não impõem nem autorizam o exame aprofundado da demanda subjacente nem formam quanto a ela juízo definitivo ou vinculante sobre os fatos e fundamentos submetidos ao cuidado das instâncias ordinárias. Não se analisa na suspensão o mérito da ação principal, mas apenas a existência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei” (Ag. Reg. na Extensão da Suspensão de Segurança 3977/RJ). No caso concreto, vê-se que a decisão de primeiro grau, confirmada em segunda instância, afasta a aplicação do teto remuneratório previsto no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal (com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/2003), configurando, portanto, lesão à ordem e à economia públicas, além de haver potencial efeito multiplicador de outras decisões concessivas. A título de exemplo, transcrevo os seguintes julgados cuja questão de fundo é análoga à presente: “1. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. Liminar deferida em agravo de instrumento. Necessidade de exaurimento de instância. Inexigibilidade. Agravo regimental improvido. Liminar concedida em agravo de instrumento inaugura competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal para julgamento de suspensão de segurança relativa às questões constitucionais. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Ativo e inativo. Teto salarial. Percepção de vencimentos e proventos acima dos limites constitucionais. Ordem concedida. Diversas ações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O inconformismo da agravante não merece prosperar. Como se sabe, “o pedido recursal e o pedido de suspensão de segurança não impõem nem autorizam o exame aprofundado da demanda subjacente nem formam quanto a ela juízo definitivo ou vinculante sobre os fatos e fundamentos submetidos ao cuidado das instâncias ordinárias. Não se analisa na suspensão o mérito da ação principal, mas apenas a existência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei” (Ag. Reg. na Extensão da Suspensão de Segurança 3977/RJ). No caso concreto, vê-se que a decisão de primeiro grau, confirmada em segunda instância, afasta a aplicação do teto remuneratório previsto no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal (com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/2003), configurando, portanto, lesão à ordem e à economia públicas, além de haver potencial efeito multiplicador de outras decisões concessivas. A título de exemplo, transcrevo os seguintes julgados cuja questão de fundo é análoga à presente: “1. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. Liminar deferida em agravo de instrumento. Necessidade de exaurimento de instância. Inexigibilidade. Agravo regimental improvido. Liminar concedida em agravo de instrumento inaugura competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal para julgamento de suspensão de segurança relativa às questões constitucionais. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Ativo e inativo. Teto salarial. Percepção de vencimentos e proventos acima dos limites constitucionais. Ordem concedida. Diversas ações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 4141 AGR / SP idênticas pendentes. Efeito multiplicador. Caracterização. Suspensão de segurança deferida. Agravo regimental improvido. O chamado efeito multiplicador, que provoca lesão à economia pública, é fundamento suficiente para deferimento de pedido de suspensão de segurança e caracteriza-se pela pendência de ações idênticas.” (SS 4265/SP-Agr. Rel. Min. Cezar Peluso (Presidente). Julgamento em 9/12/2010). “AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇAS. OCORRÊNCIA DE GRAVE LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA E À ORDEM PÚBLICA, CONSIDERADA EM TERMOS DE ORDEM JURÍDICO- CONSTITUCIONAL. TETO. SUBTETO. ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, REDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. DECRETO ESTADUAL 48.407/2004. 1. Lei 4.348/64, art. 4º: subsunção às suas hipóteses. Configuração de grave lesão à economia e à ordem públicas: deferimento do pedido de contracautela. 2. No presente caso, a imediata execução das decisões impugnadas impede, em princípio, a aplicação da regra inserta no art. 37, XI, da Constituição da República, que integra o conjunto normativo estabelecido pela Emenda Constitucional 41/2003. 3. No pedido de suspensão não se aprecia o mérito dos processos principais, mas tão-somente a ocorrência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva dos atos decisórios em face dos interesses públicos relevantes consagrados em lei, quais sejam, a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas. 4. Possibilidade de ocorrência do denominado ’efeito multiplicador’. 5. Precedentes. 6. Agravo regimental improvido.” (SS 2663/SP- Agr. Relator(a): Min. Ellen Gracie (Presidente). Julgamento em 17/3/2008) Confira-se, ainda, parte do parecer da Procuradoria-Geral da República: “4. A Presidência dessa Suprema Corte tem decidido que o afastamento das disposições da Emenda Constitucional nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Supremo Tribunal Federal SS 4141 AGR / SP idênticas pendentes. Efeito multiplicador. Caracterização. Suspensão de segurança deferida. Agravo regimental improvido. O chamado efeito multiplicador, que provoca lesão à economia pública, é fundamento suficiente para deferimento de pedido de suspensão de segurança e caracteriza-se pela pendência de ações idênticas.” (SS 4265/SP-Agr. Rel. Min. Cezar Peluso (Presidente). Julgamento em 9/12/2010). “AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇAS. OCORRÊNCIA DE GRAVE LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA E À ORDEM PÚBLICA, CONSIDERADA EM TERMOS DE ORDEM JURÍDICO- CONSTITUCIONAL. TETO. SUBTETO. ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, REDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. DECRETO ESTADUAL 48.407/2004. 1. Lei 4.348/64, art. 4º: subsunção às suas hipóteses. Configuração de grave lesão à economia e à ordem públicas: deferimento do pedido de contracautela. 2. No presente caso, a imediata execução das decisões impugnadas impede, em princípio, a aplicação da regra inserta no art. 37, XI, da Constituição da República, que integra o conjunto normativo estabelecido pela Emenda Constitucional 41/2003. 3. No pedido de suspensão não se aprecia o mérito dos processos principais, mas tão-somente a ocorrência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva dos atos decisórios em face dos interesses públicos relevantes consagrados em lei, quais sejam, a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas. 4. Possibilidade de ocorrência do denominado ’efeito multiplicador’. 5. Precedentes. 6. Agravo regimental improvido.” (SS 2663/SP- Agr. Relator(a): Min. Ellen Gracie (Presidente). Julgamento em 17/3/2008) Confira-se, ainda, parte do parecer da Procuradoria-Geral da República: “4. A Presidência dessa Suprema Corte tem decidido que o afastamento das disposições da Emenda Constitucional nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 4141 AGR / SP 41/2003 ofende a ordem pública em sua acepção jurídico- constitucional: SS nº 3.120 (DJ de 15/3/2007), 2.916 (DJ de 16/5/2006) e 3.025 (DJ 19.12.2006), todas da relatoria da Ministra Ellen Gracie, e SS nº 2.434 (DJ de 18/8/2004), 2.351 (DJ de 12/8/2004) e 2.899 (DJU de 30/6/2006), da lavra do Ministro Nelson Jobim. 5. Assim, a execução da decisão concessiva da segurança causa risco de grave lesão à ordem pública, na acepção de ordem jurídico-constitucional. Provimentos que afastam a incidência do mencionado teto remuneratório afrontam, em princípio, a regra estabelecida no art. 37, XI, do texto constitucional, fazendo-se presentes, portanto, os pressupostos autorizadores do deferimento da contracautela. 6. Patenta, ainda, a presença de provável efeito multiplicador, consistente na possibilidade de outros indivíduos pleitearem medida no mesmo sentido.” Pelo exposto, mantenho a decisão agravada pelos fundamentos nela contidos e nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Supremo Tribunal Federal SS 4141 AGR / SP 41/2003 ofende a ordem pública em sua acepção jurídico- constitucional: SS nº 3.120 (DJ de 15/3/2007), 2.916 (DJ de 16/5/2006) e 3.025 (DJ 19.12.2006), todas da relatoria da Ministra Ellen Gracie, e SS nº 2.434 (DJ de 18/8/2004), 2.351 (DJ de 12/8/2004) e 2.899 (DJU de 30/6/2006), da lavra do Ministro Nelson Jobim. 5. Assim, a execução da decisão concessiva da segurança causa risco de grave lesão à ordem pública, na acepção de ordem jurídico-constitucional. Provimentos que afastam a incidência do mencionado teto remuneratório afrontam, em princípio, a regra estabelecida no art. 37, XI, do texto constitucional, fazendo-se presentes, portanto, os pressupostos autorizadores do deferimento da contracautela. 6. Patenta, ainda, a presença de provável efeito multiplicador, consistente na possibilidade de outros indivíduos pleitearem medida no mesmo sentido.” Pelo exposto, mantenho a decisão agravada pelos fundamentos nela contidos e nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) : DANIEL PEDRAZ DELGALLO (187364/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ED6-C55C-21C3-2157 e senha 8742-A1AB-F7A9-356A Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) : DANIEL PEDRAZ DELGALLO (187364/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ED6-C55C-21C3-2157 e senha 8742-A1AB-F7A9-356A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749825750
2019-04-29T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA
EMENTA Agravo regimental. Servidor público. Pensão. Teto salarial. Efeito multiplicador. Percepção de proventos acima dos limites previstos na Emenda Constitucional nº 41/2003. Possibilidade de ocorrência do denominado "efeito multiplicador". Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur403804
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRACAUTELA, TETO REMUNERATÓRIO, EFEITO MULTIPLICADOR) SS 2663 AgR (TP), SS 4265 AgR (TP). (CONTRACAUTELA, JUÍZO DE MÉRITO) SS 3977 Extn-AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 25/11/2019, AMA.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
4141
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO DADA PELA EMC-41/2003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
SS-AgR
acordaos
SS 4141 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) : DANIEL PEDRAZ DELGALLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) :DANIEL PEDRAZ DELGALLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental. Servidor público. Pensão. Teto salarial. Efeito multiplicador. Percepção de proventos acima dos limites previstos na Emenda Constitucional n 41/2003. Possibilidade de ocorrência do denominado "efeito multiplicador". Precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 19 a 26/4/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FC80-B7FC-38C2-F02F e senha AA68-8174-DAA4-6E1C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) :DANIEL PEDRAZ DELGALLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra a decisão (publicada em 9/4/2010) mediante a qual o Ministro Gilmar Mendes, então Presidente deste Supremo Tribunal Federal, deferiu o pedido de suspensão de segurança ajuizado pelo Estado de São Paulo contra a decisão prolatada pelo Juízo da 1... Vara da Fazenda Pública da Capital Paulista (Mandado de Segurança n 053.09.045956-6), o qual concedeu medida liminar para vedar o “teto salarial” instituído pela Emenda Constitucional 41/2003. Consta da decisão agravada que, “[n]o mandado de segurança de origem, discute-se a aplicação do art. 37, XI, da Constituição Federal, introduzido pela Emenda Constitucional n. 41/2003, em face dos princípios constitucionais do direito adquirido e do direito à irredutibilidade de vencimentos. Não há dúvida, portanto, de que a matéria discutida na origem reveste-se de índole constitucional. No caso dos autos, verifico a existência de plausibilidade jurídica a justificar o exercício do poder geral de contracautela por esta Presidência. (...) Ademais, também está presente a probabilidade de concretização do denominado “ efeito multiplicador ” (SS 1.836- AgR/RJ, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, unânime, DJ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6623-3DF0-5650-B772 e senha 6F3A-1354-C923-D43B Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) :DANIEL PEDRAZ DELGALLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra a decisão (publicada em 9/4/2010) mediante a qual o Ministro Gilmar Mendes, então Presidente deste Supremo Tribunal Federal, deferiu o pedido de suspensão de segurança ajuizado pelo Estado de São Paulo contra a decisão prolatada pelo Juízo da 1... Vara da Fazenda Pública da Capital Paulista (Mandado de Segurança n 053.09.045956-6), o qual concedeu medida liminar para vedar o “teto salarial” instituído pela Emenda Constitucional 41/2003. Consta da decisão agravada que, “[n]o mandado de segurança de origem, discute-se a aplicação do art. 37, XI, da Constituição Federal, introduzido pela Emenda Constitucional n. 41/2003, em face dos princípios constitucionais do direito adquirido e do direito à irredutibilidade de vencimentos. Não há dúvida, portanto, de que a matéria discutida na origem reveste-se de índole constitucional. No caso dos autos, verifico a existência de plausibilidade jurídica a justificar o exercício do poder geral de contracautela por esta Presidência. (...) Ademais, também está presente a probabilidade de concretização do denominado “ efeito multiplicador ” (SS 1.836- AgR/RJ, rel. Min. Carlos Velloso, Plenário, unânime, DJ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6623-3DF0-5650-B772 e senha 6F3A-1354-C923-D43B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório SS 4141 AGR / SP 11.10.2001), em vista da possibilidade de aumento de demandas que contenham idêntico objeto. Ante o exposto, defiro o pedido para suspender a execução da segurança concedida pelo Juiz de Direito da 1... Vara de Fazenda Pública da Capital/SP, nos autos do Mandado de Segurança n. 053.09.045956-6, que confirmou liminar que teve a suspensão negada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos da Suspensão dos Efeitos de Liminar n 990.10.056681-4”. Em suas razões recursais, a agravante Walkiria de Oliveira Vannunccini argumentou que se trata de mandado de segurança individual, não sendo possível ocorrer efeito multiplicador que possa abalar a economia pública. A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo, em face de lesão à ordem pública decorrente do efeito multiplicador da decisão. O Estado de São Paulo apresentou contrarrazões. É o breve relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6623-3DF0-5650-B772 e senha 6F3A-1354-C923-D43B Supremo Tribunal Federal SS 4141 AGR / SP 11.10.2001), em vista da possibilidade de aumento de demandas que contenham idêntico objeto. Ante o exposto, defiro o pedido para suspender a execução da segurança concedida pelo Juiz de Direito da 1... Vara de Fazenda Pública da Capital/SP, nos autos do Mandado de Segurança n. 053.09.045956-6, que confirmou liminar que teve a suspensão negada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos da Suspensão dos Efeitos de Liminar n 990.10.056681-4”. Em suas razões recursais, a agravante Walkiria de Oliveira Vannunccini argumentou que se trata de mandado de segurança individual, não sendo possível ocorrer efeito multiplicador que possa abalar a economia pública. A douta Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não provimento do agravo, em face de lesão à ordem pública decorrente do efeito multiplicador da decisão. O Estado de São Paulo apresentou contrarrazões. É o breve relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6623-3DF0-5650-B772 e senha 6F3A-1354-C923-D43B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O inconformismo da agravante não merece prosperar. Como se sabe, “o pedido recursal e o pedido de suspensão de segurança não impõem nem autorizam o exame aprofundado da demanda subjacente nem formam quanto a ela juízo definitivo ou vinculante sobre os fatos e fundamentos submetidos ao cuidado das instâncias ordinárias. Não se analisa na suspensão o mérito da ação principal, mas apenas a existência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei” (Ag. Reg. na Extensão da Suspensão de Segurança 3977/RJ). No caso concreto, vê-se que a decisão de primeiro grau, confirmada em segunda instância, afasta a aplicação do teto remuneratório previsto no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal (com a redação dada pela Emenda Constitucional n 41/2003), configurando, portanto, lesão à ordem e à economia públicas, além de haver potencial efeito multiplicador de outras decisões concessivas. A título de exemplo, transcrevo os seguintes julgados cuja questão de fundo é análoga à presente: “1. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. Liminar deferida em agravo de instrumento. Necessidade de exaurimento de instância. Inexigibilidade. Agravo regimental improvido. Liminar concedida em agravo de instrumento inaugura competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal para julgamento de suspensão de segurança relativa às questões constitucionais. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Ativo e inativo. Teto salarial. Percepção de vencimentos e proventos acima dos limites constitucionais. Ordem concedida. Diversas ações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O inconformismo da agravante não merece prosperar. Como se sabe, “o pedido recursal e o pedido de suspensão de segurança não impõem nem autorizam o exame aprofundado da demanda subjacente nem formam quanto a ela juízo definitivo ou vinculante sobre os fatos e fundamentos submetidos ao cuidado das instâncias ordinárias. Não se analisa na suspensão o mérito da ação principal, mas apenas a existência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes assegurados em lei” (Ag. Reg. na Extensão da Suspensão de Segurança 3977/RJ). No caso concreto, vê-se que a decisão de primeiro grau, confirmada em segunda instância, afasta a aplicação do teto remuneratório previsto no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal (com a redação dada pela Emenda Constitucional n 41/2003), configurando, portanto, lesão à ordem e à economia públicas, além de haver potencial efeito multiplicador de outras decisões concessivas. A título de exemplo, transcrevo os seguintes julgados cuja questão de fundo é análoga à presente: “1. SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. Liminar deferida em agravo de instrumento. Necessidade de exaurimento de instância. Inexigibilidade. Agravo regimental improvido. Liminar concedida em agravo de instrumento inaugura competência do Presidente do Supremo Tribunal Federal para julgamento de suspensão de segurança relativa às questões constitucionais. 2. SERVIDOR PÚBLICO. Ativo e inativo. Teto salarial. Percepção de vencimentos e proventos acima dos limites constitucionais. Ordem concedida. Diversas ações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 4141 AGR / SP idênticas pendentes. Efeito multiplicador. Caracterização. Suspensão de segurança deferida. Agravo regimental improvido. O chamado efeito multiplicador, que provoca lesão à economia pública, é fundamento suficiente para deferimento de pedido de suspensão de segurança e caracteriza-se pela pendência de ações idênticas.” (SS 4265/SP-Agr. Rel. Min. Cezar Peluso (Presidente). Julgamento em 9/12/2010). “AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇAS. OCORRÊNCIA DE GRAVE LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA E À ORDEM PÚBLICA, CONSIDERADA EM TERMOS DE ORDEM JURÍDICO- CONSTITUCIONAL. TETO. SUBTETO. ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, REDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. DECRETO ESTADUAL 48.407/2004. 1. Lei 4.348/64, art. 4...: subsunção às suas hipóteses. Configuração de grave lesão à economia e à ordem públicas: deferimento do pedido de contracautela. 2. No presente caso, a imediata execução das decisões impugnadas impede, em princípio, a aplicação da regra inserta no art. 37, XI, da Constituição da República, que integra o conjunto normativo estabelecido pela Emenda Constitucional 41/2003. 3. No pedido de suspensão não se aprecia o mérito dos processos principais, mas tão-somente a ocorrência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva dos atos decisórios em face dos interesses públicos relevantes consagrados em lei, quais sejam, a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas. 4. Possibilidade de ocorrência do denominado ’efeito multiplicador’. 5. Precedentes. 6. Agravo regimental improvido.” (SS 2663/SP- Agr. Relator(a): Min. Ellen Gracie (Presidente). Julgamento em 17/3/2008) Confira-se, ainda, parte do parecer da Procuradoria-Geral da República: “4. A Presidência dessa Suprema Corte tem decidido que o afastamento das disposições da Emenda Constitucional n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Supremo Tribunal Federal SS 4141 AGR / SP idênticas pendentes. Efeito multiplicador. Caracterização. Suspensão de segurança deferida. Agravo regimental improvido. O chamado efeito multiplicador, que provoca lesão à economia pública, é fundamento suficiente para deferimento de pedido de suspensão de segurança e caracteriza-se pela pendência de ações idênticas.” (SS 4265/SP-Agr. Rel. Min. Cezar Peluso (Presidente). Julgamento em 9/12/2010). “AGRAVO REGIMENTAL. SUSPENSÃO DE SEGURANÇAS. OCORRÊNCIA DE GRAVE LESÃO À ECONOMIA PÚBLICA E À ORDEM PÚBLICA, CONSIDERADA EM TERMOS DE ORDEM JURÍDICO- CONSTITUCIONAL. TETO. SUBTETO. ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, REDAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. DECRETO ESTADUAL 48.407/2004. 1. Lei 4.348/64, art. 4...: subsunção às suas hipóteses. Configuração de grave lesão à economia e à ordem públicas: deferimento do pedido de contracautela. 2. No presente caso, a imediata execução das decisões impugnadas impede, em princípio, a aplicação da regra inserta no art. 37, XI, da Constituição da República, que integra o conjunto normativo estabelecido pela Emenda Constitucional 41/2003. 3. No pedido de suspensão não se aprecia o mérito dos processos principais, mas tão-somente a ocorrência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva dos atos decisórios em face dos interesses públicos relevantes consagrados em lei, quais sejam, a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas. 4. Possibilidade de ocorrência do denominado ’efeito multiplicador’. 5. Precedentes. 6. Agravo regimental improvido.” (SS 2663/SP- Agr. Relator(a): Min. Ellen Gracie (Presidente). Julgamento em 17/3/2008) Confira-se, ainda, parte do parecer da Procuradoria-Geral da República: “4. A Presidência dessa Suprema Corte tem decidido que o afastamento das disposições da Emenda Constitucional n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE SS 4141 AGR / SP 41/2003 ofende a ordem pública em sua acepção jurídico- constitucional: SS n 3.120 (DJ de 15/3/2007), 2.916 (DJ de 16/5/2006) e 3.025 (DJ 19.12.2006), todas da relatoria da Ministra Ellen Gracie, e SS n 2.434 (DJ de 18/8/2004), 2.351 (DJ de 12/8/2004) e 2.899 (DJU de 30/6/2006), da lavra do Ministro Nelson Jobim. 5. Assim, a execução da decisão concessiva da segurança causa risco de grave lesão à ordem pública, na acepção de ordem jurídico-constitucional. Provimentos que afastam a incidência do mencionado teto remuneratório afrontam, em princípio, a regra estabelecida no art. 37, XI, do texto constitucional, fazendo-se presentes, portanto, os pressupostos autorizadores do deferimento da contracautela. 6. Patenta, ainda, a presença de provável efeito multiplicador, consistente na possibilidade de outros indivíduos pleitearem medida no mesmo sentido.” Pelo exposto, mantenho a decisão agravada pelos fundamentos nela contidos e nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Supremo Tribunal Federal SS 4141 AGR / SP 41/2003 ofende a ordem pública em sua acepção jurídico- constitucional: SS n 3.120 (DJ de 15/3/2007), 2.916 (DJ de 16/5/2006) e 3.025 (DJ 19.12.2006), todas da relatoria da Ministra Ellen Gracie, e SS n 2.434 (DJ de 18/8/2004), 2.351 (DJ de 12/8/2004) e 2.899 (DJU de 30/6/2006), da lavra do Ministro Nelson Jobim. 5. Assim, a execução da decisão concessiva da segurança causa risco de grave lesão à ordem pública, na acepção de ordem jurídico-constitucional. Provimentos que afastam a incidência do mencionado teto remuneratório afrontam, em princípio, a regra estabelecida no art. 37, XI, do texto constitucional, fazendo-se presentes, portanto, os pressupostos autorizadores do deferimento da contracautela. 6. Patenta, ainda, a presença de provável efeito multiplicador, consistente na possibilidade de outros indivíduos pleitearem medida no mesmo sentido.” Pelo exposto, mantenho a decisão agravada pelos fundamentos nela contidos e nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8773-2BB9-8352-766C e senha D59A-3F15-7A01-1534 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) : DANIEL PEDRAZ DELGALLO (187364/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ED6-C55C-21C3-2157 e senha 8742-A1AB-F7A9-356A Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA 4.141 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI ADV.(A/S) : DANIEL PEDRAZ DELGALLO (187364/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ED6-C55C-21C3-2157 e senha 8742-A1AB-F7A9-356A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Mandado de Segurança n 053 . 09 . 045956 - 6", "SS 1 . 836 - AgR / RJ", "Mandado de Segurança n 053 . 09 . 045956 - 6", ".", "836", "-", "AgR", "/", "RJ", "Mandado de Segurança n . 053 . 09 . 045956 - 6", "SS", "Mandado de Segurança n . 053 . 09 . 045956 - 6", "Suspensão", "Ag", ". Reg . na Extensão da Suspensão de Segurança 3977 / RJ", "SS 4265 / SP", "SS 2663 / SP", "SS 4265 / SP", "SS 2663 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 41 / 2003", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n . 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional 41 / 2003", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n . 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , XI , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "EMENDA CONSTITUCIONAL 41 / 2003", "DECRETO ESTADUAL 48 . 407 / 2004", "Lei 4 . 348 / 64 , art . 4 . . .", "art . 37 , XI , da Constituição da República", "Emenda Constitucional 41 / 2003", "Emenda Constitucional n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 37 , XI , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "EMENDA CONSTITUCIONAL 41 / 2003", "DECRETO ESTADUAL 48 . 407 / 2004", "Lei 4 . 348 / 64 , art . 4 .", "art . 37 , XI , da Constituição da República", "Emenda Constitucional 41 / 2003", "Emenda Constitucional n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XI , do texto constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "1", ". Vara da Fazenda Pública da Capital Paulista", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUSPENSÃO", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Plenário", "1", ".", ".", ". Vara de Fazenda Pública da Capital / SP", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "1", "Vara de Fazenda Pública da Capital / SP", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI", "DANIEL PEDRAZ DELGALLO", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI", "DANIEL PEDRAZ DELGALLO", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Carlos Velloso", "WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI", "DANIEL PEDRAZ DELGALLO", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Carlos Velloso", "Walkiria de Oliveira Vannunccini", "Walkiria de Oliveira Vannunccini", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Nelson Jobim", "Ellen Gracie", "Nelson Jobim", "WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI", "DANIEL PEDRAZ DELGALLO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "WALKIRIA DE OLIVEIRA VANNUNCCINI", "DANIEL PEDRAZ DELGALLO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "19", "26", "/", "4", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "9", "/", "4", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "9", "/", "4", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "10", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "10", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "12", "/", "2010", "17", "/", "3", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "12", "/", "2010", "17", "/", "3", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "3", "/", "2007", "16", "/", "5", "/", "2006", "19", ".", "12", ".", "2006", "18", "/", "8", "/", "2004", "12", "/", "8", "/", "2004", "30", "/", "6", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "3", "/", "2007", "16", "/", "5", "/", "2006", "19", ".", "12", ".", "2006", "18", "/", "8", "/", "2004", "12", "/", "8", "/", "2004", "30", "/", "6", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRICIO ZIR BOTHOME AGDO.(A/S) :ALVARO WAGNER ADV.(A/S) :JUAREZ SOARES NOGUEIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Previdência privada. Adesão a Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Complementação de aposentadoria. Cláusulas do regulamento da entidade. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das cláusulas do regulamento do plano de benefícios (Súmula nº 454/STF). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91EF-BECA-071C-CB16 e senha 5101-6611-3C5B-FF39 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1193836 AGR / SC negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91EF-BECA-071C-CB16 e senha 5101-6611-3C5B-FF39 Supremo Tribunal Federal ARE 1193836 AGR / SC negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91EF-BECA-071C-CB16 e senha 5101-6611-3C5B-FF39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRICIO ZIR BOTHOME AGDO.(A/S) :ALVARO WAGNER ADV.(A/S) :JUAREZ SOARES NOGUEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante a inexistência do referido óbice. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D9F1-5103-C8DD-24E3 e senha EEFC-636D-6D47-A7F3 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRICIO ZIR BOTHOME AGDO.(A/S) :ALVARO WAGNER ADV.(A/S) :JUAREZ SOARES NOGUEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante a inexistência do referido óbice. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D9F1-5103-C8DD-24E3 e senha EEFC-636D-6D47-A7F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ademais, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do regulamento do plano de benefícios, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO PDV. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. IAPEP. LEIS 4.051/1986 E 4.865/1996 DO ESTADO DO PIAUÍ. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ademais, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do regulamento do plano de benefícios, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula nº 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO PDV. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. IAPEP. LEIS 4.051/1986 E 4.865/1996 DO ESTADO DO PIAUÍ. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193836 AGR / SC DESPROVIDO.” (ARE nº 1.116.034/PI-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/6/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do regulamento da entidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada, ou dos fatos e das provas que compõem a lide. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça”. (ARE nº 1.076.648/DF- AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 4/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE nº 886.805/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Supremo Tribunal Federal ARE 1193836 AGR / SC DESPROVIDO.” (ARE nº 1.116.034/PI-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/6/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do regulamento da entidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada, ou dos fatos e das provas que compõem a lide. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4º, do CPC). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça”. (ARE nº 1.076.648/DF- AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 4/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE nº 886.805/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193836 AGR / SC 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Supremo Tribunal Federal ARE 1193836 AGR / SC 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI (13570-A/MS, 50113/PR, 174977/RJ, 44303/RS, 21422/SC) ADV.(A/S) : FABRICIO ZIR BOTHOME (39892/BA, 35174/DF, 33697/GO, 12674-A/MA, 132856/MG, 13849-A/MS, 15543-A/MT, 19031-A/PB, 01786/PE, 10846/PI, 50020/PR, 170756/RJ, 1012-A/RN, 44277/RS, 21419/SC, 800A/SE, 337368/SP) AGDO.(A/S) : ALVARO WAGNER ADV.(A/S) : JUAREZ SOARES NOGUEIRA (15673/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C7F-F397-9F20-5D42 e senha B1AB-8034-6291-DE46 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI (13570-A/MS, 50113/PR, 174977/RJ, 44303/RS, 21422/SC) ADV.(A/S) : FABRICIO ZIR BOTHOME (39892/BA, 35174/DF, 33697/GO, 12674-A/MA, 132856/MG, 13849-A/MS, 15543-A/MT, 19031-A/PB, 01786/PE, 10846/PI, 50020/PR, 170756/RJ, 1012-A/RN, 44277/RS, 21419/SC, 800A/SE, 337368/SP) AGDO.(A/S) : ALVARO WAGNER ADV.(A/S) : JUAREZ SOARES NOGUEIRA (15673/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C7F-F397-9F20-5D42 e senha B1AB-8034-6291-DE46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750180777
2019-06-07T00:00:00
2019-06-26T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Previdência privada. Adesão a Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Complementação de aposentadoria. Cláusulas do regulamento da entidade. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das cláusulas do regulamento do plano de benefícios (Súmula nº 454/STF). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur406689
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 454/STF) ARE 886805 AgR (1ªT), ARE 1076648 AgR (2ªT), ARE 1116034 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 19/08/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1193836
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1193836 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) : FABRICIO ZIR BOTHOME AGDO.(A/S) : ALVARO WAGNER ADV.(A/S) : JUAREZ SOARES NOGUEIRA
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRICIO ZIR BOTHOME AGDO.(A/S) :ALVARO WAGNER ADV.(A/S) :JUAREZ SOARES NOGUEIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Civil. Previdência privada. Adesão a Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Complementação de aposentadoria. Cláusulas do regulamento da entidade. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das cláusulas do regulamento do plano de benefícios (Súmula n 454/Supremo Tribunal Federal). 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 31/5 a 6/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91EF-BECA-071C-CB16 e senha 5101-6611-3C5B-FF39 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1193836 AGR / SC negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91EF-BECA-071C-CB16 e senha 5101-6611-3C5B-FF39 Supremo Tribunal Federal ARE 1193836 AGR / SC negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 7 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 91EF-BECA-071C-CB16 e senha 5101-6611-3C5B-FF39 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRICIO ZIR BOTHOME AGDO.(A/S) :ALVARO WAGNER ADV.(A/S) :JUAREZ SOARES NOGUEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante a inexistência do referido óbice. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D9F1-5103-C8DD-24E3 e senha EEFC-636D-6D47-A7F3 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :GIOVANA MICHELIN LETTI ADV.(A/S) :FABRICIO ZIR BOTHOME AGDO.(A/S) :ALVARO WAGNER ADV.(A/S) :JUAREZ SOARES NOGUEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante a inexistência do referido óbice. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D9F1-5103-C8DD-24E3 e senha EEFC-636D-6D47-A7F3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ademais, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do regulamento do plano de benefícios, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO PDV. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. IAPEP. LEIS 4.051/1986 E 4.865/1996 DO ESTADO DO PIAUÍ. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ademais, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas do regulamento do plano de benefícios, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula n 454 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADESÃO A PROGRAMA DE DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO PDV. PERMANÊNCIA NA CONDIÇÃO DE SEGURADO FACULTATIVO DA PREVIDÊNCIA PÚBLICA ESTADUAL. IAPEP. LEIS 4.051/1986 E 4.865/1996 DO ESTADO DO PIAUÍ. NECESSIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. AGRAVO INTERNO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193836 AGR / SC DESPROVIDO.” (ARE n 1.116.034/PI-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/6/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do regulamento da entidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada, ou dos fatos e das provas que compõem a lide. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça”. (ARE n 1.076.648/DF- AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 4/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE n 886.805/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Supremo Tribunal Federal ARE 1193836 AGR / SC DESPROVIDO.” (ARE n 1.116.034/PI-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 13/6/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Cláusulas do regulamento da entidade. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional, tampouco para o reexame das cláusulas do regulamento de benefícios da entidade de previdência privada, ou dos fatos e das provas que compõem a lide. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 2% (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4. Majoração da verba honorária em valor equivalente a 10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil), observada a eventual concessão do benefício da gratuidade da justiça”. (ARE n 1.076.648/DF- AgR, Segunda Turma, minha relatoria, DJe de 4/12/17). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. CONTRATO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE n 886.805/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/8/15). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1193836 AGR / SC 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Supremo Tribunal Federal ARE 1193836 AGR / SC 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 099B-BBFC-EA21-A558 e senha 7F53-F14A-CE53-B184 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 07/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI (13570-A/MS, 50113/PR, 174977/RJ, 44303/RS, 21422/SC) ADV.(A/S) : FABRICIO ZIR BOTHOME (39892/BA, 35174/DF, 33697/GO, 12674-A/MA, 132856/MG, 13849-A/MS, 15543-A/MT, 19031-A/PB, 01786/PE, 10846/PI, 50020/PR, 170756/RJ, 1012-A/RN, 44277/RS, 21419/SC, 800A/SE, 337368/SP) AGDO.(A/S) : ALVARO WAGNER ADV.(A/S) : JUAREZ SOARES NOGUEIRA (15673/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C7F-F397-9F20-5D42 e senha B1AB-8034-6291-DE46 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.193.836 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDENCIA DOS FUNCIONARIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : GIOVANA MICHELIN LETTI (13570-A/MS, 50113/PR, 174977/RJ, 44303/RS, 21422/SC) ADV.(A/S) : FABRICIO ZIR BOTHOME (39892/BA, 35174/DF, 33697/GO, 12674-A/MA, 132856/MG, 13849-A/MS, 15543-A/MT, 19031-A/PB, 01786/PE, 10846/PI, 50020/PR, 170756/RJ, 1012-A/RN, 44277/RS, 21419/SC, 800A/SE, 337368/SP) AGDO.(A/S) : ALVARO WAGNER ADV.(A/S) : JUAREZ SOARES NOGUEIRA (15673/SC) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8C7F-F397-9F20-5D42 e senha B1AB-8034-6291-DE46 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 193 . 836", "Súmula n 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1193836", "ARE 1193836 AGR", "Súmula n 454 desta Corte", "SÚMULA 280 DO SUPREMO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 193 . 836", "Súmula n 454 desta Corte", "SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 1193836 AGR / SC", "ARE n 1 . 116 . 034 / PI - AgR", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636", "ARE n 1 . 076 . 648 / DF - AgR", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 886 . 805 / SE - AgR", "ARE", "ARE n 1 . 116 . 034 / PI - AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 076 . 648 / DF - AgR", "SÚMULA n 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 886 . 805 / SE - AgR", "ARE 1193836 AGR / SC 1" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) :FILIPE CORTES DE MENEZES AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: MANDADO DE INJUNÇÃO – AGRAVO INTERNO – PEDIDO DE SUSTENTAÇÃO ORAL – INADMISSIBILIDADE – INOCORRÊNCIA DE QUALQUER DAS 3 (TRÊS) HIPÓTESES EXCEPCIONAIS PREVISTAS, TAXATIVAMENTE, NO § 3º DO ART. 937 DO CPC/2015 – POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO DO PRESENTE RECURSO EM MEIO VIRTUAL, POR INCABÍVEL, NELE, A SUSTENTAÇÃO ORAL (RESOLUÇÃO STF Nº 587, DE 29/07/2016, ART. 4º, PARÁGRAFO ÚNICO) – IMPETRAÇÃO DO “WRIT” INJUNCIONAL POR QUEM SEQUER OSTENTA A CONDIÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL – ILEGITIMIDADE ATIVA “AD CAUSAM”: INVIABILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TUTELA JURISDICIONAL PARA DEFESA, EM NOME PRÓPRIO, DE DIREITO ALHEIO (CPC/2015, ART. 18) – DOUTRINA – PRECEDENTES – ALEGADA OMISSÃO ESTATAL NO ADIMPLEMENTO DE PRESTAÇÃO LEGISLATIVA (CF, ART. 8º, I) – LACUNA NORMATIVA COLMATADA POR CONSTRUÇÃO JURISPRUDENCIAL – PRECEDENTES – SÚMULA 677/STF – CONSEQUENTE INEXISTÊNCIA DE LACUNA TÉCNICA – POSSIBILIDADE DE EFETIVAÇÃO DO REGISTRO SINDICAL – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão MI 6582 AGR / DF AGRAVO INTERNO E SUSTENTAÇÃO ORAL: POSSIBILIDADE, UNICAMENTE, EM SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS (CPC, art. 937, § 3º) – O novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3º do seu art. 937. Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança ou (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3º), não autoriza a realização de sustentação oral. Precedente: MI 6.631-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL – LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA: EXCEPCIONALIDADE (CPC/2015, art. 18) – É carecedor da ação de mandado de injunção aquele que, agindo na condição de verdadeiro substituto processual, pleiteia direito alheio em nome próprio, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação extraordinária ou anômala para efeito de válida instauração de processo judicial (CPC/2015, art. 18). Doutrina. Precedentes. A EXISTÊNCIA DE LACUNA TÉCNICA COMO PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE INJUNÇÃO – O registro de entidades sindicais está regulado por resolução normativa que, emanada de órgão estatal competente, foi recebida pelo vigente ordenamento constitucional, inexistindo, por isso mesmo, situação de lacuna técnica que traduz pressuposto necessário à adequada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF AGRAVO INTERNO E SUSTENTAÇÃO ORAL: POSSIBILIDADE, UNICAMENTE, EM SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS (CPC, art. 937, § 3º) – O novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3º do seu art. 937. Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança ou (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3º), não autoriza a realização de sustentação oral. Precedente: MI 6.631-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL – LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA: EXCEPCIONALIDADE (CPC/2015, art. 18) – É carecedor da ação de mandado de injunção aquele que, agindo na condição de verdadeiro substituto processual, pleiteia direito alheio em nome próprio, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação extraordinária ou anômala para efeito de válida instauração de processo judicial (CPC/2015, art. 18). Doutrina. Precedentes. A EXISTÊNCIA DE LACUNA TÉCNICA COMO PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE INJUNÇÃO – O registro de entidades sindicais está regulado por resolução normativa que, emanada de órgão estatal competente, foi recebida pelo vigente ordenamento constitucional, inexistindo, por isso mesmo, situação de lacuna técnica que traduz pressuposto necessário à adequada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Ementa e Acórdão MI 6582 AGR / DF impetração do mandado de injunção, a significar que as entidades sindicais, já havendo obtido personalidade de direito civil, podem exercer, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF impetração do mandado de injunção, a significar que as entidades sindicais, já havendo obtido personalidade de direito civil, podem exercer, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) :FILIPE CORTES DE MENEZES AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do mandado de injunção impetrado, em nome próprio, por ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Efetivos do Ministério Público do Estado de Sergipe – SINDSEMP/SE, objetivando “(...) a declaração de omissão inconstitucional do Congresso Nacional” e do Senhor Presidente da República “em regrar por lei específica (art. 8, I, da CF/88) o procedimento administrativo de registro sindical”. Ao proferir a decisão objeto deste recurso de agravo, assinalei que o impetrante, ora agravante, postula, na realidade, em nome próprio, nesta sede processual, a defesa de direito alheio, conforme claramente se depreende do pedido por ele formulado na presente impetração. Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe este recurso, sustentando, em síntese, o que se segue: “Como sabido e consagrado pela doutrina pátria os pressupostos processuais e condições da ação são aferidas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) :FILIPE CORTES DE MENEZES AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do mandado de injunção impetrado, em nome próprio, por ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Efetivos do Ministério Público do Estado de Sergipe – SINDSEMP/SE, objetivando “(...) a declaração de omissão inconstitucional do Congresso Nacional” e do Senhor Presidente da República “em regrar por lei específica (art. 8, I, da CF/88) o procedimento administrativo de registro sindical”. Ao proferir a decisão objeto deste recurso de agravo, assinalei que o impetrante, ora agravante, postula, na realidade, em nome próprio, nesta sede processual, a defesa de direito alheio, conforme claramente se depreende do pedido por ele formulado na presente impetração. Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe este recurso, sustentando, em síntese, o que se segue: “Como sabido e consagrado pela doutrina pátria os pressupostos processuais e condições da ação são aferidas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório MI 6582 AGR / DF mediante aplicação da teoria da asserção. Ou seja, levando-se em consideração as assertivas fático-jurídicas feitas na vestibular. (…): .............................................................................................. A aplicação da teoria no caso sob análise deixa patente minha legitimidade ativa. Com efeito, narrei em síntese que protocolei, quando era coordenador jurídico do SINDSEMP/SE, o pedido de registro de tal entidade, que está em moroso trâmite no Ministério do Trabalho (MTE), e defendo, enquanto peticionante/subscritor do requerimento, o direito a que seja editada lei nacional a fim de regular o procedimento administrativo correlato, hoje pautado, essencialmente e lamentavelmente (adjetivo robustecido no contexto ‘Estado democrático de direito’ enquanto submetido a leis') por PORTARIAS. Eméritos julgadores, subscrevi ano passado relevante documento a órgão público – MTE (requerimento de registro sindical) cujos efeitos jurídicos estão pendentes de apreciação. Trata-se de ATO JURÍDICO PERFEITO, coassinado por mim, de sorte que penso ter legítimo interesse de vê-lo produzir os efeitos legais necessários. Ora, com a devida vênia, não possuo legitimidade para defender atos do SINDSEMP/SE que tenham sido praticados após o meu desligamento da instituição, porém [quanto a]os atos anteriores ao desligamento, praticados quando era coordenador jurídico da instituição, como o pedido de registro sindical da entidade em testilha, possuo claro interesse jurídico/legitimidade. O ‘passado não se apaga, simplesmente pela transmudação da realidade da vida, proporcionada pelo seu transcurso natural, efetivada pelo presente e futuro’. Neste contexto, existem institutos basilares do sistema jurídico, como [o] ato jurídico perfeito e o direito adquirido, facilmente aplicáveis ao caso e que constituem direito fundamental intransponível pelo Estado. É neste contexto que defendo a legitimidade ativa, pois assinei o documento de pedido registral e ele está pendente de apreciação; assim, penso ser clara a legitimidade de defender não só a regularidade do mesmo, mas principalmente para que ele surta necessários efeitos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF mediante aplicação da teoria da asserção. Ou seja, levando-se em consideração as assertivas fático-jurídicas feitas na vestibular. (…): .............................................................................................. A aplicação da teoria no caso sob análise deixa patente minha legitimidade ativa. Com efeito, narrei em síntese que protocolei, quando era coordenador jurídico do SINDSEMP/SE, o pedido de registro de tal entidade, que está em moroso trâmite no Ministério do Trabalho (MTE), e defendo, enquanto peticionante/subscritor do requerimento, o direito a que seja editada lei nacional a fim de regular o procedimento administrativo correlato, hoje pautado, essencialmente e lamentavelmente (adjetivo robustecido no contexto ‘Estado democrático de direito’ enquanto submetido a leis') por PORTARIAS. Eméritos julgadores, subscrevi ano passado relevante documento a órgão público – MTE (requerimento de registro sindical) cujos efeitos jurídicos estão pendentes de apreciação. Trata-se de ATO JURÍDICO PERFEITO, coassinado por mim, de sorte que penso ter legítimo interesse de vê-lo produzir os efeitos legais necessários. Ora, com a devida vênia, não possuo legitimidade para defender atos do SINDSEMP/SE que tenham sido praticados após o meu desligamento da instituição, porém [quanto a]os atos anteriores ao desligamento, praticados quando era coordenador jurídico da instituição, como o pedido de registro sindical da entidade em testilha, possuo claro interesse jurídico/legitimidade. O ‘passado não se apaga, simplesmente pela transmudação da realidade da vida, proporcionada pelo seu transcurso natural, efetivada pelo presente e futuro’. Neste contexto, existem institutos basilares do sistema jurídico, como [o] ato jurídico perfeito e o direito adquirido, facilmente aplicáveis ao caso e que constituem direito fundamental intransponível pelo Estado. É neste contexto que defendo a legitimidade ativa, pois assinei o documento de pedido registral e ele está pendente de apreciação; assim, penso ser clara a legitimidade de defender não só a regularidade do mesmo, mas principalmente para que ele surta necessários efeitos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório MI 6582 AGR / DF Ademais, frise-se que em sede de Mandado de Injunção existe não somente a espécie injuncional coletiva, mas também a individual. Este STF julga vários mandados de injunção individuais, citando-se por exemplo inúmeros pedidos de aposentadoria especial. A decisão impugnada poderia se aplicar somente em sede de ‘mandamus’ coletivo, tendo por autor o SINDSEMP/SE ou mesmo outra entidade relacionada como CUT/SE, mas não se aplica ao mandado de injunção individual, como o presente, em que apenas se exige a comprovação de situação concreta individual e correlação com omissão normativa inconstitucional, o que foi feito na exordial. (…).” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra de sua eminente Chefia, opinou pelo não provimento do presente recurso de agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO. POSTULAÇÃO DE DIREITO ALHEIO EM NOME PRÓPRIO SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. ARTIGO 8º, INCISO I, DA CONSTITUIÇÃO. REGISTRO SINDICAL. EXERCÍCIO DE DIREITO NÃO INVIABILIZADO PELA FALTA DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. REGULAMENTAÇÃO POR PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO. 1 – Não tem legitimidade para impetrar mandado de injunção o autor que age na condição de verdadeiro substituto processual, sem autorização legal para a legitimação anômala. 2 – Não é cabível mandado de injunção quando o direito cujo exercício se postula não é inviabilizado por suposta omissão legislativa. 3 – O registro de entidades sindicais, nos termos do artigo 8º, inciso I, da Carta Constitucional, está regulamentado por Portaria do Ministério do Trabalho, recepcionada pela Constituição, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF Ademais, frise-se que em sede de Mandado de Injunção existe não somente a espécie injuncional coletiva, mas também a individual. Este STF julga vários mandados de injunção individuais, citando-se por exemplo inúmeros pedidos de aposentadoria especial. A decisão impugnada poderia se aplicar somente em sede de ‘mandamus’ coletivo, tendo por autor o SINDSEMP/SE ou mesmo outra entidade relacionada como CUT/SE, mas não se aplica ao mandado de injunção individual, como o presente, em que apenas se exige a comprovação de situação concreta individual e correlação com omissão normativa inconstitucional, o que foi feito na exordial. (…).” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra de sua eminente Chefia, opinou pelo não provimento do presente recurso de agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO. POSTULAÇÃO DE DIREITO ALHEIO EM NOME PRÓPRIO SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. ARTIGO 8º, INCISO I, DA CONSTITUIÇÃO. REGISTRO SINDICAL. EXERCÍCIO DE DIREITO NÃO INVIABILIZADO PELA FALTA DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. REGULAMENTAÇÃO POR PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO. 1 – Não tem legitimidade para impetrar mandado de injunção o autor que age na condição de verdadeiro substituto processual, sem autorização legal para a legitimação anômala. 2 – Não é cabível mandado de injunção quando o direito cujo exercício se postula não é inviabilizado por suposta omissão legislativa. 3 – O registro de entidades sindicais, nos termos do artigo 8º, inciso I, da Carta Constitucional, está regulamentado por Portaria do Ministério do Trabalho, recepcionada pela Constituição, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Relatório MI 6582 AGR / DF sem prejuízo da possibilidade de lei criar regime diverso. Precedente: Mandado de Injunção 144. 4 – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF sem prejuízo da possibilidade de lei criar regime diverso. Precedente: Mandado de Injunção 144. 4 – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Registro, inicialmente, que a parte ora agravante requer seja-lhe assegurada a possibilidade de sustentação oral na presente sede recursal. Esse pleito, contudo, não pode ser deferido, pois o novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3º do art. 937: “§ 3º. Nos processos de competência originária previstos no inciso VI, caberá sustentação oral no agravo interno interposto contra decisão de relator que o extinga.” (grifei) Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança e (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3º), não permite a realização, no caso, da pretendida sustentação oral, que fica indeferida, notadamente em face do que dispõe o parágrafo único do art. 4º da Resolução STF nº 587, de 29/07/2016, que somente autoriza a sustentação oral quando cabível, situação de todo inocorrente na espécie ora em exame. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Registro, inicialmente, que a parte ora agravante requer seja-lhe assegurada a possibilidade de sustentação oral na presente sede recursal. Esse pleito, contudo, não pode ser deferido, pois o novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3º do art. 937: “§ 3º. Nos processos de competência originária previstos no inciso VI, caberá sustentação oral no agravo interno interposto contra decisão de relator que o extinga.” (grifei) Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança e (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3º), não permite a realização, no caso, da pretendida sustentação oral, que fica indeferida, notadamente em face do que dispõe o parágrafo único do art. 4º da Resolução STF nº 587, de 29/07/2016, que somente autoriza a sustentação oral quando cabível, situação de todo inocorrente na espécie ora em exame. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF Vale rememorar, por oportuno, decisão emanada do Plenário desta Corte Suprema (MI 6.681-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES), que, ao apreciar pedido de sustentação oral, em sede de agravo interno, por videoconferência, indeferiu-o, em julgamento assim fundamentado: “Por fim, indefiro o pedido de realização de sustentação oral por videoconferência, fundamentado no art. 937 do NCPC, porquanto inexistente previsão regimental que regulamente o referido procedimento. Ante o exposto, nego provimento ao agravo.” (grifei) Passo a examinar a postulação recursal em causa. E, ao fazê-lo, entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em causa. É que o impetrante, ora recorrente, postula, na realidade, em nome próprio, em sede de mandado de injunção, a defesa de direito alheio. Isso significa, portanto, que o autor da presente ação mandamental, ao assim proceder, age, inequivocamente, na condição de verdadeiro substituto processual, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação anômala ou extraordinária, para efeito de instauração deste processo de mandado de injunção. Como se sabe, a nova legislação processual, reafirmando o que já se continha no art. 6º do CPC de 1973, estabelece que “Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico” (CPC/15, art. 18, “caput” – grifei). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF Vale rememorar, por oportuno, decisão emanada do Plenário desta Corte Suprema (MI 6.681-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES), que, ao apreciar pedido de sustentação oral, em sede de agravo interno, por videoconferência, indeferiu-o, em julgamento assim fundamentado: “Por fim, indefiro o pedido de realização de sustentação oral por videoconferência, fundamentado no art. 937 do NCPC, porquanto inexistente previsão regimental que regulamente o referido procedimento. Ante o exposto, nego provimento ao agravo.” (grifei) Passo a examinar a postulação recursal em causa. E, ao fazê-lo, entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em causa. É que o impetrante, ora recorrente, postula, na realidade, em nome próprio, em sede de mandado de injunção, a defesa de direito alheio. Isso significa, portanto, que o autor da presente ação mandamental, ao assim proceder, age, inequivocamente, na condição de verdadeiro substituto processual, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação anômala ou extraordinária, para efeito de instauração deste processo de mandado de injunção. Como se sabe, a nova legislação processual, reafirmando o que já se continha no art. 6º do CPC de 1973, estabelece que “Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico” (CPC/15, art. 18, “caput” – grifei). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF Vale ressaltar, por oportuno, que a Lei nº 13.300, de 23 de junho de 2016, que disciplina “o processo e o julgamento dos mandados de injunção individual e coletivo (...)”, deixou positivada, em seu texto normativo (art. 3º), referida orientação: “Art. 3º São legitimadas para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas referidos no art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora.” (grifei) Vê-se, desse modo, presente o contexto em exame, que falece ao impetrante, ora agravante, que sequer ostenta a qualidade de dirigente sindical, legitimidade ativa “ad causam”, eis que, longe de vindicar a defesa de direito subjetivo próprio, limitou-se a pleitear, em seu nome, a tutela jurisdicional de direito alheio. Cabe assinalar que a pretensão injuncional só pode ser deduzida por pessoas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas cujo exercício esteja sendo inviabilizado pela ausência da prestação legislativa a que alude o texto constitucional. O impetrante, ora recorrente, como já ressaltado, não se qualifica como titular do direito ao registro sindical, motivo pelo qual a condição que ostenta não se ajusta ao que estabelece o já mencionado art. 3º da Lei nº 13.300/2016. Registre-se, por oportuno, que o entendimento que venho de expor a propósito do caráter excepcional da substituição processual encontra apoio em magistério doutrinário expendido por autores eminentes (HELY LOPES MEIRELLES, ARNOLDO WALD e GILMAR FERREIRA MENDES, “Mandado de Segurança e Ações Constitucionais”, p. 36, item n. 4, 35ª ed., 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF Vale ressaltar, por oportuno, que a Lei nº 13.300, de 23 de junho de 2016, que disciplina “o processo e o julgamento dos mandados de injunção individual e coletivo (...)”, deixou positivada, em seu texto normativo (art. 3º), referida orientação: “Art. 3º São legitimadas para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas referidos no art. 2º e, como impetrado, o Poder, o órgão ou autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora.” (grifei) Vê-se, desse modo, presente o contexto em exame, que falece ao impetrante, ora agravante, que sequer ostenta a qualidade de dirigente sindical, legitimidade ativa “ad causam”, eis que, longe de vindicar a defesa de direito subjetivo próprio, limitou-se a pleitear, em seu nome, a tutela jurisdicional de direito alheio. Cabe assinalar que a pretensão injuncional só pode ser deduzida por pessoas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas cujo exercício esteja sendo inviabilizado pela ausência da prestação legislativa a que alude o texto constitucional. O impetrante, ora recorrente, como já ressaltado, não se qualifica como titular do direito ao registro sindical, motivo pelo qual a condição que ostenta não se ajusta ao que estabelece o já mencionado art. 3º da Lei nº 13.300/2016. Registre-se, por oportuno, que o entendimento que venho de expor a propósito do caráter excepcional da substituição processual encontra apoio em magistério doutrinário expendido por autores eminentes (HELY LOPES MEIRELLES, ARNOLDO WALD e GILMAR FERREIRA MENDES, “Mandado de Segurança e Ações Constitucionais”, p. 36, item n. 4, 35ª ed., 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF 2013, Malheiros; HUMBERTO THEODORO JUNIOR, “Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/102-104, item n. 68, 55ª ed., 2014, Forense; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Instituições de Direito Processual Civil”, volume II/120-121, item n. 440, 6ª ed., 2009, Malheiros; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. I/78, item n. 14, 17ª ed., 2003, Saraiva; WALDEMAR MARIZ DE OLIVEIRA Jr., “Substituição Processual”, 1971, RT; JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. I/304, item n. 139, 2ª ed./2ªtir., 2000, Millennium, Campinas, v.g.), cujas lições fazem incidir, em situações como a dos autos, a norma restritiva fundada no art. 18, “caput”, do CPC/2015, de conteúdo essencialmente idêntico ao do art. 6º do estatuto processual civil de 1973. Impende acentuar, ainda, que essa orientação – impossibilidade da legitimação anômala, por substituição processual, fora das hipóteses previstas em lei – tem o inteiro beneplácito da jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em análise, qualquer que seja a natureza da ação, comum ou constitucional, ajuizada pelo interessado (RTJ 130/108, Rel. Min. CÉLIO BORJA – MS 22.444/SP, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – MS 34.102-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 34.842-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Mandado de segurança. Legitimidade ativa. O mandado de segurança pressupõe a existência de direito próprio do impetrante. Somente pode socorrer-se dessa especialíssima ação o titular do direito, lesado ou ameaçado de lesão, por ato ou omissão de autoridade. A ninguém é dado pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei (art. 6º do CPC). Não obstante a gravidade das alegações, evidente é a ilegitimidade do postulante e a falta de interesse processual. Pedido não conhecido.” (RTJ 110/1026, Rel. Min. DJACI FALCÃO – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF 2013, Malheiros; HUMBERTO THEODORO JUNIOR, “Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/102-104, item n. 68, 55ª ed., 2014, Forense; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Instituições de Direito Processual Civil”, volume II/120-121, item n. 440, 6ª ed., 2009, Malheiros; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. I/78, item n. 14, 17ª ed., 2003, Saraiva; WALDEMAR MARIZ DE OLIVEIRA Jr., “Substituição Processual”, 1971, RT; JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. I/304, item n. 139, 2ª ed./2ªtir., 2000, Millennium, Campinas, v.g.), cujas lições fazem incidir, em situações como a dos autos, a norma restritiva fundada no art. 18, “caput”, do CPC/2015, de conteúdo essencialmente idêntico ao do art. 6º do estatuto processual civil de 1973. Impende acentuar, ainda, que essa orientação – impossibilidade da legitimação anômala, por substituição processual, fora das hipóteses previstas em lei – tem o inteiro beneplácito da jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em análise, qualquer que seja a natureza da ação, comum ou constitucional, ajuizada pelo interessado (RTJ 130/108, Rel. Min. CÉLIO BORJA – MS 22.444/SP, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – MS 34.102-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 34.842-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Mandado de segurança. Legitimidade ativa. O mandado de segurança pressupõe a existência de direito próprio do impetrante. Somente pode socorrer-se dessa especialíssima ação o titular do direito, lesado ou ameaçado de lesão, por ato ou omissão de autoridade. A ninguém é dado pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei (art. 6º do CPC). Não obstante a gravidade das alegações, evidente é a ilegitimidade do postulante e a falta de interesse processual. Pedido não conhecido.” (RTJ 110/1026, Rel. Min. DJACI FALCÃO – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF “Mandado de Segurança. Direito subjetivo. Interesse. Descabe o mandado de segurança quando o impetrante não tem em vista a defesa de direito subjetivo, mas a de mero interesse reflexo de normas objetivas. Precedentes e doutrina. (…).” (RTJ 120/328, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “Mandado de segurança. Legitimidade ativa: inexistência. O mandado de segurança é medida judicial que só pode ser utilizada para defesa de direito próprio e direito do impetrante, e não para defender direito potencial, e que apenas poderia eventualmente surgir se afastado aquele a quem o ato apontado como ilegal iria atingir. (…).” (RTJ 120/816, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) “Mandado de Segurança. Não cabe se o ato contra o qual é impetrado não fere direito líquido e certo do impetrante. A ninguém é dado pleitear em nome próprio direito alheio, salvo quando autorizado por Lei (CPC, art. 6º). Impetração não conhecida.” (RTJ 128/1138, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) “Mandado de segurança requerido pelo Impetrante, na qualidade de cidadão brasileiro, contra ato de Comissão da Câmara dos Deputados, tendente a possibilitar a adoção da pena de morte, mediante consulta plebiscitária. Falta de legitimidade ativa do Requerente, por falta de ameaça concreta a direito individual, particularizado em sua pessoa.” (RTJ 139/783, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “– O autor da ação de mandado de segurança individual não pode pleitear, em nome próprio, a tutela jurisdicional de direito público subjetivo alheio, salvo quando autorizado por lei (CPC, art. 6º). O impetrante do mandado de segurança individual, por não dispor de legitimação extraordinária para agir, não pode invocar 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF “Mandado de Segurança. Direito subjetivo. Interesse. Descabe o mandado de segurança quando o impetrante não tem em vista a defesa de direito subjetivo, mas a de mero interesse reflexo de normas objetivas. Precedentes e doutrina. (…).” (RTJ 120/328, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “Mandado de segurança. Legitimidade ativa: inexistência. O mandado de segurança é medida judicial que só pode ser utilizada para defesa de direito próprio e direito do impetrante, e não para defender direito potencial, e que apenas poderia eventualmente surgir se afastado aquele a quem o ato apontado como ilegal iria atingir. (…).” (RTJ 120/816, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) “Mandado de Segurança. Não cabe se o ato contra o qual é impetrado não fere direito líquido e certo do impetrante. A ninguém é dado pleitear em nome próprio direito alheio, salvo quando autorizado por Lei (CPC, art. 6º). Impetração não conhecida.” (RTJ 128/1138, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) “Mandado de segurança requerido pelo Impetrante, na qualidade de cidadão brasileiro, contra ato de Comissão da Câmara dos Deputados, tendente a possibilitar a adoção da pena de morte, mediante consulta plebiscitária. Falta de legitimidade ativa do Requerente, por falta de ameaça concreta a direito individual, particularizado em sua pessoa.” (RTJ 139/783, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “– O autor da ação de mandado de segurança individual não pode pleitear, em nome próprio, a tutela jurisdicional de direito público subjetivo alheio, salvo quando autorizado por lei (CPC, art. 6º). O impetrante do mandado de segurança individual, por não dispor de legitimação extraordinária para agir, não pode invocar 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF a proteção jurisdicional do Estado em favor da generalidade dos participantes de um determinado concurso público.” (RTJ 179/210-211, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “MANDADO DE SEGURANÇA (…) – AJUIZAMENTO, EM NOME PRÓPRIO, DE AÇÃO MANDAMENTAL OBJETIVANDO A PROTEÇÃO DE DIREITO ALHEIO (…) – INADMISSIBILIDADE – CARÁTER EXCEPCIONAL DA LEGITIMAÇÃO ATIVA EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA (CPC, ART. 6º) – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DA HIPÓTESE EXCEPCIONAL A QUE SE REFERE O ART. 3º DA LEI Nº 12.016/2009 – PRECEDENTES – DOUTRINA (…) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (MS 33.844-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Mesmo, porém, que se revelasse possível o exame da pretensão manifestada pelo recorrente – o que se alega em caráter meramente argumentativo –, ainda assim não se mostraria acolhível a postulação deduzida nesta sede recursal. Consoante já advertiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal em situação idêntica à presente, “não há interesse processual necessário à impetração de mandado de injunção, se o exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa constitucional da requerente não está inviabilizado pela falta de norma infraconstitucional, dada a recepção de direito ordinário anterior” (MI 144/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei), valendo transcrever, por sua clareza, no ponto que interessa ao tema sob apreciação, a ementa de referido julgado: “(...) II. Liberdade e unicidade sindical e competência para o registro de entidades sindicais (CF, art. 8º, I e II): recepção em termos, da competência do Ministério do Trabalho, sem prejuízo da possibilidade de a lei vir a criar regime diverso. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF a proteção jurisdicional do Estado em favor da generalidade dos participantes de um determinado concurso público.” (RTJ 179/210-211, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “MANDADO DE SEGURANÇA (…) – AJUIZAMENTO, EM NOME PRÓPRIO, DE AÇÃO MANDAMENTAL OBJETIVANDO A PROTEÇÃO DE DIREITO ALHEIO (…) – INADMISSIBILIDADE – CARÁTER EXCEPCIONAL DA LEGITIMAÇÃO ATIVA EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA (CPC, ART. 6º) – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DA HIPÓTESE EXCEPCIONAL A QUE SE REFERE O ART. 3º DA LEI Nº 12.016/2009 – PRECEDENTES – DOUTRINA (…) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (MS 33.844-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Mesmo, porém, que se revelasse possível o exame da pretensão manifestada pelo recorrente – o que se alega em caráter meramente argumentativo –, ainda assim não se mostraria acolhível a postulação deduzida nesta sede recursal. Consoante já advertiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal em situação idêntica à presente, “não há interesse processual necessário à impetração de mandado de injunção, se o exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa constitucional da requerente não está inviabilizado pela falta de norma infraconstitucional, dada a recepção de direito ordinário anterior” (MI 144/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei), valendo transcrever, por sua clareza, no ponto que interessa ao tema sob apreciação, a ementa de referido julgado: “(...) II. Liberdade e unicidade sindical e competência para o registro de entidades sindicais (CF, art. 8º, I e II): recepção em termos, da competência do Ministério do Trabalho, sem prejuízo da possibilidade de a lei vir a criar regime diverso. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF 1. O que é inerente à nova concepção constitucional positiva de liberdade sindical é, não a inexistência de registro público – o qual é reclamado, no sistema brasileiro, para o aperfeiçoamento da constituição de toda e qualquer pessoa jurídica de direito privado –, mas, a teor do art. 8º, I, do texto fundamental, ‘que a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato’: o decisivo, para que se resguardem as liberdades constitucionais de associação civil ou de associação sindical, é, pois, que se trate efetivamente de simples registro – ato vinculado, subordinado apenas à verificação de pressupostos legais –, e não de autorização ou de reconhecimento discricionários. 2. A diferença entre o novo sistema, de simples registro, em relação ao antigo, de outorga discricionária do reconhecimento sindical, não resulta de caber o registro dos sindicatos ao Ministério do Trabalho ou a outro ofício de registro público. 3. Ao registro das entidades sindicais inere a função de garantia da imposição de unicidade – esta, sim, a mais importante das limitações constitucionais ao princípio da liberdade sindical. 4. A função de salvaguarda da unicidade sindical induz a sediar, ‘si et in quantum’, a competência para o registro das entidades sindicais no Ministério do Trabalho, detentor do acervo das informações imprescindíveis ao seu desempenho. 5. O temor compreensível – subjacente à manifestação dos que se opõem à solução –, de que o hábito vicioso dos tempos passados tenda a persistir, na tentativa, consciente ou não, de fazer da competência para o ato formal e vinculado do registro pretexto para a sobrevivência do controle ministerial asfixiante sobre a organização sindical, que a Constituição quer proscrever – enquanto não optar o legislador por disciplina nova do registro sindical –, há de ser obviado pelo controle jurisdicional da ilegalidade e do abuso de poder, incluída a omissão ou o retardamento indevidos da autoridade competente.” (RTJ 147/868, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) Essa orientação jurisprudencial – vale enfatizar – está hoje consagrada no enunciado constante da Súmula 677/STF, segundo o qual, “Até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF 1. O que é inerente à nova concepção constitucional positiva de liberdade sindical é, não a inexistência de registro público – o qual é reclamado, no sistema brasileiro, para o aperfeiçoamento da constituição de toda e qualquer pessoa jurídica de direito privado –, mas, a teor do art. 8º, I, do texto fundamental, ‘que a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato’: o decisivo, para que se resguardem as liberdades constitucionais de associação civil ou de associação sindical, é, pois, que se trate efetivamente de simples registro – ato vinculado, subordinado apenas à verificação de pressupostos legais –, e não de autorização ou de reconhecimento discricionários. 2. A diferença entre o novo sistema, de simples registro, em relação ao antigo, de outorga discricionária do reconhecimento sindical, não resulta de caber o registro dos sindicatos ao Ministério do Trabalho ou a outro ofício de registro público. 3. Ao registro das entidades sindicais inere a função de garantia da imposição de unicidade – esta, sim, a mais importante das limitações constitucionais ao princípio da liberdade sindical. 4. A função de salvaguarda da unicidade sindical induz a sediar, ‘si et in quantum’, a competência para o registro das entidades sindicais no Ministério do Trabalho, detentor do acervo das informações imprescindíveis ao seu desempenho. 5. O temor compreensível – subjacente à manifestação dos que se opõem à solução –, de que o hábito vicioso dos tempos passados tenda a persistir, na tentativa, consciente ou não, de fazer da competência para o ato formal e vinculado do registro pretexto para a sobrevivência do controle ministerial asfixiante sobre a organização sindical, que a Constituição quer proscrever – enquanto não optar o legislador por disciplina nova do registro sindical –, há de ser obviado pelo controle jurisdicional da ilegalidade e do abuso de poder, incluída a omissão ou o retardamento indevidos da autoridade competente.” (RTJ 147/868, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) Essa orientação jurisprudencial – vale enfatizar – está hoje consagrada no enunciado constante da Súmula 677/STF, segundo o qual, “Até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade” (grifei). Impende acentuar que a diretriz sumular em referência vem sendo observada por esta Suprema Corte em vários de seus julgados (AI 196.863/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 594.597/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 820.650-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 828.165/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 134.300/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RE 207.910-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RE 883.776/RR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), sendo irrelevante o fato de o Ministério do Trabalho haver sido extinto, pois a atribuição de promover o “registro sindical” inclui-se, agora, na esfera de competência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, consoante prevê o art. 37, inciso VI, da Medida Provisória nº 870, de 01/01/2019: “(...) 4. A jurisprudência da Corte é no sentido de que a Constituição Federal exige o registro sindical no órgão competente com a finalidade de proteger o princípio da unicidade sindical. Contudo, a forma como deve ocorrer o registro e o procedimento necessário a sua regular constituição são questões sujeitas a regulação pela legislação infraconstitucional. 5. Inteligência da Súmula nº 677/STF, a qual dispõe que até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade.” (ARE 695.571-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JULGAMENTO PELO RELATOR. CPC, art. 557, § 1º-A: LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL. CONSTITUCIONAL. SINDICATO. REGISTRO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO: LIBERDADE E UNICIDADE SINDICAL. C.F., art. 8º, I e II. …................................................................................................... II. – Liberdade e unicidade sindical: competência para o registro de entidades sindicais (C.F., art. 8º, I e II): recepção, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade” (grifei). Impende acentuar que a diretriz sumular em referência vem sendo observada por esta Suprema Corte em vários de seus julgados (AI 196.863/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 594.597/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 820.650-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 828.165/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 134.300/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RE 207.910-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RE 883.776/RR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), sendo irrelevante o fato de o Ministério do Trabalho haver sido extinto, pois a atribuição de promover o “registro sindical” inclui-se, agora, na esfera de competência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, consoante prevê o art. 37, inciso VI, da Medida Provisória nº 870, de 01/01/2019: “(...) 4. A jurisprudência da Corte é no sentido de que a Constituição Federal exige o registro sindical no órgão competente com a finalidade de proteger o princípio da unicidade sindical. Contudo, a forma como deve ocorrer o registro e o procedimento necessário a sua regular constituição são questões sujeitas a regulação pela legislação infraconstitucional. 5. Inteligência da Súmula nº 677/STF, a qual dispõe que até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade.” (ARE 695.571-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JULGAMENTO PELO RELATOR. CPC, art. 557, § 1º-A: LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL. CONSTITUCIONAL. SINDICATO. REGISTRO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO: LIBERDADE E UNICIDADE SINDICAL. C.F., art. 8º, I e II. …................................................................................................... II. – Liberdade e unicidade sindical: competência para o registro de entidades sindicais (C.F., art. 8º, I e II): recepção, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF pela CF/88, da competência do Ministério do Trabalho para o registro. Esse registro é que propicia verificar se a unicidade sindical, limitação constitucional ao princípio da liberdade sindical, estaria sendo observada ou não, já que o Ministério do Trabalho é detentor das informações respectivas. III. – Precedentes do STF: MI 144-SP, Pertence, Plenário, ‘DJ’ de 28/5/93; RMS 21.758-DF, Pertence, 1ª Turma, ‘DJ’ de 04/11/94; ADIn 1121 (MC)-RS, Celso de Mello, ‘DJ’ de 06/10/95; RE 134.300-DF, Pertence, 1ª Turma, 16/8/94. IV. – RE provido. Agravo improvido.” (RE 222.285-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “REGISTRO SINDICAL E LIBERDADE SINDICAL. – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a norma inscrita no art. 8º, I, da Carta Política – e tendo presentes as várias posições assumidas pelo magistério doutrinário (uma, que sustenta a suficiência do registro da entidade Sindical no Registro Civil das Pessoas Jurídicas; outra, que se satisfaz com o registro personificador no Ministério do Trabalho e a última, que exige o duplo registro: no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, para efeito de aquisição da personalidade meramente civil, e no Ministério do Trabalho, para obtenção da personalidade sindical) –, firmou orientação no sentido de que não ofende o texto da Constituição a exigência de registro sindical no Ministério do Trabalho, órgão este que, sem prejuízo de regime diverso passível de instituição pelo legislador comum, ainda continua a ser o órgão estatal incumbido de atribuição normativa para proceder à efetivação do ato registral. Precedente: RTJ 147/868, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE. O registro sindical qualifica-se como ato administrativo essencialmente vinculado, devendo ser praticado pelo Ministro do Trabalho, mediante resolução fundamentada, sempre que, respeitado o postulado da unicidade sindical e observada a exigência de regularidade, autenticidade e representação, a entidade sindical interessada preencher, integralmente, os requisitos fixados 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF pela CF/88, da competência do Ministério do Trabalho para o registro. Esse registro é que propicia verificar se a unicidade sindical, limitação constitucional ao princípio da liberdade sindical, estaria sendo observada ou não, já que o Ministério do Trabalho é detentor das informações respectivas. III. – Precedentes do STF: MI 144-SP, Pertence, Plenário, ‘DJ’ de 28/5/93; RMS 21.758-DF, Pertence, 1ª Turma, ‘DJ’ de 04/11/94; ADIn 1121 (MC)-RS, Celso de Mello, ‘DJ’ de 06/10/95; RE 134.300-DF, Pertence, 1ª Turma, 16/8/94. IV. – RE provido. Agravo improvido.” (RE 222.285-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “REGISTRO SINDICAL E LIBERDADE SINDICAL. – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a norma inscrita no art. 8º, I, da Carta Política – e tendo presentes as várias posições assumidas pelo magistério doutrinário (uma, que sustenta a suficiência do registro da entidade Sindical no Registro Civil das Pessoas Jurídicas; outra, que se satisfaz com o registro personificador no Ministério do Trabalho e a última, que exige o duplo registro: no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, para efeito de aquisição da personalidade meramente civil, e no Ministério do Trabalho, para obtenção da personalidade sindical) –, firmou orientação no sentido de que não ofende o texto da Constituição a exigência de registro sindical no Ministério do Trabalho, órgão este que, sem prejuízo de regime diverso passível de instituição pelo legislador comum, ainda continua a ser o órgão estatal incumbido de atribuição normativa para proceder à efetivação do ato registral. Precedente: RTJ 147/868, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE. O registro sindical qualifica-se como ato administrativo essencialmente vinculado, devendo ser praticado pelo Ministro do Trabalho, mediante resolução fundamentada, sempre que, respeitado o postulado da unicidade sindical e observada a exigência de regularidade, autenticidade e representação, a entidade sindical interessada preencher, integralmente, os requisitos fixados 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF pelo ordenamento positivo e por este considerados como necessários à formação dos organismos sindicais.” (ADI 1.121-MC/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Pleno) Não foi por outro motivo que o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, formulou parecer, nesse mesmo sentido, assim fundamentado: “Além disso, não é possível conhecer do presente ‘writ of injunction’, haja vista não se verificar na espécie direito cujo exercício seja inviabilizado por suposta omissão legislativa, o que leva ao inexorável reconhecimento da impropriedade da via eleita. Nesse sentido, o julgamento do Mandado de Injunção 144, semelhante ao presente, assim ementado: …................................................................................................... Ressalte-se que não se presta o mandado de injunção a resguardar situações jurídico-processuais tuteláveis, ao menos em tese, mediante adequada utilização de outros remédios constitucionais. Assim, por não constituir causa de pedir de ‘writ of injunction’ a recusa de registro de sindicato, deve ser reiterado o reconhecimento da impropriedade da via eleita quanto ao mandado de injunção adredemente não conhecido, sendo a negativa da autoridade administrativa competente passível de impugnação via mandado de segurança ou outra ação eventualmente cabível. Ante todo o exposto, opina a Procuradoria-Geral da República, em sede de exame recursal interno, pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) Em suma: desde o julgamento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no MI 144/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, não mais subsiste a impossibilidade de as entidades interessadas, já havendo obtido personalidade de direito civil, exercerem, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical, a significar, como o revela o enunciado inscrito na 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF pelo ordenamento positivo e por este considerados como necessários à formação dos organismos sindicais.” (ADI 1.121-MC/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Pleno) Não foi por outro motivo que o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, formulou parecer, nesse mesmo sentido, assim fundamentado: “Além disso, não é possível conhecer do presente ‘writ of injunction’, haja vista não se verificar na espécie direito cujo exercício seja inviabilizado por suposta omissão legislativa, o que leva ao inexorável reconhecimento da impropriedade da via eleita. Nesse sentido, o julgamento do Mandado de Injunção 144, semelhante ao presente, assim ementado: …................................................................................................... Ressalte-se que não se presta o mandado de injunção a resguardar situações jurídico-processuais tuteláveis, ao menos em tese, mediante adequada utilização de outros remédios constitucionais. Assim, por não constituir causa de pedir de ‘writ of injunction’ a recusa de registro de sindicato, deve ser reiterado o reconhecimento da impropriedade da via eleita quanto ao mandado de injunção adredemente não conhecido, sendo a negativa da autoridade administrativa competente passível de impugnação via mandado de segurança ou outra ação eventualmente cabível. Ante todo o exposto, opina a Procuradoria-Geral da República, em sede de exame recursal interno, pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) Em suma: desde o julgamento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no MI 144/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, não mais subsiste a impossibilidade de as entidades interessadas, já havendo obtido personalidade de direito civil, exercerem, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical, a significar, como o revela o enunciado inscrito na 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF Súmula 677/STF, que inexiste situação de lacuna técnica (MARIA HELENA DINIZ, “Norma Constitucional e seus Efeitos”, p. 38, 1989, Saraiva; HANS KELSEN, “Teoria Pura do Direito”, vol. 2/111-112, 1962, Coimbra) cuja constatação, uma vez verificada, mostrar-se-ia apta a legitimar a impetração de mandado de injunção. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada, restando prejudicado, ainda, o exame dos pedidos deduzidos pela parte recorrente nas petições protocoladas sob nºs 14.282/2016, 17.187/2016, 17.193/2016, 31.779/2016, 37.856/2016, 40.071/2016 e 45.684/2016. É o meu voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF Súmula 677/STF, que inexiste situação de lacuna técnica (MARIA HELENA DINIZ, “Norma Constitucional e seus Efeitos”, p. 38, 1989, Saraiva; HANS KELSEN, “Teoria Pura do Direito”, vol. 2/111-112, 1962, Coimbra) cuja constatação, uma vez verificada, mostrar-se-ia apta a legitimar a impetração de mandado de injunção. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada, restando prejudicado, ainda, o exame dos pedidos deduzidos pela parte recorrente nas petições protocoladas sob nºs 14.282/2016, 17.187/2016, 17.193/2016, 31.779/2016, 37.856/2016, 40.071/2016 e 45.684/2016. É o meu voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 29/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) : FILIPE CORTES DE MENEZES (9224/SE) AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E2A-8A4F-8668-B036 e senha 6D20-236F-9431-9EE8 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) : FILIPE CORTES DE MENEZES (9224/SE) AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E2A-8A4F-8668-B036 e senha 6D20-236F-9431-9EE8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749766091
2019-04-29T00:00:00
2019-05-09T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
E M E N T A: MANDADO DE INJUNÇÃO – AGRAVO INTERNO – PEDIDO DE SUSTENTAÇÃO ORAL – INADMISSIBILIDADE – INOCORRÊNCIA DE QUALQUER DAS 3 (TRÊS) HIPÓTESES EXCEPCIONAIS PREVISTAS, TAXATIVAMENTE, NO § 3º DO ART. 937 DO CPC/2015 – POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO DO PRESENTE RECURSO EM MEIO VIRTUAL, POR INCABÍVEL, NELE, A SUSTENTAÇÃO ORAL (RESOLUÇÃO STF Nº 587, DE 29/07/2016, ART. 4º, PARÁGRAFO ÚNICO) – IMPETRAÇÃO DO “WRIT” INJUNCIONAL POR QUEM SEQUER OSTENTA A CONDIÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL – ILEGITIMIDADE ATIVA “AD CAUSAM”: INVIABILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TUTELA JURISDICIONAL PARA DEFESA, EM NOME PRÓPRIO, DE DIREITO ALHEIO (CPC/2015, ART. 18) – DOUTRINA – PRECEDENTES – ALEGADA OMISSÃO ESTATAL NO ADIMPLEMENTO DE PRESTAÇÃO LEGISLATIVA (CF, ART. 8º, I) – LACUNA NORMATIVA COLMATADA POR CONSTRUÇÃO JURISPRUDENCIAL – PRECEDENTES – SÚMULA 677/STF – CONSEQUENTE INEXISTÊNCIA DE LACUNA TÉCNICA – POSSIBILIDADE DE EFETIVAÇÃO DO REGISTRO SINDICAL – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. AGRAVO INTERNO E SUSTENTAÇÃO ORAL: POSSIBILIDADE, UNICAMENTE, EM SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS (CPC, art. 937, § 3º) – O novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3º do seu art. 937. Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança ou (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3º), não autoriza a realização de sustentação oral. Precedente: MI 6.631-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL – LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA: EXCEPCIONALIDADE (CPC/2015, art. 18) – É carecedor da ação de mandado de injunção aquele que, agindo na condição de verdadeiro substituto processual, pleiteia direito alheio em nome próprio, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação extraordinária ou anômala para efeito de válida instauração de processo judicial (CPC/2015, art. 18). Doutrina. Precedentes. A EXISTÊNCIA DE LACUNA TÉCNICA COMO PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE INJUNÇÃO – O registro de entidades sindicais está regulado por resolução normativa que, emanada de órgão estatal competente, foi recebida pelo vigente ordenamento constitucional, inexistindo, por isso mesmo, situação de lacuna técnica que traduz pressuposto necessário à adequada impetração do mandado de injunção, a significar que as entidades sindicais, já havendo obtido personalidade de direito civil, podem exercer, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical. Precedentes.
sjur403330
- Acórdão(s) citado(s): (SUSTENTAÇÃO ORAL, AGRAVO INTERNO) MI 6631 AgR (TP). (MS, LEGITIMIDADE EXTRAORDINÁRIA) MS 20420 (TP) - RTJ 110/1026, RE 103299 - RTJ 120/328, MS 20813 (2ªT) - RTJ 128/1138, MS 20902 (TP) - RTJ 130/108, RMS 21045 (1ªT) - RTJ 179/210, MS 33844 MC-AgR (TP), RE 107679 (2ªT) - RTJ 120/816, MS 21303 AgR (TP) - RTJ 139/783. (SÚMULA 677/STF) MI 144 (TP) - RTJ 147/868, RE 134300 (1ªT), RE 207910 AgR (2ªT), RE 222285 AgR (2ªT), ADI 1121 MC (TP), AI 820650 AgR (1ªT), ARE 695571 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (MS, LEGITIMIDADE EXTRAORDINÁRIA) MS 22444, MS 34102 MC, MS 34842 MC. (SÚMULA 677/STF) AI 196863, AI 594597, AI 828165, RE 883776. Número de páginas: 19. Análise: 16/08/2019, KBP.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
6582
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00008 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00006\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00018 ART-00937 PAR-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013300 ANO-2016\n ART-00003\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-000870 ANO-2019\n ART-00037 INC-00006\n MEDIDA PROVISÓRIA\n\n", "LEG-FED RES-000587 ANO-2016\n ART-00004 PAR-ÚNICO\n RESOLUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000677 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
MI-AgR
acordaos
MI 6582 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) : FILIPE CORTES DE MENEZES AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) :FILIPE CORTES DE MENEZES AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: MANDADO DE INJUNÇÃO – AGRAVO INTERNO – PEDIDO DE SUSTENTAÇÃO ORAL – INADMISSIBILIDADE – INOCORRÊNCIA DE QUALQUER DAS 3 (TRÊS) HIPÓTESES EXCEPCIONAIS PREVISTAS, TAXATIVAMENTE, NO § 3... DO ART. 937 DO Código de Processo Civil/2015 – POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO DO PRESENTE RECURSO EM MEIO VIRTUAL, POR INCABÍVEL, NELE, A SUSTENTAÇÃO ORAL (RESOLUÇÃO Supremo Tribunal Federal n 587, DE 29/07/2016, ART. 4..., PARÁGRAFO ÚNICO) – IMPETRAÇÃO DO “WRIT” INJUNCIONAL POR QUEM SEQUER OSTENTA A CONDIÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL – ILEGITIMIDADE ATIVA “AD CAUSAM”: INVIABILIDADE DA INVOCAÇÃO DA TUTELA JURISDICIONAL PARA DEFESA, EM NOME PRÓPRIO, DE DIREITO ALHEIO (Código de Processo Civil/2015, ART. 18) – DOUTRINA – PRECEDENTES – ALEGADA OMISSÃO ESTATAL NO ADIMPLEMENTO DE PRESTAÇÃO LEGISLATIVA (Constituição Federal de 1988, ART. 8..., I) – LACUNA NORMATIVA COLMATADA POR CONSTRUÇÃO JURISPRUDENCIAL – PRECEDENTES – SÚMULA 677/Supremo Tribunal Federal – CONSEQUENTE INEXISTÊNCIA DE LACUNA TÉCNICA – POSSIBILIDADE DE EFETIVAÇÃO DO REGISTRO SINDICAL – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão MI 6582 AGR / DF AGRAVO INTERNO E SUSTENTAÇÃO ORAL: POSSIBILIDADE, UNICAMENTE, EM SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS (Código de Processo Civil, art. 937, § 3...) – O novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3... do seu art. 937. Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança ou (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3...), não autoriza a realização de sustentação oral. Precedente: MI 6.631-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL – LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA: EXCEPCIONALIDADE (Código de Processo Civil/2015, art. 18) – É carecedor da ação de mandado de injunção aquele que, agindo na condição de verdadeiro substituto processual, pleiteia direito alheio em nome próprio, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação extraordinária ou anômala para efeito de válida instauração de processo judicial (Código de Processo Civil/2015, art. 18). Doutrina. Precedentes. A EXISTÊNCIA DE LACUNA TÉCNICA COMO PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE INJUNÇÃO – O registro de entidades sindicais está regulado por resolução normativa que, emanada de órgão estatal competente, foi recebida pelo vigente ordenamento constitucional, inexistindo, por isso mesmo, situação de lacuna técnica que traduz pressuposto necessário à adequada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF AGRAVO INTERNO E SUSTENTAÇÃO ORAL: POSSIBILIDADE, UNICAMENTE, EM SITUAÇÕES EXCEPCIONAIS (Código de Processo Civil, art. 937, § 3...) – O novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3... do seu art. 937. Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança ou (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3...), não autoriza a realização de sustentação oral. Precedente: MI 6.631-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL – LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA: EXCEPCIONALIDADE (Código de Processo Civil/2015, art. 18) – É carecedor da ação de mandado de injunção aquele que, agindo na condição de verdadeiro substituto processual, pleiteia direito alheio em nome próprio, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação extraordinária ou anômala para efeito de válida instauração de processo judicial (Código de Processo Civil/2015, art. 18). Doutrina. Precedentes. A EXISTÊNCIA DE LACUNA TÉCNICA COMO PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DO MANDADO DE INJUNÇÃO – O registro de entidades sindicais está regulado por resolução normativa que, emanada de órgão estatal competente, foi recebida pelo vigente ordenamento constitucional, inexistindo, por isso mesmo, situação de lacuna técnica que traduz pressuposto necessário à adequada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Ementa e Acórdão MI 6582 AGR / DF impetração do mandado de injunção, a significar que as entidades sindicais, já havendo obtido personalidade de direito civil, podem exercer, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF impetração do mandado de injunção, a significar que as entidades sindicais, já havendo obtido personalidade de direito civil, podem exercer, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B285-1159-E579-626E e senha 00BF-F7BD-CAA6-4011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) :FILIPE CORTES DE MENEZES AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do mandado de injunção impetrado, em nome próprio, por ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Efetivos do Ministério Público do Estado de Sergipe – SINDSEMP/SE, objetivando “(...) a declaração de omissão inconstitucional do Congresso Nacional” e do Senhor Presidente da República “em regrar por lei específica (art. 8, I, da Constituição Federal de 1988/88) o procedimento administrativo de registro sindical”. Ao proferir a decisão objeto deste recurso de agravo, assinalei que o impetrante, ora agravante, postula, na realidade, em nome próprio, nesta sede processual, a defesa de direito alheio, conforme claramente se depreende do pedido por ele formulado na presente impetração. Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe este recurso, sustentando, em síntese, o que se segue: “Como sabido e consagrado pela doutrina pátria os pressupostos processuais e condições da ação são aferidas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) :FILIPE CORTES DE MENEZES AGDO.(A/S) :CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do mandado de injunção impetrado, em nome próprio, por ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Efetivos do Ministério Público do Estado de Sergipe – SINDSEMP/SE, objetivando “(...) a declaração de omissão inconstitucional do Congresso Nacional” e do Senhor Presidente da República “em regrar por lei específica (art. 8, I, da Constituição Federal de 1988/88) o procedimento administrativo de registro sindical”. Ao proferir a decisão objeto deste recurso de agravo, assinalei que o impetrante, ora agravante, postula, na realidade, em nome próprio, nesta sede processual, a defesa de direito alheio, conforme claramente se depreende do pedido por ele formulado na presente impetração. Inconformada com essa decisão, a parte ora agravante interpõe este recurso, sustentando, em síntese, o que se segue: “Como sabido e consagrado pela doutrina pátria os pressupostos processuais e condições da ação são aferidas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório MI 6582 AGR / DF mediante aplicação da teoria da asserção. Ou seja, levando-se em consideração as assertivas fático-jurídicas feitas na vestibular. (…): .............................................................................................. A aplicação da teoria no caso sob análise deixa patente minha legitimidade ativa. Com efeito, narrei em síntese que protocolei, quando era coordenador jurídico do SINDSEMP/SE, o pedido de registro de tal entidade, que está em moroso trâmite no Ministério do Trabalho (MTE), e defendo, enquanto peticionante/subscritor do requerimento, o direito a que seja editada lei nacional a fim de regular o procedimento administrativo correlato, hoje pautado, essencialmente e lamentavelmente (adjetivo robustecido no contexto ‘Estado democrático de direito’ enquanto submetido a leis') por PORTARIAS. Eméritos julgadores, subscrevi ano passado relevante documento a órgão público – MTE (requerimento de registro sindical) cujos efeitos jurídicos estão pendentes de apreciação. Trata-se de ATO JURÍDICO PERFEITO, coassinado por mim, de sorte que penso ter legítimo interesse de vê-lo produzir os efeitos legais necessários. Ora, com a devida vênia, não possuo legitimidade para defender atos do SINDSEMP/SE que tenham sido praticados após o meu desligamento da instituição, porém [quanto a]os atos anteriores ao desligamento, praticados quando era coordenador jurídico da instituição, como o pedido de registro sindical da entidade em testilha, possuo claro interesse jurídico/legitimidade. O ‘passado não se apaga, simplesmente pela transmudação da realidade da vida, proporcionada pelo seu transcurso natural, efetivada pelo presente e futuro’. Neste contexto, existem institutos basilares do sistema jurídico, como [o] ato jurídico perfeito e o direito adquirido, facilmente aplicáveis ao caso e que constituem direito fundamental intransponível pelo Estado. É neste contexto que defendo a legitimidade ativa, pois assinei o documento de pedido registral e ele está pendente de apreciação; assim, penso ser clara a legitimidade de defender não só a regularidade do mesmo, mas principalmente para que ele surta necessários efeitos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF mediante aplicação da teoria da asserção. Ou seja, levando-se em consideração as assertivas fático-jurídicas feitas na vestibular. (…): .............................................................................................. A aplicação da teoria no caso sob análise deixa patente minha legitimidade ativa. Com efeito, narrei em síntese que protocolei, quando era coordenador jurídico do SINDSEMP/SE, o pedido de registro de tal entidade, que está em moroso trâmite no Ministério do Trabalho (MTE), e defendo, enquanto peticionante/subscritor do requerimento, o direito a que seja editada lei nacional a fim de regular o procedimento administrativo correlato, hoje pautado, essencialmente e lamentavelmente (adjetivo robustecido no contexto ‘Estado democrático de direito’ enquanto submetido a leis') por PORTARIAS. Eméritos julgadores, subscrevi ano passado relevante documento a órgão público – MTE (requerimento de registro sindical) cujos efeitos jurídicos estão pendentes de apreciação. Trata-se de ATO JURÍDICO PERFEITO, coassinado por mim, de sorte que penso ter legítimo interesse de vê-lo produzir os efeitos legais necessários. Ora, com a devida vênia, não possuo legitimidade para defender atos do SINDSEMP/SE que tenham sido praticados após o meu desligamento da instituição, porém [quanto a]os atos anteriores ao desligamento, praticados quando era coordenador jurídico da instituição, como o pedido de registro sindical da entidade em testilha, possuo claro interesse jurídico/legitimidade. O ‘passado não se apaga, simplesmente pela transmudação da realidade da vida, proporcionada pelo seu transcurso natural, efetivada pelo presente e futuro’. Neste contexto, existem institutos basilares do sistema jurídico, como [o] ato jurídico perfeito e o direito adquirido, facilmente aplicáveis ao caso e que constituem direito fundamental intransponível pelo Estado. É neste contexto que defendo a legitimidade ativa, pois assinei o documento de pedido registral e ele está pendente de apreciação; assim, penso ser clara a legitimidade de defender não só a regularidade do mesmo, mas principalmente para que ele surta necessários efeitos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório MI 6582 AGR / DF Ademais, frise-se que em sede de Mandado de Injunção existe não somente a espécie injuncional coletiva, mas também a individual. Este Supremo Tribunal Federal julga vários mandados de injunção individuais, citando-se por exemplo inúmeros pedidos de aposentadoria especial. A decisão impugnada poderia se aplicar somente em sede de ‘mandamus’ coletivo, tendo por autor o SINDSEMP/SE ou mesmo outra entidade relacionada como CUT/SE, mas não se aplica ao mandado de injunção individual, como o presente, em que apenas se exige a comprovação de situação concreta individual e correlação com omissão normativa inconstitucional, o que foi feito na exordial. (…).” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra de sua eminente Chefia, opinou pelo não provimento do presente recurso de agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO. POSTULAÇÃO DE DIREITO ALHEIO EM NOME PRÓPRIO SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. ARTIGO 8..., INCISO I, DA CONSTITUIÇÃO. REGISTRO SINDICAL. EXERCÍCIO DE DIREITO NÃO INVIABILIZADO PELA FALTA DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. REGULAMENTAÇÃO POR PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO. 1 – Não tem legitimidade para impetrar mandado de injunção o autor que age na condição de verdadeiro substituto processual, sem autorização legal para a legitimação anômala. 2 – Não é cabível mandado de injunção quando o direito cujo exercício se postula não é inviabilizado por suposta omissão legislativa. 3 – O registro de entidades sindicais, nos termos do artigo 8..., inciso I, da Carta Constitucional, está regulamentado por Portaria do Ministério do Trabalho, recepcionada pela Constituição, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF Ademais, frise-se que em sede de Mandado de Injunção existe não somente a espécie injuncional coletiva, mas também a individual. Este Supremo Tribunal Federal julga vários mandados de injunção individuais, citando-se por exemplo inúmeros pedidos de aposentadoria especial. A decisão impugnada poderia se aplicar somente em sede de ‘mandamus’ coletivo, tendo por autor o SINDSEMP/SE ou mesmo outra entidade relacionada como CUT/SE, mas não se aplica ao mandado de injunção individual, como o presente, em que apenas se exige a comprovação de situação concreta individual e correlação com omissão normativa inconstitucional, o que foi feito na exordial. (…).” (grifei) O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra de sua eminente Chefia, opinou pelo não provimento do presente recurso de agravo em parecer assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO. POSTULAÇÃO DE DIREITO ALHEIO EM NOME PRÓPRIO SEM AUTORIZAÇÃO LEGAL. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. ARTIGO 8..., INCISO I, DA CONSTITUIÇÃO. REGISTRO SINDICAL. EXERCÍCIO DE DIREITO NÃO INVIABILIZADO PELA FALTA DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. REGULAMENTAÇÃO POR PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. NÃO CONHECIMENTO. 1 – Não tem legitimidade para impetrar mandado de injunção o autor que age na condição de verdadeiro substituto processual, sem autorização legal para a legitimação anômala. 2 – Não é cabível mandado de injunção quando o direito cujo exercício se postula não é inviabilizado por suposta omissão legislativa. 3 – O registro de entidades sindicais, nos termos do artigo 8..., inciso I, da Carta Constitucional, está regulamentado por Portaria do Ministério do Trabalho, recepcionada pela Constituição, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Relatório MI 6582 AGR / DF sem prejuízo da possibilidade de lei criar regime diverso. Precedente: Mandado de Injunção 144. 4 – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF sem prejuízo da possibilidade de lei criar regime diverso. Precedente: Mandado de Injunção 144. 4 – Parecer pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B13D-6DE9-1158-2093 e senha 9685-39E1-1AC5-F633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Registro, inicialmente, que a parte ora agravante requer seja-lhe assegurada a possibilidade de sustentação oral na presente sede recursal. Esse pleito, contudo, não pode ser deferido, pois o novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3... do art. 937: “§ 3.... Nos processos de competência originária previstos no inciso VI, caberá sustentação oral no agravo interno interposto contra decisão de relator que o extinga.” (grifei) Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança e (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3...), não permite a realização, no caso, da pretendida sustentação oral, que fica indeferida, notadamente em face do que dispõe o parágrafo único do art. 4... da Resolução Supremo Tribunal Federal n 587, de 29/07/2016, que somente autoriza a sustentação oral quando cabível, situação de todo inocorrente na espécie ora em exame. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Registro, inicialmente, que a parte ora agravante requer seja-lhe assegurada a possibilidade de sustentação oral na presente sede recursal. Esse pleito, contudo, não pode ser deferido, pois o novo Código de Processo Civil, cuidando-se de agravo interno (como sucede no caso), somente permite a realização de sustentação oral em 03 (três) situações que se acham definidas, taxativamente, no § 3... do art. 937: “§ 3.... Nos processos de competência originária previstos no inciso VI, caberá sustentação oral no agravo interno interposto contra decisão de relator que o extinga.” (grifei) Isso significa, portanto, que a sustentação oral, no procedimento recursal do agravo interno, apenas se revelará possível, quando se tratar de decisões monocráticas do Relator que impliquem extinção, com ou sem julgamento de mérito, (a) de ação rescisória, (b) de mandado de segurança e (c) de reclamação. A hipótese destes autos, no entanto, por versar situação diversa daquelas referidas, em “numerus clausus”, pelo novo Código de Processo Civil (art. 937, § 3...), não permite a realização, no caso, da pretendida sustentação oral, que fica indeferida, notadamente em face do que dispõe o parágrafo único do art. 4... da Resolução Supremo Tribunal Federal n 587, de 29/07/2016, que somente autoriza a sustentação oral quando cabível, situação de todo inocorrente na espécie ora em exame. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF Vale rememorar, por oportuno, decisão emanada do Plenário desta Corte Suprema (MI 6.681-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES), que, ao apreciar pedido de sustentação oral, em sede de agravo interno, por videoconferência, indeferiu-o, em julgamento assim fundamentado: “Por fim, indefiro o pedido de realização de sustentação oral por videoconferência, fundamentado no art. 937 do NCPC, porquanto inexistente previsão regimental que regulamente o referido procedimento. Ante o exposto, nego provimento ao agravo.” (grifei) Passo a examinar a postulação recursal em causa. E, ao fazê-lo, entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em causa. É que o impetrante, ora recorrente, postula, na realidade, em nome próprio, em sede de mandado de injunção, a defesa de direito alheio. Isso significa, portanto, que o autor da presente ação mandamental, ao assim proceder, age, inequivocamente, na condição de verdadeiro substituto processual, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação anômala ou extraordinária, para efeito de instauração deste processo de mandado de injunção. Como se sabe, a nova legislação processual, reafirmando o que já se continha no art. 6... do Código de Processo Civil de 1973, estabelece que “Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico” (Código de Processo Civil/15, art. 18, “caput” – grifei). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF Vale rememorar, por oportuno, decisão emanada do Plenário desta Corte Suprema (MI 6.681-AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES), que, ao apreciar pedido de sustentação oral, em sede de agravo interno, por videoconferência, indeferiu-o, em julgamento assim fundamentado: “Por fim, indefiro o pedido de realização de sustentação oral por videoconferência, fundamentado no art. 937 do NCPC, porquanto inexistente previsão regimental que regulamente o referido procedimento. Ante o exposto, nego provimento ao agravo.” (grifei) Passo a examinar a postulação recursal em causa. E, ao fazê-lo, entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em causa. É que o impetrante, ora recorrente, postula, na realidade, em nome próprio, em sede de mandado de injunção, a defesa de direito alheio. Isso significa, portanto, que o autor da presente ação mandamental, ao assim proceder, age, inequivocamente, na condição de verdadeiro substituto processual, sem que exista, para tanto, qualquer base normativa que lhe permita investir-se de legitimação anômala ou extraordinária, para efeito de instauração deste processo de mandado de injunção. Como se sabe, a nova legislação processual, reafirmando o que já se continha no art. 6... do Código de Processo Civil de 1973, estabelece que “Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico” (Código de Processo Civil/15, art. 18, “caput” – grifei). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF Vale ressaltar, por oportuno, que a Lei n 13.300, de 23 de junho de 2016, que disciplina “o processo e o julgamento dos mandados de injunção individual e coletivo (...)”, deixou positivada, em seu texto normativo (art. 3...), referida orientação: “Art. 3... São legitimadas para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas referidos no art. 2... e, como impetrado, o Poder, o órgão ou autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora.” (grifei) Vê-se, desse modo, presente o contexto em exame, que falece ao impetrante, ora agravante, que sequer ostenta a qualidade de dirigente sindical, legitimidade ativa “ad causam”, eis que, longe de vindicar a defesa de direito subjetivo próprio, limitou-se a pleitear, em seu nome, a tutela jurisdicional de direito alheio. Cabe assinalar que a pretensão injuncional só pode ser deduzida por pessoas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas cujo exercício esteja sendo inviabilizado pela ausência da prestação legislativa a que alude o texto constitucional. O impetrante, ora recorrente, como já ressaltado, não se qualifica como titular do direito ao registro sindical, motivo pelo qual a condição que ostenta não se ajusta ao que estabelece o já mencionado art. 3... da Lei n 13.300/2016. Registre-se, por oportuno, que o entendimento que venho de expor a propósito do caráter excepcional da substituição processual encontra apoio em magistério doutrinário expendido por autores eminentes (HELY LOPES MEIRELLES, ARNOLDO WALD e GILMAR FERREIRA MENDES, “Mandado de Segurança e Ações Constitucionais”, p. 36, item n. 4, 35... ed., 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF Vale ressaltar, por oportuno, que a Lei n 13.300, de 23 de junho de 2016, que disciplina “o processo e o julgamento dos mandados de injunção individual e coletivo (...)”, deixou positivada, em seu texto normativo (art. 3...), referida orientação: “Art. 3... São legitimadas para o mandado de injunção, como impetrantes, as pessoas naturais ou jurídicas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas referidos no art. 2... e, como impetrado, o Poder, o órgão ou autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora.” (grifei) Vê-se, desse modo, presente o contexto em exame, que falece ao impetrante, ora agravante, que sequer ostenta a qualidade de dirigente sindical, legitimidade ativa “ad causam”, eis que, longe de vindicar a defesa de direito subjetivo próprio, limitou-se a pleitear, em seu nome, a tutela jurisdicional de direito alheio. Cabe assinalar que a pretensão injuncional só pode ser deduzida por pessoas que se afirmam titulares dos direitos, das liberdades ou das prerrogativas cujo exercício esteja sendo inviabilizado pela ausência da prestação legislativa a que alude o texto constitucional. O impetrante, ora recorrente, como já ressaltado, não se qualifica como titular do direito ao registro sindical, motivo pelo qual a condição que ostenta não se ajusta ao que estabelece o já mencionado art. 3... da Lei n 13.300/2016. Registre-se, por oportuno, que o entendimento que venho de expor a propósito do caráter excepcional da substituição processual encontra apoio em magistério doutrinário expendido por autores eminentes (HELY LOPES MEIRELLES, ARNOLDO WALD e GILMAR FERREIRA MENDES, “Mandado de Segurança e Ações Constitucionais”, p. 36, item n. 4, 35... ed., 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF 2013, Malheiros; HUMBERTO THEODORO JUNIOR, “Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/102-104, item n. 68, 55... ed., 2014, Forense; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Instituições de Direito Processual Civil”, volume II/120-121, item n. 440, 6... ed., 2009, Malheiros; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. I/78, item n. 14, 17... ed., 2003, Saraiva; WALDEMAR MARIZ DE OLIVEIRA Jr., “Substituição Processual”, 1971, RT; JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. I/304, item n. 139, 2... ed./2...tir., 2000, Millennium, Campinas, v.g.), cujas lições fazem incidir, em situações como a dos autos, a norma restritiva fundada no art. 18, “caput”, do Código de Processo Civil/2015, de conteúdo essencialmente idêntico ao do art. 6... do estatuto processual civil de 1973. Impende acentuar, ainda, que essa orientação – impossibilidade da legitimação anômala, por substituição processual, fora das hipóteses previstas em lei – tem o inteiro beneplácito da jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em análise, qualquer que seja a natureza da ação, comum ou constitucional, ajuizada pelo interessado (RTJ 130/108, Rel. Min. CÉLIO BORJA – MS 22.444/SP, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – MS 34.102-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 34.842-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Mandado de segurança. Legitimidade ativa. O mandado de segurança pressupõe a existência de direito próprio do impetrante. Somente pode socorrer-se dessa especialíssima ação o titular do direito, lesado ou ameaçado de lesão, por ato ou omissão de autoridade. A ninguém é dado pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei (art. 6... do Código de Processo Civil). Não obstante a gravidade das alegações, evidente é a ilegitimidade do postulante e a falta de interesse processual. Pedido não conhecido.” (RTJ 110/1026, Rel. Min. DJACI FALCÃO – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF 2013, Malheiros; HUMBERTO THEODORO JUNIOR, “Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/102-104, item n. 68, 55... ed., 2014, Forense; CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO, “Instituições de Direito Processual Civil”, volume II/120-121, item n. 440, 6... ed., 2009, Malheiros; VICENTE GRECO FILHO, “Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. I/78, item n. 14, 17... ed., 2003, Saraiva; WALDEMAR MARIZ DE OLIVEIRA Jr., “Substituição Processual”, 1971, RT; JOSÉ FREDERICO MARQUES, “Manual de Direito Processual Civil”, vol. I/304, item n. 139, 2... ed./2...tir., 2000, Millennium, Campinas, v.g.), cujas lições fazem incidir, em situações como a dos autos, a norma restritiva fundada no art. 18, “caput”, do Código de Processo Civil/2015, de conteúdo essencialmente idêntico ao do art. 6... do estatuto processual civil de 1973. Impende acentuar, ainda, que essa orientação – impossibilidade da legitimação anômala, por substituição processual, fora das hipóteses previstas em lei – tem o inteiro beneplácito da jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em análise, qualquer que seja a natureza da ação, comum ou constitucional, ajuizada pelo interessado (RTJ 130/108, Rel. Min. CÉLIO BORJA – MS 22.444/SP, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – MS 34.102-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – MS 34.842-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “Mandado de segurança. Legitimidade ativa. O mandado de segurança pressupõe a existência de direito próprio do impetrante. Somente pode socorrer-se dessa especialíssima ação o titular do direito, lesado ou ameaçado de lesão, por ato ou omissão de autoridade. A ninguém é dado pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei (art. 6... do Código de Processo Civil). Não obstante a gravidade das alegações, evidente é a ilegitimidade do postulante e a falta de interesse processual. Pedido não conhecido.” (RTJ 110/1026, Rel. Min. DJACI FALCÃO – grifei) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF “Mandado de Segurança. Direito subjetivo. Interesse. Descabe o mandado de segurança quando o impetrante não tem em vista a defesa de direito subjetivo, mas a de mero interesse reflexo de normas objetivas. Precedentes e doutrina. (…).” (RTJ 120/328, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “Mandado de segurança. Legitimidade ativa: inexistência. O mandado de segurança é medida judicial que só pode ser utilizada para defesa de direito próprio e direito do impetrante, e não para defender direito potencial, e que apenas poderia eventualmente surgir se afastado aquele a quem o ato apontado como ilegal iria atingir. (…).” (RTJ 120/816, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) “Mandado de Segurança. Não cabe se o ato contra o qual é impetrado não fere direito líquido e certo do impetrante. A ninguém é dado pleitear em nome próprio direito alheio, salvo quando autorizado por Lei (Código de Processo Civil, art. 6...). Impetração não conhecida.” (RTJ 128/1138, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) “Mandado de segurança requerido pelo Impetrante, na qualidade de cidadão brasileiro, contra ato de Comissão da Câmara dos Deputados, tendente a possibilitar a adoção da pena de morte, mediante consulta plebiscitária. Falta de legitimidade ativa do Requerente, por falta de ameaça concreta a direito individual, particularizado em sua pessoa.” (RTJ 139/783, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “– O autor da ação de mandado de segurança individual não pode pleitear, em nome próprio, a tutela jurisdicional de direito público subjetivo alheio, salvo quando autorizado por lei (Código de Processo Civil, art. 6...). O impetrante do mandado de segurança individual, por não dispor de legitimação extraordinária para agir, não pode invocar 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF “Mandado de Segurança. Direito subjetivo. Interesse. Descabe o mandado de segurança quando o impetrante não tem em vista a defesa de direito subjetivo, mas a de mero interesse reflexo de normas objetivas. Precedentes e doutrina. (…).” (RTJ 120/328, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “Mandado de segurança. Legitimidade ativa: inexistência. O mandado de segurança é medida judicial que só pode ser utilizada para defesa de direito próprio e direito do impetrante, e não para defender direito potencial, e que apenas poderia eventualmente surgir se afastado aquele a quem o ato apontado como ilegal iria atingir. (…).” (RTJ 120/816, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) “Mandado de Segurança. Não cabe se o ato contra o qual é impetrado não fere direito líquido e certo do impetrante. A ninguém é dado pleitear em nome próprio direito alheio, salvo quando autorizado por Lei (Código de Processo Civil, art. 6...). Impetração não conhecida.” (RTJ 128/1138, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) “Mandado de segurança requerido pelo Impetrante, na qualidade de cidadão brasileiro, contra ato de Comissão da Câmara dos Deputados, tendente a possibilitar a adoção da pena de morte, mediante consulta plebiscitária. Falta de legitimidade ativa do Requerente, por falta de ameaça concreta a direito individual, particularizado em sua pessoa.” (RTJ 139/783, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “– O autor da ação de mandado de segurança individual não pode pleitear, em nome próprio, a tutela jurisdicional de direito público subjetivo alheio, salvo quando autorizado por lei (Código de Processo Civil, art. 6...). O impetrante do mandado de segurança individual, por não dispor de legitimação extraordinária para agir, não pode invocar 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF a proteção jurisdicional do Estado em favor da generalidade dos participantes de um determinado concurso público.” (RTJ 179/210-211, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “MANDADO DE SEGURANÇA (…) – AJUIZAMENTO, EM NOME PRÓPRIO, DE AÇÃO MANDAMENTAL OBJETIVANDO A PROTEÇÃO DE DIREITO ALHEIO (…) – INADMISSIBILIDADE – CARÁTER EXCEPCIONAL DA LEGITIMAÇÃO ATIVA EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA (Código de Processo Civil, ART. 6...) – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DA HIPÓTESE EXCEPCIONAL A QUE SE REFERE O ART. 3... DA LEI n 12.016/2009 – PRECEDENTES – DOUTRINA (…) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (MS 33.844-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Mesmo, porém, que se revelasse possível o exame da pretensão manifestada pelo recorrente – o que se alega em caráter meramente argumentativo –, ainda assim não se mostraria acolhível a postulação deduzida nesta sede recursal. Consoante já advertiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal em situação idêntica à presente, “não há interesse processual necessário à impetração de mandado de injunção, se o exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa constitucional da requerente não está inviabilizado pela falta de norma infraconstitucional, dada a recepção de direito ordinário anterior” (MI 144/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei), valendo transcrever, por sua clareza, no ponto que interessa ao tema sob apreciação, a ementa de referido julgado: “(...) II. Liberdade e unicidade sindical e competência para o registro de entidades sindicais (Constituição Federal de 1988, art. 8..., I e II): recepção em termos, da competência do Ministério do Trabalho, sem prejuízo da possibilidade de a lei vir a criar regime diverso. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF a proteção jurisdicional do Estado em favor da generalidade dos participantes de um determinado concurso público.” (RTJ 179/210-211, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “MANDADO DE SEGURANÇA (…) – AJUIZAMENTO, EM NOME PRÓPRIO, DE AÇÃO MANDAMENTAL OBJETIVANDO A PROTEÇÃO DE DIREITO ALHEIO (…) – INADMISSIBILIDADE – CARÁTER EXCEPCIONAL DA LEGITIMAÇÃO ATIVA EXTRAORDINÁRIA OU ANÔMALA (Código de Processo Civil, ART. 6...) – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DA HIPÓTESE EXCEPCIONAL A QUE SE REFERE O ART. 3... DA LEI n 12.016/2009 – PRECEDENTES – DOUTRINA (…) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (MS 33.844-MC-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Mesmo, porém, que se revelasse possível o exame da pretensão manifestada pelo recorrente – o que se alega em caráter meramente argumentativo –, ainda assim não se mostraria acolhível a postulação deduzida nesta sede recursal. Consoante já advertiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal em situação idêntica à presente, “não há interesse processual necessário à impetração de mandado de injunção, se o exercício do direito, da liberdade ou da prerrogativa constitucional da requerente não está inviabilizado pela falta de norma infraconstitucional, dada a recepção de direito ordinário anterior” (MI 144/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei), valendo transcrever, por sua clareza, no ponto que interessa ao tema sob apreciação, a ementa de referido julgado: “(...) II. Liberdade e unicidade sindical e competência para o registro de entidades sindicais (Constituição Federal de 1988, art. 8..., I e II): recepção em termos, da competência do Ministério do Trabalho, sem prejuízo da possibilidade de a lei vir a criar regime diverso. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF 1. O que é inerente à nova concepção constitucional positiva de liberdade sindical é, não a inexistência de registro público – o qual é reclamado, no sistema brasileiro, para o aperfeiçoamento da constituição de toda e qualquer pessoa jurídica de direito privado –, mas, a teor do art. 8..., I, do texto fundamental, ‘que a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato’: o decisivo, para que se resguardem as liberdades constitucionais de associação civil ou de associação sindical, é, pois, que se trate efetivamente de simples registro – ato vinculado, subordinado apenas à verificação de pressupostos legais –, e não de autorização ou de reconhecimento discricionários. 2. A diferença entre o novo sistema, de simples registro, em relação ao antigo, de outorga discricionária do reconhecimento sindical, não resulta de caber o registro dos sindicatos ao Ministério do Trabalho ou a outro ofício de registro público. 3. Ao registro das entidades sindicais inere a função de garantia da imposição de unicidade – esta, sim, a mais importante das limitações constitucionais ao princípio da liberdade sindical. 4. A função de salvaguarda da unicidade sindical induz a sediar, ‘si et in quantum’, a competência para o registro das entidades sindicais no Ministério do Trabalho, detentor do acervo das informações imprescindíveis ao seu desempenho. 5. O temor compreensível – subjacente à manifestação dos que se opõem à solução –, de que o hábito vicioso dos tempos passados tenda a persistir, na tentativa, consciente ou não, de fazer da competência para o ato formal e vinculado do registro pretexto para a sobrevivência do controle ministerial asfixiante sobre a organização sindical, que a Constituição quer proscrever – enquanto não optar o legislador por disciplina nova do registro sindical –, há de ser obviado pelo controle jurisdicional da ilegalidade e do abuso de poder, incluída a omissão ou o retardamento indevidos da autoridade competente.” (RTJ 147/868, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) Essa orientação jurisprudencial – vale enfatizar – está hoje consagrada no enunciado constante da Súmula 677/Supremo Tribunal Federal, segundo o qual, “Até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF 1. O que é inerente à nova concepção constitucional positiva de liberdade sindical é, não a inexistência de registro público – o qual é reclamado, no sistema brasileiro, para o aperfeiçoamento da constituição de toda e qualquer pessoa jurídica de direito privado –, mas, a teor do art. 8..., I, do texto fundamental, ‘que a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato’: o decisivo, para que se resguardem as liberdades constitucionais de associação civil ou de associação sindical, é, pois, que se trate efetivamente de simples registro – ato vinculado, subordinado apenas à verificação de pressupostos legais –, e não de autorização ou de reconhecimento discricionários. 2. A diferença entre o novo sistema, de simples registro, em relação ao antigo, de outorga discricionária do reconhecimento sindical, não resulta de caber o registro dos sindicatos ao Ministério do Trabalho ou a outro ofício de registro público. 3. Ao registro das entidades sindicais inere a função de garantia da imposição de unicidade – esta, sim, a mais importante das limitações constitucionais ao princípio da liberdade sindical. 4. A função de salvaguarda da unicidade sindical induz a sediar, ‘si et in quantum’, a competência para o registro das entidades sindicais no Ministério do Trabalho, detentor do acervo das informações imprescindíveis ao seu desempenho. 5. O temor compreensível – subjacente à manifestação dos que se opõem à solução –, de que o hábito vicioso dos tempos passados tenda a persistir, na tentativa, consciente ou não, de fazer da competência para o ato formal e vinculado do registro pretexto para a sobrevivência do controle ministerial asfixiante sobre a organização sindical, que a Constituição quer proscrever – enquanto não optar o legislador por disciplina nova do registro sindical –, há de ser obviado pelo controle jurisdicional da ilegalidade e do abuso de poder, incluída a omissão ou o retardamento indevidos da autoridade competente.” (RTJ 147/868, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) Essa orientação jurisprudencial – vale enfatizar – está hoje consagrada no enunciado constante da Súmula 677/Supremo Tribunal Federal, segundo o qual, “Até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade” (grifei). Impende acentuar que a diretriz sumular em referência vem sendo observada por esta Suprema Corte em vários de seus julgados (AI 196.863/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 594.597/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 820.650-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 828.165/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 134.300/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Recurso Extraordinário 207.910-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Recurso Extraordinário 883.776/RR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), sendo irrelevante o fato de o Ministério do Trabalho haver sido extinto, pois a atribuição de promover o “registro sindical” inclui-se, agora, na esfera de competência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, consoante prevê o art. 37, inciso VI, da Medida Provisória n 870, de 01/01/2019: “(...) 4. A jurisprudência da Corte é no sentido de que a Constituição Federal exige o registro sindical no órgão competente com a finalidade de proteger o princípio da unicidade sindical. Contudo, a forma como deve ocorrer o registro e o procedimento necessário a sua regular constituição são questões sujeitas a regulação pela legislação infraconstitucional. 5. Inteligência da Súmula n 677/Supremo Tribunal Federal, a qual dispõe que até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade.” (ARE 695.571-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JULGAMENTO PELO RELATOR. Código de Processo Civil, art. 557, § 1...-A: LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL. CONSTITUCIONAL. SINDICATO. REGISTRO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO: LIBERDADE E UNICIDADE SINDICAL. C.F., art. 8..., I e II. …................................................................................................... II. – Liberdade e unicidade sindical: competência para o registro de entidades sindicais (C.F., art. 8..., I e II): recepção, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade” (grifei). Impende acentuar que a diretriz sumular em referência vem sendo observada por esta Suprema Corte em vários de seus julgados (AI 196.863/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 594.597/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 820.650-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 828.165/MG, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 134.300/DF, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Recurso Extraordinário 207.910-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Recurso Extraordinário 883.776/RR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), sendo irrelevante o fato de o Ministério do Trabalho haver sido extinto, pois a atribuição de promover o “registro sindical” inclui-se, agora, na esfera de competência do Ministério da Justiça e Segurança Pública, consoante prevê o art. 37, inciso VI, da Medida Provisória n 870, de 01/01/2019: “(...) 4. A jurisprudência da Corte é no sentido de que a Constituição Federal exige o registro sindical no órgão competente com a finalidade de proteger o princípio da unicidade sindical. Contudo, a forma como deve ocorrer o registro e o procedimento necessário a sua regular constituição são questões sujeitas a regulação pela legislação infraconstitucional. 5. Inteligência da Súmula n 677/Supremo Tribunal Federal, a qual dispõe que até que lei venha a dispor a respeito, incumbe ao Ministério do Trabalho proceder ao registro das entidades sindicais e zelar pela observância do princípio da unicidade.” (ARE 695.571-AgR/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JULGAMENTO PELO RELATOR. Código de Processo Civil, art. 557, § 1...-A: LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL. CONSTITUCIONAL. SINDICATO. REGISTRO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO: LIBERDADE E UNICIDADE SINDICAL. C.F., art. 8..., I e II. …................................................................................................... II. – Liberdade e unicidade sindical: competência para o registro de entidades sindicais (C.F., art. 8..., I e II): recepção, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF pela Constituição Federal de 1988/88, da competência do Ministério do Trabalho para o registro. Esse registro é que propicia verificar se a unicidade sindical, limitação constitucional ao princípio da liberdade sindical, estaria sendo observada ou não, já que o Ministério do Trabalho é detentor das informações respectivas. III. – Precedentes do Supremo Tribunal Federal: MI 144-SP, Pertence, Plenário, ‘DJ’ de 28/5/93; RMS 21.758-DF, Pertence, 1... Turma, ‘DJ’ de 04/11/94; ADIn 1121 (MC)-RS, Celso de Mello, ‘DJ’ de 06/10/95; Recurso Extraordinário 134.300-DF, Pertence, 1... Turma, 16/8/94. IV. – Recurso Extraordinário provido. Agravo improvido.” (Recurso Extraordinário 222.285-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “REGISTRO SINDICAL E LIBERDADE SINDICAL. – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a norma inscrita no art. 8..., I, da Carta Política – e tendo presentes as várias posições assumidas pelo magistério doutrinário (uma, que sustenta a suficiência do registro da entidade Sindical no Registro Civil das Pessoas Jurídicas; outra, que se satisfaz com o registro personificador no Ministério do Trabalho e a última, que exige o duplo registro: no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, para efeito de aquisição da personalidade meramente civil, e no Ministério do Trabalho, para obtenção da personalidade sindical) –, firmou orientação no sentido de que não ofende o texto da Constituição a exigência de registro sindical no Ministério do Trabalho, órgão este que, sem prejuízo de regime diverso passível de instituição pelo legislador comum, ainda continua a ser o órgão estatal incumbido de atribuição normativa para proceder à efetivação do ato registral. Precedente: RTJ 147/868, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE. O registro sindical qualifica-se como ato administrativo essencialmente vinculado, devendo ser praticado pelo Ministro do Trabalho, mediante resolução fundamentada, sempre que, respeitado o postulado da unicidade sindical e observada a exigência de regularidade, autenticidade e representação, a entidade sindical interessada preencher, integralmente, os requisitos fixados 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF pela Constituição Federal de 1988/88, da competência do Ministério do Trabalho para o registro. Esse registro é que propicia verificar se a unicidade sindical, limitação constitucional ao princípio da liberdade sindical, estaria sendo observada ou não, já que o Ministério do Trabalho é detentor das informações respectivas. III. – Precedentes do Supremo Tribunal Federal: MI 144-SP, Pertence, Plenário, ‘DJ’ de 28/5/93; RMS 21.758-DF, Pertence, 1... Turma, ‘DJ’ de 04/11/94; ADIn 1121 (MC)-RS, Celso de Mello, ‘DJ’ de 06/10/95; Recurso Extraordinário 134.300-DF, Pertence, 1... Turma, 16/8/94. IV. – Recurso Extraordinário provido. Agravo improvido.” (Recurso Extraordinário 222.285-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “REGISTRO SINDICAL E LIBERDADE SINDICAL. – A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a norma inscrita no art. 8..., I, da Carta Política – e tendo presentes as várias posições assumidas pelo magistério doutrinário (uma, que sustenta a suficiência do registro da entidade Sindical no Registro Civil das Pessoas Jurídicas; outra, que se satisfaz com o registro personificador no Ministério do Trabalho e a última, que exige o duplo registro: no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, para efeito de aquisição da personalidade meramente civil, e no Ministério do Trabalho, para obtenção da personalidade sindical) –, firmou orientação no sentido de que não ofende o texto da Constituição a exigência de registro sindical no Ministério do Trabalho, órgão este que, sem prejuízo de regime diverso passível de instituição pelo legislador comum, ainda continua a ser o órgão estatal incumbido de atribuição normativa para proceder à efetivação do ato registral. Precedente: RTJ 147/868, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE. O registro sindical qualifica-se como ato administrativo essencialmente vinculado, devendo ser praticado pelo Ministro do Trabalho, mediante resolução fundamentada, sempre que, respeitado o postulado da unicidade sindical e observada a exigência de regularidade, autenticidade e representação, a entidade sindical interessada preencher, integralmente, os requisitos fixados 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF pelo ordenamento positivo e por este considerados como necessários à formação dos organismos sindicais.” (ADI 1.121-MC/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Pleno) Não foi por outro motivo que o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, formulou parecer, nesse mesmo sentido, assim fundamentado: “Além disso, não é possível conhecer do presente ‘writ of injunction’, haja vista não se verificar na espécie direito cujo exercício seja inviabilizado por suposta omissão legislativa, o que leva ao inexorável reconhecimento da impropriedade da via eleita. Nesse sentido, o julgamento do Mandado de Injunção 144, semelhante ao presente, assim ementado: …................................................................................................... Ressalte-se que não se presta o mandado de injunção a resguardar situações jurídico-processuais tuteláveis, ao menos em tese, mediante adequada utilização de outros remédios constitucionais. Assim, por não constituir causa de pedir de ‘writ of injunction’ a recusa de registro de sindicato, deve ser reiterado o reconhecimento da impropriedade da via eleita quanto ao mandado de injunção adredemente não conhecido, sendo a negativa da autoridade administrativa competente passível de impugnação via mandado de segurança ou outra ação eventualmente cabível. Ante todo o exposto, opina a Procuradoria-Geral da República, em sede de exame recursal interno, pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) Em suma: desde o julgamento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no MI 144/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, não mais subsiste a impossibilidade de as entidades interessadas, já havendo obtido personalidade de direito civil, exercerem, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical, a significar, como o revela o enunciado inscrito na 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF pelo ordenamento positivo e por este considerados como necessários à formação dos organismos sindicais.” (ADI 1.121-MC/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Pleno) Não foi por outro motivo que o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS, formulou parecer, nesse mesmo sentido, assim fundamentado: “Além disso, não é possível conhecer do presente ‘writ of injunction’, haja vista não se verificar na espécie direito cujo exercício seja inviabilizado por suposta omissão legislativa, o que leva ao inexorável reconhecimento da impropriedade da via eleita. Nesse sentido, o julgamento do Mandado de Injunção 144, semelhante ao presente, assim ementado: …................................................................................................... Ressalte-se que não se presta o mandado de injunção a resguardar situações jurídico-processuais tuteláveis, ao menos em tese, mediante adequada utilização de outros remédios constitucionais. Assim, por não constituir causa de pedir de ‘writ of injunction’ a recusa de registro de sindicato, deve ser reiterado o reconhecimento da impropriedade da via eleita quanto ao mandado de injunção adredemente não conhecido, sendo a negativa da autoridade administrativa competente passível de impugnação via mandado de segurança ou outra ação eventualmente cabível. Ante todo o exposto, opina a Procuradoria-Geral da República, em sede de exame recursal interno, pelo desprovimento do agravo regimental.” (grifei) Em suma: desde o julgamento proferido pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no MI 144/SP, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, não mais subsiste a impossibilidade de as entidades interessadas, já havendo obtido personalidade de direito civil, exercerem, elas próprias, sem qualquer restrição, e para todos os efeitos dele decorrentes, o direito ao registro sindical, a significar, como o revela o enunciado inscrito na 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO MI 6582 AGR / DF Súmula 677/Supremo Tribunal Federal, que inexiste situação de lacuna técnica (MARIA HELENA DINIZ, “Norma Constitucional e seus Efeitos”, p. 38, 1989, Saraiva; HANS KELSEN, “Teoria Pura do Direito”, vol. 2/111-112, 1962, Coimbra) cuja constatação, uma vez verificada, mostrar-se-ia apta a legitimar a impetração de mandado de injunção. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada, restando prejudicado, ainda, o exame dos pedidos deduzidos pela parte recorrente nas petições protocoladas sob ns 14.282/2016, 17.187/2016, 17.193/2016, 31.779/2016, 37.856/2016, 40.071/2016 e 45.684/2016. É o meu voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Supremo Tribunal Federal MI 6582 AGR / DF Súmula 677/Supremo Tribunal Federal, que inexiste situação de lacuna técnica (MARIA HELENA DINIZ, “Norma Constitucional e seus Efeitos”, p. 38, 1989, Saraiva; HANS KELSEN, “Teoria Pura do Direito”, vol. 2/111-112, 1962, Coimbra) cuja constatação, uma vez verificada, mostrar-se-ia apta a legitimar a impetração de mandado de injunção. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada, restando prejudicado, ainda, o exame dos pedidos deduzidos pela parte recorrente nas petições protocoladas sob ns 14.282/2016, 17.187/2016, 17.193/2016, 31.779/2016, 37.856/2016, 40.071/2016 e 45.684/2016. É o meu voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0999-1B34-8132-C429 e senha 3492-06A9-DB45-CAF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 29/04/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) : FILIPE CORTES DE MENEZES (9224/SE) AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E2A-8A4F-8668-B036 e senha 6D20-236F-9431-9EE8 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 6.582 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : FILIPE CORTES DE MENEZES ADV.(A/S) : FILIPE CORTES DE MENEZES (9224/SE) AGDO.(A/S) : CONGRESSO NACIONAL ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5E2A-8A4F-8668-B036 e senha 6D20-236F-9431-9EE8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE INJUNÇÃO 6 . 582", "SÚMULA 677 / Supremo Tribunal Federal", "MI 6 . 631 - AgR / DF", "MI 6 . 631 - AgR / DF", "MI 6 . 681 -", "AgR", "MI 6 .", "RTJ 130 / 108", "MS 22 . 444 / SP", "MS 34 . 102 -", "MS 34 . 842 - MC / DF", "RTJ 110 / 1026", "RTJ 130 / 108", "MS 22 . 444 / SP", "MS 34 . 102 - MC / DF", "MS 34 . 842 - MC / DF", "RTJ 110 / 1026", "RTJ 120 / 328", "RTJ 120 / 816", "RTJ 128 / 1138", "RTJ 139 / 783", "RTJ 120 / 328", "RTJ 120 / 816", "RTJ 128 / 1138", "RTJ 139 / 783", "RTJ 179 / 210 - 211", "MS 33 . 844 - MC - AgR / DF", "MI 144 / SP", "RTJ 179 / 210 - 211", "MS 33 . 844 - MC - AgR / DF", "MI 144 / SP", "RTJ 147 / 868", "Súmula 677 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 147 / 868", "Súmula 677 / Supremo Tribunal Federal", "AI 196 . 863 / RJ", "AI 594 . 597 / MG", "AI 820 . 650 - AgR / DF", "AI 828 . 165 / MG", "Recurso Extraordinário 134 . 300 / DF", "Recurso Extraordinário 207 . 910 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 883 . 776 / RR", "Súmula n 677 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 695 . 571 - AgR / DF", "AI 196 . 863 / RJ", "AI 594 . 597 / MG", "AI 820 . 650 - AgR / DF", "AI 828 . 165 / MG", "Recurso Extraordinário 134 . 300 / DF", "Recurso Extraordinário 207 . 910 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 883 . 776 / RR", "Súmula n 677 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 695 . 571 - AgR / DF", "MI 144 - SP", "RMS 21 . 758 - DF", "ADIn 1121 ( MC ) - RS", "Recurso Extraordinário 134 . 300 - DF", "Recurso Extraordinário 222 . 285 - AgR / SP", "RTJ 147 / 868", "MI", "RMS 21 . 758 - DF", "ADIn 1121 ( MC", "Recurso Extraordinário 134 . 300 - DF", "Recurso Extraordinário 222 . 285 - AgR / SP", "RTJ 147 / 868", "ADI 1 . 121 - MC / RS", "MI", "ADI 1 . 121 -", "MI", "Súmula 677 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 677", "MANDADO DE INJUNÇÃO 6 . 582", "MANDADO DE INJUNÇÃO 6 . 582" ], "LEGISLACAO": [ "§ 3 . . . DO", "ART . 937 DO Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 18", "Constituição Federal de 1988 , ART . 8 . . . , I", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 937 , § 3 . . .", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 18", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 18", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 937 , §", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil ( art . 937 ,", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 18", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 18", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 , I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 , I , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 8 . . . , INCISO I , DA CONSTITUIÇÃO", "artigo 8 . . . , inciso I , da Carta Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 8 . . . , INCISO I , DA CONSTITUIÇÃO", "artigo 8 . . . , inciso I , da Carta Constitucional", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 937 do NCPC", "art . 6 . . . do Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil / 15 , art . 18 , “ caput ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 937 do NCPC", "art . 6 . . . do Código de Processo Civil de 1973", "Código de Processo Civil / 15 , art . 18 , “ caput ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 300", "art . 3 . . . da", "Lei n 13 . 300 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 13 . 300", "art . 3 . . . da Lei n 13 . 300 / 2016", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 18 , “ caput ” , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 6 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 18 , “ caput ” , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 6 . . . do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 6 .", "Código de Processo Civil , art . 6 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 6 . . .", "Código de Processo Civil , art . 6 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 6 . . .", "LEI n 12 . 016 / 2009", "Constituição Federal de 1988 , art . 8 . . . , I e II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ART . 6 . . .", "ART . 3 . . . 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Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Campinas", "Campinas", "Coimbra", "Coimbra", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "REPÚBLICA", "UNIÃO", "Sindicato dos Trabalhadores Efetivos do Ministério Público do Estado de Sergipe", "SINDSEMP", "/", "SE", "Congresso Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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"PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo", "Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "Plenário desta Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Plenário desta Corte Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Malheiros", "Forense", "Malheiros", "Saraiva", "RT", "Millennium", "Supremo Tribunal Federal", "MC", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Malheiros", "Forense", "Malheiros", "Saraiva", "Millennium", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Deputados", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Pleno", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Ministério do Trabalho", "Ministério da Justiça e Segurança Pública", "Ministério do Trabalho", "MINISTÉRIO DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MI", "/", "Ministério do Trabalho", "Ministério da Justiça e Segurança Pública", "Ministério do Trabalho", "MINISTÉRIO DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Pertence", "1", ".", "Pertence", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Pertence", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Ministério do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Ministério Público Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "10", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MC", "/", "RS", "Pleno", "Ministério Público Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "10", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Saraiva", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONGRESSO NACIONAL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONGRESSO", "UNIÃO", "REPÚBLICA", "UNIÃO", 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F .", "SYDNEY SANCHES", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "MAURÍCIO CORRÊA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "CARLOS VELLOSO", "SEPÚLVEDA", "Celso de Mello", "CARLOS VELLOSO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO MI", "CELSO DE MELLO", "RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO MI", "MARIA HELENA DINIZ", "HANS KELSEN", "MARIA HELENA DINIZ", "HANS KELSEN", "CELSO DE MELLO", "FILIPE CORTES DE MENEZES", "FILIPE CORTES DE MENEZES", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "CELSO DE MELLO", "FILIPE CORTES DE MENEZES", "FILIPE CORTES DE MENEZES", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "29", "/", "07", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "29", "/", "07", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "29", "/", "07", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de junho de 2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "2009", "2003", "1971", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "2009", "2003", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "01", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "01", "/", "2019", ".", ".", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "93", "04", "/", "11", "/", "94", "06", "/", "10", "/", "95", "16", "/", "8", "/", "94", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "5", "/", "93", "04", "/", "11", "/", "94", "06", "/", "10", "/", "95", "16", "/", "8", "/", "94", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1989", "1962", "24", "/", "08", "/", "2001", "1989", "1962", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FLEURY S.A. ADV.(A/S) :CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-593C-98BD-1052 e senha 05FC-6282-4DCA-31A8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FLEURY S.A. ADV.(A/S) :CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em suma, que, independentemente da roupagem jurídica que se imprima ao negócio subjacente à importação, é certo que houve a realização da hipótese de incidência do ICMS. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB3-9A85-7812-C5F3 e senha 6FA2-B1BD-4BD6-5474 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FLEURY S.A. ADV.(A/S) :CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em suma, que, independentemente da roupagem jurídica que se imprima ao negócio subjacente à importação, é certo que houve a realização da hipótese de incidência do ICMS. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB3-9A85-7812-C5F3 e senha 6FA2-B1BD-4BD6-5474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 58, Vol. 2): “IMPOSTO – ICMS – EXIGÊNCIA DO RECOLHIMENTO QUANDO DO DESEMBARAÇO ALFANDEGÁRIO – LEGALIDADE – O FATO GERADOR SE DÁ QUANDO RECEBIDA A MERCADORIA PELO IMPORTADOR – APLICAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 87/96 – SENTENÇA REFORMADA – RECURSOS NECESSÁRIO E VOLUNTÁRIO PROVIDOS.” Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (fl. 76, Vol. 2). No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação aos arts. 154, I, e 155, § 2º, I, da Constituição, alegando, em suma, (a) inexistência de circulação de mercadorias no caso de importação de bens destinados ao arrendamento mercantil (leasing); (b) ocorrência de bi-tributação, o que é vedado pela Constituição; (c) afronta ao princípio da não cumulatividade do ICMS; e (d) impossibilidade de alteração de cláusulas pétreas por meio de Emenda Constitucional, e, em consequência, a inconstitucionalidade da EC 33/2001. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 58, Vol. 2): “IMPOSTO – ICMS – EXIGÊNCIA DO RECOLHIMENTO QUANDO DO DESEMBARAÇO ALFANDEGÁRIO – LEGALIDADE – O FATO GERADOR SE DÁ QUANDO RECEBIDA A MERCADORIA PELO IMPORTADOR – APLICAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 87/96 – SENTENÇA REFORMADA – RECURSOS NECESSÁRIO E VOLUNTÁRIO PROVIDOS.” Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (fl. 76, Vol. 2). No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação aos arts. 154, I, e 155, § 2º, I, da Constituição, alegando, em suma, (a) inexistência de circulação de mercadorias no caso de importação de bens destinados ao arrendamento mercantil (leasing); (b) ocorrência de bi-tributação, o que é vedado pela Constituição; (c) afronta ao princípio da não cumulatividade do ICMS; e (d) impossibilidade de alteração de cláusulas pétreas por meio de Emenda Constitucional, e, em consequência, a inconstitucionalidade da EC 33/2001. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1203202 AGR / SP Em contrarrazões, alega-se (a) ausência de contrariedade à Constituição; (b) incidência do ICMS sobre qualquer entrada de mercadoria importada do exterior, ainda que se trate de bem destinado ao consumo do importador; e (c) “desde a vigência da Lei 6.374/89, o imposto é exigível pela própria ocorrência do fato gerador, e este se dá no momento em que o importador recebe a mercadoria, após devidamente nacionalizada e encerrado o despacho aduaneiro […] (fl. 134, Vol. 2)”. Inicialmente, o Recurso Extraordinário foi inadmitido na origem considerando que a análise do caso demandaria exame de matéria infraconstitucional (fls 151-152, Vol. 2). Interposto Agravo em face dessa decisão, o Min. Relator CARLOS AYRES BRITTO (fl. 206, Vol. 2), deu provimento ao recurso e determinou o retorno dos autos ao Tribunal de origem a fim de que fosse observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973, considerando o reconhecimento da repercussão geral da matéria no RE 594.996-RG, (Rel. Min. LUIZ FUX – Tema 171) O Tribunal de origem negou seguimento ao Recurso Extraordinário por considerar que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com o entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no julgamento do referido paradigma (fl. 233, Vol. 2). Interpostos Embargos de Declaração (fls. 236-242, Vol. 2), o Tribunal de origem determinou o retorno dos autos ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, haja vista a ausência de semelhança entre a matéria debatida nos autos e o quanto decidido no Tema 171 da Repercussão Geral (fls. 256-258, Vol. 2). É o relatório. Decido. Inicialmente, reputam-se preenchidos todos os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal RE 1203202 AGR / SP Em contrarrazões, alega-se (a) ausência de contrariedade à Constituição; (b) incidência do ICMS sobre qualquer entrada de mercadoria importada do exterior, ainda que se trate de bem destinado ao consumo do importador; e (c) “desde a vigência da Lei 6.374/89, o imposto é exigível pela própria ocorrência do fato gerador, e este se dá no momento em que o importador recebe a mercadoria, após devidamente nacionalizada e encerrado o despacho aduaneiro […] (fl. 134, Vol. 2)”. Inicialmente, o Recurso Extraordinário foi inadmitido na origem considerando que a análise do caso demandaria exame de matéria infraconstitucional (fls 151-152, Vol. 2). Interposto Agravo em face dessa decisão, o Min. Relator CARLOS AYRES BRITTO (fl. 206, Vol. 2), deu provimento ao recurso e determinou o retorno dos autos ao Tribunal de origem a fim de que fosse observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973, considerando o reconhecimento da repercussão geral da matéria no RE 594.996-RG, (Rel. Min. LUIZ FUX – Tema 171) O Tribunal de origem negou seguimento ao Recurso Extraordinário por considerar que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com o entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no julgamento do referido paradigma (fl. 233, Vol. 2). Interpostos Embargos de Declaração (fls. 236-242, Vol. 2), o Tribunal de origem determinou o retorno dos autos ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, haja vista a ausência de semelhança entre a matéria debatida nos autos e o quanto decidido no Tema 171 da Repercussão Geral (fls. 256-258, Vol. 2). É o relatório. Decido. Inicialmente, reputam-se preenchidos todos os 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1203202 AGR / SP pressupostos de admissibilidade do apelo extremo. Dessa forma, passo à análise do mérito. Assiste razão à parte recorrente. No caso, o Tribunal de origem reformou a sentença que havia reconhecido a não incidência de ICMS na hipótese dos auto, por se tratar de operação de importação de bens por meio de arrendamento mercantil internacional (leasing). A respeito da matéria, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no julgamento do RE 540.829-RG (Rel. Min. LUIZ FUZ, Tema 297), sob a sistemática da repercussão geral, fixou a seguinte tese: ”Não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem.” Eis a ementa do julgado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ICMS. ENTRADA DE MERCADORIA IMPORTADA DO EXTERIOR. ART. 155, II, CF/88. OPERAÇÃO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL INTERNACIONAL. NÃO-INCIDÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O ICMS tem fundamento no artigo 155, II, da CF/88, e incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 2. A alínea “a” do inciso IX do § 2º do art. 155 da Constituição Federal, na redação da EC 33/2001, faz incidir o ICMS na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior, somente se de fato houver circulação de mercadoria, caracterizada pela 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal RE 1203202 AGR / SP pressupostos de admissibilidade do apelo extremo. Dessa forma, passo à análise do mérito. Assiste razão à parte recorrente. No caso, o Tribunal de origem reformou a sentença que havia reconhecido a não incidência de ICMS na hipótese dos auto, por se tratar de operação de importação de bens por meio de arrendamento mercantil internacional (leasing). A respeito da matéria, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no julgamento do RE 540.829-RG (Rel. Min. LUIZ FUZ, Tema 297), sob a sistemática da repercussão geral, fixou a seguinte tese: ”Não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem.” Eis a ementa do julgado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ICMS. ENTRADA DE MERCADORIA IMPORTADA DO EXTERIOR. ART. 155, II, CF/88. OPERAÇÃO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL INTERNACIONAL. NÃO-INCIDÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O ICMS tem fundamento no artigo 155, II, da CF/88, e incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 2. A alínea “a” do inciso IX do § 2º do art. 155 da Constituição Federal, na redação da EC 33/2001, faz incidir o ICMS na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior, somente se de fato houver circulação de mercadoria, caracterizada pela 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1203202 AGR / SP transferência do domínio (compra e venda). 3. Precedente: RE 461968, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 30/05/2007, Dje 23/08/2007, onde restou assentado que o imposto não é sobre a entrada de bem ou mercadoria importada, senão sobre essas entradas desde que elas sejam atinentes a operações relativas à circulação desses mesmos bens ou mercadorias. 4. Deveras, não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem. Consectariamente, se não houver aquisição de mercadoria, mas mera posse decorrente do arrendamento, não se pode cogitar de circulação econômica. 5. In casu, nos termos do acórdão recorrido, o contrato de arrendamento mercantil internacional trata de bem suscetível de devolução, sem opção de compra. 6. Os conceitos de direito privado não podem ser desnaturados pelo direito tributário, na forma do art. 110 do CTN, à luz da interpretação conjunta do art. 146, III, combinado com o art. 155, inciso II e § 2º, IX, “a”, da CF/88. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Tribunal Pleno, DJe de 18/11/2014) Verifica-se, portanto, que o acórdão recorrido divergiu do entendimento firmado por esta SUPREMA CORTE, razão pela qual deve ser reformado. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2°, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para restabelecer a sentença. Prejudicado o exame da Petição 25.034/2019”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal RE 1203202 AGR / SP transferência do domínio (compra e venda). 3. Precedente: RE 461968, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 30/05/2007, Dje 23/08/2007, onde restou assentado que o imposto não é sobre a entrada de bem ou mercadoria importada, senão sobre essas entradas desde que elas sejam atinentes a operações relativas à circulação desses mesmos bens ou mercadorias. 4. Deveras, não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem. Consectariamente, se não houver aquisição de mercadoria, mas mera posse decorrente do arrendamento, não se pode cogitar de circulação econômica. 5. In casu, nos termos do acórdão recorrido, o contrato de arrendamento mercantil internacional trata de bem suscetível de devolução, sem opção de compra. 6. Os conceitos de direito privado não podem ser desnaturados pelo direito tributário, na forma do art. 110 do CTN, à luz da interpretação conjunta do art. 146, III, combinado com o art. 155, inciso II e § 2º, IX, “a”, da CF/88. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Tribunal Pleno, DJe de 18/11/2014) Verifica-se, portanto, que o acórdão recorrido divergiu do entendimento firmado por esta SUPREMA CORTE, razão pela qual deve ser reformado. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1º e 2°, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para restabelecer a sentença. Prejudicado o exame da Petição 25.034/2019”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RE 1203202 AGR / SP Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal RE 1203202 AGR / SP Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FLEURY S.A. ADV.(A/S) : CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA (212853/RJ, 136171/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B8D-EE2D-1FAB-46B2 e senha 8286-C668-2934-1C55 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FLEURY S.A. ADV.(A/S) : CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA (212853/RJ, 136171/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B8D-EE2D-1FAB-46B2 e senha 8286-C668-2934-1C55 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384653
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur407489
Número de páginas: 8. Análise: 29/08/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1203202
null
RE-AgR
acordaos
RE 1203202 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FLEURY S.A. ADV.(A/S) : CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FLEURY S.A. ADV.(A/S) :CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. 1. O acórdão do Tribunal de origem revela-se em dissonância com a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF16-593C-98BD-1052 e senha 05FC-6282-4DCA-31A8 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FLEURY S.A. ADV.(A/S) :CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em suma, que, independentemente da roupagem jurídica que se imprima ao negócio subjacente à importação, é certo que houve a realização da hipótese de incidência do ICMS. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB3-9A85-7812-C5F3 e senha 6FA2-B1BD-4BD6-5474 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :FLEURY S.A. ADV.(A/S) :CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Interno contra decisão que deu provimento ao Recurso Extraordinário sob o argumento de que o acórdão recorrido encontra-se em dissonância com a jurisprudência desta CORTE. A parte agravante sustenta, em suma, que, independentemente da roupagem jurídica que se imprima ao negócio subjacente à importação, é certo que houve a realização da hipótese de incidência do ICMS. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2AB3-9A85-7812-C5F3 e senha 6FA2-B1BD-4BD6-5474 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 58, Vol. 2): “IMPOSTO – ICMS – EXIGÊNCIA DO RECOLHIMENTO QUANDO DO DESEMBARAÇO ALFANDEGÁRIO – LEGALIDADE – O FATO GERADOR SE DÁ QUANDO RECEBIDA A MERCADORIA PELO IMPORTADOR – APLICAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 87/96 – SENTENÇA REFORMADA – RECURSOS NECESSÁRIO E VOLUNTÁRIO PROVIDOS.” Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (fl. 76, Vol. 2). No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação aos arts. 154, I, e 155, § 2..., I, da Constituição, alegando, em suma, (a) inexistência de circulação de mercadorias no caso de importação de bens destinados ao arrendamento mercantil (leasing); (b) ocorrência de bi-tributação, o que é vedado pela Constituição; (c) afronta ao princípio da não cumulatividade do ICMS; e (d) impossibilidade de alteração de cláusulas pétreas por meio de Emenda Constitucional, e, em consequência, a inconstitucionalidade da EC 33/2001. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: “Decisão Trata-se de Recurso Extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 58, Vol. 2): “IMPOSTO – ICMS – EXIGÊNCIA DO RECOLHIMENTO QUANDO DO DESEMBARAÇO ALFANDEGÁRIO – LEGALIDADE – O FATO GERADOR SE DÁ QUANDO RECEBIDA A MERCADORIA PELO IMPORTADOR – APLICAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 87/96 – SENTENÇA REFORMADA – RECURSOS NECESSÁRIO E VOLUNTÁRIO PROVIDOS.” Opostos Embargos de Declaração, foram rejeitados (fl. 76, Vol. 2). No apelo extremo, interposto com amparo no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, a parte recorrente aponta violação aos arts. 154, I, e 155, § 2..., I, da Constituição, alegando, em suma, (a) inexistência de circulação de mercadorias no caso de importação de bens destinados ao arrendamento mercantil (leasing); (b) ocorrência de bi-tributação, o que é vedado pela Constituição; (c) afronta ao princípio da não cumulatividade do ICMS; e (d) impossibilidade de alteração de cláusulas pétreas por meio de Emenda Constitucional, e, em consequência, a inconstitucionalidade da EC 33/2001. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP Em contrarrazões, alega-se (a) ausência de contrariedade à Constituição; (b) incidência do ICMS sobre qualquer entrada de mercadoria importada do exterior, ainda que se trate de bem destinado ao consumo do importador; e (c) “desde a vigência da Lei 6.374/89, o imposto é exigível pela própria ocorrência do fato gerador, e este se dá no momento em que o importador recebe a mercadoria, após devidamente nacionalizada e encerrado o despacho aduaneiro […] (fl. 134, Vol. 2)”. Inicialmente, o Recurso Extraordinário foi inadmitido na origem considerando que a análise do caso demandaria exame de matéria infraconstitucional (fls 151-152, Vol. 2). Interposto Agravo em face dessa decisão, o Min. Relator CARLOS AYRES BRITTO (fl. 206, Vol. 2), deu provimento ao recurso e determinou o retorno dos autos ao Tribunal de origem a fim de que fosse observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973, considerando o reconhecimento da repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 594.996-RG, (Rel. Min. LUIZ FUX – Tema 171) O Tribunal de origem negou seguimento ao Recurso Extraordinário por considerar que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com o entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no julgamento do referido paradigma (fl. 233, Vol. 2). Interpostos Embargos de Declaração (fls. 236-242, Vol. 2), o Tribunal de origem determinou o retorno dos autos ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, haja vista a ausência de semelhança entre a matéria debatida nos autos e o quanto decidido no Tema 171 da Repercussão Geral (fls. 256-258, Vol. 2). É o relatório. Decido. Inicialmente, reputam-se preenchidos todos os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP Em contrarrazões, alega-se (a) ausência de contrariedade à Constituição; (b) incidência do ICMS sobre qualquer entrada de mercadoria importada do exterior, ainda que se trate de bem destinado ao consumo do importador; e (c) “desde a vigência da Lei 6.374/89, o imposto é exigível pela própria ocorrência do fato gerador, e este se dá no momento em que o importador recebe a mercadoria, após devidamente nacionalizada e encerrado o despacho aduaneiro […] (fl. 134, Vol. 2)”. Inicialmente, o Recurso Extraordinário foi inadmitido na origem considerando que a análise do caso demandaria exame de matéria infraconstitucional (fls 151-152, Vol. 2). Interposto Agravo em face dessa decisão, o Min. Relator CARLOS AYRES BRITTO (fl. 206, Vol. 2), deu provimento ao recurso e determinou o retorno dos autos ao Tribunal de origem a fim de que fosse observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil de 1973, considerando o reconhecimento da repercussão geral da matéria no Recurso Extraordinário 594.996-RG, (Rel. Min. LUIZ FUX – Tema 171) O Tribunal de origem negou seguimento ao Recurso Extraordinário por considerar que o acórdão recorrido encontra-se em conformidade com o entendimento firmado pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no julgamento do referido paradigma (fl. 233, Vol. 2). Interpostos Embargos de Declaração (fls. 236-242, Vol. 2), o Tribunal de origem determinou o retorno dos autos ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, haja vista a ausência de semelhança entre a matéria debatida nos autos e o quanto decidido no Tema 171 da Repercussão Geral (fls. 256-258, Vol. 2). É o relatório. Decido. Inicialmente, reputam-se preenchidos todos os 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP pressupostos de admissibilidade do apelo extremo. Dessa forma, passo à análise do mérito. Assiste razão à parte recorrente. No caso, o Tribunal de origem reformou a sentença que havia reconhecido a não incidência de ICMS na hipótese dos auto, por se tratar de operação de importação de bens por meio de arrendamento mercantil internacional (leasing). A respeito da matéria, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no julgamento do Recurso Extraordinário 540.829-RG (Rel. Min. LUIZ FUZ, Tema 297), sob a sistemática da repercussão geral, fixou a seguinte tese: ”Não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem.” Eis a ementa do julgado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ICMS. ENTRADA DE MERCADORIA IMPORTADA DO EXTERIOR. ART. 155, II, Constituição Federal de 1988/88. OPERAÇÃO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL INTERNACIONAL. NÃO-INCIDÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O ICMS tem fundamento no artigo 155, II, da Constituição Federal de 1988/88, e incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 2. A alínea “a” do inciso IX do § 2... do art. 155 da Constituição Federal, na redação da EC 33/2001, faz incidir o ICMS na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior, somente se de fato houver circulação de mercadoria, caracterizada pela 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP pressupostos de admissibilidade do apelo extremo. Dessa forma, passo à análise do mérito. Assiste razão à parte recorrente. No caso, o Tribunal de origem reformou a sentença que havia reconhecido a não incidência de ICMS na hipótese dos auto, por se tratar de operação de importação de bens por meio de arrendamento mercantil internacional (leasing). A respeito da matéria, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL no julgamento do Recurso Extraordinário 540.829-RG (Rel. Min. LUIZ FUZ, Tema 297), sob a sistemática da repercussão geral, fixou a seguinte tese: ”Não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem.” Eis a ementa do julgado: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. ICMS. ENTRADA DE MERCADORIA IMPORTADA DO EXTERIOR. ART. 155, II, Constituição Federal de 1988/88. OPERAÇÃO DE ARRENDAMENTO MERCANTIL INTERNACIONAL. NÃO-INCIDÊNCIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O ICMS tem fundamento no artigo 155, II, da Constituição Federal de 1988/88, e incide sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. 2. A alínea “a” do inciso IX do § 2... do art. 155 da Constituição Federal, na redação da EC 33/2001, faz incidir o ICMS na entrada de bem ou mercadoria importados do exterior, somente se de fato houver circulação de mercadoria, caracterizada pela 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP transferência do domínio (compra e venda). 3. Precedente: Recurso Extraordinário 461968, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 30/05/2007, Dje 23/08/2007, onde restou assentado que o imposto não é sobre a entrada de bem ou mercadoria importada, senão sobre essas entradas desde que elas sejam atinentes a operações relativas à circulação desses mesmos bens ou mercadorias. 4. Deveras, não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem. Consectariamente, se não houver aquisição de mercadoria, mas mera posse decorrente do arrendamento, não se pode cogitar de circulação econômica. 5. In casu, nos termos do acórdão recorrido, o contrato de arrendamento mercantil internacional trata de bem suscetível de devolução, sem opção de compra. 6. Os conceitos de direito privado não podem ser desnaturados pelo direito tributário, na forma do art. 110 do CTN, à luz da interpretação conjunta do art. 146, III, combinado com o art. 155, inciso II e § 2..., IX, “a”, da Constituição Federal de 1988/88. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Tribunal Pleno, DJe de 18/11/2014) Verifica-se, portanto, que o acórdão recorrido divergiu do entendimento firmado por esta SUPREMA CORTE, razão pela qual deve ser reformado. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para restabelecer a sentença. Prejudicado o exame da Petição 25.034/2019”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP transferência do domínio (compra e venda). 3. Precedente: Recurso Extraordinário 461968, Rel. Min. EROS GRAU, Tribunal Pleno, julgado em 30/05/2007, Dje 23/08/2007, onde restou assentado que o imposto não é sobre a entrada de bem ou mercadoria importada, senão sobre essas entradas desde que elas sejam atinentes a operações relativas à circulação desses mesmos bens ou mercadorias. 4. Deveras, não incide o ICMS na operação de arrendamento mercantil internacional, salvo na hipótese de antecipação da opção de compra, quando configurada a transferência da titularidade do bem. Consectariamente, se não houver aquisição de mercadoria, mas mera posse decorrente do arrendamento, não se pode cogitar de circulação econômica. 5. In casu, nos termos do acórdão recorrido, o contrato de arrendamento mercantil internacional trata de bem suscetível de devolução, sem opção de compra. 6. Os conceitos de direito privado não podem ser desnaturados pelo direito tributário, na forma do art. 110 do CTN, à luz da interpretação conjunta do art. 146, III, combinado com o art. 155, inciso II e § 2..., IX, “a”, da Constituição Federal de 1988/88. 8. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Tribunal Pleno, DJe de 18/11/2014) Verifica-se, portanto, que o acórdão recorrido divergiu do entendimento firmado por esta SUPREMA CORTE, razão pela qual deve ser reformado. Diante do exposto, com base no art. 21, §§ 1... e 2..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, DOU PROVIMENTO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO para restabelecer a sentença. Prejudicado o exame da Petição 25.034/2019”. Não há reparo a fazer no entendimento aplicado, pois o Agravo Interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP Diante do exposto, nego provimento ao Agravo Interno. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F156-4EFE-BE4B-01DA e senha 0BD8-84AE-1AAF-C968 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FLEURY S.A. ADV.(A/S) : CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA (212853/RJ, 136171/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B8D-EE2D-1FAB-46B2 e senha 8286-C668-2934-1C55 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.203.202 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : FLEURY S.A. ADV.(A/S) : CIRO CESAR SORIANO DE OLIVEIRA (212853/RJ, 136171/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B8D-EE2D-1FAB-46B2 e senha 8286-C668-2934-1C55 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 203 . 202", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 203 . 202", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 203 .", "Recurso Extraordinário 594 . 996 - RG", "Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 594 . 996 - RG", "Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 540 . 829 - RG", "Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 540 . 829 - RG", "Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 461968", "Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 461968", "Petição", "Recurso Extraordinário 1203202 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 203 . 202", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 203 . 202" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR 87 / 96", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 154 , I , e 155 , § 2 . . . , I , da Constituição", "Constituição", "EC 33 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR 87 / 96", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 154 , I , e 155 , § 2 . . . , I , da Constituição", "Constituição", "EC 33 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei 6 . 374 / 89", "art . 543 - B do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei 6 . 374 / 89", "art . 543 - B do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 155 , II , Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 155 , II , da Constituição Federal de 1988 / 88", "alínea “ a ” do inciso IX do § 2 . . . do art . 155 da Constituição Federal", "EC 33 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 155 , II , Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo 155 , II , da Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 33 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 110 do CTN", "art . 146 , III ,", "art . 155 , inciso II e § 2 . . . , IX , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 21 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 110 do CTN", "art . 146 , III , combinado", "art . 155 , inciso II e § 2 . . . , IX , “ a ” , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 21 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FLEURY S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FLEURY S . A .", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FLEURY S . A .", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "/", "SP", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo", "Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FLEURY S . A .", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FLEURY S . 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Ementa e Acórdão 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Cobrança de taxa de localização e fiscalização. Efetivo exercício do poder de polícia. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Verba honorária majorada em 10%. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários advocatícios e aplicar a multa prevista no art. 85, § 11º, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E2D-5518-88A5-23EB e senha 412C-6F4D-0F84-5BD1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Decido. (…) Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste ao recorrente. Destaco que quando do julgamento do RE 588.322/RO (DJe 3.9.2010), de minha lavra, o Plenário deste Tribunal consignou que a regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindível para a cobrança da taxa de localização e fiscalização, dando origem ao tema 217 da sistemática da repercussão geral. Na oportunidade, o STF reafirmou que a existência de órgão administrativo é um dos elementos aptos a demonstrar o exercício efetivo do poder de polícia. No caso dos autos, o Tribunal de origem assim decidiu: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Decido. (…) Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste ao recorrente. Destaco que quando do julgamento do RE 588.322/RO (DJe 3.9.2010), de minha lavra, o Plenário deste Tribunal consignou que a regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindível para a cobrança da taxa de localização e fiscalização, dando origem ao tema 217 da sistemática da repercussão geral. Na oportunidade, o STF reafirmou que a existência de órgão administrativo é um dos elementos aptos a demonstrar o exercício efetivo do poder de polícia. No caso dos autos, o Tribunal de origem assim decidiu: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 759610 AGR / MG ‘É verdade que, como se trata de taxa em razão do poder de polícia, a Constituição Federal em seu artigo 145, inciso II, exige para sua cobrança, na esteira da doutrina dominante, o seu efetivo exercício e não a simples existência do órgão fiscalizador. Todavia, se infere a existência deste se há aparato estadual montado e em regular funcionamento com esta função. É pública e notória a existência deste aparato de fiscalização no Estado de Minas Gerais, seja através do próprio Estado, seja através do DER/MG. O poder de polícia, inerente ao poder público, é latente, geral e permanente, podendo ser exercido de medo direto, com a fiscalização in loco, ou indireto, burocraticamente, dentro da própria repartição, ao analisar um cadastro, conceder um alvará, conceder uma licença, etc.’ (eDOC 1, p. 203) Assim, entendo que a decisão proferida pelo juízo a quo encontra-se em consonância com o entendimento perfilhado por esta Corte. De outra banda, quanto à tese de usurpação da competência da União para o exercício do poder de polícia, concluo que tal não ocorreu com a referida taxa, eis que não se está a fiscalizar a atividade da indústria de petróleo, mas sim o “uso ou ocupação da faixa de domínio de rodovia estadual ou federal delegada ao Estado, inclusive a que for objeto de concessão, visando a garantir a segurança do trânsito rodoviário e a preservação do meio ambiente e do patrimônio público”. (Art. 120-A da Lei nº 6.763/75 do Estado de Minas Gerais). Em sendo assim, conforme esclarecido na sentença de primeiro grau e reiterado pelo acórdão recorrido: ‘o poder de polícia exercido pelo réu que enseja a exigência da TFDR consiste apenas no controle e inspeção da forma de utilização das rodovias pelas empresas de transporte de petróleo ou de seus derivados, não ocorrendo a fiscalização das atividades inerentes ao objeto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Supremo Tribunal Federal ARE 759610 AGR / MG ‘É verdade que, como se trata de taxa em razão do poder de polícia, a Constituição Federal em seu artigo 145, inciso II, exige para sua cobrança, na esteira da doutrina dominante, o seu efetivo exercício e não a simples existência do órgão fiscalizador. Todavia, se infere a existência deste se há aparato estadual montado e em regular funcionamento com esta função. É pública e notória a existência deste aparato de fiscalização no Estado de Minas Gerais, seja através do próprio Estado, seja através do DER/MG. O poder de polícia, inerente ao poder público, é latente, geral e permanente, podendo ser exercido de medo direto, com a fiscalização in loco, ou indireto, burocraticamente, dentro da própria repartição, ao analisar um cadastro, conceder um alvará, conceder uma licença, etc.’ (eDOC 1, p. 203) Assim, entendo que a decisão proferida pelo juízo a quo encontra-se em consonância com o entendimento perfilhado por esta Corte. De outra banda, quanto à tese de usurpação da competência da União para o exercício do poder de polícia, concluo que tal não ocorreu com a referida taxa, eis que não se está a fiscalizar a atividade da indústria de petróleo, mas sim o “uso ou ocupação da faixa de domínio de rodovia estadual ou federal delegada ao Estado, inclusive a que for objeto de concessão, visando a garantir a segurança do trânsito rodoviário e a preservação do meio ambiente e do patrimônio público”. (Art. 120-A da Lei nº 6.763/75 do Estado de Minas Gerais). Em sendo assim, conforme esclarecido na sentença de primeiro grau e reiterado pelo acórdão recorrido: ‘o poder de polícia exercido pelo réu que enseja a exigência da TFDR consiste apenas no controle e inspeção da forma de utilização das rodovias pelas empresas de transporte de petróleo ou de seus derivados, não ocorrendo a fiscalização das atividades inerentes ao objeto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 759610 AGR / MG social da autora, a qual compete à Agência Nacional do Petróleo’. (eDOC 1, p. 202) Desse modo, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 14) No agravo regimental (eDOC 17), sustenta-se que, no caso, a existência do órgão administrativo seria um dos elementos que comprovaria o efetivo exercício do poder de polícia. Argumenta-se que, entretanto, não basta a presença de instalações do órgão administrativo responsável pela execução desse poder, pois este deve, de fato, exercer atividades que defendam o interesse geral sobre o particular. Desse modo, deve-se reconhecer a violação ao artigo 145, II, da Constituição Federal. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões. (eDOC 22) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Supremo Tribunal Federal ARE 759610 AGR / MG social da autora, a qual compete à Agência Nacional do Petróleo’. (eDOC 1, p. 202) Desse modo, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 14) No agravo regimental (eDOC 17), sustenta-se que, no caso, a existência do órgão administrativo seria um dos elementos que comprovaria o efetivo exercício do poder de polícia. Argumenta-se que, entretanto, não basta a presença de instalações do órgão administrativo responsável pela execução desse poder, pois este deve, de fato, exercer atividades que defendam o interesse geral sobre o particular. Desse modo, deve-se reconhecer a violação ao artigo 145, II, da Constituição Federal. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões. (eDOC 22) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão agravada, o Plenário desta Corte, no julgamento do RE-RG 588.322 (tema 217), no âmbito da repercussão geral, assentou que a regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindível para a cobrança da taxa de localização e fiscalização. Nessa ocasião, assentou que a existência do órgão administrativo não é a única condição para o reconhecimento da constitucionalidade da cobrança das referidas taxas, mas constitui um dos elementos admitidos para se inferir o efetivo exercício do poder de polícia, exigido constitucionalmente. Na espécie, o tribunal de origem assentou que a parte agravada possui o aparato fiscal necessário ao exercício do poder de polícia, uma vez que há órgão e estrutura competentes para tanto. Nesses termos, divergir desse entendimento demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE APARELHOS DE TRANPORTE – TFAT. LEI Nº 5.641/1989 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PRETENSA INOCORRÊNCIA DE ATIVIDADE FISCALIZATÓRIA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão agravada, o Plenário desta Corte, no julgamento do RE-RG 588.322 (tema 217), no âmbito da repercussão geral, assentou que a regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindível para a cobrança da taxa de localização e fiscalização. Nessa ocasião, assentou que a existência do órgão administrativo não é a única condição para o reconhecimento da constitucionalidade da cobrança das referidas taxas, mas constitui um dos elementos admitidos para se inferir o efetivo exercício do poder de polícia, exigido constitucionalmente. Na espécie, o tribunal de origem assentou que a parte agravada possui o aparato fiscal necessário ao exercício do poder de polícia, uma vez que há órgão e estrutura competentes para tanto. Nesses termos, divergir desse entendimento demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE APARELHOS DE TRANPORTE – TFAT. LEI Nº 5.641/1989 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PRETENSA INOCORRÊNCIA DE ATIVIDADE FISCALIZATÓRIA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 759610 AGR / MG SÚMULA 279/STF A ocorrência de efetiva fiscalização por parte do aparato estatal incumbido do exercício do poder de polícia demanda o revolvimento de fatos e provas, o que atrai a aplicação da Súmula 279/STF. Situação que só pode ser excepcionada quando a instância ordinária atesta a inocorrência de fiscalização ou conclui pela inexistência de estrutura estatal incumbida do desempenho da atividade de polícia que fundamenta a exação questionada pelo contribuinte. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE 844.952 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 6.3.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Anterior oposição de embargos de declaração. Natureza de agravo regimental. Exercício do juízo de retratação. Possibilidade. Tributário. Taxa de Fiscalização de Ocupação e Permanência no Solo, em Áreas, em Vias e em Logradouros Municipais (TFOP). Orelhões. Efetivo exercício do poder de polícia. Questão a ser dirimida pela instância de origem. Efeito confiscatório da exação. Súmula nº 279/STF. 1. Embargos de declaração que possuem natureza de agravo regimental possibilitam o exercício do juízo de retratação, a teor do art. 557, § 1º, do CPC. 2. O objeto da fiscalização para a cobrança da TFOP não é o serviço de telecomunicação, mas, sim, a regularidade do posicionamento e da permanência dos “orelhões” em relação aos padrões locais de estética urbana, circulação de pessoas e segurança pública. 3. Cabe ao Tribunal de origem revolver o bojo probatório e concluir pela existência ou não do efetivo poder de polícia, devendo atestar, inclusive, a existência ou não de aparato hábil para realizar a fiscalização, consoante a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no RE nº 588.322/RG-RO. 4. O caráter confiscatório da exação, no caso em exame, somente seria aferível mediante reexame do quadro fático-probatório. Incidência da Súmula nº 279/STF. 5. Agravo regimental não provido”. (ARE 707.908 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 13.2.2015) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Supremo Tribunal Federal ARE 759610 AGR / MG SÚMULA 279/STF A ocorrência de efetiva fiscalização por parte do aparato estatal incumbido do exercício do poder de polícia demanda o revolvimento de fatos e provas, o que atrai a aplicação da Súmula 279/STF. Situação que só pode ser excepcionada quando a instância ordinária atesta a inocorrência de fiscalização ou conclui pela inexistência de estrutura estatal incumbida do desempenho da atividade de polícia que fundamenta a exação questionada pelo contribuinte. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE 844.952 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 6.3.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Anterior oposição de embargos de declaração. Natureza de agravo regimental. Exercício do juízo de retratação. Possibilidade. Tributário. Taxa de Fiscalização de Ocupação e Permanência no Solo, em Áreas, em Vias e em Logradouros Municipais (TFOP). Orelhões. Efetivo exercício do poder de polícia. Questão a ser dirimida pela instância de origem. Efeito confiscatório da exação. Súmula nº 279/STF. 1. Embargos de declaração que possuem natureza de agravo regimental possibilitam o exercício do juízo de retratação, a teor do art. 557, § 1º, do CPC. 2. O objeto da fiscalização para a cobrança da TFOP não é o serviço de telecomunicação, mas, sim, a regularidade do posicionamento e da permanência dos “orelhões” em relação aos padrões locais de estética urbana, circulação de pessoas e segurança pública. 3. Cabe ao Tribunal de origem revolver o bojo probatório e concluir pela existência ou não do efetivo poder de polícia, devendo atestar, inclusive, a existência ou não de aparato hábil para realizar a fiscalização, consoante a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no RE nº 588.322/RG-RO. 4. O caráter confiscatório da exação, no caso em exame, somente seria aferível mediante reexame do quadro fático-probatório. Incidência da Súmula nº 279/STF. 5. Agravo regimental não provido”. (ARE 707.908 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 13.2.2015) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 759610 AGR / MG Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro, em mais 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Supremo Tribunal Federal ARE 759610 AGR / MG Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro, em mais 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA (183463/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3838-DFE0-9D8B-9884 e senha 77FA-A4D8-3D86-3EAB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA (183463/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3838-DFE0-9D8B-9884 e senha 77FA-A4D8-3D86-3EAB Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750106107
2019-06-07T00:00:00
2019-06-14T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2º e 3º do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Cobrança de taxa de localização e fiscalização. Efetivo exercício do poder de polícia. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Verba honorária majorada em 10%.
sjur405925
- Acórdão(s) citado(s): (TAXA DE LOCALIZAÇÃO E FISCALIZAÇÃO, PODER DE POLÍCIA, REGULARIDADE) RE 588322 RG. (SÚMULA 279/STF) ARE 707908 AgR (1ªT), RE 844952 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 29/07/2019, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
759610
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 759610 AgR
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AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Cobrança de taxa de localização e fiscalização. Efetivo exercício do poder de polícia. 4. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. Verba honorária majorada em 10%. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários advocatícios e aplicar a multa prevista no art. 85, § 11..., do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2E2D-5518-88A5-23EB e senha 412C-6F4D-0F84-5BD1 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Decido. (…) Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste ao recorrente. Destaco que quando do julgamento do Recurso Extraordinário 588.322/RO (DJe 3.9.2010), de minha lavra, o Plenário deste Tribunal consignou que a regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindível para a cobrança da taxa de localização e fiscalização, dando origem ao tema 217 da sistemática da repercussão geral. Na oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reafirmou que a existência de órgão administrativo é um dos elementos aptos a demonstrar o exercício efetivo do poder de polícia. No caso dos autos, o Tribunal de origem assim decidiu: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) :PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, verifico que o presente recurso submete-se ao regime jurídico do Código de Processo Civil de 1973, tendo em vista que impugna decisão publicada em data anterior a 17.3.2016. Decido. (…) Quanto ao mérito, melhor sorte não assiste ao recorrente. Destaco que quando do julgamento do Recurso Extraordinário 588.322/RO (DJe 3.9.2010), de minha lavra, o Plenário deste Tribunal consignou que a regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindível para a cobrança da taxa de localização e fiscalização, dando origem ao tema 217 da sistemática da repercussão geral. Na oportunidade, o Supremo Tribunal Federal reafirmou que a existência de órgão administrativo é um dos elementos aptos a demonstrar o exercício efetivo do poder de polícia. No caso dos autos, o Tribunal de origem assim decidiu: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 759610 AGR / MG ‘É verdade que, como se trata de taxa em razão do poder de polícia, a Constituição Federal em seu artigo 145, inciso II, exige para sua cobrança, na esteira da doutrina dominante, o seu efetivo exercício e não a simples existência do órgão fiscalizador. Todavia, se infere a existência deste se há aparato estadual montado e em regular funcionamento com esta função. É pública e notória a existência deste aparato de fiscalização no Estado de Minas Gerais, seja através do próprio Estado, seja através do DER/MG. O poder de polícia, inerente ao poder público, é latente, geral e permanente, podendo ser exercido de medo direto, com a fiscalização in loco, ou indireto, burocraticamente, dentro da própria repartição, ao analisar um cadastro, conceder um alvará, conceder uma licença, etc.’ (eDOC 1, p. 203) Assim, entendo que a decisão proferida pelo juízo a quo encontra-se em consonância com o entendimento perfilhado por esta Corte. De outra banda, quanto à tese de usurpação da competência da União para o exercício do poder de polícia, concluo que tal não ocorreu com a referida taxa, eis que não se está a fiscalizar a atividade da indústria de petróleo, mas sim o “uso ou ocupação da faixa de domínio de rodovia estadual ou federal delegada ao Estado, inclusive a que for objeto de concessão, visando a garantir a segurança do trânsito rodoviário e a preservação do meio ambiente e do patrimônio público”. (Art. 120-A da Lei n 6.763/75 do Estado de Minas Gerais). Em sendo assim, conforme esclarecido na sentença de primeiro grau e reiterado pelo acórdão recorrido: ‘o poder de polícia exercido pelo réu que enseja a exigência da TFDR consiste apenas no controle e inspeção da forma de utilização das rodovias pelas empresas de transporte de petróleo ou de seus derivados, não ocorrendo a fiscalização das atividades inerentes ao objeto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Supremo Tribunal Federal ARE 759610 AGR / MG ‘É verdade que, como se trata de taxa em razão do poder de polícia, a Constituição Federal em seu artigo 145, inciso II, exige para sua cobrança, na esteira da doutrina dominante, o seu efetivo exercício e não a simples existência do órgão fiscalizador. Todavia, se infere a existência deste se há aparato estadual montado e em regular funcionamento com esta função. É pública e notória a existência deste aparato de fiscalização no Estado de Minas Gerais, seja através do próprio Estado, seja através do DER/MG. O poder de polícia, inerente ao poder público, é latente, geral e permanente, podendo ser exercido de medo direto, com a fiscalização in loco, ou indireto, burocraticamente, dentro da própria repartição, ao analisar um cadastro, conceder um alvará, conceder uma licença, etc.’ (eDOC 1, p. 203) Assim, entendo que a decisão proferida pelo juízo a quo encontra-se em consonância com o entendimento perfilhado por esta Corte. De outra banda, quanto à tese de usurpação da competência da União para o exercício do poder de polícia, concluo que tal não ocorreu com a referida taxa, eis que não se está a fiscalizar a atividade da indústria de petróleo, mas sim o “uso ou ocupação da faixa de domínio de rodovia estadual ou federal delegada ao Estado, inclusive a que for objeto de concessão, visando a garantir a segurança do trânsito rodoviário e a preservação do meio ambiente e do patrimônio público”. (Art. 120-A da Lei n 6.763/75 do Estado de Minas Gerais). Em sendo assim, conforme esclarecido na sentença de primeiro grau e reiterado pelo acórdão recorrido: ‘o poder de polícia exercido pelo réu que enseja a exigência da TFDR consiste apenas no controle e inspeção da forma de utilização das rodovias pelas empresas de transporte de petróleo ou de seus derivados, não ocorrendo a fiscalização das atividades inerentes ao objeto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 759610 AGR / MG social da autora, a qual compete à Agência Nacional do Petróleo’. (eDOC 1, p. 202) Desse modo, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 14) No agravo regimental (eDOC 17), sustenta-se que, no caso, a existência do órgão administrativo seria um dos elementos que comprovaria o efetivo exercício do poder de polícia. Argumenta-se que, entretanto, não basta a presença de instalações do órgão administrativo responsável pela execução desse poder, pois este deve, de fato, exercer atividades que defendam o interesse geral sobre o particular. Desse modo, deve-se reconhecer a violação ao artigo 145, II, da Constituição Federal. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões. (eDOC 22) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Supremo Tribunal Federal ARE 759610 AGR / MG social da autora, a qual compete à Agência Nacional do Petróleo’. (eDOC 1, p. 202) Desse modo, divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal”. (eDOC 14) No agravo regimental (eDOC 17), sustenta-se que, no caso, a existência do órgão administrativo seria um dos elementos que comprovaria o efetivo exercício do poder de polícia. Argumenta-se que, entretanto, não basta a presença de instalações do órgão administrativo responsável pela execução desse poder, pois este deve, de fato, exercer atividades que defendam o interesse geral sobre o particular. Desse modo, deve-se reconhecer a violação ao artigo 145, II, da Constituição Federal. Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões. (eDOC 22) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DE16-9DB8-3AF8-6A4C e senha 80F2-6182-AFA9-37A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão agravada, o Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 588.322 (tema 217), no âmbito da repercussão geral, assentou que a regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindível para a cobrança da taxa de localização e fiscalização. Nessa ocasião, assentou que a existência do órgão administrativo não é a única condição para o reconhecimento da constitucionalidade da cobrança das referidas taxas, mas constitui um dos elementos admitidos para se inferir o efetivo exercício do poder de polícia, exigido constitucionalmente. Na espécie, o tribunal de origem assentou que a parte agravada possui o aparato fiscal necessário ao exercício do poder de polícia, uma vez que há órgão e estrutura competentes para tanto. Nesses termos, divergir desse entendimento demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE APARELHOS DE TRANPORTE – TFAT. LEI n 5.641/1989 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PRETENSA INOCORRÊNCIA DE ATIVIDADE FISCALIZATÓRIA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão agravada, o Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário-RG 588.322 (tema 217), no âmbito da repercussão geral, assentou que a regularidade do exercício do poder de polícia é imprescindível para a cobrança da taxa de localização e fiscalização. Nessa ocasião, assentou que a existência do órgão administrativo não é a única condição para o reconhecimento da constitucionalidade da cobrança das referidas taxas, mas constitui um dos elementos admitidos para se inferir o efetivo exercício do poder de polícia, exigido constitucionalmente. Na espécie, o tribunal de origem assentou que a parte agravada possui o aparato fiscal necessário ao exercício do poder de polícia, uma vez que há órgão e estrutura competentes para tanto. Nesses termos, divergir desse entendimento demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO DE APARELHOS DE TRANPORTE – TFAT. LEI n 5.641/1989 DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PRETENSA INOCORRÊNCIA DE ATIVIDADE FISCALIZATÓRIA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 759610 AGR / MG SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal A ocorrência de efetiva fiscalização por parte do aparato estatal incumbido do exercício do poder de polícia demanda o revolvimento de fatos e provas, o que atrai a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Situação que só pode ser excepcionada quando a instância ordinária atesta a inocorrência de fiscalização ou conclui pela inexistência de estrutura estatal incumbida do desempenho da atividade de polícia que fundamenta a exação questionada pelo contribuinte. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 844.952 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 6.3.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Anterior oposição de embargos de declaração. Natureza de agravo regimental. Exercício do juízo de retratação. Possibilidade. Tributário. Taxa de Fiscalização de Ocupação e Permanência no Solo, em Áreas, em Vias e em Logradouros Municipais (TFOP). Orelhões. Efetivo exercício do poder de polícia. Questão a ser dirimida pela instância de origem. Efeito confiscatório da exação. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Embargos de declaração que possuem natureza de agravo regimental possibilitam o exercício do juízo de retratação, a teor do art. 557, § 1..., do Código de Processo Civil. 2. O objeto da fiscalização para a cobrança da TFOP não é o serviço de telecomunicação, mas, sim, a regularidade do posicionamento e da permanência dos “orelhões” em relação aos padrões locais de estética urbana, circulação de pessoas e segurança pública. 3. Cabe ao Tribunal de origem revolver o bojo probatório e concluir pela existência ou não do efetivo poder de polícia, devendo atestar, inclusive, a existência ou não de aparato hábil para realizar a fiscalização, consoante a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n 588.322/RG-RO. 4. O caráter confiscatório da exação, no caso em exame, somente seria aferível mediante reexame do quadro fático-probatório. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido”. (ARE 707.908 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 13.2.2015) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Supremo Tribunal Federal ARE 759610 AGR / MG SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal A ocorrência de efetiva fiscalização por parte do aparato estatal incumbido do exercício do poder de polícia demanda o revolvimento de fatos e provas, o que atrai a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Situação que só pode ser excepcionada quando a instância ordinária atesta a inocorrência de fiscalização ou conclui pela inexistência de estrutura estatal incumbida do desempenho da atividade de polícia que fundamenta a exação questionada pelo contribuinte. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 844.952 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 6.3.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Anterior oposição de embargos de declaração. Natureza de agravo regimental. Exercício do juízo de retratação. Possibilidade. Tributário. Taxa de Fiscalização de Ocupação e Permanência no Solo, em Áreas, em Vias e em Logradouros Municipais (TFOP). Orelhões. Efetivo exercício do poder de polícia. Questão a ser dirimida pela instância de origem. Efeito confiscatório da exação. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Embargos de declaração que possuem natureza de agravo regimental possibilitam o exercício do juízo de retratação, a teor do art. 557, § 1..., do Código de Processo Civil. 2. O objeto da fiscalização para a cobrança da TFOP não é o serviço de telecomunicação, mas, sim, a regularidade do posicionamento e da permanência dos “orelhões” em relação aos padrões locais de estética urbana, circulação de pessoas e segurança pública. 3. Cabe ao Tribunal de origem revolver o bojo probatório e concluir pela existência ou não do efetivo poder de polícia, devendo atestar, inclusive, a existência ou não de aparato hábil para realizar a fiscalização, consoante a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n 588.322/RG-RO. 4. O caráter confiscatório da exação, no caso em exame, somente seria aferível mediante reexame do quadro fático-probatório. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido”. (ARE 707.908 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 13.2.2015) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 759610 AGR / MG Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro, em mais 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Supremo Tribunal Federal ARE 759610 AGR / MG Ante o exposto, nego provimento ao recurso e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majoro, em mais 10%, o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1EF3-A3C0-F06F-F419 e senha B816-A237-66B2-1DDB Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA (183463/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3838-DFE0-9D8B-9884 e senha 77FA-A4D8-3D86-3EAB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759.610 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PETROBRAS TRANSPORTE S.A - TRANSPETRO ADV.(A/S) : PÉRSIO THOMAZ FERREIRA ROSA (183463/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental e, tendo em vista o disposto no art. 85, § 11, do NCPC, majorou, em mais 10% (dez por cento), o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites previstos nos parágrafos 2... e 3... do referido dispositivo, ressalvada a eventual concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3838-DFE0-9D8B-9884 e senha 77FA-A4D8-3D86-3EAB Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 759 . 610", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 588 . 322 / RO", "Recurso Extraordinário 588 . 322 / RO", "ARE 759610 AGR / MG", "ARE 759610 AGR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 759610 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - RG 588 . 322", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - RG 588 . 322", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 759610 AGR / MG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 844 . 952 AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 588 . 322 / RG - RO", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 707 . 908 AgR", "ARE 759610 AGR /", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 844 . 952 AgR", "Súmula n 279 /", "Recurso Extraordinário n 588 . 322 / RG - RO", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 707 . 908 AgR", "ARE 759610", "ARE 759610 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 85 , § 11 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200", "Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Art . 120 - A da Lei n 6 . 763 / 75", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Art . 120 - A da Lei n 6 . 763 / 75", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 145 , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 145 , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 5 . 641 / 1989", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 5 . 641 / 1989", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do NCPC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Estado de Minas Gerais", "Estado de Minas Gerais", "Estado de Minas Gerais", "Estado de Minas Gerais", "MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE", "MUNICÍPIO", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A", "TRANSPETRO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A - TRANSPETRO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "DER", "/", "MG", "União", "Supremo Tribunal Federal", "DER", "/", "MG", "União", "Agência Nacional do Petróleo", "Supremo Tribunal Federal", "Agência Nacional do Petróleo", "SEGUNDA TURMA", "Plenário desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário desta Corte", "Primeira Turma", "Supremo", "Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "AGR", "/", "MG", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETROBRAS TRANSPORTE S . A", "TRANSPETRO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETROBRAS TRANSPORTE S . 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) :FABIO MARQUES DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. CONSTITUCIONAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 619, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, rejeitar os Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BC-31FB-F7B0-F0B0 e senha F6A2-6D6A-E6E0-55BB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ADPF 565 AGR-ED / DF embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BC-31FB-F7B0-F0B0 e senha F6A2-6D6A-E6E0-55BB Supremo Tribunal Federal ADPF 565 AGR-ED / DF embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BC-31FB-F7B0-F0B0 e senha F6A2-6D6A-E6E0-55BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) :FABIO MARQUES DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental. Assim a ementa do acórdão embargado: “AGRAVO REGIMENTAL EM ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise da ação foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via de controle de constitucionalidade, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DB5-C34A-4C64-BFA9 e senha 3654-0ADA-26A2-58C2 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) :FABIO MARQUES DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental. Assim a ementa do acórdão embargado: “AGRAVO REGIMENTAL EM ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise da ação foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via de controle de constitucionalidade, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DB5-C34A-4C64-BFA9 e senha 3654-0ADA-26A2-58C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ADPF 565 AGR-ED / DF quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - Agravo regimental a que se nega provimento”. A embargante sustenta possuir legitimidade ativa para dar início a processo de controle normativo abstrato perante o Supremo Tribunal, porquanto “a regra constitucional e legal estabelecida pelo legislador acima avocada só exige que o proponente seja entidade de classe de âmbito nacional o que legitima em concreto a ASSPP-BRASIL para propor ADPF e ADI, por ser uma entidade de classe nacional de servidores de segurança pública e privada do Brasil” (pág. 2 do documento eletrônico 45). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DB5-C34A-4C64-BFA9 e senha 3654-0ADA-26A2-58C2 Supremo Tribunal Federal ADPF 565 AGR-ED / DF quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - Agravo regimental a que se nega provimento”. A embargante sustenta possuir legitimidade ativa para dar início a processo de controle normativo abstrato perante o Supremo Tribunal, porquanto “a regra constitucional e legal estabelecida pelo legislador acima avocada só exige que o proponente seja entidade de classe de âmbito nacional o que legitima em concreto a ASSPP-BRASIL para propor ADPF e ADI, por ser uma entidade de classe nacional de servidores de segurança pública e privada do Brasil” (pág. 2 do documento eletrônico 45). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DB5-C34A-4C64-BFA9 e senha 3654-0ADA-26A2-58C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que o acórdão ora atacado não merece reforma, visto que a embargante não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nele expendidas. Por oportuno, conforme preceitua o CPP, art. 619, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo dos embargantes com o decidido. Com efeito, a controvérsia destes autos foi dirimida desde a negativa de seguimento da ADPF, consoante se constata no seguinte trecho da decisão monocrática: “[...] Isso porque a proponente “é associação civil que não se qualifica nem como confederação sindical nem como entidade de classe de âmbito nacional, de forma que lhe falta legitimidade para provocar o controle normativo abstrato”, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, verbis: […] Ademais, observo, na espécie, que a Associação dos Servidores da Segurança Pública e Privada do Brasil, ainda que tivesse natureza de confederação sindical ou entidade de classe, não juntou aos autos documentação que comprove o preenchimento dos requisitos exigidos pela jurisprudência pacífica desta Suprema Corte para a propositura de ações de controle abstrato de constitucionalidade.” Verifico, portanto, que a embargante busca apenas a rediscussão da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43DF-A761-4820-D652 e senha 465E-213B-00D7-AAB0 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que o acórdão ora atacado não merece reforma, visto que a embargante não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nele expendidas. Por oportuno, conforme preceitua o CPP, art. 619, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo dos embargantes com o decidido. Com efeito, a controvérsia destes autos foi dirimida desde a negativa de seguimento da ADPF, consoante se constata no seguinte trecho da decisão monocrática: “[...] Isso porque a proponente “é associação civil que não se qualifica nem como confederação sindical nem como entidade de classe de âmbito nacional, de forma que lhe falta legitimidade para provocar o controle normativo abstrato”, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, verbis: […] Ademais, observo, na espécie, que a Associação dos Servidores da Segurança Pública e Privada do Brasil, ainda que tivesse natureza de confederação sindical ou entidade de classe, não juntou aos autos documentação que comprove o preenchimento dos requisitos exigidos pela jurisprudência pacífica desta Suprema Corte para a propositura de ações de controle abstrato de constitucionalidade.” Verifico, portanto, que a embargante busca apenas a rediscussão da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43DF-A761-4820-D652 e senha 465E-213B-00D7-AAB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADPF 565 AGR-ED / DF matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43DF-A761-4820-D652 e senha 465E-213B-00D7-AAB0 Supremo Tribunal Federal ADPF 565 AGR-ED / DF matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43DF-A761-4820-D652 e senha 465E-213B-00D7-AAB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) : FABIO MARQUES DOS SANTOS (45142/GO) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B52-BA4F-81B6-CD8A e senha 532E-1517-3C6D-E550 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) : FABIO MARQUES DOS SANTOS (45142/GO) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B52-BA4F-81B6-CD8A e senha 532E-1517-3C6D-E550 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311571
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. CONSTITUCIONAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 619, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados.
sjur407710
Número de páginas: 7. Análise: 03/12/2019, KBP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Tribunal Pleno
565
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
ADPF-AgR-ED
acordaos
ADPF 565 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) : FABIO MARQUES DOS SANTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) :FABIO MARQUES DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. CONSTITUCIONAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. REDISCUSSÃO DA MATÉRIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. I - Ausência dos pressupostos do art. 619, do Código de Processo Civil. II - O embargante busca tão somente a rediscussão da matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. III - Embargos de declaração rejeitados. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário, na conformidade da ata de julgamentos, rejeitar os Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BC-31FB-F7B0-F0B0 e senha F6A2-6D6A-E6E0-55BB Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ADPF 565 AGR-ED / DF embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BC-31FB-F7B0-F0B0 e senha F6A2-6D6A-E6E0-55BB Supremo Tribunal Federal ADPF 565 AGR-ED / DF embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 76BC-31FB-F7B0-F0B0 e senha F6A2-6D6A-E6E0-55BB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) :FABIO MARQUES DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental. Assim a ementa do acórdão embargado: “AGRAVO REGIMENTAL EM ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise da ação foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via de controle de constitucionalidade, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DB5-C34A-4C64-BFA9 e senha 3654-0ADA-26A2-58C2 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) :FABIO MARQUES DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental. Assim a ementa do acórdão embargado: “AGRAVO REGIMENTAL EM ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise da ação foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via de controle de constitucionalidade, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DB5-C34A-4C64-BFA9 e senha 3654-0ADA-26A2-58C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ADPF 565 AGR-ED / DF quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - Agravo regimental a que se nega provimento”. A embargante sustenta possuir legitimidade ativa para dar início a processo de controle normativo abstrato perante o Supremo Tribunal, porquanto “a regra constitucional e legal estabelecida pelo legislador acima avocada só exige que o proponente seja entidade de classe de âmbito nacional o que legitima em concreto a ASSPP-BRASIL para propor ADPF e ADI, por ser uma entidade de classe nacional de servidores de segurança pública e privada do Brasil” (pág. 2 do documento eletrônico 45). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DB5-C34A-4C64-BFA9 e senha 3654-0ADA-26A2-58C2 Supremo Tribunal Federal ADPF 565 AGR-ED / DF quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - Agravo regimental a que se nega provimento”. A embargante sustenta possuir legitimidade ativa para dar início a processo de controle normativo abstrato perante o Supremo Tribunal, porquanto “a regra constitucional e legal estabelecida pelo legislador acima avocada só exige que o proponente seja entidade de classe de âmbito nacional o que legitima em concreto a ASSPP-BRASIL para propor ADPF e ADI, por ser uma entidade de classe nacional de servidores de segurança pública e privada do Brasil” (pág. 2 do documento eletrônico 45). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DB5-C34A-4C64-BFA9 e senha 3654-0ADA-26A2-58C2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que o acórdão ora atacado não merece reforma, visto que a embargante não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nele expendidas. Por oportuno, conforme preceitua o CPP, art. 619, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo dos embargantes com o decidido. Com efeito, a controvérsia destes autos foi dirimida desde a negativa de seguimento da ADPF, consoante se constata no seguinte trecho da decisão monocrática: “[...] Isso porque a proponente “é associação civil que não se qualifica nem como confederação sindical nem como entidade de classe de âmbito nacional, de forma que lhe falta legitimidade para provocar o controle normativo abstrato”, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, verbis: […] Ademais, observo, na espécie, que a Associação dos Servidores da Segurança Pública e Privada do Brasil, ainda que tivesse natureza de confederação sindical ou entidade de classe, não juntou aos autos documentação que comprove o preenchimento dos requisitos exigidos pela jurisprudência pacífica desta Suprema Corte para a propositura de ações de controle abstrato de constitucionalidade.” Verifico, portanto, que a embargante busca apenas a rediscussão da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43DF-A761-4820-D652 e senha 465E-213B-00D7-AAB0 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 DISTRITO FEDERAL V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que o acórdão ora atacado não merece reforma, visto que a embargante não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nele expendidas. Por oportuno, conforme preceitua o CPP, art. 619, ressalto que há pressupostos certos para a oposição dos embargos de declaração, os quais, nestes autos, mostram-se ausentes. A insurgência, na espécie, reflete, tão somente, o inconformismo dos embargantes com o decidido. Com efeito, a controvérsia destes autos foi dirimida desde a negativa de seguimento da ADPF, consoante se constata no seguinte trecho da decisão monocrática: “[...] Isso porque a proponente “é associação civil que não se qualifica nem como confederação sindical nem como entidade de classe de âmbito nacional, de forma que lhe falta legitimidade para provocar o controle normativo abstrato”, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, verbis: […] Ademais, observo, na espécie, que a Associação dos Servidores da Segurança Pública e Privada do Brasil, ainda que tivesse natureza de confederação sindical ou entidade de classe, não juntou aos autos documentação que comprove o preenchimento dos requisitos exigidos pela jurisprudência pacífica desta Suprema Corte para a propositura de ações de controle abstrato de constitucionalidade.” Verifico, portanto, que a embargante busca apenas a rediscussão da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43DF-A761-4820-D652 e senha 465E-213B-00D7-AAB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ADPF 565 AGR-ED / DF matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43DF-A761-4820-D652 e senha 465E-213B-00D7-AAB0 Supremo Tribunal Federal ADPF 565 AGR-ED / DF matéria, porém os embargos de declaração não constituem meio processual adequado para a reforma do decisum, não sendo possível atribuir-lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais, o que não ocorre no caso em questão. Isso posto, rejeito os embargos de declaração. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43DF-A761-4820-D652 e senha 465E-213B-00D7-AAB0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) : FABIO MARQUES DOS SANTOS (45142/GO) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B52-BA4F-81B6-CD8A e senha 532E-1517-3C6D-E550 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 565 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL ADV.(A/S) : FABIO MARQUES DOS SANTOS (45142/GO) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, rejeitou os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2B52-BA4F-81B6-CD8A e senha 532E-1517-3C6D-E550 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADPF 565 AGR - ED / DF", "ADPF 565 AGR - ED / DF", "ADPF 565", "ADPF 565", "ADPF 565", "ADPF 565 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 619 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasil", "Brasil", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "SUPREMA CORTE", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS", "AGR", "-", "ED", "/", "Supremo Tribunal", "ASSPP", "-", "BRASIL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "ASSPP", "-", "BRASIL", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Servidores da Segurança Pública e Privada do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Associação dos Servidores da Segurança Pública e Privada do Brasil", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSOCIACAO DOS SERVIDORES DA SEGURANCA PUBLICA E PRIVADA DO BRASIL", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "ASSOCIACAO", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "FABIO MARQUES DOS SANTOS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FABIO MARQUES DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FABIO MARQUES DOS SANTOS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FABIO MARQUES DOS SANTOS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "RICARDO LEWANDOWSKI", "FABIO MARQUES DOS SANTOS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) :MICHEL KUSMINSKY HERSCU AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRISÃO PREVENTIVA – NECESSIDADE COMPROVADA DE SUA DECRETAÇÃO – DECISÃO FUNDAMENTADA – MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE ENCONTRA APOIO EM FATOS CONCRETOS – PERICULOSIDADE DA ACUSADA/RÉ EVIDENCIADA PELA GRANDE QUANTIDADE DE DROGAS COM QUE FOI SURPREENDIDA NO MOMENTO DA PRISÃO – PRECEDENTES DESTA SUPREMA CORTE – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE DETERMINOU A PRISÃO CAUTELAR E INSUFICIÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DAS MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS – PARECER DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0774-7901-E8FE-8A17 e senha 8376-D137-82AA-9A14 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) :MICHEL KUSMINSKY HERSCU AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor da ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DA9-8664-A37B-1AD8 e senha FA0C-3A91-1A50-9B7E Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) :MICHEL KUSMINSKY HERSCU AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor da ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DA9-8664-A37B-1AD8 e senha FA0C-3A91-1A50-9B7E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Todos sabemos que a privação cautelar da liberdade individual é sempre qualificada pela nota da excepcionalidade. Não obstante o seu caráter extraordinário, a prisão cautelar pode efetivar-se, desde que o ato judicial formalizador de sua decretação tenha fundamentação substancial, apoiando-se em elementos concretos e reais que se ajustem aos requisitos abstratos – juridicamente definidos em sede legal – autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela cautelar penal (RTJ 134/798, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, em pronunciamentos sobre a matéria (RTJ 64/77, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, v.g.), tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688, 7ª ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9ª ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4ª ed., 1997, Saraiva), que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a existência de meros indícios de autoria – e desde que concretamente ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de Processo Penal –, torna-se legítima, presentes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Todos sabemos que a privação cautelar da liberdade individual é sempre qualificada pela nota da excepcionalidade. Não obstante o seu caráter extraordinário, a prisão cautelar pode efetivar-se, desde que o ato judicial formalizador de sua decretação tenha fundamentação substancial, apoiando-se em elementos concretos e reais que se ajustem aos requisitos abstratos – juridicamente definidos em sede legal – autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela cautelar penal (RTJ 134/798, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, em pronunciamentos sobre a matéria (RTJ 64/77, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, v.g.), tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688, 7ª ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9ª ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4ª ed., 1997, Saraiva), que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a existência de meros indícios de autoria – e desde que concretamente ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de Processo Penal –, torna-se legítima, presentes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP razões de necessidade, a decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão cautelar: “A PRISÃO CAUTELAR CONSTITUI MEDIDA DE NATUREZA EXCEPCIONAL – A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada ou mantida em situações de absoluta necessidade. – A questão da decretabilidade ou da manutenção da prisão cautelar. Possibilidade excepcional, desde que satisfeitos os requisitos mencionados no art. 312 do CPP. Necessidade da verificação concreta, em cada caso, da imprescindibilidade da adoção dessa medida extraordinária. Precedentes. DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE DECRETAR-SE A PRISÃO CAUTELAR DO PACIENTE – Revela-se legítima a prisão cautelar se a decisão que a decreta, mesmo em grau recursal, encontra suporte idôneo em elementos concretos e reais que – além de ajustarem-se aos fundamentos abstratos definidos em sede legal – demonstram que a permanência em liberdade do suposto autor do delito comprometerá a garantia da ordem pública e frustrará a aplicação da lei penal.” (HC 101.026/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) É inquestionável, portanto, que a antecipação cautelar da prisão – qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal condenatória recorrível) – não se revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 – RTJ 142/855 – RTJ 142/878 – RTJ 148/429 – HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP razões de necessidade, a decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão cautelar: “A PRISÃO CAUTELAR CONSTITUI MEDIDA DE NATUREZA EXCEPCIONAL – A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada ou mantida em situações de absoluta necessidade. – A questão da decretabilidade ou da manutenção da prisão cautelar. Possibilidade excepcional, desde que satisfeitos os requisitos mencionados no art. 312 do CPP. Necessidade da verificação concreta, em cada caso, da imprescindibilidade da adoção dessa medida extraordinária. Precedentes. DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE DECRETAR-SE A PRISÃO CAUTELAR DO PACIENTE – Revela-se legítima a prisão cautelar se a decisão que a decreta, mesmo em grau recursal, encontra suporte idôneo em elementos concretos e reais que – além de ajustarem-se aos fundamentos abstratos definidos em sede legal – demonstram que a permanência em liberdade do suposto autor do delito comprometerá a garantia da ordem pública e frustrará a aplicação da lei penal.” (HC 101.026/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) É inquestionável, portanto, que a antecipação cautelar da prisão – qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal condenatória recorrível) – não se revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 – RTJ 142/855 – RTJ 142/878 – RTJ 148/429 – HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP O exame da decisão que impôs a prisão preventiva à paciente, ora recorrente, mantida tanto pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo quanto pelo E. Superior Tribunal de Justiça, evidencia que tal ato sustenta-se em razões de necessidade, confirmadas, no caso, pela existência de base empírica idônea. Vale acentuar, no ponto, o pronunciamento da douta Procuradoria- -Geral da República, notadamente na parte em que destaca a plena legitimidade jurídica da medida judicial de privação cautelar da liberdade da ora agravante: “Ao contrário do que alega a defesa, há razões de sobra para a manutenção da prisão preventiva da ré/paciente. Inegável a gravidade concreta da conduta, revelada pelo ‘modus operandi’ utilizado pela ré/paciente, presa em flagrante com grande quantidade de substância entorpecente – mais de 2kg de cocaína –, droga essa que estava sendo transportada para outra unidade da federação e que foi enrolada no mesmo cobertor que seu filho, criança menor de 2 anos. Tais circunstâncias fáticas, por demonstrarem uma maior reprovabilidade da conduta, justificam a prisão preventiva para garantia da ordem pública. Além disso, ‘a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, quando presentes nos autos elementos concretos a recomendar a sua manutenção’ (HC 111670, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/06/2013, DJe de 25-11-2013). Por essas razões, opina o Ministério Público Federal pela denegação da ordem.” (grifei) Impende registrar, por relevante, que o Supremo Tribunal Federal tem entendido, em precedentes de ambas as Turmas (HC 94.465/SP, Rel. Min. MENEZES DIREITO – HC 102.127/GO, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 104.492/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 106.790/MT, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP O exame da decisão que impôs a prisão preventiva à paciente, ora recorrente, mantida tanto pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo quanto pelo E. Superior Tribunal de Justiça, evidencia que tal ato sustenta-se em razões de necessidade, confirmadas, no caso, pela existência de base empírica idônea. Vale acentuar, no ponto, o pronunciamento da douta Procuradoria- -Geral da República, notadamente na parte em que destaca a plena legitimidade jurídica da medida judicial de privação cautelar da liberdade da ora agravante: “Ao contrário do que alega a defesa, há razões de sobra para a manutenção da prisão preventiva da ré/paciente. Inegável a gravidade concreta da conduta, revelada pelo ‘modus operandi’ utilizado pela ré/paciente, presa em flagrante com grande quantidade de substância entorpecente – mais de 2kg de cocaína –, droga essa que estava sendo transportada para outra unidade da federação e que foi enrolada no mesmo cobertor que seu filho, criança menor de 2 anos. Tais circunstâncias fáticas, por demonstrarem uma maior reprovabilidade da conduta, justificam a prisão preventiva para garantia da ordem pública. Além disso, ‘a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, quando presentes nos autos elementos concretos a recomendar a sua manutenção’ (HC 111670, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/06/2013, DJe de 25-11-2013). Por essas razões, opina o Ministério Público Federal pela denegação da ordem.” (grifei) Impende registrar, por relevante, que o Supremo Tribunal Federal tem entendido, em precedentes de ambas as Turmas (HC 94.465/SP, Rel. Min. MENEZES DIREITO – HC 102.127/GO, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 104.492/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 106.790/MT, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 108.210/SC, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 108.794/RO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 109.236/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), revestir-se de fundamentação idônea, tal como assinalado, na espécie, pelo E. Superior Tribunal de Justiça, a prisão cautelar decretada contra réus que apresentem, concretamente, periculosidade, como aqueles que são acusados pelo tráfico de grande quantidade de droga: “PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. TRÁFICO DE DROGAS. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. ‘MODUS OPERANDI’. GRANDE QUANTIDADE E NATUREZA DA SUBSTÂNCIA. GRAVIDADE CONCRETA. PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, PARA PRESERVAÇÃO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. …................................................................................................... 2. A gravidade ‘in concreto’ do delito ante o ‘modus operandi’ empregado enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente. 3. ‘In casu’, o paciente sofre a imputação do tráfico de 2.110 gramas de cocaína, dado concreto extraído dos autos, que, mercê da quantidade e da natureza da substância, permite concluir pela periculosidade social do paciente. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem DENEGADA.” (HC 101.132/MA, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL, PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA COM FUNDAMENTO NO ART. 44 DA LEI N. 11.343. IMPOSSIBILIDADE. GRANDE QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REAL POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 108.210/SC, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 108.794/RO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 109.236/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), revestir-se de fundamentação idônea, tal como assinalado, na espécie, pelo E. Superior Tribunal de Justiça, a prisão cautelar decretada contra réus que apresentem, concretamente, periculosidade, como aqueles que são acusados pelo tráfico de grande quantidade de droga: “PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. TRÁFICO DE DROGAS. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. ‘MODUS OPERANDI’. GRANDE QUANTIDADE E NATUREZA DA SUBSTÂNCIA. GRAVIDADE CONCRETA. PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, PARA PRESERVAÇÃO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. …................................................................................................... 2. A gravidade ‘in concreto’ do delito ante o ‘modus operandi’ empregado enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente. 3. ‘In casu’, o paciente sofre a imputação do tráfico de 2.110 gramas de cocaína, dado concreto extraído dos autos, que, mercê da quantidade e da natureza da substância, permite concluir pela periculosidade social do paciente. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem DENEGADA.” (HC 101.132/MA, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL, PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA COM FUNDAMENTO NO ART. 44 DA LEI N. 11.343. IMPOSSIBILIDADE. GRANDE QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REAL POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP 1. A Segunda Turma desta Corte vem decidindo no sentido da impossibilidade do indeferimento da liberdade provisória com fundamento tão somente no artigo 44 da Lei n. 11.343/06. Todavia, no caso sob exame, a grande quantidade de substância entorpecente encontrada em poder do paciente justifica a segregação cautelar para garantia da ordem pública. Precedentes. 2. A circunstância de o paciente integrar organização criminosa habituada ao tráfico justifica igualmente a restrição excepcional da liberdade para garantia da ordem pública. A liberdade provisória, se concedida a qualquer de seus integrantes, há de ser estendida aos demais, possibilitando o reagrupamento e ensejando a real possibilidade de reiteração em crimes da espécie. Ordem indeferida.” (HC 101.719/PA, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. (…). PRISÃO CAUTELAR MANTIDA NA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO ACUSADO AFERIDA NA TESSITURA DA CAUSA. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADA. …................................................................................................... 2. O aprisionamento embasado em dados concretos quanto à premente necessidade da custódia cautelar não padece de vício de fundamentação. 3. A periculosidade do agente devidamente aferida no bojo do processo-crime é fundamento suficiente para preencher a teleologia do art. 312 do Código de Processo Penal. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nessa extensão, denegada.” (HC 102.570/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP 1. A Segunda Turma desta Corte vem decidindo no sentido da impossibilidade do indeferimento da liberdade provisória com fundamento tão somente no artigo 44 da Lei n. 11.343/06. Todavia, no caso sob exame, a grande quantidade de substância entorpecente encontrada em poder do paciente justifica a segregação cautelar para garantia da ordem pública. Precedentes. 2. A circunstância de o paciente integrar organização criminosa habituada ao tráfico justifica igualmente a restrição excepcional da liberdade para garantia da ordem pública. A liberdade provisória, se concedida a qualquer de seus integrantes, há de ser estendida aos demais, possibilitando o reagrupamento e ensejando a real possibilidade de reiteração em crimes da espécie. Ordem indeferida.” (HC 101.719/PA, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. (…). PRISÃO CAUTELAR MANTIDA NA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO ACUSADO AFERIDA NA TESSITURA DA CAUSA. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADA. …................................................................................................... 2. O aprisionamento embasado em dados concretos quanto à premente necessidade da custódia cautelar não padece de vício de fundamentação. 3. A periculosidade do agente devidamente aferida no bojo do processo-crime é fundamento suficiente para preencher a teleologia do art. 312 do Código de Processo Penal. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nessa extensão, denegada.” (HC 102.570/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP TRÁFICO. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE DA MANUTENÇÃO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO PACIENTE E GRANDE QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. POSSIBILIDADE. (…). ‘WRIT’ CONHECIDO EM PARTE E DENEGADO. I – Prisão cautelar que se mostra suficientemente motivada para a garantia da ordem pública, verificada, principalmente, pela alta periculosidade do paciente, que possui maus antecedentes, com destaque para outros processos por crimes da mesma natureza, além de um indiciamento por homicídio, bem como pela grande quantidade de droga encontrada no ônibus por ele conduzido (400kg de maconha). …................................................................................................... V – ‘Habeas corpus’ parcialmente conhecido e denegado.” (HC 108.244/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Em uma palavra: “(...) a natureza e a quantidade da droga apreendida, que evidenciam a gravidade concreta da conduta, e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a ordem de prisão preventiva (…)” (HC 149.710-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei). Legítimas, ainda, as razões adotadas pelo E. Superior Tribunal de Justiça, no ponto em que revela ser incabível, no caso, a conversão da prisão preventiva em qualquer das medidas cautelares pessoais alternativas fundadas no art. 319 do CPP, na redação que lhe deu a Lei nº 12.403/2011: “Pelo mesmo motivo acima delineado, entendo que, no caso, é inviável a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, porquanto a gravidade concreta da conduta delituosa da recorrente indica que a ordem pública não estaria acautelada com sua soltura. Sobre o tema: RHC 91.896/BA, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 15/03/2018, DJe 23/03/2018; HC 426.142/SP, Rel. Ministro 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP TRÁFICO. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE DA MANUTENÇÃO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO PACIENTE E GRANDE QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. POSSIBILIDADE. (…). ‘WRIT’ CONHECIDO EM PARTE E DENEGADO. I – Prisão cautelar que se mostra suficientemente motivada para a garantia da ordem pública, verificada, principalmente, pela alta periculosidade do paciente, que possui maus antecedentes, com destaque para outros processos por crimes da mesma natureza, além de um indiciamento por homicídio, bem como pela grande quantidade de droga encontrada no ônibus por ele conduzido (400kg de maconha). …................................................................................................... V – ‘Habeas corpus’ parcialmente conhecido e denegado.” (HC 108.244/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Em uma palavra: “(...) a natureza e a quantidade da droga apreendida, que evidenciam a gravidade concreta da conduta, e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a ordem de prisão preventiva (…)” (HC 149.710-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei). Legítimas, ainda, as razões adotadas pelo E. Superior Tribunal de Justiça, no ponto em que revela ser incabível, no caso, a conversão da prisão preventiva em qualquer das medidas cautelares pessoais alternativas fundadas no art. 319 do CPP, na redação que lhe deu a Lei nº 12.403/2011: “Pelo mesmo motivo acima delineado, entendo que, no caso, é inviável a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, porquanto a gravidade concreta da conduta delituosa da recorrente indica que a ordem pública não estaria acautelada com sua soltura. Sobre o tema: RHC 91.896/BA, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 15/03/2018, DJe 23/03/2018; HC 426.142/SP, Rel. Ministro 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 5/4/2018, DJe 16/4/2018; e HC 400.411/SE, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 7/12/2017, DJe 15/12/2017.” (grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão que decretou a prisão preventiva da ora agravante ajustam-se aos estritos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nessa matéria: “(…) a prisão preventiva deve ser convincentemente motivada (…). A fundamentação deve ser substancial, com base em fatos concretos, e não mero ato formal.” (RTJ 73/411, Rel. Min. ALIOMAR BALEEIRO – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 5/4/2018, DJe 16/4/2018; e HC 400.411/SE, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 7/12/2017, DJe 15/12/2017.” (grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão que decretou a prisão preventiva da ora agravante ajustam-se aos estritos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nessa matéria: “(…) a prisão preventiva deve ser convincentemente motivada (…). A fundamentação deve ser substancial, com base em fatos concretos, e não mero ato formal.” (RTJ 73/411, Rel. Min. ALIOMAR BALEEIRO – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) : MICHEL KUSMINSKY HERSCU (332696/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C105-9388-B065-1650 e senha DBE7-F572-A988-607A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) : MICHEL KUSMINSKY HERSCU (332696/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C105-9388-B065-1650 e senha DBE7-F572-A988-607A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750122233
2019-06-07T00:00:00
2019-06-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRISÃO PREVENTIVA – NECESSIDADE COMPROVADA DE SUA DECRETAÇÃO – DECISÃO FUNDAMENTADA – MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE ENCONTRA APOIO EM FATOS CONCRETOS – PERICULOSIDADE DA ACUSADA/RÉ EVIDENCIADA PELA GRANDE QUANTIDADE DE DROGAS COM QUE FOI SURPREENDIDA NO MOMENTO DA PRISÃO – PRECEDENTES DESTA SUPREMA CORTE – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE DETERMINOU A PRISÃO CAUTELAR E INSUFICIÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DAS MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS – PARECER DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur406209
Número de páginas: 10. Análise: 01/08/2019, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
163530
[ "LEG-FED LEI-012403 ANO-2011\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00319 REDAÇÃO DADA PELA LEI-12403/2011\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 163530 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) : MICHEL KUSMINSKY HERSCU AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) :MICHEL KUSMINSKY HERSCU AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PRISÃO PREVENTIVA – NECESSIDADE COMPROVADA DE SUA DECRETAÇÃO – DECISÃO FUNDAMENTADA – MOTIVAÇÃO IDÔNEA QUE ENCONTRA APOIO EM FATOS CONCRETOS – PERICULOSIDADE DA ACUSADA/RÉ EVIDENCIADA PELA GRANDE QUANTIDADE DE DROGAS COM QUE FOI SURPREENDIDA NO MOMENTO DA PRISÃO – PRECEDENTES DESTA SUPREMA CORTE – LEGALIDADE DA DECISÃO QUE DETERMINOU A PRISÃO CAUTELAR E INSUFICIÊNCIA DA UTILIZAÇÃO DAS MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS – PARECER DA DOUTA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 31 de maio a 06 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0774-7901-E8FE-8A17 e senha 8376-D137-82AA-9A14 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) :MICHEL KUSMINSKY HERSCU AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor da ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DA9-8664-A37B-1AD8 e senha FA0C-3A91-1A50-9B7E Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) :MICHEL KUSMINSKY HERSCU AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor da ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3DA9-8664-A37B-1AD8 e senha FA0C-3A91-1A50-9B7E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Todos sabemos que a privação cautelar da liberdade individual é sempre qualificada pela nota da excepcionalidade. Não obstante o seu caráter extraordinário, a prisão cautelar pode efetivar-se, desde que o ato judicial formalizador de sua decretação tenha fundamentação substancial, apoiando-se em elementos concretos e reais que se ajustem aos requisitos abstratos – juridicamente definidos em sede legal – autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela cautelar penal (RTJ 134/798, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, em pronunciamentos sobre a matéria (RTJ 64/77, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, v.g.), tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688, 7... ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9... ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4... ed., 1997, Saraiva), que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a existência de meros indícios de autoria – e desde que concretamente ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de Processo Penal –, torna-se legítima, presentes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Todos sabemos que a privação cautelar da liberdade individual é sempre qualificada pela nota da excepcionalidade. Não obstante o seu caráter extraordinário, a prisão cautelar pode efetivar-se, desde que o ato judicial formalizador de sua decretação tenha fundamentação substancial, apoiando-se em elementos concretos e reais que se ajustem aos requisitos abstratos – juridicamente definidos em sede legal – autorizadores da decretação dessa modalidade de tutela cautelar penal (RTJ 134/798, Red. p/ o acórdão Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por essa razão que o Supremo Tribunal Federal, em pronunciamentos sobre a matéria (RTJ 64/77, Rel. Min. LUIZ GALLOTTI, v.g.), tem acentuado, na linha de autorizado magistério doutrinário (JULIO FABBRINI MIRABETE, “Código de Processo Penal Interpretado”, p. 688, 7... ed., 2000, Atlas; PAULO LÚCIO NOGUEIRA, “Curso Completo de Processo Penal”, p. 250, item n. 3, 9... ed., 1995, Saraiva; VICENTE GRECO FILHO, “Manual de Processo Penal”, p. 274/278, 4... ed., 1997, Saraiva), que, uma vez comprovada a materialidade dos fatos delituosos e constatada a existência de meros indícios de autoria – e desde que concretamente ocorrente qualquer das situações referidas no art. 312 do Código de Processo Penal –, torna-se legítima, presentes Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP razões de necessidade, a decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão cautelar: “A PRISÃO CAUTELAR CONSTITUI MEDIDA DE NATUREZA EXCEPCIONAL – A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada ou mantida em situações de absoluta necessidade. – A questão da decretabilidade ou da manutenção da prisão cautelar. Possibilidade excepcional, desde que satisfeitos os requisitos mencionados no art. 312 do CPP. Necessidade da verificação concreta, em cada caso, da imprescindibilidade da adoção dessa medida extraordinária. Precedentes. DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE DECRETAR-SE A PRISÃO CAUTELAR DO PACIENTE – Revela-se legítima a prisão cautelar se a decisão que a decreta, mesmo em grau recursal, encontra suporte idôneo em elementos concretos e reais que – além de ajustarem-se aos fundamentos abstratos definidos em sede legal – demonstram que a permanência em liberdade do suposto autor do delito comprometerá a garantia da ordem pública e frustrará a aplicação da lei penal.” (HC 101.026/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) É inquestionável, portanto, que a antecipação cautelar da prisão – qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal condenatória recorrível) – não se revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 – RTJ 142/855 – RTJ 142/878 – RTJ 148/429 – HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP razões de necessidade, a decretação, pelo Poder Judiciário, dessa especial modalidade de prisão cautelar: “A PRISÃO CAUTELAR CONSTITUI MEDIDA DE NATUREZA EXCEPCIONAL – A privação cautelar da liberdade individual reveste-se de caráter excepcional, somente devendo ser decretada ou mantida em situações de absoluta necessidade. – A questão da decretabilidade ou da manutenção da prisão cautelar. Possibilidade excepcional, desde que satisfeitos os requisitos mencionados no art. 312 do CPP. Necessidade da verificação concreta, em cada caso, da imprescindibilidade da adoção dessa medida extraordinária. Precedentes. DEMONSTRAÇÃO, NO CASO, DA NECESSIDADE CONCRETA DE DECRETAR-SE A PRISÃO CAUTELAR DO PACIENTE – Revela-se legítima a prisão cautelar se a decisão que a decreta, mesmo em grau recursal, encontra suporte idôneo em elementos concretos e reais que – além de ajustarem-se aos fundamentos abstratos definidos em sede legal – demonstram que a permanência em liberdade do suposto autor do delito comprometerá a garantia da ordem pública e frustrará a aplicação da lei penal.” (HC 101.026/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) É inquestionável, portanto, que a antecipação cautelar da prisão – qualquer que seja a modalidade autorizada pelo ordenamento positivo (prisão em flagrante, prisão temporária, prisão preventiva, prisão decorrente da decisão de pronúncia e prisão resultante de sentença penal condenatória recorrível) – não se revela incompatível com o princípio constitucional da presunção de inocência (RTJ 133/280 – RTJ 138/216 – RTJ 142/855 – RTJ 142/878 – RTJ 148/429 – HC 68.726/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, v.g.). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP O exame da decisão que impôs a prisão preventiva à paciente, ora recorrente, mantida tanto pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo quanto pelo E. Superior Tribunal de Justiça, evidencia que tal ato sustenta-se em razões de necessidade, confirmadas, no caso, pela existência de base empírica idônea. Vale acentuar, no ponto, o pronunciamento da douta Procuradoria- -Geral da República, notadamente na parte em que destaca a plena legitimidade jurídica da medida judicial de privação cautelar da liberdade da ora agravante: “Ao contrário do que alega a defesa, há razões de sobra para a manutenção da prisão preventiva da ré/paciente. Inegável a gravidade concreta da conduta, revelada pelo ‘modus operandi’ utilizado pela ré/paciente, presa em flagrante com grande quantidade de substância entorpecente – mais de 2kg de cocaína –, droga essa que estava sendo transportada para outra unidade da federação e que foi enrolada no mesmo cobertor que seu filho, criança menor de 2 anos. Tais circunstâncias fáticas, por demonstrarem uma maior reprovabilidade da conduta, justificam a prisão preventiva para garantia da ordem pública. Além disso, ‘a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, quando presentes nos autos elementos concretos a recomendar a sua manutenção’ (HC 111670, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/06/2013, DJe de 25-11-2013). Por essas razões, opina o Ministério Público Federal pela denegação da ordem.” (grifei) Impende registrar, por relevante, que o Supremo Tribunal Federal tem entendido, em precedentes de ambas as Turmas (HC 94.465/SP, Rel. Min. MENEZES DIREITO – HC 102.127/GO, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 104.492/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 106.790/MT, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP O exame da decisão que impôs a prisão preventiva à paciente, ora recorrente, mantida tanto pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo quanto pelo E. Superior Tribunal de Justiça, evidencia que tal ato sustenta-se em razões de necessidade, confirmadas, no caso, pela existência de base empírica idônea. Vale acentuar, no ponto, o pronunciamento da douta Procuradoria- -Geral da República, notadamente na parte em que destaca a plena legitimidade jurídica da medida judicial de privação cautelar da liberdade da ora agravante: “Ao contrário do que alega a defesa, há razões de sobra para a manutenção da prisão preventiva da ré/paciente. Inegável a gravidade concreta da conduta, revelada pelo ‘modus operandi’ utilizado pela ré/paciente, presa em flagrante com grande quantidade de substância entorpecente – mais de 2kg de cocaína –, droga essa que estava sendo transportada para outra unidade da federação e que foi enrolada no mesmo cobertor que seu filho, criança menor de 2 anos. Tais circunstâncias fáticas, por demonstrarem uma maior reprovabilidade da conduta, justificam a prisão preventiva para garantia da ordem pública. Além disso, ‘a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, quando presentes nos autos elementos concretos a recomendar a sua manutenção’ (HC 111670, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, julgado em 25/06/2013, DJe de 25-11-2013). Por essas razões, opina o Ministério Público Federal pela denegação da ordem.” (grifei) Impende registrar, por relevante, que o Supremo Tribunal Federal tem entendido, em precedentes de ambas as Turmas (HC 94.465/SP, Rel. Min. MENEZES DIREITO – HC 102.127/GO, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 104.492/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 106.790/MT, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 108.210/SC, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 108.794/RO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 109.236/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), revestir-se de fundamentação idônea, tal como assinalado, na espécie, pelo E. Superior Tribunal de Justiça, a prisão cautelar decretada contra réus que apresentem, concretamente, periculosidade, como aqueles que são acusados pelo tráfico de grande quantidade de droga: “PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. TRÁFICO DE DROGAS. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. ‘MODUS OPERANDI’. GRANDE QUANTIDADE E NATUREZA DA SUBSTÂNCIA. GRAVIDADE CONCRETA. PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, PARA PRESERVAÇÃO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. …................................................................................................... 2. A gravidade ‘in concreto’ do delito ante o ‘modus operandi’ empregado enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente. 3. ‘In casu’, o paciente sofre a imputação do tráfico de 2.110 gramas de cocaína, dado concreto extraído dos autos, que, mercê da quantidade e da natureza da substância, permite concluir pela periculosidade social do paciente. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem DENEGADA.” (HC 101.132/MA, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL, PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA COM FUNDAMENTO NO ART. 44 DA LEI N. 11.343. IMPOSSIBILIDADE. GRANDE QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REAL POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP Rel. Min. AYRES BRITTO – HC 108.210/SC, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 108.794/RO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 109.236/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), revestir-se de fundamentação idônea, tal como assinalado, na espécie, pelo E. Superior Tribunal de Justiça, a prisão cautelar decretada contra réus que apresentem, concretamente, periculosidade, como aqueles que são acusados pelo tráfico de grande quantidade de droga: “PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. TRÁFICO DE DROGAS. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. ‘MODUS OPERANDI’. GRANDE QUANTIDADE E NATUREZA DA SUBSTÂNCIA. GRAVIDADE CONCRETA. PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, PARA PRESERVAÇÃO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. …................................................................................................... 2. A gravidade ‘in concreto’ do delito ante o ‘modus operandi’ empregado enseja também a decretação da medida para garantia da ordem pública por força da expressiva periculosidade do agente. 3. ‘In casu’, o paciente sofre a imputação do tráfico de 2.110 gramas de cocaína, dado concreto extraído dos autos, que, mercê da quantidade e da natureza da substância, permite concluir pela periculosidade social do paciente. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem DENEGADA.” (HC 101.132/MA, Red. p/ o acórdão Min. LUIZ FUX – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL, PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. LIBERDADE PROVISÓRIA INDEFERIDA COM FUNDAMENTO NO ART. 44 DA LEI N. 11.343. IMPOSSIBILIDADE. GRANDE QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REAL POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP 1. A Segunda Turma desta Corte vem decidindo no sentido da impossibilidade do indeferimento da liberdade provisória com fundamento tão somente no artigo 44 da Lei n. 11.343/06. Todavia, no caso sob exame, a grande quantidade de substância entorpecente encontrada em poder do paciente justifica a segregação cautelar para garantia da ordem pública. Precedentes. 2. A circunstância de o paciente integrar organização criminosa habituada ao tráfico justifica igualmente a restrição excepcional da liberdade para garantia da ordem pública. A liberdade provisória, se concedida a qualquer de seus integrantes, há de ser estendida aos demais, possibilitando o reagrupamento e ensejando a real possibilidade de reiteração em crimes da espécie. Ordem indeferida.” (HC 101.719/PA, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. (…). PRISÃO CAUTELAR MANTIDA NA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO ACUSADO AFERIDA NA TESSITURA DA CAUSA. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADA. …................................................................................................... 2. O aprisionamento embasado em dados concretos quanto à premente necessidade da custódia cautelar não padece de vício de fundamentação. 3. A periculosidade do agente devidamente aferida no bojo do processo-crime é fundamento suficiente para preencher a teleologia do art. 312 do Código de Processo Penal. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nessa extensão, denegada.” (HC 102.570/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP 1. A Segunda Turma desta Corte vem decidindo no sentido da impossibilidade do indeferimento da liberdade provisória com fundamento tão somente no artigo 44 da Lei n. 11.343/06. Todavia, no caso sob exame, a grande quantidade de substância entorpecente encontrada em poder do paciente justifica a segregação cautelar para garantia da ordem pública. Precedentes. 2. A circunstância de o paciente integrar organização criminosa habituada ao tráfico justifica igualmente a restrição excepcional da liberdade para garantia da ordem pública. A liberdade provisória, se concedida a qualquer de seus integrantes, há de ser estendida aos demais, possibilitando o reagrupamento e ensejando a real possibilidade de reiteração em crimes da espécie. Ordem indeferida.” (HC 101.719/PA, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. (…). PRISÃO CAUTELAR MANTIDA NA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. PERICULOSIDADE DO ACUSADO AFERIDA NA TESSITURA DA CAUSA. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADA. …................................................................................................... 2. O aprisionamento embasado em dados concretos quanto à premente necessidade da custódia cautelar não padece de vício de fundamentação. 3. A periculosidade do agente devidamente aferida no bojo do processo-crime é fundamento suficiente para preencher a teleologia do art. 312 do Código de Processo Penal. 4. Ordem parcialmente conhecida e, nessa extensão, denegada.” (HC 102.570/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP TRÁFICO. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE DA MANUTENÇÃO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO PACIENTE E GRANDE QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. POSSIBILIDADE. (…). ‘WRIT’ CONHECIDO EM PARTE E DENEGADO. I – Prisão cautelar que se mostra suficientemente motivada para a garantia da ordem pública, verificada, principalmente, pela alta periculosidade do paciente, que possui maus antecedentes, com destaque para outros processos por crimes da mesma natureza, além de um indiciamento por homicídio, bem como pela grande quantidade de droga encontrada no ônibus por ele conduzido (400kg de maconha). …................................................................................................... V – ‘Habeas corpus’ parcialmente conhecido e denegado.” (HC 108.244/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Em uma palavra: “(...) a natureza e a quantidade da droga apreendida, que evidenciam a gravidade concreta da conduta, e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a ordem de prisão preventiva (…)” (HC 149.710-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei). Legítimas, ainda, as razões adotadas pelo E. Superior Tribunal de Justiça, no ponto em que revela ser incabível, no caso, a conversão da prisão preventiva em qualquer das medidas cautelares pessoais alternativas fundadas no art. 319 do CPP, na redação que lhe deu a Lei n 12.403/2011: “Pelo mesmo motivo acima delineado, entendo que, no caso, é inviável a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, porquanto a gravidade concreta da conduta delituosa da recorrente indica que a ordem pública não estaria acautelada com sua soltura. Sobre o tema: RHC 91.896/BA, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 15/03/2018, DJe 23/03/2018; HC 426.142/SP, Rel. Ministro 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP TRÁFICO. FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. LEGITIMIDADE DA MANUTENÇÃO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO PACIENTE E GRANDE QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. POSSIBILIDADE. (…). ‘WRIT’ CONHECIDO EM PARTE E DENEGADO. I – Prisão cautelar que se mostra suficientemente motivada para a garantia da ordem pública, verificada, principalmente, pela alta periculosidade do paciente, que possui maus antecedentes, com destaque para outros processos por crimes da mesma natureza, além de um indiciamento por homicídio, bem como pela grande quantidade de droga encontrada no ônibus por ele conduzido (400kg de maconha). …................................................................................................... V – ‘Habeas corpus’ parcialmente conhecido e denegado.” (HC 108.244/PI, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Em uma palavra: “(...) a natureza e a quantidade da droga apreendida, que evidenciam a gravidade concreta da conduta, e a fundada probabilidade de reiteração criminosa justificam a ordem de prisão preventiva (…)” (HC 149.710-AgR/SP, Rel. Min. ROBERTO BARROSO – grifei). Legítimas, ainda, as razões adotadas pelo E. Superior Tribunal de Justiça, no ponto em que revela ser incabível, no caso, a conversão da prisão preventiva em qualquer das medidas cautelares pessoais alternativas fundadas no art. 319 do CPP, na redação que lhe deu a Lei n 12.403/2011: “Pelo mesmo motivo acima delineado, entendo que, no caso, é inviável a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, porquanto a gravidade concreta da conduta delituosa da recorrente indica que a ordem pública não estaria acautelada com sua soltura. Sobre o tema: RHC 91.896/BA, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 15/03/2018, DJe 23/03/2018; HC 426.142/SP, Rel. Ministro 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 163530 AGR / SP JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 5/4/2018, DJe 16/4/2018; e HC 400.411/SE, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 7/12/2017, DJe 15/12/2017.” (grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão que decretou a prisão preventiva da ora agravante ajustam-se aos estritos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nessa matéria: “(…) a prisão preventiva deve ser convincentemente motivada (…). A fundamentação deve ser substancial, com base em fatos concretos, e não mero ato formal.” (RTJ 73/411, Rel. Min. ALIOMAR BALEEIRO – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Supremo Tribunal Federal HC 163530 AGR / SP JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 5/4/2018, DJe 16/4/2018; e HC 400.411/SE, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 7/12/2017, DJe 15/12/2017.” (grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à decisão que decretou a prisão preventiva da ora agravante ajustam-se aos estritos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nessa matéria: “(…) a prisão preventiva deve ser convincentemente motivada (…). A fundamentação deve ser substancial, com base em fatos concretos, e não mero ato formal.” (RTJ 73/411, Rel. Min. ALIOMAR BALEEIRO – grifei) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60DA-742D-D564-9F26 e senha 3144-7E7E-C07B-AF0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) : MICHEL KUSMINSKY HERSCU (332696/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C105-9388-B065-1650 e senha DBE7-F572-A988-607A Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 163.530 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ÉRICA SANTOS DA SILVA ADV.(A/S) : MICHEL KUSMINSKY HERSCU (332696/SP) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C105-9388-B065-1650 e senha DBE7-F572-A988-607A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 163 . 530", "HABEAS CORPUS 163 . 530", "HABEAS CORPUS 163 . 530", "HABEAS CORPUS 163 . 530", "RTJ 134 / 798", "RTJ 64 / 77", "HABEAS CORPUS 163 . 530", "RTJ 134 / 798", "RTJ 64 / 77", "HC 163530 AGR / SP", "HC 101 . 026 / SP", "RTJ 133 / 280", "RTJ 138 / 216", "RTJ 142 / 855", "RTJ 142 / 878", "RTJ 148 / 429", "HC 68 . 726 / DF", "HC 163530 AGR / SP", "HC 101 . 026 / SP", "RTJ 133 / 280", "RTJ", "HC 68 . 726 / DF", "HC 163530 AGR / SP", "HC 111670", "HC 94 . 465 / SP", "HC 102 . 127 / GO", "HC 104 . 492 / SP", "HC 106 . 790 / MT", "HC 163530 AGR / SP", "HC 111670", "HC 94 . 465 / SP", "HC 102 . 127 / GO", "HC 104 . 492 / SP", "HC 106 . 790 / MT", "HC 163530 AGR / SP", "HC 108 . 210 / SC", "HC 108 . 794 / RO", "HC 109 . 236 / SP", "HC 101 . 132 / MA", "HC 163530 AGR / SP", "HC 108 . 210 / SC", "HC 108 . 794 / RO", "HC 109 . 236 / SP", "HC 101 . 132 / MA", "HC 163530 AGR / SP", "HC 101 . 719 / PA", "HC 102 . 570 / SP", "HC 163530 AGR / SP", "HC 101 . 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) :MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRE JOSE KOZLOWSKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) :AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) :WALTER DE FREITAS JUNIOR EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E84B-72B8-F471-46E9 e senha C0D3-5089-78C4-14A5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1200973 ED-AGR / RJ no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E84B-72B8-F471-46E9 e senha C0D3-5089-78C4-14A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E84B-72B8-F471-46E9 e senha C0D3-5089-78C4-14A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) :MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRE JOSE KOZLOWSKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) :AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) :WALTER DE FREITAS JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Os agravantes insurgem-se contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento aos recursos extraordinários interpostos contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA e LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO sustentam, em síntese, que (a) a decisão monocrática que rejeitou os embargos de declaração no Agravo em Recurso Extraordinário, pode ser objeto da interposição do recurso de Agravo Regimental, pois em tese causou prejuízo ao direito da parte; (b) a matéria possui repercussão geral; (c) não incide, na hipótese, o óbice da Súmula 279/STF ; (d) houve violação direta ao texto constitucional; e (e) não sustentaram a tese de incompetência da Justiça Federal no seu recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7331-35D3-D6A0-BE76 e senha 4118-8FCF-26A9-D24A Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) :MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRE JOSE KOZLOWSKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) :AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) :WALTER DE FREITAS JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Os agravantes insurgem-se contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento aos recursos extraordinários interpostos contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA e LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO sustentam, em síntese, que (a) a decisão monocrática que rejeitou os embargos de declaração no Agravo em Recurso Extraordinário, pode ser objeto da interposição do recurso de Agravo Regimental, pois em tese causou prejuízo ao direito da parte; (b) a matéria possui repercussão geral; (c) não incide, na hipótese, o óbice da Súmula 279/STF ; (d) houve violação direta ao texto constitucional; e (e) não sustentaram a tese de incompetência da Justiça Federal no seu recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7331-35D3-D6A0-BE76 e senha 4118-8FCF-26A9-D24A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de Agravos contra decisão que inadmitiu Recursos Extraordinários interpostos em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que foi assim ementado (Vol. 3, e-STJ, fls. 2.120-2.121): “PENAL - APELAÇÃO CRIMINAL - CRIME DO ART. 90 DA LEI N° 8.666/93 - RECURSOS REPASSADOS AO MUNICÍPIO - SUS - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL - APTIDÃO DA DENÚNCIA - INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS CÍVEL E PENAL - PREJUÍZO AO ERÁRIO - DOSIMETRIA - CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS INTRÍNSECAS AO TIPO PENAL - IMPOSSIBILIDADE DE AGRAVAMENTO DA PENA BASE EM VIRTUDE DE AÇÃO PENAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO 1. Tratando-se de verba repassada do SUS ao município, resta competente a Justiça Federal para o processamento e julgamento do feito, por força do art. 109, IV, da Constituição Federal. Precedente deste Egrégio Tribunal Regional Federal 2. A denúncia contém suficiente descrição das condutas típicas imputadas aos réus, possibilitando a compreensão dos fatos narrados e, portanto, o regular exercício da ampla defesa e do contraditório. Tendo em vista que a exordial acusatória expõe de forma clara e individualizada o contexto da ação delituosa, delimitando o tempo em que a conduta fora praticada, bem como o local e a natureza da responsabilidade dos acusados, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de Agravos contra decisão que inadmitiu Recursos Extraordinários interpostos em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, que foi assim ementado (Vol. 3, e-STJ, fls. 2.120-2.121): “PENAL - APELAÇÃO CRIMINAL - CRIME DO ART. 90 DA LEI N° 8.666/93 - RECURSOS REPASSADOS AO MUNICÍPIO - SUS - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL - APTIDÃO DA DENÚNCIA - INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS CÍVEL E PENAL - PREJUÍZO AO ERÁRIO - DOSIMETRIA - CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS INTRÍNSECAS AO TIPO PENAL - IMPOSSIBILIDADE DE AGRAVAMENTO DA PENA BASE EM VIRTUDE DE AÇÃO PENAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO 1. Tratando-se de verba repassada do SUS ao município, resta competente a Justiça Federal para o processamento e julgamento do feito, por força do art. 109, IV, da Constituição Federal. Precedente deste Egrégio Tribunal Regional Federal 2. A denúncia contém suficiente descrição das condutas típicas imputadas aos réus, possibilitando a compreensão dos fatos narrados e, portanto, o regular exercício da ampla defesa e do contraditório. Tendo em vista que a exordial acusatória expõe de forma clara e individualizada o contexto da ação delituosa, delimitando o tempo em que a conduta fora praticada, bem como o local e a natureza da responsabilidade dos acusados, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1200973 ED-AGR / RJ entende-se que a denúncia se revela apta a dar início à ação penal. Materialidade e autoria dos delitos imputados na exordial comprovadas nos autos. 3. No que concerne à tese de desproporcionalidade entre as sanções aplicadas nos julgamentos da Ação Civil Pública e da Ação Penal, a mesma não merece prosperar, uma vez que as esferas de julgamento são independentes entre si, sendo pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a esse respeito. Precedente. 4. Há elementos suficientes nos autos capazes de atestar o prejuízo sofrido pelo Município. A terceirização levada à cabo pelos procedimentos licitatórios investigados, com nítida eliminação do caráter competitivo do certame mediante ajuste entre as partes logrou provocar prejuízos ao ente federativo, mormente considerando que os valores pagos ultrapassaram aqueles previstos para a modalidade de licitação utilizada. 5. Impossibilidade de se utilizar elementos intrínsecos ao tipo penal em exame para majorar a pena base, sob pena de se incorrer em bis in idem. Do mesmo modo, impossibilidade de se utilizar ação penal em curso para valorar desfavoravelmente a conduta social do réu na dosimetria da pena base, vez que o termo "conduta social" corresponde ao comportamento do réu no seio da sociedade, não envolvendo juízo de valor a respeito de figuras típicas incriminadoras. Aqui se analisa o papel do réu na comunidade, na família e no trabalho, não a prática de crimes, já que o artigo 59 do CP já trouxe circunstância específica para tanto. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 6. Apelações criminais a que se dá parcial provimento. Opostos embargos de declaração foram rejeitados (Vol. 3, e-STJ, fls. 2.141-2.143). Nos apelos extremos, interpostos com amparo no art. 102, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ entende-se que a denúncia se revela apta a dar início à ação penal. Materialidade e autoria dos delitos imputados na exordial comprovadas nos autos. 3. No que concerne à tese de desproporcionalidade entre as sanções aplicadas nos julgamentos da Ação Civil Pública e da Ação Penal, a mesma não merece prosperar, uma vez que as esferas de julgamento são independentes entre si, sendo pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a esse respeito. Precedente. 4. Há elementos suficientes nos autos capazes de atestar o prejuízo sofrido pelo Município. A terceirização levada à cabo pelos procedimentos licitatórios investigados, com nítida eliminação do caráter competitivo do certame mediante ajuste entre as partes logrou provocar prejuízos ao ente federativo, mormente considerando que os valores pagos ultrapassaram aqueles previstos para a modalidade de licitação utilizada. 5. Impossibilidade de se utilizar elementos intrínsecos ao tipo penal em exame para majorar a pena base, sob pena de se incorrer em bis in idem. Do mesmo modo, impossibilidade de se utilizar ação penal em curso para valorar desfavoravelmente a conduta social do réu na dosimetria da pena base, vez que o termo "conduta social" corresponde ao comportamento do réu no seio da sociedade, não envolvendo juízo de valor a respeito de figuras típicas incriminadoras. Aqui se analisa o papel do réu na comunidade, na família e no trabalho, não a prática de crimes, já que o artigo 59 do CP já trouxe circunstância específica para tanto. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 6. Apelações criminais a que se dá parcial provimento. Opostos embargos de declaração foram rejeitados (Vol. 3, e-STJ, fls. 2.141-2.143). Nos apelos extremos, interpostos com amparo no art. 102, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1200973 ED-AGR / RJ III, alínea “a” da Constituição Federal, os recorrentes sustentam que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pedem que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ III, alínea “a” da Constituição Federal, os recorrentes sustentam que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pedem que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1200973 ED-AGR / RJ DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Por fim, no que diz respeito à alegação de incompetência da Justiça Federal, em vista da ausência de interesse da União, divergir do entendimento do Tribunal a quo demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação infraconstitucional, o que também atrai o óbice da Súmula 279/STF. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FRAUDE DE SERVIÇO. VERBAS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. INTERESSE DA UNIÃO. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido acerca do interesse da União, o que atrairia a competência para o âmbito da Justiça Federal, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual (Súmula 279/STF). Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “a Justiça Federal é 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Por fim, no que diz respeito à alegação de incompetência da Justiça Federal, em vista da ausência de interesse da União, divergir do entendimento do Tribunal a quo demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação infraconstitucional, o que também atrai o óbice da Súmula 279/STF. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FRAUDE DE SERVIÇO. VERBAS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. INTERESSE DA UNIÃO. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido acerca do interesse da União, o que atrairia a competência para o âmbito da Justiça Federal, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual (Súmula 279/STF). Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “a Justiça Federal é 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1200973 ED-AGR / RJ competente para processar e julgar ações penais relativas a desvio de verbas do Sistema Único de Saúde” (ARE 999.247, Rel. Min. Edson Fachin). Nesse sentido, veja-se ainda o AI 707.133-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 1136510 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/9/2018) Diante do exposto, nos termos do art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS RECURSOS. Ora, o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ competente para processar e julgar ações penais relativas a desvio de verbas do Sistema Único de Saúde” (ARE 999.247, Rel. Min. Edson Fachin). Nesse sentido, veja-se ainda o AI 707.133-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 1136510 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/9/2018) Diante do exposto, nos termos do art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS RECURSOS. Ora, o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) : MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI (134678/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRE JOSE KOZLOWSKI (125427/RJ) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) : AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) : WALTER DE FREITAS JUNIOR (037825/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DCF-6C9C-74DE-9F88 e senha D4C5-8851-2B77-A1D1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) : MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI (134678/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRE JOSE KOZLOWSKI (125427/RJ) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) : AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) : WALTER DE FREITAS JUNIOR (037825/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DCF-6C9C-74DE-9F88 e senha D4C5-8851-2B77-A1D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384619
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3º, da CF/88, c/c art. 1.035, § 2º, do CPC/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo Interno a que se nega provimento.
sjur407475
Número de páginas: 9. Análise: 29/08/2019, MJC.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
1200973
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 1200973 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) : MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRE JOSE KOZLOWSKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) : AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) : WALTER DE FREITAS JUNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) :MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRE JOSE KOZLOWSKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) :AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) :WALTER DE FREITAS JUNIOR EMENTA: AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INSUFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO QUANTO A ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. REAPRECIAÇÃO DE PROVAS. INADMISSIBILIDADE. 1. A obrigação do recorrente em apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral, que demonstre sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional e legal (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil/2015), não se confunde com meras invocações desacompanhadas de sólidos fundamentos no sentido de que o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico, ou que não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide, muito menos ainda divagações de que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras de igual patamar argumentativo. 2. O aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E84B-72B8-F471-46E9 e senha C0D3-5089-78C4-14A5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1200973 ED-AGR / RJ no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E84B-72B8-F471-46E9 e senha C0D3-5089-78C4-14A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). 3. Agravo Interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E84B-72B8-F471-46E9 e senha C0D3-5089-78C4-14A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) :MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRE JOSE KOZLOWSKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) :AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) :WALTER DE FREITAS JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Os agravantes insurgem-se contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento aos recursos extraordinários interpostos contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região. MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA e LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO sustentam, em síntese, que (a) a decisão monocrática que rejeitou os embargos de declaração no Agravo em Recurso Extraordinário, pode ser objeto da interposição do recurso de Agravo Regimental, pois em tese causou prejuízo ao direito da parte; (b) a matéria possui repercussão geral; (c) não incide, na hipótese, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ; (d) houve violação direta ao texto constitucional; e (e) não sustentaram a tese de incompetência da Justiça Federal no seu recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7331-35D3-D6A0-BE76 e senha 4118-8FCF-26A9-D24A Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) :MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) :ANDRE JOSE KOZLOWSKI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) :AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) :WALTER DE FREITAS JUNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Os agravantes insurgem-se contra decisão monocrática pela qual neguei seguimento aos recursos extraordinários interpostos contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região. MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA e LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO sustentam, em síntese, que (a) a decisão monocrática que rejeitou os embargos de declaração no Agravo em Recurso Extraordinário, pode ser objeto da interposição do recurso de Agravo Regimental, pois em tese causou prejuízo ao direito da parte; (b) a matéria possui repercussão geral; (c) não incide, na hipótese, o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ; (d) houve violação direta ao texto constitucional; e (e) não sustentaram a tese de incompetência da Justiça Federal no seu recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7331-35D3-D6A0-BE76 e senha 4118-8FCF-26A9-D24A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de Agravos contra decisão que inadmitiu Recursos Extraordinários interpostos em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região, que foi assim ementado (Vol. 3, e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 2.120-2.121): “PENAL - APELAÇÃO CRIMINAL - CRIME DO ART. 90 DA LEI n 8.666/93 - RECURSOS REPASSADOS AO MUNICÍPIO - SUS - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL - APTIDÃO DA DENÚNCIA - INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS CÍVEL E PENAL - PREJUÍZO AO ERÁRIO - DOSIMETRIA - CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS INTRÍNSECAS AO TIPO PENAL - IMPOSSIBILIDADE DE AGRAVAMENTO DA PENA BASE EM VIRTUDE DE AÇÃO PENAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO 1. Tratando-se de verba repassada do SUS ao município, resta competente a Justiça Federal para o processamento e julgamento do feito, por força do art. 109, IV, da Constituição Federal. Precedente deste Egrégio Tribunal Regional Federal 2. A denúncia contém suficiente descrição das condutas típicas imputadas aos réus, possibilitando a compreensão dos fatos narrados e, portanto, o regular exercício da ampla defesa e do contraditório. Tendo em vista que a exordial acusatória expõe de forma clara e individualizada o contexto da ação delituosa, delimitando o tempo em que a conduta fora praticada, bem como o local e a natureza da responsabilidade dos acusados, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Eis a decisão ora agravada: Trata-se de Agravos contra decisão que inadmitiu Recursos Extraordinários interpostos em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região, que foi assim ementado (Vol. 3, e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 2.120-2.121): “PENAL - APELAÇÃO CRIMINAL - CRIME DO ART. 90 DA LEI n 8.666/93 - RECURSOS REPASSADOS AO MUNICÍPIO - SUS - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL - APTIDÃO DA DENÚNCIA - INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS CÍVEL E PENAL - PREJUÍZO AO ERÁRIO - DOSIMETRIA - CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS INTRÍNSECAS AO TIPO PENAL - IMPOSSIBILIDADE DE AGRAVAMENTO DA PENA BASE EM VIRTUDE DE AÇÃO PENAL NÃO TRANSITADA EM JULGADO 1. Tratando-se de verba repassada do SUS ao município, resta competente a Justiça Federal para o processamento e julgamento do feito, por força do art. 109, IV, da Constituição Federal. Precedente deste Egrégio Tribunal Regional Federal 2. A denúncia contém suficiente descrição das condutas típicas imputadas aos réus, possibilitando a compreensão dos fatos narrados e, portanto, o regular exercício da ampla defesa e do contraditório. Tendo em vista que a exordial acusatória expõe de forma clara e individualizada o contexto da ação delituosa, delimitando o tempo em que a conduta fora praticada, bem como o local e a natureza da responsabilidade dos acusados, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1200973 ED-AGR / RJ entende-se que a denúncia se revela apta a dar início à ação penal. Materialidade e autoria dos delitos imputados na exordial comprovadas nos autos. 3. No que concerne à tese de desproporcionalidade entre as sanções aplicadas nos julgamentos da Ação Civil Pública e da Ação Penal, a mesma não merece prosperar, uma vez que as esferas de julgamento são independentes entre si, sendo pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a esse respeito. Precedente. 4. Há elementos suficientes nos autos capazes de atestar o prejuízo sofrido pelo Município. A terceirização levada à cabo pelos procedimentos licitatórios investigados, com nítida eliminação do caráter competitivo do certame mediante ajuste entre as partes logrou provocar prejuízos ao ente federativo, mormente considerando que os valores pagos ultrapassaram aqueles previstos para a modalidade de licitação utilizada. 5. Impossibilidade de se utilizar elementos intrínsecos ao tipo penal em exame para majorar a pena base, sob pena de se incorrer em bis in idem. Do mesmo modo, impossibilidade de se utilizar ação penal em curso para valorar desfavoravelmente a conduta social do réu na dosimetria da pena base, vez que o termo "conduta social" corresponde ao comportamento do réu no seio da sociedade, não envolvendo juízo de valor a respeito de figuras típicas incriminadoras. Aqui se analisa o papel do réu na comunidade, na família e no trabalho, não a prática de crimes, já que o artigo 59 do Código Penal Brasileiro já trouxe circunstância específica para tanto. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 6. Apelações criminais a que se dá parcial provimento. Opostos embargos de declaração foram rejeitados (Vol. 3, e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 2.141-2.143). Nos apelos extremos, interpostos com amparo no art. 102, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ entende-se que a denúncia se revela apta a dar início à ação penal. Materialidade e autoria dos delitos imputados na exordial comprovadas nos autos. 3. No que concerne à tese de desproporcionalidade entre as sanções aplicadas nos julgamentos da Ação Civil Pública e da Ação Penal, a mesma não merece prosperar, uma vez que as esferas de julgamento são independentes entre si, sendo pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal a esse respeito. Precedente. 4. Há elementos suficientes nos autos capazes de atestar o prejuízo sofrido pelo Município. A terceirização levada à cabo pelos procedimentos licitatórios investigados, com nítida eliminação do caráter competitivo do certame mediante ajuste entre as partes logrou provocar prejuízos ao ente federativo, mormente considerando que os valores pagos ultrapassaram aqueles previstos para a modalidade de licitação utilizada. 5. Impossibilidade de se utilizar elementos intrínsecos ao tipo penal em exame para majorar a pena base, sob pena de se incorrer em bis in idem. Do mesmo modo, impossibilidade de se utilizar ação penal em curso para valorar desfavoravelmente a conduta social do réu na dosimetria da pena base, vez que o termo "conduta social" corresponde ao comportamento do réu no seio da sociedade, não envolvendo juízo de valor a respeito de figuras típicas incriminadoras. Aqui se analisa o papel do réu na comunidade, na família e no trabalho, não a prática de crimes, já que o artigo 59 do Código Penal Brasileiro já trouxe circunstância específica para tanto. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 6. Apelações criminais a que se dá parcial provimento. Opostos embargos de declaração foram rejeitados (Vol. 3, e-Superior Tribunal de Justiça, fls. 2.141-2.143). Nos apelos extremos, interpostos com amparo no art. 102, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1200973 ED-AGR / RJ III, alínea “a” da Constituição Federal, os recorrentes sustentam que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pedem que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ III, alínea “a” da Constituição Federal, os recorrentes sustentam que o acórdão violou dispositivos constitucionais. Por fim, pedem que o recurso seja conhecido e provido para modificar o acórdão recorrido. É o relatório. Decido. Os recursos extraordinários somente serão conhecidos e julgados, quando essenciais e relevantes as questões constitucionais a serem analisadas, sendo imprescindível ao recorrente, em sua petição de interposição de recurso, a apresentação formal e motivada da repercussão geral que demonstre, perante o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a existência de acentuado interesse geral na solução das questões constitucionais discutidas no processo, que transcenda a defesa puramente de interesses subjetivos e particulares. A obrigação do recorrente de apresentar formal e motivadamente a preliminar de repercussão geral que demonstre, sob o ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, a relevância da questão constitucional debatida que ultrapasse os interesses subjetivos da causa, conforme exigência constitucional, legal e regimental (art. 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88, c/c art. 1.035, § 2..., do Código de Processo Civil de 2015 e art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), não se confunde com meras invocações, desacompanhadas de sólidos fundamentos e de demonstração dos requisitos no caso concreto, de que (a) o tema controvertido é portador de ampla repercussão e de suma importância para o cenário econômico, político, social ou jurídico; (b) a matéria não interessa única e simplesmente às partes envolvidas na lide; ou, ainda, de que (c) a jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é incontroversa no tocante à causa debatida, entre outras alegações de igual patamar argumentativo (ARE 691.595-AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1200973 ED-AGR / RJ DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Por fim, no que diz respeito à alegação de incompetência da Justiça Federal, em vista da ausência de interesse da União, divergir do entendimento do Tribunal a quo demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação infraconstitucional, o que também atrai o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FRAUDE DE SERVIÇO. VERBAS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. INTERESSE DA UNIÃO. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido acerca do interesse da União, o que atrairia a competência para o âmbito da Justiça Federal, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “a Justiça Federal é 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ DJe de 13/8/2012). Não havendo demonstração fundamentada da presença de repercussão geral, incabível o seguimento do Recurso Extraordinário. Ainda que assim não fosse, verifica-se que o aresto impugnado, com fundamento na legislação ordinária e no substrato fático constante dos autos, deu parcial provimento às apelações, mantendo a condenação dos recorrentes pela prática dos delitos de frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, matéria situada no contexto normativo infraconstitucional. Inviável, ademais, o reexame de provas em sede de recurso extraordinário, conforme Súmula 279 (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Por fim, no que diz respeito à alegação de incompetência da Justiça Federal, em vista da ausência de interesse da União, divergir do entendimento do Tribunal a quo demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos e da legislação infraconstitucional, o que também atrai o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FRAUDE DE SERVIÇO. VERBAS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. INTERESSE DA UNIÃO. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido acerca do interesse da União, o que atrairia a competência para o âmbito da Justiça Federal, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Precedente. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que “a Justiça Federal é 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES ARE 1200973 ED-AGR / RJ competente para processar e julgar ações penais relativas a desvio de verbas do Sistema Único de Saúde” (ARE 999.247, Rel. Min. Edson Fachin). Nesse sentido, veja-se ainda o AI 707.133-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 1136510 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/9/2018) Diante do exposto, nos termos do art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS RECURSOS. Ora, o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Supremo Tribunal Federal ARE 1200973 ED-AGR / RJ competente para processar e julgar ações penais relativas a desvio de verbas do Sistema Único de Saúde” (ARE 999.247, Rel. Min. Edson Fachin). Nesse sentido, veja-se ainda o AI 707.133-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (ARE 1136510 AgR, Relator(a): Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 6/9/2018) Diante do exposto, nos termos do art. 21, IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO AOS RECURSOS. Ora, o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os óbices apontados. Nesse contexto, não há reparo a fazer no entendimento aplicado. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1ABF-45C1-6CCB-C232 e senha B727-1974-1C94-F73E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) : MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI (134678/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRE JOSE KOZLOWSKI (125427/RJ) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) : AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) : WALTER DE FREITAS JUNIOR (037825/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DCF-6C9C-74DE-9F88 e senha D4C5-8851-2B77-A1D1 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.973 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO AGTE.(S) : MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI (134678/RJ) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR ADV.(A/S) : ANDRE JOSE KOZLOWSKI (125427/RJ) E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO INTDO.(A/S) : AUNIR JOSE CARNEIRO ADV.(A/S) : WALTER DE FREITAS JUNIOR (037825/RJ) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DCF-6C9C-74DE-9F88 e senha D4C5-8851-2B77-A1D1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 1200973 ED - AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 1 . 200 . 973", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1200973 ED - AGR / RJ", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1200973 ED - AGR / RJ", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 1200973 ED - AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1200973 ED - AGR / RJ", "ARE 999 . 247", "AI 707 . 133 - AgR", "ARE 1136510 AgR", "ARE 1200973", "ARE 999 . 247", "AI 707 . 133 - AgR", "ARE 1136510 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . 035 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 90 DA LEI n 8 . 666 / 93", "art . 109 , IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 90 DA LEI n 8 . 666 / 93", "art . 109 , IV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n", "artigo 59 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 59 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ a ” da Constituição Federal", "art . 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , IX , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , IX , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região .", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "SUS", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "e", "-", "Superior Tribunal de Justiça", "SUS", "SUS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "União", "UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "UNIÃO", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Sistema Único de Saúde", "Primeira Turma", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO", "MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA", "ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI", "PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR", "ANDRE JOSE KOZLOWSKI", "PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO", "AUNIR JOSE CARNEIRO", "WALTER DE FREITAS JUNIOR", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO", "MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA", "ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI", "PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR", "ANDRE JOSE KOZLOWSKI", "PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO", "AUNIR JOSE CARNEIRO", "WALTER DE FREITAS JUNIOR", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA", "LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO", "MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA", "ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI", "PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR", "ANDRE JOSE KOZLOWSKI", "PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO", "AUNIR JOSE CARNEIRO", "WALTER DE FREITAS JUNIOR", "ALEXANDRE DE MORAES", "MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA", "LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO", "MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA", "ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI", "PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR", "ANDRE JOSE KOZLOWSKI", "PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO", "AUNIR JOSE CARNEIRO", "WALTER DE FREITAS JUNIOR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ ALBERTO CARVALHO TORALDO", "MARCOS ANDRÉ LIMA NOGUEIRA", "ALEXANDRE PECANHA ALDIGHIERI", "PAULO CEZAR ESTRELLA JUNIOR", "ANDRE JOSE KOZLOWSKI", "PEDRO AUGUSTO DE ARAUJO ROMAO", "AUNIR JOSE CARNEIRO", "WALTER DE FREITAS JUNIOR", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "2", "/", "2013", "14", "/", "2", "/", "2013", "19", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) :RAUL DE LIMA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :WEINDEN ALVES ADV.(A/S) :ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR ADV.(A/S) :LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC/1973. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. NÃO OCORRE OMISSÃO. REITERAÇÃO DE VÍCIO JÁ APONTADO NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE INEXISTENTES. DECLARATÓRIOS OPOSTOS SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE E PROCRASTINATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência de omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-EB4F-98D2-1075 e senha 711E-708C-A638-CE27 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 772318 AGR-ED-ED / SP evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer dos embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019. Determinada a imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e da devolução dos autos à origem. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-EB4F-98D2-1075 e senha 711E-708C-A638-CE27 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer dos embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019. Determinada a imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e da devolução dos autos à origem. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-EB4F-98D2-1075 e senha 711E-708C-A638-CE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) :RAUL DE LIMA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :WEINDEN ALVES ADV.(A/S) :ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR ADV.(A/S) :LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta Primeira Turma rejeitou os primeiros aclaratórios, opõe novos embargos de declaração Felipe Cheidde Júnior. Com amparo no art. 619 do Código de Processo Penal, reputa omisso o julgado. Alega, em síntese, demonstrado o cabimento do apelo extremo ante a apresentação da repercussão geral. Insiste na tese de que violado o princípio da presunção de inocência. Alega que, “na apresentação do Recurso Extraordinário, demonstrou-se seu cabimento, portanto, esta atingiu o objetivo pretendido pela forma prevista no §2º do art. 543-A do Código de Processo Civil”. Afirma que “a exigência de forma prevista no § 2º do art. 543- A do CPC, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque conforme o art. 224 do CPC, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Declaratórios opostos sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13C5-D9EE-C360-0F8A e senha 2D1A-C3C5-BB75-B510 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) :RAUL DE LIMA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :WEINDEN ALVES ADV.(A/S) :ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR ADV.(A/S) :LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta Primeira Turma rejeitou os primeiros aclaratórios, opõe novos embargos de declaração Felipe Cheidde Júnior. Com amparo no art. 619 do Código de Processo Penal, reputa omisso o julgado. Alega, em síntese, demonstrado o cabimento do apelo extremo ante a apresentação da repercussão geral. Insiste na tese de que violado o princípio da presunção de inocência. Alega que, “na apresentação do Recurso Extraordinário, demonstrou-se seu cabimento, portanto, esta atingiu o objetivo pretendido pela forma prevista no §2º do art. 543-A do Código de Processo Civil”. Afirma que “a exigência de forma prevista no § 2º do art. 543- A do CPC, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque conforme o art. 224 do CPC, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Declaratórios opostos sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13C5-D9EE-C360-0F8A e senha 2D1A-C3C5-BB75-B510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Felipe Cheidde Júnior, pela segunda vez, maneja embargos declaratórios, nos quais insiste na ausência de fundamentação do acórdão. Sustenta demonstrado o cabimento do apelo extremo ante a apresentação da repercussão geral. Afirma que “a exigência de forma prevista no § 2º do art. 543-A do CPC, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque conforme o art. 224 do CPC, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Insiste na tese de que violado o princípio da presunção de inocência. O acórdão embargado está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC/1973. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. OMISSÃO INOCORRENTE. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE. DECLARATÓRIOS OPOSTOS SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência de omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. Embargos de declaração rejeitados. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Felipe Cheidde Júnior, pela segunda vez, maneja embargos declaratórios, nos quais insiste na ausência de fundamentação do acórdão. Sustenta demonstrado o cabimento do apelo extremo ante a apresentação da repercussão geral. Afirma que “a exigência de forma prevista no § 2º do art. 543-A do CPC, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque conforme o art. 224 do CPC, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Insiste na tese de que violado o princípio da presunção de inocência. O acórdão embargado está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC/1973. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. OMISSÃO INOCORRENTE. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE. DECLARATÓRIOS OPOSTOS SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência de omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. Embargos de declaração rejeitados. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP Não há vícios a sanar. Verifico que os embargos de declaração são tempestivos e a representação é regular. Nada obstante, não merecem ser conhecidos, porque voltados a discutir vícios não surgidos na última decisão proferida nestes autos, contra a qual formalmente opostos. O ponto tido por omisso pela parte embargante consubstancia, de fato, a tese recursal cujo mérito lhe foi desfavorável, devidamente analisada ao exame dos sucessivos recursos manejados no âmbito desta instância extraordinária. Ao julgamento do agravo regimental, afirmei a premissa de que inviável o recurso, o qual não comporta conhecimento, visto que não apresentada preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Casa, verbis: “Consoante registrado, não consta no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007 a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1º, do CPC/1973). Como já adiantado na decisão atacada, o Plenário desta Suprema Corte, na sessão de 18.6.2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567/RS, fixou, em votação unânime, a necessidade de demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal: I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O requisito constitucional da repercussão geral (CF, art. 102, § 3º, red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as normas regimentais necessárias à sua execução, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP Não há vícios a sanar. Verifico que os embargos de declaração são tempestivos e a representação é regular. Nada obstante, não merecem ser conhecidos, porque voltados a discutir vícios não surgidos na última decisão proferida nestes autos, contra a qual formalmente opostos. O ponto tido por omisso pela parte embargante consubstancia, de fato, a tese recursal cujo mérito lhe foi desfavorável, devidamente analisada ao exame dos sucessivos recursos manejados no âmbito desta instância extraordinária. Ao julgamento do agravo regimental, afirmei a premissa de que inviável o recurso, o qual não comporta conhecimento, visto que não apresentada preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Casa, verbis: “Consoante registrado, não consta no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007 a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1º, do CPC/1973). Como já adiantado na decisão atacada, o Plenário desta Suprema Corte, na sessão de 18.6.2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567/RS, fixou, em votação unânime, a necessidade de demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal: I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O requisito constitucional da repercussão geral (CF, art. 102, § 3º, red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as normas regimentais necessárias à sua execução, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP aplica-se aos recursos extraordinários em geral, e, em consequência, às causas criminais. 2. Os recursos ordinários criminais de um modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a todos os recursos extraordinários (CF, art. 102, III). 3. A partir da EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3º no art. 102 da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada, estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o RE busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas, assim entendidas aquelas que "ultrapassem os interesses subjetivos da causa" (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1º, incluído pela L. 11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do habeas corpus (CF, art. 5º, LXVIII). Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP aplica-se aos recursos extraordinários em geral, e, em consequência, às causas criminais. 2. Os recursos ordinários criminais de um modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a todos os recursos extraordinários (CF, art. 102, III). 3. A partir da EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3º no art. 102 da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada, estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o RE busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas, assim entendidas aquelas que "ultrapassem os interesses subjetivos da causa" (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1º, incluído pela L. 11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do habeas corpus (CF, art. 5º, LXVIII). Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP extraordinário, sendo competência do Relator recusar os recursos que não a apresentam, forte no art. 327, § 1º, do RISTF.” Por seu turno, ao exame dos anteriores declaratórios, afastei o ventilado vício da omissão, porquanto devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. Sublinhei não se ressentir o julgado, tampouco, de qualquer vício apto a aclaratórios, visto que o recurso não comportou conhecimento. Frisei, de forma clara, a inviabilidade de exame da tese de mérito ante o não conhecimento do recurso. Com o escopo de exaurir a controvérsia, enfatizei que, na petição de recurso extraordinário interposto pelo embargante acostada às fls. 26-53 do vol. 13, de fato, não constou sequer uma linha acerca da repercussão geral da matéria versada no apelo extremo. Outrossim, em reforço de fundamentação, explicitei que a repercussão geral deve ser demonstrada na petição do recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte, o que não ocorre na espécia, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Pontuei, por fim, que não se ressente dos vícios da omissão, da obscuridade ou da contradição, ao feitio legal, o decisum no qual se assenta a inviabilidade de exame da matéria, à míngua do atendimento aos pressupostos recursais. Truísmo mencionar que a apreciação das assertivas recursais pressupõe que o recurso satisfaça todos os requisitos processuais de admissibilidade. Por conseguinte, se o recurso não ultrapassou a barreira do conhecimento, por inelutável ausência de seus pressupostos, não se lhe aplica a necessidade de análise da veiculada tese recursal. Firme é o entendimento desta Suprema Corte de que não se mostram hábeis os declaratórios à veiculação dos vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP extraordinário, sendo competência do Relator recusar os recursos que não a apresentam, forte no art. 327, § 1º, do RISTF.” Por seu turno, ao exame dos anteriores declaratórios, afastei o ventilado vício da omissão, porquanto devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. Sublinhei não se ressentir o julgado, tampouco, de qualquer vício apto a aclaratórios, visto que o recurso não comportou conhecimento. Frisei, de forma clara, a inviabilidade de exame da tese de mérito ante o não conhecimento do recurso. Com o escopo de exaurir a controvérsia, enfatizei que, na petição de recurso extraordinário interposto pelo embargante acostada às fls. 26-53 do vol. 13, de fato, não constou sequer uma linha acerca da repercussão geral da matéria versada no apelo extremo. Outrossim, em reforço de fundamentação, explicitei que a repercussão geral deve ser demonstrada na petição do recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte, o que não ocorre na espécia, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Pontuei, por fim, que não se ressente dos vícios da omissão, da obscuridade ou da contradição, ao feitio legal, o decisum no qual se assenta a inviabilidade de exame da matéria, à míngua do atendimento aos pressupostos recursais. Truísmo mencionar que a apreciação das assertivas recursais pressupõe que o recurso satisfaça todos os requisitos processuais de admissibilidade. Por conseguinte, se o recurso não ultrapassou a barreira do conhecimento, por inelutável ausência de seus pressupostos, não se lhe aplica a necessidade de análise da veiculada tese recursal. Firme é o entendimento desta Suprema Corte de que não se mostram hábeis os declaratórios à veiculação dos vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP Os vícios – de ambiguidade, omissão, obscuridade, contradição ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de declaração são apenas os eventualmente exsurgidos na decisão proferida ao julgamento dos declaratórios anteriores. O que se observa é que a parte embargante busca, na realidade, repisar questões já examinadas com o escopo de alterar o mérito da decisão, bem como evitar o trânsito em julgado. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de inúmeros recursos contrários à jurisprudência como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer. Nesse contexto, à luz da orientação desta Suprema Corte, revela-se impositiva a determinação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, bem como a baixa imediata dos autos à origem, como se colhe dos seguintes precedentes, inter plures: “SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá- los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP Os vícios – de ambiguidade, omissão, obscuridade, contradição ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de declaração são apenas os eventualmente exsurgidos na decisão proferida ao julgamento dos declaratórios anteriores. O que se observa é que a parte embargante busca, na realidade, repisar questões já examinadas com o escopo de alterar o mérito da decisão, bem como evitar o trânsito em julgado. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de inúmeros recursos contrários à jurisprudência como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer. Nesse contexto, à luz da orientação desta Suprema Corte, revela-se impositiva a determinação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, bem como a baixa imediata dos autos à origem, como se colhe dos seguintes precedentes, inter plures: “SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá- los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório”. (ARE 1005365 AgR-ED-ED, 2ª Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20.3.2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIO APTO A ENSEJAR QUALQUER DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO OU AMEAÇA DE LESÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. NÃO COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. 1. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para se decretar nulidade de interceptações telefônicas e de investigação, sem qualquer ato atentatório do direito de liberdade de locomoção. 2. In casu, negou-se seguimento, monocraticamente, ao recurso em habeas corpus, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que é firme no sentido de que o habeas corpus destina-se, exclusivamente, à proteção da liberdade de locomoção ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder, bem como pela ausência de comprovação de eventual prejuízo sofrido em decorrência das nulidades alegadas. 3. Verifica-se que a pretensão do embargante é o rejulgamento da impetração, inviável na via estreita dos embargos declaratórios. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório”. (ARE 1005365 AgR-ED-ED, 2ª Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20.3.2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIO APTO A ENSEJAR QUALQUER DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO OU AMEAÇA DE LESÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. NÃO COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. 1. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para se decretar nulidade de interceptações telefônicas e de investigação, sem qualquer ato atentatório do direito de liberdade de locomoção. 2. In casu, negou-se seguimento, monocraticamente, ao recurso em habeas corpus, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que é firme no sentido de que o habeas corpus destina-se, exclusivamente, à proteção da liberdade de locomoção ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder, bem como pela ausência de comprovação de eventual prejuízo sofrido em decorrência das nulidades alegadas. 3. Verifica-se que a pretensão do embargante é o rejulgamento da impetração, inviável na via estreita dos embargos declaratórios. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP 4. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Inexistentes quaisquer desses vícios, não se pode falar em cabimento do recurso de embargos de declaração. 5. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 6. Embargos declaratórios desprovidos.” (RHC 132111 AgR-ED-ED, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.11.2017) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso. 2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório. 3. O STF possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 934738 AgR-ED-ED, 1ª Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.3.2017) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/STF. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP 4. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Inexistentes quaisquer desses vícios, não se pode falar em cabimento do recurso de embargos de declaração. 5. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 6. Embargos declaratórios desprovidos.” (RHC 132111 AgR-ED-ED, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.11.2017) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso. 2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório. 3. O STF possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 934738 AgR-ED-ED, 1ª Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.3.2017) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/STF. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP ou omissão justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia-se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão . Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem.” (AI 857900 AgR-ED-ED, 1ª Turma, da minha lavra, DJe 18.02.2014) Não conheço os presentes embargos declaratórios. Determino a certificação do trânsito em julgado para o embargante, Felipe Cheidde Júnior, bem como, em relação a este, a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP ou omissão justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia-se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão . Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem.” (AI 857900 AgR-ED-ED, 1ª Turma, da minha lavra, DJe 18.02.2014) Não conheço os presentes embargos declaratórios. Determino a certificação do trânsito em julgado para o embargante, Felipe Cheidde Júnior, bem como, em relação a este, a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) : RAUL DE LIMA SILVA (281908/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : WEINDEN ALVES ADV.(A/S) : ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR (105902/SP) ADV.(A/S) : LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO (0211811/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DC6-DE1C-AD5A-4FF4 e senha 02CF-14A9-4115-6719 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) : RAUL DE LIMA SILVA (281908/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : WEINDEN ALVES ADV.(A/S) : ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR (105902/SP) ADV.(A/S) : LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO (0211811/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DC6-DE1C-AD5A-4FF4 e senha 02CF-14A9-4115-6719 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384602
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC/1973. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. NÃO OCORRE OMISSÃO. REITERAÇÃO DE VÍCIO JÁ APONTADO NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE INEXISTENTES. DECLARATÓRIOS OPOSTOS SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE E PROCRASTINATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência de omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem.
sjur407458
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO, CERTIFICAÇÃO, TRÂNSITO EM JULGADO, BAIXA DOS AUTOS) ARE 1005365 AgR-ED-ED (2ªT), RHC 132111 AgR-ED-ED (1ªT), ARE 934738 AgR-ED-ED (1ªT), AI 857900 AgR-ED-ED (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 20/08/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
772318
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
ARE-AgR-ED-ED
acordaos
ARE 772318 AgR-ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) : RAUL DE LIMA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : WEINDEN ALVES ADV.(A/S) : ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR ADV.(A/S) : LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) :RAUL DE LIMA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :WEINDEN ALVES ADV.(A/S) :ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR ADV.(A/S) :LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. NÃO OCORRE OMISSÃO. REITERAÇÃO DE VÍCIO JÁ APONTADO NOS ANTERIORES DECLARATÓRIOS. PRESSUPOSTOS DE EMBARGABILIDADE INEXISTENTES. DECLARATÓRIOS OPOSTOS SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE E PROCRASTINATÓRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e sua finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência de omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-EB4F-98D2-1075 e senha 711E-708C-A638-CE27 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 772318 AGR-ED-ED / SP evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer dos embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019. Determinada a imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e da devolução dos autos à origem. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-EB4F-98D2-1075 e senha 711E-708C-A638-CE27 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em não conhecer dos embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019. Determinada a imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e da devolução dos autos à origem. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6321-EB4F-98D2-1075 e senha 711E-708C-A638-CE27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) :RAUL DE LIMA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :WEINDEN ALVES ADV.(A/S) :ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR ADV.(A/S) :LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta Primeira Turma rejeitou os primeiros aclaratórios, opõe novos embargos de declaração Felipe Cheidde Júnior. Com amparo no art. 619 do Código de Processo Penal, reputa omisso o julgado. Alega, em síntese, demonstrado o cabimento do apelo extremo ante a apresentação da repercussão geral. Insiste na tese de que violado o princípio da presunção de inocência. Alega que, “na apresentação do Recurso Extraordinário, demonstrou-se seu cabimento, portanto, esta atingiu o objetivo pretendido pela forma prevista no §2... do art. 543-A do Código de Processo Civil”. Afirma que “a exigência de forma prevista no § 2... do art. 543- A do Código de Processo Civil, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque conforme o art. 224 do Código de Processo Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Declaratórios opostos sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13C5-D9EE-C360-0F8A e senha 2D1A-C3C5-BB75-B510 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) :RAUL DE LIMA SILVA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :WEINDEN ALVES ADV.(A/S) :ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR ADV.(A/S) :LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o acórdão pelo qual esta Primeira Turma rejeitou os primeiros aclaratórios, opõe novos embargos de declaração Felipe Cheidde Júnior. Com amparo no art. 619 do Código de Processo Penal, reputa omisso o julgado. Alega, em síntese, demonstrado o cabimento do apelo extremo ante a apresentação da repercussão geral. Insiste na tese de que violado o princípio da presunção de inocência. Alega que, “na apresentação do Recurso Extraordinário, demonstrou-se seu cabimento, portanto, esta atingiu o objetivo pretendido pela forma prevista no §2... do art. 543-A do Código de Processo Civil”. Afirma que “a exigência de forma prevista no § 2... do art. 543- A do Código de Processo Civil, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque conforme o art. 224 do Código de Processo Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Declaratórios opostos sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 13C5-D9EE-C360-0F8A e senha 2D1A-C3C5-BB75-B510 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Felipe Cheidde Júnior, pela segunda vez, maneja embargos declaratórios, nos quais insiste na ausência de fundamentação do acórdão. Sustenta demonstrado o cabimento do apelo extremo ante a apresentação da repercussão geral. Afirma que “a exigência de forma prevista no § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque conforme o art. 224 do Código de Processo Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Insiste na tese de que violado o princípio da presunção de inocência. O acórdão embargado está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. OMISSÃO INOCORRENTE. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE. DECLARATÓRIOS OPOSTOS SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência de omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. Embargos de declaração rejeitados. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Felipe Cheidde Júnior, pela segunda vez, maneja embargos declaratórios, nos quais insiste na ausência de fundamentação do acórdão. Sustenta demonstrado o cabimento do apelo extremo ante a apresentação da repercussão geral. Afirma que “a exigência de forma prevista no § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque conforme o art. 224 do Código de Processo Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida”. Insiste na tese de que violado o princípio da presunção de inocência. O acórdão embargado está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL. OMISSÃO INOCORRENTE. CARÁTER MERAMENTE INFRINGENTE. DECLARATÓRIOS OPOSTOS SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Não se prestam os embargos de declaração, não obstante sua vocação democrática e a finalidade precípua de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, para o reexame das questões de fato e de direito já apreciadas no acórdão embargado. 2. Ausência de omissão justificadora da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, a evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. Embargos de declaração rejeitados. ” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP Não há vícios a sanar. Verifico que os embargos de declaração são tempestivos e a representação é regular. Nada obstante, não merecem ser conhecidos, porque voltados a discutir vícios não surgidos na última decisão proferida nestes autos, contra a qual formalmente opostos. O ponto tido por omisso pela parte embargante consubstancia, de fato, a tese recursal cujo mérito lhe foi desfavorável, devidamente analisada ao exame dos sucessivos recursos manejados no âmbito desta instância extraordinária. Ao julgamento do agravo regimental, afirmei a premissa de que inviável o recurso, o qual não comporta conhecimento, visto que não apresentada preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Casa, verbis: “Consoante registrado, não consta no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental n 21, de 30.4.2007 a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil/1973). Como já adiantado na decisão atacada, o Plenário desta Suprema Corte, na sessão de 18.6.2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567/RS, fixou, em votação unânime, a necessidade de demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal: I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O requisito constitucional da repercussão geral (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 3..., red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as normas regimentais necessárias à sua execução, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP Não há vícios a sanar. Verifico que os embargos de declaração são tempestivos e a representação é regular. Nada obstante, não merecem ser conhecidos, porque voltados a discutir vícios não surgidos na última decisão proferida nestes autos, contra a qual formalmente opostos. O ponto tido por omisso pela parte embargante consubstancia, de fato, a tese recursal cujo mérito lhe foi desfavorável, devidamente analisada ao exame dos sucessivos recursos manejados no âmbito desta instância extraordinária. Ao julgamento do agravo regimental, afirmei a premissa de que inviável o recurso, o qual não comporta conhecimento, visto que não apresentada preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, nos moldes exigidos pela jurisprudência desta Casa, verbis: “Consoante registrado, não consta no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental n 21, de 30.4.2007 a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil/1973). Como já adiantado na decisão atacada, o Plenário desta Suprema Corte, na sessão de 18.6.2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567/RS, fixou, em votação unânime, a necessidade de demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal: I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O requisito constitucional da repercussão geral (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 3..., red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as normas regimentais necessárias à sua execução, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP aplica-se aos recursos extraordinários em geral, e, em consequência, às causas criminais. 2. Os recursos ordinários criminais de um modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a todos os recursos extraordinários (Constituição Federal de 1988, art. 102, III). 3. A partir da EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3... no art. 102 da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada, estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o Recurso Extraordinário busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas, assim entendidas aquelas que "ultrapassem os interesses subjetivos da causa" (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1..., incluído pela L. 11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do habeas corpus (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII). Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP aplica-se aos recursos extraordinários em geral, e, em consequência, às causas criminais. 2. Os recursos ordinários criminais de um modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a todos os recursos extraordinários (Constituição Federal de 1988, art. 102, III). 3. A partir da EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3... no art. 102 da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada, estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o Recurso Extraordinário busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas, assim entendidas aquelas que "ultrapassem os interesses subjetivos da causa" (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1..., incluído pela L. 11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do habeas corpus (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII). Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP extraordinário, sendo competência do Relator recusar os recursos que não a apresentam, forte no art. 327, § 1..., do RISTF.” Por seu turno, ao exame dos anteriores declaratórios, afastei o ventilado vício da omissão, porquanto devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. Sublinhei não se ressentir o julgado, tampouco, de qualquer vício apto a aclaratórios, visto que o recurso não comportou conhecimento. Frisei, de forma clara, a inviabilidade de exame da tese de mérito ante o não conhecimento do recurso. Com o escopo de exaurir a controvérsia, enfatizei que, na petição de recurso extraordinário interposto pelo embargante acostada às fls. 26-53 do vol. 13, de fato, não constou sequer uma linha acerca da repercussão geral da matéria versada no apelo extremo. Outrossim, em reforço de fundamentação, explicitei que a repercussão geral deve ser demonstrada na petição do recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte, o que não ocorre na espécia, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Pontuei, por fim, que não se ressente dos vícios da omissão, da obscuridade ou da contradição, ao feitio legal, o decisum no qual se assenta a inviabilidade de exame da matéria, à míngua do atendimento aos pressupostos recursais. Truísmo mencionar que a apreciação das assertivas recursais pressupõe que o recurso satisfaça todos os requisitos processuais de admissibilidade. Por conseguinte, se o recurso não ultrapassou a barreira do conhecimento, por inelutável ausência de seus pressupostos, não se lhe aplica a necessidade de análise da veiculada tese recursal. Firme é o entendimento desta Suprema Corte de que não se mostram hábeis os declaratórios à veiculação dos vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP extraordinário, sendo competência do Relator recusar os recursos que não a apresentam, forte no art. 327, § 1..., do RISTF.” Por seu turno, ao exame dos anteriores declaratórios, afastei o ventilado vício da omissão, porquanto devidamente explicitadas as razões de decidir e enfrentadas as questões necessárias e suficientes ao deslinde da controvérsia. Sublinhei não se ressentir o julgado, tampouco, de qualquer vício apto a aclaratórios, visto que o recurso não comportou conhecimento. Frisei, de forma clara, a inviabilidade de exame da tese de mérito ante o não conhecimento do recurso. Com o escopo de exaurir a controvérsia, enfatizei que, na petição de recurso extraordinário interposto pelo embargante acostada às fls. 26-53 do vol. 13, de fato, não constou sequer uma linha acerca da repercussão geral da matéria versada no apelo extremo. Outrossim, em reforço de fundamentação, explicitei que a repercussão geral deve ser demonstrada na petição do recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte, o que não ocorre na espécia, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Pontuei, por fim, que não se ressente dos vícios da omissão, da obscuridade ou da contradição, ao feitio legal, o decisum no qual se assenta a inviabilidade de exame da matéria, à míngua do atendimento aos pressupostos recursais. Truísmo mencionar que a apreciação das assertivas recursais pressupõe que o recurso satisfaça todos os requisitos processuais de admissibilidade. Por conseguinte, se o recurso não ultrapassou a barreira do conhecimento, por inelutável ausência de seus pressupostos, não se lhe aplica a necessidade de análise da veiculada tese recursal. Firme é o entendimento desta Suprema Corte de que não se mostram hábeis os declaratórios à veiculação dos vícios já apontados em anteriores embargos de declaração e apreciados pelo órgão julgador. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP Os vícios – de ambiguidade, omissão, obscuridade, contradição ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de declaração são apenas os eventualmente exsurgidos na decisão proferida ao julgamento dos declaratórios anteriores. O que se observa é que a parte embargante busca, na realidade, repisar questões já examinadas com o escopo de alterar o mérito da decisão, bem como evitar o trânsito em julgado. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de inúmeros recursos contrários à jurisprudência como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer. Nesse contexto, à luz da orientação desta Suprema Corte, revela-se impositiva a determinação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, bem como a baixa imediata dos autos à origem, como se colhe dos seguintes precedentes, inter plures: “SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá- los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP Os vícios – de ambiguidade, omissão, obscuridade, contradição ou mesmo erro material – suscetíveis de ataque em novos embargos de declaração são apenas os eventualmente exsurgidos na decisão proferida ao julgamento dos declaratórios anteriores. O que se observa é que a parte embargante busca, na realidade, repisar questões já examinadas com o escopo de alterar o mérito da decisão, bem como evitar o trânsito em julgado. A utilização indevida das espécies recursais, consubstanciada na interposição de inúmeros recursos contrários à jurisprudência como mero expediente protelatório, desvirtua o próprio postulado constitucional da ampla defesa e configura abuso do direito de recorrer. Nesse contexto, à luz da orientação desta Suprema Corte, revela-se impositiva a determinação do trânsito em julgado, independentemente de publicação do acórdão, bem como a baixa imediata dos autos à origem, como se colhe dos seguintes precedentes, inter plures: “SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – MATÉRIA PENAL – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER PROCRASTINATÓRIO – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – DEVOLUÇÃO IMEDIATA DOS AUTOS INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619, e RISTF, art. 337) – vem a utilizá- los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. EXERCÍCIO ABUSIVO DO DIREITO DE RECORRER – O abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório”. (ARE 1005365 AgR-ED-ED, 2... Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20.3.2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIO APTO A ENSEJAR QUALQUER DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO OU AMEAÇA DE LESÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. NÃO COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. 1. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), não cabendo sua utilização para se decretar nulidade de interceptações telefônicas e de investigação, sem qualquer ato atentatório do direito de liberdade de locomoção. 2. In casu, negou-se seguimento, monocraticamente, ao recurso em habeas corpus, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que é firme no sentido de que o habeas corpus destina-se, exclusivamente, à proteção da liberdade de locomoção ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder, bem como pela ausência de comprovação de eventual prejuízo sofrido em decorrência das nulidades alegadas. 3. Verifica-se que a pretensão do embargante é o rejulgamento da impetração, inviável na via estreita dos embargos declaratórios. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpõe recurso com intuito evidentemente protelatório”. (ARE 1005365 AgR-ED-ED, 2... Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe 20.3.2018) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIO APTO A ENSEJAR QUALQUER DAS HIPÓTESES DE CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE LESÃO OU AMEAÇA DE LESÃO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADES. NÃO COMPROVAÇÃO DO PREJUÍZO. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. CARÁTER PROTELATÓRIO DO RECURSO. DETERMINADA A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO COM A CONSEQUENTE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO EMBARGOS DECLARATÓRIOS DESPROVIDOS. 1. O objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), não cabendo sua utilização para se decretar nulidade de interceptações telefônicas e de investigação, sem qualquer ato atentatório do direito de liberdade de locomoção. 2. In casu, negou-se seguimento, monocraticamente, ao recurso em habeas corpus, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que é firme no sentido de que o habeas corpus destina-se, exclusivamente, à proteção da liberdade de locomoção ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder, bem como pela ausência de comprovação de eventual prejuízo sofrido em decorrência das nulidades alegadas. 3. Verifica-se que a pretensão do embargante é o rejulgamento da impetração, inviável na via estreita dos embargos declaratórios. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP 4. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Inexistentes quaisquer desses vícios, não se pode falar em cabimento do recurso de embargos de declaração. 5. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 6. Embargos declaratórios desprovidos.” (RHC 132111 AgR-ED-ED, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.11.2017) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso. 2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório. 3. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 934738 AgR-ED-ED, 1... Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.3.2017) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP 4. Os embargos de declaração são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, obscuridade, contradição ou omissão. Inexistentes quaisquer desses vícios, não se pode falar em cabimento do recurso de embargos de declaração. 5. A pretensão de rediscutir toda matéria de fundo constante da impetração é inviável na via estreita dos embargos declaratórios, máxime quando inexiste nulidade processual a ser sanada. 6. Embargos declaratórios desprovidos.” (RHC 132111 AgR-ED-ED, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 7.11.2017) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, CONTRADIÇÃO OU OBSCURIDADE. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS. BAIXA IMEDIATA. 1. Os embargos de declaração não constituem meio hábil para reforma do julgado, sendo cabíveis somente quando houver no acórdão erro, omissão, contradição ou obscuridade, o que não ocorre no presente caso. 2. Os embargantes buscam indevidamente a rediscussão da matéria, em manifesto intuito protelatório. 3. O Supremo Tribunal Federal possui entendimento firme no sentido de que a presente situação autoriza a certificação do trânsito em julgado e baixa imediata dos autos, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 4. Embargos de declaração não conhecidos, com a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão.” (ARE 934738 AgR-ED-ED, 1... Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe 24.3.2017) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. SÚMULA 699/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DE INSTRUMENTO INTEMPESTIVO. OMISSÃO. INEXISTÊNCIA. CARÁTER INFRINGENTE. 1. Ausentes os vícios de ambiguidade, obscuridade, contradição 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 772318 AGR-ED-ED / SP ou omissão justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia-se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão . Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem.” (AI 857900 AgR-ED-ED, 1... Turma, da minha lavra, DJe 18.02.2014) Não conheço os presentes embargos declaratórios. Determino a certificação do trânsito em julgado para o embargante, Felipe Cheidde Júnior, bem como, em relação a este, a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Supremo Tribunal Federal ARE 772318 AGR-ED-ED / SP ou omissão justificadoras da oposição de embargos declaratórios, nos termos do art. 619 do Código de Processo Penal, evidencia-se o caráter meramente infringente da insurgência. 2. A sucessiva interposição de recursos manifestamente inadmissíveis ou improcedentes traduz o intuito meramente protelatório da parte, a autorizar o imediato cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão . Precedentes. 3. Embargos de declaração rejeitados, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado e de devolução dos autos à origem.” (AI 857900 AgR-ED-ED, 1... Turma, da minha lavra, DJe 18.02.2014) Não conheço os presentes embargos declaratórios. Determino a certificação do trânsito em julgado para o embargante, Felipe Cheidde Júnior, bem como, em relação a este, a baixa imediata dos autos, independentemente de publicação do acórdão. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5AF7-36E7-D2BF-1D8F e senha 77E1-3BBE-3501-B9A2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) : RAUL DE LIMA SILVA (281908/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : WEINDEN ALVES ADV.(A/S) : ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR (105902/SP) ADV.(A/S) : LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO (0211811/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DC6-DE1C-AD5A-4FF4 e senha 02CF-14A9-4115-6719 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772.318 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : FELIPE CHEIDDE JUNIOR ADV.(A/S) : RAUL DE LIMA SILVA (281908/SP) E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : WEINDEN ALVES ADV.(A/S) : ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR (105902/SP) ADV.(A/S) : LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO (0211811/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos embargos de declaração, com determinação de imediata certificação do trânsito em julgado para o embargante e de devolução dos autos à origem, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6DC6-DE1C-AD5A-4FF4 e senha 02CF-14A9-4115-6719 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 772318 AGR - ED - ED / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772 . 318", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 772 . 318", "AI 664 . 567 / RS", "AI 664 . 567 / RS", "ARE 772318 AGR", "ARE 1005365 AgR - ED - ED", "ARE 772318 AGR - ED - ED / SP", "ARE 1005365 AgR - ED - ED", "RHC 132111 AgR - ED - ED", "ARE 934738 AgR - ED - ED , 1", "SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772318 AGR - ED - ED / SP", "RHC 132111 AgR - ED - ED", "SÚMULA 699 / Supremo Tribunal Federal", "AI 857900 AgR - ED - ED", "ARE 772318 AGR - ED - ED / SP", "AI 857900 AgR - ED - ED" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "§", "art . 224 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "§ 2 .", "§ 2 . . . do", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 224 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 224 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 224 do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21", "art . 543 - A , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 3 . . .", "red", ".", "EC 45 / 2004", "L . 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21", "art . 543 - A , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 3 . . .", "EC 45 / 2004", "L", ". 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , III", "EC 45", "art . 102 da Constituição", "L", ". 11 . 418 / 06", "Código de Processo Civil", "L", ". 11 . 418 / 06", "L", ". 8 . 950 / 94", "L", ". 8 . 038 / 90", "Código de Processo Civil", "Constituição", "C", ".", "Pr . Civil , art .", "L", ". 11 . 418 / 06", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , III", "EC 45", "L", ". 11 . 418 / 06", "Código de Processo Civil", "L", ". 11 . 418 / 06", "L", ". 8 . 950 / 94", "L", ". 8 . 038 / 90", "Código de Processo Civil", "Constituição", "C", ".", "Pr . Civil , art . 543 - A ,", "L", ". 11 . 418 / 06", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619", "RISTF , art . 337", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619", "RISTF , art . 337", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "FELIPE CHEIDDE JUNIOR", "RAUL DE LIMA SILVA", "WEINDEN ALVES", "ARTHUR MOSANER", "LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "FELIPE CHEIDDE JUNIOR", "RAUL DE LIMA SILVA", "WEINDEN ALVES", "ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR", "LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO", "Rosa Weber", "Felipe Cheidde Júnior", "ROSA WEBER", "FELIPE CHEIDDE JUNIOR", "RAUL DE LIMA SILVA", "WEINDEN ALVES", "ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR", "LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO", "Rosa Weber", "Felipe Cheidde Júnior", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Felipe Cheidde Júnior", "Rosa Weber", "Felipe Cheidde Júnior", "ROSA WEBER ARE", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "Felipe Cheidde Júnior", "Felipe Cheidde Júnior", "ROSA WEBER", "FELIPE CHEIDDE JUNIOR", "RAUL DE LIMA SILVA", "WEINDEN ALVES", "ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR", "LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "FELIPE CHEIDDE JUNIOR", "RAUL DE LIMA SILVA", "WEINDEN ALVES", "ARTHUR MOSANER ARTIGAS TROPPMAIR", "LUSINAURO BATISTA DO NASCIMENTO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "21 de junho de 2019", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2007", "18", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO FONSECA GURNISKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) :PREV SAO JOSE ADV.(A/S) :GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS APOSENTADOS NO ÚLTIMO GRAU DA CARREIRA. SUPERVENIÊNCIA DE LEI MUNICIPAL DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. PRECEDENTE FIRMADO EM REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.199. TEMA 439. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA VIOLADO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ARTIGO 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, da Constituição da República, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º da Constituição, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o desvirtuamento do referido instrumento processual. Disso resulta: i) a impossibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão RCL 33100 AGR / PR se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2º, do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, fixou-se o entendimento segundo o qual, desde que mantida a irredutibilidade salarial constitucionalmente prevista, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8º, da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. In casu, o provimento jurisdicional ora reclamado assentou a impossibilidade de extensão aos servidores inativos das vantagens previstas em lei nova aos ativos, em virtude da necessidade de satisfação de critérios subjetivos prévios para a progressão na carreira, não se vislumbrando afronta ao que decidido por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 606.199. 4. Ausência de teratologia na decisão ora impugnada. 5. Agravo regimental desprovido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2º, do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, fixou-se o entendimento segundo o qual, desde que mantida a irredutibilidade salarial constitucionalmente prevista, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8º, da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. In casu, o provimento jurisdicional ora reclamado assentou a impossibilidade de extensão aos servidores inativos das vantagens previstas em lei nova aos ativos, em virtude da necessidade de satisfação de critérios subjetivos prévios para a progressão na carreira, não se vislumbrando afronta ao que decidido por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 606.199. 4. Ausência de teratologia na decisão ora impugnada. 5. Agravo regimental desprovido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão RCL 33100 AGR / PR A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO FONSECA GURNISKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) :PREV SAO JOSE ADV.(A/S) :GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Lindalea de Lima e outros contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada, in verbis: “RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM DE AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OCORRÊNCIA DE PRÉVIO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS APOSENTADOS NO ÚLTIMO GRAU DA CARREIRA. SUPERVENIÊNCIA DE LEI MUNICIPAL DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA POR ESTA SUPREMA CORTE NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.199 – TEMA 439 DA REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3616-DF3B-ABB5-FA91 e senha D2DF-D8A0-FCA0-A048 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO FONSECA GURNISKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) :PREV SAO JOSE ADV.(A/S) :GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Lindalea de Lima e outros contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada, in verbis: “RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM DE AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OCORRÊNCIA DE PRÉVIO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS APOSENTADOS NO ÚLTIMO GRAU DA CARREIRA. SUPERVENIÊNCIA DE LEI MUNICIPAL DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA POR ESTA SUPREMA CORTE NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.199 – TEMA 439 DA REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3616-DF3B-ABB5-FA91 e senha D2DF-D8A0-FCA0-A048 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório RCL 33100 AGR / PR VIOLADO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Os agravantes repisam as razões expendidas na inicial da reclamação e, em sede de agravo regimental, sustentam que o Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, “não foi aplicado no julgamento ofertado à demanda proposta pelos Reclamantes”. Alegam a necessidade de “adequação do caso concreto ao precedente do RE 606.199/PR, assegurando aos Reclamantes – servidores inativos –, com base no art. 40, § 8º, da CF, o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa e de serem, no mínimo, enquadrados no novo plano de cargos e salários, nos exatos termos da decisão acima consignada, uma vez que os Reclamantes, até a presente data, ainda não foram enquadradas no novo planos de cargos e salários, permanecendo na antiga tabela”. Requerem, ao final, a reconsideração da decisão ora agravada. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3616-DF3B-ABB5-FA91 e senha D2DF-D8A0-FCA0-A048 Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR VIOLADO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Os agravantes repisam as razões expendidas na inicial da reclamação e, em sede de agravo regimental, sustentam que o Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, “não foi aplicado no julgamento ofertado à demanda proposta pelos Reclamantes”. Alegam a necessidade de “adequação do caso concreto ao precedente do RE 606.199/PR, assegurando aos Reclamantes – servidores inativos –, com base no art. 40, § 8º, da CF, o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa e de serem, no mínimo, enquadrados no novo plano de cargos e salários, nos exatos termos da decisão acima consignada, uma vez que os Reclamantes, até a presente data, ainda não foram enquadradas no novo planos de cargos e salários, permanecendo na antiga tabela”. Requerem, ao final, a reconsideração da decisão ora agravada. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3616-DF3B-ABB5-FA91 e senha D2DF-D8A0-FCA0-A048 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos neste agravo, resta evidenciado das razões recursais que as agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, além de salvaguardar o estrito cumprimento das súmulas vinculantes, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. A matéria também veio disciplinada pelo novo Código de Processo Civil, que, no artigo 988, prevê as hipóteses de seu cabimento, in verbis: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III - garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; IV - garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência. § 1º A reclamação pode ser proposta perante qualquer tribunal, e seu julgamento compete ao órgão jurisdicional cuja competência se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos neste agravo, resta evidenciado das razões recursais que as agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, além de salvaguardar o estrito cumprimento das súmulas vinculantes, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. A matéria também veio disciplinada pelo novo Código de Processo Civil, que, no artigo 988, prevê as hipóteses de seu cabimento, in verbis: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III - garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; IV - garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência. § 1º A reclamação pode ser proposta perante qualquer tribunal, e seu julgamento compete ao órgão jurisdicional cuja competência se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR busca preservar ou cuja autoridade se pretenda garantir. § 2º A reclamação deverá ser instruída com prova documental e dirigida ao presidente do tribunal. § 3º Assim que recebida, a reclamação será autuada e distribuída ao relator do processo principal, sempre que possível. § 4º As hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondam. § 5º É inadmissível a reclamação: I - proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; II - proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. § 6º A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação.” Embora tenha sistematizado a disciplina jurídica da reclamação e ampliado em alguma medida seu âmbito de aplicação, o novo diploma processual não alterou a sua natureza eminentemente excepcional. De fato, a excepcionalidade no manejo da reclamação é depreendida a todo tempo da redação do novo CPC, seja quando limita sua incidência às hipóteses listadas, numerus clausus, no artigo 988, seja quando condiciona seu cabimento ao prévio esgotamento das instâncias ordinárias. Desta sorte, o exercício regular e funcional do direito de demandar pela via processual da reclamação pressupõe: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR busca preservar ou cuja autoridade se pretenda garantir. § 2º A reclamação deverá ser instruída com prova documental e dirigida ao presidente do tribunal. § 3º Assim que recebida, a reclamação será autuada e distribuída ao relator do processo principal, sempre que possível. § 4º As hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondam. § 5º É inadmissível a reclamação: I - proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; II - proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. § 6º A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação.” Embora tenha sistematizado a disciplina jurídica da reclamação e ampliado em alguma medida seu âmbito de aplicação, o novo diploma processual não alterou a sua natureza eminentemente excepcional. De fato, a excepcionalidade no manejo da reclamação é depreendida a todo tempo da redação do novo CPC, seja quando limita sua incidência às hipóteses listadas, numerus clausus, no artigo 988, seja quando condiciona seu cabimento ao prévio esgotamento das instâncias ordinárias. Desta sorte, o exercício regular e funcional do direito de demandar pela via processual da reclamação pressupõe: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2º, do CPC), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. Essa singularidade da reclamação, que a torna residual e restrita, apenas, à ausência de outros instrumentos jurídicos aptos a gerar o mesmo resultado almejado, decorre de pelo menos dois motivos distintos. Em primeiro lugar, a reclamação é excepcional para que não venha a subverter toda a lógica do encadeamento processual. Sendo o Direito um sistema, sua interpretação há que considerar a totalidade do ordenamento e não apenas normas isoladas. Como bem explicitado pelo Ministro Eros Grau, “não se interpreta o direito em tiras, aos pedaços. A interpretação de qualquer texto de direito impõe ao intérprete, sempre, em qualquer circunstância, o caminhar pelo percurso que se projeta a partir dele do texto até a Constituição. Um texto de direito isolado, destacado, desprendido do sistema jurídico, não expressa significado algum” (GRAU, Eros Roberto. Ensaio e discurso sobre a interpretação/aplicação do Direito. São Paulo: Malheiros, 2002, p. 34). Sob essa ótica, a interpretação quanto ao cabimento da reclamação não pode se desvincular da leitura da integralidade do CPC e, em especial, dos artigos 966, § 5º, e 1.030 desse diploma. Em razão disso, impossível interpretar-se a regra contida no artigo 988, § 5º, inciso II, como autorizativa de que o STF reexamine toda e qualquer decisão que aplique tese firmada segundo a sistemática da repercussão geral, desde que esgotadas as vias ordinárias de impugnação. Tal leitura do dispositivo não se coaduna com o iter processual consagrado pelo novo CPC, pois esvaziaria sobremodo tanto as hipóteses 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2º, do CPC), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. Essa singularidade da reclamação, que a torna residual e restrita, apenas, à ausência de outros instrumentos jurídicos aptos a gerar o mesmo resultado almejado, decorre de pelo menos dois motivos distintos. Em primeiro lugar, a reclamação é excepcional para que não venha a subverter toda a lógica do encadeamento processual. Sendo o Direito um sistema, sua interpretação há que considerar a totalidade do ordenamento e não apenas normas isoladas. Como bem explicitado pelo Ministro Eros Grau, “não se interpreta o direito em tiras, aos pedaços. A interpretação de qualquer texto de direito impõe ao intérprete, sempre, em qualquer circunstância, o caminhar pelo percurso que se projeta a partir dele do texto até a Constituição. Um texto de direito isolado, destacado, desprendido do sistema jurídico, não expressa significado algum” (GRAU, Eros Roberto. Ensaio e discurso sobre a interpretação/aplicação do Direito. São Paulo: Malheiros, 2002, p. 34). Sob essa ótica, a interpretação quanto ao cabimento da reclamação não pode se desvincular da leitura da integralidade do CPC e, em especial, dos artigos 966, § 5º, e 1.030 desse diploma. Em razão disso, impossível interpretar-se a regra contida no artigo 988, § 5º, inciso II, como autorizativa de que o STF reexamine toda e qualquer decisão que aplique tese firmada segundo a sistemática da repercussão geral, desde que esgotadas as vias ordinárias de impugnação. Tal leitura do dispositivo não se coaduna com o iter processual consagrado pelo novo CPC, pois esvaziaria sobremodo tanto as hipóteses 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR de cabimento de ação rescisória fundada em distinguishing contida no artigo 966, § 5º, quanto a própria utilidade do juízo de admissibilidade do recurso extraordinário realizado pelo tribunal a quo. Não pode ser essa, pois, a exegese mais adequada da norma em tela, face ao sistema no qual se insere. Úteis, nesse sentido, as lições de Juarez Freitas, para quem “a interpretação sistemática deve ser concebida como uma operação que consiste em atribuir, topicamente, a melhor significação, dentre várias possíveis, aos princípios, às normas estritas (ou regras) e aos valores jurídicos, hierarquizando-os num todo aberto, fixando-lhes o alcance e superando as antinomias em sentido amplo, tendo em vista bem solucionar os casos sob apreciação” (FREITAS, Juarez. A interpretação sistemática do Direito. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 276). Sob este prisma, o instituto da repercussão geral, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 45/2004 (artigo 102, § 3º, da Constituição da República), resultou em cisão na competência funcional quanto ao julgamento do recurso extraordinário, nos seguintes moldes: (i) a matéria de direito constitucional dotada de repercussão geral é julgada pelo STF; (ii) o restante da matéria de fato ou de direito é apreciada pelo tribunal de origem. Nesse novo sistema de repartição de competências, uma vez decidida a matéria em sede de repercussão geral, cabe, em regra, ao tribunal de origem aplicar tal entendimento ao caso concreto, a fim de evitar o desnecessário processamento do recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal. Ao realizar essa atividade, o tribunal de origem deverá efetuar o cotejo entre os fatos provados nos autos e a norma jurídica haurida da decisão oriunda da Corte Suprema – tese firmada sob o regime da repercussão geral, quando for cabível, ou apontar a distinção, quando não constatar essa correlação (distinguishing). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR de cabimento de ação rescisória fundada em distinguishing contida no artigo 966, § 5º, quanto a própria utilidade do juízo de admissibilidade do recurso extraordinário realizado pelo tribunal a quo. Não pode ser essa, pois, a exegese mais adequada da norma em tela, face ao sistema no qual se insere. Úteis, nesse sentido, as lições de Juarez Freitas, para quem “a interpretação sistemática deve ser concebida como uma operação que consiste em atribuir, topicamente, a melhor significação, dentre várias possíveis, aos princípios, às normas estritas (ou regras) e aos valores jurídicos, hierarquizando-os num todo aberto, fixando-lhes o alcance e superando as antinomias em sentido amplo, tendo em vista bem solucionar os casos sob apreciação” (FREITAS, Juarez. A interpretação sistemática do Direito. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 276). Sob este prisma, o instituto da repercussão geral, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 45/2004 (artigo 102, § 3º, da Constituição da República), resultou em cisão na competência funcional quanto ao julgamento do recurso extraordinário, nos seguintes moldes: (i) a matéria de direito constitucional dotada de repercussão geral é julgada pelo STF; (ii) o restante da matéria de fato ou de direito é apreciada pelo tribunal de origem. Nesse novo sistema de repartição de competências, uma vez decidida a matéria em sede de repercussão geral, cabe, em regra, ao tribunal de origem aplicar tal entendimento ao caso concreto, a fim de evitar o desnecessário processamento do recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal. Ao realizar essa atividade, o tribunal de origem deverá efetuar o cotejo entre os fatos provados nos autos e a norma jurídica haurida da decisão oriunda da Corte Suprema – tese firmada sob o regime da repercussão geral, quando for cabível, ou apontar a distinção, quando não constatar essa correlação (distinguishing). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Impende consignar o dever das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo que deve ser preservada a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional, sob pena de se estimular a propositura de reclamações constitucionais manifestamente inadmissíveis. Aliás, essa competência que se estabelece entre os diversos graus de jurisdição pelos quais deve tramitar um processo é de caráter funcional, fazendo-se presente a advertência de Chiovenda de que a competência funcional é sempre absoluta e improrrogável, e isto constitui a sua característica e importância prática dessa categoria (CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Campinas: Bookseller, 4ª Edição, 2009, tradução de Paolo Capitano, p. 718). Em segundo lugar, a exegese do artigo 988, § 5º, inciso II, tampouco pode passar ao largo de considerações de cunho consequencialista, ou seja, da avaliação dos possíveis resultados pro futuro decorrentes da interpretação maximalista do cabimento da reclamação constitucional. A consideração quanto aos possíveis efeitos sistêmicos negativos da aplicação ampliativa da norma em exame, de fato, corrobora a conclusão de que não se pode alargar indevidamente o âmbito de incidência do mencionado dispositivo. Além de enfraquecer a lógica processual consagrada pelo legislador no novo CPC, essa interpretação demasiadamente ampliativa conflitaria com a missão institucional do STF, ao viabilizar a propositura de um sem- número de novas ações que, potencialmente, obstaculizariam própria atuação da Corte. Ao invés de simplificar e otimizar o iter processual, o novo Código, interpretado dessa forma, acabaria por criar ainda mais percalços para as partes, em detrimento do desempenho, pelo STF, de seus misteres enquanto Corte Constitucional. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Impende consignar o dever das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo que deve ser preservada a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional, sob pena de se estimular a propositura de reclamações constitucionais manifestamente inadmissíveis. Aliás, essa competência que se estabelece entre os diversos graus de jurisdição pelos quais deve tramitar um processo é de caráter funcional, fazendo-se presente a advertência de Chiovenda de que a competência funcional é sempre absoluta e improrrogável, e isto constitui a sua característica e importância prática dessa categoria (CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Campinas: Bookseller, 4ª Edição, 2009, tradução de Paolo Capitano, p. 718). Em segundo lugar, a exegese do artigo 988, § 5º, inciso II, tampouco pode passar ao largo de considerações de cunho consequencialista, ou seja, da avaliação dos possíveis resultados pro futuro decorrentes da interpretação maximalista do cabimento da reclamação constitucional. A consideração quanto aos possíveis efeitos sistêmicos negativos da aplicação ampliativa da norma em exame, de fato, corrobora a conclusão de que não se pode alargar indevidamente o âmbito de incidência do mencionado dispositivo. Além de enfraquecer a lógica processual consagrada pelo legislador no novo CPC, essa interpretação demasiadamente ampliativa conflitaria com a missão institucional do STF, ao viabilizar a propositura de um sem- número de novas ações que, potencialmente, obstaculizariam própria atuação da Corte. Ao invés de simplificar e otimizar o iter processual, o novo Código, interpretado dessa forma, acabaria por criar ainda mais percalços para as partes, em detrimento do desempenho, pelo STF, de seus misteres enquanto Corte Constitucional. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Trata-se de preocupação já externada pelo Ministro Edson Fachin no bojo da Reclamação 24.262, DJe de 1º/02/2017, in verbis: “De início consigno que a Reclamação se caracteriza como uma demanda de fundamentação vinculada, vale dizer, cabível somente quando se fizer presente alguma das hipóteses para ela estritamente previstas. Partindo de construção jurisprudencial a instrumento com expresso assento constitucional, trata-se de ação vocacionada, precipuamente, a duas diferentes finalidades. De um lado, visa a Reclamação à (i) tutela da autoridade das decisões proferidas por esta Corte e das súmulas vinculantes por ela editadas. De outro, à (ii) proteção do importante rol de competências atribuídas ao Supremo Tribunal Federal. É o que se vê nos artigos 102, I, l, e 103-A, § 3º, da Constituição da República. [...] Nada obstante, a previsão de cabimento da reclamação pela novel legislação processual não significa o afastar da relevante função a ser desempenhada pelas instâncias ordinárias no respeito à cultura dos precedentes, permitindo um acesso per saltum à Corte Suprema. [...] Não por outra razão, Marinoni, Arenhart e Mitidiero esclarecem que: (...) não faz sentido introduzir e propor filtros recursais para o conhecimento do recurso extraordinário e do recurso especial com a finalidade de que essas cortes trabalhem menos para que trabalhem melhor, de um lado, se, de outro, outorga-se à reclamação amplo espectro de abrangência, porque aí certamente o número de reclamações provavelmente suplantará o número de recursos, obrigando esses tribunais a conviverem com uma carga de trabalho incompatível com suas funções constitucionais. Em um sistema ideal, portanto, os precedentes constitucionais (…) devem ser naturalmente respeitados por todo o sistema de Administração da Justiça Civil. Contudo, enquanto essa cultura de precedentes não é assimilada entre nós, é necessário prever mecanismos que garantam a sua eficácia. (MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz; MITIDIERO, Daniel. Novo Curso de Processo Civil - Volume 2: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Trata-se de preocupação já externada pelo Ministro Edson Fachin no bojo da Reclamação 24.262, DJe de 1º/02/2017, in verbis: “De início consigno que a Reclamação se caracteriza como uma demanda de fundamentação vinculada, vale dizer, cabível somente quando se fizer presente alguma das hipóteses para ela estritamente previstas. Partindo de construção jurisprudencial a instrumento com expresso assento constitucional, trata-se de ação vocacionada, precipuamente, a duas diferentes finalidades. De um lado, visa a Reclamação à (i) tutela da autoridade das decisões proferidas por esta Corte e das súmulas vinculantes por ela editadas. De outro, à (ii) proteção do importante rol de competências atribuídas ao Supremo Tribunal Federal. É o que se vê nos artigos 102, I, l, e 103-A, § 3º, da Constituição da República. [...] Nada obstante, a previsão de cabimento da reclamação pela novel legislação processual não significa o afastar da relevante função a ser desempenhada pelas instâncias ordinárias no respeito à cultura dos precedentes, permitindo um acesso per saltum à Corte Suprema. [...] Não por outra razão, Marinoni, Arenhart e Mitidiero esclarecem que: (...) não faz sentido introduzir e propor filtros recursais para o conhecimento do recurso extraordinário e do recurso especial com a finalidade de que essas cortes trabalhem menos para que trabalhem melhor, de um lado, se, de outro, outorga-se à reclamação amplo espectro de abrangência, porque aí certamente o número de reclamações provavelmente suplantará o número de recursos, obrigando esses tribunais a conviverem com uma carga de trabalho incompatível com suas funções constitucionais. Em um sistema ideal, portanto, os precedentes constitucionais (…) devem ser naturalmente respeitados por todo o sistema de Administração da Justiça Civil. Contudo, enquanto essa cultura de precedentes não é assimilada entre nós, é necessário prever mecanismos que garantam a sua eficácia. (MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz; MITIDIERO, Daniel. Novo Curso de Processo Civil - Volume 2: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Tutela dos Direitos Mediante Procedimento Comum. 2ª Edição. São Paulo: RT, 2016, p. 635-636; grifei).” Por esses motivos, a norma contida no artigo 988, § 5º, inciso II, do Código de Processo Civil merece interpretação restritiva quanto ao cabimento da reclamação para hipóteses em que se discute aplicação de tese em repercussão geral reconhecida. Imperioso o balizamento claro quanto ao seu conteúdo. Por conseguinte, a jurisprudência desta Corte tem se encarregado de traçar critérios para o cabimento da reclamação constitucional. São eles, em suma: (i) o prévio esgotamento dos meios recursais; e (ii) a demonstração da teratologia da decisão reclamada. Nesse sentido, à guisa de exemplo, foram os seguintes acórdãos: “Na sistemática da repercussão geral, há decisão do STF que enuncia norma de interpretação com caráter obrigatório, por força de lei, em casos idênticos, competindo ao órgão de origem proceder à adequação da ratio decidendi do STF aos novos casos. É excepcional, portanto, o cabimento da reclamação constitucional para questionar a aplicação da sistemática da repercussão geral pela Corte de origem, sendo ônus do reclamante demonstrar i) o esgotamento dos meios recursais para questionamento da aplicação da sistemática da repercussão geral na instância de origem e ii) a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do STF com força obrigatória ao caso concreto, encargos esses não cumpridos pelo reclamante, ora agravante.” (Reclamação 21.730-ED-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 15/03/2017, grifei) “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Reclamação constitucional. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Tutela dos Direitos Mediante Procedimento Comum. 2ª Edição. São Paulo: RT, 2016, p. 635-636; grifei).” Por esses motivos, a norma contida no artigo 988, § 5º, inciso II, do Código de Processo Civil merece interpretação restritiva quanto ao cabimento da reclamação para hipóteses em que se discute aplicação de tese em repercussão geral reconhecida. Imperioso o balizamento claro quanto ao seu conteúdo. Por conseguinte, a jurisprudência desta Corte tem se encarregado de traçar critérios para o cabimento da reclamação constitucional. São eles, em suma: (i) o prévio esgotamento dos meios recursais; e (ii) a demonstração da teratologia da decisão reclamada. Nesse sentido, à guisa de exemplo, foram os seguintes acórdãos: “Na sistemática da repercussão geral, há decisão do STF que enuncia norma de interpretação com caráter obrigatório, por força de lei, em casos idênticos, competindo ao órgão de origem proceder à adequação da ratio decidendi do STF aos novos casos. É excepcional, portanto, o cabimento da reclamação constitucional para questionar a aplicação da sistemática da repercussão geral pela Corte de origem, sendo ônus do reclamante demonstrar i) o esgotamento dos meios recursais para questionamento da aplicação da sistemática da repercussão geral na instância de origem e ii) a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do STF com força obrigatória ao caso concreto, encargos esses não cumpridos pelo reclamante, ora agravante.” (Reclamação 21.730-ED-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 15/03/2017, grifei) “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Reclamação constitucional. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Sucedâneo recursal. Ação manifestamente infundada. Multa por litigância de má-fé. Agravo regimental não provido. 1. Ausente a demonstração de teratologia da decisão da Corte de origem em que se aplica entendimento do STF firmado de acordo com a sistemática da repercussão geral, bem como improcedentes as razões para a superação dos precedentes obrigatórios. 2. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma (art. 317, § 1º, RISTF), o que justifica a incidência da multa do § 4º do art. 1.021 do CPC. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa.” (Reclamação 28.283-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 17/11/2017, grifei) “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DE TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO TERATOLÓGICA NÃO CONSTATADA. PRECEDENTES. 1. As instâncias de origem detêm competência para debruçar-se sobre as causas individualmente consideradas a fim de aplicar as orientações desta CORTE, firmadas em sede de repercussão geral, conforme leitura integrada do art. 1.030, I e II, e § 2º, do CPC/2015. 2. O emissor do ato reclamado fez a correta leitura dos autos para os fins de incidência da tese jurídica extraída do precedente, de maneira que não se antevê situação decisória teratogênica, já que o teor da matéria decidida por esta CORTE guarda estrita pertinência com o ato reclamado. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO.” (Reclamação 28.338-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017, grifei) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA DA DECISÃO RECLAMADA. DESCABIMENTO DA VIA PARA ALEGAÇÃO DE AFRONTA A 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Sucedâneo recursal. Ação manifestamente infundada. Multa por litigância de má-fé. Agravo regimental não provido. 1. Ausente a demonstração de teratologia da decisão da Corte de origem em que se aplica entendimento do STF firmado de acordo com a sistemática da repercussão geral, bem como improcedentes as razões para a superação dos precedentes obrigatórios. 2. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma (art. 317, § 1º, RISTF), o que justifica a incidência da multa do § 4º do art. 1.021 do CPC. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa.” (Reclamação 28.283-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 17/11/2017, grifei) “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DE TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO TERATOLÓGICA NÃO CONSTATADA. PRECEDENTES. 1. As instâncias de origem detêm competência para debruçar-se sobre as causas individualmente consideradas a fim de aplicar as orientações desta CORTE, firmadas em sede de repercussão geral, conforme leitura integrada do art. 1.030, I e II, e § 2º, do CPC/2015. 2. O emissor do ato reclamado fez a correta leitura dos autos para os fins de incidência da tese jurídica extraída do precedente, de maneira que não se antevê situação decisória teratogênica, já que o teor da matéria decidida por esta CORTE guarda estrita pertinência com o ato reclamado. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO.” (Reclamação 28.338-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017, grifei) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA DA DECISÃO RECLAMADA. DESCABIMENTO DA VIA PARA ALEGAÇÃO DE AFRONTA A 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR DIREITO OBJETIVO. 1. Não cabe recurso extraordinário contra decisão do STJ em recurso especial para alegar questão nascida no segundo grau. 2. Ausência de teratologia da decisão que negou trâmite a recurso extraordinário com base no tema 339 da repercussão geral. 3. Não cabe reclamação por afronta a direito objetivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Reclamação 23.923-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 09/11/2016, grifei) Em relação ao primeiro dos critérios acima delineados, o Supremo Tribunal Federal já sedimentou o entendimento segundo o qual o esgotamento das vias de impugnação a que se refere o artigo 988, § 5º, inciso II, do Código de Processo Civil deve ser lido de modo a englobar o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Trata-se, justamente, de uma forma de prestigiar e resguardar as competências dos Tribunais de origem. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PROPOSTA PARA GARANTIR A OBSERVÂNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. CPC/2015, ART. 988, § 5º, II. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 1. Em se tratando de reclamação para o STF, a interpretação do art. 988, § 5º, II, do CPC/2015 deve ser fundamentalmente teleológica, e não estritamente literal. O esgotamento da instância ordinária, em tais casos, significa o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Ou seja, se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. 2. Agravo regimental não provido.” (Reclamação 24.686-ED- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/04/2017) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR DIREITO OBJETIVO. 1. Não cabe recurso extraordinário contra decisão do STJ em recurso especial para alegar questão nascida no segundo grau. 2. Ausência de teratologia da decisão que negou trâmite a recurso extraordinário com base no tema 339 da repercussão geral. 3. Não cabe reclamação por afronta a direito objetivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Reclamação 23.923-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 09/11/2016, grifei) Em relação ao primeiro dos critérios acima delineados, o Supremo Tribunal Federal já sedimentou o entendimento segundo o qual o esgotamento das vias de impugnação a que se refere o artigo 988, § 5º, inciso II, do Código de Processo Civil deve ser lido de modo a englobar o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Trata-se, justamente, de uma forma de prestigiar e resguardar as competências dos Tribunais de origem. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PROPOSTA PARA GARANTIR A OBSERVÂNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. CPC/2015, ART. 988, § 5º, II. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 1. Em se tratando de reclamação para o STF, a interpretação do art. 988, § 5º, II, do CPC/2015 deve ser fundamentalmente teleológica, e não estritamente literal. O esgotamento da instância ordinária, em tais casos, significa o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Ou seja, se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. 2. Agravo regimental não provido.” (Reclamação 24.686-ED- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/04/2017) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DE QUESTÕES. PRETENSÃO DE OBSERVÂNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. RE 632.853 (TEMA 485). INADMISSIBILIDADE DA VIA ELEITA. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da CF além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição, incluído pela EC n. 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do princípio da não-reclamação contra o recorrível ou da irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DE QUESTÕES. PRETENSÃO DE OBSERVÂNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. RE 632.853 (TEMA 485). INADMISSIBILIDADE DA VIA ELEITA. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da CF além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º, da Constituição, incluído pela EC n. 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do princípio da não-reclamação contra o recorrível ou da irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2ª Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR saltum da via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1/8/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/4/2016. 5. In casu, não foram esgotadas as instâncias ordinárias. A presente reclamação foi ajuizada na pendência do julgamento do agravo em recurso especial interposto pela reclamante na demanda originária, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. O Supremo Tribunal Federal deixa claro que o prévio exaurimento das instâncias ordinárias apenas se concretiza após o julgamento do agravo interno interposto contra decisão da Corte de origem que nega seguimento a recurso extraordinário. 7. Agravo regimental desprovido.” (Reclamação 27.843-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 27/09/2018, grifei) No presente caso, houve o prévio esgotamento das instâncias ordinárias, na medida em que o Tribunal de origem já julgou o agravo interno interposto pelas ora reclamantes contra a decisão que negou seguimento ao seu recurso extraordinário. No que toca ao segundo critério, referente à demonstração da teratologia da decisão reclamada, cuida-se, decerto, de requisito indispensável para resguardar a vocação da reclamação constitucional como via de preservação das competências deste Tribunal. O objetivo da reclamação não deve ser a revisão do mérito e o reexame de provas. Não se afere, por intermédio dessa via processual, o acerto ou desacerto da decisão, mas tão somente se assegura que a competência do STF não seja usurpada por vias transversas, como o seria mediante aplicação totalmente descabida das teses firmadas em sede de repercussão geral. Portanto, há que se exigir da parte reclamante o rigor na demonstração inequívoca da inaplicabilidade da tese ao caso concreto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR saltum da via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1/8/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/4/2016. 5. In casu, não foram esgotadas as instâncias ordinárias. A presente reclamação foi ajuizada na pendência do julgamento do agravo em recurso especial interposto pela reclamante na demanda originária, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. O Supremo Tribunal Federal deixa claro que o prévio exaurimento das instâncias ordinárias apenas se concretiza após o julgamento do agravo interno interposto contra decisão da Corte de origem que nega seguimento a recurso extraordinário. 7. Agravo regimental desprovido.” (Reclamação 27.843-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 27/09/2018, grifei) No presente caso, houve o prévio esgotamento das instâncias ordinárias, na medida em que o Tribunal de origem já julgou o agravo interno interposto pelas ora reclamantes contra a decisão que negou seguimento ao seu recurso extraordinário. No que toca ao segundo critério, referente à demonstração da teratologia da decisão reclamada, cuida-se, decerto, de requisito indispensável para resguardar a vocação da reclamação constitucional como via de preservação das competências deste Tribunal. O objetivo da reclamação não deve ser a revisão do mérito e o reexame de provas. Não se afere, por intermédio dessa via processual, o acerto ou desacerto da decisão, mas tão somente se assegura que a competência do STF não seja usurpada por vias transversas, como o seria mediante aplicação totalmente descabida das teses firmadas em sede de repercussão geral. Portanto, há que se exigir da parte reclamante o rigor na demonstração inequívoca da inaplicabilidade da tese ao caso concreto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Não bastam meras alegações genéricas quanto à inadequação da tese aplicada pelo Tribunal a quo ao caso concreto. É imprescindível que a parte reclamante realize o devido, e claro, cotejamento entre o precedente aplicado e o caso concreto, destacando e comprovando de plano os elementos fáticos e jurídicos que afastam a tese paradigmática do caso concreto (distinguishing) ou a superveniência de fatos e normas que tornem necessária a sua superação (overruling). É esse o conteúdo da teratologia que não pode subsistir no mundo jurídico: ou a aplicação categoricamente indevida do precedente ao caso, ou a clara necessidade de superação daquele por fatos supervenientes, tudo devidamente demonstrado pela parte reclamante em sua inicial. Por cuidar-se o caso ora em análise de reclamação proposta para aferir a adequação de tese firmada em repercussão geral ao caso concreto, igualmente deve ficar evidente, da narrativa da parte reclamante, as circunstâncias de fato e de direito que afastam o caso concreto do precedente aplicado e mais, tais circunstâncias devem ser significativas o suficiente para ensejar a inaplicabilidade do precedente à espécie. Tal cotejo analítico entre paradigma e caso concreto consiste em pressuposto lógico para o cabimento da via reclamatória nessas hipóteses. Diante desse cenário, imperioso procedermos à aferição do necessário distinguishing entre o caso dos autos e o que discutido no Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, a fim de verificar a ocorrência ou não do alegado conflito entre eles. Com efeito, in casu, a presente reclamação foi ajuizada contra decisão que, supostamente, teria deixado de aplicar o precedente firmado no Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral. A tese de repercussão geral fixada no aludido RE, em que se discutia a existência do direito, ou não, de servidores públicos estaduais aposentados à permanência em determinada classe, quando o advento 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Não bastam meras alegações genéricas quanto à inadequação da tese aplicada pelo Tribunal a quo ao caso concreto. É imprescindível que a parte reclamante realize o devido, e claro, cotejamento entre o precedente aplicado e o caso concreto, destacando e comprovando de plano os elementos fáticos e jurídicos que afastam a tese paradigmática do caso concreto (distinguishing) ou a superveniência de fatos e normas que tornem necessária a sua superação (overruling). É esse o conteúdo da teratologia que não pode subsistir no mundo jurídico: ou a aplicação categoricamente indevida do precedente ao caso, ou a clara necessidade de superação daquele por fatos supervenientes, tudo devidamente demonstrado pela parte reclamante em sua inicial. Por cuidar-se o caso ora em análise de reclamação proposta para aferir a adequação de tese firmada em repercussão geral ao caso concreto, igualmente deve ficar evidente, da narrativa da parte reclamante, as circunstâncias de fato e de direito que afastam o caso concreto do precedente aplicado e mais, tais circunstâncias devem ser significativas o suficiente para ensejar a inaplicabilidade do precedente à espécie. Tal cotejo analítico entre paradigma e caso concreto consiste em pressuposto lógico para o cabimento da via reclamatória nessas hipóteses. Diante desse cenário, imperioso procedermos à aferição do necessário distinguishing entre o caso dos autos e o que discutido no Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, a fim de verificar a ocorrência ou não do alegado conflito entre eles. Com efeito, in casu, a presente reclamação foi ajuizada contra decisão que, supostamente, teria deixado de aplicar o precedente firmado no Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral. A tese de repercussão geral fixada no aludido RE, em que se discutia a existência do direito, ou não, de servidores públicos estaduais aposentados à permanência em determinada classe, quando o advento 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR de lei estadual promovesse a reclassificação de cargos, reenquadrando-os em classe inferior, definiu que, in verbis: “Desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente.” Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8º, da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. No caso em tela, o juízo ora reclamado consignou, in litteris: “O recurso de agravo interno foi tempestivamente ofertado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, pelo que deve ser conhecido. 2.1. Dito isso, passa-se ao exame da questão de mérito do presente recurso. 3. No caso, sustentam os agravantes que não houve a adequada observância ao RE nº 606.199/PR, ressaltando que o objetivo do recurso extraordinário é que seja aplicado corretamente a ratio decidendi firmada no leading case. 3.1. Ainda, aduzem que, em respeito ao direito adquirido que lhes assistem de ver respeitada a paridade, ex vi do disposto no parágrafo 8º, do art. 40, da Constituição Federal antes da reforma previdenciária operada pela Emenda Constitucional 41/2003, deve ser reconhecido o direito de serem posicionados no topo de suas carreiras, ou, alternativamente, o reenquadramento na nova tabela de cargos e salários segundo os termos do RE 606.199/PR. 3.2. Pois bem, sobre a adequada incidência do RE nº 606.199/PR 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR de lei estadual promovesse a reclassificação de cargos, reenquadrando-os em classe inferior, definiu que, in verbis: “Desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente.” Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8º, da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. No caso em tela, o juízo ora reclamado consignou, in litteris: “O recurso de agravo interno foi tempestivamente ofertado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, pelo que deve ser conhecido. 2.1. Dito isso, passa-se ao exame da questão de mérito do presente recurso. 3. No caso, sustentam os agravantes que não houve a adequada observância ao RE nº 606.199/PR, ressaltando que o objetivo do recurso extraordinário é que seja aplicado corretamente a ratio decidendi firmada no leading case. 3.1. Ainda, aduzem que, em respeito ao direito adquirido que lhes assistem de ver respeitada a paridade, ex vi do disposto no parágrafo 8º, do art. 40, da Constituição Federal antes da reforma previdenciária operada pela Emenda Constitucional 41/2003, deve ser reconhecido o direito de serem posicionados no topo de suas carreiras, ou, alternativamente, o reenquadramento na nova tabela de cargos e salários segundo os termos do RE 606.199/PR. 3.2. Pois bem, sobre a adequada incidência do RE nº 606.199/PR 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR à hipótese, a colenda 7ª Câmara Cível decidiu: […] No caso em exame a situação é diversa, pois a Lei Municipal nº 02/2004, ao estabelecer o novo Plano de Cargos e Salários, adaptando os níveis em que os servidores se aposentaram às novas disposições e levando em consideração a qualificação própria do cargo no qual foram aposentados, estabeleceu critérios subjetivos para o crescimento na carreira, que dependem da avaliação de desempenho dos servidores e, dessa forma, não podem ser extensivos aos servidores inativos. Com efeito, a Lei Municipal 02/2004 transformou o cargo dos autores, Assistentes Administrativos, em Auxiliares Administrativos (GOA), exigindo para o seu ingresso apenas o ensino médio e estabelecendo que o crescimento na carreira se dará por meio de progressão simples e qualificada, nos seguintes termos: […] Como se vê, a lei em exame estabeleceu critérios subjetivos para o crescimento na carreira dos servidores públicos municipais, através de progressão simples e qualificada, exigindo para ambas a avaliação de desempenho dos servidores como condição prévia à análise dos requisitos quanto à titulação (objetivo) e outros. Dessa forma, verifica-se que para a ascensão na carreira dos servidores públicos do Município de São José dos Pinhais a lei municipal exige a cumulação dos requisitos subjetivo (avaliação de desempenho) e objetivo (titulação), o que, na linha de entendimento firmado pela Suprema Corte, impossibilita sua extensão aos servidores inativos, que, a toda evidência, não poderão mais ser avaliados no desempenho de suas atividades laborais, posto que encerradas. [...] Dessa forma, imperioso o juízo de conformidade para afastar o direito dos autores ao reenquadramento determinado no acórdão (no mínimo no nível 35), bem como à revisão dos seus proventos de acordo com a nova Tabela de Cargos e Salários (Lei Municipal 02/2004) fundamentado na paridade, pois, como visto, para a progressão na carreira exige-se a cumulação de requisitos subjetivos (avaliação de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR à hipótese, a colenda 7ª Câmara Cível decidiu: […] No caso em exame a situação é diversa, pois a Lei Municipal nº 02/2004, ao estabelecer o novo Plano de Cargos e Salários, adaptando os níveis em que os servidores se aposentaram às novas disposições e levando em consideração a qualificação própria do cargo no qual foram aposentados, estabeleceu critérios subjetivos para o crescimento na carreira, que dependem da avaliação de desempenho dos servidores e, dessa forma, não podem ser extensivos aos servidores inativos. Com efeito, a Lei Municipal 02/2004 transformou o cargo dos autores, Assistentes Administrativos, em Auxiliares Administrativos (GOA), exigindo para o seu ingresso apenas o ensino médio e estabelecendo que o crescimento na carreira se dará por meio de progressão simples e qualificada, nos seguintes termos: […] Como se vê, a lei em exame estabeleceu critérios subjetivos para o crescimento na carreira dos servidores públicos municipais, através de progressão simples e qualificada, exigindo para ambas a avaliação de desempenho dos servidores como condição prévia à análise dos requisitos quanto à titulação (objetivo) e outros. Dessa forma, verifica-se que para a ascensão na carreira dos servidores públicos do Município de São José dos Pinhais a lei municipal exige a cumulação dos requisitos subjetivo (avaliação de desempenho) e objetivo (titulação), o que, na linha de entendimento firmado pela Suprema Corte, impossibilita sua extensão aos servidores inativos, que, a toda evidência, não poderão mais ser avaliados no desempenho de suas atividades laborais, posto que encerradas. [...] Dessa forma, imperioso o juízo de conformidade para afastar o direito dos autores ao reenquadramento determinado no acórdão (no mínimo no nível 35), bem como à revisão dos seus proventos de acordo com a nova Tabela de Cargos e Salários (Lei Municipal 02/2004) fundamentado na paridade, pois, como visto, para a progressão na carreira exige-se a cumulação de requisitos subjetivos (avaliação de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR desempenho) e objetivos (titulação) previstos na lei municipal, não sendo àqueles extensíveis aos servidores inativos. 3.3. Dessa maneira, evidencia-se que houve adequada aplicação do leading case […]” (Grifei) Destarte, verifica-se que o Tribunal a quo decidiu a controvérsia consoante o entendimento previamente firmado nesta Suprema Corte sobre o tema, em pleno respeito aos pilares hierárquicos da jurisdição, não incorrendo em qualquer conduta que represente usurpação de competência desta Corte. Logo, evidencia-se a ausência de teratologia na decisão ora impugnada a viabilizar o progresso desta via reclamatória. O cotejo analítico entre o paradigma e o caso concreto consiste em pressuposto lógico para o cabimento da via reclamatória nessas hipóteses, de sorte que a ausência de demonstração de conflito entre eles representa óbice intransponível ao seguimento da reclamação. Impende destacar que esta Suprema Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido: “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR desempenho) e objetivos (titulação) previstos na lei municipal, não sendo àqueles extensíveis aos servidores inativos. 3.3. Dessa maneira, evidencia-se que houve adequada aplicação do leading case […]” (Grifei) Destarte, verifica-se que o Tribunal a quo decidiu a controvérsia consoante o entendimento previamente firmado nesta Suprema Corte sobre o tema, em pleno respeito aos pilares hierárquicos da jurisdição, não incorrendo em qualquer conduta que represente usurpação de competência desta Corte. Logo, evidencia-se a ausência de teratologia na decisão ora impugnada a viabilizar o progresso desta via reclamatória. O cotejo analítico entre o paradigma e o caso concreto consiste em pressuposto lógico para o cabimento da via reclamatória nessas hipóteses, de sorte que a ausência de demonstração de conflito entre eles representa óbice intransponível ao seguimento da reclamação. Impende destacar que esta Suprema Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido: “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da CF, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Reclamação 22.048-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016) Saliente-se, por fim, que, uma vez angularizada a relação processual e perfectibilizado o corolário do contraditório por intermédio da citação, o simples fato de ter havido trabalho por parte dos advogados da parte vencedora, especificamente direcionado ao presente pleito, torna indubitável a necessidade de condenação da parte vencida ao pagamento de honorários sucumbenciais. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental e CONDENO a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa originária, nos termos do artigo 85 do Código de Processo Civil, cuja execução deverá ocorrer nas instâncias ordinárias, ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3º, do referido código, caso tenha sido deferido o pedido de gratuidade de justiça no âmbito do processo originário. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da CF, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Reclamação 22.048-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016) Saliente-se, por fim, que, uma vez angularizada a relação processual e perfectibilizado o corolário do contraditório por intermédio da citação, o simples fato de ter havido trabalho por parte dos advogados da parte vencedora, especificamente direcionado ao presente pleito, torna indubitável a necessidade de condenação da parte vencida ao pagamento de honorários sucumbenciais. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental e CONDENO a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa originária, nos termos do artigo 85 do Código de Processo Civil, cuja execução deverá ocorrer nas instâncias ordinárias, ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3º, do referido código, caso tenha sido deferido o pedido de gratuidade de justiça no âmbito do processo originário. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO FONSECA GURNISKI (43175/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) : PREV SAO JOSE ADV.(A/S) : GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN (40501/PR) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F1-DDA7-D781-98B1 e senha 8614-EDD0-5CF0-96EF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO FONSECA GURNISKI (43175/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) : PREV SAO JOSE ADV.(A/S) : GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN (40501/PR) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F1-DDA7-D781-98B1 e senha 8614-EDD0-5CF0-96EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743208
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do CPC/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS APOSENTADOS NO ÚLTIMO GRAU DA CARREIRA. SUPERVENIÊNCIA DE LEI MUNICIPAL DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. PRECEDENTE FIRMADO EM REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.199. TEMA 439. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA VIOLADO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ARTIGO 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, da Constituição da República, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3º da Constituição, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o desvirtuamento do referido instrumento processual. Disso resulta: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2º, do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, fixou-se o entendimento segundo o qual, desde que mantida a irredutibilidade salarial constitucionalmente prevista, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8º, da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. In casu, o provimento jurisdicional ora reclamado assentou a impossibilidade de extensão aos servidores inativos das vantagens previstas em lei nova aos ativos, em virtude da necessidade de satisfação de critérios subjetivos prévios para a progressão na carreira, não se vislumbrando afronta ao que decidido por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 606.199. 4. Ausência de teratologia na decisão ora impugnada. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur403153
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO INATIVO, REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA) RE 606199 RG. (CABIMENTO, RECLAMAÇÃO, ESGOTAMENTO, INSTÂNCIA ORDINÁRIA, DEMONSTRAÇÃO, TERATOLOGIA) Rcl 23923 AgR (1ªT), Rcl 24686 ED-AgR (2ªT), Rcl 21730 ED-AgR (2ªT), Rcl 28283 AgR (2ªT), Rcl 28338 AgR (1ªT), Rcl 27843 AgR (1ªT). (AGRAVO, REITERAÇÃO, ARGUMENTAÇÃO, PETIÇÃO INICIAL) Rcl 22048 ED (TP). - Decisão monocrática citada: (CABIMENTO, RECLAMAÇÃO) Rcl 24262. Número de páginas: 22. Análise: 27/08/2019, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
33100
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/1998\n ART-00040 PAR-00008 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/1998\n ART-00102 INC-00001 LET-L \n ART-00102 PAR-00003 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n ART-0103A INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n ART-0103A PAR-00003 INCLUÍDO PELA EMC-45/2004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000045 ANO-2004\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-00098 PAR-00003 \n ART-00966 PAR-00005 ART-00988 INC-00001 \n INC-00002 INC-00003 INC-00004 PAR-00001 \n PAR-00002 PAR-00003 PAR-00004 PAR-00005 \n INC-00001 INC-00002 PAR-00006 ART-01030\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 33100 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO FONSECA GURNISKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) : PREV SAO JOSE ADV.(A/S) : GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO FONSECA GURNISKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) :PREV SAO JOSE ADV.(A/S) :GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS APOSENTADOS NO ÚLTIMO GRAU DA CARREIRA. SUPERVENIÊNCIA DE LEI MUNICIPAL DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. PRECEDENTE FIRMADO EM REPERCUSSÃO GERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.199. TEMA 439. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA VIOLADO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ARTIGO 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina- se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, da Constituição da República, além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados de Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3... da Constituição, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o desvirtuamento do referido instrumento processual. Disso resulta: i) a impossibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão RCL 33100 AGR / PR se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2..., do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, fixou-se o entendimento segundo o qual, desde que mantida a irredutibilidade salarial constitucionalmente prevista, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8..., da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. In casu, o provimento jurisdicional ora reclamado assentou a impossibilidade de extensão aos servidores inativos das vantagens previstas em lei nova aos ativos, em virtude da necessidade de satisfação de critérios subjetivos prévios para a progressão na carreira, não se vislumbrando afronta ao que decidido por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 606.199. 4. Ausência de teratologia na decisão ora impugnada. 5. Agravo regimental desprovido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2..., do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, fixou-se o entendimento segundo o qual, desde que mantida a irredutibilidade salarial constitucionalmente prevista, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente. Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8..., da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. 3. In casu, o provimento jurisdicional ora reclamado assentou a impossibilidade de extensão aos servidores inativos das vantagens previstas em lei nova aos ativos, em virtude da necessidade de satisfação de critérios subjetivos prévios para a progressão na carreira, não se vislumbrando afronta ao que decidido por esta Suprema Corte no Recurso Extraordinário 606.199. 4. Ausência de teratologia na decisão ora impugnada. 5. Agravo regimental desprovido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão RCL 33100 AGR / PR A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A9D5-3DCA-61DB-7416 e senha C1E7-C3D5-730E-BB2B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO FONSECA GURNISKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) :PREV SAO JOSE ADV.(A/S) :GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Lindalea de Lima e outros contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada, in verbis: “RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM DE AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OCORRÊNCIA DE PRÉVIO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS APOSENTADOS NO ÚLTIMO GRAU DA CARREIRA. SUPERVENIÊNCIA DE LEI MUNICIPAL DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA POR ESTA SUPREMA CORTE NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.199 – TEMA 439 DA REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3616-DF3B-ABB5-FA91 e senha D2DF-D8A0-FCA0-A048 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO FONSECA GURNISKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) :PREV SAO JOSE ADV.(A/S) :GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Lindalea de Lima e outros contra decisão de minha relatoria, a qual restou assim ementada, in verbis: “RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. JULGAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM DE AGRAVO INTERNO INTERPOSTO CONTRA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OCORRÊNCIA DE PRÉVIO ESGOTAMENTO DAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRECEDENTES. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS APOSENTADOS NO ÚLTIMO GRAU DA CARREIRA. SUPERVENIÊNCIA DE LEI MUNICIPAL DE REESTRUTURAÇÃO DA CARREIRA. ALEGAÇÃO DE AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA POR ESTA SUPREMA CORTE NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.199 – TEMA 439 DA REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO ORA RECLAMADA. DECISÃO IMPUGNADA QUE SE ENCONTRA EM HARMONIA COM O LEADING CASE QUE SE REPUTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3616-DF3B-ABB5-FA91 e senha D2DF-D8A0-FCA0-A048 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório RCL 33100 AGR / PR VIOLADO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Os agravantes repisam as razões expendidas na inicial da reclamação e, em sede de agravo regimental, sustentam que o Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, “não foi aplicado no julgamento ofertado à demanda proposta pelos Reclamantes”. Alegam a necessidade de “adequação do caso concreto ao precedente do Recurso Extraordinário 606.199/PR, assegurando aos Reclamantes – servidores inativos –, com base no art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988, o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa e de serem, no mínimo, enquadrados no novo plano de cargos e salários, nos exatos termos da decisão acima consignada, uma vez que os Reclamantes, até a presente data, ainda não foram enquadradas no novo planos de cargos e salários, permanecendo na antiga tabela”. Requerem, ao final, a reconsideração da decisão ora agravada. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3616-DF3B-ABB5-FA91 e senha D2DF-D8A0-FCA0-A048 Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR VIOLADO. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Os agravantes repisam as razões expendidas na inicial da reclamação e, em sede de agravo regimental, sustentam que o Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, “não foi aplicado no julgamento ofertado à demanda proposta pelos Reclamantes”. Alegam a necessidade de “adequação do caso concreto ao precedente do Recurso Extraordinário 606.199/PR, assegurando aos Reclamantes – servidores inativos –, com base no art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988, o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa e de serem, no mínimo, enquadrados no novo plano de cargos e salários, nos exatos termos da decisão acima consignada, uma vez que os Reclamantes, até a presente data, ainda não foram enquadradas no novo planos de cargos e salários, permanecendo na antiga tabela”. Requerem, ao final, a reconsideração da decisão ora agravada. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3616-DF3B-ABB5-FA91 e senha D2DF-D8A0-FCA0-A048 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos neste agravo, resta evidenciado das razões recursais que as agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, além de salvaguardar o estrito cumprimento das súmulas vinculantes, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. A matéria também veio disciplinada pelo novo Código de Processo Civil, que, no artigo 988, prevê as hipóteses de seu cabimento, in verbis: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III - garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; IV - garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência. § 1... A reclamação pode ser proposta perante qualquer tribunal, e seu julgamento compete ao órgão jurisdicional cuja competência se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos neste agravo, resta evidenciado das razões recursais que as agravantes não trouxeram nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que a reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, inciso I, alínea l, além de salvaguardar o estrito cumprimento das súmulas vinculantes, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional 45/2004. A matéria também veio disciplinada pelo novo Código de Processo Civil, que, no artigo 988, prevê as hipóteses de seu cabimento, in verbis: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III - garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; IV - garantir a observância de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas ou de incidente de assunção de competência. § 1... A reclamação pode ser proposta perante qualquer tribunal, e seu julgamento compete ao órgão jurisdicional cuja competência se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR busca preservar ou cuja autoridade se pretenda garantir. § 2... A reclamação deverá ser instruída com prova documental e dirigida ao presidente do tribunal. § 3... Assim que recebida, a reclamação será autuada e distribuída ao relator do processo principal, sempre que possível. § 4... As hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondam. § 5... É inadmissível a reclamação: I - proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; II - proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. § 6... A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação.” Embora tenha sistematizado a disciplina jurídica da reclamação e ampliado em alguma medida seu âmbito de aplicação, o novo diploma processual não alterou a sua natureza eminentemente excepcional. De fato, a excepcionalidade no manejo da reclamação é depreendida a todo tempo da redação do novo Código de Processo Civil, seja quando limita sua incidência às hipóteses listadas, numerus clausus, no artigo 988, seja quando condiciona seu cabimento ao prévio esgotamento das instâncias ordinárias. Desta sorte, o exercício regular e funcional do direito de demandar pela via processual da reclamação pressupõe: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR busca preservar ou cuja autoridade se pretenda garantir. § 2... A reclamação deverá ser instruída com prova documental e dirigida ao presidente do tribunal. § 3... Assim que recebida, a reclamação será autuada e distribuída ao relator do processo principal, sempre que possível. § 4... As hipóteses dos incisos III e IV compreendem a aplicação indevida da tese jurídica e sua não aplicação aos casos que a ela correspondam. § 5... É inadmissível a reclamação: I - proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; II - proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias. § 6... A inadmissibilidade ou o julgamento do recurso interposto contra a decisão proferida pelo órgão reclamado não prejudica a reclamação.” Embora tenha sistematizado a disciplina jurídica da reclamação e ampliado em alguma medida seu âmbito de aplicação, o novo diploma processual não alterou a sua natureza eminentemente excepcional. De fato, a excepcionalidade no manejo da reclamação é depreendida a todo tempo da redação do novo Código de Processo Civil, seja quando limita sua incidência às hipóteses listadas, numerus clausus, no artigo 988, seja quando condiciona seu cabimento ao prévio esgotamento das instâncias ordinárias. Desta sorte, o exercício regular e funcional do direito de demandar pela via processual da reclamação pressupõe: i) a impossibilidade de se proceder a um elastério hermenêutico da competência desta Corte, por estar definida pela Constituição Federal em rol numerus clausus; ii) a impossibilidade de utilização per saltum da reclamação, suprimindo graus de jurisdição ou outros instrumentos processuais adequados; iii) a observância da estrita aderência da controvérsia contida no ato reclamado ao conteúdo dos acórdãos desta Suprema Corte apontados como paradigma; iv) a inexistência de trânsito em julgado do ato 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2..., do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. Essa singularidade da reclamação, que a torna residual e restrita, apenas, à ausência de outros instrumentos jurídicos aptos a gerar o mesmo resultado almejado, decorre de pelo menos dois motivos distintos. Em primeiro lugar, a reclamação é excepcional para que não venha a subverter toda a lógica do encadeamento processual. Sendo o Direito um sistema, sua interpretação há que considerar a totalidade do ordenamento e não apenas normas isoladas. Como bem explicitado pelo Ministro Eros Grau, “não se interpreta o direito em tiras, aos pedaços. A interpretação de qualquer texto de direito impõe ao intérprete, sempre, em qualquer circunstância, o caminhar pelo percurso que se projeta a partir dele do texto até a Constituição. Um texto de direito isolado, destacado, desprendido do sistema jurídico, não expressa significado algum” (GRAU, Eros Roberto. Ensaio e discurso sobre a interpretação/aplicação do Direito. São Paulo: Malheiros, 2002, p. 34). Sob essa ótica, a interpretação quanto ao cabimento da reclamação não pode se desvincular da leitura da integralidade do Código de Processo Civil e, em especial, dos artigos 966, § 5..., e 1.030 desse diploma. Em razão disso, impossível interpretar-se a regra contida no artigo 988, § 5..., inciso II, como autorizativa de que o Supremo Tribunal Federal reexamine toda e qualquer decisão que aplique tese firmada segundo a sistemática da repercussão geral, desde que esgotadas as vias ordinárias de impugnação. Tal leitura do dispositivo não se coaduna com o iter processual consagrado pelo novo Código de Processo Civil, pois esvaziaria sobremodo tanto as hipóteses 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR jurisdicional reclamado; v) o não revolvimento da moldura fática delineada nos autos em que proferida a decisão objurgada, devendo a reclamação se ater à prova documental (artigo 988, § 2..., do Código de Processo Civil), sob pena de se instaurar nova instrução processual, paralela à da demanda de origem. Essa singularidade da reclamação, que a torna residual e restrita, apenas, à ausência de outros instrumentos jurídicos aptos a gerar o mesmo resultado almejado, decorre de pelo menos dois motivos distintos. Em primeiro lugar, a reclamação é excepcional para que não venha a subverter toda a lógica do encadeamento processual. Sendo o Direito um sistema, sua interpretação há que considerar a totalidade do ordenamento e não apenas normas isoladas. Como bem explicitado pelo Ministro Eros Grau, “não se interpreta o direito em tiras, aos pedaços. A interpretação de qualquer texto de direito impõe ao intérprete, sempre, em qualquer circunstância, o caminhar pelo percurso que se projeta a partir dele do texto até a Constituição. Um texto de direito isolado, destacado, desprendido do sistema jurídico, não expressa significado algum” (GRAU, Eros Roberto. Ensaio e discurso sobre a interpretação/aplicação do Direito. São Paulo: Malheiros, 2002, p. 34). Sob essa ótica, a interpretação quanto ao cabimento da reclamação não pode se desvincular da leitura da integralidade do Código de Processo Civil e, em especial, dos artigos 966, § 5..., e 1.030 desse diploma. Em razão disso, impossível interpretar-se a regra contida no artigo 988, § 5..., inciso II, como autorizativa de que o Supremo Tribunal Federal reexamine toda e qualquer decisão que aplique tese firmada segundo a sistemática da repercussão geral, desde que esgotadas as vias ordinárias de impugnação. Tal leitura do dispositivo não se coaduna com o iter processual consagrado pelo novo Código de Processo Civil, pois esvaziaria sobremodo tanto as hipóteses 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR de cabimento de ação rescisória fundada em distinguishing contida no artigo 966, § 5..., quanto a própria utilidade do juízo de admissibilidade do recurso extraordinário realizado pelo tribunal a quo. Não pode ser essa, pois, a exegese mais adequada da norma em tela, face ao sistema no qual se insere. Úteis, nesse sentido, as lições de Juarez Freitas, para quem “a interpretação sistemática deve ser concebida como uma operação que consiste em atribuir, topicamente, a melhor significação, dentre várias possíveis, aos princípios, às normas estritas (ou regras) e aos valores jurídicos, hierarquizando-os num todo aberto, fixando-lhes o alcance e superando as antinomias em sentido amplo, tendo em vista bem solucionar os casos sob apreciação” (FREITAS, Juarez. A interpretação sistemática do Direito. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 276). Sob este prisma, o instituto da repercussão geral, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 45/2004 (artigo 102, § 3..., da Constituição da República), resultou em cisão na competência funcional quanto ao julgamento do recurso extraordinário, nos seguintes moldes: (i) a matéria de direito constitucional dotada de repercussão geral é julgada pelo Supremo Tribunal Federal; (ii) o restante da matéria de fato ou de direito é apreciada pelo tribunal de origem. Nesse novo sistema de repartição de competências, uma vez decidida a matéria em sede de repercussão geral, cabe, em regra, ao tribunal de origem aplicar tal entendimento ao caso concreto, a fim de evitar o desnecessário processamento do recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal. Ao realizar essa atividade, o tribunal de origem deverá efetuar o cotejo entre os fatos provados nos autos e a norma jurídica haurida da decisão oriunda da Corte Suprema – tese firmada sob o regime da repercussão geral, quando for cabível, ou apontar a distinção, quando não constatar essa correlação (distinguishing). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR de cabimento de ação rescisória fundada em distinguishing contida no artigo 966, § 5..., quanto a própria utilidade do juízo de admissibilidade do recurso extraordinário realizado pelo tribunal a quo. Não pode ser essa, pois, a exegese mais adequada da norma em tela, face ao sistema no qual se insere. Úteis, nesse sentido, as lições de Juarez Freitas, para quem “a interpretação sistemática deve ser concebida como uma operação que consiste em atribuir, topicamente, a melhor significação, dentre várias possíveis, aos princípios, às normas estritas (ou regras) e aos valores jurídicos, hierarquizando-os num todo aberto, fixando-lhes o alcance e superando as antinomias em sentido amplo, tendo em vista bem solucionar os casos sob apreciação” (FREITAS, Juarez. A interpretação sistemática do Direito. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 276). Sob este prisma, o instituto da repercussão geral, introduzido no ordenamento jurídico pela Emenda Constitucional 45/2004 (artigo 102, § 3..., da Constituição da República), resultou em cisão na competência funcional quanto ao julgamento do recurso extraordinário, nos seguintes moldes: (i) a matéria de direito constitucional dotada de repercussão geral é julgada pelo Supremo Tribunal Federal; (ii) o restante da matéria de fato ou de direito é apreciada pelo tribunal de origem. Nesse novo sistema de repartição de competências, uma vez decidida a matéria em sede de repercussão geral, cabe, em regra, ao tribunal de origem aplicar tal entendimento ao caso concreto, a fim de evitar o desnecessário processamento do recurso extraordinário perante o Supremo Tribunal Federal. Ao realizar essa atividade, o tribunal de origem deverá efetuar o cotejo entre os fatos provados nos autos e a norma jurídica haurida da decisão oriunda da Corte Suprema – tese firmada sob o regime da repercussão geral, quando for cabível, ou apontar a distinção, quando não constatar essa correlação (distinguishing). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Impende consignar o dever das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo que deve ser preservada a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional, sob pena de se estimular a propositura de reclamações constitucionais manifestamente inadmissíveis. Aliás, essa competência que se estabelece entre os diversos graus de jurisdição pelos quais deve tramitar um processo é de caráter funcional, fazendo-se presente a advertência de Chiovenda de que a competência funcional é sempre absoluta e improrrogável, e isto constitui a sua característica e importância prática dessa categoria (CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Campinas: Bookseller, 4... Edição, 2009, tradução de Paolo Capitano, p. 718). Em segundo lugar, a exegese do artigo 988, § 5..., inciso II, tampouco pode passar ao largo de considerações de cunho consequencialista, ou seja, da avaliação dos possíveis resultados pro futuro decorrentes da interpretação maximalista do cabimento da reclamação constitucional. A consideração quanto aos possíveis efeitos sistêmicos negativos da aplicação ampliativa da norma em exame, de fato, corrobora a conclusão de que não se pode alargar indevidamente o âmbito de incidência do mencionado dispositivo. Além de enfraquecer a lógica processual consagrada pelo legislador no novo Código de Processo Civil, essa interpretação demasiadamente ampliativa conflitaria com a missão institucional do Supremo Tribunal Federal, ao viabilizar a propositura de um sem- número de novas ações que, potencialmente, obstaculizariam própria atuação da Corte. Ao invés de simplificar e otimizar o iter processual, o novo Código, interpretado dessa forma, acabaria por criar ainda mais percalços para as partes, em detrimento do desempenho, pelo Supremo Tribunal Federal, de seus misteres enquanto Corte Constitucional. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Impende consignar o dever das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo que deve ser preservada a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional, sob pena de se estimular a propositura de reclamações constitucionais manifestamente inadmissíveis. Aliás, essa competência que se estabelece entre os diversos graus de jurisdição pelos quais deve tramitar um processo é de caráter funcional, fazendo-se presente a advertência de Chiovenda de que a competência funcional é sempre absoluta e improrrogável, e isto constitui a sua característica e importância prática dessa categoria (CHIOVENDA, Giuseppe. Instituições de direito processual civil. Campinas: Bookseller, 4... Edição, 2009, tradução de Paolo Capitano, p. 718). Em segundo lugar, a exegese do artigo 988, § 5..., inciso II, tampouco pode passar ao largo de considerações de cunho consequencialista, ou seja, da avaliação dos possíveis resultados pro futuro decorrentes da interpretação maximalista do cabimento da reclamação constitucional. A consideração quanto aos possíveis efeitos sistêmicos negativos da aplicação ampliativa da norma em exame, de fato, corrobora a conclusão de que não se pode alargar indevidamente o âmbito de incidência do mencionado dispositivo. Além de enfraquecer a lógica processual consagrada pelo legislador no novo Código de Processo Civil, essa interpretação demasiadamente ampliativa conflitaria com a missão institucional do Supremo Tribunal Federal, ao viabilizar a propositura de um sem- número de novas ações que, potencialmente, obstaculizariam própria atuação da Corte. Ao invés de simplificar e otimizar o iter processual, o novo Código, interpretado dessa forma, acabaria por criar ainda mais percalços para as partes, em detrimento do desempenho, pelo Supremo Tribunal Federal, de seus misteres enquanto Corte Constitucional. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Trata-se de preocupação já externada pelo Ministro Edson Fachin no bojo da Reclamação 24.262, DJe de 1.../02/2017, in verbis: “De início consigno que a Reclamação se caracteriza como uma demanda de fundamentação vinculada, vale dizer, cabível somente quando se fizer presente alguma das hipóteses para ela estritamente previstas. Partindo de construção jurisprudencial a instrumento com expresso assento constitucional, trata-se de ação vocacionada, precipuamente, a duas diferentes finalidades. De um lado, visa a Reclamação à (i) tutela da autoridade das decisões proferidas por esta Corte e das súmulas vinculantes por ela editadas. De outro, à (ii) proteção do importante rol de competências atribuídas ao Supremo Tribunal Federal. É o que se vê nos artigos 102, I, l, e 103-A, § 3..., da Constituição da República. [...] Nada obstante, a previsão de cabimento da reclamação pela novel legislação processual não significa o afastar da relevante função a ser desempenhada pelas instâncias ordinárias no respeito à cultura dos precedentes, permitindo um acesso per saltum à Corte Suprema. [...] Não por outra razão, Marinoni, Arenhart e Mitidiero esclarecem que: (...) não faz sentido introduzir e propor filtros recursais para o conhecimento do recurso extraordinário e do recurso especial com a finalidade de que essas cortes trabalhem menos para que trabalhem melhor, de um lado, se, de outro, outorga-se à reclamação amplo espectro de abrangência, porque aí certamente o número de reclamações provavelmente suplantará o número de recursos, obrigando esses tribunais a conviverem com uma carga de trabalho incompatível com suas funções constitucionais. Em um sistema ideal, portanto, os precedentes constitucionais (…) devem ser naturalmente respeitados por todo o sistema de Administração da Justiça Civil. Contudo, enquanto essa cultura de precedentes não é assimilada entre nós, é necessário prever mecanismos que garantam a sua eficácia. (MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz; MITIDIERO, Daniel. Novo Curso de Processo Civil - Volume 2: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Trata-se de preocupação já externada pelo Ministro Edson Fachin no bojo da Reclamação 24.262, DJe de 1.../02/2017, in verbis: “De início consigno que a Reclamação se caracteriza como uma demanda de fundamentação vinculada, vale dizer, cabível somente quando se fizer presente alguma das hipóteses para ela estritamente previstas. Partindo de construção jurisprudencial a instrumento com expresso assento constitucional, trata-se de ação vocacionada, precipuamente, a duas diferentes finalidades. De um lado, visa a Reclamação à (i) tutela da autoridade das decisões proferidas por esta Corte e das súmulas vinculantes por ela editadas. De outro, à (ii) proteção do importante rol de competências atribuídas ao Supremo Tribunal Federal. É o que se vê nos artigos 102, I, l, e 103-A, § 3..., da Constituição da República. [...] Nada obstante, a previsão de cabimento da reclamação pela novel legislação processual não significa o afastar da relevante função a ser desempenhada pelas instâncias ordinárias no respeito à cultura dos precedentes, permitindo um acesso per saltum à Corte Suprema. [...] Não por outra razão, Marinoni, Arenhart e Mitidiero esclarecem que: (...) não faz sentido introduzir e propor filtros recursais para o conhecimento do recurso extraordinário e do recurso especial com a finalidade de que essas cortes trabalhem menos para que trabalhem melhor, de um lado, se, de outro, outorga-se à reclamação amplo espectro de abrangência, porque aí certamente o número de reclamações provavelmente suplantará o número de recursos, obrigando esses tribunais a conviverem com uma carga de trabalho incompatível com suas funções constitucionais. Em um sistema ideal, portanto, os precedentes constitucionais (…) devem ser naturalmente respeitados por todo o sistema de Administração da Justiça Civil. Contudo, enquanto essa cultura de precedentes não é assimilada entre nós, é necessário prever mecanismos que garantam a sua eficácia. (MARINONI, Luiz Guilherme; ARENHART, Sérgio Cruz; MITIDIERO, Daniel. Novo Curso de Processo Civil - Volume 2: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Tutela dos Direitos Mediante Procedimento Comum. 2... Edição. São Paulo: RT, 2016, p. 635-636; grifei).” Por esses motivos, a norma contida no artigo 988, § 5..., inciso II, do Código de Processo Civil merece interpretação restritiva quanto ao cabimento da reclamação para hipóteses em que se discute aplicação de tese em repercussão geral reconhecida. Imperioso o balizamento claro quanto ao seu conteúdo. Por conseguinte, a jurisprudência desta Corte tem se encarregado de traçar critérios para o cabimento da reclamação constitucional. São eles, em suma: (i) o prévio esgotamento dos meios recursais; e (ii) a demonstração da teratologia da decisão reclamada. Nesse sentido, à guisa de exemplo, foram os seguintes acórdãos: “Na sistemática da repercussão geral, há decisão do Supremo Tribunal Federal que enuncia norma de interpretação com caráter obrigatório, por força de lei, em casos idênticos, competindo ao órgão de origem proceder à adequação da ratio decidendi do Supremo Tribunal Federal aos novos casos. É excepcional, portanto, o cabimento da reclamação constitucional para questionar a aplicação da sistemática da repercussão geral pela Corte de origem, sendo ônus do reclamante demonstrar i) o esgotamento dos meios recursais para questionamento da aplicação da sistemática da repercussão geral na instância de origem e ii) a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do Supremo Tribunal Federal com força obrigatória ao caso concreto, encargos esses não cumpridos pelo reclamante, ora agravante.” (Reclamação 21.730-ED-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 15/03/2017, grifei) “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Reclamação constitucional. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Tutela dos Direitos Mediante Procedimento Comum. 2... Edição. São Paulo: RT, 2016, p. 635-636; grifei).” Por esses motivos, a norma contida no artigo 988, § 5..., inciso II, do Código de Processo Civil merece interpretação restritiva quanto ao cabimento da reclamação para hipóteses em que se discute aplicação de tese em repercussão geral reconhecida. Imperioso o balizamento claro quanto ao seu conteúdo. Por conseguinte, a jurisprudência desta Corte tem se encarregado de traçar critérios para o cabimento da reclamação constitucional. São eles, em suma: (i) o prévio esgotamento dos meios recursais; e (ii) a demonstração da teratologia da decisão reclamada. Nesse sentido, à guisa de exemplo, foram os seguintes acórdãos: “Na sistemática da repercussão geral, há decisão do Supremo Tribunal Federal que enuncia norma de interpretação com caráter obrigatório, por força de lei, em casos idênticos, competindo ao órgão de origem proceder à adequação da ratio decidendi do Supremo Tribunal Federal aos novos casos. É excepcional, portanto, o cabimento da reclamação constitucional para questionar a aplicação da sistemática da repercussão geral pela Corte de origem, sendo ônus do reclamante demonstrar i) o esgotamento dos meios recursais para questionamento da aplicação da sistemática da repercussão geral na instância de origem e ii) a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do Supremo Tribunal Federal com força obrigatória ao caso concreto, encargos esses não cumpridos pelo reclamante, ora agravante.” (Reclamação 21.730-ED-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 15/03/2017, grifei) “Agravo regimental na reclamação. Negativa de seguimento de recurso extraordinário pelo tribunal de origem com fundamento na sistemática da repercussão geral. Reclamação constitucional. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Sucedâneo recursal. Ação manifestamente infundada. Multa por litigância de má-fé. Agravo regimental não provido. 1. Ausente a demonstração de teratologia da decisão da Corte de origem em que se aplica entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado de acordo com a sistemática da repercussão geral, bem como improcedentes as razões para a superação dos precedentes obrigatórios. 2. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma (art. 317, § 1..., RISTF), o que justifica a incidência da multa do § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa.” (Reclamação 28.283-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 17/11/2017, grifei) “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DE TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO TERATOLÓGICA NÃO CONSTATADA. PRECEDENTES. 1. As instâncias de origem detêm competência para debruçar-se sobre as causas individualmente consideradas a fim de aplicar as orientações desta CORTE, firmadas em sede de repercussão geral, conforme leitura integrada do art. 1.030, I e II, e § 2..., do Código de Processo Civil/2015. 2. O emissor do ato reclamado fez a correta leitura dos autos para os fins de incidência da tese jurídica extraída do precedente, de maneira que não se antevê situação decisória teratogênica, já que o teor da matéria decidida por esta CORTE guarda estrita pertinência com o ato reclamado. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO.” (Reclamação 28.338-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017, grifei) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA DA DECISÃO RECLAMADA. DESCABIMENTO DA VIA PARA ALEGAÇÃO DE AFRONTA A 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Sucedâneo recursal. Ação manifestamente infundada. Multa por litigância de má-fé. Agravo regimental não provido. 1. Ausente a demonstração de teratologia da decisão da Corte de origem em que se aplica entendimento do Supremo Tribunal Federal firmado de acordo com a sistemática da repercussão geral, bem como improcedentes as razões para a superação dos precedentes obrigatórios. 2. Não subsiste o agravo regimental quando inexiste ataque específico aos fundamentos do pronunciamento monocrático tido por merecedor de reforma (art. 317, § 1..., RISTF), o que justifica a incidência da multa do § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. 3. Agravo regimental não provido, com aplicação de multa.” (Reclamação 28.283-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 17/11/2017, grifei) “AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. APLICAÇÃO DE TESE FIRMADA PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL SOB O RITO DA REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO TERATOLÓGICA NÃO CONSTATADA. PRECEDENTES. 1. As instâncias de origem detêm competência para debruçar-se sobre as causas individualmente consideradas a fim de aplicar as orientações desta CORTE, firmadas em sede de repercussão geral, conforme leitura integrada do art. 1.030, I e II, e § 2..., do Código de Processo Civil/2015. 2. O emissor do ato reclamado fez a correta leitura dos autos para os fins de incidência da tese jurídica extraída do precedente, de maneira que não se antevê situação decisória teratogênica, já que o teor da matéria decidida por esta CORTE guarda estrita pertinência com o ato reclamado. 3. Agravo interno a que se NEGA PROVIMENTO.” (Reclamação 28.338-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 14/11/2017, grifei) “DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL. PRECLUSÃO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA DA DECISÃO RECLAMADA. DESCABIMENTO DA VIA PARA ALEGAÇÃO DE AFRONTA A 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR DIREITO OBJETIVO. 1. Não cabe recurso extraordinário contra decisão do Superior Tribunal de Justiça em recurso especial para alegar questão nascida no segundo grau. 2. Ausência de teratologia da decisão que negou trâmite a recurso extraordinário com base no tema 339 da repercussão geral. 3. Não cabe reclamação por afronta a direito objetivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Reclamação 23.923-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 09/11/2016, grifei) Em relação ao primeiro dos critérios acima delineados, o Supremo Tribunal Federal já sedimentou o entendimento segundo o qual o esgotamento das vias de impugnação a que se refere o artigo 988, § 5..., inciso II, do Código de Processo Civil deve ser lido de modo a englobar o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Trata-se, justamente, de uma forma de prestigiar e resguardar as competências dos Tribunais de origem. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PROPOSTA PARA GARANTIR A OBSERVÂNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Código de Processo Civil/2015, ART. 988, § 5..., II. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 1. Em se tratando de reclamação para o Supremo Tribunal Federal, a interpretação do art. 988, § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015 deve ser fundamentalmente teleológica, e não estritamente literal. O esgotamento da instância ordinária, em tais casos, significa o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Ou seja, se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. 2. Agravo regimental não provido.” (Reclamação 24.686-ED- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/04/2017) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR DIREITO OBJETIVO. 1. Não cabe recurso extraordinário contra decisão do Superior Tribunal de Justiça em recurso especial para alegar questão nascida no segundo grau. 2. Ausência de teratologia da decisão que negou trâmite a recurso extraordinário com base no tema 339 da repercussão geral. 3. Não cabe reclamação por afronta a direito objetivo. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Reclamação 23.923-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 09/11/2016, grifei) Em relação ao primeiro dos critérios acima delineados, o Supremo Tribunal Federal já sedimentou o entendimento segundo o qual o esgotamento das vias de impugnação a que se refere o artigo 988, § 5..., inciso II, do Código de Processo Civil deve ser lido de modo a englobar o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Trata-se, justamente, de uma forma de prestigiar e resguardar as competências dos Tribunais de origem. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO PROPOSTA PARA GARANTIR A OBSERVÂNCIA DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Código de Processo Civil/2015, ART. 988, § 5..., II. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA. 1. Em se tratando de reclamação para o Supremo Tribunal Federal, a interpretação do art. 988, § 5..., II, do Código de Processo Civil/2015 deve ser fundamentalmente teleológica, e não estritamente literal. O esgotamento da instância ordinária, em tais casos, significa o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à Suprema Corte. Ou seja, se a decisão reclamada ainda comportar reforma por via de recurso a algum tribunal, inclusive a tribunal superior, não se permitirá acesso à Suprema Corte por via de reclamação. 2. Agravo regimental não provido.” (Reclamação 24.686-ED- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 11/04/2017) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DE QUESTÕES. PRETENSÃO DE OBSERVÂNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 632.853 (TEMA 485). INADMISSIBILIDADE DA VIA ELEITA. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da Constituição Federal de 1988 além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição, incluído pela EC n. 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do princípio da não-reclamação contra o recorrível ou da irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2... Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. ANULAÇÃO DE QUESTÕES. PRETENSÃO DE OBSERVÂNCIA DE PRECEDENTE FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 632.853 (TEMA 485). INADMISSIBILIDADE DA VIA ELEITA. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU OUTRAS AÇÕES CABÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A reclamação, por expressa determinação constitucional, destina-se a preservar a competência desta Suprema Corte e garantir a autoridade de suas decisões, ex vi do artigo 102, I, l, da Constituição Federal de 1988 além de salvaguardar o estrito cumprimento dos enunciados da Súmula Vinculante, nos termos do artigo 103-A, § 3..., da Constituição, incluído pela EC n. 45/2004. Neste particular, a jurisprudência desta Suprema Corte estabeleceu diversas condicionantes para a utilização da via reclamatória, de sorte a evitar o uso promíscuo do referido instrumento processual. 2. A reclamação é impassível de ser manejada como sucedâneo de recurso ou ação rescisória, bem como é inadmissível a sua utilização em substituição a outras ações cabíveis. Incidência do princípio da não-reclamação contra o recorrível ou da irreclamabilidade contra a decisão de que ainda cabe recurso (PONTES DE MIRANDA, Francisco Cavalcanti. Comentários ao Código de Processo Civil. Tomo V, Arts. 444-475. Rio de Janeiro: Forense, 2... Edição, p. 390 e 394). 3. O ajuizamento de reclamação contra decisão da qual cabe recurso contraria o sistema jurídico-processual e revela-se disfuncional, caracterizando hipótese de abuso do direito de ação. Necessidade das instâncias julgadoras superiores de prestigiarem o sistema jurisdicional estabelecido pelo Poder Constituinte, de modo a preservar a atuação dos demais órgãos do Poder Judiciário que, de igual forma, ostentam competências de envergadura constitucional. 4. O exaurimento da jurisdição ordinária antes do manejo da reclamação constitucional de competência do Supremo Tribunal Federal deve ser observado, sob pena de se estimular a propositura per 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR saltum da via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1/8/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/4/2016. 5. In casu, não foram esgotadas as instâncias ordinárias. A presente reclamação foi ajuizada na pendência do julgamento do agravo em recurso especial interposto pela reclamante na demanda originária, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. O Supremo Tribunal Federal deixa claro que o prévio exaurimento das instâncias ordinárias apenas se concretiza após o julgamento do agravo interno interposto contra decisão da Corte de origem que nega seguimento a recurso extraordinário. 7. Agravo regimental desprovido.” (Reclamação 27.843-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 27/09/2018, grifei) No presente caso, houve o prévio esgotamento das instâncias ordinárias, na medida em que o Tribunal de origem já julgou o agravo interno interposto pelas ora reclamantes contra a decisão que negou seguimento ao seu recurso extraordinário. No que toca ao segundo critério, referente à demonstração da teratologia da decisão reclamada, cuida-se, decerto, de requisito indispensável para resguardar a vocação da reclamação constitucional como via de preservação das competências deste Tribunal. O objetivo da reclamação não deve ser a revisão do mérito e o reexame de provas. Não se afere, por intermédio dessa via processual, o acerto ou desacerto da decisão, mas tão somente se assegura que a competência do Supremo Tribunal Federal não seja usurpada por vias transversas, como o seria mediante aplicação totalmente descabida das teses firmadas em sede de repercussão geral. Portanto, há que se exigir da parte reclamante o rigor na demonstração inequívoca da inaplicabilidade da tese ao caso concreto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR saltum da via eleita. Precedentes: Rcl 25.596-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 1/8/2017; e Rcl 18.020-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18/4/2016. 5. In casu, não foram esgotadas as instâncias ordinárias. A presente reclamação foi ajuizada na pendência do julgamento do agravo em recurso especial interposto pela reclamante na demanda originária, claramente suprimindo instâncias recursais estabelecidas pelo sistema normativo processual e subvertendo, dessa forma, a destinação constitucional do instituto da reclamação, que não deve, portanto, ser admitida na hipótese em tela. 6. O Supremo Tribunal Federal deixa claro que o prévio exaurimento das instâncias ordinárias apenas se concretiza após o julgamento do agravo interno interposto contra decisão da Corte de origem que nega seguimento a recurso extraordinário. 7. Agravo regimental desprovido.” (Reclamação 27.843-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 27/09/2018, grifei) No presente caso, houve o prévio esgotamento das instâncias ordinárias, na medida em que o Tribunal de origem já julgou o agravo interno interposto pelas ora reclamantes contra a decisão que negou seguimento ao seu recurso extraordinário. No que toca ao segundo critério, referente à demonstração da teratologia da decisão reclamada, cuida-se, decerto, de requisito indispensável para resguardar a vocação da reclamação constitucional como via de preservação das competências deste Tribunal. O objetivo da reclamação não deve ser a revisão do mérito e o reexame de provas. Não se afere, por intermédio dessa via processual, o acerto ou desacerto da decisão, mas tão somente se assegura que a competência do Supremo Tribunal Federal não seja usurpada por vias transversas, como o seria mediante aplicação totalmente descabida das teses firmadas em sede de repercussão geral. Portanto, há que se exigir da parte reclamante o rigor na demonstração inequívoca da inaplicabilidade da tese ao caso concreto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR Não bastam meras alegações genéricas quanto à inadequação da tese aplicada pelo Tribunal a quo ao caso concreto. É imprescindível que a parte reclamante realize o devido, e claro, cotejamento entre o precedente aplicado e o caso concreto, destacando e comprovando de plano os elementos fáticos e jurídicos que afastam a tese paradigmática do caso concreto (distinguishing) ou a superveniência de fatos e normas que tornem necessária a sua superação (overruling). É esse o conteúdo da teratologia que não pode subsistir no mundo jurídico: ou a aplicação categoricamente indevida do precedente ao caso, ou a clara necessidade de superação daquele por fatos supervenientes, tudo devidamente demonstrado pela parte reclamante em sua inicial. Por cuidar-se o caso ora em análise de reclamação proposta para aferir a adequação de tese firmada em repercussão geral ao caso concreto, igualmente deve ficar evidente, da narrativa da parte reclamante, as circunstâncias de fato e de direito que afastam o caso concreto do precedente aplicado e mais, tais circunstâncias devem ser significativas o suficiente para ensejar a inaplicabilidade do precedente à espécie. Tal cotejo analítico entre paradigma e caso concreto consiste em pressuposto lógico para o cabimento da via reclamatória nessas hipóteses. Diante desse cenário, imperioso procedermos à aferição do necessário distinguishing entre o caso dos autos e o que discutido no Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, a fim de verificar a ocorrência ou não do alegado conflito entre eles. Com efeito, in casu, a presente reclamação foi ajuizada contra decisão que, supostamente, teria deixado de aplicar o precedente firmado no Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral. A tese de repercussão geral fixada no aludido Recurso Extraordinário, em que se discutia a existência do direito, ou não, de servidores públicos estaduais aposentados à permanência em determinada classe, quando o advento 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR Não bastam meras alegações genéricas quanto à inadequação da tese aplicada pelo Tribunal a quo ao caso concreto. É imprescindível que a parte reclamante realize o devido, e claro, cotejamento entre o precedente aplicado e o caso concreto, destacando e comprovando de plano os elementos fáticos e jurídicos que afastam a tese paradigmática do caso concreto (distinguishing) ou a superveniência de fatos e normas que tornem necessária a sua superação (overruling). É esse o conteúdo da teratologia que não pode subsistir no mundo jurídico: ou a aplicação categoricamente indevida do precedente ao caso, ou a clara necessidade de superação daquele por fatos supervenientes, tudo devidamente demonstrado pela parte reclamante em sua inicial. Por cuidar-se o caso ora em análise de reclamação proposta para aferir a adequação de tese firmada em repercussão geral ao caso concreto, igualmente deve ficar evidente, da narrativa da parte reclamante, as circunstâncias de fato e de direito que afastam o caso concreto do precedente aplicado e mais, tais circunstâncias devem ser significativas o suficiente para ensejar a inaplicabilidade do precedente à espécie. Tal cotejo analítico entre paradigma e caso concreto consiste em pressuposto lógico para o cabimento da via reclamatória nessas hipóteses. Diante desse cenário, imperioso procedermos à aferição do necessário distinguishing entre o caso dos autos e o que discutido no Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral, a fim de verificar a ocorrência ou não do alegado conflito entre eles. Com efeito, in casu, a presente reclamação foi ajuizada contra decisão que, supostamente, teria deixado de aplicar o precedente firmado no Recurso Extraordinário 606.199, Tema 439 da Repercussão Geral. A tese de repercussão geral fixada no aludido Recurso Extraordinário, em que se discutia a existência do direito, ou não, de servidores públicos estaduais aposentados à permanência em determinada classe, quando o advento 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR de lei estadual promovesse a reclassificação de cargos, reenquadrando-os em classe inferior, definiu que, in verbis: “Desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente.” Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8..., da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. No caso em tela, o juízo ora reclamado consignou, in litteris: “O recurso de agravo interno foi tempestivamente ofertado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, pelo que deve ser conhecido. 2.1. Dito isso, passa-se ao exame da questão de mérito do presente recurso. 3. No caso, sustentam os agravantes que não houve a adequada observância ao Recurso Extraordinário n 606.199/PR, ressaltando que o objetivo do recurso extraordinário é que seja aplicado corretamente a ratio decidendi firmada no leading case. 3.1. Ainda, aduzem que, em respeito ao direito adquirido que lhes assistem de ver respeitada a paridade, ex vi do disposto no parágrafo 8..., do art. 40, da Constituição Federal antes da reforma previdenciária operada pela Emenda Constitucional 41/2003, deve ser reconhecido o direito de serem posicionados no topo de suas carreiras, ou, alternativamente, o reenquadramento na nova tabela de cargos e salários segundo os termos do Recurso Extraordinário 606.199/PR. 3.2. Pois bem, sobre a adequada incidência do Recurso Extraordinário n 606.199/PR 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR de lei estadual promovesse a reclassificação de cargos, reenquadrando-os em classe inferior, definiu que, in verbis: “Desde que mantida a irredutibilidade, não tem o servidor inativo, embora aposentado na última classe da carreira anterior, o direito de perceber proventos correspondentes aos da última classe da nova carreira, reestruturada por lei superveniente.” Naquela oportunidade, assentou-se, ainda, em exceção à tese geral fixada, que, com fundamento no artigo 40, § 8..., da Constituição da República (redação anterior à da Emenda Constitucional 41/2003), os servidores inativos teriam assegurado o direito de ter seus proventos ajustados, em condições semelhantes aos servidores da ativa, com base nos requisitos objetivos decorrentes do tempo de serviço e da titulação, aferíveis até a data da inativação. No caso em tela, o juízo ora reclamado consignou, in litteris: “O recurso de agravo interno foi tempestivamente ofertado, preenchendo os demais requisitos de admissibilidade, pelo que deve ser conhecido. 2.1. Dito isso, passa-se ao exame da questão de mérito do presente recurso. 3. No caso, sustentam os agravantes que não houve a adequada observância ao Recurso Extraordinário n 606.199/PR, ressaltando que o objetivo do recurso extraordinário é que seja aplicado corretamente a ratio decidendi firmada no leading case. 3.1. Ainda, aduzem que, em respeito ao direito adquirido que lhes assistem de ver respeitada a paridade, ex vi do disposto no parágrafo 8..., do art. 40, da Constituição Federal antes da reforma previdenciária operada pela Emenda Constitucional 41/2003, deve ser reconhecido o direito de serem posicionados no topo de suas carreiras, ou, alternativamente, o reenquadramento na nova tabela de cargos e salários segundo os termos do Recurso Extraordinário 606.199/PR. 3.2. Pois bem, sobre a adequada incidência do Recurso Extraordinário n 606.199/PR 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR à hipótese, a colenda 7... Câmara Cível decidiu: […] No caso em exame a situação é diversa, pois a Lei Municipal n 02/2004, ao estabelecer o novo Plano de Cargos e Salários, adaptando os níveis em que os servidores se aposentaram às novas disposições e levando em consideração a qualificação própria do cargo no qual foram aposentados, estabeleceu critérios subjetivos para o crescimento na carreira, que dependem da avaliação de desempenho dos servidores e, dessa forma, não podem ser extensivos aos servidores inativos. Com efeito, a Lei Municipal 02/2004 transformou o cargo dos autores, Assistentes Administrativos, em Auxiliares Administrativos (GOA), exigindo para o seu ingresso apenas o ensino médio e estabelecendo que o crescimento na carreira se dará por meio de progressão simples e qualificada, nos seguintes termos: […] Como se vê, a lei em exame estabeleceu critérios subjetivos para o crescimento na carreira dos servidores públicos municipais, através de progressão simples e qualificada, exigindo para ambas a avaliação de desempenho dos servidores como condição prévia à análise dos requisitos quanto à titulação (objetivo) e outros. Dessa forma, verifica-se que para a ascensão na carreira dos servidores públicos do Município de São José dos Pinhais a lei municipal exige a cumulação dos requisitos subjetivo (avaliação de desempenho) e objetivo (titulação), o que, na linha de entendimento firmado pela Suprema Corte, impossibilita sua extensão aos servidores inativos, que, a toda evidência, não poderão mais ser avaliados no desempenho de suas atividades laborais, posto que encerradas. [...] Dessa forma, imperioso o juízo de conformidade para afastar o direito dos autores ao reenquadramento determinado no acórdão (no mínimo no nível 35), bem como à revisão dos seus proventos de acordo com a nova Tabela de Cargos e Salários (Lei Municipal 02/2004) fundamentado na paridade, pois, como visto, para a progressão na carreira exige-se a cumulação de requisitos subjetivos (avaliação de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR à hipótese, a colenda 7... Câmara Cível decidiu: […] No caso em exame a situação é diversa, pois a Lei Municipal n 02/2004, ao estabelecer o novo Plano de Cargos e Salários, adaptando os níveis em que os servidores se aposentaram às novas disposições e levando em consideração a qualificação própria do cargo no qual foram aposentados, estabeleceu critérios subjetivos para o crescimento na carreira, que dependem da avaliação de desempenho dos servidores e, dessa forma, não podem ser extensivos aos servidores inativos. Com efeito, a Lei Municipal 02/2004 transformou o cargo dos autores, Assistentes Administrativos, em Auxiliares Administrativos (GOA), exigindo para o seu ingresso apenas o ensino médio e estabelecendo que o crescimento na carreira se dará por meio de progressão simples e qualificada, nos seguintes termos: […] Como se vê, a lei em exame estabeleceu critérios subjetivos para o crescimento na carreira dos servidores públicos municipais, através de progressão simples e qualificada, exigindo para ambas a avaliação de desempenho dos servidores como condição prévia à análise dos requisitos quanto à titulação (objetivo) e outros. Dessa forma, verifica-se que para a ascensão na carreira dos servidores públicos do Município de São José dos Pinhais a lei municipal exige a cumulação dos requisitos subjetivo (avaliação de desempenho) e objetivo (titulação), o que, na linha de entendimento firmado pela Suprema Corte, impossibilita sua extensão aos servidores inativos, que, a toda evidência, não poderão mais ser avaliados no desempenho de suas atividades laborais, posto que encerradas. [...] Dessa forma, imperioso o juízo de conformidade para afastar o direito dos autores ao reenquadramento determinado no acórdão (no mínimo no nível 35), bem como à revisão dos seus proventos de acordo com a nova Tabela de Cargos e Salários (Lei Municipal 02/2004) fundamentado na paridade, pois, como visto, para a progressão na carreira exige-se a cumulação de requisitos subjetivos (avaliação de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR desempenho) e objetivos (titulação) previstos na lei municipal, não sendo àqueles extensíveis aos servidores inativos. 3.3. Dessa maneira, evidencia-se que houve adequada aplicação do leading case […]” (Grifei) Destarte, verifica-se que o Tribunal a quo decidiu a controvérsia consoante o entendimento previamente firmado nesta Suprema Corte sobre o tema, em pleno respeito aos pilares hierárquicos da jurisdição, não incorrendo em qualquer conduta que represente usurpação de competência desta Corte. Logo, evidencia-se a ausência de teratologia na decisão ora impugnada a viabilizar o progresso desta via reclamatória. O cotejo analítico entre o paradigma e o caso concreto consiste em pressuposto lógico para o cabimento da via reclamatória nessas hipóteses, de sorte que a ausência de demonstração de conflito entre eles representa óbice intransponível ao seguimento da reclamação. Impende destacar que esta Suprema Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido: “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR desempenho) e objetivos (titulação) previstos na lei municipal, não sendo àqueles extensíveis aos servidores inativos. 3.3. Dessa maneira, evidencia-se que houve adequada aplicação do leading case […]” (Grifei) Destarte, verifica-se que o Tribunal a quo decidiu a controvérsia consoante o entendimento previamente firmado nesta Suprema Corte sobre o tema, em pleno respeito aos pilares hierárquicos da jurisdição, não incorrendo em qualquer conduta que represente usurpação de competência desta Corte. Logo, evidencia-se a ausência de teratologia na decisão ora impugnada a viabilizar o progresso desta via reclamatória. O cotejo analítico entre o paradigma e o caso concreto consiste em pressuposto lógico para o cabimento da via reclamatória nessas hipóteses, de sorte que a ausência de demonstração de conflito entre eles representa óbice intransponível ao seguimento da reclamação. Impende destacar que esta Suprema Corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido: “RECLAMAÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS OPOSTOS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA: CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS NA INICIAL. HIPÓTESES CONSTITUCIONAIS PERMISSIVAS DO AJUIZAMENTO DA RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - Na linha da pacífica jurisprudência desta Corte, os embargos de declaração foram recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 33100 AGR / PR correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Reclamação 22.048-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016) Saliente-se, por fim, que, uma vez angularizada a relação processual e perfectibilizado o corolário do contraditório por intermédio da citação, o simples fato de ter havido trabalho por parte dos advogados da parte vencedora, especificamente direcionado ao presente pleito, torna indubitável a necessidade de condenação da parte vencida ao pagamento de honorários sucumbenciais. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental e CONDENO a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa originária, nos termos do artigo 85 do Código de Processo Civil, cuja execução deverá ocorrer nas instâncias ordinárias, ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3..., do referido código, caso tenha sido deferido o pedido de gratuidade de justiça no âmbito do processo originário. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Supremo Tribunal Federal RCL 33100 AGR / PR correção, visto que o agravante reitera os argumentos anteriormente expostos e não aduz novos elementos capazes de afastar as razões nela expendidas. III - O instrumento processual da reclamação, enquanto medida de direito constitucional vocacionada a preservar a integridade da competência desta Suprema Corte e a fazer prevalecer a autoridade de suas decisões, nos termos do art. 102, I, l, da Constituição Federal de 1988, não se revela admissível contra atos emanados dos Ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, pois os julgamentos, monocráticos ou colegiados, por eles proferidos, qualificam-se como decisões juridicamente imputáveis ao próprio Supremo Tribunal Federal. Também não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. IV – Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Reclamação 22.048-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe de 23/08/2016) Saliente-se, por fim, que, uma vez angularizada a relação processual e perfectibilizado o corolário do contraditório por intermédio da citação, o simples fato de ter havido trabalho por parte dos advogados da parte vencedora, especificamente direcionado ao presente pleito, torna indubitável a necessidade de condenação da parte vencida ao pagamento de honorários sucumbenciais. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental e CONDENO a parte sucumbente ao pagamento de honorários advocatícios, fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa originária, nos termos do artigo 85 do Código de Processo Civil, cuja execução deverá ocorrer nas instâncias ordinárias, ficando suspensa sua exigibilidade, nos termos do artigo 98, § 3..., do referido código, caso tenha sido deferido o pedido de gratuidade de justiça no âmbito do processo originário. É como voto. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8738-0F3A-1A1E-221E e senha C862-F4AD-EB42-189A Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO FONSECA GURNISKI (43175/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) : PREV SAO JOSE ADV.(A/S) : GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN (40501/PR) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F1-DDA7-D781-98B1 e senha 8614-EDD0-5CF0-96EF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.100 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : LINDALEA DE LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO FONSECA GURNISKI (43175/PR) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE SAO JOSE DOS PINHAIS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DOS PINHAIS AGDO.(A/S) : PREV SAO JOSE ADV.(A/S) : GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN (40501/PR) INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo e condenou a parte sucumbente, nesta instância recursal, ao pagamento de honorários advocatícios, obedecidos os limites do artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 71F1-DDA7-D781-98B1 e senha 8614-EDD0-5CF0-96EF Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 33 . 100", "RCL 33100 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "RCL 33100 AGR", "RECLAMAÇÃO 33 . 100", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "Recurso Extraordinário 606 . 199 / PR", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "Recurso Extraordinário 606 . 199 / PR", "RCL 33100 AGR / PR", "RCL 33100 AGR", "RCL 33100 AGR / PR", "RCL 33100 AGR / PR", "RCL", "RCL 33100 AGR / PR", "Reclamação 24 . 262", "Reclamação 21 . 730 - ED - AgR", "RCL 33100 AGR / PR", "Reclamação 21 . 730 - ED - AgR", "RCL 33100 AGR / PR", "Reclamação 28 . 283 - AgR", "Reclamação 28 . 338 - AgR", "Reclamação 28 . 283 - AgR", "Reclamação 28 . 338 - AgR", "RCL 33100 AGR / PR", "Reclamação 23 . 923 - AgR", "Reclamação 24 . 686 - ED - AgR", "RCL 33100 AGR / PR", "Reclamação 23 . 923 - AgR", "Reclamação 24 . 686 - ED - AgR", "RCL 33100 AGR", "Recurso Extraordinário 632 . 853", "RCL 33100 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 632 . 853", "Rcl 25 . 596 - AgR", "Rcl 18 . 020 - AgR", "Reclamação 27 . 843 - AgR", "RCL 33100", "Rcl 25 . 596 - AgR", "Rcl 18 . 020 - AgR", "Reclamação 27 . 843 - AgR", "RCL 33100", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "RCL 33100 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "Recurso Extraordinário 606 . 199", "RCL 33100 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n 606 . 199 / PR", "Recurso Extraordinário 606 . 199 / PR", "Recurso Extraordinário n 606 . 199 / PR", "RCL 33100 AGR /", "Recurso Extraordinário n 606 . 199 / PR", "Recurso Extraordinário 606 . 199 / PR", "Recurso Extraordinário n 606 . 199 / PR", "RCL 33100", "Reclamação 22 . 048 - ED", "RCL 33100", "Reclamação 22 . 048 - ED", "RECLAMAÇÃO 33", "RECLAMAÇÃO 33 . 100" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 85 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "artigo 102 , inciso I , alínea l , da Constituição da República", "artigo 103 - A , § 3 . . . da Constituição", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição da República", "Emenda Constitucional 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 988 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 40 , § 8 . . . , da Constituição da República", "Emenda Constitucional 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 40 , § 8 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 988 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 988 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição", "Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 .", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "artigo 102 , § 3 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 966 , § 5 . . .", "Emenda Constitucional 45 / 2004", "artigo 102 , § 3 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Câmara Cível", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "7", ".", ". . Câmara Cível", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "LINDALEA DE LIMA", "MARCELO FONSECA GURNISKI", "GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LINDALEA DE LIMA", "MARCELO FONSECA GURNISKI", "SAO JOSE", "GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN", "LUIZ FUX", "Lindalea de Lima", "LUIZ FUX", "LINDALEA DE LIMA", "MARCELO FONSECA GURNISKI", "GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN", "LUIZ FUX", "Lindalea de Lima", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "GRAU , Eros Roberto", "Eros Grau", "GRAU , Eros Roberto", "LUIZ FUX", "Juarez Freitas", "FREITAS , Juarez", "Juarez Freitas", "FREITAS , Juarez", "LUIZ FUX", "Chiovenda", "CHIOVENDA , Giuseppe", "Paolo Capitano", "Chiovenda", "CHIOVENDA , Giuseppe", "Paolo Capitano", "LUIZ FUX", "Edson Fachin", "Marinoni", "Arenhart", "Mitidiero", "MARINONI , Luiz Guilherme", "ARENHART , Sérgio Cruz", "MITIDIERO ,", "Daniel", "Edson Fachin", "Marinoni", "Arenhart", "Mitidiero", "MARINONI , Luiz Guilherme", "ARENHART , Sérgio Cruz", "MITIDIERO , Daniel", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "PONTES DE MIRANDA", "Francisco Cavalcanti", "Francisco Cavalcanti", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LINDALEA DE LIMA", "MARCELO FONSECA GURNISKI", "SAO JOSE", "GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "LINDALEA DE LIMA", "MARCELO FONSECA GURNISKI", "SAO JOSE", "GIULIANO RODRIGO BOSCARDIN", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a", "26", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "26", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "02", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "15", "/", "03", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2016", "15", "/", "03", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2017", "14", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2017", "14", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "11", "/", "04", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "11", "/", "2016", "11", "/", "04", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "8", "/", "2017", "18", "/", "4", "/", "2016", "27", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", "/", "8", "/", "2017", "18", "/", "4", "/", "2016", "27", "/", "09", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "08", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "08", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ART. 5°, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO PRESENTE. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. URP. VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. REINTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A matéria referente à coisa julgada foi objeto de discussão pelo acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça. Prequestionamento configurado. II - Para dissentir dos acórdãos impugnados e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula 279/STF, e das normas infraconstitucionais pertinentes, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. III - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C5-99AA-BB7D-D09E e senha 6381-3D6B-3070-AD01 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1176147 AGR / RN virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C5-99AA-BB7D-D09E e senha 6381-3D6B-3070-AD01 Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C5-99AA-BB7D-D09E e senha 6381-3D6B-3070-AD01 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recursos extraordinários ante a incidência das Súmulas 279, 282 e 356/STF e pela natureza infraconstitucional da controvérsia (documento eletrônico 4). O agravante interpõe este agravo regimental para sustentar, preliminarmente a presença de repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no RE 596.663/RJ, de relatoria do Ministro Teori Zavascki (págs. 4-9 do documento eletrônico 6). Afirma, também, que a matéria relativa à coisa julgada foi objeto de discussão no STJ, razão pela qual não há falar em ausência de prequestionamento (págs. 9-10 do documento eletrônico 6). Esclarece, por fim, que não há necessidade de revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, não se aplicando a Súmula 279/STF (págs. 10 e 16 do documento eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B6B-2810-7FF8-FB4F e senha 12EC-BA62-FBF6-EF02 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recursos extraordinários ante a incidência das Súmulas 279, 282 e 356/STF e pela natureza infraconstitucional da controvérsia (documento eletrônico 4). O agravante interpõe este agravo regimental para sustentar, preliminarmente a presença de repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no RE 596.663/RJ, de relatoria do Ministro Teori Zavascki (págs. 4-9 do documento eletrônico 6). Afirma, também, que a matéria relativa à coisa julgada foi objeto de discussão no STJ, razão pela qual não há falar em ausência de prequestionamento (págs. 9-10 do documento eletrônico 6). Esclarece, por fim, que não há necessidade de revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, não se aplicando a Súmula 279/STF (págs. 10 e 16 do documento eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B6B-2810-7FF8-FB4F e senha 12EC-BA62-FBF6-EF02 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1176147 AGR / RN 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B6B-2810-7FF8-FB4F e senha 12EC-BA62-FBF6-EF02 Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B6B-2810-7FF8-FB4F e senha 12EC-BA62-FBF6-EF02 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que assiste parcial razão ao agravante, mas subsiste hígida quanto à sua conclusão, visto que não se aduzem novos argumentos capazes de afastar as demais razões nela expendidas. Com efeito, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça – STJ, dentre outros fundamentos, em razão de não ter havido o prequestionamento da matéria relativa à coisa julgada. Verifico, porém, que acórdão proferido pelo STJ ventilou tal matéria (pág. 244 do volume eletrônico 2). De resto, consta da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional da 5ª Região, assim ementado: ‘PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. URP. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. I - Apelação interposta à Sentença proferida nos autos de Embargos à Execução, que julgou Procedente a Pretensão para extinguir Execução de Título Judicial, sob o fundamento de que o Exequente ingressou no Serviço Público Federal após o ano de 1988 e, portanto, não faria jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP de Abril e Maio de 1988. II. Rejeição da preliminar de incompetência absoluta do Juízo sentenciante, uma vez que o STJ possui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que assiste parcial razão ao agravante, mas subsiste hígida quanto à sua conclusão, visto que não se aduzem novos argumentos capazes de afastar as demais razões nela expendidas. Com efeito, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça – STJ, dentre outros fundamentos, em razão de não ter havido o prequestionamento da matéria relativa à coisa julgada. Verifico, porém, que acórdão proferido pelo STJ ventilou tal matéria (pág. 244 do volume eletrônico 2). De resto, consta da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional da 5ª Região, assim ementado: ‘PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. URP. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. I - Apelação interposta à Sentença proferida nos autos de Embargos à Execução, que julgou Procedente a Pretensão para extinguir Execução de Título Judicial, sob o fundamento de que o Exequente ingressou no Serviço Público Federal após o ano de 1988 e, portanto, não faria jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP de Abril e Maio de 1988. II. Rejeição da preliminar de incompetência absoluta do Juízo sentenciante, uma vez que o STJ possui Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN jurisprudência consolidada no sentido de que a execução individual de sentença condenatória proferida em ação coletiva não segue a regra geral de ser processada perante o mesmo Juízo que decidiu a causa em processo de conhecimento (EDACC 201303991052, HERMAN BENJAMIN, STJ - PRIMEIRA SEÇÃO, DJE DATA:17/06/2014; AARESP 201400245378, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:19/05/2014; RESP 200802244991, NANCY ANDRIGHI, STJ - TERCEIRA TURMA, DJE DATA:28/10/2010). Ademais, a alegação deveria ter sido realizada na ação de execução, e não nos embargos à execução, meio de defesa do devedor. III - A Súmula n° 671, do STF, consagrou o direito ao reajuste em tela, assinalando que os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. IV - Tratando-se de hipótese em que o ingresso no serviço público deu-se após o ano de 1988, não há diferenças salariais a serem executadas. V - Desprovimento da Apelação’ (pág. 319 do documento eletrônico 1). No RE, fundado no art. 102, III, a , da Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5°, XXXVI, da mesma Carta, bem como violação da Súmula 671/STF (págs. 521-537 do documento eletrônico 1). Outrossim, o recorrente também interpôs agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa segue transcrita: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN jurisprudência consolidada no sentido de que a execução individual de sentença condenatória proferida em ação coletiva não segue a regra geral de ser processada perante o mesmo Juízo que decidiu a causa em processo de conhecimento (EDACC 201303991052, HERMAN BENJAMIN, STJ - PRIMEIRA SEÇÃO, DJE DATA:17/06/2014; AARESP 201400245378, MAURO CAMPBELL MARQUES, STJ - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:19/05/2014; RESP 200802244991, NANCY ANDRIGHI, STJ - TERCEIRA TURMA, DJE DATA:28/10/2010). Ademais, a alegação deveria ter sido realizada na ação de execução, e não nos embargos à execução, meio de defesa do devedor. III - A Súmula n° 671, do STF, consagrou o direito ao reajuste em tela, assinalando que os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. IV - Tratando-se de hipótese em que o ingresso no serviço público deu-se após o ano de 1988, não há diferenças salariais a serem executadas. V - Desprovimento da Apelação’ (pág. 319 do documento eletrônico 1). No RE, fundado no art. 102, III, a , da Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5°, XXXVI, da mesma Carta, bem como violação da Súmula 671/STF (págs. 521-537 do documento eletrônico 1). Outrossim, o recorrente também interpôs agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa segue transcrita: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA. URP. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. ACÓRDÃO RECORRIDO ASSENTADO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DO FEITO. REEXAME. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. 1. Não há falar em violação do artigo 1.022 do CPC/2015, porquanto o acórdão recorrido manifestou-se de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia. 2. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial impede o seu conhecimento, a teor da Súmula 282/STF. 3. Tendo o acórdão recorrido assentado expressamente a existência de limitação no título executivo, infirmar tal conclusão pressupõe o reexame fático-probatório do feito, o que é obstado em sede de recurso especial, por força da Súmula 7/STJ. No mesmo sentido: EDcl no REsp 1.309.199/DF, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 22/9/2016. 4. A inadmissão do recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, a, da Constituição Federal, em razão da incidência de enunciado sumular, prejudica o exame do recurso no ponto em que suscita divergência jurisprudencial se o dissídio alegado diz respeito ao mesmo dispositivo legal ou tese jurídica, o que ocorreu na hipótese. Nesse sentido: AgInt no REsp 1.590.388/MG, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 24/3/2017; AgInt no REsp 1.343.351/SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 23/3/2017. 5. Agravo interno não provido’ (pág. 238 do documento eletrônico 2). No RE interposto no STJ, fundado no art. 102, III, a , da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA. URP. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. ACÓRDÃO RECORRIDO ASSENTADO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DO FEITO. REEXAME. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. 1. Não há falar em violação do artigo 1.022 do CPC/2015, porquanto o acórdão recorrido manifestou-se de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia. 2. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial impede o seu conhecimento, a teor da Súmula 282/STF. 3. Tendo o acórdão recorrido assentado expressamente a existência de limitação no título executivo, infirmar tal conclusão pressupõe o reexame fático-probatório do feito, o que é obstado em sede de recurso especial, por força da Súmula 7/STJ. No mesmo sentido: EDcl no REsp 1.309.199/DF, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 22/9/2016. 4. A inadmissão do recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, a, da Constituição Federal, em razão da incidência de enunciado sumular, prejudica o exame do recurso no ponto em que suscita divergência jurisprudencial se o dissídio alegado diz respeito ao mesmo dispositivo legal ou tese jurídica, o que ocorreu na hipótese. Nesse sentido: AgInt no REsp 1.590.388/MG, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 24/3/2017; AgInt no REsp 1.343.351/SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 23/3/2017. 5. Agravo interno não provido’ (pág. 238 do documento eletrônico 2). No RE interposto no STJ, fundado no art. 102, III, a , da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5°, XXXVI, da Constituição Federal, bem como bem como à Súmula 671/STF. (págs. 250- 272 e seguintes do documento eletrônico 2). Sustenta o recorrente, em suma, que, ‘No caso em apreço, há repercussão geral tendo em vista que o acórdão recorrido contrariou jurisprudência vinculante do C. STF, proferida em Recurso Repetitivo (RE nº 596.663), que trata da análise da coisa julgada em execução, trazendo expressamente que o percentual remuneratório concedido por meio de título judicial transitado em julgado, apenas poderá deixar de ter eficácia a partir de superveniente incorporação do referido percentual nos vencimentos, ou seja, incorporação do mesmo percentual que tenha ocorrido após a prolação da sentença’ (pág. 256 do documento eletrônico 2). Analiso os referidos recursos. As pretensões recursais não merecem acolhida. Quanto ao recurso interposto no STJ, verifico que o dispositivo constitucional suscitado pelo recorrente não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/STF. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5°, XXXVI, da Constituição Federal, bem como bem como à Súmula 671/STF. (págs. 250- 272 e seguintes do documento eletrônico 2). Sustenta o recorrente, em suma, que, ‘No caso em apreço, há repercussão geral tendo em vista que o acórdão recorrido contrariou jurisprudência vinculante do C. STF, proferida em Recurso Repetitivo (RE nº 596.663), que trata da análise da coisa julgada em execução, trazendo expressamente que o percentual remuneratório concedido por meio de título judicial transitado em julgado, apenas poderá deixar de ter eficácia a partir de superveniente incorporação do referido percentual nos vencimentos, ou seja, incorporação do mesmo percentual que tenha ocorrido após a prolação da sentença’ (pág. 256 do documento eletrônico 2). Analiso os referidos recursos. As pretensões recursais não merecem acolhida. Quanto ao recurso interposto no STJ, verifico que o dispositivo constitucional suscitado pelo recorrente não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/STF. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional . 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Quanto ao recurso interposto no TRF da 5ª Região, observo que esta Corte, entende ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. direito Civil. Vagas de garagem. Demarcação. direito de propriedade. Alegação de violação do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional . 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis nºs 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP nº 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Quanto ao recurso interposto no TRF da 5ª Região, observo que esta Corte, entende ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. direito Civil. Vagas de garagem. Demarcação. direito de propriedade. Alegação de violação do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise do conjunto fático-probatório da causa ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE 936.459- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma). Além disso, o acórdão recorrido assentou que a Súmula 671/STF consagrou o direito ao reajuste em tela, nos seguintes termos: os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. No entanto, destacaram que, no caso em análise, o ingresso do servidor no serviço público deu-se após o ano de 1988, não existindo, assim, diferenças salariais a serem executadas. Desse modo, para dissentir dos acórdãos impugnados, no que tange à data de ingresso do servidor público, e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos o que é vedado pela Súmula 279/STF. Nesse sentido, cito o ARE 1.172.229/RN e o ARE 1.168.705/RN, ambos de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes. Isso posto, nego seguimento aos recursos (art. 21, § 1°, do RISTF)”. Outrossim, menciono as seguintes decisões com a mesma orientação: ARE 1.197.412/RN e ARE 1.176.488/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes; ARE 1.197.241/PE, Rel. Min. Edson Fachin; ARE 1.184.014/RN, de minha relatoria; ARE 1.183.936/PE, Rel. Min. Celso de Mello; ARE 1.175.788/RN, Rel. Min. Alexandre de Moraes. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise do conjunto fático-probatório da causa ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE 936.459- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma). Além disso, o acórdão recorrido assentou que a Súmula 671/STF consagrou o direito ao reajuste em tela, nos seguintes termos: os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. No entanto, destacaram que, no caso em análise, o ingresso do servidor no serviço público deu-se após o ano de 1988, não existindo, assim, diferenças salariais a serem executadas. Desse modo, para dissentir dos acórdãos impugnados, no que tange à data de ingresso do servidor público, e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos o que é vedado pela Súmula 279/STF. Nesse sentido, cito o ARE 1.172.229/RN e o ARE 1.168.705/RN, ambos de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes. Isso posto, nego seguimento aos recursos (art. 21, § 1°, do RISTF)”. Outrossim, menciono as seguintes decisões com a mesma orientação: ARE 1.197.412/RN e ARE 1.176.488/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes; ARE 1.197.241/PE, Rel. Min. Edson Fachin; ARE 1.184.014/RN, de minha relatoria; ARE 1.183.936/PE, Rel. Min. Celso de Mello; ARE 1.175.788/RN, Rel. Min. Alexandre de Moraes. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR (40921/DF, 10927/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35EC-097F-18AB-B51F e senha 3E02-BAB4-3EB6-EB53 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR (40921/DF, 10927/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35EC-097F-18AB-B51F e senha 3E02-BAB4-3EB6-EB53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ART. 5°, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO PRESENTE. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. URP. VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. REINTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A matéria referente à coisa julgada foi objeto de discussão pelo acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça. Prequestionamento configurado. II - Para dissentir dos acórdãos impugnados e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula 279/STF, e das normas infraconstitucionais pertinentes, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. III - Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur407235
- Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 279/STF) ARE 1175788, ARE 1176488, ARE 1184014, ARE 1183936, ARE 1197412, ARE 1197241. Número de páginas: 12. Análise: 22/08/2019, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1176147
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1176147 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO PRESENTE. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. URP. VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. REINTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A matéria referente à coisa julgada foi objeto de discussão pelo acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça. Prequestionamento configurado. II - Para dissentir dos acórdãos impugnados e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, e das normas infraconstitucionais pertinentes, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria apenas indireta. III - Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C5-99AA-BB7D-D09E e senha 6381-3D6B-3070-AD01 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 1176147 AGR / RN virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C5-99AA-BB7D-D09E e senha 6381-3D6B-3070-AD01 Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0C5-99AA-BB7D-D09E e senha 6381-3D6B-3070-AD01 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recursos extraordinários ante a incidência das Súmulas 279, 282 e 356/Supremo Tribunal Federal e pela natureza infraconstitucional da controvérsia (documento eletrônico 4). O agravante interpõe este agravo regimental para sustentar, preliminarmente a presença de repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no Recurso Extraordinário 596.663/RJ, de relatoria do Ministro Teori Zavascki (págs. 4-9 do documento eletrônico 6). Afirma, também, que a matéria relativa à coisa julgada foi objeto de discussão no Superior Tribunal de Justiça, razão pela qual não há falar em ausência de prequestionamento (págs. 9-10 do documento eletrônico 6). Esclarece, por fim, que não há necessidade de revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, não se aplicando a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (págs. 10 e 16 do documento eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B6B-2810-7FF8-FB4F e senha 12EC-BA62-FBF6-EF02 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recursos extraordinários ante a incidência das Súmulas 279, 282 e 356/Supremo Tribunal Federal e pela natureza infraconstitucional da controvérsia (documento eletrônico 4). O agravante interpõe este agravo regimental para sustentar, preliminarmente a presença de repercussão geral da matéria constitucional reconhecida no Recurso Extraordinário 596.663/RJ, de relatoria do Ministro Teori Zavascki (págs. 4-9 do documento eletrônico 6). Afirma, também, que a matéria relativa à coisa julgada foi objeto de discussão no Superior Tribunal de Justiça, razão pela qual não há falar em ausência de prequestionamento (págs. 9-10 do documento eletrônico 6). Esclarece, por fim, que não há necessidade de revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, não se aplicando a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (págs. 10 e 16 do documento eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B6B-2810-7FF8-FB4F e senha 12EC-BA62-FBF6-EF02 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 1176147 AGR / RN 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B6B-2810-7FF8-FB4F e senha 12EC-BA62-FBF6-EF02 Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8B6B-2810-7FF8-FB4F e senha 12EC-BA62-FBF6-EF02 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que assiste parcial razão ao agravante, mas subsiste hígida quanto à sua conclusão, visto que não se aduzem novos argumentos capazes de afastar as demais razões nela expendidas. Com efeito, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça – Superior Tribunal de Justiça, dentre outros fundamentos, em razão de não ter havido o prequestionamento da matéria relativa à coisa julgada. Verifico, porém, que acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça ventilou tal matéria (pág. 244 do volume eletrônico 2). De resto, consta da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional da 5... Região, assim ementado: ‘PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. URP. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. I - Apelação interposta à Sentença proferida nos autos de Embargos à Execução, que julgou Procedente a Pretensão para extinguir Execução de Título Judicial, sob o fundamento de que o Exequente ingressou no Serviço Público Federal após o ano de 1988 e, portanto, não faria jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP de Abril e Maio de 1988. II. Rejeição da preliminar de incompetência absoluta do Juízo sentenciante, uma vez que o Superior Tribunal de Justiça possui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que assiste parcial razão ao agravante, mas subsiste hígida quanto à sua conclusão, visto que não se aduzem novos argumentos capazes de afastar as demais razões nela expendidas. Com efeito, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça – Superior Tribunal de Justiça, dentre outros fundamentos, em razão de não ter havido o prequestionamento da matéria relativa à coisa julgada. Verifico, porém, que acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça ventilou tal matéria (pág. 244 do volume eletrônico 2). De resto, consta da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Tribunal Regional da 5... Região, assim ementado: ‘PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. URP. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO DE TÍTULO JUDICIAL. DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO. I - Apelação interposta à Sentença proferida nos autos de Embargos à Execução, que julgou Procedente a Pretensão para extinguir Execução de Título Judicial, sob o fundamento de que o Exequente ingressou no Serviço Público Federal após o ano de 1988 e, portanto, não faria jus ao reajuste de 7/30 do percentual de 16,19%, referente à URP de Abril e Maio de 1988. II. Rejeição da preliminar de incompetência absoluta do Juízo sentenciante, uma vez que o Superior Tribunal de Justiça possui Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN jurisprudência consolidada no sentido de que a execução individual de sentença condenatória proferida em ação coletiva não segue a regra geral de ser processada perante o mesmo Juízo que decidiu a causa em processo de conhecimento (EDACC 201303991052, HERMAN BENJAMIN, Superior Tribunal de Justiça - PRIMEIRA SEÇÃO, DJE DATA:17/06/2014; AARESP 201400245378, MAURO CAMPBELL MARQUES, Superior Tribunal de Justiça - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:19/05/2014; RESP 200802244991, NANCY ANDRIGHI, Superior Tribunal de Justiça - TERCEIRA TURMA, DJE DATA:28/10/2010). Ademais, a alegação deveria ter sido realizada na ação de execução, e não nos embargos à execução, meio de defesa do devedor. III - A Súmula n 671, do Supremo Tribunal Federal, consagrou o direito ao reajuste em tela, assinalando que os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. IV - Tratando-se de hipótese em que o ingresso no serviço público deu-se após o ano de 1988, não há diferenças salariais a serem executadas. V - Desprovimento da Apelação’ (pág. 319 do documento eletrônico 1). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a , da Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5..., XXXVI, da mesma Carta, bem como violação da Súmula 671/Supremo Tribunal Federal (págs. 521-537 do documento eletrônico 1). Outrossim, o recorrente também interpôs agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa segue transcrita: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN jurisprudência consolidada no sentido de que a execução individual de sentença condenatória proferida em ação coletiva não segue a regra geral de ser processada perante o mesmo Juízo que decidiu a causa em processo de conhecimento (EDACC 201303991052, HERMAN BENJAMIN, Superior Tribunal de Justiça - PRIMEIRA SEÇÃO, DJE DATA:17/06/2014; AARESP 201400245378, MAURO CAMPBELL MARQUES, Superior Tribunal de Justiça - SEGUNDA TURMA, DJE DATA:19/05/2014; RESP 200802244991, NANCY ANDRIGHI, Superior Tribunal de Justiça - TERCEIRA TURMA, DJE DATA:28/10/2010). Ademais, a alegação deveria ter sido realizada na ação de execução, e não nos embargos à execução, meio de defesa do devedor. III - A Súmula n 671, do Supremo Tribunal Federal, consagrou o direito ao reajuste em tela, assinalando que os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. IV - Tratando-se de hipótese em que o ingresso no serviço público deu-se após o ano de 1988, não há diferenças salariais a serem executadas. V - Desprovimento da Apelação’ (pág. 319 do documento eletrônico 1). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a , da Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5..., XXXVI, da mesma Carta, bem como violação da Súmula 671/Supremo Tribunal Federal (págs. 521-537 do documento eletrônico 1). Outrossim, o recorrente também interpôs agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face de acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, cuja ementa segue transcrita: ‘PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA. URP. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO Código de Processo Civil/2015. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. ACÓRDÃO RECORRIDO ASSENTADO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DO FEITO. REEXAME. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. 1. Não há falar em violação do artigo 1.022 do Código de Processo Civil/2015, porquanto o acórdão recorrido manifestou-se de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia. 2. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial impede o seu conhecimento, a teor da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Tendo o acórdão recorrido assentado expressamente a existência de limitação no título executivo, infirmar tal conclusão pressupõe o reexame fático-probatório do feito, o que é obstado em sede de recurso especial, por força da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. No mesmo sentido: EDcl no REsp 1.309.199/DF, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 22/9/2016. 4. A inadmissão do recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, a, da Constituição Federal, em razão da incidência de enunciado sumular, prejudica o exame do recurso no ponto em que suscita divergência jurisprudencial se o dissídio alegado diz respeito ao mesmo dispositivo legal ou tese jurídica, o que ocorreu na hipótese. Nesse sentido: AgInt no REsp 1.590.388/MG, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 24/3/2017; AgInt no REsp 1.343.351/SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 23/3/2017. 5. Agravo interno não provido’ (pág. 238 do documento eletrônico 2). No Recurso Extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, fundado no art. 102, III, a , da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO DE SENTENÇA. URP. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO Código de Processo Civil/2015. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO DA COISA JULGADA. ACÓRDÃO RECORRIDO ASSENTADO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DO FEITO. REEXAME. SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. 1. Não há falar em violação do artigo 1.022 do Código de Processo Civil/2015, porquanto o acórdão recorrido manifestou-se de maneira clara e fundamentada a respeito das questões relevantes para a solução da controvérsia. 2. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial impede o seu conhecimento, a teor da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Tendo o acórdão recorrido assentado expressamente a existência de limitação no título executivo, infirmar tal conclusão pressupõe o reexame fático-probatório do feito, o que é obstado em sede de recurso especial, por força da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. No mesmo sentido: EDcl no REsp 1.309.199/DF, Rel. Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe 22/9/2016. 4. A inadmissão do recurso especial interposto com fundamento no artigo 105, III, a, da Constituição Federal, em razão da incidência de enunciado sumular, prejudica o exame do recurso no ponto em que suscita divergência jurisprudencial se o dissídio alegado diz respeito ao mesmo dispositivo legal ou tese jurídica, o que ocorreu na hipótese. Nesse sentido: AgInt no REsp 1.590.388/MG, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe 24/3/2017; AgInt no REsp 1.343.351/SP, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 23/3/2017. 5. Agravo interno não provido’ (pág. 238 do documento eletrônico 2). No Recurso Extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça, fundado no art. 102, III, a , da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal, bem como bem como à Súmula 671/Supremo Tribunal Federal. (págs. 250- 272 e seguintes do documento eletrônico 2). Sustenta o recorrente, em suma, que, ‘No caso em apreço, há repercussão geral tendo em vista que o acórdão recorrido contrariou jurisprudência vinculante do C. Supremo Tribunal Federal, proferida em Recurso Repetitivo (Recurso Extraordinário n 596.663), que trata da análise da coisa julgada em execução, trazendo expressamente que o percentual remuneratório concedido por meio de título judicial transitado em julgado, apenas poderá deixar de ter eficácia a partir de superveniente incorporação do referido percentual nos vencimentos, ou seja, incorporação do mesmo percentual que tenha ocorrido após a prolação da sentença’ (pág. 256 do documento eletrônico 2). Analiso os referidos recursos. As pretensões recursais não merecem acolhida. Quanto ao recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça, verifico que o dispositivo constitucional suscitado pelo recorrente não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN Constituição Federal, alegou-se, em suma, ofensa ao art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal, bem como bem como à Súmula 671/Supremo Tribunal Federal. (págs. 250- 272 e seguintes do documento eletrônico 2). Sustenta o recorrente, em suma, que, ‘No caso em apreço, há repercussão geral tendo em vista que o acórdão recorrido contrariou jurisprudência vinculante do C. Supremo Tribunal Federal, proferida em Recurso Repetitivo (Recurso Extraordinário n 596.663), que trata da análise da coisa julgada em execução, trazendo expressamente que o percentual remuneratório concedido por meio de título judicial transitado em julgado, apenas poderá deixar de ter eficácia a partir de superveniente incorporação do referido percentual nos vencimentos, ou seja, incorporação do mesmo percentual que tenha ocorrido após a prolação da sentença’ (pág. 256 do documento eletrônico 2). Analiso os referidos recursos. As pretensões recursais não merecem acolhida. Quanto ao recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça, verifico que o dispositivo constitucional suscitado pelo recorrente não foi prequestionado. Assim, como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 772.836-AgR/PE, de relatoria do Ministro Dias Toffoli, cuja ementa segue transcrita: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. prequestionamento. Não ocorrência. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Procedimento de retenção de contribuição previdenciária. Fundo de Participação dos Municípios. Debate infraconstitucional. Afronta reflexa. 1. A Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional . 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Quanto ao recurso interposto no TRF da 5... Região, observo que esta Corte, entende ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. direito Civil. Vagas de garagem. Demarcação. direito de propriedade. Alegação de violação do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN questão constitucional não tenha sido apreciada pelo Tribunal a quo, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração, os quais devem trazer a discussão da matéria a ser prequestionada, a fim de possibilitar ao Tribunal de origem a apreciação do ponto sob o ângulo constitucional . 2. Para se ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário reexaminar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Leis ns 8.212/91; 11.941/09; Decreto 3.048/99 e IN MPS/SRP n 3/05). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 3. Agravo regimental não provido’ (grifei). Quanto ao recurso interposto no TRF da 5... Região, observo que esta Corte, entende ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Nesse sentido: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. direito Civil. Vagas de garagem. Demarcação. direito de propriedade. Alegação de violação do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Prequestionamento. Ausência. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando o dispositivo constitucional que nele se alega violado não está devidamente prequestionado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise do conjunto fático-probatório da causa ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE 936.459- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma). Além disso, o acórdão recorrido assentou que a Súmula 671/Supremo Tribunal Federal consagrou o direito ao reajuste em tela, nos seguintes termos: os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. No entanto, destacaram que, no caso em análise, o ingresso do servidor no serviço público deu-se após o ano de 1988, não existindo, assim, diferenças salariais a serem executadas. Desse modo, para dissentir dos acórdãos impugnados, no que tange à data de ingresso do servidor público, e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 1.172.229/RN e o ARE 1.168.705/RN, ambos de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes. Isso posto, nego seguimento aos recursos (art. 21, § 1..., do RISTF)”. Outrossim, menciono as seguintes decisões com a mesma orientação: ARE 1.197.412/RN e ARE 1.176.488/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes; ARE 1.197.241/PE, Rel. Min. Edson Fachin; ARE 1.184.014/RN, de minha relatoria; ARE 1.183.936/PE, Rel. Min. Celso de Mello; ARE 1.175.788/RN, Rel. Min. Alexandre de Moraes. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. 3. Não se presta o recurso extraordinário para a análise do conjunto fático-probatório da causa ou da legislação infraconstitucional. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE 936.459- AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma). Além disso, o acórdão recorrido assentou que a Súmula 671/Supremo Tribunal Federal consagrou o direito ao reajuste em tela, nos seguintes termos: os servidores públicos e os trabalhadores em geral têm direito, no que concerne à URP de abril/maio de 1988, apenas ao valor correspondente a 7/30 de 16,19% sobre os vencimentos e salários pertinentes aos meses de abril e maio de 1988, não cumulativamente, devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. No entanto, destacaram que, no caso em análise, o ingresso do servidor no serviço público deu-se após o ano de 1988, não existindo, assim, diferenças salariais a serem executadas. Desse modo, para dissentir dos acórdãos impugnados, no que tange à data de ingresso do servidor público, e verificar a procedência dos argumentos consignados no apelo extremo, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito o ARE 1.172.229/RN e o ARE 1.168.705/RN, ambos de relatoria do Ministro Alexandre de Moraes. Isso posto, nego seguimento aos recursos (art. 21, § 1..., do RISTF)”. Outrossim, menciono as seguintes decisões com a mesma orientação: ARE 1.197.412/RN e ARE 1.176.488/RN, Rel. Min. Gilmar Mendes; ARE 1.197.241/PE, Rel. Min. Edson Fachin; ARE 1.184.014/RN, de minha relatoria; ARE 1.183.936/PE, Rel. Min. Celso de Mello; ARE 1.175.788/RN, Rel. Min. Alexandre de Moraes. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1176147 AGR / RN Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Supremo Tribunal Federal ARE 1176147 AGR / RN Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6D50-E3FC-91E7-4486 e senha 7A0E-B6C5-16E8-FDAC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR (40921/DF, 10927/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35EC-097F-18AB-B51F e senha 3E02-BAB4-3EB6-EB53 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.147 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SINPRF/RN - SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : MARTSUNG FORMIGA CAVALCANTE E RODOVALHO DE ALENCAR (40921/DF, 10927/PB) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35EC-097F-18AB-B51F e senha 3E02-BAB4-3EB6-EB53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 176 . 147", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 663 / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 663 / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1176147 AGR / RN", "ARE 1176147 AGR / RN", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "EDACC", "AARESP", "RESP 200802244991", "Súmula n 671 , do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 671 / Supremo Tribunal Federal", "EDACC 201303991052", "AARESP 201400245378", "RESP 200802244991", "Súmula n 671 , do Supremo", "Súmula 671 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "EDcl no REsp 1 . 309 . 199 / DF", "AgInt no REsp 1 . 590 . 388 / MG", "AgInt no REsp 1 . 343 . 351 / SP", "ARE 1176147 AGR", "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "EDcl no REsp 1 . 309 . 199 / DF", "AgInt no REsp 1 . 590 . 388 / MG", "AgInt no REsp 1 . 343 . 351 / SP", "Súmula 671 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 596 . 663", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772 . 836 - AgR / PE", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1176147 AGR / RN", "Súmula 671 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 596 . 663", "Súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 772 . 836 - AgR / PE", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1176147 AGR / RN", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1176147 AGR / RN", "Súmulas ns 282", "ARE 1176147 AGR / RN", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 936 . 459 - AgR / RJ", "Súmula 671 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 172 . 229 / RN", "ARE 1 . 168 . 705 / RN", "ARE 1 . 197 . 412 / RN", "ARE 1 . 176 . 488 / RN", "ARE 1 . 197 . 241 / PE", "ARE 1 . 184 . 014 / RN", "ARE 1 . 183 . 936 / PE", "ARE 1 . 175 . 788 / RN", "ARE 1176147 AGR / RN", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 936 . 459 - AgR / RJ", "Súmula 671 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 172 . 229 / RN", "ARE 1 . 168 . 705 / RN", "ARE 1 . 197 . 412 / RN", "ARE 1 . 176 . 488 / RN", "ARE 1 . 197 . 241 / PE", "ARE 1 . 184 . 014 / RN", "ARE 1 . 183 . 936 / PE", "ARE 1 . 175 . 788 / RN", "ARE 1176147 AGR", "ARE" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 5 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200", "ART . 1 . 022 DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo 1 . 022 do Código de Processo Civil / 2015", "artigo 105 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 022 DO Código de Processo Civil / 2015", "artigo", "artigo 105 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 8 . 212 / 91", "11", ".", "941", "/", "09", "Decreto 3 . 048 / 99", "IN MPS / SRP n 3 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 8 . 212 / 91", "11", ".", "941", "/", "09", "Decreto 3 . 048 / 99", "IN MPS / SRP n 3 / 05", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SINPRF", "/", "RN", "SINDICATO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "SINPRF", "/", "RN", "SINDICATO DOS POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINPRF", "/", "RN", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional da 5 . . . 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Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "PRIMEIRA", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "TERCEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "PRIMEIRA SEÇÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "TERCEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Fundo de Participação dos Municípios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Fundo de Participação dos Municípios", "TRF da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRF da 5 . . . 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.209.439 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :R.G.G. ADV.(A/S) :DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO ADV.(A/S) :ANDRE DIAS DE AZEVEDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ARTIGO 217-A DO CÓDIGO PENAL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XLVI E LVII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA E DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 1.035, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015 C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 21/6/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA92-3321-957B-8426 e senha 5DB6-51E5-2F12-4AA4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.209.439 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : R.G.G. ADV.(A/S) : DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO (67277/SP) ADV.(A/S) : ANDRE DIAS DE AZEVEDO (302411/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B87-ED08-5C27-799A e senha 027D-56DE-1654-369E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.209.439 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : R.G.G. ADV.(A/S) : DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO (67277/SP) ADV.(A/S) : ANDRE DIAS DE AZEVEDO (302411/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B87-ED08-5C27-799A e senha 027D-56DE-1654-369E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750431346
2019-06-24T00:00:00
2019-08-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ARTIGO 217-A DO CÓDIGO PENAL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XLVI E LVII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA E DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 1.035, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015 C.C. ARTIGO 327, § 1º, DO RISTF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur407744
Número de páginas: 2. Análise: 04/09/2019, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1209439
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-0217A\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00327 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1209439 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : R.G.G. ADV.(A/S) : DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO ADV.(A/S) : ANDRE DIAS DE AZEVEDO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.209.439 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :R.G.G. ADV.(A/S) :DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO ADV.(A/S) :ANDRE DIAS DE AZEVEDO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ARTIGO 217-A DO CÓDIGO PENAL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XLVI E LVII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRINCÍPIOS DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA E DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 1.035, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015 C.C. ARTIGO 327, § 1..., DO RISTF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 21/6/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA92-3321-957B-8426 e senha 5DB6-51E5-2F12-4AA4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.209.439 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : R.G.G. ADV.(A/S) : DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO (67277/SP) ADV.(A/S) : ANDRE DIAS DE AZEVEDO (302411/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B87-ED08-5C27-799A e senha 027D-56DE-1654-369E Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.209.439 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : R.G.G. ADV.(A/S) : DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO (67277/SP) ADV.(A/S) : ANDRE DIAS DE AZEVEDO (302411/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9B87-ED08-5C27-799A e senha 027D-56DE-1654-369E Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 217 - A DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 5 . . . , XLVI E LVII , DA CONSTITUIÇÃO", "ARTIGO 1 . 035 , § 2 . . . , DO", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO", "ANDRE DIAS DE AZEVEDO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO", "ANDRE DIAS DE AZEVEDO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "DAVID TEIXEIRA DE AZEVEDO", "ANDRE DIAS DE AZEVEDO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) :EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA NA OPERAÇÃO DE DOSIMETRIA DA SANÇÃO PENAL – INOCORRÊNCIA – RECONHECIMENTO, PELO MAGISTRADO SENTENCIANTE, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – PRETENDIDA REVISÃO DO ACRÉSCIMO PENAL RELATIVO À CONTINUIDADE DELITIVA – IMPETRAÇÃO QUE OBJETIVA A PURA E SIMPLES REDUÇÃO DA PENA IMPOSTA AO PACIENTE – NECESSÁRIO REEXAME DOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO QUE LEVARAM O JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU A FIXAR O “QUANTUM” PENAL – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0FC-A232-8287-25D6 e senha 2886-5458-E7E8-E656 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) :EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do paciente, ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, opinou pelo não provimento desta espécie recursal em parecer assim ementado: “Processo penal. Agravo regimental em ‘habeas corpus’. Decisão que não acolheu pleito de revisão da pena base, em sede de condenação por peculato, já transitada em julgado. 1. Ainda que o juiz sentenciante não tenha bem nomeado juridicamente cada circunstância valorada na 1ª fase da dosimetria da pena, o ponto é que valorou o ‘quantum’ do prejuízo aos cofres públicos, que se mostrou expressivo, e o complexo ardil usado ao desfalque, que não compõem, necessariamente o tipo penal de peculato, pelo que podem, e devem, influir na pena base, que foi fixada ‘proporcionalmente’ em 3 anos e 6 meses de reclusão quanto ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1108-6C2D-F677-2118 e senha E71C-68A4-B215-1540 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) :EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do paciente, ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, opinou pelo não provimento desta espécie recursal em parecer assim ementado: “Processo penal. Agravo regimental em ‘habeas corpus’. Decisão que não acolheu pleito de revisão da pena base, em sede de condenação por peculato, já transitada em julgado. 1. Ainda que o juiz sentenciante não tenha bem nomeado juridicamente cada circunstância valorada na 1ª fase da dosimetria da pena, o ponto é que valorou o ‘quantum’ do prejuízo aos cofres públicos, que se mostrou expressivo, e o complexo ardil usado ao desfalque, que não compõem, necessariamente o tipo penal de peculato, pelo que podem, e devem, influir na pena base, que foi fixada ‘proporcionalmente’ em 3 anos e 6 meses de reclusão quanto ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1108-6C2D-F677-2118 e senha E71C-68A4-B215-1540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório HC 157723 AGR / PE ora agravante, dentro dos limites de 2 a 12 anos de reclusão do tipo penal do art. 312 do CP. 2. Pelo desprovimento do agravo regimental, mantida a denegação da ordem.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1108-6C2D-F677-2118 e senha E71C-68A4-B215-1540 Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE ora agravante, dentro dos limites de 2 a 12 anos de reclusão do tipo penal do art. 312 do CP. 2. Pelo desprovimento do agravo regimental, mantida a denegação da ordem.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1108-6C2D-F677-2118 e senha E71C-68A4-B215-1540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar no ato decisório ora recorrido, o MM. Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Capital/PE, ao proceder ao cálculo dosimétrico da pena imposta ao ora agravante pela prática dos crimes tipificados nos arts. 288 e 312 do Código Penal, justificou, corretamente, as diversas fases que compõem a operação de dosimetria penal. Eis, no ponto, o teor da decisão proferida pelo magistrado de primeiro grau: “Compulsando os autos, verifica-se não haver registro de condenações penais anteriores em face de quaisquer dos réus, pelo que os tomo como primários e sem registro de antecedentes criminais. No caso ‘sub judice’, todavia, pode-se asseverar que os acusados em questão agiram com elevada culpabilidade, ciente dos crimes praticados e suas repercussões. Os delitos de peculato e formação de quadrilha foram praticados pelos denunciados com vistas ao enriquecimento ilícito em detrimento dos recursos de uma empresa pública, tratando-se de uma motivação assaz reprovável, visto que, em face de sua ganância, os denunciados não hesitaram em desfalcar os cofres públicos municipais, de forma a lesar, em última instância, a própria sociedade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar no ato decisório ora recorrido, o MM. Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Capital/PE, ao proceder ao cálculo dosimétrico da pena imposta ao ora agravante pela prática dos crimes tipificados nos arts. 288 e 312 do Código Penal, justificou, corretamente, as diversas fases que compõem a operação de dosimetria penal. Eis, no ponto, o teor da decisão proferida pelo magistrado de primeiro grau: “Compulsando os autos, verifica-se não haver registro de condenações penais anteriores em face de quaisquer dos réus, pelo que os tomo como primários e sem registro de antecedentes criminais. No caso ‘sub judice’, todavia, pode-se asseverar que os acusados em questão agiram com elevada culpabilidade, ciente dos crimes praticados e suas repercussões. Os delitos de peculato e formação de quadrilha foram praticados pelos denunciados com vistas ao enriquecimento ilícito em detrimento dos recursos de uma empresa pública, tratando-se de uma motivação assaz reprovável, visto que, em face de sua ganância, os denunciados não hesitaram em desfalcar os cofres públicos municipais, de forma a lesar, em última instância, a própria sociedade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE Com relação às condutas de EDMILSON MIGUEL DA SILVA, FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO, o grau de reprovabilidade é ainda maior, uma vez que tais denunciados faziam parte do quadro funcional da EMLURB-RECIFE, sendo da natureza de suas atribuições o zelo pela coisa pública e o dever de nunca sobrepor interesses particulares aos da coletividade representada pelos destinatários de seus serviços. As consequências dos referidos crimes também foram bastante significativas, visto que, em virtude da operação de emissão de cheques sob o pretexto falso de que serviriam ao pagamento de depósitos recursais em ações trabalhistas, foi desviado um montante superior a R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais) dos recursos pertencentes à EMLURB-RECIFE. Outrossim, embora não existam nos autos maiores informações sobre a personalidade e conduta social dos réus, os crimes dos autos revelam sobremaneira traços negativos dos mesmos. Afinal, os denunciados, para efetuarem o pretendido desvio de recursos públicos em proveito próprio, arquitetaram um engenhoso esquema envolvendo cheques com destinação falsa, o que revela a propensão à utilização de estratagemas ardilosos. É preciso registrar, todavia, que a gradação da culpabilidade dos denunciados não é a mesma. O agir dos réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO merece maior censura, visto que foram eles quem iniciaram o esquema de desvio fraudulento de cheques, tendo, em seguida, persuadido os réus EDMILSON MIGUEL DA SILVA e BENIVALDO CAMPELO BARBOSA a fazer parte de tal operação. Por outro lado, o agir deste último é menos reprovável em relação às condutas dos demais, visto que BENIVALDO CAMPELO BARBOSA não era funcionário público, não possuindo o mesmo compromisso com a coisa pública que os demais. Em sendo assim, e tendo sempre em mente que a pena a ser aplicada deverá ser necessária e suficiente para a reprovação e prevenção do crime, fixo as penas-base dos réus, em relação ao delito de peculato, nas seguintes proporções: 05 (cinco) anos de reclusão para os réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO; 04 (quatro) anos e (06) meses de reclusão para o réu EDMILSON 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE Com relação às condutas de EDMILSON MIGUEL DA SILVA, FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO, o grau de reprovabilidade é ainda maior, uma vez que tais denunciados faziam parte do quadro funcional da EMLURB-RECIFE, sendo da natureza de suas atribuições o zelo pela coisa pública e o dever de nunca sobrepor interesses particulares aos da coletividade representada pelos destinatários de seus serviços. As consequências dos referidos crimes também foram bastante significativas, visto que, em virtude da operação de emissão de cheques sob o pretexto falso de que serviriam ao pagamento de depósitos recursais em ações trabalhistas, foi desviado um montante superior a R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais) dos recursos pertencentes à EMLURB-RECIFE. Outrossim, embora não existam nos autos maiores informações sobre a personalidade e conduta social dos réus, os crimes dos autos revelam sobremaneira traços negativos dos mesmos. Afinal, os denunciados, para efetuarem o pretendido desvio de recursos públicos em proveito próprio, arquitetaram um engenhoso esquema envolvendo cheques com destinação falsa, o que revela a propensão à utilização de estratagemas ardilosos. É preciso registrar, todavia, que a gradação da culpabilidade dos denunciados não é a mesma. O agir dos réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO merece maior censura, visto que foram eles quem iniciaram o esquema de desvio fraudulento de cheques, tendo, em seguida, persuadido os réus EDMILSON MIGUEL DA SILVA e BENIVALDO CAMPELO BARBOSA a fazer parte de tal operação. Por outro lado, o agir deste último é menos reprovável em relação às condutas dos demais, visto que BENIVALDO CAMPELO BARBOSA não era funcionário público, não possuindo o mesmo compromisso com a coisa pública que os demais. Em sendo assim, e tendo sempre em mente que a pena a ser aplicada deverá ser necessária e suficiente para a reprovação e prevenção do crime, fixo as penas-base dos réus, em relação ao delito de peculato, nas seguintes proporções: 05 (cinco) anos de reclusão para os réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO; 04 (quatro) anos e (06) meses de reclusão para o réu EDMILSON 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE MIGUEL DA SILVA; 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão para o réu BENIVALDO CAMPELO BARBOSA. Tendo em vista que os réus EDMILSON MIGUEL DA SILVA e BENIVALDO CAMPELO BARBOSA confessaram a prática do crime de peculato de que aqui se cuida, circunstância que sempre atenua a pena (art. 65, III, ‘d’), atenuo as penas a eles fixadas em 06 (seis) meses para o primeiro e 04 (quatro) meses para o segundo, pelo que ficam as penas reduzidas para 04 (quatro) anos de reclusão e 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, respectivamente. Em virtude da incidência da causa de aumento de pena prevista no art. 327, § 2º, CP, aumento as penas fixadas para FERNANDO JOSÉ DA SILVA, ELIAQUIM DE ARAÚJO e EDMILSON MIGUEL DA SILVA em um terço, pelo que ficam elevadas, respectivamente para 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão para os dois primeiros, e 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão para o último. Outrossim, verifica-se que o crime de peculato ora analisado foi praticado em continuidade delitiva (art. 71, CP), tendo a conduta criminosa se prolongado por período de tempo bastante expressivo (vários meses ao longo dos anos de 2001 a 2002), sendo de se registrar que, a cada mês, os denunciados promoviam o desvio de três a seis cheques, em média. Em razão disto, aumento as penas até aqui fixadas no patamar de 1/3 (um terço), elevando-as para: 08 (oito) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias para os réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO; 07 (sete) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias para EDMILSON MIGUEL DA SILVA; 04 (quatro) anos, 02 (meses) e 20 (vinte) dias para BENIVALDO CAMPELO BARBOSA. Ficam ainda os réus, pelo crime de peculato, condenados ao pagamento de 100 (cem) dias-multa para cada um, penas que fixo na base de um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, a ser devidamente atualizado quando do seu efetivo pagamento. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE MIGUEL DA SILVA; 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão para o réu BENIVALDO CAMPELO BARBOSA. Tendo em vista que os réus EDMILSON MIGUEL DA SILVA e BENIVALDO CAMPELO BARBOSA confessaram a prática do crime de peculato de que aqui se cuida, circunstância que sempre atenua a pena (art. 65, III, ‘d’), atenuo as penas a eles fixadas em 06 (seis) meses para o primeiro e 04 (quatro) meses para o segundo, pelo que ficam as penas reduzidas para 04 (quatro) anos de reclusão e 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, respectivamente. Em virtude da incidência da causa de aumento de pena prevista no art. 327, § 2º, CP, aumento as penas fixadas para FERNANDO JOSÉ DA SILVA, ELIAQUIM DE ARAÚJO e EDMILSON MIGUEL DA SILVA em um terço, pelo que ficam elevadas, respectivamente para 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão para os dois primeiros, e 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão para o último. Outrossim, verifica-se que o crime de peculato ora analisado foi praticado em continuidade delitiva (art. 71, CP), tendo a conduta criminosa se prolongado por período de tempo bastante expressivo (vários meses ao longo dos anos de 2001 a 2002), sendo de se registrar que, a cada mês, os denunciados promoviam o desvio de três a seis cheques, em média. Em razão disto, aumento as penas até aqui fixadas no patamar de 1/3 (um terço), elevando-as para: 08 (oito) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias para os réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO; 07 (sete) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias para EDMILSON MIGUEL DA SILVA; 04 (quatro) anos, 02 (meses) e 20 (vinte) dias para BENIVALDO CAMPELO BARBOSA. Ficam ainda os réus, pelo crime de peculato, condenados ao pagamento de 100 (cem) dias-multa para cada um, penas que fixo na base de um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, a ser devidamente atualizado quando do seu efetivo pagamento. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE Já em relação ao delito de formação de quadrilha, fixo as penas-base de todos os denunciados no mínimo legal de 01 (ano) de reclusão, não havendo causas de diminuição e aumento de pena nem circunstâncias atenuantes ou agravantes que considerar. Ficam os réus também condenados, em virtude do crime de formação de quadrilha, ao pagamento de 60 (sessenta) dias-multa para cada um, penas que fixo na base de um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, a ser devidamente atualizado quando do seu efetivo pagamento. Diante do exposto, em face da cumulação das penas acima estipuladas, segundo a regra aplicável ao concurso material de crimes (art. 69), ficam as penas dos denunciados assim determinadas: a) 09 (nove) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para FERNANDO JOSÉ DA SILVA; b) 09 (nove) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para ELIAQUIM DE ARAÚJO; c) 08 (oito) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para EDMILSON MIGUEL DA SILVA; d) 05 (cinco) anos, 02 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para BENIVALDO CAMPELO BARBOSA.” (grifei) Cabe registrar que o E. Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, ao negar provimento aos recursos de apelação interpostos pelo ora agravante e pelos demais corréus, confirmou o ato decisório emanado do Juízo de primeira instância, fazendo-o em acórdão assim fundamentado: “O ‘decisum‘ atacado de fls. 846-861, pelos seus fundamentos, desmerece qualquer reforma, mormente porque o monocrático sentenciante aplicou e dosou as penas acertadamente, de forma individuada, imputando aos recorrentes FERNANDO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE Já em relação ao delito de formação de quadrilha, fixo as penas-base de todos os denunciados no mínimo legal de 01 (ano) de reclusão, não havendo causas de diminuição e aumento de pena nem circunstâncias atenuantes ou agravantes que considerar. Ficam os réus também condenados, em virtude do crime de formação de quadrilha, ao pagamento de 60 (sessenta) dias-multa para cada um, penas que fixo na base de um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, a ser devidamente atualizado quando do seu efetivo pagamento. Diante do exposto, em face da cumulação das penas acima estipuladas, segundo a regra aplicável ao concurso material de crimes (art. 69), ficam as penas dos denunciados assim determinadas: a) 09 (nove) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para FERNANDO JOSÉ DA SILVA; b) 09 (nove) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para ELIAQUIM DE ARAÚJO; c) 08 (oito) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para EDMILSON MIGUEL DA SILVA; d) 05 (cinco) anos, 02 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para BENIVALDO CAMPELO BARBOSA.” (grifei) Cabe registrar que o E. Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, ao negar provimento aos recursos de apelação interpostos pelo ora agravante e pelos demais corréus, confirmou o ato decisório emanado do Juízo de primeira instância, fazendo-o em acórdão assim fundamentado: “O ‘decisum‘ atacado de fls. 846-861, pelos seus fundamentos, desmerece qualquer reforma, mormente porque o monocrático sentenciante aplicou e dosou as penas acertadamente, de forma individuada, imputando aos recorrentes FERNANDO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE JOSÉ DA SILVA, ELIAQUIM DE ARAÚJO e EDMILSON MIGUEL DA SILVA a prática das infrações descritas nos arts. 288 e 312 c/c o art. 327, § 2º, e art. 71, todos do CP, e ao apelante BENIVALDO CAMPELO BARBOSA a prática das infrações descritas nos arts. 288 e 312 c/c os arts. 30 e 71, todos do CP, e, atendendo à culpabilidade, conduta social, personalidade do agente, ao motivo, circunstâncias e consequências do crime, condenou Fernando José e Eliaquim Araújo à pena de 09 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, além de 160 dias-multa, condenou Edmilson Miguel à pena de 08 anos, 01 mês e 10 dias de reclusão, em regime fechado, além de 160 dias-multa, e, por fim, condenou Benivaldo Campelo à pena de 05 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão, em regime semiaberto, além de 160 dias-multa. Dessa forma, as penas aplicadas aos apelantes foram justas e bem dosadas, desmerecendo qualquer reparo. O mesmo se diga relativamente à perda dos cargos, como corolário da sentença condenatória e nela prevista, nada havendo a ser reformado.” (grifei) Cumpre enfatizar, a esse respeito, que a fixação da pena, no caso, aplicada em grau acima do mínimo legal, foi devida e adequadamente motivada pelo Juízo sentenciante e pelo Tribunal estadual, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais, indicaram, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao paciente, ora recorrente. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie em exame. O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE JOSÉ DA SILVA, ELIAQUIM DE ARAÚJO e EDMILSON MIGUEL DA SILVA a prática das infrações descritas nos arts. 288 e 312 c/c o art. 327, § 2º, e art. 71, todos do CP, e ao apelante BENIVALDO CAMPELO BARBOSA a prática das infrações descritas nos arts. 288 e 312 c/c os arts. 30 e 71, todos do CP, e, atendendo à culpabilidade, conduta social, personalidade do agente, ao motivo, circunstâncias e consequências do crime, condenou Fernando José e Eliaquim Araújo à pena de 09 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, além de 160 dias-multa, condenou Edmilson Miguel à pena de 08 anos, 01 mês e 10 dias de reclusão, em regime fechado, além de 160 dias-multa, e, por fim, condenou Benivaldo Campelo à pena de 05 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão, em regime semiaberto, além de 160 dias-multa. Dessa forma, as penas aplicadas aos apelantes foram justas e bem dosadas, desmerecendo qualquer reparo. O mesmo se diga relativamente à perda dos cargos, como corolário da sentença condenatória e nela prevista, nada havendo a ser reformado.” (grifei) Cumpre enfatizar, a esse respeito, que a fixação da pena, no caso, aplicada em grau acima do mínimo legal, foi devida e adequadamente motivada pelo Juízo sentenciante e pelo Tribunal estadual, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais, indicaram, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao paciente, ora recorrente. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie em exame. O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE da individualização das penas (CF, art. 5º, XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(…) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas conseqüências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE da individualização das penas (CF, art. 5º, XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(…) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas conseqüências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta, quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. Devo salientar, ainda, no que concerne ao pleito de aplicação da fração prevista no art. 71 do Código Penal em patamar mais favorável, que a postulação deduzida pela parte agravante – ao objetivar a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de convicção que levaram o órgão julgador a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao ora agravante refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta, quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. Devo salientar, ainda, no que concerne ao pleito de aplicação da fração prevista no art. 71 do Código Penal em patamar mais favorável, que a postulação deduzida pela parte agravante – ao objetivar a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de convicção que levaram o órgão julgador a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao ora agravante refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que nele se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que deem concreção às circunstâncias judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que nele se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que deem concreção às circunstâncias judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. I – As circunstâncias e consequências do crime permitem mensurar o grau de culpabilidade e reprovabilidade da conduta. II – Mero inconformismo com o normal resultado do julgamento não pode ser objeto de apreciação por meio de ‘habeas corpus’. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. I – As circunstâncias e consequências do crime permitem mensurar o grau de culpabilidade e reprovabilidade da conduta. II – Mero inconformismo com o normal resultado do julgamento não pode ser objeto de apreciação por meio de ‘habeas corpus’. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE III – O ‘HC’ não constitui via adequada para avaliar a justiça ou injustiça da pena-base fixada na sentença quando sua majoração tenha por fundamento circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas. IV – Ordem denegada.” (HC 94.125/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DE CRIME EM LICITAÇÃO. PREFEITO MUNICIPAL. PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO EM MONTANTE EXPRESSIVO. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ‘HABEAS CORPUS’ DENEGADO. I – A decisão que fixou a pena-base acima do mínimo legal não merece nenhum reparo, pois considerou desfavoráveis as circunstâncias em que praticado o delito. II – O ‘quantum’ de pena-base fixado encontra-se devidamente motivado, além de mostrar-se proporcional ao caso em apreço, sendo certo que não se pode utilizar ‘o ‘habeas corpus’ para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente’ (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). Precedentes. III – ‘Habeas corpus’ denegado.” (HC 114.481/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Não se pode desconhecer que a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE III – O ‘HC’ não constitui via adequada para avaliar a justiça ou injustiça da pena-base fixada na sentença quando sua majoração tenha por fundamento circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas. IV – Ordem denegada.” (HC 94.125/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DE CRIME EM LICITAÇÃO. PREFEITO MUNICIPAL. PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO EM MONTANTE EXPRESSIVO. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ‘HABEAS CORPUS’ DENEGADO. I – A decisão que fixou a pena-base acima do mínimo legal não merece nenhum reparo, pois considerou desfavoráveis as circunstâncias em que praticado o delito. II – O ‘quantum’ de pena-base fixado encontra-se devidamente motivado, além de mostrar-se proporcional ao caso em apreço, sendo certo que não se pode utilizar ‘o ‘habeas corpus’ para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente’ (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). Precedentes. III – ‘Habeas corpus’ denegado.” (HC 114.481/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Não se pode desconhecer que a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) : EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES (08385/PE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CEF-5AC8-8B6C-ECCB e senha 426C-6D31-3A4A-8F25 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) : EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES (08385/PE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CEF-5AC8-8B6C-ECCB e senha 426C-6D31-3A4A-8F25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749817593
2019-04-29T00:00:00
2019-05-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA NA OPERAÇÃO DE DOSIMETRIA DA SANÇÃO PENAL – INOCORRÊNCIA – RECONHECIMENTO, PELO MAGISTRADO SENTENCIANTE, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – PRETENDIDA REVISÃO DO ACRÉSCIMO PENAL RELATIVO À CONTINUIDADE DELITIVA – IMPETRAÇÃO QUE OBJETIVA A PURA E SIMPLES REDUÇÃO DA PENA IMPOSTA AO PACIENTE – NECESSÁRIO REEXAME DOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO QUE LEVARAM O JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU A FIXAR O “QUANTUM” PENAL – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur403765
- Acórdão(s) citado(s): (PRIMARIEDADE, ACUSADO, FIXAÇÃO DA PENA, ACIMA DO MÍNIMO LEGAL) HC 63327, HC 68737 (1ªT), HC 69765 (1ªT), HC 73408 (1ªT), HC 73430 (1ªT), HC 75740 (1ªT), HC 84200 (2ªT), HC 91350 (2ªT), RHC 115654 (1ªT), RHC 118620 (1ªT), HC 119679 (2ªT), RTJ 125/188. (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 61178, HC 68926 (1ªT), HC 69141 (1ªT), HC 69780 (1ªT) - RTJ 195/486, HC 70762 (1ªT), HC 71528 (1ªT), HC 72496 (1ªT) - RTJ 186/237, HC 73449 (1ªT) - RTJ 163/650, HC 94125 (1ªT), HC 111381 (1ªT), HC 114481 (2ªT), HC 118022 (1ªT), HC 119167 (1ªT), HC 60555 (1ªT) - RTJ 110/555, HC 67349 (1ªT) - RTJ 129/1199. Número de páginas: 15. Análise: 26/08/2019, JSF.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
157723
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00046\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00059 ART-00071 ART-00288 ART-00312\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 157723 AgR
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AGTE.(S) : BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) : EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) :EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA NA OPERAÇÃO DE DOSIMETRIA DA SANÇÃO PENAL – INOCORRÊNCIA – RECONHECIMENTO, PELO MAGISTRADO SENTENCIANTE, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – PRETENDIDA REVISÃO DO ACRÉSCIMO PENAL RELATIVO À CONTINUIDADE DELITIVA – IMPETRAÇÃO QUE OBJETIVA A PURA E SIMPLES REDUÇÃO DA PENA IMPOSTA AO PACIENTE – NECESSÁRIO REEXAME DOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO QUE LEVARAM O JUÍZO DE PRIMEIRO GRAU A FIXAR O “QUANTUM” PENAL – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0FC-A232-8287-25D6 e senha 2886-5458-E7E8-E656 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) :EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do paciente, ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, opinou pelo não provimento desta espécie recursal em parecer assim ementado: “Processo penal. Agravo regimental em ‘habeas corpus’. Decisão que não acolheu pleito de revisão da pena base, em sede de condenação por peculato, já transitada em julgado. 1. Ainda que o juiz sentenciante não tenha bem nomeado juridicamente cada circunstância valorada na 1... fase da dosimetria da pena, o ponto é que valorou o ‘quantum’ do prejuízo aos cofres públicos, que se mostrou expressivo, e o complexo ardil usado ao desfalque, que não compõem, necessariamente o tipo penal de peculato, pelo que podem, e devem, influir na pena base, que foi fixada ‘proporcionalmente’ em 3 anos e 6 meses de reclusão quanto ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1108-6C2D-F677-2118 e senha E71C-68A4-B215-1540 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) :EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do paciente, ora agravante. A parte recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, opinou pelo não provimento desta espécie recursal em parecer assim ementado: “Processo penal. Agravo regimental em ‘habeas corpus’. Decisão que não acolheu pleito de revisão da pena base, em sede de condenação por peculato, já transitada em julgado. 1. Ainda que o juiz sentenciante não tenha bem nomeado juridicamente cada circunstância valorada na 1... fase da dosimetria da pena, o ponto é que valorou o ‘quantum’ do prejuízo aos cofres públicos, que se mostrou expressivo, e o complexo ardil usado ao desfalque, que não compõem, necessariamente o tipo penal de peculato, pelo que podem, e devem, influir na pena base, que foi fixada ‘proporcionalmente’ em 3 anos e 6 meses de reclusão quanto ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1108-6C2D-F677-2118 e senha E71C-68A4-B215-1540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório HC 157723 AGR / PE ora agravante, dentro dos limites de 2 a 12 anos de reclusão do tipo penal do art. 312 do Código Penal Brasileiro. 2. Pelo desprovimento do agravo regimental, mantida a denegação da ordem.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1108-6C2D-F677-2118 e senha E71C-68A4-B215-1540 Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE ora agravante, dentro dos limites de 2 a 12 anos de reclusão do tipo penal do art. 312 do Código Penal Brasileiro. 2. Pelo desprovimento do agravo regimental, mantida a denegação da ordem.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1108-6C2D-F677-2118 e senha E71C-68A4-B215-1540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar no ato decisório ora recorrido, o MM. Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Capital/PE, ao proceder ao cálculo dosimétrico da pena imposta ao ora agravante pela prática dos crimes tipificados nos arts. 288 e 312 do Código Penal, justificou, corretamente, as diversas fases que compõem a operação de dosimetria penal. Eis, no ponto, o teor da decisão proferida pelo magistrado de primeiro grau: “Compulsando os autos, verifica-se não haver registro de condenações penais anteriores em face de quaisquer dos réus, pelo que os tomo como primários e sem registro de antecedentes criminais. No caso ‘sub judice’, todavia, pode-se asseverar que os acusados em questão agiram com elevada culpabilidade, ciente dos crimes praticados e suas repercussões. Os delitos de peculato e formação de quadrilha foram praticados pelos denunciados com vistas ao enriquecimento ilícito em detrimento dos recursos de uma empresa pública, tratando-se de uma motivação assaz reprovável, visto que, em face de sua ganância, os denunciados não hesitaram em desfalcar os cofres públicos municipais, de forma a lesar, em última instância, a própria sociedade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar no ato decisório ora recorrido, o MM. Juiz de Direito da Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Capital/PE, ao proceder ao cálculo dosimétrico da pena imposta ao ora agravante pela prática dos crimes tipificados nos arts. 288 e 312 do Código Penal, justificou, corretamente, as diversas fases que compõem a operação de dosimetria penal. Eis, no ponto, o teor da decisão proferida pelo magistrado de primeiro grau: “Compulsando os autos, verifica-se não haver registro de condenações penais anteriores em face de quaisquer dos réus, pelo que os tomo como primários e sem registro de antecedentes criminais. No caso ‘sub judice’, todavia, pode-se asseverar que os acusados em questão agiram com elevada culpabilidade, ciente dos crimes praticados e suas repercussões. Os delitos de peculato e formação de quadrilha foram praticados pelos denunciados com vistas ao enriquecimento ilícito em detrimento dos recursos de uma empresa pública, tratando-se de uma motivação assaz reprovável, visto que, em face de sua ganância, os denunciados não hesitaram em desfalcar os cofres públicos municipais, de forma a lesar, em última instância, a própria sociedade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE Com relação às condutas de EDMILSON MIGUEL DA SILVA, FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO, o grau de reprovabilidade é ainda maior, uma vez que tais denunciados faziam parte do quadro funcional da EMLURB-RECIFE, sendo da natureza de suas atribuições o zelo pela coisa pública e o dever de nunca sobrepor interesses particulares aos da coletividade representada pelos destinatários de seus serviços. As consequências dos referidos crimes também foram bastante significativas, visto que, em virtude da operação de emissão de cheques sob o pretexto falso de que serviriam ao pagamento de depósitos recursais em ações trabalhistas, foi desviado um montante superior a R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais) dos recursos pertencentes à EMLURB-RECIFE. Outrossim, embora não existam nos autos maiores informações sobre a personalidade e conduta social dos réus, os crimes dos autos revelam sobremaneira traços negativos dos mesmos. Afinal, os denunciados, para efetuarem o pretendido desvio de recursos públicos em proveito próprio, arquitetaram um engenhoso esquema envolvendo cheques com destinação falsa, o que revela a propensão à utilização de estratagemas ardilosos. É preciso registrar, todavia, que a gradação da culpabilidade dos denunciados não é a mesma. O agir dos réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO merece maior censura, visto que foram eles quem iniciaram o esquema de desvio fraudulento de cheques, tendo, em seguida, persuadido os réus EDMILSON MIGUEL DA SILVA e BENIVALDO CAMPELO BARBOSA a fazer parte de tal operação. Por outro lado, o agir deste último é menos reprovável em relação às condutas dos demais, visto que BENIVALDO CAMPELO BARBOSA não era funcionário público, não possuindo o mesmo compromisso com a coisa pública que os demais. Em sendo assim, e tendo sempre em mente que a pena a ser aplicada deverá ser necessária e suficiente para a reprovação e prevenção do crime, fixo as penas-base dos réus, em relação ao delito de peculato, nas seguintes proporções: 05 (cinco) anos de reclusão para os réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO; 04 (quatro) anos e (06) meses de reclusão para o réu EDMILSON 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE Com relação às condutas de EDMILSON MIGUEL DA SILVA, FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO, o grau de reprovabilidade é ainda maior, uma vez que tais denunciados faziam parte do quadro funcional da EMLURB-RECIFE, sendo da natureza de suas atribuições o zelo pela coisa pública e o dever de nunca sobrepor interesses particulares aos da coletividade representada pelos destinatários de seus serviços. As consequências dos referidos crimes também foram bastante significativas, visto que, em virtude da operação de emissão de cheques sob o pretexto falso de que serviriam ao pagamento de depósitos recursais em ações trabalhistas, foi desviado um montante superior a R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil reais) dos recursos pertencentes à EMLURB-RECIFE. Outrossim, embora não existam nos autos maiores informações sobre a personalidade e conduta social dos réus, os crimes dos autos revelam sobremaneira traços negativos dos mesmos. Afinal, os denunciados, para efetuarem o pretendido desvio de recursos públicos em proveito próprio, arquitetaram um engenhoso esquema envolvendo cheques com destinação falsa, o que revela a propensão à utilização de estratagemas ardilosos. É preciso registrar, todavia, que a gradação da culpabilidade dos denunciados não é a mesma. O agir dos réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO merece maior censura, visto que foram eles quem iniciaram o esquema de desvio fraudulento de cheques, tendo, em seguida, persuadido os réus EDMILSON MIGUEL DA SILVA e BENIVALDO CAMPELO BARBOSA a fazer parte de tal operação. Por outro lado, o agir deste último é menos reprovável em relação às condutas dos demais, visto que BENIVALDO CAMPELO BARBOSA não era funcionário público, não possuindo o mesmo compromisso com a coisa pública que os demais. Em sendo assim, e tendo sempre em mente que a pena a ser aplicada deverá ser necessária e suficiente para a reprovação e prevenção do crime, fixo as penas-base dos réus, em relação ao delito de peculato, nas seguintes proporções: 05 (cinco) anos de reclusão para os réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO; 04 (quatro) anos e (06) meses de reclusão para o réu EDMILSON 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE MIGUEL DA SILVA; 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão para o réu BENIVALDO CAMPELO BARBOSA. Tendo em vista que os réus EDMILSON MIGUEL DA SILVA e BENIVALDO CAMPELO BARBOSA confessaram a prática do crime de peculato de que aqui se cuida, circunstância que sempre atenua a pena (art. 65, III, ‘d’), atenuo as penas a eles fixadas em 06 (seis) meses para o primeiro e 04 (quatro) meses para o segundo, pelo que ficam as penas reduzidas para 04 (quatro) anos de reclusão e 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, respectivamente. Em virtude da incidência da causa de aumento de pena prevista no art. 327, § 2..., Código Penal Brasileiro, aumento as penas fixadas para FERNANDO JOSÉ DA SILVA, ELIAQUIM DE ARAÚJO e EDMILSON MIGUEL DA SILVA em um terço, pelo que ficam elevadas, respectivamente para 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão para os dois primeiros, e 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão para o último. Outrossim, verifica-se que o crime de peculato ora analisado foi praticado em continuidade delitiva (art. 71, Código Penal Brasileiro), tendo a conduta criminosa se prolongado por período de tempo bastante expressivo (vários meses ao longo dos anos de 2001 a 2002), sendo de se registrar que, a cada mês, os denunciados promoviam o desvio de três a seis cheques, em média. Em razão disto, aumento as penas até aqui fixadas no patamar de 1/3 (um terço), elevando-as para: 08 (oito) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias para os réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO; 07 (sete) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias para EDMILSON MIGUEL DA SILVA; 04 (quatro) anos, 02 (meses) e 20 (vinte) dias para BENIVALDO CAMPELO BARBOSA. Ficam ainda os réus, pelo crime de peculato, condenados ao pagamento de 100 (cem) dias-multa para cada um, penas que fixo na base de um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, a ser devidamente atualizado quando do seu efetivo pagamento. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE MIGUEL DA SILVA; 03 (três) anos e 06 (seis) meses de reclusão para o réu BENIVALDO CAMPELO BARBOSA. Tendo em vista que os réus EDMILSON MIGUEL DA SILVA e BENIVALDO CAMPELO BARBOSA confessaram a prática do crime de peculato de que aqui se cuida, circunstância que sempre atenua a pena (art. 65, III, ‘d’), atenuo as penas a eles fixadas em 06 (seis) meses para o primeiro e 04 (quatro) meses para o segundo, pelo que ficam as penas reduzidas para 04 (quatro) anos de reclusão e 03 (três) anos e 02 (dois) meses de reclusão, respectivamente. Em virtude da incidência da causa de aumento de pena prevista no art. 327, § 2..., Código Penal Brasileiro, aumento as penas fixadas para FERNANDO JOSÉ DA SILVA, ELIAQUIM DE ARAÚJO e EDMILSON MIGUEL DA SILVA em um terço, pelo que ficam elevadas, respectivamente para 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão para os dois primeiros, e 05 (cinco) anos e 04 (quatro) meses de reclusão para o último. Outrossim, verifica-se que o crime de peculato ora analisado foi praticado em continuidade delitiva (art. 71, Código Penal Brasileiro), tendo a conduta criminosa se prolongado por período de tempo bastante expressivo (vários meses ao longo dos anos de 2001 a 2002), sendo de se registrar que, a cada mês, os denunciados promoviam o desvio de três a seis cheques, em média. Em razão disto, aumento as penas até aqui fixadas no patamar de 1/3 (um terço), elevando-as para: 08 (oito) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias para os réus FERNANDO JOSÉ DA SILVA e ELIAQUIM DE ARAÚJO; 07 (sete) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias para EDMILSON MIGUEL DA SILVA; 04 (quatro) anos, 02 (meses) e 20 (vinte) dias para BENIVALDO CAMPELO BARBOSA. Ficam ainda os réus, pelo crime de peculato, condenados ao pagamento de 100 (cem) dias-multa para cada um, penas que fixo na base de um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, a ser devidamente atualizado quando do seu efetivo pagamento. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE Já em relação ao delito de formação de quadrilha, fixo as penas-base de todos os denunciados no mínimo legal de 01 (ano) de reclusão, não havendo causas de diminuição e aumento de pena nem circunstâncias atenuantes ou agravantes que considerar. Ficam os réus também condenados, em virtude do crime de formação de quadrilha, ao pagamento de 60 (sessenta) dias-multa para cada um, penas que fixo na base de um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, a ser devidamente atualizado quando do seu efetivo pagamento. Diante do exposto, em face da cumulação das penas acima estipuladas, segundo a regra aplicável ao concurso material de crimes (art. 69), ficam as penas dos denunciados assim determinadas: a) 09 (nove) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para FERNANDO JOSÉ DA SILVA; b) 09 (nove) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para ELIAQUIM DE ARAÚJO; c) 08 (oito) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para EDMILSON MIGUEL DA SILVA; d) 05 (cinco) anos, 02 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para BENIVALDO CAMPELO BARBOSA.” (grifei) Cabe registrar que o E. Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, ao negar provimento aos recursos de apelação interpostos pelo ora agravante e pelos demais corréus, confirmou o ato decisório emanado do Juízo de primeira instância, fazendo-o em acórdão assim fundamentado: “O ‘decisum‘ atacado de fls. 846-861, pelos seus fundamentos, desmerece qualquer reforma, mormente porque o monocrático sentenciante aplicou e dosou as penas acertadamente, de forma individuada, imputando aos recorrentes FERNANDO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE Já em relação ao delito de formação de quadrilha, fixo as penas-base de todos os denunciados no mínimo legal de 01 (ano) de reclusão, não havendo causas de diminuição e aumento de pena nem circunstâncias atenuantes ou agravantes que considerar. Ficam os réus também condenados, em virtude do crime de formação de quadrilha, ao pagamento de 60 (sessenta) dias-multa para cada um, penas que fixo na base de um trigésimo do salário mínimo vigente ao tempo do fato para cada dia-multa, a ser devidamente atualizado quando do seu efetivo pagamento. Diante do exposto, em face da cumulação das penas acima estipuladas, segundo a regra aplicável ao concurso material de crimes (art. 69), ficam as penas dos denunciados assim determinadas: a) 09 (nove) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para FERNANDO JOSÉ DA SILVA; b) 09 (nove) anos, 10 (dez) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para ELIAQUIM DE ARAÚJO; c) 08 (oito) anos, 01 (um) mês e 10 (dez) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para EDMILSON MIGUEL DA SILVA; d) 05 (cinco) anos, 02 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 160 (cento e sessenta) dias-multa para BENIVALDO CAMPELO BARBOSA.” (grifei) Cabe registrar que o E. Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, ao negar provimento aos recursos de apelação interpostos pelo ora agravante e pelos demais corréus, confirmou o ato decisório emanado do Juízo de primeira instância, fazendo-o em acórdão assim fundamentado: “O ‘decisum‘ atacado de fls. 846-861, pelos seus fundamentos, desmerece qualquer reforma, mormente porque o monocrático sentenciante aplicou e dosou as penas acertadamente, de forma individuada, imputando aos recorrentes FERNANDO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE JOSÉ DA SILVA, ELIAQUIM DE ARAÚJO e EDMILSON MIGUEL DA SILVA a prática das infrações descritas nos arts. 288 e 312 c/c o art. 327, § 2..., e art. 71, todos do Código Penal Brasileiro, e ao apelante BENIVALDO CAMPELO BARBOSA a prática das infrações descritas nos arts. 288 e 312 c/c os arts. 30 e 71, todos do Código Penal Brasileiro, e, atendendo à culpabilidade, conduta social, personalidade do agente, ao motivo, circunstâncias e consequências do crime, condenou Fernando José e Eliaquim Araújo à pena de 09 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, além de 160 dias-multa, condenou Edmilson Miguel à pena de 08 anos, 01 mês e 10 dias de reclusão, em regime fechado, além de 160 dias-multa, e, por fim, condenou Benivaldo Campelo à pena de 05 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão, em regime semiaberto, além de 160 dias-multa. Dessa forma, as penas aplicadas aos apelantes foram justas e bem dosadas, desmerecendo qualquer reparo. O mesmo se diga relativamente à perda dos cargos, como corolário da sentença condenatória e nela prevista, nada havendo a ser reformado.” (grifei) Cumpre enfatizar, a esse respeito, que a fixação da pena, no caso, aplicada em grau acima do mínimo legal, foi devida e adequadamente motivada pelo Juízo sentenciante e pelo Tribunal estadual, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais, indicaram, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao paciente, ora recorrente. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie em exame. O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE JOSÉ DA SILVA, ELIAQUIM DE ARAÚJO e EDMILSON MIGUEL DA SILVA a prática das infrações descritas nos arts. 288 e 312 c/c o art. 327, § 2..., e art. 71, todos do Código Penal Brasileiro, e ao apelante BENIVALDO CAMPELO BARBOSA a prática das infrações descritas nos arts. 288 e 312 c/c os arts. 30 e 71, todos do Código Penal Brasileiro, e, atendendo à culpabilidade, conduta social, personalidade do agente, ao motivo, circunstâncias e consequências do crime, condenou Fernando José e Eliaquim Araújo à pena de 09 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, além de 160 dias-multa, condenou Edmilson Miguel à pena de 08 anos, 01 mês e 10 dias de reclusão, em regime fechado, além de 160 dias-multa, e, por fim, condenou Benivaldo Campelo à pena de 05 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão, em regime semiaberto, além de 160 dias-multa. Dessa forma, as penas aplicadas aos apelantes foram justas e bem dosadas, desmerecendo qualquer reparo. O mesmo se diga relativamente à perda dos cargos, como corolário da sentença condenatória e nela prevista, nada havendo a ser reformado.” (grifei) Cumpre enfatizar, a esse respeito, que a fixação da pena, no caso, aplicada em grau acima do mínimo legal, foi devida e adequadamente motivada pelo Juízo sentenciante e pelo Tribunal estadual, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais, indicaram, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao paciente, ora recorrente. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie em exame. O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE da individualização das penas (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(…) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas conseqüências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE da individualização das penas (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(…) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas conseqüências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta, quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. Devo salientar, ainda, no que concerne ao pleito de aplicação da fração prevista no art. 71 do Código Penal em patamar mais favorável, que a postulação deduzida pela parte agravante – ao objetivar a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de convicção que levaram o órgão julgador a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao ora agravante refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta, quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. Devo salientar, ainda, no que concerne ao pleito de aplicação da fração prevista no art. 71 do Código Penal em patamar mais favorável, que a postulação deduzida pela parte agravante – ao objetivar a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de convicção que levaram o órgão julgador a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao ora agravante refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que nele se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que deem concreção às circunstâncias judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que nele se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que deem concreção às circunstâncias judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. I – As circunstâncias e consequências do crime permitem mensurar o grau de culpabilidade e reprovabilidade da conduta. II – Mero inconformismo com o normal resultado do julgamento não pode ser objeto de apreciação por meio de ‘habeas corpus’. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. I – As circunstâncias e consequências do crime permitem mensurar o grau de culpabilidade e reprovabilidade da conduta. II – Mero inconformismo com o normal resultado do julgamento não pode ser objeto de apreciação por meio de ‘habeas corpus’. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE III – O ‘HC’ não constitui via adequada para avaliar a justiça ou injustiça da pena-base fixada na sentença quando sua majoração tenha por fundamento circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas. IV – Ordem denegada.” (HC 94.125/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DE CRIME EM LICITAÇÃO. PREFEITO MUNICIPAL. PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO EM MONTANTE EXPRESSIVO. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ‘HABEAS CORPUS’ DENEGADO. I – A decisão que fixou a pena-base acima do mínimo legal não merece nenhum reparo, pois considerou desfavoráveis as circunstâncias em que praticado o delito. II – O ‘quantum’ de pena-base fixado encontra-se devidamente motivado, além de mostrar-se proporcional ao caso em apreço, sendo certo que não se pode utilizar ‘o ‘habeas corpus’ para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente’ (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). Precedentes. III – ‘Habeas corpus’ denegado.” (HC 114.481/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Não se pode desconhecer que a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE III – O ‘HC’ não constitui via adequada para avaliar a justiça ou injustiça da pena-base fixada na sentença quando sua majoração tenha por fundamento circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas. IV – Ordem denegada.” (HC 94.125/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. PACIENTE CONDENADO PELA PRÁTICA DE CRIME EM LICITAÇÃO. PREFEITO MUNICIPAL. PREJUÍZO AO ERÁRIO PÚBLICO EM MONTANTE EXPRESSIVO. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL DEVIDAMENTE JUSTIFICADA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. ‘HABEAS CORPUS’ DENEGADO. I – A decisão que fixou a pena-base acima do mínimo legal não merece nenhum reparo, pois considerou desfavoráveis as circunstâncias em que praticado o delito. II – O ‘quantum’ de pena-base fixado encontra-se devidamente motivado, além de mostrar-se proporcional ao caso em apreço, sendo certo que não se pode utilizar ‘o ‘habeas corpus’ para realizar novo juízo de reprovabilidade, ponderando, em concreto, qual seria a pena adequada ao fato pelo qual condenado o Paciente’ (HC 94.655/MT, Rel. Min. Cármen Lúcia). Precedentes. III – ‘Habeas corpus’ denegado.” (HC 114.481/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Não se pode desconhecer que a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 157723 AGR / PE análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Supremo Tribunal Federal HC 157723 AGR / PE análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora recorrida. É o meu voto. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D96-CD38-F431-5A7E e senha BE0A-8BA0-6F5A-D02F Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) : EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES (08385/PE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CEF-5AC8-8B6C-ECCB e senha 426C-6D31-3A4A-8F25 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 157.723 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BENIVALDO CAMPELO BARBOSA ADV.(A/S) : EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES (08385/PE) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CEF-5AC8-8B6C-ECCB e senha 426C-6D31-3A4A-8F25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 157 . 723", "HABEAS CORPUS 157 . 723", "HABEAS CORPUS 157 . 723", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HABEAS CORPUS 157 . 723", "HABEAS CORPUS 157 . 723", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HC 157723 AGR / PE", "HC 63 . 327 / RJ", "HC 68 . 737 / DF", "HC 69 . 765 / SP", "HC 73 . 408 / RJ", "HC 73 . 430 / GO", "HC 75 . 740 / RJ", "HC 91 . 350 / SP", "HC 119 . 679 / MG", "RHC 115 . 654", "RHC 118 . 620 / DF", "RTJ 117 / 75", "RTJ 125 / 188", "HC 157723 AGR / PE", "HC 63 . 327 / RJ", "HC 68 . 737 / DF", "HC 69 . 765 / SP", "HC 73 . 408 / RJ", "HC 73 . 430 / GO", "HC 75 . 740 / RJ", "HC 91 . 350 / SP", "HC 119 . 679 / MG", "RHC 115 . 654 / BA", "RHC 118 . 620 / DF", "RTJ 125 / 188", "HC 157723 AGR / PE", "HC 84 . 200 / RJ", "HC 61 . 178 / SP", "HC 157723 AGR / PE", "HC 84 . 200 / RJ", "HC 61 . 178 / SP", "HC 157723 AGR / PE", "HC 69 . 141 / RJ", "HC 111 . 381 / RS", "HC 118 . 022 / GO", "HC 119 . 167 / MT", "HC 68 . 926 / MG", "HC 157723 AGR / PE", "HC 69 . 141 / RJ", "HC 111 . 381 / RS", "HC 118 . 022 / GO", "HC 119 . 167 / MT", "HC 68 . 926 / MG", "HC 157723 AGR / PE", "HC 70 . 762 / MS", "HC 71 . 528 / SP", "HC 157723 AGR / PE", "HC 70 . 762 / MS", "HC 71 . 528 / SP", "HC 157723 AGR / PE", "HC 94 . 125 / RJ", "HC 94 . 655 / MT", "HC 114 . 481 / RS", "RTJ 110 / 555", "CD38 - 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2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 288 e 312 c / c o art . 327 , § 2 . . . , e art . 71 , todos do Código Penal Brasileiro", "arts . 288 e 312 c / c os arts . 30 e 71 , todos do Código Penal Brasileiro", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 288 e 312 c / c o art . 327 , § 2 . . . , e", "art . 71 , todos do Código Penal Brasileiro", "arts . 288 e 312 c / c os arts . 30 e 71 , todos do Código Penal Brasileiro", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XLVI", "Parte Geral do Código Penal brasileiro", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , XLVI )", "Parte Geral do Código Penal brasileiro", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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VERDE DE CARVALHO", "CELSO DE MELLO", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES", "CELSO DE MELLO", "JULIANO BAIOCCHI VILLA - VERDE DE CARVALHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON", "CELSO DE MELLO", "MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "FERNANDO", "FERNANDO JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "FERNANDO", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "Fernando José", "Eliaquim Araújo", "Edmilson Miguel", "Benivaldo Campelo", "JOSÉ DA SILVA", "ELIAQUIM DE ARAÚJO", "EDMILSON MIGUEL DA SILVA", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "Fernando José", "Eliaquim Araújo", "Edmilson Miguel", "Benivaldo Campelo", "CELSO DE MELLO", "DJACI FALCÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS MADEIRA", "DJACI FALCÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS MADEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RAFAEL MAYER", "CELSO DE MELLO", "RAFAEL MAYER", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "BENIVALDO CAMPELO BARBOSA", "EMERSON DAVIS LEONIDAS GOMES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "19", "26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "2001", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) :FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) :FLAVIANO DA GAMA FERNANDES ADV.(A/S) :MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO ADV.(A/S) :GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. 3. Peculato (art. 312 do Código Penal). 4. Inversão da ordem das oitivas das testemunhas. Tribunal de origem concluiu pela ausência de prejuízo. 5. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Incidência da Súmula 279 desta Corte. 6. Suposta violação ao devido processo legal. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a questão no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), rejeitou a repercussão geral da questão, tendo em vista a natureza infraconstitucional da matéria quando a solução depender da prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 7. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6907-B493-CFDC-8907 e senha 131C-1556-5CDD-9AE9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1200915 AGR / RN Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6907-B493-CFDC-8907 e senha 131C-1556-5CDD-9AE9 Supremo Tribunal Federal ARE 1200915 AGR / RN Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6907-B493-CFDC-8907 e senha 131C-1556-5CDD-9AE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) :FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) :FLAVIANO DA GAMA FERNANDES ADV.(A/S) :MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO ADV.(A/S) :GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Vidalvo Dadá Costa, contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, nos termos da jurisprudência desta Corte. (eDOC 27) Nas razões recursais, reiteram-se os mesmos argumentos sustentados no recurso extraordinário e enfatiza-se a nulidade do ato processual relativo à inversão da ordem das oitivas das testemunhas de acusação e defesa. (eDOC 30) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3F5-C1BD-3D9C-AA82 e senha FD35-89CD-550C-0F6D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) :FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) :FLAVIANO DA GAMA FERNANDES ADV.(A/S) :MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO ADV.(A/S) :GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Vidalvo Dadá Costa, contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, nos termos da jurisprudência desta Corte. (eDOC 27) Nas razões recursais, reiteram-se os mesmos argumentos sustentados no recurso extraordinário e enfatiza-se a nulidade do ato processual relativo à inversão da ordem das oitivas das testemunhas de acusação e defesa. (eDOC 30) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3F5-C1BD-3D9C-AA82 e senha FD35-89CD-550C-0F6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório constante dos autos, consignou que a inversão da ordem das testemunhas pelo Juízo não ocasionou prejuízo algum à defesa, assim como os recorrentes não lograram êxito em demonstrar qualquer dano sofrido. Assim, para entender de forma diversa do consignado pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso extraordinário, a teor do disposto na Súmula 279 do STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PENAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Alegação de prejuízo pela inversão na ordem de oitiva das testemunhas. Questão que não dispensa a prévia análise da legislação infraconstitucional pertinente nem o reexame dos fatos e das provas que permeiam a lide, ao que não se presta o recurso extraordinário. 2. Pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que não ofende a Constituição "o acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária", e que "a verificação da necessidade da prova requerida, bem como da suficiência das provas existentes nos autos demanda o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA6-E64A-087D-B707 e senha 947A-57C9-B197-9FCB Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório constante dos autos, consignou que a inversão da ordem das testemunhas pelo Juízo não ocasionou prejuízo algum à defesa, assim como os recorrentes não lograram êxito em demonstrar qualquer dano sofrido. Assim, para entender de forma diversa do consignado pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso extraordinário, a teor do disposto na Súmula 279 do STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PENAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Alegação de prejuízo pela inversão na ordem de oitiva das testemunhas. Questão que não dispensa a prévia análise da legislação infraconstitucional pertinente nem o reexame dos fatos e das provas que permeiam a lide, ao que não se presta o recurso extraordinário. 2. Pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que não ofende a Constituição "o acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária", e que "a verificação da necessidade da prova requerida, bem como da suficiência das provas existentes nos autos demanda o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA6-E64A-087D-B707 e senha 947A-57C9-B197-9FCB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1200915 AGR / RN revolvimento de fatos e o reexame da prova, aos quais não se presta o recurso extraordinário (Súmula 279)". Precedentes. 3. Sentença condenatória devidamente fundamentada e corroborada pelo Tribunal a quo. Não há falar em ofensa ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (AI-AgR-ED-AgR 697.623, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 1º.7.2009) Ademais, no tocante à violação ao devido processo legal, verifico que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar essa questão no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), rejeitou a repercussão geral da questão, tendo em vista a natureza infraconstitucional da matéria quando a solução depender da prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS . PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo . 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017) Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA6-E64A-087D-B707 e senha 947A-57C9-B197-9FCB Supremo Tribunal Federal ARE 1200915 AGR / RN revolvimento de fatos e o reexame da prova, aos quais não se presta o recurso extraordinário (Súmula 279)". Precedentes. 3. Sentença condenatória devidamente fundamentada e corroborada pelo Tribunal a quo. Não há falar em ofensa ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (AI-AgR-ED-AgR 697.623, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 1º.7.2009) Ademais, no tocante à violação ao devido processo legal, verifico que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar essa questão no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), rejeitou a repercussão geral da questão, tendo em vista a natureza infraconstitucional da matéria quando a solução depender da prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS . PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo . 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017) Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA6-E64A-087D-B707 e senha 947A-57C9-B197-9FCB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) : FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO (4030/RN) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) : FLAVIANO DA GAMA FERNANDES (3623/RN) ADV.(A/S) : MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO (4172/RN) ADV.(A/S) : GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO (15125/RN) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF89-4E8F-C096-2EDA e senha 67FF-A47C-D64C-A6EC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) : FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO (4030/RN) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) : FLAVIANO DA GAMA FERNANDES (3623/RN) ADV.(A/S) : MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO (4172/RN) ADV.(A/S) : GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO (15125/RN) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF89-4E8F-C096-2EDA e senha 67FF-A47C-D64C-A6EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. 3. Peculato (art. 312 do Código Penal). 4. Inversão da ordem das oitivas das testemunhas. Tribunal de origem concluiu pela ausência de prejuízo. 5. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Incidência da Súmula 279 desta Corte. 6. Suposta violação ao devido processo legal. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a questão no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), rejeitou a repercussão geral da questão, tendo em vista a natureza infraconstitucional da matéria quando a solução depender da prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 7. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental desprovido.
sjur408125
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF) AI 697623 AgR-ED-AgR (1ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) HC 135001 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 27/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1200915
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00312\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1200915 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) : FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) : FLAVIANO DA GAMA FERNANDES ADV.(A/S) : MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO ADV.(A/S) : GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) :FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) :FLAVIANO DA GAMA FERNANDES ADV.(A/S) :MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO ADV.(A/S) :GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. 3. Peculato (art. 312 do Código Penal). 4. Inversão da ordem das oitivas das testemunhas. Tribunal de origem concluiu pela ausência de prejuízo. 5. Revolvimento do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Incidência da Súmula 279 desta Corte. 6. Suposta violação ao devido processo legal. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a questão no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), rejeitou a repercussão geral da questão, tendo em vista a natureza infraconstitucional da matéria quando a solução depender da prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. 7. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6907-B493-CFDC-8907 e senha 131C-1556-5CDD-9AE9 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1200915 AGR / RN Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6907-B493-CFDC-8907 e senha 131C-1556-5CDD-9AE9 Supremo Tribunal Federal ARE 1200915 AGR / RN Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6907-B493-CFDC-8907 e senha 131C-1556-5CDD-9AE9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) :FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) :FLAVIANO DA GAMA FERNANDES ADV.(A/S) :MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO ADV.(A/S) :GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Vidalvo Dadá Costa, contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, nos termos da jurisprudência desta Corte. (eDOC 27) Nas razões recursais, reiteram-se os mesmos argumentos sustentados no recurso extraordinário e enfatiza-se a nulidade do ato processual relativo à inversão da ordem das oitivas das testemunhas de acusação e defesa. (eDOC 30) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3F5-C1BD-3D9C-AA82 e senha FD35-89CD-550C-0F6D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) :FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) :FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) :FLAVIANO DA GAMA FERNANDES ADV.(A/S) :MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO ADV.(A/S) :GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Vidalvo Dadá Costa, contra decisão que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, nos termos da jurisprudência desta Corte. (eDOC 27) Nas razões recursais, reiteram-se os mesmos argumentos sustentados no recurso extraordinário e enfatiza-se a nulidade do ato processual relativo à inversão da ordem das oitivas das testemunhas de acusação e defesa. (eDOC 30) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C3F5-C1BD-3D9C-AA82 e senha FD35-89CD-550C-0F6D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório constante dos autos, consignou que a inversão da ordem das testemunhas pelo Juízo não ocasionou prejuízo algum à defesa, assim como os recorrentes não lograram êxito em demonstrar qualquer dano sofrido. Assim, para entender de forma diversa do consignado pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso extraordinário, a teor do disposto na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PENAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Alegação de prejuízo pela inversão na ordem de oitiva das testemunhas. Questão que não dispensa a prévia análise da legislação infraconstitucional pertinente nem o reexame dos fatos e das provas que permeiam a lide, ao que não se presta o recurso extraordinário. 2. Pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que não ofende a Constituição "o acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária", e que "a verificação da necessidade da prova requerida, bem como da suficiência das provas existentes nos autos demanda o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA6-E64A-087D-B707 e senha 947A-57C9-B197-9FCB Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem, com base no acervo fático-probatório constante dos autos, consignou que a inversão da ordem das testemunhas pelo Juízo não ocasionou prejuízo algum à defesa, assim como os recorrentes não lograram êxito em demonstrar qualquer dano sofrido. Assim, para entender de forma diversa do consignado pela origem, seria necessário reexaminar o conjunto probatório que permeia a lide, providência vedada no âmbito de recurso extraordinário, a teor do disposto na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PENAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Alegação de prejuízo pela inversão na ordem de oitiva das testemunhas. Questão que não dispensa a prévia análise da legislação infraconstitucional pertinente nem o reexame dos fatos e das provas que permeiam a lide, ao que não se presta o recurso extraordinário. 2. Pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal no sentido de que não ofende a Constituição "o acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária", e que "a verificação da necessidade da prova requerida, bem como da suficiência das provas existentes nos autos demanda o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA6-E64A-087D-B707 e senha 947A-57C9-B197-9FCB Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1200915 AGR / RN revolvimento de fatos e o reexame da prova, aos quais não se presta o recurso extraordinário (Súmula 279)". Precedentes. 3. Sentença condenatória devidamente fundamentada e corroborada pelo Tribunal a quo. Não há falar em ofensa ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (AI-AgR-ED-AgR 697.623, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 1....7.2009) Ademais, no tocante à violação ao devido processo legal, verifico que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar essa questão no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), rejeitou a repercussão geral da questão, tendo em vista a natureza infraconstitucional da matéria quando a solução depender da prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS . PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo . 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017) Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA6-E64A-087D-B707 e senha 947A-57C9-B197-9FCB Supremo Tribunal Federal ARE 1200915 AGR / RN revolvimento de fatos e o reexame da prova, aos quais não se presta o recurso extraordinário (Súmula 279)". Precedentes. 3. Sentença condenatória devidamente fundamentada e corroborada pelo Tribunal a quo. Não há falar em ofensa ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. (AI-AgR-ED-AgR 697.623, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 1....7.2009) Ademais, no tocante à violação ao devido processo legal, verifico que o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar essa questão no julgamento do ARE-RG 748.371 (tema 660), rejeitou a repercussão geral da questão, tendo em vista a natureza infraconstitucional da matéria quando a solução depender da prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS . PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. INOVAÇÃO ARGUMENTATIVA. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. Caracteriza-se indevida supressão de instância o enfrentamento de argumento não analisado pela instância a quo . 3. Agravo regimental desprovido”. (HC-AgR 135.001/MS, Rel. Min. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 16.3.2017) Nesses termos, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FFA6-E64A-087D-B707 e senha 947A-57C9-B197-9FCB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) : FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO (4030/RN) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) : FLAVIANO DA GAMA FERNANDES (3623/RN) ADV.(A/S) : MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO (4172/RN) ADV.(A/S) : GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO (15125/RN) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF89-4E8F-C096-2EDA e senha 67FF-A47C-D64C-A6EC Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.915 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VIDALVO DADA COSTA ADV.(A/S) : FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO (4030/RN) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE INTDO.(A/S) : FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE ADV.(A/S) : FLAVIANO DA GAMA FERNANDES (3623/RN) ADV.(A/S) : MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO (4172/RN) ADV.(A/S) : GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO (15125/RN) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AF89-4E8F-C096-2EDA e senha 67FF-A47C-D64C-A6EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 200 . 915", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 200 . 915", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1200915 AGR / RN", "AI", "-", "AgR", "-", "ED", "-", "AgR 697 . 623", "ARE", "-", "RG 748 .", "HC", "-", "AgR 135 . 001 / MS", "ARE 1200915 AGR / RN", "AI", "-", "AgR", "-", "ED", "-", "AgR 697 . 623", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "HC", "-", "AgR 135 . 001 / MS", "AGRAVO 1 . 200 . 915" ], "LEGISLACAO": [ "art . 312 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "VIDALVO DADA COSTA", "FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO", "FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE", "FLAVIANO DA GAMA FERNANDES", "MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO", "GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VIDALVO DADA COSTA", "FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO", "FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE", "FLAVIANO DA GAMA FERNANDES", "MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO", "GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES", "GILMAR MENDES", "Vidalvo Dadá Costa", "GILMAR MENDES", "VIDALVO DADA COSTA", "FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO", "FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE", "FLAVIANO DA GAMA FERNANDES", "MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO", "GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO", "GILMAR MENDES", "Vidalvo Dadá Costa", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "GILMAR MENDES", "VIDALVO DADA COSTA", "FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO", "FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE", "FLAVIANO DA GAMA FERNANDES", "MILENA DA GAMA FERNANDES CANTO", "GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "VIDALVO DADA COSTA", "FABIANO FALCAO DE ANDRADE FILHO", "FERNANDO ANTONIO DA CAMARA FREIRE", "FLAVIANO DA GAMA FERNANDES", "GUILHERME DE NEGREIROS DIOGENES REINALDO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2009", "16", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2009", "16", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE MOTIVADA DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C4-1942-D660-C1AF e senha 0948-71A8-C9C9-52E5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão RHC 166529 AGR / SC 2. In casu, os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, I, II, do Código Penal. 3. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C4-1942-D660-C1AF e senha 0948-71A8-C9C9-52E5 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC 2. In casu, os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, I, II, do Código Penal. 3. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C4-1942-D660-C1AF e senha 0948-71A8-C9C9-52E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto por TIAGO CONSTANTINO e JOSÉ FELIPE GAGEIRO contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso em habeas corpus e restou assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I, II, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DOS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. - SEGUIMENTO NEGADO, COM ESTEIO NO ARTIGO 21, § 1º DO RISTF. - CIÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.” Colhe-se dos autos que os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto por TIAGO CONSTANTINO e JOSÉ FELIPE GAGEIRO contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso em habeas corpus e restou assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I, II, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DOS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. - SEGUIMENTO NEGADO, COM ESTEIO NO ARTIGO 21, § 1º DO RISTF. - CIÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.” Colhe-se dos autos que os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório RHC 166529 AGR / SC (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 08 (oito) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, I, II, do Código Penal. Em sede recursal, o Tribunal de origem negou provimento ao apelo defensivo, mantendo integralmente a sentença condenatória. Ato contínuo, a defesa opôs embargos declaratórios, os quais foram acolhidos para redimensionar a pena do paciente José Felipe para 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão. Contra esse decisum, foi impetrado habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do writ. Neste recurso ordinário em habeas corpus, a defesa alegou, em síntese, a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena imposta aos pacientes. Entende que “todos os fundamentos para justificar a fração estabelecida acima do mínimo legal, exposto no édito condenatório foram mera renumeração das qualificadoras presentes, quais sejam o uso de arma de fogo e o concurso de agentes”. Prossegue sustentando que “há de se reconhecer a ilegalidade suportada pelo paciente, consistente na fixação do quantum de 3/8 de acréscimo de sua pena, à míngua de qualquer fundamentação idônea para justificar tal majoração”. O writ teve o seguimento negado, sobrevindo o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os argumentos aduzidos na petição inicial. Pondera que “para escolher o patamar a ser aplicado o juízo deve levar em conta não a simples existência da arma no cenário do crime, mas, por exemplo, o núme-ro de armas utilizadas, o tipo de armamento, a ocorrência ou não de disparo, ou seja, elementos que configurem um plus à simples presença da arma. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 08 (oito) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, I, II, do Código Penal. Em sede recursal, o Tribunal de origem negou provimento ao apelo defensivo, mantendo integralmente a sentença condenatória. Ato contínuo, a defesa opôs embargos declaratórios, os quais foram acolhidos para redimensionar a pena do paciente José Felipe para 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão. Contra esse decisum, foi impetrado habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do writ. Neste recurso ordinário em habeas corpus, a defesa alegou, em síntese, a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena imposta aos pacientes. Entende que “todos os fundamentos para justificar a fração estabelecida acima do mínimo legal, exposto no édito condenatório foram mera renumeração das qualificadoras presentes, quais sejam o uso de arma de fogo e o concurso de agentes”. Prossegue sustentando que “há de se reconhecer a ilegalidade suportada pelo paciente, consistente na fixação do quantum de 3/8 de acréscimo de sua pena, à míngua de qualquer fundamentação idônea para justificar tal majoração”. O writ teve o seguimento negado, sobrevindo o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os argumentos aduzidos na petição inicial. Pondera que “para escolher o patamar a ser aplicado o juízo deve levar em conta não a simples existência da arma no cenário do crime, mas, por exemplo, o núme-ro de armas utilizadas, o tipo de armamento, a ocorrência ou não de disparo, ou seja, elementos que configurem um plus à simples presença da arma. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório RHC 166529 AGR / SC O mesmo raciocínio se aplica para o concurso de agentes, a escolha o patamar de elevação deve considerar peculiaridades do delito que suplantem a mera existência de concurso”. Alega que “a fundamentação utilizada, ou melhor, a ausência dela, viola a Súmula nº 443/STJ, tendo em vista que o simples fato de estar um dos agentes armados ou terem atuado em concurso de pessoas (é de se ressaltar, apenas duas pessoas) não satisfaz o dever de argumentação”. Sustenta, ainda, que “o acerto (ou não) do procedimento adotado pelas instâncias ordinárias – e referendado pelo STJ, pode ser analisado sem a necessidade de incursão probatória, apenas com base nas premissas fixadas por aquele tribunal”. Por fim, formula pedido recursal nos seguintes termos: “Ante o exposto, requer: a) nos termos do § 2º do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para que seja concedida a ordem, nos termos em que pleiteada no recurso ordinário em habeas corpus; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido ao colegiado competente; c) ao colegiado competente, que reforme a decisão agravada, para que seja concedida a ordem nos termos em que pleiteada no recurso ordinário em habeas corpus.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC O mesmo raciocínio se aplica para o concurso de agentes, a escolha o patamar de elevação deve considerar peculiaridades do delito que suplantem a mera existência de concurso”. Alega que “a fundamentação utilizada, ou melhor, a ausência dela, viola a Súmula nº 443/STJ, tendo em vista que o simples fato de estar um dos agentes armados ou terem atuado em concurso de pessoas (é de se ressaltar, apenas duas pessoas) não satisfaz o dever de argumentação”. Sustenta, ainda, que “o acerto (ou não) do procedimento adotado pelas instâncias ordinárias – e referendado pelo STJ, pode ser analisado sem a necessidade de incursão probatória, apenas com base nas premissas fixadas por aquele tribunal”. Por fim, formula pedido recursal nos seguintes termos: “Ante o exposto, requer: a) nos termos do § 2º do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para que seja concedida a ordem, nos termos em que pleiteada no recurso ordinário em habeas corpus; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido ao colegiado competente; c) ao colegiado competente, que reforme a decisão agravada, para que seja concedida a ordem nos termos em que pleiteada no recurso ordinário em habeas corpus.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado em decisão monocrática, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. Por oportuno, transcrevo a fundamentação da decisão do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “Inicialmente, cumpre asseverar que a via do writ somente se mostra adequada para a análise da dosimetria da pena se não for necessária uma análise aprofundada do conjunto probatório e caso se trate de flagrante ilegalidade. Vale dizer: “o entendimento deste Tribunal firmou-se no sentido de que, em sede de habeas corpus, não cabe qualquer análise mais acurada sobre a dosimetria da reprimenda imposta nas instâncias inferiores, se não evidenciada flagrante ilegalidade, tendo em vista a impropriedade da via eleita" (HC n. 39.030/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves, DJU de 11/4/2005). Transcrevo, para melhor delimitar a quaestio, os seguintes trechos da r. sentença condenatória, mantida pelo v. acórdão impugnado, quanto ao tema: […] Nos termos da Súmula n. 443/STJ, "O aumento na terceira fase Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado em decisão monocrática, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. Por oportuno, transcrevo a fundamentação da decisão do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “Inicialmente, cumpre asseverar que a via do writ somente se mostra adequada para a análise da dosimetria da pena se não for necessária uma análise aprofundada do conjunto probatório e caso se trate de flagrante ilegalidade. Vale dizer: “o entendimento deste Tribunal firmou-se no sentido de que, em sede de habeas corpus, não cabe qualquer análise mais acurada sobre a dosimetria da reprimenda imposta nas instâncias inferiores, se não evidenciada flagrante ilegalidade, tendo em vista a impropriedade da via eleita" (HC n. 39.030/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves, DJU de 11/4/2005). Transcrevo, para melhor delimitar a quaestio, os seguintes trechos da r. sentença condenatória, mantida pelo v. acórdão impugnado, quanto ao tema: […] Nos termos da Súmula n. 443/STJ, "O aumento na terceira fase Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes". Na hipótese, a pena foi exasperada na fração de 3/8 (três oitavos) com base na gravidade concreta do delito perpetrado pelos pacientes, onde um dos réus, que empunhava arma de fogo, intimidava às vítimas e o outro dava apoio material de motorista e vigia, sendo presos minutos depois pelos policiais quanto corriam próximo do local em que o veículo roubado foi abandonado, restando, assim, devidamente justificado o patamar fixado pelas instâncias ordinárias. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte Superior: […] Desta forma, o v. acórdão combatido está em consonância com a jurisprudência deste Tribunal Superior, inexistindo flagrante ilegalidade no estabelecimento da fração de 3/8 (três oitavos), na terceira fase da dosimetria da pena, em razão das majorantes reconhecidas.” Com efeito, em relação à dosimetria da pena, o Tribunal a quo assentou que “a pena foi exasperada na fração de 3/8 (três oitavos) com base na gravidade concreta do delito perpetrado pelos pacientes, onde um dos réus, que empunhava arma de fogo, intimidava às vítimas e o outro dava apoio material de motorista e vigia, sendo presos minutos depois pelos policiais quanto corriam próximo do local em que o veículo roubado foi abandonado, restando, assim, devidamente justificado o patamar fixado pelas instâncias ordinárias”. Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Com efeito, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a exasperação da pena não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes". Na hipótese, a pena foi exasperada na fração de 3/8 (três oitavos) com base na gravidade concreta do delito perpetrado pelos pacientes, onde um dos réus, que empunhava arma de fogo, intimidava às vítimas e o outro dava apoio material de motorista e vigia, sendo presos minutos depois pelos policiais quanto corriam próximo do local em que o veículo roubado foi abandonado, restando, assim, devidamente justificado o patamar fixado pelas instâncias ordinárias. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte Superior: […] Desta forma, o v. acórdão combatido está em consonância com a jurisprudência deste Tribunal Superior, inexistindo flagrante ilegalidade no estabelecimento da fração de 3/8 (três oitavos), na terceira fase da dosimetria da pena, em razão das majorantes reconhecidas.” Com efeito, em relação à dosimetria da pena, o Tribunal a quo assentou que “a pena foi exasperada na fração de 3/8 (três oitavos) com base na gravidade concreta do delito perpetrado pelos pacientes, onde um dos réus, que empunhava arma de fogo, intimidava às vítimas e o outro dava apoio material de motorista e vigia, sendo presos minutos depois pelos policiais quanto corriam próximo do local em que o veículo roubado foi abandonado, restando, assim, devidamente justificado o patamar fixado pelas instâncias ordinárias”. Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Com efeito, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a exasperação da pena não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1° E § 2°, II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 122.688-AgR, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1° E § 2°, II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 122.688-AgR, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10/06/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2º), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC nº 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada” (HC 128.754, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 11/05/2016). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10/06/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2º), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC nº 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada” (HC 128.754, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 11/05/2016). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC Deveras, reconhecer a procedência da alegação defensiva demandaria uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013).No mesmo sentido, o seguinte julgado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). 2. O Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. da minha relatoria; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 4. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “Se instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à atividade criminosa para negar a incidência da causa especial de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC Deveras, reconhecer a procedência da alegação defensiva demandaria uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013).No mesmo sentido, o seguinte julgado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel.ª Min.ª Rosa Weber). 2. O Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. da minha relatoria; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 4. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “Se instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à atividade criminosa para negar a incidência da causa especial de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame de fatos e provas, o qual o habeas corpus não comporta. Não há que se falar em bis in idem, pois, embora haja simples referência à quantidade de droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade criminosa, o que, por si só, obsta a incidência do redutor de pena pretendido” (HC 136.177-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 141.167-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/06/2017). Outrossim, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial motivada, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Dosimetria. Causa especial de redução de pena referente ao homicídio privilegiado. Fração mínima de 1/6 (um sexto) aplicada. Alegada falta de fundamentação para a aplicação do redutor em menor escala. Não ocorrência. Valoração pelas instâncias ordinárias do grau de provocação da vítima para se chegar à fração ideal aplicada. Impropriedade do habeas corpus para, revisitando matéria fático- probatória, se chegar a conclusão diversa a respeito do maior ou do menor grau de injusta agressão da vítima. Precedentes. Recurso não provido. 1. Assim como se dá em relação aos casos em que o habeas corpus é utilizado como via destinada a ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias do art. 59 do Código Penal para a majoração da pena-base (v.g. RHC nº 133.974/RJ, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3/3/17), também não é o writ adequado à valoração, em vista dessas mesmas circunstâncias e de outros elementos de prova coligidos no curso da ação penal, das razões objetivas que ensejem a maior ou menor redução decorrente do privilégio legal reconhecido pelo conselho de sentença. 2. As instâncias 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame de fatos e provas, o qual o habeas corpus não comporta. Não há que se falar em bis in idem, pois, embora haja simples referência à quantidade de droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade criminosa, o que, por si só, obsta a incidência do redutor de pena pretendido” (HC 136.177-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 141.167-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/06/2017). Outrossim, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial motivada, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Dosimetria. Causa especial de redução de pena referente ao homicídio privilegiado. Fração mínima de 1/6 (um sexto) aplicada. Alegada falta de fundamentação para a aplicação do redutor em menor escala. Não ocorrência. Valoração pelas instâncias ordinárias do grau de provocação da vítima para se chegar à fração ideal aplicada. Impropriedade do habeas corpus para, revisitando matéria fático- probatória, se chegar a conclusão diversa a respeito do maior ou do menor grau de injusta agressão da vítima. Precedentes. Recurso não provido. 1. Assim como se dá em relação aos casos em que o habeas corpus é utilizado como via destinada a ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias do art. 59 do Código Penal para a majoração da pena-base (v.g. RHC nº 133.974/RJ, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3/3/17), também não é o writ adequado à valoração, em vista dessas mesmas circunstâncias e de outros elementos de prova coligidos no curso da ação penal, das razões objetivas que ensejem a maior ou menor redução decorrente do privilégio legal reconhecido pelo conselho de sentença. 2. As instâncias 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC ordinárias, ao aplicar a causa especial de redução de pena prevista no § 1º do art. 121 do Código Penal, valoraram, ainda que de forma sucinta, o grau de provocação da vítima, tendo concluído, à luz dessa circunstância, pela redução mínima da pena (um sexto). 3. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “[a] dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena” (HC nº 144.341/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 27/9/17). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RHC 152.050-AgR, Segunda Turma, REl. Min. Dias Toffoli, DJe de 28/05/2018). Releva notar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC ordinárias, ao aplicar a causa especial de redução de pena prevista no § 1º do art. 121 do Código Penal, valoraram, ainda que de forma sucinta, o grau de provocação da vítima, tendo concluído, à luz dessa circunstância, pela redução mínima da pena (um sexto). 3. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “[a] dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena” (HC nº 144.341/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 27/9/17). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RHC 152.050-AgR, Segunda Turma, REl. Min. Dias Toffoli, DJe de 28/05/2018). Releva notar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016). Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016). Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5479-2AFD-07EA-54A5 e senha 256C-270C-5A50-F50A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5479-2AFD-07EA-54A5 e senha 256C-270C-5A50-F50A Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) : JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D1A-04A7-55A1-71AE e senha 4A5A-91BF-AAB0-2528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) : JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D1A-04A7-55A1-71AE e senha 4A5A-91BF-AAB0-2528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749756444
2019-04-29T00:00:00
2019-05-08T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE MOTIVADA DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC nº 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC nº 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC nº 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC nº 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. In casu, os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, I, II, do Código Penal. 3. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido.
sjur403237
- Acórdão(s) citado(s): (HC, DOSIMETRIA DA PENA, REEXAME, FATO, PROVA) RE 115213 (1ªT), HC 114650 (1ªT), RHC 114965 (1ªT), HC 116531 (1ªT), RHC 100837 AgR (1ªT), HC 122688 AgR (1ªT), HC 128754 (2ªT), HC 141167 AgR (1ªT). (AGRAVO, REITERAÇÃO, ARGUMENTO, PETIÇÃO INICIAL) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (DOSIMETRIA DA PENA, DISCRICIONARIEDADE, JUIZ) RHC 152050 AgR (2ªT). (HC, SUCEDÂNEO, RECURSO, REVISÃO CRIMINAL) HC 132103 AgR (2ªT), HC 133648 AgR (1ªT). Número de páginas: 17. Análise: 02/09/2019, JRS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
166529
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 166529 AgR
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AGTE.(S) : TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) : JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2..., I E II, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE MOTIVADA DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11/06/2013, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C4-1942-D660-C1AF e senha 0948-71A8-C9C9-52E5 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão RHC 166529 AGR / SC 2. In casu, os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2..., I, II, do Código Penal. 3. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C4-1942-D660-C1AF e senha 0948-71A8-C9C9-52E5 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC 2. In casu, os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2..., I, II, do Código Penal. 3. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 4. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015. 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C7C4-1942-D660-C1AF e senha 0948-71A8-C9C9-52E5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto por TIAGO CONSTANTINO e JOSÉ FELIPE GAGEIRO contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso em habeas corpus e restou assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2..., I, II, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DOS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. - SEGUIMENTO NEGADO, COM ESTEIO NO ARTIGO 21, § 1... DO RISTF. - CIÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.” Colhe-se dos autos que os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental, interposto por TIAGO CONSTANTINO e JOSÉ FELIPE GAGEIRO contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso em habeas corpus e restou assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2..., I, II, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DOS CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. - SEGUIMENTO NEGADO, COM ESTEIO NO ARTIGO 21, § 1... DO RISTF. - CIÊNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.” Colhe-se dos autos que os pacientes Tiago Constantino e José Felipe foram condenados, respectivamente, às penas de 05 (cinco) anos e 06 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório RHC 166529 AGR / SC (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 08 (oito) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2..., I, II, do Código Penal. Em sede recursal, o Tribunal de origem negou provimento ao apelo defensivo, mantendo integralmente a sentença condenatória. Ato contínuo, a defesa opôs embargos declaratórios, os quais foram acolhidos para redimensionar a pena do paciente José Felipe para 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão. Contra esse decisum, foi impetrado habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do writ. Neste recurso ordinário em habeas corpus, a defesa alegou, em síntese, a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena imposta aos pacientes. Entende que “todos os fundamentos para justificar a fração estabelecida acima do mínimo legal, exposto no édito condenatório foram mera renumeração das qualificadoras presentes, quais sejam o uso de arma de fogo e o concurso de agentes”. Prossegue sustentando que “há de se reconhecer a ilegalidade suportada pelo paciente, consistente na fixação do quantum de 3/8 de acréscimo de sua pena, à míngua de qualquer fundamentação idônea para justificar tal majoração”. O writ teve o seguimento negado, sobrevindo o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os argumentos aduzidos na petição inicial. Pondera que “para escolher o patamar a ser aplicado o juízo deve levar em conta não a simples existência da arma no cenário do crime, mas, por exemplo, o núme-ro de armas utilizadas, o tipo de armamento, a ocorrência ou não de disparo, ou seja, elementos que configurem um plus à simples presença da arma. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC (seis) meses de reclusão, em regime semiaberto, e 08 (oito) anos e 07 (sete) meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2..., I, II, do Código Penal. Em sede recursal, o Tribunal de origem negou provimento ao apelo defensivo, mantendo integralmente a sentença condenatória. Ato contínuo, a defesa opôs embargos declaratórios, os quais foram acolhidos para redimensionar a pena do paciente José Felipe para 06 (seis) anos e 05 (cinco) meses de reclusão. Contra esse decisum, foi impetrado habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do writ. Neste recurso ordinário em habeas corpus, a defesa alegou, em síntese, a existência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena imposta aos pacientes. Entende que “todos os fundamentos para justificar a fração estabelecida acima do mínimo legal, exposto no édito condenatório foram mera renumeração das qualificadoras presentes, quais sejam o uso de arma de fogo e o concurso de agentes”. Prossegue sustentando que “há de se reconhecer a ilegalidade suportada pelo paciente, consistente na fixação do quantum de 3/8 de acréscimo de sua pena, à míngua de qualquer fundamentação idônea para justificar tal majoração”. O writ teve o seguimento negado, sobrevindo o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os argumentos aduzidos na petição inicial. Pondera que “para escolher o patamar a ser aplicado o juízo deve levar em conta não a simples existência da arma no cenário do crime, mas, por exemplo, o núme-ro de armas utilizadas, o tipo de armamento, a ocorrência ou não de disparo, ou seja, elementos que configurem um plus à simples presença da arma. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório RHC 166529 AGR / SC O mesmo raciocínio se aplica para o concurso de agentes, a escolha o patamar de elevação deve considerar peculiaridades do delito que suplantem a mera existência de concurso”. Alega que “a fundamentação utilizada, ou melhor, a ausência dela, viola a Súmula n 443/Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que o simples fato de estar um dos agentes armados ou terem atuado em concurso de pessoas (é de se ressaltar, apenas duas pessoas) não satisfaz o dever de argumentação”. Sustenta, ainda, que “o acerto (ou não) do procedimento adotado pelas instâncias ordinárias – e referendado pelo Superior Tribunal de Justiça, pode ser analisado sem a necessidade de incursão probatória, apenas com base nas premissas fixadas por aquele tribunal”. Por fim, formula pedido recursal nos seguintes termos: “Ante o exposto, requer: a) nos termos do § 2... do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para que seja concedida a ordem, nos termos em que pleiteada no recurso ordinário em habeas corpus; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido ao colegiado competente; c) ao colegiado competente, que reforme a decisão agravada, para que seja concedida a ordem nos termos em que pleiteada no recurso ordinário em habeas corpus.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC O mesmo raciocínio se aplica para o concurso de agentes, a escolha o patamar de elevação deve considerar peculiaridades do delito que suplantem a mera existência de concurso”. Alega que “a fundamentação utilizada, ou melhor, a ausência dela, viola a Súmula n 443/Superior Tribunal de Justiça, tendo em vista que o simples fato de estar um dos agentes armados ou terem atuado em concurso de pessoas (é de se ressaltar, apenas duas pessoas) não satisfaz o dever de argumentação”. Sustenta, ainda, que “o acerto (ou não) do procedimento adotado pelas instâncias ordinárias – e referendado pelo Superior Tribunal de Justiça, pode ser analisado sem a necessidade de incursão probatória, apenas com base nas premissas fixadas por aquele tribunal”. Por fim, formula pedido recursal nos seguintes termos: “Ante o exposto, requer: a) nos termos do § 2... do art. 317 do RISTF, a reconsideração da decisão monocrática, para que seja concedida a ordem, nos termos em que pleiteada no recurso ordinário em habeas corpus; b) caso não haja a reconsideração, que o presente agravo seja submetido ao colegiado competente; c) ao colegiado competente, que reforme a decisão agravada, para que seja concedida a ordem nos termos em que pleiteada no recurso ordinário em habeas corpus.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ACE8-BE3C-4A83-A21F e senha DE22-4058-5748-6BF2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado em decisão monocrática, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. Por oportuno, transcrevo a fundamentação da decisão do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “Inicialmente, cumpre asseverar que a via do writ somente se mostra adequada para a análise da dosimetria da pena se não for necessária uma análise aprofundada do conjunto probatório e caso se trate de flagrante ilegalidade. Vale dizer: “o entendimento deste Tribunal firmou-se no sentido de que, em sede de habeas corpus, não cabe qualquer análise mais acurada sobre a dosimetria da reprimenda imposta nas instâncias inferiores, se não evidenciada flagrante ilegalidade, tendo em vista a impropriedade da via eleita" (HC n. 39.030/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves, DJU de 11/4/2005). Transcrevo, para melhor delimitar a quaestio, os seguintes trechos da r. sentença condenatória, mantida pelo v. acórdão impugnado, quanto ao tema: […] Nos termos da Súmula n. 443/Superior Tribunal de Justiça, "O aumento na terceira fase Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Conforme assentado em decisão monocrática, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. Por oportuno, transcrevo a fundamentação da decisão do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “Inicialmente, cumpre asseverar que a via do writ somente se mostra adequada para a análise da dosimetria da pena se não for necessária uma análise aprofundada do conjunto probatório e caso se trate de flagrante ilegalidade. Vale dizer: “o entendimento deste Tribunal firmou-se no sentido de que, em sede de habeas corpus, não cabe qualquer análise mais acurada sobre a dosimetria da reprimenda imposta nas instâncias inferiores, se não evidenciada flagrante ilegalidade, tendo em vista a impropriedade da via eleita" (HC n. 39.030/SP, Quinta Turma, Rel. Min. Arnaldo Esteves, DJU de 11/4/2005). Transcrevo, para melhor delimitar a quaestio, os seguintes trechos da r. sentença condenatória, mantida pelo v. acórdão impugnado, quanto ao tema: […] Nos termos da Súmula n. 443/Superior Tribunal de Justiça, "O aumento na terceira fase Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes". Na hipótese, a pena foi exasperada na fração de 3/8 (três oitavos) com base na gravidade concreta do delito perpetrado pelos pacientes, onde um dos réus, que empunhava arma de fogo, intimidava às vítimas e o outro dava apoio material de motorista e vigia, sendo presos minutos depois pelos policiais quanto corriam próximo do local em que o veículo roubado foi abandonado, restando, assim, devidamente justificado o patamar fixado pelas instâncias ordinárias. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte Superior: […] Desta forma, o v. acórdão combatido está em consonância com a jurisprudência deste Tribunal Superior, inexistindo flagrante ilegalidade no estabelecimento da fração de 3/8 (três oitavos), na terceira fase da dosimetria da pena, em razão das majorantes reconhecidas.” Com efeito, em relação à dosimetria da pena, o Tribunal a quo assentou que “a pena foi exasperada na fração de 3/8 (três oitavos) com base na gravidade concreta do delito perpetrado pelos pacientes, onde um dos réus, que empunhava arma de fogo, intimidava às vítimas e o outro dava apoio material de motorista e vigia, sendo presos minutos depois pelos policiais quanto corriam próximo do local em que o veículo roubado foi abandonado, restando, assim, devidamente justificado o patamar fixado pelas instâncias ordinárias”. Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Com efeito, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a exasperação da pena não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes". Na hipótese, a pena foi exasperada na fração de 3/8 (três oitavos) com base na gravidade concreta do delito perpetrado pelos pacientes, onde um dos réus, que empunhava arma de fogo, intimidava às vítimas e o outro dava apoio material de motorista e vigia, sendo presos minutos depois pelos policiais quanto corriam próximo do local em que o veículo roubado foi abandonado, restando, assim, devidamente justificado o patamar fixado pelas instâncias ordinárias. Nesse sentido os seguintes precedentes desta Corte Superior: […] Desta forma, o v. acórdão combatido está em consonância com a jurisprudência deste Tribunal Superior, inexistindo flagrante ilegalidade no estabelecimento da fração de 3/8 (três oitavos), na terceira fase da dosimetria da pena, em razão das majorantes reconhecidas.” Com efeito, em relação à dosimetria da pena, o Tribunal a quo assentou que “a pena foi exasperada na fração de 3/8 (três oitavos) com base na gravidade concreta do delito perpetrado pelos pacientes, onde um dos réus, que empunhava arma de fogo, intimidava às vítimas e o outro dava apoio material de motorista e vigia, sendo presos minutos depois pelos policiais quanto corriam próximo do local em que o veículo roubado foi abandonado, restando, assim, devidamente justificado o patamar fixado pelas instâncias ordinárias”. Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Com efeito, os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a exasperação da pena não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Nesse sentido, verbis: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1... E § 2..., II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 122.688-AgR, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO. ARTIGO 121, § 1... E § 2..., II E IV, DO CÓDIGO PENAL. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013, RHC n 115.213, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/06/2013, RHC n 114.965, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 27/06/2013, HC n 116.531, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 11.06.13, e RHC n 100.837-AgR, Primeira Turma, Rel. Min Roberto Barroso, DJe de 03/12/2014. 2. As circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal, quando desfavoráveis, autorizam a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal, desde que fundamentada a exasperação. 3. In casu, a pena-base não foi majorada em razão de o paciente ter matado a vítima, porquanto a fundamentação do juízo a quo na primeira fase da dosimetria mostrou-se idônea, máxime em razão da adequada fundamentação no que diz respeito a cada uma das circunstâncias judiciais apontadas para o aumento da reprimenda. 4. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, exaustivamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição da República, sendo certo que o paciente não está arrolado em qualquer das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 5. Agravo regimental desprovido” (HC 122.688-AgR, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10/06/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2...), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC n 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada” (HC 128.754, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 11/05/2016). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 10/06/2016). “Habeas corpus. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Incidência da causa especial de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Não incidência. Paciente integrante de organização criminosa, conforme reconhecido pelas instâncias de mérito. Impropriedade do habeas corpus para se revolver o contexto fático-probatório. Precedentes. Pretendida fixação do regime inicial aberto (CPP, art. 33, § 2...), bem como a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Impossibilidade. Vedação às benesses calcada na natureza e na quantidade da droga apreendida. Fundamentos idôneos a impedir a substituição e a fixação de regime menos gravoso. Precedentes. Ordem denegada. 1. A negativa de aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 por aquele Tribunal Regional Federal não está lastreada em presunções, ilações ou conjecturas. Pelo contrário, apresentou ele elementos concretos que apontam que a paciente se dedicava à atividade criminosa, ficando demonstrado que ela teria realizado outra viagem ao Brasil com idêntico propósito (transporte de drogas). Logo, qualquer conclusão em sentido contrário por parte da Suprema Corte demandaria o revolvimento de fatos e provas intimamente ligados ao mérito da ação penal. 2. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que o habeas corpus não constitui meio idôneo para se revolver o contexto fático-probatório ou glosar os elementos de prova que tenham amparado a conclusão da instância ordinária. 3. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça a respeito da fixação do regime inicial fechado para o cumprimento de pena e da impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade não afronta a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, preconizada no sentido de ser “possível que o juiz fixe o regime inicial fechado e afaste a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos com base na quantidade e na natureza do entorpecente apreendido” (HC n 125.077MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe de 4/3/15). 4. Ordem denegada” (HC 128.754, Segunda Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 11/05/2016). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC Deveras, reconhecer a procedência da alegação defensiva demandaria uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013).No mesmo sentido, o seguinte julgado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel. Min. Rosa Weber). 2. O Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. da minha relatoria; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 4. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “Se instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à atividade criminosa para negar a incidência da causa especial de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC Deveras, reconhecer a procedência da alegação defensiva demandaria uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC n 114.650, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 14/08/2013).No mesmo sentido, o seguinte julgado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. 1. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou entendimento no sentido da inadmissibilidade do uso da ação de habeas corpus em substituição ao recurso ordinário previsto na Constituição Federal (HC 109.956, Rel. Min. Marco Aurélio; e HC 104.045, Rel. Min. Rosa Weber). 2. O Supremo Tribunal Federal não admite a utilização do habeas corpus em substituição à ação de revisão criminal (RHC119.605-AgR, Rel. da minha relatoria; HC 111.412-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 114.890, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 116.827-MC, Rel. Min. Teori Zavascki; RHC 116.204, Rel. Min. Cármen Lúcia; e RHC 115.983, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível, em habeas corpus, a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Assim, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda pertence). 4. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “Se instâncias ordinárias concluíram que o ora agravante se dedicava à atividade criminosa para negar a incidência da causa especial de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC redução de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame de fatos e provas, o qual o habeas corpus não comporta. Não há que se falar em bis in idem, pois, embora haja simples referência à quantidade de droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade criminosa, o que, por si só, obsta a incidência do redutor de pena pretendido” (HC 136.177-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 141.167-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/06/2017). Outrossim, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial motivada, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Dosimetria. Causa especial de redução de pena referente ao homicídio privilegiado. Fração mínima de 1/6 (um sexto) aplicada. Alegada falta de fundamentação para a aplicação do redutor em menor escala. Não ocorrência. Valoração pelas instâncias ordinárias do grau de provocação da vítima para se chegar à fração ideal aplicada. Impropriedade do habeas corpus para, revisitando matéria fático- probatória, se chegar a conclusão diversa a respeito do maior ou do menor grau de injusta agressão da vítima. Precedentes. Recurso não provido. 1. Assim como se dá em relação aos casos em que o habeas corpus é utilizado como via destinada a ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias do art. 59 do Código Penal para a majoração da pena-base (v.g. RHC n 133.974/RJ, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3/3/17), também não é o writ adequado à valoração, em vista dessas mesmas circunstâncias e de outros elementos de prova coligidos no curso da ação penal, das razões objetivas que ensejem a maior ou menor redução decorrente do privilégio legal reconhecido pelo conselho de sentença. 2. As instâncias 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC redução de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), para se chegar a conclusão diversa, necessário seria o reexame de fatos e provas, o qual o habeas corpus não comporta. Não há que se falar em bis in idem, pois, embora haja simples referência à quantidade de droga apreendida, ela não foi um fator preponderante na negativa de aplicação da causa especial de redução de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06, já que se entendeu, em razão das circunstâncias em que foi praticado o delito, que o agravante se dedicava à atividade criminosa, o que, por si só, obsta a incidência do redutor de pena pretendido” (HC 136.177-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 141.167-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/06/2017). Outrossim, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial motivada, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido: “Agravo regimental em recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Dosimetria. Causa especial de redução de pena referente ao homicídio privilegiado. Fração mínima de 1/6 (um sexto) aplicada. Alegada falta de fundamentação para a aplicação do redutor em menor escala. Não ocorrência. Valoração pelas instâncias ordinárias do grau de provocação da vítima para se chegar à fração ideal aplicada. Impropriedade do habeas corpus para, revisitando matéria fático- probatória, se chegar a conclusão diversa a respeito do maior ou do menor grau de injusta agressão da vítima. Precedentes. Recurso não provido. 1. Assim como se dá em relação aos casos em que o habeas corpus é utilizado como via destinada a ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias do art. 59 do Código Penal para a majoração da pena-base (v.g. RHC n 133.974/RJ, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3/3/17), também não é o writ adequado à valoração, em vista dessas mesmas circunstâncias e de outros elementos de prova coligidos no curso da ação penal, das razões objetivas que ensejem a maior ou menor redução decorrente do privilégio legal reconhecido pelo conselho de sentença. 2. As instâncias 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC ordinárias, ao aplicar a causa especial de redução de pena prevista no § 1... do art. 121 do Código Penal, valoraram, ainda que de forma sucinta, o grau de provocação da vítima, tendo concluído, à luz dessa circunstância, pela redução mínima da pena (um sexto). 3. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “[a] dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena” (HC n 144.341/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 27/9/17). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RHC 152.050-AgR, Segunda Turma, REl. Min. Dias Toffoli, DJe de 28/05/2018). Releva notar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC ordinárias, ao aplicar a causa especial de redução de pena prevista no § 1... do art. 121 do Código Penal, valoraram, ainda que de forma sucinta, o grau de provocação da vítima, tendo concluído, à luz dessa circunstância, pela redução mínima da pena (um sexto). 3. É firme a jurisprudência da Corte no sentido de que “[a] dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena” (HC n 144.341/CE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 27/9/17). 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RHC 152.050-AgR, Segunda Turma, REl. Min. Dias Toffoli, DJe de 28/05/2018). Releva notar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016). Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016). Por fim, impende destacar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 166529 AGR / SC Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Supremo Tribunal Federal RHC 166529 AGR / SC Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F244-F585-6EBD-2E98 e senha 891F-4E06-8DE1-7DE0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5479-2AFD-07EA-54A5 e senha 256C-270C-5A50-F50A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) :JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5479-2AFD-07EA-54A5 e senha 256C-270C-5A50-F50A Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) : JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D1A-04A7-55A1-71AE e senha 4A5A-91BF-AAB0-2528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166.529 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : TIAGO CONSTANTINO AGTE.(S) : JOSE FELIPE GAGEIRO ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4D1A-04A7-55A1-71AE e senha 4A5A-91BF-AAB0-2528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 166 . 529", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 . 837 - AgR", "RHC 166529 AGR / SC", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "RHC 166529 AGR /", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HABEAS CORPUS 166 . 529", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 529", "RHC 166529", "Súmula n 443 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 443 / Superior Tribunal de Justiça", "HC n . 39 . 030 / SP", "Súmula n . 443 / Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 166 . 529", "HC n . 39 . 030 / SP", "Súmula n . 443 / Superior Tribunal de Justiça", "RHC 166529 AGR", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 . 837 - AgR", "HC 122 . 688 - AgR", "HC n 114 . 650", "RHC n 115 . 213", "RHC n 114 . 965", "HC n 116 . 531", "RHC n 100 . 837 - AgR", "HC 122 . 688 - AgR", "HC n 125 . 077MS - AgR", "HC 128 . 754", "RHC 166529 AGR / SC", "HC n 125 . 077MS - AgR", "HC 128 . 754", "RHC 166529 AGR / SC", "HC n 114 . 650", "HC 109 . 956", "HC 104 . 045", "RHC119", ".", "605 -", "AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "HC 69 . 419", "HC n 114 . 650", "HC 109 . 956", "HC 104 . 045", "RHC119", ". 605 -", "AgR", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 114 . 890", "HC 116 . 827 - MC", "RHC 116 . 204", "RHC 115 . 983", "HC 69 . 419", "HC 136 . 177 - AgR", "HC 141 . 167 - AgR", "RHC n 133 . 974 / RJ", "HC 136 . 177 - AgR", "HC 141 . 167 - AgR", "RHC n 133 . 974 / RJ", "HC n 144 . 341 / CE - AgR", "RHC 152 . 050 - AgR", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC n 144 . 341 / CE - AgR", "RHC 152 . 050 - AgR", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 136 . 071 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR , 9", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "RHC", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 166 . 529", "HABEAS CORPUS 166 . 529", "RECURSO", "HABEAS CORPUS 166 . 529" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 157 , § 2 . . . , I E II , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , I , II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , I , II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 157 , § 2 . . . , I , II , DO CÓDIGO PENAL", "ARTIGO 21 , § 1 . . . DO RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 157 , § 2 . . . , I , II , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , I , II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , I , II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , § 1 . . . E § 2 . . . , II E IV , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 59 do Código Penal", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO", "artigo 59 do Código Penal", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "CPP , art . 33 , § 2 . . .", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de Drogas", "CPP , art . 33 , § 2 . . .", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 06", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 121 do Código Penal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do art . 121 do Código Penal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 396 do CPP", "Lei 11 . 343 / 06", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 396 do CPP", "Lei 11 . 343 / 06", "art . 344 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo 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"Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SC", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Suprema Corte", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira 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"Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SC", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSE FELIPE GAGEIRO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Tiago Constantino", "José Felipe", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Tiago Constantino", "José Felipe", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSE FELIPE GAGEIRO", "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSÉ FELIPE GAGEIRO", "Tiago Constantino", "José Felipe", "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSE FELIPE GAGEIRO", "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSÉ FELIPE GAGEIRO", "Tiago Constantino", "José Felipe", "José Felipe", "José Felipe", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Arnaldo Esteves", "LUIZ FUX", "Arnaldo Esteves", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX RHC", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda pertence", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda pertence", "LUIZ FUX RHC", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX RHC", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSE FELIPE GAGEIRO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSE FELIPE GAGEIRO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSE FELIPE GAGEIRO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "TIAGO CONSTANTINO", "JOSE FELIPE GAGEIRO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "14", "/", "08", "/", "2013", "26", "/", "06", "/", "2013", "27", "/", "06", "/", "2013", "11", "/", "06", "/", "2013", "03", "/", "12", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "19", "26", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "05", "/", "2017", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", "/", "07", "/", "2015", "19", "26", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "11", "/", "4", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) :LIVIETO REGIS FILHO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65FB-964F-F889-AE2F e senha 6131-9935-7BE0-A022 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) :LIVIETO REGIS FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155D-6DEE-9998-8834 e senha 3EA1-7056-8864-AC19 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) :LIVIETO REGIS FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155D-6DEE-9998-8834 e senha 3EA1-7056-8864-AC19 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pela União contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, está assim ementado: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. LEI 12.618/2012. LIMITE DE VALOR DE BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. NOMEAÇÃO EM CARGO DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. IMPETRANTE JÁ DETINHA VÍNCULO COM O SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL, DESDE 2009. DIREITO À OPÇÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE. SEGURANÇA CONCEDIDA.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pela União contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5ª Região, está assim ementado: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. LEI 12.618/2012. LIMITE DE VALOR DE BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. NOMEAÇÃO EM CARGO DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. IMPETRANTE JÁ DETINHA VÍNCULO COM O SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL, DESDE 2009. DIREITO À OPÇÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE. SEGURANÇA CONCEDIDA.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1162012 AGR / PB Cumpre observar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Lei nº 12.618/2012), o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe registrar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do recurso extraordinário, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de dispositivos meramente legais e em aspectos fático-probatórios: “1. Cuida-se de Mandado de Segurança impetrado por Flávia Bandeira Montenegro, objetivando o reconhecimento do direito à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal RE 1162012 AGR / PB Cumpre observar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Lei nº 12.618/2012), o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe registrar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do recurso extraordinário, em face do que se contém na Súmula 279/STF. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de dispositivos meramente legais e em aspectos fático-probatórios: “1. Cuida-se de Mandado de Segurança impetrado por Flávia Bandeira Montenegro, objetivando o reconhecimento do direito à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1162012 AGR / PB opção pelo Regime Próprio de Previdência Social, uma vez que, desde 20/02/2009, ocupou cargo público no Tribunal de Justiça da Paraíba. 2. Afirma a impetrante que foi nomeada para o cargo de Técnica Judiciária – Área Administrativa, Nível Médio, classe ‘A’, Padrão 1, do Quadro de Pessoal Permanente da Justiça Federal de 1º Grau, Seção Judiciária da Paraíba, mediante o Ato nº 431, de 07/07/2014, exarado pelo Excelentíssimo Desembargador Federal Vice Presidente deste E. TRF-5ª Região, disponibilizado no Diário Eletrônico Administrativo nº 126.0/2014 em 09/07/2014. No entanto, quando da posse, em 01/08/2014, foi surpreendida pelo fato de não lhe ser conferido o direito de optar pelo regime de previdência cujos proventos podem ultrapassar o teto dos benefícios do RGPS, uma vez que já era servidora efetiva do Tribunal de Justiça da Paraíba desde 2009. …................................................................................................... 5. A partir da instituição da Previdência Complementar dos Servidores Públicos pela Lei n. 12.618/2012, a União passou a aplicar aos seus servidores o limite de valor de benefícios do Regime Geral da Previdência Social. 6. Para a operacionalização da referida Lei, foram criadas Fundações de Previdência Complementar para cada um dos Poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário). No caso dos Servidores do Poder Judiciário da União, o novo regime de previdência complementar passou a vigorar a partir de 14/10/2013, data da publicação da aprovação do regulamento que criou a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (FUNPRESP-JUD), entidade fechada de previdência complementar dos servidores públicos efetivos titulares de cargos efetivos do Poder Judiciário, nos termos do art. 30 da Lei n. 12.618/2012. 7. Desse modo, o novo regime de previdência complementar do Poder Judiciário, aplica-se aos servidores que ingressaram no serviço público após sua instituição, ou seja, em 04/02/2013, e àqueles que já eram servidores públicos que tiverem migrado para o novo regime mediante prévia e expressa opção, aos quais foi oferecido um benefício especial para incentivar a realização da opção e a consequente migração entre os regimes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal RE 1162012 AGR / PB opção pelo Regime Próprio de Previdência Social, uma vez que, desde 20/02/2009, ocupou cargo público no Tribunal de Justiça da Paraíba. 2. Afirma a impetrante que foi nomeada para o cargo de Técnica Judiciária – Área Administrativa, Nível Médio, classe ‘A’, Padrão 1, do Quadro de Pessoal Permanente da Justiça Federal de 1º Grau, Seção Judiciária da Paraíba, mediante o Ato nº 431, de 07/07/2014, exarado pelo Excelentíssimo Desembargador Federal Vice Presidente deste E. TRF-5ª Região, disponibilizado no Diário Eletrônico Administrativo nº 126.0/2014 em 09/07/2014. No entanto, quando da posse, em 01/08/2014, foi surpreendida pelo fato de não lhe ser conferido o direito de optar pelo regime de previdência cujos proventos podem ultrapassar o teto dos benefícios do RGPS, uma vez que já era servidora efetiva do Tribunal de Justiça da Paraíba desde 2009. …................................................................................................... 5. A partir da instituição da Previdência Complementar dos Servidores Públicos pela Lei n. 12.618/2012, a União passou a aplicar aos seus servidores o limite de valor de benefícios do Regime Geral da Previdência Social. 6. Para a operacionalização da referida Lei, foram criadas Fundações de Previdência Complementar para cada um dos Poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário). No caso dos Servidores do Poder Judiciário da União, o novo regime de previdência complementar passou a vigorar a partir de 14/10/2013, data da publicação da aprovação do regulamento que criou a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (FUNPRESP-JUD), entidade fechada de previdência complementar dos servidores públicos efetivos titulares de cargos efetivos do Poder Judiciário, nos termos do art. 30 da Lei n. 12.618/2012. 7. Desse modo, o novo regime de previdência complementar do Poder Judiciário, aplica-se aos servidores que ingressaram no serviço público após sua instituição, ou seja, em 04/02/2013, e àqueles que já eram servidores públicos que tiverem migrado para o novo regime mediante prévia e expressa opção, aos quais foi oferecido um benefício especial para incentivar a realização da opção e a consequente migração entre os regimes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1162012 AGR / PB 8. Em outras palavras, com a edição da Lei 12.618/2012, restaram consolidadas duas situações jurídicas previdenciárias para os servidores públicos: a manutenção do regime previdenciário anterior para aqueles que já eram servidores, a não ser que optem pelo novo regime, e a aplicação do novo regime com o limitador para aqueles que ingressaram no serviço público após a instituição da entidade de previdência complementar. 9. No presente caso, a impetrante já detinha vínculo com o serviço público estadual quando da chegada do novo sistema previdenciário e pretende permanecer vinculada ao Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores da União nos moldes anteriormente fixados. 10. Ora, procedendo a uma análise mais percuciente do teor do art. 3º da Lei n. 12.618/2012, vê-se que a aplicação do limitador máximo para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social às aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo Regime de Previdência da União indica expressamente que ele atinge os servidores que tiverem ingressado no serviço apenas público (sem referência a qualquer Ente da Federação), a partir do início da vigência do regime de previdência complementar de que trata o art. 1º desta Lei, independentemente de sua adesão ao plano de benefícios e até a data anterior ao início da vigência do regime de previdência complementar de que trata o art. 1º desta Lei, e nele tenham permanecido sem perda do vínculo efetivo, e que exerçam a opção prevista no § 16 do art. 40 da Constituição Federal. …................................................................................................... 12. Conclui-se, pois, que o comando legal em apreço, ao utilizar a expressão ‘servidores públicos’ e o termo ‘servidores’ de forma genérica, deu margem à possibilidade de se interpretar tal dispositivo de modo a englobar indistintamente o pessoal de quaisquer entes da Federação, possibilitando, portanto, à ora requerente, uma vez que ingressou no serviço público (embora estadual) antes da instituição no novo regime de previdência complementar, o direito de optar por permanecer no sistema previdenciário anterior. 13. Com o propósito, então, de evitar maiores prejuízos à parte impetrante, ante a ausência de recolhimento, ao tempo e modo, dos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal RE 1162012 AGR / PB 8. Em outras palavras, com a edição da Lei 12.618/2012, restaram consolidadas duas situações jurídicas previdenciárias para os servidores públicos: a manutenção do regime previdenciário anterior para aqueles que já eram servidores, a não ser que optem pelo novo regime, e a aplicação do novo regime com o limitador para aqueles que ingressaram no serviço público após a instituição da entidade de previdência complementar. 9. No presente caso, a impetrante já detinha vínculo com o serviço público estadual quando da chegada do novo sistema previdenciário e pretende permanecer vinculada ao Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores da União nos moldes anteriormente fixados. 10. Ora, procedendo a uma análise mais percuciente do teor do art. 3º da Lei n. 12.618/2012, vê-se que a aplicação do limitador máximo para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social às aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo Regime de Previdência da União indica expressamente que ele atinge os servidores que tiverem ingressado no serviço apenas público (sem referência a qualquer Ente da Federação), a partir do início da vigência do regime de previdência complementar de que trata o art. 1º desta Lei, independentemente de sua adesão ao plano de benefícios e até a data anterior ao início da vigência do regime de previdência complementar de que trata o art. 1º desta Lei, e nele tenham permanecido sem perda do vínculo efetivo, e que exerçam a opção prevista no § 16 do art. 40 da Constituição Federal. …................................................................................................... 12. Conclui-se, pois, que o comando legal em apreço, ao utilizar a expressão ‘servidores públicos’ e o termo ‘servidores’ de forma genérica, deu margem à possibilidade de se interpretar tal dispositivo de modo a englobar indistintamente o pessoal de quaisquer entes da Federação, possibilitando, portanto, à ora requerente, uma vez que ingressou no serviço público (embora estadual) antes da instituição no novo regime de previdência complementar, o direito de optar por permanecer no sistema previdenciário anterior. 13. Com o propósito, então, de evitar maiores prejuízos à parte impetrante, ante a ausência de recolhimento, ao tempo e modo, dos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1162012 AGR / PB valores devidos ao regime de previdência a que faz jus, e, considerando, ainda, as razões acima declinadas, deve ser concedida a segurança pleiteada, a fim de assegurar a vinculação da impetrante ao Plano de Seguridade Social dos Servidores da União, e, consequentemente, determinar que os descontos de suas contribuições previdenciárias levem em conta o valor integral de seus subsídios e não o Teto dos benefícios do RGPS. 14. Segurança concedida.” Impende salientar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (RE 1.138.549/CE, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 1.162.012/PB, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO OCORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO EGRESSO DE OUTRO ENTE FEDERATIVO. REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DA UNIÃO. OPÇÃO. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Imprescindível à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica ‘in casu’. 2. A controvérsia, nos termos do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal RE 1162012 AGR / PB valores devidos ao regime de previdência a que faz jus, e, considerando, ainda, as razões acima declinadas, deve ser concedida a segurança pleiteada, a fim de assegurar a vinculação da impetrante ao Plano de Seguridade Social dos Servidores da União, e, consequentemente, determinar que os descontos de suas contribuições previdenciárias levem em conta o valor integral de seus subsídios e não o Teto dos benefícios do RGPS. 14. Segurança concedida.” Impende salientar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (RE 1.138.549/CE, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 1.162.012/PB, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO OCORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO EGRESSO DE OUTRO ENTE FEDERATIVO. REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DA UNIÃO. OPÇÃO. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Imprescindível à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica ‘in casu’. 2. A controvérsia, nos termos do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 1162012 AGR / PB conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1.175.648-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/STF e Lei nº 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal RE 1162012 AGR / PB conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido.” (RE 1.175.648-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/STF e Lei nº 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) : LIVIETO REGIS FILHO (7799/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF62-81CE-E500-EF70 e senha 32BD-CBF5-C5EC-5217 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) : LIVIETO REGIS FILHO (7799/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF62-81CE-E500-EF70 e senha 32BD-CBF5-C5EC-5217 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446142
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/STF E LEI Nº 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur408017
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 125934 AgR - RTJ 132/455, AI 113640 AgR - RTJ 120/912. - Decisões monocráticas citadas: (SERVIDOR PÚBLICO, REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA, OPÇÃO) RE 1162012, RE 1138549, RE 1175648 AgR. Número de páginas: 9. Análise: 29/08/2019, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1162012
[ "LEG-FED LEI-012016 ANO-2009\n ART-00025\n LMS-2009 LEI DO MANDADO DE SEGURANÇA\n\n", "LEG-FED LEI-012618 ANO-2012\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 ART-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000512 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1162012 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) : LIVIETO REGIS FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) :LIVIETO REGIS FILHO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – PRECEDENTES – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A INADMISSIBILIDADE DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA, POR TRATAR-SE DE PROCESSO DE MANDADO DE SEGURANÇA (SÚMULA 512/Supremo Tribunal Federal E LEI n 12.016/2009, ART. 25) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 65FB-964F-F889-AE2F e senha 6131-9935-7BE0-A022 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) :LIVIETO REGIS FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155D-6DEE-9998-8834 e senha 3EA1-7056-8864-AC19 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) :LIVIETO REGIS FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte ora recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 155D-6DEE-9998-8834 e senha 3EA1-7056-8864-AC19 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pela União contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, está assim ementado: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. LEI 12.618/2012. LIMITE DE VALOR DE BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. NOMEAÇÃO EM CARGO DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. IMPETRANTE JÁ DETINHA VÍNCULO COM O SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL, DESDE 2009. DIREITO À OPÇÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE. SEGURANÇA CONCEDIDA.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto pela União contra acórdão que, confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 5... Região, está assim ementado: “CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. LEI 12.618/2012. LIMITE DE VALOR DE BENEFÍCIOS DO REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. NOMEAÇÃO EM CARGO DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. IMPETRANTE JÁ DETINHA VÍNCULO COM O SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL, DESDE 2009. DIREITO À OPÇÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE. SEGURANÇA CONCEDIDA.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB Cumpre observar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Lei n 12.618/2012), o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe registrar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do recurso extraordinário, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de dispositivos meramente legais e em aspectos fático-probatórios: “1. Cuida-se de Mandado de Segurança impetrado por Flávia Bandeira Montenegro, objetivando o reconhecimento do direito à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB Cumpre observar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional (Lei n 12.618/2012), o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe registrar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido pela ora recorrente, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do recurso extraordinário, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de dispositivos meramente legais e em aspectos fático-probatórios: “1. Cuida-se de Mandado de Segurança impetrado por Flávia Bandeira Montenegro, objetivando o reconhecimento do direito à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB opção pelo Regime Próprio de Previdência Social, uma vez que, desde 20/02/2009, ocupou cargo público no Tribunal de Justiça da Paraíba. 2. Afirma a impetrante que foi nomeada para o cargo de Técnica Judiciária – Área Administrativa, Nível Médio, classe ‘A’, Padrão 1, do Quadro de Pessoal Permanente da Justiça Federal de 1... Grau, Seção Judiciária da Paraíba, mediante o Ato n 431, de 07/07/2014, exarado pelo Excelentíssimo Desembargador Federal Vice Presidente deste E. TRF-5... Região, disponibilizado no Diário Eletrônico Administrativo n 126.0/2014 em 09/07/2014. No entanto, quando da posse, em 01/08/2014, foi surpreendida pelo fato de não lhe ser conferido o direito de optar pelo regime de previdência cujos proventos podem ultrapassar o teto dos benefícios do RGPS, uma vez que já era servidora efetiva do Tribunal de Justiça da Paraíba desde 2009. …................................................................................................... 5. A partir da instituição da Previdência Complementar dos Servidores Públicos pela Lei n. 12.618/2012, a União passou a aplicar aos seus servidores o limite de valor de benefícios do Regime Geral da Previdência Social. 6. Para a operacionalização da referida Lei, foram criadas Fundações de Previdência Complementar para cada um dos Poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário). No caso dos Servidores do Poder Judiciário da União, o novo regime de previdência complementar passou a vigorar a partir de 14/10/2013, data da publicação da aprovação do regulamento que criou a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (FUNPRESP-JUD), entidade fechada de previdência complementar dos servidores públicos efetivos titulares de cargos efetivos do Poder Judiciário, nos termos do art. 30 da Lei n. 12.618/2012. 7. Desse modo, o novo regime de previdência complementar do Poder Judiciário, aplica-se aos servidores que ingressaram no serviço público após sua instituição, ou seja, em 04/02/2013, e àqueles que já eram servidores públicos que tiverem migrado para o novo regime mediante prévia e expressa opção, aos quais foi oferecido um benefício especial para incentivar a realização da opção e a consequente migração entre os regimes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB opção pelo Regime Próprio de Previdência Social, uma vez que, desde 20/02/2009, ocupou cargo público no Tribunal de Justiça da Paraíba. 2. Afirma a impetrante que foi nomeada para o cargo de Técnica Judiciária – Área Administrativa, Nível Médio, classe ‘A’, Padrão 1, do Quadro de Pessoal Permanente da Justiça Federal de 1... Grau, Seção Judiciária da Paraíba, mediante o Ato n 431, de 07/07/2014, exarado pelo Excelentíssimo Desembargador Federal Vice Presidente deste E. TRF-5... Região, disponibilizado no Diário Eletrônico Administrativo n 126.0/2014 em 09/07/2014. No entanto, quando da posse, em 01/08/2014, foi surpreendida pelo fato de não lhe ser conferido o direito de optar pelo regime de previdência cujos proventos podem ultrapassar o teto dos benefícios do RGPS, uma vez que já era servidora efetiva do Tribunal de Justiça da Paraíba desde 2009. …................................................................................................... 5. A partir da instituição da Previdência Complementar dos Servidores Públicos pela Lei n. 12.618/2012, a União passou a aplicar aos seus servidores o limite de valor de benefícios do Regime Geral da Previdência Social. 6. Para a operacionalização da referida Lei, foram criadas Fundações de Previdência Complementar para cada um dos Poderes da União (Executivo, Legislativo e Judiciário). No caso dos Servidores do Poder Judiciário da União, o novo regime de previdência complementar passou a vigorar a partir de 14/10/2013, data da publicação da aprovação do regulamento que criou a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário (FUNPRESP-JUD), entidade fechada de previdência complementar dos servidores públicos efetivos titulares de cargos efetivos do Poder Judiciário, nos termos do art. 30 da Lei n. 12.618/2012. 7. Desse modo, o novo regime de previdência complementar do Poder Judiciário, aplica-se aos servidores que ingressaram no serviço público após sua instituição, ou seja, em 04/02/2013, e àqueles que já eram servidores públicos que tiverem migrado para o novo regime mediante prévia e expressa opção, aos quais foi oferecido um benefício especial para incentivar a realização da opção e a consequente migração entre os regimes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB 8. Em outras palavras, com a edição da Lei 12.618/2012, restaram consolidadas duas situações jurídicas previdenciárias para os servidores públicos: a manutenção do regime previdenciário anterior para aqueles que já eram servidores, a não ser que optem pelo novo regime, e a aplicação do novo regime com o limitador para aqueles que ingressaram no serviço público após a instituição da entidade de previdência complementar. 9. No presente caso, a impetrante já detinha vínculo com o serviço público estadual quando da chegada do novo sistema previdenciário e pretende permanecer vinculada ao Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores da União nos moldes anteriormente fixados. 10. Ora, procedendo a uma análise mais percuciente do teor do art. 3... da Lei n. 12.618/2012, vê-se que a aplicação do limitador máximo para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social às aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo Regime de Previdência da União indica expressamente que ele atinge os servidores que tiverem ingressado no serviço apenas público (sem referência a qualquer Ente da Federação), a partir do início da vigência do regime de previdência complementar de que trata o art. 1... desta Lei, independentemente de sua adesão ao plano de benefícios e até a data anterior ao início da vigência do regime de previdência complementar de que trata o art. 1... desta Lei, e nele tenham permanecido sem perda do vínculo efetivo, e que exerçam a opção prevista no § 16 do art. 40 da Constituição Federal. …................................................................................................... 12. Conclui-se, pois, que o comando legal em apreço, ao utilizar a expressão ‘servidores públicos’ e o termo ‘servidores’ de forma genérica, deu margem à possibilidade de se interpretar tal dispositivo de modo a englobar indistintamente o pessoal de quaisquer entes da Federação, possibilitando, portanto, à ora requerente, uma vez que ingressou no serviço público (embora estadual) antes da instituição no novo regime de previdência complementar, o direito de optar por permanecer no sistema previdenciário anterior. 13. Com o propósito, então, de evitar maiores prejuízos à parte impetrante, ante a ausência de recolhimento, ao tempo e modo, dos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB 8. Em outras palavras, com a edição da Lei 12.618/2012, restaram consolidadas duas situações jurídicas previdenciárias para os servidores públicos: a manutenção do regime previdenciário anterior para aqueles que já eram servidores, a não ser que optem pelo novo regime, e a aplicação do novo regime com o limitador para aqueles que ingressaram no serviço público após a instituição da entidade de previdência complementar. 9. No presente caso, a impetrante já detinha vínculo com o serviço público estadual quando da chegada do novo sistema previdenciário e pretende permanecer vinculada ao Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores da União nos moldes anteriormente fixados. 10. Ora, procedendo a uma análise mais percuciente do teor do art. 3... da Lei n. 12.618/2012, vê-se que a aplicação do limitador máximo para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social às aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo Regime de Previdência da União indica expressamente que ele atinge os servidores que tiverem ingressado no serviço apenas público (sem referência a qualquer Ente da Federação), a partir do início da vigência do regime de previdência complementar de que trata o art. 1... desta Lei, independentemente de sua adesão ao plano de benefícios e até a data anterior ao início da vigência do regime de previdência complementar de que trata o art. 1... desta Lei, e nele tenham permanecido sem perda do vínculo efetivo, e que exerçam a opção prevista no § 16 do art. 40 da Constituição Federal. …................................................................................................... 12. Conclui-se, pois, que o comando legal em apreço, ao utilizar a expressão ‘servidores públicos’ e o termo ‘servidores’ de forma genérica, deu margem à possibilidade de se interpretar tal dispositivo de modo a englobar indistintamente o pessoal de quaisquer entes da Federação, possibilitando, portanto, à ora requerente, uma vez que ingressou no serviço público (embora estadual) antes da instituição no novo regime de previdência complementar, o direito de optar por permanecer no sistema previdenciário anterior. 13. Com o propósito, então, de evitar maiores prejuízos à parte impetrante, ante a ausência de recolhimento, ao tempo e modo, dos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB valores devidos ao regime de previdência a que faz jus, e, considerando, ainda, as razões acima declinadas, deve ser concedida a segurança pleiteada, a fim de assegurar a vinculação da impetrante ao Plano de Seguridade Social dos Servidores da União, e, consequentemente, determinar que os descontos de suas contribuições previdenciárias levem em conta o valor integral de seus subsídios e não o Teto dos benefícios do RGPS. 14. Segurança concedida.” Impende salientar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 1.138.549/CE, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 1.162.012/PB, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO OCORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO EGRESSO DE OUTRO ENTE FEDERATIVO. REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DA UNIÃO. OPÇÃO. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Imprescindível à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica ‘in casu’. 2. A controvérsia, nos termos do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB valores devidos ao regime de previdência a que faz jus, e, considerando, ainda, as razões acima declinadas, deve ser concedida a segurança pleiteada, a fim de assegurar a vinculação da impetrante ao Plano de Seguridade Social dos Servidores da União, e, consequentemente, determinar que os descontos de suas contribuições previdenciárias levem em conta o valor integral de seus subsídios e não o Teto dos benefícios do RGPS. 14. Segurança concedida.” Impende salientar, finalmente, que o entendimento ora exposto tem sido observado em julgamentos proferidos no âmbito desta Suprema Corte (Recurso Extraordinário 1.138.549/CE, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 1.162.012/PB, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “DIREITO ADMINISTRATIVO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ART. 97 DA LEI MAIOR. RESERVA DE PLENÁRIO. VIOLAÇÃO OCORRENTE. SERVIDOR PÚBLICO EGRESSO DE OUTRO ENTE FEDERATIVO. REGIME PRÓPRIO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DA UNIÃO. OPÇÃO. ACÓRDÃO COM FUNDAMENTO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL APLICÁVEL. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Imprescindível à caracterização da afronta à cláusula da reserva de plenário que a decisão esteja fundamentada na incompatibilidade entre a norma legal e a Constituição Federal, o que não se verifica ‘in casu’. 2. A controvérsia, nos termos do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta ao preceito constitucional indicado nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1.175.648-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e Lei n 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, ‘a’, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 3. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 4. Agravo interno conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 1.175.648-AgR/DF, Rel. Min. ROSA WEBER – grifei) Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a inadmissibilidade de condenação em verba honorária, por tratar-se de processo de mandado de segurança (Súmula 512/Supremo Tribunal Federal e Lei n 12.016/2009, art. 25). É o meu voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9523-006F-90FB-5C9A e senha 45C5-AFE8-BF11-534C Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) : LIVIETO REGIS FILHO (7799/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF62-81CE-E500-EF70 e senha 32BD-CBF5-C5EC-5217 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.162.012 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO ADV.(A/S) : LIVIETO REGIS FILHO (7799/PB) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BF62-81CE-E500-EF70 e senha 32BD-CBF5-C5EC-5217 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 012", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 012", "RECURSO", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 1 . 138 . 549 / CE", "Recurso Extraordinário 1 . 162 . 012 / PB", "Recurso Extraordinário 1162012 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 1 . 138 . 549 / CE", "Recurso Extraordinário 1 . 162 . 012 / PB", "Recurso Extraordinário 1 . 175 . 648 - AgR / DF", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1162012 AGR", "Recurso Extraordinário 1 . 175 . 648 - AgR / DF", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 162 . 012" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "LEI n 12 . 016 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 12 . 618 / 2012", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 12 . 618 / 2012", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei n 12 . 618 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei n 12 . 618 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 12 . 618 / 2012", "art . 30 da Lei n . 12 . 618 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 12 . 618 / 2012", "art . 30 da Lei n . 12 . 618 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 618 / 2012", "art . 3 . . . da Lei n . 12 . 618 / 2012", "§ 16 do art . 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 618 / 2012", "Lei n . 12 . 618 / 2012", "§ 16 do art . 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 97 DA LEI MAIOR", "ART", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 97 DA LEI MAIOR", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Constituição da República", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Lei n 12 . 016 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ , da Lei Maior", "Constituição da República", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Lei n 12 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "Paraíba", "PARAÍBA", "PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça da Paraíba", "Seção", "TRF", "Tribunal de Justiça da Paraíba", "União", "União", "União", "Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário", "FUNPRESP", "-", "JUD", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça da Paraíba", "TRF", "Tribunal de Justiça da Paraíba", "União", "União", "União", "Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Judiciário", "FUNPRESP", "-", "JUD", "Supremo Tribunal Federal", "Regime", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Plano", "União", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO", "LIVIETO REGIS FILHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO", "LIVIETO REGIS FILHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO", "LIVIETO REGIS FILHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "Flávia Bandeira Montenegro", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "Flávia Bandeira Montenegro", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "MARCO AURÉLIO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO", "LIVIETO REGIS FILHO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "FLAVIA BANDEIRA MONTENEGRO", "LIVIETO REGIS FILHO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "02", "/", "2009", "07", "/", "07", "/", "2014", "09", "/", "07", "/", "2014", "01", "/", "08", "/", "2014", "2009", "14", "/", "10", "/", "2013", "04", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "02", "/", "2009", "07", "/", "07", "/", "2014", "09", "/", "07", "/", "2014", "01", "/", "08", "/", "2014", "2009", "14", "/", "10", "/", "2013", "04", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) :GUSTAVO VALADARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Processo administrativo disciplinar. 3. Alegações de incompetência da autoridade julgadora, de violação da Súmula Vinculante 10 e de declaração de inconstitucionalidade transversa pela decisão agravada. Inocorrência. Aplicação do Decreto 3.035/1999. Vedação do art. 4º, inciso IV, da Lei Complementar 73/1993. Hipótese de paralisação dos efeitos de dispositivo legal em razão de decreto expedido pelo Chefe do Poder Executivo, com fundamento no art. 84, parágrafo único, da Constituição Federal. Autorização constitucional de delegação da competência privativa do Chefe do Poder Executivo para aplicar pena de demissão a servidor público. Precedentes. 4. Alegação de prescrição da pretensão sancionatória administrativa. Infrações disciplinares capituladas como ilícitos penais (art. 142, § 2º, da Lei 8.112/1990). Aplicação dos prazos prescricionais penais. Precedentes. 5. Suscitada violação ao princípio da não surpresa. Inocorrência. Amplo debate dos fatos pelas partes. Presunção iure et de iure de conhecimento geral da lei. 6. Alegação de impedimento e suspeição do presidente da Comissão processante pelo fato de ter integrado outra comissão e possuir conhecimento prévio sobre os fatos apurados. Ausência de manifestação sobre o mérito do processo objeto do mandamus. Inexistência de amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com cônjuge, companheiro e parentes até o terceiro grau do investigado. Inocorrência das hipóteses de impedimento ou suspeição. Precedentes. 7. Transição de provas de um processo para outro. Aproveitamento de provas legitimamente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CC9-4A65-B18A-78E3 e senha 24E8-2310-8EC7-A488 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 39 Ementa e Acórdão RMS 35383 AGR / DF produzidas em outro processo. Viabilidade. Inocorrência de nulidade. 8. Alegações de cerceamento de defesa por não ter sido produzida prova requerida pelo acusado. Violação do contraditório e da ampla defesa. Inocorrência. Prejuízo à defesa não demonstrado. 9. Alegações de desproporcionalidade da pena aplicada e de inadequação na subsunção dos fatos aos tipos infracionais. Necessidade de reexame fático- probatório. Descabimento na via estreita do mandado de segurança. 10. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 11. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CC9-4A65-B18A-78E3 e senha 24E8-2310-8EC7-A488 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF produzidas em outro processo. Viabilidade. Inocorrência de nulidade. 8. Alegações de cerceamento de defesa por não ter sido produzida prova requerida pelo acusado. Violação do contraditório e da ampla defesa. Inocorrência. Prejuízo à defesa não demonstrado. 9. Alegações de desproporcionalidade da pena aplicada e de inadequação na subsunção dos fatos aos tipos infracionais. Necessidade de reexame fático- probatório. Descabimento na via estreita do mandado de segurança. 10. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 11. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CC9-4A65-B18A-78E3 e senha 24E8-2310-8EC7-A488 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 39 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) :GUSTAVO VALADARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a recurso ordinário em mandado de segurança. O agravante, ex-servidor da Procuradoria da Fazenda Nacional, após instauração de processo administrativo disciplinar, foi responsabilizado pela quebra indevida de sigilo fiscal e de dados de outro Procurador da Fazenda Nacional para formulação de denúncia anônima. Em face do ato de demissão por infringência aos deveres funcionais previstos no art. 117, IX, e 132, IV, da Lei 8.112/1990, foi impetrado mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. (eDOC 7, p. 11/14) Inconformado, o ex-servidor interpôs o presente recurso ordinário, cuja decisão transcrevo, no que mais interessa: “No recurso ordinário em mandado de segurança, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme demonstrarei a seguir. I – Da inocorrência de prescrição da pretensão punitiva da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) :GUSTAVO VALADARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a recurso ordinário em mandado de segurança. O agravante, ex-servidor da Procuradoria da Fazenda Nacional, após instauração de processo administrativo disciplinar, foi responsabilizado pela quebra indevida de sigilo fiscal e de dados de outro Procurador da Fazenda Nacional para formulação de denúncia anônima. Em face do ato de demissão por infringência aos deveres funcionais previstos no art. 117, IX, e 132, IV, da Lei 8.112/1990, foi impetrado mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. (eDOC 7, p. 11/14) Inconformado, o ex-servidor interpôs o presente recurso ordinário, cuja decisão transcrevo, no que mais interessa: “No recurso ordinário em mandado de segurança, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme demonstrarei a seguir. I – Da inocorrência de prescrição da pretensão punitiva da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF Administração O recorrente, Procurador da Fazenda Nacional, alega a ocorrência da prescrição punitiva da Administração para impor-lhe a pena de demissão, tendo em vista que o termo a quo do prazo prescricional deve ser contado da ciência dos fatos pelo Advogado-Geral da União, e não do Corregedor-Geral da AGU, como afirmado pelo acórdão recorrido. Alternativamente, aduz, caso admitida a juntada de documentos novos, que o conhecimento inequívoco da Corregedoria-Geral da AGU dos fatos apurados no PAD seja reconhecido como tendo se concretizado em 22.10.2003. Passo à análise da questão. Consta dos autos que, em 11.10.2003, o Advogado-Geral da União e o Corregedor-Geral da Secretaria da Receita Federal do Brasil receberam denúncia anônima, apresentada contra o Procurador da Fazenda Nacional Dr. Pedro Câmara Raposo e que, após investigações preliminares, a Fazenda Nacional atribuiu ao recorrente a autoria da denúncia apócrifa. A partir dessa constatação, o Corregedor-Geral da Receita Federal encaminhou denúncia ao Procurador-Geral Adjunto da Fazenda Nacional; e o Advogado-Geral da União exarou despacho também ao Procurador-Geral Adjunto da Fazenda Nacional, determinando a imediata apuração dos fatos narrados. Com base nessas informações, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar as irregularidades atribuídas ao recorrente no exercício de sua função. Em razão do reconhecimento da incompetência do Procurador-Geral da Fazenda Nacional para instaurar o PAD, o processo foi anulado por decisão judicial proferida nos autos do MS 2004.34.0011094- 1. O Advogado-Geral da União iniciou novo procedimento investigatório, que teria concluído pela existência dos indícios de autoria e materialidade delitiva, motivo pelo qual instaurou, em 29.11.2004, o PAD 00406.000369/2004-91 contra o recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Administração O recorrente, Procurador da Fazenda Nacional, alega a ocorrência da prescrição punitiva da Administração para impor-lhe a pena de demissão, tendo em vista que o termo a quo do prazo prescricional deve ser contado da ciência dos fatos pelo Advogado-Geral da União, e não do Corregedor-Geral da AGU, como afirmado pelo acórdão recorrido. Alternativamente, aduz, caso admitida a juntada de documentos novos, que o conhecimento inequívoco da Corregedoria-Geral da AGU dos fatos apurados no PAD seja reconhecido como tendo se concretizado em 22.10.2003. Passo à análise da questão. Consta dos autos que, em 11.10.2003, o Advogado-Geral da União e o Corregedor-Geral da Secretaria da Receita Federal do Brasil receberam denúncia anônima, apresentada contra o Procurador da Fazenda Nacional Dr. Pedro Câmara Raposo e que, após investigações preliminares, a Fazenda Nacional atribuiu ao recorrente a autoria da denúncia apócrifa. A partir dessa constatação, o Corregedor-Geral da Receita Federal encaminhou denúncia ao Procurador-Geral Adjunto da Fazenda Nacional; e o Advogado-Geral da União exarou despacho também ao Procurador-Geral Adjunto da Fazenda Nacional, determinando a imediata apuração dos fatos narrados. Com base nessas informações, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar as irregularidades atribuídas ao recorrente no exercício de sua função. Em razão do reconhecimento da incompetência do Procurador-Geral da Fazenda Nacional para instaurar o PAD, o processo foi anulado por decisão judicial proferida nos autos do MS 2004.34.0011094- 1. O Advogado-Geral da União iniciou novo procedimento investigatório, que teria concluído pela existência dos indícios de autoria e materialidade delitiva, motivo pelo qual instaurou, em 29.11.2004, o PAD 00406.000369/2004-91 contra o recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF O referido processo também foi anulado por decisão judicial proferida nos autos do MS 2005.34.00.001367-4, ante o reconhecimento do impedimento de dois membros da Comissão Processante. Ato contínuo, instaurou-se o PAD 00406.003398/2008-39, objeto deste RMS, o qual concluiu pela responsabilidade funcional do recorrente, aplicando-lhe a pena de demissão, nos termos do art. 127, III, da LC 8.112/90. No que se refere ao prazo prescricional para aplicação da pena de demissão, o art. 142, I, § 1º, da Lei 8.112/90 assim dispõe: ‘Art. 142. A ação disciplinar prescreverá: I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão; (...) § 1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido’. Assim, nos termos da legislação de regência, entende-se que o prazo prescricional começa a contar do conhecimento dos fatos pela Administração Pública. Discute-se, no caso, o que configura esse momento para fins de contagem do prazo prescricional: o conhecimento dos fatos por qualquer servidor da Administração Pública ou pela autoridade competente para instaurar o processo administrativo disciplinar. No caso dos autos, tem-se que o recorrente pertence à carreira de Procurador da Fazenda Nacional, órgão que compõe a Advocacia-Geral da União, nos termos do art. 2º, I, “b”, da LC 73/93. Assim, entendo que o conhecimento pela Administração Pública acerca dos fatos narrados configura-se da ciência, pela autoridade superior do órgão ao qual vinculado o recorrente, qual seja, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional, das condutas atribuídas ao servidor, passíveis de apuração pela 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF O referido processo também foi anulado por decisão judicial proferida nos autos do MS 2005.34.00.001367-4, ante o reconhecimento do impedimento de dois membros da Comissão Processante. Ato contínuo, instaurou-se o PAD 00406.003398/2008-39, objeto deste RMS, o qual concluiu pela responsabilidade funcional do recorrente, aplicando-lhe a pena de demissão, nos termos do art. 127, III, da LC 8.112/90. No que se refere ao prazo prescricional para aplicação da pena de demissão, o art. 142, I, § 1º, da Lei 8.112/90 assim dispõe: ‘Art. 142. A ação disciplinar prescreverá: I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão; (...) § 1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido’. Assim, nos termos da legislação de regência, entende-se que o prazo prescricional começa a contar do conhecimento dos fatos pela Administração Pública. Discute-se, no caso, o que configura esse momento para fins de contagem do prazo prescricional: o conhecimento dos fatos por qualquer servidor da Administração Pública ou pela autoridade competente para instaurar o processo administrativo disciplinar. No caso dos autos, tem-se que o recorrente pertence à carreira de Procurador da Fazenda Nacional, órgão que compõe a Advocacia-Geral da União, nos termos do art. 2º, I, “b”, da LC 73/93. Assim, entendo que o conhecimento pela Administração Pública acerca dos fatos narrados configura-se da ciência, pela autoridade superior do órgão ao qual vinculado o recorrente, qual seja, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional, das condutas atribuídas ao servidor, passíveis de apuração pela 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF Corregedoria-Geral da Advocacia-Geral da União. Isso porque incumbe à autoridade superior que tiver ciência das irregularidades promover os atos necessários à sua apuração imediata, nos temos do art. 143 da Lei 8.112/90. Tais atos traduzem-se em representação à Corregedoria ou em determinação da instauração de sindicâncias ou processos administrativos contra os membros da Advocacia-Geral da União, conforme determina o art. 5º, III e VI, da LC 73/93, que assim dispõe: ‘Art. 5º – A Corregedoria-Geral da Advocacia da União tem como atribuições: (...) III – apreciar as representações relativas à atuação dos Membros da Advocacia-Geral da União; (...) VI – instaurar, de ofício ou por determinação superior, sindicâncias e processos administrativos contra os Membros da Advocacia-Geral da União’. Não obstante consignar que o conhecimento da Administração Pública acerca dos fatos narrados ocorreu com o recebimento, pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, do despacho proferido pelo Advogado-Geral da União e da denúncia encaminhada pelo Corregedor-Geral da Receita Federal, isso, por si só, não possui o condão de alterar o entendimento do Tribunal a quo acerca da inexistência de prescrição da pretensão punitiva do Estado, no caso em questão. O parágrafo 2º do art. 142 da Lei 8.112/90 dispõe que se aplicam às infrações disciplinares também capituladas como crime os prazos de prescrição previstos na lei penal. Analisando os fatos descritos no recurso, verifica-se que as condutas imputadas ao impetrante podem ser enquadradas, em tese, no art. 325, § 2º, do Código Penal – ao qual me reporto genericamente, tendo em vista que a apreciação da questão ora 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Corregedoria-Geral da Advocacia-Geral da União. Isso porque incumbe à autoridade superior que tiver ciência das irregularidades promover os atos necessários à sua apuração imediata, nos temos do art. 143 da Lei 8.112/90. Tais atos traduzem-se em representação à Corregedoria ou em determinação da instauração de sindicâncias ou processos administrativos contra os membros da Advocacia-Geral da União, conforme determina o art. 5º, III e VI, da LC 73/93, que assim dispõe: ‘Art. 5º – A Corregedoria-Geral da Advocacia da União tem como atribuições: (...) III – apreciar as representações relativas à atuação dos Membros da Advocacia-Geral da União; (...) VI – instaurar, de ofício ou por determinação superior, sindicâncias e processos administrativos contra os Membros da Advocacia-Geral da União’. Não obstante consignar que o conhecimento da Administração Pública acerca dos fatos narrados ocorreu com o recebimento, pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, do despacho proferido pelo Advogado-Geral da União e da denúncia encaminhada pelo Corregedor-Geral da Receita Federal, isso, por si só, não possui o condão de alterar o entendimento do Tribunal a quo acerca da inexistência de prescrição da pretensão punitiva do Estado, no caso em questão. O parágrafo 2º do art. 142 da Lei 8.112/90 dispõe que se aplicam às infrações disciplinares também capituladas como crime os prazos de prescrição previstos na lei penal. Analisando os fatos descritos no recurso, verifica-se que as condutas imputadas ao impetrante podem ser enquadradas, em tese, no art. 325, § 2º, do Código Penal – ao qual me reporto genericamente, tendo em vista que a apreciação da questão ora 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF em comento não adentra a seara do Direito Penal –, que prevê configurar crime de violação de sigilo funcional a seguinte conduta: ‘Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. § 1º Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (...) II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2º Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa’. Esse delito, na forma qualificada do parágrafo 2º, prescreve pena máxima in abstracto de seis anos, motivo pelo qual a prescrição a ser aplicada aos atos analisados pela decisão impugnada poderá se dar em doze anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal. Destaco, sobre o tema, a orientação jurisprudencial deste Tribunal, no sentido de bastar a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei penal. Nesse sentido, o seguinte precedente: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENA DE DEMISSÃO. FATO CAPITULADO COMO CRIME. PRESCRIÇÃO PUNITIVA ESTATAL. PRAZO FIXADO A PARTIR DA LEI PENAL (ART. 142, § 2º, DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (RMS 33.858, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF em comento não adentra a seara do Direito Penal –, que prevê configurar crime de violação de sigilo funcional a seguinte conduta: ‘Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. § 1º Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (...) II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2º Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa’. Esse delito, na forma qualificada do parágrafo 2º, prescreve pena máxima in abstracto de seis anos, motivo pelo qual a prescrição a ser aplicada aos atos analisados pela decisão impugnada poderá se dar em doze anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal. Destaco, sobre o tema, a orientação jurisprudencial deste Tribunal, no sentido de bastar a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei penal. Nesse sentido, o seguinte precedente: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENA DE DEMISSÃO. FATO CAPITULADO COMO CRIME. PRESCRIÇÃO PUNITIVA ESTATAL. PRAZO FIXADO A PARTIR DA LEI PENAL (ART. 142, § 2º, DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (RMS 33.858, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF DJe 18.12.2015) Dessa forma, considerando a possibilidade de aplicação do prazo prescricional de doze anos às condutas imputadas ao impetrante, deve ser afastada a configuração da prescrição da pretensão punitiva do Estado na esfera administrativa, mormente porque, ainda que se considere a data de 22.10.2003 como o termo a quo do conhecimento dos fatos pela Administração – como requer o recorrente –, a prescrição, ainda assim, não teria se operado. II – Da possibilidade de o Advogado-Geral da União aplicar pena de demissão ao recorrente com base no Decreto 3.035/1999 No que refere à alegada incompetência do Advogado- Geral da União para aplicar a pena de demissão a integrante da carreira de Procurador da Fazenda Nacional, em razão de proibição expressa prevista no art. 4º, XV, da LC 73/1993, melhor sorte não assiste ao recorrente. O referido dispositivo possui a seguinte redação: ‘Art. 4º – São atribuições do Advogado-Geral da União: (...) XV – proferir decisão nas sindicâncias e nos processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral e aplicar penalidades, salvo a de demissão’. A previsão expressa no dispositivo acima mencionado condiz com o art. 84, XXV, da Constituição Federal, que atribui ao Presidente da República competência privativa para prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei. Essa competência, nos termos em que decidido pelo Supremo, abrange, também, a de desprover os referidos cargos. Nesse sentido: 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF DJe 18.12.2015) Dessa forma, considerando a possibilidade de aplicação do prazo prescricional de doze anos às condutas imputadas ao impetrante, deve ser afastada a configuração da prescrição da pretensão punitiva do Estado na esfera administrativa, mormente porque, ainda que se considere a data de 22.10.2003 como o termo a quo do conhecimento dos fatos pela Administração – como requer o recorrente –, a prescrição, ainda assim, não teria se operado. II – Da possibilidade de o Advogado-Geral da União aplicar pena de demissão ao recorrente com base no Decreto 3.035/1999 No que refere à alegada incompetência do Advogado- Geral da União para aplicar a pena de demissão a integrante da carreira de Procurador da Fazenda Nacional, em razão de proibição expressa prevista no art. 4º, XV, da LC 73/1993, melhor sorte não assiste ao recorrente. O referido dispositivo possui a seguinte redação: ‘Art. 4º – São atribuições do Advogado-Geral da União: (...) XV – proferir decisão nas sindicâncias e nos processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral e aplicar penalidades, salvo a de demissão’. A previsão expressa no dispositivo acima mencionado condiz com o art. 84, XXV, da Constituição Federal, que atribui ao Presidente da República competência privativa para prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei. Essa competência, nos termos em que decidido pelo Supremo, abrange, também, a de desprover os referidos cargos. Nesse sentido: 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF ‘I. Presidente da República: competência para prover cargos públicos (CF, art. 84, XXV, primeira parte), que abrange a de desprovê-los, a qual, portanto é susceptível de delegação a Ministro de Estado (CF, art. 84, parágrafo único): validade da Portaria do Ministro de Estado que, no uso de competência delegada, aplicou a pena de demissão ao impetrante. Precedentes. II. Mandado de segurança: inviabilidade da apreciação dos fundamentos da decisão que aplicou a pena administrativa de demissão, pois oriunda de autoridade não submetida à competência do Supremo Tribunal (CF, art. 102, I, d): incidência da Súmula 510 (‘Praticado o ato por autoridade no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança o a medida judicial’). III. Servidor público: demissão: motivação suficiente do ato administrativo. 1. Nada impede a autoridade competente para a prática de um ato de motivá-lo mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia (AI 237.639-AgR, 1ª T., Pertence, DJ 19.11.99). 2. Indiferente que o parecer a que se remete a decisão também se reporte a outro parecer: o que importa é que haja a motivação eficiente - na expressão de Baleeiro, controlável a posteriori. 3. Ademais, no caso, há, no parecer utilizado pela autoridade coatora como razão de decidir, fundamento relativo à intempestividade do recurso, suficiente para inviabilizá-lo, o que dispensa a apreciação das questões suscitadas pelo impetrante’. (MS 25.518, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, Dje 10.8.2006) Ocorre, todavia, que o parágrafo único do art. 84 autoriza ao Presidente da República a delegação da referida atribuição aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, desde que observados os limites traçados nas respectivas delegações. Nesses termos, com fundamento no inciso VI, alínea ‘a’, do art. 84, que atribui ao Presidente da República dispor, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF ‘I. Presidente da República: competência para prover cargos públicos (CF, art. 84, XXV, primeira parte), que abrange a de desprovê-los, a qual, portanto é susceptível de delegação a Ministro de Estado (CF, art. 84, parágrafo único): validade da Portaria do Ministro de Estado que, no uso de competência delegada, aplicou a pena de demissão ao impetrante. Precedentes. II. Mandado de segurança: inviabilidade da apreciação dos fundamentos da decisão que aplicou a pena administrativa de demissão, pois oriunda de autoridade não submetida à competência do Supremo Tribunal (CF, art. 102, I, d): incidência da Súmula 510 (‘Praticado o ato por autoridade no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança o a medida judicial’). III. Servidor público: demissão: motivação suficiente do ato administrativo. 1. Nada impede a autoridade competente para a prática de um ato de motivá-lo mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia (AI 237.639-AgR, 1ª T., Pertence, DJ 19.11.99). 2. Indiferente que o parecer a que se remete a decisão também se reporte a outro parecer: o que importa é que haja a motivação eficiente - na expressão de Baleeiro, controlável a posteriori. 3. Ademais, no caso, há, no parecer utilizado pela autoridade coatora como razão de decidir, fundamento relativo à intempestividade do recurso, suficiente para inviabilizá-lo, o que dispensa a apreciação das questões suscitadas pelo impetrante’. (MS 25.518, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, Dje 10.8.2006) Ocorre, todavia, que o parágrafo único do art. 84 autoriza ao Presidente da República a delegação da referida atribuição aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, desde que observados os limites traçados nas respectivas delegações. Nesses termos, com fundamento no inciso VI, alínea ‘a’, do art. 84, que atribui ao Presidente da República dispor, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF mediante decreto, sobre a organização e o funcionamento da administração pública federal, concomitantemente com o parágrafo único do referido dispositivo, o Chefe do Executivo expediu o Decreto 3.035/1999, no qual delegou ao Advogado- Geral da União a competência para julgar processos administrativos e aplicar penalidades, na hipótese de demissão, a servidores a ele subordinados ou vinculados. A propósito, confira-se a redação do dispositivo mencionado: ‘Art. 1º Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgão da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos: I – julgar os processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores;’ Assim, no uso da atribuição conferida ao Presidente da República pelo art. 84, VI, ‘a’, parágrafo único, da Constituição Federal, encontra-se autorizado o Advogado-Geral da União para, por delegação do Presidente, aplicar a pena de demissão no processo administrativo disciplinar em questão. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal já assentou a constitucionalidade do art. 1º, I, do Decreto 3.035/1999, ao reconhecer a legitimidade da delegação a Ministro de Estado da competência do Chefe do Poder Executivo para aplicar a sanção de demissão a servidores públicos federais. Nesse sentido, confiram-se acórdãos de ambas as Turmas: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF mediante decreto, sobre a organização e o funcionamento da administração pública federal, concomitantemente com o parágrafo único do referido dispositivo, o Chefe do Executivo expediu o Decreto 3.035/1999, no qual delegou ao Advogado- Geral da União a competência para julgar processos administrativos e aplicar penalidades, na hipótese de demissão, a servidores a ele subordinados ou vinculados. A propósito, confira-se a redação do dispositivo mencionado: ‘Art. 1º Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgão da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos: I – julgar os processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores;’ Assim, no uso da atribuição conferida ao Presidente da República pelo art. 84, VI, ‘a’, parágrafo único, da Constituição Federal, encontra-se autorizado o Advogado-Geral da União para, por delegação do Presidente, aplicar a pena de demissão no processo administrativo disciplinar em questão. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal já assentou a constitucionalidade do art. 1º, I, do Decreto 3.035/1999, ao reconhecer a legitimidade da delegação a Ministro de Estado da competência do Chefe do Poder Executivo para aplicar a sanção de demissão a servidores públicos federais. Nesse sentido, confiram-se acórdãos de ambas as Turmas: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF DISCIPLINAR. PENA DE DEMISSÃO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. DILAÇÃO PROBATÓRIA. INADMISSIBILIDADE. DELEGAÇÃO DA DECISÃO A MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. I – Nas infrações puníveis com demissão, a ação disciplinar prescreve em cinco anos da data em que o fato se tornou conhecido. Assim, não há falar em prescrição entre o intervalo de 21/2/2002, data do conhecimento dos fatos pela Administração, e 4/5/2006, data da publicação da demissão. II - Improcedência da alegação de nulidade do ato de demissão pela existência de irregularidades na fase de sindicância. Precedentes. III – Inviabilidade, em mandado de segurança, de reexame de prova. Precedentes. IV – Nada impede que a autoridade competente para a prática de um ato motive-o mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia. Precedentes. V – Esta Corte firmou orientação no sentido da legitimidade de delegação a Ministro de Estado da competência do Chefe do Executivo Federal para, nos termos do art. 84, XXV, e parágrafo único, da Constituição Federal, aplicar pena de demissão a servidores públicos federais. Precedentes. VI - Recurso a que se nega provimento’. (RMS 28.047, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 19.12.2011) ‘MANDADO DE SEGURANÇA. POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS. DEMISSÃO DE SERVIDOR FEDERAL POR MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE DE DELEGAÇÃO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO ATO DE DEMISSÃO A MINISTRO DE ESTADO DIANTE DO TEOR DO ARTIGO 84, INCISO XXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO STF. PROVA LICITAMENTE OBTIDA POR MEIO DE 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF DISCIPLINAR. PENA DE DEMISSÃO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. DILAÇÃO PROBATÓRIA. INADMISSIBILIDADE. DELEGAÇÃO DA DECISÃO A MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. I – Nas infrações puníveis com demissão, a ação disciplinar prescreve em cinco anos da data em que o fato se tornou conhecido. Assim, não há falar em prescrição entre o intervalo de 21/2/2002, data do conhecimento dos fatos pela Administração, e 4/5/2006, data da publicação da demissão. II - Improcedência da alegação de nulidade do ato de demissão pela existência de irregularidades na fase de sindicância. Precedentes. III – Inviabilidade, em mandado de segurança, de reexame de prova. Precedentes. IV – Nada impede que a autoridade competente para a prática de um ato motive-o mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia. Precedentes. V – Esta Corte firmou orientação no sentido da legitimidade de delegação a Ministro de Estado da competência do Chefe do Executivo Federal para, nos termos do art. 84, XXV, e parágrafo único, da Constituição Federal, aplicar pena de demissão a servidores públicos federais. Precedentes. VI - Recurso a que se nega provimento’. (RMS 28.047, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 19.12.2011) ‘MANDADO DE SEGURANÇA. POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS. DEMISSÃO DE SERVIDOR FEDERAL POR MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE DE DELEGAÇÃO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO ATO DE DEMISSÃO A MINISTRO DE ESTADO DIANTE DO TEOR DO ARTIGO 84, INCISO XXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO STF. PROVA LICITAMENTE OBTIDA POR MEIO DE 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA REALIZADA COM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL PARA INSTRUIR INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PODE SER UTILIZADA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA EM RAZÃO DO INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS AVALIADAS COMO PRESCINDÍVEIS PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. PUNIÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO COM FUNDAMENTO NA PRÁTICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA INDEPENDE DE PROVIMENTO JUDICIAL QUE RECONHEÇA A CONDUTA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E ADMINISTRATIVA. NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO’. (RMS 24.194, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 7.10.2011). III – Da ausência de impedimento ou suspeição do Presidente da Comissão Processante O recorrente alega haver suspeição do Presidente da Comissão Processante, em razão de o referido servidor ter integrado a Comissão do PAD 00406.000368/2004-47 e gerado relatório, o que demonstraria o conhecimento prévio acerca das irregularidades a ele atribuídas. Ao apreciar a questão, o Superior Tribunal de Justiça assentou que o impetrante não logrou demonstrar, por meio de provas pré-constituídas, a emissão de juízo de valor prévio sobre os fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39 pelo Presidente da Comissão, sobretudo porque o objeto do PAD 00406.000368/2004-47 tratava de matéria diversa da deste mandamus. Em análise dos documentos juntados aos autos, constato que, de fato, no PAD 00406.000368/2004-47, o objeto apurado 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA REALIZADA COM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL PARA INSTRUIR INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PODE SER UTILIZADA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA EM RAZÃO DO INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS AVALIADAS COMO PRESCINDÍVEIS PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. PUNIÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO COM FUNDAMENTO NA PRÁTICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA INDEPENDE DE PROVIMENTO JUDICIAL QUE RECONHEÇA A CONDUTA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E ADMINISTRATIVA. NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO’. (RMS 24.194, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 7.10.2011). III – Da ausência de impedimento ou suspeição do Presidente da Comissão Processante O recorrente alega haver suspeição do Presidente da Comissão Processante, em razão de o referido servidor ter integrado a Comissão do PAD 00406.000368/2004-47 e gerado relatório, o que demonstraria o conhecimento prévio acerca das irregularidades a ele atribuídas. Ao apreciar a questão, o Superior Tribunal de Justiça assentou que o impetrante não logrou demonstrar, por meio de provas pré-constituídas, a emissão de juízo de valor prévio sobre os fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39 pelo Presidente da Comissão, sobretudo porque o objeto do PAD 00406.000368/2004-47 tratava de matéria diversa da deste mandamus. Em análise dos documentos juntados aos autos, constato que, de fato, no PAD 00406.000368/2004-47, o objeto apurado 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF versava sobre possível transgressão à proibição do exercício da advocacia, durante licença temporária do cargo para tratar de assuntos pessoais, pelo ex-Procurador da Fazenda Nacional Pedro Câmara Raposo Lopes. Por outro lado, o PAD 00406.003398/2008-39, objeto deste mandamus, visa a apurar suposta utilização indevida de sistema de informática para obtenção de informações sigilosas e pessoais sobre outros servidores, a fim de embasar denúncia anônima. Assim, não havendo semelhança dos fatos apurados em ambos os processos e não demonstrada a emissão de juízo de valor sobre as condutas atribuídas ao recorrente, não há falar em análise dos mesmos fatos pelo Presidente da Comissão de Sindicância. Sublinho, ademais, que o simples conhecimento, pelo Presidente da Comissão, dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, instaurado contra o recorrente, em razão de ter integrado também a Comissão Processante do PAD 00406.000368/2004-47, aberto para apuração de condutas cometidas por outro servidor – desde que não tenha emitido juízo de valor sobre os fatos ora analisados –, não enseja o impedimento previsto no art. 18, II, da Lei 9.784/99, uma vez que não houve participação do Presidente da Comissão ora impugnado como perito, testemunha ou representante das partes naqueles autos. Também não se tem configurada a suspeição do servidor, tendo em vista não estar demonstrada a existência de ‘amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau”, conforme previsão do art. 20 da Lei 9.784/99. Nesse sentido: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1. Não caracterizada a suspeição da 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF versava sobre possível transgressão à proibição do exercício da advocacia, durante licença temporária do cargo para tratar de assuntos pessoais, pelo ex-Procurador da Fazenda Nacional Pedro Câmara Raposo Lopes. Por outro lado, o PAD 00406.003398/2008-39, objeto deste mandamus, visa a apurar suposta utilização indevida de sistema de informática para obtenção de informações sigilosas e pessoais sobre outros servidores, a fim de embasar denúncia anônima. Assim, não havendo semelhança dos fatos apurados em ambos os processos e não demonstrada a emissão de juízo de valor sobre as condutas atribuídas ao recorrente, não há falar em análise dos mesmos fatos pelo Presidente da Comissão de Sindicância. Sublinho, ademais, que o simples conhecimento, pelo Presidente da Comissão, dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, instaurado contra o recorrente, em razão de ter integrado também a Comissão Processante do PAD 00406.000368/2004-47, aberto para apuração de condutas cometidas por outro servidor – desde que não tenha emitido juízo de valor sobre os fatos ora analisados –, não enseja o impedimento previsto no art. 18, II, da Lei 9.784/99, uma vez que não houve participação do Presidente da Comissão ora impugnado como perito, testemunha ou representante das partes naqueles autos. Também não se tem configurada a suspeição do servidor, tendo em vista não estar demonstrada a existência de ‘amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau”, conforme previsão do art. 20 da Lei 9.784/99. Nesse sentido: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1. Não caracterizada a suspeição da 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF presidente da comissão processante uma vez que não restou provada a ocorrência de nenhuma das hipóteses do art. 20 da Lei 9.784/1999, tampouco atuação parcial da servidora pública. 2. A nomeação de defensor dativo, diante da relutância do interessado e de seu advogado devidamente intimados em apresentar defesa, não caracteriza nenhum vício. 3. Não corre o prazo prescricional enquanto perdurar ordem judicial de sobrestamento do processo administrativo. 4. Ressalvadas as hipóteses de absolvição pelo reconhecimento categórico de inexistência de materialidade ou de negativa de autoria, a decisão penal não interfere automaticamente na esfera administrativa. 5. Ausência de demonstração, no caso concreto, de razões para superação do entendimento da autoridade administrativa, que reconheceu atuação dolosa causadora de prejuízo ao erário por parte do agravante. 6. Agravo a que se nega provimento’. (RMS 32.584-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 27.10.2017); IV – Da não ocorrência de inutilidade das provas regularmente produzidas, em razão de nulidade do PAD por outros fundamentos. Também não prospera a suscitada ilegalidade das provas utilizadas no PAD 00406.003398/2008-39, que foram produzidas nos autos dos PADs 10951.001133/2003-69 e 000406.000369/2004-91, posteriormente anulados por decisões judiciais. O primeiro PAD, segundo consta dos autos, foi anulado pelo reconhecimento da incompetência da autoridade instauradora, enquanto o segundo, em razão do impedimento de dois dos integrantes da Comissão Processante. Assim, não se referindo as nulidades às provas produzidas na instrução dos processos administrativos anulados, não existe impedimento a sua utilização, desde que tenham sido regularmente produzidas (art. 30 da Lei 9.784/99), 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF presidente da comissão processante uma vez que não restou provada a ocorrência de nenhuma das hipóteses do art. 20 da Lei 9.784/1999, tampouco atuação parcial da servidora pública. 2. A nomeação de defensor dativo, diante da relutância do interessado e de seu advogado devidamente intimados em apresentar defesa, não caracteriza nenhum vício. 3. Não corre o prazo prescricional enquanto perdurar ordem judicial de sobrestamento do processo administrativo. 4. Ressalvadas as hipóteses de absolvição pelo reconhecimento categórico de inexistência de materialidade ou de negativa de autoria, a decisão penal não interfere automaticamente na esfera administrativa. 5. Ausência de demonstração, no caso concreto, de razões para superação do entendimento da autoridade administrativa, que reconheceu atuação dolosa causadora de prejuízo ao erário por parte do agravante. 6. Agravo a que se nega provimento’. (RMS 32.584-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 27.10.2017); IV – Da não ocorrência de inutilidade das provas regularmente produzidas, em razão de nulidade do PAD por outros fundamentos. Também não prospera a suscitada ilegalidade das provas utilizadas no PAD 00406.003398/2008-39, que foram produzidas nos autos dos PADs 10951.001133/2003-69 e 000406.000369/2004-91, posteriormente anulados por decisões judiciais. O primeiro PAD, segundo consta dos autos, foi anulado pelo reconhecimento da incompetência da autoridade instauradora, enquanto o segundo, em razão do impedimento de dois dos integrantes da Comissão Processante. Assim, não se referindo as nulidades às provas produzidas na instrução dos processos administrativos anulados, não existe impedimento a sua utilização, desde que tenham sido regularmente produzidas (art. 30 da Lei 9.784/99), 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF conforme determina o princípio da instrumentalidade do processo e desde que seja oportunizado à parte o exercício do contraditório e da ampla defesa (art. 2º, X; 3º, III, da Lei 9.784/99). A adoção dessa estratégia pela Comissão Processante permite o aproveitamento dos atos processuais praticados regularmente e é condicente com o princípio da razoável duração do processo, mostrando-se, ainda, o modo menos oneroso para a realização dos atos de instrução. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Decisão do Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nos autos de PAD avocado, pela rejeição das preliminares suscitadas e, no mérito, pela procedência do procedimento. Ausência de reconhecimento pelo CNMP, no momento da avocação do feito, da alegada suspeição das autoridades que atuaram no PAD na origem. Aproveitamento de atos praticados regularmente na origem. Artigo 108, § 2º, do Regimento Interno do CNMP. Ausência de ilegalidade no apontado ato coator. Agravo regimental não provido. 1. O Plenário do CNMP, ao apreciar o Procedimento Avocado nº 1.00309/2016-74, rejeitou as preliminares suscitadas e, no mérito, julgou procedente o referido procedimento, com aplicação da penalidade disciplinar de suspensão ao promotor, tendo consignado que: i) a avocação se deu em caráter preventivo, sem que tenha havido o reconhecimento da alegada suspeição pelo CNMP; (ii) não houve demonstração de prejuízo ao acusado em razão da instrução do feito ter se dado perante as autoridades que o impetrante reputa suspeitas; e (iii) os atos que foram objeto de aproveitamento pelo CNMP (provas documentais e os depoimentos das testemunhas) foram praticados pela Comissão Processante designada para instruir o feito na origem, sem qualquer atuação das 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF conforme determina o princípio da instrumentalidade do processo e desde que seja oportunizado à parte o exercício do contraditório e da ampla defesa (art. 2º, X; 3º, III, da Lei 9.784/99). A adoção dessa estratégia pela Comissão Processante permite o aproveitamento dos atos processuais praticados regularmente e é condicente com o princípio da razoável duração do processo, mostrando-se, ainda, o modo menos oneroso para a realização dos atos de instrução. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Decisão do Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nos autos de PAD avocado, pela rejeição das preliminares suscitadas e, no mérito, pela procedência do procedimento. Ausência de reconhecimento pelo CNMP, no momento da avocação do feito, da alegada suspeição das autoridades que atuaram no PAD na origem. Aproveitamento de atos praticados regularmente na origem. Artigo 108, § 2º, do Regimento Interno do CNMP. Ausência de ilegalidade no apontado ato coator. Agravo regimental não provido. 1. O Plenário do CNMP, ao apreciar o Procedimento Avocado nº 1.00309/2016-74, rejeitou as preliminares suscitadas e, no mérito, julgou procedente o referido procedimento, com aplicação da penalidade disciplinar de suspensão ao promotor, tendo consignado que: i) a avocação se deu em caráter preventivo, sem que tenha havido o reconhecimento da alegada suspeição pelo CNMP; (ii) não houve demonstração de prejuízo ao acusado em razão da instrução do feito ter se dado perante as autoridades que o impetrante reputa suspeitas; e (iii) os atos que foram objeto de aproveitamento pelo CNMP (provas documentais e os depoimentos das testemunhas) foram praticados pela Comissão Processante designada para instruir o feito na origem, sem qualquer atuação das 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF autoridades reputadas suspeitas pelo impetrante. 2. Inexistência de ilegalidade no apontado ato coator, o qual afastou, fundamentadamente e com observância das regras legais, as suscitadas nulidades no procedimento disciplinar avocado. 3. Agravo regimental não provido’. (MS 34.666-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.9.2017) Verifica-se, ademais, nos termos da jurisprudência desta Corte, ter sido conferida ampla oportunidade de manifestação ao recorrente a respeito das provas colacionadas aos autos. V – Da inocorrência de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa pela “perda” do microcomputador do recorrente pela Administração Também não se sustenta a alegação de que a perda do microcomputador utilizado pelo servidor, em razão de doação do referido objeto pela Administração no curso do processo administrativo, teria impedido a realização de perícia para rebater as provas de acesso aos sistemas da Receita Federal pelo referido Procurador. Isso porque o recorrente não logrou demonstrar de que forma a impossibilidade da diligência prejudicou seu direito à defesa, uma vez que os dados que embasaram a decisão impugnada no writ, conforme relatado pela Comissão Processante, não foram extraídos do microcomputador utilizado pelo recorrente, mas de consulta à base de dados e arquivos do SERPRO. Confira-se, a propósito, manifestação da Comissão Processante sobre a matéria: ‘2. Com relação aos pleitos formulados na mencionada manifestação: (...) 2.2. esclarecer ao acusado que o relatório de apuração especial elaborado pelo SERPRO tem por base a 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF autoridades reputadas suspeitas pelo impetrante. 2. Inexistência de ilegalidade no apontado ato coator, o qual afastou, fundamentadamente e com observância das regras legais, as suscitadas nulidades no procedimento disciplinar avocado. 3. Agravo regimental não provido’. (MS 34.666-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.9.2017) Verifica-se, ademais, nos termos da jurisprudência desta Corte, ter sido conferida ampla oportunidade de manifestação ao recorrente a respeito das provas colacionadas aos autos. V – Da inocorrência de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa pela “perda” do microcomputador do recorrente pela Administração Também não se sustenta a alegação de que a perda do microcomputador utilizado pelo servidor, em razão de doação do referido objeto pela Administração no curso do processo administrativo, teria impedido a realização de perícia para rebater as provas de acesso aos sistemas da Receita Federal pelo referido Procurador. Isso porque o recorrente não logrou demonstrar de que forma a impossibilidade da diligência prejudicou seu direito à defesa, uma vez que os dados que embasaram a decisão impugnada no writ, conforme relatado pela Comissão Processante, não foram extraídos do microcomputador utilizado pelo recorrente, mas de consulta à base de dados e arquivos do SERPRO. Confira-se, a propósito, manifestação da Comissão Processante sobre a matéria: ‘2. Com relação aos pleitos formulados na mencionada manifestação: (...) 2.2. esclarecer ao acusado que o relatório de apuração especial elaborado pelo SERPRO tem por base a 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF consulta aos dados arquivados nos computadores de grande porte daquela pessoa jurídica, não tendo sido extraídos do microcomputador então utilizado pelo acusado, não havendo como possibilitar á defesa analisar o ‘corpo delito’, até porque, de corpo delito não se trata. A único providência possível seria a cópia das informações ali contidas, contendo os mesmos elementos constantes do relatório integrado aos autos às fls. 215/217, o que se mostraria de nenhuma valor para a instrução deste processo’. (eDOC 1, p. 453) Assim, não se pautando a acusação em dados obtidos daquele computador, não há que se falar em nulidade do processo por violação à ampla defesa e ao contraditório. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de não violar os princípios da ampla defesa e do contraditório o indeferimento de produção de provas, tendo em vista competir ao Relator do processo denegar pedidos impertinentes, protelatórios ou que não apresentem nenhuma contribuição ao esclarecimento dos fatos, nos termos do art. 162, § 2º, do RITCU; do art. 156, § 1º, da Lei 8.112/90 e do art. 38, § 2º, da Lei 9.784/99. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Inovação recursal. Impossibilidade. Indevida supressão de instância. Precedentes. Processo Administrativo Disciplinar. Indeferimento de pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Artigo 156, da Lei nº 8.112/90 e art. 38, § 2º, da Lei nº 9.784/99. Não ocorrência de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. Acórdão recorrido que não diverge do entendimento firmado na Suprema Corte. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido da impossibilidade de inovação do objeto do mandamus, em sede recursal ordinária, para 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF consulta aos dados arquivados nos computadores de grande porte daquela pessoa jurídica, não tendo sido extraídos do microcomputador então utilizado pelo acusado, não havendo como possibilitar á defesa analisar o ‘corpo delito’, até porque, de corpo delito não se trata. A único providência possível seria a cópia das informações ali contidas, contendo os mesmos elementos constantes do relatório integrado aos autos às fls. 215/217, o que se mostraria de nenhuma valor para a instrução deste processo’. (eDOC 1, p. 453) Assim, não se pautando a acusação em dados obtidos daquele computador, não há que se falar em nulidade do processo por violação à ampla defesa e ao contraditório. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de não violar os princípios da ampla defesa e do contraditório o indeferimento de produção de provas, tendo em vista competir ao Relator do processo denegar pedidos impertinentes, protelatórios ou que não apresentem nenhuma contribuição ao esclarecimento dos fatos, nos termos do art. 162, § 2º, do RITCU; do art. 156, § 1º, da Lei 8.112/90 e do art. 38, § 2º, da Lei 9.784/99. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Inovação recursal. Impossibilidade. Indevida supressão de instância. Precedentes. Processo Administrativo Disciplinar. Indeferimento de pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Artigo 156, da Lei nº 8.112/90 e art. 38, § 2º, da Lei nº 9.784/99. Não ocorrência de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. Acórdão recorrido que não diverge do entendimento firmado na Suprema Corte. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido da impossibilidade de inovação do objeto do mandamus, em sede recursal ordinária, para 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF incluir questões que não foram suscitadas na instância a quo. Precedentes. 2. A Lei nº 8.112/90, ao assegurar ao servidor o direito de produzir provas e contraprovas e formular quesitos (art. 156), prevê a possibilidade de o presidente da comissão denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Também a Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo, dispõe sobre a possibilidade de indeferimento motivado de produção de provas tidas por ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. 3. No caso dos autos, as diligências probatórias requeridas pelo ora recorrente no PAD foram recusadas mediante decisão devidamente fundamentada da comissão processante. A conclusão adotada pela instância a quo não diverge do entendimento da Suprema Corte, no sentido de que o indeferimento fundamentado, em processo administrativo disciplinar, do pedido de produção de provas consideradas impertinentes não acarreta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido’. (RMS 34.595-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, Dje 14.8.2017) Verifica-se, ademais, que o recorrente teve oportunizada ampla participação no processo administrativo, tendo indicado testemunhas (eDOC 1, pp. 437-446), chamado o feito à ordem para apontar supostas nulidades no processo (eDOC 1, pp. 469- 477), apresentado exceção de suspeição e impedimento em desfavor dos integrantes da Comissão (eDOC 1, pp. 505-509), e alegações finais ao indiciamento conclusivo da Comissão (eDOC 2, pp. 92-141). Nessas oportunidades foi conferido amplo acesso aos documentos e provas colhidos nos autos contra o recorrente, com fins à formulação de sua defesa. Os argumentos apresentados em suas razões foram detidamente considerados pela autoridade coatora, conforme se verifica do Relatório 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF incluir questões que não foram suscitadas na instância a quo. Precedentes. 2. A Lei nº 8.112/90, ao assegurar ao servidor o direito de produzir provas e contraprovas e formular quesitos (art. 156), prevê a possibilidade de o presidente da comissão denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Também a Lei nº 9.784/99, que regula o processo administrativo, dispõe sobre a possibilidade de indeferimento motivado de produção de provas tidas por ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. 3. No caso dos autos, as diligências probatórias requeridas pelo ora recorrente no PAD foram recusadas mediante decisão devidamente fundamentada da comissão processante. A conclusão adotada pela instância a quo não diverge do entendimento da Suprema Corte, no sentido de que o indeferimento fundamentado, em processo administrativo disciplinar, do pedido de produção de provas consideradas impertinentes não acarreta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido’. (RMS 34.595-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, Dje 14.8.2017) Verifica-se, ademais, que o recorrente teve oportunizada ampla participação no processo administrativo, tendo indicado testemunhas (eDOC 1, pp. 437-446), chamado o feito à ordem para apontar supostas nulidades no processo (eDOC 1, pp. 469- 477), apresentado exceção de suspeição e impedimento em desfavor dos integrantes da Comissão (eDOC 1, pp. 505-509), e alegações finais ao indiciamento conclusivo da Comissão (eDOC 2, pp. 92-141). Nessas oportunidades foi conferido amplo acesso aos documentos e provas colhidos nos autos contra o recorrente, com fins à formulação de sua defesa. Os argumentos apresentados em suas razões foram detidamente considerados pela autoridade coatora, conforme se verifica do Relatório 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF Conclusivo dos Trabalhos da Comissão (eDOC 2, pp. 179-334), a denotar a observância do devido processo legal pela autoridade coatora. VI – Da alegada desproporcionalidade da sanção aplicada. No que se refere à suscitada desproporcionalidade da pena aplicada, em razão da intenção do recorrente de preservar o erário de práticas ilegais, bem como pelos seus bons antecedentes funcionais, sublinho que o mandado de segurança não é meio processual adequado para a reforma da penalidade disciplinar imposta pelo Advogado-Geral da União, em processo conduzido pela Corregedoria-Geral da AGU, porquanto demandaria extensa dilação probatória. Isso porque a controvérsia sobre a matéria de fato suscitada pelo agravante revela a falta de liquidez necessária à configuração de situação amparável pela via estreita do mandado de segurança. Nesse sentido: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENALIDADE DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. A competência para a aplicação da sanção de cassação de aposentadoria é do Ministro responsável pela supervisão administrativa do órgão ao qual o servidor efetivo era vinculado, ainda que estivesse cedido no momento da prática dos atos ilícitos. 2. A aplicação da penalidade observou a previsão legal (art. 132, IV, VIII e X, e art. 134, ambos da Lei nº 8.112/1990). A análise da proporcionalidade da sanção demandaria o exame aprofundado do conjunto probatório e/ou produção de provas, o que não é admitido em sede de mandado de segurança. Precedentes. 3. Salvo em caso de prescrição, não é nulo o processo administrativo disciplinar apenas em virtude do decurso do prazo máximo para sua conclusão. 4. Agravo a que se nega 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Conclusivo dos Trabalhos da Comissão (eDOC 2, pp. 179-334), a denotar a observância do devido processo legal pela autoridade coatora. VI – Da alegada desproporcionalidade da sanção aplicada. No que se refere à suscitada desproporcionalidade da pena aplicada, em razão da intenção do recorrente de preservar o erário de práticas ilegais, bem como pelos seus bons antecedentes funcionais, sublinho que o mandado de segurança não é meio processual adequado para a reforma da penalidade disciplinar imposta pelo Advogado-Geral da União, em processo conduzido pela Corregedoria-Geral da AGU, porquanto demandaria extensa dilação probatória. Isso porque a controvérsia sobre a matéria de fato suscitada pelo agravante revela a falta de liquidez necessária à configuração de situação amparável pela via estreita do mandado de segurança. Nesse sentido: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENALIDADE DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. A competência para a aplicação da sanção de cassação de aposentadoria é do Ministro responsável pela supervisão administrativa do órgão ao qual o servidor efetivo era vinculado, ainda que estivesse cedido no momento da prática dos atos ilícitos. 2. A aplicação da penalidade observou a previsão legal (art. 132, IV, VIII e X, e art. 134, ambos da Lei nº 8.112/1990). A análise da proporcionalidade da sanção demandaria o exame aprofundado do conjunto probatório e/ou produção de provas, o que não é admitido em sede de mandado de segurança. Precedentes. 3. Salvo em caso de prescrição, não é nulo o processo administrativo disciplinar apenas em virtude do decurso do prazo máximo para sua conclusão. 4. Agravo a que se nega 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF provimento’. (RMS 34.944-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 17.11.2017); ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Inovação recursal. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Observância dos requisitos de dosimetria da pena. Sanção disciplinar aplicada com base nas circunstâncias objetivas do fato e nas circunstâncias subjetivas do infrator. Impossibilidade de exame de fatos e reavaliação de provas do feito administrativo em sede de mandado de segurança. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido da impossibilidade de inovação do objeto do mandamus, em sede recursal ordinária, para incluir questões que não foram suscitadas na instância a quo. Precedentes. 2. Foram consideradas, no caso, as circunstâncias objetivas do fato e as circunstâncias subjetivas do infrator, previstas no art. 128, caput, da Lei nº 8.112/90, para a aplicação ao agravante da sanção disciplinar de demissão, a qual se encontra devidamente fundamentada sob a legislação de regência. 3. Ausência de indícios de ilegalidade, tampouco de ofensa aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na dosimetria da penalidade aplicada, que enseje a nulidade da decisão tomada no processo administrativo disciplinar em questão. 4. Conclusão diversa da alcançada pela autoridade administrativa competente demandaria rediscussão de fatos e reexame de provas produzidas no âmbito do processo disciplinar, providência incompatível com o rito mandamental. 5. Agravo regimental não provido’. (RMS 34.701-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, Dje 11.9.2017) Nas razões deste agravo regimental, o recorrente retoma a argumentação expendida no recurso ordinário, que, em síntese, pode ser assim descrita, verbis: 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF provimento’. (RMS 34.944-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 17.11.2017); ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Inovação recursal. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Observância dos requisitos de dosimetria da pena. Sanção disciplinar aplicada com base nas circunstâncias objetivas do fato e nas circunstâncias subjetivas do infrator. Impossibilidade de exame de fatos e reavaliação de provas do feito administrativo em sede de mandado de segurança. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido da impossibilidade de inovação do objeto do mandamus, em sede recursal ordinária, para incluir questões que não foram suscitadas na instância a quo. Precedentes. 2. Foram consideradas, no caso, as circunstâncias objetivas do fato e as circunstâncias subjetivas do infrator, previstas no art. 128, caput, da Lei nº 8.112/90, para a aplicação ao agravante da sanção disciplinar de demissão, a qual se encontra devidamente fundamentada sob a legislação de regência. 3. Ausência de indícios de ilegalidade, tampouco de ofensa aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na dosimetria da penalidade aplicada, que enseje a nulidade da decisão tomada no processo administrativo disciplinar em questão. 4. Conclusão diversa da alcançada pela autoridade administrativa competente demandaria rediscussão de fatos e reexame de provas produzidas no âmbito do processo disciplinar, providência incompatível com o rito mandamental. 5. Agravo regimental não provido’. (RMS 34.701-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, Dje 11.9.2017) Nas razões deste agravo regimental, o recorrente retoma a argumentação expendida no recurso ordinário, que, em síntese, pode ser assim descrita, verbis: 18 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF “a) o AGU não possui competência para demitir Procurador da Fazenda Nacional, na medida em que não pode um decreto atribuir competência que a lei expressamente vedou; b) ocorreu a prescrição da pretensão punitiva na medida em que tanto o Corregedor, como a autoridade imediatamente superior, o Advogado Geral da União tiverem inequívoca ciência da irregularidade atribuída ao Agravante; c) o Presidente da Comissão era suspeito para presidir a Comissão de PAD, cujo relatório final sugeriu a demissão do Agravante. c) no caso vertente há inequívoca contaminação das provas, na medida em que as provas produzidas em PAD declarado nulo desde sua origem foram utilizadas na inculpação do Agravante; d) não se pretende na estrita via da presente ação o exame da suficiência do acervo probatório que deu causa a condenação do agravante, mas a decretação de violação ao devido processo legal, já que a prova que poderia inocentar o Agravante, qual seja, a perícia em seu computador, desapareceu no curso da apuração administrativa; e) na aplicação da sanção houve a violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade”; (eDOC 31, p. 5) Expostas essas ponderações, o recorrente requer o provimento do presente agravo para que seja reformada a decisão recorrida e levado a julgamento colegiado o recurso ordinário interposto. Em contrarrazões, a União manifesta-se pelo desprovimento do agravo com a consequente manutenção da decisão. (eDOC 36) Por petição de 27.4.2018, o agravante ainda pugna pela decretação da revelia e pelo julgamento antecipado da lide, alegando que a parte ex adversa ofertou as contrarrazões ao agravo interno intempestivamente. (eDOC 38) É o relatório. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF “a) o AGU não possui competência para demitir Procurador da Fazenda Nacional, na medida em que não pode um decreto atribuir competência que a lei expressamente vedou; b) ocorreu a prescrição da pretensão punitiva na medida em que tanto o Corregedor, como a autoridade imediatamente superior, o Advogado Geral da União tiverem inequívoca ciência da irregularidade atribuída ao Agravante; c) o Presidente da Comissão era suspeito para presidir a Comissão de PAD, cujo relatório final sugeriu a demissão do Agravante. c) no caso vertente há inequívoca contaminação das provas, na medida em que as provas produzidas em PAD declarado nulo desde sua origem foram utilizadas na inculpação do Agravante; d) não se pretende na estrita via da presente ação o exame da suficiência do acervo probatório que deu causa a condenação do agravante, mas a decretação de violação ao devido processo legal, já que a prova que poderia inocentar o Agravante, qual seja, a perícia em seu computador, desapareceu no curso da apuração administrativa; e) na aplicação da sanção houve a violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade”; (eDOC 31, p. 5) Expostas essas ponderações, o recorrente requer o provimento do presente agravo para que seja reformada a decisão recorrida e levado a julgamento colegiado o recurso ordinário interposto. Em contrarrazões, a União manifesta-se pelo desprovimento do agravo com a consequente manutenção da decisão. (eDOC 36) Por petição de 27.4.2018, o agravante ainda pugna pela decretação da revelia e pelo julgamento antecipado da lide, alegando que a parte ex adversa ofertou as contrarrazões ao agravo interno intempestivamente. (eDOC 38) É o relatório. 19 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do julgado. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o decisum e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, consigno que não assiste razão ao recorrente quanto à alegada incompetência do Advogado-Geral da União para aplicar a pena de demissão a integrante da carreira de Procurador da Fazenda Nacional em razão da vedação prevista no art. 4º, XV, da LC 73/93, verbis: “Art. 4º – São atribuições do Advogado-Geral da União: (...) XV – proferir decisão nas sindicâncias e nos processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral e aplicar penalidades, salvo a de demissão”. Como demonstrado na decisão ora impugnada, a realização do ato indicado como coator foi autorizada pelo Decreto 3.035/1999, pelo qual o Chefe do Executivo delegou ao Advogado-Geral da União a atribuição para julgar processos administrativos e aplicar penalidades, inclusive a de demissão, a servidores a ele subordinados ou vinculados. O referido Decreto teve por fundamento autorização constitucional expressa, contida no art. 84, VI, “a”, e XXV, parágrafo único, do texto constitucional. Transcrevo os referidos dispositivos: Constituição Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do julgado. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o decisum e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, consigno que não assiste razão ao recorrente quanto à alegada incompetência do Advogado-Geral da União para aplicar a pena de demissão a integrante da carreira de Procurador da Fazenda Nacional em razão da vedação prevista no art. 4º, XV, da LC 73/93, verbis: “Art. 4º – São atribuições do Advogado-Geral da União: (...) XV – proferir decisão nas sindicâncias e nos processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral e aplicar penalidades, salvo a de demissão”. Como demonstrado na decisão ora impugnada, a realização do ato indicado como coator foi autorizada pelo Decreto 3.035/1999, pelo qual o Chefe do Executivo delegou ao Advogado-Geral da União a atribuição para julgar processos administrativos e aplicar penalidades, inclusive a de demissão, a servidores a ele subordinados ou vinculados. O referido Decreto teve por fundamento autorização constitucional expressa, contida no art. 84, VI, “a”, e XXV, parágrafo único, do texto constitucional. Transcrevo os referidos dispositivos: Constituição Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) VI - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (...) XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; (...) Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações”. Decreto 3.035/1999 “Art. 1º Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgão da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos: I – julgar os processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores;” Conforme já esclarecido na decisão recorrida, o art. 84 da Constituição Federal confere ao Presidente da República a faculdade de delegar a competência prevista no inciso XXV do mesmo dispositivo aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) VI - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (...) XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; (...) Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações”. Decreto 3.035/1999 “Art. 1º Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgão da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos: I – julgar os processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores;” Conforme já esclarecido na decisão recorrida, o art. 84 da Constituição Federal confere ao Presidente da República a faculdade de delegar a competência prevista no inciso XXV do mesmo dispositivo aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF Nesse ponto, também restou consignado que esta Corte reconheceu a constitucionalidade do art. 1º, inciso I, do Decreto 3.035/1999, assentando que a competência para prover cargos públicos também abarca a de desprovê-los. Confira-se outro precedente, além daqueles já citados na decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL. PORTARIA DE INSTAURAÇÃO DO PAD. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE DO ÓRGÃO EM QUE OCORREU A INFRAÇÃO. NOMEAÇÃO DOS INTEGRANTES DA COMISSÃO PROCESSANTE APÓS A OCORRÊNCIA DO ILÍCITO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. REQUERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. INDEFERIMENTO FUNDAMENTADO. PREVISÃO LEGAL. ILIQUIDEZ DOS FATOS. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O art. 141, I, da Lei 8.112/1990, em consonância com o art. 84, XXV, da Lei Fundamental, predica que o Presidente da República é a autoridade competente para aplicar a penalidade de demissão a servidor vinculado ao Poder Executivo, sendo constitucional, nos termos do art. 84, parágrafo único, da Constituição, e do art. 1º, I, do Decreto 3.035/1999, a delegação aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União. Precedentes: RE 633009 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 27-09-2011; RMS 24194, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 07-10-2011; MS 25518, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 10- 08-2006, dentre outros. 2. In casu, a delegação de competência para a aplicação da sanção de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor restou incólume, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Nesse ponto, também restou consignado que esta Corte reconheceu a constitucionalidade do art. 1º, inciso I, do Decreto 3.035/1999, assentando que a competência para prover cargos públicos também abarca a de desprovê-los. Confira-se outro precedente, além daqueles já citados na decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL. PORTARIA DE INSTAURAÇÃO DO PAD. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE DO ÓRGÃO EM QUE OCORREU A INFRAÇÃO. NOMEAÇÃO DOS INTEGRANTES DA COMISSÃO PROCESSANTE APÓS A OCORRÊNCIA DO ILÍCITO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. REQUERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. INDEFERIMENTO FUNDAMENTADO. PREVISÃO LEGAL. ILIQUIDEZ DOS FATOS. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O art. 141, I, da Lei 8.112/1990, em consonância com o art. 84, XXV, da Lei Fundamental, predica que o Presidente da República é a autoridade competente para aplicar a penalidade de demissão a servidor vinculado ao Poder Executivo, sendo constitucional, nos termos do art. 84, parágrafo único, da Constituição, e do art. 1º, I, do Decreto 3.035/1999, a delegação aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União. Precedentes: RE 633009 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 27-09-2011; RMS 24194, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 07-10-2011; MS 25518, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 10- 08-2006, dentre outros. 2. In casu, a delegação de competência para a aplicação da sanção de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor restou incólume, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF na medida em que a imposição da penalidade máxima decorreu de ato do Ministro de Estado da Justiça. 3. (...)”. (RMS-AgR 32.811, Rel. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.10.2016, grifo nosso). Assim, entende-se ser possível ao Advogado-Geral da União, com fundamento no Decreto 3.035/1999, aplicar a pena de demissão a servidores vinculados à AGU. Outrossim, não merece acolhimento a argumentação de que houve, por via transversa, a declaração de inconstitucionalidade do art. 4º, XV, da LC 73/1999, sem observância do princípio da reserva do Plenário (Súmula Vinculante 10). Anoto que não é o fato de as decisões judiciais não terem aplicado o art. 4º, XV, da LC 73/1993 (eDOC 31, p. 24), tampouco o advento do Decreto 3.035/1999, com a subsequente declaração de sua constitucionalidade por esta Corte, que tornam a referida lei complementar inconstitucional. Na decisão ora recorrida, afirmei que a LC 73/1993 condiz com o texto da Constituição porque, de fato, ao Advogado-Geral da União não pode ser conferida atribuição inserta na competência privativa do Presidente da República (art. 84, XXV) por meio de lei. É dizer assim que, sob essa ótica, a LC 73/1993 não se encontra contaminada por vício constitucional. A superveniência do Decreto 3.035/1999, por sua vez, não tem o condão de gerar a inconstitucionalidade apontada porque apenas torna ineficaz a vedação prevista no inciso XV do art. 4º, enquanto vigente a delegação fundada na autorização prevista no parágrafo único do art. 84 da Constituição. Deve-se ressaltar que essa delegação é mera faculdade do Chefe do Poder Executivo, que, a qualquer momento, pode revogá-la se resolver recobrar sua competência. O citado decreto, portanto não derroga a LC 73/1993, que, conforme exposto acima, em vez de estar em conflito com a norma constitucional, está com ela condizente, ao não permitir que o Advogado-Geral da União exerça competência privativa do Presidente da República. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF na medida em que a imposição da penalidade máxima decorreu de ato do Ministro de Estado da Justiça. 3. (...)”. (RMS-AgR 32.811, Rel. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.10.2016, grifo nosso). Assim, entende-se ser possível ao Advogado-Geral da União, com fundamento no Decreto 3.035/1999, aplicar a pena de demissão a servidores vinculados à AGU. Outrossim, não merece acolhimento a argumentação de que houve, por via transversa, a declaração de inconstitucionalidade do art. 4º, XV, da LC 73/1999, sem observância do princípio da reserva do Plenário (Súmula Vinculante 10). Anoto que não é o fato de as decisões judiciais não terem aplicado o art. 4º, XV, da LC 73/1993 (eDOC 31, p. 24), tampouco o advento do Decreto 3.035/1999, com a subsequente declaração de sua constitucionalidade por esta Corte, que tornam a referida lei complementar inconstitucional. Na decisão ora recorrida, afirmei que a LC 73/1993 condiz com o texto da Constituição porque, de fato, ao Advogado-Geral da União não pode ser conferida atribuição inserta na competência privativa do Presidente da República (art. 84, XXV) por meio de lei. É dizer assim que, sob essa ótica, a LC 73/1993 não se encontra contaminada por vício constitucional. A superveniência do Decreto 3.035/1999, por sua vez, não tem o condão de gerar a inconstitucionalidade apontada porque apenas torna ineficaz a vedação prevista no inciso XV do art. 4º, enquanto vigente a delegação fundada na autorização prevista no parágrafo único do art. 84 da Constituição. Deve-se ressaltar que essa delegação é mera faculdade do Chefe do Poder Executivo, que, a qualquer momento, pode revogá-la se resolver recobrar sua competência. O citado decreto, portanto não derroga a LC 73/1993, que, conforme exposto acima, em vez de estar em conflito com a norma constitucional, está com ela condizente, ao não permitir que o Advogado-Geral da União exerça competência privativa do Presidente da República. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF Saliento que, na hipótese de revogação do Decreto 3.035/1999, o art. 4º, XV, da LC 73/1993, terá restaurada a sua eficácia que, no período de vigência da delegação, permanece paralisada por força do uso da prerrogativa constitucional conferida ao Chefe do Poder Executivo. Assim, a questão não envolve a declaração de inconstitucionalidade da LC 73/1993, até porque este diploma legal somente seria inconstitucional (quanto ao aspecto ora analisado) se sofresse alteração que autorizasse o Advogado-Geral da União a praticar o ato demissório, de competência privativa do Presidente da República, pois, em tal hipótese, sim, estaria em confronto com o art. 84, XXV, da Constituição, sendo indiferente a vigência ou não do Decreto 3.035/1999. No que tange a alegação de prescrição da pretensão punitiva, também não assiste razão ao recorrente. Conforme exposto no julgado ora recorrido, esta Corte, à luz do art. 142, § 2º, da Lei 8.112/1990, firmou orientação no sentido de que basta a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei penal no processo administrativo disciplinar. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA EVIDENCIADA. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PARA COMPLEMENTAR AS RAZÕES. INTELIGÊNCIA DO ART. 1.024, § 3º, DO CPC. MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ATO DO CNMP. CONDUTA QUE CARACTERIZA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA E PENAL. LEGITIMIDADE DA APLICAÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL DA LEI PENAL, INDEPENDENTEMENTE, DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO NA ESFERA CRIMINAL. OBSERVÂNCIA AO ART. 244, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LC 75/93. PRECEDENTES. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE NA VIA MANDAMENTAL. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Saliento que, na hipótese de revogação do Decreto 3.035/1999, o art. 4º, XV, da LC 73/1993, terá restaurada a sua eficácia que, no período de vigência da delegação, permanece paralisada por força do uso da prerrogativa constitucional conferida ao Chefe do Poder Executivo. Assim, a questão não envolve a declaração de inconstitucionalidade da LC 73/1993, até porque este diploma legal somente seria inconstitucional (quanto ao aspecto ora analisado) se sofresse alteração que autorizasse o Advogado-Geral da União a praticar o ato demissório, de competência privativa do Presidente da República, pois, em tal hipótese, sim, estaria em confronto com o art. 84, XXV, da Constituição, sendo indiferente a vigência ou não do Decreto 3.035/1999. No que tange a alegação de prescrição da pretensão punitiva, também não assiste razão ao recorrente. Conforme exposto no julgado ora recorrido, esta Corte, à luz do art. 142, § 2º, da Lei 8.112/1990, firmou orientação no sentido de que basta a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei penal no processo administrativo disciplinar. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA EVIDENCIADA. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PARA COMPLEMENTAR AS RAZÕES. INTELIGÊNCIA DO ART. 1.024, § 3º, DO CPC. MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ATO DO CNMP. CONDUTA QUE CARACTERIZA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA E PENAL. LEGITIMIDADE DA APLICAÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL DA LEI PENAL, INDEPENDENTEMENTE, DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO NA ESFERA CRIMINAL. OBSERVÂNCIA AO ART. 244, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LC 75/93. PRECEDENTES. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE NA VIA MANDAMENTAL. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO, AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (MS-ED 35.631, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 26.11.2018) “MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. DECRETAÇÃO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DISCIPLINAR CONTRA MAGISTRADA. PRAZO PRESCRICIONAL COMPUTADO CONSOANTE O ART. 142 DA LEI 8.112/1990. CONDUTA TIPIFICADA COMO CRIME. ALEGADA DESCONFORMIDADE COM ORDENAMENTO JURÍDICO E A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATUAÇÃO COMO CUSTOS LEGIS. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. PRECEDENTE. MANDADO DE SEGURANÇA NÃO CONHECIDO”. (MS 33.736, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 23.8.2017) No caso dos autos, constata-se que a infração disciplinar objeto do processo administrativo disciplinar instaurado pelo Corregedor-Geral da União para apurar a responsabilidade do impetrante também se qualifica como delito penal, o que atrai a aplicação do prazo prescricional diferenciado. Rememoro, quanto ao ponto, a decisão agravada: “Analisando os fatos descritos no recurso, verifica-se que as condutas imputadas ao impetrante podem ser enquadradas, em tese, no art. 325, § 2º, do Código Penal – ao qual me reporto genericamente, tendo em vista que a apreciação da questão ora em comento não adentra a seara do Direito Penal –, que prevê configurar crime de violação de sigilo funcional a seguinte conduta: ‘Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar- lhe a revelação: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO, AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (MS-ED 35.631, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 26.11.2018) “MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. DECRETAÇÃO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DISCIPLINAR CONTRA MAGISTRADA. PRAZO PRESCRICIONAL COMPUTADO CONSOANTE O ART. 142 DA LEI 8.112/1990. CONDUTA TIPIFICADA COMO CRIME. ALEGADA DESCONFORMIDADE COM ORDENAMENTO JURÍDICO E A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATUAÇÃO COMO CUSTOS LEGIS. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. PRECEDENTE. MANDADO DE SEGURANÇA NÃO CONHECIDO”. (MS 33.736, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 23.8.2017) No caso dos autos, constata-se que a infração disciplinar objeto do processo administrativo disciplinar instaurado pelo Corregedor-Geral da União para apurar a responsabilidade do impetrante também se qualifica como delito penal, o que atrai a aplicação do prazo prescricional diferenciado. Rememoro, quanto ao ponto, a decisão agravada: “Analisando os fatos descritos no recurso, verifica-se que as condutas imputadas ao impetrante podem ser enquadradas, em tese, no art. 325, § 2º, do Código Penal – ao qual me reporto genericamente, tendo em vista que a apreciação da questão ora em comento não adentra a seara do Direito Penal –, que prevê configurar crime de violação de sigilo funcional a seguinte conduta: ‘Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar- lhe a revelação: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF se o fato não constitui crime mais grave. § 1º Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (…) II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2º Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. Esse delito, na forma qualificada do parágrafo 2º, prescreve pena máxima in abstracto de seis anos, motivo pelo qual a prescrição a ser aplicada aos atos analisados pela decisão impugnada poderá se dar em doze anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal. (…) Dessa forma, considerando a possibilidade de aplicação do prazo prescricional de doze anos às condutas imputadas ao impetrante, deve ser afastada a configuração da prescrição da pretensão punitiva do Estado na esfera administrativa, mormente porque, ainda que se considere a data de 22.10.2003 como o termo a quo do conhecimento dos fatos pela Administração – como requer o recorrente –, a prescrição, ainda assim, não teria se operado”. (eDOC 28, p. 11/12) - grifo nosso Assim, é indiferente o argumento de que o agravante “nunca foi indiciado, denunciado ou muito menos condenado por qualquer crime, em especial aquele capitulado no art. 325 do Código Penal”, uma vez que a jurisprudência firmou-se no sentido de ser irrelevante a instauração de processo penal a respeito da caracterização de crimes pelas infrações administrativas imputadas ao impetrante, para fins de cálculo da prescrição, ressalvadas as hipóteses de reconhecimento, na esfera penal, da inexistência do fato ou negativa de autoria. Cito, a propósito, os julgados a seguir: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REGÊNCIA: CPC/1973. AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. IMPROBIDADE 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF se o fato não constitui crime mais grave. § 1º Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (…) II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2º Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. Esse delito, na forma qualificada do parágrafo 2º, prescreve pena máxima in abstracto de seis anos, motivo pelo qual a prescrição a ser aplicada aos atos analisados pela decisão impugnada poderá se dar em doze anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal. (…) Dessa forma, considerando a possibilidade de aplicação do prazo prescricional de doze anos às condutas imputadas ao impetrante, deve ser afastada a configuração da prescrição da pretensão punitiva do Estado na esfera administrativa, mormente porque, ainda que se considere a data de 22.10.2003 como o termo a quo do conhecimento dos fatos pela Administração – como requer o recorrente –, a prescrição, ainda assim, não teria se operado”. (eDOC 28, p. 11/12) - grifo nosso Assim, é indiferente o argumento de que o agravante “nunca foi indiciado, denunciado ou muito menos condenado por qualquer crime, em especial aquele capitulado no art. 325 do Código Penal”, uma vez que a jurisprudência firmou-se no sentido de ser irrelevante a instauração de processo penal a respeito da caracterização de crimes pelas infrações administrativas imputadas ao impetrante, para fins de cálculo da prescrição, ressalvadas as hipóteses de reconhecimento, na esfera penal, da inexistência do fato ou negativa de autoria. Cito, a propósito, os julgados a seguir: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REGÊNCIA: CPC/1973. AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. IMPROBIDADE 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF ADMINISTRATIVA E INDIGNIDADE NA FUNÇÃO PÚBLICA. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPITULADA COMO CRIME: PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEI PENAL. PRECEDENTES. INDEPENDÊNCIA RELATIVA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA: ATO VINCULADO. PRECEDENTES. CONSTITUCIONALIDADE DA PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA (ART. 134 DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA DESPROVIDO”. (RMS 33.937, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 21.11.2016); “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CONDUTA TAMBÉM TIPIFICADA COMO CRIME. PRAZO PRESCRICIONAL. 1. Capitulada a infração administrativa como crime, o prazo prescricional da respectiva ação disciplinar tem por parâmetro o estabelecido na lei penal (art. 109 do CP), conforme determina o art. 142, § 2º, da Lei nº 8.112/1990, independentemente da instauração de ação penal. Precedente: MS 24.013, Rel. para o acórdão Min. Sepúlveda Pertence. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RMS-AgR 31.506, Rel. Min. Roberto Barroso, Pleno, DJe 26.3.2015) Dessa forma, sendo necessária apenas a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei criminal, não prospera o recurso, no ponto. Nesse diapasão, as infrações administrativas imputadas ao recorrente podem ser capituladas como crime de violação de sigilo funcional, pela divulgação de dados de terceiro protegidos por sigilo fiscal, aos quais teve acesso pela utilização indevida de sistema no 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF ADMINISTRATIVA E INDIGNIDADE NA FUNÇÃO PÚBLICA. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPITULADA COMO CRIME: PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEI PENAL. PRECEDENTES. INDEPENDÊNCIA RELATIVA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA: ATO VINCULADO. PRECEDENTES. CONSTITUCIONALIDADE DA PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA (ART. 134 DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA DESPROVIDO”. (RMS 33.937, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 21.11.2016); “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CONDUTA TAMBÉM TIPIFICADA COMO CRIME. PRAZO PRESCRICIONAL. 1. Capitulada a infração administrativa como crime, o prazo prescricional da respectiva ação disciplinar tem por parâmetro o estabelecido na lei penal (art. 109 do CP), conforme determina o art. 142, § 2º, da Lei nº 8.112/1990, independentemente da instauração de ação penal. Precedente: MS 24.013, Rel. para o acórdão Min. Sepúlveda Pertence. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RMS-AgR 31.506, Rel. Min. Roberto Barroso, Pleno, DJe 26.3.2015) Dessa forma, sendo necessária apenas a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei criminal, não prospera o recurso, no ponto. Nesse diapasão, as infrações administrativas imputadas ao recorrente podem ser capituladas como crime de violação de sigilo funcional, pela divulgação de dados de terceiro protegidos por sigilo fiscal, aos quais teve acesso pela utilização indevida de sistema no 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF exercício de sua função, resultando, ainda, em danos à Administração ou a outrem (art. 325, § 1º, II e § 2º, do Código Penal). O referido delito prevê a pena máxima in abstrato de seis anos, motivo pelo qual o prazo prescricional a ser aplicado à infração administrativa é de 12 (doze) anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal, c/c art. 142, § 2º, da Lei 8.112/93 e art. 2º da Lei 9.873/99. Assim, tendo em vista que a contagem do prazo prescricional da pretensão sancionatória da Administração começa a contar do conhecimento da irregularidade no serviço público pela autoridade competente para instaurar o processo administrativo disciplinar, nos termos do art. 143, da Lei 8.112/93, c/c art. 5º, III e VI, da LC 73/93, não houve o decurso do referido prazo, no caso em questão. Sublinhe-se, quanto à suscitada alegação de vedação ao princípio da não surpresa pela aplicação do art. 142, § 2º, da Lei 8.112/1990 ao caso ora em análise, que a expressão “fundamento”, contida no art. 10 do CPC/2015, diz respeito ao fundamento jurídico em que se baseia a pretensão ou a defesa e que possa influenciar o julgamento da causa, o que não se confunde com o dispositivo legal aplicável aos fatos já debatidos nos autos. A propósito, cito lição de Vicente Greco Filho: "O fato e o fundamento jurídico do pedido são a causa de pedir, na expressão latina, a causa petendi. Antes de mais nada é preciso observar que o fundamento jurídico é diferente do fundamento legal; este é a indicação (facultativa, porque o juiz conhece o direito) dos dispositivos legais a serem aplicados para que seja decretada a procedência da ação; aquele (que é de descrição essencial) refere-se à relação jurídica e fato contrário do réu que vai justificar o pedido de tutela jurisdicional". (Direito Processual Civil Brasileiro, 2º Volume, 22ª ed., pg. 136). Conforme exposto, o referido princípio não impõe ao magistrado que sinalize à parte o dispositivo legal passível de aplicação ao caso concreto, ou mesmo deixe de aplicar a norma porque as partes, ao debaterem o tema, não o suscitaram em suas peças processuais. Isso 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF exercício de sua função, resultando, ainda, em danos à Administração ou a outrem (art. 325, § 1º, II e § 2º, do Código Penal). O referido delito prevê a pena máxima in abstrato de seis anos, motivo pelo qual o prazo prescricional a ser aplicado à infração administrativa é de 12 (doze) anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal, c/c art. 142, § 2º, da Lei 8.112/93 e art. 2º da Lei 9.873/99. Assim, tendo em vista que a contagem do prazo prescricional da pretensão sancionatória da Administração começa a contar do conhecimento da irregularidade no serviço público pela autoridade competente para instaurar o processo administrativo disciplinar, nos termos do art. 143, da Lei 8.112/93, c/c art. 5º, III e VI, da LC 73/93, não houve o decurso do referido prazo, no caso em questão. Sublinhe-se, quanto à suscitada alegação de vedação ao princípio da não surpresa pela aplicação do art. 142, § 2º, da Lei 8.112/1990 ao caso ora em análise, que a expressão “fundamento”, contida no art. 10 do CPC/2015, diz respeito ao fundamento jurídico em que se baseia a pretensão ou a defesa e que possa influenciar o julgamento da causa, o que não se confunde com o dispositivo legal aplicável aos fatos já debatidos nos autos. A propósito, cito lição de Vicente Greco Filho: "O fato e o fundamento jurídico do pedido são a causa de pedir, na expressão latina, a causa petendi. Antes de mais nada é preciso observar que o fundamento jurídico é diferente do fundamento legal; este é a indicação (facultativa, porque o juiz conhece o direito) dos dispositivos legais a serem aplicados para que seja decretada a procedência da ação; aquele (que é de descrição essencial) refere-se à relação jurídica e fato contrário do réu que vai justificar o pedido de tutela jurisdicional". (Direito Processual Civil Brasileiro, 2º Volume, 22ª ed., pg. 136). Conforme exposto, o referido princípio não impõe ao magistrado que sinalize à parte o dispositivo legal passível de aplicação ao caso concreto, ou mesmo deixe de aplicar a norma porque as partes, ao debaterem o tema, não o suscitaram em suas peças processuais. Isso 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF porque o conhecimento geral da lei é presumido (art. 3º, LICC), e são os fatos da causa que são submetidos a contraditório, não o ordenamento jurídico. Conforme se verifica das peças processuais juntadas pelas partes, houve ampla discussão nos autos a respeito da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, e, portanto, a aplicação da legislação em vigor e da jurisprudência desta Corte quanto ao tema não traz qualquer novidade para as partes nem ofende o princípio em questão. Quanto à alegação de suspeição e impedimento do Presidente da Comissão Processante, não restou comprovada a ocorrência da parcialidade suscitada, a ensejar a nulidade do ato impugnado, conforme exige a jurisprudência desta Corte. A propósito, confira-se mais outro precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. QUEBRA DE SIGILO FISCAL DE CONTRIBUINTE. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO E AUSÊNCIA DE PROVAS DA PRÁTICA DA INFRAÇÃO IMPUTADA. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Suspeição da comissão de processo administrativo não demonstrada. Inexistência de ato ou manifestação que evidencie atitude tendenciosa de seus membros. 2. A ausência de intimação do resultado do relatório final da comissão de processo administrativo não caracteriza afronta ao contraditório e à ampla defesa quando o servidor se defendeu ao longo de todo o processo administrativo. Precedentes. 3. O indeferimento motivado de pedido de prova testemunhal formulado após o término da instrução do processo administrativo não caracteriza cerceamento de defesa. Art. 156, §§1º e 2º, da Lei n. 8.112/1990. 4. Existência de provas suficientes da participação do servidor na quebra do sigilo fiscal de contribuinte e no compartilhamento indevido de sua senha pessoal de acesso aos sistemas do Ministério da Fazenda. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF porque o conhecimento geral da lei é presumido (art. 3º, LICC), e são os fatos da causa que são submetidos a contraditório, não o ordenamento jurídico. Conforme se verifica das peças processuais juntadas pelas partes, houve ampla discussão nos autos a respeito da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, e, portanto, a aplicação da legislação em vigor e da jurisprudência desta Corte quanto ao tema não traz qualquer novidade para as partes nem ofende o princípio em questão. Quanto à alegação de suspeição e impedimento do Presidente da Comissão Processante, não restou comprovada a ocorrência da parcialidade suscitada, a ensejar a nulidade do ato impugnado, conforme exige a jurisprudência desta Corte. A propósito, confira-se mais outro precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. QUEBRA DE SIGILO FISCAL DE CONTRIBUINTE. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO E AUSÊNCIA DE PROVAS DA PRÁTICA DA INFRAÇÃO IMPUTADA. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Suspeição da comissão de processo administrativo não demonstrada. Inexistência de ato ou manifestação que evidencie atitude tendenciosa de seus membros. 2. A ausência de intimação do resultado do relatório final da comissão de processo administrativo não caracteriza afronta ao contraditório e à ampla defesa quando o servidor se defendeu ao longo de todo o processo administrativo. Precedentes. 3. O indeferimento motivado de pedido de prova testemunhal formulado após o término da instrução do processo administrativo não caracteriza cerceamento de defesa. Art. 156, §§1º e 2º, da Lei n. 8.112/1990. 4. Existência de provas suficientes da participação do servidor na quebra do sigilo fiscal de contribuinte e no compartilhamento indevido de sua senha pessoal de acesso aos sistemas do Ministério da Fazenda. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF 5. Recurso ordinário ao qual se nega provimento”. (RMS 30.881, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 29.10.2012) – grifo nosso Ademais, esclareço que a emissão de juízo de valor a viciar a parcialidade do julgador não diz respeito à manifestação proferida no curso do processo com objeto diverso daquele investigado nos autos, pois ao membro da comissão processante, no exercício de seu mister, impõe- se o ônus de concluir objetivamente pela acusação ou pela inocência do acusado ao final da apuração dos fatos. Reafirmo, ainda, que não houve manifestação do membro da comissão acerca dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, contra o impetrante, quando integrou a Comissão de julgamento do PAD 00406.000368/2004-47, instaurado para investigações de condutas atribuídas a outro servidor. Não ocorreu, também, a participação do Presidente da Comissão como perito, testemunha ou representante das partes nos autos do processo. Assim registrei no julgado ora impugnado: “Sublinho, ademais, que o simples conhecimento, pelo Presidente da Comissão, dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, instaurado contra o recorrente, em razão de ter integrado também a Comissão Processante do PAD 00406.000368/2004-47, aberto para apuração de condutas cometidas por outro servidor – desde que não tenha emitido juízo de valor sobre os fatos ora analisados –, não enseja o impedimento previsto no art. 18, II, da Lei 9.784/99, uma vez que não houve participação do Presidente da Comissão ora impugnado como perito, testemunha ou representante das partes naqueles autos”.(eDOC 28, p. 17) – grifo nosso Também restou assentado naquela decisão não estar configurada a suspeição do servidor com fundamento no art. 20 da Lei 9.784/1999, por não ter sido demonstrada a existência de “amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau”. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF 5. Recurso ordinário ao qual se nega provimento”. (RMS 30.881, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 29.10.2012) – grifo nosso Ademais, esclareço que a emissão de juízo de valor a viciar a parcialidade do julgador não diz respeito à manifestação proferida no curso do processo com objeto diverso daquele investigado nos autos, pois ao membro da comissão processante, no exercício de seu mister, impõe- se o ônus de concluir objetivamente pela acusação ou pela inocência do acusado ao final da apuração dos fatos. Reafirmo, ainda, que não houve manifestação do membro da comissão acerca dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, contra o impetrante, quando integrou a Comissão de julgamento do PAD 00406.000368/2004-47, instaurado para investigações de condutas atribuídas a outro servidor. Não ocorreu, também, a participação do Presidente da Comissão como perito, testemunha ou representante das partes nos autos do processo. Assim registrei no julgado ora impugnado: “Sublinho, ademais, que o simples conhecimento, pelo Presidente da Comissão, dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, instaurado contra o recorrente, em razão de ter integrado também a Comissão Processante do PAD 00406.000368/2004-47, aberto para apuração de condutas cometidas por outro servidor – desde que não tenha emitido juízo de valor sobre os fatos ora analisados –, não enseja o impedimento previsto no art. 18, II, da Lei 9.784/99, uma vez que não houve participação do Presidente da Comissão ora impugnado como perito, testemunha ou representante das partes naqueles autos”.(eDOC 28, p. 17) – grifo nosso Também restou assentado naquela decisão não estar configurada a suspeição do servidor com fundamento no art. 20 da Lei 9.784/1999, por não ter sido demonstrada a existência de “amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau”. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF No que diz respeito ao argumento de que as provas do PAD, objeto do mandado de segurança, estavam viciadas em decorrência da anulação dos processos administrativos disciplinares instaurados anteriormente, melhor sorte não ampara o agravante. Conforme consignei na decisão agravada, desde que as provas produzidas em processos que vieram a ser anulados não sejam produzidas por meios ilícitos (art. 30 da Lei 9784/1999), não há impedimento de aproveitamento em outra instrução processual. Na espécie, os vícios causadores da anulação levada a efeito nos autos dos PADs 10951.001133/2003-69 e 000406.000369/2004-91 não contaminaram o processo no qual o agravante foi apenado, tendo em vista que tais anulações tiveram por fundamento o reconhecimento da incompetência da autoridade instauradora do processo e o impedimento de dois integrantes da Comissão processante, respectivamente. Dessa forma, não tendo as decisões anulatórias afetado as provas produzidas na instrução dos referidos processos administrativos, não há se falar em nulidade do seu aproveitamento nos autos do PAD 00406.003398/2008-39. Sobre o tema, a jurisprudência desta Corte já solidificou o entendimento de que não há ilegalidade na utilização das provas de um processo em outro, desde que observados os corolários do devido processo legal. Cito outro precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS-CORPUS. DENÚNCIA: ADITAMENTO. FALTA DE INTIMAÇÃO. DECISÃO DO STF NO SENTIDO DE SANAR-SE O VÍCIO. DESCUMPRIMENTO. IMPROCEDÊNCIA. DILIGÊNCIAS. POSTERGAÇÃO. CONVENIÊNCIA DO RELATOR. APROVEITAMENTO DA INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA TOMADA EM OUTRO PROCESSO. CONEXÃO PROBATÓRIA. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA RECEBER DENÚNCIA CONTRA PREFEITO. LEI 8.658/93. 1. Decisão do Supremo Tribunal Federal proferida em habeas- corpus para determinar a intimação do paciente a fim de 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF No que diz respeito ao argumento de que as provas do PAD, objeto do mandado de segurança, estavam viciadas em decorrência da anulação dos processos administrativos disciplinares instaurados anteriormente, melhor sorte não ampara o agravante. Conforme consignei na decisão agravada, desde que as provas produzidas em processos que vieram a ser anulados não sejam produzidas por meios ilícitos (art. 30 da Lei 9784/1999), não há impedimento de aproveitamento em outra instrução processual. Na espécie, os vícios causadores da anulação levada a efeito nos autos dos PADs 10951.001133/2003-69 e 000406.000369/2004-91 não contaminaram o processo no qual o agravante foi apenado, tendo em vista que tais anulações tiveram por fundamento o reconhecimento da incompetência da autoridade instauradora do processo e o impedimento de dois integrantes da Comissão processante, respectivamente. Dessa forma, não tendo as decisões anulatórias afetado as provas produzidas na instrução dos referidos processos administrativos, não há se falar em nulidade do seu aproveitamento nos autos do PAD 00406.003398/2008-39. Sobre o tema, a jurisprudência desta Corte já solidificou o entendimento de que não há ilegalidade na utilização das provas de um processo em outro, desde que observados os corolários do devido processo legal. Cito outro precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS-CORPUS. DENÚNCIA: ADITAMENTO. FALTA DE INTIMAÇÃO. DECISÃO DO STF NO SENTIDO DE SANAR-SE O VÍCIO. DESCUMPRIMENTO. IMPROCEDÊNCIA. DILIGÊNCIAS. POSTERGAÇÃO. CONVENIÊNCIA DO RELATOR. APROVEITAMENTO DA INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA TOMADA EM OUTRO PROCESSO. CONEXÃO PROBATÓRIA. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA RECEBER DENÚNCIA CONTRA PREFEITO. LEI 8.658/93. 1. Decisão do Supremo Tribunal Federal proferida em habeas- corpus para determinar a intimação do paciente a fim de 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF oferecer resposta ao primeiro aditamento à denúncia. Alegação de descumprimento: Improcedência. Intimação do segundo aditamento, que englobou o primeiro e ratificou os termos da acusação original. Garantia da ampla defesa. 2. Pedido de diligências. Conveniência do relator em adiar a sua realização para momento oportuno. Decisão com base na complexidade dos autos e na constatação da necessidade de produção de outras provas. Matéria que escapa ao rito do habeas-corpus. 3. Conexão probatória. Aproveitamento da inquirição de testemunha tomada em processo diverso. Possibilidade, ficando a critério do julgador o exame e valoração da prova, assim como a faculdade de deferir ou não o pedido de reunião de processos, consoante dispõe o artigo 80 do Código de Processo Penal. 3.1 Hipótese, ademais, em que há sentença na ação penal conexa. Reunião que se mostra possível apenas para efeito de unificação de penas, se houver condenação no segundo processo (CPP, artigo 82). 4. Incompetência do relator para receber a denúncia contra o paciente. Alegação improcedente, tendo-se em vista que o ato foi realizado em 11.12.92, anteriormente à vigência da Lei 8.658, de 26.05.93, que estendeu aos tribunais de segundo grau os procedimentos da Lei 8.038/90, que determina seja a peça acusatória recebida pelo Colegiado. 4.1 O recorrente foi devidamente notificado do novo aditamento, cujo recebimento pelo Tribunal se deu em 22.04.97, já de conformidade com a Lei 8.038/90. Ordem denegada”. (RHC 81.922, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.8.2003) – grifo nosso Quanto à arguição de violação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência, o agravante, em resumo, insiste na tese de que a realização da perícia no microcomputador de seu uso seria elemento essencial para a própria acusação, uma vez que as provas coligidas na instrução do PAD teriam se dado a partir de vestígios no corpo delito referente ao microcomputador. Contudo, entendo sem razão o recorrente. Conforme assentado na decisão recorrida, o agravante não demonstrou de que forma a impossibilidade da elaboração de perícia no 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF oferecer resposta ao primeiro aditamento à denúncia. Alegação de descumprimento: Improcedência. Intimação do segundo aditamento, que englobou o primeiro e ratificou os termos da acusação original. Garantia da ampla defesa. 2. Pedido de diligências. Conveniência do relator em adiar a sua realização para momento oportuno. Decisão com base na complexidade dos autos e na constatação da necessidade de produção de outras provas. Matéria que escapa ao rito do habeas-corpus. 3. Conexão probatória. Aproveitamento da inquirição de testemunha tomada em processo diverso. Possibilidade, ficando a critério do julgador o exame e valoração da prova, assim como a faculdade de deferir ou não o pedido de reunião de processos, consoante dispõe o artigo 80 do Código de Processo Penal. 3.1 Hipótese, ademais, em que há sentença na ação penal conexa. Reunião que se mostra possível apenas para efeito de unificação de penas, se houver condenação no segundo processo (CPP, artigo 82). 4. Incompetência do relator para receber a denúncia contra o paciente. Alegação improcedente, tendo-se em vista que o ato foi realizado em 11.12.92, anteriormente à vigência da Lei 8.658, de 26.05.93, que estendeu aos tribunais de segundo grau os procedimentos da Lei 8.038/90, que determina seja a peça acusatória recebida pelo Colegiado. 4.1 O recorrente foi devidamente notificado do novo aditamento, cujo recebimento pelo Tribunal se deu em 22.04.97, já de conformidade com a Lei 8.038/90. Ordem denegada”. (RHC 81.922, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.8.2003) – grifo nosso Quanto à arguição de violação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência, o agravante, em resumo, insiste na tese de que a realização da perícia no microcomputador de seu uso seria elemento essencial para a própria acusação, uma vez que as provas coligidas na instrução do PAD teriam se dado a partir de vestígios no corpo delito referente ao microcomputador. Contudo, entendo sem razão o recorrente. Conforme assentado na decisão recorrida, o agravante não demonstrou de que forma a impossibilidade da elaboração de perícia no 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF microcomputador prejudicou o seu direito à defesa e o que ele pretendia provar com a referida dilação probatória, limitando-se a afirmar que o objeto de instauração do PAD baseava-se na afirmação de utilização indevida do referido aparelho. No entanto, verifica-se que a imputação que recaiu sobre o agravante não se baseou em dados obtidos no citado equipamento, mas sim em relatório elaborado pelo SERPRO, com base em dados arquivados nos computadores de grande porte daquela pessoa jurídica. Nesses termos, não tendo os dados que embasaram a acusação sido extraídos do microcomputador então utilizado pelo acusado, não prospera a alegação de nulidade do processo por violação à ampla defesa e ao contraditório. Ademais, toda a instrução probatória foi acompanhada pelo acusado, com amplo acesso aos documentos e provas colhidos nos autos, com fins à formulação de sua defesa, sem restrição de qualquer natureza. A jurisprudência deste Tribunal, por sua vez, já está consolidada no sentido de que é necessária a comprovação do efetivo prejuízo à defesa para declaração da nulidade do processo por violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Nesse sentido, cito outros precedentes: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. 2) A INSTAURAÇÃO VÁLIDA DO PAD TEM O CONDÃO DE INTERROMPER A PRESCRIÇÃO, EX VI DO ART. 142, §3º, DA LEI Nº 8.112/9; POR ISSO DA INOCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARA A APLICAÇÃO DAS PENAS DE DEMISSÃO AOS RECORRENTES. 3) A ANULAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR COM ALICERCE NA OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA DEMANDA A COMPROVAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO DIANTE DE MERA IRREGULARIDADE NA TRAMITAÇÃO DO FEITO. 4) A INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR IMPEDE A SUA DESCONSTITUIÇÃO COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 5) OS PRINCÍPIOS DA 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF microcomputador prejudicou o seu direito à defesa e o que ele pretendia provar com a referida dilação probatória, limitando-se a afirmar que o objeto de instauração do PAD baseava-se na afirmação de utilização indevida do referido aparelho. No entanto, verifica-se que a imputação que recaiu sobre o agravante não se baseou em dados obtidos no citado equipamento, mas sim em relatório elaborado pelo SERPRO, com base em dados arquivados nos computadores de grande porte daquela pessoa jurídica. Nesses termos, não tendo os dados que embasaram a acusação sido extraídos do microcomputador então utilizado pelo acusado, não prospera a alegação de nulidade do processo por violação à ampla defesa e ao contraditório. Ademais, toda a instrução probatória foi acompanhada pelo acusado, com amplo acesso aos documentos e provas colhidos nos autos, com fins à formulação de sua defesa, sem restrição de qualquer natureza. A jurisprudência deste Tribunal, por sua vez, já está consolidada no sentido de que é necessária a comprovação do efetivo prejuízo à defesa para declaração da nulidade do processo por violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Nesse sentido, cito outros precedentes: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. 2) A INSTAURAÇÃO VÁLIDA DO PAD TEM O CONDÃO DE INTERROMPER A PRESCRIÇÃO, EX VI DO ART. 142, §3º, DA LEI Nº 8.112/9; POR ISSO DA INOCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARA A APLICAÇÃO DAS PENAS DE DEMISSÃO AOS RECORRENTES. 3) A ANULAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR COM ALICERCE NA OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA DEMANDA A COMPROVAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO DIANTE DE MERA IRREGULARIDADE NA TRAMITAÇÃO DO FEITO. 4) A INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR IMPEDE A SUA DESCONSTITUIÇÃO COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 5) OS PRINCÍPIOS DA 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE SÃO IMPASSÍVEIS DE INVOCAÇÃO PARA BANALIZAR A SUBSTITUIÇÃO DE PENA DISCIPLINAR PREVISTA LEGALMENTE NA NORMA DE REGÊNCIA DOS SERVIDORES POR OUTRA MENOS GRAVE. 6) RECURSOS ORDINÁRIOS DESPROVIDOS, FICANDO MANTIDA A DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA E RESSALVADA A VIA ORDINÁRIA (ART. 19 DA LEI Nº 12.016)”. (RMS 30.455, Rel. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.6.2012) – grifo nosso “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REVISÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEGALIDADE. APLICAÇÃO DE PENA MAIS GRAVOSA DE APOSENTADORIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que quando não demonstrado prejuízo à defesa do impetrante, não se reconhece a nulidade do ato. 2. In casu, não restou demonstrado o prejuízo concreto da alegada ausência de intimação da represente legal do agravante para a sessão de julgamento do REVDIS. Entendimento contrário necessitária de reexame de fatos e provas do processo de revisão disciplinar, providência vedada em sede de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (MS-AgR 30.806, Rel. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 15.10.2018) – grifo nosso. No que se refere às alegações de desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade aplicada, bem como, de inadequação da subsunção dos fatos aos tipos infracionais, igualmente não assiste razão ao agravante, tendo em vista que a controvérsia sobre a matéria não revela a liquidez necessária à apreciação da questão em sede de mandado de segurança. Consoante asseverei na decisão agravada, a pacífica jurisprudência 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE SÃO IMPASSÍVEIS DE INVOCAÇÃO PARA BANALIZAR A SUBSTITUIÇÃO DE PENA DISCIPLINAR PREVISTA LEGALMENTE NA NORMA DE REGÊNCIA DOS SERVIDORES POR OUTRA MENOS GRAVE. 6) RECURSOS ORDINÁRIOS DESPROVIDOS, FICANDO MANTIDA A DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA E RESSALVADA A VIA ORDINÁRIA (ART. 19 DA LEI Nº 12.016)”. (RMS 30.455, Rel. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.6.2012) – grifo nosso “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REVISÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEGALIDADE. APLICAÇÃO DE PENA MAIS GRAVOSA DE APOSENTADORIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que quando não demonstrado prejuízo à defesa do impetrante, não se reconhece a nulidade do ato. 2. In casu, não restou demonstrado o prejuízo concreto da alegada ausência de intimação da represente legal do agravante para a sessão de julgamento do REVDIS. Entendimento contrário necessitária de reexame de fatos e provas do processo de revisão disciplinar, providência vedada em sede de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (MS-AgR 30.806, Rel. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 15.10.2018) – grifo nosso. No que se refere às alegações de desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade aplicada, bem como, de inadequação da subsunção dos fatos aos tipos infracionais, igualmente não assiste razão ao agravante, tendo em vista que a controvérsia sobre a matéria não revela a liquidez necessária à apreciação da questão em sede de mandado de segurança. Consoante asseverei na decisão agravada, a pacífica jurisprudência 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF do Supremo Tribunal Federal não admite incursão probatória em sede de mandado de segurança. Confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DA PENA APLICADA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ILIQUIDEZ DOS FATOS. INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO EM SEDE MANDAMENTAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM E DESPROVIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede mandamental, apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade de processos administrativos disciplinares, sem, contudo, avaliar o contexto probatório coligido no procedimento. 2. A violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa deve ser demonstrada primo ictu oculi, de sorte que a ausência de violação flagrante aos referidos mandamentos impede o controle desta Corte, mormente porque, in casu, as condutas foram reconhecidas pelo próprio servidor público nos autos do devido Processo Administrativo Disciplinar. 3. O mandado de segurança não comporta o reexame do conteúdo fático- probatório analisado pela Comissão Processante do PAD, e confirmada pelo ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, que resultou na pena de demissão ao agravante. 4. In casu, conforme evidenciado no acórdão recorrido, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do impetrante foram devidamente considerados, a denotar a 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF do Supremo Tribunal Federal não admite incursão probatória em sede de mandado de segurança. Confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DA PENA APLICADA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ILIQUIDEZ DOS FATOS. INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO EM SEDE MANDAMENTAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM E DESPROVIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede mandamental, apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade de processos administrativos disciplinares, sem, contudo, avaliar o contexto probatório coligido no procedimento. 2. A violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa deve ser demonstrada primo ictu oculi, de sorte que a ausência de violação flagrante aos referidos mandamentos impede o controle desta Corte, mormente porque, in casu, as condutas foram reconhecidas pelo próprio servidor público nos autos do devido Processo Administrativo Disciplinar. 3. O mandado de segurança não comporta o reexame do conteúdo fático- probatório analisado pela Comissão Processante do PAD, e confirmada pelo ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, que resultou na pena de demissão ao agravante. 4. In casu, conforme evidenciado no acórdão recorrido, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do impetrante foram devidamente considerados, a denotar a 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF observância das garantias do contraditório e da ampla defesa, e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, o Ministro de Estado considerou adequada a aplicação da sanção de demissão, considerada a particular gravidade da falta funcional apurada. 5. Agravo interno DESPROVIDO”. (MS-ED-AgR 34.004, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.12.2017) – grifo nosso “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REGÊNCIA: CPC/1973. AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E INDIGNIDADE NA FUNÇÃO PÚBLICA. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPITULADA COMO CRIME: PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEI PENAL. PRECEDENTES. INDEPENDÊNCIA RELATIVA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA: ATO VINCULADO. PRECEDENTES. CONSTITUCIONALIDADE DA PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA (ART. 134 DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA DESPROVIDO”. (RMS 33.937, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 21.11.2016) – grifo nosso Assim, ante a impossibilidade do reexame de conteúdo fático- probatório na via estreita do mandado de segurança, não prospera a alegação do recorrente também quanto a esse ponto. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF observância das garantias do contraditório e da ampla defesa, e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, o Ministro de Estado considerou adequada a aplicação da sanção de demissão, considerada a particular gravidade da falta funcional apurada. 5. Agravo interno DESPROVIDO”. (MS-ED-AgR 34.004, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.12.2017) – grifo nosso “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REGÊNCIA: CPC/1973. AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E INDIGNIDADE NA FUNÇÃO PÚBLICA. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPITULADA COMO CRIME: PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEI PENAL. PRECEDENTES. INDEPENDÊNCIA RELATIVA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA: ATO VINCULADO. PRECEDENTES. CONSTITUCIONALIDADE DA PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA (ART. 134 DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA DESPROVIDO”. (RMS 33.937, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 21.11.2016) – grifo nosso Assim, ante a impossibilidade do reexame de conteúdo fático- probatório na via estreita do mandado de segurança, não prospera a alegação do recorrente também quanto a esse ponto. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 39 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) : GUSTAVO VALADARES (18669/DF, 49866A/GO, 349849/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA58-451B-C122-F127 e senha DF2B-9E14-7C4D-E2DA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) : GUSTAVO VALADARES (18669/DF, 49866A/GO, 349849/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA58-451B-C122-F127 e senha DF2B-9E14-7C4D-E2DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 39
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446113
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Processo administrativo disciplinar. 3. Alegações de incompetência da autoridade julgadora, de violação da Súmula Vinculante 10 e de declaração de inconstitucionalidade transversa pela decisão agravada. Inocorrência. Aplicação do Decreto 3.035/1999. Vedação do art. 4º, inciso IV, da Lei Complementar 73/1993. Hipótese de paralisação dos efeitos de dispositivo legal em razão de decreto expedido pelo Chefe do Poder Executivo, com fundamento no art. 84, parágrafo único, da Constituição Federal. Autorização constitucional de delegação da competência privativa do Chefe do Poder Executivo para aplicar pena de demissão a servidor público. Precedentes. 4. Alegação de prescrição da pretensão sancionatória administrativa. Infrações disciplinares capituladas como ilícitos penais (art. 142, § 2º, da Lei 8.112/1990). Aplicação dos prazos prescricionais penais. Precedentes. 5. Suscitada violação ao princípio da não surpresa. Inocorrência. Amplo debate dos fatos pelas partes. Presunção iure et de iure de conhecimento geral da lei. 6. Alegação de impedimento e suspeição do presidente da Comissão processante pelo fato de ter integrado outra comissão e possuir conhecimento prévio sobre os fatos apurados. Ausência de manifestação sobre o mérito do processo objeto do mandamus. Inexistência de amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com cônjuge, companheiro e parentes até o terceiro grau do investigado. Inocorrência das hipóteses de impedimento ou suspeição. Precedentes. 7. Transição de provas de um processo para outro. Aproveitamento de provas legitimamente produzidas em outro processo. Viabilidade. Inocorrência de nulidade. 8. Alegações de cerceamento de defesa por não ter sido produzida prova requerida pelo acusado. Violação do contraditório e da ampla defesa. Inocorrência. Prejuízo à defesa não demonstrado. 9. Alegações de desproporcionalidade da pena aplicada e de inadequação na subsunção dos fatos aos tipos infracionais. Necessidade de reexame fático-probatório. Descabimento na via estreita do mandado de segurança. 10. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 11. Agravo regimental desprovido.
sjur407988
- Acórdão(s) citado(s): (PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA, MINISTRO DE ESTADO, ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO) RMS 32811 AgR (1ªT). (PRAZO PRESCRICIONAL, ILÍCITO ADMINISTRATIVO) RMS 31506 AgR (1ªT), MS 33736 (2ªT), RMS 33937 (2ªT), MS 35631 ED (1ªT). (PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR, IMPEDIMENTO, SUSPEIÇÃO, COMISSÃO PROCESSANTE) RMS 30881 (2ªT). (LEGALIDADE, UTILIZAÇÃO, PROVA, PROCESSO DIVERSO) RHC 81922 (2ªT). (DEMONSTRAÇÃO, PREJUÍZO, DECLARAÇÃO DE NULIDADE, PROCESSO ADMINISTRATIVO, PRINCÍPIO, CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA) RMS 30455 (1ªT), MS 30806 AgR (2ªT). (MS, REEXAME, FATO, PROVA) RMS 33937 (2ªT), RMS 34004 ED-AgR (1ªT). Número de páginas: 39. Análise: 10/02/2020, JRS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
35383
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00084 INC-00006 LET-A INC-00025 \n PAR-ÚNICO\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LCP-000073 ANO-1993\n ART-00004 INC-00004 INC-00015 ART-00005 \n INC-00003 INC-00006\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n ART-00142 PAR-00002 ART-00143\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00020 ART-00030\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO\n\n", "LEG-FED LEI-009873 ANO-1999\n ART-00002\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00010\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00109 INC-00003 ART-00325 PAR-00001 \n INC-00002 PAR-00002\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-004657 ANO-1942\n ART-00003\n LINDB-1942 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LICC-1942 LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL)\n\n", "LEG-FED DEC-003035 ANO-1999\n ART-00001 INC-00001\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 35383 AgR
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AGTE.(S) : FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) : GUSTAVO VALADARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) :GUSTAVO VALADARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Direito Administrativo e Processual Civil. Processo administrativo disciplinar. 3. Alegações de incompetência da autoridade julgadora, de violação da Súmula Vinculante 10 e de declaração de inconstitucionalidade transversa pela decisão agravada. Inocorrência. Aplicação do Decreto 3.035/1999. Vedação do art. 4..., inciso IV, da Lei Complementar 73/1993. Hipótese de paralisação dos efeitos de dispositivo legal em razão de decreto expedido pelo Chefe do Poder Executivo, com fundamento no art. 84, parágrafo único, da Constituição Federal. Autorização constitucional de delegação da competência privativa do Chefe do Poder Executivo para aplicar pena de demissão a servidor público. Precedentes. 4. Alegação de prescrição da pretensão sancionatória administrativa. Infrações disciplinares capituladas como ilícitos penais (art. 142, § 2..., da Lei 8.112/1990). Aplicação dos prazos prescricionais penais. Precedentes. 5. Suscitada violação ao princípio da não surpresa. Inocorrência. Amplo debate dos fatos pelas partes. Presunção iure et de iure de conhecimento geral da lei. 6. Alegação de impedimento e suspeição do presidente da Comissão processante pelo fato de ter integrado outra comissão e possuir conhecimento prévio sobre os fatos apurados. Ausência de manifestação sobre o mérito do processo objeto do mandamus. Inexistência de amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com cônjuge, companheiro e parentes até o terceiro grau do investigado. Inocorrência das hipóteses de impedimento ou suspeição. Precedentes. 7. Transição de provas de um processo para outro. Aproveitamento de provas legitimamente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CC9-4A65-B18A-78E3 e senha 24E8-2310-8EC7-A488 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 39 Ementa e Acórdão RMS 35383 AGR / DF produzidas em outro processo. Viabilidade. Inocorrência de nulidade. 8. Alegações de cerceamento de defesa por não ter sido produzida prova requerida pelo acusado. Violação do contraditório e da ampla defesa. Inocorrência. Prejuízo à defesa não demonstrado. 9. Alegações de desproporcionalidade da pena aplicada e de inadequação na subsunção dos fatos aos tipos infracionais. Necessidade de reexame fático- probatório. Descabimento na via estreita do mandado de segurança. 10. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 11. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CC9-4A65-B18A-78E3 e senha 24E8-2310-8EC7-A488 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF produzidas em outro processo. Viabilidade. Inocorrência de nulidade. 8. Alegações de cerceamento de defesa por não ter sido produzida prova requerida pelo acusado. Violação do contraditório e da ampla defesa. Inocorrência. Prejuízo à defesa não demonstrado. 9. Alegações de desproporcionalidade da pena aplicada e de inadequação na subsunção dos fatos aos tipos infracionais. Necessidade de reexame fático- probatório. Descabimento na via estreita do mandado de segurança. 10. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 11. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CC9-4A65-B18A-78E3 e senha 24E8-2310-8EC7-A488 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 39 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) :GUSTAVO VALADARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a recurso ordinário em mandado de segurança. O agravante, ex-servidor da Procuradoria da Fazenda Nacional, após instauração de processo administrativo disciplinar, foi responsabilizado pela quebra indevida de sigilo fiscal e de dados de outro Procurador da Fazenda Nacional para formulação de denúncia anônima. Em face do ato de demissão por infringência aos deveres funcionais previstos no art. 117, IX, e 132, IV, da Lei 8.112/1990, foi impetrado mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. (eDOC 7, p. 11/14) Inconformado, o ex-servidor interpôs o presente recurso ordinário, cuja decisão transcrevo, no que mais interessa: “No recurso ordinário em mandado de segurança, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme demonstrarei a seguir. I – Da inocorrência de prescrição da pretensão punitiva da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) :GUSTAVO VALADARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento a recurso ordinário em mandado de segurança. O agravante, ex-servidor da Procuradoria da Fazenda Nacional, após instauração de processo administrativo disciplinar, foi responsabilizado pela quebra indevida de sigilo fiscal e de dados de outro Procurador da Fazenda Nacional para formulação de denúncia anônima. Em face do ato de demissão por infringência aos deveres funcionais previstos no art. 117, IX, e 132, IV, da Lei 8.112/1990, foi impetrado mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem. (eDOC 7, p. 11/14) Inconformado, o ex-servidor interpôs o presente recurso ordinário, cuja decisão transcrevo, no que mais interessa: “No recurso ordinário em mandado de segurança, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, conforme demonstrarei a seguir. I – Da inocorrência de prescrição da pretensão punitiva da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF Administração O recorrente, Procurador da Fazenda Nacional, alega a ocorrência da prescrição punitiva da Administração para impor-lhe a pena de demissão, tendo em vista que o termo a quo do prazo prescricional deve ser contado da ciência dos fatos pelo Advogado-Geral da União, e não do Corregedor-Geral da AGU, como afirmado pelo acórdão recorrido. Alternativamente, aduz, caso admitida a juntada de documentos novos, que o conhecimento inequívoco da Corregedoria-Geral da AGU dos fatos apurados no PAD seja reconhecido como tendo se concretizado em 22.10.2003. Passo à análise da questão. Consta dos autos que, em 11.10.2003, o Advogado-Geral da União e o Corregedor-Geral da Secretaria da Receita Federal do Brasil receberam denúncia anônima, apresentada contra o Procurador da Fazenda Nacional Dr. Pedro Câmara Raposo e que, após investigações preliminares, a Fazenda Nacional atribuiu ao recorrente a autoria da denúncia apócrifa. A partir dessa constatação, o Corregedor-Geral da Receita Federal encaminhou denúncia ao Procurador-Geral Adjunto da Fazenda Nacional; e o Advogado-Geral da União exarou despacho também ao Procurador-Geral Adjunto da Fazenda Nacional, determinando a imediata apuração dos fatos narrados. Com base nessas informações, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar as irregularidades atribuídas ao recorrente no exercício de sua função. Em razão do reconhecimento da incompetência do Procurador-Geral da Fazenda Nacional para instaurar o PAD, o processo foi anulado por decisão judicial proferida nos autos do MS 2004.34.0011094- 1. O Advogado-Geral da União iniciou novo procedimento investigatório, que teria concluído pela existência dos indícios de autoria e materialidade delitiva, motivo pelo qual instaurou, em 29.11.2004, o PAD 00406.000369/2004-91 contra o recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Administração O recorrente, Procurador da Fazenda Nacional, alega a ocorrência da prescrição punitiva da Administração para impor-lhe a pena de demissão, tendo em vista que o termo a quo do prazo prescricional deve ser contado da ciência dos fatos pelo Advogado-Geral da União, e não do Corregedor-Geral da AGU, como afirmado pelo acórdão recorrido. Alternativamente, aduz, caso admitida a juntada de documentos novos, que o conhecimento inequívoco da Corregedoria-Geral da AGU dos fatos apurados no PAD seja reconhecido como tendo se concretizado em 22.10.2003. Passo à análise da questão. Consta dos autos que, em 11.10.2003, o Advogado-Geral da União e o Corregedor-Geral da Secretaria da Receita Federal do Brasil receberam denúncia anônima, apresentada contra o Procurador da Fazenda Nacional Dr. Pedro Câmara Raposo e que, após investigações preliminares, a Fazenda Nacional atribuiu ao recorrente a autoria da denúncia apócrifa. A partir dessa constatação, o Corregedor-Geral da Receita Federal encaminhou denúncia ao Procurador-Geral Adjunto da Fazenda Nacional; e o Advogado-Geral da União exarou despacho também ao Procurador-Geral Adjunto da Fazenda Nacional, determinando a imediata apuração dos fatos narrados. Com base nessas informações, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar as irregularidades atribuídas ao recorrente no exercício de sua função. Em razão do reconhecimento da incompetência do Procurador-Geral da Fazenda Nacional para instaurar o PAD, o processo foi anulado por decisão judicial proferida nos autos do MS 2004.34.0011094- 1. O Advogado-Geral da União iniciou novo procedimento investigatório, que teria concluído pela existência dos indícios de autoria e materialidade delitiva, motivo pelo qual instaurou, em 29.11.2004, o PAD 00406.000369/2004-91 contra o recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF O referido processo também foi anulado por decisão judicial proferida nos autos do MS 2005.34.00.001367-4, ante o reconhecimento do impedimento de dois membros da Comissão Processante. Ato contínuo, instaurou-se o PAD 00406.003398/2008-39, objeto deste RMS, o qual concluiu pela responsabilidade funcional do recorrente, aplicando-lhe a pena de demissão, nos termos do art. 127, III, da Lei Complementar 8.112/90. No que se refere ao prazo prescricional para aplicação da pena de demissão, o art. 142, I, § 1..., da Lei 8.112/90 assim dispõe: ‘Art. 142. A ação disciplinar prescreverá: I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão; (...) § 1... O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido’. Assim, nos termos da legislação de regência, entende-se que o prazo prescricional começa a contar do conhecimento dos fatos pela Administração Pública. Discute-se, no caso, o que configura esse momento para fins de contagem do prazo prescricional: o conhecimento dos fatos por qualquer servidor da Administração Pública ou pela autoridade competente para instaurar o processo administrativo disciplinar. No caso dos autos, tem-se que o recorrente pertence à carreira de Procurador da Fazenda Nacional, órgão que compõe a Advocacia-Geral da União, nos termos do art. 2..., I, “b”, da Lei Complementar 73/93. Assim, entendo que o conhecimento pela Administração Pública acerca dos fatos narrados configura-se da ciência, pela autoridade superior do órgão ao qual vinculado o recorrente, qual seja, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional, das condutas atribuídas ao servidor, passíveis de apuração pela 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF O referido processo também foi anulado por decisão judicial proferida nos autos do MS 2005.34.00.001367-4, ante o reconhecimento do impedimento de dois membros da Comissão Processante. Ato contínuo, instaurou-se o PAD 00406.003398/2008-39, objeto deste RMS, o qual concluiu pela responsabilidade funcional do recorrente, aplicando-lhe a pena de demissão, nos termos do art. 127, III, da Lei Complementar 8.112/90. No que se refere ao prazo prescricional para aplicação da pena de demissão, o art. 142, I, § 1..., da Lei 8.112/90 assim dispõe: ‘Art. 142. A ação disciplinar prescreverá: I – em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão; (...) § 1... O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido’. Assim, nos termos da legislação de regência, entende-se que o prazo prescricional começa a contar do conhecimento dos fatos pela Administração Pública. Discute-se, no caso, o que configura esse momento para fins de contagem do prazo prescricional: o conhecimento dos fatos por qualquer servidor da Administração Pública ou pela autoridade competente para instaurar o processo administrativo disciplinar. No caso dos autos, tem-se que o recorrente pertence à carreira de Procurador da Fazenda Nacional, órgão que compõe a Advocacia-Geral da União, nos termos do art. 2..., I, “b”, da Lei Complementar 73/93. Assim, entendo que o conhecimento pela Administração Pública acerca dos fatos narrados configura-se da ciência, pela autoridade superior do órgão ao qual vinculado o recorrente, qual seja, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional, das condutas atribuídas ao servidor, passíveis de apuração pela 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF Corregedoria-Geral da Advocacia-Geral da União. Isso porque incumbe à autoridade superior que tiver ciência das irregularidades promover os atos necessários à sua apuração imediata, nos temos do art. 143 da Lei 8.112/90. Tais atos traduzem-se em representação à Corregedoria ou em determinação da instauração de sindicâncias ou processos administrativos contra os membros da Advocacia-Geral da União, conforme determina o art. 5..., III e VI, da Lei Complementar 73/93, que assim dispõe: ‘Art. 5... – A Corregedoria-Geral da Advocacia da União tem como atribuições: (...) III – apreciar as representações relativas à atuação dos Membros da Advocacia-Geral da União; (...) VI – instaurar, de ofício ou por determinação superior, sindicâncias e processos administrativos contra os Membros da Advocacia-Geral da União’. Não obstante consignar que o conhecimento da Administração Pública acerca dos fatos narrados ocorreu com o recebimento, pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, do despacho proferido pelo Advogado-Geral da União e da denúncia encaminhada pelo Corregedor-Geral da Receita Federal, isso, por si só, não possui o condão de alterar o entendimento do Tribunal a quo acerca da inexistência de prescrição da pretensão punitiva do Estado, no caso em questão. O parágrafo 2... do art. 142 da Lei 8.112/90 dispõe que se aplicam às infrações disciplinares também capituladas como crime os prazos de prescrição previstos na lei penal. Analisando os fatos descritos no recurso, verifica-se que as condutas imputadas ao impetrante podem ser enquadradas, em tese, no art. 325, § 2..., do Código Penal – ao qual me reporto genericamente, tendo em vista que a apreciação da questão ora 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Corregedoria-Geral da Advocacia-Geral da União. Isso porque incumbe à autoridade superior que tiver ciência das irregularidades promover os atos necessários à sua apuração imediata, nos temos do art. 143 da Lei 8.112/90. Tais atos traduzem-se em representação à Corregedoria ou em determinação da instauração de sindicâncias ou processos administrativos contra os membros da Advocacia-Geral da União, conforme determina o art. 5..., III e VI, da Lei Complementar 73/93, que assim dispõe: ‘Art. 5... – A Corregedoria-Geral da Advocacia da União tem como atribuições: (...) III – apreciar as representações relativas à atuação dos Membros da Advocacia-Geral da União; (...) VI – instaurar, de ofício ou por determinação superior, sindicâncias e processos administrativos contra os Membros da Advocacia-Geral da União’. Não obstante consignar que o conhecimento da Administração Pública acerca dos fatos narrados ocorreu com o recebimento, pelo Procurador-Geral da Fazenda Nacional, do despacho proferido pelo Advogado-Geral da União e da denúncia encaminhada pelo Corregedor-Geral da Receita Federal, isso, por si só, não possui o condão de alterar o entendimento do Tribunal a quo acerca da inexistência de prescrição da pretensão punitiva do Estado, no caso em questão. O parágrafo 2... do art. 142 da Lei 8.112/90 dispõe que se aplicam às infrações disciplinares também capituladas como crime os prazos de prescrição previstos na lei penal. Analisando os fatos descritos no recurso, verifica-se que as condutas imputadas ao impetrante podem ser enquadradas, em tese, no art. 325, § 2..., do Código Penal – ao qual me reporto genericamente, tendo em vista que a apreciação da questão ora 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF em comento não adentra a seara do Direito Penal –, que prevê configurar crime de violação de sigilo funcional a seguinte conduta: ‘Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. § 1... Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (...) II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2... Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa’. Esse delito, na forma qualificada do parágrafo 2..., prescreve pena máxima in abstracto de seis anos, motivo pelo qual a prescrição a ser aplicada aos atos analisados pela decisão impugnada poderá se dar em doze anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal. Destaco, sobre o tema, a orientação jurisprudencial deste Tribunal, no sentido de bastar a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei penal. Nesse sentido, o seguinte precedente: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENA DE DEMISSÃO. FATO CAPITULADO COMO CRIME. PRESCRIÇÃO PUNITIVA ESTATAL. PRAZO FIXADO A PARTIR DA LEI PENAL (ART. 142, § 2..., DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (RMS 33.858, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF em comento não adentra a seara do Direito Penal –, que prevê configurar crime de violação de sigilo funcional a seguinte conduta: ‘Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato não constitui crime mais grave. § 1... Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (...) II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2... Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa’. Esse delito, na forma qualificada do parágrafo 2..., prescreve pena máxima in abstracto de seis anos, motivo pelo qual a prescrição a ser aplicada aos atos analisados pela decisão impugnada poderá se dar em doze anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal. Destaco, sobre o tema, a orientação jurisprudencial deste Tribunal, no sentido de bastar a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei penal. Nesse sentido, o seguinte precedente: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENA DE DEMISSÃO. FATO CAPITULADO COMO CRIME. PRESCRIÇÃO PUNITIVA ESTATAL. PRAZO FIXADO A PARTIR DA LEI PENAL (ART. 142, § 2..., DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. (RMS 33.858, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF DJe 18.12.2015) Dessa forma, considerando a possibilidade de aplicação do prazo prescricional de doze anos às condutas imputadas ao impetrante, deve ser afastada a configuração da prescrição da pretensão punitiva do Estado na esfera administrativa, mormente porque, ainda que se considere a data de 22.10.2003 como o termo a quo do conhecimento dos fatos pela Administração – como requer o recorrente –, a prescrição, ainda assim, não teria se operado. II – Da possibilidade de o Advogado-Geral da União aplicar pena de demissão ao recorrente com base no Decreto 3.035/1999 No que refere à alegada incompetência do Advogado- Geral da União para aplicar a pena de demissão a integrante da carreira de Procurador da Fazenda Nacional, em razão de proibição expressa prevista no art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/1993, melhor sorte não assiste ao recorrente. O referido dispositivo possui a seguinte redação: ‘Art. 4... – São atribuições do Advogado-Geral da União: (...) XV – proferir decisão nas sindicâncias e nos processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral e aplicar penalidades, salvo a de demissão’. A previsão expressa no dispositivo acima mencionado condiz com o art. 84, XXV, da Constituição Federal, que atribui ao Presidente da República competência privativa para prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei. Essa competência, nos termos em que decidido pelo Supremo, abrange, também, a de desprover os referidos cargos. Nesse sentido: 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF DJe 18.12.2015) Dessa forma, considerando a possibilidade de aplicação do prazo prescricional de doze anos às condutas imputadas ao impetrante, deve ser afastada a configuração da prescrição da pretensão punitiva do Estado na esfera administrativa, mormente porque, ainda que se considere a data de 22.10.2003 como o termo a quo do conhecimento dos fatos pela Administração – como requer o recorrente –, a prescrição, ainda assim, não teria se operado. II – Da possibilidade de o Advogado-Geral da União aplicar pena de demissão ao recorrente com base no Decreto 3.035/1999 No que refere à alegada incompetência do Advogado- Geral da União para aplicar a pena de demissão a integrante da carreira de Procurador da Fazenda Nacional, em razão de proibição expressa prevista no art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/1993, melhor sorte não assiste ao recorrente. O referido dispositivo possui a seguinte redação: ‘Art. 4... – São atribuições do Advogado-Geral da União: (...) XV – proferir decisão nas sindicâncias e nos processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral e aplicar penalidades, salvo a de demissão’. A previsão expressa no dispositivo acima mencionado condiz com o art. 84, XXV, da Constituição Federal, que atribui ao Presidente da República competência privativa para prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei. Essa competência, nos termos em que decidido pelo Supremo, abrange, também, a de desprover os referidos cargos. Nesse sentido: 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF ‘I. Presidente da República: competência para prover cargos públicos (Constituição Federal de 1988, art. 84, XXV, primeira parte), que abrange a de desprovê-los, a qual, portanto é susceptível de delegação a Ministro de Estado (Constituição Federal de 1988, art. 84, parágrafo único): validade da Portaria do Ministro de Estado que, no uso de competência delegada, aplicou a pena de demissão ao impetrante. Precedentes. II. Mandado de segurança: inviabilidade da apreciação dos fundamentos da decisão que aplicou a pena administrativa de demissão, pois oriunda de autoridade não submetida à competência do Supremo Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d): incidência da Súmula 510 (‘Praticado o ato por autoridade no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança o a medida judicial’). III. Servidor público: demissão: motivação suficiente do ato administrativo. 1. Nada impede a autoridade competente para a prática de um ato de motivá-lo mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia (AI 237.639-AgR, 1... T., Pertence, DJ 19.11.99). 2. Indiferente que o parecer a que se remete a decisão também se reporte a outro parecer: o que importa é que haja a motivação eficiente - na expressão de Baleeiro, controlável a posteriori. 3. Ademais, no caso, há, no parecer utilizado pela autoridade coatora como razão de decidir, fundamento relativo à intempestividade do recurso, suficiente para inviabilizá-lo, o que dispensa a apreciação das questões suscitadas pelo impetrante’. (MS 25.518, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, Dje 10.8.2006) Ocorre, todavia, que o parágrafo único do art. 84 autoriza ao Presidente da República a delegação da referida atribuição aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, desde que observados os limites traçados nas respectivas delegações. Nesses termos, com fundamento no inciso VI, alínea ‘a’, do art. 84, que atribui ao Presidente da República dispor, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF ‘I. Presidente da República: competência para prover cargos públicos (Constituição Federal de 1988, art. 84, XXV, primeira parte), que abrange a de desprovê-los, a qual, portanto é susceptível de delegação a Ministro de Estado (Constituição Federal de 1988, art. 84, parágrafo único): validade da Portaria do Ministro de Estado que, no uso de competência delegada, aplicou a pena de demissão ao impetrante. Precedentes. II. Mandado de segurança: inviabilidade da apreciação dos fundamentos da decisão que aplicou a pena administrativa de demissão, pois oriunda de autoridade não submetida à competência do Supremo Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d): incidência da Súmula 510 (‘Praticado o ato por autoridade no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança o a medida judicial’). III. Servidor público: demissão: motivação suficiente do ato administrativo. 1. Nada impede a autoridade competente para a prática de um ato de motivá-lo mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia (AI 237.639-AgR, 1... T., Pertence, DJ 19.11.99). 2. Indiferente que o parecer a que se remete a decisão também se reporte a outro parecer: o que importa é que haja a motivação eficiente - na expressão de Baleeiro, controlável a posteriori. 3. Ademais, no caso, há, no parecer utilizado pela autoridade coatora como razão de decidir, fundamento relativo à intempestividade do recurso, suficiente para inviabilizá-lo, o que dispensa a apreciação das questões suscitadas pelo impetrante’. (MS 25.518, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Pleno, Dje 10.8.2006) Ocorre, todavia, que o parágrafo único do art. 84 autoriza ao Presidente da República a delegação da referida atribuição aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, desde que observados os limites traçados nas respectivas delegações. Nesses termos, com fundamento no inciso VI, alínea ‘a’, do art. 84, que atribui ao Presidente da República dispor, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF mediante decreto, sobre a organização e o funcionamento da administração pública federal, concomitantemente com o parágrafo único do referido dispositivo, o Chefe do Executivo expediu o Decreto 3.035/1999, no qual delegou ao Advogado- Geral da União a competência para julgar processos administrativos e aplicar penalidades, na hipótese de demissão, a servidores a ele subordinados ou vinculados. A propósito, confira-se a redação do dispositivo mencionado: ‘Art. 1... Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgão da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos: I – julgar os processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores;’ Assim, no uso da atribuição conferida ao Presidente da República pelo art. 84, VI, ‘a’, parágrafo único, da Constituição Federal, encontra-se autorizado o Advogado-Geral da União para, por delegação do Presidente, aplicar a pena de demissão no processo administrativo disciplinar em questão. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal já assentou a constitucionalidade do art. 1..., I, do Decreto 3.035/1999, ao reconhecer a legitimidade da delegação a Ministro de Estado da competência do Chefe do Poder Executivo para aplicar a sanção de demissão a servidores públicos federais. Nesse sentido, confiram-se acórdãos de ambas as Turmas: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF mediante decreto, sobre a organização e o funcionamento da administração pública federal, concomitantemente com o parágrafo único do referido dispositivo, o Chefe do Executivo expediu o Decreto 3.035/1999, no qual delegou ao Advogado- Geral da União a competência para julgar processos administrativos e aplicar penalidades, na hipótese de demissão, a servidores a ele subordinados ou vinculados. A propósito, confira-se a redação do dispositivo mencionado: ‘Art. 1... Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgão da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos: I – julgar os processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores;’ Assim, no uso da atribuição conferida ao Presidente da República pelo art. 84, VI, ‘a’, parágrafo único, da Constituição Federal, encontra-se autorizado o Advogado-Geral da União para, por delegação do Presidente, aplicar a pena de demissão no processo administrativo disciplinar em questão. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal já assentou a constitucionalidade do art. 1..., I, do Decreto 3.035/1999, ao reconhecer a legitimidade da delegação a Ministro de Estado da competência do Chefe do Poder Executivo para aplicar a sanção de demissão a servidores públicos federais. Nesse sentido, confiram-se acórdãos de ambas as Turmas: ‘RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF DISCIPLINAR. PENA DE DEMISSÃO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. DILAÇÃO PROBATÓRIA. INADMISSIBILIDADE. DELEGAÇÃO DA DECISÃO A MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. I – Nas infrações puníveis com demissão, a ação disciplinar prescreve em cinco anos da data em que o fato se tornou conhecido. Assim, não há falar em prescrição entre o intervalo de 21/2/2002, data do conhecimento dos fatos pela Administração, e 4/5/2006, data da publicação da demissão. II - Improcedência da alegação de nulidade do ato de demissão pela existência de irregularidades na fase de sindicância. Precedentes. III – Inviabilidade, em mandado de segurança, de reexame de prova. Precedentes. IV – Nada impede que a autoridade competente para a prática de um ato motive-o mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia. Precedentes. V – Esta Corte firmou orientação no sentido da legitimidade de delegação a Ministro de Estado da competência do Chefe do Executivo Federal para, nos termos do art. 84, XXV, e parágrafo único, da Constituição Federal, aplicar pena de demissão a servidores públicos federais. Precedentes. VI - Recurso a que se nega provimento’. (RMS 28.047, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 19.12.2011) ‘MANDADO DE SEGURANÇA. POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS. DEMISSÃO DE SERVIDOR FEDERAL POR MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE DE DELEGAÇÃO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO ATO DE DEMISSÃO A MINISTRO DE ESTADO DIANTE DO TEOR DO ARTIGO 84, INCISO XXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO Supremo Tribunal Federal. PROVA LICITAMENTE OBTIDA POR MEIO DE 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF DISCIPLINAR. PENA DE DEMISSÃO. PRESCRIÇÃO. INOCORRÊNCIA. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO CONFIGURADO. DILAÇÃO PROBATÓRIA. INADMISSIBILIDADE. DELEGAÇÃO DA DECISÃO A MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE. RECURSO ORDINÁRIO DESPROVIDO. I – Nas infrações puníveis com demissão, a ação disciplinar prescreve em cinco anos da data em que o fato se tornou conhecido. Assim, não há falar em prescrição entre o intervalo de 21/2/2002, data do conhecimento dos fatos pela Administração, e 4/5/2006, data da publicação da demissão. II - Improcedência da alegação de nulidade do ato de demissão pela existência de irregularidades na fase de sindicância. Precedentes. III – Inviabilidade, em mandado de segurança, de reexame de prova. Precedentes. IV – Nada impede que a autoridade competente para a prática de um ato motive-o mediante remissão aos fundamentos de parecer ou relatório conclusivo elaborado por autoridade de menor hierarquia. Precedentes. V – Esta Corte firmou orientação no sentido da legitimidade de delegação a Ministro de Estado da competência do Chefe do Executivo Federal para, nos termos do art. 84, XXV, e parágrafo único, da Constituição Federal, aplicar pena de demissão a servidores públicos federais. Precedentes. VI - Recurso a que se nega provimento’. (RMS 28.047, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 19.12.2011) ‘MANDADO DE SEGURANÇA. POLICIAIS RODOVIÁRIOS FEDERAIS. DEMISSÃO DE SERVIDOR FEDERAL POR MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE DE DELEGAÇÃO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO ATO DE DEMISSÃO A MINISTRO DE ESTADO DIANTE DO TEOR DO ARTIGO 84, INCISO XXV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA DO Supremo Tribunal Federal. PROVA LICITAMENTE OBTIDA POR MEIO DE 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA REALIZADA COM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL PARA INSTRUIR INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PODE SER UTILIZADA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA EM RAZÃO DO INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS AVALIADAS COMO PRESCINDÍVEIS PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. PUNIÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO COM FUNDAMENTO NA PRÁTICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA INDEPENDE DE PROVIMENTO JUDICIAL QUE RECONHEÇA A CONDUTA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E ADMINISTRATIVA. NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO’. (RMS 24.194, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 7.10.2011). III – Da ausência de impedimento ou suspeição do Presidente da Comissão Processante O recorrente alega haver suspeição do Presidente da Comissão Processante, em razão de o referido servidor ter integrado a Comissão do PAD 00406.000368/2004-47 e gerado relatório, o que demonstraria o conhecimento prévio acerca das irregularidades a ele atribuídas. Ao apreciar a questão, o Superior Tribunal de Justiça assentou que o impetrante não logrou demonstrar, por meio de provas pré-constituídas, a emissão de juízo de valor prévio sobre os fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39 pelo Presidente da Comissão, sobretudo porque o objeto do PAD 00406.000368/2004-47 tratava de matéria diversa da deste mandamus. Em análise dos documentos juntados aos autos, constato que, de fato, no PAD 00406.000368/2004-47, o objeto apurado 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA REALIZADA COM AUTORIZAÇÃO JUDICIAL PARA INSTRUIR INVESTIGAÇÃO CRIMINAL PODE SER UTILIZADA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE CERCEAMENTO DE DEFESA EM RAZÃO DO INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS AVALIADAS COMO PRESCINDÍVEIS PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM DECISÃO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. PUNIÇÃO NO ÂMBITO ADMINISTRATIVO COM FUNDAMENTO NA PRÁTICA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA INDEPENDE DE PROVIMENTO JUDICIAL QUE RECONHEÇA A CONDUTA DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E ADMINISTRATIVA. NEGO PROVIMENTO AO RECURSO ORDINÁRIO’. (RMS 24.194, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, Dje 7.10.2011). III – Da ausência de impedimento ou suspeição do Presidente da Comissão Processante O recorrente alega haver suspeição do Presidente da Comissão Processante, em razão de o referido servidor ter integrado a Comissão do PAD 00406.000368/2004-47 e gerado relatório, o que demonstraria o conhecimento prévio acerca das irregularidades a ele atribuídas. Ao apreciar a questão, o Superior Tribunal de Justiça assentou que o impetrante não logrou demonstrar, por meio de provas pré-constituídas, a emissão de juízo de valor prévio sobre os fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39 pelo Presidente da Comissão, sobretudo porque o objeto do PAD 00406.000368/2004-47 tratava de matéria diversa da deste mandamus. Em análise dos documentos juntados aos autos, constato que, de fato, no PAD 00406.000368/2004-47, o objeto apurado 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF versava sobre possível transgressão à proibição do exercício da advocacia, durante licença temporária do cargo para tratar de assuntos pessoais, pelo ex-Procurador da Fazenda Nacional Pedro Câmara Raposo Lopes. Por outro lado, o PAD 00406.003398/2008-39, objeto deste mandamus, visa a apurar suposta utilização indevida de sistema de informática para obtenção de informações sigilosas e pessoais sobre outros servidores, a fim de embasar denúncia anônima. Assim, não havendo semelhança dos fatos apurados em ambos os processos e não demonstrada a emissão de juízo de valor sobre as condutas atribuídas ao recorrente, não há falar em análise dos mesmos fatos pelo Presidente da Comissão de Sindicância. Sublinho, ademais, que o simples conhecimento, pelo Presidente da Comissão, dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, instaurado contra o recorrente, em razão de ter integrado também a Comissão Processante do PAD 00406.000368/2004-47, aberto para apuração de condutas cometidas por outro servidor – desde que não tenha emitido juízo de valor sobre os fatos ora analisados –, não enseja o impedimento previsto no art. 18, II, da Lei 9.784/99, uma vez que não houve participação do Presidente da Comissão ora impugnado como perito, testemunha ou representante das partes naqueles autos. Também não se tem configurada a suspeição do servidor, tendo em vista não estar demonstrada a existência de ‘amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau”, conforme previsão do art. 20 da Lei 9.784/99. Nesse sentido: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1. Não caracterizada a suspeição da 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF versava sobre possível transgressão à proibição do exercício da advocacia, durante licença temporária do cargo para tratar de assuntos pessoais, pelo ex-Procurador da Fazenda Nacional Pedro Câmara Raposo Lopes. Por outro lado, o PAD 00406.003398/2008-39, objeto deste mandamus, visa a apurar suposta utilização indevida de sistema de informática para obtenção de informações sigilosas e pessoais sobre outros servidores, a fim de embasar denúncia anônima. Assim, não havendo semelhança dos fatos apurados em ambos os processos e não demonstrada a emissão de juízo de valor sobre as condutas atribuídas ao recorrente, não há falar em análise dos mesmos fatos pelo Presidente da Comissão de Sindicância. Sublinho, ademais, que o simples conhecimento, pelo Presidente da Comissão, dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, instaurado contra o recorrente, em razão de ter integrado também a Comissão Processante do PAD 00406.000368/2004-47, aberto para apuração de condutas cometidas por outro servidor – desde que não tenha emitido juízo de valor sobre os fatos ora analisados –, não enseja o impedimento previsto no art. 18, II, da Lei 9.784/99, uma vez que não houve participação do Presidente da Comissão ora impugnado como perito, testemunha ou representante das partes naqueles autos. Também não se tem configurada a suspeição do servidor, tendo em vista não estar demonstrada a existência de ‘amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau”, conforme previsão do art. 20 da Lei 9.784/99. Nesse sentido: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1. Não caracterizada a suspeição da 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF presidente da comissão processante uma vez que não restou provada a ocorrência de nenhuma das hipóteses do art. 20 da Lei 9.784/1999, tampouco atuação parcial da servidora pública. 2. A nomeação de defensor dativo, diante da relutância do interessado e de seu advogado devidamente intimados em apresentar defesa, não caracteriza nenhum vício. 3. Não corre o prazo prescricional enquanto perdurar ordem judicial de sobrestamento do processo administrativo. 4. Ressalvadas as hipóteses de absolvição pelo reconhecimento categórico de inexistência de materialidade ou de negativa de autoria, a decisão penal não interfere automaticamente na esfera administrativa. 5. Ausência de demonstração, no caso concreto, de razões para superação do entendimento da autoridade administrativa, que reconheceu atuação dolosa causadora de prejuízo ao erário por parte do agravante. 6. Agravo a que se nega provimento’. (RMS 32.584-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 27.10.2017); IV – Da não ocorrência de inutilidade das provas regularmente produzidas, em razão de nulidade do PAD por outros fundamentos. Também não prospera a suscitada ilegalidade das provas utilizadas no PAD 00406.003398/2008-39, que foram produzidas nos autos dos PADs 10951.001133/2003-69 e 000406.000369/2004-91, posteriormente anulados por decisões judiciais. O primeiro PAD, segundo consta dos autos, foi anulado pelo reconhecimento da incompetência da autoridade instauradora, enquanto o segundo, em razão do impedimento de dois dos integrantes da Comissão Processante. Assim, não se referindo as nulidades às provas produzidas na instrução dos processos administrativos anulados, não existe impedimento a sua utilização, desde que tenham sido regularmente produzidas (art. 30 da Lei 9.784/99), 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF presidente da comissão processante uma vez que não restou provada a ocorrência de nenhuma das hipóteses do art. 20 da Lei 9.784/1999, tampouco atuação parcial da servidora pública. 2. A nomeação de defensor dativo, diante da relutância do interessado e de seu advogado devidamente intimados em apresentar defesa, não caracteriza nenhum vício. 3. Não corre o prazo prescricional enquanto perdurar ordem judicial de sobrestamento do processo administrativo. 4. Ressalvadas as hipóteses de absolvição pelo reconhecimento categórico de inexistência de materialidade ou de negativa de autoria, a decisão penal não interfere automaticamente na esfera administrativa. 5. Ausência de demonstração, no caso concreto, de razões para superação do entendimento da autoridade administrativa, que reconheceu atuação dolosa causadora de prejuízo ao erário por parte do agravante. 6. Agravo a que se nega provimento’. (RMS 32.584-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 27.10.2017); IV – Da não ocorrência de inutilidade das provas regularmente produzidas, em razão de nulidade do PAD por outros fundamentos. Também não prospera a suscitada ilegalidade das provas utilizadas no PAD 00406.003398/2008-39, que foram produzidas nos autos dos PADs 10951.001133/2003-69 e 000406.000369/2004-91, posteriormente anulados por decisões judiciais. O primeiro PAD, segundo consta dos autos, foi anulado pelo reconhecimento da incompetência da autoridade instauradora, enquanto o segundo, em razão do impedimento de dois dos integrantes da Comissão Processante. Assim, não se referindo as nulidades às provas produzidas na instrução dos processos administrativos anulados, não existe impedimento a sua utilização, desde que tenham sido regularmente produzidas (art. 30 da Lei 9.784/99), 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF conforme determina o princípio da instrumentalidade do processo e desde que seja oportunizado à parte o exercício do contraditório e da ampla defesa (art. 2..., X; 3..., III, da Lei 9.784/99). A adoção dessa estratégia pela Comissão Processante permite o aproveitamento dos atos processuais praticados regularmente e é condicente com o princípio da razoável duração do processo, mostrando-se, ainda, o modo menos oneroso para a realização dos atos de instrução. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Decisão do Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nos autos de PAD avocado, pela rejeição das preliminares suscitadas e, no mérito, pela procedência do procedimento. Ausência de reconhecimento pelo CNMP, no momento da avocação do feito, da alegada suspeição das autoridades que atuaram no PAD na origem. Aproveitamento de atos praticados regularmente na origem. Artigo 108, § 2..., do Regimento Interno do CNMP. Ausência de ilegalidade no apontado ato coator. Agravo regimental não provido. 1. O Plenário do CNMP, ao apreciar o Procedimento Avocado n 1.00309/2016-74, rejeitou as preliminares suscitadas e, no mérito, julgou procedente o referido procedimento, com aplicação da penalidade disciplinar de suspensão ao promotor, tendo consignado que: i) a avocação se deu em caráter preventivo, sem que tenha havido o reconhecimento da alegada suspeição pelo CNMP; (ii) não houve demonstração de prejuízo ao acusado em razão da instrução do feito ter se dado perante as autoridades que o impetrante reputa suspeitas; e (iii) os atos que foram objeto de aproveitamento pelo CNMP (provas documentais e os depoimentos das testemunhas) foram praticados pela Comissão Processante designada para instruir o feito na origem, sem qualquer atuação das 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF conforme determina o princípio da instrumentalidade do processo e desde que seja oportunizado à parte o exercício do contraditório e da ampla defesa (art. 2..., X; 3..., III, da Lei 9.784/99). A adoção dessa estratégia pela Comissão Processante permite o aproveitamento dos atos processuais praticados regularmente e é condicente com o princípio da razoável duração do processo, mostrando-se, ainda, o modo menos oneroso para a realização dos atos de instrução. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: ‘Agravo regimental em mandado de segurança. Decisão do Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nos autos de PAD avocado, pela rejeição das preliminares suscitadas e, no mérito, pela procedência do procedimento. Ausência de reconhecimento pelo CNMP, no momento da avocação do feito, da alegada suspeição das autoridades que atuaram no PAD na origem. Aproveitamento de atos praticados regularmente na origem. Artigo 108, § 2..., do Regimento Interno do CNMP. Ausência de ilegalidade no apontado ato coator. Agravo regimental não provido. 1. O Plenário do CNMP, ao apreciar o Procedimento Avocado n 1.00309/2016-74, rejeitou as preliminares suscitadas e, no mérito, julgou procedente o referido procedimento, com aplicação da penalidade disciplinar de suspensão ao promotor, tendo consignado que: i) a avocação se deu em caráter preventivo, sem que tenha havido o reconhecimento da alegada suspeição pelo CNMP; (ii) não houve demonstração de prejuízo ao acusado em razão da instrução do feito ter se dado perante as autoridades que o impetrante reputa suspeitas; e (iii) os atos que foram objeto de aproveitamento pelo CNMP (provas documentais e os depoimentos das testemunhas) foram praticados pela Comissão Processante designada para instruir o feito na origem, sem qualquer atuação das 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF autoridades reputadas suspeitas pelo impetrante. 2. Inexistência de ilegalidade no apontado ato coator, o qual afastou, fundamentadamente e com observância das regras legais, as suscitadas nulidades no procedimento disciplinar avocado. 3. Agravo regimental não provido’. (MS 34.666-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.9.2017) Verifica-se, ademais, nos termos da jurisprudência desta Corte, ter sido conferida ampla oportunidade de manifestação ao recorrente a respeito das provas colacionadas aos autos. V – Da inocorrência de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa pela “perda” do microcomputador do recorrente pela Administração Também não se sustenta a alegação de que a perda do microcomputador utilizado pelo servidor, em razão de doação do referido objeto pela Administração no curso do processo administrativo, teria impedido a realização de perícia para rebater as provas de acesso aos sistemas da Receita Federal pelo referido Procurador. Isso porque o recorrente não logrou demonstrar de que forma a impossibilidade da diligência prejudicou seu direito à defesa, uma vez que os dados que embasaram a decisão impugnada no writ, conforme relatado pela Comissão Processante, não foram extraídos do microcomputador utilizado pelo recorrente, mas de consulta à base de dados e arquivos do SERPRO. Confira-se, a propósito, manifestação da Comissão Processante sobre a matéria: ‘2. Com relação aos pleitos formulados na mencionada manifestação: (...) 2.2. esclarecer ao acusado que o relatório de apuração especial elaborado pelo SERPRO tem por base a 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF autoridades reputadas suspeitas pelo impetrante. 2. Inexistência de ilegalidade no apontado ato coator, o qual afastou, fundamentadamente e com observância das regras legais, as suscitadas nulidades no procedimento disciplinar avocado. 3. Agravo regimental não provido’. (MS 34.666-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.9.2017) Verifica-se, ademais, nos termos da jurisprudência desta Corte, ter sido conferida ampla oportunidade de manifestação ao recorrente a respeito das provas colacionadas aos autos. V – Da inocorrência de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa pela “perda” do microcomputador do recorrente pela Administração Também não se sustenta a alegação de que a perda do microcomputador utilizado pelo servidor, em razão de doação do referido objeto pela Administração no curso do processo administrativo, teria impedido a realização de perícia para rebater as provas de acesso aos sistemas da Receita Federal pelo referido Procurador. Isso porque o recorrente não logrou demonstrar de que forma a impossibilidade da diligência prejudicou seu direito à defesa, uma vez que os dados que embasaram a decisão impugnada no writ, conforme relatado pela Comissão Processante, não foram extraídos do microcomputador utilizado pelo recorrente, mas de consulta à base de dados e arquivos do SERPRO. Confira-se, a propósito, manifestação da Comissão Processante sobre a matéria: ‘2. Com relação aos pleitos formulados na mencionada manifestação: (...) 2.2. esclarecer ao acusado que o relatório de apuração especial elaborado pelo SERPRO tem por base a 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF consulta aos dados arquivados nos computadores de grande porte daquela pessoa jurídica, não tendo sido extraídos do microcomputador então utilizado pelo acusado, não havendo como possibilitar á defesa analisar o ‘corpo delito’, até porque, de corpo delito não se trata. A único providência possível seria a cópia das informações ali contidas, contendo os mesmos elementos constantes do relatório integrado aos autos às fls. 215/217, o que se mostraria de nenhuma valor para a instrução deste processo’. (eDOC 1, p. 453) Assim, não se pautando a acusação em dados obtidos daquele computador, não há que se falar em nulidade do processo por violação à ampla defesa e ao contraditório. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de não violar os princípios da ampla defesa e do contraditório o indeferimento de produção de provas, tendo em vista competir ao Relator do processo denegar pedidos impertinentes, protelatórios ou que não apresentem nenhuma contribuição ao esclarecimento dos fatos, nos termos do art. 162, § 2..., do RITCU; do art. 156, § 1..., da Lei 8.112/90 e do art. 38, § 2..., da Lei 9.784/99. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Inovação recursal. Impossibilidade. Indevida supressão de instância. Precedentes. Processo Administrativo Disciplinar. Indeferimento de pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Artigo 156, da Lei n 8.112/90 e art. 38, § 2..., da Lei n 9.784/99. Não ocorrência de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. Acórdão recorrido que não diverge do entendimento firmado na Suprema Corte. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido da impossibilidade de inovação do objeto do mandamus, em sede recursal ordinária, para 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF consulta aos dados arquivados nos computadores de grande porte daquela pessoa jurídica, não tendo sido extraídos do microcomputador então utilizado pelo acusado, não havendo como possibilitar á defesa analisar o ‘corpo delito’, até porque, de corpo delito não se trata. A único providência possível seria a cópia das informações ali contidas, contendo os mesmos elementos constantes do relatório integrado aos autos às fls. 215/217, o que se mostraria de nenhuma valor para a instrução deste processo’. (eDOC 1, p. 453) Assim, não se pautando a acusação em dados obtidos daquele computador, não há que se falar em nulidade do processo por violação à ampla defesa e ao contraditório. Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento consolidado no sentido de não violar os princípios da ampla defesa e do contraditório o indeferimento de produção de provas, tendo em vista competir ao Relator do processo denegar pedidos impertinentes, protelatórios ou que não apresentem nenhuma contribuição ao esclarecimento dos fatos, nos termos do art. 162, § 2..., do RITCU; do art. 156, § 1..., da Lei 8.112/90 e do art. 38, § 2..., da Lei 9.784/99. Nesse sentido: ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Inovação recursal. Impossibilidade. Indevida supressão de instância. Precedentes. Processo Administrativo Disciplinar. Indeferimento de pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Artigo 156, da Lei n 8.112/90 e art. 38, § 2..., da Lei n 9.784/99. Não ocorrência de violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. Acórdão recorrido que não diverge do entendimento firmado na Suprema Corte. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido da impossibilidade de inovação do objeto do mandamus, em sede recursal ordinária, para 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF incluir questões que não foram suscitadas na instância a quo. Precedentes. 2. A Lei n 8.112/90, ao assegurar ao servidor o direito de produzir provas e contraprovas e formular quesitos (art. 156), prevê a possibilidade de o presidente da comissão denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Também a Lei n 9.784/99, que regula o processo administrativo, dispõe sobre a possibilidade de indeferimento motivado de produção de provas tidas por ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. 3. No caso dos autos, as diligências probatórias requeridas pelo ora recorrente no PAD foram recusadas mediante decisão devidamente fundamentada da comissão processante. A conclusão adotada pela instância a quo não diverge do entendimento da Suprema Corte, no sentido de que o indeferimento fundamentado, em processo administrativo disciplinar, do pedido de produção de provas consideradas impertinentes não acarreta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido’. (RMS 34.595-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, Dje 14.8.2017) Verifica-se, ademais, que o recorrente teve oportunizada ampla participação no processo administrativo, tendo indicado testemunhas (eDOC 1, pp. 437-446), chamado o feito à ordem para apontar supostas nulidades no processo (eDOC 1, pp. 469- 477), apresentado exceção de suspeição e impedimento em desfavor dos integrantes da Comissão (eDOC 1, pp. 505-509), e alegações finais ao indiciamento conclusivo da Comissão (eDOC 2, pp. 92-141). Nessas oportunidades foi conferido amplo acesso aos documentos e provas colhidos nos autos contra o recorrente, com fins à formulação de sua defesa. Os argumentos apresentados em suas razões foram detidamente considerados pela autoridade coatora, conforme se verifica do Relatório 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF incluir questões que não foram suscitadas na instância a quo. Precedentes. 2. A Lei n 8.112/90, ao assegurar ao servidor o direito de produzir provas e contraprovas e formular quesitos (art. 156), prevê a possibilidade de o presidente da comissão denegar pedidos considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. Também a Lei n 9.784/99, que regula o processo administrativo, dispõe sobre a possibilidade de indeferimento motivado de produção de provas tidas por ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. 3. No caso dos autos, as diligências probatórias requeridas pelo ora recorrente no PAD foram recusadas mediante decisão devidamente fundamentada da comissão processante. A conclusão adotada pela instância a quo não diverge do entendimento da Suprema Corte, no sentido de que o indeferimento fundamentado, em processo administrativo disciplinar, do pedido de produção de provas consideradas impertinentes não acarreta violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa. Precedentes. 4. Agravo regimental não provido’. (RMS 34.595-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, Dje 14.8.2017) Verifica-se, ademais, que o recorrente teve oportunizada ampla participação no processo administrativo, tendo indicado testemunhas (eDOC 1, pp. 437-446), chamado o feito à ordem para apontar supostas nulidades no processo (eDOC 1, pp. 469- 477), apresentado exceção de suspeição e impedimento em desfavor dos integrantes da Comissão (eDOC 1, pp. 505-509), e alegações finais ao indiciamento conclusivo da Comissão (eDOC 2, pp. 92-141). Nessas oportunidades foi conferido amplo acesso aos documentos e provas colhidos nos autos contra o recorrente, com fins à formulação de sua defesa. Os argumentos apresentados em suas razões foram detidamente considerados pela autoridade coatora, conforme se verifica do Relatório 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF Conclusivo dos Trabalhos da Comissão (eDOC 2, pp. 179-334), a denotar a observância do devido processo legal pela autoridade coatora. VI – Da alegada desproporcionalidade da sanção aplicada. No que se refere à suscitada desproporcionalidade da pena aplicada, em razão da intenção do recorrente de preservar o erário de práticas ilegais, bem como pelos seus bons antecedentes funcionais, sublinho que o mandado de segurança não é meio processual adequado para a reforma da penalidade disciplinar imposta pelo Advogado-Geral da União, em processo conduzido pela Corregedoria-Geral da AGU, porquanto demandaria extensa dilação probatória. Isso porque a controvérsia sobre a matéria de fato suscitada pelo agravante revela a falta de liquidez necessária à configuração de situação amparável pela via estreita do mandado de segurança. Nesse sentido: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENALIDADE DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. A competência para a aplicação da sanção de cassação de aposentadoria é do Ministro responsável pela supervisão administrativa do órgão ao qual o servidor efetivo era vinculado, ainda que estivesse cedido no momento da prática dos atos ilícitos. 2. A aplicação da penalidade observou a previsão legal (art. 132, IV, VIII e X, e art. 134, ambos da Lei n 8.112/1990). A análise da proporcionalidade da sanção demandaria o exame aprofundado do conjunto probatório e/ou produção de provas, o que não é admitido em sede de mandado de segurança. Precedentes. 3. Salvo em caso de prescrição, não é nulo o processo administrativo disciplinar apenas em virtude do decurso do prazo máximo para sua conclusão. 4. Agravo a que se nega 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Conclusivo dos Trabalhos da Comissão (eDOC 2, pp. 179-334), a denotar a observância do devido processo legal pela autoridade coatora. VI – Da alegada desproporcionalidade da sanção aplicada. No que se refere à suscitada desproporcionalidade da pena aplicada, em razão da intenção do recorrente de preservar o erário de práticas ilegais, bem como pelos seus bons antecedentes funcionais, sublinho que o mandado de segurança não é meio processual adequado para a reforma da penalidade disciplinar imposta pelo Advogado-Geral da União, em processo conduzido pela Corregedoria-Geral da AGU, porquanto demandaria extensa dilação probatória. Isso porque a controvérsia sobre a matéria de fato suscitada pelo agravante revela a falta de liquidez necessária à configuração de situação amparável pela via estreita do mandado de segurança. Nesse sentido: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. PENALIDADE DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. 1. A competência para a aplicação da sanção de cassação de aposentadoria é do Ministro responsável pela supervisão administrativa do órgão ao qual o servidor efetivo era vinculado, ainda que estivesse cedido no momento da prática dos atos ilícitos. 2. A aplicação da penalidade observou a previsão legal (art. 132, IV, VIII e X, e art. 134, ambos da Lei n 8.112/1990). A análise da proporcionalidade da sanção demandaria o exame aprofundado do conjunto probatório e/ou produção de provas, o que não é admitido em sede de mandado de segurança. Precedentes. 3. Salvo em caso de prescrição, não é nulo o processo administrativo disciplinar apenas em virtude do decurso do prazo máximo para sua conclusão. 4. Agravo a que se nega 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF provimento’. (RMS 34.944-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 17.11.2017); ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Inovação recursal. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Observância dos requisitos de dosimetria da pena. Sanção disciplinar aplicada com base nas circunstâncias objetivas do fato e nas circunstâncias subjetivas do infrator. Impossibilidade de exame de fatos e reavaliação de provas do feito administrativo em sede de mandado de segurança. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido da impossibilidade de inovação do objeto do mandamus, em sede recursal ordinária, para incluir questões que não foram suscitadas na instância a quo. Precedentes. 2. Foram consideradas, no caso, as circunstâncias objetivas do fato e as circunstâncias subjetivas do infrator, previstas no art. 128, caput, da Lei n 8.112/90, para a aplicação ao agravante da sanção disciplinar de demissão, a qual se encontra devidamente fundamentada sob a legislação de regência. 3. Ausência de indícios de ilegalidade, tampouco de ofensa aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na dosimetria da penalidade aplicada, que enseje a nulidade da decisão tomada no processo administrativo disciplinar em questão. 4. Conclusão diversa da alcançada pela autoridade administrativa competente demandaria rediscussão de fatos e reexame de provas produzidas no âmbito do processo disciplinar, providência incompatível com o rito mandamental. 5. Agravo regimental não provido’. (RMS 34.701-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, Dje 11.9.2017) Nas razões deste agravo regimental, o recorrente retoma a argumentação expendida no recurso ordinário, que, em síntese, pode ser assim descrita, verbis: 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF provimento’. (RMS 34.944-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, Dje 17.11.2017); ‘Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. Inovação recursal. Impossibilidade. Processo administrativo disciplinar. Observância dos requisitos de dosimetria da pena. Sanção disciplinar aplicada com base nas circunstâncias objetivas do fato e nas circunstâncias subjetivas do infrator. Impossibilidade de exame de fatos e reavaliação de provas do feito administrativo em sede de mandado de segurança. Agravo regimental não provido. 1. A jurisprudência da Suprema Corte é pacífica no sentido da impossibilidade de inovação do objeto do mandamus, em sede recursal ordinária, para incluir questões que não foram suscitadas na instância a quo. Precedentes. 2. Foram consideradas, no caso, as circunstâncias objetivas do fato e as circunstâncias subjetivas do infrator, previstas no art. 128, caput, da Lei n 8.112/90, para a aplicação ao agravante da sanção disciplinar de demissão, a qual se encontra devidamente fundamentada sob a legislação de regência. 3. Ausência de indícios de ilegalidade, tampouco de ofensa aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na dosimetria da penalidade aplicada, que enseje a nulidade da decisão tomada no processo administrativo disciplinar em questão. 4. Conclusão diversa da alcançada pela autoridade administrativa competente demandaria rediscussão de fatos e reexame de provas produzidas no âmbito do processo disciplinar, providência incompatível com o rito mandamental. 5. Agravo regimental não provido’. (RMS 34.701-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, Dje 11.9.2017) Nas razões deste agravo regimental, o recorrente retoma a argumentação expendida no recurso ordinário, que, em síntese, pode ser assim descrita, verbis: 18 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 39 Relatório RMS 35383 AGR / DF “a) o AGU não possui competência para demitir Procurador da Fazenda Nacional, na medida em que não pode um decreto atribuir competência que a lei expressamente vedou; b) ocorreu a prescrição da pretensão punitiva na medida em que tanto o Corregedor, como a autoridade imediatamente superior, o Advogado Geral da União tiverem inequívoca ciência da irregularidade atribuída ao Agravante; c) o Presidente da Comissão era suspeito para presidir a Comissão de PAD, cujo relatório final sugeriu a demissão do Agravante. c) no caso vertente há inequívoca contaminação das provas, na medida em que as provas produzidas em PAD declarado nulo desde sua origem foram utilizadas na inculpação do Agravante; d) não se pretende na estrita via da presente ação o exame da suficiência do acervo probatório que deu causa a condenação do agravante, mas a decretação de violação ao devido processo legal, já que a prova que poderia inocentar o Agravante, qual seja, a perícia em seu computador, desapareceu no curso da apuração administrativa; e) na aplicação da sanção houve a violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade”; (eDOC 31, p. 5) Expostas essas ponderações, o recorrente requer o provimento do presente agravo para que seja reformada a decisão recorrida e levado a julgamento colegiado o recurso ordinário interposto. Em contrarrazões, a União manifesta-se pelo desprovimento do agravo com a consequente manutenção da decisão. (eDOC 36) Por petição de 27.4.2018, o agravante ainda pugna pela decretação da revelia e pelo julgamento antecipado da lide, alegando que a parte ex adversa ofertou as contrarrazões ao agravo interno intempestivamente. (eDOC 38) É o relatório. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF “a) o AGU não possui competência para demitir Procurador da Fazenda Nacional, na medida em que não pode um decreto atribuir competência que a lei expressamente vedou; b) ocorreu a prescrição da pretensão punitiva na medida em que tanto o Corregedor, como a autoridade imediatamente superior, o Advogado Geral da União tiverem inequívoca ciência da irregularidade atribuída ao Agravante; c) o Presidente da Comissão era suspeito para presidir a Comissão de PAD, cujo relatório final sugeriu a demissão do Agravante. c) no caso vertente há inequívoca contaminação das provas, na medida em que as provas produzidas em PAD declarado nulo desde sua origem foram utilizadas na inculpação do Agravante; d) não se pretende na estrita via da presente ação o exame da suficiência do acervo probatório que deu causa a condenação do agravante, mas a decretação de violação ao devido processo legal, já que a prova que poderia inocentar o Agravante, qual seja, a perícia em seu computador, desapareceu no curso da apuração administrativa; e) na aplicação da sanção houve a violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade”; (eDOC 31, p. 5) Expostas essas ponderações, o recorrente requer o provimento do presente agravo para que seja reformada a decisão recorrida e levado a julgamento colegiado o recurso ordinário interposto. Em contrarrazões, a União manifesta-se pelo desprovimento do agravo com a consequente manutenção da decisão. (eDOC 36) Por petição de 27.4.2018, o agravante ainda pugna pela decretação da revelia e pelo julgamento antecipado da lide, alegando que a parte ex adversa ofertou as contrarrazões ao agravo interno intempestivamente. (eDOC 38) É o relatório. 19 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CCA-117C-0FDA-F163 e senha 22E3-A8D2-4646-6E00 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do julgado. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o decisum e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, consigno que não assiste razão ao recorrente quanto à alegada incompetência do Advogado-Geral da União para aplicar a pena de demissão a integrante da carreira de Procurador da Fazenda Nacional em razão da vedação prevista no art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/93, verbis: “Art. 4... – São atribuições do Advogado-Geral da União: (...) XV – proferir decisão nas sindicâncias e nos processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral e aplicar penalidades, salvo a de demissão”. Como demonstrado na decisão ora impugnada, a realização do ato indicado como coator foi autorizada pelo Decreto 3.035/1999, pelo qual o Chefe do Executivo delegou ao Advogado-Geral da União a atribuição para julgar processos administrativos e aplicar penalidades, inclusive a de demissão, a servidores a ele subordinados ou vinculados. O referido Decreto teve por fundamento autorização constitucional expressa, contida no art. 84, VI, “a”, e XXV, parágrafo único, do texto constitucional. Transcrevo os referidos dispositivos: Constituição Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do julgado. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o decisum e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Inicialmente, consigno que não assiste razão ao recorrente quanto à alegada incompetência do Advogado-Geral da União para aplicar a pena de demissão a integrante da carreira de Procurador da Fazenda Nacional em razão da vedação prevista no art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/93, verbis: “Art. 4... – São atribuições do Advogado-Geral da União: (...) XV – proferir decisão nas sindicâncias e nos processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral e aplicar penalidades, salvo a de demissão”. Como demonstrado na decisão ora impugnada, a realização do ato indicado como coator foi autorizada pelo Decreto 3.035/1999, pelo qual o Chefe do Executivo delegou ao Advogado-Geral da União a atribuição para julgar processos administrativos e aplicar penalidades, inclusive a de demissão, a servidores a ele subordinados ou vinculados. O referido Decreto teve por fundamento autorização constitucional expressa, contida no art. 84, VI, “a”, e XXV, parágrafo único, do texto constitucional. Transcrevo os referidos dispositivos: Constituição Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) VI - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (...) XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; (...) Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações”. Decreto 3.035/1999 “Art. 1... Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgão da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos: I – julgar os processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores;” Conforme já esclarecido na decisão recorrida, o art. 84 da Constituição Federal confere ao Presidente da República a faculdade de delegar a competência prevista no inciso XXV do mesmo dispositivo aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) VI - dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; (...) XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei; (...) Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações”. Decreto 3.035/1999 “Art. 1... Fica delegada competência aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União, vedada a subdelegação, para, no âmbito dos órgão da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional que lhes são subordinados ou vinculados, observadas as disposições legais e regulamentares, especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico, praticar os seguintes atos: I – julgar os processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades, nas hipóteses de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores;” Conforme já esclarecido na decisão recorrida, o art. 84 da Constituição Federal confere ao Presidente da República a faculdade de delegar a competência prevista no inciso XXV do mesmo dispositivo aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF Nesse ponto, também restou consignado que esta Corte reconheceu a constitucionalidade do art. 1..., inciso I, do Decreto 3.035/1999, assentando que a competência para prover cargos públicos também abarca a de desprovê-los. Confira-se outro precedente, além daqueles já citados na decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL. PORTARIA DE INSTAURAÇÃO DO PAD. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE DO ÓRGÃO EM QUE OCORREU A INFRAÇÃO. NOMEAÇÃO DOS INTEGRANTES DA COMISSÃO PROCESSANTE APÓS A OCORRÊNCIA DO ILÍCITO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. REQUERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. INDEFERIMENTO FUNDAMENTADO. PREVISÃO LEGAL. ILIQUIDEZ DOS FATOS. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O art. 141, I, da Lei 8.112/1990, em consonância com o art. 84, XXV, da Lei Fundamental, predica que o Presidente da República é a autoridade competente para aplicar a penalidade de demissão a servidor vinculado ao Poder Executivo, sendo constitucional, nos termos do art. 84, parágrafo único, da Constituição, e do art. 1..., I, do Decreto 3.035/1999, a delegação aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União. Precedentes: Recurso Extraordinário 633009 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 27-09-2011; RMS 24194, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 07-10-2011; MS 25518, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 10- 08-2006, dentre outros. 2. In casu, a delegação de competência para a aplicação da sanção de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor restou incólume, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Nesse ponto, também restou consignado que esta Corte reconheceu a constitucionalidade do art. 1..., inciso I, do Decreto 3.035/1999, assentando que a competência para prover cargos públicos também abarca a de desprovê-los. Confira-se outro precedente, além daqueles já citados na decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AGENTE PENITENCIÁRIO FEDERAL. PORTARIA DE INSTAURAÇÃO DO PAD. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE DO ÓRGÃO EM QUE OCORREU A INFRAÇÃO. NOMEAÇÃO DOS INTEGRANTES DA COMISSÃO PROCESSANTE APÓS A OCORRÊNCIA DO ILÍCITO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. CERCEAMENTO DE DEFESA. REQUERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. INDEFERIMENTO FUNDAMENTADO. PREVISÃO LEGAL. ILIQUIDEZ DOS FATOS. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O art. 141, I, da Lei 8.112/1990, em consonância com o art. 84, XXV, da Lei Fundamental, predica que o Presidente da República é a autoridade competente para aplicar a penalidade de demissão a servidor vinculado ao Poder Executivo, sendo constitucional, nos termos do art. 84, parágrafo único, da Constituição, e do art. 1..., I, do Decreto 3.035/1999, a delegação aos Ministros de Estado e ao Advogado-Geral da União. Precedentes: Recurso Extraordinário 633009 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 27-09-2011; RMS 24194, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 07-10-2011; MS 25518, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 10- 08-2006, dentre outros. 2. In casu, a delegação de competência para a aplicação da sanção de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor restou incólume, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF na medida em que a imposição da penalidade máxima decorreu de ato do Ministro de Estado da Justiça. 3. (...)”. (RMS-AgR 32.811, Rel. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.10.2016, grifo nosso). Assim, entende-se ser possível ao Advogado-Geral da União, com fundamento no Decreto 3.035/1999, aplicar a pena de demissão a servidores vinculados à AGU. Outrossim, não merece acolhimento a argumentação de que houve, por via transversa, a declaração de inconstitucionalidade do art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/1999, sem observância do princípio da reserva do Plenário (Súmula Vinculante 10). Anoto que não é o fato de as decisões judiciais não terem aplicado o art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/1993 (eDOC 31, p. 24), tampouco o advento do Decreto 3.035/1999, com a subsequente declaração de sua constitucionalidade por esta Corte, que tornam a referida lei complementar inconstitucional. Na decisão ora recorrida, afirmei que a Lei Complementar 73/1993 condiz com o texto da Constituição porque, de fato, ao Advogado-Geral da União não pode ser conferida atribuição inserta na competência privativa do Presidente da República (art. 84, XXV) por meio de lei. É dizer assim que, sob essa ótica, a Lei Complementar 73/1993 não se encontra contaminada por vício constitucional. A superveniência do Decreto 3.035/1999, por sua vez, não tem o condão de gerar a inconstitucionalidade apontada porque apenas torna ineficaz a vedação prevista no inciso XV do art. 4..., enquanto vigente a delegação fundada na autorização prevista no parágrafo único do art. 84 da Constituição. Deve-se ressaltar que essa delegação é mera faculdade do Chefe do Poder Executivo, que, a qualquer momento, pode revogá-la se resolver recobrar sua competência. O citado decreto, portanto não derroga a Lei Complementar 73/1993, que, conforme exposto acima, em vez de estar em conflito com a norma constitucional, está com ela condizente, ao não permitir que o Advogado-Geral da União exerça competência privativa do Presidente da República. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF na medida em que a imposição da penalidade máxima decorreu de ato do Ministro de Estado da Justiça. 3. (...)”. (RMS-AgR 32.811, Rel. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 28.10.2016, grifo nosso). Assim, entende-se ser possível ao Advogado-Geral da União, com fundamento no Decreto 3.035/1999, aplicar a pena de demissão a servidores vinculados à AGU. Outrossim, não merece acolhimento a argumentação de que houve, por via transversa, a declaração de inconstitucionalidade do art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/1999, sem observância do princípio da reserva do Plenário (Súmula Vinculante 10). Anoto que não é o fato de as decisões judiciais não terem aplicado o art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/1993 (eDOC 31, p. 24), tampouco o advento do Decreto 3.035/1999, com a subsequente declaração de sua constitucionalidade por esta Corte, que tornam a referida lei complementar inconstitucional. Na decisão ora recorrida, afirmei que a Lei Complementar 73/1993 condiz com o texto da Constituição porque, de fato, ao Advogado-Geral da União não pode ser conferida atribuição inserta na competência privativa do Presidente da República (art. 84, XXV) por meio de lei. É dizer assim que, sob essa ótica, a Lei Complementar 73/1993 não se encontra contaminada por vício constitucional. A superveniência do Decreto 3.035/1999, por sua vez, não tem o condão de gerar a inconstitucionalidade apontada porque apenas torna ineficaz a vedação prevista no inciso XV do art. 4..., enquanto vigente a delegação fundada na autorização prevista no parágrafo único do art. 84 da Constituição. Deve-se ressaltar que essa delegação é mera faculdade do Chefe do Poder Executivo, que, a qualquer momento, pode revogá-la se resolver recobrar sua competência. O citado decreto, portanto não derroga a Lei Complementar 73/1993, que, conforme exposto acima, em vez de estar em conflito com a norma constitucional, está com ela condizente, ao não permitir que o Advogado-Geral da União exerça competência privativa do Presidente da República. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF Saliento que, na hipótese de revogação do Decreto 3.035/1999, o art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/1993, terá restaurada a sua eficácia que, no período de vigência da delegação, permanece paralisada por força do uso da prerrogativa constitucional conferida ao Chefe do Poder Executivo. Assim, a questão não envolve a declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 73/1993, até porque este diploma legal somente seria inconstitucional (quanto ao aspecto ora analisado) se sofresse alteração que autorizasse o Advogado-Geral da União a praticar o ato demissório, de competência privativa do Presidente da República, pois, em tal hipótese, sim, estaria em confronto com o art. 84, XXV, da Constituição, sendo indiferente a vigência ou não do Decreto 3.035/1999. No que tange a alegação de prescrição da pretensão punitiva, também não assiste razão ao recorrente. Conforme exposto no julgado ora recorrido, esta Corte, à luz do art. 142, § 2..., da Lei 8.112/1990, firmou orientação no sentido de que basta a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei penal no processo administrativo disciplinar. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA EVIDENCIADA. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PARA COMPLEMENTAR AS RAZÕES. INTELIGÊNCIA DO ART. 1.024, § 3..., DO Código de Processo Civil. MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ATO DO CNMP. CONDUTA QUE CARACTERIZA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA E PENAL. LEGITIMIDADE DA APLICAÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL DA LEI PENAL, INDEPENDENTEMENTE, DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO NA ESFERA CRIMINAL. OBSERVÂNCIA AO ART. 244, PARÁGRAFO ÚNICO, DA Lei Complementar 75/93. PRECEDENTES. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE NA VIA MANDAMENTAL. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF Saliento que, na hipótese de revogação do Decreto 3.035/1999, o art. 4..., XV, da Lei Complementar 73/1993, terá restaurada a sua eficácia que, no período de vigência da delegação, permanece paralisada por força do uso da prerrogativa constitucional conferida ao Chefe do Poder Executivo. Assim, a questão não envolve a declaração de inconstitucionalidade da Lei Complementar 73/1993, até porque este diploma legal somente seria inconstitucional (quanto ao aspecto ora analisado) se sofresse alteração que autorizasse o Advogado-Geral da União a praticar o ato demissório, de competência privativa do Presidente da República, pois, em tal hipótese, sim, estaria em confronto com o art. 84, XXV, da Constituição, sendo indiferente a vigência ou não do Decreto 3.035/1999. No que tange a alegação de prescrição da pretensão punitiva, também não assiste razão ao recorrente. Conforme exposto no julgado ora recorrido, esta Corte, à luz do art. 142, § 2..., da Lei 8.112/1990, firmou orientação no sentido de que basta a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei penal no processo administrativo disciplinar. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO. IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA EVIDENCIADA. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PARA COMPLEMENTAR AS RAZÕES. INTELIGÊNCIA DO ART. 1.024, § 3..., DO Código de Processo Civil. MANDADO DE SEGURANÇA IMPETRADO CONTRA ATO DO CNMP. CONDUTA QUE CARACTERIZA INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA E PENAL. LEGITIMIDADE DA APLICAÇÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL DA LEI PENAL, INDEPENDENTEMENTE, DE INSTAURAÇÃO DE PROCEDIMENTO NA ESFERA CRIMINAL. OBSERVÂNCIA AO ART. 244, PARÁGRAFO ÚNICO, DA Lei Complementar 75/93. PRECEDENTES. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. NECESSIDADE DE REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE NA VIA MANDAMENTAL. ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER NÃO CARACTERIZADOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO, AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (MS-ED 35.631, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 26.11.2018) “MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. DECRETAÇÃO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DISCIPLINAR CONTRA MAGISTRADA. PRAZO PRESCRICIONAL COMPUTADO CONSOANTE O ART. 142 DA LEI 8.112/1990. CONDUTA TIPIFICADA COMO CRIME. ALEGADA DESCONFORMIDADE COM ORDENAMENTO JURÍDICO E A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATUAÇÃO COMO CUSTOS LEGIS. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. PRECEDENTE. MANDADO DE SEGURANÇA NÃO CONHECIDO”. (MS 33.736, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 23.8.2017) No caso dos autos, constata-se que a infração disciplinar objeto do processo administrativo disciplinar instaurado pelo Corregedor-Geral da União para apurar a responsabilidade do impetrante também se qualifica como delito penal, o que atrai a aplicação do prazo prescricional diferenciado. Rememoro, quanto ao ponto, a decisão agravada: “Analisando os fatos descritos no recurso, verifica-se que as condutas imputadas ao impetrante podem ser enquadradas, em tese, no art. 325, § 2..., do Código Penal – ao qual me reporto genericamente, tendo em vista que a apreciação da questão ora em comento não adentra a seara do Direito Penal –, que prevê configurar crime de violação de sigilo funcional a seguinte conduta: ‘Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar- lhe a revelação: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF RECEBIDOS COMO AGRAVO INTERNO, AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (MS-ED 35.631, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 26.11.2018) “MANDADO DE SEGURANÇA. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO. DECRETAÇÃO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DISCIPLINAR CONTRA MAGISTRADA. PRAZO PRESCRICIONAL COMPUTADO CONSOANTE O ART. 142 DA LEI 8.112/1990. CONDUTA TIPIFICADA COMO CRIME. ALEGADA DESCONFORMIDADE COM ORDENAMENTO JURÍDICO E A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. ATUAÇÃO COMO CUSTOS LEGIS. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. PRECEDENTE. MANDADO DE SEGURANÇA NÃO CONHECIDO”. (MS 33.736, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 23.8.2017) No caso dos autos, constata-se que a infração disciplinar objeto do processo administrativo disciplinar instaurado pelo Corregedor-Geral da União para apurar a responsabilidade do impetrante também se qualifica como delito penal, o que atrai a aplicação do prazo prescricional diferenciado. Rememoro, quanto ao ponto, a decisão agravada: “Analisando os fatos descritos no recurso, verifica-se que as condutas imputadas ao impetrante podem ser enquadradas, em tese, no art. 325, § 2..., do Código Penal – ao qual me reporto genericamente, tendo em vista que a apreciação da questão ora em comento não adentra a seara do Direito Penal –, que prevê configurar crime de violação de sigilo funcional a seguinte conduta: ‘Art. 325. Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar- lhe a revelação: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF se o fato não constitui crime mais grave. § 1... Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (…) II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2... Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. Esse delito, na forma qualificada do parágrafo 2..., prescreve pena máxima in abstracto de seis anos, motivo pelo qual a prescrição a ser aplicada aos atos analisados pela decisão impugnada poderá se dar em doze anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal. (…) Dessa forma, considerando a possibilidade de aplicação do prazo prescricional de doze anos às condutas imputadas ao impetrante, deve ser afastada a configuração da prescrição da pretensão punitiva do Estado na esfera administrativa, mormente porque, ainda que se considere a data de 22.10.2003 como o termo a quo do conhecimento dos fatos pela Administração – como requer o recorrente –, a prescrição, ainda assim, não teria se operado”. (eDOC 28, p. 11/12) - grifo nosso Assim, é indiferente o argumento de que o agravante “nunca foi indiciado, denunciado ou muito menos condenado por qualquer crime, em especial aquele capitulado no art. 325 do Código Penal”, uma vez que a jurisprudência firmou-se no sentido de ser irrelevante a instauração de processo penal a respeito da caracterização de crimes pelas infrações administrativas imputadas ao impetrante, para fins de cálculo da prescrição, ressalvadas as hipóteses de reconhecimento, na esfera penal, da inexistência do fato ou negativa de autoria. Cito, a propósito, os julgados a seguir: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REGÊNCIA: Código de Processo Civil/1973. AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. IMPROBIDADE 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF se o fato não constitui crime mais grave. § 1... Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (…) II – se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. § 2... Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. Esse delito, na forma qualificada do parágrafo 2..., prescreve pena máxima in abstracto de seis anos, motivo pelo qual a prescrição a ser aplicada aos atos analisados pela decisão impugnada poderá se dar em doze anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal. (…) Dessa forma, considerando a possibilidade de aplicação do prazo prescricional de doze anos às condutas imputadas ao impetrante, deve ser afastada a configuração da prescrição da pretensão punitiva do Estado na esfera administrativa, mormente porque, ainda que se considere a data de 22.10.2003 como o termo a quo do conhecimento dos fatos pela Administração – como requer o recorrente –, a prescrição, ainda assim, não teria se operado”. (eDOC 28, p. 11/12) - grifo nosso Assim, é indiferente o argumento de que o agravante “nunca foi indiciado, denunciado ou muito menos condenado por qualquer crime, em especial aquele capitulado no art. 325 do Código Penal”, uma vez que a jurisprudência firmou-se no sentido de ser irrelevante a instauração de processo penal a respeito da caracterização de crimes pelas infrações administrativas imputadas ao impetrante, para fins de cálculo da prescrição, ressalvadas as hipóteses de reconhecimento, na esfera penal, da inexistência do fato ou negativa de autoria. Cito, a propósito, os julgados a seguir: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REGÊNCIA: Código de Processo Civil/1973. AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. IMPROBIDADE 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF ADMINISTRATIVA E INDIGNIDADE NA FUNÇÃO PÚBLICA. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPITULADA COMO CRIME: PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEI PENAL. PRECEDENTES. INDEPENDÊNCIA RELATIVA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA: ATO VINCULADO. PRECEDENTES. CONSTITUCIONALIDADE DA PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA (ART. 134 DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA DESPROVIDO”. (RMS 33.937, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 21.11.2016); “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CONDUTA TAMBÉM TIPIFICADA COMO CRIME. PRAZO PRESCRICIONAL. 1. Capitulada a infração administrativa como crime, o prazo prescricional da respectiva ação disciplinar tem por parâmetro o estabelecido na lei penal (art. 109 do Código Penal Brasileiro), conforme determina o art. 142, § 2..., da Lei n 8.112/1990, independentemente da instauração de ação penal. Precedente: MS 24.013, Rel. para o acórdão Min. Sepúlveda Pertence. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RMS-AgR 31.506, Rel. Min. Roberto Barroso, Pleno, DJe 26.3.2015) Dessa forma, sendo necessária apenas a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei criminal, não prospera o recurso, no ponto. Nesse diapasão, as infrações administrativas imputadas ao recorrente podem ser capituladas como crime de violação de sigilo funcional, pela divulgação de dados de terceiro protegidos por sigilo fiscal, aos quais teve acesso pela utilização indevida de sistema no 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF ADMINISTRATIVA E INDIGNIDADE NA FUNÇÃO PÚBLICA. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPITULADA COMO CRIME: PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEI PENAL. PRECEDENTES. INDEPENDÊNCIA RELATIVA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA: ATO VINCULADO. PRECEDENTES. CONSTITUCIONALIDADE DA PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA (ART. 134 DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA DESPROVIDO”. (RMS 33.937, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 21.11.2016); “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CONDUTA TAMBÉM TIPIFICADA COMO CRIME. PRAZO PRESCRICIONAL. 1. Capitulada a infração administrativa como crime, o prazo prescricional da respectiva ação disciplinar tem por parâmetro o estabelecido na lei penal (art. 109 do Código Penal Brasileiro), conforme determina o art. 142, § 2..., da Lei n 8.112/1990, independentemente da instauração de ação penal. Precedente: MS 24.013, Rel. para o acórdão Min. Sepúlveda Pertence. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RMS-AgR 31.506, Rel. Min. Roberto Barroso, Pleno, DJe 26.3.2015) Dessa forma, sendo necessária apenas a capitulação da infração administrativa como crime para ser considerado o prazo prescricional previsto na lei criminal, não prospera o recurso, no ponto. Nesse diapasão, as infrações administrativas imputadas ao recorrente podem ser capituladas como crime de violação de sigilo funcional, pela divulgação de dados de terceiro protegidos por sigilo fiscal, aos quais teve acesso pela utilização indevida de sistema no 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF exercício de sua função, resultando, ainda, em danos à Administração ou a outrem (art. 325, § 1..., II e § 2..., do Código Penal). O referido delito prevê a pena máxima in abstrato de seis anos, motivo pelo qual o prazo prescricional a ser aplicado à infração administrativa é de 12 (doze) anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal, c/c art. 142, § 2..., da Lei 8.112/93 e art. 2... da Lei 9.873/99. Assim, tendo em vista que a contagem do prazo prescricional da pretensão sancionatória da Administração começa a contar do conhecimento da irregularidade no serviço público pela autoridade competente para instaurar o processo administrativo disciplinar, nos termos do art. 143, da Lei 8.112/93, c/c art. 5..., III e VI, da Lei Complementar 73/93, não houve o decurso do referido prazo, no caso em questão. Sublinhe-se, quanto à suscitada alegação de vedação ao princípio da não surpresa pela aplicação do art. 142, § 2..., da Lei 8.112/1990 ao caso ora em análise, que a expressão “fundamento”, contida no art. 10 do Código de Processo Civil/2015, diz respeito ao fundamento jurídico em que se baseia a pretensão ou a defesa e que possa influenciar o julgamento da causa, o que não se confunde com o dispositivo legal aplicável aos fatos já debatidos nos autos. A propósito, cito lição de Vicente Greco Filho: "O fato e o fundamento jurídico do pedido são a causa de pedir, na expressão latina, a causa petendi. Antes de mais nada é preciso observar que o fundamento jurídico é diferente do fundamento legal; este é a indicação (facultativa, porque o juiz conhece o direito) dos dispositivos legais a serem aplicados para que seja decretada a procedência da ação; aquele (que é de descrição essencial) refere-se à relação jurídica e fato contrário do réu que vai justificar o pedido de tutela jurisdicional". (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... Volume, 22... ed., pg. 136). Conforme exposto, o referido princípio não impõe ao magistrado que sinalize à parte o dispositivo legal passível de aplicação ao caso concreto, ou mesmo deixe de aplicar a norma porque as partes, ao debaterem o tema, não o suscitaram em suas peças processuais. Isso 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF exercício de sua função, resultando, ainda, em danos à Administração ou a outrem (art. 325, § 1..., II e § 2..., do Código Penal). O referido delito prevê a pena máxima in abstrato de seis anos, motivo pelo qual o prazo prescricional a ser aplicado à infração administrativa é de 12 (doze) anos, nos termos do art. 109, III, do Código Penal, c/c art. 142, § 2..., da Lei 8.112/93 e art. 2... da Lei 9.873/99. Assim, tendo em vista que a contagem do prazo prescricional da pretensão sancionatória da Administração começa a contar do conhecimento da irregularidade no serviço público pela autoridade competente para instaurar o processo administrativo disciplinar, nos termos do art. 143, da Lei 8.112/93, c/c art. 5..., III e VI, da Lei Complementar 73/93, não houve o decurso do referido prazo, no caso em questão. Sublinhe-se, quanto à suscitada alegação de vedação ao princípio da não surpresa pela aplicação do art. 142, § 2..., da Lei 8.112/1990 ao caso ora em análise, que a expressão “fundamento”, contida no art. 10 do Código de Processo Civil/2015, diz respeito ao fundamento jurídico em que se baseia a pretensão ou a defesa e que possa influenciar o julgamento da causa, o que não se confunde com o dispositivo legal aplicável aos fatos já debatidos nos autos. A propósito, cito lição de Vicente Greco Filho: "O fato e o fundamento jurídico do pedido são a causa de pedir, na expressão latina, a causa petendi. Antes de mais nada é preciso observar que o fundamento jurídico é diferente do fundamento legal; este é a indicação (facultativa, porque o juiz conhece o direito) dos dispositivos legais a serem aplicados para que seja decretada a procedência da ação; aquele (que é de descrição essencial) refere-se à relação jurídica e fato contrário do réu que vai justificar o pedido de tutela jurisdicional". (Direito Processual Civil Brasileiro, 2... Volume, 22... ed., pg. 136). Conforme exposto, o referido princípio não impõe ao magistrado que sinalize à parte o dispositivo legal passível de aplicação ao caso concreto, ou mesmo deixe de aplicar a norma porque as partes, ao debaterem o tema, não o suscitaram em suas peças processuais. Isso 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF porque o conhecimento geral da lei é presumido (art. 3..., LICC), e são os fatos da causa que são submetidos a contraditório, não o ordenamento jurídico. Conforme se verifica das peças processuais juntadas pelas partes, houve ampla discussão nos autos a respeito da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, e, portanto, a aplicação da legislação em vigor e da jurisprudência desta Corte quanto ao tema não traz qualquer novidade para as partes nem ofende o princípio em questão. Quanto à alegação de suspeição e impedimento do Presidente da Comissão Processante, não restou comprovada a ocorrência da parcialidade suscitada, a ensejar a nulidade do ato impugnado, conforme exige a jurisprudência desta Corte. A propósito, confira-se mais outro precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. QUEBRA DE SIGILO FISCAL DE CONTRIBUINTE. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO E AUSÊNCIA DE PROVAS DA PRÁTICA DA INFRAÇÃO IMPUTADA. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Suspeição da comissão de processo administrativo não demonstrada. Inexistência de ato ou manifestação que evidencie atitude tendenciosa de seus membros. 2. A ausência de intimação do resultado do relatório final da comissão de processo administrativo não caracteriza afronta ao contraditório e à ampla defesa quando o servidor se defendeu ao longo de todo o processo administrativo. Precedentes. 3. O indeferimento motivado de pedido de prova testemunhal formulado após o término da instrução do processo administrativo não caracteriza cerceamento de defesa. Art. 156, §§1... e 2..., da Lei n. 8.112/1990. 4. Existência de provas suficientes da participação do servidor na quebra do sigilo fiscal de contribuinte e no compartilhamento indevido de sua senha pessoal de acesso aos sistemas do Ministério da Fazenda. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF porque o conhecimento geral da lei é presumido (art. 3..., LICC), e são os fatos da causa que são submetidos a contraditório, não o ordenamento jurídico. Conforme se verifica das peças processuais juntadas pelas partes, houve ampla discussão nos autos a respeito da ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, e, portanto, a aplicação da legislação em vigor e da jurisprudência desta Corte quanto ao tema não traz qualquer novidade para as partes nem ofende o princípio em questão. Quanto à alegação de suspeição e impedimento do Presidente da Comissão Processante, não restou comprovada a ocorrência da parcialidade suscitada, a ensejar a nulidade do ato impugnado, conforme exige a jurisprudência desta Corte. A propósito, confira-se mais outro precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. ATO DO MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. QUEBRA DE SIGILO FISCAL DE CONTRIBUINTE. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO E AUSÊNCIA DE PROVAS DA PRÁTICA DA INFRAÇÃO IMPUTADA. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Suspeição da comissão de processo administrativo não demonstrada. Inexistência de ato ou manifestação que evidencie atitude tendenciosa de seus membros. 2. A ausência de intimação do resultado do relatório final da comissão de processo administrativo não caracteriza afronta ao contraditório e à ampla defesa quando o servidor se defendeu ao longo de todo o processo administrativo. Precedentes. 3. O indeferimento motivado de pedido de prova testemunhal formulado após o término da instrução do processo administrativo não caracteriza cerceamento de defesa. Art. 156, §§1... e 2..., da Lei n. 8.112/1990. 4. Existência de provas suficientes da participação do servidor na quebra do sigilo fiscal de contribuinte e no compartilhamento indevido de sua senha pessoal de acesso aos sistemas do Ministério da Fazenda. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF 5. Recurso ordinário ao qual se nega provimento”. (RMS 30.881, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 29.10.2012) – grifo nosso Ademais, esclareço que a emissão de juízo de valor a viciar a parcialidade do julgador não diz respeito à manifestação proferida no curso do processo com objeto diverso daquele investigado nos autos, pois ao membro da comissão processante, no exercício de seu mister, impõe- se o ônus de concluir objetivamente pela acusação ou pela inocência do acusado ao final da apuração dos fatos. Reafirmo, ainda, que não houve manifestação do membro da comissão acerca dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, contra o impetrante, quando integrou a Comissão de julgamento do PAD 00406.000368/2004-47, instaurado para investigações de condutas atribuídas a outro servidor. Não ocorreu, também, a participação do Presidente da Comissão como perito, testemunha ou representante das partes nos autos do processo. Assim registrei no julgado ora impugnado: “Sublinho, ademais, que o simples conhecimento, pelo Presidente da Comissão, dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, instaurado contra o recorrente, em razão de ter integrado também a Comissão Processante do PAD 00406.000368/2004-47, aberto para apuração de condutas cometidas por outro servidor – desde que não tenha emitido juízo de valor sobre os fatos ora analisados –, não enseja o impedimento previsto no art. 18, II, da Lei 9.784/99, uma vez que não houve participação do Presidente da Comissão ora impugnado como perito, testemunha ou representante das partes naqueles autos”.(eDOC 28, p. 17) – grifo nosso Também restou assentado naquela decisão não estar configurada a suspeição do servidor com fundamento no art. 20 da Lei 9.784/1999, por não ter sido demonstrada a existência de “amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau”. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF 5. Recurso ordinário ao qual se nega provimento”. (RMS 30.881, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 29.10.2012) – grifo nosso Ademais, esclareço que a emissão de juízo de valor a viciar a parcialidade do julgador não diz respeito à manifestação proferida no curso do processo com objeto diverso daquele investigado nos autos, pois ao membro da comissão processante, no exercício de seu mister, impõe- se o ônus de concluir objetivamente pela acusação ou pela inocência do acusado ao final da apuração dos fatos. Reafirmo, ainda, que não houve manifestação do membro da comissão acerca dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, contra o impetrante, quando integrou a Comissão de julgamento do PAD 00406.000368/2004-47, instaurado para investigações de condutas atribuídas a outro servidor. Não ocorreu, também, a participação do Presidente da Comissão como perito, testemunha ou representante das partes nos autos do processo. Assim registrei no julgado ora impugnado: “Sublinho, ademais, que o simples conhecimento, pelo Presidente da Comissão, dos fatos apurados no PAD 00406.003398/2008-39, instaurado contra o recorrente, em razão de ter integrado também a Comissão Processante do PAD 00406.000368/2004-47, aberto para apuração de condutas cometidas por outro servidor – desde que não tenha emitido juízo de valor sobre os fatos ora analisados –, não enseja o impedimento previsto no art. 18, II, da Lei 9.784/99, uma vez que não houve participação do Presidente da Comissão ora impugnado como perito, testemunha ou representante das partes naqueles autos”.(eDOC 28, p. 17) – grifo nosso Também restou assentado naquela decisão não estar configurada a suspeição do servidor com fundamento no art. 20 da Lei 9.784/1999, por não ter sido demonstrada a existência de “amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges, companheiros, parentes e afins até o terceiro grau”. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 32 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF No que diz respeito ao argumento de que as provas do PAD, objeto do mandado de segurança, estavam viciadas em decorrência da anulação dos processos administrativos disciplinares instaurados anteriormente, melhor sorte não ampara o agravante. Conforme consignei na decisão agravada, desde que as provas produzidas em processos que vieram a ser anulados não sejam produzidas por meios ilícitos (art. 30 da Lei 9784/1999), não há impedimento de aproveitamento em outra instrução processual. Na espécie, os vícios causadores da anulação levada a efeito nos autos dos PADs 10951.001133/2003-69 e 000406.000369/2004-91 não contaminaram o processo no qual o agravante foi apenado, tendo em vista que tais anulações tiveram por fundamento o reconhecimento da incompetência da autoridade instauradora do processo e o impedimento de dois integrantes da Comissão processante, respectivamente. Dessa forma, não tendo as decisões anulatórias afetado as provas produzidas na instrução dos referidos processos administrativos, não há se falar em nulidade do seu aproveitamento nos autos do PAD 00406.003398/2008-39. Sobre o tema, a jurisprudência desta Corte já solidificou o entendimento de que não há ilegalidade na utilização das provas de um processo em outro, desde que observados os corolários do devido processo legal. Cito outro precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS-CORPUS. DENÚNCIA: ADITAMENTO. FALTA DE INTIMAÇÃO. DECISÃO DO Supremo Tribunal Federal NO SENTIDO DE SANAR-SE O VÍCIO. DESCUMPRIMENTO. IMPROCEDÊNCIA. DILIGÊNCIAS. POSTERGAÇÃO. CONVENIÊNCIA DO RELATOR. APROVEITAMENTO DA INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA TOMADA EM OUTRO PROCESSO. CONEXÃO PROBATÓRIA. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA RECEBER DENÚNCIA CONTRA PREFEITO. LEI 8.658/93. 1. Decisão do Supremo Tribunal Federal proferida em habeas- corpus para determinar a intimação do paciente a fim de 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF No que diz respeito ao argumento de que as provas do PAD, objeto do mandado de segurança, estavam viciadas em decorrência da anulação dos processos administrativos disciplinares instaurados anteriormente, melhor sorte não ampara o agravante. Conforme consignei na decisão agravada, desde que as provas produzidas em processos que vieram a ser anulados não sejam produzidas por meios ilícitos (art. 30 da Lei 9784/1999), não há impedimento de aproveitamento em outra instrução processual. Na espécie, os vícios causadores da anulação levada a efeito nos autos dos PADs 10951.001133/2003-69 e 000406.000369/2004-91 não contaminaram o processo no qual o agravante foi apenado, tendo em vista que tais anulações tiveram por fundamento o reconhecimento da incompetência da autoridade instauradora do processo e o impedimento de dois integrantes da Comissão processante, respectivamente. Dessa forma, não tendo as decisões anulatórias afetado as provas produzidas na instrução dos referidos processos administrativos, não há se falar em nulidade do seu aproveitamento nos autos do PAD 00406.003398/2008-39. Sobre o tema, a jurisprudência desta Corte já solidificou o entendimento de que não há ilegalidade na utilização das provas de um processo em outro, desde que observados os corolários do devido processo legal. Cito outro precedente: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS-CORPUS. DENÚNCIA: ADITAMENTO. FALTA DE INTIMAÇÃO. DECISÃO DO Supremo Tribunal Federal NO SENTIDO DE SANAR-SE O VÍCIO. DESCUMPRIMENTO. IMPROCEDÊNCIA. DILIGÊNCIAS. POSTERGAÇÃO. CONVENIÊNCIA DO RELATOR. APROVEITAMENTO DA INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA TOMADA EM OUTRO PROCESSO. CONEXÃO PROBATÓRIA. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA RECEBER DENÚNCIA CONTRA PREFEITO. LEI 8.658/93. 1. Decisão do Supremo Tribunal Federal proferida em habeas- corpus para determinar a intimação do paciente a fim de 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 33 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF oferecer resposta ao primeiro aditamento à denúncia. Alegação de descumprimento: Improcedência. Intimação do segundo aditamento, que englobou o primeiro e ratificou os termos da acusação original. Garantia da ampla defesa. 2. Pedido de diligências. Conveniência do relator em adiar a sua realização para momento oportuno. Decisão com base na complexidade dos autos e na constatação da necessidade de produção de outras provas. Matéria que escapa ao rito do habeas-corpus. 3. Conexão probatória. Aproveitamento da inquirição de testemunha tomada em processo diverso. Possibilidade, ficando a critério do julgador o exame e valoração da prova, assim como a faculdade de deferir ou não o pedido de reunião de processos, consoante dispõe o artigo 80 do Código de Processo Penal. 3.1 Hipótese, ademais, em que há sentença na ação penal conexa. Reunião que se mostra possível apenas para efeito de unificação de penas, se houver condenação no segundo processo (CPP, artigo 82). 4. Incompetência do relator para receber a denúncia contra o paciente. Alegação improcedente, tendo-se em vista que o ato foi realizado em 11.12.92, anteriormente à vigência da Lei 8.658, de 26.05.93, que estendeu aos tribunais de segundo grau os procedimentos da Lei 8.038/90, que determina seja a peça acusatória recebida pelo Colegiado. 4.1 O recorrente foi devidamente notificado do novo aditamento, cujo recebimento pelo Tribunal se deu em 22.04.97, já de conformidade com a Lei 8.038/90. Ordem denegada”. (RHC 81.922, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.8.2003) – grifo nosso Quanto à arguição de violação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência, o agravante, em resumo, insiste na tese de que a realização da perícia no microcomputador de seu uso seria elemento essencial para a própria acusação, uma vez que as provas coligidas na instrução do PAD teriam se dado a partir de vestígios no corpo delito referente ao microcomputador. Contudo, entendo sem razão o recorrente. Conforme assentado na decisão recorrida, o agravante não demonstrou de que forma a impossibilidade da elaboração de perícia no 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF oferecer resposta ao primeiro aditamento à denúncia. Alegação de descumprimento: Improcedência. Intimação do segundo aditamento, que englobou o primeiro e ratificou os termos da acusação original. Garantia da ampla defesa. 2. Pedido de diligências. Conveniência do relator em adiar a sua realização para momento oportuno. Decisão com base na complexidade dos autos e na constatação da necessidade de produção de outras provas. Matéria que escapa ao rito do habeas-corpus. 3. Conexão probatória. Aproveitamento da inquirição de testemunha tomada em processo diverso. Possibilidade, ficando a critério do julgador o exame e valoração da prova, assim como a faculdade de deferir ou não o pedido de reunião de processos, consoante dispõe o artigo 80 do Código de Processo Penal. 3.1 Hipótese, ademais, em que há sentença na ação penal conexa. Reunião que se mostra possível apenas para efeito de unificação de penas, se houver condenação no segundo processo (CPP, artigo 82). 4. Incompetência do relator para receber a denúncia contra o paciente. Alegação improcedente, tendo-se em vista que o ato foi realizado em 11.12.92, anteriormente à vigência da Lei 8.658, de 26.05.93, que estendeu aos tribunais de segundo grau os procedimentos da Lei 8.038/90, que determina seja a peça acusatória recebida pelo Colegiado. 4.1 O recorrente foi devidamente notificado do novo aditamento, cujo recebimento pelo Tribunal se deu em 22.04.97, já de conformidade com a Lei 8.038/90. Ordem denegada”. (RHC 81.922, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 29.8.2003) – grifo nosso Quanto à arguição de violação dos princípios da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência, o agravante, em resumo, insiste na tese de que a realização da perícia no microcomputador de seu uso seria elemento essencial para a própria acusação, uma vez que as provas coligidas na instrução do PAD teriam se dado a partir de vestígios no corpo delito referente ao microcomputador. Contudo, entendo sem razão o recorrente. Conforme assentado na decisão recorrida, o agravante não demonstrou de que forma a impossibilidade da elaboração de perícia no 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 34 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF microcomputador prejudicou o seu direito à defesa e o que ele pretendia provar com a referida dilação probatória, limitando-se a afirmar que o objeto de instauração do PAD baseava-se na afirmação de utilização indevida do referido aparelho. No entanto, verifica-se que a imputação que recaiu sobre o agravante não se baseou em dados obtidos no citado equipamento, mas sim em relatório elaborado pelo SERPRO, com base em dados arquivados nos computadores de grande porte daquela pessoa jurídica. Nesses termos, não tendo os dados que embasaram a acusação sido extraídos do microcomputador então utilizado pelo acusado, não prospera a alegação de nulidade do processo por violação à ampla defesa e ao contraditório. Ademais, toda a instrução probatória foi acompanhada pelo acusado, com amplo acesso aos documentos e provas colhidos nos autos, com fins à formulação de sua defesa, sem restrição de qualquer natureza. A jurisprudência deste Tribunal, por sua vez, já está consolidada no sentido de que é necessária a comprovação do efetivo prejuízo à defesa para declaração da nulidade do processo por violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Nesse sentido, cito outros precedentes: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. 2) A INSTAURAÇÃO VÁLIDA DO PAD TEM O CONDÃO DE INTERROMPER A PRESCRIÇÃO, EX VI DO ART. 142, §3..., DA LEI n 8.112/9; POR ISSO DA INOCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARA A APLICAÇÃO DAS PENAS DE DEMISSÃO AOS RECORRENTES. 3) A ANULAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR COM ALICERCE NA OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA DEMANDA A COMPROVAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO DIANTE DE MERA IRREGULARIDADE NA TRAMITAÇÃO DO FEITO. 4) A INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR IMPEDE A SUA DESCONSTITUIÇÃO COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 5) OS PRINCÍPIOS DA 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF microcomputador prejudicou o seu direito à defesa e o que ele pretendia provar com a referida dilação probatória, limitando-se a afirmar que o objeto de instauração do PAD baseava-se na afirmação de utilização indevida do referido aparelho. No entanto, verifica-se que a imputação que recaiu sobre o agravante não se baseou em dados obtidos no citado equipamento, mas sim em relatório elaborado pelo SERPRO, com base em dados arquivados nos computadores de grande porte daquela pessoa jurídica. Nesses termos, não tendo os dados que embasaram a acusação sido extraídos do microcomputador então utilizado pelo acusado, não prospera a alegação de nulidade do processo por violação à ampla defesa e ao contraditório. Ademais, toda a instrução probatória foi acompanhada pelo acusado, com amplo acesso aos documentos e provas colhidos nos autos, com fins à formulação de sua defesa, sem restrição de qualquer natureza. A jurisprudência deste Tribunal, por sua vez, já está consolidada no sentido de que é necessária a comprovação do efetivo prejuízo à defesa para declaração da nulidade do processo por violação ao princípio do contraditório e da ampla defesa. Nesse sentido, cito outros precedentes: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS. 2) A INSTAURAÇÃO VÁLIDA DO PAD TEM O CONDÃO DE INTERROMPER A PRESCRIÇÃO, EX VI DO ART. 142, §3..., DA LEI n 8.112/9; POR ISSO DA INOCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO QUINQUENAL PARA A APLICAÇÃO DAS PENAS DE DEMISSÃO AOS RECORRENTES. 3) A ANULAÇÃO DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR COM ALICERCE NA OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA DEMANDA A COMPROVAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO DIANTE DE MERA IRREGULARIDADE NA TRAMITAÇÃO DO FEITO. 4) A INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR IMPEDE A SUA DESCONSTITUIÇÃO COM FUNDAMENTO NO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. 5) OS PRINCÍPIOS DA 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 35 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE SÃO IMPASSÍVEIS DE INVOCAÇÃO PARA BANALIZAR A SUBSTITUIÇÃO DE PENA DISCIPLINAR PREVISTA LEGALMENTE NA NORMA DE REGÊNCIA DOS SERVIDORES POR OUTRA MENOS GRAVE. 6) RECURSOS ORDINÁRIOS DESPROVIDOS, FICANDO MANTIDA A DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA E RESSALVADA A VIA ORDINÁRIA (ART. 19 DA LEI n 12.016)”. (RMS 30.455, Rel. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.6.2012) – grifo nosso “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REVISÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEGALIDADE. APLICAÇÃO DE PENA MAIS GRAVOSA DE APOSENTADORIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que quando não demonstrado prejuízo à defesa do impetrante, não se reconhece a nulidade do ato. 2. In casu, não restou demonstrado o prejuízo concreto da alegada ausência de intimação da represente legal do agravante para a sessão de julgamento do REVDIS. Entendimento contrário necessitária de reexame de fatos e provas do processo de revisão disciplinar, providência vedada em sede de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (MS-AgR 30.806, Rel. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 15.10.2018) – grifo nosso. No que se refere às alegações de desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade aplicada, bem como, de inadequação da subsunção dos fatos aos tipos infracionais, igualmente não assiste razão ao agravante, tendo em vista que a controvérsia sobre a matéria não revela a liquidez necessária à apreciação da questão em sede de mandado de segurança. Consoante asseverei na decisão agravada, a pacífica jurisprudência 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF PROPORCIONALIDADE E DA RAZOABILIDADE SÃO IMPASSÍVEIS DE INVOCAÇÃO PARA BANALIZAR A SUBSTITUIÇÃO DE PENA DISCIPLINAR PREVISTA LEGALMENTE NA NORMA DE REGÊNCIA DOS SERVIDORES POR OUTRA MENOS GRAVE. 6) RECURSOS ORDINÁRIOS DESPROVIDOS, FICANDO MANTIDA A DENEGAÇÃO DA SEGURANÇA E RESSALVADA A VIA ORDINÁRIA (ART. 19 DA LEI n 12.016)”. (RMS 30.455, Rel. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 25.6.2012) – grifo nosso “AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. COMPETÊNCIA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. REVISÃO DE PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR INSTAURADO CONTRA MAGISTRADO POR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. LEGALIDADE. APLICAÇÃO DE PENA MAIS GRAVOSA DE APOSENTADORIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que quando não demonstrado prejuízo à defesa do impetrante, não se reconhece a nulidade do ato. 2. In casu, não restou demonstrado o prejuízo concreto da alegada ausência de intimação da represente legal do agravante para a sessão de julgamento do REVDIS. Entendimento contrário necessitária de reexame de fatos e provas do processo de revisão disciplinar, providência vedada em sede de mandado de segurança. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. (MS-AgR 30.806, Rel. Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 15.10.2018) – grifo nosso. No que se refere às alegações de desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade aplicada, bem como, de inadequação da subsunção dos fatos aos tipos infracionais, igualmente não assiste razão ao agravante, tendo em vista que a controvérsia sobre a matéria não revela a liquidez necessária à apreciação da questão em sede de mandado de segurança. Consoante asseverei na decisão agravada, a pacífica jurisprudência 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 36 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF do Supremo Tribunal Federal não admite incursão probatória em sede de mandado de segurança. Confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DA PENA APLICADA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ILIQUIDEZ DOS FATOS. INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO EM SEDE MANDAMENTAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM E DESPROVIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede mandamental, apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade de processos administrativos disciplinares, sem, contudo, avaliar o contexto probatório coligido no procedimento. 2. A violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa deve ser demonstrada primo ictu oculi, de sorte que a ausência de violação flagrante aos referidos mandamentos impede o controle desta Corte, mormente porque, in casu, as condutas foram reconhecidas pelo próprio servidor público nos autos do devido Processo Administrativo Disciplinar. 3. O mandado de segurança não comporta o reexame do conteúdo fático- probatório analisado pela Comissão Processante do PAD, e confirmada pelo ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, que resultou na pena de demissão ao agravante. 4. In casu, conforme evidenciado no acórdão recorrido, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do impetrante foram devidamente considerados, a denotar a 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF do Supremo Tribunal Federal não admite incursão probatória em sede de mandado de segurança. Confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PROPORCIONALIDADE E RAZOABILIDADE DA PENA APLICADA. AUSÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. ILIQUIDEZ DOS FATOS. INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO EM SEDE MANDAMENTAL. DENEGAÇÃO DA ORDEM E DESPROVIMENTO DO RECURSO ORDINÁRIO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Compete ao Supremo Tribunal Federal, em sede mandamental, apreciar, à luz dos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, a regularidade de processos administrativos disciplinares, sem, contudo, avaliar o contexto probatório coligido no procedimento. 2. A violação aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade na aplicação da sanção administrativa deve ser demonstrada primo ictu oculi, de sorte que a ausência de violação flagrante aos referidos mandamentos impede o controle desta Corte, mormente porque, in casu, as condutas foram reconhecidas pelo próprio servidor público nos autos do devido Processo Administrativo Disciplinar. 3. O mandado de segurança não comporta o reexame do conteúdo fático- probatório analisado pela Comissão Processante do PAD, e confirmada pelo ato do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário, que resultou na pena de demissão ao agravante. 4. In casu, conforme evidenciado no acórdão recorrido, verifica-se que: (i) o ato impugnado está fundamentado em múltiplos e concatenados elementos de prova; (ii) os argumentos e provas produzidos pela defesa do impetrante foram devidamente considerados, a denotar a 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 37 de 39 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 35383 AGR / DF observância das garantias do contraditório e da ampla defesa, e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, o Ministro de Estado considerou adequada a aplicação da sanção de demissão, considerada a particular gravidade da falta funcional apurada. 5. Agravo interno DESPROVIDO”. (MS-ED-AgR 34.004, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.12.2017) – grifo nosso “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REGÊNCIA: Código de Processo Civil/1973. AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E INDIGNIDADE NA FUNÇÃO PÚBLICA. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPITULADA COMO CRIME: PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEI PENAL. PRECEDENTES. INDEPENDÊNCIA RELATIVA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA: ATO VINCULADO. PRECEDENTES. CONSTITUCIONALIDADE DA PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA (ART. 134 DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA DESPROVIDO”. (RMS 33.937, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 21.11.2016) – grifo nosso Assim, ante a impossibilidade do reexame de conteúdo fático- probatório na via estreita do mandado de segurança, não prospera a alegação do recorrente também quanto a esse ponto. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Supremo Tribunal Federal RMS 35383 AGR / DF observância das garantias do contraditório e da ampla defesa, e (iii) formada convicção, a partir do conjunto probatório examinado, o Ministro de Estado considerou adequada a aplicação da sanção de demissão, considerada a particular gravidade da falta funcional apurada. 5. Agravo interno DESPROVIDO”. (MS-ED-AgR 34.004, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 11.12.2017) – grifo nosso “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. REGÊNCIA: Código de Processo Civil/1973. AUDITOR FISCAL DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E INDIGNIDADE NA FUNÇÃO PÚBLICA. PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA CAPITULADA COMO CRIME: PRAZO PRESCRICIONAL PREVISTO NA LEI PENAL. PRECEDENTES. INDEPENDÊNCIA RELATIVA ENTRE AS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PROPORCIONALIDADE NA APLICAÇÃO DA PENA: ATO VINCULADO. PRECEDENTES. CONSTITUCIONALIDADE DA PENA DE CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA (ART. 134 DA LEI N. 8.112/1990). PRECEDENTES. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS NA VIA ESTREITA DO MANDADO DE SEGURANÇA. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA DESPROVIDO”. (RMS 33.937, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 21.11.2016) – grifo nosso Assim, ante a impossibilidade do reexame de conteúdo fático- probatório na via estreita do mandado de segurança, não prospera a alegação do recorrente também quanto a esse ponto. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CE1F-05C6-6936-0D76 e senha 64B4-DBBC-44BD-62BF Inteiro Teor do Acórdão - Página 38 de 39 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) : GUSTAVO VALADARES (18669/DF, 49866A/GO, 349849/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA58-451B-C122-F127 e senha DF2B-9E14-7C4D-E2DA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 35.383 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FABIO JOSE FREITAS COURA ADV.(A/S) : GUSTAVO VALADARES (18669/DF, 49866A/GO, 349849/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DA58-451B-C122-F127 e senha DF2B-9E14-7C4D-E2DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 39 de 39
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula Vinculante 10", "RMS 35383 AGR / DF", "MS 2004 . 34 . 0011094 - 1", "RMS 35383 AGR", "MS 2004 . 34 . 0011094 - 1", "RMS 35383 AGR / DF", "MS 2005 . 34 . 00 . 001367 - 4", "PAD 00406 . 003398 / 2008 - 39", "RMS 35383 AGR / DF", "MS 2005 . 34 . 00 . 001367 - 4", "PAD 00406 . 003398 / 2008 - 39", "RMS 35383", "RMS 35383", "RMS 35383", "RMS 33 . 858", "RMS 35383 AGR", "RMS 33 . 858", "RMS 35383 AGR /", "RMS 35383 AGR / DF", "AI 237 . 639 - AgR", "MS 25 . 518", "AI 237 . 639 - AgR", "MS 25 . 518", "RMS 35383", "RMS 28 . 047", "RMS 35383 AGR", "RMS 28 . 047", "RMS 24 . 194", "PAD 00406 . 000368 / 2004", "PAD 00406 . 003398 / 2008 -", "PAD 00406 . 000368 / 2004", "PAD 00406 . 000368 / 2004 - 47", "RMS 24 . 194", "PAD 00406 . 000368 / 2004", "PAD 00406 . 003398 / 2008", "PAD 00406 . 000368 / 2004 -", "PAD 00406 . 000368 / 2004 - 47", "PAD 00406 . 003398 / 2008 -", "PAD 00406 . 003398 / 2008 - 39", "PAD 00406 . 000368 /", "PAD 00406 . 003398 /", "RMS 35383 AGR / 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIMES DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. CONDENDAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL. SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A orientação jurisprudencial do STF é no sentido de que o “habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado” (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático e probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. A fixação da pena-base acima do mínimo legal, a imposição de regime prisional mais severo e a vedação da conversão da pena privativa de liberdade foram justificados com apoio em dados empíricos da causa, notadamente na presença de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agravante). Hipótese em que não se verifica ilegalidade flagrante que justifique o acolhimento da pretensão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8696-9CD6-6D80-8A30 e senha 3DD1-B8C3-40DD-CAA7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 167996 AGR / RJ defensiva. 5. A possibilidade da detração penal não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8696-9CD6-6D80-8A30 e senha 3DD1-B8C3-40DD-CAA7 Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ defensiva. 5. A possibilidade da detração penal não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8696-9CD6-6D80-8A30 e senha 3DD1-B8C3-40DD-CAA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que conheceu do AREsp 1.231.234, do Superior Tribunal de Justiça, para negar seguimento ao recurso especial. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes previstos no art. 168, § 1º, III (várias vezes), na forma do art. 71, e no art. 288, todos do Código Penal. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial provimento à apelação da defesa a fim de reduzir a pena para 3 (três) anos e 10 (dez) meses de reclusão. A Corte Estadual manteve o regime inicial semiaberto e vedou a substituição da pena privativa de liberdade. 4. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 1.231.234, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, conheceu do agravo para negar provimento ao recurso especial. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que conheceu do AREsp 1.231.234, do Superior Tribunal de Justiça, para negar seguimento ao recurso especial. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes previstos no art. 168, § 1º, III (várias vezes), na forma do art. 71, e no art. 288, todos do Código Penal. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial provimento à apelação da defesa a fim de reduzir a pena para 3 (três) anos e 10 (dez) meses de reclusão. A Corte Estadual manteve o regime inicial semiaberto e vedou a substituição da pena privativa de liberdade. 4. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 1.231.234, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, conheceu do agravo para negar provimento ao recurso especial. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 167996 AGR / RJ possibilidade, no caso, da fixação de regime inicial mais brando, assim como da substituição da pena privativa de liberdade por outra pena restritiva de direitos. 6. Prossegue a impetração para afirmar que o Juízo de origem teria fixado o regime intermediário e vedado a conversão da reprimenda com respaldo tão somente na quantidade da pena aplicada (5 anos e 6 meses de reclusão). Contudo, o TJ/RJ, em sede de recurso exclusivo da defesa, inobstante ter reduzido a pena, acrescentou fundamentos novos para manter o regime mais gravoso e vedar a conversão da reprimenda. O que configuraria reformatio in pejus. 7. A defesa requer a concessão da ordem a fim de que ‘seja fixada a pena base em seu mínimo legal, bem como seja fixado o regime inicial aberto para início de cumprimento de pena e ainda, seja substituída a pena privativa de liberdade por restritivas de direitos’. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão o Mininstro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ possibilidade, no caso, da fixação de regime inicial mais brando, assim como da substituição da pena privativa de liberdade por outra pena restritiva de direitos. 6. Prossegue a impetração para afirmar que o Juízo de origem teria fixado o regime intermediário e vedado a conversão da reprimenda com respaldo tão somente na quantidade da pena aplicada (5 anos e 6 meses de reclusão). Contudo, o TJ/RJ, em sede de recurso exclusivo da defesa, inobstante ter reduzido a pena, acrescentou fundamentos novos para manter o regime mais gravoso e vedar a conversão da reprimenda. O que configuraria reformatio in pejus. 7. A defesa requer a concessão da ordem a fim de que ‘seja fixada a pena base em seu mínimo legal, bem como seja fixado o regime inicial aberto para início de cumprimento de pena e ainda, seja substituída a pena privativa de liberdade por restritivas de direitos’. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do STF, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão o Mininstro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 167996 AGR / RJ PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da ‘motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico- jurídica entre os motivos declarados e a conclusão’ (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 11. O entendimento do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis justifica a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal (RHC 117.806, Red. para o acórdão o Min. Edson Fachin; HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 122.344, Relª. Minª. Rosa Weber). 12. Quanto ao mais, reconheço certo que a ‘imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea’ (Súmula 719/STF). Mas o fato é 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ PROFERIDA POR MINISTRO DO STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da ‘motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico- jurídica entre os motivos declarados e a conclusão’ (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 11. O entendimento do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis justifica a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal (RHC 117.806, Red. para o acórdão o Min. Edson Fachin; HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 122.344, Relª. Minª. Rosa Weber). 12. Quanto ao mais, reconheço certo que a ‘imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea’ (Súmula 719/STF). Mas o fato é 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 167996 AGR / RJ que, na hipótese de que se cuida, o Tribunal Estadual reduziu a pena-base – mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal –, assim como impôs o regime inicial intermediário, com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, notadamente em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agente). 13. Da mesma forma, o TJ/RJ concluiu que a conversão da reprimenda, no caso, não se mostra recomendável em razão da circunstância judicial julgada desfavorável. De modo que não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 14. Por fim, ao contrário do que alega a parte impetrante, o Tribunal estadual não acrescentou fundamentos, apenas justificou o regime intermediário e vedou a conversão da reprimenda, com apoio em circunstância judicial valorada negativamente na sentença condenatória. 15. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na possibilidade, no caso, da fixação de regime inicial mais brando, assim como da substituição da pena privativa de liberdade por outra pena restritiva de direitos. 3. Além disso, reitera que o Juízo de origem teria fixado o regime intermediário e vedado a conversão da reprimenda com respaldo tão somente na quantidade da pena aplicada (5 anos e 6 meses de reclusão). Contudo, o TJ/RJ, em sede de recurso exclusivo da defesa, inobstante ter reduzido a pena, acrescentou fundamentos novos para manter o regime mais gravoso e vedar a conversão da reprimenda. O que configuraria reformatio in pejus. 4. Por fim, afirma que “o Agravante ficou preso provisoriamente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ que, na hipótese de que se cuida, o Tribunal Estadual reduziu a pena-base – mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal –, assim como impôs o regime inicial intermediário, com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, notadamente em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agente). 13. Da mesma forma, o TJ/RJ concluiu que a conversão da reprimenda, no caso, não se mostra recomendável em razão da circunstância judicial julgada desfavorável. De modo que não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 14. Por fim, ao contrário do que alega a parte impetrante, o Tribunal estadual não acrescentou fundamentos, apenas justificou o regime intermediário e vedou a conversão da reprimenda, com apoio em circunstância judicial valorada negativamente na sentença condenatória. 15. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na possibilidade, no caso, da fixação de regime inicial mais brando, assim como da substituição da pena privativa de liberdade por outra pena restritiva de direitos. 3. Além disso, reitera que o Juízo de origem teria fixado o regime intermediário e vedado a conversão da reprimenda com respaldo tão somente na quantidade da pena aplicada (5 anos e 6 meses de reclusão). Contudo, o TJ/RJ, em sede de recurso exclusivo da defesa, inobstante ter reduzido a pena, acrescentou fundamentos novos para manter o regime mais gravoso e vedar a conversão da reprimenda. O que configuraria reformatio in pejus. 4. Por fim, afirma que “o Agravante ficou preso provisoriamente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório HC 167996 AGR / RJ no período de 01/11/2013 a 07/04/2014 e que a sentença condenatória, não realizou a detração da pena”. 5. Com essa argumentação, requer o provimento do agravo para: (i) fixar a pena-base no mínimo legal; (ii) impor o regime inicial aberto; e (iii) determinar a conversão da pena privativa de liberdade. 6. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 7. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ no período de 01/11/2013 a 07/04/2014 e que a sentença condenatória, não realizou a detração da pena”. 5. Com essa argumentação, requer o provimento do agravo para: (i) fixar a pena-base no mínimo legal; (ii) impor o regime inicial aberto; e (iii) determinar a conversão da pena privativa de liberdade. 6. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 7. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. O entendimento do STF é no sentido de que o “habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado” (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). Confiram-se, nessa mesma linha, os seguintes precedentes: HC 128.840-AgR, de minha Relatoria; RHC 116.108, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 117.762, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 91.711, Relª. Minª. Cármen Lúcia. No caso, em consulta à página oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro transitou em julgado. 4. Ademais, a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo- se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. O entendimento do STF é no sentido de que o “habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado” (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). Confiram-se, nessa mesma linha, os seguintes precedentes: HC 128.840-AgR, de minha Relatoria; RHC 116.108, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 117.762, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 91.711, Relª. Minª. Cármen Lúcia. No caso, em consulta à página oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro transitou em julgado. 4. Ademais, a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo- se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 167996 AGR / RJ 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. Não bastasse isso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal é no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis justifica a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal (RHC 117.806, Red. para o acórdão o Min. Edson Fachin; HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 122.344, Relª. Minª. Rosa Weber). 5. Quanto ao mais, é certo que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/STF). Na hipótese de que se cuida, o Tribunal estadual reduziu a pena-base – mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal –, assim como impôs o regime inicial intermediário, com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, notadamente em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agente). 6. Da mesma forma, o TJ/RJ concluiu que a conversão da reprimenda, no caso, não se mostra recomendável em razão da circunstância judicial julgada desfavorável. De modo que não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 7. Ao contrário do que alega a parte impetrante, o Tribunal estadual não acrescentou fundamentos novos, apenas justificou o regime intermediário e vedou a conversão da reprimenda, com apoio em circunstância judicial valorada negativamente na sentença condenatória. 8. Quanto ao mais, eventual possibilidade de detração não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual (HC 124.971-AgR, Relª. Minª. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. Não bastasse isso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal é no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis justifica a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal (RHC 117.806, Red. para o acórdão o Min. Edson Fachin; HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 122.344, Relª. Minª. Rosa Weber). 5. Quanto ao mais, é certo que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/STF). Na hipótese de que se cuida, o Tribunal estadual reduziu a pena-base – mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal –, assim como impôs o regime inicial intermediário, com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, notadamente em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agente). 6. Da mesma forma, o TJ/RJ concluiu que a conversão da reprimenda, no caso, não se mostra recomendável em razão da circunstância judicial julgada desfavorável. De modo que não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 7. Ao contrário do que alega a parte impetrante, o Tribunal estadual não acrescentou fundamentos novos, apenas justificou o regime intermediário e vedou a conversão da reprimenda, com apoio em circunstância judicial valorada negativamente na sentença condenatória. 8. Quanto ao mais, eventual possibilidade de detração não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual (HC 124.971-AgR, Relª. Minª. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 167996 AGR / RJ Cármen Lúcia; ARE 811.893, da minha relatoria; ARE 779.145-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 121.999-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ Cármen Lúcia; ARE 811.893, da minha relatoria; ARE 779.145-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 121.999-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DACF-A2FF-1205-A8B3 e senha B144-4AE8-365C-3C37 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DACF-A2FF-1205-A8B3 e senha B144-4AE8-365C-3C37 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) : GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL (102560/RJ) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C993-A7B8-4F7F-C745 e senha A6A1-7223-AC3C-8B65 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) : GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL (102560/RJ) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C993-A7B8-4F7F-C745 e senha A6A1-7223-AC3C-8B65 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
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2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIMES DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. CONDENDAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL. SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (STF) examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A orientação jurisprudencial do STF é no sentido de que o “habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado” (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático e probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. A fixação da pena-base acima do mínimo legal, a imposição de regime prisional mais severo e a vedação da conversão da pena privativa de liberdade foram justificados com apoio em dados empíricos da causa, notadamente na presença de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agravante). Hipótese em que não se verifica ilegalidade flagrante que justifique o acolhimento da pretensão defensiva. 5. A possibilidade da detração penal não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur407900
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO ) HC 91711 (2ªT), RHC 116108 (2ªT), HC 117762 (1ªT), HC 118292 AgR (1ªT), HC 128840 AgR (1ªT). (DOSIMETRIA DA PENA, REEXAME, MATÉRIA) HC 69419 (1ªT). (HABEAS CORPUS, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 113468 (1ªT), HC 117502 (1ªT), HC 108141 AgR (2ªT), HC 122166 AgR (2ªT). (FIXAÇÃO DA PENA, ACIMA DO MÍNIMO LEGAL ) RHC 117806 (1ªT), HC 122344 (1ªT), HC 124250 (2ªT). (HABEAS CORPUS, INOVAÇÃO, RECURSO) ARE 779145 AgR (1ªT), RHC 121999 AgR (1ªT), ARE 811893 AgR (1ªT), HC 124971 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 19/08/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
167996
[ "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 167996 AgR
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AGTE.(S) : JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) : GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIMES DE APROPRIAÇÃO INDÉBITA E ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA. CONDENDAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. DOSIMETRIA DA PENA. REGIME INICIAL. SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) examinar a questão de direito discutida na impetração. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o “habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado” (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). 3. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático e probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. A fixação da pena-base acima do mínimo legal, a imposição de regime prisional mais severo e a vedação da conversão da pena privativa de liberdade foram justificados com apoio em dados empíricos da causa, notadamente na presença de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agravante). Hipótese em que não se verifica ilegalidade flagrante que justifique o acolhimento da pretensão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8696-9CD6-6D80-8A30 e senha 3DD1-B8C3-40DD-CAA7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 167996 AGR / RJ defensiva. 5. A possibilidade da detração penal não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8696-9CD6-6D80-8A30 e senha 3DD1-B8C3-40DD-CAA7 Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ defensiva. 5. A possibilidade da detração penal não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8696-9CD6-6D80-8A30 e senha 3DD1-B8C3-40DD-CAA7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que conheceu do AREsp 1.231.234, do Superior Tribunal de Justiça, para negar seguimento ao recurso especial. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes previstos no art. 168, § 1..., III (várias vezes), na forma do art. 71, e no art. 288, todos do Código Penal. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial provimento à apelação da defesa a fim de reduzir a pena para 3 (três) anos e 10 (dez) meses de reclusão. A Corte Estadual manteve o regime inicial semiaberto e vedou a substituição da pena privativa de liberdade. 4. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 1.231.234, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, conheceu do agravo para negar provimento ao recurso especial. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou seguimento ao habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, impetrado contra decisão que conheceu do AREsp 1.231.234, do Superior Tribunal de Justiça, para negar seguimento ao recurso especial. 2. Extrai-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes previstos no art. 168, § 1..., III (várias vezes), na forma do art. 71, e no art. 288, todos do Código Penal. 3. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu parcial provimento à apelação da defesa a fim de reduzir a pena para 3 (três) anos e 10 (dez) meses de reclusão. A Corte Estadual manteve o regime inicial semiaberto e vedou a substituição da pena privativa de liberdade. 4. Na sequência, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido na origem. Ato contínuo, interpôs agravo. O Relator do AResp 1.231.234, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, conheceu do agravo para negar provimento ao recurso especial. 5. Neste habeas corpus, a parte impetrante sustenta a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 167996 AGR / RJ possibilidade, no caso, da fixação de regime inicial mais brando, assim como da substituição da pena privativa de liberdade por outra pena restritiva de direitos. 6. Prossegue a impetração para afirmar que o Juízo de origem teria fixado o regime intermediário e vedado a conversão da reprimenda com respaldo tão somente na quantidade da pena aplicada (5 anos e 6 meses de reclusão). Contudo, o TJ/RJ, em sede de recurso exclusivo da defesa, inobstante ter reduzido a pena, acrescentou fundamentos novos para manter o regime mais gravoso e vedar a conversão da reprimenda. O que configuraria reformatio in pejus. 7. A defesa requer a concessão da ordem a fim de que ‘seja fixada a pena base em seu mínimo legal, bem como seja fixado o regime inicial aberto para início de cumprimento de pena e ainda, seja substituída a pena privativa de liberdade por restritivas de direitos’. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão o Mininstro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ possibilidade, no caso, da fixação de regime inicial mais brando, assim como da substituição da pena privativa de liberdade por outra pena restritiva de direitos. 6. Prossegue a impetração para afirmar que o Juízo de origem teria fixado o regime intermediário e vedado a conversão da reprimenda com respaldo tão somente na quantidade da pena aplicada (5 anos e 6 meses de reclusão). Contudo, o TJ/RJ, em sede de recurso exclusivo da defesa, inobstante ter reduzido a pena, acrescentou fundamentos novos para manter o regime mais gravoso e vedar a conversão da reprimenda. O que configuraria reformatio in pejus. 7. A defesa requer a concessão da ordem a fim de que ‘seja fixada a pena base em seu mínimo legal, bem como seja fixado o regime inicial aberto para início de cumprimento de pena e ainda, seja substituída a pena privativa de liberdade por restritivas de direitos’. Decido. 8. Do ponto de vista processual, o caso é de habeas corpus substitutivo de agravo regimental (cabível na origem). Nessas condições, tendo em vista a jurisprudência da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, entendo que o processo deve ser extinto sem resolução de mérito, por inadequação da via eleita (HC 115.659, Rel. Min. Luiz Fux). 9. Inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido foram julgados os seguintes precedentes: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Redator para o acórdão o Mininstro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e o HC 122.166-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. VIOLAÇÃO AO ART. 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 167996 AGR / RJ PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da ‘motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico- jurídica entre os motivos declarados e a conclusão’ (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 11. O entendimento do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis justifica a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal (RHC 117.806, Red. para o acórdão o Min. Edson Fachin; HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 122.344, Rel. Min. Rosa Weber). 12. Quanto ao mais, reconheço certo que a ‘imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea’ (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). Mas o fato é 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ PROFERIDA POR MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO POR MEIO DE AGRAVO REGIMENTAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRECEDENTES. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO ATACADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõe seja a coação praticada por Tribunal Superior. Precedentes. II – O agravante não atacou os fundamentos da decisão agravada, o que atrai, por analogia, o teor da Súmula 283 desta Corte. III – Agravo regimental a que se nega provimento.’ 10. Não é o caso de concessão da ordem de ofício. A dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo-se, portanto, ao exame da ‘motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico- jurídica entre os motivos declarados e a conclusão’ (HC 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 11. O entendimento do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis justifica a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal (RHC 117.806, Red. para o acórdão o Min. Edson Fachin; HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 122.344, Rel. Min. Rosa Weber). 12. Quanto ao mais, reconheço certo que a ‘imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea’ (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). Mas o fato é 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 167996 AGR / RJ que, na hipótese de que se cuida, o Tribunal Estadual reduziu a pena-base – mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal –, assim como impôs o regime inicial intermediário, com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, notadamente em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agente). 13. Da mesma forma, o TJ/RJ concluiu que a conversão da reprimenda, no caso, não se mostra recomendável em razão da circunstância judicial julgada desfavorável. De modo que não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 14. Por fim, ao contrário do que alega a parte impetrante, o Tribunal estadual não acrescentou fundamentos, apenas justificou o regime intermediário e vedou a conversão da reprimenda, com apoio em circunstância judicial valorada negativamente na sentença condenatória. 15. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na possibilidade, no caso, da fixação de regime inicial mais brando, assim como da substituição da pena privativa de liberdade por outra pena restritiva de direitos. 3. Além disso, reitera que o Juízo de origem teria fixado o regime intermediário e vedado a conversão da reprimenda com respaldo tão somente na quantidade da pena aplicada (5 anos e 6 meses de reclusão). Contudo, o TJ/RJ, em sede de recurso exclusivo da defesa, inobstante ter reduzido a pena, acrescentou fundamentos novos para manter o regime mais gravoso e vedar a conversão da reprimenda. O que configuraria reformatio in pejus. 4. Por fim, afirma que “o Agravante ficou preso provisoriamente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ que, na hipótese de que se cuida, o Tribunal Estadual reduziu a pena-base – mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal –, assim como impôs o regime inicial intermediário, com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, notadamente em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agente). 13. Da mesma forma, o TJ/RJ concluiu que a conversão da reprimenda, no caso, não se mostra recomendável em razão da circunstância judicial julgada desfavorável. De modo que não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 14. Por fim, ao contrário do que alega a parte impetrante, o Tribunal estadual não acrescentou fundamentos, apenas justificou o regime intermediário e vedou a conversão da reprimenda, com apoio em circunstância judicial valorada negativamente na sentença condenatória. 15. Diante do exposto, com fundamento no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao habeas corpus.” 2. No presente agravo regimental, a defesa insiste na possibilidade, no caso, da fixação de regime inicial mais brando, assim como da substituição da pena privativa de liberdade por outra pena restritiva de direitos. 3. Além disso, reitera que o Juízo de origem teria fixado o regime intermediário e vedado a conversão da reprimenda com respaldo tão somente na quantidade da pena aplicada (5 anos e 6 meses de reclusão). Contudo, o TJ/RJ, em sede de recurso exclusivo da defesa, inobstante ter reduzido a pena, acrescentou fundamentos novos para manter o regime mais gravoso e vedar a conversão da reprimenda. O que configuraria reformatio in pejus. 4. Por fim, afirma que “o Agravante ficou preso provisoriamente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório HC 167996 AGR / RJ no período de 01/11/2013 a 07/04/2014 e que a sentença condenatória, não realizou a detração da pena”. 5. Com essa argumentação, requer o provimento do agravo para: (i) fixar a pena-base no mínimo legal; (ii) impor o regime inicial aberto; e (iii) determinar a conversão da pena privativa de liberdade. 6. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 7. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ no período de 01/11/2013 a 07/04/2014 e que a sentença condenatória, não realizou a detração da pena”. 5. Com essa argumentação, requer o provimento do agravo para: (i) fixar a pena-base no mínimo legal; (ii) impor o regime inicial aberto; e (iii) determinar a conversão da pena privativa de liberdade. 6. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do agravo regimental. 7. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8DFE-983C-6B9A-E6A5 e senha 9877-B70D-45C2-A51D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. O entendimento do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o “habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado” (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). Confiram-se, nessa mesma linha, os seguintes precedentes: HC 128.840-AgR, de minha Relatoria; RHC 116.108, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 117.762, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 91.711, Rel. Min. Cármen Lúcia. No caso, em consulta à página oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro transitou em julgado. 4. Ademais, a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo- se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Tal como constou da decisão agravada, inexistindo pronunciamento colegiado do Superior Tribunal de Justiça, não compete ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) examinar a questão de direito implicada na impetração. Nesse sentido: HC 113.468, Rel. Min. Luiz Fux; HC 117.502, Relator para o acórdão o Ministro Luís Roberto Barroso; HC 108.141-AgR, Rel. Min. Teori Zavascki; e HC 122.166-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 3. O entendimento do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o “habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado” (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux). Confiram-se, nessa mesma linha, os seguintes precedentes: HC 128.840-AgR, de minha Relatoria; RHC 116.108, Rel. Min. Ricardo Lewandowski; HC 117.762, Rel. Min. Dias Toffoli; HC 91.711, Rel. Min. Cármen Lúcia. No caso, em consulta à página oficial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro transitou em julgado. 4. Ademais, a dosimetria da pena é questão relativa ao mérito da ação penal, estando necessariamente vinculada ao conjunto fático probatório, não sendo possível às instâncias extraordinárias a análise de dados fáticos da causa para redimensionar a pena finalmente aplicada. Nesse sentido, a discussão a respeito da dosimetria da pena cinge-se ao controle da legalidade dos critérios utilizados, restringindo- se, portanto, ao exame da “motivação [formalmente idônea] de mérito e à congruência lógico-jurídica entre os motivos declarados e a conclusão” (HC Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 167996 AGR / RJ 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. Não bastasse isso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal é no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis justifica a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal (RHC 117.806, Red. para o acórdão o Min. Edson Fachin; HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 122.344, Rel. Min. Rosa Weber). 5. Quanto ao mais, é certo que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). Na hipótese de que se cuida, o Tribunal estadual reduziu a pena-base – mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal –, assim como impôs o regime inicial intermediário, com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, notadamente em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agente). 6. Da mesma forma, o TJ/RJ concluiu que a conversão da reprimenda, no caso, não se mostra recomendável em razão da circunstância judicial julgada desfavorável. De modo que não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 7. Ao contrário do que alega a parte impetrante, o Tribunal estadual não acrescentou fundamentos novos, apenas justificou o regime intermediário e vedou a conversão da reprimenda, com apoio em circunstância judicial valorada negativamente na sentença condenatória. 8. Quanto ao mais, eventual possibilidade de detração não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual (HC 124.971-AgR, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ 69.419, Rel. Min. Sepúlveda Pertence). 4. Não bastasse isso, a orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal é no sentido de que a existência de circunstâncias judiciais desfavoráveis justifica a fixação da pena-base em patamar acima do mínimo legal (RHC 117.806, Red. para o acórdão o Min. Edson Fachin; HC 124.250, Rel. Min. Teori Zavascki; HC 122.344, Rel. Min. Rosa Weber). 5. Quanto ao mais, é certo que a “imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea” (Súmula 719/Supremo Tribunal Federal). Na hipótese de que se cuida, o Tribunal estadual reduziu a pena-base – mantendo-a, contudo, ainda em patamar acima do mínimo legal –, assim como impôs o regime inicial intermediário, com apoio em dados empíricos idôneos, extraídos da prova judicialmente colhida, notadamente em razão da existência de circunstância judicial desfavorável (culpabilidade do agente). 6. Da mesma forma, o TJ/RJ concluiu que a conversão da reprimenda, no caso, não se mostra recomendável em razão da circunstância judicial julgada desfavorável. De modo que não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 7. Ao contrário do que alega a parte impetrante, o Tribunal estadual não acrescentou fundamentos novos, apenas justificou o regime intermediário e vedou a conversão da reprimenda, com apoio em circunstância judicial valorada negativamente na sentença condenatória. 8. Quanto ao mais, eventual possibilidade de detração não foi arguida na petição inicial do habeas corpus, tendo sido suscitada somente nesta via recursal. Trata-se, portanto, de inovação insuscetível de apreciação neste momento processual (HC 124.971-AgR, Rel. Min. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 167996 AGR / RJ Cármen Lúcia; ARE 811.893, da minha relatoria; ARE 779.145-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 121.999-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Supremo Tribunal Federal HC 167996 AGR / RJ Cármen Lúcia; ARE 811.893, da minha relatoria; ARE 779.145-AgR, Rel. Min. Luiz Fux; RHC 121.999-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 9. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A261-BD64-F4A9-AE52 e senha 14F4-2DE3-DC18-42A0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DACF-A2FF-1205-A8B3 e senha B144-4AE8-365C-3C37 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) :GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DACF-A2FF-1205-A8B3 e senha B144-4AE8-365C-3C37 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) : GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL (102560/RJ) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP n 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C993-A7B8-4F7F-C745 e senha A6A1-7223-AC3C-8B65 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 167.996 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : JOSÉ PARAMOS DURAN ADV.(A/S) : GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL (102560/RJ) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP n 1.231.234 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C993-A7B8-4F7F-C745 e senha A6A1-7223-AC3C-8B65 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 167 . 996", "ARESP n 1 . 231 . 234", "HC 118 . 292 - AgR", "HC 69 . 419", "HC 167996 AGR", "HC 167996 AGR / RJ", "HABEAS CORPUS 167 . 996", "ARESP n 1 . 231 . 234", "AREsp 1 . 231 . 234 ,", "AResp", "HABEAS CORPUS 167 . 996", "ARESP n 1 . 231 . 234", "AREsp 1 . 231 . 234 ,", "AResp 1 . 231 . 234", "HC 167996 AGR / RJ", "HC 115 . 659", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 167996 AGR / RJ", "HC 115 . 659", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 167996 AGR / RJ", "Súmula 283 desta Corte", "HC 69 . 419", "RHC 117 . 806", "HC 124 . 250", "HC 122 . 344", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 167996 AGR / RJ", "HC 69 . 419", "RHC 117 . 806", "HC 124 . 250", "HC 122 . 344", "Súmula 719 /", "HC 167996 AGR / RJ", "HC 167996 AGR / RJ", "HC 167996 AGR / RJ", "HC 167996 AGR / RJ", "HABEAS CORPUS 167 . 996", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 118 . 292 - AgR", "HC 128 . 840 - AgR", "RHC 116 . 108", "HC 117 . 762", "HC 91 . 711", "HABEAS CORPUS 167 . 996", "HC 113 . 468", "HC 117 . 502", "HC 108 . 141 - AgR", "HC 122 . 166 - AgR", "HC 118 . 292 - AgR", "HC 128 . 840 - AgR", "RHC 116 . 108", "HC 117 . 762", "HC 91 . 711", "HC 167996 AGR / RJ 69 . 419", "RHC 117 . 806", "HC 124 . 250", "HC 122 . 344", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 124 . 971 - AgR", "HC 167996 AGR / RJ 69 . 419", "RHC 117 . 806", "HC 124 . 250", "HC 122 . 344", "Súmula 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 124 . 971 - AgR", "HC 167996 AGR /", "ARE 811 . 893", "ARE 779 . 145 - AgR", "RHC 121 . 999 - AgR", "HC 167996 AGR / RJ", "ARE 811 . 893", "ARE 779 . 145 - AgR", "RHC 121 . 999 - AgR", "HABEAS CORPUS 167 . 996", "ARESP n 1 . 231 . 234", "HABEAS CORPUS 167 . 996", "ARESP n 1 . 231 . 234", "HABEAS CORPUS 167 . 996", "ARESP n 1 . 231 . 234", "HABEAS CORPUS 167 . 996", "ARESP n 1 . 231 . 234" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 168 , § 1 . . . , III (", "art . 71 , e no art . 288 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 168 , § 1 . . . , III", "art . 71 , e no art . 288 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 422 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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"Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RJ", "TJ", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RJ", "TJ", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "TJ", "/", "RJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "TJ", "/", "RJ", "Supremo Tribunal 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Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Sepúlveda Pertence", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Sepúlveda Pertence", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "DC18", "ROBERTO BARROSO", "Sepúlveda Pertence", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "Sepúlveda Pertence", "Edson Fachin", "Teori Zavascki", "Rosa Weber", "ROBERTO BARROSO", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ PARAMOS DURAN", "GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ PARAMOS DURAN", "GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ PARAMOS DURAN", "GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "JOSÉ PARAMOS DURAN", "GEISA FERREIRA DE SANTANA GARGEL", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 a 27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 a 27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "11", "/", "2013", "07", "/", "04", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) :RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DO PRESIDENTE DO A QUO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO INCABÍVEL. NÃO INTERRUPÇÃO OU SUSPENSÃO DO PRAZO RECURSAL. RECURSO INTEMPESTIVO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo . II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0D0-13D7-80BD-961C e senha F64E-90D6-AADA-4B41 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) :RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o fundamento de que o recurso foi interposto intempestivamente. A agravante sustenta que, haja vista a oposição de embargos de declaração em face da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o agravo foi interposto dentro do prazo legal. Alega que “[...] a decisão que rejeitou os Embargos Declaratórios foi publicada na data de 12/05/2016, quinta-feira, começando assim a fluir no dia 13/05/2016 (sexta-feira); contando 10 (dez) dias corridos o prazo se encerraria no domingo 22/05/2016, sendo protocolizado dia 23/05/2016 (primeiro dia útil subsequente), assim, plenamente realizado dentro do prazo processual” (pág. 3 do documento eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B66A-ED4E-DED4-7393 e senha DE31-ABC0-610D-C437 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) :RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o fundamento de que o recurso foi interposto intempestivamente. A agravante sustenta que, haja vista a oposição de embargos de declaração em face da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o agravo foi interposto dentro do prazo legal. Alega que “[...] a decisão que rejeitou os Embargos Declaratórios foi publicada na data de 12/05/2016, quinta-feira, começando assim a fluir no dia 13/05/2016 (sexta-feira); contando 10 (dez) dias corridos o prazo se encerraria no domingo 22/05/2016, sendo protocolizado dia 23/05/2016 (primeiro dia útil subsequente), assim, plenamente realizado dentro do prazo processual” (pág. 3 do documento eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B66A-ED4E-DED4-7393 e senha DE31-ABC0-610D-C437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “[...] verifico que o presente recurso foi interposto intempestivamente. Isso porque a decisão agravada foi publicada em 15/3/2016 (pág. 195 do documento eletrônico 1), porém o agravo somente foi interposto em 23/5/2016 (pág. 228 do documento eletrônico 1), fora do prazo previsto no art. 544, caput, do Código de Processo Civil de 1973. Por oportuno, ressalto que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo. Nesse sentido, destaco julgados do Plenário e de ambas as Turmas deste Tribunal, cujas ementas transcrevo a seguir: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “[...] verifico que o presente recurso foi interposto intempestivamente. Isso porque a decisão agravada foi publicada em 15/3/2016 (pág. 195 do documento eletrônico 1), porém o agravo somente foi interposto em 23/5/2016 (pág. 228 do documento eletrônico 1), fora do prazo previsto no art. 544, caput, do Código de Processo Civil de 1973. Por oportuno, ressalto que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo. Nesse sentido, destaco julgados do Plenário e de ambas as Turmas deste Tribunal, cujas ementas transcrevo a seguir: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1177142 AGR / RJ de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. ‘Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 728.220-AgR/RS, Min. Presidente, Pleno). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Intempestividade. Embargos declaratórios incabíveis. Não suspensão ou interrupção do prazo recursal. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo de instrumento. 2. Agravo regimental não provido’ (AI 637.038- AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INCABÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo. II Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 805.356-AgR/MG, de minha relatoria, Segunda Turma). No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Supremo Tribunal Federal ARE 1177142 AGR / RJ de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. ‘Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 728.220-AgR/RS, Min. Presidente, Pleno). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Intempestividade. Embargos declaratórios incabíveis. Não suspensão ou interrupção do prazo recursal. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo de instrumento. 2. Agravo regimental não provido’ (AI 637.038- AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INCABÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo. II Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 805.356-AgR/MG, de minha relatoria, Segunda Turma). No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1177142 AGR / RJ outras: ARE 685.997-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli; ARE 703.964- AgR/RS, Rel. Min. Presidente; ARE 964.742-AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso; ARE 685.912-ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello; e ARE 688.193-ED/RS, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF)” (documento eletrônico 4). Além dos precedentes indicados na decisão recorrida, cito, ainda, recentes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONTRA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO INCABÍVEL. AUSÊNCIA DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DO PRAZO RECURSAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO. PRECEDENTES AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que os embargos de declaração opostos contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário, em razão de serem manifestamente incabíveis, não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do agravo. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido, afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC” (ARE 1.114.980-AgR/DF, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Supremo Tribunal Federal ARE 1177142 AGR / RJ outras: ARE 685.997-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli; ARE 703.964- AgR/RS, Rel. Min. Presidente; ARE 964.742-AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso; ARE 685.912-ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello; e ARE 688.193-ED/RS, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF)” (documento eletrônico 4). Além dos precedentes indicados na decisão recorrida, cito, ainda, recentes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONTRA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO INCABÍVEL. AUSÊNCIA DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DO PRAZO RECURSAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO. PRECEDENTES AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que os embargos de declaração opostos contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário, em razão de serem manifestamente incabíveis, não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do agravo. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido, afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC” (ARE 1.114.980-AgR/DF, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1177142 AGR / RJ RECURSOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL QUE NÃO ADMITIU RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ERRO GROSSEIRO. NÃO CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É entendimento pacífico do Supremo Tribunal Federal que a ocorrência de erro grosseiro impede a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. II - “A oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo de instrumento” (AI 637.038-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli). III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1.112.507-AgR/AM, de minha relatoria, Segunda Turma). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico à agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Supremo Tribunal Federal ARE 1177142 AGR / RJ RECURSOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL QUE NÃO ADMITIU RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ERRO GROSSEIRO. NÃO CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É entendimento pacífico do Supremo Tribunal Federal que a ocorrência de erro grosseiro impede a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. II - “A oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo de instrumento” (AI 637.038-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli). III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1.112.507-AgR/AM, de minha relatoria, Segunda Turma). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico à agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4°, do CPC). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) : RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS (36465/DF, 44218/PE, 112211/RJ, 363923/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F1E-576A-C483-60C8 e senha E72F-1280-0963-B575 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) : RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS (36465/DF, 44218/PE, 112211/RJ, 363923/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F1E-576A-C483-60C8 e senha E72F-1280-0963-B575 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446200
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DO PRESIDENTE DO A QUO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO INCABÍVEL. NÃO INTERRUPÇÃO OU SUSPENSÃO DO PRAZO RECURSAL. RECURSO INTEMPESTIVO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo . II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).
sjur408074
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, RECURSO INCABÍVEL) ARE 1112507 AgR (2ªT), ARE 1114980 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 29/08/2019, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1177142
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1177142 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) : RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) :RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DO PRESIDENTE DO A QUO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO INCABÍVEL. NÃO INTERRUPÇÃO OU SUSPENSÃO DO PRAZO RECURSAL. RECURSO INTEMPESTIVO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I - A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo . II - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0D0-13D7-80BD-961C e senha F64E-90D6-AADA-4B41 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) :RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o fundamento de que o recurso foi interposto intempestivamente. A agravante sustenta que, haja vista a oposição de embargos de declaração em face da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o agravo foi interposto dentro do prazo legal. Alega que “[...] a decisão que rejeitou os Embargos Declaratórios foi publicada na data de 12/05/2016, quinta-feira, começando assim a fluir no dia 13/05/2016 (sexta-feira); contando 10 (dez) dias corridos o prazo se encerraria no domingo 22/05/2016, sendo protocolizado dia 23/05/2016 (primeiro dia útil subsequente), assim, plenamente realizado dentro do prazo processual” (pág. 3 do documento eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B66A-ED4E-DED4-7393 e senha DE31-ABC0-610D-C437 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) :RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo sob o fundamento de que o recurso foi interposto intempestivamente. A agravante sustenta que, haja vista a oposição de embargos de declaração em face da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o agravo foi interposto dentro do prazo legal. Alega que “[...] a decisão que rejeitou os Embargos Declaratórios foi publicada na data de 12/05/2016, quinta-feira, começando assim a fluir no dia 13/05/2016 (sexta-feira); contando 10 (dez) dias corridos o prazo se encerraria no domingo 22/05/2016, sendo protocolizado dia 23/05/2016 (primeiro dia útil subsequente), assim, plenamente realizado dentro do prazo processual” (pág. 3 do documento eletrônico 6). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B66A-ED4E-DED4-7393 e senha DE31-ABC0-610D-C437 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “[...] verifico que o presente recurso foi interposto intempestivamente. Isso porque a decisão agravada foi publicada em 15/3/2016 (pág. 195 do documento eletrônico 1), porém o agravo somente foi interposto em 23/5/2016 (pág. 228 do documento eletrônico 1), fora do prazo previsto no art. 544, caput, do Código de Processo Civil de 1973. Por oportuno, ressalto que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo. Nesse sentido, destaco julgados do Plenário e de ambas as Turmas deste Tribunal, cujas ementas transcrevo a seguir: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 RIO DE JANEIRO V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, conforme consignado na decisão ora agravada, “[...] verifico que o presente recurso foi interposto intempestivamente. Isso porque a decisão agravada foi publicada em 15/3/2016 (pág. 195 do documento eletrônico 1), porém o agravo somente foi interposto em 23/5/2016 (pág. 228 do documento eletrônico 1), fora do prazo previsto no art. 544, caput, do Código de Processo Civil de 1973. Por oportuno, ressalto que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo. Nesse sentido, destaco julgados do Plenário e de ambas as Turmas deste Tribunal, cujas ementas transcrevo a seguir: ‘AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1177142 AGR / RJ de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. ‘Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 728.220-AgR/RS, Min. Presidente, Pleno). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Intempestividade. Embargos declaratórios incabíveis. Não suspensão ou interrupção do prazo recursal. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo de instrumento. 2. Agravo regimental não provido’ (AI 637.038- AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INCABÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo. II Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 805.356-AgR/MG, de minha relatoria, Segunda Turma). No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Supremo Tribunal Federal ARE 1177142 AGR / RJ de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. ‘Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 728.220-AgR/RS, Min. Presidente, Pleno). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Intempestividade. Embargos declaratórios incabíveis. Não suspensão ou interrupção do prazo recursal. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo de instrumento. 2. Agravo regimental não provido’ (AI 637.038- AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INCABÍVEIS. IMPOSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admite o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo. II Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE 805.356-AgR/MG, de minha relatoria, Segunda Turma). No mesmo sentido, menciono as seguintes decisões, entre 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1177142 AGR / RJ outras: ARE 685.997-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli; ARE 703.964- AgR/RS, Rel. Min. Presidente; ARE 964.742-AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso; ARE 685.912-ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello; e ARE 688.193-ED/RS, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF)” (documento eletrônico 4). Além dos precedentes indicados na decisão recorrida, cito, ainda, recentes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONTRA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO INCABÍVEL. AUSÊNCIA DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DO PRAZO RECURSAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO. PRECEDENTES AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que os embargos de declaração opostos contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário, em razão de serem manifestamente incabíveis, não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do agravo. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido, afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil” (ARE 1.114.980-AgR/DF, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Supremo Tribunal Federal ARE 1177142 AGR / RJ outras: ARE 685.997-ED/RS, Rel. Min. Dias Toffoli; ARE 703.964- AgR/RS, Rel. Min. Presidente; ARE 964.742-AgR/SP, Rel. Min. Roberto Barroso; ARE 685.912-ED/RS, Rel. Min. Celso de Mello; e ARE 688.193-ED/RS, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF)” (documento eletrônico 4). Além dos precedentes indicados na decisão recorrida, cito, ainda, recentes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “DIREITO CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONTRA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO INCABÍVEL. AUSÊNCIA DE SUSPENSÃO OU INTERRUPÇÃO DO PRAZO RECURSAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO. PRECEDENTES AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que os embargos de declaração opostos contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário, em razão de serem manifestamente incabíveis, não suspendem nem interrompem o prazo para a interposição do agravo. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido, afastada a aplicação da penalidade porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil” (ARE 1.114.980-AgR/DF, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 1177142 AGR / RJ RECURSOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL QUE NÃO ADMITIU RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ERRO GROSSEIRO. NÃO CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É entendimento pacífico do Supremo Tribunal Federal que a ocorrência de erro grosseiro impede a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. II - “A oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo de instrumento” (AI 637.038-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli). III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1.112.507-AgR/AM, de minha relatoria, Segunda Turma). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico à agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Supremo Tribunal Federal ARE 1177142 AGR / RJ RECURSOS. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS CONTRA DECISÃO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL QUE NÃO ADMITIU RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ERRO GROSSEIRO. NÃO CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - É entendimento pacífico do Supremo Tribunal Federal que a ocorrência de erro grosseiro impede a aplicação do princípio da fungibilidade recursal. II - “A oposição de embargos de declaração contra a decisão do Presidente do Tribunal de origem que não admitiu o recurso extraordinário, por serem incabíveis, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição do agravo de instrumento” (AI 637.038-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli). III – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 1.112.507-AgR/AM, de minha relatoria, Segunda Turma). Assim, mantenho a decisão recorrida por seus próprios fundamentos, visto que está apoiada na jurisprudência desta Corte sobre a controvérsia em exame. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental e, ante a manifesta improcedência do recurso, aplico à agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E620-534F-D798-20D4 e senha 350F-F543-340B-89ED Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) : RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS (36465/DF, 44218/PE, 112211/RJ, 363923/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F1E-576A-C483-60C8 e senha E72F-1280-0963-B575 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.177.142 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA ADV.(A/S) : RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS (36465/DF, 44218/PE, 112211/RJ, 363923/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL (00000/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F1E-576A-C483-60C8 e senha E72F-1280-0963-B575 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 177 . 142", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "RECURSO", "ARE 1177142 AGR / RJ", "ARE 728 . 220 - AgR / RS", "AI 637 . 038 - AgR", "ARE 805 . 356 - AgR / MG", "ARE 1177142 AGR / RJ", "ARE 728 . 220 - AgR / RS", "AI 637 . 038 - AgR / RN", "ARE 805 . 356 - AgR / MG", "ARE 1177142 AGR / RJ", "ARE 685 . 997 - ED / RS", "ARE 703 . 964 - AgR / RS", "ARE 964 . 742 - AgR / SP", "ARE 685 . 912 - ED / RS", "ARE 688 . 193 - ED / RS", "ARE 1 . 114 . 980 - AgR / DF", "ARE 1177142 AGR /", "ARE 685 . 997 - ED / RS", "ARE 703 . 964 - AgR / RS", "ARE 964 . 742 - AgR / SP", "ARE 685 . 912 - ED / RS", "ARE 688 . 193 - ED / RS", "ARE 1 . 114 . 980 - AgR / DF", "ARE 1177142 AGR / RJ", "AI 637 . 038 - AgR / RN", "ARE 1 . 112 . 507 - AgR / AM", "ARE 1177142 AGR /", "AI 637 . 038 - AgR / RN", "ARE 1 . 112 . 507 - AgR / AM" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , caput , do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , caput , do Código de Processo Civil de 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "§ 4 . . . do art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA AG", "TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA", "UNIÃO", "A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA", "UNIÃO", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "EXTRATO", "TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TERRAPLANAGEM FONSECA E TAVARES LTDA", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "RENATA PASSOS BERFORD", "GUARANA VASCONCELLOS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RENATA PASSOS BERFORD GUARANA VASCONCELLOS", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "12", "/", "05", "/", "2016", "13", "/", "05", "/", "2016", "22", "/", "05", "/", "2016", "23", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "12", "/", "05", "/", "2016", "quinta", "-", "feira", "13", "/", "05", "/", "2016", "sexta", "-", "feira", "22", "/", "05", "/", "2016", "23", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "15", "/", "3", "/", "2016", "23", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "15", "/", "3", "/", "2016", "23", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) :NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Afronta a decisão proferida por esta Corte. Não ocorrência. Realização de nova dosimetria da pena pelo Tribunal de origem com fundamentos utilizados nos termos da jurisprudência dominante do STF. A legislação penal não especifica o quantum a ser reduzido na individualização da pena para fins de confissão espontânea. Fração utilizada pelo TJ/RS atende aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 464A-72A6-DB09-0283 e senha E72E-F1C0-383F-BB1E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) :NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, ante a ausência de afronta a decisão proferida por esta Corte (eDOC 7). No presente agravo, a defesa reitera a alegação de que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul teria descumprido a decisão proferida nos autos do RHC 150.358/RS, pois a fixação da fração de 1/6 da confissão espontânea não corresponde à atenuante em seu patamar máximo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B05-97A3-4E35-8809 e senha 9FC3-ADED-D358-8D56 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) :NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, ante a ausência de afronta a decisão proferida por esta Corte (eDOC 7). No presente agravo, a defesa reitera a alegação de que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul teria descumprido a decisão proferida nos autos do RHC 150.358/RS, pois a fixação da fração de 1/6 da confissão espontânea não corresponde à atenuante em seu patamar máximo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B05-97A3-4E35-8809 e senha 9FC3-ADED-D358-8D56 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem não descumpriu o que decidido no RHC 150.358/RS, isso porque a a legislação penal não especifica o quantum a ser reduzido na dosimetria da pena para fins de confissão espontânea. Assim, entendo que redução de 10 meses, realizada pelo Tribunal a quo, atende aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF9A-0404-DB4E-4C73 e senha 14D7-C50B-AE26-F3CD Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem não descumpriu o que decidido no RHC 150.358/RS, isso porque a a legislação penal não especifica o quantum a ser reduzido na dosimetria da pena para fins de confissão espontânea. Assim, entendo que redução de 10 meses, realizada pelo Tribunal a quo, atende aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF9A-0404-DB4E-4C73 e senha 14D7-C50B-AE26-F3CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34528 AGR / RS Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF9A-0404-DB4E-4C73 e senha 14D7-C50B-AE26-F3CD Supremo Tribunal Federal RCL 34528 AGR / RS Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF9A-0404-DB4E-4C73 e senha 14D7-C50B-AE26-F3CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) : NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR (25581/RS, 21739/SC, 412465/ SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E43-9600-1E23-2867 e senha 454A-D964-2F2A-14F9 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) : NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR (25581/RS, 21739/SC, 412465/ SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E43-9600-1E23-2867 e senha 454A-D964-2F2A-14F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446275
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Afronta a decisão proferida por esta Corte. Não ocorrência. Realização de nova dosimetria da pena pelo Tribunal de origem com fundamentos utilizados nos termos da jurisprudência dominante do STF. A legislação penal não especifica o quantum a ser reduzido na individualização da pena para fins de confissão espontânea. Fração utilizada pelo TJ/RS atende aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408124
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, AUSÊNCIA DE ADERÊNCIA ESTRITA) Rcl 27026 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 28/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
34528
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 34528 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) : NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) :NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO Agravo regimental em reclamação. 2. Direito Processual Penal. 3. Afronta a decisão proferida por esta Corte. Não ocorrência. Realização de nova dosimetria da pena pelo Tribunal de origem com fundamentos utilizados nos termos da jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. A legislação penal não especifica o quantum a ser reduzido na individualização da pena para fins de confissão espontânea. Fração utilizada pelo TJ/RS atende aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, majorar os honorários, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 464A-72A6-DB09-0283 e senha E72E-F1C0-383F-BB1E Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) :NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, ante a ausência de afronta a decisão proferida por esta Corte (eDOC 7). No presente agravo, a defesa reitera a alegação de que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul teria descumprido a decisão proferida nos autos do RHC 150.358/RS, pois a fixação da fração de 1/6 da confissão espontânea não corresponde à atenuante em seu patamar máximo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B05-97A3-4E35-8809 e senha 9FC3-ADED-D358-8D56 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) :NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, ante a ausência de afronta a decisão proferida por esta Corte (eDOC 7). No presente agravo, a defesa reitera a alegação de que o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul teria descumprido a decisão proferida nos autos do RHC 150.358/RS, pois a fixação da fração de 1/6 da confissão espontânea não corresponde à atenuante em seu patamar máximo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1B05-97A3-4E35-8809 e senha 9FC3-ADED-D358-8D56 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem não descumpriu o que decidido no RHC 150.358/RS, isso porque a a legislação penal não especifica o quantum a ser reduzido na dosimetria da pena para fins de confissão espontânea. Assim, entendo que redução de 10 meses, realizada pelo Tribunal a quo, atende aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF9A-0404-DB4E-4C73 e senha 14D7-C50B-AE26-F3CD Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão. Visa apenas à rediscussão da matéria, já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem não descumpriu o que decidido no RHC 150.358/RS, isso porque a a legislação penal não especifica o quantum a ser reduzido na dosimetria da pena para fins de confissão espontânea. Assim, entendo que redução de 10 meses, realizada pelo Tribunal a quo, atende aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Mantidos os fundamentos da decisão agravada, porquanto não infirmados por razões eficientes, é de ser negada simples pretensão de reforma. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. DESRESPEITO À COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE MATERIAL ENTRE O ATO RECLAMADO E A DECISÃO COMBATIDA. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I O ato reclamado não guarda identidade material com a decisão proferida no MS 34.220/DF, o que inviabiliza o pedido. II A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo recursal, consoante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. III Agravo regimental a que se nega provimento”. (Rcl-AgR 27.026/MA, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF9A-0404-DB4E-4C73 e senha 14D7-C50B-AE26-F3CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34528 AGR / RS Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF9A-0404-DB4E-4C73 e senha 14D7-C50B-AE26-F3CD Supremo Tribunal Federal RCL 34528 AGR / RS Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 29.5.2018) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FF9A-0404-DB4E-4C73 e senha 14D7-C50B-AE26-F3CD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) : NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR (25581/RS, 21739/SC, 412465/ SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E43-9600-1E23-2867 e senha 454A-D964-2F2A-14F9 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.528 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OSCAR DE ANDRADE MIGUEL ADV.(A/S) : NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR (25581/RS, 21739/SC, 412465/ SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E43-9600-1E23-2867 e senha 454A-D964-2F2A-14F9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 34 . 528", "RHC 150 . 358 / RS", "RHC 150 . 358 / RS", "RHC 150 . 358 / RS", "MS 34 . 220 / DF", "Rcl", "-", "AgR 27 . 026 / MA", "RECLAMAÇÃO 34 . 528", "RHC 150 . 358 / RS", "MS 34 . 220 / DF", "Rcl", "-", "AgR 27 . 026 / MA", "RCL 34528 AGR", "RCL 34528 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "OSCAR DE ANDRADE MIGUEL", "NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "OSCAR DE ANDRADE MIGUEL", "NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "OSCAR DE ANDRADE MIGUEL", "NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "OSCAR DE ANDRADE", "NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "OSCAR DE ANDRADE MIGUEL", "NEY FAYET DE SOUZA JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "5", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) :JOSE BENEDITO CHIQUETO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) :EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO INTERNO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, POR TRATAR-SE DE RECURSO DEDUZIDO SOB A ÉGIDE DO CPC/73 – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA), SE UNÂNIME A VOTAÇÃO (CPC, ART. 1.021, § 4º) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-A240-0592-4693 e senha 7473-92C1-EE03-2FAD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1118884 ED-ED / SP receber os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, e em impor à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-A240-0592-4693 e senha 7473-92C1-EE03-2FAD Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP receber os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, e em impor à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-A240-0592-4693 e senha 7473-92C1-EE03-2FAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) :JOSE BENEDITO CHIQUETO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) :EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que, confirmada em sede de embargos de declaração, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 1.022 do CPC. Submeto, pois, estes embargos de declaração ao exame desta colenda Turma. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BAB-483A-08D8-7C54 e senha 9783-0F4E-9488-C7D3 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) :JOSE BENEDITO CHIQUETO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) :EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que, confirmada em sede de embargos de declaração, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 1.022 do CPC. Submeto, pois, estes embargos de declaração ao exame desta colenda Turma. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BAB-483A-08D8-7C54 e senha 9783-0F4E-9488-C7D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3º, do CPC (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1º, do CPC (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.). Passo a apreciar o recurso em questão. E, ao fazê-lo, verifico que n ão assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, João Carlos Gonçalves Filho, ao deduzir o apelo extremo interposto nestes autos, sustentou que o acórdão confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria transgredido diversos preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário revela-se inviável. É que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3º, do CPC (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1º, do CPC (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.). Passo a apreciar o recurso em questão. E, ao fazê-lo, verifico que n ão assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, João Carlos Gonçalves Filho, ao deduzir o apelo extremo interposto nestes autos, sustentou que o acórdão confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria transgredido diversos preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário revela-se inviável. É que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626- -AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884- -AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987-AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – RE 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – RE 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Impende destacar , por relevante, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5º, inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte recorrente, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5º, inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626- -AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884- -AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987-AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – RE 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – RE 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Impende destacar , por relevante, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5º, inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte recorrente, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5º, inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. Cabe referir, por necessário, a propósito da alegada violação ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533- -AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. Cabe referir, por necessário, a propósito da alegada violação ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533- -AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (…).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (…).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Desse modo, considerados os aspectos que venho de referir, o fato é que a postulação recursal, no ponto, encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos artigos 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) É preciso ressaltar, ainda, no que se refere à ocorrência, ou não, da prescrição e da decadência, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, também, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Desse modo, considerados os aspectos que venho de referir, o fato é que a postulação recursal, no ponto, encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos artigos 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) É preciso ressaltar, ainda, no que se refere à ocorrência, ou não, da prescrição e da decadência, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, também, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP Impõe-se observar, de outro lado, no que concerne ao fundo da controvérsia jurídica objeto deste processo, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 280/STF, que assim dispõe: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) Convém assinalar, no ponto, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei municipal nº 2.890/91), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de direito local: “De fato, as horas extraordinárias não são vantagens de caráter permanente, e, por isso, nos termos do § 1º, do artigo 32 da Lei Municipal nº 2.890/91 não podem ser incorporadas integralmente. Poder-se-ia objetar ainda, com base no parágrafo 2º, do artigo 32, que a lei autoriza outro cálculo das vantagens que não tenham o caráter permanente, autorizando a contagem com base “na média dos recebimentos do funcionário nos últimos 24 meses, devidamente corrigidos‘. Mas, para mim o enfoque a ser dado a esta questão é outro. Ainda que servidor efetivo, em exercício de cargo em comissão, ao assumir cargo de confiança ele perde o direito as horas extraordinárias. É que diante da própria natureza dos cargos em comissão, assim como ocorre com o adicional noturno, também se veda o pagamento de horas extras ao comissionado, quer em razão do caráter precário desse cargo de confiança, quer em virtude da ausência 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP Impõe-se observar, de outro lado, no que concerne ao fundo da controvérsia jurídica objeto deste processo, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 280/STF, que assim dispõe: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) Convém assinalar, no ponto, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei municipal nº 2.890/91), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/STF, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de direito local: “De fato, as horas extraordinárias não são vantagens de caráter permanente, e, por isso, nos termos do § 1º, do artigo 32 da Lei Municipal nº 2.890/91 não podem ser incorporadas integralmente. Poder-se-ia objetar ainda, com base no parágrafo 2º, do artigo 32, que a lei autoriza outro cálculo das vantagens que não tenham o caráter permanente, autorizando a contagem com base “na média dos recebimentos do funcionário nos últimos 24 meses, devidamente corrigidos‘. Mas, para mim o enfoque a ser dado a esta questão é outro. Ainda que servidor efetivo, em exercício de cargo em comissão, ao assumir cargo de confiança ele perde o direito as horas extraordinárias. É que diante da própria natureza dos cargos em comissão, assim como ocorre com o adicional noturno, também se veda o pagamento de horas extras ao comissionado, quer em razão do caráter precário desse cargo de confiança, quer em virtude da ausência 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP de controle de horário, e da dedicação exclusiva, como se constata no caso do servidor que ocupa o importante cargo de Secretário Municipal da Administração e Assuntos Jurídicos do Município. E se é indevido o pagamento de horas extras, esta vedação alcança tanto a totalidade (§ 1º do art. 32 da Lei Municipal nº 2.890/91), quanto as horas extraordinárias calculadas pela média (§ 2º do art. 32 da Lei Municipal nº 2.890/91).” É importante registrar, finalmente, que a interposição deste agravo interno está a revelar um nítido intuito procrastinatório pela parte recorrente, que busca, com a injustificável utilização do recurso em causa, obstar, de maneira indevida, o trânsito em julgado da decisão que lhe foi desfavorável. Tenho para mim, portanto, que o comportamento processual da parte ora agravante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma inscrita no art. 1.021, § 4º, do CPC, que assim dispõe: “Art. 1.021. (…) …................................................................................................... § 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.” (grifei) Torna-se importante enfatizar que o disposto na regra legal em questão, além de encontrar fundamento em razões de caráter ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade processual), também busca imprimir celeridade ao processo de administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional do Estado. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP de controle de horário, e da dedicação exclusiva, como se constata no caso do servidor que ocupa o importante cargo de Secretário Municipal da Administração e Assuntos Jurídicos do Município. E se é indevido o pagamento de horas extras, esta vedação alcança tanto a totalidade (§ 1º do art. 32 da Lei Municipal nº 2.890/91), quanto as horas extraordinárias calculadas pela média (§ 2º do art. 32 da Lei Municipal nº 2.890/91).” É importante registrar, finalmente, que a interposição deste agravo interno está a revelar um nítido intuito procrastinatório pela parte recorrente, que busca, com a injustificável utilização do recurso em causa, obstar, de maneira indevida, o trânsito em julgado da decisão que lhe foi desfavorável. Tenho para mim, portanto, que o comportamento processual da parte ora agravante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma inscrita no art. 1.021, § 4º, do CPC, que assim dispõe: “Art. 1.021. (…) …................................................................................................... § 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.” (grifei) Torna-se importante enfatizar que o disposto na regra legal em questão, além de encontrar fundamento em razões de caráter ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade processual), também busca imprimir celeridade ao processo de administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional do Estado. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma inscrita no art. 1.021, § 4º, do CPC – põe em evidência a função inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”. Em suma: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitimará a imposição de multa. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida, e, tendo em vista o seu intuito procrastinatório (CPC, art. 1.021, § 4º) e precedentes desta Suprema Corte que aplicam a sanção processual em situações assemelhadas (ARE 959.634-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 965.134-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 980.232-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), se unânime a votação, condeno a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, por tratar-se de recurso deduzido contra decisão publicada sob a égide do CPC/73. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma inscrita no art. 1.021, § 4º, do CPC – põe em evidência a função inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”. Em suma: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitimará a imposição de multa. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida, e, tendo em vista o seu intuito procrastinatório (CPC, art. 1.021, § 4º) e precedentes desta Suprema Corte que aplicam a sanção processual em situações assemelhadas (ARE 959.634-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 965.134-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 980.232-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), se unânime a votação, condeno a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC/15, por tratar-se de recurso deduzido contra decisão publicada sob a égide do CPC/73. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) : JOSE BENEDITO CHIQUETO (149159/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) : EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ (130558/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, impôs, à parte agravante, multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92AC-7865-37D3-D058 e senha DA4E-AF01-4C17-2F98 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) : JOSE BENEDITO CHIQUETO (149159/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) : EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ (130558/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, impôs, à parte agravante, multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92AC-7865-37D3-D058 e senha DA4E-AF01-4C17-2F98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446120
2019-06-24T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, impôs, à parte agravante, multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO INTERNO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, POR TRATAR-SE DE RECURSO DEDUZIDO SOB A ÉGIDE DO CPC/73 – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA), SE UNÂNIME A VOTAÇÃO (CPC, ART. 1.021, § 4º) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur407995
- Acórdão(s) citado(s): (ED, RECEBIMENTO, AGRAVO INTERNO) AI 243832 ED (2ªT), AI 243159 ED (2ªT), Rcl 4395 ED (TP). (INTIMAÇÃO, EMBARGANTE, DESNECESSIDADE) ARE 953448 ED (1ªT), ARE 953024 ED (2ªT), RE 955845 ED (1ªT), ARE 966749 ED (2ªT). (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) RE 236333 (2ªT) - RTJ 177/982, AI 188762 AgR (2ªT), AI 215885 AgR (2ªT), AI 338090 AgR (2ªT) - RTJ 189/336, RE 257533 AgR (2ªT), AI 610626 AgR (2ªT), AI 687304 AgR (1ªT), RE 599512 AgR (2ªT), AI 701567 AgR (1ªT), AI 587873 AgR (2ªT), AI 618795 AgR (2ªT), AI 832987 AgR (2ªT), AI 748884 AgR (1ªT). (DECISÃO JUDICIAL, FUNDAMENTAÇÃO) AI 131798 AgR, AI 125934 AgR. (INTERPRETAÇÃO LEGAL, PRINCÍPIO DA LEGALIDADE) AI 192995 AgR (2ªT), AI 161396 AgR, AI 153310 AgR (1ªT), AI 338090 AgR (2ªT), AI 143872 AgR (2ªT). (APLICAÇÃO DE MULTA) ARE 965134 AgR (2ªT), ARE 959634 AgR (2ªT), ARE 980232 AgR (TP). Número de páginas: 13. Análise: 30/08/2019, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1118884
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-01021 PAR-00001 \n PAR-00003 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-002890 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE ASSIS, SP" ]
ARE-ED-ED
acordaos
ARE 1118884 ED-ED
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EMBTE.(S) : JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) : JOSE BENEDITO CHIQUETO EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) : EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) :JOSE BENEDITO CHIQUETO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) :EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO INTERNO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – DIREITO LOCAL – SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, POR TRATAR-SE DE RECURSO DEDUZIDO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/73 – ABUSO DO DIREITO DE RECORRER – IMPOSIÇÃO DE MULTA (1% SOBRE O VALOR CORRIGIDO DA CAUSA), SE UNÂNIME A VOTAÇÃO (Código de Processo Civil, ART. 1.021, § 4...) – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-A240-0592-4693 e senha 7473-92C1-EE03-2FAD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1118884 ED-ED / SP receber os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, e em impor à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-A240-0592-4693 e senha 7473-92C1-EE03-2FAD Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP receber os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, e em impor à parte agravante multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A3C3-A240-0592-4693 e senha 7473-92C1-EE03-2FAD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) :JOSE BENEDITO CHIQUETO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) :EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que, confirmada em sede de embargos de declaração, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 1.022 do Código de Processo Civil. Submeto, pois, estes embargos de declaração ao exame desta colenda Turma. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BAB-483A-08D8-7C54 e senha 9783-0F4E-9488-C7D3 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) :JOSE BENEDITO CHIQUETO EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) :EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que, confirmada em sede de embargos de declaração, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser este manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 1.022 do Código de Processo Civil. Submeto, pois, estes embargos de declaração ao exame desta colenda Turma. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BAB-483A-08D8-7C54 e senha 9783-0F4E-9488-C7D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.). Passo a apreciar o recurso em questão. E, ao fazê-lo, verifico que n ão assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, João Carlos Gonçalves Filho, ao deduzir o apelo extremo interposto nestes autos, sustentou que o acórdão confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria transgredido diversos preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário revela-se inviável. É que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Preliminarmente, conheço dos presentes embargos de declaração como agravo interno, nos termos do art. 1.024, § 3..., do Código de Processo Civil (RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.), e destaco ser desnecessária a intimação da parte embargante para complementar suas razões recursais, pois atendida a exigência do art. 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil (ARE 953.024-ED/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – ARE 953.448-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – ARE 966.749-ED/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 955.845-ED/SC, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, v.g.). Passo a apreciar o recurso em questão. E, ao fazê-lo, verifico que n ão assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Com efeito, João Carlos Gonçalves Filho, ao deduzir o apelo extremo interposto nestes autos, sustentou que o acórdão confirmado em sede de embargos de declaração pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria transgredido diversos preceitos inscritos na Constituição da República. Tal como ressaltado na decisão ora impugnada, o recurso extraordinário revela-se inviável. É que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626- -AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884- -AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987-AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – Recurso Extraordinário 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Impende destacar , por relevante, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5..., inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte recorrente, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5..., inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que também não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – AI 587.873-AgR/RS, Rel. Min. EROS GRAU – AI 610.626- -AgR/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – AI 618.795-AgR/RS, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 687.304-AgR/PR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AI 701.567-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – AI 748.884- -AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 832.987-AgR/DF, Rel. Min. ELLEN GRACIE – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Red. p/ o acórdão Min. NELSON JOBIM – Recurso Extraordinário 599.512-AgR/SC, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Impende destacar , por relevante, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5..., inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte recorrente, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5..., inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. Cabe referir, por necessário, a propósito da alegada violação ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533- -AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. Cabe referir, por necessário, a propósito da alegada violação ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533- -AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “’DUE PROCESS OF LAW’ E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP – A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (…).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (…).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Desse modo, considerados os aspectos que venho de referir, o fato é que a postulação recursal, no ponto, encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos artigos 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) É preciso ressaltar, ainda, no que se refere à ocorrência, ou não, da prescrição e da decadência, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, também, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) Desse modo, considerados os aspectos que venho de referir, o fato é que a postulação recursal, no ponto, encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos artigos 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) É preciso ressaltar, ainda, no que se refere à ocorrência, ou não, da prescrição e da decadência, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, também, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP Impõe-se observar, de outro lado, no que concerne ao fundo da controvérsia jurídica objeto deste processo, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) Convém assinalar, no ponto, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei municipal n 2.890/91), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de direito local: “De fato, as horas extraordinárias não são vantagens de caráter permanente, e, por isso, nos termos do § 1..., do artigo 32 da Lei Municipal n 2.890/91 não podem ser incorporadas integralmente. Poder-se-ia objetar ainda, com base no parágrafo 2..., do artigo 32, que a lei autoriza outro cálculo das vantagens que não tenham o caráter permanente, autorizando a contagem com base “na média dos recebimentos do funcionário nos últimos 24 meses, devidamente corrigidos‘. Mas, para mim o enfoque a ser dado a esta questão é outro. Ainda que servidor efetivo, em exercício de cargo em comissão, ao assumir cargo de confiança ele perde o direito as horas extraordinárias. É que diante da própria natureza dos cargos em comissão, assim como ocorre com o adicional noturno, também se veda o pagamento de horas extras ao comissionado, quer em razão do caráter precário desse cargo de confiança, quer em virtude da ausência 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP Impõe-se observar, de outro lado, no que concerne ao fundo da controvérsia jurídica objeto deste processo, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário.” (grifei) Convém assinalar, no ponto, que a questão ora em exame foi decidida com base no direito local (Lei municipal n 2.890/91), sem qualquer repercussão direta no plano normativo da Constituição da República, configurando, por isso mesmo, situação que inviabiliza, por completo, por efeito do que dispõe a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal, a possibilidade de utilização do recurso extraordinário. A mera análise do acórdão recorrido torna evidente que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em interpretação de direito local: “De fato, as horas extraordinárias não são vantagens de caráter permanente, e, por isso, nos termos do § 1..., do artigo 32 da Lei Municipal n 2.890/91 não podem ser incorporadas integralmente. Poder-se-ia objetar ainda, com base no parágrafo 2..., do artigo 32, que a lei autoriza outro cálculo das vantagens que não tenham o caráter permanente, autorizando a contagem com base “na média dos recebimentos do funcionário nos últimos 24 meses, devidamente corrigidos‘. Mas, para mim o enfoque a ser dado a esta questão é outro. Ainda que servidor efetivo, em exercício de cargo em comissão, ao assumir cargo de confiança ele perde o direito as horas extraordinárias. É que diante da própria natureza dos cargos em comissão, assim como ocorre com o adicional noturno, também se veda o pagamento de horas extras ao comissionado, quer em razão do caráter precário desse cargo de confiança, quer em virtude da ausência 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP de controle de horário, e da dedicação exclusiva, como se constata no caso do servidor que ocupa o importante cargo de Secretário Municipal da Administração e Assuntos Jurídicos do Município. E se é indevido o pagamento de horas extras, esta vedação alcança tanto a totalidade (§ 1... do art. 32 da Lei Municipal n 2.890/91), quanto as horas extraordinárias calculadas pela média (§ 2... do art. 32 da Lei Municipal n 2.890/91).” É importante registrar, finalmente, que a interposição deste agravo interno está a revelar um nítido intuito procrastinatório pela parte recorrente, que busca, com a injustificável utilização do recurso em causa, obstar, de maneira indevida, o trânsito em julgado da decisão que lhe foi desfavorável. Tenho para mim, portanto, que o comportamento processual da parte ora agravante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma inscrita no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, que assim dispõe: “Art. 1.021. (…) …................................................................................................... § 4... Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.” (grifei) Torna-se importante enfatizar que o disposto na regra legal em questão, além de encontrar fundamento em razões de caráter ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade processual), também busca imprimir celeridade ao processo de administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional do Estado. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP de controle de horário, e da dedicação exclusiva, como se constata no caso do servidor que ocupa o importante cargo de Secretário Municipal da Administração e Assuntos Jurídicos do Município. E se é indevido o pagamento de horas extras, esta vedação alcança tanto a totalidade (§ 1... do art. 32 da Lei Municipal n 2.890/91), quanto as horas extraordinárias calculadas pela média (§ 2... do art. 32 da Lei Municipal n 2.890/91).” É importante registrar, finalmente, que a interposição deste agravo interno está a revelar um nítido intuito procrastinatório pela parte recorrente, que busca, com a injustificável utilização do recurso em causa, obstar, de maneira indevida, o trânsito em julgado da decisão que lhe foi desfavorável. Tenho para mim, portanto, que o comportamento processual da parte ora agravante traduz hipótese de evidente abusividade, apta a justificar, por si só, a aplicação, ao caso ora em julgamento, da norma inscrita no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, que assim dispõe: “Art. 1.021. (…) …................................................................................................... § 4... Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa.” (grifei) Torna-se importante enfatizar que o disposto na regra legal em questão, além de encontrar fundamento em razões de caráter ético-jurídico (privilegiando, desse modo, o postulado da lealdade processual), também busca imprimir celeridade ao processo de administração da justiça, atribuindo-lhe um coeficiente de maior racionalidade, em ordem a conferir efetividade à resposta jurisdicional do Estado. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1118884 ED-ED / SP Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma inscrita no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil – põe em evidência a função inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”. Em suma: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitimará a imposição de multa. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida, e, tendo em vista o seu intuito procrastinatório (Código de Processo Civil, art. 1.021, § 4...) e precedentes desta Suprema Corte que aplicam a sanção processual em situações assemelhadas (ARE 959.634-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 965.134-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 980.232-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), se unânime a votação, condeno a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, por tratar-se de recurso deduzido contra decisão publicada sob a égide do Código de Processo Civil/73. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Supremo Tribunal Federal ARE 1118884 ED-ED / SP Esse entendimento – que destaca a “ratio” subjacente à norma inscrita no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil – põe em evidência a função inibitória da sanção processual prevista no preceito em causa, que visa a impedir, na hipótese nele referida, o exercício irresponsável do direito de recorrer, neutralizando, dessa maneira, a atuação processual do “improbus litigator”. Em suma: o abuso do direito de recorrer – por qualificar-se como prática incompatível com o postulado ético-jurídico da lealdade processual – constitui ato de litigância maliciosa repelido pelo ordenamento positivo, especialmente nos casos em que a parte interpuser recurso com intuito evidentemente protelatório, hipótese em que se legitimará a imposição de multa. Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida, e, tendo em vista o seu intuito procrastinatório (Código de Processo Civil, art. 1.021, § 4...) e precedentes desta Suprema Corte que aplicam a sanção processual em situações assemelhadas (ARE 959.634-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – ARE 965.134-AgR/CE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 980.232-AgR/SC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, v.g.), se unânime a votação, condeno a parte ora agravante ao pagamento, em favor da parte ora agravada, da multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa. Não incide, neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/15, por tratar-se de recurso deduzido contra decisão publicada sob a égide do Código de Processo Civil/73. É o meu voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD5F-2CDA-F1B3-4AEB e senha FF8B-8872-F9F1-CE72 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) : JOSE BENEDITO CHIQUETO (149159/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) : EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ (130558/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, impôs, à parte agravante, multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92AC-7865-37D3-D058 e senha DA4E-AF01-4C17-2F98 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.118.884 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : JOAO CARLOS GONCALVES FILHO ADV.(A/S) : JOSE BENEDITO CHIQUETO (149159/SP) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO MUNICIPIO DE ASSIS - ASSIS PREV ADV.(A/S) : EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ (130558/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como recurso de agravo, a que negou provimento e, por considerá-lo manifestamente procrastinatório, impôs, à parte agravante, multa de 1% (um por cento) sobre o valor corrigido da causa, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 92AC-7865-37D3-D058 e senha DA4E-AF01-4C17-2F98 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 280 /", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "ARE 953 . 024 - ED / MG", "ARE 953 . 448 - ED / DF", "ARE 966 . 749 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "ARE 953 . 024 - ED / MG", "ARE 953 . 448 - ED / DF", "ARE 966 . 749 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 955 . 845 - ED / SC", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - AgR / PR", "AI 587 . 873 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - - AgR / RJ", "AI 618 . 795 - AgR / RS", "AI 687 . 304 - AgR / PR", "AI 701 . 567 - AgR / SP", "AI 748 . 884 - - AgR / SP", "832", ".", "987", "-", "AgR", "/", "DF", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "Recurso Extraordinário 599 . 512 - AgR / SC", "RTJ 132 / 455", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - AgR / PR", "AI 587 . 873 - AgR / RS", "AI 610 . 626 - - AgR / RJ", "AI 618 . 795 - AgR / RS", "AI 687 . 304 - AgR / PR", "AI 701 . 567 - AgR / SP", "AI 748 . 884 - - AgR / SP", "AI 832 . 987 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "Recurso Extraordinário 599 . 512 - AgR / SC", "RTJ 132 / 455", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "RTJ 141 / 980", "AI 120 . 933 - AgR / RS", "AI 125 . 492 - AgR / SP", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 215 . 885 - AgR / SP", "AI 414 . 167 / RS", "Recurso Extraordinário 257 . 533 - - AgR / RS", "AI 120 . 933 - AgR / RS", "AI 125 . 492 - AgR /", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "AI 215 . 885 - AgR / SP", "AI 414 . 167 / RS", "Recurso Extraordinário 257 . 533 - - AgR / RS", "ARE 1118884 ED", "RTJ 189 / 336 - 337", "AI 427 . 186 - AgR / DF", "AI 447 . 774 - AgR / CE", "AI 161 . 396 - AgR / SP", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "RTJ 189 / 336 - 337", "AI 427 . 186 - AgR / DF", "AI 447 . 774 - AgR / CE", "AI 161 . 396 - AgR / SP", "AI 192 . 995 - AgR / PE", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "AI 307 . 711 / PA", "RTJ 144 / 962", "RTJ 189 / 336 - 337", "AI 153 . 310 - AgR / RS", "AI 339 . 607 / MG", "AI 307 . 711 / PA", "RTJ 144 / 962", "RTJ 189 / 336 - 337", "AI 153 . 310 - AgR / RS", "AI 339 . 607 / MG", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 437 . 201 - AgR / SP", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 437 . 201 - AgR / SP", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "ARE 1118884 ED -", "ARE 959 . 634 - AgR / SP", "ARE 965 . 134 - AgR / CE", "ARE 980 . 232 - AgR / SC", "ARE 1118884 ED - ED / SP", "ARE 959 . 634 - AgR / SP", "ARE 965 . 134 - AgR / CE", "ARE 980 . 232 - AgR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 73", "Código de Processo Civil , ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 022 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 024 , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 5 . . . , inciso XXXV , da Constituição", "art . 5 . . . , inciso XXXV , da Carta Política", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 5 . . . , inciso XXXV , da 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"Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS", "MUNICIPIO", "ASSIS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS DO", "ASSIS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "S", ".", "T", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "INSTITUTO DE PREVIDENCIA DOS SERVIDORES PUBLICOS", "ASSIS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO 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"CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "ELLEN GRACIE", "NELSON JOBIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "ELLEN GRACIE", "NELSON JOBIM", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "NÉRI DA SILVEIRA", "CARLOS MADEIRA", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CARLOS VELLOSO", "CARLOS VELLOSO", "NÉRI DA SILVEIRA", "CARLOS MADEIRA", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "MOREIRA ALVES", "MOREIRA ALVES", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "MOREIRA ALVES", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "JOAO CARLOS GONCALVES FILHO", "JOSE BENEDITO CHIQUETO", "EURIDICE BARJUD CANUTO DE ALBUQUERQUE DINIZ", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "JOAO CARLOS GONCALVES FILHO", "JOSE BENEDITO CHIQUETO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "21 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) :IGOR DEDA GONCALVES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Gratificação de Apoio às Atividades de Perícia Criminal (GAPEC). Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Impossibilidade, em recurso extraordinário, da análise da legislação local, bem como do reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7054-42DD-E015-7820 e senha 0166-7749-F16C-FA81 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1183100 AGR / SE Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7054-42DD-E015-7820 e senha 0166-7749-F16C-FA81 Supremo Tribunal Federal ARE 1183100 AGR / SE Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7054-42DD-E015-7820 e senha 0166-7749-F16C-FA81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) :IGOR DEDA GONCALVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da incidência das Súmulas 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 477A-7F24-D375-7102 e senha 9545-A09E-FED7-FC11 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) :IGOR DEDA GONCALVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da incidência das Súmulas 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 477A-7F24-D375-7102 e senha 9545-A09E-FED7-FC11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato. Realizado o cotejo da decisão então recorrida com os fundamentos apresentados oportunamente pela parte agravante, impõe- se reconhecer que a matéria constitucional versada no apelo extremo foi devidamente prequestionada. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Isso porque, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame dos fatos e provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 27.08.2018. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÕES. INCORPORAÇÃO. LEI ESTADUAL 6.613/09. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MODULAÇÃO DOS EFEITOS. REVISÃO. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. PRECEDENTES. 1. Para divergir do entendimento adotado pelo juízo a quo sobre a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da Lei 6.613/09 e a respeito do preenchimento de pressuposto previsto em referida lei para a incorporação dasgratificações em referência, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos e de legislação local, o que impede o trânsito do apelo extremo. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato. Realizado o cotejo da decisão então recorrida com os fundamentos apresentados oportunamente pela parte agravante, impõe- se reconhecer que a matéria constitucional versada no apelo extremo foi devidamente prequestionada. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Isso porque, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame dos fatos e provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 27.08.2018. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÕES. INCORPORAÇÃO. LEI ESTADUAL 6.613/09. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MODULAÇÃO DOS EFEITOS. REVISÃO. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO STF. PRECEDENTES. 1. Para divergir do entendimento adotado pelo juízo a quo sobre a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da Lei 6.613/09 e a respeito do preenchimento de pressuposto previsto em referida lei para a incorporação dasgratificações em referência, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos e de legislação local, o que impede o trânsito do apelo extremo. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 2. Agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1183100 AGR / SE regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem”. (ARE nº 1.130.563 AgR, Rel. Min Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 1.2.2019) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem exigira o exame da legislação local pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (incidência das Súmulas 279 e 280/STF). Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ARE nº 1.110.931/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 25/10/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Gratificações previstas pela Lei Estadual nº 6.613/09. Incorporação. Direito local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve condenação do agravante em honorários advocatícios pela Corte de origem”. (RE nº 1.071.596/SE-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 15/2/18). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Supremo Tribunal Federal ARE 1183100 AGR / SE regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, CPC. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem”. (ARE nº 1.130.563 AgR, Rel. Min Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 1.2.2019) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 279 E 280/STF. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem exigira o exame da legislação local pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (incidência das Súmulas 279 e 280/STF). Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015”. (ARE nº 1.110.931/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 25/10/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Gratificações previstas pela Lei Estadual nº 6.613/09. Incorporação. Direito local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC, pois não houve condenação do agravante em honorários advocatícios pela Corte de origem”. (RE nº 1.071.596/SE-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 15/2/18). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1183100 AGR / SE regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Supremo Tribunal Federal ARE 1183100 AGR / SE regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) : IGOR DEDA GONCALVES (4648/SE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-8196-5CFA-0F1B e senha 4677-51B1-CABC-45DF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) : IGOR DEDA GONCALVES (4648/SE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-8196-5CFA-0F1B e senha 4677-51B1-CABC-45DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311433
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Gratificação de Apoio às Atividades de Perícia Criminal (GAPEC). Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Impossibilidade, em recurso extraordinário, da análise da legislação local, bem como do reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407575
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, INCORPORAÇÃO, GRATIFICAÇÃO, REEXAME, FATO, PROVA, ÃPRECIAÇÃO, DIREITO LOCAL) RE 1071596 AgR (2ªT), ARE 1110931 AgR (1ªT), ARE 1130563 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1183100
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1183100 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) : IGOR DEDA GONCALVES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) :IGOR DEDA GONCALVES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Gratificação de Apoio às Atividades de Perícia Criminal (GAPEC). Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Impossibilidade, em recurso extraordinário, da análise da legislação local, bem como do reexame do conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7054-42DD-E015-7820 e senha 0166-7749-F16C-FA81 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1183100 AGR / SE Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7054-42DD-E015-7820 e senha 0166-7749-F16C-FA81 Supremo Tribunal Federal ARE 1183100 AGR / SE Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7054-42DD-E015-7820 e senha 0166-7749-F16C-FA81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) :IGOR DEDA GONCALVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da incidência das Súmulas 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 477A-7F24-D375-7102 e senha 9545-A09E-FED7-FC11 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) :GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) :IGOR DEDA GONCALVES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento da incidência das Súmulas 280, 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inaplicabilidade dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 477A-7F24-D375-7102 e senha 9545-A09E-FED7-FC11 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato. Realizado o cotejo da decisão então recorrida com os fundamentos apresentados oportunamente pela parte agravante, impõe- se reconhecer que a matéria constitucional versada no apelo extremo foi devidamente prequestionada. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Isso porque, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame dos fatos e provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 27.08.2018. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÕES. INCORPORAÇÃO. LEI ESTADUAL 6.613/09. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MODULAÇÃO DOS EFEITOS. REVISÃO. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Para divergir do entendimento adotado pelo juízo a quo sobre a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da Lei 6.613/09 e a respeito do preenchimento de pressuposto previsto em referida lei para a incorporação dasgratificações em referência, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos e de legislação local, o que impede o trânsito do apelo extremo. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 SERGIPE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato. Realizado o cotejo da decisão então recorrida com os fundamentos apresentados oportunamente pela parte agravante, impõe- se reconhecer que a matéria constitucional versada no apelo extremo foi devidamente prequestionada. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Isso porque, verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame dos fatos e provas dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõem as Súmulas 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 27.08.2018. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÕES. INCORPORAÇÃO. LEI ESTADUAL 6.613/09. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. MODULAÇÃO DOS EFEITOS. REVISÃO. ENTENDIMENTO DO TRIBUNAL DE ORIGEM. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Para divergir do entendimento adotado pelo juízo a quo sobre a modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da Lei 6.613/09 e a respeito do preenchimento de pressuposto previsto em referida lei para a incorporação dasgratificações em referência, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos e de legislação local, o que impede o trânsito do apelo extremo. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1183100 AGR / SE regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil. Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem”. (ARE n 1.130.563 AgR, Rel. Min Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 1.2.2019) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem exigira o exame da legislação local pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ARE n 1.110.931/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 25/10/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Gratificações previstas pela Lei Estadual n 6.613/09. Incorporação. Direito local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve condenação do agravante em honorários advocatícios pela Corte de origem”. (Recurso Extraordinário n 1.071.596/SE-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 15/2/18). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Supremo Tribunal Federal ARE 1183100 AGR / SE regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., Código de Processo Civil. Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, porquanto não houve condenação do Recorrente em honorários na instância de origem”. (ARE n 1.130.563 AgR, Rel. Min Edson Fachin, Segunda Turma, DJe 1.2.2019) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. GRATIFICAÇÃO RECONHECIDA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. 1. Hipótese em que dissentir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem exigira o exame da legislação local pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal). Precedentes. 2. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não houve prévia fixação de honorários advocatícios de sucumbência. 3. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015”. (ARE n 1.110.931/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 25/10/18). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Servidor público. Gratificações previstas pela Lei Estadual n 6.613/09. Incorporação. Direito local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, pois não houve condenação do agravante em honorários advocatícios pela Corte de origem”. (Recurso Extraordinário n 1.071.596/SE-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe 15/2/18). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1183100 AGR / SE regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Supremo Tribunal Federal ARE 1183100 AGR / SE regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F411-54EB-5D0C-26C4 e senha 7ABB-451E-F846-38B8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) : IGOR DEDA GONCALVES (4648/SE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-8196-5CFA-0F1B e senha 4677-51B1-CABC-45DF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.183.100 PROCED. : SERGIPE RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE SERGIPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SERGIPE AGDO.(A/S) : GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES ADV.(A/S) : IGOR DEDA GONCALVES (4648/SE) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E45A-8196-5CFA-0F1B e senha 4677-51B1-CABC-45DF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 183 . 100 SERGIPE", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 , 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 280 , 282", "SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "ARE 1183100 AGR / SE", "ARE n 1 . 130 . 563 AgR", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 110 . 931 / SE - AgR", "Súmulas ns 280", "Recurso Extraordinário n 1 . 071 . 596 / SE - AgR", "ARE n 1 . 130 . 563 AgR", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 110 . 931 / SE - AgR", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 1 . 071 . 596 / SE - AgR", "AGRAVO 1 . 183 . 100" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 6 . 613 / 09", "Lei 6 . 613 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 6 . 613 / 09", "Lei 6 . 613 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil /", "Lei Estadual n 6 . 613 / 09", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , Código de Processo Civil", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Lei Estadual n 6 . 613 / 09", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Presidência", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE ORIGEM", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES", "IGOR DEDA GONCALVES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES", "IGOR DEDA GONCALVES", "DIAS TOFFOLI", "GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES", "IGOR", "DEDA GONCALVES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES", "IGOR DEDA GONCALVES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "GONCALO BRUNO DE FARIAS RODRIGUES", "IGOR DEDA GONCALVES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "27", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "27", ".", "08", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "2", ".", "2019", "25", "/", "10", "/", "18", "15", "/", "2", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "2", ".", "2019", "25", "/", "10", "/", "18", "15", "/", "2", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) :ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PENSÃO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DO TETO CONSTITUCIONAL REMUNERATÓRIO PREVISTO NO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, COM A REDAÇÃO DADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RE 609.381. TEMA 480. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/05 a 06/06/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B586-89AA-6D39-7798 e senha 8575-4005-E29D-E95B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) :ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por CICERO DE LUCENA FILHO contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TETO REMUNERATÓRIO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. PENSÃO ESPECIAL DE EX- GOVERNADOR E SUBSÍDIO PERCEBIDO EM RAZÃO DE EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE 609.381-RG (TEMA 480) E NO RE 606.358-RG (TEMA 257). RECURSO DESPROVIDO.“ Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Sem maiores delongas, da simples leitura do acórdão do TRF, logo se percebe que o mesmo violou norma constitucional decorrente de uma equivocada leitura do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, indo contra ao que ficou assentado através do Tema 377 de Repercussão Geral, que estabeleceu que se DEVE OBSERVAR CADA FONTE PAGADORA DE FORMA INDIVIDUADA PARA FINS DE APLICAÇÃO DO ABATE-TETO. Tendo em vista o que ficou estabelecido pelo STF no julgamento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6FD1-4DB7-2977-452F e senha 7B59-F88D-FD7B-E0C8 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) :ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por CICERO DE LUCENA FILHO contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TETO REMUNERATÓRIO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. PENSÃO ESPECIAL DE EX- GOVERNADOR E SUBSÍDIO PERCEBIDO EM RAZÃO DE EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO RE 609.381-RG (TEMA 480) E NO RE 606.358-RG (TEMA 257). RECURSO DESPROVIDO.“ Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Sem maiores delongas, da simples leitura do acórdão do TRF, logo se percebe que o mesmo violou norma constitucional decorrente de uma equivocada leitura do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, indo contra ao que ficou assentado através do Tema 377 de Repercussão Geral, que estabeleceu que se DEVE OBSERVAR CADA FONTE PAGADORA DE FORMA INDIVIDUADA PARA FINS DE APLICAÇÃO DO ABATE-TETO. Tendo em vista o que ficou estabelecido pelo STF no julgamento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6FD1-4DB7-2977-452F e senha 7B59-F88D-FD7B-E0C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 1188661 AGR / PB realizado no dia 27/04/2017 (Tema 377), aqui não se discute a eficácia imediata do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, mas sua correta interpretação! Diante do que ficou decidido pela Corte Constitucional, não pode sobreviver o raciocínio desenvolvido no acórdão que rejeitou o apelo segundo o qual ‘o fato é que, conquanto não se possa considerar, tecnicamente, a 'pensão especial’ de ex-Governador como provento de inatividade, porque Governador de Estado não se aposenta no cargo, exercendo-o transitoriamente (...), não tem ela previsão constitucional específica (na CF/88), da qual se possa inferir que ela está imune ao teto remuneratório, quando somada à outra remuneração'. Segundo o acórdão do TRF 5, a pensão especial de ex- governador, por não ter previsão expressa na Constituição Federal, não poderia ficar imune ao teto remuneratório. A nosso ver, tal entendimento está completamente equivocado e VIOLA FRONTALMENTE O ART. 37, XI DA CARTA MAGNA E O TEMA 377, cabendo, agora, a esta Corte Constitucional decidir se a decisão recorrida contraria ou não a norma invocada, definindo como deve ser interpretado/aplicado o inciso XI do art. 37 da CF em relação ao recebimento de pensão de ex-governador conjuntamente com o subsídio parlamentar, não podendo prosperar o entendimento do TRF 5º Região de que o presente caso concreto difere do caso que ensejou o Tema 377." (Doc. 11, fls. 6-7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6FD1-4DB7-2977-452F e senha 7B59-F88D-FD7B-E0C8 Supremo Tribunal Federal RE 1188661 AGR / PB realizado no dia 27/04/2017 (Tema 377), aqui não se discute a eficácia imediata do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, mas sua correta interpretação! Diante do que ficou decidido pela Corte Constitucional, não pode sobreviver o raciocínio desenvolvido no acórdão que rejeitou o apelo segundo o qual ‘o fato é que, conquanto não se possa considerar, tecnicamente, a 'pensão especial’ de ex-Governador como provento de inatividade, porque Governador de Estado não se aposenta no cargo, exercendo-o transitoriamente (...), não tem ela previsão constitucional específica (na CF/88), da qual se possa inferir que ela está imune ao teto remuneratório, quando somada à outra remuneração'. Segundo o acórdão do TRF 5, a pensão especial de ex- governador, por não ter previsão expressa na Constituição Federal, não poderia ficar imune ao teto remuneratório. A nosso ver, tal entendimento está completamente equivocado e VIOLA FRONTALMENTE O ART. 37, XI DA CARTA MAGNA E O TEMA 377, cabendo, agora, a esta Corte Constitucional decidir se a decisão recorrida contraria ou não a norma invocada, definindo como deve ser interpretado/aplicado o inciso XI do art. 37 da CF em relação ao recebimento de pensão de ex-governador conjuntamente com o subsídio parlamentar, não podendo prosperar o entendimento do TRF 5º Região de que o presente caso concreto difere do caso que ensejou o Tema 377." (Doc. 11, fls. 6-7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6FD1-4DB7-2977-452F e senha 7B59-F88D-FD7B-E0C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, discute-se, na espécie, a forma de incidência do teto constitucional previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal, aos ganhos auferidos pelo recorrente, em razão da percepção de pensão especial de ex-governador do Estado da Paraíba e o subsídio recebido em virtude de exercício de cargo eletivo federal: se em relação ao somatório dos ganhos ou em relação à remuneração de cada um deles considerados. Ab initio, pontuo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema 377 da repercussão geral, firmou entendimento no sentido de que “nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do art. 37, inciso XI, da Constituição Federal pressupõe consideração de cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público” (grifei). Nada obstante, cumpre observar que a “pensão especial” encontra previsão apenas na Constituição do Estado da Paraíba. Nesta esteira, é forçoso concluir que a carência de parâmetro constitucional nacional e a inauguração de padrão normativo estadual afasta a incidência do Tema 377 da repercussão geral. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, discute-se, na espécie, a forma de incidência do teto constitucional previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal, aos ganhos auferidos pelo recorrente, em razão da percepção de pensão especial de ex-governador do Estado da Paraíba e o subsídio recebido em virtude de exercício de cargo eletivo federal: se em relação ao somatório dos ganhos ou em relação à remuneração de cada um deles considerados. Ab initio, pontuo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema 377 da repercussão geral, firmou entendimento no sentido de que “nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do art. 37, inciso XI, da Constituição Federal pressupõe consideração de cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público” (grifei). Nada obstante, cumpre observar que a “pensão especial” encontra previsão apenas na Constituição do Estado da Paraíba. Nesta esteira, é forçoso concluir que a carência de parâmetro constitucional nacional e a inauguração de padrão normativo estadual afasta a incidência do Tema 377 da repercussão geral. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1188661 AGR / PB Demais disso, o Tribunal a quo, ao apreciar a matéria, consignou que a pensão especial de ex-Governador não pode ser considerada como provento de aposentadoria, porquanto o Governado de Estado não se aposenta no cargo, exercendo-o provisoriamente. Assentou, ainda, que por não ter previsão na Constituição Federal, não se pode inferir que ela está imune ao teto remuneratório, quando somada à outra remuneração. Desse modo, a pretensão do recorrente de afastamento da observância do teto constitucional ao somatório das verbas por ele percebidas não pode prevalecer, uma vez que a Constituição Federal não contempla nenhuma norma sobre a hipótese. Além disso, conforme já asseverado, o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal que, na análise do Tema 480 da repercussão geral, assentou que o teto remuneratório previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, é norma de observância obrigatória para todos os entes federativos e de incidência automática em relação a vencimentos e proventos pagos aos seus servidores e pensionistas. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. TETO DE RETRIBUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/03. EFICÁCIA IMEDIATA DOS LIMITES MÁXIMOS NELA FIXADOS. EXCESSOS. PERCEPÇÃO NÃO RESPALDADA PELA GARANTIA DA IRREDUTIBILIDADE. 1. O teto de retribuição estabelecido pela Emenda Constitucional 41/03 possui eficácia imediata, submetendo às referências de valor máximo nele discriminadas todas as verbas de natureza remuneratória percebidas pelos servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, ainda que adquiridas de acordo com regime legal anterior. 2. A observância da norma de teto de retribuição representa verdadeira condição de legitimidade para o pagamento das remunerações no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Supremo Tribunal Federal RE 1188661 AGR / PB Demais disso, o Tribunal a quo, ao apreciar a matéria, consignou que a pensão especial de ex-Governador não pode ser considerada como provento de aposentadoria, porquanto o Governado de Estado não se aposenta no cargo, exercendo-o provisoriamente. Assentou, ainda, que por não ter previsão na Constituição Federal, não se pode inferir que ela está imune ao teto remuneratório, quando somada à outra remuneração. Desse modo, a pretensão do recorrente de afastamento da observância do teto constitucional ao somatório das verbas por ele percebidas não pode prevalecer, uma vez que a Constituição Federal não contempla nenhuma norma sobre a hipótese. Além disso, conforme já asseverado, o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal que, na análise do Tema 480 da repercussão geral, assentou que o teto remuneratório previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, é norma de observância obrigatória para todos os entes federativos e de incidência automática em relação a vencimentos e proventos pagos aos seus servidores e pensionistas. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. TETO DE RETRIBUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/03. EFICÁCIA IMEDIATA DOS LIMITES MÁXIMOS NELA FIXADOS. EXCESSOS. PERCEPÇÃO NÃO RESPALDADA PELA GARANTIA DA IRREDUTIBILIDADE. 1. O teto de retribuição estabelecido pela Emenda Constitucional 41/03 possui eficácia imediata, submetendo às referências de valor máximo nele discriminadas todas as verbas de natureza remuneratória percebidas pelos servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, ainda que adquiridas de acordo com regime legal anterior. 2. A observância da norma de teto de retribuição representa verdadeira condição de legitimidade para o pagamento das remunerações no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1188661 AGR / PB serviço público. Os valores que ultrapassam os limites pré- estabelecidos para cada nível federativo na Constituição Federal constituem excesso cujo pagamento não pode ser reclamado com amparo na garantia da irredutibilidade de vencimentos. 3. A incidência da garantia constitucional da irredutibilidade exige a presença cumulativa de pelo menos dois requisitos: (a) que o padrão remuneratório nominal tenha sido obtido conforme o direito, e não de maneira ilícita, ainda que por equívoco da Administração Pública; e (b) que o padrão remuneratório nominal esteja compreendido dentro do limite máximo pré-definido pela Constituição Federal. O pagamento de remunerações superiores aos tetos de retribuição de cada um dos níveis federativos traduz exemplo de violação qualificada do texto constitucional. 4. Recurso extraordinário provido.” (Grifei) Seguindo essa orientação, destaco o seguinte julgado, em caso análogo ao dos autos: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito Administrativo. Pensão especial. Incidência do teto constitucional remuneratório previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/03. Repercussão geral reconhecida. Manutenção do julgado em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. O Supremo Tribunal Federal, no exame do RE nº 609.381/GO, Relator Ministro Teori Zavascki, Tema nº 480, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à ‘possibilidade, ou não, de ser mantida transitoriamente a integralidade dos proventos de servidores públicos, até que haja absorção da diferença salarial a ser reduzida em decorrência do estabelecimento de novos limites remuneratórios trazidos pela EC 41/2003'. 3. Foi mantida a decisão com que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Supremo Tribunal Federal RE 1188661 AGR / PB serviço público. Os valores que ultrapassam os limites pré- estabelecidos para cada nível federativo na Constituição Federal constituem excesso cujo pagamento não pode ser reclamado com amparo na garantia da irredutibilidade de vencimentos. 3. A incidência da garantia constitucional da irredutibilidade exige a presença cumulativa de pelo menos dois requisitos: (a) que o padrão remuneratório nominal tenha sido obtido conforme o direito, e não de maneira ilícita, ainda que por equívoco da Administração Pública; e (b) que o padrão remuneratório nominal esteja compreendido dentro do limite máximo pré-definido pela Constituição Federal. O pagamento de remunerações superiores aos tetos de retribuição de cada um dos níveis federativos traduz exemplo de violação qualificada do texto constitucional. 4. Recurso extraordinário provido.” (Grifei) Seguindo essa orientação, destaco o seguinte julgado, em caso análogo ao dos autos: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito Administrativo. Pensão especial. Incidência do teto constitucional remuneratório previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 41/03. Repercussão geral reconhecida. Manutenção do julgado em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. O Supremo Tribunal Federal, no exame do RE nº 609.381/GO, Relator Ministro Teori Zavascki, Tema nº 480, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à ‘possibilidade, ou não, de ser mantida transitoriamente a integralidade dos proventos de servidores públicos, até que haja absorção da diferença salarial a ser reduzida em decorrência do estabelecimento de novos limites remuneratórios trazidos pela EC 41/2003'. 3. Foi mantida a decisão com que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 1188661 AGR / PB 829.646-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/10/2015) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Supremo Tribunal Federal RE 1188661 AGR / PB 829.646-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/10/2015) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) : ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO (13264/PB, 1691-A/PE) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2737-AC99-16DC-B0B5 e senha B92B-36BA-3D57-4629 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) : ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO (13264/PB, 1691-A/PE) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2737-AC99-16DC-B0B5 e senha B92B-36BA-3D57-4629 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750115860
2019-06-07T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PENSÃO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DO TETO CONSTITUCIONAL REMUNERATÓRIO PREVISTO NO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, COM A REDAÇÃO DADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RE 609.381. TEMA 480. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur406120
- Acórdão(s) citado(s): (PENSÃO ESPECIAL, TETO REMUNERATÓRIO) RE 609381 RG, ARE 829646 ED (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1188661
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037 INC-00011 REDAÇÃO DADA PELA EMC-41/2003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-EST CES ANO-1989\n CONSTITUIÇÃO ESTADUAL, PB" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1188661 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) : ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) :ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PENSÃO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DO TETO CONSTITUCIONAL REMUNERATÓRIO PREVISTO NO ART. 37, XI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL, COM A REDAÇÃO DADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL 41/2003. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Recurso Extraordinário 609.381. TEMA 480. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/05 a 06/06/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B586-89AA-6D39-7798 e senha 8575-4005-E29D-E95B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) :ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por CICERO DE LUCENA FILHO contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TETO REMUNERATÓRIO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. PENSÃO ESPECIAL DE EX- GOVERNADOR E SUBSÍDIO PERCEBIDO EM RAZÃO DE EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO Recurso Extraordinário 609.381-RG (TEMA 480) E NO Recurso Extraordinário 606.358-RG (TEMA 257). RECURSO DESPROVIDO.“ Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Sem maiores delongas, da simples leitura do acórdão do TRF, logo se percebe que o mesmo violou norma constitucional decorrente de uma equivocada leitura do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, indo contra ao que ficou assentado através do Tema 377 de Repercussão Geral, que estabeleceu que se DEVE OBSERVAR CADA FONTE PAGADORA DE FORMA INDIVIDUADA PARA FINS DE APLICAÇÃO DO ABATE-TETO. Tendo em vista o que ficou estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6FD1-4DB7-2977-452F e senha 7B59-F88D-FD7B-E0C8 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) :ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por CICERO DE LUCENA FILHO contra a decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. TETO REMUNERATÓRIO. ACUMULAÇÃO DE CARGOS. PENSÃO ESPECIAL DE EX- GOVERNADOR E SUBSÍDIO PERCEBIDO EM RAZÃO DE EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO Recurso Extraordinário 609.381-RG (TEMA 480) E NO Recurso Extraordinário 606.358-RG (TEMA 257). RECURSO DESPROVIDO.“ Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Sem maiores delongas, da simples leitura do acórdão do TRF, logo se percebe que o mesmo violou norma constitucional decorrente de uma equivocada leitura do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, indo contra ao que ficou assentado através do Tema 377 de Repercussão Geral, que estabeleceu que se DEVE OBSERVAR CADA FONTE PAGADORA DE FORMA INDIVIDUADA PARA FINS DE APLICAÇÃO DO ABATE-TETO. Tendo em vista o que ficou estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6FD1-4DB7-2977-452F e senha 7B59-F88D-FD7B-E0C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB realizado no dia 27/04/2017 (Tema 377), aqui não se discute a eficácia imediata do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, mas sua correta interpretação! Diante do que ficou decidido pela Corte Constitucional, não pode sobreviver o raciocínio desenvolvido no acórdão que rejeitou o apelo segundo o qual ‘o fato é que, conquanto não se possa considerar, tecnicamente, a 'pensão especial’ de ex-Governador como provento de inatividade, porque Governador de Estado não se aposenta no cargo, exercendo-o transitoriamente (...), não tem ela previsão constitucional específica (na Constituição Federal de 1988/88), da qual se possa inferir que ela está imune ao teto remuneratório, quando somada à outra remuneração'. Segundo o acórdão do TRF 5, a pensão especial de ex- governador, por não ter previsão expressa na Constituição Federal, não poderia ficar imune ao teto remuneratório. A nosso ver, tal entendimento está completamente equivocado e VIOLA FRONTALMENTE O ART. 37, XI DA CARTA MAGNA E O TEMA 377, cabendo, agora, a esta Corte Constitucional decidir se a decisão recorrida contraria ou não a norma invocada, definindo como deve ser interpretado/aplicado o inciso XI do art. 37 da Constituição Federal de 1988 em relação ao recebimento de pensão de ex-governador conjuntamente com o subsídio parlamentar, não podendo prosperar o entendimento do TRF 5... Região de que o presente caso concreto difere do caso que ensejou o Tema 377." (Doc. 11, fls. 6-7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6FD1-4DB7-2977-452F e senha 7B59-F88D-FD7B-E0C8 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB realizado no dia 27/04/2017 (Tema 377), aqui não se discute a eficácia imediata do inciso XI do art. 37 da Constituição Federal, mas sua correta interpretação! Diante do que ficou decidido pela Corte Constitucional, não pode sobreviver o raciocínio desenvolvido no acórdão que rejeitou o apelo segundo o qual ‘o fato é que, conquanto não se possa considerar, tecnicamente, a 'pensão especial’ de ex-Governador como provento de inatividade, porque Governador de Estado não se aposenta no cargo, exercendo-o transitoriamente (...), não tem ela previsão constitucional específica (na Constituição Federal de 1988/88), da qual se possa inferir que ela está imune ao teto remuneratório, quando somada à outra remuneração'. Segundo o acórdão do TRF 5, a pensão especial de ex- governador, por não ter previsão expressa na Constituição Federal, não poderia ficar imune ao teto remuneratório. A nosso ver, tal entendimento está completamente equivocado e VIOLA FRONTALMENTE O ART. 37, XI DA CARTA MAGNA E O TEMA 377, cabendo, agora, a esta Corte Constitucional decidir se a decisão recorrida contraria ou não a norma invocada, definindo como deve ser interpretado/aplicado o inciso XI do art. 37 da Constituição Federal de 1988 em relação ao recebimento de pensão de ex-governador conjuntamente com o subsídio parlamentar, não podendo prosperar o entendimento do TRF 5... Região de que o presente caso concreto difere do caso que ensejou o Tema 377." (Doc. 11, fls. 6-7) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6FD1-4DB7-2977-452F e senha 7B59-F88D-FD7B-E0C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, discute-se, na espécie, a forma de incidência do teto constitucional previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal, aos ganhos auferidos pelo recorrente, em razão da percepção de pensão especial de ex-governador do Estado da Paraíba e o subsídio recebido em virtude de exercício de cargo eletivo federal: se em relação ao somatório dos ganhos ou em relação à remuneração de cada um deles considerados. Ab initio, pontuo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema 377 da repercussão geral, firmou entendimento no sentido de que “nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do art. 37, inciso XI, da Constituição Federal pressupõe consideração de cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público” (grifei). Nada obstante, cumpre observar que a “pensão especial” encontra previsão apenas na Constituição do Estado da Paraíba. Nesta esteira, é forçoso concluir que a carência de parâmetro constitucional nacional e a inauguração de padrão normativo estadual afasta a incidência do Tema 377 da repercussão geral. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, discute-se, na espécie, a forma de incidência do teto constitucional previsto no artigo 37, XI, da Constituição Federal, aos ganhos auferidos pelo recorrente, em razão da percepção de pensão especial de ex-governador do Estado da Paraíba e o subsídio recebido em virtude de exercício de cargo eletivo federal: se em relação ao somatório dos ganhos ou em relação à remuneração de cada um deles considerados. Ab initio, pontuo que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Tema 377 da repercussão geral, firmou entendimento no sentido de que “nos casos autorizados constitucionalmente de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do art. 37, inciso XI, da Constituição Federal pressupõe consideração de cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público” (grifei). Nada obstante, cumpre observar que a “pensão especial” encontra previsão apenas na Constituição do Estado da Paraíba. Nesta esteira, é forçoso concluir que a carência de parâmetro constitucional nacional e a inauguração de padrão normativo estadual afasta a incidência do Tema 377 da repercussão geral. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB Demais disso, o Tribunal a quo, ao apreciar a matéria, consignou que a pensão especial de ex-Governador não pode ser considerada como provento de aposentadoria, porquanto o Governado de Estado não se aposenta no cargo, exercendo-o provisoriamente. Assentou, ainda, que por não ter previsão na Constituição Federal, não se pode inferir que ela está imune ao teto remuneratório, quando somada à outra remuneração. Desse modo, a pretensão do recorrente de afastamento da observância do teto constitucional ao somatório das verbas por ele percebidas não pode prevalecer, uma vez que a Constituição Federal não contempla nenhuma norma sobre a hipótese. Além disso, conforme já asseverado, o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal que, na análise do Tema 480 da repercussão geral, assentou que o teto remuneratório previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, é norma de observância obrigatória para todos os entes federativos e de incidência automática em relação a vencimentos e proventos pagos aos seus servidores e pensionistas. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. TETO DE RETRIBUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/03. EFICÁCIA IMEDIATA DOS LIMITES MÁXIMOS NELA FIXADOS. EXCESSOS. PERCEPÇÃO NÃO RESPALDADA PELA GARANTIA DA IRREDUTIBILIDADE. 1. O teto de retribuição estabelecido pela Emenda Constitucional 41/03 possui eficácia imediata, submetendo às referências de valor máximo nele discriminadas todas as verbas de natureza remuneratória percebidas pelos servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, ainda que adquiridas de acordo com regime legal anterior. 2. A observância da norma de teto de retribuição representa verdadeira condição de legitimidade para o pagamento das remunerações no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB Demais disso, o Tribunal a quo, ao apreciar a matéria, consignou que a pensão especial de ex-Governador não pode ser considerada como provento de aposentadoria, porquanto o Governado de Estado não se aposenta no cargo, exercendo-o provisoriamente. Assentou, ainda, que por não ter previsão na Constituição Federal, não se pode inferir que ela está imune ao teto remuneratório, quando somada à outra remuneração. Desse modo, a pretensão do recorrente de afastamento da observância do teto constitucional ao somatório das verbas por ele percebidas não pode prevalecer, uma vez que a Constituição Federal não contempla nenhuma norma sobre a hipótese. Além disso, conforme já asseverado, o acórdão recorrido não divergiu do entendimento firmado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal que, na análise do Tema 480 da repercussão geral, assentou que o teto remuneratório previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, é norma de observância obrigatória para todos os entes federativos e de incidência automática em relação a vencimentos e proventos pagos aos seus servidores e pensionistas. Por oportuno, trago à colação a ementa do referido julgado: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. TETO DE RETRIBUIÇÃO. EMENDA CONSTITUCIONAL 41/03. EFICÁCIA IMEDIATA DOS LIMITES MÁXIMOS NELA FIXADOS. EXCESSOS. PERCEPÇÃO NÃO RESPALDADA PELA GARANTIA DA IRREDUTIBILIDADE. 1. O teto de retribuição estabelecido pela Emenda Constitucional 41/03 possui eficácia imediata, submetendo às referências de valor máximo nele discriminadas todas as verbas de natureza remuneratória percebidas pelos servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, ainda que adquiridas de acordo com regime legal anterior. 2. A observância da norma de teto de retribuição representa verdadeira condição de legitimidade para o pagamento das remunerações no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB serviço público. Os valores que ultrapassam os limites pré- estabelecidos para cada nível federativo na Constituição Federal constituem excesso cujo pagamento não pode ser reclamado com amparo na garantia da irredutibilidade de vencimentos. 3. A incidência da garantia constitucional da irredutibilidade exige a presença cumulativa de pelo menos dois requisitos: (a) que o padrão remuneratório nominal tenha sido obtido conforme o direito, e não de maneira ilícita, ainda que por equívoco da Administração Pública; e (b) que o padrão remuneratório nominal esteja compreendido dentro do limite máximo pré-definido pela Constituição Federal. O pagamento de remunerações superiores aos tetos de retribuição de cada um dos níveis federativos traduz exemplo de violação qualificada do texto constitucional. 4. Recurso extraordinário provido.” (Grifei) Seguindo essa orientação, destaco o seguinte julgado, em caso análogo ao dos autos: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito Administrativo. Pensão especial. Incidência do teto constitucional remuneratório previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional n 41/03. Repercussão geral reconhecida. Manutenção do julgado em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário n 609.381/GO, Relator Ministro Teori Zavascki, Tema n 480, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à ‘possibilidade, ou não, de ser mantida transitoriamente a integralidade dos proventos de servidores públicos, até que haja absorção da diferença salarial a ser reduzida em decorrência do estabelecimento de novos limites remuneratórios trazidos pela EC 41/2003'. 3. Foi mantida a decisão com que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB serviço público. Os valores que ultrapassam os limites pré- estabelecidos para cada nível federativo na Constituição Federal constituem excesso cujo pagamento não pode ser reclamado com amparo na garantia da irredutibilidade de vencimentos. 3. A incidência da garantia constitucional da irredutibilidade exige a presença cumulativa de pelo menos dois requisitos: (a) que o padrão remuneratório nominal tenha sido obtido conforme o direito, e não de maneira ilícita, ainda que por equívoco da Administração Pública; e (b) que o padrão remuneratório nominal esteja compreendido dentro do limite máximo pré-definido pela Constituição Federal. O pagamento de remunerações superiores aos tetos de retribuição de cada um dos níveis federativos traduz exemplo de violação qualificada do texto constitucional. 4. Recurso extraordinário provido.” (Grifei) Seguindo essa orientação, destaco o seguinte julgado, em caso análogo ao dos autos: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Direito Administrativo. Pensão especial. Incidência do teto constitucional remuneratório previsto no art. 37, XI, da Constituição Federal, com a redação dada pela Emenda Constitucional n 41/03. Repercussão geral reconhecida. Manutenção do julgado em que se determinou o retorno dos autos à origem. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. O Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário n 609.381/GO, Relator Ministro Teori Zavascki, Tema n 480, reconheceu a repercussão geral da matéria relativa à ‘possibilidade, ou não, de ser mantida transitoriamente a integralidade dos proventos de servidores públicos, até que haja absorção da diferença salarial a ser reduzida em decorrência do estabelecimento de novos limites remuneratórios trazidos pela EC 41/2003'. 3. Foi mantida a decisão com que, com base no art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, se determinou a devolução dos autos ao Tribunal de origem para a observância do disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB 829.646-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/10/2015) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB 829.646-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 19/10/2015) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BFA6-C005-286D-FA68 e senha 6FFA-B1BA-CFC6-2D6A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) : ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO (13264/PB, 1691-A/PE) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2737-AC99-16DC-B0B5 e senha B92B-36BA-3D57-4629 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.188.661 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : CICERO DE LUCENA FILHO ADV.(A/S) : ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO (13264/PB, 1691-A/PE) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2737-AC99-16DC-B0B5 e senha B92B-36BA-3D57-4629 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 661", "Recurso Extraordinário 609 . 381", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 661", "Recurso Extraordinário 609 . 381 - RG", "Recurso Extraordinário 606 . 358 - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 661", "Recurso Extraordinário 609 . 381 - RG", "Recurso Extraordinário 606 . 358 - RG", "Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB", "Extraordinário 1188661 AGR / PB", "Recurso Extraordinário 1188661 AGR", "Recurso Extraordinário n 609 . 381 / GO", "ARE 3 Supremo", "Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB", "Recurso Extraordinário n 609 . 381 / GO", "Recurso Extraordinário 1188661 AGR", "/", "PB 829 . 646 - AgR", "Recurso Extraordinário 1188661 AGR / PB 829 . 646 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 661", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 188 . 661" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 37 , XI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "EMENDA CONSTITUCIONAL 41 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XI do art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XI do art . 37 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XI do art . 37 da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 37 , XI DA CARTA MAGNA", "inciso XI do art . 37 da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XI do art . 37 da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "ART . 37 , XI DA CARTA MAGNA", "inciso XI do art . 37 da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , XI , da Constituição Federal", "art . 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "Constituição do Estado da Paraíba", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , XI , da Constituição Federal", "art . 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "Constituição do Estado da Paraíba", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "EMENDA", "Emenda Constitucional 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "artigo 37 , inciso XI , da Constituição Federal", "EMENDA CONSTITUCIONAL 41 / 03", "Emenda Constitucional 41 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 41 / 03", "EC", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 37 , XI , da Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 41 / 03", "EC 41 / 2003", "art . 328 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "Estado da Paraíba", "PARAÍBA", "Estado da Paraíba", "PARAÍBA", "PARAÍBA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TRF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TRF", "TRF 5 . . . 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Região", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "CICERO DE LUCENA FILHO", "ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CICERO DE LUCENA FILHO", "ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO", "LUIZ FUX", "CICERO DE LUCENA FILHO", "LUIZ FUX", "CICERO DE LUCENA FILHO", "ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO", "LUIZ FUX", "CICERO DE LUCENA FILHO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "CICERO DE LUCENA FILHO", "ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "CICERO DE LUCENA FILHO", "ARTHUR MONTEIRO LINS FIALHO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "05", "06", "/", "06", "/", "2019", "07 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "04", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "5", ".", "2019", "6", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA Nº 287/STF. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DOS ARTS. 543-A, § 2º, DO CPC/1973 E 327, § 1º, DO RISTF. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. Incidência da Súmula nº 287/STF. 2. Ausência da preliminar formal e fundamentada de repercussão geral necessária, inclusive, quando matéria criminal. Inobservância dos arts. 543-A, § 2º, do CPC/1973 e 327, § 1º, do RISTF. Precedentes. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0583-DB22-487D-D8B6 e senha 2BE8-10A9-1297-31B4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 790499 ED-AGR / MG fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0583-DB22-487D-D8B6 e senha 2BE8-10A9-1297-31B4 Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0583-DB22-487D-D8B6 e senha 2BE8-10A9-1297-31B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Acácio Benedito Vasconcelos. A matéria debatida, em síntese, diz com a alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, no julgamento da ação penal em que condenado o agravante em razão da prática da conduta típica descrita no art. 168, § 1º, III, do Código Penal (apropriação indébita). O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega a existência de repercussão geral da matéria. Aduz que, “[...] na petição de Recurso Extraordinário, existe tópico que abordou o cabimento do Recurso Extraordinário […]”. Sustenta afronta ao princípio da inocência: “[...] a exigência de forma prevista no referido artigo, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque, conforme o art. 277, do Pergaminho Instrumental Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida [...]”. Insiste na tese da ofensa ao art. 5º, XIII e LV, da Constituição Federal. Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a controvérsia em acórdão cuja ementa reproduzo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F58-17F8-E1D7-F887 e senha 62B2-4292-811A-600B Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Acácio Benedito Vasconcelos. A matéria debatida, em síntese, diz com a alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, no julgamento da ação penal em que condenado o agravante em razão da prática da conduta típica descrita no art. 168, § 1º, III, do Código Penal (apropriação indébita). O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega a existência de repercussão geral da matéria. Aduz que, “[...] na petição de Recurso Extraordinário, existe tópico que abordou o cabimento do Recurso Extraordinário […]”. Sustenta afronta ao princípio da inocência: “[...] a exigência de forma prevista no referido artigo, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque, conforme o art. 277, do Pergaminho Instrumental Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida [...]”. Insiste na tese da ofensa ao art. 5º, XIII e LV, da Constituição Federal. Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a controvérsia em acórdão cuja ementa reproduzo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F58-17F8-E1D7-F887 e senha 62B2-4292-811A-600B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 790499 ED-AGR / MG "APELAÇÃO CRIMINAL - INTERPOSIÇÃO FORA DO PRAZO LEGALINTEMPESTIVIDADE – NÃO CONHECIMENTO.” (fl. 161) Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F58-17F8-E1D7-F887 e senha 62B2-4292-811A-600B Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG "APELAÇÃO CRIMINAL - INTERPOSIÇÃO FORA DO PRAZO LEGALINTEMPESTIVIDADE – NÃO CONHECIMENTO.” (fl. 161) Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F58-17F8-E1D7-F887 e senha 62B2-4292-811A-600B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso pela ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, bem como pela aplicação da Súmula nº 287/STF, não impugnados os óbices opostos pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante registrado, não consta – no recurso extraordinário, das fls. 189-96, vol. 02, interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007, – a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1º, do CPC/1973). Como já adiantado na decisão atacada, o Plenário desta Suprema Corte, na sessão de 18.6.2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567/RS, fixou, em votação unânime, a necessidade de demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal: “I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O requisito constitucional da repercussão geral (CF, art. 102, § 3º, red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as normas regimentais necessárias à sua execução, aplica-se aos recursos extraordinários em geral, e, em consequência, às causas criminais. 2. Os recursos ordinários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso pela ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, bem como pela aplicação da Súmula nº 287/STF, não impugnados os óbices opostos pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante registrado, não consta – no recurso extraordinário, das fls. 189-96, vol. 02, interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental nº 21, de 30.4.2007, – a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1º, do CPC/1973). Como já adiantado na decisão atacada, o Plenário desta Suprema Corte, na sessão de 18.6.2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567/RS, fixou, em votação unânime, a necessidade de demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal: “I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O requisito constitucional da repercussão geral (CF, art. 102, § 3º, red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as normas regimentais necessárias à sua execução, aplica-se aos recursos extraordinários em geral, e, em consequência, às causas criminais. 2. Os recursos ordinários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG criminais de um modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a todos os recursos extraordinários (CF, art. 102, III). 3. A partir da EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3º no art. 102 da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada, estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o RE busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas, assim entendidas aquelas que ‘ultrapassem os interesses subjetivos da causa’ (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1º, incluído pela L. 11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do habeas corpus (CF, art. 5º, LXVIII).” Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário, sendo competência do Relator recusar os recursos que não a apresentam, forte no art. 327, § 1º, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG criminais de um modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a todos os recursos extraordinários (CF, art. 102, III). 3. A partir da EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3º no art. 102 da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada, estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o RE busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas, assim entendidas aquelas que ‘ultrapassem os interesses subjetivos da causa’ (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1º, incluído pela L. 11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do habeas corpus (CF, art. 5º, LXVIII).” Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário, sendo competência do Relator recusar os recursos que não a apresentam, forte no art. 327, § 1º, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG do RISTF. Cito precedentes: “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1º, do RI/STF. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a Questão de Ordem no AI 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, decidiu que é de exigir-se a demonstração de repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o criminal. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 1.019.854-AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE de 16.5.2017) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Penal. 3. Pressuposto de admissibilidade do recurso extraordinário. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. (Artigo 543-A, § 2º, do antigo CPC, e artigo 1.035, § 2º, do atual CPC). 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 939.311-AgR/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 28.4.2016) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL NAS RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL. INOCORRÊNCIA. 1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes. 2. Não se verifica ocorrência de prescrição da pretensão punitiva, porquanto não houve o transcurso do prazo prescricional de quatro anos, com espeque no art. 109, V, do Código Penal. 3. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG do RISTF. Cito precedentes: “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1º, do RI/STF. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a Questão de Ordem no AI 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, decidiu que é de exigir-se a demonstração de repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o criminal. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 1.019.854-AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE de 16.5.2017) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Penal. 3. Pressuposto de admissibilidade do recurso extraordinário. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. (Artigo 543-A, § 2º, do antigo CPC, e artigo 1.035, § 2º, do atual CPC). 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 939.311-AgR/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 28.4.2016) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL NAS RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL. INOCORRÊNCIA. 1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes. 2. Não se verifica ocorrência de prescrição da pretensão punitiva, porquanto não houve o transcurso do prazo prescricional de quatro anos, com espeque no art. 109, V, do Código Penal. 3. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 723.336- AgR/DF, de minha lavra, Primeira Turma, DJE de 14.8.2013) “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º). Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 721.962-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa (Presidente), Tribunal Pleno, DJE de 09.02.2013) Ademais, insta salientar que esta Suprema Corte consignou que a repercussão geral deve ser demonstrada na petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Nesse sentido, colho os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A, § 2º, do CPC. 3. preliminar formal. Hipótese de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF. Necessidade. Precedente. 4. Ausência da preliminar formal. Negativa liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, caput e § 1º, do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI nº 744.686/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes , DJe de 26/6/09) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 723.336- AgR/DF, de minha lavra, Primeira Turma, DJE de 14.8.2013) “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (CPC, art. 543-A, §§ 1º e 2º). Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 721.962-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa (Presidente), Tribunal Pleno, DJE de 09.02.2013) Ademais, insta salientar que esta Suprema Corte consignou que a repercussão geral deve ser demonstrada na petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Nesse sentido, colho os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A, § 2º, do CPC. 3. preliminar formal. Hipótese de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1º, do RISTF. Necessidade. Precedente. 4. Ausência da preliminar formal. Negativa liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, caput e § 1º, do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI nº 744.686/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes , DJe de 26/6/09) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. INADMISSIBILIDADE DE REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu que a repercussão deverá ser apresentada em tópico destacado na petição do recurso extraordinário, não se admitindo a repercussão de forma implícita.” (AI nº 688.760/RJAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 17/4/09) Ressalto ainda que, nos termos da atual jurisprudência dessa Corte, há necessidade de demonstração da repercussão geral no recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte. Observe-se: “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 663.637-AgR-QO/MG, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 5.5.13) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. INADMISSIBILIDADE DE REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu que a repercussão deverá ser apresentada em tópico destacado na petição do recurso extraordinário, não se admitindo a repercussão de forma implícita.” (AI nº 688.760/RJAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 17/4/09) Ressalto ainda que, nos termos da atual jurisprudência dessa Corte, há necessidade de demonstração da repercussão geral no recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte. Observe-se: “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3º do art. 102 da Constituição Republicana e § 2º do art. 543-A do CPC). 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 663.637-AgR-QO/MG, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 5.5.13) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral nas razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de veiculação nas razões de recurso posteriormente manejado, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. Noutro giro, a Corte a quo negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: “[…] Trata-se de Recurso Extraordinário interposto contra acórdão proferido por este Tribunal, com fulcro no art. 102, 111, ‘a’ da Carta Magna. Contudo, resta inviável o prosseguimento do recurso. Verifica-se que a Turma Julgadora não conheceu da Apelação Criminal interposta uma vez que a mesma padecia do vício de intempestividade, argumento este não rebatido pelo Recorrente. Como é sabido, nos apelos raros é mister que a parte recorrente infirme os fundamentos do acórdão que pretende desconstituir, para que seu apelo seja alçado ao Tribunal ad quem (enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A esse respeito: […] Veja-se ainda que o Recorrente, em suas razões recursais, inserir discussão nova, não debatida no acórdão atacado. A Turma Julgadora não se manifestou a respeito da suposta violação ao artigo 5º da Constituição Republicana. Não restou, portanto, preenchido o requisito do prequestionamento.” (fl. 217-8, doc. 02) Da detida leitura das razões do agravo manejado da decisão que inadmitiu o apelo extremo, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral nas razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de veiculação nas razões de recurso posteriormente manejado, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. Noutro giro, a Corte a quo negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: “[…] Trata-se de Recurso Extraordinário interposto contra acórdão proferido por este Tribunal, com fulcro no art. 102, 111, ‘a’ da Carta Magna. Contudo, resta inviável o prosseguimento do recurso. Verifica-se que a Turma Julgadora não conheceu da Apelação Criminal interposta uma vez que a mesma padecia do vício de intempestividade, argumento este não rebatido pelo Recorrente. Como é sabido, nos apelos raros é mister que a parte recorrente infirme os fundamentos do acórdão que pretende desconstituir, para que seu apelo seja alçado ao Tribunal ad quem (enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A esse respeito: […] Veja-se ainda que o Recorrente, em suas razões recursais, inserir discussão nova, não debatida no acórdão atacado. A Turma Julgadora não se manifestou a respeito da suposta violação ao artigo 5º da Constituição Republicana. Não restou, portanto, preenchido o requisito do prequestionamento.” (fl. 217-8, doc. 02) Da detida leitura das razões do agravo manejado da decisão que inadmitiu o apelo extremo, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG acima transcritos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 932, III, do CPC em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, nos termos, inclusive, do art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. 1. O Agravo Interno deve impugnar especificadamente os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento. Inteligência dos arts. 932, III, c/c 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil de 2015. 2. Agravo Interno não conhecido.” (RE 1140709 AgR, Relator(a): Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgado em 05.10.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-220 DIVULG 15.10.2018 PUBLIC 16.10.2018) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSÃO DO APELO EXTREMO PELA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 932, III, DO CPC/2015. 1. A decisão do Juízo a quo que obsta a subida de recurso extraordinário pode ser atacada por agravo (art. 1.042 do CPC/2015), o qual deve impugnar especificamente, de forma individualizada, todos os argumentos por si sós suficientes para manter a inadmissão, sob pena de não conhecimento (art. 932, III, do CPC/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 974823 AgR, Relator(a): Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, julgado em 19.8.2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-190 DIVULG 06.9.2016 PUBLIC 08.9.2016) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG acima transcritos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 932, III, do CPC em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, nos termos, inclusive, do art. 317, § 1º, do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. 1. O Agravo Interno deve impugnar especificadamente os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento. Inteligência dos arts. 932, III, c/c 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil de 2015. 2. Agravo Interno não conhecido.” (RE 1140709 AgR, Relator(a): Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgado em 05.10.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-220 DIVULG 15.10.2018 PUBLIC 16.10.2018) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSÃO DO APELO EXTREMO PELA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 932, III, DO CPC/2015. 1. A decisão do Juízo a quo que obsta a subida de recurso extraordinário pode ser atacada por agravo (art. 1.042 do CPC/2015), o qual deve impugnar especificamente, de forma individualizada, todos os argumentos por si sós suficientes para manter a inadmissão, sob pena de não conhecimento (art. 932, III, do CPC/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 974823 AgR, Relator(a): Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, julgado em 19.8.2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-190 DIVULG 06.9.2016 PUBLIC 08.9.2016) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/STF. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 17.10.2014) As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/STF. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 17.10.2014) As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS (67778/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D2-8F89-9DF7-DE34 e senha F30C-F981-CB29-F085 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS (67778/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D2-8F89-9DF7-DE34 e senha F30C-F981-CB29-F085 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
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2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA Nº 287/STF. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DOS ARTS. 543-A, § 2º, DO CPC/1973 E 327, § 1º, DO RISTF. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. Incidência da Súmula nº 287/STF. 2. Ausência da preliminar formal e fundamentada de repercussão geral necessária, inclusive, quando matéria criminal. Inobservância dos arts. 543-A, § 2º, do CPC/1973 e 327, § 1º, do RISTF. Precedentes. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur407433
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) AI 688760 AgR (1ªT), AI 744686 AgR (TP), AI 664567 QO (TP), ARE 663637 AgR-QO (TP), ARE 721962 AgR (TP), ARE 723336 AgR (1ªT), ARE 939311 AgR (2ªT), ARE 1019854 AgR (1ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) ARE 778457 AgR (1ªT), ARE 974823 AgR (2ªT), RE 1140709 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 21/08/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
790499
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932 INC-00003\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 790499 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA n 287/Supremo Tribunal Federal. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DOS ARTS. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil/1973 E 327, § 1..., DO RISTF. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. Incidência da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência da preliminar formal e fundamentada de repercussão geral necessária, inclusive, quando matéria criminal. Inobservância dos arts. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973 e 327, § 1..., do RISTF. Precedentes. 3. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0583-DB22-487D-D8B6 e senha 2BE8-10A9-1297-31B4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 790499 ED-AGR / MG fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0583-DB22-487D-D8B6 e senha 2BE8-10A9-1297-31B4 Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0583-DB22-487D-D8B6 e senha 2BE8-10A9-1297-31B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Acácio Benedito Vasconcelos. A matéria debatida, em síntese, diz com a alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, no julgamento da ação penal em que condenado o agravante em razão da prática da conduta típica descrita no art. 168, § 1..., III, do Código Penal (apropriação indébita). O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega a existência de repercussão geral da matéria. Aduz que, “[...] na petição de Recurso Extraordinário, existe tópico que abordou o cabimento do Recurso Extraordinário […]”. Sustenta afronta ao princípio da inocência: “[...] a exigência de forma prevista no referido artigo, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque, conforme o art. 277, do Pergaminho Instrumental Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida [...]”. Insiste na tese da ofensa ao art. 5..., XIII e LV, da Constituição Federal. Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a controvérsia em acórdão cuja ementa reproduzo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F58-17F8-E1D7-F887 e senha 62B2-4292-811A-600B Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) :ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Acácio Benedito Vasconcelos. A matéria debatida, em síntese, diz com a alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, no julgamento da ação penal em que condenado o agravante em razão da prática da conduta típica descrita no art. 168, § 1..., III, do Código Penal (apropriação indébita). O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alega a existência de repercussão geral da matéria. Aduz que, “[...] na petição de Recurso Extraordinário, existe tópico que abordou o cabimento do Recurso Extraordinário […]”. Sustenta afronta ao princípio da inocência: “[...] a exigência de forma prevista no referido artigo, não pode inviabilizar a via do Recurso Extraordinário. Isso porque, conforme o art. 277, do Pergaminho Instrumental Civil, quando a lei prevê determinada forma sem cominação de nulidade, o juiz deve considerar a validade do ato, que, realizado de outro modo, alcance a finalidade exigida [...]”. Insiste na tese da ofensa ao art. 5..., XIII e LV, da Constituição Federal. Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais julgou a controvérsia em acórdão cuja ementa reproduzo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F58-17F8-E1D7-F887 e senha 62B2-4292-811A-600B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 790499 ED-AGR / MG "APELAÇÃO CRIMINAL - INTERPOSIÇÃO FORA DO PRAZO LEGALINTEMPESTIVIDADE – NÃO CONHECIMENTO.” (fl. 161) Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F58-17F8-E1D7-F887 e senha 62B2-4292-811A-600B Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG "APELAÇÃO CRIMINAL - INTERPOSIÇÃO FORA DO PRAZO LEGALINTEMPESTIVIDADE – NÃO CONHECIMENTO.” (fl. 161) Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/1973. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4F58-17F8-E1D7-F887 e senha 62B2-4292-811A-600B Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso pela ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, bem como pela aplicação da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal, não impugnados os óbices opostos pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante registrado, não consta – no recurso extraordinário, das fls. 189-96, vol. 02, interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental n 21, de 30.4.2007, – a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil/1973). Como já adiantado na decisão atacada, o Plenário desta Suprema Corte, na sessão de 18.6.2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567/RS, fixou, em votação unânime, a necessidade de demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal: “I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O requisito constitucional da repercussão geral (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 3..., red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as normas regimentais necessárias à sua execução, aplica-se aos recursos extraordinários em geral, e, em consequência, às causas criminais. 2. Os recursos ordinários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso pela ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, bem como pela aplicação da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal, não impugnados os óbices opostos pela Presidência da Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante registrado, não consta – no recurso extraordinário, das fls. 189-96, vol. 02, interposto de acórdão cuja publicação se deu após a Emenda Regimental n 21, de 30.4.2007, – a preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. O preenchimento de tal requisito demanda a demonstração, em tópico destacado, da relevância econômica, política, social ou jurídica da questão constitucional suscitada, a ultrapassar os interesses subjetivos das partes (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil/1973). Como já adiantado na decisão atacada, o Plenário desta Suprema Corte, na sessão de 18.6.2007, ao apreciar questão de ordem no AI 664.567/RS, fixou, em votação unânime, a necessidade de demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o que trata de matéria criminal: “I. Questão de ordem. Recurso extraordinário, em matéria criminal e a exigência constitucional da repercussão geral. 1. O requisito constitucional da repercussão geral (Constituição Federal de 1988, art. 102, § 3..., red. EC 45/2004), com a regulamentação da L. 11.418/06 e as normas regimentais necessárias à sua execução, aplica-se aos recursos extraordinários em geral, e, em consequência, às causas criminais. 2. Os recursos ordinários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG criminais de um modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a todos os recursos extraordinários (Constituição Federal de 1988, art. 102, III). 3. A partir da EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3... no art. 102 da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada, estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o Recurso Extraordinário busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas, assim entendidas aquelas que ‘ultrapassem os interesses subjetivos da causa’ (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1..., incluído pela L. 11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do habeas corpus (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII).” Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário, sendo competência do Relator recusar os recursos que não a apresentam, forte no art. 327, § 1..., 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG criminais de um modo geral, e, em particular o recurso extraordinário criminal e o agravo de instrumento da decisão que obsta o seu processamento, possuem um regime jurídico dotado de certas peculiaridades - referentes a requisitos formais ligados a prazos, formas de intimação e outros - que, no entanto, não afetam substancialmente a disciplina constitucional reservada a todos os recursos extraordinários (Constituição Federal de 1988, art. 102, III). 3. A partir da EC 45, de 30 de dezembro de 2004 - que incluiu o § 3... no art. 102 da Constituição -, passou a integrar o núcleo comum da disciplina constitucional do recurso extraordinário a exigência da repercussão geral da questão constitucional. 4. Não tem maior relevo a circunstância de a L. 11.418/06, que regulamentou esse dispositivo, ter alterado apenas texto do Código de Processo Civil, tendo em vista o caráter geral das normas nele inseridas. 5. Cuida-se de situação substancialmente diversa entre a L. 11.418/06 e a L. 8.950/94 que, quando editada, estava em vigor norma anterior que cuidava dos recursos extraordinários em geral, qual seja a L. 8.038/90, donde não haver óbice, na espécie, à aplicação subsidiária ou por analogia do Código de Processo Civil. 6. Nem há falar em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção: o Recurso Extraordinário busca preservar a autoridade e a uniformidade da inteligência da Constituição, o que se reforça com a necessidade de repercussão geral das questões constitucionais nele versadas, assim entendidas aquelas que ‘ultrapassem os interesses subjetivos da causa’ (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 1..., incluído pela L. 11.418/06). 7. Para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do habeas corpus (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII).” Nesse compasso, firme a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de que a ausência da preliminar fundamentada acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário, sendo competência do Relator recusar os recursos que não a apresentam, forte no art. 327, § 1..., 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG do RISTF. Cito precedentes: “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a Questão de Ordem no AI 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, decidiu que é de exigir-se a demonstração de repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o criminal. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 1.019.854-AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE de 16.5.2017) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Penal. 3. Pressuposto de admissibilidade do recurso extraordinário. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. (Artigo 543-A, § 2..., do antigo Código de Processo Civil, e artigo 1.035, § 2..., do atual Código de Processo Civil). 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 939.311-AgR/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 28.4.2016) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL NAS RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL. INOCORRÊNCIA. 1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes. 2. Não se verifica ocorrência de prescrição da pretensão punitiva, porquanto não houve o transcurso do prazo prescricional de quatro anos, com espeque no art. 109, V, do Código Penal. 3. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG do RISTF. Cito precedentes: “DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A parte recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral das questões constitucionais discutidas, o que atrai a incidência do art. 327, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a Questão de Ordem no AI 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, decidiu que é de exigir-se a demonstração de repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o criminal. Precedentes. 3. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 1.019.854-AgR/RJ, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJE de 16.5.2017) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Processual Penal. 3. Pressuposto de admissibilidade do recurso extraordinário. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. (Artigo 543-A, § 2..., do antigo Código de Processo Civil, e artigo 1.035, § 2..., do atual Código de Processo Civil). 4. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 939.311-AgR/SC, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 28.4.2016) “PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL NAS RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ESTATAL. INOCORRÊNCIA. 1. Não se admite o recurso extraordinário se ausente a preliminar de repercussão geral, incluído o que trata de matéria criminal. Precedentes. 2. Não se verifica ocorrência de prescrição da pretensão punitiva, porquanto não houve o transcurso do prazo prescricional de quatro anos, com espeque no art. 109, V, do Código Penal. 3. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 723.336- AgR/DF, de minha lavra, Primeira Turma, DJE de 14.8.2013) “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 543-A, §§ 1... e 2...). Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 721.962-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa (Presidente), Tribunal Pleno, DJE de 09.02.2013) Ademais, insta salientar que esta Suprema Corte consignou que a repercussão geral deve ser demonstrada na petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Nesse sentido, colho os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 3. preliminar formal. Hipótese de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF. Necessidade. Precedente. 4. Ausência da preliminar formal. Negativa liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, caput e § 1..., do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI n 744.686/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes , DJe de 26/6/09) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 723.336- AgR/DF, de minha lavra, Primeira Turma, DJE de 14.8.2013) “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é dever da parte recorrente apresentar preliminar formal e fundamentada da repercussão geral da questão constitucional em debate no recurso extraordinário. Cabe à parte recorrente apontar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 543-A, §§ 1... e 2...). Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 721.962-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa (Presidente), Tribunal Pleno, DJE de 09.02.2013) Ademais, insta salientar que esta Suprema Corte consignou que a repercussão geral deve ser demonstrada na petição do recurso extraordinário, não havendo falar em repercussão geral implícita ou presumida. Nesse sentido, colho os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Apresentação expressa de preliminar formal e fundamentada sobre repercussão geral no recurso extraordinário. Necessidade. Art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil. 3. preliminar formal. Hipótese de presunção de existência da repercussão geral prevista no art. 323, § 1..., do RISTF. Necessidade. Precedente. 4. Ausência da preliminar formal. Negativa liminar pela Presidência no recurso extraordinário e no agravo de instrumento. Possibilidade. Art. 13, V, c, e 327, caput e § 1..., do RISTF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI n 744.686/SP-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Gilmar Mendes , DJe de 26/6/09) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. INADMISSIBILIDADE DE REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu que a repercussão deverá ser apresentada em tópico destacado na petição do recurso extraordinário, não se admitindo a repercussão de forma implícita.” (AI n 688.760/RJAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 17/4/09) Ressalto ainda que, nos termos da atual jurisprudência dessa Corte, há necessidade de demonstração da repercussão geral no recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte. Observe-se: “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 663.637-AgR-QO/MG, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 5.5.13) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INTIMAÇÃO DO RECORRENTE APÓS 3.5.2007. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO FORMAL. INADMISSIBILIDADE DE REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: PRECEDENTE DO PLENÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. O Plenário do Supremo Tribunal Federal entendeu que a repercussão deverá ser apresentada em tópico destacado na petição do recurso extraordinário, não se admitindo a repercussão de forma implícita.” (AI n 688.760/RJAgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Dje de 17/4/09) Ressalto ainda que, nos termos da atual jurisprudência dessa Corte, há necessidade de demonstração da repercussão geral no recurso extraordinário, mesmo quando a matéria veiculada no recurso já tiver sua repercussão geral reconhecida pela Corte. Observe-se: “QUESTÃO DE ORDEM. RECONHECIMENTO, PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, DA PRESENÇA DA REPERCUSSÃO GERAL EM DETERMINADO PROCESSO. PRELIMINAR FORMAL E FUNDAMENTADA DE REPERCUSSÃO GERAL NOS OUTROS RECURSOS QUE TRATEM DO MESMO TEMA. EXIGIBILIDADE. 1. Questão de ordem resolvida no sentido de que o reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, da presença da repercussão geral da questão constitucional em determinado processo não exime os demais recorrentes do dever constitucional e processual de apresentar a preliminar devidamente fundamentada sobre a presença da repercussão geral (§ 3... do art. 102 da Constituição Republicana e § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil). 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 663.637-AgR-QO/MG, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 5.5.13) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral nas razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de veiculação nas razões de recurso posteriormente manejado, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. Noutro giro, a Corte a quo negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: “[…] Trata-se de Recurso Extraordinário interposto contra acórdão proferido por este Tribunal, com fulcro no art. 102, 111, ‘a’ da Carta Magna. Contudo, resta inviável o prosseguimento do recurso. Verifica-se que a Turma Julgadora não conheceu da Apelação Criminal interposta uma vez que a mesma padecia do vício de intempestividade, argumento este não rebatido pelo Recorrente. Como é sabido, nos apelos raros é mister que a parte recorrente infirme os fundamentos do acórdão que pretende desconstituir, para que seu apelo seja alçado ao Tribunal ad quem (enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A esse respeito: […] Veja-se ainda que o Recorrente, em suas razões recursais, inserir discussão nova, não debatida no acórdão atacado. A Turma Julgadora não se manifestou a respeito da suposta violação ao artigo 5... da Constituição Republicana. Não restou, portanto, preenchido o requisito do prequestionamento.” (fl. 217-8, doc. 02) Da detida leitura das razões do agravo manejado da decisão que inadmitiu o apelo extremo, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral nas razões do recurso extraordinário não pode ser suprida por meio de veiculação nas razões de recurso posteriormente manejado, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. Noutro giro, a Corte a quo negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: “[…] Trata-se de Recurso Extraordinário interposto contra acórdão proferido por este Tribunal, com fulcro no art. 102, 111, ‘a’ da Carta Magna. Contudo, resta inviável o prosseguimento do recurso. Verifica-se que a Turma Julgadora não conheceu da Apelação Criminal interposta uma vez que a mesma padecia do vício de intempestividade, argumento este não rebatido pelo Recorrente. Como é sabido, nos apelos raros é mister que a parte recorrente infirme os fundamentos do acórdão que pretende desconstituir, para que seu apelo seja alçado ao Tribunal ad quem (enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). A esse respeito: […] Veja-se ainda que o Recorrente, em suas razões recursais, inserir discussão nova, não debatida no acórdão atacado. A Turma Julgadora não se manifestou a respeito da suposta violação ao artigo 5... da Constituição Republicana. Não restou, portanto, preenchido o requisito do prequestionamento.” (fl. 217-8, doc. 02) Da detida leitura das razões do agravo manejado da decisão que inadmitiu o apelo extremo, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG acima transcritos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 932, III, do Código de Processo Civil em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, nos termos, inclusive, do art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. 1. O Agravo Interno deve impugnar especificadamente os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento. Inteligência dos arts. 932, III, c/c 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil de 2015. 2. Agravo Interno não conhecido.” (Recurso Extraordinário 1140709 AgR, Relator(a): Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgado em 05.10.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-220 DIVULG 15.10.2018 PUBLIC 16.10.2018) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSÃO DO APELO EXTREMO PELA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 932, III, DO Código de Processo Civil/2015. 1. A decisão do Juízo a quo que obsta a subida de recurso extraordinário pode ser atacada por agravo (art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015), o qual deve impugnar especificamente, de forma individualizada, todos os argumentos por si sós suficientes para manter a inadmissão, sob pena de não conhecimento (art. 932, III, do Código de Processo Civil/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 974823 AgR, Relator(a): Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, julgado em 19.8.2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-190 DIVULG 06.9.2016 PUBLIC 08.9.2016) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG acima transcritos. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que cabe ao recorrente o ônus processual de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada, na linha hoje positivada no art. 932, III, do Código de Processo Civil em vigor. A inobservância de tal requisito formal resulta na inadmissibilidade do recurso, nos termos, inclusive, do art. 317, § 1..., do RISTF: “A petição conterá, sob pena de rejeição liminar, as razões do pedido de reforma da decisão agravada”. Cito precedentes: “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. NÃO CONHECIMENTO. 1. O Agravo Interno deve impugnar especificadamente os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento. Inteligência dos arts. 932, III, c/c 1.021, § 1..., do Código de Processo Civil de 2015. 2. Agravo Interno não conhecido.” (Recurso Extraordinário 1140709 AgR, Relator(a): Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, julgado em 05.10.2018, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-220 DIVULG 15.10.2018 PUBLIC 16.10.2018) “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INADMISSÃO DO APELO EXTREMO PELA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 932, III, DO Código de Processo Civil/2015. 1. A decisão do Juízo a quo que obsta a subida de recurso extraordinário pode ser atacada por agravo (art. 1.042 do Código de Processo Civil/2015), o qual deve impugnar especificamente, de forma individualizada, todos os argumentos por si sós suficientes para manter a inadmissão, sob pena de não conhecimento (art. 932, III, do Código de Processo Civil/2015). 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 974823 AgR, Relator(a): Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, julgado em 19.8.2016, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-190 DIVULG 06.9.2016 PUBLIC 08.9.2016) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 790499 ED-AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 17.10.2014) As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Supremo Tribunal Federal ARE 790499 ED-AGR / MG “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 17.10.2014) As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 240D-06B2-921E-45C8 e senha 1634-9C87-B327-074A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS (67778/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D2-8F89-9DF7-DE34 e senha F30C-F981-CB29-F085 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 790.499 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS ADV.(A/S) : ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS (67778/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C6D2-8F89-9DF7-DE34 e senha F30C-F981-CB29-F085 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA n 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 790499 ED - AGR / MG", "ARE 790499 ED - AGR / MG", "ARE 790499 ED - AGR / MG", "ARE 790499 ED", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 664 . 567 / RS", "Súmula n 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 664 . 567 / RS", "AI 664 . 567", "ARE 1 . 019 . 854 - AgR / RJ", "ARE 939 . 311 - AgR / SC", "ARE 790499 ED - AGR / MG do RISTF", "AI 664 . 567", "ARE 1 . 019 . 854 - AgR / RJ", "ARE 939 . 311 - AgR / SC", "ARE 723 . 336 - AgR / DF", "ARE 721 . 962 - AgR", "AI n 744 . 686 / SP - AgR", "ARE 790499 ED - AGR / MG", "ARE 723 . 336 - AgR / DF", "ARE 721 . 962 - AgR", "AI n 744 . 686 / SP - AgR", "AI n 688 . 760 / RJAgR", "ARE 663 . 637 - AgR - QO / MG", "AI n 688 . 760 / RJAgR", "ARE 663 . 637 - AgR - QO / MG", "enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 790499", "enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1140709 AgR", "ARE 974823 AgR", "Recurso Extraordinário 1140709 AgR", "ARE 974823 AgR", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "ARE 778 . 457 - AgR / SP", "ARE 790499 ED - AGR / MG", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "ARE 778 . 457 -" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 1973", "ARTS . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil / 1973", "327 , § 1 . . . , DO RISTF", "Código de Processo Civil / 2015", "arts . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "327 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 168 , § 1 . . . , III , do Código Penal", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , XIII e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 168 , § 1 . . . , III , do Código Penal", "Constituição Federal", "art . 5 . . . , XIII e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21", "art . 543 - A , § 1 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 3 . . .", "L", ". 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21", "art . 543 - A , § 1 . . . , do Código de Processo Civil /", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , § 3 .", "EC 45 / 2004", "L", ". 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , III", "EC 45", "L", ". 11 . 418 / 06", "Código de Processo Civil", "L", ". 11 . 418 / 06", "L", ". 8 . 950 / 94", "L", ". 8 . 038 / 90", "Código de Processo Civil", "Constituição", "C", ".", "Pr", "L", ". 11 . 418 / 06", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , III", "EC 45", "L", ". 11 . 418 / 06", "Código de Processo Civil", "L", ". 11 . 418 / 06", "L", ". 8 . 950 / 94", "L", ". 8 . 038 / 90", "Código de Processo Civil", "Constituição", "C", ".", "Pr . Civil , art . 543 - A , § 1 . . .", "L", ". 11 . 418 / 06", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Artigo 543 - A , § 2 . . . , do antigo Código de Processo Civil", "artigo 1 . 035 , § 2 . . . , do atual Código de Processo Civil", "art . 109 , V , do Código Penal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Artigo 543 - A , § 2 . . . ,", "Código de Processo Civil", "artigo 1 . 035 , § 2 . . . ,", "Código de Processo Civil", "art . 109 , V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 543 - A , § § 1 . . .", "Art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 543 - A , § §", "Art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 102 da Constituição Republicana", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , 111 , ‘ a ’ da Carta Magna", "artigo 5 . . . da Constituição Republicana", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , 111 , ‘ a ’ da Carta Magna", "artigo 5 . . . da Constituição Republicana", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , III , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "arts . 932 , III , c / c 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "ART . 932 , III , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 932 , III , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , III , do Código de Processo Civil", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "arts . 932 , III , c / c 1 . 021 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil de 2015", "ART . 932 , III , DO Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil / 2015", "art . 932 , III , do Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário desta Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SUM", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "Rosa Weber", "Acácio Benedito Vasconcelos", "ROSA WEBER", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "Rosa Weber", "Acácio Benedito Vasconcelos", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE", "ROSA WEBER ARE", "Sepúlveda Pertence", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Sepúlveda Pertence", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Alexandre de Moraes", "Teori Zavascki", "Alexandre de Moraes", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "ACÁCIO BENEDITO VASCONCELOS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "21 de junho de 2019", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "30", ".", "4", ".", "2007", "18", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "30", ".", "4", ".", "2007", "18", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de dezembro de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de dezembro de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "5", ".", "2017", "28", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "5", ".", "2017", "28", ".", "4", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2013", "03", ".", "05", ".", "2007", "09", ".", "02", ".", "2013", "26", "/", "6", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2013", "03", ".", "05", ".", "2007", "09", ".", "02", ".", "2013", "26", "/", "6", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2007", "17", "/", "4", "/", "09", "5", ".", "5", ".", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2007", "17", "/", "4", "/", "09", "5", ".", "5", ".", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "10", ".", "2018", "15", ".", "10", ".", "2018", "16", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "8", ".", "2016", "06", ".", "9", ".", "2016", "08", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "10", ".", "2018", "15", ".", "10", ".", "2018", "16", ".", "10", ".", "2018", "19", ".", "8", ".", "2016", "06", ".", "9", ".", "2016", "08", ".", "9", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "5", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "17", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "5", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "17", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE E CERCEAMENTO DE DEFESA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TESE DE INTEMPESTIVIDADE DA APELAÇÃO INTERPOSTA PELA ACUSAÇÃO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 2. As alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa não foram submetidas ao exame do Superior Tribunal de Justiça, o que impede a análise dessas matérias pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 21, § 1º, do RI/STF para negar seguimento ao habeas corpus. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5528-33B0-6DA9-DEEA e senha 2587-1860-8F3B-97E2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RHC 157867 AGR / DF Brasília, 19 a 26 de abril de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5528-33B0-6DA9-DEEA e senha 2587-1860-8F3B-97E2 Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF Brasília, 19 a 26 de abril de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5528-33B0-6DA9-DEEA e senha 2587-1860-8F3B-97E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO SISTEMA RECURSAL. INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS PELO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO. DESNECESSIDADE DE RATIFICAÇÃO DO RECLAMO. INEXISTÊNCIA DE MODIFICAÇÕES NA DECISÃO IMPUGNADA. RETROATIVIDADE DE INTERPETRAÇÃO JUDICIAL MAIS GRAVOSA AO RÉU. INOCORRÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO CARACTERIZADA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO SISTEMA RECURSAL. INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS PELO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO. DESNECESSIDADE DE RATIFICAÇÃO DO RECLAMO. INEXISTÊNCIA DE MODIFICAÇÕES NA DECISÃO IMPUGNADA. RETROATIVIDADE DE INTERPETRAÇÃO JUDICIAL MAIS GRAVOSA AO RÉU. INOCORRÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO CARACTERIZADA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF 1. A via eleita revela-se inadequada para a insurgência contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedentes. 2. Em Questão de Ordem no REsp 1.129.215/DF, a Corte Especial deste Sodalício firmou o entendimento de que ‘a única interpretação cabível para o enunciado da Súmula 418 do STJ é aquela que prevê o ônus da ratificação do recurso interposto na pendência de embargos de declaração apenas quando houver alteração na conclusão do julgamento anterior’. 3. No caso dos autos, verifica-se que antes da oposição de embargos de declaração pelo assistente de acusação o Ministério Público recorreu do édito absolutório. 4. De acordo com a jurisprudência pacífica deste Superior Tribunal de Justiça e do Pretório Excelso, só há necessidade de ratificação de recurso interposto prematuramente quando houver alteração na decisão impugnada, o que não ocorreu na espécie, razão pela qual não há que se falar em intempestividade da insurgência ministerial. 5. Não há qualquer óbice à aplicação retroativa da orientação jurisprudencial acerca do alcance do enunciado 418 da Súmula deste Sodalício, uma vez que não se está diante de norma penal mais gravosa, mas de consolidação de interpretação judicial, inclusive do Supremo Tribunal Federal, cuja observância é esperada por parte de todos os órgãos do Poder Judiciário. Precedentes. 6. Agravo regimental desprovido.’ 2. Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pelo crime previsto no artigo 217-A (duas vezes) c/c o artigo 71, ambos do Código Penal. 3. Concluída a instrução criminal, o Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa/PR absolveu o paciente, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF 1. A via eleita revela-se inadequada para a insurgência contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedentes. 2. Em Questão de Ordem no REsp 1.129.215/DF, a Corte Especial deste Sodalício firmou o entendimento de que ‘a única interpretação cabível para o enunciado da Súmula 418 do STJ é aquela que prevê o ônus da ratificação do recurso interposto na pendência de embargos de declaração apenas quando houver alteração na conclusão do julgamento anterior’. 3. No caso dos autos, verifica-se que antes da oposição de embargos de declaração pelo assistente de acusação o Ministério Público recorreu do édito absolutório. 4. De acordo com a jurisprudência pacífica deste Superior Tribunal de Justiça e do Pretório Excelso, só há necessidade de ratificação de recurso interposto prematuramente quando houver alteração na decisão impugnada, o que não ocorreu na espécie, razão pela qual não há que se falar em intempestividade da insurgência ministerial. 5. Não há qualquer óbice à aplicação retroativa da orientação jurisprudencial acerca do alcance do enunciado 418 da Súmula deste Sodalício, uma vez que não se está diante de norma penal mais gravosa, mas de consolidação de interpretação judicial, inclusive do Supremo Tribunal Federal, cuja observância é esperada por parte de todos os órgãos do Poder Judiciário. Precedentes. 6. Agravo regimental desprovido.’ 2. Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pelo crime previsto no artigo 217-A (duas vezes) c/c o artigo 71, ambos do Código Penal. 3. Concluída a instrução criminal, o Juízo da 4ª Vara Criminal da Comarca de João Pessoa/PR absolveu o paciente, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF com fundamento no artigo 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Na sequência, o assistente da acusação opôs embargos declaratórios, rejeitados, e o Ministério Público interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. O apelo foi parcialmente provido a fim de condenar o ora recorrente à pena de 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, c/c o artigo 226, II, ambos do CP). 5. Em seguida, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 428.076, Ministro Jorge Mussi, indeferiu liminarmente o writ. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 7. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta que o julgamento monocrático do habeas corpus manejado no Superior Tribunal de Justiça teria violado o princípio da colegialidade, assim como teria suprimido da defesa o direito de sustentar oralmente suas razões. Destaca, ainda, que a autoridade impetrada teria levado a julgamento o agravo regimental no habeas corpus ‘sem qualquer aviso no sistema eletrônico disponível no sítio eletrônico’. O que configuraria cerceamento do direito de defesa. 8. Prossegue a narrativa para alegar a intempestividade da apelação interposta pelo Ministério Público. Recurso que teria sido interposto antes do julgamento dos embargos declaratórios opostos pelo assistente de acusação. De modo que, segundo a legislação vigente à época da prática do ato processual, deveria teria ter sido ratificado após o julgamento dos referidos embargos. 9. Por fim, ressalta que, ‘apesar da parte dispositiva da decisão afirmar que estaria rejeitando os Embargos de Declaração, o magistrado de primeiro grau efetivamente adentrou ao mérito da Ação Penal, inclusive, analisando prova que não havia sido mencionada pela sentença’. 10. Com essa argumentação, requer o provimento do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF com fundamento no artigo 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Na sequência, o assistente da acusação opôs embargos declaratórios, rejeitados, e o Ministério Público interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. O apelo foi parcialmente provido a fim de condenar o ora recorrente à pena de 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, c/c o artigo 226, II, ambos do CP). 5. Em seguida, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 428.076, Ministro Jorge Mussi, indeferiu liminarmente o writ. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 7. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta que o julgamento monocrático do habeas corpus manejado no Superior Tribunal de Justiça teria violado o princípio da colegialidade, assim como teria suprimido da defesa o direito de sustentar oralmente suas razões. Destaca, ainda, que a autoridade impetrada teria levado a julgamento o agravo regimental no habeas corpus ‘sem qualquer aviso no sistema eletrônico disponível no sítio eletrônico’. O que configuraria cerceamento do direito de defesa. 8. Prossegue a narrativa para alegar a intempestividade da apelação interposta pelo Ministério Público. Recurso que teria sido interposto antes do julgamento dos embargos declaratórios opostos pelo assistente de acusação. De modo que, segundo a legislação vigente à época da prática do ato processual, deveria teria ter sido ratificado após o julgamento dos referidos embargos. 9. Por fim, ressalta que, ‘apesar da parte dispositiva da decisão afirmar que estaria rejeitando os Embargos de Declaração, o magistrado de primeiro grau efetivamente adentrou ao mérito da Ação Penal, inclusive, analisando prova que não havia sido mencionada pela sentença’. 10. Com essa argumentação, requer o provimento do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF recurso a fim de ‘reconhecer a intempestividade do Recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público’. 11. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do recurso. Decido. 12. O recurso ordinário não deve ser provido. 13. De início, verifico que as alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa por impossibilidade de sustentação oral não foram submetidas a exame do Superior Tribunal de Justiça. Tampouco o alegado cerceamento do direito de defesa em razão da ausência de inclusão do agravo regimental em habeas corpus em pauta de julgamento foi debatido na instância de origem. Circunstâncias que impedem a pronta análise dessas matérias por esta Suprema Corte, sobe pena de indevida supressão de instância. 14. Por outro lado, tal como assentou o Ministério Público Federal, ‘a suposta nulidade não foi questionada pela defesa em momento oportuno, impondo-se, portanto, o reconhecimento da preclusão. Conforme precedente dessa Suprema Corte: ‘A atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que ‘a nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal’ (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 28.09.2011)’. 15. Quanto ao mais, não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva, notadamente se se considerar que, assim como afirmou o MPF, ‘não há falar em intempestividade do recurso de apelação do Ministério Público, já que a interpretação mais apropriada é no sentido de que somente a própria parte que interpôs os embargos de declaração tem a necessidade de ratificar eventual recurso interposto anteriormente à publicação da sentença integrativa. Tendo sido opostos os embargos pelo assistente de acusação, não havia necessidade de qualquer ratificação por parte do Parquet’.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF recurso a fim de ‘reconhecer a intempestividade do Recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público’. 11. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do recurso. Decido. 12. O recurso ordinário não deve ser provido. 13. De início, verifico que as alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa por impossibilidade de sustentação oral não foram submetidas a exame do Superior Tribunal de Justiça. Tampouco o alegado cerceamento do direito de defesa em razão da ausência de inclusão do agravo regimental em habeas corpus em pauta de julgamento foi debatido na instância de origem. Circunstâncias que impedem a pronta análise dessas matérias por esta Suprema Corte, sobe pena de indevida supressão de instância. 14. Por outro lado, tal como assentou o Ministério Público Federal, ‘a suposta nulidade não foi questionada pela defesa em momento oportuno, impondo-se, portanto, o reconhecimento da preclusão. Conforme precedente dessa Suprema Corte: ‘A atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que ‘a nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal’ (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 28.09.2011)’. 15. Quanto ao mais, não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva, notadamente se se considerar que, assim como afirmou o MPF, ‘não há falar em intempestividade do recurso de apelação do Ministério Público, já que a interpretação mais apropriada é no sentido de que somente a própria parte que interpôs os embargos de declaração tem a necessidade de ratificar eventual recurso interposto anteriormente à publicação da sentença integrativa. Tendo sido opostos os embargos pelo assistente de acusação, não havia necessidade de qualquer ratificação por parte do Parquet’.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF 2. No presente agravo regimental, a defesa alega, em síntese, ofensa ao princípio da colegialidade, tendo em vista que, embora a decisão agravada “tenha ‘negado seguimento’ ao presente recurso ordinário em habeas corpus, o fez, em verdade, adentrando-se no mérito”; e que, “ao julgar monocraticamente um feito no qual já se havia realizado um julgamento monocrático pelo STJ, potencializou ainda mais os efeitos sobre o cerceamento de defesa”, fazendo com que “a defesa técnica perdesse de maneira permanente o seu direito de voz nos tribunais”. 3. Prossegue a narrativa reiterando que, no STJ, “os advogados do Recorrente sequer tiveram a oportunidade de peticionar para serem informados do julgamento para realização de sustentação oral", decorrendo “daí uma ilegalidade flagrante, passível, por tanto, de anulação do julgamento”; e que, além disso, “o processo foi levado a julgamento sem qualquer aviso no sistema eletrônico disponível no sítio eletrônico (...)”. 4. Insiste que a decisão que condenou o paciente à pena de 12 anos de reclusão é nula, “porquanto proferida com base em recurso ministerial absolutamente intempestivo por prematuridade”. Para tanto, afirma que “na data da interposição do Recurso e da necessária ratificação, o entendimento de décadas em toda a justiça nacional era da necessidade de ratificação da apelação, sob pena de intempestividade”. 5. Por fim, ressalta que, “apesar da parte dispositiva da decisão afirmar que estaria rejeitando os Embargos de Declaração, o magistrado de primeiro grau efetivamente adentrou ao mérito da Ação Penal, inclusive, analisando prova que não havia sido mencionada pela sentença”. E que, assim, “ao tecer juízo de valor sobre prova que sequer havia sido mencionada pela sentença, o magistrado adicionou fundamento a decisão embargada, integrando o julgado, e fazendo surgir um novo título judicial, razão pela qual deveria ter feito constar na decisão o provimento dos Embargos de Declaração”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF 2. No presente agravo regimental, a defesa alega, em síntese, ofensa ao princípio da colegialidade, tendo em vista que, embora a decisão agravada “tenha ‘negado seguimento’ ao presente recurso ordinário em habeas corpus, o fez, em verdade, adentrando-se no mérito”; e que, “ao julgar monocraticamente um feito no qual já se havia realizado um julgamento monocrático pelo STJ, potencializou ainda mais os efeitos sobre o cerceamento de defesa”, fazendo com que “a defesa técnica perdesse de maneira permanente o seu direito de voz nos tribunais”. 3. Prossegue a narrativa reiterando que, no STJ, “os advogados do Recorrente sequer tiveram a oportunidade de peticionar para serem informados do julgamento para realização de sustentação oral", decorrendo “daí uma ilegalidade flagrante, passível, por tanto, de anulação do julgamento”; e que, além disso, “o processo foi levado a julgamento sem qualquer aviso no sistema eletrônico disponível no sítio eletrônico (...)”. 4. Insiste que a decisão que condenou o paciente à pena de 12 anos de reclusão é nula, “porquanto proferida com base em recurso ministerial absolutamente intempestivo por prematuridade”. Para tanto, afirma que “na data da interposição do Recurso e da necessária ratificação, o entendimento de décadas em toda a justiça nacional era da necessidade de ratificação da apelação, sob pena de intempestividade”. 5. Por fim, ressalta que, “apesar da parte dispositiva da decisão afirmar que estaria rejeitando os Embargos de Declaração, o magistrado de primeiro grau efetivamente adentrou ao mérito da Ação Penal, inclusive, analisando prova que não havia sido mencionada pela sentença”. E que, assim, “ao tecer juízo de valor sobre prova que sequer havia sido mencionada pela sentença, o magistrado adicionou fundamento a decisão embargada, integrando o julgado, e fazendo surgir um novo título judicial, razão pela qual deveria ter feito constar na decisão o provimento dos Embargos de Declaração”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF 6. Com essa argumentação, requer-se o provimento do agravo regimental a fim de que: (i) “seja anulado o julgamento do Agravo Regimental no habeas corpus na origem, para que seja garantido ao Recorrente a realização de sustentação oral por seus Advogados”; (ii) “seja concedida a ordem a fim de reconhecer a intempestividade do Recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público”. 7. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF 6. Com essa argumentação, requer-se o provimento do agravo regimental a fim de que: (i) “seja anulado o julgamento do Agravo Regimental no habeas corpus na origem, para que seja garantido ao Recorrente a realização de sustentação oral por seus Advogados”; (ii) “seja concedida a ordem a fim de reconhecer a intempestividade do Recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público”. 7. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva, notadamente se se considerar que, assim como afirmou o Ministério Público Federal, “não há falar em intempestividade do recurso de apelação do Ministério Público, já que a interpretação mais apropriada é no sentido de que somente a própria parte que interpôs os embargos de declaração tem a necessidade de ratificar eventual recurso interposto anteriormente à publicação da sentença integrativa. Tendo sido opostos os embargos pelo assistente de acusação, não havia necessidade de qualquer ratificação por parte do Parquet”. 3. As alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa, ante a impossibilidade de sustentação oral e a ausência de inclusão do agravo regimental em habeas corpus em pauta de julgamento, não foram submetidas ao exame do Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede a pronta análise dessas matérias pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Quanto ao mais, o STF entende que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, das faculdades previstas nos arts. 38 da Lei nº 8.038/1990 (atualmente revogado pela Lei nº 13.105/2015) e no art. 21, § 1º, do RI/STF (MS 28097- AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC 119.231-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia; HC 118.438, Rel. Min. Teori Zavascki). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6D-49B6-AE23-12F3 e senha 3D5C-5AE3-E655-3B85 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva, notadamente se se considerar que, assim como afirmou o Ministério Público Federal, “não há falar em intempestividade do recurso de apelação do Ministério Público, já que a interpretação mais apropriada é no sentido de que somente a própria parte que interpôs os embargos de declaração tem a necessidade de ratificar eventual recurso interposto anteriormente à publicação da sentença integrativa. Tendo sido opostos os embargos pelo assistente de acusação, não havia necessidade de qualquer ratificação por parte do Parquet”. 3. As alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa, ante a impossibilidade de sustentação oral e a ausência de inclusão do agravo regimental em habeas corpus em pauta de julgamento, não foram submetidas ao exame do Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede a pronta análise dessas matérias pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Quanto ao mais, o STF entende que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, das faculdades previstas nos arts. 38 da Lei nº 8.038/1990 (atualmente revogado pela Lei nº 13.105/2015) e no art. 21, § 1º, do RI/STF (MS 28097- AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC 119.231-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia; HC 118.438, Rel. Min. Teori Zavascki). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6D-49B6-AE23-12F3 e senha 3D5C-5AE3-E655-3B85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 157867 AGR / DF 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6D-49B6-AE23-12F3 e senha 3D5C-5AE3-E655-3B85 Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6D-49B6-AE23-12F3 e senha 3D5C-5AE3-E655-3B85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 104A-797F-9DF4-2E17 e senha AFF8-E909-FA68-5F8D Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 104A-797F-9DF4-2E17 e senha AFF8-E909-FA68-5F8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : C.H.P.M. ADV.(A/S) : MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA (21932/DF, 19847/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0FD-E4B6-A81D-9AF4 e senha E1D7-7514-BFD3-1CB8 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : C.H.P.M. ADV.(A/S) : MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA (21932/DF, 19847/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0FD-E4B6-A81D-9AF4 e senha E1D7-7514-BFD3-1CB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749815235
2019-04-29T00:00:00
2019-05-15T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE E CERCEAMENTO DE DEFESA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TESE DE INTEMPESTIVIDADE DA APELAÇÃO INTERPOSTA PELA ACUSAÇÃO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 2. As alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa não foram submetidas ao exame do Superior Tribunal de Justiça, o que impede a análise dessas matérias pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 21, § 1º, do RI/STF para negar seguimento ao habeas corpus. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur403735
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO RELATOR) MS 28097 AgR (TP), RHC 119231 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (RECURSO MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE, DECISÃO MONOCRÁTICA, MINISTRO RELATOR) HC 118438. Número de páginas: 12. Análise: 20/08/2019, KBP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
157867
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\n ART-00038 REVOGADO PELA LEI-13105/2015\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 157867 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : C.H.P.M. ADV.(A/S) : MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE E CERCEAMENTO DE DEFESA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TESE DE INTEMPESTIVIDADE DA APELAÇÃO INTERPOSTA PELA ACUSAÇÃO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. 1. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva. 2. As alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa não foram submetidas ao exame do Superior Tribunal de Justiça, o que impede a análise dessas matérias pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, da faculdade prevista no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal para negar seguimento ao habeas corpus. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5528-33B0-6DA9-DEEA e senha 2587-1860-8F3B-97E2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RHC 157867 AGR / DF Brasília, 19 a 26 de abril de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5528-33B0-6DA9-DEEA e senha 2587-1860-8F3B-97E2 Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF Brasília, 19 a 26 de abril de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5528-33B0-6DA9-DEEA e senha 2587-1860-8F3B-97E2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO SISTEMA RECURSAL. INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS PELO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO. DESNECESSIDADE DE RATIFICAÇÃO DO RECLAMO. INEXISTÊNCIA DE MODIFICAÇÕES NA DECISÃO IMPUGNADA. RETROATIVIDADE DE INTERPETRAÇÃO JUDICIAL MAIS GRAVOSA AO RÉU. INOCORRÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO CARACTERIZADA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra, que negou provimento ao recurso ordinário em habeas corpus nos seguintes termos: “1. Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus interposto contra acórdão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da Relatoria do Ministro Jorge Mussi, assim ementado: ‘AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. INDEFERIMENTO LIMINAR. IMPETRAÇÃO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. UTILIZAÇÃO INDEVIDA DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. VIOLAÇÃO AO SISTEMA RECURSAL. INTERPOSIÇÃO DE APELAÇÃO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS PELO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO. DESNECESSIDADE DE RATIFICAÇÃO DO RECLAMO. INEXISTÊNCIA DE MODIFICAÇÕES NA DECISÃO IMPUGNADA. RETROATIVIDADE DE INTERPETRAÇÃO JUDICIAL MAIS GRAVOSA AO RÉU. INOCORRÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO CARACTERIZADA. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF 1. A via eleita revela-se inadequada para a insurgência contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedentes. 2. Em Questão de Ordem no REsp 1.129.215/DF, a Corte Especial deste Sodalício firmou o entendimento de que ‘a única interpretação cabível para o enunciado da Súmula 418 do Superior Tribunal de Justiça é aquela que prevê o ônus da ratificação do recurso interposto na pendência de embargos de declaração apenas quando houver alteração na conclusão do julgamento anterior’. 3. No caso dos autos, verifica-se que antes da oposição de embargos de declaração pelo assistente de acusação o Ministério Público recorreu do édito absolutório. 4. De acordo com a jurisprudência pacífica deste Superior Tribunal de Justiça e do Pretório Excelso, só há necessidade de ratificação de recurso interposto prematuramente quando houver alteração na decisão impugnada, o que não ocorreu na espécie, razão pela qual não há que se falar em intempestividade da insurgência ministerial. 5. Não há qualquer óbice à aplicação retroativa da orientação jurisprudencial acerca do alcance do enunciado 418 da Súmula deste Sodalício, uma vez que não se está diante de norma penal mais gravosa, mas de consolidação de interpretação judicial, inclusive do Supremo Tribunal Federal, cuja observância é esperada por parte de todos os órgãos do Poder Judiciário. Precedentes. 6. Agravo regimental desprovido.’ 2. Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pelo crime previsto no artigo 217-A (duas vezes) c/c o artigo 71, ambos do Código Penal. 3. Concluída a instrução criminal, o Juízo da 4... Vara Criminal da Comarca de João Pessoa/PR absolveu o paciente, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF 1. A via eleita revela-se inadequada para a insurgência contra o ato apontado como coator, pois o ordenamento jurídico prevê recurso específico para tal fim, circunstância que impede o seu formal conhecimento. Precedentes. 2. Em Questão de Ordem no REsp 1.129.215/DF, a Corte Especial deste Sodalício firmou o entendimento de que ‘a única interpretação cabível para o enunciado da Súmula 418 do Superior Tribunal de Justiça é aquela que prevê o ônus da ratificação do recurso interposto na pendência de embargos de declaração apenas quando houver alteração na conclusão do julgamento anterior’. 3. No caso dos autos, verifica-se que antes da oposição de embargos de declaração pelo assistente de acusação o Ministério Público recorreu do édito absolutório. 4. De acordo com a jurisprudência pacífica deste Superior Tribunal de Justiça e do Pretório Excelso, só há necessidade de ratificação de recurso interposto prematuramente quando houver alteração na decisão impugnada, o que não ocorreu na espécie, razão pela qual não há que se falar em intempestividade da insurgência ministerial. 5. Não há qualquer óbice à aplicação retroativa da orientação jurisprudencial acerca do alcance do enunciado 418 da Súmula deste Sodalício, uma vez que não se está diante de norma penal mais gravosa, mas de consolidação de interpretação judicial, inclusive do Supremo Tribunal Federal, cuja observância é esperada por parte de todos os órgãos do Poder Judiciário. Precedentes. 6. Agravo regimental desprovido.’ 2. Extrai-se dos autos que o recorrente foi denunciado pelo crime previsto no artigo 217-A (duas vezes) c/c o artigo 71, ambos do Código Penal. 3. Concluída a instrução criminal, o Juízo da 4... Vara Criminal da Comarca de João Pessoa/PR absolveu o paciente, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF com fundamento no artigo 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Na sequência, o assistente da acusação opôs embargos declaratórios, rejeitados, e o Ministério Público interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. O apelo foi parcialmente provido a fim de condenar o ora recorrente à pena de 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, c/c o artigo 226, II, ambos do Código Penal Brasileiro). 5. Em seguida, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 428.076, Ministro Jorge Mussi, indeferiu liminarmente o writ. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 7. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta que o julgamento monocrático do habeas corpus manejado no Superior Tribunal de Justiça teria violado o princípio da colegialidade, assim como teria suprimido da defesa o direito de sustentar oralmente suas razões. Destaca, ainda, que a autoridade impetrada teria levado a julgamento o agravo regimental no habeas corpus ‘sem qualquer aviso no sistema eletrônico disponível no sítio eletrônico’. O que configuraria cerceamento do direito de defesa. 8. Prossegue a narrativa para alegar a intempestividade da apelação interposta pelo Ministério Público. Recurso que teria sido interposto antes do julgamento dos embargos declaratórios opostos pelo assistente de acusação. De modo que, segundo a legislação vigente à época da prática do ato processual, deveria teria ter sido ratificado após o julgamento dos referidos embargos. 9. Por fim, ressalta que, ‘apesar da parte dispositiva da decisão afirmar que estaria rejeitando os Embargos de Declaração, o magistrado de primeiro grau efetivamente adentrou ao mérito da Ação Penal, inclusive, analisando prova que não havia sido mencionada pela sentença’. 10. Com essa argumentação, requer o provimento do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF com fundamento no artigo 386, VII, do Código de Processo Penal. 4. Na sequência, o assistente da acusação opôs embargos declaratórios, rejeitados, e o Ministério Público interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. O apelo foi parcialmente provido a fim de condenar o ora recorrente à pena de 12 (doze) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A, c/c o artigo 226, II, ambos do Código Penal Brasileiro). 5. Em seguida, a defesa impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. O Relator do HC 428.076, Ministro Jorge Mussi, indeferiu liminarmente o writ. 6. Contra essa decisão, foi interposto agravo regimental, não provido. 7. Neste recurso ordinário, a defesa sustenta que o julgamento monocrático do habeas corpus manejado no Superior Tribunal de Justiça teria violado o princípio da colegialidade, assim como teria suprimido da defesa o direito de sustentar oralmente suas razões. Destaca, ainda, que a autoridade impetrada teria levado a julgamento o agravo regimental no habeas corpus ‘sem qualquer aviso no sistema eletrônico disponível no sítio eletrônico’. O que configuraria cerceamento do direito de defesa. 8. Prossegue a narrativa para alegar a intempestividade da apelação interposta pelo Ministério Público. Recurso que teria sido interposto antes do julgamento dos embargos declaratórios opostos pelo assistente de acusação. De modo que, segundo a legislação vigente à época da prática do ato processual, deveria teria ter sido ratificado após o julgamento dos referidos embargos. 9. Por fim, ressalta que, ‘apesar da parte dispositiva da decisão afirmar que estaria rejeitando os Embargos de Declaração, o magistrado de primeiro grau efetivamente adentrou ao mérito da Ação Penal, inclusive, analisando prova que não havia sido mencionada pela sentença’. 10. Com essa argumentação, requer o provimento do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF recurso a fim de ‘reconhecer a intempestividade do Recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público’. 11. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do recurso. Decido. 12. O recurso ordinário não deve ser provido. 13. De início, verifico que as alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa por impossibilidade de sustentação oral não foram submetidas a exame do Superior Tribunal de Justiça. Tampouco o alegado cerceamento do direito de defesa em razão da ausência de inclusão do agravo regimental em habeas corpus em pauta de julgamento foi debatido na instância de origem. Circunstâncias que impedem a pronta análise dessas matérias por esta Suprema Corte, sobe pena de indevida supressão de instância. 14. Por outro lado, tal como assentou o Ministério Público Federal, ‘a suposta nulidade não foi questionada pela defesa em momento oportuno, impondo-se, portanto, o reconhecimento da preclusão. Conforme precedente dessa Suprema Corte: ‘A atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que ‘a nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal’ (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 28.09.2011)’. 15. Quanto ao mais, não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva, notadamente se se considerar que, assim como afirmou o MPF, ‘não há falar em intempestividade do recurso de apelação do Ministério Público, já que a interpretação mais apropriada é no sentido de que somente a própria parte que interpôs os embargos de declaração tem a necessidade de ratificar eventual recurso interposto anteriormente à publicação da sentença integrativa. Tendo sido opostos os embargos pelo assistente de acusação, não havia necessidade de qualquer ratificação por parte do Parquet’.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF recurso a fim de ‘reconhecer a intempestividade do Recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público’. 11. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo desprovimento do recurso. Decido. 12. O recurso ordinário não deve ser provido. 13. De início, verifico que as alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa por impossibilidade de sustentação oral não foram submetidas a exame do Superior Tribunal de Justiça. Tampouco o alegado cerceamento do direito de defesa em razão da ausência de inclusão do agravo regimental em habeas corpus em pauta de julgamento foi debatido na instância de origem. Circunstâncias que impedem a pronta análise dessas matérias por esta Suprema Corte, sobe pena de indevida supressão de instância. 14. Por outro lado, tal como assentou o Ministério Público Federal, ‘a suposta nulidade não foi questionada pela defesa em momento oportuno, impondo-se, portanto, o reconhecimento da preclusão. Conforme precedente dessa Suprema Corte: ‘A atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal entende que ‘a nulidade não suscitada no momento oportuno é impassível de ser arguida através de habeas corpus, no afã de superar a preclusão, sob pena de transformar o writ em sucedâneo da revisão criminal’ (RHC 107.758, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de 28.09.2011)’. 15. Quanto ao mais, não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva, notadamente se se considerar que, assim como afirmou o MPF, ‘não há falar em intempestividade do recurso de apelação do Ministério Público, já que a interpretação mais apropriada é no sentido de que somente a própria parte que interpôs os embargos de declaração tem a necessidade de ratificar eventual recurso interposto anteriormente à publicação da sentença integrativa. Tendo sido opostos os embargos pelo assistente de acusação, não havia necessidade de qualquer ratificação por parte do Parquet’.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF 2. No presente agravo regimental, a defesa alega, em síntese, ofensa ao princípio da colegialidade, tendo em vista que, embora a decisão agravada “tenha ‘negado seguimento’ ao presente recurso ordinário em habeas corpus, o fez, em verdade, adentrando-se no mérito”; e que, “ao julgar monocraticamente um feito no qual já se havia realizado um julgamento monocrático pelo Superior Tribunal de Justiça, potencializou ainda mais os efeitos sobre o cerceamento de defesa”, fazendo com que “a defesa técnica perdesse de maneira permanente o seu direito de voz nos tribunais”. 3. Prossegue a narrativa reiterando que, no Superior Tribunal de Justiça, “os advogados do Recorrente sequer tiveram a oportunidade de peticionar para serem informados do julgamento para realização de sustentação oral", decorrendo “daí uma ilegalidade flagrante, passível, por tanto, de anulação do julgamento”; e que, além disso, “o processo foi levado a julgamento sem qualquer aviso no sistema eletrônico disponível no sítio eletrônico (...)”. 4. Insiste que a decisão que condenou o paciente à pena de 12 anos de reclusão é nula, “porquanto proferida com base em recurso ministerial absolutamente intempestivo por prematuridade”. Para tanto, afirma que “na data da interposição do Recurso e da necessária ratificação, o entendimento de décadas em toda a justiça nacional era da necessidade de ratificação da apelação, sob pena de intempestividade”. 5. Por fim, ressalta que, “apesar da parte dispositiva da decisão afirmar que estaria rejeitando os Embargos de Declaração, o magistrado de primeiro grau efetivamente adentrou ao mérito da Ação Penal, inclusive, analisando prova que não havia sido mencionada pela sentença”. E que, assim, “ao tecer juízo de valor sobre prova que sequer havia sido mencionada pela sentença, o magistrado adicionou fundamento a decisão embargada, integrando o julgado, e fazendo surgir um novo título judicial, razão pela qual deveria ter feito constar na decisão o provimento dos Embargos de Declaração”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF 2. No presente agravo regimental, a defesa alega, em síntese, ofensa ao princípio da colegialidade, tendo em vista que, embora a decisão agravada “tenha ‘negado seguimento’ ao presente recurso ordinário em habeas corpus, o fez, em verdade, adentrando-se no mérito”; e que, “ao julgar monocraticamente um feito no qual já se havia realizado um julgamento monocrático pelo Superior Tribunal de Justiça, potencializou ainda mais os efeitos sobre o cerceamento de defesa”, fazendo com que “a defesa técnica perdesse de maneira permanente o seu direito de voz nos tribunais”. 3. Prossegue a narrativa reiterando que, no Superior Tribunal de Justiça, “os advogados do Recorrente sequer tiveram a oportunidade de peticionar para serem informados do julgamento para realização de sustentação oral", decorrendo “daí uma ilegalidade flagrante, passível, por tanto, de anulação do julgamento”; e que, além disso, “o processo foi levado a julgamento sem qualquer aviso no sistema eletrônico disponível no sítio eletrônico (...)”. 4. Insiste que a decisão que condenou o paciente à pena de 12 anos de reclusão é nula, “porquanto proferida com base em recurso ministerial absolutamente intempestivo por prematuridade”. Para tanto, afirma que “na data da interposição do Recurso e da necessária ratificação, o entendimento de décadas em toda a justiça nacional era da necessidade de ratificação da apelação, sob pena de intempestividade”. 5. Por fim, ressalta que, “apesar da parte dispositiva da decisão afirmar que estaria rejeitando os Embargos de Declaração, o magistrado de primeiro grau efetivamente adentrou ao mérito da Ação Penal, inclusive, analisando prova que não havia sido mencionada pela sentença”. E que, assim, “ao tecer juízo de valor sobre prova que sequer havia sido mencionada pela sentença, o magistrado adicionou fundamento a decisão embargada, integrando o julgado, e fazendo surgir um novo título judicial, razão pela qual deveria ter feito constar na decisão o provimento dos Embargos de Declaração”. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RHC 157867 AGR / DF 6. Com essa argumentação, requer-se o provimento do agravo regimental a fim de que: (i) “seja anulado o julgamento do Agravo Regimental no habeas corpus na origem, para que seja garantido ao Recorrente a realização de sustentação oral por seus Advogados”; (ii) “seja concedida a ordem a fim de reconhecer a intempestividade do Recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público”. 7. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF 6. Com essa argumentação, requer-se o provimento do agravo regimental a fim de que: (i) “seja anulado o julgamento do Agravo Regimental no habeas corpus na origem, para que seja garantido ao Recorrente a realização de sustentação oral por seus Advogados”; (ii) “seja concedida a ordem a fim de reconhecer a intempestividade do Recurso de Apelação interposto pelo Ministério Público”. 7. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DB4-27E5-63BC-68C0 e senha 7386-DF3D-4B00-DC7A Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva, notadamente se se considerar que, assim como afirmou o Ministério Público Federal, “não há falar em intempestividade do recurso de apelação do Ministério Público, já que a interpretação mais apropriada é no sentido de que somente a própria parte que interpôs os embargos de declaração tem a necessidade de ratificar eventual recurso interposto anteriormente à publicação da sentença integrativa. Tendo sido opostos os embargos pelo assistente de acusação, não havia necessidade de qualquer ratificação por parte do Parquet”. 3. As alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa, ante a impossibilidade de sustentação oral e a ausência de inclusão do agravo regimental em habeas corpus em pauta de julgamento, não foram submetidas ao exame do Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede a pronta análise dessas matérias pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Quanto ao mais, o Supremo Tribunal Federal entende que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, das faculdades previstas nos arts. 38 da Lei n 8.038/1990 (atualmente revogado pela Lei n 13.105/2015) e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal (MS 28097- AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC 119.231-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 118.438, Rel. Min. Teori Zavascki). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6D-49B6-AE23-12F3 e senha 3D5C-5AE3-E655-3B85 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido. 2. Não verifico situação de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize o acolhimento da pretensão defensiva, notadamente se se considerar que, assim como afirmou o Ministério Público Federal, “não há falar em intempestividade do recurso de apelação do Ministério Público, já que a interpretação mais apropriada é no sentido de que somente a própria parte que interpôs os embargos de declaração tem a necessidade de ratificar eventual recurso interposto anteriormente à publicação da sentença integrativa. Tendo sido opostos os embargos pelo assistente de acusação, não havia necessidade de qualquer ratificação por parte do Parquet”. 3. As alegações de ofensa ao princípio da colegialidade e de cerceamento de defesa, ante a impossibilidade de sustentação oral e a ausência de inclusão do agravo regimental em habeas corpus em pauta de julgamento, não foram submetidas ao exame do Superior Tribunal de Justiça. Circunstância que impede a pronta análise dessas matérias pelo Supremo Tribunal Federal, sob pena de indevida supressão de instância. 4. Quanto ao mais, o Supremo Tribunal Federal entende que inexiste violação ao princípio da colegialidade na utilização, pelo Ministro relator, das faculdades previstas nos arts. 38 da Lei n 8.038/1990 (atualmente revogado pela Lei n 13.105/2015) e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal (MS 28097- AgR, Rel. Min. Celso de Mello; RHC 119.231-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia; HC 118.438, Rel. Min. Teori Zavascki). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6D-49B6-AE23-12F3 e senha 3D5C-5AE3-E655-3B85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RHC 157867 AGR / DF 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6D-49B6-AE23-12F3 e senha 3D5C-5AE3-E655-3B85 Supremo Tribunal Federal RHC 157867 AGR / DF 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código BA6D-49B6-AE23-12F3 e senha 3D5C-5AE3-E655-3B85 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 104A-797F-9DF4-2E17 e senha AFF8-E909-FA68-5F8D Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :C.H.P.M. ADV.(A/S) :MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 104A-797F-9DF4-2E17 e senha AFF8-E909-FA68-5F8D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : C.H.P.M. ADV.(A/S) : MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA (21932/DF, 19847/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0FD-E4B6-A81D-9AF4 e senha E1D7-7514-BFD3-1CB8 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157.867 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : C.H.P.M. ADV.(A/S) : MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA (21932/DF, 19847/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F0FD-E4B6-A81D-9AF4 e senha E1D7-7514-BFD3-1CB8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157 . 867", "RHC", "RHC", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157 . 867", "RHC 157867", "REsp 1 . 129 . 215 / DF", "Súmula 418 do Superior Tribunal de Justiça", "REsp 1 . 129 . 215 / DF", "Súmula 418 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 428 . 076", "HC 428 . 076", "RHC 157867 AGR / DF", "RHC 107 . 758", "RHC 157867", "RHC 107 . 758", "MS 28097 - AgR", "RHC 119 . 231 - AgR", "HC 118 . 438", "HABEAS CORPUS 157 . 867", "MS 28097 - AgR", "RHC 119 . 231 - AgR", "HC 118 . 438", "RHC 157867", "HABEAS CORPUS 157 . 867", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 157 . 867", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 217 - A ( duas vezes ) c / c o artigo 71 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 217 - A ( duas vezes ) c / c o artigo 71 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 386 , VII , do Código de Processo Penal", "art . 217 - A , c / c o artigo 226 , II , ambos do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 386 , VII , do Código de Processo Penal", "art . 217 - A , c", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Lei n 13 . 105 / 2015", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 38 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Lei n 13 . 105 / 2015", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Pretório", "Supremo Tribunal Federal", "Vara Criminal da Comarca de João Pessoa / PR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", ".", "Vara Criminal da Comarca de João Pessoa / PR", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público ’", "Ministério Público Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Ministério Público Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "MPF", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Ministério Público ’", "Ministério Público Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MPF", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Ministério Público ”", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Jorge Mussi", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Jorge Mussi", "Jorge Mussi", "Jorge Mussi", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "C", "MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "MARCELO LEAL DE LIMA OLIVEIRA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a 26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a 26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) :TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM DE CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO ORA RECLAMADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Nos termos da Súmula 734 do STF, “não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal”. 2. O Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento de que o dies a quo para o início do ajuizamento da ação rescisória coincide com a data do trânsito em julgado, de modo que ressoa inequívoco que o ajuizamento de reclamação em face de decisum revestido da condição de coisa julgada mostra-se inadequado. 3. In casu, o Superior Tribunal de Justiça determinou a certificação do trânsito em julgado da decisão ora reclamada em data anterior ao ajuizamento da presente reclamação. 4. Precedentes: Reclamações 32.162-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 06/02/2019; 30.547, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/06/2018; e 27.644, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/08/2017. 5. Agravo regimental desprovido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EF05-7FC2-0A2E-AD4E e senha A9F2-0ED9-6821-8E4A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RCL 32316 AGR / GO A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EF05-7FC2-0A2E-AD4E e senha A9F2-0ED9-6821-8E4A Supremo Tribunal Federal RCL 32316 AGR / GO A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EF05-7FC2-0A2E-AD4E e senha A9F2-0ED9-6821-8E4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) :TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por André Luiz de Freitas contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO DE DÚVIDA SOBRE REGISTRO IMOBILIÁRIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. INADMISSIBILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA. PRECEDENTES. ARTIGO 988, PARÁGRAFO 5º, INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. SÚMULA 734 DO STF. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado, o agravante sustenta, em síntese, que a determinação, pelo Superior Tribunal de Justiça, de baixa imediata do processo à origem, com a certificação do trânsito em julgado da decisão ora impugnada, foi indevida. Argumenta que “o dia 01.10.2018 é, na verdade, o dia em que o acórdão reclamado foi publicado, tendo a baixa imediata determinada pelo STJ – sem amparo legal – tirado do agravante o direito de recorrer a esse Sodalício”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) :TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por André Luiz de Freitas contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO DE DÚVIDA SOBRE REGISTRO IMOBILIÁRIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. INADMISSIBILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA. PRECEDENTES. ARTIGO 988, PARÁGRAFO 5º, INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. SÚMULA 734 DO STF. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado, o agravante sustenta, em síntese, que a determinação, pelo Superior Tribunal de Justiça, de baixa imediata do processo à origem, com a certificação do trânsito em julgado da decisão ora impugnada, foi indevida. Argumenta que “o dia 01.10.2018 é, na verdade, o dia em que o acórdão reclamado foi publicado, tendo a baixa imediata determinada pelo STJ – sem amparo legal – tirado do agravante o direito de recorrer a esse Sodalício”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 32316 AGR / GO Ao final, requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento da presente reclamação. A autoridade reclamada prestou informações (Doc. 16). Devidamente citada (Doc. 17), a Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro, ora beneficiária, deixou de apresentar contrarrazões (Doc. 18). A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do presente agravo interno, em parecer que porta a seguinte ementa, in verbis: “RECLAMAÇÃO. SEGUIMENTO NEGADO. AGRAVO REGIMENTAL. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECONHECIMENTO DO ABUSO DO DIREITO DE RECORRER APÓS O INSUCESSO DE DIVERSOS RECURSOS CONSIDERADOS PROTELATÓRIOS. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL 1.570.655/GO, COM A DETERMINAÇÃO DO IMEDIATO TRÂNSITO EM JULGADO. PUBLICADO O ARESTO EM 1º DE OUTUBRO DE 2018, NO MESMO DIA A COORDENADORIA DA SEGUNDA SEÇÃO DO STJ CERTIFICOU O TRÂNSITO EM JULGADO, COM O TERMO DE BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. ‘A SUCESSIVA INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEIS OU IMPROCEDENTES TRADUZ O INTUITO MERAMENTE PROTELATÓRIO DA PARTE, A AUTORIZAR O IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO’ (STF ARE 1103462 AGR-ED-ED-ED). EM DIVERSAS OPORTUNIDADES, EM QUE CONSTATOU O CARÁTER MERAMENTE PROTELATÓRIO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, ESSE SUPREMO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Supremo Tribunal Federal RCL 32316 AGR / GO Ao final, requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento da presente reclamação. A autoridade reclamada prestou informações (Doc. 16). Devidamente citada (Doc. 17), a Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro, ora beneficiária, deixou de apresentar contrarrazões (Doc. 18). A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do presente agravo interno, em parecer que porta a seguinte ementa, in verbis: “RECLAMAÇÃO. SEGUIMENTO NEGADO. AGRAVO REGIMENTAL. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECONHECIMENTO DO ABUSO DO DIREITO DE RECORRER APÓS O INSUCESSO DE DIVERSOS RECURSOS CONSIDERADOS PROTELATÓRIOS. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL 1.570.655/GO, COM A DETERMINAÇÃO DO IMEDIATO TRÂNSITO EM JULGADO. PUBLICADO O ARESTO EM 1º DE OUTUBRO DE 2018, NO MESMO DIA A COORDENADORIA DA SEGUNDA SEÇÃO DO STJ CERTIFICOU O TRÂNSITO EM JULGADO, COM O TERMO DE BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. ‘A SUCESSIVA INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEIS OU IMPROCEDENTES TRADUZ O INTUITO MERAMENTE PROTELATÓRIO DA PARTE, A AUTORIZAR O IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO’ (STF ARE 1103462 AGR-ED-ED-ED). EM DIVERSAS OPORTUNIDADES, EM QUE CONSTATOU O CARÁTER MERAMENTE PROTELATÓRIO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, ESSE SUPREMO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RCL 32316 AGR / GO TRIBUNAL FEDERAL DETERMINOU IMEDIATAMENTE A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO E A BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. PRECEDENTE. RECLAMAÇÃO JUIZADA APÓS O APONTADO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. NÃO CABIMENTO. SÚMULA 734/STF E CPC, ARTIGO 988, § 5º, INCISO I. MANIFESTAÇÃO PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL.” (Doc. 19) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Supremo Tribunal Federal RCL 32316 AGR / GO TRIBUNAL FEDERAL DETERMINOU IMEDIATAMENTE A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO E A BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. PRECEDENTE. RECLAMAÇÃO JUIZADA APÓS O APONTADO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. NÃO CABIMENTO. SÚMULA 734/STF E CPC, ARTIGO 988, § 5º, INCISO I. MANIFESTAÇÃO PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL.” (Doc. 19) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. In casu, a partir da análise da movimentação processual do processo principal (EREsp 1.570.655), verifica-se que a decisão ora hostilizada transitou em julgado na data de 1º/10/2018, nos termos da fundamentação do voto proferido pelo Ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Embargos de Declaração no Agravo Interno nos Embargos de Divergência no Recurso Especial 1.570.655, in verbis: “Daí por que esta Corte Superior pacificou o entendimento de que não cabe recurso especial contra decisão proferida em procedimento de dúvida suscitado pelo Oficial do Registro tendo em conta a sua natureza administrativa, mostrando-se de nenhuma importância a existência de contenda. Logo, afastada está a suposta omissão alegada no presente integrativo. […] Portanto, o que se verifica é mero renitente inconformismo da parte. Dessa forma, mantém-se o aresto embargado por não haver motivos para se alterá-lo. […] Nessas condições, pelo meu voto, REJEITO os embargos de declaração e, verificado o abuso do direito de recorrer, DETERMINO a imediata baixa dos autos à instância de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1D6-62E9-04AF-24D8 e senha AA38-23D4-B459-5D25 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. In casu, a partir da análise da movimentação processual do processo principal (EREsp 1.570.655), verifica-se que a decisão ora hostilizada transitou em julgado na data de 1º/10/2018, nos termos da fundamentação do voto proferido pelo Ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Embargos de Declaração no Agravo Interno nos Embargos de Divergência no Recurso Especial 1.570.655, in verbis: “Daí por que esta Corte Superior pacificou o entendimento de que não cabe recurso especial contra decisão proferida em procedimento de dúvida suscitado pelo Oficial do Registro tendo em conta a sua natureza administrativa, mostrando-se de nenhuma importância a existência de contenda. Logo, afastada está a suposta omissão alegada no presente integrativo. […] Portanto, o que se verifica é mero renitente inconformismo da parte. Dessa forma, mantém-se o aresto embargado por não haver motivos para se alterá-lo. […] Nessas condições, pelo meu voto, REJEITO os embargos de declaração e, verificado o abuso do direito de recorrer, DETERMINO a imediata baixa dos autos à instância de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1D6-62E9-04AF-24D8 e senha AA38-23D4-B459-5D25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 32316 AGR / GO origem, independentemente de decurso de prazo ou de interposição de eventual recurso, devendo ser certificado o seu trânsito em julgado.” (Grifei) Dessa forma, o trânsito em julgado se deu em momento anterior ao ajuizamento da presente reclamação, que ocorreu em 22/10/2018, conforme recibo de petição eletrônica desta Suprema Corte (Petição STF 70.314/2018). À luz do artigo 988, § 5º, inciso I, do Código de Processo Civil, é inadmissível a reclamação proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada. Essa orientação já havia sido consolidada nesta Suprema Corte a teor da Súmula 734 do STF: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal”. Assevere-se, também, que a interposição de recurso extraordinário contra o acórdão que certificou o trânsito em julgado não tem o condão de impedir a incidência da Súmula 734 do STF. Nesse sentido foram os julgados proferidos nas Reclamações 32.162- AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 06/02/2019; 30.547, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/06/2018; e 27.644, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/08/2017, casos semelhantes ao presente. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1D6-62E9-04AF-24D8 e senha AA38-23D4-B459-5D25 Supremo Tribunal Federal RCL 32316 AGR / GO origem, independentemente de decurso de prazo ou de interposição de eventual recurso, devendo ser certificado o seu trânsito em julgado.” (Grifei) Dessa forma, o trânsito em julgado se deu em momento anterior ao ajuizamento da presente reclamação, que ocorreu em 22/10/2018, conforme recibo de petição eletrônica desta Suprema Corte (Petição STF 70.314/2018). À luz do artigo 988, § 5º, inciso I, do Código de Processo Civil, é inadmissível a reclamação proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada. Essa orientação já havia sido consolidada nesta Suprema Corte a teor da Súmula 734 do STF: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal”. Assevere-se, também, que a interposição de recurso extraordinário contra o acórdão que certificou o trânsito em julgado não tem o condão de impedir a incidência da Súmula 734 do STF. Nesse sentido foram os julgados proferidos nas Reclamações 32.162- AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 06/02/2019; 30.547, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/06/2018; e 27.644, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/08/2017, casos semelhantes ao presente. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1D6-62E9-04AF-24D8 e senha AA38-23D4-B459-5D25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA (23870/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 580E-AA0D-1C56-F262 e senha 717C-D919-DC3E-9CC7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA (23870/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 580E-AA0D-1C56-F262 e senha 717C-D919-DC3E-9CC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743196
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM DE CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO ORA RECLAMADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Nos termos da Súmula 734 do STF, “não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal”. 2. O Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento de que o dies a quo para o início do ajuizamento da ação rescisória coincide com a data do trânsito em julgado, de modo que ressoa inequívoco que o ajuizamento de reclamação em face de decisum revestido da condição de coisa julgada mostra-se inadequado. 3. In casu, o Superior Tribunal de Justiça determinou a certificação do trânsito em julgado da decisão ora reclamada em data anterior ao ajuizamento da presente reclamação. 4. Precedentes: Reclamações 32.162-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 06/02/2019; 30.547, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/06/2018; e 27.644, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/08/2017. 5. Agravo regimental desprovido.
sjur403141
- Acórdão(s) citado(s): (TRÂNSITO EM JULGADO, CERTIFICAÇÃO) Rcl 32162 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (TRÂNSITO EM JULGADO, CERTIFICAÇÃO) Rcl 27644, Rcl 30547. Número de páginas: 8. Análise: 24/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
32316
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00988 PAR-00005 INC-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000734 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 32316 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) :TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PROCESSUAL CIVIL. DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM DE CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO ORA RECLAMADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Nos termos da Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal, “não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal”. 2. O Supremo Tribunal Federal sufraga o entendimento de que o dies a quo para o início do ajuizamento da ação rescisória coincide com a data do trânsito em julgado, de modo que ressoa inequívoco que o ajuizamento de reclamação em face de decisum revestido da condição de coisa julgada mostra-se inadequado. 3. In casu, o Superior Tribunal de Justiça determinou a certificação do trânsito em julgado da decisão ora reclamada em data anterior ao ajuizamento da presente reclamação. 4. Precedentes: Reclamações 32.162-AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 06/02/2019; 30.547, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/06/2018; e 27.644, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/08/2017. 5. Agravo regimental desprovido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EF05-7FC2-0A2E-AD4E e senha A9F2-0ED9-6821-8E4A Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RCL 32316 AGR / GO A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EF05-7FC2-0A2E-AD4E e senha A9F2-0ED9-6821-8E4A Supremo Tribunal Federal RCL 32316 AGR / GO A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EF05-7FC2-0A2E-AD4E e senha A9F2-0ED9-6821-8E4A Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) :TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por André Luiz de Freitas contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO DE DÚVIDA SOBRE REGISTRO IMOBILIÁRIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. INADMISSIBILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA. PRECEDENTES. ARTIGO 988, PARÁGRAFO 5..., INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. SÚMULA 734 DO Supremo Tribunal Federal. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado, o agravante sustenta, em síntese, que a determinação, pelo Superior Tribunal de Justiça, de baixa imediata do processo à origem, com a certificação do trânsito em julgado da decisão ora impugnada, foi indevida. Argumenta que “o dia 01.10.2018 é, na verdade, o dia em que o acórdão reclamado foi publicado, tendo a baixa imediata determinada pelo Superior Tribunal de Justiça – sem amparo legal – tirado do agravante o direito de recorrer a esse Sodalício”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) :TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por André Luiz de Freitas contra decisão de minha relatoria, cuja ementa transcrevo: “RECLAMAÇÃO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. PROCEDIMENTO DE DÚVIDA SOBRE REGISTRO IMOBILIÁRIO. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. INADMISSIBILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE RECLAMAÇÃO COMO SUCEDÂNEO DE AÇÃO RESCISÓRIA. PRECEDENTES. ARTIGO 988, PARÁGRAFO 5..., INCISO I, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. SÚMULA 734 DO Supremo Tribunal Federal. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado, o agravante sustenta, em síntese, que a determinação, pelo Superior Tribunal de Justiça, de baixa imediata do processo à origem, com a certificação do trânsito em julgado da decisão ora impugnada, foi indevida. Argumenta que “o dia 01.10.2018 é, na verdade, o dia em que o acórdão reclamado foi publicado, tendo a baixa imediata determinada pelo Superior Tribunal de Justiça – sem amparo legal – tirado do agravante o direito de recorrer a esse Sodalício”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RCL 32316 AGR / GO Ao final, requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento da presente reclamação. A autoridade reclamada prestou informações (Doc. 16). Devidamente citada (Doc. 17), a Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro, ora beneficiária, deixou de apresentar contrarrazões (Doc. 18). A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do presente agravo interno, em parecer que porta a seguinte ementa, in verbis: “RECLAMAÇÃO. SEGUIMENTO NEGADO. AGRAVO REGIMENTAL. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECONHECIMENTO DO ABUSO DO DIREITO DE RECORRER APÓS O INSUCESSO DE DIVERSOS RECURSOS CONSIDERADOS PROTELATÓRIOS. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL 1.570.655/GO, COM A DETERMINAÇÃO DO IMEDIATO TRÂNSITO EM JULGADO. PUBLICADO O ARESTO EM 1... DE OUTUBRO DE 2018, NO MESMO DIA A COORDENADORIA DA SEGUNDA SEÇÃO DO Superior Tribunal de Justiça CERTIFICOU O TRÂNSITO EM JULGADO, COM O TERMO DE BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. ‘A SUCESSIVA INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEIS OU IMPROCEDENTES TRADUZ O INTUITO MERAMENTE PROTELATÓRIO DA PARTE, A AUTORIZAR O IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO’ (Supremo Tribunal Federal ARE 1103462 AGR-ED-ED-ED). EM DIVERSAS OPORTUNIDADES, EM QUE CONSTATOU O CARÁTER MERAMENTE PROTELATÓRIO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, ESSE SUPREMO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Supremo Tribunal Federal RCL 32316 AGR / GO Ao final, requer a reconsideração da decisão agravada e o provimento da presente reclamação. A autoridade reclamada prestou informações (Doc. 16). Devidamente citada (Doc. 17), a Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro, ora beneficiária, deixou de apresentar contrarrazões (Doc. 18). A Procuradoria-Geral da República opinou pelo desprovimento do presente agravo interno, em parecer que porta a seguinte ementa, in verbis: “RECLAMAÇÃO. SEGUIMENTO NEGADO. AGRAVO REGIMENTAL. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RECONHECIMENTO DO ABUSO DO DIREITO DE RECORRER APÓS O INSUCESSO DE DIVERSOS RECURSOS CONSIDERADOS PROTELATÓRIOS. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL 1.570.655/GO, COM A DETERMINAÇÃO DO IMEDIATO TRÂNSITO EM JULGADO. PUBLICADO O ARESTO EM 1... DE OUTUBRO DE 2018, NO MESMO DIA A COORDENADORIA DA SEGUNDA SEÇÃO DO Superior Tribunal de Justiça CERTIFICOU O TRÂNSITO EM JULGADO, COM O TERMO DE BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. ‘A SUCESSIVA INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEIS OU IMPROCEDENTES TRADUZ O INTUITO MERAMENTE PROTELATÓRIO DA PARTE, A AUTORIZAR O IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO’ (Supremo Tribunal Federal ARE 1103462 AGR-ED-ED-ED). EM DIVERSAS OPORTUNIDADES, EM QUE CONSTATOU O CARÁTER MERAMENTE PROTELATÓRIO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, ESSE SUPREMO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RCL 32316 AGR / GO TRIBUNAL FEDERAL DETERMINOU IMEDIATAMENTE A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO E A BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. PRECEDENTE. RECLAMAÇÃO JUIZADA APÓS O APONTADO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. NÃO CABIMENTO. SÚMULA 734/Supremo Tribunal Federal E Código de Processo Civil, ARTIGO 988, § 5..., INCISO I. MANIFESTAÇÃO PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL.” (Doc. 19) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Supremo Tribunal Federal RCL 32316 AGR / GO TRIBUNAL FEDERAL DETERMINOU IMEDIATAMENTE A CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO E A BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM. PRECEDENTE. RECLAMAÇÃO JUIZADA APÓS O APONTADO TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO RECLAMADA. NÃO CABIMENTO. SÚMULA 734/Supremo Tribunal Federal E Código de Processo Civil, ARTIGO 988, § 5..., INCISO I. MANIFESTAÇÃO PELO DESPROVIMENTO DO AGRAVO REGIMENTAL.” (Doc. 19) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8555-CE22-D9B0-72A3 e senha 0F83-6CE9-C929-ABF8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. In casu, a partir da análise da movimentação processual do processo principal (EREsp 1.570.655), verifica-se que a decisão ora hostilizada transitou em julgado na data de 1.../10/2018, nos termos da fundamentação do voto proferido pelo Ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Embargos de Declaração no Agravo Interno nos Embargos de Divergência no Recurso Especial 1.570.655, in verbis: “Daí por que esta Corte Superior pacificou o entendimento de que não cabe recurso especial contra decisão proferida em procedimento de dúvida suscitado pelo Oficial do Registro tendo em conta a sua natureza administrativa, mostrando-se de nenhuma importância a existência de contenda. Logo, afastada está a suposta omissão alegada no presente integrativo. […] Portanto, o que se verifica é mero renitente inconformismo da parte. Dessa forma, mantém-se o aresto embargado por não haver motivos para se alterá-lo. […] Nessas condições, pelo meu voto, REJEITO os embargos de declaração e, verificado o abuso do direito de recorrer, DETERMINO a imediata baixa dos autos à instância de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1D6-62E9-04AF-24D8 e senha AA38-23D4-B459-5D25 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. In casu, a partir da análise da movimentação processual do processo principal (EREsp 1.570.655), verifica-se que a decisão ora hostilizada transitou em julgado na data de 1.../10/2018, nos termos da fundamentação do voto proferido pelo Ministro Moura Ribeiro, do Superior Tribunal de Justiça, Relator dos Embargos de Declaração no Agravo Interno nos Embargos de Divergência no Recurso Especial 1.570.655, in verbis: “Daí por que esta Corte Superior pacificou o entendimento de que não cabe recurso especial contra decisão proferida em procedimento de dúvida suscitado pelo Oficial do Registro tendo em conta a sua natureza administrativa, mostrando-se de nenhuma importância a existência de contenda. Logo, afastada está a suposta omissão alegada no presente integrativo. […] Portanto, o que se verifica é mero renitente inconformismo da parte. Dessa forma, mantém-se o aresto embargado por não haver motivos para se alterá-lo. […] Nessas condições, pelo meu voto, REJEITO os embargos de declaração e, verificado o abuso do direito de recorrer, DETERMINO a imediata baixa dos autos à instância de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1D6-62E9-04AF-24D8 e senha AA38-23D4-B459-5D25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 32316 AGR / GO origem, independentemente de decurso de prazo ou de interposição de eventual recurso, devendo ser certificado o seu trânsito em julgado.” (Grifei) Dessa forma, o trânsito em julgado se deu em momento anterior ao ajuizamento da presente reclamação, que ocorreu em 22/10/2018, conforme recibo de petição eletrônica desta Suprema Corte (Petição Supremo Tribunal Federal 70.314/2018). À luz do artigo 988, § 5..., inciso I, do Código de Processo Civil, é inadmissível a reclamação proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada. Essa orientação já havia sido consolidada nesta Suprema Corte a teor da Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal”. Assevere-se, também, que a interposição de recurso extraordinário contra o acórdão que certificou o trânsito em julgado não tem o condão de impedir a incidência da Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido foram os julgados proferidos nas Reclamações 32.162- AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 06/02/2019; 30.547, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/06/2018; e 27.644, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/08/2017, casos semelhantes ao presente. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1D6-62E9-04AF-24D8 e senha AA38-23D4-B459-5D25 Supremo Tribunal Federal RCL 32316 AGR / GO origem, independentemente de decurso de prazo ou de interposição de eventual recurso, devendo ser certificado o seu trânsito em julgado.” (Grifei) Dessa forma, o trânsito em julgado se deu em momento anterior ao ajuizamento da presente reclamação, que ocorreu em 22/10/2018, conforme recibo de petição eletrônica desta Suprema Corte (Petição Supremo Tribunal Federal 70.314/2018). À luz do artigo 988, § 5..., inciso I, do Código de Processo Civil, é inadmissível a reclamação proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada. Essa orientação já havia sido consolidada nesta Suprema Corte a teor da Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal: “Não cabe reclamação quando já houver transitado em julgado o ato judicial que se alega tenha desrespeitado decisão do Supremo Tribunal Federal”. Assevere-se, também, que a interposição de recurso extraordinário contra o acórdão que certificou o trânsito em julgado não tem o condão de impedir a incidência da Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido foram os julgados proferidos nas Reclamações 32.162- AgR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, Primeira Turma, DJe de 06/02/2019; 30.547, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 18/06/2018; e 27.644, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 09/08/2017, casos semelhantes ao presente. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D1D6-62E9-04AF-24D8 e senha AA38-23D4-B459-5D25 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA (23870/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 580E-AA0D-1C56-F262 e senha 717C-D919-DC3E-9CC7 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 32.316 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ANDRE LUIZ DE FREITAS ADV.(A/S) : TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA (23870/DF) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 580E-AA0D-1C56-F262 e senha 717C-D919-DC3E-9CC7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 32 . 316", "SÚMULA 734 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal", "Reclamações 32 . 162 - AgR", "30", "547", "644", "RECLAMAÇÃO", "SÚMULA 734 DO Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO 32 . 316", "SÚMULA 734 DO Supremo Tribunal Federal", "RCL 32316 AGR / GO", "RECURSO ESPECIAL 1 . 570 . 655 / GO", "ARE 1103462 AGR - ED - ED - ED", "RECURSO ESPECIAL 1 . 570 . 655 / GO", "ARE 1103462 AGR -", "RCL 32316", "SÚMULA 734 / Supremo Tribunal Federal", "RCL", "SÚMULA 734 / Supremo Tribunal Federal", "EREsp 1 . 570 . 655", "Agravo Interno nos Embargos de Divergência no Recurso Especial 1 . 570 . 655", "EREsp 1 . 570 . 655", "Recurso Especial 1 . 570 . 655", "Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal", "Reclamações 32 . 162 - AgR", "Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 734 do Supremo Tribunal Federal", "Reclamações 32 . 162 - AgR", "RECLAMAÇÃO 32 . 316", "RECLAMAÇÃO 32 . 316" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 988 , PARÁGRAFO 5 . . . , INCISO I , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 988 , PARÁGRAFO 5 . . . , INCISO I , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ARTIGO 988 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , ARTIGO 988 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 988 , § 5 . . . , inciso I , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 988 , § 5 . . . , inciso I , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "COORDENADORIA", "SEGUNDA SEÇÃO DO", "Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Associação Pai Eterno e Perpétuo Socorro", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "COORDENADORIA DA", "SEGUNDA SEÇÃO DO Superior Tribunal de Justiça", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "GO", "TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "GO", "TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIACAO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIACAO PAI ETERNO E PERPETUO SOCORRO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ANDRE LUIZ DE FREITAS", "TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANDRE LUIZ DE FREITAS", "TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA", "LUIZ FUX", "André Luiz de Freitas", "LUIZ FUX", "ANDRE LUIZ DE FREITAS", "TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA", "LUIZ FUX", "André Luiz de Freitas", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Moura Ribeiro", "LUIZ FUX", "Moura Ribeiro", "LUIZ FUX", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "Alexandre de Moraes", "Edson Fachin", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "ANDRE LUIZ DE FREITAS", "TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "ANDRE LUIZ DE FREITAS", "TICIANO FIGUEIREDO DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "06", "/", "02", "/", "2019", "18", "/", "06", "/", "2018", "09", "/", "08", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "26", "/", "04", "/", "2019", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "26", "/", "04", "/", "2019", "29", "de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "01", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "01", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . DE OUTUBRO DE 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . DE OUTUBRO DE 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "10", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2019", "18", "/", "06", "/", "2018", "09", "/", "08", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "10", "/", "2018", "06", "/", "02", "/", "2019", "18", "/", "06", "/", "2018", "09", "/", "08", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) :FERNANDO JORGE DAMHA FILHO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENTIDADE EDUCACIONAL. INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO. ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “C”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VINCULAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS COM AS FINALIDADES ESSENCIAIS. ARTIGO 150, §4°, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE ELEMENTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. As entidades imunes gozam da presunção de que seu patrimônio, renda e serviços são destinados às suas finalidades essenciais, de modo que o afastamento da imunidade só pode ocorrer mediante a constituição de prova do desvio de finalidade, a cargo da administração tributária. 2. Para solucionar a controvérsia jurídica em questão e se chegar à conclusão esboçada pela parte recorrente, far-se-ia mister reexaminar as provas apresentadas durante o decorrer do feito, a fim de se analisar o preenchimento, ou não, pela ora agravada, (i) dos requisitos legais necessários para se gozar da imunidade prevista no art. 150, VI, alínea c, da CRFB/88, bem como (ii) se os serviços prestados pelo INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO estariam abarcados por suas finalidades essenciais. Tal esforço é expressamente vedado em sede de recurso extraordinário, consoante o firmado na Súmula n° 279/STF. 3. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F880-623B-A823-35BE e senha 4BB0-DE91-6255-4DC2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1102838 AGR / SP A C Ó R D à O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F880-623B-A823-35BE e senha 4BB0-DE91-6255-4DC2 Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP A C Ó R D à O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F880-623B-A823-35BE e senha 4BB0-DE91-6255-4DC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) :FERNANDO JORGE DAMHA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. ISSQN. INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. PRESUNÇÃO DE DESTINAÇÃO DO PATRIMÔNIO, DA RENDA E DOS SERVIÇOS ÀS FINALIDADES ESSENCIAIS DAS ENTIDADES IMUNES. CABE AO FISCO PROVAR EVENTUAL DESVIO DE FINALIDADE. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS PARA O ENQUADRAMENTO DE PESSOA JURÍDICA COMO ENTIDADE ASSISTENCIAL PARA FINS DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. MATÉRIA SEM REPERCUSSÃO GERAL. RE 642.442. TEMA 459. AGRAVO DESPROVIDO”. Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: (i) preliminarmente, a existência de inequívoca repercussão geral no recurso “uma vez que se busca o posicionamento do STF sobre os limites da imunidade tributária traçada no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e a sua vinculação ao seu §4º”; (ii) no mérito, apontando violação aos artigos 150, VI, c, e §§ 3º e 4º, e 170, IV, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E238-24A3-E53E-3D30 e senha 7507-AF6B-5A58-AF9F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) :FERNANDO JORGE DAMHA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. ISSQN. INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. PRESUNÇÃO DE DESTINAÇÃO DO PATRIMÔNIO, DA RENDA E DOS SERVIÇOS ÀS FINALIDADES ESSENCIAIS DAS ENTIDADES IMUNES. CABE AO FISCO PROVAR EVENTUAL DESVIO DE FINALIDADE. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS PARA O ENQUADRAMENTO DE PESSOA JURÍDICA COMO ENTIDADE ASSISTENCIAL PARA FINS DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. MATÉRIA SEM REPERCUSSÃO GERAL. RE 642.442. TEMA 459. AGRAVO DESPROVIDO”. Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: (i) preliminarmente, a existência de inequívoca repercussão geral no recurso “uma vez que se busca o posicionamento do STF sobre os limites da imunidade tributária traçada no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e a sua vinculação ao seu §4º”; (ii) no mérito, apontando violação aos artigos 150, VI, c, e §§ 3º e 4º, e 170, IV, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E238-24A3-E53E-3D30 e senha 7507-AF6B-5A58-AF9F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1102838 AGR / SP todos da Constituição Federal de 1988. Para tanto, alega a parte agravante que o disposto no art. 150, VI, c, e §§ 3º e 4º, da CF/88, “deve ser aplicado e interpretado de forma restritiva, condicionando a imunidade a pressupostos que se relacionem à finalidade essencial da entidade em questão”. Aduz, ainda, que a concessão equivocada da imunidade, por parte do Tribunal a quo, fere o princípio constitucional da livre concorrência (art. 170, IV, da CF/88), em razão de“a depender do resultado da lide, [as sociedades empresárias que disputam o mesmo mercado que o Instituto de Pesquisas Eldorado] não estarão mais em condições de igualdade e sofrerão os reflexos de uma interpretação ampliativa do texto constitucional que influenciará diretamente no regime da livre concorrência”. Ao final, requereu “o conhecimento e provimento do presente agravo, com a finalidade de admitir-se o recurso extraordinário interposto, para uma vez apreciado o seu mérito, reformar acórdão proferido ante sua contrariedade aos dispositivos da Constituição Federal mencionados, julgando-se improcedente a ação, com inversão dos ônus da sucumbência”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E238-24A3-E53E-3D30 e senha 7507-AF6B-5A58-AF9F Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP todos da Constituição Federal de 1988. Para tanto, alega a parte agravante que o disposto no art. 150, VI, c, e §§ 3º e 4º, da CF/88, “deve ser aplicado e interpretado de forma restritiva, condicionando a imunidade a pressupostos que se relacionem à finalidade essencial da entidade em questão”. Aduz, ainda, que a concessão equivocada da imunidade, por parte do Tribunal a quo, fere o princípio constitucional da livre concorrência (art. 170, IV, da CF/88), em razão de“a depender do resultado da lide, [as sociedades empresárias que disputam o mesmo mercado que o Instituto de Pesquisas Eldorado] não estarão mais em condições de igualdade e sofrerão os reflexos de uma interpretação ampliativa do texto constitucional que influenciará diretamente no regime da livre concorrência”. Ao final, requereu “o conhecimento e provimento do presente agravo, com a finalidade de admitir-se o recurso extraordinário interposto, para uma vez apreciado o seu mérito, reformar acórdão proferido ante sua contrariedade aos dispositivos da Constituição Federal mencionados, julgando-se improcedente a ação, com inversão dos ônus da sucumbência”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E238-24A3-E53E-3D30 e senha 7507-AF6B-5A58-AF9F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. A parte agravante interpõe o presente agravo suscitando que deve este Pretório Excelso se posicionar quanto aos “limites da imunidade tributária traçada no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e a sua vinculação ao seu §4º”. Desse modo, extrai-se que a presente controvérsia jurídica versa a respeito (i) do enquadramento do INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO frente aos requisitos necessários para gozar da imunidade traçada pelo art. 150, VI, “c”, da CRFB/88 e (ii) da vinculação dos serviços prestados pelo referido instituto com as suas finalidades essenciais. O acórdão proferido pelo Tribunal a quo resolveu a questão com fundamento nos elementos fático-probatórios colhidos durante o feito. Vejamos (destaquei): “Entretanto, o Estatuto Social da Instituição-autora, em seu artigo 4° (fls. 91/135), aponta, dentre seus objetivos principais, a promoção da educação gratuita; no mais, busca disseminar conhecimento científico e tecnológico, aperfeiçoar modelos e sistemas sócio-produtivos, qualificar produtos e processos de setores industriais, em prol do desenvolvimento sustentável e do meio-ambiente. Outrossim, quanto à disciplina de captação/destinação dos recursos, não haveria distribuição de excedentes operacionais, dividendos, bonificações, participações ou parcela do patrimônio. Tudo estaria voltado aos próprios fins institucionais. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. A parte agravante interpõe o presente agravo suscitando que deve este Pretório Excelso se posicionar quanto aos “limites da imunidade tributária traçada no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e a sua vinculação ao seu §4º”. Desse modo, extrai-se que a presente controvérsia jurídica versa a respeito (i) do enquadramento do INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO frente aos requisitos necessários para gozar da imunidade traçada pelo art. 150, VI, “c”, da CRFB/88 e (ii) da vinculação dos serviços prestados pelo referido instituto com as suas finalidades essenciais. O acórdão proferido pelo Tribunal a quo resolveu a questão com fundamento nos elementos fático-probatórios colhidos durante o feito. Vejamos (destaquei): “Entretanto, o Estatuto Social da Instituição-autora, em seu artigo 4° (fls. 91/135), aponta, dentre seus objetivos principais, a promoção da educação gratuita; no mais, busca disseminar conhecimento científico e tecnológico, aperfeiçoar modelos e sistemas sócio-produtivos, qualificar produtos e processos de setores industriais, em prol do desenvolvimento sustentável e do meio-ambiente. Outrossim, quanto à disciplina de captação/destinação dos recursos, não haveria distribuição de excedentes operacionais, dividendos, bonificações, participações ou parcela do patrimônio. Tudo estaria voltado aos próprios fins institucionais. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1102838 AGR / SP Não obstante, foi realizada perícia sobre o Instituto-autor (fls. 1118/1161 e anexos). […] Os documentos acostados à presente resposta ao item 17 (Termo de diligência), reforçam todos os argumentos trazidos pela ação em contenda, de forma a demonstrar a V. SA. que o Instituto Eldorado efetivamente exerce o seu papel social e é uma instituição que cumpre com os objetivos fixados em seu ato constitutivo. Há ainda pareceres e certidões de órgãos federais que atestam tais ações (Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Justiça). Por fim, em julgamento do Supremo Tribunal Federal, cuja parte era o Instituto-autor, o relator, Min. Dias Toffoli, consignou o entendimento pela imunidade tributária às entidades prestadoras de serviços de ensino, sem fins lucrativos (AI 732.215/SP) – art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal. Em contrapartida, a Fazenda Municipal não conseguiu afastar a garantia constitucional da imunidade imputada ao autor pela legislação e pela vasta e satisfatória produção probatória.” Nesse diapasão, não obstante as razões de mérito apresentadas, o presente agravo não pode ser provido, pois incide sobre a questão o óbice previsto no enunciado sumular n° 279 do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, sabe-se que as entidades imunes gozam da presunção de que seu patrimônio, renda e serviços são destinados às suas finalidades essenciais, de modo que o afastamento da imunidade só pode ocorrer mediante a constituição de prova do desvio de finalidade, a cargo da administração tributária. Nesse sentido (destaquei): “Imunidade. Entidade educacional. Artigo 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal. ITBI. Aquisição de terreno sem edificação. Fato gerador. Momento da aquisição. Destinação às finalidades essenciais da entidade. Presunção. Ônus da prova. Precedentes. 1. No caso do ITBI, a destinação do imóvel às finalidades 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP Não obstante, foi realizada perícia sobre o Instituto-autor (fls. 1118/1161 e anexos). […] Os documentos acostados à presente resposta ao item 17 (Termo de diligência), reforçam todos os argumentos trazidos pela ação em contenda, de forma a demonstrar a V. SA. que o Instituto Eldorado efetivamente exerce o seu papel social e é uma instituição que cumpre com os objetivos fixados em seu ato constitutivo. Há ainda pareceres e certidões de órgãos federais que atestam tais ações (Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Justiça). Por fim, em julgamento do Supremo Tribunal Federal, cuja parte era o Instituto-autor, o relator, Min. Dias Toffoli, consignou o entendimento pela imunidade tributária às entidades prestadoras de serviços de ensino, sem fins lucrativos (AI 732.215/SP) – art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal. Em contrapartida, a Fazenda Municipal não conseguiu afastar a garantia constitucional da imunidade imputada ao autor pela legislação e pela vasta e satisfatória produção probatória.” Nesse diapasão, não obstante as razões de mérito apresentadas, o presente agravo não pode ser provido, pois incide sobre a questão o óbice previsto no enunciado sumular n° 279 do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, sabe-se que as entidades imunes gozam da presunção de que seu patrimônio, renda e serviços são destinados às suas finalidades essenciais, de modo que o afastamento da imunidade só pode ocorrer mediante a constituição de prova do desvio de finalidade, a cargo da administração tributária. Nesse sentido (destaquei): “Imunidade. Entidade educacional. Artigo 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal. ITBI. Aquisição de terreno sem edificação. Fato gerador. Momento da aquisição. Destinação às finalidades essenciais da entidade. Presunção. Ônus da prova. Precedentes. 1. No caso do ITBI, a destinação do imóvel às finalidades 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1102838 AGR / SP essenciais da entidade deve ser pressuposta, sob pena de não haver imunidade para esse tributo. 2. A condição de um imóvel estar vago ou sem edificação não é suficiente, por si só, para destituir a garantia constitucional da imunidade. 3. A regra da imunidade se traduz numa negativa de competência, limitando, a priori, o poder impositivo do Estado. 4. Na regra imunizante, como a garantia decorre diretamente da Carta Política, mediante decote de competência legislativa, as presunções sobre o enquadramento originalmente conferido devem militar a favor das pessoas ou das entidades que apontam a norma constitucional. 5. Quanto à imunidade prevista no art. 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal, o ônus de elidir a presunção de vinculação às atividades essenciais é do Fisco. 6. Recurso extraordinário provido.” (RE 470.520, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 21/11/2013) Observa-se, assim, que, para solucionar a controvérsia jurídica em questão e se chegar à conclusão esboçada pela parte recorrente, far-se-ia mister reexaminar as provas apresentadas durante o decorrer do feito, a fim de se analisar o preenchimento, ou não, pela ora agravada, (i) dos requisitos legais necessários para se gozar da imunidade prevista no art. 150, VI, alínea “c”, da CRFB/88, bem como (ii) se os serviços prestados pelo INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO estariam abarcados por suas finalidades essenciais. Tal esforço é expressamente vedado em sede de recurso extraordinário, consoante o firmado na Súmula n° 279/STF. Nesse sentido, é firme a jurisprudência desta Corte: “Verifico, ainda, que o acórdão recorrido solucionou a controvérsia relativa à fixação do quantum arbitrado a título de indenização por danos morais com fundamento nos elementos fático-probatórios dos autos, que não podem ser reexaminados na via extraordinária, a teor do Enunciado 279 da Súmula do STF.” (ARE 743.771 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, PLENO, DJe de 31-5-2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP essenciais da entidade deve ser pressuposta, sob pena de não haver imunidade para esse tributo. 2. A condição de um imóvel estar vago ou sem edificação não é suficiente, por si só, para destituir a garantia constitucional da imunidade. 3. A regra da imunidade se traduz numa negativa de competência, limitando, a priori, o poder impositivo do Estado. 4. Na regra imunizante, como a garantia decorre diretamente da Carta Política, mediante decote de competência legislativa, as presunções sobre o enquadramento originalmente conferido devem militar a favor das pessoas ou das entidades que apontam a norma constitucional. 5. Quanto à imunidade prevista no art. 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal, o ônus de elidir a presunção de vinculação às atividades essenciais é do Fisco. 6. Recurso extraordinário provido.” (RE 470.520, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 21/11/2013) Observa-se, assim, que, para solucionar a controvérsia jurídica em questão e se chegar à conclusão esboçada pela parte recorrente, far-se-ia mister reexaminar as provas apresentadas durante o decorrer do feito, a fim de se analisar o preenchimento, ou não, pela ora agravada, (i) dos requisitos legais necessários para se gozar da imunidade prevista no art. 150, VI, alínea “c”, da CRFB/88, bem como (ii) se os serviços prestados pelo INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO estariam abarcados por suas finalidades essenciais. Tal esforço é expressamente vedado em sede de recurso extraordinário, consoante o firmado na Súmula n° 279/STF. Nesse sentido, é firme a jurisprudência desta Corte: “Verifico, ainda, que o acórdão recorrido solucionou a controvérsia relativa à fixação do quantum arbitrado a título de indenização por danos morais com fundamento nos elementos fático-probatórios dos autos, que não podem ser reexaminados na via extraordinária, a teor do Enunciado 279 da Súmula do STF.” (ARE 743.771 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, PLENO, DJe de 31-5-2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1102838 AGR / SP “Ora, no caso dos servidores do Estado do Rio Grande do Sul, não houve conversão dos vencimentos para URV. A remuneração foi convertida diretamente de Cruzeiro Real para Real. E, de acordo com a moldura traçada pela instância judicante de origem (há menção, inclusive, a laudos periciais fls. 88v), não houve decréscimo remuneratório. O Tribunal de origem assentou que a legislação estadual (contemporânea à conversão, é bom ressaltar) concedeu expressivos aumentos salariais aos servidores públicos, sendo muito superiores os percentuais aos das ditas perdas ora em discussão (fls. 89). 5. Presente essa moldura, tenho que, para se chegar à conclusão pretendida pela parte recorrente, se faz necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Providência que não tem lugar em sede recursal extraordinária (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal).” (RE 631.444 RG, Rel. Min. Ayres Britto, PLENO, DJe de 8-11-2012). Destarte, em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe elemento capaz de infirmar a decisão monocrática hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida. Ex positis, DESPROVEJO o agravo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP “Ora, no caso dos servidores do Estado do Rio Grande do Sul, não houve conversão dos vencimentos para URV. A remuneração foi convertida diretamente de Cruzeiro Real para Real. E, de acordo com a moldura traçada pela instância judicante de origem (há menção, inclusive, a laudos periciais fls. 88v), não houve decréscimo remuneratório. O Tribunal de origem assentou que a legislação estadual (contemporânea à conversão, é bom ressaltar) concedeu expressivos aumentos salariais aos servidores públicos, sendo muito superiores os percentuais aos das ditas perdas ora em discussão (fls. 89). 5. Presente essa moldura, tenho que, para se chegar à conclusão pretendida pela parte recorrente, se faz necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Providência que não tem lugar em sede recursal extraordinária (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal).” (RE 631.444 RG, Rel. Min. Ayres Britto, PLENO, DJe de 8-11-2012). Destarte, em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe elemento capaz de infirmar a decisão monocrática hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida. Ex positis, DESPROVEJO o agravo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) : FERNANDO JORGE DAMHA FILHO (99042/MG, 109618/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE31-8417-2603-7B6A e senha 7205-7064-04EB-569A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) : FERNANDO JORGE DAMHA FILHO (99042/MG, 109618/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE31-8417-2603-7B6A e senha 7205-7064-04EB-569A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743183
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENTIDADE EDUCACIONAL. INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO. ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “C”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VINCULAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS COM AS FINALIDADES ESSENCIAIS. ARTIGO 150, §4°, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE ELEMENTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. As entidades imunes gozam da presunção de que seu patrimônio, renda e serviços são destinados às suas finalidades essenciais, de modo que o afastamento da imunidade só pode ocorrer mediante a constituição de prova do desvio de finalidade, a cargo da administração tributária. 2. Para solucionar a controvérsia jurídica em questão e se chegar à conclusão esboçada pela parte recorrente, far-se-ia mister reexaminar as provas apresentadas durante o decorrer do feito, a fim de se analisar o preenchimento, ou não, pela ora agravada, (i) dos requisitos legais necessários para se gozar da imunidade prevista no art. 150, VI, alínea c, da CRFB/88, bem como (ii) se os serviços prestados pelo INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO estariam abarcados por suas finalidades essenciais. Tal esforço é expressamente vedado em sede de recurso extraordinário, consoante o firmado na Súmula n° 279/STF. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur403128
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, INSTITUIÇÃO DE ENSINO, SÚMULA 279/STF) RE 470520 (1ªT), RE 631444 RG, ARE 743771 RG. Número de páginas: 9. Análise: 21/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1102838
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 INC-00006 LET-C PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1102838 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) : FERNANDO JORGE DAMHA FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) :FERNANDO JORGE DAMHA FILHO EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENTIDADE EDUCACIONAL. INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO. ARTIGO 150, INCISO VI, ALÍNEA “C”, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VINCULAÇÃO DOS SERVIÇOS PRESTADOS COM AS FINALIDADES ESSENCIAIS. ARTIGO 150, §4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NECESSIDADE DE REEXAME DE ELEMENTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. As entidades imunes gozam da presunção de que seu patrimônio, renda e serviços são destinados às suas finalidades essenciais, de modo que o afastamento da imunidade só pode ocorrer mediante a constituição de prova do desvio de finalidade, a cargo da administração tributária. 2. Para solucionar a controvérsia jurídica em questão e se chegar à conclusão esboçada pela parte recorrente, far-se-ia mister reexaminar as provas apresentadas durante o decorrer do feito, a fim de se analisar o preenchimento, ou não, pela ora agravada, (i) dos requisitos legais necessários para se gozar da imunidade prevista no art. 150, VI, alínea c, da CRFB/88, bem como (ii) se os serviços prestados pelo INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO estariam abarcados por suas finalidades essenciais. Tal esforço é expressamente vedado em sede de recurso extraordinário, consoante o firmado na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F880-623B-A823-35BE e senha 4BB0-DE91-6255-4DC2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1102838 AGR / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F880-623B-A823-35BE e senha 4BB0-DE91-6255-4DC2 Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F880-623B-A823-35BE e senha 4BB0-DE91-6255-4DC2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) :FERNANDO JORGE DAMHA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. ISSQN. INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. PRESUNÇÃO DE DESTINAÇÃO DO PATRIMÔNIO, DA RENDA E DOS SERVIÇOS ÀS FINALIDADES ESSENCIAIS DAS ENTIDADES IMUNES. CABE AO FISCO PROVAR EVENTUAL DESVIO DE FINALIDADE. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS PARA O ENQUADRAMENTO DE PESSOA JURÍDICA COMO ENTIDADE ASSISTENCIAL PARA FINS DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. MATÉRIA SEM REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 642.442. TEMA 459. AGRAVO DESPROVIDO”. Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: (i) preliminarmente, a existência de inequívoca repercussão geral no recurso “uma vez que se busca o posicionamento do Supremo Tribunal Federal sobre os limites da imunidade tributária traçada no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e a sua vinculação ao seu §4...”; (ii) no mérito, apontando violação aos artigos 150, VI, c, e §§ 3... e 4..., e 170, IV, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E238-24A3-E53E-3D30 e senha 7507-AF6B-5A58-AF9F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) :FERNANDO JORGE DAMHA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. ISSQN. INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. PRESUNÇÃO DE DESTINAÇÃO DO PATRIMÔNIO, DA RENDA E DOS SERVIÇOS ÀS FINALIDADES ESSENCIAIS DAS ENTIDADES IMUNES. CABE AO FISCO PROVAR EVENTUAL DESVIO DE FINALIDADE. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS PARA O ENQUADRAMENTO DE PESSOA JURÍDICA COMO ENTIDADE ASSISTENCIAL PARA FINS DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. MATÉRIA SEM REPERCUSSÃO GERAL. Recurso Extraordinário 642.442. TEMA 459. AGRAVO DESPROVIDO”. Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: (i) preliminarmente, a existência de inequívoca repercussão geral no recurso “uma vez que se busca o posicionamento do Supremo Tribunal Federal sobre os limites da imunidade tributária traçada no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e a sua vinculação ao seu §4...”; (ii) no mérito, apontando violação aos artigos 150, VI, c, e §§ 3... e 4..., e 170, IV, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E238-24A3-E53E-3D30 e senha 7507-AF6B-5A58-AF9F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1102838 AGR / SP todos da Constituição Federal de 1988. Para tanto, alega a parte agravante que o disposto no art. 150, VI, c, e §§ 3... e 4..., da Constituição Federal de 1988/88, “deve ser aplicado e interpretado de forma restritiva, condicionando a imunidade a pressupostos que se relacionem à finalidade essencial da entidade em questão”. Aduz, ainda, que a concessão equivocada da imunidade, por parte do Tribunal a quo, fere o princípio constitucional da livre concorrência (art. 170, IV, da Constituição Federal de 1988/88), em razão de“a depender do resultado da lide, [as sociedades empresárias que disputam o mesmo mercado que o Instituto de Pesquisas Eldorado] não estarão mais em condições de igualdade e sofrerão os reflexos de uma interpretação ampliativa do texto constitucional que influenciará diretamente no regime da livre concorrência”. Ao final, requereu “o conhecimento e provimento do presente agravo, com a finalidade de admitir-se o recurso extraordinário interposto, para uma vez apreciado o seu mérito, reformar acórdão proferido ante sua contrariedade aos dispositivos da Constituição Federal mencionados, julgando-se improcedente a ação, com inversão dos ônus da sucumbência”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E238-24A3-E53E-3D30 e senha 7507-AF6B-5A58-AF9F Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP todos da Constituição Federal de 1988. Para tanto, alega a parte agravante que o disposto no art. 150, VI, c, e §§ 3... e 4..., da Constituição Federal de 1988/88, “deve ser aplicado e interpretado de forma restritiva, condicionando a imunidade a pressupostos que se relacionem à finalidade essencial da entidade em questão”. Aduz, ainda, que a concessão equivocada da imunidade, por parte do Tribunal a quo, fere o princípio constitucional da livre concorrência (art. 170, IV, da Constituição Federal de 1988/88), em razão de“a depender do resultado da lide, [as sociedades empresárias que disputam o mesmo mercado que o Instituto de Pesquisas Eldorado] não estarão mais em condições de igualdade e sofrerão os reflexos de uma interpretação ampliativa do texto constitucional que influenciará diretamente no regime da livre concorrência”. Ao final, requereu “o conhecimento e provimento do presente agravo, com a finalidade de admitir-se o recurso extraordinário interposto, para uma vez apreciado o seu mérito, reformar acórdão proferido ante sua contrariedade aos dispositivos da Constituição Federal mencionados, julgando-se improcedente a ação, com inversão dos ônus da sucumbência”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E238-24A3-E53E-3D30 e senha 7507-AF6B-5A58-AF9F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. A parte agravante interpõe o presente agravo suscitando que deve este Pretório Excelso se posicionar quanto aos “limites da imunidade tributária traçada no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e a sua vinculação ao seu §4...”. Desse modo, extrai-se que a presente controvérsia jurídica versa a respeito (i) do enquadramento do INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO frente aos requisitos necessários para gozar da imunidade traçada pelo art. 150, VI, “c”, da CRFB/88 e (ii) da vinculação dos serviços prestados pelo referido instituto com as suas finalidades essenciais. O acórdão proferido pelo Tribunal a quo resolveu a questão com fundamento nos elementos fático-probatórios colhidos durante o feito. Vejamos (destaquei): “Entretanto, o Estatuto Social da Instituição-autora, em seu artigo 4... (fls. 91/135), aponta, dentre seus objetivos principais, a promoção da educação gratuita; no mais, busca disseminar conhecimento científico e tecnológico, aperfeiçoar modelos e sistemas sócio-produtivos, qualificar produtos e processos de setores industriais, em prol do desenvolvimento sustentável e do meio-ambiente. Outrossim, quanto à disciplina de captação/destinação dos recursos, não haveria distribuição de excedentes operacionais, dividendos, bonificações, participações ou parcela do patrimônio. Tudo estaria voltado aos próprios fins institucionais. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. A parte agravante interpõe o presente agravo suscitando que deve este Pretório Excelso se posicionar quanto aos “limites da imunidade tributária traçada no art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal e a sua vinculação ao seu §4...”. Desse modo, extrai-se que a presente controvérsia jurídica versa a respeito (i) do enquadramento do INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO frente aos requisitos necessários para gozar da imunidade traçada pelo art. 150, VI, “c”, da CRFB/88 e (ii) da vinculação dos serviços prestados pelo referido instituto com as suas finalidades essenciais. O acórdão proferido pelo Tribunal a quo resolveu a questão com fundamento nos elementos fático-probatórios colhidos durante o feito. Vejamos (destaquei): “Entretanto, o Estatuto Social da Instituição-autora, em seu artigo 4... (fls. 91/135), aponta, dentre seus objetivos principais, a promoção da educação gratuita; no mais, busca disseminar conhecimento científico e tecnológico, aperfeiçoar modelos e sistemas sócio-produtivos, qualificar produtos e processos de setores industriais, em prol do desenvolvimento sustentável e do meio-ambiente. Outrossim, quanto à disciplina de captação/destinação dos recursos, não haveria distribuição de excedentes operacionais, dividendos, bonificações, participações ou parcela do patrimônio. Tudo estaria voltado aos próprios fins institucionais. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1102838 AGR / SP Não obstante, foi realizada perícia sobre o Instituto-autor (fls. 1118/1161 e anexos). […] Os documentos acostados à presente resposta ao item 17 (Termo de diligência), reforçam todos os argumentos trazidos pela ação em contenda, de forma a demonstrar a V. SA. que o Instituto Eldorado efetivamente exerce o seu papel social e é uma instituição que cumpre com os objetivos fixados em seu ato constitutivo. Há ainda pareceres e certidões de órgãos federais que atestam tais ações (Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Justiça). Por fim, em julgamento do Supremo Tribunal Federal, cuja parte era o Instituto-autor, o relator, Min. Dias Toffoli, consignou o entendimento pela imunidade tributária às entidades prestadoras de serviços de ensino, sem fins lucrativos (AI 732.215/SP) – art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal. Em contrapartida, a Fazenda Municipal não conseguiu afastar a garantia constitucional da imunidade imputada ao autor pela legislação e pela vasta e satisfatória produção probatória.” Nesse diapasão, não obstante as razões de mérito apresentadas, o presente agravo não pode ser provido, pois incide sobre a questão o óbice previsto no enunciado sumular n 279 do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, sabe-se que as entidades imunes gozam da presunção de que seu patrimônio, renda e serviços são destinados às suas finalidades essenciais, de modo que o afastamento da imunidade só pode ocorrer mediante a constituição de prova do desvio de finalidade, a cargo da administração tributária. Nesse sentido (destaquei): “Imunidade. Entidade educacional. Artigo 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal. ITBI. Aquisição de terreno sem edificação. Fato gerador. Momento da aquisição. Destinação às finalidades essenciais da entidade. Presunção. Ônus da prova. Precedentes. 1. No caso do ITBI, a destinação do imóvel às finalidades 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP Não obstante, foi realizada perícia sobre o Instituto-autor (fls. 1118/1161 e anexos). […] Os documentos acostados à presente resposta ao item 17 (Termo de diligência), reforçam todos os argumentos trazidos pela ação em contenda, de forma a demonstrar a V. SA. que o Instituto Eldorado efetivamente exerce o seu papel social e é uma instituição que cumpre com os objetivos fixados em seu ato constitutivo. Há ainda pareceres e certidões de órgãos federais que atestam tais ações (Ministérios da Ciência e Tecnologia, da Justiça). Por fim, em julgamento do Supremo Tribunal Federal, cuja parte era o Instituto-autor, o relator, Min. Dias Toffoli, consignou o entendimento pela imunidade tributária às entidades prestadoras de serviços de ensino, sem fins lucrativos (AI 732.215/SP) – art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal. Em contrapartida, a Fazenda Municipal não conseguiu afastar a garantia constitucional da imunidade imputada ao autor pela legislação e pela vasta e satisfatória produção probatória.” Nesse diapasão, não obstante as razões de mérito apresentadas, o presente agravo não pode ser provido, pois incide sobre a questão o óbice previsto no enunciado sumular n 279 do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, sabe-se que as entidades imunes gozam da presunção de que seu patrimônio, renda e serviços são destinados às suas finalidades essenciais, de modo que o afastamento da imunidade só pode ocorrer mediante a constituição de prova do desvio de finalidade, a cargo da administração tributária. Nesse sentido (destaquei): “Imunidade. Entidade educacional. Artigo 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal. ITBI. Aquisição de terreno sem edificação. Fato gerador. Momento da aquisição. Destinação às finalidades essenciais da entidade. Presunção. Ônus da prova. Precedentes. 1. No caso do ITBI, a destinação do imóvel às finalidades 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1102838 AGR / SP essenciais da entidade deve ser pressuposta, sob pena de não haver imunidade para esse tributo. 2. A condição de um imóvel estar vago ou sem edificação não é suficiente, por si só, para destituir a garantia constitucional da imunidade. 3. A regra da imunidade se traduz numa negativa de competência, limitando, a priori, o poder impositivo do Estado. 4. Na regra imunizante, como a garantia decorre diretamente da Carta Política, mediante decote de competência legislativa, as presunções sobre o enquadramento originalmente conferido devem militar a favor das pessoas ou das entidades que apontam a norma constitucional. 5. Quanto à imunidade prevista no art. 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal, o ônus de elidir a presunção de vinculação às atividades essenciais é do Fisco. 6. Recurso extraordinário provido.” (Recurso Extraordinário 470.520, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 21/11/2013) Observa-se, assim, que, para solucionar a controvérsia jurídica em questão e se chegar à conclusão esboçada pela parte recorrente, far-se-ia mister reexaminar as provas apresentadas durante o decorrer do feito, a fim de se analisar o preenchimento, ou não, pela ora agravada, (i) dos requisitos legais necessários para se gozar da imunidade prevista no art. 150, VI, alínea “c”, da CRFB/88, bem como (ii) se os serviços prestados pelo INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO estariam abarcados por suas finalidades essenciais. Tal esforço é expressamente vedado em sede de recurso extraordinário, consoante o firmado na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, é firme a jurisprudência desta Corte: “Verifico, ainda, que o acórdão recorrido solucionou a controvérsia relativa à fixação do quantum arbitrado a título de indenização por danos morais com fundamento nos elementos fático-probatórios dos autos, que não podem ser reexaminados na via extraordinária, a teor do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.” (ARE 743.771 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, PLENO, DJe de 31-5-2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP essenciais da entidade deve ser pressuposta, sob pena de não haver imunidade para esse tributo. 2. A condição de um imóvel estar vago ou sem edificação não é suficiente, por si só, para destituir a garantia constitucional da imunidade. 3. A regra da imunidade se traduz numa negativa de competência, limitando, a priori, o poder impositivo do Estado. 4. Na regra imunizante, como a garantia decorre diretamente da Carta Política, mediante decote de competência legislativa, as presunções sobre o enquadramento originalmente conferido devem militar a favor das pessoas ou das entidades que apontam a norma constitucional. 5. Quanto à imunidade prevista no art. 150, inciso VI, alínea c, da Constituição Federal, o ônus de elidir a presunção de vinculação às atividades essenciais é do Fisco. 6. Recurso extraordinário provido.” (Recurso Extraordinário 470.520, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 21/11/2013) Observa-se, assim, que, para solucionar a controvérsia jurídica em questão e se chegar à conclusão esboçada pela parte recorrente, far-se-ia mister reexaminar as provas apresentadas durante o decorrer do feito, a fim de se analisar o preenchimento, ou não, pela ora agravada, (i) dos requisitos legais necessários para se gozar da imunidade prevista no art. 150, VI, alínea “c”, da CRFB/88, bem como (ii) se os serviços prestados pelo INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO estariam abarcados por suas finalidades essenciais. Tal esforço é expressamente vedado em sede de recurso extraordinário, consoante o firmado na Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, é firme a jurisprudência desta Corte: “Verifico, ainda, que o acórdão recorrido solucionou a controvérsia relativa à fixação do quantum arbitrado a título de indenização por danos morais com fundamento nos elementos fático-probatórios dos autos, que não podem ser reexaminados na via extraordinária, a teor do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal.” (ARE 743.771 RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, PLENO, DJe de 31-5-2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1102838 AGR / SP “Ora, no caso dos servidores do Estado do Rio Grande do Sul, não houve conversão dos vencimentos para URV. A remuneração foi convertida diretamente de Cruzeiro Real para Real. E, de acordo com a moldura traçada pela instância judicante de origem (há menção, inclusive, a laudos periciais fls. 88v), não houve decréscimo remuneratório. O Tribunal de origem assentou que a legislação estadual (contemporânea à conversão, é bom ressaltar) concedeu expressivos aumentos salariais aos servidores públicos, sendo muito superiores os percentuais aos das ditas perdas ora em discussão (fls. 89). 5. Presente essa moldura, tenho que, para se chegar à conclusão pretendida pela parte recorrente, se faz necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Providência que não tem lugar em sede recursal extraordinária (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal).” (Recurso Extraordinário 631.444 RG, Rel. Min. Ayres Britto, PLENO, DJe de 8-11-2012). Destarte, em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe elemento capaz de infirmar a decisão monocrática hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida. Ex positis, DESPROVEJO o agravo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Supremo Tribunal Federal ARE 1102838 AGR / SP “Ora, no caso dos servidores do Estado do Rio Grande do Sul, não houve conversão dos vencimentos para URV. A remuneração foi convertida diretamente de Cruzeiro Real para Real. E, de acordo com a moldura traçada pela instância judicante de origem (há menção, inclusive, a laudos periciais fls. 88v), não houve decréscimo remuneratório. O Tribunal de origem assentou que a legislação estadual (contemporânea à conversão, é bom ressaltar) concedeu expressivos aumentos salariais aos servidores públicos, sendo muito superiores os percentuais aos das ditas perdas ora em discussão (fls. 89). 5. Presente essa moldura, tenho que, para se chegar à conclusão pretendida pela parte recorrente, se faz necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Providência que não tem lugar em sede recursal extraordinária (Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal).” (Recurso Extraordinário 631.444 RG, Rel. Min. Ayres Britto, PLENO, DJe de 8-11-2012). Destarte, em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado que a parte agravante não trouxe elemento capaz de infirmar a decisão monocrática hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida. Ex positis, DESPROVEJO o agravo. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DCF0-9126-343F-8E00 e senha E556-7AA6-FCFF-4325 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) : FERNANDO JORGE DAMHA FILHO (99042/MG, 109618/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE31-8417-2603-7B6A e senha 7205-7064-04EB-569A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.102.838 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PESQUISAS ELDORADO ADV.(A/S) : FERNANDO JORGE DAMHA FILHO (99042/MG, 109618/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código EE31-8417-2603-7B6A e senha 7205-7064-04EB-569A Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 102 . 838", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 642 . 442", "ARE 1102838 AGR", "ARE 1102838 AGR / SP", "AI 732 . 215 / SP", "enunciado sumular n 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1102838 AGR / SP", "AI 732 . 215 / SP", "enunciado sumular n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 470 . 520", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771 RG", "Recurso Extraordinário 470 . 520", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743 . 771 RG", "ARE 1102838 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631 . 444 RG", "ARE 1102838 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631 . 444 RG" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 150 , INCISO VI , ALÍNEA “ C ” , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ARTIGO 150 , § 4 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 150 , VI , alínea c , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ c ” , da Constituição Federal", "artigos 150 , VI , c , e § §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ c ” , da Constituição Federal", "artigos 150 , VI , c , e § §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 150 , VI , c , e § § 3 . . . e", "art . 170 , IV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "art . 150 , VI , c , e § § 3 . . . e 4 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 170 , IV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ c ” , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , “ c ” , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , “ c ” , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , “ c ” , da CRFB / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) :PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. EDUCAÇÃO. ENSINO ESPECIAL. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. DESPROVIMENTO. 1. É firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos Poderes, determinar a implementação de políticas públicas em defesa de direitos fundamentais. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto às necessidades especiais dos autores e à fixação da proporção numérica de professor/aluno por sala de aula, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2BC-54C3-AEA9-8287 e senha BC20-A609-2B66-16AD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 1060961 AGR / DF taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º, e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2BC-54C3-AEA9-8287 e senha BC20-A609-2B66-16AD Supremo Tribunal Federal RE 1060961 AGR / DF taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º, e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2BC-54C3-AEA9-8287 e senha BC20-A609-2B66-16AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) :PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 12): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face do acórdão da 1ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (eDOC 5, pp. 20/21): “PROCESSO CIVIL E CONSTITUCIONAL. PERDA DO OBJETO NÃO OBSERVADA. INTERESSE DE AGIR PRESERVADO. JULGAMENTO ULTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. EDUCAÇÃO. PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL. ENSINO ESPECIAL. AUTISTA. GARANTIA. DISCRICIONARIEDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. INVIABILIDADE. RESERVA DO POSSÍVEL. LIMITES. SEPARAÇÃO DE PODERES. AUSÊNCIA. VIÁVEL ATUAÇÃO DO JUDICIÁRIO. CASOS ESPECÍFICOS. 1. Uma vez demonstradas a necessidade e a utilidade com a manutenção da causa, repele-se assertiva de perda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) :PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 12): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face do acórdão da 1ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (eDOC 5, pp. 20/21): “PROCESSO CIVIL E CONSTITUCIONAL. PERDA DO OBJETO NÃO OBSERVADA. INTERESSE DE AGIR PRESERVADO. JULGAMENTO ULTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. EDUCAÇÃO. PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL. ENSINO ESPECIAL. AUTISTA. GARANTIA. DISCRICIONARIEDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. INVIABILIDADE. RESERVA DO POSSÍVEL. LIMITES. SEPARAÇÃO DE PODERES. AUSÊNCIA. VIÁVEL ATUAÇÃO DO JUDICIÁRIO. CASOS ESPECÍFICOS. 1. Uma vez demonstradas a necessidade e a utilidade com a manutenção da causa, repele-se assertiva de perda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 1060961 AGR / DF superveniente do objeto. 2. O decisum configura, pois, o corolário da exordial; a correlação entre pedido e sentença é medida que se impõe, mostrando-se vedado ao julgador decidir aquém (citra ou infra petita), fora (extra petita), ou além (ultra petita) do requerido na inicial. Eis o porquê de a decisão vincular- se à causa de pedir e ao pedido, tal como ocorreu no caso em tela. 3. O direito à educação - que representa prerrogativa constitucional deferida a todos, segundo o que preconiza o artigo 205 da Constituição Federal -, notadamente às crianças, conforme dispõem os artigos 208, I e IV, e 227 caput da Constituição da República -, qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos. 4. A efetivação do direito ao aprendizado não se encontra adstrita à avaliação de caráter discricionário feita pela Administração Pública. A força vinculante da norma constitucional mostra-se limitadora à discricionariedade político-administrativa, por meio de juízo de conveniência e oportunidade. 5. No que concerne ao Princípio da Separação de Poderes, o Supremo Tribunal Federal já exarou entendimento, no sentido que o Poder Judiciário tem espaço para atuar diante da ausência de implementação de políticas públicas pelo Executivo. Tal conduta não consubstancia invasão de competência, mas, apenas, evidencia o prestígio dos ditames constitucionais, mormente, o núcleo desses, qual seja, a dignidade da pessoa humana. 6. Não há, portanto, como o Poder Judiciário se escusar diante da situação apresentada nos autos, devendo ser veementemente repelida toda ação ou omissão do Estado que possa sujeitar o jurisdicionado deficiente a ensino que não atenda às suas necessidades. Trata-se da preponderância de princípio fundamental basilar da Carta Magna de 1988 - a dignidade da pessoa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal RE 1060961 AGR / DF superveniente do objeto. 2. O decisum configura, pois, o corolário da exordial; a correlação entre pedido e sentença é medida que se impõe, mostrando-se vedado ao julgador decidir aquém (citra ou infra petita), fora (extra petita), ou além (ultra petita) do requerido na inicial. Eis o porquê de a decisão vincular- se à causa de pedir e ao pedido, tal como ocorreu no caso em tela. 3. O direito à educação - que representa prerrogativa constitucional deferida a todos, segundo o que preconiza o artigo 205 da Constituição Federal -, notadamente às crianças, conforme dispõem os artigos 208, I e IV, e 227 caput da Constituição da República -, qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos. 4. A efetivação do direito ao aprendizado não se encontra adstrita à avaliação de caráter discricionário feita pela Administração Pública. A força vinculante da norma constitucional mostra-se limitadora à discricionariedade político-administrativa, por meio de juízo de conveniência e oportunidade. 5. No que concerne ao Princípio da Separação de Poderes, o Supremo Tribunal Federal já exarou entendimento, no sentido que o Poder Judiciário tem espaço para atuar diante da ausência de implementação de políticas públicas pelo Executivo. Tal conduta não consubstancia invasão de competência, mas, apenas, evidencia o prestígio dos ditames constitucionais, mormente, o núcleo desses, qual seja, a dignidade da pessoa humana. 6. Não há, portanto, como o Poder Judiciário se escusar diante da situação apresentada nos autos, devendo ser veementemente repelida toda ação ou omissão do Estado que possa sujeitar o jurisdicionado deficiente a ensino que não atenda às suas necessidades. Trata-se da preponderância de princípio fundamental basilar da Carta Magna de 1988 - a dignidade da pessoa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 1060961 AGR / DF humana. 7. De acordo com o disposto no parágrafo quarto do artigo 20 do Código de Processo Civil, a verba honorária deve ser fixada de maneira equitativa pelo juiz, baseado nos critérios das alíneas do parágrafo terceiro do mesmo dispositivo, o que, no presente caso, restou adequadamente aferido pela ilustre sentenciante. 8. Negou-se provimento ao apelo do Distrito Federal e ao reexame necessário.” Não foram opostos embargos de declaração. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 2º; 205; 208, I e IV; e 227, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não compete ao Poder Judiciário decidir se a proporção deve ser de 1:1, 2:3 ou 1:3, calcado em depoimento de testemunhas, que não conhecem o sistema de educação pública com a profundidade e amplitude necessária para esse tipo de decisão e apresentam apenas a chamada visão túnel – ou seja, o conhecimento do caso concreto, e não o sistema como um todo.” (eDOC 6, p. 24) Em 26.10.2017, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, que se manifestou por meio do parecer da lavra do Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco, cuja ementa transcrevo (eDOC 11, p. 1): “Recurso extraordinário. Concretização do direito à educação. Proteção integral da criança e do adolescente. Alegada violação do princípio da separação dos poderes não positivada. Precedentes. Pressupostos fáticos do caso concreto que não têm como ser revistos na instância extraordinária. Súmula 279. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. Decido. A pretensão recursal não merece acolhida. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal RE 1060961 AGR / DF humana. 7. De acordo com o disposto no parágrafo quarto do artigo 20 do Código de Processo Civil, a verba honorária deve ser fixada de maneira equitativa pelo juiz, baseado nos critérios das alíneas do parágrafo terceiro do mesmo dispositivo, o que, no presente caso, restou adequadamente aferido pela ilustre sentenciante. 8. Negou-se provimento ao apelo do Distrito Federal e ao reexame necessário.” Não foram opostos embargos de declaração. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 2º; 205; 208, I e IV; e 227, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não compete ao Poder Judiciário decidir se a proporção deve ser de 1:1, 2:3 ou 1:3, calcado em depoimento de testemunhas, que não conhecem o sistema de educação pública com a profundidade e amplitude necessária para esse tipo de decisão e apresentam apenas a chamada visão túnel – ou seja, o conhecimento do caso concreto, e não o sistema como um todo.” (eDOC 6, p. 24) Em 26.10.2017, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, que se manifestou por meio do parecer da lavra do Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco, cuja ementa transcrevo (eDOC 11, p. 1): “Recurso extraordinário. Concretização do direito à educação. Proteção integral da criança e do adolescente. Alegada violação do princípio da separação dos poderes não positivada. Precedentes. Pressupostos fáticos do caso concreto que não têm como ser revistos na instância extraordinária. Súmula 279. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. Decido. A pretensão recursal não merece acolhida. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RE 1060961 AGR / DF No que diz respeito à alegada violação do princípio da separação dos poderes, pela suposta interferência do Poder Judiciário em políticas públicas atinentes à esfera de competência do Poder Executivo, é firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos poderes, determinar a implementação de políticas públicas, inclusive relativamente à educação. Confira-se, a propósito, os seguintes acórdãos: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Educação de deficientes auditivos. Professores especializados em Libras. 3. Inadimplemento estatal de políticas públicas com previsão constitucional. Intervenção excepcional do Judiciário. Possibilidade. Precedentes. 4. Cláusula da reserva do possível. Inoponibilidade. Núcleo de intangibilidade dos direitos fundamentais. 5. Constitucionalidade e convencionalidade das políticas públicas de inserção dos portadores de necessidades especiais na sociedade. Precedentes. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 860979 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.5.2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. DETERIORAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DE INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO. CONSTRUÇÃO DE NOVA ESCOLA. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO BÁSICA. PRECEDENTES. As duas Turmas do Supremo Tribunal Federal possuem entendimento de que é possível ao Judiciário, em 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal RE 1060961 AGR / DF No que diz respeito à alegada violação do princípio da separação dos poderes, pela suposta interferência do Poder Judiciário em políticas públicas atinentes à esfera de competência do Poder Executivo, é firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos poderes, determinar a implementação de políticas públicas, inclusive relativamente à educação. Confira-se, a propósito, os seguintes acórdãos: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Educação de deficientes auditivos. Professores especializados em Libras. 3. Inadimplemento estatal de políticas públicas com previsão constitucional. Intervenção excepcional do Judiciário. Possibilidade. Precedentes. 4. Cláusula da reserva do possível. Inoponibilidade. Núcleo de intangibilidade dos direitos fundamentais. 5. Constitucionalidade e convencionalidade das políticas públicas de inserção dos portadores de necessidades especiais na sociedade. Precedentes. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 860979 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.5.2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. DETERIORAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DE INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO. CONSTRUÇÃO DE NOVA ESCOLA. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO BÁSICA. PRECEDENTES. As duas Turmas do Supremo Tribunal Federal possuem entendimento de que é possível ao Judiciário, em 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RE 1060961 AGR / DF situações excepcionais, determinar ao Poder Executivo a implementação de políticas públicas para garantir direitos constitucionalmente assegurados, a exemplo do direito ao acesso à educação básica, sem que isso implique ofensa ao princípio da separação dos Poderes. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 761127 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18.8.2014) Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação e reexame necessário, asseverou (eDOC 5 p. 44): “No caso em apreço, restou comprovado que os Autores já usufruíam de modelo educacional, até 2007, em que havia um professor para cada dois alunos, em razão das necessidades especiais dos Requerentes, bem como dos comportamentos auto e hetero agressivos que apresentam. (…) Por conseguinte, uma vez evidenciado o direito dos Demandantes a ensino especial que atenda às suas necessidades, não prosperam as razões do DISTRITO FEDERAL.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do CPC.” Nas razões do agravo, reitera a fundamentação no tocante à ofensa ao princípio da separação do Poderes, afirmando que o entendimento do Supremo consignado na decisão agravada “Não se deve aplicar, portanto, a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal RE 1060961 AGR / DF situações excepcionais, determinar ao Poder Executivo a implementação de políticas públicas para garantir direitos constitucionalmente assegurados, a exemplo do direito ao acesso à educação básica, sem que isso implique ofensa ao princípio da separação dos Poderes. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 761127 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18.8.2014) Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação e reexame necessário, asseverou (eDOC 5 p. 44): “No caso em apreço, restou comprovado que os Autores já usufruíam de modelo educacional, até 2007, em que havia um professor para cada dois alunos, em razão das necessidades especiais dos Requerentes, bem como dos comportamentos auto e hetero agressivos que apresentam. (…) Por conseguinte, uma vez evidenciado o direito dos Demandantes a ensino especial que atenda às suas necessidades, não prosperam as razões do DISTRITO FEDERAL.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do CPC.” Nas razões do agravo, reitera a fundamentação no tocante à ofensa ao princípio da separação do Poderes, afirmando que o entendimento do Supremo consignado na decisão agravada “Não se deve aplicar, portanto, a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Relatório RE 1060961 AGR / DF todo e qualquer caso, onde haja somente supostas falhas na prestação do serviço, tampouco para somente impor benfeitorias genéricas nos imóveis em que prestada a atividade pública, como se pretende nestes autos.” (eDOC 14, p. 5) No mais, entende ser desnecessário o reexame dos fatos para a solução da controvérsia. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 17). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal RE 1060961 AGR / DF todo e qualquer caso, onde haja somente supostas falhas na prestação do serviço, tampouco para somente impor benfeitorias genéricas nos imóveis em que prestada a atividade pública, como se pretende nestes autos.” (eDOC 14, p. 5) No mais, entende ser desnecessário o reexame dos fatos para a solução da controvérsia. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 17). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Partindo-se dos contornos definidos nas instâncias de origem, o que se observa é que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não diverge da jurisprudência do STF, inexistindo reparos a serem realizados na decisão monocrática agravada quanto ao particular, firme no sentido de que inexiste violação ao princípio da separação dos poderes na espécie. A esse respeito, acrescenta-se que em discussão relativa à realização obras emergenciais em presídios, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito do RE-RG 592.581, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 1º.02.2016 (tema 220), com repercussão geral reconhecida, decidiu que é lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5º, XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa da assentada pelo Colegiado de origem no tocante às necessidades especiais dos autores e à fixação da proporção numérica de professor/aluno por sala de aula, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência inviável em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de dois salários mínimos, conforme Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD54-CE71-088A-AD6A e senha FACD-B82D-6086-0E33 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Partindo-se dos contornos definidos nas instâncias de origem, o que se observa é que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não diverge da jurisprudência do STF, inexistindo reparos a serem realizados na decisão monocrática agravada quanto ao particular, firme no sentido de que inexiste violação ao princípio da separação dos poderes na espécie. A esse respeito, acrescenta-se que em discussão relativa à realização obras emergenciais em presídios, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito do RE-RG 592.581, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 1º.02.2016 (tema 220), com repercussão geral reconhecida, decidiu que é lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5º, XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa da assentada pelo Colegiado de origem no tocante às necessidades especiais dos autores e à fixação da proporção numérica de professor/aluno por sala de aula, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência inviável em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de dois salários mínimos, conforme Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD54-CE71-088A-AD6A e senha FACD-B82D-6086-0E33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN RE 1060961 AGR / DF arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD54-CE71-088A-AD6A e senha FACD-B82D-6086-0E33 Supremo Tribunal Federal RE 1060961 AGR / DF arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD54-CE71-088A-AD6A e senha FACD-B82D-6086-0E33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) : PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9079-BF26-3564-3D1F e senha B950-9AA2-04F6-AE61 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) : PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9079-BF26-3564-3D1F e senha B950-9AA2-04F6-AE61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743130
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. EDUCAÇÃO. ENSINO ESPECIAL. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. DESPROVIMENTO. 1. É firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos Poderes, determinar a implementação de políticas públicas em defesa de direitos fundamentais. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto às necessidades especiais dos autores e à fixação da proporção numérica de professor/aluno por sala de aula, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2º e 1.021, § 4º, do CPC.
sjur403096
- Acórdão(s) citado(s): (POLÍTICA PÚBLICA, PODER JUDICIÁRIO, OBRA, SEPARAÇÃO DOS PODERES, RESERVA DO POSSÍVEL) RE 592581 RG. Número de páginas: 11. Análise: 17/06/2019, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1060961
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00081 PAR-00002 ART-01021 PAR-00004 \n PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1060961 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) : PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) :PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. EDUCAÇÃO. ENSINO ESPECIAL. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. DESPROVIMENTO. 1. É firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos Poderes, determinar a implementação de políticas públicas em defesa de direitos fundamentais. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto às necessidades especiais dos autores e à fixação da proporção numérica de professor/aluno por sala de aula, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2BC-54C3-AEA9-8287 e senha BC20-A609-2B66-16AD Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2..., e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2BC-54C3-AEA9-8287 e senha BC20-A609-2B66-16AD Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2..., e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C2BC-54C3-AEA9-8287 e senha BC20-A609-2B66-16AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) :PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 12): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face do acórdão da 1... Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (eDOC 5, pp. 20/21): “PROCESSO CIVIL E CONSTITUCIONAL. PERDA DO OBJETO NÃO OBSERVADA. INTERESSE DE AGIR PRESERVADO. JULGAMENTO ULTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. EDUCAÇÃO. PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL. ENSINO ESPECIAL. AUTISTA. GARANTIA. DISCRICIONARIEDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. INVIABILIDADE. RESERVA DO POSSÍVEL. LIMITES. SEPARAÇÃO DE PODERES. AUSÊNCIA. VIÁVEL ATUAÇÃO DO JUDICIÁRIO. CASOS ESPECÍFICOS. 1. Uma vez demonstradas a necessidade e a utilidade com a manutenção da causa, repele-se assertiva de perda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) :PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) :SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei provimento ao extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 12): “Trata-se de recurso extraordinário interposto em face do acórdão da 1... Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, assim ementado (eDOC 5, pp. 20/21): “PROCESSO CIVIL E CONSTITUCIONAL. PERDA DO OBJETO NÃO OBSERVADA. INTERESSE DE AGIR PRESERVADO. JULGAMENTO ULTRA PETITA. INEXISTÊNCIA. EDUCAÇÃO. PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL. ENSINO ESPECIAL. AUTISTA. GARANTIA. DISCRICIONARIEDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. INVIABILIDADE. RESERVA DO POSSÍVEL. LIMITES. SEPARAÇÃO DE PODERES. AUSÊNCIA. VIÁVEL ATUAÇÃO DO JUDICIÁRIO. CASOS ESPECÍFICOS. 1. Uma vez demonstradas a necessidade e a utilidade com a manutenção da causa, repele-se assertiva de perda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF superveniente do objeto. 2. O decisum configura, pois, o corolário da exordial; a correlação entre pedido e sentença é medida que se impõe, mostrando-se vedado ao julgador decidir aquém (citra ou infra petita), fora (extra petita), ou além (ultra petita) do requerido na inicial. Eis o porquê de a decisão vincular- se à causa de pedir e ao pedido, tal como ocorreu no caso em tela. 3. O direito à educação - que representa prerrogativa constitucional deferida a todos, segundo o que preconiza o artigo 205 da Constituição Federal -, notadamente às crianças, conforme dispõem os artigos 208, I e IV, e 227 caput da Constituição da República -, qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos. 4. A efetivação do direito ao aprendizado não se encontra adstrita à avaliação de caráter discricionário feita pela Administração Pública. A força vinculante da norma constitucional mostra-se limitadora à discricionariedade político-administrativa, por meio de juízo de conveniência e oportunidade. 5. No que concerne ao Princípio da Separação de Poderes, o Supremo Tribunal Federal já exarou entendimento, no sentido que o Poder Judiciário tem espaço para atuar diante da ausência de implementação de políticas públicas pelo Executivo. Tal conduta não consubstancia invasão de competência, mas, apenas, evidencia o prestígio dos ditames constitucionais, mormente, o núcleo desses, qual seja, a dignidade da pessoa humana. 6. Não há, portanto, como o Poder Judiciário se escusar diante da situação apresentada nos autos, devendo ser veementemente repelida toda ação ou omissão do Estado que possa sujeitar o jurisdicionado deficiente a ensino que não atenda às suas necessidades. Trata-se da preponderância de princípio fundamental basilar da Carta Magna de 1988 - a dignidade da pessoa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF superveniente do objeto. 2. O decisum configura, pois, o corolário da exordial; a correlação entre pedido e sentença é medida que se impõe, mostrando-se vedado ao julgador decidir aquém (citra ou infra petita), fora (extra petita), ou além (ultra petita) do requerido na inicial. Eis o porquê de a decisão vincular- se à causa de pedir e ao pedido, tal como ocorreu no caso em tela. 3. O direito à educação - que representa prerrogativa constitucional deferida a todos, segundo o que preconiza o artigo 205 da Constituição Federal -, notadamente às crianças, conforme dispõem os artigos 208, I e IV, e 227 caput da Constituição da República -, qualifica-se como um dos direitos sociais mais expressivos. 4. A efetivação do direito ao aprendizado não se encontra adstrita à avaliação de caráter discricionário feita pela Administração Pública. A força vinculante da norma constitucional mostra-se limitadora à discricionariedade político-administrativa, por meio de juízo de conveniência e oportunidade. 5. No que concerne ao Princípio da Separação de Poderes, o Supremo Tribunal Federal já exarou entendimento, no sentido que o Poder Judiciário tem espaço para atuar diante da ausência de implementação de políticas públicas pelo Executivo. Tal conduta não consubstancia invasão de competência, mas, apenas, evidencia o prestígio dos ditames constitucionais, mormente, o núcleo desses, qual seja, a dignidade da pessoa humana. 6. Não há, portanto, como o Poder Judiciário se escusar diante da situação apresentada nos autos, devendo ser veementemente repelida toda ação ou omissão do Estado que possa sujeitar o jurisdicionado deficiente a ensino que não atenda às suas necessidades. Trata-se da preponderância de princípio fundamental basilar da Carta Magna de 1988 - a dignidade da pessoa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF humana. 7. De acordo com o disposto no parágrafo quarto do artigo 20 do Código de Processo Civil, a verba honorária deve ser fixada de maneira equitativa pelo juiz, baseado nos critérios das alíneas do parágrafo terceiro do mesmo dispositivo, o que, no presente caso, restou adequadamente aferido pela ilustre sentenciante. 8. Negou-se provimento ao apelo do Distrito Federal e ao reexame necessário.” Não foram opostos embargos de declaração. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 2...; 205; 208, I e IV; e 227, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não compete ao Poder Judiciário decidir se a proporção deve ser de 1:1, 2:3 ou 1:3, calcado em depoimento de testemunhas, que não conhecem o sistema de educação pública com a profundidade e amplitude necessária para esse tipo de decisão e apresentam apenas a chamada visão túnel – ou seja, o conhecimento do caso concreto, e não o sistema como um todo.” (eDOC 6, p. 24) Em 26.10.2017, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, que se manifestou por meio do parecer da lavra do Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco, cuja ementa transcrevo (eDOC 11, p. 1): “Recurso extraordinário. Concretização do direito à educação. Proteção integral da criança e do adolescente. Alegada violação do princípio da separação dos poderes não positivada. Precedentes. Pressupostos fáticos do caso concreto que não têm como ser revistos na instância extraordinária. Súmula 279. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. Decido. A pretensão recursal não merece acolhida. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF humana. 7. De acordo com o disposto no parágrafo quarto do artigo 20 do Código de Processo Civil, a verba honorária deve ser fixada de maneira equitativa pelo juiz, baseado nos critérios das alíneas do parágrafo terceiro do mesmo dispositivo, o que, no presente caso, restou adequadamente aferido pela ilustre sentenciante. 8. Negou-se provimento ao apelo do Distrito Federal e ao reexame necessário.” Não foram opostos embargos de declaração. No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 2...; 205; 208, I e IV; e 227, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não compete ao Poder Judiciário decidir se a proporção deve ser de 1:1, 2:3 ou 1:3, calcado em depoimento de testemunhas, que não conhecem o sistema de educação pública com a profundidade e amplitude necessária para esse tipo de decisão e apresentam apenas a chamada visão túnel – ou seja, o conhecimento do caso concreto, e não o sistema como um todo.” (eDOC 6, p. 24) Em 26.10.2017, abri vista dos autos à Procuradoria-Geral da República, que se manifestou por meio do parecer da lavra do Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco, cuja ementa transcrevo (eDOC 11, p. 1): “Recurso extraordinário. Concretização do direito à educação. Proteção integral da criança e do adolescente. Alegada violação do princípio da separação dos poderes não positivada. Precedentes. Pressupostos fáticos do caso concreto que não têm como ser revistos na instância extraordinária. Súmula 279. Parecer pelo desprovimento do recurso.” É o relatório. Decido. A pretensão recursal não merece acolhida. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF No que diz respeito à alegada violação do princípio da separação dos poderes, pela suposta interferência do Poder Judiciário em políticas públicas atinentes à esfera de competência do Poder Executivo, é firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos poderes, determinar a implementação de políticas públicas, inclusive relativamente à educação. Confira-se, a propósito, os seguintes acórdãos: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Educação de deficientes auditivos. Professores especializados em Libras. 3. Inadimplemento estatal de políticas públicas com previsão constitucional. Intervenção excepcional do Judiciário. Possibilidade. Precedentes. 4. Cláusula da reserva do possível. Inoponibilidade. Núcleo de intangibilidade dos direitos fundamentais. 5. Constitucionalidade e convencionalidade das políticas públicas de inserção dos portadores de necessidades especiais na sociedade. Precedentes. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 860979 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.5.2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. DETERIORAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DE INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO. CONSTRUÇÃO DE NOVA ESCOLA. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO BÁSICA. PRECEDENTES. As duas Turmas do Supremo Tribunal Federal possuem entendimento de que é possível ao Judiciário, em 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF No que diz respeito à alegada violação do princípio da separação dos poderes, pela suposta interferência do Poder Judiciário em políticas públicas atinentes à esfera de competência do Poder Executivo, é firme o entendimento deste Tribunal de que o Poder Judiciário pode, sem que fique configurada violação ao princípio da separação dos poderes, determinar a implementação de políticas públicas, inclusive relativamente à educação. Confira-se, a propósito, os seguintes acórdãos: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. Educação de deficientes auditivos. Professores especializados em Libras. 3. Inadimplemento estatal de políticas públicas com previsão constitucional. Intervenção excepcional do Judiciário. Possibilidade. Precedentes. 4. Cláusula da reserva do possível. Inoponibilidade. Núcleo de intangibilidade dos direitos fundamentais. 5. Constitucionalidade e convencionalidade das políticas públicas de inserção dos portadores de necessidades especiais na sociedade. Precedentes. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 860979 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 6.5.2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. DETERIORAÇÃO DAS INSTALAÇÕES DE INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO. CONSTRUÇÃO DE NOVA ESCOLA. POSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO BÁSICA. PRECEDENTES. As duas Turmas do Supremo Tribunal Federal possuem entendimento de que é possível ao Judiciário, em 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF situações excepcionais, determinar ao Poder Executivo a implementação de políticas públicas para garantir direitos constitucionalmente assegurados, a exemplo do direito ao acesso à educação básica, sem que isso implique ofensa ao princípio da separação dos Poderes. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 761127 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18.8.2014) Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação e reexame necessário, asseverou (eDOC 5 p. 44): “No caso em apreço, restou comprovado que os Autores já usufruíam de modelo educacional, até 2007, em que havia um professor para cada dois alunos, em razão das necessidades especiais dos Requerentes, bem como dos comportamentos auto e hetero agressivos que apresentam. (…) Por conseguinte, uma vez evidenciado o direito dos Demandantes a ensino especial que atenda às suas necessidades, não prosperam as razões do DISTRITO FEDERAL.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil.” Nas razões do agravo, reitera a fundamentação no tocante à ofensa ao princípio da separação do Poderes, afirmando que o entendimento do Supremo consignado na decisão agravada “Não se deve aplicar, portanto, a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF situações excepcionais, determinar ao Poder Executivo a implementação de políticas públicas para garantir direitos constitucionalmente assegurados, a exemplo do direito ao acesso à educação básica, sem que isso implique ofensa ao princípio da separação dos Poderes. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 761127 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 18.8.2014) Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem, quando do julgamento da apelação e reexame necessário, asseverou (eDOC 5 p. 44): “No caso em apreço, restou comprovado que os Autores já usufruíam de modelo educacional, até 2007, em que havia um professor para cada dois alunos, em razão das necessidades especiais dos Requerentes, bem como dos comportamentos auto e hetero agressivos que apresentam. (…) Por conseguinte, uma vez evidenciado o direito dos Demandantes a ensino especial que atenda às suas necessidades, não prosperam as razões do DISTRITO FEDERAL.” Como se depreende desses fundamentos, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do art. 932, IV, a e b, do Código de Processo Civil.” Nas razões do agravo, reitera a fundamentação no tocante à ofensa ao princípio da separação do Poderes, afirmando que o entendimento do Supremo consignado na decisão agravada “Não se deve aplicar, portanto, a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF todo e qualquer caso, onde haja somente supostas falhas na prestação do serviço, tampouco para somente impor benfeitorias genéricas nos imóveis em que prestada a atividade pública, como se pretende nestes autos.” (eDOC 14, p. 5) No mais, entende ser desnecessário o reexame dos fatos para a solução da controvérsia. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 17). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF todo e qualquer caso, onde haja somente supostas falhas na prestação do serviço, tampouco para somente impor benfeitorias genéricas nos imóveis em que prestada a atividade pública, como se pretende nestes autos.” (eDOC 14, p. 5) No mais, entende ser desnecessário o reexame dos fatos para a solução da controvérsia. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 17). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 35A2-6DAC-38DB-2AE6 e senha 661C-C4A2-5146-19AD Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Partindo-se dos contornos definidos nas instâncias de origem, o que se observa é que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inexistindo reparos a serem realizados na decisão monocrática agravada quanto ao particular, firme no sentido de que inexiste violação ao princípio da separação dos poderes na espécie. A esse respeito, acrescenta-se que em discussão relativa à realização obras emergenciais em presídios, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito do Recurso Extraordinário-RG 592.581, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 1....02.2016 (tema 220), com repercussão geral reconhecida, decidiu que é lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5..., XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa da assentada pelo Colegiado de origem no tocante às necessidades especiais dos autores e à fixação da proporção numérica de professor/aluno por sala de aula, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência inviável em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de dois salários mínimos, conforme Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD54-CE71-088A-AD6A e senha FACD-B82D-6086-0E33 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Partindo-se dos contornos definidos nas instâncias de origem, o que se observa é que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo não diverge da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, inexistindo reparos a serem realizados na decisão monocrática agravada quanto ao particular, firme no sentido de que inexiste violação ao princípio da separação dos poderes na espécie. A esse respeito, acrescenta-se que em discussão relativa à realização obras emergenciais em presídios, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o mérito do Recurso Extraordinário-RG 592.581, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 1....02.2016 (tema 220), com repercussão geral reconhecida, decidiu que é lícito ao Judiciário impor à Administração Pública obrigação de fazer, consistente na promoção de medidas ou na execução de obras emergenciais em estabelecimentos prisionais, para dar efetividade ao postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o respeito à sua integridade física e moral, nos termos do que preceitua o art. 5..., XLIX, da Constituição Federal, não sendo oponível à decisão o argumento da reserva do possível nem o princípio da separação dos poderes. Outrossim, para se chegar a conclusão diversa da assentada pelo Colegiado de origem no tocante às necessidades especiais dos autores e à fixação da proporção numérica de professor/aluno por sala de aula, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência inviável em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de dois salários mínimos, conforme Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD54-CE71-088A-AD6A e senha FACD-B82D-6086-0E33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD54-CE71-088A-AD6A e senha FACD-B82D-6086-0E33 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD54-CE71-088A-AD6A e senha FACD-B82D-6086-0E33 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) : PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9079-BF26-3564-3D1F e senha B950-9AA2-04F6-AE61 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.060.961 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS REPRESENTADA POR MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS AGDO.(A/S) : PEDRO MARTINS ALBERNAZ REPRESENTADO POR PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ ADV.(A/S) : SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO (17615/DF) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista nos arts. 81, § 2... e 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9079-BF26-3564-3D1F e senha B950-9AA2-04F6-AE61 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 961", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 961", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "ARE 860979 AgR", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR", "ARE 860979 AgR", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR", "ARE 761127 AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "ARE 761127 AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1060961", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 961", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 581", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 961", "Recurso Extraordinário - RG 592 . 581", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 1060961 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 060 . 961" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . , e 1", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 205 da Constituição Federal", "artigos 208 , I e IV , e 227 caput da Constituição da República", "Carta Magna de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 205 da Constituição Federal", "artigos 208 , I e IV , e 227 caput da Constituição da República", "Carta Magna de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo quarto do artigo 20 do Código de Processo Civil", "arts", "205 ; 208 , I e IV ; e 227 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "parágrafo quarto do artigo 20 do Código de Processo Civil", "arts . 2 . . . ; 205 ; 208 , I e IV ; e 227 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , IV , a e b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 932 , IV , a e b , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLIX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLIX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 81 , § 2 . . . e 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "1", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "1", ".", ". . Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Primeira Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS", "MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS", "PEDRO MARTINS ALBERNAZ", "PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS", "MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS", "PEDRO MARTINS ALBERNAZ", "PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS", "MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS", "PEDRO MARTINS ALBERNAZ", "PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "EDSON FACHIN", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS", "MÔNICA MATTHKE BRAGA", "PEDRO MARTINS ALBERNAZ", "PATRÍCIA MARTINS ALBERNAZ", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "FLÁVIA BRAGA FISCHER DIAS", "MÔNICA MATTHKE BRAGA FISCHER DIAS", "PEDRO MARTINS ALBERNAZ", "SPENCER DALTRO DE MIRANDA FILHO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "10", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "5", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "8", ".", "2014", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "8", ".", "2014", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", ".", "02", ".", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. ERRO MATERIAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. DESPROVIMENTO. 1. O Tribunal, no julgamento da ADI 1.098/SP, de relatoria do Min. Marco Aurélio, assentou ser admitida a expedição de precatório complementar somente nos casos de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização. 2. In casu, para divergir da conclusão adotada pelo Colegiado de origem quanto à existência de erro material no precatório, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que é vedado na via extraordinária, nos termos da Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2A7-C152-1293-BE65 e senha 9099-839F-6A2E-670B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1173203 AGR / RS nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2A7-C152-1293-BE65 e senha 9099-839F-6A2E-670B Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2A7-C152-1293-BE65 e senha 9099-839F-6A2E-670B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 14): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que, ao julgar a apelação, considerou inviável o ajuizamento de execução complementar, com base no fundamento de configurar-se fracionamento da execução de título outrora executado (eDOC 6, p. 2). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 100, § 8º, da Constituição Federal. Nas razões recursais, alega-se que o valor pretendido nessa nova ação de execução refere-se a período não incluído e não contemplado na ação primeira, motivo pelo qual não se configura fracionamento do valor executado, como considerou o acórdão recorrido (eDOC 7, p. 9). A Primeira Vice-Presidência do TJRS inadmitiu o recurso com fundamento na jurisprudência do STF (eDOC 9). É o relatório. Decido. Inicialmente, convém recordar entendimento consolidado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 14): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que, ao julgar a apelação, considerou inviável o ajuizamento de execução complementar, com base no fundamento de configurar-se fracionamento da execução de título outrora executado (eDOC 6, p. 2). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 100, § 8º, da Constituição Federal. Nas razões recursais, alega-se que o valor pretendido nessa nova ação de execução refere-se a período não incluído e não contemplado na ação primeira, motivo pelo qual não se configura fracionamento do valor executado, como considerou o acórdão recorrido (eDOC 7, p. 9). A Primeira Vice-Presidência do TJRS inadmitiu o recurso com fundamento na jurisprudência do STF (eDOC 9). É o relatório. Decido. Inicialmente, convém recordar entendimento consolidado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1173203 AGR / RS pelo STF, por meio do julgamento da ADI 1.098/SP, de relatoria do Min. Marco Aurélio, que assentou ser admitida a expedição de precatório complementar somente nos casos de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização, o que não é o caso do autos. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO E CITAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA: DESNECESSIDADE NAS HIPÓTESES DE ERRO MATERIAL, INEXATIDÕES ARITMÉTICAS OU SUBSTITUIÇÃO DE ÍNDICES DE ATUALIZAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 939.112 AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 28/4/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIOS. COMPLEMENTAÇÃO DE PRECATÓRIO ORIGINAL. NÃO CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES PERMISSIVAS. NECESSIDADE DE EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A complementação de precatório original apenas pode ocorrer em três hipóteses: a) erro material; b) inexatidão aritmética; c) substituição do índice aplicado ao caso, por força normativa. ADI 2.024/SP, Rel. Min. Carlos Velloso. II A não verificação de uma das hipóteses permissivas enseja a expedição de novo precatório, observada a vedação do § 8º do art. 100 da CF/1988. III Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 722.803 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS pelo STF, por meio do julgamento da ADI 1.098/SP, de relatoria do Min. Marco Aurélio, que assentou ser admitida a expedição de precatório complementar somente nos casos de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização, o que não é o caso do autos. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO E CITAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA: DESNECESSIDADE NAS HIPÓTESES DE ERRO MATERIAL, INEXATIDÕES ARITMÉTICAS OU SUBSTITUIÇÃO DE ÍNDICES DE ATUALIZAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 939.112 AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 28/4/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIOS. COMPLEMENTAÇÃO DE PRECATÓRIO ORIGINAL. NÃO CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES PERMISSIVAS. NECESSIDADE DE EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A complementação de precatório original apenas pode ocorrer em três hipóteses: a) erro material; b) inexatidão aritmética; c) substituição do índice aplicado ao caso, por força normativa. ADI 2.024/SP, Rel. Min. Carlos Velloso. II A não verificação de uma das hipóteses permissivas enseja a expedição de novo precatório, observada a vedação do § 8º do art. 100 da CF/1988. III Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 722.803 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1173203 AGR / RS “Agravo regimental no recurso extraordinário. precatório. Crédito complementar. Dispensa da expedição de novo precatório. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte pacificou-se no sentido de que a dispensa de novo precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado em razão de erro material ou de inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na hipótese de substituição, por força de lei, do índice aplicado. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 515.201 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 17/5/12). Observo que, ao julgar a apelação, o Tribunal de origem concluiu (eDOC-6 , pp. 8 e 9): “Com efeito, da manifestação da credora e em consulta ao site do TJ/RS, se contata que a presente execução se refere à complementação da precedente execução de sentença de nº 001/1.11.0089834-5 proposta após liquidação da sentença concluída em julho2010, a qual foi extinta por força do pagamento, conforme consulta no site do ETJRS. Ocorre que, como bem destacado pela parte contrária, a cobrança de valores não exigidos naquela ação configura efetivo fracionamento do crédito principal, pois embasada no mesmo título judicial já executado.” Sendo essas as razões de decidir, dissentir dos fundamentos adotados pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Nesse sentido: ARE 1.168.685, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 29.10.2018; 1.168.695, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 30.10.2018; 1.168.693, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 09.11.2018; e 1.168.678, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 25.10.2018. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS “Agravo regimental no recurso extraordinário. precatório. Crédito complementar. Dispensa da expedição de novo precatório. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte pacificou-se no sentido de que a dispensa de novo precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado em razão de erro material ou de inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na hipótese de substituição, por força de lei, do índice aplicado. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 515.201 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 17/5/12). Observo que, ao julgar a apelação, o Tribunal de origem concluiu (eDOC-6 , pp. 8 e 9): “Com efeito, da manifestação da credora e em consulta ao site do TJ/RS, se contata que a presente execução se refere à complementação da precedente execução de sentença de nº 001/1.11.0089834-5 proposta após liquidação da sentença concluída em julho2010, a qual foi extinta por força do pagamento, conforme consulta no site do ETJRS. Ocorre que, como bem destacado pela parte contrária, a cobrança de valores não exigidos naquela ação configura efetivo fracionamento do crédito principal, pois embasada no mesmo título judicial já executado.” Sendo essas as razões de decidir, dissentir dos fundamentos adotados pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Nesse sentido: ARE 1.168.685, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 29.10.2018; 1.168.695, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 30.10.2018; 1.168.693, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 09.11.2018; e 1.168.678, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 25.10.2018. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1173203 AGR / RS Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do artigo 932, IV, “b”, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, bem como os §§ 3º e 4º do art. 98.” Nas razões do regimental sustenta a não incidência do óbice da Súmula 279 do STF e reitera a fundamentação no tocante à possibilidade de pagamento de precatório complementar. Aponta a existência de erro material em virtude de equívoco no cálculo do precatório, que não teria contemplado período devido. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 20). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do artigo 932, IV, “b”, do CPC. Nos termos do artigo 85, § 11, CPC, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2º e 3º do mesmo dispositivo, bem como os §§ 3º e 4º do art. 98.” Nas razões do regimental sustenta a não incidência do óbice da Súmula 279 do STF e reitera a fundamentação no tocante à possibilidade de pagamento de precatório complementar. Aponta a existência de erro material em virtude de equívoco no cálculo do precatório, que não teria contemplado período devido. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 20). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Recorrente. As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme consignado em sede monocrática, a discussão acerca da existência de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização que, nos termos da ADI 1.098/SP, autorizam a expedição de precatório complementar, está condicionada à análise do conjunto fático probatório dos autos, providência incabível em sede de extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes colacionados em sede monocrática, observa-se as seguintes ementas: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que não se exclui da sistemática do art. 100 da Constituição o pagamento de valores complementares ao precatório satisfeito parcialmente, salvo nas hipóteses de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices aplicáveis ao caso. 2. Divergir do entendimento do Tribunal de origem de que não houve erro material, e chegar à conclusão adotada pela parte recorrente no sentido da existência de erro material que justificaria a expedição de precatório complementar, demandaria o reexame da fatos e provas, procedimento vedado neste Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Recorrente. As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme consignado em sede monocrática, a discussão acerca da existência de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização que, nos termos da ADI 1.098/SP, autorizam a expedição de precatório complementar, está condicionada à análise do conjunto fático probatório dos autos, providência incabível em sede de extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, além dos precedentes colacionados em sede monocrática, observa-se as seguintes ementas: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que não se exclui da sistemática do art. 100 da Constituição o pagamento de valores complementares ao precatório satisfeito parcialmente, salvo nas hipóteses de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices aplicáveis ao caso. 2. Divergir do entendimento do Tribunal de origem de que não houve erro material, e chegar à conclusão adotada pela parte recorrente no sentido da existência de erro material que justificaria a expedição de precatório complementar, demandaria o reexame da fatos e provas, procedimento vedado neste Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1173203 AGR / RS momento processual, conforme a Súmula 279/STF. 3. Nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 1172896 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 11.03.19) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. SALDO REMANESCENTE. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO– PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 1065086 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 06.09.18) Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Mantenho a majoração da verba honorária, ressaltando a observância dos limites dos §§ 2º e 3º do artigo 85, §11, do Código de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS momento processual, conforme a Súmula 279/STF. 3. Nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (ARE 1172896 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 11.03.19) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. SALDO REMANESCENTE. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO– PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (RE 1065086 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 06.09.18) Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. Mantenho a majoração da verba honorária, ressaltando a observância dos limites dos §§ 2º e 3º do artigo 85, §11, do Código de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1173203 AGR / RS Processo Civil. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS Processo Civil. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 161E-F015-5A08-EE9B e senha 62E9-10E1-978D-8553 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 161E-F015-5A08-EE9B e senha 62E9-10E1-978D-8553 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743149
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. ERRO MATERIAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. DESPROVIMENTO. 1. O Tribunal, no julgamento da ADI 1.098/SP, de relatoria do Min. Marco Aurélio, assentou ser admitida a expedição de precatório complementar somente nos casos de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização. 2. In casu, para divergir da conclusão adotada pelo Colegiado de origem quanto à existência de erro material no precatório, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que é vedado na via extraordinária, nos termos da Súmula 279 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC.
sjur403112
- Acórdão(s) citado(s): (PRECATÓRIO, PRESIDENTE DO TRIBUNAL, CORREÇÃO, ERRO MATERIAL) ADI 1098 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 07/06/2019, AMS.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1173203
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1173203 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. ERRO MATERIAL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. DESPROVIMENTO. 1. O Tribunal, no julgamento da ADI 1.098/SP, de relatoria do Min. Marco Aurélio, assentou ser admitida a expedição de precatório complementar somente nos casos de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização. 2. In casu, para divergir da conclusão adotada pelo Colegiado de origem quanto à existência de erro material no precatório, seria necessário o reexame de fatos e provas, o que é vedado na via extraordinária, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2A7-C152-1293-BE65 e senha 9099-839F-6A2E-670B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1173203 AGR / RS nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2A7-C152-1293-BE65 e senha 9099-839F-6A2E-670B Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E2A7-C152-1293-BE65 e senha 9099-839F-6A2E-670B Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 14): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que, ao julgar a apelação, considerou inviável o ajuizamento de execução complementar, com base no fundamento de configurar-se fracionamento da execução de título outrora executado (eDOC 6, p. 2). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 100, § 8..., da Constituição Federal. Nas razões recursais, alega-se que o valor pretendido nessa nova ação de execução refere-se a período não incluído e não contemplado na ação primeira, motivo pelo qual não se configura fracionamento do valor executado, como considerou o acórdão recorrido (eDOC 7, p. 9). A Primeira Vice-Presidência do TJRS inadmitiu o recurso com fundamento na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (eDOC 9). É o relatório. Decido. Inicialmente, convém recordar entendimento consolidado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) :PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos (eDOC 14): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que, ao julgar a apelação, considerou inviável o ajuizamento de execução complementar, com base no fundamento de configurar-se fracionamento da execução de título outrora executado (eDOC 6, p. 2). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, a, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 100, § 8..., da Constituição Federal. Nas razões recursais, alega-se que o valor pretendido nessa nova ação de execução refere-se a período não incluído e não contemplado na ação primeira, motivo pelo qual não se configura fracionamento do valor executado, como considerou o acórdão recorrido (eDOC 7, p. 9). A Primeira Vice-Presidência do TJRS inadmitiu o recurso com fundamento na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (eDOC 9). É o relatório. Decido. Inicialmente, convém recordar entendimento consolidado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1173203 AGR / RS pelo Supremo Tribunal Federal, por meio do julgamento da ADI 1.098/SP, de relatoria do Min. Marco Aurélio, que assentou ser admitida a expedição de precatório complementar somente nos casos de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização, o que não é o caso do autos. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO E CITAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA: DESNECESSIDADE NAS HIPÓTESES DE ERRO MATERIAL, INEXATIDÕES ARITMÉTICAS OU SUBSTITUIÇÃO DE ÍNDICES DE ATUALIZAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 939.112 AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 28/4/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIOS. COMPLEMENTAÇÃO DE PRECATÓRIO ORIGINAL. NÃO CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES PERMISSIVAS. NECESSIDADE DE EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A complementação de precatório original apenas pode ocorrer em três hipóteses: a) erro material; b) inexatidão aritmética; c) substituição do índice aplicado ao caso, por força normativa. ADI 2.024/SP, Rel. Min. Carlos Velloso. II A não verificação de uma das hipóteses permissivas enseja a expedição de novo precatório, observada a vedação do § 8... do art. 100 da Constituição Federal de 1988/1988. III Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 722.803 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS pelo Supremo Tribunal Federal, por meio do julgamento da ADI 1.098/SP, de relatoria do Min. Marco Aurélio, que assentou ser admitida a expedição de precatório complementar somente nos casos de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização, o que não é o caso do autos. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL. EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO E CITAÇÃO DA FAZENDA PÚBLICA: DESNECESSIDADE NAS HIPÓTESES DE ERRO MATERIAL, INEXATIDÕES ARITMÉTICAS OU SUBSTITUIÇÃO DE ÍNDICES DE ATUALIZAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 939.112 AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia , DJe de 28/4/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL. FINANCEIRO. PRECATÓRIOS. COMPLEMENTAÇÃO DE PRECATÓRIO ORIGINAL. NÃO CONFIGURAÇÃO DAS HIPÓTESES PERMISSIVAS. NECESSIDADE DE EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I A complementação de precatório original apenas pode ocorrer em três hipóteses: a) erro material; b) inexatidão aritmética; c) substituição do índice aplicado ao caso, por força normativa. ADI 2.024/SP, Rel. Min. Carlos Velloso. II A não verificação de uma das hipóteses permissivas enseja a expedição de novo precatório, observada a vedação do § 8... do art. 100 da Constituição Federal de 1988/1988. III Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 722.803 AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1173203 AGR / RS “Agravo regimental no recurso extraordinário. precatório. Crédito complementar. Dispensa da expedição de novo precatório. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte pacificou-se no sentido de que a dispensa de novo precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado em razão de erro material ou de inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na hipótese de substituição, por força de lei, do índice aplicado. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 515.201 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 17/5/12). Observo que, ao julgar a apelação, o Tribunal de origem concluiu (eDOC-6 , pp. 8 e 9): “Com efeito, da manifestação da credora e em consulta ao site do TJ/RS, se contata que a presente execução se refere à complementação da precedente execução de sentença de n 001/1.11.0089834-5 proposta após liquidação da sentença concluída em julho2010, a qual foi extinta por força do pagamento, conforme consulta no site do ETJRS. Ocorre que, como bem destacado pela parte contrária, a cobrança de valores não exigidos naquela ação configura efetivo fracionamento do crédito principal, pois embasada no mesmo título judicial já executado.” Sendo essas as razões de decidir, dissentir dos fundamentos adotados pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 1.168.685, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 29.10.2018; 1.168.695, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 30.10.2018; 1.168.693, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 09.11.2018; e 1.168.678, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 25.10.2018. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS “Agravo regimental no recurso extraordinário. precatório. Crédito complementar. Dispensa da expedição de novo precatório. Precedentes. 1. A jurisprudência desta Corte pacificou-se no sentido de que a dispensa de novo precatório ocorrerá quando se tratar de crédito apurado em razão de erro material ou de inexatidão aritmética dos cálculos do precatório, ou na hipótese de substituição, por força de lei, do índice aplicado. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 515.201 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 17/5/12). Observo que, ao julgar a apelação, o Tribunal de origem concluiu (eDOC-6 , pp. 8 e 9): “Com efeito, da manifestação da credora e em consulta ao site do TJ/RS, se contata que a presente execução se refere à complementação da precedente execução de sentença de n 001/1.11.0089834-5 proposta após liquidação da sentença concluída em julho2010, a qual foi extinta por força do pagamento, conforme consulta no site do ETJRS. Ocorre que, como bem destacado pela parte contrária, a cobrança de valores não exigidos naquela ação configura efetivo fracionamento do crédito principal, pois embasada no mesmo título judicial já executado.” Sendo essas as razões de decidir, dissentir dos fundamentos adotados pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ARE 1.168.685, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 29.10.2018; 1.168.695, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 30.10.2018; 1.168.693, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 09.11.2018; e 1.168.678, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 25.10.2018. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 1173203 AGR / RS Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do artigo 932, IV, “b”, do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo, bem como os §§ 3... e 4... do art. 98.” Nas razões do regimental sustenta a não incidência do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e reitera a fundamentação no tocante à possibilidade de pagamento de precatório complementar. Aponta a existência de erro material em virtude de equívoco no cálculo do precatório, que não teria contemplado período devido. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 20). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS Ante o exposto, nego provimento ao recurso, nos termos do artigo 932, IV, “b”, do Código de Processo Civil. Nos termos do artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, majoro em ¼ (um quarto) os honorários fixados anteriormente, devendo ser observados os limites dos §§ 2... e 3... do mesmo dispositivo, bem como os §§ 3... e 4... do art. 98.” Nas razões do regimental sustenta a não incidência do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal e reitera a fundamentação no tocante à possibilidade de pagamento de precatório complementar. Aponta a existência de erro material em virtude de equívoco no cálculo do precatório, que não teria contemplado período devido. A parte agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 20). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1514-9243-A591-E1B6 e senha 4AF9-1884-66D7-C80F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Recorrente. As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme consignado em sede monocrática, a discussão acerca da existência de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização que, nos termos da ADI 1.098/SP, autorizam a expedição de precatório complementar, está condicionada à análise do conjunto fático probatório dos autos, providência incabível em sede de extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes colacionados em sede monocrática, observa-se as seguintes ementas: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que não se exclui da sistemática do art. 100 da Constituição o pagamento de valores complementares ao precatório satisfeito parcialmente, salvo nas hipóteses de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices aplicáveis ao caso. 2. Divergir do entendimento do Tribunal de origem de que não houve erro material, e chegar à conclusão adotada pela parte recorrente no sentido da existência de erro material que justificaria a expedição de precatório complementar, demandaria o reexame da fatos e provas, procedimento vedado neste Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Recorrente. As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme consignado em sede monocrática, a discussão acerca da existência de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices de atualização que, nos termos da ADI 1.098/SP, autorizam a expedição de precatório complementar, está condicionada à análise do conjunto fático probatório dos autos, providência incabível em sede de extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes colacionados em sede monocrática, observa-se as seguintes ementas: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. FRACIONAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que não se exclui da sistemática do art. 100 da Constituição o pagamento de valores complementares ao precatório satisfeito parcialmente, salvo nas hipóteses de erro material, inexatidão aritmética ou substituição de índices aplicáveis ao caso. 2. Divergir do entendimento do Tribunal de origem de que não houve erro material, e chegar à conclusão adotada pela parte recorrente no sentido da existência de erro material que justificaria a expedição de precatório complementar, demandaria o reexame da fatos e provas, procedimento vedado neste Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1173203 AGR / RS momento processual, conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Nos termos do art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 1172896 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 11.03.19) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. SALDO REMANESCENTE. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO– PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 1065086 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 06.09.18) Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Mantenho a majoração da verba honorária, ressaltando a observância dos limites dos §§ 2... e 3... do artigo 85, §11, do Código de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS momento processual, conforme a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Nos termos do art. 85, §11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. Tal verba, contudo, fica com sua exigibilidade suspensa em razão do deferimento da assistência judiciária gratuita ao agravante, nos termos do art. 98, § 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (ARE 1172896 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 11.03.19) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. SALDO REMANESCENTE. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE EXPEDIÇÃO DE NOVO PRECATÓRIO. PRECEDENTES. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO– PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (Recurso Extraordinário 1065086 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 06.09.18) Ante o exposto, diante do caráter manifestamente protelatório do recurso, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte Agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. Mantenho a majoração da verba honorária, ressaltando a observância dos limites dos §§ 2... e 3... do artigo 85, §11, do Código de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1173203 AGR / RS Processo Civil. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Supremo Tribunal Federal ARE 1173203 AGR / RS Processo Civil. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DF2D-EFC8-0E9D-A041 e senha C603-5BE8-6FD5-1810 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 161E-F015-5A08-EE9B e senha 62E9-10E1-978D-8553 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.173.203 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : DEISI RECH GODINHO ADV.(A/S) : PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND (70837/RS) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 161E-F015-5A08-EE9B e senha 62E9-10E1-978D-8553 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 173 . 203", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ADI 1 . 098 / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE 1173203 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 173 . 203", "ARE 1173203 AGR / RS", "ADI 1 . 098 / SP", "ARE 939 . 112 AgR", "ADI 2 . 024 / SP", "ARE 722 . 803 AgR", "ARE 1173203 AGR / RS", "ADI 1 . 098 / SP", "ARE 939 . 112 AgR", "ADI 2 . 024 / SP", "ARE 722 . 803 AgR", "ARE 1173203 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 515 . 201 AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 168 . 685", ".", ".", ".", "ARE 1173203 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 515 . 201 AgR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 168 . 685", "ARE 1173203 AGR / RS", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ADI 1 . 098 / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1172896 AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1065086 AgR", "ARE 1173203 AGR /", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1172896 AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1065086 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Presidência do TJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Primeira Vice - Presidência do TJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "TJ", "/", "RS", "ETJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "TJ", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "DEISI RECH GODINHO", "PAULA CRISTINA", "ELY BERGAMASCHI BERND", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DEISI RECH GODINHO", "PAULA CRISTINA", "ELY BERGAMASCHI BERND", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DEISI RECH GODINHO", "PAULA CRISTINA", "ELY BERGAMASCHI BERND", "EDSON FACHIN", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Carlos Velloso", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Cármen Lúcia", "Carlos Velloso", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Alexandre de Moraes", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN ARE", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "DEISI", "RECH", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "EDSON FACHIN", "DEISI RECH GODINHO", "PAULA CRISTINA ELY BERGAMASCHI BERND", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "4", "/", "2016", "15", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "4", "/", "2016", "15", "/", "8", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "12", "julho2010", "29", ".", "10", ".", "2018", "30", ".", "10", ".", "2018", "09", ".", "11", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "5", "/", "12", "julho2010", "29", ".", "10", ".", "2018", "30", ".", "10", ".", "2018", "09", ".", "11", ".", "2018", "25", ".", "10", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "03", ".", "19", "06", ".", "09", ".", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "03", ".", "19", "06", ".", "09", ".", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VICENTE DIEL ADV.(A/S) :ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. PREFEITO. SUPERVISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SÚMULA 279/STF. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, “à luz da interpretação conferida por esta corte ao art. 29, X, da Constituição Federal, não faria sentido algum que se permitisse que a Autoridade Policial investigasse o agente político sem garantir o exercício do controle jurisdicional e a supervisão do inquérito pelo Tribunal competente” (AP 912, Rel. Min. Luiz Fux). Ainda nessa linha, vejam-se o RE 1.113.664, de minha relatoria; a AP 933, Rel. Min. Dias Toffoli. 2. No caso, existem particularidades que afastam esse entendimento. É que para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ACF-3863-3575-6061 e senha AB5F-4114-8A38-3539 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 1192308 AGR / RS Brasília, 19 a 26 de abril de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ACF-3863-3575-6061 e senha AB5F-4114-8A38-3539 Supremo Tribunal Federal RE 1192308 AGR / RS Brasília, 19 a 26 de abril de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ACF-3863-3575-6061 e senha AB5F-4114-8A38-3539 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VICENTE DIEL ADV.(A/S) :ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, sob o fundamento de que para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. 2. A parte agravante reitera os argumentos trazidos no recurso extraordinário. Sustenta que o “indiciamento” do recorrente não foi o único ato do delegado usurpador de competência. Quando o delegado entendeu em direcionar seus esforços para o comunicante do B.O. e ora recorrente, em detrimento do falsário Paulo Cesar, vulgo “PC”, de pronto realizou perícia grafotécnica nas assinaturas do recorrente presentes no “contrato forjado” por sua livre iniciativa, SEM QUALQUER DEFERIMENTO OU SUPERVISÃO DO TJRS, sendo que tal perícia, foi determinante para o posterior indiciamento do recorrente por quem não detinha competência e, principalmente, SEM QUE TENHA HAVIDO QUALQUER AUTORIZAÇÃO DO TJRS PARA TAL PERÍCIA! Então, em revolvendo os documentos como fez este relator, para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A66-C926-9C47-AE24 e senha 06DC-1B2D-08A8-730A Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VICENTE DIEL ADV.(A/S) :ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, sob o fundamento de que para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. 2. A parte agravante reitera os argumentos trazidos no recurso extraordinário. Sustenta que o “indiciamento” do recorrente não foi o único ato do delegado usurpador de competência. Quando o delegado entendeu em direcionar seus esforços para o comunicante do B.O. e ora recorrente, em detrimento do falsário Paulo Cesar, vulgo “PC”, de pronto realizou perícia grafotécnica nas assinaturas do recorrente presentes no “contrato forjado” por sua livre iniciativa, SEM QUALQUER DEFERIMENTO OU SUPERVISÃO DO TJRS, sendo que tal perícia, foi determinante para o posterior indiciamento do recorrente por quem não detinha competência e, principalmente, SEM QUE TENHA HAVIDO QUALQUER AUTORIZAÇÃO DO TJRS PARA TAL PERÍCIA! Então, em revolvendo os documentos como fez este relator, para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A66-C926-9C47-AE24 e senha 06DC-1B2D-08A8-730A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 1192308 AGR / RS negar seguimento por compreender que o delegado “apenas indiciou” o recorrente/prefeito, o que vedado pela súmula 279 deste sodalício, deverá usar o mesmo critério para identificar que na verdade o delegado, ao seu livre arbítrio e sem qualquer DEFERIMENTO de autoridade competente, realizou diligências indispensáveis ao “indiciamento” do recorrente, sendo uma delas a utilização de perícia grafotécnica que compreendeu que de baixo das rasuras no local das assinaturas, em algum momento, teria havido a real assinatura do prefeito, o que nunca se negou, sendo que, o que o recorrente alega é que assinou precipitadamente os contratos e em seguida os anulou com a rasura de sua assinatura, pois consultou o departamento jurídico do município e foi orientado a tanto e assim o fez”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A66-C926-9C47-AE24 e senha 06DC-1B2D-08A8-730A Supremo Tribunal Federal RE 1192308 AGR / RS negar seguimento por compreender que o delegado “apenas indiciou” o recorrente/prefeito, o que vedado pela súmula 279 deste sodalício, deverá usar o mesmo critério para identificar que na verdade o delegado, ao seu livre arbítrio e sem qualquer DEFERIMENTO de autoridade competente, realizou diligências indispensáveis ao “indiciamento” do recorrente, sendo uma delas a utilização de perícia grafotécnica que compreendeu que de baixo das rasuras no local das assinaturas, em algum momento, teria havido a real assinatura do prefeito, o que nunca se negou, sendo que, o que o recorrente alega é que assinou precipitadamente os contratos e em seguida os anulou com a rasura de sua assinatura, pois consultou o departamento jurídico do município e foi orientado a tanto e assim o fez”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A66-C926-9C47-AE24 e senha 06DC-1B2D-08A8-730A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos, que mantenho como razões de decidir: “[...] Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: “APELAÇÃO CRIMINAL. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. PREFEITO. INDICIAMENTO. SUPERVISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE AFASTADA. 1. Inexiste irregularidade no procedimento investigativo conduzido pelo Delegado de Polícia que, no curso do inquérito, conclui pelo indiciamento do então Prefeito Municipal pela prática de denunciação caluniosa, passando-se, então, ao processamento na forma do art. 29, X, da CF. Nulidade afastada. 2. Segundo precedentes do STJ e STF, "a prerrogativa de foro do autor do fato delituoso é critério atinente, de modo exclusivo, à determinação da competência jurisdicional originária do tribunal respectivo, quando do oferecimento da denúncia ou, eventualmente, antes dela, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos, que mantenho como razões de decidir: “[...] Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: “APELAÇÃO CRIMINAL. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. PREFEITO. INDICIAMENTO. SUPERVISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE AFASTADA. 1. Inexiste irregularidade no procedimento investigativo conduzido pelo Delegado de Polícia que, no curso do inquérito, conclui pelo indiciamento do então Prefeito Municipal pela prática de denunciação caluniosa, passando-se, então, ao processamento na forma do art. 29, X, da CF. Nulidade afastada. 2. Segundo precedentes do STJ e STF, "a prerrogativa de foro do autor do fato delituoso é critério atinente, de modo exclusivo, à determinação da competência jurisdicional originária do tribunal respectivo, quando do oferecimento da denúncia ou, eventualmente, antes dela, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1192308 AGR / RS se se fizer necessária diligência sujeita à prévia autorização judicial (STF, Pet 3825 QO). Precedentes. APELAÇÃO PROVIDA.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 29, X, da CF. Aduz que ‘durante o transcurso do inquérito, o delegado de polícia, de ofício, entendendo se tratar de possível delito de denunciação caluniosa em tese praticado pelo prefeito, por iniciativa própria, redirecionou o curso da investigação - inquérito - contra o prefeito, sem encaminhar a quem de direito, qual seja, a procuradoria geral de justiça do RS para que a mesma, sob supervisão do TJRS, comandasse e desse seguimento a eventual inquérito penal contra o prefeito, requerendo diligências e com deferimentos, as realizasse e, se assim entendesse, efetuasse indiciamento e promovesse denúncia contra o recorrente/prefeito. Nesse exato momento, REDIRECIONAMENTO DO INQUÉRITO CONTRA O PREFEITO, por autoridade sem competência, operou-se a NULIDADE ABSOLUTA DO FEITO, como muito bem identificou a magistrada de 1º grau’. Afirma que ‘tudo transcorreu à revelia do TJRS e sempre exclusivamente sob o comando do delegado de polícia, autoridade ABSOLUTAMENTE incompetente para o caso, realizando o delegado de polícia oitivas, perícia grafotécnica e indiciamento do prefeito, tudo ao arrepio da norma Constitucional contida no artigo 29, X da Carta Maior’. O recurso é inadmissível. De início, anoto que não desconheço a jurisprudência do STF no sentido de que, ‘à luz da interpretação conferida por esta corte ao art. 29, X, da Constituição Federal, não faria sentido algum que se permitisse que a Autoridade Policial investigasse o agente político sem garantir o exercício do controle jurisdicional e a supervisão do inquérito pelo Tribunal competente” (AP 912, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux). Ainda nessa linha, vejam-se o RE 1.113.664, de minha relatoria; e a AP 933, Rel. Min. Dias Toffoli. No entanto, no caso que ora se trata, existem particularidades que afastam esse entendimento. Nesse sentido, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal RE 1192308 AGR / RS se se fizer necessária diligência sujeita à prévia autorização judicial (STF, Pet 3825 QO). Precedentes. APELAÇÃO PROVIDA.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 29, X, da CF. Aduz que ‘durante o transcurso do inquérito, o delegado de polícia, de ofício, entendendo se tratar de possível delito de denunciação caluniosa em tese praticado pelo prefeito, por iniciativa própria, redirecionou o curso da investigação - inquérito - contra o prefeito, sem encaminhar a quem de direito, qual seja, a procuradoria geral de justiça do RS para que a mesma, sob supervisão do TJRS, comandasse e desse seguimento a eventual inquérito penal contra o prefeito, requerendo diligências e com deferimentos, as realizasse e, se assim entendesse, efetuasse indiciamento e promovesse denúncia contra o recorrente/prefeito. Nesse exato momento, REDIRECIONAMENTO DO INQUÉRITO CONTRA O PREFEITO, por autoridade sem competência, operou-se a NULIDADE ABSOLUTA DO FEITO, como muito bem identificou a magistrada de 1º grau’. Afirma que ‘tudo transcorreu à revelia do TJRS e sempre exclusivamente sob o comando do delegado de polícia, autoridade ABSOLUTAMENTE incompetente para o caso, realizando o delegado de polícia oitivas, perícia grafotécnica e indiciamento do prefeito, tudo ao arrepio da norma Constitucional contida no artigo 29, X da Carta Maior’. O recurso é inadmissível. De início, anoto que não desconheço a jurisprudência do STF no sentido de que, ‘à luz da interpretação conferida por esta corte ao art. 29, X, da Constituição Federal, não faria sentido algum que se permitisse que a Autoridade Policial investigasse o agente político sem garantir o exercício do controle jurisdicional e a supervisão do inquérito pelo Tribunal competente” (AP 912, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux). Ainda nessa linha, vejam-se o RE 1.113.664, de minha relatoria; e a AP 933, Rel. Min. Dias Toffoli. No entanto, no caso que ora se trata, existem particularidades que afastam esse entendimento. Nesse sentido, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1192308 AGR / RS vejam-se os seguintes trechos do parecer do Ministério Público Federal: ‘[...] Pois bem, na espécie, não se vislumbra qualquer violação ao dispositivo constitucional invocado, o inc. X do art. 29 da CF/88. Como restou muito bem assentado pelo TJ/RS quando do julgamento da apelação interposta pelo MP/RS “inexiste irregularidade no procedimento investigativo conduzido pelo Delegado de Polícia que, no curso do inquérito, conclui pelo indiciamento do então Prefeito Municipal pela prática de denunciação caluniosa, passando-se, então, ao processamento na forma do art. 29, X, da CF” (f. 1064). É dizer, a investigação não foi instaurada contra o prefeito municipal, detentor de foro penal especial, mas sim contra terceira pessoa, tendo sido o ora recorrente quem comunicou os fatos à autoridade policial, sendo que ao final das investigações, após apuração dos fatos e seu, consequente e lógico, indiciamento pelo crime de denunciação caluniosa, de imediato os autos foram remetidos ao TJ/RS para prosseguimento do feito, dentro dos ditames constitucionais. Conforme se verifica dos autos, o relatório policial (bastante minucioso na descrição dos fatos e das condutas), foi concluído em 30/01/2009, tendo sido informado seu andamento ao il. Procurador de Justiça, Coordenador da Procuradoria de Prefeitos, em 17/03/2009 através do Ofício 0200/2009 (f. 585), sendo que, em 08/04/2009 o Juízo determinou a remessa dos autos à 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS (f. 602), os quais foram recebidos pelo TJ/RS em 15/04/2009 (f. 608). Desde de então, o processo seguiu seus trâmites perante a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, tendo, inclusive, a denúncia sido recebida por esta em 08/04/2010 (f. 636). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal RE 1192308 AGR / RS vejam-se os seguintes trechos do parecer do Ministério Público Federal: ‘[...] Pois bem, na espécie, não se vislumbra qualquer violação ao dispositivo constitucional invocado, o inc. X do art. 29 da CF/88. Como restou muito bem assentado pelo TJ/RS quando do julgamento da apelação interposta pelo MP/RS “inexiste irregularidade no procedimento investigativo conduzido pelo Delegado de Polícia que, no curso do inquérito, conclui pelo indiciamento do então Prefeito Municipal pela prática de denunciação caluniosa, passando-se, então, ao processamento na forma do art. 29, X, da CF” (f. 1064). É dizer, a investigação não foi instaurada contra o prefeito municipal, detentor de foro penal especial, mas sim contra terceira pessoa, tendo sido o ora recorrente quem comunicou os fatos à autoridade policial, sendo que ao final das investigações, após apuração dos fatos e seu, consequente e lógico, indiciamento pelo crime de denunciação caluniosa, de imediato os autos foram remetidos ao TJ/RS para prosseguimento do feito, dentro dos ditames constitucionais. Conforme se verifica dos autos, o relatório policial (bastante minucioso na descrição dos fatos e das condutas), foi concluído em 30/01/2009, tendo sido informado seu andamento ao il. Procurador de Justiça, Coordenador da Procuradoria de Prefeitos, em 17/03/2009 através do Ofício 0200/2009 (f. 585), sendo que, em 08/04/2009 o Juízo determinou a remessa dos autos à 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS (f. 602), os quais foram recebidos pelo TJ/RS em 15/04/2009 (f. 608). Desde de então, o processo seguiu seus trâmites perante a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, tendo, inclusive, a denúncia sido recebida por esta em 08/04/2010 (f. 636). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1192308 AGR / RS Dessa forma, a alegação defensiva de que o delegado de polícia, de ofício, teria redirecionado a investigação contra o prefeito sem ter encaminhado à Procuradoria Geral de Justiça para que essa comandasse, sob supervisão do TJ/RS, o inquérito policial, não encontra guarida, até mesmo porque o crime perpetrado pelo então prefeito municipal, ora recorrente, só foi elucidado após o término das investigações, fato que torna impossível a remessa dos autos conforme sustenta a defesa. Portanto, a dinâmica dos fatos afasta de forma contundente a alegação de violação ao art. 29, X, da CF/88. Neste sentido, muito bem consignado no acórdão do TJ/RS: [...] As circunstâncias envolvendo os fatos são claras a indicar que o então prefeito de São Luiz Gonzaga comunicou ocorrência de crime, dando início à correspondente investigação. Após, no curso do procedimento administrativo, logrou-se verificar que, ao contrário da posição de simples comunicante, ele, em tese, teria sido o autor da infração e, por consequência, ter dado causa à instauração de investigação policial contra Paulo Cezar Marques de Oliveira, imputando-lhe crime de que o sabia inocente (fl. 03/06). O único ato praticado, após o conhecimento da suposta autoria por parte do ora réu, então prefeito, foi o indiciamento pelo Delegado de Polícia (fls. 564/581). Assim que foi constatada a suposta autoria por parte do acusado, por previsão do art. 29, X, da CFRB, foram remetidos os autos para essa 4ª Câmara (fl. 599), onde teve curso e processamento, observando-se o rito competente (Lei 8.038/90), até que, com o fim do mandato, foi remetido ao 1° grau (fl. 823/824)” (f. 1067). - destacou-se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal RE 1192308 AGR / RS Dessa forma, a alegação defensiva de que o delegado de polícia, de ofício, teria redirecionado a investigação contra o prefeito sem ter encaminhado à Procuradoria Geral de Justiça para que essa comandasse, sob supervisão do TJ/RS, o inquérito policial, não encontra guarida, até mesmo porque o crime perpetrado pelo então prefeito municipal, ora recorrente, só foi elucidado após o término das investigações, fato que torna impossível a remessa dos autos conforme sustenta a defesa. Portanto, a dinâmica dos fatos afasta de forma contundente a alegação de violação ao art. 29, X, da CF/88. Neste sentido, muito bem consignado no acórdão do TJ/RS: [...] As circunstâncias envolvendo os fatos são claras a indicar que o então prefeito de São Luiz Gonzaga comunicou ocorrência de crime, dando início à correspondente investigação. Após, no curso do procedimento administrativo, logrou-se verificar que, ao contrário da posição de simples comunicante, ele, em tese, teria sido o autor da infração e, por consequência, ter dado causa à instauração de investigação policial contra Paulo Cezar Marques de Oliveira, imputando-lhe crime de que o sabia inocente (fl. 03/06). O único ato praticado, após o conhecimento da suposta autoria por parte do ora réu, então prefeito, foi o indiciamento pelo Delegado de Polícia (fls. 564/581). Assim que foi constatada a suposta autoria por parte do acusado, por previsão do art. 29, X, da CFRB, foram remetidos os autos para essa 4ª Câmara (fl. 599), onde teve curso e processamento, observando-se o rito competente (Lei 8.038/90), até que, com o fim do mandato, foi remetido ao 1° grau (fl. 823/824)” (f. 1067). - destacou-se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 1192308 AGR / RS [...] Assim, considerando que a investigação policial se iniciou tendo como vítima o ora recorrente, à época detentor de foro penal especial (prefeito municipal) e que foi transferida ao TJ/RS tão logo concluiu-se pelo crime de denunciação caluniosa perpetrado por ele, tendo o procedimento investigatório transcorrido dentro da legalidade e havendo a imediata remessa dos autos e regular tramitação processual perante a Quarta Câmara Criminal do TJ/RS a partir da verificação da prática delitiva pelo prefeito municipal, não há que se falar em nulidade por ausência de autorização ou supervisão do TJ/RS. [...]’ Correto o parecer ministerial, que acolho como razões de decidir. O Supremo Tribunal Federal reconhece compatível com a Constituição a técnica da motivação per relationem (ARE 757.522 AgR, Rel. Min. Celso de Mello). No caso, para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. […].” 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal RE 1192308 AGR / RS [...] Assim, considerando que a investigação policial se iniciou tendo como vítima o ora recorrente, à época detentor de foro penal especial (prefeito municipal) e que foi transferida ao TJ/RS tão logo concluiu-se pelo crime de denunciação caluniosa perpetrado por ele, tendo o procedimento investigatório transcorrido dentro da legalidade e havendo a imediata remessa dos autos e regular tramitação processual perante a Quarta Câmara Criminal do TJ/RS a partir da verificação da prática delitiva pelo prefeito municipal, não há que se falar em nulidade por ausência de autorização ou supervisão do TJ/RS. [...]’ Correto o parecer ministerial, que acolho como razões de decidir. O Supremo Tribunal Federal reconhece compatível com a Constituição a técnica da motivação per relationem (ARE 757.522 AgR, Rel. Min. Celso de Mello). No caso, para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. […].” 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VICENTE DIEL ADV.(A/S) : ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO (96120/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5316-C094-4C06-577E e senha 1B4F-A36A-E4D3-3BA0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VICENTE DIEL ADV.(A/S) : ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO (96120/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5316-C094-4C06-577E e senha 1B4F-A36A-E4D3-3BA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749829088
2019-04-29T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. PREFEITO. SUPERVISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SÚMULA 279/STF. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, “à luz da interpretação conferida por esta corte ao art. 29, X, da Constituição Federal, não faria sentido algum que se permitisse que a Autoridade Policial investigasse o agente político sem garantir o exercício do controle jurisdicional e a supervisão do inquérito pelo Tribunal competente” (AP 912, Rel. Min. Luiz Fux). Ainda nessa linha, vejam-se o RE 1.113.664, de minha relatoria; a AP 933, Rel. Min. Dias Toffoli. 2. No caso, existem particularidades que afastam esse entendimento. É que para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), procedimento inviável em recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur403939
- Acórdão(s) citado(s): (INVESTIGAÇÃO POLICIAL, AGENTE POLÍTICO, CONTROLE JURISDICIONAL, SUPERVISÃO, INQUÉRITO) AP 912 (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (INVESTIGAÇÃO POLICIAL, AGENTE POLÍTICO, CONTROLE JURISDICIONAL, SUPERVISÃO, INQUÉRITO) AP 933, RE 1113664. Número de páginas: 10. Análise: 11/06/2019, BMP.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1192308
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00029 INC-00010\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1192308 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VICENTE DIEL ADV.(A/S) : ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VICENTE DIEL ADV.(A/S) :ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. PREFEITO. SUPERVISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, “à luz da interpretação conferida por esta corte ao art. 29, X, da Constituição Federal, não faria sentido algum que se permitisse que a Autoridade Policial investigasse o agente político sem garantir o exercício do controle jurisdicional e a supervisão do inquérito pelo Tribunal competente” (AP 912, Rel. Min. Luiz Fux). Ainda nessa linha, vejam-se o Recurso Extraordinário 1.113.664, de minha relatoria; a AP 933, Rel. Min. Dias Toffoli. 2. No caso, existem particularidades que afastam esse entendimento. É que para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. 3. Agravo interno a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ACF-3863-3575-6061 e senha AB5F-4114-8A38-3539 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS Brasília, 19 a 26 de abril de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ACF-3863-3575-6061 e senha AB5F-4114-8A38-3539 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS Brasília, 19 a 26 de abril de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9ACF-3863-3575-6061 e senha AB5F-4114-8A38-3539 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VICENTE DIEL ADV.(A/S) :ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, sob o fundamento de que para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. 2. A parte agravante reitera os argumentos trazidos no recurso extraordinário. Sustenta que o “indiciamento” do recorrente não foi o único ato do delegado usurpador de competência. Quando o delegado entendeu em direcionar seus esforços para o comunicante do B.O. e ora recorrente, em detrimento do falsário Paulo Cesar, vulgo “PC”, de pronto realizou perícia grafotécnica nas assinaturas do recorrente presentes no “contrato forjado” por sua livre iniciativa, SEM QUALQUER DEFERIMENTO OU SUPERVISÃO DO TJRS, sendo que tal perícia, foi determinante para o posterior indiciamento do recorrente por quem não detinha competência e, principalmente, SEM QUE TENHA HAVIDO QUALQUER AUTORIZAÇÃO DO TJRS PARA TAL PERÍCIA! Então, em revolvendo os documentos como fez este relator, para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A66-C926-9C47-AE24 e senha 06DC-1B2D-08A8-730A Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :VICENTE DIEL ADV.(A/S) :ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário, sob o fundamento de que para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. 2. A parte agravante reitera os argumentos trazidos no recurso extraordinário. Sustenta que o “indiciamento” do recorrente não foi o único ato do delegado usurpador de competência. Quando o delegado entendeu em direcionar seus esforços para o comunicante do B.O. e ora recorrente, em detrimento do falsário Paulo Cesar, vulgo “PC”, de pronto realizou perícia grafotécnica nas assinaturas do recorrente presentes no “contrato forjado” por sua livre iniciativa, SEM QUALQUER DEFERIMENTO OU SUPERVISÃO DO TJRS, sendo que tal perícia, foi determinante para o posterior indiciamento do recorrente por quem não detinha competência e, principalmente, SEM QUE TENHA HAVIDO QUALQUER AUTORIZAÇÃO DO TJRS PARA TAL PERÍCIA! Então, em revolvendo os documentos como fez este relator, para Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A66-C926-9C47-AE24 e senha 06DC-1B2D-08A8-730A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS negar seguimento por compreender que o delegado “apenas indiciou” o recorrente/prefeito, o que vedado pela súmula 279 deste sodalício, deverá usar o mesmo critério para identificar que na verdade o delegado, ao seu livre arbítrio e sem qualquer DEFERIMENTO de autoridade competente, realizou diligências indispensáveis ao “indiciamento” do recorrente, sendo uma delas a utilização de perícia grafotécnica que compreendeu que de baixo das rasuras no local das assinaturas, em algum momento, teria havido a real assinatura do prefeito, o que nunca se negou, sendo que, o que o recorrente alega é que assinou precipitadamente os contratos e em seguida os anulou com a rasura de sua assinatura, pois consultou o departamento jurídico do município e foi orientado a tanto e assim o fez”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A66-C926-9C47-AE24 e senha 06DC-1B2D-08A8-730A Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS negar seguimento por compreender que o delegado “apenas indiciou” o recorrente/prefeito, o que vedado pela súmula 279 deste sodalício, deverá usar o mesmo critério para identificar que na verdade o delegado, ao seu livre arbítrio e sem qualquer DEFERIMENTO de autoridade competente, realizou diligências indispensáveis ao “indiciamento” do recorrente, sendo uma delas a utilização de perícia grafotécnica que compreendeu que de baixo das rasuras no local das assinaturas, em algum momento, teria havido a real assinatura do prefeito, o que nunca se negou, sendo que, o que o recorrente alega é que assinou precipitadamente os contratos e em seguida os anulou com a rasura de sua assinatura, pois consultou o departamento jurídico do município e foi orientado a tanto e assim o fez”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9A66-C926-9C47-AE24 e senha 06DC-1B2D-08A8-730A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos, que mantenho como razões de decidir: “[...] Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: “APELAÇÃO CRIMINAL. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. PREFEITO. INDICIAMENTO. SUPERVISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE AFASTADA. 1. Inexiste irregularidade no procedimento investigativo conduzido pelo Delegado de Polícia que, no curso do inquérito, conclui pelo indiciamento do então Prefeito Municipal pela prática de denunciação caluniosa, passando-se, então, ao processamento na forma do art. 29, X, da Constituição Federal de 1988. Nulidade afastada. 2. Segundo precedentes do Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, "a prerrogativa de foro do autor do fato delituoso é critério atinente, de modo exclusivo, à determinação da competência jurisdicional originária do tribunal respectivo, quando do oferecimento da denúncia ou, eventualmente, antes dela, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. A decisão agravada negou seguimento ao recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos, que mantenho como razões de decidir: “[...] Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: “APELAÇÃO CRIMINAL. DENUNCIAÇÃO CALUNIOSA. PREFEITO. INDICIAMENTO. SUPERVISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. NULIDADE AFASTADA. 1. Inexiste irregularidade no procedimento investigativo conduzido pelo Delegado de Polícia que, no curso do inquérito, conclui pelo indiciamento do então Prefeito Municipal pela prática de denunciação caluniosa, passando-se, então, ao processamento na forma do art. 29, X, da Constituição Federal de 1988. Nulidade afastada. 2. Segundo precedentes do Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, "a prerrogativa de foro do autor do fato delituoso é critério atinente, de modo exclusivo, à determinação da competência jurisdicional originária do tribunal respectivo, quando do oferecimento da denúncia ou, eventualmente, antes dela, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS se se fizer necessária diligência sujeita à prévia autorização judicial (Supremo Tribunal Federal, Pet 3825 QO). Precedentes. APELAÇÃO PROVIDA.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 29, X, da Constituição Federal de 1988. Aduz que ‘durante o transcurso do inquérito, o delegado de polícia, de ofício, entendendo se tratar de possível delito de denunciação caluniosa em tese praticado pelo prefeito, por iniciativa própria, redirecionou o curso da investigação - inquérito - contra o prefeito, sem encaminhar a quem de direito, qual seja, a procuradoria geral de justiça do RS para que a mesma, sob supervisão do TJRS, comandasse e desse seguimento a eventual inquérito penal contra o prefeito, requerendo diligências e com deferimentos, as realizasse e, se assim entendesse, efetuasse indiciamento e promovesse denúncia contra o recorrente/prefeito. Nesse exato momento, REDIRECIONAMENTO DO INQUÉRITO CONTRA O PREFEITO, por autoridade sem competência, operou-se a NULIDADE ABSOLUTA DO FEITO, como muito bem identificou a magistrada de 1... grau’. Afirma que ‘tudo transcorreu à revelia do TJRS e sempre exclusivamente sob o comando do delegado de polícia, autoridade ABSOLUTAMENTE incompetente para o caso, realizando o delegado de polícia oitivas, perícia grafotécnica e indiciamento do prefeito, tudo ao arrepio da norma Constitucional contida no artigo 29, X da Carta Maior’. O recurso é inadmissível. De início, anoto que não desconheço a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, ‘à luz da interpretação conferida por esta corte ao art. 29, X, da Constituição Federal, não faria sentido algum que se permitisse que a Autoridade Policial investigasse o agente político sem garantir o exercício do controle jurisdicional e a supervisão do inquérito pelo Tribunal competente” (AP 912, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux). Ainda nessa linha, vejam-se o Recurso Extraordinário 1.113.664, de minha relatoria; e a AP 933, Rel. Min. Dias Toffoli. No entanto, no caso que ora se trata, existem particularidades que afastam esse entendimento. Nesse sentido, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS se se fizer necessária diligência sujeita à prévia autorização judicial (Supremo Tribunal Federal, Pet 3825 QO). Precedentes. APELAÇÃO PROVIDA.” O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 29, X, da Constituição Federal de 1988. Aduz que ‘durante o transcurso do inquérito, o delegado de polícia, de ofício, entendendo se tratar de possível delito de denunciação caluniosa em tese praticado pelo prefeito, por iniciativa própria, redirecionou o curso da investigação - inquérito - contra o prefeito, sem encaminhar a quem de direito, qual seja, a procuradoria geral de justiça do RS para que a mesma, sob supervisão do TJRS, comandasse e desse seguimento a eventual inquérito penal contra o prefeito, requerendo diligências e com deferimentos, as realizasse e, se assim entendesse, efetuasse indiciamento e promovesse denúncia contra o recorrente/prefeito. Nesse exato momento, REDIRECIONAMENTO DO INQUÉRITO CONTRA O PREFEITO, por autoridade sem competência, operou-se a NULIDADE ABSOLUTA DO FEITO, como muito bem identificou a magistrada de 1... grau’. Afirma que ‘tudo transcorreu à revelia do TJRS e sempre exclusivamente sob o comando do delegado de polícia, autoridade ABSOLUTAMENTE incompetente para o caso, realizando o delegado de polícia oitivas, perícia grafotécnica e indiciamento do prefeito, tudo ao arrepio da norma Constitucional contida no artigo 29, X da Carta Maior’. O recurso é inadmissível. De início, anoto que não desconheço a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, ‘à luz da interpretação conferida por esta corte ao art. 29, X, da Constituição Federal, não faria sentido algum que se permitisse que a Autoridade Policial investigasse o agente político sem garantir o exercício do controle jurisdicional e a supervisão do inquérito pelo Tribunal competente” (AP 912, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux). Ainda nessa linha, vejam-se o Recurso Extraordinário 1.113.664, de minha relatoria; e a AP 933, Rel. Min. Dias Toffoli. No entanto, no caso que ora se trata, existem particularidades que afastam esse entendimento. Nesse sentido, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS vejam-se os seguintes trechos do parecer do Ministério Público Federal: ‘[...] Pois bem, na espécie, não se vislumbra qualquer violação ao dispositivo constitucional invocado, o inc. X do art. 29 da Constituição Federal de 1988/88. Como restou muito bem assentado pelo TJ/RS quando do julgamento da apelação interposta pelo Medida Provisória/RS “inexiste irregularidade no procedimento investigativo conduzido pelo Delegado de Polícia que, no curso do inquérito, conclui pelo indiciamento do então Prefeito Municipal pela prática de denunciação caluniosa, passando-se, então, ao processamento na forma do art. 29, X, da Constituição Federal de 1988” (f. 1064). É dizer, a investigação não foi instaurada contra o prefeito municipal, detentor de foro penal especial, mas sim contra terceira pessoa, tendo sido o ora recorrente quem comunicou os fatos à autoridade policial, sendo que ao final das investigações, após apuração dos fatos e seu, consequente e lógico, indiciamento pelo crime de denunciação caluniosa, de imediato os autos foram remetidos ao TJ/RS para prosseguimento do feito, dentro dos ditames constitucionais. Conforme se verifica dos autos, o relatório policial (bastante minucioso na descrição dos fatos e das condutas), foi concluído em 30/01/2009, tendo sido informado seu andamento ao il. Procurador de Justiça, Coordenador da Procuradoria de Prefeitos, em 17/03/2009 através do Ofício 0200/2009 (f. 585), sendo que, em 08/04/2009 o Juízo determinou a remessa dos autos à 4... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS (f. 602), os quais foram recebidos pelo TJ/RS em 15/04/2009 (f. 608). Desde de então, o processo seguiu seus trâmites perante a 4... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, tendo, inclusive, a denúncia sido recebida por esta em 08/04/2010 (f. 636). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS vejam-se os seguintes trechos do parecer do Ministério Público Federal: ‘[...] Pois bem, na espécie, não se vislumbra qualquer violação ao dispositivo constitucional invocado, o inc. X do art. 29 da Constituição Federal de 1988/88. Como restou muito bem assentado pelo TJ/RS quando do julgamento da apelação interposta pelo Medida Provisória/RS “inexiste irregularidade no procedimento investigativo conduzido pelo Delegado de Polícia que, no curso do inquérito, conclui pelo indiciamento do então Prefeito Municipal pela prática de denunciação caluniosa, passando-se, então, ao processamento na forma do art. 29, X, da Constituição Federal de 1988” (f. 1064). É dizer, a investigação não foi instaurada contra o prefeito municipal, detentor de foro penal especial, mas sim contra terceira pessoa, tendo sido o ora recorrente quem comunicou os fatos à autoridade policial, sendo que ao final das investigações, após apuração dos fatos e seu, consequente e lógico, indiciamento pelo crime de denunciação caluniosa, de imediato os autos foram remetidos ao TJ/RS para prosseguimento do feito, dentro dos ditames constitucionais. Conforme se verifica dos autos, o relatório policial (bastante minucioso na descrição dos fatos e das condutas), foi concluído em 30/01/2009, tendo sido informado seu andamento ao il. Procurador de Justiça, Coordenador da Procuradoria de Prefeitos, em 17/03/2009 através do Ofício 0200/2009 (f. 585), sendo que, em 08/04/2009 o Juízo determinou a remessa dos autos à 4... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS (f. 602), os quais foram recebidos pelo TJ/RS em 15/04/2009 (f. 608). Desde de então, o processo seguiu seus trâmites perante a 4... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS, tendo, inclusive, a denúncia sido recebida por esta em 08/04/2010 (f. 636). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS Dessa forma, a alegação defensiva de que o delegado de polícia, de ofício, teria redirecionado a investigação contra o prefeito sem ter encaminhado à Procuradoria Geral de Justiça para que essa comandasse, sob supervisão do TJ/RS, o inquérito policial, não encontra guarida, até mesmo porque o crime perpetrado pelo então prefeito municipal, ora recorrente, só foi elucidado após o término das investigações, fato que torna impossível a remessa dos autos conforme sustenta a defesa. Portanto, a dinâmica dos fatos afasta de forma contundente a alegação de violação ao art. 29, X, da Constituição Federal de 1988/88. Neste sentido, muito bem consignado no acórdão do TJ/RS: [...] As circunstâncias envolvendo os fatos são claras a indicar que o então prefeito de São Luiz Gonzaga comunicou ocorrência de crime, dando início à correspondente investigação. Após, no curso do procedimento administrativo, logrou-se verificar que, ao contrário da posição de simples comunicante, ele, em tese, teria sido o autor da infração e, por consequência, ter dado causa à instauração de investigação policial contra Paulo Cezar Marques de Oliveira, imputando-lhe crime de que o sabia inocente (fl. 03/06). O único ato praticado, após o conhecimento da suposta autoria por parte do ora réu, então prefeito, foi o indiciamento pelo Delegado de Polícia (fls. 564/581). Assim que foi constatada a suposta autoria por parte do acusado, por previsão do art. 29, X, da CFRB, foram remetidos os autos para essa 4... Câmara (fl. 599), onde teve curso e processamento, observando-se o rito competente (Lei 8.038/90), até que, com o fim do mandato, foi remetido ao 1... grau (fl. 823/824)” (f. 1067). - destacou-se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS Dessa forma, a alegação defensiva de que o delegado de polícia, de ofício, teria redirecionado a investigação contra o prefeito sem ter encaminhado à Procuradoria Geral de Justiça para que essa comandasse, sob supervisão do TJ/RS, o inquérito policial, não encontra guarida, até mesmo porque o crime perpetrado pelo então prefeito municipal, ora recorrente, só foi elucidado após o término das investigações, fato que torna impossível a remessa dos autos conforme sustenta a defesa. Portanto, a dinâmica dos fatos afasta de forma contundente a alegação de violação ao art. 29, X, da Constituição Federal de 1988/88. Neste sentido, muito bem consignado no acórdão do TJ/RS: [...] As circunstâncias envolvendo os fatos são claras a indicar que o então prefeito de São Luiz Gonzaga comunicou ocorrência de crime, dando início à correspondente investigação. Após, no curso do procedimento administrativo, logrou-se verificar que, ao contrário da posição de simples comunicante, ele, em tese, teria sido o autor da infração e, por consequência, ter dado causa à instauração de investigação policial contra Paulo Cezar Marques de Oliveira, imputando-lhe crime de que o sabia inocente (fl. 03/06). O único ato praticado, após o conhecimento da suposta autoria por parte do ora réu, então prefeito, foi o indiciamento pelo Delegado de Polícia (fls. 564/581). Assim que foi constatada a suposta autoria por parte do acusado, por previsão do art. 29, X, da CFRB, foram remetidos os autos para essa 4... Câmara (fl. 599), onde teve curso e processamento, observando-se o rito competente (Lei 8.038/90), até que, com o fim do mandato, foi remetido ao 1... grau (fl. 823/824)” (f. 1067). - destacou-se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS [...] Assim, considerando que a investigação policial se iniciou tendo como vítima o ora recorrente, à época detentor de foro penal especial (prefeito municipal) e que foi transferida ao TJ/RS tão logo concluiu-se pelo crime de denunciação caluniosa perpetrado por ele, tendo o procedimento investigatório transcorrido dentro da legalidade e havendo a imediata remessa dos autos e regular tramitação processual perante a Quarta Câmara Criminal do TJ/RS a partir da verificação da prática delitiva pelo prefeito municipal, não há que se falar em nulidade por ausência de autorização ou supervisão do TJ/RS. [...]’ Correto o parecer ministerial, que acolho como razões de decidir. O Supremo Tribunal Federal reconhece compatível com a Constituição a técnica da motivação per relationem (ARE 757.522 AgR, Rel. Min. Celso de Mello). No caso, para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. […].” 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS [...] Assim, considerando que a investigação policial se iniciou tendo como vítima o ora recorrente, à época detentor de foro penal especial (prefeito municipal) e que foi transferida ao TJ/RS tão logo concluiu-se pelo crime de denunciação caluniosa perpetrado por ele, tendo o procedimento investigatório transcorrido dentro da legalidade e havendo a imediata remessa dos autos e regular tramitação processual perante a Quarta Câmara Criminal do TJ/RS a partir da verificação da prática delitiva pelo prefeito municipal, não há que se falar em nulidade por ausência de autorização ou supervisão do TJ/RS. [...]’ Correto o parecer ministerial, que acolho como razões de decidir. O Supremo Tribunal Federal reconhece compatível com a Constituição a técnica da motivação per relationem (ARE 757.522 AgR, Rel. Min. Celso de Mello). No caso, para chegar a conclusão diversa da do acórdão recorrido acerca da autoria do crime de denunciação caluniosa pelo então Prefeito Municipal, bem como seu indiciamento, seria necessária uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), procedimento inviável em recurso extraordinário. Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. […].” 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3EB2-3530-289A-6C3E e senha 87DF-77B8-6A2D-C731 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VICENTE DIEL ADV.(A/S) : ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO (96120/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5316-C094-4C06-577E e senha 1B4F-A36A-E4D3-3BA0 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.308 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : VICENTE DIEL ADV.(A/S) : ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO (96120/RS) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5316-C094-4C06-577E e senha 1B4F-A36A-E4D3-3BA0 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 308", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AP 912", "Recurso Extraordinário 1 . 113 . 664", "AP 933", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 308", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 308", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "AP 912", "Recurso Extraordinário 1 . 113 . 664", "AP 933", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "AP 912 ,", "Recurso Extraordinário 1 . 113 . 664", "AP 933", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1192308", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "ARE 757 . 522 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1192308 AGR / RS", "ARE 757 . 522 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 308", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 308" ], "LEGISLACAO": [ "art . 29 , X , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 , X , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 , X , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 29 , X , da", "Constituição Federal de 1988", "artigo 29 , X da Carta Maior", "art . 29 , X , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 29 , X , da Constituição Federal de 1988", "artigo 29 , X da Carta Maior", "art", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . X do art . 29 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 29 , X , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inc . X do art . 29 da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 29 , X , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 , X , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 29 , X , da CFRB", "Lei 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 29 , X , da Constituição Federal de 1988", "art . 29 , X , da CFRB", "Lei 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "São Luiz Gonzaga", "São Luiz Gonzaga", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "TJRS", "TJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO", "TJRS", "TJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "procuradoria geral de justiça do RS", "TJRS", "TJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "procuradoria geral de justiça do RS", "TJRS", "TJRS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "TJ", "/", "RS", "Medida", "TJ", "/", "RS", "Procuradoria", "4", ".", ".", ". Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS", "TJ", "/", "RS", "4", ".", ".", ". Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "TJ", "/", "RS", "Medida", "/", "RS", "TJ", "/", "RS", "Procuradoria", "4", ".", ".", ". Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS", "TJ", "/", "RS", "4", ".", ".", ". Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "Procuradoria Geral de Justiça", "TJ", "/", "RS", "TJ", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria Geral de Justiça", "TJ", "/", "RS", "TJ", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RS", "Quarta Câmara Criminal do TJ / RS", "TJ", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "RS", "Quarta Câmara Criminal do TJ / RS", "TJ", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "VICENTE DIEL", "ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "VICENTE DIEL", "ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Paulo Cesar", "PC", "ROBERTO BARROSO", "ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Paulo Cesar", "PC", "”", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "Paulo Cezar Marques de Oliveira", "Paulo Cezar Marques de Oliveira", "ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROBERTO BARROSO", "VICENTE DIEL", "ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "VICENTE DIEL", "ANDRESSA SIMMI CAVALHEIRO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a 26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a 26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "01", "/", "2009", "17", "/", "03", "/", "2009", "08", "/", "04", "/", "2009", "15", "/", "04", "/", "2009", "08", "/", "04", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "01", "/", "2009", "17", "/", "03", "/", "2009", "08", "/", "04", "/", "2009", "15", "/", "04", "/", "2009", "08", "/", "04", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) :FABIANO SCHWARTZMANN FOZ ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ EMENTA: SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. VALORES PAGOS A MAIOR PELA FAZENDA PÚBLICA. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/05 a 06/06/2019, por unanimidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6C3-BC5B-FD0A-404A e senha F254-9039-7074-37F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6C3-BC5B-FD0A-404A e senha F254-9039-7074-37F7 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6C3-BC5B-FD0A-404A e senha F254-9039-7074-37F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) :FABIANO SCHWARTZMANN FOZ ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCLUSÃO DOS JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS NO PERÍODO DO PARCELAMENTO PREVISTO NO ARTIGO 33 DO ADCT. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. DESCABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO NESSA PARTE. VALORES PAGOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) :FABIANO SCHWARTZMANN FOZ ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCLUSÃO DOS JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS NO PERÍODO DO PARCELAMENTO PREVISTO NO ARTIGO 33 DO ADCT. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. DESCABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO NESSA PARTE. VALORES PAGOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP A MAIOR PELA FAZENDA PÚBLICA. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. DETERMINAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO CONHECIDO EM PARTE E, NESSA PARTE, DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "De início, importante destacar que a decisão de inadmissibilidade proferida pelo juízo 'a quo' negou seguimento ao recurso extraordinário com o seguinte fundamento: No que diz respeito à incidência dos juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos, considerando o julgamento do mérito do RE n° 591.085 e, em cumprimento ao disposto na alínea 'b' do inc. 1 do art. 1030 do Código de Processo Civil, nega-se seguimento ao recurso no pertinente a esta questão. Em razão da negativa de seguimento do recurso extraordinário, opção outra não teve a Fazenda Pública a não se apresentar o agravo de despacho denegatório de recurso. Diante disso, é necessária a reforma da decisão agravada, para resguardar a jurisprudência firmada pelo STF, sob o rito da repercussão geral, no sentido da não incidência de juros de mora no período de graça. Isso porque durante esse período – constitucionalmente fixado para o pagamento de precatórios – não há mora, inexistindo razão, portanto, para a incidência de juros moratórios. Ao contrário do que afirmou a decisão agravada, a Súmula 279/STF não incide neste caso, pois o acórdão recorrido firmou todas as premissas fático-probatórias necessárias à reforma de sua conclusão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP A MAIOR PELA FAZENDA PÚBLICA. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. DETERMINAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. AGRAVO CONHECIDO EM PARTE E, NESSA PARTE, DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "De início, importante destacar que a decisão de inadmissibilidade proferida pelo juízo 'a quo' negou seguimento ao recurso extraordinário com o seguinte fundamento: No que diz respeito à incidência dos juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos, considerando o julgamento do mérito do RE n° 591.085 e, em cumprimento ao disposto na alínea 'b' do inc. 1 do art. 1030 do Código de Processo Civil, nega-se seguimento ao recurso no pertinente a esta questão. Em razão da negativa de seguimento do recurso extraordinário, opção outra não teve a Fazenda Pública a não se apresentar o agravo de despacho denegatório de recurso. Diante disso, é necessária a reforma da decisão agravada, para resguardar a jurisprudência firmada pelo STF, sob o rito da repercussão geral, no sentido da não incidência de juros de mora no período de graça. Isso porque durante esse período – constitucionalmente fixado para o pagamento de precatórios – não há mora, inexistindo razão, portanto, para a incidência de juros moratórios. Ao contrário do que afirmou a decisão agravada, a Súmula 279/STF não incide neste caso, pois o acórdão recorrido firmou todas as premissas fático-probatórias necessárias à reforma de sua conclusão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP jurídica, sem a necessidade de reexame de outras peças dos autos além do próprio decisum guerreado. O acórdão recorrido consignou expressamente a matéria fático- probatória necessária à reforma de sua conclusão jurídica pelo STF, que não precisará examinar outras peças dos autos (somente o decisum impugnado) para concluir que o tribunal de origem interpretou equivocadamente a Súmula Vinculante 17, fazendo incidir juros de mora durante o período de graça." (Doc. 12, fls. 1-4) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP jurídica, sem a necessidade de reexame de outras peças dos autos além do próprio decisum guerreado. O acórdão recorrido consignou expressamente a matéria fático- probatória necessária à reforma de sua conclusão jurídica pelo STF, que não precisará examinar outras peças dos autos (somente o decisum impugnado) para concluir que o tribunal de origem interpretou equivocadamente a Súmula Vinculante 17, fazendo incidir juros de mora durante o período de graça." (Doc. 12, fls. 1-4) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, conforme já asseverado, o Tribunal de origem, aplicando a sistemática da repercussão geral, inadmitiu o recurso extraordinário quanto ao Tema 147 da repercussão geral. O Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, assentou que o recurso de agravo é inadmissível contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral, ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. O julgado restou assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, conforme já asseverado, o Tribunal de origem, aplicando a sistemática da repercussão geral, inadmitiu o recurso extraordinário quanto ao Tema 147 da repercussão geral. O Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, assentou que o recurso de agravo é inadmissível contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral, ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. O julgado restou assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” No mesmo sentido, ARE 1.011.495-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 13/9/2017, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Demais disso, quanto a pretensão de recálculo do montante devido pela agravante, com a compensação de valores supostamente pagos a maior, verifico que assim se manifestou o Tribunal de origem, in verbis: Cito passagem ilustrativa do acórdão recorrido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” No mesmo sentido, ARE 1.011.495-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 13/9/2017, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2º, § 3º E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Demais disso, quanto a pretensão de recálculo do montante devido pela agravante, com a compensação de valores supostamente pagos a maior, verifico que assim se manifestou o Tribunal de origem, in verbis: Cito passagem ilustrativa do acórdão recorrido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP “Fato é que as apeladas não receberam seu crédito, a autorizar, de modo incontroverso, que os juros deverão incidir em razão ou do atraso do pagamento ou do pagamento a menor as consequências serão as mesmas. E, como apurado pela contadoria judicial, não houve correto pagamento e não há erro nos cálculos, pois os juros moratórios devem ser calculados sobre o valor devido e não pago, em que se incluem os juros compensatórios, como bem decidido na origem. Ademais, as razões recursais não infirmam os elementos de convicção da decisão recorrida, da lavra do Dr. Gilberto Azevedo de Moraes Costa, cujos fundamentos ficam ratificados e transcritos abaixo: (…) ‘7. Por outro lado, não merece melhor sorte, a alegada contabilização equivocada dos valores pagos a maior pela Fazenda Embargante. A compensação desses valores com o débito a ser pago nas parcelas seguintes não tem qualquer respaldo e se distancia dos termos do acórdão executado. Por isso, deve prevalecer a orientação firmada pela contadoria judicial, promovendo-se a compensação com o saldo verificado ao final. Logo, a míngua de impugnação pelos exequentes às contas trazidas pela contadoria judicial, homologam-se os cálculos de fls. 71/95, devendo a execução prosseguir baseada em tal montante.’ (...)” (Doc. 1, fl. 167-169, grifei) Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP “Fato é que as apeladas não receberam seu crédito, a autorizar, de modo incontroverso, que os juros deverão incidir em razão ou do atraso do pagamento ou do pagamento a menor as consequências serão as mesmas. E, como apurado pela contadoria judicial, não houve correto pagamento e não há erro nos cálculos, pois os juros moratórios devem ser calculados sobre o valor devido e não pago, em que se incluem os juros compensatórios, como bem decidido na origem. Ademais, as razões recursais não infirmam os elementos de convicção da decisão recorrida, da lavra do Dr. Gilberto Azevedo de Moraes Costa, cujos fundamentos ficam ratificados e transcritos abaixo: (…) ‘7. Por outro lado, não merece melhor sorte, a alegada contabilização equivocada dos valores pagos a maior pela Fazenda Embargante. A compensação desses valores com o débito a ser pago nas parcelas seguintes não tem qualquer respaldo e se distancia dos termos do acórdão executado. Por isso, deve prevalecer a orientação firmada pela contadoria judicial, promovendo-se a compensação com o saldo verificado ao final. Logo, a míngua de impugnação pelos exequentes às contas trazidas pela contadoria judicial, homologam-se os cálculos de fls. 71/95, devendo a execução prosseguir baseada em tal montante.’ (...)” (Doc. 1, fl. 167-169, grifei) Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP óbice erigido pela Súmula 279 do STF de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere do seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental no recurso extraordinário. precatório. Artigo 78 do ADCT, introduzido pela EC nº 30/2000. Juros compensatórios e moratórios nas parcelas adimplidas no prazo constitucional. Inadmissibilidade. RE nº 590.751/SP-RG. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Agravo regimental ao qual se nega provimento. Precedentes. 1. A decisão que, na ADI nº 2.362/DF-MC, suspendeu a eficácia do art. 2º da EC 30/2000 diz respeito ao parcelamento da liquidação de precatórios pela Fazenda Pública, não abrangendo a controvérsia acerca do momento em que incidiriam juros compensatórios e juros moratórios no pagamento de precatórios pelo Poder Público. 2. No julgamento do RE nº 590.751/SP-RG, o Tribunal assentou que o art. 78 do ADCT possui a mesma mens legis que o art. 33 deste ato, razão pela qual, uma vez calculado o precatório pelo valor real do débito, acrescido de juros legais, não há mais falar em incidência desses nas parcelas anuais, iguais e sucessivas em que é fracionado, desde que adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ” (RE 826.167-AgR, rel. min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 24/8/2018) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP óbice erigido pela Súmula 279 do STF de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere do seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental no recurso extraordinário. precatório. Artigo 78 do ADCT, introduzido pela EC nº 30/2000. Juros compensatórios e moratórios nas parcelas adimplidas no prazo constitucional. Inadmissibilidade. RE nº 590.751/SP-RG. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Agravo regimental ao qual se nega provimento. Precedentes. 1. A decisão que, na ADI nº 2.362/DF-MC, suspendeu a eficácia do art. 2º da EC 30/2000 diz respeito ao parcelamento da liquidação de precatórios pela Fazenda Pública, não abrangendo a controvérsia acerca do momento em que incidiriam juros compensatórios e juros moratórios no pagamento de precatórios pelo Poder Público. 2. No julgamento do RE nº 590.751/SP-RG, o Tribunal assentou que o art. 78 do ADCT possui a mesma mens legis que o art. 33 deste ato, razão pela qual, uma vez calculado o precatório pelo valor real do débito, acrescido de juros legais, não há mais falar em incidência desses nas parcelas anuais, iguais e sucessivas em que é fracionado, desde que adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ” (RE 826.167-AgR, rel. min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 24/8/2018) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) : FABIANO SCHWARTZMANN FOZ (158291/SP) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ (19449/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9D7-3D5D-9A43-D64C e senha 3C49-28CB-BDAA-19D6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) : FABIANO SCHWARTZMANN FOZ (158291/SP) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ (19449/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9D7-3D5D-9A43-D64C e senha 3C49-28CB-BDAA-19D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750115862
2019-06-07T00:00:00
2019-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. VALORES PAGOS A MAIOR PELA FAZENDA PÚBLICA. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur406122
- Acórdão(s) citado(s): (QUESTIONAMENTO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, TRIBUNAL DE ORIGEM) AI 760358 QO (TP), ARE 1011495 ED-AgR (TP). (SÚMULA 279/STF) RE 826167 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 10/07/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1188116
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 1188116 AgR-segundo
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AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) : FABIANO SCHWARTZMANN FOZ ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ
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Ementa e Acórdão 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) :FABIANO SCHWARTZMANN FOZ ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ EMENTA: SEGUNDO AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. NÃO CABIMENTO. PRECEDENTES. VALORES PAGOS A MAIOR PELA FAZENDA PÚBLICA. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 31/05 a 06/06/2019, por unanimidade, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6C3-BC5B-FD0A-404A e senha F254-9039-7074-37F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6C3-BC5B-FD0A-404A e senha F254-9039-7074-37F7 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 07 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E6C3-BC5B-FD0A-404A e senha F254-9039-7074-37F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) :FABIANO SCHWARTZMANN FOZ ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCLUSÃO DOS JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS NO PERÍODO DO PARCELAMENTO PREVISTO NO ARTIGO 33 DO ADCT. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. DESCABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO NESSA PARTE. VALORES PAGOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) :FABIANO SCHWARTZMANN FOZ ADV.(A/S) :WILSON LUIS DE SOUSA FOZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto pelo ESTADO DE SÃO PAULO contra decisão que prolatei, assim ementada, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. EMBARGOS À EXECUÇÃO. EXCLUSÃO DOS JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS NO PERÍODO DO PARCELAMENTO PREVISTO NO ARTIGO 33 DO ADCT. DECISÃO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DE PRECEDENTE DESTA CORTE PROFERIDO NA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. DESCABIMENTO. AGRAVO NÃO CONHECIDO NESSA PARTE. VALORES PAGOS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP A MAIOR PELA FAZENDA PÚBLICA. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. DETERMINAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO CONHECIDO EM PARTE E, NESSA PARTE, DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "De início, importante destacar que a decisão de inadmissibilidade proferida pelo juízo 'a quo' negou seguimento ao recurso extraordinário com o seguinte fundamento: No que diz respeito à incidência dos juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos, considerando o julgamento do mérito do Recurso Extraordinário n 591.085 e, em cumprimento ao disposto na alínea 'b' do inc. 1 do art. 1030 do Código de Processo Civil, nega-se seguimento ao recurso no pertinente a esta questão. Em razão da negativa de seguimento do recurso extraordinário, opção outra não teve a Fazenda Pública a não se apresentar o agravo de despacho denegatório de recurso. Diante disso, é necessária a reforma da decisão agravada, para resguardar a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, sob o rito da repercussão geral, no sentido da não incidência de juros de mora no período de graça. Isso porque durante esse período – constitucionalmente fixado para o pagamento de precatórios – não há mora, inexistindo razão, portanto, para a incidência de juros moratórios. Ao contrário do que afirmou a decisão agravada, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal não incide neste caso, pois o acórdão recorrido firmou todas as premissas fático-probatórias necessárias à reforma de sua conclusão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP A MAIOR PELA FAZENDA PÚBLICA. PRETENSÃO DE COMPENSAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. DETERMINAÇÃO DE COMPENSAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE DE MAJORAÇÃO NESTA SEDE RECURSAL. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO CONHECIDO EM PARTE E, NESSA PARTE, DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "De início, importante destacar que a decisão de inadmissibilidade proferida pelo juízo 'a quo' negou seguimento ao recurso extraordinário com o seguinte fundamento: No que diz respeito à incidência dos juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos, considerando o julgamento do mérito do Recurso Extraordinário n 591.085 e, em cumprimento ao disposto na alínea 'b' do inc. 1 do art. 1030 do Código de Processo Civil, nega-se seguimento ao recurso no pertinente a esta questão. Em razão da negativa de seguimento do recurso extraordinário, opção outra não teve a Fazenda Pública a não se apresentar o agravo de despacho denegatório de recurso. Diante disso, é necessária a reforma da decisão agravada, para resguardar a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, sob o rito da repercussão geral, no sentido da não incidência de juros de mora no período de graça. Isso porque durante esse período – constitucionalmente fixado para o pagamento de precatórios – não há mora, inexistindo razão, portanto, para a incidência de juros moratórios. Ao contrário do que afirmou a decisão agravada, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal não incide neste caso, pois o acórdão recorrido firmou todas as premissas fático-probatórias necessárias à reforma de sua conclusão 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP jurídica, sem a necessidade de reexame de outras peças dos autos além do próprio decisum guerreado. O acórdão recorrido consignou expressamente a matéria fático- probatória necessária à reforma de sua conclusão jurídica pelo Supremo Tribunal Federal, que não precisará examinar outras peças dos autos (somente o decisum impugnado) para concluir que o tribunal de origem interpretou equivocadamente a Súmula Vinculante 17, fazendo incidir juros de mora durante o período de graça." (Doc. 12, fls. 1-4) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP jurídica, sem a necessidade de reexame de outras peças dos autos além do próprio decisum guerreado. O acórdão recorrido consignou expressamente a matéria fático- probatória necessária à reforma de sua conclusão jurídica pelo Supremo Tribunal Federal, que não precisará examinar outras peças dos autos (somente o decisum impugnado) para concluir que o tribunal de origem interpretou equivocadamente a Súmula Vinculante 17, fazendo incidir juros de mora durante o período de graça." (Doc. 12, fls. 1-4) É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2925-CBF4-ACDD-15D3 e senha 7C5C-AADE-7C34-F941 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, conforme já asseverado, o Tribunal de origem, aplicando a sistemática da repercussão geral, inadmitiu o recurso extraordinário quanto ao Tema 147 da repercussão geral. O Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, assentou que o recurso de agravo é inadmissível contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral, ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. O julgado restou assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, conforme já asseverado, o Tribunal de origem, aplicando a sistemática da repercussão geral, inadmitiu o recurso extraordinário quanto ao Tema 147 da repercussão geral. O Plenário deste Tribunal, no julgamento do AI 760.358-QO, Rel. Min. Gilmar Mendes, assentou que o recurso de agravo é inadmissível contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral, ao analisar a admissibilidade do recurso extraordinário. O julgado restou assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” No mesmo sentido, ARE 1.011.495-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 13/9/2017, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Demais disso, quanto a pretensão de recálculo do montante devido pela agravante, com a compensação de valores supostamente pagos a maior, verifico que assim se manifestou o Tribunal de origem, in verbis: Cito passagem ilustrativa do acórdão recorrido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem.” No mesmo sentido, ARE 1.011.495-ED-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe de 13/9/2017, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL DE RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. PRECEDENTES. VERBA HONORÁRIA MAJORADA EM 1%, PERCENTUAL QUE SE SOMA AO FIXADO NA ORIGEM, OBEDECIDOS OS LIMITES DO ART. 85, § 2..., § 3... E § 11, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL/2015, COM A RESSALVA DE EVENTUAL CONCESSÃO DO BENEFÍCIO DA JUSTIÇA GRATUITA, E MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME ART. 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Demais disso, quanto a pretensão de recálculo do montante devido pela agravante, com a compensação de valores supostamente pagos a maior, verifico que assim se manifestou o Tribunal de origem, in verbis: Cito passagem ilustrativa do acórdão recorrido: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP “Fato é que as apeladas não receberam seu crédito, a autorizar, de modo incontroverso, que os juros deverão incidir em razão ou do atraso do pagamento ou do pagamento a menor as consequências serão as mesmas. E, como apurado pela contadoria judicial, não houve correto pagamento e não há erro nos cálculos, pois os juros moratórios devem ser calculados sobre o valor devido e não pago, em que se incluem os juros compensatórios, como bem decidido na origem. Ademais, as razões recursais não infirmam os elementos de convicção da decisão recorrida, da lavra do Dr. Gilberto Azevedo de Moraes Costa, cujos fundamentos ficam ratificados e transcritos abaixo: (…) ‘7. Por outro lado, não merece melhor sorte, a alegada contabilização equivocada dos valores pagos a maior pela Fazenda Embargante. A compensação desses valores com o débito a ser pago nas parcelas seguintes não tem qualquer respaldo e se distancia dos termos do acórdão executado. Por isso, deve prevalecer a orientação firmada pela contadoria judicial, promovendo-se a compensação com o saldo verificado ao final. Logo, a míngua de impugnação pelos exequentes às contas trazidas pela contadoria judicial, homologam-se os cálculos de fls. 71/95, devendo a execução prosseguir baseada em tal montante.’ (...)” (Doc. 1, fl. 167-169, grifei) Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP “Fato é que as apeladas não receberam seu crédito, a autorizar, de modo incontroverso, que os juros deverão incidir em razão ou do atraso do pagamento ou do pagamento a menor as consequências serão as mesmas. E, como apurado pela contadoria judicial, não houve correto pagamento e não há erro nos cálculos, pois os juros moratórios devem ser calculados sobre o valor devido e não pago, em que se incluem os juros compensatórios, como bem decidido na origem. Ademais, as razões recursais não infirmam os elementos de convicção da decisão recorrida, da lavra do Dr. Gilberto Azevedo de Moraes Costa, cujos fundamentos ficam ratificados e transcritos abaixo: (…) ‘7. Por outro lado, não merece melhor sorte, a alegada contabilização equivocada dos valores pagos a maior pela Fazenda Embargante. A compensação desses valores com o débito a ser pago nas parcelas seguintes não tem qualquer respaldo e se distancia dos termos do acórdão executado. Por isso, deve prevalecer a orientação firmada pela contadoria judicial, promovendo-se a compensação com o saldo verificado ao final. Logo, a míngua de impugnação pelos exequentes às contas trazidas pela contadoria judicial, homologam-se os cálculos de fls. 71/95, devendo a execução prosseguir baseada em tal montante.’ (...)” (Doc. 1, fl. 167-169, grifei) Assim, acolher a pretensão da parte ora recorrente e divergir do entendimento firmado pelo acórdão recorrido, no presente caso, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere do seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental no recurso extraordinário. precatório. Artigo 78 do ADCT, introduzido pela EC n 30/2000. Juros compensatórios e moratórios nas parcelas adimplidas no prazo constitucional. Inadmissibilidade. Recurso Extraordinário n 590.751/SP-RG. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Agravo regimental ao qual se nega provimento. Precedentes. 1. A decisão que, na ADI n 2.362/DF-MC, suspendeu a eficácia do art. 2... da EC 30/2000 diz respeito ao parcelamento da liquidação de precatórios pela Fazenda Pública, não abrangendo a controvérsia acerca do momento em que incidiriam juros compensatórios e juros moratórios no pagamento de precatórios pelo Poder Público. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário n 590.751/SP-RG, o Tribunal assentou que o art. 78 do ADCT possui a mesma mens legis que o art. 33 deste ato, razão pela qual, uma vez calculado o precatório pelo valor real do débito, acrescido de juros legais, não há mais falar em incidência desses nas parcelas anuais, iguais e sucessivas em que é fracionado, desde que adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ” (Recurso Extraordinário 826.167-AgR, rel. min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 24/8/2018) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP óbice erigido pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere do seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental no recurso extraordinário. precatório. Artigo 78 do ADCT, introduzido pela EC n 30/2000. Juros compensatórios e moratórios nas parcelas adimplidas no prazo constitucional. Inadmissibilidade. Recurso Extraordinário n 590.751/SP-RG. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Agravo regimental ao qual se nega provimento. Precedentes. 1. A decisão que, na ADI n 2.362/DF-MC, suspendeu a eficácia do art. 2... da EC 30/2000 diz respeito ao parcelamento da liquidação de precatórios pela Fazenda Pública, não abrangendo a controvérsia acerca do momento em que incidiriam juros compensatórios e juros moratórios no pagamento de precatórios pelo Poder Público. 2. No julgamento do Recurso Extraordinário n 590.751/SP-RG, o Tribunal assentou que o art. 78 do ADCT possui a mesma mens legis que o art. 33 deste ato, razão pela qual, uma vez calculado o precatório pelo valor real do débito, acrescido de juros legais, não há mais falar em incidência desses nas parcelas anuais, iguais e sucessivas em que é fracionado, desde que adimplidas a tempo e corrigidas monetariamente. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ” (Recurso Extraordinário 826.167-AgR, rel. min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 24/8/2018) Destaco, por oportuno, que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso, em obediência ao princípio da celeridade processual e por não se verificar prejuízo à parte ora agravada, uma vez que voto pela manutenção da decisão recorrida 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Supremo Tribunal Federal ARE 1188116 AGR-SEGUNDO / SP (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5891-24B4-2EDD-E594 e senha 2B20-A2DC-F275-1EE1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 07/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) : FABIANO SCHWARTZMANN FOZ (158291/SP) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ (19449/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9D7-3D5D-9A43-D64C e senha 3C49-28CB-BDAA-19D6 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.188.116 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ADOLFO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ADOLFO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE ANDRADINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE DIADEMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE IACRI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICIPIO DE BOTUCATU ADV.(A/S) : FABIANO SCHWARTZMANN FOZ (158291/SP) ADV.(A/S) : WILSON LUIS DE SOUSA FOZ (19449/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 31.5.2019 a 6.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B9D7-3D5D-9A43-D64C e senha 3C49-28CB-BDAA-19D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1188116 AGR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 591 . 085", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 591 . 085", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 17", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AI 760 . 358 - QO", "AI 760 . 358 - QO", "ARE 1188116", "ARE 1 . 011 . 495 - ED - AgR", "ARE 1 . 011 . 495 - ED - AgR", "ARE 1188116 AGR - SEGUNDO / SP", "ARE 1188116 AGR - SEGUNDO / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 590 . 751 / SP", "ADI n 2 . 362 / DF - MC", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 826 . 167 - AgR", "ARE 1188116 AGR - SEGUNDO", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 590 . 751", "ADI n 2 . 362 / DF - MC", "Recurso Extraordinário n 590 . 751 / SP - RG", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 826 . 167 - AgR", "ARE 1188116 AGR - SEGUNDO / SP", "ARE 1188116 AGR - SEGUNDO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 33 DO ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "alínea ' b ' do inc . 1 do art . 1030 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "alínea ' b ' do inc . 1 do art . 1030 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 85 , § 2 . . . , § 3 . . . E § 11 , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL / 2015", "ART . 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 78 do ADCT", "EC n 30 / 2000", "art . 2 . . . da", "EC 30 / 2000", "art . 78 do ADCT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 78 do ADCT", "EC n 30 / 2000", "art . 2 . . . da EC 30 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 6 . . . c /", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . .", "artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ADOLFO", "MUNICIPIO DE ANDRADINA", "MUNICIPIO DE DIADEMA", "MUNICÍPIO DE", "NOVO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE", "IACRI", "MUNICIPIO DE BOTUCATU", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ADOLFO", "MUNICÍPIO DE", "ADOLFO", "MUNICIPIO DE", "ANDRADINA", "MUNICIPIO", "DE", "DIADEMA", "MUNICÍPIO", "DE", "NOVO HORIZONTE", "MUNICÍPIO", "IACRI", "MUNICIPIO DE BOTUCATU", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ADOLFO", "MUNICIPIO DE ANDRADINA", "MUNICIPIO DE DIADEMA", "MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE IACRI", "MUNICIPIO DE BOTUCATU", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ADOLFO", "MUNICIPIO DE ANDRADINA", "MUNICIPIO DE DIADEMA", "MUNICÍPIO DE NOVO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE IACRI", "MUNICIPIO DE BOTUCATU", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ADOLFO", "MUNICIPIO", "DE", "ANDRADINA", "MUNICIPIO DE DIADEMA", "MUNICÍPIO", "NOVO HORIZONTE", "MUNICÍPIO DE IACRI", "MUNICIPIO DE BOTUCATU" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "-", "SEGUNDO", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "-", "SEGUNDO", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário deste", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Plenário deste Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDO", "/", "SP", "Fazenda", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "FABIANO SCHWARTZMANN FOZ", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "FABIANO SCHWARTZMANN FOZ", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "FABIANO SCHWARTZMANN FOZ", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Gilberto Azevedo de Moraes Costa", "Gilberto Azevedo de Moraes Costa", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "FABIANO SCHWARTZMANN FOZ", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "AGRAVO", "LUIZ FUX", "FABIANO SCHWARTZMANN FOZ", "WILSON LUIS DE SOUSA FOZ", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "07", "/", "06", "/", "2019", "31", "/", "05", "06", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) :JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE ADV.(A/S) :SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO EMANADO DESTA COLENDA TURMA – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. REITERAÇÃO DE RECURSOS MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEIS – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4396-2C7B-BA9D-C4F5 e senha F271-BA6D-F7D2-5F23 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AP 1020 AGR-ED-ED / BA EM JULGADO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – POSSIBILIDADE – O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva de recursos incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, em determinar a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4396-2C7B-BA9D-C4F5 e senha F271-BA6D-F7D2-5F23 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA EM JULGADO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – POSSIBILIDADE – O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva de recursos incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, em determinar a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4396-2C7B-BA9D-C4F5 e senha F271-BA6D-F7D2-5F23 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) :JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE ADV.(A/S) :SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de novos embargos de declaração opostos por Luiz Carlos Caetano ao acórdão que rejeitara, por inadmissíveis, os primeiros embargos declaratórios por ele deduzidos. O acórdão contra o qual se insurge o recorrente está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1912-1D03-EDD6-FA1A e senha 1A4B-A8BD-9B4C-8058 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) :JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE ADV.(A/S) :SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de novos embargos de declaração opostos por Luiz Carlos Caetano ao acórdão que rejeitara, por inadmissíveis, os primeiros embargos declaratórios por ele deduzidos. O acórdão contra o qual se insurge o recorrente está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1912-1D03-EDD6-FA1A e senha 1A4B-A8BD-9B4C-8058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AP 1020 AGR-ED-ED / BA infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 619 do CPP, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. A eminente Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao pronunciar-se, nestes autos, na condição de Chefe do Ministério Público da União, parte ora embargada, manifestou-se “pela rejeição dos embargos de declaração opostos”. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação da colenda Segunda Turma desta Corte estes novos embargos de declaração. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1912-1D03-EDD6-FA1A e senha 1A4B-A8BD-9B4C-8058 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 619 do CPP, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. A eminente Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao pronunciar-se, nestes autos, na condição de Chefe do Ministério Público da União, parte ora embargada, manifestou-se “pela rejeição dos embargos de declaração opostos”. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação da colenda Segunda Turma desta Corte estes novos embargos de declaração. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1912-1D03-EDD6-FA1A e senha 1A4B-A8BD-9B4C-8058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito estes novos embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou erro material a sanar, circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Os embargos de declaração, como se sabe, destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem na decisão impugnada. Essa modalidade recursal só permite o reexame do ato decisório embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de ambiguidade, obscuridade, omissão ou contradição e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão proferida (RTJ 191/372-373 – RTJ 194/325-326, v.g.). Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização: “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito estes novos embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou erro material a sanar, circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Os embargos de declaração, como se sabe, destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem na decisão impugnada. Essa modalidade recursal só permite o reexame do ato decisório embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de ambiguidade, obscuridade, omissão ou contradição e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão proferida (RTJ 191/372-373 – RTJ 194/325-326, v.g.). Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização: “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AP 1020 AGR-ED-ED / BA “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” (HC 126.867-AgR-ED/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que o acórdão embargado apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise apresentava-se cabível, não havendo, por isso mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que se apoiou o julgado objeto do presente recurso revelavam-se plenamente suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte embargante. Torna-se evidente que a parte ora embargante, na realidade, busca – considerada a ausência dos pressupostos de embargabilidade – um rejulgamento da matéria posta nestes autos, o que se revela processualmente inviável, eis que, como se sabe, os embargos de declaração não se revestem, ordinariamente, de caráter infringente, como adverte a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” (HC 126.867-AgR-ED/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que o acórdão embargado apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise apresentava-se cabível, não havendo, por isso mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que se apoiou o julgado objeto do presente recurso revelavam-se plenamente suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte embargante. Torna-se evidente que a parte ora embargante, na realidade, busca – considerada a ausência dos pressupostos de embargabilidade – um rejulgamento da matéria posta nestes autos, o que se revela processualmente inviável, eis que, como se sabe, os embargos de declaração não se revestem, ordinariamente, de caráter infringente, como adverte a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AP 1020 AGR-ED-ED / BA – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPC, art. 1.022) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” (RE 945.558-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre enfatizar, portanto, na linha dessa diretriz jurisprudencial, que não se revelam admissíveis os embargos de declaração quando a parte embargante – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material – vem a utilizá-los com objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao versar os aspectos ora mencionados, firmou entendimento no sentido que venho de referir: “Embargos declaratórios só se destinam a possibilitar a eliminação de obscuridade (…), contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337 do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento. E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se reclama, com a consequente reforma do acórdão, ficam eles rejeitados.” (RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “– A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem ressaltado que os embargos de declaração não se revelam cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na realidade, a própria desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296.” (AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPC, art. 1.022) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” (RE 945.558-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre enfatizar, portanto, na linha dessa diretriz jurisprudencial, que não se revelam admissíveis os embargos de declaração quando a parte embargante – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material – vem a utilizá-los com objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao versar os aspectos ora mencionados, firmou entendimento no sentido que venho de referir: “Embargos declaratórios só se destinam a possibilitar a eliminação de obscuridade (…), contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337 do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento. E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se reclama, com a consequente reforma do acórdão, ficam eles rejeitados.” (RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “– A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem ressaltado que os embargos de declaração não se revelam cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na realidade, a própria desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296.” (AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AP 1020 AGR-ED-ED / BA “– O recurso de embargos de declaração não tem cabimento quando, a pretexto de esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (RE 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, na linha dessa diretriz jurisprudencial, considerando o caráter procrastinatório destes segundos embargos de declaração opostos por Luiz Carlos Caetano, de que não conheço, e tendo em vista os julgamentos efetuados nesta colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no âmbito desta ação penal, determino a certificação do trânsito em julgado de referidos acórdãos, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento. Observo que essa proposta tem o beneplácito do magistério jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal, como resulta claro de inúmeros precedentes, em casos semelhantes, a respeito de tal questão (ARE 640.413-AgR-ED-ED/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 901.378-AgR-ED-ED/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 936.390-AgR-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 938.544-ED- -AgR-ED-ED/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 1.144.308-EDv- -AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 105.959-ED-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 149.395-AgR-ED-ED/ES, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – HC 156.237-AgR-ED/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 162.415-AgR-ED/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 162.793-ED-ED/MG, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – RE 658.375-AgR-ED-terceiros- -ED/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA “– O recurso de embargos de declaração não tem cabimento quando, a pretexto de esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (RE 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, na linha dessa diretriz jurisprudencial, considerando o caráter procrastinatório destes segundos embargos de declaração opostos por Luiz Carlos Caetano, de que não conheço, e tendo em vista os julgamentos efetuados nesta colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no âmbito desta ação penal, determino a certificação do trânsito em julgado de referidos acórdãos, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento. Observo que essa proposta tem o beneplácito do magistério jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal, como resulta claro de inúmeros precedentes, em casos semelhantes, a respeito de tal questão (ARE 640.413-AgR-ED-ED/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 901.378-AgR-ED-ED/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 936.390-AgR-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 938.544-ED- -AgR-ED-ED/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 1.144.308-EDv- -AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 105.959-ED-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 149.395-AgR-ED-ED/ES, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – HC 156.237-AgR-ED/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 162.415-AgR-ED/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 162.793-ED-ED/MG, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – RE 658.375-AgR-ED-terceiros- -ED/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) : JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO (4492/BA) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE (133614/MG) ADV.(A/S) : SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA (9999/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, determinou a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A04A-617F-1F84-5A7F e senha DBA6-82D5-15AA-EAFA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) : JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO (4492/BA) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE (133614/MG) ADV.(A/S) : SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA (9999/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, determinou a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A04A-617F-1F84-5A7F e senha DBA6-82D5-15AA-EAFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, determinou a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO EMANADO DESTA COLENDA TURMA – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. REITERAÇÃO DE RECURSOS MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEIS – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – POSSIBILIDADE – O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva de recursos incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes.
sjur407225
- Acórdão(s) citado(s): (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, CABIMENTO) RE 177599 ED, AI 469699 AgR-ED (2ªT) - RTJ 191/372, AI 153147 AgR-ED, AI 177313 AgR-ED - RTJ 191/694, RE 202097 ED-EDv-AgR-ED-ED-ED (TP) - RTJ 194/325, HC 126867 AgR-ED (2ªT), AI 120850 AgR-ED - RTJ 134/1296, RE 108120 ED - RTJ 134/836. (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, EFEITO MODIFICATIVO) RE 945558 AgR-ED (2ªT). (CERTIFICAÇÃO, TRÂNSITO EM JULGADO, PUBLICAÇÃO) RE 162415 AgR-ED, ARE 640413 AgR-ED-ED (2ªT), RE 658375 AgR-ED-terceiros-ED (2ªT), ARE 901378 AgR-ED-ED (2ªT), ARE 938544 ED-AgR-ED-ED (2ªT), HC 105959 ED-ED (TP), ARE 936390 AgR-AgR (1ªT), HC 156237 AgR-ED (2ªT), ARE 1144308 EDv-AgR (TP), HC 149395 AgR-ED-ED (1ªT), HC 162793 ED-ED (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 22/01/2020, KBP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1020
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00619\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
AP-AgR-ED-ED
acordaos
AP 1020 AgR-ED-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) : JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE ADV.(A/S) : SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) :JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE ADV.(A/S) :SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL NO ACÓRDÃO EMANADO DESTA COLENDA TURMA – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO EM JULGADO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO CONHECIDOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. REITERAÇÃO DE RECURSOS MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEIS – RECONHECIMENTO DO INTUITO PROCRASTINATÓRIO – CERTIFICAÇÃO DO TRÂNSITO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4396-2C7B-BA9D-C4F5 e senha F271-BA6D-F7D2-5F23 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AP 1020 AGR-ED-ED / BA EM JULGADO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – POSSIBILIDADE – O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva de recursos incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, em determinar a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4396-2C7B-BA9D-C4F5 e senha F271-BA6D-F7D2-5F23 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA EM JULGADO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO RESPECTIVO ACÓRDÃO – POSSIBILIDADE – O propósito revelado pela parte embargante, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva de recursos incabíveis –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em não conhecer dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, em determinar a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4396-2C7B-BA9D-C4F5 e senha F271-BA6D-F7D2-5F23 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) :JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE ADV.(A/S) :SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de novos embargos de declaração opostos por Luiz Carlos Caetano ao acórdão que rejeitara, por inadmissíveis, os primeiros embargos declaratórios por ele deduzidos. O acórdão contra o qual se insurge o recorrente está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1912-1D03-EDD6-FA1A e senha 1A4B-A8BD-9B4C-8058 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) :JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE ADV.(A/S) :SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de novos embargos de declaração opostos por Luiz Carlos Caetano ao acórdão que rejeitara, por inadmissíveis, os primeiros embargos declaratórios por ele deduzidos. O acórdão contra o qual se insurge o recorrente está assim ementado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU ERRO MATERIAL – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1912-1D03-EDD6-FA1A e senha 1A4B-A8BD-9B4C-8058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AP 1020 AGR-ED-ED / BA infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 619 do CPP, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. A eminente Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao pronunciar-se, nestes autos, na condição de Chefe do Ministério Público da União, parte ora embargada, manifestou-se “pela rejeição dos embargos de declaração opostos”. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação da colenda Segunda Turma desta Corte estes novos embargos de declaração. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1912-1D03-EDD6-FA1A e senha 1A4B-A8BD-9B4C-8058 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” Inconformada com esse julgamento, e sustentando a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 619 do CPP, a parte ora embargante interpõe o presente recurso, objetivando provocar o reexame da causa. A eminente Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE, ao pronunciar-se, nestes autos, na condição de Chefe do Ministério Público da União, parte ora embargada, manifestou-se “pela rejeição dos embargos de declaração opostos”. Sendo esse o contexto, submeto à apreciação da colenda Segunda Turma desta Corte estes novos embargos de declaração. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1912-1D03-EDD6-FA1A e senha 1A4B-A8BD-9B4C-8058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito estes novos embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou erro material a sanar, circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Os embargos de declaração, como se sabe, destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem na decisão impugnada. Essa modalidade recursal só permite o reexame do ato decisório embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de ambiguidade, obscuridade, omissão ou contradição e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão proferida (RTJ 191/372-373 – RTJ 194/325-326, v.g.). Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização: “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Rejeito estes novos embargos de declaração, eis que não há, no acórdão ora impugnado, qualquer evidência de obscuridade, omissão, contradição ou erro material a sanar, circunstância essa que torna processualmente inviável o recurso em exame. Os embargos de declaração, como se sabe, destinam-se, precipuamente, a desfazer obscuridades, a afastar contradições e a suprir omissões que eventualmente se registrem na decisão impugnada. Essa modalidade recursal só permite o reexame do ato decisório embargado, quando utilizada com o específico objetivo de viabilizar um pronunciamento jurisdicional de caráter integrativo-retificador, vocacionado a afastar as situações de ambiguidade, obscuridade, omissão ou contradição e a complementar e esclarecer o conteúdo da decisão proferida (RTJ 191/372-373 – RTJ 194/325-326, v.g.). Desse modo, a decisão recorrida – que aprecia, como no caso, com plena exatidão e em toda a sua inteireza, determinada pretensão jurídica – não permite o emprego da via recursal dos embargos de declaração, sob pena de grave disfunção jurídico-processual dessa modalidade de recurso, eis que inocorrentes, em tal situação, os pressupostos que justificariam a sua adequada utilização: “Embargos declaratórios. Inexistência de omissão, contradição, obscuridade ou dúvida, no acórdão embargado (art. 337 do RISTF). Embargos rejeitados.” (RTJ 134/1296, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AP 1020 AGR-ED-ED / BA “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” (HC 126.867-AgR-ED/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que o acórdão embargado apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise apresentava-se cabível, não havendo, por isso mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que se apoiou o julgado objeto do presente recurso revelavam-se plenamente suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte embargante. Torna-se evidente que a parte ora embargante, na realidade, busca – considerada a ausência dos pressupostos de embargabilidade – um rejulgamento da matéria posta nestes autos, o que se revela processualmente inviável, eis que, como se sabe, os embargos de declaração não se revestem, ordinariamente, de caráter infringente, como adverte a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE, OMISSÃO OU AMBIGUIDADE – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE NO CASO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou ambiguidade (CPP, art. 619) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” (HC 126.867-AgR-ED/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame dos autos evidencia que o acórdão embargado apreciou, de modo inteiramente adequado, as questões cuja análise apresentava-se cabível, não havendo, por isso mesmo, qualquer vício a corrigir, mesmo porque os fundamentos em que se apoiou o julgado objeto do presente recurso revelavam-se plenamente suficientes para desautorizar a pretensão jurídica deduzida pela parte embargante. Torna-se evidente que a parte ora embargante, na realidade, busca – considerada a ausência dos pressupostos de embargabilidade – um rejulgamento da matéria posta nestes autos, o que se revela processualmente inviável, eis que, como se sabe, os embargos de declaração não se revestem, ordinariamente, de caráter infringente, como adverte a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “OS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NÃO SE REVESTEM, ORDINARIAMENTE, DE CARÁTER INFRINGENTE 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AP 1020 AGR-ED-ED / BA – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (Código de Processo Civil, art. 1.022) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 945.558-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre enfatizar, portanto, na linha dessa diretriz jurisprudencial, que não se revelam admissíveis os embargos de declaração quando a parte embargante – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material – vem a utilizá-los com objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao versar os aspectos ora mencionados, firmou entendimento no sentido que venho de referir: “Embargos declaratórios só se destinam a possibilitar a eliminação de obscuridade (…), contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337 do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento. E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se reclama, com a consequente reforma do acórdão, ficam eles rejeitados.” (RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “– A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem ressaltado que os embargos de declaração não se revelam cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na realidade, a própria desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296.” (AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA – Não se revelam cabíveis os embargos de declaração quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material (Código de Processo Civil, art. 1.022) – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 945.558-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Cumpre enfatizar, portanto, na linha dessa diretriz jurisprudencial, que não se revelam admissíveis os embargos de declaração quando a parte embargante – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão, contradição ou erro material – vem a utilizá-los com objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa (RTJ 191/694-695, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É por tal razão que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ao versar os aspectos ora mencionados, firmou entendimento no sentido que venho de referir: “Embargos declaratórios só se destinam a possibilitar a eliminação de obscuridade (…), contradição ou omissão do acórdão embargado (art. 337 do RISTF), não o reconhecimento de erro de julgamento. E como, no caso, é esse reconhecimento que neles se reclama, com a consequente reforma do acórdão, ficam eles rejeitados.” (RTJ 134/836, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “– A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem ressaltado que os embargos de declaração não se revelam cabíveis, quando, utilizados com a finalidade de sustentar a incorreção do acórdão, objetivam, na realidade, a própria desconstituição do ato decisório proferido pelo Tribunal. Precedentes: RTJ 114/885 – RTJ 116/1106 – RTJ 118/714 – RTJ 134/1296.” (AI 153.147-AgR-ED/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AP 1020 AGR-ED-ED / BA “– O recurso de embargos de declaração não tem cabimento quando, a pretexto de esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (Recurso Extraordinário 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, na linha dessa diretriz jurisprudencial, considerando o caráter procrastinatório destes segundos embargos de declaração opostos por Luiz Carlos Caetano, de que não conheço, e tendo em vista os julgamentos efetuados nesta colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no âmbito desta ação penal, determino a certificação do trânsito em julgado de referidos acórdãos, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento. Observo que essa proposta tem o beneplácito do magistério jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal, como resulta claro de inúmeros precedentes, em casos semelhantes, a respeito de tal questão (ARE 640.413-AgR-ED-ED/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 901.378-AgR-ED-ED/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 936.390-AgR-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 938.544-ED- -AgR-ED-ED/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 1.144.308-EDv- -AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 105.959-ED-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 149.395-AgR-ED-ED/ES, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – HC 156.237-AgR-ED/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 162.415-AgR-ED/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 162.793-ED-ED/MG, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – Recurso Extraordinário 658.375-AgR-ED-terceiros- -ED/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Supremo Tribunal Federal AP 1020 AGR-ED-ED / BA “– O recurso de embargos de declaração não tem cabimento quando, a pretexto de esclarecer uma inocorrente situação de obscuridade, contradição ou omissão do acórdão, vem a ser utilizado com o objetivo de infringir o julgado.” (Recurso Extraordinário 177.599-ED/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Sendo assim, na linha dessa diretriz jurisprudencial, considerando o caráter procrastinatório destes segundos embargos de declaração opostos por Luiz Carlos Caetano, de que não conheço, e tendo em vista os julgamentos efetuados nesta colenda Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal no âmbito desta ação penal, determino a certificação do trânsito em julgado de referidos acórdãos, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento. Observo que essa proposta tem o beneplácito do magistério jurisprudencial firmado pelo Supremo Tribunal Federal, como resulta claro de inúmeros precedentes, em casos semelhantes, a respeito de tal questão (ARE 640.413-AgR-ED-ED/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 901.378-AgR-ED-ED/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 936.390-AgR-AgR/SP, Rel. Min. ROSA WEBER – ARE 938.544-ED- -AgR-ED-ED/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ARE 1.144.308-EDv- -AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 105.959-ED-ED/DF, Rel. Min. EDSON FACHIN – HC 149.395-AgR-ED-ED/ES, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – HC 156.237-AgR-ED/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 162.415-AgR-ED/PR, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 162.793-ED-ED/MG, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES – Recurso Extraordinário 658.375-AgR-ED-terceiros- -ED/AM, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D45E-16A3-C199-F452 e senha 268F-2F98-3B8C-3555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) : JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO (4492/BA) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE (133614/MG) ADV.(A/S) : SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA (9999/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, determinou a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A04A-617F-1F84-5A7F e senha DBA6-82D5-15AA-EAFA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 1.020 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : LUIZ CARLOS CAETANO ADV.(A/S) : JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO (4492/BA) E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE (133614/MG) ADV.(A/S) : SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA (9999/DF) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu dos segundos embargos de declaração e, por considerá-los manifestamente procrastinatórios, determinou a certificação do trânsito em julgado, independentemente da publicação do acórdão pertinente ao presente julgamento, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A04A-617F-1F84-5A7F e senha DBA6-82D5-15AA-EAFA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO PENAL 1 . 020", "AP 1020 AGR", "AÇÃO PENAL 1 . 020", "AÇÃO PENAL 1 . 020", "AÇÃO PENAL 1 . 020", "RTJ 191 / 372 - 373", "RTJ 194 / 325 - 326", "RTJ 134 / 1296", "AÇÃO PENAL 1 . 020", "RTJ 191 / 372 - 373", "RTJ 134 / 1296", "AP 1020 AGR - ED - ED / BA", "HC 126 . 867 - AgR - ED / GO", "AP", "HC 126 . 867 - AgR - ED / GO", "Recurso Extraordinário 945 . 558 - AgR - ED / RS", "RTJ 191 / 694 - 695", "RTJ 134 / 836", "RTJ 114 / 885", "RTJ 116 / 1106", "RTJ 118 / 714", "RTJ 134 /", "AI 153 . 147 - AgR - ED / RS", "AP", "Recurso Extraordinário 945 . 558 - AgR - ED / RS", "RTJ 191 / 694 - 695", "RTJ 134 / 836", "RTJ 114 / 885", "RTJ 118 / 714", "AI 153 . 147 - AgR - ED / RS", "AP 1020 AGR -", "Recurso Extraordinário 177 . 599 - ED / DF", "ARE 640 . 413 - AgR - ED - ED / AM", "ARE 901 . 378 - AgR - ED - ED / RJ", "ARE 936 . 390 - AgR - AgR / SP", "ARE 938 . 544 - ED - - AgR", "ARE 1 . 144 . 308 - EDv -", "HC 105 . 959 - ED - ED / DF", "HC 149 . 395 - AgR - ED - ED / 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. 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 619 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 337 do RISTF", "CPP , art . 619", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPP , art . 619", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 022", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil , art . 1 . 022", "art . 337 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Brasília", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda 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"Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "LUIZ CARLOS CAETANO", "JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO", "CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE", "SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ CARLOS CAETANO", "JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO", "CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE", "SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA", "CELSO DE MELLO", "Luiz Carlos Caetano", "CELSO DE MELLO", "LUIZ CARLOS CAETANO", "JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO", "CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE", "SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA", "CELSO DE MELLO", "Luiz Carlos Caetano", "RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE", "RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Luiz Carlos Caetano", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Luiz Carlos Caetano", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "LUIZ CARLOS CAETANO", "JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO", "CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE", "SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "LUIZ CARLOS CAETANO", "JOSÉ ORLANDO ROCHA DE CARVALHO", "CASSIANO DE SOUZA CARVALHO FELIPE", "SÉRGIO LUÍS TEIXEIRA DA SILVA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 a 21 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) :ANDERSON POMINI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) :DANIEL LUZ Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Pagamento de horas extras a servidores em cargo em comissão. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43EC-3A1F-1965-C067 e senha BEA2-E3B6-1D48-EEED Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) :ANDERSON POMINI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) :DANIEL LUZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 223/1974), consignou que há vedação expressa ao pagamento de horas extras aos exercentes de cargos em comissão. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Bem se avista que, não havendo, quanto aos servidores em cargo de provimento em comissão, possível excesso ou suplemento de carga horária – porque essa carga não se molda aos cargos fiduciários-, não há, de conseguinte, retribuição correspondente a adicional por serviço suplementar, que, de toda a sorte, fosse ainda de cogitar-se, exigiria previsão legal expressa quanto a seus critérios definidores (VIRGA, Pietro. II pubblico impiego dopo la privatizzazione. 2.ed. Milão: Giuffrè, 1995, p. 164). E, na espécie, não há preceito local a demarcar as horas de serviço ordinário do servidor público itapeviense em provimento comissionado’. (eDOC 4, p. 30)”. (eDOC 7) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B2A-21D6-B4EC-86E9 e senha AF0A-3DAF-E96F-EB52 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) :ANDERSON POMINI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) :DANIEL LUZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 223/1974), consignou que há vedação expressa ao pagamento de horas extras aos exercentes de cargos em comissão. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Bem se avista que, não havendo, quanto aos servidores em cargo de provimento em comissão, possível excesso ou suplemento de carga horária – porque essa carga não se molda aos cargos fiduciários-, não há, de conseguinte, retribuição correspondente a adicional por serviço suplementar, que, de toda a sorte, fosse ainda de cogitar-se, exigiria previsão legal expressa quanto a seus critérios definidores (VIRGA, Pietro. II pubblico impiego dopo la privatizzazione. 2.ed. Milão: Giuffrè, 1995, p. 164). E, na espécie, não há preceito local a demarcar as horas de serviço ordinário do servidor público itapeviense em provimento comissionado’. (eDOC 4, p. 30)”. (eDOC 7) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B2A-21D6-B4EC-86E9 e senha AF0A-3DAF-E96F-EB52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1203566 AGR / SP No agravo regimental, argumenta-se que não há necessidade de compreensão e exame do direito local para se verificar que o conjunto decisório local afronta as normas constitucionais citadas. Reitera-se ainda que os servidores em comissão teriam o direito à remuneração pelo trabalho suplementar efetivamente realizado, na forma garantida na Constituição. (eDOC 8) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de que o tema já teria sido superado nesta Corte, sendo o recurso interposto de caráter meramente protelatório. (eDOC 13) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B2A-21D6-B4EC-86E9 e senha AF0A-3DAF-E96F-EB52 Supremo Tribunal Federal ARE 1203566 AGR / SP No agravo regimental, argumenta-se que não há necessidade de compreensão e exame do direito local para se verificar que o conjunto decisório local afronta as normas constitucionais citadas. Reitera-se ainda que os servidores em comissão teriam o direito à remuneração pelo trabalho suplementar efetivamente realizado, na forma garantida na Constituição. (eDOC 8) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de que o tema já teria sido superado nesta Corte, sendo o recurso interposto de caráter meramente protelatório. (eDOC 13) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B2A-21D6-B4EC-86E9 e senha AF0A-3DAF-E96F-EB52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o tribunal a quo, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 223/1974), consignou que há vedação expressa ao pagamento de horas extras aos exercentes de cargos em comissão. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO EM COMISSÃO. HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS CAPAZES DE INFIRMAR A DECISÃO AGRAVADA. LEI 223/1974 DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. INTERPOSIÇÃO DE APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0894-D471-9960-8FBC e senha 8361-8E11-3E2A-CE1C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o tribunal a quo, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 223/1974), consignou que há vedação expressa ao pagamento de horas extras aos exercentes de cargos em comissão. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO EM COMISSÃO. HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS CAPAZES DE INFIRMAR A DECISÃO AGRAVADA. LEI 223/1974 DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. INTERPOSIÇÃO DE APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0894-D471-9960-8FBC e senha 8361-8E11-3E2A-CE1C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1203566 AGR / SP agravante apenas reitera os argumentos expostos nas sedes recursais anteriores, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional local (Lei 223/1974 do Município de Itapevi) que fundamenta a decisão do Juízo a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Incabível o apelo extremo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal quando o acórdão impugnado não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição. IV - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais do art. 85, § 2° e 3°, do CPC. V - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC”. (ARE-AgR 1.110.203, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.6.2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Prefeita. Realização de despesas em contrariedade à legislação municipal. Pagamento de horas extras a servidores comissionados. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.109.571, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0894-D471-9960-8FBC e senha 8361-8E11-3E2A-CE1C Supremo Tribunal Federal ARE 1203566 AGR / SP agravante apenas reitera os argumentos expostos nas sedes recursais anteriores, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional local (Lei 223/1974 do Município de Itapevi) que fundamenta a decisão do Juízo a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Incabível o apelo extremo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal quando o acórdão impugnado não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição. IV - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC, observados os limites legais do art. 85, § 2° e 3°, do CPC. V - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4°, do CPC”. (ARE-AgR 1.110.203, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.6.2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Prefeita. Realização de despesas em contrariedade à legislação municipal. Pagamento de horas extras a servidores comissionados. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.109.571, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0894-D471-9960-8FBC e senha 8361-8E11-3E2A-CE1C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) : ANDERSON POMINI (53739/DF, 299786/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) : DANIEL LUZ (357144/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02BD-2B55-ECDA-4F1C e senha A030-F91A-D1AB-6617 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) : ANDERSON POMINI (53739/DF, 299786/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) : DANIEL LUZ (357144/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02BD-2B55-ECDA-4F1C e senha A030-F91A-D1AB-6617 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446310
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Pagamento de horas extras a servidores em cargo em comissão. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408148
- Acórdão(s) citado(s): (CARGO EM COMISSÃO, HORA EXTRA, APRECIAÇÃO, DIREITO LOCAL) ARE 1110203 AgR (2ªT), ARE 1109571 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 27/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1203566
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-000223 ANO-1974\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1203566 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) : ANDERSON POMINI AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) : DANIEL LUZ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) :ANDERSON POMINI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) :DANIEL LUZ Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Pagamento de horas extras a servidores em cargo em comissão. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 43EC-3A1F-1965-C067 e senha BEA2-E3B6-1D48-EEED Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) :ANDERSON POMINI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) :DANIEL LUZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 223/1974), consignou que há vedação expressa ao pagamento de horas extras aos exercentes de cargos em comissão. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Bem se avista que, não havendo, quanto aos servidores em cargo de provimento em comissão, possível excesso ou suplemento de carga horária – porque essa carga não se molda aos cargos fiduciários-, não há, de conseguinte, retribuição correspondente a adicional por serviço suplementar, que, de toda a sorte, fosse ainda de cogitar-se, exigiria previsão legal expressa quanto a seus critérios definidores (VIRGA, Pietro. II pubblico impiego dopo la privatizzazione. 2.ed. Milão: Giuffrè, 1995, p. 164). E, na espécie, não há preceito local a demarcar as horas de serviço ordinário do servidor público itapeviense em provimento comissionado’. (eDOC 4, p. 30)”. (eDOC 7) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B2A-21D6-B4EC-86E9 e senha AF0A-3DAF-E96F-EB52 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) :ANDERSON POMINI AGDO.(A/S) :MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) :DANIEL LUZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “O Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 223/1974), consignou que há vedação expressa ao pagamento de horas extras aos exercentes de cargos em comissão. Nesse sentido, extrai-se o seguinte trecho do acórdão impugnado: ‘Bem se avista que, não havendo, quanto aos servidores em cargo de provimento em comissão, possível excesso ou suplemento de carga horária – porque essa carga não se molda aos cargos fiduciários-, não há, de conseguinte, retribuição correspondente a adicional por serviço suplementar, que, de toda a sorte, fosse ainda de cogitar-se, exigiria previsão legal expressa quanto a seus critérios definidores (VIRGA, Pietro. II pubblico impiego dopo la privatizzazione. 2.ed. Milão: Giuffrè, 1995, p. 164). E, na espécie, não há preceito local a demarcar as horas de serviço ordinário do servidor público itapeviense em provimento comissionado’. (eDOC 4, p. 30)”. (eDOC 7) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B2A-21D6-B4EC-86E9 e senha AF0A-3DAF-E96F-EB52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 1203566 AGR / SP No agravo regimental, argumenta-se que não há necessidade de compreensão e exame do direito local para se verificar que o conjunto decisório local afronta as normas constitucionais citadas. Reitera-se ainda que os servidores em comissão teriam o direito à remuneração pelo trabalho suplementar efetivamente realizado, na forma garantida na Constituição. (eDOC 8) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de que o tema já teria sido superado nesta Corte, sendo o recurso interposto de caráter meramente protelatório. (eDOC 13) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B2A-21D6-B4EC-86E9 e senha AF0A-3DAF-E96F-EB52 Supremo Tribunal Federal ARE 1203566 AGR / SP No agravo regimental, argumenta-se que não há necessidade de compreensão e exame do direito local para se verificar que o conjunto decisório local afronta as normas constitucionais citadas. Reitera-se ainda que os servidores em comissão teriam o direito à remuneração pelo trabalho suplementar efetivamente realizado, na forma garantida na Constituição. (eDOC 8) Intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, no sentido de que o tema já teria sido superado nesta Corte, sendo o recurso interposto de caráter meramente protelatório. (eDOC 13) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B2A-21D6-B4EC-86E9 e senha AF0A-3DAF-E96F-EB52 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o tribunal a quo, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 223/1974), consignou que há vedação expressa ao pagamento de horas extras aos exercentes de cargos em comissão. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO EM COMISSÃO. HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS CAPAZES DE INFIRMAR A DECISÃO AGRAVADA. LEI 223/1974 DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPOSIÇÃO DE APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0894-D471-9960-8FBC e senha 8361-8E11-3E2A-CE1C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o tribunal a quo, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Lei Municipal 223/1974), consignou que há vedação expressa ao pagamento de horas extras aos exercentes de cargos em comissão. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo Tribunal de origem restringe-se ao âmbito da legislação local, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARGO EM COMISSÃO. HORAS EXTRAS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS CAPAZES DE INFIRMAR A DECISÃO AGRAVADA. LEI 223/1974 DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPOSIÇÃO DE APELO EXTREMO COM BASE NA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO, COM APLICAÇÃO DE MULTA. I – A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0894-D471-9960-8FBC e senha 8361-8E11-3E2A-CE1C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 1203566 AGR / SP agravante apenas reitera os argumentos expostos nas sedes recursais anteriores, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional local (Lei 223/1974 do Município de Itapevi) que fundamenta a decisão do Juízo a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Incabível o apelo extremo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal quando o acórdão impugnado não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição. IV - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais do art. 85, § 2... e 3..., do Código de Processo Civil. V - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil”. (ARE-AgR 1.110.203, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.6.2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Prefeita. Realização de despesas em contrariedade à legislação municipal. Pagamento de horas extras a servidores comissionados. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.109.571, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0894-D471-9960-8FBC e senha 8361-8E11-3E2A-CE1C Supremo Tribunal Federal ARE 1203566 AGR / SP agravante apenas reitera os argumentos expostos nas sedes recursais anteriores, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - É inadmissível o recurso extraordinário com agravo quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional local (Lei 223/1974 do Município de Itapevi) que fundamenta a decisão do Juízo a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. III - Incabível o apelo extremo pela alínea c do inciso III do art. 102 da Constituição Federal quando o acórdão impugnado não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição. IV - Majorada a verba honorária fixada anteriormente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites legais do art. 85, § 2... e 3..., do Código de Processo Civil. V - Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil”. (ARE-AgR 1.110.203, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 13.6.2018) “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Prefeita. Realização de despesas em contrariedade à legislação municipal. Pagamento de horas extras a servidores comissionados. 4. Matéria local. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 1.109.571, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 6.6.2018) Ante o exposto, nego provimento ao recurso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0894-D471-9960-8FBC e senha 8361-8E11-3E2A-CE1C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) : ANDERSON POMINI (53739/DF, 299786/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) : DANIEL LUZ (357144/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02BD-2B55-ECDA-4F1C e senha A030-F91A-D1AB-6617 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.203.566 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ ADV.(A/S) : ANDERSON POMINI (53739/DF, 299786/SP) AGDO.(A/S) : MUNICIPIO DE ITAPEVI PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPEVI ADV.(A/S) : DANIEL LUZ (357144/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02BD-2B55-ECDA-4F1C e senha A030-F91A-D1AB-6617 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 203 . 566", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 203 . 566", "AGRAVO 1 . 203 . 566", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1203566 AGR / SP", "Súmula 280 desta", "ARE", "-", "AgR 1 . 110 . 203", "Súmulas 279 e 280", "ARE", "-", "AgR 1 . 109 . 571", "ARE 1203566 AGR / SP", "ARE", "-", "AgR 1 . 110 . 203", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 1 . 109 . 571", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 203 . 566" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 223 / 1974", "Medida Provisória n 2 .", "Lei Municipal 223 / 1974", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 223 / 1974", "Constituição", "LEI 223 / 1974", "ALÍNEA C DO INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 223 / 1974", "Constituição", "LEI 223 / 1974", "ALÍNEA C DO INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 223 / 1974 do Município de Itapevi", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "Constituição", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 223 / 1974", "alínea c do inciso III do art . 102 da Constituição Federal", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil ”", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ITAPEVI", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ITAPEVI", "Milão", "SÃO PAULO", "MUNICIPIO DE ITAPEVI", "MUNICÍPIO DE ITAPEVI", "Milão", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ITAPEVI", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ITAPEVI", "Município de Itapevi", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "ITAPEVI", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "ITAPEVI" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO DE", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Giuffrè", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Giuffrè", "/", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICIPIO DE", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ", "ANDERSON POMINI", "DANIEL LUZ", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ", "ANDERSON POMINI", "DANIEL LUZ", "GILMAR MENDES", "VIRGA ,", "Pietro", "GILMAR MENDES", "DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ", "ANDERSON POMINI", "DANIEL LUZ", "GILMAR MENDES", "VIRGA ,", "Pietro", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ", "ANDERSON POMINI", "DANIEL LUZ", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "DALVANI ANALIA NASI CARAMEZ", "ANDERSON POMINI", "DANIEL LUZ", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2018", "6", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2018", "6", ".", "6", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do CPC quanto à questão remanescente, não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2286-7640-42B0-3945 e senha B59A-573C-28FD-B160 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 2307 Ementa e Acórdão ARE 1192355 AGR / BA Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2286-7640-42B0-3945 e senha B59A-573C-28FD-B160 Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2286-7640-42B0-3945 e senha B59A-573C-28FD-B160 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 2308 Voto Vogal 22/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 795D-F0D1-2C21-C40C e senha B010-1817-1912-271A Supremo Tribunal Federal 22/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2º, do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 795D-F0D1-2C21-C40C e senha B010-1817-1912-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 2309 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA1E-F377-B676-E993 e senha 6B72-7488-61F6-35E7 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA1E-F377-B676-E993 e senha 6B72-7488-61F6-35E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 2310 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI nº 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI nº 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 2311 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do CPC quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (CPC, art. 1.030, § 2º); e agravo do art. 1.042 do CPC quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do CPC quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 2312 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE nº 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl nº 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/STF OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (CPC/2015, art. 85, § 11)” (ARE nº 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (CPC/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (CPC/2015, ART. 1.030, § 2º). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl nº 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5º, XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/STF OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 2313 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE nº 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional, inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Eleitoral. Prestação de contas. Desaprovação. Recursos de origem não identificada. Lei nº 9.504/97. Resolução nº 23.406/14-TSE. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se admite, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa.” (ARE nº 1.054.498/GO–AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/18). “ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARTIDÁRIAS DO EXERCÍCIO DE 2009. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA (LEI 13.165/2015) NA IMPOSIÇÃO DE MULTA POR CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DAS REGRAS DE APLICAÇÃO DA NORMA CONSTANTES NA LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE nº 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional, inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Eleitoral. Prestação de contas. Desaprovação. Recursos de origem não identificada. Lei nº 9.504/97. Resolução nº 23.406/14-TSE. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Não se admite, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, 11, do CPC, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa.” (ARE nº 1.054.498/GO–AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/18). “ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARTIDÁRIAS DO EXERCÍCIO DE 2009. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA (LEI 13.165/2015) NA IMPOSIÇÃO DE MULTA POR CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DAS REGRAS DE APLICAÇÃO DA NORMA CONSTANTES NA LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 2314 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA VIOLAÇÃO DIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I O processo de análise de contas partidárias está contido no conjunto da jurisdição cível, na qual impera o princípio do tempus regit actum. Ou seja, na análise de um fato determinado, deve ser aplicada a lei vigente à sua época. II - O caráter jurisdicional do julgamento da prestação de contas não atrai, por si só, princípios específicos do Direito Penal para a aplicação das sanções, tais como o da retroatividade da lei penal mais benéfica. III - Questão que se interpreta com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657/1942), sendo esta a norma que trata da aplicação e da vigência das leis, uma vez que não há violação frontal e direta a nenhum princípio constitucional, notadamente ao princípio da não retroatividade da lei penal (art. 5°, XL, da CF/1988). IV - Eventual violação ao texto constitucional, que no presente caso entendo inexistente, se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. V - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.019.161/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/5/17). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. DESAPROVAÇÃO. DETERMINAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA DOS RECURSOS DE ORIGEM NÃO IDENTIFICADA AO TESOURO NACIONAL. ARTIGO 29 DA RESOLUÇÃO TSE 23.406/2014. ALEGADA EXORBITÂNCIA DO PODER REGULAMENTAR DA JUSTIÇA ELEITORAL, EM FACE DA LEI 9.504/1997 E DO CÓDIGO ELEITORAL. SUPOSTA ALTERAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL, EM OFENSA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. AUSÊNCIA DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA VIOLAÇÃO DIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I O processo de análise de contas partidárias está contido no conjunto da jurisdição cível, na qual impera o princípio do tempus regit actum. Ou seja, na análise de um fato determinado, deve ser aplicada a lei vigente à sua época. II - O caráter jurisdicional do julgamento da prestação de contas não atrai, por si só, princípios específicos do Direito Penal para a aplicação das sanções, tais como o da retroatividade da lei penal mais benéfica. III - Questão que se interpreta com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657/1942), sendo esta a norma que trata da aplicação e da vigência das leis, uma vez que não há violação frontal e direta a nenhum princípio constitucional, notadamente ao princípio da não retroatividade da lei penal (art. 5°, XL, da CF/1988). IV - Eventual violação ao texto constitucional, que no presente caso entendo inexistente, se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. V - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.019.161/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/5/17). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. DESAPROVAÇÃO. DETERMINAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA DOS RECURSOS DE ORIGEM NÃO IDENTIFICADA AO TESOURO NACIONAL. ARTIGO 29 DA RESOLUÇÃO TSE 23.406/2014. ALEGADA EXORBITÂNCIA DO PODER REGULAMENTAR DA JUSTIÇA ELEITORAL, EM FACE DA LEI 9.504/1997 E DO CÓDIGO ELEITORAL. SUPOSTA ALTERAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL, EM OFENSA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. AUSÊNCIA DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 2315 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.001.470/GO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 2/12/16). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.001.470/GO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 2/12/16). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 2316 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 PROCED. : BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO (31226/BA, 23066/DF, 106622/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F6A-F202-ED88-FE21 e senha 15E3-611E-6AF2-2E2C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 PROCED. : BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO (31226/BA, 23066/DF, 106622/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F6A-F202-ED88-FE21 e senha 15E3-611E-6AF2-2E2C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11 2317
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311184
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2º, do CPC). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do CPC quanto à questão remanescente, não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido.
sjur407552
- Acórdão(s) citado(s): (QUESTIONAMENTO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, TRIBUNAL DE ORIGEM) AI 760358 QO (TP). (AGRAVO INTERNO, DECISÃO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL, JUÍZO, ORIGEM) ARE 1115707 AgR (1ªT), ARE 1128701 AgR (2ªT), Rcl 29093 AgR (1ªT). (RE, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, CAMPANHA ELEITORAL, PRESTAÇÃO DE CONTAS) ARE 1001470 AgR (1ªT), ARE 1019161 AgR (2ªT), ARE 1054498 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 10/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1192355
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01030 PAR-00002 ART-01042\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1192355 AgR
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AGTE.(S) : PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Aplicação da sistemática da repercussão geral pelo juízo de origem. Recurso dirigido ao Supremo Tribunal Federal. Não cabimento. Questões remanescentes. Cabimento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Segundo a firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. 2. Essa orientação está consolidada no Código de Processo Civil de 2015, que prevê, como instrumento processual adequado contra a aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil). 3. Embora cabível o agravo previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto à questão remanescente, não se presta o recurso extraordinário para o reexame da legislação infraconstitucional. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2286-7640-42B0-3945 e senha B59A-573C-28FD-B160 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 2307 Ementa e Acórdão ARE 1192355 AGR / BA Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2286-7640-42B0-3945 e senha B59A-573C-28FD-B160 Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2286-7640-42B0-3945 e senha B59A-573C-28FD-B160 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 2308 Voto Vogal 22/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 795D-F0D1-2C21-C40C e senha B010-1817-1912-271A Supremo Tribunal Federal 22/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Acompanho o Relator. Contra a decisão mediante a qual inadmitido o recurso extraordinário ante a observância de tese formalizada sob a sistemática da repercussão geral, pertinente é a formalização de agravo interno no âmbito do Tribunal de origem artigo 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil , chegando-se, se for o caso, ao Supremo, sem queima de etapas, com a subsequente formalização de reclamação. Descabe direcionar a pretensão diretamente a este Tribunal mediante a interposição do recurso de agravo previsto no artigo 1.042 do referido Diploma. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 795D-F0D1-2C21-C40C e senha B010-1817-1912-271A Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 2309 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA1E-F377-B676-E993 e senha 6B72-7488-61F6-35E7 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) :JUTAHY MAGALHAES NETO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de aplicação da sistemática da repercussão geral na origem e de ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA1E-F377-B676-E993 e senha 6B72-7488-61F6-35E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 2310 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Não merece prosperar a irresignação. O Supremo Tribunal Federal assentou, sob a égide do Código de Processo Civil de 1973, não caber recurso ou outro instrumento processual na Corte contra decisão do juízo de origem em que se aplique a sistemática da repercussão geral. Vide: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem” (AI n 760.358-QO, Plenário, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 12/2/10). Essa orientação foi consolidada no Código de Processo Civil de 2015, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 2311 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA que prevê, como instrumento processual adequado para corrigir supostos equívocos na aplicação do instituto da repercussão geral, a interposição de agravo interno perante o próprio Tribunal de origem (art. 1.030, § 2..., do Código de Processo Civil 2015). Nesse sentido: “AGRAVO INTERNO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO PARA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONTRA A PARTE DA DECISÃO QUE APLICA A SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL NA ORIGEM. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. QUESTÕES REMANESCENTES: AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A TODOS OS FUNDAMENTOS APTOS, POR SI SÓS, PARA SUSTENTAR A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO NA ORIGEM. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. 1. Ao examinar a admissibilidade de Recurso Extraordinário com capítulos independentes e autônomos, o Tribunal de origem aplicou precedente formado sob o rito da repercussão geral para algumas questões e óbices de outra natureza para os demais pontos. 2. As decisões de admissibilidade com esse perfil têm sido apelidadas de mistas (ou complexas). 3. Tais decisões comportam duas espécies de recursos: agravo interno quanto às matérias decididas com base em precedente produzido sob o rito da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 1.030, § 2...); e agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quanto aos aspectos resolvidos por outros tipos de fundamentos. 4. Não há previsão legal de recurso para o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL contra a parte da decisão do Juízo de origem que aplicou a sistemática da repercussão geral (Pleno, AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 994.469, Relatora: Min. CÁRMEN LÚCIA (Presidente), DJe de 14/3/2017). 5. Embora cabível quanto aos outros óbices, o recurso não merece prosperar. Não pode ser conhecido o agravo do art. 1.042 do Código de Processo Civil quando não impugna especificamente todos os fundamentos da decisão que inadmitira o recurso extraordinário. 6. Agravo Interno a que se nega provimento. Fixam-se honorários advocatícios adicionais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 2312 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE n 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl n 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA equivalentes a 10% (dez por cento) do valor a esse título arbitrado na causa, já considerada, nesse montante global, a elevação efetuada na decisão anterior (Código de Processo Civil/2015, art. 85, § 11)” (ARE n 1.115.707/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 24/8/18) “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECISÃO RECLAMADA. APLICAÇÃO DO ENTENDIMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FIRMADO EM SEDE DE REPERCUSSÃO GERAL (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, I). ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INOCORRÊNCIA. INADEQUAÇÃO DO MEIO RECURSAL UTILIZADO, POR ADMISSÍVEL, NA ESPÉCIE, UNICAMENTE O RECURSO DE AGRAVO INTERNO (Código de Processo Civil/2015, ART. 1.030, § 2...). PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (Rcl n 29.093/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/8/18). “RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO MATÉRIA PENAL PRIMEIRO AGRAVO ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NOS ARTS. 5..., XXXV E LV, E 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA REEXAME DE FATOS E PROVAS IMPOSSIBILIDADE SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal OFENSA AO ART. 93, IX, DA CARTA MAGNA INOCORRÊNCIA SEGUNDO AGRAVO UTILIZAÇÃO DESSA ESPÉCIE RECURSAL CONTRA DECISÃO QUE, EMANADA DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR, FAZ INCIDIR, NO CASO, A DISCIPLINA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 1.042, CAPUT, IN FINE) PRECEDENTES PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE OCORRÊNCIA DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 2313 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE n 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional, inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Eleitoral. Prestação de contas. Desaprovação. Recursos de origem não identificada. Lei n 9.504/97. Resolução n 23.406/14-TSE. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se admite, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa.” (ARE n 1.054.498/GO–AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/18). “ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARTIDÁRIAS DO EXERCÍCIO DE 2009. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA (LEI 13.165/2015) NA IMPOSIÇÃO DE MULTA POR CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DAS REGRAS DE APLICAÇÃO DA NORMA CONSTANTES NA LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA DO ESTADO NÃO ACOLHIMENTO EFICÁCIA EX TUNC, PARA EFEITO DE PRESCRIÇÃO PENAL, AO JUÍZO NEGATIVO DE ADMISSIBILIDADE DE APELO EXTREMO CONFIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO INTERNO IMPROVIDO” (ARE n 1.128.701/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 28/8/18). No que se refere à matéria remanescente, embora cabível o recurso previsto no art. 1.042 do Código de Processo Civil, o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame da legislação infraconstitucional, inviável em sede de recurso extraordinário. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Eleitoral. Prestação de contas. Desaprovação. Recursos de origem não identificada. Lei n 9.504/97. Resolução n 23.406/14-TSE. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É inadmissível o recurso extraordinário se os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se admite, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. 4. Inaplicável o art. 85, 11, do Código de Processo Civil, pois não houve prévia fixação de honorários advocatícios na causa.” (ARE n 1.054.498/GO–AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 15/2/18). “ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARTIDÁRIAS DO EXERCÍCIO DE 2009. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA (LEI 13.165/2015) NA IMPOSIÇÃO DE MULTA POR CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DAS REGRAS DE APLICAÇÃO DA NORMA CONSTANTES NA LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 2314 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA VIOLAÇÃO DIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I O processo de análise de contas partidárias está contido no conjunto da jurisdição cível, na qual impera o princípio do tempus regit actum. Ou seja, na análise de um fato determinado, deve ser aplicada a lei vigente à sua época. II - O caráter jurisdicional do julgamento da prestação de contas não atrai, por si só, princípios específicos do Direito Penal para a aplicação das sanções, tais como o da retroatividade da lei penal mais benéfica. III - Questão que se interpreta com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657/1942), sendo esta a norma que trata da aplicação e da vigência das leis, uma vez que não há violação frontal e direta a nenhum princípio constitucional, notadamente ao princípio da não retroatividade da lei penal (art. 5..., XL, da Constituição Federal de 1988/1988). IV - Eventual violação ao texto constitucional, que no presente caso entendo inexistente, se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. V - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.019.161/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/5/17). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. DESAPROVAÇÃO. DETERMINAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA DOS RECURSOS DE ORIGEM NÃO IDENTIFICADA AO TESOURO NACIONAL. ARTIGO 29 DA RESOLUÇÃO TSE 23.406/2014. ALEGADA EXORBITÂNCIA DO PODER REGULAMENTAR DA JUSTIÇA ELEITORAL, EM FACE DA LEI 9.504/1997 E DO CÓDIGO ELEITORAL. SUPOSTA ALTERAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL, EM OFENSA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. AUSÊNCIA DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA VIOLAÇÃO DIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I O processo de análise de contas partidárias está contido no conjunto da jurisdição cível, na qual impera o princípio do tempus regit actum. Ou seja, na análise de um fato determinado, deve ser aplicada a lei vigente à sua época. II - O caráter jurisdicional do julgamento da prestação de contas não atrai, por si só, princípios específicos do Direito Penal para a aplicação das sanções, tais como o da retroatividade da lei penal mais benéfica. III - Questão que se interpreta com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657/1942), sendo esta a norma que trata da aplicação e da vigência das leis, uma vez que não há violação frontal e direta a nenhum princípio constitucional, notadamente ao princípio da não retroatividade da lei penal (art. 5..., XL, da Constituição Federal de 1988/1988). IV - Eventual violação ao texto constitucional, que no presente caso entendo inexistente, se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. V - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.019.161/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 12/5/17). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS DE CAMPANHA. DESAPROVAÇÃO. DETERMINAÇÃO DE TRANSFERÊNCIA DOS RECURSOS DE ORIGEM NÃO IDENTIFICADA AO TESOURO NACIONAL. ARTIGO 29 DA RESOLUÇÃO TSE 23.406/2014. ALEGADA EXORBITÂNCIA DO PODER REGULAMENTAR DA JUSTIÇA ELEITORAL, EM FACE DA LEI 9.504/1997 E DO CÓDIGO ELEITORAL. SUPOSTA ALTERAÇÃO DO PROCESSO ELEITORAL, EM OFENSA AO PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE ELEITORAL. INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. IMPOSSIBILIDADE EM SEDE EXTRAORDINÁRIA. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. AUSÊNCIA DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 2315 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192355 AGR / BA PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.001.470/GO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 2/12/16). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Supremo Tribunal Federal ARE 1192355 AGR / BA PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.001.470/GO–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 2/12/16). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-8D0C-FBA6-E858 e senha CD19-A808-B411-CF2E Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 2316 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 PROCED. : BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO (31226/BA, 23066/DF, 106622/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F6A-F202-ED88-FE21 e senha 15E3-611E-6AF2-2E2C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.355 PROCED. : BAHIA RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA ADV.(A/S) : JUTAHY MAGALHAES NETO (31226/BA, 23066/DF, 106622/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0F6A-F202-ED88-FE21 e senha 15E3-611E-6AF2-2E2C Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11 2317
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 192 . 355", "AGRAVO 1 . 192 . 355", "AI n 760 . 358 - QO", "AI n 760 . 358 - QO", "ARE 1192355 AGR / BA", "ARE 1192355 AGR / BA", "ARE n 1 . 115 . 707 / RS - AgR", "Rcl n 29 . 093 / GO - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1192355 AGR / BA", "ARE n 1 . 115 . 707 / RS - AgR", "Rcl n 29 . 093", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1192355 AGR / BA", "ARE n 1 . 128 . 701 / RS - AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 054 . 498 / GO", "ARE n 1 . 128 . 701 / RS - AgR", "Súmulas ns 282", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 054 . 498 / GO", "ARE 1192355 AGR / BA", "ARE n 1 . 019 . 161 / SP - AgR", "ARE n 1 . 019 . 161 / SP - AgR", "ARE 1192355 AGR / BA", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 001 . 470 / GO – AgR", "ARE 1192355 AGR / BA", "SÚMULAS 282", "ARE n 1 . 001 . 470 / GO – AgR", "AGRAVO 1 . 192 . 355" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil de 2015", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil de 1973", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . . .", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 030 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil 2015", "Código de Processo Civil , art . 1 . 030 , § 2 . . .", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , ART", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "ARTS . 5 . . . , XXXV E LV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAGNA", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 042 , CAPUT , IN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015 , art . 85 , § 11", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , I", "Código de Processo Civil / 2015 , ART . 1 . 030 , § 2 . . .", "ARTS . 5 . . . , XXXV E LV , E 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 93 , IX , DA CARTA MAGNA", "Código de Processo Civil , ART . 1 . 042 , CAPUT", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AGRAVO", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "Lei n 9 . 504 / 97", "Resolução n 23 . 406 / 14", "art . 85 , 11 , do Código de Processo Civil", "LEI 13 . 165 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 042 do Código de Processo Civil", "9", ".", "504", "/", "97", "Resolução n 23 . 406 / 14", "art . 85 , 11 , do Código de Processo Civil", "LEI 13 . 165 / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "Decreto", "-", "Lei 4 . 657 / 1942", "art . 5 . . . , XL , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "ARTIGO 29 DA RESOLUÇÃO TSE 23 . 406 / 2014", "LEI 9 . 504 / 1997", "CÓDIGO ELEITORAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro", "Decreto", "-", "Lei 4 . 657 / 1942", "art . 5 . . . , XL , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "ARTIGO 29 DA RESOLUÇÃO TSE 23 . 406 / 2014", "LEI 9 . 504 / 1997", "CÓDIGO ELEITORAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Brasília", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "AG", "PARTIDO DA SOCIAL", "DEMOCRACIA BRASILEIRA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARTIDO DA SOCIAL", "DEMOCRACIA BRASILEIRA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARTIDO DA SOCIAL", "DEMOCRACIA BRASILEIRA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARTIDO DA SOCIAL DEMOCRACIA BRASILEIRA", "MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "BA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) :RAPHAEL MARCONDES KARAN AGDO.(A/S) :HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) :CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) :RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) :JOSÉ ODENIR LOPES AGDO.(A/S) :EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Constitucional e Administrativo. 3. Súmula Vinculante 13. Cargo de natureza política. Ausência de configuração objetiva de nepotismo. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3113-A20F-D8A2-4A67 e senha 405A-061A-0EA5-C1BA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) :RAPHAEL MARCONDES KARAN AGDO.(A/S) :HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) :CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) :RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) :JOSÉ ODENIR LOPES AGDO.(A/S) :EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que, com fundamento na jurisprudência deste Tribunal, negou seguimento à reclamação. Eis alguns trechos do julgado: “A reclamação, tal como prevista no art. 102, I, l, da Constituição e regulada nos artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil e 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, tem cabimento para preservar a competência do tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, bem como contra ato administrativo ou decisão judicial que contrarie súmula vinculante (CF/88, art. 103-A, § 3º). O caso em questão coloca em debate a possibilidade de nomeação de parentes para funções inequivocamente políticas como Secretário Municipal, Secretário Estadual, Ministro de Estado, etc. Restringe-se, portanto, a saber se a Súmula Vinculante 13 se aplica às hipóteses de nomeação de parentes para cargos políticos. O enunciado vinculante está assim redigido: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) :RAPHAEL MARCONDES KARAN AGDO.(A/S) :HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) :CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) :RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) :JOSÉ ODENIR LOPES AGDO.(A/S) :EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que, com fundamento na jurisprudência deste Tribunal, negou seguimento à reclamação. Eis alguns trechos do julgado: “A reclamação, tal como prevista no art. 102, I, l, da Constituição e regulada nos artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil e 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, tem cabimento para preservar a competência do tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, bem como contra ato administrativo ou decisão judicial que contrarie súmula vinculante (CF/88, art. 103-A, § 3º). O caso em questão coloca em debate a possibilidade de nomeação de parentes para funções inequivocamente políticas como Secretário Municipal, Secretário Estadual, Ministro de Estado, etc. Restringe-se, portanto, a saber se a Súmula Vinculante 13 se aplica às hipóteses de nomeação de parentes para cargos políticos. O enunciado vinculante está assim redigido: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR ‘A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investigo em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”. Os cargos políticos, a exemplo da chefia de Secretarias Estaduais ou Municipais, têm por paradigma federal os cargos de Ministro de Estado, cuja natureza é eminentemente política. Eles compõem a estrutura do Poder Executivo e, portanto, são de livre escolha pelo Chefe desse Poder, escolha essa que integra o rol de suas competências privativas, conforme se extrai da redação do art. 84, I, da Constituição. Os requisitos para essa investidura são estabelecidos pelo próprio texto constitucional, ao dispor, no art. 87, que “Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”. Sobre o conceito de agentes políticos, Marçal Justen Filho ressalta que ‘os agentes políticos são indivíduos investidos em mandado eletivo, no âmbito do Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e aqueles que, por determinação constitucional, exercitam função de auxílio imediato do Chefe do Poder Executivo, que são os Ministros de Estado no âmbito federal, os secretários estaduais e municipais’. (Curso de direito administrativo. 8. ed. rev. ampl. atual. Belo Horizonte: Fórum, 2012. p. 832) Ao analisar a extensão da aplicação da Súmula Vinculante 13, o Supremo Tribunal Federal restringiu sua incidência, para dela excluir os casos de nomeação de agente político, nos termos do que decidido nos autos da Rcl 6.650-MC-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 21.11.2008. Naquela oportunidade, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR ‘A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investigo em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”. Os cargos políticos, a exemplo da chefia de Secretarias Estaduais ou Municipais, têm por paradigma federal os cargos de Ministro de Estado, cuja natureza é eminentemente política. Eles compõem a estrutura do Poder Executivo e, portanto, são de livre escolha pelo Chefe desse Poder, escolha essa que integra o rol de suas competências privativas, conforme se extrai da redação do art. 84, I, da Constituição. Os requisitos para essa investidura são estabelecidos pelo próprio texto constitucional, ao dispor, no art. 87, que “Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”. Sobre o conceito de agentes políticos, Marçal Justen Filho ressalta que ‘os agentes políticos são indivíduos investidos em mandado eletivo, no âmbito do Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e aqueles que, por determinação constitucional, exercitam função de auxílio imediato do Chefe do Poder Executivo, que são os Ministros de Estado no âmbito federal, os secretários estaduais e municipais’. (Curso de direito administrativo. 8. ed. rev. ampl. atual. Belo Horizonte: Fórum, 2012. p. 832) Ao analisar a extensão da aplicação da Súmula Vinculante 13, o Supremo Tribunal Federal restringiu sua incidência, para dela excluir os casos de nomeação de agente político, nos termos do que decidido nos autos da Rcl 6.650-MC-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 21.11.2008. Naquela oportunidade, o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR Plenário desta Corte reafirmou o entendimento esposado no julgamento do RE 579.951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe 20.8.2008, no sentido de que não se aplica a Súmula Vinculante 13 aos cargos de natureza eminentemente política. Confira-se o primeiro acórdão mencionado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE Nº 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante nº 13, por se tratar de cargo de natureza política. 2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: RE 579.951/RN, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa ter sido enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido”. Na ocasião do julgamento do RE 579.951, o Relator, Ministro Ricardo Lewandowski, assentou que o caput do art. 37, do qual decorre diretamente a vedação à nomeação de parentes para cargos em comissão ou de confiança, independentemente da edição de lei nesse sentido, não se aplica ao agente político de livre nomeação e exoneração, cuja indicação é fundada na 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR Plenário desta Corte reafirmou o entendimento esposado no julgamento do RE 579.951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe 20.8.2008, no sentido de que não se aplica a Súmula Vinculante 13 aos cargos de natureza eminentemente política. Confira-se o primeiro acórdão mencionado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE Nº 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante nº 13, por se tratar de cargo de natureza política. 2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: RE 579.951/RN, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa ter sido enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido”. Na ocasião do julgamento do RE 579.951, o Relator, Ministro Ricardo Lewandowski, assentou que o caput do art. 37, do qual decorre diretamente a vedação à nomeação de parentes para cargos em comissão ou de confiança, independentemente da edição de lei nesse sentido, não se aplica ao agente político de livre nomeação e exoneração, cuja indicação é fundada na 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR fidúcia. Excepcionou-se dessa interpretação apenas as hipóteses de nepotismo cruzado ou de flagrante fraude à lei. Na oportunidade daquele julgamento, o Ministro Carlos Britto ressaltou a diferenciação entre agente políticos e servidores ocupantes de cargos e funções estritamente administrativos, sobre os quais incide o caput do art. 37 e para os quais se dirige a Súmula Vinculante em questão, conforme se verifica do seguinte trecho do seu voto: ‘Então, quando o artigo 37 refere-se a cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos. Portanto, os cargos políticos estariam fora do alcance da decisão que tomamos na ADC nº 12, porque o próprio capítulo VII é Da Administração Pública enquanto segmento do Poder Executivo. E sabemos que os cargos políticos, como, por exemplo, os de Secretário Municipal, são de agentes do Poder, fazem parte do Poder Executivo. O cargo não é em comissão, no sentido do artigo 37. Somente os cargos e funções singelamente administrativos – é como penso – são alcançados pela imperiosidade do artigo 37, com seus lapidares princípios. Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os Secretários Municipais, que correspondem a Secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e Ministros de Estado, no âmbito federal.’ Eu também, ao acompanhar o Relator, manifestei-me da seguinte forma: ‘Também eu já tinha intuído a necessidade de uma ressalva em relação às funções de natureza eminentemente política. É tradição mundial – a situação de John e Bob Kennedy – e, próprio plano nacional, muitas vezes parentes ou irmãos fazem carreiras paralelas e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR fidúcia. Excepcionou-se dessa interpretação apenas as hipóteses de nepotismo cruzado ou de flagrante fraude à lei. Na oportunidade daquele julgamento, o Ministro Carlos Britto ressaltou a diferenciação entre agente políticos e servidores ocupantes de cargos e funções estritamente administrativos, sobre os quais incide o caput do art. 37 e para os quais se dirige a Súmula Vinculante em questão, conforme se verifica do seguinte trecho do seu voto: ‘Então, quando o artigo 37 refere-se a cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos. Portanto, os cargos políticos estariam fora do alcance da decisão que tomamos na ADC nº 12, porque o próprio capítulo VII é Da Administração Pública enquanto segmento do Poder Executivo. E sabemos que os cargos políticos, como, por exemplo, os de Secretário Municipal, são de agentes do Poder, fazem parte do Poder Executivo. O cargo não é em comissão, no sentido do artigo 37. Somente os cargos e funções singelamente administrativos – é como penso – são alcançados pela imperiosidade do artigo 37, com seus lapidares princípios. Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os Secretários Municipais, que correspondem a Secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e Ministros de Estado, no âmbito federal.’ Eu também, ao acompanhar o Relator, manifestei-me da seguinte forma: ‘Também eu já tinha intuído a necessidade de uma ressalva em relação às funções de natureza eminentemente política. É tradição mundial – a situação de John e Bob Kennedy – e, próprio plano nacional, muitas vezes parentes ou irmãos fazem carreiras paralelas e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR estabelecem um plano eventual de cooperação – temos governadores e secretárias de Estado -, sem que haja qualquer conotação de nepotismo. Parece-me que devemos, então, ter cuidado quanto à fixação. Mas isso não foi objeto de maior consideração. A vinculação há de ser com o titular ou titulares do cargo de que se cuida na relação com a Administração’. Conforme se infere dos trechos citados dos julgamentos mencionados, esta Corte assentou a natureza política dos cargos de estruturação de governo em todas as esferas da federação, de livre nomeação e exoneração pelo Chefe do Poder Executivo, cujos requisitos estão elencados na própria Constituição, diferenciando-os dos cargos em comissão e funções de confiança de natureza administrativa. Assim, tendo em vista que, no âmbito do Poder Executivo, a função dos agentes políticos é sobretudo auxiliar o Chefe do Executivo na orientação, supervisão e coordenação dos órgãos e entidades da Administração Pública, as exigências necessárias à ocupação do referido cargo têm assento constitucional. Disso decorre o fato de que não ser permitido impor requisitos diversos daqueles exigidos pelo texto constitucional para a ocupação do cargo, de modo a escolher ou definir os critérios para a indicação de quem é apto a compor os cargos de governo. No caso dos autos, questiona-se nomeações para a chefia das Secretarias Municipais de Assistência Social, de Gestão de Pessoas, de Trabalho e Emprego, e de Administração, do Município de Araucária/PR. Não há elementos outros nos autos que indiquem ofensa à autoridade desta Corte, consubstanciada na Súmula Vinculante 13, mas tão somente o fato dos nomeados tratarem-se de parentes do prefeito municipal. Por oportuno, cito trecho da decisão que negou a liminar requerida pela parte reclamante nos autos da Ação Civil Pública 0001041-42.2019.8.16.0025, em trâmite na 1ª Vara da Fazenda 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR estabelecem um plano eventual de cooperação – temos governadores e secretárias de Estado -, sem que haja qualquer conotação de nepotismo. Parece-me que devemos, então, ter cuidado quanto à fixação. Mas isso não foi objeto de maior consideração. A vinculação há de ser com o titular ou titulares do cargo de que se cuida na relação com a Administração’. Conforme se infere dos trechos citados dos julgamentos mencionados, esta Corte assentou a natureza política dos cargos de estruturação de governo em todas as esferas da federação, de livre nomeação e exoneração pelo Chefe do Poder Executivo, cujos requisitos estão elencados na própria Constituição, diferenciando-os dos cargos em comissão e funções de confiança de natureza administrativa. Assim, tendo em vista que, no âmbito do Poder Executivo, a função dos agentes políticos é sobretudo auxiliar o Chefe do Executivo na orientação, supervisão e coordenação dos órgãos e entidades da Administração Pública, as exigências necessárias à ocupação do referido cargo têm assento constitucional. Disso decorre o fato de que não ser permitido impor requisitos diversos daqueles exigidos pelo texto constitucional para a ocupação do cargo, de modo a escolher ou definir os critérios para a indicação de quem é apto a compor os cargos de governo. No caso dos autos, questiona-se nomeações para a chefia das Secretarias Municipais de Assistência Social, de Gestão de Pessoas, de Trabalho e Emprego, e de Administração, do Município de Araucária/PR. Não há elementos outros nos autos que indiquem ofensa à autoridade desta Corte, consubstanciada na Súmula Vinculante 13, mas tão somente o fato dos nomeados tratarem-se de parentes do prefeito municipal. Por oportuno, cito trecho da decisão que negou a liminar requerida pela parte reclamante nos autos da Ação Civil Pública 0001041-42.2019.8.16.0025, em trâmite na 1ª Vara da Fazenda 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR Pública de Araucária: ‘A nomeação de familiares do chefe do executivo municipal para que atuem como Secretários Municipais, cargo público de natureza política, não vem sendo objetivamente caracterizada como ato de improbidade administrativa. O STF, ao contrário, tem modalizado a regra sumulada e garantido a permanência de parentes de autoridades públicas nestas funções, ao argumento de que tal prática não configura nepotismo, exceto quando demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação, dada a manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado (STF. 1ª Turma. Rcl 28024 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 29/05/2018). No presente caso, contudo, a inaptidão dos requeridos não pôde ser constatada de plano, por meio dos documentos juntados aos autos, que sequer indicam a formação educacional ou histórico laboral dos requeridos, o que infirma o direito defendido na petição inicial e impossibilita o deferimento da medida liminar pretendida.’ (eDOC 8, p. 79) Dessa forma, não sendo possível extrair dos autos “outros fundamentos” – além da relação de parentesco –, aptos a dar ensejo ao afastamento dos reclamados Cristiane Inez Martins Dehaini, Ryam Hissam Dehaini, José Roberto Martins e Eduardo Rogriguez Mello dos cargos aos quais foram nomeados, inadmissível o acolhimento da pretensão reclamatória. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 21, § 1º, do RISTF). Prejudicado o pedido liminar”. Nas razões recursais, o agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, afirma que “existe entendimento deste STF, de relatoria do 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR Pública de Araucária: ‘A nomeação de familiares do chefe do executivo municipal para que atuem como Secretários Municipais, cargo público de natureza política, não vem sendo objetivamente caracterizada como ato de improbidade administrativa. O STF, ao contrário, tem modalizado a regra sumulada e garantido a permanência de parentes de autoridades públicas nestas funções, ao argumento de que tal prática não configura nepotismo, exceto quando demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação, dada a manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado (STF. 1ª Turma. Rcl 28024 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 29/05/2018). No presente caso, contudo, a inaptidão dos requeridos não pôde ser constatada de plano, por meio dos documentos juntados aos autos, que sequer indicam a formação educacional ou histórico laboral dos requeridos, o que infirma o direito defendido na petição inicial e impossibilita o deferimento da medida liminar pretendida.’ (eDOC 8, p. 79) Dessa forma, não sendo possível extrair dos autos “outros fundamentos” – além da relação de parentesco –, aptos a dar ensejo ao afastamento dos reclamados Cristiane Inez Martins Dehaini, Ryam Hissam Dehaini, José Roberto Martins e Eduardo Rogriguez Mello dos cargos aos quais foram nomeados, inadmissível o acolhimento da pretensão reclamatória. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 21, § 1º, do RISTF). Prejudicado o pedido liminar”. Nas razões recursais, o agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, afirma que “existe entendimento deste STF, de relatoria do 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR Min. Marco Aurélio em que o simples parentesco é sim, per si, causa de configuração de nepotismo, inclusive quanto a agentes políticos”. (eDOC 13 p. 5) Expostas as ponderações, requer seja reformada a decisão recorrida. A parte agravada apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção do julgado. (eDOC 26) É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR Min. Marco Aurélio em que o simples parentesco é sim, per si, causa de configuração de nepotismo, inclusive quanto a agentes políticos”. (eDOC 13 p. 5) Expostas as ponderações, requer seja reformada a decisão recorrida. A parte agravada apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção do julgado. (eDOC 26) É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o julgado e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, este Tribunal firmou orientação no sentido de que a vedação da Súmula Vinculante 13 não alcança os agentes políticos, salvo comprovada fraude na nomeação ou hipótese de nepotismo cruzado por designações recíprocas. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “NOMEAÇÃO PARA CARGOS POLÍTICOS DO PRIMEIRO ESCALÃO DO PODER EXECUTIVO. CRITÉRIOS FIXADOS DIRETAMENTE PELO TEXTO CONSTITUCIONAL. EXCEPCIONALIDADE DA APLICAÇÃO DA SV 13 NO CASO DE COMPROVADA FRAUDE. INOCORRÊNCIA. NOMEAÇÃO VÁLIDA. DESPROVIMENTO.PRECEDENTES. 1. Legitimidade recursal concorrente reconhecida (RE 985.392 RG, REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 10/11/2017). 2. O texto constitucional estabelece os requisitos para a nomeação dos cargos de primeiro escalão do Poder Executivo (Ministros), aplicados por simetria aos Secretários estaduais e municipais. 3. Inaplicabilidade da SV 13, salvo comprovada fraude na nomeação, conforme precedentes (Rcl. 7590, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 30/9/2014, DJe de 14/11/2014, Rcl 28.681 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Dje de 7/2/18; Rcl 28.024 AgR, Primeira Turma, Rel, Min. ROBERTO BARROSO, Dje de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o julgado e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, este Tribunal firmou orientação no sentido de que a vedação da Súmula Vinculante 13 não alcança os agentes políticos, salvo comprovada fraude na nomeação ou hipótese de nepotismo cruzado por designações recíprocas. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “NOMEAÇÃO PARA CARGOS POLÍTICOS DO PRIMEIRO ESCALÃO DO PODER EXECUTIVO. CRITÉRIOS FIXADOS DIRETAMENTE PELO TEXTO CONSTITUCIONAL. EXCEPCIONALIDADE DA APLICAÇÃO DA SV 13 NO CASO DE COMPROVADA FRAUDE. INOCORRÊNCIA. NOMEAÇÃO VÁLIDA. DESPROVIMENTO.PRECEDENTES. 1. Legitimidade recursal concorrente reconhecida (RE 985.392 RG, REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 10/11/2017). 2. O texto constitucional estabelece os requisitos para a nomeação dos cargos de primeiro escalão do Poder Executivo (Ministros), aplicados por simetria aos Secretários estaduais e municipais. 3. Inaplicabilidade da SV 13, salvo comprovada fraude na nomeação, conforme precedentes (Rcl. 7590, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 30/9/2014, DJe de 14/11/2014, Rcl 28.681 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Dje de 7/2/18; Rcl 28.024 AgR, Primeira Turma, Rel, Min. ROBERTO BARROSO, Dje de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34057 AGR / PR 29/5/18). 4. Agravos regimentais aos quais se nega provimento”. (Rcl-AgR 30.466, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 26.11.2018) – grifo nosso “Agravo regimental em reclamação. 2. Nomeação de cônjuge de Prefeita para ocupar cargo de Secretário municipal. 3. Agente político. Ausência de violação ao disposto na Súmula Vinculante 13. 4. Os cargos que compõem a estrutura do Poder Executivo são de livre nomeação e exoneração pelo Chefe desse Poder. 4. Fraude à lei ou hipótese de nepotismo cruzado por designações recíprocas. Inocorrência. Precedente: RE 579.951/RN, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje 12.9.2008. 7. Agravo regimental a que se dá provimento para julgar procedente a reclamação”. (Rcl-AgR 22.339, Rel. Min. EDSON FACHIN, em que fui designado redator para o acórdão, Segunda Turma, DJe 21.3.2019) – grifo nosso Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR 29/5/18). 4. Agravos regimentais aos quais se nega provimento”. (Rcl-AgR 30.466, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 26.11.2018) – grifo nosso “Agravo regimental em reclamação. 2. Nomeação de cônjuge de Prefeita para ocupar cargo de Secretário municipal. 3. Agente político. Ausência de violação ao disposto na Súmula Vinculante 13. 4. Os cargos que compõem a estrutura do Poder Executivo são de livre nomeação e exoneração pelo Chefe desse Poder. 4. Fraude à lei ou hipótese de nepotismo cruzado por designações recíprocas. Inocorrência. Precedente: RE 579.951/RN, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje 12.9.2008. 7. Agravo regimental a que se dá provimento para julgar procedente a reclamação”. (Rcl-AgR 22.339, Rel. Min. EDSON FACHIN, em que fui designado redator para o acórdão, Segunda Turma, DJe 21.3.2019) – grifo nosso Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34057 AGR / PR 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) : RAPHAEL MARCONDES KARAN (30375/PR, 370447/SP) AGDO.(A/S) : HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) : CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) : RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) : JOSÉ ODENIR LOPES (76332/PR) AGDO.(A/S) : EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E750-05F2-DB2B-6E1B e senha 4B1C-0C3F-EDD3-A8EB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) : RAPHAEL MARCONDES KARAN (30375/PR, 370447/SP) AGDO.(A/S) : HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) : CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) : RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) : JOSÉ ODENIR LOPES (76332/PR) AGDO.(A/S) : EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E750-05F2-DB2B-6E1B e senha 4B1C-0C3F-EDD3-A8EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446197
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Constitucional e Administrativo. 3. Súmula Vinculante 13. Cargo de natureza política. Ausência de configuração objetiva de nepotismo. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408071
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA VINCULANTE 13/STF) Rcl 22339 AgR (2ªT), Rcl 30466 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 10/10/2019, KBP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
34057
[ "LEG-FED SUV-000013 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 34057 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) : RAPHAEL MARCONDES KARAN AGDO.(A/S) : HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) : CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) : RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) : JOSÉ ODENIR LOPES AGDO.(A/S) : EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) :RAPHAEL MARCONDES KARAN AGDO.(A/S) :HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) :CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) :RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) :JOSÉ ODENIR LOPES AGDO.(A/S) :EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Agravo regimental em reclamação. 2. Constitucional e Administrativo. 3. Súmula Vinculante 13. Cargo de natureza política. Ausência de configuração objetiva de nepotismo. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3113-A20F-D8A2-4A67 e senha 405A-061A-0EA5-C1BA Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) :RAPHAEL MARCONDES KARAN AGDO.(A/S) :HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) :CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) :RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) :JOSÉ ODENIR LOPES AGDO.(A/S) :EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que, com fundamento na jurisprudência deste Tribunal, negou seguimento à reclamação. Eis alguns trechos do julgado: “A reclamação, tal como prevista no art. 102, I, l, da Constituição e regulada nos artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil e 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, tem cabimento para preservar a competência do tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, bem como contra ato administrativo ou decisão judicial que contrarie súmula vinculante (Constituição Federal de 1988/88, art. 103-A, § 3...). O caso em questão coloca em debate a possibilidade de nomeação de parentes para funções inequivocamente políticas como Secretário Municipal, Secretário Estadual, Ministro de Estado, etc. Restringe-se, portanto, a saber se a Súmula Vinculante 13 se aplica às hipóteses de nomeação de parentes para cargos políticos. O enunciado vinculante está assim redigido: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) :RAPHAEL MARCONDES KARAN AGDO.(A/S) :HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) :CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) :RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) :JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) :JOSÉ ODENIR LOPES AGDO.(A/S) :EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que, com fundamento na jurisprudência deste Tribunal, negou seguimento à reclamação. Eis alguns trechos do julgado: “A reclamação, tal como prevista no art. 102, I, l, da Constituição e regulada nos artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil e 156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, tem cabimento para preservar a competência do tribunal ou garantir a autoridade das suas decisões, bem como contra ato administrativo ou decisão judicial que contrarie súmula vinculante (Constituição Federal de 1988/88, art. 103-A, § 3...). O caso em questão coloca em debate a possibilidade de nomeação de parentes para funções inequivocamente políticas como Secretário Municipal, Secretário Estadual, Ministro de Estado, etc. Restringe-se, portanto, a saber se a Súmula Vinculante 13 se aplica às hipóteses de nomeação de parentes para cargos políticos. O enunciado vinculante está assim redigido: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR ‘A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investigo em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”. Os cargos políticos, a exemplo da chefia de Secretarias Estaduais ou Municipais, têm por paradigma federal os cargos de Ministro de Estado, cuja natureza é eminentemente política. Eles compõem a estrutura do Poder Executivo e, portanto, são de livre escolha pelo Chefe desse Poder, escolha essa que integra o rol de suas competências privativas, conforme se extrai da redação do art. 84, I, da Constituição. Os requisitos para essa investidura são estabelecidos pelo próprio texto constitucional, ao dispor, no art. 87, que “Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”. Sobre o conceito de agentes políticos, Marçal Justen Filho ressalta que ‘os agentes políticos são indivíduos investidos em mandado eletivo, no âmbito do Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e aqueles que, por determinação constitucional, exercitam função de auxílio imediato do Chefe do Poder Executivo, que são os Ministros de Estado no âmbito federal, os secretários estaduais e municipais’. (Curso de direito administrativo. 8. ed. rev. ampl. atual. Belo Horizonte: Fórum, 2012. p. 832) Ao analisar a extensão da aplicação da Súmula Vinculante 13, o Supremo Tribunal Federal restringiu sua incidência, para dela excluir os casos de nomeação de agente político, nos termos do que decidido nos autos da Rcl 6.650-MC-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 21.11.2008. Naquela oportunidade, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR ‘A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investigo em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal”. Os cargos políticos, a exemplo da chefia de Secretarias Estaduais ou Municipais, têm por paradigma federal os cargos de Ministro de Estado, cuja natureza é eminentemente política. Eles compõem a estrutura do Poder Executivo e, portanto, são de livre escolha pelo Chefe desse Poder, escolha essa que integra o rol de suas competências privativas, conforme se extrai da redação do art. 84, I, da Constituição. Os requisitos para essa investidura são estabelecidos pelo próprio texto constitucional, ao dispor, no art. 87, que “Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos”. Sobre o conceito de agentes políticos, Marçal Justen Filho ressalta que ‘os agentes políticos são indivíduos investidos em mandado eletivo, no âmbito do Poder Legislativo ou do Poder Executivo, e aqueles que, por determinação constitucional, exercitam função de auxílio imediato do Chefe do Poder Executivo, que são os Ministros de Estado no âmbito federal, os secretários estaduais e municipais’. (Curso de direito administrativo. 8. ed. rev. ampl. atual. Belo Horizonte: Fórum, 2012. p. 832) Ao analisar a extensão da aplicação da Súmula Vinculante 13, o Supremo Tribunal Federal restringiu sua incidência, para dela excluir os casos de nomeação de agente político, nos termos do que decidido nos autos da Rcl 6.650-MC-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 21.11.2008. Naquela oportunidade, o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR Plenário desta Corte reafirmou o entendimento esposado no julgamento do Recurso Extraordinário 579.951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe 20.8.2008, no sentido de que não se aplica a Súmula Vinculante 13 aos cargos de natureza eminentemente política. Confira-se o primeiro acórdão mencionado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE n 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante n 13, por se tratar de cargo de natureza política. 2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: Recurso Extraordinário 579.951/RN, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa ter sido enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido”. Na ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 579.951, o Relator, Ministro Ricardo Lewandowski, assentou que o caput do art. 37, do qual decorre diretamente a vedação à nomeação de parentes para cargos em comissão ou de confiança, independentemente da edição de lei nesse sentido, não se aplica ao agente político de livre nomeação e exoneração, cuja indicação é fundada na 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR Plenário desta Corte reafirmou o entendimento esposado no julgamento do Recurso Extraordinário 579.951, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe 20.8.2008, no sentido de que não se aplica a Súmula Vinculante 13 aos cargos de natureza eminentemente política. Confira-se o primeiro acórdão mencionado: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM MEDIDA CAUTELAR EM RECLAMAÇÃO. NOMEAÇÃO DE IRMÃO DE GOVERNADOR DE ESTADO. CARGO DE SECRETÁRIO DE ESTADO. NEPOTISMO. SÚMULA VINCULANTE n 13. INAPLICABILIDADE AO CASO. CARGO DE NATUREZA POLÍTICA. AGENTE POLÍTICO. ENTENDIMENTO FIRMADO NO JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.951/RN. OCORRÊNCIA DA FUMAÇA DO BOM DIREITO. 1. Impossibilidade de submissão do reclamante, Secretário Estadual de Transporte, agente político, às hipóteses expressamente elencadas na Súmula Vinculante n 13, por se tratar de cargo de natureza política. 2. Existência de precedente do Plenário do Tribunal: Recurso Extraordinário 579.951/RN, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJE 12.9.2008. 3. Ocorrência da fumaça do bom direito. 4. Ausência de sentido em relação às alegações externadas pelo agravante quanto à conduta do prolator da decisão ora agravada. 5. Existência de equívoco lamentável, ante a impossibilidade lógica de uma decisão devidamente assinada por Ministro desta Casa ter sido enviada, por fac-símile, ao advogado do reclamante, em data anterior à sua própria assinatura. 6. Agravo regimental improvido”. Na ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 579.951, o Relator, Ministro Ricardo Lewandowski, assentou que o caput do art. 37, do qual decorre diretamente a vedação à nomeação de parentes para cargos em comissão ou de confiança, independentemente da edição de lei nesse sentido, não se aplica ao agente político de livre nomeação e exoneração, cuja indicação é fundada na 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR fidúcia. Excepcionou-se dessa interpretação apenas as hipóteses de nepotismo cruzado ou de flagrante fraude à lei. Na oportunidade daquele julgamento, o Ministro Carlos Britto ressaltou a diferenciação entre agente políticos e servidores ocupantes de cargos e funções estritamente administrativos, sobre os quais incide o caput do art. 37 e para os quais se dirige a Súmula Vinculante em questão, conforme se verifica do seguinte trecho do seu voto: ‘Então, quando o artigo 37 refere-se a cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos. Portanto, os cargos políticos estariam fora do alcance da decisão que tomamos na ADC n 12, porque o próprio capítulo VII é Da Administração Pública enquanto segmento do Poder Executivo. E sabemos que os cargos políticos, como, por exemplo, os de Secretário Municipal, são de agentes do Poder, fazem parte do Poder Executivo. O cargo não é em comissão, no sentido do artigo 37. Somente os cargos e funções singelamente administrativos – é como penso – são alcançados pela imperiosidade do artigo 37, com seus lapidares princípios. Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os Secretários Municipais, que correspondem a Secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e Ministros de Estado, no âmbito federal.’ Eu também, ao acompanhar o Relator, manifestei-me da seguinte forma: ‘Também eu já tinha intuído a necessidade de uma ressalva em relação às funções de natureza eminentemente política. É tradição mundial – a situação de John e Bob Kennedy – e, próprio plano nacional, muitas vezes parentes ou irmãos fazem carreiras paralelas e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR fidúcia. Excepcionou-se dessa interpretação apenas as hipóteses de nepotismo cruzado ou de flagrante fraude à lei. Na oportunidade daquele julgamento, o Ministro Carlos Britto ressaltou a diferenciação entre agente políticos e servidores ocupantes de cargos e funções estritamente administrativos, sobre os quais incide o caput do art. 37 e para os quais se dirige a Súmula Vinculante em questão, conforme se verifica do seguinte trecho do seu voto: ‘Então, quando o artigo 37 refere-se a cargo em comissão e função de confiança, está tratando de cargos e funções singelamente administrativos, não de cargos políticos. Portanto, os cargos políticos estariam fora do alcance da decisão que tomamos na ADC n 12, porque o próprio capítulo VII é Da Administração Pública enquanto segmento do Poder Executivo. E sabemos que os cargos políticos, como, por exemplo, os de Secretário Municipal, são de agentes do Poder, fazem parte do Poder Executivo. O cargo não é em comissão, no sentido do artigo 37. Somente os cargos e funções singelamente administrativos – é como penso – são alcançados pela imperiosidade do artigo 37, com seus lapidares princípios. Então, essa distinção me parece importante para, no caso, excluir do âmbito da nossa decisão anterior os Secretários Municipais, que correspondem a Secretários de Estado, no âmbito dos Estados, e Ministros de Estado, no âmbito federal.’ Eu também, ao acompanhar o Relator, manifestei-me da seguinte forma: ‘Também eu já tinha intuído a necessidade de uma ressalva em relação às funções de natureza eminentemente política. É tradição mundial – a situação de John e Bob Kennedy – e, próprio plano nacional, muitas vezes parentes ou irmãos fazem carreiras paralelas e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR estabelecem um plano eventual de cooperação – temos governadores e secretárias de Estado -, sem que haja qualquer conotação de nepotismo. Parece-me que devemos, então, ter cuidado quanto à fixação. Mas isso não foi objeto de maior consideração. A vinculação há de ser com o titular ou titulares do cargo de que se cuida na relação com a Administração’. Conforme se infere dos trechos citados dos julgamentos mencionados, esta Corte assentou a natureza política dos cargos de estruturação de governo em todas as esferas da federação, de livre nomeação e exoneração pelo Chefe do Poder Executivo, cujos requisitos estão elencados na própria Constituição, diferenciando-os dos cargos em comissão e funções de confiança de natureza administrativa. Assim, tendo em vista que, no âmbito do Poder Executivo, a função dos agentes políticos é sobretudo auxiliar o Chefe do Executivo na orientação, supervisão e coordenação dos órgãos e entidades da Administração Pública, as exigências necessárias à ocupação do referido cargo têm assento constitucional. Disso decorre o fato de que não ser permitido impor requisitos diversos daqueles exigidos pelo texto constitucional para a ocupação do cargo, de modo a escolher ou definir os critérios para a indicação de quem é apto a compor os cargos de governo. No caso dos autos, questiona-se nomeações para a chefia das Secretarias Municipais de Assistência Social, de Gestão de Pessoas, de Trabalho e Emprego, e de Administração, do Município de Araucária/PR. Não há elementos outros nos autos que indiquem ofensa à autoridade desta Corte, consubstanciada na Súmula Vinculante 13, mas tão somente o fato dos nomeados tratarem-se de parentes do prefeito municipal. Por oportuno, cito trecho da decisão que negou a liminar requerida pela parte reclamante nos autos da Ação Civil Pública 0001041-42.2019.8.16.0025, em trâmite na 1... Vara da Fazenda 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR estabelecem um plano eventual de cooperação – temos governadores e secretárias de Estado -, sem que haja qualquer conotação de nepotismo. Parece-me que devemos, então, ter cuidado quanto à fixação. Mas isso não foi objeto de maior consideração. A vinculação há de ser com o titular ou titulares do cargo de que se cuida na relação com a Administração’. Conforme se infere dos trechos citados dos julgamentos mencionados, esta Corte assentou a natureza política dos cargos de estruturação de governo em todas as esferas da federação, de livre nomeação e exoneração pelo Chefe do Poder Executivo, cujos requisitos estão elencados na própria Constituição, diferenciando-os dos cargos em comissão e funções de confiança de natureza administrativa. Assim, tendo em vista que, no âmbito do Poder Executivo, a função dos agentes políticos é sobretudo auxiliar o Chefe do Executivo na orientação, supervisão e coordenação dos órgãos e entidades da Administração Pública, as exigências necessárias à ocupação do referido cargo têm assento constitucional. Disso decorre o fato de que não ser permitido impor requisitos diversos daqueles exigidos pelo texto constitucional para a ocupação do cargo, de modo a escolher ou definir os critérios para a indicação de quem é apto a compor os cargos de governo. No caso dos autos, questiona-se nomeações para a chefia das Secretarias Municipais de Assistência Social, de Gestão de Pessoas, de Trabalho e Emprego, e de Administração, do Município de Araucária/PR. Não há elementos outros nos autos que indiquem ofensa à autoridade desta Corte, consubstanciada na Súmula Vinculante 13, mas tão somente o fato dos nomeados tratarem-se de parentes do prefeito municipal. Por oportuno, cito trecho da decisão que negou a liminar requerida pela parte reclamante nos autos da Ação Civil Pública 0001041-42.2019.8.16.0025, em trâmite na 1... Vara da Fazenda 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR Pública de Araucária: ‘A nomeação de familiares do chefe do executivo municipal para que atuem como Secretários Municipais, cargo público de natureza política, não vem sendo objetivamente caracterizada como ato de improbidade administrativa. O Supremo Tribunal Federal, ao contrário, tem modalizado a regra sumulada e garantido a permanência de parentes de autoridades públicas nestas funções, ao argumento de que tal prática não configura nepotismo, exceto quando demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação, dada a manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado (Supremo Tribunal Federal. 1... Turma. Rcl 28024 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 29/05/2018). No presente caso, contudo, a inaptidão dos requeridos não pôde ser constatada de plano, por meio dos documentos juntados aos autos, que sequer indicam a formação educacional ou histórico laboral dos requeridos, o que infirma o direito defendido na petição inicial e impossibilita o deferimento da medida liminar pretendida.’ (eDOC 8, p. 79) Dessa forma, não sendo possível extrair dos autos “outros fundamentos” – além da relação de parentesco –, aptos a dar ensejo ao afastamento dos reclamados Cristiane Inez Martins Dehaini, Ryam Hissam Dehaini, José Roberto Martins e Eduardo Rogriguez Mello dos cargos aos quais foram nomeados, inadmissível o acolhimento da pretensão reclamatória. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 21, § 1..., do RISTF). Prejudicado o pedido liminar”. Nas razões recursais, o agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, afirma que “existe entendimento deste Supremo Tribunal Federal, de relatoria do 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR Pública de Araucária: ‘A nomeação de familiares do chefe do executivo municipal para que atuem como Secretários Municipais, cargo público de natureza política, não vem sendo objetivamente caracterizada como ato de improbidade administrativa. O Supremo Tribunal Federal, ao contrário, tem modalizado a regra sumulada e garantido a permanência de parentes de autoridades públicas nestas funções, ao argumento de que tal prática não configura nepotismo, exceto quando demonstrada a inequívoca falta de razoabilidade na nomeação, dada a manifesta ausência de qualificação técnica ou inidoneidade moral do nomeado (Supremo Tribunal Federal. 1... Turma. Rcl 28024 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 29/05/2018). No presente caso, contudo, a inaptidão dos requeridos não pôde ser constatada de plano, por meio dos documentos juntados aos autos, que sequer indicam a formação educacional ou histórico laboral dos requeridos, o que infirma o direito defendido na petição inicial e impossibilita o deferimento da medida liminar pretendida.’ (eDOC 8, p. 79) Dessa forma, não sendo possível extrair dos autos “outros fundamentos” – além da relação de parentesco –, aptos a dar ensejo ao afastamento dos reclamados Cristiane Inez Martins Dehaini, Ryam Hissam Dehaini, José Roberto Martins e Eduardo Rogriguez Mello dos cargos aos quais foram nomeados, inadmissível o acolhimento da pretensão reclamatória. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 21, § 1..., do RISTF). Prejudicado o pedido liminar”. Nas razões recursais, o agravante, em síntese, repisa as teses já defendidas na exordial. Nessa esteira, afirma que “existe entendimento deste Supremo Tribunal Federal, de relatoria do 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório RCL 34057 AGR / PR Min. Marco Aurélio em que o simples parentesco é sim, per si, causa de configuração de nepotismo, inclusive quanto a agentes políticos”. (eDOC 13 p. 5) Expostas as ponderações, requer seja reformada a decisão recorrida. A parte agravada apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção do julgado. (eDOC 26) É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR Min. Marco Aurélio em que o simples parentesco é sim, per si, causa de configuração de nepotismo, inclusive quanto a agentes políticos”. (eDOC 13 p. 5) Expostas as ponderações, requer seja reformada a decisão recorrida. A parte agravada apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção do julgado. (eDOC 26) É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7EF5-B1D9-9365-3590 e senha 535E-38DA-19E5-39E9 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o julgado e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, este Tribunal firmou orientação no sentido de que a vedação da Súmula Vinculante 13 não alcança os agentes políticos, salvo comprovada fraude na nomeação ou hipótese de nepotismo cruzado por designações recíprocas. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “NOMEAÇÃO PARA CARGOS POLÍTICOS DO PRIMEIRO ESCALÃO DO PODER EXECUTIVO. CRITÉRIOS FIXADOS DIRETAMENTE PELO TEXTO CONSTITUCIONAL. EXCEPCIONALIDADE DA APLICAÇÃO DA SV 13 NO CASO DE COMPROVADA FRAUDE. INOCORRÊNCIA. NOMEAÇÃO VÁLIDA. DESPROVIMENTO.PRECEDENTES. 1. Legitimidade recursal concorrente reconhecida (Recurso Extraordinário 985.392 RG, REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 10/11/2017). 2. O texto constitucional estabelece os requisitos para a nomeação dos cargos de primeiro escalão do Poder Executivo (Ministros), aplicados por simetria aos Secretários estaduais e municipais. 3. Inaplicabilidade da SV 13, salvo comprovada fraude na nomeação, conforme precedentes (Rcl. 7590, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 30/9/2014, DJe de 14/11/2014, Rcl 28.681 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Dje de 7/2/18; Rcl 28.024 AgR, Primeira Turma, Rel, Min. ROBERTO BARROSO, Dje de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com o teor do decisum. O agravante não traz argumentos suficientes para infirmar o julgado e visa apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, este Tribunal firmou orientação no sentido de que a vedação da Súmula Vinculante 13 não alcança os agentes políticos, salvo comprovada fraude na nomeação ou hipótese de nepotismo cruzado por designações recíprocas. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “NOMEAÇÃO PARA CARGOS POLÍTICOS DO PRIMEIRO ESCALÃO DO PODER EXECUTIVO. CRITÉRIOS FIXADOS DIRETAMENTE PELO TEXTO CONSTITUCIONAL. EXCEPCIONALIDADE DA APLICAÇÃO DA SV 13 NO CASO DE COMPROVADA FRAUDE. INOCORRÊNCIA. NOMEAÇÃO VÁLIDA. DESPROVIMENTO.PRECEDENTES. 1. Legitimidade recursal concorrente reconhecida (Recurso Extraordinário 985.392 RG, REL. MIN. GILMAR MENDES, DJE DE 10/11/2017). 2. O texto constitucional estabelece os requisitos para a nomeação dos cargos de primeiro escalão do Poder Executivo (Ministros), aplicados por simetria aos Secretários estaduais e municipais. 3. Inaplicabilidade da SV 13, salvo comprovada fraude na nomeação, conforme precedentes (Rcl. 7590, Relator Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 30/9/2014, DJe de 14/11/2014, Rcl 28.681 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Dje de 7/2/18; Rcl 28.024 AgR, Primeira Turma, Rel, Min. ROBERTO BARROSO, Dje de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34057 AGR / PR 29/5/18). 4. Agravos regimentais aos quais se nega provimento”. (Rcl-AgR 30.466, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 26.11.2018) – grifo nosso “Agravo regimental em reclamação. 2. Nomeação de cônjuge de Prefeita para ocupar cargo de Secretário municipal. 3. Agente político. Ausência de violação ao disposto na Súmula Vinculante 13. 4. Os cargos que compõem a estrutura do Poder Executivo são de livre nomeação e exoneração pelo Chefe desse Poder. 4. Fraude à lei ou hipótese de nepotismo cruzado por designações recíprocas. Inocorrência. Precedente: Recurso Extraordinário 579.951/RN, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje 12.9.2008. 7. Agravo regimental a que se dá provimento para julgar procedente a reclamação”. (Rcl-AgR 22.339, Rel. Min. EDSON FACHIN, em que fui designado redator para o acórdão, Segunda Turma, DJe 21.3.2019) – grifo nosso Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR 29/5/18). 4. Agravos regimentais aos quais se nega provimento”. (Rcl-AgR 30.466, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe 26.11.2018) – grifo nosso “Agravo regimental em reclamação. 2. Nomeação de cônjuge de Prefeita para ocupar cargo de Secretário municipal. 3. Agente político. Ausência de violação ao disposto na Súmula Vinculante 13. 4. Os cargos que compõem a estrutura do Poder Executivo são de livre nomeação e exoneração pelo Chefe desse Poder. 4. Fraude à lei ou hipótese de nepotismo cruzado por designações recíprocas. Inocorrência. Precedente: Recurso Extraordinário 579.951/RN, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Dje 12.9.2008. 7. Agravo regimental a que se dá provimento para julgar procedente a reclamação”. (Rcl-AgR 22.339, Rel. Min. EDSON FACHIN, em que fui designado redator para o acórdão, Segunda Turma, DJe 21.3.2019) – grifo nosso Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 34057 AGR / PR 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Supremo Tribunal Federal RCL 34057 AGR / PR 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 948E-9AEF-CAFD-7C14 e senha DD35-C789-FC8D-B633 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) : RAPHAEL MARCONDES KARAN (30375/PR, 370447/SP) AGDO.(A/S) : HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) : CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) : RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) : JOSÉ ODENIR LOPES (76332/PR) AGDO.(A/S) : EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E750-05F2-DB2B-6E1B e senha 4B1C-0C3F-EDD3-A8EB Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 34.057 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VIGILANTES DA GESTAO PUBLICA ADV.(A/S) : RAPHAEL MARCONDES KARAN (30375/PR, 370447/SP) AGDO.(A/S) : HISSAM HUSSEIN DEHAINI AGDO.(A/S) : CRISTIANE INES MARTINS AGDO.(A/S) : RYAM HISSAM DEHAINI AGDO.(A/S) : JOSÉ ROBERTO MARTINS ADV.(A/S) : JOSÉ ODENIR LOPES (76332/PR) AGDO.(A/S) : EDUARDO RODRIGUEZ MELLO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E750-05F2-DB2B-6E1B e senha 4B1C-0C3F-EDD3-A8EB Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 34 . 057", "RECLAMAÇÃO 34 . 057", "Súmula Vinculante 13", "RECLAMAÇÃO 34 . 057", "Súmula Vinculante 13", "RCL 34057", "Rcl 6 . 650 - MC - AgR", "RCL 34057 AGR / PR", "Rcl 6 . 650 - MC - AgR", "RCL 34057 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 579 . 951", "SÚMULA VINCULANTE n 13", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579 . 951 / RN", "Súmula Vinculante n 13", "Recurso Extraordinário 579 . 951 / RN", "Recurso Extraordinário 579 . 951", "Recurso Extraordinário 579 . 951", "Súmula Vinculante 13", "SÚMULA", "Súmula Vinculante n 13", "Recurso Extraordinário 579 . 951 / RN", "Recurso Extraordinário 579 . 951", "RCL 34057 AGR /", "ADC n 12", "RCL 34057 AGR", "ADC n 12", "RCL 34057", "Ação Civil Pública 0001041 - 42 . 2019 . 8 . 16 . 0025", "RCL 34057", "Ação Civil Pública 0001041 - 42 . 2019 . 8 . 16 . 0025", "RCL 34057 AGR", "Rcl 28024 AgR", "RCL 34057 AGR", "Rcl 28024 AgR", "RCL 34057", "RCL", "RECLAMAÇÃO 34 . 057", "Recurso Extraordinário 985 . 392 RG", "Rcl . 7590", "Rcl 28 . 681 AgR", "Rcl 28 . 024 AgR", "Recurso Extraordinário 985 . 392 RG", "Rcl . 7590", "Rcl 28 . 681 AgR", "Rcl 28 . 024 AgR", "Rcl", "-", "AgR 30 . 466", "Recurso Extraordinário 579 . 951 / RN", "Rcl", "-", "AgR 22 . 339", "RCL 34057", "Rcl", "-", "AgR 30 . 466", "Recurso Extraordinário 579 . 951 / RN", "Rcl", "-", "AgR 22 . 339" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , da Constituição", "artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil", "156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 103 - A , § 3 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "artigos 988 a 993 do Código de Processo Civil", "156 a 162 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88 , art . 103 - A , § 3 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal ”", "art . 84 , I , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "Belo Horizonte", "Belo Horizonte", "Município de Araucária / PR", "Município de Araucária / PR", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "GESTAO PUBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "União", "Distrito Federal", "Fórum", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Fórum", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Pleno", "Plenário do Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PR", "Plenário", "Plenário do Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "PR", "Vara da Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "1", ". Vara da", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal .", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "GESTAO PUBLICA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RAPHAEL MARCONDES KARAN", "HISSAM HUSSEIN DEHAINI", "CRISTIANE INES MARTINS", "RYAM HISSAM DEHAINI", "JOSÉ ROBERTO MARTINS", "JOSÉ ODENIR LOPES", "EDUARDO RODRIGUEZ MELLO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RAPHAEL MARCONDES KARAN", "HISSAM HUSSEIN DEHAINI", "CRISTIANE INES MARTINS", "RYAM HISSAM DEHAINI", "JOSÉ ROBERTO MARTINS", "JOSÉ ODENIR LOPES", "EDUARDO RODRIGUEZ MELLO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RAPHAEL MARCONDES KARAN", "HISSAM HUSSEIN DEHAINI", "CRISTIANE INES MARTINS", "RYAM HISSAM DEHAINI", "JOSÉ ROBERTO MARTINS", "JOSÉ ODENIR LOPES", "EDUARDO RODRIGUEZ MELLO", "GILMAR MENDES", "Marçal Justen Filho", "Ellen Gracie", "Marçal Justen Filho", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Britto", "John", "Bob", "Carlos Britto", "John", "Bob", "Roberto Barroso", "Cristiane Inez Martins Dehaini", "Ryam Hissam Dehaini", "José Roberto Martins", "Eduardo Rogriguez Mello", "Roberto Barroso", "Cristiane Inez Martins Dehaini", "Ryam Hissam Dehaini", "José Roberto Martins", "Eduardo Rogriguez Mello", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ROBERTO BARROSO", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "ALEXANDRE DE MORAES", "Ricardo Lewandowski", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RAPHAEL MARCONDES KARAN", "HISSAM HUSSEIN DEHAINI", "CRISTIANE INES MARTINS", "RYAM HISSAM DEHAINI", "JOSÉ ROBERTO MARTINS", "JOSÉ ODENIR LOPES", "EDUARDO RODRIGUEZ MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RAPHAEL MARCONDES KARAN", "HISSAM HUSSEIN DEHAINI", "CRISTIANE INES MARTINS", "RYAM HISSAM DEHAINI", "JOSÉ ROBERTO MARTINS", "JOSÉ ODENIR LOPES", "EDUARDO RODRIGUEZ MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "21", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "21", ".", "11", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "8", ".", "2008", "12", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "8", ".", "2008", "12", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "05", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "10", "/", "11", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2014", "14", "/", "11", "/", "2014", "7", "/", "2", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "10", "/", "11", "/", "2017", "30", "/", "9", "/", "2014", "14", "/", "11", "/", "2014", "7", "/", "2", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "5", "/", "18", "26", ".", "11", ".", "2018", "12", ".", "9", ".", "2008", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "5", "/", "18", "26", ".", "11", ".", "2018", "12", ".", "9", ".", "2008", "21", ".", "3", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) :JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) :JUDITE MAIER AGDO.(A/S) :MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) :MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) :MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) :MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) :OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) :WILMA FRANCO AGDO.(A/S) :MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES INTDO.(A/S) :PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) :ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS MURILO DOS REIS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Cumulação de cargos e/ou proventos. Contribuição previdenciária. Base de cálculo. Lei estadual nº 17.435/12, art. 15, § 7º. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7844-53C0-818C-00E8 e senha CBFD-11DB-D109-3435 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1197505 AGR / PR Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7844-53C0-818C-00E8 e senha CBFD-11DB-D109-3435 Supremo Tribunal Federal ARE 1197505 AGR / PR Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7844-53C0-818C-00E8 e senha CBFD-11DB-D109-3435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) :JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) :JUDITE MAIER AGDO.(A/S) :MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) :MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) :MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) :MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) :OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) :WILMA FRANCO AGDO.(A/S) :MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES INTDO.(A/S) :PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) :ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS MURILO DOS REIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC1D-A2D2-095F-F360 e senha EEB2-97A0-02CB-1E03 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) :JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) :JUDITE MAIER AGDO.(A/S) :MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) :MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) :MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) :MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) :OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) :WILMA FRANCO AGDO.(A/S) :MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES INTDO.(A/S) :PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) :ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS MURILO DOS REIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC1D-A2D2-095F-F360 e senha EEB2-97A0-02CB-1E03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS/STF 279 E 280. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 51/85 E 93/02. LEI ESTADUAL 17.435/12. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional, o que atrai a incidência da Súmula/STF 279. II - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.122.447/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/18). “DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES PÚBLICOS INATIVOS E PENSIONISTAS DO ESTADO DO PARANÁ. DESCONTO PREVIDENCIÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXI e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DEA-9CEF-F72A-96ED e senha 26A4-C410-80E7-F5DE Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS/STF 279 E 280. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 51/85 E 93/02. LEI ESTADUAL 17.435/12. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional, o que atrai a incidência da Súmula/STF 279. II - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.122.447/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/18). “DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES PÚBLICOS INATIVOS E PENSIONISTAS DO ESTADO DO PARANÁ. DESCONTO PREVIDENCIÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXI e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DEA-9CEF-F72A-96ED e senha 26A4-C410-80E7-F5DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1197505 AGR / PR LXX DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE nº 1.092.702/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 13/3/19). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DEA-9CEF-F72A-96ED e senha 26A4-C410-80E7-F5DE Supremo Tribunal Federal ARE 1197505 AGR / PR LXX DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE nº 1.092.702/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 13/3/19). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DEA-9CEF-F72A-96ED e senha 26A4-C410-80E7-F5DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) : JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) : JUDITE MAIER AGDO.(A/S) : MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) : MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) : MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) : MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) : OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) : WILMA FRANCO AGDO.(A/S) : MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES (53846/PR) INTDO.(A/S) : PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) : ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA (33341/PR) ADV.(A/S) : DOUGLAS MURILO DOS REIS (81031/PR) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-7F25-1814-EB5B e senha FDD3-0548-8244-F20C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) : JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) : JUDITE MAIER AGDO.(A/S) : MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) : MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) : MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) : MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) : OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) : WILMA FRANCO AGDO.(A/S) : MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES (53846/PR) INTDO.(A/S) : PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) : ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA (33341/PR) ADV.(A/S) : DOUGLAS MURILO DOS REIS (81031/PR) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-7F25-1814-EB5B e senha FDD3-0548-8244-F20C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311565
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Cumulação de cargos e/ou proventos. Contribuição previdenciária. Base de cálculo. Lei estadual nº 17.435/12, art. 15, § 7º. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407704
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279/STF, SÚMULA 280/STF) ARE 1122447 AgR (2ªT), ARE 1092702 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 28/08/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1197505
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-017435 ANO-2012\n ART-00015 PAR-00007\n LEI ORDINÁRIA, PR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1197505 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) : JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) : JUDITE MAIER AGDO.(A/S) : MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) : MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) : MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) : MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) : OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) : WILMA FRANCO AGDO.(A/S) : MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES INTDO.(A/S) : PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) : ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : DOUGLAS MURILO DOS REIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) :JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) :JUDITE MAIER AGDO.(A/S) :MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) :MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) :MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) :MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) :OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) :WILMA FRANCO AGDO.(A/S) :MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES INTDO.(A/S) :PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) :ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS MURILO DOS REIS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidor público estadual. Cumulação de cargos e/ou proventos. Contribuição previdenciária. Base de cálculo. Lei estadual n 17.435/12, art. 15, § 7.... Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco para o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7844-53C0-818C-00E8 e senha CBFD-11DB-D109-3435 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1197505 AGR / PR Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7844-53C0-818C-00E8 e senha CBFD-11DB-D109-3435 Supremo Tribunal Federal ARE 1197505 AGR / PR Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7844-53C0-818C-00E8 e senha CBFD-11DB-D109-3435 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) :JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) :JUDITE MAIER AGDO.(A/S) :MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) :MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) :MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) :MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) :OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) :WILMA FRANCO AGDO.(A/S) :MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES INTDO.(A/S) :PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) :ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS MURILO DOS REIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC1D-A2D2-095F-F360 e senha EEB2-97A0-02CB-1E03 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) :JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) :JUDITE MAIER AGDO.(A/S) :MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) :MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) :MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) :MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) :OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) :WILMA FRANCO AGDO.(A/S) :MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) :JEFERSON ALMAR BORGES INTDO.(A/S) :PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) :ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :DOUGLAS MURILO DOS REIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC1D-A2D2-095F-F360 e senha EEB2-97A0-02CB-1E03 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS/Supremo Tribunal Federal 279 E 280. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 51/85 E 93/02. LEI ESTADUAL 17.435/12. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional, o que atrai a incidência da Súmula/Supremo Tribunal Federal 279. II - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.122.447/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/18). “DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES PÚBLICOS INATIVOS E PENSIONISTAS DO ESTADO DO PARANÁ. DESCONTO PREVIDENCIÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXI e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DEA-9CEF-F72A-96ED e senha 26A4-C410-80E7-F5DE Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. NECESSIDADE DE REEXAME DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS/Supremo Tribunal Federal 279 E 280. MANUTENÇÃO DOS FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAIS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 51/85 E 93/02. LEI ESTADUAL 17.435/12. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional, o que atrai a incidência da Súmula/Supremo Tribunal Federal 279. II - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.122.447/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/18). “DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDORES PÚBLICOS INATIVOS E PENSIONISTAS DO ESTADO DO PARANÁ. DESCONTO PREVIDENCIÁRIO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXI e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DEA-9CEF-F72A-96ED e senha 26A4-C410-80E7-F5DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1197505 AGR / PR LXX DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE n 1.092.702/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 13/3/19). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DEA-9CEF-F72A-96ED e senha 26A4-C410-80E7-F5DE Supremo Tribunal Federal ARE 1197505 AGR / PR LXX DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Obstada a análise da suposta afronta aos preceitos constitucionais invocados, porquanto dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, procedimento que refoge à competência jurisdicional extraordinária desta Corte Suprema, a teor do art. 102 da Magna Carta. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.” (ARE n 1.092.702/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 13/3/19). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9DEA-9CEF-F72A-96ED e senha 26A4-C410-80E7-F5DE Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) : JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) : JUDITE MAIER AGDO.(A/S) : MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) : MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) : MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) : MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) : OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) : WILMA FRANCO AGDO.(A/S) : MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES (53846/PR) INTDO.(A/S) : PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) : ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA (33341/PR) ADV.(A/S) : DOUGLAS MURILO DOS REIS (81031/PR) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-7F25-1814-EB5B e senha FDD3-0548-8244-F20C Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.197.505 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : ANA MARIA D AGOSTA BARROS AGDO.(A/S) : JACIRA FIUZA BARBARESCO AGDO.(A/S) : JUDITE MAIER AGDO.(A/S) : MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI AGDO.(A/S) : MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA AGDO.(A/S) : MARIA ALBA ALCANTARA AYRES AGDO.(A/S) : MARLI BALZAN CAVALARO BENINI AGDO.(A/S) : OLIVEL AYRES DE ARAUJO AGDO.(A/S) : WILMA FRANCO AGDO.(A/S) : MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA ADV.(A/S) : JEFERSON ALMAR BORGES (53846/PR) INTDO.(A/S) : PARANAPREVIDENCIA ADV.(A/S) : ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA (33341/PR) ADV.(A/S) : DOUGLAS MURILO DOS REIS (81031/PR) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 89B7-7F25-1814-EB5B e senha FDD3-0548-8244-F20C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 197 . 505", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1197505 AGR / PR", "ARE 1197505 AGR / PR", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Súmulas ns 279", "SÚMULAS", "ARE n 1 . 122 . 447 / PR - AgR", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS", "Súmula", "ARE n 1 . 122 . 447 / PR - AgR", "ARE 1197505 AGR", "ARE n 1 . 092 . 702 / PR - AgR", "ARE n 1 . 092 . 702 / PR - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Lei estadual n 17 . 435 / 12 , art . 15 ,", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 51 / 85", "93", "/", "02", "LEI ESTADUAL 17 . 435 / 12", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 5 . . . , XXI e Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 51 / 85", "93", "/", "02", "LEI ESTADUAL 17 . 435 / 12", "Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 102 da Magna Carta", "Constituição da República", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANAPREVIDENCIA", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANAPREVIDENCIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "PARANAPREVIDENCIA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PARANAPREVIDENCIA", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Súmula", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "ANA MARIA D AGOSTA BARROS", "JACIRA FIUZA BARBARESCO", "MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI", "MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA", "MARIA ALBA ALCANTARA AYRES", "MARLI BALZAN CAVALARO BENINI", "OLIVEL AYRES DE ARAUJO", "WILMA FRANCO", "MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA", "DOUGLAS MURILO DOS REIS", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "ANA MARIA D AGOSTA BARROS", "JACIRA FIUZA BARBARESCO", "MAIER", "MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI", "MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA", "MARIA ALBA ALCANTARA AYRES", "MARLI BALZAN CAVALARO BENINI", "OLIVEL AYRES DE ARAUJO", "WILMA FRANCO", "MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "PARANAPREVIDENCIA", "ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA", "DOUGLAS MURILO DOS REIS", "DIAS TOFFOLI", "ANA MARIA D AGOSTA BARROS", "JACIRA FIUZA BARBARESCO", "JUDITE MAIER", "MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI", "MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA", "MARIA ALBA ALCANTARA AYRES", "MARLI BALZAN CAVALARO BENINI", "OLIVEL AYRES DE ARAUJO", "WILMA FRANCO", "MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA", "DOUGLAS MURILO DOS REIS", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ANA MARIA D AGOSTA BARROS", "JACIRA FIUZA BARBARESCO", "MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI", "MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA", "MARIA ALBA ALCANTARA AYRES", "MARLI BALZAN CAVALARO BENINI", "WILMA FRANCO", "MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA", "DOUGLAS MURILO DOS REIS", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ANA MARIA D AGOSTA BARROS", "JACIRA FIUZA BARBARESCO", "JUDITE MAIER", "MARIA GENOVEVA PUCCINI BELUCCI", "MARIA PEDRA FERRARI TRAVAGLIA", "MARIA ALBA ALCANTARA AYRES", "MARLI BALZAN CAVALARO BENINI", "OLIVEL AYRES DE ARAUJO", "WILMA FRANCO", "MARIA NEUDA MACIEL LIMA MOTA", "JEFERSON ALMAR BORGES", "ANTONIO ROBERTO MONTEIRO DE OLIVEIRA", "DOUGLAS MURILO DOS REIS", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "7", "/", "12", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "7", "/", "12", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA DIREITO TRABALHO. CONVENÇÃO COLETIVA. CONTRIBUIÇÃO PERMANENTE DEVIDA PELO EMPREGADOR EM FAVOR DO SINDICATO PROFISSIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1º E 2º, DO CPC/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS NºS 279 E 454/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve no recurso extraordinário, interposto sob a égide do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015. 3. A controvérsia, nos termos do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EFF-AC53-EE3C-D529 e senha 77B3-E97C-7EB5-7268 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1176922 AGR / PR demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, conforme a remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EFF-AC53-EE3C-D529 e senha 77B3-E97C-7EB5-7268 Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, conforme a remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EFF-AC53-EE3C-D529 e senha 77B3-E97C-7EB5-7268 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina – SINTTROL. A matéria debatida, em síntese, diz com ação movida pelo agravante visando à condenação da empresa no pagamento da contribuição permanente. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 7º, XXVI e 8º, I e IV, da Constituição Federal. O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PRELIMINAR DE NULIDADE DO ACÓRDÃO POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Não se reconhece violação dos artigos 93, IX, da Constituição da República, 458, II, do Código de Processo Civil de 1973 e 832 da Consolidação das Leis do Trabalho em face de julgado cujas razões de decidir são fundamentadamente reveladas, abarcando a totalidade dos temas controvertidos. Uma vez consubstanciada a entrega completa da prestação jurisdicional, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A533-DABB-8FAB-16CE e senha AD14-49A3-80BB-8F27 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina – SINTTROL. A matéria debatida, em síntese, diz com ação movida pelo agravante visando à condenação da empresa no pagamento da contribuição permanente. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 7º, XXVI e 8º, I e IV, da Constituição Federal. O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PRELIMINAR DE NULIDADE DO ACÓRDÃO POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Não se reconhece violação dos artigos 93, IX, da Constituição da República, 458, II, do Código de Processo Civil de 1973 e 832 da Consolidação das Leis do Trabalho em face de julgado cujas razões de decidir são fundamentadamente reveladas, abarcando a totalidade dos temas controvertidos. Uma vez consubstanciada a entrega completa da prestação jurisdicional, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A533-DABB-8FAB-16CE e senha AD14-49A3-80BB-8F27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1176922 AGR / PR afasta-se a arguição de nulidade. Recurso de Revista não conhecido. CONVENÇÃO COLETIVA. CONTRIBUIÇÃO PERMANENTE DEVIDA PELO EMPREGADOR EM FAVOR DO SINDICATO PROFISSIONAL. PRINCÍPIO DA NÃO INGERÊNCIA PATRONAL NAS ATIVIDADES DO SINDICATO PROFISSIONAL. 1. Estabelece o artigo 2º da Convenção n.º 98 da Organização Internacional do Trabalho o princípio da não ingerência das organizações patronais nas organizações dos empregados e vice-versa. 2. Afigura-se inválida, portanto, cláusula mediante a qual se institui contribuição em favor do sindicato profissional a ser paga pela empresa, porquanto o custeio das suas atividades está diretamente relacionado com a organização, funcionamento e administração do ente sindical. Tal estipulação não encontra guarida no ordenamento jurídico pátrio, porquanto fere o princípio da não ingerência, erigido no referido instrumento internacional, ratificado pelo Brasil em 18/11/1952. Precedentes desta Corte superior. 3. Recurso de Revista não conhecido. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LIDE QUE NÃO DECORRE DA RELAÇÃO DE EMPREGO. 1. ‘São devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego’ (Súmula nº 219, III, desta Corte superior). 2. No caso concreto, a empresa demandada foi condenada ao pagamento de taxa de reversão instituída em norma coletiva, em benefício do sindicato autor. 3. Por se tratar de controvérsia que não decorre de relação de emprego, aplica-se ao caso concreto a parte final do item III do verbete transcrito. 4. Recurso de Revista conhecido e provido.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A533-DABB-8FAB-16CE e senha AD14-49A3-80BB-8F27 Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR afasta-se a arguição de nulidade. Recurso de Revista não conhecido. CONVENÇÃO COLETIVA. CONTRIBUIÇÃO PERMANENTE DEVIDA PELO EMPREGADOR EM FAVOR DO SINDICATO PROFISSIONAL. PRINCÍPIO DA NÃO INGERÊNCIA PATRONAL NAS ATIVIDADES DO SINDICATO PROFISSIONAL. 1. Estabelece o artigo 2º da Convenção n.º 98 da Organização Internacional do Trabalho o princípio da não ingerência das organizações patronais nas organizações dos empregados e vice-versa. 2. Afigura-se inválida, portanto, cláusula mediante a qual se institui contribuição em favor do sindicato profissional a ser paga pela empresa, porquanto o custeio das suas atividades está diretamente relacionado com a organização, funcionamento e administração do ente sindical. Tal estipulação não encontra guarida no ordenamento jurídico pátrio, porquanto fere o princípio da não ingerência, erigido no referido instrumento internacional, ratificado pelo Brasil em 18/11/1952. Precedentes desta Corte superior. 3. Recurso de Revista não conhecido. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LIDE QUE NÃO DECORRE DA RELAÇÃO DE EMPREGO. 1. ‘São devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego’ (Súmula nº 219, III, desta Corte superior). 2. No caso concreto, a empresa demandada foi condenada ao pagamento de taxa de reversão instituída em norma coletiva, em benefício do sindicato autor. 3. Por se tratar de controvérsia que não decorre de relação de emprego, aplica-se ao caso concreto a parte final do item III do verbete transcrito. 4. Recurso de Revista conhecido e provido.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A533-DABB-8FAB-16CE e senha AD14-49A3-80BB-8F27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Negado seguimento ao recurso ante a ausência de demonstração da repercussão geral da matéria versada no apelo extremo, bem como pela aplicação das Súmulas nºs 279/STF e 454/STF. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante registrado, não houve no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu na vigência do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada – precisamente acerca da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015). Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, o não preenchimento do requisito acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA RELEVÂNCIA E TRANSCENDÊNCIA DO CASO CONCRETO PARA FINS DE RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITOS FÁTICOS, JURÍDICOS E COMPARATIVOS NÃO PREENCHIDOS. 1. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (RE 1030793 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 22.6.2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Negado seguimento ao recurso ante a ausência de demonstração da repercussão geral da matéria versada no apelo extremo, bem como pela aplicação das Súmulas nºs 279/STF e 454/STF. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante registrado, não houve no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu na vigência do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada – precisamente acerca da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015). Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, o não preenchimento do requisito acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA RELEVÂNCIA E TRANSCENDÊNCIA DO CASO CONCRETO PARA FINS DE RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITOS FÁTICOS, JURÍDICOS E COMPARATIVOS NÃO PREENCHIDOS. 1. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015.” (RE 1030793 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1ª Turma, DJe 22.6.2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1176922 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.6.2016. ADMINISTRATIVO. CONTRATO TEMPORÁRIO POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. Mesmo em caso de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro recurso, é ônus do recorrente a demonstração da existência desse requisito. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.” (ARE 970392 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 16.5.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL Nº 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.6.2016. ADMINISTRATIVO. CONTRATO TEMPORÁRIO POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. Mesmo em caso de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro recurso, é ônus do recorrente a demonstração da existência desse requisito. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC.” (ARE 970392 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2ª Turma, DJe 16.5.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL Nº 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2º, do CPC/1973, c/c art. 327, § 1º, do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1176922 AGR / PR penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa”. (RE 917.916-AgR, da minha lavra, 1ª Turma, DJe 24.11.2016) “AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.02.2011. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Inobservância do art. 543- A, § 2º, do CPC. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 672655 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 14/10/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 29-10- 2014 PUBLIC 30-10-2014). Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral, nas razões do recurso extraordinário, não pode ser suprida por meio de veiculação na minuta do agravo interno, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. Verifico, por seu turno, que o Tribunal de origem dirimiu a lide com fundamento na legislação infraconstitucional e nas provas dos autos, incidente no caso a aplicação das Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. CONVENÇÃO COLETIVA. REEXAME. INVIABILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal entende ser incabível na via recursal extraordinária o reexame da validade de cláusula de acordo ou convenção coletivos. Isso porque a interpretação de tais instrumentos normativos demanda o revolvimento de matéria fática, atinente à realidade de trabalho própria de cada categoria, incluindo a ponderação, caso a caso, das vantagens e desvantagens oriundas da estipulação de determinadas condições de trabalho pelas partes acordantes. Pelo que incidem 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa”. (RE 917.916-AgR, da minha lavra, 1ª Turma, DJe 24.11.2016) “AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2º, DO CPC. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.02.2011. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Inobservância do art. 543- A, § 2º, do CPC. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 672655 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 14/10/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 29-10- 2014 PUBLIC 30-10-2014). Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral, nas razões do recurso extraordinário, não pode ser suprida por meio de veiculação na minuta do agravo interno, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. Verifico, por seu turno, que o Tribunal de origem dirimiu a lide com fundamento na legislação infraconstitucional e nas provas dos autos, incidente no caso a aplicação das Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. CONVENÇÃO COLETIVA. REEXAME. INVIABILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal entende ser incabível na via recursal extraordinária o reexame da validade de cláusula de acordo ou convenção coletivos. Isso porque a interpretação de tais instrumentos normativos demanda o revolvimento de matéria fática, atinente à realidade de trabalho própria de cada categoria, incluindo a ponderação, caso a caso, das vantagens e desvantagens oriundas da estipulação de determinadas condições de trabalho pelas partes acordantes. Pelo que incidem 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1176922 AGR / PR as Súmulas 279 e 454 do STF. 2. Agravo regimental desprovido.” (AI 689948 AgR/SP, rel. Min. Ayres Britto Dje 14.12.2010). As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR as Súmulas 279 e 454 do STF. 2. Agravo regimental desprovido.” (AI 689948 AgR/SP, rel. Min. Ayres Britto Dje 14.12.2010). As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) AGDO.(A/S) : TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BA8-D2E0-ADCF-5C7B e senha 5696-D354-BFA1-DD0F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) AGDO.(A/S) : TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BA8-D2E0-ADCF-5C7B e senha 5696-D354-BFA1-DD0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384579
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO TRABALHO. CONVENÇÃO COLETIVA. CONTRIBUIÇÃO PERMANENTE DEVIDA PELO EMPREGADOR EM FAVOR DO SINDICATO PROFISSIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1º E 2º, DO CPC/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS NºS 279 E 454/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve no recurso extraordinário, interposto sob a égide do CPC/2015, demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1º e 2º, do CPC/2015. 3. A controvérsia, nos termos do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, conforme a remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur407436
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, PRELIMINAR, REPERCUSSÃO GERAL) RE 672655 AgR (1ªT), RE 917916 AgR (1ªT), ARE 970392 AgR (2ªT), RE 1030793 AgR (1ªT). (CONVENÇÃO COLETIVA, REEXAME, FATO, PROVA, CLÁUSULA CONTRATUAL) AI 689948 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 20/08/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1176922
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01035 PAR-00001 PAR-00002\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1176922 AgR
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AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) : TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA DIREITO TRABALHO. CONVENÇÃO COLETIVA. CONTRIBUIÇÃO PERMANENTE DEVIDA PELO EMPREGADOR EM FAVOR DO SINDICATO PROFISSIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 1.035, §§ 1... E 2..., DO Código de Processo Civil/2015. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS nS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015, demonstração da existência de repercussão geral. Inobservância do art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015. 3. A controvérsia, nos termos do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EFF-AC53-EE3C-D529 e senha 77B3-E97C-7EB5-7268 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1176922 AGR / PR demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, conforme a remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EFF-AC53-EE3C-D529 e senha 77B3-E97C-7EB5-7268 Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR demandaria a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, bem como a reelaboração da moldura fática, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, conforme a remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 4. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4EFF-AC53-EE3C-D529 e senha 77B3-E97C-7EB5-7268 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina – SINTTROL. A matéria debatida, em síntese, diz com ação movida pelo agravante visando à condenação da empresa no pagamento da contribuição permanente. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 7..., XXVI e 8..., I e IV, da Constituição Federal. O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PRELIMINAR DE NULIDADE DO ACÓRDÃO POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Não se reconhece violação dos artigos 93, IX, da Constituição da República, 458, II, do Código de Processo Civil de 1973 e 832 da Consolidação das Leis do Trabalho em face de julgado cujas razões de decidir são fundamentadamente reveladas, abarcando a totalidade dos temas controvertidos. Uma vez consubstanciada a entrega completa da prestação jurisdicional, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A533-DABB-8FAB-16CE e senha AD14-49A3-80BB-8F27 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) :ERYKA FARIAS DE NEGRI ADV.(A/S) :ALEXANDRE SIMOES LINDOSO AGDO.(A/S) :TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina – SINTTROL. A matéria debatida, em síntese, diz com ação movida pelo agravante visando à condenação da empresa no pagamento da contribuição permanente. O agravante ataca a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta aos arts. 7..., XXVI e 8..., I e IV, da Constituição Federal. O Tribunal Superior do Trabalho julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “PRELIMINAR DE NULIDADE DO ACÓRDÃO POR NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. Não se reconhece violação dos artigos 93, IX, da Constituição da República, 458, II, do Código de Processo Civil de 1973 e 832 da Consolidação das Leis do Trabalho em face de julgado cujas razões de decidir são fundamentadamente reveladas, abarcando a totalidade dos temas controvertidos. Uma vez consubstanciada a entrega completa da prestação jurisdicional, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A533-DABB-8FAB-16CE e senha AD14-49A3-80BB-8F27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 1176922 AGR / PR afasta-se a arguição de nulidade. Recurso de Revista não conhecido. CONVENÇÃO COLETIVA. CONTRIBUIÇÃO PERMANENTE DEVIDA PELO EMPREGADOR EM FAVOR DO SINDICATO PROFISSIONAL. PRINCÍPIO DA NÃO INGERÊNCIA PATRONAL NAS ATIVIDADES DO SINDICATO PROFISSIONAL. 1. Estabelece o artigo 2... da Convenção n. 98 da Organização Internacional do Trabalho o princípio da não ingerência das organizações patronais nas organizações dos empregados e vice-versa. 2. Afigura-se inválida, portanto, cláusula mediante a qual se institui contribuição em favor do sindicato profissional a ser paga pela empresa, porquanto o custeio das suas atividades está diretamente relacionado com a organização, funcionamento e administração do ente sindical. Tal estipulação não encontra guarida no ordenamento jurídico pátrio, porquanto fere o princípio da não ingerência, erigido no referido instrumento internacional, ratificado pelo Brasil em 18/11/1952. Precedentes desta Corte superior. 3. Recurso de Revista não conhecido. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LIDE QUE NÃO DECORRE DA RELAÇÃO DE EMPREGO. 1. ‘São devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego’ (Súmula n 219, III, desta Corte superior). 2. No caso concreto, a empresa demandada foi condenada ao pagamento de taxa de reversão instituída em norma coletiva, em benefício do sindicato autor. 3. Por se tratar de controvérsia que não decorre de relação de emprego, aplica-se ao caso concreto a parte final do item III do verbete transcrito. 4. Recurso de Revista conhecido e provido.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A533-DABB-8FAB-16CE e senha AD14-49A3-80BB-8F27 Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR afasta-se a arguição de nulidade. Recurso de Revista não conhecido. CONVENÇÃO COLETIVA. CONTRIBUIÇÃO PERMANENTE DEVIDA PELO EMPREGADOR EM FAVOR DO SINDICATO PROFISSIONAL. PRINCÍPIO DA NÃO INGERÊNCIA PATRONAL NAS ATIVIDADES DO SINDICATO PROFISSIONAL. 1. Estabelece o artigo 2... da Convenção n. 98 da Organização Internacional do Trabalho o princípio da não ingerência das organizações patronais nas organizações dos empregados e vice-versa. 2. Afigura-se inválida, portanto, cláusula mediante a qual se institui contribuição em favor do sindicato profissional a ser paga pela empresa, porquanto o custeio das suas atividades está diretamente relacionado com a organização, funcionamento e administração do ente sindical. Tal estipulação não encontra guarida no ordenamento jurídico pátrio, porquanto fere o princípio da não ingerência, erigido no referido instrumento internacional, ratificado pelo Brasil em 18/11/1952. Precedentes desta Corte superior. 3. Recurso de Revista não conhecido. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LIDE QUE NÃO DECORRE DA RELAÇÃO DE EMPREGO. 1. ‘São devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego’ (Súmula n 219, III, desta Corte superior). 2. No caso concreto, a empresa demandada foi condenada ao pagamento de taxa de reversão instituída em norma coletiva, em benefício do sindicato autor. 3. Por se tratar de controvérsia que não decorre de relação de emprego, aplica-se ao caso concreto a parte final do item III do verbete transcrito. 4. Recurso de Revista conhecido e provido.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A533-DABB-8FAB-16CE e senha AD14-49A3-80BB-8F27 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Negado seguimento ao recurso ante a ausência de demonstração da repercussão geral da matéria versada no apelo extremo, bem como pela aplicação das Súmulas ns 279/Supremo Tribunal Federal e 454/Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante registrado, não houve no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu na vigência do Código de Processo Civil/2015, demonstração da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada – precisamente acerca da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015). Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, o não preenchimento do requisito acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA RELEVÂNCIA E TRANSCENDÊNCIA DO CASO CONCRETO PARA FINS DE RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITOS FÁTICOS, JURÍDICOS E COMPARATIVOS NÃO PREENCHIDOS. 1. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (Recurso Extraordinário 1030793 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 22.6.2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Negado seguimento ao recurso ante a ausência de demonstração da repercussão geral da matéria versada no apelo extremo, bem como pela aplicação das Súmulas ns 279/Supremo Tribunal Federal e 454/Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. Consoante registrado, não houve no recurso extraordinário interposto de acórdão cuja publicação se deu na vigência do Código de Processo Civil/2015, demonstração da existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada – precisamente acerca da relevância econômica, política, social ou jurídica, a ultrapassar os interesses subjetivos do processo (art. 1.035, §§ 1... e 2..., do Código de Processo Civil/2015). Na esteira da jurisprudência desta Suprema Corte, o não preenchimento do requisito acarreta a inadmissibilidade do recurso extraordinário. Cito precedentes: “DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DA RELEVÂNCIA E TRANSCENDÊNCIA DO CASO CONCRETO PARA FINS DE RECONHECIMENTO DA REPERCUSSÃO GERAL. REQUISITOS FÁTICOS, JURÍDICOS E COMPARATIVOS NÃO PREENCHIDOS. 1. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 2. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015.” (Recurso Extraordinário 1030793 AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, 1... Turma, DJe 22.6.2017) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1176922 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.6.2016. ADMINISTRATIVO. CONTRATO TEMPORÁRIO POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. Mesmo em caso de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro recurso, é ônus do recorrente a demonstração da existência desse requisito. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil.” (ARE 970392 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 16.5.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL n 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 30.6.2016. ADMINISTRATIVO. CONTRATO TEMPORÁRIO POR EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA. 1. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe ao recorrente demonstrar de maneira formal e fundamentada a existência de repercussão geral da matéria constitucional em debate no recurso extraordinário, o que não ocorreu no caso em exame. Mesmo em caso de repercussão geral presumida ou reconhecida em outro recurso, é ônus do recorrente a demonstração da existência desse requisito. 2. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil.” (ARE 970392 AgR, Rel. Min. Edson Fachin, 2... Turma, DJe 16.5.2017) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. TAXA DE RESÍDUOS SÓLIDOS DOMICILIARES (TRSD). BASE DE CÁLCULO. LEI MUNICIPAL n 13.478/2002. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 2. Não houve preliminar formal e fundamentada de repercussão geral no recurso extraordinário, interposto sob a égide do Código de Processo Civil de 1973. Inobservância do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil/1973, c/c art. 327, § 1..., do RISTF. 3. Em se tratando de mandado de segurança, inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo regimental conhecido e não provido, com aplicação da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1176922 AGR / PR penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa”. (Recurso Extraordinário 917.916-AgR, da minha lavra, 1... Turma, DJe 24.11.2016) “AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.02.2011. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Inobservância do art. 543- A, § 2..., do Código de Processo Civil. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 672655 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 14/10/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 29-10- 2014 PUBLIC 30-10-2014). Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral, nas razões do recurso extraordinário, não pode ser suprida por meio de veiculação na minuta do agravo interno, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. Verifico, por seu turno, que o Tribunal de origem dirimiu a lide com fundamento na legislação infraconstitucional e nas provas dos autos, incidente no caso a aplicação das Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. CONVENÇÃO COLETIVA. REEXAME. INVIABILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal entende ser incabível na via recursal extraordinária o reexame da validade de cláusula de acordo ou convenção coletivos. Isso porque a interpretação de tais instrumentos normativos demanda o revolvimento de matéria fática, atinente à realidade de trabalho própria de cada categoria, incluindo a ponderação, caso a caso, das vantagens e desvantagens oriundas da estipulação de determinadas condições de trabalho pelas partes acordantes. Pelo que incidem 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa”. (Recurso Extraordinário 917.916-AgR, da minha lavra, 1... Turma, DJe 24.11.2016) “AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. INOBSERVÂNCIA DO ART. 543-A, § 2..., DO Código de Processo Civil. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA OU RECONHECIDA EM OUTRO RECURSO NÃO VIABILIZA APELO SEM A PRELIMINAR FUNDAMENTADA DA REPERCUSSÃO GERAL. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.02.2011. Ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Inobservância do art. 543- A, § 2..., do Código de Processo Civil. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 672655 AgR, da minha lavra, Primeira Turma, julgado em 14/10/2014, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-213 DIVULG 29-10- 2014 PUBLIC 30-10-2014). Por fim, consigno que a ausência de demonstração de repercussão geral, nas razões do recurso extraordinário, não pode ser suprida por meio de veiculação na minuta do agravo interno, alcançada pelo manto da preclusão consumativa. Verifico, por seu turno, que o Tribunal de origem dirimiu a lide com fundamento na legislação infraconstitucional e nas provas dos autos, incidente no caso a aplicação das Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. Nesse sentido: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA TRABALHISTA. CONVENÇÃO COLETIVA. REEXAME. INVIABILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal entende ser incabível na via recursal extraordinária o reexame da validade de cláusula de acordo ou convenção coletivos. Isso porque a interpretação de tais instrumentos normativos demanda o revolvimento de matéria fática, atinente à realidade de trabalho própria de cada categoria, incluindo a ponderação, caso a caso, das vantagens e desvantagens oriundas da estipulação de determinadas condições de trabalho pelas partes acordantes. Pelo que incidem 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1176922 AGR / PR as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido.” (AI 689948 AgR/SP, rel. Min. Ayres Britto Dje 14.12.2010). As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Supremo Tribunal Federal ARE 1176922 AGR / PR as Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido.” (AI 689948 AgR/SP, rel. Min. Ayres Britto Dje 14.12.2010). As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1CA7-2B81-F51A-9CD8 e senha 0DC7-944E-8BB2-EFEC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) AGDO.(A/S) : TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BA8-D2E0-ADCF-5C7B e senha 5696-D354-BFA1-DD0F Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.176.922 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA - SINTTROL ADV.(A/S) : ERYKA FARIAS DE NEGRI (18966/BA, 13372/DF) ADV.(A/S) : ALEXANDRE SIMOES LINDOSO (28485/BA, 12067/DF) AGDO.(A/S) : TRANSPORTES ANSE LTDA - ME ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8BA8-D2E0-ADCF-5C7B e senha 5696-D354-BFA1-DD0F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 176 . 922", "SÚMULAS nS 279", "ARE 1176922 AGR / PR", "ARE 1176922 AGR / PR", "ARE 1176922 AGR / PR", "Súmula n 219 , III , desta Corte superior", "Súmula n 219 , III , desta Corte superior", "Súmulas ns 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1030793 AgR", "Súmulas ns 279 / Supremo Tribunal Federal", "454 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1030793 AgR", "ARE 970392 AgR", "ARE 970392 AgR", "Recurso Extraordinário 917 . 916 - AgR", "Recurso Extraordinário 672655 AgR", "Recurso Extraordinário 917 . 916 - AgR", "Recurso Extraordinário 672655 AgR", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI 689948 AgR / SP", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI 689948 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 1 . 035 , § § 1 . . . E 2 . . . , DO", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 7 . . . , XXVI e 8 . . . , I e IV , da Constituição Federal", "artigos 93 , IX , da Constituição da República", "458 , II , do Código de Processo Civil de 1973", "832 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "arts . 7 . . . , XXVI e 8 . . . , I e IV , da Constituição Federal", "artigos 93 , IX , da Constituição da República", "458 , II , do Código de Processo Civil de 1973", "832 da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da Convenção n . 98 da Organização Internacional do Trabalho", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . da", "Convenção n . 98 da Organização Internacional do Trabalho", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 035 , § § 1 . . . e 2 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "n 13 . 478 / 2002", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil .", "LEI MUNICIPAL n 13 . 478 / 2002", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil de 1973", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "ART . 543 - A , § 2 . . . , DO Código de Processo Civil", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA", "SINTTROL", "TRANSPORTES ANSE LTDA - ME", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA", "SINTTROL", "TRANSPORTES ANSE LTDA - ME", "Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina", "SINTTROL", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA", "SINTTROL", "TRANSPORTES ANSE LTDA - ME", "Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina", "SINTTROL", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "PR", "1", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "AGRAVO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA", "SINTTROL", "TRANSPORTES ANSE LTDA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE LONDRINA", "SINTTROL", "TRANSPORTES ANSE LTDA - ME", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "ROSA WEBER", "Edson Fachin", "Edson Fachin", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís", "Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "ERYKA FARIAS DE NEGRI", "ALEXANDRE SIMOES LINDOSO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "1952", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "1952", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "22", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "22", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "6", ".", "2016", "16", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "6", ".", "2016", "16", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "11", ".", "2016", "18", ".", "02", ".", "14", "/", "10", "/", "2014", "29", "-", "10", "-", "2014", "30", "-", "10", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "11", ".", "2016", "18", ".", "02", ".", "2011", "14", "/", "10", "/", "2014", "29", "-", "10", "-", "2014", "30", "-", "10", "-", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Eleitoral. Prestação de contas de partido político. Exercício de 2014. Pretendida aplicação retroativa da Lei nº 13.165/2015. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedente. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02E3-90BB-D444-1675 e senha 2A63-95D6-CC29-225F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 330 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de intempestividade do recurso extraordinário com agravo. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D095-760A-7743-583A e senha BC28-8AE7-C6DD-1E38 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de intempestividade do recurso extraordinário com agravo. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D095-760A-7743-583A e senha BC28-8AE7-C6DD-1E38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 331 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato impõe-se reconhecer que o recurso extraordinário com agravo não está intempestivo. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimento incabível em recurso extraordinário. Sobre o tema, o seguinte precedente: “ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARTIDÁRIAS DO EXERCÍCIO DE 2009. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA (LEI 13.165/2015) NA IMPOSIÇÃO DE MULTA POR CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DAS REGRAS DE APLICAÇÃO DA NORMA CONSTANTES NA LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – O processo de análise de contas partidárias está contido no conjunto da jurisdição cível, na qual impera o princípio do tempus regit actum. Ou seja, na análise de um fato determinado, deve ser aplicada a lei vigente à sua época. II - O caráter jurisdicional do julgamento da prestação de contas não atrai, por si só, princípios específicos do Direito Penal para a aplicação das sanções, tais como o da retroatividade da lei penal mais benéfica. III - Questão que se interpreta com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657/1942), sendo esta a norma que trata da aplicação e da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 254F-C25B-1F62-4E41 e senha 1BFA-2839-4043-EE75 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato impõe-se reconhecer que o recurso extraordinário com agravo não está intempestivo. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimento incabível em recurso extraordinário. Sobre o tema, o seguinte precedente: “ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARTIDÁRIAS DO EXERCÍCIO DE 2009. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA (LEI 13.165/2015) NA IMPOSIÇÃO DE MULTA POR CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DAS REGRAS DE APLICAÇÃO DA NORMA CONSTANTES NA LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – O processo de análise de contas partidárias está contido no conjunto da jurisdição cível, na qual impera o princípio do tempus regit actum. Ou seja, na análise de um fato determinado, deve ser aplicada a lei vigente à sua época. II - O caráter jurisdicional do julgamento da prestação de contas não atrai, por si só, princípios específicos do Direito Penal para a aplicação das sanções, tais como o da retroatividade da lei penal mais benéfica. III - Questão que se interpreta com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657/1942), sendo esta a norma que trata da aplicação e da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 254F-C25B-1F62-4E41 e senha 1BFA-2839-4043-EE75 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 332 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190825 AGR / MT vigência das leis, uma vez que não há violação frontal e direta a nenhum princípio constitucional, notadamente ao princípio da não retroatividade da lei penal (art. 5°, XL, da CF/1988). IV - Eventual violação ao texto constitucional, que no presente caso entendo inexistente, se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12843922. Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1019161 A GR / SP V - Agravo regimental a que se nega provimento.”. (ARE nº 1.019.161/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 12/5/17). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 254F-C25B-1F62-4E41 e senha 1BFA-2839-4043-EE75 Supremo Tribunal Federal ARE 1190825 AGR / MT vigência das leis, uma vez que não há violação frontal e direta a nenhum princípio constitucional, notadamente ao princípio da não retroatividade da lei penal (art. 5°, XL, da CF/1988). IV - Eventual violação ao texto constitucional, que no presente caso entendo inexistente, se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12843922. Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1019161 A GR / SP V - Agravo regimental a que se nega provimento.”. (ARE nº 1.019.161/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 12/5/17). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 254F-C25B-1F62-4E41 e senha 1BFA-2839-4043-EE75 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 333 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE (6825/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7EB-A0F2-7F02-8E7A e senha 914D-DEF9-F229-93FB Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE (6825/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7EB-A0F2-7F02-8E7A e senha 914D-DEF9-F229-93FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5 334
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750310860
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Eleitoral. Prestação de contas de partido político. Exercício de 2014. Pretendida aplicação retroativa da Lei nº 13.165/2015. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedente. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido.
sjur407563
- Acórdão(s) citado(s): (PARTIDO POLÍTICO, PRESTAÇÃO DE CONTAS, RETROATIVIDADE, LEI) ARE 1019161 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 11/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1190825
[ "LEG-FED LEI-013165 ANO-2015\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1190825 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Eleitoral. Prestação de contas de partido político. Exercício de 2014. Pretendida aplicação retroativa da Lei n 13.165/2015. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedente. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 02E3-90BB-D444-1675 e senha 2A63-95D6-CC29-225F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 330 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de intempestividade do recurso extraordinário com agravo. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D095-760A-7743-583A e senha BC28-8AE7-C6DD-1E38 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) :JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de intempestividade do recurso extraordinário com agravo. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D095-760A-7743-583A e senha BC28-8AE7-C6DD-1E38 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 331 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato impõe-se reconhecer que o recurso extraordinário com agravo não está intempestivo. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimento incabível em recurso extraordinário. Sobre o tema, o seguinte precedente: “ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARTIDÁRIAS DO EXERCÍCIO DE 2009. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA (LEI 13.165/2015) NA IMPOSIÇÃO DE MULTA POR CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DAS REGRAS DE APLICAÇÃO DA NORMA CONSTANTES NA LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – O processo de análise de contas partidárias está contido no conjunto da jurisdição cível, na qual impera o princípio do tempus regit actum. Ou seja, na análise de um fato determinado, deve ser aplicada a lei vigente à sua época. II - O caráter jurisdicional do julgamento da prestação de contas não atrai, por si só, princípios específicos do Direito Penal para a aplicação das sanções, tais como o da retroatividade da lei penal mais benéfica. III - Questão que se interpreta com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657/1942), sendo esta a norma que trata da aplicação e da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 254F-C25B-1F62-4E41 e senha 1BFA-2839-4043-EE75 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): De fato impõe-se reconhecer que o recurso extraordinário com agravo não está intempestivo. Todavia, ainda que superado este óbice, o recurso não comporta êxito. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria a análise da legislação infraconstitucional pertinente, procedimento incabível em recurso extraordinário. Sobre o tema, o seguinte precedente: “ELEITORAL. PRESTAÇÃO DE CONTAS PARTIDÁRIAS DO EXERCÍCIO DE 2009. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RETROATIVIDADE DA NORMA MAIS BENÉFICA (LEI 13.165/2015) NA IMPOSIÇÃO DE MULTA POR CONTAS REJEITADAS. IMPOSSIBILIDADE. INTERPRETAÇÃO DAS REGRAS DE APLICAÇÃO DA NORMA CONSTANTES NA LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DIRETA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – O processo de análise de contas partidárias está contido no conjunto da jurisdição cível, na qual impera o princípio do tempus regit actum. Ou seja, na análise de um fato determinado, deve ser aplicada a lei vigente à sua época. II - O caráter jurisdicional do julgamento da prestação de contas não atrai, por si só, princípios específicos do Direito Penal para a aplicação das sanções, tais como o da retroatividade da lei penal mais benéfica. III - Questão que se interpreta com base na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei 4.657/1942), sendo esta a norma que trata da aplicação e da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 254F-C25B-1F62-4E41 e senha 1BFA-2839-4043-EE75 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 332 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1190825 AGR / MT vigência das leis, uma vez que não há violação frontal e direta a nenhum princípio constitucional, notadamente ao princípio da não retroatividade da lei penal (art. 5..., XL, da Constituição Federal de 1988/1988). IV - Eventual violação ao texto constitucional, que no presente caso entendo inexistente, se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12843922. Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1019161 A GR / SP V - Agravo regimental a que se nega provimento.”. (ARE n 1.019.161/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 12/5/17). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 254F-C25B-1F62-4E41 e senha 1BFA-2839-4043-EE75 Supremo Tribunal Federal ARE 1190825 AGR / MT vigência das leis, uma vez que não há violação frontal e direta a nenhum princípio constitucional, notadamente ao princípio da não retroatividade da lei penal (art. 5..., XL, da Constituição Federal de 1988/1988). IV - Eventual violação ao texto constitucional, que no presente caso entendo inexistente, se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 12843922. Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 1019161 A GR / SP V - Agravo regimental a que se nega provimento.”. (ARE n 1.019.161/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Dje de 12/5/17). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 254F-C25B-1F62-4E41 e senha 1BFA-2839-4043-EE75 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 333 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE (6825/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7EB-A0F2-7F02-8E7A e senha 914D-DEF9-F229-93FB Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.190.825 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE (P-SOL) ADV.(A/S) : JOSE ROBERTO DE FREITAS CAVALCANTE (6825/O/MT) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B7EB-A0F2-7F02-8E7A e senha 914D-DEF9-F229-93FB Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5 334
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) :UBIRACY TORRES CUÓCO ADV.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO Agravo regimental em arguição de descumprimento de preceito fundamental. 2. Extinção sem julgamento do mérito. 3. Não preenchimento dos requisitos de admissibilidade. Inicial que não demonstra os atos violadores de preceitos fundamentais e não satisfaz o requisito da subsidiariedade (arts. 3º e 4º, §1º, Lei 9.882/1999). 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A0B-3575-0F5A-4557 e senha E4F3-F592-4975-DC3F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) :UBIRACY TORRES CUÓCO ADV.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática da lavra do Ministro Cezar Peluso, então relator, que extinguiu o processo sem julgamento de mérito com fundamento no art. 4º da Lei 9.882/1999. A agravante sustenta equívoco na decisão, porquanto não se insurge contra todas as formas de atuação do Ministério Público do Trabalho, mas apenas contra aquelas em que o órgão ministerial atua em descumprimento do preceito fundamental da liberdade e autonomia sindical. Alega que o Ministério Público do Trabalho, ao impedir que os sindicatos imponham obrigação de pagar contribuição sindical a todos os trabalhadores integrantes da categoria, limitando tal obrigação aos trabalhadores associados, interfere indevidamente na atividade sindical e descumpre preceito fundamental. Ressalta não buscar a desconstituição das situações jurídicas já consolidadas, mas apenas impedir que o MPT atue em efetivo descumprimento do preceito fundamental invocado. Aduz inexistir outro remédio para a solução do caso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A56-F4B5-6FBF-7400 e senha 7914-B2F7-CB4E-0CBB Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) :UBIRACY TORRES CUÓCO ADV.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática da lavra do Ministro Cezar Peluso, então relator, que extinguiu o processo sem julgamento de mérito com fundamento no art. 4º da Lei 9.882/1999. A agravante sustenta equívoco na decisão, porquanto não se insurge contra todas as formas de atuação do Ministério Público do Trabalho, mas apenas contra aquelas em que o órgão ministerial atua em descumprimento do preceito fundamental da liberdade e autonomia sindical. Alega que o Ministério Público do Trabalho, ao impedir que os sindicatos imponham obrigação de pagar contribuição sindical a todos os trabalhadores integrantes da categoria, limitando tal obrigação aos trabalhadores associados, interfere indevidamente na atividade sindical e descumpre preceito fundamental. Ressalta não buscar a desconstituição das situações jurídicas já consolidadas, mas apenas impedir que o MPT atue em efetivo descumprimento do preceito fundamental invocado. Aduz inexistir outro remédio para a solução do caso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A56-F4B5-6FBF-7400 e senha 7914-B2F7-CB4E-0CBB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da requerente decorrem de mero inconformismo com a decisão impugnada. Conforme consignado na decisão do Ministro Cezar Peluso, no presente caso, não se logrou demonstrar o efetivo descumprimento do preceito fundamental. Confira-se o seguinte trecho da decisão: “A arguente funda o pedido em exemplos de atuação do Ministério Público Federal (fls. 23/25), mas desprovidos todos de qualquer conteúdo concreto e específico que implique descumprimento de algum preceito fundamental. Não há, pois, a rigor, objeto determinado na demanda, que apenas revela discordância com formas de atuação do Ministério Público do Trabalho, ao qual a arguente nega competência constitucional para propor ações civis públicas e sugerir assinatura de ajuste de conduta. Ainda que assim não fosse, o conhecimento da ação encontraria óbice no princípio da subsidiariedade. É que a Lei nº 9.882/99 prescreve, no art. 4º, § 1º, que se não admitirá arguição de descumprimento de preceito fundamental, quando houver outro meio eficaz de sanar a lesividade. Ora, no caso é fora de dúvida que o ordenamento jurídico prevê outros remédios processuais ordinários que, postos à disposição da arguente, são aptos e eficazes para lhe satisfazer de todo a pretensão substantiva que transparece a esta demanda. É o que, aliás, já reconheceu esta Corte, em decisão do Min. GILMAR MENDES, na ADPF nº 96 (DJ de 1910/2006), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da requerente decorrem de mero inconformismo com a decisão impugnada. Conforme consignado na decisão do Ministro Cezar Peluso, no presente caso, não se logrou demonstrar o efetivo descumprimento do preceito fundamental. Confira-se o seguinte trecho da decisão: “A arguente funda o pedido em exemplos de atuação do Ministério Público Federal (fls. 23/25), mas desprovidos todos de qualquer conteúdo concreto e específico que implique descumprimento de algum preceito fundamental. Não há, pois, a rigor, objeto determinado na demanda, que apenas revela discordância com formas de atuação do Ministério Público do Trabalho, ao qual a arguente nega competência constitucional para propor ações civis públicas e sugerir assinatura de ajuste de conduta. Ainda que assim não fosse, o conhecimento da ação encontraria óbice no princípio da subsidiariedade. É que a Lei nº 9.882/99 prescreve, no art. 4º, § 1º, que se não admitirá arguição de descumprimento de preceito fundamental, quando houver outro meio eficaz de sanar a lesividade. Ora, no caso é fora de dúvida que o ordenamento jurídico prevê outros remédios processuais ordinários que, postos à disposição da arguente, são aptos e eficazes para lhe satisfazer de todo a pretensão substantiva que transparece a esta demanda. É o que, aliás, já reconheceu esta Corte, em decisão do Min. GILMAR MENDES, na ADPF nº 96 (DJ de 1910/2006), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADPF 94 AGR / DF onde, em termos idênticos, se questionava atuação do Ministério Público do Trabalho”. No tocante à aplicação do princípio da subsidiariedade na arguição de descumprimento de preceito fundamental, a Lei 9.882/1999 impõe que a arguição de descumprimento de preceito fundamental somente será admitida se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade (art. 4º, § 1º). A análise sobre a eficácia da proteção de preceito fundamental nesse processo deve ter em vista um enfoque objetivo ou de proteção da ordem constitucional objetiva. Assim, levando em conta o caráter acentuadamente objetivo da arguição de descumprimento, o juízo de subsidiariedade há de se considerar, especialmente, os demais processos objetivos já consolidados no sistema constitucional. Nesse sentido, destaco decisão monocrática do Min. Celso de Mello, na ADPF 126-MC, datada de 19.12.2007: “O diploma legislativo em questão – tal como tem sido reconhecido por esta Suprema Corte (RTJ, 189/395-397, v. g.) – consagra o princípio da subsidiariedade, que rege a instauração do processo objetivo de arguição de descumprimento de preceito fundamental, condicionando o ajuizamento dessa especial ação de índole constitucional à ausência de qualquer outro meio processual apto a sanar, de modo eficaz, a situação de lesividade indicada pelo autor: (...) O exame do precedente que venho de referir (RTJ 184/373-374, rel. min. Celso de Mello) revela que o princípio da subsidiariedade não pode – nem deve – ser invocado para impedir o exercício da ação constitucional de arguição de descumprimento de preceito fundamental, eis que esse instrumento está vocacionado a viabilizar, numa dimensão estritamente objetiva, a realização jurisdicional de direitos básicos, de valores essenciais e de preceitos fundamentais contemplados no texto da Constituição da República. (...) Daí a prudência com que o Supremo Tribunal Federal deve interpretar a regra inscrita no art. 4º, § 1º, da Lei n. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal ADPF 94 AGR / DF onde, em termos idênticos, se questionava atuação do Ministério Público do Trabalho”. No tocante à aplicação do princípio da subsidiariedade na arguição de descumprimento de preceito fundamental, a Lei 9.882/1999 impõe que a arguição de descumprimento de preceito fundamental somente será admitida se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade (art. 4º, § 1º). A análise sobre a eficácia da proteção de preceito fundamental nesse processo deve ter em vista um enfoque objetivo ou de proteção da ordem constitucional objetiva. Assim, levando em conta o caráter acentuadamente objetivo da arguição de descumprimento, o juízo de subsidiariedade há de se considerar, especialmente, os demais processos objetivos já consolidados no sistema constitucional. Nesse sentido, destaco decisão monocrática do Min. Celso de Mello, na ADPF 126-MC, datada de 19.12.2007: “O diploma legislativo em questão – tal como tem sido reconhecido por esta Suprema Corte (RTJ, 189/395-397, v. g.) – consagra o princípio da subsidiariedade, que rege a instauração do processo objetivo de arguição de descumprimento de preceito fundamental, condicionando o ajuizamento dessa especial ação de índole constitucional à ausência de qualquer outro meio processual apto a sanar, de modo eficaz, a situação de lesividade indicada pelo autor: (...) O exame do precedente que venho de referir (RTJ 184/373-374, rel. min. Celso de Mello) revela que o princípio da subsidiariedade não pode – nem deve – ser invocado para impedir o exercício da ação constitucional de arguição de descumprimento de preceito fundamental, eis que esse instrumento está vocacionado a viabilizar, numa dimensão estritamente objetiva, a realização jurisdicional de direitos básicos, de valores essenciais e de preceitos fundamentais contemplados no texto da Constituição da República. (...) Daí a prudência com que o Supremo Tribunal Federal deve interpretar a regra inscrita no art. 4º, § 1º, da Lei n. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADPF 94 AGR / DF 9.882/99, em ordem a permitir que a utilização dessa nova ação constitucional possa efetivamente prevenir ou reparar lesão a preceito fundamental causada por ato do Poder Público. Não é por outra razão que esta Suprema Corte vem entendendo que a invocação do princípio da subsidiariedade, para não conflitar com o caráter objetivo de que se reveste a arguição de descumprimento de preceito fundamental, supõe a impossibilidade de utilização, em cada caso, dos demais instrumentos de controle normativo abstrato: (...) A pretensão ora deduzida nesta sede processual, que tem por objeto normas legais de caráter pré-constitucional, exatamente por se revelar insuscetível de conhecimento em sede de ação direta de inconstitucionalidade (RTJ 145/339, Rel. Min. Celso de Mello – RTJ, 169/763, Rel. Min. Paulo Brossard – ADI 129/SP, Rel. p/ o acórdão Min. Celso de Mello, v. g.), não encontra obstáculo na regra inscrita no art. 4º, § 1º, da Lei n. 9.882/99, o que permite – satisfeita a exigência imposta pelo postulado da subsidiariedade – a instauração deste processo objetivo de controle normativo concentrado. Reconheço admissível, pois, sob a perspectiva do postulado da subsidiariedade, a utilização do instrumento processual da arguição de descumprimento de preceito fundamental”.Em outros termos, o princípio da subsidiariedade – inexistência de outro meio eficaz de sanar a lesão – contido no art. 4º, § 1º, da Lei n.º 9.882, de 1999, há de ser compreendido no contexto da ordem constitucional global”. Se se considera o caráter enfaticamente objetivo do instituto (o que resulta inclusive da legitimação ativa), meio eficaz de sanar a lesão parece ser aquele apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata. Nesse sentido, não se pode perder a dimensão de que a ADPF é destinada, basicamente, a resguardar a integridade da ordem jurídico-constitucional. No caso concreto, no entanto, a situação singular pode ser ampla e eficazmente discutida na via ordinária. Seria possível admitir, em tese, a propositura de ADPF diretamente contra ato do Poder Público, nas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal ADPF 94 AGR / DF 9.882/99, em ordem a permitir que a utilização dessa nova ação constitucional possa efetivamente prevenir ou reparar lesão a preceito fundamental causada por ato do Poder Público. Não é por outra razão que esta Suprema Corte vem entendendo que a invocação do princípio da subsidiariedade, para não conflitar com o caráter objetivo de que se reveste a arguição de descumprimento de preceito fundamental, supõe a impossibilidade de utilização, em cada caso, dos demais instrumentos de controle normativo abstrato: (...) A pretensão ora deduzida nesta sede processual, que tem por objeto normas legais de caráter pré-constitucional, exatamente por se revelar insuscetível de conhecimento em sede de ação direta de inconstitucionalidade (RTJ 145/339, Rel. Min. Celso de Mello – RTJ, 169/763, Rel. Min. Paulo Brossard – ADI 129/SP, Rel. p/ o acórdão Min. Celso de Mello, v. g.), não encontra obstáculo na regra inscrita no art. 4º, § 1º, da Lei n. 9.882/99, o que permite – satisfeita a exigência imposta pelo postulado da subsidiariedade – a instauração deste processo objetivo de controle normativo concentrado. Reconheço admissível, pois, sob a perspectiva do postulado da subsidiariedade, a utilização do instrumento processual da arguição de descumprimento de preceito fundamental”.Em outros termos, o princípio da subsidiariedade – inexistência de outro meio eficaz de sanar a lesão – contido no art. 4º, § 1º, da Lei n.º 9.882, de 1999, há de ser compreendido no contexto da ordem constitucional global”. Se se considera o caráter enfaticamente objetivo do instituto (o que resulta inclusive da legitimação ativa), meio eficaz de sanar a lesão parece ser aquele apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata. Nesse sentido, não se pode perder a dimensão de que a ADPF é destinada, basicamente, a resguardar a integridade da ordem jurídico-constitucional. No caso concreto, no entanto, a situação singular pode ser ampla e eficazmente discutida na via ordinária. Seria possível admitir, em tese, a propositura de ADPF diretamente contra ato do Poder Público, nas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADPF 94 AGR / DF hipóteses em que, em razão da relevância da matéria, a adoção da via ordinária acarrete danos de difícil reparação à ordem jurídica. O caso em apreço, contudo, revela que as medidas ordinárias à disposição da ora requerente poderiam ter plena eficácia. Ademais, posto que a inicial impugna o art. 83, incisos XII e XIII, da Lei complementar 75/1993, seria cabível, em tese, o controle de constitucionalidade via ação direta de inconstitucionalidade. Veja-se o seguinte trecho da inicial: “(...) Com fundamento nos dois primeiros desses quatro dispositivos, o MPT tem promovido ações civis públicas, ações cíveis diversas e tem realizado reuniões com sindicatos e federações com vistas à assinatura de ‘termo de ajuste de conduta – TAC’, pelo qual o ente classista obriga-se a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. A prática tem demonstrado que, na quase totalidade dos casos, os termos objetivam obter o cumprimento, pelas empresas, de precietos que o MPT considera correto que devam ser cumpridos, tendo em vista a legislação em vigor. (...)” Assim, tendo em vista a existência, pelo menos em tese, de outras medidas processuais cabíveis e efetivas para questionar os atos em apreço, bem como a legislação que os embasa, entendo que o conhecimento do presente pedido de ADPF não é compatível com uma interpretação adequada do princípio da subsidiariedade. Ademas, é fácil ver também que a fórmula da relevância do interesse público para justificar a admissão da arguição de descumprimento (explícita no modelo alemão) está implícita no sistema criado pelo legislador brasileiro, tendo em vista especialmente o caráter marcadamente objetivo que se conferiu ao instituto. Ou seja, o Supremo Tribunal Federal poderá, ao lado de outros requisitos de admissibilidade, emitir juízo sobre a relevância e o interesse público contido na controvérsia constitucional, podendo recusar a admissibilidade da ADPF sempre que não vislumbrar relevância jurídica na sua propositura. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal ADPF 94 AGR / DF hipóteses em que, em razão da relevância da matéria, a adoção da via ordinária acarrete danos de difícil reparação à ordem jurídica. O caso em apreço, contudo, revela que as medidas ordinárias à disposição da ora requerente poderiam ter plena eficácia. Ademais, posto que a inicial impugna o art. 83, incisos XII e XIII, da Lei complementar 75/1993, seria cabível, em tese, o controle de constitucionalidade via ação direta de inconstitucionalidade. Veja-se o seguinte trecho da inicial: “(...) Com fundamento nos dois primeiros desses quatro dispositivos, o MPT tem promovido ações civis públicas, ações cíveis diversas e tem realizado reuniões com sindicatos e federações com vistas à assinatura de ‘termo de ajuste de conduta – TAC’, pelo qual o ente classista obriga-se a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. A prática tem demonstrado que, na quase totalidade dos casos, os termos objetivam obter o cumprimento, pelas empresas, de precietos que o MPT considera correto que devam ser cumpridos, tendo em vista a legislação em vigor. (...)” Assim, tendo em vista a existência, pelo menos em tese, de outras medidas processuais cabíveis e efetivas para questionar os atos em apreço, bem como a legislação que os embasa, entendo que o conhecimento do presente pedido de ADPF não é compatível com uma interpretação adequada do princípio da subsidiariedade. Ademas, é fácil ver também que a fórmula da relevância do interesse público para justificar a admissão da arguição de descumprimento (explícita no modelo alemão) está implícita no sistema criado pelo legislador brasileiro, tendo em vista especialmente o caráter marcadamente objetivo que se conferiu ao instituto. Ou seja, o Supremo Tribunal Federal poderá, ao lado de outros requisitos de admissibilidade, emitir juízo sobre a relevância e o interesse público contido na controvérsia constitucional, podendo recusar a admissibilidade da ADPF sempre que não vislumbrar relevância jurídica na sua propositura. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADPF 94 AGR / DF Em verdade, o pedido sequer tem um objeto determinado, na medida em que impugna o próprio exercício, pelo Ministério Público do Trabalho, de suas competências constitucionais e legais. Veja-se, nesse sentido, o pedido da inicial: “Concedida a liminar, que seja citada a União, na pessoa de seu representante legal, para responder aos termos da presente ação, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato, ação esta que, deverá ser julgada procedente, reconhecido o descumprimento, pelo MPT, dos preceitos fundamentais antes mencionados, dando0se aos incisos III e IV do artigo 83 da Lei Complementar n º 75, de 20 de maio de 1983 a interpretação acorde com os objetivos da lei, de modo a não afrontar o disposto na Lex Legum nem causar prejuízos aos interessados, condenada também nas custas do processo e honorários de advogado”. O art. 3º da Lei 9.882/1999 é claro ao exigir que a petição inicial especifique o ato questionado, sob pena de seu indeferimento liminar por inépcia. Entendo, portanto, que a agravante não se desincumbiu do ônus de afastar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual voto por negar provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal ADPF 94 AGR / DF Em verdade, o pedido sequer tem um objeto determinado, na medida em que impugna o próprio exercício, pelo Ministério Público do Trabalho, de suas competências constitucionais e legais. Veja-se, nesse sentido, o pedido da inicial: “Concedida a liminar, que seja citada a União, na pessoa de seu representante legal, para responder aos termos da presente ação, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato, ação esta que, deverá ser julgada procedente, reconhecido o descumprimento, pelo MPT, dos preceitos fundamentais antes mencionados, dando0se aos incisos III e IV do artigo 83 da Lei Complementar n º 75, de 20 de maio de 1983 a interpretação acorde com os objetivos da lei, de modo a não afrontar o disposto na Lex Legum nem causar prejuízos aos interessados, condenada também nas custas do processo e honorários de advogado”. O art. 3º da Lei 9.882/1999 é claro ao exigir que a petição inicial especifique o ato questionado, sob pena de seu indeferimento liminar por inépcia. Entendo, portanto, que a agravante não se desincumbiu do ônus de afastar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual voto por negar provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) : UBIRACY TORRES CUÓCO (755A/DF) ADV.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2C8-CA09-4023-939E e senha 09DC-44CC-FD11-CA56 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) : UBIRACY TORRES CUÓCO (755A/DF) ADV.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2C8-CA09-4023-939E e senha 09DC-44CC-FD11-CA56 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
Agravo regimental em arguição de descumprimento de preceito fundamental. 2. Extinção sem julgamento do mérito. 3. Não preenchimento dos requisitos de admissibilidade. Inicial que não demonstra os atos violadores de preceitos fundamentais e não satisfaz o requisito da subsidiariedade (arts. 3º e 4º, §1º, Lei 9.882/1999). 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur407565
- Decisão monocrática citada: (ADPF, PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE) ADPF 126 MC. Número de páginas: 8. Análise: 22/01/2020, JRS.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
94
[ "LEG-FED LCP-000075 ANO-1993\n ART-00083 INC-00012 INC-00013\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED LEI-009882 ANO-1999\n ART-00003 ART-00004 PAR-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
ADPF-AgR
acordaos
ADPF 94 AgR
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AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) : UBIRACY TORRES CUÓCO ADV.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) :UBIRACY TORRES CUÓCO ADV.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO Agravo regimental em arguição de descumprimento de preceito fundamental. 2. Extinção sem julgamento do mérito. 3. Não preenchimento dos requisitos de admissibilidade. Inicial que não demonstra os atos violadores de preceitos fundamentais e não satisfaz o requisito da subsidiariedade (arts. 3... e 4..., §1..., Lei 9.882/1999). 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 14 a 21 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8A0B-3575-0F5A-4557 e senha E4F3-F592-4975-DC3F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) :UBIRACY TORRES CUÓCO ADV.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática da lavra do Ministro Cezar Peluso, então relator, que extinguiu o processo sem julgamento de mérito com fundamento no art. 4... da Lei 9.882/1999. A agravante sustenta equívoco na decisão, porquanto não se insurge contra todas as formas de atuação do Ministério Público do Trabalho, mas apenas contra aquelas em que o órgão ministerial atua em descumprimento do preceito fundamental da liberdade e autonomia sindical. Alega que o Ministério Público do Trabalho, ao impedir que os sindicatos imponham obrigação de pagar contribuição sindical a todos os trabalhadores integrantes da categoria, limitando tal obrigação aos trabalhadores associados, interfere indevidamente na atividade sindical e descumpre preceito fundamental. Ressalta não buscar a desconstituição das situações jurídicas já consolidadas, mas apenas impedir que o MPT atue em efetivo descumprimento do preceito fundamental invocado. Aduz inexistir outro remédio para a solução do caso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A56-F4B5-6FBF-7400 e senha 7914-B2F7-CB4E-0CBB Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) :UBIRACY TORRES CUÓCO ADV.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão monocrática da lavra do Ministro Cezar Peluso, então relator, que extinguiu o processo sem julgamento de mérito com fundamento no art. 4... da Lei 9.882/1999. A agravante sustenta equívoco na decisão, porquanto não se insurge contra todas as formas de atuação do Ministério Público do Trabalho, mas apenas contra aquelas em que o órgão ministerial atua em descumprimento do preceito fundamental da liberdade e autonomia sindical. Alega que o Ministério Público do Trabalho, ao impedir que os sindicatos imponham obrigação de pagar contribuição sindical a todos os trabalhadores integrantes da categoria, limitando tal obrigação aos trabalhadores associados, interfere indevidamente na atividade sindical e descumpre preceito fundamental. Ressalta não buscar a desconstituição das situações jurídicas já consolidadas, mas apenas impedir que o MPT atue em efetivo descumprimento do preceito fundamental invocado. Aduz inexistir outro remédio para a solução do caso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2A56-F4B5-6FBF-7400 e senha 7914-B2F7-CB4E-0CBB Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da requerente decorrem de mero inconformismo com a decisão impugnada. Conforme consignado na decisão do Ministro Cezar Peluso, no presente caso, não se logrou demonstrar o efetivo descumprimento do preceito fundamental. Confira-se o seguinte trecho da decisão: “A arguente funda o pedido em exemplos de atuação do Ministério Público Federal (fls. 23/25), mas desprovidos todos de qualquer conteúdo concreto e específico que implique descumprimento de algum preceito fundamental. Não há, pois, a rigor, objeto determinado na demanda, que apenas revela discordância com formas de atuação do Ministério Público do Trabalho, ao qual a arguente nega competência constitucional para propor ações civis públicas e sugerir assinatura de ajuste de conduta. Ainda que assim não fosse, o conhecimento da ação encontraria óbice no princípio da subsidiariedade. É que a Lei n 9.882/99 prescreve, no art. 4..., § 1..., que se não admitirá arguição de descumprimento de preceito fundamental, quando houver outro meio eficaz de sanar a lesividade. Ora, no caso é fora de dúvida que o ordenamento jurídico prevê outros remédios processuais ordinários que, postos à disposição da arguente, são aptos e eficazes para lhe satisfazer de todo a pretensão substantiva que transparece a esta demanda. É o que, aliás, já reconheceu esta Corte, em decisão do Min. GILMAR MENDES, na ADPF n 96 (DJ de 1910/2006), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da requerente decorrem de mero inconformismo com a decisão impugnada. Conforme consignado na decisão do Ministro Cezar Peluso, no presente caso, não se logrou demonstrar o efetivo descumprimento do preceito fundamental. Confira-se o seguinte trecho da decisão: “A arguente funda o pedido em exemplos de atuação do Ministério Público Federal (fls. 23/25), mas desprovidos todos de qualquer conteúdo concreto e específico que implique descumprimento de algum preceito fundamental. Não há, pois, a rigor, objeto determinado na demanda, que apenas revela discordância com formas de atuação do Ministério Público do Trabalho, ao qual a arguente nega competência constitucional para propor ações civis públicas e sugerir assinatura de ajuste de conduta. Ainda que assim não fosse, o conhecimento da ação encontraria óbice no princípio da subsidiariedade. É que a Lei n 9.882/99 prescreve, no art. 4..., § 1..., que se não admitirá arguição de descumprimento de preceito fundamental, quando houver outro meio eficaz de sanar a lesividade. Ora, no caso é fora de dúvida que o ordenamento jurídico prevê outros remédios processuais ordinários que, postos à disposição da arguente, são aptos e eficazes para lhe satisfazer de todo a pretensão substantiva que transparece a esta demanda. É o que, aliás, já reconheceu esta Corte, em decisão do Min. GILMAR MENDES, na ADPF n 96 (DJ de 1910/2006), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADPF 94 AGR / DF onde, em termos idênticos, se questionava atuação do Ministério Público do Trabalho”. No tocante à aplicação do princípio da subsidiariedade na arguição de descumprimento de preceito fundamental, a Lei 9.882/1999 impõe que a arguição de descumprimento de preceito fundamental somente será admitida se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade (art. 4..., § 1...). A análise sobre a eficácia da proteção de preceito fundamental nesse processo deve ter em vista um enfoque objetivo ou de proteção da ordem constitucional objetiva. Assim, levando em conta o caráter acentuadamente objetivo da arguição de descumprimento, o juízo de subsidiariedade há de se considerar, especialmente, os demais processos objetivos já consolidados no sistema constitucional. Nesse sentido, destaco decisão monocrática do Min. Celso de Mello, na ADPF 126-MC, datada de 19.12.2007: “O diploma legislativo em questão – tal como tem sido reconhecido por esta Suprema Corte (RTJ, 189/395-397, v. g.) – consagra o princípio da subsidiariedade, que rege a instauração do processo objetivo de arguição de descumprimento de preceito fundamental, condicionando o ajuizamento dessa especial ação de índole constitucional à ausência de qualquer outro meio processual apto a sanar, de modo eficaz, a situação de lesividade indicada pelo autor: (...) O exame do precedente que venho de referir (RTJ 184/373-374, rel. min. Celso de Mello) revela que o princípio da subsidiariedade não pode – nem deve – ser invocado para impedir o exercício da ação constitucional de arguição de descumprimento de preceito fundamental, eis que esse instrumento está vocacionado a viabilizar, numa dimensão estritamente objetiva, a realização jurisdicional de direitos básicos, de valores essenciais e de preceitos fundamentais contemplados no texto da Constituição da República. (...) Daí a prudência com que o Supremo Tribunal Federal deve interpretar a regra inscrita no art. 4..., § 1..., da Lei n. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal ADPF 94 AGR / DF onde, em termos idênticos, se questionava atuação do Ministério Público do Trabalho”. No tocante à aplicação do princípio da subsidiariedade na arguição de descumprimento de preceito fundamental, a Lei 9.882/1999 impõe que a arguição de descumprimento de preceito fundamental somente será admitida se não houver outro meio eficaz de sanar a lesividade (art. 4..., § 1...). A análise sobre a eficácia da proteção de preceito fundamental nesse processo deve ter em vista um enfoque objetivo ou de proteção da ordem constitucional objetiva. Assim, levando em conta o caráter acentuadamente objetivo da arguição de descumprimento, o juízo de subsidiariedade há de se considerar, especialmente, os demais processos objetivos já consolidados no sistema constitucional. Nesse sentido, destaco decisão monocrática do Min. Celso de Mello, na ADPF 126-MC, datada de 19.12.2007: “O diploma legislativo em questão – tal como tem sido reconhecido por esta Suprema Corte (RTJ, 189/395-397, v. g.) – consagra o princípio da subsidiariedade, que rege a instauração do processo objetivo de arguição de descumprimento de preceito fundamental, condicionando o ajuizamento dessa especial ação de índole constitucional à ausência de qualquer outro meio processual apto a sanar, de modo eficaz, a situação de lesividade indicada pelo autor: (...) O exame do precedente que venho de referir (RTJ 184/373-374, rel. min. Celso de Mello) revela que o princípio da subsidiariedade não pode – nem deve – ser invocado para impedir o exercício da ação constitucional de arguição de descumprimento de preceito fundamental, eis que esse instrumento está vocacionado a viabilizar, numa dimensão estritamente objetiva, a realização jurisdicional de direitos básicos, de valores essenciais e de preceitos fundamentais contemplados no texto da Constituição da República. (...) Daí a prudência com que o Supremo Tribunal Federal deve interpretar a regra inscrita no art. 4..., § 1..., da Lei n. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADPF 94 AGR / DF 9.882/99, em ordem a permitir que a utilização dessa nova ação constitucional possa efetivamente prevenir ou reparar lesão a preceito fundamental causada por ato do Poder Público. Não é por outra razão que esta Suprema Corte vem entendendo que a invocação do princípio da subsidiariedade, para não conflitar com o caráter objetivo de que se reveste a arguição de descumprimento de preceito fundamental, supõe a impossibilidade de utilização, em cada caso, dos demais instrumentos de controle normativo abstrato: (...) A pretensão ora deduzida nesta sede processual, que tem por objeto normas legais de caráter pré-constitucional, exatamente por se revelar insuscetível de conhecimento em sede de ação direta de inconstitucionalidade (RTJ 145/339, Rel. Min. Celso de Mello – RTJ, 169/763, Rel. Min. Paulo Brossard – ADI 129/SP, Rel. p/ o acórdão Min. Celso de Mello, v. g.), não encontra obstáculo na regra inscrita no art. 4..., § 1..., da Lei n. 9.882/99, o que permite – satisfeita a exigência imposta pelo postulado da subsidiariedade – a instauração deste processo objetivo de controle normativo concentrado. Reconheço admissível, pois, sob a perspectiva do postulado da subsidiariedade, a utilização do instrumento processual da arguição de descumprimento de preceito fundamental”.Em outros termos, o princípio da subsidiariedade – inexistência de outro meio eficaz de sanar a lesão – contido no art. 4..., § 1..., da Lei n. 9.882, de 1999, há de ser compreendido no contexto da ordem constitucional global”. Se se considera o caráter enfaticamente objetivo do instituto (o que resulta inclusive da legitimação ativa), meio eficaz de sanar a lesão parece ser aquele apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata. Nesse sentido, não se pode perder a dimensão de que a ADPF é destinada, basicamente, a resguardar a integridade da ordem jurídico-constitucional. No caso concreto, no entanto, a situação singular pode ser ampla e eficazmente discutida na via ordinária. Seria possível admitir, em tese, a propositura de ADPF diretamente contra ato do Poder Público, nas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal ADPF 94 AGR / DF 9.882/99, em ordem a permitir que a utilização dessa nova ação constitucional possa efetivamente prevenir ou reparar lesão a preceito fundamental causada por ato do Poder Público. Não é por outra razão que esta Suprema Corte vem entendendo que a invocação do princípio da subsidiariedade, para não conflitar com o caráter objetivo de que se reveste a arguição de descumprimento de preceito fundamental, supõe a impossibilidade de utilização, em cada caso, dos demais instrumentos de controle normativo abstrato: (...) A pretensão ora deduzida nesta sede processual, que tem por objeto normas legais de caráter pré-constitucional, exatamente por se revelar insuscetível de conhecimento em sede de ação direta de inconstitucionalidade (RTJ 145/339, Rel. Min. Celso de Mello – RTJ, 169/763, Rel. Min. Paulo Brossard – ADI 129/SP, Rel. p/ o acórdão Min. Celso de Mello, v. g.), não encontra obstáculo na regra inscrita no art. 4..., § 1..., da Lei n. 9.882/99, o que permite – satisfeita a exigência imposta pelo postulado da subsidiariedade – a instauração deste processo objetivo de controle normativo concentrado. Reconheço admissível, pois, sob a perspectiva do postulado da subsidiariedade, a utilização do instrumento processual da arguição de descumprimento de preceito fundamental”.Em outros termos, o princípio da subsidiariedade – inexistência de outro meio eficaz de sanar a lesão – contido no art. 4..., § 1..., da Lei n. 9.882, de 1999, há de ser compreendido no contexto da ordem constitucional global”. Se se considera o caráter enfaticamente objetivo do instituto (o que resulta inclusive da legitimação ativa), meio eficaz de sanar a lesão parece ser aquele apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata. Nesse sentido, não se pode perder a dimensão de que a ADPF é destinada, basicamente, a resguardar a integridade da ordem jurídico-constitucional. No caso concreto, no entanto, a situação singular pode ser ampla e eficazmente discutida na via ordinária. Seria possível admitir, em tese, a propositura de ADPF diretamente contra ato do Poder Público, nas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADPF 94 AGR / DF hipóteses em que, em razão da relevância da matéria, a adoção da via ordinária acarrete danos de difícil reparação à ordem jurídica. O caso em apreço, contudo, revela que as medidas ordinárias à disposição da ora requerente poderiam ter plena eficácia. Ademais, posto que a inicial impugna o art. 83, incisos XII e XIII, da Lei complementar 75/1993, seria cabível, em tese, o controle de constitucionalidade via ação direta de inconstitucionalidade. Veja-se o seguinte trecho da inicial: “(...) Com fundamento nos dois primeiros desses quatro dispositivos, o MPT tem promovido ações civis públicas, ações cíveis diversas e tem realizado reuniões com sindicatos e federações com vistas à assinatura de ‘termo de ajuste de conduta – TAC’, pelo qual o ente classista obriga-se a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. A prática tem demonstrado que, na quase totalidade dos casos, os termos objetivam obter o cumprimento, pelas empresas, de precietos que o MPT considera correto que devam ser cumpridos, tendo em vista a legislação em vigor. (...)” Assim, tendo em vista a existência, pelo menos em tese, de outras medidas processuais cabíveis e efetivas para questionar os atos em apreço, bem como a legislação que os embasa, entendo que o conhecimento do presente pedido de ADPF não é compatível com uma interpretação adequada do princípio da subsidiariedade. Ademas, é fácil ver também que a fórmula da relevância do interesse público para justificar a admissão da arguição de descumprimento (explícita no modelo alemão) está implícita no sistema criado pelo legislador brasileiro, tendo em vista especialmente o caráter marcadamente objetivo que se conferiu ao instituto. Ou seja, o Supremo Tribunal Federal poderá, ao lado de outros requisitos de admissibilidade, emitir juízo sobre a relevância e o interesse público contido na controvérsia constitucional, podendo recusar a admissibilidade da ADPF sempre que não vislumbrar relevância jurídica na sua propositura. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal ADPF 94 AGR / DF hipóteses em que, em razão da relevância da matéria, a adoção da via ordinária acarrete danos de difícil reparação à ordem jurídica. O caso em apreço, contudo, revela que as medidas ordinárias à disposição da ora requerente poderiam ter plena eficácia. Ademais, posto que a inicial impugna o art. 83, incisos XII e XIII, da Lei complementar 75/1993, seria cabível, em tese, o controle de constitucionalidade via ação direta de inconstitucionalidade. Veja-se o seguinte trecho da inicial: “(...) Com fundamento nos dois primeiros desses quatro dispositivos, o MPT tem promovido ações civis públicas, ações cíveis diversas e tem realizado reuniões com sindicatos e federações com vistas à assinatura de ‘termo de ajuste de conduta – TAC’, pelo qual o ente classista obriga-se a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. A prática tem demonstrado que, na quase totalidade dos casos, os termos objetivam obter o cumprimento, pelas empresas, de precietos que o MPT considera correto que devam ser cumpridos, tendo em vista a legislação em vigor. (...)” Assim, tendo em vista a existência, pelo menos em tese, de outras medidas processuais cabíveis e efetivas para questionar os atos em apreço, bem como a legislação que os embasa, entendo que o conhecimento do presente pedido de ADPF não é compatível com uma interpretação adequada do princípio da subsidiariedade. Ademas, é fácil ver também que a fórmula da relevância do interesse público para justificar a admissão da arguição de descumprimento (explícita no modelo alemão) está implícita no sistema criado pelo legislador brasileiro, tendo em vista especialmente o caráter marcadamente objetivo que se conferiu ao instituto. Ou seja, o Supremo Tribunal Federal poderá, ao lado de outros requisitos de admissibilidade, emitir juízo sobre a relevância e o interesse público contido na controvérsia constitucional, podendo recusar a admissibilidade da ADPF sempre que não vislumbrar relevância jurídica na sua propositura. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ADPF 94 AGR / DF Em verdade, o pedido sequer tem um objeto determinado, na medida em que impugna o próprio exercício, pelo Ministério Público do Trabalho, de suas competências constitucionais e legais. Veja-se, nesse sentido, o pedido da inicial: “Concedida a liminar, que seja citada a União, na pessoa de seu representante legal, para responder aos termos da presente ação, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato, ação esta que, deverá ser julgada procedente, reconhecido o descumprimento, pelo MPT, dos preceitos fundamentais antes mencionados, dando0se aos incisos III e IV do artigo 83 da Lei Complementar n 75, de 20 de maio de 1983 a interpretação acorde com os objetivos da lei, de modo a não afrontar o disposto na Lex Legum nem causar prejuízos aos interessados, condenada também nas custas do processo e honorários de advogado”. O art. 3... da Lei 9.882/1999 é claro ao exigir que a petição inicial especifique o ato questionado, sob pena de seu indeferimento liminar por inépcia. Entendo, portanto, que a agravante não se desincumbiu do ônus de afastar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual voto por negar provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Supremo Tribunal Federal ADPF 94 AGR / DF Em verdade, o pedido sequer tem um objeto determinado, na medida em que impugna o próprio exercício, pelo Ministério Público do Trabalho, de suas competências constitucionais e legais. Veja-se, nesse sentido, o pedido da inicial: “Concedida a liminar, que seja citada a União, na pessoa de seu representante legal, para responder aos termos da presente ação, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato, ação esta que, deverá ser julgada procedente, reconhecido o descumprimento, pelo MPT, dos preceitos fundamentais antes mencionados, dando0se aos incisos III e IV do artigo 83 da Lei Complementar n 75, de 20 de maio de 1983 a interpretação acorde com os objetivos da lei, de modo a não afrontar o disposto na Lex Legum nem causar prejuízos aos interessados, condenada também nas custas do processo e honorários de advogado”. O art. 3... da Lei 9.882/1999 é claro ao exigir que a petição inicial especifique o ato questionado, sob pena de seu indeferimento liminar por inépcia. Entendo, portanto, que a agravante não se desincumbiu do ônus de afastar os fundamentos da decisão agravada, razão pela qual voto por negar provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7DF4-51A6-43BE-14B4 e senha 6DC4-24BE-9A38-464C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) : UBIRACY TORRES CUÓCO (755A/DF) ADV.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2C8-CA09-4023-939E e senha 09DC-44CC-FD11-CA56 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL 94 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA ADV.(A/S) : UBIRACY TORRES CUÓCO (755A/DF) ADV.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D2C8-CA09-4023-939E e senha 09DC-44CC-FD11-CA56 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADPF n 96", "ADPF n 96", "ADPF 94 AGR / DF", "ADPF 126 - MC", "RTJ 184 / 373 - 374", "ADPF 94 AGR / DF", "ADPF 126 - MC", "RTJ 184 / 373 - 374", "ADPF 94 AGR / DF 9 .", "882", "/", "99", "RTJ 145 / 339", "RTJ", "ADI 129 / SP", "ADPF 94 AGR /", "RTJ 145 / 339", "RTJ", "169", "/", "763", "ADI 129 / SP", "ADPF 94 AGR / DF", "ADPF 94 AGR / DF", "ADPF 94 AGR / DF", "ADPF 94 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 3 . . . e 4 . . . , § 1 . . . , Lei 9 . 882 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da Lei 9 . 882 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da Lei 9 . 882 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 882 / 99", "Medida Provisória n", "Lei n 9 . 882 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 882 / 1999", "Constituição da República", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 9 . 882 / 1999", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 9 . 882 / 99", "art . 4 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 9 . 882", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 9 . 882 / 99", "art . 4 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 9 . 882", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 83 , incisos XII e XIII , da Lei complementar 75 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 83 , incisos XII e XIII , da Lei complementar 75 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos III e IV do artigo 83 da Lei Complementar n 75", "art . 3 . . . da Lei 9 . 882 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos III e IV do artigo 83 da Lei Complementar n 75", "art . 3 . . . da Lei 9 . 882 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público do Trabalho", "MPT", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público do Trabalho", "MPT", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Ministério Público do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público do Trabalho", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Trabalho", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "MPT", "MPT", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MPT", "MPT", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Trabalho", "União", "MPT", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Trabalho", "União", "MPT", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES NA INDÚSTRIA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "UBIRACY TORRES CUÓCO", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "UBIRACY TORRES CUÓCO", "GILMAR MENDES", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "UBIRACY TORRES CUÓCO", "GILMAR MENDES", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Paulo Brossard", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Paulo Brossard", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "UBIRACY TORRES CUÓCO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "GILMAR MENDES", "UBIRACY TORRES CUÓCO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14 a 21 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "1910", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "1910", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de maio de 1983", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de maio de 1983", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.503 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :C.A.P.J. ADV.(A/S) :RAFAEL COSTA ROCHA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INOCORRÊNCIA DE HIPÓTESE QUE POSSIBILITE O TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL EM SEDE DE WRIT. DELITOS CONTRA OS COSTUMES: PALAVRA DA VÍTIMA POSSUI ESPECIAL RELEVO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS NA ESTREITA VIA DO HABEAS CORPUS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do writ foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via mandamental, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - O trancamento da ação penal, em sede de habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas (vide: HC 156.962-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma), o que não ocorre na situação sob exame. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEF8-3A84-0B50-4BE1 e senha 0F03-31A1-A2EC-A4CE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão HC 170503 AGR / MT IV – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que, “em se tratando de delito contra os costumes, a palavra da ofendida ganha especial relevo” (RHC 79.788/MG, Rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma). V –A via estreita do habeas corpus não comporta dilação probatória, exame aprofundado de matéria fática ou nova valoração dos elementos de prova. VI - Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEF8-3A84-0B50-4BE1 e senha 0F03-31A1-A2EC-A4CE Supremo Tribunal Federal HC 170503 AGR / MT IV – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que, “em se tratando de delito contra os costumes, a palavra da ofendida ganha especial relevo” (RHC 79.788/MG, Rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma). V –A via estreita do habeas corpus não comporta dilação probatória, exame aprofundado de matéria fática ou nova valoração dos elementos de prova. VI - Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEF8-3A84-0B50-4BE1 e senha 0F03-31A1-A2EC-A4CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.503 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : C.A.P.J. ADV.(A/S) : RAFAEL COSTA ROCHA (25880/O/MT) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A695-5B6E-CB68-4BA9 e senha 862E-AC94-8926-E8A5 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.503 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : C.A.P.J. ADV.(A/S) : RAFAEL COSTA ROCHA (25880/O/MT) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A695-5B6E-CB68-4BA9 e senha 862E-AC94-8926-E8A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750432157
2019-06-24T00:00:00
2019-08-05T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INOCORRÊNCIA DE HIPÓTESE QUE POSSIBILITE O TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL EM SEDE DE WRIT. DELITOS CONTRA OS COSTUMES: PALAVRA DA VÍTIMA POSSUI ESPECIAL RELEVO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS NA ESTREITA VIA DO HABEAS CORPUS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do writ foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via mandamental, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - O trancamento da ação penal, em sede de habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas (vide: HC 156.962-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma), o que não ocorre na situação sob exame. IV – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que, “em se tratando de delito contra os costumes, a palavra da ofendida ganha especial relevo” (RHC 79.788/MG, Rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma). V –A via estreita do habeas corpus não comporta dilação probatória, exame aprofundado de matéria fática ou nova valoração dos elementos de prova. VI - Agravo a que se nega provimento.
sjur407825
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO PENAL, TRANCAMENTO) HC 156962 AgR (2ªT). (CRIME CONTRA OS COSTUMES, PALAVRA DA VÍTIMA, RELEVÂNCIA) RHC 79788 (2ªT). Número de páginas: 3. Análise: 28/08/2019, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
170503
null
HC-AgR
acordaos
HC 170503 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : C.A.P.J. ADV.(A/S) : RAFAEL COSTA ROCHA AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.503 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :C.A.P.J. ADV.(A/S) :RAFAEL COSTA ROCHA AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. DECISÃO AGRAVADA EM HARMONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE QUE ORIENTA A MATÉRIA SOB EXAME. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. INOCORRÊNCIA DE HIPÓTESE QUE POSSIBILITE O TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL EM SEDE DE WRIT. DELITOS CONTRA OS COSTUMES: PALAVRA DA VÍTIMA POSSUI ESPECIAL RELEVO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE FATOS E PROVAS NA ESTREITA VIA DO HABEAS CORPUS. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - A decisão ora atacada não merece reforma ou qualquer correção, pois os seus fundamentos harmonizam-se estritamente com a jurisprudência desta Suprema Corte que orienta a matéria em questão. A análise do writ foi exauriente, respeitados os estreitos limites dessa via mandamental, como se pode verificar no documento eletrônico correspondente. II - O presente recurso mostra-se inviável, pois contém apenas a reiteração dos argumentos de defesa anteriormente expostos, sem, no entanto, revelar quaisquer elementos capazes de afastar as razões decisórias por mim proferidas. III - O trancamento da ação penal, em sede de habeas corpus, constitui medida excepcional que só deve ser aplicada nos casos (i) de manifesta atipicidade da conduta; (ii) de presença de causa de extinção da punibilidade do paciente; ou (iii) de ausência de indícios mínimos de autoria e materialidade delitivas (vide: HC 156.962-AgR/RJ, de minha relatoria, Segunda Turma), o que não ocorre na situação sob exame. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEF8-3A84-0B50-4BE1 e senha 0F03-31A1-A2EC-A4CE Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 3 Ementa e Acórdão HC 170503 AGR / MT IV – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que, “em se tratando de delito contra os costumes, a palavra da ofendida ganha especial relevo” (RHC 79.788/MG, Rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma). V –A via estreita do habeas corpus não comporta dilação probatória, exame aprofundado de matéria fática ou nova valoração dos elementos de prova. VI - Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEF8-3A84-0B50-4BE1 e senha 0F03-31A1-A2EC-A4CE Supremo Tribunal Federal HC 170503 AGR / MT IV – A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que, “em se tratando de delito contra os costumes, a palavra da ofendida ganha especial relevo” (RHC 79.788/MG, Rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma). V –A via estreita do habeas corpus não comporta dilação probatória, exame aprofundado de matéria fática ou nova valoração dos elementos de prova. VI - Agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DEF8-3A84-0B50-4BE1 e senha 0F03-31A1-A2EC-A4CE Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 3 Extrato de Ata - 24/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.503 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : C.A.P.J. ADV.(A/S) : RAFAEL COSTA ROCHA (25880/O/MT) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A695-5B6E-CB68-4BA9 e senha 862E-AC94-8926-E8A5 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.503 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : C.A.P.J. ADV.(A/S) : RAFAEL COSTA ROCHA (25880/O/MT) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A695-5B6E-CB68-4BA9 e senha 862E-AC94-8926-E8A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 3
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 170 . 503", "HC 156 . 962 - AgR / RJ", "HC 170503 AGR / MT", "RHC 79 . 788 / MG", "HC 170503 AGR / MT", "RHC 79 . 788 / MG", "HABEAS CORPUS 170 . 503", "HABEAS CORPUS 170 . 503" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPREMA CORTE", "Suprema Corte", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "RAFAEL COSTA ROCHA", "Nelson Jobim", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Nelson Jobim", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RAFAEL COSTA ROCHA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "C", ".", "RAFAEL COSTA ROCHA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL CONTRA ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECE DE HABEAS CORPUS. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. Não cabe agravo regimental para impugnar acórdão proferido por órgão colegiado do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. A decisão impugnada demonstrou que a parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva (HC 122.766-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia). 3. O Juízo de origem justificou o uso de algemas durante a realização da audiência, com base em dados objetivos da causa. De modo que, no ponto, não verifico teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 4. Agravo regimental não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer do agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38D-B959-99C4-1BD1 e senha EB3B-303C-CCA5-3BE3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental não conhecido.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “o cerne da questão gira em torno de manifesto e grave erro processual/material cometido pelo juízo de primeiro grau e mantido nas instâncias ordinárias. Trata- se de violação a súmula vinculante n. 11 dessa suprema corte. O próprio MP em segundo grau opinou pela nulidade do ato considerando a violência sofrida pelo Paciente. Ao contrário do alegado pelo e. relator, a matéria fora inteiramente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D55-12B9-45D9-34C0 e senha D9E4-3ED6-EF3D-0DA1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental não conhecido.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “o cerne da questão gira em torno de manifesto e grave erro processual/material cometido pelo juízo de primeiro grau e mantido nas instâncias ordinárias. Trata- se de violação a súmula vinculante n. 11 dessa suprema corte. O próprio MP em segundo grau opinou pela nulidade do ato considerando a violência sofrida pelo Paciente. Ao contrário do alegado pelo e. relator, a matéria fora inteiramente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D55-12B9-45D9-34C0 e senha D9E4-3ED6-EF3D-0DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 164376 AGR-AGR / PE impugnada. Inclusive, passível de apreciação ex officio”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D55-12B9-45D9-34C0 e senha D9E4-3ED6-EF3D-0DA1 Supremo Tribunal Federal HC 164376 AGR-AGR / PE impugnada. Inclusive, passível de apreciação ex officio”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D55-12B9-45D9-34C0 e senha D9E4-3ED6-EF3D-0DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser conhecido. 2. Não cabe agravo regimental para impugnar acórdão proferido por órgão colegiado do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “[...] Não se revela admissível “agravo regimental” contra acórdão emanado de órgão colegiado (Turma ou Plenário) do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - Inaplicabilidade, ao caso, por tratar-se de erro grosseiro, do postulado da fungibilidade recursal. Precedentes. Doutrina. - O propósito revelado pelo recorrente, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de recurso incabível –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata devolução dos autos ao Tribunal de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes” (AI 671.064 AgR-ED-EDv-AgR-ED-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. AGRAVO NÃO CONHECIDO. MULTA APLICADA. I – É manifestamente incabível a interposição de agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B0F-5274-C70A-6D44 e senha 8619-3188-1297-A43D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser conhecido. 2. Não cabe agravo regimental para impugnar acórdão proferido por órgão colegiado do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “[...] Não se revela admissível “agravo regimental” contra acórdão emanado de órgão colegiado (Turma ou Plenário) do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - Inaplicabilidade, ao caso, por tratar-se de erro grosseiro, do postulado da fungibilidade recursal. Precedentes. Doutrina. - O propósito revelado pelo recorrente, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de recurso incabível –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata devolução dos autos ao Tribunal de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes” (AI 671.064 AgR-ED-EDv-AgR-ED-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. AGRAVO NÃO CONHECIDO. MULTA APLICADA. I – É manifestamente incabível a interposição de agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B0F-5274-C70A-6D44 e senha 8619-3188-1297-A43D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 164376 AGR-AGR / PE regimental para impugnar acórdão proferido por qualquer dos órgãos colegiados do STF (Turma ou Plenário). II – Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).” (ARE 965.145-AgR-ED-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 3. A decisão impugnada apontou que a parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva (HC 122.766-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 4. Ademais, o Juízo de origem justificou o uso de algemas durante a realização da audiência, com base em dados objetivos da causa. De modo que, no ponto, não verifico teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 5. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B0F-5274-C70A-6D44 e senha 8619-3188-1297-A43D Supremo Tribunal Federal HC 164376 AGR-AGR / PE regimental para impugnar acórdão proferido por qualquer dos órgãos colegiados do STF (Turma ou Plenário). II – Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4°, do CPC).” (ARE 965.145-AgR-ED-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 3. A decisão impugnada apontou que a parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva (HC 122.766-AgR, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia). 4. Ademais, o Juízo de origem justificou o uso de algemas durante a realização da audiência, com base em dados objetivos da causa. De modo que, no ponto, não verifico teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 5. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B0F-5274-C70A-6D44 e senha 8619-3188-1297-A43D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E880-C919-910D-0B84 e senha CE22-E3E6-E155-636A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP Nº 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E880-C919-910D-0B84 e senha CE22-E3E6-E155-636A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO (24557/PE) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C217-D23A-C925-D47D e senha 91ED-0023-BFBC-BC26 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO (24557/PE) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C217-D23A-C925-D47D e senha 91ED-0023-BFBC-BC26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446556
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL CONTRA ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECE DE HABEAS CORPUS. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. Não cabe agravo regimental para impugnar acórdão proferido por órgão colegiado do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. A decisão impugnada demonstrou que a parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva (HC 122.766-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia). 3. O Juízo de origem justificou o uso de algemas durante a realização da audiência, com base em dados objetivos da causa. De modo que, no ponto, não verifico teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 4. Agravo regimental não conhecido.
sjur407934
- Acórdão(s) citado(s): (AGRAVO REGIMENTAL, ACÓRDÃO, ÓRGÃO COLEGIADO) AI 671064 AgR-ED-EDv-AgR-ED-AgR (TP), ARE 965145 AgR-ED-AgR (2ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) HC 122766 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 19/08/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
164376
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR-AgR
acordaos
HC 164376 AgR-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP Nº 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL CONTRA ACÓRDÃO QUE NÃO CONHECE DE HABEAS CORPUS. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. Não cabe agravo regimental para impugnar acórdão proferido por órgão colegiado do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. A decisão impugnada demonstrou que a parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva (HC 122.766-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. O Juízo de origem justificou o uso de algemas durante a realização da audiência, com base em dados objetivos da causa. De modo que, no ponto, não verifico teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 4. Agravo regimental não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em não conhecer do agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D38D-B959-99C4-1BD1 e senha EB3B-303C-CCA5-3BE3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental não conhecido.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “o cerne da questão gira em torno de manifesto e grave erro processual/material cometido pelo juízo de primeiro grau e mantido nas instâncias ordinárias. Trata- se de violação a súmula vinculante n. 11 dessa suprema corte. O próprio Medida Provisória em segundo grau opinou pela nulidade do ato considerando a violência sofrida pelo Paciente. Ao contrário do alegado pelo e. relator, a matéria fora inteiramente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D55-12B9-45D9-34C0 e senha D9E4-3ED6-EF3D-0DA1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental interposto contra acórdão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, assim ementado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. Ausência de teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 3. Agravo regimental não conhecido.” 2. No presente agravo regimental, a defesa sustenta que “o cerne da questão gira em torno de manifesto e grave erro processual/material cometido pelo juízo de primeiro grau e mantido nas instâncias ordinárias. Trata- se de violação a súmula vinculante n. 11 dessa suprema corte. O próprio Medida Provisória em segundo grau opinou pela nulidade do ato considerando a violência sofrida pelo Paciente. Ao contrário do alegado pelo e. relator, a matéria fora inteiramente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D55-12B9-45D9-34C0 e senha D9E4-3ED6-EF3D-0DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 164376 AGR-AGR / PE impugnada. Inclusive, passível de apreciação ex officio”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D55-12B9-45D9-34C0 e senha D9E4-3ED6-EF3D-0DA1 Supremo Tribunal Federal HC 164376 AGR-AGR / PE impugnada. Inclusive, passível de apreciação ex officio”. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8D55-12B9-45D9-34C0 e senha D9E4-3ED6-EF3D-0DA1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser conhecido. 2. Não cabe agravo regimental para impugnar acórdão proferido por órgão colegiado do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “[...] Não se revela admissível “agravo regimental” contra acórdão emanado de órgão colegiado (Turma ou Plenário) do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - Inaplicabilidade, ao caso, por tratar-se de erro grosseiro, do postulado da fungibilidade recursal. Precedentes. Doutrina. - O propósito revelado pelo recorrente, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de recurso incabível –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata devolução dos autos ao Tribunal de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes” (AI 671.064 AgR-ED-EDv-AgR-ED-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. AGRAVO NÃO CONHECIDO. MULTA APLICADA. I – É manifestamente incabível a interposição de agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B0F-5274-C70A-6D44 e senha 8619-3188-1297-A43D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não deve ser conhecido. 2. Não cabe agravo regimental para impugnar acórdão proferido por órgão colegiado do Supremo Tribunal Federal. Vejam-se, nessa linha, os seguintes precedentes: “[...] Não se revela admissível “agravo regimental” contra acórdão emanado de órgão colegiado (Turma ou Plenário) do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. - Inaplicabilidade, ao caso, por tratar-se de erro grosseiro, do postulado da fungibilidade recursal. Precedentes. Doutrina. - O propósito revelado pelo recorrente, de impedir a consumação do trânsito em julgado de decisão que lhe foi desfavorável – valendo-se, para esse efeito, da utilização sucessiva e procrastinatória de recurso incabível –, constitui fim que desqualifica o comportamento processual da parte recorrente e que autoriza, em consequência, a imediata devolução dos autos ao Tribunal de origem, independentemente da publicação do acórdão consubstanciador do respectivo julgamento. Precedentes” (AI 671.064 AgR-ED-EDv-AgR-ED-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 29/4/2014). “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. AGRAVO NÃO CONHECIDO. MULTA APLICADA. I – É manifestamente incabível a interposição de agravo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B0F-5274-C70A-6D44 e senha 8619-3188-1297-A43D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO HC 164376 AGR-AGR / PE regimental para impugnar acórdão proferido por qualquer dos órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Turma ou Plenário). II – Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).” (ARE 965.145-AgR-ED-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 3. A decisão impugnada apontou que a parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva (HC 122.766-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). 4. Ademais, o Juízo de origem justificou o uso de algemas durante a realização da audiência, com base em dados objetivos da causa. De modo que, no ponto, não verifico teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 5. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B0F-5274-C70A-6D44 e senha 8619-3188-1297-A43D Supremo Tribunal Federal HC 164376 AGR-AGR / PE regimental para impugnar acórdão proferido por qualquer dos órgãos colegiados do Supremo Tribunal Federal (Turma ou Plenário). II – Agravo regimental não conhecido, com aplicação de multa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil).” (ARE 965.145-AgR-ED-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski) 3. A decisão impugnada apontou que a parte agravante não se desincumbiu do seu dever processual de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que inviabiliza o acolhimento da pretensão defensiva (HC 122.766-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). 4. Ademais, o Juízo de origem justificou o uso de algemas durante a realização da audiência, com base em dados objetivos da causa. De modo que, no ponto, não verifico teratologia, ilegalidade flagrante ou abuso de poder que justifique a concessão da ordem de ofício. 5. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. 6. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6B0F-5274-C70A-6D44 e senha 8619-3188-1297-A43D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto Vogal AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E880-C919-910D-0B84 e senha CE22-E3E6-E155-636A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) :JOAQUIM PINTO LAPA NETO AGDO.(A/S) :RELATOR DO ARESP n 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E880-C919-910D-0B84 e senha CE22-E3E6-E155-636A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO (24557/PE) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP n 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C217-D23A-C925-D47D e senha 91ED-0023-BFBC-BC26 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 164.376 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : OZIEL ROSA DE LIMA ADV.(A/S) : JOAQUIM PINTO LAPA NETO (24557/PE) AGDO.(A/S) : RELATOR DO ARESP n 1.327.077 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, não conheceu do agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C217-D23A-C925-D47D e senha 91ED-0023-BFBC-BC26 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 164 . 376", "ARESP n 1 . 327 . 077", "HC 122 . 766 - AgR", "HABEAS CORPUS 164 . 376", "ARESP n 1 . 327 . 077", "súmula vinculante n . 11", "HABEAS CORPUS 164 . 376", "ARESP n 1 . 327 . 077", "HC 164376 AGR - AGR / PE", "HC 164376 AGR - AGR / PE", "HABEAS CORPUS 164 . 376", "AI 671 . 064 AgR - ED - EDv -", "HABEAS CORPUS 164 . 376", "AI 671 . 064 AgR - ED - EDv", "HC 164376 AGR - AGR / PE", "ARE 965 . 145 - AgR - ED -", "HC 122 . 766 - AgR", "HC 164376 AGR", "ARE 965 . 145 - AgR - ED - AgR", "HC 122 . 766 - AgR", "HABEAS CORPUS 164 . 376", "ARESP n 1 . 327 . 077", "HABEAS CORPUS 164 . 376", "ARESP n 1 . 327 . 077", "HABEAS CORPUS 164 . 376", "ARESP n 1 . 327 . 077", "HABEAS CORPUS 164 . 376", "ARESP n 1 . 327 . 077" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "BFBC" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "OZIEL ROSA DE LIMA", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "OZIEL ROSA DE LIMA", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "OZIEL ROSA DE LIMA", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Celso de Mello", "ROBERTO BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "ROBERTO BARROSO", "OZIEL ROSA DE LIMA", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "OZIEL ROSA DE LIMA", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "OZIEL ROSA DE LIMA", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "OZIEL ROSA DE LIMA", "JOAQUIM PINTO LAPA NETO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21 a 27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "29", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "29", "/", "4", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 5°, XXXVI, E 184 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OCORRÊNCIA. DESAPROPRIAÇÃO. JUROS REMUNERATÓRIOS SOBRE TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA. TERMO INICIAL DE JUROS DE MORA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTIVO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A matéria constitucional ventilada no recurso extraordinário foi devidamente prequestionada. II – A análise da incidência de juros remuneratórios sobre os Títulos de Dívida Agrária e do termo inicial para a incidência de juros de mora, depende da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inadmissível em RE – dado que apenas ofensa direta à Constituição Federal enseja a interposição do apelo extremo –, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279/STF. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4612-9465-1190-00C4 e senha 9CAE-B10A-C440-A167 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1169694 AGR / PR voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4612-9465-1190-00C4 e senha 9CAE-B10A-C440-A167 Supremo Tribunal Federal RE 1169694 AGR / PR voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4612-9465-1190-00C4 e senha 9CAE-B10A-C440-A167 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ante a ausência de prequestionamento da matéria constitucional, e a incidência das Súmulas 279 e 280/STF (documento eletrônico 5). O agravante interpõe este agravo regimental afirmando que os arts. 5°, XXXVI, e 184 da Constituição Federal foram prequestionados. Sustenta, ainda, que não se trata de reapreciação de fatos e provas nem de legislação infraconstitucional (documento eletrônico 8). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA1B-B71D-3F05-74DD e senha 7791-C203-4A76-D3B1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ante a ausência de prequestionamento da matéria constitucional, e a incidência das Súmulas 279 e 280/STF (documento eletrônico 5). O agravante interpõe este agravo regimental afirmando que os arts. 5°, XXXVI, e 184 da Constituição Federal foram prequestionados. Sustenta, ainda, que não se trata de reapreciação de fatos e provas nem de legislação infraconstitucional (documento eletrônico 8). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA1B-B71D-3F05-74DD e senha 7791-C203-4A76-D3B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que assiste parcial razão ao agravante, mas subsiste hígida quanto à sua conclusão, visto que não se aduzem novos argumentos capazes de afastar as demais razões nela expendidas. Com efeito, neguei seguimento ao recurso extraordinário, dentre outros fundamentos, em razão da ausência de prequestionamento dos arts. 5°, XXXVI, e 184 da Constituição Federal (documento eletrônico 5). Verifico, porém, que o acórdão recorrido foi integrado, em razão de embargos de declaração (págs. 73-86 do volume eletrônico 3), por acórdão que lhes deu parcial provimento para fins de prequestionamento (págs. 91-95 do volume eletrônico 3). De resto, consta da decisão agravada: “[…] Outrossim, para a questão da análise da incidência de juros remuneratórios sobre os Títulos de Dívida Agrária e do termo inicial para a incidência de juros de mora, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.177/1991 e Decreto-Lei 3.365/1941), bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280/STF. Nesse sentido: ‘Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. TERMO INICIAL DO JUROS DE MORA. DECRETO-LEI 3.365/1941. TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI 8.177/1991. MATÉRIAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que assiste parcial razão ao agravante, mas subsiste hígida quanto à sua conclusão, visto que não se aduzem novos argumentos capazes de afastar as demais razões nela expendidas. Com efeito, neguei seguimento ao recurso extraordinário, dentre outros fundamentos, em razão da ausência de prequestionamento dos arts. 5°, XXXVI, e 184 da Constituição Federal (documento eletrônico 5). Verifico, porém, que o acórdão recorrido foi integrado, em razão de embargos de declaração (págs. 73-86 do volume eletrônico 3), por acórdão que lhes deu parcial provimento para fins de prequestionamento (págs. 91-95 do volume eletrônico 3). De resto, consta da decisão agravada: “[…] Outrossim, para a questão da análise da incidência de juros remuneratórios sobre os Títulos de Dívida Agrária e do termo inicial para a incidência de juros de mora, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.177/1991 e Decreto-Lei 3.365/1941), bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280/STF. Nesse sentido: ‘Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. TERMO INICIAL DO JUROS DE MORA. DECRETO-LEI 3.365/1941. TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI 8.177/1991. MATÉRIAS Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1169694 AGR / PR DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO’ (RE 1.126.695 AgR/RN, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ARTIGOS 5º, XXIV, E 184 DA CF. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. LEIS 8.629/93 E 8.177/91. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. Apreciação do recurso extraordinário que requer a análise de fatos e provas da causa (Súmula STF 279), além do reexame de legislação infraconstitucional (Leis 8.629/93 e 8.177/91), hipóteses inviáveis nesta via. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 828.285- AgR/RN, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. JUSTA INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 643.888-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Supremo Tribunal Federal RE 1169694 AGR / PR DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO CPC/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO CPC/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO’ (RE 1.126.695 AgR/RN, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ARTIGOS 5º, XXIV, E 184 DA CF. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. LEIS 8.629/93 E 8.177/91. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. Apreciação do recurso extraordinário que requer a análise de fatos e provas da causa (Súmula STF 279), além do reexame de legislação infraconstitucional (Leis 8.629/93 e 8.177/91), hipóteses inviáveis nesta via. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 828.285- AgR/RN, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. JUSTA INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 643.888-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 1169694 AGR / PR ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. JUSTA INDENIZAÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária pertinente e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI 763.874- AgR/RS Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 13/10/2011). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF).” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Deixo de majorar os honorários recursais com base no artigo 85, § 11, do CPC, haja vista tratar-se, na origem, de agravo de instrumento em fase de execução de sentença. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Supremo Tribunal Federal RE 1169694 AGR / PR ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. JUSTA INDENIZAÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária pertinente e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI 763.874- AgR/RS Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 13/10/2011). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1°, do RISTF).” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Deixo de majorar os honorários recursais com base no artigo 85, § 11, do CPC, haja vista tratar-se, na origem, de agravo de instrumento em fase de execução de sentença. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER (10039/PR, 22278/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F36D-8E7D-52BC-81CD e senha 770D-9EA4-44A6-CD99 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER (10039/PR, 22278/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F36D-8E7D-52BC-81CD e senha 770D-9EA4-44A6-CD99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446156
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 5°, XXXVI, E 184 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OCORRÊNCIA. DESAPROPRIAÇÃO. JUROS REMUNERATÓRIOS SOBRE TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA. TERMO INICIAL DE JUROS DE MORA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTIVO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A matéria constitucional ventilada no recurso extraordinário foi devidamente prequestionada. II – A análise da incidência de juros remuneratórios sobre os Títulos de Dívida Agrária e do termo inicial para a incidência de juros de mora, depende da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inadmissível em RE – dado que apenas ofensa direta à Constituição Federal enseja a interposição do apelo extremo –, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279/STF. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur408031
Número de páginas: 7. Análise: 29/08/2019, BMP.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
1169694
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00036 ART-00184\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1169694 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREQUESTIONAMENTO DOS ARTS. 5..., XXXVI, E 184 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OCORRÊNCIA. DESAPROPRIAÇÃO. JUROS REMUNERATÓRIOS SOBRE TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA. TERMO INICIAL DE JUROS DE MORA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTIVO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A matéria constitucional ventilada no recurso extraordinário foi devidamente prequestionada. II – A análise da incidência de juros remuneratórios sobre os Títulos de Dívida Agrária e do termo inicial para a incidência de juros de mora, depende da interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inadmissível em Recurso Extraordinário – dado que apenas ofensa direta à Constituição Federal enseja a interposição do apelo extremo –, bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4612-9465-1190-00C4 e senha 9CAE-B10A-C440-A167 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1169694 AGR / PR voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4612-9465-1190-00C4 e senha 9CAE-B10A-C440-A167 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1169694 AGR / PR voto do Relator. Brasília, 28 de junho de 2019. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4612-9465-1190-00C4 e senha 9CAE-B10A-C440-A167 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ante a ausência de prequestionamento da matéria constitucional, e a incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal (documento eletrônico 5). O agravante interpõe este agravo regimental afirmando que os arts. 5..., XXXVI, e 184 da Constituição Federal foram prequestionados. Sustenta, ainda, que não se trata de reapreciação de fatos e provas nem de legislação infraconstitucional (documento eletrônico 8). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA1B-B71D-3F05-74DD e senha 7791-C203-4A76-D3B1 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER R E L A T Ó R I O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ante a ausência de prequestionamento da matéria constitucional, e a incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal (documento eletrônico 5). O agravante interpõe este agravo regimental afirmando que os arts. 5..., XXXVI, e 184 da Constituição Federal foram prequestionados. Sustenta, ainda, que não se trata de reapreciação de fatos e provas nem de legislação infraconstitucional (documento eletrônico 8). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AA1B-B71D-3F05-74DD e senha 7791-C203-4A76-D3B1 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que assiste parcial razão ao agravante, mas subsiste hígida quanto à sua conclusão, visto que não se aduzem novos argumentos capazes de afastar as demais razões nela expendidas. Com efeito, neguei seguimento ao recurso extraordinário, dentre outros fundamentos, em razão da ausência de prequestionamento dos arts. 5..., XXXVI, e 184 da Constituição Federal (documento eletrônico 5). Verifico, porém, que o acórdão recorrido foi integrado, em razão de embargos de declaração (págs. 73-86 do volume eletrônico 3), por acórdão que lhes deu parcial provimento para fins de prequestionamento (págs. 91-95 do volume eletrônico 3). De resto, consta da decisão agravada: “[…] Outrossim, para a questão da análise da incidência de juros remuneratórios sobre os Títulos de Dívida Agrária e do termo inicial para a incidência de juros de mora, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.177/1991 e Decreto-Lei 3.365/1941), bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. TERMO INICIAL DO JUROS DE MORA. DECRETO-LEI 3.365/1941. TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI 8.177/1991. MATÉRIAS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PARANÁ V O T O O Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Relator): Bem reexaminada a questão, verifica-se que assiste parcial razão ao agravante, mas subsiste hígida quanto à sua conclusão, visto que não se aduzem novos argumentos capazes de afastar as demais razões nela expendidas. Com efeito, neguei seguimento ao recurso extraordinário, dentre outros fundamentos, em razão da ausência de prequestionamento dos arts. 5..., XXXVI, e 184 da Constituição Federal (documento eletrônico 5). Verifico, porém, que o acórdão recorrido foi integrado, em razão de embargos de declaração (págs. 73-86 do volume eletrônico 3), por acórdão que lhes deu parcial provimento para fins de prequestionamento (págs. 91-95 do volume eletrônico 3). De resto, consta da decisão agravada: “[…] Outrossim, para a questão da análise da incidência de juros remuneratórios sobre os Títulos de Dívida Agrária e do termo inicial para a incidência de juros de mora, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 8.177/1991 e Decreto-Lei 3.365/1941), bem como o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL PARA FINS DE REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. TERMO INICIAL DO JUROS DE MORA. DECRETO-LEI 3.365/1941. TÍTULOS DA DÍVIDA AGRÁRIA. CORREÇÃO MONETÁRIA. LEI 8.177/1991. MATÉRIAS Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1169694 AGR / PR DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário 1.126.695 AgR/RN, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ARTIGOS 5..., XXIV, E 184 DA Constituição Federal de 1988. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. LEIS 8.629/93 E 8.177/91. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. Apreciação do recurso extraordinário que requer a análise de fatos e provas da causa (Súmula Supremo Tribunal Federal 279), além do reexame de legislação infraconstitucional (Leis 8.629/93 e 8.177/91), hipóteses inviáveis nesta via. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 828.285- AgR/RN, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. JUSTA INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 643.888-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1169694 AGR / PR DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. MAJORAÇÃO DOS HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. ARTIGO 85, § 11, DO Código de Processo Civil/2015. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Código de Processo Civil/2015. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO’ (Recurso Extraordinário 1.126.695 AgR/RN, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. REFORMA AGRÁRIA. JUSTA INDENIZAÇÃO. ARTIGOS 5..., XXIV, E 184 DA Constituição Federal de 1988. CORREÇÃO MONETÁRIA. JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. LEIS 8.629/93 E 8.177/91. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. Apreciação do recurso extraordinário que requer a análise de fatos e provas da causa (Súmula Supremo Tribunal Federal 279), além do reexame de legislação infraconstitucional (Leis 8.629/93 e 8.177/91), hipóteses inviáveis nesta via. 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI 828.285- AgR/RN, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESAPROPRIAÇÃO. JUSTA INDENIZAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 643.888-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 1169694 AGR / PR ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. JUSTA INDENIZAÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária pertinente e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI 763.874- AgR/RS Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 13/10/2011). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF).” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Deixo de majorar os honorários recursais com base no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil, haja vista tratar-se, na origem, de agravo de instrumento em fase de execução de sentença. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1169694 AGR / PR ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DESAPROPRIAÇÃO INDIRETA. JUSTA INDENIZAÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria a análise da legislação ordinária pertinente e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido’ (AI 763.874- AgR/RS Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 13/10/2011). Isso posto, nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1..., do RISTF).” Assim, bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Deixo de majorar os honorários recursais com base no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil, haja vista tratar-se, na origem, de agravo de instrumento em fase de execução de sentença. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 95D7-057D-BB2A-9A4D e senha F8F2-C6C6-C4E2-8AD2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER (10039/PR, 22278/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F36D-8E7D-52BC-81CD e senha 770D-9EA4-44A6-CD99 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.169.694 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) AGDO.(A/S) : RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER (10039/PR, 22278/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F36D-8E7D-52BC-81CD e senha 770D-9EA4-44A6-CD99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 169 . 694", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1169694", "Recurso Extraordinário 1169694 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 169 . 694", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1169694 AGR / PR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 126 . 695 AgR / RN", "Súmula", "AI 828 . 285 - AgR / RN", "AI 643 . 888 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 1169694 AGR / PR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1 . 126 . 695 AgR / RN", "Súmula Supremo Tribunal Federal 279", "AI 828 . 285 - AgR / RN", "AI 643 . 888 - AgR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 763 . 874 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 1169694", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 763 . 874 - AgR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 169 . 694" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS . 5 . . . , XXXVI , E 184 DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 184 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 184 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 184 da Constituição Federal", "Lei 8 . 177 / 1991", "Decreto", "-", "Lei 3 . 365 / 1941", "DECRETO", "-", "LEI 3 . 365 / 1941", "LEI 8 . 177 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXVI , e 184 da Constituição Federal", "Lei 8 . 177 / 1991", "Decreto", "-", "Lei 3 . 365 / 1941", "-", "LEI 3 . 365 / 1941", "LEI 8 . 177 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO", "ARTIGOS 5 . . . , XXIV , E 184 DA Constituição Federal de 1988", "LEIS 8 . 629 / 93", "8", ".", "177", "/", "91", "Leis 8 . 629 / 93", "8", ".", "177", "/", "91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 85 , § 11 , DO Código de Processo Civil / 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO Código de", "ARTIGOS 5 . . . , XXIV , E 184 DA Constituição Federal de 1988", "LEIS 8 . 629 / 93", "8", ".", "177", "/", "91", "Leis 8", "8", ".", "177", "/", "91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA", "RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA", "RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA", "RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA", "RIO DAS COBRAS FLORESTAL LTDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZACAO E REFORMA AGRARIA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RIO DAS COBRAS", "ANA ELIETE BECKER MACARINI KOEHLER", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "10", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "10", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO ADV.(A/S) :ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) :DANIELA CRUZ RODRIGUES ADV.(A/S) :FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO – INVIABILIDADE – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5AB-5F64-2A74-8FD2 e senha 70BC-0D06-8A33-FD56 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO ADV.(A/S) :ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) :DANIELA CRUZ RODRIGUES ADV.(A/S) :FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, confirmada em sede de embargos de declaração, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A9-DE2D-1F09-3BE1 e senha E54D-F653-AA6E-DABC Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO ADV.(A/S) :ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) :DANIELA CRUZ RODRIGUES ADV.(A/S) :FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, confirmada em sede de embargos de declaração, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A9-DE2D-1F09-3BE1 e senha E54D-F653-AA6E-DABC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Cabe referir, desde logo, que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Cabe referir, desde logo, que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1165343 ED-AGR / MG De outro lado, e mesmo que a suposta ofensa à Constituição houvesse surgido, originariamente, na instância recursal, derivando do próprio acórdão recorrido, ainda assim seria imprescindível que, nos embargos declaratórios, o tema constitucional fosse arguido pela parte recorrente, para que se ensejasse, ao Tribunal “a quo”, a possibilidade de examiná-lo expressamente, observando-se, desse modo, a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal: “Prequestionamento. Quando é o acórdão recorrido que teria ofendido implicitamente o texto constitucional, o prequestionamento se faz mediante a interposição de embargos declaratórios, para que se supra a omissão quanto à questão constitucional por ele não enfrentada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RTJ 123/383, Rel. Min. MOREIRA ALVES) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMA CONSTITUCIONAL, NÃO PREQUESTIONADO (SÚMULAS 282 E 356). Se a afronta à lei surge no próprio julgamento, é essencial que o tema seja ventilado através de embargos de declaração, pois o prequestionamento é uma das condições de admissibilidade do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 124.036-AgR/RS, Rel. Min. FRANCISCO REZEK) Cabe registrar, no entanto, que a parte ora recorrente deixou de assim proceder, inviabilizando, desse modo, por ausência de prequestionamento explícito da matéria constitucional, a possibilidade jurídico-processual de ver apreciado seu recurso extraordinário. Convém salientar, por necessário, que não procede a alegação da parte ora embargante no sentido de que teria se consumado a prescrição da pretensão punitiva do Estado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Supremo Tribunal Federal ARE 1165343 ED-AGR / MG De outro lado, e mesmo que a suposta ofensa à Constituição houvesse surgido, originariamente, na instância recursal, derivando do próprio acórdão recorrido, ainda assim seria imprescindível que, nos embargos declaratórios, o tema constitucional fosse arguido pela parte recorrente, para que se ensejasse, ao Tribunal “a quo”, a possibilidade de examiná-lo expressamente, observando-se, desse modo, a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal: “Prequestionamento. Quando é o acórdão recorrido que teria ofendido implicitamente o texto constitucional, o prequestionamento se faz mediante a interposição de embargos declaratórios, para que se supra a omissão quanto à questão constitucional por ele não enfrentada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RTJ 123/383, Rel. Min. MOREIRA ALVES) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMA CONSTITUCIONAL, NÃO PREQUESTIONADO (SÚMULAS 282 E 356). Se a afronta à lei surge no próprio julgamento, é essencial que o tema seja ventilado através de embargos de declaração, pois o prequestionamento é uma das condições de admissibilidade do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 124.036-AgR/RS, Rel. Min. FRANCISCO REZEK) Cabe registrar, no entanto, que a parte ora recorrente deixou de assim proceder, inviabilizando, desse modo, por ausência de prequestionamento explícito da matéria constitucional, a possibilidade jurídico-processual de ver apreciado seu recurso extraordinário. Convém salientar, por necessário, que não procede a alegação da parte ora embargante no sentido de que teria se consumado a prescrição da pretensão punitiva do Estado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1165343 ED-AGR / MG Com efeito, esta Suprema Corte, a propósito da matéria, tem advertido que, se o condenado vem a completar 70 (setenta) anos após a sessão pública de julgamento, mas opõe embargos de declaração reputados admissíveis, em que busca infringir o julgado de modo processualmente legítimo, torna-se possível reconhecer a incidência da norma fundada no art. 115 do Código Penal, pelo fato de a decisão que apreciar os embargos declaratórios (que possuem função integrativo- -retificadora e complementar) substituir aquela que constituiu objeto de impugnação mediante essa mesma modalidade recursal. Ocorre que este entendimento é inaplicável ao caso ora em exame, eis que os embargos de declaração, opostos a acórdão veiculador de juízo penal condenatório, foram declarados inadmissíveis pelo Tribunal “a quo”, não substituindo, assim, o acórdão embargado. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, opinou pelo não conhecimento dos embargos de declaração, em parecer do qual destaco o seguinte fragmento: “Tratando-se de nítido benefício instituído por questões de política criminal a norma em questão deve ser interpretada restritivamente. Dessa forma o embargante afirma que o réu Amadeu Gonçalves Ribeiro atingiu a idade de 70 anos ‘na pendência do julgamento de embargos declaratórios’ (fl. 2212), ou seja, posteriormente à publicação do acórdão condenatório. Não se desconhece que a jurisprudência entende que acórdão condenatório em ação penal originária, como na espécie, equivale a sentença condenatória para os fins do prazo prescricional pela metade, no entanto o ora embargante completou setenta anos após sua condenação em ação penal originária. Ainda que não seja esse o entendimento desse Relator deve ser ressaltado que os embargos declaratórios opostos contra o acórdão condenatório foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça de Minas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Supremo Tribunal Federal ARE 1165343 ED-AGR / MG Com efeito, esta Suprema Corte, a propósito da matéria, tem advertido que, se o condenado vem a completar 70 (setenta) anos após a sessão pública de julgamento, mas opõe embargos de declaração reputados admissíveis, em que busca infringir o julgado de modo processualmente legítimo, torna-se possível reconhecer a incidência da norma fundada no art. 115 do Código Penal, pelo fato de a decisão que apreciar os embargos declaratórios (que possuem função integrativo- -retificadora e complementar) substituir aquela que constituiu objeto de impugnação mediante essa mesma modalidade recursal. Ocorre que este entendimento é inaplicável ao caso ora em exame, eis que os embargos de declaração, opostos a acórdão veiculador de juízo penal condenatório, foram declarados inadmissíveis pelo Tribunal “a quo”, não substituindo, assim, o acórdão embargado. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, opinou pelo não conhecimento dos embargos de declaração, em parecer do qual destaco o seguinte fragmento: “Tratando-se de nítido benefício instituído por questões de política criminal a norma em questão deve ser interpretada restritivamente. Dessa forma o embargante afirma que o réu Amadeu Gonçalves Ribeiro atingiu a idade de 70 anos ‘na pendência do julgamento de embargos declaratórios’ (fl. 2212), ou seja, posteriormente à publicação do acórdão condenatório. Não se desconhece que a jurisprudência entende que acórdão condenatório em ação penal originária, como na espécie, equivale a sentença condenatória para os fins do prazo prescricional pela metade, no entanto o ora embargante completou setenta anos após sua condenação em ação penal originária. Ainda que não seja esse o entendimento desse Relator deve ser ressaltado que os embargos declaratórios opostos contra o acórdão condenatório foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça de Minas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1165343 ED-AGR / MG Gerais (fls. 1493/1496), portanto, essa decisão não integra o édito condenatório, consistindo também fundamento para a inaplicabilidade do art. 115 do Código Penal.” Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Supremo Tribunal Federal ARE 1165343 ED-AGR / MG Gerais (fls. 1493/1496), portanto, essa decisão não integra o édito condenatório, consistindo também fundamento para a inaplicabilidade do art. 115 do Código Penal.” Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO (128312/MG) ADV.(A/S) : ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA (17587/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) : DANIELA CRUZ RODRIGUES (85713/MG) ADV.(A/S) : FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE (96444/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2756-12EC-43E0-D1E2 e senha B49E-80A4-3451-2B0C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO (128312/MG) ADV.(A/S) : ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA (17587/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) : DANIELA CRUZ RODRIGUES (85713/MG) ADV.(A/S) : FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE (96444/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2756-12EC-43E0-D1E2 e senha B49E-80A4-3451-2B0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750003982
2019-04-29T00:00:00
2019-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO – INVIABILIDADE – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur404999
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, PREQUESTIONAMENTO, MATÉRIA CONSTITUCIONAL) AI 124036 AgR (2ªT), AI 120682 AgR - RTJ 123/383, RE 87879 embargos - RTJ 098/754, AR 1126 - RTJ 116/451, AI 145985 AgR - RTJ 159/977, AI 121969 AgR - RTJ 125/1368, AI 133442 AgR - RTJ 131/1391, RE 104899 - RTJ 144/300, AI 145680 AgR - RTJ 153/989. Número de páginas: 7. Análise: 02/07/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1165343
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00115\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 1165343 ED-AgR
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AGTE.(S) : AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO ADV.(A/S) : ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) : DANIELA CRUZ RODRIGUES ADV.(A/S) : FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO ADV.(A/S) :ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) :DANIELA CRUZ RODRIGUES ADV.(A/S) :FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – MATÉRIA PENAL – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – PRETENDIDO RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA DO ESTADO – INVIABILIDADE – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F5AB-5F64-2A74-8FD2 e senha 70BC-0D06-8A33-FD56 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO ADV.(A/S) :ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) :DANIELA CRUZ RODRIGUES ADV.(A/S) :FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, confirmada em sede de embargos de declaração, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A9-DE2D-1F09-3BE1 e senha E54D-F653-AA6E-DABC Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) :FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO ADV.(A/S) :ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) :NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) :DANIELA CRUZ RODRIGUES ADV.(A/S) :FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, confirmada em sede de embargos de declaração, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A5A9-DE2D-1F09-3BE1 e senha E54D-F653-AA6E-DABC Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Cabe referir, desde logo, que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria ora em exame. Cabe referir, desde logo, que ausente o indispensável prequestionamento da matéria constitucional, que não se admite implícito (RTJ 125/1368, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RTJ 131/1391, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 144/300, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RTJ 153/989, Rel. Min. CELSO DE MELLO), incidem as Súmulas 282 e 356 desta Corte. Não ventilada, no acórdão recorrido, a matéria constitucional suscitada pelo recorrente, deixa de configurar-se, tecnicamente, o prequestionamento do tema, necessário ao conhecimento do recurso extraordinário. A configuração jurídica do prequestionamento – que traduz elemento indispensável ao conhecimento do recurso extraordinário – decorre da oportuna formulação, em momento procedimentalmente adequado, do tema de direito constitucional positivo. Mais do que a satisfação dessa exigência, impõe-se que a matéria questionada tenha sido explicitamente ventilada na decisão recorrida (RTJ 98/754 – RTJ 116/451). Sem o cumulativo atendimento desses pressupostos, além de outros igualmente imprescindíveis, não se viabiliza o acesso à via recursal extraordinária, consoante tem proclamado a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 159/977). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1165343 ED-AGR / MG De outro lado, e mesmo que a suposta ofensa à Constituição houvesse surgido, originariamente, na instância recursal, derivando do próprio acórdão recorrido, ainda assim seria imprescindível que, nos embargos declaratórios, o tema constitucional fosse arguido pela parte recorrente, para que se ensejasse, ao Tribunal “a quo”, a possibilidade de examiná-lo expressamente, observando-se, desse modo, a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal: “Prequestionamento. Quando é o acórdão recorrido que teria ofendido implicitamente o texto constitucional, o prequestionamento se faz mediante a interposição de embargos declaratórios, para que se supra a omissão quanto à questão constitucional por ele não enfrentada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RTJ 123/383, Rel. Min. MOREIRA ALVES) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMA CONSTITUCIONAL, NÃO PREQUESTIONADO (SÚMULAS 282 E 356). Se a afronta à lei surge no próprio julgamento, é essencial que o tema seja ventilado através de embargos de declaração, pois o prequestionamento é uma das condições de admissibilidade do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 124.036-AgR/RS, Rel. Min. FRANCISCO REZEK) Cabe registrar, no entanto, que a parte ora recorrente deixou de assim proceder, inviabilizando, desse modo, por ausência de prequestionamento explícito da matéria constitucional, a possibilidade jurídico-processual de ver apreciado seu recurso extraordinário. Convém salientar, por necessário, que não procede a alegação da parte ora embargante no sentido de que teria se consumado a prescrição da pretensão punitiva do Estado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Supremo Tribunal Federal ARE 1165343 ED-AGR / MG De outro lado, e mesmo que a suposta ofensa à Constituição houvesse surgido, originariamente, na instância recursal, derivando do próprio acórdão recorrido, ainda assim seria imprescindível que, nos embargos declaratórios, o tema constitucional fosse arguido pela parte recorrente, para que se ensejasse, ao Tribunal “a quo”, a possibilidade de examiná-lo expressamente, observando-se, desse modo, a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal: “Prequestionamento. Quando é o acórdão recorrido que teria ofendido implicitamente o texto constitucional, o prequestionamento se faz mediante a interposição de embargos declaratórios, para que se supra a omissão quanto à questão constitucional por ele não enfrentada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RTJ 123/383, Rel. Min. MOREIRA ALVES) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TEMA CONSTITUCIONAL, NÃO PREQUESTIONADO (SÚMULAS 282 E 356). Se a afronta à lei surge no próprio julgamento, é essencial que o tema seja ventilado através de embargos de declaração, pois o prequestionamento é uma das condições de admissibilidade do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 124.036-AgR/RS, Rel. Min. FRANCISCO REZEK) Cabe registrar, no entanto, que a parte ora recorrente deixou de assim proceder, inviabilizando, desse modo, por ausência de prequestionamento explícito da matéria constitucional, a possibilidade jurídico-processual de ver apreciado seu recurso extraordinário. Convém salientar, por necessário, que não procede a alegação da parte ora embargante no sentido de que teria se consumado a prescrição da pretensão punitiva do Estado. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1165343 ED-AGR / MG Com efeito, esta Suprema Corte, a propósito da matéria, tem advertido que, se o condenado vem a completar 70 (setenta) anos após a sessão pública de julgamento, mas opõe embargos de declaração reputados admissíveis, em que busca infringir o julgado de modo processualmente legítimo, torna-se possível reconhecer a incidência da norma fundada no art. 115 do Código Penal, pelo fato de a decisão que apreciar os embargos declaratórios (que possuem função integrativo- -retificadora e complementar) substituir aquela que constituiu objeto de impugnação mediante essa mesma modalidade recursal. Ocorre que este entendimento é inaplicável ao caso ora em exame, eis que os embargos de declaração, opostos a acórdão veiculador de juízo penal condenatório, foram declarados inadmissíveis pelo Tribunal “a quo”, não substituindo, assim, o acórdão embargado. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, opinou pelo não conhecimento dos embargos de declaração, em parecer do qual destaco o seguinte fragmento: “Tratando-se de nítido benefício instituído por questões de política criminal a norma em questão deve ser interpretada restritivamente. Dessa forma o embargante afirma que o réu Amadeu Gonçalves Ribeiro atingiu a idade de 70 anos ‘na pendência do julgamento de embargos declaratórios’ (fl. 2212), ou seja, posteriormente à publicação do acórdão condenatório. Não se desconhece que a jurisprudência entende que acórdão condenatório em ação penal originária, como na espécie, equivale a sentença condenatória para os fins do prazo prescricional pela metade, no entanto o ora embargante completou setenta anos após sua condenação em ação penal originária. Ainda que não seja esse o entendimento desse Relator deve ser ressaltado que os embargos declaratórios opostos contra o acórdão condenatório foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça de Minas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Supremo Tribunal Federal ARE 1165343 ED-AGR / MG Com efeito, esta Suprema Corte, a propósito da matéria, tem advertido que, se o condenado vem a completar 70 (setenta) anos após a sessão pública de julgamento, mas opõe embargos de declaração reputados admissíveis, em que busca infringir o julgado de modo processualmente legítimo, torna-se possível reconhecer a incidência da norma fundada no art. 115 do Código Penal, pelo fato de a decisão que apreciar os embargos declaratórios (que possuem função integrativo- -retificadora e complementar) substituir aquela que constituiu objeto de impugnação mediante essa mesma modalidade recursal. Ocorre que este entendimento é inaplicável ao caso ora em exame, eis que os embargos de declaração, opostos a acórdão veiculador de juízo penal condenatório, foram declarados inadmissíveis pelo Tribunal “a quo”, não substituindo, assim, o acórdão embargado. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. JULIANO BAIOCCHI VILLA-VERDE DE CARVALHO, opinou pelo não conhecimento dos embargos de declaração, em parecer do qual destaco o seguinte fragmento: “Tratando-se de nítido benefício instituído por questões de política criminal a norma em questão deve ser interpretada restritivamente. Dessa forma o embargante afirma que o réu Amadeu Gonçalves Ribeiro atingiu a idade de 70 anos ‘na pendência do julgamento de embargos declaratórios’ (fl. 2212), ou seja, posteriormente à publicação do acórdão condenatório. Não se desconhece que a jurisprudência entende que acórdão condenatório em ação penal originária, como na espécie, equivale a sentença condenatória para os fins do prazo prescricional pela metade, no entanto o ora embargante completou setenta anos após sua condenação em ação penal originária. Ainda que não seja esse o entendimento desse Relator deve ser ressaltado que os embargos declaratórios opostos contra o acórdão condenatório foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça de Minas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1165343 ED-AGR / MG Gerais (fls. 1493/1496), portanto, essa decisão não integra o édito condenatório, consistindo também fundamento para a inaplicabilidade do art. 115 do Código Penal.” Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Supremo Tribunal Federal ARE 1165343 ED-AGR / MG Gerais (fls. 1493/1496), portanto, essa decisão não integra o édito condenatório, consistindo também fundamento para a inaplicabilidade do art. 115 do Código Penal.” Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 75AA-5C70-11C0-CE6D e senha E1F0-F3F9-7EA4-9463 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO (128312/MG) ADV.(A/S) : ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA (17587/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) : DANIELA CRUZ RODRIGUES (85713/MG) ADV.(A/S) : FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE (96444/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2756-12EC-43E0-D1E2 e senha B49E-80A4-3451-2B0C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.165.343 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : AMADEU GONCALVES RIBEIRO ADV.(A/S) : FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO (128312/MG) ADV.(A/S) : ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA (17587/MG) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS INTDO.(A/S) : NELSON FERREIRA DE FARIA ADV.(A/S) : DANIELA CRUZ RODRIGUES (85713/MG) ADV.(A/S) : FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE (96444/MG) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2756-12EC-43E0-D1E2 e senha B49E-80A4-3451-2B0C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO 1 . 165 . 343", "RTJ 125 / 1368", "RTJ 131 / 1391", "RTJ 144 / 300", "RTJ 153 / 989", "RTJ 98 / 754", "RTJ 116 / 451", "RTJ 159 / 977", "RTJ 125 / 1368", "RTJ 131 / 1391", "RTJ 144 / 300", "RTJ 153 / 989", "RTJ 98 / 754", "RTJ", "RTJ 159 / 977", "RTJ 123 / 383", "AI 124 . 036 - AgR / RS", "RTJ 123 / 383", "AI 124 . 036 - AgR / RS", "ARE 1165343 ED - AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 115 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 115 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 115 do Código Penal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 115 do Código Penal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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VERDE DE CARVALHO", "Amadeu Gonçalves Ribeiro", "JULIANO BAIOCCHI VILLA - VERDE DE CARVALHO", "Amadeu Gonçalves Ribeiro", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "AMADEU GONCALVES RIBEIRO", "FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO", "ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA", "NELSON FERREIRA DE FARIA", "DANIELA CRUZ RODRIGUES", "FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "AMADEU GONCALVES RIBEIRO", "FREDERICO THADEU DE TORRES FERREIRA PEIXOTO", "ANTONIO DE PADUA OLIVEIRA", "NELSON FERREIRA DE FARIA", "DANIELA CRUZ RODRIGUES", "FABIANO GUSTAVO DE FREITAS RESENDE", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "19", "26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) :SANDRO DE ABREU SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Extinção de processo sem julgamento de mérito. Competência de Juizado Especial. Direito coletivo e/ou individual homogêneo. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C8A-7D1B-B62B-10EA e senha F5D0-DE22-088E-CC99 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1202753 AGR / GO Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C8A-7D1B-B62B-10EA e senha F5D0-DE22-088E-CC99 Supremo Tribunal Federal ARE 1202753 AGR / GO Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C8A-7D1B-B62B-10EA e senha F5D0-DE22-088E-CC99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) :SANDRO DE ABREU SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado e tece considerações sobre o mérito da causa. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 610D-191D-AAC2-85AD e senha 495E-0B8C-F032-E611 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) :SANDRO DE ABREU SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado e tece considerações sobre o mérito da causa. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 610D-191D-AAC2-85AD e senha 495E-0B8C-F032-E611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não comporta êxito. Isso porque observo que o Órgão de origem, ao apreciar o recurso inominado, decidiu “cassar a sentença prolatada, e declarar de ofício a incompetência do juizado especial para processar e julgar a lide; e julgado extinto o processo, sem resolução do mérito”. Desse modo, para ultrapassar o entendimento da instância de origem, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Federal nº 12.153/09), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Assim, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em apelo extremo. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Ante o disposto no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, fica afastada, no julgamento de recurso, a majoração de honorários advocatícios quando ausente fixação na origem. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória” (ARE n° 1.151.821/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 15/3/19). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB33-804E-32C7-BF23 e senha A45F-1FA7-6F79-5E22 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não comporta êxito. Isso porque observo que o Órgão de origem, ao apreciar o recurso inominado, decidiu “cassar a sentença prolatada, e declarar de ofício a incompetência do juizado especial para processar e julgar a lide; e julgado extinto o processo, sem resolução do mérito”. Desse modo, para ultrapassar o entendimento da instância de origem, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Federal nº 12.153/09), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Assim, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em apelo extremo. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Ante o disposto no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, fica afastada, no julgamento de recurso, a majoração de honorários advocatícios quando ausente fixação na origem. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4º do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória” (ARE n° 1.151.821/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 15/3/19). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB33-804E-32C7-BF23 e senha A45F-1FA7-6F79-5E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1202753 AGR / GO EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação à Carta Magna de 1988, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n° 818.106/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/3/11). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: ARE n° 1.203.868/GO, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 13/5/19 e RE n° 1.199.811/GO, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/19. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB33-804E-32C7-BF23 e senha A45F-1FA7-6F79-5E22 Supremo Tribunal Federal ARE 1202753 AGR / GO EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação à Carta Magna de 1988, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n° 818.106/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/3/11). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: ARE n° 1.203.868/GO, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 13/5/19 e RE n° 1.199.811/GO, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/19. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB33-804E-32C7-BF23 e senha A45F-1FA7-6F79-5E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) : SANDRO DE ABREU SANTOS (39136/DF, 28253/GO) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78AA-A77F-D8E3-B30C e senha EA6E-5CD1-3B40-2689 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) : SANDRO DE ABREU SANTOS (39136/DF, 28253/GO) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78AA-A77F-D8E3-B30C e senha EA6E-5CD1-3B40-2689 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750475908
2019-06-28T00:00:00
2019-08-09T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Extinção de processo sem julgamento de mérito. Competência de Juizado Especial. Direito coletivo e/ou individual homogêneo. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur408406
- Acórdão(s) citado(s): (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) AI 818106 AgR (2ªT), ARE 1151821 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL) ARE 1199811, ARE 1203868. Número de páginas: 6. Análise: 11/09/2019, BMP.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1202753
[ "LEG-FED LEI-012153 ANO-2009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1202753 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) : SANDRO DE ABREU SANTOS AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) :SANDRO DE ABREU SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Processual Civil. Extinção de processo sem julgamento de mérito. Competência de Juizado Especial. Direito coletivo e/ou individual homogêneo. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise de matéria infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C8A-7D1B-B62B-10EA e senha F5D0-DE22-088E-CC99 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1202753 AGR / GO Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C8A-7D1B-B62B-10EA e senha F5D0-DE22-088E-CC99 Supremo Tribunal Federal ARE 1202753 AGR / GO Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0C8A-7D1B-B62B-10EA e senha F5D0-DE22-088E-CC99 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) :SANDRO DE ABREU SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado e tece considerações sobre o mérito da causa. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 610D-191D-AAC2-85AD e senha 495E-0B8C-F032-E611 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) :SANDRO DE ABREU SANTOS AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento da ausência de ofensa constitucional direta. Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado e tece considerações sobre o mérito da causa. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 610D-191D-AAC2-85AD e senha 495E-0B8C-F032-E611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não comporta êxito. Isso porque observo que o Órgão de origem, ao apreciar o recurso inominado, decidiu “cassar a sentença prolatada, e declarar de ofício a incompetência do juizado especial para processar e julgar a lide; e julgado extinto o processo, sem resolução do mérito”. Desse modo, para ultrapassar o entendimento da instância de origem, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Federal n 12.153/09), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Assim, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em apelo extremo. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Ante o disposto no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, fica afastada, no julgamento de recurso, a majoração de honorários advocatícios quando ausente fixação na origem. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória” (ARE n 1.151.821/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 15/3/19). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB33-804E-32C7-BF23 e senha A45F-1FA7-6F79-5E22 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): O recurso não comporta êxito. Isso porque observo que o Órgão de origem, ao apreciar o recurso inominado, decidiu “cassar a sentença prolatada, e declarar de ofício a incompetência do juizado especial para processar e julgar a lide; e julgado extinto o processo, sem resolução do mérito”. Desse modo, para ultrapassar o entendimento da instância de origem, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Federal n 12.153/09), procedimento inviável em sede de recurso extraordinário. Assim, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em apelo extremo. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova nem serve à interpretação de normas legais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Ante o disposto no artigo 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, fica afastada, no julgamento de recurso, a majoração de honorários advocatícios quando ausente fixação na origem. AGRAVO – MULTA – ARTIGO 1.021, § 4..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015. Se o agravo é manifestamente inadmissível ou improcedente, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 4... do artigo 1.021 do Código de Processo Civil de 2015, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância protelatória” (ARE n 1.151.821/SE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 15/3/19). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB33-804E-32C7-BF23 e senha A45F-1FA7-6F79-5E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1202753 AGR / GO EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação à Carta Magna de 1988, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 818.106/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/3/11). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: ARE n 1.203.868/GO, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 13/5/19 e Recurso Extraordinário n 1.199.811/GO, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/19. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB33-804E-32C7-BF23 e senha A45F-1FA7-6F79-5E22 Supremo Tribunal Federal ARE 1202753 AGR / GO EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação à Carta Magna de 1988, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 818.106/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 22/3/11). No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: ARE n 1.203.868/GO, Relator o Ministro Alexandre de Moraes, DJe de 13/5/19 e Recurso Extraordinário n 1.199.811/GO, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/4/19. Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AB33-804E-32C7-BF23 e senha A45F-1FA7-6F79-5E22 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) : SANDRO DE ABREU SANTOS (39136/DF, 28253/GO) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78AA-A77F-D8E3-B30C e senha EA6E-5CD1-3B40-2689 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.202.753 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO ADV.(A/S) : SANDRO DE ABREU SANTOS (39136/DF, 28253/GO) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78AA-A77F-D8E3-B30C e senha EA6E-5CD1-3B40-2689 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 202 . 753", "ARE n 1 . 151 . 821 / SE - AgR", "ARE n 1 . 151 . 821 / SE - AgR", "ARE 1202753 AGR / GO", "AI n 818 . 106 / DF - AgR", "ARE n 1 . 203 . 868 / GO", "Recurso Extraordinário n 1 . 199 . 811 / GO", "ARE 1202753 AGR / GO", "AI n 818 . 106 / DF - AgR", "ARE n 1 . 203 . 868 / GO", "Recurso Extraordinário n 1 . 199 . 811 / GO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 202 . 753" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Federal n 12 . 153 / 09", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Federal n", "artigo 85 , § 11 , do Código de Processo Civil de 2015", "ARTIGO 1 . 021 , § 4 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 2015", "§ 4 . . . do artigo 1 . 021 do Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna de 1988", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta Magna de 1988", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PLENÁRIO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "AG", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO", "SANDRO DE ABREU SANTOS", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO BENEDITO DE BRITO", "SANDRO DE ABREU SANTOS", "DIAS TOFFOLI", "GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO", "SANDRO DE ABREU SANTOS", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "Alexandre de Moraes", "Luiz Fux", "GABRIEL RICARDO BENEDITO DE BRITO", "SANDRO DE ABREU SANTOS", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "RICARDO BENEDITO DE BRITO", "SANDRO DE ABREU SANTOS", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "27", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "15", "/", "3", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "15", "/", "3", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "3", "/", "11", "13", "/", "5", "/", "19", "23", "/", "4", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "3", "/", "11", "13", "/", "5", "/", "19", "23", "/", "4", "/", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E TRABALHISTA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. VÍNCULO CELETISTA ENTRE TRABALHADOR E ENTE PÚBLICO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. 1. Nos termos da jurisprudência da Corte, o Ministério Público do Trabalho possui legitimidade para o ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, além de competir à Justiça do Trabalho processar e julgar ação que envolva o Poder Público e servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Precedentes. 2. A verificação acerca da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos Poderes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9208-8424-1C2E-D2D9 e senha C7EA-D525-46EC-D716 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 1090267 AGR / RJ regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9208-8424-1C2E-D2D9 e senha C7EA-D525-46EC-D716 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9208-8424-1C2E-D2D9 e senha C7EA-D525-46EC-D716 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei seguimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 38): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado (eDOC 7, p. 1-2): “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. APELO INTERPOSTO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI N.º 13.015/2014. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. VÍNCULO CELETISTA ENTRE TRABALHADOR E ENTE PÚBLICO APÓS A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. Discute-se, no presente caso, a competência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pretensão deduzida em face de ente público por relação de trabalho regida pela CLT. É cediço que o Pleno do STF ratificou liminar concedida pelo Ministro Nelson Jobim no julgamento da Medida Cautelar na ADI 3.395-6/DF, no sentido de que, mesmo após a EC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei seguimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 38): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado (eDOC 7, p. 1-2): “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. APELO INTERPOSTO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI N.º 13.015/2014. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. VÍNCULO CELETISTA ENTRE TRABALHADOR E ENTE PÚBLICO APÓS A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. Discute-se, no presente caso, a competência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pretensão deduzida em face de ente público por relação de trabalho regida pela CLT. É cediço que o Pleno do STF ratificou liminar concedida pelo Ministro Nelson Jobim no julgamento da Medida Cautelar na ADI 3.395-6/DF, no sentido de que, mesmo após a EC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ n.º 45/2004, a Justiça do Trabalho não tem competência para processar e julgar causas instauradas entre o Poder Público e o servidor que a ele seja vinculado por relação jurídico-administrativa. Todavia, diversa é a hipótese dos autos, em que ficou incontroverso que os servidores são regidos pelas normas da CLT, porquanto o ente público municipal submeteu seus servidores às normas da CLT, inserindo-se na competência material da Justiça do Trabalho. Precedentes. OBRIGAÇÃO DE FAZER E DE NÃO FAZER. CONVÊNIO. COOPERATIVAS. FRAUDE AOS DIREITOS TRABALHISTAS. O Regional, com base na prova produzida nos autos, concluiu que houve fraude contra os direitos trabalhistas, configurada no barateamento da mão de obra, na desvalorização do trabalho subordinado e na sonegação de encargos trabalhistas, fiscais e previdenciários. Além disso, destacou a obrigação dos entes públicos de contratar mão de obra, por meio da realização de concursos públicos, e que a terceirização é admitida, apenas, em casos excepcionais. Portanto, correta a decisão da Corte Regional, que obriga os entes públicos a cumprir as regras constitucionais e legais que regulamentam a contratação de mão de obra pela Administração Pública, para se evitar que a terceirização ilícita, por eles perpetrada, denigra as condições de trabalho daqueles que estão prestando serviços de forma irregular, bem como daqueles que possam vir a ser contratados desse modo. Agravo de Instrumento conhecido e não provido.” Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 15). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 1º; 2º; 5º, LV; 61, § 1º, II; 93, IX; 114; e 129, III, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não cabe a esta Justiça Especializada a apreciação de matéria que envolva tanto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ n.º 45/2004, a Justiça do Trabalho não tem competência para processar e julgar causas instauradas entre o Poder Público e o servidor que a ele seja vinculado por relação jurídico-administrativa. Todavia, diversa é a hipótese dos autos, em que ficou incontroverso que os servidores são regidos pelas normas da CLT, porquanto o ente público municipal submeteu seus servidores às normas da CLT, inserindo-se na competência material da Justiça do Trabalho. Precedentes. OBRIGAÇÃO DE FAZER E DE NÃO FAZER. CONVÊNIO. COOPERATIVAS. FRAUDE AOS DIREITOS TRABALHISTAS. O Regional, com base na prova produzida nos autos, concluiu que houve fraude contra os direitos trabalhistas, configurada no barateamento da mão de obra, na desvalorização do trabalho subordinado e na sonegação de encargos trabalhistas, fiscais e previdenciários. Além disso, destacou a obrigação dos entes públicos de contratar mão de obra, por meio da realização de concursos públicos, e que a terceirização é admitida, apenas, em casos excepcionais. Portanto, correta a decisão da Corte Regional, que obriga os entes públicos a cumprir as regras constitucionais e legais que regulamentam a contratação de mão de obra pela Administração Pública, para se evitar que a terceirização ilícita, por eles perpetrada, denigra as condições de trabalho daqueles que estão prestando serviços de forma irregular, bem como daqueles que possam vir a ser contratados desse modo. Agravo de Instrumento conhecido e não provido.” Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 15). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 1º; 2º; 5º, LV; 61, § 1º, II; 93, IX; 114; e 129, III, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não cabe a esta Justiça Especializada a apreciação de matéria que envolva tanto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ servidores públicos estatutários quanto ocupantes de cargo em comissão.” (eDOC 18, p. 10). Alega-se, ainda, que “Em razão da matéria tratada nos autos, indiscutível o entendimento de que o Ministério Público do Trabalho é parte ilegítima para figurar no polo ativo da presente ação civil pública.” (eDOC 18, p. 11). A Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho inadmitiu o recurso em virtude de incidir na hipótese as Súmulas 279, 282 e 284 do STF (eDOC 24). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do agravo de instrumento em recurso de revista, asseverou que (eDOC 7, p. 6-12): “Discute-se, no presente caso, a competência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pretensão deduzida em face de ente público por relação de trabalho regida pela CLT. In casu, a Corte Regional, analisando as provas dos autos, concluiu que os servidores que compõem o quadro da Fundação Rio Esportes estão submetidos às disposições da CLT. E que apenas sete servidores possuíam vínculo com o referido ente público, sendo o restante cedido ou ocupante de cargos em comissão. (…) Entretanto, o STF entende que, ainda que a pretensão deduzida na lide se refira ao reconhecimento de direitos trabalhistas, e a causa de pedir indique relação de emprego decorrente de suposta irregularidade na contratação, não se modifica a natureza jurídica de cunho estatutário ou jurídico-administrativo do vínculo estabelecido originalmente entre o trabalhador e o Poder Público, sendo incompetente a Justiça Trabalhista para decidir o feito. (…) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ servidores públicos estatutários quanto ocupantes de cargo em comissão.” (eDOC 18, p. 10). Alega-se, ainda, que “Em razão da matéria tratada nos autos, indiscutível o entendimento de que o Ministério Público do Trabalho é parte ilegítima para figurar no polo ativo da presente ação civil pública.” (eDOC 18, p. 11). A Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho inadmitiu o recurso em virtude de incidir na hipótese as Súmulas 279, 282 e 284 do STF (eDOC 24). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do agravo de instrumento em recurso de revista, asseverou que (eDOC 7, p. 6-12): “Discute-se, no presente caso, a competência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pretensão deduzida em face de ente público por relação de trabalho regida pela CLT. In casu, a Corte Regional, analisando as provas dos autos, concluiu que os servidores que compõem o quadro da Fundação Rio Esportes estão submetidos às disposições da CLT. E que apenas sete servidores possuíam vínculo com o referido ente público, sendo o restante cedido ou ocupante de cargos em comissão. (…) Entretanto, o STF entende que, ainda que a pretensão deduzida na lide se refira ao reconhecimento de direitos trabalhistas, e a causa de pedir indique relação de emprego decorrente de suposta irregularidade na contratação, não se modifica a natureza jurídica de cunho estatutário ou jurídico-administrativo do vínculo estabelecido originalmente entre o trabalhador e o Poder Público, sendo incompetente a Justiça Trabalhista para decidir o feito. (…) 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ Todavia, diversa é a hipótese dos autos, em que ficou consignado pela Corte de origem que a contratação dos funcionários da Fundação Rio Esportes se deu sob o comando da CLT, porquanto o ente público municipal submeteu seus servidores públicos às normas da CLT, inserindo-se na competência material da Justiça do Trabalho. (…) Argumenta o Agravante que o Ministério Público somente teria legitimidade para atuar na tutela de direitos e interesses coletivos e difusos. Sustenta que o Parquet não tem legitimidade para propor Ação Civil Pública em defesa de direitos individuais homogêneos, como o faz na presente demanda. (…) A hipótese em debate retrata típico caso de vulneração a direitos ou interesses difusos e coletivos, sonegados dos trabalhadores em decorrência da terceirização ilícita entre a Fundação Pública e a cooperativa, federações e confederações esportivas para o fornecimento de trabalhadores (apenas formalmente cooperados, federados e confederados) àquela. A conduta antijurídica também acarreta lesão à sociedade, no tocante à sonegação de encargos fiscais e previdenciários.” O entendimento adotado pelo acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito desta Corte, no sentido de que o Ministério Público do Trabalho possui legitimidade para o ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, além de competir à Justiça do Trabalho processar e julgar ação que envolva o Poder Público e servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Nesse sentido: “DIREITO DO TRABALHO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ Todavia, diversa é a hipótese dos autos, em que ficou consignado pela Corte de origem que a contratação dos funcionários da Fundação Rio Esportes se deu sob o comando da CLT, porquanto o ente público municipal submeteu seus servidores públicos às normas da CLT, inserindo-se na competência material da Justiça do Trabalho. (…) Argumenta o Agravante que o Ministério Público somente teria legitimidade para atuar na tutela de direitos e interesses coletivos e difusos. Sustenta que o Parquet não tem legitimidade para propor Ação Civil Pública em defesa de direitos individuais homogêneos, como o faz na presente demanda. (…) A hipótese em debate retrata típico caso de vulneração a direitos ou interesses difusos e coletivos, sonegados dos trabalhadores em decorrência da terceirização ilícita entre a Fundação Pública e a cooperativa, federações e confederações esportivas para o fornecimento de trabalhadores (apenas formalmente cooperados, federados e confederados) àquela. A conduta antijurídica também acarreta lesão à sociedade, no tocante à sonegação de encargos fiscais e previdenciários.” O entendimento adotado pelo acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito desta Corte, no sentido de que o Ministério Público do Trabalho possui legitimidade para o ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, além de competir à Justiça do Trabalho processar e julgar ação que envolva o Poder Público e servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Nesse sentido: “DIREITO DO TRABALHO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VÍNCULO CELETISTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. SÚMULA 279/STF. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTO EM AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A controvérsia dos autos não é fundada em vínculo estatutário ou em contrato de trabalho temporário submetido a lei especial. Trata-se de contrato de servidores sob o regime da CLT. A competência, portanto, é da Justiça do trabalho. 2. Hipótese em que, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente de que as contratações realizadas são regulares, e qual a natureza do vínculo das contratações, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, procedimento inviável neste momento processual (Súmula 279/STF). 3. Não consta da petição de recurso extraordinário a alegação de que o vínculo é de natureza jurídico-administrativo, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 4. O Supremo Tribunal Federal possui o entendimento de que o Ministério Público do Trabalho é parte legítima para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.” (RE 701.491-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.3.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 915.337-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 18.12.2015). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VÍNCULO CELETISTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. SÚMULA 279/STF. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTO EM AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A controvérsia dos autos não é fundada em vínculo estatutário ou em contrato de trabalho temporário submetido a lei especial. Trata-se de contrato de servidores sob o regime da CLT. A competência, portanto, é da Justiça do trabalho. 2. Hipótese em que, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente de que as contratações realizadas são regulares, e qual a natureza do vínculo das contratações, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, procedimento inviável neste momento processual (Súmula 279/STF). 3. Não consta da petição de recurso extraordinário a alegação de que o vínculo é de natureza jurídico-administrativo, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 4. O Supremo Tribunal Federal possui o entendimento de que o Ministério Público do Trabalho é parte legítima para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2º, do CPC/1973.” (RE 701.491-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.3.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 915.337-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 18.12.2015). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade e abusividade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 279/STF. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 17/3/2015). Outrossim, ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371,da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, tema 660 da sistemática da RG). Por fim, no tocante à alegada afronta ao art. 93, IX, da C.F., verifica-se que o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, e enfrentou as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde os ora Agravantes. Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade e abusividade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 279/STF. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 17/3/2015). Outrossim, ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371,da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013, tema 660 da sistemática da RG). Por fim, no tocante à alegada afronta ao art. 93, IX, da C.F., verifica-se que o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, e enfrentou as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde os ora Agravantes. Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF.” Nas razões do regimental reitera-se a fundamentação à demonstração de violação aos arts. 114, I e 129, III, da Constituição Federal. Do mesmo modo, insiste na existência de ofensa ao princípio da separação dos Poderes, asseverando que “(...) a Justiça do Trabalho imiscuiu-se, manifestamente, em questões concernentes ao mérito administrativo, relativas à forma como se dará a prestação de determinados serviços públicos e a admissão do pessoal necessário à sua consecução.” (eDOC 39, p. 3) A parte Agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 44). É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1º, do RISTF.” Nas razões do regimental reitera-se a fundamentação à demonstração de violação aos arts. 114, I e 129, III, da Constituição Federal. Do mesmo modo, insiste na existência de ofensa ao princípio da separação dos Poderes, asseverando que “(...) a Justiça do Trabalho imiscuiu-se, manifestamente, em questões concernentes ao mérito administrativo, relativas à forma como se dará a prestação de determinados serviços públicos e a admissão do pessoal necessário à sua consecução.” (eDOC 39, p. 3) A parte Agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 44). É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme assentado em sede monocrática, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico quanto a legitimidade do Ministério Público do Trabalho para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, como é o caso dos autos. Nesse sentido, além dos precedentes colacionados na decisão agravada, confira- se com as seguintes ementas de ambas as Turmas do Supremo: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Trabalhista. Condições de trabalho. Dano moral. Prequestionamento. Ausência. Ministério Público. Legitimidade ativa. Quantum indenizatório. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não foram devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que o Ministério Público possui legitimidade ativa para propor ações civis públicas em defesa de interesses individuais homogêneos, notadamente quando se trata de interesses de relevante valor social. 3. As questões relativas à caracterização do dano moral e ao quantum indenizatório estão restritas ao exame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (Grifei - ARE 660.140-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 4.12.2013). “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONDIÇÕES DE TRABALHO. LEGITIMIDADE DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme assentado em sede monocrática, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico quanto a legitimidade do Ministério Público do Trabalho para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, como é o caso dos autos. Nesse sentido, além dos precedentes colacionados na decisão agravada, confira- se com as seguintes ementas de ambas as Turmas do Supremo: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Trabalhista. Condições de trabalho. Dano moral. Prequestionamento. Ausência. Ministério Público. Legitimidade ativa. Quantum indenizatório. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não foram devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que o Ministério Público possui legitimidade ativa para propor ações civis públicas em defesa de interesses individuais homogêneos, notadamente quando se trata de interesses de relevante valor social. 3. As questões relativas à caracterização do dano moral e ao quantum indenizatório estão restritas ao exame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (Grifei - ARE 660.140-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 4.12.2013). “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONDIÇÕES DE TRABALHO. LEGITIMIDADE DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1090267 AGR / RJ MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ARTS. 114 E 129, DA CONSTITUIÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO. O acórdão recorrido prestou, inequivocamente, jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, tendo enfrentado as questões que lhe foram postas. Legitimidade do Ministério Público do Trabalho para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos e coletivos no âmbito trabalhista. Questões referentes ao ambiente, às condições e à organização do trabalho. Competência da Justiça do Trabalho. Súmula 736/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Grifei - AI 416463 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.06.12) De outra banda, restando consignado pelo Tribunal de origem que a contratação dos funcionários da Fundação Rio Esportes se deu sob o comando da CLT, é assente a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar as ações daí decorrentes, nos termos da jurisprudência da Corte: “COMPETÊNCIA - VÍNCULO EMPREGATÍCIO MANTIDO COM O ESTADO - DIREITOS PREVISTOS EM LEGISLAÇÃO ESTADUAL - IRRELEVÂNCIA. Norteia a definição da competência a natureza do vínculo jurídico, pouco importando que certos direitos, considerado o princípio da legalidade estrita a ser observado pelo Estado, estejam previstos em legislação local. Tratando-se de relação jurídica regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, a competência é da Justiça do Trabalho. VENCIMENTOS - REAJUSTE - ADOÇÃO POR LEI LOCAL DO DENOMINADO "GATILHO" - VINCULAÇÃO E EQUIPARAÇÃO NÃO OCORRIDAS. Longe fica de configurar vinculação ou equiparação vedada pela Carta da República ato local que, em opção político-legislativa, haja resultado na adoção de instituto previsto em norma federal: o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ARTS. 114 E 129, DA CONSTITUIÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO. O acórdão recorrido prestou, inequivocamente, jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, tendo enfrentado as questões que lhe foram postas. Legitimidade do Ministério Público do Trabalho para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos e coletivos no âmbito trabalhista. Questões referentes ao ambiente, às condições e à organização do trabalho. Competência da Justiça do Trabalho. Súmula 736/STF. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Grifei - AI 416463 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.06.12) De outra banda, restando consignado pelo Tribunal de origem que a contratação dos funcionários da Fundação Rio Esportes se deu sob o comando da CLT, é assente a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar as ações daí decorrentes, nos termos da jurisprudência da Corte: “COMPETÊNCIA - VÍNCULO EMPREGATÍCIO MANTIDO COM O ESTADO - DIREITOS PREVISTOS EM LEGISLAÇÃO ESTADUAL - IRRELEVÂNCIA. Norteia a definição da competência a natureza do vínculo jurídico, pouco importando que certos direitos, considerado o princípio da legalidade estrita a ser observado pelo Estado, estejam previstos em legislação local. Tratando-se de relação jurídica regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, a competência é da Justiça do Trabalho. VENCIMENTOS - REAJUSTE - ADOÇÃO POR LEI LOCAL DO DENOMINADO "GATILHO" - VINCULAÇÃO E EQUIPARAÇÃO NÃO OCORRIDAS. Longe fica de configurar vinculação ou equiparação vedada pela Carta da República ato local que, em opção político-legislativa, haja resultado na adoção de instituto previsto em norma federal: o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1090267 AGR / RJ reajuste automático, mediante o denominado "gatilho". VENCIMENTOS - SATISFAÇÃO A DESTEMPO - REPOSIÇÃO DO PODER AQUISITIVO. A reposição do poder aquisitivo de vencimentos satisfeitos a destempo mostra-se consentânea com a natureza alimentar da prestação, implicando, acima de tudo, esvaziamento da obrigação e, portanto, enriquecimento ilícito de uma das partes.” (Grifei - RE 174191, Rel. Min. Marco Aurélio, Segunda Turma, DJe 24.08.01) Com efeito, correto o entendimento do Tribunal de origem, visto que suas conclusões estão em consonância com a jurisprudência da Corte quanto aos temas supracitados. Ademais, reitero a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a verificação da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos poderes, conforme se verifica dos seguintes precedentes: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 16.3.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE DA PENA APLICADA. SÚMULAS 280 E 279 DO STF. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Nos termos da orientação firmada no STF, a verificação da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos poderes. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à falta de razoabilidade e proporcionalidade na aplicação da penalidade, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Goiás). Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 3. Inexistência de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ reajuste automático, mediante o denominado "gatilho". VENCIMENTOS - SATISFAÇÃO A DESTEMPO - REPOSIÇÃO DO PODER AQUISITIVO. A reposição do poder aquisitivo de vencimentos satisfeitos a destempo mostra-se consentânea com a natureza alimentar da prestação, implicando, acima de tudo, esvaziamento da obrigação e, portanto, enriquecimento ilícito de uma das partes.” (Grifei - RE 174191, Rel. Min. Marco Aurélio, Segunda Turma, DJe 24.08.01) Com efeito, correto o entendimento do Tribunal de origem, visto que suas conclusões estão em consonância com a jurisprudência da Corte quanto aos temas supracitados. Ademais, reitero a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a verificação da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos poderes, conforme se verifica dos seguintes precedentes: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 16.3.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE DA PENA APLICADA. SÚMULAS 280 E 279 DO STF. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Nos termos da orientação firmada no STF, a verificação da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos poderes. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à falta de razoabilidade e proporcionalidade na aplicação da penalidade, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Goiás). Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 3. Inexistência de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1090267 AGR / RJ ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Sem honorários, em virtude da incidência da Súmula 512/STF.” (ARE 909.406-AgR, da minha relatoria, Segunda Turma, DJe 14.12.2017) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ATO ADMINISTRATIVO. CONTROLE DE LEGALIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade do ato administrativo. 2. A matéria controvertida depende da análise do conjunto fático-probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (ARE 1.020.052-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.5.2017) Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC. Sem honorários, em virtude da incidência da Súmula 512/STF.” (ARE 909.406-AgR, da minha relatoria, Segunda Turma, DJe 14.12.2017) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ATO ADMINISTRATIVO. CONTROLE DE LEGALIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade do ato administrativo. 2. A matéria controvertida depende da análise do conjunto fático-probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do CPC/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei nº 12.016/2009 e Súmula 512/STF). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. (ARE 1.020.052-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.5.2017) Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4º, do CPC, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5º, do CPC. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1090267 AGR / RJ 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 523E-B999-C851-B15E e senha DA89-E78F-085A-A104 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 523E-B999-C851-B15E e senha DA89-E78F-085A-A104 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749743121
2019-04-29T00:00:00
2019-05-07T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E TRABALHISTA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. VÍNCULO CELETISTA ENTRE TRABALHADOR E ENTE PÚBLICO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. 1. Nos termos da jurisprudência da Corte, o Ministério Público do Trabalho possui legitimidade para o ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, além de competir à Justiça do Trabalho processar e julgar ação que envolva o Poder Público e servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Precedentes. 2. A verificação acerca da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos Poderes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º, do CPC.
sjur403092
- Acórdão(s) citado(s): (LEGITIMIDADE, MINISTÉRIO PÚBLICO, AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DIREITO INDIVIDUAL HOMOGÊNEO) AI 416463 AgR (2ªT), ARE 660140 AgR (1ªT). (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA DO TRABALHO) RE 174191 (2ªT). (PODER JUDICIÁRIO, CONTROLE DE LEGALIDADE, ATO ADMINISTRATIVO) ARE 1020052 AgR (1ªT), ARE 909406 AgR (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 18/06/2019, BMP.
EDSON FACHIN
Segunda Turma
1090267
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004 PAR-00005\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-005452 ANO-1943\n CLT-1943 CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1090267 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E TRABALHISTA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. VÍNCULO CELETISTA ENTRE TRABALHADOR E ENTE PÚBLICO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INOCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. 1. Nos termos da jurisprudência da Corte, o Ministério Público do Trabalho possui legitimidade para o ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, além de competir à Justiça do Trabalho processar e julgar ação que envolva o Poder Público e servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Precedentes. 2. A verificação acerca da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos Poderes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual de 19 a 26 de abril de 2019, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9208-8424-1C2E-D2D9 e senha C7EA-D525-46EC-D716 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 1090267 AGR / RJ regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9208-8424-1C2E-D2D9 e senha C7EA-D525-46EC-D716 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 9208-8424-1C2E-D2D9 e senha C7EA-D525-46EC-D716 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei seguimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 38): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado (eDOC 7, p. 1-2): “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. APELO INTERPOSTO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI N. 13.015/2014. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. VÍNCULO CELETISTA ENTRE TRABALHADOR E ENTE PÚBLICO APÓS A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. Discute-se, no presente caso, a competência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pretensão deduzida em face de ente público por relação de trabalho regida pela Consolidação das Leis do Trabalho. É cediço que o Pleno do Supremo Tribunal Federal ratificou liminar concedida pelo Ministro Nelson Jobim no julgamento da Medida Cautelar na ADI 3.395-6/DF, no sentido de que, mesmo após a EC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática em que neguei seguimento ao recurso, nos seguintes termos (eDOC 38): “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado (eDOC 7, p. 1-2): “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. APELO INTERPOSTO ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI N. 13.015/2014. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. VÍNCULO CELETISTA ENTRE TRABALHADOR E ENTE PÚBLICO APÓS A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. Discute-se, no presente caso, a competência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pretensão deduzida em face de ente público por relação de trabalho regida pela Consolidação das Leis do Trabalho. É cediço que o Pleno do Supremo Tribunal Federal ratificou liminar concedida pelo Ministro Nelson Jobim no julgamento da Medida Cautelar na ADI 3.395-6/DF, no sentido de que, mesmo após a EC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ n. 45/2004, a Justiça do Trabalho não tem competência para processar e julgar causas instauradas entre o Poder Público e o servidor que a ele seja vinculado por relação jurídico-administrativa. Todavia, diversa é a hipótese dos autos, em que ficou incontroverso que os servidores são regidos pelas normas da Consolidação das Leis do Trabalho, porquanto o ente público municipal submeteu seus servidores às normas da Consolidação das Leis do Trabalho, inserindo-se na competência material da Justiça do Trabalho. Precedentes. OBRIGAÇÃO DE FAZER E DE NÃO FAZER. CONVÊNIO. COOPERATIVAS. FRAUDE AOS DIREITOS TRABALHISTAS. O Regional, com base na prova produzida nos autos, concluiu que houve fraude contra os direitos trabalhistas, configurada no barateamento da mão de obra, na desvalorização do trabalho subordinado e na sonegação de encargos trabalhistas, fiscais e previdenciários. Além disso, destacou a obrigação dos entes públicos de contratar mão de obra, por meio da realização de concursos públicos, e que a terceirização é admitida, apenas, em casos excepcionais. Portanto, correta a decisão da Corte Regional, que obriga os entes públicos a cumprir as regras constitucionais e legais que regulamentam a contratação de mão de obra pela Administração Pública, para se evitar que a terceirização ilícita, por eles perpetrada, denigra as condições de trabalho daqueles que estão prestando serviços de forma irregular, bem como daqueles que possam vir a ser contratados desse modo. Agravo de Instrumento conhecido e não provido.” Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 15). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 1...; 2...; 5..., LV; 61, § 1..., II; 93, IX; 114; e 129, III, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não cabe a esta Justiça Especializada a apreciação de matéria que envolva tanto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ n. 45/2004, a Justiça do Trabalho não tem competência para processar e julgar causas instauradas entre o Poder Público e o servidor que a ele seja vinculado por relação jurídico-administrativa. Todavia, diversa é a hipótese dos autos, em que ficou incontroverso que os servidores são regidos pelas normas da Consolidação das Leis do Trabalho, porquanto o ente público municipal submeteu seus servidores às normas da Consolidação das Leis do Trabalho, inserindo-se na competência material da Justiça do Trabalho. Precedentes. OBRIGAÇÃO DE FAZER E DE NÃO FAZER. CONVÊNIO. COOPERATIVAS. FRAUDE AOS DIREITOS TRABALHISTAS. O Regional, com base na prova produzida nos autos, concluiu que houve fraude contra os direitos trabalhistas, configurada no barateamento da mão de obra, na desvalorização do trabalho subordinado e na sonegação de encargos trabalhistas, fiscais e previdenciários. Além disso, destacou a obrigação dos entes públicos de contratar mão de obra, por meio da realização de concursos públicos, e que a terceirização é admitida, apenas, em casos excepcionais. Portanto, correta a decisão da Corte Regional, que obriga os entes públicos a cumprir as regras constitucionais e legais que regulamentam a contratação de mão de obra pela Administração Pública, para se evitar que a terceirização ilícita, por eles perpetrada, denigra as condições de trabalho daqueles que estão prestando serviços de forma irregular, bem como daqueles que possam vir a ser contratados desse modo. Agravo de Instrumento conhecido e não provido.” Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 15). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 1...; 2...; 5..., LV; 61, § 1..., II; 93, IX; 114; e 129, III, da Constituição Federal. Nas razões recursais, sustenta-se, em suma, que “não cabe a esta Justiça Especializada a apreciação de matéria que envolva tanto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ servidores públicos estatutários quanto ocupantes de cargo em comissão.” (eDOC 18, p. 10). Alega-se, ainda, que “Em razão da matéria tratada nos autos, indiscutível o entendimento de que o Ministério Público do Trabalho é parte ilegítima para figurar no polo ativo da presente ação civil pública.” (eDOC 18, p. 11). A Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho inadmitiu o recurso em virtude de incidir na hipótese as Súmulas 279, 282 e 284 do Supremo Tribunal Federal (eDOC 24). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do agravo de instrumento em recurso de revista, asseverou que (eDOC 7, p. 6-12): “Discute-se, no presente caso, a competência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pretensão deduzida em face de ente público por relação de trabalho regida pela Consolidação das Leis do Trabalho. In casu, a Corte Regional, analisando as provas dos autos, concluiu que os servidores que compõem o quadro da Fundação Rio Esportes estão submetidos às disposições da Consolidação das Leis do Trabalho. E que apenas sete servidores possuíam vínculo com o referido ente público, sendo o restante cedido ou ocupante de cargos em comissão. (…) Entretanto, o Supremo Tribunal Federal entende que, ainda que a pretensão deduzida na lide se refira ao reconhecimento de direitos trabalhistas, e a causa de pedir indique relação de emprego decorrente de suposta irregularidade na contratação, não se modifica a natureza jurídica de cunho estatutário ou jurídico-administrativo do vínculo estabelecido originalmente entre o trabalhador e o Poder Público, sendo incompetente a Justiça Trabalhista para decidir o feito. (…) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ servidores públicos estatutários quanto ocupantes de cargo em comissão.” (eDOC 18, p. 10). Alega-se, ainda, que “Em razão da matéria tratada nos autos, indiscutível o entendimento de que o Ministério Público do Trabalho é parte ilegítima para figurar no polo ativo da presente ação civil pública.” (eDOC 18, p. 11). A Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho inadmitiu o recurso em virtude de incidir na hipótese as Súmulas 279, 282 e 284 do Supremo Tribunal Federal (eDOC 24). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifica-se que o Tribunal de origem, quando do agravo de instrumento em recurso de revista, asseverou que (eDOC 7, p. 6-12): “Discute-se, no presente caso, a competência da Justiça do Trabalho para apreciar e julgar pretensão deduzida em face de ente público por relação de trabalho regida pela Consolidação das Leis do Trabalho. In casu, a Corte Regional, analisando as provas dos autos, concluiu que os servidores que compõem o quadro da Fundação Rio Esportes estão submetidos às disposições da Consolidação das Leis do Trabalho. E que apenas sete servidores possuíam vínculo com o referido ente público, sendo o restante cedido ou ocupante de cargos em comissão. (…) Entretanto, o Supremo Tribunal Federal entende que, ainda que a pretensão deduzida na lide se refira ao reconhecimento de direitos trabalhistas, e a causa de pedir indique relação de emprego decorrente de suposta irregularidade na contratação, não se modifica a natureza jurídica de cunho estatutário ou jurídico-administrativo do vínculo estabelecido originalmente entre o trabalhador e o Poder Público, sendo incompetente a Justiça Trabalhista para decidir o feito. (…) 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ Todavia, diversa é a hipótese dos autos, em que ficou consignado pela Corte de origem que a contratação dos funcionários da Fundação Rio Esportes se deu sob o comando da Consolidação das Leis do Trabalho, porquanto o ente público municipal submeteu seus servidores públicos às normas da Consolidação das Leis do Trabalho, inserindo-se na competência material da Justiça do Trabalho. (…) Argumenta o Agravante que o Ministério Público somente teria legitimidade para atuar na tutela de direitos e interesses coletivos e difusos. Sustenta que o Parquet não tem legitimidade para propor Ação Civil Pública em defesa de direitos individuais homogêneos, como o faz na presente demanda. (…) A hipótese em debate retrata típico caso de vulneração a direitos ou interesses difusos e coletivos, sonegados dos trabalhadores em decorrência da terceirização ilícita entre a Fundação Pública e a cooperativa, federações e confederações esportivas para o fornecimento de trabalhadores (apenas formalmente cooperados, federados e confederados) àquela. A conduta antijurídica também acarreta lesão à sociedade, no tocante à sonegação de encargos fiscais e previdenciários.” O entendimento adotado pelo acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito desta Corte, no sentido de que o Ministério Público do Trabalho possui legitimidade para o ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, além de competir à Justiça do Trabalho processar e julgar ação que envolva o Poder Público e servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Nesse sentido: “DIREITO DO TRABALHO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ Todavia, diversa é a hipótese dos autos, em que ficou consignado pela Corte de origem que a contratação dos funcionários da Fundação Rio Esportes se deu sob o comando da Consolidação das Leis do Trabalho, porquanto o ente público municipal submeteu seus servidores públicos às normas da Consolidação das Leis do Trabalho, inserindo-se na competência material da Justiça do Trabalho. (…) Argumenta o Agravante que o Ministério Público somente teria legitimidade para atuar na tutela de direitos e interesses coletivos e difusos. Sustenta que o Parquet não tem legitimidade para propor Ação Civil Pública em defesa de direitos individuais homogêneos, como o faz na presente demanda. (…) A hipótese em debate retrata típico caso de vulneração a direitos ou interesses difusos e coletivos, sonegados dos trabalhadores em decorrência da terceirização ilícita entre a Fundação Pública e a cooperativa, federações e confederações esportivas para o fornecimento de trabalhadores (apenas formalmente cooperados, federados e confederados) àquela. A conduta antijurídica também acarreta lesão à sociedade, no tocante à sonegação de encargos fiscais e previdenciários.” O entendimento adotado pelo acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito desta Corte, no sentido de que o Ministério Público do Trabalho possui legitimidade para o ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, além de competir à Justiça do Trabalho processar e julgar ação que envolva o Poder Público e servidor regido pela Consolidação das Leis do Trabalho. Nesse sentido: “DIREITO DO TRABALHO E DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VÍNCULO CELETISTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTO EM AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A controvérsia dos autos não é fundada em vínculo estatutário ou em contrato de trabalho temporário submetido a lei especial. Trata-se de contrato de servidores sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho. A competência, portanto, é da Justiça do trabalho. 2. Hipótese em que, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente de que as contratações realizadas são regulares, e qual a natureza do vínculo das contratações, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, procedimento inviável neste momento processual (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Não consta da petição de recurso extraordinário a alegação de que o vínculo é de natureza jurídico-administrativo, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 4. O Supremo Tribunal Federal possui o entendimento de que o Ministério Público do Trabalho é parte legítima para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973.” (Recurso Extraordinário 701.491-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.3.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 915.337-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 18.12.2015). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ RECURSO EXTRAORDINÁRIO. VÍNCULO CELETISTA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INOVAÇÃO DE FUNDAMENTO EM AGRAVO INTERNO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A controvérsia dos autos não é fundada em vínculo estatutário ou em contrato de trabalho temporário submetido a lei especial. Trata-se de contrato de servidores sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho. A competência, portanto, é da Justiça do trabalho. 2. Hipótese em que, para se chegar à conclusão pretendida pelo recorrente de que as contratações realizadas são regulares, e qual a natureza do vínculo das contratações, seria necessária a reapreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, procedimento inviável neste momento processual (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). 3. Não consta da petição de recurso extraordinário a alegação de que o vínculo é de natureza jurídico-administrativo, sendo suscitada somente nesta via recursal. Constitui-se, portanto, em inovação insuscetível de apreciação neste momento processual. Precedentes. 4. O Supremo Tribunal Federal possui o entendimento de que o Ministério Público do Trabalho é parte legítima para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos 5. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 557, § 2..., do Código de Processo Civil/1973.” (Recurso Extraordinário 701.491-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.3.2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO TRABALHO. LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 915.337-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 18.12.2015). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade e abusividade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 17/3/2015). Outrossim, ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371,da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013, tema 660 da sistemática da RG). Por fim, no tocante à alegada afronta ao art. 93, IX, da C.F., verifica-se que o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, e enfrentou as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde os ora Agravantes. Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ Ademais, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o exame da legalidade e abusividade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Hipótese em que, para dissentir da conclusão firmada pelo Tribunal de origem, seria necessário reexaminar os fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que não afronta o princípio da separação dos Poderes o controle exercido pelo Poder Judiciário sobre atos administrativos tidos por abusivos ou ilegais. Precedentes. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 410.544-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 17/3/2015). Outrossim, ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou a inexistência da repercussão geral quando a alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da legalidade e dos limites da coisa julgada é debatida sob a ótica infraconstitucional (ARE-RG 748.371,da relatoria do Min. Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013, tema 660 da sistemática da RG). Por fim, no tocante à alegada afronta ao art. 93, IX, da C.F., verifica-se que o acórdão recorrido inequivocamente prestou jurisdição, e enfrentou as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde os ora Agravantes. Nesse sentido, ao julgar o AI-QO-RG 791.292, de relatoria 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 1090267 AGR / RJ do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF.” Nas razões do regimental reitera-se a fundamentação à demonstração de violação aos arts. 114, I e 129, III, da Constituição Federal. Do mesmo modo, insiste na existência de ofensa ao princípio da separação dos Poderes, asseverando que “(...) a Justiça do Trabalho imiscuiu-se, manifestamente, em questões concernentes ao mérito administrativo, relativas à forma como se dará a prestação de determinados serviços públicos e a admissão do pessoal necessário à sua consecução.” (eDOC 39, p. 3) A parte Agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 44). É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ do Ministro Gilmar Mendes, DJe 13.8.2010, o Plenário desta Corte assentou a repercussão geral do tema 339 referente à negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação e reafirmou a jurisprudência segundo a qual o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, nos termos do art. 21, §1..., do RISTF.” Nas razões do regimental reitera-se a fundamentação à demonstração de violação aos arts. 114, I e 129, III, da Constituição Federal. Do mesmo modo, insiste na existência de ofensa ao princípio da separação dos Poderes, asseverando que “(...) a Justiça do Trabalho imiscuiu-se, manifestamente, em questões concernentes ao mérito administrativo, relativas à forma como se dará a prestação de determinados serviços públicos e a admissão do pessoal necessário à sua consecução.” (eDOC 39, p. 3) A parte Agravada, em contrarrazões, defende a manutenção do ato impugnado (eDOC 44). É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A0C1-D313-8B89-38FF e senha 6B47-05DC-03BE-3B64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme assentado em sede monocrática, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico quanto a legitimidade do Ministério Público do Trabalho para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, como é o caso dos autos. Nesse sentido, além dos precedentes colacionados na decisão agravada, confira- se com as seguintes ementas de ambas as Turmas do Supremo: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Trabalhista. Condições de trabalho. Dano moral. Prequestionamento. Ausência. Ministério Público. Legitimidade ativa. Quantum indenizatório. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não foram devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que o Ministério Público possui legitimidade ativa para propor ações civis públicas em defesa de interesses individuais homogêneos, notadamente quando se trata de interesses de relevante valor social. 3. As questões relativas à caracterização do dano moral e ao quantum indenizatório estão restritas ao exame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (Grifei - ARE 660.140-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 4.12.2013). “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONDIÇÕES DE TRABALHO. LEGITIMIDADE DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): As razões recursais são insuficientes para infirmar a conclusão da decisão agravada. Conforme assentado em sede monocrática, o Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico quanto a legitimidade do Ministério Público do Trabalho para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses individuais homogêneos, como é o caso dos autos. Nesse sentido, além dos precedentes colacionados na decisão agravada, confira- se com as seguintes ementas de ambas as Turmas do Supremo: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Trabalhista. Condições de trabalho. Dano moral. Prequestionamento. Ausência. Ministério Público. Legitimidade ativa. Quantum indenizatório. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não foram devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que o Ministério Público possui legitimidade ativa para propor ações civis públicas em defesa de interesses individuais homogêneos, notadamente quando se trata de interesses de relevante valor social. 3. As questões relativas à caracterização do dano moral e ao quantum indenizatório estão restritas ao exame dos fatos e das provas dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (Grifei - ARE 660.140-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 4.12.2013). “AGRAVO REGIMENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CONDIÇÕES DE TRABALHO. LEGITIMIDADE DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1090267 AGR / RJ MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ARTS. 114 E 129, DA CONSTITUIÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO. O acórdão recorrido prestou, inequivocamente, jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, tendo enfrentado as questões que lhe foram postas. Legitimidade do Ministério Público do Trabalho para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos e coletivos no âmbito trabalhista. Questões referentes ao ambiente, às condições e à organização do trabalho. Competência da Justiça do Trabalho. Súmula 736/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Grifei - AI 416463 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.06.12) De outra banda, restando consignado pelo Tribunal de origem que a contratação dos funcionários da Fundação Rio Esportes se deu sob o comando da Consolidação das Leis do Trabalho, é assente a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar as ações daí decorrentes, nos termos da jurisprudência da Corte: “COMPETÊNCIA - VÍNCULO EMPREGATÍCIO MANTIDO COM O ESTADO - DIREITOS PREVISTOS EM LEGISLAÇÃO ESTADUAL - IRRELEVÂNCIA. Norteia a definição da competência a natureza do vínculo jurídico, pouco importando que certos direitos, considerado o princípio da legalidade estrita a ser observado pelo Estado, estejam previstos em legislação local. Tratando-se de relação jurídica regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, a competência é da Justiça do Trabalho. VENCIMENTOS - REAJUSTE - ADOÇÃO POR LEI LOCAL DO DENOMINADO "GATILHO" - VINCULAÇÃO E EQUIPARAÇÃO NÃO OCORRIDAS. Longe fica de configurar vinculação ou equiparação vedada pela Carta da República ato local que, em opção político-legislativa, haja resultado na adoção de instituto previsto em norma federal: o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. ARTS. 114 E 129, DA CONSTITUIÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. INEXISTÊNCIA. AGRAVO DESPROVIDO. O acórdão recorrido prestou, inequivocamente, jurisdição, sem violar os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, tendo enfrentado as questões que lhe foram postas. Legitimidade do Ministério Público do Trabalho para ajuizar ação civil pública em defesa de interesses difusos e coletivos no âmbito trabalhista. Questões referentes ao ambiente, às condições e à organização do trabalho. Competência da Justiça do Trabalho. Súmula 736/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Grifei - AI 416463 AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.06.12) De outra banda, restando consignado pelo Tribunal de origem que a contratação dos funcionários da Fundação Rio Esportes se deu sob o comando da Consolidação das Leis do Trabalho, é assente a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar as ações daí decorrentes, nos termos da jurisprudência da Corte: “COMPETÊNCIA - VÍNCULO EMPREGATÍCIO MANTIDO COM O ESTADO - DIREITOS PREVISTOS EM LEGISLAÇÃO ESTADUAL - IRRELEVÂNCIA. Norteia a definição da competência a natureza do vínculo jurídico, pouco importando que certos direitos, considerado o princípio da legalidade estrita a ser observado pelo Estado, estejam previstos em legislação local. Tratando-se de relação jurídica regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, a competência é da Justiça do Trabalho. VENCIMENTOS - REAJUSTE - ADOÇÃO POR LEI LOCAL DO DENOMINADO "GATILHO" - VINCULAÇÃO E EQUIPARAÇÃO NÃO OCORRIDAS. Longe fica de configurar vinculação ou equiparação vedada pela Carta da República ato local que, em opção político-legislativa, haja resultado na adoção de instituto previsto em norma federal: o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1090267 AGR / RJ reajuste automático, mediante o denominado "gatilho". VENCIMENTOS - SATISFAÇÃO A DESTEMPO - REPOSIÇÃO DO PODER AQUISITIVO. A reposição do poder aquisitivo de vencimentos satisfeitos a destempo mostra-se consentânea com a natureza alimentar da prestação, implicando, acima de tudo, esvaziamento da obrigação e, portanto, enriquecimento ilícito de uma das partes.” (Grifei - Recurso Extraordinário 174191, Rel. Min. Marco Aurélio, Segunda Turma, DJe 24.08.01) Com efeito, correto o entendimento do Tribunal de origem, visto que suas conclusões estão em consonância com a jurisprudência da Corte quanto aos temas supracitados. Ademais, reitero a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a verificação da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos poderes, conforme se verifica dos seguintes precedentes: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 16.3.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE DA PENA APLICADA. SÚMULAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Nos termos da orientação firmada no Supremo Tribunal Federal, a verificação da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos poderes. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à falta de razoabilidade e proporcionalidade na aplicação da penalidade, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Goiás). Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Inexistência de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ reajuste automático, mediante o denominado "gatilho". VENCIMENTOS - SATISFAÇÃO A DESTEMPO - REPOSIÇÃO DO PODER AQUISITIVO. A reposição do poder aquisitivo de vencimentos satisfeitos a destempo mostra-se consentânea com a natureza alimentar da prestação, implicando, acima de tudo, esvaziamento da obrigação e, portanto, enriquecimento ilícito de uma das partes.” (Grifei - Recurso Extraordinário 174191, Rel. Min. Marco Aurélio, Segunda Turma, DJe 24.08.01) Com efeito, correto o entendimento do Tribunal de origem, visto que suas conclusões estão em consonância com a jurisprudência da Corte quanto aos temas supracitados. Ademais, reitero a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a verificação da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos poderes, conforme se verifica dos seguintes precedentes: “Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 16.3.2017. DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. DEMISSÃO. TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE DA PENA APLICADA. SÚMULAS 280 E 279 DO Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Nos termos da orientação firmada no Supremo Tribunal Federal, a verificação da existência de ilegalidade e abusividade dos atos administrativos não acarreta ofensa ao princípio da separação dos poderes. 2. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o Tribunal de origem, quanto à falta de razoabilidade e proporcionalidade na aplicação da penalidade, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, bem como da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Estatuto dos Servidores Públicos do Estado de Goiás). Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Inexistência de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1090267 AGR / RJ ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Sem honorários, em virtude da incidência da Súmula 512/Supremo Tribunal Federal.” (ARE 909.406-AgR, da minha relatoria, Segunda Turma, DJe 14.12.2017) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ATO ADMINISTRATIVO. CONTROLE DE LEGALIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade do ato administrativo. 2. A matéria controvertida depende da análise do conjunto fático-probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. (ARE 1.020.052-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.5.2017) Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ ofensa à cláusula da reserva de plenário, porquanto o Tribunal de origem, ao analisar o caso concreto, não declarou inconstitucional a legislação aplicada, nem afastou sua aplicação por julgá-la inconstitucional, mas apenas interpretou a norma legal. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com previsão de aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil. Sem honorários, em virtude da incidência da Súmula 512/Supremo Tribunal Federal.” (ARE 909.406-AgR, da minha relatoria, Segunda Turma, DJe 14.12.2017) “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ATO ADMINISTRATIVO. CONTROLE DE LEGALIDADE PELO PODER JUDICIÁRIO. POSSIBILIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o controle de legalidade do ato administrativo. 2. A matéria controvertida depende da análise do conjunto fático-probatório, o que afasta o cabimento do recurso extraordinário. 3. Inaplicável o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, uma vez que não é cabível condenação em honorários advocatícios (art. 25 da Lei n 12.016/2009 e Súmula 512/Supremo Tribunal Federal). 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015. (ARE 1.020.052-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 16.5.2017) Ante o exposto, voto pelo não provimento do presente agravo regimental, bem como, nos termos da fundamentação acima declinada, por aplicar à parte agravante multa de 5% (cinco por cento) sobre o valor da causa, nos termos do art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, em face de decisão desta Turma na hipótese de deliberação unânime, condicionando-se a interposição de qualquer outro recurso ao depósito prévio da quantia fixada, observado o disposto no art. 1.021, § 5..., do Código de Processo Civil. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 1090267 AGR / RJ 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Supremo Tribunal Federal ARE 1090267 AGR / RJ 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7D98-E06D-D0E7-A1BA e senha 09D5-2BA8-BA0D-2237 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 523E-B999-C851-B15E e senha DA89-E78F-085A-A104 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.090.267 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 523E-B999-C851-B15E e senha DA89-E78F-085A-A104 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 090 . 267", "ADI 3 . 395 - 6 / DF", "ADI 3 . 395 - 6 / DF", "ARE 1090267 AGR", "RJ n . 45 / 2004", "ARE 1090267", "AGR", "ARE 1090267 AGR / RJ", "Súmulas 279 , 282 e 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1090267 AGR / RJ", "Súmulas 279 , 282 e 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1090267 AGR / RJ", "ARE 1090267 AGR / RJ", "ARE 1090267 AGR / RJ", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 701 . 491 - AgR", "ARE 915 . 337 - AgR", "ARE 1090267 AGR / RJ", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 701 . 491 - AgR", "ARE 915 . 337 - AgR", "ARE 1090267 AGR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 410 . 544 - AgR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1090267 AGR / RJ", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 410 . 544 - AgR", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 1090267 AGR / RJ", "ARE 1090267 AGR / RJ", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 660 . 140 - AgR", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 660 . 140 - AgR", "ARE 1090267 AGR / RJ", "Súmula 736 / Supremo Tribunal Federal", "AI 416463 AgR", "Súmula 736 / Supremo Tribunal Federal", "AgR", "Recurso Extraordinário 174191", "SÚMULAS 280", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1090267 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 174191", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1090267 AGR / RJ", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 909 . 406 - AgR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 020 . 052 - AgR", "ARE 1090267 AGR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 909 . 406 - AgR", "Súmula 512 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 020 . 052 - AgR", "ARE 1090267", "ARE 1090267 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "Consolidação das Leis do Trabalho", ".", "021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 13 . 015 / 2014", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 13 . 015 / 2014", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE", "1988", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art", "arts . 1 . . . ;", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RJ", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "arts", "5 . . . , LV ; 61 , § 1 . . . , II ; 93 , IX ; 114 ; e 129 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "art . 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil / 1973 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da C . 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Goiás", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 25 da Lei n 12 . 016 / 2009", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "§ 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . 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"24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "4", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "4", ".", "12", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "06", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "06", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "08", ".", "01", "16", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "08", ".", "01", "16", ".", "3", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2017", "16", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "12", ".", "2017", "16", ".", "5", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 36F1-5874-E24B-315B e senha ABBA-7067-9E6F-E38B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF2D-1B8C-C67B-7168 e senha 5A2F-A8C5-9D0F-45D4 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF2D-1B8C-C67B-7168 e senha 5A2F-A8C5-9D0F-45D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 2ª Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. VIÚVA DE EX-FISCAL DO TRABALHO. SERVIDOR CELETISTA. FALECIMENTO ANTERIOR À CONVERSÃO AO REGIME ESTATUTÁRIO. TRANSFORMAÇÃO DA PENSÃO EM ESTATUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. CANCELAMENTO DO BENEFÍCIO PAGO PELO ÓRGÃO DE ORIGEM. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO AO ERÁRIO DOS VALORES JÁ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 2ª Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. VIÚVA DE EX-FISCAL DO TRABALHO. SERVIDOR CELETISTA. FALECIMENTO ANTERIOR À CONVERSÃO AO REGIME ESTATUTÁRIO. TRANSFORMAÇÃO DA PENSÃO EM ESTATUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. CANCELAMENTO DO BENEFÍCIO PAGO PELO ÓRGÃO DE ORIGEM. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO AO ERÁRIO DOS VALORES JÁ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1157186 AGR / RJ PAGOS. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS PELO STF.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre salientar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe observar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal ARE 1157186 AGR / RJ PAGOS. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS PELO STF.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre salientar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe observar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/STF, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1157186 AGR / RJ A mera análise do acórdão em referência demonstra que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “Inicialmente cumpre ressaltar que há nos autos diversos documentos que evidenciam, além de qualquer dúvida, que o marido da Autora, à época do óbito, estava vinculado ao regime da CLT e não ao regime estatutário. De fato, a própria Autora narra em sua inicial que, após ingressar no serviço público em 1966, como agente sindical, seu marido foi habilitado em concurso público para Inspetor do Trabalho, tendo sua admissão sido efetuada mediante a Portaria Ministerial nº 3606, de 25 de outubro de 1977. Cópia dessa portaria encontra-se acostada à fl. 29, que assim dispõe: ….................................................................................................. Resta claro, portanto, que o servidor em questão foi admitido no regime celetista, conforme expressamente constou do seu ato de admissão. Outra evidência pode ser extraída do próprio contracheque do servidor, acostado à fl. 40, referente ao mês anterior ao seu falecimento, no qual se pode observar que este contribuía para o regime de previdência dos celetistas, uma vez que ali consta desconto designado como ‘PREV.SOC PES CLT’. Não bastassem tais provas, verifica-se que a pensão por morte inicialmente concedida à Autora pelo INSS, em 1982, era da espécie 21, a qual representa pensão por morte concedida aos dependentes de segurados celetistas, diferentemente dos benefícios da espécie 22, que se referem às pensões de natureza estatuária (fl. 84). Ressalte-se ainda que, segundo informações do INSS, a pensão inicialmente paga à Autora por aquela autarquia só veio a ser suspensa em 01/06/1999, por falta de saque por mais de 60 dias, a indicar que não houve qualquer ato formal determinando a transferência daquele benefício para o órgão de origem. Nesse passo, não há dúvida que o vínculo que o instituidor do benefício mantinha com a Administração, no momento do seu óbito, era de natureza celetista. Dito isso, não se pode admitir, tal qual alega 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal ARE 1157186 AGR / RJ A mera análise do acórdão em referência demonstra que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “Inicialmente cumpre ressaltar que há nos autos diversos documentos que evidenciam, além de qualquer dúvida, que o marido da Autora, à época do óbito, estava vinculado ao regime da CLT e não ao regime estatutário. De fato, a própria Autora narra em sua inicial que, após ingressar no serviço público em 1966, como agente sindical, seu marido foi habilitado em concurso público para Inspetor do Trabalho, tendo sua admissão sido efetuada mediante a Portaria Ministerial nº 3606, de 25 de outubro de 1977. Cópia dessa portaria encontra-se acostada à fl. 29, que assim dispõe: ….................................................................................................. Resta claro, portanto, que o servidor em questão foi admitido no regime celetista, conforme expressamente constou do seu ato de admissão. Outra evidência pode ser extraída do próprio contracheque do servidor, acostado à fl. 40, referente ao mês anterior ao seu falecimento, no qual se pode observar que este contribuía para o regime de previdência dos celetistas, uma vez que ali consta desconto designado como ‘PREV.SOC PES CLT’. Não bastassem tais provas, verifica-se que a pensão por morte inicialmente concedida à Autora pelo INSS, em 1982, era da espécie 21, a qual representa pensão por morte concedida aos dependentes de segurados celetistas, diferentemente dos benefícios da espécie 22, que se referem às pensões de natureza estatuária (fl. 84). Ressalte-se ainda que, segundo informações do INSS, a pensão inicialmente paga à Autora por aquela autarquia só veio a ser suspensa em 01/06/1999, por falta de saque por mais de 60 dias, a indicar que não houve qualquer ato formal determinando a transferência daquele benefício para o órgão de origem. Nesse passo, não há dúvida que o vínculo que o instituidor do benefício mantinha com a Administração, no momento do seu óbito, era de natureza celetista. Dito isso, não se pode admitir, tal qual alega 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1157186 AGR / RJ a Autora, que com o advento da Lei 8.112/90, todas as pensões já concedidas, inclusive aquelas decorrentes de vínculos celetistas, teriam sido transformadas em estatutárias. Isso porque, tendo o servidor falecido em 1982, o seu vínculo com a Administração já estava extinto quando da instituição do regime jurídico único, não sendo, portanto, passível de ter sua natureza alterada. Assim, mesmo que o regime do emprego ocupado pelo marido da Autora tenha sido posteriormente transformado em estatutário, tal alteração não lhe alcança, sendo a pensão regida pela lei vigente à época do óbito. E nessa época, conforme demonstrado acima, o vínculo era celetista, ligado ao RGPS. Nesse sentido tem se posicionado de forma pacífica a jurisprudência dos Tribunais Federais: …................................................................................................... Desse modo, conclui-se que tendo o instituidor do benefício falecido na condição de celetista, a Autora não faz jus ao recebimento de pensão estatutária, mas sim de pensão regida pelo Regime Geral de Previdência Social, conforme vinha recebendo do INSS. No que tange à alegação de decadência administrativa, a jurisprudência das Cortes Superiores consolidou o entendimento no sentido de que, sendo a pensão um ato complexo, o prazo decadencial não incide enquanto a concessão do benefício não houver sido examinada pelo Tribunal de Contas. Nesse sentido, confira-se: …................................................................................................... No caso dos autos, o ofício de fl. 442 atesta que a pensão da Autora ainda não foi submetida à análise do Tribunal de Contas, de modo que não há que se falar em decadência administrativa. De fato, uma vez identificada determinada irregularidade na concessão do benefício, ainda que no bojo de processo administrativo instaurado com outro propósito, tem a Administração o dever de saná-la, sob pena de verdadeira afronta ao princípio da legalidade. Por outro lado, não se pode olvidar que o poder revisional do ente público não é absoluto, devendo observar os princípios do contraditório e da ampla defesa, principalmente tendo em vista o longo período que a referida pensão vinha sendo paga pela Apelante. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal ARE 1157186 AGR / RJ a Autora, que com o advento da Lei 8.112/90, todas as pensões já concedidas, inclusive aquelas decorrentes de vínculos celetistas, teriam sido transformadas em estatutárias. Isso porque, tendo o servidor falecido em 1982, o seu vínculo com a Administração já estava extinto quando da instituição do regime jurídico único, não sendo, portanto, passível de ter sua natureza alterada. Assim, mesmo que o regime do emprego ocupado pelo marido da Autora tenha sido posteriormente transformado em estatutário, tal alteração não lhe alcança, sendo a pensão regida pela lei vigente à época do óbito. E nessa época, conforme demonstrado acima, o vínculo era celetista, ligado ao RGPS. Nesse sentido tem se posicionado de forma pacífica a jurisprudência dos Tribunais Federais: …................................................................................................... Desse modo, conclui-se que tendo o instituidor do benefício falecido na condição de celetista, a Autora não faz jus ao recebimento de pensão estatutária, mas sim de pensão regida pelo Regime Geral de Previdência Social, conforme vinha recebendo do INSS. No que tange à alegação de decadência administrativa, a jurisprudência das Cortes Superiores consolidou o entendimento no sentido de que, sendo a pensão um ato complexo, o prazo decadencial não incide enquanto a concessão do benefício não houver sido examinada pelo Tribunal de Contas. Nesse sentido, confira-se: …................................................................................................... No caso dos autos, o ofício de fl. 442 atesta que a pensão da Autora ainda não foi submetida à análise do Tribunal de Contas, de modo que não há que se falar em decadência administrativa. De fato, uma vez identificada determinada irregularidade na concessão do benefício, ainda que no bojo de processo administrativo instaurado com outro propósito, tem a Administração o dever de saná-la, sob pena de verdadeira afronta ao princípio da legalidade. Por outro lado, não se pode olvidar que o poder revisional do ente público não é absoluto, devendo observar os princípios do contraditório e da ampla defesa, principalmente tendo em vista o longo período que a referida pensão vinha sendo paga pela Apelante. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1157186 AGR / RJ No entanto, ao contrário do alegado pela Autora, esta não foi pega de surpresa pelo cancelamento do benefício, tendo tido a oportunidade de se manifestar por duas vezes acerca da questão ora discutida, antes que o benefício fosse cancelado. Conforme se verifica do documento de fl. 148, em 05 de fevereiro de 2010, a Autora apresentou defesa afirmando que ‘seu falecido marido exercia o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho, função típica de servidor público da administração direta da União (…)’. Depois, em maio daquele ano, foi novamente notificada (fl. 163), ocasião na qual apresentou defesa administrativa, acostada às fls. 164/178. Desse modo, uma vez provada que o vínculo do instituidor do benefício era celetista e que foi o observado os princípios do contraditório e da ampla defesa, inexiste qualquer ilegalidade na conduta da Administração em cancelar o benefício da Autora, por falta de amparo legal.” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida pela parte ora recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal ARE 1157186 AGR / RJ No entanto, ao contrário do alegado pela Autora, esta não foi pega de surpresa pelo cancelamento do benefício, tendo tido a oportunidade de se manifestar por duas vezes acerca da questão ora discutida, antes que o benefício fosse cancelado. Conforme se verifica do documento de fl. 148, em 05 de fevereiro de 2010, a Autora apresentou defesa afirmando que ‘seu falecido marido exercia o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho, função típica de servidor público da administração direta da União (…)’. Depois, em maio daquele ano, foi novamente notificada (fl. 163), ocasião na qual apresentou defesa administrativa, acostada às fls. 164/178. Desse modo, uma vez provada que o vínculo do instituidor do benefício era celetista e que foi o observado os princípios do contraditório e da ampla defesa, inexiste qualquer ilegalidade na conduta da Administração em cancelar o benefício da Autora, por falta de amparo legal.” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida pela parte ora recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do CPC, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA (134513/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37AC-C3FD-3C74-395E e senha E2D2-16FF-E50D-D0D6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA (134513/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37AC-C3FD-3C74-395E e senha E2D2-16FF-E50D-D0D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750003967
2019-04-29T00:00:00
2019-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (CPC, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
sjur404986
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, OFENSA INDIRETA, CONSTITUIÇÃO FEDERAL) AI 113640 AgR (1ªT) - RTJ 120/912, AI 125934 AgR (1ªT) - RTJ 132/455. Número de páginas: 8. Análise: 02/07/2019, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
1157186
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1157186 AgR
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AGTE.(S) : JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – SUCUMBÊNCIA RECURSAL (Código de Processo Civil, ART. 85, § 11) – NÃO DECRETAÇÃO, NO CASO, ANTE A AUSÊNCIA DE CONDENAÇÃO EM VERBA HONORÁRIA NA ORIGEM – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 36F1-5874-E24B-315B e senha ABBA-7067-9E6F-E38B Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF2D-1B8C-C67B-7168 e senha 5A2F-A8C5-9D0F-45D4 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de agravo interno, tempestivamente interposto, contra decisão que, ao apreciar o ARE, não conheceu do recurso extraordinário a que ele se refere, por ser o apelo extremo manifestamente inadmissível. Inconformada com essa decisão, a parte recorrente interpõe o presente agravo interno, postulando o provimento do recurso que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CF2D-1B8C-C67B-7168 e senha 5A2F-A8C5-9D0F-45D4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 2... Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. VIÚVA DE EX-FISCAL DO TRABALHO. SERVIDOR CELETISTA. FALECIMENTO ANTERIOR À CONVERSÃO AO REGIME ESTATUTÁRIO. TRANSFORMAÇÃO DA PENSÃO EM ESTATUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. CANCELAMENTO DO BENEFÍCIO PAGO PELO ÓRGÃO DE ORIGEM. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO AO ERÁRIO DOS VALORES JÁ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Na realidade, os argumentos apresentados pela parte agravante mostram-se insuficientes para alterar o ato impugnado, pois consistem em mera reiteração dos fundamentos anteriormente deduzidos e que foram devidamente refutados na decisão que se busca reformar, razão pela qual deve ser mantido o julgamento em referência, eis que o suporte argumentativo em que se apoia o ato decisório mencionado é suficiente para justificar a resolução do litígio recursal. Com efeito, o recurso extraordinário deduzido nestes autos foi interposto contra acórdão que, confirmado em sede embargos de declaração pelo E. Tribunal Regional Federal da 2... Região, está assim ementado: “ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. VIÚVA DE EX-FISCAL DO TRABALHO. SERVIDOR CELETISTA. FALECIMENTO ANTERIOR À CONVERSÃO AO REGIME ESTATUTÁRIO. TRANSFORMAÇÃO DA PENSÃO EM ESTATUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. CANCELAMENTO DO BENEFÍCIO PAGO PELO ÓRGÃO DE ORIGEM. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO AO ERÁRIO DOS VALORES JÁ Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1157186 AGR / RJ PAGOS. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS PELO Supremo Tribunal Federal.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre salientar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe observar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal ARE 1157186 AGR / RJ PAGOS. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PREVISTOS PELO Supremo Tribunal Federal.” A parte ora recorrente, ao deduzir o apelo extremo em questão, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Cumpre salientar, desde logo, que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Não se tratando de conflito direto e frontal com o texto da Constituição, como exigido pela jurisprudência da Corte (RTJ 120/912, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO), torna-se inviável o trânsito do recurso extraordinário. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária, ao decidir a controvérsia jurídica objeto deste processo, dirimiu a questão com fundamento em legislação infraconstitucional, o que torna incognoscível o apelo extremo. Cabe observar, de outro lado, que incide, na espécie, o enunciado constante da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: “Para simples reexame de prova, não cabe recurso extraordinário.” (grifei) É que, para se acolher o pleito deduzido em sede recursal extraordinária, tornar-se-ia necessário o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos, circunstância essa que obsta, como acima observado, o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1157186 AGR / RJ A mera análise do acórdão em referência demonstra que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “Inicialmente cumpre ressaltar que há nos autos diversos documentos que evidenciam, além de qualquer dúvida, que o marido da Autora, à época do óbito, estava vinculado ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho e não ao regime estatutário. De fato, a própria Autora narra em sua inicial que, após ingressar no serviço público em 1966, como agente sindical, seu marido foi habilitado em concurso público para Inspetor do Trabalho, tendo sua admissão sido efetuada mediante a Portaria Ministerial n 3606, de 25 de outubro de 1977. Cópia dessa portaria encontra-se acostada à fl. 29, que assim dispõe: ….................................................................................................. Resta claro, portanto, que o servidor em questão foi admitido no regime celetista, conforme expressamente constou do seu ato de admissão. Outra evidência pode ser extraída do próprio contracheque do servidor, acostado à fl. 40, referente ao mês anterior ao seu falecimento, no qual se pode observar que este contribuía para o regime de previdência dos celetistas, uma vez que ali consta desconto designado como ‘PREV.SOC PES Consolidação das Leis do Trabalho’. Não bastassem tais provas, verifica-se que a pensão por morte inicialmente concedida à Autora pelo INSS, em 1982, era da espécie 21, a qual representa pensão por morte concedida aos dependentes de segurados celetistas, diferentemente dos benefícios da espécie 22, que se referem às pensões de natureza estatuária (fl. 84). Ressalte-se ainda que, segundo informações do INSS, a pensão inicialmente paga à Autora por aquela autarquia só veio a ser suspensa em 01/06/1999, por falta de saque por mais de 60 dias, a indicar que não houve qualquer ato formal determinando a transferência daquele benefício para o órgão de origem. Nesse passo, não há dúvida que o vínculo que o instituidor do benefício mantinha com a Administração, no momento do seu óbito, era de natureza celetista. Dito isso, não se pode admitir, tal qual alega 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal ARE 1157186 AGR / RJ A mera análise do acórdão em referência demonstra que o Tribunal “a quo”, ao proferir a decisão questionada, fundamentou as suas conclusões em aspectos fático-probatórios: “Inicialmente cumpre ressaltar que há nos autos diversos documentos que evidenciam, além de qualquer dúvida, que o marido da Autora, à época do óbito, estava vinculado ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho e não ao regime estatutário. De fato, a própria Autora narra em sua inicial que, após ingressar no serviço público em 1966, como agente sindical, seu marido foi habilitado em concurso público para Inspetor do Trabalho, tendo sua admissão sido efetuada mediante a Portaria Ministerial n 3606, de 25 de outubro de 1977. Cópia dessa portaria encontra-se acostada à fl. 29, que assim dispõe: ….................................................................................................. Resta claro, portanto, que o servidor em questão foi admitido no regime celetista, conforme expressamente constou do seu ato de admissão. Outra evidência pode ser extraída do próprio contracheque do servidor, acostado à fl. 40, referente ao mês anterior ao seu falecimento, no qual se pode observar que este contribuía para o regime de previdência dos celetistas, uma vez que ali consta desconto designado como ‘PREV.SOC PES Consolidação das Leis do Trabalho’. Não bastassem tais provas, verifica-se que a pensão por morte inicialmente concedida à Autora pelo INSS, em 1982, era da espécie 21, a qual representa pensão por morte concedida aos dependentes de segurados celetistas, diferentemente dos benefícios da espécie 22, que se referem às pensões de natureza estatuária (fl. 84). Ressalte-se ainda que, segundo informações do INSS, a pensão inicialmente paga à Autora por aquela autarquia só veio a ser suspensa em 01/06/1999, por falta de saque por mais de 60 dias, a indicar que não houve qualquer ato formal determinando a transferência daquele benefício para o órgão de origem. Nesse passo, não há dúvida que o vínculo que o instituidor do benefício mantinha com a Administração, no momento do seu óbito, era de natureza celetista. Dito isso, não se pode admitir, tal qual alega 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1157186 AGR / RJ a Autora, que com o advento da Lei 8.112/90, todas as pensões já concedidas, inclusive aquelas decorrentes de vínculos celetistas, teriam sido transformadas em estatutárias. Isso porque, tendo o servidor falecido em 1982, o seu vínculo com a Administração já estava extinto quando da instituição do regime jurídico único, não sendo, portanto, passível de ter sua natureza alterada. Assim, mesmo que o regime do emprego ocupado pelo marido da Autora tenha sido posteriormente transformado em estatutário, tal alteração não lhe alcança, sendo a pensão regida pela lei vigente à época do óbito. E nessa época, conforme demonstrado acima, o vínculo era celetista, ligado ao RGPS. Nesse sentido tem se posicionado de forma pacífica a jurisprudência dos Tribunais Federais: …................................................................................................... Desse modo, conclui-se que tendo o instituidor do benefício falecido na condição de celetista, a Autora não faz jus ao recebimento de pensão estatutária, mas sim de pensão regida pelo Regime Geral de Previdência Social, conforme vinha recebendo do INSS. No que tange à alegação de decadência administrativa, a jurisprudência das Cortes Superiores consolidou o entendimento no sentido de que, sendo a pensão um ato complexo, o prazo decadencial não incide enquanto a concessão do benefício não houver sido examinada pelo Tribunal de Contas. Nesse sentido, confira-se: …................................................................................................... No caso dos autos, o ofício de fl. 442 atesta que a pensão da Autora ainda não foi submetida à análise do Tribunal de Contas, de modo que não há que se falar em decadência administrativa. De fato, uma vez identificada determinada irregularidade na concessão do benefício, ainda que no bojo de processo administrativo instaurado com outro propósito, tem a Administração o dever de saná-la, sob pena de verdadeira afronta ao princípio da legalidade. Por outro lado, não se pode olvidar que o poder revisional do ente público não é absoluto, devendo observar os princípios do contraditório e da ampla defesa, principalmente tendo em vista o longo período que a referida pensão vinha sendo paga pela Apelante. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal ARE 1157186 AGR / RJ a Autora, que com o advento da Lei 8.112/90, todas as pensões já concedidas, inclusive aquelas decorrentes de vínculos celetistas, teriam sido transformadas em estatutárias. Isso porque, tendo o servidor falecido em 1982, o seu vínculo com a Administração já estava extinto quando da instituição do regime jurídico único, não sendo, portanto, passível de ter sua natureza alterada. Assim, mesmo que o regime do emprego ocupado pelo marido da Autora tenha sido posteriormente transformado em estatutário, tal alteração não lhe alcança, sendo a pensão regida pela lei vigente à época do óbito. E nessa época, conforme demonstrado acima, o vínculo era celetista, ligado ao RGPS. Nesse sentido tem se posicionado de forma pacífica a jurisprudência dos Tribunais Federais: …................................................................................................... Desse modo, conclui-se que tendo o instituidor do benefício falecido na condição de celetista, a Autora não faz jus ao recebimento de pensão estatutária, mas sim de pensão regida pelo Regime Geral de Previdência Social, conforme vinha recebendo do INSS. No que tange à alegação de decadência administrativa, a jurisprudência das Cortes Superiores consolidou o entendimento no sentido de que, sendo a pensão um ato complexo, o prazo decadencial não incide enquanto a concessão do benefício não houver sido examinada pelo Tribunal de Contas. Nesse sentido, confira-se: …................................................................................................... No caso dos autos, o ofício de fl. 442 atesta que a pensão da Autora ainda não foi submetida à análise do Tribunal de Contas, de modo que não há que se falar em decadência administrativa. De fato, uma vez identificada determinada irregularidade na concessão do benefício, ainda que no bojo de processo administrativo instaurado com outro propósito, tem a Administração o dever de saná-la, sob pena de verdadeira afronta ao princípio da legalidade. Por outro lado, não se pode olvidar que o poder revisional do ente público não é absoluto, devendo observar os princípios do contraditório e da ampla defesa, principalmente tendo em vista o longo período que a referida pensão vinha sendo paga pela Apelante. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 1157186 AGR / RJ No entanto, ao contrário do alegado pela Autora, esta não foi pega de surpresa pelo cancelamento do benefício, tendo tido a oportunidade de se manifestar por duas vezes acerca da questão ora discutida, antes que o benefício fosse cancelado. Conforme se verifica do documento de fl. 148, em 05 de fevereiro de 2010, a Autora apresentou defesa afirmando que ‘seu falecido marido exercia o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho, função típica de servidor público da administração direta da União (…)’. Depois, em maio daquele ano, foi novamente notificada (fl. 163), ocasião na qual apresentou defesa administrativa, acostada às fls. 164/178. Desse modo, uma vez provada que o vínculo do instituidor do benefício era celetista e que foi o observado os princípios do contraditório e da ampla defesa, inexiste qualquer ilegalidade na conduta da Administração em cancelar o benefício da Autora, por falta de amparo legal.” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida pela parte ora recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Supremo Tribunal Federal ARE 1157186 AGR / RJ No entanto, ao contrário do alegado pela Autora, esta não foi pega de surpresa pelo cancelamento do benefício, tendo tido a oportunidade de se manifestar por duas vezes acerca da questão ora discutida, antes que o benefício fosse cancelado. Conforme se verifica do documento de fl. 148, em 05 de fevereiro de 2010, a Autora apresentou defesa afirmando que ‘seu falecido marido exercia o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho, função típica de servidor público da administração direta da União (…)’. Depois, em maio daquele ano, foi novamente notificada (fl. 163), ocasião na qual apresentou defesa administrativa, acostada às fls. 164/178. Desse modo, uma vez provada que o vínculo do instituidor do benefício era celetista e que foi o observado os princípios do contraditório e da ampla defesa, inexiste qualquer ilegalidade na conduta da Administração em cancelar o benefício da Autora, por falta de amparo legal.” Vê-se, portanto, que a pretensão deduzida pela parte ora recorrente revela-se processualmente inviável. Sendo assim, e em face das razões expostas, nego provimento ao presente agravo interno, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. Não incide , neste caso, o que prescreve o art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, ante a ausência de condenação em verba honorária na origem. É o meu voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F1BE-DBF1-C4CB-7666 e senha 100A-BD91-28F3-5C9D Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA (134513/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37AC-C3FD-3C74-395E e senha E2D2-16FF-E50D-D0D6 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.157.186 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA (134513/RJ) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 37AC-C3FD-3C74-395E e senha E2D2-16FF-E50D-D0D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 157 . 186", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 157 . 186", "AGRAVO 1 . 157 . 186", "ARE 1157186 AGR / RJ", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "ARE 1157186 AGR / RJ", "RTJ 120 / 912", "RTJ 132 / 455", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1157186 AGR / RJ", "ARE 1157186 AGR /", "ARE 1157186 AGR / RJ", "ARE 1157186 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil , ART . 85 , § 11", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Portaria Ministerial n 3606", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Portaria Ministerial n 3606", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal", "E", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Tribunal de Contas", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "Tribunal de Contas", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "União", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA", "MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA", "MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA", "MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA", "MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "JOSETTI NUNES DE OLIVEIRA", "MARCOS TULIO FERREIRA SANTOS VIEIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1966", "25 de outubro de 1977", "1982", "01", "/", "06", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "1966", "25 de outubro de 1977", "1982", "01", "/", "06", "/", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "1982", "24", "/", "08", "/", "2001", "1982", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de fevereiro de 2010", "maio daquele ano", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de fevereiro de 2010", "maio daquele ano", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE ATENUANTE E AFASTAMENTO DE CONDENAÇÃO RELATIVA AO CRIME TIPIFICADO NO ARTIGO 35 DA LEI 11.343/06. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 114.650, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013, RHC 115.213, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 26/6/2013, RHC 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013, HC 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013, e RHC 100.837-AgR, Primeira Turma, rel. min Roberto Barroso, DJe de 3/12/2014. 2. A supressão de instância impede o conhecimento de Habeas Corpus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Ementa e Acórdão RHC 169369 AGR / SP quando ausente o exame de mérito perante a Corte Superior. Precedentes: RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018, e HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que comprovada a ausência de um dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, revela-se inviável a sua aplicação. 4. In casu, a paciente foi condenada à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06, tendo o Superior Tribunal de Justiça, em juízo monocrático, concedido a ordem “a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado”. Foram apreendidos “23 porções de cocaína, na forma de crack, sendo 20 embaladas em material plástico e 3 pedras maiores, com peso líquido de 16,94 g”. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1º/7/2015. 9. Agravo regimental desprovido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP quando ausente o exame de mérito perante a Corte Superior. Precedentes: RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018, e HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que comprovada a ausência de um dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, revela-se inviável a sua aplicação. 4. In casu, a paciente foi condenada à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06, tendo o Superior Tribunal de Justiça, em juízo monocrático, concedido a ordem “a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado”. Foram apreendidos “23 porções de cocaína, na forma de crack, sendo 20 embaladas em material plástico e 3 pedras maiores, com peso líquido de 16,94 g”. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1º/7/2015. 9. Agravo regimental desprovido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Ementa e Acórdão RHC 169369 AGR / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARINES BATISTA DOS SANTOS contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI Nº 11.343/06. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO COLEGIADO. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL.” Foi interposto recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, contra decisão monocrática proferida por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do habeas corpus lá impetrado, HC 433.910, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARINES BATISTA DOS SANTOS contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI Nº 11.343/06. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO COLEGIADO. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL.” Foi interposto recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, contra decisão monocrática proferida por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do habeas corpus lá impetrado, HC 433.910, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório RHC 169369 AGR / SP “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. 23 PORÇÕES DE COCAÍNA, NA FORMA DE CRACK, SENDO 20 EMBALADAS EM MATERIAL PLÁSTICO E 3 PEDRAS MAIORES, COM PESO LÍQUIDO DE 16,94 G. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE VÍNCULO SUBJETIVO. REEXAME FÁTICO. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO REDUTOR PREVISTO NO ART. 33, § 4º, DA LEI DE DROGAS. DOSIMETRIA. REDIMENSIONAMENTO DA PENA. Ordem concedida nos termos do dispositivo.” Consta dos autos que a paciente foi condenada pelo juízo natural à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06. Em sede recursal, o Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso defensivo, mantendo integralmente a sentença. Ato contínuo, foi manejado habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem apenas para redimensionar a pena imposta à paciente para 9 (nove) anos de reclusão, mantido os demais termos da sentença. Sobreveio a impetração deste mandamus, no qual a defesa aponta, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena do paciente. Pugna seja reconhecida “a causa de diminuição prevista no artigo 33, parágrafo 4°, da Lei de Drogas, alterando-se o regime inicial para o aberto e/ou semiaberto, bem como promovendo a substituição da reprimenda corporal por penas restritivas de direito, pois presentes os requisitos legais”. Argumenta que “a condenação é extremamente excessiva e sem amparo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. 23 PORÇÕES DE COCAÍNA, NA FORMA DE CRACK, SENDO 20 EMBALADAS EM MATERIAL PLÁSTICO E 3 PEDRAS MAIORES, COM PESO LÍQUIDO DE 16,94 G. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE VÍNCULO SUBJETIVO. REEXAME FÁTICO. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO REDUTOR PREVISTO NO ART. 33, § 4º, DA LEI DE DROGAS. DOSIMETRIA. REDIMENSIONAMENTO DA PENA. Ordem concedida nos termos do dispositivo.” Consta dos autos que a paciente foi condenada pelo juízo natural à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06. Em sede recursal, o Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso defensivo, mantendo integralmente a sentença. Ato contínuo, foi manejado habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem apenas para redimensionar a pena imposta à paciente para 9 (nove) anos de reclusão, mantido os demais termos da sentença. Sobreveio a impetração deste mandamus, no qual a defesa aponta, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena do paciente. Pugna seja reconhecida “a causa de diminuição prevista no artigo 33, parágrafo 4°, da Lei de Drogas, alterando-se o regime inicial para o aberto e/ou semiaberto, bem como promovendo a substituição da reprimenda corporal por penas restritivas de direito, pois presentes os requisitos legais”. Argumenta que “a condenação é extremamente excessiva e sem amparo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório RHC 169369 AGR / SP legal, pois não observou todos os parâmetros contidos no artigo 59 do Código Penal, pelo menos para afastá-los de modo fundamentado”. Afirma que “a sanção penal não merece qualquer acréscimo, em razão da quantidade de droga, já que esta não se subtrai à realidade dos processos criminais em que se apura a prática do tráfico”. Alega, também, que “deverá ser reconhecida a atenuante confissão”. Sustenta, ainda, ser “direito da Recorrente ter a causa de diminuição reconhecida no seu patamar máximo (2/3)”, destacando que “a mera quantidade ou diversidade de droga não é fator determinante para concluir que o réu se dedique a atividade criminosa”. A defesa prossegue pugnando pelo afastamento da figura penal prevista no artigo 35 da Lei nº 11.343/06, “ante a ausência da estabilidade e permanência entre a Recorrente e o corréu”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos, verbis: “Isso posto, sendo recebido o presente recurso, requer a concessão, liminarmente, da ordem de habeas corpus, para fazer cessar o constrangimento ilegal suportado pela Recorrente,aplicando-se definitivamente ao tráfico a pena de 01 ano e 08 meses de reclusão e 166 dias-multa, no mínimo legal, no regime inicial aberto e ou semiaberto, substituindo-se a reprimenda corporal por duas penas restritivas de direito, uma vez que se trata de Recorrente primária, portadora de bons antecedentes e não integrante de organização criminosa, além do que favoráveis todas as circunstâncias previstas no artigo 59 do CP e 42 da Lei de Drogas. Ademais, as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35, caput, da Lei n° 11.343/2006, restando comprovado que o concurso não se deu em caráter estável e duradouro, o que impõe a concessão da ordem, absolvendo-se a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP legal, pois não observou todos os parâmetros contidos no artigo 59 do Código Penal, pelo menos para afastá-los de modo fundamentado”. Afirma que “a sanção penal não merece qualquer acréscimo, em razão da quantidade de droga, já que esta não se subtrai à realidade dos processos criminais em que se apura a prática do tráfico”. Alega, também, que “deverá ser reconhecida a atenuante confissão”. Sustenta, ainda, ser “direito da Recorrente ter a causa de diminuição reconhecida no seu patamar máximo (2/3)”, destacando que “a mera quantidade ou diversidade de droga não é fator determinante para concluir que o réu se dedique a atividade criminosa”. A defesa prossegue pugnando pelo afastamento da figura penal prevista no artigo 35 da Lei nº 11.343/06, “ante a ausência da estabilidade e permanência entre a Recorrente e o corréu”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos, verbis: “Isso posto, sendo recebido o presente recurso, requer a concessão, liminarmente, da ordem de habeas corpus, para fazer cessar o constrangimento ilegal suportado pela Recorrente,aplicando-se definitivamente ao tráfico a pena de 01 ano e 08 meses de reclusão e 166 dias-multa, no mínimo legal, no regime inicial aberto e ou semiaberto, substituindo-se a reprimenda corporal por duas penas restritivas de direito, uma vez que se trata de Recorrente primária, portadora de bons antecedentes e não integrante de organização criminosa, além do que favoráveis todas as circunstâncias previstas no artigo 59 do CP e 42 da Lei de Drogas. Ademais, as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35, caput, da Lei n° 11.343/2006, restando comprovado que o concurso não se deu em caráter estável e duradouro, o que impõe a concessão da ordem, absolvendo-se a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório RHC 169369 AGR / SP Recorrente da aludida imputação. Requer, ao final, depois de concedida a liminar, seja concedido em definitivo a presente ordem de habeas corpus, nos termos requeridos acima, por medida de justiça!” O writ teve seguimento negado, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os argumentos aduzidos na petição inicial. Alega que “a condenação é extremamente excessiva e sem amparo legal, pois não observou todos os parâmetros contidos no artigo 59 do Código Penal, pelo menos para afastá-los de modo fundamentado, o que caracteriza violação aos princípios da individualização, proporcionalidade das penas e motivação das decisões do Poder Judiciário”. Afirma que “não merece prosperar o cálculo de pena realizado nos presentes autos, uma vez que extremamente excessivo e sem amparo legal, haja vista que favoráveis as circunstâncias judiciais” e conclui que a pena-base deve ser fixada no mínimo legal ou, subsidiariamente, “requer seja a pena- base majorada em 1/8, tanto a privativa de liberdade como a pecuniária”. Prossegue advogando que “na segunda etapa, deverá ser reconhecida a atenuante confissão. Assim, caso Vossas Excelências entendam que a pena deve ser majorada na primeira etapa, que retorne ao mínimo legal na segunda fase”. Pondera, também, que a paciente “faz jus à causa de diminuição aquele é primário, não se dedica às atividades criminosas, nem integra organização criminosa”. Entende que “a quantidade e diversidade não foram utilizadas como indicativo de que a traficância era habitual, ou seja, o ‘meio de vida’ utilizado pelos réus, o que lhes permitiu obter o grau máximo daquele redutor, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Recorrente da aludida imputação. Requer, ao final, depois de concedida a liminar, seja concedido em definitivo a presente ordem de habeas corpus, nos termos requeridos acima, por medida de justiça!” O writ teve seguimento negado, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os argumentos aduzidos na petição inicial. Alega que “a condenação é extremamente excessiva e sem amparo legal, pois não observou todos os parâmetros contidos no artigo 59 do Código Penal, pelo menos para afastá-los de modo fundamentado, o que caracteriza violação aos princípios da individualização, proporcionalidade das penas e motivação das decisões do Poder Judiciário”. Afirma que “não merece prosperar o cálculo de pena realizado nos presentes autos, uma vez que extremamente excessivo e sem amparo legal, haja vista que favoráveis as circunstâncias judiciais” e conclui que a pena-base deve ser fixada no mínimo legal ou, subsidiariamente, “requer seja a pena- base majorada em 1/8, tanto a privativa de liberdade como a pecuniária”. Prossegue advogando que “na segunda etapa, deverá ser reconhecida a atenuante confissão. Assim, caso Vossas Excelências entendam que a pena deve ser majorada na primeira etapa, que retorne ao mínimo legal na segunda fase”. Pondera, também, que a paciente “faz jus à causa de diminuição aquele é primário, não se dedica às atividades criminosas, nem integra organização criminosa”. Entende que “a quantidade e diversidade não foram utilizadas como indicativo de que a traficância era habitual, ou seja, o ‘meio de vida’ utilizado pelos réus, o que lhes permitiu obter o grau máximo daquele redutor, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório RHC 169369 AGR / SP substituição da pena e regime inicial diverso do fechado”, bem como “ser possível a fixação de regime diverso do fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso de tráfico de drogas, ao contrário do que decidiu o Juízo a quo”. Aponta, ainda, que “as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Isso posto, sendo recebido o presente recurso, requer o provimento do agravo regimental, para fazer cessar o constrangimento ilegal suportado pela Recorrente,devendo ser concedida a ordem de habeas corpus, aplicando-se definitivamente ao tráfico a pena de 01 ano e 08 meses de reclusão e 166 dias-multa, no mínimo legal, no regime inicial aberto e ou semiaberto, substituindo-se a reprimenda corporal por duas penas restritivas de direito, uma vez que se trata de Recorrente primária, portadora de bons antecedentes e não integrante de organização criminosa, além do que favoráveis todas as circunstâncias previstas no artigo 59 do CP e 42 da Lei de Drogas. Ademais, as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35, caput, da Lei n° 11.343/2006, restando comprovado que o concurso não se deu em caráter estável e duradouro, o que impõe a concessão da ordem, absolvendo-se a Recorrente da aludida imputação.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP substituição da pena e regime inicial diverso do fechado”, bem como “ser possível a fixação de regime diverso do fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso de tráfico de drogas, ao contrário do que decidiu o Juízo a quo”. Aponta, ainda, que “as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Isso posto, sendo recebido o presente recurso, requer o provimento do agravo regimental, para fazer cessar o constrangimento ilegal suportado pela Recorrente,devendo ser concedida a ordem de habeas corpus, aplicando-se definitivamente ao tráfico a pena de 01 ano e 08 meses de reclusão e 166 dias-multa, no mínimo legal, no regime inicial aberto e ou semiaberto, substituindo-se a reprimenda corporal por duas penas restritivas de direito, uma vez que se trata de Recorrente primária, portadora de bons antecedentes e não integrante de organização criminosa, além do que favoráveis todas as circunstâncias previstas no artigo 59 do CP e 42 da Lei de Drogas. Ademais, as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35, caput, da Lei n° 11.343/2006, restando comprovado que o concurso não se deu em caráter estável e duradouro, o que impõe a concessão da ordem, absolvendo-se a Recorrente da aludida imputação.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que a parte agravante se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre os fundamentos da decisão concernentes: i) à ausência de insurgência em face de julgamento colegiado; ii) à inviabilidade de revolvimento do contexto fático-probatório engendrado nos autos; iii) à insuscetibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal; e iv) à supressão de instância em relação ao reconhecimento de atenuante, a recorrente deixou de impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que a parte agravante se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre os fundamentos da decisão concernentes: i) à ausência de insurgência em face de julgamento colegiado; ii) à inviabilidade de revolvimento do contexto fático-probatório engendrado nos autos; iii) à insuscetibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal; e iv) à supressão de instância em relação ao reconhecimento de atenuante, a recorrente deixou de impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016). Sob outro enfoque, conforme assentado em decisão monocrática, verifico a ausência de julgamento colegiado sobre o mérito da demanda levada ao seu conhecimento. Nesse contexto, assento que não restou exaurida a jurisdição no âmbito daquela Corte, conforme exigido pelo artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II – julgar, em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão” (grifei). O constituinte fez clara opção pelo princípio da colegialidade ao franquear a competência desta Corte para apreciação de habeas corpus – consoante disposto na alínea a do inciso II do artigo 102, da CRFB, – quando decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização dessa regra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016). Sob outro enfoque, conforme assentado em decisão monocrática, verifico a ausência de julgamento colegiado sobre o mérito da demanda levada ao seu conhecimento. Nesse contexto, assento que não restou exaurida a jurisdição no âmbito daquela Corte, conforme exigido pelo artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II – julgar, em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão” (grifei). O constituinte fez clara opção pelo princípio da colegialidade ao franquear a competência desta Corte para apreciação de habeas corpus – consoante disposto na alínea a do inciso II do artigo 102, da CRFB, – quando decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização dessa regra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP constitucional de competência, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal. Daí porque, em situação similar, a Primeira Turma desta Corte, por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus 108.877/RS, relatora ministra Cármen Lúcia, deixou expresso que “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça”. No mesmo sentido, RHC 117.267/SP, relator ministro Dias Toffoli e o acórdão proferido no julgamento do RHC 111.639/DF, relator ministro Dias Toffoli, cuja ementa possui o seguinte teor: “Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Roubo circunstanciado pelo emprego de arma. Aplicação do aumento de pena previsto no inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento. Não cabimento do recurso ordinário. Precedentes. Recurso não conhecido. Ofensa ao princípio da colegialidade. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício. Precedentes. 1. Segundo o entendimento da Corte ‘não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça’ (RHC nº 108.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). 2. Recurso não conhecido(...)” (grifei). A Constituição Federal restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior, considerando o princípio da colegialidade. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP constitucional de competência, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal. Daí porque, em situação similar, a Primeira Turma desta Corte, por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus 108.877/RS, relatora ministra Cármen Lúcia, deixou expresso que “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça”. No mesmo sentido, RHC 117.267/SP, relator ministro Dias Toffoli e o acórdão proferido no julgamento do RHC 111.639/DF, relator ministro Dias Toffoli, cuja ementa possui o seguinte teor: “Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Roubo circunstanciado pelo emprego de arma. Aplicação do aumento de pena previsto no inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento. Não cabimento do recurso ordinário. Precedentes. Recurso não conhecido. Ofensa ao princípio da colegialidade. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício. Precedentes. 1. Segundo o entendimento da Corte ‘não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça’ (RHC nº 108.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). 2. Recurso não conhecido(...)” (grifei). A Constituição Federal restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior, considerando o princípio da colegialidade. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 147.637, Primeira Turma, rel. p/ acórdão min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/3/2019). Noutro giro, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. Por oportuno, transcrevo a fundamentação da decisão do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1º/3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 147.637, Primeira Turma, rel. p/ acórdão min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/3/2019). Noutro giro, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. Por oportuno, transcrevo a fundamentação da decisão do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP “No processo conexo, HC n. 320.819/SP, foi concedida a ordem de habeas corpus, em 22/5/2015, por este Relator, para deferir a liberdade provisória à paciente. Inicialmente, em relação à afirmação de que inexistem provas nos autos quanto ao elemento subjetivo específico para comprovar a associação criminosa, não há como ser afastada a condenação por tal delito, pois foi comprovado nos autos que há prova suficiente de autoria, demonstração de traficância e que as drogas encontradas e o modo de armazenamento e material para embalagem demonstram o fim de comércio (fl. 38). Esta Corte recebe o quadro fático tal como delineado pela instância ordinária e a pretensão da defesa encontra o reexame fático dos autos. Quanto ao pedido de aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, mantida a condenação pelo delito de associação para o tráfico, fica obstada a aplicação da causa de redução de pena estabelecida no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 (HC n. 445.838/SP, Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 20/6/2018). Sobre a dosimetria, confira-se a sentença (fls. 34/35): ‘[…] 01. Com relação a ré Marines, na primeira fase da dosimetria, levando em conta a grande quantidade e a natureza da droga apreendida, suficiente para atender a inúmeros usuários. Assim, pela regra do artigo 42 da lei n° 11.343/06 e 59 do Código Penal, a pena do tráfico de drogas deve ser fixada 1/3 acima do mínimo legal, ou seja, 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias-multa. Não há atenuantes, agravantes, nem causa de aumento ou diminuição da pena. Com relação à associação para o tráfico de drogas, pelos mesmos motivos expostos acima, também fixo a pena base do respectivo crime acima do mínimo legal, ou seja, 04 (quatro) anos de reclusão e 933 (novecentos e trinta e três) dias-multa. Não há atenuantes, agravantes, nem causa de aumento ou diminuição da pena. As penas aplicadas deverão ser somadas, diante do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP “No processo conexo, HC n. 320.819/SP, foi concedida a ordem de habeas corpus, em 22/5/2015, por este Relator, para deferir a liberdade provisória à paciente. Inicialmente, em relação à afirmação de que inexistem provas nos autos quanto ao elemento subjetivo específico para comprovar a associação criminosa, não há como ser afastada a condenação por tal delito, pois foi comprovado nos autos que há prova suficiente de autoria, demonstração de traficância e que as drogas encontradas e o modo de armazenamento e material para embalagem demonstram o fim de comércio (fl. 38). Esta Corte recebe o quadro fático tal como delineado pela instância ordinária e a pretensão da defesa encontra o reexame fático dos autos. Quanto ao pedido de aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, mantida a condenação pelo delito de associação para o tráfico, fica obstada a aplicação da causa de redução de pena estabelecida no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 (HC n. 445.838/SP, Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 20/6/2018). Sobre a dosimetria, confira-se a sentença (fls. 34/35): ‘[…] 01. Com relação a ré Marines, na primeira fase da dosimetria, levando em conta a grande quantidade e a natureza da droga apreendida, suficiente para atender a inúmeros usuários. Assim, pela regra do artigo 42 da lei n° 11.343/06 e 59 do Código Penal, a pena do tráfico de drogas deve ser fixada 1/3 acima do mínimo legal, ou seja, 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias-multa. Não há atenuantes, agravantes, nem causa de aumento ou diminuição da pena. Com relação à associação para o tráfico de drogas, pelos mesmos motivos expostos acima, também fixo a pena base do respectivo crime acima do mínimo legal, ou seja, 04 (quatro) anos de reclusão e 933 (novecentos e trinta e três) dias-multa. Não há atenuantes, agravantes, nem causa de aumento ou diminuição da pena. As penas aplicadas deverão ser somadas, diante do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP disposto no artigo 69, do Código Penal, perfazendo, assim, a pena total de 10 (dez) anos e 8 (oito) meses de reclusão e 1599 (mil quinhentos e noventa e nove) dias-multa. [...]’ Entendo que razão assiste ao impetrante quanto ao apontado excesso na fixação da pena-base para ambos os delitos, em razão da quantidade de drogas. Com efeito, a quantidade de droga apreendida, 16,94 g de crack, não se mostrou tão exagerada para elevar a pena- base em 1 ano e 8 meses de reclusão, em relação ao crime de tráfico de drogas, e em 1 ano, para o delito de associação para o tráfico. Como inexistem outras circunstâncias judiciais a serem valoradas de forma negativa para a paciente, bem como ausentes agravantes e causas de aumento da pena, entendo que seja razoável a fixação da pena-base em 5 anos e 6 meses para o delito previsto no art. 33, caput, da Lei de Drogas, e em 3 anos e 6 meses, para o crime previsto no art. 35, caput, da mesma lei. Assim, nos termos do art. 69 do Código Penal, somando-se ambas as penas, chega-se à reprimenda definitiva de 9 anos de reclusão, em regime fechado. Ante o exposto, concedo a ordem a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado.” Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Assim, a divergência do entendimento firmado pelas Cortes anteriores demanda incursionamento na moldura fática delineada nos autos, inadmitido na via estreita do habeas corpus. Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC 114.650, Primeira Turma, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP disposto no artigo 69, do Código Penal, perfazendo, assim, a pena total de 10 (dez) anos e 8 (oito) meses de reclusão e 1599 (mil quinhentos e noventa e nove) dias-multa. [...]’ Entendo que razão assiste ao impetrante quanto ao apontado excesso na fixação da pena-base para ambos os delitos, em razão da quantidade de drogas. Com efeito, a quantidade de droga apreendida, 16,94 g de crack, não se mostrou tão exagerada para elevar a pena- base em 1 ano e 8 meses de reclusão, em relação ao crime de tráfico de drogas, e em 1 ano, para o delito de associação para o tráfico. Como inexistem outras circunstâncias judiciais a serem valoradas de forma negativa para a paciente, bem como ausentes agravantes e causas de aumento da pena, entendo que seja razoável a fixação da pena-base em 5 anos e 6 meses para o delito previsto no art. 33, caput, da Lei de Drogas, e em 3 anos e 6 meses, para o crime previsto no art. 35, caput, da mesma lei. Assim, nos termos do art. 69 do Código Penal, somando-se ambas as penas, chega-se à reprimenda definitiva de 9 anos de reclusão, em regime fechado. Ante o exposto, concedo a ordem a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado.” Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Assim, a divergência do entendimento firmado pelas Cortes anteriores demanda incursionamento na moldura fática delineada nos autos, inadmitido na via estreita do habeas corpus. Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC 114.650, Primeira Turma, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2º, a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013). A propósito, no que concerne à aplicabilidade do redutor previsto no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06, o Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que se comprovado o não preenchimento cumulativo dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, é impossível a sua aplicação. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. ORDEM DENEGADA. 1. A não aplicação da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de conjunto 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2º, a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013). A propósito, no que concerne à aplicabilidade do redutor previsto no artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06, o Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que se comprovado o não preenchimento cumulativo dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, é impossível a sua aplicação. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. ORDEM DENEGADA. 1. A não aplicação da minorante prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de conjunto 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP probatório apto a afastar ao menos um dos critérios – porquanto autônomos –, descritos no preceito legal: (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. Nesse juízo, não se pode ignorar que a norma em questão tem a clara finalidade de apenar com menor grau de intensidade quem pratica de modo eventual as condutas descritas no art. 33, caput e § 1º, daquele mesmo diploma legal em contraponto ao agente que faz do crime o seu modo de vida, razão pela qual, evidentemente, não estaria apto a usufruir do referido benefício 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, pela dedicação do paciente a atividades criminosas, circunstância que não pode contraditada em sede de habeas corpus, instrumento que não se presta para o revolvimento do conjunto fático probatório. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 129.360, Segunda Turma, rel. min. Teori Zavascki, DJe de 4/2/2016). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO A PENA INFERIOR A OITO ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Precedentes: HC 108.135, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.06.12; RHC 105.150, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 06.08.12; RHC 107.860, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12. 2. In casu, a paciente, na condição de “mula”, foi surpreendida transportando expressiva quantidade de droga ao exterior. Tal fato afasta o preenchimento dos requisitos do art. 33, § 4°, da Lei de Drogas, conforme parecer ministerial: “as instâncias 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP probatório apto a afastar ao menos um dos critérios – porquanto autônomos –, descritos no preceito legal: (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. Nesse juízo, não se pode ignorar que a norma em questão tem a clara finalidade de apenar com menor grau de intensidade quem pratica de modo eventual as condutas descritas no art. 33, caput e § 1º, daquele mesmo diploma legal em contraponto ao agente que faz do crime o seu modo de vida, razão pela qual, evidentemente, não estaria apto a usufruir do referido benefício 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, pela dedicação do paciente a atividades criminosas, circunstância que não pode contraditada em sede de habeas corpus, instrumento que não se presta para o revolvimento do conjunto fático probatório. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 129.360, Segunda Turma, rel. min. Teori Zavascki, DJe de 4/2/2016). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO A PENA INFERIOR A OITO ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4º do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Precedentes: HC 108.135, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.06.12; RHC 105.150, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 06.08.12; RHC 107.860, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12. 2. In casu, a paciente, na condição de “mula”, foi surpreendida transportando expressiva quantidade de droga ao exterior. Tal fato afasta o preenchimento dos requisitos do art. 33, § 4°, da Lei de Drogas, conforme parecer ministerial: “as instâncias 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP ordinárias com base no acervo fático-probatório, evidenciaram que a paciente integrava organização criminosa ou, ao menos, dedicava-se a atividades criminosas, desautorizando a incidência da minorante prevista no art. 33, § 4° da Lei 11.343/06¹, uma vez que o redutor é incompatível com ambas as condições. A revisão de tal entendimento é inviável de ser realizada na via estreita do writ, por exigir dilação probatória. Contra a pretensão da paciente, é importante argumentar que o transportador da droga é elemento essencial na dinâmica do tráfico, pois sem a pessoa que conduza a droga ao seu local de destino fica inviabilizado o seu comércio.” 3. O regime inicial fechado revela- se possível em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 (oito) anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada, o paciente teria direito ao regime inicial semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, verbis: “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. 5. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes: HC 111.412-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14.08.13; RHC 116.038, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15.08.13; RHC 116.204, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 02.05.13; HC 115.609, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.04.13; RHC 111.547, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 15.06.12. E a condenação transitou em julgado em 13.06.2014. 6 A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 7. Habeas Corpus extinto.” (HC 123.430, Primeira Turma, rel. min. Luiz 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP ordinárias com base no acervo fático-probatório, evidenciaram que a paciente integrava organização criminosa ou, ao menos, dedicava-se a atividades criminosas, desautorizando a incidência da minorante prevista no art. 33, § 4° da Lei 11.343/06¹, uma vez que o redutor é incompatível com ambas as condições. A revisão de tal entendimento é inviável de ser realizada na via estreita do writ, por exigir dilação probatória. Contra a pretensão da paciente, é importante argumentar que o transportador da droga é elemento essencial na dinâmica do tráfico, pois sem a pessoa que conduza a droga ao seu local de destino fica inviabilizado o seu comércio.” 3. O regime inicial fechado revela- se possível em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 (oito) anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada, o paciente teria direito ao regime inicial semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2º, alínea b, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, verbis: “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. 5. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes: HC 111.412-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14.08.13; RHC 116.038, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15.08.13; RHC 116.204, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 02.05.13; HC 115.609, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º.04.13; RHC 111.547, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 15.06.12. E a condenação transitou em julgado em 13.06.2014. 6 A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 7. Habeas Corpus extinto.” (HC 123.430, Primeira Turma, rel. min. Luiz 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Fux, DJe de 18/11/2014). Na espécie, o benefício do tráfico privilegiado foi afastado em razão de a paciente dedicar-se a atividades criminosas. A propósito, restou consignado pelo Tribunal a quo que “mantida a condenação pelo delito de associação para o tráfico, fica obstada a aplicação da causa de redução de pena estabelecida no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006”. Desta sorte, reconhecido o não preenchimento cumulativo dos vetores estabelecidos pelo legislador, não se cuida de hipótese de reconhecimento da figura do tráfico privilegiado. Nessa linha: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRETENSÃO À ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/06. NÃO APLICAÇÃO. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser o writ amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. Condenação criminal por crime de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei nº 11.343/2006) lastreada em exame de provas insuscetíveis de revisão na via estreita do habeas corpus. 3. Se as circunstâncias concretas da prática do crime ou outros elementos probatórios revelam a dedicação à atividade criminosa, não tem lugar o benefício do §4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, não sendo exigíveis outras condenações criminais. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 112.769, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 18/9/2012) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Fux, DJe de 18/11/2014). Na espécie, o benefício do tráfico privilegiado foi afastado em razão de a paciente dedicar-se a atividades criminosas. A propósito, restou consignado pelo Tribunal a quo que “mantida a condenação pelo delito de associação para o tráfico, fica obstada a aplicação da causa de redução de pena estabelecida no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006”. Desta sorte, reconhecido o não preenchimento cumulativo dos vetores estabelecidos pelo legislador, não se cuida de hipótese de reconhecimento da figura do tráfico privilegiado. Nessa linha: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRETENSÃO À ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO § 4º DO ART. 33 DA LEI 11.343/06. NÃO APLICAÇÃO. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser o writ amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. Condenação criminal por crime de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei nº 11.343/2006) lastreada em exame de provas insuscetíveis de revisão na via estreita do habeas corpus. 3. Se as circunstâncias concretas da prática do crime ou outros elementos probatórios revelam a dedicação à atividade criminosa, não tem lugar o benefício do §4º do art. 33 da Lei nº 11.343/2006, não sendo exigíveis outras condenações criminais. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 112.769, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 18/9/2012) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Ademais, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC 132.475, de relatoria da min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/8/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. DOSIMETRIA. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que “não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida – 57 kg de maconha'. 5. A tese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido”. Com efeito, a não configuração, no caso sub examine, da ocorrência 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Ademais, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC 132.475, de relatoria da min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/8/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. DOSIMETRIA. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que “não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida – 57 kg de maconha'. 5. A tese defensiva de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido”. Com efeito, a não configuração, no caso sub examine, da ocorrência 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP de tráfico privilegiado, torna prejudicada a pretensão da paciente de readequação do regime inicial de cumprimento de pena, bem como de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, porquanto o que compunha a causa de pedir, quanto a esses requerimentos era, justamente, o reconhecimento incidência do artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Sob prisma diverso, cabe referir que o exame das questões de fato suscitadas pela defesa no sentido da não configuração do crime de associação para o tráfico demanda uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Desta sorte, impende consignar, ainda, que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC 130.439, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/5/2016). De outro lado, verifico que a corte de origem não se manifestou 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP de tráfico privilegiado, torna prejudicada a pretensão da paciente de readequação do regime inicial de cumprimento de pena, bem como de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, porquanto o que compunha a causa de pedir, quanto a esses requerimentos era, justamente, o reconhecimento incidência do artigo 33, § 4º, da Lei 11.343/06. Sob prisma diverso, cabe referir que o exame das questões de fato suscitadas pela defesa no sentido da não configuração do crime de associação para o tráfico demanda uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Desta sorte, impende consignar, ainda, que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC 130.439, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/5/2016). De outro lado, verifico que a corte de origem não se manifestou 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP sobre a alegada incidência da atenuante de confissão, bem como sobre o pretendido afastamento da condenação por tráfico ilícito de entorpecentes. Deveras, em relação ao pretendido juízo absolutório, restou consignado que “não há como ser afastada a condenação por tal delito, pois foi comprovado nos autos que há prova suficiente de autoria, demonstração de traficância e que as drogas encontradas e o modo de armazenamento e material para embalagem demonstram o fim de comércio (fl. 38). Esta Corte recebe o quadro fático tal como delineado pela instância ordinária e a pretensão da defesa encontra o reexame fático dos autos”. Sob este enfoque, impende consignar que o conhecimento desta impetração sem que a instância precedente tenha examinado esses aspectos do mérito do habeas corpus lá impetrado consubstancia indevida supressão de instância e, por conseguinte, violação das regras constitucionais definidoras da competência dos Tribunais Superiores, valendo conferir os seguintes precedentes desta Corte: “RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – DECISÃO EMANADA DO E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE JULGOU PREJUDICADO O “WRIT” LÁ IMPETRADO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO ÓRGÃO JUDICIÁRIO APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO RECURSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o recurso ordinário em “habeas corpus”, quando interposto com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator, conforme devidamente assentado pela decisão agravada. Precedentes. Se se revelasse lícito ao recorrente agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP sobre a alegada incidência da atenuante de confissão, bem como sobre o pretendido afastamento da condenação por tráfico ilícito de entorpecentes. Deveras, em relação ao pretendido juízo absolutório, restou consignado que “não há como ser afastada a condenação por tal delito, pois foi comprovado nos autos que há prova suficiente de autoria, demonstração de traficância e que as drogas encontradas e o modo de armazenamento e material para embalagem demonstram o fim de comércio (fl. 38). Esta Corte recebe o quadro fático tal como delineado pela instância ordinária e a pretensão da defesa encontra o reexame fático dos autos”. Sob este enfoque, impende consignar que o conhecimento desta impetração sem que a instância precedente tenha examinado esses aspectos do mérito do habeas corpus lá impetrado consubstancia indevida supressão de instância e, por conseguinte, violação das regras constitucionais definidoras da competência dos Tribunais Superiores, valendo conferir os seguintes precedentes desta Corte: “RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – DECISÃO EMANADA DO E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE JULGOU PREJUDICADO O “WRIT” LÁ IMPETRADO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO ÓRGÃO JUDICIÁRIO APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO RECURSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o recurso ordinário em “habeas corpus”, quando interposto com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator, conforme devidamente assentado pela decisão agravada. Precedentes. Se se revelasse lícito ao recorrente agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA O JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO DE CORTE SUPERIOR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal, descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019) Cabe destacar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC 133.648-AgR, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA O JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO DE CORTE SUPERIOR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal, descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019) Cabe destacar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC 133.648-AgR, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 132.103, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 15/3/2016). Por fim, impende registrar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 132.103, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 15/3/2016). Por fim, impende registrar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1º/7/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1º/7/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DE6-CD07-34DF-C811 e senha 9552-18E8-D1DC-A506 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DE6-CD07-34DF-C811 e senha 9552-18E8-D1DC-A506 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA (289297/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10A1-2283-4E01-5D90 e senha D249-F8BD-56BF-CF10 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA (289297/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10A1-2283-4E01-5D90 e senha D249-F8BD-56BF-CF10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750432865
2019-06-28T00:00:00
2019-08-05T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE ATENUANTE E AFASTAMENTO DE CONDENAÇÃO RELATIVA AO CRIME TIPIFICADO NO ARTIGO 35 DA LEI 11.343/06. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 114.650, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013, RHC 115.213, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 26/6/2013, RHC 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013, HC 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013, e RHC 100.837-AgR, Primeira Turma, rel. min Roberto Barroso, DJe de 3/12/2014. 2. A supressão de instância impede o conhecimento de Habeas Corpus quando ausente o exame de mérito perante a Corte Superior. Precedentes: RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018, e HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que comprovada a ausência de um dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, revela-se inviável a sua aplicação. 4. In casu, a paciente foi condenada à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06, tendo o Superior Tribunal de Justiça, em juízo monocrático, concedido a ordem “a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado”. Foram apreendidos “23 porções de cocaína, na forma de crack, sendo 20 embaladas em material plástico e 3 pedras maiores, com peso líquido de 16,94 g”. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1º/7/2015. 9. Agravo regimental desprovido.
sjur407759
- Acórdão(s) citado(s): (HC, DOSIMETRIA DA PENA, REEXAME, FATO, PROVA) HC 114650 (1ªT), RHC 114965 (1ªT), RHC 115213 (1ªT), HC 116531 (1ªT), RHC 100837 AgR (1ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) RHC 158855 AgR (2ªT), HC 161764 AgR (2ªT). (AGRAVO, IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, FUNDAMENTO, DECISÃO AGRAVADA) HC 133602 AgR (2ªT), HC 137749 AgR (1ªT). (REITERAÇÃO, ARGUMENTO, PETIÇÃO INICIAL) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, STJ) RHC 108877 (1ªT), RHC 111639 (1ªT), HC 147637 (1ªT). (TRÁFICO DE DROGAS PRIVILEGIADO, REQUISITO) HC 112769 (1ªT), HC 123430 (1ªT), HC 129360 (2ªT). (DOSIMETRIA DA PENA, DISCRICIONARIEDADE, ÂMBITO JUDICIAL) HC 132475 AgR (1ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 130439 AgR (1ªT). (HC, SUCEDÂNEO, RECURSO, REVISÃO CRIMINAL) HC 132103 AgR (2ªT), HC 133648 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, STJ) RHC 117267. Número de páginas: 28. Análise: 07/10/2019, JSF.
LUIZ FUX
Primeira Turma
169369
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 PAR-00004 ART-00035\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 169369 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. CRIMES DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11.343/06. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. PRETENDIDO RECONHECIMENTO DE ATENUANTE E AFASTAMENTO DE CONDENAÇÃO RELATIVA AO CRIME TIPIFICADO NO ARTIGO 35 DA LEI 11.343/06. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, são insindicáveis na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC 114.650, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013, RHC 115.213, Primeira Turma, rel. min. Luiz Fux, DJe de 26/6/2013, RHC 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013, HC 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013, e RHC 100.837-AgR, Primeira Turma, rel. min Roberto Barroso, DJe de 3/12/2014. 2. A supressão de instância impede o conhecimento de Habeas Corpus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 28 Ementa e Acórdão RHC 169369 AGR / SP quando ausente o exame de mérito perante a Corte Superior. Precedentes: RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018, e HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que comprovada a ausência de um dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, revela-se inviável a sua aplicação. 4. In casu, a paciente foi condenada à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06, tendo o Superior Tribunal de Justiça, em juízo monocrático, concedido a ordem “a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado”. Foram apreendidos “23 porções de cocaína, na forma de crack, sendo 20 embaladas em material plástico e 3 pedras maiores, com peso líquido de 16,94 g”. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1.../7/2015. 9. Agravo regimental desprovido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP quando ausente o exame de mérito perante a Corte Superior. Precedentes: RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018, e HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que comprovada a ausência de um dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, revela-se inviável a sua aplicação. 4. In casu, a paciente foi condenada à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06, tendo o Superior Tribunal de Justiça, em juízo monocrático, concedido a ordem “a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado”. Foram apreendidos “23 porções de cocaína, na forma de crack, sendo 20 embaladas em material plástico e 3 pedras maiores, com peso líquido de 16,94 g”. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. O habeas corpus é impassível de ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1.../7/2015. 9. Agravo regimental desprovido. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 28 Ementa e Acórdão RHC 169369 AGR / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 21 a 27/6/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10F3-4FE4-24EC-C1DF e senha 45D2-21D6-ADA0-6E28 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 28 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARINES BATISTA DOS SANTOS contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI n 11.343/06. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO COLEGIADO. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL.” Foi interposto recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, contra decisão monocrática proferida por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do habeas corpus lá impetrado, HC 433.910, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MARINES BATISTA DOS SANTOS contra decisão de minha relatoria, que negou seguimento a pedido de habeas corpus, ementada nos seguintes termos: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL E PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DE ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ARTIGOS 33 E 35 DA LEI n 11.343/06. AUSÊNCIA DE JULGAMENTO COLEGIADO. REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. INOCORRÊNCIA DE TRÁFICO PRIVILEGIADO. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL.” Foi interposto recurso ordinário em habeas corpus, com pedido de liminar, contra decisão monocrática proferida por Ministro do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do habeas corpus lá impetrado, HC 433.910, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 28 Relatório RHC 169369 AGR / SP “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. 23 PORÇÕES DE COCAÍNA, NA FORMA DE CRACK, SENDO 20 EMBALADAS EM MATERIAL PLÁSTICO E 3 PEDRAS MAIORES, COM PESO LÍQUIDO DE 16,94 G. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE VÍNCULO SUBJETIVO. REEXAME FÁTICO. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO REDUTOR PREVISTO NO ART. 33, § 4..., DA LEI DE DROGAS. DOSIMETRIA. REDIMENSIONAMENTO DA PENA. Ordem concedida nos termos do dispositivo.” Consta dos autos que a paciente foi condenada pelo juízo natural à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06. Em sede recursal, o Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso defensivo, mantendo integralmente a sentença. Ato contínuo, foi manejado habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem apenas para redimensionar a pena imposta à paciente para 9 (nove) anos de reclusão, mantido os demais termos da sentença. Sobreveio a impetração deste mandamus, no qual a defesa aponta, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena do paciente. Pugna seja reconhecida “a causa de diminuição prevista no artigo 33, parágrafo 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), alterando-se o regime inicial para o aberto e/ou semiaberto, bem como promovendo a substituição da reprimenda corporal por penas restritivas de direito, pois presentes os requisitos legais”. Argumenta que “a condenação é extremamente excessiva e sem amparo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. 23 PORÇÕES DE COCAÍNA, NA FORMA DE CRACK, SENDO 20 EMBALADAS EM MATERIAL PLÁSTICO E 3 PEDRAS MAIORES, COM PESO LÍQUIDO DE 16,94 G. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE VÍNCULO SUBJETIVO. REEXAME FÁTICO. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO REDUTOR PREVISTO NO ART. 33, § 4..., DA LEI DE DROGAS. DOSIMETRIA. REDIMENSIONAMENTO DA PENA. Ordem concedida nos termos do dispositivo.” Consta dos autos que a paciente foi condenada pelo juízo natural à pena de 10 (dez) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/06. Em sede recursal, o Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso defensivo, mantendo integralmente a sentença. Ato contínuo, foi manejado habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, que concedeu parcialmente a ordem apenas para redimensionar a pena imposta à paciente para 9 (nove) anos de reclusão, mantido os demais termos da sentença. Sobreveio a impetração deste mandamus, no qual a defesa aponta, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal consubstanciado na dosimetria da pena do paciente. Pugna seja reconhecida “a causa de diminuição prevista no artigo 33, parágrafo 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), alterando-se o regime inicial para o aberto e/ou semiaberto, bem como promovendo a substituição da reprimenda corporal por penas restritivas de direito, pois presentes os requisitos legais”. Argumenta que “a condenação é extremamente excessiva e sem amparo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 28 Relatório RHC 169369 AGR / SP legal, pois não observou todos os parâmetros contidos no artigo 59 do Código Penal, pelo menos para afastá-los de modo fundamentado”. Afirma que “a sanção penal não merece qualquer acréscimo, em razão da quantidade de droga, já que esta não se subtrai à realidade dos processos criminais em que se apura a prática do tráfico”. Alega, também, que “deverá ser reconhecida a atenuante confissão”. Sustenta, ainda, ser “direito da Recorrente ter a causa de diminuição reconhecida no seu patamar máximo (2/3)”, destacando que “a mera quantidade ou diversidade de droga não é fator determinante para concluir que o réu se dedique a atividade criminosa”. A defesa prossegue pugnando pelo afastamento da figura penal prevista no artigo 35 da Lei n 11.343/06, “ante a ausência da estabilidade e permanência entre a Recorrente e o corréu”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos, verbis: “Isso posto, sendo recebido o presente recurso, requer a concessão, liminarmente, da ordem de habeas corpus, para fazer cessar o constrangimento ilegal suportado pela Recorrente,aplicando-se definitivamente ao tráfico a pena de 01 ano e 08 meses de reclusão e 166 dias-multa, no mínimo legal, no regime inicial aberto e ou semiaberto, substituindo-se a reprimenda corporal por duas penas restritivas de direito, uma vez que se trata de Recorrente primária, portadora de bons antecedentes e não integrante de organização criminosa, além do que favoráveis todas as circunstâncias previstas no artigo 59 do Código Penal Brasileiro e 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Ademais, as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35, caput, da Lei n 11.343/2006, restando comprovado que o concurso não se deu em caráter estável e duradouro, o que impõe a concessão da ordem, absolvendo-se a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP legal, pois não observou todos os parâmetros contidos no artigo 59 do Código Penal, pelo menos para afastá-los de modo fundamentado”. Afirma que “a sanção penal não merece qualquer acréscimo, em razão da quantidade de droga, já que esta não se subtrai à realidade dos processos criminais em que se apura a prática do tráfico”. Alega, também, que “deverá ser reconhecida a atenuante confissão”. Sustenta, ainda, ser “direito da Recorrente ter a causa de diminuição reconhecida no seu patamar máximo (2/3)”, destacando que “a mera quantidade ou diversidade de droga não é fator determinante para concluir que o réu se dedique a atividade criminosa”. A defesa prossegue pugnando pelo afastamento da figura penal prevista no artigo 35 da Lei n 11.343/06, “ante a ausência da estabilidade e permanência entre a Recorrente e o corréu”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos, verbis: “Isso posto, sendo recebido o presente recurso, requer a concessão, liminarmente, da ordem de habeas corpus, para fazer cessar o constrangimento ilegal suportado pela Recorrente,aplicando-se definitivamente ao tráfico a pena de 01 ano e 08 meses de reclusão e 166 dias-multa, no mínimo legal, no regime inicial aberto e ou semiaberto, substituindo-se a reprimenda corporal por duas penas restritivas de direito, uma vez que se trata de Recorrente primária, portadora de bons antecedentes e não integrante de organização criminosa, além do que favoráveis todas as circunstâncias previstas no artigo 59 do Código Penal Brasileiro e 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Ademais, as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35, caput, da Lei n 11.343/2006, restando comprovado que o concurso não se deu em caráter estável e duradouro, o que impõe a concessão da ordem, absolvendo-se a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 28 Relatório RHC 169369 AGR / SP Recorrente da aludida imputação. Requer, ao final, depois de concedida a liminar, seja concedido em definitivo a presente ordem de habeas corpus, nos termos requeridos acima, por medida de justiça!” O writ teve seguimento negado, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os argumentos aduzidos na petição inicial. Alega que “a condenação é extremamente excessiva e sem amparo legal, pois não observou todos os parâmetros contidos no artigo 59 do Código Penal, pelo menos para afastá-los de modo fundamentado, o que caracteriza violação aos princípios da individualização, proporcionalidade das penas e motivação das decisões do Poder Judiciário”. Afirma que “não merece prosperar o cálculo de pena realizado nos presentes autos, uma vez que extremamente excessivo e sem amparo legal, haja vista que favoráveis as circunstâncias judiciais” e conclui que a pena-base deve ser fixada no mínimo legal ou, subsidiariamente, “requer seja a pena- base majorada em 1/8, tanto a privativa de liberdade como a pecuniária”. Prossegue advogando que “na segunda etapa, deverá ser reconhecida a atenuante confissão. Assim, caso Vossas Excelências entendam que a pena deve ser majorada na primeira etapa, que retorne ao mínimo legal na segunda fase”. Pondera, também, que a paciente “faz jus à causa de diminuição aquele é primário, não se dedica às atividades criminosas, nem integra organização criminosa”. Entende que “a quantidade e diversidade não foram utilizadas como indicativo de que a traficância era habitual, ou seja, o ‘meio de vida’ utilizado pelos réus, o que lhes permitiu obter o grau máximo daquele redutor, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Recorrente da aludida imputação. Requer, ao final, depois de concedida a liminar, seja concedido em definitivo a presente ordem de habeas corpus, nos termos requeridos acima, por medida de justiça!” O writ teve seguimento negado, nos termos da ementa supratranscrita. Sobreveio o presente agravo regimental, no qual a defesa repisa os argumentos aduzidos na petição inicial. Alega que “a condenação é extremamente excessiva e sem amparo legal, pois não observou todos os parâmetros contidos no artigo 59 do Código Penal, pelo menos para afastá-los de modo fundamentado, o que caracteriza violação aos princípios da individualização, proporcionalidade das penas e motivação das decisões do Poder Judiciário”. Afirma que “não merece prosperar o cálculo de pena realizado nos presentes autos, uma vez que extremamente excessivo e sem amparo legal, haja vista que favoráveis as circunstâncias judiciais” e conclui que a pena-base deve ser fixada no mínimo legal ou, subsidiariamente, “requer seja a pena- base majorada em 1/8, tanto a privativa de liberdade como a pecuniária”. Prossegue advogando que “na segunda etapa, deverá ser reconhecida a atenuante confissão. Assim, caso Vossas Excelências entendam que a pena deve ser majorada na primeira etapa, que retorne ao mínimo legal na segunda fase”. Pondera, também, que a paciente “faz jus à causa de diminuição aquele é primário, não se dedica às atividades criminosas, nem integra organização criminosa”. Entende que “a quantidade e diversidade não foram utilizadas como indicativo de que a traficância era habitual, ou seja, o ‘meio de vida’ utilizado pelos réus, o que lhes permitiu obter o grau máximo daquele redutor, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 28 Relatório RHC 169369 AGR / SP substituição da pena e regime inicial diverso do fechado”, bem como “ser possível a fixação de regime diverso do fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso de tráfico de drogas, ao contrário do que decidiu o Juízo a quo”. Aponta, ainda, que “as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Isso posto, sendo recebido o presente recurso, requer o provimento do agravo regimental, para fazer cessar o constrangimento ilegal suportado pela Recorrente,devendo ser concedida a ordem de habeas corpus, aplicando-se definitivamente ao tráfico a pena de 01 ano e 08 meses de reclusão e 166 dias-multa, no mínimo legal, no regime inicial aberto e ou semiaberto, substituindo-se a reprimenda corporal por duas penas restritivas de direito, uma vez que se trata de Recorrente primária, portadora de bons antecedentes e não integrante de organização criminosa, além do que favoráveis todas as circunstâncias previstas no artigo 59 do Código Penal Brasileiro e 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Ademais, as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35, caput, da Lei n 11.343/2006, restando comprovado que o concurso não se deu em caráter estável e duradouro, o que impõe a concessão da ordem, absolvendo-se a Recorrente da aludida imputação.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP substituição da pena e regime inicial diverso do fechado”, bem como “ser possível a fixação de regime diverso do fechado e a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso de tráfico de drogas, ao contrário do que decidiu o Juízo a quo”. Aponta, ainda, que “as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Isso posto, sendo recebido o presente recurso, requer o provimento do agravo regimental, para fazer cessar o constrangimento ilegal suportado pela Recorrente,devendo ser concedida a ordem de habeas corpus, aplicando-se definitivamente ao tráfico a pena de 01 ano e 08 meses de reclusão e 166 dias-multa, no mínimo legal, no regime inicial aberto e ou semiaberto, substituindo-se a reprimenda corporal por duas penas restritivas de direito, uma vez que se trata de Recorrente primária, portadora de bons antecedentes e não integrante de organização criminosa, além do que favoráveis todas as circunstâncias previstas no artigo 59 do Código Penal Brasileiro e 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Ademais, as provas produzidas no decorrer da instrução criminal não demonstram de maneira inequívoca o elemento subjetivo específico exigido pelo artigo 35, caput, da Lei n 11.343/2006, restando comprovado que o concurso não se deu em caráter estável e duradouro, o que impõe a concessão da ordem, absolvendo-se a Recorrente da aludida imputação.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7AC1-93C5-5DA7-EEB7 e senha 1F25-07FB-9210-3817 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que a parte agravante se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre os fundamentos da decisão concernentes: i) à ausência de insurgência em face de julgamento colegiado; ii) à inviabilidade de revolvimento do contexto fático-probatório engendrado nos autos; iii) à insuscetibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal; e iv) à supressão de instância em relação ao reconhecimento de atenuante, a recorrente deixou de impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem as razões expendidas no agravo, resta evidenciado que a parte recorrente não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, motivo pelo qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que a parte agravante se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre os fundamentos da decisão concernentes: i) à ausência de insurgência em face de julgamento colegiado; ii) à inviabilidade de revolvimento do contexto fático-probatório engendrado nos autos; iii) à insuscetibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal; e iv) à supressão de instância em relação ao reconhecimento de atenuante, a recorrente deixou de impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016). Sob outro enfoque, conforme assentado em decisão monocrática, verifico a ausência de julgamento colegiado sobre o mérito da demanda levada ao seu conhecimento. Nesse contexto, assento que não restou exaurida a jurisdição no âmbito daquela Corte, conforme exigido pelo artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II – julgar, em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão” (grifei). O constituinte fez clara opção pelo princípio da colegialidade ao franquear a competência desta Corte para apreciação de habeas corpus – consoante disposto na alínea a do inciso II do artigo 102, da CRFB, – quando decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização dessa regra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 17/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 8/8/2016). Sob outro enfoque, conforme assentado em decisão monocrática, verifico a ausência de julgamento colegiado sobre o mérito da demanda levada ao seu conhecimento. Nesse contexto, assento que não restou exaurida a jurisdição no âmbito daquela Corte, conforme exigido pelo artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: II – julgar, em recurso ordinário: a) o "habeas-corpus", o mandado de segurança, o "habeas-data" e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão” (grifei). O constituinte fez clara opção pelo princípio da colegialidade ao franquear a competência desta Corte para apreciação de habeas corpus – consoante disposto na alínea a do inciso II do artigo 102, da CRFB, – quando decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. E não há de se estabelecer a possibilidade de flexibilização dessa regra 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP constitucional de competência, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal. Daí porque, em situação similar, a Primeira Turma desta Corte, por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus 108.877/RS, relatora ministra Cármen Lúcia, deixou expresso que “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça”. No mesmo sentido, RHC 117.267/SP, relator ministro Dias Toffoli e o acórdão proferido no julgamento do RHC 111.639/DF, relator ministro Dias Toffoli, cuja ementa possui o seguinte teor: “Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Roubo circunstanciado pelo emprego de arma. Aplicação do aumento de pena previsto no inciso I do § 2... do art. 157 do Código Penal. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento. Não cabimento do recurso ordinário. Precedentes. Recurso não conhecido. Ofensa ao princípio da colegialidade. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício. Precedentes. 1. Segundo o entendimento da Corte ‘não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça’ (RHC n 108.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). 2. Recurso não conhecido(...)” (grifei). A Constituição Federal restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior, considerando o princípio da colegialidade. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP constitucional de competência, pois, sendo matéria de direito estrito, não pode ser interpretada de forma ampliada para alcançar autoridades – no caso, membros de Tribunais Superiores – cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo Tribunal Federal. Daí porque, em situação similar, a Primeira Turma desta Corte, por ocasião do julgamento do Recurso Ordinário em Habeas Corpus 108.877/RS, relatora ministra Cármen Lúcia, deixou expresso que “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça”. No mesmo sentido, RHC 117.267/SP, relator ministro Dias Toffoli e o acórdão proferido no julgamento do RHC 111.639/DF, relator ministro Dias Toffoli, cuja ementa possui o seguinte teor: “Recurso ordinário em habeas corpus. Penal. Roubo circunstanciado pelo emprego de arma. Aplicação do aumento de pena previsto no inciso I do § 2... do art. 157 do Código Penal. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça a ele negando seguimento. Não cabimento do recurso ordinário. Precedentes. Recurso não conhecido. Ofensa ao princípio da colegialidade. Concessão de ordem de habeas corpus de ofício. Precedentes. 1. Segundo o entendimento da Corte ‘não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça’ (RHC n 108.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). 2. Recurso não conhecido(...)” (grifei). A Constituição Federal restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior, considerando o princípio da colegialidade. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. RECORRIBILIDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 147.637, Primeira Turma, rel. p/ acórdão min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/3/2019). Noutro giro, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. Por oportuno, transcrevo a fundamentação da decisão do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP INEXISTÊNCIA DE ILEGALIDADE. PRECEDENTES. 1. Incidência de óbice ao conhecimento da ordem impetrada neste Supremo Tribunal Federal, uma vez que se impugna decisão monocrática de Ministro do Superior de Tribunal de Justiça (HC 151.344-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 21/3/2018; HC 122.718/SP, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 3/9/2014; HC 121.684-AgR/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 16/5/2014; HC 138.687- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 1.../3/2017; HC 116.875/AC, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 17/10/2013; HC 117.346/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 22/10/2013; HC 117.798/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014; HC 119.821/TO, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe de 29/4/2014; HC 122.381-AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 9/10/2014; RHC 114.737/RN, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 18/4/2013; RHC 114.961/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/8/2013). 2. O exaurimento da instância recorrida é, como regra, pressuposto para ensejar a competência do Supremo Tribunal Federal, conforme vem sendo reiteradamente proclamado por esta Corte (HC 129.142, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 10/8/2017; RHC 111.935, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 30/9/2013; HC 97.009, Rel. p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, DJe de 4/4/2014; HC 118.189, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 24/4/2014). 3. Inexistência de teratologia ou caso excepcional que caracterizem flagrante constrangimento ilegal. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 147.637, Primeira Turma, rel. p/ acórdão min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/3/2019). Noutro giro, inexiste situação que autorize a concessão da ordem ante a ausência de flagrante ilegalidade ou abuso de poder na decisão atacada. Por oportuno, transcrevo a fundamentação da decisão do Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, verbis: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP “No processo conexo, HC n. 320.819/SP, foi concedida a ordem de habeas corpus, em 22/5/2015, por este Relator, para deferir a liberdade provisória à paciente. Inicialmente, em relação à afirmação de que inexistem provas nos autos quanto ao elemento subjetivo específico para comprovar a associação criminosa, não há como ser afastada a condenação por tal delito, pois foi comprovado nos autos que há prova suficiente de autoria, demonstração de traficância e que as drogas encontradas e o modo de armazenamento e material para embalagem demonstram o fim de comércio (fl. 38). Esta Corte recebe o quadro fático tal como delineado pela instância ordinária e a pretensão da defesa encontra o reexame fático dos autos. Quanto ao pedido de aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), mantida a condenação pelo delito de associação para o tráfico, fica obstada a aplicação da causa de redução de pena estabelecida no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 (HC n. 445.838/SP, Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 20/6/2018). Sobre a dosimetria, confira-se a sentença (fls. 34/35): ‘[…] 01. Com relação a ré Marines, na primeira fase da dosimetria, levando em conta a grande quantidade e a natureza da droga apreendida, suficiente para atender a inúmeros usuários. Assim, pela regra do artigo 42 da lei n 11.343/06 e 59 do Código Penal, a pena do tráfico de drogas deve ser fixada 1/3 acima do mínimo legal, ou seja, 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias-multa. Não há atenuantes, agravantes, nem causa de aumento ou diminuição da pena. Com relação à associação para o tráfico de drogas, pelos mesmos motivos expostos acima, também fixo a pena base do respectivo crime acima do mínimo legal, ou seja, 04 (quatro) anos de reclusão e 933 (novecentos e trinta e três) dias-multa. Não há atenuantes, agravantes, nem causa de aumento ou diminuição da pena. As penas aplicadas deverão ser somadas, diante do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP “No processo conexo, HC n. 320.819/SP, foi concedida a ordem de habeas corpus, em 22/5/2015, por este Relator, para deferir a liberdade provisória à paciente. Inicialmente, em relação à afirmação de que inexistem provas nos autos quanto ao elemento subjetivo específico para comprovar a associação criminosa, não há como ser afastada a condenação por tal delito, pois foi comprovado nos autos que há prova suficiente de autoria, demonstração de traficância e que as drogas encontradas e o modo de armazenamento e material para embalagem demonstram o fim de comércio (fl. 38). Esta Corte recebe o quadro fático tal como delineado pela instância ordinária e a pretensão da defesa encontra o reexame fático dos autos. Quanto ao pedido de aplicação do redutor previsto no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), mantida a condenação pelo delito de associação para o tráfico, fica obstada a aplicação da causa de redução de pena estabelecida no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 (HC n. 445.838/SP, Ministro Felix Fischer, Quinta Turma, DJe 20/6/2018). Sobre a dosimetria, confira-se a sentença (fls. 34/35): ‘[…] 01. Com relação a ré Marines, na primeira fase da dosimetria, levando em conta a grande quantidade e a natureza da droga apreendida, suficiente para atender a inúmeros usuários. Assim, pela regra do artigo 42 da lei n 11.343/06 e 59 do Código Penal, a pena do tráfico de drogas deve ser fixada 1/3 acima do mínimo legal, ou seja, 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão e 666 (seiscentos e sessenta e seis) dias-multa. Não há atenuantes, agravantes, nem causa de aumento ou diminuição da pena. Com relação à associação para o tráfico de drogas, pelos mesmos motivos expostos acima, também fixo a pena base do respectivo crime acima do mínimo legal, ou seja, 04 (quatro) anos de reclusão e 933 (novecentos e trinta e três) dias-multa. Não há atenuantes, agravantes, nem causa de aumento ou diminuição da pena. As penas aplicadas deverão ser somadas, diante do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP disposto no artigo 69, do Código Penal, perfazendo, assim, a pena total de 10 (dez) anos e 8 (oito) meses de reclusão e 1599 (mil quinhentos e noventa e nove) dias-multa. [...]’ Entendo que razão assiste ao impetrante quanto ao apontado excesso na fixação da pena-base para ambos os delitos, em razão da quantidade de drogas. Com efeito, a quantidade de droga apreendida, 16,94 g de crack, não se mostrou tão exagerada para elevar a pena- base em 1 ano e 8 meses de reclusão, em relação ao crime de tráfico de drogas, e em 1 ano, para o delito de associação para o tráfico. Como inexistem outras circunstâncias judiciais a serem valoradas de forma negativa para a paciente, bem como ausentes agravantes e causas de aumento da pena, entendo que seja razoável a fixação da pena-base em 5 anos e 6 meses para o delito previsto no art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), e em 3 anos e 6 meses, para o crime previsto no art. 35, caput, da mesma lei. Assim, nos termos do art. 69 do Código Penal, somando-se ambas as penas, chega-se à reprimenda definitiva de 9 anos de reclusão, em regime fechado. Ante o exposto, concedo a ordem a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado.” Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Assim, a divergência do entendimento firmado pelas Cortes anteriores demanda incursionamento na moldura fática delineada nos autos, inadmitido na via estreita do habeas corpus. Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC 114.650, Primeira Turma, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP disposto no artigo 69, do Código Penal, perfazendo, assim, a pena total de 10 (dez) anos e 8 (oito) meses de reclusão e 1599 (mil quinhentos e noventa e nove) dias-multa. [...]’ Entendo que razão assiste ao impetrante quanto ao apontado excesso na fixação da pena-base para ambos os delitos, em razão da quantidade de drogas. Com efeito, a quantidade de droga apreendida, 16,94 g de crack, não se mostrou tão exagerada para elevar a pena- base em 1 ano e 8 meses de reclusão, em relação ao crime de tráfico de drogas, e em 1 ano, para o delito de associação para o tráfico. Como inexistem outras circunstâncias judiciais a serem valoradas de forma negativa para a paciente, bem como ausentes agravantes e causas de aumento da pena, entendo que seja razoável a fixação da pena-base em 5 anos e 6 meses para o delito previsto no art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), e em 3 anos e 6 meses, para o crime previsto no art. 35, caput, da mesma lei. Assim, nos termos do art. 69 do Código Penal, somando-se ambas as penas, chega-se à reprimenda definitiva de 9 anos de reclusão, em regime fechado. Ante o exposto, concedo a ordem a fim de redimensionar a pena imposta à paciente para 9 anos de reclusão, em regime fechado, mantidos os demais fundamentos do acórdão hostilizado.” Por conseguinte, como se depreende da fundamentação da decisão do juízo a quo, a dosimetria da pena foi realizada com base em fatos e elementos existentes no caso in concreto. Assim, a divergência do entendimento firmado pelas Cortes anteriores demanda incursionamento na moldura fática delineada nos autos, inadmitido na via estreita do habeas corpus. Nessa linha, o Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a dosimetria da pena, bem como os critérios subjetivos considerados pelos órgãos inferiores para a sua realização, não são passíveis de aferição na via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso” (HC 114.650, Primeira Turma, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP rel. min. Luiz Fux, DJe de 14/8/2013). No mesmo sentido, os seguintes julgados: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ROUBO TRIPLAMENTE CIRCUNSTANCIADO. DOSIMETRIA DA PENA. FRAÇÃO SUPERIOR AO MÍNIMO LEGAL. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. 1. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação das causas de aumento do art. 157, § 2..., incisos I, II e V, do Código Penal. Justificada a fixação da majorante além do mínimo legal em razão das circunstâncias concretas do fato e não apenas no número de majorantes. 3. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais. Não se verifica constrangimento ilegal no regime fechado estabelecido quando há motivação idônea, fundamentada na gravidade concreta da conduta. Precedentes 4 . Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento” - Sem grifos no original. (RHC 114.965, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 27/6/2013). “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA DA PENA. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. CAUSA DE AUMENTO DE PENA DOS INCISOS II e III DO ART. 40 DA LEI 11.343/06. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2..., a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013). A propósito, no que concerne à aplicabilidade do redutor previsto no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06, o Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que se comprovado o não preenchimento cumulativo dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, é impossível a sua aplicação. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. ORDEM DENEGADA. 1. A não aplicação da minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de conjunto 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. 1. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 2. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do §4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. Cabe às instâncias anteriores decidir sobre a aplicação ou não do benefício e, se aplicável, a fração pertinente, não se mostrando hábil o habeas corpus para revisão, salvo se presente manifesta ilegalidade ou arbitrariedade. 3. O quantum da pena aplicada não enseja possibilidade de imposição de regime inicial mais brando que o fechado, nem tampouco a substituição da pena privativa por restritiva de direitos, à luz dos requisitos legais gerais dos arts. 33, § 2..., a, e 44, ambos do Código Penal. 4. Habeas corpus denegado” - Sem grifos no original. (HC 116.531, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 11/6/2013). A propósito, no que concerne à aplicabilidade do redutor previsto no artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06, o Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que se comprovado o não preenchimento cumulativo dos critérios estabelecidos pelo legislador para a caracterização do tráfico privilegiado, é impossível a sua aplicação. Nessa linha, verbis: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. APLICAÇÃO. INVIABILIDADE. REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS. ORDEM DENEGADA. 1. A não aplicação da minorante prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006 pressupõe a demonstração pelo juízo sentenciante da existência de conjunto 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP probatório apto a afastar ao menos um dos critérios – porquanto autônomos –, descritos no preceito legal: (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. Nesse juízo, não se pode ignorar que a norma em questão tem a clara finalidade de apenar com menor grau de intensidade quem pratica de modo eventual as condutas descritas no art. 33, caput e § 1..., daquele mesmo diploma legal em contraponto ao agente que faz do crime o seu modo de vida, razão pela qual, evidentemente, não estaria apto a usufruir do referido benefício 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, pela dedicação do paciente a atividades criminosas, circunstância que não pode contraditada em sede de habeas corpus, instrumento que não se presta para o revolvimento do conjunto fático probatório. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 129.360, Segunda Turma, rel. min. Teori Zavascki, DJe de 4/2/2016). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO A PENA INFERIOR A OITO ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Precedentes: HC 108.135, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.06.12; RHC 105.150, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 06.08.12; RHC 107.860, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12. 2. In casu, a paciente, na condição de “mula”, foi surpreendida transportando expressiva quantidade de droga ao exterior. Tal fato afasta o preenchimento dos requisitos do art. 33, § 4..., da Lei de Drogas, conforme parecer ministerial: “as instâncias 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP probatório apto a afastar ao menos um dos critérios – porquanto autônomos –, descritos no preceito legal: (a) primariedade; (b) bons antecedentes; (c) não dedicação a atividades criminosas; e (d) não integração à organização criminosa. Nesse juízo, não se pode ignorar que a norma em questão tem a clara finalidade de apenar com menor grau de intensidade quem pratica de modo eventual as condutas descritas no art. 33, caput e § 1..., daquele mesmo diploma legal em contraponto ao agente que faz do crime o seu modo de vida, razão pela qual, evidentemente, não estaria apto a usufruir do referido benefício 2. O Tribunal de Justiça concluiu, com base nos elementos de provas colhidos sob o crivo do contraditório, pela dedicação do paciente a atividades criminosas, circunstância que não pode contraditada em sede de habeas corpus, instrumento que não se presta para o revolvimento do conjunto fático probatório. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 129.360, Segunda Turma, rel. min. Teori Zavascki, DJe de 4/2/2016). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. CONDENAÇÃO A PENA INFERIOR A OITO ANOS. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME MAIS GRAVOSO. POSSIBILIDADE. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. 1. A aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista no § 4... do artigo 33 da Lei 11.343/06 está condicionada ao preenchimento, cumulativo, dos requisitos legais: primariedade, bons antecedentes e agente que não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. Precedentes: HC 108.135, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.06.12; RHC 105.150, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 04.05.12; HC 101.265, Segunda Turma, Relator para o acórdão o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 06.08.12; RHC 107.860, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 25.09.12. 2. In casu, a paciente, na condição de “mula”, foi surpreendida transportando expressiva quantidade de droga ao exterior. Tal fato afasta o preenchimento dos requisitos do art. 33, § 4..., da Lei de Drogas, conforme parecer ministerial: “as instâncias 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP ordinárias com base no acervo fático-probatório, evidenciaram que a paciente integrava organização criminosa ou, ao menos, dedicava-se a atividades criminosas, desautorizando a incidência da minorante prevista no art. 33, § 4... da Lei 11.343/06¹, uma vez que o redutor é incompatível com ambas as condições. A revisão de tal entendimento é inviável de ser realizada na via estreita do writ, por exigir dilação probatória. Contra a pretensão da paciente, é importante argumentar que o transportador da droga é elemento essencial na dinâmica do tráfico, pois sem a pessoa que conduza a droga ao seu local de destino fica inviabilizado o seu comércio.” 3. O regime inicial fechado revela- se possível em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 (oito) anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada, o paciente teria direito ao regime inicial semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, verbis: “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. 5. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes: HC 111.412-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14.08.13; RHC 116.038, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15.08.13; RHC 116.204, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 02.05.13; HC 115.609, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1....04.13; RHC 111.547, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 15.06.12. E a condenação transitou em julgado em 13.06.2014. 6 A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 7. Habeas Corpus extinto.” (HC 123.430, Primeira Turma, rel. min. Luiz 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP ordinárias com base no acervo fático-probatório, evidenciaram que a paciente integrava organização criminosa ou, ao menos, dedicava-se a atividades criminosas, desautorizando a incidência da minorante prevista no art. 33, § 4... da Lei 11.343/06¹, uma vez que o redutor é incompatível com ambas as condições. A revisão de tal entendimento é inviável de ser realizada na via estreita do writ, por exigir dilação probatória. Contra a pretensão da paciente, é importante argumentar que o transportador da droga é elemento essencial na dinâmica do tráfico, pois sem a pessoa que conduza a droga ao seu local de destino fica inviabilizado o seu comércio.” 3. O regime inicial fechado revela- se possível em condenações por tráfico de entorpecentes, mesmo para o cumprimento de pena inferior a 8 (oito) anos, desde que desfavoráveis as circunstâncias judiciais elencadas no artigo 59 do Código Penal. 4. In casu, considerada tão-somente a quantidade da pena aplicada, o paciente teria direito ao regime inicial semiaberto, nos termos do artigo 33, § 2..., alínea b, do Código Penal. Todavia, a fixação de regime mais gravoso, deu-se à luz das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal e, no caso da regência específica do crime de tráfico de entorpecentes, do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, verbis: “O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente”. 5. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes: HC 111.412-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 14.08.13; RHC 116.038, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 15.08.13; RHC 116.204, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 02.05.13; HC 115.609, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1....04.13; RHC 111.547, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJe de 15.06.12. E a condenação transitou em julgado em 13.06.2014. 6 A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que os pacientes não estão arrolados em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. 7. Habeas Corpus extinto.” (HC 123.430, Primeira Turma, rel. min. Luiz 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Fux, DJe de 18/11/2014). Na espécie, o benefício do tráfico privilegiado foi afastado em razão de a paciente dedicar-se a atividades criminosas. A propósito, restou consignado pelo Tribunal a quo que “mantida a condenação pelo delito de associação para o tráfico, fica obstada a aplicação da causa de redução de pena estabelecida no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006”. Desta sorte, reconhecido o não preenchimento cumulativo dos vetores estabelecidos pelo legislador, não se cuida de hipótese de reconhecimento da figura do tráfico privilegiado. Nessa linha: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRETENSÃO À ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/06. NÃO APLICAÇÃO. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser o writ amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. Condenação criminal por crime de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei n 11.343/2006) lastreada em exame de provas insuscetíveis de revisão na via estreita do habeas corpus. 3. Se as circunstâncias concretas da prática do crime ou outros elementos probatórios revelam a dedicação à atividade criminosa, não tem lugar o benefício do §4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, não sendo exigíveis outras condenações criminais. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 112.769, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 18/9/2012) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Fux, DJe de 18/11/2014). Na espécie, o benefício do tráfico privilegiado foi afastado em razão de a paciente dedicar-se a atividades criminosas. A propósito, restou consignado pelo Tribunal a quo que “mantida a condenação pelo delito de associação para o tráfico, fica obstada a aplicação da causa de redução de pena estabelecida no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006”. Desta sorte, reconhecido o não preenchimento cumulativo dos vetores estabelecidos pelo legislador, não se cuida de hipótese de reconhecimento da figura do tráfico privilegiado. Nessa linha: “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRETENSÃO À ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DO § 4... DO ART. 33 DA LEI 11.343/06. NÃO APLICAÇÃO. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser o writ amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. Condenação criminal por crime de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei n 11.343/2006) lastreada em exame de provas insuscetíveis de revisão na via estreita do habeas corpus. 3. Se as circunstâncias concretas da prática do crime ou outros elementos probatórios revelam a dedicação à atividade criminosa, não tem lugar o benefício do §4... do art. 33 da Lei n 11.343/2006, não sendo exigíveis outras condenações criminais. 4. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.” (HC 112.769, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 18/9/2012) 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Ademais, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC 132.475, de relatoria da min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/8/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. DOSIMETRIA. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que “não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida – 57 kg de maconha'. 5. A tese defensiva de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido”. Com efeito, a não configuração, no caso sub examine, da ocorrência 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Ademais, há que se reconhecer que a dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial, sujeita à revisão apenas em casos de flagrante teratologia, ilegalidade ou abuso de poder. Nesse sentido o HC 132.475, de relatoria da min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 23/8/2016: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. REITERAÇÃO DE IMPETRAÇÃO ANTERIOR. TRÁFICO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. DOSIMETRIA. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. AFASTAMENTO DA MINORANTE DO ARTIGO 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal no sentido de que “não se conhece de habeas corpus em que se reitera a pretensão veiculada em writ anteriormente impetrado” (HC 112.645/TO, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 08.6.2012). 3. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Pertinente à dosimetria da pena, encontra-se a aplicação da causa de diminuição da pena objeto do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/2006. 4. Na hipótese, adequada a exasperação da pena-base acima do mínimo legal dada 'a expressiva quantidade de droga apreendida – 57 kg de maconha'. 5. A tese defensiva de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, afastada pelas instâncias anteriores dada a constatação de o paciente integrar organização criminosa e/ou dedicar-se à atividades delitivas, demandaria o reexame e a valoração de fatos e provas, para o que não se presta a via eleita. 6. Agravo regimental conhecido e não provido”. Com efeito, a não configuração, no caso sub examine, da ocorrência 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP de tráfico privilegiado, torna prejudicada a pretensão da paciente de readequação do regime inicial de cumprimento de pena, bem como de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, porquanto o que compunha a causa de pedir, quanto a esses requerimentos era, justamente, o reconhecimento incidência do artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06. Sob prisma diverso, cabe referir que o exame das questões de fato suscitadas pela defesa no sentido da não configuração do crime de associação para o tráfico demanda uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Desta sorte, impende consignar, ainda, que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC 130.439, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/5/2016). De outro lado, verifico que a corte de origem não se manifestou 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP de tráfico privilegiado, torna prejudicada a pretensão da paciente de readequação do regime inicial de cumprimento de pena, bem como de substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, porquanto o que compunha a causa de pedir, quanto a esses requerimentos era, justamente, o reconhecimento incidência do artigo 33, § 4..., da Lei 11.343/06. Sob prisma diverso, cabe referir que o exame das questões de fato suscitadas pela defesa no sentido da não configuração do crime de associação para o tráfico demanda uma indevida incursão na moldura fática delineada nos autos. Desta sorte, impende consignar, ainda, que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I. HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC 130.439, rel. min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/5/2016). De outro lado, verifico que a corte de origem não se manifestou 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP sobre a alegada incidência da atenuante de confissão, bem como sobre o pretendido afastamento da condenação por tráfico ilícito de entorpecentes. Deveras, em relação ao pretendido juízo absolutório, restou consignado que “não há como ser afastada a condenação por tal delito, pois foi comprovado nos autos que há prova suficiente de autoria, demonstração de traficância e que as drogas encontradas e o modo de armazenamento e material para embalagem demonstram o fim de comércio (fl. 38). Esta Corte recebe o quadro fático tal como delineado pela instância ordinária e a pretensão da defesa encontra o reexame fático dos autos”. Sob este enfoque, impende consignar que o conhecimento desta impetração sem que a instância precedente tenha examinado esses aspectos do mérito do habeas corpus lá impetrado consubstancia indevida supressão de instância e, por conseguinte, violação das regras constitucionais definidoras da competência dos Tribunais Superiores, valendo conferir os seguintes precedentes desta Corte: “RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – DECISÃO EMANADA DO E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE JULGOU PREJUDICADO O “WRIT” LÁ IMPETRADO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO ÓRGÃO JUDICIÁRIO APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO RECURSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o recurso ordinário em “habeas corpus”, quando interposto com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator, conforme devidamente assentado pela decisão agravada. Precedentes. Se se revelasse lícito ao recorrente agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP sobre a alegada incidência da atenuante de confissão, bem como sobre o pretendido afastamento da condenação por tráfico ilícito de entorpecentes. Deveras, em relação ao pretendido juízo absolutório, restou consignado que “não há como ser afastada a condenação por tal delito, pois foi comprovado nos autos que há prova suficiente de autoria, demonstração de traficância e que as drogas encontradas e o modo de armazenamento e material para embalagem demonstram o fim de comércio (fl. 38). Esta Corte recebe o quadro fático tal como delineado pela instância ordinária e a pretensão da defesa encontra o reexame fático dos autos”. Sob este enfoque, impende consignar que o conhecimento desta impetração sem que a instância precedente tenha examinado esses aspectos do mérito do habeas corpus lá impetrado consubstancia indevida supressão de instância e, por conseguinte, violação das regras constitucionais definidoras da competência dos Tribunais Superiores, valendo conferir os seguintes precedentes desta Corte: “RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – DECISÃO EMANADA DO E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA QUE JULGOU PREJUDICADO O “WRIT” LÁ IMPETRADO – INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ORDINÁRIO COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO ÓRGÃO JUDICIÁRIO APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO RECURSO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o recurso ordinário em “habeas corpus”, quando interposto com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator, conforme devidamente assentado pela decisão agravada. Precedentes. Se se revelasse lícito ao recorrente agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RHC 158.855-AgR, Segunda Turma, rel. min. Celso de Mello, DJe de 27/11/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA O JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO DE CORTE SUPERIOR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal, descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019) Cabe destacar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC 133.648-AgR, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA O JULGAMENTO DE HABEAS CORPUS CONTRA DECISÃO DE CORTE SUPERIOR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE DO WRIT. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal, descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 161.764-AgR, Segunda Turma, rel. min. Ricardo Lewandowski, DJe de 28/2/2019) Cabe destacar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC 133.648-AgR, Primeira Turma, rel. min. Rosa Weber, DJe de 7/6/2016). “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 132.103, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 15/3/2016). Por fim, impende registrar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 132.103, Segunda Turma, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 15/3/2016). Por fim, impende registrar que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, rel. min. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Ricardo Lewandowski, DJe de 9/5/2017). “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma, rel. min. Edson Fachin, DJe de 17/5/2016). “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 28 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 169369 AGR / SP Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1.../7/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Supremo Tribunal Federal RHC 169369 AGR / SP Primeira Turma, rel. min. Roberto Barroso, DJe de 1.../7/2015). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 78CA-1B96-C8AD-F141 e senha B715-5FC8-ED7F-341D Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 28 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DE6-CD07-34DF-C811 e senha 9552-18E8-D1DC-A506 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL ROBERTO DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0DE6-CD07-34DF-C811 e senha 9552-18E8-D1DC-A506 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 28 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA (289297/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10A1-2283-4E01-5D90 e senha D249-F8BD-56BF-CF10 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169.369 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MARINES BATISTA DOS SANTOS ADV.(A/S) : DANIEL ROBERTO DE SOUZA (289297/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 10A1-2283-4E01-5D90 e senha D249-F8BD-56BF-CF10 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 28
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HC 114 . 650", "RHC 115 . 213", "RHC 114 . 965", "HC 116 . 531", "RHC 100 . 837 - AgR", "RHC 158 . 855 - AgR", "HC 161 . 764 - AgR", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 133 . 602 - AgR", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "RHC 169369 AGR / SP", "RHC 158 . 855 - AgR", "HC 161 . 764 - AgR", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 133 . 602 - AgR", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "RHC", "HABEAS CORPUS 169 . 369", "HC 433 . 910", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169 . 369", "HC 433 . 910", "RHC 169369", "RHC 169369", "RECURSO ORDINÁRIO", "HABEAS CORPUS 169 . 369", "HABEAS CORPUS 169 . 369", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 133 . 602 - AgR", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 133 . 602 - AgR", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus 108 . 877 / RS", "RHC 117 . 267 / SP", "RHC 111 . 639 / DF", "RHC n 108 . 877 / SP", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus 108 . 877 / RS", "RHC 117 . 267 / SP", "RHC 111 . 639 / DF", "RHC n 108 . 877 / SP", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737", "/", "RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 147 . 637", "RHC 169369 AGR / SP", "HC 151 . 344 - AgR", "HC 122 . 718 / SP", "HC 121 . 684 - AgR / SP", "HC 138 . 687 - AgR", "HC 116 . 875 / AC", "HC 117 . 346 / SP", "HC 117 . 798 / SP", "HC 119 . 821 / TO", "HC 122 . 381 - AgR / SP", "RHC 114 . 737 / RN", "RHC 114 . 961 / SP", "HC 129 . 142", "RHC 111 . 935", "HC 97 . 009", "HC 118 . 189", "HC 147 . 637", "HC n . 320 . 819 / SP", "HC n . 445 . 838 / SP", "RHC 169369 AGR / SP", "HC n . 320 . 819 / SP", "HC n . 445 . 838 / SP", "HC 114 . 650", "HC 114 . 650", "RHC 169369 AGR / SP", "RHC 114 . 965", "RHC 114 . 965", "HC 116 . 531", "HC 116 . 531", "HC 129 . 360", "HC 108 . 135", "RHC 105 . 150", "HC 101 . 265", "RHC 107 . 860", "HC 129 . 360", "HC 108 . 135", "RHC 105 . 150", "HC 101 . 265", "RHC 107 . 860", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 116 . 038", "RHC 116 . 204", "HC 115 . 609", "RHC 111 . 547", "HC 123 . 430", "HC 111 . 412 - AgR", "RHC 116 . 038", "RHC 116 . 204", "HC 115 . 609", "RHC 111 . 547", "HC 123 . 430", "HC 112 . 769", "HC 112 . 769", "HC 132 . 475", "HC 112 . 645 / TO", "HC 132 . 475", "HC 112 . 645 / TO", "HC 130 . 439", "RHC 169369 AGR / SP", "HC 130 . 439", "RHC 158 . 855 - AgR", "RHC 158 . 855 - AgR", "HC 161 . 764 - AgR", "HC 133 . 648 - AgR", "HC 161 . 764 - AgR", "HC 133 . 648 - AgR", "HC 132 . 103", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 132 . 103", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 169 . 369 SÃO", "HABEAS CORPUS 169 . 369" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGOS 33 E 35 DA LEI 11 . 343 / 06", "ARTIGO 35 DA LEI 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 33 e 35 da Lei 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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"2001", "22", "/", "5", "/", "2015", "20", "/", "6", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "8", "/", "2013", "27", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "8", "/", "2013", "27", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "6", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "2", "/", "2016", "27", ".", "06", ".", "12", "04", ".", "05", ".", "12", "06", ".", "08", ".", "12", "25", ".", "09", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "2", "/", "2016", "27", ".", "06", ".", "12", "04", ".", "05", ".", "12", "06", ".", "08", ".", "12", "25", ".", "09", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "08", ".", "13", "15", ".", "08", ".", "13", "02", ".", "05", ".", "13", "1", ".", ".", ".", ".", "04", ".", "13", "15", ".", "06", ".", "12", "13", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "08", ".", "13", "15", ".", "08", ".", "13", "02", ".", "05", ".", "13", "1", ".", ".", ".", ".", "04", ".", "13", "15", ".", "06", ".", "12", "13", ".", "06", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2014", "18", "/", "9", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2014", "18", "/", "9", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "8", "/", "2016", "08", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "8", "/", "2016", "08", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "11", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "2019", "7", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "2019", "7", "/", "6", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "3", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "5", "/", "2017", "17", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "5", "/", "2017", "17", "/", "5", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. PROGRAMA TELEVISIVO HUMORÍSTICO. CASA DOS AUTISTAS. DANOS MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAE4-C77A-B1E0-61A7 e senha B087-9C66-45D8-867C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Abril Radiodifusão S/A contra decisão de minha lavra, cuja ementa transcrevo, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS. PROGRAMA HUMORÍSTICO. OFENSA REFLEXA. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. “ Inconformado com a decisão acima, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “(...) ao contrário do que apregoa a v. Decisão monocrática, a reforma do v. acórdão proferido pelo Tribunal a quo fica autorizada em face da evidente inconformidade para com o regime jurídico da matéria sub judice. 26. Ao condenar a Agravante ao pagamento de indenização por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FCF-5DBB-7229-056A e senha D226-C5CD-CD89-C7A4 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Abril Radiodifusão S/A contra decisão de minha lavra, cuja ementa transcrevo, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS. PROGRAMA HUMORÍSTICO. OFENSA REFLEXA. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CF. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. “ Inconformado com a decisão acima, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “(...) ao contrário do que apregoa a v. Decisão monocrática, a reforma do v. acórdão proferido pelo Tribunal a quo fica autorizada em face da evidente inconformidade para com o regime jurídico da matéria sub judice. 26. Ao condenar a Agravante ao pagamento de indenização por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FCF-5DBB-7229-056A e senha D226-C5CD-CD89-C7A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 940429 AGR / RJ supostos danos aos Agravados, ignorando estar-se diante de liberdades consagradas constitucionalmente, restando configurada acintosa negativa de vigência aos dispositivos constitucionais invocados sem que para tanto faça-se necessária a reanálise das provas formadas nos autos.” Requer, ao fim, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito ao conhecimento da Turma. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FCF-5DBB-7229-056A e senha D226-C5CD-CD89-C7A4 Supremo Tribunal Federal ARE 940429 AGR / RJ supostos danos aos Agravados, ignorando estar-se diante de liberdades consagradas constitucionalmente, restando configurada acintosa negativa de vigência aos dispositivos constitucionais invocados sem que para tanto faça-se necessária a reanálise das provas formadas nos autos.” Requer, ao fim, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito ao conhecimento da Turma. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FCF-5DBB-7229-056A e senha D226-C5CD-CD89-C7A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. Extraio do acórdão recorrido o seguinte trecho elucidativo: “No entanto, a liberdade de expressão poderá ser limitada se estiver em rota de colisão com outros direitos fundamentais, igualmente protegidos pela Constituição, quais sejam, o direito à dignidade humana, à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem, sem que isto importe em ‘censura’, o que, aliás, é vedado pela nossa Constituição. Assim sendo, a liberdade de expressão não autoriza que o emissor, seja ele quem for, externe suas convicções, sentimentos, pensamentos, sonhos, objetivos, críticas, ideias, teorias, de forma ofensiva. O exercício desse direito deve se manifestar de maneira regular, sem abusos nem excessos. Qualquer matéria, notícia, programa, informação que vulnere a imagem ou a reputação alheia não pode ser tolerada pela lei maior, eis que está fora dos limites protetivos da carta constitucional. É preciso sempre compatibilizar a ‘liberdade de expressão’ com a ‘dignidade da pessoa humana’. Na hipótese, ao exibir o quadro ‘Casa dos Autistas’, a MTV tratou de forma preconceituosa e irresponsável um tema complexo e delicado, criando um estereótipo irreal dos autistas, desinformando e, prejudicando a integração e a convivência de quem possui autismo ou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. Extraio do acórdão recorrido o seguinte trecho elucidativo: “No entanto, a liberdade de expressão poderá ser limitada se estiver em rota de colisão com outros direitos fundamentais, igualmente protegidos pela Constituição, quais sejam, o direito à dignidade humana, à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem, sem que isto importe em ‘censura’, o que, aliás, é vedado pela nossa Constituição. Assim sendo, a liberdade de expressão não autoriza que o emissor, seja ele quem for, externe suas convicções, sentimentos, pensamentos, sonhos, objetivos, críticas, ideias, teorias, de forma ofensiva. O exercício desse direito deve se manifestar de maneira regular, sem abusos nem excessos. Qualquer matéria, notícia, programa, informação que vulnere a imagem ou a reputação alheia não pode ser tolerada pela lei maior, eis que está fora dos limites protetivos da carta constitucional. É preciso sempre compatibilizar a ‘liberdade de expressão’ com a ‘dignidade da pessoa humana’. Na hipótese, ao exibir o quadro ‘Casa dos Autistas’, a MTV tratou de forma preconceituosa e irresponsável um tema complexo e delicado, criando um estereótipo irreal dos autistas, desinformando e, prejudicando a integração e a convivência de quem possui autismo ou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 940429 AGR / RJ qualquer outro transtorno mental.” Ademais, o dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 739.382, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6. Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. 8. Recurso extraordinário não conhecido.” Apesar de a agravante reiterar as razões de seu recurso extraordinário no que pertine à ampla liberdade de imprensa, é certo que deve ser mensurada, pelas instâncias ordinárias, a responsabilidade do veículo de informação em caso de danos materiais, sendo vedada tal análise em recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula 279 do STF. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria jornalística. Indenização por danos morais. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE 1.150.014-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Supremo Tribunal Federal ARE 940429 AGR / RJ qualquer outro transtorno mental.” Ademais, o dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE nº 739.382, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6. Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. 8. Recurso extraordinário não conhecido.” Apesar de a agravante reiterar as razões de seu recurso extraordinário no que pertine à ampla liberdade de imprensa, é certo que deve ser mensurada, pelas instâncias ordinárias, a responsabilidade do veículo de informação em caso de danos materiais, sendo vedada tal análise em recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula 279 do STF. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria jornalística. Indenização por danos morais. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula nº 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE 1.150.014-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 940429 AGR / RJ 03/12/2018) “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO DA OCORRÊNCIA DE DANO À IMAGEM. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da matéria fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.” (ARE 961.827-ED-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 16/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. USO INDEVIDO DE IMAGEM. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Supremo Tribunal Federal ARE 940429 AGR / RJ 03/12/2018) “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO DA OCORRÊNCIA DE DANO À IMAGEM. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da matéria fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2º, 3º e 11, do CPC/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.” (ARE 961.827-ED-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 16/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. USO INDEVIDO DE IMAGEM. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 940429 AGR / RJ SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 916.562-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 1º/12/2015) Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se protelatório e infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Supremo Tribunal Federal ARE 940429 AGR / RJ SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 916.562-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 1º/12/2015) Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se protelatório e infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDB-9DAE-A955-B837 e senha DB3F-1895-00FC-DE41 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDB-9DAE-A955-B837 e senha DB3F-1895-00FC-DE41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) AGDO.(A/S) : BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) : PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA (RJ125423/) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C9A-C6F2-0DE9-E324 e senha 0FC8-F6FF-1ABC-E3D3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) AGDO.(A/S) : BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) : PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA (RJ125423/) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C9A-C6F2-0DE9-E324 e senha 0FC8-F6FF-1ABC-E3D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749756416
2019-04-29T00:00:00
2019-05-08T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. PROGRAMA TELEVISIVO HUMORÍSTICO. CASA DOS AUTISTAS. DANOS MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO DESPROVIDO.
sjur403210
- Acórdão(s) citado(s): (INDENIZAÇÃO, DANO MORAL, PUBLICAÇÃO, MATÉRIA JORNALÍSTICA) ARE 739382 RG. (INDENIZAÇÃO, DANO MORAL, PUBLICAÇÃO, MATÉRIA JORNALÍSTICA, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 916562 AgR (2ªT), ARE 961827 ED-AgR (1ªT), ARE 1150014 AgR (TP). (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 9. Análise: 21/06/2019, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
940429
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 940429 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) : BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) : PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. PROGRAMA TELEVISIVO HUMORÍSTICO. CASA DOS AUTISTAS. DANOS MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. AGRAVO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FAE4-C77A-B1E0-61A7 e senha B087-9C66-45D8-867C Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Abril Radiodifusão S/A contra decisão de minha lavra, cuja ementa transcrevo, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS. PROGRAMA HUMORÍSTICO. OFENSA REFLEXA. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. “ Inconformado com a decisão acima, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “(...) ao contrário do que apregoa a v. Decisão monocrática, a reforma do v. acórdão proferido pelo Tribunal a quo fica autorizada em face da evidente inconformidade para com o regime jurídico da matéria sub judice. 26. Ao condenar a Agravante ao pagamento de indenização por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FCF-5DBB-7229-056A e senha D226-C5CD-CD89-C7A4 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Abril Radiodifusão S/A contra decisão de minha lavra, cuja ementa transcrevo, in verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS. PROGRAMA HUMORÍSTICO. OFENSA REFLEXA. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. “ Inconformado com a decisão acima, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “(...) ao contrário do que apregoa a v. Decisão monocrática, a reforma do v. acórdão proferido pelo Tribunal a quo fica autorizada em face da evidente inconformidade para com o regime jurídico da matéria sub judice. 26. Ao condenar a Agravante ao pagamento de indenização por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FCF-5DBB-7229-056A e senha D226-C5CD-CD89-C7A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 940429 AGR / RJ supostos danos aos Agravados, ignorando estar-se diante de liberdades consagradas constitucionalmente, restando configurada acintosa negativa de vigência aos dispositivos constitucionais invocados sem que para tanto faça-se necessária a reanálise das provas formadas nos autos.” Requer, ao fim, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito ao conhecimento da Turma. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FCF-5DBB-7229-056A e senha D226-C5CD-CD89-C7A4 Supremo Tribunal Federal ARE 940429 AGR / RJ supostos danos aos Agravados, ignorando estar-se diante de liberdades consagradas constitucionalmente, restando configurada acintosa negativa de vigência aos dispositivos constitucionais invocados sem que para tanto faça-se necessária a reanálise das provas formadas nos autos.” Requer, ao fim, a reconsideração da decisão agravada ou a submissão do feito ao conhecimento da Turma. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7FCF-5DBB-7229-056A e senha D226-C5CD-CD89-C7A4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. Extraio do acórdão recorrido o seguinte trecho elucidativo: “No entanto, a liberdade de expressão poderá ser limitada se estiver em rota de colisão com outros direitos fundamentais, igualmente protegidos pela Constituição, quais sejam, o direito à dignidade humana, à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem, sem que isto importe em ‘censura’, o que, aliás, é vedado pela nossa Constituição. Assim sendo, a liberdade de expressão não autoriza que o emissor, seja ele quem for, externe suas convicções, sentimentos, pensamentos, sonhos, objetivos, críticas, ideias, teorias, de forma ofensiva. O exercício desse direito deve se manifestar de maneira regular, sem abusos nem excessos. Qualquer matéria, notícia, programa, informação que vulnere a imagem ou a reputação alheia não pode ser tolerada pela lei maior, eis que está fora dos limites protetivos da carta constitucional. É preciso sempre compatibilizar a ‘liberdade de expressão’ com a ‘dignidade da pessoa humana’. Na hipótese, ao exibir o quadro ‘Casa dos Autistas’, a MTV tratou de forma preconceituosa e irresponsável um tema complexo e delicado, criando um estereótipo irreal dos autistas, desinformando e, prejudicando a integração e a convivência de quem possui autismo ou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. Extraio do acórdão recorrido o seguinte trecho elucidativo: “No entanto, a liberdade de expressão poderá ser limitada se estiver em rota de colisão com outros direitos fundamentais, igualmente protegidos pela Constituição, quais sejam, o direito à dignidade humana, à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem, sem que isto importe em ‘censura’, o que, aliás, é vedado pela nossa Constituição. Assim sendo, a liberdade de expressão não autoriza que o emissor, seja ele quem for, externe suas convicções, sentimentos, pensamentos, sonhos, objetivos, críticas, ideias, teorias, de forma ofensiva. O exercício desse direito deve se manifestar de maneira regular, sem abusos nem excessos. Qualquer matéria, notícia, programa, informação que vulnere a imagem ou a reputação alheia não pode ser tolerada pela lei maior, eis que está fora dos limites protetivos da carta constitucional. É preciso sempre compatibilizar a ‘liberdade de expressão’ com a ‘dignidade da pessoa humana’. Na hipótese, ao exibir o quadro ‘Casa dos Autistas’, a MTV tratou de forma preconceituosa e irresponsável um tema complexo e delicado, criando um estereótipo irreal dos autistas, desinformando e, prejudicando a integração e a convivência de quem possui autismo ou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 940429 AGR / RJ qualquer outro transtorno mental.” Ademais, o dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 739.382, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6. Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. 8. Recurso extraordinário não conhecido.” Apesar de a agravante reiterar as razões de seu recurso extraordinário no que pertine à ampla liberdade de imprensa, é certo que deve ser mensurada, pelas instâncias ordinárias, a responsabilidade do veículo de informação em caso de danos materiais, sendo vedada tal análise em recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria jornalística. Indenização por danos morais. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE 1.150.014-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Supremo Tribunal Federal ARE 940429 AGR / RJ qualquer outro transtorno mental.” Ademais, o dano moral, quando aferido pelas instâncias ordinárias, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE n 739.382, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Recurso Extraordinário com agravo. 2. Dano moral. 3. liberdade de expressão. 4.Crítica contundente. 5. Discussão não ultrapassa o interesse subjetivo das partes. 6. Não compete ao Supremo Tribunal Federal revolver a matéria fática para verificar a ocorrência de dano à imagem ou à honra, a não ser em situações excepcionais, nas quais se verifique esvaziamento do direito a imagem e, portanto, ofensa constitucional direta. 7. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. 8. Recurso extraordinário não conhecido.” Apesar de a agravante reiterar as razões de seu recurso extraordinário no que pertine à ampla liberdade de imprensa, é certo que deve ser mensurada, pelas instâncias ordinárias, a responsabilidade do veículo de informação em caso de danos materiais, sendo vedada tal análise em recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria jornalística. Indenização por danos morais. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE 1.150.014-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Plenário, DJe de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 940429 AGR / RJ 03/12/2018) “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO DA OCORRÊNCIA DE DANO À IMAGEM. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da matéria fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.” (ARE 961.827-ED-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 16/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. USO INDEVIDO DE IMAGEM. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Supremo Tribunal Federal ARE 940429 AGR / RJ 03/12/2018) “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. MATÉRIA JORNALÍSTICA. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO DA OCORRÊNCIA DE DANO À IMAGEM. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/1973. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO VIABILIZA O MANEJO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ART. 102 DA LEI MAIOR. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. A controvérsia, a teor do já asseverado na decisão guerreada, não alcança estatura constitucional. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da matéria fática e a análise da legislação infraconstitucional encampada na decisão da Corte de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência desta Suprema Corte. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Majoração em 10% (dez por cento) dos honorários anteriormente fixados, obedecidos os limites previstos no art. 85, §§ 2..., 3... e 11, do Código de Processo Civil/2015, ressalvada eventual concessão do benefício da gratuidade da Justiça. 4. Agravo interno conhecido e não provido, com aplicação da penalidade prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, calculada à razão de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa.” (ARE 961.827-ED-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 16/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. USO INDEVIDO DE IMAGEM. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 940429 AGR / RJ SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 916.562-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 1.../12/2015) Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se protelatório e infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Supremo Tribunal Federal ARE 940429 AGR / RJ SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 916.562-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 1.../12/2015) Relativamente à alegada violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, o Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que a decisão judicial tem que ser fundamentada, ainda que sucintamente, sendo prescindível que o decisum se funde na tese suscitada pela parte. Nesse sentido: AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. Impende consignar, também, que o agravo interno revela-se protelatório e infundado, notadamente em função da reiterada rejeição dos argumentos repetidamente expendidos pela parte nas sedes recursais anteriores. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E372-CB41-1A3F-2B17 e senha 542F-5D53-A963-270A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDB-9DAE-A955-B837 e senha DB3F-1895-00FC-DE41 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) :ALEXANDRE FIDALGO AGDO.(A/S) :BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) :PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3CDB-9DAE-A955-B837 e senha DB3F-1895-00FC-DE41 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) AGDO.(A/S) : BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) : PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA (RJ125423/) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C9A-C6F2-0DE9-E324 e senha 0FC8-F6FF-1ABC-E3D3 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 940.429 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ABRIL RADIODIFUSÃO S/A ADV.(A/S) : ALEXANDRE FIDALGO (172650/SP) AGDO.(A/S) : BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES REPRESENTADO POR ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES ADV.(A/S) : PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA (RJ125423/) Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Afastada a aplicação da multa porquanto não atingida a unanimidade prevista no § 4... do art. 1.021 do Código de Processo Civil. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 2C9A-C6F2-0DE9-E324 e senha 0FC8-F6FF-1ABC-E3D3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 279 DO", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 940429", "ARE 940429 AGR / RJ", "ARE n 739 . 382", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 150 . 014 - AgR", "ARE 940429 AGR / RJ", "ARE n 739 . 382", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 150 . 014 - AgR", "ARE 940429 AGR / RJ", "ARE 961 . 827 - ED - AgR", "ARE 940429 AGR / RJ", "ARE 961 . 827 - ED - AgR", "ARE 940429 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 916 . 562 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 940429 AGR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "ARE 916 . 562 - AgR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "AGRAVO 940 . 429" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 1973", "ART . 102 DA LEI MAIOR", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "art . 85 , § § 2 . . . , 3 . . . e 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ABRIL RADIODIFUSÃO S / 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"LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE FIDALGO", "BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES", "ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES", "PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE FIDALGO", "BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES", "ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES", "PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE FIDALGO", "BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES", "ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES", "PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE FIDALGO", "BRUNO MARCO DA SILVA GUEDES", "ELIZABETH GONÇALVES DA SILVA GUEDES", "PAULA FRANCO DE MATTOS SILVA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto 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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2º, II, III E IV, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MODUS OPERANDI DA CONDUTA CRIMINOSA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. EXCESSO DE PRAZO PARA O TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. INOCORRÊNCIA. 1. A decisão que manteve a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública. Sobressai, no caso, a gravidade concreta da conduta da paciente, “que inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas”. Essas circunstâncias, “somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o ex-companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social”. 2. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Inexistência de mora processual atribuível ao Poder Judiciário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D632-C165-DF1B-6671 e senha 7F9A-77DF-E1E1-BA12 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 170980 AGR / SP Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D632-C165-DF1B-6671 e senha 7F9A-77DF-E1E1-BA12 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D632-C165-DF1B-6671 e senha 7F9A-77DF-E1E1-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que manteve a segregação cautelar da agravante. Consta dos autos, em síntese, a agravante foi denunciada e presa preventivamente pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, §, 2º, II, III e IV, do Código Penal). Buscando a revogação do decreto prisional, a defesa impetrou Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: HABEAS CORPUS. Homicídio qualificado (artigo 121, § 2º, II, III e IV, do CP). Pressupostos da segregação cautelar presentes Inócuas outras medidas do artigo 319 do CPP. Constrangimento ilegal não caracterizado. Alegação de excesso de prazo para a formação da culpa. Não reconhecimento. Seguimento regular da ação penal, consideradas as peculiaridades do caso. Ordem denegada. Contra esse julgado, manejou-se novo Habeas Corpus, desta vez direcionado ao Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu da ordem, mas examinou os fundamentos da impetração, nos termos da seguinte ementa: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que manteve a segregação cautelar da agravante. Consta dos autos, em síntese, a agravante foi denunciada e presa preventivamente pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, §, 2º, II, III e IV, do Código Penal). Buscando a revogação do decreto prisional, a defesa impetrou Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: HABEAS CORPUS. Homicídio qualificado (artigo 121, § 2º, II, III e IV, do CP). Pressupostos da segregação cautelar presentes Inócuas outras medidas do artigo 319 do CPP. Constrangimento ilegal não caracterizado. Alegação de excesso de prazo para a formação da culpa. Não reconhecimento. Seguimento regular da ação penal, consideradas as peculiaridades do caso. Ordem denegada. Contra esse julgado, manejou-se novo Habeas Corpus, desta vez direcionado ao Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu da ordem, mas examinou os fundamentos da impetração, nos termos da seguinte ementa: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 170980 AGR / SP HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. HOMICÍDIO QUALIFICADO. MOTIVO FÚTIL. MEIO CRUEL. RECURSO QUE DIFICULTOU OU TORNOU IMPOSSÍVEL A DEFESA DA VÍTIMA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE. TESE NÃO ANALISADA PELA INSTÂNCIA PRECEDENTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR FUNDADA NOS TERMOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CIRCUNSTÂNCIAS MAIS GRAVOSAS DA CONDUTA. MODUS OPERANDI. CUSTÓDIA FUNDAMENTADA E NECESSÁRIA. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. PARTICULARIDADES DA CAUSA. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DA AUTORIDADE JUDICIÁRIA. MEDIDAS CAUTELARES. INADEQUAÇÃO E INSUFICIÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO EVIDENCIADA. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir o manejo do habeas corpus originário em substituição ao recurso ordinário cabível, entendimento que foi adotado pelo Superior Tribunal de Justiça, ressalvados os casos de flagrante ilegalidade, quando a ordem poderá ser concedida de ofício. 2. Inviável a apreciação, diretamente por esta Corte Superior de Justiça, da tese referente à ausência de contemporaneidade na decretação da prisão preventiva, já que tal questão não foi objeto de exame pela Corte de origem no acórdão ora impugnado, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Não há constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal, notadamente na garantia da ordem pública, diante do modus operandi empregado na conduta delitiva. 4. No caso, as circunstâncias em que ocorreu o delito – em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. HOMICÍDIO QUALIFICADO. MOTIVO FÚTIL. MEIO CRUEL. RECURSO QUE DIFICULTOU OU TORNOU IMPOSSÍVEL A DEFESA DA VÍTIMA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE. TESE NÃO ANALISADA PELA INSTÂNCIA PRECEDENTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR FUNDADA NOS TERMOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CIRCUNSTÂNCIAS MAIS GRAVOSAS DA CONDUTA. MODUS OPERANDI. CUSTÓDIA FUNDAMENTADA E NECESSÁRIA. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. PARTICULARIDADES DA CAUSA. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DA AUTORIDADE JUDICIÁRIA. MEDIDAS CAUTELARES. INADEQUAÇÃO E INSUFICIÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO EVIDENCIADA. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir o manejo do habeas corpus originário em substituição ao recurso ordinário cabível, entendimento que foi adotado pelo Superior Tribunal de Justiça, ressalvados os casos de flagrante ilegalidade, quando a ordem poderá ser concedida de ofício. 2. Inviável a apreciação, diretamente por esta Corte Superior de Justiça, da tese referente à ausência de contemporaneidade na decretação da prisão preventiva, já que tal questão não foi objeto de exame pela Corte de origem no acórdão ora impugnado, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Não há constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal, notadamente na garantia da ordem pública, diante do modus operandi empregado na conduta delitiva. 4. No caso, as circunstâncias em que ocorreu o delito – em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 170980 AGR / SP que a paciente, inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas -, somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social, demonstrando a necessidade da prisão para se acautelar a ordem pública, pois evidente a maior censura à prática que lhe é imputada. 5. Os prazos indicados na legislação pátria para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral, não se podendo deduzir os seu excesso tão somente pela soma aritmética, admitindo-se, em homenagem ao princípio da razoabilidade, certa variação, de acordo com as peculiaridades de cada processo, devendo o constrangimento ser reconhecido como ilegal somente quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário. 6. Além do mais, observa-se que a denúncia foi oferecida aos 26/5/2017 e recebida em 9/6/2017, ocasião em que foi decretada a prisão preventiva, efetivamente cumprida em 5/7/2017. A defesa prévia foi apresentada em 5/9/2017, com requerimento de instauração de insanidade mental, deferido em 13/9/2017. A audiência de instrução, debates e julgamento teve início em 6/11/2017, com continuação em 4/12/2017, e as alegações finais foram juntadas em 18/12/2017. A paciente foi submetida à perícia médica em 12/5/2018, encontrando-se os autos aguardando o recebimento do laudo para posterior prolação da sentença. 7. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada e mostra-se imprescindível para acautelar o meio social da reprodução de fatos criminosos. 10. Habeas corpus não conhecido, com recomendação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP que a paciente, inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas -, somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social, demonstrando a necessidade da prisão para se acautelar a ordem pública, pois evidente a maior censura à prática que lhe é imputada. 5. Os prazos indicados na legislação pátria para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral, não se podendo deduzir os seu excesso tão somente pela soma aritmética, admitindo-se, em homenagem ao princípio da razoabilidade, certa variação, de acordo com as peculiaridades de cada processo, devendo o constrangimento ser reconhecido como ilegal somente quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário. 6. Além do mais, observa-se que a denúncia foi oferecida aos 26/5/2017 e recebida em 9/6/2017, ocasião em que foi decretada a prisão preventiva, efetivamente cumprida em 5/7/2017. A defesa prévia foi apresentada em 5/9/2017, com requerimento de instauração de insanidade mental, deferido em 13/9/2017. A audiência de instrução, debates e julgamento teve início em 6/11/2017, com continuação em 4/12/2017, e as alegações finais foram juntadas em 18/12/2017. A paciente foi submetida à perícia médica em 12/5/2018, encontrando-se os autos aguardando o recebimento do laudo para posterior prolação da sentença. 7. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada e mostra-se imprescindível para acautelar o meio social da reprodução de fatos criminosos. 10. Habeas corpus não conhecido, com recomendação. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 170980 AGR / SP Neste recurso, a defesa alega, em suma: cuida-se de habeas corpus que visa combater constrangimento ilegal baseada em dois motivos básicos, o primeiro relacionado ao excesso de prazo para encerramento da instrução criminal, que aguarda há mais de 1 ano a vinda do Laudo Pericial realizado por expert, estando a Paciente detida por quase de 1 (ano) e 11 (onze) meses, sem a prolação de sentença em 1º grau; a segunda diz respeito a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva da paciente, indiscutivelmente sem fundamentação idônea. Requer, assim, o provimento do recurso, para revogar a prisão preventiva ou substituí-la por medidas cautelares diversas. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP Neste recurso, a defesa alega, em suma: cuida-se de habeas corpus que visa combater constrangimento ilegal baseada em dois motivos básicos, o primeiro relacionado ao excesso de prazo para encerramento da instrução criminal, que aguarda há mais de 1 ano a vinda do Laudo Pericial realizado por expert, estando a Paciente detida por quase de 1 (ano) e 11 (onze) meses, sem a prolação de sentença em 1º grau; a segunda diz respeito a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva da paciente, indiscutivelmente sem fundamentação idônea. Requer, assim, o provimento do recurso, para revogar a prisão preventiva ou substituí-la por medidas cautelares diversas. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Embora se reconheça o empenho de seus subscritores, as razões postas no Agravo não se mostram aptas a desconstituir a decisão impugnada, que deve ser integralmente mantida. O Superior Tribunal de Justiça chancelou o entendimento das instâncias ordinárias quanto à imprescindibilidade da segregação preventiva, com arrimo nos seguintes fundamentos: Dos elementos que instruem os autos, infere-se que a paciente teve prisão preventiva decretada em 9/6/2017, efetivamente cumprida em 5/7/2017, e, posteriormente, foi pronunciada pela suposta prática do delito tipificado no art. 121, § 2º, II, III e IV, do Código Penal, porque, no dia 30/1/2017, por motivo fútil - ciúmes do ex-companheiro -, teria desferido duas facadas na vítima - uma delas pelas costas -, que foram a causa suficiente do óbito. Quanto aos fatos, extrai-se da denúncia: "Segundo restou apurado, ELAINE CRISTINA MARIA DA SlLVA CARVALHO, nas circunstâncias de tempo e local mencionadas, ainda inconformada com o fim do relacionamento com seu 'ex-marido', que aproximadamente 1 (um) mês antes separou-se de fato para manter relacionamento com Jeane Carla Andrade Souza dirigiu-se às 5h30 da manhã até à residência da nova companheira de Marcos Eugênio e lá, munida de um facão 'tipo de açougue com cabo branco' invadiu subitamente a residência gritando que mataria seu ex- marido e a vítima e, então, com crueldade exacerbada e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Embora se reconheça o empenho de seus subscritores, as razões postas no Agravo não se mostram aptas a desconstituir a decisão impugnada, que deve ser integralmente mantida. O Superior Tribunal de Justiça chancelou o entendimento das instâncias ordinárias quanto à imprescindibilidade da segregação preventiva, com arrimo nos seguintes fundamentos: Dos elementos que instruem os autos, infere-se que a paciente teve prisão preventiva decretada em 9/6/2017, efetivamente cumprida em 5/7/2017, e, posteriormente, foi pronunciada pela suposta prática do delito tipificado no art. 121, § 2º, II, III e IV, do Código Penal, porque, no dia 30/1/2017, por motivo fútil - ciúmes do ex-companheiro -, teria desferido duas facadas na vítima - uma delas pelas costas -, que foram a causa suficiente do óbito. Quanto aos fatos, extrai-se da denúncia: "Segundo restou apurado, ELAINE CRISTINA MARIA DA SlLVA CARVALHO, nas circunstâncias de tempo e local mencionadas, ainda inconformada com o fim do relacionamento com seu 'ex-marido', que aproximadamente 1 (um) mês antes separou-se de fato para manter relacionamento com Jeane Carla Andrade Souza dirigiu-se às 5h30 da manhã até à residência da nova companheira de Marcos Eugênio e lá, munida de um facão 'tipo de açougue com cabo branco' invadiu subitamente a residência gritando que mataria seu ex- marido e a vítima e, então, com crueldade exacerbada e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 170980 AGR / SP com evidente intenção homicida desferiu 1º (primeiro) uma facada na região mamária esquerda de Jeane Carla Andrade Souza e, na sequência, com a vítima já de costas, tentando fugir, desferiu uma 2ª (segunda) facada na região dorsal da vítima, próximo à vértebra T6, dando causa à sua morte por 'anemia aguda por hemorragia interna traumática' decorrente da 'lesão transfixante do ventrículo esquerdo' do coração 'com sangramento abundante', tudo conforme depoimentos em sede policial, exame necroscópico a fls. 106-113 e relatório final a fls. 115-116. Ainda segundo restou apurado, ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVACARVALHO já havia ido até a residência de Jeane Carla Andrade Souza no dia 20 de janeiro de 2017 e lá, munida de uma faca de serra com cabo verde própria para cortar pão ameaçou a atual companheira de seu ex- marido de morte, somente não se consumado o crime naquela ocasião em razão da intervenção de terceiros, que contiveram ELAINE CRISTINA" (e-STJ fl. 70, grifou-se). Verifica-se que o Juiz processante decretou a medida extrema a bem da ordem pública, ressaltando que "a imputação delitiva é de crime extremamente grave, que demanda deste juízo maior rigor em sua apuração, em especial, pela possibilidade de reiteração criminosa, dado à personalidade e ao comportamento agressivo demonstrado pela acusada, a qual também ameaçou de morte o seu companheiro" (e-STJ fl. 19, grifou-se). Irresignada, a defesa impetrou remédio constitucional perante o Tribunal de origem, que, transcrevendo trecho do decreto preventivo, denegou a ordem, pontuando que a prisão cautelar "não se mostra ilegal ou arbitrária para justificar a concessão da ordem porque suficientemente fundamentada" (e-STJ fl. 45). […]. Verifica-se, por outro lado, que a custódia da paciente encontra-se bem fundamentada no art. 312 do Código de Processo Penal, diante da necessidade de acautelamento, especialmente, da ordem pública, haja vista o modus operandi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP com evidente intenção homicida desferiu 1º (primeiro) uma facada na região mamária esquerda de Jeane Carla Andrade Souza e, na sequência, com a vítima já de costas, tentando fugir, desferiu uma 2ª (segunda) facada na região dorsal da vítima, próximo à vértebra T6, dando causa à sua morte por 'anemia aguda por hemorragia interna traumática' decorrente da 'lesão transfixante do ventrículo esquerdo' do coração 'com sangramento abundante', tudo conforme depoimentos em sede policial, exame necroscópico a fls. 106-113 e relatório final a fls. 115-116. Ainda segundo restou apurado, ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVACARVALHO já havia ido até a residência de Jeane Carla Andrade Souza no dia 20 de janeiro de 2017 e lá, munida de uma faca de serra com cabo verde própria para cortar pão ameaçou a atual companheira de seu ex- marido de morte, somente não se consumado o crime naquela ocasião em razão da intervenção de terceiros, que contiveram ELAINE CRISTINA" (e-STJ fl. 70, grifou-se). Verifica-se que o Juiz processante decretou a medida extrema a bem da ordem pública, ressaltando que "a imputação delitiva é de crime extremamente grave, que demanda deste juízo maior rigor em sua apuração, em especial, pela possibilidade de reiteração criminosa, dado à personalidade e ao comportamento agressivo demonstrado pela acusada, a qual também ameaçou de morte o seu companheiro" (e-STJ fl. 19, grifou-se). Irresignada, a defesa impetrou remédio constitucional perante o Tribunal de origem, que, transcrevendo trecho do decreto preventivo, denegou a ordem, pontuando que a prisão cautelar "não se mostra ilegal ou arbitrária para justificar a concessão da ordem porque suficientemente fundamentada" (e-STJ fl. 45). […]. Verifica-se, por outro lado, que a custódia da paciente encontra-se bem fundamentada no art. 312 do Código de Processo Penal, diante da necessidade de acautelamento, especialmente, da ordem pública, haja vista o modus operandi 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 170980 AGR / SP empregado na conduta delitiva. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. As razões apresentadas pela instância ordinária revelam que a decisão que decretou a segregação cautelar está lastreada em fundamentação jurídica idônea e chancelada pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sobressai, no caso, a gravidade concreta da conduta da paciente, “que inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas”. Essas circunstâncias, “somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o ex-companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social”. Com efeito, esta SUPREMA CORTE já assinalou que “a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi na prática delito, justifica a prisão preventiva para garantia da ordem pública” (HC 95.414, Rel. Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 19/12/2008). Nessa mesma linha de entendimento: HC 154.906-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 28/6/2018; HC 149.742-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017; HC 142.435- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 26/6/2017; HC 141.547- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 16/6/2017; HC 137.027, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 8/5/2017. De outro lado, é cediço que o Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP empregado na conduta delitiva. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. As razões apresentadas pela instância ordinária revelam que a decisão que decretou a segregação cautelar está lastreada em fundamentação jurídica idônea e chancelada pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sobressai, no caso, a gravidade concreta da conduta da paciente, “que inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas”. Essas circunstâncias, “somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o ex-companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social”. Com efeito, esta SUPREMA CORTE já assinalou que “a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi na prática delito, justifica a prisão preventiva para garantia da ordem pública” (HC 95.414, Rel. Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 19/12/2008). Nessa mesma linha de entendimento: HC 154.906-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 28/6/2018; HC 149.742-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017; HC 142.435- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 26/6/2017; HC 141.547- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 16/6/2017; HC 137.027, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 8/5/2017. De outro lado, é cediço que o Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 170980 AGR / SP liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo "excesso de prazo" para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou da inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 167888 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 8/5/2019; HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, Dje de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, Dje de 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, Dje de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, Dje de 28/6/2016). A respeito da matéria, registrou o Superior Tribunal de Justiça: Noutro giro, quanto ao alegado excesso de prazo nos trâmites processuais, cumpre esclarecer, ab initio, que, conforme tem orientado a doutrina e decidido esta Corte Superior, os prazos indicados na legislação pátria para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral, não se podendo deduzir o seu excesso tão somente pela soma aritmética. Desse modo, em homenagem ao princípio da razoabilidade, admite-se certa variação dos prazos legais, sempre de acordo com as peculiaridades de cada processo, devendo o constrangimento ser reconhecido como ilegal somente quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário, circunstâncias que não se verificam na presente hipótese. Na espécie, observa-se que a denúncia foi oferecida aos 26/5/2017 e recebida em 9/6/2017, ocasião em que foi decretada 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo "excesso de prazo" para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou da inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 167888 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 8/5/2019; HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, Dje de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, Dje de 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, Dje de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, Dje de 28/6/2016). A respeito da matéria, registrou o Superior Tribunal de Justiça: Noutro giro, quanto ao alegado excesso de prazo nos trâmites processuais, cumpre esclarecer, ab initio, que, conforme tem orientado a doutrina e decidido esta Corte Superior, os prazos indicados na legislação pátria para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral, não se podendo deduzir o seu excesso tão somente pela soma aritmética. Desse modo, em homenagem ao princípio da razoabilidade, admite-se certa variação dos prazos legais, sempre de acordo com as peculiaridades de cada processo, devendo o constrangimento ser reconhecido como ilegal somente quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário, circunstâncias que não se verificam na presente hipótese. Na espécie, observa-se que a denúncia foi oferecida aos 26/5/2017 e recebida em 9/6/2017, ocasião em que foi decretada 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 170980 AGR / SP a prisão preventiva, efetivamente cumprida em 5/7/2017. A defesa prévia foi apresentada em 5/9/2017, com requerimento de instauração de insanidade mental, deferido em 13/9/2017. A audiência de instrução, debates e julgamento teve início em 6/11/2017, com continuação em 4/12/2017, e as alegações finais foram juntadas em 18/12/2017. A paciente foi submetida à perícia médica em 12/5/2018, encontrando-se os autos aguardando o recebimento do laudo para posterior prolação da sentença. Deste modo, ainda que, isoladamente, algum ato judicial eventualmente tenha tido solução retardada, forçoso reconhecer que o conjunto dos atos praticados denotam a regular tramitação do feito, não havendo notícias recentes de que esteja ocorrendo morosidade ou retardo excessivo na implementação das fases processuais, tampouco desídia ou inércia na prestação jurisdicional. […]. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, uma vez que inexiste mora processual imputável ao Poder Judiciário, ao órgão acusador ou situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo (art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP a prisão preventiva, efetivamente cumprida em 5/7/2017. A defesa prévia foi apresentada em 5/9/2017, com requerimento de instauração de insanidade mental, deferido em 13/9/2017. A audiência de instrução, debates e julgamento teve início em 6/11/2017, com continuação em 4/12/2017, e as alegações finais foram juntadas em 18/12/2017. A paciente foi submetida à perícia médica em 12/5/2018, encontrando-se os autos aguardando o recebimento do laudo para posterior prolação da sentença. Deste modo, ainda que, isoladamente, algum ato judicial eventualmente tenha tido solução retardada, forçoso reconhecer que o conjunto dos atos praticados denotam a regular tramitação do feito, não havendo notícias recentes de que esteja ocorrendo morosidade ou retardo excessivo na implementação das fases processuais, tampouco desídia ou inércia na prestação jurisdicional. […]. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, uma vez que inexiste mora processual imputável ao Poder Judiciário, ao órgão acusador ou situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo (art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22FA-86B2-D6AD-E14F e senha 500F-E22D-0B90-663A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22FA-86B2-D6AD-E14F e senha 500F-E22D-0B90-663A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5851-EEB4-6713-1C0F e senha D765-91C8-F440-1A59 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5851-EEB4-6713-1C0F e senha D765-91C8-F440-1A59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750432960
2019-06-28T00:00:00
2019-08-05T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2º, II, III E IV, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MODUS OPERANDI DA CONDUTA CRIMINOSA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. EXCESSO DE PRAZO PARA O TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. INOCORRÊNCIA. 1. A decisão que manteve a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública. Sobressai, no caso, a gravidade concreta da conduta da paciente, “que inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas”. Essas circunstâncias, “somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o ex-companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social”. 2. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Inexistência de mora processual atribuível ao Poder Judiciário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur407794
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, PERICULOSIDADE, AGENTE, MODUS OPERANDI) HC 95414 (2ªT), HC 137027 (2ªT), HC 141547 AgR (1ªT), HC 142435 AgR (2ªT), HC 149742 AgR (1ªT), HC 154906 AgR (1ªT). (HC, EXCESSO DE PRAZO, PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO) RHC 124796 AgR (1ªT), HC 125144 AgR (1ªT), HC 135324 (2ªT), HC 138987 AgR (2ªT), HC 167888 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 22/10/2019, JRS.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
170980
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00073\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00002 INC-00003 \n INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00312\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 170980 AgR
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AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2..., II, III E IV, DO CÓDIGO PENAL). PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MODUS OPERANDI DA CONDUTA CRIMINOSA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. EXCESSO DE PRAZO PARA O TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. INOCORRÊNCIA. 1. A decisão que manteve a segregação cautelar apresenta fundamentação jurídica idônea, já que lastreada nas circunstâncias do caso para resguardar a ordem pública. Sobressai, no caso, a gravidade concreta da conduta da paciente, “que inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas”. Essas circunstâncias, “somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o ex-companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social”. 2. A jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL é no sentido de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz da complexidade da causa, da atuação das partes e do Estado-Juiz. Inexistência de mora processual atribuível ao Poder Judiciário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por maioria, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D632-C165-DF1B-6671 e senha 7F9A-77DF-E1E1-BA12 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 170980 AGR / SP Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D632-C165-DF1B-6671 e senha 7F9A-77DF-E1E1-BA12 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP Aurélio. Brasília, 28 de junho de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D632-C165-DF1B-6671 e senha 7F9A-77DF-E1E1-BA12 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que manteve a segregação cautelar da agravante. Consta dos autos, em síntese, a agravante foi denunciada e presa preventivamente pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, §, 2..., II, III e IV, do Código Penal). Buscando a revogação do decreto prisional, a defesa impetrou Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: HABEAS CORPUS. Homicídio qualificado (artigo 121, § 2..., II, III e IV, do Código Penal Brasileiro). Pressupostos da segregação cautelar presentes Inócuas outras medidas do artigo 319 do CPP. Constrangimento ilegal não caracterizado. Alegação de excesso de prazo para a formação da culpa. Não reconhecimento. Seguimento regular da ação penal, consideradas as peculiaridades do caso. Ordem denegada. Contra esse julgado, manejou-se novo Habeas Corpus, desta vez direcionado ao Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu da ordem, mas examinou os fundamentos da impetração, nos termos da seguinte ementa: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de Agravo Regimental interposto contra decisão que indeferiu a ordem de Habeas Corpus, por não vislumbrar ilegalidade na decisão que manteve a segregação cautelar da agravante. Consta dos autos, em síntese, a agravante foi denunciada e presa preventivamente pela suposta prática do crime de homicídio qualificado (art. 121, §, 2..., II, III e IV, do Código Penal). Buscando a revogação do decreto prisional, a defesa impetrou Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em acórdão assim ementado: HABEAS CORPUS. Homicídio qualificado (artigo 121, § 2..., II, III e IV, do Código Penal Brasileiro). Pressupostos da segregação cautelar presentes Inócuas outras medidas do artigo 319 do CPP. Constrangimento ilegal não caracterizado. Alegação de excesso de prazo para a formação da culpa. Não reconhecimento. Seguimento regular da ação penal, consideradas as peculiaridades do caso. Ordem denegada. Contra esse julgado, manejou-se novo Habeas Corpus, desta vez direcionado ao Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu da ordem, mas examinou os fundamentos da impetração, nos termos da seguinte ementa: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 170980 AGR / SP HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. HOMICÍDIO QUALIFICADO. MOTIVO FÚTIL. MEIO CRUEL. RECURSO QUE DIFICULTOU OU TORNOU IMPOSSÍVEL A DEFESA DA VÍTIMA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE. TESE NÃO ANALISADA PELA INSTÂNCIA PRECEDENTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR FUNDADA NOS TERMOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CIRCUNSTÂNCIAS MAIS GRAVOSAS DA CONDUTA. MODUS OPERANDI. CUSTÓDIA FUNDAMENTADA E NECESSÁRIA. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. PARTICULARIDADES DA CAUSA. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DA AUTORIDADE JUDICIÁRIA. MEDIDAS CAUTELARES. INADEQUAÇÃO E INSUFICIÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO EVIDENCIADA. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir o manejo do habeas corpus originário em substituição ao recurso ordinário cabível, entendimento que foi adotado pelo Superior Tribunal de Justiça, ressalvados os casos de flagrante ilegalidade, quando a ordem poderá ser concedida de ofício. 2. Inviável a apreciação, diretamente por esta Corte Superior de Justiça, da tese referente à ausência de contemporaneidade na decretação da prisão preventiva, já que tal questão não foi objeto de exame pela Corte de origem no acórdão ora impugnado, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Não há constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal, notadamente na garantia da ordem pública, diante do modus operandi empregado na conduta delitiva. 4. No caso, as circunstâncias em que ocorreu o delito – em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁRIO CABÍVEL. IMPOSSIBILIDADE. HOMICÍDIO QUALIFICADO. MOTIVO FÚTIL. MEIO CRUEL. RECURSO QUE DIFICULTOU OU TORNOU IMPOSSÍVEL A DEFESA DA VÍTIMA. PRISÃO PREVENTIVA. AUSÊNCIA DE CONTEMPORANEIDADE. TESE NÃO ANALISADA PELA INSTÂNCIA PRECEDENTE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SEGREGAÇÃO CAUTELAR FUNDADA NOS TERMOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. CIRCUNSTÂNCIAS MAIS GRAVOSAS DA CONDUTA. MODUS OPERANDI. CUSTÓDIA FUNDAMENTADA E NECESSÁRIA. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. PARTICULARIDADES DA CAUSA. AUSÊNCIA DE DESÍDIA DA AUTORIDADE JUDICIÁRIA. MEDIDAS CAUTELARES. INADEQUAÇÃO E INSUFICIÊNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO EVIDENCIADA. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. O Supremo Tribunal Federal passou a não mais admitir o manejo do habeas corpus originário em substituição ao recurso ordinário cabível, entendimento que foi adotado pelo Superior Tribunal de Justiça, ressalvados os casos de flagrante ilegalidade, quando a ordem poderá ser concedida de ofício. 2. Inviável a apreciação, diretamente por esta Corte Superior de Justiça, da tese referente à ausência de contemporaneidade na decretação da prisão preventiva, já que tal questão não foi objeto de exame pela Corte de origem no acórdão ora impugnado, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Não há constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal, notadamente na garantia da ordem pública, diante do modus operandi empregado na conduta delitiva. 4. No caso, as circunstâncias em que ocorreu o delito – em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 170980 AGR / SP que a paciente, inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas -, somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social, demonstrando a necessidade da prisão para se acautelar a ordem pública, pois evidente a maior censura à prática que lhe é imputada. 5. Os prazos indicados na legislação pátria para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral, não se podendo deduzir os seu excesso tão somente pela soma aritmética, admitindo-se, em homenagem ao princípio da razoabilidade, certa variação, de acordo com as peculiaridades de cada processo, devendo o constrangimento ser reconhecido como ilegal somente quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário. 6. Além do mais, observa-se que a denúncia foi oferecida aos 26/5/2017 e recebida em 9/6/2017, ocasião em que foi decretada a prisão preventiva, efetivamente cumprida em 5/7/2017. A defesa prévia foi apresentada em 5/9/2017, com requerimento de instauração de insanidade mental, deferido em 13/9/2017. A audiência de instrução, debates e julgamento teve início em 6/11/2017, com continuação em 4/12/2017, e as alegações finais foram juntadas em 18/12/2017. A paciente foi submetida à perícia médica em 12/5/2018, encontrando-se os autos aguardando o recebimento do laudo para posterior prolação da sentença. 7. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada e mostra-se imprescindível para acautelar o meio social da reprodução de fatos criminosos. 10. Habeas corpus não conhecido, com recomendação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP que a paciente, inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas -, somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social, demonstrando a necessidade da prisão para se acautelar a ordem pública, pois evidente a maior censura à prática que lhe é imputada. 5. Os prazos indicados na legislação pátria para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral, não se podendo deduzir os seu excesso tão somente pela soma aritmética, admitindo-se, em homenagem ao princípio da razoabilidade, certa variação, de acordo com as peculiaridades de cada processo, devendo o constrangimento ser reconhecido como ilegal somente quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário. 6. Além do mais, observa-se que a denúncia foi oferecida aos 26/5/2017 e recebida em 9/6/2017, ocasião em que foi decretada a prisão preventiva, efetivamente cumprida em 5/7/2017. A defesa prévia foi apresentada em 5/9/2017, com requerimento de instauração de insanidade mental, deferido em 13/9/2017. A audiência de instrução, debates e julgamento teve início em 6/11/2017, com continuação em 4/12/2017, e as alegações finais foram juntadas em 18/12/2017. A paciente foi submetida à perícia médica em 12/5/2018, encontrando-se os autos aguardando o recebimento do laudo para posterior prolação da sentença. 7. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada e mostra-se imprescindível para acautelar o meio social da reprodução de fatos criminosos. 10. Habeas corpus não conhecido, com recomendação. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 170980 AGR / SP Neste recurso, a defesa alega, em suma: cuida-se de habeas corpus que visa combater constrangimento ilegal baseada em dois motivos básicos, o primeiro relacionado ao excesso de prazo para encerramento da instrução criminal, que aguarda há mais de 1 ano a vinda do Laudo Pericial realizado por expert, estando a Paciente detida por quase de 1 (ano) e 11 (onze) meses, sem a prolação de sentença em 1... grau; a segunda diz respeito a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva da paciente, indiscutivelmente sem fundamentação idônea. Requer, assim, o provimento do recurso, para revogar a prisão preventiva ou substituí-la por medidas cautelares diversas. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP Neste recurso, a defesa alega, em suma: cuida-se de habeas corpus que visa combater constrangimento ilegal baseada em dois motivos básicos, o primeiro relacionado ao excesso de prazo para encerramento da instrução criminal, que aguarda há mais de 1 ano a vinda do Laudo Pericial realizado por expert, estando a Paciente detida por quase de 1 (ano) e 11 (onze) meses, sem a prolação de sentença em 1... grau; a segunda diz respeito a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva da paciente, indiscutivelmente sem fundamentação idônea. Requer, assim, o provimento do recurso, para revogar a prisão preventiva ou substituí-la por medidas cautelares diversas. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AE10-70DB-CF17-F050 e senha A09E-71ED-4D0F-9C53 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Embora se reconheça o empenho de seus subscritores, as razões postas no Agravo não se mostram aptas a desconstituir a decisão impugnada, que deve ser integralmente mantida. O Superior Tribunal de Justiça chancelou o entendimento das instâncias ordinárias quanto à imprescindibilidade da segregação preventiva, com arrimo nos seguintes fundamentos: Dos elementos que instruem os autos, infere-se que a paciente teve prisão preventiva decretada em 9/6/2017, efetivamente cumprida em 5/7/2017, e, posteriormente, foi pronunciada pela suposta prática do delito tipificado no art. 121, § 2..., II, III e IV, do Código Penal, porque, no dia 30/1/2017, por motivo fútil - ciúmes do ex-companheiro -, teria desferido duas facadas na vítima - uma delas pelas costas -, que foram a causa suficiente do óbito. Quanto aos fatos, extrai-se da denúncia: "Segundo restou apurado, ELAINE CRISTINA MARIA DA SlLVA CARVALHO, nas circunstâncias de tempo e local mencionadas, ainda inconformada com o fim do relacionamento com seu 'ex-marido', que aproximadamente 1 (um) mês antes separou-se de fato para manter relacionamento com Jeane Carla Andrade Souza dirigiu-se às 5h30 da manhã até à residência da nova companheira de Marcos Eugênio e lá, munida de um facão 'tipo de açougue com cabo branco' invadiu subitamente a residência gritando que mataria seu ex- marido e a vítima e, então, com crueldade exacerbada e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Embora se reconheça o empenho de seus subscritores, as razões postas no Agravo não se mostram aptas a desconstituir a decisão impugnada, que deve ser integralmente mantida. O Superior Tribunal de Justiça chancelou o entendimento das instâncias ordinárias quanto à imprescindibilidade da segregação preventiva, com arrimo nos seguintes fundamentos: Dos elementos que instruem os autos, infere-se que a paciente teve prisão preventiva decretada em 9/6/2017, efetivamente cumprida em 5/7/2017, e, posteriormente, foi pronunciada pela suposta prática do delito tipificado no art. 121, § 2..., II, III e IV, do Código Penal, porque, no dia 30/1/2017, por motivo fútil - ciúmes do ex-companheiro -, teria desferido duas facadas na vítima - uma delas pelas costas -, que foram a causa suficiente do óbito. Quanto aos fatos, extrai-se da denúncia: "Segundo restou apurado, ELAINE CRISTINA MARIA DA SlLVA CARVALHO, nas circunstâncias de tempo e local mencionadas, ainda inconformada com o fim do relacionamento com seu 'ex-marido', que aproximadamente 1 (um) mês antes separou-se de fato para manter relacionamento com Jeane Carla Andrade Souza dirigiu-se às 5h30 da manhã até à residência da nova companheira de Marcos Eugênio e lá, munida de um facão 'tipo de açougue com cabo branco' invadiu subitamente a residência gritando que mataria seu ex- marido e a vítima e, então, com crueldade exacerbada e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 170980 AGR / SP com evidente intenção homicida desferiu 1... (primeiro) uma facada na região mamária esquerda de Jeane Carla Andrade Souza e, na sequência, com a vítima já de costas, tentando fugir, desferiu uma 2... (segunda) facada na região dorsal da vítima, próximo à vértebra T6, dando causa à sua morte por 'anemia aguda por hemorragia interna traumática' decorrente da 'lesão transfixante do ventrículo esquerdo' do coração 'com sangramento abundante', tudo conforme depoimentos em sede policial, exame necroscópico a fls. 106-113 e relatório final a fls. 115-116. Ainda segundo restou apurado, ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVACARVALHO já havia ido até a residência de Jeane Carla Andrade Souza no dia 20 de janeiro de 2017 e lá, munida de uma faca de serra com cabo verde própria para cortar pão ameaçou a atual companheira de seu ex- marido de morte, somente não se consumado o crime naquela ocasião em razão da intervenção de terceiros, que contiveram ELAINE CRISTINA" (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 70, grifou-se). Verifica-se que o Juiz processante decretou a medida extrema a bem da ordem pública, ressaltando que "a imputação delitiva é de crime extremamente grave, que demanda deste juízo maior rigor em sua apuração, em especial, pela possibilidade de reiteração criminosa, dado à personalidade e ao comportamento agressivo demonstrado pela acusada, a qual também ameaçou de morte o seu companheiro" (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 19, grifou-se). Irresignada, a defesa impetrou remédio constitucional perante o Tribunal de origem, que, transcrevendo trecho do decreto preventivo, denegou a ordem, pontuando que a prisão cautelar "não se mostra ilegal ou arbitrária para justificar a concessão da ordem porque suficientemente fundamentada" (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 45). […]. Verifica-se, por outro lado, que a custódia da paciente encontra-se bem fundamentada no art. 312 do Código de Processo Penal, diante da necessidade de acautelamento, especialmente, da ordem pública, haja vista o modus operandi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP com evidente intenção homicida desferiu 1... (primeiro) uma facada na região mamária esquerda de Jeane Carla Andrade Souza e, na sequência, com a vítima já de costas, tentando fugir, desferiu uma 2... (segunda) facada na região dorsal da vítima, próximo à vértebra T6, dando causa à sua morte por 'anemia aguda por hemorragia interna traumática' decorrente da 'lesão transfixante do ventrículo esquerdo' do coração 'com sangramento abundante', tudo conforme depoimentos em sede policial, exame necroscópico a fls. 106-113 e relatório final a fls. 115-116. Ainda segundo restou apurado, ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVACARVALHO já havia ido até a residência de Jeane Carla Andrade Souza no dia 20 de janeiro de 2017 e lá, munida de uma faca de serra com cabo verde própria para cortar pão ameaçou a atual companheira de seu ex- marido de morte, somente não se consumado o crime naquela ocasião em razão da intervenção de terceiros, que contiveram ELAINE CRISTINA" (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 70, grifou-se). Verifica-se que o Juiz processante decretou a medida extrema a bem da ordem pública, ressaltando que "a imputação delitiva é de crime extremamente grave, que demanda deste juízo maior rigor em sua apuração, em especial, pela possibilidade de reiteração criminosa, dado à personalidade e ao comportamento agressivo demonstrado pela acusada, a qual também ameaçou de morte o seu companheiro" (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 19, grifou-se). Irresignada, a defesa impetrou remédio constitucional perante o Tribunal de origem, que, transcrevendo trecho do decreto preventivo, denegou a ordem, pontuando que a prisão cautelar "não se mostra ilegal ou arbitrária para justificar a concessão da ordem porque suficientemente fundamentada" (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 45). […]. Verifica-se, por outro lado, que a custódia da paciente encontra-se bem fundamentada no art. 312 do Código de Processo Penal, diante da necessidade de acautelamento, especialmente, da ordem pública, haja vista o modus operandi 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 170980 AGR / SP empregado na conduta delitiva. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. As razões apresentadas pela instância ordinária revelam que a decisão que decretou a segregação cautelar está lastreada em fundamentação jurídica idônea e chancelada pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sobressai, no caso, a gravidade concreta da conduta da paciente, “que inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas”. Essas circunstâncias, “somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o ex-companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social”. Com efeito, esta SUPREMA CORTE já assinalou que “a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi na prática delito, justifica a prisão preventiva para garantia da ordem pública” (HC 95.414, Rel. Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 19/12/2008). Nessa mesma linha de entendimento: HC 154.906-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 28/6/2018; HC 149.742-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017; HC 142.435- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 26/6/2017; HC 141.547- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 16/6/2017; HC 137.027, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 8/5/2017. De outro lado, é cediço que o Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP empregado na conduta delitiva. De acordo com o art. 312 do Código de Processo Penal, a prisão preventiva poderá ser decretada quando houver prova da existência do crime (materialidade) e indício suficiente de autoria. Além disso, é preciso demonstrar, concretamente, a existência de um dos fundamentos que a autorizam: para garantir a ordem pública; para garantir a ordem econômica; por conveniência da instrução criminal; ou, ainda, para assegurar a aplicação da lei penal. As razões apresentadas pela instância ordinária revelam que a decisão que decretou a segregação cautelar está lastreada em fundamentação jurídica idônea e chancelada pela jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Sobressai, no caso, a gravidade concreta da conduta da paciente, “que inconformada com o término do relacionamento com seu ex-marido, invadiu a casa da vítima, ainda de madrugada, e, de inopino, desferiu-lhe duas facadas, uma delas pelas costas”. Essas circunstâncias, “somadas à notícia de que teria ameaçado matar também o ex-companheiro, evidenciam a reprovabilidade acentuada da conduta imputada à agente, bem como a sua efetiva personalidade violenta e periculosidade social”. Com efeito, esta SUPREMA CORTE já assinalou que “a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi na prática delito, justifica a prisão preventiva para garantia da ordem pública” (HC 95.414, Rel. Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 19/12/2008). Nessa mesma linha de entendimento: HC 154.906-AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 28/6/2018; HC 149.742-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/12/2017; HC 142.435- AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe de 26/6/2017; HC 141.547- AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 16/6/2017; HC 137.027, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 8/5/2017. De outro lado, é cediço que o Habeas Corpus poderá ser utilizado como meio processual adequado para cessar constrangimento ilegal à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 170980 AGR / SP liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo "excesso de prazo" para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou da inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 167888 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 8/5/2019; HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, Dje de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, Dje de 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, Dje de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, Dje de 28/6/2016). A respeito da matéria, registrou o Superior Tribunal de Justiça: Noutro giro, quanto ao alegado excesso de prazo nos trâmites processuais, cumpre esclarecer, ab initio, que, conforme tem orientado a doutrina e decidido esta Corte Superior, os prazos indicados na legislação pátria para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral, não se podendo deduzir o seu excesso tão somente pela soma aritmética. Desse modo, em homenagem ao princípio da razoabilidade, admite-se certa variação dos prazos legais, sempre de acordo com as peculiaridades de cada processo, devendo o constrangimento ser reconhecido como ilegal somente quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário, circunstâncias que não se verificam na presente hipótese. Na espécie, observa-se que a denúncia foi oferecida aos 26/5/2017 e recebida em 9/6/2017, ocasião em que foi decretada 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP liberdade de locomoção do acusado preso, decorrente de abusivo "excesso de prazo" para o encerramento da instrução criminal. Nesse exame, porém, é imprescindível investigar se a demora é resultado ou não da desídia ou da inércia do Poder Judiciário. Daí a convergência de entendimento, na jurisprudência do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de que a razoável duração do processo deve ser aferida à luz das particularidades do caso concreto, levando-se em consideração, por exemplo, o número de réus, a quantidade de testemunhas a serem inquiridas, a necessidade de expedição de cartas precatórias, a natureza e a complexidade dos delitos imputados, assim como a atuação das partes (cf.: HC 167888 AgR, Relator(a): Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, DJe de 8/5/2019; HC 138.987-AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, Dje de 7/3/2017; RHC 124.796-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, Dje de 24/8/2016; HC 135.324, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, Dje de 6/12/2016; HC 125.144-AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, Dje de 28/6/2016). A respeito da matéria, registrou o Superior Tribunal de Justiça: Noutro giro, quanto ao alegado excesso de prazo nos trâmites processuais, cumpre esclarecer, ab initio, que, conforme tem orientado a doutrina e decidido esta Corte Superior, os prazos indicados na legislação pátria para finalização dos atos processuais servem apenas como parâmetro geral, não se podendo deduzir o seu excesso tão somente pela soma aritmética. Desse modo, em homenagem ao princípio da razoabilidade, admite-se certa variação dos prazos legais, sempre de acordo com as peculiaridades de cada processo, devendo o constrangimento ser reconhecido como ilegal somente quando o retardo ou a delonga sejam injustificados e possam ser atribuídos ao Judiciário, circunstâncias que não se verificam na presente hipótese. Na espécie, observa-se que a denúncia foi oferecida aos 26/5/2017 e recebida em 9/6/2017, ocasião em que foi decretada 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES HC 170980 AGR / SP a prisão preventiva, efetivamente cumprida em 5/7/2017. A defesa prévia foi apresentada em 5/9/2017, com requerimento de instauração de insanidade mental, deferido em 13/9/2017. A audiência de instrução, debates e julgamento teve início em 6/11/2017, com continuação em 4/12/2017, e as alegações finais foram juntadas em 18/12/2017. A paciente foi submetida à perícia médica em 12/5/2018, encontrando-se os autos aguardando o recebimento do laudo para posterior prolação da sentença. Deste modo, ainda que, isoladamente, algum ato judicial eventualmente tenha tido solução retardada, forçoso reconhecer que o conjunto dos atos praticados denotam a regular tramitação do feito, não havendo notícias recentes de que esteja ocorrendo morosidade ou retardo excessivo na implementação das fases processuais, tampouco desídia ou inércia na prestação jurisdicional. […]. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, uma vez que inexiste mora processual imputável ao Poder Judiciário, ao órgão acusador ou situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo (art. 5..., LXXIII, da Constituição Federal). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Supremo Tribunal Federal HC 170980 AGR / SP a prisão preventiva, efetivamente cumprida em 5/7/2017. A defesa prévia foi apresentada em 5/9/2017, com requerimento de instauração de insanidade mental, deferido em 13/9/2017. A audiência de instrução, debates e julgamento teve início em 6/11/2017, com continuação em 4/12/2017, e as alegações finais foram juntadas em 18/12/2017. A paciente foi submetida à perícia médica em 12/5/2018, encontrando-se os autos aguardando o recebimento do laudo para posterior prolação da sentença. Deste modo, ainda que, isoladamente, algum ato judicial eventualmente tenha tido solução retardada, forçoso reconhecer que o conjunto dos atos praticados denotam a regular tramitação do feito, não havendo notícias recentes de que esteja ocorrendo morosidade ou retardo excessivo na implementação das fases processuais, tampouco desídia ou inércia na prestação jurisdicional. […]. Sendo esse o quadro, não há falar em constrangimento ilegal a ser sanado, uma vez que inexiste mora processual imputável ao Poder Judiciário, ao órgão acusador ou situação incompatível com o princípio da razoável duração do processo (art. 5..., LXXIII, da Constituição Federal). Em conclusão, não há reparo a fazer, pois o agravo interno não apresentou qualquer argumento apto a desconstituir os fundamentos apontados. Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5775-B619-374D-E0F0 e senha 0194-FDE6-9696-9A81 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22FA-86B2-D6AD-E14F e senha 500F-E22D-0B90-663A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) :MERHEJ NAJM NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O habeas corpus é ação constitucional voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão. O processo que o veicule, devidamente aparelhado, deve ser submetido ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 22FA-86B2-D6AD-E14F e senha 500F-E22D-0B90-663A Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5851-EEB4-6713-1C0F e senha D765-91C8-F440-1A59 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 170.980 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO ADV.(A/S) : MERHEJ NAJM NETO (175970/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5851-EEB4-6713-1C0F e senha D765-91C8-F440-1A59 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 170 . 980", "HC 170980 AGR / SP Aurélio", "HC 170980 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 170 . 980 SÃO", "HABEAS CORPUS 170 . 980", "HC 170980 AGR / SP", "HC 170980 AGR /", "HC 170980 AGR / SP", "HC 170980 AGR / SP", "HC 170980 AGR / SP", "HC 170980 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 170 . 980", "HABEAS CORPUS 170 . 980", "HC 170980 AGR / SP", "HC 170980 AGR / SP", "HC 170980 AGR / SP", "HC 95 . 414", "HC 154 . 906 - AgR", "HC 149 . 742 - AgR", "HC 142 . 435 - AgR", "HC 141 . 547 - AgR", "HC 137 . 027", "HC 170980 AGR / SP", "HC 95 . 414", "HC 154 . 906 - AgR", "HC 149 . 742 - AgR", "HC 142 . 435 - AgR", "HC 141 . 547 - AgR", "HC 137 . 027", "HC 170980 AGR", "HC 167888 AgR", "HC 138 . 987 - AgR", "RHC 124 . 796 - AgR", "HC 135 . 324", "HC 125 . 144 - AgR", "HC 170980 AGR / SP", "HC 167888 AgR", "HC 138 . 987 - AgR", "RHC 124 . 796 - AgR", "HC 135 . 324", "HC 125 . 144 - AgR", "HC 170980 AGR / SP", "HC 170980 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 170 . 980 SÃO", "HABEAS CORPUS 170 . 980", "HABEAS CORPUS 170 . 980", "HABEAS CORPUS 170 . 980" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 121 , § 2 . . . , II , III E IV , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § , 2 . . . , II , III e IV , do Código Penal", "artigo 121 , § 2 . . . , II , III e IV , do Código Penal Brasileiro", "artigo 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § , 2 . . . , II , III e IV , do Código Penal", "artigo 121 , § 2 . . . , II , III e IV , do Código Penal Brasileiro", "artigo 319 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL", "312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II , III e IV , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , II , III e IV , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 do Regimento Interno", "artigo 932 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 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"ELAINE CRISTINA MARIA DA SlLVA CARVALHO", "Jeane Carla Andrade Souza", "Marcos Eugênio", "ALEXANDRE DE MORAES", "Jeane Carla Andrade Souza", "ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVACARVALHO", "Jeane Carla Andrade Souza", "ELAINE CRISTINA", "Jeane Carla Andrade Souza", "ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVACARVALHO", "Jeane Carla Andrade Souza", "ELAINE CRISTINA", "ALEXANDRE DE MORAES", "EROS GRAU", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "EROS GRAU", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "TEORI ZAVASCKI", "ROSA WEBER", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO", "MERHEJ NAJM NETO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO", "MERHEJ NAJM NETO", "MARCO AURÉLIO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO", "MERHEJ NAJM NETO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELAINE CRISTINA MARIA DA SILVA CARVALHO", "MERHEJ NAJM NETO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "5", "/", "2017", "9", "/", "6", "/", "2017", "5", "/", "7", "/", "2017", "5", "/", "9", "/", "2017", "13", "/", "9", "/", "2017", "6", "/", "11", "/", "2017", "4", "/", "12", "/", "2017", "18", "/", "12", "/", "2017", "12", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "5", "/", "2017", "9", "/", "6", "/", "2017", "5", "/", "7", "/", "2017", "5", "/", "9", "/", "2017", "13", "/", "9", "/", "2017", "6", "/", "11", "/", "2017", "4", "/", "12", "/", "2017", "18", "/", "12", "/", "2017", "12", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "9", "/", "6", "/", "2017", "5", "/", "7", "/", "2017", "30", "/", "1", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "9", "/", "6", "/", "2017", "5", "/", "7", "/", "2017", "30", "/", "1", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de janeiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de janeiro de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2008", "28", "/", "6", "/", "2018", "19", "/", "12", "/", "2017", "26", "/", "6", "/", "2017", "16", "/", "6", "/", "2017", "8", "/", "5", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "2008", "28", "/", "6", "/", "2018", "19", "/", "12", "/", "2017", "26", "/", "6", "/", "2017", "16", "/", "6", "/", "2017", "8", "/", "5", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "5", "/", "2019", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "8", "/", "2016", "6", "/", "12", "/", "2016", "28", "/", "6", "/", "2016", "26", "/", "5", "/", "2017", "9", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "5", "/", "2019", "7", "/", "3", "/", "2017", "24", "/", "8", "/", "2016", "6", "/", "12", "/", "2016", "28", "/", "6", "/", "2016", "26", "/", "5", "/", "2017", "9", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "7", "/", "2017", "5", "/", "9", "/", "2017", "13", "/", "9", "/", "2017", "6", "/", "11", "/", "2017", "4", "/", "12", "/", "2017", "18", "/", "12", "/", "2017", "12", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "7", "/", "2017", "5", "/", "9", "/", "2017", "13", "/", "9", "/", "2017", "6", "/", "11", "/", "2017", "4", "/", "12", "/", "2017", "18", "/", "12", "/", "2017", "12", "/", "5", "/", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) :RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. IPTU. SUPOSTA OFENSA AOS PRECEDENTES FIRMADOS NO RE 594.015-RG (TEMA 385 DA REPERCUSSÃO GERAL) E NO RE 601.720-RG (TEMA 437 DA REPERCUSSÃO GERAL). INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO RECLAMADA. NÃO EXAURIMENTO DAS INSTÂNCIAS RECURSAIS NA ORIGEM. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUBSTITUTIVO DE RECURSOS DE NATUREZA ORDINÁRIA OU EXTRAORDINÁRIA. INVIABILIDADE. AGRAVO INTERNO A QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Tribunal reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no RE 594.015-RG, Rel. Min. Marco Aurélio (Tema 385 da Repercussão Geral) e no RE 601.720-RG, Redator p/ o Acórdão Min. Edson Fachin (Tema 437 da Repercussão Geral). 2. Cotejando a decisão com os paradigmas de confronto apontados, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. 3. Não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. 4. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1F7-7787-0B42-124A e senha 2550-4E1A-C6FD-1916 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RCL 33351 AGR / SP substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). 5. Recurso de agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1F7-7787-0B42-124A e senha 2550-4E1A-C6FD-1916 Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). 5. Recurso de agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1F7-7787-0B42-124A e senha 2550-4E1A-C6FD-1916 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) :RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão que negou seguimento à Reclamação. A agravante alega, em síntese, que: (a) no julgamento do RE 601.720, “esta E. Corte entendeu pela legalidade da exação tributária fixando a tese ‘Incide o IPTU, considerando imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo’”; (b) “a tese firmada no RE 601720RJ apresentou termos suficientes a se sustentar que as arrendatárias de bens públicos seriam devedoras de tributos reais – de forma que restaria, assim, preservada a imunidade tributária recíproca prevista no art. 150, VI, ‘a’”; (c) “as COMPANHIAS DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO não são as exploradoras dos imóveis arrendados, per si, mas, sim os Terminais Arrendatários no Porto de Santos, de modo que, tão somente a mera detenção de controle sobre questões administrativas não pode atrair a responsabilidade tributária, notadamente, se existente tema que elucida a questão e imputa às arrendatárias o ônus tributário”. Requer, ao final, a “concessão de liminar para sobrestamento do feito de forma que a 14ª Câmara de Direito Público – 7º Grupo – Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo proceda à retificação dos termos da decisão enunciada, de forma que reconheça como devedores tributários da exação real, os entes que promovem a exploração das áreas arrendadas e não a gestora das áreas, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3866-2F30-4C0C-8521 e senha A549-5201-E8CF-76F8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) :RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão que negou seguimento à Reclamação. A agravante alega, em síntese, que: (a) no julgamento do RE 601.720, “esta E. Corte entendeu pela legalidade da exação tributária fixando a tese ‘Incide o IPTU, considerando imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo’”; (b) “a tese firmada no RE 601720RJ apresentou termos suficientes a se sustentar que as arrendatárias de bens públicos seriam devedoras de tributos reais – de forma que restaria, assim, preservada a imunidade tributária recíproca prevista no art. 150, VI, ‘a’”; (c) “as COMPANHIAS DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO não são as exploradoras dos imóveis arrendados, per si, mas, sim os Terminais Arrendatários no Porto de Santos, de modo que, tão somente a mera detenção de controle sobre questões administrativas não pode atrair a responsabilidade tributária, notadamente, se existente tema que elucida a questão e imputa às arrendatárias o ônus tributário”. Requer, ao final, a “concessão de liminar para sobrestamento do feito de forma que a 14ª Câmara de Direito Público – 7º Grupo – Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo proceda à retificação dos termos da decisão enunciada, de forma que reconheça como devedores tributários da exação real, os entes que promovem a exploração das áreas arrendadas e não a gestora das áreas, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3866-2F30-4C0C-8521 e senha A549-5201-E8CF-76F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 33351 AGR / SP sequer é proprietária, Companhia Docas do Estado de São Paulo” (doc. 12 – fl. 12). No mérito, pede seja dado integral ao recurso “para o especial fim de que através da Reclamação Constitucional apresentada seja readequada a decisão exarada pelo E. TJ São Paulo, de forma que se reconheça a ocorrência de distinguish na situação em epígrafe” (doc. 12 – fls. 12/13). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3866-2F30-4C0C-8521 e senha A549-5201-E8CF-76F8 Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP sequer é proprietária, Companhia Docas do Estado de São Paulo” (doc. 12 – fl. 12). No mérito, pede seja dado integral ao recurso “para o especial fim de que através da Reclamação Constitucional apresentada seja readequada a decisão exarada pelo E. TJ São Paulo, de forma que se reconheça a ocorrência de distinguish na situação em epígrafe” (doc. 12 – fls. 12/13). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3866-2F30-4C0C-8521 e senha A549-5201-E8CF-76F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação, com pedido de tutela de urgência, proposta pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que teria violado a autoridade de julgado desta SUPREMA CORTE nos Temas 437 e 385. Na inicial, a parte autora alega, em síntese, que: (a) é pessoa jurídica de direito privado que realiza o gerenciamento dos imóveis que servem de supedâneo ao exercício das atividades portuárias nos municípios de Santos e de Guarujá dos quais não é a proprietária dos referidos imóveis, sendo de se destacar que tais imóveis são de titularidade da União Federal (fl. 3); (b) ocorre que, ante os termos do RE 594015SP e RE 601720RJ, através da sistemática de recursos repetitivos, o E. Tribunal de Justiça de São Paulo, através de sua 14ª Câmara de Direito Público, 7º Grupo, nos autos do processo judicial nº 0004746.25.2010.8.26.0562, exarou entendimento reconhecendo a subsistência da exação municipal em face da COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (fl. 4); (c) inconformada, interpôs recurso de apelação, o qual teve seu provimento negado, e, posteriormente, em decisão exarada em 08 de novembro de 2018 o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entendeu pelo não acolhimento de Embargos Declaratórios que tinham o intento de promover o distinguish (fl. 7); e (d) a questão enaltecida é deveras diversa, pois, notadamente, as COMPANHIAS DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO não são as exploradoras dos imóveis arrendados, per si, mas, sim os Terminais Arrendatários no Porto de Santos, de modo que, tão somente a mera detenção de controle sobre questões administrativas não pode atrair a responsabilidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação, com pedido de tutela de urgência, proposta pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que teria violado a autoridade de julgado desta SUPREMA CORTE nos Temas 437 e 385. Na inicial, a parte autora alega, em síntese, que: (a) é pessoa jurídica de direito privado que realiza o gerenciamento dos imóveis que servem de supedâneo ao exercício das atividades portuárias nos municípios de Santos e de Guarujá dos quais não é a proprietária dos referidos imóveis, sendo de se destacar que tais imóveis são de titularidade da União Federal (fl. 3); (b) ocorre que, ante os termos do RE 594015SP e RE 601720RJ, através da sistemática de recursos repetitivos, o E. Tribunal de Justiça de São Paulo, através de sua 14ª Câmara de Direito Público, 7º Grupo, nos autos do processo judicial nº 0004746.25.2010.8.26.0562, exarou entendimento reconhecendo a subsistência da exação municipal em face da COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (fl. 4); (c) inconformada, interpôs recurso de apelação, o qual teve seu provimento negado, e, posteriormente, em decisão exarada em 08 de novembro de 2018 o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entendeu pelo não acolhimento de Embargos Declaratórios que tinham o intento de promover o distinguish (fl. 7); e (d) a questão enaltecida é deveras diversa, pois, notadamente, as COMPANHIAS DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO não são as exploradoras dos imóveis arrendados, per si, mas, sim os Terminais Arrendatários no Porto de Santos, de modo que, tão somente a mera detenção de controle sobre questões administrativas não pode atrair a responsabilidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP tributária, notadamente, se existente tema que elucida a questão e imputa às arrendatárias o ônus tributário (fl. 10). Requer, ao final confirmada a medida liminar a fim de que seja determinada a correta aplicação da tese exarada nos RE 601720RJ, reconhecendo a ilegitimidade da Companhia Docas do Estado de São Paulo para figurar como devedora de IPTU de áreas arrendadas à terceiros (fl. 12). É o Relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o SURPEMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem os arts. 102, I, “l”, e 103-A, caput e § 3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP tributária, notadamente, se existente tema que elucida a questão e imputa às arrendatárias o ônus tributário (fl. 10). Requer, ao final confirmada a medida liminar a fim de que seja determinada a correta aplicação da tese exarada nos RE 601720RJ, reconhecendo a ilegitimidade da Companhia Docas do Estado de São Paulo para figurar como devedora de IPTU de áreas arrendadas à terceiros (fl. 12). É o Relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o SURPEMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem os arts. 102, I, “l”, e 103-A, caput e § 3º, ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III - garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; Na presente hipótese, a Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III - garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; Na presente hipótese, a Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP GRACIE; RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014). O CPC/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da Repercussão Geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (a) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de RE ou recurso especial repetitivo; e (b) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5º, II: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV omissis. § 5 º É inadmissível a reclamação: I omissis. II proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP GRACIE; RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014). O CPC/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da Repercussão Geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (a) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de RE ou recurso especial repetitivo; e (b) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5º, II: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV omissis. § 5 º É inadmissível a reclamação: I omissis. II proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê a utilização da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de Repercussão Geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, esta CORTE, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado, observando-se, consequentemente, os seus estritos limites cognitivos (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do SUPREMO quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no STF deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobrestá o processo, inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê a utilização da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de Repercussão Geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, esta CORTE, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado, observando-se, consequentemente, os seus estritos limites cognitivos (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do SUPREMO quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no STF deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobrestá o processo, inadmite liminarmente o recurso da competência do STF ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do STF com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). No caso concreto, o ato impugnado analisou a controvérsia atento aos aludidos precedentes e negou provimento ao recurso de apelação da CODESP, por decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO JUÍZO DE RETRATAÇÃO APELAÇÃO IPTU TAXA DE LIXO Devolução dos autos à Turma Julgadora para cumprimento do artigo 1.040, II, NCPC Recursos Representativos de Controvérsia (Recursos Extraordinários n. 576.321 - Tema 146, n. 601.720/RJ - Tema 437 e n. 594.015/SP - Tema 385) Tese do Tema 146: “A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal” Súmula Vinculante 19. Comprovação de disponibilização do serviço pela Administração Serviços de limpeza contratados que se resumem tão somente à limpeza e conservação internas, cabendo à empresa de coleta urbana municipal o recolhimento do lixo para destinação final. Reconhecimento da exigibilidade da taxa Tese do Tema 437: “Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo” Tese do Tema 385: “A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do STF com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). No caso concreto, o ato impugnado analisou a controvérsia atento aos aludidos precedentes e negou provimento ao recurso de apelação da CODESP, por decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO JUÍZO DE RETRATAÇÃO APELAÇÃO IPTU TAXA DE LIXO Devolução dos autos à Turma Julgadora para cumprimento do artigo 1.040, II, NCPC Recursos Representativos de Controvérsia (Recursos Extraordinários n. 576.321 - Tema 146, n. 601.720/RJ - Tema 437 e n. 594.015/SP - Tema 385) Tese do Tema 146: “A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal” Súmula Vinculante 19. Comprovação de disponibilização do serviço pela Administração Serviços de limpeza contratados que se resumem tão somente à limpeza e conservação internas, cabendo à empresa de coleta urbana municipal o recolhimento do lixo para destinação final. Reconhecimento da exigibilidade da taxa Tese do Tema 437: “Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo” Tese do Tema 385: “A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município.” Imunidade tributária recíproca não se estende à detentora de imóvel da União situado em área portuária Possibilidade da legislação municipal designar a detentora como responsável tributária do IPTU. Acórdão reformado para negar provimento ao recurso da CODESP, mantendo- se, na íntegra, a sentença de improcedência dos embargos à execução, inclusive no tocante às verbas de sucumbência. Decisão readequada. Observa-se, portanto, que a 14ª Câmara de Direito Público do TJSP, em juízo de reexame da matéria, nos termos do art. 1.040, II, do CPC, negou provimento ao recurso da reclamante, ao entender aplicáveis à controvérsia do caso os Recursos Extraordinários 601.720/RJ - Tema 437 - e 594.015/SP - Tema 385, que concluíram pela incidência do IPTU sobre imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, bem como pela não extensão da imunidade recíproca a empresa privada arrendatária de imóvel público quando ela seja exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Dessa forma, fica evidente que não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. Ademais, cotejando o decisum reclamado com os leading cases, não se constata, respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Transcrevem-se, a seguir, as teses firmadas nos paradigmas indicados como violados: Tema 385: A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município.” Imunidade tributária recíproca não se estende à detentora de imóvel da União situado em área portuária Possibilidade da legislação municipal designar a detentora como responsável tributária do IPTU. Acórdão reformado para negar provimento ao recurso da CODESP, mantendo- se, na íntegra, a sentença de improcedência dos embargos à execução, inclusive no tocante às verbas de sucumbência. Decisão readequada. Observa-se, portanto, que a 14ª Câmara de Direito Público do TJSP, em juízo de reexame da matéria, nos termos do art. 1.040, II, do CPC, negou provimento ao recurso da reclamante, ao entender aplicáveis à controvérsia do caso os Recursos Extraordinários 601.720/RJ - Tema 437 - e 594.015/SP - Tema 385, que concluíram pela incidência do IPTU sobre imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, bem como pela não extensão da imunidade recíproca a empresa privada arrendatária de imóvel público quando ela seja exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Dessa forma, fica evidente que não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. Ademais, cotejando o decisum reclamado com os leading cases, não se constata, respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Transcrevem-se, a seguir, as teses firmadas nos paradigmas indicados como violados: Tema 385: A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município. Tema 437: Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo. Ora, o juízo reclamado, ao reconhecer a exigibilidade do IPTU dos imóveis cedidos à CODESP, além da cobrança da taxa de remoção de lixo domiciliar, realizou uma interpretação dos paradigmas de repercussão geral que, de modo algum, pode ser considerada teratológica. Nessas circunstâncias, em que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, tampouco o descumprimento dos julgados proferidos por esta CORTE, nem teratologia na decisão reclamada, é inviável a presente reclamação. Esta CORTE já se pronunciou, por diversas vezes, no sentido de que a reclamação constitucional não deve ser utilizada como sucedâneo recursal ou atalho processual para postular diretamente no STF a observação de precedente vinculante estabelecido sob a sistemática da Repercussão Geral, por não ser substitutivo de recurso ou de ação rescisória (Rcl 31.486 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, DJe de 26/11/2018; (Rcl 16.038 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 30/10/2014). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive oportunidade de enfatizar naquele julgado, o Tribunal 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município. Tema 437: Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo. Ora, o juízo reclamado, ao reconhecer a exigibilidade do IPTU dos imóveis cedidos à CODESP, além da cobrança da taxa de remoção de lixo domiciliar, realizou uma interpretação dos paradigmas de repercussão geral que, de modo algum, pode ser considerada teratológica. Nessas circunstâncias, em que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, tampouco o descumprimento dos julgados proferidos por esta CORTE, nem teratologia na decisão reclamada, é inviável a presente reclamação. Esta CORTE já se pronunciou, por diversas vezes, no sentido de que a reclamação constitucional não deve ser utilizada como sucedâneo recursal ou atalho processual para postular diretamente no STF a observação de precedente vinculante estabelecido sob a sistemática da Repercussão Geral, por não ser substitutivo de recurso ou de ação rescisória (Rcl 31.486 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, DJe de 26/11/2018; (Rcl 16.038 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 30/10/2014). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive oportunidade de enfatizar naquele julgado, o Tribunal 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no RE 594.015-RG, Rel. Min. Marco Aurélio (Tema 385 da Repercussão Geral) e no RE 601.720-RG, Redator p/ o Acórdão Min. Edson Fachin (Tema 437 da Repercussão Geral). Desse modo, cotejando a decisão reclamada com os paradigmas de confronto apontados, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Asseverei, ainda, na decisão impugnada, que não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. Nesse contexto, a postulação não passa de simples pedido de revisão da decisão proferida pela autoridade reclamada, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no RE 594.015-RG, Rel. Min. Marco Aurélio (Tema 385 da Repercussão Geral) e no RE 601.720-RG, Redator p/ o Acórdão Min. Edson Fachin (Tema 437 da Repercussão Geral). Desse modo, cotejando a decisão reclamada com os paradigmas de confronto apontados, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Asseverei, ainda, na decisão impugnada, que não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. Nesse contexto, a postulação não passa de simples pedido de revisão da decisão proferida pela autoridade reclamada, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6º c/c artigo 9º do CPC/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) : RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO (183631/SP) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-87C7-A6E3-D773 e senha 109C-60C3-27A4-31EC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) : RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO (183631/SP) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-87C7-A6E3-D773 e senha 109C-60C3-27A4-31EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749797408
2019-04-29T00:00:00
2019-05-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. IPTU. SUPOSTA OFENSA AOS PRECEDENTES FIRMADOS NO RE 594.015-RG (TEMA 385 DA REPERCUSSÃO GERAL) E NO RE 601.720-RG (TEMA 437 DA REPERCUSSÃO GERAL). INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO RECLAMADA. NÃO EXAURIMENTO DAS INSTÂNCIAS RECURSAIS NA ORIGEM. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUBSTITUTIVO DE RECURSOS DE NATUREZA ORDINÁRIA OU EXTRAORDINÁRIA. INVIABILIDADE. AGRAVO INTERNO A QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Tribunal reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no RE 594.015-RG, Rel. Min. Marco Aurélio (Tema 385 da Repercussão Geral) e no RE 601.720-RG, Redator p/ o Acórdão Min. Edson Fachin (Tema 437 da Repercussão Geral). 2. Cotejando a decisão com os paradigmas de confronto apontados, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. 3. Não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. 4. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). 5. Recurso de agravo a que se nega provimento.
sjur403532
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 6880 AgR (TP). - Veja RE 594015 RG e RE 601720 RG do STF. Número de páginas: 14. Análise: 04/09/2019, JSF.
ALEXANDRE DE MORAES
Primeira Turma
33351
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00006 ART-00009\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 33351 AgR
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AGTE.(S) : COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) : RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) :RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Ementa: CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NA RECLAMAÇÃO. IPTU. SUPOSTA OFENSA AOS PRECEDENTES FIRMADOS NO Recurso Extraordinário 594.015-RG (TEMA 385 DA REPERCUSSÃO GERAL) E NO Recurso Extraordinário 601.720-RG (TEMA 437 DA REPERCUSSÃO GERAL). INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE TERATOLOGIA NA DECISÃO RECLAMADA. NÃO EXAURIMENTO DAS INSTÂNCIAS RECURSAIS NA ORIGEM. UTILIZAÇÃO DA RECLAMAÇÃO COMO SUBSTITUTIVO DE RECURSOS DE NATUREZA ORDINÁRIA OU EXTRAORDINÁRIA. INVIABILIDADE. AGRAVO INTERNO A QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Tribunal reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no Recurso Extraordinário 594.015-RG, Rel. Min. Marco Aurélio (Tema 385 da Repercussão Geral) e no Recurso Extraordinário 601.720-RG, Redator p/ o Acórdão Min. Edson Fachin (Tema 437 da Repercussão Geral). 2. Cotejando a decisão com os paradigmas de confronto apontados, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. 3. Não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. 4. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1F7-7787-0B42-124A e senha 2550-4E1A-C6FD-1916 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RCL 33351 AGR / SP substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). 5. Recurso de agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1F7-7787-0B42-124A e senha 2550-4E1A-C6FD-1916 Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880- AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). 5. Recurso de agravo a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro LUIZ FUX, em conformidade com a ata de julgamento e as notas taquigráficas, por unanimidade, acordam em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de abril de 2019. Ministro ALEXANDRE DE MORAES Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C1F7-7787-0B42-124A e senha 2550-4E1A-C6FD-1916 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) :RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão que negou seguimento à Reclamação. A agravante alega, em síntese, que: (a) no julgamento do Recurso Extraordinário 601.720, “esta E. Corte entendeu pela legalidade da exação tributária fixando a tese ‘Incide o IPTU, considerando imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo’”; (b) “a tese firmada no Recurso Extraordinário 601720RJ apresentou termos suficientes a se sustentar que as arrendatárias de bens públicos seriam devedoras de tributos reais – de forma que restaria, assim, preservada a imunidade tributária recíproca prevista no art. 150, VI, ‘a’”; (c) “as COMPANHIAS DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO não são as exploradoras dos imóveis arrendados, per si, mas, sim os Terminais Arrendatários no Porto de Santos, de modo que, tão somente a mera detenção de controle sobre questões administrativas não pode atrair a responsabilidade tributária, notadamente, se existente tema que elucida a questão e imputa às arrendatárias o ônus tributário”. Requer, ao final, a “concessão de liminar para sobrestamento do feito de forma que a 14... Câmara de Direito Público – 7... Grupo – Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo proceda à retificação dos termos da decisão enunciada, de forma que reconheça como devedores tributários da exação real, os entes que promovem a exploração das áreas arrendadas e não a gestora das áreas, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3866-2F30-4C0C-8521 e senha A549-5201-E8CF-76F8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) :COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) :RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO AGDO.(A/S) :NÃO INDICADO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES (RELATOR): Trata-se de recurso de agravo interposto contra a decisão que negou seguimento à Reclamação. A agravante alega, em síntese, que: (a) no julgamento do Recurso Extraordinário 601.720, “esta E. Corte entendeu pela legalidade da exação tributária fixando a tese ‘Incide o IPTU, considerando imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo’”; (b) “a tese firmada no Recurso Extraordinário 601720RJ apresentou termos suficientes a se sustentar que as arrendatárias de bens públicos seriam devedoras de tributos reais – de forma que restaria, assim, preservada a imunidade tributária recíproca prevista no art. 150, VI, ‘a’”; (c) “as COMPANHIAS DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO não são as exploradoras dos imóveis arrendados, per si, mas, sim os Terminais Arrendatários no Porto de Santos, de modo que, tão somente a mera detenção de controle sobre questões administrativas não pode atrair a responsabilidade tributária, notadamente, se existente tema que elucida a questão e imputa às arrendatárias o ônus tributário”. Requer, ao final, a “concessão de liminar para sobrestamento do feito de forma que a 14... Câmara de Direito Público – 7... Grupo – Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo proceda à retificação dos termos da decisão enunciada, de forma que reconheça como devedores tributários da exação real, os entes que promovem a exploração das áreas arrendadas e não a gestora das áreas, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3866-2F30-4C0C-8521 e senha A549-5201-E8CF-76F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RCL 33351 AGR / SP sequer é proprietária, Companhia Docas do Estado de São Paulo” (doc. 12 – fl. 12). No mérito, pede seja dado integral ao recurso “para o especial fim de que através da Reclamação Constitucional apresentada seja readequada a decisão exarada pelo E. TJ São Paulo, de forma que se reconheça a ocorrência de distinguish na situação em epígrafe” (doc. 12 – fls. 12/13). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3866-2F30-4C0C-8521 e senha A549-5201-E8CF-76F8 Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP sequer é proprietária, Companhia Docas do Estado de São Paulo” (doc. 12 – fl. 12). No mérito, pede seja dado integral ao recurso “para o especial fim de que através da Reclamação Constitucional apresentada seja readequada a decisão exarada pelo E. TJ São Paulo, de forma que se reconheça a ocorrência de distinguish na situação em epígrafe” (doc. 12 – fls. 12/13). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3866-2F30-4C0C-8521 e senha A549-5201-E8CF-76F8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação, com pedido de tutela de urgência, proposta pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que teria violado a autoridade de julgado desta SUPREMA CORTE nos Temas 437 e 385. Na inicial, a parte autora alega, em síntese, que: (a) é pessoa jurídica de direito privado que realiza o gerenciamento dos imóveis que servem de supedâneo ao exercício das atividades portuárias nos municípios de Santos e de Guarujá dos quais não é a proprietária dos referidos imóveis, sendo de se destacar que tais imóveis são de titularidade da União Federal (fl. 3); (b) ocorre que, ante os termos do Recurso Extraordinário 594015SP e Recurso Extraordinário 601720RJ, através da sistemática de recursos repetitivos, o E. Tribunal de Justiça de São Paulo, através de sua 14... Câmara de Direito Público, 7... Grupo, nos autos do processo judicial n 0004746.25.2010.8.26.0562, exarou entendimento reconhecendo a subsistência da exação municipal em face da COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (fl. 4); (c) inconformada, interpôs recurso de apelação, o qual teve seu provimento negado, e, posteriormente, em decisão exarada em 08 de novembro de 2018 o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entendeu pelo não acolhimento de Embargos Declaratórios que tinham o intento de promover o distinguish (fl. 7); e (d) a questão enaltecida é deveras diversa, pois, notadamente, as COMPANHIAS DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO não são as exploradoras dos imóveis arrendados, per si, mas, sim os Terminais Arrendatários no Porto de Santos, de modo que, tão somente a mera detenção de controle sobre questões administrativas não pode atrair a responsabilidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 SÃO PAULO V O T O O Senhor Ministro Alexandre de Moraes (Relator): Eis o teor da decisão agravada: Trata-se de Reclamação, com pedido de tutela de urgência, proposta pela Companhia Docas do Estado de São Paulo, contra decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que teria violado a autoridade de julgado desta SUPREMA CORTE nos Temas 437 e 385. Na inicial, a parte autora alega, em síntese, que: (a) é pessoa jurídica de direito privado que realiza o gerenciamento dos imóveis que servem de supedâneo ao exercício das atividades portuárias nos municípios de Santos e de Guarujá dos quais não é a proprietária dos referidos imóveis, sendo de se destacar que tais imóveis são de titularidade da União Federal (fl. 3); (b) ocorre que, ante os termos do Recurso Extraordinário 594015SP e Recurso Extraordinário 601720RJ, através da sistemática de recursos repetitivos, o E. Tribunal de Justiça de São Paulo, através de sua 14... Câmara de Direito Público, 7... Grupo, nos autos do processo judicial n 0004746.25.2010.8.26.0562, exarou entendimento reconhecendo a subsistência da exação municipal em face da COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (fl. 4); (c) inconformada, interpôs recurso de apelação, o qual teve seu provimento negado, e, posteriormente, em decisão exarada em 08 de novembro de 2018 o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo entendeu pelo não acolhimento de Embargos Declaratórios que tinham o intento de promover o distinguish (fl. 7); e (d) a questão enaltecida é deveras diversa, pois, notadamente, as COMPANHIAS DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO não são as exploradoras dos imóveis arrendados, per si, mas, sim os Terminais Arrendatários no Porto de Santos, de modo que, tão somente a mera detenção de controle sobre questões administrativas não pode atrair a responsabilidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP tributária, notadamente, se existente tema que elucida a questão e imputa às arrendatárias o ônus tributário (fl. 10). Requer, ao final confirmada a medida liminar a fim de que seja determinada a correta aplicação da tese exarada nos Recurso Extraordinário 601720RJ, reconhecendo a ilegitimidade da Companhia Docas do Estado de São Paulo para figurar como devedora de IPTU de áreas arrendadas à terceiros (fl. 12). É o Relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o SURPEMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem os arts. 102, I, “l”, e 103-A, caput e § 3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP tributária, notadamente, se existente tema que elucida a questão e imputa às arrendatárias o ônus tributário (fl. 10). Requer, ao final confirmada a medida liminar a fim de que seja determinada a correta aplicação da tese exarada nos Recurso Extraordinário 601720RJ, reconhecendo a ilegitimidade da Companhia Docas do Estado de São Paulo para figurar como devedora de IPTU de áreas arrendadas à terceiros (fl. 12). É o Relatório. Decido. A respeito do cabimento da reclamação para o SURPEMO TRIBUNAL FEDERAL, dispõem os arts. 102, I, “l”, e 103-A, caput e § 3..., ambos da Constituição Federal: Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente: l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. § 3... Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III - garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; Na presente hipótese, a Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula, conforme o caso. Veja-se também o art. 988, I, II e III, do Código de Processo Civil de 2015: Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I - preservar a competência do tribunal; II - garantir a autoridade das decisões do tribunal; III - garantir a observância de enunciado de súmula vinculante e de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de constitucionalidade; Na presente hipótese, a Reclamação deve ser inadmitida, desde logo. Antes da entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o SUPREMO tinha posição rígida no sentido da inviabilidade da reclamação para trazer a discussão sobre a má aplicação da sistemática da repercussão geral para a CORTE. Por todos, o seguinte precedente: “RECLAMAÇÃO – DECISÃO QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PORQUE NÃO RECONHECIDA A EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL NELE SUSCITADA – ALEGADA USURPAÇÃO DA COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE – INOCORRÊNCIA – INADMISSIBILIDADE DO USO DA RECLAMAÇÃO COMO INSTRUMENTO DESTINADO A QUESTIONAR A APLICAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, DO SISTEMA DE REPERCUSSÃO GERAL – PRECEDENTES FIRMADOS PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RCL 7.547/SP, REL. MIN. ELLEN 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP GRACIE; RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014). O Código de Processo Civil/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da Repercussão Geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (a) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de Recurso Extraordinário ou recurso especial repetitivo; e (b) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5..., II: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV omissis. § 5 É inadmissível a reclamação: I omissis. II proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP GRACIE; RCL 7.569/SP, REL. MIN. ELLEN GRACIE; AI 760.358-QO/SE, REL. MIN. GILMAR MENDES) INCOGNOSCIBILIDADE DA RECLAMAÇÃO RECONHECIDA PELA DECISÃO AGRAVADA – LEGITIMIDADE – CONSEQUENTE EXTINÇÃO ANÔMALA DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Rcl 11.217-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, DJe de 18/2/2014). O Código de Processo Civil/2015 concedeu um restritíssimo espaço para discussão da aplicação da sistemática da Repercussão Geral, pelo Juízo de origem, no âmbito da Reclamação para os Tribunais Superiores. Somente caberá Reclamação (a) para se assegurar a observância de acórdão formado no julgamento do mérito de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de Recurso Extraordinário ou recurso especial repetitivo; e (b) desde que esgotadas todas as instâncias ordinárias, a saber, o percurso de todo o iter recursal cabível antes do acesso à SUPREMA CORTE (Rcl 24.686-ED-AgR, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe de 11/4/2017). É o que se extrai da leitura a contrario sensu do art. 988, § 5..., II: “Art. 988. Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para: I a IV omissis. § 5 É inadmissível a reclamação: I omissis. II proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê a utilização da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de Repercussão Geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, esta CORTE, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado, observando-se, consequentemente, os seus estritos limites cognitivos (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do SUPREMO quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no Supremo Tribunal Federal deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobrestá o processo, inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP recursos extraordinário ou especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias”. Pois bem: ressalte-se, em rigor, que a CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ao estabelecer a competência desta SUPREMA CORTE, em rol taxativo, não prevê a utilização da via reclamatória para apreciar a correção da aplicação da sistemática de Repercussão Geral, de maneira que incumbe exclusivamente ao tribunal de origem aplicar tal decisão ao caso concreto, pondera o eminente Ministro LUIZ FUX (Rcl 26.633/SP, DJe de 23/5/2017). Assim, esta CORTE, excepcionalmente, conhece e julga reclamações postulando a observância de acórdão de Recurso Extraordinário com repercussão geral reconhecida somente após esgotadas as instâncias ordinárias nos restritos casos em que se depara com decisão teratogênica, vício judicial que autoriza a utilização e admissão deste instrumento processual para fins de cassação do ato reclamado, observando-se, consequentemente, os seus estritos limites cognitivos (Rcl 21.445/RS. Rel. Min. ROBERTO BARROSO, DJe de 10/5/2017). Consoante bem observado pela Min. CÁRMEN LÚCIA, desrespeita-se a autoridade da decisão do SUPREMO quando configurada erronia na aplicação do entendimento, a evidenciar teratologia da decisão reclamada (Rcl 24.911/DF, DJe de 31/8/2016). Cite-se, também, o entendimento do Min. GILMAR MENDES, no sentido de que, quando se intenta garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida, a reclamatória proposta no Supremo Tribunal Federal deve estar arregimentada de dois inseparáveis pressupostos: o esgotamento da instância de origem, com a interposição de agravo interno da decisão monocrática que sobrestá o processo, inadmite liminarmente o recurso da competência do Supremo Tribunal Federal ou julga-o prejudicado; e a plausibilidade na tese de erronia na aplicação do entendimento do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL firmado na repercussão geral pelo Juízo a quo, a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do Supremo Tribunal Federal com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). No caso concreto, o ato impugnado analisou a controvérsia atento aos aludidos precedentes e negou provimento ao recurso de apelação da CODESP, por decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO JUÍZO DE RETRATAÇÃO APELAÇÃO IPTU TAXA DE LIXO Devolução dos autos à Turma Julgadora para cumprimento do artigo 1.040, II, NCPC Recursos Representativos de Controvérsia (Recursos Extraordinários n. 576.321 - Tema 146, n. 601.720/RJ - Tema 437 e n. 594.015/SP - Tema 385) Tese do Tema 146: “A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal” Súmula Vinculante 19. Comprovação de disponibilização do serviço pela Administração Serviços de limpeza contratados que se resumem tão somente à limpeza e conservação internas, cabendo à empresa de coleta urbana municipal o recolhimento do lixo para destinação final. Reconhecimento da exigibilidade da taxa Tese do Tema 437: “Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo” Tese do Tema 385: “A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP indicar teratologia da decisão reclamada. (Rcl 26.093/PI, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 6/2/2017). É preciso registrar a observação do Min. DIAS TOFFOLI sobre a excepcionalidade do cabimento da Reclamação para fins de questionamento da aplicação do precedente, sendo dever da parte reclamante demonstrar a existência de razões fundamentadas em teratologia na aplicação da norma de interpretação extraída do precedente do Supremo Tribunal Federal com força obrigatória ao caso concreto (Rcl. 26.780-MC/SP, DJe de 5/6/2017). No caso concreto, o ato impugnado analisou a controvérsia atento aos aludidos precedentes e negou provimento ao recurso de apelação da CODESP, por decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO JUÍZO DE RETRATAÇÃO APELAÇÃO IPTU TAXA DE LIXO Devolução dos autos à Turma Julgadora para cumprimento do artigo 1.040, II, NCPC Recursos Representativos de Controvérsia (Recursos Extraordinários n. 576.321 - Tema 146, n. 601.720/RJ - Tema 437 e n. 594.015/SP - Tema 385) Tese do Tema 146: “A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal” Súmula Vinculante 19. Comprovação de disponibilização do serviço pela Administração Serviços de limpeza contratados que se resumem tão somente à limpeza e conservação internas, cabendo à empresa de coleta urbana municipal o recolhimento do lixo para destinação final. Reconhecimento da exigibilidade da taxa Tese do Tema 437: “Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo” Tese do Tema 385: “A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município.” Imunidade tributária recíproca não se estende à detentora de imóvel da União situado em área portuária Possibilidade da legislação municipal designar a detentora como responsável tributária do IPTU. Acórdão reformado para negar provimento ao recurso da CODESP, mantendo- se, na íntegra, a sentença de improcedência dos embargos à execução, inclusive no tocante às verbas de sucumbência. Decisão readequada. Observa-se, portanto, que a 14... Câmara de Direito Público do TJSP, em juízo de reexame da matéria, nos termos do art. 1.040, II, do Código de Processo Civil, negou provimento ao recurso da reclamante, ao entender aplicáveis à controvérsia do caso os Recursos Extraordinários 601.720/RJ - Tema 437 - e 594.015/SP - Tema 385, que concluíram pela incidência do IPTU sobre imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, bem como pela não extensão da imunidade recíproca a empresa privada arrendatária de imóvel público quando ela seja exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Dessa forma, fica evidente que não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. Ademais, cotejando o decisum reclamado com os leading cases, não se constata, respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Transcrevem-se, a seguir, as teses firmadas nos paradigmas indicados como violados: Tema 385: A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município.” Imunidade tributária recíproca não se estende à detentora de imóvel da União situado em área portuária Possibilidade da legislação municipal designar a detentora como responsável tributária do IPTU. Acórdão reformado para negar provimento ao recurso da CODESP, mantendo- se, na íntegra, a sentença de improcedência dos embargos à execução, inclusive no tocante às verbas de sucumbência. Decisão readequada. Observa-se, portanto, que a 14... Câmara de Direito Público do TJSP, em juízo de reexame da matéria, nos termos do art. 1.040, II, do Código de Processo Civil, negou provimento ao recurso da reclamante, ao entender aplicáveis à controvérsia do caso os Recursos Extraordinários 601.720/RJ - Tema 437 - e 594.015/SP - Tema 385, que concluíram pela incidência do IPTU sobre imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, bem como pela não extensão da imunidade recíproca a empresa privada arrendatária de imóvel público quando ela seja exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Dessa forma, fica evidente que não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. Ademais, cotejando o decisum reclamado com os leading cases, não se constata, respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Transcrevem-se, a seguir, as teses firmadas nos paradigmas indicados como violados: Tema 385: A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da Constituição não se estende a empresa privada arrendatária de imóvel público, quando seja ela 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município. Tema 437: Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo. Ora, o juízo reclamado, ao reconhecer a exigibilidade do IPTU dos imóveis cedidos à CODESP, além da cobrança da taxa de remoção de lixo domiciliar, realizou uma interpretação dos paradigmas de repercussão geral que, de modo algum, pode ser considerada teratológica. Nessas circunstâncias, em que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, tampouco o descumprimento dos julgados proferidos por esta CORTE, nem teratologia na decisão reclamada, é inviável a presente reclamação. Esta CORTE já se pronunciou, por diversas vezes, no sentido de que a reclamação constitucional não deve ser utilizada como sucedâneo recursal ou atalho processual para postular diretamente no Supremo Tribunal Federal a observação de precedente vinculante estabelecido sob a sistemática da Repercussão Geral, por não ser substitutivo de recurso ou de ação rescisória (Rcl 31.486 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, DJe de 26/11/2018; (Rcl 16.038 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 30/10/2014). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive oportunidade de enfatizar naquele julgado, o Tribunal 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP exploradora de atividade econômica com fins lucrativos. Nessa hipótese é constitucional a cobrança do IPTU pelo Município. Tema 437: Incide o IPTU, considerado imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado, devedora do tributo. Ora, o juízo reclamado, ao reconhecer a exigibilidade do IPTU dos imóveis cedidos à CODESP, além da cobrança da taxa de remoção de lixo domiciliar, realizou uma interpretação dos paradigmas de repercussão geral que, de modo algum, pode ser considerada teratológica. Nessas circunstâncias, em que não houve o esgotamento das instâncias ordinárias, tampouco o descumprimento dos julgados proferidos por esta CORTE, nem teratologia na decisão reclamada, é inviável a presente reclamação. Esta CORTE já se pronunciou, por diversas vezes, no sentido de que a reclamação constitucional não deve ser utilizada como sucedâneo recursal ou atalho processual para postular diretamente no Supremo Tribunal Federal a observação de precedente vinculante estabelecido sob a sistemática da Repercussão Geral, por não ser substitutivo de recurso ou de ação rescisória (Rcl 31.486 AgR, Rel. Min. ALEXANDRE DE MORAES, Primeira Turma, julgado em 19/11/2018, DJe de 26/11/2018; (Rcl 16.038 AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, DJe de 30/10/2014). Diante do exposto, com base no art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, NEGO SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. Nos termos do art. 52, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, dispenso a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República. As alegações ora trazidas não são suficientes para alterar a decisão agravada. Como tive oportunidade de enfatizar naquele julgado, o Tribunal 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ALEXANDRE DE MORAES RCL 33351 AGR / SP reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no Recurso Extraordinário 594.015-RG, Rel. Min. Marco Aurélio (Tema 385 da Repercussão Geral) e no Recurso Extraordinário 601.720-RG, Redator p/ o Acórdão Min. Edson Fachin (Tema 437 da Repercussão Geral). Desse modo, cotejando a decisão reclamada com os paradigmas de confronto apontados, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Asseverei, ainda, na decisão impugnada, que não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. Nesse contexto, a postulação não passa de simples pedido de revisão da decisão proferida pela autoridade reclamada, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Supremo Tribunal Federal RCL 33351 AGR / SP reclamado analisou o caso concreto atento ao que decidido por esta SUPREMA CORTE no Recurso Extraordinário 594.015-RG, Rel. Min. Marco Aurélio (Tema 385 da Repercussão Geral) e no Recurso Extraordinário 601.720-RG, Redator p/ o Acórdão Min. Edson Fachin (Tema 437 da Repercussão Geral). Desse modo, cotejando a decisão reclamada com os paradigmas de confronto apontados, e respeitado o âmbito cognitivo deste instrumental, não se constata teratologia no ato judicial que se alega afrontar os precedentes deste TRIBUNAL. Asseverei, ainda, na decisão impugnada, que não houve o pleno exaurimento das instâncias recursais na origem, uma vez que da decisão reclamada são cabíveis recursos na via ordinária. Nesse contexto, a postulação não passa de simples pedido de revisão da decisão proferida pela autoridade reclamada, o que confirma a inviabilidade desta ação. Esta CORTE já teve a oportunidade de afirmar que a reclamação tem escopo bastante específico, não se prestando ao papel de simples substituto de recursos de natureza ordinária ou extraordinária (Rcl 6.880-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno, DJe de 22/2/2013). Em nome do princípio da celeridade processual, evidenciada a ausência de prejuízo à parte ora agravada, ressalto que não houve a intimação para apresentação de contrarrazões ao presente recurso (artigo 6... c/c artigo 9... do Código de Processo Civil/2015). Diante do exposto, VOTO PELO NÃO PROVIMENTO do recurso de agravo. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0095-6D24-A90B-B733 e senha C62D-B697-4885-F61F Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) : RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO (183631/SP) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-87C7-A6E3-D773 e senha 109C-60C3-27A4-31EC Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 33.351 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES AGTE.(S) : COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO CODESP ADV.(A/S) : RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO (183631/SP) AGDO.(A/S) : NÃO INDICADO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código AC03-87C7-A6E3-D773 e senha 109C-60C3-27A4-31EC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Recurso Extraordinário 594 . 015 - RG", "Recurso Extraordinário 601 . 720 - RG", ".", "-", "RG", "Recurso Extraordinário 601 . 720 - RG", "RCL 33351 AGR / SP", "Rcl 6 . 880 - AgR", "RCL 33351", "Rcl 6 . 880 - AgR", "Recurso Extraordinário 601 . 720", "Recurso Extraordinário 601720RJ", "RECLAMAÇÃO 33 . 351", "Recurso Extraordinário 601 . 720", "Recurso Extraordinário 601720RJ", "Recurso Extraordinário 594015SP", "Recurso Extraordinário 601720RJ", "processo judicial n 0004746 . 25 . 2010 . 8 . 26 . 0562", "Recurso Extraordinário 594015SP", "Recurso Extraordinário 601720RJ", "processo judicial n 0004746 . 25 . 2010 . 8 . 26 . 0562", "Recurso Extraordinário 601720RJ", "Recurso Extraordinário 601720RJ", "RCL 7 . 547 / SP", "RCL 7 . 547 / SP", "RCL 33351 AGR / SP", "RCL 7 . 569 / SP", "AI 760 . 358 - QO / SE", "Rcl 11 . 217 - AgR", "Rcl 24 . 686 - ED - AgR", "RCL 33351 AGR / SP", "RCL 7 . 569 / SP", "AI 760 . 358 - QO / SE", "Rcl 11 . 217 - AgR", "Rcl 24 . 686 - ED - AgR", "RCL 33351 AGR / SP", "Rcl 26 . 633 / SP", "Rcl 21 . 445 / RS", "Rcl 24 . 911 / DF", "Rcl 26 . 633 / SP", "Rcl 21 . 445 / RS", "Rcl 24 . 911 / DF", "Rcl 26 . 093 / PI", "Rcl . 26 . 780 - MC / SP", "Recursos Extraordinários n . 576 . 321", "n", ".", "594", ".", "RCL 33351 AGR / SP", "Rcl 26 . 093 / PI", "Rcl . 26 . 780 - MC / SP", "Recursos Extraordinários n . 576 . 321", "n", ".", ".", "RJ", "n", ".", "594", ".", "015", "/", "SP", "RCL 33351 AGR / SP", "Recursos Extraordinários 601 . 720 / RJ", "594", ".", "015 /", "SP", "RCL 33351 AGR", "Recursos", "594 .", "RCL 33351 AGR / SP", "Rcl 31 . 486 AgR", "Rcl 16 . 038 AgR", "RCL 33351 AGR /", "Rcl 31 . 486 AgR", "Rcl 16 . 038 AgR", "RCL 33351 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 594 . 015 - RG", "Recurso Extraordinário 601 . 720 - RG", "Rcl 6 . 880 - AgR", "RCL 33351 AGR", "Recurso Extraordinário 594 . 015 - RG", "Recurso Extraordinário 601 . 720 - RG", "Rcl 6 . 880 - AgR", "RECLAMAÇÃO 33 . 351" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 102 , I , “ l ” , e 103 - A , caput e § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 102 , I , “ l ” , e 103 - A , caput e § 3 . . . , ambos da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 , I , II e III , do Código de Processo Civil de 2015", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 988 , I , II e III , do Código de Processo Civil de 2015", "Código de Processo Civil de 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 040 , II , NCPC", "artigo 145 , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . 040 , II , NCPC", "artigo 145 , II , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 040 , II , do Código de Processo Civil", "art . 150 , VI , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 040 , II , do Código de Processo Civil", "art . 150 , VI , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 52 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 52 , parágrafo único , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 6 . . . c / c artigo 9 . . . do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Câmara de Direito Público do TJSP", "CODESP", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "CODESP", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO", "CODESP", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMPANHIA DOCAS DO ESTADO DE SÃO PAULO", "CODESP", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "Alexandre de Moraes", "Alexandre de Moraes", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELLEN", "ELLEN", "ALEXANDRE DE MORAES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "ALEXANDRE DE MORAES", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "ROBERTO BARROSO", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "ALEXANDRE DE MORAES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "CELSO DE MELLO", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ALEXANDRE DE MORAES", "RODRIGO OCTAVIO FRANCO MORGERO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "2013", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "2013", "29 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "08 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "08 de novembro de 2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "11", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "2", "/", "2014", "11", "/", "4", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "5", "/", "2017", "10", "/", "5", "/", "2017", "31", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "5", "/", "2017", "10", "/", "5", "/", "2017", "31", "/", "8", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "2", "/", "2017", "5", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "2", "/", "2017", "5", "/", "6", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "26", "/", "11", "/", "2018", "30", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2018", "26", "/", "11", "/", "2018", "30", "/", "10", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :JULIO CESAR GOULART LANES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Auditor Fiscal da Receita Federal. Reestruturação da carreira. Supressão de adicionais. Servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico. 4. Medida Provisória 440/2008, convertida na Lei 11.890/2008, suprimiu o pagamento do adicional de periculosidade. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem majoração da verba honorária. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05FC-929B-31C1-3D86 e senha C70F-9D6E-4FF0-4A9F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :JULIO CESAR GOULART LANES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, afasto a suposta nulidade de omissão e deficiência na fundamentação do acórdão recorrido, por entender que é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser desnecessário o enfrentamento específico de todos os argumentos trazidos pelo recorrente. Assim, não há que se falar em negativa de prestação jurisdicional. (…) Quanto à alegada ofensa ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal, é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, e dos limites da coisa julgada, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. (…) Quanto à questão remanescente, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Medida Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :JULIO CESAR GOULART LANES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, afasto a suposta nulidade de omissão e deficiência na fundamentação do acórdão recorrido, por entender que é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser desnecessário o enfrentamento específico de todos os argumentos trazidos pelo recorrente. Assim, não há que se falar em negativa de prestação jurisdicional. (…) Quanto à alegada ofensa ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal, é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, e dos limites da coisa julgada, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. (…) Quanto à questão remanescente, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Medida Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 1192003 AGR / RS Provisória 440/2008, convertida na Lei nº 11.890/2008) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ter havido diminuição do quantum remuneratório dos servidores devido a alteração do regime jurídico. (…) Registre-se que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que inexiste direito adquirido a regime jurídico, motivo pelo qual não há ilegalidade na extinção do pagamento de determinada vantagem ou da sua absorção pelo regime de pagamento instituído por lei posterior, desde que preservado o princípio da irredutibilidade de vencimentos”. (eDOC 5, p. 2-5). No agravo regimental (eDOC 8), sustenta-se ofensa ao artigo 93, IX, do texto constitucional em razão de suposta deficiência na fundamentação do acórdão, uma vez que não teria enfrentado todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador. Alega-se a inaplicabilidade do tema 660 da sistemática da repercussão geral, sob o argumento de que a decisão não adentrou as razões de decidir. Aduz-se, por fim, que não se pretende o retorno ao regime jurídico anterior, mas apenas e tão somente a preservação de alguns de seus efeitos que estão protegidos pelo direito adquirido. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 13. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Supremo Tribunal Federal RE 1192003 AGR / RS Provisória 440/2008, convertida na Lei nº 11.890/2008) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ter havido diminuição do quantum remuneratório dos servidores devido a alteração do regime jurídico. (…) Registre-se que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que inexiste direito adquirido a regime jurídico, motivo pelo qual não há ilegalidade na extinção do pagamento de determinada vantagem ou da sua absorção pelo regime de pagamento instituído por lei posterior, desde que preservado o princípio da irredutibilidade de vencimentos”. (eDOC 5, p. 2-5). No agravo regimental (eDOC 8), sustenta-se ofensa ao artigo 93, IX, do texto constitucional em razão de suposta deficiência na fundamentação do acórdão, uma vez que não teria enfrentado todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador. Alega-se a inaplicabilidade do tema 660 da sistemática da repercussão geral, sob o argumento de que a decisão não adentrou as razões de decidir. Aduz-se, por fim, que não se pretende o retorno ao regime jurídico anterior, mas apenas e tão somente a preservação de alguns de seus efeitos que estão protegidos pelo direito adquirido. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 13. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 1192003 AGR / RS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Supremo Tribunal Federal RE 1192003 AGR / RS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, além de se aplicarem os temas 339 e 660 da repercussão geral, a questão tratada nos autos se restringe ao âmbito infraconstitucional. Isso porque o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Medida Provisória 440/2008, convertida na Lei 11.890/2008) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ter havido diminuição do quantum remuneratório dos servidores devido a alteração do regime jurídico. Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B5-1357-DD2E-116E e senha E6F0-93BA-21FD-ED5C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, além de se aplicarem os temas 339 e 660 da repercussão geral, a questão tratada nos autos se restringe ao âmbito infraconstitucional. Isso porque o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Medida Provisória 440/2008, convertida na Lei 11.890/2008) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ter havido diminuição do quantum remuneratório dos servidores devido a alteração do regime jurídico. Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B5-1357-DD2E-116E e senha E6F0-93BA-21FD-ED5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 1192003 AGR / RS julgar o RE 563.965-RG, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, reafirmou a jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime”. (ARE-AgR 962.878, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22.6.2017) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SERVIDOR DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA/MG – BASE DE CÁLCULO DE ADICIONAL REMUNERATÓRIO – EFEITO CASCATA – VEDAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO, DESDE QUE OBSERVADA A IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS – LEI MUNICIPAL Nº 801/91 – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 563.708/MS – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO”. (RE-AgR 907.731, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 19.6.2017) Ante o exposto, nego provimento ao recurso (artigo 932, VIII, do CPC, c/c art. 21, §1º, do RISTF) e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do CPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B5-1357-DD2E-116E e senha E6F0-93BA-21FD-ED5C Supremo Tribunal Federal RE 1192003 AGR / RS julgar o RE 563.965-RG, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, reafirmou a jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/STF. Precedentes. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2º e 3º, do CPC/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, em caso de decisão unânime”. (ARE-AgR 962.878, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22.6.2017) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SERVIDOR DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA/MG – BASE DE CÁLCULO DE ADICIONAL REMUNERATÓRIO – EFEITO CASCATA – VEDAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO, DESDE QUE OBSERVADA A IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS – LEI MUNICIPAL Nº 801/91 – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO RE 563.708/MS – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO”. (RE-AgR 907.731, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 19.6.2017) Ante o exposto, nego provimento ao recurso (artigo 932, VIII, do CPC, c/c art. 21, §1º, do RISTF) e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do CPC. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B5-1357-DD2E-116E e senha E6F0-93BA-21FD-ED5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES- FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : JULIO CESAR GOULART LANES (9340A/AL, 22398/BA, 21994- A/CE, 29745/DF, 17664/ES, 30401/GO, 119130/MG, 13449-A/MS, 13329/A/MT, 46648-A/PB, 01088/PE, 43861/PR, 156273/RJ, 712-A/RN, 4365/RO, 46648/RS, 24166/SC, 519A/SE, 285224/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDE0-EB7D-F8E0-9BB5 e senha 3CB9-B932-BB77-7A9C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES- FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : JULIO CESAR GOULART LANES (9340A/AL, 22398/BA, 21994- A/CE, 29745/DF, 17664/ES, 30401/GO, 119130/MG, 13449-A/MS, 13329/A/MT, 46648-A/PB, 01088/PE, 43861/PR, 156273/RJ, 712-A/RN, 4365/RO, 46648/RS, 24166/SC, 519A/SE, 285224/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDE0-EB7D-F8E0-9BB5 e senha 3CB9-B932-BB77-7A9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446178
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Auditor Fiscal da Receita Federal. Reestruturação da carreira. Supressão de adicionais. Servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico. 4. Medida Provisória 440/2008, convertida na Lei 11.890/2008, suprimiu o pagamento do adicional de periculosidade. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do STF. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem majoração da verba honorária.
sjur408052
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, DIREITO ADQUIRIDO, REGIME JURÍDICO, REEXAME, FATO, PROVA) RE 907731 AgR (2ªT), ARE 962878 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 21/08/2019, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
1192003
[ "LEG-FED LEI-011890 ANO-2008\n LEI ORDINÁRIA \r\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00011 ART-00932 INC-00008\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED MPR-000440 ANO-2008\n MEDIDA PROVISÓRIA - CONVERTIDA NA LEI-11890/2008\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1192003 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : JULIO CESAR GOULART LANES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :JULIO CESAR GOULART LANES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Auditor Fiscal da Receita Federal. Reestruturação da carreira. Supressão de adicionais. Servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico. 4. Medida Provisória 440/2008, convertida na Lei 11.890/2008, suprimiu o pagamento do adicional de periculosidade. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Necessidade de reexame do acervo probatório. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem majoração da verba honorária. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 21 a 27 de junho de 2019. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05FC-929B-31C1-3D86 e senha C70F-9D6E-4FF0-4A9F Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :JULIO CESAR GOULART LANES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, afasto a suposta nulidade de omissão e deficiência na fundamentação do acórdão recorrido, por entender que é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser desnecessário o enfrentamento específico de todos os argumentos trazidos pelo recorrente. Assim, não há que se falar em negativa de prestação jurisdicional. (…) Quanto à alegada ofensa ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição Federal, é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, e dos limites da coisa julgada, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. (…) Quanto à questão remanescente, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Medida Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES-FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) :JULIO CESAR GOULART LANES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com fundamento na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “Inicialmente, afasto a suposta nulidade de omissão e deficiência na fundamentação do acórdão recorrido, por entender que é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de ser desnecessário o enfrentamento específico de todos os argumentos trazidos pelo recorrente. Assim, não há que se falar em negativa de prestação jurisdicional. (…) Quanto à alegada ofensa ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição Federal, é firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, e dos limites da coisa julgada, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. (…) Quanto à questão remanescente, o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Medida Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1192003 AGR / RS Provisória 440/2008, convertida na Lei n 11.890/2008) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ter havido diminuição do quantum remuneratório dos servidores devido a alteração do regime jurídico. (…) Registre-se que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que inexiste direito adquirido a regime jurídico, motivo pelo qual não há ilegalidade na extinção do pagamento de determinada vantagem ou da sua absorção pelo regime de pagamento instituído por lei posterior, desde que preservado o princípio da irredutibilidade de vencimentos”. (eDOC 5, p. 2-5). No agravo regimental (eDOC 8), sustenta-se ofensa ao artigo 93, IX, do texto constitucional em razão de suposta deficiência na fundamentação do acórdão, uma vez que não teria enfrentado todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador. Alega-se a inaplicabilidade do tema 660 da sistemática da repercussão geral, sob o argumento de que a decisão não adentrou as razões de decidir. Aduz-se, por fim, que não se pretende o retorno ao regime jurídico anterior, mas apenas e tão somente a preservação de alguns de seus efeitos que estão protegidos pelo direito adquirido. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 13. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192003 AGR / RS Provisória 440/2008, convertida na Lei n 11.890/2008) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ter havido diminuição do quantum remuneratório dos servidores devido a alteração do regime jurídico. (…) Registre-se que o Supremo Tribunal Federal firmou entendimento de que inexiste direito adquirido a regime jurídico, motivo pelo qual não há ilegalidade na extinção do pagamento de determinada vantagem ou da sua absorção pelo regime de pagamento instituído por lei posterior, desde que preservado o princípio da irredutibilidade de vencimentos”. (eDOC 5, p. 2-5). No agravo regimental (eDOC 8), sustenta-se ofensa ao artigo 93, IX, do texto constitucional em razão de suposta deficiência na fundamentação do acórdão, uma vez que não teria enfrentado todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador. Alega-se a inaplicabilidade do tema 660 da sistemática da repercussão geral, sob o argumento de que a decisão não adentrou as razões de decidir. Aduz-se, por fim, que não se pretende o retorno ao regime jurídico anterior, mas apenas e tão somente a preservação de alguns de seus efeitos que estão protegidos pelo direito adquirido. Intimada, a parte recorrida não apresentou contrarrazões, conforme certidão constante do eDOC 13. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1192003 AGR / RS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192003 AGR / RS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 41FD-DF7B-4AAC-EEF2 e senha D3AF-909C-D5ED-73E7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, além de se aplicarem os temas 339 e 660 da repercussão geral, a questão tratada nos autos se restringe ao âmbito infraconstitucional. Isso porque o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Medida Provisória 440/2008, convertida na Lei 11.890/2008) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ter havido diminuição do quantum remuneratório dos servidores devido a alteração do regime jurídico. Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B5-1357-DD2E-116E e senha E6F0-93BA-21FD-ED5C Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, além de se aplicarem os temas 339 e 660 da repercussão geral, a questão tratada nos autos se restringe ao âmbito infraconstitucional. Isso porque o Tribunal de origem, ao examinar a legislação local aplicável à espécie (Medida Provisória 440/2008, convertida na Lei 11.890/2008) e o conjunto probatório constante dos autos, consignou não ter havido diminuição do quantum remuneratório dos servidores devido a alteração do regime jurídico. Assim, verifica-se que a matéria debatida no acórdão recorrido restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, seria reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Além disso, divergir do entendimento firmado pelo tribunal de origem demandaria o revolvimento do acervo fático-probatório, providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Nesses termos, incide no caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confiram-se os seguintes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO. PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal, ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B5-1357-DD2E-116E e senha E6F0-93BA-21FD-ED5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 1192003 AGR / RS julgar o Recurso Extraordinário 563.965-RG, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, reafirmou a jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime”. (ARE-AgR 962.878, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22.6.2017) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SERVIDOR DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA/MG – BASE DE CÁLCULO DE ADICIONAL REMUNERATÓRIO – EFEITO CASCATA – VEDAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO, DESDE QUE OBSERVADA A IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS – LEI MUNICIPAL n 801/91 – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 563.708/MS – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO”. (Recurso Extraordinário-AgR 907.731, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 19.6.2017) Ante o exposto, nego provimento ao recurso (artigo 932, VIII, do Código de Processo Civil, c/c art. 21, §1..., do RISTF) e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B5-1357-DD2E-116E e senha E6F0-93BA-21FD-ED5C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1192003 AGR / RS julgar o Recurso Extraordinário 563.965-RG, da relatoria da Ministra Cármen Lúcia, reafirmou a jurisprudência no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico, assegurada a irredutibilidade de vencimentos. 2. Dissentir da conclusão do Tribunal de origem no sentido de que não houve decesso remuneratório demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 3. Nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil/2015, fica majorado em 25% o valor da verba honorária fixada anteriormente, observados os limites legais do art. 85, §§ 2... e 3..., do Código de Processo Civil/2015. 4. Agravo interno a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil/2015, em caso de decisão unânime”. (ARE-AgR 962.878, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 22.6.2017) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – SERVIDOR DO MUNICÍPIO DE VIÇOSA/MG – BASE DE CÁLCULO DE ADICIONAL REMUNERATÓRIO – EFEITO CASCATA – VEDAÇÃO – INEXISTÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO A REGIME JURÍDICO, DESDE QUE OBSERVADA A IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS – LEI MUNICIPAL n 801/91 – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL RECONHECEU NO JULGAMENTO DO Recurso Extraordinário 563.708/MS – AGRAVO INTERNO IMPROVIDO”. (Recurso Extraordinário-AgR 907.731, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 19.6.2017) Ante o exposto, nego provimento ao recurso (artigo 932, VIII, do Código de Processo Civil, c/c art. 21, §1..., do RISTF) e, tendo em vista a ausência de fixação de honorários pela origem, deixo de aplicar o disposto no §11 do art. 85 do Código de Processo Civil. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 60B5-1357-DD2E-116E e senha E6F0-93BA-21FD-ED5C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 28/06/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES- FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : JULIO CESAR GOULART LANES (9340A/AL, 22398/BA, 21994- A/CE, 29745/DF, 17664/ES, 30401/GO, 119130/MG, 13449-A/MS, 13329/A/MT, 46648-A/PB, 01088/PE, 43861/PR, 156273/RJ, 712-A/RN, 4365/RO, 46648/RS, 24166/SC, 519A/SE, 285224/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDE0-EB7D-F8E0-9BB5 e senha 3CB9-B932-BB77-7A9C Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.192.003 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SINDIFISCO NACIONAL - SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES- FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL ADV.(A/S) : JULIO CESAR GOULART LANES (9340A/AL, 22398/BA, 21994- A/CE, 29745/DF, 17664/ES, 30401/GO, 119130/MG, 13449-A/MS, 13329/A/MT, 46648-A/PB, 01088/PE, 43861/PR, 156273/RJ, 712-A/RN, 4365/RO, 46648/RS, 24166/SC, 519A/SE, 285224/SP) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código DDE0-EB7D-F8E0-9BB5 e senha 3CB9-B932-BB77-7A9C Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 003", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 003", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 003", "Recurso Extraordinário 1192003", "Recurso Extraordinário 1192003 AGR /", "RS", "Recurso Extraordinário 1192003 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 192 . 003", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1192003 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR 962 . 878", "Recurso Extraordinário 563 . 708 / MS", "Recurso Extraordinário - AgR 907 . 731", "Recurso Extraordinário 563 . 965 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário 563 . 708 / MS", "Recurso Extraordinário - AgR 907 . 731" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória 440 / 2008", "Lei 11 . 890 / 2008", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "AGR", "/", "RS Provisória 440 / 2008", "Lei n 11 . 890 / 2008", "artigo 93 , IX ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provisória 440", "Lei n 11 . 890 / 2008", "artigo 93 , IX , do texto constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória 440 / 2008", "Lei 11 . 890 / 2008", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória 440 / 2008", "Lei 11 . 890 / 2008", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI MUNICIPAL n 801 / 91", "artigo 932 , VIII , do Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 85 , § § 2 . . . e 3 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil / 2015", "LEI MUNICIPAL n 801 / 91", "artigo 932 , VIII , do Código de Processo Civil", "§ 11 do art . 85 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE VIÇOSA", "MUNICÍPIO DE VIÇOSA / MG", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SINDIFISCO NACIONAL", "SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES - FISCAIS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Receita Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDIFISCO NACIONAL", "SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDIFISCO", "SINDICATO", "RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "SEGUNDA TURMA", "SINDIFISCO NACIONAL", "SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES - FISCAIS DA", "RECEITA FEDERAL DO BRASIL", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SINDIFISCO NACIONAL", "SINDICATO NACIONAL DOS AUDITORES", "UNIÃO", "UNIÃO", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JULIO CESAR GOULART LANES", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JULIO CESAR GOULART LANES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JULIO CESAR GOULART LANES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Roberto Barroso", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "JULIO CESAR GOULART LANES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JULIO CESAR GOULART LANES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "21", "27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2017", "19", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2017", "19", ".", "6", ".", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "6", ".", "2019", "27", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FURTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENETE E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. 1. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 2. O STF já decidiu que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 4. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo interno a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5654-BE37-3D37-FB91 e senha 26BA-A0E2-475B-D274 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1200752 AGR-AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5654-BE37-3D37-FB91 e senha 26BA-A0E2-475B-D274 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5654-BE37-3D37-FB91 e senha 26BA-A0E2-475B-D274 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RE L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, sob os seguintes fundamentos: “[...] Agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário diante de sua intempestividade. Neste recurso, a parte agravante alega que o recurso é tempestivo. Reconsidero a decisão monocrática publicada em 24.04.2019. Passo à análise do recurso. Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RE L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, sob os seguintes fundamentos: “[...] Agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário diante de sua intempestividade. Neste recurso, a parte agravante alega que o recurso é tempestivo. Reconsidero a decisão monocrática publicada em 24.04.2019. Passo à análise do recurso. Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP “Apelação - Furtos - Recurso defensivo - Preliminares de nulidade processual - Não observância do regramento para inquirição de testemunhas - Afastamento - Defesa não se manifestou no momento oportuno, ocorrendo preclusão. Se não bastasse, sequer restou demonstrada a ocorrência de prejuízos - Inobservância do disposto no art. 226 do CP, atinente ao reconhecimento de pessoas - Não acolhimento - De acordo com o STJ, o art. 226 do CPP configura mera recomendação legal, não havendo qualquer nulidade quando praticado o ato processual de modo diverso - Ausência de oferecimento da suspensão condicional do processo - Descabimento -Não houve o preenchimento do requisito objetivo -Preliminares rejeitadas. Mérito - Absolvição pretendida - Insuficiência probatória - Improcedência - Os documentos acostados nos autos e a prova testemunhal são suficientes para a demonstração dos fatos descritos na denúncia - Condenação mantida - Pena bem fundamentada - Reconhecimento do "furto privilegiado" - Impossibilidade -A coisa subtraída não se considera de pequeno valor, ostentando considerável valor econômico para a vítima - Aplicação de "sursis" da pena - Inviabilidade -A substituição da reprimenda por restritivas de direitos inviabiliza a suspensão condicional da execução da pena, nos termos do art. 77, inciso III, do Código Penal - Recurso defensivo Improvido.” O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5º, XXXIX, XLVI, LIV, LV, LXIII, e 93, IX, todos da CF. Aduz que: (i) ‘o modelo de inquirição exercido pela instância de piso desrespeitou a previsão legal do artigo 212, do Código de Processo Penal, que estabelece a ordem de inquirição de a testemunhas’; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP “Apelação - Furtos - Recurso defensivo - Preliminares de nulidade processual - Não observância do regramento para inquirição de testemunhas - Afastamento - Defesa não se manifestou no momento oportuno, ocorrendo preclusão. Se não bastasse, sequer restou demonstrada a ocorrência de prejuízos - Inobservância do disposto no art. 226 do CP, atinente ao reconhecimento de pessoas - Não acolhimento - De acordo com o STJ, o art. 226 do CPP configura mera recomendação legal, não havendo qualquer nulidade quando praticado o ato processual de modo diverso - Ausência de oferecimento da suspensão condicional do processo - Descabimento -Não houve o preenchimento do requisito objetivo -Preliminares rejeitadas. Mérito - Absolvição pretendida - Insuficiência probatória - Improcedência - Os documentos acostados nos autos e a prova testemunhal são suficientes para a demonstração dos fatos descritos na denúncia - Condenação mantida - Pena bem fundamentada - Reconhecimento do "furto privilegiado" - Impossibilidade -A coisa subtraída não se considera de pequeno valor, ostentando considerável valor econômico para a vítima - Aplicação de "sursis" da pena - Inviabilidade -A substituição da reprimenda por restritivas de direitos inviabiliza a suspensão condicional da execução da pena, nos termos do art. 77, inciso III, do Código Penal - Recurso defensivo Improvido.” O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5º, XXXIX, XLVI, LIV, LV, LXIII, e 93, IX, todos da CF. Aduz que: (i) ‘o modelo de inquirição exercido pela instância de piso desrespeitou a previsão legal do artigo 212, do Código de Processo Penal, que estabelece a ordem de inquirição de a testemunhas’; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP (ii) ‘a Recorrente demonstrou outra nulidade ocorrida na audiência de instrução, que se referia às normas dos arts. 226 e ss. do Código de Processo Penal, que foram violadas em razão da ausência de regular procedimento de pessoa pelas testemunhas’; (iii) ‘as distorções na condução processual resultaram em interpretação distorcida sobre os elementos constituintes da autoria delitiva’; (iv) ‘além de ter sido negado o benefício da dúvida à Recorrente, deixou-se de se observar a hipótese em que o reconhecido furto não comporta elemento qualificador e impõe a aplicação do tipo de Furto Privilegiado, previsto pelo artigo 155, parágrafo 2º do Código Penal. Disso decorreria, ainda, a aplicação do benefício previsto pelo artigo 89, da Lei Federal nº 9.099, de 1995, que estabelece a suspensão condicional do processo’; (v) ‘o v. acórdão recorrido negou a vigência do artigo 186, do Código de Processo Penal, ao convalidar o entendimento da r. sentença quanto ao direito da Recorrida de permanecer em silêncio em procedimento de interrogatório, que foi interpretado pelo DD. Juízo de piso como confissão de culpa’. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). O STF também já assentou que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido: AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; AI 796.208-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. No caso, a parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP (ii) ‘a Recorrente demonstrou outra nulidade ocorrida na audiência de instrução, que se referia às normas dos arts. 226 e ss. do Código de Processo Penal, que foram violadas em razão da ausência de regular procedimento de pessoa pelas testemunhas’; (iii) ‘as distorções na condução processual resultaram em interpretação distorcida sobre os elementos constituintes da autoria delitiva’; (iv) ‘além de ter sido negado o benefício da dúvida à Recorrente, deixou-se de se observar a hipótese em que o reconhecido furto não comporta elemento qualificador e impõe a aplicação do tipo de Furto Privilegiado, previsto pelo artigo 155, parágrafo 2º do Código Penal. Disso decorreria, ainda, a aplicação do benefício previsto pelo artigo 89, da Lei Federal nº 9.099, de 1995, que estabelece a suspensão condicional do processo’; (v) ‘o v. acórdão recorrido negou a vigência do artigo 186, do Código de Processo Penal, ao convalidar o entendimento da r. sentença quanto ao direito da Recorrida de permanecer em silêncio em procedimento de interrogatório, que foi interpretado pelo DD. Juízo de piso como confissão de culpa’. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). O STF também já assentou que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido: AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; AI 796.208-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. No caso, a parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido: ‘[...] As preliminares aventadas pela defesa devem ser rejeitadas. Sustenta a defesa que a inquirição de testemunhas pelo magistrado previamente às partes, autora e ré, violou o modelo acusatório de oitiva das testemunhas. Entretanto, referida tese defensiva não deve prevalecer, pois não houve oposição da parte sobre a inversão da oitiva na ocasião, o que gerou preclusão. Além disso, a defesa não demonstrou a existência de prejuízo efetivo sofrido pela acusada, porque, consoante se verifica pela mídia gravada (fls. 117), foi concedida oportunidade de manifestação ao defensor durante a oitiva de todos os testemunhos. Assim, inexistiu violação ao contraditório e à ampla defesa. Quanto ao desrespeito ao procedimento legal no tocante ao reconhecimento da acusada pelas testemunhas, igualmente não houve demonstração de qualquer prejuízo sofrido por ela. Isso porque o fato de a acusada não ter sido colocada na presença de outras pessoas para que as testemunhas pudessem reconhecê-la não acarretou qualquer constrangimento a elas, que não tiveram dúvidas em apontar a apelante como autora do crime. De mais a mais, de acordo com o STJ, o preceito contido no art. 226 do CPP configura mera recomendação legal, não havendo qualquer nulidade quando praticado o ato processual de modo diverso. […] 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido: ‘[...] As preliminares aventadas pela defesa devem ser rejeitadas. Sustenta a defesa que a inquirição de testemunhas pelo magistrado previamente às partes, autora e ré, violou o modelo acusatório de oitiva das testemunhas. Entretanto, referida tese defensiva não deve prevalecer, pois não houve oposição da parte sobre a inversão da oitiva na ocasião, o que gerou preclusão. Além disso, a defesa não demonstrou a existência de prejuízo efetivo sofrido pela acusada, porque, consoante se verifica pela mídia gravada (fls. 117), foi concedida oportunidade de manifestação ao defensor durante a oitiva de todos os testemunhos. Assim, inexistiu violação ao contraditório e à ampla defesa. Quanto ao desrespeito ao procedimento legal no tocante ao reconhecimento da acusada pelas testemunhas, igualmente não houve demonstração de qualquer prejuízo sofrido por ela. Isso porque o fato de a acusada não ter sido colocada na presença de outras pessoas para que as testemunhas pudessem reconhecê-la não acarretou qualquer constrangimento a elas, que não tiveram dúvidas em apontar a apelante como autora do crime. De mais a mais, de acordo com o STJ, o preceito contido no art. 226 do CPP configura mera recomendação legal, não havendo qualquer nulidade quando praticado o ato processual de modo diverso. […] 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP Por derradeiro, a tese defensiva de nulidade do processo por ausência de proposta de suspensão condicional não prospera, eis que a apelante não preencheu o requisito objetivo. Com efeito, a pena mínima cominada ao crime de furto qualificado, bem como a presença de continuidade delitiva, impedem a aplicação do benefício, pois a reprimenda supera o patamar de um ano previsto em lei, nos termos da Súmula n° 243 do STJ. Pelo exposto, rejeitam-se as preliminares. No mérito, o recurso defensivo não comporta provimento. […] A materialidade delitiva ficou comprovada pelo auto de exibição e apreensão (fls. 04/06), pelo auto de avaliação (fls. 14/16), pelo exame pericial nas peças (fls. 53), bem como pela prova oral amealhada nos autos. A autoria delitiva, igualmente, restou inconteste. Na ocasião de seu interrogatório, a acusada fez uso de seu direito constitucional ao silêncio. […] Vê-se que os fatos e sua autoria estão sobejamente demonstrados nos autos. Ora, as testemunhas foram seguras e convincentes nos sentido de que a ré foi surpreendida na posse dos bens furtados. E a posse dos bens pela ré gera inversão do ônus da prova, isto é, caberia à defesa demonstrar fundamento plausível para o fato de a acusada ter sido surpreendida com os bens subtraídos da loja, o que não o fez, já que, por evidente, a ré de fato praticou os furtos descritos na denúncia. Portanto, não há que se falar em insuficiência probatória, conforme farto acervo probatório supra analisado. Nestes termos, mantém-se a condenação de Paula Cristina Fada dos Santos, como incursa no art. 155, § 4°, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP Por derradeiro, a tese defensiva de nulidade do processo por ausência de proposta de suspensão condicional não prospera, eis que a apelante não preencheu o requisito objetivo. Com efeito, a pena mínima cominada ao crime de furto qualificado, bem como a presença de continuidade delitiva, impedem a aplicação do benefício, pois a reprimenda supera o patamar de um ano previsto em lei, nos termos da Súmula n° 243 do STJ. Pelo exposto, rejeitam-se as preliminares. No mérito, o recurso defensivo não comporta provimento. […] A materialidade delitiva ficou comprovada pelo auto de exibição e apreensão (fls. 04/06), pelo auto de avaliação (fls. 14/16), pelo exame pericial nas peças (fls. 53), bem como pela prova oral amealhada nos autos. A autoria delitiva, igualmente, restou inconteste. Na ocasião de seu interrogatório, a acusada fez uso de seu direito constitucional ao silêncio. […] Vê-se que os fatos e sua autoria estão sobejamente demonstrados nos autos. Ora, as testemunhas foram seguras e convincentes nos sentido de que a ré foi surpreendida na posse dos bens furtados. E a posse dos bens pela ré gera inversão do ônus da prova, isto é, caberia à defesa demonstrar fundamento plausível para o fato de a acusada ter sido surpreendida com os bens subtraídos da loja, o que não o fez, já que, por evidente, a ré de fato praticou os furtos descritos na denúncia. Portanto, não há que se falar em insuficiência probatória, conforme farto acervo probatório supra analisado. Nestes termos, mantém-se a condenação de Paula Cristina Fada dos Santos, como incursa no art. 155, § 4°, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP inciso I, c/c art. 155, "caput", por duas vezes, na forma do art. 71, todos do Código Penal. […] Não há que se falar em reconhecimento do "furto privilegiado", porque não foi atendido o requisito do pequeno valor da coisa furtada, eis que o montante subtraído é de R$ 1.823,00, muito superior ao salário mínimo. Finalmente, o pedido de aplicação do benefício da suspensão condicional da pena não deve ser acolhido, tendo em vista que houve substituição da reprimenda por restritivas de direitos, o que inviabiliza a sua concessão, ante seu caráter subsidiário, conforme reza o artigo 77, inciso III, do Código Penal. [...]’ O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Diante do exposto, reconsidero a decisão agravada e, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. Julgo prejudicado o agravo interno. [...]” 2. A parte agravante, além de reiterar os argumentos trazidos na petição de recurso extraordinário, alega: (i) “diante do reconhecimento da tempestividade dos recursos que buscaram acesso às vias especial e extraordinária, nada mais correto que, agora, esse E. STF devolva os autos ao E. STJ, de modo que a Corte Cidadã julgue o mérito do Recurso Especial”; (ii) “uma análise do capítulo da Repercussão Geral apresentado 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP inciso I, c/c art. 155, "caput", por duas vezes, na forma do art. 71, todos do Código Penal. […] Não há que se falar em reconhecimento do "furto privilegiado", porque não foi atendido o requisito do pequeno valor da coisa furtada, eis que o montante subtraído é de R$ 1.823,00, muito superior ao salário mínimo. Finalmente, o pedido de aplicação do benefício da suspensão condicional da pena não deve ser acolhido, tendo em vista que houve substituição da reprimenda por restritivas de direitos, o que inviabiliza a sua concessão, ante seu caráter subsidiário, conforme reza o artigo 77, inciso III, do Código Penal. [...]’ O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Diante do exposto, reconsidero a decisão agravada e, com base no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso. Julgo prejudicado o agravo interno. [...]” 2. A parte agravante, além de reiterar os argumentos trazidos na petição de recurso extraordinário, alega: (i) “diante do reconhecimento da tempestividade dos recursos que buscaram acesso às vias especial e extraordinária, nada mais correto que, agora, esse E. STF devolva os autos ao E. STJ, de modo que a Corte Cidadã julgue o mérito do Recurso Especial”; (ii) “uma análise do capítulo da Repercussão Geral apresentado 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP no Recurso Extraordinário em comento demonstra o preenchimento suficiente do requisito, para sua admissibilidade e para seu provimento. Como foi demonstrado naquele capítulo, houve uma inequívoca contradição entre a jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal sobre a interpretação do artigo 212, do Código de Processo Penal, e o entendimento produzido no v. acórdão recorrido”; (iii) “a controvérsia apresentada no Recurso Extraordinário da agravante não se ateve a uma análise superficial do teor do v. acórdão recorrido, mas sim à consubstanciação de violações aos preceitos constitucionais que perpassaram o decisum recorrido, que não podem prevalecer sob o manto de uma fundamentação teratológica”; (iv) “ao convalidar a usurpação de função pela DD. Magistrada de piso, contrariando ao norma do art. 212, do Código de Processo Penal, o v. acórdão recorrido consubstancia uma violação de direito, no plano da prestação jurisdicional, que necessariamente invoca a apreciação da adequação constitucional de tal julgamento pelo E. Supremo Tribunal Federal, seja porque contraria jurisprudência desta E. Côrte, seja porque dispensa a análise de fatos e provas para valoração jurídica, vedada pela Súmula 279/STF, por se tratar de tema exclusivamente de direito”. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP no Recurso Extraordinário em comento demonstra o preenchimento suficiente do requisito, para sua admissibilidade e para seu provimento. Como foi demonstrado naquele capítulo, houve uma inequívoca contradição entre a jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal sobre a interpretação do artigo 212, do Código de Processo Penal, e o entendimento produzido no v. acórdão recorrido”; (iii) “a controvérsia apresentada no Recurso Extraordinário da agravante não se ateve a uma análise superficial do teor do v. acórdão recorrido, mas sim à consubstanciação de violações aos preceitos constitucionais que perpassaram o decisum recorrido, que não podem prevalecer sob o manto de uma fundamentação teratológica”; (iv) “ao convalidar a usurpação de função pela DD. Magistrada de piso, contrariando ao norma do art. 212, do Código de Processo Penal, o v. acórdão recorrido consubstancia uma violação de direito, no plano da prestação jurisdicional, que necessariamente invoca a apreciação da adequação constitucional de tal julgamento pelo E. Supremo Tribunal Federal, seja porque contraria jurisprudência desta E. Côrte, seja porque dispensa a análise de fatos e provas para valoração jurídica, vedada pela Súmula 279/STF, por se tratar de tema exclusivamente de direito”. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Quanto à alegação da necessidade de devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em pesquisa ao sítio eletrônico daquele Tribunal, constata-se que o recurso especial interposto pelo ora agravante (REsp 1.756.658) teve certificado o trânsito em julgado em 02.04.2019, de modo que, à primeira vista, foi efetivada a devida prestação jurisdicional pelo STJ. Ademais, não cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), fora de suas funções constitucionais, analisar o acerto ou não das decisões de Tribunais diversos, sob pena de indevida usurpação de competência. 3. No mais, tal como consta na decisão agravada, o STF rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 4. O STF também já decidiu que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido: AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; AI 796.208-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4319-4E0F-5A3B-3234 e senha A306-7651-3CA6-D2A5 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Quanto à alegação da necessidade de devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em pesquisa ao sítio eletrônico daquele Tribunal, constata-se que o recurso especial interposto pelo ora agravante (REsp 1.756.658) teve certificado o trânsito em julgado em 02.04.2019, de modo que, à primeira vista, foi efetivada a devida prestação jurisdicional pelo STJ. Ademais, não cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF), fora de suas funções constitucionais, analisar o acerto ou não das decisões de Tribunais diversos, sob pena de indevida usurpação de competência. 3. No mais, tal como consta na decisão agravada, o STF rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 4. O STF também já decidiu que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido: AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; AI 796.208-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4319-4E0F-5A3B-3234 e senha A306-7651-3CA6-D2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1200752 AGR-AGR / SP 5. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 6. Por fim, cabe registrar que o STF tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4319-4E0F-5A3B-3234 e senha A306-7651-3CA6-D2A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP 5. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 6. Por fim, cabe registrar que o STF tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4319-4E0F-5A3B-3234 e senha A306-7651-3CA6-D2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BF9-C3D3-750E-231C e senha 48D6-8C31-8A48-AA32 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1º, do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BF9-C3D3-750E-231C e senha 48D6-8C31-8A48-AA32 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON BEZERRA LOPES (160572/RJ, 274537/SP) ADV.(A/S) : CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA (315210/SP) ADV.(A/S) : DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA (SP389553/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA5-EA97-37C2-7B8A e senha 3EB3-F1DE-119D-7ADF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON BEZERRA LOPES (160572/RJ, 274537/SP) ADV.(A/S) : CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA (315210/SP) ADV.(A/S) : DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA (SP389553/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA5-EA97-37C2-7B8A e senha 3EB3-F1DE-119D-7ADF Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750446562
2019-06-28T00:00:00
2019-08-06T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FURTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENETE E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. 1. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 2. O STF já decidiu que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/STF. 4. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo interno a que se nega provimento.
sjur407940
- Acórdão(s) citado(s): (DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA, CONTRADITÓRIO, COISA JULGADA) ARE 748371 RG. (INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA, REEXAME, FATO, PROVA) AI 797666 AgR (2ªT), AI 796208 AgR (1ªT), RE 505815 AgR (2ªT). (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 13. Análise: 19/08/2019, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
1200752
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 INC-00003 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00489 PAR-00001\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-AgR
acordaos
ARE 1200752 AgR-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) : CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) : DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: DIREITO PENAL. AGRAVO INTERNO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. FURTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENETE E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA. 1. Por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 2. O Supremo Tribunal Federal já decidiu que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4. A decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 5. Agravo interno a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5654-BE37-3D37-FB91 e senha 26BA-A0E2-475B-D274 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 1200752 AGR-AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5654-BE37-3D37-FB91 e senha 26BA-A0E2-475B-D274 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual, na conformidade da ata de julgamento, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 a 27 de junho de 2019. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5654-BE37-3D37-FB91 e senha 26BA-A0E2-475B-D274 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Recurso Extraordinário L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, sob os seguintes fundamentos: “[...] Agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário diante de sua intempestividade. Neste recurso, a parte agravante alega que o recurso é tempestivo. Reconsidero a decisão monocrática publicada em 24.04.2019. Passo à análise do recurso. Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Recurso Extraordinário L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento a recurso extraordinário com agravo, sob os seguintes fundamentos: “[...] Agravo interno cujo objeto é decisão monocrática que negou seguimento ao recurso extraordinário diante de sua intempestividade. Neste recurso, a parte agravante alega que o recurso é tempestivo. Reconsidero a decisão monocrática publicada em 24.04.2019. Passo à análise do recurso. Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP “Apelação - Furtos - Recurso defensivo - Preliminares de nulidade processual - Não observância do regramento para inquirição de testemunhas - Afastamento - Defesa não se manifestou no momento oportuno, ocorrendo preclusão. Se não bastasse, sequer restou demonstrada a ocorrência de prejuízos - Inobservância do disposto no art. 226 do Código Penal Brasileiro, atinente ao reconhecimento de pessoas - Não acolhimento - De acordo com o Superior Tribunal de Justiça, o art. 226 do CPP configura mera recomendação legal, não havendo qualquer nulidade quando praticado o ato processual de modo diverso - Ausência de oferecimento da suspensão condicional do processo - Descabimento -Não houve o preenchimento do requisito objetivo -Preliminares rejeitadas. Mérito - Absolvição pretendida - Insuficiência probatória - Improcedência - Os documentos acostados nos autos e a prova testemunhal são suficientes para a demonstração dos fatos descritos na denúncia - Condenação mantida - Pena bem fundamentada - Reconhecimento do "furto privilegiado" - Impossibilidade -A coisa subtraída não se considera de pequeno valor, ostentando considerável valor econômico para a vítima - Aplicação de "sursis" da pena - Inviabilidade -A substituição da reprimenda por restritivas de direitos inviabiliza a suspensão condicional da execução da pena, nos termos do art. 77, inciso III, do Código Penal - Recurso defensivo Improvido.” O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5..., XXXIX, XLVI, LIV, LV, LXIII, e 93, IX, todos da Constituição Federal de 1988. Aduz que: (i) ‘o modelo de inquirição exercido pela instância de piso desrespeitou a previsão legal do artigo 212, do Código de Processo Penal, que estabelece a ordem de inquirição de a testemunhas’; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP “Apelação - Furtos - Recurso defensivo - Preliminares de nulidade processual - Não observância do regramento para inquirição de testemunhas - Afastamento - Defesa não se manifestou no momento oportuno, ocorrendo preclusão. Se não bastasse, sequer restou demonstrada a ocorrência de prejuízos - Inobservância do disposto no art. 226 do Código Penal Brasileiro, atinente ao reconhecimento de pessoas - Não acolhimento - De acordo com o Superior Tribunal de Justiça, o art. 226 do CPP configura mera recomendação legal, não havendo qualquer nulidade quando praticado o ato processual de modo diverso - Ausência de oferecimento da suspensão condicional do processo - Descabimento -Não houve o preenchimento do requisito objetivo -Preliminares rejeitadas. Mérito - Absolvição pretendida - Insuficiência probatória - Improcedência - Os documentos acostados nos autos e a prova testemunhal são suficientes para a demonstração dos fatos descritos na denúncia - Condenação mantida - Pena bem fundamentada - Reconhecimento do "furto privilegiado" - Impossibilidade -A coisa subtraída não se considera de pequeno valor, ostentando considerável valor econômico para a vítima - Aplicação de "sursis" da pena - Inviabilidade -A substituição da reprimenda por restritivas de direitos inviabiliza a suspensão condicional da execução da pena, nos termos do art. 77, inciso III, do Código Penal - Recurso defensivo Improvido.” O recurso extraordinário busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição. A parte recorrente alega ofensa aos arts. 5..., XXXIX, XLVI, LIV, LV, LXIII, e 93, IX, todos da Constituição Federal de 1988. Aduz que: (i) ‘o modelo de inquirição exercido pela instância de piso desrespeitou a previsão legal do artigo 212, do Código de Processo Penal, que estabelece a ordem de inquirição de a testemunhas’; 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP (ii) ‘a Recorrente demonstrou outra nulidade ocorrida na audiência de instrução, que se referia às normas dos arts. 226 e ss. do Código de Processo Penal, que foram violadas em razão da ausência de regular procedimento de pessoa pelas testemunhas’; (iii) ‘as distorções na condução processual resultaram em interpretação distorcida sobre os elementos constituintes da autoria delitiva’; (iv) ‘além de ter sido negado o benefício da dúvida à Recorrente, deixou-se de se observar a hipótese em que o reconhecido furto não comporta elemento qualificador e impõe a aplicação do tipo de Furto Privilegiado, previsto pelo artigo 155, parágrafo 2... do Código Penal. Disso decorreria, ainda, a aplicação do benefício previsto pelo artigo 89, da Lei Federal n 9.099, de 1995, que estabelece a suspensão condicional do processo’; (v) ‘o v. acórdão recorrido negou a vigência do artigo 186, do Código de Processo Penal, ao convalidar o entendimento da r. sentença quanto ao direito da Recorrida de permanecer em silêncio em procedimento de interrogatório, que foi interpretado pelo DD. Juízo de piso como confissão de culpa’. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). O Supremo Tribunal Federal também já assentou que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido: AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; AI 796.208-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. No caso, a parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP (ii) ‘a Recorrente demonstrou outra nulidade ocorrida na audiência de instrução, que se referia às normas dos arts. 226 e ss. do Código de Processo Penal, que foram violadas em razão da ausência de regular procedimento de pessoa pelas testemunhas’; (iii) ‘as distorções na condução processual resultaram em interpretação distorcida sobre os elementos constituintes da autoria delitiva’; (iv) ‘além de ter sido negado o benefício da dúvida à Recorrente, deixou-se de se observar a hipótese em que o reconhecido furto não comporta elemento qualificador e impõe a aplicação do tipo de Furto Privilegiado, previsto pelo artigo 155, parágrafo 2... do Código Penal. Disso decorreria, ainda, a aplicação do benefício previsto pelo artigo 89, da Lei Federal n 9.099, de 1995, que estabelece a suspensão condicional do processo’; (v) ‘o v. acórdão recorrido negou a vigência do artigo 186, do Código de Processo Penal, ao convalidar o entendimento da r. sentença quanto ao direito da Recorrida de permanecer em silêncio em procedimento de interrogatório, que foi interpretado pelo DD. Juízo de piso como confissão de culpa’. O recurso é inadmissível, tendo em vista que, por ausência de questão constitucional, o Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal) rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). O Supremo Tribunal Federal também já assentou que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido: AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; AI 796.208-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. No caso, a parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido: ‘[...] As preliminares aventadas pela defesa devem ser rejeitadas. Sustenta a defesa que a inquirição de testemunhas pelo magistrado previamente às partes, autora e ré, violou o modelo acusatório de oitiva das testemunhas. Entretanto, referida tese defensiva não deve prevalecer, pois não houve oposição da parte sobre a inversão da oitiva na ocasião, o que gerou preclusão. Além disso, a defesa não demonstrou a existência de prejuízo efetivo sofrido pela acusada, porque, consoante se verifica pela mídia gravada (fls. 117), foi concedida oportunidade de manifestação ao defensor durante a oitiva de todos os testemunhos. Assim, inexistiu violação ao contraditório e à ampla defesa. Quanto ao desrespeito ao procedimento legal no tocante ao reconhecimento da acusada pelas testemunhas, igualmente não houve demonstração de qualquer prejuízo sofrido por ela. Isso porque o fato de a acusada não ter sido colocada na presença de outras pessoas para que as testemunhas pudessem reconhecê-la não acarretou qualquer constrangimento a elas, que não tiveram dúvidas em apontar a apelante como autora do crime. De mais a mais, de acordo com o Superior Tribunal de Justiça, o preceito contido no art. 226 do CPP configura mera recomendação legal, não havendo qualquer nulidade quando praticado o ato processual de modo diverso. […] 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Quanto à necessidade de reavaliação dos fatos subjacentes, confiram-se os seguintes trechos do voto condutor do acórdão recorrido: ‘[...] As preliminares aventadas pela defesa devem ser rejeitadas. Sustenta a defesa que a inquirição de testemunhas pelo magistrado previamente às partes, autora e ré, violou o modelo acusatório de oitiva das testemunhas. Entretanto, referida tese defensiva não deve prevalecer, pois não houve oposição da parte sobre a inversão da oitiva na ocasião, o que gerou preclusão. Além disso, a defesa não demonstrou a existência de prejuízo efetivo sofrido pela acusada, porque, consoante se verifica pela mídia gravada (fls. 117), foi concedida oportunidade de manifestação ao defensor durante a oitiva de todos os testemunhos. Assim, inexistiu violação ao contraditório e à ampla defesa. Quanto ao desrespeito ao procedimento legal no tocante ao reconhecimento da acusada pelas testemunhas, igualmente não houve demonstração de qualquer prejuízo sofrido por ela. Isso porque o fato de a acusada não ter sido colocada na presença de outras pessoas para que as testemunhas pudessem reconhecê-la não acarretou qualquer constrangimento a elas, que não tiveram dúvidas em apontar a apelante como autora do crime. De mais a mais, de acordo com o Superior Tribunal de Justiça, o preceito contido no art. 226 do CPP configura mera recomendação legal, não havendo qualquer nulidade quando praticado o ato processual de modo diverso. […] 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP Por derradeiro, a tese defensiva de nulidade do processo por ausência de proposta de suspensão condicional não prospera, eis que a apelante não preencheu o requisito objetivo. Com efeito, a pena mínima cominada ao crime de furto qualificado, bem como a presença de continuidade delitiva, impedem a aplicação do benefício, pois a reprimenda supera o patamar de um ano previsto em lei, nos termos da Súmula n 243 do Superior Tribunal de Justiça. Pelo exposto, rejeitam-se as preliminares. No mérito, o recurso defensivo não comporta provimento. […] A materialidade delitiva ficou comprovada pelo auto de exibição e apreensão (fls. 04/06), pelo auto de avaliação (fls. 14/16), pelo exame pericial nas peças (fls. 53), bem como pela prova oral amealhada nos autos. A autoria delitiva, igualmente, restou inconteste. Na ocasião de seu interrogatório, a acusada fez uso de seu direito constitucional ao silêncio. […] Vê-se que os fatos e sua autoria estão sobejamente demonstrados nos autos. Ora, as testemunhas foram seguras e convincentes nos sentido de que a ré foi surpreendida na posse dos bens furtados. E a posse dos bens pela ré gera inversão do ônus da prova, isto é, caberia à defesa demonstrar fundamento plausível para o fato de a acusada ter sido surpreendida com os bens subtraídos da loja, o que não o fez, já que, por evidente, a ré de fato praticou os furtos descritos na denúncia. Portanto, não há que se falar em insuficiência probatória, conforme farto acervo probatório supra analisado. Nestes termos, mantém-se a condenação de Paula Cristina Fada dos Santos, como incursa no art. 155, § 4..., 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP Por derradeiro, a tese defensiva de nulidade do processo por ausência de proposta de suspensão condicional não prospera, eis que a apelante não preencheu o requisito objetivo. Com efeito, a pena mínima cominada ao crime de furto qualificado, bem como a presença de continuidade delitiva, impedem a aplicação do benefício, pois a reprimenda supera o patamar de um ano previsto em lei, nos termos da Súmula n 243 do Superior Tribunal de Justiça. Pelo exposto, rejeitam-se as preliminares. No mérito, o recurso defensivo não comporta provimento. […] A materialidade delitiva ficou comprovada pelo auto de exibição e apreensão (fls. 04/06), pelo auto de avaliação (fls. 14/16), pelo exame pericial nas peças (fls. 53), bem como pela prova oral amealhada nos autos. A autoria delitiva, igualmente, restou inconteste. Na ocasião de seu interrogatório, a acusada fez uso de seu direito constitucional ao silêncio. […] Vê-se que os fatos e sua autoria estão sobejamente demonstrados nos autos. Ora, as testemunhas foram seguras e convincentes nos sentido de que a ré foi surpreendida na posse dos bens furtados. E a posse dos bens pela ré gera inversão do ônus da prova, isto é, caberia à defesa demonstrar fundamento plausível para o fato de a acusada ter sido surpreendida com os bens subtraídos da loja, o que não o fez, já que, por evidente, a ré de fato praticou os furtos descritos na denúncia. Portanto, não há que se falar em insuficiência probatória, conforme farto acervo probatório supra analisado. Nestes termos, mantém-se a condenação de Paula Cristina Fada dos Santos, como incursa no art. 155, § 4..., 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP inciso I, c/c art. 155, "caput", por duas vezes, na forma do art. 71, todos do Código Penal. […] Não há que se falar em reconhecimento do "furto privilegiado", porque não foi atendido o requisito do pequeno valor da coisa furtada, eis que o montante subtraído é de R$ 1.823,00, muito superior ao salário mínimo. Finalmente, o pedido de aplicação do benefício da suspensão condicional da pena não deve ser acolhido, tendo em vista que houve substituição da reprimenda por restritivas de direitos, o que inviabiliza a sua concessão, ante seu caráter subsidiário, conforme reza o artigo 77, inciso III, do Código Penal. [...]’ O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Diante do exposto, reconsidero a decisão agravada e, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Julgo prejudicado o agravo interno. [...]” 2. A parte agravante, além de reiterar os argumentos trazidos na petição de recurso extraordinário, alega: (i) “diante do reconhecimento da tempestividade dos recursos que buscaram acesso às vias especial e extraordinária, nada mais correto que, agora, esse E. Supremo Tribunal Federal devolva os autos ao E. Superior Tribunal de Justiça, de modo que a Corte Cidadã julgue o mérito do Recurso Especial”; (ii) “uma análise do capítulo da Repercussão Geral apresentado 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP inciso I, c/c art. 155, "caput", por duas vezes, na forma do art. 71, todos do Código Penal. […] Não há que se falar em reconhecimento do "furto privilegiado", porque não foi atendido o requisito do pequeno valor da coisa furtada, eis que o montante subtraído é de R$ 1.823,00, muito superior ao salário mínimo. Finalmente, o pedido de aplicação do benefício da suspensão condicional da pena não deve ser acolhido, tendo em vista que houve substituição da reprimenda por restritivas de direitos, o que inviabiliza a sua concessão, ante seu caráter subsidiário, conforme reza o artigo 77, inciso III, do Código Penal. [...]’ O Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. Diante do exposto, reconsidero a decisão agravada e, com base no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Julgo prejudicado o agravo interno. [...]” 2. A parte agravante, além de reiterar os argumentos trazidos na petição de recurso extraordinário, alega: (i) “diante do reconhecimento da tempestividade dos recursos que buscaram acesso às vias especial e extraordinária, nada mais correto que, agora, esse E. Supremo Tribunal Federal devolva os autos ao E. Superior Tribunal de Justiça, de modo que a Corte Cidadã julgue o mérito do Recurso Especial”; (ii) “uma análise do capítulo da Repercussão Geral apresentado 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Relatório ARE 1200752 AGR-AGR / SP no Recurso Extraordinário em comento demonstra o preenchimento suficiente do requisito, para sua admissibilidade e para seu provimento. Como foi demonstrado naquele capítulo, houve uma inequívoca contradição entre a jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal sobre a interpretação do artigo 212, do Código de Processo Penal, e o entendimento produzido no v. acórdão recorrido”; (iii) “a controvérsia apresentada no Recurso Extraordinário da agravante não se ateve a uma análise superficial do teor do v. acórdão recorrido, mas sim à consubstanciação de violações aos preceitos constitucionais que perpassaram o decisum recorrido, que não podem prevalecer sob o manto de uma fundamentação teratológica”; (iv) “ao convalidar a usurpação de função pela DD. Magistrada de piso, contrariando ao norma do art. 212, do Código de Processo Penal, o v. acórdão recorrido consubstancia uma violação de direito, no plano da prestação jurisdicional, que necessariamente invoca a apreciação da adequação constitucional de tal julgamento pelo E. Supremo Tribunal Federal, seja porque contraria jurisprudência desta E. Côrte, seja porque dispensa a análise de fatos e provas para valoração jurídica, vedada pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, por se tratar de tema exclusivamente de direito”. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP no Recurso Extraordinário em comento demonstra o preenchimento suficiente do requisito, para sua admissibilidade e para seu provimento. Como foi demonstrado naquele capítulo, houve uma inequívoca contradição entre a jurisprudência do próprio Supremo Tribunal Federal sobre a interpretação do artigo 212, do Código de Processo Penal, e o entendimento produzido no v. acórdão recorrido”; (iii) “a controvérsia apresentada no Recurso Extraordinário da agravante não se ateve a uma análise superficial do teor do v. acórdão recorrido, mas sim à consubstanciação de violações aos preceitos constitucionais que perpassaram o decisum recorrido, que não podem prevalecer sob o manto de uma fundamentação teratológica”; (iv) “ao convalidar a usurpação de função pela DD. Magistrada de piso, contrariando ao norma do art. 212, do Código de Processo Penal, o v. acórdão recorrido consubstancia uma violação de direito, no plano da prestação jurisdicional, que necessariamente invoca a apreciação da adequação constitucional de tal julgamento pelo E. Supremo Tribunal Federal, seja porque contraria jurisprudência desta E. Côrte, seja porque dispensa a análise de fatos e provas para valoração jurídica, vedada pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, por se tratar de tema exclusivamente de direito”. 3. É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B1-6FE5-5628-A3EA e senha 48ED-4C63-D15B-E6A7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Quanto à alegação da necessidade de devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), em pesquisa ao sítio eletrônico daquele Tribunal, constata-se que o recurso especial interposto pelo ora agravante (REsp 1.756.658) teve certificado o trânsito em julgado em 02.04.2019, de modo que, à primeira vista, foi efetivada a devida prestação jurisdicional pelo Superior Tribunal de Justiça. Ademais, não cabe ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), fora de suas funções constitucionais, analisar o acerto ou não das decisões de Tribunais diversos, sob pena de indevida usurpação de competência. 3. No mais, tal como consta na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 4. O Supremo Tribunal Federal também já decidiu que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido: AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; AI 796.208-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4319-4E0F-5A3B-3234 e senha A306-7651-3CA6-D2A5 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O recurso não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não trouxe novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. Quanto à alegação da necessidade de devolução dos autos ao Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), em pesquisa ao sítio eletrônico daquele Tribunal, constata-se que o recurso especial interposto pelo ora agravante (REsp 1.756.658) teve certificado o trânsito em julgado em 02.04.2019, de modo que, à primeira vista, foi efetivada a devida prestação jurisdicional pelo Superior Tribunal de Justiça. Ademais, não cabe ao Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), fora de suas funções constitucionais, analisar o acerto ou não das decisões de Tribunais diversos, sob pena de indevida usurpação de competência. 3. No mais, tal como consta na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal rejeitou preliminar de repercussão geral relativa à controvérsia sobre suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal (ARE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes - Tema 660). 4. O Supremo Tribunal Federal também já decidiu que a controvérsia relativa à individualização da pena passa necessariamente pelo exame prévio da legislação infraconstitucional. Nesse sentido: AI 797.666-AgR, Rel. Min Ayres Britto; AI 796.208-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 505.815-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4319-4E0F-5A3B-3234 e senha A306-7651-3CA6-D2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 1200752 AGR-AGR / SP 5. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 6. Por fim, cabe registrar que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4319-4E0F-5A3B-3234 e senha A306-7651-3CA6-D2A5 Supremo Tribunal Federal ARE 1200752 AGR-AGR / SP 5. A parte recorrente se limita a postular a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, o que não é possível nesta fase processual. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 6. Por fim, cabe registrar que o Supremo Tribunal Federal tem entendimento no sentido de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões (AI 791.292-QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes). Na hipótese, a decisão está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante. 7. Diante do exposto, nego provimento ao agravo interno. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4319-4E0F-5A3B-3234 e senha A306-7651-3CA6-D2A5 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto Vogal AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BF9-C3D3-750E-231C e senha 48D6-8C31-8A48-AA32 Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) :ANDERSON BEZERRA LOPES ADV.(A/S) :CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA ADV.(A/S) :DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A prestação jurisdicional prevista no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, considerado o artigo 489, § 1..., do Código de Processo Civil, pressupõe o enfrentamento, pelo órgão julgador, de todas as causas de pedir veiculadas, exceto quando, assentada uma premissa, ocorre o prejuízo de certo enfoque. Provejo o agravo para que o extraordinário tenha regular sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 3BF9-C3D3-750E-231C e senha 48D6-8C31-8A48-AA32 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 28/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON BEZERRA LOPES (160572/RJ, 274537/SP) ADV.(A/S) : CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA (315210/SP) ADV.(A/S) : DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA (SP389553/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA5-EA97-37C2-7B8A e senha 3EB3-F1DE-119D-7ADF Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.200.752 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS ADV.(A/S) : ANDERSON BEZERRA LOPES (160572/RJ, 274537/SP) ADV.(A/S) : CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA (315210/SP) ADV.(A/S) : DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA (SP389553/) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo interno, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7CA5-EA97-37C2-7B8A e senha 3EB3-F1DE-119D-7ADF Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1200752", "ARE 1200752 AGR - AGR / SP", "ARE 748 . 371 - RG", "AI 797 . 666 - AgR", "AI 796 . 208 - AgR", "Recurso Extraordinário 505 . 815 - AgR", "ARE 1200752", "ARE 748 . 371 - RG", "AI 797 . 666 - AgR", "AI 796 . 208 - AgR", "Recurso Extraordinário 505 . 815 - AgR", "ARE 1200752 AGR - AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1200752 AGR - AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1200752 AGR", "Súmula n 243 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1200752 AGR -", "Súmula n 243 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 1200752 AGR - AGR / SP", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 1200752 AGR - AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 1200752 AGR - AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1200752 AGR - AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "REsp 1 . 756 . 658", "ARE 748 . 371 - RG", "AI 797 . 666 - AgR", "AI 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Penal Brasileiro", "art . 226 do CPP", "art . 77 , inciso III , do Código Penal", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts . 5 . . . , XXXIX , XLVI , LIV , LV , LXIII , e 93 , IX , todos da Constituição Federal de 1988", "artigo 212 , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 226 e ss . do Código de Processo Penal", "artigo 155 , parágrafo 2 . . . do Código Penal", "artigo 89 , da Lei Federal n 9 . 099", "artigo 186 , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "artigo 155 , parágrafo 2 . . . do Código Penal", "artigo 89 , da Lei Federal n 9 . 099", "artigo 186 , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 226 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 226 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I , c / c art . 155 , \" caput \"", "art . 71 , todos do Código Penal", "artigo 77 , inciso III , do Código Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 , todos do Código Penal", "artigo 77 , inciso III , do Código Penal", "art . 21 , § 1 . . . , do RI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 212 , do Código de Processo Penal", "art . 212 , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 212 , do Código de Processo Penal", "art . 212 , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 489 , § 1 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "-", "AGR", "/", "SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "-", "AGR", "/", "SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROBERTO BARROSO", "PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS", "ANDERSON BEZERRA LOPES", "CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA", "DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA", "Gilmar Mendes", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Marco Aurélio", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS", "ANDERSON BEZERRA LOPES", "CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA", "DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS", "ANDERSON BEZERRA LOPES", "CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA", "DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "Paula Cristina Fada dos Santos", "Paula Cristina Fada dos Santos", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "ROBERTO BARROSO", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "ROBERTO BARROSO", "PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS", "ANDERSON BEZERRA LOPES", "CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA", "DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS", "ANDERSON BEZERRA LOPES", "CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA", "DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA", "MARCO AURÉLIO", "ROBERTO BARROSO", "PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS", "ANDERSON BEZERRA LOPES", "CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA", "DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROBERTO BARROSO", "PAULA CRISTINA FADA DOS SANTOS", "ANDERSON BEZERRA LOPES", "CAIO RIOEI YAMAGUCHI FERREIRA", "DÉBORA NACHMANOWICZ DE LIMA", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "28", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 a 27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 a 27 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", ".", "04", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "06", "/", "2019", "24", ".", "04", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2º, I E IV, DO CÓDIGO PENAL. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. ALEGADA NULIDADE PROCESSUAL. INVIABILIDADE DO WRIT PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. IMPOSSIBILIDADE DE SE SUSCITAR NULIDADE À QUAL SE TENHA DADO CAUSA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A intimação realizada em nome de advogado habilitado revela-se válida se não tiver ocorrido o requerimento de que esta se desse especificamente em nome de algum dos causídicos que atuam no feito, incumbindo ao defensor substabelecido acompanhar a tramitação do processo. Precedentes: HC 145.492-AgR, Tribunal Pleno, DJe de 26/06/2018; e HC 106.271-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/11/2013. 2. O reconhecimento da nulidade alegada pressupõe a comprovação do prejuízo, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal, sendo descabida a sua presunção, no afã e se evitar um excessivo formalismo em prejuízo da adequada prestação jurisdicional. 3. In casu, restou assentado pelo Tribunal a quo que “o ora impetrante, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 31 Ementa e Acórdão RHC 164277 AGR / PE Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]” . 4. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. A irresignação recursal é incompatível com a realização de inovação argumentativa preclusa, ante a ausência de insurgência em momento processual anterior. Precedentes: HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015, RHC 124.715 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 19/05/2015, e AI 518.051- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015. 9. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]” . 4. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. A irresignação recursal é incompatível com a realização de inovação argumentativa preclusa, ante a ausência de insurgência em momento processual anterior. Precedentes: HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015, RHC 124.715 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 19/05/2015, e AI 518.051- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015. 9. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 31 Ementa e Acórdão RHC 164277 AGR / PE da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 31 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por RONI JAIRO DA SILVA ROLIM contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2º, I E IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA NULIDADE PROCESSUAL. INVIABILIDADE DO WRIT PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. IMPOSSIBILIDADE DE SE SUSCITAR NULIDADE À QUAL SE TENHA DADO CAUSA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.” Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no artigo 121, § 2º, I e IV, do CP. Em sede recursal, o Tribunal de origem manteve a sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por RONI JAIRO DA SILVA ROLIM contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2º, I E IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA NULIDADE PROCESSUAL. INVIABILIDADE DO WRIT PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. IMPOSSIBILIDADE DE SE SUSCITAR NULIDADE À QUAL SE TENHA DADO CAUSA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.” Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no artigo 121, § 2º, I e IV, do CP. Em sede recursal, o Tribunal de origem manteve a sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE condenatória, nos termos da seguinte ementa, in verbis: "PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. RECURSO DE APELAÇÃO. PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA, DE METODOLOGIA DAS PERGUNTAS EFETUADAS PELO PROMOTOR E DE INFLUÊNCIA NOS JURADOS NÃO ACATADAS. PRECLUSÃO E HIGIDEZ DO PROCEDIMENTO. PRETENDIDA ANULAÇÃO DO VEREDICTO POPULAR. DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS EM RAZÃO DA INOCÊNCIA PROCLAMADA. IMPOSSIBILIDADE. SINÉDRIO POPULAR QUE OPTOU POR UMA DAS TESES QUE ENCONTRA AMPARO EM ELEMENTOS DE PROVA IDÔNEOS. REQUESTADA MODIFICAÇÃO DA PENA. INADMISSIBILIDADE. MANUTENÇÃO SOB FUNDAMENTAÇÃO AGREGADA. QUALIFICADORA REMANESCENTE CORRETAMENTE ALOCADA NA SEGUNDA FASE DOSIMÉTRICA. PRECEDENTES DO STJ. RECURSO DESPROVIDO 1. A preliminar de cerceamento de defesa levantada bifurca-se em dois fatos: a) ausência de conclusão de uma perícia balística e de um exame residuográfico; b) ausência de tempo hábil para sustentar a Defesa em Plenário. Todavia, no que se refere à ausência das perícias solicitadas pela Defesa, há de se destacar que não foram requeridas em momento oportuno, qual seja, a fase do art. 422 do CPP, ocasião em que as partes requerem as providências finais probatórias com o fito de firmar o convencimento dos jurados. Com efeito, a preliminar levantada se encontra preclusa. 2. A seu turno, não obstante a constituição de novos patronos pelo recorrente em momento próximo ao julgamento pelo Sinédrio Popular, não se revela cabível a anulação do julgamento por cerceamento de Defesa, máxime se remanesce na banca de advogados determinado causídico já constituído em interstício considerável. 3. Não se acolhe preliminar quanto ao método utilizado para o promotor indagar o recorrente, ei s que nada de relevante neste sentido restou consignado em ata. Ademais, o réu não é obrigado a responder 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE condenatória, nos termos da seguinte ementa, in verbis: "PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. RECURSO DE APELAÇÃO. PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA, DE METODOLOGIA DAS PERGUNTAS EFETUADAS PELO PROMOTOR E DE INFLUÊNCIA NOS JURADOS NÃO ACATADAS. PRECLUSÃO E HIGIDEZ DO PROCEDIMENTO. PRETENDIDA ANULAÇÃO DO VEREDICTO POPULAR. DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS EM RAZÃO DA INOCÊNCIA PROCLAMADA. IMPOSSIBILIDADE. SINÉDRIO POPULAR QUE OPTOU POR UMA DAS TESES QUE ENCONTRA AMPARO EM ELEMENTOS DE PROVA IDÔNEOS. REQUESTADA MODIFICAÇÃO DA PENA. INADMISSIBILIDADE. MANUTENÇÃO SOB FUNDAMENTAÇÃO AGREGADA. QUALIFICADORA REMANESCENTE CORRETAMENTE ALOCADA NA SEGUNDA FASE DOSIMÉTRICA. PRECEDENTES DO STJ. RECURSO DESPROVIDO 1. A preliminar de cerceamento de defesa levantada bifurca-se em dois fatos: a) ausência de conclusão de uma perícia balística e de um exame residuográfico; b) ausência de tempo hábil para sustentar a Defesa em Plenário. Todavia, no que se refere à ausência das perícias solicitadas pela Defesa, há de se destacar que não foram requeridas em momento oportuno, qual seja, a fase do art. 422 do CPP, ocasião em que as partes requerem as providências finais probatórias com o fito de firmar o convencimento dos jurados. Com efeito, a preliminar levantada se encontra preclusa. 2. A seu turno, não obstante a constituição de novos patronos pelo recorrente em momento próximo ao julgamento pelo Sinédrio Popular, não se revela cabível a anulação do julgamento por cerceamento de Defesa, máxime se remanesce na banca de advogados determinado causídico já constituído em interstício considerável. 3. Não se acolhe preliminar quanto ao método utilizado para o promotor indagar o recorrente, ei s que nada de relevante neste sentido restou consignado em ata. Ademais, o réu não é obrigado a responder 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE tais questionamentos. 4. Não há que se falar em influência indevida nos jurados em razão das vestimentas utilizadas por determinadas pessoas que assistiam ao julgamento, uma vez que constatado o legítimo exercício de expressão utilizado sem ofensa, intimação e de maneira ordeira. Convivência harmonizada verificada entre o devido processo legal e a liberdade de expressão na espécie. 5. Não há previsão legal para que o Tribunal substitua o veredicto emanado do Conselho de Sentença, até mesmo porque se busca prestigiar a soberania dos veredictos, preceito de magnitude constitucional. O pleito de anulação do julgamento com o fito de submeter o réu a novo Júri somente é cabível no caso de decisão arbitrária, escandalosa ou manifestamente contrária à prova dos autos. 6. No caso dos autos, o Sinédrio Popular optou pela valoração de elementos informativos que não se revelam iniclaneos, ou tampouco declarados ilícitos/ilegítimos - utilizando-se ainda de elementos indiciarias convergentes durante o contraditório para firmar seu convencimento quanto â Tese da Acusação. Anular o julgamento na espécie, significaria, em última análise, a realizar nova valoração subjetiva e verticalizada da prova, subtraindo a soberania dos veredictos. 7. Mantém-se inalterada a culpabilidade como desfavorável, mediante fundamentação diversa com base empírica concreta. 8. Possível o emprego de qualificadora remanescente na segunda fase dosimétrica, doravante a título de agravante que mais se amolda ao caso, conforme orientação pacífica do STJ. 9. Recurso desprovido." Inconformada, a defesa impetrou o HC nº 438.001/PE no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, nos termos da seguinte ementa: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGADA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO PATRONO. PATROCÍNIO POR MAIS DE UM PROFISSIONAL. INTIMAÇÃO EM NOME DE APENAS UM DELES. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE tais questionamentos. 4. Não há que se falar em influência indevida nos jurados em razão das vestimentas utilizadas por determinadas pessoas que assistiam ao julgamento, uma vez que constatado o legítimo exercício de expressão utilizado sem ofensa, intimação e de maneira ordeira. Convivência harmonizada verificada entre o devido processo legal e a liberdade de expressão na espécie. 5. Não há previsão legal para que o Tribunal substitua o veredicto emanado do Conselho de Sentença, até mesmo porque se busca prestigiar a soberania dos veredictos, preceito de magnitude constitucional. O pleito de anulação do julgamento com o fito de submeter o réu a novo Júri somente é cabível no caso de decisão arbitrária, escandalosa ou manifestamente contrária à prova dos autos. 6. No caso dos autos, o Sinédrio Popular optou pela valoração de elementos informativos que não se revelam iniclaneos, ou tampouco declarados ilícitos/ilegítimos - utilizando-se ainda de elementos indiciarias convergentes durante o contraditório para firmar seu convencimento quanto â Tese da Acusação. Anular o julgamento na espécie, significaria, em última análise, a realizar nova valoração subjetiva e verticalizada da prova, subtraindo a soberania dos veredictos. 7. Mantém-se inalterada a culpabilidade como desfavorável, mediante fundamentação diversa com base empírica concreta. 8. Possível o emprego de qualificadora remanescente na segunda fase dosimétrica, doravante a título de agravante que mais se amolda ao caso, conforme orientação pacífica do STJ. 9. Recurso desprovido." Inconformada, a defesa impetrou o HC nº 438.001/PE no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, nos termos da seguinte ementa: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGADA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO PATRONO. PATROCÍNIO POR MAIS DE UM PROFISSIONAL. INTIMAÇÃO EM NOME DE APENAS UM DELES. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE POSSIBILIDADE. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A República Federativa do Brasil, fundada, entre outros, na dignidade da pessoa humana e na cidadania, consagra como garantia "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, (...) o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes" (art. 5º, LV, da Constituição Federal). 2. Havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles. Precedentes do STJ e do STF. 3. Hipótese em que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do outro advogado subscritor das razões da apelação, razão pela qual não há nulidade a ser reconhecida por esta Corte. 4. Ordem denegada.” Neste recurso ordinário, sustenta, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Alega que “Acordão supramencionado [proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco] foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico de n. 182, no dia 04/10/2017, sem que ali estivessem constando os nomes dos únicos advogados, devidamente habilitados, constituídos pelo réu durante a realização da Sessão do Júri que o condenou ”. Aduz que “na publicação do referido acordão não constavam os nomes dos advogados do réu devidamente habilitados, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Dr. Renan Elias da Silva, tendo a citada decisão transitado em julgado em 19/10/2017, sem o conhecimento do referido causídico (fl. 2498)”. Pontua que “não foi intimado o advogado Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, que foi quem efetivou a Defesa Oral e quem, naquele mesmo dia, manifestou o desejo de apelar da sentença condenatória, conforme declaração expressa do advogado Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo, que segue em anexo”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE POSSIBILIDADE. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A República Federativa do Brasil, fundada, entre outros, na dignidade da pessoa humana e na cidadania, consagra como garantia "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, (...) o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes" (art. 5º, LV, da Constituição Federal). 2. Havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles. Precedentes do STJ e do STF. 3. Hipótese em que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do outro advogado subscritor das razões da apelação, razão pela qual não há nulidade a ser reconhecida por esta Corte. 4. Ordem denegada.” Neste recurso ordinário, sustenta, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Alega que “Acordão supramencionado [proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco] foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico de n. 182, no dia 04/10/2017, sem que ali estivessem constando os nomes dos únicos advogados, devidamente habilitados, constituídos pelo réu durante a realização da Sessão do Júri que o condenou ”. Aduz que “na publicação do referido acordão não constavam os nomes dos advogados do réu devidamente habilitados, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Dr. Renan Elias da Silva, tendo a citada decisão transitado em julgado em 19/10/2017, sem o conhecimento do referido causídico (fl. 2498)”. Pontua que “não foi intimado o advogado Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, que foi quem efetivou a Defesa Oral e quem, naquele mesmo dia, manifestou o desejo de apelar da sentença condenatória, conforme declaração expressa do advogado Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo, que segue em anexo”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE Narra que “após a prolação do Acordão de fls. 2486/2495, deveria o réu ter sido intimado da referida decisão por meio de seus defensores habilitados nos autos, para que fosse garantida, assim, a observância da ampla defesa, conforme disposição contida no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal de 1988, permitindo-se o equilíbrio e o tratamento isonômico das partes integrantes da causa levada à apreciação do Poder Judiciário” . Informa que o paciente “conforme consta em Procuração de fls. 2415, os poderes ali contidos foram OUTORGADOS apenas aos advogados Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Renan Elias da Silva”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Isto posto, requer que o Egrégio Supremo Tribunal Federal, reforme a decisão denegatória de habeas corpus prolatada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: a) reconheça a NULIDADE ABSOLUTA de todos os atos processuais a partir da não intimação do réu, por meio de seu defensor, do acordão de fls. 2486/2495, bem como que seja aberta nova vista dos autos à esta Defesa do réu para apresentação de recurso, tudo em conformidade com a ordem jurídica vigente e que, desta forma, seja assegurado ao paciente o regular exercício da ampla defesa; b) determine a revogação da ordem de prisão prevista na sentença de primeiro grau, mantendo o recorrente solto até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.” O Ministério Público Federal, se manifestou pelo não provimento do recurso. Negado seguimento ao writ, sobrevém o presente agravo regimental, no qual o recorrente reitera os argumentos da petição inicial. Afirma que “a ilegalidade que por meio de Recurso em Habeas Corpus se deseja demonstrar atinge sim, por via indireta, o direito de locomoção do recorrente, já que o cerceamento do direito de defesa praticado pelo TJPE redunda na impossibilidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE Narra que “após a prolação do Acordão de fls. 2486/2495, deveria o réu ter sido intimado da referida decisão por meio de seus defensores habilitados nos autos, para que fosse garantida, assim, a observância da ampla defesa, conforme disposição contida no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal de 1988, permitindo-se o equilíbrio e o tratamento isonômico das partes integrantes da causa levada à apreciação do Poder Judiciário” . Informa que o paciente “conforme consta em Procuração de fls. 2415, os poderes ali contidos foram OUTORGADOS apenas aos advogados Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Renan Elias da Silva”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Isto posto, requer que o Egrégio Supremo Tribunal Federal, reforme a decisão denegatória de habeas corpus prolatada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: a) reconheça a NULIDADE ABSOLUTA de todos os atos processuais a partir da não intimação do réu, por meio de seu defensor, do acordão de fls. 2486/2495, bem como que seja aberta nova vista dos autos à esta Defesa do réu para apresentação de recurso, tudo em conformidade com a ordem jurídica vigente e que, desta forma, seja assegurado ao paciente o regular exercício da ampla defesa; b) determine a revogação da ordem de prisão prevista na sentença de primeiro grau, mantendo o recorrente solto até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.” O Ministério Público Federal, se manifestou pelo não provimento do recurso. Negado seguimento ao writ, sobrevém o presente agravo regimental, no qual o recorrente reitera os argumentos da petição inicial. Afirma que “a ilegalidade que por meio de Recurso em Habeas Corpus se deseja demonstrar atinge sim, por via indireta, o direito de locomoção do recorrente, já que o cerceamento do direito de defesa praticado pelo TJPE redunda na impossibilidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE do réu de apresentar recurso, de provar sua inocência e de se ver livre da prisão a que se encontra atualmente submetido”. Aduz que “da detida análise dos autos do Processo n. 0003316- 80.2009.817.0220, verifica-se que, após a prolação do Acordão de fls. 2486/2495, deveria o réu ter sido intimado da referida decisão por meio de seus defensores habilitados nos autos, para que fosse garantida, assim, a observância da ampla defesa, conforme disposição contida no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal de 1988, permitindo-se o equilíbrio e o tratamento isonômico das partes integrantes da causa levada à apreciação do Poder Judiciário”. Enfatiza que “o Acordão supramencionado foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico de n. 182, no dia 04/10/2017, sem que ali estivesse constando o nome de seu advogado constituído desde a Sessão do Júri que o condenou, conforme procuração constante à fl. 2415, data anterior a do julgamento da referida apelação”, e conclui que “na publicação do referido acordão não constam os nomes dos únicos advogados do réu devidamente habilitados, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Renan Elias da Silva, tendo a citada decisão transitou em julgado em 19/10/2017, sem o conhecimento do referido causídico (fl. 2498)”. Pondera que “quem participou ativamente dos debates no Plenário do Júri e quem apresentou o recurso de apelação no dia julgamento foi somente o Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva – OAB-PE 873- A, de forma que deveria ter sido ele o destinatário da publicação do acórdão do TJPE, em obediência ao princípio constitucional da ampla defesa”. Assevera que “as razões do recurso de apelação somente foram assinadas pelo Dr. Marcos Felipe, pois para ele foram encaminhadas, via email, pelo Dr. Adailton Raulino, para que pudessem ser protocolizadas no Fórum local, quando então aquele advogado terminou por assinar a referida peça. Entretanto, se for observado com atenção, existe na referida peça campo próprio para a assinatura do Dr. Adailton Raulino”, bem como que “posteriormente a impetração do Habeas Corpus no Colendo STJ, foi juntado aos autos uma declaração do Dr. Marcos Felipe informando que o Dr. Adailton Raulino foi o único advogado que 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE do réu de apresentar recurso, de provar sua inocência e de se ver livre da prisão a que se encontra atualmente submetido”. Aduz que “da detida análise dos autos do Processo n. 0003316- 80.2009.817.0220, verifica-se que, após a prolação do Acordão de fls. 2486/2495, deveria o réu ter sido intimado da referida decisão por meio de seus defensores habilitados nos autos, para que fosse garantida, assim, a observância da ampla defesa, conforme disposição contida no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal de 1988, permitindo-se o equilíbrio e o tratamento isonômico das partes integrantes da causa levada à apreciação do Poder Judiciário”. Enfatiza que “o Acordão supramencionado foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico de n. 182, no dia 04/10/2017, sem que ali estivesse constando o nome de seu advogado constituído desde a Sessão do Júri que o condenou, conforme procuração constante à fl. 2415, data anterior a do julgamento da referida apelação”, e conclui que “na publicação do referido acordão não constam os nomes dos únicos advogados do réu devidamente habilitados, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Renan Elias da Silva, tendo a citada decisão transitou em julgado em 19/10/2017, sem o conhecimento do referido causídico (fl. 2498)”. Pondera que “quem participou ativamente dos debates no Plenário do Júri e quem apresentou o recurso de apelação no dia julgamento foi somente o Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva – OAB-PE 873- A, de forma que deveria ter sido ele o destinatário da publicação do acórdão do TJPE, em obediência ao princípio constitucional da ampla defesa”. Assevera que “as razões do recurso de apelação somente foram assinadas pelo Dr. Marcos Felipe, pois para ele foram encaminhadas, via email, pelo Dr. Adailton Raulino, para que pudessem ser protocolizadas no Fórum local, quando então aquele advogado terminou por assinar a referida peça. Entretanto, se for observado com atenção, existe na referida peça campo próprio para a assinatura do Dr. Adailton Raulino”, bem como que “posteriormente a impetração do Habeas Corpus no Colendo STJ, foi juntado aos autos uma declaração do Dr. Marcos Felipe informando que o Dr. Adailton Raulino foi o único advogado que 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE participou dos debates no dia do julgamento, em que pese estarem presentes os outros advogados, fato esse que corrobora o argumento então sustentado pela Defesa”. Ao final, formula pedido recursal, in verbis: “Ex Positis, uma vez delineados os fundamentos fáticos e jurídicos do presente recurso requer o recorrente AGRAVANTE que: a) Seja o presente recurso conhecido, porque adequado e tempestivo, e, no mérito, seja recebido e devidamente processado o Recurso Ordinário em Habeas Corpus interposto às fls. retro, a fim de que posteriormente sejam debatidas as teses jurídicas ali mencionadas, para que, ao final, a ilegalidade praticada pelo TJPE possa ser sanada e o direito de locomoção do recorrente restabelecido, ainda que por via indireta. b) Seja encaminhada cópia integral de todo o caderno processual, sob pena de apreciação recursal deficiente e consequente cerceamento de defesa.” É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE participou dos debates no dia do julgamento, em que pese estarem presentes os outros advogados, fato esse que corrobora o argumento então sustentado pela Defesa”. Ao final, formula pedido recursal, in verbis: “Ex Positis, uma vez delineados os fundamentos fáticos e jurídicos do presente recurso requer o recorrente AGRAVANTE que: a) Seja o presente recurso conhecido, porque adequado e tempestivo, e, no mérito, seja recebido e devidamente processado o Recurso Ordinário em Habeas Corpus interposto às fls. retro, a fim de que posteriormente sejam debatidas as teses jurídicas ali mencionadas, para que, ao final, a ilegalidade praticada pelo TJPE possa ser sanada e o direito de locomoção do recorrente restabelecido, ainda que por via indireta. b) Seja encaminhada cópia integral de todo o caderno processual, sob pena de apreciação recursal deficiente e consequente cerceamento de defesa.” É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que o recorrente se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre os fundamentos da decisão concernentes: i) à impossibilidade de se alegar nulidade a que se deu causa; ii) à inviabilidade de revolvimento do contexto fático-probatório engendrado nos autos; e iii) à insuscetibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal, o agravante deixou de impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que o recorrente se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre os fundamentos da decisão concernentes: i) à impossibilidade de se alegar nulidade a que se deu causa; ii) à inviabilidade de revolvimento do contexto fático-probatório engendrado nos autos; e iii) à insuscetibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal, o agravante deixou de impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016) Sob outro enfoque, não há, na espécie, qualquer teratologia que autorize o conhecimento deste habeas corpus, porquanto não se vislumbra o alegado constrangimento ilegal. A propósito, veja-se a fundamentação adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “Conforme relatado, pleiteia o impetrante o relaxamento da prisão do paciente e a devolução do prazo processual para apresentação do recurso contra a condenação. A República Federativa do Brasil, fundada, entre outros, na dignidade da pessoa humana e na cidadania, consagra como garantia 'aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, (...) o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes' (art. 5º, LV, da Constituição Federal). Nesse aspecto, o reconhecimento de nulidades no curso do processo penal reclama uma efetiva demonstração do prejuízo à parte, sem a qual prevalecerá o princípio da instrumentalidade das formas positivado pelo art. 563 do CPP (pas de nullité sans grief). Colho da ata de julgamento que o paciente compareceu ao Tribunal do Júri 'acompanhado de seus advogados Dr. MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, RENAN ELIAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016) Sob outro enfoque, não há, na espécie, qualquer teratologia que autorize o conhecimento deste habeas corpus, porquanto não se vislumbra o alegado constrangimento ilegal. A propósito, veja-se a fundamentação adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “Conforme relatado, pleiteia o impetrante o relaxamento da prisão do paciente e a devolução do prazo processual para apresentação do recurso contra a condenação. A República Federativa do Brasil, fundada, entre outros, na dignidade da pessoa humana e na cidadania, consagra como garantia 'aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, (...) o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes' (art. 5º, LV, da Constituição Federal). Nesse aspecto, o reconhecimento de nulidades no curso do processo penal reclama uma efetiva demonstração do prejuízo à parte, sem a qual prevalecerá o princípio da instrumentalidade das formas positivado pelo art. 563 do CPP (pas de nullité sans grief). Colho da ata de julgamento que o paciente compareceu ao Tribunal do Júri 'acompanhado de seus advogados Dr. MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, RENAN ELIAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE DA SILVA, OAB-PE 18.107 e ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA, OAB-PE 873-ARE' (e-STJ, fl. 1.181). Consta, ainda, das informações prestadas pelo Tribunal de origem, que: 'Nos autos do processo físico há certidão de trânsito em julgado do acórdão do TJPE em 19/10/2017 para o apelante, fl. 2498 e no dia 28/11/2017 para a Procuradoria de Justiça, fl. 2501. No termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]' (e-STJ, fl. 1.372). Como se vê, o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação. Em consulta ao sítio eletrônico do TJPE, observa-se que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é no sentido de que, havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles. […] Do mesmo modo, o Supremo Tribunal Federal entende que, não havendo pedido expresso na petição para que as publicações ocorram em nome de determinado advogado, e desde que os substabelecimentos sejam concedidos com reserva de poderes, são válidas as publicações realizadas em nome de qualquer um dos patronos constituídos pela parte, pela ausência de norma que obrigue a publicação em nome de mais de um dos advogados constituídos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE DA SILVA, OAB-PE 18.107 e ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA, OAB-PE 873-ARE' (e-STJ, fl. 1.181). Consta, ainda, das informações prestadas pelo Tribunal de origem, que: 'Nos autos do processo físico há certidão de trânsito em julgado do acórdão do TJPE em 19/10/2017 para o apelante, fl. 2498 e no dia 28/11/2017 para a Procuradoria de Justiça, fl. 2501. No termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]' (e-STJ, fl. 1.372). Como se vê, o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação. Em consulta ao sítio eletrônico do TJPE, observa-se que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é no sentido de que, havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles. […] Do mesmo modo, o Supremo Tribunal Federal entende que, não havendo pedido expresso na petição para que as publicações ocorram em nome de determinado advogado, e desde que os substabelecimentos sejam concedidos com reserva de poderes, são válidas as publicações realizadas em nome de qualquer um dos patronos constituídos pela parte, pela ausência de norma que obrigue a publicação em nome de mais de um dos advogados constituídos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE […] Desse modo, ao contrário do alegado pelo impetrante, a defesa técnica foi devidamente intimada dos atos processuais, razão pela qual não há nulidade a ser reconhecida por esta Corte.” Com efeito, em relação à suposta nulidade processual, o exame da matéria passa, obrigatoriamente, pela análise em torno forma de realização de intimação. Sob esse enfoque, forçoso concluir que o writ traz, nesse aspecto, questões alheias ao direito de locomoção. Destarte, esclareço que o objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para reexaminar pressupostos de admissibilidade de recursos e, mutatis mutandis, a forma de realização de ato processual, máxime quando não se tem notícia de violação ao devido processo legal, conforme entendimento pacificado neste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. EXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE OUTROS TRIBUNAIS. INVIABILIDADE. 1. O objeto da tutela em Habeas Corpus “é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), descabendo sua utilização para reexaminar pressupostos de admissibilidade de recursos de outros tribunais” (HC 149831, DJe de 15/3/2018). Ausente quadro de flagrante ilegalidade. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 155.055-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/06/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA. EXAME EXCLUSIVO DE PRESSUPOSTOS DE RECURSO PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE AMEAÇA AO DIREITO DE IR E VIR. INVIABILIDADE DA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE […] Desse modo, ao contrário do alegado pelo impetrante, a defesa técnica foi devidamente intimada dos atos processuais, razão pela qual não há nulidade a ser reconhecida por esta Corte.” Com efeito, em relação à suposta nulidade processual, o exame da matéria passa, obrigatoriamente, pela análise em torno forma de realização de intimação. Sob esse enfoque, forçoso concluir que o writ traz, nesse aspecto, questões alheias ao direito de locomoção. Destarte, esclareço que o objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), não cabendo sua utilização para reexaminar pressupostos de admissibilidade de recursos e, mutatis mutandis, a forma de realização de ato processual, máxime quando não se tem notícia de violação ao devido processo legal, conforme entendimento pacificado neste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. EXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE OUTROS TRIBUNAIS. INVIABILIDADE. 1. O objeto da tutela em Habeas Corpus “é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII), descabendo sua utilização para reexaminar pressupostos de admissibilidade de recursos de outros tribunais” (HC 149831, DJe de 15/3/2018). Ausente quadro de flagrante ilegalidade. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 155.055-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/06/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA. EXAME EXCLUSIVO DE PRESSUPOSTOS DE RECURSO PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE AMEAÇA AO DIREITO DE IR E VIR. INVIABILIDADE DA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE PROVIMENTO. 1. No art. 5º, inc. LXVIII, da Constituição da República, condiciona-se a concessão do habeas corpus às situações nas quais alguém sofra ou esteja ameaçado de sofrer violência ou coação na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 2. A questão posta a exame na ação restringe-se à apreciação de item processual analisado pela autoridade tida como coatora, revelando-se utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal, para julgamento de situações estranhas à liberdade de locomoção. Discute-se, na espécie vertente, a decisão do Superior Tribunal de Justiça pela qual se concluiu ausente pressuposto de admissibilidade recursal. Tal matéria não se comporta em sede de habeas corpus. Precedentes. 3. O Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, pode negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 129.822-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/10/2015) Por oportuno, cumpre destacar posição firme desta Corte no sentido de que a nulidade alegada, para ser reconhecida, pressupõe a comprovação do prejuízo, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal, não podendo essa ser presumida, a fim de se evitar um excessivo formalismo em prejuízo da adequada prestação jurisdicional. A propósito, cuida-se de aplicação do princípio cognominado de “pas de nullité sans grief”, aplicável tanto a nulidades absolutas quanto relativas. Nessa linha: “RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – PROCESSO PENAL – NULIDADE – INOCORRÊNCIA – “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF” (CPP, art. 563) – PRINCÍPIO APLICÁVEL ÀS NULIDADES ABSOLUTAS E RELATIVAS – AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO, QUE NÃO SE PRESUME – PRECEDENTES – CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO – EXCEPCIONALIDADE DE SUA DESCONSTITUIÇÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE PROVIMENTO. 1. No art. 5º, inc. LXVIII, da Constituição da República, condiciona-se a concessão do habeas corpus às situações nas quais alguém sofra ou esteja ameaçado de sofrer violência ou coação na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 2. A questão posta a exame na ação restringe-se à apreciação de item processual analisado pela autoridade tida como coatora, revelando-se utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal, para julgamento de situações estranhas à liberdade de locomoção. Discute-se, na espécie vertente, a decisão do Superior Tribunal de Justiça pela qual se concluiu ausente pressuposto de admissibilidade recursal. Tal matéria não se comporta em sede de habeas corpus. Precedentes. 3. O Relator, com fundamento no art. 21, § 1º, do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, pode negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 129.822-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/10/2015) Por oportuno, cumpre destacar posição firme desta Corte no sentido de que a nulidade alegada, para ser reconhecida, pressupõe a comprovação do prejuízo, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal, não podendo essa ser presumida, a fim de se evitar um excessivo formalismo em prejuízo da adequada prestação jurisdicional. A propósito, cuida-se de aplicação do princípio cognominado de “pas de nullité sans grief”, aplicável tanto a nulidades absolutas quanto relativas. Nessa linha: “RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – PROCESSO PENAL – NULIDADE – INOCORRÊNCIA – “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF” (CPP, art. 563) – PRINCÍPIO APLICÁVEL ÀS NULIDADES ABSOLUTAS E RELATIVAS – AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO, QUE NÃO SE PRESUME – PRECEDENTES – CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO – EXCEPCIONALIDADE DE SUA DESCONSTITUIÇÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE MEDIANTE “HABEAS CORPUS” – INADMISSIBILIDADE NO CASO – REVISÃO CRIMINAL COMO INSTRUMENTO PROCESSUAL ADEQUADO – PRECEDENTES – MECANISMO DE CONVOCAÇÃO E DE SUBSTITUIÇÃO NOS TRIBUNAIS – MATÉRIA SOB RESERVA DE LEI – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DA LOMAN (art. 118) c/c A RESOLUÇÃO CNJ n. 72/2009 E A PORTARIA TJ/PA n. 1.258/2012 – CONVOCAÇÃO DE MAGISTRADA DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, PARA ATUAR NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA – POSSIBILIDADE – PLENA LEGITIMIDADE DESSE ATO CONVOCATÓRIO – ESCOLHA FUNDADA EM DELIBERAÇÃO COLEGIADA (PLENO) DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ – ESTRITA OBSERVÂNCIA DA LOMAN (art. 118) E DA RESOLUÇÃO CNJ n. 72/2009 – INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL (CF, art. 5º, INCISO LIII) – SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA POLÍTICO-JURÍDICA DESSE POSTULADO CONSTITUCIONAL – O TEMA DA COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS DE SEGUNDO GRAU MEDIANTE CONVOCAÇÃO DE MAGISTRADOS DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – O “STATUS QUAESTIONIS” NA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – LEGITIMIDADE DA CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA AOS RECORRENTES – VALIDADE JURÍDICA DO JULGAMENTO PROFERIDO, EM SEDE DE APELAÇÃO, POR ÓRGÃO COLEGIADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO NÃO PROVIDO.” (RHC 125.242-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 15/03/2017) “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO SIMPLES E FRAUDE PROCESSUAL. PRONÚNCIA. IRRESIGNAÇÃO. JULGAMENTO DE RECURSO PELO COLEGIADO NO STJ. PARTICIPAÇÃO DE MINISTRO IMPEDIDO. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. VOTO QUE NÃO INTERFERIU NO RESULTADO. ORDEM DENEGADA. 1. No 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE MEDIANTE “HABEAS CORPUS” – INADMISSIBILIDADE NO CASO – REVISÃO CRIMINAL COMO INSTRUMENTO PROCESSUAL ADEQUADO – PRECEDENTES – MECANISMO DE CONVOCAÇÃO E DE SUBSTITUIÇÃO NOS TRIBUNAIS – MATÉRIA SOB RESERVA DE LEI – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DA LOMAN (art. 118) c/c A RESOLUÇÃO CNJ n. 72/2009 E A PORTARIA TJ/PA n. 1.258/2012 – CONVOCAÇÃO DE MAGISTRADA DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, PARA ATUAR NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA – POSSIBILIDADE – PLENA LEGITIMIDADE DESSE ATO CONVOCATÓRIO – ESCOLHA FUNDADA EM DELIBERAÇÃO COLEGIADA (PLENO) DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ – ESTRITA OBSERVÂNCIA DA LOMAN (art. 118) E DA RESOLUÇÃO CNJ n. 72/2009 – INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL (CF, art. 5º, INCISO LIII) – SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA POLÍTICO-JURÍDICA DESSE POSTULADO CONSTITUCIONAL – O TEMA DA COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS DE SEGUNDO GRAU MEDIANTE CONVOCAÇÃO DE MAGISTRADOS DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – O “STATUS QUAESTIONIS” NA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – LEGITIMIDADE DA CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA AOS RECORRENTES – VALIDADE JURÍDICA DO JULGAMENTO PROFERIDO, EM SEDE DE APELAÇÃO, POR ÓRGÃO COLEGIADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO NÃO PROVIDO.” (RHC 125.242-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 15/03/2017) “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO SIMPLES E FRAUDE PROCESSUAL. PRONÚNCIA. IRRESIGNAÇÃO. JULGAMENTO DE RECURSO PELO COLEGIADO NO STJ. PARTICIPAÇÃO DE MINISTRO IMPEDIDO. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. VOTO QUE NÃO INTERFERIU NO RESULTADO. ORDEM DENEGADA. 1. No 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE processo penal, o postulado pas de nullité sans grief exige a efetiva demonstração de prejuízo para o reconhecimento de nulidade. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a participação de julgador impedido, quando do julgamento do recurso no órgão colegiado do tribunal, não acarreta automática nulidade da decisão proferida se, excluindo-se o voto do referido magistrado, o resultado da votação permanecesse incólume. 3. Ordem denegada.” (HC 125.610, Primeira Turma, Rel. p/ Acórdão: Min. Edson Fachin, DJe de 05/08/2016) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. SUPENSÃO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÕES DE NULIDADE DECORRENTE DA DISTRIBUIÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES PROVENIENTES DE PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO: AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os princípios constitucionais do juiz natural e do promotor natural têm seu emprego restrito às figuras dos magistrados e dos membros do Ministério Público, não podendo ser aplicados por analogia às autoridades policiais ou ao denominado “delegado natural”, que obviamente carecem da competência de sentenciar ou da atribuição de processar, nos termos estabelecidos na Constituição da República. 2. A conexão probatória e objetiva estabelecida entre os crimes antecedentes e os delitos imputados ao Recorrente torna prevento o Juízo. 3. O inquérito é peça informativa que não contamina a ação penal. Precedentes. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício, independentemente da sanção prevista para o ato, podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto à relativa, pois não se decreta nulidade processual por mera presunção. Precedentes. 5. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 126.885, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 01/02/2016) E nem se argumente que a condenação, em si considerada, encerra 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE processo penal, o postulado pas de nullité sans grief exige a efetiva demonstração de prejuízo para o reconhecimento de nulidade. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a participação de julgador impedido, quando do julgamento do recurso no órgão colegiado do tribunal, não acarreta automática nulidade da decisão proferida se, excluindo-se o voto do referido magistrado, o resultado da votação permanecesse incólume. 3. Ordem denegada.” (HC 125.610, Primeira Turma, Rel. p/ Acórdão: Min. Edson Fachin, DJe de 05/08/2016) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. SUPENSÃO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÕES DE NULIDADE DECORRENTE DA DISTRIBUIÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES PROVENIENTES DE PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO: AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os princípios constitucionais do juiz natural e do promotor natural têm seu emprego restrito às figuras dos magistrados e dos membros do Ministério Público, não podendo ser aplicados por analogia às autoridades policiais ou ao denominado “delegado natural”, que obviamente carecem da competência de sentenciar ou da atribuição de processar, nos termos estabelecidos na Constituição da República. 2. A conexão probatória e objetiva estabelecida entre os crimes antecedentes e os delitos imputados ao Recorrente torna prevento o Juízo. 3. O inquérito é peça informativa que não contamina a ação penal. Precedentes. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício, independentemente da sanção prevista para o ato, podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto à relativa, pois não se decreta nulidade processual por mera presunção. Precedentes. 5. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 126.885, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 01/02/2016) E nem se argumente que a condenação, em si considerada, encerra 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE um prejuízo para o réu. É que deve ser demonstrado um liame inequívoco entre a nulidade suscitada e o juízo condenatório. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO ACUSADO PARA AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS. SUPOSTA IRREGULARIDADE ARGUIDA APENAS APÓS O JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ATUAÇÃO DA DEFESA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. NULIDADE NÃO PROCLAMADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. As nulidades associadas à instrução processual devem ser arguidas até a fase de alegações finais, sob pena de preclusão. 3. Por força da Súmula 523/STF, “no processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”, sendo que referido gravame não decorre simplesmente da ocorrência de um juízo condenatório. Indispensável que o interessado ao menos sinalize nexo causal mínimo entre a irregularidade articulada e o resultado processual desfavorável, sob pena de adoção de exacerbado formalismo que não se conforma com o postulado pas de nullité sans grief, cristalizado no art. 563, CPP. 4. Agravo regimental desprovido.” (RHC 133.530-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 07/10/2016) Demais disso, na hipótese sub examine, consoante destacado pelo Superior Tribunal de Justiça: “o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE um prejuízo para o réu. É que deve ser demonstrado um liame inequívoco entre a nulidade suscitada e o juízo condenatório. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO ACUSADO PARA AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS. SUPOSTA IRREGULARIDADE ARGUIDA APENAS APÓS O JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ATUAÇÃO DA DEFESA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. NULIDADE NÃO PROCLAMADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. As nulidades associadas à instrução processual devem ser arguidas até a fase de alegações finais, sob pena de preclusão. 3. Por força da Súmula 523/STF, “no processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”, sendo que referido gravame não decorre simplesmente da ocorrência de um juízo condenatório. Indispensável que o interessado ao menos sinalize nexo causal mínimo entre a irregularidade articulada e o resultado processual desfavorável, sob pena de adoção de exacerbado formalismo que não se conforma com o postulado pas de nullité sans grief, cristalizado no art. 563, CPP. 4. Agravo regimental desprovido.” (RHC 133.530-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 07/10/2016) Demais disso, na hipótese sub examine, consoante destacado pelo Superior Tribunal de Justiça: “o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]”. Neste contexto, cabe referir o entendimento do órgão Plenário do Supremo Tribunal Federal no sentido de que inexiste nulidade quando a intimação é realizada em nome de advogado habilitado, se não tiver ocorrido o requerimento de que o referido ato processual se dê especificamente em nome de algum dos causídicos que atuam no feito, incumbindo ao defensor substabelecido acompanhar a tramitação do processo. Nessa linha, in verbis: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE MINISTRO DO STF. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. INTIMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em 17.02.2016, “reafirmou sua jurisprudência no sentido de não ser cabível habeas corpus impetrado contra decisão monocrática de ministro da Corte”. (Informativo nº 814 do STF). Refiro-me ao HC 105.959, Redator para o acórdão o Ministro Edson Fachin, julgado com a participação de todos os integrantes do Tribunal. 2. A orientação jurisprudencial do STF é no sentido de que, “quando a parte tem mais de um advogado, basta que a intimação seja realizada em nome de um deles. Se o advogado, ao outorgar o substabelecimento com reserva de poderes, não o faz para o substabelecido acompanhar especificamente a tramitação do processo na superior instância, nem requer que o nome dele figure nas publicações, inclusive para efeito de intimação, pertinentes ao julgamento da causa, reputa-se inocorrente a invalidade da intimação” (HC 96.501-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 145.492-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 26/06/2018) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]”. Neste contexto, cabe referir o entendimento do órgão Plenário do Supremo Tribunal Federal no sentido de que inexiste nulidade quando a intimação é realizada em nome de advogado habilitado, se não tiver ocorrido o requerimento de que o referido ato processual se dê especificamente em nome de algum dos causídicos que atuam no feito, incumbindo ao defensor substabelecido acompanhar a tramitação do processo. Nessa linha, in verbis: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE MINISTRO DO STF. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. INTIMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em 17.02.2016, “reafirmou sua jurisprudência no sentido de não ser cabível habeas corpus impetrado contra decisão monocrática de ministro da Corte”. (Informativo nº 814 do STF). Refiro-me ao HC 105.959, Redator para o acórdão o Ministro Edson Fachin, julgado com a participação de todos os integrantes do Tribunal. 2. A orientação jurisprudencial do STF é no sentido de que, “quando a parte tem mais de um advogado, basta que a intimação seja realizada em nome de um deles. Se o advogado, ao outorgar o substabelecimento com reserva de poderes, não o faz para o substabelecido acompanhar especificamente a tramitação do processo na superior instância, nem requer que o nome dele figure nas publicações, inclusive para efeito de intimação, pertinentes ao julgamento da causa, reputa-se inocorrente a invalidade da intimação” (HC 96.501-AgR, Relª. Minª. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 145.492-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 26/06/2018) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VÍCIO NA INTIMAÇÃO DE ACÓRDÃO. REQUERIMENTO DE RESTITUIÇÃO DE PRAZO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 1. Havendo mais de um advogado atuante nos autos, sem nenhuma ressalva ao recebimento de intimação, basta, para sua validade, que a publicação seja feita em nome de um deles. Precedentes. 2. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que se exige, sempre que possível, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício. Precedentes. No caso, não há demonstração de prejuízo. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 106.271-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/11/2013) Deveras, não pode a defesa valer-se de suposto prejuízo a que deu causa nos termos do artigo 565 do Código do Processo Penal, in litteris: “Art. 565. Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.” A referida conduta é inadmitida pelo ordenamento jurídico vigente, bem como pela jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, trago à colação: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. CORRUPÇÃO DE MENOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE PROCESSUAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INDEFERIMENTO DE VISTA DA PRINCIPAL PROVA. PERÍCIA COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE NULIDADE OU DE PREJUÍZO PARA O PACIENTE: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 523 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONSTRANGIMENTO OU ABUSO DE PODER NÃO CONFIGURADOS. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. ORDEM 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VÍCIO NA INTIMAÇÃO DE ACÓRDÃO. REQUERIMENTO DE RESTITUIÇÃO DE PRAZO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 1. Havendo mais de um advogado atuante nos autos, sem nenhuma ressalva ao recebimento de intimação, basta, para sua validade, que a publicação seja feita em nome de um deles. Precedentes. 2. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que se exige, sempre que possível, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício. Precedentes. No caso, não há demonstração de prejuízo. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 106.271-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/11/2013) Deveras, não pode a defesa valer-se de suposto prejuízo a que deu causa nos termos do artigo 565 do Código do Processo Penal, in litteris: “Art. 565. Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.” A referida conduta é inadmitida pelo ordenamento jurídico vigente, bem como pela jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, trago à colação: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. CORRUPÇÃO DE MENOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE PROCESSUAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INDEFERIMENTO DE VISTA DA PRINCIPAL PROVA. PERÍCIA COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE NULIDADE OU DE PREJUÍZO PARA O PACIENTE: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 523 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONSTRANGIMENTO OU ABUSO DE PODER NÃO CONFIGURADOS. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. ORDEM 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE DENEGADA. 1. Não se comprova, nos autos, nulidade do processo criminal por cerceamento de defesa, violação do princípio da ampla defesa e do contraditório, em desfavor do Paciente, tendo sido garantida à defesa a oportunidade de acesso ao material probatório por produção de cópias, não existindo obstáculo à pretendida análise reservada dos vídeos e ao confronto das imagens com os prontuários médicos. 2. Não se pode valer o Paciente de suposto prejuízo a que deu causa 3. A Súmula n. 523 deste Supremo Tribunal Federal dispõe que a deficiência da defesa somente anulará o processo se houver prova de prejuízo para o réu, não demonstrado. 4. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 91.711, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 21/11/2013) “PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2º, INCISOS I, III e IV, DO CP). INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691- STF. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DECISÃO DE RELATOR, NO STJ, QUE INDEFERIU LIMINAR EM IDÊNTICA VIA PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA NA DECISÃO IMPUGNADA. CARTA ANÔNIMA. NULIDADE. CONTINUIDADE DO DOCUMENTO NOS AUTOS EM RAZÃO DE JUNTADA PELA PRÓPRIA DEFESA. ART. 565 DO CPP. NULIDADE ARGUIDA PELA PARTE QUE LHE DEU CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. O habeas corpus contra decisão de Relator que, em HC requerido a Tribunal, indefere a liminar, é inadmissível, sob pena de supressão de instância (art. 5º, XXXVII e LIII, CRFB e Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes (HC 103446/MT, rel. Min. Cezar Peluso, 13/04/2010; HC 107053 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, julgado em 29/03/2011). 2. A relativização do entendimento sumulado só é admitida por este Tribunal em casos de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica nos autos. Jurisprudência (HC 102668/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, 05/10/2010; HC 84.014/MG, 1ª Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25/06/2004; HC 85.185/SP, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE DENEGADA. 1. Não se comprova, nos autos, nulidade do processo criminal por cerceamento de defesa, violação do princípio da ampla defesa e do contraditório, em desfavor do Paciente, tendo sido garantida à defesa a oportunidade de acesso ao material probatório por produção de cópias, não existindo obstáculo à pretendida análise reservada dos vídeos e ao confronto das imagens com os prontuários médicos. 2. Não se pode valer o Paciente de suposto prejuízo a que deu causa 3. A Súmula n. 523 deste Supremo Tribunal Federal dispõe que a deficiência da defesa somente anulará o processo se houver prova de prejuízo para o réu, não demonstrado. 4. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 91.711, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 21/11/2013) “PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2º, INCISOS I, III e IV, DO CP). INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691- STF. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DECISÃO DE RELATOR, NO STJ, QUE INDEFERIU LIMINAR EM IDÊNTICA VIA PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA NA DECISÃO IMPUGNADA. CARTA ANÔNIMA. NULIDADE. CONTINUIDADE DO DOCUMENTO NOS AUTOS EM RAZÃO DE JUNTADA PELA PRÓPRIA DEFESA. ART. 565 DO CPP. NULIDADE ARGUIDA PELA PARTE QUE LHE DEU CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. O habeas corpus contra decisão de Relator que, em HC requerido a Tribunal, indefere a liminar, é inadmissível, sob pena de supressão de instância (art. 5º, XXXVII e LIII, CRFB e Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes (HC 103446/MT, rel. Min. Cezar Peluso, 13/04/2010; HC 107053 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, julgado em 29/03/2011). 2. A relativização do entendimento sumulado só é admitida por este Tribunal em casos de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica nos autos. Jurisprudência (HC 102668/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, 05/10/2010; HC 84.014/MG, 1ª Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25/06/2004; HC 85.185/SP, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 01/09/2006; e HC 88.229/SE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, 10/10/2006). 3. Ausência de teratologia ou patente ilegalidade que autorize a suprimir instâncias, porquanto: a) 'Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.’ (art. 565 do CPP). b) In casu, a carta anônima acoimada de ilegal foi desentranhada dos autos, permanecendo apenas cópias juntadas por iniciativa da própria defesa. c) A carta anônima não poderia ser excluída dos autos pelo Juízo, sob pena de, com isto, provocar-se nova alegação de cerceamento de defesa, seja devido ao não-conhecimento do agravo de instrumento por falta de peças, seja por tornar ininteligíveis peças redigidas pela própria defesa, no bojo das quais consta a reprodução da indigitada correspondência. d) Avaliar a ocorrência de suicídio ou o grau de influência que a carta anônima poderá exercer sobre os jurados, considerado todo o conjunto probatório, requer exame aprofundado de fatos e provas, inadequado para a via estreita do habeas corpus. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 103.039-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 18/08/2011) No que concerne ao argumento de que “posteriormente a impetração do Habeas Corpus no Colendo STJ, foi juntado aos autos uma declaração do Dr. Marcos Felipe informando que o Dr. Adailton Raulino foi o único advogado que participou dos debates no dia do julgamento, em que pese estarem presentes os outros advogados, fato esse que corrobora o argumento então sustentado pela Defesa”, a defesa, em nenhum momento anterior, suscitou a matéria, limitando-se, na petição, a apenas requerer o reconhecimento da atipicidade material da conduta. Nesse diapasão, tem-se por inviável a apreciação da tese porquanto a questão não foi aduzida em momento anterior, consubstanciando-se, portanto, em inovação recursal. A propósito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, in verbis: 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 01/09/2006; e HC 88.229/SE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, 10/10/2006). 3. Ausência de teratologia ou patente ilegalidade que autorize a suprimir instâncias, porquanto: a) 'Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.’ (art. 565 do CPP). b) In casu, a carta anônima acoimada de ilegal foi desentranhada dos autos, permanecendo apenas cópias juntadas por iniciativa da própria defesa. c) A carta anônima não poderia ser excluída dos autos pelo Juízo, sob pena de, com isto, provocar-se nova alegação de cerceamento de defesa, seja devido ao não-conhecimento do agravo de instrumento por falta de peças, seja por tornar ininteligíveis peças redigidas pela própria defesa, no bojo das quais consta a reprodução da indigitada correspondência. d) Avaliar a ocorrência de suicídio ou o grau de influência que a carta anônima poderá exercer sobre os jurados, considerado todo o conjunto probatório, requer exame aprofundado de fatos e provas, inadequado para a via estreita do habeas corpus. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 103.039-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 18/08/2011) No que concerne ao argumento de que “posteriormente a impetração do Habeas Corpus no Colendo STJ, foi juntado aos autos uma declaração do Dr. Marcos Felipe informando que o Dr. Adailton Raulino foi o único advogado que participou dos debates no dia do julgamento, em que pese estarem presentes os outros advogados, fato esse que corrobora o argumento então sustentado pela Defesa”, a defesa, em nenhum momento anterior, suscitou a matéria, limitando-se, na petição, a apenas requerer o reconhecimento da atipicidade material da conduta. Nesse diapasão, tem-se por inviável a apreciação da tese porquanto a questão não foi aduzida em momento anterior, consubstanciando-se, portanto, em inovação recursal. A propósito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, in verbis: 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO STF. MATÉRIA NÃO ANALISADA DEFINITIVAMENTE NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO CAUTELAR. INDEVIDA INOVAÇÃO RECURSAL. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts. 192 e 317), quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o STJ, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o STF, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do STF (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Em rigor, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO STJ. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO STF. MATÉRIA NÃO ANALISADA DEFINITIVAMENTE NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO CAUTELAR. INDEVIDA INOVAÇÃO RECURSAL. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do STJ. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do STF (arts. 192 e 317), quanto no Regimento do STJ (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o STJ, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o STF, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do STF (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Em rigor, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE pelo Tribunal de origem, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se conhece da alegação de excesso de prazo da prisão cautelar. Isso porque tal questão (a) não foi enfrentada nas instâncias antecedentes, dando azo ao óbice da dupla supressão de instância; e (b) só foi suscitada neste agravo regimental, constituindo indevida inovação recursal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFENSOR DATIVO. PRAZO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. Incidência da Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. Orientação reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, assentou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade de recurso extraordinário. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o patrocínio por defensor dativo não induz à prerrogativa de prazo em dobro (ARE 784.962- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Inocorrência de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo interno está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 970.397-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/2016) 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE pelo Tribunal de origem, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se conhece da alegação de excesso de prazo da prisão cautelar. Isso porque tal questão (a) não foi enfrentada nas instâncias antecedentes, dando azo ao óbice da dupla supressão de instância; e (b) só foi suscitada neste agravo regimental, constituindo indevida inovação recursal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFENSOR DATIVO. PRAZO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. Incidência da Súmula 699/STF: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. Orientação reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, assentou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei nº 8.038/1990 para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade de recurso extraordinário. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o patrocínio por defensor dativo não induz à prerrogativa de prazo em dobro (ARE 784.962- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Inocorrência de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo interno está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 970.397-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/2016) 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE Além disso, o atendimento da pretensão defensiva e eventual divergência do entendimento firmado pelas instâncias anteriores implica o reexame da matéria fática. Nesse contexto, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Impende consignar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE Além disso, o atendimento da pretensão defensiva e eventual divergência do entendimento firmado pelas instâncias anteriores implica o reexame da matéria fática. Nesse contexto, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Impende consignar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016) A propósito, ante a pertinência de suas alegações, cumpre transcrever trecho do parecer elaborado pela Procuradoria-Geral da República, in verbis: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC nº 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC nº 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016) A propósito, ante a pertinência de suas alegações, cumpre transcrever trecho do parecer elaborado pela Procuradoria-Geral da República, in verbis: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE “4. Primeiramente, a condenação já transitou em julgado e, segundo a orientação desse Pretório Excelso: 'não se conhece de habeas corpus impetrado em face de condenação transitada em julgado. Eventual irresignação deve ser atacada por meio de revisão criminal' (HC 121.939/SP, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 5.5.2016); 'O Supremo Tribunal Federal já decidiu que o 'habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado' (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux)' (RHC 137.497 AgR/GO, rel. Min. Roberto Barroso, DJe 16.3.2017). 5. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, 'nos autos do processo físico há certidão de trânsito em julgado do acórdão do TJPE em 19/10/2017 para o apelante, fl. 2498 e no dia 28/11/2017 para a Procuradoria de Justiça, fl. 2501. No termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]" (e-STJ, fl. 1.372)'. 6. Como bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça, 'o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação. Em consulta ao sítio eletrônico do TJPE, observa-se que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é no sentido de que, havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles'. 7. No caso, o recorrente possuía outros advogados constituídos nos autos, de modo que não acarreta nulidade o fato de a publicação do acórdão ter sido realizada em nome de somente um deles. Não houve 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE “4. Primeiramente, a condenação já transitou em julgado e, segundo a orientação desse Pretório Excelso: 'não se conhece de habeas corpus impetrado em face de condenação transitada em julgado. Eventual irresignação deve ser atacada por meio de revisão criminal' (HC 121.939/SP, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 5.5.2016); 'O Supremo Tribunal Federal já decidiu que o 'habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado' (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux)' (RHC 137.497 AgR/GO, rel. Min. Roberto Barroso, DJe 16.3.2017). 5. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, 'nos autos do processo físico há certidão de trânsito em julgado do acórdão do TJPE em 19/10/2017 para o apelante, fl. 2498 e no dia 28/11/2017 para a Procuradoria de Justiça, fl. 2501. No termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]" (e-STJ, fl. 1.372)'. 6. Como bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça, 'o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação. Em consulta ao sítio eletrônico do TJPE, observa-se que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é no sentido de que, havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles'. 7. No caso, o recorrente possuía outros advogados constituídos nos autos, de modo que não acarreta nulidade o fato de a publicação do acórdão ter sido realizada em nome de somente um deles. Não houve 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE pedido expresso para que as publicações ocorressem em nome dos dois causídicos. 8. Nesse sentido: 'É pacífico o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, quando há mais de um advogado com amplos poderes para representar judicialmente a parte, a intimação de apenas um deles é suficiente para tornar o ato válido, tornando desnecessária e inexigível a inclusão do nome de todos eles nas respectivas publicações'. (HC nº 85.696/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ de 16.12.2005).” Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE pedido expresso para que as publicações ocorressem em nome dos dois causídicos. 8. Nesse sentido: 'É pacífico o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, quando há mais de um advogado com amplos poderes para representar judicialmente a parte, a intimação de apenas um deles é suficiente para tornar o ato válido, tornando desnecessária e inexigível a inclusão do nome de todos eles nas respectivas publicações'. (HC nº 85.696/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ de 16.12.2005).” Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 31 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C981-669C-911B-94F5 e senha 6F96-4AD3-7AE2-B73A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C981-669C-911B-94F5 e senha 6F96-4AD3-7AE2-B73A Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 31 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) : ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA (11612/PB, 00873/PE) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E898-D340-B556-12B0 e senha B25F-30B5-9C86-2040 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) : ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA (11612/PB, 00873/PE) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E898-D340-B556-12B0 e senha B25F-30B5-9C86-2040 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 31
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2019-04-29T00:00:00
2019-05-08T00:00:00
A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2º, I E IV, DO CÓDIGO PENAL. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. ALEGADA NULIDADE PROCESSUAL. INVIABILIDADE DO WRIT PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. IMPOSSIBILIDADE DE SE SUSCITAR NULIDADE À QUAL SE TENHA DADO CAUSA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A intimação realizada em nome de advogado habilitado revela-se válida se não tiver ocorrido o requerimento de que esta se desse especificamente em nome de algum dos causídicos que atuam no feito, incumbindo ao defensor substabelecido acompanhar a tramitação do processo. Precedentes: HC 145.492-AgR, Tribunal Pleno, DJe de 26/06/2018; e HC 106.271-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/11/2013. 2. O reconhecimento da nulidade alegada pressupõe a comprovação do prejuízo, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal, sendo descabida a sua presunção, no afã e se evitar um excessivo formalismo em prejuízo da adequada prestação jurisdicional. 3. In casu, restou assentado pelo Tribunal a quo que “o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]” . 4. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. A irresignação recursal é incompatível com a realização de inovação argumentativa preclusa, ante a ausência de insurgência em momento processual anterior. Precedentes: HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015, RHC 124.715 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 19/05/2015, e AI 518.051-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1º/07/2015. 9. Agravo regimental desprovido.
sjur403220
- Acórdão(s) citado(s): (VÍCIO, INTIMAÇÃO, DEFENSOR CONSTITUÍDO) HC 106271 AgR (2ªT), HC 145492 AgR (TP). (RECURSO, INOVAÇÃO, ARGUMENTO) AI 518051 AgR (2ªT), RHC 124715 AgR (1ªT), HC 127975 AgR (2ªT), ARE 970397 AgR (1ªT). (IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA, DECISÃO AGRAVADA) HC 133602 AgR (2ªT), HC 137749 AgR (1ªT). (REITERAÇÃO, ARGUMENTO, DECISÃO AGRAVADA) HC 122904 AgR (1ªT), RHC 124487 AgR (1ªT), HC 136071 AgR (2ªT). (HC, REEXAME, PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE) HC 129822 AgR (2ªT), HC 155055 AgR (1ªT). (PRINCÍPIO PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF) HC 125610 (1ªT), RHC 126885 (2ªT), RHC 133530 AgR (1ªT), RHC 125242 AgR (2ªT). (PRINCÍPIO, INTERESSE, NULIDADE) HC 91711 (2ªT), HC 103039 AgR (1ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 130439 AgR (1ªT). (HC, SUCEDÂNEO, RECURSO, REVISÃO CRIMINAL) HC 132103 AgR (2ªT), HC 133648 AgR (1ªT). Número de páginas: 31. Análise: 16/09/2019, KBP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
164277
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00068\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00932\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00001 INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00563 ART-00565\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 164277 AgR
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AGTE.(S) : RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) : ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2..., I E IV, DO CÓDIGO PENAL. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. ALEGADA NULIDADE PROCESSUAL. INVIABILIDADE DO WRIT PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. IMPOSSIBILIDADE DE SE SUSCITAR NULIDADE À QUAL SE TENHA DADO CAUSA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A intimação realizada em nome de advogado habilitado revela-se válida se não tiver ocorrido o requerimento de que esta se desse especificamente em nome de algum dos causídicos que atuam no feito, incumbindo ao defensor substabelecido acompanhar a tramitação do processo. Precedentes: HC 145.492-AgR, Tribunal Pleno, DJe de 26/06/2018; e HC 106.271-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/11/2013. 2. O reconhecimento da nulidade alegada pressupõe a comprovação do prejuízo, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal, sendo descabida a sua presunção, no afã e se evitar um excessivo formalismo em prejuízo da adequada prestação jurisdicional. 3. In casu, restou assentado pelo Tribunal a quo que “o ora impetrante, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 31 Ementa e Acórdão RHC 164277 AGR / PE Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]” . 4. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. A irresignação recursal é incompatível com a realização de inovação argumentativa preclusa, ante a ausência de insurgência em momento processual anterior. Precedentes: HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015, RHC 124.715 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 19/05/2015, e AI 518.051- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1.../07/2015. 9. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]” . 4. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. 5. O habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático-probatório engendrado nos autos. 6. A irresignação recursal é incompatível com a realização de inovação argumentativa preclusa, ante a ausência de insurgência em momento processual anterior. Precedentes: HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015, RHC 124.715 AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe 19/05/2015, e AI 518.051- AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 17/2/2006. 7. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz ao desprovimento do agravo regimental. Precedentes: HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017; e HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016. 8. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na petição inicial da impetração é insuscetível de modificar a decisão agravada. Precedentes: HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017; HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016; RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 1.../07/2015. 9. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 31 Ementa e Acórdão RHC 164277 AGR / PE da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE da ata de julgamento virtual de 19 a 26/04/2019, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de abril de 2019. MINISTRO LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código D709-C38C-F2C0-255F e senha 41D0-CE47-55AE-D2D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 31 Relatório 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por RONI JAIRO DA SILVA ROLIM contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2..., I E IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA NULIDADE PROCESSUAL. INVIABILIDADE DO WRIT PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. IMPOSSIBILIDADE DE SE SUSCITAR NULIDADE À QUAL SE TENHA DADO CAUSA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.” Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no artigo 121, § 2..., I e IV, do Código Penal Brasileiro. Em sede recursal, o Tribunal de origem manteve a sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por RONI JAIRO DA SILVA ROLIM contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. ARTIGO 121, § 2..., I E IV, DO CÓDIGO PENAL. ALEGADA NULIDADE PROCESSUAL. INVIABILIDADE DO WRIT PARA O EXAME DE QUESTÕES ALHEIAS AO DIREITO DE LOCOMOÇÃO. INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DO “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF”. IMPOSSIBILIDADE DE SE SUSCITAR NULIDADE À QUAL SE TENHA DADO CAUSA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL.” Colhe-se dos autos que o paciente foi condenado à pena de 16 (dezesseis) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime tipificado no artigo 121, § 2..., I e IV, do Código Penal Brasileiro. Em sede recursal, o Tribunal de origem manteve a sentença Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE condenatória, nos termos da seguinte ementa, in verbis: "PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. RECURSO DE APELAÇÃO. PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA, DE METODOLOGIA DAS PERGUNTAS EFETUADAS PELO PROMOTOR E DE INFLUÊNCIA NOS JURADOS NÃO ACATADAS. PRECLUSÃO E HIGIDEZ DO PROCEDIMENTO. PRETENDIDA ANULAÇÃO DO VEREDICTO POPULAR. DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS EM RAZÃO DA INOCÊNCIA PROCLAMADA. IMPOSSIBILIDADE. SINÉDRIO POPULAR QUE OPTOU POR UMA DAS TESES QUE ENCONTRA AMPARO EM ELEMENTOS DE PROVA IDÔNEOS. REQUESTADA MODIFICAÇÃO DA PENA. INADMISSIBILIDADE. MANUTENÇÃO SOB FUNDAMENTAÇÃO AGREGADA. QUALIFICADORA REMANESCENTE CORRETAMENTE ALOCADA NA SEGUNDA FASE DOSIMÉTRICA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. RECURSO DESPROVIDO 1. A preliminar de cerceamento de defesa levantada bifurca-se em dois fatos: a) ausência de conclusão de uma perícia balística e de um exame residuográfico; b) ausência de tempo hábil para sustentar a Defesa em Plenário. Todavia, no que se refere à ausência das perícias solicitadas pela Defesa, há de se destacar que não foram requeridas em momento oportuno, qual seja, a fase do art. 422 do CPP, ocasião em que as partes requerem as providências finais probatórias com o fito de firmar o convencimento dos jurados. Com efeito, a preliminar levantada se encontra preclusa. 2. A seu turno, não obstante a constituição de novos patronos pelo recorrente em momento próximo ao julgamento pelo Sinédrio Popular, não se revela cabível a anulação do julgamento por cerceamento de Defesa, máxime se remanesce na banca de advogados determinado causídico já constituído em interstício considerável. 3. Não se acolhe preliminar quanto ao método utilizado para o promotor indagar o recorrente, ei s que nada de relevante neste sentido restou consignado em ata. Ademais, o réu não é obrigado a responder 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE condenatória, nos termos da seguinte ementa, in verbis: "PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. RECURSO DE APELAÇÃO. PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA, DE METODOLOGIA DAS PERGUNTAS EFETUADAS PELO PROMOTOR E DE INFLUÊNCIA NOS JURADOS NÃO ACATADAS. PRECLUSÃO E HIGIDEZ DO PROCEDIMENTO. PRETENDIDA ANULAÇÃO DO VEREDICTO POPULAR. DECISÃO CONTRÁRIA À PROVA DOS AUTOS EM RAZÃO DA INOCÊNCIA PROCLAMADA. IMPOSSIBILIDADE. SINÉDRIO POPULAR QUE OPTOU POR UMA DAS TESES QUE ENCONTRA AMPARO EM ELEMENTOS DE PROVA IDÔNEOS. REQUESTADA MODIFICAÇÃO DA PENA. INADMISSIBILIDADE. MANUTENÇÃO SOB FUNDAMENTAÇÃO AGREGADA. QUALIFICADORA REMANESCENTE CORRETAMENTE ALOCADA NA SEGUNDA FASE DOSIMÉTRICA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. RECURSO DESPROVIDO 1. A preliminar de cerceamento de defesa levantada bifurca-se em dois fatos: a) ausência de conclusão de uma perícia balística e de um exame residuográfico; b) ausência de tempo hábil para sustentar a Defesa em Plenário. Todavia, no que se refere à ausência das perícias solicitadas pela Defesa, há de se destacar que não foram requeridas em momento oportuno, qual seja, a fase do art. 422 do CPP, ocasião em que as partes requerem as providências finais probatórias com o fito de firmar o convencimento dos jurados. Com efeito, a preliminar levantada se encontra preclusa. 2. A seu turno, não obstante a constituição de novos patronos pelo recorrente em momento próximo ao julgamento pelo Sinédrio Popular, não se revela cabível a anulação do julgamento por cerceamento de Defesa, máxime se remanesce na banca de advogados determinado causídico já constituído em interstício considerável. 3. Não se acolhe preliminar quanto ao método utilizado para o promotor indagar o recorrente, ei s que nada de relevante neste sentido restou consignado em ata. Ademais, o réu não é obrigado a responder 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE tais questionamentos. 4. Não há que se falar em influência indevida nos jurados em razão das vestimentas utilizadas por determinadas pessoas que assistiam ao julgamento, uma vez que constatado o legítimo exercício de expressão utilizado sem ofensa, intimação e de maneira ordeira. Convivência harmonizada verificada entre o devido processo legal e a liberdade de expressão na espécie. 5. Não há previsão legal para que o Tribunal substitua o veredicto emanado do Conselho de Sentença, até mesmo porque se busca prestigiar a soberania dos veredictos, preceito de magnitude constitucional. O pleito de anulação do julgamento com o fito de submeter o réu a novo Júri somente é cabível no caso de decisão arbitrária, escandalosa ou manifestamente contrária à prova dos autos. 6. No caso dos autos, o Sinédrio Popular optou pela valoração de elementos informativos que não se revelam iniclaneos, ou tampouco declarados ilícitos/ilegítimos - utilizando-se ainda de elementos indiciarias convergentes durante o contraditório para firmar seu convencimento quanto â Tese da Acusação. Anular o julgamento na espécie, significaria, em última análise, a realizar nova valoração subjetiva e verticalizada da prova, subtraindo a soberania dos veredictos. 7. Mantém-se inalterada a culpabilidade como desfavorável, mediante fundamentação diversa com base empírica concreta. 8. Possível o emprego de qualificadora remanescente na segunda fase dosimétrica, doravante a título de agravante que mais se amolda ao caso, conforme orientação pacífica do Superior Tribunal de Justiça. 9. Recurso desprovido." Inconformada, a defesa impetrou o HC n 438.001/PE no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, nos termos da seguinte ementa: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGADA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO PATRONO. PATROCÍNIO POR MAIS DE UM PROFISSIONAL. INTIMAÇÃO EM NOME DE APENAS UM DELES. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE tais questionamentos. 4. Não há que se falar em influência indevida nos jurados em razão das vestimentas utilizadas por determinadas pessoas que assistiam ao julgamento, uma vez que constatado o legítimo exercício de expressão utilizado sem ofensa, intimação e de maneira ordeira. Convivência harmonizada verificada entre o devido processo legal e a liberdade de expressão na espécie. 5. Não há previsão legal para que o Tribunal substitua o veredicto emanado do Conselho de Sentença, até mesmo porque se busca prestigiar a soberania dos veredictos, preceito de magnitude constitucional. O pleito de anulação do julgamento com o fito de submeter o réu a novo Júri somente é cabível no caso de decisão arbitrária, escandalosa ou manifestamente contrária à prova dos autos. 6. No caso dos autos, o Sinédrio Popular optou pela valoração de elementos informativos que não se revelam iniclaneos, ou tampouco declarados ilícitos/ilegítimos - utilizando-se ainda de elementos indiciarias convergentes durante o contraditório para firmar seu convencimento quanto â Tese da Acusação. Anular o julgamento na espécie, significaria, em última análise, a realizar nova valoração subjetiva e verticalizada da prova, subtraindo a soberania dos veredictos. 7. Mantém-se inalterada a culpabilidade como desfavorável, mediante fundamentação diversa com base empírica concreta. 8. Possível o emprego de qualificadora remanescente na segunda fase dosimétrica, doravante a título de agravante que mais se amolda ao caso, conforme orientação pacífica do Superior Tribunal de Justiça. 9. Recurso desprovido." Inconformada, a defesa impetrou o HC n 438.001/PE no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem, nos termos da seguinte ementa: “PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. ALEGADA AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO PATRONO. PATROCÍNIO POR MAIS DE UM PROFISSIONAL. INTIMAÇÃO EM NOME DE APENAS UM DELES. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE POSSIBILIDADE. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A República Federativa do Brasil, fundada, entre outros, na dignidade da pessoa humana e na cidadania, consagra como garantia "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, (...) o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes" (art. 5..., LV, da Constituição Federal). 2. Havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 3. Hipótese em que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do outro advogado subscritor das razões da apelação, razão pela qual não há nulidade a ser reconhecida por esta Corte. 4. Ordem denegada.” Neste recurso ordinário, sustenta, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Alega que “Acordão supramencionado [proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco] foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico de n. 182, no dia 04/10/2017, sem que ali estivessem constando os nomes dos únicos advogados, devidamente habilitados, constituídos pelo réu durante a realização da Sessão do Júri que o condenou ”. Aduz que “na publicação do referido acordão não constavam os nomes dos advogados do réu devidamente habilitados, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Dr. Renan Elias da Silva, tendo a citada decisão transitado em julgado em 19/10/2017, sem o conhecimento do referido causídico (fl. 2498)”. Pontua que “não foi intimado o advogado Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, que foi quem efetivou a Defesa Oral e quem, naquele mesmo dia, manifestou o desejo de apelar da sentença condenatória, conforme declaração expressa do advogado Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo, que segue em anexo”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE POSSIBILIDADE. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. 1. A República Federativa do Brasil, fundada, entre outros, na dignidade da pessoa humana e na cidadania, consagra como garantia "aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, (...) o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes" (art. 5..., LV, da Constituição Federal). 2. Havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. 3. Hipótese em que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do outro advogado subscritor das razões da apelação, razão pela qual não há nulidade a ser reconhecida por esta Corte. 4. Ordem denegada.” Neste recurso ordinário, sustenta, em síntese, a ocorrência de constrangimento ilegal na decisão do Superior Tribunal de Justiça. Alega que “Acordão supramencionado [proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco] foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico de n. 182, no dia 04/10/2017, sem que ali estivessem constando os nomes dos únicos advogados, devidamente habilitados, constituídos pelo réu durante a realização da Sessão do Júri que o condenou ”. Aduz que “na publicação do referido acordão não constavam os nomes dos advogados do réu devidamente habilitados, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Dr. Renan Elias da Silva, tendo a citada decisão transitado em julgado em 19/10/2017, sem o conhecimento do referido causídico (fl. 2498)”. Pontua que “não foi intimado o advogado Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, que foi quem efetivou a Defesa Oral e quem, naquele mesmo dia, manifestou o desejo de apelar da sentença condenatória, conforme declaração expressa do advogado Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo, que segue em anexo”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE Narra que “após a prolação do Acordão de fls. 2486/2495, deveria o réu ter sido intimado da referida decisão por meio de seus defensores habilitados nos autos, para que fosse garantida, assim, a observância da ampla defesa, conforme disposição contida no artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal de 1988, permitindo-se o equilíbrio e o tratamento isonômico das partes integrantes da causa levada à apreciação do Poder Judiciário” . Informa que o paciente “conforme consta em Procuração de fls. 2415, os poderes ali contidos foram OUTORGADOS apenas aos advogados Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Renan Elias da Silva”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Isto posto, requer que o Egrégio Supremo Tribunal Federal, reforme a decisão denegatória de habeas corpus prolatada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: a) reconheça a NULIDADE ABSOLUTA de todos os atos processuais a partir da não intimação do réu, por meio de seu defensor, do acordão de fls. 2486/2495, bem como que seja aberta nova vista dos autos à esta Defesa do réu para apresentação de recurso, tudo em conformidade com a ordem jurídica vigente e que, desta forma, seja assegurado ao paciente o regular exercício da ampla defesa; b) determine a revogação da ordem de prisão prevista na sentença de primeiro grau, mantendo o recorrente solto até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.” O Ministério Público Federal, se manifestou pelo não provimento do recurso. Negado seguimento ao writ, sobrevém o presente agravo regimental, no qual o recorrente reitera os argumentos da petição inicial. Afirma que “a ilegalidade que por meio de Recurso em Habeas Corpus se deseja demonstrar atinge sim, por via indireta, o direito de locomoção do recorrente, já que o cerceamento do direito de defesa praticado pelo TJPE redunda na impossibilidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE Narra que “após a prolação do Acordão de fls. 2486/2495, deveria o réu ter sido intimado da referida decisão por meio de seus defensores habilitados nos autos, para que fosse garantida, assim, a observância da ampla defesa, conforme disposição contida no artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal de 1988, permitindo-se o equilíbrio e o tratamento isonômico das partes integrantes da causa levada à apreciação do Poder Judiciário” . Informa que o paciente “conforme consta em Procuração de fls. 2415, os poderes ali contidos foram OUTORGADOS apenas aos advogados Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Renan Elias da Silva”. Ao final, formula pedido nos seguintes termos: “Isto posto, requer que o Egrégio Supremo Tribunal Federal, reforme a decisão denegatória de habeas corpus prolatada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça: a) reconheça a NULIDADE ABSOLUTA de todos os atos processuais a partir da não intimação do réu, por meio de seu defensor, do acordão de fls. 2486/2495, bem como que seja aberta nova vista dos autos à esta Defesa do réu para apresentação de recurso, tudo em conformidade com a ordem jurídica vigente e que, desta forma, seja assegurado ao paciente o regular exercício da ampla defesa; b) determine a revogação da ordem de prisão prevista na sentença de primeiro grau, mantendo o recorrente solto até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.” O Ministério Público Federal, se manifestou pelo não provimento do recurso. Negado seguimento ao writ, sobrevém o presente agravo regimental, no qual o recorrente reitera os argumentos da petição inicial. Afirma que “a ilegalidade que por meio de Recurso em Habeas Corpus se deseja demonstrar atinge sim, por via indireta, o direito de locomoção do recorrente, já que o cerceamento do direito de defesa praticado pelo TJPE redunda na impossibilidade 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE do réu de apresentar recurso, de provar sua inocência e de se ver livre da prisão a que se encontra atualmente submetido”. Aduz que “da detida análise dos autos do Processo n. 0003316- 80.2009.817.0220, verifica-se que, após a prolação do Acordão de fls. 2486/2495, deveria o réu ter sido intimado da referida decisão por meio de seus defensores habilitados nos autos, para que fosse garantida, assim, a observância da ampla defesa, conforme disposição contida no artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal de 1988, permitindo-se o equilíbrio e o tratamento isonômico das partes integrantes da causa levada à apreciação do Poder Judiciário”. Enfatiza que “o Acordão supramencionado foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico de n. 182, no dia 04/10/2017, sem que ali estivesse constando o nome de seu advogado constituído desde a Sessão do Júri que o condenou, conforme procuração constante à fl. 2415, data anterior a do julgamento da referida apelação”, e conclui que “na publicação do referido acordão não constam os nomes dos únicos advogados do réu devidamente habilitados, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Renan Elias da Silva, tendo a citada decisão transitou em julgado em 19/10/2017, sem o conhecimento do referido causídico (fl. 2498)”. Pondera que “quem participou ativamente dos debates no Plenário do Júri e quem apresentou o recurso de apelação no dia julgamento foi somente o Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva – OAB-PE 873- A, de forma que deveria ter sido ele o destinatário da publicação do acórdão do TJPE, em obediência ao princípio constitucional da ampla defesa”. Assevera que “as razões do recurso de apelação somente foram assinadas pelo Dr. Marcos Felipe, pois para ele foram encaminhadas, via email, pelo Dr. Adailton Raulino, para que pudessem ser protocolizadas no Fórum local, quando então aquele advogado terminou por assinar a referida peça. Entretanto, se for observado com atenção, existe na referida peça campo próprio para a assinatura do Dr. Adailton Raulino”, bem como que “posteriormente a impetração do Habeas Corpus no Colendo Superior Tribunal de Justiça, foi juntado aos autos uma declaração do Dr. Marcos Felipe informando que o Dr. Adailton Raulino foi o único advogado que 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE do réu de apresentar recurso, de provar sua inocência e de se ver livre da prisão a que se encontra atualmente submetido”. Aduz que “da detida análise dos autos do Processo n. 0003316- 80.2009.817.0220, verifica-se que, após a prolação do Acordão de fls. 2486/2495, deveria o réu ter sido intimado da referida decisão por meio de seus defensores habilitados nos autos, para que fosse garantida, assim, a observância da ampla defesa, conforme disposição contida no artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal de 1988, permitindo-se o equilíbrio e o tratamento isonômico das partes integrantes da causa levada à apreciação do Poder Judiciário”. Enfatiza que “o Acordão supramencionado foi publicado no Diário de Justiça Eletrônico de n. 182, no dia 04/10/2017, sem que ali estivesse constando o nome de seu advogado constituído desde a Sessão do Júri que o condenou, conforme procuração constante à fl. 2415, data anterior a do julgamento da referida apelação”, e conclui que “na publicação do referido acordão não constam os nomes dos únicos advogados do réu devidamente habilitados, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva e Dr. Renan Elias da Silva, tendo a citada decisão transitou em julgado em 19/10/2017, sem o conhecimento do referido causídico (fl. 2498)”. Pondera que “quem participou ativamente dos debates no Plenário do Júri e quem apresentou o recurso de apelação no dia julgamento foi somente o Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva – OAB-PE 873- A, de forma que deveria ter sido ele o destinatário da publicação do acórdão do TJPE, em obediência ao princípio constitucional da ampla defesa”. Assevera que “as razões do recurso de apelação somente foram assinadas pelo Dr. Marcos Felipe, pois para ele foram encaminhadas, via email, pelo Dr. Adailton Raulino, para que pudessem ser protocolizadas no Fórum local, quando então aquele advogado terminou por assinar a referida peça. Entretanto, se for observado com atenção, existe na referida peça campo próprio para a assinatura do Dr. Adailton Raulino”, bem como que “posteriormente a impetração do Habeas Corpus no Colendo Superior Tribunal de Justiça, foi juntado aos autos uma declaração do Dr. Marcos Felipe informando que o Dr. Adailton Raulino foi o único advogado que 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 31 Relatório RHC 164277 AGR / PE participou dos debates no dia do julgamento, em que pese estarem presentes os outros advogados, fato esse que corrobora o argumento então sustentado pela Defesa”. Ao final, formula pedido recursal, in verbis: “Ex Positis, uma vez delineados os fundamentos fáticos e jurídicos do presente recurso requer o recorrente AGRAVANTE que: a) Seja o presente recurso conhecido, porque adequado e tempestivo, e, no mérito, seja recebido e devidamente processado o Recurso Ordinário em Habeas Corpus interposto às fls. retro, a fim de que posteriormente sejam debatidas as teses jurídicas ali mencionadas, para que, ao final, a ilegalidade praticada pelo TJPE possa ser sanada e o direito de locomoção do recorrente restabelecido, ainda que por via indireta. b) Seja encaminhada cópia integral de todo o caderno processual, sob pena de apreciação recursal deficiente e consequente cerceamento de defesa.” É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE participou dos debates no dia do julgamento, em que pese estarem presentes os outros advogados, fato esse que corrobora o argumento então sustentado pela Defesa”. Ao final, formula pedido recursal, in verbis: “Ex Positis, uma vez delineados os fundamentos fáticos e jurídicos do presente recurso requer o recorrente AGRAVANTE que: a) Seja o presente recurso conhecido, porque adequado e tempestivo, e, no mérito, seja recebido e devidamente processado o Recurso Ordinário em Habeas Corpus interposto às fls. retro, a fim de que posteriormente sejam debatidas as teses jurídicas ali mencionadas, para que, ao final, a ilegalidade praticada pelo TJPE possa ser sanada e o direito de locomoção do recorrente restabelecido, ainda que por via indireta. b) Seja encaminhada cópia integral de todo o caderno processual, sob pena de apreciação recursal deficiente e consequente cerceamento de defesa.” É o relatório. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1F95-CA31-2F1E-0501 e senha 4A52-3D4F-4D05-A034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que o recorrente se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre os fundamentos da decisão concernentes: i) à impossibilidade de se alegar nulidade a que se deu causa; ii) à inviabilidade de revolvimento do contexto fático-probatório engendrado nos autos; e iii) à insuscetibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal, o agravante deixou de impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Inicialmente, observo que o recorrente se limitou a reiterar parte dos argumentos expostos na petição inicial e já refutados exaustivamente na decisão ora agravada, a qual negou seguimento ao habeas corpus. Assim, ao insistir em repetir os argumentos constantes da exordial, silenciando sobre os fundamentos da decisão concernentes: i) à impossibilidade de se alegar nulidade a que se deu causa; ii) à inviabilidade de revolvimento do contexto fático-probatório engendrado nos autos; e iii) à insuscetibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal, o agravante deixou de impugnar fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “Penal. Agravo Regimental em Habeas Corpus. Falta de impugnação específica dos fundamentos. Descaminho. Princípio da insignificância. Reiteração delitiva. Recurso não conhecido. 1. A parte recorrente não impugnou, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada, o que impossibilita o conhecimento do recurso, na linha da pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A notícia de que a paciente responde a outros procedimentos administrativos fiscais inviabiliza, neste habeas corpus, o pronto reconhecimento da atipicidade penal da conduta. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016) Sob outro enfoque, não há, na espécie, qualquer teratologia que autorize o conhecimento deste habeas corpus, porquanto não se vislumbra o alegado constrangimento ilegal. A propósito, veja-se a fundamentação adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “Conforme relatado, pleiteia o impetrante o relaxamento da prisão do paciente e a devolução do prazo processual para apresentação do recurso contra a condenação. A República Federativa do Brasil, fundada, entre outros, na dignidade da pessoa humana e na cidadania, consagra como garantia 'aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, (...) o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes' (art. 5..., LV, da Constituição Federal). Nesse aspecto, o reconhecimento de nulidades no curso do processo penal reclama uma efetiva demonstração do prejuízo à parte, sem a qual prevalecerá o princípio da instrumentalidade das formas positivado pelo art. 563 do CPP (pas de nullité sans grief). Colho da ata de julgamento que o paciente compareceu ao Tribunal do Júri 'acompanhado de seus advogados Dr. MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, RENAN ELIAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE reiteração delitiva impede a adoção do princípio da insignificância penal, em matéria de crime de descaminho. Precedentes. 3. Agravo regimental não conhecido.” (HC 137.749-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCAMINHO. DESCONSIDERAÇÃO DE ALEGADA REITERAÇÃO DELITIVA DO PACIENTE A IMPOSSIBILITAR A INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. NECESSÁRIA CONTINUIDADE DA AÇÃO PENAL NA ORIGEM. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DA DECISÃO AGRAVADA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (HC 133.602-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 08/08/2016) Sob outro enfoque, não há, na espécie, qualquer teratologia que autorize o conhecimento deste habeas corpus, porquanto não se vislumbra o alegado constrangimento ilegal. A propósito, veja-se a fundamentação adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, naquilo que interessa, in verbis: “Conforme relatado, pleiteia o impetrante o relaxamento da prisão do paciente e a devolução do prazo processual para apresentação do recurso contra a condenação. A República Federativa do Brasil, fundada, entre outros, na dignidade da pessoa humana e na cidadania, consagra como garantia 'aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral, (...) o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes' (art. 5..., LV, da Constituição Federal). Nesse aspecto, o reconhecimento de nulidades no curso do processo penal reclama uma efetiva demonstração do prejuízo à parte, sem a qual prevalecerá o princípio da instrumentalidade das formas positivado pelo art. 563 do CPP (pas de nullité sans grief). Colho da ata de julgamento que o paciente compareceu ao Tribunal do Júri 'acompanhado de seus advogados Dr. MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, RENAN ELIAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE DA SILVA, OAB-PE 18.107 e ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA, OAB-PE 873-ARE' (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.181). Consta, ainda, das informações prestadas pelo Tribunal de origem, que: 'Nos autos do processo físico há certidão de trânsito em julgado do acórdão do TJPE em 19/10/2017 para o apelante, fl. 2498 e no dia 28/11/2017 para a Procuradoria de Justiça, fl. 2501. No termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]' (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.372). Como se vê, o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação. Em consulta ao sítio eletrônico do TJPE, observa-se que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é no sentido de que, havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles. […] Do mesmo modo, o Supremo Tribunal Federal entende que, não havendo pedido expresso na petição para que as publicações ocorram em nome de determinado advogado, e desde que os substabelecimentos sejam concedidos com reserva de poderes, são válidas as publicações realizadas em nome de qualquer um dos patronos constituídos pela parte, pela ausência de norma que obrigue a publicação em nome de mais de um dos advogados constituídos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE DA SILVA, OAB-PE 18.107 e ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA, OAB-PE 873-ARE' (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.181). Consta, ainda, das informações prestadas pelo Tribunal de origem, que: 'Nos autos do processo físico há certidão de trânsito em julgado do acórdão do TJPE em 19/10/2017 para o apelante, fl. 2498 e no dia 28/11/2017 para a Procuradoria de Justiça, fl. 2501. No termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]' (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.372). Como se vê, o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação. Em consulta ao sítio eletrônico do TJPE, observa-se que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é no sentido de que, havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles. […] Do mesmo modo, o Supremo Tribunal Federal entende que, não havendo pedido expresso na petição para que as publicações ocorram em nome de determinado advogado, e desde que os substabelecimentos sejam concedidos com reserva de poderes, são válidas as publicações realizadas em nome de qualquer um dos patronos constituídos pela parte, pela ausência de norma que obrigue a publicação em nome de mais de um dos advogados constituídos. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE […] Desse modo, ao contrário do alegado pelo impetrante, a defesa técnica foi devidamente intimada dos atos processuais, razão pela qual não há nulidade a ser reconhecida por esta Corte.” Com efeito, em relação à suposta nulidade processual, o exame da matéria passa, obrigatoriamente, pela análise em torno forma de realização de intimação. Sob esse enfoque, forçoso concluir que o writ traz, nesse aspecto, questões alheias ao direito de locomoção. Destarte, esclareço que o objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), não cabendo sua utilização para reexaminar pressupostos de admissibilidade de recursos e, mutatis mutandis, a forma de realização de ato processual, máxime quando não se tem notícia de violação ao devido processo legal, conforme entendimento pacificado neste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. EXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE OUTROS TRIBUNAIS. INVIABILIDADE. 1. O objeto da tutela em Habeas Corpus “é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), descabendo sua utilização para reexaminar pressupostos de admissibilidade de recursos de outros tribunais” (HC 149831, DJe de 15/3/2018). Ausente quadro de flagrante ilegalidade. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 155.055-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/06/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA. EXAME EXCLUSIVO DE PRESSUPOSTOS DE RECURSO PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE AMEAÇA AO DIREITO DE IR E VIR. INVIABILIDADE DA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE […] Desse modo, ao contrário do alegado pelo impetrante, a defesa técnica foi devidamente intimada dos atos processuais, razão pela qual não há nulidade a ser reconhecida por esta Corte.” Com efeito, em relação à suposta nulidade processual, o exame da matéria passa, obrigatoriamente, pela análise em torno forma de realização de intimação. Sob esse enfoque, forçoso concluir que o writ traz, nesse aspecto, questões alheias ao direito de locomoção. Destarte, esclareço que o objeto da tutela em habeas corpus é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), não cabendo sua utilização para reexaminar pressupostos de admissibilidade de recursos e, mutatis mutandis, a forma de realização de ato processual, máxime quando não se tem notícia de violação ao devido processo legal, conforme entendimento pacificado neste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. EXAME DE PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DE OUTROS TRIBUNAIS. INVIABILIDADE. 1. O objeto da tutela em Habeas Corpus “é a liberdade de locomoção quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII), descabendo sua utilização para reexaminar pressupostos de admissibilidade de recursos de outros tribunais” (HC 149831, DJe de 15/3/2018). Ausente quadro de flagrante ilegalidade. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 155.055-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Alexandre de Moraes, DJe de 27/06/2018) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PENAL. CRIME DE FALSIDADE IDEOLÓGICA. EXAME EXCLUSIVO DE PRESSUPOSTOS DE RECURSO PARA O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE AMEAÇA AO DIREITO DE IR E VIR. INVIABILIDADE DA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE PROVIMENTO. 1. No art. 5..., inc. LXVIII, da Constituição da República, condiciona-se a concessão do habeas corpus às situações nas quais alguém sofra ou esteja ameaçado de sofrer violência ou coação na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 2. A questão posta a exame na ação restringe-se à apreciação de item processual analisado pela autoridade tida como coatora, revelando-se utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal, para julgamento de situações estranhas à liberdade de locomoção. Discute-se, na espécie vertente, a decisão do Superior Tribunal de Justiça pela qual se concluiu ausente pressuposto de admissibilidade recursal. Tal matéria não se comporta em sede de habeas corpus. Precedentes. 3. O Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, pode negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 129.822-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/10/2015) Por oportuno, cumpre destacar posição firme desta Corte no sentido de que a nulidade alegada, para ser reconhecida, pressupõe a comprovação do prejuízo, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal, não podendo essa ser presumida, a fim de se evitar um excessivo formalismo em prejuízo da adequada prestação jurisdicional. A propósito, cuida-se de aplicação do princípio cognominado de “pas de nullité sans grief”, aplicável tanto a nulidades absolutas quanto relativas. Nessa linha: “RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – PROCESSO PENAL – NULIDADE – INOCORRÊNCIA – “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF” (CPP, art. 563) – PRINCÍPIO APLICÁVEL ÀS NULIDADES ABSOLUTAS E RELATIVAS – AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO, QUE NÃO SE PRESUME – PRECEDENTES – CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO – EXCEPCIONALIDADE DE SUA DESCONSTITUIÇÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE PROVIMENTO. 1. No art. 5..., inc. LXVIII, da Constituição da República, condiciona-se a concessão do habeas corpus às situações nas quais alguém sofra ou esteja ameaçado de sofrer violência ou coação na liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder. 2. A questão posta a exame na ação restringe-se à apreciação de item processual analisado pela autoridade tida como coatora, revelando-se utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal, para julgamento de situações estranhas à liberdade de locomoção. Discute-se, na espécie vertente, a decisão do Superior Tribunal de Justiça pela qual se concluiu ausente pressuposto de admissibilidade recursal. Tal matéria não se comporta em sede de habeas corpus. Precedentes. 3. O Relator, com fundamento no art. 21, § 1..., do Regimento Interno deste Supremo Tribunal Federal, pode negar seguimento ao habeas corpus manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante, embora sujeita a decisão a agravo regimental. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 129.822-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 20/10/2015) Por oportuno, cumpre destacar posição firme desta Corte no sentido de que a nulidade alegada, para ser reconhecida, pressupõe a comprovação do prejuízo, nos termos do artigo 563 do Código de Processo Penal, não podendo essa ser presumida, a fim de se evitar um excessivo formalismo em prejuízo da adequada prestação jurisdicional. A propósito, cuida-se de aplicação do princípio cognominado de “pas de nullité sans grief”, aplicável tanto a nulidades absolutas quanto relativas. Nessa linha: “RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – PROCESSO PENAL – NULIDADE – INOCORRÊNCIA – “PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF” (CPP, art. 563) – PRINCÍPIO APLICÁVEL ÀS NULIDADES ABSOLUTAS E RELATIVAS – AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE EFETIVO PREJUÍZO, QUE NÃO SE PRESUME – PRECEDENTES – CONDENAÇÃO CRIMINAL TRANSITADA EM JULGADO – EXCEPCIONALIDADE DE SUA DESCONSTITUIÇÃO 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE MEDIANTE “HABEAS CORPUS” – INADMISSIBILIDADE NO CASO – REVISÃO CRIMINAL COMO INSTRUMENTO PROCESSUAL ADEQUADO – PRECEDENTES – MECANISMO DE CONVOCAÇÃO E DE SUBSTITUIÇÃO NOS TRIBUNAIS – MATÉRIA SOB RESERVA DE LEI – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DA LOMAN (art. 118) c/c A RESOLUÇÃO CNJ n. 72/2009 E A PORTARIA TJ/PA n. 1.258/2012 – CONVOCAÇÃO DE MAGISTRADA DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, PARA ATUAR NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA – POSSIBILIDADE – PLENA LEGITIMIDADE DESSE ATO CONVOCATÓRIO – ESCOLHA FUNDADA EM DELIBERAÇÃO COLEGIADA (PLENO) DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ – ESTRITA OBSERVÂNCIA DA LOMAN (art. 118) E DA RESOLUÇÃO CNJ n. 72/2009 – INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL (Constituição Federal de 1988, art. 5..., INCISO LIII) – SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA POLÍTICO-JURÍDICA DESSE POSTULADO CONSTITUCIONAL – O TEMA DA COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS DE SEGUNDO GRAU MEDIANTE CONVOCAÇÃO DE MAGISTRADOS DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – O “STATUS QUAESTIONIS” NA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – LEGITIMIDADE DA CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA AOS RECORRENTES – VALIDADE JURÍDICA DO JULGAMENTO PROFERIDO, EM SEDE DE APELAÇÃO, POR ÓRGÃO COLEGIADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO NÃO PROVIDO.” (RHC 125.242-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 15/03/2017) “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO SIMPLES E FRAUDE PROCESSUAL. PRONÚNCIA. IRRESIGNAÇÃO. JULGAMENTO DE RECURSO PELO COLEGIADO NO Superior Tribunal de Justiça. PARTICIPAÇÃO DE MINISTRO IMPEDIDO. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. VOTO QUE NÃO INTERFERIU NO RESULTADO. ORDEM DENEGADA. 1. No 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE MEDIANTE “HABEAS CORPUS” – INADMISSIBILIDADE NO CASO – REVISÃO CRIMINAL COMO INSTRUMENTO PROCESSUAL ADEQUADO – PRECEDENTES – MECANISMO DE CONVOCAÇÃO E DE SUBSTITUIÇÃO NOS TRIBUNAIS – MATÉRIA SOB RESERVA DE LEI – INCIDÊNCIA, NA ESPÉCIE, DA LOMAN (art. 118) c/c A RESOLUÇÃO CNJ n. 72/2009 E A PORTARIA TJ/PA n. 1.258/2012 – CONVOCAÇÃO DE MAGISTRADA DE PRIMEIRA INSTÂNCIA, PARA ATUAR NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA – POSSIBILIDADE – PLENA LEGITIMIDADE DESSE ATO CONVOCATÓRIO – ESCOLHA FUNDADA EM DELIBERAÇÃO COLEGIADA (PLENO) DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ – ESTRITA OBSERVÂNCIA DA LOMAN (art. 118) E DA RESOLUÇÃO CNJ n. 72/2009 – INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL (Constituição Federal de 1988, art. 5..., INCISO LIII) – SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA POLÍTICO-JURÍDICA DESSE POSTULADO CONSTITUCIONAL – O TEMA DA COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS DE SEGUNDO GRAU MEDIANTE CONVOCAÇÃO DE MAGISTRADOS DE PRIMEIRA INSTÂNCIA – O “STATUS QUAESTIONIS” NA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – LEGITIMIDADE DA CONDENAÇÃO PENAL IMPOSTA AOS RECORRENTES – VALIDADE JURÍDICA DO JULGAMENTO PROFERIDO, EM SEDE DE APELAÇÃO, POR ÓRGÃO COLEGIADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO NÃO PROVIDO.” (RHC 125.242-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 15/03/2017) “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO SIMPLES E FRAUDE PROCESSUAL. PRONÚNCIA. IRRESIGNAÇÃO. JULGAMENTO DE RECURSO PELO COLEGIADO NO Superior Tribunal de Justiça. PARTICIPAÇÃO DE MINISTRO IMPEDIDO. NULIDADE. NÃO OCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. VOTO QUE NÃO INTERFERIU NO RESULTADO. ORDEM DENEGADA. 1. No 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE processo penal, o postulado pas de nullité sans grief exige a efetiva demonstração de prejuízo para o reconhecimento de nulidade. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a participação de julgador impedido, quando do julgamento do recurso no órgão colegiado do tribunal, não acarreta automática nulidade da decisão proferida se, excluindo-se o voto do referido magistrado, o resultado da votação permanecesse incólume. 3. Ordem denegada.” (HC 125.610, Primeira Turma, Rel. p/ Acórdão: Min. Edson Fachin, DJe de 05/08/2016) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. SUPENSÃO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÕES DE NULIDADE DECORRENTE DA DISTRIBUIÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES PROVENIENTES DE PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO: AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os princípios constitucionais do juiz natural e do promotor natural têm seu emprego restrito às figuras dos magistrados e dos membros do Ministério Público, não podendo ser aplicados por analogia às autoridades policiais ou ao denominado “delegado natural”, que obviamente carecem da competência de sentenciar ou da atribuição de processar, nos termos estabelecidos na Constituição da República. 2. A conexão probatória e objetiva estabelecida entre os crimes antecedentes e os delitos imputados ao Recorrente torna prevento o Juízo. 3. O inquérito é peça informativa que não contamina a ação penal. Precedentes. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício, independentemente da sanção prevista para o ato, podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto à relativa, pois não se decreta nulidade processual por mera presunção. Precedentes. 5. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 126.885, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 01/02/2016) E nem se argumente que a condenação, em si considerada, encerra 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE processo penal, o postulado pas de nullité sans grief exige a efetiva demonstração de prejuízo para o reconhecimento de nulidade. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a participação de julgador impedido, quando do julgamento do recurso no órgão colegiado do tribunal, não acarreta automática nulidade da decisão proferida se, excluindo-se o voto do referido magistrado, o resultado da votação permanecesse incólume. 3. Ordem denegada.” (HC 125.610, Primeira Turma, Rel. p/ Acórdão: Min. Edson Fachin, DJe de 05/08/2016) “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. SUPENSÃO DA AÇÃO PENAL. ALEGAÇÕES DE NULIDADE DECORRENTE DA DISTRIBUIÇÃO DE MEDIDAS CAUTELARES PROVENIENTES DE PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO: AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Os princípios constitucionais do juiz natural e do promotor natural têm seu emprego restrito às figuras dos magistrados e dos membros do Ministério Público, não podendo ser aplicados por analogia às autoridades policiais ou ao denominado “delegado natural”, que obviamente carecem da competência de sentenciar ou da atribuição de processar, nos termos estabelecidos na Constituição da República. 2. A conexão probatória e objetiva estabelecida entre os crimes antecedentes e os delitos imputados ao Recorrente torna prevento o Juízo. 3. O inquérito é peça informativa que não contamina a ação penal. Precedentes. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o princípio do pas de nullité sans grief exige, em regra, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício, independentemente da sanção prevista para o ato, podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto à relativa, pois não se decreta nulidade processual por mera presunção. Precedentes. 5. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 126.885, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 01/02/2016) E nem se argumente que a condenação, em si considerada, encerra 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE um prejuízo para o réu. É que deve ser demonstrado um liame inequívoco entre a nulidade suscitada e o juízo condenatório. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO ACUSADO PARA AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS. SUPOSTA IRREGULARIDADE ARGUIDA APENAS APÓS O JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ATUAÇÃO DA DEFESA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. NULIDADE NÃO PROCLAMADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. As nulidades associadas à instrução processual devem ser arguidas até a fase de alegações finais, sob pena de preclusão. 3. Por força da Súmula 523/Supremo Tribunal Federal, “no processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”, sendo que referido gravame não decorre simplesmente da ocorrência de um juízo condenatório. Indispensável que o interessado ao menos sinalize nexo causal mínimo entre a irregularidade articulada e o resultado processual desfavorável, sob pena de adoção de exacerbado formalismo que não se conforma com o postulado pas de nullité sans grief, cristalizado no art. 563, CPP. 4. Agravo regimental desprovido.” (RHC 133.530-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 07/10/2016) Demais disso, na hipótese sub examine, consoante destacado pelo Superior Tribunal de Justiça: “o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE um prejuízo para o réu. É que deve ser demonstrado um liame inequívoco entre a nulidade suscitada e o juízo condenatório. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ-LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO ACUSADO PARA AUDIÊNCIA DE OITIVA DE TESTEMUNHAS. SUPOSTA IRREGULARIDADE ARGUIDA APENAS APÓS O JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO. ATUAÇÃO DA DEFESA TÉCNICA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE PREJUÍZO. NULIDADE NÃO PROCLAMADA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. As nulidades associadas à instrução processual devem ser arguidas até a fase de alegações finais, sob pena de preclusão. 3. Por força da Súmula 523/Supremo Tribunal Federal, “no processo penal, a falta da defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu”, sendo que referido gravame não decorre simplesmente da ocorrência de um juízo condenatório. Indispensável que o interessado ao menos sinalize nexo causal mínimo entre a irregularidade articulada e o resultado processual desfavorável, sob pena de adoção de exacerbado formalismo que não se conforma com o postulado pas de nullité sans grief, cristalizado no art. 563, CPP. 4. Agravo regimental desprovido.” (RHC 133.530-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 07/10/2016) Demais disso, na hipótese sub examine, consoante destacado pelo Superior Tribunal de Justiça: “o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]”. Neste contexto, cabe referir o entendimento do órgão Plenário do Supremo Tribunal Federal no sentido de que inexiste nulidade quando a intimação é realizada em nome de advogado habilitado, se não tiver ocorrido o requerimento de que o referido ato processual se dê especificamente em nome de algum dos causídicos que atuam no feito, incumbindo ao defensor substabelecido acompanhar a tramitação do processo. Nessa linha, in verbis: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE MINISTRO DO Supremo Tribunal Federal. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. INTIMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), em 17.02.2016, “reafirmou sua jurisprudência no sentido de não ser cabível habeas corpus impetrado contra decisão monocrática de ministro da Corte”. (Informativo n 814 do Supremo Tribunal Federal). Refiro-me ao HC 105.959, Redator para o acórdão o Ministro Edson Fachin, julgado com a participação de todos os integrantes do Tribunal. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “quando a parte tem mais de um advogado, basta que a intimação seja realizada em nome de um deles. Se o advogado, ao outorgar o substabelecimento com reserva de poderes, não o faz para o substabelecido acompanhar especificamente a tramitação do processo na superior instância, nem requer que o nome dele figure nas publicações, inclusive para efeito de intimação, pertinentes ao julgamento da causa, reputa-se inocorrente a invalidade da intimação” (HC 96.501-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 145.492-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 26/06/2018) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação”, sendo certo que, consoante assinalado pelo Tribunal de origem, “no termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]”. Neste contexto, cabe referir o entendimento do órgão Plenário do Supremo Tribunal Federal no sentido de que inexiste nulidade quando a intimação é realizada em nome de advogado habilitado, se não tiver ocorrido o requerimento de que o referido ato processual se dê especificamente em nome de algum dos causídicos que atuam no feito, incumbindo ao defensor substabelecido acompanhar a tramitação do processo. Nessa linha, in verbis: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HABEAS CORPUS CONTRA ATO DE MINISTRO DO Supremo Tribunal Federal. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. INTIMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. INEXISTÊNCIA. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal), em 17.02.2016, “reafirmou sua jurisprudência no sentido de não ser cabível habeas corpus impetrado contra decisão monocrática de ministro da Corte”. (Informativo n 814 do Supremo Tribunal Federal). Refiro-me ao HC 105.959, Redator para o acórdão o Ministro Edson Fachin, julgado com a participação de todos os integrantes do Tribunal. 2. A orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que, “quando a parte tem mais de um advogado, basta que a intimação seja realizada em nome de um deles. Se o advogado, ao outorgar o substabelecimento com reserva de poderes, não o faz para o substabelecido acompanhar especificamente a tramitação do processo na superior instância, nem requer que o nome dele figure nas publicações, inclusive para efeito de intimação, pertinentes ao julgamento da causa, reputa-se inocorrente a invalidade da intimação” (HC 96.501-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 145.492-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 26/06/2018) 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VÍCIO NA INTIMAÇÃO DE ACÓRDÃO. REQUERIMENTO DE RESTITUIÇÃO DE PRAZO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 1. Havendo mais de um advogado atuante nos autos, sem nenhuma ressalva ao recebimento de intimação, basta, para sua validade, que a publicação seja feita em nome de um deles. Precedentes. 2. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que se exige, sempre que possível, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício. Precedentes. No caso, não há demonstração de prejuízo. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 106.271-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/11/2013) Deveras, não pode a defesa valer-se de suposto prejuízo a que deu causa nos termos do artigo 565 do Código do Processo Penal, in litteris: “Art. 565. Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.” A referida conduta é inadmitida pelo ordenamento jurídico vigente, bem como pela jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, trago à colação: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. CORRUPÇÃO DE MENOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE PROCESSUAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INDEFERIMENTO DE VISTA DA PRINCIPAL PROVA. PERÍCIA COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE NULIDADE OU DE PREJUÍZO PARA O PACIENTE: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 523 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONSTRANGIMENTO OU ABUSO DE PODER NÃO CONFIGURADOS. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. ORDEM 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE VÍCIO NA INTIMAÇÃO DE ACÓRDÃO. REQUERIMENTO DE RESTITUIÇÃO DE PRAZO. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 1. Havendo mais de um advogado atuante nos autos, sem nenhuma ressalva ao recebimento de intimação, basta, para sua validade, que a publicação seja feita em nome de um deles. Precedentes. 2. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que se exige, sempre que possível, a demonstração de prejuízo concreto à parte que suscita o vício. Precedentes. No caso, não há demonstração de prejuízo. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC 106.271-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 18/11/2013) Deveras, não pode a defesa valer-se de suposto prejuízo a que deu causa nos termos do artigo 565 do Código do Processo Penal, in litteris: “Art. 565. Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.” A referida conduta é inadmitida pelo ordenamento jurídico vigente, bem como pela jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, trago à colação: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. CORRUPÇÃO DE MENOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE PROCESSUAL. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INDEFERIMENTO DE VISTA DA PRINCIPAL PROVA. PERÍCIA COMPLEMENTAR. AUSÊNCIA DE NULIDADE OU DE PREJUÍZO PARA O PACIENTE: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 523 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONSTRANGIMENTO OU ABUSO DE PODER NÃO CONFIGURADOS. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. ORDEM 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE DENEGADA. 1. Não se comprova, nos autos, nulidade do processo criminal por cerceamento de defesa, violação do princípio da ampla defesa e do contraditório, em desfavor do Paciente, tendo sido garantida à defesa a oportunidade de acesso ao material probatório por produção de cópias, não existindo obstáculo à pretendida análise reservada dos vídeos e ao confronto das imagens com os prontuários médicos. 2. Não se pode valer o Paciente de suposto prejuízo a que deu causa 3. A Súmula n. 523 deste Supremo Tribunal Federal dispõe que a deficiência da defesa somente anulará o processo se houver prova de prejuízo para o réu, não demonstrado. 4. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 91.711, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 21/11/2013) “PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2..., INCISOS I, III e IV, DO Código Penal Brasileiro). INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691- Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DECISÃO DE RELATOR, NO Superior Tribunal de Justiça, QUE INDEFERIU LIMINAR EM IDÊNTICA VIA PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA NA DECISÃO IMPUGNADA. CARTA ANÔNIMA. NULIDADE. CONTINUIDADE DO DOCUMENTO NOS AUTOS EM RAZÃO DE JUNTADA PELA PRÓPRIA DEFESA. ART. 565 DO CPP. NULIDADE ARGUIDA PELA PARTE QUE LHE DEU CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. O habeas corpus contra decisão de Relator que, em HC requerido a Tribunal, indefere a liminar, é inadmissível, sob pena de supressão de instância (art. 5..., XXXVII e LIII, CRFB e Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes (HC 103446/MT, rel. Min. Cezar Peluso, 13/04/2010; HC 107053 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, julgado em 29/03/2011). 2. A relativização do entendimento sumulado só é admitida por este Tribunal em casos de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica nos autos. Jurisprudência (HC 102668/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, 05/10/2010; HC 84.014/MG, 1... Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25/06/2004; HC 85.185/SP, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE DENEGADA. 1. Não se comprova, nos autos, nulidade do processo criminal por cerceamento de defesa, violação do princípio da ampla defesa e do contraditório, em desfavor do Paciente, tendo sido garantida à defesa a oportunidade de acesso ao material probatório por produção de cópias, não existindo obstáculo à pretendida análise reservada dos vídeos e ao confronto das imagens com os prontuários médicos. 2. Não se pode valer o Paciente de suposto prejuízo a que deu causa 3. A Súmula n. 523 deste Supremo Tribunal Federal dispõe que a deficiência da defesa somente anulará o processo se houver prova de prejuízo para o réu, não demonstrado. 4. O habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 91.711, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 21/11/2013) “PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO (ART. 121, § 2..., INCISOS I, III e IV, DO Código Penal Brasileiro). INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691- Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DECISÃO DE RELATOR, NO Superior Tribunal de Justiça, QUE INDEFERIU LIMINAR EM IDÊNTICA VIA PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU TERATOLOGIA NA DECISÃO IMPUGNADA. CARTA ANÔNIMA. NULIDADE. CONTINUIDADE DO DOCUMENTO NOS AUTOS EM RAZÃO DE JUNTADA PELA PRÓPRIA DEFESA. ART. 565 DO CPP. NULIDADE ARGUIDA PELA PARTE QUE LHE DEU CAUSA. IMPOSSIBILIDADE. DESPROVIMENTO. 1. O habeas corpus contra decisão de Relator que, em HC requerido a Tribunal, indefere a liminar, é inadmissível, sob pena de supressão de instância (art. 5..., XXXVII e LIII, CRFB e Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes (HC 103446/MT, rel. Min. Cezar Peluso, 13/04/2010; HC 107053 AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, julgado em 29/03/2011). 2. A relativização do entendimento sumulado só é admitida por este Tribunal em casos de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica nos autos. Jurisprudência (HC 102668/PA, Rel. Min. Dias Toffoli, 05/10/2010; HC 84.014/MG, 1... Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25/06/2004; HC 85.185/SP, 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 01/09/2006; e HC 88.229/SE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, 10/10/2006). 3. Ausência de teratologia ou patente ilegalidade que autorize a suprimir instâncias, porquanto: a) 'Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.’ (art. 565 do CPP). b) In casu, a carta anônima acoimada de ilegal foi desentranhada dos autos, permanecendo apenas cópias juntadas por iniciativa da própria defesa. c) A carta anônima não poderia ser excluída dos autos pelo Juízo, sob pena de, com isto, provocar-se nova alegação de cerceamento de defesa, seja devido ao não-conhecimento do agravo de instrumento por falta de peças, seja por tornar ininteligíveis peças redigidas pela própria defesa, no bojo das quais consta a reprodução da indigitada correspondência. d) Avaliar a ocorrência de suicídio ou o grau de influência que a carta anônima poderá exercer sobre os jurados, considerado todo o conjunto probatório, requer exame aprofundado de fatos e provas, inadequado para a via estreita do habeas corpus. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 103.039-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 18/08/2011) No que concerne ao argumento de que “posteriormente a impetração do Habeas Corpus no Colendo Superior Tribunal de Justiça, foi juntado aos autos uma declaração do Dr. Marcos Felipe informando que o Dr. Adailton Raulino foi o único advogado que participou dos debates no dia do julgamento, em que pese estarem presentes os outros advogados, fato esse que corrobora o argumento então sustentado pela Defesa”, a defesa, em nenhum momento anterior, suscitou a matéria, limitando-se, na petição, a apenas requerer o reconhecimento da atipicidade material da conduta. Nesse diapasão, tem-se por inviável a apreciação da tese porquanto a questão não foi aduzida em momento anterior, consubstanciando-se, portanto, em inovação recursal. A propósito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, in verbis: 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE Pleno, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 01/09/2006; e HC 88.229/SE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, 10/10/2006). 3. Ausência de teratologia ou patente ilegalidade que autorize a suprimir instâncias, porquanto: a) 'Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa, ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse.’ (art. 565 do CPP). b) In casu, a carta anônima acoimada de ilegal foi desentranhada dos autos, permanecendo apenas cópias juntadas por iniciativa da própria defesa. c) A carta anônima não poderia ser excluída dos autos pelo Juízo, sob pena de, com isto, provocar-se nova alegação de cerceamento de defesa, seja devido ao não-conhecimento do agravo de instrumento por falta de peças, seja por tornar ininteligíveis peças redigidas pela própria defesa, no bojo das quais consta a reprodução da indigitada correspondência. d) Avaliar a ocorrência de suicídio ou o grau de influência que a carta anônima poderá exercer sobre os jurados, considerado todo o conjunto probatório, requer exame aprofundado de fatos e provas, inadequado para a via estreita do habeas corpus. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 103.039-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 18/08/2011) No que concerne ao argumento de que “posteriormente a impetração do Habeas Corpus no Colendo Superior Tribunal de Justiça, foi juntado aos autos uma declaração do Dr. Marcos Felipe informando que o Dr. Adailton Raulino foi o único advogado que participou dos debates no dia do julgamento, em que pese estarem presentes os outros advogados, fato esse que corrobora o argumento então sustentado pela Defesa”, a defesa, em nenhum momento anterior, suscitou a matéria, limitando-se, na petição, a apenas requerer o reconhecimento da atipicidade material da conduta. Nesse diapasão, tem-se por inviável a apreciação da tese porquanto a questão não foi aduzida em momento anterior, consubstanciando-se, portanto, em inovação recursal. A propósito, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que é incabível a inovação de argumentos nesta fase processual, mesmo em se tratando de matéria de ordem pública. Nesse sentido, in verbis: 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA NÃO ANALISADA DEFINITIVAMENTE NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO CAUTELAR. INDEVIDA INOVAÇÃO RECURSAL. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts. 192 e 317), quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Em rigor, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DE MINISTRO DO Superior Tribunal de Justiça. INVIABILIDADE. CABIMENTO DE AGRAVO INTERNO. INTERPOSIÇÃO INDISPENSÁVEL PARA ATENDER AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL E PARA EXAURIR A INSTÂNCIA RECORRIDA, PRESSUPOSTO PARA INAUGURAR A COMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA NÃO ANALISADA DEFINITIVAMENTE NO TRIBUNAL DE ORIGEM. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. EXCESSO DE PRAZO DA PRISÃO CAUTELAR. INDEVIDA INOVAÇÃO RECURSAL. 1. O habeas corpus ataca diretamente decisão monocrática de Ministro do Superior Tribunal de Justiça. Essa decisão tem o respaldo formal do art. 38 da Lei 8.038/1990 e contra ela é cabível o agravo previsto no art. 39 da mesma Lei. Ambos os dispositivos estão reproduzidos, tanto no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal (arts. 192 e 317), quanto no Regimento do Superior Tribunal de Justiça (arts. 34, XVIII, e 258). Em casos tais, o exaurimento da jurisdição e o atendimento ao princípio da colegialidade, pelo tribunal prolator, se dá justamente mediante o recurso de agravo interno, previsto em lei, que não pode simplesmente ser substituído por outra ação de habeas corpus, de competência de outro tribunal. 2. A se admitir essa possibilidade estar-se-á atribuindo ao impetrante a faculdade de eleger, segundo conveniências próprias, qual tribunal irá exercer o juízo de revisão da decisão monocrática: se o Superior Tribunal de Justiça, juízo natural indicado pelo art. 39 da Lei 8.038/1990, ou o Supremo Tribunal Federal, por via de habeas corpus substitutivo. O recurso interno para o órgão colegiado é medida indispensável não só para dar adequada atenção ao princípio do juiz natural, como para exaurir a instância recorrida, pressuposto para inaugurar a competência do Supremo Tribunal Federal (cf. HC 118.189, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 19/11/2013; HC 97009, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Tribunal Pleno, julgado em 25/04/2013; HC 108718-AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 10/09/2013, DJe de 24-09-2013, entre outros). 3. Em rigor, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, já que acarretaria a deliberação de matéria que sequer foi objeto de apreciação definitiva 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE pelo Tribunal de origem, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se conhece da alegação de excesso de prazo da prisão cautelar. Isso porque tal questão (a) não foi enfrentada nas instâncias antecedentes, dando azo ao óbice da dupla supressão de instância; e (b) só foi suscitada neste agravo regimental, constituindo indevida inovação recursal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFENSOR DATIVO. PRAZO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. Incidência da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. Orientação reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, assentou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade de recurso extraordinário. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o patrocínio por defensor dativo não induz à prerrogativa de prazo em dobro (ARE 784.962- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Inocorrência de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo interno está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 970.397-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/2016) 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE pelo Tribunal de origem, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 4. Não se conhece da alegação de excesso de prazo da prisão cautelar. Isso porque tal questão (a) não foi enfrentada nas instâncias antecedentes, dando azo ao óbice da dupla supressão de instância; e (b) só foi suscitada neste agravo regimental, constituindo indevida inovação recursal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (HC 127.975 AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, DJe 03/08/2015) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFENSOR DATIVO. PRAZO EM DOBRO. IMPOSSIBILIDADE. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE PODER. INOVAÇÃO RECURSAL. 1. Incidência da Súmula 699/Supremo Tribunal Federal: “O prazo para interposição de agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei 8038/1990, não se aplicando o disposto a respeito nas alterações da Lei 8950/1994 ao Código de Processo Civil”. 2. Orientação reafirmada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do ARE 639.846-AgR-QO/SP, Redator para o acórdão o Ministro Luiz Fux, assentou o entendimento de que, em matéria penal, mantém-se o prazo de cinco dias previsto no art. 28 da Lei n 8.038/1990 para a interposição do agravo contra a inadmissibilidade de recurso extraordinário. 3. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o patrocínio por defensor dativo não induz à prerrogativa de prazo em dobro (ARE 784.962- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki). 4. Inocorrência de ilegalidade flagrante ou abuso de poder que autorize a concessão de habeas corpus de ofício. 5. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o agravo interno está sujeito aos limites da devolutividade delimitados no apelo extremo. Precedente. 6. Agravo interno a que se nega provimento.” (ARE 970.397-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/2016) 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE Além disso, o atendimento da pretensão defensiva e eventual divergência do entendimento firmado pelas instâncias anteriores implica o reexame da matéria fática. Nesse contexto, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Impende consignar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE Além disso, o atendimento da pretensão defensiva e eventual divergência do entendimento firmado pelas instâncias anteriores implica o reexame da matéria fática. Nesse contexto, cumpre ressaltar que o habeas corpus é ação inadequada para a valoração e exame minucioso do acervo fático probatório engendrado nos autos. Destarte, não se revela cognoscível a insurgência que não se amolda à estreita via eleita. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS . PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INADMISSIBILIDADE. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CRFB/88, ART. 102, I, D E I . HIPÓTESE QUE NÃO SE AMOLDA AO ROL TAXATIVO DE COMPETÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. INÉPCIA DA DENÚNCIA. NÃO CARACTERIZADA. CUSTÓDIA PREVENTIVA DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. ELEMENTOS CONCRETOS A JUSTIFICAR A MEDIDA. ALEGADO EXCESSO DE PRAZO. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016) Impende consignar, ainda, que não cabe a rediscussão da matéria perante essa Corte e nesta via processual, porquanto o habeas corpus não é sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. COMPETÊNCIA PRECÍPUA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016) A propósito, ante a pertinência de suas alegações, cumpre transcrever trecho do parecer elaborado pela Procuradoria-Geral da República, in verbis: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE JUSTIÇA. WRIT SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. INVIABILIDADE. 1. Compete constitucionalmente ao Superior Tribunal de Justiça o julgamento do recurso especial, cabendo-lhe, enquanto órgão ad quem, o segundo, e definitivo, juízo de admissibilidade positivo ou negativo quanto a tal recurso de fundamentação vinculada. Salvo hipóteses de flagrante ilegalidade ou abuso de poder, inadmissível o reexame dos pressupostos de admissibilidade do recurso especial pelo Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Inadmissível a utilização do habeas corpus como sucedâneo de recurso ou revisão criminal. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (HC n 133.648-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 07/06/2016) “AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO PROFERIDA NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPETRAÇÃO DE HABEAS CORPUS NESTE SUPREMO TRIBUNAL APÓS TRANSCURSO DO PRAZO RECURSAL: IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DE HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. DEFICIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DO HABEAS CORPUS. PRECEDENTES. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Trânsito em julgado do acórdão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de não ser viável a utilização de habeas corpus como sucedâneo de revisão criminal. 2. Não estando o pedido de habeas corpus instruído, esta deficiência compromete a sua viabilidade, impedindo que sequer se verifique a caracterização, ou não, do constrangimento ilegal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (HC n 132.103, Segunda Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 15/03/2016) A propósito, ante a pertinência de suas alegações, cumpre transcrever trecho do parecer elaborado pela Procuradoria-Geral da República, in verbis: 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE “4. Primeiramente, a condenação já transitou em julgado e, segundo a orientação desse Pretório Excelso: 'não se conhece de habeas corpus impetrado em face de condenação transitada em julgado. Eventual irresignação deve ser atacada por meio de revisão criminal' (HC 121.939/SP, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 5.5.2016); 'O Supremo Tribunal Federal já decidiu que o 'habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado' (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux)' (RHC 137.497 AgR/GO, rel. Min. Roberto Barroso, DJe 16.3.2017). 5. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, 'nos autos do processo físico há certidão de trânsito em julgado do acórdão do TJPE em 19/10/2017 para o apelante, fl. 2498 e no dia 28/11/2017 para a Procuradoria de Justiça, fl. 2501. No termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]" (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.372)'. 6. Como bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça, 'o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação. Em consulta ao sítio eletrônico do TJPE, observa-se que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é no sentido de que, havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles'. 7. No caso, o recorrente possuía outros advogados constituídos nos autos, de modo que não acarreta nulidade o fato de a publicação do acórdão ter sido realizada em nome de somente um deles. Não houve 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE “4. Primeiramente, a condenação já transitou em julgado e, segundo a orientação desse Pretório Excelso: 'não se conhece de habeas corpus impetrado em face de condenação transitada em julgado. Eventual irresignação deve ser atacada por meio de revisão criminal' (HC 121.939/SP, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 5.5.2016); 'O Supremo Tribunal Federal já decidiu que o 'habeas corpus não se revela instrumento idôneo para impugnar decreto condenatório transitado em julgado' (HC 118.292-AgR, Rel. Min. Luiz Fux)' (RHC 137.497 AgR/GO, rel. Min. Roberto Barroso, DJe 16.3.2017). 5. De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, 'nos autos do processo físico há certidão de trânsito em julgado do acórdão do TJPE em 19/10/2017 para o apelante, fl. 2498 e no dia 28/11/2017 para a Procuradoria de Justiça, fl. 2501. No termo de autuação da apelação, fl. 2456, consta o nome do apelante, ora paciente RONI JAIRO DA SILVA ROLIM e de seus patronos, notadamente RENATO GODOY INÁCIO DE OLIVEIRA, OAB -PE 26.445 e MARCOS FELIPE FREIRE DE MACEDO, OAB-PE 38.889, sendo este o mesmo que subscreveu as razões recursais, fls. 2417/2436. [...]" (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 1.372)'. 6. Como bem asseverou o Superior Tribunal de Justiça, 'o ora impetrante, Dr. Adailton Raulino Vicente da Silva, juntamente com o Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo e Dr. Renan Elias, participaram do julgamento do paciente perante o Tribunal popular, sendo, ainda, os advogados que subscreveram as razões de apelação. Em consulta ao sítio eletrônico do TJPE, observa-se que, apesar de não constar o nome do advogado impetrante, a publicação do acórdão da apelação ocorreu em nome do Dr. Marcos Felipe Freire de Macedo. Com efeito, a jurisprudência desta Corte é no sentido de que, havendo mais de um advogado constituído nos autos, a intimação poderá ocorrer em nome de qualquer um ou de alguns deles, desde que ausente pedido expresso no sentido de que a intimação ocorra especificamente em nome de algum ou de todos eles'. 7. No caso, o recorrente possuía outros advogados constituídos nos autos, de modo que não acarreta nulidade o fato de a publicação do acórdão ter sido realizada em nome de somente um deles. Não houve 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE pedido expresso para que as publicações ocorressem em nome dos dois causídicos. 8. Nesse sentido: 'É pacífico o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, quando há mais de um advogado com amplos poderes para representar judicialmente a parte, a intimação de apenas um deles é suficiente para tornar o ato válido, tornando desnecessária e inexigível a inclusão do nome de todos eles nas respectivas publicações'. (HC n 85.696/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ de 16.12.2005).” Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE pedido expresso para que as publicações ocorressem em nome dos dois causídicos. 8. Nesse sentido: 'É pacífico o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, quando há mais de um advogado com amplos poderes para representar judicialmente a parte, a intimação de apenas um deles é suficiente para tornar o ato válido, tornando desnecessária e inexigível a inclusão do nome de todos eles nas respectivas publicações'. (HC n 85.696/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ de 16.12.2005).” Impende destacar, por fim, que esta corte sufraga o entendimento de que a reiteração dos argumentos aduzidos na petição de habeas corpus, os quais já foram objeto de exame pelo relator, não possuem o condão de infirmar os fundamentos da decisão agravada. Nesse sentido, in verbis: “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. REITERAÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPOSTOS NA INICIAL QUE NÃO INFIRMAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. WRIT CONTRA DECISÃO LIMINAR DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. POSTERIOR JULGAMENTO DO MÉRITO: PREJUDICIALIDADE DA IMPETRAÇÃO. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. I - O agravante reitera os argumentos anteriormente expostos na inicial do habeas corpus, sem, contudo, aduzir novos elementos capazes de afastar as razões expendidas na decisão agravada. II - A superveniência do julgamento do mérito de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça torna prejudicada a impetração que ataca a decisão que indeferiu a liminar. III – Agravo ao qual se nega provimento.” (HC 136.071-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 09/05/2017) “AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. INEXISTÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO APTA A MODIFICÁ- LA. MANUTENÇÃO DA NEGATIVA DE SEGUIMENTO. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. RITO ESPECIAL. 18 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 31 Voto - MIN. LUIZ FUX RHC 164277 AGR / PE RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Supremo Tribunal Federal RHC 164277 AGR / PE RESPOSTA À ACUSAÇÃO. PRESCINDIBILIDADE. PRISÃO PREVENTIVA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A inexistência de argumentação apta a infirmar o julgamento monocrático conduz à manutenção da decisão recorrida. 2. O artigo 396 do CPP, que assegura ao acusado a apresentação de resposta à acusação após a admissão da imputação, não se aplica ao rito disciplinado na Lei 11.343/06, hipótese em que a defesa escrita precede ao recebimento da denúncia. Ademais, ambas as defesas são direcionadas a evitar a persecução criminal temerária, de modo que, forte no princípio da especialidade, não há direito subjetivo à acumulação das oportunidades de defesa. 3. Não há ilegalidade na decisão que impõe prisão preventiva com lastro em argumentos que evidenciam o fundado receio de reiteração delituosa. 4. Agravo regimental desprovido.” (HC 122.904-AgR, Primeira Turma Rel. Min. Edson Fachin, DJe de 17/05/2016) “Direito Penal e Processo Penal. Agravo Regimental. Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Ação Penal. Desobediência. Coação no Curso do Processo. Nulidade do Processo em que Ocorreu o Crime. 1. O crime de coação no curso do processo é formal. Sua consumação independe de resultado naturalístico, bastando a simples ameaça praticada contra qualquer pessoa que intervenha no processo, seja autoridade, parte ou testemunha. É irrelevante que a conduta produza o resultado pretendido. 2. A conduta foi praticada quando o processo se encontrava em curso, o que atende à descrição típica do art. 344 do Código Penal. 3. A reiteração dos argumentos trazidos pelo agravante na inicial da impetração não é suficiente para modificar a decisão agravada (HC 115.560-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli). 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 124.487-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 01/07/2015) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 19 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5C27-E2F2-0783-0999 e senha 8509-4897-F67C-9572 Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 31 Voto Vogal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C981-669C-911B-94F5 e senha 6F96-4AD3-7AE2-B73A Supremo Tribunal Federal AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) :ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO - Tem-se habeas corpus com a roupagem de recurso ordinário. A envergadura maior da impetração constitucional, no que voltada a preservar a liberdade de ir e vir, deve ser submetida ao julgamento de Colegiado. Descabe observar quer o disposto no artigo 21 do Regimento Interno, no que revela a possibilidade de o Relator negar seguimento a pedido manifestamente improcedente, quer o artigo 932 do Código de Processo Civil. Ante o fato de atuar na sessão virtual, quando há o prejuízo da organicidade do Direito, do devido processo legal, afastada a sustentação da tribuna, provejo o agravo para que o habeas corpus tenha sequência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C981-669C-911B-94F5 e senha 6F96-4AD3-7AE2-B73A Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 31 Extrato de Ata - 29/04/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) : ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA (11612/PB, 00873/PE) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E898-D340-B556-12B0 e senha B25F-30B5-9C86-2040 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164.277 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : RONI JAIRO DA SILVA ROLIM ADV.(A/S) : ADAILTON RAULINO VICENTE DA SILVA (11612/PB, 00873/PE) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por maioria, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator, vencido o Ministro Marco Aurélio. Primeira Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código E898-D340-B556-12B0 e senha B25F-30B5-9C86-2040 Inteiro Teor do Acórdão - Página 31 de 31
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HC 145 . 492 - AgR", "HC 106 . 271 - AgR", "RHC 164277", "HC 127 . 975 AgR", "RHC 124 . 715 AgR", "AI 518 . 051 - AgR", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 133 . 602 - AgR", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "RHC", "HC 127 . 975 AgR", "RHC 124 . 715 AgR", "AI 518 . 051 - AgR", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 133 . 602 - AgR", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "RHC 164277 AGR / PE", "HABEAS CORPUS 164 . 277", "HC n 438 . 001 / PE", "HC n 438 . 001 / PE", "RHC 164277", "RHC 164277", "Processo n . 0003316 - 80 . 2009 . 817 . 0220", "Processo n . 0003316 - 80 . 2009 . 817 . 0220", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164 . 277", "HABEAS CORPUS 164 . 277", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 133 . 602 - AgR", "RHC 164277", "HC 137 . 749 - AgR", "HC 133 . 602 - AgR", "RHC 164277 AGR / PE", "HC 149831", "HC 155 . 055 - AgR", "HC 149831", "HC 155 . 055 - AgR", "HC 129 . 822 - AgR", "HC 129 . 822 - AgR", "RHC 125 . 242 - AgR", "RHC 125 . 242 - AgR", "HC 125 . 610", "RHC 126 . 885", "RHC 164277", "HC 125 . 610", "RHC 126 . 885", "Súmula 523 / Supremo Tribunal Federal", "RHC 133 . 530 - AgR", "Súmula 523 / Supremo Tribunal Federal", "RHC 133", "HC 105 . 959", "HC 96 . 501 - AgR", "HC 145 . 492 - AgR", "Informativo n 814 do Supremo", "HC 105 . 959", "HC 96 . 501 - AgR", "HC 145 . 492 - AgR", "HC 106 . 271 - AgR", "SÚMULA 523 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "HC 106 . 271 - AgR", "SÚMULA 523 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 523 deste Supremo Tribunal Federal", "HC 91 . 711", "SÚMULA 691 - Supremo", "Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 103446 / MT", "HC 107053 AgR", "HC 102668 / PA", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "RHC 164277", "Súmula n . 523 deste Supremo Tribunal Federal", "HC 91 . 711", "SÚMULA 691 - Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC 103446 / MT", "HC 107053 AgR", "HC 102668 / PA", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 103 . 039 - AgR", "RHC", "HC 88 . 229 / SE", "HC 103 . 039 - AgR", "HC 118 . 189", "HC 97009", "HC 108718 - AgR", "HC 118 . 189", "HC 97009", "HC 108718 - AgR", "HC 127 . 975 AgR", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 846 - AgR - QO / SP", "ARE 970 . 397 - AgR", "HC 127 . 975 AgR", "Súmula 699 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 846 - AgR - QO / SP", "ARE 784 . 962 - AgR", "ARE 970 . 397 - AgR", "HC n 130 . 439", "HC n 130 . 439", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC n 133 . 648 - AgR", "HC n 132 . 103", "HC 121 . 939 / SP", "HC 118 . 292 - AgR", "RHC 137 . 497 AgR / GO", "RHC 164277 AGR", "HC 121 . 939 / SP", "HC 118 . 292 - AgR", "RHC 137 . 497 AgR / GO", "HC n 85 . 696 / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC n 85 . 696 / SP", "HC 136 . 071 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "HC 122 . 904 - AgR", "HC 115 . 560 - AgR", "RHC 124 . 487 - AgR", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 164 . 277", "RECURSO ORDINÁRIO EM", "HABEAS CORPUS 164 . 277" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 121 , § 2 . . . , I E IV , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 563 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , § 2 . . . , I E IV , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 121 , § 2 . . . , I e IV , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 121 , § 2 . . . , I E IV , DO CÓDIGO PENAL", "artigo 121 , § 2 . . . , I e IV , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 422 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 422 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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"11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "11", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "2013", "13", "/", "04", "/", "2010", "29", "/", "03", "/", "2011", "05", "/", "10", "/", "2010", "25", "/", "06", "/", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "11", "/", "2013", "13", "/", "04", "/", "2010", "29", "/", "03", "/", "2011", "05", "/", "10", "/", "2010", "25", "/", "06", "/", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2006", "10", "/", "10", "/", "2006", "18", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2006", "10", "/", "10", "/", "2006", "18", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "25", "/", "04", "/", "2013", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "-", "09", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2013", "25", "/", "04", "/", "2013", "10", "/", "09", "/", "2013", "24", "-", "09", "-", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "08", "/", "2015", "16", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "08", "/", "2015", "16", "/", "12", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "05", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2016", "15", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "06", "/", "2016", "15", "/", "03", "/", "2016", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "5", ".", "2016", "16", ".", "3", ".", "2017", "19", "/", "10", "/", "2017", "28", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "5", ".", "2016", "16", ".", "3", ".", "2017", "19", "/", "10", "/", "2017", "28", "/", "11", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2005", "09", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "12", ".", "2005", "09", "/", "05", "/", "2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "05", "/", "2016", "01", 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Ação civil pública. Loteamento clandestino. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula nº 279/STF), bem como a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E51-D7A8-CCC7-FB37 e senha 3850-9613-1FC9-185D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C633-F305-92B5-F9E6 e senha 7D09-CD4A-0588-B285 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C633-F305-92B5-F9E6 e senha 7D09-CD4A-0588-B285 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe as Súmulas nº 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.5.2017. LOTEAMENTO URBANO. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL. IRREGULARIDADE. DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. 1. Por ser necessário o reexame de normas de estatura infraconstitucional para que se conclua pela existência das violações apontadas, eventual ofensa ao texto constitucional acaso verificada ocorreria, quando muito, por via reflexa ou oblíqua, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. 2. A análise da questão apresentada depende da apreciação de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, por se tratar de recurso oriundo de ação civil pública.” (ARE nº 1.030.517/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 30/5/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Ação Civil Pública. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0AD-5966-13C3-A5EA e senha 85F6-4B3A-1AE3-EEBE Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe as Súmulas nº 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.5.2017. LOTEAMENTO URBANO. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL. IRREGULARIDADE. DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS 279 E 280 DO STF. 1. Por ser necessário o reexame de normas de estatura infraconstitucional para que se conclua pela existência das violações apontadas, eventual ofensa ao texto constitucional acaso verificada ocorreria, quando muito, por via reflexa ou oblíqua, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. 2. A análise da questão apresentada depende da apreciação de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4º. Inaplicável o artigo 85, § 11, CPC, por se tratar de recurso oriundo de ação civil pública.” (ARE nº 1.030.517/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 30/5/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Ação Civil Pública. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0AD-5966-13C3-A5EA e senha 85F6-4B3A-1AE3-EEBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1184140 AGR / SP Obrigação de fazer. Impossibilidade de análise de legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.044.229/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/4/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO E PORCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA DE ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL. SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO. OBTENÇÃO DE AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS. MULTA DIÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 2º E 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.10.2014. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Lei Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas instâncias de origem, bem como observados os limites com que devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal Federal demandaria vedada incursão na legislação infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da República). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE nº 905.257/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/2/16). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0AD-5966-13C3-A5EA e senha 85F6-4B3A-1AE3-EEBE Supremo Tribunal Federal ARE 1184140 AGR / SP Obrigação de fazer. Impossibilidade de análise de legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE nº 1.044.229/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/4/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO E PORCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA DE ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL. SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO. OBTENÇÃO DE AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS. MULTA DIÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 2º E 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.10.2014. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, LV, da Lei Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas instâncias de origem, bem como observados os limites com que devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal Federal demandaria vedada incursão na legislação infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da República). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE nº 905.257/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/2/16). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0AD-5966-13C3-A5EA e senha 85F6-4B3A-1AE3-EEBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA (242182/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADA8-14DE-6845-97B8 e senha 0908-0976-E7DE-1BCA Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA (242182/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADA8-14DE-6845-97B8 e senha 0908-0976-E7DE-1BCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311430
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Ação civil pública. Loteamento clandestino. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula nº 279/STF), bem como a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido.
sjur407572
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO CIVIL PÚBLICA, OBRIGAÇÃO DE FAZER, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 905257 AgR (1ªT), ARE 1030517 AgR (2ªT), ARE 1044229 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 11/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1184140
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1184140 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Ação civil pública. Loteamento clandestino. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal), bem como a análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4E51-D7A8-CCC7-FB37 e senha 3850-9613-1FC9-185D Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C633-F305-92B5-F9E6 e senha 7D09-CD4A-0588-B285 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) :ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto contra decisão na qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos da ausência de ofensa constitucional direta e de incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C633-F305-92B5-F9E6 e senha 7D09-CD4A-0588-B285 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe as Súmulas n 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.5.2017. LOTEAMENTO URBANO. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL. IRREGULARIDADE. DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Por ser necessário o reexame de normas de estatura infraconstitucional para que se conclua pela existência das violações apontadas, eventual ofensa ao texto constitucional acaso verificada ocorreria, quando muito, por via reflexa ou oblíqua, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. 2. A análise da questão apresentada depende da apreciação de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4.... Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, por se tratar de recurso oriundo de ação civil pública.” (ARE n 1.030.517/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 30/5/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Ação Civil Pública. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0AD-5966-13C3-A5EA e senha 85F6-4B3A-1AE3-EEBE Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Isso porque, o acolhimento da pretensão da parte agravante demandaria o necessário reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe as Súmulas n 279 e 280 desta Corte. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTERPOSIÇÃO EM 29.5.2017. LOTEAMENTO URBANO. ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL. IRREGULARIDADE. DETERMINAÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Por ser necessário o reexame de normas de estatura infraconstitucional para que se conclua pela existência das violações apontadas, eventual ofensa ao texto constitucional acaso verificada ocorreria, quando muito, por via reflexa ou oblíqua, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. 2. A análise da questão apresentada depende da apreciação de fatos e provas. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação da multa prevista no art. 1.021, §4.... Inaplicável o artigo 85, § 11, Código de Processo Civil, por se tratar de recurso oriundo de ação civil pública.” (ARE n 1.030.517/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 30/5/18). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. Ação Civil Pública. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0AD-5966-13C3-A5EA e senha 85F6-4B3A-1AE3-EEBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1184140 AGR / SP Obrigação de fazer. Impossibilidade de análise de legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.044.229/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/4/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO E PORCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA DE ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL. SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO. OBTENÇÃO DE AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS. MULTA DIÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 2... E 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.10.2014. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LV, da Lei Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas instâncias de origem, bem como observados os limites com que devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal Federal demandaria vedada incursão na legislação infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da República). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE n 905.257/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/2/16). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0AD-5966-13C3-A5EA e senha 85F6-4B3A-1AE3-EEBE Supremo Tribunal Federal ARE 1184140 AGR / SP Obrigação de fazer. Impossibilidade de análise de legislação infraconstitucional e do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE n 1.044.229/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/4/18). “DIREITO ADMINISTRATIVO E PORCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA DE ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL. SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO. OBTENÇÃO DE AUTO DE VISTORIA DO CORPO DE BOMBEIROS. MULTA DIÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 2... E 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 08.10.2014. 1. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., LV, da Lei Maior, nos moldes com que solvida a controvérsia pelas instâncias de origem, bem como observados os limites com que devolvida a matéria à apreciação deste Supremo Tribunal Federal demandaria vedada incursão na legislação infraconstitucional aplicada ao caso (art. 102 da Constituição da República). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que o exame da legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não viola o princípio da separação de Poderes. 3. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE n 905.257/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 24/2/16). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B0AD-5966-13C3-A5EA e senha 85F6-4B3A-1AE3-EEBE Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA (242182/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADA8-14DE-6845-97B8 e senha 0908-0976-E7DE-1BCA Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.184.140 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : MARCO ANTONIO GOMES ADV.(A/S) : ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA (242182/SP) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código ADA8-14DE-6845-97B8 e senha 0908-0976-E7DE-1BCA Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 184 . 140 SÃO", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 030 . 517 / SP - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 030 . 517 / SP - AgR", "ARE 1184140 AGR / SP", "ARE n 1 . 044 . 229 / RS - AgR", "ARE n 905 . 257 / SP - AgR", "ARE 1184140 AGR / SP", "ARE n 1 . 044 . 229 / RS - AgR", "ARE n 905 . 257 / SP - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 85 , § 11 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS .", "CONSTITUIÇÃO", "art . 5 . . . , LV , da Lei Maior", "art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 2 . . . E 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 5 . . . , LV , da Lei Maior", "art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "CORPO DE BOMBEIROS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "EXTRATO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "MARCO ANTONIO GOMES", "ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "MARCO ANTONIO GOMES", "ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA", "DIAS TOFFOLI", "MARCO ANTONIO GOMES", "ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "DIAS TOFFOLI", "Edson Fachin", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "MARCO ANTONIO GOMES", "ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO ANTONIO GOMES", "ALEXANDRE BARBOSA NOGUEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "29", ".", "5", ".", "2017", "30", "/", "5", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "29", ".", "5", ".", "2017", "30", "/", "5", "/", "18", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "18", "08", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "2", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "18", "08", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "2", "/", "16", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA AGDO.(A/S) :ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) :MARILDA IZIQUE CHEBABI EMENTA DIREITO DO TRABALHO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, II, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EMPREGADA ADMITIDA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA NO ANO DE 1991. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. MATÉRIA CONTROVERTIDA À ÉPOCA DA ADMISSÃO. PRESERVAÇÃO DO ATO. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. PRECEDENTES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0252-A4C4-6682-FE09 e senha 0622-20A6-6DE8-97E3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1195185 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0252-A4C4-6682-FE09 e senha 0622-20A6-6DE8-97E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0252-A4C4-6682-FE09 e senha 0622-20A6-6DE8-97E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA AGDO.(A/S) :ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) :MARILDA IZIQUE CHEBABI RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, II, e § 2º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO RESCISÓRIA AJUIZADA SOB A ÉGIDE DO CPC DE 1973. CONTRATO NULO. EMPREGADA ADMITIDA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA SEM PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. ADMISSÃO ANTERIOR AO JULGAMENTO DO MS 21.322/DF PELO STF. VIOLAÇÃO DO ART. 37, II E §2º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONFIGURAÇÃO. 1. Pretensão rescisória, deduzida com fulcro no art. 485, V, do CPC de 1973, calcada em ofensa aos arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV, 37, II, §2º, da CRFB/88, 884 do CCB, 54 da Lei 9.784/1999 e 6º, §§1º e 2º, da LINDB. 2. No acórdão rescindendo, a Corte Regional deu provimento ao recurso ordinário da Ré (Reclamada), sociedade de economia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA AGDO.(A/S) :ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) :MARILDA IZIQUE CHEBABI RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, II, e § 2º, da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO RESCISÓRIA AJUIZADA SOB A ÉGIDE DO CPC DE 1973. CONTRATO NULO. EMPREGADA ADMITIDA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA SEM PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. ADMISSÃO ANTERIOR AO JULGAMENTO DO MS 21.322/DF PELO STF. VIOLAÇÃO DO ART. 37, II E §2º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONFIGURAÇÃO. 1. Pretensão rescisória, deduzida com fulcro no art. 485, V, do CPC de 1973, calcada em ofensa aos arts. 5º, XXXV, XXXVI e LIV, 37, II, §2º, da CRFB/88, 884 do CCB, 54 da Lei 9.784/1999 e 6º, §§1º e 2º, da LINDB. 2. No acórdão rescindendo, a Corte Regional deu provimento ao recurso ordinário da Ré (Reclamada), sociedade de economia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1195185 AGR / SP mista estadual, para declarar nulo o contrato de trabalho da Autora (Reclamante), ante a ausência de prévia submissão a concurso público, afastando a condenação à reintegração e ao pagamento das verbas decorrentes da dispensa. 3. Ampliando regra vigente no sistema constitucional anterior, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 37, II, estendeu a obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso para os empregos públicos. Contudo, diante da inovação na ordem constitucional, aliada à disposição do artigo 173, §1º, II, da CF/88 (que estabelece a sujeição das sociedades de economia mista e empresas públicas ao regime próprio das empresas privadas no que se refere a direitos e obrigações trabalhistas), durante algum tempo subsistiu certa insegurança jurídica acerca da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público para o ingresso nos postos de trabalho dessas entidades empresariais do estado. A celeuma foi resolvida em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do MS 21.322/DF, de 23/4/1993, em que se firmou o entendimento sobre a necessidade de concurso público para a contratação de empregados por essas empresas. Pouco tempo depois, o STF, em novo julgamento sobre a matéria (MS 22.357/DF), prestigiando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da boa-fé, afirmou que o marco inicial da obrigatoriedade de concurso público para as sociedades de economia mista e empresas públicas é a data em que publicado o julgado antes referido (23/4/1993), por meio do qual pacificada a controvérsia em torno do tema. Mesmo reconhecendo-se que a norma do art. 37, II, da CF deve ser rigorosamente observada, por afirmar os valores ético- republicanos da eficiência e da impessoalidade no trato da coisa pública, a incerteza que grassava em relação aos entes da Administração Indireta recomenda, por imposição do postulado da segurança jurídica, a preservação dos contratos de trabalho firmados anteriormente ao julgamento do MS 21.322/DF, tido como marco inicial quanto à obrigatoriedade de concurso público para essas entidades estatais. Afinal, cabe ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP mista estadual, para declarar nulo o contrato de trabalho da Autora (Reclamante), ante a ausência de prévia submissão a concurso público, afastando a condenação à reintegração e ao pagamento das verbas decorrentes da dispensa. 3. Ampliando regra vigente no sistema constitucional anterior, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 37, II, estendeu a obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso para os empregos públicos. Contudo, diante da inovação na ordem constitucional, aliada à disposição do artigo 173, §1º, II, da CF/88 (que estabelece a sujeição das sociedades de economia mista e empresas públicas ao regime próprio das empresas privadas no que se refere a direitos e obrigações trabalhistas), durante algum tempo subsistiu certa insegurança jurídica acerca da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público para o ingresso nos postos de trabalho dessas entidades empresariais do estado. A celeuma foi resolvida em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do MS 21.322/DF, de 23/4/1993, em que se firmou o entendimento sobre a necessidade de concurso público para a contratação de empregados por essas empresas. Pouco tempo depois, o STF, em novo julgamento sobre a matéria (MS 22.357/DF), prestigiando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da boa-fé, afirmou que o marco inicial da obrigatoriedade de concurso público para as sociedades de economia mista e empresas públicas é a data em que publicado o julgado antes referido (23/4/1993), por meio do qual pacificada a controvérsia em torno do tema. Mesmo reconhecendo-se que a norma do art. 37, II, da CF deve ser rigorosamente observada, por afirmar os valores ético- republicanos da eficiência e da impessoalidade no trato da coisa pública, a incerteza que grassava em relação aos entes da Administração Indireta recomenda, por imposição do postulado da segurança jurídica, a preservação dos contratos de trabalho firmados anteriormente ao julgamento do MS 21.322/DF, tido como marco inicial quanto à obrigatoriedade de concurso público para essas entidades estatais. Afinal, cabe ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1195185 AGR / SP Poder Judiciário proteger a confiança que os cidadãos depositam em suas instituições, como expressão coletiva da própria noção essencial de probidade e boa-fé. 4. No caso dos autos, a necessidade de proteção da confiança é avultada, pois o contrato de trabalho da Autora perdurou por mais de quinze anos, devendo ser preservada a situação jurídica consolidada sob o prisma da interpretação constitucional conferida pela Excelsa Suprema Corte. Cumpre ter presente que o acórdão rescindendo foi proferido cinco anos após o STF ter firmado o entendimento – no MS 22.357/DF – de que não há nulidade na admissão de empregados por sociedades de economia mista e empresas públicas, sem submissão a concurso público, em contratos de trabalho firmados anteriormente ao julgamento do MS 21.322/DF. Dessa forma, tendo sido a Autora contratada em 6/8/1991, não há que se falar em nulidade contratual. 5. Diante da má aplicação da norma do art. 37, II e § 2º, da CF, rescinde-se o acórdão regional, em face da validade do contrato de trabalho da Autora, mantendo-se, em juízo rescisório, a condenação imposta na sentença prolatada no processo matriz. Precedente da SBDI-2 do TST. Recurso ordinário conhecido provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP Poder Judiciário proteger a confiança que os cidadãos depositam em suas instituições, como expressão coletiva da própria noção essencial de probidade e boa-fé. 4. No caso dos autos, a necessidade de proteção da confiança é avultada, pois o contrato de trabalho da Autora perdurou por mais de quinze anos, devendo ser preservada a situação jurídica consolidada sob o prisma da interpretação constitucional conferida pela Excelsa Suprema Corte. Cumpre ter presente que o acórdão rescindendo foi proferido cinco anos após o STF ter firmado o entendimento – no MS 22.357/DF – de que não há nulidade na admissão de empregados por sociedades de economia mista e empresas públicas, sem submissão a concurso público, em contratos de trabalho firmados anteriormente ao julgamento do MS 21.322/DF. Dessa forma, tendo sido a Autora contratada em 6/8/1991, não há que se falar em nulidade contratual. 5. Diante da má aplicação da norma do art. 37, II e § 2º, da CF, rescinde-se o acórdão regional, em face da validade do contrato de trabalho da Autora, mantendo-se, em juízo rescisório, a condenação imposta na sentença prolatada no processo matriz. Precedente da SBDI-2 do TST. Recurso ordinário conhecido provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do CPC/2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso ante a constatação da consonância entre o entendimento adotado pela Corte de origem e a jurisprudência desta Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, em razão da existência de controvérsia, à época da contratação, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, justifica, em nome do princípio da segurança jurídica, a preservação das contratações efetivadas sem prévia aprovação em concurso público, por empresas públicas e sociedades de economia mista nos primeiros anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO: PROVIMENTO DERIVADO: INCONSTITUCIONALIDADE: EFEITO EX NUNC. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA. I. - A Constituição de 1988 instituiu o concurso público como forma de acesso aos cargos públicos. CF, art. 37, II. Pedido de desconstituição de ato administrativo que deferiu, mediante concurso interno, a progressão de servidores públicos. Acontece que, à época dos fatos 1987 a 1992, o entendimento a respeito do tema não era pacífico, certo que, apenas em 17.02.1993, é que o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso ante a constatação da consonância entre o entendimento adotado pela Corte de origem e a jurisprudência desta Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, em razão da existência de controvérsia, à época da contratação, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, justifica, em nome do princípio da segurança jurídica, a preservação das contratações efetivadas sem prévia aprovação em concurso público, por empresas públicas e sociedades de economia mista nos primeiros anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO: PROVIMENTO DERIVADO: INCONSTITUCIONALIDADE: EFEITO EX NUNC. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA. I. - A Constituição de 1988 instituiu o concurso público como forma de acesso aos cargos públicos. CF, art. 37, II. Pedido de desconstituição de ato administrativo que deferiu, mediante concurso interno, a progressão de servidores públicos. Acontece que, à época dos fatos 1987 a 1992, o entendimento a respeito do tema não era pacífico, certo que, apenas em 17.02.1993, é que o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1195185 AGR / SP suspendeu, com efeito ex nunc, a eficácia do art. 8º, III; art. 10, parágrafo único; art. 13, § 4º; art. 17 e art. 33, IV, da Lei 8.112, de 1990, dispositivos esses que foram declarados inconstitucionais em 27.8.1998: ADI 837/DF, Relator o Ministro Moreira Alves, "DJ" de 25.6.1999. II. - Os princípios da boa-fé e da segurança jurídica autorizam a adoção do efeito ex nunc para a decisão que decreta a inconstitucionalidade. Ademais, os prejuízos que adviriam para a Administração seriam maiores que eventuais vantagens do desfazimento dos atos administrativos. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - RE conhecido, mas não provido.” (RE 442683, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 13/12/2005, DJ 24-03- 2006) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTABILIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS CONSTITUÍDAS. 1. Observância ao princípio da segurança jurídica. Estabilidade das situações criadas administrativamente. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. 2. Concurso público. Princípio da consumação dos atos administrativos. A existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, questão dirimida somente após a concretização dos contratos, não tem o condão de afastar a legitimidade dos provimentos, realizados em conformidade com a legislação então vigente. 3. Precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal. Agravos regimentais não providos.” (RE 348364 AgR-AgR-AgR-AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Primeira Turma, julgado em 14/12/2004, DJ 11-03-2005) “Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de Contas da União. Prestação de Contas da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária - INFRAERO. Emprego Público. Regularização de admissões. 3. Contratações realizadas em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP suspendeu, com efeito ex nunc, a eficácia do art. 8º, III; art. 10, parágrafo único; art. 13, § 4º; art. 17 e art. 33, IV, da Lei 8.112, de 1990, dispositivos esses que foram declarados inconstitucionais em 27.8.1998: ADI 837/DF, Relator o Ministro Moreira Alves, "DJ" de 25.6.1999. II. - Os princípios da boa-fé e da segurança jurídica autorizam a adoção do efeito ex nunc para a decisão que decreta a inconstitucionalidade. Ademais, os prejuízos que adviriam para a Administração seriam maiores que eventuais vantagens do desfazimento dos atos administrativos. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - RE conhecido, mas não provido.” (RE 442683, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 13/12/2005, DJ 24-03- 2006) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTABILIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS CONSTITUÍDAS. 1. Observância ao princípio da segurança jurídica. Estabilidade das situações criadas administrativamente. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. 2. Concurso público. Princípio da consumação dos atos administrativos. A existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, questão dirimida somente após a concretização dos contratos, não tem o condão de afastar a legitimidade dos provimentos, realizados em conformidade com a legislação então vigente. 3. Precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal. Agravos regimentais não providos.” (RE 348364 AgR-AgR-AgR-AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Primeira Turma, julgado em 14/12/2004, DJ 11-03-2005) “Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de Contas da União. Prestação de Contas da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária - INFRAERO. Emprego Público. Regularização de admissões. 3. Contratações realizadas em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1195185 AGR / SP conformidade com a legislação vigente à época. Admissões realizadas por processo seletivo sem concurso público, validadas por decisão administrativa e acórdão anterior do TCU. 4. Transcurso de mais de dez anos desde a concessão da liminar no mandado de segurança. 5. Obrigatoriedade da observância do princípio da segurança jurídica enquanto subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de estabilidade das situações criadas administrativamente. 6. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. Presença de um componente de ética jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de direito público. 7. Concurso de circunstâncias específicas e excepcionais que revelam: a boa fé dos impetrantes; a realização de processo seletivo rigoroso; a observância do regulamento da Infraero, vigente à época da realização do processo seletivo; a existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista. 8. Circunstâncias que, aliadas ao longo período de tempo transcorrido, afastam a alegada nulidade das contratações dos impetrantes. 9. Mandado de Segurança deferido.” (MS 22357, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2004, DJ 05-11-2004) “CARGOS e EMPREGOS PUBLICOS. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA, INDIRETA e FUNDACIONAL. ACESSIBILIDADE. CONCURSO PÚBLICO. A acessibilidade aos cargos públicos a todos os brasileiros, nos termos da Lei e mediante concurso público e princípio constitucional explicito, desde 1934, art. 168. Embora cronicamente sofismado, mercê de expedientes destinados a iludir a regra, não só foi reafirmado pela Constituição, como ampliado, para alcançar os empregos públicos, art. 37, I e II. Pela vigente ordem constitucional, em regra, o acesso aos empregos públicos opera-se mediante concurso público, que pode não ser de igual conteúdo, mas há de ser público. As autarquias, empresas públicas ou sociedades 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP conformidade com a legislação vigente à época. Admissões realizadas por processo seletivo sem concurso público, validadas por decisão administrativa e acórdão anterior do TCU. 4. Transcurso de mais de dez anos desde a concessão da liminar no mandado de segurança. 5. Obrigatoriedade da observância do princípio da segurança jurídica enquanto subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de estabilidade das situações criadas administrativamente. 6. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. Presença de um componente de ética jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de direito público. 7. Concurso de circunstâncias específicas e excepcionais que revelam: a boa fé dos impetrantes; a realização de processo seletivo rigoroso; a observância do regulamento da Infraero, vigente à época da realização do processo seletivo; a existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista. 8. Circunstâncias que, aliadas ao longo período de tempo transcorrido, afastam a alegada nulidade das contratações dos impetrantes. 9. Mandado de Segurança deferido.” (MS 22357, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2004, DJ 05-11-2004) “CARGOS e EMPREGOS PUBLICOS. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA, INDIRETA e FUNDACIONAL. ACESSIBILIDADE. CONCURSO PÚBLICO. A acessibilidade aos cargos públicos a todos os brasileiros, nos termos da Lei e mediante concurso público e princípio constitucional explicito, desde 1934, art. 168. Embora cronicamente sofismado, mercê de expedientes destinados a iludir a regra, não só foi reafirmado pela Constituição, como ampliado, para alcançar os empregos públicos, art. 37, I e II. Pela vigente ordem constitucional, em regra, o acesso aos empregos públicos opera-se mediante concurso público, que pode não ser de igual conteúdo, mas há de ser público. As autarquias, empresas públicas ou sociedades 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1195185 AGR / SP de economia mista estão sujeitas a regra, que envolve a administração direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Sociedade de economia mista destinada a explorar atividade econômica esta igualmente sujeita a esse princípio, que não colide com o expresso no art. 173, PAR. 1.. Exceções ao princípio, se existem, estão na própria Constituição.” (MS 21322, Relator(a): Min. Paulo Brossard, Tribunal Pleno, DJ 23.4.1993) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP de economia mista estão sujeitas a regra, que envolve a administração direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Sociedade de economia mista destinada a explorar atividade econômica esta igualmente sujeita a esse princípio, que não colide com o expresso no art. 173, PAR. 1.. Exceções ao princípio, se existem, estão na própria Constituição.” (MS 21322, Relator(a): Min. Paulo Brossard, Tribunal Pleno, DJ 23.4.1993) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA (188237/SP) AGDO.(A/S) : ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) : MARILDA IZIQUE CHEBABI (216057/RJ, 24902/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 510C-F808-625F-8592 e senha EC6A-A4A4-F3AE-C75A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA (188237/SP) AGDO.(A/S) : ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) : MARILDA IZIQUE CHEBABI (216057/RJ, 24902/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 510C-F808-625F-8592 e senha EC6A-A4A4-F3AE-C75A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384600
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO DO TRABALHO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, II, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EMPREGADA ADMITIDA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA NO ANO DE 1991. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. MATÉRIA CONTROVERTIDA À ÉPOCA DA ADMISSÃO. PRESERVAÇÃO DO ATO. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. PRECEDENTES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur407456
- Acórdão(s) citado(s): (SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA, CONTRATAÇÃO SEM CONCURSO PÚBLICO, ESTABILIDADE, RELAÇÃO JURÍDICA) MS 21322 (TP), MS 22357 (TP), RE 442683 (2ªT), RE 348364 AgR-AgR-AgR-AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 20/08/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1195185
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00037\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1195185 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA AGDO.(A/S) : ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) : MARILDA IZIQUE CHEBABI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA AGDO.(A/S) :ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) :MARILDA IZIQUE CHEBABI EMENTA DIREITO DO TRABALHO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 37, II, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EMPREGADA ADMITIDA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA NO ANO DE 1991. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. MATÉRIA CONTROVERTIDA À ÉPOCA DA ADMISSÃO. PRESERVAÇÃO DO ATO. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. PRECEDENTES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. O entendimento assinalado na decisão agravada não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal. Compreensão diversa demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, a tornar oblíqua e reflexa eventual ofensa à Constituição, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0252-A4C4-6682-FE09 e senha 0622-20A6-6DE8-97E3 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 1195185 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0252-A4C4-6682-FE09 e senha 0622-20A6-6DE8-97E3 Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 0252-A4C4-6682-FE09 e senha 0622-20A6-6DE8-97E3 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA AGDO.(A/S) :ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) :MARILDA IZIQUE CHEBABI RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, II, e § 2..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO RESCISÓRIA AJUIZADA SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil DE 1973. CONTRATO NULO. EMPREGADA ADMITIDA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA SEM PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. ADMISSÃO ANTERIOR AO JULGAMENTO DO MS 21.322/DF PELO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO DO ART. 37, II E §2..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONFIGURAÇÃO. 1. Pretensão rescisória, deduzida com fulcro no art. 485, V, do Código de Processo Civil de 1973, calcada em ofensa aos arts. 5..., XXXV, XXXVI e LIV, 37, II, §2..., da CRFB/88, 884 do CCB, 54 da Lei 9.784/1999 e 6..., §§1... e 2..., da LINDB. 2. No acórdão rescindendo, a Corte Regional deu provimento ao recurso ordinário da Ré (Reclamada), sociedade de economia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) :STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA AGDO.(A/S) :ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) :MARILDA IZIQUE CHEBABI RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, restou desafiada por agravo interno. Na minuta, impugna-se a decisão agravada ao argumento de que demonstrada, na hipótese, a afronta direta ao preceito da Lei Maior indicado nas razões recursais. Reitera-se a afronta ao art. 37, II, e § 2..., da Constituição Federal. O Colegiado de origem julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “RECURSO ORDINÁRIO EM AÇÃO RESCISÓRIA AJUIZADA SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil DE 1973. CONTRATO NULO. EMPREGADA ADMITIDA POR SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA SEM PRÉVIA APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO. REINTEGRAÇÃO. ADMISSÃO ANTERIOR AO JULGAMENTO DO MS 21.322/DF PELO Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO DO ART. 37, II E §2..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. CONFIGURAÇÃO. 1. Pretensão rescisória, deduzida com fulcro no art. 485, V, do Código de Processo Civil de 1973, calcada em ofensa aos arts. 5..., XXXV, XXXVI e LIV, 37, II, §2..., da CRFB/88, 884 do CCB, 54 da Lei 9.784/1999 e 6..., §§1... e 2..., da LINDB. 2. No acórdão rescindendo, a Corte Regional deu provimento ao recurso ordinário da Ré (Reclamada), sociedade de economia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 1195185 AGR / SP mista estadual, para declarar nulo o contrato de trabalho da Autora (Reclamante), ante a ausência de prévia submissão a concurso público, afastando a condenação à reintegração e ao pagamento das verbas decorrentes da dispensa. 3. Ampliando regra vigente no sistema constitucional anterior, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 37, II, estendeu a obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso para os empregos públicos. Contudo, diante da inovação na ordem constitucional, aliada à disposição do artigo 173, §1..., II, da Constituição Federal de 1988/88 (que estabelece a sujeição das sociedades de economia mista e empresas públicas ao regime próprio das empresas privadas no que se refere a direitos e obrigações trabalhistas), durante algum tempo subsistiu certa insegurança jurídica acerca da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público para o ingresso nos postos de trabalho dessas entidades empresariais do estado. A celeuma foi resolvida em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do MS 21.322/DF, de 23/4/1993, em que se firmou o entendimento sobre a necessidade de concurso público para a contratação de empregados por essas empresas. Pouco tempo depois, o Supremo Tribunal Federal, em novo julgamento sobre a matéria (MS 22.357/DF), prestigiando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da boa-fé, afirmou que o marco inicial da obrigatoriedade de concurso público para as sociedades de economia mista e empresas públicas é a data em que publicado o julgado antes referido (23/4/1993), por meio do qual pacificada a controvérsia em torno do tema. Mesmo reconhecendo-se que a norma do art. 37, II, da Constituição Federal de 1988 deve ser rigorosamente observada, por afirmar os valores ético- republicanos da eficiência e da impessoalidade no trato da coisa pública, a incerteza que grassava em relação aos entes da Administração Indireta recomenda, por imposição do postulado da segurança jurídica, a preservação dos contratos de trabalho firmados anteriormente ao julgamento do MS 21.322/DF, tido como marco inicial quanto à obrigatoriedade de concurso público para essas entidades estatais. Afinal, cabe ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP mista estadual, para declarar nulo o contrato de trabalho da Autora (Reclamante), ante a ausência de prévia submissão a concurso público, afastando a condenação à reintegração e ao pagamento das verbas decorrentes da dispensa. 3. Ampliando regra vigente no sistema constitucional anterior, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 37, II, estendeu a obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso para os empregos públicos. Contudo, diante da inovação na ordem constitucional, aliada à disposição do artigo 173, §1..., II, da Constituição Federal de 1988/88 (que estabelece a sujeição das sociedades de economia mista e empresas públicas ao regime próprio das empresas privadas no que se refere a direitos e obrigações trabalhistas), durante algum tempo subsistiu certa insegurança jurídica acerca da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso público para o ingresso nos postos de trabalho dessas entidades empresariais do estado. A celeuma foi resolvida em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do MS 21.322/DF, de 23/4/1993, em que se firmou o entendimento sobre a necessidade de concurso público para a contratação de empregados por essas empresas. Pouco tempo depois, o Supremo Tribunal Federal, em novo julgamento sobre a matéria (MS 22.357/DF), prestigiando os princípios da segurança jurídica, da proteção da confiança e da boa-fé, afirmou que o marco inicial da obrigatoriedade de concurso público para as sociedades de economia mista e empresas públicas é a data em que publicado o julgado antes referido (23/4/1993), por meio do qual pacificada a controvérsia em torno do tema. Mesmo reconhecendo-se que a norma do art. 37, II, da Constituição Federal de 1988 deve ser rigorosamente observada, por afirmar os valores ético- republicanos da eficiência e da impessoalidade no trato da coisa pública, a incerteza que grassava em relação aos entes da Administração Indireta recomenda, por imposição do postulado da segurança jurídica, a preservação dos contratos de trabalho firmados anteriormente ao julgamento do MS 21.322/DF, tido como marco inicial quanto à obrigatoriedade de concurso público para essas entidades estatais. Afinal, cabe ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 1195185 AGR / SP Poder Judiciário proteger a confiança que os cidadãos depositam em suas instituições, como expressão coletiva da própria noção essencial de probidade e boa-fé. 4. No caso dos autos, a necessidade de proteção da confiança é avultada, pois o contrato de trabalho da Autora perdurou por mais de quinze anos, devendo ser preservada a situação jurídica consolidada sob o prisma da interpretação constitucional conferida pela Excelsa Suprema Corte. Cumpre ter presente que o acórdão rescindendo foi proferido cinco anos após o Supremo Tribunal Federal ter firmado o entendimento – no MS 22.357/DF – de que não há nulidade na admissão de empregados por sociedades de economia mista e empresas públicas, sem submissão a concurso público, em contratos de trabalho firmados anteriormente ao julgamento do MS 21.322/DF. Dessa forma, tendo sido a Autora contratada em 6/8/1991, não há que se falar em nulidade contratual. 5. Diante da má aplicação da norma do art. 37, II e § 2..., da Constituição Federal de 1988, rescinde-se o acórdão regional, em face da validade do contrato de trabalho da Autora, mantendo-se, em juízo rescisório, a condenação imposta na sentença prolatada no processo matriz. Precedente da SBDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso ordinário conhecido provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP Poder Judiciário proteger a confiança que os cidadãos depositam em suas instituições, como expressão coletiva da própria noção essencial de probidade e boa-fé. 4. No caso dos autos, a necessidade de proteção da confiança é avultada, pois o contrato de trabalho da Autora perdurou por mais de quinze anos, devendo ser preservada a situação jurídica consolidada sob o prisma da interpretação constitucional conferida pela Excelsa Suprema Corte. Cumpre ter presente que o acórdão rescindendo foi proferido cinco anos após o Supremo Tribunal Federal ter firmado o entendimento – no MS 22.357/DF – de que não há nulidade na admissão de empregados por sociedades de economia mista e empresas públicas, sem submissão a concurso público, em contratos de trabalho firmados anteriormente ao julgamento do MS 21.322/DF. Dessa forma, tendo sido a Autora contratada em 6/8/1991, não há que se falar em nulidade contratual. 5. Diante da má aplicação da norma do art. 37, II e § 2..., da Constituição Federal de 1988, rescinde-se o acórdão regional, em face da validade do contrato de trabalho da Autora, mantendo-se, em juízo rescisório, a condenação imposta na sentença prolatada no processo matriz. Precedente da SBDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho. Recurso ordinário conhecido provido.” Recurso extraordinário e agravo manejados sob a égide do Código de Processo Civil/2015. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 83B9-638C-44FB-59C9 e senha 3110-5386-3200-B8CC Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso ante a constatação da consonância entre o entendimento adotado pela Corte de origem e a jurisprudência desta Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, em razão da existência de controvérsia, à época da contratação, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, justifica, em nome do princípio da segurança jurídica, a preservação das contratações efetivadas sem prévia aprovação em concurso público, por empresas públicas e sociedades de economia mista nos primeiros anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO: PROVIMENTO DERIVADO: INCONSTITUCIONALIDADE: EFEITO EX NUNC. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA. I. - A Constituição de 1988 instituiu o concurso público como forma de acesso aos cargos públicos. Constituição Federal de 1988, art. 37, II. Pedido de desconstituição de ato administrativo que deferiu, mediante concurso interno, a progressão de servidores públicos. Acontece que, à época dos fatos 1987 a 1992, o entendimento a respeito do tema não era pacífico, certo que, apenas em 17.02.1993, é que o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito. Negado seguimento ao recurso ante a constatação da consonância entre o entendimento adotado pela Corte de origem e a jurisprudência desta Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, em razão da existência de controvérsia, à época da contratação, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, justifica, em nome do princípio da segurança jurídica, a preservação das contratações efetivadas sem prévia aprovação em concurso público, por empresas públicas e sociedades de economia mista nos primeiros anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: “CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO: PROVIMENTO DERIVADO: INCONSTITUCIONALIDADE: EFEITO EX NUNC. PRINCÍPIOS DA BOA-FÉ E DA SEGURANÇA JURÍDICA. I. - A Constituição de 1988 instituiu o concurso público como forma de acesso aos cargos públicos. Constituição Federal de 1988, art. 37, II. Pedido de desconstituição de ato administrativo que deferiu, mediante concurso interno, a progressão de servidores públicos. Acontece que, à época dos fatos 1987 a 1992, o entendimento a respeito do tema não era pacífico, certo que, apenas em 17.02.1993, é que o Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1195185 AGR / SP suspendeu, com efeito ex nunc, a eficácia do art. 8..., III; art. 10, parágrafo único; art. 13, § 4...; art. 17 e art. 33, IV, da Lei 8.112, de 1990, dispositivos esses que foram declarados inconstitucionais em 27.8.1998: ADI 837/DF, Relator o Ministro Moreira Alves, "DJ" de 25.6.1999. II. - Os princípios da boa-fé e da segurança jurídica autorizam a adoção do efeito ex nunc para a decisão que decreta a inconstitucionalidade. Ademais, os prejuízos que adviriam para a Administração seriam maiores que eventuais vantagens do desfazimento dos atos administrativos. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Recurso Extraordinário conhecido, mas não provido.” (Recurso Extraordinário 442683, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 13/12/2005, DJ 24-03- 2006) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTABILIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS CONSTITUÍDAS. 1. Observância ao princípio da segurança jurídica. Estabilidade das situações criadas administrativamente. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. 2. Concurso público. Princípio da consumação dos atos administrativos. A existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, questão dirimida somente após a concretização dos contratos, não tem o condão de afastar a legitimidade dos provimentos, realizados em conformidade com a legislação então vigente. 3. Precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal. Agravos regimentais não providos.” (Recurso Extraordinário 348364 AgR-AgR-AgR-AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Primeira Turma, julgado em 14/12/2004, DJ 11-03-2005) “Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de Contas da União. Prestação de Contas da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária - INFRAERO. Emprego Público. Regularização de admissões. 3. Contratações realizadas em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP suspendeu, com efeito ex nunc, a eficácia do art. 8..., III; art. 10, parágrafo único; art. 13, § 4...; art. 17 e art. 33, IV, da Lei 8.112, de 1990, dispositivos esses que foram declarados inconstitucionais em 27.8.1998: ADI 837/DF, Relator o Ministro Moreira Alves, "DJ" de 25.6.1999. II. - Os princípios da boa-fé e da segurança jurídica autorizam a adoção do efeito ex nunc para a decisão que decreta a inconstitucionalidade. Ademais, os prejuízos que adviriam para a Administração seriam maiores que eventuais vantagens do desfazimento dos atos administrativos. III. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal. IV. - Recurso Extraordinário conhecido, mas não provido.” (Recurso Extraordinário 442683, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 13/12/2005, DJ 24-03- 2006) “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ESTABILIDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS CONSTITUÍDAS. 1. Observância ao princípio da segurança jurídica. Estabilidade das situações criadas administrativamente. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. 2. Concurso público. Princípio da consumação dos atos administrativos. A existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista, questão dirimida somente após a concretização dos contratos, não tem o condão de afastar a legitimidade dos provimentos, realizados em conformidade com a legislação então vigente. 3. Precedente do Pleno do Supremo Tribunal Federal. Agravos regimentais não providos.” (Recurso Extraordinário 348364 AgR-AgR-AgR-AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Primeira Turma, julgado em 14/12/2004, DJ 11-03-2005) “Mandado de Segurança. 2. Acórdão do Tribunal de Contas da União. Prestação de Contas da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária - INFRAERO. Emprego Público. Regularização de admissões. 3. Contratações realizadas em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1195185 AGR / SP conformidade com a legislação vigente à época. Admissões realizadas por processo seletivo sem concurso público, validadas por decisão administrativa e acórdão anterior do TCU. 4. Transcurso de mais de dez anos desde a concessão da liminar no mandado de segurança. 5. Obrigatoriedade da observância do princípio da segurança jurídica enquanto subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de estabilidade das situações criadas administrativamente. 6. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. Presença de um componente de ética jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de direito público. 7. Concurso de circunstâncias específicas e excepcionais que revelam: a boa fé dos impetrantes; a realização de processo seletivo rigoroso; a observância do regulamento da Infraero, vigente à época da realização do processo seletivo; a existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista. 8. Circunstâncias que, aliadas ao longo período de tempo transcorrido, afastam a alegada nulidade das contratações dos impetrantes. 9. Mandado de Segurança deferido.” (MS 22357, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2004, DJ 05-11-2004) “CARGOS e EMPREGOS PUBLICOS. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA, INDIRETA e FUNDACIONAL. ACESSIBILIDADE. CONCURSO PÚBLICO. A acessibilidade aos cargos públicos a todos os brasileiros, nos termos da Lei e mediante concurso público e princípio constitucional explicito, desde 1934, art. 168. Embora cronicamente sofismado, mercê de expedientes destinados a iludir a regra, não só foi reafirmado pela Constituição, como ampliado, para alcançar os empregos públicos, art. 37, I e II. Pela vigente ordem constitucional, em regra, o acesso aos empregos públicos opera-se mediante concurso público, que pode não ser de igual conteúdo, mas há de ser público. As autarquias, empresas públicas ou sociedades 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP conformidade com a legislação vigente à época. Admissões realizadas por processo seletivo sem concurso público, validadas por decisão administrativa e acórdão anterior do TCU. 4. Transcurso de mais de dez anos desde a concessão da liminar no mandado de segurança. 5. Obrigatoriedade da observância do princípio da segurança jurídica enquanto subprincípio do Estado de Direito. Necessidade de estabilidade das situações criadas administrativamente. 6. Princípio da confiança como elemento do princípio da segurança jurídica. Presença de um componente de ética jurídica e sua aplicação nas relações jurídicas de direito público. 7. Concurso de circunstâncias específicas e excepcionais que revelam: a boa fé dos impetrantes; a realização de processo seletivo rigoroso; a observância do regulamento da Infraero, vigente à época da realização do processo seletivo; a existência de controvérsia, à época das contratações, quanto à exigência, nos termos do art. 37 da Constituição, de concurso público no âmbito das empresas públicas e sociedades de economia mista. 8. Circunstâncias que, aliadas ao longo período de tempo transcorrido, afastam a alegada nulidade das contratações dos impetrantes. 9. Mandado de Segurança deferido.” (MS 22357, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, Tribunal Pleno, julgado em 27/05/2004, DJ 05-11-2004) “CARGOS e EMPREGOS PUBLICOS. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA, INDIRETA e FUNDACIONAL. ACESSIBILIDADE. CONCURSO PÚBLICO. A acessibilidade aos cargos públicos a todos os brasileiros, nos termos da Lei e mediante concurso público e princípio constitucional explicito, desde 1934, art. 168. Embora cronicamente sofismado, mercê de expedientes destinados a iludir a regra, não só foi reafirmado pela Constituição, como ampliado, para alcançar os empregos públicos, art. 37, I e II. Pela vigente ordem constitucional, em regra, o acesso aos empregos públicos opera-se mediante concurso público, que pode não ser de igual conteúdo, mas há de ser público. As autarquias, empresas públicas ou sociedades 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 1195185 AGR / SP de economia mista estão sujeitas a regra, que envolve a administração direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Sociedade de economia mista destinada a explorar atividade econômica esta igualmente sujeita a esse princípio, que não colide com o expresso no art. 173, PAR. 1.. Exceções ao princípio, se existem, estão na própria Constituição.” (MS 21322, Relator(a): Min. Paulo Brossard, Tribunal Pleno, DJ 23.4.1993) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Supremo Tribunal Federal ARE 1195185 AGR / SP de economia mista estão sujeitas a regra, que envolve a administração direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Sociedade de economia mista destinada a explorar atividade econômica esta igualmente sujeita a esse princípio, que não colide com o expresso no art. 173, PAR. 1.. Exceções ao princípio, se existem, estão na própria Constituição.” (MS 21322, Relator(a): Min. Paulo Brossard, Tribunal Pleno, DJ 23.4.1993) De mais a mais, o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, constato que as razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B76C-91DD-A165-BFB2 e senha 3032-9BF3-E157-17DA Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA (188237/SP) AGDO.(A/S) : ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) : MARILDA IZIQUE CHEBABI (216057/RJ, 24902/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 510C-F808-625F-8592 e senha EC6A-A4A4-F3AE-C75A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.195.185 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CETESB COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO ADV.(A/S) : STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA (188237/SP) AGDO.(A/S) : ROBERTA SAMPAIO SOARES ADV.(A/S) : MARILDA IZIQUE CHEBABI (216057/RJ, 24902/SP) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 510C-F808-625F-8592 e senha EC6A-A4A4-F3AE-C75A Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 185", "MS 21 . 322 / DF", "MS 21 . 322 / DF", "ARE 1195185 AGR / SP", "MS 21 . 322 / DF", "MS 22 . 357 / DF", "MS 21 . 322 / DF", "MS 21 . 322 / DF", "MS 22 . 357 / DF", "MS 21 . 322 / DF", "ARE 1195185 AGR / SP", "MS 22 . 357 / DF", "MS 21 . 322 / DF", "MS 22 . 357 / DF", "MS 21 . 322 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 185", "ADI 837 / DF", "Recurso Extraordinário 442683", "Recurso Extraordinário 348364 AgR - AgR - AgR - AgR", "ADI 837 / DF", "Recurso Extraordinário 442683", "Recurso Extraordinário 348364 AgR - AgR - AgR - AgR", "ARE 1195185", "MS 22357", "ARE 1195185 AGR / SP", "MS 21322", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1195185", "MS 21322", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 195 . 185" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 37 , II , e § 2 . . . , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil DE 1973", "ART . 37 , II E § 2 . . .", "art . 485 , V , do Código de Processo Civil de 1973", "arts", "884 do CCB", "54 da Lei 9 . 784 / 1999", "6 . . . , § § 1 . . . e 2 . . . , da LINDB", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "art . 37 , II , e § 2 . . . , da Constituição Federal", "Código de Processo Civil DE 1973", "ART . 37 , II E § 2 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 485 , V , do Código de Processo Civil de 1973", "arts . 5 . . . , XXXV , XXXVI e LIV , 37 , II , § 2 . . . , da CRFB / 88", "884 do CCB", "54 da Lei 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "artigo 173 , § 1 . . . , II , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 37 , II , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988", "artigo 173 , § 1 . . . , II , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 37 , II , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , II e § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , II e § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 da Constituição", "Constituição Federal de 1988", "Constituição de 1988", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 da Constituição", "Constituição Federal de 1988", "Constituição de 1988", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 e art . 33 , IV , da Lei 8 . 112", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . , III ;", "art . 10 , parágrafo único ; art . 13 , § 4 . . . ;", "art . 17 e art . 33 , IV , da Lei 8 . 112", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 da Constituição", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 da Constituição", "1934", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CETESB", "COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CETESB", "COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CETESB", "COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SBDI", "-", "2 do Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "SBDI", "-", "2 do Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal de Contas da União", "Empresa Brasileira de Infra - estrutura Aeroportuária", "INFRAERO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno do", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal de Contas da União", "Empresa Brasileira de Infra - estrutura Aeroportuária", "INFRAERO", "2", "Supremo Tribunal Federal", "/", "TCU", "Infraero", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "TCU", "Infraero", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "União", "Distrito Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CETESB", "COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CETESB", "COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SAO PAULO", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA", "ROBERTA SAMPAIO SOARES", "MARILDA IZIQUE CHEBABI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA", "ROBERTA SAMPAIO SOARES", "MARILDA IZIQUE CHEBABI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "STELIO MORGANTI DA COSTA", "ROBERTA SAMPAIO SOARES", "MARILDA IZIQUE CHEBABI", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Moreira Alves", "CARLOS VELLOSO", "EROS GRAU", "Moreira Alves", "CARLOS VELLOSO", "EROS GRAU", "ROSA WEBER", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "Paulo Brossard", "Paulo Brossard", "ROSA WEBER", "STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA", "ROBERTA SAMPAIO SOARES", "MARILDA IZIQUE CHEBABI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "ROSA WEBER", "STELIO MORGANTI DA COSTA FERREIRA", "ROBERTA SAMPAIO SOARES", "MARILDA IZIQUE CHEBABI", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "1993", "23", "/", "4", "/", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "4", "/", "1993", "23", "/", "4", "/", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "8", "/", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "8", "/", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "1987", "1992", "17", ".", "02", ".", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "1987", "1992", "17", ".", "02", ".", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "27", ".", "8", ".", "1998", "25", ".", "6", ".", "1999", "13", "/", "12", "/", "2005", "24", "-", "03", "-", "2006", "14", "/", "12", "/", "2004", "11", "-", "03", "-", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "27", ".", "8", ".", "1998", "25", ".", "6", ".", "1999", "13", "/", "12", "/", "2005", "24", "-", "03", "-", "2006", "14", "/", "12", "/", "2004", "11", "-", "03", "-", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2004", "05", "-", "11", "-", "2004", "1934", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "05", "/", "2004", "05", "-", "11", "-", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "4", ".", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "4", ".", "1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) :GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Previdenciário. Acidente de trabalho. Ação regressiva do INSS em face do empregador. Cabimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF), nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EFB-CD03-BC62-3422 e senha 4D36-EDD9-8D94-4E64 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1196951 AGR / SP Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EFB-CD03-BC62-3422 e senha 4D36-EDD9-8D94-4E64 Supremo Tribunal Federal ARE 1196951 AGR / SP Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EFB-CD03-BC62-3422 e senha 4D36-EDD9-8D94-4E64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) :GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C4F-F23B-6DC5-843F e senha A844-868B-933E-5887 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) :GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C4F-F23B-6DC5-843F e senha A844-868B-933E-5887 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA AJUIZADA PELO INSS. ACIDENTE DE TRABALHO. RESSARCIMENTO DE VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ” (ARE nº 1.70.139/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cármem Lúcia, DJe de 8/5/19). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 08.03.2018. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. REPARAÇÃO CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279 DO STF. TEMA 666. 1. Eventual divergência ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA AJUIZADA PELO INSS. ACIDENTE DE TRABALHO. RESSARCIMENTO DE VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ” (ARE nº 1.70.139/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cármem Lúcia, DJe de 8/5/19). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 08.03.2018. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. REPARAÇÃO CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279 DO STF. TEMA 666. 1. Eventual divergência ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196951 AGR / SP entendimento adotado pelo Tribunal a quo, especialmente quanto à ocorrência de prescrição, em face à natureza cível da demanda reconhecida na instância a quo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, além de exigir o exame da legislação infraconstitucional de regência (Decreto 20.910/32 e art. 206, § 3º, V, do Código Civil, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, além de atrair a incidência do óbice da Súmula 279 do STF. 2. Ademais, o acórdão recorrido, ao afastar as disposições do art. 37, § 5º, da CF, não destoa da jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do RE 669.069-RG, de relatoria do Min. Teori Zavascki (Tema 666), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido de que é “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil”, conforme verificado no caso em análise. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do CPC, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem. ” (ARE nº 1.054.693/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 25/3/19). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.009.404/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/3/17). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Supremo Tribunal Federal ARE 1196951 AGR / SP entendimento adotado pelo Tribunal a quo, especialmente quanto à ocorrência de prescrição, em face à natureza cível da demanda reconhecida na instância a quo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, além de exigir o exame da legislação infraconstitucional de regência (Decreto 20.910/32 e art. 206, § 3º, V, do Código Civil, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, além de atrair a incidência do óbice da Súmula 279 do STF. 2. Ademais, o acórdão recorrido, ao afastar as disposições do art. 37, § 5º, da CF, não destoa da jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do RE 669.069-RG, de relatoria do Min. Teori Zavascki (Tema 666), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido de que é “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil”, conforme verificado no caso em análise. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4º, do CPC. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do CPC, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem. ” (ARE nº 1.054.693/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 25/3/19). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE nº 1.009.404/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/3/17). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196951 AGR / SP regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Supremo Tribunal Federal ARE 1196951 AGR / SP regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) : GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA (257240/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BAE-F355-1619-0196 e senha B6EF-7E6F-836F-DECF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) : GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA (257240/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BAE-F355-1619-0196 e senha B6EF-7E6F-836F-DECF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311483
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Previdenciário. Acidente de trabalho. Ação regressiva do INSS em face do empregador. Cabimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula nº 279/STF), nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur407624
- Acórdão(s) citado(s): (ACIDENTE DO TRABALHO, AÇÃO REGRESSIVA, INSS, REEXAME, FATO, PROVA) ARE 1009404 AgR (1ªT), ARE 1054693 AgR (2ªT), ARE 1170139 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1196951
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1196951 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) : GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) :GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Previdenciário. Acidente de trabalho. Ação regressiva do INSS em face do empregador. Cabimento. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para o reexame dos fatos e das provas constantes dos autos (Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal), nem da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EFB-CD03-BC62-3422 e senha 4D36-EDD9-8D94-4E64 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1196951 AGR / SP Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EFB-CD03-BC62-3422 e senha 4D36-EDD9-8D94-4E64 Supremo Tribunal Federal ARE 1196951 AGR / SP Brasília, 24 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 8EFB-CD03-BC62-3422 e senha 4D36-EDD9-8D94-4E64 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) :GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C4F-F23B-6DC5-843F e senha A844-868B-933E-5887 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) :GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob os fundamentos de ausência de ofensa constitucional direta e de incidência da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante a inexistência dos óbices apontados. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4C4F-F23B-6DC5-843F e senha A844-868B-933E-5887 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA AJUIZADA PELO INSS. ACIDENTE DE TRABALHO. RESSARCIMENTO DE VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ” (ARE n 1.70.139/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cármem Lúcia, DJe de 8/5/19). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 08.03.2018. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. REPARAÇÃO CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. TEMA 666. 1. Eventual divergência ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. Verifica-se das razões expostas no acórdão recorrido, que o acolhimento da pretensão recursal exigiria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. AÇÃO REGRESSIVA AJUIZADA PELO INSS. ACIDENTE DE TRABALHO. RESSARCIMENTO DE VALORES REFERENTES AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ” (ARE n 1.70.139/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Cármem Lúcia, DJe de 8/5/19). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO EM 08.03.2018. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ACIDENTE DE TRABALHO. REPARAÇÃO CIVIL. AÇÃO REGRESSIVA. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICOPROBATÓRIO DOS AUTOS. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. TEMA 666. 1. Eventual divergência ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196951 AGR / SP entendimento adotado pelo Tribunal a quo, especialmente quanto à ocorrência de prescrição, em face à natureza cível da demanda reconhecida na instância a quo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, além de exigir o exame da legislação infraconstitucional de regência (Decreto 20.910/32 e art. 206, § 3..., V, do Código Civil, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, além de atrair a incidência do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Ademais, o acórdão recorrido, ao afastar as disposições do art. 37, § 5..., da Constituição Federal de 1988, não destoa da jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do Recurso Extraordinário 669.069-RG, de relatoria do Min. Teori Zavascki (Tema 666), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido de que é “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil”, conforme verificado no caso em análise. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem. ” (ARE n 1.054.693/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 25/3/19). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.009.404/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/3/17). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Supremo Tribunal Federal ARE 1196951 AGR / SP entendimento adotado pelo Tribunal a quo, especialmente quanto à ocorrência de prescrição, em face à natureza cível da demanda reconhecida na instância a quo, demandaria o reexame de fatos e provas constantes dos autos, além de exigir o exame da legislação infraconstitucional de regência (Decreto 20.910/32 e art. 206, § 3..., V, do Código Civil, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, além de atrair a incidência do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Ademais, o acórdão recorrido, ao afastar as disposições do art. 37, § 5..., da Constituição Federal de 1988, não destoa da jurisprudência desta Corte, sedimentada no julgamento do Recurso Extraordinário 669.069-RG, de relatoria do Min. Teori Zavascki (Tema 666), apreciado sob a sistemática da repercussão geral, no sentido de que é “prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil”, conforme verificado no caso em análise. 3. Agravo regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa, nos termos do art. 1.021, §4..., do Código de Processo Civil. Incabível a aplicação do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, porquanto não houve fixação de verba honorária nas instâncias de origem. ” (ARE n 1.054.693/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Edson Fachin, DJe de 25/3/19). “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AÇÃO REGRESSIVA ACIDENTÁRIA PROPOSTA PELO INSS. RESSARCIMENTO DE VALORES RELATIVOS AO PAGAMENTO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.” (ARE n 1.009.404/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 23/3/17). Por ser manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1196951 AGR / SP regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Supremo Tribunal Federal ARE 1196951 AGR / SP regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 21DD-369E-E900-F7D1 e senha C728-E9B5-BAB7-BA1A Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) : GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA (257240/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BAE-F355-1619-0196 e senha B6EF-7E6F-836F-DECF Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.196.951 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : VERDIS BORGES CAMPOS ADV.(A/S) : GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA (257240/SP) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL (00000/DF) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 7BAE-F355-1619-0196 e senha B6EF-7E6F-836F-DECF Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 196 . 951", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 1196951 AGR / SP", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 196 . 951", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 70 . 139 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 1 . 70 . 139 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 669 . 069 - RG", "ARE n 1 . 054 . 693 / ES - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 009 . 404 / RS - AgR", "ARE 1196951 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 669 . 069 - RG", "ARE n 1 . 054 . 693 / ES - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE n 1 . 009 . 404 / RS - AgR", "ARE 1196951 AGR / SP", "ARE 1196951 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . DO", "ART . 1 . 021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 20 . 910 / 32", "art . 206 , § 3 . . . , V , do Código Civil", "art . 37 , § 5 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 20 . 910 / 32", "art . 206 , § 3 . . . , V , do Código Civil", "art . 37 , § 5 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 85 , § 11 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSS", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Segunda Turma", "INSS", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "BA1A", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "VERDIS BORGES CAMPOS", "GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "VERDIS BORGES CAMPOS", "GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "VERDIS BORGES CAMPOS", "GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cármem Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Cármem Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Teori Zavascki", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "VERDIS BORGES CAMPOS", "GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "VERDIS BORGES CAMPOS", "GUILHERME DEL BIANCO DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "8", "/", "5", "/", "19", "08", ".", "03", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "8", "/", "5", "/", "19", "08", ".", "03", ".", "2018", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "19", "23", "/", "3", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "3", "/", "19", "23", "/", "3", "/", "17", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) :RAPHAEL DE FREITAS AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :ANA PAULA SCOZ SILVESTRE EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. INTEGRALIDADE E PARIDADE. EMENDAS CONSTITUCIONAIS NºS 41/2003 E 47/2005. TEMA Nº 396. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 284/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Razões do recurso extraordinário que não atacam os fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula nº 284/STF. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DB5-8A6B-A2D0-187C e senha 3317-E664-4A19-9EC4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 1178550 AGR / SC conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DB5-8A6B-A2D0-187C e senha 3317-E664-4A19-9EC4 Supremo Tribunal Federal RE 1178550 AGR / SC conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DB5-8A6B-A2D0-187C e senha 3317-E664-4A19-9EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) :RAPHAEL DE FREITAS AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :ANA PAULA SCOZ SILVESTRE RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Rosemari Vieira Machado. A matéria debatida, em síntese, diz com mandado de segurança interposto na origem objetivando a concessão de pensão por morte segundo os critérios da integralidade e paridade nos moldes pagos ao instituidor, como se vivo fosse. A agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Considera inaplicável a Súmula nº 284 desta Corte. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. JULGAMENTO QUE DETERMINOU O PAGAMENTO INTEGRAL DOS VALORES QUE O INSTITUIDOR DA PENSÃO RECEBERIA SE VIVO FOSSE. ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM REPERCUSSÃO GERAL (RE N. 603.580). TEMA 396/STF. ACÓRDÃO EM DESCOMPASSO COM A TESE FIRMADA. JUÍZO DE ADEQUAÇÃO POSITIVO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBFD-2E54-3C03-907B e senha 34C3-6B1C-6A6D-DA16 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) :RAPHAEL DE FREITAS AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :ANA PAULA SCOZ SILVESTRE RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Rosemari Vieira Machado. A matéria debatida, em síntese, diz com mandado de segurança interposto na origem objetivando a concessão de pensão por morte segundo os critérios da integralidade e paridade nos moldes pagos ao instituidor, como se vivo fosse. A agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Considera inaplicável a Súmula nº 284 desta Corte. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. JULGAMENTO QUE DETERMINOU O PAGAMENTO INTEGRAL DOS VALORES QUE O INSTITUIDOR DA PENSÃO RECEBERIA SE VIVO FOSSE. ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM REPERCUSSÃO GERAL (RE N. 603.580). TEMA 396/STF. ACÓRDÃO EM DESCOMPASSO COM A TESE FIRMADA. JUÍZO DE ADEQUAÇÃO POSITIVO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBFD-2E54-3C03-907B e senha 34C3-6B1C-6A6D-DA16 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 1178550 AGR / SC 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBFD-2E54-3C03-907B e senha 34C3-6B1C-6A6D-DA16 Supremo Tribunal Federal RE 1178550 AGR / SC 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBFD-2E54-3C03-907B e senha 34C3-6B1C-6A6D-DA16 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno/regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Negado seguimento ao recurso extraordinário em razão da incidência da Súmula nº 284/STF. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme explicitado, o Tribunal a quo, diante do conjunto fático- probatório, verificou que o instituidor da pensão não se enquadrava na regra da transição (art. 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005). Por outro lado, nas razões do recurso extraordinário, sustenta a agravante que, em juízo de retratação, ao reformar integralmente o acórdão e adequá-lo ao entendimento firmado na Tese nº 396, permitiu-se ao IPREV aplicar o limitador constitucional como cálculo do benefício previdenciário, e não somente o bloqueio do excesso do benefício. Nesse contexto, carecem de impugnação específica, no recurso extraordinário, as razões de decidir adotadas pela Corte de origem. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula nº 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; RE 356.310-AgR-segundo, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e RE 656.256-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-76D6-EF97-6FCB e senha F4FE-BEF8-C69A-956C Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno/regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Negado seguimento ao recurso extraordinário em razão da incidência da Súmula nº 284/STF. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme explicitado, o Tribunal a quo, diante do conjunto fático- probatório, verificou que o instituidor da pensão não se enquadrava na regra da transição (art. 3º da Emenda Constitucional nº 47/2005). Por outro lado, nas razões do recurso extraordinário, sustenta a agravante que, em juízo de retratação, ao reformar integralmente o acórdão e adequá-lo ao entendimento firmado na Tese nº 396, permitiu-se ao IPREV aplicar o limitador constitucional como cálculo do benefício previdenciário, e não somente o bloqueio do excesso do benefício. Nesse contexto, carecem de impugnação específica, no recurso extraordinário, as razões de decidir adotadas pela Corte de origem. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula nº 284/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; RE 356.310-AgR-segundo, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e RE 656.256-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-76D6-EF97-6FCB e senha F4FE-BEF8-C69A-956C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 1178550 AGR / SC CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, lastreou- se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-76D6-EF97-6FCB e senha F4FE-BEF8-C69A-956C Supremo Tribunal Federal RE 1178550 AGR / SC CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, lastreou- se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula nº 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-76D6-EF97-6FCB e senha F4FE-BEF8-C69A-956C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) : RAPHAEL DE FREITAS (24883/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : ANA PAULA SCOZ SILVESTRE (16331/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 755F-2935-B4E9-0486 e senha 841A-B8D2-A01E-469A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) : RAPHAEL DE FREITAS (24883/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : ANA PAULA SCOZ SILVESTRE (16331/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 755F-2935-B4E9-0486 e senha 841A-B8D2-A01E-469A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384598
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. INTEGRALIDADE E PARIDADE. EMENDAS CONSTITUCIONAIS NºS 41/2003 E 47/2005. TEMA Nº 396. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 284/STF. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Razões do recurso extraordinário que não atacam os fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula nº 284/STF. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido.
sjur407454
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) AI 762808 AgR (2ªT), RE 356310 AgR-segundo (1ªT), RE 656256 AgR (1ªT), ARE 656357 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 20/08/2019, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
1178550
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED EMC-000047 ANO-2005\n ART-00003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 1178550 AgR
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AGTE.(S) : ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) : RAPHAEL DE FREITAS AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : ANA PAULA SCOZ SILVESTRE
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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) :RAPHAEL DE FREITAS AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :ANA PAULA SCOZ SILVESTRE EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. PENSÃO POR MORTE. INTEGRALIDADE E PARIDADE. EMENDAS CONSTITUCIONAIS nS 41/2003 E 47/2005. TEMA n 396. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 284/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO Código de Processo Civil/2015. 1. Razões do recurso extraordinário que não atacam os fundamentos do acórdão recorrido. Aplicação da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. 3. Agravo interno conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos, em sessão virtual da Primeira Turma de 14 a 21 de junho de 2019, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DB5-8A6B-A2D0-187C e senha 3317-E664-4A19-9EC4 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DB5-8A6B-A2D0-187C e senha 3317-E664-4A19-9EC4 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC conformidade da ata do julgamento. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 5DB5-8A6B-A2D0-187C e senha 3317-E664-4A19-9EC4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) :RAPHAEL DE FREITAS AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :ANA PAULA SCOZ SILVESTRE RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Rosemari Vieira Machado. A matéria debatida, em síntese, diz com mandado de segurança interposto na origem objetivando a concessão de pensão por morte segundo os critérios da integralidade e paridade nos moldes pagos ao instituidor, como se vivo fosse. A agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Considera inaplicável a Súmula n 284 desta Corte. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. JULGAMENTO QUE DETERMINOU O PAGAMENTO INTEGRAL DOS VALORES QUE O INSTITUIDOR DA PENSÃO RECEBERIA SE VIVO FOSSE. ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM REPERCUSSÃO GERAL (Recurso Extraordinário N. 603.580). TEMA 396/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO EM DESCOMPASSO COM A TESE FIRMADA. JUÍZO DE ADEQUAÇÃO POSITIVO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBFD-2E54-3C03-907B e senha 34C3-6B1C-6A6D-DA16 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) :RAPHAEL DE FREITAS AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) :ANA PAULA SCOZ SILVESTRE RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo interno Rosemari Vieira Machado. A matéria debatida, em síntese, diz com mandado de segurança interposto na origem objetivando a concessão de pensão por morte segundo os critérios da integralidade e paridade nos moldes pagos ao instituidor, como se vivo fosse. A agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Considera inaplicável a Súmula n 284 desta Corte. O Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “APELAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. JULGAMENTO QUE DETERMINOU O PAGAMENTO INTEGRAL DOS VALORES QUE O INSTITUIDOR DA PENSÃO RECEBERIA SE VIVO FOSSE. ENTENDIMENTO FIRMADO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM REPERCUSSÃO GERAL (Recurso Extraordinário N. 603.580). TEMA 396/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO EM DESCOMPASSO COM A TESE FIRMADA. JUÍZO DE ADEQUAÇÃO POSITIVO.” Recurso extraordinário interposto sob a égide do Código de Processo Civil/2015. Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBFD-2E54-3C03-907B e senha 34C3-6B1C-6A6D-DA16 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBFD-2E54-3C03-907B e senha 34C3-6B1C-6A6D-DA16 Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC 2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FBFD-2E54-3C03-907B e senha 34C3-6B1C-6A6D-DA16 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno/regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Negado seguimento ao recurso extraordinário em razão da incidência da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme explicitado, o Tribunal a quo, diante do conjunto fático- probatório, verificou que o instituidor da pensão não se enquadrava na regra da transição (art. 3... da Emenda Constitucional n 47/2005). Por outro lado, nas razões do recurso extraordinário, sustenta a agravante que, em juízo de retratação, ao reformar integralmente o acórdão e adequá-lo ao entendimento firmado na Tese n 396, permitiu-se ao IPREV aplicar o limitador constitucional como cálculo do benefício previdenciário, e não somente o bloqueio do excesso do benefício. Nesse contexto, carecem de impugnação específica, no recurso extraordinário, as razões de decidir adotadas pela Corte de origem. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310-AgR-segundo, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-76D6-EF97-6FCB e senha F4FE-BEF8-C69A-956C Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo interno/regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Negado seguimento ao recurso extraordinário em razão da incidência da Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal. Irrepreensível a decisão agravada. Conforme explicitado, o Tribunal a quo, diante do conjunto fático- probatório, verificou que o instituidor da pensão não se enquadrava na regra da transição (art. 3... da Emenda Constitucional n 47/2005). Por outro lado, nas razões do recurso extraordinário, sustenta a agravante que, em juízo de retratação, ao reformar integralmente o acórdão e adequá-lo ao entendimento firmado na Tese n 396, permitiu-se ao IPREV aplicar o limitador constitucional como cálculo do benefício previdenciário, e não somente o bloqueio do excesso do benefício. Nesse contexto, carecem de impugnação específica, no recurso extraordinário, as razões de decidir adotadas pela Corte de origem. Aplicável, na hipótese, o entendimento jurisprudencial vertido na Súmula n 284/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Nesse sentido: ARE 656.357-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 23.02.2012; AI 762.808-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 30.3.2012; Recurso Extraordinário 356.310-AgR-segundo, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 11.10.2011; e Recurso Extraordinário 656.256-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.3.2012, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REVISÃO DE ATO ADMINISTRATIVO. DECADÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-76D6-EF97-6FCB e senha F4FE-BEF8-C69A-956C Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, lastreou- se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-76D6-EF97-6FCB e senha F4FE-BEF8-C69A-956C Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC CONSTITUCIONAL INDIRETA. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na espécie, lastreou- se na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual a aferição da ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, principalmente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo interno conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 51C5-76D6-EF97-6FCB e senha F4FE-BEF8-C69A-956C Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) : RAPHAEL DE FREITAS (24883/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : ANA PAULA SCOZ SILVESTRE (16331/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 755F-2935-B4E9-0486 e senha 841A-B8D2-A01E-469A Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.178.550 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ROSEMARI VIEIRA MACHADO ADV.(A/S) : RAPHAEL DE FREITAS (24883/SC) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA - IPREV ADV.(A/S) : ANA PAULA SCOZ SILVESTRE (16331/SC) Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e negou- lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 755F-2935-B4E9-0486 e senha 841A-B8D2-A01E-469A Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 178 . 550", "SÚMULA n 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC", "Recurso Extraordinário N . 603 . 580", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 178 . 550", "Recurso Extraordinário N . 603 . 580", "Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC 2015", "Recurso Extraordinário 1178550 AGR / SC 2015", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 178 . 550", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 656 . 357 - AgR", "AI 762 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 356 . 310 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 656 . 256 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 178 . 550", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 284 / Supremo Tribunal", "ARE 656 . 357 - AgR", "AI 762 . 808 - AgR", "Recurso Extraordinário 356 . 310 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 656 . 256 - AgR", "Recurso Extraordinário 1178550", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 1178550", "SÚMULA N . 284 DO SUPREMO", "Súmula n 279 /", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1 . 178 . 550" ], "LEGISLACAO": [ "EMENDAS CONSTITUCIONAIS nS 41 / 2003", "47 / 2005", "Código de Processo Civil / 2015", "Código de Processo Civil / 2015", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) :ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :VINICIOS MICHAEL CARDOZO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL (REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 13.654/2018). ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, LXIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OFENSA AO DIREITO DE NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 21/6/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC23-A614-E7CF-2DD2 e senha EE4E-B85D-4891-9793 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) :ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :VINICIOS MICHAEL CARDOZO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Willian Magno Soares Silva, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL (REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 13.654/2018). ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, LXIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OFENSA AO DIREITO DE NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com essa decisão, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “3.2. Nada obstante, ao ser compulsado o teor das alegações finais escritas apresentadas pelo recorrente em fase processual (fls. 355/372 e-STJ), denotar-se-á que o agravante aventou a tese defensiva Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D2-29A9-356A-EEAD e senha F94A-C0CA-B5C9-D7B4 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) :ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :VINICIOS MICHAEL CARDOZO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Willian Magno Soares Silva, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL (REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 13.654/2018). ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, LXIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OFENSA AO DIREITO DE NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com essa decisão, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “3.2. Nada obstante, ao ser compulsado o teor das alegações finais escritas apresentadas pelo recorrente em fase processual (fls. 355/372 e-STJ), denotar-se-á que o agravante aventou a tese defensiva Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D2-29A9-356A-EEAD e senha F94A-C0CA-B5C9-D7B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 1206559 AGR / PR apontada nas razões de Agravo em Recurso Extraordinário, a saber: […] 3.3. Assim, diferente do apontado na r. decisão objurgada, a tese jurídica arguida pelo agravante no recurso raro foi devidamente pré- questionada junto ao MM. Juízo ordinário, ou seja, a matéria tratada no dispositivo tido por violado foi aventada desde a fase processual. […] 3.5. Ademais, pode-se verificar do teor v. Acórdão atacado pelo Recurso Extraordinário que a tese jurídica arguida pelo agravante foi implicitamente enfrentada pelo MM. Tribunal a quo, a saber (fls. 556/570 e-STJ): ‘Isso porque, quando da prática do crime, o acusado, juntamente com um segundo elemento, do sexo feminino, abordou ambas as vítimas, com o rosto descoberto, o que possibilitou o reconhecimento pessoal por ambos os ofendidos. O reconhecimento fotográfico operado inicialmente foi confirmado em audiência’. [sem grifos no original] [...] 3.10. Nada obstante, o óbice sumular nº 279 do STF é inaplicável ao caso vertente, mormente porque ‘A revaloração da prova e o reenquadramento jurídico dos fatos não se confundem com o revolvimento de suporte fático-probatório, sendo plenamente franqueados aos tribunais superiores . Precedentes do Supremo Tribunal Federal’. [sem grifos no original]” (Doc. 7, fl. 7-10) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D2-29A9-356A-EEAD e senha F94A-C0CA-B5C9-D7B4 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR apontada nas razões de Agravo em Recurso Extraordinário, a saber: […] 3.3. Assim, diferente do apontado na r. decisão objurgada, a tese jurídica arguida pelo agravante no recurso raro foi devidamente pré- questionada junto ao MM. Juízo ordinário, ou seja, a matéria tratada no dispositivo tido por violado foi aventada desde a fase processual. […] 3.5. Ademais, pode-se verificar do teor v. Acórdão atacado pelo Recurso Extraordinário que a tese jurídica arguida pelo agravante foi implicitamente enfrentada pelo MM. Tribunal a quo, a saber (fls. 556/570 e-STJ): ‘Isso porque, quando da prática do crime, o acusado, juntamente com um segundo elemento, do sexo feminino, abordou ambas as vítimas, com o rosto descoberto, o que possibilitou o reconhecimento pessoal por ambos os ofendidos. O reconhecimento fotográfico operado inicialmente foi confirmado em audiência’. [sem grifos no original] [...] 3.10. Nada obstante, o óbice sumular nº 279 do STF é inaplicável ao caso vertente, mormente porque ‘A revaloração da prova e o reenquadramento jurídico dos fatos não se confundem com o revolvimento de suporte fático-probatório, sendo plenamente franqueados aos tribunais superiores . Precedentes do Supremo Tribunal Federal’. [sem grifos no original]” (Doc. 7, fl. 7-10) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D2-29A9-356A-EEAD e senha F94A-C0CA-B5C9-D7B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que ao contrário do alegado pela parte recorrente, o artigo 5º, LXIII, da Constituição Federal, não foi objeto de debate no Tribunal de origem e tampouco foi suscitado nos embargos de declaração opostos pela parte ora agravante. Conforme já asseverado, esta Corte firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios.” (RE 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 8/3/1991) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que ao contrário do alegado pela parte recorrente, o artigo 5º, LXIII, da Constituição Federal, não foi objeto de debate no Tribunal de origem e tampouco foi suscitado nos embargos de declaração opostos pela parte ora agravante. Conforme já asseverado, esta Corte firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios.” (RE 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 8/3/1991) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1206559 AGR / PR Consoante destacado na decisão impugnada, ainda que fosse superado o óbice da ausência de prequestionamento, para divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto à controvérsia relativa ao direito à não autoincriminação, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Com efeito, in casu, o acórdão do Tribunal de origem consignou: “No que concerne à autoria, para melhor intelecção da prova produzida nos autos e, em especial, à tese de fragilidade do acervo probatório a ensejar a condenação, este juízo passou à oitiva da mídia constante dos autos, a qual reduzo a termo, em síntese, as declarações. […] Diego Gutierrez, policial militar, em audiência, afirmou que recebeu informação via rádio, de que um casal foi vítima de roubo e tinha conseguido anotar a placa do veículo. Consultando o sistema, verificaram que era de procedência e a equipe foi ao endereço constante do cadastro do veículo. O réu passou com o veículo pelos policiais e quando estava descendo do carro, foi realizada abordagem. No momento, verificada a característica do indivíduo e enviada uma foto do mesmo para as vítimas, as quais o reconheceram. Realizado encaminhamento do indivíduo à Delegacia, o qual tentou persuadir a ação policial, afirmando que era estudante de Direito e filho de policial civil. Inclusive, tentou intimidar os policiais. Encontrado com o réu dinheiro, pedras de crack, uma tesoura e uma faca. Na Delegacia, a mãe do réu tentou conversar com as vítimas, com os outros policiais, inclusive, permaneceu no local. […] Luiz Carlos Soares Silva, pai do réu, afirmou que quando chegou em casa, a filha falou que o irmão estava sendo preso. Acrescenta que, na Delegacia, sem a presença dos policiais que realizaram a prisão, ouviu a vítima negar que o acusado fosse um dos autores do delito. Que viu quando um dos policiais disse que as vítimas deveriam reconhecer o réu como assaltante. Os policiais retiraram o filtro de ar de seu carro. Que o filho sempre usou o veículo do declarante. No domingo, pegou o veículo às 10h da manhã e foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR Consoante destacado na decisão impugnada, ainda que fosse superado o óbice da ausência de prequestionamento, para divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto à controvérsia relativa ao direito à não autoincriminação, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Com efeito, in casu, o acórdão do Tribunal de origem consignou: “No que concerne à autoria, para melhor intelecção da prova produzida nos autos e, em especial, à tese de fragilidade do acervo probatório a ensejar a condenação, este juízo passou à oitiva da mídia constante dos autos, a qual reduzo a termo, em síntese, as declarações. […] Diego Gutierrez, policial militar, em audiência, afirmou que recebeu informação via rádio, de que um casal foi vítima de roubo e tinha conseguido anotar a placa do veículo. Consultando o sistema, verificaram que era de procedência e a equipe foi ao endereço constante do cadastro do veículo. O réu passou com o veículo pelos policiais e quando estava descendo do carro, foi realizada abordagem. No momento, verificada a característica do indivíduo e enviada uma foto do mesmo para as vítimas, as quais o reconheceram. Realizado encaminhamento do indivíduo à Delegacia, o qual tentou persuadir a ação policial, afirmando que era estudante de Direito e filho de policial civil. Inclusive, tentou intimidar os policiais. Encontrado com o réu dinheiro, pedras de crack, uma tesoura e uma faca. Na Delegacia, a mãe do réu tentou conversar com as vítimas, com os outros policiais, inclusive, permaneceu no local. […] Luiz Carlos Soares Silva, pai do réu, afirmou que quando chegou em casa, a filha falou que o irmão estava sendo preso. Acrescenta que, na Delegacia, sem a presença dos policiais que realizaram a prisão, ouviu a vítima negar que o acusado fosse um dos autores do delito. Que viu quando um dos policiais disse que as vítimas deveriam reconhecer o réu como assaltante. Os policiais retiraram o filtro de ar de seu carro. Que o filho sempre usou o veículo do declarante. No domingo, pegou o veículo às 10h da manhã e foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1206559 AGR / PR levar a esposa à residência da sogra, no Sítio Cercado. Que seu filho jamais foi preso anteriormente. Que as vítimas teriam recebido fotos no celular. Que seu filho não é usuário de crack, mas era usuário de maconha e estava em tratamento. Que sabe que foi apreendido crack com seu filho. Que a esposa do réu mora com ele, ao lado da casa do declarante. Que seu filho ficou sem usar drogas por quatro anos, mas teve essa recaída, em torno de duas semanas antes do crime. Willian Magno Soares Silva, réu, durante o interrogatório, negou os fatos. Disse que no dia do crime levou a esposa na casa da sogra e almoçou por lá. Depois disso, quando ia para casa, desviou do rumo, pois já estava entorpecido, e passou numa favela para adquirir mais droga. Estava indo embora, na quadra de baixo de sua casa e o BOPE lhe abordou, tendo, na ocasião, sido acusado de roubo. Que nunca se identificou como advogado e nem como filho de policial civil. Mas salienta que tentou se identificar, pois seus documentos estavam no porta-luvas do veículo. Que jamais cometeu qualquer crime. […] Pois bem, a despeito da tese de negativa de autoria, a prova produzida pela acusação não foi desconstituída pela defesa. Isso porque, quando da prática do crime, o acusado, juntamente com um segundo elemento, do sexo feminino, abordou ambas as vítimas, com o rosto descoberto, o que possibilitou o reconhecimento pessoal por ambos os ofendidos. O reconhecimento fotográfico operado inicialmente foi confirmado em audiência. Ademais, uma das vítimas identificou, além da cor, a placa do veículo conduzido pelo réu, o que possibilitou que fosse abordado tão logo chegou próximo de sua residência. […] Os policiais, tão logo, de posse do endereço do veículo, aguardaram a sua chegada e, ao avistarem o réu, abordaram-no e realizaram o flagrante. […] Observa-se, portanto, que a versão apresentada pelo réu é dissociada das demais provas produzidas nos autos, não só pela palavra de ambas as vítimas, mas também pela prova produzida a partir das declarações dos policiais. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR levar a esposa à residência da sogra, no Sítio Cercado. Que seu filho jamais foi preso anteriormente. Que as vítimas teriam recebido fotos no celular. Que seu filho não é usuário de crack, mas era usuário de maconha e estava em tratamento. Que sabe que foi apreendido crack com seu filho. Que a esposa do réu mora com ele, ao lado da casa do declarante. Que seu filho ficou sem usar drogas por quatro anos, mas teve essa recaída, em torno de duas semanas antes do crime. Willian Magno Soares Silva, réu, durante o interrogatório, negou os fatos. Disse que no dia do crime levou a esposa na casa da sogra e almoçou por lá. Depois disso, quando ia para casa, desviou do rumo, pois já estava entorpecido, e passou numa favela para adquirir mais droga. Estava indo embora, na quadra de baixo de sua casa e o BOPE lhe abordou, tendo, na ocasião, sido acusado de roubo. Que nunca se identificou como advogado e nem como filho de policial civil. Mas salienta que tentou se identificar, pois seus documentos estavam no porta-luvas do veículo. Que jamais cometeu qualquer crime. […] Pois bem, a despeito da tese de negativa de autoria, a prova produzida pela acusação não foi desconstituída pela defesa. Isso porque, quando da prática do crime, o acusado, juntamente com um segundo elemento, do sexo feminino, abordou ambas as vítimas, com o rosto descoberto, o que possibilitou o reconhecimento pessoal por ambos os ofendidos. O reconhecimento fotográfico operado inicialmente foi confirmado em audiência. Ademais, uma das vítimas identificou, além da cor, a placa do veículo conduzido pelo réu, o que possibilitou que fosse abordado tão logo chegou próximo de sua residência. […] Os policiais, tão logo, de posse do endereço do veículo, aguardaram a sua chegada e, ao avistarem o réu, abordaram-no e realizaram o flagrante. […] Observa-se, portanto, que a versão apresentada pelo réu é dissociada das demais provas produzidas nos autos, não só pela palavra de ambas as vítimas, mas também pela prova produzida a partir das declarações dos policiais. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1206559 AGR / PR [...] A defesa tentou a todo tempo desconstituir a prova apresentada pela acusação, mas sem sucesso, pois o que se extrai do conjunto probatório carreado aos autos é que o acusado foi preso em flagrante logo após a prática do delito, no veículo usado para o intento criminoso e foi categoricamente reconhecido por ambas as vítimas.” (Doc. 3, fl. 62, 64, 66-68-74, grifei) Deveras, conforme consignei na decisão ora agravada, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo a incursão no contexto fático-probatório presente nos autos. Com efeito, essa pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, em face do óbice imposto pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido, à guisa de exemplo, foram formalizados os seguintes acórdãos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. PROCESSUAL PENAL. FURTO. MATERIALIDADE E AUTORIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LXIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. MANUTENÇÃO DO DECISUM. CONTRADIÇÃO. AUSÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. 2. Ausência de vício justificador da oposição de embargos declaratórios, ao feitio do art. 619 do CPP e do art. 327 do RISTF, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR [...] A defesa tentou a todo tempo desconstituir a prova apresentada pela acusação, mas sem sucesso, pois o que se extrai do conjunto probatório carreado aos autos é que o acusado foi preso em flagrante logo após a prática do delito, no veículo usado para o intento criminoso e foi categoricamente reconhecido por ambas as vítimas.” (Doc. 3, fl. 62, 64, 66-68-74, grifei) Deveras, conforme consignei na decisão ora agravada, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo a incursão no contexto fático-probatório presente nos autos. Com efeito, essa pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, em face do óbice imposto pela Súmula 279 do STF. Nesse sentido, à guisa de exemplo, foram formalizados os seguintes acórdãos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. PROCESSUAL PENAL. FURTO. MATERIALIDADE E AUTORIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, LXIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. MANUTENÇÃO DO DECISUM. CONTRADIÇÃO. AUSÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. 2. Ausência de vício justificador da oposição de embargos declaratórios, ao feitio do art. 619 do CPP e do art. 327 do RISTF, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1206559 AGR / PR evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE 1.110.286-AgR- ED, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 11/3/2019, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. CRIME FALIMENTAR. ALEGADA AFRONTA AOS INCISOS LIV E LXIII DO ART. 5º, BEM COMO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA MERAMENTE REFLEXA AO MAGNO TEXTO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 282 E 356 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. As alegadas ofensas à Constituição Federal, se existentes, ocorreriam de forma reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 2. Por outra volta, para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante, faz-se necessário o reexame do conjunto probatório dos autos, providência vedada pela Súmula 279 desta nossa Corte. 3. Incidem, por fim, as Súmulas 282 e 356 do STF. 4. Agravo desprovido.” (RE 595.573-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJe de 16/10/2009, grifei) “Recurso extraordinário em matéria criminal: direito ao silêncio - nemo tenetur se detegere (CF, art. 5º, LXIII): não se reconhece a nulidade apontada pelo recorrente se o seu silêncio não constituiu a base da condenação, mas sim o conjunto de fatos e provas autônomos e distintos, considerados suficientes pelo Tribunal a quo e cujo reexame é vedado nas instância extraordinária (Súmula 279).” (RE 435.266, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe de 27/5/2005) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE 1.110.286-AgR- ED, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 11/3/2019, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. CRIME FALIMENTAR. ALEGADA AFRONTA AOS INCISOS LIV E LXIII DO ART. 5º, BEM COMO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA MERAMENTE REFLEXA AO MAGNO TEXTO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 282 E 356 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. As alegadas ofensas à Constituição Federal, se existentes, ocorreriam de forma reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 2. Por outra volta, para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante, faz-se necessário o reexame do conjunto probatório dos autos, providência vedada pela Súmula 279 desta nossa Corte. 3. Incidem, por fim, as Súmulas 282 e 356 do STF. 4. Agravo desprovido.” (RE 595.573-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJe de 16/10/2009, grifei) “Recurso extraordinário em matéria criminal: direito ao silêncio - nemo tenetur se detegere (CF, art. 5º, LXIII): não se reconhece a nulidade apontada pelo recorrente se o seu silêncio não constituiu a base da condenação, mas sim o conjunto de fatos e provas autônomos e distintos, considerados suficientes pelo Tribunal a quo e cujo reexame é vedado nas instância extraordinária (Súmula 279).” (RE 435.266, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe de 27/5/2005) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) : ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA (82666/PR) ADV.(A/S) : VINICIOS MICHAEL CARDOZO (83909/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6720-1241-1232-7CF1 e senha D2E0-206A-9774-1F0B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) : ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA (82666/PR) ADV.(A/S) : VINICIOS MICHAEL CARDOZO (83909/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6720-1241-1232-7CF1 e senha D2E0-206A-9774-1F0B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750384669
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2º, I E II, DO CÓDIGO PENAL (REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 13.654/2018). ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, LXIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO STF. OFENSA AO DIREITO DE NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
sjur407505
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO, MATÉRIA CONSTITUCIONAL128518) RE 128518. (MATÉRIA CRIMINAL, DIREITO AO SILÊNCIO, REEXAME, FATO, PROVA) RE 435266 AgR (1ªT). (AUTORIA DO CRIME, MATERIALIDADE DO FATO, REEXAME, FATO, PROVA) RE 595573 AgR (1ªT), ARE 1110286 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 03/09/2019, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
1206559
[ "LEG-FED LEI-013654 ANO-2018\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 ART-00002 REDAÇÃO ANTERIOR À LEI-13654/2018\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 REDAÇÃO ANTERIOR À LEI-13654/2018\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1206559 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) : ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) : VINICIOS MICHAEL CARDOZO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) :ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :VINICIOS MICHAEL CARDOZO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ EMENTA: AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2..., I E II, DO CÓDIGO PENAL (REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 13.654/2018). ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., LXIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA AO DIREITO DE NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, na conformidade da ata de julgamento virtual de 14 a 21/6/2019, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, 24 de junho de 2019. Ministro LUIZ FUX - RELATOR Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código CC23-A614-E7CF-2DD2 e senha EE4E-B85D-4891-9793 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) :ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :VINICIOS MICHAEL CARDOZO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Willian Magno Soares Silva, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2..., I E II, DO CÓDIGO PENAL (REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 13.654/2018). ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., LXIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA AO DIREITO DE NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com essa decisão, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “3.2. Nada obstante, ao ser compulsado o teor das alegações finais escritas apresentadas pelo recorrente em fase processual (fls. 355/372 e-Superior Tribunal de Justiça), denotar-se-á que o agravante aventou a tese defensiva Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D2-29A9-356A-EEAD e senha F94A-C0CA-B5C9-D7B4 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) :ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA ADV.(A/S) :VINICIOS MICHAEL CARDOZO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo interno interposto por Willian Magno Soares Silva, contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE ROUBO MAJORADO. ARTIGO 157, § 2..., I E II, DO CÓDIGO PENAL (REDAÇÃO ANTERIOR À LEI 13.654/2018). ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., LXIII, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. OFENSA AO DIREITO DE NÃO AUTOINCRIMINAÇÃO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com essa decisão, a parte agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: “3.2. Nada obstante, ao ser compulsado o teor das alegações finais escritas apresentadas pelo recorrente em fase processual (fls. 355/372 e-Superior Tribunal de Justiça), denotar-se-á que o agravante aventou a tese defensiva Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D2-29A9-356A-EEAD e senha F94A-C0CA-B5C9-D7B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 1206559 AGR / PR apontada nas razões de Agravo em Recurso Extraordinário, a saber: […] 3.3. Assim, diferente do apontado na r. decisão objurgada, a tese jurídica arguida pelo agravante no recurso raro foi devidamente pré- questionada junto ao MM. Juízo ordinário, ou seja, a matéria tratada no dispositivo tido por violado foi aventada desde a fase processual. […] 3.5. Ademais, pode-se verificar do teor v. Acórdão atacado pelo Recurso Extraordinário que a tese jurídica arguida pelo agravante foi implicitamente enfrentada pelo MM. Tribunal a quo, a saber (fls. 556/570 e-Superior Tribunal de Justiça): ‘Isso porque, quando da prática do crime, o acusado, juntamente com um segundo elemento, do sexo feminino, abordou ambas as vítimas, com o rosto descoberto, o que possibilitou o reconhecimento pessoal por ambos os ofendidos. O reconhecimento fotográfico operado inicialmente foi confirmado em audiência’. [sem grifos no original] [...] 3.10. Nada obstante, o óbice sumular n 279 do Supremo Tribunal Federal é inaplicável ao caso vertente, mormente porque ‘A revaloração da prova e o reenquadramento jurídico dos fatos não se confundem com o revolvimento de suporte fático-probatório, sendo plenamente franqueados aos tribunais superiores . Precedentes do Supremo Tribunal Federal’. [sem grifos no original]” (Doc. 7, fl. 7-10) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D2-29A9-356A-EEAD e senha F94A-C0CA-B5C9-D7B4 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR apontada nas razões de Agravo em Recurso Extraordinário, a saber: […] 3.3. Assim, diferente do apontado na r. decisão objurgada, a tese jurídica arguida pelo agravante no recurso raro foi devidamente pré- questionada junto ao MM. Juízo ordinário, ou seja, a matéria tratada no dispositivo tido por violado foi aventada desde a fase processual. […] 3.5. Ademais, pode-se verificar do teor v. Acórdão atacado pelo Recurso Extraordinário que a tese jurídica arguida pelo agravante foi implicitamente enfrentada pelo MM. Tribunal a quo, a saber (fls. 556/570 e-Superior Tribunal de Justiça): ‘Isso porque, quando da prática do crime, o acusado, juntamente com um segundo elemento, do sexo feminino, abordou ambas as vítimas, com o rosto descoberto, o que possibilitou o reconhecimento pessoal por ambos os ofendidos. O reconhecimento fotográfico operado inicialmente foi confirmado em audiência’. [sem grifos no original] [...] 3.10. Nada obstante, o óbice sumular n 279 do Supremo Tribunal Federal é inaplicável ao caso vertente, mormente porque ‘A revaloração da prova e o reenquadramento jurídico dos fatos não se confundem com o revolvimento de suporte fático-probatório, sendo plenamente franqueados aos tribunais superiores . Precedentes do Supremo Tribunal Federal’. [sem grifos no original]” (Doc. 7, fl. 7-10) É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 27D2-29A9-356A-EEAD e senha F94A-C0CA-B5C9-D7B4 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que ao contrário do alegado pela parte recorrente, o artigo 5..., LXIII, da Constituição Federal, não foi objeto de debate no Tribunal de origem e tampouco foi suscitado nos embargos de declaração opostos pela parte ora agravante. Conforme já asseverado, esta Corte firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios.” (Recurso Extraordinário 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 8/3/1991) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual ela deve ser mantida, por seus próprios fundamentos. Ab initio, pontuo que ao contrário do alegado pela parte recorrente, o artigo 5..., LXIII, da Constituição Federal, não foi objeto de debate no Tribunal de origem e tampouco foi suscitado nos embargos de declaração opostos pela parte ora agravante. Conforme já asseverado, esta Corte firmou entendimento no sentido de que a interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado, como meio de se aferir a admissão da impugnação, tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Nesse sentido: “A exigência do prequestionamento não decorre de simples apego a determinada forma. A razão de ser está na necessidade de proceder a cotejo para, somente então, assentar-se o enquadramento do recurso no permissivo legal. Diz-se prequestionado determinado tema quando o órgão julgador haja adotado entendimento explícito a respeito, contando a parte sequiosa de ver o processo guindado a sede extraordinário com remédio legal para compeli-lo a tanto – os embargos declaratórios.” (Recurso Extraordinário 128.518, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 8/3/1991) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1206559 AGR / PR Consoante destacado na decisão impugnada, ainda que fosse superado o óbice da ausência de prequestionamento, para divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto à controvérsia relativa ao direito à não autoincriminação, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Com efeito, in casu, o acórdão do Tribunal de origem consignou: “No que concerne à autoria, para melhor intelecção da prova produzida nos autos e, em especial, à tese de fragilidade do acervo probatório a ensejar a condenação, este juízo passou à oitiva da mídia constante dos autos, a qual reduzo a termo, em síntese, as declarações. […] Diego Gutierrez, policial militar, em audiência, afirmou que recebeu informação via rádio, de que um casal foi vítima de roubo e tinha conseguido anotar a placa do veículo. Consultando o sistema, verificaram que era de procedência e a equipe foi ao endereço constante do cadastro do veículo. O réu passou com o veículo pelos policiais e quando estava descendo do carro, foi realizada abordagem. No momento, verificada a característica do indivíduo e enviada uma foto do mesmo para as vítimas, as quais o reconheceram. Realizado encaminhamento do indivíduo à Delegacia, o qual tentou persuadir a ação policial, afirmando que era estudante de Direito e filho de policial civil. Inclusive, tentou intimidar os policiais. Encontrado com o réu dinheiro, pedras de crack, uma tesoura e uma faca. Na Delegacia, a mãe do réu tentou conversar com as vítimas, com os outros policiais, inclusive, permaneceu no local. […] Luiz Carlos Soares Silva, pai do réu, afirmou que quando chegou em casa, a filha falou que o irmão estava sendo preso. Acrescenta que, na Delegacia, sem a presença dos policiais que realizaram a prisão, ouviu a vítima negar que o acusado fosse um dos autores do delito. Que viu quando um dos policiais disse que as vítimas deveriam reconhecer o réu como assaltante. Os policiais retiraram o filtro de ar de seu carro. Que o filho sempre usou o veículo do declarante. No domingo, pegou o veículo às 10h da manhã e foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR Consoante destacado na decisão impugnada, ainda que fosse superado o óbice da ausência de prequestionamento, para divergir do entendimento do Tribunal a quo quanto à controvérsia relativa ao direito à não autoincriminação, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório dos autos. Com efeito, in casu, o acórdão do Tribunal de origem consignou: “No que concerne à autoria, para melhor intelecção da prova produzida nos autos e, em especial, à tese de fragilidade do acervo probatório a ensejar a condenação, este juízo passou à oitiva da mídia constante dos autos, a qual reduzo a termo, em síntese, as declarações. […] Diego Gutierrez, policial militar, em audiência, afirmou que recebeu informação via rádio, de que um casal foi vítima de roubo e tinha conseguido anotar a placa do veículo. Consultando o sistema, verificaram que era de procedência e a equipe foi ao endereço constante do cadastro do veículo. O réu passou com o veículo pelos policiais e quando estava descendo do carro, foi realizada abordagem. No momento, verificada a característica do indivíduo e enviada uma foto do mesmo para as vítimas, as quais o reconheceram. Realizado encaminhamento do indivíduo à Delegacia, o qual tentou persuadir a ação policial, afirmando que era estudante de Direito e filho de policial civil. Inclusive, tentou intimidar os policiais. Encontrado com o réu dinheiro, pedras de crack, uma tesoura e uma faca. Na Delegacia, a mãe do réu tentou conversar com as vítimas, com os outros policiais, inclusive, permaneceu no local. […] Luiz Carlos Soares Silva, pai do réu, afirmou que quando chegou em casa, a filha falou que o irmão estava sendo preso. Acrescenta que, na Delegacia, sem a presença dos policiais que realizaram a prisão, ouviu a vítima negar que o acusado fosse um dos autores do delito. Que viu quando um dos policiais disse que as vítimas deveriam reconhecer o réu como assaltante. Os policiais retiraram o filtro de ar de seu carro. Que o filho sempre usou o veículo do declarante. No domingo, pegou o veículo às 10h da manhã e foi 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1206559 AGR / PR levar a esposa à residência da sogra, no Sítio Cercado. Que seu filho jamais foi preso anteriormente. Que as vítimas teriam recebido fotos no celular. Que seu filho não é usuário de crack, mas era usuário de maconha e estava em tratamento. Que sabe que foi apreendido crack com seu filho. Que a esposa do réu mora com ele, ao lado da casa do declarante. Que seu filho ficou sem usar drogas por quatro anos, mas teve essa recaída, em torno de duas semanas antes do crime. Willian Magno Soares Silva, réu, durante o interrogatório, negou os fatos. Disse que no dia do crime levou a esposa na casa da sogra e almoçou por lá. Depois disso, quando ia para casa, desviou do rumo, pois já estava entorpecido, e passou numa favela para adquirir mais droga. Estava indo embora, na quadra de baixo de sua casa e o BOPE lhe abordou, tendo, na ocasião, sido acusado de roubo. Que nunca se identificou como advogado e nem como filho de policial civil. Mas salienta que tentou se identificar, pois seus documentos estavam no porta-luvas do veículo. Que jamais cometeu qualquer crime. […] Pois bem, a despeito da tese de negativa de autoria, a prova produzida pela acusação não foi desconstituída pela defesa. Isso porque, quando da prática do crime, o acusado, juntamente com um segundo elemento, do sexo feminino, abordou ambas as vítimas, com o rosto descoberto, o que possibilitou o reconhecimento pessoal por ambos os ofendidos. O reconhecimento fotográfico operado inicialmente foi confirmado em audiência. Ademais, uma das vítimas identificou, além da cor, a placa do veículo conduzido pelo réu, o que possibilitou que fosse abordado tão logo chegou próximo de sua residência. […] Os policiais, tão logo, de posse do endereço do veículo, aguardaram a sua chegada e, ao avistarem o réu, abordaram-no e realizaram o flagrante. […] Observa-se, portanto, que a versão apresentada pelo réu é dissociada das demais provas produzidas nos autos, não só pela palavra de ambas as vítimas, mas também pela prova produzida a partir das declarações dos policiais. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR levar a esposa à residência da sogra, no Sítio Cercado. Que seu filho jamais foi preso anteriormente. Que as vítimas teriam recebido fotos no celular. Que seu filho não é usuário de crack, mas era usuário de maconha e estava em tratamento. Que sabe que foi apreendido crack com seu filho. Que a esposa do réu mora com ele, ao lado da casa do declarante. Que seu filho ficou sem usar drogas por quatro anos, mas teve essa recaída, em torno de duas semanas antes do crime. Willian Magno Soares Silva, réu, durante o interrogatório, negou os fatos. Disse que no dia do crime levou a esposa na casa da sogra e almoçou por lá. Depois disso, quando ia para casa, desviou do rumo, pois já estava entorpecido, e passou numa favela para adquirir mais droga. Estava indo embora, na quadra de baixo de sua casa e o BOPE lhe abordou, tendo, na ocasião, sido acusado de roubo. Que nunca se identificou como advogado e nem como filho de policial civil. Mas salienta que tentou se identificar, pois seus documentos estavam no porta-luvas do veículo. Que jamais cometeu qualquer crime. […] Pois bem, a despeito da tese de negativa de autoria, a prova produzida pela acusação não foi desconstituída pela defesa. Isso porque, quando da prática do crime, o acusado, juntamente com um segundo elemento, do sexo feminino, abordou ambas as vítimas, com o rosto descoberto, o que possibilitou o reconhecimento pessoal por ambos os ofendidos. O reconhecimento fotográfico operado inicialmente foi confirmado em audiência. Ademais, uma das vítimas identificou, além da cor, a placa do veículo conduzido pelo réu, o que possibilitou que fosse abordado tão logo chegou próximo de sua residência. […] Os policiais, tão logo, de posse do endereço do veículo, aguardaram a sua chegada e, ao avistarem o réu, abordaram-no e realizaram o flagrante. […] Observa-se, portanto, que a versão apresentada pelo réu é dissociada das demais provas produzidas nos autos, não só pela palavra de ambas as vítimas, mas também pela prova produzida a partir das declarações dos policiais. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1206559 AGR / PR [...] A defesa tentou a todo tempo desconstituir a prova apresentada pela acusação, mas sem sucesso, pois o que se extrai do conjunto probatório carreado aos autos é que o acusado foi preso em flagrante logo após a prática do delito, no veículo usado para o intento criminoso e foi categoricamente reconhecido por ambas as vítimas.” (Doc. 3, fl. 62, 64, 66-68-74, grifei) Deveras, conforme consignei na decisão ora agravada, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo a incursão no contexto fático-probatório presente nos autos. Com efeito, essa pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, em face do óbice imposto pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, à guisa de exemplo, foram formalizados os seguintes acórdãos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. PROCESSUAL PENAL. FURTO. MATERIALIDADE E AUTORIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LXIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. MANUTENÇÃO DO DECISUM. CONTRADIÇÃO. AUSÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. 2. Ausência de vício justificador da oposição de embargos declaratórios, ao feitio do art. 619 do CPP e do art. 327 do RISTF, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR [...] A defesa tentou a todo tempo desconstituir a prova apresentada pela acusação, mas sem sucesso, pois o que se extrai do conjunto probatório carreado aos autos é que o acusado foi preso em flagrante logo após a prática do delito, no veículo usado para o intento criminoso e foi categoricamente reconhecido por ambas as vítimas.” (Doc. 3, fl. 62, 64, 66-68-74, grifei) Deveras, conforme consignei na decisão ora agravada, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo a incursão no contexto fático-probatório presente nos autos. Com efeito, essa pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe a discussão eminentemente de direito, em face do óbice imposto pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, à guisa de exemplo, foram formalizados os seguintes acórdãos: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. DIREITO PENAL. PROCESSUAL PENAL. FURTO. MATERIALIDADE E AUTORIA. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO Código de Processo Civil/2015. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., LXIII, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. MANUTENÇÃO DO DECISUM. CONTRADIÇÃO. AUSÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. 1. Os embargos de declaração visam ao aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, com a sua entrega de forma completa, e o aclaramento dos julgados, quando presentes omissão, contradição, obscuridade e/ou ambiguidade ao feitio do art. 619 do Código de Processo Penal, e nos termos do art. 327 do RISTF, admitida, ainda, a correção de eventuais erros materiais. 2. Ausência de vício justificador da oposição de embargos declaratórios, ao feitio do art. 619 do CPP e do art. 327 do RISTF, a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 1206559 AGR / PR evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE 1.110.286-AgR- ED, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 11/3/2019, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. CRIME FALIMENTAR. ALEGADA AFRONTA AOS INCISOS LIV E LXIII DO ART. 5..., BEM COMO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA MERAMENTE REFLEXA AO MAGNO TEXTO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. As alegadas ofensas à Constituição Federal, se existentes, ocorreriam de forma reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 2. Por outra volta, para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante, faz-se necessário o reexame do conjunto probatório dos autos, providência vedada pela Súmula 279 desta nossa Corte. 3. Incidem, por fim, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo desprovido.” (Recurso Extraordinário 595.573-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJe de 16/10/2009, grifei) “Recurso extraordinário em matéria criminal: direito ao silêncio - nemo tenetur se detegere (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXIII): não se reconhece a nulidade apontada pelo recorrente se o seu silêncio não constituiu a base da condenação, mas sim o conjunto de fatos e provas autônomos e distintos, considerados suficientes pelo Tribunal a quo e cujo reexame é vedado nas instância extraordinária (Súmula 279).” (Recurso Extraordinário 435.266, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe de 27/5/2005) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Supremo Tribunal Federal ARE 1206559 AGR / PR evidenciar o caráter meramente infringente da insurgência. 3. Embargos de declaração rejeitados.” (ARE 1.110.286-AgR- ED, rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 11/3/2019, grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. CRIME FALIMENTAR. ALEGADA AFRONTA AOS INCISOS LIV E LXIII DO ART. 5..., BEM COMO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA MERAMENTE REFLEXA AO MAGNO TEXTO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279, 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. As alegadas ofensas à Constituição Federal, se existentes, ocorreriam de forma reflexa ou indireta, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 2. Por outra volta, para se chegar à conclusão pretendida pela parte agravante, faz-se necessário o reexame do conjunto probatório dos autos, providência vedada pela Súmula 279 desta nossa Corte. 3. Incidem, por fim, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo desprovido.” (Recurso Extraordinário 595.573-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, Primeira Turma, DJe de 16/10/2009, grifei) “Recurso extraordinário em matéria criminal: direito ao silêncio - nemo tenetur se detegere (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXIII): não se reconhece a nulidade apontada pelo recorrente se o seu silêncio não constituiu a base da condenação, mas sim o conjunto de fatos e provas autônomos e distintos, considerados suficientes pelo Tribunal a quo e cujo reexame é vedado nas instância extraordinária (Súmula 279).” (Recurso Extraordinário 435.266, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJe de 27/5/2005) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo interno. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F83D-9E82-2EE8-E251 e senha D17D-92A0-A806-C654 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 24/06/2019 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) : ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA (82666/PR) ADV.(A/S) : VINICIOS MICHAEL CARDOZO (83909/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6720-1241-1232-7CF1 e senha D2E0-206A-9774-1F0B Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.206.559 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : WILLIAN MAGNO SOARES SILVA ADV.(A/S) : ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA (82666/PR) ADV.(A/S) : VINICIOS MICHAEL CARDOZO (83909/PR) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Primeira Turma, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Luiz Fux (Presidente), Marco Aurélio, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. João Paulo Oliveira Barros Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6720-1241-1232-7CF1 e senha D2E0-206A-9774-1F0B Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 206 . 559", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 1206559 AGR / PR", "óbice", "sumular n 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1206559 AGR / PR", "óbice sumular n 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 128 . 518", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 206 . 559", "Recurso Extraordinário 128 . 518", "ARE 1206559 AGR / PR", "ARE 1206559", "ARE 1206559 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 1 . 110 . 286 - AgR", "SÚMULAS 279 , 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 595 . 573 - AgR", "Recurso Extraordinário 435 . 266", "ARE 1 . 110 . 286 - AgR - ED", "SÚMULAS 279 , 282", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 595 . 573 - AgR", "Recurso Extraordinário 435 . 266" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 157 , § 2 . . . , I E II , DO CÓDIGO PENAL", "LEI 13 . 654 / 2018", "ARTIGO 5 . . . , LXIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 157 , § 2 . . . , I E II , DO CÓDIGO PENAL", "LEI 13 . 654 / 2018", "ARTIGO 5 . . . , LXIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 157 , § 2 . . . , I E II , DO CÓDIGO PENAL", "LEI 13 . 654 / 2018", "ARTIGO 5 . . . , LXIII , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LXIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LXIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 5 . . . , LXIII , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 619 do Código de Processo Penal", "art . 327 do RISTF", "art . 619 do CPP", "art . 327 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil / 2015", "ART . 5 . . . , LXIII , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 619 do Código de Processo Penal", "art . 327 do RISTF", "art . 619 do CPP", "art . 327 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200", "INCISOS LIV E LXIII DO ART . 5 . . .", "INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INCISOS", "INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "Sítio Cercado", "Sítio Cercado", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "BOPE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "BOPE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ", "Primeira Turma" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "WILLIAN MAGNO SOARES SILVA", "ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA", "VINICIOS MICHAEL CARDOZO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "WILLIAN MAGNO SOARES SILVA", "ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA", "VINICIOS MICHAEL CARDOZO", "LUIZ FUX", "Willian Magno Soares Silva", "LUIZ FUX", "WILLIAN MAGNO SOARES SILVA", "ALVARO", "DINO RODRIGUES DA COSTA", "VINICIOS MICHAEL CARDOZO", "LUIZ FUX", "Willian Magno Soares Silva", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "Diego Gutierrez", "Luiz Carlos Soares Silva", "Diego Gutierrez", "Luiz Carlos Soares Silva", "LUIZ FUX ARE", "Willian Magno Soares Silva", "Willian Magno Soares Silva", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Carlos Britto", "Sepúlveda Pertence", "Rosa Weber", "Carlos Britto", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "WILLIAN MAGNO SOARES SILVA", "ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA", "VINICIOS MICHAEL CARDOZO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros", "LUIZ FUX", "WILLIAN MAGNO SOARES SILVA", "ALVARO DINO RODRIGUES DA COSTA", "VINICIOS MICHAEL CARDOZO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Luís Roberto Barroso", "Alexandre de Moraes", "João Paulo Oliveira Barros" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "8", "/", "3", "/", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "8", "/", "3", "/", "1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "domingo", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "3", "/", "2019", "16", "/", "10", "/", "2009", "27", "/", "5", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "3", "/", "2019", "16", "/", "10", "/", "2009", "27", "/", "5", "/", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA NA OPERAÇÃO DE DOSIMETRIA DA SANÇÃO PENAL – INOCORRÊNCIA – IMPETRAÇÃO QUE OBJETIVA A PURA E SIMPLES REDUÇÃO DA PENA IMPOSTA AO PACIENTE – NECESSÁRIO REEXAME DOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO QUE LEVARAM A E. CORTE ESTADUAL A FIXAR O “QUANTUM” PENAL – INADMISSIBILIDADE – PRETENDIDA APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI Nº 11.343/2006) EM SEU PATAMAR MAIS FAVORÁVEL – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PEDIDO DE INGRESSO EM REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS BRANDO – PACIENTE CONDENADO A PENA RECLUSIVA INFERIOR A 8 (OITO) ANOS – ESTIPULAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE PENA EM REGIME INICIAL FECHADO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/STF) – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B7-354C-086C-B8D9 e senha 261F-0BE5-4C91-07F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão HC 153246 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B7-354C-086C-B8D9 e senha 261F-0BE5-4C91-07F7 Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B7-354C-086C-B8D9 e senha 261F-0BE5-4C91-07F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido contra acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. TRÁFICO DE DROGAS. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. QUANTIDADE E NATUREZA DOS ENTORPECENTES. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. INAPLICABILIDADE. RÉU QUE SE DEDICA A ATIVIDADE CRIMINOSA. REGIME PRISIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. MODO FECHADO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. FALTA DO PREENCHIMENTO DO REQUISITO OBJETIVO. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe ‘habeas corpus’ substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. (...). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido contra acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. TRÁFICO DE DROGAS. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. QUANTIDADE E NATUREZA DOS ENTORPECENTES. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4º, DA LEI N. 11.343/2006. INAPLICABILIDADE. RÉU QUE SE DEDICA A ATIVIDADE CRIMINOSA. REGIME PRISIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. MODO FECHADO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. FALTA DO PREENCHIMENTO DO REQUISITO OBJETIVO. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe ‘habeas corpus’ substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. (...). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório HC 153246 AGR / SP 2. Nos termos do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, a quantidade e a natureza da droga apreendida são preponderantes sobre as demais circunstâncias do art. 59 do Código Penal e podem justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal, cabendo a atuação desta Corte apenas quando demonstrada flagrante ilegalidade no ‘quantum’ aplicado. 3. Hipótese em que a instância antecedente, atenta às diretrizes do art. 42 da Lei de Drogas, considerou a quantidade e a natureza das drogas apreendidas – 2 invólucros de cocaína (393,6g) e 1 pedra crack (207,2g) – para fixar a pena-base em 2 anos acima do mínimo legalmente previsto, o que não se mostra desproporcional. 4. Nos termos do disposto no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, os condenados pelo crime de tráfico de drogas terão a pena reduzida, de um sexto a dois terços, quando forem reconhecidamente primários, possuírem bons antecedentes e não se dedicarem a atividades criminosas ou integrarem organizações criminosas. 5. A Corte Estadual concluiu que a habitualidade delitiva do paciente está evidenciada nas provas colhidas nos autos, sobretudo na existência de estrutura para preparação e comercialização dos entorpecentes, com divisão de tarefas e participação de outros agentes. Logo, a modificação desse entendimento enseja o reexame do conteúdo probatório dos autos, o que é inadmissível em sede de ‘habeas corpus’. Precedentes. 6. O regime inicial fechado é o adequado para o cumprimento da pena de 7 anos de reclusão, em razão da aferição negativa das circunstâncias judiciais, que justificou o aumento da pena-base, nos termos do art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal. 7. É inadmissível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito, pela falta do preenchimento do requisito objetivo (art. 44, I, do Código Penal). 8. ‘Habeas corpus’ não conhecido.” (HC 420.934/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS – grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP 2. Nos termos do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, a quantidade e a natureza da droga apreendida são preponderantes sobre as demais circunstâncias do art. 59 do Código Penal e podem justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal, cabendo a atuação desta Corte apenas quando demonstrada flagrante ilegalidade no ‘quantum’ aplicado. 3. Hipótese em que a instância antecedente, atenta às diretrizes do art. 42 da Lei de Drogas, considerou a quantidade e a natureza das drogas apreendidas – 2 invólucros de cocaína (393,6g) e 1 pedra crack (207,2g) – para fixar a pena-base em 2 anos acima do mínimo legalmente previsto, o que não se mostra desproporcional. 4. Nos termos do disposto no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, os condenados pelo crime de tráfico de drogas terão a pena reduzida, de um sexto a dois terços, quando forem reconhecidamente primários, possuírem bons antecedentes e não se dedicarem a atividades criminosas ou integrarem organizações criminosas. 5. A Corte Estadual concluiu que a habitualidade delitiva do paciente está evidenciada nas provas colhidas nos autos, sobretudo na existência de estrutura para preparação e comercialização dos entorpecentes, com divisão de tarefas e participação de outros agentes. Logo, a modificação desse entendimento enseja o reexame do conteúdo probatório dos autos, o que é inadmissível em sede de ‘habeas corpus’. Precedentes. 6. O regime inicial fechado é o adequado para o cumprimento da pena de 7 anos de reclusão, em razão da aferição negativa das circunstâncias judiciais, que justificou o aumento da pena-base, nos termos do art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal. 7. É inadmissível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito, pela falta do preenchimento do requisito objetivo (art. 44, I, do Código Penal). 8. ‘Habeas corpus’ não conhecido.” (HC 420.934/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS – grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório HC 153246 AGR / SP O ora recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLAUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP O ora recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLAUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Como tive a oportunidade de enfatizar na prolação da decisão ora questionada, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao quantificar a pena para o crime tipificado no art. 33, “caput”, da Lei nº 11.343/2006, justificou, corretamente, quanto ao ora agravante, as diversas fases que compõem a operação de dosimetria penal. Cumpre enfatizar, na linha de referido pronunciamento, que a fixação da pena, no caso, aplicada em grau acima do mínimo legal, foi devida e adequadamente motivada pelo órgão judiciário, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais (“considerável quantidade de drogas”, “variedade de estupefacientes” e “natureza das drogas apreendidas”), indicou, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao paciente, ora recorrente. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie sob análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Como tive a oportunidade de enfatizar na prolação da decisão ora questionada, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao quantificar a pena para o crime tipificado no art. 33, “caput”, da Lei nº 11.343/2006, justificou, corretamente, quanto ao ora agravante, as diversas fases que compõem a operação de dosimetria penal. Cumpre enfatizar, na linha de referido pronunciamento, que a fixação da pena, no caso, aplicada em grau acima do mínimo legal, foi devida e adequadamente motivada pelo órgão judiciário, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais (“considerável quantidade de drogas”, “variedade de estupefacientes” e “natureza das drogas apreendidas”), indicou, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao paciente, ora recorrente. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie sob análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional da individualização das penas (CF, art. 5º, XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(…) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas conseqüências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional da individualização das penas (CF, art. 5º, XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(…) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas conseqüências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta, quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. É certo, também, que a grande quantidade de entorpecentes apreendida em poder do réu pode justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal, consoante reiteradamente decidido por esta Suprema Corte (HC 86.623/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 91.487/RO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 92.917/BA, Rel. Min. EROS GRAU – HC 118.717/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “‘HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTE. 1. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. INDICAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME, EM CONCRETO, DA SUFICIÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS APRESENTADAS. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA. 1. Não há nulidade na decisão que fixa a pena-base com fundamentação idônea, considerando-se a natureza e a quantidade do entorpecente. É inexigível a fundamentação exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas; a sentença deve ser lida em seu todo. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta, quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. É certo, também, que a grande quantidade de entorpecentes apreendida em poder do réu pode justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal, consoante reiteradamente decidido por esta Suprema Corte (HC 86.623/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 91.487/RO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 92.917/BA, Rel. Min. EROS GRAU – HC 118.717/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “‘HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTE. 1. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. INDICAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME, EM CONCRETO, DA SUFICIÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS APRESENTADAS. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA. 1. Não há nulidade na decisão que fixa a pena-base com fundamentação idônea, considerando-se a natureza e a quantidade do entorpecente. É inexigível a fundamentação exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas; a sentença deve ser lida em seu todo. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP 2. Não se presta o recurso ordinário em ‘habeas corpus’ para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias antecedentes para a majoração da pena. Precedentes. 3. Inaplicabilidade da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Paciente que, nos termos do que assentado em segunda instância, integra organização criminosa. Afastar essa premissa demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o ‘habeas corpus’, como afirmado no julgado objeto do presente recurso. 4. Pena majorada em segunda instância mantida. Prejuízo do pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 5. Impossibilidade de fixação de regime diverso do fechado para o início do cumprimento da pena, com base no que disposto no art. 33 do Código Penal. 6. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 115.223/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) Devo salientar, de outro lado, que a postulação deduzida pelo ora agravante – ao objetivar a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de convicção que levaram o órgão julgador a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao ora agravante refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP 2. Não se presta o recurso ordinário em ‘habeas corpus’ para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias antecedentes para a majoração da pena. Precedentes. 3. Inaplicabilidade da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Paciente que, nos termos do que assentado em segunda instância, integra organização criminosa. Afastar essa premissa demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o ‘habeas corpus’, como afirmado no julgado objeto do presente recurso. 4. Pena majorada em segunda instância mantida. Prejuízo do pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 5. Impossibilidade de fixação de regime diverso do fechado para o início do cumprimento da pena, com base no que disposto no art. 33 do Código Penal. 6. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 115.223/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) Devo salientar, de outro lado, que a postulação deduzida pelo ora agravante – ao objetivar a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de convicção que levaram o órgão julgador a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao ora agravante refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que nele se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que deem concreção às circunstâncias judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que nele se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que deem concreção às circunstâncias judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. I – As circunstâncias e consequências do crime permitem mensurar o grau de culpabilidade e reprovabilidade da conduta. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. I – As circunstâncias e consequências do crime permitem mensurar o grau de culpabilidade e reprovabilidade da conduta. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP II – Mero inconformismo com o normal resultado do julgamento não pode ser objeto de apreciação por meio de ‘habeas corpus’. III – O ‘HC’ não constitui via adequada para avaliar a justiça ou injustiça da pena-base fixada na sentença quando sua majoração tenha por fundamento circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas. IV – Ordem denegada.” (HC 94.125/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CP. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO ESTABELECIDA DE FORMA ADEQUADA E PROPORCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. VEDAÇÃO GENÉRICA DA LEI. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. REGIME PRISIONAL. IMPETRAÇÃO PREJUDICADA NESTA PARTE. ORDEM CONCEDIDA APENAS PARA CONFIRMAR A LIMINAR DEFERIDA. 1. A jurisprudência desta Corte já afirmou, reiteradas vezes, a inviabilidade jurídica de se proceder, na via estreita do ‘habeas corpus’, ao reexame dos elementos de convicção considerados pelo magistrado sentenciante na avaliação das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, sendo autorizado apenas ‘o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes e arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores’ (HC 105802, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 04-12-2012), o que não ocorreu no caso. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP II – Mero inconformismo com o normal resultado do julgamento não pode ser objeto de apreciação por meio de ‘habeas corpus’. III – O ‘HC’ não constitui via adequada para avaliar a justiça ou injustiça da pena-base fixada na sentença quando sua majoração tenha por fundamento circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas. IV – Ordem denegada.” (HC 94.125/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO CP. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO ESTABELECIDA DE FORMA ADEQUADA E PROPORCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. VEDAÇÃO GENÉRICA DA LEI. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. REGIME PRISIONAL. IMPETRAÇÃO PREJUDICADA NESTA PARTE. ORDEM CONCEDIDA APENAS PARA CONFIRMAR A LIMINAR DEFERIDA. 1. A jurisprudência desta Corte já afirmou, reiteradas vezes, a inviabilidade jurídica de se proceder, na via estreita do ‘habeas corpus’, ao reexame dos elementos de convicção considerados pelo magistrado sentenciante na avaliação das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, sendo autorizado apenas ‘o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes e arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores’ (HC 105802, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 04-12-2012), o que não ocorreu no caso. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP 2. Além de motivada, a fração de redução em 1/3 (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006) foi estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto, não havendo nenhuma ilegalidade ou constrangimento a serem sanados na via do ‘habeas corpus’. 3. As alterações das situações prisionais dos pacientes prejudicam a análise da questão atinente ao regime prisional e à substituição da reprimenda corporal por sanção restritiva de direitos. 4. ‘Habeas corpus’ parcialmente prejudicado e, na parte remanescente, denegada a ordem.” (HC 107.258/MS, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Examino, ainda, o presente pleito no que diz respeito à alegação de o ora agravante fazer jus à incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 em seu patamar mais favorável. Verifico, nesse específico ponto, que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria afastado a incidência de referida norma legal em razão de o paciente, ora agravante, dedicar-se a atividades criminosas. Impõe-se acentuar, por necessário, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera deste “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP 2. Além de motivada, a fração de redução em 1/3 (art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006) foi estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto, não havendo nenhuma ilegalidade ou constrangimento a serem sanados na via do ‘habeas corpus’. 3. As alterações das situações prisionais dos pacientes prejudicam a análise da questão atinente ao regime prisional e à substituição da reprimenda corporal por sanção restritiva de direitos. 4. ‘Habeas corpus’ parcialmente prejudicado e, na parte remanescente, denegada a ordem.” (HC 107.258/MS, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Examino, ainda, o presente pleito no que diz respeito à alegação de o ora agravante fazer jus à incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006 em seu patamar mais favorável. Verifico, nesse específico ponto, que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria afastado a incidência de referida norma legal em razão de o paciente, ora agravante, dedicar-se a atividades criminosas. Impõe-se acentuar, por necessário, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera deste “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP Com efeito, a pretensão da parte recorrente, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à acusação penal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 100.067/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – PRETENDIDA APLICAÇÃO, EM PATAMAR MAIS FAVORÁVEL, DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI Nº 11.343/2006) – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (HC 124.034-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. (...) REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ARTIGO 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06. PEDIDO DE REDUÇÃO DA PENA NO PATAMAR MÁXIMO E RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DE CONFISSÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP Com efeito, a pretensão da parte recorrente, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à acusação penal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 100.067/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – PRETENDIDA APLICAÇÃO, EM PATAMAR MAIS FAVORÁVEL, DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI Nº 11.343/2006) – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (HC 124.034-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. (...) REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ARTIGO 33, § 4º, DA LEI Nº 11.343/06. PEDIDO DE REDUÇÃO DA PENA NO PATAMAR MÁXIMO E RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DE CONFISSÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP 1. O grau da redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/20006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra ‘in procedendo’ aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 2. As provas técnicas, diligências e demais embasamentos da condenação não são passíveis de aferição na via estreita do ‘habeas corpus’, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016, HC nº 118.051, Segunda Turma, Relator Min. Cármen Lúcia, DJe 28/03/2014. …................................................................................................... 5. O ‘habeas corpus’ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 127.224-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “’Habeas corpus’. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Pretendido reconhecimento em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços). Impossibilidade. Justificativa idônea para aplicação do percentual de 1/6 (um sexto). Paciente que, embora não integrasse organização criminosa, atuou conscientemente a seu rogo, visto que foi contratado para transportar a droga até o Brasil. Impropriedade do ‘writ’ para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso. Precedentes. Ordem denegada. 1. Razão não assiste à impetrante quanto ao pretendido reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP 1. O grau da redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/20006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra ‘in procedendo’ aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 2. As provas técnicas, diligências e demais embasamentos da condenação não são passíveis de aferição na via estreita do ‘habeas corpus’, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC nº 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016, HC nº 118.051, Segunda Turma, Relator Min. Cármen Lúcia, DJe 28/03/2014. …................................................................................................... 5. O ‘habeas corpus’ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 127.224-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “’Habeas corpus’. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Causa especial de redução de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas. Pretendido reconhecimento em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços). Impossibilidade. Justificativa idônea para aplicação do percentual de 1/6 (um sexto). Paciente que, embora não integrasse organização criminosa, atuou conscientemente a seu rogo, visto que foi contratado para transportar a droga até o Brasil. Impropriedade do ‘writ’ para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso. Precedentes. Ordem denegada. 1. Razão não assiste à impetrante quanto ao pretendido reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas em seu grau máximo de 2/3 (dois terços). 2. O paciente foi surpreendido transportando, em 43 (quarenta e três) cápsulas alojadas em seu corpo, 614 g (seiscentos e quatorze gramas) de cocaína, tendo confessado ter sido contratado para trazer a droga para São Paulo pela quantia de $ 500 (quinhentos) dólares, conforme relatado em interrogatório policial e judicial. 3. A aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 em 1/6 (um sexto) pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região mostra-se suficientemente fundamentada nas circunstâncias subjetivas do caso, considerando, para tanto, que o paciente conscientemente atuou a rogo de organização criminosa, já que admitiu ter sido contratado para trazer a substância entorpecente até o Brasil. 4. Consoante pacífica jurisprudência da Corte, o ‘habeas corpus’ não é a via adequada para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta do paciente para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso concreto. 5. Ordem denegada.” (HC 133.470/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADEQUAÇÃO NA VIA DO ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. I – No crime de tráfico de drogas, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. ....................................................................................................... 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas em seu grau máximo de 2/3 (dois terços). 2. O paciente foi surpreendido transportando, em 43 (quarenta e três) cápsulas alojadas em seu corpo, 614 g (seiscentos e quatorze gramas) de cocaína, tendo confessado ter sido contratado para trazer a droga para São Paulo pela quantia de $ 500 (quinhentos) dólares, conforme relatado em interrogatório policial e judicial. 3. A aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06 em 1/6 (um sexto) pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região mostra-se suficientemente fundamentada nas circunstâncias subjetivas do caso, considerando, para tanto, que o paciente conscientemente atuou a rogo de organização criminosa, já que admitiu ter sido contratado para trazer a substância entorpecente até o Brasil. 4. Consoante pacífica jurisprudência da Corte, o ‘habeas corpus’ não é a via adequada para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta do paciente para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso concreto. 5. Ordem denegada.” (HC 133.470/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADEQUAÇÃO NA VIA DO ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. I – No crime de tráfico de drogas, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. ....................................................................................................... 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP III – A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inadequado, na via do ‘habeas corpus’, reexaminar fatos e provas no tocante à participação do paciente em organização criminosa ou à valoração da quantidade da droga apreendida, quando utilizados como fundamento para afastar ou dosar, aquém do patamar máximo, a causa de diminuição da pena pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. IV – Ordem denegada.” (HC 133.982/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “Agravo regimental em recurso ordinário em ‘habeas corpus’. 2. Condenação art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Minorante no patamar de 1/6. 3. Pretensão de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas no patamar máximo (2/3). 4. Discricionariedade na fixação da pena pelas instâncias ordinárias. 5. Acórdão da Corte estadual em consonância com entendimento desta Suprema Corte, Tema 712, ARE 666.334/AM RG, de que é correta a valoração da natureza e da quantidade da droga na primeira ou na terceira fase de aplicação da pena, vedada a aplicação conjunta sob pena de ‘bis in idem’. 6. Aplicação da minorante no patamar de 1/6 em razão da natureza e quantidade da droga. Motivação idônea. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 137.384-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Como se sabe, a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP III – A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inadequado, na via do ‘habeas corpus’, reexaminar fatos e provas no tocante à participação do paciente em organização criminosa ou à valoração da quantidade da droga apreendida, quando utilizados como fundamento para afastar ou dosar, aquém do patamar máximo, a causa de diminuição da pena pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. IV – Ordem denegada.” (HC 133.982/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “Agravo regimental em recurso ordinário em ‘habeas corpus’. 2. Condenação art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/2006. Minorante no patamar de 1/6. 3. Pretensão de aplicação da minorante do § 4º do art. 33 da Lei de Drogas no patamar máximo (2/3). 4. Discricionariedade na fixação da pena pelas instâncias ordinárias. 5. Acórdão da Corte estadual em consonância com entendimento desta Suprema Corte, Tema 712, ARE 666.334/AM RG, de que é correta a valoração da natureza e da quantidade da droga na primeira ou na terceira fase de aplicação da pena, vedada a aplicação conjunta sob pena de ‘bis in idem’. 6. Aplicação da minorante no patamar de 1/6 em razão da natureza e quantidade da droga. Motivação idônea. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 137.384-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Como se sabe, a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, bem por isso, que se revela inviável, em consequência, a análise do pedido sucessivo formulado nesta sede processual (a substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos), tendo em vista a impossibilidade jurídica de acolher-se o pedido anterior. Quanto à discussão em torno da imposição do regime inicial fechado ao ora agravante, observo que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado haver sofrido condenação a pena igual ou inferior a 08 (oito) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a oito anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal semiaberto. Ninguém desconhece que a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, bem por isso, que se revela inviável, em consequência, a análise do pedido sucessivo formulado nesta sede processual (a substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos), tendo em vista a impossibilidade jurídica de acolher-se o pedido anterior. Quanto à discussão em torno da imposição do regime inicial fechado ao ora agravante, observo que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado haver sofrido condenação a pena igual ou inferior a 08 (oito) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a oito anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal semiaberto. Ninguém desconhece que a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP que o faça, no entanto, em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). A opção pelo regime menos gravoso, desse modo, constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3º, do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial fechado, quando cabível, em tese, como no caso, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado nº 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 07 (sete) anos de reclusão, nada impedia a imposição, quanto a 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP que o faça, no entanto, em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). A opção pelo regime menos gravoso, desse modo, constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3º, do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial fechado, quando cabível, em tese, como no caso, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado nº 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 07 (sete) anos de reclusão, nada impedia a imposição, quanto a 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP tal sentenciado, do regime inicial fechado, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime semiaberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja superior a 04 (quatro) anos (limite mínimo) e não exceda a 08 (oito) anos (limite máximo): “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e consequências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(…) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(…) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP tal sentenciado, do regime inicial fechado, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2º, “b”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime semiaberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja superior a 04 (quatro) anos (limite mínimo) e não exceda a 08 (oito) anos (limite máximo): “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e consequências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(…) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(…) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tal como enfatizado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientou a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente fechado, valendo transcrever, por relevante, fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “A obrigatoriedade do regime inicial fechado aos sentenciados por crimes hediondos e a eles equiparados não mais subsiste, diante da declaração de inconstitucionalidade, ‘incidenter tantum‘, do § 1º do art. 2º da Lei n. 8.072/1990, pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840/ES (em 27/7/2012). Na identificação do modo inicial de cumprimento de pena, necessário à prevenção e à reparação da infração penal, o magistrado deve expor motivadamente sua escolha, atento às diretrizes do art. 33 do Código Penal, e, na hipótese de condenado por crime de tráfico de drogas, ao disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006, segundo o qual serão consideradas com preponderância a natureza e a quantidade de substância entorpecente, a personalidade e a conduta social do agente sobre as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Logo, embora o paciente seja primário e a pena reclusiva tenha sido fixada em patamar inferior a 8 anos de reclusão, o regime fechado mostra-se adequado para o início do cumprimento da sanção imposta, diante da aferição desfavorável de circunstâncias judiciais, natureza e quantidade dos entorpecentes apreendidos – 2 invólucros de cocaína (393,6g) e 1 pedra 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tal como enfatizado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientou a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente fechado, valendo transcrever, por relevante, fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “A obrigatoriedade do regime inicial fechado aos sentenciados por crimes hediondos e a eles equiparados não mais subsiste, diante da declaração de inconstitucionalidade, ‘incidenter tantum‘, do § 1º do art. 2º da Lei n. 8.072/1990, pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840/ES (em 27/7/2012). Na identificação do modo inicial de cumprimento de pena, necessário à prevenção e à reparação da infração penal, o magistrado deve expor motivadamente sua escolha, atento às diretrizes do art. 33 do Código Penal, e, na hipótese de condenado por crime de tráfico de drogas, ao disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006, segundo o qual serão consideradas com preponderância a natureza e a quantidade de substância entorpecente, a personalidade e a conduta social do agente sobre as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Logo, embora o paciente seja primário e a pena reclusiva tenha sido fixada em patamar inferior a 8 anos de reclusão, o regime fechado mostra-se adequado para o início do cumprimento da sanção imposta, diante da aferição desfavorável de circunstâncias judiciais, natureza e quantidade dos entorpecentes apreendidos – 2 invólucros de cocaína (393,6g) e 1 pedra 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP crack (207,2g) –, nos termos do art. 33 do CP c.c. o art. 42 da Lei n. 11.343/2006.” (grifei) Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei nº 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (393,6g de cocaína e 207,2g de crack, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, mostraram-se desfavoráveis ao ora agravante, o que legitimou a imposição, pelo Tribunal sentenciante, do regime penal fechado. Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nas matérias em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP crack (207,2g) –, nos termos do art. 33 do CP c.c. o art. 42 da Lei n. 11.343/2006.” (grifei) Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei nº 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (393,6g de cocaína e 207,2g de crack, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, mostraram-se desfavoráveis ao ora agravante, o que legitimou a imposição, pelo Tribunal sentenciante, do regime penal fechado. Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nas matérias em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR (125337/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 230F-35C2-9733-ED32 e senha 4A70-9982-3F93-F3AA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR (125337/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 230F-35C2-9733-ED32 e senha 4A70-9982-3F93-F3AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749817588
2019-04-29T00:00:00
2019-05-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA NA OPERAÇÃO DE DOSIMETRIA DA SANÇÃO PENAL – INOCORRÊNCIA – IMPETRAÇÃO QUE OBJETIVA A PURA E SIMPLES REDUÇÃO DA PENA IMPOSTA AO PACIENTE – NECESSÁRIO REEXAME DOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO QUE LEVARAM A E. CORTE ESTADUAL A FIXAR O “QUANTUM” PENAL – INADMISSIBILIDADE – PRETENDIDA APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI Nº 11.343/2006) EM SEU PATAMAR MAIS FAVORÁVEL – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PEDIDO DE INGRESSO EM REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS BRANDO – PACIENTE CONDENADO A PENA RECLUSIVA INFERIOR A 8 (OITO) ANOS – ESTIPULAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE PENA EM REGIME INICIAL FECHADO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/STF) – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur403762
- Acórdão(s) citado(s): (PRIMARIEDADE, FIXAÇÃO DE PENA, ACIMA DO MÍNIMO LEGAL) HC 63327, HC 68737 (1ªT), HC 69765 (1ªT), HC 73408 (1ªT), HC 73430 (1ªT), HC 75740 (1ªT), HC 84200 (2ªT), HC 91350 (2ªT), RHC 115654 (1ªT), RHC 118620 (1ªT), HC 119679 (2ªT), RTJ 125/188. (GRANDE QUANTIDADE, SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE, FIXAÇÃO DE PENA, ACIMA DO MÍNIMO LEGAL) HC 86623 (2ªT), HC 91487 (1ªT), HC 92917 (2ªT), RHC 115223 (2ªT), HC 118717 (2ªT). (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 61178, HC 65887, HC 66381, HC 68926 (1ªT), HC 69034 (1ªT) - RTJ 140/893, HC 69141 (1ªT), HC 69780 (1ªT) - RTJ 195/486, HC 70763 (1ªT) - RTJ 165/877, HC 70762 (1ªT), HC 71528 (1ªT), HC 72496 (1ªT) - RTJ 186/237, HC 72992 (1ªT) - RTJ 168/863, HC 73449 (1ªT) - RTJ 163/650, HC 94125 (1ªT), HC 100067 (1ªT), HC 107258 (2ªT), HC 111381 (1ªT), HC 119167 (1ªT), HC 124034 AgR (2ªT), HC 133470 (2ªT), HC 133982 (2ªT), RHC 137384 AgR (2ªT), HC 127224 AgR (1ªT), HC 60555 (1ªT) - RTJ 110/555, HC 67349 (1ªT) - RTJ 129/1199. (DIREITO SUBJETIVO, CONDENADO, REGIME PRISIONAL MENOS GRAVOSO, FACULDADE DO JUIZ) HC 64218 - RTJ 119/668, HC 65668 - RTJ 125/578, HC 66950, HC 69118 - RTJ 141/545, HC 70289 (1ªT) - RTJ 148/490, HC 70557 - RTJ 151/212, HC 70650 (1ªT) - RTJ 154/103, HC 100695 (2ªT), RT 666/389. Número de páginas: 23. Análise: 10/09/2019, JRS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
153246
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00046\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00004 ART-00042\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00033 PAR-00002 LET-B ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000719 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 153246 AgR
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AGTE.(S) : WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – PENA-BASE ESTABELECIDA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA NA OPERAÇÃO DE DOSIMETRIA DA SANÇÃO PENAL – INOCORRÊNCIA – IMPETRAÇÃO QUE OBJETIVA A PURA E SIMPLES REDUÇÃO DA PENA IMPOSTA AO PACIENTE – NECESSÁRIO REEXAME DOS ELEMENTOS DE CONVICÇÃO QUE LEVARAM A E. CORTE ESTADUAL A FIXAR O “QUANTUM” PENAL – INADMISSIBILIDADE – PRETENDIDA APLICAÇÃO DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI n 11.343/2006) EM SEU PATAMAR MAIS FAVORÁVEL – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – PEDIDO DE INGRESSO EM REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA MAIS BRANDO – PACIENTE CONDENADO A PENA RECLUSIVA INFERIOR A 8 (OITO) ANOS – ESTIPULAÇÃO DE CUMPRIMENTO DE PENA EM REGIME INICIAL FECHADO – POSSIBILIDADE – NECESSIDADE, CONTUDO, DE TAL FIXAÇÃO INICIAL RESULTAR DE DECISÃO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA (SÚMULA 719/Supremo Tribunal Federal) – RECONHECIMENTO, PELO ÓRGÃO APONTADO COMO COATOR, DA EXISTÊNCIA DE CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS AO CONDENADO – MOTIVAÇÃO IDÔNEA E SUFICIENTE PARA A DETERMINAÇÃO DO REGIME MAIS SEVERO – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DESTA ESPÉCIE RECURSAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B7-354C-086C-B8D9 e senha 261F-0BE5-4C91-07F7 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão HC 153246 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B7-354C-086C-B8D9 e senha 261F-0BE5-4C91-07F7 Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B6B7-354C-086C-B8D9 e senha 261F-0BE5-4C91-07F7 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido contra acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. TRÁFICO DE DROGAS. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. QUANTIDADE E NATUREZA DOS ENTORPECENTES. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/2006. INAPLICABILIDADE. RÉU QUE SE DEDICA A ATIVIDADE CRIMINOSA. REGIME PRISIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. MODO FECHADO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. FALTA DO PREENCHIMENTO DO REQUISITO OBJETIVO. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe ‘habeas corpus’ substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. (...). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) :JOSE PEDRO SAID JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido contra acórdão emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que restou assim ementado: “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INADEQUAÇÃO. TRÁFICO DE DROGAS. EXASPERAÇÃO DA PENA-BASE. QUANTIDADE E NATUREZA DOS ENTORPECENTES. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. 33, § 4..., DA LEI N. 11.343/2006. INAPLICABILIDADE. RÉU QUE SE DEDICA A ATIVIDADE CRIMINOSA. REGIME PRISIONAL. CIRCUNSTÂNCIAS DESFAVORÁVEIS. MODO FECHADO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITO. FALTA DO PREENCHIMENTO DO REQUISITO OBJETIVO. AUSÊNCIA DE MANIFESTA ILEGALIDADE. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. Esta Corte e o Supremo Tribunal Federal pacificaram orientação no sentido de que não cabe ‘habeas corpus’ substitutivo do recurso legalmente previsto para a hipótese, impondo-se o não conhecimento da impetração, salvo quando constatada a existência de flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado. (...). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório HC 153246 AGR / SP 2. Nos termos do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, a quantidade e a natureza da droga apreendida são preponderantes sobre as demais circunstâncias do art. 59 do Código Penal e podem justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal, cabendo a atuação desta Corte apenas quando demonstrada flagrante ilegalidade no ‘quantum’ aplicado. 3. Hipótese em que a instância antecedente, atenta às diretrizes do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), considerou a quantidade e a natureza das drogas apreendidas – 2 invólucros de cocaína (393,6g) e 1 pedra crack (207,2g) – para fixar a pena-base em 2 anos acima do mínimo legalmente previsto, o que não se mostra desproporcional. 4. Nos termos do disposto no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, os condenados pelo crime de tráfico de drogas terão a pena reduzida, de um sexto a dois terços, quando forem reconhecidamente primários, possuírem bons antecedentes e não se dedicarem a atividades criminosas ou integrarem organizações criminosas. 5. A Corte Estadual concluiu que a habitualidade delitiva do paciente está evidenciada nas provas colhidas nos autos, sobretudo na existência de estrutura para preparação e comercialização dos entorpecentes, com divisão de tarefas e participação de outros agentes. Logo, a modificação desse entendimento enseja o reexame do conteúdo probatório dos autos, o que é inadmissível em sede de ‘habeas corpus’. Precedentes. 6. O regime inicial fechado é o adequado para o cumprimento da pena de 7 anos de reclusão, em razão da aferição negativa das circunstâncias judiciais, que justificou o aumento da pena-base, nos termos do art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal. 7. É inadmissível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito, pela falta do preenchimento do requisito objetivo (art. 44, I, do Código Penal). 8. ‘Habeas corpus’ não conhecido.” (HC 420.934/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS – grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP 2. Nos termos do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, a quantidade e a natureza da droga apreendida são preponderantes sobre as demais circunstâncias do art. 59 do Código Penal e podem justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal, cabendo a atuação desta Corte apenas quando demonstrada flagrante ilegalidade no ‘quantum’ aplicado. 3. Hipótese em que a instância antecedente, atenta às diretrizes do art. 42 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), considerou a quantidade e a natureza das drogas apreendidas – 2 invólucros de cocaína (393,6g) e 1 pedra crack (207,2g) – para fixar a pena-base em 2 anos acima do mínimo legalmente previsto, o que não se mostra desproporcional. 4. Nos termos do disposto no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, os condenados pelo crime de tráfico de drogas terão a pena reduzida, de um sexto a dois terços, quando forem reconhecidamente primários, possuírem bons antecedentes e não se dedicarem a atividades criminosas ou integrarem organizações criminosas. 5. A Corte Estadual concluiu que a habitualidade delitiva do paciente está evidenciada nas provas colhidas nos autos, sobretudo na existência de estrutura para preparação e comercialização dos entorpecentes, com divisão de tarefas e participação de outros agentes. Logo, a modificação desse entendimento enseja o reexame do conteúdo probatório dos autos, o que é inadmissível em sede de ‘habeas corpus’. Precedentes. 6. O regime inicial fechado é o adequado para o cumprimento da pena de 7 anos de reclusão, em razão da aferição negativa das circunstâncias judiciais, que justificou o aumento da pena-base, nos termos do art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal. 7. É inadmissível a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito, pela falta do preenchimento do requisito objetivo (art. 44, I, do Código Penal). 8. ‘Habeas corpus’ não conhecido.” (HC 420.934/SP, Rel. Min. RIBEIRO DANTAS – grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório HC 153246 AGR / SP O ora recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLAUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP O ora recorrente sustenta, no caso, flagrante ilegalidade apta a afastar os fundamentos que dão suporte à decisão recorrida. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLAUDIA SAMPAIO MARQUES, opinou pelo não provimento desta espécie recursal. Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6AE2-8335-F949-ABD5 e senha 3C45-3773-5EC3-3957 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Como tive a oportunidade de enfatizar na prolação da decisão ora questionada, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao quantificar a pena para o crime tipificado no art. 33, “caput”, da Lei n 11.343/2006, justificou, corretamente, quanto ao ora agravante, as diversas fases que compõem a operação de dosimetria penal. Cumpre enfatizar, na linha de referido pronunciamento, que a fixação da pena, no caso, aplicada em grau acima do mínimo legal, foi devida e adequadamente motivada pelo órgão judiciário, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais (“considerável quantidade de drogas”, “variedade de estupefacientes” e “natureza das drogas apreendidas”), indicou, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao paciente, ora recorrente. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie sob análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal nas matérias em exame. Como tive a oportunidade de enfatizar na prolação da decisão ora questionada, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao quantificar a pena para o crime tipificado no art. 33, “caput”, da Lei n 11.343/2006, justificou, corretamente, quanto ao ora agravante, as diversas fases que compõem a operação de dosimetria penal. Cumpre enfatizar, na linha de referido pronunciamento, que a fixação da pena, no caso, aplicada em grau acima do mínimo legal, foi devida e adequadamente motivada pelo órgão judiciário, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais (“considerável quantidade de drogas”, “variedade de estupefacientes” e “natureza das drogas apreendidas”), indicou, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao paciente, ora recorrente. Com efeito, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie sob análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional da individualização das penas (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(…) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas conseqüências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional da individualização das penas (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(…) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas conseqüências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta, quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. É certo, também, que a grande quantidade de entorpecentes apreendida em poder do réu pode justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal, consoante reiteradamente decidido por esta Suprema Corte (HC 86.623/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 91.487/RO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 92.917/BA, Rel. Min. EROS GRAU – HC 118.717/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “‘HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTE. 1. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. INDICAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME, EM CONCRETO, DA SUFICIÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS APRESENTADAS. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA. 1. Não há nulidade na decisão que fixa a pena-base com fundamentação idônea, considerando-se a natureza e a quantidade do entorpecente. É inexigível a fundamentação exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas; a sentença deve ser lida em seu todo. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta, quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. É certo, também, que a grande quantidade de entorpecentes apreendida em poder do réu pode justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal, consoante reiteradamente decidido por esta Suprema Corte (HC 86.623/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 91.487/RO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 92.917/BA, Rel. Min. EROS GRAU – HC 118.717/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “‘HABEAS CORPUS’. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTE. 1. FIXAÇÃO DA PENA-BASE. INDICAÇÃO DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME, EM CONCRETO, DA SUFICIÊNCIA DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS APRESENTADAS. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVA. 1. Não há nulidade na decisão que fixa a pena-base com fundamentação idônea, considerando-se a natureza e a quantidade do entorpecente. É inexigível a fundamentação exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas; a sentença deve ser lida em seu todo. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP 2. Não se presta o recurso ordinário em ‘habeas corpus’ para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias antecedentes para a majoração da pena. Precedentes. 3. Inaplicabilidade da causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Paciente que, nos termos do que assentado em segunda instância, integra organização criminosa. Afastar essa premissa demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o ‘habeas corpus’, como afirmado no julgado objeto do presente recurso. 4. Pena majorada em segunda instância mantida. Prejuízo do pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 5. Impossibilidade de fixação de regime diverso do fechado para o início do cumprimento da pena, com base no que disposto no art. 33 do Código Penal. 6. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 115.223/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) Devo salientar, de outro lado, que a postulação deduzida pelo ora agravante – ao objetivar a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de convicção que levaram o órgão julgador a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao ora agravante refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP 2. Não se presta o recurso ordinário em ‘habeas corpus’ para ponderar, em concreto, a suficiência das circunstâncias judiciais invocadas pelas instâncias antecedentes para a majoração da pena. Precedentes. 3. Inaplicabilidade da causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. Paciente que, nos termos do que assentado em segunda instância, integra organização criminosa. Afastar essa premissa demandaria o reexame dos fatos e das provas dos autos, ao que não se presta o ‘habeas corpus’, como afirmado no julgado objeto do presente recurso. 4. Pena majorada em segunda instância mantida. Prejuízo do pedido de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 5. Impossibilidade de fixação de regime diverso do fechado para o início do cumprimento da pena, com base no que disposto no art. 33 do Código Penal. 6. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 115.223/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – grifei) Devo salientar, de outro lado, que a postulação deduzida pelo ora agravante – ao objetivar a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de convicção que levaram o órgão julgador a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao ora agravante refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que nele se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que deem concreção às circunstâncias judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que nele se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que deem concreção às circunstâncias judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. I – As circunstâncias e consequências do crime permitem mensurar o grau de culpabilidade e reprovabilidade da conduta. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. DOSIMETRIA DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. I – As circunstâncias e consequências do crime permitem mensurar o grau de culpabilidade e reprovabilidade da conduta. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP II – Mero inconformismo com o normal resultado do julgamento não pode ser objeto de apreciação por meio de ‘habeas corpus’. III – O ‘HC’ não constitui via adequada para avaliar a justiça ou injustiça da pena-base fixada na sentença quando sua majoração tenha por fundamento circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas. IV – Ordem denegada.” (HC 94.125/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO Código Penal Brasileiro. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO ESTABELECIDA DE FORMA ADEQUADA E PROPORCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. VEDAÇÃO GENÉRICA DA LEI. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. REGIME PRISIONAL. IMPETRAÇÃO PREJUDICADA NESTA PARTE. ORDEM CONCEDIDA APENAS PARA CONFIRMAR A LIMINAR DEFERIDA. 1. A jurisprudência desta Corte já afirmou, reiteradas vezes, a inviabilidade jurídica de se proceder, na via estreita do ‘habeas corpus’, ao reexame dos elementos de convicção considerados pelo magistrado sentenciante na avaliação das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, sendo autorizado apenas ‘o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes e arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores’ (HC 105802, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 04-12-2012), o que não ocorreu no caso. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP II – Mero inconformismo com o normal resultado do julgamento não pode ser objeto de apreciação por meio de ‘habeas corpus’. III – O ‘HC’ não constitui via adequada para avaliar a justiça ou injustiça da pena-base fixada na sentença quando sua majoração tenha por fundamento circunstâncias objetivas e subjetivas idôneas. IV – Ordem denegada.” (HC 94.125/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ANÁLISE DAS CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DO ART. 59 DO Código Penal Brasileiro. FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. FRAÇÃO ESTABELECIDA DE FORMA ADEQUADA E PROPORCIONAL. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. VEDAÇÃO GENÉRICA DA LEI. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. REGIME PRISIONAL. IMPETRAÇÃO PREJUDICADA NESTA PARTE. ORDEM CONCEDIDA APENAS PARA CONFIRMAR A LIMINAR DEFERIDA. 1. A jurisprudência desta Corte já afirmou, reiteradas vezes, a inviabilidade jurídica de se proceder, na via estreita do ‘habeas corpus’, ao reexame dos elementos de convicção considerados pelo magistrado sentenciante na avaliação das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, sendo autorizado apenas ‘o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes e arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores’ (HC 105802, Relator(a): Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe de 04-12-2012), o que não ocorreu no caso. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP 2. Além de motivada, a fração de redução em 1/3 (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006) foi estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto, não havendo nenhuma ilegalidade ou constrangimento a serem sanados na via do ‘habeas corpus’. 3. As alterações das situações prisionais dos pacientes prejudicam a análise da questão atinente ao regime prisional e à substituição da reprimenda corporal por sanção restritiva de direitos. 4. ‘Habeas corpus’ parcialmente prejudicado e, na parte remanescente, denegada a ordem.” (HC 107.258/MS, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Examino, ainda, o presente pleito no que diz respeito à alegação de o ora agravante fazer jus à incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 em seu patamar mais favorável. Verifico, nesse específico ponto, que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria afastado a incidência de referida norma legal em razão de o paciente, ora agravante, dedicar-se a atividades criminosas. Impõe-se acentuar, por necessário, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera deste “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP 2. Além de motivada, a fração de redução em 1/3 (art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006) foi estabelecida de maneira proporcional e adequada às circunstâncias do caso concreto, não havendo nenhuma ilegalidade ou constrangimento a serem sanados na via do ‘habeas corpus’. 3. As alterações das situações prisionais dos pacientes prejudicam a análise da questão atinente ao regime prisional e à substituição da reprimenda corporal por sanção restritiva de direitos. 4. ‘Habeas corpus’ parcialmente prejudicado e, na parte remanescente, denegada a ordem.” (HC 107.258/MS, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) Examino, ainda, o presente pleito no que diz respeito à alegação de o ora agravante fazer jus à incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006 em seu patamar mais favorável. Verifico, nesse específico ponto, que o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria afastado a incidência de referida norma legal em razão de o paciente, ora agravante, dedicar-se a atividades criminosas. Impõe-se acentuar, por necessário, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera deste “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP Com efeito, a pretensão da parte recorrente, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à acusação penal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 100.067/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – PRETENDIDA APLICAÇÃO, EM PATAMAR MAIS FAVORÁVEL, DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI n 11.343/2006) – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (HC 124.034-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. (...) REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ARTIGO 33, § 4..., DA LEI n 11.343/06. PEDIDO DE REDUÇÃO DA PENA NO PATAMAR MÁXIMO E RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DE CONFISSÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP Com efeito, a pretensão da parte recorrente, tal como deduzida, implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à acusação penal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 100.067/SP, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.): “’HABEAS CORPUS’ – PRETENDIDA APLICAÇÃO, EM PATAMAR MAIS FAVORÁVEL, DA CAUSA ESPECIAL DE REDUÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS (LEI n 11.343/2006) – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES À ACUSAÇÃO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” (HC 124.034-AgR/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “AGRAVO REGIMENTAL NO ‘HABEAS CORPUS’. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. (...) REDISCUSSÃO DE CRITÉRIOS DE DOSIMETRIA DA PENA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA. ARTIGO 33, § 4..., DA LEI n 11.343/06. PEDIDO DE REDUÇÃO DA PENA NO PATAMAR MÁXIMO E RECONHECIMENTO DA ATENUANTE DE CONFISSÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INADMISSIBILIDADE NA VIA ELEITA. IMPOSSIBILIDADE DE UTILIZAÇÃO DO ‘HABEAS CORPUS’ COMO SUCEDÂNEO DE RECURSO OU REVISÃO CRIMINAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP 1. O grau da redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/20006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra ‘in procedendo’ aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 2. As provas técnicas, diligências e demais embasamentos da condenação não são passíveis de aferição na via estreita do ‘habeas corpus’, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016, HC n 118.051, Segunda Turma, Relator Min. Cármen Lúcia, DJe 28/03/2014. …................................................................................................... 5. O ‘habeas corpus’ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 127.224-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “’Habeas corpus’. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Pretendido reconhecimento em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços). Impossibilidade. Justificativa idônea para aplicação do percentual de 1/6 (um sexto). Paciente que, embora não integrasse organização criminosa, atuou conscientemente a seu rogo, visto que foi contratado para transportar a droga até o Brasil. Impropriedade do ‘writ’ para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso. Precedentes. Ordem denegada. 1. Razão não assiste à impetrante quanto ao pretendido reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP 1. O grau da redução da pena em virtude da minorante prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/20006, quando presentes os requisitos para a concessão do benefício, é regra ‘in procedendo’ aplicável segundo a discricionariedade judicial, viabilizando que o magistrado fixe, fundamentadamente, o patamar que entenda necessário e suficiente para a reprovação do crime. Precedentes: HC 99.440/SP, Relator Ministro Joaquim Barbosa, e HC 102.487/MS, Relator Ministro Ricardo Lewandowski. 2. As provas técnicas, diligências e demais embasamentos da condenação não são passíveis de aferição na via estreita do ‘habeas corpus’, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. Precedentes: HC n 130.439, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12/05/2016, HC n 118.051, Segunda Turma, Relator Min. Cármen Lúcia, DJe 28/03/2014. …................................................................................................... 5. O ‘habeas corpus’ não pode ser manejado como sucedâneo de recurso ou de revisão criminal. 6. Agravo regimental desprovido.” (HC 127.224-AgR/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) “’Habeas corpus’. Penal. Condenação pelo delito de tráfico de drogas. Dosimetria. Causa especial de redução de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Pretendido reconhecimento em seu patamar máximo de 2/3 (dois terços). Impossibilidade. Justificativa idônea para aplicação do percentual de 1/6 (um sexto). Paciente que, embora não integrasse organização criminosa, atuou conscientemente a seu rogo, visto que foi contratado para transportar a droga até o Brasil. Impropriedade do ‘writ’ para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso. Precedentes. Ordem denegada. 1. Razão não assiste à impetrante quanto ao pretendido reconhecimento da causa especial de redução de pena prevista 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) em seu grau máximo de 2/3 (dois terços). 2. O paciente foi surpreendido transportando, em 43 (quarenta e três) cápsulas alojadas em seu corpo, 614 g (seiscentos e quatorze gramas) de cocaína, tendo confessado ter sido contratado para trazer a droga para São Paulo pela quantia de $ 500 (quinhentos) dólares, conforme relatado em interrogatório policial e judicial. 3. A aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 em 1/6 (um sexto) pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região mostra-se suficientemente fundamentada nas circunstâncias subjetivas do caso, considerando, para tanto, que o paciente conscientemente atuou a rogo de organização criminosa, já que admitiu ter sido contratado para trazer a substância entorpecente até o Brasil. 4. Consoante pacífica jurisprudência da Corte, o ‘habeas corpus’ não é a via adequada para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta do paciente para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso concreto. 5. Ordem denegada.” (HC 133.470/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADEQUAÇÃO NA VIA DO ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. I – No crime de tráfico de drogas, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. ....................................................................................................... 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) em seu grau máximo de 2/3 (dois terços). 2. O paciente foi surpreendido transportando, em 43 (quarenta e três) cápsulas alojadas em seu corpo, 614 g (seiscentos e quatorze gramas) de cocaína, tendo confessado ter sido contratado para trazer a droga para São Paulo pela quantia de $ 500 (quinhentos) dólares, conforme relatado em interrogatório policial e judicial. 3. A aplicação da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06 em 1/6 (um sexto) pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região mostra-se suficientemente fundamentada nas circunstâncias subjetivas do caso, considerando, para tanto, que o paciente conscientemente atuou a rogo de organização criminosa, já que admitiu ter sido contratado para trazer a substância entorpecente até o Brasil. 4. Consoante pacífica jurisprudência da Corte, o ‘habeas corpus’ não é a via adequada para revisitar o juízo feito pelas instâncias de mérito quanto à reprovabilidade da conduta do paciente para ponderar a respeito de qual seria a pena adequada ao caso concreto. 5. Ordem denegada.” (HC 133.470/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) “’HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DA PENA. AFASTAMENTO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. INTEGRANTE DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADEQUAÇÃO NA VIA DO ‘HABEAS CORPUS’. ORDEM DENEGADA. I – No crime de tráfico de drogas, as penas poderão ser reduzidas de 1/6 a 2/3, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique a atividades criminosas nem integre organização criminosa. ....................................................................................................... 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP III – A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inadequado, na via do ‘habeas corpus’, reexaminar fatos e provas no tocante à participação do paciente em organização criminosa ou à valoração da quantidade da droga apreendida, quando utilizados como fundamento para afastar ou dosar, aquém do patamar máximo, a causa de diminuição da pena pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4..., da Lei de Drogas. IV – Ordem denegada.” (HC 133.982/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “Agravo regimental em recurso ordinário em ‘habeas corpus’. 2. Condenação art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Minorante no patamar de 1/6. 3. Pretensão de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei de Drogas no patamar máximo (2/3). 4. Discricionariedade na fixação da pena pelas instâncias ordinárias. 5. Acórdão da Corte estadual em consonância com entendimento desta Suprema Corte, Tema 712, ARE 666.334/AM RG, de que é correta a valoração da natureza e da quantidade da droga na primeira ou na terceira fase de aplicação da pena, vedada a aplicação conjunta sob pena de ‘bis in idem’. 6. Aplicação da minorante no patamar de 1/6 em razão da natureza e quantidade da droga. Motivação idônea. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 137.384-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Como se sabe, a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP III – A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é inadequado, na via do ‘habeas corpus’, reexaminar fatos e provas no tocante à participação do paciente em organização criminosa ou à valoração da quantidade da droga apreendida, quando utilizados como fundamento para afastar ou dosar, aquém do patamar máximo, a causa de diminuição da pena pelo tráfico privilegiado, prevista no art. 33, § 4..., da Lei de Drogas. IV – Ordem denegada.” (HC 133.982/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) “Agravo regimental em recurso ordinário em ‘habeas corpus’. 2. Condenação art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/2006. Minorante no patamar de 1/6. 3. Pretensão de aplicação da minorante do § 4... do art. 33 da Lei de Drogas no patamar máximo (2/3). 4. Discricionariedade na fixação da pena pelas instâncias ordinárias. 5. Acórdão da Corte estadual em consonância com entendimento desta Suprema Corte, Tema 712, ARE 666.334/AM RG, de que é correta a valoração da natureza e da quantidade da droga na primeira ou na terceira fase de aplicação da pena, vedada a aplicação conjunta sob pena de ‘bis in idem’. 6. Aplicação da minorante no patamar de 1/6 em razão da natureza e quantidade da droga. Motivação idônea. Precedentes. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RHC 137.384-AgR/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) Como se sabe, a ocorrência de iliquidez quanto aos fatos alegados na impetração basta, por si só, para inviabilizar a 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, bem por isso, que se revela inviável, em consequência, a análise do pedido sucessivo formulado nesta sede processual (a substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos), tendo em vista a impossibilidade jurídica de acolher-se o pedido anterior. Quanto à discussão em torno da imposição do regime inicial fechado ao ora agravante, observo que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado haver sofrido condenação a pena igual ou inferior a 08 (oito) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a oito anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal semiaberto. Ninguém desconhece que a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP utilização adequada da ação de “habeas corpus”, que constitui remédio processual que não admite qualquer dilação probatória (RTJ 110/555 – RTJ 129/1199 – RTJ 163/650-651 – RTJ 186/237, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, bem por isso, que se revela inviável, em consequência, a análise do pedido sucessivo formulado nesta sede processual (a substituição da pena privativa de liberdade por sanções restritivas de direitos), tendo em vista a impossibilidade jurídica de acolher-se o pedido anterior. Quanto à discussão em torno da imposição do regime inicial fechado ao ora agravante, observo que o Supremo Tribunal Federal tem entendido que o fato de o sentenciado haver sofrido condenação a pena igual ou inferior a 08 (oito) anos de reclusão não lhe confere, só por si, o direito público subjetivo à obtenção de regime prisional menos gravoso (RTJ 148/490-491, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, v.g.). É que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal não obriga o magistrado sentenciante, mesmo tratando-se de réu primário e sujeito a pena não superior a oito anos de prisão, a fixar, desde logo, o regime penal semiaberto. Ninguém desconhece que a norma legal em questão permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP que o faça, no entanto, em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). A opção pelo regime menos gravoso, desse modo, constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3..., do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial fechado, quando cabível, em tese, como no caso, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado n 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 07 (sete) anos de reclusão, nada impedia a imposição, quanto a 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP que o faça, no entanto, em decisão suficientemente motivada (RTJ 141/545 – RTJ 151/212, v.g.). A opção pelo regime menos gravoso, desse modo, constitui mera faculdade legal reconhecida ao magistrado, consoante enfatizado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “O cumprimento em regime mais brando (…) não é decorrência automática da duração da pena, mas simples faculdade do juiz, que pode e deve evitá-lo, quando não satisfeitos os pressupostos estabelecidos no ‘caput’ do art. 59 do Código Penal.” (HC 66.950/RO, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – grifei) “(…) O direito positivo brasileiro permite ao juiz impor ao sentenciado regime penal mais severo, desde que o faça em decisão suficientemente motivada (…).” (RTJ 154/103, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Convém destacar, por relevante, que o Poder Judiciário – em face do que prescreve o art. 33, § 3..., do Código Penal – deve justificar, de modo adequado e satisfatório, a imposição do regime inicial fechado, quando cabível, em tese, como no caso, a aplicação de regime penal menos gravoso. Vale ressaltar, por oportuno, que, em sessão realizada em 24/09/2003, o Plenário desta Corte aprovou o Enunciado n 719 da Súmula de sua jurisprudência predominante, que assim dispõe: “A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea.” (grifei) Desse modo, embora tratando-se de paciente condenado à pena de 07 (sete) anos de reclusão, nada impedia a imposição, quanto a 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP tal sentenciado, do regime inicial fechado, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime semiaberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja superior a 04 (quatro) anos (limite mínimo) e não exceda a 08 (oito) anos (limite máximo): “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e consequências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(…) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(…) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP tal sentenciado, do regime inicial fechado, eis que o preceito inscrito no art. 33, § 2..., “b”, do Código Penal tornou meramente facultativa, consoante firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a concessão do regime semiaberto para o condenado não reincidente sujeito a pena cujo “quantum” seja superior a 04 (quatro) anos (limite mínimo) e não exceda a 08 (oito) anos (limite máximo): “‘Habeas Corpus’. Regime de cumprimento da pena imposta. Faculdade do Magistrado de elegê-lo, atento às circunstâncias e consequências do crime. Juízo que não comporta revisão em sede de ‘habeas corpus’. Ordem denegada.” (RTJ 125/578, Rel. Min. CÉLIO BORJA – grifei) “‘Habeas corpus’. Pena. Regime de cumprimento. Questões insusceptíveis de se verem revisadas em ‘habeas corpus’. Fixação da pena e do seu regime de cumprimento, segundo parâmetros legais e no âmbito da discrição legítima do magistrado singular. Hipótese estranha aos limites do ‘habeas corpus’.” (RTJ 119/668, Rel. Min. FRANCISCO REZEK – grifei) “(…) 2. Não é o ‘habeas corpus’ instrumento adequado para reavaliação das condições subjetivas do paciente para efeito de regime de prisão, matéria, ademais, a ser submetida, primeiramente, ao juízo da execução. 3. ‘Habeas corpus’ indeferido.” (RT 666/389, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “(…) 4. Regime inicial de cumprimento de pena. Com base no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, a despeito de a condenação aplicada ser inferior a quatro anos, há a presença de circunstâncias desfavoráveis ao paciente, o que possibilita a aplicação de regime mais gravoso 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tal como enfatizado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientou a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente fechado, valendo transcrever, por relevante, fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “A obrigatoriedade do regime inicial fechado aos sentenciados por crimes hediondos e a eles equiparados não mais subsiste, diante da declaração de inconstitucionalidade, ‘incidenter tantum‘, do § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072/1990, pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840/ES (em 27/7/2012). Na identificação do modo inicial de cumprimento de pena, necessário à prevenção e à reparação da infração penal, o magistrado deve expor motivadamente sua escolha, atento às diretrizes do art. 33 do Código Penal, e, na hipótese de condenado por crime de tráfico de drogas, ao disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006, segundo o qual serão consideradas com preponderância a natureza e a quantidade de substância entorpecente, a personalidade e a conduta social do agente sobre as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Logo, embora o paciente seja primário e a pena reclusiva tenha sido fixada em patamar inferior a 8 anos de reclusão, o regime fechado mostra-se adequado para o início do cumprimento da sanção imposta, diante da aferição desfavorável de circunstâncias judiciais, natureza e quantidade dos entorpecentes apreendidos – 2 invólucros de cocaína (393,6g) e 1 pedra 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP para o cumprimento da pena do que aquele previsto no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal, devendo ser mantido o regime semiaberto. 5. ‘Habeas Corpus’ indeferido.” (HC 100.695/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) No contexto delineado nos autos, o E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, tal como enfatizado pelo E. Superior Tribunal de Justiça, salientou a existência, em desfavor do ora agravante, de circunstâncias cuja presença justificou, plenamente, a opção judicial pelo regime penal inicialmente fechado, valendo transcrever, por relevante, fragmento do voto condutor do acórdão emanado daquela Alta Corte judiciária: “A obrigatoriedade do regime inicial fechado aos sentenciados por crimes hediondos e a eles equiparados não mais subsiste, diante da declaração de inconstitucionalidade, ‘incidenter tantum‘, do § 1... do art. 2... da Lei n. 8.072/1990, pelo Supremo Tribunal Federal, no julgamento do HC 111.840/ES (em 27/7/2012). Na identificação do modo inicial de cumprimento de pena, necessário à prevenção e à reparação da infração penal, o magistrado deve expor motivadamente sua escolha, atento às diretrizes do art. 33 do Código Penal, e, na hipótese de condenado por crime de tráfico de drogas, ao disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006, segundo o qual serão consideradas com preponderância a natureza e a quantidade de substância entorpecente, a personalidade e a conduta social do agente sobre as demais circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal. Logo, embora o paciente seja primário e a pena reclusiva tenha sido fixada em patamar inferior a 8 anos de reclusão, o regime fechado mostra-se adequado para o início do cumprimento da sanção imposta, diante da aferição desfavorável de circunstâncias judiciais, natureza e quantidade dos entorpecentes apreendidos – 2 invólucros de cocaína (393,6g) e 1 pedra 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 153246 AGR / SP crack (207,2g) –, nos termos do art. 33 do Código Penal Brasileiro c.c. o art. 42 da Lei n. 11.343/2006.” (grifei) Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei n 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (393,6g de cocaína e 207,2g de crack, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, mostraram-se desfavoráveis ao ora agravante, o que legitimou a imposição, pelo Tribunal sentenciante, do regime penal fechado. Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nas matérias em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Supremo Tribunal Federal HC 153246 AGR / SP crack (207,2g) –, nos termos do art. 33 do Código Penal Brasileiro c.c. o art. 42 da Lei n. 11.343/2006.” (grifei) Não se pode perder de perspectiva, sob tal aspecto, o que se contém no art. 42 da Lei n 11.343/2006, que manda observar, na determinação do regime inicial de cumprimento da pena, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância (393,6g de cocaína e 207,2g de crack, no caso). Tais circunstâncias, na espécie, mostraram-se desfavoráveis ao ora agravante, o que legitimou a imposição, pelo Tribunal sentenciante, do regime penal fechado. Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes à presente causa divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou nas matérias em exame. Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 05CB-A407-FFCE-A8EE e senha 275F-786E-D5DF-73FC Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR (125337/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 230F-35C2-9733-ED32 e senha 4A70-9982-3F93-F3AA Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 153.246 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO ADV.(A/S) : JOSE PEDRO SAID JUNIOR (125337/SP) E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 230F-35C2-9733-ED32 e senha 4A70-9982-3F93-F3AA Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 153 . 246", "SÚMULA 719 / Supremo Tribunal Federal", "HC 153246 AGR / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 153 . 246", "HABEAS CORPUS 153 . 246", "HC 153246 AGR / SP", "HC 420 . 934 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 420 . 934 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 153 . 246", "HABEAS CORPUS 153 . 246", "HC 153246 AGR / SP", "HC 63 . 327 / RJ", "HC 68 . 737 / DF", "HC 69 . 765 / SP", "HC 73 . 408 / RJ", "HC 73 . 430 / GO", "HC 75 . 740 / RJ", "HC 91 . 350 / SP", "HC 119 . 679 / MG", "RHC 115 . 654 / BA", "RHC 118 . 620 / DF", "RTJ 117 / 75", "RTJ 125 / 188", "HC 153246 AGR / SP", "HC 63 . 327 / RJ", "HC 68 . 737 / DF", "HC 69 . 765 / SP", "HC 73 . 408 / RJ", "HC 73 . 430 / GO", "HC 75 . 740 / RJ", "HC 91 . 350 / SP", "HC 119 . 679 / MG", "RHC 115 . 654 / BA", "RHC 118 . 620 / DF", "RTJ 117 / 75", "RTJ 125 / 188", "HC 153246 AGR / SP", "HC 84 . 200 / RJ", "HC 86 . 623 / SP", "HC 91 . 487 / RO", "HC 92 . 917 / BA", "HC 118 . 717 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 84 . 200 / RJ", "HC 86 . 623 / SP", "HC 91 . 487 / RO", "HC 92 . 917 / BA", "HC 118 . 717 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "RHC 115 . 223 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "RHC 115 . 223 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 61 . 178 / SP", "HC 69 . 141 / RJ", "HC 111 . 381 / RS", "HC 118 . 022 / GO", "HC 119 . 167 / MT", "HC 68 . 926 / MG", "HC 153246 AGR / SP", "HC 61 . 178 / SP", "HC 69 . 141 / RJ", "HC 111 . 381 / RS", "HC 118 . 022 / GO", "HC 119 . 167 / MT", "HC 68 . 926 / MG", "HC 153246 AGR / SP", "HC 70 . 762 / MS", "HC 71 . 528 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 70 . 762 / MS", "HC 71 . 528 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 94 . 125 / RJ", "HC 105802", "HC 153246 AGR / SP", "HC 94 . 125 / RJ", "HC 105802", "HC 153246 AGR / SP", "HC 107 . 258 / MS", "RTJ 165 / 877 - 878", "RTJ 168 / 863 - 865", "HC 153246 AGR / SP", "HC 107 . 258 / MS", "RTJ 165 / 877 - 878", "RTJ 168 / 863 - 865", "HC 153246 AGR / SP", "RTJ 140 / 893", "HC 65 . 887 / SP", "HC 66 . 381 / SP", "HC 100 . 067 / SP", "HC 124 . 034 - AgR / RJ", "HC 153246 AGR / SP", "RTJ 140 / 893", "HC 65 . 887 / SP", "HC 66 . 381 / SP", "HC 100 . 067 / SP", "HC 124 . 034 - AgR / RJ", "HC 153246 AGR / SP", "HC 99 . 440 / SP", "HC 102 . 487 / MS", "HC n 130 . 439", "HC n 118 . 051", "HC 127 . 224 - AgR / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 99 . 440 / SP", "HC 102 . 487 / MS", "HC n 130 . 439", "HC n 118 . 051", "HC 127 . 224 - AgR / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 133 . 470 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 133 . 470 / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 133 . 982 / MS", "ARE 666 . 334 / AM RG", "RHC 137 . 384 - AgR / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HC 133 . 982 / MS", "ARE 666 . 334 / AM", "RHC 137 . 384 - AgR / SP", "HC 153246 AGR", "RTJ 110 / 555", "RTJ 129 / 1199", "RTJ 163 / 650 - 651", "RTJ 186 / 237", "RTJ 195 / 486", "RTJ 148 / 490 - 491", "HC 153246 AGR / SP", "RTJ 110 / 555", "RTJ 195 / 486", "RTJ 148 / 490 - 491", "HC 153246 AGR / SP", "RTJ 141 / 545", "RTJ 151 / 212", "HC 66 . 950 / RO", "RTJ 154 / 103", "HC 153246 AGR / SP", "RTJ 141 / 545", "RTJ 151 / 212", "HC 66 . 950 / RO", "RTJ 154 / 103", "HC 153246 AGR / SP", "RTJ 125 / 578", "RTJ 119 / 668", "RT 666 / 389", "HC 153246 AGR / SP", "RTJ 125 / 578", "RTJ 119 / 668", "RT 666 / 389", "HC 153246 AGR / SP", "HC 100 . 695 / SP", "HC 111 . 840 / ES", "HC 153246 AGR / SP", "HC 100 . 695 / SP", "HC 111 . 840 / ES", "HC 153246 AGR / SP", "HC 153246 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 153 . 246", "HABEAS CORPUS 153 . 246" ], "LEGISLACAO": [ "§ 4 . . . 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2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "ART . 59 DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "ART . 59 DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 59 DO Código Penal Brasileiro", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 59 DO Código Penal Brasileiro", "ART . 33 , § 4 . . . , DA LEI 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei n 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 33 DA LEI DE DROGAS", "LEI n 11 . 343 / 2006", "ARTIGO 33 , § 4 . . . , DA LEI n 11 . 343 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , “ b ” , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "caput ’ do art . 59 do Código Penal", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "caput ’ do art . 59 do Código Penal", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , “ b ” , do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , “ b ” , do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei n . 8 . 072 / 1990", "art . 33 do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "§ 1 . . . do art . 2 . . . da Lei n . 8 . 072 / 1990", "art . 33 do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal Brasileiro", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 42 da Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal Brasileiro", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Brasil", "Brasil", "São Paulo", "Brasil", "São Paulo", "Brasil", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "PROCURADORIA", "-", "GERAL DA REPÚBLICA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO", "JOSE PEDRO SAID JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO", "JOSE PEDRO SAID JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO", "JOSE PEDRO SAID JUNIOR", "CELSO DE MELLO", "RIBEIRO DANTAS", "RIBEIRO DANTAS", "CLAUDIA SAMPAIO MARQUES", "CLAUDIA SAMPAIO MARQUES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DJACI FALCÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS MADEIRA", "DJACI FALCÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS MADEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "EROS GRAU", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "EROS GRAU", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "RAFAEL MAYER", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RAFAEL MAYER", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROSA WEBER", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "DJACI FALCÃO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "DJACI FALCÃO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CÉLIO BORJA", "FRANCISCO REZEK", "SYDNEY SANCHES", "CÉLIO BORJA", "FRANCISCO REZEK", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO", "JOSE PEDRO SAID JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "WILLIAM RICARDO DA SILVA RIBEIRO", "JOSE PEDRO SAID JUNIOR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) :NELSON ALVES DE SOUSA COURA AGDO.(A/S) :PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HUGO SAMPAIO DE MORAES EMENTA Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação legislação infraconstitucional, bem como para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD9B-6CC9-E06A-A643 e senha 55AB-0B8F-7358-5185 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1192737 ED-AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD9B-6CC9-E06A-A643 e senha 55AB-0B8F-7358-5185 Supremo Tribunal Federal ARE 1192737 ED-AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD9B-6CC9-E06A-A643 e senha 55AB-0B8F-7358-5185 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) :NELSON ALVES DE SOUSA COURA AGDO.(A/S) :PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HUGO SAMPAIO DE MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante aponta a inexistência do referido óbice e sustenta que a matéria debatida no presente recurso extraordinário é coincidente com aquela discutida no RE nº 590.415, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, tema 152. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1994-8D2C-15F2-6C33 e senha ED18-5C5B-0EFD-F219 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) :NELSON ALVES DE SOUSA COURA AGDO.(A/S) :PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HUGO SAMPAIO DE MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante aponta a inexistência do referido óbice e sustenta que a matéria debatida no presente recurso extraordinário é coincidente com aquela discutida no RE nº 590.415, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, tema 152. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1994-8D2C-15F2-6C33 e senha ED18-5C5B-0EFD-F219 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE nº 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13, Tema 660, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ademais, verifica-se do acórdão recorrido, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas da norma coletiva, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 454 e 636/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PLANO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE nº 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1º/8/13, Tema 660, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ademais, verifica-se do acórdão recorrido, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas da norma coletiva, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 454 e 636/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PLANO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192737 ED-AGR / RJ DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO PDV. VÍCIO DE CONSENTIMENTO: COAÇÃO. REINTEGRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 841.607/PI-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/14) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Plano de Demissão Voluntária. Transação extrajudicial. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI nº 818.749/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/13) Por fim, registre-se que o caso em análise não se adéqua ao que foi decidido no RE 590.415/SC – Tema 152, tendo em vista que o tribunal, com base nas circunstâncias da causa, consignou que: “Verifico que a hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo STF no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula expressa, com previsão de quitação ampla e irrestrita, inserida no acordo coletivo que instituiu o PDV, nem é mencionado se o referido Plano, efetivamente, decorreu de regramento de origem autônoma.” Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Supremo Tribunal Federal ARE 1192737 ED-AGR / RJ DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO PDV. VÍCIO DE CONSENTIMENTO: COAÇÃO. REINTEGRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE nº 841.607/PI-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/14) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Plano de Demissão Voluntária. Transação extrajudicial. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI nº 818.749/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/13) Por fim, registre-se que o caso em análise não se adéqua ao que foi decidido no RE 590.415/SC – Tema 152, tendo em vista que o tribunal, com base nas circunstâncias da causa, consignou que: “Verifico que a hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo STF no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula expressa, com previsão de quitação ampla e irrestrita, inserida no acordo coletivo que instituiu o PDV, nem é mencionado se o referido Plano, efetivamente, decorreu de regramento de origem autônoma.” Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192737 ED-AGR / RJ (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Supremo Tribunal Federal ARE 1192737 ED-AGR / RJ (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) : NELSON ALVES DE SOUSA COURA (28526/DF) AGDO.(A/S) : PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HUGO SAMPAIO DE MORAES (52413/BA, 38040/DF, 385581/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97F-40BE-1E90-894C e senha 0435-BBD9-A4F7-26D6 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) : NELSON ALVES DE SOUSA COURA (28526/DF) AGDO.(A/S) : PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HUGO SAMPAIO DE MORAES (52413/BA, 38040/DF, 385581/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97F-40BE-1E90-894C e senha 0435-BBD9-A4F7-26D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750311445
2019-06-24T00:00:00
2019-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação legislação infraconstitucional, bem como para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC).
sjur407586
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (SERVIDOR PÚBLICO, PROGRAMA DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV), REEXAME, FATO, PROVA) AI 818749 AgR (1ªT), ARE 841607 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 11/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1192737
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 1192737 ED-AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) : NELSON ALVES DE SOUSA COURA AGDO.(A/S) : PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HUGO SAMPAIO DE MORAES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) :NELSON ALVES DE SOUSA COURA AGDO.(A/S) :PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HUGO SAMPAIO DE MORAES EMENTA Agravo regimental nos embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Direito do Trabalho. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário para a análise da legislação legislação infraconstitucional, bem como para o reexame do conjunto fático-probatório da causa. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 14 a 21/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 24 de junho de 2019. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD9B-6CC9-E06A-A643 e senha 55AB-0B8F-7358-5185 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 1192737 ED-AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD9B-6CC9-E06A-A643 e senha 55AB-0B8F-7358-5185 Supremo Tribunal Federal ARE 1192737 ED-AGR / RJ MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código FD9B-6CC9-E06A-A643 e senha 55AB-0B8F-7358-5185 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) :NELSON ALVES DE SOUSA COURA AGDO.(A/S) :PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HUGO SAMPAIO DE MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante aponta a inexistência do referido óbice e sustenta que a matéria debatida no presente recurso extraordinário é coincidente com aquela discutida no Recurso Extraordinário n 590.415, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, tema 152. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1994-8D2C-15F2-6C33 e senha ED18-5C5B-0EFD-F219 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) :NELSON ALVES DE SOUSA COURA AGDO.(A/S) :PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :HUGO SAMPAIO DE MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de tempestivo agravo regimental contra decisão proferida pela Presidência da Corte, mediante a qual negou-se seguimento ao recurso, sob o fundamento de incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante aponta a inexistência do referido óbice e sustenta que a matéria debatida no presente recurso extraordinário é coincidente com aquela discutida no Recurso Extraordinário n 590.415, de relatoria do Ministro Roberto Barroso, tema 152. Em atenção ao princípio da celeridade processual e por não verificar prejuízo para a parte agravada, deixei de abrir prazo para contrarrazões. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 1994-8D2C-15F2-6C33 e senha ED18-5C5B-0EFD-F219 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE n 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13, Tema 660, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ademais, verifica-se do acórdão recorrido, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas da norma coletiva, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 454 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PLANO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Supremo Tribunal Federal 24/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta ou frontal à Constituição da República. Ressalte-se que esta Corte, ao examinar o ARE n 748.371/MT-RG, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe de 1.../8/13, Tema 660, reafirmou esse entendimento. O referido julgado foi assim ementado: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ademais, verifica-se do acórdão recorrido, que a análise da pretensão da parte agravante exigiria o reexame do conjunto probatório constante dos autos, bem como a análise da legislação infraconstitucional pertinente e das cláusulas da norma coletiva, procedimentos incabíveis em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279, 454 e 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PLANO DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192737 ED-AGR / RJ DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO PDV. VÍCIO DE CONSENTIMENTO: COAÇÃO. REINTEGRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 841.607/PI-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/14) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Plano de Demissão Voluntária. Transação extrajudicial. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI n 818.749/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/13) Por fim, registre-se que o caso em análise não se adéqua ao que foi decidido no Recurso Extraordinário 590.415/SC – Tema 152, tendo em vista que o tribunal, com base nas circunstâncias da causa, consignou que: “Verifico que a hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo Supremo Tribunal Federal no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula expressa, com previsão de quitação ampla e irrestrita, inserida no acordo coletivo que instituiu o PDV, nem é mencionado se o referido Plano, efetivamente, decorreu de regramento de origem autônoma.” Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Supremo Tribunal Federal ARE 1192737 ED-AGR / RJ DESLIGAMENTO VOLUNTÁRIO PDV. VÍCIO DE CONSENTIMENTO: COAÇÃO. REINTEGRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE n 841.607/PI-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/12/14) “Agravo regimental no agravo de instrumento. Plano de Demissão Voluntária. Transação extrajudicial. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI n 818.749/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/13) Por fim, registre-se que o caso em análise não se adéqua ao que foi decidido no Recurso Extraordinário 590.415/SC – Tema 152, tendo em vista que o tribunal, com base nas circunstâncias da causa, consignou que: “Verifico que a hipótese dos autos não se refere à questão julgada pelo Supremo Tribunal Federal no mencionado recurso extraordinário, pois não há registro, no acórdão regional, acerca da existência de cláusula expressa, com previsão de quitação ampla e irrestrita, inserida no acordo coletivo que instituiu o PDV, nem é mencionado se o referido Plano, efetivamente, decorreu de regramento de origem autônoma.” Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1192737 ED-AGR / RJ (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Supremo Tribunal Federal ARE 1192737 ED-AGR / RJ (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 16D4-381B-B14B-2212 e senha B2AA-D344-F4D7-AD68 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 24/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) : NELSON ALVES DE SOUSA COURA (28526/DF) AGDO.(A/S) : PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HUGO SAMPAIO DE MORAES (52413/BA, 38040/DF, 385581/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97F-40BE-1E90-894C e senha 0435-BBD9-A4F7-26D6 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.192.737 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS (SERPRO) ADV.(A/S) : NELSON ALVES DE SOUSA COURA (28526/DF) AGDO.(A/S) : PAULO NEI DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : HUGO SAMPAIO DE MORAES (52413/BA, 38040/DF, 385581/SP) Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 14.6.2019 a 21.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código B97F-40BE-1E90-894C e senha 0435-BBD9-A4F7-26D6 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1 . 192 . 737", "ARE 1192737", "ARE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 590 . 415", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 590 . 415", "ARE n 748 . 371 / MT - RG", "Súmulas 279 , 454 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 748 . 371 / MT - RG", "Súmulas 279 , 454 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 841 . 607 / PI - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 818 . 749 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário 590 . 415 / SC", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 841 . 607 / PI - AgR", "Súmulas ns 636", "AI n 818 . 749 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário 590 . 415 / SC", "ARE 1192737", "ARE 1192737" ], "LEGISLACAO": [ "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . 021 , § 4 . . . , do Código de", "Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS", "SERPRO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS", "SERPRO", "Presidência da Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SERVICO FEDERAL DE PROCESSAMENTO DE DADOS", "SERPRO", "Presidência da Corte", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SERVICO", "SERPRO", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "SERVICO", "SERPRO", "Plenário", "Plenário" ], "PESSOA": [ "NELSON ALVES DE SOUSA COURA", "PAULO NEI DOS SANTOS", "HUGO SAMPAIO DE MORAES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "NELSON ALVES DE SOUSA COURA", "PAULO NEI DOS SANTOS", "HUGO SAMPAIO DE MORAES", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "NELSON ALVES DE SOUSA COURA", "PAULO NEI DOS SANTOS", "HUGO SAMPAIO DE MORAES", "Roberto Barroso", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "NELSON ALVES DE SOUSA COURA", "PAULO NEI DOS SANTOS", "HUGO SAMPAIO DE MORAES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Lilian Oliveira de Souza", "NELSON ALVES DE SOUSA COURA", "PAULO NEI DOS SANTOS", "HUGO SAMPAIO DE MORAES", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Alexandre de Moraes", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "24", "/", "06", "/", "2019", "14", "21", "/", "6", "/", "2019", "24 de junho de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "12", "/", "14", "7", "/", "5", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "12", "/", "14", "7", "/", "5", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "06", "/", "2019", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "6", ".", "2019", "21", ".", "6", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INOCORRÊNCIA – EXISTÊNCIA, NO CASO, DE ANTERIOR PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, PROFERIDO EM SEDE DE FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA (ADI 1.150/RS, REL. MIN. MOREIRA ALVES), SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL CONTROVERTIDA – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE JULGAMENTO IMEDIATO DA CAUSA POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO DO TRIBUNAL LOCAL – APLICABILIDADE, À ESPÉCIE, DA NORMA INSCRITA NO ART. 949, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 300E-6534-42C2-EB94 e senha 95E0-C747-DE15-7948 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 29104 AGR / PE conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 300E-6534-42C2-EB94 e senha 95E0-C747-DE15-7948 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 300E-6534-42C2-EB94 e senha 95E0-C747-DE15-7948 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “3. O ponto nodal da lide é a violação direta e objetiva do enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF, por ato emanado do E. Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. Fato é que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem reclamado violou a Súmula Vinculante 10, ao afastar a incidência do ‘caput’ e § 2º do art. 3º da Lei Complementar nº 03/90, do Estado de Pernambuco, sem observar a cláusula de reserva prevista no art. 97 da CF/88. 4. Não há que se falar que o tribunal de origem tenha se firmado em jurisprudência pacífica da Corte Constitucional vez que, ao revés, violou frontalmente Súmula Vinculante desta Corte. 5. Deve se observar o absoluto cabimento do instrumento reclamatório no caso, ao analisarmos as hipóteses processuais legitimadoras, veja-se: ‘(a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-2551-BA34-C23D e senha 1168-9FDD-EFE8-A2A8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “3. O ponto nodal da lide é a violação direta e objetiva do enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF, por ato emanado do E. Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região. Fato é que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem reclamado violou a Súmula Vinculante 10, ao afastar a incidência do ‘caput’ e § 2º do art. 3º da Lei Complementar nº 03/90, do Estado de Pernambuco, sem observar a cláusula de reserva prevista no art. 97 da CF/88. 4. Não há que se falar que o tribunal de origem tenha se firmado em jurisprudência pacífica da Corte Constitucional vez que, ao revés, violou frontalmente Súmula Vinculante desta Corte. 5. Deve se observar o absoluto cabimento do instrumento reclamatório no caso, ao analisarmos as hipóteses processuais legitimadoras, veja-se: ‘(a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-2551-BA34-C23D e senha 1168-9FDD-EFE8-A2A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 29104 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência’ (Código de Processo Civil (art. 988).” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-2551-BA34-C23D e senha 1168-9FDD-EFE8-A2A8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência’ (Código de Processo Civil (art. 988).” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-2551-BA34-C23D e senha 1168-9FDD-EFE8-A2A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão por mim proferida – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, o e xame dos fundamentos subjacentes à decisão questionada nesta sede reclamatória leva-me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF. Cumpre assinalar, por necessário, que o E. Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, ao apreciar a questão versada nestes autos, utilizou-se dos mesmos fundamentos adotados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento de mérito da ADI 1.150/RS, Rel. Min. MOREIRA ALVES. Impende registrar, por relevante, que o eminente Ministro GILMAR MENDES, defrontando-se com idêntica pretensão formulada pelo Município de Recife/PE, veio a negar seguimento a ação reclamatória (Rcl 22.720/PE), sendo oportuno transcrever o seguinte fragmento de sua douta decisão: “Com efeito, o tribunal reclamado aplicou o entendimento exarado por esta Corte nas ADIs 980 e 1.150. Nesses termos, verifico que o TRT da 6ª Região apenas fundamentou-se em jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido de ser inconstitucional lei que disponha sobre transposição automática de empregados regidos pela CLT para o regime estatutário, sem a prévia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão por mim proferida – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, o e xame dos fundamentos subjacentes à decisão questionada nesta sede reclamatória leva-me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF. Cumpre assinalar, por necessário, que o E. Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, ao apreciar a questão versada nestes autos, utilizou-se dos mesmos fundamentos adotados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento de mérito da ADI 1.150/RS, Rel. Min. MOREIRA ALVES. Impende registrar, por relevante, que o eminente Ministro GILMAR MENDES, defrontando-se com idêntica pretensão formulada pelo Município de Recife/PE, veio a negar seguimento a ação reclamatória (Rcl 22.720/PE), sendo oportuno transcrever o seguinte fragmento de sua douta decisão: “Com efeito, o tribunal reclamado aplicou o entendimento exarado por esta Corte nas ADIs 980 e 1.150. Nesses termos, verifico que o TRT da 6ª Região apenas fundamentou-se em jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido de ser inconstitucional lei que disponha sobre transposição automática de empregados regidos pela CLT para o regime estatutário, sem a prévia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE submissão a concurso público, situação essa que não caracteriza ofensa à Súmula Vinculante 10. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto de minha relatoria na Rcl 11.228-ED, Plenário, DJe 7.2.2014: ‘(...) Como cediço, não afronta a cláusula de reserva de plenário (CF, art. 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta a sua incidência no todo ou em parte, quando já houver pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal ou do Plenário ou Órgão Especial, estes do respectivo Tribunal, sobre a questão. É a inteligência do § 1º do art. 481 do Código de Processo Civil. Na hipótese, o Tribunal do Estado do Paraná demonstrou estar albergado por pronunciamento emanado do Plenário desta Excelsa Corte que tratava da mesma questão (…)’. Desse modo, tendo em vista a inexistência de afronta à Súmula Vinculante 10 do STF, não se vislumbra, no caso, nenhuma das hipóteses previstas para o cabimento da reclamação. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação e julgo prejudicado o pedido liminar (art. 21, § 1º, do RISTF).” (grifei) Cabe ressaltar, ainda, que essa decisão monocrática foi confirmada, em sede de “agravo regimental”, pela colenda Segunda Turma desta Suprema Corte em julgamento ocorrido na Sessão Virtual de 23 a 29 de junho de 2017, que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “Agravo regimental em reclamação. 2. Trabalhista. 3. Aplicação, no caso concreto, de jurisprudência firmada pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE submissão a concurso público, situação essa que não caracteriza ofensa à Súmula Vinculante 10. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto de minha relatoria na Rcl 11.228-ED, Plenário, DJe 7.2.2014: ‘(...) Como cediço, não afronta a cláusula de reserva de plenário (CF, art. 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta a sua incidência no todo ou em parte, quando já houver pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal ou do Plenário ou Órgão Especial, estes do respectivo Tribunal, sobre a questão. É a inteligência do § 1º do art. 481 do Código de Processo Civil. Na hipótese, o Tribunal do Estado do Paraná demonstrou estar albergado por pronunciamento emanado do Plenário desta Excelsa Corte que tratava da mesma questão (…)’. Desse modo, tendo em vista a inexistência de afronta à Súmula Vinculante 10 do STF, não se vislumbra, no caso, nenhuma das hipóteses previstas para o cabimento da reclamação. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação e julgo prejudicado o pedido liminar (art. 21, § 1º, do RISTF).” (grifei) Cabe ressaltar, ainda, que essa decisão monocrática foi confirmada, em sede de “agravo regimental”, pela colenda Segunda Turma desta Suprema Corte em julgamento ocorrido na Sessão Virtual de 23 a 29 de junho de 2017, que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “Agravo regimental em reclamação. 2. Trabalhista. 3. Aplicação, no caso concreto, de jurisprudência firmada pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE Pleno ou por ambas as Turmas desta Corte. 4. Alegação de ofensa à Súmula Vinculante 10. Não caracterização. 5. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 6. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 7. Agravo regimental não provido.” (Rcl 22.720-AgR/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) É preciso enfatizar, nesse ponto, que o Supremo Tribunal Federal tem assinalado, em diversos julgamentos, que a existência de pronunciamento anterior emanado do Plenário desta Suprema Corte ou do órgão competente do Tribunal local, sobre a constitucionalidade (ou não) de determinado ato estatal, autoriza o julgamento imediato da causa, não importando se monocrático ou colegiado, sem que isso configure violação à reserva de plenário (Rcl 11.228-ED/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “(…) VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CF/88. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL. DISPENSA DA FORMALIDADE. CPC, ART. 481, § ÚNICO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 788.043-AgR/PE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “(...) A submissão prévia da arguição de inconstitucionalidade ao Plenário é dispensável se a matéria já tiver sido examinada pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo órgão competente do Tribunal local (art. 481, par. ún., do CPC). Esta Suprema Corte firmou orientação quanto à inconstitucionalidade de normas que impusessem multas por infração tributária desproporcionais à conduta do sujeito passivo. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE Pleno ou por ambas as Turmas desta Corte. 4. Alegação de ofensa à Súmula Vinculante 10. Não caracterização. 5. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 6. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 7. Agravo regimental não provido.” (Rcl 22.720-AgR/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) É preciso enfatizar, nesse ponto, que o Supremo Tribunal Federal tem assinalado, em diversos julgamentos, que a existência de pronunciamento anterior emanado do Plenário desta Suprema Corte ou do órgão competente do Tribunal local, sobre a constitucionalidade (ou não) de determinado ato estatal, autoriza o julgamento imediato da causa, não importando se monocrático ou colegiado, sem que isso configure violação à reserva de plenário (Rcl 11.228-ED/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “(…) VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA CF/88. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL. DISPENSA DA FORMALIDADE. CPC, ART. 481, § ÚNICO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 788.043-AgR/PE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “(...) A submissão prévia da arguição de inconstitucionalidade ao Plenário é dispensável se a matéria já tiver sido examinada pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo órgão competente do Tribunal local (art. 481, par. ún., do CPC). Esta Suprema Corte firmou orientação quanto à inconstitucionalidade de normas que impusessem multas por infração tributária desproporcionais à conduta do sujeito passivo. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE O Tribunal de origem se limitou a aplicar a linha jurisprudencial desta Suprema Corte, sem que se possa identificar nos autos particularidades que justificassem se tratar de assunto novo que merecesse solução diversa daquela já preconizada pelos precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 501.838-AgR/RN, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA. DESPROPORCIONALIDADE. GRAVIDADE OU POTENCIAL OFENSIVO DO ATO PUNIDO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. Como o acórdão recorrido está em conformidade com os precedentes da Corte sobre a matéria de fundo (desproporcionalidade de multa tributária), é inexigível a submissão da controvérsia ao Plenário (art. 481, par. ún., do CPC). Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 594.515-AgR/RN, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MULTA FISCAL. PERCENTUAL SUPERIOR A 100%. CARÁTER CONFISCATÓRIO. ALEGADA OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte firmou entendimento no sentido de que são confiscatórias as multas fixadas em 100% ou mais do valor do tributo devido. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE O Tribunal de origem se limitou a aplicar a linha jurisprudencial desta Suprema Corte, sem que se possa identificar nos autos particularidades que justificassem se tratar de assunto novo que merecesse solução diversa daquela já preconizada pelos precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 501.838-AgR/RN, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA. DESPROPORCIONALIDADE. GRAVIDADE OU POTENCIAL OFENSIVO DO ATO PUNIDO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. Como o acórdão recorrido está em conformidade com os precedentes da Corte sobre a matéria de fundo (desproporcionalidade de multa tributária), é inexigível a submissão da controvérsia ao Plenário (art. 481, par. ún., do CPC). Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (RE 594.515-AgR/RN, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MULTA FISCAL. PERCENTUAL SUPERIOR A 100%. CARÁTER CONFISCATÓRIO. ALEGADA OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte firmou entendimento no sentido de que são confiscatórias as multas fixadas em 100% ou mais do valor do tributo devido. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE II – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver jurisprudência consolidada do STF sobre a questão constitucional discutida. III – Agravo regimental improvido.” (RE 748.257-AgR/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Impõe-se acentuar, por oportuno, que essa mesma diretriz jurisprudencial tem sido reafirmada por eminentes Ministros desta Suprema Corte em causas nas quais se instaurou controvérsia idêntica à que ora se examina (Rcl 29.080/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 29.109/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ICMS. ADICIONAL. INSTITUIÇÃO POR LEI ESTADUAL. FUNDO ESTADUAL DE COMBATE À POBREZA. CONVALIDAÇÃO PELO ART. 4º DA EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003. AGRAVOS IMPROVIDOS. I – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do STF sobre a questão constitucional discutida. II – Possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelos órgãos fracionários dos Tribunais, com base em julgamentos do plenário ou órgão especial que, embora não guardem identidade absoluta com o caso em concreto, analisaram matéria constitucional equivalente. III – Ausência de prequestionamento do art. 167, IV, da CF. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE II – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver jurisprudência consolidada do STF sobre a questão constitucional discutida. III – Agravo regimental improvido.” (RE 748.257-AgR/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Impõe-se acentuar, por oportuno, que essa mesma diretriz jurisprudencial tem sido reafirmada por eminentes Ministros desta Suprema Corte em causas nas quais se instaurou controvérsia idêntica à que ora se examina (Rcl 29.080/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 29.109/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ICMS. ADICIONAL. INSTITUIÇÃO POR LEI ESTADUAL. FUNDO ESTADUAL DE COMBATE À POBREZA. CONVALIDAÇÃO PELO ART. 4º DA EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003. AGRAVOS IMPROVIDOS. I – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do STF sobre a questão constitucional discutida. II – Possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelos órgãos fracionários dos Tribunais, com base em julgamentos do plenário ou órgão especial que, embora não guardem identidade absoluta com o caso em concreto, analisaram matéria constitucional equivalente. III – Ausência de prequestionamento do art. 167, IV, da CF. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE IV – O art. 4º da EC 42/2003 validou os adicionais instituídos pelos Estados e pelo Distrito Federal para financiar os Fundos de Combate à Pobreza. Precedentes. V – Agravos regimentais improvidos.” (RE 571.968-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Essa visão em torno do tema – que afirma ser dispensável, em relação a questões constitucionais sobre as quais o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se tenha manifestado, a observância do postulado da reserva de plenário – reflete diretriz jurisprudencial firmada por esta Corte na matéria, cabendo destacar, por expressivo desse entendimento, fragmento de decisão proferida pelo eminente Ministro ROBERTO BARROSO (Rcl 19.859/PE, de que foi Relator), ao pronunciar-se a propósito dessa específica situação: “12. Quanto à alegação de violação à Súmula Vinculante nº 10, observo que o órgão reclamado afirmou a inconstitucionalidade da Lei Municipal nº 15.335/1990 com base em precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, na ADI 1.150, Rel. Min. Moreira Alves, esta Corte afirmou a invalidade de norma que previu a transposição para o regime estatutário de empregados que não se submeteram a concurso. 13. O art. 481, parágrafo único, do CPC/1973, correspondente ao art. 949, parágrafo único, do CPC/2015, dispensa a submissão da questão constitucional ao plenário ou órgão especial quando já houver pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria. Ressalto que, embora os efeitos vinculantes da declaração de inconstitucionalidade sejam restritos à norma então impugnada, a dispensa da observância da cláusula de reserva de plenário exige apenas que o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha analisado matéria constitucional equivalente. (…).” (grifei) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE IV – O art. 4º da EC 42/2003 validou os adicionais instituídos pelos Estados e pelo Distrito Federal para financiar os Fundos de Combate à Pobreza. Precedentes. V – Agravos regimentais improvidos.” (RE 571.968-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Essa visão em torno do tema – que afirma ser dispensável, em relação a questões constitucionais sobre as quais o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se tenha manifestado, a observância do postulado da reserva de plenário – reflete diretriz jurisprudencial firmada por esta Corte na matéria, cabendo destacar, por expressivo desse entendimento, fragmento de decisão proferida pelo eminente Ministro ROBERTO BARROSO (Rcl 19.859/PE, de que foi Relator), ao pronunciar-se a propósito dessa específica situação: “12. Quanto à alegação de violação à Súmula Vinculante nº 10, observo que o órgão reclamado afirmou a inconstitucionalidade da Lei Municipal nº 15.335/1990 com base em precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, na ADI 1.150, Rel. Min. Moreira Alves, esta Corte afirmou a invalidade de norma que previu a transposição para o regime estatutário de empregados que não se submeteram a concurso. 13. O art. 481, parágrafo único, do CPC/1973, correspondente ao art. 949, parágrafo único, do CPC/2015, dispensa a submissão da questão constitucional ao plenário ou órgão especial quando já houver pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria. Ressalto que, embora os efeitos vinculantes da declaração de inconstitucionalidade sejam restritos à norma então impugnada, a dispensa da observância da cláusula de reserva de plenário exige apenas que o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha analisado matéria constitucional equivalente. (…).” (grifei) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE Em suma: resulta claro, pois, na espécie, que inexiste ofensa à Súmula Vinculante nº 10/STF. Cumpre destacar, finalmente, um outro aspecto que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Refiro-me ao fato de que, considerada a ausência, no caso, dos pressupostos legitimadores do ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. A reclamação, como se sabe, reveste-se de múltiplas funções, tal como revelado por precedentes desta Corte (RTJ 134/1033, v.g.) e definido pelo novo Código de Processo Civil (art. 988), as quais, em síntese, compreendem (a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência. Isso significa, portanto, que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE Em suma: resulta claro, pois, na espécie, que inexiste ofensa à Súmula Vinculante nº 10/STF. Cumpre destacar, finalmente, um outro aspecto que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Refiro-me ao fato de que, considerada a ausência, no caso, dos pressupostos legitimadores do ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. A reclamação, como se sabe, reveste-se de múltiplas funções, tal como revelado por precedentes desta Corte (RTJ 134/1033, v.g.) e definido pelo novo Código de Processo Civil (art. 988), as quais, em síntese, compreendem (a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência. Isso significa, portanto, que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, Rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, Rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Em conclusão, não se acham configuradas, na espécie, as situações legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Em conclusão, não se acham configuradas, na espécie, as situações legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C55-533D-39A4-318C e senha D090-2A30-2F20-6C40 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C55-533D-39A4-318C e senha D090-2A30-2F20-6C40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=749828187
2019-04-29T00:00:00
2019-05-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INOCORRÊNCIA – EXISTÊNCIA, NO CASO, DE ANTERIOR PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, PROFERIDO EM SEDE DE FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA (ADI 1.150/RS, REL. MIN. MOREIRA ALVES), SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL CONTROVERTIDA – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE JULGAMENTO IMEDIATO DA CAUSA POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO DO TRIBUNAL LOCAL – APLICABILIDADE, À ESPÉCIE, DA NORMA INSCRITA NO ART. 949, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur403962
- Acórdão(s) citado(s): (RESERVA DO PLENÁRIO, EXISTÊNCIA, PRONUNCIAMENTO, PLENÁRIO, STF) RE 594515 AgR (2ªT), RE 571968 AgR (2ªT), RE 501838 AgR (2ªT), Rcl 11228 ED (TP), RE 748257 AgR (2ªT), ARE 788043 AgR (2ªT), Rcl 22720 AgR (2ªT). (RECLAMAÇÃO, FUNÇÃO) Rcl 336 - RTJ 134/1033. (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 603 - RTJ 168/718, Rcl 1591 (TP), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), Rcl 724 AgR (TP), Rcl 1852 AgR (TP). - Decisões monocráticas citadas: (RESERVA DO PLENÁRIO, EXISTÊNCIA, PRONUNCIAMENTO, PLENÁRIO, STF) Rcl 22720, Rcl 19859, Rcl 29080, Rcl 29109. - Veja ADI 1150 do STF. Número de páginas: 15. Análise: 20/11/2019, AMA.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
29104
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00949 PAR-ÚNICO ART-00988\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 29104 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal – INOCORRÊNCIA – EXISTÊNCIA, NO CASO, DE ANTERIOR PRONUNCIAMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, PROFERIDO EM SEDE DE FISCALIZAÇÃO NORMATIVA ABSTRATA (ADI 1.150/RS, REL. MIN. MOREIRA ALVES), SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL CONTROVERTIDA – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE JULGAMENTO IMEDIATO DA CAUSA POR ÓRGÃO FRACIONÁRIO DO TRIBUNAL LOCAL – APLICABILIDADE, À ESPÉCIE, DA NORMA INSCRITA NO ART. 949, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Virtual da Segunda Turma, na Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 300E-6534-42C2-EB94 e senha 95E0-C747-DE15-7948 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 29104 AGR / PE conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 300E-6534-42C2-EB94 e senha 95E0-C747-DE15-7948 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE conformidade da ata de julgamentos, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Brasília, Sessão Virtual de 19 a 26 de abril de 2019. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 300E-6534-42C2-EB94 e senha 95E0-C747-DE15-7948 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “3. O ponto nodal da lide é a violação direta e objetiva do enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, por ato emanado do E. Tribunal Regional do Trabalho da 6... Região. Fato é que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem reclamado violou a Súmula Vinculante 10, ao afastar a incidência do ‘caput’ e § 2... do art. 3... da Lei Complementar n 03/90, do Estado de Pernambuco, sem observar a cláusula de reserva prevista no art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. 4. Não há que se falar que o tribunal de origem tenha se firmado em jurisprudência pacífica da Corte Constitucional vez que, ao revés, violou frontalmente Súmula Vinculante desta Corte. 5. Deve se observar o absoluto cabimento do instrumento reclamatório no caso, ao analisarmos as hipóteses processuais legitimadoras, veja-se: ‘(a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-2551-BA34-C23D e senha 1168-9FDD-EFE8-A2A8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente. Sustenta o agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “3. O ponto nodal da lide é a violação direta e objetiva do enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, por ato emanado do E. Tribunal Regional do Trabalho da 6... Região. Fato é que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem reclamado violou a Súmula Vinculante 10, ao afastar a incidência do ‘caput’ e § 2... do art. 3... da Lei Complementar n 03/90, do Estado de Pernambuco, sem observar a cláusula de reserva prevista no art. 97 da Constituição Federal de 1988/88. 4. Não há que se falar que o tribunal de origem tenha se firmado em jurisprudência pacífica da Corte Constitucional vez que, ao revés, violou frontalmente Súmula Vinculante desta Corte. 5. Deve se observar o absoluto cabimento do instrumento reclamatório no caso, ao analisarmos as hipóteses processuais legitimadoras, veja-se: ‘(a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-2551-BA34-C23D e senha 1168-9FDD-EFE8-A2A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 29104 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência’ (Código de Processo Civil (art. 988).” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-2551-BA34-C23D e senha 1168-9FDD-EFE8-A2A8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência’ (Código de Processo Civil (art. 988).” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 46FD-2551-BA34-C23D e senha 1168-9FDD-EFE8-A2A8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão por mim proferida – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, o e xame dos fundamentos subjacentes à decisão questionada nesta sede reclamatória leva-me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. Cumpre assinalar, por necessário, que o E. Tribunal Regional do Trabalho da 6... Região, ao apreciar a questão versada nestes autos, utilizou-se dos mesmos fundamentos adotados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento de mérito da ADI 1.150/RS, Rel. Min. MOREIRA ALVES. Impende registrar, por relevante, que o eminente Ministro GILMAR MENDES, defrontando-se com idêntica pretensão formulada pelo Município de Recife/PE, veio a negar seguimento a ação reclamatória (Rcl 22.720/PE), sendo oportuno transcrever o seguinte fragmento de sua douta decisão: “Com efeito, o tribunal reclamado aplicou o entendimento exarado por esta Corte nas ADIs 980 e 1.150. Nesses termos, verifico que o TRT da 6... Região apenas fundamentou-se em jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido de ser inconstitucional lei que disponha sobre transposição automática de empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho para o regime estatutário, sem a prévia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal 29/04/2019 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão por mim proferida – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive o ensejo de enfatizar na decisão agravada, o e xame dos fundamentos subjacentes à decisão questionada nesta sede reclamatória leva-me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. Cumpre assinalar, por necessário, que o E. Tribunal Regional do Trabalho da 6... Região, ao apreciar a questão versada nestes autos, utilizou-se dos mesmos fundamentos adotados pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento de mérito da ADI 1.150/RS, Rel. Min. MOREIRA ALVES. Impende registrar, por relevante, que o eminente Ministro GILMAR MENDES, defrontando-se com idêntica pretensão formulada pelo Município de Recife/PE, veio a negar seguimento a ação reclamatória (Rcl 22.720/PE), sendo oportuno transcrever o seguinte fragmento de sua douta decisão: “Com efeito, o tribunal reclamado aplicou o entendimento exarado por esta Corte nas ADIs 980 e 1.150. Nesses termos, verifico que o TRT da 6... Região apenas fundamentou-se em jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido de ser inconstitucional lei que disponha sobre transposição automática de empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho para o regime estatutário, sem a prévia Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE submissão a concurso público, situação essa que não caracteriza ofensa à Súmula Vinculante 10. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto de minha relatoria na Rcl 11.228-ED, Plenário, DJe 7.2.2014: ‘(...) Como cediço, não afronta a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta a sua incidência no todo ou em parte, quando já houver pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal ou do Plenário ou Órgão Especial, estes do respectivo Tribunal, sobre a questão. É a inteligência do § 1... do art. 481 do Código de Processo Civil. Na hipótese, o Tribunal do Estado do Paraná demonstrou estar albergado por pronunciamento emanado do Plenário desta Excelsa Corte que tratava da mesma questão (…)’. Desse modo, tendo em vista a inexistência de afronta à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, não se vislumbra, no caso, nenhuma das hipóteses previstas para o cabimento da reclamação. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação e julgo prejudicado o pedido liminar (art. 21, § 1..., do RISTF).” (grifei) Cabe ressaltar, ainda, que essa decisão monocrática foi confirmada, em sede de “agravo regimental”, pela colenda Segunda Turma desta Suprema Corte em julgamento ocorrido na Sessão Virtual de 23 a 29 de junho de 2017, que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “Agravo regimental em reclamação. 2. Trabalhista. 3. Aplicação, no caso concreto, de jurisprudência firmada pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE submissão a concurso público, situação essa que não caracteriza ofensa à Súmula Vinculante 10. Nesse sentido, transcrevo trecho do voto de minha relatoria na Rcl 11.228-ED, Plenário, DJe 7.2.2014: ‘(...) Como cediço, não afronta a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta a sua incidência no todo ou em parte, quando já houver pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal ou do Plenário ou Órgão Especial, estes do respectivo Tribunal, sobre a questão. É a inteligência do § 1... do art. 481 do Código de Processo Civil. Na hipótese, o Tribunal do Estado do Paraná demonstrou estar albergado por pronunciamento emanado do Plenário desta Excelsa Corte que tratava da mesma questão (…)’. Desse modo, tendo em vista a inexistência de afronta à Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, não se vislumbra, no caso, nenhuma das hipóteses previstas para o cabimento da reclamação. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação e julgo prejudicado o pedido liminar (art. 21, § 1..., do RISTF).” (grifei) Cabe ressaltar, ainda, que essa decisão monocrática foi confirmada, em sede de “agravo regimental”, pela colenda Segunda Turma desta Suprema Corte em julgamento ocorrido na Sessão Virtual de 23 a 29 de junho de 2017, que restou consubstanciado em acórdão assim ementado: “Agravo regimental em reclamação. 2. Trabalhista. 3. Aplicação, no caso concreto, de jurisprudência firmada pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE Pleno ou por ambas as Turmas desta Corte. 4. Alegação de ofensa à Súmula Vinculante 10. Não caracterização. 5. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 6. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 7. Agravo regimental não provido.” (Rcl 22.720-AgR/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) É preciso enfatizar, nesse ponto, que o Supremo Tribunal Federal tem assinalado, em diversos julgamentos, que a existência de pronunciamento anterior emanado do Plenário desta Suprema Corte ou do órgão competente do Tribunal local, sobre a constitucionalidade (ou não) de determinado ato estatal, autoriza o julgamento imediato da causa, não importando se monocrático ou colegiado, sem que isso configure violação à reserva de plenário (Rcl 11.228-ED/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “(…) VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL. DISPENSA DA FORMALIDADE. Código de Processo Civil, ART. 481, § ÚNICO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 788.043-AgR/PE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “(...) A submissão prévia da arguição de inconstitucionalidade ao Plenário é dispensável se a matéria já tiver sido examinada pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo órgão competente do Tribunal local (art. 481, par. ún., do Código de Processo Civil). Esta Suprema Corte firmou orientação quanto à inconstitucionalidade de normas que impusessem multas por infração tributária desproporcionais à conduta do sujeito passivo. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE Pleno ou por ambas as Turmas desta Corte. 4. Alegação de ofensa à Súmula Vinculante 10. Não caracterização. 5. Impossibilidade de utilização da reclamação como sucedâneo recursal. 6. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 7. Agravo regimental não provido.” (Rcl 22.720-AgR/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) É preciso enfatizar, nesse ponto, que o Supremo Tribunal Federal tem assinalado, em diversos julgamentos, que a existência de pronunciamento anterior emanado do Plenário desta Suprema Corte ou do órgão competente do Tribunal local, sobre a constitucionalidade (ou não) de determinado ato estatal, autoriza o julgamento imediato da causa, não importando se monocrático ou colegiado, sem que isso configure violação à reserva de plenário (Rcl 11.228-ED/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “(…) VIOLAÇÃO À RESERVA DE PLENÁRIO. ART. 97 DA Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO SOBRE A QUESTÃO CONSTITUCIONAL. DISPENSA DA FORMALIDADE. Código de Processo Civil, ART. 481, § ÚNICO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 788.043-AgR/PE, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “(...) A submissão prévia da arguição de inconstitucionalidade ao Plenário é dispensável se a matéria já tiver sido examinada pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo órgão competente do Tribunal local (art. 481, par. ún., do Código de Processo Civil). Esta Suprema Corte firmou orientação quanto à inconstitucionalidade de normas que impusessem multas por infração tributária desproporcionais à conduta do sujeito passivo. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE O Tribunal de origem se limitou a aplicar a linha jurisprudencial desta Suprema Corte, sem que se possa identificar nos autos particularidades que justificassem se tratar de assunto novo que merecesse solução diversa daquela já preconizada pelos precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 501.838-AgR/RN, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA. DESPROPORCIONALIDADE. GRAVIDADE OU POTENCIAL OFENSIVO DO ATO PUNIDO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. Como o acórdão recorrido está em conformidade com os precedentes da Corte sobre a matéria de fundo (desproporcionalidade de multa tributária), é inexigível a submissão da controvérsia ao Plenário (art. 481, par. ún., do Código de Processo Civil). Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 594.515-AgR/RN, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MULTA FISCAL. PERCENTUAL SUPERIOR A 100%. CARÁTER CONFISCATÓRIO. ALEGADA OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte firmou entendimento no sentido de que são confiscatórias as multas fixadas em 100% ou mais do valor do tributo devido. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE O Tribunal de origem se limitou a aplicar a linha jurisprudencial desta Suprema Corte, sem que se possa identificar nos autos particularidades que justificassem se tratar de assunto novo que merecesse solução diversa daquela já preconizada pelos precedentes. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 501.838-AgR/RN, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE. DECLARAÇÃO INCIDENTAL DE INCONSTITUCIONALIDADE. EXISTÊNCIA DE PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. TRIBUTÁRIO. MULTA. DESPROPORCIONALIDADE. GRAVIDADE OU POTENCIAL OFENSIVO DO ATO PUNIDO. ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. Como o acórdão recorrido está em conformidade com os precedentes da Corte sobre a matéria de fundo (desproporcionalidade de multa tributária), é inexigível a submissão da controvérsia ao Plenário (art. 481, par. ún., do Código de Processo Civil). Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 594.515-AgR/RN, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. MULTA FISCAL. PERCENTUAL SUPERIOR A 100%. CARÁTER CONFISCATÓRIO. ALEGADA OFENSA AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte firmou entendimento no sentido de que são confiscatórias as multas fixadas em 100% ou mais do valor do tributo devido. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE II – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional discutida. III – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 748.257-AgR/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Impõe-se acentuar, por oportuno, que essa mesma diretriz jurisprudencial tem sido reafirmada por eminentes Ministros desta Suprema Corte em causas nas quais se instaurou controvérsia idêntica à que ora se examina (Rcl 29.080/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 29.109/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ICMS. ADICIONAL. INSTITUIÇÃO POR LEI ESTADUAL. FUNDO ESTADUAL DE COMBATE À POBREZA. CONVALIDAÇÃO PELO ART. 4... DA EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003. AGRAVOS IMPROVIDOS. I – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional discutida. II – Possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelos órgãos fracionários dos Tribunais, com base em julgamentos do plenário ou órgão especial que, embora não guardem identidade absoluta com o caso em concreto, analisaram matéria constitucional equivalente. III – Ausência de prequestionamento do art. 167, IV, da Constituição Federal de 1988. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE II – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional discutida. III – Agravo regimental improvido.” (Recurso Extraordinário 748.257-AgR/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Impõe-se acentuar, por oportuno, que essa mesma diretriz jurisprudencial tem sido reafirmada por eminentes Ministros desta Suprema Corte em causas nas quais se instaurou controvérsia idêntica à que ora se examina (Rcl 29.080/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 29.109/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.): “AGRAVOS REGIMENTAIS NOS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. RESERVA DE PLENÁRIO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ICMS. ADICIONAL. INSTITUIÇÃO POR LEI ESTADUAL. FUNDO ESTADUAL DE COMBATE À POBREZA. CONVALIDAÇÃO PELO ART. 4... DA EMENDA CONSTITUCIONAL 42/2003. AGRAVOS IMPROVIDOS. I – A obediência à cláusula de reserva de plenário não se faz necessária quando houver orientação consolidada do Supremo Tribunal Federal sobre a questão constitucional discutida. II – Possibilidade de reconhecimento de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelos órgãos fracionários dos Tribunais, com base em julgamentos do plenário ou órgão especial que, embora não guardem identidade absoluta com o caso em concreto, analisaram matéria constitucional equivalente. III – Ausência de prequestionamento do art. 167, IV, da Constituição Federal de 1988. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE IV – O art. 4... da EC 42/2003 validou os adicionais instituídos pelos Estados e pelo Distrito Federal para financiar os Fundos de Combate à Pobreza. Precedentes. V – Agravos regimentais improvidos.” (Recurso Extraordinário 571.968-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Essa visão em torno do tema – que afirma ser dispensável, em relação a questões constitucionais sobre as quais o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se tenha manifestado, a observância do postulado da reserva de plenário – reflete diretriz jurisprudencial firmada por esta Corte na matéria, cabendo destacar, por expressivo desse entendimento, fragmento de decisão proferida pelo eminente Ministro ROBERTO BARROSO (Rcl 19.859/PE, de que foi Relator), ao pronunciar-se a propósito dessa específica situação: “12. Quanto à alegação de violação à Súmula Vinculante n 10, observo que o órgão reclamado afirmou a inconstitucionalidade da Lei Municipal n 15.335/1990 com base em precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, na ADI 1.150, Rel. Min. Moreira Alves, esta Corte afirmou a invalidade de norma que previu a transposição para o regime estatutário de empregados que não se submeteram a concurso. 13. O art. 481, parágrafo único, do Código de Processo Civil/1973, correspondente ao art. 949, parágrafo único, do Código de Processo Civil/2015, dispensa a submissão da questão constitucional ao plenário ou órgão especial quando já houver pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria. Ressalto que, embora os efeitos vinculantes da declaração de inconstitucionalidade sejam restritos à norma então impugnada, a dispensa da observância da cláusula de reserva de plenário exige apenas que o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha analisado matéria constitucional equivalente. (…).” (grifei) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE IV – O art. 4... da EC 42/2003 validou os adicionais instituídos pelos Estados e pelo Distrito Federal para financiar os Fundos de Combate à Pobreza. Precedentes. V – Agravos regimentais improvidos.” (Recurso Extraordinário 571.968-AgR/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Essa visão em torno do tema – que afirma ser dispensável, em relação a questões constitucionais sobre as quais o Plenário do Supremo Tribunal Federal já se tenha manifestado, a observância do postulado da reserva de plenário – reflete diretriz jurisprudencial firmada por esta Corte na matéria, cabendo destacar, por expressivo desse entendimento, fragmento de decisão proferida pelo eminente Ministro ROBERTO BARROSO (Rcl 19.859/PE, de que foi Relator), ao pronunciar-se a propósito dessa específica situação: “12. Quanto à alegação de violação à Súmula Vinculante n 10, observo que o órgão reclamado afirmou a inconstitucionalidade da Lei Municipal n 15.335/1990 com base em precedente do Plenário do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, na ADI 1.150, Rel. Min. Moreira Alves, esta Corte afirmou a invalidade de norma que previu a transposição para o regime estatutário de empregados que não se submeteram a concurso. 13. O art. 481, parágrafo único, do Código de Processo Civil/1973, correspondente ao art. 949, parágrafo único, do Código de Processo Civil/2015, dispensa a submissão da questão constitucional ao plenário ou órgão especial quando já houver pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria. Ressalto que, embora os efeitos vinculantes da declaração de inconstitucionalidade sejam restritos à norma então impugnada, a dispensa da observância da cláusula de reserva de plenário exige apenas que o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha analisado matéria constitucional equivalente. (…).” (grifei) 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE Em suma: resulta claro, pois, na espécie, que inexiste ofensa à Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. Cumpre destacar, finalmente, um outro aspecto que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Refiro-me ao fato de que, considerada a ausência, no caso, dos pressupostos legitimadores do ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. A reclamação, como se sabe, reveste-se de múltiplas funções, tal como revelado por precedentes desta Corte (RTJ 134/1033, v.g.) e definido pelo novo Código de Processo Civil (art. 988), as quais, em síntese, compreendem (a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência. Isso significa, portanto, que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE Em suma: resulta claro, pois, na espécie, que inexiste ofensa à Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. Cumpre destacar, finalmente, um outro aspecto que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico- -processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Refiro-me ao fato de que, considerada a ausência, no caso, dos pressupostos legitimadores do ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. A reclamação, como se sabe, reveste-se de múltiplas funções, tal como revelado por precedentes desta Corte (RTJ 134/1033, v.g.) e definido pelo novo Código de Processo Civil (art. 988), as quais, em síntese, compreendem (a) a preservação da competência global do Supremo Tribunal Federal, (b) a restauração da autoridade das decisões proferidas por esta Corte Suprema e (c) a garantia de observância da jurisprudência vinculante deste Tribunal Supremo (tanto a decorrente de enunciado sumular vinculante quanto a resultante dos julgamentos da Corte em sede de controle normativo abstrato), além de atuar como expressivo meio vocacionado a fazer prevalecer os acórdãos deste Tribunal proferidos em incidentes de assunção de competência. Isso significa, portanto, que a reclamação não se qualifica como sucedâneo recursal, nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, nem traduz meio de uniformização de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, Rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE jurisprudência, eis que tais finalidades revelam-se estranhas à destinação subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg. 1852, relator Maurício Corrêa, e Rcl Ag.Rg. 724, Rel. Min. Octavio Gallotti. (…).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 29104 AGR / PE III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Em conclusão, não se acham configuradas, na espécie, as situações legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Supremo Tribunal Federal RCL 29104 AGR / PE III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(…) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Em conclusão, não se acham configuradas, na espécie, as situações legitimadoras da utilização do instrumento reclamatório. Sendo assim, em face das razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código A585-54F1-F94A-FAB5 e senha 3DE8-F483-491F-EFA8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/04/2019 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C55-533D-39A4-318C e senha D090-2A30-2F20-6C40 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 29.104 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : DANIELI REIS MIRANDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6... REGIAO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Segunda Turma, Sessão Virtual de 19.4.2019 a 26.4.2019. Composição: Ministros Ricardo Lewandowski (Presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Marcelo Pimentel Secretário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 6C55-533D-39A4-318C e senha D090-2A30-2F20-6C40 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 29 . 104", "SÚMULA VINCULANTE n 10 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 1 . 150 / RS", "RECLAMAÇÃO 29 . 104", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10", "RCL 29104 AGR / PE", "RCL 29104 AGR / PE", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 1 . 150 / RS", "Rcl 22 . 720 / PE", "ADIs 980", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 1 . 150 / RS", "Rcl 22 . 720 / PE", "ADIs 980", "Súmula Vinculante 10", "Rcl 11 . 228 - ED", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl 11 . 228 - ED", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10", "Rcl 22 . 720 - AgR / PE", "Rcl 11 . 228 - ED / PR", "ARE 788 . 043 - AgR / PE", "RCL 29104", "Rcl 22 . 720 - AgR / PE", "Rcl 11 . 228 - ED / PR", "ARE 788 . 043 - AgR / PE", "Recurso Extraordinário 501 . 838 - AgR / RN", "Recurso Extraordinário 594 . 515 - AgR / RN", "RCL 29104 AGR", "Recurso Extraordinário 501 . 838 - AgR / RN", "Recurso Extraordinário 594 . 515 - AgR / RN", "RCL 29104 AGR / PE", "Recurso Extraordinário 748 . 257 - AgR / SE", "Rcl 29 . 080 / PE", "Rcl 29 . 109 / PE", "SÚMULAS 282", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 748 . 257 - AgR / SE", "Rcl 29 . 080 / PE", "Rcl 29 . 109 / PE", "SÚMULAS 282", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 571 . 968 - AgR / RJ", "Rcl 19 . 859 / PE", "Súmula Vinculante n 10", "ADI 1 . 150", "Recurso Extraordinário 571 . 968 - AgR / RJ", "Rcl 19 . 859 / PE", "Súmula Vinculante n 10", "ADI 1 . 150", "RCL 29104 AGR / PE", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 134 / 1033", "RCL 29104 AGR", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 134 / 1033", "RCL 29104 AGR / PE", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "Rcl Ag . 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DA", "EMENDA CONSTITUCIONAL 42 / 2003", "art . 167 , IV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 4 . . . DA", "EMENDA CONSTITUCIONAL 42 / 2003", "art . 167 , IV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 42 / 2003", "Lei Municipal n 15 . 335 / 1990", "art . 481 , parágrafo único , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 949 , parágrafo único , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da", "EC 42 / 2003", "Lei Municipal n 15 . 335 / 1990", "art . 481 , parágrafo único , do Código de Processo Civil / 1973", "art . 949 , parágrafo único , do Código de Processo Civil / 2015", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . 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Região", "Corte Constitucional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional do Trabalho da 6 . . . Região", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Município de", "TRT da 6 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional do Trabalho da 6 . . . Região", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "TRT da 6 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal do Estado do Paraná", "Plenário", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "/", "Plenário", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Tribunal do Estado do Paraná", "Plenário", "Segunda Turma", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "TRIBUNAL PLENO", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Suprema", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "RCL 29104", "AGR", "/", "PE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Maior", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6 .", "Segunda Turma" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "DANIELI REIS MIRANDA", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIELI REIS MIRANDA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIELI REIS MIRANDA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MOREIRA ALVES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "MOREIRA ALVES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "Moreira Alves", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "Moreira Alves", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "OCTAVIO GALLOTTI", "Maurício Corrêa", "Octavio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "CARLOS VELLOSO", "OCTAVIO GALLOTTI", "Maurício Corrêa", "Octavio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "491F", "CELSO DE MELLO", "MAURÍCIO CORRÊA", "CÁRMEN LÚCIA", "MAURÍCIO CORRÊA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DANIELI REIS MIRANDA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel", "CELSO DE MELLO", "DANIELI REIS MIRANDA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Edson Fachin", "Marcelo Pimentel" ], "TEMPO": [ "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 a 26 de abril de 2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2014", "23", "29 de junho de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2014", "23", "29 de junho de 2017", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "04", "/", "2019", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "4", ".", "2019", "26", ".", "4", ".", "2019", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo contra decisão do juízo de origem pelo não processamento do recurso extraordinário. Fundamentos. Ausência de impugnação. Súmula nº 287/STF. Precedentes. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, devem ser impugnados, na petição do agravo, todos os fundamentos de inadmissão do apelo extremo. Incidência da Súmula nº 287/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C454-8F59-0140-CA5B e senha 3F8A-E66F-47CF-B6D2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1198237 AGR / PE termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C454-8F59-0140-CA5B e senha 3F8A-E66F-47CF-B6D2 Supremo Tribunal Federal ARE 1198237 AGR / PE termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C454-8F59-0140-CA5B e senha 3F8A-E66F-47CF-B6D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos do decisum então agravado (Súmula nº 287 do STF). Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste recurso ao colegiado com o ulterior provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6A-64B9-EEBE-E281 e senha F6E5-7A10-4015-EB6B Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos do decisum então agravado (Súmula nº 287 do STF). Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste recurso ao colegiado com o ulterior provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6A-64B9-EEBE-E281 e senha F6E5-7A10-4015-EB6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo, todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso extraordinário na origem, o que não ocorreu no caso em tela, conforme assentado no decisum ora recorrido. Incidência da Súmula 287/STF. Nesse sentido, anotem-se: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DO FUNDAMENTO DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE nº 1.123.973/AP – AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 25/9/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA. PROCON. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 DO STF. INCIDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F796-9259-31E3-C1A3 e senha 2444-1DEE-BE30-73C8 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo, todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso extraordinário na origem, o que não ocorreu no caso em tela, conforme assentado no decisum ora recorrido. Incidência da Súmula 287/STF. Nesse sentido, anotem-se: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DO FUNDAMENTO DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4º DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE nº 1.123.973/AP – AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 25/9/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA. PROCON. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 DO STF. INCIDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4º, DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F796-9259-31E3-C1A3 e senha 2444-1DEE-BE30-73C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1198237 AGR / PE CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.014.460-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ 23/3/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/3/17). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F796-9259-31E3-C1A3 e senha 2444-1DEE-BE30-73C8 Supremo Tribunal Federal ARE 1198237 AGR / PE CPC/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.014.460-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ 23/3/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/3/17). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F796-9259-31E3-C1A3 e senha 2444-1DEE-BE30-73C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EF-4849-E7D1-9B3F e senha F76A-FDC3-4643-829B Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EF-4849-E7D1-9B3F e senha F76A-FDC3-4643-829B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=750475923
2019-06-28T00:00:00
2019-08-09T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo contra decisão do juízo de origem pelo não processamento do recurso extraordinário. Fundamentos. Ausência de impugnação. Súmula nº 287/STF. Precedentes. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, devem ser impugnados, na petição do agravo, todos os fundamentos de inadmissão do apelo extremo. Incidência da Súmula nº 287/STF. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4º, do CPC). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.
sjur408421
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO, DECISÃO RECORRIDA) ARE 966597 AgR (2ªT), ARE 1014460 AgR (1ªT), ARE 1123973 AgR (TP). Número de páginas: 6. Análise: 13/09/2019, MJC.
DIAS TOFFOLI (Presidente)
Tribunal Pleno
1198237
[ "LEG-FED LEI-013105 ANO-2015\n ART-00085 PAR-00002 PAR-00003 PAR-00011 \n ART-01021 PAR-00004\n CPC-2015 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 1198237 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Agravo contra decisão do juízo de origem pelo não processamento do recurso extraordinário. Fundamentos. Ausência de impugnação. Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, devem ser impugnados, na petição do agravo, todos os fundamentos de inadmissão do apelo extremo. Incidência da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil). 3. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão virtual do Plenário de 21 a 27/6/2019, na conformidade da ata do julgamento, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C454-8F59-0140-CA5B e senha 3F8A-E66F-47CF-B6D2 Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 1198237 AGR / PE termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C454-8F59-0140-CA5B e senha 3F8A-E66F-47CF-B6D2 Supremo Tribunal Federal ARE 1198237 AGR / PE termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Brasília, 28 de junho de 2019. MINISTRO DIAS TOFFOLI Presidente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código C454-8F59-0140-CA5B e senha 3F8A-E66F-47CF-B6D2 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos do decisum então agravado (Súmula n 287 do Supremo Tribunal Federal). Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste recurso ao colegiado com o ulterior provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6A-64B9-EEBE-E281 e senha F6E5-7A10-4015-EB6B Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): Trata-se de agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso, sob o fundamento de ausência de impugnação dos fundamentos do decisum então agravado (Súmula n 287 do Supremo Tribunal Federal). Sustenta a parte agravante, em síntese, a inexistência do óbice apontado. Pede, assim, a reconsideração da decisão ou a submissão deste recurso ao colegiado com o ulterior provimento do recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 4A6A-64B9-EEBE-E281 e senha F6E5-7A10-4015-EB6B Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo, todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso extraordinário na origem, o que não ocorreu no caso em tela, conforme assentado no decisum ora recorrido. Incidência da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anotem-se: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DO FUNDAMENTO DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE n 1.123.973/AP – AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 25/9/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA. PROCON. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F796-9259-31E3-C1A3 e senha 2444-1DEE-BE30-73C8 Supremo Tribunal Federal 28/06/2019 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PERNAMBUCO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (PRESIDENTE): A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo, todos os fundamentos da decisão de inadmissão do recurso extraordinário na origem, o que não ocorreu no caso em tela, conforme assentado no decisum ora recorrido. Incidência da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anotem-se: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DO FUNDAMENTO DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO: SÚMULA 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA APLICADA NO PERCENTUAL DE 1%, CONFORME O § 4... DO ART. 1.021 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (ARE n 1.123.973/AP – AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Cármen Lúcia (Presidente), DJe de 25/9/18) “AGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO E IMPOSIÇÃO DE MULTA. PROCON. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE, NA ORIGEM, INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. REITERADA REJEIÇÃO DOS ARGUMENTOS EXPENDIDOS PELA PARTE NAS SEDES RECURSAIS ANTERIORES. MANIFESTO INTUITO PROTELATÓRIO. MULTA DO ARTIGO 1.021, § 4..., DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F796-9259-31E3-C1A3 e senha 2444-1DEE-BE30-73C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 1198237 AGR / PE Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.014.460-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ 23/3/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/3/17). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F796-9259-31E3-C1A3 e senha 2444-1DEE-BE30-73C8 Supremo Tribunal Federal ARE 1198237 AGR / PE Código de Processo Civil/2015. APLICABILIDADE. RECURSO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. APLICAÇÃO DE NOVA SUCUMBÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO” (ARE n. 1.014.460-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ 23/3/17). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Razões do agravo não atacam os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287. 3. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 966.597-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 14/3/17). Manifestamente improcedente, nego provimento ao agravo regimental e condeno a parte agravante ao pagamento de multa de 1% (um por cento) sobre o valor atualizado da causa, consoante disposto no art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil, caso seja unânime a votação. Havendo prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, seu valor monetário será majorado em 10% (dez por cento) em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil, observados os limites dos §§ 2... e 3... do referido artigo e a eventual concessão de justiça gratuita. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código F796-9259-31E3-C1A3 e senha 2444-1DEE-BE30-73C8 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 28/06/2019 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EF-4849-E7D1-9B3F e senha F76A-FDC3-4643-829B Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 1.198.237 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : S.L.R.C. REPRESENTADA POR A.J.F.C.L. PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: O Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, § 4..., do Código de Processo Civil), nos termos do voto do Relator, Ministro Dias Toffoli (Presidente). Plenário, Sessão Virtual de 21.6.2019 a 27.6.2019. Composição: Ministros Dias Toffoli (Presidente), Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes. Carmen Lilian Oliveira de Souza Assessora-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 28EF-4849-E7D1-9B3F e senha F76A-FDC3-4643-829B Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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